Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

APRESENTAÇÃO: PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL


Nesta disciplina abordaremos os pressupostos ontológicos e epistemológicos, o modelo conceitual e 
aplicado da análise do comportamento e do behaviorismo radical para compreensão do 
comportamento humano. 

Ao cursar a disciplina você deverá atingir os seguintes objetivos:
Reconhecimento da psicologia comportamental como um saber que compreende o homem como 
um fenômeno do mundo natural e a partir da multideterminação ambiental e do modelo de seleção 
por conseqüências.
Apropriação e compreensão do comportamento humano a partir do referencial teórico da análise do 
comportamento.
Formulação de Análises de funcionais e de contingências e compreensão de intervenções em 
psicologia comportamental. 

Você também deverá aprender a:
- Analisar, descrever e interpretar relações funcionais entre contextos ambientais (internos e 
externos) e comportamentos (público e privado).
- Identificar as variáveis controladoras de manifestações verbais.
- Compreender a subjetividade humana como um fenômeno socialmente determinado.
- Utilizar o conhecimento da análise do comportamento para avaliar problemas humanos
- Conhecer e identificar os modelos de intervenção utilizados pela análise do comportamento
- Ler e interpretar textos científicos.
 
Conteúdo Programático:
MÓDULO 1 Teoria do reforço e evolução
MÓDULO 2 Controle comportamental
MÓDULO 3 Controle aversivo e punição
MÓDULO 4 Controle aversivo: fuga e esquiva
MÓDULO 5 Princípios da modificação do comportamento
MÓDULO 6 Uso do reforçamento positivo como método de intervenção
MÓDULO 7 Controle de Estímulos e Regras
MÓDULO 8 Análise funcional em ambiente clínico
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BAUM, W. M. Compreender o behaviorismo: comportamento, cultura e evolução. Porto Alegre: 
ARTMED, 2006.
SIDMAN, M. Coerção e suas implicações. Campinas: Editora Livro Pleno, 2003.
MARTIN, G; PEAR, J. Modificação de Comportamento - O que é e Como Fazer? São Paulo: 
Editora Roca, 2009.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BANACO, R. A. Sobre Comportamento e Cognição. Aspectos teóricos, metodológicos e de 
formação em Análise do Comportamento e Terapia Cognitivista. Santo André: ESETec, 2001, Vol.
1. 
SÉRIO, A.P; ANDERY, M.A; GIÓIA, P.S; MICHELETTO, N. Controle de estímulos e 
comportamento operante: uma nova introdução. São Paulo: Editora Educ, 2002. 
SKINNER, B. F. Ciência e Comportamento Humano. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
SKINNER, B. F. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix e Editora da Universidade de São Paulo, 
1995. 
TEIXEIRA, JR. R; SOUZA, M.A.O. Vocabulário de Análise do Comportamento: um manual de 
consulta para termos usados na área. Santo André: ESETec, 2006.
ARTIGOS DE PERIÓDICOS e BANCOS DE DADOS NA INTERNET
COSTA. S. E. G. C; MARINHO. M. L. Um modelo de apresentação de analises funcionais do 
comportamento. Estud. Psicol. (Campinas), v. 19, n. 3, Set./Dez., p. 43-54, 2002. Disponível em: 
<http://www.puc-campinas.edu.br/centros/ccv/estudospsicologia/artigos/5-19-3.pdf>
LOPES, C. E. Uma proposta de definição de comportamento no behaviorismo radical. Rev. bras.ter. 
comport. cogn. [online]. jun. 2008, vol.10, no.1, p.1-13. Disponível na World Wide Web: <http://
pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S1517-55452008000100002&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 1517-5545.
SERIO, T. M. A. P. O behaviorismo radical e a psicologia como ciência. Rev. bras.ter. comport. 
cogn. [online]. dez. 2005, vol.7, no.2, p.247-262. Disponível na World Wide Web: <http://
pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S1517-55452005000200009&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 1517-5545. 
SKINNER, B. F. Seleção por conseqüências. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e 
Cognitiva. Belo Horizonte, v. 9, n. 1, 2007. Disponível em: <http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S1517-55452007000100010&lng=pt&nrm=iso> 
http://www.bvs-psi.org.br/
http://www.periodicos.capes.gov.br/
http://pepsic.bvsalud.org
http://www.rebac.unb.br/
http://www.revistaperspectivas.com.br/
http://www.unip.br/servicos/biblioteca/base_dados.aspx
http://www.terapiaporcontingencias.com.br/
http://www.abpmc.org.br/
http://www.bfskinner.org
http://www.fafich.ufmg.br/~vocabularioac/
 
MOD. 1
Teoria da Evolução e do Reforço – Controle e Controle 
Coercitivo.
Temas abordados:
Evolucionismo versus criacionismo. 

A noção de “continuidade da espécie”. 

O que nos diferencia das outras espécies?
Teoria da Seleção Natural: A teoria e utilizada aqui como um 
referencial para falar do comportamento. Ignora-la é ficar a 
margem da tendência atual do desenvolvimento científico dada 
a sua grande aceitação.
Filogênese (história evolutiva) e explicação histórica: são 
explicações alternativa ao mentalismo, apesar de atípicas entre 
as ciências por ser não mecanicista.
Explicação histórica: Uma série / história de eventos ocorrem 
no decorrer do tempo e nos perguntamos “por que o sol nasce 
de manhã?” e “por que as girafas tem pescoço comprido?” - 
Para explicar isso fazemos referência à história das girafas e 
seus ancestrais. Darwin: história de seleção
Já para responder sobre o nascer do sol, em geral a explicação 
é mais imediata (rotação da terra) sem haver necessidade de 
fazer referência a história do universo. Isso é um exemplo de 
explicação mecanicista (o mecanismo explica o fenômeno)
Seleção Natural: É explicada por conta da variação ambiental 
e genética dos indivíduos.
No exemplo da girava, uma alteração do clima produz uma 
alteração na vegetação, por exemplo o aumento da altura da 
vegetação. Assim as girafas que tem pescoço comprido tendem 
a comer mais e assim tender a vive mais e melhor. Tendem a 
deixar mais descendentes, como estes provavelmente carregam 
as mesmas variações genéticas que produzem pescoço mais 
comprido, em média o pescoço da girafa fica maior.
Três condições para seleção natural que melhoram a 
aptidão para sobreviver de uma espécie:
Fator ambiental sempre presente: É necessário que a 
característica nova ou diferente do ambiente esteja sempre 
presente.
“Vantagem” genética (e não ambiental): A vantagem para 
sobrevivência deve ser de base genética e não algo aprendido 
depois do nascimento.
Competição: deve haver competição por recursos naturais
Exercício Comentado:
Leia a afirmação e justificativa e assinale a alternativa correta:
Entende-se que os organismos como espécies, tem suas 
características definidas ao longo da história evolutiva
Porque
Quem se adapta ao ambiente são os organismos, assim os 
indivíduos que se esforçam mais conseguem sobreviver
A) a afirmação é falsa e a justificativa é verdadeira
B) a afirmação e a justificativa são verdadeiras
C) a afirmação e a justificativa são verdadeiras, mas a 
justificativa não é correta para esta afirmação
D) a afirmação é verdadeira e a justificativa é falsa
E) a afirmação e a justificativas são falsas
 
