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H ar d w ar e - P ág in a1 Hardware e Software 1. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO De um modo geral, o termo Sistema de Informação se refere a uma estrutura organizada de pessoas, equipamentos e processos que coletam, manipulam, armazenam e distribuem os dados e informações e fornecem um mecanismo de feedback. Uma visão comum deste sistema está no uso dos computadores, máquinas capazes de aceitar uma ENTRADA DE DADOS estruturada, realizarem seu PROCESSAMENTO através de regras preestabelecidas e produzir uma SAÍDA DE INFORMAÇÃO com resultados aceitáveis. Um dado é apenas um fragmento da informação. Pode-se dizer que é um elemento em estado bruto, uma peça que isoladamente não teria muita serventia, mas que quando ligada a outros dados, em uma determinada sequência lógica, se transforma em um conjunto que permite a formação de um juízo. Este conjunto de dados é chamado informação e é através da análise de informações que se chega a uma determinada conclusão a respeito de algo. Informação é o dado adicionado de valor, que permite o entendimento subjetivo em determinado contexto [ANAC - Cargo 11: Técnico Administrativo – Área 2: TI - Caderno D - Cespe 07/2009]. Já o conhecimento é a vivência prática ou a experiência pessoal obtida com o uso da informação. A arquitetura de Von Neumann, utilizada até os dias atuais como referência para a construção de algumas máquinas, é composta de memória principal (MP), dispositivos de entrada e saída (E/S), unidade lógica aritmética (ULA) e unidade de controle (UC), a qual é responsável pela execução de instruções na memória [TJ-RR – Analista de Sistemas - Cespe 2011]. O funcionamento do computador depende da interação entre os elementos que o compõe: o Peopleware (usuários) manipula o Software, parte lógica (programas, instruções) que controla o Hardware, parte física, tangível (dispositivos, equipamentos), fazendo com que atividades úteis sejam realizadas. 3. LINGUAGEM BINÁRIA Existem duas maneiras de representar uma informação: analógica ou digitalmente. Um equipamento analógico manipula a eletricidade variando-a de forma contínua, irregular, permitindo que a mesma assuma qualquer valor entre o mínimo (zero) e o máximo. O equipamento digital, como os computadores pessoais atuais, permite que a eletricidade assuma apenas dois valores bem definidos: o mínimo, 0 (zero), e o máximo, 1 (um). Cada um desses valores recebe o nome de bit (binary digit, ou dígito binário). Então, bit significa a quantidade de informação contida na incerteza entre dois eventos igualmente prováveis [SEAPA - Analista Desenv. e Fiscalização Agropecuária –Administrador - Cespe 09/2009]. Qualquer tipo de informação, seja um texto, imagem ou programa, será processado e armazenado pelo computador na forma de uma grande sequência de uns e zeros. Um conjunto de 8 bits forma um byte (binary term, ou termo binário) que é usado para representar caracteres (A=01000001 no padrão ASCII) e medir capacidades de armazenamento de informação. A única linguagem que um processador tem capacidade de entender e tem condições de executar é a linguagem de máquina. Trata-se de linguagem binária e que serve para representar a codificação do conjunto de instruções de um computador [MP-PI - Cargo 11: Técnico Ministerial – Informática Cespe - 01/2012]. A representação através de um “B” maiúsculo significa byte, enquanto o bit é representado por um “b” minúsculo. Quando uma questão apresentar um valor em bytes e for necessário convertê-lo em bits, basta multiplicá-lo por 8 (oito); se, por outro lado, apresentar um valor em bits, consiga o equivalente em bytes dividindo-o por 8 (oito). 30 Bytes = 240 bits 32 bits = 4 Bytes Como um byte é uma unidade com valor muito pequeno (armazena apenas um caractere), é comum que sejam utilizados prefixos multiplicadores, conhecidos da nossa linguagem decimal, como o kilo, para apresentar grandes quantidades de informação: Múltiplo Quantidade de bytes Equivale a 1 Kilobyte (KB) 1.024 bytes (210) ou (1024)1 1 Megabyte (MB) 1.048.576 bytes (220) ou (1024)2 1.024 KB 1 Gigabyte (GB) 1.073.741.824 bytes (230) ou (1024)3 1.024 MB 1 Terabyte (TB) 1.099.511.627.776 bytes (240) ou (1024)4 1.024 GB O número 1.024 foi escolhido, pois é a potência de 2 mais próxima de 1.000 (103). Para efeitos práticos adota-se que 1 KB equivale a aproximadamente mil bytes, 1 MB a um milhão de bytes e 1 GB a um bilhão de bytes. 