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Dicas TC – Endócrino MARCEL AUREO FARIAS MOREIRA Tireoide Causas de Hiperfunção tireoidiana: Graves (tem exoftalmia + sopro na ausculta da tireoide), Bocio MNT, Adenoma Toxico (Plummer), Struma Ovariis, Efeito Jad-Basedow Drogas que podem interferir na função tireoidiana: Amiodarona (pode interferir de duas formas, sendo classificado em tipo 1, onde tem uma patologia tireoidiana prévia e a crise tireotóxica vai ser provocada pela sobrecarga de iodo; tipo 2 há uma tireoidite que destrói a tireoide, aí vai liberar hormônios para circulação sistêmica. O Iodo pode provocar tanto hiper como hipotireoidismo. Hiper ocorre em pacientes com bócio endêmico, que deficiência de iodo, aí vao tomar iodo e podem ter o hiper induzida pelo iodo. Ele ocorre em glândulas com função indeptendete da estimulação com TSH. Esse efeito se chama Jad-Basedow. Hipo ocorre em pacientes com função tireoidiana normal, que com o fornecimento de iodo, têm diminuição de síntese de hormônios tireoidiano e de iodeto orgânico, devido ao aumento de iodeto inorgânico. Litio, Radiação ionizante, QT, Glicocorticoide, Hormonios Sexuais, Salicilatos, Heparina, Propranol também influem na função da tireoide. Crise tireotóxica: Tem sintomas de hiperatividade, irritabilidade, disforia, intolerância ao calor, palpitação, diarreia, oliuria, oligomenorreia, perda de libido, tremor, ginecomastia, retardo palpebral. Alguns fatores como infecção podem induzir ao escape do controle do hipertireodismo. Outros fatores são uma cirurgia tireoidiana, tratamento com Iodo 131, Sobrecarga de iodo, Interrupção tratamento com antireoidianos, uso de carbonato de lítio, uso de amiodarona, ICC, hipoglicemia. É rara acontecer em acidente de ingestão de tiroxinas. O hormônios tireoidianos livres são mais importantes do que os hormônios totais. A crise está mais ligado a velocidade de aumento do que com os valores basais. Ou seja, na crise temos um aumento rápido dos hormônios. A tireotoxicose tem alta letalidade (de 30%). O hiper vai causar aumento da demanda metabólica, então a insuficiência cardíaca, vai ser de alto debito, mas baixo debito não exclui. A insuficiência cardíaca tem arritmias como a FA e aumento consumo oxigênio. Os hormônios tireoidianos podem alterar a expressão genica de certas proteínas cardíacas, incluindo a cadeia pesada de miosina e a adenosina trifosfatase, levando a disfunção contrátil. Lesão hepática pode correr em função da insuficiência cardíaca, acção dos hormônios ou desnutrição. Efeitos JAD-BASEDOW e WOLFF-CHAIKOFF: No jad-basefow há superexposição ao iodo, induzindo hipertireoidismo. No wolff-chaikoff há aumento de iodeto inorgânico, levando a diminuição de síntese de hormônios de iodo orgânico. Exames Crise: Hemograma Completo, Função Renal, Enzimas hepáticas, Albumina, Eletrolitos, Glicemia, Coagulação, Tireoide, Eletrocardio e RX tórax. Espera-se resultados de aumento de cálcio e fosfatase alcalina, leucocitose – se infecção desencadeando, hipocalemia, aumento tgo, tgp e bilirrubinas – se tiver icteria associado; ECG apresentando a principal arritmia observado nessa crise, que é a fibrilação atrial, RX com congestão e derrame pleural, que podem ser pensado com uma insuficiência cardíaca. Conduta: Drogas antitireodianas. No GT, minha tutora falou que pro paciente do caso, usou Tapazol. O tapazol é o metimazol (20 mg de 4 em 4h ou 6 em 6)Mas o melhor mesmo é o Propiltiouracil (ataque= 600 a 1000 mg e seguimento de 200 a 300 mg de 6 em 6 horas ou 4 a 4), pois ele também impede a conversão de T4-T3, ai também os hormônios já na circulação. Enquanto o Metilmazol não tem efeito sobre os hormônios já liberados. Além disso, usa propranol, que vai impedir a conversão de T4-T3, mas vai demorar alguns dias, IODO (apenas 1 a 2 horas após droga antitireoidiana), tem o iodeto de potássio 5 gotas de 6 em 6h e o lugol 8 a 10 gotas de 6 em 6h e corticoide. Eles vão impedir a organificação do iodo e produção hormonal. Pacientes em uso de tionamidas com queixa de odinofagia, podemos pensar em agranulocitose, principalmente se inicio do tratamento. Bocio Multinodular toxico: Cuidado com bócio mergulhante, atingindo mediastino. Vamos puncionar nódulos (menor que 5mm não punciona!), aí fazemos a classifação da biopsia pela Bethesda. A cirurgia do bócio é a abordagem cervicotorácica. Tireoglobulina está aumentado. Classificação de Chammas: USG Critérios de Burch-Wartofsky: Avalia termorregulação, efeitos no SNC, disfunção do TGI, FC, Insuciencia Cardiaca, FA, Evento precipitante. A partir de 45 pontos, já podemos diagnosticar como crise. Só achei a tabela dos critérios em espanhol, mas dá pra entender. Acho que não precisamos decorar pra prova. Doença de Graves: Causa mais comum de hipertireodismo. É uma desordem autoimune, resultante de anticorpos para o receptor de TSH (TSH-R, também conhecida como imunoglobulinas estimulantes da tireoide. TSH encontra-se diminuído e T4L aumentado. Pode apresentar também oftalmopatia, dermatopatia, exoftalmia, edema periorbital, a proptose pode ser bilateral simétrica, assimétrica ou unilateral, sopro tireoide também levam a pensar em Graves. Se não conseguimos diagnosticar Graves ainda, vamos pra cintilografia, que vai diferenciar a captação difusa e intensa do Graves, da doença tireoidiana nodular, tireoidite destrutiva, tecido tireoidiano ectópico Cintilografia: Se sinais e sintomas claros de GRAVES, a cintilografia pode ser dispensada. Só pede cintilografia se TSH baixo. Se o nódulo for hipercaptante, vamos pra RXT ou cirurgia direta e não fazemos PAAF devido a malignidade nodular. Se hipercaptante, pensamos em problemas glandular e a principal suspeita é graves. Se for hipocaptante, fazemos PAAF, geralmente o nódulo é frio e glândula é quente, pensamos em plummer. CA Tireoide: Tem o PAPILIFERO, que ocorre em mulheres jovens, tem disseminação linfática, marcador de tireoglobulina, pedimos USG cervical, marcador e corpo inteiro com I 123. Linfonodo suspeito, avaliar com PAAF, USG para citopatológico e dosagem de tireoglobulina. Já o FOLICULAR é em mulheres com pico na 5 década, disseminação hematogenico. O MEDULAR é esporádico ou familiar. Familiar não classifica NEM2A NEM 2B. Tem origem de células parafoliculares derivada da crista neural. Tem o marcador de calcitonina. Pode ter metástase de linfonodo cervical medistainais, pulmão fígado, osso. Tratamento cirúrgico, RXT com inibidores de tirosina-quinase. ANAPLÁSICO: Raro, agressivo, indiferenciado, sobrevida curta, ocorre na 6 a 7 década. Clinica de dor, disfonia, massa cervical, bócio de longa duração. Metastase para pulmão e pleura. Tratamento: paliativo, com desobstrução de VA.