Prévia do material em texto
““CELULITECELULITE”” FibroedemaFibroedema gelgelóóideide Profa. Dra. Adriana C. MendonProfa. Dra. Adriana C. Mendonçça a Objetivos da AulaObjetivos da Aula FamiliarizFamiliarizáá--los com a etiologia e los com a etiologia e fisiopatologia do fisiopatologia do fibroedemafibroedema gelgelóóideide Informar os principais recursos Informar os principais recursos terapêuticos utilizados na preventerapêuticos utilizados na prevençção e no ão e no tratamento do tratamento do fibroedemafibroedema gelgelóóideide CapacitCapacitáá--los para avaliar, estabelecer los para avaliar, estabelecer metas e desenvolver um programa metas e desenvolver um programa preventivo e de tratamento para o preventivo e de tratamento para o fibroedemafibroedema gelgelóóideide �FIBROEDEMA GELÓIDE �LIPODISTROFIA GINÓIDE �HIDROLIPODISTROFIA GINÓIDE �CELULOPATIA DISTRÓFICO- CICATRICIAL �PANICULOPATIA EDEMATO-FIBRO- ESCLERÓTICA �LIPOESCLEROSE NODULAR DEFINIDEFINIÇÇÃOÃO Desordem localizada do tecido dérmico e subcutâneo afetando a SFA que provoca a hiperpolimerização do ác.hialurônico, somado ao défcit microcirculatório e à alteração da permeabilidade capilar (Pierardi et al.,2000) EtiopatogeniaEtiopatogenia Transtorno circulatTranstorno circulatóório com retenrio com retençção de lão de lííquido intersticialquido intersticial ⇓⇓ AlteraAlteraçção bioquão bioquíímica da matriz intersticial que envolve a mica da matriz intersticial que envolve a hiperpolimerizahiperpolimerizaççãoão do do mucopolissacmucopolissacáárideride proteoglicanoproteoglicano ⇒⇒ Aumento da viscosidade da matriz intersticialAumento da viscosidade da matriz intersticial ⇓⇓ Dificuldade de trocas entre as cDificuldade de trocas entre as céélulas(lulas(AdipAdipóócitocito)) O2 e CO2O2 e CO2 ⇓⇓ Sofrimento celular pela falta de O2 adequado Sofrimento celular pela falta de O2 adequado principalmente para o processo de combustão principalmente para o processo de combustão (Produ(Produçção de energia utilizando a gordura armazenada)ão de energia utilizando a gordura armazenada) ⇓⇓ Aumento de tamanho do Aumento de tamanho do adipadipóócitocito (a c(a céélula slula sóó armazena gordura)armazena gordura) ⇓⇓ 5/42 Hipertrofia Hipertrofia adipocitadipocitááriaria ⇓⇓ Compressão mecânica dos vasos da circulaCompressão mecânica dos vasos da circulaçção entre as ão entre as ccéélulas (circulalulas (circulaçção perifão periféérica rica ⇒⇒ arterarterííolas)olas) ⇓⇓ AlteraAlteraçção Circulatão Circulatóória ria (O aumento da compressão diminui ainda mais a circula(O aumento da compressão diminui ainda mais a circulaçção)ão) ⇓⇓ Edema LocalEdema Local ⇓⇓ Compressão dos vasos Compressão dos vasos ⇒⇒ DiminuiDiminuiçção da Vascularizaão da Vascularizaççãoão ⇓⇓ Dificuldade de trocas Dificuldade de trocas ⇓⇓ CICLO VICIOSOCICLO VICIOSO Instalado o Ciclo Vicioso (1º e 2º grau da celulite) ⇓ Organização dos adipócito hipertróficos em nódulos (micro e macronódulos) ⇓ Desorganização do colágeno e da elastina com a compressão dos lóbulos de adipócitos, portanto ocorre o sofrimento do tecido conjuntivo da derme reticular que está ligado à fáscia profunda (SMAS)* que está preso pelas trabéculas interlobulares do tecido adiposo. As trabéculas também em sofrimento perdem a elasticidade ocorrendo a retração do tecido, e isto junto à hipertrofia do adipócito na formação de micro e macronódulos, ocorre o acolchoamento do tecido. (Ou seja: trabécula puxa e a gordura sobe) E isto é ⇒3º e 4º Grau da Celulite Fatores Fatores prpréé--disponentesdisponentes Genéticos/ Hereditário Idade/ Sexo/ Raça Alteração hormonal Calçados e vestuário inadequados Anomalias da postura Sedentarismo/ inatividade física Má alimentação Estresse/ fumo Desequilíbrios glandulares Disfunção hepática Alterações metabólicas (diabetes/ gestação) * CELULITE DO HOMEM DiagnDiagnóósticostico O exame deve sempre ser realizado com a O exame deve sempre ser realizado com a mulher em pmulher em péé Grau OGrau O-- Falsa celulite Falsa celulite gordura localizada gordura localizada (bumbum de bebê)(bumbum de bebê) 10/42 Grau 1Grau 1 A celulite não A celulite não éé visvisíível vel a olho a olho nnúú, ela , ela aparece durante a aparece durante a palpapalpaçção ou sob ão ou sob contracontraçção muscularão muscular Grau 2Grau 2 A celulite A celulite éé visvisíível a vel a olho olho nnúú, se acentua , se acentua durante a palpadurante a palpaçção e ão e a contraa contraçção muscular ão muscular e apresenta pontos e apresenta pontos de retrade retraçção durante ão durante a palpaa palpaççãoão Grau 3Grau 3 Extremamente visExtremamente visíível a vel a olho olho nnúú, apresenta , apresenta grande retragrande retraçção ão tecidual, ntecidual, nóódulos e dulos e não desaparece não desaparece quando a mulher quando a mulher deita. Normalmente deita. Normalmente apresenta dor apresenta dor àà palpapalpaçção.ão. DiagnDiagnóóstico diferencialstico diferencial Flacidez de peleFlacidez de pele Gordura localizadaGordura localizada AVALIAAVALIAÇÇÃOÃO Principais questões na Principais questões na anamneseanamnese (QP/ HMA/ (QP/ HMA/ AVD e P/ hAVD e P/ háábitos alimentares/ vestimenta)bitos alimentares/ vestimenta) Exame fExame fíísico:sico: -- PalpaPalpaçção:ão: �� TemperaturaTemperatura �� CirculaCirculaççãoão �� ClassificaClassificaçção: (4 sinais de ão: (4 sinais de RicouxRicoux)) oo Histologia e aspecto clHistologia e aspecto clíínico: Grau 1, 2, 3 e 4nico: Grau 1, 2, 3 e 4 oo Aspecto clAspecto clíínico: brando, moderado e gravenico: brando, moderado e grave oo Consistência: duro, flConsistência: duro, fláácido, edematoso e mistocido, edematoso e misto oo Tec. Adiposo: Puro, Composto (gordura Tec. Adiposo: Puro, Composto (gordura circunscrita) e Composto (Obesidade)circunscrita) e Composto (Obesidade) 15/42 Exames ComplementaresExames Complementares TermografiaTermografia XerografiaXerografia Ecografia BidimensionalEcografia Bidimensional Exame Exame AnAnáátomotomo--PatolPatolóógicogico Registro FotogrRegistro Fotográáficofico AvaliaAvaliaçção Posturalão Postural CADEIAS MUSCULARES PerimetriaPerimetria ( Heyward & Stolarczyk, 2000) OBJETIVOS DO OBJETIVOS DO TRATAMENTO DO FEGTRATAMENTO DO FEG ♦Diminuição do volume do adipócito ♦Melhora do retorno venoso e linfático ♦Despolimerização da SFA ♦Diminuição de fibrose e retração (tissular, aponeuroses musculares e viscerais) ♦Melhora da elasticidade/flexibilidade tecidual (conjuntivo e muscular) ♦Melhora postural/ respiratória ♦Melhora das AVDs/ AVPs 20/42 TratamentoTratamento Terapia Terapia medicamentosa via medicamentosa via oraloral CosmCosmééticos de uso ticos de uso ttóópicopico TratamentoTratamento Atividade fAtividade fíísicasica Dieta balanceadaDieta balanceada Tratamento mTratamento méédicodico Medicamentos Medicamentos injetinjetááveis veis ((intradermoterapiaintradermoterapia)) HidrolipoclasiaHidrolipoclasia Tratamento mTratamento méédicodico SubincisãoSubincisão Lipoaspiração TRATAMENTO DA CELULITE.TRATAMENTO DA CELULITE. 1.1. PoucoPouco apapóóss o o ininííciocio do do tratamentotratamento, a , a regiãoregião adjacenteadjacente a a agulhaagulha apresentarapresentaráá hiperemiahiperemia e consequente e consequente aumentoaumento dada temperaturatemperatura, , secundsecundááriosrios àà vasodilatavasodilataçção.ão. 2.2. ÀÀ palpapalpaççãoão notanota--se um se um aumentoaumento de de firmezafirmeza do do tecidotecido, , bembem comocomo podepode--se se verver o o ggááss ““andandoandando”” pelapela pelepele ((enfisemaenfisema subcutâneosubcutâneo).). 3.3. O O ggááss podepodeextenderextender--se se porpor atatéé 20 20 cm de cm de diâmetrodiâmetro alaléémm dada agulhaagulha.. 4.4. SensaSensaççãoão de peso e de peso e aumentoaumento de de volume volume podempodem ser ser referidosreferidos pelapela pacientepaciente apapóóss cadacada sessãosessão, , masmas geralmentegeralmente desaparecemdesaparecem emem 1 a 2 1 a 2 horashoras.. CARBOXITERAPIACARBOXITERAPIA UsoUso terapêuticoterapêutico nana lipodistrofialipodistrofia ginginóóide e ide e nana flacidezflacidez cutâneacutânea. . TerapiaTerapia auxiliarauxiliar nana gorduragordura localizadalocalizada e no e no ppóóss lipoaspiralipoaspiraççãoão.... 