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Problema 6 – Módulo 11 1) Compreender o sistema visual (anatomia, receptores, vias, áreas corticais, formação da imagem). 2) Entender as principais alterações oriundas das vias oculares. O OLHO *A luz é uma radiação/onda eletromagnética visível aos nossos olhos - espectro de luz visível para humanos sem uso de aparelhos: 400 a 700 nm -> percepção das ondas ultravioleta e infravermelho; As imagens formam-se no olho por refração: modificação que ocorre na direção dos raios de luz quando estes passam de um meio transparente para outro. O olho é um órgão especializado para a detecção, localização e análise da luz; ESTRUTURA DO OLHO - Anatomia: Pupila: abertura que permite a passagem de luz à retina Íris: cerca a pupila; tem 2 músculos que podem contrair ou dilatar a pupila Córnea: superfície vítrea transparente externa do olho que cobre a pupila e a íris; Esclera: ‘’ branco do olho’’; forma a parede resistente do globo ocular e é local de inserção de 3 pares dos músculos extra - oculares Conjuntiva: membrana que se liga a pálpebra e a esclera Nervo óptico: reuni axônios da retina e sai do olho em sua parte posterior atravessa a orbita e alcança o encéfalo em sua base próximo a hipófise - Oftalmoscopia: Papila óptica: região de ondem originam vasos sanguíneos da retina e região de onde saem as fibras do nervo óptico; ausência de fotorecceptores Mácula lútea: mancha amarelada ao redor do centro da retina; dedicada a visão central ; ausência de vasos sanguíneos. Fóvea: ponto escuro no centro retina, a qual é mais delgada. - Anatomia transversal: Humor aquoso: nutre a córnea; Cristalino: estrutura transparente localizada atrás da íris; é suspenso por ligamentos - zônula ciliar que se ligam aos músculos ciliares, que se conectam com a esclera, formando um anel ao redor do olho; Humor vítreo: liquido gelatinoso que mantém o globo ocular esférico. FORMAÇÃO DA IMAGEM PELO OLHO: - Refração pela Córnea: Os raios de luz que atingem a superfície curvada da córnea mudam de direção, de forma a convergir na parte posterior do olho; apenas aqueles que cruzam pelo centro do olho passam diretamente para a retina, sem qualquer mudança na direção. A distância da superfície refratora até o ponto onde os raios de luz paralelos convergem é chamada distância focal. Essa distância depende da curvatura da córnea: quanto menor o seu raio de curvatura, menor a distância focal. O poder de refração também depende da velocidade do meio a qual a luz vai passar: ar – córnea (vel. Alta – alta refração); agua – córnea (velocidade baixa – baixa refração) - Acomodação pelo cristalino: O cristalino está envolvido na formação de imagens claras e nítidas de objetos próximos, localizados a uma distância menor do que 9 m com relação ao olho. À medida em que os objetos se aproximam, os raios de luz oriundos de um determinado ponto não podem mais ser considerados paralelos. Mais precisamente, esses raios divergem, e um poder de refração maior é necessário para focalizá-los na retina. Esse poder adicional de focalização é fornecido pela mudança no formato do cristalino auxiliado pelos músculos ciliares Durante a acomodação, os músculos ciliares se contraem e engrossam, tornando menor a área dentro do músculo e diminuindo a tensão nos ligamentos suspensores. Conseqüentemente, o cristalino, devido a sua elasticidade natural, torna-se mais arredondado. Esse arredondamento aumenta a curvatura da superfície do cristalino, aumentando, dessa forma, seu poder de refração. Por sua vez, o relaxamento dos músculos ciliares aumenta a tensão nos ligamentos suspensores, o que tem o efeito de distender o cristalino, que assume uma forma mais achatada. Campo visual: é o espaço total que pode ser visto pela retina quando o olhar está fixo em um ponto à frente Acuidade visual: é capacidade do olho de distinguir entre dois pontos próximos; depende de diversos fatores, em especial do espaçamento