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1
Instrumentação Industrial
Medidas de Temperatura
2
Grandeza física relacionada com o grau
de vibração dos átomos e/ou moléculas
que constituem o corpo.
CONCEITOS BÁSICOS
Temperatura
Energia térmica em trânsito de um corpo
de maior temperatura para um corpo de
menor temperatura.
Calor
3
Escalas Termométricas - CELSIUS
 Celsius arbitrou a temperatura de:
 0 ºC ao ponto de fusão do
gelo sob pressão normal
 100 ºC para a temperatura de
ebulição da água em
condições normais de
pressão.
 Entre os limites citados, a escala foi
dividida em cem partes iguais
 Cada uma das partes denominamos
grau Celsius .
4
Escalas Termométricas - KELVIN
 Escala absoluta, na qual a
variação de um grau absoluto
(1 Kelvin ou 1 K) corresponde à
variação de 1 ºC na temperatura.
 O zero Kelvin (0 K) corresponde a
- 273,156 ºC, aproximadamente.
5
Escalas Termométricas - FAHRENHEIT
 Nesta escala relativa: 
 A temperatura de vaporização
da água é de 212 ºC (pressão
normal)
 A temperatura de fusão do gelo
(pressão normal) é definida como
32 ºF
 Entre esses dois pontos fixos, temos
180 partes iguais, cada uma delas
correspondendo a 1 grau Fahrenheit
6
Quadro de Conversões de Temperatura
KELVIN
( K )
CELSIUS
( C )
FAHRENHEIT
( F )
RANKINE
( R )
TK = 5/9( TF +459,6) TC = TK - 273,15 TF = 9/5( TC ) + 32 TR = 9/5 TK
TK = TC +273,15 TC = 5/9( TF - 32) TF = 9/5( TK ) - 459,6 TR = TF +459,6
TK = 5/9( TR ) TC = 5/9( TR ) – 273,15 TF = TR - 459,6 TR = 9/5( TC + 273,15)
7
Foram realizadas por GALILEU, a partir de
um termoscópio
- princípio físico: expansão do ar;
- na ocasião, sua “escala” estava dividida
em “graus de calor”, segundo seus
registros.
AS PRIMEIRAS MEDIÇÕES DE TEMPERATURA
8
Termoscópio do tipo usado por Galileu
9
PRINCÍPIO DE CONSTRUÇÃO DE 
UM TERMÔMETRO
10
1o PASSO: Escolher uma propriedade termométrica
do sistema sensor) compatível com o
sistema a ser medido.
2o PASSO: Definir uma “Escala de Temperatura”
PRINCÍPIO DE CONSTRUÇÃO DE UM TERMÔMETRO
11
TIPOS DE TERMÔMETROS
12
Termômetros à dilatação de líquidos
OS MATERIAIS LÍQUIDOS SE DILATATAM COM AQUECIMENTO 
E SE CONTRAEM COM O RESFRIAMENTO, SEGUNDO UMA LEI 
DE EXPANSÃO VOLUMÉTRICA A QUAL RELACIONA SEU 
VOLUME COM A TEMPERATURA E O COEFICIENTE DE 
EXPANSÃO QUE É PRÓPRIO DE CADA MATERIAL
]1[ 33
2
210 TTTVVT  
Em que:
• T=Temperatura do líquido em ºC.
• V0= Volume do líquido a temperatura inicial de referência ºC.
• VT= Volume do líquido na temperatura T.
• β1, β2 e β3 = Coeficiente de expansão do líquido em ºC
-1.
• ΔT=T-T0.
 Para quando a temperatura aumenta:
 







 




.
..
V
TVVV
T
L
LLL
H
H
Termômetros à dilatação de líquidos
 Para quando a temperatura diminui:
 







 




