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Apostila Teoria Musical

Apostila "Teoria Musical Nível Básico" para orquestra que reúne conceitos e prática: som, pausa, escrita musical, clave, figuras e valores, ponto, ligadura, fermata, oitavas, compassos simples e compostos, repetições, tons e semitons, acidentes, andamento, articulação, dinâmica e ornamentos.

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Eliabe Barros 
Teoria Musical Nível Básico 
Aluno:_________________________________________ 
1 
 
Índice 
 
Introdução________________________________________________________________________02 
A importância da Teoria Musical______________________________________________________03 
O que é Música?___________________________________________________________________05 
Partes da Música___________________________________________________________________06 
Reflexão: A importância do Metrônomo: _______________________________________________08 
Som_____________________________________________________________________________10 
Silêncio ou Pausa__________________________________________________________________11 
Escrita Musical____________________________________________________________________13 
Clave____________________________________________________________________________15 
Figuras musicais: Escrita, Nomes, Valores ______________________________________________17 
Ponto de aumento__________________________________________________________________22 
Ligadura_________________________________________________________________________23 
Fermata__________________________________________________________________________24 
Oitavas__________________________________________________________________________25 
Compasso Musical (Compassos Simples)_______________________________________________26 
Compasso Musical (Compassos Compostos)____________________________________________29 
Numeração de Compassos___________________________________________________________31 
Sinais de Repetição________________________________________________________________32 
Tons e Semitons__________________________________________________________________34 
Formação do Tom_________________________________________________________________35 
Enarmonia_______________________________________________________________________37 
Sinai de alteração (acidentes)________________________________________________________38 
Andamento:______________________________________________________________________41 
Articulação_______________________________________________________________________45 
Dinâmica________________________________________________________________________48 
Ornamentos______________________________________________________________________52 
Conclusão_______________________________________________________________________57 
Fontes de Pesquisa_________________________________________________________________58 
Rascunho________________________________________________________________________59 
 
 
2 
 
Introdução 
 
Prezado leitor! 
 
É com muito carinho e amor pelo ensino da música que preparei esse material intitulado Teoria 
Musical Nível Básico para Orquestra. 
Esse material tem o objetivo específico de proporcionar ao aluno um entendimento básico de Teoria 
Musical, especificamente para músicos que já fazem parte da nossa Orquestra, inserindo aqui temas 
que muitas das vezes, os músicos não aprenderam em suas formações musicais passadas, ou até 
mesmo como forma de atualização musical. 
Após o estudo desse material, aplicado em sala de aula por um Maestro ou Professor de Música, o 
aluno terá as condições mínimas necessárias para um bom entendimento da aplicação musical dentro 
da nossa Orquestra. 
A ideia desse material surgiu da minha experiência à frente da nossa Orquestra (Acordes Celeste), 
onde percebi a dificuldade de manter uma comunicação formal com a utilização de certos termos 
musicais e principalmente da dificuldade de interpretar certas partituras mais complexas, onde muitos 
músicos aprenderam apenas a ler as notas musicais e seus respectivos tempos, e logo já entram na 
Orquestra. Isso de certa forma é bom, pois já é um bom começo para se tocar hinos da nossa Harpa 
Cristã e certas peças musicais mais simples, porém, para os músicos interpretar certas peças musicais e 
até mesmo hinos da nossa Harpa Cristã que seja escrita num arranjo mais complexo, muitos músicos 
terão dificuldades ao interpretar esses arranjos. E nem sempre isso ocorre por uma falta de motivação 
do músico, falta de treino ou coisa do gênero, mas na maioria das vezes isso ocorre porque o músico 
realmente não possui uma base teórica musical sólida para fazer a leitura musical correta do arranjo 
que está sendo tocado. 
 
Com base nas questões citadas anteriormente, e principalmente a pedido de muitos alunos de música e 
músicos de nossa Orquestra, que sentem essa dificuldade, preparei esse material, para juntos 
aprendermos um pouco mais sobre Teoria Musical. 
 
Espero que esse material sirva de ajuda para músicos, alunos, professores e maestros, e que seja um 
canal de benção na vida de quem estiver utilizando. 
 
Eliabe Barros, 28 de maio de 2018. Jí-Paraná-RO 
3 
 
 
A importância da Teoria Musical 
 
A maioria das pessoas quando ouve a palavra “teoria” tem vontade de sair correndo. Geralmente, 
associamos as teorias a longas e complexas formações de raciocínios baseados em estudos que mais 
parecem um monte de rabiscos. Mas, a verdade é que as teorias são ótimas para ajudar a entender uma 
série de fundamentos que existem e fazem parte do nosso dia a dia. 
 
Bem, e toda essa introdução foi para dizer que no universo musical não é diferente, a teoria da música 
existe e é muito importante para qualquer pessoa que tem o desejo de um dia se tornar um grande 
musicista. 
 
Se você já toca algum instrumento musical ou tem planos de aprender a tocar algum, saiba que antes é 
fundamental aprender teoria musical. Engana-se quem acha ser suficiente o conhecimento prático, 
afinal, é impossível ser um músico profissional sem conhecer, de fato, a origem de tudo. 
 
Este material é um convite para entender o valor da teoria musical. Preparamos um apanhado do que é 
mais importante, para mostrar como aprender teoria musical é mais interessante do que você imagina. 
 
O primeiro passo é entender o que é a teoria da música. De forma geral, a teoria musical é uma 
maneira universal de entender os elementos vitais da música. Também pode incluir qualquer 
declaração, concepção ou crença sobre a música. É correto dizer que a teoria musical é composta por 
todos os elementos que constituem a música, desde o ritmo até a maneira como a mesma deve ser 
executada. 
 
Não é à toa que aprender teoria musical é fundamental para se tornar um bom musicista. A teoria da 
música é uma forma de explicar os sons, uma vez que eles podem ser comunicados de forma universal. 
 
Quem estuda a teoria musical aprende a entender as notas, os sons emitidos pelo instrumento e só de 
ouvir o toque consegue assimilá-lo e recriá-lo. 
 
Outro ponto importante é entender que a teoria é diferente da prática. Conhecer a teoria musical, 
estudá-la e praticá-la não impede que os músicos desenvolvam suas próprias técnicas e estilos. A única 
4 
 
regra é avaliar quais são as prioridades e buscar o nível de aprendizado correspondente. Sendo assim, 
aprender teoria musical dá um panorama básico de como a música funciona, além disso, também é 
uma ajuda para delinear o tipo de relação e o grau de afinidade que o músico tem com o instrumento. 
 
