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ADVENTISTAS DO ÚLTIMO DIA Introdução Os adventistas se dedicam bastante às obras assistenciais, sustentando programas sociais, hospitais e centros e recuperação de viciados. São zelosos com a alimentação, contrários a todo tipo de vícios e cultivam um pensamento de prosperidade material. Enfatizam as publicações, escolas e o evangelismo. Por essas razões, muitos pensam que o adventismo é igual as outras denominações cristãs tradicionais com exceção da guarda do sábado. Todavia, o adventismo mistura muitas verdades bíblicas com erros doutrinários graves, o que o desconsidera como uma denominação verdadeiramente cristã. Embora preguem a Jesus e se utilizem de algumas verdades bíblicas, os adventistas não vivem uma fé genuína no Senhor Jesus, por conta de seguir doutrinas obscuras que se afastam muito das doutrinas básicas do cristianismo. Os adventistas se consideram a última igreja de que fala a profecia bíblica, portanto, se acham os donos da Verdade absoluta, por esses motivos, se negam a trabalhar em cooperatividade e harmonia com as outras denominações. Extremamente proselitistas, trabalham ativamente no intuito de trazer adeptos das outras igrejas consideradas cristãs. Pelo fato de se parecerem com a verdade, por utilizarem a Bíblia, o adventismo é um sistema que confunde os cristãos de forma geral. História do Adventismo O movimento adventista começou no Século 19 com um pregador leigo da Igreja Batista, chamado Guilherme (William) Miller. Esse homem era muito interessado por assuntos relacionados ao fim dos tempos (escatologia), e dava uma atenção especial ao tema da volta de Cristo. Lendo Daniel 8.14, Willian Miller chegou à conclusão, em 1818, de que Cristo voltaria em 22 de março de 1834. Tendo falhado nessa interpretação, declarou que havia apenas errado nos cálculos, pois usou o calendário hebraico em vez do calendário romano, e marcou nova data para a volta de Cristo: 22 de outubro de 1844. Depois de mais esse erro, Miller desistiu desse negócio de ficar marcando datas para a volta de Cristo, pediu perdão à sua igreja – no caso, a Igreja Batista – e terminou seus dias como um crente comum da referida denominação. O problema é que a ênfase de Miller no segundo advento (ou segunda vinda) de Cristo atraiu muitos seguidores. Tais seguidores formaram um grupo de crentes que passaram a enfatizar o segundo advento, assim como Miller fazia. Daí eles terem sido chamados de “adventistas”. A ligação de Miller com esse movimento pode ser constatada no livro Fundadores da Mensagem, da Casa Publicadora Brasileira, a editora oficial da Igreja Adventista. Essa obra aponta Miller como “pai do movimento adventista”. Desse grupo saiu uma nova religião, visto que vários de seus membros se dispuseram a continuar defendendo as ideias de Miller quanto à volta de Cristo, além de instituir a observância do sábado como essencial à salvação (daí o nome “Adventistas do 7º Dia”). A Igreja Adventista do 7º Dia foi organizada oficialmente com esse nome em 28 de setembro de 1860. A pessoa responsável pela maior parte das doutrinas dos Adventistas do 7º Dia foi a Sra. Ellen Gould White. Para se ter uma ideia da influência dessa mulher nesta seita, os seus escritos são considerados, na prática, com o “mesmo valor” da Bíblia Sagrada. Ou seja, são escritos considerados divinamente inspirados. Eis os nomes de alguns deles: Atos dos Apóstolos, A Ciência do Bom Viver, O Conflito dos Séculos, Evangelismo, Mensagens aos Jovens, Obreiros Evangélicos, Parábolas de Jesus, Primeiros Escritos, O Desejados de Todas as Nações, O Maior Discurso de Cristo, Mensagens Escolhidas, vol. 