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Hardware e 
Software 
 
1. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 
 
 De um modo geral, o termo Sistema de Informação se refere a 
uma estrutura organizada de pessoas, equipamentos e processos que 
coletam, manipulam, armazenam e distribuem os dados e 
informações e fornecem um mecanismo de feedback. Uma visão 
comum deste sistema está no uso dos computadores, máquinas 
capazes de aceitar uma ENTRADA DE DADOS estruturada, realizarem 
seu PROCESSAMENTO através de regras preestabelecidas e produzir 
uma SAÍDA DE INFORMAÇÃO com resultados aceitáveis. 
 Um dado é apenas um fragmento da informação. Pode-se dizer 
que é um elemento em estado bruto, uma peça que isoladamente não 
teria muita serventia, mas que quando ligada a outros dados, em uma 
determinada sequência lógica, se transforma em um conjunto que 
permite a formação de um juízo. Este conjunto de dados é chamado 
informação e é através da análise de informações que se chega a uma 
determinada conclusão a respeito de algo. Informação é o dado 
adicionado de valor, que permite o entendimento subjetivo em 
determinado contexto [ANAC - Cargo 11: Técnico Administrativo – Área 2: TI - Caderno D - 
Cespe 07/2009]. Já o conhecimento é a vivência prática ou a experiência 
pessoal obtida com o uso da informação. 
 A arquitetura de Von Neumann, utilizada até os dias atuais como 
referência para a construção de algumas máquinas, é composta de 
memória principal (MP), dispositivos de entrada e saída (E/S), unidade 
lógica aritmética (ULA) e unidade de controle (UC), a qual é 
responsável pela execução de instruções na memória [TJ-RR – Analista de 
Sistemas - Cespe 2011]. 
 
 
 
 O funcionamento do computador depende da interação entre os 
elementos que o compõe: o Peopleware (usuários) manipula o 
Software, parte lógica (programas, instruções) que controla o 
Hardware, parte física, tangível (dispositivos, equipamentos), fazendo 
com que atividades úteis sejam realizadas. 
 
3. LINGUAGEM BINÁRIA 
 Existem duas maneiras de representar uma informação: 
analógica ou digitalmente. Um equipamento analógico manipula a 
eletricidade variando-a de forma contínua, irregular, permitindo que 
a mesma assuma qualquer valor entre o mínimo (zero) e o máximo. O 
equipamento digital, como os computadores pessoais atuais, permite 
que a eletricidade assuma apenas dois valores bem definidos: o 
mínimo, 0 (zero), e o máximo, 1 (um). Cada um desses valores recebe 
o nome de bit (binary digit, ou dígito binário). Então, bit significa a 
quantidade de informação contida na incerteza entre dois eventos 
igualmente prováveis [SEAPA - Analista Desenv. e Fiscalização Agropecuária –Administrador 
- Cespe 09/2009]. 
 Qualquer tipo de informação, seja um texto, imagem ou 
programa, será processado e armazenado pelo computador na forma 
de uma grande sequência de uns e zeros. Um conjunto de 8 bits forma 
um byte (binary term, ou termo binário) que é usado para representar 
caracteres (A=01000001 no padrão ASCII) e medir capacidades de 
armazenamento de informação. 
 A única linguagem que um processador tem capacidade de 
entender e tem condições de executar é a linguagem de máquina. 
Trata-se de linguagem binária e que serve para representar a 
codificação do conjunto de instruções de um computador [MP-PI - Cargo 
11: Técnico Ministerial – Informática Cespe - 01/2012]. 
 A representação através de um “B” maiúsculo significa byte, 
enquanto o bit é representado por um “b” minúsculo. Quando uma 
questão apresentar um valor em bytes e for necessário convertê-lo em 
bits, basta multiplicá-lo por 8 (oito); se, por outro lado, apresentar um 
valor em bits, consiga o equivalente em bytes dividindo-o por 8 (oito). 
30 Bytes = 240 bits 32 bits = 4 Bytes 
 Como um byte é uma unidade com valor muito pequeno 
(armazena apenas um caractere), é comum que sejam utilizados 
prefixos multiplicadores, conhecidos da nossa linguagem decimal, 
como o kilo, para apresentar grandes quantidades de informação: 
 
