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Arquitetura maxilo-mandibular 
e topografia alvéolo-dental 
Arquitetura 
Objetivos do estudo: 
•Visão estrutural; 
•Identificar as zonas de resistência e de 
fragilidade; 
•Estabelecer relações anatômicas dos alvéolos 
dentais com estruturas ósseas e moles 
adjacentes; 
Importante para 
procedimentos 
práticos na odontologia 
Arquitetura maxilo-mandibular 
 Diferenças constitucionais 
 Maxila Mandíbula 
Osso móvel e único 
suporta as forças oclusais e dos 
músculos da mastigação que nela se 
fixam, sem o auxílio de outros ossos 
Osso fixo, parte do esqueleto 
da face, suporta forças 
oclusais e ao mesmo tempo 
permite a passagem das vias aéreas, 
digestiva e dos seios paranasais 
Maxila 
•Forma com o esqueleto fixo da face uma unidade 
presa à base do crânio 
•Estrutura complexa e resistente – recebe a carga 
mastigatória e transmite dos dentes até o crânio 
•Localiza-se próximo a cavidades importantes: 
•Órbita; 
•Seio maxilar; 
•Cavidades nasal e bucal; 
•Fossa infratemporal. 
ESPAÇO E RESISTÊNCIA 
Maior parte das paredes são finas 
Não há músculos potentes fixos a ela 
Existem áreas de reforço = PILARES DE SUSTENTAÇÃO 
Áreas que não transmitem forças mastigatórias = REABSORÇÃO 
Maxila – zonas de resistência 
PILAR CANINO 
PILAR ZIGOMÁTICO 
PILAR PTERIGÓIDEO 
•Não são retos como pilares de 
construção; 
•Curvos em torno da cavidade nasal 
e da órbita 
•Interligação por vigas horizontais 
estabilizadoras 
Zonas de resistência – Pilar canino 
PILAR 
CANINO 
•Início: alvéolo do canino. 
•Parte inferior: entre o seio maxilar e a cavidade nasal 
•Término: extremidade medial da borda supra-orbital. 
 
Zonas de resistência – Pilar zigomático 
PILAR 
ZIGOMÁTICO 
•Início: alvéolo do 1º molar. 
•Passa pela crista infrazigomática, pelo processo zigomático da 
maxila, pelo corpo do osso zigomático - Continua pelo processo 
frontal do zigomático e pelo processo zigomático do osso frontal; 
•Conexão do pilar zigomático com pilar canino: borda infraorbital; 
•Conexão com a base do crânio: arco zigomático 
Zonas de resistência – Pilar pterigóideo 
PILAR 
PTERIGÓIDEO 
•Início: alvéolo do 3º molar. 
•Passa para o processo pterigóideo do esfenóide pelo processo 
piramidal do palatino 
•Conexão com a base do crânio: processo piramidal do palatino 
Zonas de resistência – Vigas 
horizontais 
•Pilares unidos entre si por reforços 
ósseos horizontais; 
•Pilares caninos unidos por reforços 
abaixo da abertura piriforme; 
•Pilar canino unido ao pilar 
zigomático pela borda supra e infra-
orbital; 
•Pilar zigomático unido ao pilar 
pterigóideo: 
•Indireto: pelo arco zigomático; 
• Diretamente: por reforço ósseo 
anterior ao forame oval, que une 
o tubérculo articular à raiz do 
processo pterigóideo 
Zonas de resistência – Vigas 
horizontais 
•Pilares unidos entre si por reforços 
ósseos horizontais; 
•Palato ósseo: 
•Une entre si os três pilares de 
sustentação da maxila, de um 
lado a outro. 
Zonas de Fragilidade 
Perpendiculares às zonas de resistência 
Linhas de fragilidade: maioria horizontais 
Maxila: se relaciona com outros ossos 
dificilmente se fratura sozinha 
Zonas de Fragilidade 
Tipos de fratura na maxila: 
Le Fort I 
(Horizontal ou subapical) 
•Acima dos ápices dos dentes; 
•Estende-se posteriormente até 
parte inferior do processo 
pterigóideo do esfenóide; 
•Separa-se o processo alveolar 
do corpo da maxila de cada lado; 
•Fratura do septo nasal ósseo 
(vômer), 2 palatinos e 2 
processos pterigóideos; 
•Fratura dos três pilares de 
sustentação da maxila. 
 
