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INTRODUÇÃO
Nesta aula, vamos estudar a evolução das tecnologias da informação; para tanto, começaremos apresentando
os primeiros sistemas computacionais e como eles se desenvolveram a partir da evolução da engenharia
eletrônica, bem como mencionaremos a geração dos computadores e como chegamos até os sistemas
computacionais que temos nos dias de hoje.
Você terá a oportunidade de conhecer um pouco mais a estrutura do sistema computacional, mais
especi�camente na sua parte física, e, mais ao �nal desta aula, encontrará informações sobre as linguagens
de programação que são utilizadas para programar os computadores.
Esperamos que você goste desta aula, bem como incentivamos um estudo mais aprofundado das tecnologias
da informação!
A EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO
Ao longo dos últimos 300 anos, o mundo passou por muitas mudanças impulsionadas por uma série de
fatores que favoreceram o desenvolvimento tecnológico. Algumas delas vieram a partir das quatro revoluções
industriais que ocorrem na sociedade, e o Quadro 1 apresenta um pequeno resumo dessas revoluções
(SACOMANO et al., 2018).
Quadro 1 | Revoluções industriais
Revolução
Industrial Período Fatos marcantes
1ª Século XVIII Mecânica, energia a vapor e hidráulica.
2ª Século XIX Eletricidade, produção em massa e linha de montagem.
3ª A partir da década
de 1950
Uso dos sistemas computacionais, robótica na manufatura e
avanços na eletrônica.
4ª Dias atuais Sistemas ciber físicos, internet das coisas, machine learning,
inteligência arti�cial, entre outros.
Fonte: adaptado de Sacomano et al. (2018).
Foi nesse contexto de revoluções industriais que surgiram, por volta da década de 1950, as tecnologias da
informação nas organizações. No início, a sua utilização foi extremamente tímida, limitada ao uso de
computadores de grande porte chamados de mainframe, que consumiam grandes quantidades de energia
elétrica e tinham uma capacidade de processamento bem limitada.
Nesse primeiro momento, a computação era bem limitada, mas com a evolução da engenharia eletrônica,
novas e melhores soluções foram surgindo. Os primeiros computadores com características modernas
utilizavam as tecnologias de eletrônica à base de um componente chamado válvula (dispositivo semicondutor
dessa época), que, pouco depois, perdeu espaço para os transistores, que contribuíram para a diminuição do
tamanho dos computadores, elevando o patamar de qualidade dos projetos de sistemas computacionais
(TURIN, 2019).
Aula 1
FUNDAMENTOS DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Vamos estudar a evolução das tecnologias da informação.
62 minutos
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Já por volta da década de 1970, os transistores foram substituídos pelos circuitos integrados, também
conhecidos como chips, e tudo isso favoreceu o surgimento dos primeiros computadores pessoais, com
tamanho bem menor que aqueles construídos à base de válvulas ou de transistores (TURIN, 2019). Essa
evolução dos computadores pode ser vista no Quadro 2, que apresenta as tecnologias utilizadas, bem como o
período e a velocidade de operação.
Quadro 2 | Evolução dos sistemas computacionais
Geração
Tecnologia
eletrônica Velocidade de operação Período
Primeira Válvula 40.000 operações por segundo. Por volta da década de
1950.
Segunda Transistor 200.000 operações por segundo. Por volta da década de
1960.
Terceira Circuito integrado 1.000.000 operações por segundo. Por volta da década de
1970.
Quarta Circuito integrado 1.000.000.000 operações por
segundo.
A partir de 1980.
Fonte: Adaptado de Stalling (2010).
É importante destacarmos que além da parte física dos sistemas computacionais (chamada de hardware),
houve, também, uma grande evolução na parte lógica, ou seja, nos programas que fazem o computador,
efetivamente, funcionar.
Os programas de computador (também chamados de software) representam um conjunto de códigos e
programações executados pela parte física. Os primeiros códigos (ou programas) utilizados em máquinas
computacionais sem características modernas foram criados por volta de 1842 pela Sra. Ada Augusta King,
considerada a primeira programadora. Ela criou um código para ser utilizado em máquinas analíticas,
consideradas percussoras dos computadores modernos (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019).
Nos primeiros computadores, o software operava com processamento em batch (em lote) e os códigos
�cavam armazenados em cartões perfurados. Aos poucos, as linguagens de programação e o próprio
hardware foram evoluindo e novas soluções de software foram sendo criadas, de modo que, ao longo da
história da informática do século passado, observamos o desenvolvimento e a evolução, em paralelo, tanto do
hardware como do software (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019).
VIDEOAULA: A EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO
Olá, estudante! Nesta videoaula, adentraremos um pouco mais na evolução dos sistemas computacionais.
Vamos mostrar os tipos de computadores e o surgimento de cada um deles dentro do processo evolutivo da
tecnologia da informação, bem como falar sobre os desktops, notebooks, tablets e smartphones, suas
vantagens e desvantagens.
ESTRUTURA GERAL DE UM SISTEMA DE COMPUTAÇÃO – HARDWARE, CPU, MEMÓRIA,
PERIFÉRICOS, SISTEMA OPERACIONAL
O sistema computacional foi a grande invenção da tecnologia da informação; ele é composto por uma parte
física chamada de hardware e uma parte lógica chamada de software. A parte física do sistema computacional
e todos os seus componentes podem ser vistos na Figura 1.
Figura 1 | Parte física do sistema computacional
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Fonte: adaptado de Marçula e Benini Filho (2019).
O primeiro elemento da parte física do hardware é o processador ou unidade central de processamento (CPU
– Control Processing Unit). Esse componente é considerado o “cérebro” do sistema computacional, sendo
responsável direto pelo controle do �uxo de dados entre os outros elementos (por meio da unidade de
controle) e pela execução das operações lógicas e aritméticas do sistema computacional (por meio da unidade
lógica e aritmética). Além da unidade de controle e da unidade lógica e aritmética, a CPU é composta de
registradores, que são células de memórias de alta velocidade e com baixa capacidade de armazenamento
situadas dentro do circuito integrado do processador (TANENBAUM, 2007; VELLOSO, 2017).
O próximo componente do hardware do sistema computacional é a memória, que representa o conjunto de
circuitos integrados eletrônicos ou algum dispositivo magnético ou ótico responsável pelo armazenamento
dos dados utilizados pelo computador. As memórias podem ser classi�cadas como de acesso direto ou
armazenamento de massa, bem como podem ser classi�cadas como de armazenamento temporário e apenas
de leitura (TANENBAUM, 2007; VELLOSO, 2017).
As memórias de armazenamento temporário também são chamadas de memória de acesso aleatório (RAM –
Random Access Memory). Na memória RAM, tudo se perde quando o computador é desligado; as memórias
apenas de leitura (ROM – Read Only Memory) têm o seu armazenamento permanente, ou seja, quando o
computador é desligado, nada se perde. Tanto a memória RAM quanto a memória ROM apresentam diversas
variações. As memórias RAM, por exemplo, dividem-se em estáticas (rápidas e com baixo consumo de energia,
porque utilizam um mínimo de energia de alimentação) e dinâmicas (carregadas em um dispositivo elétrico
chamado de capacitor, que, normalmente, perde as suas cargas paulatinamente).
O terceiro elemento de hardware é formado pelos dispositivos periféricos de entrada e saída que provêm a
comunicação do computador com o mundo exterior, possibilitando a entrada e saída de dados. Entre os
principais exemplos de periféricos, podemos citar: teclados, monitores, scanner, leitores de código, joystick,
leitores ópticos, dispositivos coletores de dados, câmera, microfone, etc.
