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Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
Teoria e Questões Comentadas 
Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ±
Aula 05 
 
 
 
Prof. Mário Pinheiro / 
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AULA 05: Jornada de trabalho e descansos 
 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1. Introdução 02 
2. Desenvolvimento 03 
2.1. Jornada de trabalho 04 
2.1.1. Tempo à disposição do empregador 05 
2.1.2. Tempo in itinere 09 
2.1.3. Prontidão e sobreaviso 15 
2.1.4. Tempo residual à disposição do empregador 19 
2.2. Modalidades de jornada de trabalho 22 
2.2.1. Jornada padrão (normal) de trabalho 22 
2.2.2. Jornadas especiais de trabalho 23 
2.2.2.1. Turnos ininterruptos de revezamento 23 
2.2.2.2. Outras jornadas especiais 29 
2.3. Jornada extraordinária 35 
2.3.1. Compensação de jornada 38 
2.3.2. Prorrogação de jornada em necessidades imperiosas 44 
2.4. Hora noturna 48 
2.5. Descansos 52 
2.5.1. Intervalo intrajornada 57 
2.5.2. Intervalo interjornada 63 
2.5.3. Repouso semanal remunerado 65 
2.6. Controle de jornada 68 
2.6.1. Jornada controlada 68 
2.6.2. Jornada não controlada 71 
2.6.3. Jornada não tipificada 74 
3. Questões comentadas 78 
4. Lista das questões comentadas 163 
5. Gabaritos 190 
6. Conclusão 191 
7. Lista de legislação, Súmulas e OJ do TST relacionados ao tema 192 
 
 
 
 
 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
Teoria e Questões Comentadas 
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Aula 05 
 
 
 
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2. Desenvolvimento 
 
 Veremos nesta aula um dos assuntos mais exigidos em provas, que são 
duração do trabalho, jornada de trabalho e descansos. 
 
 É um assunto que cai em muitas questões, além de ser extremamente 
importante no dia a dia, pois gera inúmeras ações trabalhistas em curso nos 
Tribunais do Trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
Teoria e Questões Comentadas 
Prof. Mário Pinheiro / Prof. Antonio Daud Jr ±
Aula 05 
 
 
 
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2.1. Jornada de trabalho 
 
 
 Antes de adentrar ao assunto jornada de trabalho vejamos a diferenciação 
entre os conceitos relacionados. 
 
 Jornada de trabalho é o tempo diário em que o empregado presta 
serviços ao empregador ou então permanece à disposição do mesmo. 
 
 Exemplo: vamos imaginar o caso de um hospital veterinário pouco 
frequentado, no qual nenhum cliente entrou durante determinado dia. A 
recepcionista não atendeu ninguém, mas permaneceu à disposição do 
empregador, então aquele período é contado como jornada de trabalho 
normalmente. 
 
 Neste sentido, o artigo 4º da Consolidação das leis do Trabalho (CLT): 
 
CLT, art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o 
empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando 
ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. 
 
 Também se inclui no conceito de jornada de trabalho o tempo in itinere, 
que se caracteriza quando ocorre simultaneamente o conjunto de circunstâncias 
elencadas no art. 58, § 2º: 
 
CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e 
para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na 
jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não 
servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. 
 
 Além do tempo efetivo de trabalho, do tempo à disposição do empregador e 
da jornada in itinere, também se inclui no termo jornada de trabalho o tempo 
de prontidão e o tempo de sobreaviso, que são definidos, respectivamente, 
pelos §§ 2º e 3º do art. 244: 
 
 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
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 Já a duração do trabalho é um conceito que envolve a jornada de 
trabalho, os horários de trabalho e os descansos trabalhistas, tanto é que o 
&DStWXOR�,,�GD�&/7��LQWLWXODGR�³'D�'XUDomR�GR�7UDEDOKR´��GLYLGH-VH�QDV�6Ho}HV�³'D�
-RUQDGD�GH�7UDEDOKR´��³'RV�3HUtRGRV�GH�'HVFDQVR´�H�³'R�4XDGUR�GH�+RUiULR´� 
 
 O horário de trabalho, por sua vez, limita o período entre o início e o fim 
da jornada de trabalho diária. Este conceito pode ser associado ao seguinte artigo 
da CLT: 
 
CLT, art. 74 - O horário do trabalho constará de quadro, organizado conforme 
modelo expedido pelo Ministro do Trabalho, Indústria e Comercio, e afixado em 
lugar bem visível. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o horário 
único para todos os empregados de uma mesma seção ou turma. 
 
 Feitas as distinções, façamos agora uma análise aprofundada das regras 
importantes para nossa preparação para concursos públicos. 
 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
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08h00min 
12h00min 
Intervalo 2h 14h00min 
15h45min 
Intervalo 
��¶ 
16h00min 
18h00min 
 
 Neste 2º exemplo, o intervalo de 15 minutos concedido no período da tarde 
é considerado tempo à disposição do empregador (e, portanto, integra a 
jornada de trabalho). 
 
 6H� D� MRUQDGD� IRVVH� HVWHQGLGD� DWp� jV� ��K��PLQ� �SDUD� ³FRPSHQVDU´� R�
intervalo GH���¶), a jornada diária seria de 08h15min, e não apenas de 08h00min. 
 
 Neste exemplo, como a jornada superou as 08 horas, o período de 15 
minutos deve ser remunerado como hora extraordinária. Segue a Súmula 118 do 
TST, que corrobora este entendimento: 
 
SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS 
Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos 
em lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço 
extraordinário, se acrescidos ao final da jornada. 
 
 Feitas as considerações, vamos reler o art. 4º da CLT para reforçar o que 
aprendemos neste tópico: 
 
CLT, art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o 
empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando 
ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
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 Não há definição leJDO� GR� TXH� VHMD� ORFDO� GH� ³difícil acesso´�� (P� JHUDO�
locais de trabalho nos centros urbanos não são de difícil acesso, enquanto no 
meio rural tendem a ser de difícil acesso. Isto não é uma regra fixa, pois há que 
se analisarem as reais condições do local. 
 
 4XDQWR�j�H[SUHVVmR�³não servido por transporte público´�� frise-se que 
se o transporte regular for incompatível com os horários de início e término da 
jornada dos empregados poderá configurar-se a jornada in itinere. 
 
 Caso haja transporte público regular, mas este não coincida com a jornada 
dos empregados, isso é circunstância que também gera o direito às horas in 
itinere. 
 
 Para fazermos os demais comentários pertinentes sobre tempoin itinere, 
vamos utilizar o recurso de perguntas e respostas: 
 
1- Quando o empregador terceiriza o transporte, permanece o direito às horas in 
itinere? 
 
Resposta: sim. 
 
 Conforme entendimento dominante, não é necessário que o empregador 
forneça a condução diretamente para que se configure a jornada in itinere. 
 
 Caso ele contrate uma empresa terceirizada de transporte, por exemplo, 
permanecerão as horas in itinere (isto considerando que o local é de difícil acesso 
ou não servido por transporte público regular). 
 
2- Se o empregador fornecer diretamente o transporte (com veículo próprio), 
mas cobrar pelo serviço, permanece o direito às horas in itinere? 
 
Resposta: sim. 
 
 A cobrança do transporte pelo empregador não afasta o direito às horas in 
itinere. 
 
 Segue abaixo a Súmula do TST que se relaciona às 2 perguntas feitas: 
 
 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
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SUM-320 HORAS "IN ITINERE". OBRIGATORIEDADE DE CÔMPUTO NA JORNADA 
DE TRABALHO 
O fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte 
fornecido, para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular, não 
afasta o direito à percepção das horas "in itinere". 
 
 A questão abaixo, incorreta, propôs o contrário disso: 
 
(CESPE_TRT17_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2009) 
Quando o empregador cobra importância pelo transporte fornecido pela empresa, 
para local de difícil acesso, afasta do empregado o direito à percepção do 
pagamento das horas in itinere. 
 
3- Se um empregado termina seu torno de trabalho às 22h00min e o último 
ônibus do transporte regular passa no local às 21h00min, poderá ser o caso de 
horas in itinere? 
 
Resposta: Sim. 
 
 Conforme entendimento do TST, havendo incompatibilidade entre os 
horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público 
regular é circunstância que também gera o direito às horas in itinere. 
 
4- Considere a situação de um frigorífico, localizado a 20 km da área urbana do 
município, em localidade rural (difícil acesso) servida por transporte público 
regular apenas até a metade do caminho. Se o empregador fornecer a condução, 
será o caso de horas in itinere? 
 
Resposta: Sim, apenas em relação ao trecho não servido por transporte público. 
 
 
 
 Vamos acrescentar essa hipótese no nosso quadro anterior: 
 
 
 
 
 
 
 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
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2.1.3. Prontidão e sobreaviso 
 
 Os conceitos de prontidão e sobreaviso foram aplicados inicialmente à 
categoria dos ferroviários, tendo em vista as peculiaridades de organização do 
trabalho no setor. 
 
 Posteriormente legislações específicas estenderam o regime de sobreaviso a 
aeronautas e petroleiros, e também houve extensão do sobreaviso aos 
eletricitários por meio de entendimento do TST. Seguem abaixo os artigos da CLT 
respectivos: 
 
CLT, art. 244, § 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que 
permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado 
para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro 
horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão 
de 1/3 (um terço) do salário normal. 
 
CLT, art. 244, § 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas 
dependências da estrada, aguardando ordens. A escala de prontidão será, no 
máximo, de doze horas. As horas de prontidão serão, para todos os efeitos, 
contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário-hora normal. 
 
 À época da elaboração da CLT não existiam aparelhos como BIP, Pager, 
celular, etc., que podem ser utilizados para manter contato com o empregado 
casa haja necessidade do comparecimento do mesmo ao local de trabalho. 
 
 Quanto à utilização destes aparelhos na relação de trabalho e sua relação 
com o regime de sobreaviso existe Súmula do TST com entendimento de que o 
uso de tais equipamentos, por si só, não caracterizam o sobreaviso. 
 
 É de se destacar, também, que o referido verbete foi alterado em setembro 
de 2012: 
 
SUM 428 SOBREAVISO 
2�XVR�GH�DSDUHOKR�GH�LQWHUFRPXQLFDomR��D�H[HPSOR�GH�%,3��³SDJHU´�RX�DSDUHOKR�
celular, pelo empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso, uma 
vez que o empregado não permanece em sua residência aguardando, a qualquer 
momento, convocação para o serviço. 
 
 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
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SUM-428 SOBREAVISO. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT 
I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa 
ao empregado, por si só, não caracteriza regime de sobreaviso. 
II ± Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distancia e submetido a 
controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer 
em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o 
chamado para o serviço durante o período de descanso. 
 
 A atual redação do item I tem o mesmo sentido da anterior, de modo que 
não basta apenas o uso de meios de comunicação fornecidos pela empresa para 
que se configure o sobreaviso. 
 
 Sobre o instituto do sobreaviso e sua relação com os meios de comunicação 
é interessante conhecer a lição de Sérgio Pinto Martins2: 
 
³2� VREUHDYLVR� VH� FDUDFWHUL]D� SHOR� IDWR� GR� HPSUHJDGR� ILFDU� HP� VXD�
casa (e não em outro local), aguardando ser chamado para o serviço. 
Permanece em estado de expectativa durante o seu descanso, 
aguardando ser chamado a qualquer momento. Não tem o empregado 
condições de assumir outros compromissos, pois pode ser chamado 
de imediato, comprometendo até os seus afazeres familiares, pessoais 
e até o seu lazer. (...) Em razão da evolução dos meios de 
comunicação, o empregado tanto pode ser chamado pelo telefone ou 
pelo telégrafo (como ocorria nas estradas de ferro), como também 
SRU�%,3�� ³SDJHUV´�� lap top ligado à empresa, telefone celular, etc. O 
artigo 244 da CLT3 foi editado exclusivamente para os ferroviários, 
pois os últimos meios de comunicação na época ainda não existiam. O 
Direito do Trabalho passa, assim, a ter de enfrentar essas novas 
situações para considerar se o empregado está ou não à disposição do 
 
2
 MARTINS, Sérgio Pinto. Comentários às Súmulas do TST. 11 ed. São Paulo: Atlas, 2012, p. 340. 
 
3 CLT, art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre-aviso e de prontidão, 
para executarem serviços imprevistos ou para substituições de outros empregados que faltem à escala 
organizada. 
(...) 
§ 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a 
qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro 
horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário 
normal. 
 Direito do Trabalho p/ TRT3 (Minas Gerais) 
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empregador, principalmente quanto à liberdade de locomoção do 
REUHLUR´� 
 
 6REUH� R� XVR�� QR� YHUEHWH�� GD� H[SUHVVmR� ³LQVWUXPHQWRV� WHOHPiWLFRV� RX�
LQIRUPDWL]DGRV´ cite-se a alteração feita na CLT em 2011, a partir da qual o seu 
art. 6º passou a contar com o § único cuja redação segue abaixo: 
 
CLT, art. 6º Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do 
empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, 
desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. 
 
Parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de comando, 
controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios 
pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio. 
 
 Voltando à Súmula 428, vejamos seu item II: 
 
II ± Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distancia e submetido a 
controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer 
em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o 
chamado para o serviço durante o período de descanso. 
 
 Como frisamos ao comentar o item I, não basta que o empregado utilize 
meio de comunicação da empresa para configurar o sobreaviso: deve haver 
algum tipo de restrição de locomoção, como o regime de plantão. 
 
 Seguem abaixo três julgados cuja leitura ajuda a fixar este entendimento: 
 
HORAS DE SOBREAVISO. REGIME DE PLANTÃO. USO DE APARELHO CELULAR. 
Nos termos da novel Súmula 428, item I, do TST- o uso de instrumentos 
telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, 
não caracteriza regime de sobreaviso-. Ocorre que, na hipótese dos autos, a 
condenação para pagamento das horas de sobreaviso foi fixada em razão de 
haver prova de que o empregado ficava de plantão desde a sexta-feira de uma 
semana até a sexta-feira subsequente. (...) 
 
(RR - 45400-34.2006.5.09.0072 , Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado, 
Data de Julgamento: 26/09/2012, 3ª Turma, Data de Publicação: 28/09/2012) 
 
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HORAS DE SOBREAVISO. USO DE CELULAR. De acordo com o entendimento 
desta Corte, o simples uso de instrumentos telemáticos ou informatizados 
fornecidos pela empresa ao empregado não caracteriza o regime de sobreaviso. 
Entretanto, considera-se em sobreaviso o empregado que é submetido a controle 
patronal pelos referidos instrumentos, desde que permaneça em regime de 
plantão ou equivalente. Essa é a dicção da Súmula nº 428 do TST, alterada pelo 
Tribunal Pleno desta Corte em sessão do dia 14/09/2012. Na presente hipótese, 
há registro de que o reclamante tenha permanecido em casa, aguardando 
eventual chamado do empregador. De fato, consta no acórdão regional que - o 
autor ficava à disposição da ré à noite e em finais de semana, em sua residência, 
à espera de chamados por telefone celular, para realizar a manutenção em 
transmissores e antenas da RBS TV (...) que, evidentemente, redundava em 
tolhimento de sua liberdade de locomoção. (...) 
 
(RR - 7200-44.2009.5.04.0701, Relator Ministro: Pedro Paulo Manus, Data de 
Julgamento: 26/09/2012, 7ª Turma, Data de Publicação: 28/09/2012) 
 
EMBARGOS REGIDOS PELA LEI Nº 11.496/2007 HORAS DE SOBREAVISO - USO 
DE BIP OU APARELHO CELULAR - SUBMISSÃO À ESCALA DE ATENDIMENTO - 
SÚMULA Nº 428 DO TST. O acórdão da Turma, transcrevendo a decisão 
regional, dispôs que a Corte de origem considerou caracterizado o regime de 
sobreaviso, amparando-se não apenas na utilização do uso do aparelho celular, 
mas na constatação, extraída do conjunto probatório, de que o reclamante 
permanecia, efetivamente, à disposição do empregador fora do horário normal de 
trabalho, uma vez que estava submetido à escala de atendimento, devendo 
permanecer pronto para a chamada. (...) Destarte, a condenação do reclamado 
ao pagamento de horas de sobreaviso não decorreu unicamente da utilização de 
bip ou celular pelo reclamante, mas do fato de que ele estava submetido a 
escalas de atendimento. (...). 
 
(E-ED-RR - 3843800-92.2009.5.09.0651, Redator Ministro: José Roberto Freire 
Pimenta, Data de Julgamento: 23/08/2012, Subseção I Especializada em 
Dissídios Individuais, Data de Publicação: 07/01/2013) 
 
 
 
 
 
 
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2.1.4. Tempo residual à disposição do empregador 
 
 Este termo foi cunhado pela jurisprudência para caracterizar pequenos 
intervalos de tempo nos quais o empregado está adentrando ou saindo do local 
de trabalho. 
 
 Este conceito se relaciona a pequenos intervalos de tempo em que o 
empregado, em tese, aguarda a marcação do seu ponto. 
 
 Exemplo: uma empresa possui 100 (cem) empregados e tem apenas 2 
(dois) Registradores Eletrônicos de Ponto (REP) ± R� FKDPDGR� ³UHOyJLR�
SRQWR´��RQGH�RV�Hmpregados registram as entradas e saídas. 
 
 Como não é possível que todos registrem simultaneamente o ponto (e a 
maioria chega à empresa no mesmo horário), e considerando a prática 
jurisprudencial, foi inserida na CLT regra que permite desconsiderar pequenas 
variações no ponto do empregado, qual seja: 
 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
 
 Percebam, então, que a desconsideração do tempo residual somente terá 
lugar quando as variações de registro não excederem de 05 (cinco) minutos e, 
além disso, sendo observado o limite máximo diário de 10 (dez) minutos. 
 
 Se algum destes requisitos for extrapolado, toda a variação será 
acrescentada na jornada de trabalho. Reforça tal entendimento a Súmula 366: 
 
SUM-366 CARTÃO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE 
ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO 
Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as 
variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco minutos, 
observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse limite, 
será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder a jornada 
normal. 
 
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 Além disso, após a recente Súmula 449 (resultante da conversão da OJ nº 
372 da SBDI-1), não mais se pode elastecer a tolerância de 5 minutos em cada 
trajeto por meio de negociação coletiva. Vejamos: 
 
SUM-449 
A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 
1º ao art. 58 da CLT, não mais prevalece cláusula prevista em 
convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 minutos que 
antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das 
horas extras. 
 
 Vejamos uma questão sobre o assunto: 
 
 
 
(ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Não serão descontadas nem 
computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de 
ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez 
minutos diários. 
 
 Gabarito: Certa, conforme comentários anteriores.Esta questão também se relaciona à mesma regra: 
 
(FCC_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_TRT 14ª REGIÃO_2011) A 
Consolidação das Leis do Trabalho prevê a possibilidade de uma variação de 
horário no registro de ponto que não será descontado nem computado como 
jornada extraordinária. Esta variação de horário possui o limite máximo diário de 
(A) seis minutos. 
(B) sete minutos. 
(C) oito minutos. 
(D) dez minutos. 
(E) quinze minutos. 
 
 O gabarito, no caso, é a alternativa (D). 
 
 Considerando a regra, imaginemos as seguintes situações práticas de um 
empregado que labora das 08h00min às 18h00min, com intervalo de almoço das 
12h00min às 14h00min: 
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CARTÃO PONTO 
Dia Entrada Saída do intervalo 
Retorno do 
intervalo Saída 
(...) 
Quarta-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h01min 
Quinta-feira 07h55min 12h02min 14h01min 18h08min 
Sexta-feira 07h53min 12h01min 13h59min 18h00min 
(...) 
 
 Na quarta-feira a jornada totalizou 08h03min, e não houve registro 
excedente de 05 (cinco) minutos, então não será o caso de descontar nem 
computar tempo como jornada extraordinária. 
 
 Na quinta-feira a jornada totalizou 08h14min, então deverão ser 
computados 14min como jornada extraordinária. 
 
 Na sexta-feira a jornada totalizou 08h09min, não ultrapassando os 10min 
diários. Entretanto, na entrada houve registro que excedeu de 05 (cinco) minutos 
(a entrada ocorreu às 07h53min), então os 09min devem ser computados como 
jornada extraordinária. 
 
 Ressalte-se que esta regra permite as mais diversas interpretações, então 
caso haja cobrança em prova será necessário analisar todas as alternativas. 
 
 No caso da sexta-feira, por exemplo, há entendimentos no sentido de que 
deveriam ser registrados com extraordinários os 07 minutos da entrada 
(aplicação direta da Súmula 366), mas não deveriam ser registrado os outros 02 
minutos das demais marcações. 
 
 É importante, sobre o assunto tempo residual, conhecer a Súmula 429 do 
TST, que considera o deslocamento dentro da empresa como tal: 
 
 SUM-429 TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR. ART. 4º DA CLT. 
PERÍODO DE DESLOCAMENTO ENTRE A PORTARIA E O LOCAL DE TRABALHO 
Considera-se à disposição do empregador, na forma do art. 4º da CLT, o tempo 
necessário ao deslocamento do trabalhador entre a portaria da empresa e o local 
de trabalho, desde que supere o limite de 10 (dez) minutos diários. 
 
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 Como explicado por Mauricio Godinho Delgado4: 
 
³(...) enquadra-se no tipo legal em exame o sistema de trabalho que 
coloque o empregado, alternativamente, em cada semana, quinzena, 
mês ou período relativamente superior, em contato com as diversas 
fases do dia e da noite, cobrindo as horas da composição dia/noite ou, 
pelo menos, parte importante das fases diurnas e noturnas. (...) De 
toda maneira, é evidente que o contato com os diversos horários da 
noite e do dia há que ser significativo ± ainda que não integral -, sob 
pena de se estender demasiadamente o tipo jurídico destacado pela 
Constituição.´� 
 
 Exemplo: um empregado que trabalha na câmara fria de um frigorífico, 
cumprindo horários de trabalho alternados nos dias da semana de 08h00min às 
14h00min, 17h00min às 23h00min e 01h00min às 07h00min, de acordo com a 
necessidade da empresa. 
 
 Neste caso, o empregado tem evidentes prejuízos à sua saúde e convívio 
social, pois tal organização do trabalho afeta seu ritmo biológico (os horários de 
sono sempre variam) e prejudica sua inserção na sociedade (tem dificuldades 
para freqüentar uma faculdade ou realizar cursos, por exemplo, visto que a 
alternância de horários não lhe permite acompanhar as turmas). 
 
 Caso o empregado laborasse em turno fixo (somente de manhã, somente 
de tarde ou somente de noite, sem alternância), não seria o caso de 
aplicabilidade das regras atinentes ao turno ininterrupto de revezamento (TIR). 
 
 Seguindo adiante no assunto precisamos destacar outro aspecto relevante 
para fins de prova: se a empresa parar de funcionar um dia por semana (aos 
domingos, por exemplo) isto prejudica a tipificação do TIR? 
 
 Resposta: Não. Parte da doutrina entende que isso seria necessário, mas o 
TST já possui entendimento quanto ao fato de as interrupções da atividade 
empresarial não descaracterizarem o regime de turno ininterrupto de 
revezamento; vejamos o verbete relacionado ao tema: 
 
OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. 
HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO 
 
4 DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho.12 Ed. São Paulo: LTr, 2013, p. 930. 
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Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que 
exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois 
turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o 
noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde, sendo 
irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. 
 
 Outra questão que pode ser exigida em provas: se o empregador concede 
um intervalo intrajornada (15 minutos para lanche, por exemplo), isso 
descaracteriza o regime de TIR? 
 
 5HVSRVWD��1mR��YLVWR�TXH�R�WHUPR�³LQLQWHUUXSWR´�VH�UHIHUH�j�DOWHUQkQFLD�GRV�
turnos em si, e não impede que haja intervalo intrajornada (durante o turno) 
para descanso dos empregados: 
 
SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS 
INTRAJORNADA E SEMANAL 
A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada 
turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de 
revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. 
 
 Corrobora o entendimento a posição do Ministro Godinho5: 
 
³������ D� LGHLD� GH� IDOWD� GH� LQWHUUXSomR� GRV� WXUQRV� FHQWUD-se na 
circunstância de que eles se sucedem ao longo das semanas, 
quinzenas ou meses, de modo a se encadearem para cobrir todas as 
fases da noite e do dia ± não tendo relação com o fracionamento 
LQWHUQR�GH�FDGD�WXUQR�GH�WUDEDOKR�´ 
 
 Este tema foi exigido no concurso de AFT 2009/2010: 
 
(ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a 
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a concessão do intervalo para 
repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para descanso 
semanal, descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento 
previsto na Constituição. 
 
 Pelo que estudamos, a alternativa é incorreta. 
 
 
5
 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 915. 
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 Continuando no assunto precisamos analisar a viabilidadeda existência de 
turno ininterrupto de revezamento com jornada acima de 06 horas. 
 
 Pelo disposto na CF/88 isto é possível, desde que pactuado por meio de 
negociação coletiva: 
 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos 
de revezamento, salvo negociação coletiva; 
 
 Deste modo, é permitido que haja turnos de revezamento com jornadas de 
até 08 horas. 
 
 Caso não haja tal previsão na negociação coletiva as horas excedentes à 6ª 
deverão ser remuneradas como extraordinárias. 
 
 Entretanto, se houver previsão no acordo ou convenção, as horas 
excedentes à 6ª (no caso, a 7ª e 8ª) não serão remuneradas como extra: 
 
SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE 
TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. 
Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de 
regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de 
revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. 
 
 No caso de empregado horista que labore em turnos ininterruptos de 
revezamento, do mesmo modo caberá o pagamento da hora e seu respectivo 
adicional caso a jornada seja prorrogada para além da sexta hora. 
 
 Este é o entendimento da do seguinte verbete do TST: 
 
OJ-SDI1-275 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORISTA. HORAS 
EXTRAS E ADICIONAL. DEVIDOS 
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Inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diversa, o empregado horista 
submetido a turno ininterrupto de revezamento faz jus ao pagamento das horas 
extraordinárias laboradas além da 6ª, bem como ao respectivo adicional. 
 
 Segue abaixo trecho de julgado do TST que corrobora este entendimento: 
 
 
 
 
 
³Esta Corte tem reiteradamente decidido que, no caso de trabalho 
realizado em turnos ininterruptos de revezamento, as horas extras 
excedentes a sexta diária devem ser pagas de forma integral, com o 
respectivo adicional, independentemente de o empregado ser horista 
ou mensalista, pois a contraprestação remunera apenas as seis 
primeiras horas trabalhadas´. 
 
(RR - 41700-69.2008.5.15.0086, Relatora Ministra: Kátia Magalhães 
Arruda, Data de Julgamento: 29/08/2012, 6ª Turma, Data de 
Publicação: 31/08/2012) 
 
 Se houver previsão em negociação coletiva, por exemplo, de jornada de 07 
(sete) horas em turnos ininterruptos, haveria o pagamento da 7ª hora, mas não 
caberia o pagamento do adicional (mínimo de 50%) desta hora, pois o sindicato 
concordou em que a jornada fosse de 07 (sete) horas, ou seja, esta 7ª hora não 
será extraordinária. 
 
 Para encerrar o tópico sobre turnos ininterruptos é necessário comentar a 
Súmula 110 do TST, que trata dos casos em que não são respeitados o descanso 
semanal e o intervalo interjornada. 
 
 Como veremos durante esta aula, o descanso semanal é de 24 horas 
consecutivas, enquanto o intervalo entre duas jornadas de trabalho (chamado de 
intervalo interjornada) é de no mínimo 11 (onze) horas. 
 
 Assim, do término de uma jornada do turno ininterrupto até o início da 
próxima jornada que sucede o descanso semanal deve haver 35 horas de 
intervalo (24 + 11). 
 
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2.2.2.2. Outras jornadas especiais 
 
 Iniciaremos o tópico com as disposições relativas aos bancários, que 
possuem previsão de jornada diferenciada na CLT: 
 
CLT, art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas 
bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas contínuas nos dias 
úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de 
trabalho por semana. 
 
§ 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará 
compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao 
empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para 
alimentação. 
 
 Pela regra estabelecida os bancários não trabalharão nos sábados e, com 
isso, o divisor a ser aplicado para a categoria é 180 (6 horas x 30 dias), 
diferentemente do divisor aplicado em regra que é, como vimos acima, de 220 
horas. 
 
 Entretanto, nem todos os empregados da categoria serão vinculados à 
limitação de jornada definida acima, visto que a lei traz a exceção dos ocupantes 
de funções de gerência, fiscalização, chefia e equivalentes: 
 
CLT, art. 224, § 2º - As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem 
funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes, ou que 
desempenhem outros cargos de confiança, desde que o valor da gratificação 
não seja inferior a 1/3 (um terço) do salário do cargo efetivo. 
 
 Além disso, o gerente também não estará sujeito a controle de jornada, 
desde que cumpridos os requisitos do art. 62 da CLT: 
 
CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: 
 
(...) 
 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos 
quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de 
departamento ou filial. 
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Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados 
mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, 
compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do 
respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). 
 
