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Redes de Computadores
Aula 06/10/2009
Roteador é um equipamento usado para fazer a comutação de protocolos, a
comunicação entre diferentes redes de computadores provendo a comunicação entre
computadores distantes entre si.
Roteadores são dispositivos que operam na camada 3 do modelo OSI de referência. A
principal característica desses equipamentos é selecionar a rota mais apropriada para
repassar os pacotes recebidos. Ou seja, encaminhar os pacotes para o melhor caminho
disponível para um determinado destino.
Funcionamento
Os roteadores iniciam e fazem a manutenção de tabelas de rotas executando processos e
protocolos de atualização de rotas, especificando os endereços e domínios de
roteamento, atribuindo e controlando métricas de roteamento. O administrador pode
fazer a configuração estática das rotas para a propagação dos pacotes ou através de
processos dinâmicos executando nas redes.
Os roteadores passam adiante os pacotes baseando-se nas informações contidas na
tabela de roteamento. O problema da configuração das rotas estáticas é que, toda vez
que houver alteração na rede que possa vir a afetar essa rota, o administrador deve
refazer a configuração manualmente. Já o conhecimento de rotas dinâmicas são
diferentes. Depois que o administrador fizer a configuração através de comandos para
iniciar o roteamento dinâmico, o conhecimento das rotas será automaticamente
atualizado sempre que novas informações forem recebidas através da rede. Essa
atualização é feita através da troca de conhecimento entre os roteadores da rede.
Protocolos de roteamento
São protocolos que servem para trocar informações de construção de uma tabela de
roteamento. É importante ressaltar a diferença entre protocolo de roteamento e
protocolo roteável. Protocolo roteável é aquele que fornece informação adequada em
seu endereçamento de rede para que seus pacotes sejam roteados, como o TCP/IP e o
IPX. Protocolo de roteamento possui mecanismos para o compartilhamento de
informações de rotas entre os dispositivos de roteamento de uma rede, permitindo o
roteamento dos pacotes de um protocolo roteado. Exemplo de protocolo de roteamento:
RIP, OSPF, IGRP , BGP, EGP, etc.
IPX é um protocolo proprietario da Novell. O IPX opera na camada de rede.
O protocolo Novell IPX/SPX ou Internetwork Packet Exchange/Sequenced Packet
Exchange' é um protocolo proprietário desenvolvido pela Novell, variante do protocolo
"Xerox Network Systems" (XNS). IPX é o protocolo nativo do Netware - sistema
operacional cliente-servidor que fornece aos clientes serviços de compartilhamento de
arquivos, impressão, comunicação, fax, segurança, funções de correio eletrônico, etc.
IPX não é orientado a conexão.
O IPX/SPX tornou-se proeminente durante o início dos anos 80 como uma parte
integrante do Netware, da Novell. O NetWare tornou-se um padrão de facto para o
Sistema Operativo de Rede (SOR), da primeira geração de Redes Locais. A Novell
complementou o seu SOR com um conjunto de aplicações orientada para negócios, e
utilitários para conexão das máquinas cliente.
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Tipos
Entre meados da década de 1970 e a década de 1980, microcomputadores eram usados
para fornecer roteamento, Apesar de computadores pessoais poderem ser usados como
roteadores, os equipamentos dedicados ao roteamento são atualmente bastante
especializados, geralmente com hardware extra para acelerar sua funções como envio de
pacotes e encriptação.
Roteadores modernos de grande porte assemelham-se a centrais telefônicas, cuja
tecnologias atualmente estão sendo convergidas, e que no futuro os roteadores podem
até mesmo substituir por completo.
Um roteador que conecta um cliente à Internet é chamado roteador de ponta. Um
roteador que serve exclusivamente para transmitir dados entre outros roteadores (por
exemplo, em um provedor de acesso) é chamado um roteador núcleo. Um roteador é
usado normalmente para conectar pelo menos duas redes de computadores, mas existe
uma variação especial usada para encaminhar pacotes em uma VLAN. Nesse caso,
todos os pontos de rede conectados pertencem à mesma rede.
Pacote
Em uma rede de computadores ou telecomunicações, pacote, trama ou datagrama é
uma estrutura unitária de transmissão de dados ou uma sequência de dados
transmitida por uma rede ou linha de comunicação que utilize a comutação de pacotes.
A informação a transmitir geralmente é quebrada em inúmeros pacotes e então
transmitida. Além da parte da informação, o pacote possui um cabeçalho, que contém
informações importantes para a transmissão, como o endereço do destinatário, soma
para checagem de erros, prioridades, entre outras.