Múltiplo Quantidade de bytes 
Equivale a 
1 Kilobyte (KB) 1.024 bytes (210) ou (1024)1 
1 Megabyte (MB) 1.048.576 bytes (220) ou (1024)2 1.024 KB 
1 Gigabyte (GB) 1.073.741.824 bytes (230) ou (1024)3 1.024 MB 
1 Terabyte (TB) 1.099.511.627.776 bytes (240) ou (1024)4 1.024 GB 
 
 O número 1.024 foi escolhido, pois é a potência de 2 mais 
próxima de 1.000 (103). Para efeitos práticos adota-se que 1 KB 
equivale a aproximadamente mil bytes, 1 MB a um milhão de bytes e 
1 GB a um bilhão de bytes. 
 
4. PLACA-MÃE 
 
 É uma placa de circuito 
impresso, que serve 
como base para a 
instalação dos demais 
componentes de um 
computador, permitindo que 
todas as partes do computador 
recebam energia e comuniquem-se 
entre si. A placa-mãe é um dos componentes críticos dos 
computadores, pois definirá as limitações da máquina como um todo 
[DPE-SP - Agente de Defensoria Pública – Contador - FCC 2013] e incluem, ao menos: 
o sockets (ou slots) onde são instalados um ou mais 
microprocessadores. 
o Slots (encaixes) nos quais a memória principal é instalada, 
tipicamente, com módulos DIMM de DDR-SDRAM. 
o um chipset, que serve como interface entre processador, 
memória principal e periféricos, sendo o principal componente 
da placa-mãe de um microcomputador [Analista Judiciário - TRT-
21ª região - FCC 09-2003]. 
o chips de memória não-volátil (normalmente Flash ROM) 
contendo BIOS. 
o slots de expansão (encaixes para a conexão de placas 
offborad). 
o conectores para encaixe de dispositivos externos, como 
teclado e mouse. 
 
 Uma placa de hardware, tal como placa de vídeo, placa de som 
ou placa de rede, por exemplo, que fica “dentro” da placa-mãe e 
não pode ser retirada é uma placa onboard [Técnico Judiciário – TRT 8ª região 
- FCC 12-2004]. 
 
4.1. Chipset 
 
 Um Chipset é um conjunto de chips que forma o principal 
componente da placa-mãe [Técnico Administrativo – MPU - ESAF 2004]. Controla o 
sistema e seus recursos - todos os componentes comunicam-se com o 
processador por meio do chipset - a central de todas as transferências 
 
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de dados - TRF - ESAF 2002]. Portanto, controla e organiza o fluxo contínuo 
de dados pelo qual é responsável, sendo um dos principais fatores para 
o bom desempenho de um PC, ficando atrás do processador e da 
memória RAM. 
 O chipset é formado por dois grandes chips: Ponte Norte (North 
Bridge) e Ponte Sul (South Bridge). A Ponte Norte, também chamada 
de MCH (Memory Controller Hub), fica fisicamente mais próximo do 
(processador e incorpora os barramentos "rápidos" e as funções mais 
complexas [TRT 16ª Região – Técnico Judiciário – TI - FCC 06-2009], faz a comunicação 
do processador com as memórias, e em alguns casos com os 
barramentos de alta velocidade [Técnico Judiciário – Operador de TI - TJ-PE - FCC 05-
2007] e possui basicamente as seguintes funções: 
o controlador de memória 
o controlador dos barramentos AGP e PCI Express x16 
o interface para transferência de dados com a Ponte Sul 
 
 
 
 A Ponte Sul, ou ICH (I/O Controller Hub, Hub Controlador de 
Entrada e Saída) é conectado à Ponte Norte e aos barramentos de 
baixa velocidade e normalmente abriga, entre outros, os 
controladores de HD e as portas paralela e serial [TCE-AL - Programador 
- Cargo C03 [FCC 03/2008]. É a responsável pelo controle de dispositivos 
de entrada ou saída (I/O), tais como interfaces IDE, drives de CD-ROM, 
de DVD-ROM e de disquete [Técnico Judiciário – Operador de TI - TJ-PE - 
FCC 05-2007], controla os discos rígidos, portas USB, som e rede on-
board, barramentos PCI, PCI Express e ISA, memória de configuração 
(CMOS), controladores de interrupção e de DMA. 
 
