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Conceitos básicos Informatica

Caderno do curso Informática e Novas Tecnologias com apresentação e seis unidades: Fundamentos, Arquitetura de Computadores, Sistemas Operacionais, Redes de Computadores, Segurança da Informação e Novas Tecnologias. Unidade 1 trata histórico, evolução, unidades de informação e mídias.

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PALAVRA DO PROFESSOR 
 
Olá caro estudante, seja bem-vindo ao curso de Informática e Novas 
Tecnologias, promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação 
(SECTI) do Maranhão, por meio do Instituto Estadual de Educação, Ciência e 
Tecnologia (IEMA). 
No mundo atual, temos observamos que o mercado de trabalho tem se 
tornado cada vez mais exigente, mais dinâmico e mais competitivo. Mudanças 
ocorrem diariamente. Esse cenário nos tem imposto uma crescente 
necessidade: o aperfeiçoamento profissional. 
Estamos orgulhosos de proporcionar a você, uma forma de aprender 
e/ou atualizar seus conhecimentos na área de informática. 
Este curso será ofertado de forma livre e aberta. Essa é uma tendência 
mundial na educação. Se trata dos Mooc’s, os Massive Open Online Course, 
ou cursos abertos massivo online. É um tipo de curso aberto ofertado por meio 
de ambientes virtuais de aprendizagem, ferramentas da Web 2.0 ou redes 
sociais que visam oferecer para um grande número de alunos a oportunidade 
de ampliar seus conhecimentos num processo de co-produção. 
A ideia é que você possa aprender, de forma individualizada, mas 
interagindo com pares em um ambiente na internet, cheio de ferramentas e 
recursos que facilitam seu aprendizado. 
Espero que você extraia o máximo de conhecimento deste material e 
cresça enquanto profissional, atualize-se e se destaque no tão concorrido 
mundo profissional. 
 
Bons estudos! 
 
Marco Aurélio S. Vieira 
Professor 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DO CURSO 
 
Caro estudante, durante o planejamento deste curso, tivemos a ideia 
de lhe proporcionar alguns conhecimentos relevantes no âmbito da informática. 
Não se trata, em momento algum, de ofertar um curso completo na área de 
informática. Mas, separamos e vamos explorar alguns itens essenciais neste 
tão rico e amplo campo do conhecimento. 
Desta forma, o curso de informática e novas tecnologia, estará 
distribuído nas seguintes unidades: 
● Unidade 1: Fundamentos de Informática. 
● Unidade 2: Arquitetura de Computadores. 
● Unidade 3: Sistemas Operacionais. 
● Unidade 4: Fundamentos de Redes de Computadores. 
● Unidade 5: Segurança da Informação. 
● Unidade 6: Novas Tecnologias em Informática. 
 
Em um primeiro momento você irá conhecer sobre o histórico, evolução 
e conceitos relacionados aos computadores e aos sistemas de informação. Na 
unidade 2 você encontrará informações sobre o funcionamento dos 
componentes da arquitetura de um computador bem como as formas internas 
de representação de dados. Na unidade 3 veremos que um SO (sistema 
operacional) é o grande gestor do computador e possui muitas 
responsabilidades como: alocar recursos, gerenciar usuários e processos, 
controlar a execução de programas de usuários e muito mais. 
Na unidade 4 conheceremos alguns princípios das comunicações de 
dados, pois em um ambiente onde precisamos interagir uns com os outros 
constantemente, contamos com diversos recursos de comunicação que 
interligam vários equipamentos eletrônicos e nos dão respostas precisas e 
rápidas, atendendo aos nossos anseios. Daí surge à necessidade das redes de 
computadores. Na unidade 5, vamos abordar a segurança da informação e 
compreender porque é importante manter dados seguros e livres de más 
intenções de terceiros. 
Por fim, na unidade 6, apresentaremos uma visão geral das novas 
tendências do mundo da informação. O que, em breve, estará disponível, ou 
até mesmo já está no tão dinâmico mercado que é a informação? Nós vamos 
observar que transformação é a palavra! Ela move o mundo da tecnologia e da 
Informação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 1 – FUNDAMENTOS DE INFORMÁTICA 
 
Objetivos: 
● Apresentar o histórico dos computadores, os sistemas de informação e 
seus fundamentos; 
● Descrever a evolução dos computadores e os principais fatos que 
contribuíram para que ela ocorresse; 
● Identificar os principais tipos de mídias utilizadas nos computadores para 
uso, transporte e armazenamento de dados e informação. 
 
Caro estudante, seja bem-vindo a primeira unidade do seu caderno de 
estudos do curso de Informática e Novas Tecnologias. Neste primeiro 
momento, faremos uma introdução ao universo da Informática. No decorrer 
deste capítulo iremos apresentá-lo o histórico e os fundamentos da informática, 
fazendo um passeio pela sua história, conhecendo como se deu a evolução 
dos computadores, desde os primórdios da informação, chegando aos dias 
atuais. Iremos destacar o que de mais relevante ocorreu e contribuiu para que 
chegássemos ao que conhecemos hoje em termos de tecnologia da 
informação. 
Na sequência, vamos estudar as unidades de informação e medidas 
em informática e conhecer os tipos de mídias utilizadas nos computadores para 
uso, transporte e armazenamento de dados e informação. 
 
1. HISTÓRICO DA COMPUTAÇÃO 
 
A história e a evolução dos computadores estão intimamente ligadas à 
necessidade sempre eminente do ser humano de resolver problemas de forma 
rápida e prática. A História da Computação está marcada por interrupções 
repentinas, por mudanças inesperadas e imprevistas, tornando-se difícil a visão 
da evolução dos computadores mediante uma mera enumeração linear de 
invenções-nomes-datas (ASCARI, 2010). No entanto, iremos reconstruir aqui, 
de forma sistemática, a história e evolução dos computadores, para que você 
entenda e conheça os caminhos que a tecnologia da informação percorreu até 
chegarmos aos mais modernos computadores atuais. 
A história da computação está intimamente ligada à própria história da matemática, da lógica e outras ciências 
que tem no cálculo o seu fundamento. Nesse sentido, a compreensão do conceito de número e suas abstrações 
são fundamentais e são o ponto de partida para o entendimento da computação. 
INÍCIO DO BOX ATENÇÃO 
 
FIM DO BOX ATENÇÃO 
 
 
1.1. Linha do tempo da história da computação 
 
1.1.1. O ábaco: a primeira máquina de calcular 
 
Na antiguidade, por volta do ano 3000 A.C, os povos utilizavam essa 
ferramenta para a realização de cálculos cotidianos. Era muito comum para 
tarefas relacionadas às áreas como o comércio, a construção, etc. Era um 
sistema simples, porém bastante eficiente, pois solucionava problemas de 
rotina ligados à matemática. O ábaco (Figura 1) era formado, basicamente, por 
um conjunto de varetas de forma paralela com pequenas bolas que deslizam, 
realizando uma contagem. 
 
 
 
Figura 1: Ábaco 
Fonte: https://pt.wikipedia.org 
 
 
O primeiro registro de uso deste instrumento é dos povos que 
habitavam a antiga mesopotâmia. Existem registros históricos que também 
apontam a utilização do ábaco pelos antigos babilônios, gregos, índios, 
chineses e japoneses. Na clássica civilização romana, o ábaco era chamado de 
calculus, desse termo, em latim, resulta a palavra cálculo. 
 
1.1.2. O Renascimento e a régua de cálculo 
 
O Renascimento foi um importante movimento de ordem artística, 
cultural e, sobretudo, científica, que se deflagrou na passagem da Idade Média 
para a Idade Moderna. 
Em um quadro de sensíveis transformações que não mais 
correspondiam ao conjunto de valores apregoados pelo pensamento medieval, 
o renascimento apresentou um novo conjunto de temas e interesses aos meios 
científicos e culturais de sua época. 
No campo da ciência, o racionalismo, o experimentalismo e a nova 
maneira de abordar o conhecimento humano provocaram o questionamento de 
vários dogmas medievais. Dentre eles, destacava-sea ideia da Terra como o 
centro do universo, o geocentrismo, que foi intensamente questionado pelos 
novos observadores dos movimentos celestes, os astrônomos, que 
propuseram novas explicações (FILHO, 2007). 
No campo da matemática muitos intelectuais debruçaram-se sobre a 
ideia de descobrir alguma maneira que tornasse mais eficaz o processo de 
efetuação de cálculos. Assim, em 1638, já na era cristã, o então padre inglês 
William Oughtred, cria uma tabela que facilita a multiplicação de grandes 
quantidades (Figura 2). Sua invenção esteve baseada em pesquisas sobre 
logaritmos, realizada pelo escocês John Napier. 
 
 
Figura 2: A regra de cálculo, invenção do inglês William Oughtred 
Fonte: https://technauta.wordpress.com/ 
 
Em 1642, surge o que se pode considerar como sendo a primeira 
máquina de calcular da história, construída por Blaise Pascal (1623-1662). Mas 
sabe-se que outra máquina foi construída mesmo antes que a de Pascal e esta 
máquina feita por Wilhelm Schickard (1592-1635) tinha capacidades de somar, 
subtrair, multiplicar e dividir diferentes da de Pascal, que fazia apenas somas e 
subtrações. 
Por muito tempo a máquina de calcular de Wilhelm Schickard ficou 
esquecida e por isso a primeira calculadora (Figura 3) foi atribuída a Blaise 
Pascal. Inventor do cálculo, o alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1726) 
também trabalhou no projeto de Pascal o aprimorando. 
 
 
Figura 3: A calculadora de Pascal 
Fonte: https://catarinabaptista.wordpress.com/2010/06/20/calculadora-de-
pascal/ 
 
1.1.3. A Revoução Industrial e a Programação Funcional 
 
A revolução industrial impõe um novo ritmo de produção à 
humanidade. O conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos 
séculos XVIII e XIX trazem como particularidade a substituição do trabalho 
artesanal pelo assalariado e com o de máquinas, o que renova e acelera a 
produção de bens na Europa. 
 
INÍCIO DO BOX DICAS DE LEITURA 
 
Leia o Livro: Da Revolução Industrial ao Imperialismo. Eric John Ernest 
Hobsbawm. Editora Forense. Ano: 2011 
 
FIM DO BOX DICAS DE LEITURA 
 
Seguindo essa mentalidade, a ideia de programar uma máquina surgiu 
da necessidade de que as “máquinas de tecer” produzissem padrões de cores 
diferentes. Depois de inventarem no século XVIII uma forma de representar 
padrões em cartões de papel perfurado, em 1801, Joseph Marie Jacquard 
(1752-1934) inventou um tear mecânico, com uma leitora automática de 
cartões. Essa invenção serviu de inspiração para um professor de matemática 
de Cambridge da época, chamado Charles Babbage (1792-1871), ele 
desenvolveu uma máquina para “tecer números”, uma máquina de calcular 
controlada por cartões perfurados denominada calculador analítico (Figura 4). 
Além de tudo isso Babbage ainda imaginou a primeira máquina de impressão. 
 
 
Figura 4: Charles Babage e seu calculador analítico. 
Fonte: https://www.pinterest.com/pin/24629129186707893/ 
 
Ainda no mesmo período a primeira programadora da história, Ada 
Lovelace (1815-1852) auxilia Babbage na explicação e projetação dos 
programas para a máquina ainda inexistente. Ada inventou conceitos 
importantes para a programação, foram eles: 
● O par de sub-rotina, uma sequência de instruções que pode ser 
usada várias vezes; 
● O conceito de de loop, uma instrução que permite a repetição de 
uma sequência de instruções; 
● O conceito de salto condicional, instrução que permite saltar 
para algum trecho do programa caso uma condição seja 
satisfeita. 
 
1.1.4. A Teoria de Boole 
 
George Boole (Figura 5) nasceu em Lincoln - Inglaterra em 2 de 
Novembro de 1815, filho de um sapateiro pobre. A sua formação básica, 
ocorreu na escola primária da National Society e foi muito rudimentar. 
Autodidata, fundou aos 20 anos de idade a sua própria escola e dedicou-se ao 
estudo da Matemática. 
O inglês pode ser apontado como o pai da Lógica como a concebemos 
atualmente. Boole criou e desenvolveu um sistema lógico que reduzia a 
representação de valores através dos números 0 e 1. Esse sistema, batizado 
por ele de números binários, se tornou mais tarde, a base em que os atuais 
computadores processam informação (ASCARI, 2010). 
 
Figura 5: George Boole 
Fonte: http://ro.math.wikia.com/wiki/George_Boole 
 
 
1.1.5. A Máquina de Hollerith e a computação do século XX 
 
Nos Estados Unidos, durante a década de 1890. Hermanm Hollerith 
desenvolveu um mecanismo que dinamizava o processo de computação de 
dados. A máquina (Figura 6), que utilizava cartões perfurados para organizar, 
automaticamente, a grande quantidade de dados coletados nos 
recenseamentos do governo, acabou por se tornar um método revolucionário 
que deu notoriedade a Hollerith, que cria uma empresa que anos mais tarde se 
tornaria a Internacional Business Machines Corporation, a IBM – três letras que 
se tornaram sinônimo de computador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6: A máquina de Hollerith 
Fonte: http://www2.contilnet.com.br 
 
Durante a primeira metade do século XX, houve várias iniciativas no 
sentido do desenvolvimento de computadores mecânicos. A partir daí vários 
outros componentes foram adicionados às ideias e projetos. O computador 
como hoje o conhecemos, é a materialização dessas ideias. A seguir, de 
acordo com Ascari, 2010, estabelecemos uma cronologia do século XX e os 
principais avanços na computação. 
● Em 1930 - Vannevar Bush, americano, constrói um computador 
utilizando válvulas de rádio e componentes mecânicos para seu 
funcionamento. 
● Em 1946 surge o ENIAC Surge o ENIAC (Eletronic Numerical 
Integrator Analyzer And Computer), nome dado à primeira máquina que 
merece ser chamada de computador. Em 1954, com a descoberta do 
transistor, o ENIAC começa ser fabricado com silício. 
● Em 1956 o O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) cria 
primeiro computador com transistores em lugar de válvulas de vidro. 
● Em 1963 e 1968 é patenteado o mouse, o teclado janelas, por 
Douglas Engelbart. 
● Em 1964, Paul Baran, polonês, desenvolve a primeira rede de 
computadores, interligando alguns aparelhos. Em 1969, as Forças 
Armadas norte-americanas estendem a rede para uso militar. O sistema 
recebe o nome de ARPnet. 
● Em 1971 surge o primeiro microcomputador pessoal, o MCS-4. 
● Em 1976 Steve Wozniak e Steve Jobs, ambos americanos, 
finalizam o projeto do micro Apple I. 
● Em 1985 é lançado pela Microsoft, o Windows e a versão de um 
programa de texto, chamado de Word. 
● Em 1991 surge o Linux, programa de código fonte aberto. 
● Em 1992 a Microsoft lança o Windows 3.1. 
● Em 1993 surge o Mosaic, um programa de navegação capaz de 
exibir imagens. No mesmo ano surge o processador pentiu da Intel. 
● Em 1995 surge o sistema operacional Windows 95. No mesmo 
ano surge a plataforma JAVA. 
 