1, 2, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, Testemunhos Seletos vol. 1, 2, 3, O Colportor-Evangelista, Educação, O Lar Adventista, O Melhor da Vida, Orientação da Criança, Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, Serviço Cristão, Vereda de Cristo, Vida de Jesus. Provavelmente o seu livro mais extraordinário – dizem os adventistas – seja O Conflito dos Séculos, com mais de 5.000.000 de exemplares vendidos. Trinta e sete dos livros de Ellen White foram publicados antes da sua morte. Mais de trinta outros foram publicados depois de sua morte, incluindo compilações tanto de escritos publicados como inéditos. Além disso, toda interpretação bíblica feita pela Sra. White é considerada como lei no meio adventista. Se ela disse que tal texto significa tal coisa, não há discussão. É isso mesmo e ponto final. Início do Movimento O início do adventismo foi marcado por puro fanatismo. O Sr William Miller marcou a data da volta de Cristo para 10 de dezembro de 1843. por essa razão, um número muito grande de pessoas venderam suas propriedades e seguiram o Sr Miller para Nova York perto dos montes Catskills para aguardar o evento trajando “vestes de ascensão”. Como nada aconteceu, William Miller remarcou a data para 22 de outubro de 1844, mas outra vez Jesus não voltou, o que levou Miller a se afastar do adventismo (a profecia de Miller discordava com as palavras de Jesus em Mt 25.13). De modo muito sutil, a “profetiza” Ellen White procurou remediar o erro cometido criando a teoria do “Santuário”. Segundo sua interpretação, o Santuário de Daniel 8.13-14 está no céu e não na terra. Ellen White afirmou que Cristo realmente veio a esse santuário em 22/10/1844 para purificá-lo, o que ainda está fazendo, e depois disso, ainda voltará a Terra. Miller estaria, então, certo quanto ao tempo, mas errado quanto ao local. Mas o próprio Miller não concordou com essa teoria e se manteve afastado do adventismo. A Sr Ellen White marcou outras datas para a volta de Cristo: 1847, 1850, 1852, 1854, 1855, 1866, 1867, 1877, todas profecias “da carne”, pois Cristo não voltou. Proselitismo A maioria dos adventistas são ex-membros de outras denominações. Ao invés de buscarem pecadores, levando-os a uma conversão a Jesus Cristo, eles agem com um espírito proselitista abordando pessoas que já possuem uma religião cristã. Esse é o motivo principal que os adventistas não aceitam as demais igrejas como irmãs; eles creem que possuem a verdade absoluta e os demais estão perdidos. Creem que todas as outras denominações cristãs constituem a “Grande Babilônia”. O Sono da Alma Os adventistas creem que após a morte, somos reduzidos a um estado de silêncio, de inatividade e total inconsciência, ou seja, entre a morte e ressurreição os mortos dormem. Esse ponto de vista está calcado em Eclesiastes 9.5. Todavia, a Bíblia em Apocalipse 6.9-10 mostra as almas daqueles que foram mortos por causa do testemunho de Jesus, num estado de consciência diante do trono de Deus. Moisés falou com Jesus no Monte da Transfiguração, o que mostra que ele não estava inconsciente depois da morte (Mt 17.1-8). Portanto, a Bíblia mostra que alma humana é imortal, invisível e foi criada pelo próprio Deus (Gn 2.7). A Bíblia diz que Estevão adormeceu, mas não o seu espírito, porque este foi recebido por Jesus no céu (At 7.59-60). Dormir na Bíblia é uma figura de linguagem poética que significa morrer e se refere ao estado do corpo além da morte, e não à alma. A história do rico e Lázaro em Lc 16.22-30 relata: a) levantou os olhos e viu Lázaro no seio de Abraão (v.23); b) clamou por misericórdia, teve sede e sentiu-se atormentado (v.24); c) rogou em