4. PLACA-MÃE É uma placa de circuito impresso, que serve como base para a instalação dos demais componentes de um computador, permitindo que todas as partes do computador recebam energia e comuniquem-se entre si. A placa-mãe é um dos componentes críticos dos computadores, pois definirá as limitações da máquina como um todo [DPE-SP - Agente de Defensoria Pública – Contador - FCC 2013] e incluem, ao menos: o sockets (ou slots) onde são instalados um ou mais microprocessadores. o Slots (encaixes) nos quais a memória principal é instalada, tipicamente, com módulos DIMM de DDR-SDRAM. o um chipset, que serve como interface entre processador, memória principal e periféricos, sendo o principal componente da placa-mãe de um microcomputador [Analista Judiciário - TRT- 21ª região - FCC 09-2003]. o chips de memória não-volátil (normalmente Flash ROM) contendo BIOS. o slots de expansão (encaixes para a conexão de placas offborad). o conectores para encaixe de dispositivos externos, como teclado e mouse. Uma placa de hardware, tal como placa de vídeo, placa de som ou placa de rede, por exemplo, que fica “dentro” da placa-mãe e não pode ser retirada é uma placa onboard [Técnico Judiciário – TRT 8ª região - FCC 12-2004]. 4.1. Chipset Um Chipset é um conjunto de chips que forma o principal componente da placa-mãe [Técnico Administrativo – MPU - ESAF 2004]. Controla o sistema e seus recursos - todos os componentes comunicam-se com o processador por meio do chipset - a central de todas as transferências H ar d w ar e - P ág in a2 de dados - TRF - ESAF 2002]. Portanto, controla e organiza o fluxo contínuo de dados pelo qual é responsável, sendo um dos principais fatores para o bom desempenho de um PC, ficando atrás do processador e da memória RAM. O chipset é formado por dois grandes chips: Ponte Norte (North Bridge) e Ponte Sul (South Bridge). A Ponte Norte, também chamada de MCH (Memory Controller Hub), fica fisicamente mais próximo do (processador e incorpora os barramentos "rápidos" e as funções mais complexas [TRT 16ª Região – Técnico Judiciário – TI - FCC 06-2009], faz a comunicação do processador com as memórias, e em alguns casos com os barramentos de alta velocidade [Técnico Judiciário – Operador de TI - TJ-PE - FCC 05- 2007] e possui basicamente as seguintes funções: o controlador de memória o controlador dos barramentos AGP e PCI Express x16 o interface para transferência de dados com a Ponte Sul A Ponte Sul, ou ICH (I/O Controller Hub, Hub Controlador de Entrada e Saída) é conectado à Ponte Norte e aos barramentos de baixa velocidade e normalmente abriga, entre outros, os controladores de HD e as portas paralela e serial [TCE-AL - Programador - Cargo C03 [FCC 03/2008]. É a responsável pelo controle de dispositivos de entrada ou saída (I/O), tais como interfaces IDE, drives de CD-ROM, de DVD-ROM e de disquete [Técnico Judiciário – Operador de TI - TJ-PE - FCC 05-2007], controla os discos rígidos, portas USB, som e rede on- board, barramentos PCI, PCI Express e ISA, memória de configuração (CMOS), controladores de interrupção e de DMA. 5. PROCESSADOR Processador, UCP (Unidade Central de Processamento) ou CPU, conhecido como“cérebro” da máquina, é o principal circuito eletrônico (chip) de um computador, onde acontece o processamento dos dados. Entre suas funções estão: 1) execução dos cálculos necessários ao processamento, 2) processamento das instruções (comandos) e 3) gerenciamento do fluxo de informações entre o processador, memórias, periféricos e demais itens de hardware, ou emite os sinais de controle para os demais componentes do computador agirem e realizarem alguma tarefa [PC-ES – Cargo 4: Perito Criminal - Cespe 01/2011]. A unidade central de processamento (CPU) é composta por duas grandes subunidades: a unidade de controle (UC) e a unidade lógica e aritmética (ULA) [PC-ES – Cargo 4: Perito Criminal - Cespe 01/2011], além dos Registradores: • Unidade de Controle (UC): controla a entrada e saída de informações e comanda o funcionamento da ULA. Informa às demais unidades o que fazer e quando fazer; • Unidade Lógica e Aritmética (ULA): executa operações lógicas (SE, E, OU, NÃO) e aritméticas (adição, subtração e, em alguns casos, multiplicação e divisão) requeridas pelos programas. Todavia, para que um dado possa ser transferido para a UAL, é necessário que ele, inicialmente, permaneça armazenado em um registrador [TCU – Téc. Federal em Controle Externo]. UAL é a calculadora do processador; • Registradores (ou acumuladores): são as posições de memória cache mais rápidas e com as mesmas características das palavras da memória principal. São construídas na própria UCP e são usadas para armazenar os dados que estão sendo processados pela instrução atual —, eles só armazenam poucos bytes de cada vez [Assunto exigido em MPOG – Formação de Banco de Servidores NS - Cespe 09/2009]. É na CPU que os dados são convertidos em informações. O computador funciona executando o programa ou a sequência de operações armazenada em sua memória. Entre as operações constituintes desse programa, encontram-se: ler dados; armazenar dados; efetuar cálculos; fornecer resultados [ANAC - Cargo 11: Técnico Administrativo – Área 2: TI - Caderno D - Cecspe 07/2009]. 6. PERIFÉRICOS E UNIDADES DE ARMAZENAMENTO Periféricos são equipamentos que ligam o usuário ao computador, permitindo a entrada de dados que serão levados ao processador (periféricos de entrada, input devices) onde serão analisados e, posteriormente, apresentados ao usuário, através de periféricos de saída (output devices). 6.1. Periféricos de Entrada 6.1.1. Scanner: aparelho de leitura ótica que permite converter imagens e textos em papel para um formato digital que pode ser manipulado em computador. 6.1.2. Teclado: principal meio de comunicação entre o usuário e o computador, transforma os toques em códigos para o computador. 6.1.3. Mouse: é um dispositivo periférico usado para entrada de dados e serve como apontador. O que torna os vários tipos de mouse diferentes entre si são justamente as técnicas utilizadas para permitir a movimentação do cursor e os cliques. 6.1.4. Webcam: câmera de vídeo de baixo custo que capta imagens e as transfere para o computador, sendo utilizada em videoconferência, em editores de vídeo, em editores de imagem, e monitoramento de ambientes. 6.1.5. Microfone: transmite sons para uma placa de som que os converte para sinais digitais, possibilitando seu armazenamento e transmissão. 6.1.6. Joystick: dispositivo de controle de ações do computador para aplicações especiais, como jogos e programas gráficos. 6.1.7. Drives de CD/DVD/BD-ROM (leitoras de CD/DVD/BD): equipamentos que fazem apenas a leitura de dados gravados em um CD, DVD ou Bluray disk e os transfere ao computador, usando tecnologia ótica (laser). H ar d w ar e - P ág in a3 6.2. Periféricos de Saída 6.2.1. Impressora e plotter: periférico exclusivamente de saída que permite a visualização de textos e imagens em diversos substratos como papéis especiais, transparências, lona, PVC, tecido, cerâmica, etc. Existem vários modelos com diferentes velocidades de impressão - medida em CPS (caracteres por segundo, LPM (linhas por minuto) ou PPM (páginas por minuto), qualidades de impressão – medida em DPI (dots per inch) ou PPP (pontos por polegada) e tecnologias de impressão: 6.2.2. Monitor: serve de interface visual para o usuário, permitindo a visualização de informações na tela e sua interação com elas. 6.3. Periféricos de Entrada e Saída (Híbridos ou Mistos) Periféricos mistos ou de entrada/saída são os que recebem e/ou enviam informações do e para o computador [TJ - Oficial de Justiça - Área Judiciária e Administrativa - FCC 2012]. 6.3.1. Modem: é um hardware que pode ser utilizado para fazer a comunicação entre o microcomputador e a Internet [Funasa – Administrador - 06/2009]. 