1.1.6. Os anos 2000 e a computação móvel. 
 
Os anos 2000, para o campo da informática, são marcados pelo 
surgimento e aperfeiçoamento da computação móvel e dos tablets. 
Em 2002 a empresa canadense RIM lançava o primeiro smartphone do 
mundo, chamado de Blackberry. O aparelho oferecia sistemas de e-mail e 
navegação na web, além de conexão móvel. Mas, apesar de todos os 
lançamentos importantes daquela década, ela foi marcada pelo surgimento do 
iPhone. 
Em 2007, Steve Jobs apresentou o Iphone durante a WWDC. Era o 
primeiro smarthphone com tela sensível ao toque e com um SO avançado, 
capaz de rodar aplicações mais complexas. 
Em 2010 é lançado o iPad que deu início a uma verdadeira indústria 
de Tablets. 
O final desta década é marcado pelo lançamento do Windows7. O 
Windows 7 inclui novas maneiras de trabalhar com janelas, como os recursos 
de ajuste, espiada e tremulação, que melhoram a funcionalidade e tornam o 
uso da interface mais divertido. 
A saga do Windows continuaria em 2012, com o lançamento do 
Windows 8 e 8.1 e em 2015 com o lançamento do Windows 10. 
 
2. UNIDADES DE INFORMAÇÃO E MEDIDAS EM INFORMÁTICA 
 
Na computação, os sistemas atuam a partir de impulsos positivos e 
negativos. Estes são representados pelos números 0 e 1. A estes impulsos 
damos o nome de Bit. Um conjunto de Bits forma um Byte. Em um sistema 
computacional, os 256 números binários representam todo o tipo de 
informação. Por isso, os bytes possuem 8 bits. 
Dessa forma, os computadores operam utilizando a combinação de 
números binários com símbolos: A tabela ASCII (American Standard Code for 
Information Interchange). Esse código é formado pelas combinações possíveis 
de 8 bits. A partir daí, foram criados vários termos para facilitar a compreensão 
humana da capacidade de armazenamento, processamento e manipulação de 
dados nos computadores. Observe a Tabela 1. 
 
1 Byte 8 bits 
1 Kilobyte 1024 bytes 
1 Megabyte 1024 kilobytes 
1 Gigabyte 1024 megabytes 
1 Terabyte 1024 gigabytes 
1 Petabyte 1024 terabytes 
1 Exabyte 1024 petabytes 
1 Zettabyte 1024 exabytes 
1 Yottabyte 1024 zettabytes 
Tabela 1: Combinações possíveis 8 bits 
Fonte: do autor 
 
De acordo com a relação, um Megabyte equivale, então, a 1.048.576 
bytes (1.024 x 1.024 bytes), um Gigabyte equivale a 1.073.741.824 bytes 
(1.024 x 1.024 x 1.024), e assim respectivamente. 
 
3. ALGUNS TIPOS DE MÍDIA 
3.1. Dvds 
O DVD é um formato para armazenar dados. Possui uma maior 
capacidade de armazenamento que o CD, devido a uma tecnologia óptica 
superior, além de padrões melhorados de compressão de dados. A 
popularização do uso do DVD fez como que diversos formatos desse tipo de 
mídia fossem criados: 
● O DVD RAM. 
● O DVD R. 
● O DVD RW. 
● O DVD + R. 
● O DVD + RW. 
 
3.2. Os Discos Rígidos. 
 
São dispositivos de armazenamento de dados que estão enquadrados 
na categoria chamada de dispositivos de memória secundária. O disco rígido é 
uma memória não volátil, ou seja, dados inseridos não são perdidos quando o 
computador é desligado. 
 
3.3. Pen Drives 
 
Está caracterizado por ser um dispositivo de armazenamento que 
possui uma memória flash e uma ligação USB, o que permite realizar a 
conexão pelo mesmo tipo de entrada que encontramos presente em, 
praticamente, todos os computadores. 
 
RESUMO 
 
Nesta aula, estudamos que um pouco da história e da evolução dos 
computadores. Observamos desde os primeiros sistemas numéricos, como o 
ábaco, por exemplo, até a computação de bolso atual. Estudamos ainda, os 
principais tipos de mídia de um computador, como os DVD’s, os discos rígidos 
e os pen drives. Na unidade que se segue, vamos analisar como se da a 
arquitetura de um computador. Até lá. 
 
 
 
ATIVIDADES 
 
1. Construa uma linha do tempo, evidenciando os principais acontecimentos 
que marcam a história da computação. 
 
2. Faça uma pesquisa e descreva um pouco sobre a história do LINUX, sistema 
operacional muito popular atualmente, que possui como principal característica, 
ser de código aberto. 
 
3. Pesquise sobre as principais diferenças entre estes tipos de DVD’s: 
● O DVD RAM. 
● O DVD R. 
● O DVD RW. 
● O DVD + R. 
● O DVD + RW. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ASCARI, Soelaine Rodrigues. Informática Básica. Cuiabá: EduUFMT 2010. 
 
A Historia do Computador e Sua Evolução. Disponível em: 
<http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2014/08/dia-da-informatica confira-
historia-do-computador-e-sua-evolucao.html>. Acesso em 03 de Agosto de 
2015. 
 
Informática Básica: O que é um computador. Disponível em 
<https://technauta.wordpress.com/>. Acesso em 03 de Agosto de 2015. 
 
FILHO, Fonseca Cleuzio. História da Computação: O caminho do pensamento e da 
tecnologia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. 
 
A História dos Computadores e da Computação. Disponível em 
<http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-da-informacao/1697-a-historia-dos-
computadores-e-da-computacao.htm>. Acesso em 03 de Agosto de 2015. 
 
Uma Breve História da Computação. Disponível em 
<http://www.icmc.usp.br/~andretta/ensino/aulas/sme0230-1-10/aula01.pdf>. 
Acesso em 03 de agosto de 2015. 
 
A História do Linux. Disponível em <http://www.oficinadanet.com.br/post/13511-a-
historia-do-linux>. Acesso em 03 de agosto de 2015. 
 
Uma História do Windows. Disponível em http://windows.microsoft.com/pt-
br/windows/history#T1=era10. Acesso em 03 de Agosto de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 2 – INTRODUÇÃO À ARQUITETURA DE COMPUTADORES 
 
Objetivos da Unidade: 
● Compreender o funcionamento dos componentes da arquitetura de 
um computador. 
● Identificar as formas internas de representação de dados e suas 
relações com o desenvolvimento de sistemas. 
● Conhecer os principais modelos de organização de computadores. 
 
Olá caro estudante, seja bem-vindo à unidade 2 do curso de 
Informática e Novas Tecnologias. Dando continuidade aos nossos estudos, 
iremos abordar o tema arquitetura de computadores. Nesta unidade vamos 
aprender alguns conceitos relacionados a hardware e software. Vamos 
entender como um computador representa dados através dos estudos da 
aritmética computacional. Vamos estudar os modelos de organização de 
computadores e o que é uma CPU. 
 
2.1. Hardware 
 
O Hardware é entendido como a parte física do computador. É tudo 
aquilo que nós podemos tocar, como por exemplo, as caixas de som, fios, 
placas, mouse e outros componentes em geral. Ele é basicamente utilizado 
por computadores e elementos eletrônicos. Qualquer tipo de equipamento 
físico que auxilie no funcionamento do computador pode ser definido como 
hardware. 
 
 
Figura 7 – Exemplos de Hardware 
Fonte: 
http://www.novanett.com.br/cursos/profissionalizantes_hardware.html 
2.1.1. Hardware: entrada e saída 
 
Em um computador, os dispositivos de entrada e saída (E/S) ou 
input/output podem ser denominados também como periféricos. Eles permitem 
a interação do processador com o homem, possibilitando a entrada e/ou a 
saída de dados. Algumas unidades são de entrada e saída de dados ou 
também chamados Dispositivos Híbridos. As interfaces de entrada e saída são 
responsáveis pela conexão entre as várias partes de um sistema 
computacional. Imagine que alguém lhe pergunta qual a cor da sua casa. Você 
recebe esta informação através de sua audição, isso configura uma entrada de 
dados. A pergunta que chega será processada pelo seu cérebro para que ele 
gere uma resposta, isso é processamento. Utilizando a fala, você responde, 
emitindo dados (saída). É dessa forma que o computador trabalha, de forma 
genérica. 
Unidades de entrada são, portanto, dispositivos físicos que capturam os 
dados a serem processados, que podem ser de vários formatos (texto, vídeo, 
áudio). 
 
Figura 8 – Exemplos de Dispositivos de Entrada 
Fonte: http://enderecoindesponivel.blogspot.com.br/2014/09/ficha-1-
interface-grafica-e.html 
 
Unidades de saída apresentam os resultados finais do processamento. 
Para o usuário, os dispositivos de saída são tão normais que quase não são 
percebidos, como por exemplo, os monitores, as impressoras, etc. 
 
 
Figura 9 – Exemplos de Dispositivos de Saída 
Fonte: http://9c2010.weebly.com/dispositivos-de-saiacuteda-de-dados.html 
 
2.1.2. Memória 
 
O termo memória, em informática, é utilizado de forma genérica para 
denominar as partes do computador ou dos dispositivos periféricos aonde 
dados e programas são armazenados. 
A memória pode ser dividida em dois tipos de categorias: 
● Memória Principal. 
● Memória Secundária. 
 Memória principal é de acesso mais rápido, porém, de capacidade mais 
restrita. Ela armazena informações temporárias. A memória secundária é de 
acesso mais lento, tendo capacidade maior de armazenamento. 
 
2.1.3. Unidade Central de Processamento (UCP). 
 
A Unidade Central de Processamento (UCP), também chamada de 
microprocessador ou processador corresponde ao cérebro do computador. 
Nela são feitos a maior parte dos cálculos pelos quais um computador é 
responsável. A CPU é responsável pelo processamento de todos os tipos de 
dados e pelos resultados deste processamento. Na maioria das CPUs a tarefa 
de processamento de dados é dividida entre uma unidade de controle que 
dirige o fluxo do programa e uma ou mais unidades que executam operações 
em dados. 
Uma CPU é formada pelos seguintes componentes: a ULA (unidade 
lógica e aritmética), a Unidade de Controle (UC) e os registradores e memória. 
A ULA executa as operações lógicas e aritméticas. A Unidade de Controle 
extrai instruções da memória e as decodifica e executa, requisitando a ULA 
quando necessário. Os Registradores e Memória Cache armazenam dados 
para o processamento. 
 
 
 
Figura 10 – Organização de um Sistema Computacional 
Fonte: http://alumni.ipt.pt/~pramos/computador.html 
 
2.1.4. Software 
Um Software é uma sequência de instruções que são escritas para 
serem interpretadas por um computador. A partir desta interpretação o 
computador executa tarefas especificas. O Software, em suma, são programas 
que comandam o funcionamento do computador. A memória armazena, 
essencialmente, os bits. A menor unidade de informação em um computador é 
o bit, que pode assumir os valores 0 ou 1. Podemos classificar os softwares ou 
programas de várias formas. Separamos as três mais genéricas: 
● Software de Sistema. 
● Software de Programação. 
● Software de Aplicação. 
 
Um software de sistema, ambiente ou mesmo sistema operacional, é o 
software responsável pelo gerenciamento do computador. Sem esse tipo de 
software, o funcionamento de um computador é inconcebível. 
Um software de Programação ou de linguagens é aquele responsável 
por servir de meio de comunicação entre computadores e usuários. As 
linguagens podem ser de baixo e alto nível. Essa classificação depende da 
forma como o computador as interpreta. As linguagens de baixo nível são 
interpretadas diretamente pelo computador. Já as de alto nível necessitam de 
compiladores, que traduzem a informação para a linguagem binária. 
O software de aplicação ou aplicativo possuem uma função específica 
e nos oferecem um determinado tipo de serviço, tais como processadores de 
textos, editores de planilhas ou cálculos, edição de imagens, criação de vídeos, 
manipulação de banco de dados, criação de apresentações, etc. 
 
2.2. Aritmética Computacional e Representação de Dados 
 
2.1.1. Os Números Binários 
 
Em nosso cotidiano, utilizamos como sistema de numeração o sistema 
decimal. Essa nomenclatura advém do fato de que utilizamos dez símbolos 
para representa-lo. Os computadores funcionam através do sistema binário. 
Isso porque seu processador trabalha apenas com dois tipos de informação: 
ligado ou desligado, 1 ou 0. 
Fazendo uma comparação entre os dois sistemas, temos o seguinte: o 
sistema decimal possui dez dígitos, o sistema binário, dois. Assim como 
fazemos potência de dez para calcular o número no sistema decimal, fazemos 
potência de dois para calcular o número no sistema binário. A seguir temos o 
seguinte exemplo: 
 
Na base dois, a base usada nos computadores binários, o número 
110101 representa: 1x25 + 1x24 + 1x22 + 1x20 = (53)decimal. 
CC 
 
O sistema de numeração hexadecimal é um dos sistemas mais comuns 
em programação, principalmente em sistemas de desenvolvimento. Essa 
denominação advém dos termos 6 (hexa) e 10 (deci) e indicam a base 16. O 
sistema Hexadecimal é usado na informática, pois os computadores utilizam o 
byte como unidade básica da memória e com um byte representa-se 256 
valores, ou seja, todo o alfabeto (maiúsculas e minúsculas), os números e 
outros caracteres especiais. A maior vantagem de utilização desse tipo de 
sistema vai se tornando clara à medida em que os números vão se tornando 
maiores. O conjunto de algarismos hexadecimais é representado da seguinte 
forma: 
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E, F. Nesse sistema, o A vale 10, 
o B 
vale 11, etc, até o F, que vale 15. 
 
2.1.3. Sistema Octal 
 
O sistema octal é um tipo de numeração de base 8, conforme sua 
nomenclatura sugere. Ele recorre a 8 símbolos para a representação de um 
determinado valor. Este sistema já foi muito utilizado como uma alternativa 
viável e mais compacta aos sistemas binários. 
 
