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Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do 
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados 
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02 
 
 
 
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 140 
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita 
5) QUESTÕES 105 
6) REFERÊNCIAS 139 
 
 
1) Introdução à aula 02 
 
Que bom que você veio para a nossa aula 02! 
Nesta nossa aula 02 do curso de Direito Administrativo para 
Analista Judiciário do TRT-MG, falaremos do seguinte assunto: ³Ato 
administrativo: requisitos, atributos, classificação, ato administrativo 
em espécie, revogação e invalidação do ato administrativo.´� 
Num concurso como este, em que a matéria é muito extensa, não 
há como você ler uma aula hoje e apreender tudo até o dia da prova. 
Por isso, programe-se para ler os resumos na semana que antecede a 
prova. Lembre-se: o planejamento é fundamental. 
Chega de papo, vamos à luta! 
 
2) Atos Administrativos 
2.1. Conceito de ato administrativo. 
 
Antes de conceituarmos ato administrativo, devemos distinguir os 
conceitos de fato e de ato, de modo que a ideia do ato administrativo 
fique clara. 
Fato: é acontecimento sem qualquer interferência da vontade 
humana. Ato, por sua vez, é manifestação de vontade praticada pelo 
homem. 
6H� ³DWR´� p� PDQLIHVWDomR� GD� YRQWDGH� KXPDQD�� ³atos 
administrativos´� VmR� GHFODUDo}HV� KXPDQDV� �H� QmR� meros fenômenos 
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do 
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados 
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02 
 
 
 
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IMPORTANTE: Dos demais dispositivos da Lei nº 9.784/99 e do 
Decreto nº 83.937/79, extraem-se as seguintes conclusões que já 
foram cobradas em inúmeras provas de concursos, são elas: 
x o ato de delegar pressupõe a autoridade para subdelegar; 
x pode haver delegação de competências a órgãos não 
subordinados; 
x a delegação pode ser parcial; 
x ela deve ser feita por prazo determinado; 
x a autoridade delegante pode permanecer com o poder de 
exercer a competência de forma conjunta com a delegatária. 
Por fim, com relação à competência, o aluno deve ter em mente 
que, quando o agente público atua fora de sua esfera de competência, 
ocorre o excesso de poder (Alexandrino, 2010, p. 440). 
Além do elemento sujeito ou competência, existe o elemento 
forma. 
Com relação a esse elemento, Di Pietro (2009, p. 207) destaca que 
ela tem duas acepções: 
a) em sentido estrito: a forma é considerada como a exteriorização 
do ato, ou seja, o modo pelo qual a declaração se apresenta; 
b) HP� VHQWLGR� DPSOR�� D� IRUPD� LQFOXL� ³WRGDV� DV� formalidades que 
devem ser observadas durante o processo de formação da 
vontade da Administração, e até os requisitos concernentes à 
SXEOLFLGDGH�GR�DWR´� 
A regra, estabelecida no art. 22 da Lei n. 9.784/99, é o 
informalismo do ato administrativo. 
Em seguida, ainda com relação aos elementos do ato 
administrativos apresentados na Lei nº 4.717/65, destacamos o 
objeto. 
O objeto é o conteúdo material, é o que o ato realiza, é a resposta 
jV�VHJXLQWHV�SHUJXQWDV��³2�TXr�p�R�DWR"´��³3DUD�TXr�VHUYH�R�DWR"´��2�
objeto deve ser lícito, certo e moral. 
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Foi isso que ocorreu no ROMS 29774, acima indicado. O STJ 
declarou nulo o ato da administração de reduzir unilateralmente o valor 
pago às escolas que realizam cursos para a obtenção da CNH em 
percentual muito superior ao verificado como necessário pelo estudo 
técnico da própria administração. Esse estudo foi, justamente, o 
utilizado pela administração como motivação para a redução do valor do 
contrato com as escolas. 
Por fim, com relação ao conceito de procedimento 
administrativo, mais uma vez invocamos a lição de Di Pietro. A 
professora ensina (2009, 197) que determinados atos são preparatórios 
de um ato principal, mesmo assim, esses atos são considerados atos 
administrativos, pois integram um procedimento ou fazem parte de um 
ato complexo. 
Assim, procedimento administrativo seria o rito legal a ser 
percorrido pela Administração para a obtenção de efeitos regulares de 
um ato administrativo principal. 
Importante deixar claro que adotamos os elementos do ato 
administrativo segundo a definição legal (Lei nº 4.717/65) e a lição da 
maioria da doutrina do direito administrativo (Di Pietro, José dos Santos 
Carvalho Filho, Vicente Paulo etc.). 
Não ignoramos a lição de Bandeira de Mello de que há outros 
elementos do ato administrativo, quais sejam: conteúdo (para o autor, 
o conteúdo é o próprio ato, se diferenciando do objeto, porque este 
seria sobre o que trata o ato), causa (relação entre o motivo ± fato ± e 
o conteúdo do ato sob o enfoque da finalidade conferida pela lei), 
requisitos procedimentais (percurso percorrido pelo ato até a sua 
edição), formalização (modo específico pelo qual o ato administrativo 
deve ser externado) e pertinência à função administrativa (só é ato 
administrativo aquele que seja afeto às atividades administrativas). 
Não abordaremos profundamente a lição desse doutrinador, pois 
ele representa posição isolada no direito administrativo nesse ponto. 
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Gabarito: B 
 
2. (FCC ± 2013 ± DPE/RS- Analista Administração) Servidor 
público integrante do Poder Executivo estadual editou ato 
administrativo concedendo a entidade privada sem fins lucrativos 
permissão de uso de bem público, em caráter precário. 
Subsequentemente, veio a saber que seu superior hierárquico era 
desafeto do dirigente da entidade permissionária e, temendo 
represálias, revogou o ato concessório, apresentando como fundamento 
GD�UHYRJDomR�R�PRWLYR�í�IDOVR�í�GH�TXH�D�$GPLQLVWUDomR�QHFHVVLWDYD�GR�
imóvel para outra finalidade pública. Considerando a situação fática 
apresentada, o ato de revogação 
 
(A) padece de vício quanto ao motivo, em face da falsidade do 
pressuposto de fato para a edição do ato. 
(B) padece de vício quanto à competência, eis que somente o 
superior hierárquico poderia revogar o ato vinculado. 
(C) é legal, eis que, em se tratando de ato vinculado, é passível a 
revogação a critério da Administração. 
(D) é legal, eis que atos discricionários não estão sujeitos a 
controle quanto ao motivo ou finalidade. 
(E) é ilegal, eis que os atos discricionários não são passíveis de 
revogação. 
 
Vimos que o motivo declarado vincula o ato para todos os efeitos 
jurídicos. Dessa forma, fica fácil saber que a revogação padece de vício 
quanto ao motivo. 
Gabarito: A 
 
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3. (Prefeitura do RJ Auxiliar de Procuradoria PGRJ 2013) O 
elemento do ato administrativo segundo o qual todo ato deve ser 
praticado visando o interesse público é: 
(A) forma 
(B) competência 
(C) finalidade 
(D) objeto 
A finalidade é o resultado específico que o agente quer alcançar 
com a prática do ato, é o efeito que ele deseja produzir ao praticar o 
ato, visando ao interesse público. 
*DEDULWR��/HWUD�³F´ 
 
4. (FCC-2011-TRF-1ª REG-Técnico Judiciário) O motivo do ato 
administrativo 
a) é sempre vinculado. 
b) implica a anulação do ato, quando ausente o referido motivo. 
c) sucede à prática do ato administrativo. 
d) corresponde ao efeito jurídico imediato que o ato administrativo 
produz. 
e) não implica a anulação do ato, quando falso o aludido motivo. 
 
Letra (A). O motivo e o objeto são os requisitos do ato 
administrativo que podem ser tanto vinculados como discricionários. 
Logo, está INCORRETA. 
Letra (B). O motivo é a causa imediata dos atos administrativos 
ocorrida no mundo dos fatos, ele é pressuposto que serve de 
fundamento para o ato. Assim, se ausente o motivo, ocorre a anulação 
do ato. Logo, está CORRETA. 
Letra (C). O motivo do ato administrativo antecede à prática do 
ato. Logo, está INCORRETA. 
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Letra (D). O motivo é a causa imediata do ato administrativo e não 
o efeito imediato. Logo, está INCORETA. 
Letra (E). A indicação de motivo falso invalida o ato administrativo. 
Logo, está INCORRETA. 
Gabarito: B 
 
5. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) Em certos atos, a lei permite ao agente proceder a uma avaliação 
de conduta, ponderando os aspectos de conveniência e à oportunidade 
relacionados com o mérito administrativo e que abrangem os seguintes 
elementos: 
(A) competência e forma 
(B) forma e motivo 
(C) motivo e objeto 
(D) competência e objeto 
 
Tratando-se de aspectos relacionados à conveniência e à 
oportunidade, a discricionariedade do agente se limita ao motivo e 
objeto do ato, pois os outros aspectos são determinados por lei. 
Gabarito: Letra c 
 
6. (Prefeitura do RJ ± Guarda Municipal ±CGRJ -2011) Um 
exemplo típico de espécie de ato administrativo quanto à forma de 
exteriorização é: 
(A) o contrato 
(B) o decreto 
(C) a lei 
(D) a sentença 
O decreto é uma espécie de ato administrativo que se configura 
como um ato exterior, pois possui efeitos além da esfera ao qual foi 
originado. 
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*DEDULWR��/HWUD�³%´ 
 
7. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central) 
Em relação aos atos administrativos, analise as assertivas abaixo. 
I - Os elementos dos atos administrativos são competência, forma, 
motivo, objeto e finalidade. 
II - Os atos administrativos discricionários não são passíveis de 
revogação pela própria Administração Pública, mas estão sujeitos a 
controle judicial, inclusive no que tange ao mérito administrativo. 
III - O direito da Administração Pública de anular os atos 
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para seus 
destinatários, em âmbito federal, decai em cinco anos, contados da 
data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. 
É (São) correta(s) APENAS a(s) assertiva(s) 
a) I. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II . 
e) III. 
Os elementos dos atos administrativos são: competência, 
finalidade, forma, motivo e objeto. Os atos administrativos 
discricionários são passíveis de revogação pela própria Administração 
Pública. A revogação é a retirada, do mundo jurídico, de um ato válido, 
mas que, segundo critério discricionário da Administração, tornou-se 
inoportuno ou inconveniente. Caso a Administração não anule o eivado 
de ilegalidade, ocorre a convalidação por decurso de prazo de 5 anos 
(decadencial), salvo se comprovada má-fé do beneficiário. 
*DEDULWR��/HWUD�³F´� 
 
8. (FUNCAB ± 2010 ± IDAF/ES ± Administrador) Para Hely 
Lopes Meireles, ato administrativo é o mesmo que ato jurídico, isto é, 
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todo aquele que tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, 
modificar, ou extinguir direitos. 
Considerando os elementos necessários à formação do ato 
administrativo, assinale a assertiva correta. 
A) São necessários, mas não suficientes à formação do ato 
administrativo: competência e finalidade. 
B) São necessários e suficientes à formação do ato administrativo: 
competência, forma e motivo. 
C) A finalidade pública é que torna o ato administrativo idêntico ao 
ato jurídico. 
D) São necessários, mas não suficientes à formação do ato 
administrativo: forma e objeto. 
E) A finalidade pública e o objeto são suficientes para a formação 
do ato administrativo. 
Os elementos do ato administrativo são: competência, forma, 
objeto, motivo e finalidade, portanto a única alternativa possível é a 
³D´��e�LPSRUWDQWH�PHPRUL]DU�HVWHV�HOHPHQWRV��VmR�PXLWR�FREUDGRV�QRV�
concursos! 
A letra D está errada, pois a forma só é necessária para a formação 
do ato quando a lei expressamente a prevê. 
Gabarito: A 
 
9. (FUNCAB ± 2010 ± DER/R0 ± Administrador) Sobre 
descentralização e delegação de competência, assinale a alternativa 
correta. 
A) A delegação de competência é utilizada como instrumento de 
centralização administrativa. 
B) A delegação de competência deve ser utilizada com o objetivo 
de assegurar maior rapidez e objetividade às decisões, situando-as na 
proximidade dos fatos, pessoas ou problemas a atender. 
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C) A descentralização implica a realização das atividades 
administrativas por intermédio dos inúmeros órgãos e agentes que 
compõem a estrutura funcional da Administração Direta. 
D) O ato de delegação é sempre genérico, e independe de 
indicação da autoridade delegante, da autoridade delegada e das 
atribuições objeto de delegação. 
E) Não é permitida a delegação de competência no âmbito da 
Administração Pública brasileira. 
 
A delegação de competência é um ato administrativo que visa a 
aproximação da Administração Pública ao cidadão, buscando atender 
seus ensejos de forma mais imediata e célere. Ela é um instrumento de 
descentralização administrativa ± e não de centralização. Logo a 
alternativa ³D´�HVWi�HUUDGD�H�D ³E´�HVWi�FRUUHWD� 
Se você já estudou administração direta e indireta sabe que a 
desconcentração está afeta à redistribuição interna de competência 
entre órgãos criados dentro de umamesma pessoa jurídica componente 
da estrutura da Administração e que a descentralização implica na 
realização de atividades administrativas por meio de outras pessoas 
jurídicas criadas na estrutura do Estado. $VVLP��R�LWHP�³F´�HVWi�HUUDGR�� 
O ato de delegação deve ser específico, indicando para qual 
autoridade se está fazendo a delegação e qual é o objeto da mesma. 
,WHP�³G´�HUUDGR� 
2EYLDPHQWH�� D� OHWUD� ³H´� HVWi� HUUDGD�� SRLV� D� GHOHJDomR� p� VLP�
admitida na Administração Pública brasileira. 
Gabarito: B 
 
2.3. Atributos (ou características) do ato 
administrativo. 
O primeiro ponto que costuma cair em concurso relativo aos 
atributos é a sua diferenciação com relação aos elementos. Enquanto 
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estes são necessários para a própria formação e validade do ato, 
aqueles são as características comuns aos atos administrativos. 
De modo geral, a doutrina identifica os seguintes atributos dos atos 
administrativos: 
x presunção de legitimidade (e veracidade) ± presunção juris 
tantum (= presunção jurídica que pode ser ilidida caso exista prova em 
contrário) de que os atos estão adequados ao direito e verídicos quanto 
aos fatos. Conseqüências disso: auto-executoriedade e inversão do 
ônus da prova (Alexandrino, 2010, p. 458); 
x imperatividade ± os atos administrativos se impõem a terceiros, 
independentemente de sua concordância, criando obrigações ou 
impondo restrições. Decorre do poder extroverso do Estado ± 
prerrogativa que tem o Estado de praticar atos que influam na esfera 
jurídica de terceiros. Nem todos os atos administrativos, contudo, 
possuem esse atributo, pois nem todos geram deveres a terceiros 
(Bandeira de Mello, 2010, p. 419); 
x Autoexecutoriedade ± Se subdivide em: 
o exigibilidade ± esse atributo é definido por Bandeira de Mello 
(2010, S�� ����� FRPR� D� ³TXDOLGDGH� HP� YLUWXGH� GD� TXDO� R�
Estado, no exercício da função administrativa, pode exigir de 
terceiros o cumprimento, a observância, das obrigações que 
LPS{V´�� ,VVR� TXHU� GL]HU� TXH� DOJXQV� DWRV� DGPLQLVWUDWLYRV�
impõem ao particular uma obrigação de fazer ou de dar, mas 
não chegam ao ponto de autorizar a Administração a 
promover uma coação material para que o particular execute o 
ato. 
o executoriedade ± é o atributo que possibilita ao Poder 
Público implementar materialmente o ato administrativo, 
podendo, inclusive, se valer do uso da força sem a 
necessidade de autorização judicial prévia. A administração 
pode se valer desse atributo quando SINAL DE ALERTA!: 
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C) Discricionariedade e imperatividade. 
D) Imperatividade e autoexecutoriedade. 
E) Autoexecutoriedade e competência. 
 
A questão tem a intenção de confundir o candidato, misturando 
princípios administrativos com atributos dos atos administrativos, muita 
atenção na leitura! São atributos dos atos administrativos, dentre 
outros mencionados na aula, a imperatividade e a autoexecutoriedade. 
Gabarito: D 
 
12. (FCC ± 2013 - TRT-15ª ± Analista Judiciário- área 
Administrativa) Os atos administrativos gozam de atributos específicos, 
dos quais não dispõem os atos praticados sob a égide do regime jurídico 
de direito privado. Dentre eles, a 
(A) presunção de validade, que se consubstancia na consideração 
de que os atos administrativos, enquanto existentes, são válidos e 
gozam de autoexecutoriedade. 
(B) exigibilidade, que garante a execução material dos atos 
administrativos, independentemente de intervenção judicial. 
(C) imperatividade, que atribui aos atos administrativos a 
capacidade de imposição a terceiros, com ou sem sua concordância. 
(D) presunção de exigibilidade, que possibilita a coação material 
dos atos administrativos mediante autorização superior. 
(E) presunção de validade entre as partes, somente podendo haver 
descumprimento mediante desconstituição do ato no âmbito judicial. 
 