Zonas de Fragilidade 
Tipos de fratura na maxila: 
Le Fort II 
(Piramidal) 
•Semelhante à Le Fort I lateral e 
posteriormente, mas anteriormente se 
dirige à borda inferior da órbita, passa pela 
borda medial, processo frontal da maxila e 
osso nasal na junção com frontal; 
•Separa o viscerocrânio do neurocrânio na 
região da raiz do nariz; 
•Internamente fratura alta do septo nasal e 
do etmóide (às vezes da lâmina crivosa – 
rinorréia – liquor pelo nariz); 
•Fratura dos três pilares de sustentação da 
maxila, mais a borda inferior da órbita, que 
une pilares canino e zigomático. 
 
 
Zonas de Fragilidade 
Tipos de fratura na maxila: 
Le Fort III 
(Disjunção Crânio-facial) 
•Semelhante à Le Fort II anteriormente, 
passando pelas paredes medial e lateral da 
órbita e pela sutura fronto-zigomática; 
•Fratura arco zigomático, processos 
pterigóideos e septo nasal na base do crânio; 
•Disjunção entre o viscerocrânio e o 
neurocrânio (mais alta); 
•Fratura alta do septo nasal e do etmóide (às 
vezes lâmina crivosa – rinorréia – liquor pelo 
nariz); 
•Fratura de todos pilares de sustentação da 
maxila na base do crânio 
 
Mandíbula 
•Osso bem mais resiliente que a Maxila; 
•Além de suportar forças mastigatórias oclusais, 
como a Maxila, ainda resiste à ação de todos os 
músculos da mastigação, que nela se inserem 
•Suporta carga mastigatória e transmite até o 
crânio, através da ATM; 
•Corticais ósseas bastante espessas; 
•Trabeculado esponjoso orientado para distribuir 
forças adequadamente 
Mandíbula – zonas de 
resistência 
BASILAR 
MENTO 
TRAJETÓRIAS 
ALVEOLARES (MILO-
HIÓIDEA E OBLÍQUA) 
TRAJETÓRIA TEMPORAL 
•Percurso das forças 
oclusais até a ATM; 
•Constituem a trajetória de 
forças na mandíbula; 
•Dissipam forças da 
mandíbula até o crânio, 
através da ATM. 
Zonas de resistência – Mento 
•Região muito reforçada por corticais espessas; 
•Trabeculado ósseo mais denso da mandíbula: 
•região de anulação de forças de torção causadas 
principalmente pelos mm. Pterigóideos mediais. 
 