 5. PROCESSADOR 
 
 Processador, UCP (Unidade Central de Processamento) ou CPU, 
conhecido como“cérebro” da máquina, é o principal circuito 
eletrônico (chip) de um computador, onde acontece o processamento 
dos dados. Entre suas funções estão: 
1) execução dos cálculos necessários ao processamento, 
2) processamento das instruções (comandos) e 
3) gerenciamento do fluxo de informações entre o processador, 
memórias, periféricos e demais itens de hardware, ou emite os sinais 
de controle para os demais componentes do computador agirem e 
realizarem alguma tarefa [PC-ES – Cargo 4: Perito Criminal - Cespe 01/2011]. 
 A unidade central de processamento (CPU) é composta por duas 
grandes subunidades: a unidade de controle (UC) e a unidade lógica e 
aritmética (ULA) [PC-ES – Cargo 4: Perito Criminal - Cespe 01/2011], além dos Registradores: 
• Unidade de Controle (UC): controla a entrada e saída de 
informações e comanda o funcionamento da ULA. Informa às 
demais unidades o que fazer e quando fazer; 
• Unidade Lógica e Aritmética (ULA): executa operações lógicas (SE, 
E, OU, NÃO) e aritméticas (adição, subtração e, em alguns casos, 
multiplicação e divisão) requeridas pelos programas. Todavia, para 
que um dado possa ser transferido para a UAL, é necessário que ele, 
inicialmente, permaneça armazenado em um registrador [TCU – Téc. 
Federal em Controle Externo]. UAL é a calculadora do processador; 
• Registradores (ou acumuladores): são as posições de memória 
cache mais rápidas e com as mesmas características das palavras da 
memória principal. São construídas na própria UCP e são usadas 
para armazenar os dados que estão sendo processados pela 
instrução atual —, eles só armazenam poucos bytes de cada vez 
[Assunto exigido em MPOG – Formação de Banco de Servidores NS - Cespe 09/2009]. 
 
 
 
 É na CPU que os dados são convertidos em informações. O 
computador funciona executando o programa ou a sequência de 
operações armazenada em sua memória. Entre as operações 
constituintes desse programa, encontram-se: ler dados; armazenar 
dados; efetuar cálculos; fornecer resultados [ANAC - Cargo 11: Técnico 
Administrativo – Área 2: TI - Caderno D - Cecspe 07/2009]. 
 
6. PERIFÉRICOS E UNIDADES DE 
ARMAZENAMENTO 
 
 Periféricos são equipamentos que ligam o usuário ao 
computador, permitindo a entrada de dados que serão levados ao 
processador (periféricos de entrada, input devices) onde serão 
analisados e, posteriormente, apresentados ao usuário, através de 
periféricos de saída (output devices). 
 
6.1. Periféricos de Entrada 
 
6.1.1. Scanner: aparelho de leitura ótica que permite converter 
imagens e textos em papel para um formato digital que pode ser 
manipulado em computador. 
6.1.2. Teclado: principal meio de comunicação entre o usuário e o 
computador, transforma os toques em códigos para o computador. 
6.1.3. Mouse: é um dispositivo periférico usado para entrada de 
dados e serve como apontador. 
O que torna os vários tipos de mouse diferentes entre si são 
justamente as técnicas utilizadas para permitir a movimentação do 
cursor e os cliques. 
6.1.4. Webcam: câmera de vídeo de baixo custo que capta imagens e 
as transfere para o computador, sendo utilizada em videoconferência, 
em editores de vídeo, em editores de imagem, e monitoramento de 
ambientes. 
6.1.5. Microfone: transmite sons para uma placa de som que os 
converte para sinais digitais, possibilitando seu armazenamento e 
transmissão. 
6.1.6. Joystick: dispositivo de controle de ações do computador para 
aplicações especiais, como jogos e programas gráficos. 
6.1.7. Drives de CD/DVD/BD-ROM (leitoras de CD/DVD/BD): 
equipamentos que fazem apenas a leitura de dados gravados em um 
CD, DVD ou Bluray disk e os transfere ao computador, usando 
tecnologia ótica (laser). 
 
