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1 Puerpério Fisiológico Diego Lunelli Médico Veterinário Puerpério Fisiológico Modificações fisiológicos que ocorrem no útero imediatamente após o parto Recuperação uterina das transformações ocorridas na gestação e preparação para uma nova gestação Duas fases Delivramento Puerpério propriamente dito Puerpério Fisiológico Fase de delivramento Imediatamente após o parto até a eliminação das membranas fetais Eliminação rápida → fechamento cervical Preparação começa antes do parto Modificações celulares na placenta fetal Puerpério Fisiológico Fase de delivramento Atividade contrátil do miométrio Perda da aderência materno-fetal Diminuição do fluxo sanguíneo → degeneração e necrose dos vilos Puerpério Fisiológico Fase do puerpério propriamente dito Retorno do útero à condição normal e aptidão para nova gestação Involução uterina Atividade ovariana Puerpério Fisiológico Fase do puerpério propriamente dito Durante a gestação → formação de enzimas proteolíticas Concentração plasmática de progesterona (CL / placenta) Níveis elevados → estabilidade dos grânulos citoplasmáticos Níveis basais → ruptura dos grânulos citoplasmáticos Morte celular programada → irreversível 2 Puerpério Fisiológico Fase do puerpério propriamente dito Involução uterina Miométrio 4 – 5 dias → 60% de volume Reabsorção e dissolução tecidual Grânulos citoplasmáticos Puerpério Fisiológico Fase do puerpério propriamente dito Produção intensa de secreção Lóquios Eliminado ou absorvido Inicialmente seroso e depois viscoso Odor → peixe fresco Puerpério Fisiológico - Bovinos Fase de delivramento Colagenização do tecido conjuntivo dos placentomas Células binucleadas → absorção e fagocitose Ruptura do cordão umbilical → colabamento dos capilares Redução do fluxo sanguineo → atrofia Placentomas → PGF2α Contração uterina 30 minutos até 8 horas após o parto Puerpério Fisiológico - Bovinos Fase do puerpério propriamente dito Involução uterina Raças taurinas → 30 – 60 dias Raças zebuínas → 100 – 120 dias Retardada → distocia / partos gemelares / retenção Rápida → amamentação Involução cervical 3 – 40 dias Puerpério Fisiológico - Bovinos Fase do puerpério propriamente dito Lóquios Tecido caruncular necrosado → primeiros 5 dias Morte celular programada Coloração sanguínea Tempo → 14 a 30 dias Puerpério Fisiológico - Bovinos Fase do puerpério propriamente dito Atividade ovariana Amamentação Corte → 46 a 104 dias Leite → 30 – 72 dias Intervalo entre partos Ideal → 12 meses 3 Puerpério Fisiológico - Equinos Fase de delivramento Maturação microcotiledonária e separação dos vilos coriônicos das crisptas endomitriais Ruptura do cordão umbilical → colapso vascular e destacamento dos vilos coriônicos Contração miometrial → separação e expulsão 15 a 90 minutos após o parto Puerpério Fisiológico - Equinos Fase do puerpério propriamente dito Involução uterina → 10 a 14 dias Lóquios 7 dias (pouco abundante) Amarelo claro a marrom avermelhado Atividade ovariana 6 a 14 dias → “cio do potro” Fértil → ausência de infecção uterina e acumulo de lóquio Puerpério Fisiológico - Pequenos Ruminantes Fase de delivramento Até 8 horas após o parto Fase do puerpério propriamente dito Involução uterina → 4 a 6 semanas Lóquios 8 dias Mucosanguinolento → turvo → desaparece Atividade ovariana Puerpério Fisiológico - Suínos Fase de delivramento Membranas fetais após o nascimento de cada feto Membranas fetais após o nascimento de todos os fetos Até 4 horas após o nascimento do último feto Fase do puerpério propriamente dito Involução uterina → 4 semanas Lóquios Poucos dias Claro e escasso Puerpério Fisiológico - Suínos Fase do puerpério