Essa é bem tranquila né? É bem fácil perceber que o único item 
TXH� QmR� p� DSOLFDGR� DR� GLUHLWR� SULYDGR� p� R� GD� ³LPSHUDWLYLGDGH´�� 2UD��
imposição a terceiros, com ou sem sua concordância, é atributo bem 
específico do ato administrativo! 
Gabarito: C 
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13. (FCC - 2013 - TRT - 18ª Região (GO) - Analista Judiciário - 
Área Judiciária) Pode-se conceituar os atos administrativos como 
manifestações de vontade do Estado, as quais são dotadas de alguns 
atributos. Dentre eles, destaca-se a presunção de legitimidade e 
veracidade, que 
 
 a) significa a presunção absoluta de conformidade com a lei, 
dependendo de decisão judicial para eventual desfazimento. 
 b) consiste na presunção de que o ato praticado está conforme a 
lei e de que os fatos atestados pela Administração são verdadeiros, 
admitindo, no entanto, prova em contrário. 
 c) significa uma derivação do princípio da legalidade, na medida 
em que os atos praticados pela Administração possuem força de lei, 
podendo instituir direitos e obrigações aos administrados. 
 d) consiste na necessidade de que sejam confirmados pelo poder 
judiciário quando veicularem a produção de efeitos limitadores de 
direitos dos administrados. 
 e) significa que os atos administrativos se impõem a terceiros, 
mesmo que esses não concordem, podendo a Administração adotar 
medidas coercitivas diretas e concretas para fazer valer sua decisão. 
 
 Pessoal, primeiramente, vamos lembrar que a presunção de 
veracidade dos atos administrativos é juris tantum, ou seja, admite 
presunção em contrário. Não é derivação do princípio da legalidade e 
também não se confunde com autoexecutoriedade. Significa que, uma 
YH]� TXH� HQWUDP� QR� PXQGR� MXUtGLFR�� Vy� VmR� ³UHWLUDGRV´� FDVR� VHMD�
demostrado que que existe vício por parte do requerente, que leva seu 
pleito ao Judiciário. 
 *DEDULWR��³E´� 
 
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14. (FCC 2013 TRT 9ª REGIÃO (PR) Analista Judiciário 
Medicina) Os atos administrativos possuem atributos específicos, dos 
quais decorrem consequências, sendo correto afirmar que 
 a) da autoexecutoriedade decorre a possibilidade do ato ser posto 
diretamente em execução pela Administração, mediante autorização do 
Poder Judiciário. 
 b) da autoexecutoriedade, quando expressamente prevista em lei, 
decorre a possibilidade da Administração pública aplicar medidas 
coercitivas independentemente de autorização judicial. 
 c) da presunção de legitimidade e de veracidade do ato 
administrativo, decorre que fica afastada a possibilidadede controle do 
ato pelo Poder Judiciário enquanto for mantida essa qualificação. 
 d) da imperatividade do ato administrativo decorre que fica 
afastada a possibilidade de controle do ato pelo Poder Judiciário. 
 e) da presunção de legitimidade decorre a imperatividade do ato 
administrativo, que autoriza a adoção de medidas coercitivas pela 
Administração pública independentemente de autorização judicial. 
 
 Pessoal, uma das facetas da autoexecutoriedade é a possibilidade 
que certos atos administrativos ensejam de imediata e direta execução 
pela própria administração, independentemente de ordem judicial, 
afinal, imagine a demora e prejuízo que seriam esperar uma ordem 
judicial para fechar um estabelecimento que vende alimentos fora do 
prazo de validade, por exemplo. 
Gabarito: B 
 
15. (Prefeitura do RJ ± Advogado Júnior ±CGGT -2012) Segundo 
a doutrina, verificada a situação que provoca a execução do ato, a 
autoridade administrativa de pronto o executa, ficando, assim, 
resguardado o interesse público. Tal característica corresponde à: 
(A) presunção de legitimidade 
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(B) presunção de legalidade 
(C) autoexecutoriedade 
(D) imperatividade 
Evidentemente é a autoexecutoriedade, a qual consiste na 
característica dos atos administrativos de serem prontamente 
executados, uma vez cumpridos os requisitos legais. 
*DEDULWR��/HWUD��³F´ 
 
16. (FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário ± Enfermagem) 
Os atos administrativos são dotados de atributos peculiares. Dentre 
eles, destaca-se a autoexecutoriedade, que se traduz 
 a) no atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a 
todos. 
 b) no dever da administração de praticar os atos previamente 
previstos em lei para cada situação concreta. 
 c) no poder da administração pública de decidir pela validade ou 
não de determinado ato. 
 d) no poder da administração atestar, unilateralmente, se 
determinado ato administrativo foi executado conforme a lei. 
 e) na possibilidade da própria administração pública colocar 
determinado ato administrativo em execução, independentemente de 
prévia manifestação do Poder Judiciário. 
 
Depois de estudar fica fácil, não fica, pessoal? Está na cara que a 
resposta é a OHWUD�³H´��SRLV�WUD]�D�GHILQLomR�GDGD�DFHUFD�GR�DWULEXWR�GD�
³DXWRH[HFXWRULHGDGH´� 
Gabarito: E 
 
17. (FCC-2011-TRE-RN-Técnico Judiciário) Nos atos 
administrativos: 
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a) a imperatividade é um atributo que existe em todos os atos 
administrativos. 
b) a invalidação é o desfazimento de um ato administrativo, e nem 
sempre ocorre por razões de ilegalidade. 
c) o motivo e a finalidade são requisitos sempre vinculados dos 
atos administrativos. 
d) a Administração pode autoexecutar suas decisões, empregando 
meios diretos de coerção, utilizando-se inclusive da força. 
e) a invalidação dos atos administrativos opera efeitos ex nunc. 
Do que estudamos até aqui, podemos concluir que a alternativa 
correta é a OHWUD�³G´�� 
Gabarito: D 
 
18. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) A característica do ato administrativo segundo a qual os atos são 
cogentes, obrigando a todos quantos se encontrem em seu círculo de 
incidência, corresponde à: 
(A) imperatividade 
(B) auto-executoriedade 
(C) vinculação 
(D) presunção de legitimidade 
Como visto no decorrer da aula, a característica que obriga os atos 
administrativos a se encontrarem em seu círculo de incidência é a 
imperatividade. 
Gabarito: Letra A 
 
19. (VUNESP - 2008 - DPE-MS - Defensor Público) São atributos 
do ato administrativo: 
 a) imperatividade e vinculação. 
 b) discricionariedade e imperatividade. 
 c) imperatividade e executoriedade. 
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 d) executoriedade e motivação. 
 
Essa é bem simples. Proibido errar, hein? São atributos do ato 
administrativo: presunção de legitimidade, autoexecutoriedade e 
imperatividade. 
Gabarito: C 
 
20. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central) 
Fernando, assessor jurídico de um órgão público federal, foi 
questionado a respeito da possibilidade de a Administração Pública 
interditar atividades ilegais e inutilizar gêneros impróprios para o 
consumo, independente de ordem judicial. Essa prerrogativa decorre do 
atributo dos atos administrativos identificado por 
a) autoexecutoriedade. 
b) presunção de legitimidade. 
c) presunção de efetividade. 
d) supremacia do interesse público. 
e) discricionariedade. 
 
Como vimos, a autoexecutoriedade é o atributo que possibilita ao 
Poder Público implementar materialmente o ato administrativo, 
podendo, inclusive, se valer do uso da força sem a necessidade de 
autorização judicial prévia. 
*DEDULWR��/HWUD�³D´� 
 
2.4. Classificação dos atos administrativos 
 
2.4.1 Existência, validade, eficácia e exeqüibilidade 
A distinção tratada neste ponto pode parecer, a primeira vista, um 
tanto quanto teórica e não muito importante. Não se engane, 
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concursando, o seu concorrente está estudando este tópico e ele já foi 
cobrado em outras provas! Por isso, avante! 
O ato administrativo é perfeito e passa a existir quando completa 
todas as suas fases de elaboração. Ele é válido quando expedido em 
conformidade com as exigências do ordenamento. É eficaz quando está 
pronto para produzir efeitos. 
Os efeitos podem ser típicos (previstos na norma) ou atípicos. 
Estes são divididos em preliminares ou prodrômicos (efeitos do ato a 
partir de sua edição até a produção dos efeitos típicos) e reflexos (os 
que atingem relações jurídicas de terceiros). 
Carvalho Filho (2005, p. 103) distingue a eficácia da 
exequibilidade. Esta ocorreria no momento em que a Administração 
pode dar operatividade ao ato, ou seja, executá-lo por completo. O ato 
pode ser eficaz e inexeqüível quando já transcorridas todas as fases 
para sua edição, mas, em virtude de determinação constante do próprio 
ato, ele só pode ser executado a partir de determinado momento. 
Dessas definições, pode-se concluir que o ato é: 
a) perfeito quando completou o seu ciclo de formação e está apto 
a produzir efeitos; 
b) imperfeito quando não completa o seu ciclo de formação; 
c) inválido quando está em desacordo com as leis ou os princípios 
jurídicos; 
d) ineficaz quando não está apto a produzir efeitos; 
e) inexequível quando a Administração ainda não pode executar o 
seu comando.Os atos são editados para serem perfeitos, válidos e eficazes. 
Contudo, pode-se identificar a ocorrência de atos (a) perfeitos, inválidos 
e eficazes; (b) perfeitos, válidos e ineficazes; (c) perfeitos, inválidos e 
ineficazes. 
A hipótese (a) ocorre quando o ato completa o seu ciclo de 
formação (perfeito) e se impõe ao administrado em razão de seus 
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atributos de presunção de legitimidade e de imperatividade (eficaz). 
Contudo, posteriormente, se verifica que ele foi editado contra 
determinada norma jurídica (inválido). 
A hipótese (b) ocorre quando o ato completa o seu ciclo de 
formação (perfeito), está de acordo com o ordenamento (válido), mas o 
administrador, ao editá-lo, impôs uma condição suspensiva ou um 
termo para que o ato comece a produzir efeitos após a ocorrência de 
evento futuro (ineficaz), é o chamado ato pendente (Alexandrino, 
2010, p. 433). 
A hipótese (c) ocorre quando o ato completa o seu ciclo de 
formação (perfeito), encontra-se em desconformidade com o 
ordenamento (inválido) e foi editado com uma condição suspensiva ou 
um termo (ineficaz). 
E quando o ato já completou seu ciclo de formação, é válido e já 
produziu todos os efeitos para os quais ele foi criado? Nesse caso, 
classifica-se esse ato como consumado. 
 
2.4.2 Vinculação e Discricionariedade 
 
Passando essa matéria para você, eu me lembro o quanto era dura 
a minha rotina de concursando. Fazia curso pela manha, trabalhava 7 
horas por dia no STJ e ficava na biblioteca da UnB até as 23:30. O 
concursando é um verdadeiro guerreiro! Ele não pode se perder no 
caminho traçado para o sucesso, deve manter o foco para não dar 
chance para a concorrência. 
No estudo desse ponto (vinculação e discricionariedade) você deve 
WHU� HP� PHQWH� D� VHJXLQWH� H[SUHVVmR� ³JUDX� GH� OLEHUGDGH´�� SRLV� D�
YLQFXODomR�RX�D�GLVFULFLRQDULHGDGH�GHSHQGH�MXVWDPHQWH�GHVVH�³JUDX�GH�
OLEHUGDGH´� FRQIHULGR� SRU� OHL� SDUD� DYDOLDU� VH� R� DWR� p� YLQFXODGR� RX�
discricionário. 
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22. (FCC 2013 TRT 9ª REGIÃO (PR) Técnico Judiciário 
Enfermagem) A respeito dos atos administrativos, é correto afirmar que 
 
a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de 
conveniência e oportunidade presente nos atos discricionários. 
b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e 
oportunidade pela Administração, que pode revogá-los a qualquer 
tempo. 
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela 
Administração, salvo por vício de legalidade. 
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e 
oportunidade presente nos atos vinculados. 
e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela 
Administração, de acordo com juízo de conveniência e oportunidade. 
 
Caros alunos, já estudamos o necessário para que você resolva 
com segurança essa questão. Você acertou? Vejamos: 
Letra (A). Trata-se do conceito de mérito administrativo. Logo, está 
CORRETA. 
Letra (B). Trata-se dos atos discricionários e não vinculados. Logo, 
está INCORRETA. 
Letra (C). Os atos discricionários são passíveis sim de revogação 
pela Administração. No caso de vício de legalidade, é situação de 
anulação. Logo, está INCORRETA. 
Letra (D). A discricionariedade está presente nos atos 
discricionários e não vinculados. Logo, está INCORRETA. 
Letra (E). A anulação é por motivos de ilegalidade, a revogação é 
que é por motivos de conveniência e oportunidade. Logo, está 
INCORRETA. 
Gabarito��OHWUD�³$´� 
 
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23. (FCC 2013 MP MA Analista Ministerial) Considere as 
seguintes assertivas concernentes à discricionariedade e vinculação na 
atuação administrativa: 
I. O ato vinculado é analisado apenas sob o aspecto da legalidade. 
II. Existe ato administrativo inteiramente discricionário. 
III. O ato discricionário é analisado apenas sob o aspecto do 
denominado mérito administrativo. 
IV. Um aspecto no qual concerne a discricionariedade é o momento 
da prática do ato, pois se a lei nada estabelecer, a Administração 
escolherá o momento mais adequado para atingir a consecução de 
determinado fim. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I e II. 
(B) I, II e III. 
(C) I e IV. 
(D) II, III e IV. 
(E) III e IV. 
 
I- 6HL�TXH�R�³DSHQDV´�GHL[D�R�FDQGLGDWR�HP�G~YLGD��0DV�p�LVVR�
mesmo! Aqui não há qualquer margem de liberdade para o 
administrador.. Como dito durante a aula, ele está amarrado às 
imposições legais. Item Correto. 
II- Lembra que estudamos a diferença entre ato discricionário e 
ato arbitrário? Gravem a informação de que não há ato 
administrativo praticado com liberdade absoluta ou com 
margem total e irrestrita de liberdade. 
III- Aqui sLP� WHPRV�TXH� WRPDU� FXLGDGR�FRP�R� ³DSHQDV´��2�DWR�
discricionário não é analisado apenas sob o aspecto do denominado 
PpULWR�DGPLQLVWUDWLYR��/HPEUD�TXH�YLPRV�TXH�³a lei prevê dois ou mais 
DWRV�SRVVtYHLV�SDUD�VH�FKHJDU�DR�UHVXOWDGR�SUHYLVWR´�H�TXH�´D�OHL�SUHYr 
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DSHQDV�R�UHVXOWDGR��PDV�QmR�D�IRUPD�GH�VH�FKHJDU�DWp�HOH´"�3RLV�HQWmR��
o aspecto legal também é fundamental na análise! 
IV- Perfeito o item. Isso mesmo! 
 
Gabarito: C 
 
24. (FCC ± 2013 0 TRT-15ª ± Analista Judiciário- área 
Administrativa) No que diz respeito ao controle que o Poder Judiciário 
exerce sobre os atos administrativos, é correto afirmar que os atos 
administrativos discricionários 
(A) não se distinguem dos denominados atos administrativos 
vinculados, isso em razão do alargamento do princípio da legalidade 
ocorrido a partir da Constituição Federal de 1988. 
(B) têm todos os elementos definidos em lei, cabendo ao judiciário 
examinar, em todos os aspectos, a conformidade do ato com a lei. 
(C) possibilita o controle judicial, mas terá que respeitar o espaço 
de escolha e decisão administrativa, nos limites em que assegurado à 
Administração pela lei. 
(D) não há restringem o controle exercido pelo Poder Judiciário, a 
partir da Constituição Federal de 1988, em razão do princípio da 
inafastabilidade da jurisdição. 
(E) não pode ser controlado pelo Poder Judiciário, estando sujeito, 
no entanto, à revogação, que consiste na retirada do ato que se dá por 
razões de oportunidade e conveniência. 
 
Essa é bem tranquila! Primeiro, é claro que os atos discricionários 
se diferem dos atos vinculados! Depois, já vimos que é possível o 
controle judicial, desde que, claro, não adentre no mérito 
administrativo.Portanto, letra C. 
Gabarito: C 
 
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25. (FCC 2013 TRT 15ª Analista Judiciário área 
Administrativa) A discricionariedade pode ser qualificada como atributo 
dos atos administrativos em geral. Quando se fala que determinado ato 
tem essa característica significa que 
(A) é o resultado de opção do administrador, dentre algumas 
alternativas, que a legislação lhe confere, proferida no âmbito do 
exercício de seu juízo de oportunidade e conveniência. 
(B) foi proferido como manifestação do juízo de oportunidade e 
conveniência, inovando a ordem jurídica e possibilitando a 
autoexecutoriedade de seu conteúdo. 
(C) foi proferido em estrito cumprimento de disposição legal, 
exteriorizando direito subjetivo do interessado. 
(D) é manifestação de vontade legítima do administrador, prevista 
ou não em lei, cuja edição configura direito subjetivo do interessado. 
(E) foi editado levando em conta fatores externos e internos do 
processo, sendo assim considerado ainda que fosse a única decisão 
passível de ser tomada, nos termos da lei 
 
Essa questão pode gerar bastante dúvida! Mesmo assim optei por 
colocá-la. Afinal, vocês precisam conhecer a que fará a prova de você, 
Qp"�&UHLR�TXH�PXLWRV�PDUFDULDP�D�OHWUD�³$´�FRPR�D�OHWUD�FRUUHWD��1mR�p��
2� WHUPR� ³RSomR´� VXJHUH� TXH� D� HVFROKD� p� intrínseca à pessoa do 
administrador e não é. A escolha deve ser pautada na questão da 
conveniência e oportunidade visando sempre o interesse público, e não 
R�SUySULR�LQWHUHVVH��$VVLP��OHWUD�³(´�D�FRUUHWD� 
 Gabarito: E 
 
26. (CESGRANRIO - 2012 - Innova - Advogado Júnior) Como é 
do conhecimento convencional, a revogação de um ato administrativo 
decorre de uma apreciação pautada por critérios de conveniência e 
oportunidade. 
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A esse respeito, tem se que 
a) tanto os atos administrativos discricionários, como os 
vinculados, são passíveis de revogação. 
b) a revogação de um ato administrativo deve ser precedida de 
processo administrativo disciplinar e pressupõe prévia indenização aos 
destinatários. 
c) a revogação de um ato administrativo submete-se a prazo 
prescricional de cinco anos, findos os quais se considera o ato perfeito e 
acabado. 
d) somente à própria Administração Pública reconhece- se 
competência para revogar os atos administrativos por ela editados. 
e) o ato de revogação tem natureza meramente declaratória e, 
como tal, produz efeitos ex tunc. 
 