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6.2. Periféricos de Saída 
 
6.2.1. Impressora e plotter: periférico exclusivamente de saída que 
permite a visualização de textos e imagens em diversos substratos 
como papéis especiais, transparências, lona, PVC, tecido, cerâmica, 
etc. Existem vários modelos com diferentes velocidades de impressão 
- medida em CPS (caracteres por 
segundo, LPM (linhas por minuto) 
ou PPM (páginas por minuto), 
qualidades de impressão – 
medida em DPI (dots per inch) ou 
PPP (pontos por polegada) e 
tecnologias de impressão: 
6.2.2. Monitor: serve de interface 
visual para o usuário, permitindo 
a visualização de informações na tela e sua interação com elas. 
 
6.3. Periféricos de Entrada e Saída (Híbridos ou Mistos) 
 
 Periféricos mistos ou de entrada/saída são os que recebem e/ou 
enviam informações do e para o computador [TJ - Oficial de Justiça - Área 
Judiciária e Administrativa - FCC 2012]. 
 
6.3.1. Modem: é um hardware que pode ser utilizado para fazer a 
comunicação entre o microcomputador e a Internet [Funasa – Administrador 
- 06/2009]. 
6.3.2. Monitor Touch Screen (tela sensível ao toque): tecnologia 
presente na tela de um monitor ou acoplado a ela que detecta a 
presença e localização de um toque, permitindo interação direta com 
o usuário que envia dados (sem a necessidade de outros periféricos) 
e recebe de volta novas informações. 
6.3.3. Drive de Disquete (FDD, Floppy Disk Drive): dispositivo 
eletromecânico que lê e grava dados em um pedaço de plástico circular 
revestido de material ferromagnético, de forma semelhante a uma fita 
cassete. Expondo esse disco a um campo magnético, ele ficará 
permanentemente magnetizado, armazenando a informação. 
6.3.4. Gravadoras de CD, DVD e Blu-ray: equipamentos que 
transferem dados entre um disco de 12 cm (5¼”) de diâmetro e o 
computador, usando tecnologia ótica (laser) e, independentemente 
da disposição e da forma de gravação de dados em um CD, DVD ou 
BD, o acesso lógico aos dados segue a disposição física desses dados, 
diferentemente do que ocorre nos HD [Assunto exigido em TJ-RR – 
Analista de Sistemas - Cespe 2011]. 
6.3.5. Drive de Fita Magnética 
(streamer, hexabyte ou DAT): 
dispositivo de armazenamento de 
grande capacidade em fita plástica 
revestida de material magnético, 
assim como as fitas de áudio ou 
vídeo. Normalmente utilizada nas 
cópias de segurança (backup). 
6.3.6. Zip e Jaz Drives: dispositivos que permitem o armazenamento 
de dados em discos magnéticos de média capacidade (Zip Disks de 
100, 250 e 750 MB; Jaz Disks de 1 e 2 GB), criados pela Iomega em 
1994. Os discos apresentam a 
conveniência do disquete 3.5”, mas 
armazenam mais dados e são mais 
rápidos. 
6.3.7. USB Flash Drive (UFD): 
conhecido como Pen Drive, é um 
dispositivo de armazenamento de 
dados em massa, composto por 
uma memória flash (EEPROM) integrada a um adaptador USB para 
interface com o computador [IPC Cariacica - Assistente Social NS - Cespe 2007]. 
6.3.8. Hard Disk Drive (HDD, HD, Disco Rígido, Disco Local ou 
Winchester): dispositivo que armazena dados em discos de metal 
recobertos por material magnético onde os dados são gravados 
através de cabeçotes de leitura e gravação. O disco rígido ou HD (hard 
disk) é o dispositivo de armazenamento de dados mais usado nos 
computadores [Delegado de Polícia Civil de 1ª Classe NS – TO - Cespe 01/2008]. 
 