2.1.4. Convertendo Bases 
 
Binário para Decimal – Considerar os valores na base 2 e fazer a soma das 
potências dos bits em 1. Por exemplo: 
 
 
 
Octal para Decimal – Utilizam-se novamente os valores posicionais. Por 
exemplo: 
 
 
 
Hexadecimal para Decimal – Utilizar as potências na base 16. Por exemplo: 
 
 
 
Decimal para Binário – dividir o número sucessivamente por dois e utilizar o 
resto da divisão para compor o número binário. Por exemplo: 
 
 
Decimal para Octal – Dividir o número sucessivamente por 8 e utilizar o resto 
da divisão para compor o número octal. Por exemplo: 
 
 
 
Decimal para Hexadecimal – Dividir o número sucessivamente por 16 e utilizar 
o resto da divisão para compor o número hexadecimal. Por exemplo: 
 
 
 
Na figura abaixo, de forma resumida, temos uma tabela de conversão destas 
bases: 
 
 
Figura 11 – Tabela de Conversão de Valores 
Fonte: http://pplware.sapo.pt/gadgets/high-tech/sistemas-de-numerao-decimal-
binrio-octal-e-hexadecimal/ 
 
INÍCIO DO BOX SAIBA MAIS 
 
Aprofunde seus conhecimentos sobre os sistemas de conversão de bases: 
http://pt.slideshare.net/BigTheCat/sistemas-de-numerao-e-converso 
 
FIM DO BOX SAIBA MAIS 
 
2.3. Organização de Computadores 
 
Atualmente, a organização de todos os projetos de computadores tem 
em comum um modelo básico, elaborado a partir dos estudos do matemático 
Von Neumann. A característica de máquinas von Neumann é a composição do 
sistema a partir de três subsistemas básicos: CPU, memória principal e sistema 
de entrada e saída. 
A CPU tem três blocos principais: unidade de controle (UC), unidade 
lógico-aritmética (ULA) e registradores. 
Esse modelo, que foi batizado com o nome do próprio matemático, é 
baseado em três preceitos básicos: 
● Os dados e instruções ficam armazenados em uma única 
memória; 
● O conteúdo da memória é endereçado pela sua posição; 
● As instruções são executadas de forma sequencial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 12 – Modelo de Von Neumann 
Fonte: ftp://ftp.dca.fee.unicamp.br/pub/docs/ea960/ea960.pdf 
2.3.1. Funções dos Computadores 
 
● Busca e Execução: segundo Amaral (2010), no início de cada ciclo de 
instrução, o processador busca uma instrução na memória. Existe um 
registrador chamado contador de programa (program counter – PC), que 
é usado para guardar o endereço da próxima instrução a ser buscada na 
memória. Após o processador buscaruma instrução na memória, ele 
incrementa o contador de programa, incluindo o endereço de memória 
seguinte. 
● Interrupções: Segundo Monteiro (2007), uma interrupção consiste em 
uma série de procedimentos que suspendem o funcionamento corrente 
do processador, desviando sua atenção para outra atividade. Trata-se 
de uma alternativa para se evitar o desperdício de tempo do 
processador. As interrupções podem ser de software, de relógio, de 
entrada/saída e de falha de hardware. 
 
2.3.2. Barramentos do Sistema 
 
Agora que sabemos que, dentro da organização interna de um 
computador, seu funcionamento é caracterizado pela existência de um conjunto 
de módulo de três tipos básicos: processador, memória e E/S), vamos detalhar 
as estruturas de interconexão que auxiliam na comunicação entre os 
dispositivos. 
Na organização de um computador, um barramento é um conjunto de 
linhas de comunicação (condutor elétrico ou fibra optica) que permitem a 
interligação entre dispositivos de um sistema de computação (CPU; Memória 
Principal; HD e outros periféricos), ou entre vários sistemas de computação. 
O desempenho do barramento é medido pela sua largura de banda 
(quantidade de bits que podem ser transmitidos ao mesmo tempo). 
Um barramento contém linhas distintas que se agrupam em três 
classificações: 
● Linhas de Dados - fornecem um caminho de transferência entre 
os módulos do sistema (CPU, Memória e E/S). 
● Linhas de Endereço - utilizadas para designar a fonte ou o 
destino dos dados transferidos pelo barramento de dados. 
● Linhas de Controle - usadas para controlar o acesso e utilização 
das linhas de endereço e de dados. 
 
No computador (em forma de gabinetes, placas, etc.), o barramento é 
formado por um conjunto de fios interconectados. Na prática, esses fios são 
constituídos pelas trilhas que estão presentes na placa mãe. É muito comum 
que a estrutura de interligação dos componentes principais do sistema (CPU, 
Memória, E/S) seja feita de forma modular. Assim, podemos imaginar as 
estruturas de barramentos presentes na placa mãe como uma haste de metal 
onde podemos encaixar o processador, a memória e os dispositivos de E/S. 
(Amaral, 2010). 
 
 
Figura 13 – Barramento em um computador 
 
2.3.3. Unidade Central de Processamento 
 
A Unidade Central de Processamento (CPU) atua como o cérebro do 
sistema, responsável por processar e analisar todas as informações que 
entram e saem do computador. Nos computadores mais comuns, os 
microcomputadores, essa unidade é representada pelo microprocessador. 
 
Figura 14 – Microprocessador intel core i7 
Fonte: http://futurosengenheiros123456.blogspot.com.br/2015/04/os-
microprocessadores-ou-simplesmente.html 
 
O microprocessador, também chamado de CHIP, tem sua velocidade 
medida em mega-hertz. 
A CPU é responsável pela manipulação de símbolos, números e letras 
além de ser responsável pelo controle das instruções executadas pelo Sistema 
Operacional e comandar os outros dispositivos da máquina. Nela, as atividades 
reais da computação são executadas. 
A seguir, vamos dissecar a CPU a partir dos itens que a compõe: a ULA 
(unidade lógica e aritmética), a unidade de controle e os registradores. 
A ULA, unidade lógica e aritmética é estruturada a partir de dispositivos 
lógicos digitais, que armazenam números binários e realizam operações 
lógicas e aritméticas. 
 
 
 
Figura 15 – ULA 
Fonte: http://gismatica.blogspot.com.br/2011/10/cpu-central-processing-
unit.html 
 
Segundo Stallings (2002), a ULA pode também ativar bits especiais 
(flags) para indicar o resultado de uma operação. Por exemplo, caso o 
resultado de uma operação exceda a capacidade de armazenamento de um 
registrador, isso é indicado atribuindo o valor 1 ao bit de overflow. A unidade de 
controle (UC) controla a transferência de dados entre a ULA e os registradores. 
As unidades de controle (UC) tem como funções principais a busca, a 
interpretação e o controle da execução de instruções. Além disso, ela exerce a 
função de controle dos demais componentes de computador, conforme sua 
nomenclatura sugere. Essa função controladora é feita a partir da geração 
sinais de controle internos ao processador para mover dados entre 
registradores, para comandar a ULA na execução de uma determinada função 
e para controlar outras operações internas. 
 
Figura 16 – Unidades de Controle 
Fonte: http://gismatica.blogspot.com.br/2011/10/cpu-central-processing-
unit.html 
 
Os registradores são unidades de memória capazes de armazenar um 
número variável de bits. Os registradores estão no topo da hierarquia de 
memória, sendo assim, são o meio mais rápido e caro de se armazenar um 
dado. Na organização interna de uma CPU, os registradores mais importantes 
são: 
 
● Contador de Instruções (CI): armazena o endereço da próxima 
instrução a ser executada. 
● Registrador de Instrução (RI): armazena a instrução a ser 
executada. 
● Acumulador (ACC): armazena os dados para as operações na 
ULA. 
● Registrador de armazenamento temporário de dados: 
contém uma palavra de dados a ser escrita na memória ou a 
palavra lida mais recentemente. 
 
 
Figura 17 – Os registradores em ação 
Fonte: http://blog.caloni.com.br/basico-do-basico-assembly/ 
 
 
RESUMO 
Nesta unidade de estudos, apresentamos os componentes da 
arquitetura básica de um computador, apresentando seus principais 
componentes. Entendemos os conceitos de hardware, estudamos os 
dispositivos de entrada e saída, o que é a memória e sua função na arquitetura 
de um computador. 
Você conheceu ainda as formas de representação de dados, ou seja, a 
linguagem interna dos computadores. Analisamos a CPU, seu funcionamento e 
principais componentes, entendendo assim, a lógica de organização dos 
computadores. 
 
ATIVIDADES 
1. Descreva o que é um software e sua classificação básica. 
2. Dê exemplos de três dispositivos de entrada e saída de um computador, 
explicando as suas funções. 
3.Explique qual a função da memória em um computador. 
4. Converta os sistemas de bases de acordo com o que se pede abaixo: 
● 117 (decimal) para binário. 
● 4E9 (hexadecimal) para decimal. 
● 100111 (binário) para decimal. 
● 986 (decimal) para hexadecimal. 
5. Explique como o computador realiza as seguintes funções: 
● Busca e execução; 
● Interrupção; 
6. O que são registradores? Existem um ou mais tipos de registradores? 
 
REFERÊNCIAS 
 
O que são barramentos? Disponível em 
<http://www.cursosdeinformaticabasica.com.br/o-que-sao-barramentos/>. 
Acesso em 13 de agosto de 2015. 
 
PINTO, Pedro. Sistemas de numeração: decimal, binário, octal e hexadecimal. 
Disponível em <http://pplware.sapo.pt/gadgets/high-tech/sistemas-de-
numerao-decimal-binrio-octal-e-hexadecimal/>. Acesso em 13 de agosto de 
2015. 
 
GONÇALVES, José. Introdução à Engenharia da Computação. Vitória: 
LPRM/DI/UFES, 2012. 
 
PROENÇA, José Alberto. Representação Binária de Números: notas de 
estudo. Disponível em < http://gec.di.uminho.pt/lei/sc/RepresNum_Mar04.pdf>. 
Acesso em 6 de agosto de 2015. 
 
O Que é o Sistema Hexadecimal? Disponível em <http://canaltech.com.br/o-
que-e/o-que-e/O-que-e-sistema-hexadecimal/>. Acesso em 6 de agosto de 
2015. 
 
LOBUR, Juila; NULL, Linda. Princípios Básicos de Arquitetura e Organização 
de Computadores. Porto Alegre: Bookman, 2006. 
 
RICARTE, Ivan Luiz Marques. Organização de Computadores. Disponível em 
<ftp://ftp.dca.fee.unicamp.br/pub/docs/ea960/ea960.pdf>. Acesso em 12 de 
agosto de 2015.AMARAL, Allan Francisco Forzza. Arquitetura de Computadores. Colatina: 
CEAD, 2010. 
 
MONTEIRO, Mario A. Introdução à Organização de Computadores. 5ª ed.Rio 
de Janeiro: LTC, 2007. 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 3 – SISTEMAS OPERACIONAIS 
 
Objetivos da unidade: 
 
● Obter conhecimentos gerais sobre os Sistemas Operacionais 
● Entender como os SO’s são construídos, quais são as características 
que devem estar presentes, os tipos de sistemas operacionais e quais 
as diferenças entre os sistemas. 
● Identificar como os SO’s gerenciam dados, arquivos e processos. 
 
Olá caro estudante, seja bem-vindo à unidade 3 de estudos do curso 
aberto em Informática e Novas Tecnologias. Dando continuidade aos nossos 
estudos sobre a informática, iremos, nas linhas que se seguem, abordar o 
sistema operacional. 
Você sabe o que é um sistema operacional (SO)? Qual a sua função? 
Como ele atua no computador? Esses e outros questionamentos serão 
respondidos ao longo dessa unidade de estudos. 
Você verá que todas as atividades que você realiza em seu computador 
dependem, em maior ou menor escala, do sistema operacional. É ele quem 
gerencia os recursos da máquina, estabelece prioridades, define que programa 
ou processo merece mais ou menos atenção do processador. Ele gerencia a 
memória de seu PC, gerencia e equilibra recursos e fornece uma interface 
amigável entre você e a estrutura física do seu computador. 
 
3.1. Conceitos Iniciais 
 
Ao trabalhar em um computador, na sua casa, no seu trabalho, em uma 
lan house, por exemplo, você consegue, a partir da manipulação do 
computador, digitar um trabalho em um editor de texto, criar uma apresentação 
em power point, conversar no Skype, navegar na internet com várias páginas 
abertas ao mesmo tempo, ouvir música em um player, etc. 
Ao abrir o gerenciador de tarefas do meu notebook, por exemplo, dá para 
ter uma noção de quantos processos estão em andamento. Analise a figura 
abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 18 – Gerenciador de Tarefas em um PC com Windows 
Fonte: do autor 
 
Perceba que meu computador executava nesse instante, 7 aplicativos e 
ainda muitos outros processos, que o sistema operacional (que nesse caso é 
Windows 10) chamou de “processos em segundo plano”. Cada uma dessas 
tarefas consome um valor “x” de memória, ocupa um espaço “y” em disco e 
consome uma porcentagem “z” de recursos da CPU. Nós temos a tendência 
em imaginar que tudo isso funciona ao mesmo tempo, mas provavelmente não 
funciona. Apesar de as máquinas mais novas conseguirem processar algumas 
instruções realmente em paralelo, ainda sim, esses aplicativos disputam 
recursos sob a gerência do Sistema Operacional. 
 
De acordo com Tanenbaun (2010): 
 
“Um sistema computacional moderno consiste em um ou mais 
processadores, memória principal, discos, impressoras, teclado, 
mouse, monitor, interfaces de rede e outros dispositivos de entrada e 
saída. Enfim, é um sistema complexo. Se cada programador de 
aplicações tivesse de entender como tudo isso funciona em detalhes, 
nenhum código chegaria a ser escrito. Além disso, gerenciar todos 
esses componentes e usá-los de maneira otimizada é um trabalho 
extremamente difícil. Por isso, os computadores tem um dispositivo 
de software denominado sistema operacional, cujo trabalho é 
fornecer aos programas do usuário um modelo de computador 
melhor, mais simples e mais limpo e lidar com o gerenciamento de 
todos os recursos mencionados”. (TANENBAUN, 2010, P. 19). 
 
Para lidar com esse processo, o sistema operacional se configura enquanto 
um conjunto de rotinas executadas pelo processador com a principal função de 
controlar o funcionamento do computador, gerenciando os recursos disponíveis 
no sistema. 
 
 
 
Figura 19 – Visão de um SO 
Fonte: http://saberinfo.comunidades.net/sistemas-operacionais 
 
3.1.2. Tipos de SO 
 
Existem vários parâmetros para se classificar os sistemas 
operacionais. A seguir, de acordo com Maziero (2014), temos os 
principais tipos de sistemas operacionais: 
 
● De Lote: os sistemas operacionais mais antigos trabalhavam “por lote”, 
ou seja, todos os programas a executar eram colocados em uma fila, 
com seus dados e demais informações para a execução. 
● De Redes: deve possuir suporte à operação em rede, ou seja, a 
capacidade de oferecer às aplicações locais recursos que estejam 
localizados em outros computadores da rede, como arquivos e 
impressoras. 
● Distribuído: os recursos de cada máquina estão disponíveis 
globalmente, de forma transparente aos usuários. 
● Multiusuário: deve suportar a identificação do “dono” de cada recurso 
dentro do sistema (arquivos, processos, áreas de memória, conexões de 
rede) e impor regras de controle de acesso para impedir o uso desses 
recursos por usuários não autorizados. 
● Desktop: é voltado ao atendimento do usuário doméstico e corporativo 
para a realização de atividades corriqueiras, como edição de textos e 
gráficos, navegação na Internet e reprodução de mídias simples. 
● Servidor: deve permitir a gestão eficiente de grandes quantidades de 
recursos (disco, memória, processadores), impondo prioridades e limites 
sobre o uso dos recursos pelos usuários e seus aplicativos. 
● Embarcado: é construído para operar sobre um hardware com poucos 
recursos de processamento, armazenamento e energia. Aplicações 
típicas desse tipo de sistema aparecem em telefones celulares, sistemas 
de automação industrial e controladores automotivos, equipamentos 
eletrônicos de uso doméstico (leitores de DVD, TVs, fornos-micro-ondas, 
centrais de alarme, etc.). 
● Tempo Real: não precisa ser necessariamente ultra-rápido; sua 
característica essencial é ter um comportamento temporal previsível (ou 
seja, seu tempo de resposta deve ser conhecido no melhor e pior caso 
de operação). 
 
