Logo Passei Direto
Buscar

Representação Prisão Preventiva Alex Maikon Dias Batista

Representação da Polícia Civil requer prisão preventiva de Alex Maikom Dias Batista no IP nº 112/2017; relata ocorrência de 04/06/2017 em Aripuanã em que Gleice Oliveira da Costa foi espancada com lenho (instrumento contundente), atropelada por Maiara, sofreu hematoma, lesões, fuga e ameaças.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA
POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL
DELEGACIA DE POLÍCIA DE ARIPUANÃ-MT
EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA 
COMARCA DE ARIPUANÃ – ESTADO DE MATO GROSSO.
A POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL DO ESTADO DE MATO GROSSO,
representada pelo Delegado de Polícia in fine subscrito, em exercício na Delegacia de
Polícia de Aripuanã-MT, no uso de suas atribuições legais, conferidas pelo art. 144, § 4º
da Constituição Federal e artigos 1º e 2º da Lei nº 12.830/2013, vem mui respeitosamente
à presença de Vossa Excelência, com fuste nos artigos 311, 312 e 313 do Código de
Processo Penal, REPRESENTAR pela DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA de
ALEX MAIKOM DIAS BATISTA, por se tratar de medida indispensável ao
prosseguimento das investigações levadas a efeito no bojo do INQUÉRITO POLICIAL Nº
112/2017, conforme fundamentos fáticos e jurídicos adiante alinhavados.
I – DA SINTESE DOS FATOS
Era o dia 04/06/2017, os raios da aurora se alvoroçavam e consumiam a
noite, quando GLEICE OLIVEIRA DA COSTA, 26 anos, desafortunada mulher, flagrou
seu cônjuge ALEX MAIKOM DIAS BATISTA, 23 anos, no interior da casa de sua vizinha
MAIARA, depois de com ela despojar-se.
Os 7 (sete) anos de convivência mútua, nem mesmo os 3 (três) filhos
que juntos geraram, foram capazes de impedir o infortúnio.
ALEX MAIKOM DIAS BATISTA e MAIARA (covardes, insensíveis e
levianos seres) irritados com a presença da vítima no terreiro, saltaram a janela da casa e
Rua São Francisco de Assis, 157, bairro Centro – Aripuanã-MT – CEP 78.325-000 
Telefone: (66) 3565-1433, e-mail: maripuana@pjc.mt.gov.br
1
ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA
POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL
DELEGACIA DE POLÍCIA DE ARIPUANÃ-MT
passaram a esbofetear GLEICE OLIVEIRA DA COSTA com chutes e pontapés. Não
bastasse tamanha crueldade, seu verdugo esposo, valeu-se de um instrumento
contundente (mais precisamente um lenho utilizado para encabar foice) e o golpeou,
repetidas vezes, contra a cabeça de seu mártir, produzindo um agressivo hematoma na
região frontal de seu rosto, além das rubefações, escoriações e edemas traumáticos
esparsos por todo o corpo.
Pasme, Excelência! Depois do que parece ser o fim, de ser levada a
exaustão, de sentir vertigem porque os ânimos já se iam, depois, Excelência, de ser
subjugada, a vítima foi atropelada por MAIARA, amante de seu cônjuge, que dirigiu contra
sua pessoa em frangalhos uma motocicleta. Não se poderia esperar outro resultado,
GLEICE não aguentou aos ataques e desmaiou-se. Tão logo, fora socorrida por seus
vizinhos à unidade de atendimento à saúde mais próxima.
Porque importa, eu repiso a declaração da vítima, “...QUE quando o
marido escutou a declarante, pulou a janela, juntamente com a amante MAIARA, e ambos
começaram a bater na declarante com murros e pedaço de pau; QUE ALEX desferiu
várias pauladas na cabeça da declarante, causando-lhe um grande hematoma em sua
testa; QUE após os golpes sentiu tontura; QUE ALEX saiu correndo para a casa da
declarante para pegar as roupas, e MAIARA embarcou na motocicleta e saiu em direção
da declarante, vindo a colidir a motocicleta com ela, causando-lhe uma lesão na perna
direita; QUE após a colisão veio a desmaiar...” 
Narra a vítima, em Termo de Declarações, que, passada a saraivada,
ALEX MAIKOM DIAS BATISTA reuniu algumas de suas roupas e tomou rumo à chácara
de sua mãe, no Distrito de Conselvan, na companhia de MAIARA.