Resposta: D. A justificativa é falsa pois a seleção é ambiental, e 
os indivíduos esforçados não necessariamente conseguem 
sobreviver pois isto irá depender mais de suas características 
físicas do que comportamentais.  
Reflexos e Padrões fixos de ação (reações comportamentais 
complexas)
Ambos são produtos de uma história de seleção natural 
(ambiente passado).
Estímulos sinal ou libertadores disparam os padrões
Relação: ambiente – comportamento. É resultante de genótipo 
e não apreendido.
Exemplo: os mamíferos não precisam de aprendizagem para 
conseguir parir um filhote. Caso este conjunto de 
comportamentos não fosse um padrão fixo de ação e tivesse de 
ser aprendido provavelmente nenhum mamífero a não ser o 
homem sobreviveria.
Humanos e padrões não aprendidos: Somos a é a espécie que 
mais depende de aprendizagem?
Nossos padrões fixos são difíceis de identificar poissão muito 
modificados por aprendizagem mas sabemos que sorrir, alguns 
movimentos de sobrancelha, são exemplos de padrões fixos de 
ação no ser humano.
Resultados da seleção natural: É a produção de padrões fixos 
de ação e reflexos, a susceptibilidade da espécie ao 
condicionamento respondente e operante (individualidade).
Problema: a recente evolução cultural não teve efeito sobre os 
genótipos. Nossa história não nos preparou para os desafios 
atuais.
Reforçadores e punidores: Aprendizagem ou 
condicionamento operante: as conseqüências tendem a 
modelar o comportamento com eventos filogeneticamente 
importantes. – alimento, abrigo, sexo, temperatura – dor, 
doença
Reforçadores - aumentam a nossa aptidão por estarem 
presentes pois fortalecem o comportamento que os produzem
Punidores – aumentam aptidão por estarem ausentes pois 
fortalecem o comportamento que os remove ou suprimem 
comportamento que os produzem.
Aprendizagem operante: positiva e negativa. Quatro tipos de 
relação: reforçador positivo/negativo, punição positiva/
negativa
Reforçadores condicionados: respondente e operante, são 
aprendidos quando vinculados a outros estímulos previamente 
reforçadores
Fatores Biológicos: A filogênese nos deixou uma fisiologia 
que ajuda e obstrui a ação do reforço e da punição. Existem 
três tipos de influência fisiológica na aprendizagem:
1 - Privação e Saciação: surgiu provavelmente por fatores de 
sobrevivência, pois se um organismo não ficasse saciado 
poderia comer até “explodir” ou então se não fosse sensível a 
privação poderia morrer por falta de alimento.
2- Preparação fisiológica para determinados tipos de 
condicionamento respondente: alguns exigem muita 
experiência e outros não. É mais fácil para uma criança gostar 
de doces do que de cogumelos, pois durante nossa evolução o 
açúcar não era facilmente encontrado apesar de ser importante 
para sobrevivência.
3- preparação para certos tipos de aprendizagem operante: 
Nossa estrutura do corpo facilita e dificulta alguns tipos de 
aprendizagem, É mais fácil aprender a falar do que escrever e 
ler, É mais difícil aprender cálculos do que dirigir carros. Tudo 
isso tem relação com a nossa história evolutiva.
História de Reforço e Punição – É história de seleção por 
conseqüência análoga à filogênese.
Filogênese – sucesso reprodutivo modela as características da 
espécie. Ontogênese – reforço e punição modelam o 
comportamento
Seleção pelas conseqüências – aptidão (filogênese) e a Lei do 
Efeito (ontogênese) – quanto mais uma ação é reforçada mais 
ela tende a ocorrer e quanto mais punida, menos ela tende a 
ocorrer.
Modelagem e Seleção Natural: funcionam da mesma forma 
mas uma atua na espécie e a outra atua nos organismos 
individualmente.
Explicações Históricas: o paralelo entre seleção natural e 
modelagem é proposital, pois solucionam problemas 
semelhantes
Darwin: explicação científica sobre a evolução (em 
substituição a Bíblia e evolução como resultado de 
planejamento, inteligência ou intenção Divina)
Seleção por reforço substitui as “explicações” mentalistas e 
internalistas do comportamento
Solução em relação ao avanço do conhecimento científico
Explicações próximas (mecânicas e mentalistas) e últimas 
(históricas)
 Exercício comentado
Vegetarianismo é um regime alimentar que exclui da dieta 
todos os tipos de carne (boi, peixe, frutos do mar, porco, 
carneiro, frango e outras aves, etc), bem como alimentos 
derivados. É baseado fundamentalmente no consumo de 
alimentos de origem vegetal, com ou sem o consumo de 
laticínios e/ou ovos.
Podemos afirmar que tal hábito é:
I Fruto de uma história evolutiva da espécie
II Fruto de uma história de reforçamento individual
III Uma variação dos genótipos
São corretas as afirmações
A) I
B) II
C) III
D) I e II
E) II e III
Resposta correta: alternativa B.
Este hábito é fruto de uma história individual, pois nossa 
espécie evoluiu em um ambiente com diversos tipos de 
alimentos e é capaz de sobreviver se alimentando de maneira 
muito variada, incluvise sem carne animal. Porém mesmo que 
os vegetarianistas vivam mais como a variação é 
comportamental e não do genótipo isso não vai produzir 
mudanças na característica da espécie
Bibliografia Específica:
Bibliografia: BAUM, W. M. Compreender o behaviorismo: 
ciência, comportamento e cultura. Porto Alegre: ARTMED,
1999. (cap.4)
MOD. 2
 