SSD (Solid State Drive) 
 
Os netbooks normalmente 
utilizam discos de estado sólido 
(SSDs), que, em comparação aos 
discos rígidos mecânicos, são 
menores, apresentam menor 
tempo de acesso, consomem 
menos energia, são mais resistentes a 
vibrações e impactos, além de serem muito 
mais silenciosos [MPU – Téc. Informática - Cespe 09/2010]. 
 
6.3.9. Multifuncional: a principal característica das impressoras 
multifuncionais é reunir, em um único equipamento, diversas 
funcionalidades que antes eram segregadas em dispositivos 
independentes, como impressora, copiadora e escâner [BASA – Técnico 
Científico Administração - Cespe 02/2010]. 
6.3.10. Placa de som: é o equipamento necessário para convertero 
som, normalmente captado sob a forma de sinal analógico, em sinais 
digitais, assim como converter os sinais digitais em som [MPOG – Formação 
de Banco de Servidores NM - Cespe 09/2009]. 
 
7. SLOTS DE EXPANSÃO 
E BARRAMENTOS 
 
Um soquete de conexão para 
um periférico na placa-mãe de um 
computador é genericamente 
conhecido por slot [Analista Judiciário – TRE-SP - 05-2006], termo em inglês para 
designar ranhura, fenda, conector, encaixe ou espaço. Tem a 
finalidade de dotar a placa-mãe de novos recursos ou melhorar o seu 
desempenho. Nas placas-mãe são encontrados vários slots para o 
encaixe de placas-filhas (vídeo, som, modem e rede, por exemplo). 
 Barramento pode ser entendido como um conjunto de caminhos 
que conectam as diversas partes do sistema computacional, tais como 
processador, memória e dispositivos de entrada e saída. Na maioria dos 
computadores, existem barramentos de dados, de endereços e de 
controle [EMBASA - Analista Saneamento – Assist. Informática I - Cespe 02/2010]. 
 Os barramentos são utilizados para interligar os diferentes 
componentes da placa mãe e também permitem o uso de placas de 
expansão [UNIPAMPA - Cargo 50: Técnico TI – Área: Rede e Suporte - 07/2009]. 
 
7.1. Barramentos Externos (ou de Entrada e Saída) 
 
 Ligam ao chipset os componentes que ficam fora do gabinete. O 
Barramento Paralelo transmite sinais em vários condutores elétricos 
em paralelo (8 bits simultaneamente), enquanto o Barramento Serial 
envia bit a bit, em série, por um condutor elétrico único. 
 
7.1.1. Barramento Paralelo: LPT (linha paralela 
de transmissão), DB 25 (conector tipo A, host), 
IEEE 1284. Taxas transferência: entre 150 Kbps e 
16 Mbps. Uso: impressoras, scanners, Zip e Jaz 
Drive. Observações: barramento antigo, está em 
desuso devido à grande possibilidade de falhas na transmissão de 
dados e comprimento limitado do cabo (2 m). 
7.1.2. Barramento Serial RS-232 (Recommended 
Standard-232): VGA, COM1, COM2, ... DB9, EIA232 
(Electronic Industries Alliance). Usado para: 
monitores, mouses, canetas óticas, joysticks. Taxas 
de transferência: 115 Kbps (14,4 KB/s). 
Observações: barramento antigo (usa-se preferencialmente a USB). 
7.1.3. Barramento Serial PS/2 (Personal System): conector 
miniDIN 6 
Usado para: mouse e teclado. Taxas de transferência: 115 
Kbps. Observações: Barramento que veio substituir o 
barramento RS232 para mouses e o DIN 5 pinos para 
teclados (antigo padrão AT). 
 
