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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E APLICADAS 
CAMPUS DE CAICÓ 
 
 
 
 
 
Luana Priscila Araújo 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTABILIDADE EMPRESARIAL: Um estudo de caso sobre a margem 
de contribuição e o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas, em uma 
empresa comercial do ramo ótico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAICÓ – RN 
2015 
Luana Priscila Araújo 
 
 
 
 
 
 
CONTABILIDADE EMPRESARIAL: Um estudo de caso sobre a margem 
de contribuição e o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas, em uma 
empresa comercial do ramo ótico. 
 
 
 
 
 
Monografia apresentada ao Departamento de 
Ciências Exatas e Aplicadas do Centro de Ensino 
Superior do Seridó da Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte, para obtenção do título de 
Bacharel em Ciências Contábeis. 
 
Orientador(a): Prof. Me. Carlos José Wanderley 
Ferreira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Catalogação da Publicação na Fonte 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN 
Sistema de Bibliotecas - SISBI 
 
Araújo, Luana Priscila. 
Contabilidade empresarial: um estudo de caso sobre a margem 
de contribuição e o ponto de equilíbrio entre receitas e 
despesas, em uma empresa comercial do ramo ótico / Luana 
Priscila Araújo. - Caicó: UFRN, 2016. 
43f: il. 
 
Orientador: Me. Carlos José Wanderley Ferreira. 
 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 
Centro de Ensino Superior do Seridó. 
Curso de Ciências Contábeis. 
 
 
1. Ponto de equilíbrio. 2. Margem. 3. Despesas. 4. 
Custos. I. Ferreira, Carlos José Wanderley. II. Título. 
 
RN/UF/BSE07-Caicó CDU 657 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAICÓ – RN 
2015 
 
Luana Priscila Araújo 
 
 
 
 
 
 
CONTABILIDADE EMPRESARIAL: Um estudo de caso sobre a margem 
de contribuição e o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas, em uma 
empresa comercial do ramo ótico. 
 
 
 
Monografia apresentada ao Departamento de Ciências Exatas e Aplicadas do Centro de 
Ensino Superior do Seridó da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para obtenção 
do título de Bacharel em Ciências Contábeis. 
 
 
 
 
 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
____________________________________________________ 
 Prof. Me. Carlos José Wanderley Ferreira - UFRN/CERES 
Orientador 
 
 
_______________________________________________________ 
Prof.ª Me. Sócrates Dantas Lopes- UFRN/CERES 
Examinador 
 
 
________________________________________________________ 
Prof.º Esp. Ney Fernandes de Araújo - UFRN/CERES 
Examinador 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico aos meus pais Ana Maria de Medeiros e Armane Alves de Araújo que não tiveram a 
oportunidade de se formar, pois hoje só sou quem sou por causa deles que são exemplos de 
honestidade e vitória. 
AGRADECIMENTOS 
 
 
 Agradeço a Deus por ter permitido a minha existência e por ter permitido essa vitória. 
Quero agradecer aos meus pais, Ana e Armane, que sempre me ajudaram e incentivaram a 
continuar essa caminhada, mesmo em meio a altos e baixos, sempre mostrando que na vida 
não há nada fácil e nem há nada que seja impossível de se conseguir, desde que se tenham 
persistência e confiança em si mesmo. 
 Agradeço também ao meu querido esposo Mizael que também me ajuda com o que 
está sempre em seu alcance e até mesmo em coisas desconhecidas para ele. 
 Agradeço a meu querido professor Carlos Wanderley que sempre orientou da melhor 
forma possível sempre que o procurei. 
 Agradeço a meu professor Francisco Félix por ter me ajudado, corrigindo meu 
trabalho, assim contribuindo para essa conquista. 
Agradeço também àqueles que me ajudaram diretamente e indiretamente nessa caminhada. 
Obrigado a todos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em 
constante movimento para manter o equilíbrio”. 
 Albert Einstein 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 
O presente trabalho é sobre o ponto de equilíbrio em uma empresa do ramo ótico em CAICÓ-
RN. Nele serão falados os tipos de custos, margem de contribuição, margem bruta, margem 
líquida, margem de segurança e o ponto de equilíbrio. Além disso, serão abordado os temas 
contabilidade empresarial, contabilidade de custos e contabilidade gerencial. Será exposto o 
conceito de empresa e os tipos de empresas existentes. A contabilidade possui informações 
gerenciais para manter uma empresa operando bem, pois, devido às alterações de mercado, as 
empresas estão ampliando as suas necessidades e estão precisando de gestores que entendam 
do negócio, que tenham experiência e também condições de aprender novas técnicas para 
escaparem das reações que o mercado está ocasionando. No decorrer do trabalho, será 
mostrada, através das análises do ponto de equilíbrio e das margens acima citadas, a 
importância dessas ferramentas para o gestor. Quando as empresas têm condições de usarem 
seus relatórios e têm conhecimento do que são os custos, as receitas e as despesas, sem 
dúvida, obterão melhores resultados nas respostas dos negócios. 
 
Palavras-chave: ponto de equilíbrio, margem, despesas, custos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
 
Figura 1: Gráfico da margem de contribuição, margem bruta e margem líquida. ................................. 32 
Figura 2: Representação gráfica do ponto de equilíbrio. ..................................................................... 35 
Figura 3: Análise da margem de contribuição versus análise do ponto de equilíbrio. .......................... 35 
Figura 4: Gráfico comparativo entre as margens de segurança, bruta, líquida e de contribuição. ......... 39 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
 
 
Tabela 1: Porte da empresa .................................................................................................................. 15 
Tabela 2: Despesas variáveis ................................................................................................................ 27 
Tabela 3: Custos Das Mercadorias Vendidas em 2014 ......................................................................... 27 
Tabela 4: Receita de vendas em 2014................................................................................................... 28 
Tabela 5: Despesas fixas em 2014. ....................................................................................................... 28 
Tabela 6: DRE analítica. ...................................................................................................................... 28 
Tabela 7: DRE sintética do ano 2014. .................................................................................................. 30 
Tabela 8: Margem bruta em relação às vendas em percentual. ............................................................. 30 
Tabela 9: Margem de contribuição em relação às vendasem percentual. ............................................ 31 
Tabela 10: Margem líquida em relação às vendas em percentual. ........................................................ 32 
Tabela 11: Prova real do ponto de equilíbrio. ....................................................................................... 34 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
 
IRPJ Imposto de renda de pessoa jurídica 
CSLL Contribuição social sobre o lucro líquido 
TCC Trabalho de conclusão de curso 
PE Ponto de equilíbrio 
MC Margem de contribuição 
CF Custo fixo 
MB Margem bruta 
CMV Custo das mercadorias vendidas 
DV Despesas variáveis 
ML Margem líquida 
DF Despesas fixas 
MS Margem de segurança 
DRE Demonstração de resultado 
FGTS Fundo de garantia por tempo de serviço 
GAO Grau de alavancagem operacional 
LO Lucro operacional 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 14 
Objetivos da pesquisa ........................................................................................................................... 18 
Geral................................................................................................................................................. 18 
Específicos ....................................................................................................................................... 18 
CAPÍTULO I – REFERENCIAL TEÓRICO ....................................................................................... 19 
1.1. Conceitos de custos e receitas: .................................................................................................. 20 
1.2. Ponto de equilíbrio, seus conceito: ............................................................................................ 20 
1.3. Tipos de ponto de equilíbrios: ................................................................................................... 21 
1.4. Relevância da análise do ponto de equilíbrio: ........................................................................... 21 
1.5.influência a alteração dos custos e despesas fixas no ponto de equilíbrio: .................................. 22 
1.6. Limitações para análise do ponto de equilíbrio: ........................................................................ 22 
1.7. Conceitos da margem bruta, margem de contribuição, margem líquida e a margem de 
segurança.......................................................................................................................................... 22 
CAPÍTULO II – METODOLOGIA ..................................................................................................... 25 
2.1 Tipo da pesquisa ............................................................................................................................. 25 
2.2 Universo e amostra ..................................................................................................................... 25 
2.3. Sujeitos da pesquisa................................................................................................................... 26 
2.4 Instrumento para a coleta de dados ............................................................................................ 26 
2.5 Procedimentos para análise de dados.......................................................................................... 26 
CAPÍTULO III – ESTUDO DE CASO – EMPRESA DO RAMO ÓPTICO. ...................................... 27 
3.1. Caracterização da empresa. ....................................................................................................... 27 
3.2. Coleta dos dados........................................................................................................................ 27 
3.2.1. Margem bruta ......................................................................................................................... 30 
3.2.2. Margem de contribuição ......................................................................................................... 31 
3.2.3. Margem líquida ..................................................................................................................... 31 
3.3. Análise do ponto de equilíbrio ................................................................................................... 33 
 3.3.1. Prova real do ponto de equilíbrio ........................................................................................... 33 
3.3.2. Alavancagem operacional....................................................................................................... 36 
3.4. Limitações do ponto equilíbrio. ................................................................................................. 36 
3.5. Benefícios da análise do ponto de equilíbrio. ............................................................................ 37 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................... 40 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................... 41 
ANEXOS ............................................................................................................................................. 43 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
INTRODUÇÃO 
 