Apenas os atos administrativos discricionários podem ser 
revogados, os atos vinculados são anulados. A revogação atinge o 
mérito administrativo (discricionários). Desta forma, somente à própria 
Administração Pública reconhece- se competência para revogar os atos 
administrativos por ela editados. Para revogação de um ato não há que 
se falar em processo administrativo disciplinar. O prazo de 5 anos é 
decadencial para que se revogue um ato. A revogação produz efeitos 
ex-nunc. 
 
Gabarito��/HWUD�³G´� 
 
27. (VUNESP - 2011 - TJ-SP - Titular de Serviços de Notas e de 
Registros - Critério Provimento) O ato discricionário praticado por 
autoridade incompetente, ou realizado por forma diversa da prevista em 
lei é 
 a) passível de retificação 
 b) juridicamente inexistente. 
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 c) ilegítimo e nulo. 
 d) anulável. 
 
Pessoal, percebam que nessa questão a banca cobrou a Teoria 
monista e deu como gabarito a letra C. 
Gabarito: C 
 
28. (CESGRANRIO - 2011 - BNDES - Profissional Básico) A 
prerrogativa de direito público que confere ao administrador público a 
possibilidade de escolher a conduta a ser praticada de acordo com 
critérios de conveniência e oportunidade denomina-se 
a) discricionariedade administrativa 
b) vinculação administrativa 
c) polícia administrativa 
d) intervencionismo administrativo 
e) consensualidade administrativa 
 
Vimos que quando o administrador se depara com alguma margem 
de liberdade para decidir acerca da realização de determinado ato, ele 
está diante de um ato discricionário. Nessas hipóteses, ele se valerá dos 
critérios de conveniência e oportunidade para tomar decisões. Isto é a 
discricionariedade administrativa. 
 
*DEDULWR��/HWUD�³D´� 
 
 
2.4.3 Outras classificações dos atos 
administrativos. 
Quanto às prerrogativas os atos administrativos se dividem em: 
atos de império (emitidos com os atributos gerais dos atos 
administrativos) e atos de gestão (emitido com as características 
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comuns dos atos dos particulares, p. ex.: quando a Administração aluga 
um imóvel ou vende um bem de uma empresa pública). 
Quanto à formação da vontade os atos se distinguem em: simples, 
complexos e compostos. 
É simples o ato editado por um só órgão (seja esse órgão 
composto de uma ou de várias autoridades, como ocorre, por exemplo, 
em um julgamento colegiado). E qual seria a distinção entre o ato 
complexo e o composto? 
É complexo o ato editado por dois ou mais órgãos distintos. 
Esses dois órgãos realizam um ato único e só após a passagem pelo 
segundo órgão o ato é perfeito e passa a existir (ex: aposentadoria de 
servidor público ± é realizada pelo órgão do qual o servidor faz parte e 
pelo Tribunal de Contas; nomeação de desembargador por meio de lista 
tríplice ± o tribunal faz uma lista com 3 nomes e o Governador ou o 
Presidente da República escolhe um nome). Basta lembrar da regra do 
2 x 1. 
Já o ato composto é aquele em que um órgão promove dois 
atos secundários para a realização de um ato principal (ex: parecer 
técnico e opinativo ± o servidor faz o parecer ± ato secundário ± e a 
autoridade superior aprova ± ato principal). Basta lembrar da regra do 1 
x 2. 
Esses são os conceitos de atos complexos e compostos mais 
aceitos, especialmente após a edição da Súmula Vinculante nº 3 do 
STF, que caracterizou o ato de aposentadoria como um ato complexo. 
Contudo, Di Pietro possui entendimento diverso. Ela entende que a 
nomeação de uma autoridade pelo Presidente, após a sabatina do 
Senado, é um ato composto. 
Quanto aos destinatários, os atos são gerais ou individuais (ex: 
decreto de desapropriação de uma determinada área). Os atos gerais se 
subdividem em concretos (ex: edital de um concurso público) e 
abstratos (ex: regulamento). 
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32. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) Segundo o critério das prerrogativas, os atos administrativos 
podem ser classificados como: 
(A) vinculados e discricionários 
(B) complexos e compostos 
(C) de império e de gestão 
(D) gerais e individuais 
Os atos administrativos, em relação ao critério das prerrogativas, 
podem ser classificados como de império ou de gestão, logo, alternativa 
³F´�FRUUHWD� 
Gabarito: Letra C 
 
33. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central - 
Area 1) Fernando, assessor jurídico de um órgão público federal, foi 
questionado a respeito da possibilidade de a Administração Pública 
interditar atividades ilegais e inutilizar gêneros impróprios para o 
consumo, independente de ordem judicial. Essa prerrogativa decorre do 
atributo dos atos administrativos identificado por 
a) autoexecutoriedade. 
b) presunção de legitimidade. 
c) presunção de efetividade. 
d) presunção de efetividade. 
e) discricionariedade. 
 
6HPSUH�TXH�KRXYHU�D�H[SUHVVmR�³LQGHSHQGHQWH�GH�RUGHP�MXGLFLDO´��
muito provavelmente será relacionado com o atributo da 
autoexecutoriedade da Administração. A Administração Pública pratica 
seus atos sem a necessidade prévia de autorização judicial, ou seja, 
HOHV�VH�³DXWRH[HFXWDP´� 
*DEDULWR��/HWUD�³D´� 
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2.5. Atos administrativos em espécie 
Hely Lopes Meirelles e Marcelo Alexandrino (2010, p. 464-477) 
agrupam os atos administrativos em cinco espécies: 
 
2.5.1 Atos administrativos normativos 
São os atos que contêm um comando geral editado pela 
Administração, buscando promover a melhor execução da lei. Diz-se 
que são leis em sentido material, uma vez que possuem comando geral 
e abstrato, mas não são leis em sentido formal porque não são editados 
pela vontade do povo por meio dos órgãos legislativos e não podem 
inovar no ordenamento jurídico. 
Os principais atos administrativos normativos são: 
2.5.2 Decretos 
São atos de competência exclusiva dos chefes do Executivo cuja 
função precípua é regulamentar a lei, buscando uma maior efetividade 
na sua execução, sem contrariá-la ou tratar de matérias que ela não 
trata (decreto regulamentar ou de execução). Excepcionalmente os 
decretos se caracterizam como ato legislativo primário (decreto 
autônomo). 
O decreto pode ser normativo e geral ou especifico e individual. 
Até a edição da EC 32/2001, os decretos poderiam ser apenas de 
natureza regulamentadora ou de execução. Essa emenda autorizou a 
criação de decretos autônomos, ou seja, aqueles que dispõem sobre 
matéria ainda não regulada especificamente em lei e, por isso, 
classificados como primários. 
O decreto autônomo, no Brasil, só pode ser editado para a 
organização e funcionamento da administração, desde que não implique 
em aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos, e 
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para a extinção de funções ou cargos públicos quando vagos (art. 84, 
VI, da CF). 
A medida provisória não é considerada um ato administrativo 
normativo, porque é norma decorrente do poder legiferante primário ou 
direto (art. 59, V, da CF). 
O decreto regulamentar ou de execução é o que visa a explicar a 
lei e facilitar sua execução, aclarando seus mandamentos e orientando 
sua aplicação, ou seja, buscam a aplicação efetiva do comando legal 
aos particulares. 
2.5.3 Instruções normativas, regimentos, 
regulamentos e resoluções 
Instruções normativas são expedidas pelos Ministros de Estado 
ou por Presidentes de autarquias e fundações para a execução das leis, 
decretos e regulamentos (art. 87, parágrafo único, II, da CF). 
Regimentos são atos administrativos que regem o funcionamento 
interno de órgãos. São normas gerais de organização interna imponíveis 
aos que trabalham no órgão e não aos cidadãos em geral, por isso os 
regimentos são também denominados atos regulamentares internos e 
não precisam ser publicados em diário oficial, apenas em boletim 
interno. 
Os regulamentos, atos regulamentares externos, normatizam 
situações gerais e estabelecem relações jurídicas entre a Administração 
e os administrados. 
Resoluções, por outro lado, são atos normativos expedidos pelos 
órgãos administrativos de cúpula dos Ministérios, Tribunais, 
Procuradorias, etc. para regular pontos específicos do funcionamento 
interno do órgão. 
2.5.4 Atos administrativos ordinatórios 
São os que disciplinam o funcionamento interno da Administração e 
a conduta funcional dos servidores. Esses atos só interessam aos 
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(E) normativos, que especificam ou complementam a lei para sua 
fiel execução, sem contudo inovar no mundo jurídico. 
 
Como vimos, os regulamentos são exemplos de atos 
administrativos normativos. Portanto, OHWUD�³(´� 
Gabarito: E 
 
35. (FCC-2011-TRF-1ª REGIÃO-Técnico Judiciário) Dentre 
outros, é exemplo de ato administrativo ordinatório, 
a) a circular. 
b) o regulamento. 
c) a resolução. 
d) a admissão. 
e) o decreto. 
 
Letra (A). As circulares internas (atos que visam a uniformizar o 
tratamento conferido a determinada matéria) são exemplos de ato 
administrativo ordinatório. Logo, está CORRETA. 
Letra (B). O regulamento é exemplo de ato administrativo 
normativo. Logo, está INCORRETA. 
Letra (C). A resolução também é exemplo de ato administrativo 
normativo. Logo, está INCORRETA. 
Letra (D). A admissão é exemplo de ato administrativo negocial. 
Logo, está INCORRETA. 
Letra (E). O decreto é exemplo de ato administrativo normativo. 
Logo, está INCORRETA. 
Gabarito: A 
 
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39. (FCC-2011-TRE-PE-Analista Judiciário) $� ³DSURYDomR´� p�
exemplo de ato administrativo 
a) ordinatório. 
b) normativo. 
c) negocial. 
d) enunciativo. 
e) geral. 
Acabamos de ver que a aprovação é o ato por meio do qual a 
Administração verifica a legalidade e o mérito de outro ato praticado 
dentro do mesmo órgão, de entidades vinculadas ou de particulares, e 
consente na sua realização ou manutenção. Esse instituto está dentro 
GRV�DWRV�QHJRFLDLV��$OWHUQDWLYD�FRUUHWD��OHWUD�³F´�� 
Gabarito: C 
 
 
 
2.5.6 Atos administrativos enunciativos 
São atos que emitem opinião, enunciam, certificam ou atestam 
uma situaçãoexistente. Nesses atos, não há constituição de direitos 
nem mesmo manifestação de vontade administrativa, por isso diz-se 
que são atos em sentido formal. 
Dentre os atos enunciativos, destacam-se as certidões, os 
pareceres administrativos e os pareceres normativos. 
As certidões expressam o conteúdo de atos ou fatos constantes 
de processos ou documentos em poder da Administração e devem ser 
fornecidas independentemente do pagamento de taxas, conforme 
preceitua o art. 5º, XXXIV, b, da CF. 
Os pareceres administrativos são manifestações de órgãos 
técnicos sobre determinado tema que não vinculam a Administração. 
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de defesa é nula (RESP 1164146, ERESP 803487 e, também do STJ: 
RMS 18223). 
Dentre os atos administrativos punitivos de atuação externa 
merecem destaque a multa (imposição pecuniária pelo 
descumprimento de um dever ou pela prática de um ato que gerou 
dano à Administração ou à coletividade), a interdição administrativa 
(a Administração veda ao particular o exercício de atividade que esteja 
sob seu controle ou incida sobre seus bens) e a destruição de coisas 
(inutilização de alimentos, substâncias ilícitas apreendidas, objetos 
imprestáveis ou nocivos). 
Com relação aos atos punitivos de atuação interna, os agentes 
estatais se submetem às punições disciplinares aplicadas após a 
instauração de processo administrativo disciplinar. Aprofundaremos no 
estudo desse tema quando trataremos dos agentes públicos. 
 
42. (FUNCAB ± 2012 ± Pref. Sooretama/ES ± Advogado) A 
respeito da revogação do ato administrativo, pode-se afirmar que: 
A) somente pode ser decretada pelo Poder Judiciário. 
B) somente pode ser realizada pela própria administração, sob os 
critérios de conveniência e oportunidade. 
C) tem por objeto atos inválidos, porque ilegais. 
D) se aplica a atos discricionários ou vinculados. 
E) opera efeitos ex tunc. 
 
A revogação do ato administrativo se dá pela própria 
administração, não se necessitando de interferência judicial, tendo em 
vista a autonomia administrativa e a celeridade necessária aos atos 
públicos, bastando a observação dos critérios de conveniência e 
oportunidade. 
Gabarito: B 
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3.2 Teorias monista (ou unitária) e dualista. 
Há também divergência doutrinária quanto a própria existência de 
distinção entre atos nulos e anuláveis. Afinal, existe diferença entre 
atos QXORV�H�DWRV�DQXOiYHLV�RX�WXGR�p�³IDULQKD�GR�PHVPR�VDFR´" 
A teoria monista (Hely Lopes Meirelles, Gasparini e outros) informa 
que o vício do ato administrativo acarreta sempre a sua nulidade. Tudo 
VHULD� ³IDULQKD� GR� PHVPR� VDFR´�� 1mR� VH� SRGHULD� WUDQVSRUWDU� para o 
direito administrativo a distinção realizada pelo direito privado entre 
atos anuláveis e atos nulos. 
A teoria dualista (Bandeira de Mello, Carvalho Filho, Marcelo 
Caetano e outros), por outro lado, enxerga diferença entre aos nulos e 
anuláveis de acordo com a maior ou menor gravidade do vício, uma vez 
que é distinto o tratamento jurídico que se dá a cada uma das 
situações. 
Essa é a teoria que prevalece. 
Mas qual seria o critério para diferenciar um ato nulo de um ato 
anulável? 
Para Bandeira Mello (2010, p. 471), o critério para se distinguir os 
tipos de invalidade reside na possibilidade ou não de convalidar-se o 
vício do ato. Desse modo, os atos inválidos se dividem em convalidáveis 
e não convalidáveis. Os atos anuláveis são suscetíveis de convalidação, 
os atos nulos e os inexistentes não. 
&DUR� DOXQR�� QmR� HVWUDQKH� VH� HQFRQWUDU� DV� H[SUHVV}HV� ³QXOLGDGH�
UHODWLYD´� RX� ³QXOLGDGH� DEVROXWD´�� HODV� GHVLJQDP�� WmR� VRPHQWH�� DWRV�
anuláveis (=convalidáveis) e atos nulos (=não convalidáveis), 
respectivamente. 
Assim, são nulos os atos que a lei assim os declare e aqueles em 
que é racionalmente impossível a convalidação. São anuláveis os atos 
que a lei assim os declare e os que podem ser novamente praticados 
sem vício. Essa é a teoria que prevalece. 
 