O quarto elemento de hardware é o barramento, que representa as trilhas elétricas que estabelecem a
comunicação entre os componentesfísicos do computador, podendo ser de vários tipos, como nos mostra o
quadro a seguir.
Quadro 4 | Tipos de barramentos
Tipo de
barramento Designação
Barramento do
processador
Serve para entrada e saída de dados do processador.
Barramento de
cache
Barramentos dedicados para acesso do processador ao cache de memória. São os
chamados barramentos backside (backside bus).
Barramento de
memória
Conecta a memória ao processador. Em alguns casos, os barramentos de memória e
do processador são os mesmos.
Barramento I/O
padrão
O termo I/O refere-se a dados de entrada/saída do sistema. Esse é o barramento
usado por componentes mais lentos ou mais antigos.
Tipo de
barramento Designação
Barramento I/O
local
Barramento de entrada/saída de dados de alta velocidade para componentes de
performance crítica, como controladores de vídeo, dispositivos de armazenamento
etc.
Fonte: adaptado de Marçula e Benini Filho (2019).
Para comandar e controlar todo esse aparato físico, temos o sistema operacional, considerado o mais
complexo e importante software do sistema computacional. Sem o sistema operacional, os computadores
modernos não conseguem realizar operações (MARÇULA & BENINI FILHO, 2019).
VIDEOAULA: ESTRUTURA GERAL DE UM SISTEMA DE COMPUTAÇÃO – HARDWARE, CPU, MEMÓRIA,
PERIFÉRICOS, SISTEMA OPERACIONAL
Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos nos aprofundar um pouco na ideia moderna que temos de
computadores, bem como apresentaremos o computador como uma máquina multinível dividida em seis
camadas: nível lógico digital; nível de microarquitetura; nível de arquitetura de conjunto de instruções; nível de
sistema operacional; nível de linguagem assembly; nível de linguagem orientada a problemas.
ESTRUTURA GERAL DE UM SISTEMA DE COMPUTAÇÃO – LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO E
BANCO DE DADOS
á mencionamos que um computador não “percebe” ou “enxerga” a mesma realidade e contexto que nós
observamos ao nosso redor. Ele, na verdade, executa apenas informações armazenadas nas memórias e
entrega, para o usuário �nal, aquilo que é desejado. Essa característica dos computadores é chamada de
“programabilidade” e representa a capacidade de ser programável para executar um vasto conjunto de tarefas
(ALVES, 2014).
O conjunto de palavras (vocabulário) e regras que balizam e instruem o computador na execução das suas
tarefas é de�nido como linguagem de programação. Assim, utilizando as mais variadas linguagens de
programação com as suas sintaxes próprias, os programadores criam os programas, a princípio, em código-
fonte (linguagem de alto nível contendo os comandos criados pelo programador) e que são transformados de
modo que a CPU compreenda. Esse processo de transformação do código-fonte em um programa que pode
ser executado pela máquina é chamado de compilação e pode ser visto na Figura 2 (MARÇULA; BENINI FILHO,
2019). 
Figura 2 | Processo de compilação
Fonte: Marçula e Benini Filho (2019, p.171).
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Conforme vimos na Figura 1, o programa compilador efetua a compilação do código-fonte e o transforma em
código objetivo, que é compreendido pela máquina. Sobre esse processo, Marçula e Benini Filho (2019, p.172)
mencionam que:
Ainda é importante acrescentarmos que o programa criado pode fazer uso de dados e arquivos contidos em
bibliotecas e que o agrupamento é feito por meio do linkeditor (ligador), gerando, logo depois, o código
executável.
As linguagens de programação podem ser agrupadas em diversas categorias, também chamadas de gerações,
que estão descritas no Quadro 5.
Quadro 5 | Categorias das linguagens de programação
Categoria Descrição
Linguagens de 1ª geração. Linguagens de mais baixo nível, pois o programador necessita escrever
comandos, praticamente, ao nível da máquina.
Linguagens de 2ª geração. Linguagens que apresentam um avanço em relação ao Assembly. Os
comandos são dados por intermédio de palavras utilizadas no dia a dia
(normalmente, verbos em inglês).
Linguagens de 3ª geração
(linguagens de programação
estruturadas ou modernas).
Linguagens de programação de terceira geração podem apresentar três
categorias: linguagens de alto nível de uso geral, linguagens orientadas a
objeto e linguagens especializadas.
Linguagens de 4ª geração
(4GL – Fourth Generation
Language).
Até agora, são as linguagens que apresentam o maior nível de abstração
(mais alto nível), pois automatizam muitas tarefas (ou todas), e podem ser
classi�cadas em três categorias: linguagens de consulta, geradores de
programa, linguagens de prototipação.
Fonte: adaptado de Marçula e Benini Filho (2019).
Para complementarmos a ideia do uso dos sistemas computacionais, precisamos acrescentar que, além do
hardware e do software, é necessária a utilização de um sistema de banco de dados, que possibilita o
armazenamento dos registros utilizados pelas aplicações utilizadas pelos usuários do sistema computacional.
VIDEOAULA: ESTRUTURA GERAL DE UM SISTEMA DE COMPUTAÇÃO – LINGUAGENS DE
PROGRAMAÇÃO E BANCO DE DADOS
Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos nos aprofundar um pouco mais nas categorias das linguagens de
programação utilizadas em TI. A ideia é passarmos, rapidamente, pelas gerações mais antigas e enfatizarmos
as mais atuais.
ESTUDO DE CASO
Durante o processo de compilação a linguagem de programação realiza análises léxica,
sintática e semântica para detectar se os comandos feitos pelo programador utilizaram
palavras-chave válidas e se essas palavras estão dispostas em uma ordem correta. O
processo poderia parar nesse momento, mas a criação de programas executáveis possui
algumas características adicionais. O código-fonte de um programa pode ser formado por
somente um conjunto de comandos, mas boa parte dos programas é formada por vários
desses conjuntos interligados. Isso permite que um programa com uma quantidade de
funções muito grande possa ser desenvolvido por um grupo de pessoas, cada uma
desenvolvendo uma parte dele.
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Com o objetivo de contextualizar a sua aprendizagem, imagine que você é o projetista responsável por uma
solução de um sistema computacional para um parque com alta extensão geográ�ca situado em uma grande
cidade do Brasil.
Esse sistema computacional deverá ser criado na forma de um totem, e os usuários deverão acessá-lo para ter
informações sobre o parque, fazer compras de lanches com retiradas em pontos estratégicos, adquirir
entradas para atrações do parque, obter informações em geral, entre outras ações que você mesmo pode
criar.
Considerando as necessidades estabelecidas, em sua opinião, como deveria ser esse sistema computacional?
Ele deveria ter um processador, acessar a internet e ter memórias? Quais seriam essas memórias? Quais
seriam os periféricos utilizados nesse sistema computacional?
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Prezado estudante, o projeto de um sistema computacional nem sempre é tão óbvio quanto parece. Para esse
caso especí�co, não teríamos um computador pessoal (um desktop) e sim um sistema computacional na
forma de totem. Ele teria um processador, porque todo sistema computacional precisa de uma CPU para
processar os dados, e os processadores são elementos fundamentais, formando os sistemas computacionais,
bem como estaria ligado à Internet, uma vez que trabalharia com o processamento de transações envolvendo
pagamentos.
Esse sistema precisaria ter uma memória ROM para armazenar o código de inicialização do sistema, mas não
precisaria ter uma memória RAM com alta capacidade de armazenamento, haja vista o processo de busca de
informações ser simpli�cado. 
Entre os periféricos desse sistema, poderíamos citar: monitor touch screen, teclado, leitora de cartão, leitora
óptica, modem para acesso à internet.