Um pacote deve ser completo, sem depender de trocas anteriores, porque não há
qualquer conexão ou duração fixa entre dois pontos de comunicação, como ocorre por
exemplo na maior parte das conversas telefônicas por voz. Se a rede de comutação de
pacotes for do tipo datagrama, cada pacote tem um tratamento independente, sem
qualquer ligação com o tratamento dado aos nós de pacotes anteriores.
Protocolo
Em sentido restrito, protocolo significa algo ou alguém que se pré-dispõe a por algo ou
alguém como pronto a ser utilizado ou requerido de certa forma pré-concebida, através
de recursos a ele atribuídos, ou ainda, é a padronização de leis e procedimentos que são
dispostos para a execução de uma determinada tarefa.
O TCP/IP é um conjunto de protocolos de comunicação entre computadores em rede
(também chamado de pilha de protocolos TCP/IP). Seu nome vem de dois protocolos: o
TCP (Transmission Control Protocol - Protocolo de Controle de Transmissão) e o IP
(Internet Protocol - Protocolo de Interconexão). O conjunto de protocolos pode ser visto
como um modelo de camadas, onde cada camada é responsável por um grupo de tarefas,
fornecendo um conjunto de serviços bem definidos para o protocolo da camada
superior. As camadas mais altas estão logicamente mais perto do usuário (chamada
camada de aplicação) e lidam com dados mais abstratos, confiando em protocolos de
camadas mais baixas para tarefas de menor nível de abstração.
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Administrador de rede
O Administrador de Rede tem como atribuição principal o gerenciamento da rede local,
bem como dos recursos computacionais relacionados direta ou indiretamente.
O Perfil deste profissional deve possuir curso técnico ou superior em Redes de
Computadores, Ciência da Computação ou equivalente, e/ou ser uma pessoa com
grande experiência na área de informática. É importante que seja familiarizado com os
equipamentos e software com os quais trabalha, tendo como forma de comprovação as
tão valorizadas certificações, emitidas por grandes empresas através de provas.
Exemplos são as MCP, MCSA e MCSE, certificações profissionais da Microsoft; E
também a famosa Formação Cisco-CCNA, vista por muitos profissionais como
requisito obrigatório para quem deseja garantir sua vaga no mercado de grandes
empresas, em início de carreira.
No aspecto pessoal, o profissional deve ser dinâmico e ter interesse em buscar
alternativas técnicas e gerenciais através da dedicação. Deve ser confiável, prestativo e
possuir facilidade de comunicação com seus usuários, além de funcionar como
mediador com o Departamento de Informática(DIN) nas questões técnicas e
administrativas da rede local.É quase obrigatório também, devido as mudanças e os
avanços que a tecnologia sofre em curto espaço de tempo, que o profissional da área de
informática, se mantenha sempre atualizado, seja por meio do uso de novas tecnologias
e, ou, freqüentando salas de cursos e treinamentos, e até mesmo cursando uma Pós-
Graduação, que por sinal, é muito bem vista nessa área.
Comutador (redes)
Um switch é um dispositivo utilizado em redes de computadores para reencaminhar
frames entre os diversos nós. Possuem diversas portas, assimcomo os concentradores
(hubs) e a principal diferença entre o comutador e o concentrador é que o comutador
segmenta a rede internamente, sendo que a cada porta corresponde um dominio de
colisão diferente, o que significa que não haverá colisões entre pacotes de segmentos
diferentes — ao contrário dos concentradores, cujas portas partilham o mesmo domínio
de colisão. Outra importante diferença está relacionada ao gerenciamento da rede, com
um Switch gerenciável, podemos criar VLANS, deste modo a rede gerenciada será
divida em menores segmentos.
Funcionamento - Os comutadores operam semelhantemente a um sistema telefônico
com linhas privadas. Nesse sistema, quando uma pessoa liga para outra a central
telefônica as conectará em uma linha dedicada, possibilitando um maior número de
conversações simultâneas.
Um comutador opera na camada 2 (camada de enlace), encaminhando os pacotes de
acordo com o endereço MAC de destino, e é destinado a redes locais para
segmentação. Porém, existem atualmente comutadores que operam juntamente na
camada 3 (camada de rede), herdando algumas propriedades dos roteadores (routers).
Os comutadores não propagam domínios Cut Through - O comutador envia o quadro
logo após ler o MAC de destino do quadro. Este método não averigua a o valor da soma
de verificação.