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3.3 Vícios do ato administrativo. 
Nesse ponto, não há muito mistério, caro concursando. Os vícios 
do ato são analisados de acordo com os seus elementos (sujeito ± 
competência e capacidade ±, objeto, forma, motivo e finalidade). Eles 
estão definidos no art. 2º da Lei da Ação Popular, podendo atingir os 
cinco elementos do ato. Passa-se à análise de cada um deles, com 
fundamento na dicção legal e na doutrina mais aceita do direito 
administrativo. 
Os vícios relativos ao sujeito subdividem-se em vícios de 
competência e vícios de capacidade (lembre-se, o elemento sujeito é 
subdividido em competência e capacidade). 
A incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir 
nas atribuições legais do agente que o praticou, seja porque o agente 
não é detentor das funções que exerce seja por exercê-las com 
exorbitância de suas atribuições. No primeiro caso, o indivíduo estará 
incorrendo em crime de usurpação de função (art. 328 do CP). No 
segundo, ele age com excesso de poder. 
Há também vício de competência na situação do agente de fato ± 
há apenas a aparência de investidura regular no cargo. Nesse caso, 
protege-se a boa-fé dos administrados em razão da teoria da aparência 
de legitimidade do ato. 
Os vícios de incapacidade do sujeito são os previstos na 
legislação civil (relacionados à idade e às patologias mentais) e - 
segundo Di Pietro (2009, p. 240) ± os decorrentes das situações de 
impedimento (presunção absoluta de incapacidade) e de suspeição 
(presunção relativa), previstas nos arts. 18 a 20 da Lei nº 9.784/99. 
Nas hipóteses de suspeição e impedimento, o ato pode ser 
convalidado pela autoridade que detém a capacidade para a prática do 
ato. 
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e) possui vício de motivo e, portanto, deve ser retirado do mundo 
jurídico por João. 
Como vimos, quando o vício se referir à finalidade, um dos 
requisitos de validade, deve a Administração anulá-lo de ofício ou por 
provocação de WHUFHLUR��$VVLP�D�UHVSRVWD�FRUUHWD�p�D�OHWUD�³G´� 
Gabarito: Letra D 
 
3.4 Desconstituição dos atos administrativos 
3.4.1 Invalidação 
Se você me perguntasse qual tema deveria revisar nos últimos 10 
minutos que antecedem a prova desse concurso, eu diria, com toda 
VLQFHULGDGH��³,QYDOLGDomR�H�UHYRJDomR�GRV�DWRV�DGPLQLVWUDWLYRV´�� 
Portanto, não desgrude os olhos dos próximos parágrafos! 
2� WHUPR� ³LQYDOLGDGH´� p� XVDGR� SHOD� GRXWULQD� PDMRULWiULD� FRPR�
gênero queengloba o conceito de atos nulos e anuláveis (Bandeira de 
Mello, 2010, p. 461 e Carvalho Filho, 2005, p. 123), distanciando-se, 
desse modo, do conceito de revogação (você verá abaixo que 
revogação está relacionada ao mérito administrativo, ou seja, ao juízo 
de conveniência e oportunidade do administrador público). 
A invalidação é a retirada do ordenamento de um ato 
administrativo produzido em desconformidade com a ordem 
jurídica e se opera com efeitos retroativos (ex tunc). Ou seja, 
com a invalidação, não só o ato viciado é retirado do ordenamento 
jurídico, mas também todas as relações jurídicas que foram por ele 
produzidas. 
Tanto a Administração, de ofício ou por provocação (no exercício do 
poder de autotutela), quanto o Judiciário, no curso de uma lide, podem 
promover a invalidação. 
O principal fundamento que autoriza a invalidação é o princípio da 
legalidade. A Administração funda-se nesse princípio e, por isso, não 
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legal expressa prevendo prazo para tal iniciativa. Somente após a Lei 
9.784/99 incide o prazo decadencial de 5 anos nela previsto, 
tendo como termo inicial a data de sua vigência (01.02.99)�´�
(RESP AgRg no Ag 1342657) 
Interessante, não é? Se um ato nulo foi praticado em 1990, a 
Administração tinha até 01.02.2004 para promover a sua anulação. A 
decadência do direito da Administração de anular esse ato só se 
operaria a partir do dia 02.02.2004. 
E qual seria o termo inicial do prazo de decadência para a 
Administração anular um ato que gerou efeitos financeiros periódicos, 
por exemplo, uma verba mensal ao servidor público? 
O STJ entende que, nesse caso, os cinco anos serão contados a 
partir do primeiro pagamento recebido pelo servidor (RMS 15433). 
Outra limitação ao poder-dever de invalidação dos atos nulos ou 
anuláveis é a relativa à consolidação dos efeitos produzidos. 
A Constituição brasileira prevê como direito fundamental do 
indivíduo a segurança jurídica. Em certas hipóteses a situação 
decorrente do ato nulo já se consolidou de tal maneira que atenderá 
mais ao interesse público a manutenção do ato do que a sua 
invalidação, ou seja, as conseqüências jurídicas da manutenção do ato 
atenderão mais ao interesse público do que as consequências da 
invalidação. 
Em outros casos, o comportamento da Administração em 
decorrência de um ato inválido já se consolidou de tal maneira que o 
administrado já tem a expectativa e já sabe que a Administração 
operará daquele modo. Essa expectativa decorre do princípio da 
confiança, ou seja, o cidadão já sabe que a conduta da Administração 
será aquela (mesmo que inválida). 
Nesses casos, prevalece o interesse público, a segurança jurídica e 
o princípio da confiança sobre a legalidade estrita. 
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Há casos, também, em que há impossibilidade material de se 
retornar ao estado anterior: é a aplicação da teoria do fato 
consumado (mesmo que o fato seja nulo, ele continua produzindo 
efeitos, diante da consolidação da situação fática que não pode retornar 
ao status de antes). 
O STJ, via de regra, rejeita a aplicação dessa teoria na anulação de 
atos administrativos relacionados a direitos de servidores públicos (RMS 
20572 e MS 11123). 
Com relação à proteção aos indivíduos de boa-fé, há uma 
limitação ao dever de invalidar em vários aspectos. Bandeira de Mello 
(2010, p. 480) afirma, com razão, que se o ato nulo restringiu direitos, 
a sua invalidação deve produzir efeitos ex tunc (deve retroagir para ter 
efeitos pretéritos, resgatando os direitos desde a data da edição do ato 
nulo), se ampliou direitos, a sua invalidação deve se proceder com 
efeitos ex nunc, porquanto o administrado não concorreu para o vício 
do ato. 
Assim, não deve a Administração promover o ressarcimento ao 
erário daquele que tomou posse e assumiu cargo após a aprovação em 
concurso público declarado ilegal. Esse entendimento evita o 
enriquecimento sem causa da Administração e o dano injusto ao 
administrado que não concorreu para o vício do ato (RESP 963578). 
Além disso, está pacificado no STJ que os servidores não devem 
restituir ao erário as verbas recebidas indevidamente, quando o erro na 
aplicação da lei foi da Administração e eles estavam de boa-fé. 
Noutro giro, saindo um pouco da questão da relação servidor-
Administração e passando para a relação contratado ou cidadão-
Administração, a Administração não pode impor prejuízos ao cidadão ou 
àquele que contratou com o poder público em decorrência da 
invalidação de determinado ato administrativo. 
Nas hipóteses de invalidação que acabam por influir na atividade 
do administrado, se este já desenvolveu atividade dispendiosa em 
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contrárias ao desfazimento do ato, a Administração deve conferir ao 
interessado o direito ao contraditório. 
Tamanha é a importância dessa regra que o STF editou a Súmula 
Vinculante nº 3��DVVLP�UHGLJLGD��³1RV�SURFHVVRV�SHUDQWH�R�7ULEXQDO�GH�
Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando 
da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo 
que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade 
do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão�´� 
Embora a súmula trate do TCU, o direito ao contraditório e à ampla 
defesa deve ser promovido em todos os entes, órgãos e esferas da 
Administração Pública do país, em atenção ao art. 5º, LV, da CF, 
conforme reiterada jurisprudência do STJ (EDCL no MS 8958, MS 7217) 
e do STF (RE 158543). 
É bom observar, também, ainda com relação à súmula vinculante 
em comento, que a ressalva formulada em sua parte final decorre da 
constatação de que o ato de concessão inicial de aposentadoria, 
reforma e pensão é classificado como complexo, nos termos do art. 71, 
III, da CF. Assim, se o ato de concessão de aposentadoria depende da 
manifestação de dois diferentes órgãos ± do Tribunal de Contas e do 
que o servidor integrava ± ele só se tornará perfeito e acabado após a 
manifestação de ambos. 
Não há razão para se conferir o contraditório ao servidor antes da 
análise pelo TCU, porque se considera que o ato de concessão de 
aposentadoria ainda não se formou nesse momento. 
A questão se torna interessante quando se analisa os reflexos do 
prazo decadencial da Lei nº 9.784/99 na análise pelo TCU do ato de 
concessão inicial de aposentadoria. É justamente nesse ponto, meu 
amigo concursando, que o seu concorrente vai escorregar! 
O STF entende que não se opera a decadência prevista no 
art. 54 da Lei 9.784/99 no período compreendido entre o ato 
administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o 
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posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal 
de Contas da União, ou seja, se o TCU demorar 10 anos para 
analisar o ato concessivo da aposentadoria, ele não vai perder o 
direito de avaliar a legalidade desse ato. 
Isso não quer dizer que o TCU pode engavetar um processo dessa 
natureza indefinidamente, violando o postulado da segurança jurídica. O 
cidadão tem direito de ver seu ato de aposentadoria confirmado (ou 
não) pelo órgão de controle. 
4XDQGR� KRXYHU� HVVH� ³HQJDYHWDPHQWR´�� SRU� XP� SHUtodo 
superior a 5 (cinco) anos, contados da chegada do processo ao 
TCU, ao cidadão deve ser conferida a ampla defesa e o 
contraditório, em atenção ao princípio da segurança jurídica e, 
em última análise, ao princípio da confiança. 
É isso mesmo, meu amigo, o TCU pode ficar 8, 9, 10, 15 anos sem 
analisar o ato de concessão de aposentadoria e não vai decair do seu 
mister de avaliar a legalidade desse ato. A única conseqüência desse 
atraso será a obrigatoriedade que o TCU terá de conferir ao cidadão a 
ampla defesa e o contraditório (o que numa situação normal não existe, 
diante da redação da Súmula Vinculante nº3). 
Como se vê, caro candidato, a evolução da jurisprudência do STF 
derrubará os candidatos que conhecem somente a redação fria da 
Súmula Vinculante nº 3. 
Por ser tema de enorme relevância, transcrevo trecho da ementa 
do MS 24781, Plenário do STF: 
 
 
 
 
 
 
 
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44. (VUNESP 2013 ITESP Advogado) A Administração 
Pública 
 a) pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que 
os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos, ressalvada a 
apreciação judicial. 
 b) pode anular seus próprios atos, por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. 
 c) não pode declarar, em hipótese alguma, a nulidade dos seus 
próprios atos. 
 d) não pode anular seus atos; somente é autorizada a revogação 
por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos, ressalvada a apreciação judicial. 
 
Pessoal, acabamos de estudar que a Administração poderá anular 
seus próprios quando eivados de vícios que os tornam ilegais. 
Gabarito: A 
 
45. (VUNESP - 2013 - TJ-SP ± Advogado) A anulação do ato 
administrativo. 
 a) opera efeitos ex nunc. 
 b) somente poderá ser declarada pelo Poder Judiciário. 
 c) impede que o ato seja novamente editado. 
 d) poderá ser ordenada pela Administração Pública 
 e) pressupõe o descumprimento de obrigação fixada no ato. 
 
Vamos lá? A invalidação do ato administrativo opera efeitos ex-
tunc; pode ser declarado pela própria Administração; não impede que o 
DWR�VHMD�QRYDPHQWH�HGLWDGR��3RUWDQWR�WHPRV�D�OHWUD�³G´�FRPR�JDEDULWR� 
Gabarito: D 
 
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46. (FCC/2013/TRT/Juiz do Trabalho) A União pretende 
implementar um grande programa de recuperação de rodovias e firmou 
convênio com diversos Estados, para repasse de recursos destinados à 
execução das obras necessárias. A opção da Administração federal foi 
contestada por diversos setores da opinião pública, que consideram que 
tal investimento não seria prioritário e sustentam que os recursos 
orçamentários correspondentes deveriam ser redirecionados para 
programas de melhoria da mobilidade nos grandes centros e regiões 
metropolitanas. Com base em tais argumentos, entidade representante 
da sociedade civil submeteu a matéria ao controle do Poder Judiciário 
buscando a anulação dos atos administrativos de celebração dos 
convênios. O Poder Judiciário 
A poderá anular os atos administrativos se identificar vício de 
legalidade, inclusive em relação aos motivos e finalidade. 
B poderá anular os atos administrativos, se discordar dos critérios 
de conveniência e oportunidade da Administração. 
C poderá revogar os atos administrativos se identificar desvio de 
finalidade, consistente na afronta ao interesse público. 
D poderá alterar os atos administrativos, redirecionando os 
recursos orçamentários, com base na teoria dos motivos determinantes. 
E não poderá anular os atos administrativos e, na hipótese de 
identificar desvio de finalidade, deverá assinalar prazo para a 
Administração editar novo ato. 
 
Vamos recordar? O judiciário pode anular um ato, nunca revogá-
lo! E é pacífico que o Judiciário não pode adentrar em critérios de 
mérito administrativo (conveniência e oportunidade). Assim fica fácil 
né? O Judiciário poderá anular os atos administrativos se identificar 
vício de legalidade, inclusive em relação aos motivos e finalidade. Logo, 
/HWUD�³$´� 
Gabarito: Letra A 
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47. (FCC/2013/MPE/Analista-Direito) Considere o trecho do 
julgado do Supremo Tribunal Federal abaixo transcrito, que descreve 
situação na qual foi constatado que o ato administrativo foi praticado 
atendendo à finalidade contrária ao interesse público, buscando 
favorecimento pessoal. 
MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. 
NEPOTISMO CRUZADO. ORDEM DENEGADA. Reconhecida a 
competência do Tribunal de Contas da União para a verificação da 
legalidade do ato praticado pelo impetrante, nos termos dos Arts. 71, 
VIII e IX da Constituição Federal. Procedimento instaurado no TCU a 
partir de encaminhamento de autos de procedimento administrativo 
concluído pelo Ministério Público Federal no Estado do Espírito Santo. 
No mérito, configurada a prática de nepotismo cruzado, tendo em vista 
que a assessora nomeada pelo impetrante para exercer o cargo em 
comissão no Tribunal Regional do Trabalho da 17a Região, sediado em 
Vitória-ES, é nora do magistrado que nomeou a esposa do impetrante 
para cargo em comissão no Tribunal Regional do Trabalho da 1a Região, 
sediado no Rio de Janeiro-RJ. A nomeação para cargo de assessor do 
impetrante é ato formalmente lícito. Contudo, no momento em que é 
apurada a finalidade contrária ao interesse público, qual seja a troca de 
favores entre os membros do judiciário, o ato deve ser invalidado, por 
violação ao princípio da moralidade administrativa e por estar 
caracterizado a sua ilegalidade, por desvio de finalidade. Ordem 
negada. Decisão unânime. [...] (STF, 2a Turma; MS 24020/DF; Rel.Min. 
Joaquim Barbosa. Julgamento: 06/03/2012; v.u). 
 
Em hipóteses que tais, a Administração, 
 
A tem a faculdade de revogar o ato de nomeação, no exercício da 
autotutela. 
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B tem o dever de recorrer ao judiciário para revogar o ato de 
nomeação, vedado, na hipótese, o exercício da autotutela. 
C tem o poder-dever de invalidar o ato de nomeação, que, no caso, 
está eivado do vício de legalidade, no exercício da autotutela. 
D deve recorrer ao judiciário para invalidar o ato de nomeação, 
vedado, na hipótese, o exercício da autotutela. 
E pode revogar ou invalidar o ato de nomeação, no exercício da 
autotutela. 
 
Essa questão explicita o poder-dever da Administração em invalidar 
um ato decorrente do vício de legalidade! Assim, o princípio da 
autotutela permite a Administração anular ou revogar um ato! 
3RUWDQWR��FRUUHWD�OHWUD�³F´� 
*DEDULWR��/HWUD�³&´ 
 
48. (FCC/2013/AL-RN/Analista Legislativo) Considere a seguinte 
assertiva: o ato administrativo válido, isto é, legal, pode ser anulado 
pela própria Administração pública. A assertiva em questão está 
A incorreta, porque, no enunciado narrado, a anulação somente 
pode ser feita pelo Poder Judiciário. 
B correta, pois a Administração pública pode, de ofício, anular atos 
administrativos válidos. 
C incorreta, pois a anulação pressupõe sempre ato administrativo 
ilegal. 
D correta, porque a anulação é cabível, excepcionalmente, para 
atos administrativos válidos. 
E incorreta, pois a Administração pública não pode anular seus 
próprios atos. 
 
Essa é fácil né? Lembre-se que o princípio da autotutela permite à 
Administração a anulação e revogação de atos administrativos. Assim, 
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Mi� HOLPLQDPRV� DV� OHWUDV� ³D´� H� ³H´�� $GHPDLV�� XP� DWR� SDUD� VHU� DQXODGR�
pressupõe-se que seja um ato ilegal, como já vimos! Portanto, letra 
³&´� 
*DEDULWR��/HWUD�³&´� 
 
49. (Prefeitura do RJ ± Agente Administrativo ±Guarda Municipal 
-2012) A forma extintiva de desfazimento do ato administrativo por 
razões de conveniência e oportunidade é conhecida como: 
(A) anulação 
(B) cassação 
(C) caducidade 
(D) revogação 
O desfazimento do ato administrativo por conveniência e 
oportunidade é a revogação, visando sempre o melhor interesse para a 
sociedade. 
*DEDULWR��/HWUD�³G´ 
 
50. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) 
A revogação de um ato administrativo 
 a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário, 
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e 
oportunidade. 
 b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em 
que, em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração 
está obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade. 
 c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder 
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou 
inoportuno do ponto de vista do interesse público. 
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 d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente 
superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do 
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário. 
 e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em 
razões de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando 
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma. 
 
A revogação é o ato discricionário utilizado pela Administração 
para extinguir um ato administrativo e/ou seus efeitos por razões de 
conveniência e oportunidade, respeitando-se os efeitos precedentes (ex 
nunc) e o direito adquirido. 
Por essa definição você já conclui que a alternativa correta é a letra 
³D´� 
Gabarito: Letra A 
 
51. (FCC - 2012 - TCE-AP - Analista de Controle Externo - Meio 
Ambiente) Em relação a seus próprios atos, a Administração 
 a) pode anular os atos eivados de vício de legalidade, a qualquer 
tempo, vedada a repercussão patrimonial para período anterior à 
anulação. 
 b) pode anulá-los, apenas quando eivados de vício quanto à 
competência e revogá-los quando identificado desvio de poder ou de 
finalidade. 
 c) pode anulá-los, por razões de conveniência e opor- tunidade, 
observado o prazo prescricional. 
 d) não pode anular os atos que gerem direitos para terceiros, 
exceto se comprovado fato superveniente ou circunstância não 
conhecida no momento de sua edição. 
 e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade, 
preservados os direitos adquiridos. 
 