favor de seus irmãos e ainda os tinha em lembrança (v.27, 28); d) persistiu em rogar a favor de seus queridos (v.30). O texto de Apocalipse 6.9-10 que fala das almas dos que tinham sido mortos por causa da Palavra, registra o seguinte: clamavam com grande voz, inquiriram o Senhor, reconheceram a soberania de Deus, lembravam-se de acontecimentos da Terra, clamavam por vingança do Senhor contra os ímpios (v.10) Assim como o subconsciente continua ativo enquanto o corpo dorme, a alma do homem não cessa sua atividade quando o corpo morre. A Guarda do Sábado Para os Adventistas, o sábado é o eterno sinal do poder de Cristo como Criador e Redentor, é o dia do Senhor e deve ser observado desdeo pôr-do-sol na sexta-feira até ao pôr-do-sol no sábado. As razões pelas quais os adventistas guardam o sábado são as seguintes: o sábado faz parte da lei mosaica; o sábado foi instituído por ocasião da criação do mundo, o sábado é considerado como o selo perpétuo de Deus, Cristo e os Apóstolos guardaram o sábado, Ellen White teve visões e revelações em que foi solicitado por Deus que se guardasse o sábado. Eis agora, de uma forma simples, as razões e motivos que fizeram do domingo, e não do sábado, o dia do Senhor: não guardamos o sábado porque ele faz parte de um pacto de Deus com o povo de Israel (Êx 19.1, 20.1; Rm 2.14); não guardamos o sábado porque antes do Sinai Deus nunca ordenou a alguém que guardasse o sábado. não guardamos o sábado porque ele não é uma instituição perpétua (Êx 12.14, 31.16-17; Lv 23.21); não guardamos o sábado porque se quisermos fazer a concordância entre o calendário atual e o calendário bíblico, chegaremos a conclusão que o sábado não é um dia fixo. não guardamos o sábado porque estamos em um novo concerto (Hb 8.6-13, 10.7-9; Gl 3.17; Rm 8.1-2; I Co 14.33); não guardamos o sábado porque não há nenhuma ordem no Novo Testamento para se guardar o sábado, embora Jesus e os discípulos o guardassem pois não poderiam fazer diferente, sendo todos eles judeus. Jesus nunca mandou ninguém guardá-lo; o Apóstolo Paulo também nada ensinou acerca da guarda do sábado; não guardamos o sábado porque o Concílio de Jerusalém não pediu aos gentios que observassem o sábado judaico (At 15.28-29); não guardamos o sábado porque ele faz parte da lei e esta foi abolida por Cristo (Cl 2.14, 16, 17; 2 Co 3.3-14; Hb 7.18); Nós cristãos guardamos o domingo pelas seguintes razões: guardamos o domingo porque Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana (Jo 20.1); guardamos o domingo porque Jesus apareceu aos discípulos no primeiro dia da semana, esperou mais uma semana para aparecer novamente a eles no primeiro dia da semana (Jo 20.19-26); guardamos o domingo porque a promessa do Espírito Santo se cumpriu no primeiro dia da semana (Lv 23.16); guardamos o domingo porque, embora Paulo sempre fosse à Sinagoga aos sábados (a Sinagoga judaica sempre abria aos sábados para leitura do Antigo Testamento e orações), vemos claramente que quando ele ia reunir com os cristãos, o dia de culto era o primeiro dia da semana (At 20.6-7); guardamos o domingo porque Paulo instruiu os cristãos a fazerem a contribuição no primeiro dia da semana (1 Co 16.2); guardamos o domingo porque ele é chamado de o “dia do Senhor” em Apocalipse 1.10, conforme comprova o “Didaquê”, a “Epístola de Barnabé” e as “Cartas de Inácio” guardamos o domingo porque a Igreja Primitiva o fazia desde o início. O domingo (como afirmam os adventistas) não foi instituído pelo Papa nem por Constantino. O que Constantino fez foi simplesmente oficializar algo que existia desde os primórdios do cristianismo. guardamos o domingo porque, desde o primeiro século, os