Prévia do material em texto
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
5) QUESTÕES 105
6) REFERÊNCIAS 139
1) Introdução à aula 02
Que bom que você veio para a nossa aula 02!
Nesta nossa aula 02 do curso de Direito Administrativo para
Analista Judiciário do TRT-MG, falaremos do seguinte assunto: ³Ato
administrativo: requisitos, atributos, classificação, ato administrativo
em espécie, revogação e invalidação do ato administrativo.´�
Num concurso como este, em que a matéria é muito extensa, não
há como você ler uma aula hoje e apreender tudo até o dia da prova.
Por isso, programe-se para ler os resumos na semana que antecede a
prova. Lembre-se: o planejamento é fundamental.
Chega de papo, vamos à luta!
2) Atos Administrativos
2.1. Conceito de ato administrativo.
Antes de conceituarmos ato administrativo, devemos distinguir os
conceitos de fato e de ato, de modo que a ideia do ato administrativo
fique clara.
Fato: é acontecimento sem qualquer interferência da vontade
humana. Ato, por sua vez, é manifestação de vontade praticada pelo
homem.
6H� ³DWR´� p� PDQLIHVWDomR� GD� YRQWDGH� KXPDQD�� ³atos
administrativos´� VmR� GHFODUDo}HV� KXPDQDV� �H� QmR� meros fenômenos
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
IMPORTANTE: Dos demais dispositivos da Lei nº 9.784/99 e do
Decreto nº 83.937/79, extraem-se as seguintes conclusões que já
foram cobradas em inúmeras provas de concursos, são elas:
x o ato de delegar pressupõe a autoridade para subdelegar;
x pode haver delegação de competências a órgãos não
subordinados;
x a delegação pode ser parcial;
x ela deve ser feita por prazo determinado;
x a autoridade delegante pode permanecer com o poder de
exercer a competência de forma conjunta com a delegatária.
Por fim, com relação à competência, o aluno deve ter em mente
que, quando o agente público atua fora de sua esfera de competência,
ocorre o excesso de poder (Alexandrino, 2010, p. 440).
Além do elemento sujeito ou competência, existe o elemento
forma.
Com relação a esse elemento, Di Pietro (2009, p. 207) destaca que
ela tem duas acepções:
a) em sentido estrito: a forma é considerada como a exteriorização
do ato, ou seja, o modo pelo qual a declaração se apresenta;
b) HP� VHQWLGR� DPSOR�� D� IRUPD� LQFOXL� ³WRGDV� DV� formalidades que
devem ser observadas durante o processo de formação da
vontade da Administração, e até os requisitos concernentes à
SXEOLFLGDGH�GR�DWR´�
A regra, estabelecida no art. 22 da Lei n. 9.784/99, é o
informalismo do ato administrativo.
Em seguida, ainda com relação aos elementos do ato
administrativos apresentados na Lei nº 4.717/65, destacamos o
objeto.
O objeto é o conteúdo material, é o que o ato realiza, é a resposta
jV�VHJXLQWHV�SHUJXQWDV��³2�TXr�p�R�DWR"´��³3DUD�TXr�VHUYH�R�DWR"´��2�
objeto deve ser lícito, certo e moral.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
Foi isso que ocorreu no ROMS 29774, acima indicado. O STJ
declarou nulo o ato da administração de reduzir unilateralmente o valor
pago às escolas que realizam cursos para a obtenção da CNH em
percentual muito superior ao verificado como necessário pelo estudo
técnico da própria administração. Esse estudo foi, justamente, o
utilizado pela administração como motivação para a redução do valor do
contrato com as escolas.
Por fim, com relação ao conceito de procedimento
administrativo, mais uma vez invocamos a lição de Di Pietro. A
professora ensina (2009, 197) que determinados atos são preparatórios
de um ato principal, mesmo assim, esses atos são considerados atos
administrativos, pois integram um procedimento ou fazem parte de um
ato complexo.
Assim, procedimento administrativo seria o rito legal a ser
percorrido pela Administração para a obtenção de efeitos regulares de
um ato administrativo principal.
Importante deixar claro que adotamos os elementos do ato
administrativo segundo a definição legal (Lei nº 4.717/65) e a lição da
maioria da doutrina do direito administrativo (Di Pietro, José dos Santos
Carvalho Filho, Vicente Paulo etc.).
Não ignoramos a lição de Bandeira de Mello de que há outros
elementos do ato administrativo, quais sejam: conteúdo (para o autor,
o conteúdo é o próprio ato, se diferenciando do objeto, porque este
seria sobre o que trata o ato), causa (relação entre o motivo ± fato ± e
o conteúdo do ato sob o enfoque da finalidade conferida pela lei),
requisitos procedimentais (percurso percorrido pelo ato até a sua
edição), formalização (modo específico pelo qual o ato administrativo
deve ser externado) e pertinência à função administrativa (só é ato
administrativo aquele que seja afeto às atividades administrativas).
Não abordaremos profundamente a lição desse doutrinador, pois
ele representa posição isolada no direito administrativo nesse ponto.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
Gabarito: B
2. (FCC ± 2013 ± DPE/RS- Analista Administração) Servidor
público integrante do Poder Executivo estadual editou ato
administrativo concedendo a entidade privada sem fins lucrativos
permissão de uso de bem público, em caráter precário.
Subsequentemente, veio a saber que seu superior hierárquico era
desafeto do dirigente da entidade permissionária e, temendo
represálias, revogou o ato concessório, apresentando como fundamento
GD�UHYRJDomR�R�PRWLYR�í�IDOVR�í�GH�TXH�D�$GPLQLVWUDomR�QHFHVVLWDYD�GR�
imóvel para outra finalidade pública. Considerando a situação fática
apresentada, o ato de revogação
(A) padece de vício quanto ao motivo, em face da falsidade do
pressuposto de fato para a edição do ato.
(B) padece de vício quanto à competência, eis que somente o
superior hierárquico poderia revogar o ato vinculado.
(C) é legal, eis que, em se tratando de ato vinculado, é passível a
revogação a critério da Administração.
(D) é legal, eis que atos discricionários não estão sujeitos a
controle quanto ao motivo ou finalidade.
(E) é ilegal, eis que os atos discricionários não são passíveis de
revogação.
Vimos que o motivo declarado vincula o ato para todos os efeitos
jurídicos. Dessa forma, fica fácil saber que a revogação padece de vício
quanto ao motivo.
Gabarito: A
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook:Daniel Mesquita
3. (Prefeitura do RJ Auxiliar de Procuradoria PGRJ 2013) O
elemento do ato administrativo segundo o qual todo ato deve ser
praticado visando o interesse público é:
(A) forma
(B) competência
(C) finalidade
(D) objeto
A finalidade é o resultado específico que o agente quer alcançar
com a prática do ato, é o efeito que ele deseja produzir ao praticar o
ato, visando ao interesse público.
*DEDULWR��/HWUD�³F´
4. (FCC-2011-TRF-1ª REG-Técnico Judiciário) O motivo do ato
administrativo
a) é sempre vinculado.
b) implica a anulação do ato, quando ausente o referido motivo.
c) sucede à prática do ato administrativo.
d) corresponde ao efeito jurídico imediato que o ato administrativo
produz.
e) não implica a anulação do ato, quando falso o aludido motivo.
Letra (A). O motivo e o objeto são os requisitos do ato
administrativo que podem ser tanto vinculados como discricionários.
Logo, está INCORRETA.
Letra (B). O motivo é a causa imediata dos atos administrativos
ocorrida no mundo dos fatos, ele é pressuposto que serve de
fundamento para o ato. Assim, se ausente o motivo, ocorre a anulação
do ato. Logo, está CORRETA.
Letra (C). O motivo do ato administrativo antecede à prática do
ato. Logo, está INCORRETA.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
Letra (D). O motivo é a causa imediata do ato administrativo e não
o efeito imediato. Logo, está INCORETA.
Letra (E). A indicação de motivo falso invalida o ato administrativo.
Logo, está INCORRETA.
Gabarito: B
5. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) Em certos atos, a lei permite ao agente proceder a uma avaliação
de conduta, ponderando os aspectos de conveniência e à oportunidade
relacionados com o mérito administrativo e que abrangem os seguintes
elementos:
(A) competência e forma
(B) forma e motivo
(C) motivo e objeto
(D) competência e objeto
Tratando-se de aspectos relacionados à conveniência e à
oportunidade, a discricionariedade do agente se limita ao motivo e
objeto do ato, pois os outros aspectos são determinados por lei.
Gabarito: Letra c
6. (Prefeitura do RJ ± Guarda Municipal ±CGRJ -2011) Um
exemplo típico de espécie de ato administrativo quanto à forma de
exteriorização é:
(A) o contrato
(B) o decreto
(C) a lei
(D) a sentença
O decreto é uma espécie de ato administrativo que se configura
como um ato exterior, pois possui efeitos além da esfera ao qual foi
originado.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
*DEDULWR��/HWUD�³%´
7. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central)
Em relação aos atos administrativos, analise as assertivas abaixo.
I - Os elementos dos atos administrativos são competência, forma,
motivo, objeto e finalidade.
II - Os atos administrativos discricionários não são passíveis de
revogação pela própria Administração Pública, mas estão sujeitos a
controle judicial, inclusive no que tange ao mérito administrativo.
III - O direito da Administração Pública de anular os atos
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para seus
destinatários, em âmbito federal, decai em cinco anos, contados da
data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
É (São) correta(s) APENAS a(s) assertiva(s)
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II .
e) III.
Os elementos dos atos administrativos são: competência,
finalidade, forma, motivo e objeto. Os atos administrativos
discricionários são passíveis de revogação pela própria Administração
Pública. A revogação é a retirada, do mundo jurídico, de um ato válido,
mas que, segundo critério discricionário da Administração, tornou-se
inoportuno ou inconveniente. Caso a Administração não anule o eivado
de ilegalidade, ocorre a convalidação por decurso de prazo de 5 anos
(decadencial), salvo se comprovada má-fé do beneficiário.
*DEDULWR��/HWUD�³F´�
8. (FUNCAB ± 2010 ± IDAF/ES ± Administrador) Para Hely
Lopes Meireles, ato administrativo é o mesmo que ato jurídico, isto é,
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
todo aquele que tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir,
modificar, ou extinguir direitos.
Considerando os elementos necessários à formação do ato
administrativo, assinale a assertiva correta.
A) São necessários, mas não suficientes à formação do ato
administrativo: competência e finalidade.
B) São necessários e suficientes à formação do ato administrativo:
competência, forma e motivo.
C) A finalidade pública é que torna o ato administrativo idêntico ao
ato jurídico.
D) São necessários, mas não suficientes à formação do ato
administrativo: forma e objeto.
E) A finalidade pública e o objeto são suficientes para a formação
do ato administrativo.
Os elementos do ato administrativo são: competência, forma,
objeto, motivo e finalidade, portanto a única alternativa possível é a
³D´��e�LPSRUWDQWH�PHPRUL]DU�HVWHV�HOHPHQWRV��VmR�PXLWR�FREUDGRV�QRV�
concursos!
A letra D está errada, pois a forma só é necessária para a formação
do ato quando a lei expressamente a prevê.
Gabarito: A
9. (FUNCAB ± 2010 ± DER/R0 ± Administrador) Sobre
descentralização e delegação de competência, assinale a alternativa
correta.
A) A delegação de competência é utilizada como instrumento de
centralização administrativa.
B) A delegação de competência deve ser utilizada com o objetivo
de assegurar maior rapidez e objetividade às decisões, situando-as na
proximidade dos fatos, pessoas ou problemas a atender.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
C) A descentralização implica a realização das atividades
administrativas por intermédio dos inúmeros órgãos e agentes que
compõem a estrutura funcional da Administração Direta.
D) O ato de delegação é sempre genérico, e independe de
indicação da autoridade delegante, da autoridade delegada e das
atribuições objeto de delegação.
E) Não é permitida a delegação de competência no âmbito da
Administração Pública brasileira.
A delegação de competência é um ato administrativo que visa a
aproximação da Administração Pública ao cidadão, buscando atender
seus ensejos de forma mais imediata e célere. Ela é um instrumento de
descentralização administrativa ± e não de centralização. Logo a
alternativa ³D´�HVWi�HUUDGD�H�D ³E´�HVWi�FRUUHWD�
Se você já estudou administração direta e indireta sabe que a
desconcentração está afeta à redistribuição interna de competência
entre órgãos criados dentro de umamesma pessoa jurídica componente
da estrutura da Administração e que a descentralização implica na
realização de atividades administrativas por meio de outras pessoas
jurídicas criadas na estrutura do Estado. $VVLP��R�LWHP�³F´�HVWi�HUUDGR��
O ato de delegação deve ser específico, indicando para qual
autoridade se está fazendo a delegação e qual é o objeto da mesma.
,WHP�³G´�HUUDGR�
2EYLDPHQWH�� D� OHWUD� ³H´� HVWi� HUUDGD�� SRLV� D� GHOHJDomR� p� VLP�
admitida na Administração Pública brasileira.
Gabarito: B
2.3. Atributos (ou características) do ato
administrativo.
O primeiro ponto que costuma cair em concurso relativo aos
atributos é a sua diferenciação com relação aos elementos. Enquanto
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
estes são necessários para a própria formação e validade do ato,
aqueles são as características comuns aos atos administrativos.
De modo geral, a doutrina identifica os seguintes atributos dos atos
administrativos:
x presunção de legitimidade (e veracidade) ± presunção juris
tantum (= presunção jurídica que pode ser ilidida caso exista prova em
contrário) de que os atos estão adequados ao direito e verídicos quanto
aos fatos. Conseqüências disso: auto-executoriedade e inversão do
ônus da prova (Alexandrino, 2010, p. 458);
x imperatividade ± os atos administrativos se impõem a terceiros,
independentemente de sua concordância, criando obrigações ou
impondo restrições. Decorre do poder extroverso do Estado ±
prerrogativa que tem o Estado de praticar atos que influam na esfera
jurídica de terceiros. Nem todos os atos administrativos, contudo,
possuem esse atributo, pois nem todos geram deveres a terceiros
(Bandeira de Mello, 2010, p. 419);
x Autoexecutoriedade ± Se subdivide em:
o exigibilidade ± esse atributo é definido por Bandeira de Mello
(2010, S�� ����� FRPR� D� ³TXDOLGDGH� HP� YLUWXGH� GD� TXDO� R�
Estado, no exercício da função administrativa, pode exigir de
terceiros o cumprimento, a observância, das obrigações que
LPS{V´�� ,VVR� TXHU� GL]HU� TXH� DOJXQV� DWRV� DGPLQLVWUDWLYRV�
impõem ao particular uma obrigação de fazer ou de dar, mas
não chegam ao ponto de autorizar a Administração a
promover uma coação material para que o particular execute o
ato.
o executoriedade ± é o atributo que possibilita ao Poder
Público implementar materialmente o ato administrativo,
podendo, inclusive, se valer do uso da força sem a
necessidade de autorização judicial prévia. A administração
pode se valer desse atributo quando SINAL DE ALERTA!:
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
C) Discricionariedade e imperatividade.
D) Imperatividade e autoexecutoriedade.
E) Autoexecutoriedade e competência.
A questão tem a intenção de confundir o candidato, misturando
princípios administrativos com atributos dos atos administrativos, muita
atenção na leitura! São atributos dos atos administrativos, dentre
outros mencionados na aula, a imperatividade e a autoexecutoriedade.
Gabarito: D
12. (FCC ± 2013 - TRT-15ª ± Analista Judiciário- área
Administrativa) Os atos administrativos gozam de atributos específicos,
dos quais não dispõem os atos praticados sob a égide do regime jurídico
de direito privado. Dentre eles, a
(A) presunção de validade, que se consubstancia na consideração
de que os atos administrativos, enquanto existentes, são válidos e
gozam de autoexecutoriedade.
(B) exigibilidade, que garante a execução material dos atos
administrativos, independentemente de intervenção judicial.
(C) imperatividade, que atribui aos atos administrativos a
capacidade de imposição a terceiros, com ou sem sua concordância.
(D) presunção de exigibilidade, que possibilita a coação material
dos atos administrativos mediante autorização superior.
(E) presunção de validade entre as partes, somente podendo haver
descumprimento mediante desconstituição do ato no âmbito judicial.
Essa é bem tranquila né? É bem fácil perceber que o único item
TXH� QmR� p� DSOLFDGR� DR� GLUHLWR� SULYDGR� p� R� GD� ³LPSHUDWLYLGDGH´�� 2UD��
imposição a terceiros, com ou sem sua concordância, é atributo bem
específico do ato administrativo!