 O presente trabalho é sobre a análise do ponto de equilíbrio em uma empresa do ramo 
ótico em Caicó-RN, mais precisamente, trataremos dos tipos de custos, margem de 
contribuição, margem bruta, margem líquida e margem de segurança. Mas, antes de entrar 
nesses assuntos, falaremos sobre contabilidade empresarial, contabilidade de custos e 
contabilidade gerencial, como também do conceito de empresa e os tipos de empresas 
existentes. 
 A contabilidade é um ramo da ciência de suma importância para a sociedade. Há 
tempos, a contabilidade vem sendo usada como ferramenta de controle e prestação de contas. 
Originou-se devido à necessidade dos comerciantes, que, em meio às transações comerciais, 
foram percebendo a insuficiência de controles em seus negócios. Assim a contabilidade foi 
sendo adaptada e foi evoluindo de acordo com as necessidades do comércio. 
A contabilidade é um sistema de contas composto por normas, regras e 
princípios para a acumulação, geração e análise de dados para atender a 
necessidades internas e externas de uma empresa [...]. É ramo do 
conhecimento necessário como eficiente instrumento de controle, 
planejamento e gestão de um negócio com ou sem finalidades lucrativas. 
(SANTOS, 2011, p.1) 
Por ser uma ciência tão ampla, foi necessária a sua subdivisão, assim, temos a 
contabilidade gerencial, contabilidade financeira, contabilidade empresarial, contabilidade de 
custos, contabilidade pública, contabilidade das cooperativas, entre outras. Como não 
poderíamos falar de todas as ramificações e de todos os assuntos da contabilidade, optaremos 
em falar sobre a contabilidade empresarial e falaremos um pouco da contabilidade gerencial. 
 A contabilidade empresarial tem trazido uma grande contribuição para as empresas. 
Com as suas ferramentas, ela proporciona a qualquer entidade descobrir, buscar soluções e se 
precaver diante dos problemas que poderão acontecer no decorrer do exercício atual ou até 
mesmo nos demais exercícios das empresas. Segundo Chiavenato: 
Empresa é um conjunto de pessoas que trabalham juntas, no sentido de 
alcançar objetivos por meio da gestão de recursos humanos, materiais e 
financeiros. Geralmente,as empresas são compostas por várias pessoas, 
embora existam empresas formadas por um só indivíduo. Nelas as pessoas 
juntam–se para atingir objetivos que isoladamente jamais conseguiriam 
alcançar, graças à colaboração e à cooperação. Colaboração e cooperação 
entre as pessoas são aspectos fundamentais para o sucesso do negócio. 
Dirigir uma empresa é basicamente construir redes de colaboração e 
cooperação entre as pessoas que a constituem. (CHIAVENATO, 2012, p. 
54). 
 Já para Maximiano: 
15 
 
Uma empresa é uma iniciativa que tem objetivo de fornecer produtos e 
serviços para atender a necessidades de pessoas, ou de mercados, e obter 
lucro com isso. Para obter lucro e atender o compromisso com sua 
prosperidade, o empreendedor precisa adquirir recursos, estruturar um 
sistema de operações e assumir um compromisso com a satisfação do 
cliente. Essa característica central deve estar cristalina na mente do 
empreendedor – uma empresa só sobrevive com a obtenção de lucro. 
(MAXIMIANO, 2011, p.8). 
As empresas são classificadas pelo porte e o tipo de regime de tributação. Tipos de portes : 
microempresa, pequena empresa, média empresa, média-grande empresa e grande empresa 
(Tabela 1). 
TABELA 1: PORTE DA EMPRESA 
Classificação Receita operacional bruta anual 
Microempesa Menor ou igual a R$ 2,4 milhões 
Pequena empresa Maior que R$ 2,4 milhões e menor ou igual a R$ 16 milhões 
Média empresa Maior que R$ 16 milhões e menor ou igual a R$ 90 milhões 
Média-grande empresa Maior que R$ 90 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões 
Grande empresa Maior que R$ 300 milhões 
Fonte:http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/porte.htm
l, acessado dia 03 de outubro de 15, às 22h:10min. 
 
 As empresas também são classificadas de acordo com o regime de tributação: lucro 
real, lucro presumido e simples nacional. 
O Lucro Real é a regra geral para a apuração do Imposto de Renda (IRPJ) e 
da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) da pessoa jurídica, 
onde essa apura o IRPJ determinado a partir do lucro contábil, acrescido de 
ajustes (positivos e negativos) requeridos pela legislação fiscal. Nesse 
regime, incidem duas situações conhecidas como Prejuízo Fiscal e Base de 
Cálculo Negativa de CSLL, das quais não haverá IRPJ e CSLL a pagar [...]. 
o Lucro Presumido é uma forma de tributação simplificada para 
determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSLL das pessoas jurídicas 
que não estiverem obrigadas à apuração do lucro real. A sistemática de 
tributação pelo Lucro Presumido é regulamentada pelos artigos 516 a 528 do 
Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/1999). No regime de 
lucro presumido a pessoa jurídica pagará o imposto à alíquota de 15% 
(quinze por cento) sobre o lucro presumido, apurado de conformidade com 
o Regulamento do Imposto de Renda [...]. O Simples Nacional, que é um 
regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos 
aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, previsto na Lei 
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Para ser optante do 
regime, a microempresa deve auferir em cada ano-calendário receita bruta 
igual ou inferior a R$ 360 mil reais e a de pequeno porte superior a R$ 360 
mil e igual ou inferior a R$ 3.6 milhões.
1 
 
1
 http://www.contabeis.com.br/artigos/2407/regime-de-tributacao-conceito/, acessado em 08 de novembro de 
2015 às 20h:02 min. 
16 
 
