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Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 209 AULA 05: Jornada de trabalho e descansos SUMÁRIO PÁGINA 1. Introdução 02 2. Desenvolvimento 03 2.1. Jornada de trabalho 04 2.1.1. Tempo à disposição do empregador 05 2.1.2. Tempo in itinere 09 2.1.3. Prontidão e sobreaviso 15 2.1.4. Tempo residual à disposição do empregador 19 2.2. Modalidades de jornada de trabalho 22 2.2.1. Jornada padrão (normal) de trabalho 22 2.2.2. Jornadas especiais de trabalho 23 2.2.2.1. Turnos ininterruptos de revezamento 23 2.2.2.2. Outras jornadas especiais 29 2.3. Jornada extraordinária 35 2.3.1. Compensação de jornada 38 2.3.2. Prorrogação de jornada em necessidades imperiosas 44 2.4. Hora noturna 48 2.5. Descansos 52 2.5.1. Intervalo intrajornada 57 2.5.2. Intervalo interjornada 63 2.5.3. Repouso semanal remunerado 65 2.6. Controle de jornada 68 2.6.1. Jornada controlada 68 2.6.2. Jornada não controlada 71 2.6.3. Jornada não tipificada 74 3. Questões comentadas 78 4. Lista das questões comentadas 163 5. Gabaritos 190 6. Conclusão 191 7. Lista de legislação, Súmulas e OJ do TST relacionados ao tema 192 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 209 2. Desenvolvimento Veremos nesta aula um dos assuntos mais exigidos em provas, que são duração do trabalho, jornada de trabalho e descansos. É um assunto que cai em muitas questões, além de ser extremamente importante no dia a dia, pois gera inúmeras ações trabalhistas em curso nos Tribunais do Trabalho. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 4 de 209 2.1. Jornada de trabalho Antes de adentrar ao assunto jornada de trabalho vejamos a diferenciação entre os conceitos relacionados. Jornada de trabalho é o tempo diário em que o empregado presta serviços ao empregador ou então permanece à disposição do mesmo. Exemplo: vamos imaginar o caso de um hospital veterinário pouco frequentado, no qual nenhum cliente entrou durante determinado dia. A recepcionista não atendeu ninguém, mas permaneceu à disposição do empregador, então aquele período é contado como jornada de trabalho normalmente. Neste sentido, o artigo 4º da Consolidação das leis do Trabalho (CLT): CLT, art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. Também se inclui no conceito de jornada de trabalho o tempo in itinere, que se caracteriza quando ocorre simultaneamente o conjunto de circunstâncias elencadas no art. 58, § 2º: CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. Além do tempo efetivo de trabalho, do tempo à disposição do empregador e da jornada in itinere, também se inclui no termo jornada de trabalho o tempo de prontidão e o tempo de sobreaviso, que são definidos, respectivamente, pelos §§ 2º e 3º do art. 244: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 209 Já a duração do trabalho é um conceito que envolve a jornada de trabalho, os horários de trabalho e os descansos trabalhistas, tanto é que o &DStWXOR�,,�GD�&/7��LQWLWXODGR�³'D�'XUDomR�GR�7UDEDOKR´��GLYLGH-VH�QDV�6Ho}HV�³'D� -RUQDGD�GH�7UDEDOKR´��³'RV�3HUtRGRV�GH�'HVFDQVR´�H�³'R�4XDGUR�GH�+RUiULR´� O horário de trabalho, por sua vez, limita o período entre o início e o fim da jornada de trabalho diária. Este conceito pode ser associado ao seguinte artigo da CLT: CLT, art. 74 - O horário do trabalho constará de quadro, organizado conforme modelo expedido pelo Ministro do Trabalho, Indústria e Comercio, e afixado em lugar bem visível. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o horário único para todos os empregados de uma mesma seção ou turma. Feitas as distinções, façamos agora uma análise aprofundada das regras importantes para nossa preparação para concursos públicos. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 8 de 209 08h00min 12h00min Intervalo 2h 14h00min 15h45min Intervalo ��¶ 16h00min 18h00min Neste 2º exemplo, o intervalo de 15 minutos concedido no período da tarde é considerado tempo à disposição do empregador (e, portanto, integra a jornada de trabalho). 6H� D� MRUQDGD� IRVVH� HVWHQGLGD� DWp� jV� ��K��PLQ� �SDUD� ³FRPSHQVDU´� R� intervalo GH���¶), a jornada diária seria de 08h15min, e não apenas de 08h00min. Neste exemplo, como a jornada superou as 08 horas, o período de 15 minutos deve ser remunerado como hora extraordinária. Segue a Súmula 118 do TST, que corrobora este entendimento: SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço extraordinário, se acrescidos ao final da jornada. Feitas as considerações, vamos reler o art. 4º da CLT para reforçar o que aprendemos neste tópico: CLT, art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 11 de 209 Não há definição leJDO� GR� TXH� VHMD� ORFDO� GH� ³difícil acesso´�� (P� JHUDO� locais de trabalho nos centros urbanos não são de difícil acesso, enquanto no meio rural tendem a ser de difícil acesso. Isto não é uma regra fixa, pois há que se analisarem as reais condições do local. 4XDQWR�j�H[SUHVVmR�³não servido por transporte público´�� frise-se que se o transporte regular for incompatível com os horários de início e término da jornada dos empregados poderá configurar-se a jornada in itinere. Caso haja transporte público regular, mas este não coincida com a jornada dos empregados, isso é circunstância que também gera o direito às horas in itinere. Para fazermos os demais comentários pertinentes sobre tempoin itinere, vamos utilizar o recurso de perguntas e respostas: 1- Quando o empregador terceiriza o transporte, permanece o direito às horas in itinere? Resposta: sim. Conforme entendimento dominante, não é necessário que o empregador forneça a condução diretamente para que se configure a jornada in itinere. Caso ele contrate uma empresa terceirizada de transporte, por exemplo, permanecerão as horas in itinere (isto considerando que o local é de difícil acesso ou não servido por transporte público regular). 2- Se o empregador fornecer diretamente o transporte (com veículo próprio), mas cobrar pelo serviço, permanece o direito às horas in itinere? Resposta: sim. A cobrança do transporte pelo empregador não afasta o direito às horas in itinere. Segue abaixo a Súmula do TST que se relaciona às 2 perguntas feitas: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 209 SUM-320 HORAS "IN ITINERE". OBRIGATORIEDADE DE CÔMPUTO NA JORNADA DE TRABALHO O fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido, para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular, não afasta o direito à percepção das horas "in itinere". A questão abaixo, incorreta, propôs o contrário disso: (CESPE_TRT17_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2009) Quando o empregador cobra importância pelo transporte fornecido pela empresa, para local de difícil acesso, afasta do empregado o direito à percepção do pagamento das horas in itinere. 3- Se um empregado termina seu torno de trabalho às 22h00min e o último ônibus do transporte regular passa no local às 21h00min, poderá ser o caso de horas in itinere? Resposta: Sim. Conforme entendimento do TST, havendo incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas in itinere. 4- Considere a situação de um frigorífico, localizado a 20 km da área urbana do município, em localidade rural (difícil acesso) servida por transporte público regular apenas até a metade do caminho. Se o empregador fornecer a condução, será o caso de horas in itinere? Resposta: Sim, apenas em relação ao trecho não servido por transporte público. Vamos acrescentar essa hipótese no nosso quadro anterior: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 15 de 209 2.1.3. Prontidão e sobreaviso Os conceitos de prontidão e sobreaviso foram aplicados inicialmente à categoria dos ferroviários, tendo em vista as peculiaridades de organização do trabalho no setor. Posteriormente legislações específicas estenderam o regime de sobreaviso a aeronautas e petroleiros, e também houve extensão do sobreaviso aos eletricitários por meio de entendimento do TST. Seguem abaixo os artigos da CLT respectivos: CLT, art. 244, § 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. CLT, art. 244, § 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências da estrada, aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As horas de prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário-hora normal. À época da elaboração da CLT não existiam aparelhos como BIP, Pager, celular, etc., que podem ser utilizados para manter contato com o empregado casa haja necessidade do comparecimento do mesmo ao local de trabalho. Quanto à utilização destes aparelhos na relação de trabalho e sua relação com o regime de sobreaviso existe Súmula do TST com entendimento de que o uso de tais equipamentos, por si só, não caracterizam o sobreaviso. É de se destacar, também, que o referido verbete foi alterado em setembro de 2012: SUM 428 SOBREAVISO 2�XVR�GH�DSDUHOKR�GH�LQWHUFRPXQLFDomR��D�H[HPSOR�GH�%,3��³SDJHU´�RX�DSDUHOKR� celular, pelo empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso, uma vez que o empregado não permanece em sua residência aguardando, a qualquer momento, convocação para o serviço. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 209 SUM-428 SOBREAVISO. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza regime de sobreaviso. II ± Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distancia e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso. A atual redação do item I tem o mesmo sentido da anterior, de modo que não basta apenas o uso de meios de comunicação fornecidos pela empresa para que se configure o sobreaviso. Sobre o instituto do sobreaviso e sua relação com os meios de comunicação é interessante conhecer a lição de Sérgio Pinto Martins2: ³2� VREUHDYLVR� VH� FDUDFWHUL]D� SHOR� IDWR� GR� HPSUHJDGR� ILFDU� HP� VXD� casa (e não em outro local), aguardando ser chamado para o serviço. Permanece em estado de expectativa durante o seu descanso, aguardando ser chamado a qualquer momento. Não tem o empregado condições de assumir outros compromissos, pois pode ser chamado de imediato, comprometendo até os seus afazeres familiares, pessoais e até o seu lazer. (...) Em razão da evolução dos meios de comunicação, o empregado tanto pode ser chamado pelo telefone ou pelo telégrafo (como ocorria nas estradas de ferro), como também SRU�%,3�� ³SDJHUV´�� lap top ligado à empresa, telefone celular, etc. O artigo 244 da CLT3 foi editado exclusivamente para os ferroviários, pois os últimos meios de comunicação na época ainda não existiam. O Direito do Trabalho passa, assim, a ter de enfrentar essas novas situações para considerar se o empregado está ou não à disposição do 2 MARTINS, Sérgio Pinto. Comentários às Súmulas do TST. 11 ed. São Paulo: Atlas, 2012, p. 340. 3 CLT, art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre-aviso e de prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para substituições de outros empregados que faltem à escala organizada. (...) § 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jrwww.estrategiaconcursos.com.br Página 17 de 209 empregador, principalmente quanto à liberdade de locomoção do REUHLUR´� 6REUH� R� XVR�� QR� YHUEHWH�� GD� H[SUHVVmR� ³LQVWUXPHQWRV� WHOHPiWLFRV� RX� LQIRUPDWL]DGRV´ cite-se a alteração feita na CLT em 2011, a partir da qual o seu art. 6º passou a contar com o § único cuja redação segue abaixo: CLT, art. 6º Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. Parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio. Voltando à Súmula 428, vejamos seu item II: II ± Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distancia e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso. Como frisamos ao comentar o item I, não basta que o empregado utilize meio de comunicação da empresa para configurar o sobreaviso: deve haver algum tipo de restrição de locomoção, como o regime de plantão. Seguem abaixo três julgados cuja leitura ajuda a fixar este entendimento: HORAS DE SOBREAVISO. REGIME DE PLANTÃO. USO DE APARELHO CELULAR. Nos termos da novel Súmula 428, item I, do TST- o uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza regime de sobreaviso-. Ocorre que, na hipótese dos autos, a condenação para pagamento das horas de sobreaviso foi fixada em razão de haver prova de que o empregado ficava de plantão desde a sexta-feira de uma semana até a sexta-feira subsequente. (...) (RR - 45400-34.2006.5.09.0072 , Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado, Data de Julgamento: 26/09/2012, 3ª Turma, Data de Publicação: 28/09/2012) Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 18 de 209 HORAS DE SOBREAVISO. USO DE CELULAR. De acordo com o entendimento desta Corte, o simples uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado não caracteriza o regime de sobreaviso. Entretanto, considera-se em sobreaviso o empregado que é submetido a controle patronal pelos referidos instrumentos, desde que permaneça em regime de plantão ou equivalente. Essa é a dicção da Súmula nº 428 do TST, alterada pelo Tribunal Pleno desta Corte em sessão do dia 14/09/2012. Na presente hipótese, há registro de que o reclamante tenha permanecido em casa, aguardando eventual chamado do empregador. De fato, consta no acórdão regional que - o autor ficava à disposição da ré à noite e em finais de semana, em sua residência, à espera de chamados por telefone celular, para realizar a manutenção em transmissores e antenas da RBS TV (...) que, evidentemente, redundava em tolhimento de sua liberdade de locomoção. (...) (RR - 7200-44.2009.5.04.0701, Relator Ministro: Pedro Paulo Manus, Data de Julgamento: 26/09/2012, 7ª Turma, Data de Publicação: 28/09/2012) EMBARGOS REGIDOS PELA LEI Nº 11.496/2007 HORAS DE SOBREAVISO - USO DE BIP OU APARELHO CELULAR - SUBMISSÃO À ESCALA DE ATENDIMENTO - SÚMULA Nº 428 DO TST. O acórdão da Turma, transcrevendo a decisão regional, dispôs que a Corte de origem considerou caracterizado o regime de sobreaviso, amparando-se não apenas na utilização do uso do aparelho celular, mas na constatação, extraída do conjunto probatório, de que o reclamante permanecia, efetivamente, à disposição do empregador fora do horário normal de trabalho, uma vez que estava submetido à escala de atendimento, devendo permanecer pronto para a chamada. (...) Destarte, a condenação do reclamado ao pagamento de horas de sobreaviso não decorreu unicamente da utilização de bip ou celular pelo reclamante, mas do fato de que ele estava submetido a escalas de atendimento. (...). (E-ED-RR - 3843800-92.2009.5.09.0651, Redator Ministro: José Roberto Freire Pimenta, Data de Julgamento: 23/08/2012, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 07/01/2013) Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 19 de 209 2.1.4. Tempo residual à disposição do empregador Este termo foi cunhado pela jurisprudência para caracterizar pequenos intervalos de tempo nos quais o empregado está adentrando ou saindo do local de trabalho. Este conceito se relaciona a pequenos intervalos de tempo em que o empregado, em tese, aguarda a marcação do seu ponto. Exemplo: uma empresa possui 100 (cem) empregados e tem apenas 2 (dois) Registradores Eletrônicos de Ponto (REP) ± R� FKDPDGR� ³UHOyJLR� SRQWR´��RQGH�RV�Hmpregados registram as entradas e saídas. Como não é possível que todos registrem simultaneamente o ponto (e a maioria chega à empresa no mesmo horário), e considerando a prática jurisprudencial, foi inserida na CLT regra que permite desconsiderar pequenas variações no ponto do empregado, qual seja: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Percebam, então, que a desconsideração do tempo residual somente terá lugar quando as variações de registro não excederem de 05 (cinco) minutos e, além disso, sendo observado o limite máximo diário de 10 (dez) minutos. Se algum destes requisitos for extrapolado, toda a variação será acrescentada na jornada de trabalho. Reforça tal entendimento a Súmula 366: SUM-366 CARTÃO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder a jornada normal. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 20 de 209 Além disso, após a recente Súmula 449 (resultante da conversão da OJ nº 372 da SBDI-1), não mais se pode elastecer a tolerância de 5 minutos em cada trajeto por meio de negociação coletiva. Vejamos: SUM-449 A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT, não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. Vejamos uma questão sobre o assunto: (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Gabarito: Certa, conforme comentários anteriores.Esta questão também se relaciona à mesma regra: (FCC_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_TRT 14ª REGIÃO_2011) A Consolidação das Leis do Trabalho prevê a possibilidade de uma variação de horário no registro de ponto que não será descontado nem computado como jornada extraordinária. Esta variação de horário possui o limite máximo diário de (A) seis minutos. (B) sete minutos. (C) oito minutos. (D) dez minutos. (E) quinze minutos. O gabarito, no caso, é a alternativa (D). Considerando a regra, imaginemos as seguintes situações práticas de um empregado que labora das 08h00min às 18h00min, com intervalo de almoço das 12h00min às 14h00min: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 21 de 209 CARTÃO PONTO Dia Entrada Saída do intervalo Retorno do intervalo Saída (...) Quarta-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h01min Quinta-feira 07h55min 12h02min 14h01min 18h08min Sexta-feira 07h53min 12h01min 13h59min 18h00min (...) Na quarta-feira a jornada totalizou 08h03min, e não houve registro excedente de 05 (cinco) minutos, então não será o caso de descontar nem computar tempo como jornada extraordinária. Na quinta-feira a jornada totalizou 08h14min, então deverão ser computados 14min como jornada extraordinária. Na sexta-feira a jornada totalizou 08h09min, não ultrapassando os 10min diários. Entretanto, na entrada houve registro que excedeu de 05 (cinco) minutos (a entrada ocorreu às 07h53min), então os 09min devem ser computados como jornada extraordinária. Ressalte-se que esta regra permite as mais diversas interpretações, então caso haja cobrança em prova será necessário analisar todas as alternativas. No caso da sexta-feira, por exemplo, há entendimentos no sentido de que deveriam ser registrados com extraordinários os 07 minutos da entrada (aplicação direta da Súmula 366), mas não deveriam ser registrado os outros 02 minutos das demais marcações. É importante, sobre o assunto tempo residual, conhecer a Súmula 429 do TST, que considera o deslocamento dentro da empresa como tal: SUM-429 TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR. ART. 4º DA CLT. PERÍODO DE DESLOCAMENTO ENTRE A PORTARIA E O LOCAL DE TRABALHO Considera-se à disposição do empregador, na forma do art. 4º da CLT, o tempo necessário ao deslocamento do trabalhador entre a portaria da empresa e o local de trabalho, desde que supere o limite de 10 (dez) minutos diários. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 24 de 209 Como explicado por Mauricio Godinho Delgado4: ³(...) enquadra-se no tipo legal em exame o sistema de trabalho que coloque o empregado, alternativamente, em cada semana, quinzena, mês ou período relativamente superior, em contato com as diversas fases do dia e da noite, cobrindo as horas da composição dia/noite ou, pelo menos, parte importante das fases diurnas e noturnas. (...) De toda maneira, é evidente que o contato com os diversos horários da noite e do dia há que ser significativo ± ainda que não integral -, sob pena de se estender demasiadamente o tipo jurídico destacado pela Constituição.´� Exemplo: um empregado que trabalha na câmara fria de um frigorífico, cumprindo horários de trabalho alternados nos dias da semana de 08h00min às 14h00min, 17h00min às 23h00min e 01h00min às 07h00min, de acordo com a necessidade da empresa. Neste caso, o empregado tem evidentes prejuízos à sua saúde e convívio social, pois tal organização do trabalho afeta seu ritmo biológico (os horários de sono sempre variam) e prejudica sua inserção na sociedade (tem dificuldades para freqüentar uma faculdade ou realizar cursos, por exemplo, visto que a alternância de horários não lhe permite acompanhar as turmas). Caso o empregado laborasse em turno fixo (somente de manhã, somente de tarde ou somente de noite, sem alternância), não seria o caso de aplicabilidade das regras atinentes ao turno ininterrupto de revezamento (TIR). Seguindo adiante no assunto precisamos destacar outro aspecto relevante para fins de prova: se a empresa parar de funcionar um dia por semana (aos domingos, por exemplo) isto prejudica a tipificação do TIR? Resposta: Não. Parte da doutrina entende que isso seria necessário, mas o TST já possui entendimento quanto ao fato de as interrupções da atividade empresarial não descaracterizarem o regime de turno ininterrupto de revezamento; vejamos o verbete relacionado ao tema: OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO 4 DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho.12 Ed. São Paulo: LTr, 2013, p. 930. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 25 de 209 Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. Outra questão que pode ser exigida em provas: se o empregador concede um intervalo intrajornada (15 minutos para lanche, por exemplo), isso descaracteriza o regime de TIR? 5HVSRVWD��1mR��YLVWR�TXH�R�WHUPR�³LQLQWHUUXSWR´�VH�UHIHUH�j�DOWHUQkQFLD�GRV� turnos em si, e não impede que haja intervalo intrajornada (durante o turno) para descanso dos empregados: SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS INTRAJORNADA E SEMANAL A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. Corrobora o entendimento a posição do Ministro Godinho5: ³������ D� LGHLD� GH� IDOWD� GH� LQWHUUXSomR� GRV� WXUQRV� FHQWUD-se na circunstância de que eles se sucedem ao longo das semanas, quinzenas ou meses, de modo a se encadearem para cobrir todas as fases da noite e do dia ± não tendo relação com o fracionamento LQWHUQR�GH�FDGD�WXUQR�GH�WUDEDOKR�´ Este tema foi exigido no concurso de AFT 2009/2010: (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a concessão do intervalo para repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para descanso semanal, descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. Pelo que estudamos, a alternativa é incorreta. 5 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 915. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 26 de 209 Continuando no assunto precisamos analisar a viabilidadeda existência de turno ininterrupto de revezamento com jornada acima de 06 horas. Pelo disposto na CF/88 isto é possível, desde que pactuado por meio de negociação coletiva: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; Deste modo, é permitido que haja turnos de revezamento com jornadas de até 08 horas. Caso não haja tal previsão na negociação coletiva as horas excedentes à 6ª deverão ser remuneradas como extraordinárias. Entretanto, se houver previsão no acordo ou convenção, as horas excedentes à 6ª (no caso, a 7ª e 8ª) não serão remuneradas como extra: SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. No caso de empregado horista que labore em turnos ininterruptos de revezamento, do mesmo modo caberá o pagamento da hora e seu respectivo adicional caso a jornada seja prorrogada para além da sexta hora. Este é o entendimento da do seguinte verbete do TST: OJ-SDI1-275 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORISTA. HORAS EXTRAS E ADICIONAL. DEVIDOS Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 27 de 209 Inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diversa, o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento faz jus ao pagamento das horas extraordinárias laboradas além da 6ª, bem como ao respectivo adicional. Segue abaixo trecho de julgado do TST que corrobora este entendimento: ³Esta Corte tem reiteradamente decidido que, no caso de trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, as horas extras excedentes a sexta diária devem ser pagas de forma integral, com o respectivo adicional, independentemente de o empregado ser horista ou mensalista, pois a contraprestação remunera apenas as seis primeiras horas trabalhadas´. (RR - 41700-69.2008.5.15.0086, Relatora Ministra: Kátia Magalhães Arruda, Data de Julgamento: 29/08/2012, 6ª Turma, Data de Publicação: 31/08/2012) Se houver previsão em negociação coletiva, por exemplo, de jornada de 07 (sete) horas em turnos ininterruptos, haveria o pagamento da 7ª hora, mas não caberia o pagamento do adicional (mínimo de 50%) desta hora, pois o sindicato concordou em que a jornada fosse de 07 (sete) horas, ou seja, esta 7ª hora não será extraordinária. Para encerrar o tópico sobre turnos ininterruptos é necessário comentar a Súmula 110 do TST, que trata dos casos em que não são respeitados o descanso semanal e o intervalo interjornada. Como veremos durante esta aula, o descanso semanal é de 24 horas consecutivas, enquanto o intervalo entre duas jornadas de trabalho (chamado de intervalo interjornada) é de no mínimo 11 (onze) horas. Assim, do término de uma jornada do turno ininterrupto até o início da próxima jornada que sucede o descanso semanal deve haver 35 horas de intervalo (24 + 11). Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 29 de 209 2.2.2.2. Outras jornadas especiais Iniciaremos o tópico com as disposições relativas aos bancários, que possuem previsão de jornada diferenciada na CLT: CLT, art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas contínuas nos dias úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana. § 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para alimentação. Pela regra estabelecida os bancários não trabalharão nos sábados e, com isso, o divisor a ser aplicado para a categoria é 180 (6 horas x 30 dias), diferentemente do divisor aplicado em regra que é, como vimos acima, de 220 horas. Entretanto, nem todos os empregados da categoria serão vinculados à limitação de jornada definida acima, visto que a lei traz a exceção dos ocupantes de funções de gerência, fiscalização, chefia e equivalentes: CLT, art. 224, § 2º - As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confiança, desde que o valor da gratificação não seja inferior a 1/3 (um terço) do salário do cargo efetivo. Além disso, o gerente também não estará sujeito a controle de jornada, desde que cumpridos os requisitos do art. 62 da CLT: CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: (...) II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 30 de 209 Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). No caso do segmento bancário, a regra do art. 62 se aplicaria ao gerente geral da agência, enquanto a do art. 224 se aplicaria aos gerentes de contas, de relacionamento, etc. Nesta linha o ensinamento de Valentin Carrion6: ³Gerente de agência bancária. Os hábitos contemporâneos permitem distinguir duas espécies de empregados absolutamente distintas, apesar de terem a mesma denominação: de um lado, o gerente titular, ou principal, da agência bancária, com mais poderes de representação, e de decisão, sem fiscalização imediata, a não ser a genérica de regulamentos e normas internas (...), e, de outro lado, um ou vários gerentes de segundo nível, que prestam contas e submissão ao gerente-titular. A CLT acolhe o primeiro, no art. 62, II, e os segundos, verdadeiros subgerentes, apesar de outra denominação que utilizam, e que estão inseridos, junto com outros FDUJRV�GH�VHJXQGR�QtYHO��QR�DUW����������GD�&/7�´ ------------------- Há também previsão na CLT de regra específica para os trabalhadores em minas de subsolo: CLT, art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no subsolo não excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e seis) semanais. O trabalho em subsolo nas atividades de mineração é responsável por uma série de agravos à saúde, que vão desde o choque elétrico até pneumoconiose (doença do pulmão ocasionada pelo contato com sílica livre cristalizada, oriunda da poeira gerada pela extração de minérios).6 CARRION, Valentim. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 37ª ed. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 150-151. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 31 de 209 Dadas as condições de insalubridade da atividade, existe até previsão de redução deste limite máximo: CLT, art. 295, parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinação da autoridade de que trata este artigo, tendo em vista condições locais de insalubridade e os métodos e processos do trabalho adotado. Além disso, como em alguns empreendimentos a boca da mina (entrada para o subsolo) fica a vários quilômetros da frente de trabalho, a CLT também esclareceu que este tempo de deslocamento deve ser computado: CLT, art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do trabalho e vice-versa será computado para o efeito de pagamento do salário. ------------------- No que tange às atividades de telefonia, a CLT também trouxe previsões distintas da regra geral: CLT, art. 227 - Nas empresas que explorem o serviço de telefonia, telegrafia submarina ou subfluvial, de radiotelegrafia ou de radiotelefonia, fica estabelecida para os respectivos operadores a duração máxima de seis horas contínuas de trabalho por dia ou 36 (trinta e seis) horas semanais. Com base nesta previsão legal, o TST estendeu a regra aos empregados que operam telefone de mesa (de empresas em geral): SUM-178 TELEFONISTA. ART. 227, E PARÁGRAFOS, DA CLT. APLICABILIDADE É aplicável à telefonista de mesa de empresa que não explora o serviço de telefonia o disposto no art. 227, e seus parágrafos, da CLT. ------------------- Os operadores de teleatendimento e telemarketing (atividades recentes, que não existiam quando da publicação da CLT) não possuem restrição legal de sua jornada de trabalho. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 32 de 209 Estas pessoas laboram em locais denominados call centers, que são ambientes de trabalho nos quais a principal atividade é conduzida via telefone e/ou rádio com utilização simultânea de terminais de computador. Ainda não há consenso doutrinário sobre a aplicação analógica do artigo 227 da CLT (comentado acima) para as atividades de teleatendimento e telemarketing. Sobre isto é de notar que havia um verbete do TST, cancelado em 2011, que dispunha ser inaplicável, por analogia, a jornada reduzida do art. 227 a esta categoria: OJ SDI1 273 "TELEMARKETING". OPERADORES. ART. 227 DA CLT. INAPLICÁVEL A jornada reduzida de que trata o art. 227 da CLT não é aplicável, por analogia, ao operador de televendas, que não exerce suas atividades exclusivamente como telefonista, pois, naquela função, não opera mesa de transmissão, fazendo uso apenas dos telefones comuns para atender e fazer as ligações exigidas no exercício da função. Frise-se que há disposições específicas sobre intervalos durante a jornada de trabalho dos operadores de teleatendimento e telemarketing na NR 17 (ERGONOMIA), mas este é um assunto a ser tratado no curso de Segurança e Saúde no Trabalho. ------------------- Em relação à categoria dos jornalistas profissionais a CLT possui seção específica, onde se estipula jornada diferenciada: CLT, art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seção não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. CLT, art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso do tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. ------------------- Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 33 de 209 Quanto aos operadores cinematográficos a Consolidação define jornada padrão de 06 (seis) horas: CLT, art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadores cinematográficos e seus ajudantes não excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento cinematográfico; b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, lubrificação dos aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. ------------------- Em relação aos tripulantes de embarcações pode-se destacar o artigo 248: CLT, art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o tripulante poderá ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de modo contínuo, quer de modo intermitente. § 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do comandante e, neste último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. ------------------- Aproveitando o tópico, precisamos comentar também sobre a situação dos trabalhadores contratados a tempo parcial. Nesta modalidade de contratação o empregado tem jornada inferior ao padrão de 08 horas diárias e 44 semanais, com a redução proporcional de seu salário: CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 34 de 209 § 1º O salário a ser pago aos empregados sob o regime de tempo parcial será proporcional à sua jornada, em relação aos empregados que cumprem, nas mesmas funções, tempo integral. § 2º Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção manifestada perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociação coletiva. Assim, a jornada de um empregado contratado a tempo parcial pode ser, por exemplo, de 05 horas diárias (de segunda a sexta). O §2º do artigo 58-A abriu a possibilidade de que, mediante negociação coletiva, empregados sujeitos à jornada padrão de 08 horas pudessem ter seu regime de trabalho alterado para tempo parcial, mediante a redução proporcional dos salários. Conforme previsto no §4º do artigo 59, CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. Corrobora as regras a seguinte questão, cujo gabarito é a alternativa (E): (FCC_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2010) Solange é empregada da empresa Amor Perfeito, trabalhando como ajudante na elaboração de cestas de café da manhã. Solange é considerada empregada em regime de tempo parcial. Neste caso, a duração da sua jornada de trabalho (A) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse vinte e oito horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. (B) não poderá exceder a vinte horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. (C) deverá ser obrigatoriamente de vinte e quatro horassemanais. (D) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse dezoito horas semanais, bem como oito horas extras mensais. (E) não poderá exceder a vinte e cinco horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. Já que falamos em horas extras, passemos ao próximo assunto da aula, que é justamente a jornada extraordinária. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 35 de 209 2.3. Jornada extraordinária A jornada extraordinária (também conhecida como sobrejornada ou horas extraordinárias) é o lapso temporal em que o empregado permanece laborando após sua jornada padrão (jornada normal). O limite de horas extraordinárias diárias estabelecido pela CLT é o seguinte: CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. Atenção para o fato de que, por simples acordo escrito entre empregado e empregador, é possível a realização de horas extraordinárias. Por acordo tácito, entretanto, não se permite a prática. Quanto à expressão contrato coletivo, podemos entendê-la como sinônimo de negociação coletiva. O efeito do acordo escrito de horas suplementares é que cabe ao empregador exigir do empregado a prestação da sobrejornada quando for necessário (jus variandi do empregador), não podendo o empregado se recusar a prestar tais horas. E se a empresa mantém empregados laborando acima do limite máximo permitido em lei, isso a exime do pagamento das horas extraordinárias excedentes de 2? Certamente não, mas tendo em vista as alegações de que a sobrejornada ilegal não deveria ser remunerada (por ser ilegal) o TST editou Súmula 376: SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. Ainda sobre o acordo escrito é oportuno comentarmos sobre a impossibilidade de pré-contratação de horas extraordinárias. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 36 de 209 Seria o caso da contratação de profissional bancário cuja jornada padrão diária deva ser de 06 horas, sendo contratado para prestar 08 horas diárias. SUM-199 BANCÁRIO. PRÉ-CONTRATAÇÃO DE HORAS EXTRAS I - A contratação do serviço suplementar, quando da admissão do trabalhador bancário, é nula. Os valores assim ajustados apenas remuneram a jornada normal, sendo devidas as horas extras com o adicional de, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento), as quais não configuram pré-contratação, se pactuadas após a admissão do bancário. Sobre o assunto, lembremos que não se admite a legalidade de condições que prejudiquem o empregado: CLT, art. 9º - Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. Quanto à sobrerremuneração (adicional) da hora suplementar, vejamos o dispositivo constitucional e as regras celetistas: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; Isto permite concluir que toda hora suplementar será remunerada com o respectivo adicional? A resposta é negativa. No caso de regime de compensação de horas haverá a prestação de labor além da jornada padrão mas, como as horas serão compensadas, não será devido o respectivo adicional. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 37 de 209 Nesta linha, segue o ensinamento do Ministro Godinho7, citando Amauri Mascaro Nascimento: ³$�QRção de jornada extraordinária não se estabelece em função da remuneração suplementar à do trabalho normal (isto é, pelo pagamento do adicional de horas extras). Estabelece-se em face da ultrapassagem da fronteira normal da jornada. A remuneração do adicional é apenas um efeito comum da sobrejornada, mas não seu HOHPHQWR�FRPSRQHQWH�QHFHVViULR�´ Quanto ao percentual, cuidado para não confundirmos a disposição da CLT (que previa 20%) com a redação da CF/88, vista acima, com adicional mínimo de 50%: CLT, art. 59, § 1º - Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, obrigatoriamente, a importância da remuneração da hora suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. Considera-se que este dispositivo celetista supratranscrito não foi recepcionado pela CF/88. Também é viável (e bastante comum) que acordos coletivos de trabalho (ACT) e convenções coletivas de trabalho (CCT) prevejam percentuais maiores que 50%. Nestes casos, deve-se respeitar a previsão da negociação coletiva, mais benéfica à categoria. 7 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 936. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 40 de 209 É importante notar que o acordo de prorrogação não se confunde com o banco de horas (tópico anterior), e esta diferença foi destacada na Súmula 85 do TST: SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação coletiva. Segundo o inciso III, caso tenha sido feito acordo verbal para compensação e o empregado laborou, por exemplo, 8h48min horas por dia, a descaracterização da compensação não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. Isto porque o salário do empregado já inclui todas as horas trabalhadas, e, por isso, a descaracterização do acordo de compensação implicará no pagamento apenas do respectivo adicional. Exemplo: o empregadotrabalhou 8h48min de segunda a sexta conforme acordo verbal. Como é inválido e ele já recebeu o valor das horas trabalhadas, a descaracterização da compensação implicará no pagamento de adicional de 50% sobre 48 minutos diários. Por outro lado, imaginemos agora que foi devidamente formalizada compensação de jornada (por acordo escrito) e o empregado deveria laborar Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 209 Compensação 12 x 36 horas Destacamos esta possibilidade em tópico específico tendo em vista a edição da Súmula 444 em setembro de 2012. Em algumas profissões é comum se estabelecer organização de escalas de 12 horas de trabalho seguidas de 36 horas de descanso. Apesar da duração diária do trabalho extrapolar as 10 horas, o módulo semanal acaba sendo reduzido, pois há 36 horas de descanso entre uma jornada e outra. Com a edição da Súmula 444 o TST materializa seu entendimento de que é admissível a compensação de 12 x 36, desde que haja previsão em negociação coletiva: SUM-444 JORNADA DE TRABALHO. ESCALA DE 12 POR 36. VALIDADE. É valida, em caráter excepcional, a jornada de 12 horas de trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. A Súmula destaca, também, que o empregado que labora em feriado neste regime de trabalho fará jus a remuneração em dobro. Segue abaixo um dos julgados que serviram de precedente para a Súmula 444: HORAS EXTRAS - JORNADA 12X36. A jurisprudência desta Corte é pacífica em reconhecer a validade do regime de compensação de 12 por 36 horas, quando autorizado por norma coletiva, considerando indevido o pagamento como horas extras da 11ª e da 12ª horas diárias. Agravo de Instrumento não provido. (...) (ARR - 101800-54.2008.5.04.0002, 8ª Turma, Rel. Juíza Conv. Maria Laura Franco Lima de Faria, DEJT 27.4.2012). Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 43 de 209 E se a jornada de 12 x 36 foi pactuada diretamente com o empregado, ou seja, sem a participação do sindicato obreiro e nem com base em previsão legal? A teor da Súmula 444, esta pactuação não é admitida. Neste caso, conforme ementa abaixo, o regime será inválido: RECURSO DE REVISTA. (...) JORNADA ESPECIAL - 12X36 HORAS - SÚMULA 444/TST. INVALIDADE - SÚMULA 85/TST. O Tribunal Pleno, na sessão extraordinária do dia 14.09.2012 (Semana do TST), aprovou o enunciado de Súmula n.º 444, (...). Entretanto, uma vez reconhecida a invalidade desse regime de jornada 12x36, é razoável a observância dos parâmetros dos itens III e IV da Súmula 85/TST, para fins de pagamento das horas extras. Assim, a condenação deve limitar-se ao pagamento do adicional de horas extras relativamente às horas laboradas, quando não dilatada a duração máxima semanal, e da hora extraordinária, acrescida do respectivo adicional, quando ultrapassada a duração semanal normal. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido no particular. (RR - 133200-86.2009.5.04.0023, Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado, Data de Julgamento: 12/12/2012, 3ª Turma, Data de Publicação: 14/12/2012) Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 46 de 209 Recuperação do tempo perdido Já as paralisações empresariais para recuperação do tempo perdido estão previstas no art. 61, §3º da CLT. São casos nos quais a atividade empresarial sofreu solução de continuidade, e as horas extras serão exigidas do empregado independente de acordo escrito para recuperar o tempo perdido com a interrupção da atividade do estabelecimento causado por força maior: CLT, art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. (...) § 3º - Sempre que ocorrer interrupção do trabalho, resultante de causas acidentais, ou de força maior, que determinem a impossibilidade de sua realização, a duração do trabalho poderá ser prorrogada pelo tempo necessário até o máximo de 2 (duas) horas, durante o número de dias indispensáveis à recuperação do tempo perdido, desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias, em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita essa recuperação à prévia autorização da autoridade competente. Nesta hipótese de sobrejornada a CLT exige prévia autorização da autoridade competente. Elaboramos um quadro resumo com as semelhanças e diferenças entre as 3 espécies de prorrogação de jornada que formam o gênero necessidade imperiosa: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 48 de 209 2.4. Hora noturna O trabalho no horário noturno é mais gravoso ao ser humano, que naturalmente utiliza este período para sono e descanso. Reconhecendo esta situação, o legislador conferiu ao trabalho noturno duas regras diferenciadas que beneficiam o empregado: o adicional noturno e a hora ficta noturna. ---------------------------------------- Em relação à remuneração adicional do trabalho noturno superior à do diurno, convém relembrarmos a seguinte disposição constitucional: CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) IX ± remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; O adicional noturno foi fixado pela CLT nos termos abaixo: CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. Se o trabalho iniciou no período noturno e foi prorrogado, ao labor realizado na prorrogação também se aplica o adicional noturno: CLT, art. 73, § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. Neste contexto, relevante mencionar o item II da Súmula 60, que interpreta o art. 73, § 5º, da CLT desta maneira: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 49 de 209 SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO DIURNO I - O adicionalnoturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os efeitos. II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. Registre-se que a doutrina9 entende que o trecho inicial do artigo 73, que H[FHSFLRQD�R�DGLFLRQDO�FRP�RV�GL]HUHV�³Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal´� não foi recepcionado pela CF/88, ou seja, mesmo nestes casos será devido o adicional noturno. ---------------------------------------- Com relação à hora ficta noturna��HVWD�UHSUHVHQWD�����¶��GH�DFRUGR�FRP� o § 1º do mesmo artigo: CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. Assim, um empregado que labora das 22h00min às 05h00min trabalha efetivamente 07 horas, mas isto representa 08 horas de trabalho para fins de UHPXQHUDomR������¶�[��� ���KRUDV�� Podemos verificar então que o labor de 8 horas em período diurno equivale a 7 horas em período noturno, e o trabalho noturno, ainda, ensejará a percepção do adicional mínimo de 20%. Sobre a validade da previsão celetista de hora ficta pós CF/88, o TST entendeu que a disposição constitucional de remuneração do trabalho noturno superior à do diurno não revoga a hora ficta: 9 Neste sentido cita-se CARRION, Valentim. Op. cit., p. 164. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 50 de 209 OJ-SDI1-127 HORA NOTURNA REDUZIDA. SUBSISTÊNCIA APÓS A CF/1988 O art. 73, § 1º da CLT, que prevê a redução da hora noturna, não foi revogado pelo inciso IX do art. 7º da CF/1988. Em relação à aplicabilidade da hora ficta às diversas categorias profissionais é interessante conhecer a Súmula 112, que consolida o entendimento do TST sobre a não aplicabilidade deste instituto aos petroleiros: SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei nº 5.811, de 11.10.1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos prevista no art. 73, § 2º, da CLT. Da mesma forma, aos portuários, regidos por lei específica, também não foi estendido o direito à hora ficta noturna nos turnos das 19h00min às 07h00min: OJ-SDI1-60 PORTUÁRIOS. HORA NOTURNA. HORAS EXTRAS. (LEI Nº 4.860/65, ARTS. 4º E 7º, § 5º) I - A hora noturna no regime de trabalho no porto, compreendida entre dezenove horas e sete horas do dia seguinte, é de sessenta minutos. (...) Já os vigias (que laboram em período noturno, claro) têm reconhecido o direito à hora ficta, conforme Súmula 65: SUM-65 VIGIA O direito à hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos aplica-se ao vigia noturno. Há também jurisprudência consolidada de que os empregados submetidos aos turnos ininterruptos de revezamento fazem jus à hora noturna reduzida: OJ-SDI1-395 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORA NOTURNA REDUZIDA. INCIDÊNCIA. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 51 de 209 O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora noturna reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. 73, § 1º, da CLT e 7º, XIV, da Constituição Federal. ---------------------------------------- Quanto à delimitação do que se considera noturno, a CLT estabeleceu como tal o período entre 22h00min e 05h00min: CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. No caso dos trabalhadores rurais a Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) regulou o horário noturno de outra forma: Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária. No tocante à remuneração do trabalho noturno superior à do diurno a lei 5.889/73 também possui regra distinta: Lei 5.889/73, art. 7º, parágrafo único. Todo trabalho noturno será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a remuneração normal. Segue abaixo um esquema com a indicação das regras da hora noturna em relação aos empregados urbanos e rurais: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 53 de 209 I É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. II Ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os condutores e cobradores de veículos rodoviários, empregados em empresas de transporte público coletivo urbano, é válida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a redução do intervalo intrajornada, desde que garantida a redução da jornada para, no mínimo, sete horas diárias ou quarenta e duas semanais, não prorrogada, mantida a mesma remuneração e concedidos intervalos para descanso menores e fracionados ao final de cada viagem, não descontados da jornada. Em setembro de 2012, como dito, foi feita a conversão da OJ-SDI1-342 (e outras que também foram canceladas) na Súmula 437, cuja redação atual é a seguinte: SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. I ± Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII10, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. 10 CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro/ Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 54 de 209 III ± Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais. IV ± Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º, da CLT. O item I da Súmula 437, inicialmente, faz menção à Lei 8.923/94. Esta lei acrescentou o § 4º ao art. 71 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, prescrevendo sanção a ser aplicada em caso de descumprimento do disposto no caput do referido artigo. Vejamos sua redação: CLT, art. 71, § 4º Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo11, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo cinqüenta por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Interpretando o dispositivo, o item I da Súmula 437 estabeleceu que a não concessão total ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Assim, por exemplo, caso o empregado trabalhe 8 horas seguidas sem intervalo, haverá a obrigatoriedade de remunerá-lo com hora extra o intervalo de 11 CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 55 de 209 1 hora não concedido (o que não afasta a conduta irregular do empregador, que mesmo pagando o adicional poderá ser autuado). Nos casos em que o intervalo é parcialmente concedido (por exemplo, deveria conceder 1 hora e concedeu apenas 30 minutos) o entendimento dominante é de que deve ser pago como extra a totalidade do intervalo. Seguindo adiante, reproduzo novamente o item II da Súmula 437 para facilitar o acompanhamento dos comentários devidos: II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. Sobre este item II é importante destacar que as normas que regulamentam limitação de jornada e descansos são imperativas. Neste contexto, trago o seguinte trecho da lição de Mauricio Godinho Delgado12: ³$V� QRUPDV� MXUtGLFDV� HVWDWDLV� TXH� UHJHP� D� HVWUXWXUD� H� GLQkPLFD� GD� jornada e duração do trabalho são, de maneira geral, no Direito brasileiro, normas imperativas. O caráter de obrigatoriedade que tanto qualifica e distingue o Direito do Trabalho afirma-se, portanto, enfaticamente, neste campo juslaboral. Em consequência dessa afirmação, todos os princípios e regras associados ou decorrentes de tal imperatividade incidem, soberanamente, nesta seara. Por essa razão, a renúncia, pelo trabalhador, no âmbito da relação de emprego, a alguma vantagem ou situação resultante de normas UHVSHLWDQWHV�j�MRUQDGD�p�DEVROXWDPHQWH�LQYiOLGD´� Deste modo, não se admite que o sindicato negocie redução de intervalos. Seguindo adiante, transcrevo abaixo o item III da Súmula em comento: III ± Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para 12 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 894. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 56 de 209 repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais. Nos casos em que seja desrespeitado o intervalo mínimo exigido por lei caberá o pagamento da totalidade do período, como vimos acima. Este item trata da natureza desta parcela, que, segundo a redação da Súmula, é salarial. Neste aspecto, percebam que a própria CLT não fala de indenizar, e sim de remunerar: CLT, art. 71, § 4º Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo cinqüenta por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Para finalizar os comentários sobre a Súmula 437, vamos analisar seu item IV: IV ± Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º, da CLT. A duração mínima do intervalo intrajornada varia de acordo com a jornada praticada pelo empregado, a saber: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. (...) Assim, quanto ao intervalo intrajornada, temos: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 60 de 209 Nos casos em que o intervalo é parcialmente concedido (por exemplo, deveria conceder 1 hora e concedeu apenas 30 minutos) o entendimento dominante é de que deve ser pago como extra a totalidade do intervalo: SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. I ± Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor daremuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. O verbete IDOD�HP�³DSyV�HGLomR�GD�OHL��������´�SRUTXH�HVWD�OHL�p�TXH�LQFOXLu o § 4º (acima transcrito) no art. 71 da CLT. -------------------------------- Neste momento precisamos comentar sobre situações peculiares que, de acordo com a legislação, configuram repousos remunerados. A CLT prevê descansos intrajornada específicos para os exercentes de atividades de mecanografia e para os empregados que laboram em ambientes refrigerados. O intervalo para quem labora em ambientes refrigerados é disciplinado pelo art. 253: CLT, art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. Parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 61 de 209 mapa oficial do Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, a 15º (quinze graus), na quarta zona a 12º (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas a 10º (dez graus)13. Sobre este intervalo é importante conhecer a Súmula 438 do TST, criada em setembro de 2012: SUM-438 INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. AMBIENTE ARTIFICIALMENTE FRIO. HORAS EXTRAS. ART. 253 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA. O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da CLT. O intervalo intrajornada específico para os exercentes de atividades em ambientes refrigerados é o seguinte: CLT, art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. O parágrafo único deste artigo dispõe que CLT, art. 253, parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, a 15º (quinze graus), na quarta zona a 12º (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas a 10º (dez graus). O importante a ser destacado neste verbete é que ele garante o direito à pausa de 20 minutos a cada 1h40min ao empregado que esteja submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, mesmo que não labore em câmara frigorífica. 13 Esta divisão geográfica em zonas climáticas utiliza o mapa Brasil Climas, elaborado pelo IBGE. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 62 de 209 Segue abaixo trecho da ementa de um julgado recente do TST, que foi um dos precedentes para a edição da Súmula 438: RECURSO DE REVISTA. 1. INTERVALO INTRAJORNADA PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. INTERPRETAÇÃO DO ART. 253 DA CLT. O desempenho das atividades em ambiente dotado de circunstância diferenciada (frio artificial) é que gera o direito ao período de descanso, sendo irrelevante que o nome dado ao local de trabalho não seja câmara frigorífica, porquanto o dispositivo, concernente à segurança do trabalhador, não deve ser interpretado restritivamente. Observe-se que a Consolidação, diante dessas circunstâncias diferenciadas - trabalho em ambiente com temperatura inferior à do corpo humano e composto de umidade e gases prejudiciais à saúde do obreiro -, prescreveu o intervalo de 20 minutos a cada 1 hora e 40 minutos trabalhados, norma que, obviamente, tem caráter imperativo (...). (RR - 2068-64.2010.5.08.0117, Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado, Data de Julgamento: 09/05/2012, 3ª Turma, Data de Publicação: 11/05/2012) Ainda sobre o trabalho artificialmente frio, a normatização do art. 253 da CLT e a SUM-438, trago abaixo um julgado que ilustra a aplicação prática desta regra: INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. TRABALHO EM AMBIENTES ARTIFICIALMENTE FRIOS EM TEMPERATURA INFERIOR À DETERMINADA NO MAPA OFICIAL DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. DIREITO AO INTERVALO PREVISTO NO ARTIGO 253 DA CLT. O escopo do legislador, ao instituir o artigo 253 da CLT, foi conferir uma tutela legal à saúde daquele trabalhador que se submete às condições de trabalho previstas no citado dispositivo de lei, justamente por estar exposto a uma situação peculiar de trabalho, a qual torna imperiosa a necessidade de que o empregado tenha alguns intervalos durante a jornada para que sua saúde não venha a ser prejudicada. De uma interpretação sistemática e teleológica do artigo 253, caput e parágrafo único, da CLT, conclui-se que, para que o empregado faça jus à concessão do intervalo para recuperação térmica, não é imperioso que o trabalho seja realizado dentro de recinto de câmara frigorífica, bastando que o faça em ambiente artificialmente frio, em que a temperatura é inferior à determinada no mapa oficial do Ministério do Trabalho e Emprego. Essa, a propósito, foi a ratio decidendi de vários precedentes desta Corte, nos quais se adotou a tese de que o artigo 253 da CLT é aplicável ao empregado que, embora não labore no interior Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 63 de 209 de câmaras frigoríficas propriamente ditas, nem movimente mercadorias de ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, efetivamente, exerce suas atividades em ambientes artificialmente frios, ou seja, em locais que apresentem condições similares. Assim, o trabalhador que labora em ambientes climatizados artificialmente, sujeito às temperaturas estabelecidas no parágrafo único do artigo 253 da CLT, faz jus ao intervalo previsto no caput desse dispositivo. (...) Verifica-se, da Portaria nº 21, de 26/12/1994, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego e do Mapa Oficial do IBGE, que o Estado de Mato Grosso do Sul se localiza na quarta zona climática, sendo considerado artificialmente frio o ambiente com temperatura inferior a 12° C (doze graus Celsius). (...) (RR - 59400-70.2009.5.24.0022, Redator Ministro: José Roberto Freire Pimenta, Data de Julgamento: 09/10/2012, 2ª Turma, Data de Publicação: 19/10/2012) ------------------------- Sobre o intervalo nas atividades de mecanografia, a CLT estabelece que CLT, art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá um repouso de 10 (dez) minutosnão deduzidos da duração normal de trabalho. Deste modo, estas são situações em que o empregado não estará prestando serviços, mas por força de lei, e tendo em vista que a natureza gravosa destes serviços assim o exige, deverão ser concedidos tais intervalos remunerados. A atividade de digitação não existia à época da elaboração da CLT, pois não havia a utilização generalizada de computadores. Como o exercício da atividade do digitador possui efeitos semelhantes às outras funções citadas no artigo 72 da CLT (problemas nos tendões em face da repetitividade da tarefa) a Súmula 346 consolida a aplicação analógica do intervalo de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 64 de 209 SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. Estamos quase no fim do assunto Intervalo Intrajornada (ufa!). Vamos lá! Outra categoria de trabalhadores que merece comentário especial, diz respeito ao maquinista ferroviário. Em virtude de ser bastante recente a edição da Súmula 446 transcrita abaixo, consideramos oportuno analisarmos também o intervalo intrajornada desta categoria. SUM-446 MAQUINISTA FERROVIÁRIO. INTERVALO INTRAJORNADA. SUPRESSÃO PARCIAL OU TOTAL. HORAS EXTRAS DEVIDAS. COMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 71, § 4º, E 238, § 5º, DA CLT. A garantia ao intervalo intrajornada, prevista no art. 71 da CLT, por constituir-se em medida de higiene, saúde e segurança do empregado, é aplicável também ao ferroviário maquinista integrante da categoria "c" (equipagem de trem em geral), não havendo incompatibilidade entre as regras inscritas nos arts. 71, § 4º, e 238, § 5º, da CLT. Os trabalhadores ferroviários foram divididos pela CLT em categorias14, e a categoria C é a dos trabalhadores da equipagem de trens em geral. 