 No caso do segmento bancário, a regra do art. 62 se aplicaria ao gerente 
geral da agência, enquanto a do art. 224 se aplicaria aos gerentes de contas, de 
relacionamento, etc. Nesta linha o ensinamento de Valentin Carrion6: 
 
³Gerente de agência bancária. Os hábitos contemporâneos permitem 
distinguir duas espécies de empregados absolutamente distintas, 
apesar de terem a mesma denominação: de um lado, o gerente 
titular, ou principal, da agência bancária, com mais poderes de 
representação, e de decisão, sem fiscalização imediata, a não ser a 
genérica de regulamentos e normas internas (...), e, de outro lado, 
um ou vários gerentes de segundo nível, que prestam contas e 
submissão ao gerente-titular. A CLT acolhe o primeiro, no art. 62, II, 
e os segundos, verdadeiros subgerentes, apesar de outra 
denominação que utilizam, e que estão inseridos, junto com outros 
FDUJRV�GH�VHJXQGR�QtYHO��QR�DUW�������†�ž��GD�&/7�´ 
 
------------------- 
 
 Há também previsão na CLT de regra específica para os trabalhadores em 
minas de subsolo: 
 
CLT, art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em 
minas no subsolo não excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e 
seis) semanais. 
 
 O trabalho em subsolo nas atividades de mineração é responsável por uma 
série de agravos à saúde, que vão desde o choque elétrico até pneumoconiose 
(doença do pulmão ocasionada pelo contato com sílica livre cristalizada, oriunda 
da poeira gerada pela extração de minérios).6
 CARRION, Valentim. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 37ª ed. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 
150-151. 
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 Dadas as condições de insalubridade da atividade, existe até previsão de 
redução deste limite máximo: 
 
CLT, art. 295, parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo 
poderá ser inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinação da autoridade de 
que trata este artigo, tendo em vista condições locais de insalubridade e os 
métodos e processos do trabalho adotado. 
 
 Além disso, como em alguns empreendimentos a boca da mina (entrada 
para o subsolo) fica a vários quilômetros da frente de trabalho, a CLT também 
esclareceu que este tempo de deslocamento deve ser computado: 
 
CLT, art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do 
trabalho e vice-versa será computado para o efeito de pagamento do salário. 
 
------------------- 
 
 No que tange às atividades de telefonia, a CLT também trouxe previsões 
distintas da regra geral: 
 
CLT, art. 227 - Nas empresas que explorem o serviço de telefonia, telegrafia 
submarina ou subfluvial, de radiotelegrafia ou de radiotelefonia, fica 
estabelecida para os respectivos operadores a duração máxima de seis horas 
contínuas de trabalho por dia ou 36 (trinta e seis) horas semanais. 
 
 Com base nesta previsão legal, o TST estendeu a regra aos empregados 
que operam telefone de mesa (de empresas em geral): 
 
SUM-178 TELEFONISTA. ART. 227, E PARÁGRAFOS, DA CLT. APLICABILIDADE 
É aplicável à telefonista de mesa de empresa que não explora o serviço de 
telefonia o disposto no art. 227, e seus parágrafos, da CLT. 
 
------------------- 
 
 Os operadores de teleatendimento e telemarketing (atividades recentes, 
que não existiam quando da publicação da CLT) não possuem restrição legal de 
sua jornada de trabalho. 
 
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 Estas pessoas laboram em locais denominados call centers, que são 
ambientes de trabalho nos quais a principal atividade é conduzida via telefone 
e/ou rádio com utilização simultânea de terminais de computador. 
 
 Ainda não há consenso doutrinário sobre a aplicação analógica do artigo 
227 da CLT (comentado acima) para as atividades de teleatendimento e 
telemarketing. 
 
 Sobre isto é de notar que havia um verbete do TST, cancelado em 2011, 
que dispunha ser inaplicável, por analogia, a jornada reduzida do art. 227 a esta 
categoria: 
 
OJ SDI1 273 "TELEMARKETING". OPERADORES. ART. 227 DA CLT. INAPLICÁVEL 
A jornada reduzida de que trata o art. 227 da CLT não é aplicável, por analogia, 
ao operador de televendas, que não exerce suas atividades exclusivamente como 
telefonista, pois, naquela função, não opera mesa de transmissão, fazendo uso 
apenas dos telefones comuns para atender e fazer as ligações exigidas no 
exercício da função. 
 
 Frise-se que há disposições específicas sobre intervalos durante a jornada 
de trabalho dos operadores de teleatendimento e telemarketing na NR 17 
(ERGONOMIA), mas este é um assunto a ser tratado no curso de Segurança e 
Saúde no Trabalho. 
 
------------------- 
 
 Em relação à categoria dos jornalistas profissionais a CLT possui seção 
específica, onde se estipula jornada diferenciada: 
 
CLT, art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos 
nesta Seção não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. 
 
CLT, art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, 
mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, 
correspondente ao excesso do tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo 
destinado a repouso ou a refeição. 
 
------------------- 
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 Quanto aos operadores cinematográficos a Consolidação define jornada 
padrão de 06 (seis) horas: 
 
CLT, art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadores cinematográficos e 
seus ajudantes não excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: 
 
a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento 
cinematográfico; 
 
b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, 
lubrificação dos aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. 
 
------------------- 
 
 Em relação aos tripulantes de embarcações pode-se destacar o artigo 
248: 
 
CLT, art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o 
tripulante poderá ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de 
modo contínuo, quer de modo intermitente. 
 
§ 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do 
comandante e, neste último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. 
 
------------------- 
 
 Aproveitando o tópico, precisamos comentar também sobre a situação dos 
trabalhadores contratados a tempo parcial. 
 
 Nesta modalidade de contratação o empregado tem jornada inferior ao 
padrão de 08 horas diárias e 44 semanais, com a redução proporcional de seu 
salário: 
 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. 
 
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§ 1º O salário a ser pago aos empregados sob o regime de tempo parcial será 
proporcional à sua jornada, em relação aos empregados que cumprem, nas 
mesmas funções, tempo integral. 
 
§ 2º Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita 
mediante opção manifestada perante a empresa, na forma prevista em 
instrumento decorrente de negociação coletiva. 
 
 Assim, a jornada de um empregado contratado a tempo parcial pode ser, 
por exemplo, de 05 horas diárias (de segunda a sexta). 
 
 O §2º do artigo 58-A abriu a possibilidade de que, mediante negociação 
coletiva, empregados sujeitos à jornada padrão de 08 horas pudessem ter seu 
regime de trabalho alterado para tempo parcial, mediante a redução 
proporcional dos salários. 
 
 Conforme previsto no §4º do artigo 59, 
 
CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão 
prestar horas extras. 
 
 Corrobora as regras a seguinte questão, cujo gabarito é a alternativa (E): 
 
(FCC_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2010) 
Solange é empregada da empresa Amor Perfeito, trabalhando como ajudante na 
elaboração de cestas de café da manhã. Solange é considerada empregada em 
regime de tempo parcial. Neste caso, a duração da sua jornada de trabalho 
(A) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse 
vinte e oito horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. 
(B) não poderá exceder a vinte horas semanais, sendo vedada a prestação de 
horas extras. 
(C) deverá ser obrigatoriamente de vinte e quatro horassemanais. 
(D) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse 
dezoito horas semanais, bem como oito horas extras mensais. 
(E) não poderá exceder a vinte e cinco horas semanais, sendo vedada a 
prestação de horas extras. 
 
 Já que falamos em horas extras, passemos ao próximo assunto da aula, 
que é justamente a jornada extraordinária. 
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2.3. Jornada extraordinária 
 
 A jornada extraordinária (também conhecida como sobrejornada ou 
horas extraordinárias) é o lapso temporal em que o empregado permanece 
laborando após sua jornada padrão (jornada normal). 
 
 O limite de horas extraordinárias diárias estabelecido pela CLT é o seguinte: 
 
CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo 
escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de 
trabalho. 
 
 Atenção para o fato de que, por simples acordo escrito entre empregado e 
empregador, é possível a realização de horas extraordinárias. Por acordo tácito, 
entretanto, não se permite a prática. 
 
 Quanto à expressão contrato coletivo, podemos entendê-la como sinônimo 
de negociação coletiva. 
 
 O efeito do acordo escrito de horas suplementares é que cabe ao 
empregador exigir do empregado a prestação da sobrejornada quando for 
necessário (jus variandi do empregador), não podendo o empregado se recusar a 
prestar tais horas. 
 
 E se a empresa mantém empregados laborando acima do limite máximo 
permitido em lei, isso a exime do pagamento das horas extraordinárias 
excedentes de 2? 
 
 Certamente não, mas tendo em vista as alegações de que a sobrejornada 
ilegal não deveria ser remunerada (por ser ilegal) o TST editou Súmula 376: 
 
SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS 
I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o 
empregador de pagar todas as horas trabalhadas. 
 
 Ainda sobre o acordo escrito é oportuno comentarmos sobre a 
impossibilidade de pré-contratação de horas extraordinárias. 
 
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 Seria o caso da contratação de profissional bancário cuja jornada padrão 
diária deva ser de 06 horas, sendo contratado para prestar 08 horas diárias. 
 
SUM-199 BANCÁRIO. PRÉ-CONTRATAÇÃO DE HORAS EXTRAS 
I - A contratação do serviço suplementar, quando da admissão do trabalhador 
bancário, é nula. Os valores assim ajustados apenas remuneram a jornada 
normal, sendo devidas as horas extras com o adicional de, no mínimo, 50% 
(cinqüenta por cento), as quais não configuram pré-contratação, se pactuadas 
após a admissão do bancário. 
 
 Sobre o assunto, lembremos que não se admite a legalidade de condições 
que prejudiquem o empregado: 
 
CLT, art. 9º - Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de 
desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente 
Consolidação. 
 
 Quanto à sobrerremuneração (adicional) da hora suplementar, vejamos o 
dispositivo constitucional e as regras celetistas: 
 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 
cinqüenta por cento à do normal; 
 
 Isto permite concluir que toda hora suplementar será remunerada com o 
respectivo adicional? 
 
 A resposta é negativa. 
 
 No caso de regime de compensação de horas haverá a prestação de labor 
além da jornada padrão mas, como as horas serão compensadas, não será devido 
o respectivo adicional. 
 
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 Nesta linha, segue o ensinamento do Ministro Godinho7, citando Amauri 
Mascaro Nascimento: 
 
 
³$�QRção de jornada extraordinária não se estabelece em função da 
remuneração suplementar à do trabalho normal (isto é, pelo 
pagamento do adicional de horas extras). Estabelece-se em face da 
ultrapassagem da fronteira normal da jornada. A remuneração do 
adicional é apenas um efeito comum da sobrejornada, mas não seu 
HOHPHQWR�FRPSRQHQWH�QHFHVViULR�´ 
 
 Quanto ao percentual, cuidado para não confundirmos a disposição da CLT 
(que previa 20%) com a redação da CF/88, vista acima, com adicional mínimo de 
50%: 
 
CLT, art. 59, § 1º - Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, 
obrigatoriamente, a importância da remuneração da hora suplementar, que será, 
pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. 
 
 Considera-se que este dispositivo celetista supratranscrito não foi 
recepcionado pela CF/88. 
 
 Também é viável (e bastante comum) que acordos coletivos de trabalho 
(ACT) e convenções coletivas de trabalho (CCT) prevejam percentuais maiores 
que 50%. 
 
 Nestes casos, deve-se respeitar a previsão da negociação coletiva, mais 
benéfica à categoria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7
 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 936. 
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 É importante notar que o acordo de prorrogação não se confunde com o 
banco de horas (tópico anterior), e esta diferença foi destacada na Súmula 85 do 
TST: 
 
 
SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA 
I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual 
escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. 
II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver 
norma coletiva em sentido contrário. 
III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de 
jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a 
repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não 
dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. 
IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada 
semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas 
destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por 
trabalho extraordinário. 
V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório 
na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação 
coletiva. 
 
 Segundo o inciso III, caso tenha sido feito acordo verbal para 
compensação e o empregado laborou, por exemplo, 8h48min horas por dia, a 
descaracterização da compensação não implica a repetição do pagamento das 
horas excedentes à jornada normal diária. 
 
Isto porque o salário do empregado já inclui todas as horas trabalhadas, e, 
por isso, a descaracterização do acordo de compensação implicará no pagamento 
apenas do respectivo adicional. 
 
 Exemplo: o empregadotrabalhou 8h48min de segunda a sexta conforme 
acordo verbal. Como é inválido e ele já recebeu o valor das horas trabalhadas, a 
descaracterização da compensação implicará no pagamento de adicional de 50% 
sobre 48 minutos diários. 
 
Por outro lado, imaginemos agora que foi devidamente formalizada 
compensação de jornada (por acordo escrito) e o empregado deveria laborar 
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Compensação 12 x 36 horas 
 
 Destacamos esta possibilidade em tópico específico tendo em vista a edição 
da Súmula 444 em setembro de 2012. 
 
 Em algumas profissões é comum se estabelecer organização de escalas de 
12 horas de trabalho seguidas de 36 horas de descanso. 
 
 Apesar da duração diária do trabalho extrapolar as 10 horas, o módulo 
semanal acaba sendo reduzido, pois há 36 horas de descanso entre uma jornada 
e outra. 
 
 Com a edição da Súmula 444 o TST materializa seu entendimento de que é 
admissível a compensação de 12 x 36, desde que haja previsão em negociação 
coletiva: 
 
SUM-444 JORNADA DE TRABALHO. ESCALA DE 12 POR 36. VALIDADE. 
É valida, em caráter excepcional, a jornada de 12 horas de trabalho por trinta e 
seis de descanso, prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo 
coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a 
remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O empregado não tem direito 
ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e 
décima segunda horas. 
 
 A Súmula destaca, também, que o empregado que labora em feriado neste 
regime de trabalho fará jus a remuneração em dobro. 
 
 Segue abaixo um dos julgados que serviram de precedente para a Súmula 
444: 
 
HORAS EXTRAS - JORNADA 12X36. A jurisprudência desta Corte é pacífica em 
reconhecer a validade do regime de compensação de 12 por 36 horas, quando 
autorizado por norma coletiva, considerando indevido o pagamento 
como horas extras da 11ª e da 12ª horas diárias. Agravo de Instrumento não 
provido. (...) 
 
(ARR - 101800-54.2008.5.04.0002, 8ª Turma, Rel. Juíza Conv. Maria Laura 
Franco Lima de Faria, DEJT 27.4.2012). 
 
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 E se a jornada de 12 x 36 foi pactuada diretamente com o empregado, ou 
seja, sem a participação do sindicato obreiro e nem com base em previsão legal? 
 
 A teor da Súmula 444, esta pactuação não é admitida. Neste caso, 
conforme ementa abaixo, o regime será inválido: 
 
RECURSO DE REVISTA. (...) JORNADA ESPECIAL - 12X36 HORAS - SÚMULA 
444/TST. INVALIDADE - SÚMULA 85/TST. O Tribunal Pleno, na sessão 
extraordinária do dia 14.09.2012 (Semana do TST), aprovou o enunciado de 
Súmula n.º 444, (...). Entretanto, uma vez reconhecida a invalidade desse regime 
de jornada 12x36, é razoável a observância dos parâmetros dos itens III e IV da 
Súmula 85/TST, para fins de pagamento das horas extras. Assim, a condenação 
deve limitar-se ao pagamento do adicional de horas extras relativamente às 
horas laboradas, quando não dilatada a duração máxima semanal, e da hora 
extraordinária, acrescida do respectivo adicional, quando ultrapassada a duração 
semanal normal. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido no 
particular. 
 
(RR - 133200-86.2009.5.04.0023, Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado, 
Data de Julgamento: 12/12/2012, 3ª Turma, Data de Publicação: 14/12/2012) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Recuperação do tempo perdido 
 
Já as paralisações empresariais para recuperação do tempo perdido 
estão previstas no art. 61, §3º da CLT. 
 
 São casos nos quais a atividade empresarial sofreu solução de continuidade, 
e as horas extras serão exigidas do empregado independente de acordo escrito 
para recuperar o tempo perdido com a interrupção da atividade do 
estabelecimento causado por força maior: 
 
CLT, art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho 
exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força 
maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou 
cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. 
 
(...) 
 
§ 3º - Sempre que ocorrer interrupção do trabalho, resultante de causas 
acidentais, ou de força maior, que determinem a impossibilidade de sua 
realização, a duração do trabalho poderá ser prorrogada pelo tempo necessário 
até o máximo de 2 (duas) horas, durante o número de dias indispensáveis à 
recuperação do tempo perdido, desde que não exceda de 10 (dez) horas 
diárias, em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita 
essa recuperação à prévia autorização da autoridade competente. 
 
 Nesta hipótese de sobrejornada a CLT exige prévia autorização da 
autoridade competente. 
 
 Elaboramos um quadro resumo com as semelhanças e diferenças entre as 3 
espécies de prorrogação de jornada que formam o gênero necessidade imperiosa: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.4. Hora noturna 
 
 O trabalho no horário noturno é mais gravoso ao ser humano, que 
naturalmente utiliza este período para sono e descanso. 
 
 Reconhecendo esta situação, o legislador conferiu ao trabalho noturno duas 
regras diferenciadas que beneficiam o empregado: o adicional noturno e a hora 
ficta noturna. 
 
---------------------------------------- 
 
 Em relação à remuneração adicional do trabalho noturno superior à do 
diurno, convém relembrarmos a seguinte disposição constitucional: 
 
CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
IX ± remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
 
 O adicional noturno foi fixado pela CLT nos termos abaixo: 
 
CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho 
noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
 
 Se o trabalho iniciou no período noturno e foi prorrogado, ao labor realizado 
na prorrogação também se aplica o adicional noturno: 
 
CLT, art. 73, § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste 
capítulo. 
 
 Neste contexto, relevante mencionar o item II da Súmula 60, que interpreta 
o art. 73, § 5º, da CLT desta maneira: 
 
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SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM 
HORÁRIO DIURNO 
I - O adicionalnoturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado 
para todos os efeitos. 
II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, 
devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 
5º, da CLT. 
 
 Registre-se que a doutrina9 entende que o trecho inicial do artigo 73, que 
H[FHSFLRQD�R�DGLFLRQDO�FRP�RV�GL]HUHV�³Salvo nos casos de revezamento semanal 
ou quinzenal´� não foi recepcionado pela CF/88, ou seja, mesmo nestes casos 
será devido o adicional noturno. 
 
---------------------------------------- 
 
 Com relação à hora ficta noturna��HVWD�UHSUHVHQWD���ž��¶��GH�DFRUGR�FRP�
o § 1º do mesmo artigo: 
 
CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 
minutos e 30 segundos. 
 
 Assim, um empregado que labora das 22h00min às 05h00min trabalha 
efetivamente 07 horas, mas isto representa 08 horas de trabalho para fins de 
UHPXQHUDomR����ž��¶�[��� ���KRUDV�� 
 
 Podemos verificar então que o labor de 8 horas em período diurno equivale 
a 7 horas em período noturno, e o trabalho noturno, ainda, ensejará a percepção 
do adicional mínimo de 20%. 
 
 Sobre a validade da previsão celetista de hora ficta pós CF/88, o TST 
entendeu que a disposição constitucional de remuneração do trabalho noturno 
superior à do diurno não revoga a hora ficta: 
 
 
9 Neste sentido cita-se CARRION, Valentim. Op. cit., p. 164. 
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OJ-SDI1-127 HORA NOTURNA REDUZIDA. SUBSISTÊNCIA APÓS A CF/1988 
O art. 73, § 1º da CLT, que prevê a redução da hora noturna, não foi revogado 
pelo inciso IX do art. 7º da CF/1988. 
 
 Em relação à aplicabilidade da hora ficta às diversas categorias profissionais 
é interessante conhecer a Súmula 112, que consolida o entendimento do TST 
sobre a não aplicabilidade deste instituto aos petroleiros: 
 
SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO 
O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, 
produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica 
e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei 
nº 5.811, de 11.10.1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 
30 segundos prevista no art. 73, § 2º, da CLT. 
 
 Da mesma forma, aos portuários, regidos por lei específica, também não foi 
estendido o direito à hora ficta noturna nos turnos das 19h00min às 07h00min: 
 
OJ-SDI1-60 PORTUÁRIOS. HORA NOTURNA. HORAS EXTRAS. (LEI Nº 4.860/65, 
ARTS. 4º E 7º, § 5º) 
I - A hora noturna no regime de trabalho no porto, compreendida entre dezenove 
horas e sete horas do dia seguinte, é de sessenta minutos. 
 
(...) 
 
 Já os vigias (que laboram em período noturno, claro) têm reconhecido o 
direito à hora ficta, conforme Súmula 65: 
 
SUM-65 VIGIA 
O direito à hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos aplica-se ao vigia 
noturno. 
 
 Há também jurisprudência consolidada de que os empregados submetidos 
aos turnos ininterruptos de revezamento fazem jus à hora noturna reduzida: 
 
OJ-SDI1-395 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORA NOTURNA 
REDUZIDA. INCIDÊNCIA. 
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O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito 
à hora noturna reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições 
contidas nos arts. 73, § 1º, da CLT e 7º, XIV, da Constituição Federal. 
 
---------------------------------------- 
 
 Quanto à delimitação do que se considera noturno, a CLT estabeleceu como 
tal o período entre 22h00min e 05h00min: 
 
CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho 
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
 
 No caso dos trabalhadores rurais a Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) 
regulou o horário noturno de outra forma: 
 
Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o 
executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, 
na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, 
na atividade pecuária. 
 
 No tocante à remuneração do trabalho noturno superior à do diurno a lei 
5.889/73 também possui regra distinta: 
 
Lei 5.889/73, art. 7º, parágrafo único. Todo trabalho noturno será acrescido de 
25% (vinte e cinco por cento) sobre a remuneração normal. 
 
 
 Segue abaixo um esquema com a indicação das regras da hora noturna em 
relação aos empregados urbanos e rurais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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I É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando 
a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de 
higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública 
(art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. 
II Ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais de trabalho 
a que são submetidos estritamente os condutores e cobradores de veículos 
rodoviários, empregados em empresas de transporte público coletivo urbano, é 
válida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a 
redução do intervalo intrajornada, desde que garantida a redução da jornada 
para, no mínimo, sete horas diárias ou quarenta e duas semanais, não 
prorrogada, mantida a mesma remuneração e concedidos intervalos para 
descanso menores e fracionados ao final de cada viagem, não descontados da 
jornada. 
 
 Em setembro de 2012, como dito, foi feita a conversão da OJ-SDI1-342 (e 
outras que também foram canceladas) na Súmula 437, cuja redação atual é a 
seguinte: 
 
 
 
SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. 
APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. 
I ± Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão 
parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a 
empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período 
correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 
50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), 
sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho 
contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este 
constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma 
de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII10, da CF/1988), infenso à 
negociação coletiva. 
 
10
 CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua 
condição social: 
 
(...) 
 
 XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; 
 
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III ± Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com 
redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não 
concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para 
repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas 
salariais. 
IV ± Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o 
gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a 
remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, 
acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º, da 
CLT. 
 
 O item I da Súmula 437, inicialmente, faz menção à Lei 8.923/94. Esta lei 
acrescentou o § 4º ao art. 71 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, 
prescrevendo sanção a ser aplicada em caso de descumprimento do disposto no 
caput do referido artigo. 
 
 Vejamos sua redação: 
 
 
CLT, art. 71, § 4º Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste 
artigo11, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o 
período correspondente com um acréscimo de no mínimo cinqüenta por cento 
sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
 
 Interpretando o dispositivo, o item I da Súmula 437 estabeleceu que a não 
concessão total ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para 
repouso e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento 
total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com 
acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de 
trabalho. 
 
 Assim, por exemplo, caso o empregado trabalhe 8 horas seguidas sem 
intervalo, haverá a obrigatoriedade de remunerá-lo com hora extra o intervalo de 
 
11
 CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a 
concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo 
acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) 
minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
 
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1 hora não concedido (o que não afasta a conduta irregular do empregador, que 
mesmo pagando o adicional poderá ser autuado). 
 
 Nos casos em que o intervalo é parcialmente concedido (por exemplo, 
deveria conceder 1 hora e concedeu apenas 30 minutos) o entendimento 
dominante é de que deve ser pago como extra a totalidade do intervalo. 
 
 Seguindo adiante, reproduzo novamente o item II da Súmula 437 para 
facilitar o acompanhamento dos comentários devidos: 
 
II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho 
contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este 
constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma 
de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à 
negociação coletiva. 
 
 Sobre este item II é importante destacar que as normas que regulamentam 
limitação de jornada e descansos são imperativas. Neste contexto, trago o 
seguinte trecho da lição de Mauricio Godinho Delgado12: 
 
³$V� QRUPDV� MXUtGLFDV� HVWDWDLV� TXH� UHJHP� D� HVWUXWXUD� H� GLQkPLFD� GD�
jornada e duração do trabalho são, de maneira geral, no Direito 
brasileiro, normas imperativas. O caráter de obrigatoriedade que 
tanto qualifica e distingue o Direito do Trabalho afirma-se, portanto, 
enfaticamente, neste campo juslaboral. Em consequência dessa 
afirmação, todos os princípios e regras associados ou decorrentes de 
tal imperatividade incidem, soberanamente, nesta seara. Por essa 
razão, a renúncia, pelo trabalhador, no âmbito da relação de 
emprego, a alguma vantagem ou situação resultante de normas 
UHVSHLWDQWHV�j�MRUQDGD�p�DEVROXWDPHQWH�LQYiOLGD´� 
 
 Deste modo, não se admite que o sindicato negocie redução de intervalos. 
Seguindo adiante, transcrevo abaixo o item III da Súmula em comento: 
 
III ± Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com 
redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não 
concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para 
 
12
 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 894. 
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repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas 
salariais. 
 
 Nos casos em que seja desrespeitado o intervalo mínimo exigido por lei 
caberá o pagamento da totalidade do período, como vimos acima. 
 
 Este item trata da natureza desta parcela, que, segundo a redação da 
Súmula, é salarial. Neste aspecto, percebam que a própria CLT não fala de 
indenizar, e sim de remunerar: 
 
CLT, art. 71, § 4º Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste 
artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o 
período correspondente com um acréscimo de no mínimo cinqüenta por cento 
sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
 
 Para finalizar os comentários sobre a Súmula 437, vamos analisar seu item 
IV: 
 
IV ± Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o 
gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a 
remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, 
acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º, da 
CLT. 
 
 A duração mínima do intervalo intrajornada varia de acordo com a 
jornada praticada pelo empregado, a saber: 
 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato 
coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) 
horas. 
 
(...) 
 
 Assim, quanto ao intervalo intrajornada, temos: 
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 Nos casos em que o intervalo é parcialmente concedido (por exemplo, 
deveria conceder 1 hora e concedeu apenas 30 minutos) o entendimento 
dominante é de que deve ser pago como extra a totalidade do intervalo: 
 
SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. 
APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. 
I ± Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão 
parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a 
empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período 
correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 
50% sobre o valor daremuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), 
sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
 
 O verbete IDOD�HP�³DSyV�HGLomR�GD�OHL��������´�SRUTXH�HVWD�OHL�p�TXH�LQFOXLu 
o § 4º (acima transcrito) no art. 71 da CLT. 
 
-------------------------------- 
 
 Neste momento precisamos comentar sobre situações peculiares que, de 
acordo com a legislação, configuram repousos remunerados. 
 
 A CLT prevê descansos intrajornada específicos para os exercentes de 
atividades de mecanografia e para os empregados que laboram em ambientes 
refrigerados. 
 
 O intervalo para quem labora em ambientes refrigerados é disciplinado pelo 
art. 253: 
 
 
 
CLT, art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras 
frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou 
normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos 
de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de 
repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. 
 
Parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente 
artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do 
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mapa oficial do Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, a 15º (quinze 
graus), na quarta zona a 12º (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas a 
10º (dez graus)13. 
 
 Sobre este intervalo é importante conhecer a Súmula 438 do TST, criada 
em setembro de 2012: 
 
SUM-438 INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. AMBIENTE 
ARTIFICIALMENTE FRIO. HORAS EXTRAS. ART. 253 DA CLT. APLICAÇÃO 
ANALÓGICA. 
O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos 
termos do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara 
frigorífica, tem direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da 
CLT. 
 
 O intervalo intrajornada específico para os exercentes de atividades em 
ambientes refrigerados é o seguinte: 
 
CLT, art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras 
frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou 
normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos 
de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de 
repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. 
 
 O parágrafo único deste artigo dispõe que 
 
CLT, art. 253, parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do 
presente artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas 
climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, a 15º 
(quinze graus), na quarta zona a 12º (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima 
zonas a 10º (dez graus). 
 
 O importante a ser destacado neste verbete é que ele garante o direito à 
pausa de 20 minutos a cada 1h40min ao empregado que esteja submetido a 
trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, mesmo que não labore 
em câmara frigorífica. 
 