Pais da Igreja guardavam o domingo e não o sábado: Inácio, Tertuliano, Cipriano, Clemente de Alexandria, Hipólito, Dionísio de Corinto, Melito de Sardes, Vitorino e Eusébio. Muitas passagens do Antigo Testamento mostram a irritação de Deus por causa do legalismo frio e morto dos judeus com o propósito de satisfazer a letra da Lei. A grade verdade é que Jesus violou o sábado (Jo 5.16-18); aboliu o sábado (Mc 2.27-28). O Apóstolo Paulo afirmou que o sentimento moral é a necessidade de se descansar um dia por semana, valendo, para esse fim, qualquer deles (Rm 14.5-6). Dos dez mandamentos registrados em Êxodo 20, o Novo Testamento ratifica apenas nove, excetuando o quarto, que fala da guarda do sábado. Comparemos então: 1. “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3) 1. “...vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra...” (At 14.15) 2. “Não farás para ti imagem de escultura” Êx 20.4) 2. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21) 3. “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão (Êx 20.7) 3. “...não jureis nem pelo Céu, nem pela terra”(Tg 5.12) 4. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar” Êx 20.8) 4. (não há este mandamento no Novo Testamento) 5. “Honra a teu pai e a tua mãe” Êx 20.12) 5. “Filhos, obedecei a vossos pais (Ef 6.1) 6. “Não matarás” (Êx 20.13) 6. “Não matarás” (Rm 13.9) 7. “Não adulterarás” (Êx 20.14) 7. “Não adulterarás” (Rm 13.9) 8. “Não furtarás” (Êx 20.15) 8. “Não furtarás” (Rm 13.9) 9. “Não dirás falso testemunho” (Êx 20.16) 9. “Não mintais uns aos outros” (Cl 3.9) 10. “Não cobiçarás” (Êx 20.17) 10. “Não cobiçarás (Rm 13.9) O Novo Testamento repete pelo menos: 50 vezes o dever de adorar somente a Deus; 12 vezes a advertência contra a idolatria; 4 vezes a advertência para não tomar o nome do Senhor em vão; 6 vezes a advertência contra o homicídio; 12 vezes a advertência contra o adultério; 6 vezes a advertência contra o furto; 4 vezes a advertência contra o falso testemunho; 9 vezes a advertência contra a cobiça; Em nenhum lugar do Novo Testamento é encontrado o mandamento de guardar o sábado. Destino final dos Ímpios e Satanás Os adventistas pregam que o pecado e os pecadores serão exterminados para não mais existirem. Segundo eles, quando as pessoas ressuscitarem, os justos receberão a vida eterna e os ímpios serão destruídos, não de forma instantânea, mas lentamente, ocorrendo no final um aniquilamento total. Contudo, as Escrituras, sem margem de dúvida, ensinam a existência de castigo e tormento consciente e eterno para os que não creem em Deus (Mt 8.11-12, 13.42, 22.13, 25.41; Lc 13.24-28, 16.19-31; 2 Pe 2.17; Jd 13; Ap 14.9-11, 19.20, 20.10). Ao expressar a destruição dos ímpios, a Bíblia não ensina que eles deixarão de existir, mas que terão uma condição contínua de sofrimento. Daniel 12.2 e Mateus 25.46 corroboram ao afirmar que: a) os justos ressuscitarão para a vida e gozo eternos; b) os ímpios ressuscitarão para vergonha e horror igualmente eternos. A palavra morte na Bíblia significa separação e não aniquilamento. Morte física é a separação do espírito do corpo; morte espiritual é a separação do espírito, de Deus; e, morte eterna é a separação completa eterna da alma humana, da presença e da influência de Deus e de qualquer um. A Doutrina da Expiação O pensamento adventista quanto a doutrina da expiação concebido pela “profetiza” Hellen White é o seguinte: 1 – Em 1844, Cristo começou a purificação do santuário celestial; 2 – O céu é a réplica do santuário típico sobre a Terra, com dois compartimentos: o lugar santo e o santo dos santos; 3 – No primeiro compartimento do santuário celestial, Cristo intercedeu durante