Viu só como aprender teoria musical é extremamente tranquilo? Até mesmo o conhecimento básico da 
teoria musical já traz grandes resultados. Com o aprendizado inicial é possível tocar o instrumento 
escolhido com autoridade, executando de maneira lógica os sons que se pode fazer com ele. Porém, 
para quem deseja se tornar um músico profissional, o estudo teórico deve ser para vida toda, já que no 
universo da música sempre haverá o que aprender. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
O que é Música? 
 
A pergunta “o que é música” tem sido alvo de discussão há décadas. 
 
Alguns autores defendem que música é a combinação de sons esilêncios de uma maneira organizada. 
Vamos explicar com um exemplo: Um ruído de rádio emite sons, mas não de uma forma organizada, 
por isso não é classificado como música. Essa definição parece simples e completa, mas definir música 
não é algo tão óbvio assim. Podemos classificar um alarme de carro como música? Ele emite sons e 
silêncios de uma maneira organizada, mas garanto que a maioria das pessoas não chamaria esse som de 
música. 
 
Segue algumas das definições mais usadas: 
 
“Música é a combinação de sons de forma que agrade o ouvido” 
 
“Música é a mistura de sons, é a combinação de ritmo, harmonia e melodia, de maneira que fique 
agradável ao ouvido. ” 
 
“Música é a arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma, mediante o som”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
Partes da Música 
 
A música divide-se basicamente em três partes: 
1. MELODIA: e a combinação de sons sucessiva mentes dados uns ap6s outros. 
2. HARMONIA: é a combinação de sons que ocorre ao mesmo tempo. 
3. RITMO: é a mistura de tempos e a distribuição ordenada de valores. 
 
 
Ainda sobre RITIMO, vamos entender alguns dos elementos mais importantes do ritmo: 
 
 Marcação/Pulsação: Na terminologia musical, tempo é o nome dado à pulsação básica 
subjacente de uma composição musical qualquer. Cada “clique” do metrônomo corresponde a 
um tempo. Exemplos: 120 batidas/minuto, 85 batidas/minuto e etc. 
 Métrica/Compasso: Métrica, em música, é a divisão de uma linha musical em compassos 
marcados por tempos fortes e fracos, representada na notação musical por um símbolo 
chamado de fórmula de compasso. Exemplos: 4/4, ¾, 2/4, 2/2/ 6/8 e etc. 
 Andamento/Velocidade: Andamento é a velocidade de uma peça musical. Um andamento 
especifico é medido por um determinado número de pulsações ou tempos por minuto. Cada 
pulsação é representada, em geral, por uma semínima. Isso significa que a música pode ser 
acelerada ou retardada alterando-se seu andamento, isto é, tocando um número maior ou menor 
de pulsações (tempos) por minuto. 
 
Indicações de Andamento 
 
Quando o andamento não é especificado em um determinado número de tempos por minuto, que possa 
ser controlado por um metrônomo, fica a cargo do regente ou do baterista estabelecer o andamento 
correto. 
Na música erudita empregam-se expressões em italiano para isso. Exemplo: 
7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
Reflexão: A importância do Metrônomo 
 
O metrônomo, peça indispensável quando se trata em estudos musicais, é basicamente um relógio que 
mede o tempo/andamento musical e produz pulsos de duração regular, marcando o tempo das batidas e 
ajuda o músico novato (e porque não um músico profissional) a ter noções rítmicas e também a 
aumentar a velocidade das notas gradativamente, tendo precisão no tempo da música e na execução 
das notas. 
 
Utilizamos o metrônomo porque não somos perfeitos, e, frequentemente, atrasamos ou adiantamos o 
andamento de uma música ou um trecho musical. 
 
Se você quiser ser um bom músico, tanto profissional quanto amador, e não se dá bem com o 
Metrônomo, então você terá sérios problemas com a execução de suas músicas, ou até mesmo de sua 
banda! 
 
O metrônomo além de auxiliar no estudo de técnicas, pode auxiliar nas peças musicais que você 
executar. Começando lentamente o estudo, sucessivamente você pode acelerar a velocidade do 
metrônomo, fazendo assim aumentar sua agilidade e entrosamento com o instrumento. 
 
 
 
 
Exemplo de Metrônomos: 
 
 Mecânico Eletrônico/Digital. 
 
9 
 
 
 
Aplicativos para Celulares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
SOM 
 
O SOM por sua vez, e tudo o que ouvimos, o que não ouvimos chamado de SILÊNCIO, e possui 
quatro (4) propriedades: 
 
1. INTENSIDADE: é a propriedade que nos permite distinguir os sons fortes e os sons fracos. É 
a amplitude das vibrações sonoras. Quanto mais rápidas forem as vibrações mais alto é o som, 
em outras palavras adquirem maior intensidade. A intensidade do som é medida em “decibéis”. 
Musicalmente falando existe alguns termos específicos para representar a intensidade da 
música, tais como: Pianíssimo, Piano, meio forte, forte, fortíssimo, etc. 
2. ALTURA: é a propriedade que nos permite distinguir sons graves e sons agudos. O som 
depende da frequência da vibração, se a frequência for baixa o som é grave. A frequência do 
som é medida em Hertz. Os seres humanos são capazes de ouvir uma vasta gama de sons que 
vão 20 hertz a 20.000 hertz aproximadamente. Um zumbido de uma abelha tem cerca de 30 
Hertz (grave), enquanto o de alguns mosquitos possui cerca de 18.000 hertz (agudo). Alguns 
animais são capazes de ouvir sons inaudíveis para os seres humanos, morcegos e golfinhos por 
exemplos podem escutar ultrassons que podem ir até 200.000 hertz. 
3. DURAÇÃO: é a propriedades que nos faz distinguir os sons curtos e os sons longos. É o 
tempo de emissão do som, enquanto houver vibração há emissão de som. 
4. TIMBRE: é o que nos permite identificar a origem das ondas sonoras. Nosso ouvido é capaz 
de distinguir uma grande variedade de sons ao mesmo tempo. Exemplos, sabemos diferenciar a 
voz de um homem da voz de uma mulher, o som de um violino do som de um sax e assim por 
diante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
Silêncio ou Pausa 
 
Pausas musicais são intervalos de tempo onde deve haver silêncio absoluto. É uma certa “parte” na 
música em que nenhuma nota deve ser tocada. 
 
