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Profa. Paula Tereza Vardasca de Oliveira Endodontia A riqueza de informações sobre a complexidade dos canais radiculares levou os americanos a denominarem o canal radicular, de “sistema de canais radiculares”. Teorias Sobre as Origens dos Desvios de Raízes • Walkhoff, Kamp e Watsgott • Sponner e Robinson • Gotlieb • Schoeder ou Hemodinâmica Inclinação das Raízes No sentido V-L raízes inclinadas para L No sentido M-D raízes inclinadas para D Exceção: 1o MS; ICI; ILI; são paralelos à linha mediana. 2o MS, inclinado p/ M Exceção: a partir do 2o PMI, a raiz está p/ V e a coroa p/ L. Abertura coronária Ato operatório pelo qual se expõe a câmara pulpar. OBJETIVO INICIAL Remoção do teto da câmara pulpar Desgastes compensatórios Forma de conveniência DESGASTE COMPENSATÓRIO Ato operatório realizado na câmara pulpar, através do qual se remove as interferências dentinárias que impedem o acesso franco e direto à entrada dos canais radiculares. FORMA DE CONVENIÊNCIA Ato operatório que tem por finalidade efetuar o contorno final da abertura coronária, por meio da realização de desgastes mecânicos. OBJETIVOS Ampla visualização do assoalho da câmara pulpar, facilitando a localização das entradas; Facilitar acesso direto, e a exploração dos canais. PROCEDIMENTOS PRÉVIOS Mentalizar a cavidade pulpar; Organizar os instrumentais; Remover totalmente o tecido cariado, restaurações, pólipos pulpares; Isolamento adequado somente da unidade dental que vai ser submetida a tratamento; Relembrar e confirmar radiograficamente os fatores fisiológicos e patológicos; Reconstruções coronárias provisórias. PRÍNCIPIOS FUNDAMENTAIS QUE REGEM A ABERTURA CORONÁRIA Toda abertura coronária deverá ser efetuada de maneira que nos ofereça por meio de linha reta um acesso direto ao canal radicular. Endodontia: tratamento de canais radiculares: princípios técnicos e biológicos/ Mario Roberto Leonardo – São Paulo: Artes Médicas, 2005. Pág: 461 PRÍNCIPIOS FUNDAMENTAIS QUE REGEM A ABERTURA CORONÁRIA O limite da abertura coronária deverá incluir todos os cornos pulpares, saliências e retenções do teto da câmara pulpar. Endodontia: tratamento de canais radiculares: princípios técnicos e biológicos/ Mario Roberto Leonardo – São Paulo: Artes Médicas, 2005. Pág: 471 Endodontia: tratamento de canais radiculares: princípios técnicos e biológicos/ Mario Roberto Leonardo – São Paulo: Artes Médicas, 2005. Pág: 484 PRÍNCIPIOS FUNDAMENTAIS QUE REGEM A ABERTURA CORONÁRIA A parede cervical ou assoalho da câmara pulpar não deverá ser deformado. Endodontia: tratamento de canais radiculares: princípios técnicos e biológicos/ Mario Roberto Leonardo – São Paulo: Artes Médicas, 2005. Pág: 484 ETAPAS DA ABERTURA CORONÁRIA • ZONAS DE ELEIÇÃO • DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO • FORMA DE CONTORNO • FORMA DE CONVENIÊNCIA ZONAS DE ELEIÇÃO Fase inicial da abertura; Desgaste da superfície de esmalte até a dentina; Acesso direto e retilíneo à câmara pulpar e posteriormente ao canal radicular. x x DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO Fase que permite atingir o interior da câmara pulpar. Dentes anteriores Dentes posteriores FORMA DE CONTORNO Acesso à entrada e ao interior dos canais radiculares; Movimentos de dentro para fora com broca de ponta inativa; 1. Tamanho da câmara pulpar; 2. Forma da câmara pulpar; 3. Número de canais e suas curvaturas. Anatomia das Cavidades Pulpares X Abertura Coronária Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes Incisivo Central Superior Raiz única 100% Canal único Canal reto Curva discreta no 1/3 apical para V ou D Incisivo Central Superior DETALHES DA ABERTURA CORONÁRIA ICS ZONA DE ELEIÇÃO face P, próximo ao cíngulo TIPO DE BROCA esférica diamantada 1012, 1013 DIREÇÃO TREPANAÇÃO perpendicular P/ longo eixo do dente FORMA DE CONTORNO triangular com base para I. 2082, 3080,3081 FORMA DE CONVENIÊNCIA remoção ombro lingual. Batt 12,14 X Z O N A E L E I Ç Ã O X V Confecção da Pré cavidade Direção de Trepanação Forma de Contorno Forma de Conveniência (desgaste compensatório) Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes Incisivo Lateral Superior Raiz única Canal único fenda ( Dens in Dente) DETALHES DA ABERTURA CORONÁRIA ILS ZONA DE ELEIÇÃO face P, próximo ao cíngulo TIPO DE BROCA esférica diamantada 1011, 1012 DIREÇÃO TREPANAÇÃO perpendicular P/ longo eixo do dente FORMA DE CONTORNO triangular com base para I. 2082, 3080, 3081 FORMA DE CONVENIÊNCIA remoção ombro lingual. Batt 12,14 Incisivo Lateral Superior X Z O N A E L E I Ç Ã O Forma de Conveniência (Desgaste Compensatório) X Confecção da Pré cavidade Forma de Contorno Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes Canino Superior Raiz Única , (+ longa) Canal Único, Ápice bastante afilado. DETALHES DA ABERTURA CORONÁRIA CS ZONA DE ELEIÇÃO face P, próximo ao cíngulo TIPO DE BROCA esférica diamantada 1012, 1013, 1014 DIREÇÃO TREPANAÇÃO perpendicular P/ longo eixo do dente FORMA DE CONTORNO ovalada, losangular. 