dezoito séculos (do ano 33 ao ano 1844), em prol dos pecadores penitentes, “entretanto seus pecados permaneciam ainda no livro de registros”; 4 – A expiação de Cristo permanecera inacabada, pois havia ainda uma tarefa a ser realizada, a saber: a remoção de pecados do santuário do céu; 5 – A doutrina do santuário levou o Adventismo do Sétimo Dia finalmente a declarar: “nós discordamos da opinião de que a expiação foi efetuada na cruz, conforme geralmente se admite”. Satanás o Bode Expiatório Esse talvez seja o principal aspecto que separa a doutrina dos adventistas dos demais cristãos e que por ser tão herética, desqualifica-os totalmente do cristianismo. Baseados em Levítico 16.22,26 eles interpretam que o bode sacrificado dessa passagem representa Cristo e o bode emissário representa Satanás. Eles pregam que todos os nossos pecados serão lançados sobre o Diabo e carregados por ele e, por essa razão, Satanás será destruído, expiando o pecado com a vida, ou seja, quando se completar a obra de expiação no santuário celestial, serão postos sobre o Diabo os pecados do povo de Deus. Essa interpretação têm dois erros graves: o primeiro é que Satanás leva sobre si os pecados dos salvos, sendo desta forma co-salvadorde Jesus e, o segundo é que Satanás será destruído. Nessa passagem das Escrituras, dois bodes em torno de um ano de idade eram separados e guardados para serem apresentados no dia da expiação. O sumo sacerdote lançava sortes, um bode seria chamado de “Hazazel” que significa “bode emissário”, aquele que tira o pecado do meio do povo. Os anciãos imporiam as mãos sobre aquele animal confessando os pecados que não conheciam e pediriam perdão a Deus. Depois disso o sacerdote levaria aquele bode para o lugar mais distante no deserto, porque aqueles pecados, a culpa e a condenação estavam sendo retirados de sobre o povo. O bode que tinha sobrado era o expiatório e iria morrer. Qualquer um dos bodes poderia ser o emissário ou expiatório. O sangue do animal que morria era recolhido e esse animal era oferecido pelo pecado, mas seria sacrificado como se fosse um holocausto, nada sobraria dele nem o couro, ele seria completamente queimado. O sangue seria levado para dentro do altar e apresentado para tirar a culpa do pecado de sobre a nação de Israel. Só os anciãos e os líderes da nação poderiam estar ali. O povo ficava em casa confessando seus pecados e jejuando desde o por do sol de um dia, até o por do sol do outro dia, buscando discernir o que tinham feito, para começar um novo ano em santidade. Era uma visão de cura da vida, do coração. Isso acontecia no primeiro mês civil. Um detalhe importante é de que todos os animais utilizados nos rituais eram sem defeito; como poderia Satanás ser representado por um animal sem mácula? Em oposição ao ensino adventista, foi Jesus Cristo que de forma única apagou as nossas transgressões e carregou os nossos pecados (Is 53.6; Jo 1.29; 1 Pe 2.24, 3.18). Quanto aos ensinamentos doutrinários adventistas da destruição de Satanás, a Bíblia ensina que ele será atormentado para todo e sempre (Ap 20.10). A Proibição de Alimentos Baseados em Levítico 11 e Isaías 65.4, o adventista acredita que comer é um ato ligado à vida espiritual, não um ato meramente físico para satisfazer o corpo. Todavia, quais seriam os motivos pelos quais Deus proibiu o uso de alguns alimentos? Em primeiro lugar, Lv 11 fala sobre a purificação, ou seja, a pureza do povo, o cuidado que o povo de Israel tinha que ter com seu próprio corpo, com a alimentação. Estamos falando de saúde; o cuidado que Deus tinha para que aquele povo fosse saudável e não ficasse coberto de enfermidade. Deus fala dos alimentos