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Dança cosmica das feiticeiras/ o livro das sombras / o poder da bruxa: 
INTRODUÇÃO 
 
Apaixonado, o Deus Galhudo mudando deforma e mudando de rosto, busca 
 
sempre a Deusa. Neste mundo, a procura e a busca surgem na Roda do Ano. 
 
Ela é a Grande Mãe que dá à luz ele como a Divina Criança do Sol, no solstício 
 
de inverno. Na primavera, ele é semeador e semente que germina com a luz crescente, 
 
verde como os novos brotos. Ela é a iniciadora que ensina a ele os mistérios. Ele é o 
 
jovem touro; ela a ninfa, sedutora. No verão, quando a luz é mais duradoura, unem-se 
 
e a força de sua paixão sustenta o mundo. Mas a face do deus escurece à medida que 
 
o sol enfraquece, até que, finalmente, quando o grão é colhido ele também Se sacrifica 
 
ao self a fim de que todos possam ser nutridos. Ela é a ceifeira, o túmulo da terra ao 
 
qual todos devem retornar. Durante as longas noites e dias que escurecem, ele dorme 
 
em seu ventre; em seus sonhos, ele é o Senhor da Morte que rege a Terra da Juventude, 
 
além dos portais da noite e do dia. Sua sepultura escura torna-se o útero do 
 
renascimento, pois no meio do inverno ela dá, novamente, à luz ele. O ciclo termina e 
 
começa outra Vez e a Roda do Ano gira, ininterruptamente.* 
-------------------- 
Os Rituais 
 
O bruxo tem algumas obrigações, entre elas, comemorar as estações do ano, e os ciclos da 
Lua. As 
 
comemorações dos ciclos lunares, são chamadas Esbats, e as celebrações do movimento da 
terra em 
 
volta do Sol - as estações - são chamados sabbaths. Os esbats são festejados a cada primeira 
noite 
 
de Lua cheia e os Sabbaths são comemorados seguindo a Roda do Ano, que é marcada por 
oito 
 
datas: 
------------------- 
A RODA DO ANO 
 
As Assembléias reúnem-se em várias épocas durante o ano, 
 
decidindo cada uma delas quando e onde se reunir de modo que 
 
seja conveniente para seus membros. Os tempos usuais são a lua 
 
nova e a lua cheia de cada mês e nos oito grandes sabás, ou 
 
festivais, do ano. Os sabás consistem nos quatro dias de festa da 
 
Terra: Samhain (31 de outubro), Imbolc (19 de fevereiro), Beltane 
 
(19 de maio) e Lammas (19 de agosto), os solstícios de inverno e 
 
de verão (por volta de 22 de dezembro e 22 de junho) e os 
 
equinócios de primavera e de outono (por volta de 21 de março 
 
e 21 de setembro). 
 
Ninguém sabe que idade têm essas festividades européias. 
 
Podem ter-se originado por volta das épocas de procriação dos 
 
animais ou da sementeira e colheita de culturas. A Inquisição 
 
afirmou que foram sempre festas cristãs e que as Bruxas as 
 
perverteram para seus próprios ritos. Historiadores e antropólogos 
 
modernos provaram justamente o contrário. Eram festividades 
 
pré-cristãs ou pagas que a Igreja cristianizou. O processo de 
 
cooptar festejos mais antigos ainda prossegue. O 19 de maio era a 
 
festa céltica de Beltane, tornando-se depois os festejos de Robin 
 
Hood, para se converterem numa celebração da Virgem Maria e 
 
de São José Operário, e agora adotado pelos soviéticos para 
 
homenagear o proletariado e o poderio militar comunista. Como 
 
diz Erica Jong: "Os dias festivos tendem a sobrepor-se uns aos 
 
outros, à semelhança dos restos de civilização na Ásia Menor." 
 
A maioria dos antigos festivais eram rituais do fogo. A 
 
palavra céltica para fogo, "tan" ou "teine", ainda hoje é 
 
evidente em muitos topônimos britânicos, como Tan Hill, que 
 
significa Colina de Fogo. Fogueiras eram feitas em colinas e 
 
outeiros; os celebrantes levavam archotes, os participantes 
 
pulavam freqüentemente sobre pequenas fogueiras ou 
 
passeavam ao redor das grandes. Ò fogo dava luz e calor nas 
 
noites frias e representava para os povos pré-industriais o 
 
princípio fundamental da energia pura. Numa cosmovisão 
 
panteísta, o fogo não significava meramente o poder divino mas 
 
também o incorporava. Hoje, os rituais das Bruxas envolvem o 
 
uso de círios, candeias e fogueiras ao ar livre, sempre que 
 
exeqüíveis. 
 
O conceito da Roda do Ano baseia-se no princípio intuído 
 
de que tempo e espaço são circulares. (A física moderna só 
 
recentemente parece ter descoberto isso.) O estudo de Hartley 
 
Burr Alexander das cosmovisões ameríndias, The World's Rim, 
 
explica como o conceito das quatro direções como delimitação 
 
do grande círculo do horizonte obedece a uma certa lógica, 
 
fundamentada na estrutura vertical do corpo humano. A nossa 
 
compleição quadrangular reflete o nosso sentido corporal e 
 
também a nossa percepção do mundo físico. Por outras 
 
palavras, vemos naturalmente o espaço dividido em quatro 
 
partes: à frente, atrás, à esquerda, e à direita. Como forma 
 
espacial e visual, esse esquema é natural para se compreender a 
 
Terra e a passagem do tempo. As quatro direções — norte, 
 
leste, sul, oeste — são paralelas às quatro estações -- inverno, 
 
primavera, verão e outono, respectivamente. Conforme 
 
Pitágoras e outros filósofos gregos sustentaram, os números são 
 
símbolos de ordem; e assim, a Roda do Ano, com suas quatro 
 
divisões principais facilmente subdivididas por quatro pontos 
 
correspondentes, fornece a ordem das oito grandes festas da 
 
Terra e do Céu do ano das Bruxas. 
Os celtas, entretanto, perceberam um padrão ainda mais 
 
simples oculto na Roda do Ano: as duas estações fundamentais 
 
de fogo e gelo, ou verão e inverno. Na tradição céltica, o novo 
 
ano começava em Samhain, 31 de outubro, hoje chamado 
 
Halloween, que era para eles o primeiro dia do inverno. Esse 
 
dia era um momento poderoso na espiritualidade céltica, pois 
 
não pertencia ao ano velho nem ao novo. Hstava entre os anos. 
 