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52. (FCC 2012 TRF 2ª REGIÃO Analista Judiciário Área 
Administrativa) A respeito da revogação e anulação dos atos 
administrativos, analise: 
I. A revogação é aplicável apenas em relação aos atos 
discricionários, podendo ser praticada somente pelo Poder Executivo em 
relação aos seus próprios atos, em decorrência do ato tornar-se 
inconveniente e inoportuno, não podendo ser revogados pelo Poder 
Judiciário, em sua função típica. 
II. Os atos discricionários praticados na esfera do Poder Executivo 
poderão ser objeto de anulação no âmbito desse mesmo Poder, em 
decorrência de vício insanável, portanto de ilegalidade, mas caberá 
também ao Poder Judiciário, em sua função típica, a anulação, desde 
que provocado. 
III. Os atos vinculados praticados na esfera do Poder Executivo, 
aqueles que devem total observância ao respectivo texto legal, não 
poderão, por esta mesma razão, serem alvo de anulação por esse 
Poder, mas tão somente pelo Poder Judiciário, em sua função típica. 
Nas hipóteses acima descritas, está correto o que consta APENAS 
em 
 a) III. 
 b) I e III. 
 c) I e II. 
 d) I. 
 e) II e III. 
 
O conceito de revogação está relacionado ao de ato discricionário 
(editado com margem de liberdade, de acordo com a conveniência e 
oportunidade do gestor), pois só essa espécie de ato pode ser revogada 
(o ato não é mais conveniente ou oportuno). Assim, só no exercício da 
função administrativa típica é que pode ser revogado um ato (o Poder 
Judiciário, em regra, não analisa a conveniência e a oportunidade dos 
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atos, mas apenas a legalidade deles). Por isso, o item I está correto, 
muito embora você deva ter em mente que os Poderes Legislativo e 
Judiciário também editam atos discricionários em sua função 
administrativa (função atípica, ou seja, na função de administrar os 
órgãos que compõem esses poderes). 
Os atos devem seranulados quando eivados de vício de legalidade, 
sejam esses atos vinculados ou discricionários. Se esse ato for levado 
ao conhecimento do Poder Judiciário, ele deverá retirá-lo do mundo 
jurídico, anulando-o, se verificar a existência de ilegalidade no ato. 
Perceba que o ato discricionário pode sim ser analisado pelo Judiciário, 
mas não sob o enfoque da conveniência e oportunidade, mas sob o 
enfoque da legalidade (p. ex.: o Judiciário pode verificar que o agente 
que praticou o ato tinha competência legal para tanto). Por essas 
razões, o item II está correto. 
O item III está errado, porquanto os atos vinculados podem sim 
ser objeto de anulação pelo próprio Poder, em razão do controle interno 
e do princípio da autotutela. 
Gabarito: letra ³F´� 
 
53. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) A revogação de um ato administrativo 
a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário, 
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e 
oportunidade. 
b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em 
que, em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração 
está obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade. 
c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder 
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou 
inoportuno do ponto de vista do interesse público. 
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d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente 
superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do 
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário. 
e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em 
razões de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando 
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma. 
 
Vamos aos comentários: Letra (A). A revogação é o ato 
discricionário utilizado pela Administração para extinguir um ato 
administrativo e/ou seus efeitos por razões de conveniência e 
oportunidade, respeitando-se os efeitos precedentes (ex nunc) e o 
direito adquirido. Logo, está CORRETA. 
Letra (B). Não constitui atuação vinculada da Administração e sim 
discricionária. A Administração não está obrigada a revogar seus atos, 
sendo uma faculdade no caso de oportunidade ou conveniência. Logo, 
está INCORRETA. 
Letra (C). Não pode ser declarada pelo Judiciário, somente pela 
própria Administração. Logo, está INCORRETA. 
Letra (D). Pode ser procedida pela própria autoridade que praticou 
o ato, não necessitando ser autoridade hierarquicamente superior. 
Logo, está INCORRETA. 
Letra (E). Não constitui prerrogativa do Poder Judiciário e sim 
prerrogativa da Administração apenas. Logo, está INCORRETA. 
5HVSRVWD��OHWUD�³$´� 
 
54. (VUNESP - 2011 - SAP-SP - Analista Administrativo) A 
revogação de um ato administrativo poderá ser ordenada 
 a) pela Administração Pública. 
 b) pela Administração Pública ou pelo Poder Judiciário. 
 c) somente pelo Poder Judiciário. 
 d) pelo Poder Judiciário, após análise do Tribunal. 
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 e) pelo Poder Judiciário, após ouvir o Ministério Público. 
 
A revogação do ato administrativo será ordenada pela própria 
Administração. Ao Poder Judiciário caberá a revogação de seus próprios 
atos administrativos. 
Gabarito: A 
 
55. (FCC/2011/TCM-BA/Procurador) A respeito da 
desconstituição dos atos administrativos, a Administração 
a) pode anulá-los, observado o correspondente prazo decadencial e 
desde que preservados os direitos adquiridos. 
b) pode revogá-los, quando discricionários, e anular apenas os 
vinculados, preservados os direitos adquiridos. 
c) está impedida de anular seus próprios atos, cabendo o controle 
de legalidade ao Judiciário. 
d) está impedida de revogar seus atos, exceto quando sobrevier 
alteração de fato ou de direito que altere os pressupostos de sua 
edição. 
e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade, 
preservados os direitos adquiridos, e anulá-los por vício de legalidade, 
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
 Você está lembrado da súmula que citamos logo acima? ³$�
Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados 
de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam 
direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, 
HP� WRGRV� RV� FDVRV�� D� DSUHFLDomR� MXGLFLDO´ (Súmula 473/STF). A 
~QLFD�DOWHUQDWLYD�FRUUHWD�p�D�OHWUD�³H´� 
Gabarito: Letra E 
 
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56. (FCC 2011 TRE TO Técnico Judiciário) Podem ser revogados 
os atos administrativos: 
a) que já exauriram seus efeitos. 
b) enunciativos, também denominados "meros atos 
administrativos", como certidões e atestados. 
c) vinculados. 
d) que geram direitos adquiridos. 
e) editados em conformidade com a lei 
Você já sabe que não se revoga: atos vinculados; atos que já 
exauriram seus efeitos; quando já exaurida a competência da 
autoridade que praticou o ato; meros atos administrativos; atos que 
integram um procedimento (preclusão); atos que geraram direitos 
DGTXLULGRV��$�DOWHUQDWLYD�TXH�QRV�UHVWD�FRPR�UHVSRVWD�p�D�OHWUD�³H´� 
Gabarito: Letra E 
 
 
57. (VUNESP - 2009 - CESP ± Advogado) A respeito do ato 
administrativo, pode-se afirmar que 
 a) a invalidação é o desfazimento do ato administrativo por 
razões de ilegalidade. 
 b) o ato administrativo não admite a convalidação. 
 c) o ato administrativo pode ser revogado pela Administração, 
mas não pode ser anulado por esta. 
 d) os atos administrativos dotados de imperatividade têm 
presunção absoluta de legalidade. 
 e) a licença é ato administrativo discricionário. 
Vamos aos itens? 
A- Isso mesmo! Item perfeito. 
B- Incorreto, não é mesmo? Acabamos de ver a possibilidade de 
convalidação do ato administrativo. 
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O art. 55 da Lei nº 9.784/99, por outro lado, trata a convalidação 
como uma faculdade da Administração, ou seja, como um ato 
discricionário. Na redação da lei, ³HP� GHFLVmR� QD� TXDO� VH� HYLGHQFLH 
não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os 
atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados 
SHOD�SUySULD�$GPLQLVWUDomR´. 
Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo (e a maioria da doutrina), 
amparados na redação legal, entendem que o ato de convalidação é 
discricionário, pois a Administraçãopode escolher entre convalidar 
(sanar o vício) ou anular o ato, a depender de sua conveniência e 
oportunidade. 
Di Pietro e Celso Antônio Bandeira de Melo, de outro lado, 
entendem que a convalidação é um ato vinculado, pois a Administração 
tem o dever de velar pela legalidade de seus atos. Mas esta é a posição 
que não prevalece na doutrina. 
A convalidação também sofre limitações. O ato anulável não pode 
ser convalidado: 
x Quando o ato já se exauriu; 
x Se o ato já foi impugnado judicial ou administrativamente; 
x Se a convalidação acarretar lesão ao interesse público; 
x Se a convalidação acarretar prejuízo a terceiros. 
Mas e o decurso do tempo, é uma limitação para a convalidação? 
O decurso do tempo não é propriamente uma limitação, pois se a 
Administração não pode mais mexer no ato em razão do transcurso do 
prazo decadencial de 5 anos previsto na Lei nº 9.784/99, o ato estará 
automaticamente convalidado, em atenção ao princípio da estabilização 
das relações jurídicas. Essa convalidação tácita (também chamada de 
sanatória extroversa por alguns doutrinadores) só não ocorrerá se o 
beneficiado pelo ato concorreu para a nulidade e, portanto, age de má-
fé. Nesses casos, a Administração pode anular o ato a qualquer tempo, 
afastando a convalidação tácita. 
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A A convalidação se dá pela edição de um segundo ato 
administrativo, com o fito de corrigir o primeiro praticado com vício. 
B O ato administrativo com vício de finalidade pode, em regra, ser 
convalidado; assim, é possível corrigir um resultado que estava na 
intenção do agente que praticou o ato. 
C A convalidação produzirá efeitos ex tunc. 
D Não se pode convalidar um ato quando a sua repetição importe 
na reprodução do vício anterior. 
E A Administração não poderá convalidar seus atos administrativos 
se estes já tiverem sido impugnados pelo particular, exceto se tratar de 
irrelevante formalidade, pois neste caso os atos são sempre 
convalidáveis. 
 
Lembra que vimos na aula que são insanáveis os vícios no motivo, 
no objeto (quando único), na finalidade e na falta de congruência 
entre o motivo e o resultado do ato? Assim fica fácil identificar o item 
LQFRUUHWR��QmR"�/HWUD�³%´�� 
Gabarito: Letra B 
 
60. (FCC/2013/TRT/Analista Judiciário) Determinado servidor 
público proferiu decisão em procedimento administrativo, conferindo 
licença de instalação de estabelecimento comercial a particular e, 
posteriormente, constatou-se que não possuía competência para prática 
do ato, mas apenas para atuar na fase instrutória do procedimento. O 
particular não tinha ciência dessa circunstância e deu início ao 
funcionamento do estabelecimento. Diante da situação narrada, a 
decisão, 
A não é convalidável pela autoridade competente, por se tratar de 
ato vinculado, podendo conceder nova licença, se presentes os 
requisitos para a sua edição, sem efeitos retroativos. 
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B é convalidável pela autoridade competente, se não se tratar de 
competência privativa ou exclusiva, desde que presentes os 
pressupostos para sua edição e não haja lesão ao interesse público ou 
prejuízo a terceiros. 
C é convalidável pela autoridade competente, de acordo com 
critérios de conveniência e oportunidade, por se tratar de ato 
discricionário. 
D é convalidável, se presentes os requisitos para a sua edição e 
não se evidencie prejuízo ao interesse público, não sendo admitida a 
retroação dos efeitos à data da edição da decisão original. 
E não é convalidável, administrativamente, porém pode ser 
ratificada, judicialmente, em processo intentado para este fim pelo 
particular. 
 
Essa questão cobrou o entendimento da professora Di Pietro, a 
qual entende que são convalidáveis os vícios de competência ± quando 
esta não for exclusiva. Ademais, o ato para ser convalidado, não pode 
ter ensejadora lesão ao interesse público ou prejuízo a terceiros. 
3RUWDQWR��OHWUD�³%´�D�FRUUHWD� 
*DEDULWR��³%´ 
 
61. (FCC - 2013 - AL-PB - Analista Legislativo) Sobre o tema da 
convalidação do ato administrativo, é INCORRETO afirmar: 
a) A convalidação se dá pela edição de um segundo ato 
administrativo, com o fito de corrigir o primeiro praticado com vício. 
b) O ato administrativo com vício de finalidade pode, em regra, ser 
convalidado; assim, é possível corrigir um resultado que estava na 
intenção do agente que praticou o ato. 
c) A convalidação produzirá efeitos ex tunc. 
d) Não se pode convalidar um ato quando a sua repetição importe 
na reprodução do vício anterior. 
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e) A Administração não poderá convalidar seus atos administrativos 
se estes já tiverem sido impugnados pelo particular, exceto se tratar de 
irrelevante formalidade, pois neste caso os atos são sempre 
convalidáveis. 
 
Atenção! Aqui a banca pede a assertiva incorreta. Para tanto, 
devemos lembrar que, pela doutrina (Di Pietro e Carvalho Filho), não há 
como convalidar um vício de finalidade. Afinal, o que causou o vício, se 
originou da vontade do agente, o que não é possível de ser corrigido 
com outro ato administrativo. 
 
Os demais itens estão corretos: quando há convalidação, ela se dá 
por meio de outro ato, produzindo efeitos ex tunc, corrigindo-o 
completamente e não repetindo o erro anterior. Por fim, se o vício for 
pequeno, apenas uma formalidade, o ato é auto convalidado. Se for 
significativo, só pode ser convalidado antes da impugnação pelo 
particular. 
*DEDULWR��OHWUD�³E´�� 
 
62. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - 
Enfermagem) A respeito dos atos administrativos, é correto afirmar que 
 
a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de 
conveniência e oportunidade presente nos atos discricionários. 
b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e 
oportunidade pela Administração, que pode revogá-los a qualquer 
tempo. 
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela 
Administração, salvo por vício de legalidade. 
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e 
oportunidade presente nos atos vinculados. 
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e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela 
Administração, de acordo com juízo de conveniência e oportunidade. 
 
Vejamos: 
Letra (A). Trata-se do conceito de mérito administrativo. Logo, está 
CORRETA. 
Letra (B). Trata-se dos atos discricionários e não vinculados. Logo, 
está INCORRETA. 
Letra (C).Os atos discricionários são passíveis sim de revogação 
pela Administração. No caso de vício de legalidade, é situação de 
anulação. Logo, está INCORRETA. 
Letra (D). A discricionariedade está presente nos atos 
discricionários e não vinculados. Logo, está INCORRETA. 
Letra (E). A anulação é por motivos de ilegalidade, a revogação é 
que é por motivos de conveniência e oportunidade. Logo, está 
INCORRETA. Entenderam? 
Resposta: letra A 
 
63. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - 
Área Administrativa) Determinado servidor público proferiu decisão em 
procedimento administrativo, conferindo licença de instalação de 
estabelecimento comercial a particular e, posteriormente, constatou-se 
que não possuía competência para prática do ato, mas apenas para 
atuar na fase instrutória do procedimento. O particular não tinha ciência 
dessa circunstância e deu início ao funcionamento do estabelecimento. 
Diante da situação narrada, a decisão, 
a) não é convalidável pela autoridade competente, por se tratar de 
ato vinculado, podendo conceder nova licença, se presentes os 
requisitos para a sua edição, sem efeitos retroativos. 
b) é convalidável pela autoridade competente, se não se tratar de 
competência privativa ou exclusiva, desde que presentes os 
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pressupostos para sua edição e não haja lesão ao interesse público ou 
prejuízo a terceiros. 
c) é convalidável pela autoridade competente, de acordo com 
critérios de conveniência e oportunidade, por se tratar de ato 
discricionário. 
d) é convalidável, se presentes os requisitos para a sua edição e 
não se evidencie prejuízo ao interesse público, não sendo admitida a 
retroação dos efeitos à data da edição da decisão original. 
e) não é convalidável, administrativamente, porém pode ser 
ratificada, judicialmente, em processo intentado para este fim pelo 
particular. 
Aqui, vamos precisar da Teoria da Aparência. Lembram-se dela? 
Letra (A). De acordo com a posição da doutrina majoritária, vício 
relativo à competência quanto à pessoa (não quanto à matéria), desde 
que não se trate de competência exclusiva, pode ser convalidado. Logo, 
está INCORRETA. 
Letra (B). Nessa situação, é convalidável. Logo, está CORRETA. 
Letra (C). A licença é ato vinculado e não discricionário. Logo, está 
INCORRETA. 
Letra (D). No caso de convalidação, os efeitos são retroativos. 
Logo, está INCORRETA. 
Letra (E). É sim convalidável administrativamente e não pelo 
Judiciário. Logo, está INCORRETA. 
 