Controle Comportamental:
Objetivos:
Compreender a necessidade da ciência intervir no 
planejamento cultural, o que é controle comportamental e as 
diferenças entre reforço positivo e coerção
Coerção, nós fazemos isso o tempo todo: na família, na 
educação, no casamento, na escola, no trabalho, na justiça, na 
religião e nas relações internacionais. 
O mundo está repleto de coerção e punição.
Porém a análise do comportamento construiu métodos para 
formular e responder questões importantes sobre a conduta 
humana e demonstrou que a punição e coerção produzem 
efeitos desagradáveis. Existiriam Exceções? 
Reforço positivo é marca da análise do comportamento. 
 Foram feitas diversas demonstrações em laboratório e fora 
dele. 
Dado o panorama mundial existe necessidade urgente de 
informação. Como vamos conseguir isso? Os Não-humanos 
podem fornecer informações importantes para humanos, 
através de pesquisas em laboratórios. 
Sem isso justifica-se a bomba atômica, pois foi utilizada como 
uma forma para finalizar um conflito que não terminava. Uma 
punição final.
Este mundo coercitivo: 
Estamos tão acostumados com a coerção que dizemos: Guarda 
chuva é para não se molhar (ou deveria ser para ficar seco?) 
Pare de fumar ou morra de câncer (ou pare de fumar e viva 
mais).
O ambiente hostil: 
O ambiente também é fonte abundante de coerção: doenças, 
sofrimentos, catástrofes, esforços são feitos para evitar ou 
atrasar tais calamidades. “assim é a vida”
A comunidades hostil: 
É natural? Existe a “livre iniciativa”? Viver no crime X 
legalidade. A própria “Liberdade” é um produto da coerção 
social. Não precisaríamos lutar pela liberdade se não 
estivéssemos sob coerção intensa.
Nem todo controle é coerção! 
Felizmente nem todo controle é coerção e para se compreender 
isto precisamos nos ater aos fatos e não as opiniões.
Nós tememos qualquer forma de controle pela característica 
coercitiva da maioria dos controles existentes.  
A análise do comportamento não inventou, mas estuda o 
controle. Quer substituir coerção por não-coerção.
Exercício comentado:
Quando a análise do comportamento advoga em favor do 
reforço positivo isto quer dizer que:
I - Verificou-se por meio de pesquisas que o reforçamento 
positivo é uma forma mais efetiva de controle
II - Que o objetivo é controlar as pessoas para realizarem algo 
que o controlador deseja ou precisa
III- Que a punição e outras formas de coerção produzem 
efeitos desagradáveis para ambas as partes envolvidas
São corretas as afirmações
A) I
B) II
C) III
D) I e II
E) I e III
Resposta: E. O ítem II apresenta uma afirmação preconceituosa 
sobre controle. Controle aqui significa relação previsível e não 
tem o significado que tem para o senso comum, no qual 
controle geralmente é sinômino de coerção e punição
Formas de Controles: 
Em suma as formas de controle do comportamento são: 
Reforçamento positivo: aumento da frequência de respostas 
pela adição de estímulação como consequência
Reforçamento negativo: aumento da frequência de respostas 
pela subtração de estímulos como consequência
Punição: retirada de estímulos reforçadores como 
consequência (punição negativa) e apresentação de estímulos 
aversivos como consequência (punição positiva)
Reforçamento negativo e as punições são formas de controle 
coercitivas.
Como descobrir o que controla? Ex: Um rato pressiona a barra 
para desligar o choque ou para obter alimento? (quando ambas 
contingências estão vigentes). Paradescobrir é necessário 
estudar e manipular as contingências.
A punição não ensina o que fazer, no máximo o que não fazer. 
Como a consequência é dada no comportamento considerado 
"errado" o organismo não tem dicas sobre o que ele deve fazer. 
É um dos motivos pelos quais a punição não funciona.
Também pode existir o mau uso do “Reforçamento positivo”, 
como por exemplo o fornecimento de reforçadores positivos 
que são retirados quando a pessoa se comporta de maneira 
inadequada, ou então a criação de privações para depois 
oferecer reforços quando a pessoa faz o que o agente 
controlador deseja. 
Por conta disso existem grandes dificuldades de compreensão 
do que é reforçamento.
Exercício comentado:
Leia a afirmação e justificativa e assinale a alternativa correta:
A análise do comportamento condena o uso de coerção
Porque
A coerção é moral e eticamente errada 
A) a afirmação é falsa e a justificativa é verdadeira
B) a afirmação e a justificativa são verdadeiras
C) a afirmação e a justificativa são verdadeiras, mas a 
justificativa não é correta para esta afirmação
D) a afirmação é verdadeira e a justificativa é falsa
E) a afirmação e a justificativas são falsas
Resposta: C. Embora a justificativa é correta, estes não são os 
motivos pelos quais a análise do comportamento condena a 
punição. Os motivos são científicos, pois ficou demonstrado 
que a coerção produz uma série de efeitos desagradáveis
 
Bibliografia: 
SIDMAN, M. Coerção e suas implicações. Campinas: Editora 
livro pleno, 2003, Cap. 2
BAUM, W. M. Compreender o behaviorismo: comportamento, 
cultura e evolução. Porto Alegre: ARTMED, 2ª edição, 2006 
(cap.4)
MOD. 3
 
Controle Aversivo e Punição
Controle coercitivo:
Objetivos: compreender o controle aversivo e seus efeitos 
principais, entender a necessidade de estudo do 
comportamento para propor alternativas a coerção
Análise do comportamento: desenvolveu métodos para 
formular e responder questões importantes sobre a conduta 
humana. Reforço positivo é marca da análise do 
comportamento. Existem demonstrações em laboratório e fora 
dele que justificam o uso do reforçamento positivo ao invés da 
coerção.
É urgente a necessidade de se disseminar esta informação, pois 
infelizmente verifica-se que a maioria das relações sociais está 
pautada pelo uso de coerção. 
O ambiente natural é hostil: doenças, sofrimentos, catástrofes, 
esforços para evitar ou atrasar. “Assim é a vida” (nós 
concluímos).
A comunidades é hostil: isso é natural? Existe de fato a“livre 
iniciativa”? Qual a relação entre crime e legalidade? A própria 
“Liberdade” (o conceito de liberdade) é entendido como 
produto da coerção social.
Um exemplo de como nós estamos acostumados com a 
coerção: Guarda chuva: para não se molhar ou para ficar seco? 
Costumamos dizer para pegar o guarda chuva para evitar se 
molhar (reforço negativo) e não para permanecer seco (uma 
espécie de reforço positivo).
Mas nem todo controle é coerção! Tememos controle pela 
característica coercitiva da maioria dos controles existentes. 
Análise do comportamento não inventou, mas estuda o 
controle. Quer substituir coerção por não-coerção como forma 
de controle. 
Principais controles existentes: reforçamento positivo – 
negativo e punição (coercitivos).
 
Exercício comentado
 
Reforçamento positivo é definido a partir da relação entre uma 
consequência de seu comportamento apresentada ao organismo 
e a manutenção ou o aumento da frequência do comportamento 
que produziu a consequência em questão.
Então
 Podemos entender que se um detendo ficar na solitária e 
depois de bom comportamento retornar ao convívio social no 
presídio, que isto é um exemplo de reforçamento positivo não 
coercitivo.
 
A) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
B) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
C) as duas afirmações são falsas.
D) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda é uma 
justificativa correta da primeira.
E) as duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não é 
uma justificativa correta da primeira.
 
 
Resposta: B – apesar de ser fato que o bom comportamento 
levou ao convívio social (a apresentação de uma estimulação 
reforçadora) o exemplo não é de reforço positivo pois o 
convívio social é algo próprio do ambiente de um presídio e o 
detento perdeu este convívio como punição a algum 
comportamento anterior. Logo é um exemplo de coerção.
 
A punição funciona? 
Ela é utilizada baseada na crença que as pessoas vão mudar seu 
comportamento. É a melhor forma de controle? Justiça 
significa punição? (é uma ameaça para manter as pessoas na 
linha?) - São tópicos complexos. 
Oferecem respostas: a filosofia, a moral, as religiões, as 
emoções, a política e a ciência? (coom dados controlados e 
com fatos e não com opiniões)
A cultura tem a suposição de que punir mau comportamento 
ensina bom comportamento, porém os efeitos colaterais se 
mostram mais importantes que os “principais” na punição.
Punição em geral precisa de um agente punidor, e por 
condicionamento reflexo o agente punidor se transforma em 
um punidor condicionado.
 