 Saiba mais
A computação em nuvem é uma das tecnologias que mais revolucionaram os sistemas computacionais
das organizações, especialmente daquelas de pequeno porte.
O artigo Vantagens da computaçãoem nuvem para empresas de menor porte apresenta um pouco
dessa realidade.
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
INTRODUÇÃO
Caro estudante, nesta aula vamos estudar a respeito do software. Iniciaremos com uma breve apresentação
de conceitos básicos em software e suas principais classi�cações. Em blocos posteriores, mencionaremos as
características dos softwares de sistema, com destaque especial para o sistema operacional.
Finalizaremos com um detalhamento sobre os softwares de aplicação ou aplicativos, incluindo as suas
divisões, vantagens e desvantagens.
Aula 2
SOFTWARE
Iniciaremos com uma breve apresentação de conceitos básicos em software e suas principais
classi�cações.
62 minutos
http://www.sadsj.org/index.php/revista/article/view/439/385
Esperamos que esta aula leve-o a conhecer mais sobre o mundo do software, tão importante para a área de
negócios nos dias de hoje!
CONCEITOS BÁSICOS EM SOFTWARE; CLASSIFICAÇÃO DOS SOFTWARES
Além de toda a parte física que compõe o sistema computacional, encontramos também a parte lógica,
chamada de software. Marçula e Benini Filho (2019, p. 156) de�nem software como uma composição de “um
ou mais programas (conjuntos de instruções) que capacitam o hardware a realizar tarefas especí�cas, pelos
dados manipulados por eles, pela documentação de especi�cação (projeto) dos programas e pela
documentação de operação dos programas”.
O software desempenha papel fundamental no uso da Tecnologia da Informação (TI) e, ao longo do tempo,
tem passado por diversas evoluções. No início do uso da TI nas empresas, por volta das décadas de 1960 e
1970, o desenvolvimento de software era bem artesanal e pouco pro�ssionalizado, além de ser caracterizado
por soluções em batch (software que processa transações em lote). Com o passar dos anos, principalmente
com o surgimento dos bancos de dados e com a melhoria da pro�ssionalização na área de TI, os softwares
foram se aprimorando de forma decisiva, consolidando-se como soluções diferenciadas para as organizações
(MARÇULA; BENINI FILHO, 2019).
Outro fator interessante que contribuiu para a melhoria do desenvolvimento e uso de softwares foi a
consolidação das redes de computadores e o estabelecimento da internet, por volta das décadas de 1980 e
1990, proporcionando cada vez mais a utilização de plataformas on-line de software. Chegando aos dias de
hoje, observamos o uso intenso de aplicações em smartphones no cotidiano das pessoas (MARÇULA; BENINI
FILHO, 2019).
Segundo Stair e Reynolds (2015), os softwares podem ser classi�cados em dois tipos diferentes: software de
aplicação e software de sistemas. O software de aplicação é um programa de computador que atende a
alguma necessidade básica de um usuário. Por exemplo: se um usuário deseja construir um relatório, ele
pode utilizar um software de aplicação chamado Word®, integrante do Microsoft® 365. Já o software de
sistema é um conjunto de programas que operam a gestão e a coordenação do hardware do computador. Por
exemplo: o sistema operacional Windows®, da Microsoft®, utilizado em computadores no mundo inteiro.
O interesse por novas formas de utilização de softwares nas organizações cresceu tanto que acabou por
provocar um aumento considerável de técnicas de desenvolvimento. Sobre isso, Marçula e Benini Filho (2019,
p. 210) comentam que:
Assim, a engenharia de software foi evoluindo e entregando abordagens para desenvolver, operar e dar
manutenção aos softwares.
VIDEOAULA: CONCEITOS BÁSICOS EM SOFTWARE; CLASSIFICAÇÃO DOS SOFTWARES
Nesta videoaula, vamos falar sobre os fatores considerados na avaliação de um software. Trataremos um
pouco sobre e�ciência, �exibilidade, segurança, conectividade e documentação. Estes fatores são de grande
importância para o desenvolvimento e a utilização dos softwares.
SOFTWARE DE SISTEMAS
No início, o desenvolvimento de software era realizado quase como uma arte que
dependia diretamente da habilidade do desenvolvedor para a obtenção de um software de
melhor qualidade. Apesar de a habilidade ainda ser algo importante, é necessário utilizar
abordagens mais formais para o desenvolvimento dos sistemas de software que permitam
controle e garantia �nal do produto de software, que antes não eram conseguidos. Além
do mais, é importante que o software seja documentado de forma adequada para que
modi�cações futuras possam ser realizadas sem maiores problemas. Essas abordagens
são apresentadas pela engenharia de software.
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Conforme vimos no bloco anterior, os softwares podem ser classi�cados como de sistemas ou de aplicação.
Segundo Stair e Reynolds (2015, p. 159), “controlar as operações do hardware do computador é uma das
funções mais importantes do software de sistemas. Eles também apoiam os recursos para resolver problema
dos programas aplicativos”.
Bons exemplos de softwares de sistemas são os sistemas operacionais e os programas utilitários.
Especi�camente, os sistemas operacionais têm a responsabilidade de ser a camada de abstração entre as
aplicações do usuário e todo o hardware do sistema computacional. Ele efetua o controle, a gestão e o
monitoramento do computador. Alguns autores chamam os sistemas operacionais de software básico, por
representarem o elemento lógico básico para o funcionamento de um computador. Partindo para os
utilitários, encontramos neles o auxílio para as principais tarefas de um sistema operacional, tais como o
gerenciamento de arquivos, permissão de comunicação, veri�cação de discos, dentre outros (BATISTA, 2012).
Esta ideia do papel do sistema operacional pode ser vista na Figura 1.
Figura 1 | Papel do sistema operacional
Fonte: Stair e Reynolds (2015, p. 159).
De forma um pouco mais detalhada, podemos compreender as funcionalidades básicas de um sistema
operacional por meio da Figura 2. São quatro funções que nos remetem para: usuários, programas, hardware
e sistema de arquivos.
Figura 2 | Funções básicas de um sistema operacional
Fonte: Marçula e Benini Filho (2019, p. 160).
A primeira grande função de um sistema operacional é prover uma forma de comunicação, ou seja, uma
interface entre o hardware e o usuário. A segunda funcionalidade nos remete à ideia de gestão das operações
do hardware do sistema computacional. A terceira funcionalidade está relacionada à gestão e à manutenção
dos sistemas de arquivos armazenados. A quarta função reside no suporte às aplicações utilizadas no sistema
computacional (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019).
Os elementos fundamentais de um sistema operacional são: Kernel e Shell. O Kernel é considerado a parte
mais importante do sistema operacional e consiste no seu núcleo, que controla os processos críticos, além de
regular todos os programas e aplicações utilizadas no computador. O Shell é a parte mais visível do sistema
operacional para o usuário, consistindo na sua interface e aparência. Assim, todo acesso ao sistema
operacional por parte do usuário se dá por meio do Shell, que entrega para o Kernel as solicitações para que
as tarefas sejam executadas pelo sistema operacional (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019).
A compreensão do funcionamento de um sistema operacional é relativamente simples. Ele começa a atuar no
sistema computacional praticamente ao ligar a computador, mas não é o primeiro. Quando um computador é
inicializado, a memória que permite apenas leitura (ROM - Read Only Memory) é acessada pelo processador, a
�m de buscar as instruções para início do funcionamento do computador (é o que popularmente chamamos
de “boot”). Logo após isso, o processador copia da memória de armazenamento de massa (HD, SSD, dentre
outros) para a memória principal o Kernel do sistema operacional, que passa a controlar o computador.
