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TAREFAS 1. Marque a alternativa que indica em qual classificação do pronome se encaixa a palavra grifada: “Perto de casa havia um barbeiro que me conhecia de vista.” a. ( ) indefinido b. ( ) possessivo c. ( ) interrogativo d. ( ) pessoal oblíquo Alternativa D 2. Complete as lacunas com os pronomes oblíquos que substituam corretamente os de dentro dos parênteses (o, a, os, as, lhe, lhes) fazendo as modificações necessárias: a. Dedico ________ um carinho especial. (a eles) b. Enganaram _______ com certa facilidade. (ele) c. Pretendo dizer ________ algumas verdades. (a elas) d. Se precisares do material de desenho, manda buscar _________ (ele) e. Mandei _______ flores. (a você) a. Dedico-lhes um carinho especial. b. Enganaram-no com certa facilidade. c. Pretendo dizer-lhes algumas verdades. d. Se precisares do material de desenho, manda buscá-lo. e. Mandei-lhe flores. 3. Preencha, corretamente, as lacunas com os pronomes eu ou mim: a. Entregou o presente para ________ b. Esta fruta é para ______ comer? c. Você nada poderá fazer por _______, infelizmente. d. De ________ depende seu trabalho. e. Isto é para _______ fazer amanhã cedo. f. Este assunto é entre _____ e você. g. Este exercício é para _____, quando recuperado, refazer. h. Para _____, fazer esta série de exercícios é muito fácil. a) Entregou o presente para mim. b) Esta fruta é para eu comer? c) Você nada poderá fazer por mim, infelizmente. d) De mim depende seu trabalho. e) Isto é para eu fazer amanhã cedo. f) Este assunto é entre mim e você. g) Este exercício é para eu, quando recuperado, refazer. h) Para mim, fazer esta série de exercícios é muito fácil. 4. Escolha os pronomes demonstrativos (este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s), aquilo) que preencham adequadamente as frases: a) O diretor agarrou o conselheiro e disse-lhe _______ palavras: “Seu desempenho se tornou abominável.” b) _______ notícia que ele propagou ontem pela manhã foi divulgada no jornal de ontem. c) Divertimo-nos muito no ano passado. O motivo foi _________________ viagem que fizemos ao exterior. d) Saí com meu filho mais novo e apresentei-o a um amigo, dizendo-lhe: “_________ é Fabiano.” a) O diretor agarrou o conselheiro e disse-lhe estas palavras: “Seu desempenho se tornou abominável.” b) Essa notícia que ele propagou ontem pela manhã foi divulgada no jornal de ontem. c) Divertimo-nos muito no ano passado. O motivo foi aquela viagem que fizemos ao exterior. d) Saí com meu filho mais novo e apresentei-o a um amigo, dizendo-lhe: “Este é Fabiano.” 5. Coloque o número dentro do parêntese após cada palavra grifada indicando a sua classificação correta: 1. pronome pessoal 2. pronome demonstrativo 3. pronome possessivo 4. pronome indefinido 5. pronome interrogativo 6. pronome de tratamento a) A sua ( ) memória é ótima! b) Pensou que eu ( ) não estivesse em pleno gozo de minhas ( ) faculdades mentais. c) Nada ( ) em teu ( ) organismo funciona direito. d) Está sempre doente e este ( ) remédio não a ( ) cura. e) Quem ( ) deu tal ( ) recado para ele ( )? f) Para aquela ( ) mulher adoentada qualquer ( ) conforto é suficiente. g) Quantos ( ) vivem aqui? Isto ( ) é um fim de mundo. h) Vossa Senhoria ( ) não merece consideração. Questão 5. a) A sua ( 3 ) memória é ótima! b) Pensou que eu ( 1 ) não estivesse em pleno gozo de minhas ( 3 ) faculdades mentais. c) Nada ( 4 ) em teu ( 3 ) organismo funciona direito. d) Está sempre doente e este ( 2 ) remédio não a ( 1 ) cura. e) Quem ( 5 ) deu tal ( 2 ) recado para ele ( 1 )? f) Para aquela ( 2 ) mulher adoentada qualquer ( 4 ) conforto é suficiente. g) Quantos ( 5 ) vivem aqui? Isto ( 2 ) é um fim de mundo. h) Vossa Senhoria ( 6 ) não merece consideração. 