O tema contabilidade empresarial com enfoque na parte das receitas e despesas tem 
muita importância para a vida das empresas, pois, sem o conhecimento de cada uma delas, as 
empresas não poderão sobreviver por muito tempo no mercado, pois cada vez mais está mais 
competitivo e arriscado em que sobrevive aquele empresário que souber sobressair e obtiver o 
conhecimento sobre esse assunto e demais ramificações da contabilidade empresarial com 
auxílio do contador. 
A contabilidade proporciona aos gestores ou gerentes informações gerenciais como 
manter uma empresa operando bem. Em meio às crises e outras alterações de mercado, as 
empresas estão ampliando as suas necessidades e estão precisando de gestores que entendam 
do negócio, que tenham experiência e também tenham condições de aprender novas técnicas 
para escaparem das reações que o mercado está ocasionando. De acordo com Chiavenato: 
O mercado é a arena de operações da empresa. É nele onde se travam as 
batalhas não só para conquistar o cliente disputado entre vários concorrentes, 
mas também para descobrir suas necessidades, a fim de projetar mercadorias 
e serviços adequados a essa necessidades, fazendo com que ele escolha seu 
produto/serviço e não o dos concorrentes. Isso significa fazer a empresa estar 
voltada para o mercado e para o cliente, bem como para competição. 
(CHIAVENATO, 2012, p.88). 
 Não é certo o dia de amanhã, podemos dormir com o dólar valendo em R$ 3,00 e 
acordar com ele valendo R$ 4,00. Esse tipo de alteração movimenta toda a economia dos 
países. Assim os empreendedores devem estar preparados para um “feedback” positivo em 
relação às alterações rápidas de mercado. Segundo Chiavenato: 
O espírito empreendedor aprende a perceber e localizar as oportunidades no 
mundo dos negócios e aproveitá-las rápida e adequadamente. Para tanto, 
deve ter visão panorâmica e fortalecer a flexibilidade, a adaptabilidade e a 
manobrabilidade em um mundo dinâmico e complexo. No entanto, deve 
também fugir dos perigos e percalços que rondam toda atividade criativa e 
inovadora. Os perigos mais comuns nos novos negócios podem ser 
perfeitamente neutralizados e evitados. (CHIAVENATO, 2012, p.21). 
A contabilidade gerencial é um ramo da contabilidade que ajuda no planejamento 
estratégico. “A contabilidade gerencial é relacionada com o fornecimento de informações para 
administradores - isto é, aqueles que estão dentro da organização e que são responsáveis pela 
direção e controle de suas operações” (Padoveze, 2000, p.31). Assim os gestores de uma 
empresa que, geralmente, em grande maioria são os proprietários, devem conhecer sua 
empresa bem e conhecer também o mercado no qual ela está inserida. Com isso, a 
contabilidade gerencial favorece muito a administração das empresas com seus relatórios 
tornando mais fácil a tomada de decisão nas empresas em meio a todo tipo de adversidade. 
Será mostrada a relevância dos custos e receitas para a tomada de decisão nas 
empresas. O objeto da pesquisa será fazer um estudo do ponto de equilíbrio entre receitas e 
17 
 
custos. A análise do ponto de equilíbrio é relevante para a empresa saber a partir de quantas 
unidades produzidas e vendidas começará a ter lucro, podendo assim saber quanto terá que 
vender para cobrir seus custos e começar a ter novos lucros, com isso: 
O ponto de equilíbrio será obtido quando o total dos lucros 
marginais, de todos os produtos comercializados, equivalerem ao custo 
estrutural fixo do mesmo período de tempo objeto da análise [...]. A 
informação também conhecida, como a do faturamento mínimo que uma 
empresa precisa obter para não incorrer em prejuízo [...]. (SANTOS, 2011, 
p.37). 
 Assim, o ponto de equilíbrio e a relação receitas e custos podem ajudar na gestão de 
empresas sem que haja prejuízos ou desequilíbrios financeiros. A pesquisa sobre a análise do 
ponto equilíbrio também será um pontapé inicial para as empresas de como será relevante o 
uso dessa ferramenta. 
 O trabalho poderá ser muito enriquecedor para os conhecimentos de todos. Ao 
pesquisar esse assunto notamos que os livros existentes apresentaram fórmulas e métodos que 
nosajudam a encontrar o ponto de equilíbrio com números aleatórios, ou melhor, números 
que não são baseados em nenhuma empresa verdadeira. Assim, não mostram o que ocorre no 
cotidiano ou na prática das empresas. 
 Além disso, não existem muitas produções acadêmicas de alunos do CERES-UFRN 
(Campos Caicó) sobre o tema. Ao pesquisar, na Biblioteca Setorial do Ceres, TCCS que 
abordassem o tema, descobrimos que só existia um TCC sobre o objeto de interesse, e, 
mesmo assim, ele não trabalhava o assunto de maneira tão específica. Assim, percebemos que 
um trabalho poderia ser feito de forma mais abrangente e que poderia ser mais específico na 
sua produção. 
 Também resolvemos falar sobre isso por trabalhar em uma empresa comercial. Assim 
tenho acesso às suas informações com mais facilidade. E também será realizada a pesquisa 
para ver como está o desempenho dessa empresa e como ela está respondendo às alterações 
que o mercado impõe-lhe. O trabalho será feito com o propósito de descobrir se a análise do 
ponto de equilíbrio poderá ser uma poderosa ferramenta de gestão. 
18 
 
Objetivos da pesquisa 
 
 Geral 
 
 Determinar o ponto de equilíbrio das receitas e custos de uma empresa ótica em Caicó. 
 Específicos 
 
 Calcular margem bruta, a margem de contribuição e a margem líquida. 
 Identificar a relevância do ponto de equilíbrio para tomada de decisão; 
 Analisar o ponto de equilíbrio; 
 Verificar como está a situação da empresa através da análise do ponto de equilíbrio; 
 
 
 
 
 
19 
 
CAPÍTULO I – REFERENCIAL TEÓRICO 
 
Para a construção dessa pesquisa, usaremos os livros de Anthony A. Atkinson, que 
fala sobre contabilidade gerencial, Eliseu Martins e Joel José dos Santos, por ambos falarem 
sobre contabilidade de custos e, especificamente, falarem em ponto de equilíbrio e na análise 
do ponto de equilíbrio. 
Para as empresas se manterem no mercado, devem possuir um pouco de conhecimento 
a respeito de diversas áreas da contabilidade, como a contabilidade gerencial, por exemplo, 
que fornece informações gerenciais aos gestores ou gerentes das empresas, por sua extrema 
importância para a tomada de decisão. Segundo Atkinson, “A informação contábil gerencial é 
uma das principais fontes para a tomada de decisão e controle nas organizações” 
(ATKINSON, et al., 2011, p.36). 
A contabilidade gerencial é “o processo de identificar, mensurar, relatar e analisar as 
informações sobre os eventos econômicos da organização” (ATKINSON, et al., 2011, p.36). 
Assim a contabilidade gerencial fornece ótimas informações contábeis gerenciais, 
podendo fazer com que o gestor possa criar estratégias para que a organização tente driblar o 
eventual mau funcionamento dela. “A informação contábil gerencial também é um dos 
principais meios pelos quais operadores/trabalhadores, gerentes intermediários e executivos 
recebem feedback de seu desempenho” (ATKINSON, et al., 2011, p.37). 
A análise do comportamento do custo será indispensável para a elaboração do ponto 
de equilíbrio, pois os custos são divididos em dois tipos: fixos e variáveis. 
Os custos fixos “não mudam com alterações no nível de produção (ou vendas) em 
curtos períodos de tempo” (ATKINSON, et al., 2011, p.183). Já os custos variáveis “mudam 
em proporção às alterações no nível de produção (ou vendas)”. (ATKINSON, et al., 2011, 
p.184). 
Atkinson (2011) fala que a análise do ponto de equilíbrio faz-se quando os gerentes 
desejam conhecer o nível de produção em que o custo dos recursos comprometidos é coberto 
pelo lucro obtido na produção e venda de bens ou serviços. 
O ponto de equilíbrio serve como uma ferramenta para tomada de decisão de seus 
gestores, pois os mesmos poderão saber se vale a pena investir naquele momento, ou melhor, 
será rentável ou se o negócio será um risco para a empresa. Podendo assim traçar uma meta 
naquele determinado período. 
20 
 
 Mas, para que possamos trabalhar o ponto de equilíbrio, devemos conhecer os tipos 
de custos e saber classificá-los em uma empresa, para que possamos calcular quanto devemos 
vender para cobrirmos os custos. 
 Martins (2008) trata do conceito de custo e despesas mostrando suas diferenças, que 
são de extrema relevância para fazer a separação do que é custo e o que é despesa e em que 
influência a alteração dos custos e despesas fixas na formação do ponto de equilíbrio. Santos 
(2011) trata da análise do ponto de equilíbrio e suas condições para aplicação. 
Abaixo, mostraremos as ideias e conceitos que ambos utilizam para explicar a 
contabilidade de custos, ponto de equilíbrio e a sua análise: 
 