6.3.2. Monitor Touch Screen (tela sensível ao toque): tecnologia presente na tela de um monitor ou acoplado a ela que detecta a presença e localização de um toque, permitindo interação direta com o usuário que envia dados (sem a necessidade de outros periféricos) e recebe de volta novas informações. 6.3.3. Drive de Disquete (FDD, Floppy Disk Drive): dispositivo eletromecânico que lê e grava dados em um pedaço de plástico circular revestido de material ferromagnético, de forma semelhante a uma fita cassete. Expondo esse disco a um campo magnético, ele ficará permanentemente magnetizado, armazenando a informação. 6.3.4. Gravadoras de CD, DVD e Blu-ray: equipamentos que transferem dados entre um disco de 12 cm (5¼”) de diâmetro e o computador, usando tecnologia ótica (laser) e, independentemente da disposição e da forma de gravação de dados em um CD, DVD ou BD, o acesso lógico aos dados segue a disposição física desses dados, diferentemente do que ocorre nos HD [Assunto exigido em TJ-RR – Analista de Sistemas - Cespe 2011]. 6.3.5. Drive de Fita Magnética (streamer, hexabyte ou DAT): dispositivo de armazenamento de grande capacidade em fita plástica revestida de material magnético, assim como as fitas de áudio ou vídeo. Normalmente utilizada nas cópias de segurança (backup). 6.3.6. Zip e Jaz Drives: dispositivos que permitem o armazenamento de dados em discos magnéticos de média capacidade (Zip Disks de 100, 250 e 750 MB; Jaz Disks de 1 e 2 GB), criados pela Iomega em 1994. Os discos apresentam a conveniência do disquete 3.5”, mas armazenam mais dados e são mais rápidos. 6.3.7. USB Flash Drive (UFD): conhecido como Pen Drive, é um dispositivo de armazenamento de dados em massa, composto por uma memória flash (EEPROM) integrada a um adaptador USB para interface com o computador [IPC Cariacica - Assistente Social NS - Cespe 2007]. 6.3.8. Hard Disk Drive (HDD, HD, Disco Rígido, Disco Local ou Winchester): dispositivo que armazena dados em discos de metal recobertos por material magnético onde os dados são gravados através de cabeçotes de leitura e gravação. O disco rígido ou HD (hard disk) é o dispositivo de armazenamento de dados mais usado nos computadores [Delegado de Polícia Civil de 1ª Classe NS – TO - Cespe 01/2008]. SSD (Solid State Drive) Os netbooks normalmente utilizam discos de estado sólido (SSDs), que, em comparação aos discos rígidos mecânicos, são menores, apresentam menor tempo de acesso, consomem menos energia, são mais resistentes a vibrações e impactos, além de serem muito mais silenciosos [MPU – Téc. Informática - Cespe 09/2010]. 6.3.9. Multifuncional: a principal característica das impressoras multifuncionais é reunir, em um único equipamento, diversas funcionalidades que antes eram segregadas em dispositivos independentes, como impressora, copiadora e escâner [BASA – Técnico Científico Administração - Cespe 02/2010]. 6.3.10. Placa de som: é o equipamento necessário para convertero som, normalmente captado sob a forma de sinal analógico, em sinais digitais, assim como converter os sinais digitais em som [MPOG – Formação de Banco de Servidores NM - Cespe 09/2009]. 7. SLOTS DE EXPANSÃO E BARRAMENTOS Um soquete de conexão para um periférico na placa-mãe de um computador é genericamente conhecido por slot [Analista Judiciário – TRE-SP - 05-2006], termo em inglês para designar ranhura, fenda, conector, encaixe ou espaço. Tem a finalidade de dotar a placa-mãe de novos recursos ou melhorar o seu desempenho. Nas placas-mãe são encontrados vários slots para o encaixe de placas-filhas (vídeo, som, modem e rede, por exemplo). Barramento pode ser entendido como um conjunto de caminhos que conectam as diversas partes do sistema computacional, tais como processador, memória e dispositivos de entrada e saída. Na maioria dos computadores, existem barramentos de dados, de endereços e de controle [EMBASA - Analista Saneamento – Assist. Informática I - Cespe 02/2010]. Os barramentos são utilizados para interligar os diferentes componentes da placa mãe e também permitem o uso de placas de expansão [UNIPAMPA - Cargo 50: Técnico TI – Área: Rede e Suporte - 07/2009]. 