Era um tempo entre tempo. Não só terminava o ano velho e 
 
começava o novo, mas erguia o véu entre os mundos. As Bruxas 
 
ainda acreditam que as fronteiras entre o espírito e a matéria são 
 
menos fixas nesse momento do tempo e que a vida flui mais 
 
facilmente entre os dois num dos. Os espíritos podem visitar o 
 
nosso mundo de matéria mais densa e nós podemos fazer 
 
incursões no mundo deles para comunicar-nos com os nossos 
 
ancestrais e entes queridos. A grande permuta de energia, tão 
 
importante para manter os mundos do espírito, da natureza e 
 
dos humanos em equilíbrio, ocorre em Samhain, quando o velho 
 
ano flui para o novo. As Bruxas aproveitam esse tempo para se 
 
comunicar com o outro lado, recuperar conhecimentos 
 
ancestrais e preparar-se para o novo ano. 
 
------------------------------------------------------------------ 
OS SABBATS* 
 
Inverno, primavera, verão, outono – nascimento, crescimento, decadência, morte 
 
– a roda gira, continuamente. Ideias nascem; projetos são realizados; planos mostram- 
se impraticáveis e morrem. Apaixonamo-nos; sofremos perdas; encerramos 
 
relacionamentos; damos à luz; ficamos velhos; decaímos. 
 
Os sabbats são oito pontos aos quais ligamos os ciclos interno e externo: os 
 
interstícios onde o sazonal, o celestial, o comunal, o criativo e o pessoal se encontram. 
 
Quando encenamos cada drama em seu tempo, nos transformamos. Somos renovados; 
 
renascemos mesmo quando decaímos e morremos. Não estamos isolados uns dos 
 
outros, do mundo mais amplo que nos circunda; estamos unidos à deusa, ao deus. 
 
Quando o cone de poder é elevado, e a estação muda, despertamos o poder interior, o 
 
poder para curar, o poder para transformar a nossa sociedade, o poder para renovar a 
 
terra. 
 
 
Samhain​ (vulgo ​Halloween​) 31 de Outubro 1º de Maio 
SAMHAIN 
 
SAMHAIN (DIA DAS BRUXAS, 31 DE OUTUBRO/1 DE MAIO)* 
 
(O encerramento do ano do Dia das Bruxas (Halloween) é o Ano-Novo das bruxas. 
 
E, desse modo, terminamos no início, como deveríamos, e a roda continua girando.) 
 
Antes de sair de casa para o ritual,cada membro do coven prepara um prato com 
 
bolos e bebida e uma vela acesa, como oferenda para os seus mortos queridos, e passa 
 
algum tempo recordando a memória de amigos e parentes que se foram. 
 
O altar é decorado com folhas de outono. Uma maçã e uma romã são colocadas 
 
no altar e, no centro do círculo, encontra-se um cristal ou tigela de contemplação. 
 
O círculo se reúne, faz uma meditação de respiração e a sacerdotisa diz: 
 
– Esta é a noite em que o véu que divide os mundos torna-se tênue. Este é o Ano- 
Novo na hora da morte do ano, quando a colheita foi feita e os campos estão vazios. 
 
Pois, esta noite, o rei do ano que se encerra navegou para o mar sem sol, que é o ventre 
 
da mãe, e aporta na Ilha Resplandecente, o luminoso ovo do universo, tornando-se a 
 
semente de seu próprio renascimento. Os portões da vida e da morte são abertos; o 
 
Filho do Sol é concebido; os mortos andam e, para os vivos, o mistério é revelado: cada 
 
fim é apenas um novo início. Encontramo-nos no tempo fora do tempo, em todos e em 
 
nenhum lugar, aqui e lá, para saudarmos o Senhor da Morte que é o Senhor da Vida e 
 
a Deusa Tripla que é o círculo do renascimento. 
 
------------------------------------- 
Samhain, Dia das Bruxas ou Halloween - Comemorado a 1 de maio no Sul ou 31 de Outubro 
no 
 
Norte, marca a ida do Deus ao Reino dos Mortos. É o ponto auge da Roda do Ano e é 
considerado 
 
o Ano Novo pagão. Nessa data a barreira entre os mundos está mais fraca, facilitando assim, o 
 
contato com entes queridos que já se foram. Métodos Divinatórios devem ser praticados nessa 
noite 
 
e o altar deve conter folhas de cipreste, abóboras, velas negras e laranjas. Em Samhain é 
tempo de 
 
reflexão: de olharmos para nossos atos e compreendermos o significado de nossas 
experiências. 
 
Apesar de ser a noite da partida do Deus, não deve ser encarado com tristeza - Ele ainda vive 
dentro 
 
da Deusa como seu filho: É a esperança, a promessa de luz, que se concretizará em Yule. 
 
Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim 
quanto o 
 
início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna 
mais 
 
tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não 
fazem 
 
rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido 
do 
 
Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de Amor e 
 
harmonia. A noite do Samhain é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo 
 
período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. A cor do sabá 
é o 
 
negro, sendo o Altar adornado com maçã, o símbolo da Vida Eterna. O vinho é substituído pela 
 
sidra ou pelo suco de maçã. Deve-se fazer muita brincadeira com dança e música. Os nomes 
das 
 
pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de 
tristeza. 
 
No Altar e nos Quadrantes não devem faltar as tradicionais Máscaras de Abóbora com velas 
dentro. 
 
Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos 
e os 
 
duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "Sem Luz", pois, nessa 
noite, 
 
o Deus morreu e mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em 
busca do 
 
seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse Amor, a semente da luz 
espera 
 
no Útero da Mãe, para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa. 
 
A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que 
 
perdemos nessa vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada 
infinita 
 
de evolução. 
 
Há muita divergência quanto à pronúncia da palavra, mas acredito que seja Sal-Uin 
(Sow-ween). 
 
Essa é a noite em que a barreira entre nosso mundo e o mundo dos espíritos fica mais fina. É 
 
quando o Deus Cornudo se sacrifica para se tornar a semente de seu próprio renascimento em 
Yule. 
 
É quando os pastores recolhem o gado e o povo esconde-se em casa, fugindo da época mais 
escura 
 
do inverno. A data marca o fim (e o início) do calendário Celta. É celebrada pelos Cristãos 
como o 
 
Dia das Bruxas, o famoso Halloween (All hails eve). A noite de Samhain ou Halloween se 
encontra 
 
no meio exato entre o Ano que se vai e o que vem pela frente, e é, portanto, uma data 
atemporal. 
 
Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de “Bolos para os Mortos” especiais 
 
(bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a 
 
crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam. 
 
Outro costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar 
 
continuamente, até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, 
 
grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as 
almas 
 
dos mortos aos seus parentes. 
 
As Artes Divinatórias, como observação da bola de cristal e o jogo de runas, na noite mágica 
de 
 
Samhain, são tradições Wiccans, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido 
secreto 
------------------------------ 
 
SAMHAIN. 
 
Samhain é a festa céltica dos mortos, venerando o Senhor 
 
Ariano da Morte, Samana (os irlandeses chamam-lhe a Vigília 
 
de Saman). Mas desenvolveu-se numa celebração mais do 
 
mundo espiritual em geral do que de qualquer deus específico, 
 
assim como da cooperação em curso entre esse mundo e o nosso 
 
de matéria mais densa. As Bruxas ainda deixam "bolos de alma" 
 
para os ancestrais mortos, um costume que se transformou na 
 
oferta de refeições aos sem-lar e aos viajantes que se perdem 
 
nessa noite. Nos tempos antigos, acreditava-se que se as 
 
oferendas e sacrifícios corretos não fossem feitos, os espíritos 
 
dos mortos aproveitar-se-iam da abertura na costura entre os 
 
mundos para vir causar danos ou maldades aos vivos. A noite 
 
ainda retém esse ar ameaçador, mas a maioria das Bruxas não a 
 
vê tanto como uma ameaça de ancestrais infelizes do que como 
 
a chegada das potências de destruição: fome, frio, tempestades 
 
de inverno. Na Roda do Ano, Samhain marca o início da 
 
estação da morte: o inverno. A Deusa da Agricultura cede o seu 
 
poder sobre a Terra ao Deus Cornífero da Caça. Os férteis 
 
campos do verão cedem o lugar às florestas nuas. 
 
Para celebrar esse anoitecer mágico acendiam-se foguei- 
ras nos sidh, ou colinas encantadas, nas quais os espíritos 
 
residiam. Aí moravam os espíritos dos ancestrais e deuses 
 
vencidos dos períodos mais remotos da história e da mitologia. 
 
Pessoas que não participavam nesses ritos mas temiam, não 
 
obstante, a presença de espíritos hostis na terra dos vivos, 
 
tentariam rechaçá-los assustando-os com máscaras grotescas 
 
talhadas em abóboras e iluminadas por dentro com velas. 
 
Alguns desses aterradores espantalhos parecem ser más- 
caras mortuárias, mas entre os celtas antigos a caveira não era 
 
uma imagem assustadora mas um venerado objeto de poder. De 
 
fato, em certas eras havia um culto muito difundido de caveiras 
 
entre as tribos célticas, e vastas coleções de crânios foram 
 
desenterradas em escavações arqueológicas. As modernas 
 
caveiras e esqueletos das Bruxas não são assustadores mas um 
 
lembrete de nossa imortalidade (assim como de nossa 
 
mortalidade) porque os ossos são o que dura por mais tempo 
 
após a morte, sugerindo que a existência não termina de uma 
 
vez para sempre quando o espírito deixa o corpo. Em culturas 
 
xamânicas, uma clássica experiência de iniciação para o novo 
 
xamã era "ver" o seu esqueleto, durante um estadode transe 
 
visionário, e até assistir ao seu próprio desmembramento por 
 
espíritos amigos e ser refeito de novo — uma outra experiência 
 
de renascimento e nova vida que as Bruxas celebram nessa 
 
mais sagrada das noites. 
 
Samhain era uma noite de morte e ressurreição. A tra- 
dição céltica diz que todos os que morrem a cada ano devem 
 
esperar até Samhain antes de atravessar para o mundo do 
 
espírito, ou o País do Verão, onde começarão suas novas vidas. 
 
Nesse momento da travessia, podem aparecer os gnomos e 
 
fadas, os espíritos de ancestrais que ainda têm tarefas por 
 
concluir neste mundo. Alguns ajudarão os mortos recentes a 
 
deixar o nosso mundo e ingressar no próximo; outros poderão 
 
vir para brincar e fazer travessuras. Toda vida e morte humana é 
 
parte do grande intercâmbio entre os mundos da natureza e do 
 
espírito. 
 