saudáveis, o que se devia ou não comer, qual o tipo de carne, ave e peixe que deveriam comer. O peixe devia ter escamas, o que não tinha escamas não deveria ser comido. O mamífero para ser comido tinha que ruminar e ter as unhas e o casco fendidos, divididos em dois. O cavalo, por exemplo, rumina, mas não tem o casco fendido, já o porco, tem o casco fendido, mas não rumina, então não podiam ser comidos. Nem todos, mas a maioria de animais com essas características, tem maior tendência a transmitir doenças. Não podemos esquecer que estamos falando de um povo que não tinha cozinha, nem panelas e recursos como os de hoje, por isso era tão importante o cuidado que deveriam ter com a alimentação. Em segundo lugar, os animais vetados por Deus para consumo representam a contaminação pelo pecado do homem, mas esses mesmos animais deixariam de ser imundos quando Jesus reconciliasse todas as coisas com Deus (Cl 1.20). Na verdade, o Novo Testamento mostra que todos os animais agora são puros e podem ser comidos pelo homem (Mc 7.19; At 10.10-15; Rm 14.1-3; Lc 10.8; Cl 2.16; I Tm 4.1-5). Por último, não é o que entra pela boca que contamina o homem e sim o que sai da boca. Mt 15.11,17-20; Mc 7.15,18-23). Plágio nos Escritos “Inspirados” de Helen White Walter Rea, em seu livro The White lie (A Mentira Branca) diz, com sobejas e irrefutáveis provas, que o material utilizado nos escritos de Ellen White foi recolhido de inúmeros autores, adventistas e não adventistas, não somente por ela, mas ainda por um razoável número de pessoas, como James White e várias secretárias, sem falar de ministros, que também davam a sua colaboração. E tudo foi feito, compilado, pilhado e publicado em nome de Deus e dos anjos. E nada havia que não fosse inspirado. Dá-nos pena ver os defensores de Ellen White empenhados na tentativa de inocentar o seu procedimento, citando outros autores que igualmente foram excelentes peritos na arte de plagiar. Mas o que tem a ver uma coisa com a outra? Desde quando o erro justifica o erro? Nenhum réu confesso se tornou isento de culpa pela existência de outros nas mesmas condições. Conclusão Resumindo, o Adventismo do Sétimo Dia tem a aparência de uma igreja cristã genuína, todavia, o ensino herético em torno da volta de Cristo, a incerteza da expiação completa, o fato de propagar destruição dos ímpios e o sono do salvo após a morte, a ênfase exagerada no legalismo através da guarda da lei do Antigo Testamento. Esses são aspectos cruciais que obscurecem o Evangelho puro da graça, tornando os adventistas em falsos pregadores da fé cristã. Contrariando os Adventistas e Bíblia ensina que: a obra expiatória de Cristo é perfeita (Hb 7.27, 10.12-14); a salvação do crente é perfeita e imediata (Jo 5.24, 8,36; Rm 8.1; 1 Jo 1.7). BIBLIOGRAFIA OLIVEIRA, Raimundo. Seitas e Heresias – um sinal do fim dos tempos. Rio de Janeiro: Editora CPAD, 2002 ARAÚJO, Ubaldo Torres de. Adventistas do Sétimo Dia – A Igreja de Vidro. SANTANA, Joel. Igreja Adventista do Sétimo Dia – que Seita é essa?. Rio de Janeiro: S/E, 2005 MARTINS, Jaziel Guerreiro. Seitas e Heresias do Nosso tempo. Paraná: Santos editora, 2000 Revista Religiões e Religiosidade – vários autores – editora: Cristã Evangélica, São Paulo, 2012 CABRAL, J. Religiões, Seitas e Heresias à luz da Bíblia. Editora: Universal Produções – Coleção Reino de Deus, Rio de Janeiro, 1980 RINALDI, Natanael. ROMEIRO, Paulo. Desmascarando as Seitas. Editora: CPAD, Rio de Janeiro, 1996 CHAMPLIN, R.N. Ph.D. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Editora: Hagnos, São Paulo, 2013. 11ª Edição. ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Almeida Revista e Atualizada. Editora SBB ARAÚJO, Ubaldo Torres de. Igreja de Vidro. ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA Estão em foco algumas seitas religiosas que se originaram com o movimento do advento, resultante dos ensinos de William Miller (1782-1849). Os membros desse movimento enfatizavam c segundo advento pré-milenar de Cristo e a renovação da terra como habitação dos remidos, após a ressurreição física dos mortos. Miller (ver o artigo) levava muito a sério as passagens proféticas e apocalípticas da Bíblia; e através da manipulação dos dados que aparecem no livro de Daniel, ele concluiu que o segundo advento ocorreria entre 1843 e 1844. Passou a fazer muitas conferências, começando em Dresden, NY. Anunciou a condenação iminente e um grande número de pessoas converteu-se. Assim, uma nova seita nasceu. O espírito geral de temor provocou excessos. As pessoas venderam as suas propriedades, e muitas abandonaram as atividades normais da vida diária. Periódicos passaram a ser publicados, alertando o mundo, a saber: Clamor de Meia-Noite, Sinais dos Tempos e Trombeta da Alarma. Quando as predições de Miller falharam, alguns abandonaram o movimento, mas este agora já estava firmemente estabelecido. E assim nasceu uma nova denominação. Idéias principais, a. Aniquilamento dos ímpios, b. Sono da alma, desde a morte física ao dia do juízo. c. Criação de novos céus e de nova terra, sendo que este seria o lar dos remidos ressuscitados, d. Um milênio entre a primeira e a segunda ressurreição, onde esta última apenas assinalaria um juízo que resultaria no total aniquilamento dos perdidos, e. Não haveria conversão do mundo ao evangelho, f. Satanás continuaria assediando o trabalho dos remidos até o fim. Em outras doutrinas, são essencialmente evangélicos. Desistência. Vários grupos adventistas desistiram de acompanhar o movimento original. Jonathan Cummingsdizia que a imortalidade é um dom de Cristo dado apenas a alguns poucos, que seriam escolhidos quando da ressurreição. E organizou um movimento chamado Igreja Cristã do Advento, em Worchester, Massachussets, em 1861. Esse grupo continua sendo uma agremiação bastante numerosa, com muitas igrejas. James Bates e James White, em 1844, declararam-se a favor da observância do sétimo dia como sagrado, permitindo que somente a Bíblia fosse usada como regra de fé e prática. Em uma conferência, efetuada em Battle Creek, em Michigan, em 1860, formou-se a denominação: Adventistas do Sétimo Dia. Suas idéias básicas são as seguintes: a. As Escrituras são leis acerca de tudo. b. Adoração e descanso no sétimo dia. c. Expulsão de membros que usam o tabaco ou qualquer outra forma de intoxicantes, d. Ênfase sobre o segundo advento de Cristo, como um retorno iminente, embora de data desconhecida. Um outro grupo separou-se sob a liderança de Elder Cranmer, em protesto a reivindicação de inspiração divina por parte de um dos membros fundadores da denominação dos Adventis- tas do Sétimo Dia. Esse grupo, embora menor que o anterior, continua contando com um bom número de igrejas. Seu nome é Igreja de Deus Adventista. Todavia, ainda um outro grupo se formou, chamado União de Vida e Advento, fundado em Nova Iorque, em 1863, sob a liderança de John T. Walsh, que deixou de acreditar na ressurreição dos ímpios, terminado o milênio. Pois se os ímpios serão apenas julgados, para logo serem aniquilados, por que ressuscitariam? Esse grupo tem continuado pequeno até hoje. Finalmente, temos as Igrejas de Deus em Jesus Cristo, que vieram à existência em novembro de 1888. Esse grupo defende todas as doutrinas adventistas originais. Tem sobrevivido até nossos dias com modesto número de igrejas.