Resposta: letra B 
 
64. (FCC ± 2013 ± SEFAZ/SP ± Agente Fiscal de Rendas) Simão, 
comerciante estabelecido na capital do Estado, requereu, perante a 
autoridade competente, licença para funcionamento de um novo 
estabelecimento. Embora o interessado não preenchesse os requisitos 
fixados na normatização aplicável, a Administração, levada a erro por 
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falha cometida por funcionário no procedimento correspondente, 
concedeu a licença. Posteriormente, constatado o equívoco, a 
Administração 
(A) deverá anular o ato, produzindo a anulação efeitos retroativos 
à data em que foi emitido o ato eivado de vício não passível de 
convalidação. 
(B) somente poderá desfazer o ato judicialmente, em face da 
preclusão administrativa. 
(C) poderá revogar o ato, com base em razões de conveniência e 
oportunidade, sem prejuízo da apreciação judicial. 
(D) deverá anular o ato, não podendo a anulação operar efeito 
retroativo, salvo comprovada má-fé do beneficiário. 
(E) deverá revogar o ato, preservando os efeitos até então 
produzidos, desde que não haja prejuízo à Administração. 
 
Vejam, meus caros alunos, como esse tema é recorrente em 
provas, por isso estou reforçando com vocês. 
Letra (A). No caso de ilegalidade, a Administração deve anular o 
DWR�DGPLQLVWUDWLYR�� SURGX]LQGR�HIHLWRV� ³H[� WXQF´��QmR� VHQGR�SRVVtYHO�D�
convalidação do ato. Logo, está CORRETA. 
Letra (B). A administração pode anular seus próprios atos, quando 
eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam 
direitos (Súmula nº 473 do STF). Logo, está INCORRETA. 
Letra (C). Quando o vício é de ilegalidade, é caso de anulação e 
não de revogação. Logo, está INCORRETA. 
Letra (D). A anulação gera efeitos retroativos, alcançando o ato 
administrativo desde sua emissão. Logo, está INCORRETA. 
Letra (E). É caso de anulação e não de revogação. Logo, está 
INCORRETA. 
Resposta: letra A 
 
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 a) sempre é possível, não dependendo do tipo de vício que atinge 
o ato, que pode alcançar qualquer um dos cinco elementos do ato 
administrativo: sujeito, objeto, forma, motivo e finalidade. 
 b) é ato discricionário, porque cabe à Administração, diante do 
caso concreto, verificar o que atende melhor ao interesse público: a 
convalidação ou a decretação de nulidade do ato administrativo, quando 
os efeitos produzidos forem contrários ao interesse público. 
 c) equipara-se à reforma do ato administrativo, pois ambas 
atingem o ato ilegal e são guiadas por razões de conveniência e 
oportunidade que, por sua vez, não podem ser objeto de análise pelo 
Poder Judiciário. 
 d) não corrige o vício do ato, ela o mantém tal como foi praticado, 
o que somente é possível quando não causar prejuízo a terceiros, já 
que a estes é prevista a faculdade de recorrer ao Poder Judiciário. 
 
Vamos aos itens? 
A) Já vimos que com base na doutrina majoritária são 
convalidáveis os vícios de competência e de forma. 
B) Perfeito. Corretíssimo. 
C) As formas de convalidação são a ratificação(realizada pela 
mesma autoridade que fez o ato), confirmação (feita por outra 
autoridade) e saneamento (realizada por ato do particular). 
D) Como estudamos, a convalidação é o meio de que se vale a 
Administração para suprir a invalidade e aproveitar os atos 
administrativos já praticados nas hipóteses em que o vício no 
ato administrativo é superável. 
 
Gabarito: B 
 
67. (FCC-2011-TRT-20ªREG(SE)-Técnico Judiciário) Sobre os 
atos administrativos analise as seguintes assertivas: 
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I. Convalidação é o ato jurídico que sana vício de ato 
administrativo antecedente de tal modo que este passa a ser 
considerado como válido desde o seu nascimento. 
II. A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados 
de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; 
ou revogá-los por motivos de conveniênciae oportunidade, respeitados 
os direitos adquiridos e ressalvadas em todos os casos, a apreciação 
judicial. 
III. Revogação é o ato administrativo discricionário pelo qual a 
Administração extingue um ato válido, por razões de oportunidade e 
conveniência, e terá efeitos ex tunc. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II. 
d) II e III. 
e) III. 
De acordo com o que estudamos a alternativa I e II apresentam 
afirmações inquestionáveis. A II, inclusive, é a redação da multicitada 
súmula do STF. Já o item III, vimos que a revogação tem efeitos 
prospectivos (ex nunc), porque o ato revogado era válido, não tinha 
vício de legalidade, mas foi retirado do ordenamento por conveniência 
GD�$GPLQLVWUDomR��3RUWDQWR�DOWHUQDWLYD�³D´�HVWi�FRUUHWD� 
Gabarito: Letra A 
 
 
 
 
 
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para cargo em comissão pode ser promovido a qualquer momento, 
segundo um juízo de conveniência e oportunidade, nos termos do art. 
37, II, da CF. 
Súmula Vinculante nº 3: ³1RV� SURFHVVRV� SHUDQWH� R� 7ULEXQDO� GH�
Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando 
da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo 
que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do 
DWR�GH�FRQFHVVmR�LQLFLDO�GH�DSRVHQWDGRULD��UHIRUPD�H�SHQVmR�´� 
 
5) Questões 
 
1. (VUNESP - 2013 - TJ-SP ± Advogado) A competência 
administrativa. 
 a) poderá ser prorrogada por interesse das partes. 
 b) decorre da lei e é por ela delimitada. 
 c) não poderá ser avocada. 
 d) é imprescritível, porém, renunciável. 
 e) não é requisito do ato. 
 
 
2. (FCC ± 2013 ± DPE/RS- Analista Administração) Servidor 
público integrante do Poder Executivo estadual editou ato 
administrativo concedendo a entidade privada sem fins lucrativos 
permissão de uso de bem público, em caráter precário. 
Subsequentemente, veio a saber que seu superior hierárquico era 
desafeto do dirigente da entidade permissionária e, temendo 
represálias, revogou o ato concessório, apresentando como fundamento 
GD�UHYRJDomR�R�PRWLYR�í�IDOVR�í�GH�TXH�D�$GPLQLVWUDomR�QHFHVVLWDYD�GR�
imóvel para outra finalidade pública. Considerando a situação fática 
apresentada, o ato de revogação 
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(A) padece de vício quanto ao motivo, em face da falsidade do 
pressuposto de fato para a edição do ato. 
(B) padece de vício quanto à competência, eis que somente o 
superior hierárquico poderia revogar o ato vinculado. 
(C) é legal, eis que, em se tratando de ato vinculado, é passível a 
revogação a critério da Administração. 
(D) é legal, eis que atos discricionários não estão sujeitos a 
controle quanto ao motivo ou finalidade. 
(E) é ilegal, eis que os atos discricionários não são passíveis de 
revogação. 
 
 
3. (Prefeitura do RJ ± Auxiliar de Procuradoria ±PGRJ -2013) O 
elemento do ato administrativo segundo o qual todo ato deve ser 
praticado visando o interesse público é: 
(A) forma 
(B) competência 
(C) finalidade 
(D) objeto 
 
4. (FCC-2011-TRF-1ª REG-Técnico Judiciário) O motivo do ato 
administrativo 
a) é sempre vinculado. 
b) implica a anulação do ato, quando ausente o referido motivo. 
c) sucede à prática do ato administrativo. 
d) corresponde ao efeito jurídico imediato que o ato administrativo 
produz. 
e) não implica a anulação do ato, quando falso o aludido motivo. 
 
 
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5. (Prefeitura do RJ Prefeitura do RJ Agente Administrativo 
2011) Em certos atos, a lei permite ao agente proceder a uma avaliação 
de conduta, ponderando os aspectos de conveniência e à oportunidade 
relacionados com o mérito administrativo e que abrangem os seguintes 
elementos: 
(A) competência e forma 
(B) forma e motivo 
(C) motivo e objeto 
(D) competência e objeto 
 
 
6. (Prefeitura do RJ ± Guarda Municipal ±CGRJ -2011) Um 
exemplo típico de espécie de ato administrativo quanto à forma de 
exteriorização é: 
(A) o contrato 
(B) o decreto 
(C) a lei 
(D) a sentença 
 
7. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central) 
Em relação aos atos administrativos, analise as assertivas abaixo. 
I - Os elementos dos atos administrativos são competência, forma, 
motivo, objeto e finalidade. 
II - Os atos administrativos discricionários não são passíveis de 
revogação pela própria Administração Pública, mas estão sujeitos a 
controle judicial, inclusive no que tange ao mérito administrativo. 
III - O direito da Administração Pública de anular os atos 
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para seus 
destinatários, em âmbito federal, decai em cinco anos, contados da 
data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. 
É (São) correta(s) APENAS a(s) assertiva(s) 
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a) I. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II . 
e) III. 
 
8. (FUNCAB ± 2010 ± IDAF/ES ± Administrador) Para Hely 
Lopes Meireles, ato administrativo é o mesmo que ato jurídico, isto é, 
todo aquele que tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, 
modificar, ou extinguir direitos. 
Considerando os elementos necessários à formação do ato 
administrativo, assinale a assertiva correta. 
A) São necessários, mas não suficientes à formação do ato 
administrativo: competência e finalidade. 
B) São necessários e suficientes à formação do ato administrativo: 
competência, forma e motivo. 
C) A finalidade pública é que torna o ato administrativo idêntico ao 
ato jurídico. 
D) São necessários, mas não suficientes à formação do ato 
administrativo: forma e objeto. 
E) A finalidade pública e o objeto são suficientes para a formação 
do ato administrativo. 
 
9. (FUNCAB ± 2010 ± DER/R0 ± Administrador) Sobre 
descentralização e delegação de competência, assinale a alternativa 
correta. 
A) A delegação de competência é utilizada como instrumento de 
centralização administrativa. 
B) A delegação de competência deve ser utilizada com o objetivo 
de assegurar maior rapidez e objetividade às decisões, situando-as na 
proximidade dos fatos, pessoas ou problemas a atender. 
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C) A descentralização implica a realização das atividades 
administrativas por intermédio dos inúmeros órgãos e agentes que 
compõem a estrutura funcional da Administração Direta. 
D) O ato de delegação é sempre genérico, e independe de 
indicação da autoridade delegante, da autoridade delegada e das 
atribuições objeto de delegação. 
E) Não é permitida a delegação de competência no âmbito da 
Administração Pública brasileira. 
 
 
10. (FCC ± 2013 ± TRT-1ª ± Técnico Judiciário) A respeito de 
atributo dos atos administrativos, é INCORRETO afirmar: 
a) Imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se 
impõem a terceiros, independentemente de sua concordância. 
 b) Presunção de legitimidade diz respeito à conformidade do ato 
com a lei, presumindo-se, até prova em contrário, que o ato foi emitido 
com observância da lei. 
c) O atributo da executoriedade permite à Administração o 
emprego de meios de coerção para fazer cumprir o ato administrativo. 
d) A tipicidade é o atributo pelo qual o ato administrativo deve 
corresponder a figuras previamente definidas pela lei como aptas a 
produzir determinados resultados. 
e) A presunção de veracidade é o atributo pelo qual o ato 
administrativo não pode ser objeto de anulação pelo Poder Judiciário, 
salvo aqueles considerados discricionários. 
 
 
11. (FUNCAB ± 2013 ± DETRAN/PB ± Advogado) Qual das 
alternativas contém atributos do ato administrativo? 
A) Vinculação e discricionariedade. 
B) Presunção de legitimidade e vinculação. 
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C) Discricionariedade e imperatividade. 
D) Imperatividade e autoexecutoriedade. 
E) Autoexecutoriedade e competência. 
 
 
12. (FCC ± 2013 - TRT-15ª ± Analista Judiciário- área 
Administrativa) Os atos administrativos gozam de atributos específicos, 
dos quais não dispõem os atos praticados sob a égide do regime jurídico 
de direito privado. Dentre eles, a 
(A) presunção de validade, que se consubstancia na consideração 
de que os atos administrativos, enquanto existentes, são válidos e 
gozam de autoexecutoriedade. 
(B) exigibilidade, que garante a execução material dos atos 
administrativos, independentemente de intervenção judicial. 
(C) imperatividade, que atribui aos atos administrativos a 
capacidade de imposição a terceiros, com ou sem sua concordância. 
(D) presunção de exigibilidade, que possibilita a coação material 
dos atos administrativos mediante autorização superior. 
(E) presunção de validade entre as partes, somente podendo haver 
descumprimento mediante desconstituição do ato no âmbito judicial. 
 
 
13. (FCC - 2013 - TRT - 18ª Região (GO) - Analista Judiciário - 
Área Judiciária) Pode-se conceituar os atos administrativos como 
manifestações de vontade do Estado, as quais são dotadas de alguns 
atributos. Dentre eles, destaca-se a presunção de legitimidade e 
veracidade, que 
 
 a) significa a presunção absoluta de conformidade com a lei, 
dependendo de decisão judicial para eventual desfazimento. 
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 b) consiste na presunção de que o ato praticado está conforme a 
lei e de que os fatos atestados pela Administração são verdadeiros, 
admitindo, no entanto, prova em contrário. 
 c) significa uma derivação do princípio da legalidade, na medida 
em que os atos praticados pela Administração possuem força de lei, 
podendo instituir direitos e obrigações aos administrados. 
 d) consiste na necessidade de que sejam confirmados pelo poder 
judiciário quando veicularem a produção de efeitos limitadores de 
direitos dos administrados. 
 e) significa que os atos administrativos se impõem a terceiros, 
mesmo que esses não concordem, podendo a Administração adotar 
medidas coercitivas diretas e concretas para fazer valer sua decisão. 
 
 
 
14. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - 
Medicina) Os atos administrativos possuem atributos específicos, dos 
quais decorrem consequências, sendo correto afirmar que 
 a) da autoexecutoriedade decorre a possibilidade do ato ser posto 
diretamente em execução pela Administração, mediante autorização do 
Poder Judiciário. 
 b) da autoexecutoriedade, quando expressamente prevista em lei, 
decorre a possibilidade da Administração pública aplicar medidas 
coercitivas independentemente de autorização judicial. 
 c) da presunção de legitimidade e de veracidade do ato 
administrativo, decorre que fica afastada a possibilidade de controle do 
ato pelo Poder Judiciário enquanto for mantida essa qualificação. 
 d) da imperatividade do ato administrativo decorre que fica 
afastada a possibilidade de controle do ato pelo Poder Judiciário. 
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 e) da presunção de legitimidade decorre a imperatividade do ato 
administrativo, que autoriza a adoção de medidas coercitivas pela 
Administração pública independentemente de autorização judicial. 
 
 
15. (Prefeitura do RJ ± Advogado Júnior ±CGGT -2012) Segundo 
a doutrina, verificada a situação que provoca a execução do ato, a 
autoridade administrativa de pronto o executa, ficando, assim, 
resguardado o interesse público. Tal característica corresponde à: 
(A) presunção de legitimidade 
(B) presunção de legalidade 
(C) autoexecutoriedade 
(D) imperatividade 
 
16. (FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário ± Enfermagem) 
Os atos administrativos são dotados de atributos peculiares. Dentre 
eles, destaca-se a autoexecutoriedade, que se traduz 
 a) no atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a 
todos. 
 b) no dever da administração de praticar os atos previamente 
previstos em lei para cada situação concreta. 
 c) no poder da administração pública de decidir pela validade ou 
não de determinado ato. 
 d) no poder da administração atestar, unilateralmente, se 
determinado ato administrativo foi executado conforme a lei. 
 e) na possibilidade da própria administração pública colocar 
determinado ato administrativo em execução, independentemente de 
prévia manifestação do Poder Judiciário. 
 
 
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17. (FCC 2011 TRE RN Técnico Judiciário) Nos atos 
administrativos: 
a) a imperatividade é um atributo que existe em todos os atos 
administrativos. 
b) a invalidação é o desfazimento de um ato administrativo, e nem 
sempre ocorre por razões de ilegalidade. 
c) o motivo e a finalidade são requisitos sempre vinculados dos 
atos administrativos. 
d) a Administraçãopode autoexecutar suas decisões, empregando 
meios diretos de coerção, utilizando-se inclusive da força. 
e) a invalidação dos atos administrativos opera efeitos ex nunc. 
 
18. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) A característica do ato administrativo segundo a qual os atos são 
cogentes, obrigando a todos quantos se encontrem em seu círculo de 
incidência, corresponde à: 
(A) imperatividade 
(B) auto-executoriedade 
(C) vinculação 
(D) presunção de legitimidade 
 
19. (VUNESP - 2008 - DPE-MS - Defensor Público) São atributos 
do ato administrativo: 
 a) imperatividade e vinculação. 
 b) discricionariedade e imperatividade. 
 c) imperatividade e executoriedade. 
 d) executoriedade e motivação. 
 
 
20. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central) 
Fernando, assessor jurídico de um órgão público federal, foi 
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questionado a respeito da possibilidade de a Administração Pública 
interditar atividades ilegais e inutilizar gêneros impróprios para o 
consumo, independente de ordem judicial. Essa prerrogativa decorre do 
atributo dos atos administrativos identificado por 
a) autoexecutoriedade. 
b) presunção de legitimidade. 
c) presunção de efetividade. 
d) supremacia do interesse público. 
e) discricionariedade. 
 
21. (VUNESP - 2014 - EMPLASA - Analista Jurídico ± Direito) 
Atos vinculados; 
 a) são aqueles para os quais a lei estabelece requisitos e 
condições de sua realização e impõem à Administração o dever de 
motivá-los. 
 b) podem desatender às disposições legais ou regulamentares se 
houver decisão judicial dizendo sobre a conveniência e oportunidade. 
 c) encontram fundamento e justificativa na complexidade e 
variedade dos problemas que o Poder Público tem que solucionar a cada 
caso e para os quais a lei, por mais casuística que seja, não poderia 
prever todas as soluções. 
 d) são aqueles que permitem à Administração assegurar de modo 
eficaz os meios realizadores do fim a que se propõe o Poder Público. 
 e) são instrumentos legais que permitem ao administrador fazer o 
que entender conveniente à coletividade. 
 