Efeito colateral da punição, ela “contamina”, transforma o que 
está próximo em estímulo aversivo
 
Produz diminuição de comportamento (fica quieto) e estimula 
contra-controle (fuga e esquiva)
 
Transforma ambientes inteiros em estímulos aversivos: 
família, escola, sociedade, países, culturas, - é o efeito “tóxico” 
da punição
Quem usa choque se transforma em choque
 
 
Exercício comentado:
São exemplos de aversivos condicionados:
 
I - Os soldados do exército em culturas que foram invadidas 
como o Iraque, Afeganistão, etc
II - Professores que utilizam de punição com seus alunos
III- Choque, veneno e objetos pontiagudos
São corretas as afirmações
A) I
B) II
C) III
D) I e II
E) I e III
Resposta: D. O ítem III apresenta estímulos que são aversivos 
incondicionados, ou seja, que não é necessário aprendizado 
prévio para responder a eles
MOD. 4
Controle Aversivo
Fuga e Esquiva:
Objetivos: compreensão do processo de fuga e esquiva no 
contexto da coerção. Identificar os problemas sociais e 
individuais relacionados ao comportamento de fuga e esquiva
Reforçamento negativo gera fuga, então o estímulo que gerou 
a fuga pode ser utilizado como punição.
Reforçamento negativo e punição são os mesmos eventos 
funcionando de maneira diferente. (num círculo vicioso)
Reforçamento negativo em geral pune o evento anterior a ele e 
o punidor gera fuga como efeito colateral. 
Esquiva: não se espera pela punição para fugir, em geral existe 
um sinal de punição - antecipatório e o organismo responde a 
este sinal.
Causas no passado e presente (não no futuro). Não é o futuro 
que causa a esquiva e sim a história passada de reforçamento;
Esquiva como produto secundário da fuga: geralmente 
primeiro se aprende a fugir para depois se esquivar.
"Mistérios” da esquiva: não se observa o contexto aversivo, 
assim ao observar o comportamento de esquiva o observador 
pode ter a tendência a procurar as causas dentro do organismo 
ou da mente.
 
Rotas de Fuga: Sidman identificou algumas rotas típicas para 
fugas em nossa cultura:
Desligando-se: O indivíduo se desliga do problema como uma 
forma de fuga.  Efeito de curto prazo apenas. O problema não 
se resolve. 
Crises emocionais: Uma outra forma é através de crises 
emocionais. Problemas de saúde geram afastamentos de 
responsabilidades diversas. Após a recuperação o indivíduo 
retorna ao ambiente coercitivo e o problema não se resolve. 
Deixe o “Zé” fazer isso: Delegar responsabilidades, tomada de 
decisões, etc. Ocorre com frequência em todos os processos 
produtivos e sociais. Diversos departamentos e hierarquias são 
criados como forma de “passar o problema” para outra pessoa. 
Quando os problemas não são resolvidos quem leva a culpa é o“Zé”.
 
“Não fazer nada” - Se não é emergencial (as consequências são 
atrasadas) então não faça nada, deixe para depois. Mas nós 
vamos sobreviver? Estamos jogando para o futuro o problema 
de hoje e o mesmo não para de crescer. O aquecimento global 
é um exemplo típico desta rota de fuga.
Desistindo: Quando as outras rotas já não funcionam mais, 
uma última forma é desistir. Da escola, do trabalho, dos 
relacionamentos pessoais, etc. É um grave problema para o 
indivíduo e para sociedade. Uma última desistência é em 
relação a vida (suicídio).
 
Exercício comentado:
A reincidência criminal é um problema comum no Brasil. 
Grande parte de ex-presidiários voltam a cometer crimes no 
Brasil.
 
Isto ocorre porque:
O sistema judiciário não pune com rigor os crimes cometidos 
em nosso país.
 
Com base na leitura dessas frases, é CORRETO afirmar que 
A) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
B) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
C) as duas afirmações são falsas. 
D) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda é uma 
justificativa correta da primeira. 
E) as duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não é 
uma justificativa correta da primeira.
 
Resposta: B. Embora muitos afirmem que punir crimes com o 
maior rigor diminui a criminalidade, o fato é que a falta de 
opções de atividades não criminosas que produzam 
reforçamento positivo, conta muito mais para a ocorrência da 
criminalidade e de sua reincidência. Isto é um fato e não um 
ponto para o debate. Endurecer as punições poderá também 
diminuir sensivelmente a criminalidade, mas produzirá outros 
efeitos colaterais, além de reforçar contra-controle por parte 
dos criminosos. O problema maior não será resolvido, pelo 
contrário, irá aumentar.
Esquiva:
 
Esquiva: não se espera pela punição para fugir
Causas no passado e presente (não no futuro). A Esquiva é 
como produto secundário da fuga, depois de fugir aprende a se 
esquivar (evitar).
“mistérios” da esquiva: não se observa o contexto aversivo 
(pois este é evitado). Assim muitos explicam a esquiva através 
de conceitos mentalistas. 
Mitos das causas da esquiva:
Expectativas como causas?  expectativas são produtos da 
experiência, também foram ensinadas na história de 
reforçamento. 
Medo e ansiedade? Sentimentos acompanham as 
contingências, Nós damos enfoque a eles. Eles não são causa e 
sim são efeitos colaterais. Sentimentos são sentidos como 
coisas “grandes” enquanto os estímulos parecem “pequenos” 
aos nossos olhos. 
Qual a solução? Identificar as contingências, observar as 
relações entre 
Depressão – dois sofrimentos: 
Esquiva (de tudo), e sofrimentos internos: 
Farmacologia: ação apenas sobre “sentimentos”
Terapia: identificar choques e reforços que mantém depressão. 
Esquiva “útil” - sobrevivência
Esquiva “sem sinal de aviso” - laboratório (choques não 
sinalizados, postergar choques) – patologias? Falta de contato 
com a realidade? - alguns pensam que sim
 
Exercício comentado:
 
Em um experimento um rato passa a receber um suave choque 
toda vez que pressiona a barra para receber alimento. No 
primeiro choque ele para de se comportar assustado mas 
depois:
 
A) retorna a atividade anterior mesmo que se aumente o 
choque
B) retorna a atividade anterior, mas se aumentar o choque ele 
para definitivamente
C) retorna a atividade anterior, mas com menor frequência de 
respostas
D) Não retorna a atividade anterior e morre de fome
E) Não retorna a atividade anterior e tenta fugir da gaiola 
morrendo de cansaço
 
 
Resposta: A. O organismo volta a responder da mesma 
maneira que antes, pois está privado de comida e mesmo que 
se aumente a intensidade do choque o organismo tente a se 
acostumar. A não ser que o choque seja muito forte a ponto de 
matar o organismo ele continua a se comportar.
 