Gabarito: C
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
13. (FCC - 2013 - TRT - 18ª Região (GO) - Analista Judiciário -
Área Judiciária) Pode-se conceituar os atos administrativos como
manifestações de vontade do Estado, as quais são dotadas de alguns
atributos. Dentre eles, destaca-se a presunção de legitimidade e
veracidade, que
a) significa a presunção absoluta de conformidade com a lei,
dependendo de decisão judicial para eventual desfazimento.
b) consiste na presunção de que o ato praticado está conforme a
lei e de que os fatos atestados pela Administração são verdadeiros,
admitindo, no entanto, prova em contrário.
c) significa uma derivação do princípio da legalidade, na medida
em que os atos praticados pela Administração possuem força de lei,
podendo instituir direitos e obrigações aos administrados.
d) consiste na necessidade de que sejam confirmados pelo poder
judiciário quando veicularem a produção de efeitos limitadores de
direitos dos administrados.
e) significa que os atos administrativos se impõem a terceiros,
mesmo que esses não concordem, podendo a Administração adotar
medidas coercitivas diretas e concretas para fazer valer sua decisão.
Pessoal, primeiramente, vamos lembrar que a presunção de
veracidade dos atos administrativos é juris tantum, ou seja, admite
presunção em contrário. Não é derivação do princípio da legalidade e
também não se confunde com autoexecutoriedade. Significa que, uma
YH]� TXH� HQWUDP� QR� PXQGR� MXUtGLFR�� Vy� VmR� ³UHWLUDGRV´� FDVR� VHMD�
demostrado que que existe vício por parte do requerente, que leva seu
pleito ao Judiciário.
*DEDULWR��³E´�
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
14. (FCC 2013 TRT 9ª REGIÃO (PR) Analista Judiciário
Medicina) Os atos administrativos possuem atributos específicos, dos
quais decorrem consequências, sendo correto afirmar que
a) da autoexecutoriedade decorre a possibilidade do ato ser posto
diretamente em execução pela Administração, mediante autorização do
Poder Judiciário.
b) da autoexecutoriedade, quando expressamente prevista em lei,
decorre a possibilidade da Administração pública aplicar medidas
coercitivas independentemente de autorização judicial.
c) da presunção de legitimidade e de veracidade do ato
administrativo, decorre que fica afastada a possibilidadede controle do
ato pelo Poder Judiciário enquanto for mantida essa qualificação.
d) da imperatividade do ato administrativo decorre que fica
afastada a possibilidade de controle do ato pelo Poder Judiciário.
e) da presunção de legitimidade decorre a imperatividade do ato
administrativo, que autoriza a adoção de medidas coercitivas pela
Administração pública independentemente de autorização judicial.
Pessoal, uma das facetas da autoexecutoriedade é a possibilidade
que certos atos administrativos ensejam de imediata e direta execução
pela própria administração, independentemente de ordem judicial,
afinal, imagine a demora e prejuízo que seriam esperar uma ordem
judicial para fechar um estabelecimento que vende alimentos fora do
prazo de validade, por exemplo.
Gabarito: B
15. (Prefeitura do RJ ± Advogado Júnior ±CGGT -2012) Segundo
a doutrina, verificada a situação que provoca a execução do ato, a
autoridade administrativa de pronto o executa, ficando, assim,
resguardado o interesse público. Tal característica corresponde à:
(A) presunção de legitimidade
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
(B) presunção de legalidade
(C) autoexecutoriedade
(D) imperatividade
Evidentemente é a autoexecutoriedade, a qual consiste na
característica dos atos administrativos de serem prontamente
executados, uma vez cumpridos os requisitos legais.
*DEDULWR��/HWUD��³F´
16. (FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário ± Enfermagem)
Os atos administrativos são dotados de atributos peculiares. Dentre
eles, destaca-se a autoexecutoriedade, que se traduz
a) no atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a
todos.
b) no dever da administração de praticar os atos previamente
previstos em lei para cada situação concreta.
c) no poder da administração pública de decidir pela validade ou
não de determinado ato.
d) no poder da administração atestar, unilateralmente, se
determinado ato administrativo foi executado conforme a lei.
e) na possibilidade da própria administração pública colocar
determinado ato administrativo em execução, independentemente de
prévia manifestação do Poder Judiciário.
Depois de estudar fica fácil, não fica, pessoal? Está na cara que a
resposta é a OHWUD�³H´��SRLV�WUD]�D�GHILQLomR�GDGD�DFHUFD�GR�DWULEXWR�GD�
³DXWRH[HFXWRULHGDGH´�
Gabarito: E
17. (FCC-2011-TRE-RN-Técnico Judiciário) Nos atos
administrativos:
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
a) a imperatividade é um atributo que existe em todos os atos
administrativos.
b) a invalidação é o desfazimento de um ato administrativo, e nem
sempre ocorre por razões de ilegalidade.
c) o motivo e a finalidade são requisitos sempre vinculados dos
atos administrativos.
d) a Administração pode autoexecutar suas decisões, empregando
meios diretos de coerção, utilizando-se inclusive da força.
e) a invalidação dos atos administrativos opera efeitos ex nunc.
Do que estudamos até aqui, podemos concluir que a alternativa
correta é a OHWUD�³G´��
Gabarito: D
18. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) A característica do ato administrativo segundo a qual os atos são
cogentes, obrigando a todos quantos se encontrem em seu círculo de
incidência, corresponde à:
(A) imperatividade
(B) auto-executoriedade
(C) vinculação
(D) presunção de legitimidade
Como visto no decorrer da aula, a característica que obriga os atos
administrativos a se encontrarem em seu círculo de incidência é a
imperatividade.
Gabarito: Letra A
19. (VUNESP - 2008 - DPE-MS - Defensor Público) São atributos
do ato administrativo:
a) imperatividade e vinculação.
b) discricionariedade e imperatividade.
c) imperatividade e executoriedade.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
d) executoriedade e motivação.
Essa é bem simples. Proibido errar, hein? São atributos do ato
administrativo: presunção de legitimidade, autoexecutoriedade e
imperatividade.
Gabarito: C
20. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central)
Fernando, assessor jurídico de um órgão público federal, foi
questionado a respeito da possibilidade de a Administração Pública
interditar atividades ilegais e inutilizar gêneros impróprios para o
consumo, independente de ordem judicial. Essa prerrogativa decorre do
atributo dos atos administrativos identificado por
a) autoexecutoriedade.
b) presunção de legitimidade.
c) presunção de efetividade.
d) supremacia do interesse público.
e) discricionariedade.
Como vimos, a autoexecutoriedade é o atributo que possibilita ao
Poder Público implementar materialmente o ato administrativo,
podendo, inclusive, se valer do uso da força sem a necessidade de
autorização judicial prévia.
*DEDULWR��/HWUD�³D´�
2.4. Classificação dos atos administrativos
2.4.1 Existência, validade, eficácia e exeqüibilidade
A distinção tratada neste ponto pode parecer, a primeira vista, um
tanto quanto teórica e não muito importante. Não se engane,
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
concursando, o seu concorrente está estudando este tópico e ele já foi
cobrado em outras provas! Por isso, avante!
O ato administrativo é perfeito e passa a existir quando completa
todas as suas fases de elaboração. Ele é válido quando expedido em
conformidade com as exigências do ordenamento. É eficaz quando está
pronto para produzir efeitos.
Os efeitos podem ser típicos (previstos na norma) ou atípicos.
Estes são divididos em preliminares ou prodrômicos (efeitos do ato a
partir de sua edição até a produção dos efeitos típicos) e reflexos (os
que atingem relações jurídicas de terceiros).
Carvalho Filho (2005, p. 103) distingue a eficácia da
exequibilidade. Esta ocorreria no momento em que a Administração
pode dar operatividade ao ato, ou seja, executá-lo por completo. O ato
pode ser eficaz e inexeqüível quando já transcorridas todas as fases
para sua edição, mas, em virtude de determinação constante do próprio
ato, ele só pode ser executado a partir de determinado momento.
Dessas definições, pode-se concluir que o ato é:
a) perfeito quando completou o seu ciclo de formação e está apto
a produzir efeitos;
b) imperfeito quando não completa o seu ciclo de formação;
c) inválido quando está em desacordo com as leis ou os princípios
jurídicos;
d) ineficaz quando não está apto a produzir efeitos;
e) inexequível quando a Administração ainda não pode executar o
seu comando.Os atos são editados para serem perfeitos, válidos e eficazes.
Contudo, pode-se identificar a ocorrência de atos (a) perfeitos, inválidos
e eficazes; (b) perfeitos, válidos e ineficazes; (c) perfeitos, inválidos e
ineficazes.
A hipótese (a) ocorre quando o ato completa o seu ciclo de
formação (perfeito) e se impõe ao administrado em razão de seus
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
atributos de presunção de legitimidade e de imperatividade (eficaz).
Contudo, posteriormente, se verifica que ele foi editado contra
determinada norma jurídica (inválido).
A hipótese (b) ocorre quando o ato completa o seu ciclo de
formação (perfeito), está de acordo com o ordenamento (válido), mas o
administrador, ao editá-lo, impôs uma condição suspensiva ou um
termo para que o ato comece a produzir efeitos após a ocorrência de
evento futuro (ineficaz), é o chamado ato pendente (Alexandrino,
2010, p. 433).
A hipótese (c) ocorre quando o ato completa o seu ciclo de
formação (perfeito), encontra-se em desconformidade com o
ordenamento (inválido) e foi editado com uma condição suspensiva ou
um termo (ineficaz).
E quando o ato já completou seu ciclo de formação, é válido e já
produziu todos os efeitos para os quais ele foi criado? Nesse caso,
classifica-se esse ato como consumado.
2.4.2 Vinculação e Discricionariedade
Passando essa matéria para você, eu me lembro o quanto era dura
a minha rotina de concursando. Fazia curso pela manha, trabalhava 7
horas por dia no STJ e ficava na biblioteca da UnB até as 23:30. O
concursando é um verdadeiro guerreiro! Ele não pode se perder no
caminho traçado para o sucesso, deve manter o foco para não dar
chance para a concorrência.
No estudo desse ponto (vinculação e discricionariedade) você deve
WHU� HP� PHQWH� D� VHJXLQWH� H[SUHVVmR� ³JUDX� GH� OLEHUGDGH´�� SRLV� D�
YLQFXODomR�RX�D�GLVFULFLRQDULHGDGH�GHSHQGH�MXVWDPHQWH�GHVVH�³JUDX�GH�
OLEHUGDGH´� FRQIHULGR� SRU� OHL� SDUD� DYDOLDU� VH� R� DWR� p� YLQFXODGR� RX�
discricionário.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
22. (FCC 2013 TRT 9ª REGIÃO (PR) Técnico Judiciário
Enfermagem) A respeito dos atos administrativos, é correto afirmar que
a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de
conveniência e oportunidade presente nos atos discricionários.
b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e
oportunidade pela Administração, que pode revogá-los a qualquer
tempo.
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela
Administração, salvo por vício de legalidade.
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e
oportunidade presente nos atos vinculados.
e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela
Administração, de acordo com juízo de conveniência e oportunidade.
Caros alunos, já estudamos o necessário para que você resolva
com segurança essa questão. Você acertou? Vejamos:
Letra (A). Trata-se do conceito de mérito administrativo. Logo, está
CORRETA.
Letra (B). Trata-se dos atos discricionários e não vinculados. Logo,
está INCORRETA.
Letra (C). Os atos discricionários são passíveis sim de revogação
pela Administração. No caso de vício de legalidade, é situação de
anulação. Logo, está INCORRETA.
Letra (D). A discricionariedade está presente nos atos
discricionários e não vinculados. Logo, está INCORRETA.
Letra (E). A anulação é por motivos de ilegalidade, a revogação é
que é por motivos de conveniência e oportunidade. Logo, está
INCORRETA.
Gabarito��OHWUD�³$´�
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
23. (FCC 2013 MP MA Analista Ministerial) Considere as
seguintes assertivas concernentes à discricionariedade e vinculação na
atuação administrativa:
I. O ato vinculado é analisado apenas sob o aspecto da legalidade.
II. Existe ato administrativo inteiramente discricionário.
III. O ato discricionário é analisado apenas sob o aspecto do
denominado mérito administrativo.
IV. Um aspecto no qual concerne a discricionariedade é o momento
da prática do ato, pois se a lei nada estabelecer, a Administração
escolherá o momento mais adequado para atingir a consecução de
determinado fim.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) I, II e III.
(C) I e IV.
(D) II, III e IV.
(E) III e IV.
I- 6HL�TXH�R�³DSHQDV´�GHL[D�R�FDQGLGDWR�HP�G~YLGD��0DV�p�LVVR�
mesmo! Aqui não há qualquer margem de liberdade para o
administrador.. Como dito durante a aula, ele está amarrado às
imposições legais. Item Correto.
II- Lembra que estudamos a diferença entre ato discricionário e
ato arbitrário? Gravem a informação de que não há ato
administrativo praticado com liberdade absoluta ou com
margem total e irrestrita de liberdade.
III- Aqui sLP� WHPRV�TXH� WRPDU� FXLGDGR�FRP�R� ³DSHQDV´��2�DWR�
discricionário não é analisado apenas sob o aspecto do denominado
PpULWR�DGPLQLVWUDWLYR��/HPEUD�TXH�YLPRV�TXH�³a lei prevê dois ou mais
DWRV�SRVVtYHLV�SDUD�VH�FKHJDU�DR�UHVXOWDGR�SUHYLVWR´�H�TXH�´D�OHL�SUHYr
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
DSHQDV�R�UHVXOWDGR��PDV�QmR�D�IRUPD�GH�VH�FKHJDU�DWp�HOH´"�3RLV�HQWmR��
o aspecto legal também é fundamental na análise!
IV- Perfeito o item. Isso mesmo!
Gabarito: C
24. (FCC ± 2013 0 TRT-15ª ± Analista Judiciário- área
Administrativa) No que diz respeito ao controle que o Poder Judiciário
exerce sobre os atos administrativos, é correto afirmar que os atos
administrativos discricionários
(A) não se distinguem dos denominados atos administrativos
vinculados, isso em razão do alargamento do princípio da legalidade
ocorrido a partir da Constituição Federal de 1988.
(B) têm todos os elementos definidos em lei, cabendo ao judiciário
examinar, em todos os aspectos, a conformidade do ato com a lei.
(C) possibilita o controle judicial, mas terá que respeitar o espaço
de escolha e decisão administrativa, nos limites em que assegurado à
Administração pela lei.
(D) não há restringem o controle exercido pelo Poder Judiciário, a
partir da Constituição Federal de 1988, em razão do princípio da
inafastabilidade da jurisdição.
(E) não pode ser controlado pelo Poder Judiciário, estando sujeito,
no entanto, à revogação, que consiste na retirada do ato que se dá por
razões de oportunidade e conveniência.
Essa é bem tranquila! Primeiro, é claro que os atos discricionários
se diferem dos atos vinculados! Depois, já vimos que é possível o
controle judicial, desde que, claro, não adentre no mérito
administrativo.Portanto, letra C.
Gabarito: C
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
25. (FCC 2013 TRT 15ª Analista Judiciário área
Administrativa) A discricionariedade pode ser qualificada como atributo
dos atos administrativos em geral. Quando se fala que determinado ato
tem essa característica significa que
(A) é o resultado de opção do administrador, dentre algumas
alternativas, que a legislação lhe confere, proferida no âmbito do
exercício de seu juízo de oportunidade e conveniência.
(B) foi proferido como manifestação do juízo de oportunidade e
conveniência, inovando a ordem jurídica e possibilitando a
autoexecutoriedade de seu conteúdo.
(C) foi proferido em estrito cumprimento de disposição legal,
exteriorizando direito subjetivo do interessado.
(D) é manifestação de vontade legítima do administrador, prevista
ou não em lei, cuja edição configura direito subjetivo do interessado.