É importante notar que os sistemas operacionais podem se encaixar 
em uma ou mais características descritas acima. 
 
3.1.3. Funcionalidades de um SO 
Para cumprir seus objetivos de abstração e gerência, o sistema 
operacional deve atuar em várias frentes. Cada um dos recursos do 
sistema possui suas particularidades, o que impõe exigências 
específicas para gerenciar e abstrair os mesmos. Sob esta perspectiva, 
podemos elencar algumas das principais funcionalidades de um SO, a 
partir da análise do diagrama abaixo: 
 
Figura 20 – Funcionalidade do SO 
Fonte: do autor, adaptado de Maziero (2014) 
 
3.1.4.Estrutura de um SO 
 
A estrutura de um SO é composta pelos seguintes componentes: o 
Núcleo, tido como o coração do sistema, gerenciando recursos do hardware 
usados pelas aplicações; Drivers, módulos de código específicos para acessar 
os dispositivos físicos; Código de Inicialização, que reconhecem os 
dispositivos instalados, os testam e os configuram adequadamente para seu 
uso posterior; e Programas Utilitários, que facilitam o uso do sistema 
computacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Núcleo 
 
Gerencia do 
processador 
 
Gerencia de 
Memória 
 
Gerencia de 
dispositivos 
 
Gerencia de 
Arquivos 
Interface 
Gráfica 
 
Gerencia de 
Proteção 
 
Suporte de 
Rede 
 
 
 Figura 21: Estrutura de um SO 
Fonte: Maziero (2014). 
 
3.1.5. SO e Estrutura de Hardware 
 
Um SO trabalha constantemente em sintonia com o hardware, a parte 
física do computador. Portanto, é necessário perceber os recursos fornecidos 
pelo hardware e como o sistema operacional os acessa. 
Um sistema de computação típico é constituído de um ou mais 
processadores,responsáveis pela execução das instruções das aplicações, 
uma área de memória que armazena as aplicações em execução e dispositivos 
periféricos que permitem o armazenamento de dados e a comunicação com o 
mundo exterior, como discos rígidos, terminais e teclados. A maioria dos 
computadores mono-processados atuais segue uma arquitetura básica definida 
nos anos 40 por Von Neumann, conhecida por “arquitetura Von Neumann”. A 
principal característica desse modelo é a ideia de “programa armazenado”, ou 
seja, o programa a ser executado reside na memória junto com os dados. Os 
principais elementos constituintes do computador estão interligados por um ou 
mais barramentos (para a transferência de dados, endereços e sinais de 
controle). 
 
3.1.6. Pipelining 
 
Segundo Coutinho (2010), pilpeline corresponde à divisão de uma 
tarefa em uma sequência de subtarefas. O processador, por meio de suas 
várias unidades funcionais pipeline, funciona de forma a permitir que, enquanto 
uma instrução se encontra na fase de execução, uma outra instrução possa 
estar na fase de busca. Esse tipo de técnica é realizada por sistemas com um 
ou mais processadores. 
 
3.1.7. Tradutores, compiladores, montadores e interpretadores. 
 
A função de um tradutor é converter a linguagem de programação de 
um sistema para o código de máquina. 
Um compilador é um programa de computador (ou um grupo de 
programas) que, a partir de um código fonte escrito em uma linguagem 
compilada, cria um programa semanticamente equivalente, porém escrito em 
outra linguagem, código objeto. Classicamente, um compilador traduz um 
programa de uma linguagem textual facilmente entendida por um ser humano 
para uma linguagem de máquina, específica para um processador e sistema 
operacional. 
Um programa que faz uma tradução entre uma linguagem de 
montagem e o código de máquina é denominado montador. 
Um interpretador é um tradutor que não gera o módulo objeto. A partir 
de um programa fonte, escrito em linguagem de alto nível, o interpretador, no 
momento da execução do programa, traduz cada instrução e a executa em 
seguida. 
 
3.1.8.Linker 
 
O ligador (linker) é um utilitário que gera um único programa 
executável. Ele resolve todas as referências simbólicas existentes entre os 
módulos - objeto, reserva memória para a execução do programa e determina 
uma região da memória onde o programa será carregado para sua execução. 
 
3.1.8. Loader 
 
O loader, também chamado de carregador, coloca fisicamente na 
memória principal um programa para sua execução. Ele permite que um 
programa possa ser carregado em regiões diferentes sempre que for trazido 
para a memória. O carregador pode ser absoluto, quando só necessita 
conhecer o endereço de memória inicial e o tamanho do módulo para realizar o 
carregamento; e relocável, quando o programa pode ser carregado em 
qualquer posição de memória. 
 
3.1.9. Depurador 
 
Um depurador permite que o usuário acompanhe e controle a 
execução de um programa, podendo detectar erros em sua estrutura. Embora 
não corrija os erros encontrados, o depurador indica ao usuário algumas 
possibilidades de recursos, tais como acompanhar a execução de um 
programa instrução por instrução, alteração e a visualização do conteúdo de 
variáveis, colocar pontos de parada dentro do programa, especificar em forma 
de envio de mensagem, toda vez que o conteúdo de uma variável for 
modificado. (COUTINHO, 2010). 
 
3.2. Arquitetura de Sistemas Operacionais 
 
Um sistema operacional pode ser arquitetado de diversas formas. De 
uma forma gera, apresentaremos no quadro abaixo, as arquiteturas mais 
populares para a organização de sistemas operacionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arquitetura Características Vantagens 
Monolítica • Todos os componentes operam 
em modo núcleo; 
• Os componentes se inter-
relacionam conforme suas 
necessidades. 
• Desempenho 
• A interação direta entre 
componentes leva a sistemas mais 
compactos. 
Em camadas • A camada mais baixa realiza a 
interface com o hardware, enquanto 
as camadas intermediárias provêem 
níveis de abstração e gerência cada 
vez mais sofisticados. 
• Forma mais elegante de estruturar 
um sistema operacional. 
• Muito utilizada no domínio das redes 
de computadores. 
Micronúcleo • Retira do núcleo todo o código 
de alto nível, deixando no núcleo 
somente o código de baixo nível 
necessário para interagir com o 
hardware e criar as abstrações 
fundamentais. 
• As interações entre 
componentes e aplicações são feitas 
através de trocas de mensagens. 
• Robustez e flexibilidade: caso um 
sub-sistema tenha problemas, os 
mecanismos de proteção de memória e 
níveis de privilégio irão confiná-lo, 
impedindo que a instabilidade se alastre ao 
restante do sistema. 
 
Quadro 1 – Arquitetura de Sistemas Operacionais 
Fonte: Do autor 
 
 
 
 
3.2.1. Máquinas Virtuais e Virtualização 
 
Um sistema operacional só funciona sobre o hardware para o qual foi 
construído, uma biblioteca só funciona sobre o hardware e sistema operacional 
para os quais foi projetada e as aplicações também têm de obedecer a 
interfaces pré-definidas. 
Essa questão de compatibilidade é contornada através do conceito e 
técnica de virtualização. Segundo Maziero (2010), é possível: 
 
Construir uma camada de software que ofereça aos demais 
componentes serviços com outra interface. Essa camada 
permitirá assim o acoplamento entre interfaces distintas, de 
forma que um programa desenvolvido para uma plataforma A 
possa executar sobre uma plataforma distinta B. O sistema 
computacional visto através dessa camada é denominado 
máquina virtual. (Maziero, 2010). 
 
De maneira simplificada, uma máquina virtual funciona como se fosse 
um computador dentro de um computador. Basta apenas instalar um programa 
específico dentro de um computador como qualquer outro. É dentro desse 
programa que se cria um disco rígido virtual e poderá executar um sistema 
operacional inteiro a partir dele. As máquinas virtuais são usadas em diversos 
casos, como no lançamento de programas e SOs ainda em estágio de 
desenvolvimento. Dessa forma, não se torna refém de aplicativos inacabados 
que podem apresentar diversos bugs. 
 
 
Figura 22 – Máquina Virtual em Funcionamento 
Fonte: Maziero (2010) 
 
 
Dicas de programas para virtualização de máquinas: 
Microsoft Virtual PC – http://www.baixaki.com.br/site/dwnld41555.htm 
Virtual Box - http://www.baixaki.com.br/download/virtualbox.htm 
 
 
 
INICIO DO BOX SAIBA MAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIM DO BOX SAIBA MAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.3. Gerencia de processos, memória e arquivos. 
 
Um processo pode ser considerado um programa que se encontra em 
execução dentro do sistema operacional. É um programa de tempo 
compartilhado e precisa de determinados recursos, tais como tempo de CPU, 
memória, dispositivos E/S, etc. Em relação à gerência de processos, um 
sistema operacional se responsabiliza pelas seguintes atividades: 
● Criar e excluir processos; 
● Suspender e retomar processos; 
● Contribuir para a sincronização e comunicação de processos; 
● Contribuir para o tratamento de deadlocks. 
Outra preocupação central de um SO, diz respeito à forma como ele 
gerencia a memória. Nesse sentido um SO realiza as seguintes atividades: 
● Mantém o registro das partes da memória que estão sendo usadas no 
momento e por qual processo; 
● Decide quais processos deverão ser carregados na memória quando 
houver espaço disponível; 
● Aloca edesaloca esaço na memória. 
O gerenciamento de arquivos é a atividade mais visível realizada pelo 
sistema operacional. Ela se dá na “superfície” do sistema. Um arquivo é uma 
coleção de informações relacionadas definidas por seu criador. O sistema 
operacional interage com os arquivos na medida em que: 
● Cria e exclui arquivos e diretórios; 
● Fornece suporte para sua manipulação; 
● Provém ferramentas de recuperação de arquivos. 
 
 
 
RESUMO 
 
Nesta unidade de estudos abordamos o sistema operacional. Vimos que um 
SO é o grande responsável pelo funcionamento do computador. É um conjunto 
de arquivos de programas e rotinas que controla recursos de um computador e 
permite o acesso aos serviços de um computador. Vimos ainda quais as 
funcionalidades de um SO, como ele se estrutura e dialoga com o hardware. 
Definimos os tipos de arquitetura de sistemas operacionais, o conceito de 
máquinas virtuais e virtualização e como um SO gerencia processos, arquivos 
e memória. 
 
ATIVIDADES: 
 
1) Defina o que é um sistema operacional. 
 
2) Escolha três tipos de sistemas operacionais e discorra a respeito. 
 
3) Conceitue Tradutor, compilador, montador e interpretador. 
 
4) Aponte as vantagens e desvantagens da utilização do SO do tipo 
micronúcleo. 
 
5) Explique quais as atividades de um SO no que tange o gerenciamento de 
memória, arquivos e processos. 
 
REFERENCIAS 
 
COUTINHO, Bruno Cardoso. Sistemas Operacionais. Colatina: CEAD/IFES, 
2010. 
 
TANENBAUM, Andrew S. Sistemas Operacionais Modernos. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2009. 
 
MAZIERO, Carlos Alberto. Sistemas Operacionais: conceitos e mecanismos. 
Disponível em http://dainf.ct.utfpr.edu.br/~maziero/lib/exe/fetch.php/so:so-
cap01.pdf. Acesso em 10 de agosto de 2015. 
 
 
 
 
UNIDADE 4 – FUNDAMENTOS DE REDES DE COMPUTADORES 
 
Objetivos da Unidade: 
 
● Compreender o funcionamento, princípios, conceitos e histórico das 
redes de computadores. 
● Possuir uma visão da área de redes de computadores como uma 
plataforma básica para o desenvolvimento de sistemas e aplicações 
distribuídas. 
● Identificar os ativos de rede. 
 
Caro estudante, seja bem-vindo à unidade 4 do curso de informática e 
novas tecnologias. Dando continuidade aos nossos estudos, iremos abordar os 
fundamentos das redes de computadores. 
Com o avento da informática e dos computadores, as grandes, pequenas 
empresas e os usuários comuns tiveram a possibilidade de transformar seu 
cotidiano a partir da utilização dos recursos que os computadores ofereciam. 
No entanto, essa revolução na informação era, de certa forma, limitada. Faltava 
algo que preenchesse a lacuna da informação e tornasse os sistemas de 
informação mais dinâmicos e rápidos. Essa limitação residia no fato de que os 
computadores não eram interligados entre si, mantendo uma distância entre 
determinado usuário e outro. O passo inicial para a quebra dessa barreira foi 
dado na década de 1980 a partir da utilização da tecnologia de redes de 
computadores. 
A importância das redes de computadores vem crescendo 
progressivamente com o passar dos anos. Hoje em dia as redes de 
computadores são encontradas em todos os lugares desde uma residência 
familiar até grandes empresas multinacionais. Isso acontece devido sua grande 
versatilidade, pois ela pode ser utilizada por uma variedade de aplicações que 
é capaz de atender as necessidades de cada usuário. O grande objetivo das 
redes, e o que a torna tão importante é ela fazer com que múltiplos usuários 
em distâncias indeterminadas compartilhem um determinado recurso 
Hoje, a interligação entre computadores permitiu uma série de outras 
possibilidades, principalmente no mercado de trabalho. No campo da 
tecnologia da informação, é imprescindível que haja um profissional capaz de 
administrar a rede de computadores de uma empresa, negócio, escola, 
faculdade, etc, garantindo a manutenção, a fluidez e, sobretudo, a segurança 
da informação trocada nesses espaços. 
 
4.1. Conceitos Iniciais 
4.1.1. Comunicação e Transmissão de Dados 
 
De uma forma genérica, a comunicação de dados é definida como uma 
troca de informação entre dois dispositivos, auxiliada por algum meio físico. 
Essa comunicação prevê a existência de, pelo menos, cinco elementos, a 
saber: 
● A mensagem; 
● Transmissor; 
● Receptor; 
● Meio; 
● Protocolo. 
A mensagem é a informação, o dado a ser transmitido. O transmissor é o 
dispositivo que envia essa informação. O receptor recebe a mensagem. O meio 
é o caminho que o dado percorre até chegar ao receptor. O protocolo é um 
conjunto de especificações que governa a comunicação, estabelecendo as 
regras desta. 
A transmissão destes dados, entre dispositivos, pode ser de três formas 
diferentes: 
● Simplex: quando a transmissão é unidirecional. 
● Half-duplex: quando a transmissão é bidirecional, ou seja, os 
dispositivos compartilham o mesmo canal de comunicação. 
● Full-duplex: os dispositivos transmitem e recebem dados de forma 
simultânea. 
 
