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INTRODUÇÃO Nesta aula, vamos estudar a evolução das tecnologias da informação; para tanto, começaremos apresentando os primeiros sistemas computacionais e como eles se desenvolveram a partir da evolução da engenharia eletrônica, bem como mencionaremos a geração dos computadores e como chegamos até os sistemas computacionais que temos nos dias de hoje. Você terá a oportunidade de conhecer um pouco mais a estrutura do sistema computacional, mais especi�camente na sua parte física, e, mais ao �nal desta aula, encontrará informações sobre as linguagens de programação que são utilizadas para programar os computadores. Esperamos que você goste desta aula, bem como incentivamos um estudo mais aprofundado das tecnologias da informação! A EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Ao longo dos últimos 300 anos, o mundo passou por muitas mudanças impulsionadas por uma série de fatores que favoreceram o desenvolvimento tecnológico. Algumas delas vieram a partir das quatro revoluções industriais que ocorrem na sociedade, e o Quadro 1 apresenta um pequeno resumo dessas revoluções (SACOMANO et al., 2018). Quadro 1 | Revoluções industriais Revolução Industrial Período Fatos marcantes 1ª Século XVIII Mecânica, energia a vapor e hidráulica. 2ª Século XIX Eletricidade, produção em massa e linha de montagem. 3ª A partir da década de 1950 Uso dos sistemas computacionais, robótica na manufatura e avanços na eletrônica. 4ª Dias atuais Sistemas ciber físicos, internet das coisas, machine learning, inteligência arti�cial, entre outros. Fonte: adaptado de Sacomano et al. (2018). Foi nesse contexto de revoluções industriais que surgiram, por volta da década de 1950, as tecnologias da informação nas organizações. No início, a sua utilização foi extremamente tímida, limitada ao uso de computadores de grande porte chamados de mainframe, que consumiam grandes quantidades de energia elétrica e tinham uma capacidade de processamento bem limitada. Nesse primeiro momento, a computação era bem limitada, mas com a evolução da engenharia eletrônica, novas e melhores soluções foram surgindo. Os primeiros computadores com características modernas utilizavam as tecnologias de eletrônica à base de um componente chamado válvula (dispositivo semicondutor dessa época), que, pouco depois, perdeu espaço para os transistores, que contribuíram para a diminuição do tamanho dos computadores, elevando o patamar de qualidade dos projetos de sistemas computacionais (TURIN, 2019). Aula 1 FUNDAMENTOS DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Vamos estudar a evolução das tecnologias da informação. 62 minutos Imprimir Já por volta da década de 1970, os transistores foram substituídos pelos circuitos integrados, também conhecidos como chips, e tudo isso favoreceu o surgimento dos primeiros computadores pessoais, com tamanho bem menor que aqueles construídos à base de válvulas ou de transistores (TURIN, 2019). Essa evolução dos computadores pode ser vista no Quadro 2, que apresenta as tecnologias utilizadas, bem como o período e a velocidade de operação. Quadro 2 | Evolução dos sistemas computacionais Geração Tecnologia eletrônica Velocidade de operação Período Primeira Válvula 40.000 operações por segundo. Por volta da década de 1950. Segunda Transistor 200.000 operações por segundo. Por volta da década de 1960. Terceira Circuito integrado 1.000.000 operações por segundo. Por volta da década de 1970. Quarta Circuito integrado 1.000.000.000 operações por segundo. A partir de 1980. Fonte: Adaptado de Stalling (2010). É importante destacarmos que além da parte física dos sistemas computacionais (chamada de hardware), houve, também, uma grande evolução na parte lógica, ou seja, nos programas que fazem o computador, efetivamente, funcionar. Os programas de computador (também chamados de software) representam um conjunto de códigos e programações executados pela parte física. Os primeiros códigos (ou programas) utilizados em máquinas computacionais sem características modernas foram criados por volta de 1842 pela Sra. Ada Augusta King, considerada a primeira programadora. Ela criou um código para ser utilizado em máquinas analíticas, consideradas percussoras dos computadores modernos (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019). Nos primeiros computadores, o software operava com processamento em batch (em lote) e os códigos �cavam armazenados em cartões perfurados. Aos poucos, as linguagens de programação e o próprio hardware foram evoluindo e novas soluções de software foram sendo criadas, de modo que, ao longo da história da informática do século passado, observamos o desenvolvimento e a evolução, em paralelo, tanto do hardware como do software (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019). VIDEOAULA: A EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Olá, estudante! Nesta videoaula, adentraremos um pouco mais na evolução dos sistemas computacionais. Vamos mostrar os tipos de computadores e o surgimento de cada um deles dentro do processo evolutivo da tecnologia da informação, bem como falar sobre os desktops, notebooks, tablets e smartphones, suas vantagens e desvantagens. ESTRUTURA GERAL DE UM SISTEMA DE COMPUTAÇÃO – HARDWARE, CPU, MEMÓRIA, PERIFÉRICOS, SISTEMA OPERACIONAL O sistema computacional foi a grande invenção da tecnologia da informação; ele é composto por uma parte física chamada de hardware e uma parte lógica chamada de software. A parte física do sistema computacional e todos os seus componentes podem ser vistos na Figura 1. Figura 1 | Parte física do sistema computacional Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Fonte: adaptado de Marçula e Benini Filho (2019). O primeiro elemento da parte física do hardware é o processador ou unidade central de processamento (CPU – Control Processing Unit). Esse componente é considerado o “cérebro” do sistema computacional, sendo responsável direto pelo controle do �uxo de dados entre os outros elementos (por meio da unidade de controle) e pela execução das operações lógicas e aritméticas do sistema computacional (por meio da unidade lógica e aritmética). Além da unidade de controle e da unidade lógica e aritmética, a CPU é composta de registradores, que são células de memórias de alta velocidade e com baixa capacidade de armazenamento situadas dentro do circuito integrado do processador (TANENBAUM, 2007; VELLOSO, 2017). O próximo componente do hardware do sistema computacional é a memória, que representa o conjunto de circuitos integrados eletrônicos ou algum dispositivo magnético ou ótico responsável pelo armazenamento dos dados utilizados pelo computador. As memórias podem ser classi�cadas como de acesso direto ou armazenamento de massa, bem como podem ser classi�cadas como de armazenamento temporário e apenas de leitura (TANENBAUM, 2007; VELLOSO, 2017). As memórias de armazenamento temporário também são chamadas de memória de acesso aleatório (RAM – Random Access Memory). Na memória RAM, tudo se perde quando o computador é desligado; as memórias apenas de leitura (ROM – Read Only Memory) têm o seu armazenamento permanente, ou seja, quando o computador é desligado, nada se perde. Tanto a memória RAM quanto a memória ROM apresentam diversas variações. As memórias RAM, por exemplo, dividem-se em estáticas (rápidas e com baixo consumo de energia, porque utilizam um mínimo de energia de alimentação) e dinâmicas (carregadas em um dispositivo elétrico chamado de capacitor, que, normalmente, perde as suas cargas paulatinamente). O terceiro elemento de hardware é formado pelos dispositivos periféricos de entrada e saída que provêm a comunicação do computador com o mundo exterior, possibilitando a entrada e saída de dados. Entre os principais exemplos de periféricos, podemos citar: teclados, monitores, scanner, leitores de código, joystick, leitores