 
13 Esta divisão geográfica em zonas climáticas utiliza o mapa Brasil Climas, elaborado pelo IBGE. 
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 Segue abaixo trecho da ementa de um julgado recente do TST, que foi um 
dos precedentes para a edição da Súmula 438: 
 
RECURSO DE REVISTA. 1. INTERVALO INTRAJORNADA PARA RECUPERAÇÃO 
TÉRMICA. INTERPRETAÇÃO DO ART. 253 DA CLT. O desempenho das atividades 
em ambiente dotado de circunstância diferenciada (frio artificial) é que gera o 
direito ao período de descanso, sendo irrelevante que o nome dado ao local de 
trabalho não seja câmara frigorífica, porquanto o dispositivo, concernente à 
segurança do trabalhador, não deve ser interpretado restritivamente. Observe-se 
que a Consolidação, diante dessas circunstâncias diferenciadas - trabalho em 
ambiente com temperatura inferior à do corpo humano e composto de umidade e 
gases prejudiciais à saúde do obreiro -, prescreveu o intervalo de 20 minutos a 
cada 1 hora e 40 minutos trabalhados, norma que, obviamente, tem caráter 
imperativo (...). 
 
(RR - 2068-64.2010.5.08.0117, Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado, Data 
de Julgamento: 09/05/2012, 3ª Turma, Data de Publicação: 11/05/2012) 
 
 Ainda sobre o trabalho artificialmente frio, a normatização do art. 253 da 
CLT e a SUM-438, trago abaixo um julgado que ilustra a aplicação prática desta 
regra: 
 
INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. TRABALHO EM AMBIENTES 
ARTIFICIALMENTE FRIOS EM TEMPERATURA INFERIOR À DETERMINADA NO 
MAPA OFICIAL DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. DIREITO AO 
INTERVALO PREVISTO NO ARTIGO 253 DA CLT. O escopo do legislador, ao 
instituir o artigo 253 da CLT, foi conferir uma tutela legal à saúde daquele 
trabalhador que se submete às condições de trabalho previstas no citado 
dispositivo de lei, justamente por estar exposto a uma situação peculiar de 
trabalho, a qual torna imperiosa a necessidade de que o empregado tenha alguns 
intervalos durante a jornada para que sua saúde não venha a ser prejudicada. De 
uma interpretação sistemática e teleológica do artigo 253, caput e parágrafo 
único, da CLT, conclui-se que, para que o empregado faça jus à concessão do 
intervalo para recuperação térmica, não é imperioso que o trabalho seja realizado 
dentro de recinto de câmara frigorífica, bastando que o faça em ambiente 
artificialmente frio, em que a temperatura é inferior à determinada no mapa 
oficial do Ministério do Trabalho e Emprego. Essa, a propósito, foi a ratio 
decidendi de vários precedentes desta Corte, nos quais se adotou a tese de que o 
artigo 253 da CLT é aplicável ao empregado que, embora não labore no interior 
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de câmaras frigoríficas propriamente ditas, nem movimente mercadorias de 
ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, efetivamente, exerce suas 
atividades em ambientes artificialmente frios, ou seja, em locais que apresentem 
condições similares. Assim, o trabalhador que labora em ambientes climatizados 
artificialmente, sujeito às temperaturas estabelecidas no parágrafo único do 
artigo 253 da CLT, faz jus ao intervalo previsto no caput desse dispositivo. (...) 
Verifica-se, da Portaria nº 21, de 26/12/1994, da Secretaria de Segurança e 
Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego e do Mapa Oficial do 
IBGE, que o Estado de Mato Grosso do Sul se localiza na quarta zona climática, 
sendo considerado artificialmente frio o ambiente com temperatura inferior a 12° 
C (doze graus Celsius). (...) 
 
(RR - 59400-70.2009.5.24.0022, Redator Ministro: José Roberto Freire Pimenta, 
Data de Julgamento: 09/10/2012, 2ª Turma, Data de Publicação: 19/10/2012) 
 
------------------------- 
 
 Sobre o intervalo nas atividades de mecanografia, a CLT estabelece que 
 
CLT, art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, 
escrituração ou cálculo), a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho 
consecutivo corresponderá um repouso de 10 (dez) minutosnão deduzidos da 
duração normal de trabalho. 
 
 Deste modo, estas são situações em que o empregado não estará 
prestando serviços, mas por força de lei, e tendo em vista que a natureza 
gravosa destes serviços assim o exige, deverão ser concedidos tais intervalos 
remunerados. 
 
 A atividade de digitação não existia à época da elaboração da CLT, pois 
não havia a utilização generalizada de computadores. 
 
 Como o exercício da atividade do digitador possui efeitos semelhantes às 
outras funções citadas no artigo 72 da CLT (problemas nos tendões em face da 
repetitividade da tarefa) a Súmula 346 consolida a aplicação analógica do 
intervalo de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho: 
 
 
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SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO 
ART. 72 DA CLT 
Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos 
trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou 
cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos 
a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. 
 
 
 Estamos quase no fim do assunto Intervalo Intrajornada (ufa!). Vamos lá! 
 
 Outra categoria de trabalhadores que merece comentário especial, diz 
respeito ao maquinista ferroviário. Em virtude de ser bastante recente a edição 
da Súmula 446 transcrita abaixo, consideramos oportuno analisarmos também o 
intervalo intrajornada desta categoria. 
 
SUM-446 MAQUINISTA FERROVIÁRIO. INTERVALO INTRAJORNADA. 
SUPRESSÃO PARCIAL OU TOTAL. HORAS EXTRAS DEVIDAS. 
COMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 71, § 4º, E 238, § 5º, DA CLT. 
A garantia ao intervalo intrajornada, prevista no art. 71 da CLT, por 
constituir-se em medida de higiene, saúde e segurança do empregado, é 
aplicável também ao ferroviário maquinista integrante da categoria "c" 
(equipagem de trem em geral), não havendo incompatibilidade entre as 
regras inscritas nos arts. 71, § 4º, e 238, § 5º, da CLT. 
 
 Os trabalhadores ferroviários foram divididos pela CLT em categorias14, e a 
categoria C é a dos trabalhadores da equipagem de trens em geral. 
 
 
14
 CLT, art. 237 - O pessoal a que se refere o artigo antecedente [do serviço ferroviário] fica dividido nas 
seguintes categorias: 
 
a) funcionários de alta administração, chefes e ajudantes de departamentos e seções, engenheiros residentes, 
chefes de depósitos, inspetores e demais empregados que exercem funções administrativas ou fiscalizadoras; 
 
b) pessoal que trabalhe em lugares ou trechos determinados e cujas tarefas requeiram atenção constante; 
pessoal de escritório, turmas de conservação e construção da via permanente, oficinas e estações principais, 
inclusive os respectivos telegrafistas; pessoal de tração, lastro e revistadores; 
 
c) das equipagens de trens em geral; 
 
d) pessoal cujo serviço é de natureza intermitente ou de pouca intensidade, embora com permanência 
prolongada nos locais de trabalho; vigias e pessoal das estações do interior, inclusive os respectivos 
telegrafistas. 
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 Vamos ler os dispositivos celetistas citados na Súmula 446: 
 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 
(seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou 
alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo 
escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) 
horas. 
 
(...) 
 
§ 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste 
artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a 
remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% 
(cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de 
trabalho. 
 
[SEÇÃO V - DO SERVIÇO FERROVIÁRIO] CLT, art. 238. Será computado 
como de trabalho efetivo todo o tempo, em que o empregado estiver à 
disposição da estrada. 
 
(...) 
 
§ 5º O tempo concedido para refeição não se computa como de trabalho 
efetivo, [senão] então para o pessoal da categoria c, quando as refeições 
forem tomadas em viagem ou nas estações durante as paradas. Esse tempo 
não será inferior a uma hora, exceto para o pessoal da referida categoria 
em serviço de trens. 
 
 Verifica-se, portanto, que o intervalo intrajornada da referida categoria de 
ferroviários é diferente da regra geral que estudamos ao longo do curso, balizada 
pelo artigo 71 da CLT. Neste caso a CLT admite intervalo inferior a 1 hora. 
 
 Em que pese o fato, a Súmula dispõe que a não concessão do intervalo fará 
com que o empregador seja obrigado a indenizar o período de repouso não 
concedido, nos termos do art. 71, § 4º. 
 
Ou seja: o artigo 71 da CLT não é aplicável aos ferroviários, mas o § 4º do 
mesmo dispositivo se aplica àquela categoria. 
 
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2.5.3. Repouso semanal remunerado 
 
 O repouso semanal remunerado (RSR) é o período de 24 horas 
consecutivas em que o empregado não trabalha e nem permanece à disposição 
do empregador. 
 
 Há previsão do descanso semanal remunerado (DSR) na Constituição: 
 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
 
 A lei 605/1949, que dispõe sobre o DSR e o pagamento de salário nos dias 
de feriados civis e religiosos��HVWDEHOHFH�HP�VHX�DUWLJR��ž�TXH�³Wodo empregado 
tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas 
consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências 
técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição 
local´. 
 
 Além da CF/88 e da lei 605/1949, a própria CLT também traz a 
obrigatoriedade do DSR preferencialmente aos domingos: 
 
CLT, art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 
(vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência 
pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no 
todo ou em parte. 
 
 Especificamente para o caso de atividades do comércio em geral, que 
usualmente funcionam nos fins de semana (restaurantes, bares, supermercados, 
etc.), a Lei 10.101/2000 estabeleceu um critério objetivo para a coincidência do 
DSR com os domingos: 
 
Lei 10.101/2000, art. 6º Fica autorizado o trabalho aos domingos nas atividades 
do comércio em geral, observada a legislação municipal, nos termos do art. 30, 
inciso I, da Constituição. 
 
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Parágrafo único. O repouso semanal remunerado deverá coincidir, pelo menos 
uma vez no período máximo de três semanas, com o domingo, respeitadas 
as demais normas deproteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em 
negociação coletiva. 
 
 Assim, para as atividades que não se enquadrem no comércio em geral, 
entende-se que o DSR deve coincidir com o domingo, salvo motivo de 
conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. 
 
 Quanto à Lei 605/49, que menciona a necessidade de coincidência do DSR 
FRP�RV�GRPLQJRV�³nos limites das exigências técnicas das empresas´��UHJLVWUH-se 
que ela mesma inclui nesta expressão as empresas prestadoras de serviços 
públicos e de transportes (art. 10, § único). 
 
 Voltando à periodicidade do descanso, estudamos que ele deve ser 
semanal, mas o conceito aparentemente simples gera algumas controvérsias. 
 
 Se o empregado, por exemplo, folga um dia, trabalha outros quatorze e 
depois folga mais um dia, estão sendo concedidos tempestivamente os DSR? 
 
 Dentro deste debate é relevante mencionar o conceito de descanso 
hebdomadário, segundo o qual o descanso deve ocorrer após seis dias de 
trabalho. 
 
 O TST adotou a tese do descanso hebdomadário, sendo, portanto, negativa 
a resposta de nossa pergunta anterior: 
 
OJ-SDI1-410 REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. CONCESSÃO APÓS O SÉTIMO 
DIA CONSECUTIVO DE TRABALHO. ART. 7º, XV, DA CF. VIOLAÇÃO. 
Viola o art. 7º, XV, da CF a concessão de repouso semanal remunerado após o 
sétimo dia consecutivo de trabalho, importando no seu pagamento em dobro. 
 
 Falando agora sobre a remuneração do descanso semanal, é importante 
frisar que tal descanso sempre deverá ser concedido, mas sua remuneração está 
condicionada à assiduidade e pontualidade do empregado, de acordo com 
previsão da Lei 605/49: 
 
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 Isto ocorre quando existe algum tipo de irregularidade no controle, que na 
verdade não controla nada. e�R�FKDPDGR�³SRQWR�EULWkQLFR´� 
 
 Quanto ao assunto, segue a Súmula 338 do TST, com destaque para o item 
III: 
 
 
SUM-338 JORNADA DE TRABALHO. REGISTRO. ÔNUS DA PROVA 
I - É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados o registro 
da jornada de trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A não-apresentação 
injustificada dos controles de frequência gera presunção relativa de veracidade da 
jornada de trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário. 
II - A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em 
instrumento normativo, pode ser elidida por prova em contrário. 
III - Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes 
são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às 
horas extras, que passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da inicial 
se dele não se desincumbir. 
 
 A questão abaixo, correta, exemplifica o ponto britânico e sua relação com 
a Súmula 338: 
 
(CESPE_TRT5_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2009) Considere 
a seguinte situação hipotética. 
João moveu reclamação trabalhista contra a empresa em que trabalhava, 
alegando determinada jornada de trabalho. A empresa, por sua vez, na audiência 
de instrução, apresentou, como única prova, cartões de ponto com registros de 
jornada uniformes. Nessa situação, a jornada de trabalho alegada por João na 
inicial deverá prevalecer como verdadeira. 
 
 Quando o estabelecimento possui menos de 10 empregados a CLT não 
instituiu como obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro 
manual, mecânico ou eletrônico, da mesma forma como o fez para as outras 
empresas. 
 
 Entretanto, isto não significa tais empresas estejam desobrigadas de 
respeitar as regras atinentes a jornada e descanso. 
 
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 Sobre isto Mauricio Godinho Delgado17 entende que 
 
 
³$�RUGHP�MXUtGLFD�UHFRQKHFH�TXH�D�DIHULomR�GH�XPD�HIHWLYD�MRUQDGD�GH�
trabalho cumprida pelo empregado supõe um mínimo de fiscalização e 
controle por parte do empregador sobre a prestação concreta dos 
serviços ou sobre o período de disponibilidade perante a empresa. O 
critério é estritamente prático: trabalho não fiscalizado nem 
minimamente controlado é insuscetível de propiciar a aferição da 
prestação (ou não) de horas extraordinárias pelo trabalhador. Nesse 
quadro, as jornadas não controladas não ensejam cálculo de horas 
extraordinárias, dado que não se pode aferir sequer a efetiva 
prestação da jornada padrão incidente sobre o caso concrHWR�´ 
 
 No caso dos trabalhadores que exercem atividade externa incompatível com 
a fixação de horário de trabalho (inciso I) é de se notar que tal conceito alberga 
novas formas de prestação laboral que têm surgido ± e se ampliado ± na 
atualidade em face das inovações tecnológicas. 
 
 O Ministro Godinho18 enxerga três outras possibilidades que podem se 
inserir no citado dispositivo celetista, conforme excerto abaixo: 
 
³'HQWUR�GD�VLWXDomR-tipo aventada pelo art. 62, I, da CLT (...) podem-
se inserir três outras possibilidades importantes, do ponto de vista do 
mundo laborativo: a) o tradicional trabalho no domicílio, há tempos 
existente na vida social, sendo comum a certos segmentos 
profissionais, como as costureiras, as cerzideiras, os trabalhadores no 
setor de calçados, as doceiras, etc.; b) o novo trabalho no domicílio, 
chamado home-office, à base da informática, dos novos meios de 
comunicação e de equipamentos convergentes; c) o teletrabalho, que 
pode se jungir ao home-office, mas pode também se concretizar em 
distintos locais de utilização dos equipamentos eletrônicos hoje 
FRQVDJUDGRV��LQIRUPiWLFD��LQWHUQHW��WHOHIRQLD�FHOXODU��HWF���´ 
 
 Encerrando o tópico é importante mencionar que a previsão legal contida no 
art. 62 e incisos, que retira de sua abrangência os gerentes e empregados que 
 
17
 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 917. 
18
 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 919. 
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realizam atividade externa incompatível com controle de jornada é relativa, ou 
seja, tais empregados podem vir a ser destinatários das regras de controle de 
jornada caso a realidade fática demonstre haver fiscalização e controle de 
horários e jornada pelo seu empregador. 
 
 Comentando esta presunção relativa (juris tantum) o Ministro19 arremata 
 
³0DV�DWHQomR��FULD�DTXL�>DUW����@�D�&/7�DSHQDV�XPD�presunção ± a de 
que tais empregados não estão submetidos, no cotidiano laboral, a 
fiscalização e controle de horário, não se sujeitando, pois, à regência 
das regras sobre jornada de trabalho. Repita-se: presunção jurídica... 
e não discriminação legal. Deste modo, havendo prova firme (sob 
ônus do empregado) de que ocorria efetiva fiscalização e controle 
sobre o cotidiano da prestação laboral, fixando fronteiras claras à 
jornada laborada, afasta-se a presunção legal instituída, incidindo o 
FRQMXQWR�GDV�UHJUDV�FOiVVLFDV�FRQFHUQHQWHV�j�GXUDomR�GR�WUDEDOKR�´ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19
 Idem, p. 918. 
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2.6.2. Jornada não tipificada 
 
 A doutrina reconhece a jornada não tipificada em relação à categoria dos 
domésticos, pois não existia, nem na Constituição Federal e nem na sua lei de 
regência (lei 5.859/72) norma que limitasse sua jornada de trabalho. 
 
 Deste modo, os domésticos não possuíam controle de horário e nem faziam 
jus aos adicionais de horas extraordinárias e noturno. 
 
 O que se verificava em relação aos domésticos era o direito ao descanso 
semana remunerado (DSR), feriados e férias. 
 
 Com a EC 72/2013 os domésticos passaram a contar com os seguintes 
direitos: 
 
CF/88, art. 7º, parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores 
domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, 
XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as 
condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das 
obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho 
e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, 
bem como a sua integração à previdência social. 
 
 As alíneas que nos interessam neste tópico são as seguintes: 
 
- Duração do trabalho não superior a 8h/dia e 44h/semanais (inciso XIII) 
- 5HPXQHUDomR�GR�WUDEDOKR�H[WUDRUGLQiULR�•�����GD�KRUD�QRUPDO��LQFLVR�;9,� 
- Remuneração do trabalho noturno superior ao diurno (inciso IX) 
 
 'HVWH�PRGR��D�FODVVLILFDomR�GRXWULQiULD�GH�³MRUQDGD�QmR�WLSLILFDGD´�GHL[DUi�
de fazer sentido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. Questões comentadas 
 
1. (FCC_TRT11_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) De acordo 
com previsão da Constituição Federal brasileira e da CLT, em relação à duração 
do trabalho é correto afirmar que 
(A) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 40 
horas semanais, não sendo facultada a compensação de horários. 
(B) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 48 
horas semanais, sendo facultada a compensação de horários. 
(C) será considerado trabalho noturno para o trabalhador urbano aquele 
executado entre às 22 horas de um dia e às 5 horas do dia seguinte. 
(D) será considerado horário noturno para o trabalhador urbano aquele 
executado entre às 21 horas de um dia e às 4 horas do dia seguinte. 
(E) para a jornada diária de trabalho contínuo superior a 4 horas e não excedente 
a 6 horas o intervalo obrigatório será de, no mínimo, uma hora e, salvo acordo 
escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de duas horas. 
 
 Gabarito (C), com fundamento no artigo 73, § 2º da CLT: 
 
CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho 
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
 
 As alternativas (A) e (B) estão incorretas porque o módulo semanal padrão 
é de 44 horas, conforme definido em nossa Constituição Federal: 
 
CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e 
quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, 
mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
 
(...) 
 
 Na alternativa (D) sugeriu-se horário noturno inexistente. 
 
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Jornada Intervalo intrajornada 
Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de 
concessão de intervalo intrajornada 
Maior que 04 horas e inferior a 06 horas Intervalo de 15 minutos 
Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 
 
2. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, um dos fundamentos para a 
limitação do tempo de trabalho é de natureza biológica, uma vez que visa a 
combater os problemas psicofisiológicos oriundos da fadiga. 
 
 Alternativa correta. 
 
 Tanto a duração do trabalho quanto os períodos de descanso têm reflexos 
na saúde do trabalhador, e por isso tais regras se revestem de caráter de normas 
de saúde pública. 
 
 Neste sentido, é imperativo que a limitação máxima da jornada e os 
períodos mínimos de descanso sejam respeitados de modo a proteger a 
integridade física e psíquica dos trabalhadores. 
 
3. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) Corolário do 
fenômeno da flexibilização das normas trabalhistas, tem validade diploma coletivo 
que estabeleça limites de horário de trabalho, diário e semanal, superiores aos 
consagrados na Constituição Federal. 
 
 Alternativa incorreta. 
 
 Como vimos, a modulação da jornada e intervalos possui repercussões na 
saúde dos trabalhadores, e o limite expresso na CF/88 não pode ser dilatado por 
meio de negociação coletiva. 
 
 Neste sentido a Súmula abaixo, que confirma a invalidade de eventual 
supressão de intervalos por meio de diploma coletivo: 
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SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. 
APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. 
(...) 
II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho 
contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este 
constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma 
de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à 
negociação coletiva. 
 
(...) 
 
4. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, a compensação de jornadas, 
antes restrita à semana, atualmente pode verificar-se no prazo máximo de 90 
(noventa) dias. 
 
 Alternativa incorreta, pois a compensação de jornada na modalidade banco 
de horas é admitida no período de até um ano: 
 
CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito 
entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. 
 
(...) 
 
§ 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou 
convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado 
pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no 
período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, 
nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. 
 
 
 
 
 
 
 
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5. (FCC_TRT19_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2008)Considere 
as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. 
I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as 
variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, 
observado o limite máximo de dez minutos diários. 
II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o 
empregador de pagar todas as horas trabalhadas. 
III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas 
extras, uma vez que se equiparam aos gerentes. 
IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para 
o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de 
trabalho. 
É correto o que se afirma, APENAS, em 
(A) I, II e III. 
(B) II, III e IV. 
(C) III e IV. 
(D) II e III. 
(E) I e II. 
 
 Gabarito (A). 
 
 A proposição I explorou o art. 58, § 1º, da CLT: 
 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
 
 A proposição II, também correta, resolve-se com a leitura da Súmula 376 
do TST: 
 
SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS 
I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o 
empregador de pagar todas as horas trabalhadas. 
 
 A proposição III, também correta, trouxe uma regra que retira dos gerentes 
(e equiparados) o controle de jornada: 
 
CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [controle 
de jornada]: 
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(...) 
 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos 
quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes 
de departamento ou filial. 
 
 A proposição IV, por sua vez, está incorreta. A regra é que o tempo de 
deslocamento casa-trabalho e trabalho-casa não sejam computados como 
jornada de trabalho. 
 
 Isto só ocorrerá (jornada in itinere) se atendidos os requisitos do art. 58, § 
2º da CLT: 
 
CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e 
para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na 
jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não 
servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. 
 
6. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) O tempo 
despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por 
qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo 
quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte 
público, o empregador fornecer a condução. Havendo, porém, transporte público 
regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, não serão 
devidas horas in itinere pelo deslocamento da residência ao trabalho e vice-versa, 
nos termos do entendimento jurisprudencial pacificado no Tribunal Superior do 
Trabalho. 
 
 Alternativa incorreta. 
 
 O erro foi concluir que, quando transporte público regular em parte do 
trajeto percorrido em condução da empresa não haveria jornada in itinere. 
 
 Na verdade, o que a Súmula 90 diz é que, neste caso, as horas in itinere 
limitar-se-ão ao trecho não alcançado pelo transporte público. 
 
 Vamos reler a Súmula 90 para facilitar o entendimento: 
 
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 Alternativa incorreta, pois a mera insuficiência do transporte público não 
enseja o pagamento de horas "in itinere" (item III da Súmula 90). 
 
 
 
10. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2010) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e 
para seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada 
de trabalho, exceto se o empregador fornecer a condução. 
 
 Alternativa incorreta, que tentou confundir o candidato invertendo a regra. 
Se o empregador não fornecer condução não haverá como configurar a jornada in 
itinere. 
 
11. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A 
jurisprudência pacificada do Tribunal Superior do Trabalho considera irrelevante, 
para consagrar o direito à percepção das horas in itinere, o fato de o empregador 
cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido para local de 
difícil acesso ou não servido por transporte regular. 
 
 Alternativa correta, pois, de fato, mesmo que o empregador cobre pelo 
transporte, se atendidos os demais requisitos, configurar-se-á a jornada in 
itinere: 
 
SUM-320 HORAS "IN ITINERE". OBRIGATORIEDADE DE CÔMPUTO NA JORNADA 
DE TRABALHO 
O fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo 
transporte fornecido, para local de difícil acesso ou não servido por transporte 
regular, não afasta o direito à percepção das horas "in itinere". 
 
12. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2010) Poderão ser fixados, para as microempresas por meio de acordo 
ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em 
local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio 
despendido pelo empregado, bem como a forma e a natureza da remuneração. 
 
 Alternativa correta, visto que a CLT permite que haja um controle 
diferenciado para as microempresas (ME) e empresas de pequeno porte 
(EPP): 
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CLT, art.58, § 3º Poderão ser fixados, para as microempresas e empresas de 
pequeno porte, por meio de acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte 
fornecido pelo empregador, em local de difícil acesso ou não servido por 
transporte público, o tempo médio despendido pelo empregado, bem como a 
forma e a natureza da remuneração. 
 
13. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) A legislação considera 
trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte 
horas semanais. 
 
 Alternativa incorreta, pois a jornada do trabalhador a tempo parcial é 
limitada a 25 horas semanais: 
 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. 
 
14. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, trabalho em regime de tempo 
parcial é aquele cuja duração não excede a vinte e cinco horas semanais. 
 
 Alternativa correta, conforme previsão do artigo 58-A da CLT. 
 
15. (FCC_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2010) 
Solange é empregada da empresa Amor Perfeito, trabalhando como ajudante na 
elaboração de cestas de café da manhã. Solange é considerada empregada em 
regime de tempo parcial. Neste caso, a duração da sua jornada de trabalho 
(A) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse 
vinte e oito horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. 
(B) não poderá exceder a vinte horas semanais, sendo vedada a prestação de 
horas extras. 
(C) deverá ser obrigatoriamente de vinte e quatrohoras semanais. 
(D) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse 
dezoito horas semanais, bem como oito horas extras mensais. 
(E) não poderá exceder a vinte e cinco horas semanais, sendo vedada a 
prestação de horas extras. 
 
 Gabarito (E), conforme previsto nos artigos 58-A e 59, § 4º da CLT: 
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CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. 
 
CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão 
prestar horas extras. 
 
16. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Os empregados sob o 
regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia 
autorização do Ministério do Trabalho. 
 
 Alternativa incorreta, pois a CLT proíbe a prestação de horas extras pelos 
empregados contratados a tempo parcial: 
 
CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão 
prestar horas extras. 
 
17. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) É ônus que decorre de 
obrigação legal a manutenção, pelo empregador que tem mais de dez 
empregados em seus quadros, de registros dos horários trabalhados, não sendo 
viável a pré-assinalação do intervalo. 
 
 Alternativa incorreta. 
 
 A primeira frase está correta, e o erro da alternativa foi propor que não se 
permite a pré-assinalação do intervalo (intrajornada), pois a CLT dispõe que: 
 
CLT, art. 74, § 2º - Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores 
será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, 
mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do 
Trabalho, devendo haver pré-assinalação do período de repouso. 
 
18. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Os estabelecimentos 
com mais de dez trabalhadores terão obrigatoriamente sistema de anotação da 
hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, devendo 
haver diariamente assinalação do período de repouso, a cargo do trabalhador. 
 
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 Alternativa incorreta, conforme comentado na questão anterior. 
 
19. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O empregado exercente 
de cargo de confiança está excluído das regras pertinentes ao cômputo e 
pagamento de horas extras, mesmo quando submetido a rigoroso controle de 
horário. 
 
 Alternativa incorreta. 
 
 Em geral, os exercentes de cargos de confiança são excluídos do controle 
de jornada (atendidos os requisitos do artigo 62 da CLT). 
 
 
 
CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: 
 
I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de 
horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social e no registro de empregados; 
 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos 
quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de 
departamento ou filial. 
 
Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados 
mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, 
compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do 
respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). 
 
 Entretanto, a questão mencionou que, apesar do empregado exercer função 
GH�FRQILDQoD��HVWDYD�³submetido a rigoroso controle de horário´� 
 
 Neste caso o trabalhador estará protegido pelas regras de limitação de 
jornada, inclusive quanto ao cômputo e pagamento de horas extras. 
 
Comentando sobre presunção relativa (juris tantum) de que não haja 
controle de jornada pelo empregador e a possibilidade de prova em contrário, o 
Ministro Godinho20 observa que 
 
20
 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 918. 
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³0DV�DWHQomR��FULD�DTXL�>DUW����] a CLT apenas uma presunção ± a de 
que tais empregados não estão submetidos, no cotidiano laboral, a 
fiscalização e controle de horário, não se sujeitando, pois, à regência 
das regras sobre jornada de trabalho. Repita-se: presunção jurídica... 
e não discriminação legal. Deste modo, havendo prova firme (sob 
ônus do empregado) de que ocorria efetiva fiscalização e controle 
sobre o cotidiano da prestação laboral, fixando fronteiras claras à 
jornada laborada, afasta-se a presunção legal instituída, incidindo o 
FRQMXQWR�GDV�UHJUDV�FOiVVLFDV�FRQFHUQHQWHV�j�GXUDomR�GR�WUDEDOKR�´ 
 
20. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) O motorista de caminhão 
que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras 
pertinentes à limitação da jornada de trabalho, ainda que sofra rígido controle de 
horário pelo empregador, porque, nesse caso, há apenas a adoção de postura 
discricionária por parte do contratante dos serviços. 
 
 A alternativa foi considerada incorreta, pois se aplica o mesmo raciocínio da 
questão anterior: havendo rigoroso controle de horário, o trabalhador estará 
protegido pelas regras de limitação de jornada, inclusive quanto ao cômputo e 
pagamento de horas extras. 
 