dos fotorreceptores na retina e da precisão da refração do olho. ANATOMIA MICROSCÓPICA DA RETINA - A organização laminar na retina: As células da retina estão organizadas em camadas aparentemente ordenadas ao contrário: a luz deve atravessar o humor vítreo, as células ganglionares e bipolares antes de atingir os fotorreceptores. Um dos motivos para essa disposição “invertida” das camadas celulares é a posição do epitélio pigmentar, situado logo abaixo dos fotorreceptores, com seu papel crítico na manutenção dos fotorreceptores e dos fotopigmentos. O epitélio pigmentar também absorve qualquer luz que atravesse completamente a retina, minimizando assim a reflexão da luz no fundo do olho, o que borraria a imagem. Informações acerca da luz fluem dos fotorreceptores para as células bipolares e, então, para as células ganglionares, as quais projetam axônios para fora do olho por meio do nervo óptico. Células horizontais e amácrinas modificam as respostas das células bipolares e ganglionares por meio de conexões laterais. As camadas celulares da retina são designadas com relação ao centro do globo ocular. Assim, a camada mais interna é a camada de células ganglionares, que contém os corpos celulares das células ganglionares. A seguir está a camada nuclear interna, que contém os corpos celulares das células bipolares, as células horizontais e amácrinas. A camada seguinte é a camada nuclear externa, que contém os corpos celulares dos fotorreceptores. Finalmente, temos a camada dos segmentos externos dos fotorreceptores, que contém os elementos sensíveis à luz da retina. Os segmentos externos estão embebidos no epitélio pigmentar. Entre a camada de células ganglionares e a camada nuclear interna está a camada plexiforme interna, na qual se estabelecem contatos sinápticos entre células bipolares, amácrinas e ganglionares. Entre as camadas nucleares interna e externa está a camada plexiforme externa, onde os fotorreceptores estabelecem contatos sinápticos com células bipolares e horizontais. - A estrutura de um fotorreceptor: O segmento externo contém uma pilha de discos membranosos. Fotopigmentos sensíveis à luz, localizados nas membranas desses discos, absorvem luz, determinando, dessa forma, alterações no potencial de membrana do fotorreceptor. Os fotorreceptores do tipo bastonete apresentam um segmento externo longo e cilíndrico contendo muitos discos. Os fotorreceptores do tipo cone apresentam um segmento externo mais curto e que gradualmente diminui de espessura, contendo um menor número de discos membranosos. As diferenças estruturais entre bastonetes e cones estão relacionadas a importantes diferenças funcionais. Por exemplo, o maior número de discos e a maior concentração de fotopigmentos nos bastonetes os tornam mais sensíveis à luz do que os cones. De fato, em um ambiente com iluminação noturna, isto é, em condições escotópicas, apenas os bastonetes contribuem para a visão. Por outro lado, em ambientes com iluminação diurna, ou seja, em condições fotópicas, são os cones que realizam a maior parte do trabalho. Por essa razão, fala-se na teoria da duplicidade da visão: uma retina escotópica, que utiliza apenas os bastonetes, justaposta a uma retina fotópica, que utiliza principalmente os cones. Bastonetes e cones diferem também em outros aspectos. Todos os bastonetes contêm o mesmo fotopigmento, mas há três tipos de cones, cada qual com um pigmento diferente. Essas variações entre os pigmentos fazem com que os diferentes cones sejam sensíveis a diferentes comprimentos de onda da luz. - Diferenças regionais na estrutura da retina: A retina periférica é mais sensível à luz por que pois possui mais bastonetes e esses são especializados para baixa intensidade luminosa, e por que há mais fotorreceptores fornecendo informação para uma mesma célula ganglionar. ? A região da retina mais altamente especializada para a visão de alta resolução é a fóvea. Lembre que a fóvea é uma porção