Bibliografia: SIDMAN, M. Coerção e suas implicações. 
Campinas: Editora livro pleno, 2003. Cap. 4, 5, 6, 7 e 8
 
MOD. 5
 
Princípios da Modificação do comportamento
Objetivos: compreender o conceito de comportamento, o 
processo de modificação do comportamento e as suas 
principais áreas de aplicação
O que é comportamento?
Atividade, ação, desempenho, resposta e reação, são sinônimos 
comuns, em resumo é tudo o que uma pessoa diz ou faz. São as 
atividades do organismo.
Escrever um texto, ou perder peso são comportamentos? Não, 
são os produtos dos comportamentos.
Os comportamentos são divididos em públicos (observáveis 
por outros) ou encobertos (privados, internos e não podem ser 
observados facilmente por outros).
Dimensões do comportamento incluem: duração, frequência, 
intensidade ou força.
Mentalismos: rótulos usados para nomear comportamentos. 
Podem se tornar pseudo-explicações e colaborar para a 
manutenção de preconceitos sociais. Podem estimular foco em 
comportamentos problema ao invés de enfoque nas 
potencialidades.
Proposta: definir comportamentos em termos de déficits e 
excessos
O que é modificação de comportamento?
Princípíos:
• Ênfase na definição de problemas em termos de 
comportamento que possam ser mensurados. O melhor 
indicador de resultado é nas mudanças de comportamento 

• Foco na alteração do ambiente atual do indivíduo 

• Descrição precisa de métodos e fundamentos 

• Aplicadas pelas pessoas na vida cotidiana 

• Baseadas em pesquisa básica e aplicada e nos princípios 
de condicionamento 

Avaliação comportamental: envolve um processo para 
identificar os comportamentos-alvo, variáveis causais, plano de 
tratamento e avaliação de resultados. Também chamado de 
análise funcional.
Equívocos a respeito da modificação de comportamento: são 
comuns as ideias de que modificação do comportamento 
significa suborno, tratamento aversivo, superficial, simplista, 
ultrapassada, etc. São mitos e equívocos.
Exercício comentado:
A análise aplicada do comportamento ou modificação do 
comportamento foca suas intervenções no ambiente do cliente
Porque
Considera como ambiente apensas o mundo natural inanimado. 
Outras pessoas não são consideradas ambiente para o 
comportamento do cliente.
Com base na leitura dessas frases, é CORRETO afirmar que
A) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
B) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
C) as duas afirmações são falsas.
D) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda é uma 
justificativa correta da primeira.
E) as duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não é 
uma justificativa correta da primeira.
Alternativa: B - Como ambiente considera-se todo os 
estímulos que podem afetar o comportamento. Logo mesmo 
uma dor de barriga é ambiente para o comportamento de uma 
pessoa
Áreas de aplicação: Visão Geral
Lista de áreas, nas quais a modificação do comportamento tem 
base sólida e um futuro promissor
Pais e filhos: práticas de educação, linguagem, 
comportamentos problemáticos, etc
Educação: da pré escola à universidade: desenvolvimento do 
sistema personalizado de ensino (PSI) com e sem uso de 
computador.
Problemas de desenvolvimento atípico: autismo e 
esquizofrenia
Terapia comportamental clínica:
Autogerenciamento de problemas pessoais
Cuidados médicos e de saúde
Gerontologia
Análise comportamental comunitária
Negócios, industria e governo
Psicologia do esporte
Exercício comentado:
Os métodos de modificação do comportamento podem ser 
utilizados em indivíduos de diferentes culturas
PORQUE
Como todos são organismos, os métodos podem ser aplicados 
sem nenhum tipo de adaptação para considerar a diversidade 
cultural
Com base na leitura dessas frases, é CORRETO afirmar que
A) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
B) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
C) as duas afirmações são falsas.
D) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda é uma 
justificativa correta da primeira.
E)as duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não é 
uma justificativa correta da primeira.
Resposta: B. È necessário considerar e conhecer a diversidade 
cultural para aplicar procedimentos de modificação do 
comportamento,
Bibliografia Básica: MARTIN, G; PEAR, J. Modificação de 
Comportamento - O que é e Como Fazer? São Paulo: 
Editora Roca, 2009. Cap 1 e 2
 
MOD. 6
 
Uso do Reforçamento Positivo como método de 
intervenção 
Objetivos: Compreender a principal metodologia da análise do 
comportamento para intervenção. 
Define-se reforçador positivo como um evento que, quando 
apresentado imediatamente após um comportamento, faz com 
que este aumente en frequência.
Quando um operante é seguido por reforçador, este operante se 
fortalece.
Metodologia para intervenção baseada em reforçamento 
positivo:
1 - Selecionar o comportamento a ser fortalecido: 
Deve-se especificar uma classe de comportamento e 
posteriormente especificar os comportamentos que fazem parte 
desta classe
2- Escolher reforçadores:
É imporante selecionar estímulos que são reforçadores eficazes 
para o indivíduo com o qual será feita a intervenção.
Também é fundamental a escolha por reforçadores positivos 
(estímulos adicionados após a resposta) e não reforçadores 
negativos.
Os reforçadores positivos podem ser divididos em categorias: 
consumíveis, atividades, manipuláveis, privilégios e sociais.
Talvez seja necessário fazer um levantamento ou avaliação 
para determinar quais reforçadores utilizar.
3- Operações motivacionais:
Saciação e privação são exemplos de operações motivacionais. 
É preciso considerar estas variáveis no planejamento da 
intervenção
4- Dimensão do reforçador:
O tamanho, quantidade ou magnitude do reforçador deve ser 
avaliado para que tenha efeito eficaz sobre a resposta.
5- Instruções: utilize as regras
É importante que instruções sejam fornecidas ao invidíduo 
sobre o funcionamento da intervenção para acelerar o processo 
de aprendizagem
6- Contiguidade do reforçador
Para o máximo de eficácia, o reforçador deve ser liberado 
imediatamente após a emissão da resposta. Caso não seja 
possível liberar o reforçador imediatamente, deve-se 
programar eventos intermediários que sinalizam o reforçador.
7 - reforço contingente versus não contingente
Para que o programa de intervenção funcione o reforço deve 
ser sempre contingente ao comportamento alvo. Reforços não 
contingentes não produzirão o efeito desejado
8 - Término do programa e reforçamento natural
É importante avaliar ao término do programa a manutenção do 
comportamento alvo através de reforçamento natural. Espera-
se que o comportamento alvo fique mantido sob reforçamento 
natural.
Exercício comentado
O desenvolvimento de programas de intervenção baseado em 
reforçamento positivo pode ser equivalente a uma proposta de 
suborno.
PORQUE
Tais programas se utilizam de reforçadores arbitrários ou 
programados que devem ser utilizados com cautela 
Com base na leitura dessas frases, é CORRETO afirmar que 
A) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
B) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
C) as duas afirmações são falsas. 
D) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda é uma 
justificativa correta da primeira. 
E) as duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não é 
uma justificativa correta da primeira
Resposta: A. A utilização de reforçamento arbitrário não se 
equivale a suborno ou "troca". Uma intervenção baseada em 
psicologia comportamental deve seguir normas éticas e focar 
no desenvolvimento e melhora de qualidade de vida do cliente 
e não em mudanças que sejam úteis a terceiros em prejuízo do 
cliente. Um suborno geralmente é util para aquele que ofereceu 
o suborno, além de ser ilegal e antiético.
Ciladas do Reforçamento positivo
Efeitos indesejados:
O efeito do reforçamento positivo ocorre independentemente 
do planejamento ou consciência do processo. Assim é possível 
que diversos comportamentos inadequados sejam reforçados 
de maneira positiva sem que os envolvidos tenham 
conhecimento ou percepção do que está ocorrendo.
Uma criança retraída, poderá atrair atenção de adultos quando 
se isola. O adulto acredita que tem que "tirar" a criança 
daquele estado. Na verdade pode estar reforçando o 
comportamento de retrair-se.
Deveria reforçar quando a criança apresenta algum tipo de 
comportamento de interação social.
Outras ciladas:
As principais ciladas são o uso de reforçadores não 
diretamente contintêntes ao comportamento e explicações 
simplistas sobre o reforçamento positivo, em geral nominando 
reforçadores atrasados e não especificando os reforçadores ou 
eventos que ocorrem imediatamente após a emissão da 
resposta.
Diretrizes para aplicação eficaz do reforçamento positivo
- seleção de comportamentos específicos e que possam ficar 
sob controle de reforçamento natural
- uso de reforçadores disponíveis, diversificados e que possam 
ser apresentados imediatamente após a emissão da resposta
- use reforços sociais e regras
- no desligamento do programa, gradualmente deixe de 
fornecer os reforços arbitrários e introduza reforçamento social
- observe se existem reforços naturais que possam manter o 
comportamento
- faça avaliações periódicas para verificar a manutenção do 
comportamento depois do término do programa
Exercício comentado:
Um estudante universitário estudou durante 3 horas para uma 
prova que ocorreu no dia seguinte. Dois dias depois descobriu 
que tirou 10.
A melhor especificação do que foi a consequência reforçadora 
é:
I a nota 10 que tirou na prova
II provável diminuição de ansiedade depois que terminou de 
estudar 
III ter pensado na possibilidade de ir bem na prova quando 
terminou de estudar
São corretas as afirmações
A) I
B) II
C) III
D) I e III
E) II e III
Resposta: E. Embora a nota 10 seja o último elo da cadeia de 
comportamentos, o que reforçou o comportamento de estudar é 
o que ocorreu imediatamente depois da emissão da resposta, 
no caso diminuição da ansiedade (reforço negativo) e ter 
pensado na possibilidade de ir bem na prova (reforço positivo)
Bibliografia Básica: MARTIN, G; PEAR, J. Modificação de 
Comportamento - O que é e Como Fazer? São Paulo: 
Editora Roca, 2009. Cap 3
 