As pausas podem existir em muitas músicas mas para exercer a leitura correta das pausas, somente 
com o conhecimento de partituras. 
 
A ilustração das pausas é apresentada na partitura da mesma forma que as notas. 
Identifica-se uma pausa, analisando o objeto inserido no pentagrama ou pauta musical. 
 
LISTAGEM DE PAUSAS 
 
A lista abaixo é um pequeno mapa de estudos para você se localizar na questão dos símbolos de pausas 
na partitura. 
Para você que está começando a estudar partituras e a pegar algumas canções para tocar, encontrará em 
quase toda música um símbolo de pausa. 
A nomenclatura de todos os símbolos de pausa é exatamente igual aos símbolos de notação musical. 
 Pausa de Semibreve 
 Pausa de Mínima 
 Pausa de Semínima 
 Pausa de Colcheia 
 Pausa de Semicolcheia 
 Pausa de Fusa 
 Pausa de Semifusa 
 
Pausa de Semibreve (4 tempos) 
 
Pausa de Mínima (2 tempos) 
12 
 
 
Pausa de Semínima (1 tempo) 
 
 
 
Pausa de Colcheia (½ tempo) 
 
Pausa de Semicolcheia (¼ tempo) 
 
Pausa de Fusa (⅛ tempo) 
 
Pausa de Semifusa (1/16 tempo) 
 
13 
 
Escrita Musical 
 
A escrita musical é específica e universal. Por ela é possível compreender qualquer música em 
qualquer língua pois a linguagem musical é única. 
Para escrevermos qualquer nota usamos linhas específicas que denominamos "Pentagrama" (Conjunto 
de 5 linhas). 
 
 
Pentagrama ou Pauta 
Ex. As linhas e os espaços são contados de baixo para cima: 
 
 
Escrevemos as notas musicais (sons) através de um círculo (O) tanto nas linhas quanto nos espaços: 
 
Notas na Pauta das Linhas e dos Espaços: 
 
14 
 
Às vezes, e isto inclui o violão, as linhas não comportam a quantidade de notas necessárias para os 
instrumentos. Para isso acrescentam-se linhas complementares na parte superior ou inferior. Estas 
linhas são escritas somente na área da nota necessária: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
Clave: 
 
CLAVE é o sinal colocado no inicio da pauta, sobre determinada linha, para dar nome às 
notas. As Claves são 3 (três): 
 
CLAVE DE SOL 
 
Escrita na 2ª linha. Há algum tempo atrás, também era usada na 1ª linha. 
 
CLAVE DE FÁ 
 
É escrita na 3ªou na 4ª linha. 
 
CLAVE DE DÓ 
 
É escrita na 1ª, 2ª, 3ª ou 4ª linha. 
Segue abaixo o exemplo de escrita musical em diversas claves: 
16 
 
 
 
Classificação de instrumentos em relação a clave a ser tocada: 
• Clave de SOL, usaremos de som media e agudo coma, violino, saxofone, trompete, clarinetes, 
Flauta, guitarra e etc. 
 
• Clave de FA, usaremos de um som grave coma, trombone de vara, tuba, barítono, contrabaixo e etc. 
 
• Clave de DÓ, usaremos de som grave, coma na orquestra e usado na viola Orquestral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
Figuras musicais: Escrita, Nomes, Valores 
 
Figuras musicais (ou figuras rítmicas) são símbolos utilizados para representar os tempos de uma 
música. Agora que já aprendemos a representação das notas na partitura, chegou a hora de estudarmos 
como os tempos são escritos. A duração de cada nota ou acorde numa partitura vai ser determinada 
pelas figuras rítmicas abaixo: 
 
Principais figuras musicais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
Legal, mas quanto tempo cada uma dessas figuras dura? Veremos isso agora. 
 
Primeiramente, saiba que nós acabamos de mostrar as figuras, em ordem, utilizando a seguinte lógica: 
cada figura musical apresentada dura metade do tempo da figura anterior. Ou seja, a Mínima dura 
metade do tempo da Semibreve. A Semínima, por sua vez, dura metade do tempo da Mínima e assim 
por diante. 
 
Veja no quando abaixo o nome de cada Nota Musical e o seu respectivo Valor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
Divisão Proporcional: 
 
 
 
 
Curiosidade: 
Você sabia que além das notas acima ainda existem mais algumas notas raras, mas que normalmente 
não são mais utilizadas? Pois é, elas existem, veja abaixo um exemplo dessas raras notas: 
 
 
 
Quartifusa. 
20 
 
Valores das pausas Musicais 
 
- 4 Tempos - 2 Tempos - 1 Tempo - 1/2 Tempo - 1/4 Tempo - 1/8 Tempo – 1/16 Tempo 
 
 
Divisão Proporcional: 
 
 
21 
 
Relação das figuras positivas e negativas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
Ponto de aumento 
 
Ponto de aumento é uma simbologia que faz a figura musical aumentar sua duração pela metade. Ele 
deve ser colocada à direita da nota ou pausa. Observe abaixo: 
Ponto de aumento sobre uma mínima: 
 
 
Nesse exemplo, o ponto de aumento foi colocado sobre uma Mínima, e isso fez a Mínima ter duração 
de Mínima + Semínima, pois a Semínima possui metade da duração de uma Mínima. Uma nota 
pontuada equivale a uma nota ligada a outra nota de valor igual à metade dela. 
Ponto de aumento sobre uma semínima: 
 
Nesse caso, a semínima foi somada à uma colcheia, pois a colcheia possui metade da duração de uma 
semínima. 
Esse ponto de aumento mostrado até aqui é chamado de simples. O ponto de aumento duplo é aquele 
soma metade mais um quarto do valor da nota. Veja abaixo: 
Ponto de aumento duplo: 
 
A Mínima, nesse caso, foi somada a uma semínima mais uma colcheia. Repare que a colcheia é 
metade do valor da semínima, portanto representa 1/4 do valor da mínima. 
Veja também o exemplo de ponto duplo sobre a semínima, mantendo o mesmo raciocínio: 
 
Existe ainda o ponto de aumento triplo, que consiste na nota + 1/2 +1/4 + 1/8 da nota. A ideia é a 
mesma que viemos trabalhando até aqui. Observe: 
Ponto de aumento triplo: 
 
 
 
 
 
23 
 
Ligadura 
 
Na notação musical, uma ligadura é uma linha curva que conecta duas notas da mesma altura. A 
duração das duas notas ligadas funde-se. 
Exemplos de notas com ligadura 
Uma mínima e uma colcheia com ligadura, estas duas notas serão tocadas só como uma, com a 
duração de ambas somadas. Supondo que a mínima dura duas batidas, a colcheia dura meia batida, 
então teremos o equivalente a duas batidas e meia. Exemplo: 
 
 
Duas semínimas ligadas. Se um vale uma batida então estas notas serão tocadas como sendo uma nota 
com a duração de duas batidas. 
Exemplo: 
 
 
A posição das ligaduras 
As ligaduras são anotadas indo da cabeça de uma nota à cabeça da nota seguinte. Se a cabeça da nota 
estivar a apontar para cima então a ligadura está na parte de cima, se a nota estiver a apontar para baixo 
a ligadura fica em baixo. 
 