1.1. Conceitos de custos e receitas: 
 
 Custos é todo gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens 
ou serviços. (MARTINS, 2008, p. 25). 
Despesas ou Custos fixos são aqueles que não sofrem alteração de valor em 
caso de aumento ou diminuição da produção. Independem, portanto, do nível 
de atividade, conhecidos também como custo de estrutura. [...] Classificamos 
como custos ou despesas variáveis aqueles que variam proporcionalmente de 
acordo com o nível de produção ou atividades. Seus valores dependem 
diretamente do volume produzido ou volume de vendas efetivado num 
determinado período.
2
 
 
Ludícibus (2010) fala que receita é: 
Toda entrada de elementos para o ativo, sob a forma de dinheiro a 
receber, correspondentes, normalmente, à venda de mercadorias, de 
produtos ou à prestação de serviços. Uma receita também pode derivar 
de juros sobre depósitos bancários ou títulos, de aluguéis e outras 
origens. 
 
1.2. Ponto de equilíbrio, seus conceitos: 
 
 Ponto de equilíbrio nasce da conjugação dos custos e despesas totais com as receitas 
totais. (MARTINS, p. 257). O ponto de equilíbrio ocorre quando o somatório de todos os 
custos e despesas é igual às receitas. 
PE = (CF/MC) 
MC = (Receita – custos variáveis) 
 
2
 http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/custo-fixo-variavel.htm acessado em 03 de outubro de 15 
às 22h:50. 
21 
 
Onde: 
PE = Ponto de equilíbrio 
CF = Custos fixos 
MC = Margem de contribuição 
 
1.3. Tipos de pontos de equilíbrio: 
 Segundo Martins, 
“Ponto de equilíbrio contábil: será obtido quando a soma das margens de 
contribuição totalizar o montante suficiente para cobrir todos os custos e 
despesas fixos; esse é o ponto em que contabilmente não haveria nem lucro 
nem prejuízo”... “O ponto de equilíbrio econômico será atingido quando a 
remuneração do capital aplicado atingir a rentabilidade desejada”... “O ponto 
de equilíbrio financeiro: é obtida através dos custos fixos menos a 
depreciação, divido pela margem de contribuição”. (MARTINS, 2008, 
p.261). 
 
Para o ponto de equilíbrio contábil temos a fórmula (PEC): 
 
 
 
Para o ponto de equilíbrio econômico temos a fórmula (PEE): 
 
 
 
Para o ponto de equilíbrio financeiro temos a fórmula (PEF): 
 
 
 
 
1.4. Relevância da análise do ponto de equilíbrio: 
 
 Para Santos (2011), a análise do ponto de equilíbrio é muito relevante para o sucesso 
financeiro de uma empresa, pois todo empreendimento precisa da melhor informação 
gerencial para se sobressair. 
A vantagem de se conhecer o ponto de equilíbrio é que permite auxiliar 
decisões, como retirada de linhas de produtos do mercado, saneamento de 
prejuízos e enxugamento da estrutura operacional. O cálculo do ponto de 
PEC = despesa fixa 
 Margem de contribuição 
 
 
PEE = Custos e despesas fixos (+) custos de oportunidade 
 Pv unitário (-) custos e despesas variáveis unitários 
PEF = Custos edespesas fixos (- ) depreciação 
 Pv unitário (-) custos e despesas variáveis unitários 
22 
 
equilíbrio é relativamente simples, utilizando-se quase que exclusivamente 
os dados contábeis
3
. 
 
 
 
 
1.5. influência das alterações dos custos e despesas fixas no ponto de equilíbrio: 
 
 Cada vez que o ocorre uma alteração no valor nos custos e despesas fixos, o que 
resultar de acréscimo percentual sobre esse total redundará em igual aumento sobre o ponto 
de equilíbrio. (MARTINS, p.266). 
 
1.6. Limitações para análise do ponto de equilíbrio: 
 Segundo Santos (2011), para fazer a análise do custo, despesas e receitas devem 
considerar os aspectos: 
 Variação de um componente: considerar mudança no preço sem a influência nos 
demais componentes; na realidade, quando muda um componente, pode mudar o 
outro; 
 Custos estruturais fixos “São os que independem do volume de produção ou venda”. 
(Santos, 2011, p.29). E os custos marginais “São aqueles estão diretamente 
relacionados com o volume de produção ou venda”. (Santos, 2011, p.28). Geralmente, 
o comportamento do custo fixo não é tão constante e o custo marginal tem aspectos 
que não variam sempre proporcionalmente ao volume; 
 Análise estatística: as próprias dificuldades existentes na montagem dos dados para 
análise não levam em consideração todo o dinamismo envolvido nas empresas e no dia 
a dia dos negócios. 
 
1.7. Conceitos da margem bruta, margem de contribuição, margem líquida e a margem 
de segurança. 
A empresa deve levar em consideração a análise das seguintes margens, pois elas 
também favorecerão na tomada de decisão, mostrando até que ponto é seguro fazer um 
 
3
 http://www.portaldeauditoria.com.br/tematica/contger_analisedopontodeequilibrio.htm, acessado em 26 de 
abril de 15, às 21h16min. 
23 
 
investimento ou não. Assim como o ponto de equilíbrio, as margens citadas acima são muito 
relevantes na administração de uma empresa. 
 Conceito de Margem Bruta: 
A margem bruta apresenta quanto a empresa obtém de retorno das vendas, 
retirando os custos das mercadorias vendidas e serviços prestados. A 
margem bruta representa quanto sobra após considerar estes custos. 
4 
 
 
MB (R$) = Venda – CMV 
Onde: 
MB = Margem bruta 
CMV = Custo das mercadorias vendidas 
 
 Conceito de Margem de Contribuição: 
 
 Segundo Megliorini,“ margem de Contribuição é o montante que resta do preço de 
venda de um produto depois da dedução dos custos e despesas variáveis”. 
(MEGLIORINI,2012, p.137). 
 
 Segundo Padoveze, “a margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda 
unitário do produto e os custos e despesas variáveis por unidade de produto”. (PADOVEZE, 
2000, p. 269). 
 
MC (R$) = MB – DV 
Onde: 
MB = Margem bruta 
DV = Despesas variáveis 
 Conceito de margem líquida: 
A margem líquida corresponde ao que sobra para os acionistas em relação às 
receitas com vendas e prestação de serviços da empresa. Mostra qual o lucro 
líquido para cada unidade de venda realizada na empresa.
5
 
 
ML = MC – DF 
 
4
 http://avaliacaodeempresas.blogspot.com.br/2012/03/margem-bruta.html, acessado em 27 de setembro de 2015 
às 21h: 16min. 
5
 http://avaliacaodeempresas.blogspot.com.br/2012/03/margem-liquida.html, acessado em 27 de setembro de 
2015 às 22h: 15 min. 
24 
 
Onde : 
MC = Margem de contribuição 
DF = Despesas fixas 
 Conceito de Margem de Segurança: 
Segundo Megliorini, 
“Margem de segurança (MS) é a quantidade de produtos ou receitas 
operadas acima do ponto de equilíbrio. Quanto maior a margem de 
segurança, maiores serão a capacidade de geração de lucro e a segurança de 
que a empresa não incorrera em prejuízos”. (MEGLIORINI, 2012, p.159). 
 
MS= Vendas – PE 
Onde : 
MS = Margem de segurança 
PE = Ponto de equilíbrio 
 A análise das margens de contribuição, margem bruta, margem líquida, margem de 
segurança e o ponto de equilíbrio irá auxiliar o gestor que quer possuir um bom planejamento 
estratégico ou que até mesmo já possua esse planejamento, mas que não seja explorado de 
forma tão profunda. Assim com esse auxilio a empresa poderá melhorar seu desempenho no 
mercado, consequentemente irá receber bons resultados e respostas satisfatórias para o 
administrador ou gerente de uma empresa. 
 