6. Substitua as expressões em negrito por pronomes oblíquos adequados, fazendo as modificações necessárias: a) Vou dar a elas a necessária atenção. b) Prezo muito minha mãe: respeito ela, honro ela, obedeço a ela, e estimo ela de todo o coração. c) Iludiram ele com muita facilidade. d) Estas rosas são belas! Vou colher elas. e) Mandei a você este recado. f) O exercício está bem feito; fiz ele com capricho. a) Vou dar-lhes a necessária atenção. b) Prezo muito minha mãe: respeito-a, honro-a, obedeço-lhe, e estimo-a de todo o coração. c) Iludiram-no com muita facilidade. d) Estas rosas são belas! Vou colhê-las. e) Mandei-lhe este recado. f) O exercício está bem feito; fi-lo com capricho. 7. Preencha as lacunas com o pronome demonstrativo de acordo com a situação apresentada. a) Você está escrevendo com um lápis. Você deve dizer: “Estou escrevendo com ______ lápis. (este, esse, aquele) b) Você está estudando junto com um colega e precisa pegar a borracha dele emprestada. Você deve dizer: “Empreste-me _________ borracha.”(esta, essa, aquela) c) Como você, pessoas de outros lugares também estudam. Conclui-se que __________ pessoas também estudam. a) este b) essa c) aquelas 8. Preencha as lacunas com os pronomes EU ou MIM, de acordo com a situação que a frase exige: a) Desejava os filhotes para _______. b) As paredes lisas eram o maior obstáculo para _______ sair de lá. c) Ele contou para _______ o caso tal qual lhe relatei. d) O que você pede é difícil para _______ resolver sozinho. e) De _______ depende seu sucesso. a) Desejava os filhotes para mim. b) As paredes lisas eram o maior obstáculo para eu sair de lá. c) Ele contou para mim o caso tal qual lhe relatei. d) O que você pede é difícil para eu resolver sozinho. e) De mim depende seu sucesso. 9. Reescreva as frases, substituindo as expressões grifadas por pronome demonstrativo adequado: a) O carro que aqui está é o meu. b) De quem é o pente que está em sua mão, Ziloca? c) Que é a coisa que você está olhando, Eva? d) De onde vieram as mesas que estão lá na sala? a) Este carro é o meu. b) De quem é esse pente, Ziloca? c) Que é isso, Eva? d) De onde vieram aquelas mesas? 10. Classifique os pronomes grifados utilizando o número correspondente à sua classificação: 1. Demonstrativo 2. Possessivo 3. Indefinido 4. Interrogativo a. ( ) Alguma coisa estava errada. b. ( ) Isso é lamentável! c. ( ) O senhor nunca esqueceu nada na vida? d. ( ) Quem vai me pagar? e. ( ) Vou buscar meu dinheiro. f. ( ) Este carro é de você, usem-no. g. ( ) Nenhum cavalheiro é digno dela. h. ( ) Que queres aqui? i. ( ) Aquilo me comoveu. Respostas: a. 3 b. 1 c. 3 d. 4 e. 2 f. 1 g. 3 h. 4 i. 1 TAREFAS 2 1. Assinale a alternativa correta quanto à sintaxe de colocação pronominal. a) Nunca deixe-me, eu te peço! b) Convidariam-me para a festa se não estivesse tão doente. c) Eles tinham despedido-se calorosamente. d) Pedro tinha convidado-a para sair, mas ela não quis. e) Dir-lhe-ia que a vida vale a pena para quem não tem a alma pequena. Resposta: [E] *A+ Incorreta: como há a palavra “nunca”, o pronome assume a posição da próclise. Assim, o correto seria “Nunca me deixe, eu te peço!” [B] Incorreta: como o verbo está no futuro, o pronome assume a posição da mesóclise. Assim, o correto seria “Convidar-me-iam para a festa se não estivesse tão doente”. *C+ Incorreta: como há uma locução verbal “tinham despedido”, o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar.Assim, o correto seria “Eles tinham-se despedido calorosamente”. *D+ Incorreta: como há uma locução verbal “tinha convidado”, o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Assim, o correto seria “Pedro tinha-a convidado para sair, mas ela não quis”. 