Ligaduras e linhas de compasso 
As linhas de compasso são linhas na pauta que separam cada compasso (veremos mais à frente os 
compassos com mais detalhe). As ligaduras podem atravessar os compassos. Exemplo 
 
 
Ligaduras e acidentes 
Um acidente musical colocado na primeira nota também se aplica à segunda nota, mesmo que ambas 
estejam em compassos diferentes. Exemplo: 
24 
 
 
A segunda nota continua a ser Fá sustenido. 
 
Fermata 
 
Sinal colocado sobre ou sob uma nota, fazendo com que se prolongue o som mais do que o tempo 
estabelecido. Como a fermata não indica o tempo do prolongamento do som, a execução fica por conta 
do intérprete. Entretanto, palavras como “longa” ou “curta” podem ser colocadas sobre a fermata, 
sinalizando maior ou menor sustentação do som. 
 
Exemplo: 
 
Esta é uma simbologia bastante específica na notação musical. Pode ser colocada abaixo ou acima de 
uma figura musical indicando um prolongamento na duração do som além do valor original da figura. 
Lembramos que a Fermata não possui um valor determinado, ou seja, ela varia em função da 
interpretação do executante ou do regente. No entanto, é habitual dobrar o valor da figura afetada por 
este símbolo. 
Ela também recebe outros nomes tais como coroa, infinito, calderón, entre outros, provenientes de 
culturas estrangeiras. Quando colocamos este símbolo em uma figura de pausa, ele passa a ser 
chamado de suspensão. 
 
25 
 
Podemos ainda acrescentar sobre a fermata as palavras LONGA ou CURTA, indicando uma 
sustentação maior ou menor do som. Na música moderna alguns autores vão além e modificam o 
símbolo da fermata para representar uma duração mais aproximada, tornando-a quadrada, triangular e 
assim por diante. Porém este não é o uso habitual do símbolo. 
 
 
 
 
Oitavas 
 
O que são oitavas? 
Provavelmente você já ouviu falar os termos “uma oitava acima” ou “uma oitava abaixo”. Mas o que 
significa isso? 
Dizer que uma nota está uma oitava acima significa dizer que a nota é a mesma, porém ela está em 
uma região mais aguda do instrumento. 
 
Exemplos: 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
Compasso Musical (Compassos Simples) 
 
Compasso musical é uma divisão da música em intervalos de tempo iguais, com o objetivo de 
organizar a estrutura e facilitar a orientação para o leitor. Esse intervalo de tempo é representado por 
barras verticais, como no exemplo abaixo (destacado em laranja). 
Exemplo de compasso musical: 
 
 
Nesse exemplo, qual foi a organização utilizada para os compassos? Foi separar grupos de 4 
semínimas. Isso significa que dentro de cada compasso cabem 4 semínimas. Esse é o intervalo de 
tempo definido para cada compasso, sendo que poderiam existir outras figuras aí no meio, observe: 
 
 
 
Nesse exemplo, preste atenção no segundo compasso. Há várias figuras (semínimas, colcheias, 
semicolcheias e fusas) nele, mas todas elas juntas ocupam o tempo de 4 semínimas, portanto, ficam 
dentro do mesmo compasso. O mesmo ocorre para os compassos 1 e 3, que apresentam outras figuras 
que equivalem ao tempo de 4 semínimas. 
 
Moral da história: afirmar “cabem 4 semínimas em um compasso” não significa dizer que em um 
compasso só pode haver figuras de semínima. Essa referência apenas nos diz o tempo que um 
compasso envolve, independentemente das figuras que estão ali. 
 
Legal, mas quem define o tempo/duração de um compasso? Onde está escrito que cada compasso vai 
ter a duração de 4 semínimas? 
Fração de compasso 
 Observe essa fração abaixo, que aparece no início da partitura que acabamos de analisar: 
27 
 
 
 Essa fração4/4 foi quem determinou que um compasso teria 4 semínimas. Vamos descobrir o porquê 
disso: 
 O denominador da fração: 
 
 
 
Informa qual a figura que servirá de referência para a análise. O número 4 se refere à semínima, 
portanto esta é a figura de referência. Já o numerador: 
 
Informa quantas figuras cabem em cada compasso. Observe que o numerador desta fração está dizendo 
que cabem 4 figuras em um compasso, e o denominador está dizendo que a figura é a semínima, 
portanto, a fração 4/4 informa que cabem 4 semínimas em um compasso. 
 
Veja abaixo os números que representam cada figura no denominador, além da semínima: 
1 – Semibreve 
2 – Mínima 
4 – Semínima 
8 – Colcheia 
16 – Semicolcheia 
32 – Fusa 
64 – Semifusa 
 
Vamos trabalhar alguns exemplos de frações (tome como exercícios) para que fique bem claro quantas 
figuras cabem em cada compasso com as fórmulas de compasso mais utilizadas: 
 
4/4 = cabem 4 semínimas 
3/4 = cabem 3 semínimas 
28 
 
2/4 = cabem 2 semínimas 
6/8= cabem 6 colcheias 
 
Exemplos de compassos simples: 
 
Quaternário Simples (4/4) 
 
Ternário Simples (3/4) 
 
 
Binário Simples (2/4) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
Compasso Musical (Compassos Compostos) 
 
Os compassos que vimos até agora são chamados de Compassos Simples. Nos compassos simples, 
cada unidade de tempo é subdividida em duas metades (por exemplo, uma semínima é dividida em 
duas colcheias). 
 
Porém, nos Compassos Compostos, a unidade de tempo é dividida em três. 
 