25 
 
CAPÍTULO II – METODOLOGIA 
Para a elaboração dessa pesquisa, é importante saber o conceito de trabalho de 
conclusão de curso que é uma atividade acadêmica obrigatória que consiste na sistematização, 
registro e apresentação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos, produzidos na área 
do Curso, como resultado do trabalho de pesquisa, investigação científica e extensão. O TCC 
tem por finalidade estimular a curiosidade e o espírito questionador do acadêmico, 
fundamentais para o desenvolvimento da ciência.
6
 
2.1 Tipo da pesquisa 
A pesquisa será classificada como natureza básica que “reúne estudos que tem como 
proposito preencher uma lacuna no conhecimento” (GIL, 2010, p.26). 
Tem como forma de abordagem uma pesquisa quantitativa, que “se traduz por tudo 
aquilo que pode ser quantificável, ou seja, ele iria traduzir em números as opiniões e 
informações para então obter a análise dos dados e, posteriormente, chegar a uma 
conclusão”7. 
Será também um estudo de caso, que “Consiste no estudo profundo e exaustivo de um 
ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento” (Gil, p.37), 
pois usaremos esse método para investigar a referida empresa. 
Além disso, faremos uma pesquisa bibliográfica, que “é elaborada com base em 
material já publicado” (GIL, 2010, pág. 29). 
 
2.2 Universo e amostra 
 A pesquisa foi realizada em Caicó- RN, onde o universo foram as empresas de Caicó. 
E a a mo st ra q ue é c on s t i t u í da p or u ma em pre sa do ramo ó t i c o , É a totalidade 
de indivíduos que possuem as mesmas características definidas para um determinado estudo. 
 
6
 http://www.ufvjm.edu.br/prograd/tcc.html, disponível em 08 de novembro de 2015, às 19h: 22min. 
7
 http://monografias.brasilescola.com/regras-abnt/pesquisa-quantitativa-qualitativa.htm, disponível em 27 de 
abril de 2015, às 13h44min. 
26 
 
Amostra é parte da população ou do universo, selecionada de acordo com uma regra ou 
plano.
8
 
 
2.3. Sujeitos da pesquisa 
 
A pesquisa foi realizada na empresa, onde serão analisados todos os documentos, 
principalmente a DRE. Para ser mais específico, este estudo será feito em uma empresa 
comercial do ramo ótico, que está localizada no Rio Grande do Norte, mais precisamente na 
cidade de Caicó. A empresa está registrada desde dia 26 de julho de 2007, na junta comercial, 
localizada na Av. Coronel Martiniano, no centro da Caicó- RN. É uma microempresa e está 
atualmente no regime de tributação do simples nacional, e possui um quadro de 3 
funcionários. 
 
2.4 Instrumento para a coleta de dados 
 
 Foram utilizados relatórios do sistema da empresa do ano de 2014, bem como também 
relatórios contábeis, como demonstração do resultado onde se mostram a receita da empresa 
anualmente, despesas e custos. Assim podemos analisar com mais segurança. 
 
2.5 Procedimentos para análise de dados 
 
A partir da coleta dos dados, serão analisados e retirados todos os dados relevantes 
para a pesquisa. Assim, com esses dados, poderão ser produzidos gráficos para sua melhor 
interpretação.8
 http://meiradarocha.jor.br/news/tcc/2010/06/21/as-etapas-da-pesquisa/,disponível em 15 de novembro de 2015, 
às 20h:01. 
27 
 
CAPÍTULO III – ESTUDO DE CASO – EMPRESA DO RAMO ÓPTICO. 
 
3.1. Caracterização da empresa. 
A empresa ótica a ser analisada foi criada em 26 de julho de 2007, no regime de 
tributação do simples nacional, com um capital social de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), com 
um fundador, na sua maioria vendendo artigos ópticos, artigos de joalheria e relojoaria. A 
empresa possui um quadro de três funcionários, é optante do simples nacional. A empresa 
investe na sua estética visual, sempre dispondo de uma vitrine muito bem organizada e 
ornamentada e com produtos que vão desde o moderno ao clássico, assim atendendo a todos 
os gostos de seus clientes e lhes trazendo satisfação. 
3.2. Coleta dos dados. 
 Para a análise do ponto de equilíbrio, usaremos a DRE e devemos classificar quais 
despesas são variáveis e quais são fixas. Assim temos os seguintes dados retirados a partir da 
DRE dessa empresa no ano de 2014. 
TABELA 2: DESPESAS VARIÁVEIS 
DESPESAS VARÍAVEIS VALOR 
IMPOSTOS FATURADOS R$ 92.175,30 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada 
 As despesas variáveis foram de R$ 92.175,30 referentes aos impostos incidentes sobre 
as vendas (simples nacional) daquele período que é uma despesa variável, pois os impostos 
faturados dependem da venda para que seu valor seja contabilizado. Como a venda não é um 
valor fixo todo mês, isso faz com que os impostos faturados se tornem uma despesa variável. 
(Tabela2). 
TABELA 3: CUSTOS DAS MERCADORIAS VENDIDAS EM 2014 
Custos Das Mercadorias Vendidas Valor 
CUSTOS DAS MERC./SERV./PROD. VENDIDOS 697.815,39 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada 
 Os custos das mercadorias vendidas em 2014 foram de R$ 697.815,39 referentes ao 
custo das mercadorias vendidas no período de 2014, que corresponde a 63% da venda feita no 
ano de 2014. (Tabela 3). 
28 
 
TABELA 4: RECEITA DE VENDAS EM 2014. 
RECEITAS DE VENDAS VALOR 
VENDAS R$ 1.107.959,10 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada. 
O valor das vendas no ano de 2014 foi de R$ 1.107.959,10. Se enquadrando como 
EPP, segundo o simples nacional LC 123/2006.(Tabela 4). 
TABELA 5: DESPESAS FIXAS EM 2014. 
DESPESAS FIXAS VAOR 
DESPESAS OPER. DAS ATIV. EM GERAL R$ 123.589,50 
DESPESAS TRIBUTÁRIAS R$ 71. 572,64 
RESULTADO FINANCEIRO (R$ 2.377,44) 
TOTAL R$ 192.784,70 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada. 
 Foram consideradas como despesas fixas despesas operacionais das atividades em 
geral que são ordenados/salários/ gratificações e outras remunerações a empregados, FGTS, 
contribuições a entidade de classe, propaganda, publicidade / patrocínio, encargos de 
depreciação e amortização, férias, décimo terceiro, salário, indenizações trabalhistas, energia 
elétrica, água, telefone, materiais de consumo, manutenção, conservação e /ou limpeza, 
materiais de expediente, serviços contábeis, multa rescisória e despesas tributárias. Pois 
mesmo que a venda se altere ou não essas despesas serão pagas. (Tabela 5). 
TABELA 6: DRE ANALÍTICA. 
DRE 
ITENS VALOR 
(+)010 Receita bruta operacional R$ 1.107.959,10 
 010.01 faturamento prod.mercadorias e serviços R$ 1.107.959,10 
 010.01.02 vendas de mercadorias R$ 1.107.959,10 
 3.01.01.01.01.005 receita da revenda de mercadorias no 
mercado interno R$ 1.107.959,10 
(-) 020 deduções da receita R$ 92.175,30 
 020.01 impostos faturados R$ 92.175,30 
 020.01.05 simples R$ 92.175,30 
 3.01.01.01.03.007 simples sobre faturamento R$ 92.175,30 
(=) 030 Receita liquida R$ 1.015.783,80 
29 
 