mais delgada da retina, nocentro da mácula. Em uma secção transversal, a fóvea aparece como uma depressão na retina. Essa aparência lhe é conferida pelo deslocamento lateral de células acima dos fotorreceptores, permitindo que a luz atinja os fotorreceptores sem passar pelas demais camadas celulares da retina. Essa especialização estrutural maximiza a acuidade visual na fóvea, colocando para o lado outras células que poderiam dispersar a luz e borrar a imagem. A fóvea também é única por não conter bastonetes, sendo que todos os seus fotorreceptores são cones. Na retinacentral, relativamente poucos fotorreceptores transmitem informação diretamente para uma célula ganglionar; na retina periférica, muitos fotorreceptores fornecem sinais para uma célula ganglionar. Esse arranjo torna a retina periférica mais capacitada para detectar luzes fracas, enquanto a retina central está mais capacitada para a visão de alta resolução. FOTOTRANSDUÇÃO Os fotorreceptores convertem, ou transduzem, energia luminosa em alterações do potencial de membrana dos fotoreceptores - Fototransdução em bastonetes: Rodopsina: fotopigmento localizado nas membranas dos discos empilhados no segmento externo dos bastonetes. Rodopsina = opsina + retinal Luz ativa opsina ( proteína receptora de membrana) Que tem sua conformação mudada (retinal) Esses desbotamento de cor ativa proteína G do disco membranoso Que ativa enzima efetora fosfodiesterase PDE que vai hidrolisar o GMPc do citoplasma dos bastonetes ( no escuro) Dimuição do GMPc fecha canais de Na e hiperpolariza a membrana No escuro ‘’desativa’’ rodopsina Conformação inalterada Proteina G não estimulada Nem PDE, nem GMPc hidrolisado GMPc em alta deixa aberto canais de Na -> despolarização da membrana Esse movimento de cargas positivas através da membrana é chamado de corrente do escuro. Uma conseqüência funcional bastante interessante da utilização de uma cascata bioquímica para a transdução é a amplificação do sinal. Muitas moléculas de proteína G são ativadas para cada molécula de fotopigmento, e cada enzima PDE ativada hidroliza mais de uma molécula de GMPc. Essa amplifi cação confere a nosso sistema visual a capacidade de detectar até mesmo fótons individuais, as unidades elementares da energia luminosa. - Fototransdução nos cones: Cones são sensíveis a Luz de alta intensidade e cores A visão durante o dia depende inteiramente dos cones, cujos fotopigmentos necessitam de maior nível de energia para sofrerem desbotamento. Já que nos bastonetes há uma saturação ao longo da exposição da luz O processo de fototransdução nos cones é praticamente o mesmo que aquele que ocorre nos bastonetes; a única diferença significativa é o tipo de opsinas dos discos membranosos dos segmentos externos dos cones. Cada cone contém uma das três opsinas para ‘’cor azul’’, ‘’ cor verde’’ e cones para ‘’ cor vermelha’’ Teoria tricromática de Young-Helmholtz : em cada ponto na retina existe um conjunto de três tipos de receptores, cada tipo apresentando sensibilidade máxima ao azul, ao verde ou ao vermelho. De acordo com essa teoria, o encéfalo atribui cores com base em uma comparação da leitura (fotométrica) dos três tipos de cones. Quando todos os tipos de cones são igualmente ativos, como no caso da luz de amplo espectro, percebemos o “branco”. . O PROCESSAMENTO NA RETINA Transformações na camada plexiforme externa: o Fotorreceptor é mais sensível ao escuro do que à luz. Quando um ‘estimulo escuro’(sombra) alcança o fotorreceptor esse libera mais glutamato e então despolariza a membrana ( em comparação ao estimulo luz). Na camada plexiforme externa, cada fotorreceptor efetua contatos sinápticos com dois tipos de células retinianas: as células bipolares estabelecem a via direta, desde os fotorreceptores até as células ganglionares; Células horizontais, por sua vez, fornecem informação lateralmente para a camada plexiforme externa, influenciando a atividade de células bipolares