ópticos, dispositivos coletores de dados, câmera, microfone, etc. O quarto elemento de hardware é o barramento, que representa as trilhas elétricas que estabelecem a comunicação entre os componentesfísicos do computador, podendo ser de vários tipos, como nos mostra o quadro a seguir. Quadro 4 | Tipos de barramentos Tipo de barramento Designação Barramento do processador Serve para entrada e saída de dados do processador. Barramento de cache Barramentos dedicados para acesso do processador ao cache de memória. São os chamados barramentos backside (backside bus). Barramento de memória Conecta a memória ao processador. Em alguns casos, os barramentos de memória e do processador são os mesmos. Barramento I/O padrão O termo I/O refere-se a dados de entrada/saída do sistema. Esse é o barramento usado por componentes mais lentos ou mais antigos. Tipo de barramento Designação Barramento I/O local Barramento de entrada/saída de dados de alta velocidade para componentes de performance crítica, como controladores de vídeo, dispositivos de armazenamento etc. Fonte: adaptado de Marçula e Benini Filho (2019). Para comandar e controlar todo esse aparato físico, temos o sistema operacional, considerado o mais complexo e importante software do sistema computacional. Sem o sistema operacional, os computadores modernos não conseguem realizar operações (MARÇULA & BENINI FILHO, 2019). VIDEOAULA: ESTRUTURA GERAL DE UM SISTEMA DE COMPUTAÇÃO – HARDWARE, CPU, MEMÓRIA, PERIFÉRICOS, SISTEMA OPERACIONAL Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos nos aprofundar um pouco na ideia moderna que temos de computadores, bem como apresentaremos o computador como uma máquina multinível dividida em seis camadas: nível lógico digital; nível de microarquitetura; nível de arquitetura de conjunto de instruções; nível de sistema operacional; nível de linguagem assembly; nível de linguagem orientada a problemas. ESTRUTURA GERAL DE UM SISTEMA DE COMPUTAÇÃO – LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO E BANCO DE DADOS á mencionamos que um computador não “percebe” ou “enxerga” a mesma realidade e contexto que nós observamos ao nosso redor. Ele, na verdade, executa apenas informações armazenadas nas memórias e entrega, para o usuário �nal, aquilo que é desejado. Essa característica dos computadores é chamada de “programabilidade” e representa a capacidade de ser programável para executar um vasto conjunto de tarefas (ALVES, 2014). O conjunto de palavras (vocabulário) e regras que balizam e instruem o computador na execução das suas tarefas é de�nido como linguagem de programação. Assim, utilizando as mais variadas linguagens de programação com as suas sintaxes próprias, os programadores criam os programas, a princípio, em código- fonte (linguagem de alto nível contendo os comandos criados pelo programador) e que são transformados de modo que a CPU compreenda. Esse processo de transformação do código-fonte em um programa que pode ser executado pela máquina é chamado de compilação e pode ser visto na Figura 2 (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019). Figura 2 | Processo de compilação Fonte: Marçula e Benini Filho (2019, p.171). Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Conforme vimos na Figura 1, o programa compilador efetua a compilação do código-fonte e o transforma em código objetivo, que é compreendido pela máquina. Sobre esse processo, Marçula e Benini Filho (2019, p.172) mencionam que: Ainda é importante acrescentarmos que o programa criado pode fazer uso de dados e arquivos contidos em bibliotecas e que o agrupamento é feito por meio do linkeditor (ligador), gerando, logo depois, o código executável. As linguagens de programação podem ser agrupadas em diversas categorias, também chamadas de gerações, que estão descritas no Quadro 5. Quadro 5 | Categorias das linguagens de programação Categoria Descrição Linguagens de 1ª geração. Linguagens de mais baixo nível, pois o programador necessita escrever comandos, praticamente, ao nível da máquina. Linguagens de 2ª geração. Linguagens que apresentam um avanço em relação ao Assembly. Os comandos são dados por intermédio de palavras utilizadas no dia a dia (normalmente, verbos em inglês). Linguagens de 3ª geração (linguagens de programação estruturadas ou modernas). Linguagens de programação de terceira geração podem apresentar três categorias: linguagens de alto nível de uso geral, linguagens orientadas a objeto e linguagens especializadas. Linguagens de 4ª geração (4GL – Fourth Generation Language). Até agora, são as linguagens que apresentam o maior nível de abstração (mais alto nível), pois automatizam muitas tarefas (ou todas), e podem ser classi�cadas em três categorias: linguagens de consulta, geradores de programa, linguagens de prototipação. Fonte: adaptado de Marçula e Benini Filho (2019). Para complementarmos a ideia do uso dos sistemas computacionais, precisamos acrescentar que, além do hardware e do software, é necessária a utilização de um sistema de banco de dados, que possibilita o armazenamento dos registros utilizados pelas aplicações utilizadas pelos usuários do sistema computacional. VIDEOAULA: ESTRUTURA GERAL DE UM SISTEMA DE COMPUTAÇÃO – LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO E BANCO DE DADOS Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos nos aprofundar um pouco mais nas categorias das linguagens de programação utilizadas em TI. A ideia é passarmos, rapidamente, pelas gerações mais antigas e enfatizarmos as mais atuais. ESTUDO DE CASO Durante o processo de compilação a linguagem de programação realiza análises léxica, sintática e semântica para detectar se os comandos feitos pelo programador utilizaram palavras-chave válidas e se essas palavras estão dispostas em uma ordem correta. O processo poderia parar nesse momento, mas a criação de programas executáveis possui algumas características adicionais. O código-fonte de um programa pode ser formado por somente um conjunto de comandos, mas boa parte dos programas é formada por vários desses conjuntos interligados. Isso permite que um programa com uma quantidade de funções muito grande possa ser desenvolvido por um grupo de pessoas, cada uma desenvolvendo uma parte dele. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Com o objetivo de contextualizar a sua aprendizagem, imagine que você é o projetista responsável por uma solução de um sistema computacional para um parque com alta extensão geográ�ca situado em uma grande cidade do Brasil. Esse sistema computacional deverá ser criado na forma de um totem, e os usuários deverão acessá-lo para ter informações sobre o parque, fazer compras de lanches com retiradas em pontos estratégicos, adquirir entradas para atrações do parque, obter informações em geral, entre outras ações que você mesmo pode criar. Considerando as necessidades estabelecidas, em sua opinião, como deveria ser esse sistema computacional? Ele deveria ter um processador, acessar a internet e ter memórias? Quais seriam essas memórias? Quais seriam os periféricos utilizados nesse sistema computacional? RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Prezado estudante, o projeto de um sistema computacional nem sempre é tão óbvio quanto parece. Para esse caso especí�co, não teríamos um computador pessoal (um desktop) e sim um sistema computacional na forma de totem. Ele teria um processador, porque todo sistema computacional precisa de uma CPU para processar os dados, e os processadores são elementos fundamentais, formando os sistemas computacionais, bem como estaria ligado à Internet, uma vez que trabalharia com o processamento de transações envolvendo pagamentos. Esse sistema precisaria ter uma memória ROM para armazenar o código de inicialização do sistema, mas não precisaria ter uma memória RAM com alta capacidade de armazenamento, haja vista o processo de busca de informações ser simpli�cado. Entre os periféricos desse sistema, poderíamos citar: monitor touch screen, teclado, leitora de cartão, leitora óptica, modem para acesso à internet. Saiba mais A computação em nuvem é uma das tecnologias que mais revolucionaram os sistemas computacionais das organizações, especialmente daquelas de pequeno porte. O artigo Vantagens da computaçãoem nuvem para empresas de menor porte apresenta um pouco dessa realidade. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. INTRODUÇÃO Caro estudante, nesta aula vamos estudar a respeito do software. Iniciaremos com uma breve apresentação de conceitos básicos em software e suas principais classi�cações. Em blocos posteriores, mencionaremos as características dos softwares de sistema, com destaque especial para o sistema operacional. Finalizaremos com um detalhamento sobre os softwares de aplicação ou aplicativos, incluindo as suas divisões, vantagens e desvantagens. Aula 2 SOFTWARE Iniciaremos com uma breve apresentação de conceitos básicos em software e suas principais classi�cações. 62 minutos http://www.sadsj.org/index.php/revista/article/view/439/385 Esperamos que esta aula leve-o a conhecer mais sobre o mundo do software, tão importante para a área de negócios nos dias de hoje! CONCEITOS BÁSICOS EM SOFTWARE; CLASSIFICAÇÃO DOS SOFTWARES Além de toda a parte física que compõe o sistema computacional, encontramos também a parte lógica, chamada de software. Marçula e Benini Filho (2019, p. 156) de�nem software como uma composição de “um ou mais programas (conjuntos de instruções) que capacitam o hardware a realizar tarefas especí�cas, pelos dados manipulados por eles, pela documentação de especi�cação (projeto) dos programas e pela documentação de operação dos programas”. O software desempenha papel fundamental no uso da Tecnologia da Informação (TI) e, ao longo do tempo, tem passado por diversas evoluções. No início do uso da TI nas empresas, por volta das décadas de 1960 e 1970, o desenvolvimento de software era bem artesanal e pouco pro�ssionalizado, além de ser caracterizado por soluções em batch (software que processa transações em lote). Com o passar dos anos, principalmente com o surgimento dos bancos de dados e com a melhoria da pro�ssionalização na área de TI, os softwares foram se aprimorando de forma decisiva, consolidando-se como soluções diferenciadas para as organizações (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019). Outro fator interessante que contribuiu para a melhoria do desenvolvimento e uso de softwares foi a consolidação das redes de computadores e o estabelecimento da internet, por volta das décadas de 1980 e 1990, proporcionando cada vez mais a utilização de plataformas on-line de software. Chegando aos dias de hoje, observamos o uso intenso de aplicações em smartphones no cotidiano das pessoas (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019). Segundo Stair e Reynolds (2015), os softwares podem ser classi�cados em dois tipos diferentes: software de aplicação e software de sistemas. O software de aplicação é um programa de computador que atende a alguma necessidade básica de um usuário. Por exemplo: se um usuário deseja construir um relatório, ele pode utilizar um software de aplicação chamado Word®, integrante do Microsoft® 365. Já o software de sistema é um conjunto de programas que operam a gestão e a coordenação do hardware do computador. Por exemplo: o sistema operacional Windows®, da Microsoft®, utilizado em computadores no mundo inteiro. O interesse por novas formas de utilização de softwares nas organizações cresceu tanto que acabou por provocar um aumento considerável de técnicas de desenvolvimento. Sobre isso, Marçula e Benini Filho (2019, p. 210) comentam que: Assim, a engenharia de software foi evoluindo e entregando abordagens para desenvolver, operar e dar manutenção aos softwares. VIDEOAULA: CONCEITOS BÁSICOS EM SOFTWARE; CLASSIFICAÇÃO DOS SOFTWARES Nesta videoaula, vamos falar sobre os fatores considerados na avaliação de um software. Trataremos um pouco sobre e�ciência, �exibilidade, segurança, conectividade e documentação. Estes fatores são de grande importância para o desenvolvimento e a utilização dos softwares. SOFTWARE DE SISTEMAS No início, o desenvolvimento de software era realizado quase como uma arte que dependia diretamente da habilidade do desenvolvedor para a obtenção de um software de melhor qualidade. Apesar de a habilidade ainda ser algo importante, é necessário utilizar abordagens mais formais para o desenvolvimento dos sistemas de software que permitam controle e garantia �nal do produto de software, que antes não eram conseguidos. Além do mais, é importante que o software seja documentado de forma adequada para que modi�cações futuras possam ser realizadas sem maiores problemas. Essas abordagens são apresentadas pela engenharia de software. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Conforme vimos no bloco anterior, os softwares podem ser classi�cados como de sistemas ou de aplicação. Segundo Stair e Reynolds (2015, p. 159), “controlar as operações do hardware do computador é uma das funções mais importantes do software de sistemas. Eles também apoiam os recursos para resolver problema dos programas aplicativos”. Bons exemplos de softwares de sistemas são os sistemas operacionais e os programas utilitários. Especi�camente, os sistemas operacionais têm a responsabilidade de ser a camada de abstração entre as aplicações do usuário e todo o hardware do sistema computacional. Ele efetua o controle, a gestão e o monitoramento do computador. Alguns autores chamam os sistemas operacionais de software básico, por representarem o elemento lógico básico para o funcionamento de um computador. Partindo para os utilitários, encontramos neles o auxílio para as principais tarefas de um sistema operacional, tais como o gerenciamento de arquivos, permissão de comunicação, veri�cação de discos, dentre outros (BATISTA, 2012). Esta ideia do papel do sistema operacional pode ser vista na Figura 1. Figura 1 | Papel do sistema operacional Fonte: Stair e Reynolds (2015, p. 159). De forma um pouco mais detalhada, podemos compreender as funcionalidades básicas de um sistema operacional por meio da Figura 2. São quatro funções que nos remetem para: usuários, programas, hardware e sistema de arquivos. Figura 2 | Funções básicas de um sistema operacional Fonte: Marçula e Benini Filho (2019, p. 160). A primeira grande função de um sistema operacional é prover uma forma de comunicação, ou seja, uma interface entre o hardware e o usuário. A segunda funcionalidade nos remete à ideia de gestão das operações do hardware do sistema computacional. A terceira funcionalidade está relacionada à gestão e à manutenção dos sistemas de arquivos armazenados. A quarta função reside no suporte às aplicações utilizadas no sistema computacional (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019). Os elementos fundamentais de um sistema operacional são: Kernel e Shell. O Kernel é considerado a parte mais importante do sistema operacional e consiste no seu núcleo, que controla os processos críticos, além de regular todos os programas e aplicações utilizadas no computador. O Shell é a parte mais visível do sistema operacional para o usuário, consistindo na sua interface e aparência. Assim, todo acesso ao sistema operacional por parte do usuário se dá por meio do Shell, que entrega para o Kernel as solicitações para que as tarefas sejam executadas pelo sistema operacional (MARÇULA; BENINI FILHO, 2019). A compreensão do funcionamento de um sistema operacional é relativamente simples. Ele começa a atuar no sistema computacional praticamente ao ligar a computador, mas não é o primeiro. Quando um computador é inicializado, a memória que permite apenas leitura (ROM - Read Only Memory) é acessada pelo processador, a �m de buscar as instruções para início do