(E) foi editado levando em conta fatores externos e internos do
processo, sendo assim considerado ainda que fosse a única decisão
passível de ser tomada, nos termos da lei
Essa questão pode gerar bastante dúvida! Mesmo assim optei por
colocá-la. Afinal, vocês precisam conhecer a que fará a prova de você,
Qp"�&UHLR�TXH�PXLWRV�PDUFDULDP�D�OHWUD�³$´�FRPR�D�OHWUD�FRUUHWD��1mR�p��
2� WHUPR� ³RSomR´� VXJHUH� TXH� D� HVFROKD� p� intrínseca à pessoa do
administrador e não é. A escolha deve ser pautada na questão da
conveniência e oportunidade visando sempre o interesse público, e não
R�SUySULR�LQWHUHVVH��$VVLP��OHWUD�³(´�D�FRUUHWD�
Gabarito: E
26. (CESGRANRIO - 2012 - Innova - Advogado Júnior) Como é
do conhecimento convencional, a revogação de um ato administrativo
decorre de uma apreciação pautada por critérios de conveniência e
oportunidade.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
A esse respeito, tem se que
a) tanto os atos administrativos discricionários, como os
vinculados, são passíveis de revogação.
b) a revogação de um ato administrativo deve ser precedida de
processo administrativo disciplinar e pressupõe prévia indenização aos
destinatários.
c) a revogação de um ato administrativo submete-se a prazo
prescricional de cinco anos, findos os quais se considera o ato perfeito e
acabado.
d) somente à própria Administração Pública reconhece- se
competência para revogar os atos administrativos por ela editados.
e) o ato de revogação tem natureza meramente declaratória e,
como tal, produz efeitos ex tunc.
Apenas os atos administrativos discricionários podem ser
revogados, os atos vinculados são anulados. A revogação atinge o
mérito administrativo (discricionários). Desta forma, somente à própria
Administração Pública reconhece- se competência para revogar os atos
administrativos por ela editados. Para revogação de um ato não há que
se falar em processo administrativo disciplinar. O prazo de 5 anos é
decadencial para que se revogue um ato. A revogação produz efeitos
ex-nunc.
Gabarito��/HWUD�³G´�
27. (VUNESP - 2011 - TJ-SP - Titular de Serviços de Notas e de
Registros - Critério Provimento) O ato discricionário praticado por
autoridade incompetente, ou realizado por forma diversa da prevista em
lei é
a) passível de retificação
b) juridicamente inexistente.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
c) ilegítimo e nulo.
d) anulável.
Pessoal, percebam que nessa questão a banca cobrou a Teoria
monista e deu como gabarito a letra C.
Gabarito: C
28. (CESGRANRIO - 2011 - BNDES - Profissional Básico) A
prerrogativa de direito público que confere ao administrador público a
possibilidade de escolher a conduta a ser praticada de acordo com
critérios de conveniência e oportunidade denomina-se
a) discricionariedade administrativa
b) vinculação administrativa
c) polícia administrativa
d) intervencionismo administrativo
e) consensualidade administrativa
Vimos que quando o administrador se depara com alguma margem
de liberdade para decidir acerca da realização de determinado ato, ele
está diante de um ato discricionário. Nessas hipóteses, ele se valerá dos
critérios de conveniência e oportunidade para tomar decisões. Isto é a
discricionariedade administrativa.
*DEDULWR��/HWUD�³D´�
2.4.3 Outras classificações dos atos
administrativos.
Quanto às prerrogativas os atos administrativos se dividem em:
atos de império (emitidos com os atributos gerais dos atos
administrativos) e atos de gestão (emitido com as características
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
comuns dos atos dos particulares, p. ex.: quando a Administração aluga
um imóvel ou vende um bem de uma empresa pública).
Quanto à formação da vontade os atos se distinguem em: simples,
complexos e compostos.
É simples o ato editado por um só órgão (seja esse órgão
composto de uma ou de várias autoridades, como ocorre, por exemplo,
em um julgamento colegiado). E qual seria a distinção entre o ato
complexo e o composto?
É complexo o ato editado por dois ou mais órgãos distintos.
Esses dois órgãos realizam um ato único e só após a passagem pelo
segundo órgão o ato é perfeito e passa a existir (ex: aposentadoria de
servidor público ± é realizada pelo órgão do qual o servidor faz parte e
pelo Tribunal de Contas; nomeação de desembargador por meio de lista
tríplice ± o tribunal faz uma lista com 3 nomes e o Governador ou o
Presidente da República escolhe um nome). Basta lembrar da regra do
2 x 1.
Já o ato composto é aquele em que um órgão promove dois
atos secundários para a realização de um ato principal (ex: parecer
técnico e opinativo ± o servidor faz o parecer ± ato secundário ± e a
autoridade superior aprova ± ato principal). Basta lembrar da regra do 1
x 2.
Esses são os conceitos de atos complexos e compostos mais
aceitos, especialmente após a edição da Súmula Vinculante nº 3 do
STF, que caracterizou o ato de aposentadoria como um ato complexo.
Contudo, Di Pietro possui entendimento diverso. Ela entende que a
nomeação de uma autoridade pelo Presidente, após a sabatina do
Senado, é um ato composto.
Quanto aos destinatários, os atos são gerais ou individuais (ex:
decreto de desapropriação de uma determinada área). Os atos gerais se
subdividem em concretos (ex: edital de um concurso público) e
abstratos (ex: regulamento).
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquitawww.estrategiaconcursos.com.br 42 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
32. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) Segundo o critério das prerrogativas, os atos administrativos
podem ser classificados como:
(A) vinculados e discricionários
(B) complexos e compostos
(C) de império e de gestão
(D) gerais e individuais
Os atos administrativos, em relação ao critério das prerrogativas,
podem ser classificados como de império ou de gestão, logo, alternativa
³F´�FRUUHWD�
Gabarito: Letra C
33. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central -
Area 1) Fernando, assessor jurídico de um órgão público federal, foi
questionado a respeito da possibilidade de a Administração Pública
interditar atividades ilegais e inutilizar gêneros impróprios para o
consumo, independente de ordem judicial. Essa prerrogativa decorre do
atributo dos atos administrativos identificado por
a) autoexecutoriedade.
b) presunção de legitimidade.
c) presunção de efetividade.
d) presunção de efetividade.
e) discricionariedade.
6HPSUH�TXH�KRXYHU�D�H[SUHVVmR�³LQGHSHQGHQWH�GH�RUGHP�MXGLFLDO´��
muito provavelmente será relacionado com o atributo da
autoexecutoriedade da Administração. A Administração Pública pratica
seus atos sem a necessidade prévia de autorização judicial, ou seja,
HOHV�VH�³DXWRH[HFXWDP´�
*DEDULWR��/HWUD�³D´�
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
2.5. Atos administrativos em espécie
Hely Lopes Meirelles e Marcelo Alexandrino (2010, p. 464-477)
agrupam os atos administrativos em cinco espécies:
2.5.1 Atos administrativos normativos
São os atos que contêm um comando geral editado pela
Administração, buscando promover a melhor execução da lei. Diz-se
que são leis em sentido material, uma vez que possuem comando geral
e abstrato, mas não são leis em sentido formal porque não são editados
pela vontade do povo por meio dos órgãos legislativos e não podem
inovar no ordenamento jurídico.
Os principais atos administrativos normativos são:
2.5.2 Decretos
São atos de competência exclusiva dos chefes do Executivo cuja
função precípua é regulamentar a lei, buscando uma maior efetividade
na sua execução, sem contrariá-la ou tratar de matérias que ela não
trata (decreto regulamentar ou de execução). Excepcionalmente os
decretos se caracterizam como ato legislativo primário (decreto
autônomo).
O decreto pode ser normativo e geral ou especifico e individual.
Até a edição da EC 32/2001, os decretos poderiam ser apenas de
natureza regulamentadora ou de execução. Essa emenda autorizou a
criação de decretos autônomos, ou seja, aqueles que dispõem sobre
matéria ainda não regulada especificamente em lei e, por isso,
classificados como primários.
O decreto autônomo, no Brasil, só pode ser editado para a
organização e funcionamento da administração, desde que não implique
em aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos, e
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
para a extinção de funções ou cargos públicos quando vagos (art. 84,
VI, da CF).
A medida provisória não é considerada um ato administrativo
normativo, porque é norma decorrente do poder legiferante primário ou
direto (art. 59, V, da CF).
O decreto regulamentar ou de execução é o que visa a explicar a
lei e facilitar sua execução, aclarando seus mandamentos e orientando
sua aplicação, ou seja, buscam a aplicação efetiva do comando legal
aos particulares.
2.5.3 Instruções normativas, regimentos,
regulamentos e resoluções
Instruções normativas são expedidas pelos Ministros de Estado
ou por Presidentes de autarquias e fundações para a execução das leis,
decretos e regulamentos (art. 87, parágrafo único, II, da CF).
Regimentos são atos administrativos que regem o funcionamento
interno de órgãos. São normas gerais de organização interna imponíveis
aos que trabalham no órgão e não aos cidadãos em geral, por isso os
regimentos são também denominados atos regulamentares internos e
não precisam ser publicados em diário oficial, apenas em boletim
interno.
Os regulamentos, atos regulamentares externos, normatizam
situações gerais e estabelecem relações jurídicas entre a Administração
e os administrados.
Resoluções, por outro lado, são atos normativos expedidos pelos
órgãos administrativos de cúpula dos Ministérios, Tribunais,
Procuradorias, etc. para regular pontos específicos do funcionamento
interno do órgão.
2.5.4 Atos administrativos ordinatórios
São os que disciplinam o funcionamento interno da Administração e
a conduta funcional dos servidores. Esses atos só interessam aos
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
(E) normativos, que especificam ou complementam a lei para sua
fiel execução, sem contudo inovar no mundo jurídico.
Como vimos, os regulamentos são exemplos de atos
administrativos normativos. Portanto, OHWUD�³(´�
Gabarito: E
35. (FCC-2011-TRF-1ª REGIÃO-Técnico Judiciário) Dentre
outros, é exemplo de ato administrativo ordinatório,
a) a circular.
b) o regulamento.
c) a resolução.
d) a admissão.
e) o decreto.
Letra (A). As circulares internas (atos que visam a uniformizar o
tratamento conferido a determinada matéria) são exemplos de ato
administrativo ordinatório. Logo, está CORRETA.
Letra (B). O regulamento é exemplo de ato administrativo
normativo. Logo, está INCORRETA.
Letra (C). A resolução também é exemplo de ato administrativo
normativo. Logo, está INCORRETA.
Letra (D). A admissão é exemplo de ato administrativo negocial.
Logo, está INCORRETA.
Letra (E). O decreto é exemplo de ato administrativo normativo.
Logo, está INCORRETA.
Gabarito: A
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
39. (FCC-2011-TRE-PE-Analista Judiciário) $� ³DSURYDomR´� p�
exemplo de ato administrativo
a) ordinatório.
b) normativo.
c) negocial.
d) enunciativo.
e) geral.
Acabamos de ver que a aprovação é o ato por meio do qual a
Administração verifica a legalidade e o mérito de outro ato praticado
dentro do mesmo órgão, de entidades vinculadas ou de particulares, e
consente na sua realização ou manutenção. Esse instituto está dentro
GRV�DWRV�QHJRFLDLV��$OWHUQDWLYD�FRUUHWD��OHWUD�³F´��
Gabarito: C
2.5.6 Atos administrativos enunciativos
São atos que emitem opinião, enunciam, certificam ou atestam
uma situaçãoexistente. Nesses atos, não há constituição de direitos
nem mesmo manifestação de vontade administrativa, por isso diz-se
que são atos em sentido formal.
Dentre os atos enunciativos, destacam-se as certidões, os
pareceres administrativos e os pareceres normativos.
As certidões expressam o conteúdo de atos ou fatos constantes
de processos ou documentos em poder da Administração e devem ser
fornecidas independentemente do pagamento de taxas, conforme
preceitua o art. 5º, XXXIV, b, da CF.
Os pareceres administrativos são manifestações de órgãos
técnicos sobre determinado tema que não vinculam a Administração.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
de defesa é nula (RESP 1164146, ERESP 803487 e, também do STJ:
RMS 18223).
Dentre os atos administrativos punitivos de atuação externa
merecem destaque a multa (imposição pecuniária pelo
descumprimento de um dever ou pela prática de um ato que gerou
dano à Administração ou à coletividade), a interdição administrativa
(a Administração veda ao particular o exercício de atividade que esteja
sob seu controle ou incida sobre seus bens) e a destruição de coisas
(inutilização de alimentos, substâncias ilícitas apreendidas, objetos
imprestáveis ou nocivos).
Com relação aos atos punitivos de atuação interna, os agentes
estatais se submetem às punições disciplinares aplicadas após a
instauração de processo administrativo disciplinar. Aprofundaremos no
estudo desse tema quando trataremos dos agentes públicos.
42. (FUNCAB ± 2012 ± Pref. Sooretama/ES ± Advogado) A
respeito da revogação do ato administrativo, pode-se afirmar que:
A) somente pode ser decretada pelo Poder Judiciário.
B) somente pode ser realizada pela própria administração, sob os
critérios de conveniência e oportunidade.
C) tem por objeto atos inválidos, porque ilegais.
D) se aplica a atos discricionários ou vinculados.
E) opera efeitos ex tunc.
A revogação do ato administrativo se dá pela própria
administração, não se necessitando de interferência judicial, tendo em
vista a autonomia administrativa e a celeridade necessária aos atos
públicos, bastando a observação dos critérios de conveniência e
oportunidade.
Gabarito: B
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
3.2 Teorias monista (ou unitária) e dualista.
Há também divergência doutrinária quanto a própria existência de
distinção entre atos nulos e anuláveis. Afinal, existe diferença entre
atos QXORV�H�DWRV�DQXOiYHLV�RX�WXGR�p�³IDULQKD�GR�PHVPR�VDFR´"
A teoria monista (Hely Lopes Meirelles, Gasparini e outros) informa
que o vício do ato administrativo acarreta sempre a sua nulidade. Tudo
VHULD� ³IDULQKD� GR� PHVPR� VDFR´�� 1mR� VH� SRGHULD� WUDQVSRUWDU� para o
direito administrativo a distinção realizada pelo direito privado entre
atos anuláveis e atos nulos.
A teoria dualista (Bandeira de Mello, Carvalho Filho, Marcelo
Caetano e outros), por outro lado, enxerga diferença entre aos nulos e
anuláveis de acordo com a maior ou menor gravidade do vício, uma vez
que é distinto o tratamento jurídico que se dá a cada uma das
situações.
Essa é a teoria que prevalece.
Mas qual seria o critério para diferenciar um ato nulo de um ato
anulável?
Para Bandeira Mello (2010, p. 471), o critério para se distinguir os
tipos de invalidade reside na possibilidade ou não de convalidar-se o
vício do ato. Desse modo, os atos inválidos se dividem em convalidáveis
e não convalidáveis. Os atos anuláveis são suscetíveis de convalidação,
os atos nulos e os inexistentes não.
&DUR� DOXQR�� QmR� HVWUDQKH� VH� HQFRQWUDU� DV� H[SUHVV}HV� ³QXOLGDGH�
UHODWLYD´� RX� ³QXOLGDGH� DEVROXWD´�� HODV� GHVLJQDP�� WmR� VRPHQWH�� DWRV�
anuláveis (=convalidáveis) e atos nulos (=não convalidáveis),
respectivamente.
Assim, são nulos os atos que a lei assim os declare e aqueles em
que é racionalmente impossível a convalidação. São anuláveis os atos
que a lei assim os declare e os que podem ser novamente praticados
sem vício. Essa é a teoria que prevalece.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
3.3 Vícios do ato administrativo.
Nesse ponto, não há muito mistério, caro concursando. Os vícios
do ato são analisados de acordo com os seus elementos (sujeito ±
competência e capacidade ±, objeto, forma, motivo e finalidade). Eles
estão definidos no art. 2º da Lei da Ação Popular, podendo atingir os
cinco elementos do ato. Passa-se à análise de cada um deles, com
fundamento na dicção legal e na doutrina mais aceita do direito
administrativo.
Os vícios relativos ao sujeito subdividem-se em vícios de
competência e vícios de capacidade (lembre-se, o elemento sujeito é
subdividido em competência e capacidade).
A incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir
nas atribuições legais do agente que o praticou, seja porque o agente
não é detentor das funções que exerce seja por exercê-las com
exorbitância de suas atribuições. No primeiro caso, o indivíduo estará
incorrendo em crime de usurpação de função (art. 328 do CP). No
segundo, ele age com excesso de poder.
Há também vício de competência na situação do agente de fato ±
há apenas a aparência de investidura regular no cargo. Nesse caso,
protege-se a boa-fé dos administrados em razão da teoria da aparência
de legitimidade do ato.
Os vícios de incapacidade do sujeito são os previstos na
legislação civil (relacionados à idade e às patologias mentais) e -
segundo Di Pietro (2009, p. 240) ± os decorrentes das situações de
impedimento (presunção absoluta de incapacidade) e de suspeição
(presunção relativa), previstas nos arts. 18 a 20 da Lei nº 9.784/99.