 Atualmente está em vigor a Lei 12.619/12, que assim dispõe: 
 
Art. 2º São direitos dos motoristas profissionais, além daqueles previstos no 
Capítulo II do Título II e no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal: 
 
(...) 
 
V - jornada de trabalho e tempo de direção controlados de maneira fidedigna 
pelo empregador, que poderá valer-se de anotação em diário de bordo, 
papeleta ou ficha de trabalho externo, nos termos do § 3º do art. 74 da 
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, (...) ou de meios eletrônicos idôneos 
instalados nos veículos, a critério do empregador. 
 
 Pode-se citar como meio de controle o rastreamento via satélite do veículo. 
 
 Sendo assim, o controle de jornada do motorista (que usualmente era 
enquadrado pela doutrina no artigo 62, I: empregados dispensados do controle 
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de jornada por exercerem atividade externa incompatível com a fixação de 
horário de trabalho) agora é exigido pela Lei 12.619/12. 
 
21. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Observando a alteração 
legislativa promovida em 1994 (Lei n. 8.966), versando sobre os empregados que 
não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. 62 
da CLT), não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de 
gerência a prova do encargo de gestão, com investidura por meio de mandato 
legal. 
 
 Alternativa correta, pois a CLT não exige mandato legal para deixar de 
incluir os gerentes do controle de jornada. 
 
22. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010)A duração normal do 
trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não 
excedente de duas, mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e 
empregado, ou por contrato coletivo de trabalho. 
 
 Alternativa incorreta, pois o acordo de prorrogação de jornada deve ser 
escrito: 
 
CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito 
entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. 
 
 Caso a questão se relacione a compensação de jornada na modalidade de 
banco de horas, não basta acordo escrito: deve haver previsão em diploma 
coletivo (negociação coletiva ou acordo coletivo de trabalho). 
 
23. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) Adotando os 
contraentes, de modo tácito, a compensação de jornada, o empregador não está 
obrigado a repetir o pagamento das horas excedentes da jornada normal diária, 
desde que não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o 
respectivo adicional, nos termos da jurisprudência uniformizada no âmbito do 
Tribunal Superior do Trabalho. 
 
 Alternativa correta, que encontra respaldo no item III da Súmula 85 do 
TST. 
 
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Sexta-feira 07h56min 12h01min 13h59min 18h00min 
(...) 
 
25. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Não serão descontadas 
nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro 
de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez 
minutos diários. 
 
 Alternativa correta, conforme art. 58, § 1º da CLT. 
 
 
 
26. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Certo empregado 
celebrou, com o respectivo empregador, acordo escrito de compensação de 
jornada. Entretanto, após a pactuação, o acordo foi reiteradamente descumprido, 
diante da prestação habitual de horas extras, inclusive acima do limite previsto 
no acordo, sem que houvesse qualquer compensação de horário. Considerando as 
normas relativas à jornada de trabalho, a situação hipotética descrita e a 
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, assinale a opção correta. 
a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente 
entre empregado e empregador, o que não afetaria sua validade. 
b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação 
de horário, tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias 
das que ultrapassarem a duração semanal normal. 
c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de 
que, em caso de não-compensação das horas excedentes, o empregado terá 
direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por 
cento) do valor da hora normal de trabalho. 
d) O acordo individual de compensação de horário é inválido, exigindo a 
legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. 
e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços 
inadiáveis, poderá o empregador exigir horas extras do empregado, além do 
limite legal, contratual ou convencional, desde que haja previsão nesse sentido 
em convenção ou acordo coletivo de trabalho. 
 
 Gabarito (B), conforme previsto no item IV da Súmula 85 do TST. 
 
 As alternativas (A) e (D) estão incorretas porque o acordo escrito firmado 
entre empregado e empregador deve ser escrito, e se ocorrer na modalidade 
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banco de horas deve ser feito mediante negociação coletiva de trabalho (itens I e 
V da Súmula 85, respectivamente). 
 
 Caso o acordo de prorrogação não atende os requisitos legais o adicional de 
hora extraordinária a ser aplicado é de 50%. 
 
SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA 
I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual 
escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. 
(...) 
IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada 
semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas 
destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por 
trabalho extraordinário. 
 
V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório 
na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação 
coletiva. 
 
27. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal 
Superior do Trabalho, a compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada 
por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. O acordo 
individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva 
em sentido contrário. 
 
 Alternativa correta, conforme itens I e II da Súmula 85: 
 
SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA 
I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual 
escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. 
II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver 
norma coletiva em sentido contrário. 
 
(...) 
 
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 Convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho da categoria podem 
proibir o acordo individual de prorrogação de jornada, e neste caso os 
trabalhadores não poderão firmar acordo individual com seus empregadores. 
 
 Neste caso, ou se estabelece banco de horas por negociação coletiva ou 
então não será possível realizar qualquer tipo de compensação de jornada. 
 
 
28. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Sobre as hipóteses de 
prorrogação e compensação da jornada de trabalho e seus efeitos, assinale a 
opção correta. 
a) Mediante acordo individual firmado entre trabalhador e empregador, é lícita a 
adoção de regime de prorrogação e compensação da jornada, de tal sorte que 
não seja suplantado o limite semanal máximo previsto em lei. 
b) O acordo tácito celebrado entre empregado e empregador, destinado a 
viabilizar a adoção de regime de prorrogação e compensação de jornada, apenas 
será válido se não for suplantado o limite semanal máximo previsto em lei. 
c) O limite diário para a dilação da jornada diária é de duas horas, razão por que 
eventuais horas excedentes desse limite, embora devam ser pagas, não poderão 
ser computadas para fins reflexos sobre o FGTS. 
d) A adoção de regime de prorrogação e compensação de jornada 
concomitantemente à prestação habitual de horas excedentes é perfeitamente 
válida, apenas sendo devido o pagamento dessas últimas, não alcançadas pelo 
acordo celebrado. 
e) Apenas por acordo e convenção coletivos de trabalho é possível prever regimes 
de prorrogação e compensação da jornada para as trabalhadoras mulheres. 
 
 Gabarito (A). 
 
 Acordo de prorrogação de jornada no módulo semanal é admitido mediante 
acordo escrito entre empregado e empregador. Já a compensação que supera o 
módulo semanal (banco de horas) demanda previsão em negociação coletiva. 
 
 Além disso, a prestação habitual de horas extrasdescaracteriza o banco de 
horas, e por estes motivos as alternativas (B) e (D) estão incorretas. 
 
 Segue abaixo a Súmula 85, que baliza tais entendimentos: 
 
SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA 
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I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual 
escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. 
II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver 
norma coletiva em sentido contrário. 
III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de 
jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a 
repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não 
dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. 
IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a 
jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto 
àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional 
por trabalho extraordinário. 
V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório 
na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação 
coletiva. 
 
 Quanto à alternativa (C), também incorreta, mesmo que seja superado o 
limite de horas trabalhadas, as mesmas continuarão sendo base de cálculo do 
FGTS. Falaremos mais sobre isso em momento oportuno. 
 
 Por fim, a alternativa (E) propôs regra que não existe, e por isto está 
incorreta. 
 
29. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A validade 
de acordo coletivo ou convenção coletiva sobre compensação de jornada de 
trabalho em atividade insalubre prescinde21 da inspeção prévia da autoridade 
competente em matéria de higiene do trabalho, segundo entendimento 
jurisprudencial prevalente no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho. 
 
 Alternativa incorreta, pois o artigo 60 da CLT exige a inspeção prévia: 
 
CLT, art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos 
quadros mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou 
que neles venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, Industria e 
Comercio, quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença 
prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, 
para esse efeito, procederão aos necessários exames locais e à verificação dos 
 
21 Prescinde é sinônimo de dispensa, não precisa. 
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métodos e processos de trabalho, quer diretamente, quer por intermédio de 
autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em 
entendimento para tal fim. 
 
 À época desta prova a questão foi considerada correta, pois estava vigente 
Súmula que dispensava a licença prévia do MTE caso houvesse autorização para a 
prorrogação da jornada na negociação coletiva da categoria. 
 
 Entretanto, em 2011 esta Súmula foi cancelada (como é recente o 
cancelamento, achei prudente trazê-la à nossa aula): 
 
 
SUM 349 ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO EM ATIVIDADE INSALUBRE, 
CELEBRADO POR ACORDO COLETIVO. VALIDADE 
A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada 
de trabalho em atividade insalubre prescinde da inspeção prévia da autoridade 
competente em matéria de higiene do trabalho (art. 7º, XIII, da CF/1988; art. 60 
da CLT). 
 
30. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal 
Superior do Trabalho, a validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de 
compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre não prescinde de 
inspeção prévia da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho. 
 
 Alternativa correta, pois se exige inspeção prévia, ou seja, a prorrogação da 
jornada não prescinde de licença prévia. 
 
 Esta questão estava incorreta à época em que foi exigida, mas atualmente, 
com o cancelamento da Súmula, está correta. 
 
31. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2010) A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de 
compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre não prescinde da 
inspeção previa da autoridade competente em matéria de higiene e segurança do 
trabalho. 
 
 Alternativa correta, sendo cabíveis os mesmos comentários das questões 
anteriores. 
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 Apenas um comentário adicional: quando o TST cancela uma Súmula isso 
não significa dizer que o entendimento do Tribunal foi diametralmente alterado, 
mas no caso em estudo a única forma de validar a prorrogação de atividades 
insalubres sem a prévia inspeção do MTE era a Súmula 349, que não mais 
subsiste. 
 
 
 
32. (FCC_TRT24_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Mirto, 
HPSUHJDGR� GD� HPSUHVD� ³0DLV� /WGD´�� SRVVXL� MRUQDGD diária de trabalho de oito 
horas, com quarenta e cinco minutos de intervalo para descanso e alimentação. 
Considerando que a redução do horário para descanso e alimentação consta em 
cláusula de Convenção Coletiva de Trabalho, esta redução é 
(A) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha 
cláusula expressa de proibição de renovação. 
(B) legal, uma vez que a Consolidação das Leis do Trabalho permite a redução do 
intervalo intrajornada por meio de norma coletiva. 
(C) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor 
pelo prazo máximo de um ano. 
(D) ilegal, tendo em vista que norma coletiva não poderá reduzir o intervalo 
intrajornada. 
(E) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor 
pelo prazo máximo de seis meses. 
 
 Gabarito (D), pois os intervalos são norma de ordem pública que visam a 
permitir que o empregado repouse e recupere suas energias para o trabalho. 
Com isso, negociação coletiva não pode reduzir ou suprimir intervalos. 
 
SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. 
APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. 
(...) 
II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho 
contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este 
constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma 
de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à 
negociação coletiva. 
(...) 
 
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33. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O intervalo intrajornada 
legal não pode ser suprimido por cláusula de convenção coletiva. 
 
 Alternativa correta, conforme comentários anteriores. 
 
 
 
34. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A propósito da jornadade trabalho, assinale a opção correta. 
a) Os titulares da relação de emprego podem pactuar livremente a duração da 
jornada de trabalho, desde que observem parâmetros de razoabilidade e 
proporcionalidade. 
b) Os limites legais da jornada de trabalho podem ser alterados pelos 
contratantes, ainda que em prejuízo do trabalhador, mas, nesse caso, deverá ele 
estar assistido por seu sindicato profissional. 
c) As negociações coletivas podem estabelecer regras relativas à duração do 
horário de trabalho, mas a aplicação dessas disposições aos contratos individuais 
de trabalho está condicionada à concordância expressa de trabalhadores e 
empregadores, sob pena de ineficácia da cláusula normativa correspondente. 
d) A jornada de trabalho fixada em lei pode ser objeto de ampliação mediante 
ajuste entre empregado e empregador, desde que respeitado o máximo de duas 
horas diárias, as quais deverão ser pagas com adicional mínimo de 50%. 
e) Em casos excepcionais, em que a preservação do contrato dependa da dilação 
horária sem a remuneração correspondente, pode o trabalhador renunciar ao 
crédito resultante desse labor. 
 
 Gabarito (D), com fundamento no artigo 59 da CLT: 
 
CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo 
escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de 
trabalho. 
 
§ 1º - Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, 
obrigatoriamente, a importância da remuneração da hora suplementar, que será, 
pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. 
 
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 Quanto ao percentual do adicional de horas extraordinárias, lembremos que 
a CF/88 estabeleceu o mínimo de 50%, motivo pelo qual os 20% anteriormente 
previstos na CLT não foi recepcionado pela atual Constituição: 
 
CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 
cinqüenta por cento à do normal; 
 
 As alternativas (A), (B) e (C) estão incorretas porque as normas de 
limitação de jornada e descansos não podem ser alteradas livremente (são 
normas de ordem pública): a CF/88 estabeleceu o limite de jornada, que não 
pode ser ampliado nem mesmo por negociação coletiva. 
 
CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e 
quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução 
da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
 
(...) 
 
 A alternativa (E) está incorreta porque, se a lei estabelece que a hora 
extraordinária deve ser remunerada, não se permite que o empregado renuncie 
ao valor (princípio da indisponibilidade). 
 
35. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Sobre as regras que 
definem a duração das jornadas especiais de trabalho, assinale a opção incorreta. 
a) A jornada dos bancários, sujeita ao limite diário máximo de 06 horas, deve ser 
prestada entre o período de 07h às 22h, assegurado o intervalo diário de 15 min 
de intervalo para refeição. 
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b) Os jornalistas profissionais devem trabalhar por, no máximo, 05 horas 
noturnas e 06 horas diurnas, facultada a ampliação da jornada em uma hora 
diária, com o pagamento suplementar correspondente. 
c) O trabalho executado em minas de subsolo não deve exceder de seis horas 
diárias ou trinta e seis semanais, computando-se como serviço efetivo o tempo 
gasto no deslocamento entre a boca da mina e o local de trabalho e vice-versa. 
d) Os operadores cinematográficos e seus ajudantes devem trabalhar por, no 
máximo, seis horas diárias, das quais cinco horas ficam reservadas ao labor 
consecutivo em cabina (durante o funcionamento cinematográfico) e uma hora, 
no máximo, destinada à limpeza e lubrificação dos aparelhos de projeção ou 
revisão dos filmes. 
e) Os tripulantes de embarcações da marinha mercante nacional estão sujeitos à 
jornada de oito horas diárias, que deve ser prestada de modo contínuo ou 
intermitente, nesse último caso com duração mínima de 01 hora, entre 0 e 24 
horas, de acordo com o critério definido pelo comandante. 
 
 O gabarito é (B), pois em relação à categoria dos jornalistas 
profissionais a CLT possui seção específica, onde se estipula jornada 
diferenciada (tanto de dia como à noite): 
 
CLT, art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos 
nesta Seção [jornalistas profissionais] não deverá exceder de 5 (cinco) horas, 
tanto de dia como à noite. 
 
 Todas as demais alternativas estão corretas (a questão pedia a alternativa 
incorreta), vejamos as regras atinentes a cada uma delas. 
 
 A jornada diferenciada dos bancários encontra-se em seção da CLT 
destinada à categoria, onde se define que: 
 
CLT, art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas 
bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas contínuas nos dias 
úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de 
trabalho por semana. 
 
§ 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará 
compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao 
empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para 
alimentação. 
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 Há também previsão na CLT de regra específica para os trabalhadores em 
minas de subsolo: 
 
CLT, art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em 
minas no subsolo não excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e 
seis) semanais. 
 
 O trabalho em subsolo nas atividades de mineração é responsável por uma 
série de agravos à saúde, que vão desde o choque elétrico até pneumoconiose 
(doença do pulmão ocasionada pelo contato com sílica livre cristalizada, oriunda 
da poeira gerada pela extração de minérios). 
 
 Dadas as condições de insalubridade da atividade, existe até previsão de 
redução deste limite máximo: 
 
CLT, art. 295, parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo 
poderá ser inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinação da autoridade de 
que trata este artigo, tendo em vista condições locais de insalubridade e os 
métodos e processos do trabalho adotado. 
 
 Além disso, como em alguns empreendimentos a boca da mina (entrada 
para o subsolo) fica a vários quilômetros da frente de trabalho, a CLT também 
esclareceu que este tempo de deslocamento deve ser computado: 
 
CLT, art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do 
trabalho e vice-versa será computado para o efeito de pagamento do salário. 
 
 A alternativa (D), correta, trata dos operadores cinematográficos, para 
os quais a Consolidação define jornada padrão de 06 (seis) horas: 
 
CLT, art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadorescinematográficos e 
seus ajudantes não excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: 
 
a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento 
cinematográfico; 
 
b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, 
lubrificação dos aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. 
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 Quanto à alternativa, de fato os tripulantes de embarcações possuem 
jornada de 08 horas com previsão de seu cumprimento de forma contínua ou 
intermitente, dada a natureza peculiar do serviço: 
 
CLT, art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o 
tripulante poderá ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de 
modo contínuo, quer de modo intermitente. 
 
§ 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do 
comandante e, neste último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. 
 
36. (14° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2008) Complete com a opção CORRETA. Poderá a duração normal do 
trabalho do jornalista ser elevada a ______ horas, mediante acordo escrito, em 
que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso de tempo de 
trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. 
( ) a) 7 horas 
( ) b) 8 horas; 
( ) c) 10 horas; 
( ) d) 12 horas; 
( ) e) não respondida. 
 
 Gabarito (A), conforme definido no artigo 304 da CLT: 
 
CLT, art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos 
nesta Seção não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. 
 
CLT, art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, 
mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, 
correspondente ao excesso do tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo 
destinado a repouso ou a refeição. 
 
37. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Como forma 
de compensar os desgastes impostos ao trabalhador, o labor executado em 
turnos ininterruptos de revezamento deve observar o limite diário máximo de seis 
horas, salvo havendo norma coletiva dispondo em contrário. 
 
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Alternativa correta. 
 
O trabalhador submetido a turnos ininterruptos de revezamento (TIR) 
tem direito a jornada de 6 (seis) horas diárias, conforme previsto na Constituição 
Federal: 
 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos 
de revezamento, salvo negociação coletiva; 
 
A jornada é reduzida porque o trabalho em turnos ininterruptos pressupõe a 
alternância de horários de trabalho: um dia o empregado trabalho pela manhã, 
no outro dia à tarde, no outro à noite. Ou então há trabalho pela manhã durante 
uma semana, e na outra somente à noite, etc. 
 
Assim, caracteriza o turno ininterrupto de revezamento o trabalho 
alternado em diferentes horários, o que altera o ritmo circadiano (relógio 
biológico). 
 
Essa alternância de horários de trabalho prejudica a saúde e dificulta o 
convívio familiar e a inserção social do empregado, e por isso é de 6 (seis) horas, 
e não 8 (oito). 
 
Para reforçar tal entendimento vejamos a Orientação Jurisprudencial (OJ) 
360 do Tribunal Superior do Trabalho (TST): 
 
OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. 
HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO (DJ 14.03.2008) 
Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que 
exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois 
turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o 
noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde, sendo 
irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. 
 
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E se o empregado trabalha só de noite, ou só de dia? Bem, não havendo 
alternância de horários, não há que se falar em turnos ininterruptos de 
revezamento. 
 
Na contramão do que comentamos, a própria CF abre margem para que 
negociação coletiva estabeleça jornada de até 8 (oito) horas para os casos de 
turnos LQLQWHUUXSWRV�GH�UHYH]DPHQWR��SHUFHEDP�R�³VDOYR�QHJRFLDomR�FROHWLYD´�QR�
final do inciso. 
 
38. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Ainda que a atividade 
empresarial seja explorada de forma ininterrupta, a vinculação do trabalhador a 
um turno específico de trabalho descaracteriza o regime diferenciado, afastando 
as regras especiais correspondentes. 
 
Alternativa correta. 
 
Não havendo alternância de horários, não há que se falar em turnos 
ininterruptos de revezamento, e nesse caso (vinculação do trabalhador a um 
turno específico de trabalho) a jornada legal não ficará restrita a 6 (seis) horas 
diárias, e sim 8 (oito). 
 
 
39. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal 
Superior do Trabalho, a interrupção do trabalho destinada a repouso e 
alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal, não 
descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto 
constitucionalmente. 
 
Alternativa correta. 
 
O que caracteriza os turnos ininterruptos de revezamento é a alternância 
de horários de trabalho do empregado (compreendendo, no todo ou em parte, o 
horário diurno e o noturno), não sendo relevante se a atividade empresarial é 
ininterrupta ou não. 
 
O TST sumulou tal entendimento, conforme verificamos na Súmula 360: 
 
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SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS 
INTRAJORNADA E SEMANAL 
A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada 
turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de 
revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. 
 
 Se a empresa deixa de funcionar aos domingos, nada impede que os 
empregados sejam submetidos, nos demais dias da semana, a turnos 
ininterruptos de revezamento. 
 
40. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A concessão de folga 
semanal ou a interrupção da atividade empresarial aos domingos descaracteriza o 
regime de turnos ininterruptos de revezamento. 
 
 Alternativa incorreta. 
 
 A concessão de folga semanal ou a interrupção da atividade empresarial aos 
domingos não descaracteriza o regime de turnos ininterruptos de revezamento. 
 
41. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A interrupção do 
trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo 
para repouso semanal descaracterizamo turno de revezamento com jornada de 6 
horas previsto no art. 7, inciso XIV, da Constituição da República de 1988. 
 
Alternativa incorreta. 
 
A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de 
cada turno, ou o intervalo para repouso semanal não descaracterizam turnos 
ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. 
 
42. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a 
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a concessão do intervalo para 
repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para descanso 
semanal, descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento 
previsto na Constituição. 
 
Alternativa incorreta. 
 
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 A concessão do intervalo para repouso e alimentação, dentro de cada turno, 
ou o intervalo para descanso semanal, não descaracteriza o sistema de turnos 
ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. 
 
43. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) A jornada 
cumprida em turnos ininterruptos de revezamento tem como limite máximo a 
jornada de seis horas, salvo demonstrada a concessão do intervalo mínimo de 01 
hora para refeição e descanso. 
 
 Alternativa incorreta. 
 
 O que caracteriza os turnos ininterruptos de revezamento é a alternância 
de horários de trabalho do empregado (compreendendo, no todo ou em parte, o 
horário diurno e o noturno). 
 
44. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) Quanto ao turno 
ininterrupto de revezamento, é correto afirmar que: 
a) o turno de revezamento tem adoção restrita aos petroleiros. 
b) a adoção de turno ininterrupto de revezamento na empresa depende de 
negociação coletiva. 
c) o intervalo intrajornada descaracteriza o turno ininterrupto de revezamento. 
d) o intervalo para descanso semanal descaracteriza o turno ininterrupto de 
revezamento. 
e) mediante negociação coletiva, é válida a fixação de jornada superior a seis 
horas para turno ininterrupto de revezamento. 
 
 Gabarito (E). 
 
 
 Os petroleiros são submetidos a turnos ininterruptos de revezamento, assim 
como diversas outras categorias. 
 
A adoção de turno ininterrupto de revezamento na empresa não depende 
de negociação coletiva, O que demanda negociação coletiva é a redução (ou 
ampliação para 8 horas) da jornada em turnos de revezamento. 
 
O intervalo intrajornada (para repouso e alimentação) não descaracteriza o 
turno ininterrupto de revezamento, conforme entendimento constante da Súmula 
360 do TST. 
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Nessa mesma linha, o intervalo para descanso semanal não descaracteriza 
o turno ininterrupto de revezamento. 
 
45. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Em caso de necessidade 
imperiosa, resultante do incremento de seus negócios, pode o empregador 
determinar o labor em turnos ininterruptos de revezamento. 
 
 Alternativa incorreta, pois o regime de turno ininterrupto de revezamento é 
mais gravoso à saúde do empregado. 
 
 O labor em horários alternados prejudica o relógio biológico da pessoa; se a 
cada dia seu horário de trabalho muda, a repercussão desta alteração constante 
no organismo do obreiro pode ser comparada aos efeitos de uma viagem do 
Brasil à Europa de quinze em quinze dias22! 
 
46. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) O labor em turnos 
ininterruptos de revezamento apenas pode ser implementado mediante prévia 
previsão em negociação coletiva. 
 
 Alternativa incorreta, pois não se exige prévia autorização de diploma 
coletivo para implementação de turnos ininterruptos de revezamento (TIR). 
 
 A CF/88 exige apenas negociação coletiva para que a jornada em TIR seja 
superior a 06 (horas): 
 
CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de 
revezamento, salvo negociação coletiva; 
(...) 
 
 
22 Este exemplo não é resultado de pesquisa científica e nem deve ser usado em provas discursivas; apenas o 
inseri na aula para que vocês possam entender melhor a nocividade ao organismo de se trabalhar em horários 
diferentes a cada dia. 
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de uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não 
poderá exceder de duas horas. 
 
 Alternativa correta, que se resolve com a literalidade do artigo 71 da CLT: 
 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato 
coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) 
horas. 
 
49. (FCC_TRT14_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) É 
obrigatória a concessão de um intervalo de 15 minutos para descanso ou 
alimentação quando o trabalho contínuo ultrapassar 
(A) quatro horas e não exceder seis horas. 
(B) quatro horas e não exceder oito horas. 
(C) seis horas e não exceder oito horas. 
(D) duas horas e não exceder quatro horas. 
(E) duas horas e não exceder seis horas. 
 
 Gabarito (A), conforme art. 71, § único: 
 
CLT, art. 71, § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, 
obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 
(quatro) horas. 
 
50. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Cumprida 
jornada de trabalho com duração superior a seis horas, o empregador deve 
conceder o intervalo mínimo de 01 hora para refeição e descanso. 
 
 Alternativa correta, pois excedendo de 6 (seis) horas o intervalo 
intrajornada deve ser de no mínimo 01 hora. 
 
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51. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Não 
excedendo de seis horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 
quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. 
 
 Alternativa correta, conforme comentários anteriores. 
 
52. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) Os intervalos concedidos 
pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, constituem 
benefício adicional e não são computados na jornada diária. 
 
 Alternativa incorreta. 
 
 Já existem intervalos previstos em lei que o legislador julgou suficientes 
para que o empregado repouse e recupere suas energias. Deste modo, intervalos 
não previstos em lei devem ser computados como jornada de trabalho. 
 
 Se o empregador conceder 15 minutos de lanche, por exemplo, e postergara saída dos empregados em 15 minutos, este período significa prorrogação de 
jornada, e deverá ser remunerado como hora extraordinária. 
 
 Segue a Súmula que materializa o entendimento do TST: 
 
SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS 
Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos 
em lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço 
extraordinário, se acrescidos ao final da jornada. 
 
53. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Entre o 
término de uma jornada e o início de outra deve haver um intervalo mínimo de 
11 horas. 
 
 Alternativa correta, cuja resolução demanda o conhecimento do artigo 66 
da CLT: 
 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
 
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54. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Entre 
duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas 
para descanso. 
 
 Alternativa correta, idem à anterior: 
 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
 
55. (FCC_TRT24_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Mario, 
professor da universidade X, leciona no período matutino e noturno de segunda-
feira a sexta-feira. Assim, ministra aulas das 7:40 às 13:00 horas e das 18:00 às 
23:30 horas. Neste caso, a legislação trabalhista, especificamente a Consolidação 
das Leis do Trabalho, 
(A) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 
11 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
(B) está sendo respeitada, tendo em vista que Mario não leciona no final de 
semana, não sendo a Universidade obrigada a conceder descanso entre as 
jornadas de trabalho. 
(C) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 
10 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
(D) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 
9 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
(E) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 
15 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
 
 Gabarito (A), pois o intervalo interjornada está sendo descumprido: 
 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
 
 Como a jornada termina às 23h30min, no dia seguinte o professor Mário 
somente poderia iniciar sua jornada após 10h30min. 
 
 
 
 
 
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56. (FCC_TRT23_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_ 
2011) Os digitadores 
(A) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, 
escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 
10 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. 
(B) não se equiparam aos trabalhadores nos serviços de mecanografia 
(datilografia, escrituração ou cálculo), tratando-se de categorias distintas com 
direitos distintos, não havendo qualquer analogia relacionada aos períodos de 
descanso. 
(C) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, 
escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 
5 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. 
(D) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, 
escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 
15 minutos a cada 120 minutos de trabalho consecutivo. 
(E) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, 
escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 
15 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. 
 
 Gabarito (A), conforme Súmula 346 do TST: 
 
SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO 
ART. 72 DA CLT 
Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos 
trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou 
cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos 
a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. 
 
 A atividade de digitação não existia à época da elaboração da CLT, pois não 
havia a utilização generalizada de computadores. Como esta atividade possui 
efeitos semelhantes às outras funções citadas na lei (problemas nos tendões em 
face da repetitividade da tarefa) a Súmula consolida a aplicação analógica do 
intervalo de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho. 
 
57. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O intervalo intrajornada 
legal do bancário, de 15 minutos, é computado na jornada de trabalho. 
 
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 Alternativa incorreta, pois este é um intervalo destinado a repouso e 
alimentação, que não é computado na jornada do bancário. 
 
 Segue abaixo o artigo 224 e seu § 1º: 
 
CLT, art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas 
bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas contínuas nos dias 
úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de 
trabalho por semana. 
 