Zonas de resistência – Trajetória 
basilar 
•Ocupa a borda inferior da mandíbula: 
•Desde a região mentual até borda posterior do ramo mandibular 
e o côndilo. 
•Anula principalmente as forças de compressão – justifica 
espessura. 
Zonas de resistência – Trajetórias 
alveolares 
•Trajetória oblíqua (linha oblíqua) 
•Trajetória milo-hióidea (linha milo-hióidea) 
•Permitem a passagem de forças oclusais oriundas dos alvéolos e 
anulam forças de tensão (tentativa de abaixar parte anterior e elevar 
posterior – ação muscular) 
Zonas de resistência – Trajetória 
temporal 
•Espessamento da borda anterior do ramo mandibular; 
•Causada por tração do músculo temporal; 
•Trajeto descendente a partir do processo coronóide até linha milo-
hióidea e linha oblíqua; 
Zonas de Fragilidade 
Perpendiculares às zonas de resistência 
Linhas de fragilidade: maioria verticais 
Zonas de Fragilidade 
Colo da mandíbula 
•Praticamente todas as trajetórias de força chegam ao 
côndilo para serem dissipadas para o crânio; 
•Estrutura frágil que tende a fraturar-se, sobretudo com 
trauma no mento; 
•Evita intrusão da mandíbula para a fossa média do crânio. 
Zonas de Fragilidade 
Região do corpo 
•Sobretudo na região do canal e do forame mentuais; 
•Menor frequência na região de molares e menos ainda 
na região anterior do mento. 
Zonas de Fragilidade 
Região do corpo 
Zonas de Fragilidade 
Outras áreas 
•Processo alveolar 
•Ramo 
•Processo coronóide 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Aplicações práticas: 
•Exodontias – espessura das lâminas ósseas; 
•Infecções odontogênicas – onde uma infecção ou 
abscesso pode drenar; 
•Anestesias locais – espessura das lâminas ósseas e 
localização dos ápices dentais. 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Nomenclatura das estruturas alvéolo-dentais:•Cortical alveolar ou osso alveolar – osso que delimita a superfície do 
alvéolo dental 
•Cortical vestibular – osso que reveste externamente o alvéolo dental 
•Cortical lingual – osso que reveste internamente o alvéolo dental 
•Osso esponjoso – adjacente à cortical alveolar (internamente) 
•Tábua óssea vestibular: cortical vestibular + osso esponjoso 
•Tábua óssea lingual: cortical lingual + osso esponjoso 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Nomenclatura das estruturas alvéolo-dentais: 
•Septo interalveolar – septo ósseo que separa 2 alvéolos; 
•Septo intra-alveolar ou inter-radicular – separa entre si raízes de 
dentes multirradiculares; 
•Processo alveolar – conjunto de todos os alvéolos da maxila e da 
mandíbula. 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Na maxila 
Alvéolos 
dos 
incisivos 
•Tábua vestibular muito delgada – facilita a anestesia; 
•Fusão das corticais vestibular e alveolar; 
•Ápice radicular voltado mais para vestibular; 
•Raiz do incisivo lateral pode estar voltada para 
lingual; 
•Tábua óssea palatina geralmente espessa; 
•Presença do canal incisivo na linha média; 
•Relações apicais – cavidade nasal 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Na maxila 
Alvéolos 
dos caninos 
•Relações vestibulares semelhantes aos dos 
incisivos; 
•Fusão das corticais vestibular e alveolar; 
•Ápice radicular voltado mais para vestibular; 
•Eminência alveolar – pilar canino; 
•Tábua óssea palatina geralmente espessa; 
•Relações apicais – cavidade nasal e seio 
maxilar (menor freqüência). 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Na maxila 
Alvéolos dos 
pré-molares 
•Relações vestibulares semelhantes aos 
dos incisivos e caninos; 
•Fusão das corticais vestibular e 
alveolar; 
•Eminências alveolares menos nítidas; 
•Tábua óssea palatina mais 
verticalizada; 
•Ângulo bem definido entre a parede do 
alvéolo e palato ósseo; 
•Ápices podem estar relacionados ao 
seio maxilar (cúpulas alveolares). 
Cúpula alveolar 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Na maxila 
Alvéolos dos 
molares 
•Relações vestibulares: crista 
infrazigomática no 1ºM e às vezes no 
2ºM – pilar zigomático - > espessura; 
• Raízes vestibulares não tão próximas à 
cortical vestibular; 
•Ângulo bem definido entre a parede do 
alvéolo e palato ósseo – mais no 3ºM; 
•Ápices mais relacionados ao seio 
maxilar (cúpulas alveolares); 
•Túber da maxila – região posterior do 
3ºM 
Cúpula alveolar 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Na mandíbula 
Alvéolos dos 
incisivos e 
caninos 
•Processo alveolar muito estreito; 
•Corticais vestibular e alveolar unidas; 
•Ápices mais próximos da tábua vestibular; 
•Eminências alveolares: discretas nos incisivos 
e mais evidentes nos caninos; 
•Tábua lingual estreita: fusão das corticais; 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Na mandíbula 
Alvéolos dos 
pré-molares 
•Relações vestibulares semelhantes, 
porém com espessamento à medida 
que se dirigem posteriormente; 
•Corticais vestibular e alveolar unidas 
no 1º PM; 
•Tábua lingual espessa: linha milo-
hióidea 
•Ápices mais próximos da cortical 
vestibular; 
•Relação próxima ao canal mandibular 
e forame mentual (entre os 2 PM ou 
próximo ao ápice do 2ºPM). 
 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Na mandíbula 
Alvéolos dos 
pré-molares 
TOPOGRAFIA ALVÉOLO-DENTAL 
Na mandíbula 
Alvéolos dos 
molares 
•Tendência de localização dos alvéolos cada vez mais 
para lingual; 
•Tábua óssea vestibular mais espessa: linha oblíqua; 
•Ápices mais relacionados ao canal mandibular: 
•3ºM: 80% - 2ºM: 15% 
•1º e 2º M: ápices acima da linha milo-hióidea; 
•3°M: ápices abaixo da linha milo-hióidea.

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