Alguns pontos importantes que devemos considerar com relação a estes compassos são: 
 Reconhecemos os compassos compostos porque o número superior da fórmula de compasso é 
6, 9 ou 12. 
 Obtemos quantidade de tempos por compasso dividindo número superior da fórmula de 
compasso por 3. Por exemplo, em um compasso 6/8 o compasso tem 2 tempos (6 dividido por 
3). 
 Precisamos acrescentar um ponto de aumento às figuras que ocupam a unidade de tempo. 
 O número inferior da fórmula de compasso indica a figura que ocupa um terço do tempo. Por 
exemplo, em um compasso 6/8 a colcheia ocupa um terço do tempo, uma vez que a unidade de 
tempo é ocupada por três colcheias ou uma semínima pontuada. 
 
 
A tabela abaixo resume estes pontos: 
 
Compasso Pulsação Unidade de Tempo Unidade de Compasso 
6 
8 
Binária 
 
 
9 
8 
Ternária 
 
12 
8 
Quaternária 
 
 
 
 
30 
 
 
Exemplos de compassos compostos: 
 
Binário Composto (6/8) 
 
 
 
 
Ternário Composto (9/8) 
 
 
 
Quaternário Composto (12/8) 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
Numeração de Compassos 
 
A numeração de compassos serve para facilitar a identificação de trechos musicais através de 
compassos, funciona como se fosse uma rua e cada compasso uma casa diferente com seu número 
específico. A contagem ocorre de forma crescente, do início para o final da partitura. 
 
Exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sinais de Repetição 
 
São sinais usados para indicar a repetição de um trecho numa música de modo a evitar a repetição 
gráfica de notas e compassos. 
 
Vejamos alguns sinais de repetição: 
 Ritornello 
 
 
Quando um trecho musical deve ser executado duas vezes usa-se então o sinal de ritornello. 
 
 
 Expressões 1ª e 2ª vez 
 
Quando um trecho musical deve ser repetido, mas não terminado da mesma forma, usa-se a expressão 
1ª vez (indica que o trecho musical deve ser repetido até o compasso anterior ao sinal 1ª vez e seguir 
para 2ª vez). 
 Da Capo - D.C 
 
É uma expressão italiana que significa - do princípio, do começo. Indica que se deve voltar ao início 
do trecho ou ao lugar que se inicia, D.C (Abreviatura). 
D.C al Fine - repete-se do início até a palavra Fine. 
 
 
 Da Capo al segno/ Dal segno/D.S 
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Indica que se deve voltar ao lugar onde encontra o sinal do segno, e terminando onde estiver a palavra 
Fim ou Fine. 
 
 Coda 
 
 
O sinal chamado coda é usado em combinação com o segno. 
 
Em partituras que envolvam repetições de um ou mais temas antes da secção final, a coda representa 
um salto na leitura da partitura. 
 
No caso da figura acima, a música deve ser executada até chegar em "D.S. al Coda", voltar até o 
símbolo "Segno" e então tocar a música até o último compasso, onde se encontra a figura "Coda". 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tons e Semitons 
 
Como nossa intenção aqui tem por objetivo descomplicar a teoria que envolve a música, tentamos 
expor os temas o mais simplificadamente possível. Então, de maneira bastante objetiva, podemos dizer 
que SEMITOM é o menor intervalo existente entre dois sons que nosso ouvido é capaz de perceber e 
classificar. 
 
O TOM, por sua vez, também é um intervalo entra dois sons, no entanto ele é formado por dois (2) 
semitons, ou em outras palavras, um tom é a soma de dois semitons. 
 
Veja no exemplo abaixo como funciona a distância entre as notas musicais calculadas em 
tons/semitons: 
 
 
Agora, veja num outro exemplo, onde teremos todos os tons e semitons possíveis utilizando todas as 
notas musicais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Formação do Tom 
 
Existem duas classes de Semitons: 
 
SEMITOM CROMÁTICO – Formado por duas notas de nomes iguais e com sons diferentes (entoação 
distinta) 
 
SEMITOM DIATÔNICO – Formado por duas notas de nomes e sons diferentes 
 
 
 
 
Outro detalhe importante é que na formação do tom, sempre um dos semitons será cromático e o outro 
será diatônico. Podemos confirmar isto no exemplo abaixo: 
 
 
 
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Como já comentado, o semitom é o menor intervalo entre dois sons possível de perceber com nossos 
ouvidos, todavia, teoricamente sabemos que ainda existem partes menores. 
 
Com base em cálculos matemáticos e por meio de aparelhos de acústica os físicos conseguiram provar 
que o TOM na verdade se divide em nove pequenas partes. Estes pequenos pedacinhos do som são 
denominados COMAS. 
 
E esta teoria ainda vai além, pois foi descoberto que existe uma diferença de um coma entre o semitom 
cromático e o diatônico, mas isso é irrelevante para o contexto desse material e de nossas aulas, pelo 
menos para esse momento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Enarmonia 
 
Enarmonia é o termo usado quando um mesmo som possui mais de um nome. Por exemplo, Dó 
sustenido é o mesmo que Ré bemol. Diz-se, portanto, que essas notas são enarmônicas. Partindo das 
definições e nomenclaturas da música, podemos nos referir às notas e aos acordes utilizando diversos 
nomes diferentes para mesmos sons. Isso é o que dá significado ao termo enarmonia. 
 
Exemplo de notas enarmônicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sinai de alteração (acidentes) 
 
Os sinais de alteração ou acidentes, como também são chamados, são pequenos símbolos na notação 
musical utilizados para modificar a entoação das notas, ou em outras palavras, modificam a altura dos 
sons. 
Abaixo demonstraremos quais são estes sinais e qual a função de cada um no discurso musical: 
 
 
 
Tanto os sustenidos quanto os bemóis obedecem a uma sequência sistemática que NUNCA se altera. 
 
Vejamos estas sequências na ilustração abaixo: 
 
 Sequência de Sustenidos (FÁ-DÓ-SOL-RÉ-LÁ-MI-SI) 
 
 
 
 
 
 
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 Sequência de Bemóis (SI-MI-LA-RÉ-SOL-DÓ-FÁ) 
 
 
 
Os sinais de alteração podem se apresentar das seguintes maneiras: 
 
Acidentes Fixos: Dizemos que estes acidentes constituem a “armadura da clave”, ou seja, são 
colocados sempre após o sinal da clave e antes dafórmula de compasso. Indica que todas as notas 
constantes na armadura da clave serão alteradas do início ao fim da música. 
 