 
22. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - 
Enfermagem) A respeito dos atos administrativos, é correto afirmar que 
 
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a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de 
conveniência e oportunidade presente nos atos discricionários. 
b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e 
oportunidade pela Administração, que pode revogá-los a qualquer 
tempo. 
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela 
Administração, salvo por vício de legalidade. 
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e 
oportunidade presente nos atos vinculados. 
e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela 
Administração, de acordo com juízo de conveniência e oportunidade. 
 
 
23. (FCC ± 2013 ± MP-MA- Analista Ministerial) Considere as 
seguintes assertivas concernentes à discricionariedade e vinculação na 
atuação administrativa: 
I. O ato vinculado é analisado apenas sob o aspecto da legalidade. 
II. Existe ato administrativo inteiramente discricionário. 
III. O ato discricionário é analisado apenas sob o aspecto do 
denominado mérito administrativo. 
IV. Um aspecto no qual concerne a discricionariedade é o momento 
da prática do ato, pois se a lei nada estabelecer, a Administração 
escolherá o momento mais adequado para atingir a consecução de 
determinado fim. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I e II. 
(B) I, II e III. 
(C) I e IV. 
(D) II, III e IV. 
(E) III e IV. 
 
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24. (FCC ± 2013 0 TRT-15ª ± Analista Judiciário- área 
Administrativa) No que diz respeito ao controle que o Poder Judiciário 
exerce sobre os atos administrativos, é correto afirmar que os atos 
administrativos discricionários 
(A) não se distinguem dos denominados atos administrativos 
vinculados, isso em razão do alargamento do princípio da legalidade 
ocorrido a partir da Constituição Federal de 1988. 
(B) têm todos os elementos definidos em lei, cabendo ao judiciário 
examinar, em todos os aspectos, a conformidade do ato com a lei. 
(C) possibilita o controle judicial, mas terá que respeitar o espaço 
de escolha e decisão administrativa, nos limites em que assegurado à 
Administração pela lei. 
(D) não há restringem o controle exercido pelo Poder Judiciário, a 
partir da Constituição Federal de 1988, em razão do princípio da 
inafastabilidade da jurisdição. 
(E) não pode ser controlado pelo Poder Judiciário, estando sujeito, 
no entanto, à revogação, que consiste na retirada do ato que se dá por 
razões de oportunidade e conveniência. 
 
 
25. (FCC ± 2013 - TRT-15ª ± Analista Judiciário- área 
Administrativa) A discricionariedade pode ser qualificada como atributo 
dos atos administrativos em geral. Quando se fala que determinado ato 
tem essa característica significa que 
(A) é o resultado de opção do administrador, dentre algumas 
alternativas, que a legislação lhe confere, proferida no âmbito do 
exercício de seu juízo de oportunidade e conveniência. 
(B) foi proferido como manifestação do juízo de oportunidade e 
conveniência, inovando a ordem jurídica e possibilitando a 
autoexecutoriedade de seu conteúdo. 
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(C) foi proferido em estrito cumprimento de disposição legal, 
exteriorizando direito subjetivo do interessado. 
(D) é manifestação de vontade legítima do administrador, prevista 
ou não em lei, cuja edição configura direito subjetivo do interessado. 
(E) foi editado levando em conta fatores externos e internos do 
processo, sendo assim considerado ainda que fosse a única decisão 
passível de ser tomada, nos termos da lei 
 
 
26. (CESGRANRIO - 2012 - Innova - Advogado Júnior) Como é 
do conhecimento convencional, a revogação de um ato administrativo 
decorre de uma apreciação pautada por critérios de conveniência e 
oportunidade. 
A esse respeito, tem-se que 
a) tanto os atos administrativos discricionários, como os 
vinculados, são passíveis de revogação. 
b) a revogação de um ato administrativo deve ser precedida de 
processo administrativo disciplinar e pressupõe prévia indenização aos 
destinatários. 
c) a revogação de um ato administrativo submete-se a prazo 
prescricional de cinco anos, findos os quais se considera o ato perfeitoe 
acabado. 
d) somente à própria Administração Pública reconhece- se 
competência para revogar os atos administrativos por ela editados. 
e) o ato de revogação tem natureza meramente declaratória e, 
como tal, produz efeitos ex tunc. 
 
 
27. (VUNESP - 2011 - TJ-SP - Titular de Serviços de Notas e de 
Registros - Critério Provimento) O ato discricionário praticado por 
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autoridade incompetente, ou realizado por forma diversa da prevista em 
lei é 
 a) passível de retificação 
 b) juridicamente inexistente. 
 c) ilegítimo e nulo. 
 d) anulável. 
 
 
28. (CESGRANRIO - 2011 - BNDES - Profissional Básico) A 
prerrogativa de direito público que confere ao administrador público a 
possibilidade de escolher a conduta a ser praticada de acordo com 
critérios de conveniência e oportunidade denomina-se 
a) discricionariedade administrativa 
b) vinculação administrativa 
c) polícia administrativa 
d) intervencionismo administrativo 
e) consensualidade administrativa 
 
29. (VUNESP - 2011 - TJ-SP - Titular de Serviços de Notas e de 
Registros - Critério Remoção) O exercício estatal de provimento de 
cargos e movimentação de funcionários, as autorizações e permissões 
constituem modalidade de atos 
 a) administrativos de conservação de serviços públicos. 
 b) de rotina administrativa. 
 c) de expediente. 
 d) de gestão. 
 
30. (FCC - 2012 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) Sob o tema da classificação dos atos administrativos, 
apesar de serem todos resultantes da manifestação unilateral da 
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vontade da Administração Pública, o denominado "ato administrativo 
composto" difere dos demais, por ser 
a) o que necessita, para a sua formação, da manifestação de 
vontade de dois ou mais diferentes órgãos ou autoridades para gerar 
efeitos. 
b) aquele cujo conteúdo resulta da manifestação de um só órgão, 
mas a sua edição ou a produção de seus efeitos depende de outro ato 
que o aprove. 
c) o ato que decorre da manifestação de vontade de apenas um 
órgão, unipessoal ou colegiado, não dependendo de manifestação de 
outro órgão para produzir efeitos. 
d) o que tem a sua origem na manifestação de vontade de pelo 
menos dois órgãos, porém, para produzir os seus efeitos, deve ter a 
aprovação por órgão hierarquicamente superior. 
e) originário da manifestação de vontade de pelo menos duas 
autoridades superiores da Administração Pública, mas seus efeitos ficam 
condicionados à aprovação por decreto de execução ou regulamentar. 
 
 
31. (Prefeitura do RJ ± Administrador ±Guarda Municipal -2012) 
Segundo a classificação dos atos administrativos, pelo critério dos 
destinatários, os regulamentos são considerados atos: 
(A) de gestão 
(B) discricionários 
(C) complexos 
(D) gerais 
 
32. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) Segundo o critério das prerrogativas, os atos administrativos 
podem ser classificados como: 
(A) vinculados e discricionários 
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(B) complexos e compostos 
(C) de império e de gestão 
(D) gerais e individuais 
 
33. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central - 
Area 1) Fernando, assessor jurídico de um órgão público federal, foi 
questionado a respeito da possibilidade de a Administração Pública 
interditar atividades ilegais e inutilizar gêneros impróprios para o 
consumo, independente de ordem judicial. Essa prerrogativa decorre do 
atributo dos atos administrativos identificado por 
a) autoexecutoriedade. 
b) presunção de legitimidade. 
c) presunção de efetividade. 
d) presunção de efetividade. 
e) discricionariedade. 
 
34. (FCC ± 2013 ±MPC/MT ± Analista de Contas-Especialidade 
Direito) No direito brasileiro, os regulamentos são atos essencialmente 
 
(A) enunciativos, dotados de generalidade, abstração e 
imutabilidade. 
(B) negociais, de efeitos concretos e uso específico no campo do 
exercício do poder de polícia. 
(C) legislativos, de competência exclusiva do chefe do Poder 
Executivo. 
(D) autônomos e de mesmo nível hierárquico que as leis, dispondo 
sobre organização administrativa, criação ou extinção de órgãos 
públicos. 
(E) normativos, que especificam ou complementam a lei para sua 
fiel execução, sem contudo inovar no mundo jurídico. 
 
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35. (FCC-2011-TRF-1ª REGIÃO-Técnico Judiciário) Dentre 
outros, é exemplo de ato administrativo ordinatório, 
a) a circular. 
b) o regulamento. 
c) a resolução. 
d) a admissão. 
e) o decreto. 
 
36. (VUNESP - 2013 - CETESB ± Advogado) Assinale a 
alternativa que apresenta corretamente um típico ato administrativo. 
 a) Expedição de licença municipal para construir. 
 b) Edição de uma medida provisória pelo Chefe do Executivo. 
 c) Celebração de um contrato de locação de imóvel pelo poder 
público como locatário. 
 d) Veto a um projeto de lei. 
 e) Ordem rotineira de Secretário Municipal para varrição das ruas 
do Município. 
 
 
37. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - 
Execução de Mandados) Maria Helena requereu que lhe fosse concedida 
licença para construir em seu terreno. Observou a legislação municipal, 
contratou a execução do competente projeto e apresentou à 
Administração pública para aprovação. O pedido, no entanto, foi 
indeferido, sob o fundamento de que na mesma rua já existia uma obra 
em curso, o que poderia ocasionar transtornos aos demais 
administrados. Maria Helena, inconformada, ajuizou medida judicial 
para obtenção da licença, no que foi atendida. A decisão judicial, 
 
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a) é regular manifestação do poder de controle do ato 
administrativo, desde que comprovado o preenchimento dos requisitos 
de edição do ato vinculado. 
b) excede os limites do controle judicial do ato administrativo, na 
medida em que interfere em juízo discricionário da Administração 
Pública. 
c) excede os limites do controle judicial do ato administrativo, na 
medida em que a atuação do Judiciário deve ficar adstrita a análise de 
legalidade, nãopodendo substituir o ato administrativo como no caso 
proposto. 
d) é regular manifestação do poder de controle do ato 
administrativo, com exceção da concessão da licença, atividade 
privativa da administração, que não poderia ser suprida pelo Judiciário, 
ainda que diante de recusa da autoridade. 
e) é regular manifestação do poder de controle do ato 
administrativo, tendo em vista que contemporaneamente vem sendo 
admitido o controle dos aspectos discricionários do ato administrativo. 
 
38. (CESGRANRIO - 2012 - Innova - Advogado Júnior) Qual ato 
de consentimento de polícia se caracteriza por sua vinculação, de forma 
que, uma vez atendidos os requisitos previstos em lei, o interessado 
passa a ter direito subjetivo à sua obtenção? 
a) Concessão 
b) Licença 
c) Permissão 
d) Autorização 
e) Adjudicação 
 
 
39. (FCC-2011-TRE-PE-Analista Judiciário) $� ³DSURYDomR´� p�
exemplo de ato administrativo 
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a) ordinatório. 
b) normativo. 
c) negocial. 
d) enunciativo. 
e) geral. 
 
40. (FCC ± 2013 ± MP-MA ± Analista ministerial) Considere as 
seguintes assertivas: 
I. Atos administrativos normativos são aqueles que contêm um 
comando geral do Executivo visando ao cumprimento de uma lei. 
Exemplo: regimento. 
II. Atos administrativos ordinatórios são os que visam a disciplinar 
o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus 
agentes. São exemplos os avisos. 
III. Atos administrativos enunciativos são aqueles em que a 
Administração se limita a certificar ou a atestar um fato, ou emitir uma 
opinião sobre determinado assunto, constantes de registros, processos 
e arquivos públicos. 
Sobre atos administrativos está correto o que se afirma em 
(A) I e II, apenas. 
(B) I e III, apenas. 
(C) II, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
 
41. (FCC-2011-TRF1ª REG-Técnico Judiciário) NÃO constitui 
exemplo, dentre outros, de ato administrativo enunciativo: 
a) o atestado. 
b) o parecer. 
c) a certidão. 
d) a homologação. 
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e) a apostila. 
 
42. (FUNCAB ± 2012 ± Pref. Sooretama/ES ± Advogado) A 
respeito da revogação do ato administrativo, pode-se afirmar que: 
A) somente pode ser decretada pelo Poder Judiciário. 
B) somente pode ser realizada pela própria administração, sob os 
critérios de conveniência e oportunidade. 
C) tem por objeto atos inválidos, porque ilegais. 
D) se aplica a atos discricionários ou vinculados. 
E) opera efeitos ex tunc. 
 
 
43. (FCC-2011-TRF-1ªREG-Técnico Judiciário) João, servidor 
público federal, pretende retirar do mundo jurídico determinado ato 
administrativo, em razão de vício nele detectado, ou seja, por ter sido 
praticado sem finalidade pública. No caso, esse ato administrativo 
a) deve ser revogado. 
b) pode permanecer no mundo jurídico, pois trata-se de vício 
sanável. 
c) possui vício de objeto e, portanto, deve ser retirado do mundo 
jurídico apenas pelo Judiciário. 
d) deve ser anulado. 
e) possui vício de motivo e, portanto, deve ser retirado do mundo 
jurídico por João. 
 
44. (VUNESP - 2013 - ITESP ± Advogado) A Administração 
Pública 
 a) pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que 
os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos, ressalvada a 
apreciação judicial. 
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 b) pode anular seus próprios atos, por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. 
 c) não pode declarar, em hipótese alguma, a nulidade dos seus 
próprios atos. 
 d) não pode anular seus atos; somente é autorizada a revogação 
por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos, ressalvada a apreciação judicial. 
 
 
45. (VUNESP - 2013 - TJ-SP ± Advogado) A anulação do ato 
administrativo. 
 a) opera efeitos ex nunc. 
 b) somente poderá ser declarada pelo Poder Judiciário. 
 c) impede que o ato seja novamente editado. 
 d) poderá ser ordenada pela Administração Pública 
 e) pressupõe o descumprimento de obrigação fixada no ato. 
 
 
46. (FCC/2013/TRT/Juiz do Trabalho) A União pretende 
implementar um grande programa de recuperação de rodovias e firmou 
convênio com diversos Estados, para repasse de recursos destinados à 
execução das obras necessárias. A opção da Administração federal foi 
contestada por diversos setores da opinião pública, que consideram que 
tal investimento não seria prioritário e sustentam que os recursos 
orçamentários correspondentes deveriam ser redirecionados para 
programas de melhoria da mobilidade nos grandes centros e regiões 
metropolitanas. Com base em tais argumentos, entidade representante 
da sociedade civil submeteu a matéria ao controle do Poder Judiciário 
buscando a anulação dos atos administrativos de celebração dos 
convênios. O Poder Judiciário 
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A poderá anular os atos administrativos se identificar vício de 
legalidade, inclusive em relação aos motivos e finalidade. 
B poderá anular os atos administrativos, se discordar dos critérios 
de conveniência e oportunidade da Administração. 
C poderá revogar os atos administrativos se identificar desvio de 
finalidade, consistente na afronta ao interesse público. 
D poderá alterar os atos administrativos, redirecionando os 
recursos orçamentários, com base na teoria dos motivos determinantes. 
E não poderá anular os atos administrativos e, na hipótese de 
identificar desvio de finalidade, deverá assinalar prazo para a 
Administração editar novo ato. 
 
 
47. (FCC/2013/MPE/Analista-Direito) Considere o trecho do 
julgado do Supremo Tribunal Federal abaixo transcrito, que descreve 
situação na qual foi constatado que o ato administrativo foi praticado 
atendendo à finalidade contrária ao interesse público, buscando 
favorecimento pessoal. 
MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. 
NEPOTISMO CRUZADO. ORDEM DENEGADA. Reconhecida a 
competência do Tribunal de Contas da União para a verificação da 
legalidade do ato praticado pelo impetrante, nos termos dos Arts. 71, 
VIII e IX da Constituição Federal. Procedimento instaurado no TCU a 
partir de encaminhamento de autos de procedimento administrativo 
concluído pelo Ministério Público Federal no Estado do Espírito Santo. 
No mérito, configurada a prática de nepotismo cruzado, tendo em vista 
que a assessora nomeada pelo impetrante para exercer o cargo em 
comissão no Tribunal Regionaldo Trabalho da 17a Região, sediado em 
Vitória-ES, é nora do magistrado que nomeou a esposa do impetrante 
para cargo em comissão no Tribunal Regional do Trabalho da 1a Região, 
sediado no Rio de Janeiro-RJ. A nomeação para cargo de assessor do 
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impetrante é ato formalmente lícito. Contudo, no momento em que é 
apurada a finalidade contrária ao interesse público, qual seja a troca de 
favores entre os membros do judiciário, o ato deve ser invalidado, por 
violação ao princípio da moralidade administrativa e por estar 
caracterizado a sua ilegalidade, por desvio de finalidade. Ordem 
negada. Decisão unânime. [...] (STF, 2a Turma; MS 24020/DF; Rel.Min. 
Joaquim Barbosa. Julgamento: 06/03/2012; v.u). 
 