( - )040 custo mercadorias/serv./produtos vendidos R$ 697.815,39 
 040.02 custo das mercadorias revendidas R$ 697.815,39 
 3.01.01.03.03 custo das mercadorias revendidas R$ 697.815,39 
 3.01.01.03.03.0002 estoque inicial R$ 296.216,37 
 3.01.01.03.03.0003 compras de mercadorias à vista R$ 643.140,09 
 3.01.01.03.03.0005 (-) estoque final R$ 243.223,40 
 3.01.01.03.03.0006 devolução de compras R$ 695,11 
 3.01.01.03.03.0007 mercadoria grátis R$ 2.377,44 
(=)060 lucro bruto R$ 317.968,41 
(-) 070 despesas operacionais R$ 192.784,70 
 070.01 despesas administrativas R$ 123.589,50 
 3.01.01.07.01 despesas operacionais das atividades em geral R$ 123.589,50 
 3.01.01.07.01.0003 ordenados,salários, gratif e outras remuner a 
empregados R$ 72.977,12 
 3.01.01.07.01.0013 Fgts R$ 6.960,07 
 3.01.01.07.01.0018 contribuições a entidade de classe R$ 940,65 
 3.01.01.07.01.0028 propaganda, publicidade e patrocínio R$ 2.280,00 
 3.01.01.07.01.0030 encargos de depreciação e amortização R$ 4.718,08 
 3.01.01.07.01.0043 férias R$ 4.990,50 
 3.01.01.07.01.0044 décimo terceiro salário R$ 6.551,19 
 3.01.01.07.01.0046 indenizações trabalhistas R$ 1.657,17 
 3.01.01.07.01.0048 enérgia elétrica R$ 6.611,41 
 3.01.01.07.01.0049 água R$ 215,95 
 3.01.01.07.01.0050 telefones R$ 4.595,95 
 3.01.01.07.01.0063 materias de consumo R$ 499,00 
 3.01.01.07.01.0064 manutenção,conservação e /ou limpeza R$ 153,00 
 3.01.01.07.01.0066 materiais de expediente R$ 4.856,07 
 3.01.01.07.01.0068 serviços contábeis R$ 4.680,00 
 3.01.01.07.01.0074 multa rescisória R$ 903,34 
 070.03 despesas tributárias R$ 71.572,64 
 3.01.01.07.03 despesas tributárias R$ 71.572,64 
 3.01.01.07.03.0004 ICMS - diferencial de aliquota R$ 71.572,64 
 070.04 resultado financeiro -R$ 2.377,44 
 070.04.01 receita financeiras -R$ 2.377,44 
 3.01.01.05.01 receitas financeiras R$ 2.377,44 
 3.01.01.05.01.0008 bonificação em mercadorias R$ 2.377,44 
(=) 110 res.antes das participação e contrib. R$ 125.183,11 
(=) 150 res.antes imp.renda e contrib.social R$ 125.183,11 
(=) 200 resultado líquido do exercício R$ 125.183,11 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada 
 
30 
 
TABELA 7: DRE SINTÉTICA DO ANO 2014. 
 DRE SINTÉTICA 
ITENS VALOR 
1.VENDAS R$ 1.107.959,10 
2.CUSTOS DAS MERCADORIAS VEND/SERV/PROD.VEND (R$ 697.815,39) 
3.DESPESAS VARIÁVEIS (R$ 92.175,30) 
4.LUCRO BRUTO(1-2-3) R$ 317.968,41 
5.DESPESAS FIXAS (R$ 192.784,70) 
6.LUCRO LÍQUIDO R$ 125.183,71 
Fonte: da autora, com base nos relatórios da empresa analisada. 
3.2.1. Margem bruta 
 
 Para o cálculo da margem bruta, utilizamos a receita de vendas que foi 
R$1.107.959,10 e o CMV que foi de R$697.815,39. A margem bruta foi de R$410.143,71. 
Esse valor é correspondente a 37% em relação às vendas, como mostra a tabela abaixo: 
 
 
 
 
 
 
TABELA 8: MARGEM BRUTA EM RELAÇÃO ÀS VENDAS EM PERCENTUAL. 
M
MARGEM BRUTA 
VALOR % 
1.VENDAS R$ 1.107.959,10 100% 
2.CUSTOS DAS MERC. /SERV./PROD. VENDIDOS (R$ 697.815,39) 63% 
3.MARGEM BRUTA R$ 410.143,71 37,00% 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada 
MB (R$) = Venda – CMV 
MB (R$) = R$1.107.959,10 – R$697.815,39 = R$410.143,71 
MB(%) = ( Venda – CMV) /Venda x 100 
MB(%) = (R$410.143,71) / R$1.107.959,10 x 100 = 37% 
 
31 
 
 Podemos observar que a empresa terá 37% de retorno em relação às suas vendas, ou 
seja, para cada R$1,00 vendido, R$ 0,37 será correspondente a margem bruta nesse período. 
 
3.2.2. Margem de contribuição 
 
 Assim, para calcular a margem de contribuição,usaremos a margem bruta que foi de 
R$ 410.143,71 menos os custos variáveis que foi de R$ 92.175,30. A margem de contribuição 
é de R$ 317.968,41. Esse valor é correspondente a 29% em relação às vendas, como mostra a 
tabela abaixo: 
 
 
 
 
 
 
TABELA 9: MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO EM RELAÇÃO ÀS VENDAS EM PERCENTUAL. 
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO VALOR % 
1.VENDAS R$ 1.107.959,10 100% 
2.CUSTOS DAS MERC. /SERV./PROD. VENDIDOS (R$ 697.815,39) 63% 
3.DESPESAS VARIÁVEIS (R$ 92.175,30) 8% 
4.MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO R$ 317.968,41 29% 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada 
Podemos observar que a empresa terá 29% de retorno em relação as suas vendas, ou 
seja, para cada R$1,00 vendido, R$ 0,29 será correspondente à margem de contribuição nesse 
período. 
 
3.2.3. Margem líquida 
 
Assim, para calcular a margem líquida, usaremos a margem de contribuição que foi de 
R$ 317.968,41 menos os custos fixos que foi de R$ 192.784,70. A margem líquida é de R$ 
R$ 125.183,71. Esse valor é correspondente a 11% em relação às vendas, como mostra a 
tabela abaixo: 
MC (R$) = Margem bruta – despesas variáveis 
MC (R$) = R$410.143,71 - R$ 92.175,30 = R$ 317.968,41 
MC (%) = (Margem bruta – despesas variáveis)/venda x 100 
MC (%) = (R$ 317.968,41) / R$1.107.959,10 x 100 = 28,69% ou 
aproximadamente 29% 
 
32 
 
 
 
 
 
 
 
TABELA 10: MARGEM LÍQUIDA EM RELAÇÃO ÀS VENDAS EM PERCENTUAL. 
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO VALOR % 
1.VENDAS R$ 1.107.959,10 100% 
2.CUSTOS DAS MERC. /SERV./PROD. VENDIDOS (R$ 697.815,39) 63% 
3.MARGEM BRUTA R$ 401.143,71 37% 
4.DESPESAS VARIÁVEIS (R$ 92.175,30) 8% 
5.MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO R$ 317.968,41 29% 
6.DESPESAS FIXAS (R$ 192.784,70) 17% 
7.MARGEM LÍQUIDA OU LUCRO LÍQUIDO R$ 125.183,71 11% 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada 
Podemos observar que a empresa terá 11% de retorno em relação as suas vendas, ou 
seja, para cada R$1,00 vendido, R$ 0,11 será correspondente à margem liquida nesse período. 
R$ 0,00
R$ 50.000,00
R$ 100.000,00
R$ 150.000,00
R$ 200.000,00
R$ 250.000,00
R$ 300.000,00
R$ 350.000,00
R$ 400.000,00
R$ 450.000,00
Margem bruta Margem de
contribuição
Margem líquida
R$ 410.143,71
R$ 317.968,41
R$ 125.183,71
 
FIGURA 1: GRÁFICO DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO, MARGEM BRUTA E MARGEM LÍQUIDA. 
 