funcionamento do computador (é o que popularmente chamamos de “boot”). Logo após isso, o processador copia da memória de armazenamento de massa (HD, SSD, dentre outros) para a memória principal o Kernel do sistema operacional, que passa a controlar o computador. De posse do controle do computador, o sistema operacional efetua: gerenciamento de processos; gerenciamento da memória principal; gerenciamento de arquivos; gerenciamento do armazenamento secundário; gerenciamento do sistemade entrada e saída de dados; dentre outras tarefas. Os principais sistemas operacionais utilizados para desktop são Windows, Linux e Mac OS. Para smartphones, os sistemas operacionais mais encontrados são Android e iOS. VIDEOAULA: SOFTWARE DE SISTEMAS Nesta videoaula, apresentaremos algumas funções dos sistemas operacionais. Serão mencionados o gerenciamento de processos, o gerenciamento da memória principal, o gerenciamento de arquivos, o gerenciamento do armazenamento secundário e o gerenciamento do sistema de entrada e saída de dados. SOFTWARE DE APLICAÇÃO Os softwares também podem ser classi�cados como software de aplicação ou software aplicativo (ou simplesmente aplicativos). Rainer Junior e Cegielski (2016, p. 404) de�nem software de aplicação como “instruções que orientam um sistema de computação a realizar atividades especí�cas de processamento de informações e que oferecem funcionalidade para os usuários”. Existem diversas necessidades do usuário que podem ser atendidas por meio de um software de aplicação. O Quadro 1 apresenta algumas categorias destas aplicações e as suas funcionalidades, além de exemplos de softwares. Quadro 1 | Categoria de aplicações e funcionalidades Categoria de aplicação Principais funções Exemplos Planilhas Usa linhas e colunas para manipular, principalmente, dados numéricos; útil para analisar informações �nanceiras e para fazer análises hipotéticas, visando metas. Excel® Processamento de textos Permite que os usuários manipulem, principalmente, texto, com muitos recursos para escrita e edição. Word® Gerenciamento de dados Permite que os usuários armazenem, recuperem e manipulem dados relacionados. Access® Geradores de apresentação Permite que os usuários criem e editem informações gra�camente ricas, que aparecem em slides eletrônicos. PowerPoint® Grá�cos Permite que os usuários criem, armazenem e apresentem, na tela ou na impressora, diagramas, grá�cos, mapas e desenhos. Adobe® Photoshop Gerenciamento de informações pessoais Permite que os usuários criem e mantenham calendários, compromissos, listas de coisas a fazer e contatos comerciais. Outlook® Fonte: adaptado de Rainer Junior e Cegielski (2016, p. 404). Existe uma vasta quantidade de aplicativos e cada dia mais este número tem crescido a partir da sua utilização em smartphones. Eles podem se dividir em softwares proprietários (desenvolvidos para uma �nalidade especí�ca, de forma única, sendo propriedades da organização que os utiliza) e softwares padrão (desenvolvidos por um fornecedor e comercializados em massa). O software padrão também é conhecido como software de prateleira (STAIR; REYNOLDS, 2015). O Quadro 2 apresenta uma relação entre as vantagens e desvantagens dos dois tipos de softwares (padrão e proprietário). Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Quadro 2 | Relação entre os softwares padrão e proprietário Lorem ipsum Lorem ipsum Vantagens Desvantagens Vantagens Desvantagens Pode-se obter exatamente o que se precisa, em termos de funcionalidades, relatórios e assim por diante. Pode-se levar um bom tempo e despender recursos signi�cativos para desenvolver as características necessárias. O custo inicial é mais baixo, porque a empresa de programas pode dividir os custos do desenvolvimento com os muitos clientes. Uma empresa poderá ter de pagar por características que não são necessárias e que nunca usará. Envolver-se no desenvolvimento proporciona controle sobre os resultados. O pessoal de desenvolvimento do sistema pode ser duramente pressionado para fornecer suporte e manutenção em andamento, isso por conta da pressão para mudar para novos projetos. É provável que o programa atenda às necessidades básicas do negócio – pode-se analisar as características existentes e o desempenho de um pacote antes de adquiri- lo. O programa pode não ter características importantes, exigindo futuras modi�cações ou personalização. Isso pode sair muito caro, pois os usuários precisam também adotar versões futuras do programa. Pode-se modi�car características que precisem se contrapor a uma iniciativa dos concorrentes, ou para atender às demandas de um novo fornecedor ou cliente. As características e o desempenho do programa, que ainda devem ser desenvolvidos, apresentam mais risco potencial. Provavelmente, o pacote deve ser de alta qualidade, porque muitas empresas testaram o programa e ajudaram a identi�car seus defeitos. O programa pode não corresponder aos processos de trabalho e padrões de dados atuais. Fonte: Stair e Reynolds (2015, p. 174). Os softwares de aplicação também podem ser categorizados como verticais (utilização especí�ca de um negócio) ou horizontais (utilização comum em todo tipo de negócio). VIDEOAULA: SOFTWARE DE APLICAÇÃO Nesta videoaula, vamos adentrar em outra tipologia dos softwares, aquela que considera a forma de aquisição e o uso dos softwares; são elas: software de revenda, software customizado, web app, mobile app, freeware, free software, open source, shareware, adware, domínio público. ESTUDO DE CASO Com o objetivo de contextualizar a sua aprendizagem, imagine que você é responsável pelos softwares de um centro médico de consultas. Este centro médico possui, exatamente, 6 consultórios, que funcionam diariamente, com atendimentos de diversas especialidades. Há também uma recepção, onde dois funcionários trabalham fazendo cadastro de clientes, triagem, agendamento de consultas e demais serviços administrativos. Considerando a realidade de funcionamento de um centro de consultas médicas, quais seriam os tipos de softwares que estariam disponíveis nos computadores desta organização? Observação: caso ache necessário, você poderá visitar uma organização como a descrita no caso e observar os recursos de software utilizados. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Neste estudo de caso, você poderia ter procurado visitar algum Centro Médico de Consultórios, pesquisar na internet ou até mesmo buscar na sua memória o trabalho feito em um consultório. Em primeiro lugar, em todos os computadores a serem utilizados no consultório é necessário um software de sistema, chamado de sistema operacional. Um bom exemplo poderia ser o sistema operacional Windows®, da Microsoft®, na sua versão mais atual. Em cada um dos computadores, é necessária também a instalação de softwares de aplicação. O ideal seria termos primeiro, em cada computador, aplicativos de escritório, como: Word®, para processar textos, Excel®, para trabalhar com planilhas eletrônicas, e Outlook®, para a gestão de compromissos e e-mails. No consultório, também há a necessidade de um software vertical, ou seja, um tipo de solução especí�ca para o negócio, a �m de gerenciar as consultas e os atendimentos médicos. Claro que também outros softwares de aplicação podem ajudar muito, como os navegadores de internet (Google Chrome, Microsoft Edge, dentre outros), além de um editor/visualizador de PDF, etc. Praticamente todos estes softwares podem ser considerados softwares padrão, ou de prateleira. É possível que apenas o software de aplicação utilizado para gerenciar consultas seja um software proprietário. Saiba mais As tecnologias de software têm passado por intensas mudanças e reinvenções provocadas pela transformação digital. A massiva utilização de smartphones tem criado novas formas de utilizar as aplicações. Este artigo, intitulado Plataformas de negócios digitais: o poder da transformação digital nos dispositivos móveis, apresenta um pouco sobre transformação digital, software e o uso de aplicativos em smartphones. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. INTRODUÇÃO Nesta aula, estudaremos sobre as redes de computadores. Este é um importante componente da infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) e causou uma verdadeira revolução no uso do ambiente tecnológico. Hoje, épossível dizer que não vivemos mais sem internet e sem as redes. As aplicações on-line são intensamente utilizadas e fazem a diferença na vida das pessoas e das empresas. Esperamos que você aproveite os conteúdos sobre redes e Internet, continuando a buscar ainda mais conhecimento. HISTÓRICO DAS REDES DE COMPUTADORES E DAS TELECOMUNICAÇÕES As telecomunicações (ou comunicações à distância) “nasceram” no momento em que o homem primitivo da África e os indígenas das Américas passaram a comunicar-se por meio dos sinais de fumaça ou de tambores, emitindo uma mensagem para alguém situado em local distante da origem da informação (SOARES NETO, 2018). Aula 3 REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÕES Este é um importante componente da infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) e causou uma verdadeira revolução no uso do ambiente tecnológico. 57 minutos https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/2097/1734 https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/2097/1734 Caminhando para tempos mais próximos, encontramos, no século XIX, aquilo que seria o marco inicial das telecomunicações: o surgimento do telégrafo, que foi criado por Samuel Morse, em 1835. Para fazer o telégrafo cumprir o seu papel, o seu inventor criou o código Morse, que favoreceu o primeiro tipo de transmissão digital, por meio da utilização de um código binário representado por traços (sinais elétricos longos) e pontos (sinais elétricos rápidos). Esta combinação de traços e pontos revelavam um caractere (MEDEIROS, 2016). Para melhor exempli�car, o Quadro 1 apresenta algumas letras, pontuações e sinais de controle, além da sua respectiva codi�cação, segundo o código Morse. Quadro 1 | Código Morse Internacional Letra, pontuação ou sinal de controle Codi�cação A . - B - . . . C - . - . Vírgula . - . - . - Interrogação . . - - . . Fim de transmissão . . . - . - Atenção - . - . - Fonte: adaptado de Medeiros (2016, p. 297). Impulsionado pelo desenvolvimento da engenharia elétrica e das técnicas que utilizavam a eletricidade, por volta de 1876, um homem que trabalhava na educação de pessoas com de�ciência auditiva, chamado Alexander Graham Bell (1847–1922), teve a sua primeira patente de telefone aprovada. A ideia deste grande invento que revolucionou a sociedade era a transmissão de sons vocais por meio da corrente elétrica. A partir deste invento, muitas conexões e comunicações por voz começaram a ser estabelecidas nos Estados Unidos e no mundo, criando, assim, as redes telefônicas, e interligando cidades por meio de centrais de comutação telefônicas. Com mais avanços na engenharia elétrica e eletrônica, além da evolução das técnicas de telecomunicações, a qualidade da transmissão de voz foi melhorando e consolidando o uso deste tipo de comunicação por parte da sociedade do início do século XX. Partindo para o século XX, a humanidade dá, mais uma vez, um grande salto para a evolução das tecnologias de telecomunicações, o que aconteceu com o lançamento do primeiro satélite, em 1957. Foram os russos os responsáveis por essa proeza. Eles chamaram o primeiro satélite de Sputnik. Poucos anos depois, começa a surgir aquilo que seria a rede de computadores precursora da Internet. Ela foi desenvolvida no �nal da década de 1960 pela Agência de Projetos e Pesquisas Avançadas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e recebeu o nome de ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network). A esta altura da evolução tecnológica, os computadores começaram a ter utilização em escala consideravelmente alta, fazendo com que as telecomunicações começassem a voltar o seu foco para a comunicação de dados. É também no �nal da década de 1970 que surgem as primeiras redes de telefonia móvel celular, que se consolidaram por completo no século XXI e reinventaram as formas de comunicação à distância, seja de dados, de voz ou de imagens. Hoje, com todo o aparato de novas tecnologias de transformação digital, encontramos telecomunicações e redes de computadores como sinônimos, e vemos o Protocolo de Internet (IP - Internet Protocol) sendo utilizado em praticamente todas as formas de comunicação. VIDEOAULA: HISTÓRICO DAS REDES DE COMPUTADORES E DAS TELECOMUNICAÇÕES Nesta aula, vamos conhecer um pouco mais sobre a evolução das redes de computadores e das telecomunicações. Mencionaremos o surgimento da Internet no mundo e no Brasil. CLASSIFICAÇÃO DAS REDES DE COMPUTADORES (LAN, MAN E WAN) As redes de computadores surgem da necessidade de estabelecer conexões entre os sistemas computacionais que estão separados �sicamente. Estes sistemas computacionais interligados em rede são chamados também de hosts e são os mais variados possíveis (desktop, notebooks, smartphones, impressoras ligadas em rede, telefone IP, dentre outros), que recebem e enviam dados. Estas redes podem ser classi�cadas de diferentes formas. Uma interessante classi�cação é aquela que divide as redes de acordo com o modelo computacional, podendo ser de processamento centralizado (caracterizado pela existência de um elemento central com grande capacidade de processamento, armazenamento e demais recursos computacionais) ou processamento distribuído (caracterizado pela distribuição dos recursos computacionais). Nas redes de processamento descentralizado, encontramos as redes de arquitetura cliente-servidor e a arquitetura ponto a ponto. Nas redes de arquitetura cliente-servidor há a presença de um servidor gerenciando os processos da rede e compartilhando serviços. Nas redes de arquitetura ponto a ponto não há a presença de um servidor e todos os pontos comportam-se como servidor e cliente ao mesmo tempo, à medida que compartilham serviços. Além desta classi�cação, encontramos também as redes de computadores categorizadas de acordo com a sua abrangência geográ�ca, como: redes locais, redes metropolitanas e redes de longa distância. As redes locais também são conhecidas como redes de abrangência local (Local Area Network – LAN) e normalmente são instaladas dentro de uma empresa ou de uma residência, ou seja, limitam-se a uma área. Em uma LAN temos, normalmente, diversos computadores instalados e interligados por meio de um dispositivo concentrador de redes, que pode ser um switch ou um hub. A Figura 1 apresenta a ideia de uma LAN. Figura 1 | Exemplo de uma LAN Fonte: Forouzan e Mosharraf (2013, p. 2). Normalmente, uma LAN é administrada pela organização proprietária, tendo um controle administrativo próprio. Outro detalhe interessante é que, geralmente, em uma LAN encontramos altas velocidades de conexão e os seus padrões são descritos nas normas criadas no âmbito do Instituto dos Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE). Um dos principais padrões para a LAN é conhecido como padrão Ethernet, sendo considerado um dos mais antigos. As redes metropolitanas são conhecidas como redes de abrangência metropolitana (Metropolitan Area Network – MAN). Elas funcionam como interligações de LANs, oferecendo conexões com taxas de erros reduzidas e velocidades consideravelmente altas. Elas são administradas por provedores de serviços de telecomunicações. Bons exemplos são as redes de TV a cabo e as redes Fiber Distributed Data Interface (FDDI), que utilizam a �bra óptica como meio físico. A Figura 2 apresenta a ideia de uma MAN. Figura 2 | Exemplo de MAN Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Fonte: Maia (2013, p. 8). As redes de longa distância são conhecidas como redes de grande