.
..
V
TVVV
T
L
HLL
L
H
Termômetros à dilatação de líquidos
15
Termômetros à dilatação de líquidos em recipiente de vidro transparente
16
Termômetros à dilatação de líquidos em recipiente 
de vidro transparente
LÍQUIDOS MAIS UTILIZADOS:
LÍQUIDO
PONTO DE 
SOLIDIFICAÇÃO
[ºc]
PONTO DE 
EBULIÇÃO
[ºc]
FAIXA DE USO
[ºc]
Mercúrio -39 +357 -38 a 350
Álcool Etílico -115 +78 -100 a 70
Tolueno -92 +110 -80 a 100
17
Termômetros à dilatação de líquidos em recipiente 
metálico
Líquido Faixa de Utilização
Mercúrio -35 a +350
Xileno -40 a +400
Tolueno -80 a +100
Álcool 50 a 150
18
Termômetros à dilatação de líquidos em recipiente 
metálico
Elementos de Medição:
A. Tipo C B. Tipo Helicoidal C. Tipo Espiral
19
Termômetros à pressão de gás
Gases aplicáveis:
Gás Temperatura Crítica
Hélio (He) -267,8 ºC
Hidrogênio (H2) -239,9 ºC
Nitrogênio (N2) -147,1 ºC
Dióxido de Carbono (CO2) -31,1 ºC
Lei de Gay-Lussac:
Cte
T
P
T
P
T
P
n
n  ...
2
2
1
1
20
Termômetro a pressão de vapor
Líquidos mais 
utilizados:
Líquido
Ponto de 
fusão[ºC]
Ponto de 
ebulição [ºC]
Cloreto de Metila -139 -24
Butano -135 -0,5
Éter Etílico -119 34
Tolueno -95 110
Dióxido de enxofre -73 -10
Propano -190 -42
21
TERMÔMETROS ELÉTRICOS DE CONTATO
Pares Bimetálicos
Termômetro de resistência
 Resistência de Platina
 Resistência de Platina Industrial
 Termorresistências Pt-100
Termopares
PTC e NTC
22
Termômetro à dilatação de sólidos (Termômetro Bimetálico)
Funcionamento baseado no 
princípio de flexão térmica
Características construtivas
Material do par bimetálico
Faixa de 
Medição
Coef. Dilatação 
linear
Α[10-6 1/K]
Invar (64%Fe + 36%Ni)
-50 a 800
0,7
Latão 19
Lâminas componentes do par 
bimetálico:
23
Metais mais adequados para medição de temperatura
 Liga de Rh99,5%xFe0,5%: Utilizado para medição de temperatura na faixa de 
0,5K a 25K (-272,75ºC a -248,15ºC)
 Cobre: Faixa de medição de 193,15K a 533,15K (-80ºC a 260ºC). Possui 
linearidade de 0,1ºC em um intervalo de 200ºC, entretanto sua resistência a 
oxidação é muito baixa e limita sua faixa de aplicação
 Níquel: Faixa de medição de 213,15K a 453,15K (-60ºC a 180ºC). Os principais 
atrativos na sua utilização são seu baixo custo e a alta sensibilidade. Sua 
principal desvantagem é a baixa linearidade.
 Platina: Faixa de medição de 25K a 1235K (-248ºC a 962ºC). É o metal mais 
utilizados na construção de termômetros de resistência, pela sua ampla faixa de 
utilização, boa linearidade e melhor resistência a oxidação.
24
- Baseado na dilatação de metais;
- Diferentes metais possuem diferentes coeficientes de
dilatação
- Se esses metais estiverem dispostos em lâminas conjuntas,
a dilatação diferenciada irá curvar esse conjunto de lâminas.
25
TERMÔMETRO BIMETÁLICO
A
B
Dilatação de dois metais com diferentes
coeficientes de dilatação (A e B); o
resultado é uma flexão lateral do
conjunto de lâminas, que tem um
ponteiro acoplado. A leitura é feita
diretamente numa escala acoplada.
26
O raio de curvatura é dado por:
TERMÔMETRO BIMETÁLICO
A
B
  123
.2
TT
s
BA 



A combinação desta equação com relações apropriadas
da resistência dos materiais permite o cálculo de deflexões de
vários tipos de elementos em uso prático.
onde:
s = espessura total da placa
A e B = coeficientes de dilatação
T2 -T1 = variação de temperatura
Dilatação Linear
  TTLL IFIIF  1
 Onde:
 LF = Comprimento Final
 LI = Comprimento Inicial
 TF = Temperatura Final
 TI = Comprimento Inicial
 = Coeficiente de Dilatação do Material