 
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7.1.4. Barramento Serial USB (Universal Serial Bus): conector padrão 
USB tipo A, B, mini A e mini B, micro A e Micro B, fornecendo de 500 
a 900 mA (5 amperes para carregar dispositivos) a 5V de tensão. 
 USB (universal serial bus) é um tipo de barramento usado para 
conectar facilmente ao computador várias categorias de dispositivos, 
como teclados, mouses, monitores, escâneres, câmeras e outros [PC-PB 
– Delegado de Polícia - Cespe 03/2010]. 
Taxas de transferência: USB1.1 = 12 Mbps (Full-speed, 1996), USB2.0 = 
480 Mbps (Hi-speed, 2000) e USB3.0 = 4,8 Gbps (Super-speed, 2007). 
Observações: possibilita o uso de uma única porta USB para conectar 
vários dispositivos periféricos [TCE – ES – Auxiliar de fiscalização financeira - FCC 05/2009], 
conectando até 127 equipamentos simultaneamente. Este 
barramento usa as tecnologias Hot swap (permite a conexão de 
periféricos sem a necessidade de se desligar o computador) [PGE-PA - 
Técnico em Informática NM - Cespe 2007] e Plug and Play (conceito de que novos 
dispositivos devem ser conectados e utilizados sem que o usuário 
precise reconfigurar jumpers ou softwares) [ANAC - Cargo 11: Técnico 
Administrativo – Área 2: TI- Caderno D - 07/2009]. 
 
8. MEMÓRIAS 
 
 Memória é todo componente eletrônico capaz de armazenar 
dados e informações. Há vários tipos de memórias, desde as utilizadas 
o tempo todo pelo computador até as raramente solicitadas; desde as 
que armazenam dados por muito tempo (mesmo com o computador 
desligado) até aquelas que só armazenam informações enquanto o 
computador está sendo utilizado. 
 De acordo com o meio de armazenamento, as memórias podem 
ser classificadas em: 
o Semicondutoras: armazenam informações em chips de silício 
(RAM, ROM, EPROM, Cache). 
o Magnéticas: armazenam informações em uma superfície 
magnetizável (disquete, HD, fita). 
o Ótica: armazenam informações em uma superfície capaz de 
refletir a luz e usam laser para sua leitura (CD, DVD). 
 
 
As memórias possuem capacidade de armazenamento e 
velocidade de acesso diferentes. Uma sequência de memórias em 
ordem crescente de velocidade e de capacidade de armazenamento 
é memória secundária, memória principal, memória cache e 
registradores [EMBASA - Analista Saneamento – Assist. Informática I - Cespe 02/2010]. 
 A memória em um computador digital convencional, 
organizada em uma hierarquia, considerando-se o tempo de acesso 
da mais rápida para a mais lenta é ordenada como Registradores; 
Cache; Memória principal; Armazenamento secundário (discos); 
Armazenamento off-line (fitas) [EMBASA - Analista Saneamento – Assist. 
Informática I - Cespe 02/2010]. 
 