vizinhas e fotorreceptores Campo receptivo de células bipolares: O campo receptivo de uma célula bipolar (ou de qualquer outra célula do sistema visual) é a área da retina onde, em resposta à estimulação pela luz, ocorre uma alteração do potencial de membrana da célula. Células bipolares do tipo OFF(escuro) respondem ao glutamato por canais de cátion e despolarizam a membrana -> influxo de Na; Células bipolares do tipo ON (luz) respondem ao glutamato por proteína G e hiperpolarizam a membrana. Cada célula bipolar recebe aferências sinápticas diretas de um grupo de fotorreceptores. Além dessas conexões diretas com os fotorreceptores, as células bipolares estão conectadas via células horizontais a um anel circunscrito de fotorreceptores que cerca aquele grupo O campo receptivo de uma célula bipolar é constituído por duas porções: uma área circular de retina, que proporciona aferências diretas do fotorreceptor, chamada de centro do campo receptivo, e uma área de retina adjacente, que proporciona aferências via células horizontais, chamada de periferia do campo receptivo A resposta do potencial de membrana de uma célula bipolar à luz no centro do campo receptivo é oposta àquela promovida pela luz na periferia. Por exemplo, se a iluminação do centro causa despolarização da célula bipolar (uma resposta ON), então a iluminação da periferia causará uma hiperpolarização antagônica dessa célula. Da mesma forma, se a célula for despolarizada quando houver uma mudança de luz para escuro no centro de seu campo receptivo (uma resposta OFF), ela será hiperpolarizada pelo mesmo estímulo escuro quando esse for aplicado à periferia. Assim sendo, diz-se que essas células apresentam campos receptivos organizados como centro-periferia, com centro e periferia antagônicos entre si. Esse antagonismo entre centro e periferia parece vir de uma interação complexa nos contatos sinápticos de células horizontais, fotorreceptores e bipolares. A organização dos campos receptivos em centro-periferia passa das células bipolares para as ganglionares por meio das sinapses na camada plexiforme interna. As conexões laterais das células amácrinas na camada plexiforme interna também contribuem para a construção dos campos receptivos das células ganglionares e para a integração de sinais oriundos dos cones e bastonetes que chegam às células ganglionares. SINAIS DE SAIDA DA RETINA A única fonte de sinais de saída da retina para o resto do encéfalo são os potenciais de ação provenientes das células ganglionares. - Campos receptivos das células ganglionares: A maior parte das células ganglionares da retina apresenta a organização concêntrica de seus campos receptivos em centro-periferia, conforme discutimos acima para as células bipolares. Células ganglionares com centro-ON e com centro-OFF recebem aferências dos tipos correspondentes de células bipolares. Assim sendo, uma célula ganglionar com centro-ON será despolarizada e responderá com uma rajada de potenciais de ação quando um pequeno ponto de luz for projetado sobre o centro de seu campo receptivo. Da mesma forma, uma célula com centro-OFF responderá para um ponto escuro projetado sobre o centro de seu campo receptivo. Em ambos os tipos de célula, entretanto, a resposta à estimulação do centro é cancelada pela resposta à estimulação da periferia de cada campo receptivo. A surpreendente conseqüência desse fato é que a maior parte das células ganglionares da retina não é particularmente responsiva a mudanças na iluminação que incluam, ao mesmo tempo, o centro e a periferia do campo receptivo. Pelo contrário, parece que as células ganglionares são responsivas principalmente a diferenças na iluminação que ocorram dentro de seus campos receptivos. Para ilustrar esse ponto, considere a resposta gerada por uma célula centro- OFF quando uma sombra escura atravessa seu campo receptivo. Lembre-se que, nessa célula, uma projeção escura sobre o centro do campo receptivo