propriamente dito Atividade ovariana Cio anovulatório → 3 a 5 dias Cio e ovulação inibidos pela lactação Sem lactação → cio e ovulação em 2 semanas Desmame → cio e ovulação em 3 a 5 dias Puerpério Fisiológico - Carnívoros Fase de delivramento Membranas fetais após o nascimento de cada feto Membranas fetais após o nascimento de todos os fetos Fase do puerpério propriamente dito Involução uterina → 7 a 12 semanas Lóquios 10 dias Aquoso e verde escuro Atividade ovariana 4 Puerpério Patológico Anormalidades das contrações uterinas pós-parto Atonia uterina Ausência ou diminuição das contrações uterinas Retardo na involução uterina Retardo na eliminação dos lóquios Acúmulo de resquícios placentários Anormalidades das contrações uterinas pós-parto Atonia uterina Etiologia Superextensão da parede uterina Gravidez múltipla patológica Hidropsia das membranas fetais Partos difíceis Lesões da parede uterina ou do cervix Distúrbios metabólicos Anormalidades das contrações uterinas pós-parto Atonia uterina Sintomas Oclusão deficiente da cérvix Relaxamento completo das paredes uterinas Acúmulo de líquido Diagnóstico Palpação vaginal Presença de conteúdo no útero Palpação retal Útero distendido e flácido Anormalidades das contrações uterinas pós-parto Atonia uterina Prognóstico Reservado → retenção de placenta Tratamento Ocitocina / Prostaglandina Cálcio Profilaxia das infecções bacterianas Anormalidades das contrações uterinas pós-parto Loquiometra Acúmulo patológico de lóquios no interior do útero infectado por bactérias Etiologia Partos difíceis Atonia uterina Diagnóstico Palpação retal → útero distendido e flácido → ausência de contrações 5 Anormalidades das contrações uterinas pós-parto Loquiometra Prognóstico Reservado → infecção (infertilidade) Tratamento Lavagem uterina Antibióticos intrauterino Glicose 20% IV associada ao cálcio Antitóxico Estrógeno Ocitocina / Prostaglandina Anormalidades das contrações uterinas pós-parto Contrações excessivas do útero e da musculatura abdominal Permanência e intensificação das contrações uterinas e da musculatura abdominal Etiologia Sensação de dor Inversão e prolapso uterino Ferimentos na vagina e adjacências Prolapso vaginal Pneumovagina Raiva Anormalidades das contrações uterinas pós-parto Contrações excessivas do útero e da musculatura abdominal Sintomas Dor Diagnóstico Palpação retal Tratamento Anestesia epidural Analgésicos Retenção de placenta Permanência da placenta além da fase de delivramento Causas diretas Placentomas imaturos Edema das vilosidades coriônicas Involução progressiva dos placentomas Hiperemia dos placentomas Placentite e cotiledonite Atonia uterina Retenção mecânica da placenta descolada Retenção de placenta Causas diretas Distocia Fetotomia Cesariana Aborto Parto prematuro Gemelaridade Retenção de placenta Causas indiretas Estresse Deficiência de vitaminas e minerais Diminuição do período de gestação Aumento do período de gestação Distensão excessiva do útero Distúrbios hormonais 6 Retenção de placenta Sintomas Apatia Febre Diagnóstico Palpação vaginal Palpação retal Prognóstico Reservado → infecção Retenção de placenta Tratamento Retirada mecânica Lavagem uterina Antibiótico intrauterino Estrógeno Ocitocina/ Prostaglandina Infecções puerperais Infecções que ocorrem no período pós-parto Infecções locais Não oferecem risco a parturiente Podem levar a esterilidade Infecções generalizadas ou sistêmicas Toxinfecção puerperal bacteriana Oferece risco a parturiente Febre alta Toxemia Distúrbios gástricos e cardíacos Infecções puerperais Etiologia Higiene deficiente no parto Traumatismo da via fetal Atonia uterina Retenção de placenta Má condição nutricional