I
Flexão Térmica
 Onde:
 ft = Flexão Térmica
 L = Comprimento Inicial
 s = seção do material
 ΔT = Diferencial de temperatura
 αt = Coeficiente de Dilatação Térmica dos Materiais
 
s
ft TtL 
2

29
Exemplos de termômetros bimetálicos
30
TERMÔMETRO BIMETÁLICO
• Medidas de temperatura.
• Elemento sensor de controle de temperatura,
principalmente do tipo liga-desliga.
• Sistema de chaveamento para desligar o sistema em
casos de sobrecarga em aparelhos elétricos
Ao fluir a corrente elétrica pelo bimetal há seu
aquecimento e expansão, provocando a abertura da
chave quando há uma corrente excessiva).
Aplicação
31
TERMÔMETRO BIMETÁLICO
•Intervalo de temperatura de trabalho
• O intervalo de temperatura de trabalho é de -100oC a
1000oC.
• Grau de precisão de medida
• Imprecisões da ordem de 0,5 a 1% do intervalo de escala
devem seresperados em termômetros bimetálicos de alta
qualidade.
Aplicação
32
Outra aplicação para bimetálico: chave bimetálica
33
Exemplo de chave bimetálica com ajuste
34
TERMÔMETROS 
LINEARES DE 
RESISTÊNCIA
35
Termômetros de Resistência
A resistência elétrica de um condutor metálico tem seu valor
alterado em função da temperatura segundo a expressão a
seguir:
)1(0)( TRR T  
Em que:
• R(T) – Resistência elétrica a temperatura T.
• R0 - Resistência elétrica a temperatura 0 ºC.
• α - Coeficiente de variação da resistência elétrica em função da 
temperatura medida em ºC-1.
• ΔT=T-T0.
36
Para pequenas variações de temperatura a
serem medidas é válida a equação
RT = Ro[1 + 0 .( T-To )]
onde
 Ro é a resistência a 0 C,
 RT é a resistência na temperatura T e
  é o coeficiente de temperatura do metal.
TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA
37
 Os termômetros de resistência são considerados
sensores de alta precisão e ótima repetibilidade de
leitura;
 Quando metais são usados, o elemento sensor é,
normalmente, confeccionado de Platina com o mais
alto grau de pureza e encapsulados em bulbos de
cerâmica ou vidro.
TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA
38
 Atualmente, as termoresistências de Platina mais usuais são:
 PT-25,5
 PT-100
 PT-120,
 PT-130/PT-500,
TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA
- O mais conhecido e usado industrialmente é o PT-100
(100 a 0C).
- Sua faixa de uso vai de - 200 a 650 C, conforme a norma
ASTM E1137
- A norma DIN IEC 751 padronizou sua faixa de
- 200 a 850 C.
39
Para as variações de temperatura a serem
medidas é válida a equação
RT = 100[1 + 0,00385( T - 0 )]

SENSORES PT100
40
 Normalmente, o bulbo de resistência é
montado em uma bainha de aço inox,
totalmente preenchida com óxido de
magnésio, de tal maneira que haja uma ótima
condução térmica e proteção do bulbo com
relação a choques mecânicos.
 A isolação elétrica entre o bulbo e a bainha
obedece a mesma norma ASTM E 1137.
TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA
ASPECTOS CONSTRUTIVOS
41
Formas de encapsulamento do RTD
ISOLADA
ÓXIDO DE MAGNÉSIO
42
Resistência PT 100
As termoresistência PT-100 são as mais utilizadas industrialmente,
devido à sua grande estabilidade, larga faixa de utilização e alta
precisão.
Bulbos Cerâmicos: Permite a utilização em toda a faixa de
temperatura, proporcionando maior estabilidade, e tem versões para
utilização com aplicações a choque mecânicos e vibrações;
Bulbos de vidro: Permite a utilização direta em soluções ácidas,
alcalinas e líquidos orgânicos.
43
Caixa de Conexões
44
Curvas Típicas de Resistência x 
Temperatura
45
Curva Resistência x Temperatura
46
TERMÔMETROS NÃO-
LINEARES DE RESISTÊNCIA
47
 A leitura da resistência é feita diretamente em um
ohmímetro, de preferência digital.
 Os principais metais usados nestes termoresistores são
a Platina (Pt) e o níquel (Ni); uma das famílias mais
famosas é a do PT-100; este número indica que o resistor
tem 100  a 0 C.
 Além das resistências, os semicondutores também
podem ser usados como sensores de temperatura: são os
sensores do tipo PTC e NTC.
TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA
48
PTC-Positive Temperature Coefficient
 Os PTCs aumentam a sua resistência com o aumento da
temperatura. Podem ser construídos de silício e, em conseqüência,
suas características dependem desse semicondutor dopado. Nesse
caso a dependência da resistência com a temperatura é quase
linear.
Exemplo de um PTC.
Termístor PTC 
Dimensão: ~2 mm
100  @ 25ºC
10 k T > 80ºC
3,2
25
15,298
15,273