abrangência (Wide Area Network - WAN). Têm uma grande extensão geográ�ca, abrangendo cidades, regiões e países, oferecendo a comunicação entre LANs e MANs. A prestação de serviços de WAN é feita também por empresas provedoras de serviços de telecomunicações Figura 3 | Exemplo de WAN Fonte: Forouzan e Mosharraf (2013, p. 4). VIDEOAULA: CLASSIFICAÇÃO DAS REDES DE COMPUTADORES (LAN, MAN E WAN) Já estudamos um pouco sobre LAN, MAN e WAN. Agora, veremos algumas variações a partir deste conceito, assim, conheceremos umpouco sobre WLAN, VLAN, PAN, dentre outras. ELEMENTOS DAS REDES DE COMPUTADORES (MEIOS FÍSICOS, DISPOSITIVOS, MENSAGENS, PROTOCOLOS) A �m de garantir a comunicação de dados, as redes de computadores são constituídas de elementos básicos, são eles: os meios físicos, os dispositivos, as mensagens e os protocolos. Comecemos pelo mais simples e mais importante componente, que é a mensagem. Ela representa a razão de existir das redes de comunicações de dados e toda a infraestrutura é criada para propiciar o seu tráfego da origem para o destino. As mensagens nas redes de computadores passam por diversos processos, incluindo sinalização, codi�cação, segmentação, multiplexação, modulação, dentre outros. O segundo componente importante das redes de computadores são os dispositivos, que estão divididos em �nais e intermediários. Os dispositivos �nais são os mais próximos do usuário e é por meio deles que as pessoas mantêm o contato com as redes de computadores. Exemplos de dispositivos �nais são: desktops, notebooks, impressoras ligadas em rede, câmeras IP, telefones IP, dentre outros. Os dispositivos intermediários são aqueles que propiciam a interligação dos dispositivos �nais, responsabilizando-se pelas funções de concentração de redes, roteamento em redes, proteção das redes, dentre outras. Exemplos de dispositivos de redes são: roteadores, modens, switches, hubs, pontos de acesso sem �o, dentre outros. O terceiro componente das redes de computadores são os meios físicos que interligam os dispositivos de rede. Eles podem ser chamados também de canais de comunicações e dividem-se em meios físicos con�nados (ou guiados) e meios físicos não con�nados (ou não guiados). Os meios físicos con�nados são os Um equipamento de destaque em uma WAN é o roteador. Ele é responsável pela determinação do melhor caminho que a mensagem precisa trilhar para sair da origem e chegar até o destino. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. cabos de pares metálicos e os cabos de �bra óptica. O meio físico não con�nado por excelência é o próprio ar, que permite a transmissão de sinais por meio de ondas eletromagnéticas que nele se propagam. Os pares metálicos conduzem a informação por meio de sinais elétricos e são susceptíveis a interferências e ruídos elétricos, embora tenham uma boa relação custo-benefício. Os cabos de �bra óptica conduzem a informação por meio de sinais de luz (ópticos) em uma �bra de vidro �níssima, com a grande vantagem de não sofrerem interferências e ruídos elétricos. O quarto componente das redes de computadores são os protocolos, que representam todas as regras e padronizações que precisam ser seguidas no processo de comunicação. Os protocolos são peças-chave no funcionamento das redes de comunicação de dados, sem eles tudo tende a se transformar em um verdadeiro caos. A Figura 4 apresenta o exemplo de uma grande rede de computadores. Na Figura 4 encontramos pelo menos dois dispositivos de rede de grande importância. O primeiro é o roteador, que é responsável pela determinação do caminho, ou seja, executa o processo de roteamento. Também encontramos o switch LAN, responsável por fazer a comutação da mensagem dentro de uma LAN. O switch age de forma inteligente, tendo o conhecimento de cada computador que está interligado em suas portas (conexões), enviando a mensagem de forma rápida e direta para o host a que se destina. Observe também, na Figura 4, que encontramos, em cada uma das redes interligadas, um conjunto de camadas, que, na verdade, representam os protocolos. Nas redes de computadores, encontramos protocolos que atuam em questões físicas, em questões de enlace de dados, em questões de rede, em questões de transporte, dentre outras. VIDEOAULA: ELEMENTOS DAS REDES DE COMPUTADORES (MEIOS FÍSICOS, DISPOSITIVOS, MENSAGENS, PROTOCOLOS) Nesta videoaula, vamos conhecer um pouco sobre os modelos de protocolos. O primeiro deles é o modelo OSI, que se apresenta como uma pilha de camadas bem estruturada, facilitando o entendimento e o funcionamento das redes. Apresentaremos, também, o modelo TCP/IP. ESTUDO DE CASO Figura 4 | Exemplo de uma grande rede de computadores Fonte: Forouzan e Mosharraf (2013, p. 536). Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Com o objetivo de contextualizar a sua aprendizagem, imagine que você precisa fazer um levantamento dos recursos de redes encontrados em uma escola de ensino médio. Ao analisar os recursos desta escola, percebemos que ela possui um link de acesso à Internet via �bra óptica, que foi provido por uma operadora de serviços de telecomunicações. A operadora instalou um modem e um roteador, além de ter fornecido pelo menos dois switches para interligar os 50 computadores que existem na escola, por meio de uma rede, utilizando cabos de pares metálicos. A escola também possui um ponto de acesso sem �o, onde os alunos podem se conectar à internet, assim como os professores, que o fazem utilizando os notebooks. Observando o caso apresentado, quais são os tipos de redes que encontramos? Quais são os meios físicos utilizados e como podemos classi�cá-los? Quais são os dispositivos de rede utilizados e como podemos classi�cá-los? RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Observando atentamente o caso proposto, encontramos dois tipos de redes: uma WAN, que interliga a escola de ensino médio à Internet, e uma LAN, que interliga os computadores e demais dispositivos dentro da escola. Encontramos, também, uma WLAN, porque temos uma rede wireless. Os meios físicos utilizados são: �bra óptica (para WAN), cabos de pares metálicos (para LAN) e o ar (para a WLAN). Os dois primeiros meios físicos são con�nados e o último é considerado não con�nado. Encontramos os seguintes dispositivos �nais: computadores, notebooks e smartphones. Como dispositivos intermediários, encontramos: roteador, modem, switch e ponto de acesso sem �o. Saiba mais As redes de computadores proporcionaram grandes mudanças no ambiente empresarial em organizações de todos os portes. Um dos grandes benefícios colhidos nos dias de hoje é a utilização da computação em nuvem. O artigo Vantagens da computação em nuvem para empresas de menor porte apresenta o uso deste tipo de solução para pequenas organizações, mostrando como há um bom retorno de investimento. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. INTRODUÇÃO Olá, estudante, Nesta aula vamos abordar um importante elemento tecnológico da infraestrutura de TI que é o banco de dados. Vamos primeiro apresentar conceitos básicos para facilitar o seu entendimento, passando por um processo de evolução e uma classi�cação dos bancos de dados. Daremos ênfase ao banco de dados relacional e �nalizaremos esta aula abordando um pouco as ferramentas de inteligência de negócios ou business intelligence (BI). Aula 4 BANCO DE DADOS Nesta aula vamos abordar um importante elemento tecnológico da infraestrutura de TI que é o banco de dados. 