14 CLT, art. 237 - O pessoal a que se refere o artigo antecedente [do serviço ferroviário] fica dividido nas seguintes categorias: a) funcionários de alta administração, chefes e ajudantes de departamentos e seções, engenheiros residentes, chefes de depósitos, inspetores e demais empregados que exercem funções administrativas ou fiscalizadoras; b) pessoal que trabalhe em lugares ou trechos determinados e cujas tarefas requeiram atenção constante; pessoal de escritório, turmas de conservação e construção da via permanente, oficinas e estações principais, inclusive os respectivos telegrafistas; pessoal de tração, lastro e revistadores; c) das equipagens de trens em geral; d) pessoal cujo serviço é de natureza intermitente ou de pouca intensidade, embora com permanência prolongada nos locais de trabalho; vigias e pessoal das estações do interior, inclusive os respectivos telegrafistas. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 65 de 209 Vamos ler os dispositivos celetistas citados na Súmula 446: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. (...) § 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. [SEÇÃO V - DO SERVIÇO FERROVIÁRIO] CLT, art. 238. Será computado como de trabalho efetivo todo o tempo, em que o empregado estiver à disposição da estrada. (...) § 5º O tempo concedido para refeição não se computa como de trabalho efetivo, [senão] então para o pessoal da categoria c, quando as refeições forem tomadas em viagem ou nas estações durante as paradas. Esse tempo não será inferior a uma hora, exceto para o pessoal da referida categoria em serviço de trens. Verifica-se, portanto, que o intervalo intrajornada da referida categoria de ferroviários é diferente da regra geral que estudamos ao longo do curso, balizada pelo artigo 71 da CLT. Neste caso a CLT admite intervalo inferior a 1 hora. Em que pese o fato, a Súmula dispõe que a não concessão do intervalo fará com que o empregador seja obrigado a indenizar o período de repouso não concedido, nos termos do art. 71, § 4º. Ou seja: o artigo 71 da CLT não é aplicável aos ferroviários, mas o § 4º do mesmo dispositivo se aplica àquela categoria. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 68 de 209 2.5.3. Repouso semanal remunerado O repouso semanal remunerado (RSR) é o período de 24 horas consecutivas em que o empregado não trabalha e nem permanece à disposição do empregador. Há previsão do descanso semanal remunerado (DSR) na Constituição: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; A lei 605/1949, que dispõe sobre o DSR e o pagamento de salário nos dias de feriados civis e religiosos��HVWDEHOHFH�HP�VHX�DUWLJR���TXH�³Wodo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local´. Além da CF/88 e da lei 605/1949, a própria CLT também traz a obrigatoriedade do DSR preferencialmente aos domingos: CLT, art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. Especificamente para o caso de atividades do comércio em geral, que usualmente funcionam nos fins de semana (restaurantes, bares, supermercados, etc.), a Lei 10.101/2000 estabeleceu um critério objetivo para a coincidência do DSR com os domingos: Lei 10.101/2000, art. 6º Fica autorizado o trabalho aos domingos nas atividades do comércio em geral, observada a legislação municipal, nos termos do art. 30, inciso I, da Constituição. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 69 de 209 Parágrafo único. O repouso semanal remunerado deverá coincidir, pelo menos uma vez no período máximo de três semanas, com o domingo, respeitadas as demais normas deproteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva. Assim, para as atividades que não se enquadrem no comércio em geral, entende-se que o DSR deve coincidir com o domingo, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. Quanto à Lei 605/49, que menciona a necessidade de coincidência do DSR FRP�RV�GRPLQJRV�³nos limites das exigências técnicas das empresas´��UHJLVWUH-se que ela mesma inclui nesta expressão as empresas prestadoras de serviços públicos e de transportes (art. 10, § único). Voltando à periodicidade do descanso, estudamos que ele deve ser semanal, mas o conceito aparentemente simples gera algumas controvérsias. Se o empregado, por exemplo, folga um dia, trabalha outros quatorze e depois folga mais um dia, estão sendo concedidos tempestivamente os DSR? Dentro deste debate é relevante mencionar o conceito de descanso hebdomadário, segundo o qual o descanso deve ocorrer após seis dias de trabalho. O TST adotou a tese do descanso hebdomadário, sendo, portanto, negativa a resposta de nossa pergunta anterior: OJ-SDI1-410 REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. CONCESSÃO APÓS O SÉTIMO DIA CONSECUTIVO DE TRABALHO. ART. 7º, XV, DA CF. VIOLAÇÃO. Viola o art. 7º, XV, da CF a concessão de repouso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho, importando no seu pagamento em dobro. Falando agora sobre a remuneração do descanso semanal, é importante frisar que tal descanso sempre deverá ser concedido, mas sua remuneração está condicionada à assiduidade e pontualidade do empregado, de acordo com previsão da Lei 605/49: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 73 de 209 Isto ocorre quando existe algum tipo de irregularidade no controle, que na verdade não controla nada. e�R�FKDPDGR�³SRQWR�EULWkQLFR´� Quanto ao assunto, segue a Súmula 338 do TST, com destaque para o item III: SUM-338 JORNADA DE TRABALHO. REGISTRO. ÔNUS DA PROVA I - É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados o registro da jornada de trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A não-apresentação injustificada dos controles de frequência gera presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário. II - A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em instrumento normativo, pode ser elidida por prova em contrário. III - Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas extras, que passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. A questão abaixo, correta, exemplifica o ponto britânico e sua relação com a Súmula 338: (CESPE_TRT5_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2009) Considere a seguinte situação hipotética. João moveu reclamação trabalhista contra a empresa em que trabalhava, alegando determinada jornada de trabalho. A empresa, por sua vez, na audiência de instrução, apresentou, como única prova, cartões de ponto com registros de jornada uniformes. Nessa situação, a jornada de trabalho alegada por João na inicial deverá prevalecer como verdadeira. Quando o estabelecimento possui menos de 10 empregados a CLT não instituiu como obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, da mesma forma como o fez para as outras empresas. Entretanto, isto não significa tais empresas estejam desobrigadas de respeitar as regras atinentes a jornada e descanso. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 75 de 209 Sobre isto Mauricio Godinho Delgado17 entende que ³$�RUGHP�MXUtGLFD�UHFRQKHFH�TXH�D�DIHULomR�GH�XPD�HIHWLYD�MRUQDGD�GH� trabalho cumprida pelo empregado supõe um mínimo de fiscalização e controle por parte do empregador sobre a prestação concreta dos serviços ou sobre o período de disponibilidade perante a empresa. O critério é estritamente prático: trabalho não fiscalizado nem minimamente controlado é insuscetível de propiciar a aferição da prestação (ou não) de horas extraordinárias pelo trabalhador. Nesse quadro, as jornadas não controladas não ensejam cálculo de horas extraordinárias, dado que não se pode aferir sequer a efetiva prestação da jornada padrão incidente sobre o caso concrHWR�´ No caso dos trabalhadores que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho (inciso I) é de se notar que tal conceito alberga novas formas de prestação laboral que têm surgido ± e se ampliado ± na atualidade em face das inovações tecnológicas. O Ministro Godinho18 enxerga três outras possibilidades que podem se inserir no citado dispositivo celetista, conforme excerto abaixo: ³'HQWUR�GD�VLWXDomR-tipo aventada pelo art. 62, I, da CLT (...) podem- se inserir três outras possibilidades importantes, do ponto de vista do mundo laborativo: a) o tradicional trabalho no domicílio, há tempos existente na vida social, sendo comum a certos segmentos profissionais, como as costureiras, as cerzideiras, os trabalhadores no setor de calçados, as doceiras, etc.; b) o novo trabalho no domicílio, chamado home-office, à base da informática, dos novos meios de comunicação e de equipamentos convergentes; c) o teletrabalho, que pode se jungir ao home-office, mas pode também se concretizar em distintos locais de utilização dos equipamentos eletrônicos hoje FRQVDJUDGRV��LQIRUPiWLFD��LQWHUQHW��WHOHIRQLD�FHOXODU��HWF���´ Encerrando o tópico é importante mencionar que a previsão legal contida no art. 62 e incisos, que retira de sua abrangência os gerentes e empregados que 17 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 917. 18 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 919. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 76 de 209 realizam atividade externa incompatível com controle de jornada é relativa, ou seja, tais empregados podem vir a ser destinatários das regras de controle de jornada caso a realidade fática demonstre haver fiscalização e controle de horários e jornada pelo seu empregador. Comentando esta presunção relativa (juris tantum) o Ministro19 arremata ³0DV�DWHQomR��FULD�DTXL�>DUW����@�D�&/7�DSHQDV�XPD�presunção ± a de que tais empregados não estão submetidos, no cotidiano laboral, a fiscalização e controle de horário, não se sujeitando, pois, à regência das regras sobre jornada de trabalho. Repita-se: presunção jurídica... e não discriminação legal. Deste modo, havendo prova firme (sob ônus do empregado) de que ocorria efetiva fiscalização e controle sobre o cotidiano da prestação laboral, fixando fronteiras claras à jornada laborada, afasta-se a presunção legal instituída, incidindo o FRQMXQWR�GDV�UHJUDV�FOiVVLFDV�FRQFHUQHQWHV�j�GXUDomR�GR�WUDEDOKR�´ 19 Idem, p. 918. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais)Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 77 de 209 2.6.2. Jornada não tipificada A doutrina reconhece a jornada não tipificada em relação à categoria dos domésticos, pois não existia, nem na Constituição Federal e nem na sua lei de regência (lei 5.859/72) norma que limitasse sua jornada de trabalho. Deste modo, os domésticos não possuíam controle de horário e nem faziam jus aos adicionais de horas extraordinárias e noturno. O que se verificava em relação aos domésticos era o direito ao descanso semana remunerado (DSR), feriados e férias. Com a EC 72/2013 os domésticos passaram a contar com os seguintes direitos: CF/88, art. 7º, parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social. As alíneas que nos interessam neste tópico são as seguintes: - Duração do trabalho não superior a 8h/dia e 44h/semanais (inciso XIII) - 5HPXQHUDomR�GR�WUDEDOKR�H[WUDRUGLQiULR������GD�KRUD�QRUPDO��LQFLVR�;9,� - Remuneração do trabalho noturno superior ao diurno (inciso IX) 'HVWH�PRGR��D�FODVVLILFDomR�GRXWULQiULD�GH�³MRUQDGD�QmR�WLSLILFDGD´�GHL[DUi� de fazer sentido. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 78 de 209 3. Questões comentadas 1. (FCC_TRT11_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) De acordo com previsão da Constituição Federal brasileira e da CLT, em relação à duração do trabalho é correto afirmar que (A) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 40 horas semanais, não sendo facultada a compensação de horários. (B) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 48 horas semanais, sendo facultada a compensação de horários. (C) será considerado trabalho noturno para o trabalhador urbano aquele executado entre às 22 horas de um dia e às 5 horas do dia seguinte. (D) será considerado horário noturno para o trabalhador urbano aquele executado entre às 21 horas de um dia e às 4 horas do dia seguinte. (E) para a jornada diária de trabalho contínuo superior a 4 horas e não excedente a 6 horas o intervalo obrigatório será de, no mínimo, uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de duas horas. Gabarito (C), com fundamento no artigo 73, § 2º da CLT: CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. As alternativas (A) e (B) estão incorretas porque o módulo semanal padrão é de 44 horas, conforme definido em nossa Constituição Federal: CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; (...) Na alternativa (D) sugeriu-se horário noturno inexistente. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 80 de 209 Jornada Intervalo intrajornada Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo intrajornada Maior que 04 horas e inferior a 06 horas Intervalo de 15 minutos Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 2. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, um dos fundamentos para a limitação do tempo de trabalho é de natureza biológica, uma vez que visa a combater os problemas psicofisiológicos oriundos da fadiga. Alternativa correta. Tanto a duração do trabalho quanto os períodos de descanso têm reflexos na saúde do trabalhador, e por isso tais regras se revestem de caráter de normas de saúde pública. Neste sentido, é imperativo que a limitação máxima da jornada e os períodos mínimos de descanso sejam respeitados de modo a proteger a integridade física e psíquica dos trabalhadores. 3. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) Corolário do fenômeno da flexibilização das normas trabalhistas, tem validade diploma coletivo que estabeleça limites de horário de trabalho, diário e semanal, superiores aos consagrados na Constituição Federal. Alternativa incorreta. Como vimos, a modulação da jornada e intervalos possui repercussões na saúde dos trabalhadores, e o limite expresso na CF/88 não pode ser dilatado por meio de negociação coletiva. Neste sentido a Súmula abaixo, que confirma a invalidade de eventual supressão de intervalos por meio de diploma coletivo: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 81 de 209 SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. (...) II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. (...) 4. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, a compensação de jornadas, antes restrita à semana, atualmente pode verificar-se no prazo máximo de 90 (noventa) dias. Alternativa incorreta, pois a compensação de jornada na modalidade banco de horas é admitida no período de até um ano: CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. (...) § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 82 de 209 5. (FCC_TRT19_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2008)Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras, uma vez que se equiparam aos gerentes. IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma, APENAS, em (A) I, II e III. (B) II, III e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e II. Gabarito (A). A proposição I explorou o art. 58, § 1º, da CLT: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. A proposição II, também correta, resolve-se com a leitura da Súmula 376 do TST: SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. A proposição III, também correta, trouxe uma regra que retira dos gerentes (e equiparados) o controle de jornada: CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [controle de jornada]: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 83 de 209 (...) II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial. A proposição IV, por sua vez, está incorreta. A regra é que o tempo de deslocamento casa-trabalho e trabalho-casa não sejam computados como jornada de trabalho. Isto só ocorrerá (jornada in itinere) se atendidos os requisitos do art. 58, § 2º da CLT: CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. 6. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. Havendo, porém, transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, não serão devidas horas in itinere pelo deslocamento da residência ao trabalho e vice-versa, nos termos do entendimento jurisprudencial pacificado no Tribunal Superior do Trabalho. Alternativa incorreta. O erro foi concluir que, quando transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa não haveria jornada in itinere. Na verdade, o que a Súmula 90 diz é que, neste caso, as horas in itinere limitar-se-ão ao trecho não alcançado pelo transporte público. Vamos reler a Súmula 90 para facilitar o entendimento: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 86 de 209 Alternativa incorreta, pois a mera insuficiência do transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere" (item III da Súmula 90). 10. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2010) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho, exceto se o empregador fornecer a condução. Alternativa incorreta, que tentou confundir o candidato invertendo a regra. Se o empregador não fornecer condução não haverá como configurar a jornada in itinere. 11. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A jurisprudência pacificada do Tribunal Superior do Trabalho considera irrelevante, para consagrar o direito à percepção das horas in itinere, o fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular. Alternativa correta, pois, de fato, mesmo que o empregador cobre pelo transporte, se atendidos os demais requisitos, configurar-se-á a jornada in itinere: SUM-320 HORAS "IN ITINERE". OBRIGATORIEDADE DE CÔMPUTO NA JORNADA DE TRABALHO O fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido, para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular, não afasta o direito à percepção das horas "in itinere". 12. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2010) Poderão ser fixados, para as microempresas por meio de acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio despendido pelo empregado, bem como a forma e a natureza da remuneração. Alternativa correta, visto que a CLT permite que haja um controle diferenciado para as microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP): Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 87 de 209 CLT, art.58, § 3º Poderão ser fixados, para as microempresas e empresas de pequeno porte, por meio de acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio despendido pelo empregado, bem como a forma e a natureza da remuneração. 13. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) A legislação considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte horas semanais. Alternativa incorreta, pois a jornada do trabalhador a tempo parcial é limitada a 25 horas semanais: CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. 14. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, trabalho em regime de tempo parcial é aquele cuja duração não excede a vinte e cinco horas semanais. Alternativa correta, conforme previsão do artigo 58-A da CLT. 15. (FCC_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2010) Solange é empregada da empresa Amor Perfeito, trabalhando como ajudante na elaboração de cestas de café da manhã. Solange é considerada empregada em regime de tempo parcial. Neste caso, a duração da sua jornada de trabalho (A) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse vinte e oito horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. (B) não poderá exceder a vinte horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. (C) deverá ser obrigatoriamente de vinte e quatrohoras semanais. (D) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse dezoito horas semanais, bem como oito horas extras mensais. (E) não poderá exceder a vinte e cinco horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. Gabarito (E), conforme previsto nos artigos 58-A e 59, § 4º da CLT: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 88 de 209 CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. 16. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia autorização do Ministério do Trabalho. Alternativa incorreta, pois a CLT proíbe a prestação de horas extras pelos empregados contratados a tempo parcial: CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. 17. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) É ônus que decorre de obrigação legal a manutenção, pelo empregador que tem mais de dez empregados em seus quadros, de registros dos horários trabalhados, não sendo viável a pré-assinalação do intervalo. Alternativa incorreta. A primeira frase está correta, e o erro da alternativa foi propor que não se permite a pré-assinalação do intervalo (intrajornada), pois a CLT dispõe que: CLT, art. 74, § 2º - Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, devendo haver pré-assinalação do período de repouso. 18. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores terão obrigatoriamente sistema de anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, devendo haver diariamente assinalação do período de repouso, a cargo do trabalhador. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 89 de 209 Alternativa incorreta, conforme comentado na questão anterior. 19. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O empregado exercente de cargo de confiança está excluído das regras pertinentes ao cômputo e pagamento de horas extras, mesmo quando submetido a rigoroso controle de horário. Alternativa incorreta. Em geral, os exercentes de cargos de confiança são excluídos do controle de jornada (atendidos os requisitos do artigo 62 da CLT). CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados; II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial. Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). Entretanto, a questão mencionou que, apesar do empregado exercer função GH�FRQILDQoD��HVWDYD�³submetido a rigoroso controle de horário´� Neste caso o trabalhador estará protegido pelas regras de limitação de jornada, inclusive quanto ao cômputo e pagamento de horas extras. Comentando sobre presunção relativa (juris tantum) de que não haja controle de jornada pelo empregador e a possibilidade de prova em contrário, o Ministro Godinho20 observa que 20 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 918. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 90 de 209 ³0DV�DWHQomR��FULD�DTXL�>DUW����] a CLT apenas uma presunção ± a de que tais empregados não estão submetidos, no cotidiano laboral, a fiscalização e controle de horário, não se sujeitando, pois, à regência das regras sobre jornada de trabalho. Repita-se: presunção jurídica... e não discriminação legal. Deste modo, havendo prova firme (sob ônus do empregado) de que ocorria efetiva fiscalização e controle sobre o cotidiano da prestação laboral, fixando fronteiras claras à jornada laborada, afasta-se a presunção legal instituída, incidindo o FRQMXQWR�GDV�UHJUDV�FOiVVLFDV�FRQFHUQHQWHV�j�GXUDomR�GR�WUDEDOKR�´ 20. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) O motorista de caminhão que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras pertinentes à limitação da jornada de trabalho, ainda que sofra rígido controle de horário pelo empregador, porque, nesse caso, há apenas a adoção de postura discricionária por parte do contratante dos serviços. A alternativa foi considerada incorreta, pois se aplica o mesmo raciocínio da questão anterior: havendo rigoroso controle de horário, o trabalhador estará protegido pelas regras de limitação de jornada, inclusive quanto ao cômputo e pagamento de horas extras. Atualmente está em vigor a Lei 12.619/12, que assim dispõe: Art. 2º São direitos dos motoristas profissionais, além daqueles previstos no Capítulo II do Título II e no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal: (...) V - jornada de trabalho e tempo de direção controlados de maneira fidedigna pelo empregador, que poderá valer-se de anotação em diário de bordo, papeleta ou ficha de trabalho externo, nos termos do § 3º do art. 74 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, (...) ou de meios eletrônicos idôneos instalados nos veículos, a critério do empregador. Pode-se citar como meio de controle o rastreamento via satélite do veículo. Sendo assim, o controle de jornada do motorista (que usualmente era enquadrado pela doutrina no artigo 62, I: empregados dispensados do controle Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 91 de 209 de jornada por exercerem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho) agora é exigido pela Lei 12.619/12. 21. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Observando a alteração legislativa promovida em 1994 (Lei n. 8.966), versando sobre os empregados que não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. 62 da CLT), não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de gerência a prova do encargo de gestão, com investidura por meio de mandato legal. Alternativa correta, pois a CLT não exige mandato legal para deixar de incluir os gerentes do controle de jornada. 22. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010)A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de duas, mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado, ou por contrato coletivo de trabalho. Alternativa incorreta, pois o acordo de prorrogação de jornada deve ser escrito: CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. Caso a questão se relacione a compensação de jornada na modalidade de banco de horas, não basta acordo escrito: deve haver previsão em diploma coletivo (negociação coletiva ou acordo coletivo de trabalho). 23. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) Adotando os contraentes, de modo tácito, a compensação de jornada, o empregador não está obrigado a repetir o pagamento das horas excedentes da jornada normal diária, desde que não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional, nos termos da jurisprudência uniformizada no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho. Alternativa correta, que encontra respaldo no item III da Súmula 85 do TST. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 93 de 209 Sexta-feira 07h56min 12h01min 13h59min 18h00min (...) 25. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Alternativa correta, conforme art. 58, § 1º da CLT. 26. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Certo empregado celebrou, com o respectivo empregador, acordo escrito de compensação de jornada. Entretanto, após a pactuação, o acordo foi reiteradamente descumprido, diante da prestação habitual de horas extras, inclusive acima do limite previsto no acordo, sem que houvesse qualquer compensação de horário. Considerando as normas relativas à jornada de trabalho, a situação hipotética descrita e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, assinale a opção correta. a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente entre empregado e empregador, o que não afetaria sua validade. b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação de horário, tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias das que ultrapassarem a duração semanal normal. c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de que, em caso de não-compensação das horas excedentes, o empregado terá direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do valor da hora normal de trabalho. d) O acordo individual de compensação de horário é inválido, exigindo a legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis, poderá o empregador exigir horas extras do empregado, além do limite legal, contratual ou convencional, desde que haja previsão nesse sentido em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Gabarito (B), conforme previsto no item IV da Súmula 85 do TST. As alternativas (A) e (D) estão incorretas porque o acordo escrito firmado entre empregado e empregador deve ser escrito, e se ocorrer na modalidade Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 94 de 209 banco de horas deve ser feito mediante negociação coletiva de trabalho (itens I e V da Súmula 85, respectivamente). Caso o acordo de prorrogação não atende os requisitos legais o adicional de hora extraordinária a ser aplicado é de 50%. SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. (...) IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação coletiva. 27. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, a compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. Alternativa correta, conforme itens I e II da Súmula 85: SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. (...) Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 95 de 209 Convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho da categoria podem proibir o acordo individual de prorrogação de jornada, e neste caso os trabalhadores não poderão firmar acordo individual com seus empregadores. Neste caso, ou se estabelece banco de horas por negociação coletiva ou então não será possível realizar qualquer tipo de compensação de jornada. 28. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Sobre as hipóteses de prorrogação e compensação da jornada de trabalho e seus efeitos, assinale a opção correta. a) Mediante acordo individual firmado entre trabalhador e empregador, é lícita a adoção de regime de prorrogação e compensação da jornada, de tal sorte que não seja suplantado o limite semanal máximo previsto em lei. b) O acordo tácito celebrado entre empregado e empregador, destinado a viabilizar a adoção de regime de prorrogação e compensação de jornada, apenas será válido se não for suplantado o limite semanal máximo previsto em lei. c) O limite diário para a dilação da jornada diária é de duas horas, razão por que eventuais horas excedentes desse limite, embora devam ser pagas, não poderão ser computadas para fins reflexos sobre o FGTS. d) A adoção de regime de prorrogação e compensação de jornada concomitantemente à prestação habitual de horas excedentes é perfeitamente válida, apenas sendo devido o pagamento dessas últimas, não alcançadas pelo acordo celebrado. e) Apenas por acordo e convenção coletivos de trabalho é possível prever regimes de prorrogação e compensação da jornada para as trabalhadoras mulheres. Gabarito (A). Acordo de prorrogação de jornada no módulo semanal é admitido mediante acordo escrito entre empregado e empregador. Já a compensação que supera o módulo semanal (banco de horas) demanda previsão em negociação coletiva. Além disso, a prestação habitual de horas extrasdescaracteriza o banco de horas, e por estes motivos as alternativas (B) e (D) estão incorretas. Segue abaixo a Súmula 85, que baliza tais entendimentos: SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 96 de 209 I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação coletiva. Quanto à alternativa (C), também incorreta, mesmo que seja superado o limite de horas trabalhadas, as mesmas continuarão sendo base de cálculo do FGTS. Falaremos mais sobre isso em momento oportuno. Por fim, a alternativa (E) propôs regra que não existe, e por isto está incorreta. 29. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva sobre compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre prescinde21 da inspeção prévia da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho, segundo entendimento jurisprudencial prevalente no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho. Alternativa incorreta, pois o artigo 60 da CLT exige a inspeção prévia: CLT, art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou que neles venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames locais e à verificação dos 21 Prescinde é sinônimo de dispensa, não precisa. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 97 de 209 métodos e processos de trabalho, quer diretamente, quer por intermédio de autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em entendimento para tal fim. À época desta prova a questão foi considerada correta, pois estava vigente Súmula que dispensava a licença prévia do MTE caso houvesse autorização para a prorrogação da jornada na negociação coletiva da categoria. Entretanto, em 2011 esta Súmula foi cancelada (como é recente o cancelamento, achei prudente trazê-la à nossa aula): SUM 349 ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO EM ATIVIDADE INSALUBRE, CELEBRADO POR ACORDO COLETIVO. VALIDADE A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre prescinde da inspeção prévia da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho (art. 7º, XIII, da CF/1988; art. 60 da CLT). 30. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, a validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre não prescinde de inspeção prévia da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho. Alternativa correta, pois se exige inspeção prévia, ou seja, a prorrogação da jornada não prescinde de licença prévia. Esta questão estava incorreta à época em que foi exigida, mas atualmente, com o cancelamento da Súmula, está correta. 31. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2010) A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre não prescinde da inspeção previa da autoridade competente em matéria de higiene e segurança do trabalho. Alternativa correta, sendo cabíveis os mesmos comentários das questões anteriores. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 98 de 209 Apenas um comentário adicional: quando o TST cancela uma Súmula isso não significa dizer que o entendimento do Tribunal foi diametralmente alterado, mas no caso em estudo a única forma de validar a prorrogação de atividades insalubres sem a prévia inspeção do MTE era a Súmula 349, que não mais subsiste. 32. (FCC_TRT24_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Mirto, HPSUHJDGR� GD� HPSUHVD� ³0DLV� /WGD´�� SRVVXL� MRUQDGD diária de trabalho de oito horas, com quarenta e cinco minutos de intervalo para descanso e alimentação. Considerando que a redução do horário para descanso e alimentação consta em cláusula de Convenção Coletiva de Trabalho, esta redução é (A) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha cláusula expressa de proibição de renovação. (B) legal, uma vez que a Consolidação das Leis do Trabalho permite a redução do intervalo intrajornada por meio de norma coletiva. (C) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor pelo prazo máximo de um ano. (D) ilegal, tendo em vista que norma coletiva não poderá reduzir o intervalo intrajornada. (E) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor pelo prazo máximo de seis meses. Gabarito (D), pois os intervalos são norma de ordem pública que visam a permitir que o empregado repouse e recupere suas energias para o trabalho. Com isso, negociação coletiva não pode reduzir ou suprimir intervalos. SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. (...) II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. (...) Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 99 de 209 33. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O intervalo intrajornada legal não pode ser suprimido por cláusula de convenção coletiva. Alternativa correta, conforme comentários anteriores. 34. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A propósito da jornadade trabalho, assinale a opção correta. a) Os titulares da relação de emprego podem pactuar livremente a duração da jornada de trabalho, desde que observem parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade. b) Os limites legais da jornada de trabalho podem ser alterados pelos contratantes, ainda que em prejuízo do trabalhador, mas, nesse caso, deverá ele estar assistido por seu sindicato profissional. c) As negociações coletivas podem estabelecer regras relativas à duração do horário de trabalho, mas a aplicação dessas disposições aos contratos individuais de trabalho está condicionada à concordância expressa de trabalhadores e empregadores, sob pena de ineficácia da cláusula normativa correspondente. d) A jornada de trabalho fixada em lei pode ser objeto de ampliação mediante ajuste entre empregado e empregador, desde que respeitado o máximo de duas horas diárias, as quais deverão ser pagas com adicional mínimo de 50%. e) Em casos excepcionais, em que a preservação do contrato dependa da dilação horária sem a remuneração correspondente, pode o trabalhador renunciar ao crédito resultante desse labor. Gabarito (D), com fundamento no artigo 59 da CLT: CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. § 1º - Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, obrigatoriamente, a importância da remuneração da hora suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 100 de 209 Quanto ao percentual do adicional de horas extraordinárias, lembremos que a CF/88 estabeleceu o mínimo de 50%, motivo pelo qual os 20% anteriormente previstos na CLT não foi recepcionado pela atual Constituição: CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; As alternativas (A), (B) e (C) estão incorretas porque as normas de limitação de jornada e descansos não podem ser alteradas livremente (são normas de ordem pública): a CF/88 estabeleceu o limite de jornada, que não pode ser ampliado nem mesmo por negociação coletiva. CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; (...) A alternativa (E) está incorreta porque, se a lei estabelece que a hora extraordinária deve ser remunerada, não se permite que o empregado renuncie ao valor (princípio da indisponibilidade). 35. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Sobre as regras que definem a duração das jornadas especiais de trabalho, assinale a opção incorreta. a) A jornada dos bancários, sujeita ao limite diário máximo de 06 horas, deve ser prestada entre o período de 07h às 22h, assegurado o intervalo diário de 15 min de intervalo para refeição. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 101 de 209 b) Os jornalistas profissionais devem trabalhar por, no máximo, 05 horas noturnas e 06 horas diurnas, facultada a ampliação da jornada em uma hora diária, com o pagamento suplementar correspondente. c) O trabalho executado em minas de subsolo não deve exceder de seis horas diárias ou trinta e seis semanais, computando-se como serviço efetivo o tempo gasto no deslocamento entre a boca da mina e o local de trabalho e vice-versa. d) Os operadores cinematográficos e seus ajudantes devem trabalhar por, no máximo, seis horas diárias, das quais cinco horas ficam reservadas ao labor consecutivo em cabina (durante o funcionamento cinematográfico) e uma hora, no máximo, destinada à limpeza e lubrificação dos aparelhos de projeção ou revisão dos filmes. e) Os tripulantes de embarcações da marinha mercante nacional estão sujeitos à jornada de oito horas diárias, que deve ser prestada de modo contínuo ou intermitente, nesse último caso com duração mínima de 01 hora, entre 0 e 24 horas, de acordo com o critério definido pelo comandante. O gabarito é (B), pois em relação à categoria dos jornalistas profissionais a CLT possui seção específica, onde se estipula jornada diferenciada (tanto de dia como à noite): CLT, art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seção [jornalistas profissionais] não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. Todas as demais alternativas estão corretas (a questão pedia a alternativa incorreta), vejamos as regras atinentes a cada uma delas. A jornada diferenciada dos bancários encontra-se em seção da CLT destinada à categoria, onde se define que: CLT, art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas contínuas nos dias úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana. § 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para alimentação. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 102 de 209 Há também previsão na CLT de regra específica para os trabalhadores em minas de subsolo: CLT, art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no subsolo não excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e seis) semanais. O trabalho em subsolo nas atividades de mineração é responsável por uma série de agravos à saúde, que vão desde o choque elétrico até pneumoconiose (doença do pulmão ocasionada pelo contato com sílica livre cristalizada, oriunda da poeira gerada pela extração de minérios). Dadas as condições de insalubridade da atividade, existe até previsão de redução deste limite máximo: CLT, art. 295, parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinação da autoridade de que trata este artigo, tendo em vista condições locais de insalubridade e os métodos e processos do trabalho adotado. Além disso, como em alguns empreendimentos a boca da mina (entrada para o subsolo) fica a vários quilômetros da frente de trabalho, a CLT também esclareceu que este tempo de deslocamento deve ser computado: CLT, art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do trabalho e vice-versa será computado para o efeito de pagamento do salário. A alternativa (D), correta, trata dos operadores cinematográficos, para os quais a Consolidação define jornada padrão de 06 (seis) horas: CLT, art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadorescinematográficos e seus ajudantes não excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento cinematográfico; b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, lubrificação dos aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 103 de 209 Quanto à alternativa, de fato os tripulantes de embarcações possuem jornada de 08 horas com previsão de seu cumprimento de forma contínua ou intermitente, dada a natureza peculiar do serviço: CLT, art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o tripulante poderá ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de modo contínuo, quer de modo intermitente. § 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do comandante e, neste último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. 36. (14° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2008) Complete com a opção CORRETA. Poderá a duração normal do trabalho do jornalista ser elevada a ______ horas, mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso de tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. ( ) a) 7 horas ( ) b) 8 horas; ( ) c) 10 horas; ( ) d) 12 horas; ( ) e) não respondida. Gabarito (A), conforme definido no artigo 304 da CLT: CLT, art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seção não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. CLT, art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso do tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. 37. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Como forma de compensar os desgastes impostos ao trabalhador, o labor executado em turnos ininterruptos de revezamento deve observar o limite diário máximo de seis horas, salvo havendo norma coletiva dispondo em contrário. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 104 de 209 Alternativa correta. O trabalhador submetido a turnos ininterruptos de revezamento (TIR) tem direito a jornada de 6 (seis) horas diárias, conforme previsto na Constituição Federal: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; A jornada é reduzida porque o trabalho em turnos ininterruptos pressupõe a alternância de horários de trabalho: um dia o empregado trabalho pela manhã, no outro dia à tarde, no outro à noite. Ou então há trabalho pela manhã durante uma semana, e na outra somente à noite, etc. Assim, caracteriza o turno ininterrupto de revezamento o trabalho alternado em diferentes horários, o que altera o ritmo circadiano (relógio biológico). Essa alternância de horários de trabalho prejudica a saúde e dificulta o convívio familiar e a inserção social do empregado, e por isso é de 6 (seis) horas, e não 8 (oito). Para reforçar tal entendimento vejamos a Orientação Jurisprudencial (OJ) 360 do Tribunal Superior do Trabalho (TST): OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO (DJ 14.03.2008) Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 105 de 209 E se o empregado trabalha só de noite, ou só de dia? Bem, não havendo alternância de horários, não há que se falar em turnos ininterruptos de revezamento. Na contramão do que comentamos, a própria CF abre margem para que negociação coletiva estabeleça jornada de até 8 (oito) horas para os casos de turnos LQLQWHUUXSWRV�GH�UHYH]DPHQWR��SHUFHEDP�R�³VDOYR�QHJRFLDomR�FROHWLYD´�QR� final do inciso. 38. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Ainda que a atividade empresarial seja explorada de forma ininterrupta, a vinculação do trabalhador a um turno específico de trabalho descaracteriza o regime diferenciado, afastando as regras especiais correspondentes. Alternativa correta. Não havendo alternância de horários, não há que se falar em turnos ininterruptos de revezamento, e nesse caso (vinculação do trabalhador a um turno específico de trabalho) a jornada legal não ficará restrita a 6 (seis) horas diárias, e sim 8 (oito). 39. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, a interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto constitucionalmente. Alternativa correta. O que caracteriza os turnos ininterruptos de revezamento é a alternância de horários de trabalho do empregado (compreendendo, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno), não sendo relevante se a atividade empresarial é ininterrupta ou não. O TST sumulou tal entendimento, conforme verificamos na Súmula 360: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 106 de 209 SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS INTRAJORNADA E SEMANAL A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. Se a empresa deixa de funcionar aos domingos, nada impede que os empregados sejam submetidos, nos demais dias da semana, a turnos ininterruptos de revezamento. 40. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A concessão de folga semanal ou a interrupção da atividade empresarial aos domingos descaracteriza o regime de turnos ininterruptos de revezamento. Alternativa incorreta. A concessão de folga semanal ou a interrupção da atividade empresarial aos domingos não descaracteriza o regime de turnos ininterruptos de revezamento. 41. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal descaracterizamo turno de revezamento com jornada de 6 horas previsto no art. 7, inciso XIV, da Constituição da República de 1988. Alternativa incorreta. A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal não descaracterizam turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. 42. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a concessão do intervalo para repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para descanso semanal, descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. Alternativa incorreta. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 107 de 209 A concessão do intervalo para repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para descanso semanal, não descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. 43. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) A jornada cumprida em turnos ininterruptos de revezamento tem como limite máximo a jornada de seis horas, salvo demonstrada a concessão do intervalo mínimo de 01 hora para refeição e descanso. Alternativa incorreta. O que caracteriza os turnos ininterruptos de revezamento é a alternância de horários de trabalho do empregado (compreendendo, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno). 44. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) Quanto ao turno ininterrupto de revezamento, é correto afirmar que: a) o turno de revezamento tem adoção restrita aos petroleiros. b) a adoção de turno ininterrupto de revezamento na empresa depende de negociação coletiva. c) o intervalo intrajornada descaracteriza o turno ininterrupto de revezamento. d) o intervalo para descanso semanal descaracteriza o turno ininterrupto de revezamento. e) mediante negociação coletiva, é válida a fixação de jornada superior a seis horas para turno ininterrupto de revezamento. Gabarito (E). Os petroleiros são submetidos a turnos ininterruptos de revezamento, assim como diversas outras categorias. A adoção de turno ininterrupto de revezamento na empresa não depende de negociação coletiva, O que demanda negociação coletiva é a redução (ou ampliação para 8 horas) da jornada em turnos de revezamento. O intervalo intrajornada (para repouso e alimentação) não descaracteriza o turno ininterrupto de revezamento, conforme entendimento constante da Súmula 360 do TST. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 108 de 209 Nessa mesma linha, o intervalo para descanso semanal não descaracteriza o turno ininterrupto de revezamento. 45. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Em caso de necessidade imperiosa, resultante do incremento de seus negócios, pode o empregador determinar o labor em turnos ininterruptos de revezamento. Alternativa incorreta, pois o regime de turno ininterrupto de revezamento é mais gravoso à saúde do empregado. O labor em horários alternados prejudica o relógio biológico da pessoa; se a cada dia seu horário de trabalho muda, a repercussão desta alteração constante no organismo do obreiro pode ser comparada aos efeitos de uma viagem do Brasil à Europa de quinze em quinze dias22! 46. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) O labor em turnos ininterruptos de revezamento apenas pode ser implementado mediante prévia previsão em negociação coletiva. Alternativa incorreta, pois não se exige prévia autorização de diploma coletivo para implementação de turnos ininterruptos de revezamento (TIR). A CF/88 exige apenas negociação coletiva para que a jornada em TIR seja superior a 06 (horas): CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; (...) 22 Este exemplo não é resultado de pesquisa científica e nem deve ser usado em provas discursivas; apenas o inseri na aula para que vocês possam entender melhor a nocividade ao organismo de se trabalhar em horários diferentes a cada dia. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 110 de 209 de uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de duas horas. Alternativa correta, que se resolve com a literalidade do artigo 71 da CLT: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 49. (FCC_TRT14_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) É obrigatória a concessão de um intervalo de 15 minutos para descanso ou alimentação quando o trabalho contínuo ultrapassar (A) quatro horas e não exceder seis horas. (B) quatro horas e não exceder oito horas. (C) seis horas e não exceder oito horas. (D) duas horas e não exceder quatro horas. (E) duas horas e não exceder seis horas. Gabarito (A), conforme art. 71, § único: CLT, art. 71, § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 50. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Cumprida jornada de trabalho com duração superior a seis horas, o empregador deve conceder o intervalo mínimo de 01 hora para refeição e descanso. Alternativa correta, pois excedendo de 6 (seis) horas o intervalo intrajornada deve ser de no mínimo 01 hora. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 111 de 209 51. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Não excedendo de seis horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. Alternativa correta, conforme comentários anteriores. 52. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, constituem benefício adicional e não são computados na jornada diária. Alternativa incorreta. Já existem intervalos previstos em lei que o legislador julgou suficientes para que o empregado repouse e recupere suas energias. Deste modo, intervalos não previstos em lei devem ser computados como jornada de trabalho. Se o empregador conceder 15 minutos de lanche, por exemplo, e postergara saída dos empregados em 15 minutos, este período significa prorrogação de jornada, e deverá ser remunerado como hora extraordinária. Segue a Súmula que materializa o entendimento do TST: SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço extraordinário, se acrescidos ao final da jornada. 53. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Entre o término de uma jornada e o início de outra deve haver um intervalo mínimo de 11 horas. Alternativa correta, cuja resolução demanda o conhecimento do artigo 66 da CLT: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 112 de 209 54. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso. Alternativa correta, idem à anterior: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. 55. (FCC_TRT24_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Mario, professor da universidade X, leciona no período matutino e noturno de segunda- feira a sexta-feira. Assim, ministra aulas das 7:40 às 13:00 horas e das 18:00 às 23:30 horas. Neste caso, a legislação trabalhista, especificamente a Consolidação das Leis do Trabalho, (A) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. (B) está sendo respeitada, tendo em vista que Mario não leciona no final de semana, não sendo a Universidade obrigada a conceder descanso entre as jornadas de trabalho. (C) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 10 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. (D) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 9 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. (E) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 15 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. Gabarito (A), pois o intervalo interjornada está sendo descumprido: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Como a jornada termina às 23h30min, no dia seguinte o professor Mário somente poderia iniciar sua jornada após 10h30min. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 113 de 209 56. (FCC_TRT23_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_ 2011) Os digitadores (A) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. (B) não se equiparam aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), tratando-se de categorias distintas com direitos distintos, não havendo qualquer analogia relacionada aos períodos de descanso. (C) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 5 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. (D) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 15 minutos a cada 120 minutos de trabalho consecutivo. (E) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 15 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. Gabarito (A), conforme Súmula 346 do TST: SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. A atividade de digitação não existia à época da elaboração da CLT, pois não havia a utilização generalizada de computadores. Como esta atividade possui efeitos semelhantes às outras funções citadas na lei (problemas nos tendões em face da repetitividade da tarefa) a Súmula consolida a aplicação analógica do intervalo de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho. 57. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O intervalo intrajornada legal do bancário, de 15 minutos, é computado na jornada de trabalho. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 114 de 209 Alternativa incorreta, pois este é um intervalo destinado a repouso e alimentação, que não é computado na jornada do bancário. Segue abaixo o artigo 224 e seu § 1º: CLT, art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas contínuas nos dias úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana. § 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para alimentação. 58. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Acaso o trabalhador, durante a semana, não observe os requisitos da freqüência, faltando injustificadamente ao serviço, e da pontualidade, por iniciar ou terminar o expediente fora do horário estabelecido, perderá o direito ao descanso semanal e à sua respectiva remuneração. Alternativa incorreta, pois o que se perde nestes casos é a remuneração, e não o descanso em si. Lei 605/49, art. 6º Não será devida a remuneração quando, sem motivo justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. 59. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Com relação ao trabalho noturno: I. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 30% pelo menos, sobre a hora diurna. II. A hora do trabalho noturno será computada como de cinquenta e dois minutos e trinta segundos. III. Considera-se noturno o trabalho executado entre as vinte e uma horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte. Está correto o que se afirma em: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 115 de 209 (A) II, apenas. (B) I e II, apenas. (C)II e III, apenas. (D) I e III, apenas. (E) I, II e III. Gabarito (A). A proposição I, incorreta, reproduziu o caput do artigo 73 da CLT mencionando o adicional noturno como sendo de 30% ao invés de 20%: CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. Com relação à hora ficta noturna��HVWD�UHSUHVHQWD�����¶��GH�DFRUGR�FRP� o § 1º do mesmo artigo, e por isto a proposição II está correta: CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. Quanto à delimitação do que se considera noturno, a CLT estabeleceu como tal o período entre 22h00min e 05h00min, e por isto a proposição III está incorreta: CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. No caso dos trabalhadores rurais a Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) regulou o horário noturno de outra forma: Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 117 de 209 Neste contexto, relevante mencionar a Súmula 60, que interpreta o art. 73, § 5º, da CLT desta maneira: SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO DIURNO I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os efeitos. II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. 61. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Quando o empregado H[HUFH�D�IXQomR�GH�YLJLODQWH��QD�FRQGLomR�GH�³IROJXLVWD´��QmR�WHP�GLUHLWR�j�MRUQDGD� reduzida de 6 (seis) horas, mesmo que trabalhe em vários turnos durante a semana, isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno ininterrupto de revezamento, motivo pelo qual as horas extras só poderão ser computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. Alternativa incorreta. Não existe, na lei e na jurisprudência, interpretação restritiva quanto à função ou categoria profissional que inviabilize a aplicabilidade dos turnos ininterruptos de revezamento. Havendo a alternância de turnos prejudicial à saúde, independente da categoria do trabalhador, deve-se obedecer à limitação constitucional de 6 (seis) horas, salvo previsão distinta no diploma coletivo aplicável. 62. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2010) Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas com extras. Alternativa correta. Vimos que os turnos ininterruptos de revezamento, regra geral, têm jornada reduzida de 6 (seis) horas, mas a CF/88 permite que negociação coletiva amplie a jornada para até 8 (oito) horas. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 118 de 209 Nesse caso, a 7ª e 8ª horas de trabalho não serão remuneradas como hora extra, conforme entendimento do TST: SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. 63. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diferente, o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. Alternativa incorreta, pois se o empregado trabalhou além das 6 horas sem previsão em negociação coletiva ele fará jus ao pagamento da(s) hora(s) trabalhada(s) e, também, do adicional de hora extra. Segue a OJ que consolida esta interpretação: OJ-SDI1-275 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORISTA. HORAS EXTRAS E ADICIONAL. DEVIDOS Inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diversa, o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento faz jus ao pagamento das horas extraordinárias laboradas além da 6ª, bem como ao respectivo adicional. Se houver previsão em negociação coletiva, por exemplo, de jornada de 07 (sete) horas, haveria o pagamento da 7ª hora, mas não haveria o pagamento do adicional, conforme entendimento fixado na Súmula 423: SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 119 de 209 64. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Tendo em vista a jurisprudência sumulada do Colendo TST, aponte a opção correta. a) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, sem prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. b) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de doze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. c) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, todavia sem o respectivo adicional. d) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. e) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de dezoito horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. Gabarito (D). Como vimos, o intervalo interjornada é de 11 (onze) horas e o descanso semanal é de 24 (vinte e quatro) horas, e comisso já poderíamos eliminar as alternativas (B) e (E). A conseqüência de descumprir o intervalo é pagar as horas correspondentes com o respectivo adicional: SUM-110 JORNADA DE TRABALHO. INTERVALO No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas, com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 120 de 209 65. (FCC_TRT6_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) Héstia é HPSUHJDGD�GD�/DQFKRQHWH� ³$%$´�H� WUDEDOKD� FRPR�EDOFonista, possuindo horário GH� WUDEDOKR� QR� SHUtRGR� QRWXUQR�� GDV� ��� jV� �� KRUDV�� $� /DQFKRQHWH� ³$%$´� p� frequentada por consumidores que normalmente voltam de outras programações noturnas, tendo em vista que a lanchonete possui horário de funcionamento até às 5 horas. Porém, a Lanchonete só encerra suas atividades após o atendimento do último cliente. Assim, Héstia frequentemente estende seu horário de trabalho até às 6 horas. Neste caso, (A) só será devido o adicional noturno também sobre a hora prorrogada, se houver expressa previsão contratual neste sentido e previsão em norma coletiva. (B) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada, uma vez que é expressamente proibido o trabalho extraordinário para empregado que possui jornada de trabalho integral em horário noturno. (C) será devido o adicional noturno também sobre a hora prorrogada uma vez que Héstia cumpre seu horário de trabalho integralmente no horário noturno. (D) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada uma vez que, de acordo com a CLT, a hora noturna é das 22 às 5 horas, sendo considerada a hora como 52 minutos e 30 segundos. (E) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada uma vez que, de acordo com a CLT, a hora noturna é das 22 às 5 horas, sendo considerada a hora como 55 minutos e 50 segundos. Gabarito (C), conforme disposto no art. 73, § 5º, da CLT e Súmula 60 do TST: SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO DIURNO I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os efeitos. II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. 66. (FCC_TRT6_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) Os HPSUHJDGRV� GD� HPSUHVD� ³$&$´�� DSyV� WUDQVSRUHP� D� SRUWDULD� GD� HPSUHVD�� deslocam-se, ainda, alguns metros para chegarem ao local de trabalho, em razão do enorme terreno em que a referida empresa está localizada. Este tempo de deslocamento do empregado entre a portaria da empresa e o local de trabalho Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 121 de 209 (A) é considerado tempo à disposição do empregador, desde que supere o limite de 10 minutos diários. (B) só será considerado tempo à disposição do empregador, se houver previsão em Convenção Coletiva de Trabalho, em razão das peculiaridades existentes em cada categoria. (C) será sempre considerado tempo à disposição do empregador, uma vez que se o empregado atravessou a portaria da empresa pressupõe-se que se encontra disponível. (D) não é considerado tempo à disposição do empregador, uma vez que a jornada de trabalho somente se inicia com a chegada efetiva do empregado no local de trabalho. (E) é considerado tempo à disposição do empregador, desde que supere o limite de 5 minutos diários. Gabarito (A), tendo em vista que o caso citado na questão é um exemplo de tempo à disposição do empregador. Consolida este entendimento a Súmula 429 do TST: SUM-429 TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR. ART. 4º DA CLT. PERÍODO DE DESLOCAMENTO ENTRE A PORTARIA E O LOCAL DE TRABALHO Considera-se à disposição do empregador, na forma do art. 4º da CLT, o tempo necessário ao deslocamento do trabalhador entre a portaria da empresa e o local de trabalho, desde que supere o limite de 10 (dez) minutos diários. 67. (FCC_TRT5_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Conforme normas contidas na Constituição Federal e na Consolidação das Leis do Trabalho, (A) é considerado trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 30 horas semanais. (B) a duração normal do trabalho poderá ser acrescida por até quatro horas suplementares por dia, mediante acordo verbal ou escrito entre empregado e empregador. (C) os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar até duas horas extras por dia, desde que haja ajuste por meio de norma coletiva. (D) a hora do trabalho noturno urbano será computada como de 52 minutos e 30 segundos. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 122 de 209 (E) as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, serão descontadas, bem como computadas como jornada extraordinária. Gabarito (D). A alternativa trata da hora ficta noturna��TXH�p�GH�����¶��GH�DFRUGR�FRP� a previsão celetista: CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. Trabalhador a tempo parcial, citado na alternativa (A), é aquele que labora até 25 horas semanais: CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. Já a jornada extraordinária mencionada na alternativa (B) representa um acréscimo de até 2, e não 4 horas na jornada normal: CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. Retomando a situação peculiar dos empregados contratados a tempo parcial, diferente do que a alternativa (D) sugeriu, a CLT proíbe a prestação de horas extras pelos empregados contratados a tempo parcial: CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. Por fim, os acréscimos de supressões citados na alternativa (E) não são computados nem descontados da jornada: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 124 de 209 69. (FCC_TRT1_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Conforme normas legais vigentes, o adicional (A) noturno equivale a vinte por cento, no mínimo, sobre o valor do salário mínimo. (B) de horas extras equivale a vinte e cinco por cento sobre o valor da hora normal, de acordo com a ConstituiçãoFederal. (C) de horas extras incorpora-se ao salário após um ano de pagamento habitual, de acordo com a Constituição Federal. (D) noturno equivale a cinquenta por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. (E) noturno equivale a vinte por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. Gabarito (E), sendo este percentual definido pela CLT: CLT, art. 73. (...), o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. A Lei do Trabalho Rural estipulou adicional mínimo de 25% para os rurícolas, mas a questão não entrou neste mérito. 70. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Em relação ao intervalo para repouso e alimentação é INCORRETO afirmar: (A) Em qualquer trabalho que exceda de seis horas, será concedido intervalo para repouso e alimentação de, no mínimo, uma hora e, no máximo, duas horas. (B) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de quinze minutos. (C) Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo empregador, este deverá remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo cinquenta por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. (D) Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo empregador, este deverá remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo vinte por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. (E) Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. Gabarito (D), que é a incorreta. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 127 de 209 V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação coletiva. 72. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2013) No que se refere aos períodos de repouso assegurados ao empregado por lei, é INCORRETO afirmar: (A) O descanso semanal remunerado terá duração de vinte e quatro horas consecutivas e será concedido aos domingos. (B) O trabalho em domingo, seja total ou parcial, será sempre subordinado à permissão prévia da autoridade competente em matéria de trabalho. (C) Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de descanso de onze horas consecutivas. (D) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. (E) O descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, é direito dos empregados urbanos, rurais e domésticos. Gabarito (A), pois a coincidência do DSR com o domingo é preferencial, e não obrigatória: CLT, art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. É de se notar que a Lei 605/49 também regulamenta os descansos semanais, estipulando que Lei 605/49, art. 1º Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local. A alternativa (B) menciona disposição celetista que exige autorização para o trabalho aos domingos: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 129 de 209 73. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2013) Considerando as normas da CLT e o entendimento sumulado do TST, é correto afirmar: (A) A remuneração do trabalho noturno terá um acréscimo de trinta por cento, pelo menos, sobre a hora diurna. (B) Para os estabelecimentos com mais de quinze empregados é obrigatório o controle de jornada de trabalho. (C) Considera-se trabalho noturno o executado entre às vinte e duas horas de um dia e às quatro horas do dia seguinte. (D) Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. (E) O empregado transferido para o período diurno de trabalho não pode deixar de receber o adicional noturno, sob pena de redução salarial. Gabarito (D), com fundamento na Súmula 60 do TST: SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO DIURNO I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os efeitos. II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT23. O adicional mínimo de hora noturna (para urbanos) é de 20%, sendo esta das 22h00min às 05h00min: CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal24, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 23 CLT, art. 73, § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo [Do Trabalho Noturno]. 24 Restrição não recepcionada pela CF/88. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 131 de 209 74. (FCC_TRT9_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) De acordo com previsão constitucional, o descanso semanal remunerado deve ser concedido (A) preferencialmente aos domingos, salvo em semana em que o domingo coincida com feriado. (B) alternativamente aos sábados e aos domingos. (C) exclusivamente aos domingos. (D) preferencialmente aos domingos. (E) preferencialmente aos sábados. Gabarito (D), conforme disposto no art. 7º da CF/88: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; O repouso semanal remunerado (RSR), também conhecido como descanso semanal remunerado (DSR) é normatizado pela Lei 605/49, segundo a TXDO� ³WRGR� HPSUHJDGR� WHP�GLUHLWR� DR� UHSRXVR� VHPDQDO� UHPXQHUDGR� GH� vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos �����´� 75. (FCC_TRT9_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Com IXQGDPHQWR�QD�&/7�í�&RQVROLGDomR�GDV�/HLV�GR�7UDEDOKR H�QD�&)�í�&RQVWLWXLomR� Federal, as horas extraordinárias NÃO podem exceder de (A) seis e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora normal. (B) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora normal. (C) duas e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior à hora normal. (D) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior à hora normal. (E) duas e devem ser pagas com adicionalde, no mínimo, 50% superior à hora normal. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 132 de 209 Gabarito (E): CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; A partir da CF/88 o adicional de horas extraordinárias é de, no mínimo, 50%. Deste modo, as passagens onde a CLT estabelece adicionais de hora extra em percentuais inferiores não foram recepcionadas pela CF/88. Sobre a duração da sobrejornada, a CLT prevê que CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. 76. (FCC_TRT9_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Em relação ao intervalo para repouso e alimentação, é INCORRETO afirmar: (A) O trabalho em horas extras pelos empregados impede a redução do intervalo dos mesmos para período inferior a uma hora. (B) Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas, é obrigatória a concessão de um intervalo de no mínimo uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, de no máximo duas horas. (C) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar de quatro horas. (D) A não concessão do intervalo para repouso e alimentação implica em mera sanção administrativa, com imposição de multa ao empregador. (E) Os intervalos para repouso e alimentação previstos na Consolidação das Leis do Trabalho não serão computados na duração do trabalho. Gabarito (D), que é a alternativa incorreta. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 133 de 209 O dispositivo da CLT que tem relação com o assunto é o artigo 71, § 4º: CLT, art. 71, § 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Assim, por exemplo, caso o empregado trabalhe 8 horas seguidas sem intervalo, haverá a obrigatoriedade de remunerá-lo com hora extra o intervalo mínimo de 1 hora não concedido (o que não afasta a conduta irregular do empregador, que mesmo pagando o adicional poderá ser autuado). Tais consequências da não concessão do intervalo intrajornada mínimo foram corroboradas pela seguinte Súmula 437: I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. A alternativa (A), considerada correta, pretendeu demonstrar a inviabilidade de se reduzir o intervalo mínimo quando haja labor em sobrejornada. Quando a empresa interessada demonstrar que atende integralmente às exigências de organização de refeitórios, ela pode solicitar ao MTE autorização para reduzir o limite mínimo de 1 hora do intervalo intrajornada: CLT, art. 71, § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 135 de 209 (C) O adicional noturno equivale a 30% (trinta por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. (D) Como forma de proteção da saúde e da integridade física dos trabalhadores, a prorrogação da jornada de trabalho deve ser prevista em convenção ou acordo coletivo de trabalho. (E) As horas extras são remuneradas com adicional de, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) sobre o valor da hora normal de trabalho. Gabarito (A), consoante previsão celetista: CLT, art. 73, § 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. 7DO�DUWLJR�SUHYr�R�DGLFLRQDO�GH�KRUD�QRWXUQD��D�KRUD�ILFWD�QRWXUQD����¶��¶¶��H� o período que se considera noturno - para os empregados em geral, das 22h00min às 05h00min. A alternativa (B) está incorreta porque empregados contratados a tempo parcial25 não podem prestar horas extras: CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. O adicional noturno mínimo é de 20%, e por isso a alternativa (C) está incorreta: CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal26, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna27. Já a alternativa (D) está incorreta porque não se exige previsão em negociação coletiva para viabilizar a prestação de horas extraordinárias: 25 CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. 26 Tal restrição ao alcance do direito ao adicional noturno não foi recepcionada pela Constituição Federal. 27 Para os rurais o adicional é de 25%, conforme previsto na Lei do Trabalho Rural (Lei 5.889/73). Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 136 de 209 CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. Por fim, a alternativa (E) errou no percentual mínimo do adicional: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; 78. (FCC TRT12 TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA 2013) Analisando as normas da legislação trabalhista quanto à duração do trabalho, jornadas de trabalho e períodos de descanso, (A) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, facultada a compensação e a redução dejornada. (B) não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, observado o limite máximo de quinze minutos diários. (C) entre duas jornadas de trabalho diário haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso, além de um descanso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferencialmente, aos domingos. (D) a duração normal do trabalho diário poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de quatro, mediante acordo escrito, individual ou coletivo. (E) em qualquer trabalho contínuo cuja duração ultrapassar de quatro horas e não exceder de seis horas ao dia, será obrigatório um intervalo de vinte minutos para refeição e descanso. Gabarito (C), conforme previsões da CLT e CF/88: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 137 de 209 CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; A alternativa (A) está incorreta porque o módulo semanal dos empregados celetistas é de 44 horas, e não 40: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; Já a alternativa (B) distorceu a redação do art. 58, § 1º da CLT: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. A alternativa (D) está incorreta porque o limite máximo da sobrejornada e de 2 horas, e não 4: CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. A alternativa (E) errou ao sugerir que o intervalo, no caso, seria de 20 minutos: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 138 de 209 qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 79. (FCC_TRT12_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) As normas trabalhistas regulamentam o trabalho noturno e as horas extraordinárias. Segundo tais normas, (A) a hora do trabalho noturno para o trabalhador urbano será computada como de cinquenta e dois minutos e trinta segundos. (B) a remuneração da hora extraordinária ou suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. (C) os gerentes que exercem cargos de gestão, bem como os diretores e chefes de departamento ou filial também estão sujeitos ao regime de duração do trabalho, recebendo pelo trabalho extraordinário superior a 10 horas por dia. (D) o trabalho noturno urbano será considerado como aquele que é executado entre às vinte e três horas de um dia e às seis horas do dia seguinte. (E) o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 50% (cinquenta por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. Gabarito (A), que trouxe a regra da hora ficta noturna: CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. A alternativa (B) está incorreta porque o adicional de hora extra é de no mínimo 50%: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 139 de 209 XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; A alternativa (C) está incorreta porque, em regra, os gerentes não são abrangidos pelo controle de jornada: CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da Duração do Trabalho]: I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados; II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial28. O mencionado capítulo da CLT (Capítulo II - Da Duração do Trabalho) trata da jornada de trabalho, descanso, intrajornada, descanso interjornada e trabalho noturno. As incorreções das alternativas (D) e (E) são comentadas abaixo. Na CLT estipulou-se o percentual mínimo de 20% para o adicional noturno, e para os rurícolas a Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) estipulou o percentual de 25%. Quanto aos horários, de fato as regras para o rural também são diferentes. Abaixo um esquema que consolida as previsões normativas: 28 Além do encargo de gestão a CLT também exige a percepção de gratificação de função não inferior a 40%, como estudado anteriormente. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 142 de 209 (C) seis horas diárias, salvo negociação coletiva. (D) oito horas diárias, salvo negociação coletiva. (E) seis horas diárias e trinta horas semanais. Gabarito (C) Questão sem grandes dificuldades, cobrando a literalidade dos dispositivos constitucionais relacionados ao trabalhador. Segundo o art. 7º, inciso XIV, da Constituição Federal, são direitos dos trabalhadores (urbanos e rurais): XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; 82. (FCC_TRT2_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) Ariadne, contratada pela empresa Gráfica Luz Ltda., para trabalhar no cargo de auxiliar de serviços gerais, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas. Com relação ao intervalo para repouso e alimentação, de acordo com as regras da CLT, Ariadne (A) terá direito a 30 minutos de intervalo. (B) terádireito a 20 minutos de intervalo. (C) terá direito a 15 minutos de intervalo. (D) não terá direito ao intervalo. (E) terá direito a 1 hora de intervalo. Gabarito (D) Novamente a FCC exigiu que o candidato conhecesse a literalidade dos dispositivos da CLT que versam sobre jornada e repouso intrajornada. No seu art. 71, § 1º, o legislador dispõe que : Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Segue a tabela que consolida as regras: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 143 de 209 Jornada Intervalo intrajornada Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo intrajornada Maior que 04 horas e inferior a 06 horas Intervalo de 15 minutos Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 83. (FCC_TRT2_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) Em relação ao intervalo para repouso e alimentação, é correto afirmar: (A) O empregado que cumpre diariamente jornada extraordinária tem direito a um acréscimo de 15 minutos no seu intervalo. (B) O intervalo para empregado que cumpre jornada entre 6 e 8 horas diárias é de uma hora. (C) A não concessão do intervalo pelo empregador, gera ao mesmo a obrigação de remunerar o respectivo período com um acréscimo de no mínimo 20% sobre o valor correspondente. (D) O cumprimento pelo empregado de jornada de trabalho de 4 horas diárias assegura ao mesmo o direito a um intervalo de 15 minutos. (E) Esse intervalo não é computado na duração do trabalho. Gabarito (E) Esta questão, por sua vez, além de exigir o conhecimento sobre a tabela anterior (que consolida as regras sobre intervalo intrajornada), cobrou dos candidatos outros dois parágrafos do mesmo artigo 71 da CLT. Vejamos: § 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. § 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. (Incluído pela Lei nº 8.923, de 27.7.1994) Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 144 de 209 Portanto: a) intervalo não concedido será remunerado como extra, com adicional mínimo de 50%; b) intervalo de descanso não é computado na duração do trabalho. 84. (FCC_TRT2_ANALISTA JUDICIÁRIO_OFICIAL AVALIADOR_2014) Em relação ao trabalho extraordinário, é correto afirmar que (A) os empregados contratados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras, desde que acordado expressamente com o sindicato da categoria. (B) as horas extras decorrentes de força maior ou de serviços inadiáveis podem ser prestadas, desde que existente acordo de prorrogação de horas firmado entre empregado e empregador. (C) o acordo de prorrogação de jornada de trabalho deve ser escrito e necessariamente celebrado coletivamente, mediante negociação coletiva de trabalho. (D) o trabalho em horas extras é permitido aos empregados que trabalham em atividades insalubres, sendo necessária, porém, licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho. (E) todo empregado tem direito a um descanso de 15 minutos, no mínimo, antes do início do período extraordinário de serviço em caso de prorrogação do horário normal de trabalho. Gabarito (D) Vejamos as alternativas uma a uma: Alternativa (A): Empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras, nem mesmo mediante negociação coletiva (CLT, art. 59, § 4º). Alternativa (B): O trabalho em jornada extraordinária decorrente de força maior ou de serviços inadiáveis, por força do art. 61 da CLT, prescinde, ou seja, independe, de acordo escrito entre empregado e empregador. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 145 de 209 A doutrina considera que são casos de realização independentemente de acordo. No caso de sobrejornada decorrente de força maior, até mesmo os empregados menores realizam horas extras, caso imprescindível seu labor e com o limite de até a 12ª hora. Alternativa (C): CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. Portanto, por simples acordo escrito entre empregado e empregador, é possível a realização de horas extraordinárias. Por acordo tácito, entretanto, não se permite a prática. Portanto, o que se exige é um acordo escrito, seja individual com o empregado (acordo empregador-empregado), seja coletivo (via negociação coletiva da qual decorra acordo ou convenção coletiva de trabalho). Alternativa (D): A alternativa (D) é a correta, pois está em consonância com o disposto no art. 60 da CLT: Art. 60 - Nas atividades insalubres, (..), quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames locais (..). Portanto, jornada extraordinária em atividade insalubre, somente com autorização prévia do Ministério do Trabalho e Emprego. Lembremos que, em 2011 a Súmula 349 foi cancelada, de modo que, atualmente, a necessidade de licença prévia do MTE é regra absoluta, não excepcionada nem mesmo por acordo ou convenção coletiva. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 146 de 209 SUM 349 ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO EM ATIVIDADE INSALUBRE, CELEBRADO POR ACORDO COLETIVO. VALIDADE A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre prescinde da inspeção prévia da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho (art. 7º, XIII, da CF/1988; art. 60 da CLT). Quanto à alternativa (E): Pela literalidade da CLT, apenas as mulheres e os menores teriam este intervalo de, no mínimo, 15 minutos antes do início da sobrejornada. Vejamos: O art. 384 da CLT, inserido no Capítulo III (Da proteção ao trabalho da mulher), prevê que: CLT, art. 384 - Em caso de prorrogação do horário normal, será obrigatório um descanso de 15 (quinze) minutos no mínimo, antes do início do período extraordinário do trabalho. Tendo em vista o princípio da igualdade entre homens e mulheres, a tendência é que este artigo seja considerado não recepcionado pela CF/88. Entretanto, não há revogação expressa do mesmo e nem jurisprudência sumulada, pelo que sua literalidade pode ser considerada como correta em provas de concurso. Alémdisso, o art. 384 acima é também aplicado ao trabalho do menor por força do art. 413, parágrafo único, da CLT. Portanto, para fins de concurso, o empregador deve observar intervalo de, no mínimo, 15 minutos para a prestação de horas extraordinárias pela mulher e pelos menores. Assim sendo, não é uma regra aplicável a todo empregado, como pretende dizer a assertiva. 