Chegada à noite, o carrasco retornou à sua casa. Incontinenti, GLEICE
foi até ao Núcleo da Polícia Militar do Distrito anunciando o fato. Na sequência, os
agentes de segurança pública foram à residência da vítima, revisitaram o local, mas não o
encontraram.
Rua São Francisco de Assis, 157, bairro Centro – Aripuanã-MT – CEP 78.325-000 
Telefone: (66) 3565-1433, e-mail: maripuana@pjc.mt.gov.br
2
ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA
POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL
DELEGACIA DE POLÍCIA DE ARIPUANÃ-MT
Logo após, segura de que ALEX lá não mais estava, GLEICE abriu a
porta da casa, ocasião em que fora surpreendida por seu algoz que, de forma sorrateira e
atrevida, agarrou violentamente em seu braço, ameaçando-lhe tirar a vida. Só depois de
sentir forte dor e alardear, o selvagem a deixou ir.
Novamente acionados, os Policiais Militares do Distrito de Conselvan
estiveram na residência da vítima, porém não encontraram o seu agressor.
Ademais, segundo a narrativa do boletim informativo nº 2017.187173, ao
perceber que GLEICE OLIVEIRA DA COSTA se deslocara do Distrito de Conselvan a
esta cidade, seu cônjuge e a sua amante tomaram o mesmo destino, a fim de constranger
a vítima a não levar o caso à polícia.
Para ultimar, ressalve-se que, apesar de parcialmente recuperada de tal
desventura, e mesmo que decorridas algumas horas do fatídico, esta autoridade policial
ainda pode se assombrar com a intensidade do hematoma produzido no rosto da vítima,
evidenciando que, acertado numa região um pouco mais sensível de seu crânio,
certamente, teria resultado na letalidade.
II – DAS RAZÕES DE DIREITO
a) Dos Pressupostos da Prisão Cautelar
a.1) Do fumus comissi delicti
Vocifera o legislador cauteloso, no artigo 312, caput, in fine, do Código
de Processo Penal, que a prisão preventiva, enquanto ratio da extrema ratio, só poderá
ser decretada se houver prova da existência do crime e, ao menos, indício suficiente da
autoria. 
Ora, o fumus comissi delicti exsurge da narrativa do boletim informativo
nº 2017.187173, corroborado à declaração da vítima, os quais acenam, categoricamente,
que ALEX MAIKOM DIAS BATISTA, em concurso com MAIARA DE TAL praticou o crime
de HOMICÍDIO, NA MODALIDADE TENTADA, QUALIFICADO POR MOTIVO FÚTIL,
Rua São Francisco de Assis, 157, bairro Centro – Aripuanã-MT – CEP 78.325-000 
Telefone: (66) 3565-1433, e-mail: maripuana@pjc.mt.gov.br
3
ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA
POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL
DELEGACIA DE POLÍCIA DE ARIPUANÃ-MT
insculpido do art. 121, § 2º, II, em adequação típica mediata temporal com o artigo 14, II,
todos do Código Penal Brasileiro, c/c a Lei nº 11.340/2006, em desfavor da vítima
GLEICE OLIVEIRA DA COSTA. 
Frise-se, ALEX e MAIARA esbofetearam-na com socos e pontapés;
aquele, não satisfeito, desferiu-lhe vários golpes na cabeça, valendo-se de um lenho;
esta, por sua vez, ainda não contente, dirigiu uma motocicleta contra a vítima em
farrapos. Nesta hora, imperioso destacar, quem ofende o mártir, repetidas vezes, na
cabeça, não tem o desígnio apenas de lesionar; quem, de outro modo, lança mão de um
veículo contra outrem, não busca ofender tão só sua integridade corporal; pelo contrário,
ambos malfeitores agiram de forma animalesca e com unidade de propósito de dar cabo à
vida de GLEICE, portanto o animus necandi é clarividente.
De mais mais, o exame de corpo de delito evidencia que a paciente foi
vítima de agressões físicas e, ato contínuo, de atropelamento de motocicleta,
apresentando hematomas na parte frontal do crânio, além de outras lesões esparsas nos
membros inferiores e antebraço esquerdo. Estas últimas, muito certamente, provocadas
quando a vítima tentava se desvencilhar dos ataques atrozes de seus algozes.