Nas hipóteses de suspeição e impedimento, o ato pode ser
convalidado pela autoridade que detém a capacidade para a prática do
ato.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 60 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
e) possui vício de motivo e, portanto, deve ser retirado do mundo
jurídico por João.
Como vimos, quando o vício se referir à finalidade, um dos
requisitos de validade, deve a Administração anulá-lo de ofício ou por
provocação de WHUFHLUR��$VVLP�D�UHVSRVWD�FRUUHWD�p�D�OHWUD�³G´�
Gabarito: Letra D
3.4 Desconstituição dos atos administrativos
3.4.1 Invalidação
Se você me perguntasse qual tema deveria revisar nos últimos 10
minutos que antecedem a prova desse concurso, eu diria, com toda
VLQFHULGDGH��³,QYDOLGDomR�H�UHYRJDomR�GRV�DWRV�DGPLQLVWUDWLYRV´��
Portanto, não desgrude os olhos dos próximos parágrafos!
2� WHUPR� ³LQYDOLGDGH´� p� XVDGR� SHOD� GRXWULQD� PDMRULWiULD� FRPR�
gênero queengloba o conceito de atos nulos e anuláveis (Bandeira de
Mello, 2010, p. 461 e Carvalho Filho, 2005, p. 123), distanciando-se,
desse modo, do conceito de revogação (você verá abaixo que
revogação está relacionada ao mérito administrativo, ou seja, ao juízo
de conveniência e oportunidade do administrador público).
A invalidação é a retirada do ordenamento de um ato
administrativo produzido em desconformidade com a ordem
jurídica e se opera com efeitos retroativos (ex tunc). Ou seja,
com a invalidação, não só o ato viciado é retirado do ordenamento
jurídico, mas também todas as relações jurídicas que foram por ele
produzidas.
Tanto a Administração, de ofício ou por provocação (no exercício do
poder de autotutela), quanto o Judiciário, no curso de uma lide, podem
promover a invalidação.
O principal fundamento que autoriza a invalidação é o princípio da
legalidade. A Administração funda-se nesse princípio e, por isso, não
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
legal expressa prevendo prazo para tal iniciativa. Somente após a Lei
9.784/99 incide o prazo decadencial de 5 anos nela previsto,
tendo como termo inicial a data de sua vigência (01.02.99)�´�
(RESP AgRg no Ag 1342657)
Interessante, não é? Se um ato nulo foi praticado em 1990, a
Administração tinha até 01.02.2004 para promover a sua anulação. A
decadência do direito da Administração de anular esse ato só se
operaria a partir do dia 02.02.2004.
E qual seria o termo inicial do prazo de decadência para a
Administração anular um ato que gerou efeitos financeiros periódicos,
por exemplo, uma verba mensal ao servidor público?
O STJ entende que, nesse caso, os cinco anos serão contados a
partir do primeiro pagamento recebido pelo servidor (RMS 15433).
Outra limitação ao poder-dever de invalidação dos atos nulos ou
anuláveis é a relativa à consolidação dos efeitos produzidos.
A Constituição brasileira prevê como direito fundamental do
indivíduo a segurança jurídica. Em certas hipóteses a situação
decorrente do ato nulo já se consolidou de tal maneira que atenderá
mais ao interesse público a manutenção do ato do que a sua
invalidação, ou seja, as conseqüências jurídicas da manutenção do ato
atenderão mais ao interesse público do que as consequências da
invalidação.
Em outros casos, o comportamento da Administração em
decorrência de um ato inválido já se consolidou de tal maneira que o
administrado já tem a expectativa e já sabe que a Administração
operará daquele modo. Essa expectativa decorre do princípio da
confiança, ou seja, o cidadão já sabe que a conduta da Administração
será aquela (mesmo que inválida).
Nesses casos, prevalece o interesse público, a segurança jurídica e
o princípio da confiança sobre a legalidade estrita.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
Há casos, também, em que há impossibilidade material de se
retornar ao estado anterior: é a aplicação da teoria do fato
consumado (mesmo que o fato seja nulo, ele continua produzindo
efeitos, diante da consolidação da situação fática que não pode retornar
ao status de antes).
O STJ, via de regra, rejeita a aplicação dessa teoria na anulação de
atos administrativos relacionados a direitos de servidores públicos (RMS
20572 e MS 11123).
Com relação à proteção aos indivíduos de boa-fé, há uma
limitação ao dever de invalidar em vários aspectos. Bandeira de Mello
(2010, p. 480) afirma, com razão, que se o ato nulo restringiu direitos,
a sua invalidação deve produzir efeitos ex tunc (deve retroagir para ter
efeitos pretéritos, resgatando os direitos desde a data da edição do ato
nulo), se ampliou direitos, a sua invalidação deve se proceder com
efeitos ex nunc, porquanto o administrado não concorreu para o vício
do ato.
Assim, não deve a Administração promover o ressarcimento ao
erário daquele que tomou posse e assumiu cargo após a aprovação em
concurso público declarado ilegal. Esse entendimento evita o
enriquecimento sem causa da Administração e o dano injusto ao
administrado que não concorreu para o vício do ato (RESP 963578).
Além disso, está pacificado no STJ que os servidores não devem
restituir ao erário as verbas recebidas indevidamente, quando o erro na
aplicação da lei foi da Administração e eles estavam de boa-fé.
Noutro giro, saindo um pouco da questão da relação servidor-
Administração e passando para a relação contratado ou cidadão-
Administração, a Administração não pode impor prejuízos ao cidadão ou
àquele que contratou com o poder público em decorrência da
invalidação de determinado ato administrativo.
Nas hipóteses de invalidação que acabam por influir na atividade
do administrado, se este já desenvolveu atividade dispendiosa em
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
contrárias ao desfazimento do ato, a Administração deve conferir ao
interessado o direito ao contraditório.
Tamanha é a importância dessa regra que o STF editou a Súmula
Vinculante nº 3��DVVLP�UHGLJLGD��³1RV�SURFHVVRV�SHUDQWH�R�7ULEXQDO�GH�
Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando
da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo
que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade
do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão�´�
Embora a súmula trate do TCU, o direito ao contraditório e à ampla
defesa deve ser promovido em todos os entes, órgãos e esferas da
Administração Pública do país, em atenção ao art. 5º, LV, da CF,
conforme reiterada jurisprudência do STJ (EDCL no MS 8958, MS 7217)
e do STF (RE 158543).
É bom observar, também, ainda com relação à súmula vinculante
em comento, que a ressalva formulada em sua parte final decorre da
constatação de que o ato de concessão inicial de aposentadoria,
reforma e pensão é classificado como complexo, nos termos do art. 71,
III, da CF. Assim, se o ato de concessão de aposentadoria depende da
manifestação de dois diferentes órgãos ± do Tribunal de Contas e do
que o servidor integrava ± ele só se tornará perfeito e acabado após a
manifestação de ambos.
Não há razão para se conferir o contraditório ao servidor antes da
análise pelo TCU, porque se considera que o ato de concessão de
aposentadoria ainda não se formou nesse momento.
A questão se torna interessante quando se analisa os reflexos do
prazo decadencial da Lei nº 9.784/99 na análise pelo TCU do ato de
concessão inicial de aposentadoria. É justamente nesse ponto, meu
amigo concursando, que o seu concorrente vai escorregar!
O STF entende que não se opera a decadência prevista no
art. 54 da Lei 9.784/99 no período compreendido entre o ato
administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentadosProf. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 71 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal
de Contas da União, ou seja, se o TCU demorar 10 anos para
analisar o ato concessivo da aposentadoria, ele não vai perder o
direito de avaliar a legalidade desse ato.
Isso não quer dizer que o TCU pode engavetar um processo dessa
natureza indefinidamente, violando o postulado da segurança jurídica. O
cidadão tem direito de ver seu ato de aposentadoria confirmado (ou
não) pelo órgão de controle.
4XDQGR� KRXYHU� HVVH� ³HQJDYHWDPHQWR´�� SRU� XP� SHUtodo
superior a 5 (cinco) anos, contados da chegada do processo ao
TCU, ao cidadão deve ser conferida a ampla defesa e o
contraditório, em atenção ao princípio da segurança jurídica e,
em última análise, ao princípio da confiança.
É isso mesmo, meu amigo, o TCU pode ficar 8, 9, 10, 15 anos sem
analisar o ato de concessão de aposentadoria e não vai decair do seu
mister de avaliar a legalidade desse ato. A única conseqüência desse
atraso será a obrigatoriedade que o TCU terá de conferir ao cidadão a
ampla defesa e o contraditório (o que numa situação normal não existe,
diante da redação da Súmula Vinculante nº3).
Como se vê, caro candidato, a evolução da jurisprudência do STF
derrubará os candidatos que conhecem somente a redação fria da
Súmula Vinculante nº 3.
Por ser tema de enorme relevância, transcrevo trecho da ementa
do MS 24781, Plenário do STF:
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 73 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
44. (VUNESP 2013 ITESP Advogado) A Administração
Pública
a) pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que
os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos, ressalvada a
apreciação judicial.
b) pode anular seus próprios atos, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
c) não pode declarar, em hipótese alguma, a nulidade dos seus
próprios atos.
d) não pode anular seus atos; somente é autorizada a revogação
por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos, ressalvada a apreciação judicial.
Pessoal, acabamos de estudar que a Administração poderá anular
seus próprios quando eivados de vícios que os tornam ilegais.
Gabarito: A
45. (VUNESP - 2013 - TJ-SP ± Advogado) A anulação do ato
administrativo.
a) opera efeitos ex nunc.
b) somente poderá ser declarada pelo Poder Judiciário.
c) impede que o ato seja novamente editado.
d) poderá ser ordenada pela Administração Pública
e) pressupõe o descumprimento de obrigação fixada no ato.
Vamos lá? A invalidação do ato administrativo opera efeitos ex-
tunc; pode ser declarado pela própria Administração; não impede que o
DWR�VHMD�QRYDPHQWH�HGLWDGR��3RUWDQWR�WHPRV�D�OHWUD�³G´�FRPR�JDEDULWR�
Gabarito: D
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 74 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
46. (FCC/2013/TRT/Juiz do Trabalho) A União pretende
implementar um grande programa de recuperação de rodovias e firmou
convênio com diversos Estados, para repasse de recursos destinados à
execução das obras necessárias. A opção da Administração federal foi
contestada por diversos setores da opinião pública, que consideram que
tal investimento não seria prioritário e sustentam que os recursos
orçamentários correspondentes deveriam ser redirecionados para
programas de melhoria da mobilidade nos grandes centros e regiões
metropolitanas. Com base em tais argumentos, entidade representante
da sociedade civil submeteu a matéria ao controle do Poder Judiciário
buscando a anulação dos atos administrativos de celebração dos
convênios. O Poder Judiciário
A poderá anular os atos administrativos se identificar vício de
legalidade, inclusive em relação aos motivos e finalidade.
B poderá anular os atos administrativos, se discordar dos critérios
de conveniência e oportunidade da Administração.
C poderá revogar os atos administrativos se identificar desvio de
finalidade, consistente na afronta ao interesse público.
D poderá alterar os atos administrativos, redirecionando os
recursos orçamentários, com base na teoria dos motivos determinantes.
E não poderá anular os atos administrativos e, na hipótese de
identificar desvio de finalidade, deverá assinalar prazo para a
Administração editar novo ato.
Vamos recordar? O judiciário pode anular um ato, nunca revogá-
lo! E é pacífico que o Judiciário não pode adentrar em critérios de
mérito administrativo (conveniência e oportunidade). Assim fica fácil
né? O Judiciário poderá anular os atos administrativos se identificar
vício de legalidade, inclusive em relação aos motivos e finalidade. Logo,
/HWUD�³$´�
Gabarito: Letra A
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 75 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
47. (FCC/2013/MPE/Analista-Direito) Considere o trecho do
julgado do Supremo Tribunal Federal abaixo transcrito, que descreve
situação na qual foi constatado que o ato administrativo foi praticado
atendendo à finalidade contrária ao interesse público, buscando
favorecimento pessoal.
MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO.
NEPOTISMO CRUZADO. ORDEM DENEGADA. Reconhecida a
competência do Tribunal de Contas da União para a verificação da
legalidade do ato praticado pelo impetrante, nos termos dos Arts. 71,
VIII e IX da Constituição Federal. Procedimento instaurado no TCU a
partir de encaminhamento de autos de procedimento administrativo
concluído pelo Ministério Público Federal no Estado do Espírito Santo.
No mérito, configurada a prática de nepotismo cruzado, tendo em vista
que a assessora nomeada pelo impetrante para exercer o cargo em
comissão no Tribunal Regional do Trabalho da 17a Região, sediado em
Vitória-ES, é nora do magistrado que nomeou a esposa do impetrante
para cargo em comissão no Tribunal Regional do Trabalho da 1a Região,
sediado no Rio de Janeiro-RJ. A nomeação para cargo de assessor do
impetrante é ato formalmente lícito. Contudo, no momento em que é
apurada a finalidade contrária ao interesse público, qual seja a troca de
favores entre os membros do judiciário, o ato deve ser invalidado, por
violação ao princípio da moralidade administrativa e por estar
caracterizado a sua ilegalidade, por desvio de finalidade. Ordem
negada. Decisão unânime. [...] (STF, 2a Turma; MS 24020/DF; Rel.Min.
Joaquim Barbosa. Julgamento: 06/03/2012; v.u).
Em hipóteses que tais, a Administração,
A tem a faculdade de revogar o ato de nomeação, no exercício da
autotutela.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof.Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 76 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
B tem o dever de recorrer ao judiciário para revogar o ato de
nomeação, vedado, na hipótese, o exercício da autotutela.
C tem o poder-dever de invalidar o ato de nomeação, que, no caso,
está eivado do vício de legalidade, no exercício da autotutela.
D deve recorrer ao judiciário para invalidar o ato de nomeação,
vedado, na hipótese, o exercício da autotutela.
E pode revogar ou invalidar o ato de nomeação, no exercício da
autotutela.
Essa questão explicita o poder-dever da Administração em invalidar
um ato decorrente do vício de legalidade! Assim, o princípio da
autotutela permite a Administração anular ou revogar um ato!
3RUWDQWR��FRUUHWD�OHWUD�³F´�
*DEDULWR��/HWUD�³&´
48. (FCC/2013/AL-RN/Analista Legislativo) Considere a seguinte
assertiva: o ato administrativo válido, isto é, legal, pode ser anulado
pela própria Administração pública. A assertiva em questão está
A incorreta, porque, no enunciado narrado, a anulação somente
pode ser feita pelo Poder Judiciário.
B correta, pois a Administração pública pode, de ofício, anular atos
administrativos válidos.
C incorreta, pois a anulação pressupõe sempre ato administrativo
ilegal.
D correta, porque a anulação é cabível, excepcionalmente, para
atos administrativos válidos.
E incorreta, pois a Administração pública não pode anular seus
próprios atos.
Essa é fácil né? Lembre-se que o princípio da autotutela permite à
Administração a anulação e revogação de atos administrativos. Assim,
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 77 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
Mi� HOLPLQDPRV� DV� OHWUDV� ³D´� H� ³H´�� $GHPDLV�� XP� DWR� SDUD� VHU� DQXODGR�
pressupõe-se que seja um ato ilegal, como já vimos! Portanto, letra
³&´�
*DEDULWR��/HWUD�³&´�
49. (Prefeitura do RJ ± Agente Administrativo ±Guarda Municipal
-2012) A forma extintiva de desfazimento do ato administrativo por
razões de conveniência e oportunidade é conhecida como:
(A) anulação
(B) cassação
(C) caducidade
(D) revogação
O desfazimento do ato administrativo por conveniência e
oportunidade é a revogação, visando sempre o melhor interesse para a
sociedade.
*DEDULWR��/HWUD�³G´
50. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área
Administrativa)
A revogação de um ato administrativo
a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário,
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e
oportunidade.
b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em
que, em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração
está obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade.
c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou
inoportuno do ponto de vista do interesse público.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 78 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente
superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário.
e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em
razões de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma.
A revogação é o ato discricionário utilizado pela Administração
para extinguir um ato administrativo e/ou seus efeitos por razões de
conveniência e oportunidade, respeitando-se os efeitos precedentes (ex
nunc) e o direito adquirido.