MOD. 7
 
Controle de Estímulos e Conhecimento: 
Objetivos: compreender a visão behaviorista sobre 
conhecimento e auto-conhecimento através do paragidma do 
controle de estímulos 
Abordaremos a explicação científica sobre conhecimento na 
qual conhecer é comportar-se em contexto, sem recorrer ao 
mentalismo. Por contexto entende-se o ambiente no qual o 
comportamento ocorre.
Como explicar o conhecimento e o autoconhecimento? 
Conheço melhor meu mundo interno ou o externo?
Na explicação mentalista o rato pressiona a barra porque sabe, 
o sujeito fala e francês porque sabe francês. Conhecimento é 
visto como uma coisa.  Porém o conhecimento explica 
comportamento? ou é o próprio comportamento?
Os tipos de conhecimento tradicionais são divididos entre: 
operacional (saber como), declarativo (saber sobre) e 
autoconhecimento 
Conhecimento operacional “saber como”:
O sujeito efetivamente se comporta. Ele sabe nadar, falar, 
namorar, dirigir, brincar, etc.
É possível verificar isto publicamente (visão externa) ou 
privadamente (visão do próprio indivíduo). Ou seja, você 
verifica que sabe dirigir um carro quando você efetivamente 
dirige um carro.
Em resumo este tipo de conhecimento é diretamente 
relacionado ao comportamento operante, é comportar-se e 
saber se comportar.
Conhecimento declarativo “saber sobre”
Neste tipo de conhecimento está envolvido o  controle de 
estímulos. O rato sabe “sobre” a barra? (o rato sabe que deve 
pressionar a barra?) César sabe “sobre” aves? (ele sabe 
nomear, explicar, imitar aves?)
Mas o que se “sabe”? – O que se sabe são respostas 
apropriadas a estímulosdiscriminativos, ou seja, na presença 
de um pardal, se sabe que o nome correto é "pardal" e ao 
nomear desta forma a comunidade verbal reforça o falante.
Concluindo, é mais útil falar de conhecimento como processos 
de discriminação e reforço: controle de estímulos. - Mais 
precisão técnica e menor chance de confusão e redundância 
(mentalismo) e teoria mais simples.
Tipos de estimulação discriminativa (relacionada ao 
conhecimento): 
Simples, compostos, condicionais, presentes, “ausentes (já 
apresentados no passado e ainda com efeito)” e em cadeia com 
reforçadores condicionados. 
Verifique que a estimulação discriminativa pode estar ausente, 
ou seja, quando se lê um aviso que diz "amanhã não haverá 
aula" este estímulo terá efeito no dia seguinte mesmo que 
esteja ausente do ambiente naquele momento.
O mentalismo geralmente usa comportamento privado como 
explicação, usa “coisas” como explicação. Ex: fiz porque sei, 
fiz porque tenho conhecimento, fiz pois prestei “atenção”.
Behavioristas analisam o conhecimento focalizando as 
condições em que ele ocorre.  Controle de estímulo: estimulo 
controla comportamento.
 