De posse do controle do computador, o sistema operacional efetua: gerenciamento de processos;
gerenciamento da memória principal; gerenciamento de arquivos; gerenciamento do armazenamento
secundário; gerenciamento do sistemade entrada e saída de dados; dentre outras tarefas.
Os principais sistemas operacionais utilizados para desktop são Windows, Linux e Mac OS. Para smartphones,
os sistemas operacionais mais encontrados são Android e iOS.
VIDEOAULA: SOFTWARE DE SISTEMAS
Nesta videoaula, apresentaremos algumas funções dos sistemas operacionais. Serão mencionados o
gerenciamento de processos, o gerenciamento da memória principal, o gerenciamento de arquivos, o
gerenciamento do armazenamento secundário e o gerenciamento do sistema de entrada e saída de dados.
SOFTWARE DE APLICAÇÃO
Os softwares também podem ser classi�cados como software de aplicação ou software aplicativo (ou
simplesmente aplicativos). Rainer Junior e Cegielski (2016, p. 404) de�nem software de aplicação como
“instruções que orientam um sistema de computação a realizar atividades especí�cas de processamento de
informações e que oferecem funcionalidade para os usuários”.
Existem diversas necessidades do usuário que podem ser atendidas por meio de um software de aplicação. O
Quadro 1 apresenta algumas categorias destas aplicações e as suas funcionalidades, além de exemplos de
softwares.
Quadro 1 | Categoria de aplicações e funcionalidades
Categoria de
aplicação Principais funções Exemplos
Planilhas Usa linhas e colunas para manipular, principalmente, dados
numéricos; útil para analisar informações �nanceiras e para
fazer análises hipotéticas, visando metas.
Excel®
Processamento de
textos
Permite que os usuários manipulem, principalmente, texto,
com muitos recursos para escrita e edição.
Word®
Gerenciamento de
dados
Permite que os usuários armazenem, recuperem e
manipulem dados relacionados.
Access®
Geradores de
apresentação
Permite que os usuários criem e editem informações
gra�camente ricas, que aparecem em slides eletrônicos.
PowerPoint®
Grá�cos Permite que os usuários criem, armazenem e apresentem, na
tela ou na impressora, diagramas, grá�cos, mapas e
desenhos.
Adobe®
Photoshop
Gerenciamento de
informações pessoais
Permite que os usuários criem e mantenham calendários,
compromissos, listas de coisas a fazer e contatos comerciais.
Outlook®
Fonte: adaptado de Rainer Junior e Cegielski (2016, p. 404).
Existe uma vasta quantidade de aplicativos e cada dia mais este número tem crescido a partir da sua utilização
em smartphones. Eles podem se dividir em softwares proprietários (desenvolvidos para uma �nalidade
especí�ca, de forma única, sendo propriedades da organização que os utiliza) e softwares padrão
(desenvolvidos por um fornecedor e comercializados em massa). O software padrão também é conhecido
como software de prateleira (STAIR; REYNOLDS, 2015). O Quadro 2 apresenta uma relação entre as vantagens
e desvantagens dos dois tipos de softwares (padrão e proprietário).
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Quadro 2 | Relação entre os softwares padrão e proprietário
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Vantagens Desvantagens Vantagens Desvantagens
Pode-se obter
exatamente o que se
precisa, em termos de
funcionalidades,
relatórios e assim por
diante.
Pode-se levar um bom
tempo e despender
recursos signi�cativos
para desenvolver as
características
necessárias.
O custo inicial é mais
baixo, porque a
empresa de programas
pode dividir os custos
do desenvolvimento
com os muitos clientes.
Uma empresa poderá
ter de pagar por
características que não
são necessárias e que
nunca usará.
Envolver-se no
desenvolvimento
proporciona controle
sobre os resultados.
O pessoal de
desenvolvimento do
sistema pode ser
duramente pressionado
para fornecer suporte e
manutenção em
andamento, isso por
conta da pressão para
mudar para novos
projetos.
É provável que o
programa atenda às
necessidades básicas do
negócio – pode-se
analisar as
características
existentes e o
desempenho de um
pacote antes de adquiri-
lo.
O programa pode não
ter características
importantes, exigindo
futuras modi�cações ou
personalização. Isso
pode sair muito caro,
pois os usuários
precisam também
adotar versões futuras
do programa.
Pode-se modi�car
características que
precisem se contrapor
a uma iniciativa dos
concorrentes, ou para
atender às demandas
de um novo fornecedor
ou cliente.
As características e o
desempenho do
programa, que ainda
devem ser
desenvolvidos,
apresentam mais risco
potencial.
Provavelmente, o
pacote deve ser de alta
qualidade, porque
muitas empresas
testaram o programa e
ajudaram a identi�car
seus defeitos.
O programa pode não
corresponder aos
processos de trabalho e
padrões de dados
atuais.
Fonte: Stair e Reynolds (2015, p. 174).
Os softwares de aplicação também podem ser categorizados como verticais (utilização especí�ca de um
negócio) ou horizontais (utilização comum em todo tipo de negócio).
VIDEOAULA: SOFTWARE DE APLICAÇÃO 
Nesta videoaula, vamos adentrar em outra tipologia dos softwares, aquela que considera a forma de aquisição
e o uso dos softwares; são elas: software de revenda, software customizado, web app, mobile app, freeware,
free software, open source, shareware, adware, domínio público.
ESTUDO DE CASO
Com o objetivo de contextualizar a sua aprendizagem, imagine que você é responsável pelos softwares de um
centro médico de consultas. Este centro médico possui, exatamente, 6 consultórios, que funcionam
diariamente, com atendimentos de diversas especialidades. Há também uma recepção, onde dois
funcionários trabalham fazendo cadastro de clientes, triagem, agendamento de consultas e demais serviços
administrativos.
Considerando a realidade de funcionamento de um centro de consultas médicas, quais seriam os tipos de
softwares que estariam disponíveis nos computadores desta organização?
Observação: caso ache necessário, você poderá visitar uma organização como a descrita no caso e observar os
recursos de software utilizados.
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Neste estudo de caso, você poderia ter procurado visitar algum Centro Médico de Consultórios, pesquisar na
internet ou até mesmo buscar na sua memória o trabalho feito em um consultório.
Em primeiro lugar, em todos os computadores a serem utilizados no consultório é necessário um software de
sistema, chamado de sistema operacional. Um bom exemplo poderia ser o sistema operacional Windows®, da
Microsoft®, na sua versão mais atual.
Em cada um dos computadores, é necessária também a instalação de softwares de aplicação. O ideal seria
termos primeiro, em cada computador, aplicativos de escritório, como: Word®, para processar textos, Excel®,
para trabalhar com planilhas eletrônicas, e Outlook®, para a gestão de compromissos e e-mails. No
consultório, também há a necessidade de um software vertical, ou seja, um tipo de solução especí�ca para o
negócio, a �m de gerenciar as consultas e os atendimentos médicos.
Claro que também outros softwares de aplicação podem ajudar muito, como os navegadores de internet
(Google Chrome, Microsoft Edge, dentre outros), além de um editor/visualizador de PDF, etc.
Praticamente todos estes softwares podem ser considerados softwares padrão, ou de prateleira. É possível
que apenas o software de aplicação utilizado para gerenciar consultas seja um software proprietário.
 Saiba mais
As tecnologias de software têm passado por intensas mudanças e reinvenções provocadas pela
transformação digital. A massiva utilização de smartphones tem criado novas formas de utilizar as
aplicações.
Este artigo, intitulado Plataformas de negócios digitais: o poder da transformação digital nos dispositivos
móveis, apresenta um pouco sobre transformação digital, software e o uso de aplicativos em
smartphones.