4.1.2. Conceito, classificação e topologia de redes 
 
Segundo Tanenbaum (2010), uma rede de computadores representa: 
 
Um conjunto de computadores autônomos interconectados por 
uma única tecnologia. Dois computadores estão 
interconectados quando podem trocar informações. A conexão 
não precisa ser feita por um fio de cobre; também podem ser 
usadas fibras ópticas, micro-ondas, ondas de infravermelho e 
satélites de comunicações. Existem redes em muitos 
tamanhos, modelos e formas. (Tanembaum, 2007). 
 
As redes de computadores são estruturas físicas e lógicas que permitem 
que dois ou mesmo mais computadores possam compartilhar suas informações 
entre si. Quando um computador está conectado a uma rede de computadores, 
ele pode ter acesso às informações que chegam a ele e às informações 
presentes nos outros computadores ligados a ele na mesma rede, o que 
permite um número muito maior de informações possíveis para acesso através 
daquele computador. 
Para a classificação das redes de computadores o critério mais utilizado é 
a condição geográfica. Sendo assim, as redes de computadores são 
classificadas em Locais (LAN’s), Metropolitanas (MANS’s) e distribuídas 
(WAN’s). 
Uma rede do tipo LAN (Local Area Network) é um tipo de tecnologia que 
apresenta uma boa resposta para interligação de dispositivos com distâncias 
relativamente pequena, com uma largura de banda considerável. Funciona 
perfeitamente quando se quer conectar dispositivos em um mesmo prédio, 
empresa, campus, por exemplo. 
 
 
Figura 22 – Uma rede LAN 
Fonte: http://fabrica.ms.senac.br/2013/07/redes-de-computadores-parte-v/ 
 
Uma rede do tipo MAN (Metropolitan Area Networks) devem prover a 
interligação das redes locais em uma área metropolitana de uma determinada 
região. 
 
Figura 23 – Rede MAN 
Fonte: http://redes-108005.webnode.pt/modulo-1-2/redes-de-computador/ 
 
Uma rede do tipo WAN (Wide Area Networks) é a abordagem a ser feita 
quando as distâncias envolvem são maiores que uma região metropolitana, 
podendo ser a dispersão tão grande quanto à distância entre continentes. 
 
Figura 23 – Rede WAN 
Fonte: https://10infrcpaulo.wordpress.com/2012/12/11/wan/ 
 
Em redes de computadores uma topologia é entendida como o canal no 
qual o meio de rede está conectado aos computadores e outros componentes 
de uma rede de computadores. Essencialmente, é a estrutura topológica da 
rede, e pode ser descrito física ou logicamente. Basicamente, a topologia de 
redes é dividida em três: 
● Barramento;● Estrela; 
● Anel. 
A topologia de barramento é aquela em que os microcomputadores são 
ligados à um mesmo cabo. Nessa topologia nenhum dispositivo pode utilizar o 
cabo em questão, enquanto este estiver sendo utilizado. 
 
Figura 24 – Topologia em Barramento 
Fonte: https://estudoderedes.wordpress.com/tag/hibrida/ 
A topologia em estrela utiliza um ativo de rede concentrador (que pode ser 
um hub), interligando as máquinas. 
 
 
 
 
Figura 25 – Topologia em estrela 
Fonte: http://tudodownloads.uol.com.br/tutoriais/redes/aq174-
modelos_de_redes_de_computadores_de_grande_porte.html?pagina=2 
 
Na topologia em anel, os computadores são conectados uns aos outros, 
obedecendo um sentido, formando um anel. 
 
 
Figura 26 – Topologia em estrela 
Fonte: http://voipbic.xpg.uol.com.br/topologias.htm 
 
4.1.3. Os meios de transmissão 
 
Os meios de transmissão são formas físicas pelas quais são realizadas as 
transmissões de dados. Esses meios são agrupados em guiados (fios de 
cobre, por exemplo) e não guiados (ondas de rádio, por exemplo). A seguir, 
alguns exemplos de meios de transmissão que, segundo Tanembaum (2007) 
são os principais meios físicos para a transmissão de dados: 
 
 
 
 
 
 
 
Meio Características Ilustração 
 
 
 
Cabo Coaxial 
Consiste em um fio de cobre esticado na parte central, 
envolvido por um material isolante. O isolante é 
protegido por um condutor cilíndrico, geralmente uma 
malha sólida entrelaçada. 
 
 
 
 
 
Par Trançado 
É o tipo de cabo de rede mais usado atualmente. 
Existem basicamente dois tipos de par trançado: sem 
blindagem, também chamado UTP (Unshielded 
Twisted Pair), e com blindagem, também chamado de 
STP (Shielded Twisted Pair). A diferença entre eles é 
justamente a existência, no par trançado com 
blindagem, de uma malha em volta do cabo 
protegendo-o contra interferências eletromagnéticas. 
 
 
 
 
 
Fibra ótica 
Transmite informações através de sinais luminosos, 
em vez de sinais elétricos”. A fibra ótica é totalmente 
imune a ruídos, com isso, a comunicação é mais 
rápida. As fibras óticas são classificadas em 
monomodo,quando um único sinal é transportado e 
multimodo, quando um feixe de luz que viaja ao longo 
do seu trajeto, fazendo diferentes refrações nas 
paredes do núcleo do cabo. 
 
 
Quaro 2 – Tipos de meios de transmissão 
Fonte: do autor (adaptado de Tanembaum, 2007) 
 
 
 
 
4.1.4. Os modelos de referência em redes 
 
Para facilitar o entendimento da arquitetura das redes de computadores 
foram criados modelos de referência. Examinaremos aqui duas importantes 
contribuições nesse sentido: o modelo de referência OSI e o modelo TCP/IP. 
Para satisfazer as necessidades e solicitações das novas redes de 
comunicação, os fabricantes de equipamentos e sistemas desenvolveram 
soluções proprietárias para as várias arquiteturas de sistemas. 
Consequentemente, várias redes foram criadas a partir de diferentes 
implementações de hardware e de software. 
O modelo OSI foi criado pela International Standards Organization (ISO) e 
tinha por objetivo estabelecer um esquema que fosse padrão para o 
desenvolvimento de produtos para redes de comunicação de dados, propondo 
uma estrutura em camadas para o desenvolvimento de soluções que 
resolvessem problemas de compatibilidade. 
Segundo Spurgeon (2000), o modelo de referência OSI é o método para 
descrever como os conjuntos interconectados de hardware e software de rede 
podem ser organizados para que trabalhem concomitantemente no mundo das 
redes. Com efeito, o modelo OSI oferece um modo de dividir arbitrariamente a 
tarefa da rede em pedaços separados, que estão sujeitos ao processo formal 
de padronização. Assim o modelo OSI apresenta uma arquitetura de redes 
dividas em camadas, a saber: 
● Física; 
● Enlace de Dados; 
● Rede; 
● Transporte; 
● Sessão; 
● Apresentação; 
● Aplicação. 
 
No quadro abaixo, você tem uma visão das camadas e suas respectivas 
características. 
 
 
 
 
 
 
 
Camada Características 
Física Responsável pela interface física entre os equipamentos e os protocolos a serem 
seguidos para a transmissão das informações entre os diversos sistemas de 
informação e gerencia a transferência física da informação sobre os meios de 
transmissão possíveis. 
Enlace de Dados Gerencia a transferência da informação através do canal de transmissão. É 
responsável pelo controle do fluxo da informação na rede, bem como sua 
sincronização e garantia de entrega. 
Rede Responsável pelo gerenciamento do transporte das informações entre uma rede 
composta de múltiplos segmentos. 
Transporte Proporciona a interface entre as três camadas superiores e as três camadas 
inferiores, isolando o utilizador dos aspectos funcionais e físicos da rede. Garante 
ainda, a comunicação ponto-a-ponto, define e controla a qualidade da transmissão. 
Sessão Fornece uma estrutura de controle para a comunicação entre aplicações. Cuida do 
mecanismo conhecido como "name-to-station address translation" (NAT), ou seja, a 
tradução de endereços para o nome de uma estação de rede específica. 
Apresentação Realiza a conversão do formato de dados de forma que eles sejam entendidos por 
todos os sistemas envolvidos na comunicação. Esta camada também faz a 
compressão / descompressão e criptografia / descriptografia. 
Aplicação Define a semântica da informação a transmitir/receber. Os serviços desta camada 
são usados pelos próprios usuários do ambiente OSI. 
 
Quadro 3 – As camadas do Modelo OSI 
Fonte: Do autor. Adaptado de Pinheiro (2008). 
 
O modelo TCP/IP é a arquitetura mais conhecida na atualidade. O TCP/IP 
baseia-se em um modelo de referência de quatro camadas. Todos os 
protocolos que pertencem ao conjunto de protocolos TCP/IP estão localizados 
nas três camadas superiores desse modelo. São camadas do modelo TCP/IP: 
● Aplicação; 
● Transporte; 
● Inter rede; 
● Interface de Rede. 
Cada uma dessas camadas possui característica e função específica. 
Analise o quadro abaixo: 
 
Camada Característica 
Aplicação Faz a comunicação entre os aplicativos e o protocolo de transporte. Existem vários 
protocolos que operam na camada de aplicação. Os mais conhecidos são o HTTP, 
SMTP, FTP, SNMP, DNS e o Telnet. 
Transporte Responsável por captar os dados enviados pela camada de aplicação e transformá-
los em pacotes, a serem repassados para a camada de Internet. Nesta camada 
operam dois rotocolos: o TCP (Transmission Control Protocol) e o UDP (User 
Datagram Protocol). 
Inter rede Há vários protocolos que podem operar nesta camada: IP (Internet Protocol), ICMP 
(Internet Control Message Protocol), ARP (Address Resolution Protocol) e RARP 
(Reverse Address Resolution Protocol). É responsável pelo roteamento de pacotes, 
isto é, adiciona ao datagrama informações sobre o caminho que ele deverá 
percorrer. 
Interface de Rede Tem como principal função, a interface do modelo TCP/IP com os diversos tipos de 
redes (X.25, ATM, FDDI, Ethernet, Token Ring, Frame Relay, etc.) e transmitir os 
datagramas pelo meio físico, tem a função de encontrar o caminho mais curto e 
confiável. 
 
Quadro 4 – Camadas do modelo TCP/IP 
Fonte: do autor, adaptado de Alencar (2010). 
 
4.1.5. Protocolos de Comunicação e Endereçamento IP 
 
Um protocolo é um tipo de linguagem que os dispositivos usam de 
modo que consigam “se entender”. Conforme vimos no início desta unidade, 
significam um conjunto de regras e normas que governam a comunicação de 
dados. A seguir, descrevemos os principais tipos de protocolos, navisão de 
Alencar (2010): 
● HTTP - é usado principalmente para acessar dados na World Wide Web. 
● SMTP - esse protocolo é o mecanismo padrão de correio eletrônico da 
internet. 
● FTP - mecanismo padrão oferecido pela internet para copiar um arquivo 
de um host para outro. 
● SNMP – gerencia a internet. 
● DNS - identifica endereços IPs e mantém uma tabela com os endereços 
dos caminhos de algumas redes na internet. 
● TCP – oferece um serviço confiável entre aplicações. 
● UDP – envia todos os seus pacotes, acreditando que eles chegarão sem 
problemas e em sequência ao destinatário. 
● IP – é o principal protocolo do nível de inter-rede na arquitetura TCP/IP. 
● ICMP – prover mensagens de controle na comunicação entre nós num 
ambiente de rede TCP/IP. 
● ARP – mapeia um endereço IP no respectivo endereço MAC. 
● RARP - mapeia um endereço MAC a um endereço IP. 
 
Nossos computadores e smartphones conseguem acessar facilmente 
páginas da web, enviar, receber arquivos, entre outras coisas. Isso é possível, 
estando conectado à internet. Isso ocorre, porque, tanto em nível local como 
em nível mundial, cada dispositivo conectado possui um endereço. Esse 
endereço é chamado de IP (Internet Protocol). Esse mesmo princípio é válido 
para sites na web. 
Segundo Tanembaum (2007): 
 
“Na Internet, cada host e cada roteador tem um endereço IP que 
codifica seu número de rede e seu número de host. A combinação é 
exclusiva: em princípio, duas máquinas na Internet nunca têm o 
mesmo endereço IP. Todos os endereços6 IP têm 32 bits e são 
usados nos campos Source address e Destination address dos 
pacotes IP. É importante observar que um endereço IP não se refere 
realmente a um host. Na verdade, ele se refere a uma interface de 
rede; assim, se um host estiver em duas redes, ele precisará ter dois 
endereços IP. Porém, na prática, a maioria dos hosts está em um a 
única rede e, portanto, só tem um endereço IP”. (TANEMBAUM, 
2007). 
 
O endereço IP é uma sequência de números composta de 32 bits. 
Esse valor consiste em um conjunto de quatro sequências de 8 bits. Cada uma 
destas é separada por um ponto e recebe o nome de octeto ou simplesmente 
byte, já que um byte é formado por 8 bits. 
Você pode se perguntar como, a tantos computadores, em tantos 
lugares, serem atribuídos endereços distintos, obedecendo uma sequência 
lógica. Isso é possível porque contamos com um sistema de distribuição 
estabelecido internacionalmente, que facilita o endereçamento dos dispositivos. 
Esse sistema basicamente, divide endereços em classes, A, B, C, D e E: 
● Classe A: 0.0.0.0 até 127.255.255.255 - permite até 128 redes, cada 
uma com até 16.777.214 dispositivos conectados. Os endereços dessa 
classe são usados em locais aonde são necessárias poucas redes. 
● Classe B: 128.0.0.0 até 191.255.255.255 - permite até 16.384 redes, 
cada uma com até 65.536 dispositivos. Os endereços dessa classe são 
utilizados aonde a quantidade de redes é equivalente ou semelhante à 
quantidade de dispositivos. 
● Classe C: 192.0.0.0 até 223.255.255.255 - permite até 2.097.152 redes, 
cada uma com até 254 dispositivos. Os endereços dessa classe são 
usados em locais que requerem grande quantidade de redes. 
● Classe D: 224.0.0.0 até 239.255.255.255 – multicast. Os endereços 
dessa classe são usados para propagação de pacotes especiais para a 
comunicação entre os computadores. 
● Classe E: 240.0.0.0 até 255.255.255.255 - multicast reservado. Os 
endereços dessa classe são reservados para aplicações futuras ou 
experimentais. 
 
Ainda assim, esses endereçamentos podem ser insuficientes, devido 
ao aumento vertiginoso no número de dispositivos, cada vez mais conectados. 
Prevendo isso, foi planejado o IPV 6, uma nova especificação que suporta até 
340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 de endereços. Talvez 
você nem consiga ler este número, devido a sua enorme dimensão, mas o IPV 
6 já está em uso atualmente. Nós iremos aprofundar este tema em nossa 
última unidade, quando trataremos das novas tecnologias em informática. 
 