Exercício comentado:
Para a discussão da concepção de ‘conhecimento’ adotada 
pelos analistas do comportamento, a relação entre ‘contexto’ e 
‘resposta emitida’ é determinante para que possamos 
compreendê-la.
Nesta perspectiva é necessária a distinção entre ‘controle de 
estímulo’ e ‘eliciação estímulo – resposta’. Sobre isto podemos 
afirmar que:
a) Os comportamentos induzidos ou eliciados são respostas 
incondicionadas, selecionadas filogeneticamente.
b) A mudança do contexto causa a emissão de comportamentos 
operantes.
c) Controle de estímulos é um conceito relacionado aos 
reflexos e padrões fixos de ação
d) Estímulo discriminativo nada mais é que o contexto em que 
um operante foi reforçado.
e) Os comportamentos eliciados ou induzidos dispensam 
aprendizagem para que ocorram em um dado contexto.
Resposta: D. A diferença entre controle de estímulo e reflexo 
se situa no fato de que no comportamento operante além do 
contexto anterior é necessário que existam consequências 
reforçadoras, assim o contexto sinaliza a contingência de 
reforço.
Autoconhecimento:  o que é e como se aprende?
Para o mentalismo e senso comum: existe o mundo interno 
subjetivo e mundo externo objetivo. O behaviorismo não faz 
essa distinção.
Conheço melhor meu mundo interno ou o mundo externo? 
Traduzindo em termos operacionaids: o que exerce mais 
controle sobre meu comportamento? Estímulos públicos ou 
privados? Ou, sob quais circunstâncias se diz que alguém tem 
autoconhecimento? 
Estímulos públicos versus Estímulos privados: A questão 
reside no fato de existirem dificuldades para ensinar 
discriminação de eventos privados.
Como que se ensina a uma pessoa que aquilo que ela está 
sentindo tem um nome e um significado? Através de dicas 
públicas colaterais: ex: dor (privado) – choro, ferimento, queda 
(público)
Logo, ao observar ferimento e choro, supôe-se que a pessoa 
esteja sentindo dor. Então se ensina a ela que o nome daquela 
estimulação privada é "dor".
Sem dicas públicas ou com dicas mais sutís fica muito mais 
difícil: “entrar em contato com meus sentimentos” como fazer, 
zanga ou medo? Amor ou culpa? como interpretar a 
informação? 
O aprendizado do relato verbal baseado em estímulação 
discriminativa privada acontece acompanhado sempre de dicas 
públicas (mesmo que sutis ou pouco confiáveis). Raiva, aperto 
no peito, engolir em seco, etc. 
Logo o autoconhecimento depende dos mesmos tipos de 
observação pública que o conhecimento sobre os outros e não 
sobre informação privilegiada e inacessível aos outros (visão 
convencional, cultural ou mentalista)
A questão não é a falta de estimulação (pública, privada, 
passada e presente) mas falta de uma história de reforço para 
discriminação de eventos privados.
Uma pessoa que não teve em sua história contexto e 
reforçamento para discriminação de eventos privados, poderá 
ser uma pessoa que se conhece muito pouco, que tem pouco 
autoconhecimento.
Exercício comentado
“A noção de interpretação parece ser especialmente útil para a 
Terapia Comportamental, uma vez que esta lida 
primordialmente com o comportamento humano complexo, o 
qual, por ser multideterminado, costuma envolver variáveis 
difíceis de serem precisamente identificadas. Assim, a Terapia 
Comportamental busca identificar e descrever as relações de 
controle entre ambiente e comportamento que estabelecem e 
mantêm o repertório comportamental do cliente e sobre as 
quais ele não está consciente. Entretanto, diante da dificuldade 
de se identificar com precisão as variáveis de controle do 
comportamento humano complexo e considerando-se que o 
objetivo último da Terapia Comportamental é o 
autoconhecimento ou consciência por parte do cliente, pode-se 
afirmar que quando o cliente, durante o processo terapêutico, 
hipotetiza sobre as contingências que possivelmente controlam 
seus comportamentos ele está emitindo comportamentos 
verbais de interpretação.”
Com base na idéia transmitida no trecho acima, analise as 
frases abaixo:
I) O autoconhecimento permite uma clareza maior das 
variáveis de controle do próprio comportamento, permitindo 
também que ele altere seu ambiente de forma mais conveniente 
para sí.
II) O autoconhecimento pode ser usado pelo cliente 
diretamente na mudança de seus sentimentos e de suas 
interpretações à respeito do mundo, melhorando sua qualidade 
de vida.
III) Geralmente é mais difícil aprendermos a nomear eventos 
internos do que externos, pois eventos internos não estão 
acessíveis aos indivíduos que reforçam a nomeação 
apropriada.
Estão corretas, apenas:
a) I e III.
b) II e III.
c) I e II.
d) I.
e) III.
Resposta: A. Veja que o ítem II apresenta uma visão 
mentalista, na qual autoconhecimento (comportamento) altera 
sentimentos (comportamento). Na visão comportamental, 
comportamento envolve sempre interação ambiente-organismo 
e mudanças ocorrem sempre nessa interação e nunca na 
interação comportamento-comportamento. Não ocorrem desta 
forma pois se um comportamento afeta outro, surge a pergunta: 
o que afetou o primeiro comportamento? Se um pensamento 
muda seus sentimentos, então o que fez com que você pensasse 
desta forma? 
Bibliografia:
BAUM, W. M. Compreender o behaviorismo: comportamento, 
cultura e evolução. Porto Alegre: ARTMED, 2ª edição, 2006 
(cap. 6)
Pensamento e Comportamento Controlado por Regras: 
 
Objetivos: compreender o ensino e seguimento de regras sob a 
ótica da análise do comportamentl.
 
 
Toda cultura tem suas regras que em geral ensinadas 
explicitamente. Aprender regras requer papéis de falante e 
ouvinte.
O que é comportamento controlado por regra? - é 
comportamento sob controle de estímulo discriminativo verbal.
Um SD verbal que indica uma contingência. Contingência: “Se 
(ação) então (consequência)”
Exemplos: Chegue em casa até as X horas. Não fume. 
Comportamento: controlado por regra Versus Modelado por 
contingências (modelado e mantido por contingências de 
reforço e punição não verbais).
 
Regras: depende do cpto verbal de outro, saber “sobre”, 
Contingências: depende apenas do cpto do organismo, saber 
“como”, 
 
Estudos indicaram que apesar de que as contingências mantém 
o comportamento em última instância, que em geral, quando 
existe uma regra, as pessoas tendem a seguir regras ficando 
menos sensíveis as contingências.
Assim, muitas pessoas que sofrem e procuram ajuda 
psicológica tem seus problemas relacionado ao seguimento de 
regras, que muitas vezes não descrevem corretamente as 
contingências.
 
Ordens, instruções e conselhos como regras: indicam 
contingências (implícita ou explicitamente).
Ex: Não brinque na rua, Direita volver, Conselhos de médicos, 
advogados, psicólogos.
São situações que indicamque caso a regra não seja seguida, 
consequências aversivas poderão ocorrer. 
Quando envolve regra, sempre existem duas contingências: a 
última (longo prazo) – e a próxima (curto prazo)
Regra é reforço próximo. 
 
Seguir regras é um comportamento reforçado socialmente 
(reforço próximo) e pode ser reforçado também pelo ambiente 
(reforço último). Este, em geral é definido de maneira pouco 
precisa. Se refere a reforçadores incondicionados (saúde, 
sobrevivência, bem estar, etc – aptidão)
Ex: não ande descalço
 
Caso a pessoa use sapatos irá ser reforçada socialmente pelo 
emissor da regra, e também vai se esquivar de possíveis 
acidentes e doenças por andar descalço
 
Exercício comentado:
 
Muitos crimes ocorrem em nossa sociedade.
PORQUE 
Nem todas as pessoas tem seu comportamento controlado por 
regras.
 
 
Com base na leitura dessas frases, é CORRETO afirmar que 
A) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
B) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
C) as duas afirmações são falsas. 
D) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda é uma 
justificativa correta da primeira. 
E) as duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não é 
uma justificativa correta da primeira.
 
Resposta: B. Todas as pessoas (que se comportam 
verbalmente) tem grande parte de seu comportamento 
controlado por regras, porém estas não necessariamente estão 
de acordo com a "lei" ou as "normas" culturais. Regra é um 
conceito mais amplo do que lei, norma, ou diretriz. Regra é 
todo estímulo verbal que indica contingência e nesse sentido 
mesmo os criminosos seguem regras. Seja seu próprio "código 
de conduta" sejam as regras comuns a nossa cultura como 
"tome uma aspirina quando tiver dor de cabeça".
 
 
Aprendizagem de seguimento de regras – forte tendência das 
pessoas a fazer coisas conforme lhes dizem.
 
Nós estamos expostos desdee muito cedo a contingências 
próximas (pelos pais, professores, cultura)
Seguir regra se torna então uma categoria funcional (classe de 
comportamento).
Ocorre generalização – seguir regras se torna controlado por 
regras (ex: ouça os mais velhos) 
Seguimento de regras – permite a cultura, permite transmissão 
de conhecimento.
Onde estão as regras? Internalizadas? (isso é mentalismo)
Estão no ambiente – sob a forma de sons e sinais (são 
estímulos discriminativos)
 
Lacunas entre regras e comportamento: é possível existir 
lacunas entre regras e comportamentos, ou seja, a regra não 
precisa estar presente no momento que o comportamento 
ocorre. Isso não significa que precisamos lançar mão de um 
conceito mental como "memória" para entender as regras.
Quando alguém diz: "venha aqui amanhã", e a outra pessoa vai 
lá no dia seguinte. No momento em que ocorre o 
comportamento a regra não está mais presente, mas o que 
controlou o comportamento (o estímulo discriminativo) foi a 
regra emitida no dia anterior.
 