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
INTRODUÇÃO
Nesta aula, estudaremos sobre as redes de computadores. Este é um importante componente da
infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) e causou uma verdadeira revolução no uso do ambiente
tecnológico.
Hoje, épossível dizer que não vivemos mais sem internet e sem as redes. As aplicações on-line são
intensamente utilizadas e fazem a diferença na vida das pessoas e das empresas.
Esperamos que você aproveite os conteúdos sobre redes e Internet, continuando a buscar ainda mais
conhecimento.
HISTÓRICO DAS REDES DE COMPUTADORES E DAS TELECOMUNICAÇÕES
As telecomunicações (ou comunicações à distância) “nasceram” no momento em que o homem primitivo da
África e os indígenas das Américas passaram a comunicar-se por meio dos sinais de fumaça ou de tambores,
emitindo uma mensagem para alguém situado em local distante da origem da informação (SOARES NETO,
2018). 
Aula 3
REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÕES
Este é um importante componente da infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) e causou uma
verdadeira revolução no uso do ambiente tecnológico.
57 minutos
https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/2097/1734
https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/2097/1734
Caminhando para tempos mais próximos, encontramos, no século XIX, aquilo que seria o marco inicial das
telecomunicações: o surgimento do telégrafo, que foi criado por Samuel Morse, em 1835. Para fazer o
telégrafo cumprir o seu papel, o seu inventor criou o código Morse, que favoreceu o primeiro tipo de
transmissão digital, por meio da utilização de um código binário representado por traços (sinais elétricos
longos) e pontos (sinais elétricos rápidos). Esta combinação de traços e pontos revelavam um caractere
(MEDEIROS, 2016). 
Para melhor exempli�car, o Quadro 1 apresenta algumas letras, pontuações e sinais de controle, além da sua
respectiva codi�cação, segundo o código Morse.
Quadro 1 | Código Morse Internacional
Letra, pontuação ou sinal de controle Codi�cação
A . -
B - . . .
C - . - .
Vírgula . - . - . -
Interrogação . . - - . .
Fim de transmissão . . . - . -
Atenção - . - . -
Fonte: adaptado de Medeiros (2016, p. 297).
Impulsionado pelo desenvolvimento da engenharia elétrica e das técnicas que utilizavam a eletricidade, por
volta de 1876, um homem que trabalhava na educação de pessoas com de�ciência auditiva, chamado
Alexander Graham Bell (1847–1922), teve a sua primeira patente de telefone aprovada. A ideia deste grande
invento que revolucionou a sociedade era a transmissão de sons vocais por meio da corrente elétrica.
A partir deste invento, muitas conexões e comunicações por voz começaram a ser estabelecidas nos Estados
Unidos e no mundo, criando, assim, as redes telefônicas, e interligando cidades por meio de centrais de
comutação telefônicas. Com mais avanços na engenharia elétrica e eletrônica, além da evolução das técnicas
de telecomunicações, a qualidade da transmissão de voz foi melhorando e consolidando o uso deste tipo de
comunicação por parte da sociedade do início do século XX.
Partindo para o século XX, a humanidade dá, mais uma vez, um grande salto para a evolução das tecnologias
de telecomunicações, o que aconteceu com o lançamento do primeiro satélite, em 1957. Foram os russos os
responsáveis por essa proeza. Eles chamaram o primeiro satélite de Sputnik.
Poucos anos depois, começa a surgir aquilo que seria a rede de computadores precursora da Internet. Ela foi
desenvolvida no �nal da década de 1960 pela Agência de Projetos e Pesquisas Avançadas do Departamento
de Defesa dos Estados Unidos e recebeu o nome de ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network).
A esta altura da evolução tecnológica, os computadores começaram a ter utilização em escala
consideravelmente alta, fazendo com que as telecomunicações começassem a voltar o seu foco para a
comunicação de dados.
É também no �nal da década de 1970 que surgem as primeiras redes de telefonia móvel celular, que se
consolidaram por completo no século XXI e reinventaram as formas de comunicação à distância, seja de
dados, de voz ou de imagens.
Hoje, com todo o aparato de novas tecnologias de transformação digital, encontramos telecomunicações e
redes de computadores como sinônimos, e vemos o Protocolo de Internet (IP - Internet Protocol) sendo
utilizado em praticamente todas as formas de comunicação.
VIDEOAULA: HISTÓRICO DAS REDES DE COMPUTADORES E DAS TELECOMUNICAÇÕES
Nesta aula, vamos conhecer um pouco mais sobre a evolução das redes de computadores e das
telecomunicações. Mencionaremos o surgimento da Internet no mundo e no Brasil.
CLASSIFICAÇÃO DAS REDES DE COMPUTADORES (LAN, MAN E WAN)
As redes de computadores surgem da necessidade de estabelecer conexões entre os sistemas
computacionais que estão separados �sicamente. Estes sistemas computacionais interligados em rede são
chamados também de hosts e são os mais variados possíveis (desktop, notebooks, smartphones, impressoras
ligadas em rede, telefone IP, dentre outros), que recebem e enviam dados.
Estas redes podem ser classi�cadas de diferentes formas. Uma interessante classi�cação é aquela que divide
as redes de acordo com o modelo computacional, podendo ser de processamento centralizado (caracterizado
pela existência de um elemento central com grande capacidade de processamento, armazenamento e demais
recursos computacionais) ou processamento distribuído (caracterizado pela distribuição dos recursos
computacionais).
Nas redes de processamento descentralizado, encontramos as redes de arquitetura cliente-servidor e a
arquitetura ponto a ponto. Nas redes de arquitetura cliente-servidor há a presença de um servidor
gerenciando os processos da rede e compartilhando serviços. Nas redes de arquitetura ponto a ponto não há
a presença de um servidor e todos os pontos comportam-se como servidor e cliente ao mesmo tempo, à
medida que compartilham serviços.
Além desta classi�cação, encontramos também as redes de computadores categorizadas de acordo com a sua
abrangência geográ�ca, como: redes locais, redes metropolitanas e redes de longa distância.
As redes locais também são conhecidas como redes de abrangência local (Local Area Network – LAN) e
normalmente são instaladas dentro de uma empresa ou de uma residência, ou seja, limitam-se a uma área.
Em uma LAN temos, normalmente, diversos computadores instalados e interligados por meio de um
dispositivo concentrador de redes, que pode ser um switch ou um hub. A Figura 1 apresenta a ideia de uma
LAN.
Figura 1 | Exemplo de uma LAN
Fonte: Forouzan e Mosharraf (2013, p. 2).
Normalmente, uma LAN é administrada pela organização proprietária, tendo um controle administrativo
próprio. Outro detalhe interessante é que, geralmente, em uma LAN encontramos altas velocidades de
conexão e os seus padrões são descritos nas normas criadas no âmbito do Instituto dos Engenheiros Elétricos
e Eletrônicos (IEEE). Um dos principais padrões para a LAN é conhecido como padrão Ethernet, sendo
considerado um dos mais antigos.
As redes metropolitanas são conhecidas como redes de abrangência metropolitana (Metropolitan Area
Network – MAN). Elas funcionam como interligações de LANs, oferecendo conexões com taxas de erros
reduzidas e velocidades consideravelmente altas. Elas são administradas por provedores de serviços de
telecomunicações. Bons exemplos são as redes de TV a cabo e as redes Fiber Distributed Data Interface
(FDDI), que utilizam a �bra óptica como meio físico. A Figura 2 apresenta a ideia de uma MAN.
Figura 2 | Exemplo de MAN
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Fonte: Maia (2013, p. 8).
As redes de longa distância são conhecidas como redes de grande abrangência (Wide Area Network - WAN).
