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Cadeias Musculares – Aula 06 
Prof. Arlindo Elias 
Objetivos 
2 
• TEMA DA AULA: A linha lateral 
• REFERÊNCIA: Material de aula; Trilhos anatômicos cap.04 
• OBJETIVO: 
Ao final desta aula o aluno deverá ser capaz de: 
 
Compreender a importância postural e o movimento da LL 
Conhecer as estruturas que participam da LL e as disfunções que podem culminar 
em sintomas. 
Aplicar as regras dos trilhos anatômicos para a avaliação e tratamento da LL 
 
• PPC (Projeto Pedagógico do Curso: 
• O profissionais devem ter conhecimento da anatomia do sistema miofascial 
para estabelecer as linhas de tração que podem participar de um conjunto de 
sintomas. 
Introdução 
3 
 
Visão geral 
 
A linha lateral suporta cada lado do corpo 
dos pontos medial e lateral dos pés ao 
redor da face externa do tornozelo subindo 
pelas faces laterais da perna e coxa, 
passando ao longo do tronco até a região 
dos ouvidos. 
 
 
 
 
 
Introdução 
4 
Função Postural 
 
A LL funciona posturalmente para equilibrar a região frontal e dorsal e 
bilateralmente para equilibrar os lados direito e esquerdo. 
 
 
Função de Movimento 
 
A LL participa da inclinação lateral do corpo. 
 - Lateroflexão do tronco 
 - Abdução do quadril 
 - Eversão do pé 
 
 
 
 
 
Introdução 
5 
Introdução 
6 
Introdução 
7 
Padrões de compensação 
 
 - Pronação do tornozelo/pé 
 - Limitação da dorsiflexão do tornozelo 
 - Geno valgo 
 - Restrição da adução 
 - Lateroflexão lombar 
 - Hipomobilidades do ombro. 
 
 
 
 
 
A LL nos pés 
8 
A linha lateral conecta ambas as faces media 
e lateral do pé com a face lateral do corpo. 
 
 
 
A linha inicia seu trajeto ascendente na 
articulação entre o 1° metatarso e o 1° 
cuneiforme 
 
 
 
A linha cruza lateralmente o cubóide e sobe 
em direção aos músculos fibulares. 
 
 
 
 
 
A LL nos pés 
9 
A LL adquire outra conexão, o fibular curto, a 
meio caminha pela face lateral do pé. 
 - De sua inserção na base do 5° 
metatarso, o tendão do fibular curto passa 
para cima e para trás na direção da face 
posterior do maléolo lateral. 
 
 
 
Ambos os lados do conjunto dos metatarsos 
estão ligados à fíbula, fornecendo suporte 
para o arco longitudinal do pé. 
 
 
 
 
 
A LL nos pés 
10 
As inserções da LL na região plantar podem 
influenciar o posicionamento do pé 
(pronação) e consequentemente favorecer 
um encurtamento da fáscia plantar 
(especialmente da zona lateral da fáscia). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os músculos fibulares 
11 
Os músculos fibulares longo e curto se 
localizam no compartimento lateral da 
perna, acompanhando a extensão da fíbula. 
 
A região anterior e posterior desse 
compartimento são caracterizadas pelos 
septos fasciais que o separa dos demais 
compartimentos da perna. 
 
O trabalho terapêutico nessa região consiste 
principalmente em normalizar esses septos. 
 
A tensão excessiva dos fibulares pode impor 
uma plantiflexão ou eversão excessiva do 
pé. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A LL na Coxa 
12 
A medida em que avança superiormente, o TIT 
se alarga e afila. No momento em que alcança 
o quadril, o TIT é largo o suficiente para cobrir 
todo o trocânter maior do fêmur. 
 
A tensão sobre o TIT exercida pelos abdutores 
da coxa e vasto lateral, ajudam a coaptar a 
cabeça do fêmur no acetábulo. 
 
A LL continua a se alargar acima do trocânter, 
incluindo 3 componentes musculares: 
 - Tensor da fáscia lata 
 - Fibras superiores do glúteo máximo 
 - Glutéo médio 
 
 
 
 
 
 
 
 
A LL na Coxa 
13 
Toda essas miofáscias se fixam ao bordo 
externo da crista ilíaca, estendendo-se da 
EIAS e EIPS. 
 
 
Esse mecanismo é responsável pela 
sustentação do corpo durante a marcha, 
evitando que o tronco se desloque em 
direção ao MI elevado. 
 
 
 
 
 
 
 
Os músculos abdutores 
14 
Pode haver uma tensão seletiva nos músculos 
abdutores. 
 
Por exemplo: 
 - Rotação anterior da pelve: tensão maior 
no tensor da fáscia lata 
 - Rotação posterior da pelve: tensão maior 
nas fibras superiores do glúteo máximo 
 
A tensão ao longo do TIT é um achado 
importante nas rotações externas da tíbia, 
favorecendo a lateralização da patela. 
 - O fortalecimento da porção posterior do 
glúteo médio é importante para equilibrar essa 
rotação tibial. 
 
 
 
 
 
 
 
A crista ilíaca e os abdominais oblíquos 
15 
O bordo superior da crista ilíaca fornece 
fixações para o latíssimo do dorso e para as 3 
camadas de músculos abdominais. 
 
 
Os oblíquos abdominais formam parte da LL e 
são fascialmente contínuos com o TIT. 
 
 
A continuidade superior da LL forma uma 
trama que se continua pelo tronco. 
 
 
 
 
 
 
 
A caixa torácica 
16 
A LL se continua superiormente através dos 
intercostais externos e internos, os quais se 
conectam indiretamente pelas costelas. 
 
 
A disposição cruzada das fibras dos intercostais 
internos e externos prolongam o padrão 
observado mais inferiormente nos oblíquos 
abdominais. 
 
 
A disfunção dessa região, entretanto, pode 
ocorrer de forma isolada, com hipomobilidade 
de uma costela em relação a outra adjacente. 
 
 
 
 
 
 
 
A região cervical 
17 
No pescoço, das costelas para o crânio, o 
padrão em "X" se repete. 
 
O esplênio da cabeça origina-se nos processos 
espinhosos das vértebras cervicais inferiores e 
vértebras torácicas superiores, inserindo-se no 
bordo lateral do occipital e porção posterior do 
temporal. 
 
O ECOM forma a parte anterior dessa região da 
LL., que se contrapõe diretamente ao esplênio. 
 
 
 
 
 
 
 
A LL e o complexo do ombro 
18 
Embora a LL seja uma linha fascial axial, ela pode exercer uma influência 
sobre o ombro. 
 
 
A região cervical recebe a influência dos músculos Levantador da escápula e 
trapézio superior, os quais se cruzam na região cervical. 
 
 
Não há uma relação "direta" entre a LL e esses músculos, mas no caso do 
mecanismo do ECOM e esplênio falhar em equilibrar a cabeça, esse papel é 
assumido pelo trapézio e levantador da escápula. 
 
Como a escápula não é uma "base" fixa para o suporte cervical, a demanda 
de equilíbrio da cabeça acaba por fadigar esses músculos, aumentando o 
risco de desenvolvimento de pontos gatilho. 
 
 
 
 
 
 
 
A LL e o complexo do ombro 
19 
Considerações finais 
20 
 
 
As tensões musculares excessivas dessa linha se apresentarão nas posturas 
que envolvem flexão lateral. 
 
 
Como a LL no tronco se dispõe em uma série de ziguezagues, a disfunção 
dessa linha pode influenciar movimentos rotacionais e o funcionamento das 
linhas espirais

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