8.1. Memória Primária (Principal) 
 
 Memória essencial, indispensável para o funcionamento do 
computador (principal). São endereçadas diretamente pelo 
processador (primária) e usadas durante o processamento. É capaz de 
armazenar não somente os dados, mas também os programas que 
irão manipular esses dados. É dividida em ROM e RAM. 
8.1.1. Memória RAM (Random Access Memory) 
 O acesso a memórias pode ocorrer de duas formas: randômica, 
no qual o tempo de acesso é igual para todas as localidades; e não 
randômico, cujo tempo de acesso varia de localidade para localidade. 
As memórias RAM utilizam acesso randômico [Assunto exigido em EMBASA - 
Analista de Saneamento – TI Redes - Cespe 02/2010]. 
A RAM é uma memória que pode ser lida ou gravada pelo 
processador e outros dispositivos, responsável pelo armazenamento 
temporário das informações para a CPU. Quando um programa está 
em execução, seus dados e instruções estão na memória RAM, e por 
isso ela é também chamada de memória de trabalho. Armazena 
informações na forma de pulsos elétricos e, por isso, é considerada 
VOLÁTIL, ou seja, seu conteúdo é totalmente apagado com a falta de 
energia elétrica. A memória principal do computador, por ser volátil, 
precisa ser atualizada com dados e instruções cada vez que o 
computador é ligado [PC-ES – Escrivão de Polícia - Cespe 01/2010]. 
A memória RAM é um elemento que, no final das contas, 
funciona como uma mesa de trabalho que a todo o momento tem seu 
conteúdo alterado e, até mesmo, descartado quando ela não está 
energizada [TRE-AP – Analista judiciário – área adm. - FCC 06/2011]. 
 O tamanho máximo das memórias RAM dos computadores do 
tipo PC mais modernos é igual a 32 bilhões de bytes (32 GB) [Assunto 
exigido em TRT 1ª região - Analista Judiciário NS - Cespe 06/2008]. O tamanho mínimo é de 
aproximadamente 1GB. 
Tipos de Memória RAM 
As duas formas básicas de memória de acesso aleatório 
semicondutora são a RAM dinâmica (DRAM) e a RAM estática (SRAM). 
A SRAM é mais rápida, mais cara e menos densa que a DRAM, e é 
usada para a memória cache. A DRAM é usada para a memória 
principal [Metrô-SP - Analista Desenvolvimento Gestão Júnior - Ciências da Computação - FCC 2012]: 
o DRAM: menos rápida, mais barata, e encontrada em maior 
quantidade nos computadores. São fabricadas com capacitores 
(pequenas pilhas) que se descarregam com o tempo e devem 
sofrer atualizações frequentes (refresh, realimentação). O 
refresh de memória é uma característica das memórias RAM (ou 
DRAM) e tem a função de manter os dados armazenados 
enquanto o computador estiver ligado [Técnico Judiciário – Operação de 
Computadores – TRE-PB- FCC 04-2007]. Esse processo toma tempo do 
processador e aumenta o tempo final de processamento. 
 A SDRAM (DRAM Síncrona) tinha uma velocidade boa, e 
acessos com frequências sincronizadas com a frequência da 
placa-mãe. 
 Atualmente as memórias mais comuns são chamadas de 
DDR-SDRAM ou simplesmente DDR (Dupla Taxa de Dados). 
A memória DDR usa circuitos de sincronização que 
aumentam a sua velocidade, porque utilizam duas vezes 
cada ciclo de sua frequência para transmitir/receber dados. 
A memória DDR é, basicamente, duas vezes mais rápida que 
a SDRAM, sem aumentar a velocidade nominal em MHz [MTE 
- Auditor Fiscal do Trabalho - ESAF 2003]. 
o SRAM: mais rápida, mais cara, e, por isso, aparece em menor 
quantidade em nossos micros. São usadas na construção de 
memória cache e nos registradores. Não há a necessidade de 
refresh nesse tipo de RAM, porque utiliza semicondutores ao 
invés de capacitores. 
8.1.3. Memória ROM (Read Only Memory) 
 Memória não-volátil que, uma vez gravada, não pode ser 
alterada. Normalmente é usada por fabricantes de hardware para 
armazenar nela o módulo de software que será responsável por 
informar ao sistema operacional como controlar aquele determinado 
componente de hardware [MRE – Oficial de Chancelaria - FCC 02-2009] (driver, 
firmware, ou software embarcado). 
 Nos computadores é possível encontrar chips de memória ROM 
e outros com variações da ROM original: 
o PROM (ROM Programável): vem de fábrica “limpa” e pode ser 
gravada uma única vez por equipamentos especiais. 
o EPROM (ROM programável e apagável): é um tipo de memória 
em que os dados podem ser 
apagados com raios de luz 
ultravioleta de alta potência 
[UNIPAMPA - Cargo 50: Técnico de TI – Área: Rede e 
Suporte - Cespe 07/2009]. 
o EEPROM (ROM programável e 
apagável eletricamente): pode ser gravada e apagada milhares 
de vezes aplicando-se uma voltagem específica em um dos seus 
pinos de entrada [Assunto exigido em TRE-MT - Técnico Judiciário – Op. Computadores - 
Cespe 01/2010]. Quando um chip EEPROM permite que múltiplos 
endereços sejam apagados ou escritos numa só operação, é 
então conhecido como Memória Flash e usado em pen drives. 
 
 
 
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8.2. Memória Secundária (Memória de Massa ou Auxiliar) 
 Qualquer dispositivo capaz de armazenar dados 
permanentemente, mesmo na ausência de energia elétrica (não-
voláteis). Podem conter programas que controlam o computador, 
como o Sistema Operacional, e ainda os arquivos de dados e 
programas do usuário. Um dispositivo de memória externa, como, por 
exemplo, um pendrive via USB, além de permitir mobilidade de 
memória, possibilita que se armazenem arquivos em diversos 
formatos e tamanhos, para se expandir a capacidade de 
armazenamento [Polícia Civil – ES – Auxiliar de perícia - Cespe 01/2011]. 
 