52 minutos http://www.sadsj.org/index.php/revista/article/view/439 Esperamos que você goste desta aula e se sinta motivado a estudar um pouco mais sobre os bancos de dados! CONCEITOS BÁSICOS EM BANCO DE DADOS. CLASSIFICAÇÃO DOS BANCOS DE DADOS No mercado, seja nas áreas de TI ou de negócios, tem-se percebido um aumento considerável da importância atribuída aos dados. Não que os dados não fossem importantes antes, mas devido ao processo evolutivo das organizações caminhamos primeiro na era conhecimento, passamos pela era da informação e voltamos justamente para uma nova era, a dos dados. Especialistas e até futuristas costumam se referir aos dados como o novo petróleo, justamente por ser ele de pouco valor em sua forma bruta, mas quando re�nado pode ser decisivo para as estratégias de negócios. Logo, dados e estratégias têm uma relação muito forte no seio das empresas nos dias de hoje. A partir destes dados (transacionais e analíticos), armazenados em um recurso de TI chamado de banco de dados, a informação (transacionale analítica) processada pelos sistemas é gerada e contribui para as estratégias de negócio. A �gura 1 apresenta uma ideia básica do que comentamos. Figura 1 | Os bancos de dados e os sistemas de informação Fonte: Baltzan & Phillips (2012, p. 144). Sobre o conceito de banco de dados, Gordon & Gordon (2013, p.108) mencionam que: Lógica e hierarquicamente, os dados são organizados como: caracteres (conjunto de letras, números, etc.); campos (conjunto de caracteres); registros (conjuntos de dados contidos nos campos); arquivos (conjunto de registros) e, por �m, o banco de dados (conjunto de arquivos). A �gura 2 apresenta esta ideia de organização dos dados. Figura 2 | Hierarquia dos dados Fonte: Stair & Reynolds (2015, p. 207). Um banco de dados é uma coleção organizada de dados relacionados. Os termos essenciais aqui são “organizados” e “relacionados”. Uma coleção de dados não é, por si só́, um banco de dados. Organizado signi�ca que você pode facilmente achar os dados que quer. — (GORDON & GORDON, 2013, p.108) De forma geral, podemos a�rmar que um banco de dados é formado por registros (conjunto de dados relacionados à mesma entidade lógica e aos mesmos campos (conjunto de dados que compõem uma unidade de informação). A �gura 3 apresenta o exemplo de um registro contendo cinco campos. Figura 3 | Exemplo de registro Fonte: Marçula & Benini (2019, p. 178). É comum também chamarmos os campos de atributos e os registros de entidades, considerados elementos fundamentais de uma tabela de um banco de dados. Desta forma, temos o atributo como uma característica de uma entidade. Já a entidade é compreendida como uma classe de pessoas, objetos, lugares ou qualquer dado que se queira armazenar. É comum encontramos nas tabelas dos bancos de dados um campo que é considerado o identi�cador único dos registros, chamado de campo-chave ou chave primária. (STAIR & REYNOLDS, 2015). Figura 4 | Campo-chave da tabela de um banco de dados Fonte: Stair & Reynolds (2015, p. 207). Os bancos de dados podem ser classi�cados dentro de um processo evolutivo como: banco de dados com sistemas de arquivos sequencial (1ª geração); banco de dados hierárquico (2ª geração); banco de dados em rede (3ª geração); banco de dados relacional (4ª geração) e banco de dados orientado a objetos (5ª geração); banco de dados não relacionais (6ª geração). VIDEOAULA: CONCEITOS BÁSICOS EM BANCO DE DADOS. CLASSIFICAÇÃO DOS BANCOS DE DADOS Olá, estudante! Neste vídeo apresentaremos a evolução dos bancos de dados. Vamos abordar as gerações, as quais são uma interessante forma de classi�car os bancos de dados. Daremos ênfase aos bancos hierárquicos, em rede, relacional e orientado a objetos. BANCO DE DADOS RELACIONAL. BANCO DE DADOS ORIENTADO A OBJETOS Considerado para a sua uma época uma grande evolução na área de TI, os bancos de dados que utilizam o modelo relacional fundamentam-se na utilização de um conjunto de tabelas com relações bidimensionais. Para este tipo de banco de dados, segundo Prado & Souza (2014), é importante compreender três conceitos importantes que formam o tripé de sua utilização: entidade (representação do objeto a ser modelado), atributo (característica da entidade) e o relacionamento (forma de relação entre as entidades). A �gura 5 apresenta um exemplo de um banco de dados que opera com modelo relacional, contendo duas tabelas, sendo a primeira chamada de “ROUPA” e a segunda chamada de “FONECEDOR”. A tabela “ROUPA” apresenta-se com cinco campos (Código, Nome, Cor, Cod_Form e Local) e cinco registros. A tabela FORNECEDOR apresenta três campos (Código, Nome e Cidade) e três registros. Figura 5 | Tabelas de um banco de dado relacional Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Fonte: Marçula & Benini (2019, p. 188). É possível perceber na �gura 5, que a tabela ‘ROUPA” possui como campo-chave ou chave-primária a coluna “Código”. Também observamos na tabela “FORNECEDOR” que a chave-primária é a coluna chamada “Código”. Outro fato interessante reside na compreensão do campo “Cód_Form” na tabela “ROUPA”, que possui valores que também estão situados na tabela “FORNECEDOR”, mais especi�camente no campo “Código”. Esta compreensão nos remete para a ideia do relacionamento entre as duas tabelas. Assim, veri�camos que a relação da tabela “ROUPA” com a tabela “FORNECEDOR” se dá por meio do campo “Cód_Form” da tabela “ROUPA”, que recebe o nome de chave-estrangeira. Os relacionamentos em um banco de dados relacional ocorrem por meio da determinação das chaves-estrangeiras e podem ser de três modos diferentes: relacionamento um para um; relacionamento um para muitos; e relacionamento muitos param muitos. Na �gura 5, é possível perceber que o relacionamento entre a tabelas ROUPA e FORNECEDOR é de 1 para muitos, porque temos um mesmo fornecedor que pode comercializar muitos tipos de roupas diferentes. A �gura 6 apresenta o exemplo de um diagrama entidade-relacionamento para um banco de dados sobre pedidos de um cliente. Os relacionamentos com os “pé-de-galinha” denotam uma relação “um para muitos” Figura 6 | Exemplo de diagrama de entidade-relacionamento Fonte: Stair & Reynolds (2015, p. 213). Neste diagrama é possível veri�car que um vendedor pode trabalhar com muitos clientes, além de termos um cliente com diversos pedidos feitos. Cada um destes pedidos pode estar relacionado a muitos itens na linha de produção. Finalizando os relacionamentos, observamos que um pedido gera uma fatura. Partindo agora para os bancos de dados com orientação a objetos, remontamos fatos acontecidos na década de 1980, quando surgiram necessidades reais de implementar melhorias nos modelos relacionais, até então dominantes no mercado. O modelo orientado a objetos representa de forma mais clara e com mais proximidade o mundo real. Segundo Marçula e Benini (2019, p.189), Tanto o banco de dados relacional quanto o banco de dado orientado a objetos operam com um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD), importantíssimo para o funcionamento das aplicações. o modelo orientado a objetos armazena os dados de um objeto, em unidades de trabalho conhecidas como objetos também e que possuem característica análogas ao mundo real, ao contrário do modelo relacional, que obriga a armazenar os dados de um objeto na forma de dados estruturados em campos com tipo e tamanho �xos. VIDEOAULA: BANCO DE DADOS RELACIONAL. BANCO DE DADOS ORIENTADO A OBJETOS Olá, estudante, Nesta videoaula apresentaremos os sistemas de gerenciamento de bancos de dados (SGBD), que representam o software que media a relação entre o banco de dados e as aplicações. FERRAMENTAS DE INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIOS (BI). DATA WAREHOUSE. DATA MINING Cada vez mais as empresas de forma geral têm assimilado um tipo de cultura organizacional chamada de data driven. A ideia desta cultura é fazer com que a empresa de forma geral tome as suas decisões corporativas, principalmente as estratégicas, baseada em dados. Esta linha de pensamento que associa dados e tomada de decisão não é algo novo. Pelo contrário, está presente no seio das organizações desde a década de 1970. A �gura 7 apresenta esta evolução da tomada de decisão baseada em dados no ambiente corporativo, mostrando as mais diversas ferramentas associadas a ela. Figura 7 | Evolução da tomada de decisão baseando-se em dados Fonte: Sharda et al. (2019, p.12). Neste processo evolutivo, observamos que entre as décadas de 1980 e 1990 chega até as organizações o conceito de Data Warehouse (DW). Um DW representa um subconjunto do banco de dados da organização, contendo elementos (dados) com grande potencial de cooperação na tomada de decisão estratégica. Segundo Stair & Reynolds (215, p. 232), “o objetivo principal é relacionar informações de forma inovadora e ajudar os gestores e executivos a tomar decisões melhores”. A �gura 8 apresenta os elementos formadores de um DW. Figura 8 | Elementos formadores de um Data Warehouse Fonte: Stair & Reynolds (2015,p. 232). Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Um DW pode ser dividido em outros pequenos “bancos de dados”, chamados de Data Mart (DM) dedicados às decisões estratégicas mais especi�cas do negócio. Os DMs também podem ser utilizados em pequenas empresas. Seja um DW ou seja um DM, é necessário a utilização de ferramentas e técnicas para acessar, aproveitar, analisar e consolidar bem esta massa estratégica de dados. Estas ferramentas e técnicas são chamadas de inteligência de negócios (BI – Business Intelligence) ou inteligência empresarial. Uma destas ferramentas é o data mining, que pode ser traduzido como minerador de dados, com o papel de buscar relações entre os dados de forma a entregar perspectivas dos contextos corporativos. O data mining funciona como um artefato totalmente orientado a descobertas, ou seja, ele não atua de forma programada e direcionada na busca de um dado especí�co, mas minerando aquilo que encontra, encontra padrões e relacionamentos ocultos no DW/DM, em vista de auxiliar a inferência de regras que contribuem na previsão de comportamentos futuros. Outra ferramenta de BI é o processamento analítico online (OLAP - Online Analytical Processing). O OLAP trabalha na criação e administração de relatórios sobre dados contendo análises multidimensionais. O OLAP e o data mining têm formas diferentes de trabalhar que são apresentadas no quadro 1. Quadro 1 | Diferenças entre OLAP e data mining Característica OLAP DATA MINING Objetivo Apoia a análise de dados e a tomada de decisão. Subsidia a análise de dados e a tomada de decisão. Tipo de análise apoiada De cima para baixo, análise de dado acionada por consulta. De baixo para cima, análise de dados acionada por descoberta. Habilidade exigida do usuário Deve conhecer profundamente os dados e o negócio. Deve con�ar nas ferramentas de data mining para revelar hipóteses válidas e importantes. Fonte: Stair & Reynolds (2015, p. 235). VIDEOAULA: FERRAMENTAS DE INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIOS (BI). DATA WAREHOUSE. DATA MINING Olá, estudante, Nesta aula vamos aprofundar um pouco mais os conteúdos de data mining. A ideia aqui é retomar o conceito de data mining, destacando a sua multidisciplinaridade e as suas aplicações. ESTUDO DE CASO Com o objetivo de contextualizar a sua aprendizagem, considere que você precisa desenvolver de forma simpli�cada um banco de dados relacional para ser utilizado por um sistema de informação de uma loja de sapatos. Você precisa apresentar pelo menos três tabelas (informe também os campos presentes em cada tabela) e o relacionamento entre elas, apontando as chaves-primárias de cada uma delas e as chaves-estrangeiras. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO A situação-problema apresenta a necessidade de um projeto simples de um banco de dados relacional para a uma loja de sapatos. Existem diversas soluções para este caso. Vamos optar pelo caminho mais simples, escolhendo primeiro quais seriam as tabelas. Dentre os mais diversos exemplos de tabelas deste banco de dados relacional podemos citar: tabela de clientes, tabela de produtos, tabela de vendedores, tabela de fornecedores, tabela de pedidos, dentre outros. Vamos escolher as tabelas de clientes, tabela de pedidos e tabela de vendedores. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Na tabela de clientes poderemos ter os seguintes campos: nome do cliente, CPF do cliente, E-mail do cliente e Endereço do Cliente. A chave-primária desta tabela seria o CPF do cliente. Na tabela de pedidos poderemos ter os seguintes campos: nº do pedido, CPF do cliente, Código do Vendedor e data do pedido. A chave-primária desta tabela seria o nº do pedido. Na tabela de vendedores poderemos ter os seguintes campos: Código do vendedor, Nome do vendedor, classi�cação do vendedor e meta mensal do vendedor. A chave-primária seria o Código do vendedor. Os relacionamentos são os seguintes: Relacionamento 1 (clientes/pedidos): relacionamento um para muitos e a chave-estrangeira na tabela de pedidos é o campo CPF do cliente. Relacionamento 2 (vendedor/pedidos): relacionamento de um para muitos e a chave-estrangeira na tabela de pedidos é o campo Código do vendedor. Saiba mais As tecnologias de bancos de dados são de grande importância para o desenvolvimento de tecnologias robustas. O artigo “Uso de banco de dados em arquitetura de microsserviços” trata da relação entre as tecnologias de banco de dados e a arquitetura de microserviços. Link: https://joins.emnuvens.com.br/joins/article/view/99/22. Acesso em: 3 jan. 2022. Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Aula 1 ALVES, W. P. Linguagem e lógica de programação. São Paulo: Erica, 2014. MARÇULA, M.; BENINI FILHO, P. A. Informática: conceitos e aplicações. 5. ed. São Paulo: Erica, 2019. SACOMANO, J. B. et al. (Org.). Indústria 4.0: conceitos e fundamentos. São Paulo: Editora Blucher, 2018. STALLINGS, W. Arquitetura e organização de computadores. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2017. TANENBAUM, A. S. Organização estruturada de computadores. 5. ed. São Paulo: Ed. Pearson Prentice Hall, 2007. TURING, D. A história da computação: do ábaco à inteligência arti�cial. São Paulo: M. Books, 2019. VELLOSO, F. de C. Informática: conceitos básicos. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. Aula 2 LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 10. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2013. MARÇULA, M.; BENINI FILHO, P. A. Informática: Conceitos e Aplicações. 5. ed. São Paulo: Érica, 2019. RAINER JUNIOR, R. K.; CEGIELSKI, C. G. Introdução a sistemas de informação. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. São Paulo: Cengage Learning, 2015. REFERÊNCIAS 14 minutos https://joins.emnuvens.com.br/joins/article/view/99/22 Aula 3 BALTZAN, P.; PHILLIPS, A. Sistemas de informação. Porto Alegre: AMGH, 2012. GORDON, S. R.; GORDON, J. R. Sistemas de informação: uma abordagem gerencial. 3 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2013. LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 10 ed. São Paulo: Pearson Pratice Hall, 2013. MARÇULA, M.; BENINI FILHO, P. A. Informática: conceitos e aplicações. 5 ed. São Paulo: Erica: 2019. PRADO, E. V. P; SOUZA, C. A. Fundamentos de sistemas de informação. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. RAINER JUNIOR, R. K.; CEGIELSKI, C. G. Introdução a sistemas de informação. 5 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. SHARDA, R; DELEN, D; TURBAN, E. Business intelligence e análise de dados para gestão do negócio. Porto Alegre: Bookman, 2019. STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. São Paulo: Cengage Learning, 2015. Aula 4 CARVALHO, F. C. A. de. Gestão do Conhecimento. São Paulo: Pearson, 2012. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. Fundamentos de metodologia cientí�ca. São Paulo: Atlas, 2008. NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação do Conhecimento na empresa. Rio de Janeiro: Campus, 1997. NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Gestão do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2008. STAIR, Ralph M.; REYNOLDS, George W. Princípios de Sistemas de Informação. São Paulo: Cengage do Brasil, 2015.