 
Nesse diapasão, entende-se presentes indício suficiente de autoria e
prova da materialidade do cometimento da infração penal pelos facínoras.
a.2) Do periculum libertatis
O periculum libertatis é coevo, decorre da necessidade manifesta e
implacável de se garantir a ordem pública, uma vez que, solto, ALEX MAIKOMDIAS
BATISTA pode por termo a empreitada criminosa que deflagara.
Nesse passo, ao cotejar detidamente a narrativa do boletim informativo
nº 2017.187173 e o termo de declarações, a ofendida descreve que tem receio do que
seu cônjuge desalmado possa fazer contra a sua própria vida, pois, no último sábado, o
viu portando uma arma de fogo, aparentemente um revólver.
Rua São Francisco de Assis, 157, bairro Centro – Aripuanã-MT – CEP 78.325-000 
Telefone: (66) 3565-1433, e-mail: maripuana@pjc.mt.gov.br
4
ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA
POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL
DELEGACIA DE POLÍCIA DE ARIPUANÃ-MT
Fato outro, mais ainda ligado aos mesmos elementos de informação
prefalados, narra a vítima que, depois do fatídico, seu marido esteve em sua residência
por, pelo menos, duas vezes, empregando-lhe violência e ameaçando-lhe tirar a vida. Em
casos que tais, só não foi preso em flagrante pela Polícia Militar porque conseguiu se
desvencilhar das sentinelas.
Por fim, ao que parece, o marido e a amante sondam os passos da
vítima, pois esta afirma no boletim de ocorrência, que ao deixar o Distrito de Conselvan
sentido Aripuanã, a fim de noticiar o infortúnio nesta Delegacia de Polícia, foi seguida pelo
casal mancomunado a fazer o mal.
Ora, não se pode fechar os olhos as evidenciais. A vítima, em
frangalhos, procurou esta autoridade policial e pediu que lhe fossem garantidas as
medidas protetivas catalogadas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), Todavia,
Excelência, parece-me que elas não serão suficientes para garantir a saúde e até mesmo
a vida da ofendida, razão pela qual entendo que o enclausuramento de ALEX MAIKOM
DIAS BATISTA é a melhor medida.
O bicho não é um homem, mas um carrasco, um monstro! Não respeita
as regras mínimas da convivência mútua. Não sabe viver em sociedade, logo, tenho que
inferir, categoricamente, que merece conhecer o cárcere, pois tenho receio de que,
SOLTO, possa vir a consumar a empreitada criminosa que dera ensejo em outrora. Neste
sentir, teme-se que a ordem pública esteja ameaçada e, não obstante, mereça que seja
resguardada pelo estandarte da mais meridiana justiça.
d) Das Hipóteses de Admissibilidade da prisão Preventiva
Segundo comando vazado no artigo 313 do Código de Processo Penal,
são pelo menos duas as hipóteses autorizadoras da prisão preventiva para o caso em
celeuma, vale dizer, a uma, o homicídio (cuja pena máxima em abstrato é de reclusão de
vinte anos), ainda que tivesse sua pena reduzida pela maior fração da causa de
diminuição (gize-se: 2/3), decorrente da tentativa (artigo 14, II, do CP), perpassaria e
Rua São Francisco de Assis, 157, bairro Centro – Aripuanã-MT – CEP 78.325-000 
Telefone: (66) 3565-1433, e-mail: maripuana@pjc.mt.gov.br
5
ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA
POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL
DELEGACIA DE POLÍCIA DE ARIPUANÃ-MT
muito aos quatro anos de reclusão (artigo 313, I, CPP); a duas, a infração penal foi
praticada com violência doméstica e familiar contra a mulher (artigo 313, III, CPP).
III – DO PEDIDO
Do exposto, abroquelado em todos os fundamentos de fato e de direito
acima expendidos, requer a autoridade policial que esta subscreve, após manifestação do
Ministério Público, que seja decretada a PRISÃO PREVENTIVA de ALEX MAIKOM DIAS
BATISTA, 23 anos, união estável, serviços gerais, filho de FRANCISCO SILVA e MARTA
DIAS BATISTA, residente na rua Jatobá, Distrito de Conselvan, Aripuanã-MT.
Aripuanã-MT, 07 de junho de 2017.
Alexandre da Silva Nazareth
Delegado de Polícia
Rua São Francisco de Assis, 157, bairro Centro – Aripuanã-MT – CEP 78.325-000 
Telefone: (66) 3565-1433, e-mail: maripuana@pjc.mt.gov.br
6

Mais conteúdos dessa disciplina