 
Todas as oitavas são afetadas. 
 
Acidentes Ocorrentes: São acidentes que aparecem no decorrer de um trecho musical. Indica que 
APENAS naquele compasso haverá uma modificação de altura que não foi prevista na armadura da 
clave. 
 
 
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Os acidentes ocorrentes só vão alterar o próximo compasso houver uma ligadura unindo notas de 
mesma altura de um compasso a outro ou mesmo terá que o repetir no próximo compasso. 
 
Exemplos: 
 
 
 
 
 
Os acidentes de precaução: são aqueles que aparecem para evitar um erro provável de leitura. Isto é 
comum quando um acidente ocorrente aparece num compasso e tende a se repetir na mesma nota do 
compasso seguinte. Por essa razão, usa-se o acidente de precaução. 
 
 
 
Também se usa colocar entre parênteses o acidente de precaução para chamar a atenção do executante. 
 
No exemplo acima, nota-se que mesmo sem o bequadro a nota seria natural, mas o acidente foi 
colocado com o intuito de prever o erro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Andamento 
 
Andamento é o que define a velocidade de uma música. Se ela é lenta, média ou rápida. Se vai ser 
dançante ou não. 
É depois de ter um andamento que se forma um trecho musical. 
É o andamento que vai determinar com precisão a duração do som ou do silêncio representado pelas 
figuras musicais. 
Na partitura o andamento já aparece no começo da música, ou escrito em termos italianos (vamos ver 
eles daqui a pouco) ou em figura musical indicando a velocidade do metrônomo. 
 
Opa, chegamos em um elemento já conhecido por nós, o metrônomo! 
Antes do metrônomo ser criado, no início do século XIX, o andamento das músicas era indicado por 
termos italianos, como por exemplo: Allegro, Andante, e etc. 
 
OS TIPOS DE ANDAMENTO: 
 
Antes de falarmos de andamento, vamos falar um pouquinho sobre BPM (Batidas por minuto). 
Como já visto anteriormente, Bpm significa batidas por minuto, e é uma unidade de medida confiável 
para determinar com exatidão o andamento musical. Como sinalizado na figura acima, é representado 
no local do andamento, e através de um número e de uma figura musical. Esta figura simboliza a 
"batida" em questão que deve ser usada como base de medição. 
 Para tocarmos com exatidão de andamento, podemos nos valer do uso do metrônomo, que produz 
sons de batidas conforme os BPM's desejados. Veja na figura abaixo que o andamento está definido 
como 132 semínimas por minuto. 
 
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Existem três grupos de andamentos: 
 Lento 
 Médio 
 Rápido 
 
Vamos falar sobre cada um deles! 
 
Lembrando que o nome dos andamentos é escrito em termos italianos. 
 
Dentro do andamento lento vamos ter seis divisões de 40bpm até aproximadamente 63bpm: 
1. Grave (40bpm): muito devagar 
2. Largo (44 – 48bpm): bem pausado, vagaroso 
3. Lento (50 – 54bpm): devagar 
4. Adagio (54 – 58bpm): calmo 
5. Larghetto (60 – 63bpm): um pouco mais rápido que o largo 
6. Lentissimo/Adagissimo/Larghissimo: o mais devagar possível 
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No andamento médio vamos ter oito divisões de 72bpm até 120bpm. 
1. Andante (63 – 72bpm): andamento pausado como de quem passeia 
2. Andantino (69 – 80bpm): um pouco mais rápido do que Andante, passo um pouco mais 
acelerado. 
3. Sostenuto (76 – 84bpm) 
4. Commodo (80bpm) 
5. Maestoso (84 – 88bpm) 
6. Moderato (88 – 92bpm): moderado, nem tão lento, nem tão rápido. 
7. Allegretto (104 – 108bpm): razoavelmente depressa; passos mais acelerados 
8. Animato/Con Moto (120bpm) 
 
 
 
 
 
Para finalizar, temos o andamento rápido, que terá cinco divisões de 120bpm até 208bpm. 
1. Allegro (132bpm): depressa, rápido 
2. Vivace/Vivo (160bpm): vivo, ligeiro 
3. Presto (184bpm): veloz, muito depressa 
4. Prestissimo (208bpm): rapidíssimo 
5. Alegrissimo/Vivacissimo (+208bpm): o mais depressa possível 
 
 
 
MODIFICAÇÕES DE ANDAMENTO: 
 
As modificações momentâneas no andamento original são indicadas no decorrer de um trecho musical 
 
Algumas expressões que representam modificação momentânea: 
 
Apressar o andamento: 
 Accellerando (accel.) 
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 Stringendo (string.) 
 Più Mosso 
 Più vivo = cada vez mais rápido 
 poco a poco accelerando = precipitando 
 
Retardar o andamento: 
 Ritardando (rit. ou ritard.) 
 Allargando (allarg.) 
 Rallentando (rall.) 
 
 
Observações: Para voltar ao andamento original utiliza-se a palavra “A tempo” 
 
 
 
FINALIZANDO sobre Andamento: 
 
É importante entender que estudar o andamento precisar estar na sua rotina de estudos diários! 
 
Quando for estudar um exercício por exemplo, comece fazendo lentamente, vá aumentando a 
velocidade até chegar em um andamento mediano, continue aumentando os bpm’s até chegar no 
andamento rápido, daí a agilidade e o exercício já vai estar na ponta dos dedos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Articulação 
 
É a maneira como se pronuncia as notas musicais. Articular é pronunciar com distinção e clareza 
(grupos rítmicos ou melódicos) para tornar o discurso musical inteligível. 
 
Cada família de instrumentos ou voz usa recursos distintos para criar as articulações, porém sem 
interromper a melodia ou a fala, portanto, não deve haver respiração entre as notas. 
 
Para determinar as diversas articulações utiliza-se pontos de diminuição, sinais ou palavras: 
 
 Legato: É a execução ligada. As notas devem ser tocadas com valor exato sem que haja 
silêncio entre elas. Deve ser utilizada nas ligaduras de valor e de portamento. 
 
 
 
 
 Staccato: É a execução de sons destacados (staccato simples). As notas devem ser tocadas com 
a metade do seu valor, a outra metade é pausa. “staccato” palavra em italiano que significa 
destacado. Nos métodos e partituras para as cordas, normalmente se utiliza a palavra em 
francês “Detaché”. 
 