2. A colocação pronominal está incorreta em a) Importava-se com o sucesso do projeto. b) Quem te convidou para sair? c) Em se tratando de negócios, você precisa falar com o gerente. d) Procurar-me-iam caso precisassem de ajuda. e) Nunca esqueça-se de mim. Resposta: [E] Advérbios de negação atraem o pronome. Dessa forma, não é possível a ocorrência de ênclise após advérbios de negação (“não” e “nunca”, por exemplo). É preciso, portando, antepor o pronome ao verbo e, assim, tem-se a forma “Nunca se esqueça de mim” como única possibilidade. 3. Considere o seguinte texto e as lacunas: __________ muito a respeito da profissão correta a escolher. Para __________, é preciso paciência e informações. O jovem deve pautar sua escolha nas disciplinas que __________. Levando em consideração o uso e a colocação pronominal, de acordo norma padrão da Língua Portuguesa, os termos que melhor preenchem, respectivamente, as lacunas acima são: a) Se pensa – encontra-la – agradem-lhe b) Pensa-se – encontrar-na – o agradem c) Pensa-se – encontrá-la – lhe agradem d) Se pensa – encontrar-lha – agradem-no e) Pensa-se – encontra-lá – no agradem Resposta: [C] Lacuna 1: No início de frase deve-se optar pela ênclise, isto é, colocação do pronome após o verbo. Lacuna 2: Percebe-se que o pronome que segue o verbo “encontrar” refere-se à “profissão”, que é objeto direto do verbo (quem encontra, encontra algo). O pronome correspondente ao objeto direto feminino é “la”. Mantêm-se as regras de acentuação, desconsiderando o pronome na contagem de sílabas. Assim, a oxítona “encontrá-la” deve ser acentuada. Lacuna 3: Quem agrada, agrada a alguém (transitividade indireta). Dessa forma, na frase entende-se que as disciplinas agradam aos jovens. O pronome que substitui “aos jovens” deve ser, portanto, substituto para objeto indireto (“lhe”). Como há um pronome relativo “que” antecedendo o verbo “agradar”, tem-se uma próclise, com a forma “lhe agradem”. 4. Escolha a frase que apresenta erro de colocação pronominal. a) Arremataram-nas, num leilão online, os que deram os maiores lances. b) Meu filho tem-se interessado pelos negócios da família. c) Ele preparou-se para a entrevista de emprego. d) Sinto-me lisonjeado pelo elogio de tão ilustre professor. e) Nunca esqueça-se de mim. Resposta: [E] [E] Incorreta: Advérbios de negação atraem o pronome. Dessa forma, não é possível a ocorrência de ênclise após advérbios de negação (“não” e “nunca”, por exemplo). É preciso, portando, antepor o pronome ao verbo e, assim, tem-se a forma “Nunca se esqueça de mim” como única possibilidade. 5. Com relação à colocação pronominal e ao emprego dos pronomes, observe a tirinha abaixo. I. No primeiro quadrinho, o pronome “mim” foi utilizado de forma incorreta, no que tange à norma padrão da Língua Portuguesa e de acordo com a gramática normativa. II. No terceiro quadrinho, a frase: “Eu sei, estes momentos nos deixam sem palavras...”, para seguir a regra da colocação pronominal, deveria ter sido escrita da seguinte maneira: “Eu sei, estes momentos deixam-nos sem palavras...”. III. A frase: “Beije-me como nunca beijou alguém antes!” pode ser reescrita da seguinte maneira, sem que haja prejuízo semântico: “Beije-me como nunca beijou ninguém antes!”