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. Fases da mitose Interfase: O material genético é duplicado e os centríolos também. Prófase: O envoltório nuclear e o nucléolo se desfazem. No núcleo, os cromossomos começam a se condensar e as fibras se formam em volta dos centríolos. Metáfase: Os cromossomos se posicionam mais ou menos no meio da célula (ou região equatorial). Anáfase: Acontece a separação das cromátides irmãs e as células originadas serão geneticamente iguais. As fibras do fuso se encurtam e rompem os cromossomos. Telófase: Ocorre a citocinese, isto é, a célula começa a se dividir. O plasma se divide e o núcleo deixa de estar condensado. O envoltório nuclear e o nucléolo retornam e as fibras do fuso desaparecem. Citoplasma é a porção existente entre o núcleo e a membrana celular e é constituído pelo citosol e as organelas citoplasmáticas nele inseridas. Nas células animais o citoplasma é onde ocorre a maior parte do metabolismo celular, isto é, as muitas reações pelas quais algumas pequenas moléculas são degradadas e outras são sintetizadas. O citoplasma pode ser dividido em duas porções, uma mais externa conhecida por ectoplasma e possui um aspecto mais viscoso quando comparada a porção mais interna, o endoplasma. O citoplasma também tem como funções o armazenamento de glicogênio e lipídios, transporte e transporte de macromoléculas. ORGANELAS: Citoesqueleto Participação na organização dos centríolos, cílios e flagelos; Execução de contrações; Orientação e deslocamento dos cromossomos, permitido a formação das fibras do fuso e do áster durante os processos de mitose e meiose. Ribossomos: Formados a partir do RNA ribossômico, são responsáveis pela síntese de proteínas. Retículo endoplasmático: Organela exclusiva de células eucariontes e que participa na síntese de proteínas e lipídios, além de atuar no transporte intracelular e na desintoxicação celular. Divide-se em retículo endoplasmático rugoso e liso. Retículo endoplasmático rugoso (RER) Participa da síntese de proteínas e também possui a função de transportar substâncias. Retículo endoplasmático liso (REL) Participa da síntese de lipídeos como óleos, fosfolipídeos e esteroides. O REL também é responsável pela desintoxicação do organismo humano, atuando na degradação do álcool ingerido e de medicamentos como antibióticos e substâncias anestésicas, além de participar do armazenamento de íons cálcio nas células musculares. Complexo de Golgi: Complexo de Golgi é a organela responsável pela secreção celular. Pode-se observar que as células secretoras possuem esta organela mais desenvolvida. Lisossomos: São as organelas responsáveis pelo processo de digestão intracelular. Os lisossomos também possuem a função da autofagia, isto é, de reciclar outras organelas celulares envelhecidas. Peroxissomos: Contêm alguns tipos de enzimas digestivas e uma grande quantidade da enzima catalase. Mitocôndrias: Possuem material genético próprio e são responsáveis pela produção de energia (ATP) a partir de processos metabólicos. Centríolos: Atuam no processo de divisão celular. Metabolismo Energético O metabolismo energético é o conjunto de reações químicas que produzem a energia necessária para a realização das funções vitais dos seres vivos. O metabolismo pode ser dividido em: Anabolismo: Reações químicas que permitem a formação de moléculas mais complexas. São reações de síntese. Catabolismo: Reações químicas para a degradação de moléculas. São reações de degradação. A glicose (C6H12O6) é o combustível energético das células. Quando ela é quebrada libera a energia de suas ligações químicas e resíduas. É essa energia que permite a realização das funções metabólicas da célula. ATP: Adenosina Trifosfato ATP (Adenosina Trifosfato), a molécula responsável pela captação e armazenamento de energia. Ele armazena nas suas ligações fosfatos a energia liberada na quebra da glicose. O ATP é um nucleotídeo