 
 
 
 Portato: É a execução semiligada (staccato Brando). As notas devem ser tocadas com três 
quartos do seu valor, o restante é pausa. No hinário para as cordas esta articulação está indicada 
com sinal dupla arcada. 
 
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 Tenuto: É a execução sustentada da intensidade e do valor completo da nota. Deve-se evitar a 
sua utilização nos hinos, pois pode produzir o defeito no som conhecido como “efeito barriga”. 
 
 
 
 Martellato: É a execução com acento muito forte como a batida de um martelo. As notas devem 
ser tocadas com um quarto do seu valor e o restante é pausa. Provoca um efeito seco. 
 
 
 
 
 
 
 
 Glissando: Uma variação contínua de altura entre os dois extremos. 
 
 
 
 Tercina: Condensa três notas na duração que normalmente seria ocupada por apenas duas. Se 
as notas forem unidas por uma barra de ligação, as chaves ao lado do número podem ser 
omitidas. Grupos maiores podem ser formados e recebem o nome genérico de quiálteras, em 
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que um certo número de notas é condensado na duração da maior potência de dois menor que 
aquele número. Por exemplo, seis notas tocadas na duração que seria ocupada por quatro notas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Dinâmica 
 
A palavra dinâmica, vem do grego dynamos, que significa força. 
 
Então, a dinâmica musical se refere a indicação feita pelo compositor na partitura de uma música, 
mostrando a que intensidade uma nota deve ser tocada. 
 
Uma dinâmica musical pode ser separada em dois grupos, existe a dinâmica estática, onde a música 
segue o mesmo volume sempre, e existem também a dinâmica alterada, nesse caso a música sofre 
alterações de volume durante sua execução. 
 
A dinâmica musical, é a responsável por introduzir na música seu sentido, através dela é que se pode 
perceber se uma música é alegre,tensa, de suspense, entre outros. 
 
Para indicar essa intensidade sonora desejada pelo compositor em determinada nota ou trecho se utiliza 
linguagem própria para a dinâmica musical, no caso uma gradação, que vai do molto pianissimo, até o 
molto fortissimo, com o sentido sendo da mais fraca para a mais forte. 
 
Utiliza-se palavras italianas e abreviações para se identificar e assim indicar as dinâmicas. 
 
Ao todo veremos 8 dinâmicas musicais, começando pelas mais fracas e terminando com as mais fortes. 
 
 Molto Pianissimo ou Pianissíssimo 
 Pianissimo 
 Piano 
 Mezzo-piano 
 Mezzo-forte 
 Forte 
 Fortissimo 
 Molto Fortissimo ou Fortissíssimo 
 
Molto Pianissimo ou Pianissíssimo – ppp 
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O “Muito Suavíssimo” é um som baixo, praticamente não se percebe seu som, sua abreviação é ppp. 
 
Pianissimo – pp 
O “Suavíssimo” ainda é um som baixo, porém mais intenso que o anterior, sua abreviação é pp. 
 
Piano – p 
É o som natural do piano, “Suave” como o próprio nome já diz é um som suave, reflexo do toque no 
teclado, sua abreviação é p. 
 
 
 
 
 
Mezzo Piano – mp 
É a partir do “Meio Suave” que os sons começam a ficar mais intensos, nesse caso o som já não é mais 
tão suave, sua abreviação é mp. 
 
Mezzo Forte – mf 
O “Meio Forte” é ainda mais intenso e se aproxima de sons pesados, sua abreviação é mf. 
 
Forte – f 
O “Forte” rompe com a suavidade e via além intensidade, é um som pesado, sua abreviação é f. 
 
Fortissimo – ff 
O “Fortíssimo” ainda consegue ser mais mais forte que o próprio forte, sua abreviação é ff. 
 
Molto Fortissimo ou Fotissíssimo – fff 
O “Muito Fortíssimo” é o som mais forte que você vai escutar saindo do piano, sua abreviação é fff. 
 
Observações 
A terminação “issimo” em uma palavra significa muito, indicando mais intensidade, nas abreviações 
isso é identificado com um pp ou ff. 
 
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Para se indicar uma dinâmica musical, a abreviação é colocada sobre a primeira nota que se deseja 
executar nessa intensidade. 
 
Segue uma tabela com as principais dinâmicas utilizadas na teoria musical: 
 
 
 
 
COMO MODIFICAR UMA DINÂMICA MUSICAL 
 
Isso acontece através de sinais dinâmicos, sinais de intensidade. 
 
Essas indicações mostram a qual intensidade a nota deve ser tocada, se mais fraca ou mais forte, assim 
é que altera a dinâmica de uma música. 
 
 
Basicamente se usam duas indicações, que seriam para aumentar ou baixar o “volume”, a força no 
toque, porém existe mais uma indicação, ao todo são 3 indicações. 
 
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 Diminuendo 
 Crescendo 
 Sforzando 
 
 
Diminuendo 
Gradualmente mais baixo, ou seja, uma diminuição gradual do volume, sua abreviação é dim. 
 
 
 
Crescendo 
Gradualmente mais alto, ou seja, um crescimento gradual do volume, sua abreviação é cresc. 
 
 
 
Sforzando 
Crescimento súbito de intensidade durante uma nota. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Ornamentos 
 
Em música, ornamentos são floreios que não são estritamente necessários na linha melódica (ou 
harmônica) como um todo, mas servem para decorar ou "ornamentar" esta linha. Eles são executados 
como uma série de "notas rápidas" em torno de uma nota central. A quantidade de ornamentação 
melódica numa obra musical pode variar, de muito abundante (como é freqüente em peças do Barroco 
musical) a relativamente pouco ou quase nada. 
 
Tipos de Ornamento da Música erudita: 
 
 Trinado (Trilo) 
 
 
Um trilo (ou trinado) é uma alternação rápida e repetida entre uma nota indicada e uma nota um grau 
conjunto acima, indicado geralmente pelo símbolo tr escrito acima da pauta. 
 
 Legato 
 
 
 
O legato indica que você deverá tocar as notas bem ligadas, segurando uma até o início da outra. 
Transmite a sensação de um som contínuo. 
 
 
 
 
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 Mordente 
 
O mordente é pensado como uma única e rápida alternância entre uma nota indica, uma nota um grau 
acima (chamado de mordente superior ou invertido) ou abaixo (chamado de mordente inferior), e a 
repetição da nota inicial. O mordente superior é indicado por um traço curto em zigue-zague sobre a 
nota; o mordente inferior é indicado pelo mesmo traço, cortado por um curto traço vertical. 
 