 

K
TK
RRT
Obs.: Para alguns PTCs baseados
na dopagem por silício na faixa de
temperatura – 60ºC a +150ºC,
podem ser descritos por:
49
Código Add-
Therm
Corrente 
de 
Operação
(A)
Voltagem
(V)
AD-005
AD-010
AD-050
AD-100
AD-200
AD-500
AD-750
AD-1000
AD-2500
AD-3000
5mA
10mA
50mA
100mA
200mA
500mA
750mA
1A
2,5A
3A
30/60v
Vantagens no uso dos Termistores 
PTC
- Acionamento Rápido;
- Tempo de vida ilimitado;
- Ausência de Ruído;
- Operação automática e eficiente;
- Baixo Custo;
Aplicação
- Proteção de auto-falantes;
- Proteção de transformadores;
- Proteção de motores FHP;
- Proteção em circuitos eletrônicos.
Termistores PTC é uma perfeita escolha para aplicação que requer proteção de 
corrente em circuitos elétricos. Usualmente é conectado em série com a carga à 
qual ele deve proteger. Enquanto as condições de operações são normais, O PTC 
mantém-se no estado de baixa resistência ôhmica implicando em uma atenuação 
desprezível do fluxo de corrente. 
Quando acontece um curto-circuito ou uma condição de elevação de corrente, O 
PTC sofre uma transição para seu estado de alta resistência ôhmica limitando o 
fluxo de corrente no circuito, mantendo-o em níveis abaixo do nível normal de 
operação. quando a fonte de tais problemas é removida o PTC volta ao seu 
estado de baixa resistência restabelecendo-se o nível normal de fluxo de 
corrente.
RESISTORES NÃO-LINEARES
eRR TT TTTITITT 









11
.
eRR TT TITTTITT 









11
.

TT
R
R
TITT
TI
TT
11
ln










TT
R
R
TTTI
TI
TT
11
ln










T
R
R
T TI
TI
TT
TT
1
ln
1










 









R
R
TT
TI
TT
TITT
ln
11
NTC PTC
51
NTC-Negative Tempeature Coefficient
 Os termistores do tipo NTC consistem em óxidos metálicos tais 
como cromo, níquel, cobre, ferro, manganês e titânio. Estes 
componentes diminuem a sua resistência elétrica com o 
aumento da temperatura. A dependência da resistência em 
relação à temperatura do termistor do tipo NTC é 
aproximadamente igual à característica apresentadas por 
semicondutor dada por:
Sendo:
 a constante do termistor dependente do material;
T a temperatura absoluta em ºK;
A uma constante.
 
T
ART

ln
52
 Considerando-se que a uma temperatura T0 de referência (em ºK) 
tem-se uma resistência conhecida R0, pode-se fazer:







 0
11
0
TT
T eRR

 A constante  pode ser calculada pela resistência do termistor NTC 
a duas temperaturas de referência T1 e T2, se as resistências 
medidas são, respectivamente, R1 e R2, tem-se:
21
2
1
11
ln
TT
R
R