que tem a adenina como base e a ribose com açúcar, formando a adenosina. Quando a adenosina une-se a três radicais fosfato, forma-se a adenosina trifosfato. A ligação entre os fosfatos é altamente energética. Assim, no momento em que a célula precisa de energia para alguma reação química, as ligações entre os fosfatos são quebradas e a energia é liberada. O ATP é o composto energético mais importante das células. Mecanismos para obtenção de energia O metabolismo energético das células ocorre através da fotossíntese e respiração celular. Fotossíntese A fotossíntese é um processo de síntese da glicose a partir de gás carbônico (CO2) e água (H2O) na presença de luz. Ela corresponde a um processo autotrófico realizado por seres que possuem clorofila, por exemplo: plantas, bactérias e cianobactérias. Em organismos eucariontes, a fotossíntese ocorre nos cloroplastos. Respiração celular A respiração celular é o processo de quebra da molécula de glicose para liberação da energia que nela se encontra armazenada. Ela ocorre na maioria dos seres vivos. Pode ser realizado de duas formas: Respiração aeróbica: na presença do gás oxigênio do ambiente; Respiração anaeróbica: na ausência de gás oxigênio. A respiração aeróbica ocorre através de três fases: Glicólise A primeira etapa da respiração celular é a glicólise, que ocorre no citoplasma das células. Ela consiste em um processo bioquímico em que a molécula de glicose (C6H12O6) é quebrada em duas moléculas menores de ácido pirúvico ou piruvato (C3H4O3), liberando energia. Ciclo de Krebs O Ciclo de Krebs corresponde a uma sequência de oito reações. Ele tem a função de promover a degradação de produtos finais do metabolismo dos carboidratos, lipídios e de diversos aminoácidos. Essas substâncias são convertidas em acetil-CoA, com a liberação de CO2 e H2O e síntese de ATP. Em resumo, no processo o acetil-CoA (2C) será transformado em citrato (6C), cetoglutarato (5C), succinato (4C), fumarato (4C), malato (4C) e ácido oxalacético (4C). O ciclo de Krebs ocorre na matriz mitocondrial. Fosforilação Oxidativa ou Cadeia Respiratória A fosforilação oxidativa é responsável pela maior parte da produção de energia. Durante a glicólise e ciclo de Krebs parte da energia produzida na degradação de compostos foi armazenada em moléculas intermediárias, como o NAD+ e o FAD. Essas moléculas intermediárias liberam os elétrons energizados e os íons H+ que irão passar por um conjunto de proteínas transportadoras, que constituem a cadeia respiratória. Assim, os elétrons perdem sua energia que passa a ser armazenada nas moléculas de ATP. O saldo energético dessa etapa, ou seja, o que é produzido ao longo de toda a cadeia transportadora de elétrons é 38 ATPs. Balanço energético da Respiração Aeróbia Glicólise: 4 ATP + 2 NADH – 2 ATP → 2 ATP + 2 NADH Ciclo de Krebs: Como existem duas moléculas de piruvato, a equação deve ser multiplicada por 2. 2 x (4 NADH + 1 FADH2 + 1 ATP) → 8 NADH + 2 FADH2 + 2 ATP Fosforilação Oxidativa: 2 NADH da glicólise → 6 ATP 8 NADH do ciclo de Krebs → 24 ATP 2 FADH2 do ciclo de Krebs → 4 ATP Total de 38 ATP's produzidos durante a respiração aeróbia. A respiração anaeróbica possui como exemplo mais importante a fermentação: Fermentação A fermentação consiste apenas na primeira etapa da respiração celular, ou seja, a glicólise. A fermentação ocorre no hialoplasma, quando não há disponibilidade de oxigênio. Ela pode ser dos seguintes tipos, conforme o produto formado pela degradação da glicose: Fermentação alcoólica: As duas moléculas de piruvatos produzidas são convertidas em álcool etílico, com a liberação de duas moléculas de CO2 e a formação de duas moléculas de ATP. É usado para produção de bebidas alcoólicas. Fermentação lática: Cada molécula de piruvato é convertida em ácido lático, com formação de duas moléculas de ATP. Produção de ácido lático. Ocorre nas células musculares quando há um esforço excessivo.