Hoje, muitas pessoas tentam pescar maçãs num vasto 
 
caldeirão ou barril, apanhando-as com os dentes; a maçã 
 
simboliza a alma e o caldeirão representa o grande ventre da 
 
vida. A noite é também um tempo para adivinhação quando o 
 
futuro pode ser mais facilmente visto por aqueles que sabem 
 
perscrutar os dias por vir. A nova vida do ano vindouro é mais 
 
evidente nessa noite especial. Em Salem, não só adivinhamos o 
 
futuro mas projetamo-lo ao vestirmos trajes que refletem o que 
 
gostaríamos de vir a ser ou vivenciar no novo ano. Também 
 
vestimos muito laranja para simbolizar as folhas mortas e os 
 
fogos agonizantes do verão, assim como o negro tradicional 
 
para captar e encher nossos corpos com luz nessa época do ano 
 
em que os dias estão ficando mais curtos e existe fisicamente 
 
menos luz e calor. 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 
 
 
 
Yule​ (vulgo ​Yuletide​) 21 ou 22 de Dezembro 21 de Junho 
 
NATAL (SOLSTÍCIO DE INVERNO, 20-23 DE DEZEMBRO)2 
 
O altar é decorado com visco e azevinho. Uma fogueira de raízes de carvalho é 
 
preparada, mas não acesa. O aposento está às escuras. 
 
O círculo se reúne. Todos meditam juntos, unindo suas respirações. A sacerdotisa 
 
diz: 
 
– Esta é a noite do solstício, a noite mais comprida do ano. Agora, a escuridão 
 
triunfa: no entanto, recua e transforma-se em luz. O fôlego da natureza está em 
 
suspenso: todos aguardam, enquanto dentro do caldeirão o rei da escuridão é 
 
transformado em criança da luz. Aguardamos a chegada do amanhecer, quando a 
 
grande mãe dará à luz novamente a divina criança do sol, que é o portador da esperança 
 
e a promessa de verão. Esta é a quietude atrás do movimento, quando o próprio tempo 
 
159 
 
para; o centro que também é a circunferência de tudo. Estamos todos acordados na 
 
noite. Giramos a roda para que ela traga a luz. Invocamos o sol do ventre da noite. 
 
Abençoados sejam! 
 
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Yule ou Solstício de Inverno - Representa o nascimento do Deus. É a noite mais escura do ano, 
e 
 
marca o apogeu da escuridão na Terra. Por outro lado, é o primeiro dia de sua decadência, 
pois a 
 
Criança Sagrada, o Menino Sol nasce trazendo a Luz ao Planeta. Assim, também marca o 
retorno da 
 
força solar. Em Yule é tempo de celebrar o início de todas as coisas e devemos meditar sobre 
novos 
 
projetos, novos amores, nova vida. É celebrado a 21 de junho no Sul e 21 de Dezembro no 
Norte. 
 
É desta data antiga que se originou o Natal Cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, 
que é 
 
reverenciado como Criança Prometida. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas 
esperanças, 
 
pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos 
libertarmos 
 
das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e 
renascermos com 
 
sua pureza e alegria. Coloque flores e frutos da época do altar. Se quiser, pode fazer uma 
árvore 
 
enfeitada, pois está é a antiga tradição "pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano 
tinham 
 
nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a 
Mãe da 
 
Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Da mesma forma, 
apesar 
 
de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria luz interior. 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
YULE. 
 
Após Samhain segue-se, no calendário das Bruxas, a festa de 
 
Yule, celebrada em torno do solstício de inverno. Os antigos 
 
acessórios pagãos de ramos de azevinho, hera, ramos de 
 
pinheiro, árvores iluminadas, cerveja quente e vinho temperado 
 
com especiarias, porcos assados, enormes troncos Yule, canções 
 
e presentes, ainda fazem parte de nos-• sãs celebrações. No 
 
hemisfério norte, é esse o tempo em que o sol atinge sua 
 
posição mais meridional em sua jornada anual. Quando os 
 
povos antigos observaram isso, souberam que em questão de 
 
semanas o veriam começar a nascer mais cedo e ligeiramente 
 
mais ao norte até seis meses depois, quando estaria nascendo 
 
em seu ponto mais setentrional. Apesar do fato de que ainda 
 
estão por chegar alguns dos dias mais frios e do tempo mais 
 
inclemente, Yule era uma época de alegria e divertimento. 
 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 
 
 
Imbolc​ (vulgo ​Candlemass​) 1º ou 2 de Fevereiro 31° de Julho 
 
BRÍGIDA (CANDELÁRIA, 2 DE FEVEREIRO)* 
 
Este ritual é dedicado a Brígida, a deusa do fogo e da inspiração; na Irlanda, a 
 
deusa tripla da poesia, da ferraria e da cura. 
 
O caldeirão central é enchido de terra. Velas apagadas – uma para cada membro 
 
do coven e convidados – são deitadas ao lado. Uma vela é colocada no centro do 
 
caldeirão. 
 
O círculo se reúne e faz a meditação da respiração. A sacerdotisa diz: 
 
– Esta é a festa da luz que cresce. Aquilo que nasceu durante o solstício começa 
 
a se manifestar e nós, que fomos parteiras do ano novo, agora presenciamos o filho do 
 
sol crescer com vitalidade, à medida que os dias tornam-se visivelmente mais longos. 
 
Este é o tempo da individuação: dentro dos limites da espiral, cada um de nós acende 
 
a sua própria luz e nos tornamos unicamente nós mesmos. É a época da iniciação, do 
 
começo, quando as sementes que, posteriormente, irão brotar e crescer, começam a se 
 
espreguiçar no seu sono escuro. Encontramo-nos para dividir a luz da inspiração, que 
 
crescerá com o ano que cresce. 
 
------------------------------------ 
Imbolc ou Candlemas - Imbolc vem para confirmar Yule. A Deusa retorna ao seu povo em 
 
Imbolc, novamente virgem, trazendo com ela novas esperanças, nova promessa de vida. O 
Deus 
 
agora já não é mais uma criança, e agora se apresenta como um belo jovem, que com o passar 
dos 
 
dias se fortifica. Em Imbolc devemos nos livrar de tudo o que é velho e desgastado para 
darmos 
 
lugar ao novo. É comemorado a 1 de agosto no Sul e 02 de Fevereiro no Norte. 
 
Este Sabá é dedicado à Deusa Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, 
da 
 
Metalurgia, das Artes marciais e do Fogo. Nesta noite, as Bruxas colocam velas cor de laranja 
ao 
 
redor do círculo, e uma vela acesa dentro do Caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se 
fazer 
 
tochas e girar ao redor do círculo com elas. A Bruxa mais jovem da Assembléia pode 
representar 
 
Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a 
 
fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a Inspiração sendo trazida para o círculo 
pela 
 
Deusa. 
 