 Ex: Calcular  para um termistor NTC que tem 10k a 25ºC e 3,8k  a 50ºC.
Resp.: =3729K
53
Limitações dos termistores
 As limitações dos termistores para a medição de temperaturas e de 
outras quantidades físicas são similares às dos RTD’s, mas os 
termistores são menos estáveis que os RTD’s. Os termistores são 
amplamente utilizados, e apresentam alta sensibilidade e alta 
resolução para medição de temperatura.
 Na tabela abaixo mostra-se as características gerais dos termistores 
NTC de uso mais freqüente.
Faixa de temperatura -100ºC a 450º C
Resistência a 25ºC 0,5 a 100M 
 2000K a 5500K
Temperatura Máxima >125ºC (300ºC em repouso; 
600ºC(intermitente)
Constante de dissipação 1mW/K no ar e 8mW/K no óleo
Constante de tempo térmica 1ms a 22s
Dissipação de potência máxima 1mW a 1W
54
Gráfico comparativo: Termistor x RTD
55
Exemplos de NTC e aplicações
Termístor NTC
380  @ 25ºC e 28  @ 
0.3 A
Utilizado na proteção de 
circuitos (limitação de 
corrente)
TermístorNTC Cerâmico
10 k @ 25 ºC +/- 10%
Gama Temp.: -30 a 
125ºC
(utilizados na compensação 
de temperatura, medidas e 
controlo processos)
Termístor NTC 
Encapsulado em vidro
10 k @ 25ºC +/- 10%
Gama Temp.: -55 a 
250ºC
(utilizados em 
eletrodomésticos automóveis, 
medidas)
56
Exemplos de NTC’s comerciais
57
Especificações práticas de NTC
Código Add-Therm Resistência
@+25oC
Tolerância 
25oC
Beta Valor Faixa de 
Temperatura de 
Operação
AD1K-(beta) 1K  ± 1% 3348 -30 até 120°
AD2K-(beta)
AD2K7-(beta)
2K 
2k7 
± 1%
1%
3435/3990
3990
-30 até 120°
-30 até 120°
AD3K-(beta) 3K  ± 1% 3450/3950 -30 até 120°
AD4K-(beta) 4k7  ± 1% 3990 -30 até 120°
AD5KT-(beta) 5K  ± 1% 3450/3997 -30 até 120°
AD10K-(beta) 10K  ± 1% 3250/3435/3990 -30 até 250°
AD20K-(beta) 20K  ± 1% 4100 -30 até 120°
AD30K-(beta) 30K  ± 1% 3435/3990 -30 até 250°
AD50K-(beta) 50K  ± 1% 3435/3990 -30 até 120°
AD100K-(beta)
AD150k-(beta)
100K 
150K 
± 1%
3990/4450
-30 até 120°
58
Origem dos Termômetros de Radiação e Pirômetros
 A necessidade de medir a temperatura de objetos nos quais 
não é possível colocar fisicamente um sensor de temperatura
Exemplos:
 Materiais à temperaturas elevadas, como os metais em 
fusão numa siderurgia
 Materiais corrosivos, como por exemplo o “smelt ” na 
fornalha de uma caldeira de recuperação de lixívia negra 
(indústria da pasta de papel)
 Órgãos de máquinas em movimento, como é o caso dos 
cilindros secadores de uma máquina de produção de papel
 Produtos em movimento, em uma linha de montagem
59
TERMOELETRICIDADE
60
x
y
i
T2=T. ambiente
T1
“a” “b”
Em 1821, o físico alemão Thomas Johann
Seebeck observou que, unindo as extremidades de
dois metais diferentes “x” e “y” e submetendo as
junções “a” e “b” a temperaturas diferentes T1 e T2,
surge uma f.e.m. (força eletromotriz, normalmente
da ordem de mV) entre os pontos a e b, denominada
“tensão termoelétrica”.
Experimento de Seebeck
TERMOELETRICIDADE
TERMOPARES
61
Dois metais diferentes, “x” e “y” com
as extremidades unidas e mantidas a
temperaturas diferentes
Abrindo o circuito em qualquer ponto e
inserindo um instrumento adequado, tem-
se o valor da f.e.m.
x
y
i
T2=T. ambiente
T1
“a” “b”
x
y
i
T2=T. ambienteT1
“a”
“b”
x
TERMOELETRICIDADE
TERMOPARES
62
Tabela de fem x Temperatura
63
Termopares – TipoC
Tipo T 
Cu - Co
+ Cobre (99%), - Constantan (Cu 58%-Ni42%)
Intervalo de temperaturas –200 / 370ºC
Aplicações – criometria, indústria de refrigeração, química, 
petroquímica.
Tipo J 
Fe - Co
+ Ferro (99,5%) - Constantan (Cu 58%-Ni42%)
Intervalo de temperaturas –40 / 760ºC