3080, 3081 FORMA DE CONVENIÊNCIA remoção ombro lingual. Batt 12,14 Canino Superior Z O N A E L E I Ç Ã O X X Confecção da Pré cavidade Forma de Contorno Forma de Conveniência (desgaste compensatório) Forma de Conveniência (desgaste compensatório) Endodontia: tratamento de canais radiculares: princípios técnicos e biológicos/ Mario Roberto Leonardo – São Paulo: Artes Médicas, 2005. Pág: 472 Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes Incisivo Central Inferior Raiz única 100% Canal único canal reto curva discreta no 1/3 apical p/ V ou D DETALHES DA ABERTURA CORONÁRIA ICI ZONA DE ELEIÇÃO face L, próximo ao cíngulo TIPO DE BROCA esférica diamantada 1011 DIREÇÃO TREPANAÇÃO perpendicular P/ longo eixo do dente FORMA DE CONVENIÊNCIA remoção ombro lingual. Batt 12,14 FORMA DE CONTORNO triangular com base para I. 2082, 3080 Z O N A E L E I Ç Ã O X 3080 3081 Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes Incisivo Lateral Inferior Raiz única Canal únicoIncidência maior de bifurcações DETALHES DA ABERTURA CORONÁRIA ILI ZONA DE ELEIÇÃO face L, próximo ao cíngulo TIPO DE BROCA esférica diamantada 1011 DIREÇÃO TREPANAÇÃO perpendicular P/ longo eixo do dente FORMA DE CONVENIÊNCIA remoção ombro lingual. Batt 12,14 FORMA DE CONTORNO triangular com base para I. 2082, 3080 Z O N A E L E I Ç Ã O X Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes Canino Inferior Raiz única , presença de bifurcações Canal único. Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes Variação do ângulo Horizontal Técnica de Clark. O que está por Lingual acompanha variação do rx. DETALHES DA ABERTURA CORONÁRIA CI ZONA DE ELEIÇÃO face L, próximo ao cíngulo TIPO DE BROCA esférica diamantada 1012,1013, 1014(HL) DIREÇÃO TREPANAÇÃO perpendicular P/ longo eixo do dente FORMA DE CONVENIÊNCIA remoção ombro lingual. Batt12,14 FORMA DE CONTORNO losangular, chama de vela, triangular com base para I. 3080, 3081, 4082 X Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 1o Prémolar Superior Raiz bifurcada V e L Canal 02 , ( V e L ) DETALHES DA ABERTURA CORONÁRIA 1oPMS ZONA DE ELEIÇÃO face O, centro do sulco mesio distal TIPO DE BROCA esférica diamantada 1012,1013, 1014 DIREÇÃO TREPANAÇÃO longo eixo do dente, geralmente inclinando para palatina. FORMA DE CONVENIÊNCIA Preparo cervical - limas, brocas de Gates 1,2,3,4 e/ou Batt 12,14 FORMA DE CONTORNO ovalada, paredes proximais levemente expulsivas. 3080, 3081, 4082 X V L Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 2o Prémolar Superior Raiz fusionada, freqüência de bifurcação menor Canal achatamento maior M-D 02 canais DETALHES DA ABERTURA CORONÁRIA 2oPMS ZONA DE ELEIÇÃO face O, centro do sulco mesio distal TIPO DE BROCA esférica diamantada 1012,1013, 1014 DIREÇÃO TREPANAÇÃO longo eixo do dente, geralmente inclinando para palatina. FORMA DE CONVENIÊNCIA Preparo cervical - limas, brocas de Gates 1,2,3,4 e/ou Batt 12,14 FORMA DE CONTORNO ovalada, paredes proximais levemente expulsivas. 3080, 3081, 4082 X V L X Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 1o Prémolar Inferior Raiz única Canal 02 , normalmente bifurca 1/3 médio( V e L ) pode ocorrer trifurcação. X BROCA ENDO Z Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 2o Prémolar Inferior Raiz única Canal 01 , é raro bifurcação câmara pulpar maior que o 1o PMI. X Ápice + próximo da superfície V D M L V X Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 1o Molar Superior Raiz normalmente três, 02 V e 01 L (100% separadas.) Canal incidência maior de 04 canais Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 1o Molar Superior Raiz mésio - Vestibular apresenta forma de vírgula, achatamento M - D, ocasionando na maioria das vezes o aparecimento do 4o canal. Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 1o Molar Superior Raiz disto - Vestibular geralmente apresenta 01 canal, onde a embocadura está a 2mm do canal MV. Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 1o Molar Superior Raiz palatina geralmente apresenta 01 canal, achatado no sentido V - L, amplo no M - D. apresenta curvatura p/ V na maioria das vezes. SOBREPOSIÇÃO DAS RAÍZES DOS MOLARES SUPERIORES Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 2o Molar Superior Raiz normalmente três, 02 V e 01 L (geralmente fusionadas.) Canal incidência menor de 04 canais câmara pulpar semelhante ao 1o MS. 1o MS 2o MS v L M D v L M D Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 1o Molar Inferior Raiz normalmente duas, 01 M e 01 D pode ocorrer raiz suplementar Canal normalmente 03 canais Anatomia das Cavidades Pulpares dos Diferentes Grupos de Dentes 2o Molar Inferior Raiz normalmente duas, 01 M e 01 D Canal normalmente 03 canais. Pode ocorrer fusionamento Erros na abertura coronária Degrau nas paredes da câmara pulpar; Perfurações nas paredes V e proximais; Remoção excessiva de estrutura dental; Abertura pequena; Persistência de cornos pulpares; Abertura pela face oclusal; Deformação e perfuração do assoalho da câmara. Perfuração