§ 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará 
compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao 
empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para 
alimentação. 
 
58. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Acaso o trabalhador, 
durante a semana, não observe os requisitos da freqüência, faltando 
injustificadamente ao serviço, e da pontualidade, por iniciar ou terminar o 
expediente fora do horário estabelecido, perderá o direito ao descanso semanal e 
à sua respectiva remuneração. 
 
 Alternativa incorreta, pois o que se perde nestes casos é a remuneração, e 
não o descanso em si. 
 
Lei 605/49, art. 6º Não será devida a remuneração quando, sem motivo 
justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, 
cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. 
 
59. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Com 
relação ao trabalho noturno: 
I. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá 
remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um 
acréscimo de 30% pelo menos, sobre a hora diurna. 
II. A hora do trabalho noturno será computada como de cinquenta e dois minutos 
e trinta segundos. 
III. Considera-se noturno o trabalho executado entre as vinte e uma horas de um 
dia e as quatro horas do dia seguinte. 
Está correto o que se afirma em: 
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(A) II, apenas. 
(B) I e II, apenas. 
(C)II e III, apenas. 
(D) I e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
 
 Gabarito (A). 
 
 A proposição I, incorreta, reproduziu o caput do artigo 73 da CLT 
mencionando o adicional noturno como sendo de 30% ao invés de 20%: 
 
CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho 
noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
 
 Com relação à hora ficta noturna��HVWD�UHSUHVHQWD���ž��¶��GH�DFRUGR�FRP�
o § 1º do mesmo artigo, e por isto a proposição II está correta: 
 
CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 
minutos e 30 segundos. 
 
 Quanto à delimitação do que se considera noturno, a CLT estabeleceu como 
tal o período entre 22h00min e 05h00min, e por isto a proposição III está 
incorreta: 
 
CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho 
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
 
 No caso dos trabalhadores rurais a Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) 
regulou o horário noturno de outra forma: 
 
Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o 
executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, 
na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, 
na atividade pecuária. 
 
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 Neste contexto, relevante mencionar a Súmula 60, que interpreta o art. 73, 
§ 5º, da CLT desta maneira: 
 
SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM 
HORÁRIO DIURNO 
I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado 
para todos os efeitos. 
II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, 
devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 
5º, da CLT. 
 
61. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Quando o empregado 
H[HUFH�D�IXQomR�GH�YLJLODQWH��QD�FRQGLomR�GH�³IROJXLVWD´��QmR�WHP�GLUHLWR�j�MRUQDGD�
reduzida de 6 (seis) horas, mesmo que trabalhe em vários turnos durante a 
semana, isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno 
ininterrupto de revezamento, motivo pelo qual as horas extras só poderão ser 
computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. 
 
 Alternativa incorreta. 
 
 Não existe, na lei e na jurisprudência, interpretação restritiva quanto à 
função ou categoria profissional que inviabilize a aplicabilidade dos turnos 
ininterruptos de revezamento. 
 
 Havendo a alternância de turnos prejudicial à saúde, independente da 
categoria do trabalhador, deve-se obedecer à limitação constitucional de 6 (seis) 
horas, salvo previsão distinta no diploma coletivo aplicável. 
 
62. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2010) Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas 
por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos 
ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas 
com extras. 
 
 Alternativa correta. 
 
 Vimos que os turnos ininterruptos de revezamento, regra geral, têm 
jornada reduzida de 6 (seis) horas, mas a CF/88 permite que negociação 
coletiva amplie a jornada para até 8 (oito) horas. 
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 Nesse caso, a 7ª e 8ª horas de trabalho não serão remuneradas como hora 
extra, conforme entendimento do TST: 
 
SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE 
TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. 
Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de 
regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de 
revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. 
 
63. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a 
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, inexistindo instrumento coletivo 
fixando jornada diferente, o empregado horista submetido a turno ininterrupto de 
revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas 
extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. 
 
 Alternativa incorreta, pois se o empregado trabalhou além das 6 horas sem 
previsão em negociação coletiva ele fará jus ao pagamento da(s) hora(s) 
trabalhada(s) e, também, do adicional de hora extra. 
 
 Segue a OJ que consolida esta interpretação: 
 
OJ-SDI1-275 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORISTA. HORAS 
EXTRAS E ADICIONAL. DEVIDOS 
Inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diversa, o empregado horista 
submetido a turno ininterrupto de revezamento faz jus ao pagamento das horas 
extraordinárias laboradas além da 6ª, bem como ao respectivo adicional. 
 
 Se houver previsão em negociação coletiva, por exemplo, de jornada de 07 
(sete) horas, haveria o pagamento da 7ª hora, mas não haveria o pagamento do 
adicional, conforme entendimento fixado na Súmula 423: 
 
SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE 
TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. 
Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de 
regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de 
revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. 
 
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64. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Tendo em vista a 
jurisprudência sumulada do Colendo TST, aponte a opção correta. 
a) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, sem prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. 
b) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de doze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. 
c) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, todavia sem o respectivo adicional. 
d) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. 
e) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de dezoito horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. 
 
 Gabarito (D). 
 
 Como vimos, o intervalo interjornada é de 11 (onze) horas e o descanso 
semanal é de 24 (vinte e quatro) horas, e comisso já poderíamos eliminar as 
alternativas (B) e (E). 
 
 A conseqüência de descumprir o intervalo é pagar as horas correspondentes 
com o respectivo adicional: 
 
SUM-110 JORNADA DE TRABALHO. INTERVALO 
No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal 
de 24 horas, com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para 
descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive 
com o respectivo adicional. 
 
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65. (FCC_TRT6_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) Héstia é 
HPSUHJDGD�GD�/DQFKRQHWH� ³$%$´�H� WUDEDOKD� FRPR�EDOFonista, possuindo horário 
GH� WUDEDOKR� QR� SHUtRGR� QRWXUQR�� GDV� ��� jV� �� KRUDV�� $� /DQFKRQHWH� ³$%$´� p�
frequentada por consumidores que normalmente voltam de outras programações 
noturnas, tendo em vista que a lanchonete possui horário de funcionamento até 
às 5 horas. Porém, a Lanchonete só encerra suas atividades após o atendimento 
do último cliente. Assim, Héstia frequentemente estende seu horário de trabalho 
até às 6 horas. Neste caso, 
(A) só será devido o adicional noturno também sobre a hora prorrogada, se 
houver expressa previsão contratual neste sentido e previsão em norma coletiva. 
(B) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada, uma vez que é 
expressamente proibido o trabalho extraordinário para empregado que possui 
jornada de trabalho integral em horário noturno. 
(C) será devido o adicional noturno também sobre a hora prorrogada uma vez 
que Héstia cumpre seu horário de trabalho integralmente no horário noturno. 
(D) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada uma vez que, de 
acordo com a CLT, a hora noturna é das 22 às 5 horas, sendo considerada a hora 
como 52 minutos e 30 segundos. 
(E) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada uma vez que, de 
acordo com a CLT, a hora noturna é das 22 às 5 horas, sendo considerada a hora 
como 55 minutos e 50 segundos. 
 
 Gabarito (C), conforme disposto no art. 73, § 5º, da CLT e Súmula 60 do 
TST: 
 
SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM 
HORÁRIO DIURNO 
I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado 
para todos os efeitos. 
II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, 
devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 
73, § 5º, da CLT. 
 
66. (FCC_TRT6_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) Os 
HPSUHJDGRV� GD� HPSUHVD� ³$&$´�� DSyV� WUDQVSRUHP� D� SRUWDULD� GD� HPSUHVD��
deslocam-se, ainda, alguns metros para chegarem ao local de trabalho, em razão 
do enorme terreno em que a referida empresa está localizada. Este tempo de 
deslocamento do empregado entre a portaria da empresa e o local de trabalho 
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(A) é considerado tempo à disposição do empregador, desde que supere o limite 
de 10 minutos diários. 
(B) só será considerado tempo à disposição do empregador, se houver previsão 
em Convenção Coletiva de Trabalho, em razão das peculiaridades existentes em 
cada categoria. 
(C) será sempre considerado tempo à disposição do empregador, uma vez que se 
o empregado atravessou a portaria da empresa pressupõe-se que se encontra 
disponível. 
(D) não é considerado tempo à disposição do empregador, uma vez que a 
jornada de trabalho somente se inicia com a chegada efetiva do empregado no 
local de trabalho. 
(E) é considerado tempo à disposição do empregador, desde que supere o limite 
de 5 minutos diários. 
 
 Gabarito (A), tendo em vista que o caso citado na questão é um exemplo de 
tempo à disposição do empregador. 
 
 Consolida este entendimento a Súmula 429 do TST: 
 
SUM-429 TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR. ART. 4º DA CLT. PERÍODO 
DE DESLOCAMENTO ENTRE A PORTARIA E O LOCAL DE TRABALHO 
Considera-se à disposição do empregador, na forma do art. 4º da CLT, o tempo 
necessário ao deslocamento do trabalhador entre a portaria da empresa e o local 
de trabalho, desde que supere o limite de 10 (dez) minutos diários. 
 
67. (FCC_TRT5_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) 
Conforme normas contidas na Constituição Federal e na Consolidação das Leis do 
Trabalho, 
(A) é considerado trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não 
exceda a 30 horas semanais. 
(B) a duração normal do trabalho poderá ser acrescida por até quatro horas 
suplementares por dia, mediante acordo verbal ou escrito entre empregado e 
empregador. 
(C) os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar até duas horas 
extras por dia, desde que haja ajuste por meio de norma coletiva. 
(D) a hora do trabalho noturno urbano será computada como de 52 minutos e 30 
segundos. 
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(E) as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco 
minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, serão descontadas, 
bem como computadas como jornada extraordinária. 
 
Gabarito (D). 
 
A alternativa trata da hora ficta noturna��TXH�p�GH���ž��¶��GH�DFRUGR�FRP�
a previsão celetista: 
 
CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 
minutos e 30 segundos. 
 
 Trabalhador a tempo parcial, citado na alternativa (A), é aquele que labora 
até 25 horas semanais: 
 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. 
 
 Já a jornada extraordinária mencionada na alternativa (B) representa um 
acréscimo de até 2, e não 4 horas na jornada normal: 
 
CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo 
escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de 
trabalho. 
 
 Retomando a situação peculiar dos empregados contratados a tempo 
parcial, diferente do que a alternativa (D) sugeriu, a CLT proíbe a prestação de 
horas extras pelos empregados contratados a tempo parcial: 
 
CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão 
prestar horas extras. 
 
 Por fim, os acréscimos de supressões citados na alternativa (E) não são 
computados nem descontados da jornada: 
 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
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69. (FCC_TRT1_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) 
Conforme normas legais vigentes, o adicional 
(A) noturno equivale a vinte por cento, no mínimo, sobre o valor do salário 
mínimo. 
(B) de horas extras equivale a vinte e cinco por cento sobre o valor da hora 
normal, de acordo com a ConstituiçãoFederal. 
(C) de horas extras incorpora-se ao salário após um ano de pagamento habitual, 
de acordo com a Constituição Federal. 
(D) noturno equivale a cinquenta por cento, pelo menos, sobre o valor da hora 
diurna. 
(E) noturno equivale a vinte por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. 
 
Gabarito (E), sendo este percentual definido pela CLT: 
 
CLT, art. 73. (...), o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, 
para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento), 
pelo menos, sobre a hora diurna. 
 
 A Lei do Trabalho Rural estipulou adicional mínimo de 25% para os 
rurícolas, mas a questão não entrou neste mérito. 
 
 
 
70. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Em relação ao 
intervalo para repouso e alimentação é INCORRETO afirmar: 
(A) Em qualquer trabalho que exceda de seis horas, será concedido intervalo para 
repouso e alimentação de, no mínimo, uma hora e, no máximo, duas horas. 
(B) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de 
quinze minutos. 
(C) Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo 
empregador, este deverá remunerar o período correspondente com um acréscimo 
de no mínimo cinquenta por cento sobre o valor da remuneração da hora normal 
de trabalho. 
(D) Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo 
empregador, este deverá remunerar o período correspondente com um acréscimo 
de no mínimo vinte por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de 
trabalho. 
(E) Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. 
 
Gabarito (D), que é a incorreta. 
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V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório 
na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação 
coletiva. 
 
 
 
 
72. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE 
MANDADOS_2013) No que se refere aos períodos de repouso assegurados ao 
empregado por lei, é INCORRETO afirmar: 
(A) O descanso semanal remunerado terá duração de vinte e quatro horas 
consecutivas e será concedido aos domingos. 
(B) O trabalho em domingo, seja total ou parcial, será sempre subordinado à 
permissão prévia da autoridade competente em matéria de trabalho. 
(C) Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de descanso de 
onze horas consecutivas. 
(D) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de 
quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. 
(E) O descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, é direito 
dos empregados urbanos, rurais e domésticos. 
 
Gabarito (A), pois a coincidência do DSR com o domingo é preferencial, e 
não obrigatória: 
 
CLT, art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 
(vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública 
ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou 
em parte. 
 
 É de se notar que a Lei 605/49 também regulamenta os descansos 
semanais, estipulando que 
 
Lei 605/49, art. 1º Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado 
de vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos 
limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de 
acordo com a tradição local. 
 
 A alternativa (B) menciona disposição celetista que exige autorização para o 
trabalho aos domingos: 
 
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73. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE 
MANDADOS_2013) Considerando as normas da CLT e o entendimento sumulado 
do TST, é correto afirmar: 
(A) A remuneração do trabalho noturno terá um acréscimo de trinta por cento, 
pelo menos, sobre a hora diurna. 
(B) Para os estabelecimentos com mais de quinze empregados é obrigatório o 
controle de jornada de trabalho. 
(C) Considera-se trabalho noturno o executado entre às vinte e duas horas de um 
dia e às quatro horas do dia seguinte. 
(D) Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, 
devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. 
(E) O empregado transferido para o período diurno de trabalho não pode deixar 
de receber o adicional noturno, sob pena de redução salarial. 
 
Gabarito (D), com fundamento na Súmula 60 do TST: 
 
 
SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM 
HORÁRIO DIURNO 
I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado 
para todos os efeitos. 
II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, 
devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 
5º, da CLT23. 
 
 O adicional mínimo de hora noturna (para urbanos) é de 20%, sendo esta 
das 22h00min às 05h00min: 
 
CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal24, o trabalho 
noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
 
CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho 
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
 
 
23 CLT, art. 73, § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo [Do Trabalho 
Noturno]. 
24
 Restrição não recepcionada pela CF/88. 
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74. (FCC_TRT9_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) De 
acordo com previsão constitucional, o descanso semanal remunerado deve ser 
concedido 
(A) preferencialmente aos domingos, salvo em semana em que o domingo 
coincida com feriado. 
(B) alternativamente aos sábados e aos domingos. 
(C) exclusivamente aos domingos. 
(D) preferencialmente aos domingos. 
(E) preferencialmente aos sábados. 
 
Gabarito (D), conforme disposto no art. 7º da CF/88: 
 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
 
 O repouso semanal remunerado (RSR), também conhecido como 
descanso semanal remunerado (DSR) é normatizado pela Lei 605/49, segundo a 
TXDO� ³WRGR� HPSUHJDGR� WHP�GLUHLWR� DR� UHSRXVR� VHPDQDO� UHPXQHUDGR� GH� vinte e 
quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos �����´� 
 
 
 
75. (FCC_TRT9_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Com 
IXQGDPHQWR�QD�&/7�í�&RQVROLGDomR�GDV�/HLV�GR�7UDEDOKR H�QD�&)�í�&RQVWLWXLomR�
Federal, as horas extraordinárias NÃO podem exceder de 
(A) seis e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora 
normal. 
(B) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora 
normal. 
(C) duas e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior à hora 
normal. 
(D) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior à hora 
normal. 
(E) duas e devem ser pagas com adicionalde, no mínimo, 50% superior à hora 
normal. 
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Gabarito (E): 
 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 
cinqüenta por cento à do normal; 
 
A partir da CF/88 o adicional de horas extraordinárias é de, no mínimo, 
50%. Deste modo, as passagens onde a CLT estabelece adicionais de hora extra 
em percentuais inferiores não foram recepcionadas pela CF/88. 
 
 Sobre a duração da sobrejornada, a CLT prevê que 
 
CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo 
escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de 
trabalho. 
 
 
76. (FCC_TRT9_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Em relação ao 
intervalo para repouso e alimentação, é INCORRETO afirmar: 
(A) O trabalho em horas extras pelos empregados impede a redução do intervalo 
dos mesmos para período inferior a uma hora. 
(B) Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas, é 
obrigatória a concessão de um intervalo de no mínimo uma hora e, salvo acordo 
escrito ou contrato coletivo em contrário, de no máximo duas horas. 
(C) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de 
quinze minutos quando a duração ultrapassar de quatro horas. 
(D) A não concessão do intervalo para repouso e alimentação implica em mera 
sanção administrativa, com imposição de multa ao empregador. 
(E) Os intervalos para repouso e alimentação previstos na Consolidação das Leis 
do Trabalho não serão computados na duração do trabalho. 
 
Gabarito (D), que é a alternativa incorreta. 
 
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 O dispositivo da CLT que tem relação com o assunto é o artigo 71, § 4º: 
 
 
CLT, art. 71, § 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto 
neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a 
remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% 
(cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
 
Assim, por exemplo, caso o empregado trabalhe 8 horas seguidas sem 
intervalo, haverá a obrigatoriedade de remunerá-lo com hora extra o intervalo 
mínimo de 1 hora não concedido (o que não afasta a conduta irregular do 
empregador, que mesmo pagando o adicional poderá ser autuado). 
 
 Tais consequências da não concessão do intervalo intrajornada mínimo 
foram corroboradas pela seguinte Súmula 437: 
 
I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão ou a concessão parcial do 
intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados 
urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não 
apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do 
cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
 
 
 A alternativa (A), considerada correta, pretendeu demonstrar a inviabilidade 
de se reduzir o intervalo mínimo quando haja labor em sobrejornada. 
 
 Quando a empresa interessada demonstrar que atende integralmente às 
exigências de organização de refeitórios, ela pode solicitar ao MTE autorização 
para reduzir o limite mínimo de 1 hora do intervalo intrajornada: 
 
CLT, art. 71, § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá 
ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando 
ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o 
estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização 
dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime 
de trabalho prorrogado a horas suplementares. 
 
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(C) O adicional noturno equivale a 30% (trinta por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
(D) Como forma de proteção da saúde e da integridade física dos trabalhadores, 
a prorrogação da jornada de trabalho deve ser prevista em convenção ou acordo 
coletivo de trabalho. 
(E) As horas extras são remuneradas com adicional de, no mínimo, 25% (vinte e 
cinco por cento) sobre o valor da hora normal de trabalho. 
 
Gabarito (A), consoante previsão celetista: 
 
CLT, art. 73, § 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem 
períodos diurnos e noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto 
neste artigo e seus parágrafos. 
 
 7DO�DUWLJR�SUHYr�R�DGLFLRQDO�GH�KRUD�QRWXUQD��D�KRUD�ILFWD�QRWXUQD����¶��¶¶��H�
o período que se considera noturno - para os empregados em geral, das 
22h00min às 05h00min. 
 
 A alternativa (B) está incorreta porque empregados contratados a tempo 
parcial25 não podem prestar horas extras: 
 
CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão 
prestar horas extras. 
 
 O adicional noturno mínimo é de 20%, e por isso a alternativa (C) está 
incorreta: 
 
CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal26, o trabalho 
noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre 
a hora diurna27. 
 
 Já a alternativa (D) está incorreta porque não se exige previsão em 
negociação coletiva para viabilizar a prestação de horas extraordinárias: 
 
 
25
 CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e 
cinco horas semanais. 
26
 Tal restrição ao alcance do direito ao adicional noturno não foi recepcionada pela Constituição Federal. 
27
 Para os rurais o adicional é de 25%, conforme previsto na Lei do Trabalho Rural (Lei 5.889/73). 
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CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito 
entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. 
 
Por fim, a alternativa (E) errou no percentual mínimo do adicional: 
 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta 
por cento à do normal; 
 
 
 
78. (FCC TRT12 TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA 2013) 
Analisando as normas da legislação trabalhista quanto à duração do trabalho, 
jornadas de trabalho e períodos de descanso, 
(A) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e 
quarenta horas semanais, facultada a compensação e a redução dejornada. 
(B) não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as 
variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, 
observado o limite máximo de quinze minutos diários. 
(C) entre duas jornadas de trabalho diário haverá um período mínimo de onze 
horas consecutivas para descanso, além de um descanso semanal remunerado de 
vinte e quatro horas consecutivas, preferencialmente, aos domingos. 
(D) a duração normal do trabalho diário poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de quatro, mediante acordo escrito, 
individual ou coletivo. 
(E) em qualquer trabalho contínuo cuja duração ultrapassar de quatro horas e 
não exceder de seis horas ao dia, será obrigatório um intervalo de vinte minutos 
para refeição e descanso. 
 
 Gabarito (C), conforme previsões da CLT e CF/88: 
 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
 
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CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
 
 A alternativa (A) está incorreta porque o módulo semanal dos empregados 
celetistas é de 44 horas, e não 40: 
 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e 
quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução 
da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
 
 Já a alternativa (B) distorceu a redação do art. 58, § 1º da CLT: 
 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
 
 A alternativa (D) está incorreta porque o limite máximo da sobrejornada e 
de 2 horas, e não 4: 
 
CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo 
escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de 
trabalho. 
 
 A alternativa (E) errou ao sugerir que o intervalo, no caso, seria de 20 
minutos: 
 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
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qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato 
coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) 
horas. 
 
 
 
79. (FCC_TRT12_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) As 
normas trabalhistas regulamentam o trabalho noturno e as horas extraordinárias. 
Segundo tais normas, 
(A) a hora do trabalho noturno para o trabalhador urbano será computada como 
de cinquenta e dois minutos e trinta segundos. 
(B) a remuneração da hora extraordinária ou suplementar, que será, pelo menos, 
20% (vinte por cento) superior à da hora normal. 
(C) os gerentes que exercem cargos de gestão, bem como os diretores e chefes 
de departamento ou filial também estão sujeitos ao regime de duração do 
trabalho, recebendo pelo trabalho extraordinário superior a 10 horas por dia. 
(D) o trabalho noturno urbano será considerado como aquele que é executado 
entre às vinte e três horas de um dia e às seis horas do dia seguinte. 
(E) o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, 
sua remuneração terá um acréscimo de 50% (cinquenta por cento), pelo menos, 
sobre a hora diurna. 
 
 Gabarito (A), que trouxe a regra da hora ficta noturna: 
 
CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 
minutos e 30 segundos. 
 
 A alternativa (B) está incorreta porque o adicional de hora extra é de no 
mínimo 50%: 
 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
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XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta 
por cento à do normal; 
 
 A alternativa (C) está incorreta porque, em regra, os gerentes não são 
abrangidos pelo controle de jornada: 
 
CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da 
Duração do Trabalho]: 
 
I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de 
horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social e no registro de empregados; 
 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos 
quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de 
departamento ou filial28. 
 
 O mencionado capítulo da CLT (Capítulo II - Da Duração do Trabalho) trata 
da jornada de trabalho, descanso, intrajornada, descanso interjornada e trabalho 
noturno. 
 
 As incorreções das alternativas (D) e (E) são comentadas abaixo. 
 
Na CLT estipulou-se o percentual mínimo de 20% para o adicional noturno, 
e para os rurícolas a Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) estipulou o percentual 
de 25%. 
 
 Quanto aos horários, de fato as regras para o rural também são diferentes. 
 
 
 Abaixo um esquema que consolida as previsões normativas: 
 
 
 
 
 
 
 
28
 Além do encargo de gestão a CLT também exige a percepção de gratificação de função não inferior a 40%, 
como estudado anteriormente. 
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(C) seis horas diárias, salvo negociação coletiva. 
(D) oito horas diárias, salvo negociação coletiva. 
(E) seis horas diárias e trinta horas semanais. 
 
 
 Gabarito (C) 
 
 
 
Questão sem grandes dificuldades, cobrando a literalidade dos dispositivos 
constitucionais relacionados ao trabalhador. 
Segundo o art. 7º, inciso XIV, da Constituição Federal, são direitos dos 
trabalhadores (urbanos e rurais): 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos 
ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; 
 
 
 
82. (FCC_TRT2_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) Ariadne, 
contratada pela empresa Gráfica Luz Ltda., para trabalhar no cargo de auxiliar de 
serviços gerais, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas. 
Com relação ao intervalo para repouso e alimentação, de acordo com as regras 
da CLT, Ariadne 
(A) terá direito a 30 minutos de intervalo. 
(B) terádireito a 20 minutos de intervalo. 
(C) terá direito a 15 minutos de intervalo. 
(D) não terá direito ao intervalo. 
(E) terá direito a 1 hora de intervalo. 
 
 Gabarito (D) 
 
Novamente a FCC exigiu que o candidato conhecesse a literalidade dos 
dispositivos da CLT que versam sobre jornada e repouso intrajornada. 
 
No seu art. 71, § 1º, o legislador dispõe que : 
Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) 
horas. 
 
Segue a tabela que consolida as regras: 
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Jornada Intervalo intrajornada 
Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo intrajornada 
Maior que 04 horas e inferior a 06 
horas Intervalo de 15 minutos 
Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 
 
 
 
83. (FCC_TRT2_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) Em 
relação ao intervalo para repouso e alimentação, é correto afirmar: 
(A) O empregado que cumpre diariamente jornada extraordinária tem direito a 
um acréscimo de 15 minutos no seu intervalo. 
(B) O intervalo para empregado que cumpre jornada entre 6 e 8 horas diárias é 
de uma hora. 
(C) A não concessão do intervalo pelo empregador, gera ao mesmo a obrigação 
de remunerar o respectivo período com um acréscimo de no mínimo 20% sobre o 
valor correspondente. 
(D) O cumprimento pelo empregado de jornada de trabalho de 4 horas diárias 
assegura ao mesmo o direito a um intervalo de 15 minutos. 
(E) Esse intervalo não é computado na duração do trabalho. 
 
 Gabarito (E) 
 
 
Esta questão, por sua vez, além de exigir o conhecimento sobre a tabela 
anterior (que consolida as regras sobre intervalo intrajornada), cobrou dos 
candidatos outros dois parágrafos do mesmo artigo 71 da CLT. Vejamos: 
 
 
 § 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do 
trabalho. 
 
 § 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste 
artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o 
período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta 
por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. (Incluído 
pela Lei nº 8.923, de 27.7.1994) 
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Portanto: 
a) intervalo não concedido será remunerado como extra, com adicional 
mínimo de 50%; 
b) intervalo de descanso não é computado na duração do trabalho. 
 
84. (FCC_TRT2_ANALISTA JUDICIÁRIO_OFICIAL AVALIADOR_2014) Em relação 
ao trabalho extraordinário, é correto afirmar que 
(A) os empregados contratados sob o regime de tempo parcial poderão prestar 
horas extras, desde que acordado expressamente com o sindicato da categoria. 
(B) as horas extras decorrentes de força maior ou de serviços inadiáveis podem 
ser prestadas, desde que existente acordo de prorrogação de horas firmado entre 
empregado e empregador. 
(C) o acordo de prorrogação de jornada de trabalho deve ser escrito e 
necessariamente celebrado coletivamente, mediante negociação coletiva de 
trabalho. 
(D) o trabalho em horas extras é permitido aos empregados que trabalham em 
atividades insalubres, sendo necessária, porém, licença prévia das autoridades 
competentes em matéria de higiene do trabalho. 
(E) todo empregado tem direito a um descanso de 15 minutos, no mínimo, antes 
do início do período extraordinário de serviço em caso de prorrogação do horário 
normal de trabalho. 
 
 Gabarito (D) 
 
Vejamos as alternativas uma a uma: 
 
Alternativa (A): 
 
Empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas 
extras, nem mesmo mediante negociação coletiva (CLT, art. 59, § 4º). 
 
 
Alternativa (B): 
 
O trabalho em jornada extraordinária decorrente de força maior ou de 
serviços inadiáveis, por força do art. 61 da CLT, prescinde, ou seja, independe, de 
acordo escrito entre empregado e empregador. 
 
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A doutrina considera que são casos de realização independentemente de 
acordo. No caso de sobrejornada decorrente de força maior, até mesmo os 
empregados menores realizam horas extras, caso imprescindível seu labor e com 
o limite de até a 12ª hora. 
 
 
Alternativa (C): 
 
CLT, art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo 
escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de 
trabalho. 
 
 Portanto, por simples acordo escrito entre empregado e empregador, é 
possível a realização de horas extraordinárias. Por acordo tácito, entretanto, 
não se permite a prática. 
 
Portanto, o que se exige é um acordo escrito, seja individual com o empregado 
(acordo empregador-empregado), seja coletivo (via negociação coletiva da qual 
decorra acordo ou convenção coletiva de trabalho). 
 
 
Alternativa (D): 
 
A alternativa (D) é a correta, pois está em consonância com o disposto no 
art. 60 da CLT: 
 
Art. 60 - Nas atividades insalubres, (..), quaisquer prorrogações só 
poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades 
competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, 
procederão aos necessários exames locais (..). 
 