4.1.6. Os Ativos de Redes 
 
Os ativos de redes são os equipamentos básicos que fazem uma 
rede de computadores funcionar. Além dos meios de transmissão, que já 
estudamos nessa unidade e que também podem ser considerados ativos, 
temos como exemplo de ativos de redes: 
● Hub: dispositivos concentradores, responsáveis por centralizar a 
distribuição dos quadros de dados em redes fisicamente ligadas em 
estrela. 
 
 
 
Figura 28 – Hub 
Fonte: http://www.hardware.com.br/livros/linux-redes/conectando-hubs.html 
 
● Switch: são pontes que contêm várias portas. Eles enviam os quadros 
de dados somente para a porta de destino, ao contrário do hub, que 
transmite os quadros simultaneamente para todas as portas. 
 
 
Figura 29 – Switch 
Fonte: http://www.tp-link.com.br/products/details/?model=TL-
SF1008P 
 
● Roteador: são pontes que operam na camada de rede do Modelo OSI. 
Eles são responsáveis por tomar a decisão de qual caminho percorrer 
para interligar redes diferentes. 
 
Figura 30 – Roteador 
Fonte: http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2014/03/o-que-levar-
em-conta-na-hora-de-comprar-um-roteador-wireless.html 
 
● Repetidor: Os repetidores também são chamados de concentradores e 
são usados em redes locais, aumentando seu alcance. 
 
 
 
Figura 31 – Repetido (wifi) 
Fonte: http://www.foxoutlet.com.br/repetidor-de-sinal-wireless-wi-fi-wa850re-
p112 
 
● Ponte: é um dispositivo capaz de dividir uma rede em sub-redes com o 
objectivo de reduzir tráfego ou compatibilizar diferentes padrões de 
redes. 
 
 
Figura 32 – Ponte 
Fonte: http://faqinformatica.com/diferencas-hub-switch-bridge-router/ 
 
 
RESUMO 
 
Durante os estudos desta unidade, pudemos conhecer os fundamentos das 
redes de computadores. Apresentamos os conceitos de comunicação e 
transmissão de dados. Vimos a definição, classificação e as topologias mais 
comuns em redes de computadores, além dos meios de transmissão em redes. 
Identificamos o modelo TCP/IP como a mais comum e utilizada arquitetura de 
redes, apesar da grande contribuição do modelo OSI, criado pela ISO na 
década de 1980. Vimos ainda que os dispositivos, para fins de comunicação 
na internet, necessitam de uma identificação, chamada de IP. Por fim, 
identificamos os ativos de redes, os equipamentos que contribuem para o 
funcionamento de uma rede. Os temas relacionados à internet, intranet e 
extranet serão abordados no último capítulo do seu material de estudos. 
 
 
ATIVIDADES 
 
1) elabore um desenho que contemple os elementos que participam da 
counicação. 
 
2) De acordo com a abrangência geográfica, as redes de computadores 
podem ser classificadas em três grupos principais.Cite e descreva esses 
grupos. 
 
3) Identifique e discorra sobre as principais topologias de redes. 
 
4) Diferencia a arquitetura OSI da arquitetuta TCP/IP 
 
5) Cite e comente sobre as camadas do modelo OSI 
 
6) Quais são os principais ativos de uma rede? 
 
REFERÊNCIAS 
 
PINHEIRO, José Maurício Santos. OSI: um modelo de referência. Disponível 
em 
http://www.projetoderedes.com.br/artigos/artigo_osi_um_modelo_de_referencia
.php. Acesso 03 de setembro de 2015. 
 
SPURGEON, Charles. Ethernet: O guia definitivo. Rio de Janeiro: Campus, 
2000. 
 
ALENCAR, Márcio Aurélio dos Santos. Fundamentos de Redes de 
Computadores. Manaus: CETAM, 2010. 
 
TANENBAUM, Andrew S. Redes de Computadores. 4a edição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2007.UNIDADE 5 – SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
Objetivos: 
 
- Identificar os conceitos básicos da Segurança da Informação. 
- Identificar os principais problemas enfrentados pela Segurança da 
Informação. 
- Conhecer os conceitos básicos sobre o tema softwares de Segurança da 
Informação. 
 
Olá caro estudante, seja bem vindo à unidade 5 do caderno de estudos 
do curso de Informática e novas tecnologias. Vamos dar continuidade aos 
nossos estudos abordando uma temática cada vez mais atual no mundo da 
tecnologia: a segurança da informação. A informação é um bem preciso na 
humanidade. Ao longo de nossa existência, ela foi gerada, acumulada e 
passada de geração em geração. Isso não evitou que, em algum momento, 
algo fosse perdido. 
A preservação da informação permitiu que a humanidade pudesse 
desenvolver meios de, por exemplo, expandir a produção de alimentos, 
combater doenças, crescer em aspectos tecnológicos e financeiros. Dessa 
forma, a informação é necessária e importante para a humanidade, do aspecto 
mais geral ao particular e sua segurança é fundamental, pois está diretamente 
relacionada com a proteção de um conjunto de informações, no sentido de 
preservar o valor que possuem para um indivíduo ou uma organização 
Para dimensionarmos o valor da informação na sociedade, vamos 
resgatar um fato importantes e atual, que despertou a atenção do mundo e diz 
respeito a forma como tratamos a informação. 
 
5.1. O caso Snowden 
 
No mês de junho de 2013, uma revelação sobre um esquema de 
monitoramento de dados organizado pelo governo dos Estados Unidos agitou o 
noticiário internacional. Tratava-se do Caso Snowden, "batizado" com este 
nome por causa do delator do esquema de monitoramento: Edward Snowden. 
O americano é um ex-consultor técnico da Agência Central de Inteligência 
(CIA) dos Estados Unidos (EUA). 
Na época, Snowden revelou os documentos secretos sobre o modus 
operandi da segurança norte-americana para os jornais The Guardian (Reino 
Unido) e Washington Post (EUA). Entenda o caso: 
Na reportagem publicada no dia 5 de junho de 2013 pelo The Guardian, Snowden apontou 
que a Agência Nacional de Segurança (NSA) coletou dados de ligações telefônicas de 
milhões de cidadãos americanos a partir do programa de monitoramento chamado de 
PRISM. O ex-consultor da CIA também revelou que a Casa Branca acessava fotos, e-mails e 
videoconferências de quem usava os serviços de empresas como Google, Skype e 
Facebook. As denúncias não pararam por aí. 
 
No dia 7 de junho, o jornal americano Washington Post detalhou a existência de um 
programa de vigilância secreta dos Estados Unidos que envolve setores de inteligência de 
gigantes da internet como Microsoft, Facebook e Google. Após realizar as denúncias, 
Snowden fugiu para Hong Kong (China). 
 
A partir da pressão dos Estados Unidos pedindo sua extradição, o ex-técnico viajou 
secretamente para a Rússia onde ficou refugiado no Aeroporto Internacional de Moscou até 
conseguir asilo político temporário de um ano no país. O pedido foi aceito no início de agosto. 
 
Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Segurança da 
Computação, Pedro Rezende, os Estados Unidos realiza uma vigilância como argumento na 
luta contra o terrorismo. “Na hora de monitorar, a busca está direcionada para tudo e todos 
que a pretexto de encontrar uma centena de pessoas criminosas no meio de bilhões”, alerta. 
 
A presidenta Dilma Rousseff chegou a afirmar que a luta contra o terrorismo não justificava a 
espionagem. Uma visita da presidenta aos Estados Unidos está marcada para o dia 23 de 
outubro. O assunto espionagem deve entrar na pauta dos encontros de Dilma com políticos 
americanos. 
 
Fonte: http://www.ebc.com.br/tecnologia/2013/08/web-vigiada-entenda-as-
denuncias-de-edward-snowden 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O caso em questão expôs ao mundo uma série de problemas que 
devem ser pensados em relação ao acesso, manipulação e divulgação da 
informação, que no caso em questão, era confidencial. Ficou evidente que o 
mundo da tecnologia da informação pode estar sujeito ao domínio de grandes 
conglomerados internacionais (google, Microsoft,etc). Quando estas 
organizações se colocam a serviço de governos, nós, usuários, estamos de 
certa forma reféns, expondo dados, informações, segredos em “nuvens” 
controladas por grandes empresas. 
 Estamos na era do supermarketing. Facebook, Google, Twitter etc 
faturam com o uso de nossos dados e cadastros proporcionando identificação 
de tendências, mecanismos de veiculação de publicidade direta do fabricante e 
das lojas para o internauta, vendendo propagandas pelas redes. Em outras 
palavras, quanto estamos conectados, somos cotidianamente vigiados. Esse é 
um dos grandes pontos de discussão na era da informação. 
 
5.2. Conceitos Iniciais 
 
Segundo Novo (2010), a segurança da Informação é o ramo do 
conhecimento responsável pela preservação e descarte dos ativos de 
informação, seja ela pessoal ou corporativa, através da elaboração de critérios 
que protejam esses ativos contra o furto, roubo, perda, corrupção ou uso 
indevido. A SI é considerada um fator de competitividade e sobrevivência das 
empresas no atual mundo dos negócios. 
 
5.2.1. Dado 
 
Um dado é tido como o menor componente da informação. A 
construção de todo e qualquer sistema de informação prevê, necessariamente, 
a fundamentação em dados. Podemos ter como exemplo de dados: gravações, 
fatos, imagens, etc. 
 
5.2.2. Informação 
 
A Informação é um processo que resulta da manipulação e da 
organização de dados, sendo que, de tal forma, representa uma modificação 
(quer seja quantitativa, quer seja qualitativa) naquele conhecimento do sistema 
(uma pessoa, animal ou máquina, por exemplo) que a recebe. Sendo assim, a 
informação nada mais é que o conjunto dos dados. É quando atribuímos à 
esses dados um determinado valor. Em um contexto empresarial, a informação 
é um bem mais valioso que se pode ter. Toda e qualquer informação possui um 
ciclo de vida. Segundo Dantas (2011): 
 
A doutrina tem apresentado o seguinte ciclo de vida para as 
informações: produção e manuseio, armazenamento, 
transporte e descarte. A produção é a fase na qual nasce a 
informação, e o manuseio, como o próprio nome já o diz, é o 
ato de manusear a informação. É nessa fase que se 
caracteriza a materialização do conhecimento; O transporte é a 
fase da condução por quaisquer meios nos quais conste a 
informação. O armazenamento é o ato de arquivar as 
informações. E o descarte é o ato de descartar ou inutilizar a 
informação. (DANTAS, 2011, p. 19). 
 
5.2.3. Ativos de Informação 
 
Em um ambiente corporativo, empresarial, um ativo de informação é 
algo que tenha valor para uma determinada empresa. 
Podemos incluir nesse conceito de ativo de informação os meios 
físicos que os suportam (e também que permitem seu transporte) assim como 
as pessoas que os utilizam. Temos como exemplos de meios físicos, discos 
rígidos (HD), pen drive, CD, DVD, estrutura de cabeamento de redes, ativos de 
redes como switches e roteadores. Além desses ativos citados, também temos 
os documentos impressos, as correspondências, as linhas de código para 
programação, os relatórios de finanças, projetos de engenharia, etc. São esses 
os principais ativos de informação que a SI objetiva sempre manter protegidos. 
 
5.2.4. Vulnerabilidade, Ameaça, Risco e Impacto 
 
Em segurança da informação, dizemos que existe uma 
vulnerabilidade quando fatores internos possuem algum potencial para expor 
as informações de um sistema a furto, roubo, perda,corrupção e ou uso 
indevido. Essas vulnerabilidades podem ser classificadas em: 
● Ambientais – quando são relacionadas ao meio ambiente, à geografia 
de um determinado local. São exemplos dessas ameaças: risco de 
ventos fortes, maremotos, inundações, terremotos. 
● Infraestrutura – são vulnerabilidades relacionadas ao espaço que 
abriga a informação. São exemplos desse tipo de vulnerabilidade: locais 
mal refrigerados, goteiras, cabeamento inadequado, etc. 
● Armazenamento – estão relacionadas à meios físicos, às mídias que 
armazenam a informação (CD, DVD, HD, etc). 
● Transmissão – estão ligadas à comunicação de dados. É quando a 
informação pode ser afetada por defeitos em meios físicos de 
transmissão (cabos, redes,ondas, etc.). 
● Hardware – está relacionada aos equipamentos que fornecem alguma 
estrutura à informação. 
● Software – está relacionada a erros em implantação de aplicativos que 
dão suporte à informação. Essas são as vulnerabilidades mais comuns. 
● Humanas – são decorrentes das falhas dos seres humanos, causadas 
pelo desconhecimento de normas básicas de segurança. 
 
Enquanto as vulnerabilidades são fatores internos que expõem a 
informação, as ameaças são fatores externos capazes de expor a informação 
aos mesmos problemas: perda, furto, roubo, corrupção ou uso indevido da 
informação. Para Dantas (2011): 
 
 No ambiente atual, bastante competitivo, as empresas 
devem estar sempre atentas para as ameaças aos 
negócios corporativos, que, se concretizadas poderão tirá-
las desse cenário, encerrando suas atividades para 
sempre. Com a automação dos sistemas de 
processamento e de armazenamento de informações, a 
própria informação torna-se mais susceptível às ameaças, 
uma vez que ela (a informação) está mais acessível e 
disponível para usuários de uma forma geral. (DANTAS, 
2011, p. 31). 
 
As ameaças podem ser classificadas em: 
● Naturais – quando são relacionadas ao meio ambiente. 
● Intencionais – quando são resultados de ações conscientes de 
terceiros. 
● Não intencionais – relacionadas a atividades inconscientes de usuários 
do ambiente. 
 
Quando um determinado tipo de ameaça se concretiza ou possui uma 
certa probabilidade de se concretizar e provocar danos à informação, 
chamamos esse processo de risco. Portanto, um risco pode ser considerado 
como uma vulnerabilidade combinada com uma ameaça. E quando esse riso 
deixa de ser uma simples possibilidade e se transforma em uma realidade, 
temos um dano ou um impacto. Na figura abaixo temos a relação entre risco e 
impacto. 
 
 
 
Figura 34 – Relação risco x impacto 
Fonte: NOVO (2010). 
 
 
5.3. Os princípios da segurança da informação 
 
Um princípio é um conceito, uma norma geral que rege uma 
determinada atividade. Em SI, os princípios orientam a atividade de segurança 
contra os danos potenciais. São cinco os princípios da SI: 
● Confidencialidade 
● Integridade. 
● Disponibilidade. 
● Autenticidade. 
● Irretratabilidade. 
 