7.1. Barramentos Externos (ou de Entrada e Saída) Ligam ao chipset os componentes que ficam fora do gabinete. O Barramento Paralelo transmite sinais em vários condutores elétricos em paralelo (8 bits simultaneamente), enquanto o Barramento Serial envia bit a bit, em série, por um condutor elétrico único. 7.1.1. Barramento Paralelo: LPT (linha paralela de transmissão), DB 25 (conector tipo A, host), IEEE 1284. Taxas transferência: entre 150 Kbps e 16 Mbps. Uso: impressoras, scanners, Zip e Jaz Drive. Observações: barramento antigo, está em desuso devido à grande possibilidade de falhas na transmissão de dados e comprimento limitado do cabo (2 m). 7.1.2. Barramento Serial RS-232 (Recommended Standard-232): VGA, COM1, COM2, ... DB9, EIA232 (Electronic Industries Alliance). Usado para: monitores, mouses, canetas óticas, joysticks. Taxas de transferência: 115 Kbps (14,4 KB/s). Observações: barramento antigo (usa-se preferencialmente a USB). 7.1.3. Barramento Serial PS/2 (Personal System): conector miniDIN 6 Usado para: mouse e teclado. Taxas de transferência: 115 Kbps. Observações: Barramento que veio substituir o barramento RS232 para mouses e o DIN 5 pinos para teclados (antigo padrão AT). H ar d w ar e - P ág in a4 7.1.4. Barramento Serial USB (Universal Serial Bus): conector padrão USB tipo A, B, mini A e mini B, micro A e Micro B, fornecendo de 500 a 900 mA (5 amperes para carregar dispositivos) a 5V de tensão. USB (universal serial bus) é um tipo de barramento usado para conectar facilmente ao computador várias categorias de dispositivos, como teclados, mouses, monitores, escâneres, câmeras e outros [PC-PB – Delegado de Polícia - Cespe 03/2010]. Taxas de transferência: USB1.1 = 12 Mbps (Full-speed, 1996), USB2.0 = 480 Mbps (Hi-speed, 2000) e USB3.0 = 4,8 Gbps (Super-speed, 2007). Observações: possibilita o uso de uma única porta USB para conectar vários dispositivos periféricos [TCE – ES – Auxiliar de fiscalização financeira - FCC 05/2009], conectando até 127 equipamentos simultaneamente. Este barramento usa as tecnologias Hot swap (permite a conexão de periféricos sem a necessidade de se desligar o computador) [PGE-PA - Técnico em Informática NM - Cespe 2007] e Plug and Play (conceito de que novos dispositivos devem ser conectados e utilizados sem que o usuário precise reconfigurar jumpers ou softwares) [ANAC - Cargo 11: Técnico Administrativo – Área 2: TI- Caderno D - 07/2009]. 8. MEMÓRIAS Memória é todo componente eletrônico capaz de armazenar dados e informações. Há vários tipos de memórias, desde as utilizadas o tempo todo pelo computador até as raramente solicitadas; desde as que armazenam dados por muito tempo (mesmo com o computador desligado) até aquelas que só armazenam informações enquanto o computador está sendo utilizado. De acordo com o meio de armazenamento, as memórias podem ser classificadas em: o Semicondutoras: armazenam informações em chips de silício (RAM, ROM, EPROM, Cache). o Magnéticas: armazenam informações em uma superfície magnetizável (disquete, HD, fita). o Ótica: armazenam informações em uma superfície capaz de refletir a luz e usam laser para sua leitura (CD, DVD). As memórias possuem capacidade de armazenamento e velocidade de acesso diferentes. Uma sequência de memórias em ordem crescente de velocidade e de capacidade de armazenamento é memória secundária, memória principal, memória cache e registradores [EMBASA - Analista Saneamento – Assist. Informática I - Cespe 02/2010]. A memória em um computador digital convencional, organizada em uma hierarquia, considerando-se o tempo de acesso da mais rápida para a mais lenta é ordenada como Registradores; Cache; Memória principal; Armazenamento secundário (discos); Armazenamento off-line (fitas) [EMBASA - Analista Saneamento – Assist. Informática I - Cespe 02/2010]. 