Por essa definição você já conclui que a alternativa correta é a letra
³D´�
Gabarito: Letra A
51. (FCC - 2012 - TCE-AP - Analista de Controle Externo - Meio
Ambiente) Em relação a seus próprios atos, a Administração
a) pode anular os atos eivados de vício de legalidade, a qualquer
tempo, vedada a repercussão patrimonial para período anterior à
anulação.
b) pode anulá-los, apenas quando eivados de vício quanto à
competência e revogá-los quando identificado desvio de poder ou de
finalidade.
c) pode anulá-los, por razões de conveniência e opor- tunidade,
observado o prazo prescricional.
d) não pode anular os atos que gerem direitos para terceiros,
exceto se comprovado fato superveniente ou circunstância não
conhecida no momento de sua edição.
e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,
preservados os direitos adquiridos.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 80 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
52. (FCC 2012 TRF 2ª REGIÃO Analista Judiciário Área
Administrativa) A respeito da revogação e anulação dos atos
administrativos, analise:
I. A revogação é aplicável apenas em relação aos atos
discricionários, podendo ser praticada somente pelo Poder Executivo em
relação aos seus próprios atos, em decorrência do ato tornar-se
inconveniente e inoportuno, não podendo ser revogados pelo Poder
Judiciário, em sua função típica.
II. Os atos discricionários praticados na esfera do Poder Executivo
poderão ser objeto de anulação no âmbito desse mesmo Poder, em
decorrência de vício insanável, portanto de ilegalidade, mas caberá
também ao Poder Judiciário, em sua função típica, a anulação, desde
que provocado.
III. Os atos vinculados praticados na esfera do Poder Executivo,
aqueles que devem total observância ao respectivo texto legal, não
poderão, por esta mesma razão, serem alvo de anulação por esse
Poder, mas tão somente pelo Poder Judiciário, em sua função típica.
Nas hipóteses acima descritas, está correto o que consta APENAS
em
a) III.
b) I e III.
c) I e II.
d) I.
e) II e III.
O conceito de revogação está relacionado ao de ato discricionário
(editado com margem de liberdade, de acordo com a conveniência e
oportunidade do gestor), pois só essa espécie de ato pode ser revogada
(o ato não é mais conveniente ou oportuno). Assim, só no exercício da
função administrativa típica é que pode ser revogado um ato (o Poder
Judiciário, em regra, não analisa a conveniência e a oportunidade dos
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 81 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
atos, mas apenas a legalidade deles). Por isso, o item I está correto,
muito embora você deva ter em mente que os Poderes Legislativo e
Judiciário também editam atos discricionários em sua função
administrativa (função atípica, ou seja, na função de administrar os
órgãos que compõem esses poderes).
Os atos devem seranulados quando eivados de vício de legalidade,
sejam esses atos vinculados ou discricionários. Se esse ato for levado
ao conhecimento do Poder Judiciário, ele deverá retirá-lo do mundo
jurídico, anulando-o, se verificar a existência de ilegalidade no ato.
Perceba que o ato discricionário pode sim ser analisado pelo Judiciário,
mas não sob o enfoque da conveniência e oportunidade, mas sob o
enfoque da legalidade (p. ex.: o Judiciário pode verificar que o agente
que praticou o ato tinha competência legal para tanto). Por essas
razões, o item II está correto.
O item III está errado, porquanto os atos vinculados podem sim
ser objeto de anulação pelo próprio Poder, em razão do controle interno
e do princípio da autotutela.
Gabarito: letra ³F´�
53. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área
Administrativa) A revogação de um ato administrativo
a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário,
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e
oportunidade.
b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em
que, em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração
está obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade.
c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou
inoportuno do ponto de vista do interesse público.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 82 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente
superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário.
e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em
razões de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma.
Vamos aos comentários: Letra (A). A revogação é o ato
discricionário utilizado pela Administração para extinguir um ato
administrativo e/ou seus efeitos por razões de conveniência e
oportunidade, respeitando-se os efeitos precedentes (ex nunc) e o
direito adquirido. Logo, está CORRETA.
Letra (B). Não constitui atuação vinculada da Administração e sim
discricionária. A Administração não está obrigada a revogar seus atos,
sendo uma faculdade no caso de oportunidade ou conveniência. Logo,
está INCORRETA.
Letra (C). Não pode ser declarada pelo Judiciário, somente pela
própria Administração. Logo, está INCORRETA.
Letra (D). Pode ser procedida pela própria autoridade que praticou
o ato, não necessitando ser autoridade hierarquicamente superior.
Logo, está INCORRETA.
Letra (E). Não constitui prerrogativa do Poder Judiciário e sim
prerrogativa da Administração apenas. Logo, está INCORRETA.
5HVSRVWD��OHWUD�³$´�
54. (VUNESP - 2011 - SAP-SP - Analista Administrativo) A
revogação de um ato administrativo poderá ser ordenada
a) pela Administração Pública.
b) pela Administração Pública ou pelo Poder Judiciário.
c) somente pelo Poder Judiciário.
d) pelo Poder Judiciário, após análise do Tribunal.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 83 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
e) pelo Poder Judiciário, após ouvir o Ministério Público.
A revogação do ato administrativo será ordenada pela própria
Administração. Ao Poder Judiciário caberá a revogação de seus próprios
atos administrativos.
Gabarito: A
55. (FCC/2011/TCM-BA/Procurador) A respeito da
desconstituição dos atos administrativos, a Administração
a) pode anulá-los, observado o correspondente prazo decadencial e
desde que preservados os direitos adquiridos.
b) pode revogá-los, quando discricionários, e anular apenas os
vinculados, preservados os direitos adquiridos.
c) está impedida de anular seus próprios atos, cabendo o controle
de legalidade ao Judiciário.
d) está impedida de revogar seus atos, exceto quando sobrevier
alteração de fato ou de direito que altere os pressupostos de sua
edição.
e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,
preservados os direitos adquiridos, e anulá-los por vício de legalidade,
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
Você está lembrado da súmula que citamos logo acima? ³$�
Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados
de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam
direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada,
HP� WRGRV� RV� FDVRV�� D� DSUHFLDomR� MXGLFLDO´ (Súmula 473/STF). A
~QLFD�DOWHUQDWLYD�FRUUHWD�p�D�OHWUD�³H´�
Gabarito: Letra E
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 84 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
56. (FCC 2011 TRE TO Técnico Judiciário) Podem ser revogados
os atos administrativos:
a) que já exauriram seus efeitos.
b) enunciativos, também denominados "meros atos
administrativos", como certidões e atestados.
c) vinculados.
d) que geram direitos adquiridos.
e) editados em conformidade com a lei
Você já sabe que não se revoga: atos vinculados; atos que já
exauriram seus efeitos; quando já exaurida a competência da
autoridade que praticou o ato; meros atos administrativos; atos que
integram um procedimento (preclusão); atos que geraram direitos
DGTXLULGRV��$�DOWHUQDWLYD�TXH�QRV�UHVWD�FRPR�UHVSRVWD�p�D�OHWUD�³H´�
Gabarito: Letra E
57. (VUNESP - 2009 - CESP ± Advogado) A respeito do ato
administrativo, pode-se afirmar que
a) a invalidação é o desfazimento do ato administrativo por
razões de ilegalidade.
b) o ato administrativo não admite a convalidação.
c) o ato administrativo pode ser revogado pela Administração,
mas não pode ser anulado por esta.
d) os atos administrativos dotados de imperatividade têm
presunção absoluta de legalidade.
e) a licença é ato administrativo discricionário.
Vamos aos itens?
A- Isso mesmo! Item perfeito.
B- Incorreto, não é mesmo? Acabamos de ver a possibilidade de
convalidação do ato administrativo.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 86 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
O art. 55 da Lei nº 9.784/99, por outro lado, trata a convalidação
como uma faculdade da Administração, ou seja, como um ato
discricionário. Na redação da lei, ³HP� GHFLVmR� QD� TXDO� VH� HYLGHQFLH
não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os
atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados
SHOD�SUySULD�$GPLQLVWUDomR´.
Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo (e a maioria da doutrina),
amparados na redação legal, entendem que o ato de convalidação é
discricionário, pois a Administraçãopode escolher entre convalidar
(sanar o vício) ou anular o ato, a depender de sua conveniência e
oportunidade.
Di Pietro e Celso Antônio Bandeira de Melo, de outro lado,
entendem que a convalidação é um ato vinculado, pois a Administração
tem o dever de velar pela legalidade de seus atos. Mas esta é a posição
que não prevalece na doutrina.
A convalidação também sofre limitações. O ato anulável não pode
ser convalidado:
x Quando o ato já se exauriu;
x Se o ato já foi impugnado judicial ou administrativamente;
x Se a convalidação acarretar lesão ao interesse público;
x Se a convalidação acarretar prejuízo a terceiros.
Mas e o decurso do tempo, é uma limitação para a convalidação?
O decurso do tempo não é propriamente uma limitação, pois se a
Administração não pode mais mexer no ato em razão do transcurso do
prazo decadencial de 5 anos previsto na Lei nº 9.784/99, o ato estará
automaticamente convalidado, em atenção ao princípio da estabilização
das relações jurídicas. Essa convalidação tácita (também chamada de
sanatória extroversa por alguns doutrinadores) só não ocorrerá se o
beneficiado pelo ato concorreu para a nulidade e, portanto, age de má-
fé. Nesses casos, a Administração pode anular o ato a qualquer tempo,
afastando a convalidação tácita.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 89 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
A A convalidação se dá pela edição de um segundo ato
administrativo, com o fito de corrigir o primeiro praticado com vício.
B O ato administrativo com vício de finalidade pode, em regra, ser
convalidado; assim, é possível corrigir um resultado que estava na
intenção do agente que praticou o ato.
C A convalidação produzirá efeitos ex tunc.
D Não se pode convalidar um ato quando a sua repetição importe
na reprodução do vício anterior.
E A Administração não poderá convalidar seus atos administrativos
se estes já tiverem sido impugnados pelo particular, exceto se tratar de
irrelevante formalidade, pois neste caso os atos são sempre
convalidáveis.
Lembra que vimos na aula que são insanáveis os vícios no motivo,
no objeto (quando único), na finalidade e na falta de congruência
entre o motivo e o resultado do ato? Assim fica fácil identificar o item
LQFRUUHWR��QmR"�/HWUD�³%´��
Gabarito: Letra B
60. (FCC/2013/TRT/Analista Judiciário) Determinado servidor
público proferiu decisão em procedimento administrativo, conferindo
licença de instalação de estabelecimento comercial a particular e,
posteriormente, constatou-se que não possuía competência para prática
do ato, mas apenas para atuar na fase instrutória do procedimento. O
particular não tinha ciência dessa circunstância e deu início ao
funcionamento do estabelecimento. Diante da situação narrada, a
decisão,
A não é convalidável pela autoridade competente, por se tratar de
ato vinculado, podendo conceder nova licença, se presentes os
requisitos para a sua edição, sem efeitos retroativos.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 90 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
B é convalidável pela autoridade competente, se não se tratar de
competência privativa ou exclusiva, desde que presentes os
pressupostos para sua edição e não haja lesão ao interesse público ou
prejuízo a terceiros.
C é convalidável pela autoridade competente, de acordo com
critérios de conveniência e oportunidade, por se tratar de ato
discricionário.
D é convalidável, se presentes os requisitos para a sua edição e
não se evidencie prejuízo ao interesse público, não sendo admitida a
retroação dos efeitos à data da edição da decisão original.
E não é convalidável, administrativamente, porém pode ser
ratificada, judicialmente, em processo intentado para este fim pelo
particular.
Essa questão cobrou o entendimento da professora Di Pietro, a
qual entende que são convalidáveis os vícios de competência ± quando
esta não for exclusiva. Ademais, o ato para ser convalidado, não pode
ter ensejadora lesão ao interesse público ou prejuízo a terceiros.
3RUWDQWR��OHWUD�³%´�D�FRUUHWD�
*DEDULWR��³%´
61. (FCC - 2013 - AL-PB - Analista Legislativo) Sobre o tema da
convalidação do ato administrativo, é INCORRETO afirmar:
a) A convalidação se dá pela edição de um segundo ato
administrativo, com o fito de corrigir o primeiro praticado com vício.
b) O ato administrativo com vício de finalidade pode, em regra, ser
convalidado; assim, é possível corrigir um resultado que estava na
intenção do agente que praticou o ato.
c) A convalidação produzirá efeitos ex tunc.
d) Não se pode convalidar um ato quando a sua repetição importe
na reprodução do vício anterior.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 91 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
e) A Administração não poderá convalidar seus atos administrativos
se estes já tiverem sido impugnados pelo particular, exceto se tratar de
irrelevante formalidade, pois neste caso os atos são sempre
convalidáveis.
Atenção! Aqui a banca pede a assertiva incorreta. Para tanto,
devemos lembrar que, pela doutrina (Di Pietro e Carvalho Filho), não há
como convalidar um vício de finalidade. Afinal, o que causou o vício, se
originou da vontade do agente, o que não é possível de ser corrigido
com outro ato administrativo.
Os demais itens estão corretos: quando há convalidação, ela se dá
por meio de outro ato, produzindo efeitos ex tunc, corrigindo-o
completamente e não repetindo o erro anterior. Por fim, se o vício for
pequeno, apenas uma formalidade, o ato é auto convalidado. Se for
significativo, só pode ser convalidado antes da impugnação pelo
particular.
*DEDULWR��OHWUD�³E´��
62. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário -
Enfermagem) A respeito dos atos administrativos, é correto afirmar que
a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de
conveniência e oportunidade presente nos atos discricionários.
b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e
oportunidade pela Administração, que pode revogá-los a qualquer
tempo.
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela
Administração, salvo por vício de legalidade.
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e
oportunidade presente nos atos vinculados.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 92 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela
Administração, de acordo com juízo de conveniência e oportunidade.
Vejamos:
Letra (A). Trata-se do conceito de mérito administrativo. Logo, está
CORRETA.
Letra (B). Trata-se dos atos discricionários e não vinculados. Logo,
está INCORRETA.
Letra (C).Os atos discricionários são passíveis sim de revogação
pela Administração. No caso de vício de legalidade, é situação de
anulação. Logo, está INCORRETA.
Letra (D). A discricionariedade está presente nos atos
discricionários e não vinculados. Logo, está INCORRETA.
Letra (E). A anulação é por motivos de ilegalidade, a revogação é
que é por motivos de conveniência e oportunidade. Logo, está
INCORRETA. Entenderam?
Resposta: letra A
63. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário -
Área Administrativa) Determinado servidor público proferiu decisão em
procedimento administrativo, conferindo licença de instalação de
estabelecimento comercial a particular e, posteriormente, constatou-se
que não possuía competência para prática do ato, mas apenas para
atuar na fase instrutória do procedimento. O particular não tinha ciência
dessa circunstância e deu início ao funcionamento do estabelecimento.
Diante da situação narrada, a decisão,
a) não é convalidável pela autoridade competente, por se tratar de
ato vinculado, podendo conceder nova licença, se presentes os
requisitos para a sua edição, sem efeitos retroativos.
b) é convalidável pela autoridade competente, se não se tratar de
competência privativa ou exclusiva, desde que presentes os
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 93 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
pressupostos para sua edição e não haja lesão ao interesse público ou
prejuízo a terceiros.
c) é convalidável pela autoridade competente, de acordo com
critérios de conveniência e oportunidade, por se tratar de ato
discricionário.
d) é convalidável, se presentes os requisitos para a sua edição e
não se evidencie prejuízo ao interesse público, não sendo admitida a
retroação dos efeitos à data da edição da decisão original.
e) não é convalidável, administrativamente, porém pode ser
ratificada, judicialmente, em processo intentado para este fim pelo
particular.
Aqui, vamos precisar da Teoria da Aparência. Lembram-se dela?
Letra (A). De acordo com a posição da doutrina majoritária, vício
relativo à competência quanto à pessoa (não quanto à matéria), desde
que não se trate de competência exclusiva, pode ser convalidado. Logo,
está INCORRETA.
Letra (B). Nessa situação, é convalidável. Logo, está CORRETA.
Letra (C). A licença é ato vinculado e não discricionário. Logo, está
INCORRETA.
Letra (D). No caso de convalidação, os efeitos são retroativos.
Logo, está INCORRETA.
Letra (E). É sim convalidável administrativamente e não pelo
Judiciário. Logo, está INCORRETA.
Resposta: letra B
64. (FCC ± 2013 ± SEFAZ/SP ± Agente Fiscal de Rendas) Simão,
comerciante estabelecido na capital do Estado, requereu, perante a
autoridade competente, licença para funcionamento de um novo
estabelecimento. Embora o interessado não preenchesse os requisitos
fixados na normatização aplicável, a Administração, levada a erro por
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 94 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
falha cometida por funcionário no procedimento correspondente,
concedeu a licença. Posteriormente, constatado o equívoco, a
Administração
(A) deverá anular o ato, produzindo a anulação efeitos retroativos
à data em que foi emitido o ato eivado de vício não passível de
convalidação.
