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Direitos Fundamentais da Criança e do Adolescente Direitos Fundamentais Direito à vida e à saúde; Direito à educação, esporte e ao lazer; Direito à liberdade, ao respeito e a dignidade; Direito a convivência familiar e comunitária; Direito a proteção no trabalho. Direito à vida O direito à vida é um bem constitucional, previsto no Art. 6°. O Código Civil que também prevê o direito à vida, inclusive o do nascituro — feto no ventre da gestante — No momento da sua concepção esse direito se faz presente: Art. 2° “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. Direito à vida O início se dá com a mulher gestante, que tem o direito de ser amparada pelo Poder Público com consultas de pré- natal e pós- natal, passando pelo parto normal — segundo recomendações — Dando a elas um atendimento humanizado, priorizando o bem estar da mãe e seu filho, garantidos pelo Sistema Único de Saúde previstos no ECA: “É assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do Sistema Único de Saúde”. Direito à vida Ainda no Art. 8°, §4°, o Estado deve providenciar psicólogos especializados em gestações para orientar as mulheres no estado puerperal. Essa assistência do mesmo § 4° se dará nos casos em que a mãe tiver o interesse, após o parto, de dar a criança para adoção O Art. 9° diz que: “O poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade. § 1o Os profissionais das unidades primárias de saúde desenvolverão ações sistemáticas, individuais ou coletivas, visando ao planejamento, à implementação e à avaliação de ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à alimentação complementar saudável, de forma contínua” Direito à saúde Direito à saúde Segundo uma pesquisa da Global Lasinoh do Aleitamento Materno, publicada pelo jornal Estadão em 2017, 40% das mães entrevistadas afirmaram já ter sofrido preconceito por amamentarem seus filhos em locais públicos, mesmo quando a criança é protegida por um pano. 94.2% disseram que se sentiram culpadas por não amamentar seus filhos devido ao preconceito de homens que veem essa atitude como um ato sexual e de mulheres, pelo não pudor O Poder Público, junto com as entidades e a família têm o dever de preservar a saúde da criança e do adolescente. Portanto, políticas públicas para prevenção da saúde dos jovens devem ser tomadas, previstos no Art. 14 do ECA, “O Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, educadores e alunos”. Direito à saúde Direito à saúde Umas das medidas são as vacinas obrigatórias, previstas no Art. 14, § 1°, em que diz: “É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”. Ou seja, todas as crianças devem tomar vacinas para prevenir doenças, e serve para os adolescentes também é obrigatório a vacinação. Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade Segundo De Plácido Silva,26 liberdade é faculdade ou poder outorgado à pessoa para que possa agir segundo a sua própria determinação, respeitadas, no entanto, as regras legais instituídas. A liberdade preconizada no artigo 16 do Estatuto da Criança e do Adolescente é mais ampla, compreendendo também a liberdade de opinião, expressão, crença e culto religioso, liberdade para brincar, praticar esportes, divertir-se, participar da vida em família, na sociedade e vida política, assim como buscar refúgio auxílio e orientação. Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade A liberdade de ir e vir envolve também o estar e permanecer, mas não se traduz na absoluta autodeterminação de crianças e adolescentes decidirem seu destino, pois a lei ressalva as restrições legais. Todavia, sofre restrições nessa liberdade justamente em função desse mesmo interesse superior flexionado para o pleno desenvolvimento de suas características humanas. Trata-se assim, de uma liberdade que se autocontém ou que é autocontida pelos princípios e pelas finalidades desse direito. Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade Caberá aos pais, família e comunidade fiscalizar o exercício desse direito concedido pró-criança e adolescente e não em seu desfavor. Assim, não se pode permitir que criança ou jovem permaneça nas ruas, afastado dos bancos escolares, dormindo em calçadas, cheirando cola de sapateiro e solvente, sobrevivendo de caridade ou pequenos furtos, mesmo que afirmem que estão na rua porque assim desejam. Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade Na mesma linha, crianças e adolescentes não têm o direito de abandonar a escola permanecer em casa, ou frequentar lugares impróprios à sua condição de pessoa em desenvolvimento, ou assistir programas impróprios, pois a liberdade não pode ser exercida em seu desfavor. Liberdade de opinião e expressão se complementam. Enquanto a opinião é passiva a expressão é ativa. Opinar é formar o convencimento, expressar é externá-lo. Crianças e adolescentes têm assegurada a liberdade de pensar e formar sua opinião sobre os mais variados assuntos que os circundam. Mas para que não se esteja falando de uma pseudo liberdade, precisam ter acesso à educação. Direito ao Respeito e à Dignidade Respeito é o tratamento atencioso à própria consideração que se deve manter nas relações com as pessoas respeitáveis, seja pela idade, por sua condição social, pela ascendência ou grau de hierarquia em que se acham colocadas. O estigma do menor como objeto de proteção concede o direito a tratar os menores e deles exigir o que bem se entende, sem enxergá-los como pessoas, carecedoras de tratamento digno e resguardo à sua integridade – física, psíquica e intelectual. Crianças e adolescentes têm direito de se desenvolver como crianças e adolescente. Parece óbvio, mas esse direito nem sempre é respeitado. Comum ouvirmos a expressão “infância perdida” e às vezes, de fato, se perde no processo de abandono da infância e correlato início precoce da adolescência e vida adulta. Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade Direito à educação, esporte ao lazer A criança e o adolescente no seu desenvolver necessitam de variados estímulos emocionais, sociais, culturais, educacionais, motores, todo o arcabouço necessário para sua formação. Justamente por isso, o Estatuto da Criança e Adolescente prever, a partir no Artigo 53 o Direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer. Direito à convivência familiar e comunitária A Constituição Federal Brasileira, no art. 227, assegura expressamente, como direito fundamental disperso, a convivência familiar para toda criança e adolescente. Esta garantia constitucional foi integralmente inserida na Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e Adolescente) nos arts. 4º e 16, V, e, de modo destacado, em todo o Capítulo III do Título II. Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) Podemos conceituar a convivência familiar como o direito fundamental de toda pessoa humana de viver junto à família de origem, em ambiente de afeto e de cuidado mútuos, configurando-se como um direito vital quando se tratar de pessoa em formação (criança e adolescente). Ao lado da convivência familiar, ora em destaque, os legisladores constituintes e estatuários normatizaram o direito fundamental à convivência comunitária, nos mesmos dispositivos legais referidos, pois constituiuma intenção imperativa com aquele outro, de maneira que somente com a presença de ambos haverá um bom e saudável desenvolvimento o ser humano em processo de formação. A criança e o adolescente, com o passar dos anos, ampliam os seus relacionamentos e passam a da personalidade e do caráter. Neste ponto, a convivência escolar, religiosa e recreativa deve ser incentivada e facilitada pelos pais. Estes espaços complementares, inclusive para a proteção e do amparo do infante, normalmente quando perdido o referencial familiar. Na comunidade, ainda, a criança e o adolescente poderão desenvolver os seus direitos como cidadãos. Conceito Família Natural: Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. Família Extensa (Ampliada): Art. 25. Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. Convivência Familiar e Comunitária ACOLHIMENTO FAMILIAR Art. 34. O poder público estimulará, por meio de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, o acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou adolescente afastado do convívio familiar. ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL § 2o A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de 18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária. Possibilidades de Resolução Família Substituta: Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. GUARDA - regularizar a posse – temporal – excepcional- direitos de dependente TUTELA- previa decretação de perda ou suspensão do poder familiar- implica guarda – não desfaz vínculo familiar ADOÇÃO- medida excepcional e irrevogável Do Direito à profissionalização e à Proteção no Trabalho do Menor Assim como o artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente, também os artigos 7º, XXXIII e 227, § 3º, I da Constituição Federal de 1988, vedam o trabalho do menor de 14 anos. Já o artigo 61, dispõe que a legislação especial que lhe faz referencia, sendo ela a CLT, dos artigos 402 a 441, que regula o trabalho de menores, como também todas as normas. Do Direito à profissionalização e à Proteção no Trabalho do Menor Direito à educação, esporte ao lazer É dever do Estado dá igualdade de condições para que os jovens possam ter uma educação de qualidade no ensino fundamental – básico – e de manter uma qualidade boa no ensino médio, ambos de forma gratuita e pública perto de sua casa. Além, é claro, de fornecer vagas em creches para crianças de 0 ano até 5 anos. De fornecer educação para jovens com necessidades especiais na rede regular e fornecer opção de ensino noturno para jovens que trabalham durante o dia. São deveres dos país matricular seus filhos nos estabelecimentos de ensino, podendo optar pelo ensino público ou privado e de acompanhar o desenvolvimento do seu filho no decorrer de sua vida academica