determina a despolarização da célula, enquantoque uma projeção escura sobre a periferia determina a hiperpolarização da célula. Sob uma iluminação uniforme, o centro e a periferia se cancelam, produzindo um baixo nível de respostas. Quando a sombra entra na região da periferia do campo receptivo sem avançar sobre o centro, ela tem um efeito de hiperpolarizar o neurônio, determinando uma diminuição na taxa de disparos da célula. À medida que a sombra passa a estender-se também sobre o centro, no entanto, a inibição parcial, determinada pela periferia, é suplantada, e a resposta da célula aumenta. No entanto, quando a sombra fi nalmente preenche toda a periferia, a resposta do centro é novamente cancelada. Observe que a resposta celular, nesse exemplo, é apenas levemente diferente sob luz uniforme ou sob escuridão uniforme; a resposta é modulada principalmente pela presença de uma borda que delimite luz e sombra em seu campo receptivo. Agora, consideremos os sinais de saída de todas as células ganglionares com centro-OFF que são estimuladas por uma borda fixa delimitando luz e sombra, que é projetada sobre a retina. As respostas possíveis são mostradas nas quatro categorias ilustradas na Figura 9.24. Assim sendo, as células que registram a presença dessa sombra são aquelas cujos centros e periferias dos campos receptivos são diferentemente afetados pela borda. A população de células com os centros dos campos receptivos “percebendo” o lado iluminado da borda será inibida. A população de células com os centros dos campos receptivos “percebendo” o lado escuro da borda será excitada. Dessa forma, a diferença na iluminação em uma borda que separa o claro do escuro não é representada com fi delidade pela diferença nos sinais de saída das células ganglionares em quaisquer dos lados da borda. Em vez disso, a organização centro-periferia dos campos receptivos leva a uma resposta neural que exagera o contraste nas bordas. Há muitas ilusões visuais envolvendo a percepção do nível de luminosidade. A organização dos campos receptivos das células ganglionares sugere uma explicação para a ilusão mostrada na Figura 9.25. Embora os dois quadrados centrais sejam do mesmo tom de cinza, o quadro da esquerda parece mais escuro do que o da direita. Considere os dois campos receptivos com centro-ON, mostrados nos quadrados de cor cinza. Em ambos os casos, a mesma luz cinza atinge o centro do campo receptivo. Entretanto, o campo receptivo à esquerda terá mais luz atingindo sua periferia do que o campo receptivo à direita. Isso levará a uma menor resposta, que pode estar relacionada com a aparência “mais escura” do quadrado cinza à esquerda. - Tipos de células ganglionares: Células tipo M: são maiores e em menor numero, tem maiores campos receptivos, conduzem potenciais de ação mais rápido e são mais sensíveis a estimulo de baixo constraste. Visão de baixa resolução. Células P: são menores e em maior número, tem menos campos receptivos, conduzem potencias de ação mais devagar e são menos sensíveis a estimulo de baixo contraste ao contrario. Visão de detalhes finos. Células não - M e células não - P Estas 2 ultimas são sensíveis a diferenças no comprimento de onda de luz. A maioria desses neurônios sensíveis à cor é denominada células de oposição de cores, refletindo o fato de que a resposta a um comprimento de onda no centro do campo receptivo é cancelada por um outro comprimento de onda incidindo na periferia do campo receptivo. Dois tipos de oposição são observados, vermelho versus verde e azul versus amarelo. O SISTEMA VISUAL CENTRAL - O nervo óptico, o quiasma óptico e o trato óptico: O nervo óptico (formado por cél. Ganglionares) emerge da retina, a partir da papila optica, saindo pelo polo posterior do globo ocular através dos forames das órbitas (via retinofugal) A retina contém 2 Componentes: lateral (temporal) e componente nasal (medial) Quiasma óptico: à frente hipófise; nessa região os axônios