Os membros do Coven devemfazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, 
 
agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no 
fim 
 
do ritual. O Deus está crescendo e se tornando mais forte, para trazer a Luz de volta ao mundo. 
É 
 
hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família do Coven. 
Devemos 
 
mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da Saúde, da 
coragem, 
 
da ousadia e da juventude. O altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou 
 
vermelhas. A consagração deve ser feita pelos membros mais jovens do Coven. 
 
------------------------------------------------------------- 
 
IMBOLC. 
 
A 19 de fevereiro, as Bruxas celebram a festa de Imbolc, termo 
 
arcaico que significa "em leite". É a época em que as ovelhas, 
 
se estiverem grávidas, começam a produzir leite - - um sinal 
 
ainda mais certo da próxima chegada da primavera. A maioria 
 
dos povos agrícolas celebra um sinal semelhante de que o 
 
inverno está quase no fim: a seiva subindo nos bordos, o retorno 
 
de certas aves, o surgimento de uma constelação primaveril no 
 
céu do inverno, até a mar-mota americana buscando sua 
 
sombra. A Igreja cultua Santa Erigida por essa época, a versão 
 
cristianizada da deusa céltica Brigid. De acordo com a tradição 
 
cristã, Santa Erigida foi a parteira da Virgem Maria e, é claro, 
 
as parteiras são um lembrete da nova vida crescendo nas 
 
entranhas e aguardando o instante de nascer. 
 
Durante o inverno, quando as pessoas da Idade da Pedra 
 
permaneciam amontoadas em suas cavernas ou choupanas, 
 
começaram a perceber a necessidade de purificação de um 
 
modo mais direto do que durante os meses mais quentes, 
 
quando a vida era toda ao ar livre, perto dos rios, lagos e 
 
aguaceiros. Os ritos invernais de purificação ainda subsistem 
 
entre nós. Os cristãos celebram a Candelária a 2 de fevereiro 
 
para lembrar a apresentação de Jesus no templo e o ritual de 
 
purificação de sua mãe, de acordo com o ritual judaico (as 
 
mulheres eram consideradas impuras após o parto!). As can- 
deias e velas também são abençoadas nessa época e usadas em 
 
fórmulas mágicas para a garganta em honra de São Blaize, que 
 
se acreditava proteger os fiéis que iam à igreja de males na 
 
garganta, um achaque comum em fevereiro. 
 
Fevereiro é o coração do inverno, quando os suprimentos 
 
alimentares se reduzem, os caçadores podem fracassar, a lenha 
 
para as fogueiras pode esgotar-se por completo. É uma época de 
 
grande necessidade de calor, abrigo, vestuário e comida. Em 
 
algumas tradições, os celebrantes passam uma última noite 
 
banqueteando-se e divertindo-se à tripa forra antes de iniciar-se 
 
o período seguinte de jejum e purificação. Mardi Gras, 
 
Carnaval, as antigas Lupercalia romanas, a Feast of Fools, 
 
ocorrem em torno desse período. As Bruxas reúnem refeições 
 
comuns para suas celebrações. Damos alimentos para asilos e 
 
sopas para os pobres. Veneramos Brigid, não como a parteira da 
 
Virgem Maria, mas como a Deusa céltica do Fogo, que pode 
 
manter o fogo ardendo nas lareiras durante essas escuras e frias 
 
noites. 
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Ostara 21 ou 22 de Março 21 ou 22 de Setembro 
 
RITUAL “EOSTAR” (EQUINÓCIO DE PRIMAVERA, 20-23 DE MARÇO)* 
 
Decore o altar com flores de primavera. Coloque o elemento certo em cada um 
 
dos quatro pontos: terra ao norte, incenso fumegante a leste, fogo ao sul e uma tigela 
 
com água a oeste. Coloque, também, flores de uma cor adequada em cada ponto. 
 
Reúna os membros e faça uma meditação da respiração. A sacerdotisa diz: 
 
– Esta é a época do retorno da primavera; tempo de alegria, o tempo da semente, 
 
quando a vida brota da terra e as correntes do inverno são rompidas. Luz e escuridão 
 
são iguais: é um tempo de equilíbrio, quando todos os elementos dentro de nós devem 
 
ser conduzidos para uma nova harmonia. O príncipe do sol estende sua mão e Kore a 
 
donzela da escuridão, retorna da Terra dos Mortos, com seu manto de chuva fresca, 
 
com o doce aroma do desejo em seu hálito. Onde Eles pisam, flores silvestres 
 
aparecem; quando dançam, o desespero torna-se esperança, a tristeza em alegria, a 
 
necessidade em abundância. Que os nossos corações se abram com a primavera! 
 
Abençoada seja! 
 
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Ostara ou Equinócio de Primavera - Em Ostara, comemoramos o primeiro dia de Primavera. Na 
 
natureza tudo desabrocha: a Deusa cobre a terra com um manto de fertilidade e, juntamente ao 
 
Deus, estimula todos os seres vivos a reprodução. O Deus, agora mais maduro está cada vez 
mais 
 
forte. É tempo de enfeitar o altar com flores e frutos da época. É comemorada a 21 de 
setembro no 
 
Sul ou 21 de Março no Norte. 
 
Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o 
coelho. 
 
Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven usam grinaldas, e o 
Altar 
 
deve ser enfeitado com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no 
Altar. 
 
Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois 
enterrados, 
 
ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso, não utilize tintas 
tóxicas, 
 
pois podem provocar problemas se ingeridas. Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com 
 
cascas de cebola na água, o que dará uma bela cor dourada. Antes de comê-los, os membros 
do 
 
Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar para energizar os pedidos. Os ovos 
devem ser 
 
decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a sua criatividade. Os pedidos devem ser 
 
voltados à "fertilidade" em todas as áreas. 
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O EQUINÓCIO VERNAL. 
 