Em hipóteses que tais, a Administração, 
 
A tem a faculdade de revogar o ato de nomeação, no exercício da 
autotutela. 
B tem o dever de recorrer ao judiciário para revogar o ato de 
nomeação, vedado, na hipótese, o exercício da autotutela. 
C tem o poder-dever de invalidar o ato de nomeação, que, no caso, 
está eivado do vício de legalidade, no exercício da autotutela. 
D deve recorrer ao judiciário para invalidar o ato de nomeação, 
vedado, na hipótese, o exercício da autotutela. 
E pode revogar ou invalidar o ato de nomeação, no exercício da 
autotutela. 
 
 
48. (FCC/2013/AL-RN/Analista Legislativo) Considere a seguinte 
assertiva: o ato administrativo válido, isto é, legal, pode ser anulado 
pela própria Administração pública. A assertiva em questão está 
A incorreta, porque, no enunciado narrado, a anulação somente 
pode ser feita pelo Poder Judiciário. 
B correta, pois a Administração pública pode, de ofício, anular atos 
administrativos válidos. 
C incorreta, pois a anulação pressupõe sempre ato administrativo 
ilegal. 
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D correta, porque a anulação é cabível, excepcionalmente, para 
atos administrativos válidos. 
E incorreta, pois a Administração pública não pode anular seus 
próprios atos. 
 
 
49. (Prefeitura do RJ ± Agente Administrativo ±Guarda Municipal 
-2012) A forma extintiva de desfazimento do ato administrativo por 
razões de conveniência e oportunidade é conhecida como: 
(A) anulação 
(B) cassação 
(C) caducidade 
(D) revogação 
 
50. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) 
A revogação de um ato administrativo 
 a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário, 
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e 
oportunidade. 
 b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em 
que, em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração 
está obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade. 
 c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder 
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou 
inoportuno do ponto de vista do interesse público. 
 d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente 
superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do 
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário. 
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 e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em 
razões de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando 
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma. 
 
51. (FCC - 2012 - TCE-AP - Analista de Controle Externo - Meio 
Ambiente) Em relação a seus próprios atos, a Administração 
 a) pode anular os atos eivados de vício de legalidade, a qualquer 
tempo, vedada a repercussão patrimonial para período anterior à 
anulação. 
 b) pode anulá-los, apenas quando eivados de vício quanto à 
competência e revogá-los quando identificado desvio de poder ou de 
finalidade. 
 c) pode anulá-los, por razões de conveniência e opor- tunidade, 
observado o prazo prescricional. 
 d) não pode anular os atos que gerem direitos para terceiros, 
exceto se comprovado fato superveniente ou circunstância não 
conhecida no momento de sua edição. 
 e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade, 
preservados os direitos adquiridos. 
 
52. (FCC - 2012 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) A respeito da revogação e anulação dos atos 
administrativos, analise: 
I. A revogação é aplicável apenas em relação aos atos 
discricionários, podendo ser praticada somente pelo Poder Executivo em 
relação aos seus próprios atos, em decorrência do ato tornar-se 
inconveniente e inoportuno, não podendo ser revogados pelo Poder 
Judiciário, em sua função típica. 
II. Os atos discricionários praticados na esfera do Poder Executivo 
poderão ser objeto de anulação no âmbito desse mesmo Poder, em 
decorrência de vício insanável, portanto de ilegalidade, mas caberá 
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também ao Poder Judiciário, em sua função típica, a anulação, desde 
que provocado. 
III. Os atos vinculados praticados na esfera do Poder Executivo, 
aqueles que devem total observância ao respectivo texto legal, não 
poderão, por esta mesma razão, serem alvo de anulação por esse 
Poder, mas tão somente pelo Poder Judiciário, em sua função típica. 
Nas hipóteses acima descritas, está correto o que consta APENAS 
em 
 a) III. 
 b) I e III. 
 c) I e II. 
 d) I. 
 e) II e III. 
 
 
53. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Administrativa) A revogação de um ato administrativo 
a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário, 
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e 
oportunidade. 
b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em 
que, em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração 
está obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade. 
c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder 
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou 
inoportuno do ponto de vista do interesse público. 
d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente 
superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do 
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário. 
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e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em 
razões de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando 
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma. 
 
 
54. (VUNESP - 2011 - SAP-SP - Analista Administrativo) A 
revogação de um ato administrativo poderá ser ordenada 
 a) pela Administração Pública. 
 b) pela Administração Pública ou pelo Poder Judiciário. 
 c) somente pelo Poder Judiciário. 
 d) pelo Poder Judiciário, após análise do Tribunal. 
 e) pelo Poder Judiciário, após ouvir o Ministério Público. 
 
 
55. (FCC/2011/TCM-BA/Procurador) A respeito da 
desconstituição dos atos administrativos, a Administração 
a) pode anulá-los, observado o correspondente prazo decadencial e 
desde que preservados os direitos adquiridos. 
b) pode revogá-los, quando discricionários, e anular apenas os 
vinculados, preservados os direitos adquiridos. 
c) está impedida de anular seus próprios atos, cabendo o controle 
de legalidade ao Judiciário. 
d) está impedida de revogar seus atos, exceto quando sobrevier 
alteração de fato ou de direito que altere os pressupostos de sua 
edição. 
e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade, 
preservados os direitos adquiridos, e anulá-los por vício de legalidade, 
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
56. (FCC-2011-TRE-TO-Técnico Judiciário) Podem ser revogados 
os atos administrativos: 
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a) que já exauriram seus efeitos. 
b) enunciativos, também denominados "meros atos 
administrativos", como certidões e atestados. 
c) vinculados. 
d) que geram direitos adquiridos. 
e) editados em conformidade com a lei 
 
 
57. (VUNESP - 2009 - CESP ± Advogado) A respeito do ato 
administrativo, pode-se afirmar que 
 a) a invalidação é o desfazimento do ato administrativo por 
razões de ilegalidade. 
 b) o ato administrativo não admite a convalidação. 
 c) o ato administrativo pode ser revogado pela Administração, 
mas não pode ser anulado por esta. 
 d) os atos administrativos dotados de imperatividade têm 
presunção absoluta de legalidade. 
 e) a licença é ato administrativo discricionário. 
 
58. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) Quando o beneficiário de determinado ato descumpre condições 
que permitem a sua manutenção e a de seus efeitos, o desfazimento do 
ato se dá através da seguinte espécie de extinção: 
(A) anulação 
(B) cassação 
(C) revogação 
(D) caducidade 
 
59. (FCC/2013/AL-PB/Analista Legislativo) Sobre o tema da 
convalidação do ato administrativo, é INCORRETO afirmar: 
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A A convalidação se dá pela edição de um segundo ato 
administrativo, com o fito de corrigir o primeiro praticado com vício. 
B O ato administrativo com vício de finalidade pode, em regra, ser 
convalidado; assim, é possível corrigir um resultado que estava na 
intenção do agente que praticou o ato. 
C A convalidação produzirá efeitos ex tunc. 
D Não se pode convalidar um ato quando a sua repetição importe 
na reprodução do vício anterior. 
E A Administração não poderá convalidar seus atos administrativos 
se estes já tiverem sido impugnados pelo particular, exceto se tratar de 
irrelevante formalidade, pois neste caso os atos são sempre 
convalidáveis. 
 
 
60. (FCC/2013/TRT/Analista Judiciário) Determinado servidor 
público proferiu decisão em procedimento administrativo, conferindo 
licença de instalação de estabelecimento comercial a particular e, 
posteriormente, constatou-se que não possuía competência para prática 
do ato, mas apenas para atuar na fase instrutória do procedimento. O 
particular não tinha ciência dessa circunstância e deu início ao 
funcionamento do estabelecimento. Diante da situação narrada, a 
decisão, 
A não é convalidável pela autoridade competente, por se tratar de 
ato vinculado, podendo conceder nova licença, se presentes os 
requisitos para a sua edição, sem efeitos retroativos. 
B é convalidável pela autoridade competente, se não se tratar de 
competência privativa ou exclusiva, desde que presentes os 
pressupostos para sua edição e não haja lesão ao interesse público ou 
prejuízo a terceiros. 
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C é convalidável pela autoridade competente, de acordo com 
critérios de conveniência e oportunidade, por se tratar de ato 
discricionário. 
D é convalidável, se presentes os requisitos para a sua edição e 
não se evidencie prejuízo ao interesse público, não sendo admitida a 
retroação dos efeitos à data da edição da decisão original. 
E não é convalidável, administrativamente, porém pode ser 
ratificada, judicialmente, em processo intentado para este fim pelo 
particular. 
 
61. (FCC - 2013 - AL-PB - Analista Legislativo) Sobre o tema da 
convalidação do ato administrativo, é INCORRETO afirmar: 
a) A convalidação se dá pela edição de um segundo ato 
administrativo, com o fito de corrigir o primeiro praticado com vício. 
b) O ato administrativo com vício de finalidade pode, em regra, ser 
convalidado; assim, é possível corrigir um resultado que estava na 
intenção do agente que praticou o ato. 
c) A convalidação produzirá efeitos ex tunc. 
d) Não se pode convalidar um ato quando a sua repetição importe 
na reprodução do vício anterior. 
e) A Administração não poderá convalidar seus atos administrativos 
se estes já tiverem sido impugnados pelo particular, exceto se tratar de 
irrelevante formalidade, pois neste caso os atos são sempre 
convalidáveis. 
 
 
62. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - 
Enfermagem) A respeito dos atos administrativos, é correto afirmar que 
 
a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de 
conveniência e oportunidade presente nos atos discricionários. 
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b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e 
oportunidade pela Administração, que pode revogá-los a qualquer 
tempo. 
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela 
Administração, salvo por vício de legalidade. 
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e 
oportunidade presente nos atos vinculados. 
e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela 
Administração, de acordo com juízo de conveniência e oportunidade. 
 
63. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - 
Área Administrativa) Determinadoservidor público proferiu decisão em 
procedimento administrativo, conferindo licença de instalação de 
estabelecimento comercial a particular e, posteriormente, constatou-se 
que não possuía competência para prática do ato, mas apenas para 
atuar na fase instrutória do procedimento. O particular não tinha ciência 
dessa circunstância e deu início ao funcionamento do estabelecimento. 
Diante da situação narrada, a decisão, 
a) não é convalidável pela autoridade competente, por se tratar de 
ato vinculado, podendo conceder nova licença, se presentes os 
requisitos para a sua edição, sem efeitos retroativos. 
b) é convalidável pela autoridade competente, se não se tratar de 
competência privativa ou exclusiva, desde que presentes os 
pressupostos para sua edição e não haja lesão ao interesse público ou 
prejuízo a terceiros. 
c) é convalidável pela autoridade competente, de acordo com 
critérios de conveniência e oportunidade, por se tratar de ato 
discricionário. 
d) é convalidável, se presentes os requisitos para a sua edição e 
não se evidencie prejuízo ao interesse público, não sendo admitida a 
retroação dos efeitos à data da edição da decisão original. 
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e) não é convalidável, administrativamente, porém pode ser 
ratificada, judicialmente, em processo intentado para este fim pelo 
particular. 
 
64. (FCC ± 2013 ± SEFAZ/SP ± Agente Fiscal de Rendas) Simão, 
comerciante estabelecido na capital do Estado, requereu, perante a 
autoridade competente, licença para funcionamento de um novo 
estabelecimento. Embora o interessado não preenchesse os requisitos 
fixados na normatização aplicável, a Administração, levada a erro por 
falha cometida por funcionário no procedimento correspondente, 
concedeu a licença. Posteriormente, constatado o equívoco, a 
Administração 
(A) deverá anular o ato, produzindo a anulação efeitos retroativos 
à data em que foi emitido o ato eivado de vício não passível de 
convalidação. 
(B) somente poderá desfazer o ato judicialmente, em face da 
preclusão administrativa. 
(C) poderá revogar o ato, com base em razões de conveniência e 
oportunidade, sem prejuízo da apreciação judicial. 
(D) deverá anular o ato, não podendo a anulação operar efeito 
retroativo, salvo comprovada má-fé do beneficiário. 
(E) deverá revogar o ato, preservando os efeitos até então 
produzidos, desde que não haja prejuízo à Administração. 
 
 
65. (FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - 
Execução de Mandados) O particular requereu a emissão de 
determinada licença. O pedido foi apreciado por autoridade 
incompetente. Esta, no entanto, verificou que estavam presentes os 
requisitos para edição do ato vinculado, emitindo assim a licença. A 
autoridade competente, instada a tanto, 
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 a) deve convalidar o ato, porque estava diante de ato vinculado e 
desde que não se trate de competência exclusiva. 
 b) pode convalidar o ato, mediante análise de conveniência e 
oportunidade, porque se tratava de ato vinculado. 
 c) deve convalidar o ato, mediante análise de conveniência e 
oportunidade, independentemente do vício de competência incorrido. 
 d) não pode convalidar o ato, porque essa convalidação só é 
admissível quanto a vícios referentes a forma. 
 e) não pode convalidar o ato, pois somente os atos discricionários 
admitem a convalidação. 
 
66. (VUNESP - 2012 - DPE-MS - Defensor Público) Convalidação 
ou saneamento é o ato administrativo pelo qual é suprido o vício 
existente em um ato ilegal, com efeitos retroativos à data em que este 
foi praticado. Ainda sobre a convalidação, é correto afirmar que ela 
 a) sempre é possível, não dependendo do tipo de vício que atinge 
o ato, que pode alcançar qualquer um dos cinco elementos do ato 
administrativo: sujeito, objeto, forma, motivo e finalidade. 
 b) é ato discricionário, porque cabe à Administração, diante do 
caso concreto, verificar o que atende melhor ao interesse público: a 
convalidação ou a decretação de nulidade do ato administrativo, quando 
os efeitos produzidos forem contrários ao interesse público. 
 c) equipara-se à reforma do ato administrativo, pois ambas 
atingem o ato ilegal e são guiadas por razões de conveniência e 
oportunidade que, por sua vez, não podem ser objeto de análise pelo 
Poder Judiciário. 
 d) não corrige o vício do ato, ela o mantém tal como foi praticado, 
o que somente é possível quando não causar prejuízo a terceiros, já 
que a estes é prevista a faculdade de recorrer ao Poder Judiciário. 
 
 
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67. (FCC 2011 TRT 20ªREG(SE) Técnico Judiciário) Sobre os 
atos administrativos analise as seguintes assertivas: 
I. Convalidação é o ato jurídico que sana vício de ato 
administrativo antecedente de tal modo que este passa a ser 
considerado como válido desde o seu nascimento. 
II. A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados 
de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; 
ou revogá-los por motivos de conveniência e oportunidade, respeitados 
os direitos adquiridos e ressalvadas em todos os casos, a apreciação 
judicial. 
III. Revogação é o ato administrativo discricionário pelo qual a 
Administração extingue um ato válido, por razões de oportunidade e 
conveniência, e terá efeitos ex tunc. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II. 
d) II e III. 
e) III. 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1) B 
2) A 
3) C 
4) B 
5) C 
6) B 
7) C 
8) A 
9) B 
10) E 
11) D 
12) C 
13) B 
14) B 
15) C 
16) E 
17) D 
18) A 
19) C 
20) A 
21) A 
22) A 
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23) C 
24) C 
25) E 
26) D 
27) C 
28) A 
29) D 
30) B 
31) B 
32) C 
33) A 
34) E 
35) A 
36) A 
37) A 
38) B 
39) C 
40) E 
41) D 
42) B 
43) D 
44) A 
45) D 
46) A 
47) C 
48) C 
49) D 
50) A 
51) E 
52) C 
53) A 
54) A 
55) E 
56) E 
57) A 
58) B 
59) B 
60) B 
61) B 
62) A 
63) B 
64) A 
65) A 
66) B 
67) A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6) Referências 
 
ALEXANDRINO, Marcelo. PAULO, Vicente. Direito Administrativo 
Descomplicado. 18ª Ed., São Paulo, Método, 2010. 
BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Intervenção no VI Fórum da 
Reforma do Estado. Rio de Janeiro, 1º. de outubro de 2007. 
CAETANO, Marcelo. Princípios Fundamentais de Direito 
Administrativo. Ed. Forense, Rio de Janeiro, 1977. 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de DireitoAdministrativo, 13ª Ed., Lumen Juris Editora, Rio de Janeiro, 2005. 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 22ª Ed. 
Editora Atlas, São Paulo, 2009. 
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GASPARINI, Diogenes. Direito Administrativo, 13ª Ed., Editora 
Saraiva, São Paulo, 2008. 
MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo, Tomo I, 3ª Edição, 
Salvador, 2007, Jus Podivm. 
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 23ª ed., 
São Paulo: Malheiros Editores, 1998. 
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo, 
27ª Ed., Malheiros Editores, São Paulo, 2010. 
TALAMINI, Daniele Coutinho. Revogação do Ato Administrativo, 
Malheiros Editores, 2002. 
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo ± 
24ª edição, São Paulo: Malheiros Editores, 2005. 
ZANCANER, Weida. Da Convalidação e da Invalidação dos Atos 
Administrativos, 3ª Ed., São Paulo, Malheiros Editores, 2008. 
ZANNONI, Leandro. Direito Administrativo ± Série Advocacia 
Pública, Vol. 3, Ed. Forense, Rio de Janeiro, Ed. Método, São Paulo, 
2011. 
Informativos de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em 
www.stf.jus.br, e do Superior Tribunal de Justiça, em www.stj.jus.br.

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