ML(R$) = Margem de contribuição – despesas fixas 
ML (R$) = R$ 317.968,41 - R$ 192.784,70 = R$ 125.183,71 
ML(%) = (Margem de contribuição – despesas fixas) / Venda x 100 
ML(%) = (R$ 125.183,71) / R$1.107.959,10 x 100 = 11% 
 
33 
 
PE= despesa fixa / margem de contribuição 
índice da margem de contribuição: 29/100 = 0,29 
PE = R$192.784,70 / 0,29 
PE = R$ 664.774,82 
 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada 
O gráfico acima mostra que as margens estão em ordem decrescente. Observamos que 
a margem bruta é maior do que a margem de contribuição e a margem líquida, pois ela é o 
valor referente à diferença entre a venda e o custo das mercadorias vendidas, onde o valor foi 
positivo devido ao fato de os custos serem inferiores a receita de venda. E as margens de 
contribuição e a líquida dependem diretamente da margem bruta, e por isso ela é maior. 
 
3.3. Análise do ponto de equilíbrio 
 
O cálculo do ponto de equilíbrio depende diretamente da margem de contribuição da 
empresa, que foi de 29%, e da despesa fixa, que foi de R$ 192.784,70. Assim, temos a 
seguinte fórmula: 
 
 
 
 
 
 
O ponto de equilíbrio dessa empresa será quando ela tiver uma receita de venda de R$ 
664.774,82, em que ela não estará tendo lucro e nem prejuízo. Mas, quando a empresa atingir 
um faturamento superior a esse valor, começará a obter lucro. 
 
3.3.1. Prova real do ponto de equilíbrio 
 
 Temos como base a receita de vendas R$ 664.774,82, que é correspondente a 100%. 
Assim, tomando como base a tabela 2, temos que os custos das mercadorias vendidas 
correspondem a 63%, as despesas variáveis correspondem a 8%, a margem de contribuição é 
correspondente a 29% e as despesas fixas são iguais a R$192.784,70, pois, sendo fixa, não 
varia de acordo com as vendas. Para sabermos o custo das mercadorias vendidas, pela regra 
de três temos: 
 
 
 
 
R$ 664.774,82 ---- 100% 
 X ---- 63% 
X = R$ 418.808,13 
 
34 
 
 
Para sabermos as despesas variáveis, pela regra de três temos: 
 
 
 
 
 
 
Para sabermos a margem de contribuição, pela regra de três temos: 
 
 
 
 
 
 
Temos a seguinte tabela: 
TABELA 11: PROVA REAL DO PONTO DE EQUILÍBRIO. 
DRE 
ITENS VALOR % 
1.VENDAS R$ 664.774,82 100% 
2.CUSTOS DAS MERC. /SERV./PROD. VENDIDOS (R$ 418.808,13) 63% 
3.DESPESAS VARIÁVEIS (R$ 53.181,99) 8% 
4.MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO R$ 192.784,70 29% 
5.DESPESAS FIXAS (R$ 192.784,70) 
 
6.MARGEM LÍQUIDA OU LUCRO LÍQUIDO R$ 0,00 
 
Fonte: com base nos relatórios da empresa analisada. 
 A tabela acima mostra a prova real de que quando a empresa vender R$664.774,82 ela 
atingirá seu ponto de equilíbrio. 
R$ 664.774,82 ---- 100% 
 Y ---- 8% 
Y = R$ 53.181,99 
 
R$ 664.774,82 ---- 100% 
 Z ---- 29% 
Z = R$ 192.784,70 
 
35 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.treasy.com.br/blog/ponto-de-equilibrio-economico,acessado dia 28 de setembro de 
2015, às 01h02min. 
O gráfico acima mostra a linha da receita e dos custos totais, em que, quando ambas se 
encontram, formam uma intersecção chamada de ponto de equilíbrio, que ocorre quando as 
receitas totais se igualam aos custos totais. 
 
 
 
Fonte: com base em informações fornecidas pela empresa. 
 
FIGURA 2: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PONTO DE EQUILÍBRIO. 
FIGURA 3: ANÁLISE DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO VERSUS ANÁLISE DO 
PONTO DE EQUILÍBRIO. 
 
36 
 
 Em comparação, observamos que o gráfico mostra que o ponto de equilíbrio é maior 
do que a margem de contribuição, logo será maior o esforço para manter as vendas no 
mercado. Porque quanto menor for a margem de contribuição menos a venda estará 
contribuindo para o pagamento das despesas fixas. 
 
3.3.2. Alavancagem operacional. 
 
 
 
 
 Isso significa que seu lucro cresce 2,54 vezes mais rápido que suas vendas, se, por 
exemplo, a empresa de produtos óticos aumentar suas vendas em 10 % passando de 
R$1.107.959,10 para R$ 1.218.755,01, seu lucro aumentará em 25,40 por cento ( 2,54 x 10 
por cento) passando assim de R$ 125.183,71 para R$ 156.980,37 ( 25,40 por cento acima de 
R$ 125.183,71 ). 
3.4. Limitações do ponto equilíbrio. 
 
 Para a análise do ponto de equilíbrio, foi levada em consideração a margem de 
contribuição. A margem de contribuição é resultante da diferença entre a margem bruta e as 
despesas variáveis. Se a margem bruta for positiva, as outras também serão. A margem de 
contribuição pode ser negativa, caso suas despesas variáveis forem superiores à margem 
bruta. Caso a receita de vendas fosse inferior aos custos das mercadorias, a margem bruta 
seria negativa, situação que não é favorável para nenhuma empresa, e isso comprometeria 
diretamente o seu lucro, e ela teria de procurar uma maneira desse custo ficar inferior à 
receita. 
 Pois isso afetaria totalmente as outras margens que são ligadas entre si. É relevante 
que o empresário esteja sempre atento a esses detalhes para não comprometer o desempenho 
da sua empresa. É imprescindível que tenha um bom conhecimento de despesas fixas e 
variáveis para que ele possa saber o momento correto de cortar despesasdesnecessárias sem 
comprometer a qualidade de seus produtos. Com isso, também é necessário que o empresário 
GAO = MC / LO 
MC = Margem de contribuição = R$ 317.968,41 
LO = Lucro operacional = R$ 125.183,71 
GAO = R$ 317.968,41/ R$ 125.183,71 
GAO = 2,54 
 
37 
 
saiba comprar seus produtos com cautela para não comprar produtos de fornecedores acima 
do preço de mercado, bem como ele não poderá vender produtos e nem serviços com preços 
que não cubram as suas despesas, ou melhor, abaixo do preço de custo, para que não tenha 
receita inferior aos custos das mercadorias e assim não provoque uma margem bruta negativa, 
o que não é o caso da empresa analisada, que possui todas as suas margens positivas. 
 