No equinócio vernal (ou de primavera), por volta de 21 de 
 
março, tal como no equinócio do outono, as Bruxas celebram o 
 
grande equilíbrio e harmonia que existe na passagem das 
 
estações e nas seqüências de noite e dia. É a época do ano em 
 
que noites e dias são de igual duração. Os últimos sinais do 
 
inverno estão dando lugar à primavera. O gelo derrete-se, os 
 
rios correm cheios, folhas começam a brotar, a grama reverdece 
 
uma vez mais, nascem os cordeiros. Nessa época do ano, os 
 
antigos povos tribais da Europa homenageavam Ostera, ou 
 
Esther, a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e 
 
observa um coe lho pulando alegremente em redor de seus pés 
 
nus. Ela está de pé sobre a terra verde; usa flores primaveris 
 
nos cabelos. As Bruxas esvaziam ovos e pintam-nos com cores 
 
brilhantes, fazendo talismãs para a fecundidade e o sucesso na 
 
próxima estação do verão. Iniciamos nossos jardins de flores, 
 
legumes e ervas que desempenharão um papel importante em 
 
nossos rituais, feitiços e poções. 
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Beltane​ (vulgo ​May Eve​) 30 de Abril ou 1º de Maio 1 de Novembro 
 
BELTANE (ANTIGA FESTA CELTA): VÉSPERA DO DIA DA PRIMAVERA* 
 
Um pau-de-fita, coroado de flore se com faixas multicoloridas penduradas, é 
 
montado em um local ao ar livre. Frutas, flores, pães redondos, biscoitos e roscas são 
 
pendurados, em arbustos e galhos de árvores. Uma fogueira é montada ao sul, dentro 
 
dos limites do círculo. 
 
O grupo se reúne e respiram juntos. A sacerdotisa diz: 
 
– Este é o tempo no qual o doce desejo se casa com o prazer selvagem. A Donzela 
 
da Primavera e o Senhor do Ano Crescente encontram-se nos campos verdejantes e se 
 
comprazem sob o sol tépido. O bastão da vida está entrelaçado na tela espiral e toda a 
 
natureza é renovada. Encontram-nos no período do florescimento para dançarmosa 
 
dança da vida. 
 
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Beltane - É o período de em que o Deus torna-se sexualmente maduro. Agora, ele é um 
Homem 
 
que apaixona-se pela Deusa, que juntos fazem Amor pelos campos - A Sagrada União, que 
tudo 
 
fecunda. O Caldeirão deverá estar cheio d'água em Beltane, com flores boiando dentro. 
Também 
 
deve-se erguer um pau, tronco ou bambu e amarrar em sua extremidade mais alta fitas de 
várias 
 
cores. Cada um deve pegar uma ponta da fita, e todos devem girar enrolando-a. O bambu 
representa 
 
o fallus do Deus - seu órgão genital. Beltane é comemorado a 31 de Outubro no Sul ou 01 de 
Maio 
 
no Norte. 
 
Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge 
da sua 
 
fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada 
 
"Rainha de Maio". Em Beltane se comemora esse Amor que deu origem a todas as coisas do 
 
Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na Primavera. Em Beltane se 
 
acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças 
e 
 
energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos 
entre 
 
as fogueiras com a mesma finalidade. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas 
juninas. 
 
Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. 
Deve-se ter o 
 
maior cuidado para evitar acidentes. 
 
Uma das mais belas tradições de Beltane é o Maypole, ou Mastro de Fitas. Trata-se de um 
mastro 
 
enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor 
preferida 
 
ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu 
 
próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos Deuses. É costume em Wicca jamais se 
casar em 
 
Maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa. 
 
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BELTANE, 
 
A 19 de maio, são acesos os fogos de Beltane e é celebrado o 
 
grande ritual da fertilidade do Deus e da Deusa, com mastros 
 
enfeitados (Maypoles), música e considerável soma de 
 
folguedos nos campos verdejantes. Maio é um mês luxuriante. 
 
O quinto mês do ano expressa todos os significados sexuais e 
 
sensuais do número cinco; os sucos corporais são recarregados; 
 
sentimos subir em nós a nossa própria seiva; e os nossos cinco 
 
sentidos estão excepcionalmente aguçados e penetrantes. A 
 
natureza celebra a grande fecundidade da terra em rituais de 
 
sexo, nascimento e nova vida. Homens e mulheres também 
 
participam na exuberância da natureza ao ansiarem por unir-se e 
 
reproduzir-se. Em antigos costumes e rituais, reencenamos 
 
simbolicamente a união da Deusa e de seu jovem Deus 
 
Cornífero. E apaixonamo-nos. 
 
No Beltane, trajamos de verde para homenagear o Deus 
 
céltico Belenos. Tornamo-nos o ”povo verde", os pequenos pãs 
 
com máscaras de folhagem, orelhas pontiagudas e pequenos 
 
chifres, representando a força vital da natureza, agora mais 
 
evidente do que nunca nos campos verdejantes. Acendemos 
 
fogueiras (Beltane significa o fogo de Belenos) e pulamos sobre 
 
elas para mostrar a nossa proeza e entusiasmo com a estação 
 
que se avizinha. Nas sociedades agrícolas, maio era a época de 
 
levar o gado para seus campos estivais de pastagem, o qual era 
 
conduzido entre duas imensas fogueiras a fim de o purificar das 
 
enfermidades do inverno e de exorcizar quaisquer espíritos 
 
maléficos invernais. 
 
No ritual, algumas de nós desempenham os papéis do 
 
jovem rei, do velho rei e da rainha dos bosques mágicos. Os 
 
nossos quadros vivos tornam a contar a história de como nessa 
 
época do ano o jovem rei do verão mata o velho rei do inverno 
 
para obter a mão de sua jovem esposa, a Rainha de Maio. Ela é 
 
a Terra-Mãe, ainda jovem e viçosa, mas que em breve estará 
 
inchada de vida e dando uma colheita abundante à terra. Na 
 
Alemanha, a noite da véspera do 19 de maio chama-se 
 
Walpurgisnacht, a noite de Santa Valpurga, a versão 
 
cristianizada da antiga Terra-Mãe teutônica, Walburga. 
 