8.1. Memória Primária (Principal) Memória essencial, indispensável para o funcionamento do computador (principal). São endereçadas diretamente pelo processador (primária) e usadas durante o processamento. É capaz de armazenar não somente os dados, mas também os programas que irão manipular esses dados. É dividida em ROM e RAM. 8.1.1. Memória RAM (Random Access Memory) O acesso a memórias pode ocorrer de duas formas: randômica, no qual o tempo de acesso é igual para todas as localidades; e não randômico, cujo tempo de acesso varia de localidade para localidade. As memórias RAM utilizam acesso randômico [Assunto exigido em EMBASA - Analista de Saneamento – TI Redes - Cespe 02/2010]. A RAM é uma memória que pode ser lida ou gravada pelo processador e outros dispositivos, responsável pelo armazenamento temporário das informações para a CPU. Quando um programa está em execução, seus dados e instruções estão na memória RAM, e por isso ela é também chamada de memória de trabalho. Armazena informações na forma de pulsos elétricos e, por isso, é considerada VOLÁTIL, ou seja, seu conteúdo é totalmente apagado com a falta de energia elétrica. A memória principal do computador, por ser volátil, precisa ser atualizada com dados e instruções cada vez que o computador é ligado [PC-ES – Escrivão de Polícia - Cespe 01/2010]. A memória RAM é um elemento que, no final das contas, funciona como uma mesa de trabalho que a todo o momento tem seu conteúdo alterado e, até mesmo, descartado quando ela não está energizada [TRE-AP – Analista judiciário – área adm. - FCC 06/2011]. O tamanho máximo das memórias RAM dos computadores do tipo PC mais modernos é igual a 32 bilhões de bytes (32 GB) [Assunto exigido em TRT 1ª região - Analista Judiciário NS - Cespe 06/2008]. O tamanho mínimo é de aproximadamente 1GB. Tipos de Memória RAM As duas formas básicas de memória de acesso aleatório semicondutora são a RAM dinâmica (DRAM) e a RAM estática (SRAM). A SRAM é mais rápida, mais cara e menos densa que a DRAM, e é usada para a memória cache. A DRAM é usada para a memória principal [Metrô-SP - Analista Desenvolvimento Gestão Júnior - Ciências da Computação - FCC 2012]: o DRAM: menos rápida, mais barata, e encontrada em maior quantidade nos computadores. São fabricadas com capacitores (pequenas pilhas) que se descarregam com o tempo e devem sofrer atualizações frequentes (refresh, realimentação). O refresh de memória é uma característica das memórias RAM (ou DRAM) e tem a função de manter os dados armazenados enquanto o computador estiver ligado [Técnico Judiciário – Operação de Computadores – TRE-PB- FCC 04-2007]. Esse processo toma tempo do processador e aumenta o tempo final de processamento. A SDRAM (DRAM Síncrona) tinha uma velocidade boa, e acessos com frequências sincronizadas com a frequência da placa-mãe. Atualmente as memórias mais comuns são chamadas de DDR-SDRAM ou simplesmente DDR (Dupla Taxa de Dados). A memória DDR usa circuitos de sincronização que aumentam a sua velocidade, porque utilizam duas vezes cada ciclo de sua frequência para transmitir/receber dados. A memória DDR é, basicamente, duas vezes mais rápida que a SDRAM, sem aumentar a velocidade nominal em MHz [MTE - Auditor Fiscal do Trabalho - ESAF 2003]. o SRAM: mais rápida, mais cara, e, por isso, aparece em menor quantidade em nossos micros. São usadas na construção de memória cache e nos registradores. Não há a necessidade de refresh nesse tipo de RAM, porque utiliza semicondutores ao invés de capacitores. 8.1.3. Memória ROM (Read Only Memory) Memória não-volátil que, uma vez gravada, não pode ser alterada. Normalmente é usada por fabricantes de hardware para armazenar nela o módulo de software que será responsável por informar ao sistema operacional como controlar aquele determinado componente de hardware [MRE – Oficial de Chancelaria - FCC 02-2009] (driver, firmware, ou software embarcado). Nos computadores é possível encontrar chips de memória ROM e outros com variações da ROM original: o PROM (ROM Programável): vem de fábrica “limpa” e pode ser gravada uma única vez por equipamentos especiais. o EPROM (ROM programável e apagável): é um tipo de memória em que os dados podem ser apagados com raios de luz ultravioleta de alta potência [UNIPAMPA - Cargo 50: Técnico de TI – Área: Rede e Suporte - Cespe 07/2009]. o EEPROM (ROM programável e apagável eletricamente): pode ser gravada e apagada milhares de vezes aplicando-se uma voltagem específica em um dos seus pinos de entrada [Assunto exigido em TRE-MT - Técnico Judiciário – Op. Computadores - Cespe 01/2010]. Quando um chip EEPROM permite que múltiplos endereços sejam apagados ou escritos numa só operação, é então conhecido como Memória Flash e usado em pen drives. H ar d w ar e - P ág in a5 8.2. Memória Secundária (Memória de Massa ou Auxiliar) Qualquer dispositivo capaz de armazenar dados permanentemente, mesmo na ausência de energia elétrica (não- voláteis). Podem conter programas que controlam o computador, como o Sistema Operacional, e ainda os arquivos de dados e programas do usuário. Um dispositivo de memória externa, como, por exemplo, um pendrive via USB, além de permitir mobilidade de memória, possibilita que se armazenem arquivos em diversos formatos e tamanhos, para se expandir a capacidade de armazenamento [Polícia Civil – ES – Auxiliar de perícia - Cespe 01/2011]. Memória Tecnologia de Leitura e Gravação Capacidade de armazenamento HD(disco rígido) magnética, acesso direto 160 GB a 2 TB Fita de backup magnética, acesso sequencial Disquete de 3½” magnética 1,44 MB ≈ 1.474 KB (1,38 MB utilizáveis) Zip Disk magnética 100, 250 e 750 MB Jaz Disk magnética 1 e 2 GB CD ótica 800 MB DVD ótica 4,7 (padrão) a 17 GB Blu-ray ótica (laser azul) 23 a 54 GB Pen Drive elétrica, flash, EEPROM 1 a 256 GB Em comparação com a memória RAM, as memórias auxiliares são mais lentas, mas têm maior capacidade de armazenamento, além de terem menor custo e não serem voláteis [Assunto exigido em MPS – Área Administrativa NM – TI - Cespe 09/2010]. 8.3. Memória Intermediária (Memória Cache) Memória Cache é uma pequena quantidade de memória estática de alto desempenho, tendo por finalidade aumentar o desempenho do processador realizando uma busca antecipada na memória RAM. Quando o processador necessita de um dado, e este não está presente no cache, ele terá de realizar a busca diretamente na memória RAM. Como provavelmente será requisitado novamente, o dado que foi buscado na RAM é copiado na cache [TCE-SP - Agente da Fiscalização Financeira – Cargo A01 - FCC 02/2008]. Uma das limitações da velocidade de um processador é a diferença de velocidade entre o ciclo de tempo da CPU e o da memória principal (MP). Além da RAM principal (SDRAM), há uma pequena quantidade de memória RAM estática (SRAM) nos computadores. Essa memória é muito rápida (5 ns contra 70 ns da SDRAM) e fica localizada dentro do processador, interposta hierarquicamente, entre o processador e a RAM, para fazer que o acesso aos dados em RAM seja mais veloz [ANAC - Cargo 11: Técnico Administrativo – Área 2: TI - Caderno D - 07/2009], acelerando a transferência de informações entre CPU e MP [TJ- PA - Analista Judiciário – Análise de Sistema - Desenvolvimento - FCC 05/2009]. O nome cache vem do francês e significa “escondida”, pois quem controla o que entra e o que sai dela é a própria CPU, e não os programas ou o sistema operacional. 8.4. Memória de Apoio (Memória Virtual) É a parte do HD usada como memória RAM, ou é a parte da memória fixa usada como memória provisória. Uma memória virtual paginada aumenta a memória principal com armazenamento em disco [CGU - Analista de Finanças e Controle - TI - ESAF 2004]. Pode ser chamada de Arquivo de Troca, Permuta ou Paginação, Memória Paginada, Swap File, Swapping (técnica relacionada que utiliza meio magnético para armazenar programas que não estão sendo atualmente executados no processador) [Prefeitura de Ipojuca – Cargo 79: Tecnólogo em Informática NS - Prova X - 07/2009]. Os sistemas operacionais atuais disponibilizam o recurso denominado memória virtual, que permite ao processador usar o disco rígido para gravar dados caso a memória RAM se esgote [MPS – Área Administrativa NM – TI - Cespe 09/2010]. Como frequentemente não se dispõe de RAM suficiente para executar todo o programa da memória, utiliza-se a memória virtual para executar esse programa em partes [MPOG – Formação de Banco de Servidores NS - Cespe 09/2009]. Quando o computador está com pouca memória RAM e precisa de mais, imediatamente, para completar a tarefa atual, o Windows usará espaço em disco rígido para simular RAM do sistema [TRF - ESAF 2006].