25/42 TRATAMENTO DA CELULITETRATAMENTO DA CELULITE 1.1. O O tratamentotratamento podepode ser ser realizadorealizado de forma bilateral de forma bilateral e e simsiméétricatrica, o , o queque resultaresulta emem menormenor tempo de tempo de tratamentotratamento e e emem geralgeral, , menormenor desconfortodesconforto parapara a a pacientepaciente 2.2. PodePode--se se fixarfixar a a agulhaagulha e o e o filtrofiltro com com microporemicropore largo. largo. IstoIsto éé particularmenteparticularmente interessanteinteressante emem pacientespacientes queque exigemexigem fluxofluxo maismais lento lento ((maiormaior sensibilidadesensibilidade dolorosa).dolorosa). 3.3. VEJA MAIS EXEMPLOSVEJA MAIS EXEMPLOS CARBOXITERAPIACARBOXITERAPIA Tratamento Tratamento FisioterapêuticoFisioterapêutico Correntes polarizadas:Correntes polarizadas: Galvânica e Galvânica e IontoforeseIontoforese DiadinâmicasDiadinâmicas Tratamento Tratamento FisioterapêuticoFisioterapêutico Correntes Correntes excitomotorasexcitomotoras Tratamento Tratamento FisioterapêuticoFisioterapêutico VVáácuo e cuo e EndermoterapiaEndermoterapia 30/42 Tratamento Tratamento FisioterapêuticoFisioterapêutico UltraUltra--som e Terapia som e Terapia Combinada (Mesoterapia Combinada (Mesoterapia sem agulha)sem agulha) EletroporaEletroporaççãoão IntroduIntroduçção medicamentosaão medicamentosa Tratamento Tratamento FisioterapêuticoFisioterapêutico TermoterapiaTermoterapia por adipor adiçção:ão: Tratamento Tratamento FisioterapêuticoFisioterapêutico Drenagem LinfDrenagem Linfáática e Massagem cltica e Massagem cláássica ssica (Massagem modeladora)(Massagem modeladora) Tratamento Tratamento FisioterapêuticoFisioterapêutico RadiofreqRadiofreqüüênciaência ThermacoolThermacool (6MHz)(6MHz) AccentAccent (40,68 MHz) (40,68 MHz) 35/42 Tratamento Tratamento FisioterapêuticoFisioterapêutico ReeducaReeducaçção posturalão postural MMFMMF AtenAtençção especial ão especial àà FFáásciascia latalata Tratamento ComplementarTratamento Complementar BiocerâmicasBiocerâmicas OrientaOrientaççõesões Respire melhorRespire melhor AlimenteAlimente--se melhorse melhor Cuide de sua Cuide de sua circulacirculaççãoão Beba bastante Beba bastante llííquidoquido Evite vestimentas Evite vestimentas apertadasapertadas Relaxe Relaxe ValorizeValorize--se você se você éé uma obra divina!uma obra divina! 40/42 CONCLUSÃOCONCLUSÃO ÉÉ importante que o importante que o fisioterapeuta conhefisioterapeuta conheçça a as alteraas alteraçções ões fisiopatolfisiopatolóógicas do FEG gicas do FEG e suas intere suas inter--relarelaçções ões com os outros sistemas com os outros sistemas afim de avaliar e traafim de avaliar e traççar ar o melhor plano de o melhor plano de prevenprevençção e ão e tratamento, respeitando tratamento, respeitando as individualidades de as individualidades de cada um.cada um. BIBLIOGRAFIABIBLIOGRAFIA Godoy, Godoy, J.M.J.M.; ; BelczakBelczak, , C.E.C.E.Q; Godoy, M.F.G. Q; Godoy, M.F.G. ReabilitãReabilitãççãoão LinfovenosaLinfovenosa. . do Rio de Janeiro, Ed. do Rio de Janeiro, Ed. DiLivrosDiLivros, 2005, 2005 GUIRRO,E. & GUIRRO,R. GUIRRO,E. & GUIRRO,R. Fisioterapia Fisioterapia DermatoDermato--FuncionalFuncional. 3a ed., São . 3a ed., São Paulo, Ed. Paulo, Ed. ManoleManole, 2002, 2002 KEDE, M. P., SABATOVICH, O. KEDE, M. P., SABATOVICH, O. Dermatologia estDermatologia estééticatica. São Paulo: . São Paulo: AtheneuAtheneu, 2004 , 2004 MAIO, M. MAIO, M. Tratado de Medicina EstTratado de Medicina Estééticatica. . volvol I, São Paulo: Ed. Roca, 2004I, São Paulo: Ed. Roca, 2004 MASSA,B. MASSA,B. XequeXeque--matemate àà celulitecelulite, , SãoPauloSãoPaulo, , Ed.Paulus,1996Ed.Paulus,1996 PIERARD,G.E. 7 FRANCHIMONT,C.P.PIERARD,G.E. 7 FRANCHIMONT,C.P.-- Cellulite: from standing fat Cellulite: from standing fat herniationherniation to hypodermal stretch marksto hypodermal stretch marks. The Am. J. of Dermat.,22(1):34. The Am. J. of Dermat.,22(1):34-- 37,200037,2000