que vem da retina nasal vão cruzar a linha media (decussão - que é parcial pq é só fibras nasais). Lembrando que vem da retina nasal mas responde pelo campo visual temporal Tratos ópticos: vias que saem logo após o quiasma, correm logo abaixo da pia máter da superfícies laterais do encéfalo - Hemicampos visuais direito e esquerdo: Campos visuais: é toda a região do espaço que pode ser vista com ambos os olhos, ao olhar para frente Projeta-se uma linha imaginaria vertical no campo visual de cada olho, têm se a divisão em hemicampos visuais direito e esquerdo Hemicampo visual esquerdo é visualizado no córtex direito Hemicampo visual direito é visualizado no córtex esquerdo Campo visual binocular: os campos mediais de cada olho são vistos por ambos os olhos; um campo se sobrepõem ao outro - Alvos do trato óptico: Boa parte das fibras vão se despreender do trato óptico para se conectar com cél. do hipotálamo. E cerca de 10 % vão seguir para o encéfalo passando pelo tálamo e mesencéfalo. Ao chegarem no tálamo, no Núcleo Geniculado Lateral(NGL) de onde vão partir fibras para o córtex visual primário ( arranjo em radiação óptica) Localização de uma possível lesão em qualquer parte desse trajeto acarreta em alteração visual a) Se o nervo optico é lesado, toda a lesão daquele olho é comprometida: Amaurose b) Se o quiasma é lesado, as vias que cruzam que são as comprometidas( porção nasal da retina que formam o campo temporal visual: Hemianopsia bitemporal (quando ocorre nos 2 olhos) c) Se a parte externa do quiasma em ambos os lados é lesada, lesões de vias oriundas de componentes temporais, responsáveis pelos campos visuais nasais: Hemianopsia binasal d) Se o trato optico é lesado, todo o campo direito dos 2 olhos ou todo o campo esquerdo dos 2 olhos vão ser lesados: Hemianopsia homônima e) Se há a perda visual em quadrante do campo, em 1 ou nos 2 olhos: quadrantopsia ( comum em lesões parciais de radiações ópticas f) Se lesões em áreas especificas do córtex: por exemplo, hemianopsia altitudional( perda da visão acima da linha horizontal medial do campo visual - Alvos não talâmicos do trato óptico: São outras áreas do córtex, ou do SNC que também respondem pela visão. Algumas células ganglionares vão enviar fibras para outras regiões que não seja o NGL do tálamo Algumas vão emitir fibras para o hipotálamo, sendo importante para o ciclo sono e vigília e para o ciclo circadiano. Algumas vão emitir para a área pré - tectal do mesencéfalo, sendo importante para mediar o tamanho da pupila e alguns movimentos oculares. Algumas (10%) vão emitir fibras para os colículos superiores do mesencéfalo. Essa região tectal do mesencéfalo, é o principal alvo da projeção retinofugal. Os colículos superiores são chamados de tecto óptico, sendo a razão dessa via também ser chamada de projeção retinotectal. Quando um ponto luminoso atinge a retina, esta via é responsável por ativar um conjunto de neurônio motores do tronco cerebral para direcionar o olho e a cabeça de modo a colocar esse ponto luminoso na fóvea (região de maior captação de imagem). - Talamo: NÚCLEO GENICULADO LATERAL São os principais alvos do trato óptico. São arranjados em 6 camadas distintas, que são numeradas de 1 a 6, começando pela mais ventral. São curvadas em forma de ‘’joelho’’ e são empilhadas umas nas outras. São a porta de entrada para o córtex visual. Cada camada desse núcleo emite axônios para o córtex visual pela radiação óptica. Lembrado que o NGL direito recebe informações do campo visual esquerdo e vice e versa. No NGL os sinais que vem dos dois olhos é separado: sinais que vem do olho ipsilateral estabelece sinapses nas camadas 2, 3 e 5 e no olho contralateral as camadas 1, 4 e 6 Os campos visuais e os sinais de entrada são idênticos aos das cél ganglionares da retina O próprio córtex visual retroalimenta o NGL e se comunica com o tronco cerebral se relacionando com a atenção e o estado de alerta CÓRTEX VISUAL PRIMÁRIO/ CÓRTEX ESTRIADO/ ÁREA 17/ V1 O alvo direto do NGL é o córtex visual primário,localizado no lobo occiptal por volta do sulco calcarino. Retinotopia: é uma característica típica de organização geral de imagem vinda da retina para o córtex primário. A retina tem locais de maior precisão de captação de imagens e outras com menor resolução. Tanto no NGL quanto no córtex primário, há a magnificação dessas áreas de maior precisão em detrimento de outras de menor precisão, ou seja: o mapeamento retinotópico é desproporcional (justamente porque a imagem tem focos de preferencia). Não se deixe enganar pela palavra “mapa”: não existem “figuras” representadas no córtex visual primário. Se, por um lado, é verdade que o arranjo de conexões estabelece um mapeamento entre a retina e V1, nossa percepção é com base na interpretação que o encéfalo faz de padrões distribuídos de atividade, e não literalmente a partir de fotografias do mundo. Os campos receptivos do córtex visual são similares aos do neurônios do NGL, ou seja: são pequenos, monoculares, organizados como centro – periferia. Porem, é bom lembrar que a maior parte dos neurônios nas camadas superficiais à IVC do córtex são binoculares, respondendo à luz em qualquer dos olhos. Diz-se que tais células têm campos receptivos binoculares, significando que elas apresentam, na verdade, dois campos receptivos, um no olho ipsilateral e um no olho contralateral. . Importância disso: nos seres binoculares não conseguiríamos usar os sinais que vem dos 2 olhos, precisando enxergar com um olho apenas para compreender o mundo ao redor já que com as imagens separadas formaríamos 2 imagens em vez de uma só ALÉM DO CORTEX ESTRIADO Há outras áreas que recebem aferência visuais (depois do córtex primário), e essas podem ser dividas em 2 grandes vias: A via que se dirige ao lobo parietal (feixe dorsal): análise de movimentos visual e controle visual da ação, quando nos movemos ou vemos um objeto se deslocar, analisando a direção, a velocidade do movimento bem como nossa habilidade de perceber e acompanhar com os olhos o movimento e saber interpretar o movimento. A via que se dirige ao lobo temporal (feixe ventral): percepção do mundo visual e reconhecimento dos objetos, reconhecimento de face, memória visual e processamento de cores também. LESÕES DAS VIAS ÓPTICAS: Deve ser pesquisado bilateralmente; Escotoma: é o distúrbio básico e consiste na falha de dentro do campo visual; Hemianospia: quando atinge metade do campo visual Hemianopsia heterônima: são acometidos lados diferentes dos campos visuais, ou seja: desaperace a visão nos campos temporais ou nos campos nasais. Hemianopsia homônima: é acometido o mesmo lado do campo visual de cada olho, ou seja: desaparece a visão do campo temporal do olho de um lado e o campo nasal do olho do lado oposto Observase que as lesões responsáveis pelas hemianopsias heterônimas localizam-se no quiasma óptico, enquanto as responsáveis pelas hemianopsias homônimas são retroquiasmáticas, ou seja. localizam-se entre o quiasma e o córtex occipital. Principais lesões das vias ópticas: a) Lesão do nervo óptico: Se o nervo optico é lesado, toda a lesão daquele olho é comprometida; condição: Amaurose (Resulta em cegueira completa do olho correspondente.) Ocorre, por exemplo, como conseqüência de traumatismo ou em casos de glaucoma, quando o aumento da pressão intra-ocular comprime c lesa as fibras do nervo óptico ao nível da papila; b) Lesão da parte mediana do quiasma óptico: resulta em hemianopsia bitemporal, como conseqüência da interrupção das fibras provenientes das retinas nasais que cruzam a este nível. Este tipo de lesão ocorre tipicamente nos tumores da hipófise, que crescem e comprimem o quiasma de baixo para cima; c) Lesão da parte lateral do quiasma óptico: resulta em hemianopsia nasal do olho correspondente, como conseqüência da interrupção das fibras provenientes da retina temporal deste olho. Este tipo de