Portanto, jornada extraordinária em atividade insalubre, somente com 
autorização prévia do Ministério do Trabalho e Emprego. 
 
Lembremos que, em 2011 a Súmula 349 foi cancelada, de modo que, 
atualmente, a necessidade de licença prévia do MTE é regra absoluta, não 
excepcionada nem mesmo por acordo ou convenção coletiva. 
 
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SUM 349 ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO EM ATIVIDADE INSALUBRE, 
CELEBRADO POR ACORDO COLETIVO. VALIDADE 
A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada 
de trabalho em atividade insalubre prescinde da inspeção prévia da autoridade 
competente em matéria de higiene do trabalho (art. 7º, XIII, da CF/1988; art. 60 
da CLT). 
 
 
 
Quanto à alternativa (E): 
 
Pela literalidade da CLT, apenas as mulheres e os menores teriam este 
intervalo de, no mínimo, 15 minutos antes do início da sobrejornada. Vejamos: 
O art. 384 da CLT, inserido no Capítulo III (Da proteção ao trabalho da 
mulher), prevê que: 
 
CLT, art. 384 - Em caso de prorrogação do horário normal, será obrigatório 
um descanso de 15 (quinze) minutos no mínimo, antes do início do período 
extraordinário do trabalho. 
 
 Tendo em vista o princípio da igualdade entre homens e mulheres, a 
tendência é que este artigo seja considerado não recepcionado pela CF/88. 
 
 Entretanto, não há revogação expressa do mesmo e nem jurisprudência 
sumulada, pelo que sua literalidade pode ser considerada como correta em 
provas de concurso. 
Alémdisso, o art. 384 acima é também aplicado ao trabalho do menor 
por força do art. 413, parágrafo único, da CLT. 
Portanto, para fins de concurso, o empregador deve observar intervalo de, 
no mínimo, 15 minutos para a prestação de horas extraordinárias pela mulher e 
pelos menores. 
 
Assim sendo, não é uma regra aplicável a todo empregado, como pretende 
dizer a assertiva. 
 
85. (FCC_TRT15_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Emílio é 
HPSUHJDGR�GD�HPSUHVD�³%)*�/WGD´��DWXDQWH�QR�UDPR�GH�ORJtVWLFD��UHFRQKHFLGD�QR�
mercado pela eficiência de seu trabalho por 24 horas ininterruptas. Emílio exerce 
a função de estoquista e trabalha 4 horas diárias. 
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86. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Leonardo é 
HPSUHJDGR�UXUDO�GD�ID]HQGD�³$YHV�UDUDV�/WGD�´��WHQGR�VLGR�FRQWUDWDGR�HP�DEULO�GH�
2008. No ano de 2009, Leonardo começou a usufruir de apenas trinta minutos de 
intervalo intrajornada. 
Neste caso, conforme jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, 
o intervalo intrajornada 
(A) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando 
o pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% 
sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, com prejuízo do 
cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
(B) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando 
o pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% 
sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, sem prejuízo do 
cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
(C) só estará sendo concedido de forma regular se houver norma coletiva 
autorizando a redução do respectivo intervalo. 
(D) está sendo concedido de forma regular, uma vez que se trata de empregado 
rural e não urbano. 
(E) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando 
no pagamento total do período correspondente, com acréscimo de, no mínimo, 
50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, sem prejuízo do 
cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
 
 Gabarito (E) 
 
 
No caso do trabalhador rural, como nesta questão, a regulamentação 
encontra-se na Lei do Trabalho Rural (Lei 5.889/1973) e no Decreto 
73.626/1974. 
 
A Lei não prevê qual a duração do intervalo intrajornada, limitando-se a 
dizer que estes deverão ser concedidos conforme os usos e costumes da região: 
 
Lei 5.889/1973, Art. 5º - Em qualquer trabalho [rural] contínuo de 
duração superior a seis horas, será obrigatória a concessão de um intervalo 
para repouso ou alimentação observados os usos e costumes da região, 
não se computando este intervalo na duração do trabalho. Entre duas jornadas de 
trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso. 
 
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Já o Decreto que a regulamentou, previu o intervalo mínimo de uma hora 
para jornadas superiores a seis horas por dia: 
 
 Art. 5º, § 1º - Será obrigatória, em qualquer trabalho contínuo de 
duração superior a 6 (seis) horas, a concessão de um intervalo mínimo de 1 
(uma) hora para repouso ou alimentação, observados os usos e costumes da 
região. 
 
A questão não informou qual a jornada do trabalhador Leonardo, portanto, 
adotar-se-á a literalidade do parágrafo transcrito acima, ou seja, jornada superior 
a seis horas. 
 
Nesse caso, como o intervalo concedido foi inferior ao mínimo exigido para 
o rurícola (01 hora), aplicamos a Súmula 437 do TST, a qual é aplicável tanto a 
empregados urbanos, quanto aos rurais. Vejamos: 
 
Súmula 437, inciso I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão 
ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e 
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do 
período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo 
de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho 
(art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito 
de remuneração. 
 
Portanto, não há que se falar em pagamento apenas da diferença entre o 
período concedido e o mínimo legal (30 minutos), pois, nestes casos, o 
empregador deverá pagar, como jornada extraordinária, todo o período que 
deveria ter sido concedido (01 hora). 
 
Além disso, a legislação e a jurisprudência não admitem a redução do 
intervalo intrajornada para valores inferiores ao mínimo, seja por acordo 
individual, seja por negociação coletiva. 
 
 
87. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Maria Marta 
p�HPSUHJDGD�GR�KRWHO�ID]HQGD�³9DOH�GDV�ÈJXDV�&ODUDV´��KRWHO�HVWH�ORFDOL]DGR�HP�
área urbana. Maria Marta exerce a função de cozinheira e, sendo assim, todo dia 
se desloca a pé da portaria do hotel até a cozinha que fica no final do terreno. 
Neste trajeto, Maria Marta demora diariamente cerca de quinze minutos. Neste 
caso, de acordo com o entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, 
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o tempo necessário ao deslocamento de Maria Marta entre a portaria do hotel e o 
local de trabalho 
(A) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar trinta 
minutos. 
(B) não se considera à disposição do empregador, em nenhuma hipótese. 
(C) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar vinte 
minutos. 
(D) considera-se à disposição do empregador uma vez que ultrapassou dez 
minutos. 
(E) considera-se à disposição do empregador em qualquer hipótese. 
 
 Gabarito (D) 
 
Esta questão cobrou o entendimento contido na Súmula 429 do TST: 
 
Considera-se à disposição do empregador, na forma do art. 4º da CLT, o 
tempo necessário ao deslocamento do trabalhador entre a portaria da empresa e 
o local de trabalho, desde que supere o limite de 10 (dez) minutos diários. 
 
Portanto, como a empregada levava mais do que 10 minutos por dia no 
trajeto portaria-posto de trabalho, este tempo deve ser considerado como à 
disposição do empregador. 
 
 
 
88. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) 
6LPRQH�H�)ODYLDQD�VmR�HPSUHJDGDV�GD�HPSUHVD� ³01/�/WGD´�H�SRVVXHP� MRUQDGD�
de trabalho de oito horas diárias. De acordo com os cartões de ponto das 
empregadas, ontem, Simone chegou à empresa cinco minutos adiantada e deixou 
a empresa quinze minutos além de sua jornada de trabalho. Flaviana, por sua 
vez, chegou à empresa cinco minutos adiantada e deixou a empresa quatro 
minutos após o término da sua jornada de trabalho. 
Nestes casos, 
(A) apenas Simone terá direito ao pagamento de horas extraordinárias uma vez 
que ultrapassou a jornada normal de trabalho. 
(B) Simone e Flaviana terão direito ao pagamento de horas extraordinárias uma 
vez que ultrapassaram a jornada normal de trabalho, bem como a variação de 
jornada legal permitida de cinco minutos diários. 
(C) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas 
extraordinárias, uma vez que não serãodescontadas nem computadas como 
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jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não 
excedentes de quinze minutos diários. 
(D) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas 
extraordinárias, uma vez que não serão descontadas nem computadas como 
jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não 
excedentes de quinze minutos, observado o limite máximo de vinte minutos 
diários. 
(E) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas 
extraordinárias, uma vez que ambas chegaram na empresa antes do horário de 
trabalho, iniciando o labor a revelia da empresa empregadora. 
 
 Gabarito (A) 
 
 
O objeto desta questão consiste na minutos que antecedem e sucedem a 
jornada de trabalho. Portanto, são as disposições contidas no art. 58, § 1º, da 
CLT e a Súmula 366 do TST. 
 
Súmula nº 366 do TST - Não serão descontadas nem computadas como 
jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não 
excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos 
diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do 
tempo que exceder a jornada normal. 
 
Portanto, como Simone deixou a empresa 15 minutos após o horário de 
trabalho (ou seja, superior aos 5 minutos de tolerância), esta deverá ter estes 
minutos pagos como jornada extraordinária. Já Flaviana, como não excedeu a 
tolerância de 5 minutos, nem para entrar na empresa, nem para sair, esta não 
terá direito a horas extras. 
 
Por oportuno, ressaltamos um recente entendimento sumulado do TST 
quanto à impossibilidade de se elastecer o limite de cinco minutos por meio de 
convenção coletiva. A referida Súmula foi resultante da conversão da Orientação 
Jurisprudencial nº 372 da SBDI-1. Veja: 
 
SÚMULA Nº 449. 
A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que 
acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT, não mais prevalece cláusula 
prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 
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minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de 
apuração das horas extras. 
 
O examinador adora estas mudanças na jurisprudência! Devemos ficar 
atento a elas! 
 
 
89. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) O 
cemitério particular PAZ ETERNA, em razão dos horários de enterros e velórios, 
possui diversos empregados tendo celebrado com cada empregado acordo escrito 
para aumentar o intervalo para repouso e alimentação de uma hora para uma 
hora e quarenta e cinco minutos. 
Neste caso, os referidos acordos são 
(A) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido 
mediante Convenção Coletiva de Trabalho. 
(B) válidos porque respeitam a Consolidação das Leis do Trabalho. 
(C) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por 
trinta minutos. 
(D) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por 
quinze minutos. 
(E) inválidos porque a Consolidação das Leis do Trabalho e a Constituição Federal 
vedam, em qualquer hipótese, o aumento do intervalo intrajornada para 
prevenção da saúde do trabalhador. 
 
 Gabarito (B) 
 
Nos termos do art. 71, caput, parte final, acordo ou convenção coletiva, ou 
até mesmo acordo individual escrito, podem ampliar o intervalo intrajornada 
para jornadas superiores a seis horas diárias. 
 
CLT, Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 
(seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou 
alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo 
escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 
(duas) horas. 
 
Portanto, a CLT permite que as partes de um contrato de trabalho 
estipulem intervalo intrajornada superior a duas horas, desde que o façam por 
escrito. 
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Já para conceder intervalo inferior ao mínimo legal, a possibilidade é 
bastante restrita, de modo que a hipótese só seria possível caso houvesse 
autorização do MTE, além de satisfeitas as condições do art. 71, § 3º: 
 
CLT, art. 71, § 3º - O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição 
poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e 
Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, 
se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências 
concernentes à organização dos refeitórios, e quando os respectivos 
empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas 
suplementares. 
 
 
 
 
90. (FCC_TRT18_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Em 
relação à duração do trabalho, aos períodos de descanso e ao trabalho noturno, 
conforme legislação trabalhista aplicável, é correto afirmar: 
(A) A hora do trabalho noturno para o trabalho realizado nas cidades será 
computada como de 50 minutos. 
(B) As variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, 
observado o limite máximo de quinze minutos diários, não serão descontadas 
nem computadas como jornada extraordinária. 
(C) O intervalo mínimo para refeição e descanso será de dez minutos quando o 
trabalho for executado entre duas horas e até seis horas diárias. 
(D) O horário noturno para o trabalhador urbano é aquele executado entre as 
vinte e quatro horas de um dia e seis horas do dia seguinte. 
(E) A duração normal do trabalho é de oito horas diárias e quarenta e quatro 
semanais, facultada a compensação e a redução da jornada, mediante acordo ou 
convenção coletiva de trabalho. 
 
 Gabarito (E) 
 
 
A alternativa trata da hora ficta noturna��TXH�p�GH���ž��¶��GH�DFRUGR�FRP�
a previsão celetista: 
 
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Quanto às variações de horário no cartão de ponto: 
 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não 
excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez 
minutos diários. 
 
 
 
Por fim a assertiva (E) é a literalidade do inciso XIII do art. 7º da CF/88. 
 
 
 
 
91. (FCC_TRT18_ANALISTA JUDICIÁRIO_OFICIAL AVALIADOR_2013) A respeito 
da duração do trabalho, incluindo períodos de descanso, o labor noturno e o 
trabalho extraordinário, a legislação trabalhista prevê que 
(A) o adicional a ser pago pelo trabalho extraordinário será de no mínimo 100% 
sobre a hora normal e o adicional a ser pago pelo trabalho noturno será de no 
mínimo 50% sobre a hora diurna. 
(B) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e 
quarenta horas semanais, facultada a compensação de horas dentro do mês por 
decisão do empregador. 
(C) as variações de horário no registro de ponto não excedentesde cinco 
minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, não serão 
descontadas nem computadas como jornada extraordinária. 
(D) o período mínimo para o descanso entre duas jornadas de trabalho será de 
dez horas consecutivas. 
(E) o limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição para o trabalho 
contínuo cuja duração exceda seis horas não poderá ser reduzido em nenhuma 
hipótese. 
 
 Gabarito (C) 
 
Sabemos que, por força constitucional, o adicional horas extras é de no 
mínimo 50%, e não 100% como afirmado na letra (A). Como se não bastasse, o 
examinador também trocou o percentual do adicional noturno de 20% (correto) 
para 50% na questão. Portanto, item errado. 
 
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A assertiva (C), correta, retrata justamente o dispositivo transcrito no 
comentário da questão anterior: 
 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não 
excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez 
minutos diários. 
 
 
A letra (D) está incorreta pois o intervalo interjornadas é de onze horas 
consecutivas, e não de dez. 
 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período 
mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
 
Por fim, a letra (E) aborda a possibilidade de se reduzir o intervalo mínimo 
de uma hora, para jornadas superiores a seis horas diárias, desde que seja feita 
por autorização do Ministério do Trabalho e Emprego. 
 Quando a empresa interessada demonstrar que atende integralmente às 
exigências de organização de refeitórios, ela pode solicitar ao MTE autorização 
para reduzir o limite mínimo de 1 hora do intervalo intrajornada: 
 
CLT, art. 71, § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição 
poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, 
quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar 
que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à 
organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não 
estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. 
 
 
92. (CESPE_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Acerca do 
entendimento jurisprudencial do TST sobre a duração do trabalho, assinale a 
opção correta. 
(A) As horas extras habituais incorporam-se à remuneração do empregado para 
fins de gratificação natalina e repouso semanal remunerado. 
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(B) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, não são remuneradas como 
extraordinárias. 
(C) A concessão, pelo empregador, de intervalos na jornada de trabalho não 
previstos em lei não representa tempo à disposição da empresa e, 
consequentemente, não deve ser considerada serviço extraordinário. 
(D) A mera incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do 
empregado e os do transporte público regular é circunstância que não gera direito 
às horas in itinere. 
(E) A compensação de jornada de trabalho somente é válida se ajustada por 
acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho, sendo vedado acordo 
individual escrito para tal fim. 
 
Gabarito (A). 
 
 
 
A questão cobra posicionamentos do TST acerca da realização de horas 
extras, intervalos e duração do trabalho. 
 
As horas extras habitualmente prestadas incorporam-se sim à gratificação 
natalina (Súmula 45) e ao DSR (Súmula 172). Vejamos: 
 
SUM-172 REPOUSO REMUNERADO. HORAS EXTRAS. CÁLCULO 
Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras 
habitualmente prestadas. 
SUM-45 SERVIÇO SUPLEMENTAR 
A remuneração do serviço suplementar, habitualmente prestado, integra o 
cálculo da gratificação natalina prevista na Lei nº 4.090, de 13.07.196230. 
A letra (B) está incorreta pois quando há prejuízo do intervalo interjornadas 
(mínimo de 11 horas), estas horas devem ser remuneradas como extraordinária. 
Vejamos a OJ relacionada: 
 
OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS 
EXTRAS. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. 
APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA CLT 
 
30 Lei que institui a Gratificação de Natal para os Trabalhadores. 
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Sua validade demanda acordo escrito 
entre empregador e empregado 
 Sua validade demanda previsão em 
negociação coletiva 
 
 
 Portanto, verificamos que a compensação intrasemanal de jornada 
independe de negociação coletiva. Veja a Súmula 85 do TST: 
 
SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA 
I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual 
escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. 
II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver 
norma coletiva em sentido contrário. 
III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de 
jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a 
repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não 
dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. 
IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada 
semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas 
destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por 
trabalho extraordinário. 
V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório 
na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação 
coletiva. 
 
 
 
93. (CESPE_TRT8_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) À luz 
da jurisprudência do TST a respeito da jornada de trabalho, assinale a opção 
correta. 
(A) Ao empregado que labore, habitualmente, por seis horas durante o dia é 
garantido o direito de gozo de intervalo intrajornada mínimo de uma hora. 
(B) A jornada de trabalho em escala de doze horas de trabalho por trinta e seis 
horas de descanso excepcionalmente descrita em norma coletiva é inválida, 
devendo ao empregado ser pago adicional de horas extras relativo à décima 
primeira e à décima segunda hora de trabalho. 
(C) O adicional de horas extras devido pelo empregador em virtude da não 
concessão de intervalo para repouso e alimentação ao empregado possui 
natureza salarial, repercutindo no cálculo de outras parcelas salariais. 
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(D) A concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento apenas do 
período de intervalo suprimido, com acréscimode, no mínimo, 50% sobre o valor 
da remuneração da hora normal. 
(E) Em virtude do poder regulamentar concedido aos sindicatos, cláusula de 
acordo ou convenção coletiva que determine a supressão do intervalo 
intrajornada é considerada válida e eficaz. 
 
 Gabarito (C). 
 
Esta questão buscou saber se o candidato estava atendo às recentes 
Súmulas do TST, em especial a 437 e a 444. 
 
Caso o empregado labore habitualmente até seis horas diárias, ele faz jus 
somente ao intervalo de 15 minutos para descanso e alimentação. 
 
CLT, art. 71, § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, 
entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a 
duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
 
A letra (A) tentou confundir o candidato com a redação do recente item IV da 
Súmula 437 do TST: 
 
IV - Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é 
devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o 
empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não 
usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista 
no art. 71, caput e § 4º da CLT. 
 
A letra (B), por sua vez, cobrou a recente Súmula 444, por meio da qual o 
TST permite, em caráter excepcional, a escala de 12x36 horas. 
 
É valida, em caráter excepcional, a jornada de doze horas de trabalho 
por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou ajustada 
exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva 
de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. 
O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor 
prestado na décima primeira e décima segunda horas. 
 
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Já a letra (C), correta, busco saber se o candidato sabia que a parcela paga 
em decorrência da não concessão ou da concessão parcial do intervalo 
intrajornada tem sim natureza salarial: 
 
Súmula 437, item III - Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 
71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho 
de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo 
mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no 
cálculo de outras parcelas salariais. 
 
 
 
Quanto à assertiva (D) note a o recente item da Súmula 437 do TST: 
I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão ou a concessão 
parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, 
a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período 
correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no 
mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho 
(art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para 
efeito de remuneração. 
 
 
Acerca da letra (E) vejamos a Súmula 437 do TST: 
 
II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho 
contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada 
porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, 
garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da 
CF/1988), infenso à negociação coletiva. 
 
 
 
94. (CESPE_MTE_AUDITOR_FISCAL_DO_TRABALHO_2013) Para jornada de 
trabalho de até seis horas contínuas, é obrigatória a concessão de intervalo de 
uma hora para descanso. 
 
 Gabarito (E). 
 
Para jornadas de até 06 horas, mas superiores a 04 horas, o intervalo que o 
empregador deve conceder é de 15 minutos. 
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4. Lista das questões comentadas 
 
1. (FCC_TRT11_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) De acordo 
com previsão da Constituição Federal brasileira e da CLT, em relação à duração 
do trabalho é correto afirmar que 
(A) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 40 
horas semanais, não sendo facultada a compensação de horários. 
(B) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 48 
horas semanais, sendo facultada a compensação de horários. 
(C) será considerado trabalho noturno para o trabalhador urbano aquele 
executado entre às 22 horas de um dia e às 5 horas do dia seguinte. 
(D) será considerado horário noturno para o trabalhador urbano aquele 
executado entre às 21 horas de um dia e às 4 horas do dia seguinte. 
(E) para a jornada diária de trabalho contínuo superior a 4 horas e não excedente 
a 6 horas o intervalo obrigatório será de, no mínimo, uma hora e, salvo acordo 
escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de duas horas. 
 
2. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, um dos fundamentos para a 
limitação do tempo de trabalho é de natureza biológica, uma vez que visa a 
combater os problemas psicofisiológicos oriundos da fadiga. 
 
3. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) Corolário do 
fenômeno da flexibilização das normas trabalhistas, tem validade diploma coletivo 
que estabeleça limites de horário de trabalho, diário e semanal, superiores aos 
consagrados na Constituição Federal. 
 
4. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, a compensação de jornadas, 
antes restrita à semana, atualmente pode verificar-se no prazo máximo de 90 
(noventa) dias. 
 
5. (FCC_TRT19_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2008) Considere 
as assertivas abaixo a respeito da jornada de trabalho. 
I. Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as 
variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, 
observado o limite máximo de dez minutos diários. 
II. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o 
empregador de pagar todas as horas trabalhadas. 
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III. Os chefes de departamento não possuem direito ao pagamento de horas 
extras, uma vez que se equiparam aos gerentes. 
IV. Em regra, o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para 
o seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada de 
trabalho. 
É correto o que se afirma, APENAS, em 
(A) I, II e III. 
(B) II, III e IV. 
(C) III e IV. 
(D) II e III. 
(E) I e II. 
 
6. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) O tempo 
despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por 
qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo 
quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte 
público, o empregador fornecer a condução. Havendo, porém, transporte público 
regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, não serão 
devidas horas in itinere pelo deslocamento da residência ao trabalho e vice-versa, 
nos termos do entendimento jurisprudencial pacificado no Tribunal Superior do 
Trabalho. 
 
7. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A mera 
insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas in itinere.Havendo, porém, incompatibilidade entre os horários de início e término da 
jornada do empregado e os do transporte público regular, serão devidas as horas 
in itinere, conforme entendimento pacificado no âmbito do Tribunal Superior do 
Trabalho. 
 
8. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O tempo despendido pelo 
empregado até o local de trabalho e para o seu retorno: 
a) Será computado na jornada de trabalho quando o local não for servido de 
transporte público e o empregador fornecer a condução. 
b) Será computado na jornada de trabalho quando o local for de difícil acesso e o 
empregado se deslocar por meios próprios. 
c) Será computado na jornada de trabalho, salvo quando o empregador fornecer 
a condução. 
d) Será devido como hora extra in itinere. 
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e) Será computado na jornada de trabalho dependendo do meio de transporte 
utilizado. 
 
9. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) O tempo despendido pelo 
empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de 
transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-
se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador 
fornecer a condução. Para esse fim, considera-se de difícil acesso o local de 
trabalho quando há mera insuficiência de transporte público. 
 
10. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2010) O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e 
para seu retorno, por qualquer meio de transporte, será computado na jornada 
de trabalho, exceto se o empregador fornecer a condução. 
 
11. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A 
jurisprudência pacificada do Tribunal Superior do Trabalho considera irrelevante, 
para consagrar o direito à percepção das horas in itinere, o fato de o empregador 
cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido para local de 
difícil acesso ou não servido por transporte regular. 
 
12. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2010) Poderão ser fixados, para as microempresas por meio de acordo 
ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em 
local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio 
despendido pelo empregado, bem como a forma e a natureza da remuneração. 
 
13. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) A legislação considera 
trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte 
horas semanais. 
 
14. (13° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2007) Em relação à duração do trabalho, trabalho em regime de tempo 
parcial é aquele cuja duração não excede a vinte e cinco horas semanais. 
 
15. (FCC_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2010) 
Solange é empregada da empresa Amor Perfeito, trabalhando como ajudante na 
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elaboração de cestas de café da manhã. Solange é considerada empregada em 
regime de tempo parcial. Neste caso, a duração da sua jornada de trabalho 
(A) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse 
vinte e oito horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. 
(B) não poderá exceder a vinte horas semanais, sendo vedada a prestação de 
horas extras. 
(C) deverá ser obrigatoriamente de vinte e quatro horas semanais. 
(D) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse 
dezoito horas semanais, bem como oito horas extras mensais. 
(E) não poderá exceder a vinte e cinco horas semanais, sendo vedada a 
prestação de horas extras. 
 
16. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Os empregados sob o 
regime de tempo parcial poderão prestar horas extras desde que haja prévia 
autorização do Ministério do Trabalho. 
 
17. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) É ônus que decorre de 
obrigação legal a manutenção, pelo empregador que tem mais de dez 
empregados em seus quadros, de registros dos horários trabalhados, não sendo 
viável a pré-assinalação do intervalo. 
 
18. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Os estabelecimentos 
com mais de dez trabalhadores terão obrigatoriamente sistema de anotação da 
hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, devendo 
haver diariamente assinalação do período de repouso, a cargo do trabalhador. 
 
19. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O empregado exercente 
de cargo de confiança está excluído das regras pertinentes ao cômputo e 
pagamento de horas extras, mesmo quando submetido a rigoroso controle de 
horário. 
 
20. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) O motorista de caminhão 
que cumpre jornada predominantemente externa não é destinatário das regras 
pertinentes à limitação da jornada de trabalho, ainda que sofra rígido controle de 
horário pelo empregador, porque, nesse caso, há apenas a adoção de postura 
discricionária por parte do contratante dos serviços. 
 
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21. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Observando a alteração 
legislativa promovida em 1994 (Lei n. 8.966), versando sobre os empregados que 
não estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada de trabalho (art. 62 
da CLT), não mais se considera requisito essencial à configuração do exercício de 
gerência a prova do encargo de gestão, com investidura por meio de mandato 
legal. 
 
22. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) A duração normal do 
trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não 
excedente de duas, mediante acordo escrito ou tácito entre empregador e 
empregado, ou por contrato coletivo de trabalho. 
 
23. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) Adotando os 
contraentes, de modo tácito, a compensação de jornada, o empregador não está 
obrigado a repetir o pagamento das horas excedentes da jornada normal diária, 
desde que não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o 
respectivo adicional, nos termos da jurisprudência uniformizada no âmbito do 
Tribunal Superior do Trabalho. 
 
24. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) As variações 
de horário no registro de ponto que não excederem de cinco minutos, observado 
o limite máximo de dez minutos diários, não são computadas como jornada 
extraordinária. 
 
25. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Não serão descontadas 
nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro 
de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez 
minutos diários. 
 
26. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Certo empregado 
celebrou, com o respectivo empregador, acordo escrito de compensação de 
jornada. Entretanto, após a pactuação, o acordo foi reiteradamente descumprido, 
diante da prestação habitual de horas extras, inclusive acima do limite previsto 
no acordo, sem que houvesse qualquer compensação de horário. Considerando as 
normas relativas à jornada de trabalho, a situação hipotética descrita e a 
jurisprudência do TribunalSuperior do Trabalho, assinale a opção correta. 
a) O acordo de compensação de jornada poderia ter sido firmado tacitamente 
entre empregado e empregador, o que não afetaria sua validade. 
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b) A prestação habitual de horas extras descaracteriza o acordo de compensação 
de horário, tendo o empregado direito ao pagamento como horas extraordinárias 
das que ultrapassarem a duração semanal normal. 
c) É requisito de validade do acordo de compensação de jornada a previsão de 
que, em caso de não-compensação das horas excedentes, o empregado terá 
direito a percebê-las com o adicional de no mínimo 75% (setenta e cinco por 
cento) do valor da hora normal de trabalho. 
d) O acordo individual de compensação de horário é inválido, exigindo a 
legislação pertinente a celebração via convenção ou acordo coletivo de trabalho. 
e) Em caso de força maior para atender à realização ou conclusão de serviços 
inadiáveis, poderá o empregador exigir horas extras do empregado, além do 
limite legal, contratual ou convencional, desde que haja previsão nesse sentido 
em convenção ou acordo coletivo de trabalho. 
 
27. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal 
Superior do Trabalho, a compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada 
por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. O acordo 
individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva 
em sentido contrário. 
 
28. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Sobre as hipóteses de 
prorrogação e compensação da jornada de trabalho e seus efeitos, assinale a 
opção correta. 
a) Mediante acordo individual firmado entre trabalhador e empregador, é lícita a 
adoção de regime de prorrogação e compensação da jornada, de tal sorte que 
não seja suplantado o limite semanal máximo previsto em lei. 
b) O acordo tácito celebrado entre empregado e empregador, destinado a 
viabilizar a adoção de regime de prorrogação e compensação de jornada, apenas 
será válido se não for suplantado o limite semanal máximo previsto em lei. 
c) O limite diário para a dilação da jornada diária é de duas horas, razão por que 
eventuais horas excedentes desse limite, embora devam ser pagas, não poderão 
ser computadas para fins reflexos sobre o FGTS. 
d) A adoção de regime de prorrogação e compensação de jornada 
concomitantemente à prestação habitual de horas excedentes é perfeitamente 
válida, apenas sendo devido o pagamento dessas últimas, não alcançadas pelo 
acordo celebrado. 
e) Apenas por acordo e convenção coletivos de trabalho é possível prever regimes 
de prorrogação e compensação da jornada para as trabalhadoras mulheres. 
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29. (ESAF_JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO_TRT 7ª REGIÃO_2005) A validade 
de acordo coletivo ou convenção coletiva sobre compensação de jornada de 
trabalho em atividade insalubre prescinde31 da inspeção prévia da autoridade 
competente em matéria de higiene do trabalho, segundo entendimento 
jurisprudencial prevalente no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho. 
 
30. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal 
Superior do Trabalho, a validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de 
compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre não prescinde de 
inspeção prévia da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho. 
 
31. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2010) A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de 
compensação de jornada de trabalho em atividade insalubre não prescinde da 
inspeção previa da autoridade competente em matéria de higiene e segurança do 
trabalho. 
 
32. (FCC_TRT24_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Mirto, 
empregado da empresa ³0DLV� /WGD´�� SRVVXL� MRUQDGD� GLiULD� GH� WUDEDOKR� GH� RLWR�
horas, com quarenta e cinco minutos de intervalo para descanso e alimentação. 
Considerando que a redução do horário para descanso e alimentação consta em 
cláusula de Convenção Coletiva de Trabalho, esta redução é 
(A) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha 
cláusula expressa de proibição de renovação. 
(B) legal, uma vez que a Consolidação das Leis do Trabalho permite a redução do 
intervalo intrajornada por meio de norma coletiva. 
(C) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor 
pelo prazo máximo de um ano. 
(D) ilegal, tendo em vista que norma coletiva não poderá reduzir o intervalo 
intrajornada. 
(E) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor 
pelo prazo máximo de seis meses. 
 
33. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O intervalo intrajornada 
legal não pode ser suprimido por cláusula de convenção coletiva. 
 
 
31 Prescinde é sinônimo de dispensa, não precisa. 
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34. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A propósito da jornada 
de trabalho, assinale a opção correta. 
a) Os titulares da relação de emprego podem pactuar livremente a duração da 
jornada de trabalho, desde que observem parâmetros de razoabilidade e 
proporcionalidade. 
b) Os limites legais da jornada de trabalho podem ser alterados pelos 
contratantes, ainda que em prejuízo do trabalhador, mas, nesse caso, deverá ele 
estar assistido por seu sindicato profissional. 
c) As negociações coletivas podem estabelecer regras relativas à duração do 
horário de trabalho, mas a aplicação dessas disposições aos contratos individuais 
de trabalho está condicionada à concordância expressa de trabalhadores e 
empregadores, sob pena de ineficácia da cláusula normativa correspondente. 
d) A jornada de trabalho fixada em lei pode ser objeto de ampliação mediante 
ajuste entre empregado e empregador, desde que respeitado o máximo de duas 
horas diárias, as quais deverão ser pagas com adicional mínimo de 50%. 
e) Em casos excepcionais, em que a preservação do contrato dependa da dilação 
horária sem a remuneração correspondente, pode o trabalhador renunciar ao 
crédito resultante desse labor. 
 
35. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Sobre as regras que 
definem a duração das jornadas especiais de trabalho, assinale a opção incorreta. 
a) A jornada dos bancários, sujeita ao limite diário máximo de 06 horas, deve ser 
prestada entre o período de 07h às 22h, assegurado o intervalo diário de 15 min 
de intervalo para refeição. 
b) Os jornalistas profissionais devem trabalhar por, no máximo, 05 horas 
noturnas e 06 horas diurnas, facultada a ampliação da jornada em uma hora 
diária, com o pagamento suplementar correspondente. 
c) O trabalho executado em minas de subsolo não deve exceder de seis horas 
diárias ou trinta e seis semanais, computando-se como serviço efetivo o tempo 
gasto no deslocamento entre a boca da mina e o local de trabalho e vice-versa. 
d) Os operadores cinematográficose seus ajudantes devem trabalhar por, no 
máximo, seis horas diárias, das quais cinco horas ficam reservadas ao labor 
consecutivo em cabina (durante o funcionamento cinematográfico) e uma hora, 
no máximo, destinada à limpeza e lubrificação dos aparelhos de projeção ou 
revisão dos filmes. 
e) Os tripulantes de embarcações da marinha mercante nacional estão sujeitos à 
jornada de oito horas diárias, que deve ser prestada de modo contínuo ou 
intermitente, nesse último caso com duração mínima de 01 hora, entre 0 e 24 
horas, de acordo com o critério definido pelo comandante. 
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36. (14° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2008) Complete com a opção CORRETA. Poderá a duração normal do 
trabalho do jornalista ser elevada a ______ horas, mediante acordo escrito, em 
que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso de tempo de 
trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. 
( ) a) 7 horas 
( ) b) 8 horas; 
( ) c) 10 horas; 
( ) d) 12 horas; 
( ) e) não respondida. 
 
37. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Como forma 
de compensar os desgastes impostos ao trabalhador, o labor executado em 
turnos ininterruptos de revezamento deve observar o limite diário máximo de seis 
horas, salvo havendo norma coletiva dispondo em contrário. 
 
38. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Ainda que a atividade 
empresarial seja explorada de forma ininterrupta, a vinculação do trabalhador a 
um turno específico de trabalho descaracteriza o regime diferenciado, afastando 
as regras especiais correspondentes. 
 
39. (15° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2009_adaptada) De acordo com a jurisprudência uniforme do Tribunal 
Superior do Trabalho, a interrupção do trabalho destinada a repouso e 
alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal, não 
descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto 
constitucionalmente. 
 
40. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A concessão de folga 
semanal ou a interrupção da atividade empresarial aos domingos descaracteriza o 
regime de turnos ininterruptos de revezamento. 
 
41. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) A interrupção do 
trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo 
para repouso semanal descaracterizam o turno de revezamento com jornada de 6 
horas previsto no art. 7, inciso XIV, da Constituição da República de 1988. 
 
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42. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a 
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a concessão do intervalo para 
repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para descanso 
semanal, descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento 
previsto na Constituição. 
 
43. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) A jornada 
cumprida em turnos ininterruptos de revezamento tem como limite máximo a 
jornada de seis horas, salvo demonstrada a concessão do intervalo mínimo de 01 
hora para refeição e descanso. 
 
44. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) Quanto ao turno 
ininterrupto de revezamento, é correto afirmar que: 
a) o turno de revezamento tem adoção restrita aos petroleiros. 
b) a adoção de turno ininterrupto de revezamento na empresa depende de 
negociação coletiva. 
c) o intervalo intrajornada descaracteriza o turno ininterrupto de revezamento. 
d) o intervalo para descanso semanal descaracteriza o turno ininterrupto de 
revezamento. 
e) mediante negociação coletiva, é válida a fixação de jornada superior a seis 
horas para turno ininterrupto de revezamento. 
 
45. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Em caso de necessidade 
imperiosa, resultante do incremento de seus negócios, pode o empregador 
determinar o labor em turnos ininterruptos de revezamento. 
 
46. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) O labor em turnos 
ininterruptos de revezamento apenas pode ser implementado mediante prévia 
previsão em negociação coletiva. 
 
47. (FCC_TRT18_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_2008) 
Maria, Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA, atuando as três na 
função de auxiliar administrativo. Maria possui jornada de trabalho diária de seis 
horas; Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui 
jornada de trabalho diária de quatro horas. Neste caso, de acordo com a 
Consolidação das Leis do Trabalho, será obrigatório um intervalo intrajornada de 
quinze minutos para 
(A) Diana, apenas. 
(B) Maria, Joana e Diana, igualmente. 
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(C) Joana e Diana. 
(D) Maria, apenas. 
(E) Maria e Joana. 
 
48. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Em 
qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de seis horas, é obrigatória a 
concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, 
de uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não 
poderá exceder de duas horas. 
 
49. (FCC_TRT14_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) É 
obrigatória a concessão de um intervalo de 15 minutos para descanso ou 
alimentação quando o trabalho contínuo ultrapassar 
(A) quatro horas e não exceder seis horas. 
(B) quatro horas e não exceder oito horas. 
(C) seis horas e não exceder oito horas. 
(D) duas horas e não exceder quatro horas. 
(E) duas horas e não exceder seis horas. 
 
50. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Cumprida 
jornada de trabalho com duração superior a seis horas, o empregador deve 
conceder o intervalo mínimo de 01 hora para refeição e descanso. 
 
51. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Não 
excedendo de seis horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 
quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. 
 
52. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) Os intervalos concedidos 
pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, constituem 
benefício adicional e não são computados na jornada diária. 
 
53. (ESAF_TRT7_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2003) Entre o 
término de uma jornada e o início de outra deve haver um intervalo mínimo de 
11 horas. 
 
54. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Entre 
duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas 
para descanso. 
 
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55. (FCC_TRT24_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Mario, 
professor da universidade X, leciona no período matutino e noturno de segunda-
feira a sexta-feira. Assim, ministra aulas das 7:40 às 13:00 horas e das 18:00 às 
23:30 horas. Neste caso, a legislação trabalhista, especificamente a Consolidaçãodas Leis do Trabalho, 
(A) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 
11 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
(B) está sendo respeitada, tendo em vista que Mario não leciona no final de 
semana, não sendo a Universidade obrigada a conceder descanso entre as 
jornadas de trabalho. 
(C) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 
10 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
(D) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 
9 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
(E) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 
15 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
 
56. (FCC_TRT23_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE MANDADOS_ 
2011) Os digitadores 
(A) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, 
escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 
10 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. 
(B) não se equiparam aos trabalhadores nos serviços de mecanografia 
(datilografia, escrituração ou cálculo), tratando-se de categorias distintas com 
direitos distintos, não havendo qualquer analogia relacionada aos períodos de 
descanso. 
(C) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, 
escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 
5 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. 
(D) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, 
escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 
15 minutos a cada 120 minutos de trabalho consecutivo. 
(E) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, 
escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 
15 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. 
 
 
 
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57. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2006) O intervalo intrajornada 
legal do bancário, de 15 minutos, é computado na jornada de trabalho. 
 
58. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Acaso o trabalhador, 
durante a semana, não observe os requisitos da freqüência, faltando 
injustificadamente ao serviço, e da pontualidade, por iniciar ou terminar o 
expediente fora do horário estabelecido, perderá o direito ao descanso semanal e 
à sua respectiva remuneração. 
 
59. (FCC_TRT23_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2011) Com 
relação ao trabalho noturno: 
I. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá 
remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um 
acréscimo de 30% pelo menos, sobre a hora diurna. 
II. A hora do trabalho noturno será computada como de cinquenta e dois minutos 
e trinta segundos. 
III. Considera-se noturno o trabalho executado entre as vinte e uma horas de um 
dia e as quatro horas do dia seguinte. 
Está correto o que se afirma em: 
(A) II, apenas. 
(B) I e II, apenas. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
 
60. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Na hipótese de 
empregados com jornada de seis horas, em razão de cumprirem turnos 
ininterruptos de revezamento, iniciado o expediente às 23h e encerrado às 
7h30min, o direito ao adicional noturno se circunscreve ao período compreendido 
entre 22h e 5h, e, quanto às horas extras, deverão ser computadas a partir de 5 
horas. 
 
61. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) Quando o empregado 
H[HUFH�D�IXQomR�GH�YLJLODQWH��QD�FRQGLomR�GH�³IROJXLVWD´��QmR�WHP�GLUHLWR�j�MRUnada 
reduzida de 6 (seis) horas, mesmo que trabalhe em vários turnos durante a 
semana, isso porque a natureza do seu serviço não equivale ao conceito de turno 
ininterrupto de revezamento, motivo pelo qual as horas extras só poderão ser 
computadas a partir da 8ª (oitava diária) e 44ª (quadragésima quarta) semanal. 
 
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62. (16° Concurso para Procurador do Trabalho_Ministério Público do 
Trabalho_2010) Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas 
por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos 
ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas 
com extras. 
 
63. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2010) De acordo com a 
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, inexistindo instrumento coletivo 
fixando jornada diferente, o empregado horista submetido a turno ininterrupto de 
revezamento tem jus ao pagamento apenas do adicional das horas 
extraordinárias trabalhadas além da 6ª diária. 
 
64. (ESAF_AUDITOR FISCAL DO TRABALHO_MTE_2003) Tendo em vista a 
jurisprudência sumulada do Colendo TST, aponte a opção correta. 
a) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, sem prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. 
b) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de doze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. 
c) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, todavia sem o respectivo adicional. 
d) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. 
e) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de dezoito horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como 
extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. 
 
65. (FCC_TRT6_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) Héstia é 
empregada da LanchoneWH� ³$%$´�H� WUDEDOKD� FRPR�EDOFRQLVWD��SRVVXLQGR�KRUiULR�
GH� WUDEDOKR� QR� SHUtRGR� QRWXUQR�� GDV� ��� jV� �� KRUDV�� $� /DQFKRQHWH� ³$%$´� p�
frequentada por consumidores que normalmente voltam de outras programações 
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noturnas, tendo em vista que a lanchonete possui horário de funcionamento até 
às 5 horas. Porém, a Lanchonete só encerra suas atividades após o atendimento 
do último cliente. Assim, Héstia frequentemente estende seu horário de trabalho 
até às 6 horas. Neste caso, 
(A) só será devido o adicional noturno também sobre a hora prorrogada, se 
houver expressa previsão contratual neste sentido e previsão em norma coletiva. 
(B) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada, uma vezque é 
expressamente proibido o trabalho extraordinário para empregado que possui 
jornada de trabalho integral em horário noturno. 
(C) será devido o adicional noturno também sobre a hora prorrogada uma vez 
que Héstia cumpre seu horário de trabalho integralmente no horário noturno. 
(D) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada uma vez que, de 
acordo com a CLT, a hora noturna é das 22 às 5 horas, sendo considerada a hora 
como 52 minutos e 30 segundos. 
(E) não será devido o adicional noturno sobre a hora prorrogada uma vez que, de 
acordo com a CLT, a hora noturna é das 22 às 5 horas, sendo considerada a hora 
como 55 minutos e 50 segundos. 
 
66. (FCC_TRT6_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2012) Os 
HPSUHJDGRV� GD� HPSUHVD� ³$&$´�� DSyV� WUDQVSRUHP� D� SRUWDULD� GD� HPSUHVD��
deslocam-se, ainda, alguns metros para chegarem ao local de trabalho, em razão 
do enorme terreno em que a referida empresa está localizada. Este tempo de 
deslocamento do empregado entre a portaria da empresa e o local de trabalho 
(A) é considerado tempo à disposição do empregador, desde que supere o limite 
de 10 minutos diários. 
(B) só será considerado tempo à disposição do empregador, se houver previsão 
em Convenção Coletiva de Trabalho, em razão das peculiaridades existentes em 
cada categoria. 
(C) será sempre considerado tempo à disposição do empregador, uma vez que se 
o empregado atravessou a portaria da empresa pressupõe-se que se encontra 
disponível. 
(D) não é considerado tempo à disposição do empregador, uma vez que a 
jornada de trabalho somente se inicia com a chegada efetiva do empregado no 
local de trabalho. 
(E) é considerado tempo à disposição do empregador, desde que supere o limite 
de 5 minutos diários. 
 
 
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67. (FCC_TRT5_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) 
Conforme normas contidas na Constituição Federal e na Consolidação das Leis do 
Trabalho, 
(A) é considerado trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não 
exceda a 30 horas semanais. 
(B) a duração normal do trabalho poderá ser acrescida por até quatro horas 
suplementares por dia, mediante acordo verbal ou escrito entre empregado e 
empregador. 
(C) os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar até duas horas 
extras por dia, desde que haja ajuste por meio de norma coletiva. 
(D) a hora do trabalho noturno urbano será computada como de 52 minutos e 30 
segundos. 
(E) as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco 
minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, serão descontadas, 
bem como computadas como jornada extraordinária. 
 
68. (FCC_TRT1_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) A 
duração do intervalo para repouso e alimentação é de, no mínimo, 
(A) uma hora e no máximo duas horas, para jornadas de trabalho superiores a 
seis horas. 
(B) uma hora e no máximo duas horas, para jornadas de trabalho superiores a 
quatro horas e até seis horas. 
(C) quinze minutos e no máximo uma hora, para jornadas de trabalho superiores 
a quatro horas e até seis horas. 
(D) quinze minutos para jornadas de até quatro horas. 
(E) uma hora, para qualquer jornada de trabalho. 
 
69. (FCC_TRT1_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) 
Conforme normas legais vigentes, o adicional 
(A) noturno equivale a vinte por cento, no mínimo, sobre o valor do salário 
mínimo. 
(B) de horas extras equivale a vinte e cinco por cento sobre o valor da hora 
normal, de acordo com a Constituição Federal. 
(C) de horas extras incorpora-se ao salário após um ano de pagamento habitual, 
de acordo com a Constituição Federal. 
(D) noturno equivale a cinquenta por cento, pelo menos, sobre o valor da hora 
diurna. 
(E) noturno equivale a vinte por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. 
 
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70. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Em relação ao 
intervalo para repouso e alimentação é INCORRETO afirmar: 
(A) Em qualquer trabalho que exceda de seis horas, será concedido intervalo para 
repouso e alimentação de, no mínimo, uma hora e, no máximo, duas horas. 
(B) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de 
quinze minutos. 
(C) Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo 
empregador, este deverá remunerar o período correspondente com um acréscimo 
de no mínimo cinquenta por cento sobre o valor da remuneração da hora normal 
de trabalho. 
(D) Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo 
empregador, este deverá remunerar o período correspondente com um acréscimo 
de no mínimo vinte por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de 
trabalho. 
(E) Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. 
 
71. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) De acordo 
com o entendimento sumulado do TST, em relação à compensação de jornada é 
correto afirmar: 
(A) O regime compensatório na modalidade "banco de horas" somente pode ser 
instituído por negociação coletiva. 
(B) A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada. 
(C) O acordo individual para compensação na modalidade "banco de horas" é 
válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. 
(D) É válido acordo tácito para compensação de jornada, exceto na modalidade 
"banco de horas". 
(E) A descaracterização do acordo de compensação em razão da prestação de 
horas extras habituais implica o pagamento em dobro das horas excedentes à 
jornada normal, inclusive em relação às que tenham sido compensadas. 
 
72. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE 
MANDADOS_2013) No que se refere aos períodos de repouso assegurados ao 
empregado por lei, é INCORRETO afirmar: 
(A) O descanso semanal remunerado terá duração de vinte e quatro horas 
consecutivas e será concedido aos domingos. 
(B) O trabalho em domingo, seja total ou parcial, será sempre subordinado à 
permissão prévia da autoridade competente em matéria de trabalho. 
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(C) Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de descanso de 
onze horas consecutivas. 
(D) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de 
quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. 
(E) O descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, é direito 
dos empregados urbanos, rurais e domésticos. 
 
73. (FCC_TRT1_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA EXECUÇÃO DE 
MANDADOS_2013) Considerando as normas da CLT e o entendimento sumulado 
do TST, é correto afirmar: 
(A) A remuneração do trabalho noturno terá um acréscimo de trinta por cento, 
pelo menos, sobre a hora diurna. 
(B) Para os estabelecimentos com mais de quinze empregados é obrigatório o 
controle de jornada de trabalho. 
(C) Considera-se trabalho noturno o executado entre às vinte e duas horas de um 
dia e às quatro horas do dia seguinte. 
(D) Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, 
devido é também o adicional quantoàs horas prorrogadas. 
(E) O empregado transferido para o período diurno de trabalho não pode deixar 
de receber o adicional noturno, sob pena de redução salarial. 
 
74. (FCC_TRT9_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) De 
acordo com previsão constitucional, o descanso semanal remunerado deve ser 
concedido 
(A) preferencialmente aos domingos, salvo em semana em que o domingo 
coincida com feriado. 
(B) alternativamente aos sábados e aos domingos. 
(C) exclusivamente aos domingos. 
(D) preferencialmente aos domingos. 
(E) preferencialmente aos sábados. 
 
75. (FCC_TRT9_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Com 
IXQGDPHQWR�QD�&/7�í�&RQVROLGDomR�GDV�/HLV�GR�7UDEDOKR H�QD�&)�í�&RQVWLWXLomR�
Federal, as horas extraordinárias NÃO podem exceder de 
(A) seis e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora 
normal. 
(B) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora 
normal. 
(C) duas e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior à hora 
normal. 
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(D) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior à hora 
normal. 
(E) duas e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior à hora 
normal. 
 
76. (FCC_TRT9_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Em relação ao 
intervalo para repouso e alimentação, é INCORRETO afirmar: 
(A) O trabalho em horas extras pelos empregados impede a redução do intervalo 
dos mesmos para período inferior a uma hora. 
(B) Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas, é 
obrigatória a concessão de um intervalo de no mínimo uma hora e, salvo acordo 
escrito ou contrato coletivo em contrário, de no máximo duas horas. 
(C) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de 
quinze minutos quando a duração ultrapassar de quatro horas. 
(D) A não concessão do intervalo para repouso e alimentação implica em mera 
sanção administrativa, com imposição de multa ao empregador. 
(E) Os intervalos para repouso e alimentação previstos na Consolidação das Leis 
do Trabalho não serão computados na duração do trabalho. 
 
77. (FCC_TRT9_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Com 
fundamento nas disposições celetistas sobre jornada extraordinária e jornada 
noturna, é correto afirmar: 
(A) Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e 
noturnos, em relação às horas trabalhadas no período considerado noturno 
aplica-se a redução da hora e deve ser pago o respectivo adicional. 
(B) Os empregados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras, 
desde que autorizados expressamente pelo sindicato. 
(C) O adicional noturno equivale a 30% (trinta por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
(D) Como forma de proteção da saúde e da integridade física dos trabalhadores, 
a prorrogação da jornada de trabalho deve ser prevista em convenção ou acordo 
coletivo de trabalho. 
(E) As horas extras são remuneradas com adicional de, no mínimo, 25% (vinte e 
cinco por cento) sobre o valor da hora normal de trabalho. 
 
78. (FCC_TRT12_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) 
Analisando as normas da legislação trabalhista quanto à duração do trabalho, 
jornadas de trabalho e períodos de descanso, 
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(A) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e 
quarenta horas semanais, facultada a compensação e a redução de jornada. 
(B) não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as 
variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, 
observado o limite máximo de quinze minutos diários. 
(C) entre duas jornadas de trabalho diário haverá um período mínimo de onze 
horas consecutivas para descanso, além de um descanso semanal remunerado de 
vinte e quatro horas consecutivas, preferencialmente, aos domingos. 
(D) a duração normal do trabalho diário poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de quatro, mediante acordo escrito, 
individual ou coletivo. 
(E) em qualquer trabalho contínuo cuja duração ultrapassar de quatro horas e 
não exceder de seis horas ao dia, será obrigatório um intervalo de vinte minutos 
para refeição e descanso. 
 
79. (FCC_TRT12_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) As 
normas trabalhistas regulamentam o trabalho noturno e as horas extraordinárias. 
Segundo tais normas, 
(A) a hora do trabalho noturno para o trabalhador urbano será computada como 
de cinquenta e dois minutos e trinta segundos. 
(B) a remuneração da hora extraordinária ou suplementar, que será, pelo menos, 
20% (vinte por cento) superior à da hora normal. 
(C) os gerentes que exercem cargos de gestão, bem como os diretores e chefes 
de departamento ou filial também estão sujeitos ao regime de duração do 
trabalho, recebendo pelo trabalho extraordinário superior a 10 horas por dia. 
(D) o trabalho noturno urbano será considerado como aquele que é executado 
entre às vinte e três horas de um dia e às seis horas do dia seguinte. 
(E) o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, 
sua remuneração terá um acréscimo de 50% (cinquenta por cento), pelo menos, 
sobre a hora diurna. 
 
80. (FCC_TRT12_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Hércules 
trabalha na empresa "Semideuses Produções Ltda.", cumprindo jornada legal de 
oito horas por dia. Ele gasta vinte minutos para se deslocar de sua residência até 
o local de trabalho e o mesmo tempo para o seu retorno, utilizando ônibus 
fretado pago pela empresa, embora pudesse utilizar transporte público coletivo 
para fazer o trajeto, diante da proximidade da empresa e de sua casa do ponto 
de ônibus. Nessa situação, conforme norma legal, 
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(A) somente em caso de previsão em cláusula de acordo ou convenção coletiva é 
que o tempo de trajeto e o seu retorno será computado na jornada de trabalho. 
(B) será computado na jornada de trabalho o tempo gasto no deslocamento e 
para seu retorno visto que foi excedente de cinco minutos, observado o limite 
máximo de dez minutos diários. 
(C) diante do fornecimento da condução pelo empregador, o período de 
deslocamento será computado na jornada de trabalho, ainda que haja a 
possibilidade de utilização de transporte público. 
(D) o tempo de deslocamento da residência ao local de trabalho e o seu retorno 
será considerado na jornada de trabalho do empregado, visto que não ultrapassa 
30 minutos. 
(E) o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu 
retorno, não será computado na jornada de trabalho. 
 
 
81. (FCC_TRT2_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) O 
conceito de turnos ininterruptos de revezamento diz respeito ao tipo de jornada a 
que se submete o empregado, caracterizando-se pela alternância periódica de 
horários em que a referida jornada é prestada. Visando compensar os prejuízos 
ao trabalhador decorrente dessa modalidade de jornada, o constituinte 
estabeleceu jornada especial de trabalho de 
(A) seis horas diárias em uma semanae oito horas diárias na outra semana, de 
forma alternada. 
(B) oito horas diárias e quarenta horas semanais. 
(C) seis horas diárias, salvo negociação coletiva. 
(D) oito horas diárias, salvo negociação coletiva. 
(E) seis horas diárias e trinta horas semanais. 
 
82. (FCC_TRT2_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) Ariadne, 
contratada pela empresa Gráfica Luz Ltda., para trabalhar no cargo de auxiliar de 
serviços gerais, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas. 
Com relação ao intervalo para repouso e alimentação, de acordo com as regras 
da CLT, Ariadne 
(A) terá direito a 30 minutos de intervalo. 
(B) terá direito a 20 minutos de intervalo. 
(C) terá direito a 15 minutos de intervalo. 
(D) não terá direito ao intervalo. 
(E) terá direito a 1 hora de intervalo. 
 
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83. (FCC_TRT2_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2014) Em 
relação ao intervalo para repouso e alimentação, é correto afirmar: 
(A) O empregado que cumpre diariamente jornada extraordinária tem direito a 
um acréscimo de 15 minutos no seu intervalo. 
(B) O intervalo para empregado que cumpre jornada entre 6 e 8 horas diárias é 
de uma hora. 
(C) A não concessão do intervalo pelo empregador, gera ao mesmo a obrigação 
de remunerar o respectivo período com um acréscimo de no mínimo 20% sobre o 
valor correspondente. 
(D) O cumprimento pelo empregado de jornada de trabalho de 4 horas diárias 
assegura ao mesmo o direito a um intervalo de 15 minutos. 
(E) Esse intervalo não é computado na duração do trabalho. 
 
84. (FCC_TRT2_ANALISTA JUDICIÁRIO_OFICIAL AVALIADOR_2014) Em relação 
ao trabalho extraordinário, é correto afirmar que 
(A) os empregados contratados sob o regime de tempo parcial poderão prestar 
horas extras, desde que acordado expressamente com o sindicato da categoria. 
(B) as horas extras decorrentes de força maior ou de serviços inadiáveis podem 
ser prestadas, desde que existente acordo de prorrogação de horas firmado entre 
empregado e empregador. 
(C) o acordo de prorrogação de jornada de trabalho deve ser escrito e 
necessariamente celebrado coletivamente, mediante negociação coletiva de 
trabalho. 
(D) o trabalho em horas extras é permitido aos empregados que trabalham em 
atividades insalubres, sendo necessária, porém, licença prévia das autoridades 
competentes em matéria de higiene do trabalho. 
(E) todo empregado tem direito a um descanso de 15 minutos, no mínimo, antes 
do início do período extraordinário de serviço em caso de prorrogação do horário 
normal de trabalho. 
 
85. (FCC_TRT15_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Emílio é 
HPSUHJDGR�GD�HPSUHVD�³%)*�/WGD´��DWXDQWH�QR�UDPR�GH�ORJtVWLFD��UHFRQKHFLGD�QR�
mercado pela eficiência de seu trabalho por 24 horas ininterruptas. Emílio exerce 
a função de estoquista e trabalha 4 horas diárias. 
Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, Emílio 
(A) terá direito a 30 minutos de intervalo intrajornada. 
(B) terá direito a 15 minutos de intervalo intrajornada. 
(C) não terá direito ao intervalo intrajornada. 
(D) terá direito a uma hora de intervalo intrajornada, ou seja, o intervalo mínimo 
legal. 
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(E) só terá direito ao intervalo intrajornada se exercer suas funções em horário 
noturno. 
 