. É correto o que se afirma em a) II, apenas. b) I e III, apenas. c) I, II e III. d) III, apenas. e) II e III, apenas. Resposta: [E] *I+ Incorreta: o pronome “mim” foi utilizado de acordo com a norma culta. Isso porque ele substitui o objeto do verbo “amar”, assim, deve-se utilizar um pronome oblíquo (“mim”). 6. Analise o texto abaixo. O pai da Fernanda virá __________ mais cedo hoje. Devo __________ a respeito da nota em sua última avaliação? É melhor que __________ informemos o quanto antes, para que haja tempo hábil para ___________. Levando em consideração o uso e a colocação pronominal, de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa, os termos que melhor preenchem, respectivamente, as lacunas são: a) buscá-la – conta-lo – o – ajudá-la b) buscar-lhe – contar-lhe – lhe – ajudar-lhe c) buscá-la – contar-lhe – o – ajudá-la d) buscá-lhe – conta-lhe – lhe – ajuda-lhe e) buscar-lhe – conta-lo – o – ajuda-lhe Resposta: [C] Primeira lacuna: o pai da Fernando virá buscar a Fernanda. Tem-se, portanto, um objeto direto para o termo em itálico. O pronome correspondente para objeto direto no feminino é o “la”. Por isso, tem-se a forma “buscá-la”. Segunda lacuna: quem conta, conta algo a alguém. No caso, esse alguém é o pai da Fernanda. Dessa forma, o termo em itálico é um objeto indireto, devendo ser substituído por seu pronome correspondente: “lhe”. Tem-se, então, a forma “contar-lhe”. Terceira lacuna: quem informa, informa alguém. No caso, esse alguém é o pai da Fernanda. Dessa forma, o termo em itálico é um objeto direto no masculino, devendo ser substituído por seu pronome correspondente: “o”. Tem-se, então, a forma “o informemos”. Quarta lacuna: a partir do texto, entende-se que é preciso que haja tempo hábil para ajudar a Fernanda. Tem-se, portanto, um objeto direto no feminino para o termo em itálico. O pronome correspondente para esse termo é “la”. Por isso, tem-se a forma “ajudá-la”. 7. No dia seguinte fui à casa da filha do dono da livraria [...]. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. [...] Dessa vez nem caí; guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Clarice Lispector. Felicidade Clandestina. RJ: ed. Rocco, 1998. p. 9. Apesar de, nas variedades do português falado no Brasil, a colocação pronominal fugir às regras gramaticais, esta é sistematizada pela gramática normativa da língua. Assim sendo, assinale a alternativa que apresenta o emprego do pronome oblíquo no texto infringindo essa normatização. a) [...] Não me mandou entrar. b) [...] disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, [...] c) [...] e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. d) [...] guiava-me a promessa do livro, [...] e) [...] o amor pelo mundo me esperava, [...] Resposta: [E] Em *E+, para que a forma siga a normatização é preciso escrever “esperava-me”, pois não há nenhum elemento na frase que favoreça o uso da próclise, devendo optar-se pela ênclise. 8. O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos. Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do “sei-que-nada-sei”. Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações,tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de “burrice”. Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como “meios para o saber”. Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta. [...] Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos. Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertado em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente. (TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em http://revistacult.uol.com.br – 31 jan. 2016 – com adaptações) Em “Nos ajuda, portanto, a elaborar questões *...