(B) somente poderá desfazer o ato judicialmente, em face da
preclusão administrativa.
(C) poderá revogar o ato, com base em razões de conveniência e
oportunidade, sem prejuízo da apreciação judicial.
(D) deverá anular o ato, não podendo a anulação operar efeito
retroativo, salvo comprovada má-fé do beneficiário.
(E) deverá revogar o ato, preservando os efeitos até então
produzidos, desde que não haja prejuízo à Administração.
Vejam, meus caros alunos, como esse tema é recorrente em
provas, por isso estou reforçando com vocês.
Letra (A). No caso de ilegalidade, a Administração deve anular o
DWR�DGPLQLVWUDWLYR�� SURGX]LQGR�HIHLWRV� ³H[� WXQF´��QmR� VHQGR�SRVVtYHO�D�
convalidação do ato. Logo, está CORRETA.
Letra (B). A administração pode anular seus próprios atos, quando
eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam
direitos (Súmula nº 473 do STF). Logo, está INCORRETA.
Letra (C). Quando o vício é de ilegalidade, é caso de anulação e
não de revogação. Logo, está INCORRETA.
Letra (D). A anulação gera efeitos retroativos, alcançando o ato
administrativo desde sua emissão. Logo, está INCORRETA.
Letra (E). É caso de anulação e não de revogação. Logo, está
INCORRETA.
Resposta: letra A
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 96 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
a) sempre é possível, não dependendo do tipo de vício que atinge
o ato, que pode alcançar qualquer um dos cinco elementos do ato
administrativo: sujeito, objeto, forma, motivo e finalidade.
b) é ato discricionário, porque cabe à Administração, diante do
caso concreto, verificar o que atende melhor ao interesse público: a
convalidação ou a decretação de nulidade do ato administrativo, quando
os efeitos produzidos forem contrários ao interesse público.
c) equipara-se à reforma do ato administrativo, pois ambas
atingem o ato ilegal e são guiadas por razões de conveniência e
oportunidade que, por sua vez, não podem ser objeto de análise pelo
Poder Judiciário.
d) não corrige o vício do ato, ela o mantém tal como foi praticado,
o que somente é possível quando não causar prejuízo a terceiros, já
que a estes é prevista a faculdade de recorrer ao Poder Judiciário.
Vamos aos itens?
A) Já vimos que com base na doutrina majoritária são
convalidáveis os vícios de competência e de forma.
B) Perfeito. Corretíssimo.
C) As formas de convalidação são a ratificação(realizada pela
mesma autoridade que fez o ato), confirmação (feita por outra
autoridade) e saneamento (realizada por ato do particular).
D) Como estudamos, a convalidação é o meio de que se vale a
Administração para suprir a invalidade e aproveitar os atos
administrativos já praticados nas hipóteses em que o vício no
ato administrativo é superável.
Gabarito: B
67. (FCC-2011-TRT-20ªREG(SE)-Técnico Judiciário) Sobre os
atos administrativos analise as seguintes assertivas:
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 97 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
I. Convalidação é o ato jurídico que sana vício de ato
administrativo antecedente de tal modo que este passa a ser
considerado como válido desde o seu nascimento.
II. A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados
de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos;
ou revogá-los por motivos de conveniênciae oportunidade, respeitados
os direitos adquiridos e ressalvadas em todos os casos, a apreciação
judicial.
III. Revogação é o ato administrativo discricionário pelo qual a
Administração extingue um ato válido, por razões de oportunidade e
conveniência, e terá efeitos ex tunc.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II.
d) II e III.
e) III.
De acordo com o que estudamos a alternativa I e II apresentam
afirmações inquestionáveis. A II, inclusive, é a redação da multicitada
súmula do STF. Já o item III, vimos que a revogação tem efeitos
prospectivos (ex nunc), porque o ato revogado era válido, não tinha
vício de legalidade, mas foi retirado do ordenamento por conveniência
GD�$GPLQLVWUDomR��3RUWDQWR�DOWHUQDWLYD�³D´�HVWi�FRUUHWD�
Gabarito: Letra A
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 105 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
para cargo em comissão pode ser promovido a qualquer momento,
segundo um juízo de conveniência e oportunidade, nos termos do art.
37, II, da CF.
Súmula Vinculante nº 3: ³1RV� SURFHVVRV� SHUDQWH� R� 7ULEXQDO� GH�
Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando
da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo
que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do
DWR�GH�FRQFHVVmR�LQLFLDO�GH�DSRVHQWDGRULD��UHIRUPD�H�SHQVmR�´�
5) Questões
1. (VUNESP - 2013 - TJ-SP ± Advogado) A competência
administrativa.
a) poderá ser prorrogada por interesse das partes.
b) decorre da lei e é por ela delimitada.
c) não poderá ser avocada.
d) é imprescritível, porém, renunciável.
e) não é requisito do ato.
2. (FCC ± 2013 ± DPE/RS- Analista Administração) Servidor
público integrante do Poder Executivo estadual editou ato
administrativo concedendo a entidade privada sem fins lucrativos
permissão de uso de bem público, em caráter precário.
Subsequentemente, veio a saber que seu superior hierárquico era
desafeto do dirigente da entidade permissionária e, temendo
represálias, revogou o ato concessório, apresentando como fundamento
GD�UHYRJDomR�R�PRWLYR�í�IDOVR�í�GH�TXH�D�$GPLQLVWUDomR�QHFHVVLWDYD�GR�
imóvel para outra finalidade pública. Considerando a situação fática
apresentada, o ato de revogação
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 106 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
(A) padece de vício quanto ao motivo, em face da falsidade do
pressuposto de fato para a edição do ato.
(B) padece de vício quanto à competência, eis que somente o
superior hierárquico poderia revogar o ato vinculado.
(C) é legal, eis que, em se tratando de ato vinculado, é passível a
revogação a critério da Administração.
(D) é legal, eis que atos discricionários não estão sujeitos a
controle quanto ao motivo ou finalidade.
(E) é ilegal, eis que os atos discricionários não são passíveis de
revogação.
3. (Prefeitura do RJ ± Auxiliar de Procuradoria ±PGRJ -2013) O
elemento do ato administrativo segundo o qual todo ato deve ser
praticado visando o interesse público é:
(A) forma
(B) competência
(C) finalidade
(D) objeto
4. (FCC-2011-TRF-1ª REG-Técnico Judiciário) O motivo do ato
administrativo
a) é sempre vinculado.
b) implica a anulação do ato, quando ausente o referido motivo.
c) sucede à prática do ato administrativo.
d) corresponde ao efeito jurídico imediato que o ato administrativo
produz.
e) não implica a anulação do ato, quando falso o aludido motivo.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 107 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
5. (Prefeitura do RJ Prefeitura do RJ Agente Administrativo
2011) Em certos atos, a lei permite ao agente proceder a uma avaliação
de conduta, ponderando os aspectos de conveniência e à oportunidade
relacionados com o mérito administrativo e que abrangem os seguintes
elementos:
(A) competência e forma
(B) forma e motivo
(C) motivo e objeto
(D) competência e objeto
6. (Prefeitura do RJ ± Guarda Municipal ±CGRJ -2011) Um
exemplo típico de espécie de ato administrativo quanto à forma de
exteriorização é:
(A) o contrato
(B) o decreto
(C) a lei
(D) a sentença
7. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central)
Em relação aos atos administrativos, analise as assertivas abaixo.
I - Os elementos dos atos administrativos são competência, forma,
motivo, objeto e finalidade.
II - Os atos administrativos discricionários não são passíveis de
revogação pela própria Administração Pública, mas estão sujeitos a
controle judicial, inclusive no que tange ao mérito administrativo.
III - O direito da Administração Pública de anular os atos
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para seus
destinatários, em âmbito federal, decai em cinco anos, contados da
data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
É (São) correta(s) APENAS a(s) assertiva(s)
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 108 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II .
e) III.
8. (FUNCAB ± 2010 ± IDAF/ES ± Administrador) Para Hely
Lopes Meireles, ato administrativo é o mesmo que ato jurídico, isto é,
todo aquele que tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir,
modificar, ou extinguir direitos.
Considerando os elementos necessários à formação do ato
administrativo, assinale a assertiva correta.
A) São necessários, mas não suficientes à formação do ato
administrativo: competência e finalidade.
B) São necessários e suficientes à formação do ato administrativo:
competência, forma e motivo.
C) A finalidade pública é que torna o ato administrativo idêntico ao
ato jurídico.
D) São necessários, mas não suficientes à formação do ato
administrativo: forma e objeto.
E) A finalidade pública e o objeto são suficientes para a formação
do ato administrativo.
9. (FUNCAB ± 2010 ± DER/R0 ± Administrador) Sobre
descentralização e delegação de competência, assinale a alternativa
correta.
A) A delegação de competência é utilizada como instrumento de
centralização administrativa.
B) A delegação de competência deve ser utilizada com o objetivo
de assegurar maior rapidez e objetividade às decisões, situando-as na
proximidade dos fatos, pessoas ou problemas a atender.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 109 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.brFacebook: Daniel Mesquita
C) A descentralização implica a realização das atividades
administrativas por intermédio dos inúmeros órgãos e agentes que
compõem a estrutura funcional da Administração Direta.
D) O ato de delegação é sempre genérico, e independe de
indicação da autoridade delegante, da autoridade delegada e das
atribuições objeto de delegação.
E) Não é permitida a delegação de competência no âmbito da
Administração Pública brasileira.
10. (FCC ± 2013 ± TRT-1ª ± Técnico Judiciário) A respeito de
atributo dos atos administrativos, é INCORRETO afirmar:
a) Imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se
impõem a terceiros, independentemente de sua concordância.
b) Presunção de legitimidade diz respeito à conformidade do ato
com a lei, presumindo-se, até prova em contrário, que o ato foi emitido
com observância da lei.
c) O atributo da executoriedade permite à Administração o
emprego de meios de coerção para fazer cumprir o ato administrativo.
d) A tipicidade é o atributo pelo qual o ato administrativo deve
corresponder a figuras previamente definidas pela lei como aptas a
produzir determinados resultados.
e) A presunção de veracidade é o atributo pelo qual o ato
administrativo não pode ser objeto de anulação pelo Poder Judiciário,
salvo aqueles considerados discricionários.
11. (FUNCAB ± 2013 ± DETRAN/PB ± Advogado) Qual das
alternativas contém atributos do ato administrativo?
A) Vinculação e discricionariedade.
B) Presunção de legitimidade e vinculação.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 110 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
C) Discricionariedade e imperatividade.
D) Imperatividade e autoexecutoriedade.
E) Autoexecutoriedade e competência.
12. (FCC ± 2013 - TRT-15ª ± Analista Judiciário- área
Administrativa) Os atos administrativos gozam de atributos específicos,
dos quais não dispõem os atos praticados sob a égide do regime jurídico
de direito privado. Dentre eles, a
(A) presunção de validade, que se consubstancia na consideração
de que os atos administrativos, enquanto existentes, são válidos e
gozam de autoexecutoriedade.
(B) exigibilidade, que garante a execução material dos atos
administrativos, independentemente de intervenção judicial.
(C) imperatividade, que atribui aos atos administrativos a
capacidade de imposição a terceiros, com ou sem sua concordância.
(D) presunção de exigibilidade, que possibilita a coação material
dos atos administrativos mediante autorização superior.
(E) presunção de validade entre as partes, somente podendo haver
descumprimento mediante desconstituição do ato no âmbito judicial.
13. (FCC - 2013 - TRT - 18ª Região (GO) - Analista Judiciário -
Área Judiciária) Pode-se conceituar os atos administrativos como
manifestações de vontade do Estado, as quais são dotadas de alguns
atributos. Dentre eles, destaca-se a presunção de legitimidade e
veracidade, que
a) significa a presunção absoluta de conformidade com a lei,
dependendo de decisão judicial para eventual desfazimento.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 111 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
b) consiste na presunção de que o ato praticado está conforme a
lei e de que os fatos atestados pela Administração são verdadeiros,
admitindo, no entanto, prova em contrário.
c) significa uma derivação do princípio da legalidade, na medida
em que os atos praticados pela Administração possuem força de lei,
podendo instituir direitos e obrigações aos administrados.
d) consiste na necessidade de que sejam confirmados pelo poder
judiciário quando veicularem a produção de efeitos limitadores de
direitos dos administrados.
e) significa que os atos administrativos se impõem a terceiros,
mesmo que esses não concordem, podendo a Administração adotar
medidas coercitivas diretas e concretas para fazer valer sua decisão.
14. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário -
Medicina) Os atos administrativos possuem atributos específicos, dos
quais decorrem consequências, sendo correto afirmar que
a) da autoexecutoriedade decorre a possibilidade do ato ser posto
diretamente em execução pela Administração, mediante autorização do
Poder Judiciário.
b) da autoexecutoriedade, quando expressamente prevista em lei,
decorre a possibilidade da Administração pública aplicar medidas
coercitivas independentemente de autorização judicial.
c) da presunção de legitimidade e de veracidade do ato
administrativo, decorre que fica afastada a possibilidade de controle do
ato pelo Poder Judiciário enquanto for mantida essa qualificação.
d) da imperatividade do ato administrativo decorre que fica
afastada a possibilidade de controle do ato pelo Poder Judiciário.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 112 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
e) da presunção de legitimidade decorre a imperatividade do ato
administrativo, que autoriza a adoção de medidas coercitivas pela
Administração pública independentemente de autorização judicial.
15. (Prefeitura do RJ ± Advogado Júnior ±CGGT -2012) Segundo
a doutrina, verificada a situação que provoca a execução do ato, a
autoridade administrativa de pronto o executa, ficando, assim,
resguardado o interesse público. Tal característica corresponde à:
(A) presunção de legitimidade
(B) presunção de legalidade
(C) autoexecutoriedade
(D) imperatividade
16. (FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário ± Enfermagem)
Os atos administrativos são dotados de atributos peculiares. Dentre
eles, destaca-se a autoexecutoriedade, que se traduz
a) no atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a
todos.
b) no dever da administração de praticar os atos previamente
previstos em lei para cada situação concreta.
c) no poder da administração pública de decidir pela validade ou
não de determinado ato.
d) no poder da administração atestar, unilateralmente, se
determinado ato administrativo foi executado conforme a lei.
e) na possibilidade da própria administração pública colocar
determinado ato administrativo em execução, independentemente de
prévia manifestação do Poder Judiciário.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 113 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
17. (FCC 2011 TRE RN Técnico Judiciário) Nos atos
administrativos:
a) a imperatividade é um atributo que existe em todos os atos
administrativos.
b) a invalidação é o desfazimento de um ato administrativo, e nem
sempre ocorre por razões de ilegalidade.
c) o motivo e a finalidade são requisitos sempre vinculados dos
atos administrativos.
d) a Administraçãopode autoexecutar suas decisões, empregando
meios diretos de coerção, utilizando-se inclusive da força.
e) a invalidação dos atos administrativos opera efeitos ex nunc.
18. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) A característica do ato administrativo segundo a qual os atos são
cogentes, obrigando a todos quantos se encontrem em seu círculo de
incidência, corresponde à:
(A) imperatividade
(B) auto-executoriedade
(C) vinculação
(D) presunção de legitimidade
19. (VUNESP - 2008 - DPE-MS - Defensor Público) São atributos
do ato administrativo:
a) imperatividade e vinculação.
b) discricionariedade e imperatividade.
c) imperatividade e executoriedade.
d) executoriedade e motivação.
20. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central)
Fernando, assessor jurídico de um órgão público federal, foi
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 114 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
questionado a respeito da possibilidade de a Administração Pública
interditar atividades ilegais e inutilizar gêneros impróprios para o
consumo, independente de ordem judicial. Essa prerrogativa decorre do
atributo dos atos administrativos identificado por
a) autoexecutoriedade.
b) presunção de legitimidade.
c) presunção de efetividade.
d) supremacia do interesse público.
e) discricionariedade.
21. (VUNESP - 2014 - EMPLASA - Analista Jurídico ± Direito)
Atos vinculados;
a) são aqueles para os quais a lei estabelece requisitos e
condições de sua realização e impõem à Administração o dever de
motivá-los.
b) podem desatender às disposições legais ou regulamentares se
houver decisão judicial dizendo sobre a conveniência e oportunidade.
c) encontram fundamento e justificativa na complexidade e
variedade dos problemas que o Poder Público tem que solucionar a cada
caso e para os quais a lei, por mais casuística que seja, não poderia
prever todas as soluções.
d) são aqueles que permitem à Administração assegurar de modo
eficaz os meios realizadores do fim a que se propõe o Poder Público.
e) são instrumentos legais que permitem ao administrador fazer o
que entender conveniente à coletividade.
22. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário -
Enfermagem) A respeito dos atos administrativos, é correto afirmar que
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 115 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de
conveniência e oportunidade presente nos atos discricionários.
b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e
oportunidade pela Administração, que pode revogá-los a qualquer
tempo.
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela
Administração, salvo por vício de legalidade.
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e
oportunidade presente nos atos vinculados.
e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela
Administração, de acordo com juízo de conveniência e oportunidade.
23. (FCC ± 2013 ± MP-MA- Analista Ministerial) Considere as
seguintes assertivas concernentes à discricionariedade e vinculação na
atuação administrativa:
I. O ato vinculado é analisado apenas sob o aspecto da legalidade.
II. Existe ato administrativo inteiramente discricionário.
III. O ato discricionário é analisado apenas sob o aspecto do
denominado mérito administrativo.
IV. Um aspecto no qual concerne a discricionariedade é o momento
da prática do ato, pois se a lei nada estabelecer, a Administração
escolherá o momento mais adequado para atingir a consecução de
determinado fim.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) I, II e III.
(C) I e IV.
(D) II, III e IV.
(E) III e IV.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 116 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
24. (FCC ± 2013 0 TRT-15ª ± Analista Judiciário- área
Administrativa) No que diz respeito ao controle que o Poder Judiciário
exerce sobre os atos administrativos, é correto afirmar que os atos
administrativos discricionários
(A) não se distinguem dos denominados atos administrativos
vinculados, isso em razão do alargamento do princípio da legalidade
ocorrido a partir da Constituição Federal de 1988.
(B) têm todos os elementos definidos em lei, cabendo ao judiciário
examinar, em todos os aspectos, a conformidade do ato com a lei.
(C) possibilita o controle judicial, mas terá que respeitar o espaço
de escolha e decisão administrativa, nos limites em que assegurado à
Administração pela lei.
(D) não há restringem o controle exercido pelo Poder Judiciário, a
partir da Constituição Federal de 1988, em razão do princípio da
inafastabilidade da jurisdição.
(E) não pode ser controlado pelo Poder Judiciário, estando sujeito,
no entanto, à revogação, que consiste na retirada do ato que se dá por
razões de oportunidade e conveniência.
25. (FCC ± 2013 - TRT-15ª ± Analista Judiciário- área
Administrativa) A discricionariedade pode ser qualificada como atributo
dos atos administrativos em geral. Quando se fala que determinado ato
tem essa característica significa que
(A) é o resultado de opção do administrador, dentre algumas
alternativas, que a legislação lhe confere, proferida no âmbito do
exercício de seu juízo de oportunidade e conveniência.
(B) foi proferido como manifestação do juízo de oportunidade e
conveniência, inovando a ordem jurídica e possibilitando a
autoexecutoriedade de seu conteúdo.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 117 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
(C) foi proferido em estrito cumprimento de disposição legal,
exteriorizando direito subjetivo do interessado.
(D) é manifestação de vontade legítima do administrador, prevista
ou não em lei, cuja edição configura direito subjetivo do interessado.
(E) foi editado levando em conta fatores externos e internos do
processo, sendo assim considerado ainda que fosse a única decisão
passível de ser tomada, nos termos da lei
26. (CESGRANRIO - 2012 - Innova - Advogado Júnior) Como é
do conhecimento convencional, a revogação de um ato administrativo
decorre de uma apreciação pautada por critérios de conveniência e
oportunidade.
A esse respeito, tem-se que
a) tanto os atos administrativos discricionários, como os
vinculados, são passíveis de revogação.
b) a revogação de um ato administrativo deve ser precedida de
processo administrativo disciplinar e pressupõe prévia indenização aos
destinatários.
c) a revogação de um ato administrativo submete-se a prazo
prescricional de cinco anos, findos os quais se considera o ato perfeitoe
acabado.
d) somente à própria Administração Pública reconhece- se
competência para revogar os atos administrativos por ela editados.
e) o ato de revogação tem natureza meramente declaratória e,
como tal, produz efeitos ex tunc.
27. (VUNESP - 2011 - TJ-SP - Titular de Serviços de Notas e de
Registros - Critério Provimento) O ato discricionário praticado por
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 118 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
autoridade incompetente, ou realizado por forma diversa da prevista em
lei é
a) passível de retificação
b) juridicamente inexistente.
c) ilegítimo e nulo.
d) anulável.
28. (CESGRANRIO - 2011 - BNDES - Profissional Básico) A
prerrogativa de direito público que confere ao administrador público a
possibilidade de escolher a conduta a ser praticada de acordo com
critérios de conveniência e oportunidade denomina-se
a) discricionariedade administrativa
b) vinculação administrativa
c) polícia administrativa
d) intervencionismo administrativo
e) consensualidade administrativa
29. (VUNESP - 2011 - TJ-SP - Titular de Serviços de Notas e de
Registros - Critério Remoção) O exercício estatal de provimento de
cargos e movimentação de funcionários, as autorizações e permissões
constituem modalidade de atos
a) administrativos de conservação de serviços públicos.
b) de rotina administrativa.
c) de expediente.
d) de gestão.
30. (FCC - 2012 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área
Administrativa) Sob o tema da classificação dos atos administrativos,
apesar de serem todos resultantes da manifestação unilateral da
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 119 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
vontade da Administração Pública, o denominado "ato administrativo
composto" difere dos demais, por ser
a) o que necessita, para a sua formação, da manifestação de
vontade de dois ou mais diferentes órgãos ou autoridades para gerar
efeitos.
b) aquele cujo conteúdo resulta da manifestação de um só órgão,
mas a sua edição ou a produção de seus efeitos depende de outro ato
que o aprove.
c) o ato que decorre da manifestação de vontade de apenas um
órgão, unipessoal ou colegiado, não dependendo de manifestação de
outro órgão para produzir efeitos.
d) o que tem a sua origem na manifestação de vontade de pelo
menos dois órgãos, porém, para produzir os seus efeitos, deve ter a
aprovação por órgão hierarquicamente superior.
e) originário da manifestação de vontade de pelo menos duas
autoridades superiores da Administração Pública, mas seus efeitos ficam
condicionados à aprovação por decreto de execução ou regulamentar.
31. (Prefeitura do RJ ± Administrador ±Guarda Municipal -2012)
Segundo a classificação dos atos administrativos, pelo critério dos
destinatários, os regulamentos são considerados atos:
(A) de gestão
(B) discricionários
(C) complexos
(D) gerais
32. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) Segundo o critério das prerrogativas, os atos administrativos
podem ser classificados como:
(A) vinculados e discricionários
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 120 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
(B) complexos e compostos
(C) de império e de gestão
(D) gerais e individuais
33. (CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central -
Area 1) Fernando, assessor jurídico de um órgão público federal, foi
questionado a respeito da possibilidade de a Administração Pública
interditar atividades ilegais e inutilizar gêneros impróprios para o
consumo, independente de ordem judicial. Essa prerrogativa decorre do
atributo dos atos administrativos identificado por
a) autoexecutoriedade.
b) presunção de legitimidade.
c) presunção de efetividade.
d) presunção de efetividade.
e) discricionariedade.
34. (FCC ± 2013 ±MPC/MT ± Analista de Contas-Especialidade
Direito) No direito brasileiro, os regulamentos são atos essencialmente
(A) enunciativos, dotados de generalidade, abstração e
imutabilidade.
(B) negociais, de efeitos concretos e uso específico no campo do
exercício do poder de polícia.
(C) legislativos, de competência exclusiva do chefe do Poder
Executivo.
(D) autônomos e de mesmo nível hierárquico que as leis, dispondo
sobre organização administrativa, criação ou extinção de órgãos
públicos.
(E) normativos, que especificam ou complementam a lei para sua
fiel execução, sem contudo inovar no mundo jurídico.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 121 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
35. (FCC-2011-TRF-1ª REGIÃO-Técnico Judiciário) Dentre
outros, é exemplo de ato administrativo ordinatório,
a) a circular.
b) o regulamento.
c) a resolução.
d) a admissão.
e) o decreto.
36. (VUNESP - 2013 - CETESB ± Advogado) Assinale a
alternativa que apresenta corretamente um típico ato administrativo.
a) Expedição de licença municipal para construir.
b) Edição de uma medida provisória pelo Chefe do Executivo.
c) Celebração de um contrato de locação de imóvel pelo poder
público como locatário.
d) Veto a um projeto de lei.
e) Ordem rotineira de Secretário Municipal para varrição das ruas
do Município.
37. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário -
Execução de Mandados) Maria Helena requereu que lhe fosse concedida
licença para construir em seu terreno. Observou a legislação municipal,
contratou a execução do competente projeto e apresentou à
Administração pública para aprovação. O pedido, no entanto, foi
indeferido, sob o fundamento de que na mesma rua já existia uma obra
em curso, o que poderia ocasionar transtornos aos demais
administrados. Maria Helena, inconformada, ajuizou medida judicial
para obtenção da licença, no que foi atendida. A decisão judicial,
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 122 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
a) é regular manifestação do poder de controle do ato
administrativo, desde que comprovado o preenchimento dos requisitos
de edição do ato vinculado.
b) excede os limites do controle judicial do ato administrativo, na
medida em que interfere em juízo discricionário da Administração
Pública.
c) excede os limites do controle judicial do ato administrativo, na
medida em que a atuação do Judiciário deve ficar adstrita a análise de
legalidade, nãopodendo substituir o ato administrativo como no caso
proposto.
d) é regular manifestação do poder de controle do ato
administrativo, com exceção da concessão da licença, atividade
privativa da administração, que não poderia ser suprida pelo Judiciário,
ainda que diante de recusa da autoridade.
e) é regular manifestação do poder de controle do ato
administrativo, tendo em vista que contemporaneamente vem sendo
admitido o controle dos aspectos discricionários do ato administrativo.
38. (CESGRANRIO - 2012 - Innova - Advogado Júnior) Qual ato
de consentimento de polícia se caracteriza por sua vinculação, de forma
que, uma vez atendidos os requisitos previstos em lei, o interessado
passa a ter direito subjetivo à sua obtenção?
a) Concessão
b) Licença
c) Permissão
d) Autorização
e) Adjudicação
39. (FCC-2011-TRE-PE-Analista Judiciário) $� ³DSURYDomR´� p�
exemplo de ato administrativo
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 123 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
a) ordinatório.
b) normativo.
c) negocial.
d) enunciativo.
e) geral.
40. (FCC ± 2013 ± MP-MA ± Analista ministerial) Considere as
seguintes assertivas:
I. Atos administrativos normativos são aqueles que contêm um
comando geral do Executivo visando ao cumprimento de uma lei.
Exemplo: regimento.
II. Atos administrativos ordinatórios são os que visam a disciplinar
o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus
agentes. São exemplos os avisos.
III. Atos administrativos enunciativos são aqueles em que a
Administração se limita a certificar ou a atestar um fato, ou emitir uma
opinião sobre determinado assunto, constantes de registros, processos
e arquivos públicos.
Sobre atos administrativos está correto o que se afirma em
(A) I e II, apenas.
(B) I e III, apenas.
(C) II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.
41. (FCC-2011-TRF1ª REG-Técnico Judiciário) NÃO constitui
exemplo, dentre outros, de ato administrativo enunciativo:
a) o atestado.
b) o parecer.
c) a certidão.
d) a homologação.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 124 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
e) a apostila.
42. (FUNCAB ± 2012 ± Pref. Sooretama/ES ± Advogado) A
respeito da revogação do ato administrativo, pode-se afirmar que:
A) somente pode ser decretada pelo Poder Judiciário.
B) somente pode ser realizada pela própria administração, sob os
critérios de conveniência e oportunidade.
C) tem por objeto atos inválidos, porque ilegais.
D) se aplica a atos discricionários ou vinculados.
E) opera efeitos ex tunc.
43. (FCC-2011-TRF-1ªREG-Técnico Judiciário) João, servidor
público federal, pretende retirar do mundo jurídico determinado ato
administrativo, em razão de vício nele detectado, ou seja, por ter sido
praticado sem finalidade pública. No caso, esse ato administrativo
a) deve ser revogado.
b) pode permanecer no mundo jurídico, pois trata-se de vício
sanável.
c) possui vício de objeto e, portanto, deve ser retirado do mundo
jurídico apenas pelo Judiciário.
d) deve ser anulado.
e) possui vício de motivo e, portanto, deve ser retirado do mundo
jurídico por João.
44. (VUNESP - 2013 - ITESP ± Advogado) A Administração
Pública
a) pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que
os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos, ressalvada a
apreciação judicial.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 125 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
b) pode anular seus próprios atos, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
c) não pode declarar, em hipótese alguma, a nulidade dos seus
próprios atos.
d) não pode anular seus atos; somente é autorizada a revogação
por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos, ressalvada a apreciação judicial.
45. (VUNESP - 2013 - TJ-SP ± Advogado) A anulação do ato
administrativo.
a) opera efeitos ex nunc.
b) somente poderá ser declarada pelo Poder Judiciário.
c) impede que o ato seja novamente editado.
d) poderá ser ordenada pela Administração Pública
e) pressupõe o descumprimento de obrigação fixada no ato.
46. (FCC/2013/TRT/Juiz do Trabalho) A União pretende
implementar um grande programa de recuperação de rodovias e firmou
convênio com diversos Estados, para repasse de recursos destinados à
execução das obras necessárias. A opção da Administração federal foi
contestada por diversos setores da opinião pública, que consideram que
tal investimento não seria prioritário e sustentam que os recursos
orçamentários correspondentes deveriam ser redirecionados para
programas de melhoria da mobilidade nos grandes centros e regiões
metropolitanas. Com base em tais argumentos, entidade representante
da sociedade civil submeteu a matéria ao controle do Poder Judiciário
buscando a anulação dos atos administrativos de celebração dos
convênios. O Poder Judiciário
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 126 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
A poderá anular os atos administrativos se identificar vício de
legalidade, inclusive em relação aos motivos e finalidade.
B poderá anular os atos administrativos, se discordar dos critérios
de conveniência e oportunidade da Administração.
C poderá revogar os atos administrativos se identificar desvio de
finalidade, consistente na afronta ao interesse público.
D poderá alterar os atos administrativos, redirecionando os
recursos orçamentários, com base na teoria dos motivos determinantes.
E não poderá anular os atos administrativos e, na hipótese de
identificar desvio de finalidade, deverá assinalar prazo para a
Administração editar novo ato.
47. (FCC/2013/MPE/Analista-Direito) Considere o trecho do
julgado do Supremo Tribunal Federal abaixo transcrito, que descreve
situação na qual foi constatado que o ato administrativo foi praticado
atendendo à finalidade contrária ao interesse público, buscando
favorecimento pessoal.
MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO.
NEPOTISMO CRUZADO. ORDEM DENEGADA. Reconhecida a
competência do Tribunal de Contas da União para a verificação da
legalidade do ato praticado pelo impetrante, nos termos dos Arts. 71,
VIII e IX da Constituição Federal. Procedimento instaurado no TCU a
partir de encaminhamento de autos de procedimento administrativo
concluído pelo Ministério Público Federal no Estado do Espírito Santo.
No mérito, configurada a prática de nepotismo cruzado, tendo em vista
que a assessora nomeada pelo impetrante para exercer o cargo em
comissão no Tribunal Regionaldo Trabalho da 17a Região, sediado em
Vitória-ES, é nora do magistrado que nomeou a esposa do impetrante
para cargo em comissão no Tribunal Regional do Trabalho da 1a Região,
sediado no Rio de Janeiro-RJ. A nomeação para cargo de assessor do
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 127 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
impetrante é ato formalmente lícito. Contudo, no momento em que é
apurada a finalidade contrária ao interesse público, qual seja a troca de
favores entre os membros do judiciário, o ato deve ser invalidado, por
violação ao princípio da moralidade administrativa e por estar
caracterizado a sua ilegalidade, por desvio de finalidade. Ordem
negada. Decisão unânime. [...] (STF, 2a Turma; MS 24020/DF; Rel.Min.
Joaquim Barbosa. Julgamento: 06/03/2012; v.u).
Em hipóteses que tais, a Administração,
A tem a faculdade de revogar o ato de nomeação, no exercício da
autotutela.
B tem o dever de recorrer ao judiciário para revogar o ato de
nomeação, vedado, na hipótese, o exercício da autotutela.