 
 
Assim como no trinado, a exata velocidade de execução do mordente variará de acordo com o 
andamento da peça musical, mas em um andamento moderado os ornamentos indicados acima podem 
ser executados como estão abaixo: 
 
 
 
 
A confusão sobre a indicação precisa da execução do mordente levou à adoção dos termos modernos 
mordente superior e mordente inferior, substituindo mordente e mordente invertido. A prática, a 
notação e a nomenclatura variaram intensamente durante a história da música, e as presentes 
indicações se referem em geral à prática estabelecida no séc. XIX. No período Barroco, por exemplo, 
mordente era uma palavra usada para designar o que depois foi chamado de mordente invertido (hoje 
mordente inferior), e embora hoje este ornamento seja entendido como uma alternância rápida e única 
entre duas notas, no Barroco ele poderia ser executado, em certos casos, com mais de uma alternância 
54 
 
entre as notas, numa espécie de trilo invertido. Mordentes de todo tipo poderiam ser iniciados, em 
certos períodos históricos, com uma nota extra, elevada ou não cromaticamente um semitom. 
 
 Grupeto 
 
Uma figura curta que consiste da execução de uma nota acima da nota indicada, a nota indicada, uma 
nota abaixo da indicada e a nota indicada novamente. É indicado por um sinal em forma de “S” na 
horizontal. Um grupeto invertido (tocado com a nota abaixo da indicada no início) pode ser anotado 
com um traço vertical curto sobre o sinal original. 
 
Se o sinal é colocado sobre a nota, a a execução é exatamente como a descrita acima. Entretanto, se ele 
é colocado entre duas notas, a execução é deslocada temporalmente para antes da execução da nota 
seguinte. Assim, os ornamento abaixo: 
 
 
 
 
 
Devem ser executados assim: 
 
 
 
 
A nota inferior pode ser alterada cromaticamente, como no mordente. A velocidade e o ritmo da 
execução variam largamente conforme a época, o gênero e o estilo. 
 
 
 
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 Apogiatura 
 
Derivada da palavra italiana appoggiare, “apoiar”; a apogiatura longa (ou, em português, somente 
apogiatura) é importante melodicamente , e freqüentemente suspende a nota principal tomando desta 
da figura de tempo usada na notação da apogiatura (que é geralmente a metade do valor da nota 
principal). A nota adicionada é um grau conjunto vizinha da nota principal, podendo ser tanto acima 
como abaixo desta; neste último caso, ela pode estar alterada cromaticamente. 
 
 
 
A apogiatura é indicada como uma nota menor que o normal, com a direção da haste invertida, e seria 
executada comumente assim: 
 
 
 
 
Apogiaturas também são geralmente encontradas no começo do compasso, e alcançadas por salto 
melódico. 
 
 Acciaccatura 
 
Do italiano acciaccare, “colidir”, a acciaccatura (ou “apogiatura curta”) é entendida como uma 
variação mais rápida, menos relevante melodicamente, da apogiatura tradicional, onde a suspensão da 
nota principal é menos perceptível – teoricamente, sem valor temporal medível. Ela é comumente 
indicada com uma nota de valor surto (colcheia), menor que o normal, e com a haste invertida e 
cortada com um traço: 
 
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Sua exata interpretação varia de acordo com a época e o gênero, mas uma possibilidade é indicada 
abaixo: 
 
 
A execução da nota ornamental antes da pulsação é considerada largamente como uma questão de 
gosto e de adequação à prática musical. Excepcionalmente, a accicatura pode ser indicada no final do 
compasso anterior, indicando que deve ser executada antes da batida forte do compasso.57 
 
Conclusão 
 
Muito bem! 
 
Chegamos à conclusão desse nosso curso de Teoria Musical nível Básico para Orquestra. 
 
Foi muito gratificante para mim como Maestro e Professor de Música, o desenvolvimento desse 
pequeno material, para que seja possível aprendermos um pouquinho mais sobre esse conteúdo tão 
importante na vida de cada músico. 
É certo que apenas os conteúdos aprendidos nessa apostila, não garante por si só o sucesso na vida de 
um músico, mas tenho a certeza que, se cada componente da nossa Orquestra assumir a 
responsabilidade de aprender um pouco mais a cada dia, e se dedicar nos ensaios e sempre buscar se 
atualizar tanto em Teoria Musical quanto na prática de seu instrumento, estaremos melhorando a cada 
dia, e com toda certeza, em breve estaremos colhendo bons frutos para a obra do Senhor. 
 
Desde já, me coloco a disposição de cada aluno, músico e professor, que possa vir a utilizar desse 
material em grupos de música, Orquestras ou qualquer outro projeto musical. 
 
Caso você tenha alguma sugestão de melhorias, crítica ou qualquer dúvida quanto a esse material, 
estarei à disposição através dos meus contatos abaixo, para que possamos melhorar esse material e que 
o reino dos Céus se alegre com a nossa Música. 
 
Que Cristo Jesus continue sendo o nosso Eterno Maestro, regendo não só a nossa Música, mas também 
as nossas vidas. 
 
 
 
 
 
Maestro Eliabe Barros 
(69) 9 9299-8184 
eliabe.contabil@gmail.com 
 
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Fontes de Pesquisa 
 
Livros 
ABC Musical, Maestro João Ramos, 
Ornamentos Musicais, Jean Ricardo Marques 
 
Pesquisas na Internet: 
http://www.descomplicandoamusica.com/o-que-e-musica/ 
https://www.arte-se.art.br/musica 
http://gersongonçalves.com.br/o-que-e-musica/ 
https://saladomusico.com.br/blog/entenda-importancia-da-teoria-musical/ 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo_(m%C3%BAsica) 
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9trica_(m%C3%BAsica) 
http://www.portalmusica.com.br/a-importancia-do-metronomo/# 
http://teoriadamusica.com/blog/1270/ 
http://www.descomplicandoamusica.com/figuras-musicais/ 
https://musicaeadoracao.com.br/26168/teoria-musical-online-leitura-de-musica-compassos-simples-e-
compostos/ 
http://teoriadescomplicada.blogspot.com.br/p/blog-page_1101.html 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Rascunho 
 
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	Capa apostila Eliabe.pdf (p.1)
	Método Teoria Musical.pdf (p.2-64)

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