85. (FCC_TRT15_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Emílio é HPSUHJDGR�GD�HPSUHVD�³%)*�/WGD´��DWXDQWH�QR�UDPR�GH�ORJtVWLFD��UHFRQKHFLGD�QR� mercado pela eficiência de seu trabalho por 24 horas ininterruptas. Emílio exerce a função de estoquista e trabalha 4 horas diárias. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 148 de 209 86. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Leonardo é HPSUHJDGR�UXUDO�GD�ID]HQGD�³$YHV�UDUDV�/WGD�´��WHQGR�VLGR�FRQWUDWDGR�HP�DEULO�GH� 2008. No ano de 2009, Leonardo começou a usufruir de apenas trinta minutos de intervalo intrajornada. Neste caso, conforme jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, o intervalo intrajornada (A) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando o pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, com prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. (B) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando o pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. (C) só estará sendo concedido de forma regular se houver norma coletiva autorizando a redução do respectivo intervalo. (D) está sendo concedido de forma regular, uma vez que se trata de empregado rural e não urbano. (E) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando no pagamento total do período correspondente, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. Gabarito (E) No caso do trabalhador rural, como nesta questão, a regulamentação encontra-se na Lei do Trabalho Rural (Lei 5.889/1973) e no Decreto 73.626/1974. A Lei não prevê qual a duração do intervalo intrajornada, limitando-se a dizer que estes deverão ser concedidos conforme os usos e costumes da região: Lei 5.889/1973, Art. 5º - Em qualquer trabalho [rural] contínuo de duração superior a seis horas, será obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação observados os usos e costumes da região, não se computando este intervalo na duração do trabalho. Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 149 de 209 Já o Decreto que a regulamentou, previu o intervalo mínimo de uma hora para jornadas superiores a seis horas por dia: Art. 5º, § 1º - Será obrigatória, em qualquer trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas, a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso ou alimentação, observados os usos e costumes da região. A questão não informou qual a jornada do trabalhador Leonardo, portanto, adotar-se-á a literalidade do parágrafo transcrito acima, ou seja, jornada superior a seis horas. Nesse caso, como o intervalo concedido foi inferior ao mínimo exigido para o rurícola (01 hora), aplicamos a Súmula 437 do TST, a qual é aplicável tanto a empregados urbanos, quanto aos rurais. Vejamos: Súmula 437, inciso I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. Portanto, não há que se falar em pagamento apenas da diferença entre o período concedido e o mínimo legal (30 minutos), pois, nestes casos, o empregador deverá pagar, como jornada extraordinária, todo o período que deveria ter sido concedido (01 hora). Além disso, a legislação e a jurisprudência não admitem a redução do intervalo intrajornada para valores inferiores ao mínimo, seja por acordo individual, seja por negociação coletiva. 87. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Maria Marta p�HPSUHJDGD�GR�KRWHO�ID]HQGD�³9DOH�GDV�ÈJXDV�&ODUDV´��KRWHO�HVWH�ORFDOL]DGR�HP� área urbana. Maria Marta exerce a função de cozinheira e, sendo assim, todo dia se desloca a pé da portaria do hotel até a cozinha que fica no final do terreno. Neste trajeto, Maria Marta demora diariamente cerca de quinze minutos. Neste caso, de acordo com o entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 150 de 209 o tempo necessário ao deslocamento de Maria Marta entre a portaria do hotel e o local de trabalho (A) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar trinta minutos. (B) não se considera à disposição do empregador, em nenhuma hipótese. (C) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar vinte minutos. (D) considera-se à disposição do empregador uma vez que ultrapassou dez minutos. (E) considera-se à disposição do empregador em qualquer hipótese. Gabarito (D) Esta questão cobrou o entendimento contido na Súmula 429 do TST: Considera-se à disposição do empregador, na forma do art. 4º da CLT, o tempo necessário ao deslocamento do trabalhador entre a portaria da empresa e o local de trabalho, desde que supere o limite de 10 (dez) minutos diários. Portanto, como a empregada levava mais do que 10 minutos por dia no trajeto portaria-posto de trabalho, este tempo deve ser considerado como à disposição do empregador. 88. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) 6LPRQH�H�)ODYLDQD�VmR�HPSUHJDGDV�GD�HPSUHVD� ³01/�/WGD´�H�SRVVXHP� MRUQDGD� de trabalho de oito horas diárias. De acordo com os cartões de ponto das empregadas, ontem, Simone chegou à empresa cinco minutos adiantada e deixou a empresa quinze minutos além de sua jornada de trabalho. Flaviana, por sua vez, chegou à empresa cinco minutos adiantada e deixou a empresa quatro minutos após o término da sua jornada de trabalho. Nestes casos, (A) apenas Simone terá direito ao pagamento de horas extraordinárias uma vez que ultrapassou a jornada normal de trabalho. (B) Simone e Flaviana terão direito ao pagamento de horas extraordinárias uma vez que ultrapassaram a jornada normal de trabalho, bem como a variação de jornada legal permitida de cinco minutos diários. (C) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas extraordinárias, uma vez que não serãodescontadas nem computadas como Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 151 de 209 jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de quinze minutos diários. (D) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas extraordinárias, uma vez que não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de quinze minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários. (E) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas extraordinárias, uma vez que ambas chegaram na empresa antes do horário de trabalho, iniciando o labor a revelia da empresa empregadora. Gabarito (A) O objeto desta questão consiste na minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho. Portanto, são as disposições contidas no art. 58, § 1º, da CLT e a Súmula 366 do TST. Súmula nº 366 do TST - Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder a jornada normal. Portanto, como Simone deixou a empresa 15 minutos após o horário de trabalho (ou seja, superior aos 5 minutos de tolerância), esta deverá ter estes minutos pagos como jornada extraordinária. Já Flaviana, como não excedeu a tolerância de 5 minutos, nem para entrar na empresa, nem para sair, esta não terá direito a horas extras. Por oportuno, ressaltamos um recente entendimento sumulado do TST quanto à impossibilidade de se elastecer o limite de cinco minutos por meio de convenção coletiva. A referida Súmula foi resultante da conversão da Orientação Jurisprudencial nº 372 da SBDI-1. Veja: SÚMULA Nº 449. A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT, não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 152 de 209 minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. O examinador adora estas mudanças na jurisprudência! Devemos ficar atento a elas! 89. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) O cemitério particular PAZ ETERNA, em razão dos horários de enterros e velórios, possui diversos empregados tendo celebrado com cada empregado acordo escrito para aumentar o intervalo para repouso e alimentação de uma hora para uma hora e quarenta e cinco minutos. Neste caso, os referidos acordos são (A) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido mediante Convenção Coletiva de Trabalho. (B) válidos porque respeitam a Consolidação das Leis do Trabalho. (C) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por trinta minutos. (D) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por quinze minutos. (E) inválidos porque a Consolidação das Leis do Trabalho e a Constituição Federal vedam, em qualquer hipótese, o aumento do intervalo intrajornada para prevenção da saúde do trabalhador. Gabarito (B) Nos termos do art. 71, caput, parte final, acordo ou convenção coletiva, ou até mesmo acordo individual escrito, podem ampliar o intervalo intrajornada para jornadas superiores a seis horas diárias. CLT, Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. Portanto, a CLT permite que as partes de um contrato de trabalho estipulem intervalo intrajornada superior a duas horas, desde que o façam por escrito. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 153 de 209 Já para conceder intervalo inferior ao mínimo legal, a possibilidade é bastante restrita, de modo que a hipótese só seria possível caso houvesse autorização do MTE, além de satisfeitas as condições do art. 71, § 3º: CLT, art. 71, § 3º - O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. 90. (FCC_TRT18_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Em relação à duração do trabalho, aos períodos de descanso e ao trabalho noturno, conforme legislação trabalhista aplicável, é correto afirmar: (A) A hora do trabalho noturno para o trabalho realizado nas cidades será computada como de 50 minutos. (B) As variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, observado o limite máximo de quinze minutos diários, não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária. (C) O intervalo mínimo para refeição e descanso será de dez minutos quando o trabalho for executado entre duas horas e até seis horas diárias. (D) O horário noturno para o trabalhador urbano é aquele executado entre as vinte e quatro horas de um dia e seis horas do dia seguinte. (E) A duração normal do trabalho é de oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Gabarito (E) A alternativa trata da hora ficta noturna��TXH�p�GH�����¶��GH�DFRUGR�FRP� a previsão celetista: Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 155 de 209 Quanto às variações de horário no cartão de ponto: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Por fim a assertiva (E) é a literalidade do inciso XIII do art. 7º da CF/88. 91. (FCC_TRT18_ANALISTA JUDICIÁRIO_OFICIAL AVALIADOR_2013) A respeito da duração do trabalho, incluindo períodos de descanso, o labor noturno e o trabalho extraordinário, a legislação trabalhista prevê que (A) o adicional a ser pago pelo trabalho extraordinário será de no mínimo 100% sobre a hora normal e o adicional a ser pago pelo trabalho noturno será de no mínimo 50% sobre a hora diurna. (B) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, facultada a compensação de horas dentro do mês por decisão do empregador. (C) as variações de horário no registro de ponto não excedentesde cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária. (D) o período mínimo para o descanso entre duas jornadas de trabalho será de dez horas consecutivas. (E) o limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição para o trabalho contínuo cuja duração exceda seis horas não poderá ser reduzido em nenhuma hipótese. Gabarito (C) Sabemos que, por força constitucional, o adicional horas extras é de no mínimo 50%, e não 100% como afirmado na letra (A). Como se não bastasse, o examinador também trocou o percentual do adicional noturno de 20% (correto) para 50% na questão. Portanto, item errado. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 157 de 209 A assertiva (C), correta, retrata justamente o dispositivo transcrito no comentário da questão anterior: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. A letra (D) está incorreta pois o intervalo interjornadas é de onze horas consecutivas, e não de dez. CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Por fim, a letra (E) aborda a possibilidade de se reduzir o intervalo mínimo de uma hora, para jornadas superiores a seis horas diárias, desde que seja feita por autorização do Ministério do Trabalho e Emprego. Quando a empresa interessada demonstrar que atende integralmente às exigências de organização de refeitórios, ela pode solicitar ao MTE autorização para reduzir o limite mínimo de 1 hora do intervalo intrajornada: CLT, art. 71, § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. 92. (CESPE_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Acerca do entendimento jurisprudencial do TST sobre a duração do trabalho, assinale a opção correta. (A) As horas extras habituais incorporam-se à remuneração do empregado para fins de gratificação natalina e repouso semanal remunerado. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 158 de 209 (B) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, não são remuneradas como extraordinárias. (C) A concessão, pelo empregador, de intervalos na jornada de trabalho não previstos em lei não representa tempo à disposição da empresa e, consequentemente, não deve ser considerada serviço extraordinário. (D) A mera incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que não gera direito às horas in itinere. (E) A compensação de jornada de trabalho somente é válida se ajustada por acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho, sendo vedado acordo individual escrito para tal fim. Gabarito (A). A questão cobra posicionamentos do TST acerca da realização de horas extras, intervalos e duração do trabalho. As horas extras habitualmente prestadas incorporam-se sim à gratificação natalina (Súmula 45) e ao DSR (Súmula 172). Vejamos: SUM-172 REPOUSO REMUNERADO. HORAS EXTRAS. CÁLCULO Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. SUM-45 SERVIÇO SUPLEMENTAR A remuneração do serviço suplementar, habitualmente prestado, integra o cálculo da gratificação natalina prevista na Lei nº 4.090, de 13.07.196230. A letra (B) está incorreta pois quando há prejuízo do intervalo interjornadas (mínimo de 11 horas), estas horas devem ser remuneradas como extraordinária. Vejamos a OJ relacionada: OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA CLT 30 Lei que institui a Gratificação de Natal para os Trabalhadores. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 160 de 209 Sua validade demanda acordo escrito entre empregador e empregado Sua validade demanda previsão em negociação coletiva Portanto, verificamos que a compensação intrasemanal de jornada independe de negociação coletiva. Veja a Súmula 85 do TST: SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação coletiva. 93. (CESPE_TRT8_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) À luz da jurisprudência do TST a respeito da jornada de trabalho, assinale a opção correta. (A) Ao empregado que labore, habitualmente, por seis horas durante o dia é garantido o direito de gozo de intervalo intrajornada mínimo de uma hora. (B) A jornada de trabalho em escala de doze horas de trabalho por trinta e seis horas de descanso excepcionalmente descrita em norma coletiva é inválida, devendo ao empregado ser pago adicional de horas extras relativo à décima primeira e à décima segunda hora de trabalho. (C) O adicional de horas extras devido pelo empregador em virtude da não concessão de intervalo para repouso e alimentação ao empregado possui natureza salarial, repercutindo no cálculo de outras parcelas salariais. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 161 de 209 (D) A concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento apenas do período de intervalo suprimido, com acréscimode, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal. (E) Em virtude do poder regulamentar concedido aos sindicatos, cláusula de acordo ou convenção coletiva que determine a supressão do intervalo intrajornada é considerada válida e eficaz. Gabarito (C). Esta questão buscou saber se o candidato estava atendo às recentes Súmulas do TST, em especial a 437 e a 444. Caso o empregado labore habitualmente até seis horas diárias, ele faz jus somente ao intervalo de 15 minutos para descanso e alimentação. CLT, art. 71, § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. A letra (A) tentou confundir o candidato com a redação do recente item IV da Súmula 437 do TST: IV - Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º da CLT. A letra (B), por sua vez, cobrou a recente Súmula 444, por meio da qual o TST permite, em caráter excepcional, a escala de 12x36 horas. É valida, em caráter excepcional, a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 162 de 209 Já a letra (C), correta, busco saber se o candidato sabia que a parcela paga em decorrência da não concessão ou da concessão parcial do intervalo intrajornada tem sim natureza salarial: Súmula 437, item III - Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais. Quanto à assertiva (D) note a o recente item da Súmula 437 do TST: I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. Acerca da letra (E) vejamos a Súmula 437 do TST: II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. 94. (CESPE_MTE_AUDITOR_FISCAL_DO_TRABALHO_2013) Para jornada de trabalho de até seis horas contínuas, é obrigatória a concessão de intervalo de uma hora para descanso. Gabarito (E). Para jornadas de até 06 horas, mas superiores a 04 horas, o intervalo que o empregador deve conceder é de 15 minutos. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 163 de 209 4. Lista das questões comentadas 1. (FCC_TRT11_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) De acordo com previsão da Constituição Federal brasileira e da CLT, em relação à duração do trabalho é correto afirmar que (A) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 40 horas semanais, não sendo facultada a compensação de horários. (B) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 48 horas semanais, sendo facultada a compensação de horários. (C) será considerado trabalho noturno para o trabalhador urbano aquele executado entre às 22 horas de um dia e às 5 horas do dia seguinte. (D) será considerado horário noturno para o trabalhador urbano aquele executado entre às 21 horas de um dia e às 4 horas do dia seguinte. (E) para a jornada diária de trabalho contínuo superior a 4 horas e não excedente a 6 horas o intervalo obrigatório será de, no mínimo, uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de duas horas. 2. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, um dos fundamentos para a limitação do tempo de trabalho é de natureza biológica, uma vez que visa a combater os problemas psicofisiológicos oriundos da fadiga. 3. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) Corolário do fenômeno da flexibilização das normas trabalhistas, tem validade diploma coletivo que estabeleça limites de horário de trabalho, diário e semanal, superiores aos consagrados na Constituição Federal. 4. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, a compensação de jornadas, antes restrita à semana, atualmente pode verificar-se no prazo máximo de 90 (noventa) dias. 5. (FCC_TRT19_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2008) Considere as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 164 de 209 III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas extras, uma vez que se equiparam aos gerentes. IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho. É correto o que se afirma, APENAS, em (A) I, II e III. (B) II, III e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e II. 6. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. Havendo, porém, transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, não serão devidas horas in itinere pelo deslocamento da residência ao trabalho e vice-versa, nos termos do entendimento jurisprudencial pacificado no Tribunal Superior do Trabalho. 7. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas in itinere.Havendo, porém, incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular, serão devidas as horas in itinere, conforme entendimento pacificado no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho. 8. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno: a) Será computado na jornada de trabalho quando o local não for servido de transporte público e o empregador fornecer a condução. b) Será computado na jornada de trabalho quando o local for de difícil acesso e o empregado se deslocar por meios próprios. c) Será computado na jornada de trabalho, salvo quando o empregador fornecer a condução. d) Será devido como hora extra in itinere. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 165 de 209 e) Será computado na jornada de trabalho dependendo do meio de transporte utilizado. 9. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando- se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. Para esse fim, considera-se de difícil acesso o local de trabalho quando há mera insuficiência de transporte público. 10. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2010) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de trabalho, exceto se o empregador fornecer a condução. 11. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A jurisprudência pacificada do Tribunal Superior do Trabalho considera irrelevante, para consagrar o direito à percepção das horas in itinere, o fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular. 12. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2010) Poderão ser fixados, para as microempresas por meio de acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio despendido pelo empregado, bem como a forma e a natureza da remuneração. 13. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) A legislação considera trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte horas semanais. 14. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, trabalho em regime de tempo parcial é aquele cuja duração não excede a vinte e cinco horas semanais. 15. (FCC_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2010) Solange é empregada da empresa Amor Perfeito, trabalhando como ajudante na Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 166 de 209 elaboração de cestas de café da manhã. Solange é considerada empregada em regime de tempo parcial. Neste caso, a duração da sua jornada de trabalho (A) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse vinte e oito horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. (B) não poderá exceder a vinte horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. (C) deverá ser obrigatoriamente de vinte e quatro horas semanais. (D) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse dezoito horas semanais, bem como oito horas extras mensais. (E) não poderá exceder a vinte e cinco horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. 16. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia autorização do Ministério do Trabalho. 17. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) É ônus que decorre de obrigação legal a manutenção, pelo empregador que tem mais de dez empregados em seus quadros, de registros dos horários trabalhados, não sendo viável a pré-assinalação do intervalo. 18. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores terão obrigatoriamente sistema de anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, devendo haver diariamente assinalação do período de repouso, a cargo do trabalhador. 19. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O empregado exercente de cargo de confiança está excluído das regras pertinentes ao cômputo e pagamento de horas extras, mesmo quando submetido a rigoroso controle de horário. 20. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) O motorista de caminhão que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras pertinentes à limitação da jornada de trabalho, ainda que sofra rígido controle de horário pelo empregador, porque, nesse caso, há apenas a adoção de postura discricionária por parte do contratante dos serviços. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 167 de 209 21. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Observando a alteração legislativa promovida em 1994 (Lei n. 8.966), versando sobre os empregados que não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. 62 da CLT), não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de gerência a prova do encargo de gestão, com investidura por meio de mandato legal. 22. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de duas, mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado, ou por contrato coletivo de trabalho. 23. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) Adotando os contraentes, de modo tácito, a compensação de jornada, o empregador não está obrigado a repetir o pagamento das horas excedentes da jornada normal diária, desde que não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional, nos termos da jurisprudência uniformizada no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho. 24. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) As variações de horário no registro de ponto que não excederem de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, não são computadas como jornada extraordinária. 25. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 26. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Certo empregado celebrou, com o respectivo empregador, acordo escrito de compensação de jornada. Entretanto, após a pactuação, o acordo foi reiteradamente descumprido, diante da prestação habitual de horas extras, inclusive acima do limite previsto no acordo, sem que houvesse qualquer compensação de horário. Considerando as normas relativas à jornada de trabalho, a situação hipotética descrita e a jurisprudência do TribunalSuperior do Trabalho, assinale a opção correta. a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente entre empregado e empregador, o que não afetaria sua validade. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 168 de 209 b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação de horário, tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias das que ultrapassarem a duração semanal normal. c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de que, em caso de não-compensação das horas excedentes, o empregado terá direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do valor da hora normal de trabalho. d) O acordo individual de compensação de horário é inválido, exigindo a legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis, poderá o empregador exigir horas extras do empregado, além do limite legal, contratual ou convencional, desde que haja previsão nesse sentido em convenção ou acordo coletivo de trabalho. 27. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, a compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. 28. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Sobre as hipóteses de prorrogação e compensação da jornada de trabalho e seus efeitos, assinale a opção correta. a) Mediante acordo individual firmado entre trabalhador e empregador, é lícita a adoção de regime de prorrogação e compensação da jornada, de tal sorte que não seja suplantado o limite semanal máximo previsto em lei. b) O acordo tácito celebrado entre empregado e empregador, destinado a viabilizar a adoção de regime de prorrogação e compensação de jornada, apenas será válido se não for suplantado o limite semanal máximo previsto em lei. c) O limite diário para a dilação da jornada diária é de duas horas, razão por que eventuais horas excedentes desse limite, embora devam ser pagas, não poderão ser computadas para fins reflexos sobre o FGTS. d) A adoção de regime de prorrogação e compensação de jornada concomitantemente à prestação habitual de horas excedentes é perfeitamente válida, apenas sendo devido o pagamento dessas últimas, não alcançadas pelo acordo celebrado. e) Apenas por acordo e convenção coletivos de trabalho é possível prever regimes de prorrogação e compensação da jornada para as trabalhadoras mulheres. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 169 de 209 29. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva sobre compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre prescinde31 da inspeção prévia da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho, segundo entendimento jurisprudencial prevalente no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho. 30. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, a validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre não prescinde de inspeção prévia da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho. 31. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2010) A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre não prescinde da inspeção previa da autoridade competente em matéria de higiene e segurança do trabalho. 32. (FCC_TRT24_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Mirto, empregado da empresa ³0DLV� /WGD´�� SRVVXL� MRUQDGD� GLiULD� GH� WUDEDOKR� GH� RLWR� horas, com quarenta e cinco minutos de intervalo para descanso e alimentação. Considerando que a redução do horário para descanso e alimentação consta em cláusula de Convenção Coletiva de Trabalho, esta redução é (A) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha cláusula expressa de proibição de renovação. (B) legal, uma vez que a Consolidação das Leis do Trabalho permite a redução do intervalo intrajornada por meio de norma coletiva. (C) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor pelo prazo máximo de um ano. (D) ilegal, tendo em vista que norma coletiva não poderá reduzir o intervalo intrajornada. (E) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor pelo prazo máximo de seis meses. 33. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O intervalo intrajornada legal não pode ser suprimido por cláusula de convenção coletiva. 31 Prescinde é sinônimo de dispensa, não precisa. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 170 de 209 34. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A propósito da jornada de trabalho, assinale a opção correta. a) Os titulares da relação de emprego podem pactuar livremente a duração da jornada de trabalho, desde que observem parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade. b) Os limites legais da jornada de trabalho podem ser alterados pelos contratantes, ainda que em prejuízo do trabalhador, mas, nesse caso, deverá ele estar assistido por seu sindicato profissional. c) As negociações coletivas podem estabelecer regras relativas à duração do horário de trabalho, mas a aplicação dessas disposições aos contratos individuais de trabalho está condicionada à concordância expressa de trabalhadores e empregadores, sob pena de ineficácia da cláusula normativa correspondente. d) A jornada de trabalho fixada em lei pode ser objeto de ampliação mediante ajuste entre empregado e empregador, desde que respeitado o máximo de duas horas diárias, as quais deverão ser pagas com adicional mínimo de 50%. e) Em casos excepcionais, em que a preservação do contrato dependa da dilação horária sem a remuneração correspondente, pode o trabalhador renunciar ao crédito resultante desse labor. 35. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Sobre as regras que definem a duração das jornadas especiais de trabalho, assinale a opção incorreta. a) A jornada dos bancários, sujeita ao limite diário máximo de 06 horas, deve ser prestada entre o período de 07h às 22h, assegurado o intervalo diário de 15 min de intervalo para refeição. b) Os jornalistas profissionais devem trabalhar por, no máximo, 05 horas noturnas e 06 horas diurnas, facultada a ampliação da jornada em uma hora diária, com o pagamento suplementar correspondente. c) O trabalho executado em minas de subsolo não deve exceder de seis horas diárias ou trinta e seis semanais, computando-se como serviço efetivo o tempo gasto no deslocamento entre a boca da mina e o local de trabalho e vice-versa. d) Os operadores cinematográficose seus ajudantes devem trabalhar por, no máximo, seis horas diárias, das quais cinco horas ficam reservadas ao labor consecutivo em cabina (durante o funcionamento cinematográfico) e uma hora, no máximo, destinada à limpeza e lubrificação dos aparelhos de projeção ou revisão dos filmes. e) Os tripulantes de embarcações da marinha mercante nacional estão sujeitos à jornada de oito horas diárias, que deve ser prestada de modo contínuo ou intermitente, nesse último caso com duração mínima de 01 hora, entre 0 e 24 horas, de acordo com o critério definido pelo comandante. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 171 de 209 36. (14° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2008) Complete com a opção CORRETA. Poderá a duração normal do trabalho do jornalista ser elevada a ______ horas, mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso de tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. ( ) a) 7 horas ( ) b) 8 horas; ( ) c) 10 horas; ( ) d) 12 horas; ( ) e) não respondida. 37. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Como forma de compensar os desgastes impostos ao trabalhador, o labor executado em turnos ininterruptos de revezamento deve observar o limite diário máximo de seis horas, salvo havendo norma coletiva dispondo em contrário. 38. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Ainda que a atividade empresarial seja explorada de forma ininterrupta, a vinculação do trabalhador a um turno específico de trabalho descaracteriza o regime diferenciado, afastando as regras especiais correspondentes. 39. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, a interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto constitucionalmente. 40. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A concessão de folga semanal ou a interrupção da atividade empresarial aos domingos descaracteriza o regime de turnos ininterruptos de revezamento. 41. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal descaracterizam o turno de revezamento com jornada de 6 horas previsto no art. 7, inciso XIV, da Constituição da República de 1988. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 172 de 209 42. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a concessão do intervalo para repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para descanso semanal, descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. 43. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) A jornada cumprida em turnos ininterruptos de revezamento tem como limite máximo a jornada de seis horas, salvo demonstrada a concessão do intervalo mínimo de 01 hora para refeição e descanso. 44. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) Quanto ao turno ininterrupto de revezamento, é correto afirmar que: a) o turno de revezamento tem adoção restrita aos petroleiros. b) a adoção de turno ininterrupto de revezamento na empresa depende de negociação coletiva. c) o intervalo intrajornada descaracteriza o turno ininterrupto de revezamento. d) o intervalo para descanso semanal descaracteriza o turno ininterrupto de revezamento. e) mediante negociação coletiva, é válida a fixação de jornada superior a seis horas para turno ininterrupto de revezamento. 45. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Em caso de necessidade imperiosa, resultante do incremento de seus negócios, pode o empregador determinar o labor em turnos ininterruptos de revezamento. 46. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) O labor em turnos ininterruptos de revezamento apenas pode ser implementado mediante prévia previsão em negociação coletiva. 47. (FCC_TRT18_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2008) Maria, Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA, atuando as três na função de auxiliar administrativo. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas; Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana, apenas. (B) Maria, Joana e Diana, igualmente. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 173 de 209 (C) Joana e Diana. (D) Maria, apenas. (E) Maria e Joana. 48. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de seis horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de duas horas. 49. (FCC_TRT14_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) É obrigatória a concessão de um intervalo de 15 minutos para descanso ou alimentação quando o trabalho contínuo ultrapassar (A) quatro horas e não exceder seis horas. (B) quatro horas e não exceder oito horas. (C) seis horas e não exceder oito horas. (D) duas horas e não exceder quatro horas. (E) duas horas e não exceder seis horas. 50. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Cumprida jornada de trabalho com duração superior a seis horas, o empregador deve conceder o intervalo mínimo de 01 hora para refeição e descanso. 51. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Não excedendo de seis horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. 52. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, constituem benefício adicional e não são computados na jornada diária. 53. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Entre o término de uma jornada e o início de outra deve haver um intervalo mínimo de 11 horas. 54. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 174 de 209 55. (FCC_TRT24_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Mario, professor da universidade X, leciona no período matutino e noturno de segunda- feira a sexta-feira. Assim, ministra aulas das 7:40 às 13:00 horas e das 18:00 às 23:30 horas. Neste caso, a legislação trabalhista, especificamente a Consolidaçãodas Leis do Trabalho, (A) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. (B) está sendo respeitada, tendo em vista que Mario não leciona no final de semana, não sendo a Universidade obrigada a conceder descanso entre as jornadas de trabalho. (C) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 10 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. (D) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 9 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. (E) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 15 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 56. (FCC_TRT23_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_ 2011) Os digitadores (A) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. (B) não se equiparam aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), tratando-se de categorias distintas com direitos distintos, não havendo qualquer analogia relacionada aos períodos de descanso. (C) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 5 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. (D) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 15 minutos a cada 120 minutos de trabalho consecutivo. (E) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 15 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 175 de 209 57. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O intervalo intrajornada legal do bancário, de 15 minutos, é computado na jornada de trabalho. 58. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Acaso o trabalhador, durante a semana, não observe os requisitos da freqüência, faltando injustificadamente ao serviço, e da pontualidade, por iniciar ou terminar o expediente fora do horário estabelecido, perderá o direito ao descanso semanal e à sua respectiva remuneração. 59. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Com relação ao trabalho noturno: I. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 30% pelo menos, sobre a hora diurna. II. A hora do trabalho noturno será computada como de cinquenta e dois minutos e trinta segundos. III. Considera-se noturno o trabalho executado entre as vinte e uma horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte. Está correto o que se afirma em: (A) II, apenas. (B) I e II, apenas. (C) II e III, apenas. (D) I e III, apenas. (E) I, II e III. 60. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Na hipótese de empregados com jornada de seis horas, em razão de cumprirem turnos ininterruptos de revezamento, iniciado o expediente às 23h e encerrado às 7h30min, o direito ao adicional noturno se circunscreve ao período compreendido entre 22h e 5h, e, quanto às horas extras, deverão ser computadas a partir de 5 horas. 61. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Quando o empregado H[HUFH�D�IXQomR�GH�YLJLODQWH��QD�FRQGLomR�GH�³IROJXLVWD´��QmR�WHP�GLUHLWR�j�MRUnada reduzida de 6 (seis) horas, mesmo que trabalhe em vários turnos durante a semana, isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno ininterrupto de revezamento, motivo pelo qual as horas extras só poderão ser computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 176 de 209 62. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do Trabalho_2010) Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas com extras. 63. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diferente, o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. 64. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Tendo em vista a jurisprudência sumulada do Colendo TST, aponte a opção correta. a) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, sem prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. b) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de doze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. c) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, todavia sem o respectivo adicional. d) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. e) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de dezoito horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. 65. (FCC_TRT6_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) Héstia é empregada da LanchoneWH� ³$%$´�H� WUDEDOKD� FRPR�EDOFRQLVWD��SRVVXLQGR�KRUiULR� GH� WUDEDOKR� QR� SHUtRGR� QRWXUQR�� GDV� ��� jV� �� KRUDV�� $� /DQFKRQHWH� ³$%$´� p� frequentada por consumidores que normalmente voltam de outras programações Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 177 de 209 noturnas, tendo em vista que a lanchonete possui horário de funcionamento até às 5 horas. Porém, a Lanchonete só encerra suas atividades após o atendimento do último cliente. Assim, Héstia frequentemente estende seu horário de trabalho até às 6 horas. Neste caso, (A) só será devido o adicional noturno também sobre a hora prorrogada, se houver expressa previsão contratual neste sentido e previsão em norma coletiva. (B) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada, uma vezque é expressamente proibido o trabalho extraordinário para empregado que possui jornada de trabalho integral em horário noturno. (C) será devido o adicional noturno também sobre a hora prorrogada uma vez que Héstia cumpre seu horário de trabalho integralmente no horário noturno. (D) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada uma vez que, de acordo com a CLT, a hora noturna é das 22 às 5 horas, sendo considerada a hora como 52 minutos e 30 segundos. (E) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada uma vez que, de acordo com a CLT, a hora noturna é das 22 às 5 horas, sendo considerada a hora como 55 minutos e 50 segundos. 66. (FCC_TRT6_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) Os HPSUHJDGRV� GD� HPSUHVD� ³$&$´�� DSyV� WUDQVSRUHP� D� SRUWDULD� GD� HPSUHVD�� deslocam-se, ainda, alguns metros para chegarem ao local de trabalho, em razão do enorme terreno em que a referida empresa está localizada. Este tempo de deslocamento do empregado entre a portaria da empresa e o local de trabalho (A) é considerado tempo à disposição do empregador, desde que supere o limite de 10 minutos diários. (B) só será considerado tempo à disposição do empregador, se houver previsão em Convenção Coletiva de Trabalho, em razão das peculiaridades existentes em cada categoria. (C) será sempre considerado tempo à disposição do empregador, uma vez que se o empregado atravessou a portaria da empresa pressupõe-se que se encontra disponível. (D) não é considerado tempo à disposição do empregador, uma vez que a jornada de trabalho somente se inicia com a chegada efetiva do empregado no local de trabalho. (E) é considerado tempo à disposição do empregador, desde que supere o limite de 5 minutos diários. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 178 de 209 67. (FCC_TRT5_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Conforme normas contidas na Constituição Federal e na Consolidação das Leis do Trabalho, (A) é considerado trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 30 horas semanais. (B) a duração normal do trabalho poderá ser acrescida por até quatro horas suplementares por dia, mediante acordo verbal ou escrito entre empregado e empregador. (C) os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar até duas horas extras por dia, desde que haja ajuste por meio de norma coletiva. (D) a hora do trabalho noturno urbano será computada como de 52 minutos e 30 segundos. (E) as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, serão descontadas, bem como computadas como jornada extraordinária. 68. (FCC_TRT1_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) A duração do intervalo para repouso e alimentação é de, no mínimo, (A) uma hora e no máximo duas horas, para jornadas de trabalho superiores a seis horas. (B) uma hora e no máximo duas horas, para jornadas de trabalho superiores a quatro horas e até seis horas. (C) quinze minutos e no máximo uma hora, para jornadas de trabalho superiores a quatro horas e até seis horas. (D) quinze minutos para jornadas de até quatro horas. (E) uma hora, para qualquer jornada de trabalho. 69. (FCC_TRT1_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Conforme normas legais vigentes, o adicional (A) noturno equivale a vinte por cento, no mínimo, sobre o valor do salário mínimo. (B) de horas extras equivale a vinte e cinco por cento sobre o valor da hora normal, de acordo com a Constituição Federal. (C) de horas extras incorpora-se ao salário após um ano de pagamento habitual, de acordo com a Constituição Federal. (D) noturno equivale a cinquenta por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. (E) noturno equivale a vinte por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 179 de 209 70. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Em relação ao intervalo para repouso e alimentação é INCORRETO afirmar: (A) Em qualquer trabalho que exceda de seis horas, será concedido intervalo para repouso e alimentação de, no mínimo, uma hora e, no máximo, duas horas. (B) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de quinze minutos. (C) Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo empregador, este deverá remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo cinquenta por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. (D) Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo empregador, este deverá remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo vinte por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. (E) Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. 71. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) De acordo com o entendimento sumulado do TST, em relação à compensação de jornada é correto afirmar: (A) O regime compensatório na modalidade "banco de horas" somente pode ser instituído por negociação coletiva. (B) A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de compensação de jornada. (C) O acordo individual para compensação na modalidade "banco de horas" é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. (D) É válido acordo tácito para compensação de jornada, exceto na modalidade "banco de horas". (E) A descaracterização do acordo de compensação em razão da prestação de horas extras habituais implica o pagamento em dobro das horas excedentes à jornada normal, inclusive em relação às que tenham sido compensadas. 72. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2013) No que se refere aos períodos de repouso assegurados ao empregado por lei, é INCORRETO afirmar: (A) O descanso semanal remunerado terá duração de vinte e quatro horas consecutivas e será concedido aos domingos. (B) O trabalho em domingo, seja total ou parcial, será sempre subordinado à permissão prévia da autoridade competente em matéria de trabalho. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 180 de 209 (C) Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de descanso de onze horas consecutivas. (D) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. (E) O descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, é direito dos empregados urbanos, rurais e domésticos. 73. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2013) Considerando as normas da CLT e o entendimento sumulado do TST, é correto afirmar: (A) A remuneração do trabalho noturno terá um acréscimo de trinta por cento, pelo menos, sobre a hora diurna. (B) Para os estabelecimentos com mais de quinze empregados é obrigatório o controle de jornada de trabalho. (C) Considera-se trabalho noturno o executado entre às vinte e duas horas de um dia e às quatro horas do dia seguinte. (D) Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quantoàs horas prorrogadas. (E) O empregado transferido para o período diurno de trabalho não pode deixar de receber o adicional noturno, sob pena de redução salarial. 74. (FCC_TRT9_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) De acordo com previsão constitucional, o descanso semanal remunerado deve ser concedido (A) preferencialmente aos domingos, salvo em semana em que o domingo coincida com feriado. (B) alternativamente aos sábados e aos domingos. (C) exclusivamente aos domingos. (D) preferencialmente aos domingos. (E) preferencialmente aos sábados. 75. (FCC_TRT9_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Com IXQGDPHQWR�QD�&/7�í�&RQVROLGDomR�GDV�/HLV�GR�7UDEDOKR H�QD�&)�í�&RQVWLWXLomR� Federal, as horas extraordinárias NÃO podem exceder de (A) seis e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora normal. (B) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora normal. (C) duas e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior à hora normal. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 181 de 209 (D) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior à hora normal. (E) duas e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora normal. 76. (FCC_TRT9_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Em relação ao intervalo para repouso e alimentação, é INCORRETO afirmar: (A) O trabalho em horas extras pelos empregados impede a redução do intervalo dos mesmos para período inferior a uma hora. (B) Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas, é obrigatória a concessão de um intervalo de no mínimo uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, de no máximo duas horas. (C) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar de quatro horas. (D) A não concessão do intervalo para repouso e alimentação implica em mera sanção administrativa, com imposição de multa ao empregador. (E) Os intervalos para repouso e alimentação previstos na Consolidação das Leis do Trabalho não serão computados na duração do trabalho. 77. (FCC_TRT9_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Com fundamento nas disposições celetistas sobre jornada extraordinária e jornada noturna, é correto afirmar: (A) Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, em relação às horas trabalhadas no período considerado noturno aplica-se a redução da hora e deve ser pago o respectivo adicional. (B) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras, desde que autorizados expressamente pelo sindicato. (C) O adicional noturno equivale a 30% (trinta por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. (D) Como forma de proteção da saúde e da integridade física dos trabalhadores, a prorrogação da jornada de trabalho deve ser prevista em convenção ou acordo coletivo de trabalho. (E) As horas extras são remuneradas com adicional de, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) sobre o valor da hora normal de trabalho. 78. (FCC_TRT12_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Analisando as normas da legislação trabalhista quanto à duração do trabalho, jornadas de trabalho e períodos de descanso, Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 182 de 209 (A) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, facultada a compensação e a redução de jornada. (B) não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, observado o limite máximo de quinze minutos diários. (C) entre duas jornadas de trabalho diário haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso, além de um descanso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferencialmente, aos domingos. (D) a duração normal do trabalho diário poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de quatro, mediante acordo escrito, individual ou coletivo. (E) em qualquer trabalho contínuo cuja duração ultrapassar de quatro horas e não exceder de seis horas ao dia, será obrigatório um intervalo de vinte minutos para refeição e descanso. 79. (FCC_TRT12_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) As normas trabalhistas regulamentam o trabalho noturno e as horas extraordinárias. Segundo tais normas, (A) a hora do trabalho noturno para o trabalhador urbano será computada como de cinquenta e dois minutos e trinta segundos. (B) a remuneração da hora extraordinária ou suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. (C) os gerentes que exercem cargos de gestão, bem como os diretores e chefes de departamento ou filial também estão sujeitos ao regime de duração do trabalho, recebendo pelo trabalho extraordinário superior a 10 horas por dia. (D) o trabalho noturno urbano será considerado como aquele que é executado entre às vinte e três horas de um dia e às seis horas do dia seguinte. (E) o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 50% (cinquenta por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. 80. (FCC_TRT12_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Hércules trabalha na empresa "Semideuses Produções Ltda.", cumprindo jornada legal de oito horas por dia. Ele gasta vinte minutos para se deslocar de sua residência até o local de trabalho e o mesmo tempo para o seu retorno, utilizando ônibus fretado pago pela empresa, embora pudesse utilizar transporte público coletivo para fazer o trajeto, diante da proximidade da empresa e de sua casa do ponto de ônibus. Nessa situação, conforme norma legal, Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 183 de 209 (A) somente em caso de previsão em cláusula de acordo ou convenção coletiva é que o tempo de trajeto e o seu retorno será computado na jornada de trabalho. (B) será computado na jornada de trabalho o tempo gasto no deslocamento e para seu retorno visto que foi excedente de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. (C) diante do fornecimento da condução pelo empregador, o período de deslocamento será computado na jornada de trabalho, ainda que haja a possibilidade de utilização de transporte público. (D) o tempo de deslocamento da residência ao local de trabalho e o seu retorno será considerado na jornada de trabalho do empregado, visto que não ultrapassa 30 minutos. (E) o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, não será computado na jornada de trabalho. 81. (FCC_TRT2_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) O conceito de turnos ininterruptos de revezamento diz respeito ao tipo de jornada a que se submete o empregado, caracterizando-se pela alternância periódica de horários em que a referida jornada é prestada. Visando compensar os prejuízos ao trabalhador decorrente dessa modalidade de jornada, o constituinte estabeleceu jornada especial de trabalho de (A) seis horas diárias em uma semanae oito horas diárias na outra semana, de forma alternada. (B) oito horas diárias e quarenta horas semanais. (C) seis horas diárias, salvo negociação coletiva. (D) oito horas diárias, salvo negociação coletiva. (E) seis horas diárias e trinta horas semanais. 82. (FCC_TRT2_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) Ariadne, contratada pela empresa Gráfica Luz Ltda., para trabalhar no cargo de auxiliar de serviços gerais, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas. Com relação ao intervalo para repouso e alimentação, de acordo com as regras da CLT, Ariadne (A) terá direito a 30 minutos de intervalo. (B) terá direito a 20 minutos de intervalo. (C) terá direito a 15 minutos de intervalo. (D) não terá direito ao intervalo. (E) terá direito a 1 hora de intervalo. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 184 de 209 83. (FCC_TRT2_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) Em relação ao intervalo para repouso e alimentação, é correto afirmar: (A) O empregado que cumpre diariamente jornada extraordinária tem direito a um acréscimo de 15 minutos no seu intervalo. (B) O intervalo para empregado que cumpre jornada entre 6 e 8 horas diárias é de uma hora. (C) A não concessão do intervalo pelo empregador, gera ao mesmo a obrigação de remunerar o respectivo período com um acréscimo de no mínimo 20% sobre o valor correspondente. (D) O cumprimento pelo empregado de jornada de trabalho de 4 horas diárias assegura ao mesmo o direito a um intervalo de 15 minutos. (E) Esse intervalo não é computado na duração do trabalho. 84. (FCC_TRT2_ANALISTA JUDICIÁRIO_OFICIAL AVALIADOR_2014) Em relação ao trabalho extraordinário, é correto afirmar que (A) os empregados contratados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras, desde que acordado expressamente com o sindicato da categoria. (B) as horas extras decorrentes de força maior ou de serviços inadiáveis podem ser prestadas, desde que existente acordo de prorrogação de horas firmado entre empregado e empregador. (C) o acordo de prorrogação de jornada de trabalho deve ser escrito e necessariamente celebrado coletivamente, mediante negociação coletiva de trabalho. (D) o trabalho em horas extras é permitido aos empregados que trabalham em atividades insalubres, sendo necessária, porém, licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho. (E) todo empregado tem direito a um descanso de 15 minutos, no mínimo, antes do início do período extraordinário de serviço em caso de prorrogação do horário normal de trabalho. 85. (FCC_TRT15_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Emílio é HPSUHJDGR�GD�HPSUHVD�³%)*�/WGD´��DWXDQWH�QR�UDPR�GH�ORJtVWLFD��UHFRQKHFLGD�QR� mercado pela eficiência de seu trabalho por 24 horas ininterruptas. Emílio exerce a função de estoquista e trabalha 4 horas diárias. Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, Emílio (A) terá direito a 30 minutos de intervalo intrajornada. (B) terá direito a 15 minutos de intervalo intrajornada. (C) não terá direito ao intervalo intrajornada. (D) terá direito a uma hora de intervalo intrajornada, ou seja, o intervalo mínimo legal. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 185 de 209 (E) só terá direito ao intervalo intrajornada se exercer suas funções em horário noturno. 86. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Leonardo é HPSUHJDGR�UXUDO�GD�ID]HQGD�³$YHV�UDUDV�/WGD�´� tendo sido contratado em abril de 2008. No ano de 2009, Leonardo começou a usufruir de apenas trinta minutos de intervalo intrajornada. Neste caso, conforme jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, o intervalo intrajornada (A) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando o pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, com prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. (B) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando o pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. (C) só estará sendo concedido de forma regular se houver norma coletiva autorizando a redução do respectivo intervalo. (D) está sendo concedido de forma regular, uma vez que se trata de empregado rural e não urbano. (E) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando no pagamento total do período correspondente, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 87. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Maria Marta p�HPSUHJDGD�GR�KRWHO�ID]HQGD�³9DOH�GDV�ÈJXDV�&ODUDV´��KRWHO�HVWH�ORFDOL]DGR�HP� área urbana. Maria Marta exerce a função de cozinheira e, sendo assim, todo dia se desloca a pé da portaria do hotel até a cozinha que fica no final do terreno. Neste trajeto, Maria Marta demora diariamente cerca de quinze minutos. Neste caso, de acordo com o entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, o tempo necessário ao deslocamento de Maria Marta entre a portaria do hotel e o local de trabalho (A) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar trinta minutos. (B) não se considera à disposição do empregador, em nenhuma hipótese. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 186 de 209 (C) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar vinte minutos. (D) considera-se à disposição do empregador uma vez que ultrapassou dez minutos. (E) considera-se à disposição do empregador em qualquer hipótese. 88. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) 6LPRQH�H�)ODYLDQD�VmR�HPSUHJDGDV�GD�HPSUHVD� ³01/�/WGD´�H�SRVVXHP� MRUQDGD� de trabalho de oito horas diárias. De acordo com os cartões de ponto das empregadas, ontem, Simone chegou à empresa cinco minutos adiantada e deixou a empresa quinze minutos além de sua jornada de trabalho. Flaviana, por sua vez, chegou à empresa cinco minutos adiantada e deixou a empresa quatro minutos após o término da sua jornada de trabalho. Nestes casos, (A) apenas Simone terá direito ao pagamento de horas extraordinárias uma vez que ultrapassou a jornada normal de trabalho. (B) Simone e Flaviana terão direito ao pagamento de horas extraordinárias uma vez que ultrapassaram a jornada normal de trabalho, bem como a variação de jornada legal permitida de cinco minutos diários. (C) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas extraordinárias, uma vez que não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de quinze minutos diários. (D) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas extraordinárias, uma vez que não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de pontonão excedentes de quinze minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários. (E) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas extraordinárias, uma vez que ambas chegaram na empresa antes do horário de trabalho, iniciando o labor a revelia da empresa empregadora. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 187 de 209 89. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) O cemitério particular PAZ ETERNA, em razão dos horários de enterros e velórios, possui diversos empregados tendo celebrado com cada empregado acordo escrito para aumentar o intervalo para repouso e alimentação de uma hora para uma hora e quarenta e cinco minutos. Neste caso, os referidos acordos são (A) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido mediante Convenção Coletiva de Trabalho. (B) válidos porque respeitam a Consolidação das Leis do Trabalho. (C) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por trinta minutos. (D) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por quinze minutos. (E) inválidos porque a Consolidação das Leis do Trabalho e a Constituição Federal vedam, em qualquer hipótese, o aumento do intervalo intrajornada para prevenção da saúde do trabalhador. 90. (FCC_TRT18_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Em relação à duração do trabalho, aos períodos de descanso e ao trabalho noturno, conforme legislação trabalhista aplicável, é correto afirmar: (A) A hora do trabalho noturno para o trabalho realizado nas cidades será computada como de 50 minutos. (B) As variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, observado o limite máximo de quinze minutos diários, não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária. (C) O intervalo mínimo para refeição e descanso será de dez minutos quando o trabalho for executado entre duas horas e até seis horas diárias. (D) O horário noturno para o trabalhador urbano é aquele executado entre as vinte e quatro horas de um dia e seis horas do dia seguinte. (E) A duração normal do trabalho é de oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 188 de 209 91. (FCC_TRT18_ANALISTA JUDICIÁRIO_OFICIAL AVALIADOR_2013) A respeito da duração do trabalho, incluindo períodos de descanso, o labor noturno e o trabalho extraordinário, a legislação trabalhista prevê que (A) o adicional a ser pago pelo trabalho extraordinário será de no mínimo 100% sobre a hora normal e o adicional a ser pago pelo trabalho noturno será de no mínimo 50% sobre a hora diurna. (B) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, facultada a compensação de horas dentro do mês por decisão do empregador. (C) as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária. (D) o período mínimo para o descanso entre duas jornadas de trabalho será de dez horas consecutivas. (E) o limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição para o trabalho contínuo cuja duração exceda seis horas não poderá ser reduzido em nenhuma hipótese. 92. (CESPE_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Acerca do entendimento jurisprudencial do TST sobre a duração do trabalho, assinale a opção correta. (A) As horas extras habituais incorporam-se à remuneração do empregado para fins de gratificação natalina e repouso semanal remunerado. (B) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, não são remuneradas como extraordinárias. (C) A concessão, pelo empregador, de intervalos na jornada de trabalho não previstos em lei não representa tempo à disposição da empresa e, consequentemente, não deve ser considerada serviço extraordinário. (D) A mera incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que não gera direito às horas in itinere. (E) A compensação de jornada de trabalho somente é válida se ajustada por acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho, sendo vedado acordo individual escrito para tal fim. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 189 de 209 93. (CESPE_TRT8_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) À luz da jurisprudência do TST a respeito da jornada de trabalho, assinale a opção correta. (A) Ao empregado que labore, habitualmente, por seis horas durante o dia é garantido o direito de gozo de intervalo intrajornada mínimo de uma hora. (B) A jornada de trabalho em escala de doze horas de trabalho por trinta e seis horas de descanso excepcionalmente descrita em norma coletiva é inválida, devendo ao empregado ser pago adicional de horas extras relativo à décima primeira e à décima segunda hora de trabalho. (C) O adicional de horas extras devido pelo empregador em virtude da não concessão de intervalo para repouso e alimentação ao empregado possui natureza salarial, repercutindo no cálculo de outras parcelas salariais. (D) A concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento apenas do período de intervalo suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal. (E) Em virtude do poder regulamentar concedido aos sindicatos, cláusula de acordo ou convenção coletiva que determine a supressão do intervalo intrajornada é considerada válida e eficaz. 94. (CESPE_MTE_AUDITOR_FISCAL_DO_TRABALHO_2013) Para jornada de trabalho de até seis horas contínuas, é obrigatória a concessão de intervalo de uma hora para descanso. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 191 de 209 6. Conclusão Pessoal, Pela quantidade de questões, todos devem ter percebido o quão importante é este assunto para as provas de concursos públicos. Não destacamos nenhum tópico em especial, pois o assunto é cobrado de maneira uniforme, sendo necessário entender todos os aspectos atinentes a jornada e descansos. Este é um tema carregado de jurisprudência, e as Súmulas e OJ do TST são muito exigidas nas provas para a Área Judiciária. No estudo e revisão do assunto, portanto, fiquem atentos à jurisprudência sumulada do TST. Grande abraço e bons estudos, Prof. Mário Pinheiro mariopinheiro@estrategiaconcursos.com.br Prof. Antonio Daud Jr antoniodaud@estrategiaconcursos.com.br Direito do Trabalho p/ TRT3(Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 209 7. Lista de legislação, Súmulas e OJ do TST relacionados ao tema Constituição Federal CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) IX ± remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; (...) XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; (...) XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; (...) XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 2 de 209 CLT Art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. Art. 58 - A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite. § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. § 2º O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. § 3º Poderão ser fixados, para as microempresas e empresas de pequeno porte, por meio de acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio despendido pelo empregado, bem como a forma e a natureza da remuneração. Art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. § 2º Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção manifestada perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociação coletiva. Art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. § 1º - Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, obrigatoriamente, a importância da remuneração da hora suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 209 § 2o Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. § 4o Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. Art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou que neles venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho, quer diretamente, quer por intermédio de autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em entendimento para tal fim. Art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. § 1º - O excesso, nos casos deste artigo, poderá ser exigido independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado, dentro de 10 (dez) dias, à autoridade competente em matéria de trabalho, ou, antes desse prazo, justificado no momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação. § 2º - Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior, a remuneração da hora excedente não será inferior à da hora normal. Nos demais casos de excesso previstos neste artigo, a remuneração será, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) superior à da hora normal, e o trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas, desde que a lei não fixe expressamente outro limite. § 3º - Sempre que ocorrer interrupção do trabalho, resultante de causas acidentais, ou de força maior, que determinem a impossibilidade de sua realização, a duração do trabalho poderá ser prorrogada pelo tempo necessário até o máximo de 2 (duas) horas, durante o número de dias indispensáveis à recuperação do tempo perdido, desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias, Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 4 de 209 em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita essa recuperação à prévia autorização da autoridade competente. Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados; II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial. Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). Art. 63 - Não haverá distinção entre empregados e interessados, e a participação em lucros e comissões, salvo em lucros de caráter social, não exclui o participante do regime deste Capítulo. Art. 64 - O salário-hora normal, no caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se o salário mensal correspondente à duração do trabalho,a que se refere o art. 58, por 30 (trinta) vezes o número de horas dessa duração. Parágrafo único - Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o cálculo, em lugar desse número, o de dias de trabalho por mês. Art. 65 - No caso do empregado diarista, o salário-hora normal será obtido dividindo-se o salário diário correspondente à duração do trabalho, estabelecido no art. 58, pelo número de horas de efetivo trabalho. Art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 5 de 209 Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. § 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. § 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. § 5º - Os intervalos expressos no caput e no § 1º [intervalos intrajornada] poderão ser fracionados quando compreendidos entre o término da primeira hora trabalhada e o início da última hora trabalhada, desde que previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais do trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas, cobradores, fiscalização de campo e afins nos serviços de operação de veículos rodoviários, empregados no setor de transporte coletivo de passageiros, mantida a mesma remuneração e concedidos intervalos para descanso menores e fracionados ao final de cada viagem, não descontados da jornada. Art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 209 corresponderá um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da duração normal de trabalho. Art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. § 3º O acréscimo, a que se refere o presente artigo, em se tratando de empresas que não mantêm, pela natureza de suas atividades, trabalho noturno habitual, será feito, tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades, o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região, não sendo devido quando exceder desse limite, já acrescido da percentagem. § 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. Art. 74 - O horário do trabalho constará de quadro, organizado conforme modelo expedido pelo Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, e afixado em lugar bem visível. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o horário único para todos os empregados de uma mesma seção ou turma. § 1º - O horário de trabalho será anotado em registro de empregados com a indicação de acordos ou contratos coletivos porventura celebrados. § 2º - Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, devendo haver pré-assinalação do período de repouso. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 7 de 209 § 3º - Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário dos empregados constará, explicitamente, de ficha ou papeleta em seu poder, sem prejuízo do que dispõe o § 1º deste artigo. Art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas continuas nos dias úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana. § 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para alimentação. § 2º - As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confiança, desde que o valor da gratificação não seja inferior a 1/3 (um terço) do salário do cargo efetivo. Art. 225 - A duração normal de trabalho dos bancários poderá ser excepcionalmente prorrogada até 8 (oito) horas diárias, não excedendo de 40 (quarenta) horas semanais, observados os preceitos gerais sobre a duração do trabalho. Art. 226 - O regime especial de 6 (seis) horas de trabalho também se aplica aos empregados de portaria e de limpeza, tais como porteiros, telefonistas de mesa, contínuos e serventes, empregados em bancos e casas bancárias. Parágrafo único - A direção de cada banco organizará a escala de serviço do estabelecimento de maneira a haver empregados do quadro da portaria em função, meia hora antes e até meia hora após o encerramento dos trabalhos, respeitado o limite de 6 (seis) horas diárias. Art. 227 - Nas empresas que explorem o serviço de telefonia, telegrafia submarina ou subfluvial, de radiotelegrafia ou de radiotelefonia, fica estabelecida para os respectivos operadores a duração máxima de seis horas contínuas de trabalho por dia ou 36 (trinta e seis) horassemanais. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 8 de 209 Art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadores cinematográficos e seus ajudantes não excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento cinematográfico; b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, lubrificação dos aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. Art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre-aviso e de prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para substituições de outros empregados que faltem à escala organizada. § 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. § 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências da estrada, aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As horas de prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário-hora normal. Art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o tripulante poderá ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de modo contínuo, quer de modo intermitente. § 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do comandante e, neste último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. Art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. Art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no subsolo não excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e seis) semanais. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 9 de 209 Art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do trabalho e vice-versa será computado para o efeito de pagamento do salário. Art. 295 - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser elevada até 8 (oito) horas diárias ou 48 (quarenta e oito) semanais, mediante acordo escrito entre empregado e empregador ou contrato coletivo de trabalho, sujeita essa prorrogação à prévia licença da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho. Parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinação da autoridade de que trata este artigo, tendo em vista condições locais de insalubridade e os métodos e processos do trabalho adotado. Art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seção não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. Art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso do tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. Art. 318 - Num mesmo estabelecimento de ensino não poderá o professor dar, por dia, mais de 4 (quatro) aulas consecutivas, nem mais de 6 (seis), intercaladas. Art. 319 - Aos professores é vedado, aos domingos, a regência de aulas e o trabalho em exames. Art. 372 - Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino, naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este Capítulo. Parágrafo único - Não é regido pelos dispositivos a que se refere este artigo o trabalho nas oficinas em que sirvam exclusivamente pessoas da família da mulher e esteja esta sob a direção do esposo, do pai, da mãe, do tutor ou do filho. Art. 373 - A duração normal de trabalho da mulher será de 8 (oito) horas diárias, exceto nos casos para os quais for fixada duração inferior. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 10 de 209 Art. 381 - O trabalho noturno das mulheres terá salário superior ao diurno. § 1º - Para os fins desse artigo, os salários serão acrescidos duma percentagem adicional de 20% (vinte por cento) no mínimo. § 2º - Cada hora do período noturno de trabalho das mulheres terá 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. Art. 411 - A duração do trabalho do menor regular-se-á pelas disposições legais relativas à duração do trabalho em geral, com as restrições estabelecidas neste Capítulo. Art. 413 - É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, salvo: I - até mais 2 (duas) horas, independentemente de acréscimo salarial, mediante convenção ou acôrdo coletivo nos têrmos do Título VI desta Consolidação, desde que o excesso de horas em um dia seja compensado pela diminuição em outro, de modo a ser observado o limite máximo de 48 (quarenta e oito) horas semanais ou outro inferior legalmente fixada; II - excepcionalmente, por motivo de fôrça maior, até o máximo de 12 (doze) horas, com acréscimo salarial de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) sôbre a hora normal e desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Parágrafo único. Aplica-se à prorrogação do trabalho do menor o disposto no art. 375, no parágrafo único do art. 376, no art. 378 e no art. 384 desta Consolidação. Art. 414 - Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento, as horas de trabalho em cada um serão totalizadas. Art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias, sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. § 1o O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas diárias para os aprendizes que já tiverem completado o ensino fundamental, se nelas forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 209 SUM-65 VIGIA O direito à hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos aplica-se ao vigia noturno. SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada máxima semanal,sendo devido apenas o respectivo adicional. IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação coletiva. SUM-90 HORAS "IN ITINERE". TEMPO DE SERVIÇO I - O tempo despendido pelo empregado, em condução fornecida pelo empregador, até o local de trabalho de difícil acesso, ou não servido por transporte público regular, e para o seu retorno é computável na jornada de trabalho. II - A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". III - A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". IV - Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. V - Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho, o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 13 de 209 SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei nº 5.811, de 11.10.1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos prevista no art. 73, § 2º, da CLT. SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço extraordinário, se acrescidos ao final da jornada. SUM-119 JORNADA DE TRABALHO Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. SUM-140 VIGIA É assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno o direito ao respectivo adicional. SUM-199 BANCÁRIO. PRÉ-CONTRATAÇÃO DE HORAS EXTRAS I - A contratação do serviço suplementar, quando da admissão do trabalhador bancário, é nula. Os valores assim ajustados apenas remuneram a jornada normal, sendo devidas as horas extras com o adicional de, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento), as quais não configuram pré-contratação, se pactuadas após a admissão do bancário. SUM-229 SOBREAVISO. ELETRICITÁRIOS Por aplicação analógica do art. 244, § 2º, da CLT, as horas de sobreaviso dos eletricitários são remuneradas à base de 1/3 sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. SUM-320 HORAS "IN ITINERE". OBRIGATORIEDADE DE CÔMPUTO NA JORNADA DE TRABALHO O fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido, para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular, não afasta o direito à percepção das horas "in itinere". Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 14 de 209 SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. SUM 349 ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO EM ATIVIDADE INSALUBRE, CELEBRADO POR ACORDO COLETIVO. VALIDADE A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre prescinde da inspeção prévia da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho (art. 7º, XIII, da CF/1988; art. 60 da CLT). SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS INTRAJORNADA E SEMANAL A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. SUM 428 SOBREAVISO 2�XVR�GH�DSDUHOKR�GH�LQWHUFRPXQLFDomR��D�H[HPSOR�GH�%,3��³SDJHU´�RX�DSDUHOKR� celular, pelo empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso, uma vez que o empregado não permanece em sua residência aguardando, a qualquer momento, convocação para o serviço. SUM-428 SOBREAVISO. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 15 de 209 I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza regime de sobreaviso. II ± Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distancia e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso. SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. I ± Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII32, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. III ± Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais. IV ± Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horasde trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º, da CLT. 32 CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 209 SUM-438 INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. AMBIENTE ARTIFICIALMENTE FRIO. HORAS EXTRAS. ART. 253 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA. O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da CLT. SUM-444 JORNADA DE TRABALHO. ESCALA DE 12 POR 36. VALIDADE. É valida, em caráter excepcional, a jornada de 12 horas de trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. SUM-446 MAQUINISTA FERROVIÁRIO. INTERVALO INTRAJORNADA. SUPRESSÃO PARCIAL OU TOTAL. HORAS EXTRAS DEVIDAS. COMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 71, § 4º, E 238, § 5º, DA CLT. A garantia ao intervalo intrajornada, prevista no art. 71 da CLT, por constituir-se em medida de higiene, saúde e segurança do empregado, é aplicável também ao ferroviário maquinista integrante da categoria "c" (equipagem de trem em geral), não havendo incompatibilidade entre as regras inscritas nos arts. 71, § 4º, e 238, § 5º, da CLT SUM-449 (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 372 da SBDI-1) A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT, não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. OJ-SDI1-60 PORTUÁRIOS. HORA NOTURNA. HORAS EXTRAS. (LEI Nº 4.860/65, ARTS. 4º E 7º, § 5º) I - A hora noturna no regime de trabalho no porto, compreendida entre dezenove horas e sete horas do dia seguinte, é de sessenta minutos. Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 17 de 209 II - Para o cálculo das horas extras prestadas pelos trabalhadores portuários, observar-se-á somente o salário básico percebido, excluídos os adicionais de risco e produtividade. OJ-SDI1-127 HORA NOTURNA REDUZIDA. SUBSISTÊNCIA APÓS A CF/1988 O art. 73, § 1º da CLT, que prevê a redução da hora noturna, não foi revogado pelo inciso IX do art. 7º da CF/1988. OJ SDI1 273 "TELEMARKETING". OPERADORES. ART. 227 DA CLT. INAPLICÁVEL A jornada reduzida de que trata o art. 227 da CLT não é aplicável, por analogia, ao operador de televendas, que não exerce suas atividades exclusivamente como telefonista, pois, naquela função, não opera mesa de transmissão, fazendo uso apenas dos telefones comuns para atender e fazer as ligações exigidas no exercício da função. OJ SDI1 342 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. NÃO CONCESSÃO OU REDUÇÃO. PREVISÃO EM NORMA COLETIVA. INVALIDADE. EXCEÇÃO AOS CONDUTORES DE VEÍCULOS RODOVIÁRIOS, EMPREGADOS EM EMPRESAS DE TRANSPORTE COLETIVO URBANO. I É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. II Ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os condutores e cobradores de veículos rodoviários, empregados em empresas de transporte público coletivo urbano, é válida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a redução do intervalo intrajornada, desde que garantida a redução da jornada para, no mínimo, sete horas diárias ou quarenta e duas semanais, não prorrogada, mantida a mesma remuneração e concedidos intervalos para descanso menores e fracionados ao final de cada viagem, não descontados da jornada. OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA CLT O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT acarreta, por analogia, os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) Teoria e Questões Comentadas Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ± Aula 05 Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br Página 18 de 209 na Súmula nº 110 do TST, devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo, acrescidas do respectivo adicional. OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. OJ-SDI1-388 JORNADA 12X36. JORNADA MISTA QUE COMPREENDA A TOTALIDADE DO PERÍODO NOTURNO. ADICIONAL NOTURNO. DEVIDO. O empregado submetido à jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, que compreenda a totalidade do período noturno, tem direito ao adicional noturno, relativo às horas trabalhadas após as 5 horas da manhã. OJ-SDI1-395 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORA NOTURNA REDUZIDA. INCIDÊNCIA. O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora noturna reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. 73, § 1º, da CLT e 7º, XIV, da Constituição Federal.