C tem o poder-dever de invalidar o ato de nomeação, que, no caso,
está eivado do vício de legalidade, no exercício da autotutela.
D deve recorrer ao judiciário para invalidar o ato de nomeação,
vedado, na hipótese, o exercício da autotutela.
E pode revogar ou invalidar o ato de nomeação, no exercício da
autotutela.
48. (FCC/2013/AL-RN/Analista Legislativo) Considere a seguinte
assertiva: o ato administrativo válido, isto é, legal, pode ser anulado
pela própria Administração pública. A assertiva em questão está
A incorreta, porque, no enunciado narrado, a anulação somente
pode ser feita pelo Poder Judiciário.
B correta, pois a Administração pública pode, de ofício, anular atos
administrativos válidos.
C incorreta, pois a anulação pressupõe sempre ato administrativo
ilegal.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 128 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
D correta, porque a anulação é cabível, excepcionalmente, para
atos administrativos válidos.
E incorreta, pois a Administração pública não pode anular seus
próprios atos.
49. (Prefeitura do RJ ± Agente Administrativo ±Guarda Municipal
-2012) A forma extintiva de desfazimento do ato administrativo por
razões de conveniência e oportunidade é conhecida como:
(A) anulação
(B) cassação
(C) caducidade
(D) revogação
50. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área
Administrativa)
A revogação de um ato administrativo
a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário,
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e
oportunidade.
b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em
que, em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração
está obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade.
c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou
inoportuno do ponto de vista do interesse público.
d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente
superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 129 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em
razões de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma.
51. (FCC - 2012 - TCE-AP - Analista de Controle Externo - Meio
Ambiente) Em relação a seus próprios atos, a Administração
a) pode anular os atos eivados de vício de legalidade, a qualquer
tempo, vedada a repercussão patrimonial para período anterior à
anulação.
b) pode anulá-los, apenas quando eivados de vício quanto à
competência e revogá-los quando identificado desvio de poder ou de
finalidade.
c) pode anulá-los, por razões de conveniência e opor- tunidade,
observado o prazo prescricional.
d) não pode anular os atos que gerem direitos para terceiros,
exceto se comprovado fato superveniente ou circunstância não
conhecida no momento de sua edição.
e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,
preservados os direitos adquiridos.
52. (FCC - 2012 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área
Administrativa) A respeito da revogação e anulação dos atos
administrativos, analise:
I. A revogação é aplicável apenas em relação aos atos
discricionários, podendo ser praticada somente pelo Poder Executivo em
relação aos seus próprios atos, em decorrência do ato tornar-se
inconveniente e inoportuno, não podendo ser revogados pelo Poder
Judiciário, em sua função típica.
II. Os atos discricionários praticados na esfera do Poder Executivo
poderão ser objeto de anulação no âmbito desse mesmo Poder, em
decorrência de vício insanável, portanto de ilegalidade, mas caberá
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 130 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
também ao Poder Judiciário, em sua função típica, a anulação, desde
que provocado.
III. Os atos vinculados praticados na esfera do Poder Executivo,
aqueles que devem total observância ao respectivo texto legal, não
poderão, por esta mesma razão, serem alvo de anulação por esse
Poder, mas tão somente pelo Poder Judiciário, em sua função típica.
Nas hipóteses acima descritas, está correto o que consta APENAS
em
a) III.
b) I e III.
c) I e II.
d) I.
e) II e III.
53. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário - Área
Administrativa) A revogação de um ato administrativo
a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário,
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e
oportunidade.
b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em
que, em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração
está obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade.
c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou
inoportuno do ponto de vista do interesse público.
d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente
superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 131 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.brFacebook: Daniel Mesquita
e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em
razões de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma.
54. (VUNESP - 2011 - SAP-SP - Analista Administrativo) A
revogação de um ato administrativo poderá ser ordenada
a) pela Administração Pública.
b) pela Administração Pública ou pelo Poder Judiciário.
c) somente pelo Poder Judiciário.
d) pelo Poder Judiciário, após análise do Tribunal.
e) pelo Poder Judiciário, após ouvir o Ministério Público.
55. (FCC/2011/TCM-BA/Procurador) A respeito da
desconstituição dos atos administrativos, a Administração
a) pode anulá-los, observado o correspondente prazo decadencial e
desde que preservados os direitos adquiridos.
b) pode revogá-los, quando discricionários, e anular apenas os
vinculados, preservados os direitos adquiridos.
c) está impedida de anular seus próprios atos, cabendo o controle
de legalidade ao Judiciário.
d) está impedida de revogar seus atos, exceto quando sobrevier
alteração de fato ou de direito que altere os pressupostos de sua
edição.
e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,
preservados os direitos adquiridos, e anulá-los por vício de legalidade,
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
56. (FCC-2011-TRE-TO-Técnico Judiciário) Podem ser revogados
os atos administrativos:
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 132 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
a) que já exauriram seus efeitos.
b) enunciativos, também denominados "meros atos
administrativos", como certidões e atestados.
c) vinculados.
d) que geram direitos adquiridos.
e) editados em conformidade com a lei
57. (VUNESP - 2009 - CESP ± Advogado) A respeito do ato
administrativo, pode-se afirmar que
a) a invalidação é o desfazimento do ato administrativo por
razões de ilegalidade.
b) o ato administrativo não admite a convalidação.
c) o ato administrativo pode ser revogado pela Administração,
mas não pode ser anulado por esta.
d) os atos administrativos dotados de imperatividade têm
presunção absoluta de legalidade.
e) a licença é ato administrativo discricionário.
58. (Prefeitura do RJ ± Prefeitura do RJ ±Agente Administrativo -
2011) Quando o beneficiário de determinado ato descumpre condições
que permitem a sua manutenção e a de seus efeitos, o desfazimento do
ato se dá através da seguinte espécie de extinção:
(A) anulação
(B) cassação
(C) revogação
(D) caducidade
59. (FCC/2013/AL-PB/Analista Legislativo) Sobre o tema da
convalidação do ato administrativo, é INCORRETO afirmar:
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 133 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
A A convalidação se dá pela edição de um segundo ato
administrativo, com o fito de corrigir o primeiro praticado com vício.
B O ato administrativo com vício de finalidade pode, em regra, ser
convalidado; assim, é possível corrigir um resultado que estava na
intenção do agente que praticou o ato.
C A convalidação produzirá efeitos ex tunc.
D Não se pode convalidar um ato quando a sua repetição importe
na reprodução do vício anterior.
E A Administração não poderá convalidar seus atos administrativos
se estes já tiverem sido impugnados pelo particular, exceto se tratar de
irrelevante formalidade, pois neste caso os atos são sempre
convalidáveis.
60. (FCC/2013/TRT/Analista Judiciário) Determinado servidor
público proferiu decisão em procedimento administrativo, conferindo
licença de instalação de estabelecimento comercial a particular e,
posteriormente, constatou-se que não possuía competência para prática
do ato, mas apenas para atuar na fase instrutória do procedimento. O
particular não tinha ciência dessa circunstância e deu início ao
funcionamento do estabelecimento. Diante da situação narrada, a
decisão,
A não é convalidável pela autoridade competente, por se tratar de
ato vinculado, podendo conceder nova licença, se presentes os
requisitos para a sua edição, sem efeitos retroativos.
B é convalidável pela autoridade competente, se não se tratar de
competência privativa ou exclusiva, desde que presentes os
pressupostos para sua edição e não haja lesão ao interesse público ou
prejuízo a terceiros.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 134 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
C é convalidável pela autoridade competente, de acordo com
critérios de conveniência e oportunidade, por se tratar de ato
discricionário.
D é convalidável, se presentes os requisitos para a sua edição e
não se evidencie prejuízo ao interesse público, não sendo admitida a
retroação dos efeitos à data da edição da decisão original.
E não é convalidável, administrativamente, porém pode ser
ratificada, judicialmente, em processo intentado para este fim pelo
particular.
61. (FCC - 2013 - AL-PB - Analista Legislativo) Sobre o tema da
convalidação do ato administrativo, é INCORRETO afirmar:
a) A convalidação se dá pela edição de um segundo ato
administrativo, com o fito de corrigir o primeiro praticado com vício.
b) O ato administrativo com vício de finalidade pode, em regra, ser
convalidado; assim, é possível corrigir um resultado que estava na
intenção do agente que praticou o ato.
c) A convalidação produzirá efeitos ex tunc.
d) Não se pode convalidar um ato quando a sua repetição importe
na reprodução do vício anterior.
e) A Administração não poderá convalidar seus atos administrativos
se estes já tiverem sido impugnados pelo particular, exceto se tratar de
irrelevante formalidade, pois neste caso os atos são sempre
convalidáveis.
62. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário -
Enfermagem) A respeito dos atos administrativos, é correto afirmar que
a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de
conveniência e oportunidade presente nos atos discricionários.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 135 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e
oportunidade pela Administração, que pode revogá-los a qualquer
tempo.
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela
Administração, salvo por vício de legalidade.
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e
oportunidade presente nos atos vinculados.
e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela
Administração, de acordo com juízo de conveniência e oportunidade.
63. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário -
Área Administrativa) Determinadoservidor público proferiu decisão em
procedimento administrativo, conferindo licença de instalação de
estabelecimento comercial a particular e, posteriormente, constatou-se
que não possuía competência para prática do ato, mas apenas para
atuar na fase instrutória do procedimento. O particular não tinha ciência
dessa circunstância e deu início ao funcionamento do estabelecimento.
Diante da situação narrada, a decisão,
a) não é convalidável pela autoridade competente, por se tratar de
ato vinculado, podendo conceder nova licença, se presentes os
requisitos para a sua edição, sem efeitos retroativos.
b) é convalidável pela autoridade competente, se não se tratar de
competência privativa ou exclusiva, desde que presentes os
pressupostos para sua edição e não haja lesão ao interesse público ou
prejuízo a terceiros.
c) é convalidável pela autoridade competente, de acordo com
critérios de conveniência e oportunidade, por se tratar de ato
discricionário.
d) é convalidável, se presentes os requisitos para a sua edição e
não se evidencie prejuízo ao interesse público, não sendo admitida a
retroação dos efeitos à data da edição da decisão original.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 136 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
e) não é convalidável, administrativamente, porém pode ser
ratificada, judicialmente, em processo intentado para este fim pelo
particular.
64. (FCC ± 2013 ± SEFAZ/SP ± Agente Fiscal de Rendas) Simão,
comerciante estabelecido na capital do Estado, requereu, perante a
autoridade competente, licença para funcionamento de um novo
estabelecimento. Embora o interessado não preenchesse os requisitos
fixados na normatização aplicável, a Administração, levada a erro por
falha cometida por funcionário no procedimento correspondente,
concedeu a licença. Posteriormente, constatado o equívoco, a
Administração
(A) deverá anular o ato, produzindo a anulação efeitos retroativos
à data em que foi emitido o ato eivado de vício não passível de
convalidação.
(B) somente poderá desfazer o ato judicialmente, em face da
preclusão administrativa.
(C) poderá revogar o ato, com base em razões de conveniência e
oportunidade, sem prejuízo da apreciação judicial.
(D) deverá anular o ato, não podendo a anulação operar efeito
retroativo, salvo comprovada má-fé do beneficiário.
(E) deverá revogar o ato, preservando os efeitos até então
produzidos, desde que não haja prejuízo à Administração.
65. (FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário -
Execução de Mandados) O particular requereu a emissão de
determinada licença. O pedido foi apreciado por autoridade
incompetente. Esta, no entanto, verificou que estavam presentes os
requisitos para edição do ato vinculado, emitindo assim a licença. A
autoridade competente, instada a tanto,
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 137 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
a) deve convalidar o ato, porque estava diante de ato vinculado e
desde que não se trate de competência exclusiva.
b) pode convalidar o ato, mediante análise de conveniência e
oportunidade, porque se tratava de ato vinculado.
c) deve convalidar o ato, mediante análise de conveniência e
oportunidade, independentemente do vício de competência incorrido.
d) não pode convalidar o ato, porque essa convalidação só é
admissível quanto a vícios referentes a forma.
e) não pode convalidar o ato, pois somente os atos discricionários
admitem a convalidação.
66. (VUNESP - 2012 - DPE-MS - Defensor Público) Convalidação
ou saneamento é o ato administrativo pelo qual é suprido o vício
existente em um ato ilegal, com efeitos retroativos à data em que este
foi praticado. Ainda sobre a convalidação, é correto afirmar que ela
a) sempre é possível, não dependendo do tipo de vício que atinge
o ato, que pode alcançar qualquer um dos cinco elementos do ato
administrativo: sujeito, objeto, forma, motivo e finalidade.
b) é ato discricionário, porque cabe à Administração, diante do
caso concreto, verificar o que atende melhor ao interesse público: a
convalidação ou a decretação de nulidade do ato administrativo, quando
os efeitos produzidos forem contrários ao interesse público.
c) equipara-se à reforma do ato administrativo, pois ambas
atingem o ato ilegal e são guiadas por razões de conveniência e
oportunidade que, por sua vez, não podem ser objeto de análise pelo
Poder Judiciário.
d) não corrige o vício do ato, ela o mantém tal como foi praticado,
o que somente é possível quando não causar prejuízo a terceiros, já
que a estes é prevista a faculdade de recorrer ao Poder Judiciário.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 138 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
67. (FCC 2011 TRT 20ªREG(SE) Técnico Judiciário) Sobre os
atos administrativos analise as seguintes assertivas:
I. Convalidação é o ato jurídico que sana vício de ato
administrativo antecedente de tal modo que este passa a ser
considerado como válido desde o seu nascimento.
II. A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados
de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos;
ou revogá-los por motivos de conveniência e oportunidade, respeitados
os direitos adquiridos e ressalvadas em todos os casos, a apreciação
judicial.
III. Revogação é o ato administrativo discricionário pelo qual a
Administração extingue um ato válido, por razões de oportunidade e
conveniência, e terá efeitos ex tunc.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II.
d) II e III.
e) III.
GABARITO
1) B
2) A
3) C
4) B
5) C
6) B
7) C
8) A
9) B
10) E
11) D
12) C
13) B
14) B
15) C
16) E
17) D
18) A
19) C
20) A
21) A
22) A
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 139 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
23) C
24) C
25) E
26) D
27) C
28) A
29) D
30) B
31) B
32) C
33) A
34) E
35) A
36) A
37) A
38) B
39) C
40) E
41) D
42) B
43) D
44) A
45) D
46) A
47) C
48) C
49) D
50) A
51) E
52) C
53) A
54) A
55) E
56) E
57) A
58) B
59) B
60) B
61) B
62) A
63) B
64) A
65) A
66) B
67) A
6) Referências
ALEXANDRINO, Marcelo. PAULO, Vicente. Direito Administrativo
Descomplicado. 18ª Ed., São Paulo, Método, 2010.
BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Intervenção no VI Fórum da
Reforma do Estado. Rio de Janeiro, 1º. de outubro de 2007.
CAETANO, Marcelo. Princípios Fundamentais de Direito
Administrativo. Ed. Forense, Rio de Janeiro, 1977.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de DireitoAdministrativo, 13ª Ed., Lumen Juris Editora, Rio de Janeiro, 2005.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 22ª Ed.
Editora Atlas, São Paulo, 2009.
Direito Administrativo p/ Analista Judiciário do
TRT-MG. Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita ʹ Aula 02
Prof. Daniel Mesquita www.estrategiaconcursos.com.br 140 de 140
Twitter: danielmqt danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
GASPARINI, Diogenes. Direito Administrativo, 13ª Ed., Editora
Saraiva, São Paulo, 2008.
MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo, Tomo I, 3ª Edição,
Salvador, 2007, Jus Podivm.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 23ª ed.,
São Paulo: Malheiros Editores, 1998.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo,
27ª Ed., Malheiros Editores, São Paulo, 2010.
TALAMINI, Daniele Coutinho. Revogação do Ato Administrativo,
Malheiros Editores, 2002.
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo ±
24ª edição, São Paulo: Malheiros Editores, 2005.
ZANCANER, Weida. Da Convalidação e da Invalidação dos Atos
Administrativos, 3ª Ed., São Paulo, Malheiros Editores, 2008.
ZANNONI, Leandro. Direito Administrativo ± Série Advocacia
Pública, Vol. 3, Ed. Forense, Rio de Janeiro, Ed. Método, São Paulo,
2011.
Informativos de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em
www.stf.jus.br, e do Superior Tribunal de Justiça, em www.stj.jus.br.