5.4. Vírus, trojans e spywares, ransonwares, worms e spam. 
 
A seguir, listamos os principais problemas enfrentados pela 
segurança da informação: 
● Vírus - são programas desenvolvidos por com o objetivo de infectar 
sistemas operacionais e disseminar cópias de si para mais sistemas. Em 
geral uma infecção por vírus pode diminuir o desempenho dos 
equipamentos, furtar informações dos usuários e impedir o acesso a 
sites e vários outros serviços na internet. 
● Trojans – os trojans ou cavalos de tróia são programas que são 
aparentemente legítimos mas que, secretamente, executam uma série 
de funções que são prejudiciais ao sistema operacional e, por vezes, ao 
próprio usuário. Os trojans podem estar disponíveis em sites que 
disponibilizam algum tipo de conteúdo para download, na forma de 
outros programas como editores de imagens, textos, etc, visualizadores 
de documentos, até mesmo programas antivírus, jogos de computador e 
protetores de tela estão sensíveis a esses programas. Os usuários 
devem ser criteriosos com os programas que baixa na internet para seu 
computador assim como com os links que recebe. 
● Spywares - São programas criados com o objetivo de roubar 
informações do usuário, tais como: os websites que ele visita, os 
produtos que costuma comprar na internet, os assuntos que lhe 
interessam, os horários de acesso, os tipos de e-mails que recebe etc., 
De posse desse tipo de informação o spyware as envia para alguma 
uma entidade externa, sempre sem o consentimento do usuário. 
● Ransomwares - Seu funcionamento implica no sequestro dos dados do 
usuário ou mesmo no bloqueio de acesso ao computador. No primeiro 
caso, o ransomware criptografa o todo ou uma parte do disco rígido do 
usuário, impedindo o seu acesso. No segundo, muda as senhas de login 
do sistema operacional. Após o sequestro, informa à vítima que seus 
dados apenas serão liberados se a pagar um resgate por eles. Os 
ransomwares são ferramentas de extorsão. Após o pagamento, o 
usuário recebe uma senha que permite recuperar seus dados. 
● Worms – É uma espécie de malware mais perigosa que existe. Possui 
como características a alta velocidade em que suas cópias se 
propagam. 
● Spam – Um spam se configura como uma atividade de envio de e-mails 
de forma massiva para usuários que sequer consentiram ou solicitaram 
seu recebimento. 
5.5. Cuidados a serem tomados 
Agora que você já conhece os principais conceitos relacionados à 
segurança da informação, vamos indicar alguns cuidados a serem tomados por 
você, usuário, que quer se manter conectado, porém, seguro, na rede mundial 
de computadores. 
Segundo o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes 
de Segurança no Brasil (cert.br), nós usuários, estamos cotidianamente 
expostos a situações problemas relacionados à segurança da informação na 
internet. Assim, uma série de requisitos básicos devem ser tomados. A seguir 
listamos alguns deles: 
Identificação: permitir que uma entidade se identifique, ou seja, diga quem ela 
é. 
Autenticação: verificar se a entidade é realmente quem ela diz ser. 
Autorização: determinar as ações que a entidade pode executar. 
Integridade: proteger a informação contra alteração não autorizada. 
Confidencialidade ou sigilo: proteger uma informação contra acesso não 
autorizado. 
Não repúdio: evitar que uma entidade possa negar que foi ela quem executou 
uma ação. 
Disponibilidade: garantir que um recurso esteja disponível sempre que 
necessário. 
No cenário organizacional esses critérios se transformam em políticas 
de segurança que definem direitos e responsabilidades em relação aos 
recursos computacionais que são utilizados. Uma política de segurança 
contém: 
 
Política de senhas: define as regras sobre o uso de senhas nos recursos 
computacionais, como tamanho mínimo e máximo, regra de formação e 
periodicidade de troca. 
Política de backup: define as regras sobre a realização de cópias de 
segurança, como tipo de mídia utilizada, período de retenção e frequência de 
execução. 
Política de privacidade: define como são tratadas as informações pessoais, 
sejam elas de clientes, usuários ou funcionários. 
Política de confidencialidade: define como são tratadas as informações 
institucionais, ou seja, se elas podem ser repassadas a terceiros. 
Política de uso aceitável (PUA) ou Acceptable Use Policy (AUP): também 
chamada de "Termo de Uso" ou "Termo de Serviço", define as regras de uso 
dos recursos computacionais, os direitos e as responsabilidades de quem os 
utiliza e as situações que são consideradas abusivas. 
 
5.6. Dicas de FerramentasVamos reservar este espaço para indicar a você um conjunto de 
ferramentas disponíveis de forma gratuita que podem auxiliar você a manter 
seus dados seguros e íntegros frente às constantes ameaças que aqui 
estudamos. 
 
5.6.1. Antivírus 
 
 São programas de proteção do computador que detectam e eliminam 
os vírus (certos programas danosos) nele existentes, assim como impede sua 
instalação e propagação. 
● AVG Antivírus 2015 - um dos antivírus mais populares e respeitados do 
mundo. Este programa serve como ferramenta para que você mantenha 
seu computador protegido contra a ação dos mais variados tipos de 
pragas virtuais — incluindo vírus, spywares, worms e trojans. 
Aonde baixar: http://www.avg.com/br-pt/free-antivirus-download 
● AVAST 2015 - Escaneamentos diferentes, mais precisos na hora de 
apontar o que é ou não é uma ameaça. A quantidade de falsos-positivos 
deve diminuir no seu dia a dia. 
Onde baixar: https://www.avast.com/pt-br/int-trial-download-pre 
5.6.2. Anti Spywares e Adwares 
 
Esses programas podem auxiliar o sistema a se livrar de pragas 
virtuais como os adwares, aquelas propagandas indesejadas que escondem 
outros tipos de ameaças. 
● Spybot Search & Destroy – Aplicativo que encontra e remove 
programas maliciosos que se escondem em um computador. 
Aonde baixar: https://www.safer-networking.org/dl/ 
● ComboFix – Aplicativo que remove grande parte das pragas que 
infectam um computador. 
Aonde baixar: http://www.baixaki.com.br/download/combofix.htm 
 
5.6.3. Firewalls 
 
São dispositivos desenvolvidos com a finalidade de aplicar políticas 
de segurança ao tráfego de dados entre um computador e uma rede ou entre 
redes, bloqueando qualquer transmissão não autorizada de informações. 
● Comodo Firewall - um firewall poderoso mundialmente premiado devido 
à sua qualidade, monitorando e defendendo constantemente o sistema 
tanto contra ataques internos quanto externos, como trojans, sites 
maliciosos e crackers. 
Aonde baixar: http://www.comodobr.com/firewall/comodo_firewall.php 
 
RESUMO 
 
Caro estudante, nesta unidade de estudos do seu caderno de estudos do curso 
de Informática e Novas Tecnologias, você conheceu aspectos ligados à 
segurança da informação. Trabalhamos os conceitos de dado, informação, 
ativos de informação, vulnerabilidades, ameaças, risco e impactos. Vimos que 
a segurança da informação é norteada por princípios que mantém os ativos de 
informação seguros. Identificamos as principais ameaças à segurança da 
informação, como vírus, trojans, spywares, malwares, entre outros. Por fim, 
analisamos o nosso papel enquanto usuários, no sentindo de nos mantermos 
sempre seguros de ameaças virtuais. 
 
ATIVIDADES 
 
1) conceitue dado, informação e ativo de informação 
2) Clasifique os tipos de vunlerabilidades em SI. 
3) O que são ameaças em segurança da informação? 
4) Quais são os princípios da SI? 
5) Conceitue virus, trojans e spywares. 
6) Em um cenário empresarial uma politica de segurança deve conter políticas 
específicas. Cite-as e comente cada uma delas. 
 
REFERÊNCIAS 
 
NOVO, Jorge Procópio da Costa. Softwares de Segurança da Informação. 
Manaus: CETAM, 2010. 
 
DANTAS, Marcus Leal. Segurança da Informação: uma abordagem focada em 
gestão de riscos. Olinda: Livro Rápido, 2011. 
 
CARTILHA de segurança para internet. Disponível em 
http://cartilha.cert.br/mecanismos/. Acesso em 13 de setembro de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 6 – INFORMÁTICA E NOVAS TECNOLOGIAS 
 
Objetivos: 
 
● Conhecer as novas tendências no mercado tecnológico e informacional. 
● Analisar a evolução da comunicação através da internet. 
● Estudar os conceitos relacionados à computação em nuvem. 
● Entender o conceito de internet das coisas. 
 
Olá caro estudante, seja bem-vindo à última unidade do nosso 
caderno de estudos, do curso de informática e novas tecnologias. Nós vamos 
finalizar nosso material abordando o tema novas tecnologias em informática. 
Trata-se de um estudo que centra suas atenções em temas relativamente 
recentes na área da tecnologia da informação, mas que, nos últimos anos, tem 
ganho força e popularidade, devido à expansão da internet e pulverização de 
recursos ligados a ela. 
Em informática, devido ao seu assustador avanço, é difícil fazer 
projeções, antever cenários, abordagens, pensar o que teremos a longo prazo 
em termos de tecnologia. 
Em matéria veiculada no site UOL informática 
(http://tecnologia.uol.com.br), foram listadas algumas previsões na área de 
informática feitas a algum tempo atrás, e que falharam feio. Só para listar 
algumas: 
 
● Em 1977, falando sobre computadores, Ken Olsen, fundador da DEC 
(Digital Equipment Corporation), uma das empresas de informática mais 
respeitadas na época, afirmou que “não há razão para qualquer 
indivíduo ter um computador em casa”. 
● “A televisão não se manterá no mercado após seis meses. As pessoas 
se cansarão de ficar olhando para uma caixa de madeira todas as 
noites", afirmou em 1946 Darryl Zanuck, produtor e cofundador da 20th 
Century Fox. Quando deu esta declaração, o executivo já havia 
produzido mais de cem filmes para o cinema e subestimava o poder que 
a pequena tela poderia ter. Em tempos de plasma e LCD, pode-se dizer 
que ninguém mesmo usa a caixa de madeira. 
● "Eu prevejo que a internet irá, em 1996, sofrer um colapso catastrófico", 
afirmou em 1995 Robert Metcalfe, fundador da 3Com. Neste mesmo 
texto para a revista "InfoWorld", ele declarou que se a profecia não se 
tornasse realidade, ele engoliria suas próprias palavras. Em 1999, 
Metcalfe honrou sua palavra e, durante uma palestra na World Wide 
Web Conference, engoliu uma cópia impressa do artigo. 
● "Os americanos precisam do telefone, mas nós não. Temos meninos de 
recados o suficiente", afirmou em 1878 William Preece, engenheiro-
chefe do serviço de correio britânico. A ITU (União Internacional de 
Telecomunicações), ligada à ONU, estima que havia 6 bilhões de 
usuários de telefonia celular em todo o mundo em 2011 – uma 
penetração global de 86%. 
● "Ninguém precisará de mais que 637 kb de memória em um computador 
pessoal", disse em 1981 Bill Gates, da Microsoft. Hoje, caso um usuário 
queira ouvir alguma música em seu computador, precisará de pelo 
menos alguns MBs. Aliás, é muito difícil encontrar um PC com uma 
configuração tão rasteira – os modelos mais baratos no Brasil são 
vendidos com em média 100 GB de espaço e 500 MB de memória RAM. 
 
Percebemos que, o dinâmico mercado da informação é sujeito, 
constantemente, a inúmeras transformações. Isso é fruto, em primeiro lugar, 
dos avanços tecnológicos e, em segundo lugar, da lógica de consumo imposta 
pelo capitalismo globalizado. 
Não vamos aqui construir cenários futuros, mas podemos fazer um 
esforço semelhante ao apresentado e, com base em uma realidade mais 
próxima, apresentar alguns elementos e tendências no mundo da informática, 
para os próximos anos. Vamos listar alguns: 
 
● Incorporação do tema sustentabilidade. Já há em vigor um lado 
verde da tecnologia. É cada vez mais comum que os dispositivos 
tenham alguma preocupação em serem sustentáveis. A preservação do 
meio ambiente será ampliada também no campo da tecnologia da 
informação, a partir do uso de materiais que sejam menos poluentes e 
cada vez mais recicláveis. 
● Mais conectividade. As formas de se conectar estão sem ampliando 
cada vez mais. Conexões do tipo Wi-Fi, Edge, 3G, 4G, por satélites, 
fibras óticas e redes ad-hoc estão sendo melhoradas e outrostipos de 
conexões já estão sendo pensadas. 
● A tecnologia estará ainda mais presente e ainda menos aparente. 
Com a internet das coisas, as donas de casa não precisarão fazer 
aquelas imensas listas de compras, já que seus eletrodomésticos, como 
refrigeradores, e as dispensas farão encomendas de forma automática 
quando os produtos começarem a ficar escassos. Os pagamentos 
serão efetuados por meios eletrônicos e, em pouco tempo, superarão o 
uso do papel moeda, tornando as notas e os cheques ultrapassados. 
● Armazenamento em nuvens. A computação na nuvem traz inúmeros 
benefícios, tais como a necessidade dos espaços de armazenamento 
serem menores, edições cada vez mais colaborativas e menores 
exigências de hardware para aplicações. Muito embora tudo isso seja 
dependente de internet em conexões altas a internet constante e de alta 
velocidade para funcionar corretamente. 
● Advento da nanotecnologia. Estamos diminuindo a computação. 
Computadores cada vez menores, com uso diversificado. Teremos 
microcirurgiões realizando operações delicadas no corpo humano. 
Nadadores minúsculos contribuindo para a despoluição de rios e mares. 
Robôs tão pequenos que são capazes de serem levados pelo ar para 
analisar condições atmosféricas no mundo todo, promovendo uma 
qualidade superior na previsão do clima e catástrofes naturais. 
 
6.1. O Mundo da Internet 
 
A internet é definida como uma rede em escala mundial, que interliga 
milhões de computadores. Basicamente, é uma forma de fazer com que 
dispositivos distantes possam se comunicar. Essa rede, que é a internet, é 
composta por equipamentos comuns e por outros, mais especiais, os 
servidores, máquinas que possuem alta capacidade, um grande poder de 
processamento de dados e informações, conexões de alta velocidade, 
controladas por instituições como universidades, empresas e órgãos do 
governo. 
Para se chegar aos padrões atuais de comunicação de dados, as de 
computadores passaram por um grande processo de transformação e 
evolução. Vamos apresentar uma linha do tempo com os aspectos que marcam 
o nascimento e evolução da rede mundial de computadores. 
Na década de 1960, foi criada a ARPNET, o que é considerado o 
embrião da internet. Segundo Morimoto (2008): 
 
A rede entrou no ar em dezembro de 1969, inicialmente, com 
apenas quatro nós, que respondiam pelos nomes SRI, UCLA, 
UCSB e UTAH e eram sediados, respectivamente, no Stanford 
Research Institute, na Universidade da Califórnia, na 
Universidade de Santa Barbara e na Universidade de Utah, 
todas elas nos EUA. Eles eram interligados através de links de 
50 kbps, criados usando linhas telefônicas dedicadas, 
adaptadas para o uso como link de dados. (MORIMOTO, 2008, 
p. 26). 
 