Têm uma grande extensão geográ�ca, abrangendo cidades, regiões e países, oferecendo a comunicação entre
LANs e MANs. A prestação de serviços de WAN é feita também por empresas provedoras de serviços de
telecomunicações
Figura 3 | Exemplo de WAN
Fonte: Forouzan e Mosharraf (2013, p. 4).
VIDEOAULA: CLASSIFICAÇÃO DAS REDES DE COMPUTADORES (LAN, MAN E WAN)
Já estudamos um pouco sobre LAN, MAN e WAN. Agora, veremos algumas variações a partir deste conceito,
assim, conheceremos umpouco sobre WLAN, VLAN, PAN, dentre outras.
ELEMENTOS DAS REDES DE COMPUTADORES (MEIOS FÍSICOS, DISPOSITIVOS, MENSAGENS,
PROTOCOLOS)
A �m de garantir a comunicação de dados, as redes de computadores são constituídas de elementos básicos,
são eles: os meios físicos, os dispositivos, as mensagens e os protocolos.
Comecemos pelo mais simples e mais importante componente, que é a mensagem. Ela representa a razão de
existir das redes de comunicações de dados e toda a infraestrutura é criada para propiciar o seu tráfego da
origem para o destino. As mensagens nas redes de computadores passam por diversos processos, incluindo
sinalização, codi�cação, segmentação, multiplexação, modulação, dentre outros.
O segundo componente importante das redes de computadores são os dispositivos, que estão divididos em
�nais e intermediários. Os dispositivos �nais são os mais próximos do usuário e é por meio deles que as
pessoas mantêm o contato com as redes de computadores. Exemplos de dispositivos �nais são: desktops,
notebooks, impressoras ligadas em rede, câmeras IP, telefones IP, dentre outros. Os dispositivos
intermediários são aqueles que propiciam a interligação dos dispositivos �nais, responsabilizando-se pelas
funções de concentração de redes, roteamento em redes, proteção das redes, dentre outras. Exemplos de
dispositivos de redes são: roteadores, modens, switches, hubs, pontos de acesso sem �o, dentre outros.
O terceiro componente das redes de computadores são os meios físicos que interligam os dispositivos de
rede. Eles podem ser chamados também de canais de comunicações e dividem-se em meios físicos
con�nados (ou guiados) e meios físicos não con�nados (ou não guiados). Os meios físicos con�nados são os
Um equipamento de destaque em uma WAN é o roteador. Ele é responsável pela determinação do melhor
caminho que a mensagem precisa trilhar para sair da origem e chegar até o destino.
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
cabos de pares metálicos e os cabos de �bra óptica. O meio físico não con�nado por excelência é o próprio ar,
que permite a transmissão de sinais por meio de ondas eletromagnéticas que nele se propagam.
Os pares metálicos conduzem a informação por meio de sinais elétricos e são susceptíveis a interferências e
ruídos elétricos, embora tenham uma boa relação custo-benefício. Os cabos de �bra óptica conduzem a
informação por meio de sinais de luz (ópticos) em uma �bra de vidro �níssima, com a grande vantagem de
não sofrerem interferências e ruídos elétricos.
O quarto componente das redes de computadores são os protocolos, que representam todas as regras e
padronizações que precisam ser seguidas no processo de comunicação. Os protocolos são peças-chave no
funcionamento das redes de comunicação de dados, sem eles tudo tende a se transformar em um verdadeiro
caos.
A Figura 4 apresenta o exemplo de uma grande rede de computadores.
Na Figura 4 encontramos pelo menos dois dispositivos de rede de grande importância. O primeiro é o
roteador, que é responsável pela determinação do caminho, ou seja, executa o processo de roteamento.
Também encontramos o switch LAN, responsável por fazer a comutação da mensagem dentro de uma LAN. O
switch age de forma inteligente, tendo o conhecimento de cada computador que está interligado em suas
portas (conexões), enviando a mensagem de forma rápida e direta para o host a que se destina.
Observe também, na Figura 4, que encontramos, em cada uma das redes interligadas, um conjunto de
camadas, que, na verdade, representam os protocolos. Nas redes de computadores, encontramos protocolos
que atuam em questões físicas, em questões de enlace de dados, em questões de rede, em questões de
transporte, dentre outras.
VIDEOAULA: ELEMENTOS DAS REDES DE COMPUTADORES (MEIOS FÍSICOS, DISPOSITIVOS,
MENSAGENS, PROTOCOLOS)
Nesta videoaula, vamos conhecer um pouco sobre os modelos de protocolos. O primeiro deles é o modelo
OSI, que se apresenta como uma pilha de camadas bem estruturada, facilitando o entendimento e o
funcionamento das redes. Apresentaremos, também, o modelo TCP/IP.
ESTUDO DE CASO
Figura 4 | Exemplo de uma grande rede de computadores
Fonte: Forouzan e Mosharraf (2013, p. 536).
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Com o objetivo de contextualizar a sua aprendizagem, imagine que você precisa fazer um levantamento dos
recursos de redes encontrados em uma escola de ensino médio.
Ao analisar os recursos desta escola, percebemos que ela possui um link de acesso à Internet via �bra óptica,
que foi provido por uma operadora de serviços de telecomunicações. A operadora instalou um modem e um
roteador, além de ter fornecido pelo menos dois switches para interligar os 50 computadores que existem na
escola, por meio de uma rede, utilizando cabos de pares metálicos. 
A escola também possui um ponto de acesso sem �o, onde os alunos podem se conectar à internet, assim
como os professores, que o fazem utilizando os notebooks.
Observando o caso apresentado, quais são os tipos de redes que encontramos? Quais são os meios físicos
utilizados e como podemos classi�cá-los? Quais são os dispositivos de rede utilizados e como podemos
classi�cá-los?
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Observando atentamente o caso proposto, encontramos dois tipos de redes: uma WAN, que interliga a escola
de ensino médio à Internet, e uma LAN, que interliga os computadores e demais dispositivos dentro da escola.
Encontramos, também, uma WLAN, porque temos uma rede wireless.
Os meios físicos utilizados são: �bra óptica (para WAN), cabos de pares metálicos (para LAN) e o ar (para a
WLAN). Os dois primeiros meios físicos são con�nados e o último é considerado não con�nado.
Encontramos os seguintes dispositivos �nais: computadores, notebooks e smartphones. Como dispositivos
intermediários, encontramos: roteador, modem, switch e ponto de acesso sem �o.
 Saiba mais
As redes de computadores proporcionaram grandes mudanças no ambiente empresarial em
organizações de todos os portes. Um dos grandes benefícios colhidos nos dias de hoje é a utilização da
computação em nuvem.
O artigo Vantagens da computação em nuvem para empresas de menor porte apresenta o uso deste tipo
de solução para pequenas organizações, mostrando como há um bom retorno de investimento. 
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante,
Nesta aula vamos abordar um importante elemento tecnológico da infraestrutura de TI que é o banco de
dados.
Vamos primeiro apresentar conceitos básicos para facilitar o seu entendimento, passando por um processo
de evolução e uma classi�cação dos bancos de dados.
Daremos ênfase ao banco de dados relacional e �nalizaremos esta aula abordando um pouco as ferramentas
de inteligência de negócios ou business intelligence (BI).
Aula 4
BANCO DE DADOS
Nesta aula vamos abordar um importante elemento tecnológico da infraestrutura de TI que é o banco de
dados.
52 minutos
http://www.sadsj.org/index.php/revista/article/view/439
Esperamos que você goste desta aula e se sinta motivado a estudar um pouco mais sobre os bancos de
dados!