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Concentrador
HUB ou Concentrador, é a parte central de conexão de uma rede. Muito usado no
começo das redes de computadores ele é o dispositivo ativo que concentra a ligação
entre diversos computadores que estão em uma Rede de área local ou LAN. Trabalha na
camada física do modelo OSI, ou seja, só consegue encaminhar bits.
Apesar de sua topologia física ser em estrela, a lógica é comparada a uma topologia em
barramento por não conseguir identificar os computadores em rede pelos endereços
IP, não conseguindo assim rotear a mensagem da origem para o destino.
Neste caso o HUB é indicado para redes com poucos terminais, pois o mesmo não
comporta um grande volume de informações passando por ele ao mesmo tempo devido
sua metodologia de trabalho por broadcast, que envia a mesma informação dentro de
uma rede para todas as máquinas interligadas. Devido a isto, sua aplicação para uma
rede maior é desaconselhada, pois geraria lentidão na troca de informações pelo
aumento do domínio de colisão.
Atualmente fabricantes costumam anunciar a venda de HUBS gerenciáveis que na
verdade trabalham com função semelhante a um Switch.
Encaminhamento
No contexto das redes de computadores o encaminhamento (ou roteamento) de
pacotes designa o processo de reencaminhamento de pacotes, que se baseia no endereço
IP e máscara de rede dos mesmos. É, portanto, uma operação da terceira camada do
modelo OSI.Este processo pressupõe uma tabela de encaminhamento (tabela de routing)
em cada roteador que descreve o caminho precorrido por uma mensagem desde o ponto
de origem até ao seu ponto de destino parecida com a seguinte:
Rede Máscara Nexthop
192.168.20.0 255.255.255.0 192.168.0.254
* - 213.12.123.133
Máscara de rede
A máscara de rede especifica a gama de IPs (domínio de colisão) que pode ser
abrangida por um determinado endereço, e é especialmente necessária no processo de
encaminhamento (routing). Ainda, com simples cálculos, pode-se gerir eficientemente o
espaço de endereçamento disponível, o que nos primeiros tempos da existência da
Internet era muito importante, já que os endereços eram alugados em grupos.
A notação formal de uma máscara de rede é o formato típico de um endereço IP e,
aplicada com uma operação AND sobre um endereço IP, devolve a rede a que este
pertence. Por exemplo:
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192.168. 20.5 = 11000000.10101000.00010100.00000101
& 255.255.255.0 = 11111111.11111111.11111111.00000000
------------- -----------------------------------
192.168. 20.0 = 11000000.10101000.00010100.00000000
Ou seja, o IP 192.168.20.5 pertence, aparentemente, à rede 192.168.20.0. Para
simplificar a representação, convencionou-se que a máscara de rede poderia
acompanhar o IP especificando o número de bits '1' contíguos, separada por uma barra
'/'. Por exemplo, a rede anterior podia ser representada como 192.168.20.0/24.
O espaço de endereçamento também é ditado pela máscara de rede, e é equivalente à
negação dos seus bits a '0', exceptuando o primeiro e último endereço (endereços de
rede e broadcast, respectivamente). Por exemplo, uma máscara de 255.255.255.192 irá
disponibilizar 62 enderecos.
Gestão do espaço de endereçamento
A utilização da máscara de rede foi particularmente útil numa altura em que era comum
alugar-se blocos de endereços IP. Os operadores tinham, assim, que distinguir nos seus
routers cada um desses blocos, e isso era feito através da máscara de rede.
Suponha-se que dispomos dos seguintes endereços: de 192.168.10.0 a 192.168.10.255, e
que existem 5 clientes interessados. Os requisitos de cada um deles são:
Ora, pelas nossas contas, vamos precisar de 65+24+4+6+12=111 endereços, e vamos ter
que organizar a nossa rede em função dos blocos associados.
• Para A vamos precisar de 65 endereços. Como os blocos funcionam em
potências de 2, iremos reservar uma rede de 128 endereços.
• Para B será suficiente uma de 32.
• Para C deverá ser uma rede de 8, já que os 4 oferecidos pelo bloco
imediatamente inferior corresponderiam, na verdade, a 2 endereços utilizáveis.
• Para D idem — uma rede de 8.
• Para E seria necessário uma rede de 16 endereços.