 
O projeto ARPNET possuía como características principais: 
 
● Comunicação com um computador central; 
● A operação com um modem; 
● Expansão geográfica; 
● Variedade de aplicações; 
● Interconexão de computadores; 
● Crescimento das redes de teleprocessamento. 
 
 No ano de 1974, com o surgimento do protocolo TCP/IP, que passa a 
se tornar definitivo no ARPNET, uma rede interligando várias universidades 
permitiu o livre tráfego de dados e informações, levando ao desenvolvimento 
de alguns recursos que usamos até hoje na internet, como o e-mail, o telnet e o 
FTP, que permitiam aos usuários trocar informações, acessar a outros 
computadores de forma remota e ainda compartilhar arquivos. Essa rede, 
batizada de ARPA, possuía como características: 
 
● Marca o início da era da tecnologia de redes; 
● Distribuía aplicações entre vários computadores interligados; 
● Comutação de pacotes; 
● Divisão em várias camadas funcionais das tarefas de 
comunicação entre aplicações de computadores distintos; 
● Desenvolvimento dos protocolos FTP e TELNET, os primeiros de 
aplicação; 
● Interligação de computadores de universidades americanas e em 
outros países. 
 
A década de 1980 marcou a entrada da primeira rede considerada de 
grande extensão baseada no protocolo TCP/IP. Os computadores que usavam 
a tal ARPANET trocaram os sistemas antigos de pacotes pela nova tecnologia 
então surgida. Em 1985, surgiu a National Science Foundation Network, um 
conjunto de redes de computadores universitárias interconectadas em 56 
kilobits por segundo. O Protocolo de Internet (IP) permitia a transição de dados 
entre redes. Dessa forma, todas as redes conectadas pelo endereço IP 
poderiam navegar pelos arquivos e trocar mensagens entre si. Então, surgiram 
os backbones, computadores que faziam estas tarefas. Estava estabelecido o 
modo de conexão. 
 
Mas foi somente em no ano de 1988, a partir da abertura da rede para 
os interesses comerciais, é que começou a popularização da grande rede. Os 
serviços de correio eletrônico e de provedores, que faziam a conexão às redes 
pelo antigo método do dial-up começaram a surgir em fins dos anos de 1980. O 
grande boom da web, que observamos na década de 1990 só foi possível 
graças a esta atitude dos EUA em comercializar a Internet. 
No início da década de 1990, Tim Berners-Lee criou a World Wide 
Web, o famoso “www” que nós digitamos antes do nome de um site qualquer. 
Essa rede nasceu na Organização Europeia para a Investigação Nuclear, que 
propôs a criação dos hipertextos para que fosse possível várias pessoas 
trabalharem de forma cooperativa, acessando os mesmos arquivos. Isso foi 
considerado o embrião do processo de conexão à Internet que temos na 
atualidade. Ainda nesta década, a empresa Netscape criou um protocolo, 
chamado de HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure), que garantia (e 
ainda garante) o envio dos dados criptografados pela web. Isso marcava o 
nascimento da Internet atual. O interesse em todo mundo nesta nova 
ferramenta foi enorme, o que causou o grande “boom” na década de 1990, 
quando as pessoas começaram a ter computadores e acesso, ainda que fosse 
discado, à grande rede mundial de computadores. 
A oferta de conteúdo passou a existir de forma massiva e aumentava a 
cada ano a partir do início da década de 1990. Foi nesse período que 
começaram a surgir grandes portais de internet, como o AOL e Yahoo, salas 
virtuais de bate-papo e serviços de mensageiros instantâneos, a exemplo do 
ICQ e do mIRC. Surgiram os serviços de e-mail gratuitos, como o Hotmail, e 
também os sites de busca, como o Google e o Cadê. 
Após o surgimento da Internet para o público em geral, era necessário 
consolida-la entre as pessoas. E esta tarefa não foi muito difícil dada às 
facilidades impostas para aquisição de computadores e também às grandes 
novidades que a web recebeu nos anos 2000. A tecnologia evoluiu muito e, 
assim, permitiu avanços significativos. 
A Internet discada deu lugar à Banda Larga e até à conexão no seu 
próprio celular, com a rede 3G (e agora 4G). Ao invés de uma ferramenta de 
difícil acesso e ainda crescendo, a Internet virou praticamente uma 
necessidade diária, seja no dia a dia das empresas ou na casa de um usuário 
que busca entretenimento ou faz pesquisas para o dever de casa. 
 
INÍCIO DO BOX SAIBA MAIS 
 
Infográfico interativo sobre evolução da Web – 
 
http://www.evolutionoftheweb.com/?hl=pt-br 
 
FIM DO BOX SAIBA MAIS 
 
 
 
6.1.1. Internet, Intranet e Extranet 
 
Segundo Almeida e Rosa (2000), a internet é um conjunto de redes de 
computadores interligadas entre si, que são espalhadas pelo mundo inteiro. 
Todos os serviços disponíveis na internet são padronizados e utilizam o mesmo 
conjunto de protocolos (TCP/IP). 
Uma intranet é uma rede de computadores privada que [se] assenta 
sobre a suíte de protocolos da internet.Consequentemente, todos os conceitos 
da última aplicam-se também a uma intranet, como, por exemplo, o paradigma 
de cliente-servidor. Resumidamente, o conceito de Intranet pode ser 
interpretado como “uma versão privada da Internet”, ou uma mini internet 
confinada por uma organização. 
Uma extranet, em um ambiente corporativo, é a porção da rede de uma 
empresa que faz uso da internet para partilhar com segurança parte do seu 
sistema de informação. Tomado o termo em seu sentido mais amplo, o 
conceito confunde-se com intranet. A extranet também pode ser vista como 
uma parte da empresa que é estendida a usuários externos tais como 
representantes e clientes. Outro uso comum do termo ocorre na designação da 
parte privada de um site, onde somente usuários registrados podem navegar, 
previamente autenticados por sua senha. 
 
6.1.2. Internet das Coisas 
 
A internet of things, ou internet das coisas, ou dos objetos é um 
conceito e também uma prática ligada à forma como já é possível conectar os 
objetos do cotidiano à internet. Há quem diga que, com o desenfreado 
crescimento tecnológico e o impacto que isso representa para a humanidade, a 
internet será como a eletricidade. Ela estará presente em todo tipo de utensílio 
necessário para a sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 35 – Internet das coisas 
Fonte: Cisco, 2011. 
 
Muitas aplicações práticas do conceito de internet das coisas já estão 
sendo realizadas. No campo do agronegócio, por exemplo, existem sensores 
de rastreamento para o gado, que permitem que os pecuaristas possam 
monitorar a saúde dos animais e acompanharem todos os seus movimentos, 
garantindo assim um aumento na produção e também na qualidade do 
alimento, que tende a se tornar mais saudável para o consumo. Em nossas 
casas, geladeiras inteligentes e smart TVs já são uma realidade. 
Para Evans (2011), 
 
Já há projetos da IoT em desenvolvimento prometendo fechar a 
lacuna entre ricos e pobres, melhorar a distribuição dos recursos do 
mundo para aqueles que mais precisam deles e nos ajudar a 
entender nosso planeta para podermos ser mais proativos e menos 
reativos. Mesmo assim, existem várias barreiras que ameaçam 
diminuir o desenvolvimento da IoT, incluindo a transição para IPv6, 
ter um conjunto comum de padrões e desenvolver fontes de energia 
para milhões, até mesmo bilhões, de sensores minúsculos. No 
entanto, à medida que empresas, governos, organizações de normas 
técnicas e instituições acadêmicas trabalham juntos para solucionar 
esses desafios, a IoT continuará a progredir. Portanto, o objetivo 
deste artigo é ensinar a você sobre termos simples para possibilitar o 
entendimento da IoT e de seu potencial para mudar tudo o que 
conhecemos hoje. (EVANS, 2011, p. 2). 
 
 
 
6.2. A Computação em Nuvem 
 
O sistema de computação em nuvem tem se estabelecido nos 
últimos anos como uma importante plataforma de pesquisa que apresenta 
uma série vantagens e de desafios. Algumas tarefas como a obtenção, o 
compartilhamento, a manipulação e a exploração de enorme quantidade de 
dados são absolutamente comuns no cenário atual, porém a execução das 
mesmas demanda um grande volume de recursos. 
A computação em nuvem pode contribuir com este cenário a medida que 
pode disponibilizar de forma indefinida recursos de processamento, 
memória, armazenamento, dentre outros, para utilização imediata. A 
disponibilidade destes recursos agrega uma série de vantagens para as 
organizações e usuários, visto que preocupações com complexas instalações e 
manutenções de infraestruturas deixam de existir e passam a ser de exclusiva 
responsabilidade dos provedores de serviços, além de possibilitar que os 
usuários se concentrem exclusivamente nas regras dos negócios que lhes são 
pertinentes. 
Este cenário de escalabilidade de serviços, processos e infraestrutura 
quase ilimitados não possui precedentes e efetivamente melhora a flexibilidade 
relacionada a estruturas de tecnologia de informação (TI) bem como pode 
diminuir o custo total dos negócios pelo provimento de serviços sob demanda. 
Para Sousa (2010): 
 
Computação em nuvem é uma tendência recente de tecnologia 
cujo objetivo é proporcionar serviços de Tecnologia da 
Informação (TI) sob demanda com pagamento baseado no uso. 
Tendências anteriores à computação em nuvem foram 
limitadas a uma determinada classe de usuários ou focadas em 
tornar disponível uma demanda específica de recursos de TI, 
principalmente de informática [Buyya et al. 2009b]. 
Computação em nuvem pretende ser global e prover serviços 
para as massas que vão desde o usuário final que hospeda 
seus documentos pessoais na Internet até empresas que 
terceirizarão toda a parte de TI para outras empresas. Nunca 
uma abordagem para a utilização real foi tão global e completa: 
não apenas recursos de computação e armazenamento são 
entregues sob demanda, mas toda a pilha de computação pode 
ser aproveitada na nuvem. (SOUSA, 2010, sem paginação). 
 
 
Como características essenciais da computação em nuvem, podemos citar : 
 
● Acesso à rede: o acesso à rede é permitido por diferentes mecanismos e 
por uma heterogeneidade de plataformas. 
● Pool de recursos: os recursos computacionais de um provedor são 
agrupados a fim de servirem múltiplos consumidores em um modelo 
multiuso. 
● Localização independente: os clientes não sabem, de forma exata, 
aonde estão localizados os recursos provisionados e nem possuem o 
controle e conhecimento desse local. 
● Rápida elasticidade: capacidade de rapidamente e elasticamente 
provisionar recursos. 
● Serviço mensurado: de forma automática, os sistemas de cloud 
controlam e otimizam recursos levando em conta a capacidade de medir 
em algum nível de abstração apropriado por cada tipo de serviço. 
 
 
Os modelos de nuvens são quatro: nuvem privada, aonde a 
infraestrutura é controlada e operada por uma organização e pode ser gerida 
por ela própria ou por empresa terceira ligada à ela. Nuvem comunitária, aonde 
a infraestrutura de cloud é compartilhada por diversas organizações e abrange 
uma comunidade específica. Nuvem pública, aonde a infraestrutura está 
disponível para o público em geral ou um grupo de corporações. Nuvem 
híbrida, aonde a infraestrutura de cloud é composta de uma ou mais nuvens 
que se mantém como entidades únicas. 
A seguir, listamos alguns serviços em nuvem, que podem ser úteis ao 
seu dia a dia, pessoal ou profissional. 
● Dropbox: permite sincronizar todos os documentos que você deseja no 
serviço de nuvem e tabém manter seus dados atualizados com o HD do 
seu computador. O aplicativo funciona da seguinte forma: toda vez que 
você copiar ou mover um arquivo, ele será duplicado no servidor do 
Dropbox e em outros aparelhos que tenham o mesmo aplicativo 
instalado. 
● Google Drive: O sistema, além do armazenamento, oferece várias 
ferramentas no estilo do pacote Office que possiblitam redigir textos, 
criar e editar planilhas e até criar e visualizar apresentação de slides 
online. 
● SkyDrive: Assim como os outros citados acima, este também permite 
que o internauta guarde seus arquivos na rede e os acesse de qualquer 
outro computador que esteja conectado à Internet. O SkyDrive oferece 
um aplicativo na área de trabalho para que o usuário sincronize os 
arquivos da sua máquina ou de qualquer dispositivo móvel, como 
smartphones e tablets, automaticamente. 
● icloud: O iCloud é a rede de computação em nuvem oferecida pela 
Apple. Lançada junto com a versão 5 do iOS – sistema operacional 
móvel – , a tecnologia integra arquivos do computador Mac ou Windows 
com os dispositivosmóveis iPad, iPhone e/ou iPod touch. 
 
RESUMO 
 
Nesta unidade você conheceu mais a respeito das novas tecnologias em 
informação. Descobrimos algumas das tendências que estão transformando 
um mundo da informação. Estudamos a evolução da internet, de uma rede 
privada, limitada a três ou quatro instituições, até a revolução da informação 
dos dias atuais. Trabalhamos o conceito de internet das coisas, como uma 
maneira de conectar objetos do nosso cotidiano à rede mundial de 
computadores. E, por fim, vimos que a computação em nuvem provém uma 
utilidade prática, no sentido de facilitar o acesso e o armazenamento de 
arquivos na internet. 
 
ATIVIDADES 
 
1) Crie uma linha do tempo, citando os aspectos quer marcam a história da 
internet. 
2) Diferencie internet, intranet e extranet. 
4) Caracterize o conceito de internet das coisas, citando exemplos. 
5) Cite as principais características da computação em nuvem, citando 
exemplos de serviços que oferecem essa facilidade. 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
MORIMOTO, Carlos Eduardo. [Hardware: manual completo]. Cabo Coaxial. 
GDH Press, [S.l.]. 2002a. Disponível em: 
<http://www.gdhpress.com.br/hmc/leia/index.php?p=cap13-8>. Acesso em 
23/09/2015. 
 
Top 10: previsões tecnológicas que erraram feio. Disponível em 
http://tecnologia.uol.com.br/listas/top-10-previsoes-tecnologicas-que-erraram-
feio.htm. Acesso em 23/09/2015. 
 
ALMEIDA, Marcus; ROSA, Priscila. Internet, Intranet e Redes Corporativas. Rio 
de Janeiro: Brasport, 2000. 
 
EVANS, Dave. A Internet das Coisas: como a próxima evolução da Internet 
está mudando tudo. Disponível em 
http://www.cisco.com/web/BR/assets/executives/pdf/internet_of_things_iot_ibsg
_0411final.pdf. Acesso em 23/09/2015. 
 
SOUSA, Flávio RC. Computação em Nuvem: Conceitos, Tecnologias, 
Aplicações e Desafios. Disponível em 
http://www.ufpi.br/subsiteFiles/ercemapi/arquivos/files/minicurso/mc7.pdf. 
Acesso em 21/09/2015.

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