3.5. Benefícios da análise do ponto de equilíbrio. 
 
 A análise do ponto de equilíbrio é relevante para qualquer empresário que pretende 
conhecer como está sua empresa. Para iniciarmos a análise do ponto de equilíbrio, foi 
necessário calcular a margem bruta que nos revelou quanto ganhamos de lucro bruto com a 
venda realizada anualmente nesse caso estudo e através dela foi obtida a margem de 
contribuição. 
 Assim o empresário pode saber quanto de retorno está obtendo e se será rentável 
continuar com aquele investimento. Se essa análise for feita por produto, ele terá condições de 
saber qual produto é mais rentável e consequentemente investirá mais nele e também saberá 
qual é o menos rentável. 
 A margem de contribuição está ligada diretamente à margem bruta, assim como a 
margem líquida ou lucro líquido está ligada à margem de contribuição. Observamos que se 
uma for positiva ou negativa as outras irão ser negativas ou positivas. Segundo Padoveze 
(2000): 
O estudo da margem de contribuição é um elemento fundamental para 
decisões de curto prazo. Além disso, o estudo da margem de contribuição 
rotineiramente possibilita inúmeras análises objetivando a redução dos 
custos, bem como políticas de incrementos de quantidades de vendas e 
redução dos preços unitários de venda dos produtos. 
 Exemplo: consideramos a despesas variáveis R$200,00 e despesas fixas R$100,00 
para ambos os casos: 
 
 
 
 
 
1º caso: receita = R$ 1000,00 e CMV R$ 500,00, temos: 
MB= venda – custo 
MB= R$1000,00 – R$ 500,00 = R$ 500,00 
 
MC = MB – DV 
MC = R$ 500,00 – R$ 200,00 = R$300,00 
 
ML= MC – DF 
ML = R$ 300,00 – R$100,00 = R$200,00 
 
 
38 
 
Observamos que quando temos receita maior que o custo das mercadorias vendidas as 
margens são todas positivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 Observamos que, quando temos receita menor que o custo das mercadorias vendidas, 
as margens são todas negativas. Isso pode ocorrer quando se compra mais do que se vende ou 
quando vende a mercadoria abaixo do custo. Assim o empresário não deve vender as 
mercadorias abaixo do preço de custo e nem comprar mais mercadorias do que é vendido, 
para não ter uma CMV maior que a receita de venda. Assim, vemos que é importante levar em 
consideração o ponto de equilíbrio (“Break-even Point”) ou ponto de ruptura, pois, através 
dele, pode se mostrar uma margem de segurança, sendo uma boa ferramenta gerencial. 
Além do ponto de equilíbrio, margem bruta, margem de contribuição e margem 
líquida, temos também a margem de segurança. 
Margem de Segurança = Vendas - Ponto de equilíbrio 
Margem de segurança = R$1.107.959,10 - R$ 664.774,82 
Margem de segurança = R$ 443.184,28 
Margem de Segurança em porcentagem = (Vendas - Ponto de equilíbrio) / vendas. 
Margem de Segurança em porcentagem = (R$ 443.184,28) / R$1.107.959,10 x 100Margem 
de Segurança em porcentagem = 40% 
 
 
 
 
 
 
 
 
2º caso: receita = R$ 500,00 e CMV R$ 1000,00, temos: 
MB= venda – custo 
MB= R$500,00 – R$ 1000,00 = R$ -500,00 
 
MC = MB – DV 
MC = R$ -500,00 – R$ 200,00 = R$ -700,00 
 
ML= MC – DF 
ML = R$- 700,00 – R$100,00 = R$ - 800,00 
 
39 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: com base em dados fornecidos pela empresa. 
Em comparação, a margem de segurança é a maior do que a margem bruta, a margem 
de contribuição e a margem líquida, pois essa margem descreve até onde empresa pode 
utilizar seus recursos (vendas) sem ser prejudicada. 
FIGURA 4: GRÁFICO COMPARATIVO ENTRE AS MARGENS DE SEGURANÇA, BRUTA, LÍQUIDA E 
DE CONTRIBUIÇÃO. 
40 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 Com base na fundamentação teórica e no estudo de caso analisado ao longo da 
pesquisa obtivemos embasamento teórico e analítico para responder ao problema da pesquisa 
inicialmente proposto. 
 Quando as empresas têm condições de usar seus relatórios e têm conhecimento do que 
é um custo, receitas e despesas e sabe qualificá-las, elas obterão melhores resultados nas 
respostas dos negócios. 
 Com a análise do ponto de equilíbrio, o gestor, ou até mesmo o diretor que tenha um 
conhecimento básico de contabilidade de custos, tem condições suficiente de fazer uma 
projeção em até que ponto a sua empresa estará operando em segurança, sem que tenha 
prejuízos, utilizando a margem de contribuição, chegando ao ponto de equilíbrio. 
 Se caso a margem de contribuição não é conhecida, a empresa poderá ter um grande 
volume de vendas e, mesmo assim, acumular prejuízos. Pois a margem de contribuição ajuda 
ao empresário observar qual produto é mais rentável para a empresa e qual é menos rentável. 
 A utilização da margem de contribuição como ferramenta de gestão reforça o 
conhecimento de custos de forma detalhada. Pois a empresa pode ter uma venda de 
determinado produto que ocasione prejuízo à empresa, que deverá aumentar o seu preço de 
venda, na tentativa de reduzir a zero um possível prejuízo, ou até mesmo deixar de vendê-lo. 
Mas a opção de deixar de vender aquele produto que tenha uma baixa margem de 
contribuição e consequente alto índice de despesas e encargos para interferir no ponto de 
equilíbrio, deve levar em consideração se ele é o “chama” da empresa. Caso ele seja, a melhor 
opção é aumentar seu preço de venda ou ratear entre os outros produtos vendidos na loja, para 
que empresa não perca os clientes daquele produto que tenha pouca margem de contribuição. 
 Com isso, a análise do ponto de equilíbrio e da margem de contribuição é 
indispensável para empresas que praticam planejamento estratégico e que tenham em sua 
empresa um bom sistema de informação gerencial, que pode ser fornecido pelo escritório de 
contabilidade, ou podem ser também retiradas informações diárias ou mensais nos relatórios 
gerenciais da própria empresa. Como, por exemplo, vendas diárias com descrição dos 
produtos que foram vendidos. 
 
 
41 
 
REFERÊNCIAS 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e 
documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 
 
______. NBR 6023: referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002. 
Livro: 
 
SANTOS, José Joel. Contabilidade e análise de custos.6ªedição.São Paulo: Atlas,2011. 
 
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9ª edição. São Paulo: Atlas, 2008. 
 
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5ªedição. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
ATKINSON, Anthony A., et al. Contabilidade gerencial.3ª edição. São Paulo: Atlas, 2011. 
 
MAXIMIANO, Antônio César Amaru. Administração para empreendedores. 2ª edição. São 
Paulo: Person Prentice hall, 2011. 
 
CHIAVENATTO, Idalberto. Empreendedorismo: dando asas ao espirito empreendedor. 
4ªedição. São Paulo: Manole, 2012. 
 
GIMENES, Levi. et al. Contabilidade para gestores: uma abordagem para pequenas e médias 
empresas. São Paulo: Atlas, 2011. 
 
LUDÍCIBUS, Sérgio. etal.Contabilidade introdutória. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
MEGLIORINI, Evandir. Custos: análise e gestão. 3ª edição. São Paulo: Person Prentice hall, 
2012. 
 
 
 
 
 
42 
 
Sites: 
http://www.contabeis.com.br/artigos/2407/regime-de-tributacao-conceito/, acessado em 08 de 
novembro de 2015 as 20 h: 02 min. 
http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/custo-fixo-variavel.htm acessado em 03 
de outubro de 15 às 22h:50. 
 
http://www.portaldeauditoria.com.br/tematica/contger_analisedopontodeequilibrio.htm, 
acessado em 26 de abril de 15, às 21h16min. 
 
http://avaliacaodeempresas.blogspot.com.br/2012/03/margem-bruta.html, acessado em 27 de 
setembro de 2015 às 21h: 16min. 
 
http://avaliacaodeempresas.blogspot.com.br/2012/03/margem-liquida.html, acessado em 27 
de setembro de 2015 às 22h: 15 min. 
 
http://www.ufvjm.edu.br/prograd/tcc.html, disponível em 08 de novembro de 2015, às 19h: 
22min. 
 
http://monografias.brasilescola.com/regras-abnt/pesquisa-quantitativa-qualitativa.htm, 
disponível em 27 de abril de 2015, às 13h44min. 
 
http://meiradarocha.jor.br/news/tcc/2010/06/21/as-etapas-da-pesquisa/,disponível em 15 de 
novembro de 2015, às 20h:01. 
 
Fonte:http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/p
orte.html, acessado dia 03 de outubro de 15, às 22h:10min. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
ANEXOS 
ANEXO A – Representação da DRE analítica de 2014.

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