Vamos verificar as contas: 128+32+8+8+16=192 < 256, pelo que podemos satisfazer
todos os clientes com a nossa pequena rede. Em termos de divisão,
Rede A: 192.168.10. 0 / 25 = 255.255.255.128 ( 0-127)
Rede B: 192.168.10.128 / 27 = 255.255.255.224 (128-159)
Rede C: 192.168.10.160 / 29 = 255.255.255.248 (160-167)
Rede D: 192.168.10.168 / 29 = 255.255.255.248 (168-175)
Rede E: 192.168.10.176 / 28 = 255.255.255.240 (176-191)
Pelas contas anteriores e olhando para a nossa divisão, sabemos que o IP
192.168.10.163/29 iria pertencer ao cliente C. Vamos verificar:
192.168. 10.163 = 11000000.10101000.00001010.10100011
& 255.255.255.248 = 11111111.11111111.11111111.11111000
--------------- -----------------------------------
192.168. 10.160 = 11000000.10101000.00001010.10100000
6
e que o IP 192.168.10.169/29 iria pertencer ao cliente D:
192.168. 10.169 = 11000000.10101000.00001010.10101001
& 255.255.255.248 = 11111111.11111111.11111111.11111000
--------------- -----------------------------------
192.168. 10.168 = 11000000.10101000.00001010.10101000
E também podemos verificar que ainda nos sobra espaço para uma rede de 64
endereços. Esta rede é o subespaço que sobrou das contas anteriores: 192+64=256! Já
agora, podemos facilmente deduzir que a rede seria 192.168.10.192/27
Uma máscara de subrede também conhecida como subnet mask ou netmask é um
número de 32 bits usada para separar em um IP a parte correspondente à rede pública, à
subrede e aos hosts.
Uma subrede é uma divisão de uma rede de computadores - é a faixa de endereços
lógicos reservada para uma organização. A divisão de uma rede grande em menores
resulta num tráfego de rede reduzido, administração simplificada e melhor performance
de rede. No IPv4 uma subrede é identificada por seu endereço base e sua máscara de
subrede.
Endereços de Rede e Endereços Lógicos
O termo endereço de rede pode tanto significar o endereço lógico, ou seja o endereço
da camada de rede – tal como o endereço IP, como o primeiro endereço (endereço base)
de uma faixa de endereços reservada a uma organização.
Os computadores e dispositivos que compõem uma rede – tal como a Internet –
possuem um endereço lógico. Oendereço de rede é único e pode ser dinâmico ou
estático. Este endereço permite ao dispositivo se comunicar com outros dispositivos
conectados à rede. Para facilitar o roteamento os endereços são divididos em duas
partes:
• O endereço (número) da rede que identifica toda a rede/subrede: o endereço de
todos os nós de uma subrede começam com a mesma sequência.
• O endereço (número) do host que identifica uma ligação a uma máquina em
particular ou uma interface desta rede.
Isto funciona de maneira semelhante a um endereço postal onde o endereço de rede
representa a cidade e o endereço do host representa a rua. A máscara de subrede é usada
para determinar que parte do IP é o endereço da rede e qual parte é o endereço do host.
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Classes IPv4
O esquema de endereçamento de rede mais comum é chamado IPv4. Os endereços IPv4
consistem de endereços de 32 bits divididos em 4 octetos e uma máscara de subrede do
mesmo tamanho. Há três tipos de redes "classful": Uma rede “classful” é uma rede que
possui uma máscara de rede 255.0.0.0, 255.255.0.0 ou 255.255.255.0.
Classe Bits iniciais Início Fim
Máscara de Subrede
padrão
Notação
CIDR
A 0 1.0.0.1 126.255.255.254 255.0.0.0 /8
B 10 128.0.0.1 191.255.255.254 255.255.0.0 /16
C 110 192.0.0.1 223.255.255.254 255.255.255.0 /24
Máscaras de Subrede
Os 32 bits das Máscaras de Subrede são divididos em duas partes: um primeiro bloco de
1s seguido por um bloco de 0s. Os 1s indicam a parte do endereço IP que pertence à
rede e os 0s indicam a parte que pertence ao host.
Normalmente, as máscaras de subrede são representadas com quatro números de 0 a 255
separados por três pontos. A máscara 255.255.255.0 (ou
11111111.11111111.11111111.00000000), por exemplo, em uma rede da classe C,
indica que o terceiro byte do endereço IP é o número de subrede e o quarto é o número
do host (veja a seguir).
Embora normalmente as máscaras de subrede sejam representadas em notação decimal,
é mais fácil entender seu funcionamento usando a notação binária. Para determinar qual
parte de um endereço o da rede e qual é o do host, um dispositivo deve realizar uma
operação "AND".