CONCEITOS BÁSICOS EM BANCO DE DADOS. CLASSIFICAÇÃO DOS BANCOS DE DADOS
No mercado, seja nas áreas de TI ou de negócios, tem-se percebido um aumento considerável da importância
atribuída aos dados. Não que os dados não fossem importantes antes, mas devido ao processo evolutivo das
organizações caminhamos primeiro na era conhecimento, passamos pela era da informação e voltamos
justamente para uma nova era, a dos dados.
Especialistas e até futuristas costumam se referir aos dados como o novo petróleo, justamente por ser ele de
pouco valor em sua forma bruta, mas quando re�nado pode ser decisivo para as estratégias de negócios.
Logo, dados e estratégias têm uma relação muito forte no seio das empresas nos dias de hoje.
A partir destes dados (transacionais e analíticos), armazenados em um recurso de TI chamado de banco de
dados, a informação (transacionale analítica) processada pelos sistemas é gerada e contribui para as
estratégias de negócio. A �gura 1 apresenta uma ideia básica do que comentamos.
Figura 1 | Os bancos de dados e os sistemas de informação
Fonte: Baltzan & Phillips (2012, p. 144).
Sobre o conceito de banco de dados, Gordon & Gordon (2013, p.108) mencionam que:
Lógica e hierarquicamente, os dados são organizados como: caracteres (conjunto de letras, números, etc.);
campos (conjunto de caracteres); registros (conjuntos de dados contidos nos campos); arquivos (conjunto de
registros) e, por �m, o banco de dados (conjunto de arquivos). A �gura 2 apresenta esta ideia de organização
dos dados.
Figura 2 | Hierarquia dos dados
Fonte: Stair & Reynolds (2015, p. 207).
Um banco de dados é uma coleção organizada de dados relacionados. Os termos
essenciais aqui são “organizados” e “relacionados”. Uma coleção de dados não é, por si só́,
um banco de dados. Organizado signi�ca que você pode facilmente achar os dados que
quer.
— (GORDON & GORDON, 2013, p.108)
De forma geral, podemos a�rmar que um banco de dados é formado por registros (conjunto de dados
relacionados à mesma entidade lógica e aos mesmos campos (conjunto de dados que compõem uma unidade
de informação). A �gura 3 apresenta o exemplo de um registro contendo cinco campos.
Figura 3 | Exemplo de registro
Fonte: Marçula & Benini (2019, p. 178).
É comum também chamarmos os campos de atributos e os registros de entidades, considerados elementos
fundamentais de uma tabela de um banco de dados. Desta forma, temos o atributo como uma característica
de uma entidade. Já a entidade é compreendida como uma classe de pessoas, objetos, lugares ou qualquer
dado que se queira armazenar. É comum encontramos nas tabelas dos bancos de dados um campo que é
considerado o identi�cador único dos registros, chamado de campo-chave ou chave primária. (STAIR &
REYNOLDS, 2015).
Figura 4 | Campo-chave da tabela de um banco de dados
Fonte: Stair & Reynolds (2015, p. 207).
Os bancos de dados podem ser classi�cados dentro de um processo evolutivo como: banco de dados com
sistemas de arquivos sequencial (1ª geração); banco de dados hierárquico (2ª geração); banco de dados em
rede (3ª geração); banco de dados relacional (4ª geração) e banco de dados orientado a objetos (5ª geração);
banco de dados não relacionais (6ª geração).
VIDEOAULA: CONCEITOS BÁSICOS EM BANCO DE DADOS. CLASSIFICAÇÃO DOS BANCOS DE
DADOS
Olá, estudante!
Neste vídeo apresentaremos a evolução dos bancos de dados. Vamos abordar as gerações, as quais são uma
interessante forma de classi�car os bancos de dados. Daremos ênfase aos bancos hierárquicos, em rede,
relacional e orientado a objetos.
BANCO DE DADOS RELACIONAL. BANCO DE DADOS ORIENTADO A OBJETOS
Considerado para a sua uma época uma grande evolução na área de TI, os bancos de dados que utilizam o
modelo relacional fundamentam-se na utilização de um conjunto de tabelas com relações bidimensionais.
Para este tipo de banco de dados, segundo Prado & Souza (2014), é importante compreender três conceitos
importantes que formam o tripé de sua utilização: entidade (representação do objeto a ser modelado),
atributo (característica da entidade) e o relacionamento (forma de relação entre as entidades).
A �gura 5 apresenta um exemplo de um banco de dados que opera com modelo relacional, contendo duas
tabelas, sendo a primeira chamada de “ROUPA” e a segunda chamada de “FONECEDOR”. A tabela “ROUPA”
apresenta-se com cinco campos (Código, Nome, Cor, Cod_Form e Local) e cinco registros. A tabela
FORNECEDOR apresenta três campos (Código, Nome e Cidade) e três registros.
Figura 5 | Tabelas de um banco de dado relacional
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Fonte: Marçula & Benini (2019, p. 188).
É possível perceber na �gura 5, que a tabela ‘ROUPA” possui como campo-chave ou chave-primária a coluna
“Código”. Também observamos na tabela “FORNECEDOR” que a chave-primária é a coluna chamada “Código”.
Outro fato interessante reside na compreensão do campo “Cód_Form” na tabela “ROUPA”, que possui valores
que também estão situados na tabela “FORNECEDOR”, mais especi�camente no campo “Código”. Esta
compreensão nos remete para a ideia do relacionamento entre as duas tabelas.
Assim, veri�camos que a relação da tabela “ROUPA” com a tabela “FORNECEDOR” se dá por meio do campo
“Cód_Form” da tabela “ROUPA”, que recebe o nome de chave-estrangeira. Os relacionamentos em um banco
de dados relacional ocorrem por meio da determinação das chaves-estrangeiras e podem ser de três modos
diferentes: relacionamento um para um; relacionamento um para muitos; e relacionamento muitos param
muitos.
Na �gura 5, é possível perceber que o relacionamento entre a tabelas ROUPA e FORNECEDOR é de 1 para
muitos, porque temos um mesmo fornecedor que pode comercializar muitos tipos de roupas diferentes. A
�gura 6 apresenta o exemplo de um diagrama entidade-relacionamento para um banco de dados sobre
pedidos de um cliente. Os relacionamentos com os “pé-de-galinha” denotam uma relação “um para muitos”
Figura 6 | Exemplo de diagrama de entidade-relacionamento
Fonte: Stair & Reynolds (2015, p. 213).
Neste diagrama é possível veri�car que um vendedor pode trabalhar com muitos clientes, além de termos um
cliente com diversos pedidos feitos. Cada um destes pedidos pode estar relacionado a muitos itens na linha
de produção. Finalizando os relacionamentos, observamos que um pedido gera uma fatura.
Partindo agora para os bancos de dados com orientação a objetos, remontamos fatos acontecidos na década
de 1980, quando surgiram necessidades reais de implementar melhorias nos modelos relacionais, até então
dominantes no mercado. O modelo orientado a objetos representa de forma mais clara e com mais
proximidade o mundo real.
Segundo Marçula e Benini (2019, p.189),
Tanto o banco de dados relacional quanto o banco de dado orientado a objetos operam com um sistema de
gerenciamento de banco de dados (SGBD), importantíssimo para o funcionamento das aplicações.
o modelo orientado a objetos armazena os dados de um objeto, em unidades de trabalho
conhecidas como objetos também e que possuem característica análogas ao mundo real,
ao contrário do modelo relacional, que obriga a armazenar os dados de um objeto na
forma de dados estruturados em campos com tipo e tamanho �xos.
VIDEOAULA: BANCO DE DADOS RELACIONAL. BANCO DE DADOS ORIENTADO A OBJETOS
Olá, estudante,
Nesta videoaula apresentaremos os sistemas de gerenciamento de bancos de dados (SGBD), que representam
o software que media a relação entre o banco de dados e as aplicações.