 
86. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Leonardo é 
HPSUHJDGR�UXUDO�GD�ID]HQGD�³$YHV�UDUDV�/WGD�´� tendo sido contratado em abril de 
2008. No ano de 2009, Leonardo começou a usufruir de apenas trinta minutos de 
intervalo intrajornada. 
Neste caso, conforme jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, 
o intervalo intrajornada 
(A) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando 
o pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% 
sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, com prejuízo do 
cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
(B) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando 
o pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% 
sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, sem prejuízo do 
cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
(C) só estará sendo concedido de forma regular se houver norma coletiva 
autorizando a redução do respectivo intervalo. 
(D) está sendo concedido de forma regular, uma vez que se trata de empregado 
rural e não urbano. 
(E) não está sendo concedido de acordo com a competente legislação, implicando 
no pagamento total do período correspondente, com acréscimo de, no mínimo, 
50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, sem prejuízo do 
cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
 
87. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Maria Marta 
p�HPSUHJDGD�GR�KRWHO�ID]HQGD�³9DOH�GDV�ÈJXDV�&ODUDV´��KRWHO�HVWH�ORFDOL]DGR�HP�
área urbana. Maria Marta exerce a função de cozinheira e, sendo assim, todo dia 
se desloca a pé da portaria do hotel até a cozinha que fica no final do terreno. 
Neste trajeto, Maria Marta demora diariamente cerca de quinze minutos. Neste 
caso, de acordo com o entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, 
o tempo necessário ao deslocamento de Maria Marta entre a portaria do hotel e o 
local de trabalho 
(A) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar trinta 
minutos. 
(B) não se considera à disposição do empregador, em nenhuma hipótese. 
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(C) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar vinte 
minutos. 
(D) considera-se à disposição do empregador uma vez que ultrapassou dez 
minutos. 
(E) considera-se à disposição do empregador em qualquer hipótese. 
 
 
88. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) 
6LPRQH�H�)ODYLDQD�VmR�HPSUHJDGDV�GD�HPSUHVD� ³01/�/WGD´�H�SRVVXHP� MRUQDGD�
de trabalho de oito horas diárias. De acordo com os cartões de ponto das 
empregadas, ontem, Simone chegou à empresa cinco minutos adiantada e deixou 
a empresa quinze minutos além de sua jornada de trabalho. Flaviana, por sua 
vez, chegou à empresa cinco minutos adiantada e deixou a empresa quatro 
minutos após o término da sua jornada de trabalho. 
Nestes casos, 
(A) apenas Simone terá direito ao pagamento de horas extraordinárias uma vez 
que ultrapassou a jornada normal de trabalho. 
(B) Simone e Flaviana terão direito ao pagamento de horas extraordinárias uma 
vez que ultrapassaram a jornada normal de trabalho, bem como a variação de 
jornada legal permitida de cinco minutos diários. 
(C) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas 
extraordinárias, uma vez que não serão descontadas nem computadas como 
jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não 
excedentes de quinze minutos diários. 
(D) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas 
extraordinárias, uma vez que não serão descontadas nem computadas como 
jornada extraordinária as variações de horário no registro de pontonão 
excedentes de quinze minutos, observado o limite máximo de vinte minutos 
diários. 
(E) nenhuma das empregadas terá direito ao pagamento de horas 
extraordinárias, uma vez que ambas chegaram na empresa antes do horário de 
trabalho, iniciando o labor a revelia da empresa empregadora. 
 
 
 
 
 
 
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89. (FCC_TRT15_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) O 
cemitério particular PAZ ETERNA, em razão dos horários de enterros e velórios, 
possui diversos empregados tendo celebrado com cada empregado acordo escrito 
para aumentar o intervalo para repouso e alimentação de uma hora para uma 
hora e quarenta e cinco minutos. 
Neste caso, os referidos acordos são 
(A) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido 
mediante Convenção Coletiva de Trabalho. 
(B) válidos porque respeitam a Consolidação das Leis do Trabalho. 
(C) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por 
trinta minutos. 
(D) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por 
quinze minutos. 
(E) inválidos porque a Consolidação das Leis do Trabalho e a Constituição Federal 
vedam, em qualquer hipótese, o aumento do intervalo intrajornada para 
prevenção da saúde do trabalhador. 
 
90. (FCC_TRT18_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) Em 
relação à duração do trabalho, aos períodos de descanso e ao trabalho noturno, 
conforme legislação trabalhista aplicável, é correto afirmar: 
(A) A hora do trabalho noturno para o trabalho realizado nas cidades será 
computada como de 50 minutos. 
(B) As variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, 
observado o limite máximo de quinze minutos diários, não serão descontadas 
nem computadas como jornada extraordinária. 
(C) O intervalo mínimo para refeição e descanso será de dez minutos quando o 
trabalho for executado entre duas horas e até seis horas diárias. 
(D) O horário noturno para o trabalhador urbano é aquele executado entre as 
vinte e quatro horas de um dia e seis horas do dia seguinte. 
(E) A duração normal do trabalho é de oito horas diárias e quarenta e quatro 
semanais, facultada a compensação e a redução da jornada, mediante acordo ou 
convenção coletiva de trabalho. 
 
 
 
 
 
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91. (FCC_TRT18_ANALISTA JUDICIÁRIO_OFICIAL AVALIADOR_2013) A respeito 
da duração do trabalho, incluindo períodos de descanso, o labor noturno e o 
trabalho extraordinário, a legislação trabalhista prevê que 
(A) o adicional a ser pago pelo trabalho extraordinário será de no mínimo 100% 
sobre a hora normal e o adicional a ser pago pelo trabalho noturno será de no 
mínimo 50% sobre a hora diurna. 
(B) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e 
quarenta horas semanais, facultada a compensação de horas dentro do mês por 
decisão do empregador. 
(C) as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco 
minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, não serão 
descontadas nem computadas como jornada extraordinária. 
(D) o período mínimo para o descanso entre duas jornadas de trabalho será de 
dez horas consecutivas. 
(E) o limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição para o trabalho 
contínuo cuja duração exceda seis horas não poderá ser reduzido em nenhuma 
hipótese. 
 
 
92. (CESPE_TRT8_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA JUDICIÁRIA_2013) Acerca do 
entendimento jurisprudencial do TST sobre a duração do trabalho, assinale a 
opção correta. 
(A) As horas extras habituais incorporam-se à remuneração do empregado para 
fins de gratificação natalina e repouso semanal remunerado. 
(B) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso 
semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas 
consecutivas para descanso entre jornadas, não são remuneradas como 
extraordinárias. 
(C) A concessão, pelo empregador, de intervalos na jornada de trabalho não 
previstos em lei não representa tempo à disposição da empresa e, 
consequentemente, não deve ser considerada serviço extraordinário. 
(D) A mera incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do 
empregado e os do transporte público regular é circunstância que não gera direito 
às horas in itinere. 
(E) A compensação de jornada de trabalho somente é válida se ajustada por 
acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho, sendo vedado acordo 
individual escrito para tal fim. 
 
 
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93. (CESPE_TRT8_TÉCNICO JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2013) À luz 
da jurisprudência do TST a respeito da jornada de trabalho, assinale a opção 
correta. 
(A) Ao empregado que labore, habitualmente, por seis horas durante o dia é 
garantido o direito de gozo de intervalo intrajornada mínimo de uma hora. 
(B) A jornada de trabalho em escala de doze horas de trabalho por trinta e seis 
horas de descanso excepcionalmente descrita em norma coletiva é inválida, 
devendo ao empregado ser pago adicional de horas extras relativo à décima 
primeira e à décima segunda hora de trabalho. 
(C) O adicional de horas extras devido pelo empregador em virtude da não 
concessão de intervalo para repouso e alimentação ao empregado possui 
natureza salarial, repercutindo no cálculo de outras parcelas salariais. 
(D) A concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento apenas do 
período de intervalo suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor 
da remuneração da hora normal. 
(E) Em virtude do poder regulamentar concedido aos sindicatos, cláusula de 
acordo ou convenção coletiva que determine a supressão do intervalo 
intrajornada é considerada válida e eficaz. 
 
 
94. (CESPE_MTE_AUDITOR_FISCAL_DO_TRABALHO_2013) Para jornada de 
trabalho de até seis horas contínuas, é obrigatória a concessão de intervalo de 
uma hora para descanso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6. Conclusão 
 
 Pessoal, 
 
 Pela quantidade de questões, todos devem ter percebido o quão importante 
é este assunto para as provas de concursos públicos. 
 
 Não destacamos nenhum tópico em especial, pois o assunto é cobrado de 
maneira uniforme, sendo necessário entender todos os aspectos atinentes a 
jornada e descansos. 
 
 Este é um tema carregado de jurisprudência, e as Súmulas e OJ do TST são 
muito exigidas nas provas para a Área Judiciária. No estudo e revisão do assunto, 
portanto, fiquem atentos à jurisprudência sumulada do TST. 
 
 Grande abraço e bons estudos, 
 
 
Prof. Mário Pinheiro 
 
mariopinheiro@estrategiaconcursos.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr 
 
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7. Lista de legislação, Súmulas e OJ do TST relacionados ao 
tema 
 
Constituição Federal 
 
CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 
 
(...) 
 
IX ± remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
 
(...) 
 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e 
quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, 
mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
 
(...) 
 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de 
revezamento, salvo negociação coletiva; 
 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta 
por cento à do normal; 
 
(...) 
 
 XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, 
higiene e segurança; 
 
 
 
 
 
 
 
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CLT 
 
Art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado 
esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo 
disposição especial expressamente consignada. 
 
Art. 58 - A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer 
atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja 
fixado expressamente outro limite. 
 
§ 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as 
variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, 
observado o limite máximo de dez minutos diários. 
 
§ 2º O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu 
retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de 
trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por 
transporte público, o empregador fornecer a condução. 
 
§ 3º Poderão ser fixados, para as microempresas e empresas de pequeno porte, 
por meio de acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo 
empregador, em local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o 
tempo médio despendido pelo empregado, bem como a forma e a natureza da 
remuneração. 
 
Art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. 
 
§ 2º Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita 
mediante opção manifestada perante a empresa, na forma prevista em 
instrumento decorrente de negociação coletiva. 
 
Art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito 
entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. 
 
§ 1º - Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, 
obrigatoriamente, a importância da remuneração da hora suplementar, que será, 
pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. 
 
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§ 2o Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou 
convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado 
pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no 
período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, 
nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. 
 
§ 4o Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas 
extras. 
 
Art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos 
quadros mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou 
que neles venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, Industria e 
Comercio, quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença 
prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, 
para esse efeito, procederão aos necessários exames locais e à verificação dos 
métodos e processos de trabalho, quer diretamente, quer por intermédio de 
autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em 
entendimento para tal fim. 
 
Art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder 
do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, 
seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja 
inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. 
 
§ 1º - O excesso, nos casos deste artigo, poderá ser exigido independentemente 
de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado, dentro de 10 (dez) dias, 
à autoridade competente em matéria de trabalho, ou, antes desse prazo, 
justificado no momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação. 
 
§ 2º - Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior, a remuneração 
da hora excedente não será inferior à da hora normal. Nos demais casos de 
excesso previstos neste artigo, a remuneração será, pelo menos, 25% (vinte e 
cinco por cento) superior à da hora normal, e o trabalho não poderá exceder de 
12 (doze) horas, desde que a lei não fixe expressamente outro limite. 
 
§ 3º - Sempre que ocorrer interrupção do trabalho, resultante de causas 
acidentais, ou de força maior, que determinem a impossibilidade de sua 
realização, a duração do trabalho poderá ser prorrogada pelo tempo necessário 
até o máximo de 2 (duas) horas, durante o número de dias indispensáveis à 
recuperação do tempo perdido, desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias, 
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em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita essa 
recuperação à prévia autorização da autoridade competente. 
 
Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: 
 
I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de 
horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social e no registro de empregados; 
 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos 
quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de 
departamento ou filial. 
 
Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados 
mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, 
compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do 
respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). 
 
Art. 63 - Não haverá distinção entre empregados e interessados, e a participação 
em lucros e comissões, salvo em lucros de caráter social, não exclui o 
participante do regime deste Capítulo. 
 
Art. 64 - O salário-hora normal, no caso de empregado mensalista, será obtido 
dividindo-se o salário mensal correspondente à duração do trabalho,a que se 
refere o art. 58, por 30 (trinta) vezes o número de horas dessa duração. 
 
Parágrafo único - Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para 
o cálculo, em lugar desse número, o de dias de trabalho por mês. 
 
Art. 65 - No caso do empregado diarista, o salário-hora normal será obtido 
dividindo-se o salário diário correspondente à duração do trabalho, estabelecido 
no art. 58, pelo número de horas de efetivo trabalho. 
 
Art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 
(onze) horas consecutivas para descanso. 
 
Art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e 
quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou 
necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou 
em parte. 
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Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é 
obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual 
será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em 
contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) 
horas. 
 
§ 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. 
 
§ 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido 
por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço 
de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende 
integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando 
os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a 
horas suplementares. 
 
§ 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não 
for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período 
correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) 
sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
 
§ 5º - Os intervalos expressos no caput e no § 1º [intervalos intrajornada] 
poderão ser fracionados quando compreendidos entre o término da primeira hora 
trabalhada e o início da última hora trabalhada, desde que previsto em convenção 
ou acordo coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das 
condições especiais do trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas, 
cobradores, fiscalização de campo e afins nos serviços de operação de veículos 
rodoviários, empregados no setor de transporte coletivo de passageiros, mantida 
a mesma remuneração e concedidos intervalos para descanso menores e 
fracionados ao final de cada viagem, não descontados da jornada. 
 
Art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou 
cálculo), a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo 
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corresponderá um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da duração normal 
de trabalho. 
 
Art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho 
noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
 
§ 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 
segundos. 
 
§ 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado 
entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
 
§ 3º O acréscimo, a que se refere o presente artigo, em se tratando de empresas 
que não mantêm, pela natureza de suas atividades, trabalho noturno habitual, 
será feito, tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de 
natureza semelhante. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da 
natureza de suas atividades, o aumento será calculado sobre o salário mínimo 
geral vigente na região, não sendo devido quando exceder desse limite, já 
acrescido da percentagem. 
 
§ 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e 
noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus 
parágrafos. 
 
§ 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. 
 
Art. 74 - O horário do trabalho constará de quadro, organizado conforme modelo 
expedido pelo Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, e afixado em lugar 
bem visível. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o horário único 
para todos os empregados de uma mesma seção ou turma. 
 
§ 1º - O horário de trabalho será anotado em registro de empregados com a 
indicação de acordos ou contratos coletivos porventura celebrados. 
 
§ 2º - Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a 
anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou 
eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, 
devendo haver pré-assinalação do período de repouso. 
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§ 3º - Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário dos 
empregados constará, explicitamente, de ficha ou papeleta em seu poder, sem 
prejuízo do que dispõe o § 1º deste artigo. 
 
Art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas 
bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas continuas nos dias 
úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de 
trabalho por semana. 
 
§ 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará 
compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao 
empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para 
alimentação. 
 
§ 2º - As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem funções de 
direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes, ou que desempenhem 
outros cargos de confiança, desde que o valor da gratificação não seja inferior a 
1/3 (um terço) do salário do cargo efetivo. 
 
Art. 225 - A duração normal de trabalho dos bancários poderá ser 
excepcionalmente prorrogada até 8 (oito) horas diárias, não excedendo de 40 
(quarenta) horas semanais, observados os preceitos gerais sobre a duração do 
trabalho. 
 
Art. 226 - O regime especial de 6 (seis) horas de trabalho também se aplica aos 
empregados de portaria e de limpeza, tais como porteiros, telefonistas de mesa, 
contínuos e serventes, empregados em bancos e casas bancárias. 
 
Parágrafo único - A direção de cada banco organizará a escala de serviço do 
estabelecimento de maneira a haver empregados do quadro da portaria em 
função, meia hora antes e até meia hora após o encerramento dos trabalhos, 
respeitado o limite de 6 (seis) horas diárias. 
 
Art. 227 - Nas empresas que explorem o serviço de telefonia, telegrafia 
submarina ou subfluvial, de radiotelegrafia ou de radiotelefonia, fica estabelecida 
para os respectivos operadores a duração máxima de seis horas contínuas de 
trabalho por dia ou 36 (trinta e seis) horassemanais. 
 
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Art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadores cinematográficos e seus 
ajudantes não excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: 
 
a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento 
cinematográfico; 
 
b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, 
lubrificação dos aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. 
 
Art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de 
sobre-aviso e de prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para 
substituições de outros empregados que faltem à escala organizada. 
 
§ 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua 
própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada 
escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de 
"sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do 
salário normal. 
 
§ 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências da 
estrada, aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze 
horas. As horas de prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 
2/3 (dois terços) do salário-hora normal. 
 
Art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o 
tripulante poderá ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de 
modo contínuo, quer de modo intermitente. 
 
§ 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do 
comandante e, neste último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. 
 
Art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas 
e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o 
frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho 
contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, 
computado esse intervalo como de trabalho efetivo. 
 
Art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no 
subsolo não excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e seis) semanais. 
 
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Art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do 
trabalho e vice-versa será computado para o efeito de pagamento do salário. 
 
Art. 295 - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser elevada 
até 8 (oito) horas diárias ou 48 (quarenta e oito) semanais, mediante acordo 
escrito entre empregado e empregador ou contrato coletivo de trabalho, sujeita 
essa prorrogação à prévia licença da autoridade competente em matéria de 
higiene do trabalho. 
 
Parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser 
inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinação da autoridade de que trata este 
artigo, tendo em vista condições locais de insalubridade e os métodos e processos 
do trabalho adotado. 
 
Art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta 
Seção não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. 
 
Art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, 
mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, 
correspondente ao excesso do tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo 
destinado a repouso ou a refeição. 
 
 Art. 318 - Num mesmo estabelecimento de ensino não poderá o professor dar, 
por dia, mais de 4 (quatro) aulas consecutivas, nem mais de 6 (seis), 
intercaladas. 
 
Art. 319 - Aos professores é vedado, aos domingos, a regência de aulas e o 
trabalho em exames. 
 
 Art. 372 - Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao 
trabalho feminino, naquilo em que não colidirem com a proteção especial 
instituída por este Capítulo. 
 
Parágrafo único - Não é regido pelos dispositivos a que se refere este artigo o 
trabalho nas oficinas em que sirvam exclusivamente pessoas da família da mulher 
e esteja esta sob a direção do esposo, do pai, da mãe, do tutor ou do filho. 
 
Art. 373 - A duração normal de trabalho da mulher será de 8 (oito) horas diárias, 
exceto nos casos para os quais for fixada duração inferior. 
 
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Art. 381 - O trabalho noturno das mulheres terá salário superior ao diurno. 
 
§ 1º - Para os fins desse artigo, os salários serão acrescidos duma percentagem 
adicional de 20% (vinte por cento) no mínimo. 
 
§ 2º - Cada hora do período noturno de trabalho das mulheres terá 52 (cinqüenta 
e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. 
 
Art. 411 - A duração do trabalho do menor regular-se-á pelas disposições legais 
relativas à duração do trabalho em geral, com as restrições estabelecidas neste 
Capítulo. 
 
Art. 413 - É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, 
salvo: 
 
I - até mais 2 (duas) horas, independentemente de acréscimo salarial, mediante 
convenção ou acôrdo coletivo nos têrmos do Título VI desta Consolidação, desde 
que o excesso de horas em um dia seja compensado pela diminuição em outro, 
de modo a ser observado o limite máximo de 48 (quarenta e oito) horas 
semanais ou outro inferior legalmente fixada; 
 
II - excepcionalmente, por motivo de fôrça maior, até o máximo de 12 (doze) 
horas, com acréscimo salarial de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) 
sôbre a hora normal e desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao 
funcionamento do estabelecimento. 
 
Parágrafo único. Aplica-se à prorrogação do trabalho do menor o disposto no art. 
375, no parágrafo único do art. 376, no art. 378 e no art. 384 desta 
Consolidação. 
 
Art. 414 - Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um 
estabelecimento, as horas de trabalho em cada um serão totalizadas. 
 
Art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias, 
sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. 
 
§ 1o O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas diárias para os 
aprendizes que já tiverem completado o ensino fundamental, se nelas forem 
computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica. 
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SUM-65 VIGIA 
O direito à hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos aplica-se ao vigia 
noturno. 
 
 
SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA 
I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual 
escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. 
II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver 
norma coletiva em sentido contrário. 
III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de 
jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a 
repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não 
dilatada a jornada máxima semanal,sendo devido apenas o respectivo adicional. 
IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada 
semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas 
destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por 
trabalho extraordinário. 
V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório 
na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação 
coletiva. 
 
SUM-90 HORAS "IN ITINERE". TEMPO DE SERVIÇO 
I - O tempo despendido pelo empregado, em condução fornecida pelo 
empregador, até o local de trabalho de difícil acesso, ou não servido por 
transporte público regular, e para o seu retorno é computável na jornada de 
trabalho. 
II - A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do 
empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o 
direito às horas "in itinere". 
III - A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas 
"in itinere". 
IV - Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em 
condução da empresa, as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho 
não alcançado pelo transporte público. 
V - Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de 
trabalho, o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como 
extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. 
 
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SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO 
O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, 
produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica 
e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei 
nº 5.811, de 11.10.1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 
30 segundos prevista no art. 73, § 2º, da CLT. 
 
SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS 
Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos 
em lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço 
extraordinário, se acrescidos ao final da jornada. 
 
SUM-119 JORNADA DE TRABALHO 
Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores 
mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. 
 
SUM-140 VIGIA 
É assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno o direito ao respectivo 
adicional. 
 
SUM-199 BANCÁRIO. PRÉ-CONTRATAÇÃO DE HORAS EXTRAS 
I - A contratação do serviço suplementar, quando da admissão do trabalhador 
bancário, é nula. Os valores assim ajustados apenas remuneram a jornada 
normal, sendo devidas as horas extras com o adicional de, no mínimo, 50% 
(cinqüenta por cento), as quais não configuram pré-contratação, se pactuadas 
após a admissão do bancário. 
 
SUM-229 SOBREAVISO. ELETRICITÁRIOS 
Por aplicação analógica do art. 244, § 2º, da CLT, as horas de sobreaviso dos 
eletricitários são remuneradas à base de 1/3 sobre a totalidade das parcelas de 
natureza salarial. 
 
SUM-320 HORAS "IN ITINERE". OBRIGATORIEDADE DE CÔMPUTO NA JORNADA 
DE TRABALHO 
O fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte 
fornecido, para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular, não 
afasta o direito à percepção das horas "in itinere". 
 
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SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO 
ART. 72 DA CLT 
Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos 
trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou 
cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos 
a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. 
 
 
SUM 349 ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO EM ATIVIDADE INSALUBRE, 
CELEBRADO POR ACORDO COLETIVO. VALIDADE 
A validade de acordo coletivo ou convenção coletiva de compensação de jornada 
de trabalho em atividade insalubre prescinde da inspeção prévia da autoridade 
competente em matéria de higiene do trabalho (art. 7º, XIII, da CF/1988; art. 60 
da CLT). 
 
SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS 
INTRAJORNADA E SEMANAL 
A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada 
turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de 
revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. 
 
SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS 
I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o 
empregador de pagar todas as horas trabalhadas. 
 
SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE 
TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. 
Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de 
regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de 
revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. 
 
SUM 428 SOBREAVISO 
2�XVR�GH�DSDUHOKR�GH�LQWHUFRPXQLFDomR��D�H[HPSOR�GH�%,3��³SDJHU´�RX�DSDUHOKR�
celular, pelo empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso, uma 
vez que o empregado não permanece em sua residência aguardando, a qualquer 
momento, convocação para o serviço. 
 
SUM-428 SOBREAVISO. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT 
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I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa 
ao empregado, por si só, não caracteriza regime de sobreaviso. 
II ± Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distancia e submetido a 
controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer 
em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o 
chamado para o serviço durante o período de descanso. 
 
SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. 
APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. 
I ± Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão 
parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a 
empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período 
correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 
50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), 
sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho 
contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este 
constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma 
de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII32, da CF/1988), infenso à 
negociação coletiva. 
III ± Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com 
redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não 
concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para 
repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas 
salariais. 
IV ± Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horasde trabalho, é devido o 
gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a 
remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, 
acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º, da 
CLT. 
 
 
32
 CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua 
condição social: 
 
(...) 
 
 XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; 
 
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SUM-438 INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. AMBIENTE 
ARTIFICIALMENTE FRIO. HORAS EXTRAS. ART. 253 DA CLT. APLICAÇÃO 
ANALÓGICA. 
O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos 
termos do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara 
frigorífica, tem direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da 
CLT. 
 
SUM-444 JORNADA DE TRABALHO. ESCALA DE 12 POR 36. VALIDADE. 
É valida, em caráter excepcional, a jornada de 12 horas de trabalho por trinta e 
seis de descanso, prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo 
coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a 
remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O empregado não tem direito 
ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e 
décima segunda horas. 
 
 
SUM-446 MAQUINISTA FERROVIÁRIO. INTERVALO INTRAJORNADA. SUPRESSÃO 
PARCIAL OU TOTAL. HORAS EXTRAS DEVIDAS. COMPATIBILIDADE ENTRE OS 
ARTS. 71, § 4º, E 238, § 5º, DA CLT. 
A garantia ao intervalo intrajornada, prevista no art. 71 da CLT, por constituir-se 
em medida de higiene, saúde e segurança do empregado, é aplicável também ao 
ferroviário maquinista integrante da categoria "c" (equipagem de trem em geral), 
não havendo incompatibilidade entre as regras inscritas nos arts. 71, § 4º, e 238, 
§ 5º, da CLT 
 
 
SUM-449 (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 372 da SBDI-1) 
A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 1º ao 
art. 58 da CLT, não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo 
coletivo que elastece o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada 
de trabalho para fins de apuração das horas extras. 
 
 
OJ-SDI1-60 PORTUÁRIOS. HORA NOTURNA. HORAS EXTRAS. (LEI Nº 4.860/65, 
ARTS. 4º E 7º, § 5º) 
I - A hora noturna no regime de trabalho no porto, compreendida entre dezenove 
horas e sete horas do dia seguinte, é de sessenta minutos. 
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II - Para o cálculo das horas extras prestadas pelos trabalhadores portuários, 
observar-se-á somente o salário básico percebido, excluídos os adicionais de risco 
e produtividade. 
 
OJ-SDI1-127 HORA NOTURNA REDUZIDA. SUBSISTÊNCIA APÓS A CF/1988 
O art. 73, § 1º da CLT, que prevê a redução da hora noturna, não foi revogado 
pelo inciso IX do art. 7º da CF/1988. 
 
OJ SDI1 273 "TELEMARKETING". OPERADORES. ART. 227 DA CLT. INAPLICÁVEL 
A jornada reduzida de que trata o art. 227 da CLT não é aplicável, por analogia, 
ao operador de televendas, que não exerce suas atividades exclusivamente como 
telefonista, pois, naquela função, não opera mesa de transmissão, fazendo uso 
apenas dos telefones comuns para atender e fazer as ligações exigidas no 
exercício da função. 
 
OJ SDI1 342 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. NÃO 
CONCESSÃO OU REDUÇÃO. PREVISÃO EM NORMA COLETIVA. INVALIDADE. 
EXCEÇÃO AOS CONDUTORES DE VEÍCULOS RODOVIÁRIOS, EMPREGADOS EM 
EMPRESAS DE TRANSPORTE COLETIVO URBANO. 
I É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando 
a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de 
higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública 
(art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. 
II Ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais de trabalho 
a que são submetidos estritamente os condutores e cobradores de veículos 
rodoviários, empregados em empresas de transporte público coletivo urbano, é 
válida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a 
redução do intervalo intrajornada, desde que garantida a redução da jornada 
para, no mínimo, sete horas diárias ou quarenta e duas semanais, não 
prorrogada, mantida a mesma remuneração e concedidos intervalos para 
descanso menores e fracionados ao final de cada viagem, não descontados da 
jornada. 
 
OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. 
PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. APLICAÇÃO 
ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA CLT 
O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT 
acarreta, por analogia, os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e 
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na Súmula nº 110 do TST, devendo-se pagar a integralidade das horas que foram 
subtraídas do intervalo, acrescidas do respectivo adicional. 
 
OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. 
HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO 
Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que 
exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois 
turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o 
noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde, sendo 
irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. 
 
OJ-SDI1-388 JORNADA 12X36. JORNADA MISTA QUE COMPREENDA A 
TOTALIDADE DO PERÍODO NOTURNO. ADICIONAL NOTURNO. DEVIDO. 
O empregado submetido à jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, 
que compreenda a totalidade do período noturno, tem direito ao adicional 
noturno, relativo às horas trabalhadas após as 5 horas da manhã. 
 
OJ-SDI1-395 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORA NOTURNA 
REDUZIDA. INCIDÊNCIA. 
O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito 
à hora noturna reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições 
contidas nos arts. 73, § 1º, da CLT e 7º, XIV, da Constituição Federal.

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