As forças sexuais da primavera são abundantes por toda 
 
parte, popularmente chamadas de "febre de maio". Simbo- 
licamente, celebramos as forças da estação erigindo os mastros 
 
enfeitados, ou Maypoles, em torno dos quais dançam os jovens 
 
de ambos os sexos, entrelaçando fitas multicores, entrelaçando- 
se eles próprios enquanto revestem os mastros em cores 
 
festivas. Um antigo costume diz que os vínculos conjugais 
 
estão temporariamente suspensos durante esse mês, e que traz 
 
infelicidade casar agora. Por isso ocorre a grande afluência de 
 
casamentos em junho. 
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Litha 21 ou 22 de Junho 21 de Dezembro 
LITHA (SOLSTÍCIO DO VERÃO, 20-23 DE JUNHO)* 
 
O altar e o círculo são decorados com rosas e outras flores de verão. Uma fogueira 
 
é acesa no centro do círculo. O sacerdote carrega uma figura do Deus feita de pedaços 
 
de pau entrelaçados. Um pão (cuidadosamente embrulhado em várias camadas de folha 
 
de alumínio) é escondido em seu centro. Uma grinalda de rosas e flores-do-campo é 
 
colocada sobre o altar. Membros do coven e convidados também usam flores. 
 
Reúna o grupo, faça uma meditação da respiração e acenda o fogo. A sacerdotisa 
 
diz: 
 
– Este é o tempo da rosa, florescência e espinho, fragrância e sangue. Agora, 
 
neste dia mais longo, a luz triunfa e, no entanto, começa a declinar para a escuridão. O 
 
Rei Sol amadurecido abraça a Rainha do Verão no amor que é morte, pois ele é tão 
 
completo que tudo se dissolve na única canção de êxtase que move os mundos. 
 
Portanto, o Senhor da Luz morre para si mesmo e navega através dos mares misteriosos 
 
do tempo, buscando a ilha da luz que é o renascimento. Giramos a roda e partilhamos 
 
seu destino, pois plantamos as sementes de nossas próprias transformações e, a fim 
 
de crescermos, devemos aceitar até mesmo a partida do sol. 
 
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Litha ou Solstício de Verão - É comemorado a 21 de dezembro no Sul ou 21 de Junho no 
Norte. 
 
Agora, toda a Terra encontra-se banhada pela Fertilidade da Deusa e do Deus. Este, está no 
auge de 
 
sua força, fazendo com que os dias sejam maiores do que as noites. Devemos nos lembrar 
porém, 
 
que se aproxima o momento dele começar a definhar. Em seu altar, coloque ervas solares e 
 
Girassóis, para representar a potência do Deus. Em Beltane, louvamos a Deusa em seu 
aspecto de 
 
Gaia, a Mãe Terra, e o Deus em seu aspecto de Deus Sol. 
 
Nesse dia o Sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto 
máximo 
 
de seu poder. Este é o único Sabá em que às vezes se fazem feitiços, pois o seu poder mágico 
é 
 
muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e Saúde. Mas não devemos nos esquecer 
que, 
 
embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele 
dará o 
 
último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. 
 
Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e 
do 
 
Poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também 
aceitar o 
 
declínio e a Morte. Nesse dia, costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas. 
 
Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (como a Camomila) juntamente com os pedidos 
no 
 
Caldeirão. 
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NOITE DO SOLSTICIO DE VERÃO. 
 
Celebramos em junho a noite mais curta do ano, denominada 
 
em inglês a Mid-summerNight, quando Puck e Pa e todos os 
 
tipos de fadas e elfos andam correndo soltos por toda parte. 
 
Com tão pouco tempo para dormir, confundimos sonhos e 
 
realidade vígil. Esses dias e noites do solstício de verão estão 
 
repletos de grande poder e magia. São tempos para realizar 
 
rituais que vicejam prodigamente na estação, quando a vida é 
 
mais fácil e há tantas horas de luz diurna que podemos realizar 
 
todas as nossas tarefas com tempo de sobra para repousar e 
 
divertir-nos. E uma época de viagens e de grandes festivais ao 
 
ar livre, para dormir, cozinhar e comer a céu aberto. Viajamos 
 
para nos visitarmos reciprocamente e convocar todas as "tribos" 
 
da tradição paga para que venham e se divirtam juntas. 
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Lughnasadh​ (vulgo ​Lammas​) 1º ou 2 de Agosto 1º de Fevereiro 
LUGHNASAD (1o DE AGOSTO)* 
 
Decore o altar com feixes de trigo e cereais. Uma grande figura do Deus, feita de 
 
pão de milho, está sobre o altar e pequenos homens e mulheres feitos de pão estão 
 
empilhados em cestas. Outras cestas contêm bolos ou biscoitos em forma de estrela. 
 
Um fogo é aceso no centro do círculo. 
 
Reúna o grupo, meditem e respirem juntos. A sacerdotisa diz: 
 
– Esta é a ressureição de Lugh, o Rei do Sol, que morre com o ano que se vai, o 
 
Rei do Milho que perece quando o grão é colhido. Encontramo-nos, agora, entre a 
 
esperança e o medo, em tempo de espera. Nos campos, o grão está maduro mas ainda 
 
não foi ceifado. Trabalhamos muito para que várias coisas se realizassem, mas as 
 
recompensas ainda não são certas. Agora, a mãe torna-se a ceifeira, o ser implacável 
 
que se alimenta da vida para que uma nova vida possa crescer. A luz diminui, os dias 
 
encurtam, o verão passa. Reunimo-nos para girar a roda, sabendo que, para colher, 
 
devemos sacrificar e o calor e a luz devem ceder lugar ao inverno. 
 