Aplicações – Centrais de energia, metalúrgica, química, indústria 
em geral.
64
Termopares – Tipos
Tipo E
NiCr - Co
+ Cromio - Niquel (Cr 10%, Ni 90%) - Constantan (Cu 58%-
Ni42%)
Intervalo de temperaturas –200 / 870ºC
Aplicações – Química, petroquímica.
Tipo K
NiCr - NiAl
+ Cromio-Niquel (Cr 10%, Ni 90%)
- Alumel (Ni 95,4% - Mn 1,8% - Si 1,6% - Al 1,2%)
Intervalo de temperaturas –200 / 1260ºC
Aplicações – Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Fábrica de 
Cimento.
65
Termopares – Tipos
Tipo S
PtRh 10% - Pt
+ Platina-Rodio (Pt 90%, Rh 10%)
- Platina (Pt 100%)
Intervalo de temperaturas 0 / 1600ºC
Aplicações – Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Fábrica de 
Cimento.
Tipo R
PtRh 13%- Pt
+ Platina-Rodio (Pt 87%, Rh 13%)
- Platina (Pt 100%)
Intervalo de temperaturas 0 / 1600ºC
Aplicações – Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Fabrico de 
Cimento .
66
Termopares – Tipos
Tipo B
PtRh 30%- PtRh 6%
+ Platina-Rodio (Pt 70%, Rh 30%)
- Platina-Rodio (Pt 94%, Rh 6%)
Intervalo de temperaturas 600 / 1700ºC
Aplicações – Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Fábrica de 
Cimento.
67
Termopares especiais
Tungsténio – Rhénio
- Até 2300 ºC em tempo contínuo;
- Até 2750 ºC em curtos períodos;
Irídio 40% Rhodio / Irídio;
- Até 2000 ºC em curtos períodos;
Pt 40% Rh / Pt 20% Rh
- Substitutos do Tipo B
- Em tempo contínuo até 1600ºC;
- Até 1800 / 1850 ºC em curtos períodos;
68
Termopares especiais
Ouro – Ferro / Cromio
- Para temperaturas criogênicas.
Nicrosil / Nisil
- Substituto do Tipo K – Com f.e.m. menores.
Pt 40% Rh / Pt 20% Rh
- Substitutos do Tipo B
- Em tempo contínuo até 1600ºC.
Até 1800 / 1850 ºC em curtos períodos
69
Estrutura física
70
Termopares comerciais
71
Termopares Flexíveis
72
Termopares especiais
73
Relação de temperatura e o tipo do termopar
74
TERMOELETRICIDADE
ALGUNS TIPOS DE TERMOPARES
Diversos termopares com finalidades 
aplicativas diferentes.
Terminais para termopares - conexão 
com cabos de compensação.
Termopares com proteção diversa 
(bainha de inox, tubo de inox).
Termopar especial com base 
magnética para fixação em 
dispositivos metálicos.
75
TERMOELETRICIDADE
ALGUNS TIPOS DE TERMOPARES
Termopar com indicador digital de 
temperatura.
Termopar com dispositivo especial 
para fixação com parafuso.
Termopar com sistema “auto-adesivo”, evitando necessidade 
de solda ou operação mecânica (furos,..).
76
Tabela com o código de cores
77
Termopares comerciais e aplicações
Termopar
Faixa de uso
Aplicações Vantagens Desvantagens
J
Ferro, constantã
-190 a 870ºC
1. Têmperas;
2. Recozimento;
3. Fornos elétricos;
1. Baixo custo;
2. Utilizável em 
temperaturas negativas
Devem ser usados 
tubos de proteção para 
T>480ºC
K
Cromel, alumel
-18 a 1370ºC
1. Tratamento térmico;
2. Fornos;
3. Fundição;
4. Banhos;
1. Adequado para 
atmosferas oxidantes;
2. Boa resistência 
mecânica em altas 
temperaturas;
Vulnerável a 
atmosferas redutoras
T
Cobre, constantã
-190 a 370ºC
1. Estufas;
2. Banhos;
3. Fornos elétricos p/ 
baixa temperatura;
1. Resistente em 
atmosferas corrosivas;
2. Resistente a 
atmosferas redutoras e 
oxidantes;
3. Utilizável em 
temperaturas negativas
Oxidação do cobre 
acima de 315ºC
PtRh-Pt 13%
Rh S-Pt-Pt 10% Rh
-18 a 1540ºC
1. Vidros;
2. Fornos com 
T>300ºC;
3. Fundição;
4. alto-forno;
1. Pode operar em 
atmosferas oxidante;
2. Opera numa faixa 
maior que o tipo K;
1. Contamina 
facilmente em 
atmosferas não 
oxidante
2. Fragiliza em altas 
temperaturas.

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