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HTLV Universidade Salvador (Unifacs) Disciplina: Agressão e Defesa I Docente: Sandra Dorea Discentes: Bianca Santana, Isabela Bahia, Joyce Caroline e Leilane Sá HISTÓRICO ROBERT CHARLES GALLO (23 de Março de 1937) Origem: África Descoberta: 04 de Maio de 1984 Co-descoberta da imunodeficiência Humana HTLV-III O VÍRUS HTLV (Vírus Linfotrópico da Célula T Humana). Agente Etiológico: Retroviridae (Oncovirinae). Retrovírus. Incubação: 3 a 10 anos. Apresenta-se de duas maneiras: HTLV-I, que está implicado em doença neurológica e leucemia; HTLV-II, que está pouco evidenciado como causa de doença. ESTRUTURA VIRAL Envelope Lipoprotéico; Capsídeo Icosaédrico; Genoma: (ssRNA+) RNA de fita simples e polaridade positiva ( mesma orientação mRNA e é traduzido pelos ribossomos). PENETRÂNCIA NA CÉLULA Interação Glicoproteínas e receptores Integrase EPIDEMIOLOGIA HTLV: primeiro retrovírus descrito em humanos Mundo: 15 a 20 milhões de pessoas infectadas pelo HTLV-1 Brasil: ~2,5 milhões de pessoas infectadas pelo HTLV-1 Regiões endêmicas como Japão, Caribe, América Central e do Sul, África Equatorial, Oriente Médio e Melanésia a prevalência aumenta com a idade e é maior no sexo feminino RESPOSTA IMUNE AO VÍRUS • Infecta preferencialmente células T CD4; • Linfócitos T CD8 e células NK, Epiteliais e Dendríticas (APC); • Proliferação de linfócitos T infectadas; • Produção elevada IFNγ, TNFα e IL6 3-4 ; • Redução nos níveis de IL-4 e IL-5; • Diminuição da síntese da IgE e ativação de mastócitos e eosinófilos (resposta protetora contra helmintos); • IFNγ = função citotóxica das células T 19; • Modula negativamente Th2; • IL4 e IL10 suprimem a resposta Th1 e regulam negativamente a ação do IFNγ sobre as células Th2 18, 20. SINTOMATOLOGIA • Apenas 5% problemas relacionados (doenças neurológicas). • Manifestações clínicas graves: 1. Câncer; 2. Problemas musculares (polimiosite); 3. Articulações (artropatias); 4. Pulmões (pneumonite linfocítica); 5. Pele (dermatites diversas); 6. Região ocular (uveíte); 7. Síndrome de Sjögren, doença autoimune que destrói as glândulas que produzem lágrima e saliva. POTENCIAL PATOGÊNICO DO HTLV-I DIAGNÓSTICO O Diagnóstico de HTLV é feito através de exames específicos de sangue. Métodos sorológicos classificados em duas categorias: Testes de triagem: ensaio imunoenzimático (EIA/ELISA). Testes de confirmação: Western Blot (WB) – Presença de anticorpo e imunofluorescência indireta (IFI). DOENÇAS ASSOCIADAS Leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL); Mielopatia associada ao HTLV-1/paraparesia espástica tropical (HAM/TSP). TRANSMISSÃO TRATAMENTO • Não há tratamento específico para a infecção; • O paciente deve ser acompanhado em serviço de saúde especializado, para diagnosticar e tratar precocemente doenças associadas. REFERÊNCIAS • http://repositorio.ufpa.br/jspui/bitstream/2011/4775/1/Dis sertacao_EpidemiologiaMolecularVirus.pdf • http://www.asbai.org.br/revistas/Vol264/Imunopatogenes e.pdf • http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S 0365-05962004000600002 • http://www.scielo.br/pdf/ramb/v56n3/v56n3a21.pdf • http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v41n2/a08v41n2.pdf • https://drauziovarella.com.br/letras/h/htlv-virus- linfotropico-da-celula-humana/ • http://www.htlvida.org/site/?page_id=126 • http://www.htlv.com.br/