lesão ocorre mais frequentemente em casos de aneurismas da artéria carótida interna, que comprimem lateralmente o quiasma óptico. Quando a compressão se faz dos dois lados, como conseqüência de dois aneurismas, ocorre uma hemianpsia binasal, ou seja, nos campos nasais dos olhos; d) Lesão do tracto óptico: resulta em hemianopsia homônima direita ou esquerda, conforme a lesão se localize, respectivamente, no tracto óptico esquerdo ou direito. É fácil verificar pela figura que as lesões de campo neste caso resultam da interrupção das fibras provenientes da retina temporal de um olho e nasal do olho do lado oposto. Lesões deste tipo podem ocorrer como consequência de traumatismos ou tumores que comprimem o tracto óptico. Lesões do corpo geniculado lateral dão alterações de campo visual idênticas às observadas após lesão do tracto óptico; e) Lesões da radiação óptica: é fácil verificar, pelo trajeto das fibras na via óptica, que lesões completas da radiação óptica causam alterações de campo visual idênticas às que resultam de lesões do tracto óptico, ou seja, ocorrem hemianopsias homônimas. Contudo, pesquisando-se o reflexo fotomotor na metade cega da retina, verificasse que ele está ausente no caso das lesões do tracto óptico e presente no caso das lesões da radiação óptica (ou da área 17). Isto se explica pelo fato de que nas lesões do tracto óptico há interrupção das fibras retino-pré-tectais responsáveis pelo reflexo, o que não ocorre no caso das lesões situadas depois do corpo geniculado lateral. Na prática, entretanto, as lesões com completas da radiação óptica são muito raras, pois suas fibras espalham-se em um território bastante grande. Mais frequentemente ocorrem lesões de parte destas fibras, o que resulta em pequenas falhas do campo visual (escotomas) ou falhas que comprometem todo um quadrante do campo visual e são denominadas quadrantanopsias. Como exemplo, temos a lesão ilustrada na figura, na qual houve comprometimento da metade inferior direita da radiação óptica, resultando em quadrantanopsia homônima superior esquerda, uma vez que são interrompidas as fibras oriundas da metade inferior das retinas nasal esquerda e temporal direita. Este é o tipo de alteração dos campos visuais que resulta do comprometimento das fibras da alça temporal (de Meyer) em certos casos de tumor do pólo temporal; f) lesões do córtex visual (área 17): as lesões completas do córtex visual de um hemisfério dão alterações de campo iguais às observadas em lesões completas da radiação óptica. Contudo, também aqui são mais freqüentes as lesões parciais. Assim, por exemplo, uma lesão do lábio inferior do sulco calcarino direito resulta em quadrantanopsia homônima superior esquerda. Convém assinalar que, provavelmente devido à grande representação cortical da mácula, a visão macular é freqüentemente poupada nos casos de lesão da área 17. A preservação da visão macular é menos frequente nas lesões da radiação óptica e excepcionalmente ocorre nas lesões do tracto óptico. Localização de uma possível lesão em qualquer parte desse trajeto acarreta em alteração visual a) Se o nervo optico é lesado, toda a lesão daquele olho é comprometida: Amaurose b) Se o quiasma é lesado, as vias que cruzam que são as comprometidas( porção nasal da retina que formam o campo temporal visual: Hemianopsia bitemporal (quando ocorre nos 2 olhos) c) Se a parte externa do quiasma em ambos os lados é lesada, lesões de vias oriundas de componentes temporais, responsáveis pelos campos visuais nasais: Hemianopsia binasal d) Se o trato optico é lesado, todo o campo direito dos 2 olhos ou todo o campo esquerdo dos 2 olhos vão ser lesados: Hemianopsia homônima e) Se há a perda visual em quadrante do campo, em 1 ou nos 2 olhos: quadrantopsia ( comum em lesões parciais de radiações ópticas f) Se lesões em áreas especificas do córtex: por exemplo, hemianopsia altitudional( perda da visão acima da linha horizontal medial do campo visual