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Lammas ou Lughnasadh - Celebrado a 2 de fevereiro no Sul ou 01 de Agosto no Norte. É o 
 
período da colheita, quando a Natureza mostra seus frutos. O Deus gradativamente 
enfraquece, e a 
 
Deusa observa a queda de seu amante, sabendo que, dentro dela, ele vive como semente. Aos 
 
poucos as noites começam a ficar mais longas, devido ao enfraquecimento do Sol. No altar, 
 
devemos depositar ramos de trigo e espigas de milho. Na noite de Lammas, deve ser servido 
pães e 
 
bolos. É tempo de colher o resultado de nossas ações e de agradecer por dádivas alcançadas. 
 
Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do 
ano. 
 
Lugh é o Deus Sol. Na Mitologia Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, 
que 
 
exigiam sacrifícios humanos do povo. A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas 
de 
 
milho ou ramos de trigo representando os Deuses, que nesse festival são chamados Senhor e 
 
Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam 
coisas 
 
boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução. 
 
O outro nome do Sabá é Lammas, que significa "A Massa de Lugh". Isso se deve ao costume 
de se 
 
colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do Coven 
 
devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido 
dentro 
 
do círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do 
 
Caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os 
agradecimentos, e 
 
grãos de cereais. O boneco representando o Deus do milho também é queimado, para nos 
lembrar 
 
de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma 
nova 
 
vida. O Altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época. 
------------------------------------------------------------------- 
LAMMAS. 
 
Quando agosto se avizinha, vemos sinais da primeira colheita e 
 
as Bruxas celebram esses primeiros frutos na festa de Lammas. 
 
O nosso círculo ritual é uma expressão de gratidão e de 
 
reconhecimento à terra por sua abundância, e pedimos que 
 
todas as criaturas vivas possam compartilhar dela. É a festa do 
 
pão e sempre colocamos pão fresco, recém-saído do forno, em 
 
nossos altares para Lammas. Veneramos as grandes Deusas do 
 
grão, como Geres e Deméter. Usamos flores nos cabelos, 
 
especialmente flores amarelas para simbolizar a cor do sol 
 
quando está em seu apogeu. Em algumas tradições, essa é a 
 
festa de Lugnasadh, preiteando o grande Deus guerreiro celta, 
 
Luh. Em sua honra, fazemos jogos e organizamos eventos 
 
esportivos. As competições atléticas têm por objetivo celebrar a 
 
plenitude da vida, o vigor e a boa saúde de que as pessoas 
 
gozam mais no auge do verão do que em qualquer outra época 
 
do ano. 
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Mabon​ (vulgo Modron​[8]​ ) 21 ou 22 de Setembro 20 de Março 
 
“MABON” (EQUINÓCIO DO OUTRONO, 20-23 DE SETEMBRO)* 
 
Decore o altar com frutas, flores e cereais. Membros do coven devem trazer 
 
oferendas de agradecimento em formas de brotos, grãos ou tecidos. Cestas de fios, 
 
vagens de sementes, conchas e pequenas pinhas são colocados ao lado do altar. Um 
 
fogo é aceso. 
 
Reúna o grupo, faça uma meditação de respiração. A sacerdotisa diz: 
 
– Este é o tempo de colheita, de agradecimento e de alegria, de despedida e 
 
tristeza. Agora, dia e noite são iguais, em equilíbrio perfeito, o que nos leva a pensar 
 
sobre o equilíbrio e o fluxo de nossas próprias vidas. O Rei Sol transformou-se no 
 
Senhor das Sombras, navegando para o oeste: seguimo-lo na escuridão. A vida entra 
 
em declínio; a estação da aridez está conosco. No entanto, agradecemos o que 
 
colhemos e juntamos. Encontramo-nos para girar a roda e tecer o fio da vida que nos 
 
sustentará através da escuridão. 
-------------------------------------- 
Mabon ou Equinócio de Outono - Acontece a 21 de março no Sul ou 21 de Setembro no Norte. 
A 
 
colheita iniciada em Lammas agora atinge seu ponto máximo. Os dias e as noites são de igual 
 
duração, e o Deus prepara-se para partir à Terra da Juventude Eterna, onde irá descansar e 
recobrar 
 
suas forças. Esse fenecimento pode ser visto também na Natureza, que prepara-se para a 
chegada do 
 
Inverno. Nesse período, o altar deve conter folhas de plantas da estação, e alguns frutos. O 
Deus 
 
agora é louvado em seu aspecto de semente e a Grande Mãe em seu aspecto de Provedora. 
 
No Panteão Celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite 
 
devemos pedir harmonia no Amor e proteção para as pessoas que amamos. Está é a segunda 
 
colheita do ano. O Altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O 
chão 
 
deve ser forrado com folhas secas. O deus está agonizando e logo morrerá. Este é o Festival 
em que 
 
devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa 
ajuda e 
 
conforto. Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, 
 
queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e 
bênçãos. 
 
---------------------------------- 
EQUINÓCIO DO OUTONO. 
 
Restando apenas três meses mais no calendário céltico, as 
 
populações pagas trabalham arduamente para a colheita que 
 
ainda está por fazer, seja de milho e feno dos campos, ou dos 
 
projetos e metas pessoais que planejamos para os meses de 
 
verão. Quando o sol atravessa o equador e ruma para o sul no 
 
equinócio do outono, celebramos de novo o magnífico 
 
equilíbrio que a Roda do Ano, em sua eterna rotação, nos 
 
promete. Esses equinóciossão grandes mementos de que os dias 
 
sombrios do inverno, assim como os inebriantes dias do verão, 
 
são temporários, de que todas as coisas têm suas estações e 
 
nenhuma durará para sempre. A lei da polaridade e do ritmo 
 
requer que todas as coisas sejam equilibradas por seus opostos. 
 
Nesses dias sagrados, os nossos ancestrais alinham-se psíquica 
 
e espiritualmente e equilibram-se no fluxo e refluxo da vida.

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