+.” (3 º§), há um desvio da modalidade padrão da língua na colocação do pronome destacado. Em que opção isso também ocorre? a) “*...+ os livros tornam-se inúteis.” (2 º§) b) “*...+ é um tipo de experiência que nos ensina *...+.” (3 º§) c) “*...+ o ato da leitura nunca nos engana.” (4 º§) d) “*...+ também, muitos afastam-se dele.” (4 º§) Resposta: [D] Em [D+, a colocação correta seria “também, muitos se afastam dele”, pois a palavra “muitos” é um pronome indefinido, que atrai o pronome e, assim, devemos usar a próclise. 9. Não lhe solto mais Antônio Barros e Cecéu Moreno não faça isso Deixe desse rebuliço Não mexa comigo não, viu Quero respeito comigo Já cortaram meu umbigo Não sou mais menina não, viu Você é duro, bem maduro E também muito seguro Ainda pode dar no couro E eu vou gostar Vou me apaixonar Vou cair no choro Aí o couro come E pra mostrar que tu é home Como é que um home faz Dá uma rasteira Me castiga na esteira Não me solta mais Dou-lhe uma rasteira Lhe castigo na esteira Não lhe solto mais Depois não adianta Se eu gemer Se eu gemer Se eu chorar A gente bebe água Quando sente sede Cabelo se assanha Quando o vento dá Olha moreno esse teu cheiro Se juntar com meu tempero Vai ser bom demais Dou-lhe uma rasteira Lhe castigo na esteira Não lhe solto mais Disponível em: http://www.letras.com.br/#!antonio-barros-ececeu/ nao-lhe-solto-mais. Acesso em 03/05/2016. Adaptado. Em todas as alternativas há indicadores de linguagem coloquial, exceto em: a) “Aí o couro come | E pra mostrar que tu é home | Como é que home faz” b) “Já cortaram o meu umbigo | Não sou mais menina não, viu” c) “Se juntar com o meu tempero | Vai ser bom demais” d) “Dá uma rasteira | Me castiga na esteira | Não me solta mais” Resposta: [C] [A+ Incorreta. Há alguns indicadores de linguagem coloquial: o uso do marcador discursivo “aí”; a utilização de “pra”, forma contraída de “para”; a combinação do sujeito “tu”, na segunda pessoa, com verbo conjugado na terceira, “é”; a adoção da grafia “home” conforme a pronúncia (no lugar de “homem”). [B] Incorreta. Os indicadores de linguagem coloquial é a repetição da negação e o uso do marcador discursivo “viu”: “Não sou mais menina não, viu”. [D] Incorreta. A linguagem coloquial está presente nas formas verbais “dá” e “castiga” em vez do imperativo afirmativo “dê” e “castigue”. Também há o uso do pronome oblíquo “me” no início da frase. 10. Na letra da canção de Antônio de Barros e Cecéu, um dos versos que representa uma forma não aceita pela norma padrão é: a) “Lhe castigo na esteira” b) “Você é duro, bem maduro” c) “Já cortaram meu umbigo” d) “Se juntar com o meu tempero” Resposta: [A] A alternativa correta é a *A+, já que “Lhe castigo na esteira” apresenta uma próclise no início da frase, isto é, a frase é iniciada pelo pronome oblíquo átono “lhe”, o que está em desacordo com a norma padrão. Além disso, por se tratar de um verbo transitivo direto, “castigar” deveria ser acompanhado pelo pronome “o” como objeto direto. 11. Analise a capa de um folder de uma campanha de trânsito. Explicitando-se os complementos dos verbos em “Eu cuido, eu respeito.”, obtém-se, em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa: a) Eu cuido dela, eu a respeito. b) Eu a cuido, eu respeito-lhe. c) Eu cuido dela, eu lhe respeito. d) Eu lhe cuido e respeito. e) Eu cuido e respeito-a. Resposta: [A] A oração: Eu cuido dela está correta por obedecer a regência do verbo cuidar, ou seja, eu cuido de quem? Portanto, o verbo cuidar exige a regência da preposição de. A segunda oração: Eu a respeito também está correta porque o verbo respeitar é um transitivo direto que, por sua vez, exige o emprego do oblíquo a.