FERRAMENTAS DE INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIOS (BI). DATA WAREHOUSE. DATA MINING
Cada vez mais as empresas de forma geral têm assimilado um tipo de cultura organizacional chamada de data
driven. A ideia desta cultura é fazer com que a empresa de forma geral tome as suas decisões corporativas,
principalmente as estratégicas, baseada em dados.
Esta linha de pensamento que associa dados e tomada de decisão não é algo novo. Pelo contrário, está
presente no seio das organizações desde a década de 1970. A �gura 7 apresenta esta evolução da tomada de
decisão baseada em dados no ambiente corporativo, mostrando as mais diversas ferramentas associadas a
ela.
Figura 7 | Evolução da tomada de decisão baseando-se em dados
Fonte: Sharda et al. (2019, p.12).
Neste processo evolutivo, observamos que entre as décadas de 1980 e 1990 chega até as organizações o
conceito de Data Warehouse (DW). Um DW representa um subconjunto do banco de dados da organização,
contendo elementos (dados) com grande potencial de cooperação na tomada de decisão estratégica. Segundo
Stair & Reynolds (215, p. 232), “o objetivo principal é relacionar informações de forma inovadora e ajudar os
gestores e executivos a tomar decisões melhores”. A �gura 8 apresenta os elementos formadores de um DW.
Figura 8 | Elementos formadores de um Data Warehouse
Fonte: Stair & Reynolds (2015,p. 232).
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Um DW pode ser dividido em outros pequenos “bancos de dados”, chamados de Data Mart (DM) dedicados às
decisões estratégicas mais especi�cas do negócio. Os DMs também podem ser utilizados em pequenas
empresas.
Seja um DW ou seja um DM, é necessário a utilização de ferramentas e técnicas para acessar, aproveitar,
analisar e consolidar bem esta massa estratégica de dados. Estas ferramentas e técnicas são chamadas de
inteligência de negócios (BI – Business Intelligence) ou inteligência empresarial.
Uma destas ferramentas é o data mining, que pode ser traduzido como minerador de dados, com o papel de
buscar relações entre os dados de forma a entregar perspectivas dos contextos corporativos. O data mining
funciona como um artefato totalmente orientado a descobertas, ou seja, ele não atua de forma programada e
direcionada na busca de um dado especí�co, mas minerando aquilo que encontra, encontra padrões e
relacionamentos ocultos no DW/DM, em vista de auxiliar a inferência de regras que contribuem na previsão
de comportamentos futuros.
Outra ferramenta de BI é o processamento analítico online (OLAP - Online Analytical Processing). O OLAP
trabalha na criação e administração de relatórios sobre dados contendo análises multidimensionais. O OLAP e
o data mining têm formas diferentes de trabalhar que são apresentadas no quadro 1.
Quadro 1 | Diferenças entre OLAP e data mining
Característica OLAP DATA MINING
Objetivo Apoia a análise de dados e a
tomada de decisão.
Subsidia a análise de dados e a tomada de
decisão.
Tipo de análise
apoiada
De cima para baixo, análise de
dado acionada por consulta.
De baixo para cima, análise de dados
acionada por descoberta.
Habilidade exigida
do usuário
Deve conhecer profundamente os
dados e o negócio.
Deve con�ar nas ferramentas de data mining
para revelar hipóteses válidas e importantes.
Fonte: Stair & Reynolds (2015, p. 235).
VIDEOAULA: FERRAMENTAS DE INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIOS (BI). DATA WAREHOUSE. DATA
MINING
Olá, estudante,
Nesta aula vamos aprofundar um pouco mais os conteúdos de data mining. A ideia aqui é retomar o conceito
de data mining, destacando a sua multidisciplinaridade e as suas aplicações.
ESTUDO DE CASO
Com o objetivo de contextualizar a sua aprendizagem, considere que você precisa desenvolver de forma
simpli�cada um banco de dados relacional para ser utilizado por um sistema de informação de uma loja de
sapatos.
Você precisa apresentar pelo menos três tabelas (informe também os campos presentes em cada tabela) e o
relacionamento entre elas, apontando as chaves-primárias de cada uma delas e as chaves-estrangeiras. 
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
A situação-problema apresenta a necessidade de um projeto simples de um banco de dados relacional para a
uma loja de sapatos. 
Existem diversas soluções para este caso. Vamos optar pelo caminho mais simples, escolhendo primeiro quais
seriam as tabelas. Dentre os mais diversos exemplos de tabelas deste banco de dados relacional podemos
citar: tabela de clientes, tabela de produtos, tabela de vendedores, tabela de fornecedores, tabela de pedidos,
dentre outros.
Vamos escolher as tabelas de clientes, tabela de pedidos e tabela de vendedores.
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Na tabela de clientes poderemos ter os seguintes campos: nome do cliente, CPF do cliente, E-mail do cliente e
Endereço do Cliente. A chave-primária desta tabela seria o CPF do cliente.
Na tabela de pedidos poderemos ter os seguintes campos: nº do pedido, CPF do cliente, Código do Vendedor e
data do pedido. A chave-primária desta tabela seria o nº do pedido.
Na tabela de vendedores poderemos ter os seguintes campos: Código do vendedor, Nome do vendedor,
classi�cação do vendedor e meta mensal do vendedor. A chave-primária seria o Código do vendedor.
Os relacionamentos são os seguintes:
Relacionamento 1 (clientes/pedidos): relacionamento um para muitos e a chave-estrangeira na tabela de
pedidos é o campo CPF do cliente.
Relacionamento 2 (vendedor/pedidos): relacionamento de um para muitos e a chave-estrangeira na tabela de
pedidos é o campo Código do vendedor.
 Saiba mais
As tecnologias de bancos de dados são de grande importância para o desenvolvimento de tecnologias
robustas. O artigo “Uso de banco de dados em arquitetura de microsserviços” trata da relação entre as
tecnologias de banco de dados e a arquitetura de microserviços.
Link: https://joins.emnuvens.com.br/joins/article/view/99/22. Acesso em: 3 jan. 2022.
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Aula 1
ALVES, W. P. Linguagem e lógica de programação. São Paulo: Erica, 2014.
MARÇULA, M.; BENINI FILHO, P. A. Informática: conceitos e aplicações. 5. ed. São Paulo: Erica, 2019.
SACOMANO, J. B. et al. (Org.). Indústria 4.0: conceitos e fundamentos. São Paulo: Editora Blucher, 2018.
STALLINGS, W. Arquitetura e organização de computadores. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2017.
TANENBAUM, A. S. Organização estruturada de computadores. 5. ed. São Paulo: Ed. Pearson Prentice Hall,
2007.
TURING, D. A história da computação: do ábaco à inteligência arti�cial. São Paulo: M. Books, 2019.
VELLOSO, F. de C. Informática: conceitos básicos. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
Aula 2
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 10. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall,
2013.
MARÇULA, M.; BENINI FILHO, P. A. Informática: Conceitos e Aplicações. 5. ed. São Paulo: Érica, 2019.
RAINER JUNIOR, R. K.; CEGIELSKI, C. G. Introdução a sistemas de informação. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2016.
STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. São Paulo: Cengage Learning, 2015.
REFERÊNCIAS
14 minutos
https://joins.emnuvens.com.br/joins/article/view/99/22
Aula 3
BALTZAN, P.; PHILLIPS, A. Sistemas de informação. Porto Alegre: AMGH, 2012.
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Aula 4
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STAIR, Ralph M.; REYNOLDS, George W. Princípios de Sistemas de Informação. São Paulo: Cengage do Brasil,
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