Exercício comentado:
 
O professor avisa os alunos que três capítulos do livro irão cair 
na prova na próxima semana.
 
Podemos fazer as seguintes análises sob a perspectiva do 
comportamento controlado por regras:
 
I - O aviso do professor é um estimulo discriminativo verbal
II - Os alunos que estudarem os três capítulos tem seu 
comportamento controlado pela regra emitida pelo professor
III - Os alunos que não tem seu comportamento controlado 
pela regra do professor pois se esqueceram desta instrução
São corretas as seguintes afirmações:
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) I e III
 
Resposta: D. Os alunos que não tem seu comportamento 
controlado por regras, podem ou não se esquecer da instrução, 
sendo que lembrar ou não lembrar não é uma variável que 
conta na análise de regras. Eventualmente quem se esquece, 
pode não ter seu comportamento sob controle de regras, mas 
mesmo quem se lembra da instrução pode também não seguir a 
instrução
Bibliografia:
BAUM, W. M. Compreender o behaviorismo: ciência, 
comportamento e cultura. Porto Alegre: ARTMED,1999. (cap. 
8)
MOD. 8
 
Análise Funcional
Objetivo: Compreensão do processo de análise funcional, da 
especificação de antecedentes e consequências imediatas. 
Identificação de variáveis que controlam comportamentos-alvo 
específicos.
Procedimentos utilizados na análise funcional:
Questionários: Facilita a coleta de dados, mas suas 
mensurações nem sempre são confiáveis.
Observação: Produz mensurações mais confiáveis, porém é 
mais difícil e complexa a coleta de dados.
Experimentação: Inclui a criação de um experimento 
controlado envolvendo linha de base e intervenção. É o 
método mais eficaz, porém o mais complexo e mais caro de 
todos.
Principais causas de comportamentos problema: as 
principais variáveis que controlam os comportamentos 
alvo:
Comportamentos mantidos por atenção (reforço social)
Indicadores: atenção é dada constantemente logo após o 
comportamento. O indivíduo olha ou se aproxima das pessoas 
logo antes de se engajar no comportamento. O indivíduo sorri 
logo antes de se engajar no comportameno.
Quando se verifica que a atenção mantém o comportamento 
problema é recomendável a utilização de reforço social no 
tratamento.
Comportamentos mantidos por autoestimulação:
Comuns em pessoas com desenvolvimento atípico e podem 
chegar a extremos. Geralmente são em forma de feedback 
sensorial ou perceptual. Um indicador é quando o 
comportamento continua inalterado apesar de não ter efeito 
aparente sobre outros indivíduos ou no ambiente externo. 
Recomenda-se o uso de procedimento de extinção ou do uso 
de estimulação sensorial (ex: enriquecer o ambiente do 
indivíduo para diminuir sua privação sensorial).
Comportamentos mantidos por consequências ambientais:
Incluem estimulação produzida pelo ambiente não social 
externo, como estimulação sensorial externa. Se for o caso 
então um componente da intervenção deveria incluir 
reforçamento sensorial externo de comportamentos 
alternativos adequados.
Comportamentos mantidos por fuga-Esquiva: 
A fuga-esquiva de estímulos aversivos pode causar 
comportamentos problema. É comum fuga-esquiva de 
exigências para o indivíduo. Um forte indicador é quando 
apresenta o comportamento apenas quando certos tipos de 
solicitações são feitas. Uma intervenção poderia incluir a 
persistência da solicitação e iniciar com solicitações com nível 
de dificuldade menor.
Comportamentos eliciados (respondentes):
São eliciados ao invés de controlados por suas consequências. 
Em geral ocorrem partir de condicionamento reflexo no qual 
um estímulo que era neutro passa a ser um aversivo 
condicionado. Indicadores: ocorre em situações e não se seque 
consequência reforçadora indentificável. Parece ser um 
comportamento involuntário. Tratamentos indicados incluem a 
instalação de respostas que concorram com o comportamento 
indesejado (contra condicionamento).
Exercício comentado:
O processo de análise funcional experimental não é possível de 
ser implementado em ambiente clínico ou organizações
Porque
Suas bases e exemplos de sucesso foram obtidas 
principalmente com indivíduos com desenvolvimento atípico 
em ambientes controlados e portanto não se aplicam as pessoas 
com desenvolvimento típico, adultos ou organizações 
produtivas.
Com base na leitura dessas frases, é CORRETO afirmar que 
A) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
B) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
C) as duas afirmações são falsas. 
D) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda é uma 
justificativa correta da primeira. 
E) as duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não é 
uma justificativa correta da primeira.
Resposta: C. A análise experimental pode ser aplicada a 
qualquer ambiente ou indivíduo que se comporte. O que vai 
variar será o custo e grau de dificuldade e complexidade. 
Causas Médicas para Comportamentos-problema
Um comportamentoproblemático pode ter também causas 
médicas como variáveis de controle. Uma indicação é quando 
o problema aparece subtamente e não parece estar relacionado 
a quaisquer modificações ambientais. Se houver possibilidade 
de um comportamento ter causa médica, um médico deverá ser 
consultado antes de qualquer intervenção. O tratamento deverá 
ser realizado em conjunto com um médico. 
Diretrizes para a condução de uma avaliação funcional 
1 Defina o comportamento-problema em termos 
comportamentais
2 Identifique antecedentes
3 Identifique as consequências, inclusive se forem 
intermitentes
4 Considere variáveis pessoais, médicas e de saúde
5 Levante hipóteses baseadas nos pontos 1 a 4.
6 Levante dados baseados nos pontos 1 a 4 para confirmar qual 
das hipóteses está provavelmente correta
7 Se possível realize uma análise funcional experimental 
testando as hipóteses
8 Desenvolva e execute um programa de tratamento baseado 
na hipótese mais provável de ser a correta
9 Se o tratamento não for bem-sucedido considere outras 
soluções ou refaça a análise funcional
Exercício comentado
As condições médicas devem ser consideradas em uma análise 
funcional
PORQUE
Podem exacerbar efeitos de eventos consequêntes que mantém 
o comportamento e/ou eventos antecedentes que o eliciam ou 
evocam 
Com base na leitura dessas frases, é CORRETO afirmar que 
A) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
B) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
C) as duas afirmações são falsas. 
D) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda é uma 
justificativa correta da primeira. 
E) as duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não é 
uma justificativa correta da primeira.
Resposta: D. Geralmente o efeito de condições médicas torna o 
indivíduo mais sensível a algumas contingências. 
Bibliografia Básica: MARTIN, G; PEAR, J. Modificação de 
Comportamento - O que é e Como Fazer? São Paulo: 
Editora Roca, 2009. Cap 3
Bibliografia complementar: COSTA. S. E. G. C; 
MARINHO. M. L. Um modelo de apresentação de análises 
funcionais do comportamento. Estud. Psicol. (Campinas), v. 
19, n. 3, Set./Dez., p. 43-54, 2002. Disponível em: <http://
www.puc-campinas.edu.br/centros/ccv/estudospsicologia/
artigos/5-19-3.pdf>

Mais conteúdos dessa disciplina