Memória 
Tecnologia de 
Leitura e Gravação 
Capacidade de 
armazenamento 
HD(disco 
rígido) 
magnética, acesso 
direto 
160 GB a 2 TB 
Fita de backup 
magnética, acesso 
sequencial 
Disquete de 
3½” 
magnética 
1,44 MB ≈ 1.474 KB 
(1,38 MB utilizáveis) 
Zip Disk magnética 100, 250 e 750 MB 
Jaz Disk magnética 1 e 2 GB 
CD ótica 800 MB 
DVD ótica 4,7 (padrão) a 17 GB 
Blu-ray ótica (laser azul) 23 a 54 GB 
Pen Drive 
elétrica, flash, 
EEPROM 
1 a 256 GB 
 
Em comparação com a memória RAM, as memórias auxiliares são 
mais lentas, mas têm maior capacidade de armazenamento, além de 
terem menor custo e não serem voláteis [Assunto exigido em MPS – Área 
Administrativa NM – TI - Cespe 09/2010]. 
 
8.3. Memória Intermediária (Memória Cache) 
 
Memória Cache é uma 
pequena quantidade de 
memória estática de alto 
desempenho, tendo por 
finalidade aumentar o 
desempenho do processador 
realizando uma busca 
antecipada na memória RAM. 
Quando o processador 
necessita de um dado, e este 
não está presente no cache, ele 
terá de realizar a busca 
diretamente na memória RAM. 
Como provavelmente será 
requisitado novamente, o dado 
que foi buscado na RAM é 
copiado na cache [TCE-SP - Agente da Fiscalização Financeira – Cargo A01 - FCC 02/2008]. 
Uma das limitações da velocidade de um processador é a 
diferença de velocidade entre o ciclo de tempo da CPU e o da 
memória principal (MP). Além da RAM principal (SDRAM), há uma 
pequena quantidade de memória RAM estática (SRAM) nos 
computadores. Essa memória é muito rápida (5 ns contra 70 ns da 
SDRAM) e fica localizada dentro do processador, interposta 
hierarquicamente, entre o processador e a RAM, para fazer que o 
acesso aos dados em RAM seja mais veloz [ANAC - Cargo 11: Técnico Administrativo 
– Área 2: TI - Caderno D - 07/2009], acelerando a transferência de informações 
entre CPU e MP [TJ- PA - Analista Judiciário – Análise de Sistema - Desenvolvimento - FCC 
05/2009]. O nome cache vem do francês e significa “escondida”, pois 
quem controla o que entra e o que sai dela é a própria CPU, e não os 
programas ou o sistema operacional. 
 
 
 
 
 
8.4. Memória de Apoio (Memória Virtual) 
 
 É a parte do HD usada como memória RAM, ou é a parte da 
memória fixa usada como memória provisória. Uma memória virtual 
paginada aumenta a memória principal com armazenamento em 
disco [CGU - Analista de Finanças e Controle - TI - ESAF 2004]. Pode ser chamada de 
Arquivo de Troca, Permuta ou Paginação, Memória Paginada, Swap 
File, Swapping (técnica relacionada que utiliza meio magnético para 
armazenar programas que não estão sendo atualmente executados 
no processador) [Prefeitura de Ipojuca – Cargo 79: Tecnólogo em Informática NS - Prova X - 
07/2009]. 
 Os sistemas operacionais atuais disponibilizam o recurso 
denominado memória virtual, que permite ao processador usar o 
disco rígido para gravar dados caso a memória RAM se esgote [MPS – 
Área Administrativa NM – TI - Cespe 09/2010]. Como frequentemente não se dispõe 
de RAM suficiente para executar todo o programa da memória, 
utiliza-se a memória virtual para executar esse programa em partes 
[MPOG – Formação de Banco de Servidores NS - Cespe 09/2009]. Quando o computador 
está com pouca memória RAM e precisa de mais, imediatamente, 
para completar a tarefa atual, o Windows usará espaço em disco 
rígido para simular RAM do sistema [TRF - ESAF 2006].

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