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Exemplo
Endereço decimal Binário
Endereço completo 192.168.5.10 11000000.10101000.00000101.00001010
Máscara da subrede 255.255.255.0 11111111.11111111.11111111.00000000
Porção da rede 192.168.5.1na 11000000.10101000.00000101.00000000
A Porção da Rede é o AND entre o Endereço e a Máscara.
As máscaras de subrede não precisam preencher um octeto ("byte"). Isto permite que
uma rede “classfull” seja subdividida em subredes. Para criar uma subrede reserva-se
alguns bits do host para a rede. O exemplo a seguir mostra como os bits podem ser
"emprestados" para converter uma rede classfull em uma subrede.
Exemplo
Endereço
Decimal Binário
Endereço Completo de
Rede 192.168.5.130 11000000.10101000.00000101.10000010
Máscara de Subrede 255.255.255.192 11111111.11111111.11111111.11000000
Porção da Subrede 192.168.5.128 11000000.10101000.00000101.10000000
No exemplo dois bits foram emprestados da porção do host e são usados para identificar
a subrede.
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Diferenças entre Hub, Switch e Roteador
Hub
O hub é um dispositivo que tem a função de interligar os computadores de uma rede
local. Sua forma de trabalho é a mais simples se comparado ao switch e ao roteador: o
hub recebe dados vindos de um computador e os transmite às outras máquinas. No
momento em que isso ocorre, nenhum outro computador consegue enviar sinal. Sua
liberação acontece após o sinal anterior ter sido completamente distribuído.
Em um hub é possível ter várias portas, ou seja, entradas para conectar o cabo de rede
de cada computador. Geralmente, há aparelhos com 8, 16, 24 e 32 portas. A quantidade
varia de acordo com o modelo e o fabricante do equipamento.
Caso o cabo de uma máquina seja desconectado ou apresente algum defeito, a rede não
deixa de funcionar, pois é o hub que a "sustenta". Também é possível adicionar um
outro hub ao já existente. Por exemplo, nos casos em que um hub tem 8 portas e outro
com igual quantidade de entradas foi adquirido para a mesma rede.
Hubs são adequados para redes pequenas e/ou domésticas. Havendo poucos
computadores é muito pouco provável que surja algum problema de desempenho.
Switch
O switch é um aparelho muito semelhante ao hub, mas tem uma grande diferença: os
dados vindos do computador de origem somente são repassados ao computador de
destino. Isso porque os switchs criam uma espécie de canal de comunicação exclusiva
entre a origem e o destino. Dessa forma, a rede não fica "presa" a um único computador
no envio de informações. Isso aumenta o desempenho da rede já que a comunicação
está sempre disponível, exceto quando dois ou mais computadores tentam enviar dados
simultaneamente à mesma máquina. Essa característica também diminui a ocorrência de
erros (colisões de pacotes, por exemplo).
Assim como no hub, é possível ter várias portas em um switch e a quantidade varia da
mesma forma.
O hub está cada vez mais em desuso. Isso porque existe um dispositivo chamado "hub
switch" que possui preço parecido com o de um hub convencional. Trata-se de um tipo
de switch econômico, geralmente usado para redes com até 24 computadores. Para redes
maiores, mas que não necessitam de um roteador, os switchs são mais indicados.
Roteadores
O roteador é um equipamento utilizado em redes de maior porte. Ele é mais
"inteligente" que o switch, pois além de poder fazer a mesma função deste, também tem
a capacidade de escolher a melhor rota que um determinado pacote de dados deve seguir
para chegar em seu destino. É como se a rede fosse uma cidade grande e o roteador
escolhesse os caminhos mais curtos e menos congestionados. Daí o nome de roteador.
Existem basicamente dois tipos de roteadores:
Estáticos: este tipo é mais barato e é focado em escolher sempre o menor caminho para
os dados, sem considerar se aquele caminho tem ou não congestionamento;
Dinâmicos: este é mais sofisticado (e conseqüentemente mais caro) e considera se há
ou não congestionamento na rede. Ele trabalha para fazer o caminho mais rápido,
mesmo que seja o caminho mais longo. De nada adianta utilizar o menor caminho se
esse estiver congestionado. Muitos dos roteadores dinâmicos são capazes de fazer
compressão de dados para elevar a taxa de transferência.
Os roteadores são capazes de interligar várias redes e geralmente trabalham em conjunto
com hubs e switchs.