Logo Passei Direto
Buscar

Historia de Goias Prof PH Copia

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

E
 
pau-b
deira
cadên
territ
(Marr
portu
como
do rio
tão), 
tamb
cinal.
procu
 
Tipos 
Expansão 
No iníci
brasil, depoi
s de caça ao
ncia e a pop
tório, levand
 
 São vári
*União
rocos) duran
uguês em 15
o Sebastianis
*Criaçã
o São Franc
 levando ao 
bém é conhe
*Droga
. Eles partiam
*Bande
ura de ouro o
de bandeiras
H
 “Quant
 Territorial
io, os colon
s no Nordes
o índio para 
pulação trans
o à descobe
ios os fator
o Ibérica 15
nte uma bat
580. Acaband
smo) e levan
ão de gado
isco (pela g
 povoamento
cido como R
as do Sertã
m geralment
eirismo - Ex
ou cativar ín
s: 
História e
to maior a 
 do Brasil 
izadores po
ste brasileiro
 escravizar. 
sferiu-se pa
rta de ouro 
res que leva
580-1640 – 
talha cruzad
do com o Tr
ndo à decadê
o - Iniciou-se
rande quant
o das regiõe
Rio dos Curra
ão - Os jesuí
te do Pará, c
xpedições de
ndios para se
e Geogr
Professo
 dificuldade
 
ortugueses c
o plantando 
 Com o pass
ra o Sudeste
em Minas G
aram a essa
Em 1578 D. 
ista, com is
ratado de To
ência do açú
e no Nordest
tidade de pa
es de M.G., M
ais e Velho C
ítas vieram a
com as Desc
e bandeirant
erem escrav
rafia de 
or PH 
e, tanto ma
concentraram
a cana de a
sar do tempo
e. A partir d
erais, Mato G
a expansão
 Sebastião m
sso o rei da 
ordesilhas (e
úcar no Bras
te (Bahia e P
astagens nat
M.T. e, depo
Chico. 
até o interior
cidas e penet
tes que saia
izados. 
Goiás 
ior o mérito
m-se no lito
açúcar, nesse
o, a cana co
daí o Brasil c
Grosso e Go
o, como a: 
morreu na ba
Espanha, Fi
esse período 
il. 
Pernambuco)
turais) até o
ois, Goiás. O
r do Brasil a 
travam até o
am de SP pa
 
o”. 
Ped
oral com a e
e período ex
omeçou a en
começou a e
oiás. 
atalha de Alc
ilipe II, assu
 é conhecido
) e acompan
o interior do 
bs.: O rio Sã
 procura de 
o interior da
ara o interior
01
dro Ludovico
extração do
xistiam Ban-
ntrar em de-
expandir seu
cácer-Quibir
ume o trono
o, literatura,
nhou o curso
 Brasil (ser-
ão Francisco
ervas medi-
 Amazônia. 
r do Brasil à
 
o 
o 
-
-
u 
r 
o 
, 
o 
-
o 
-
à 
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
02 
a) Entrada: Expedição de bandeirantes financiadas com o capital do governo (coroa) com intuito 
de encontrar ouro, pedras preciosas ou índios. Esse tipo de expedição foi em menor número, 
pois o governo português não queria ariscar seu capital sem a certeza de obter lucros, pois o 
ouro só foi encontrado no século XVIII, no Brasil. 
b) Bandeira: expedição organizada, na maioria das vezes, com capital privado, com a finalidade de 
encontrar índios, ouro ou pedras preciosas. Esse tipo de campanha foi mais freqüente, porque a 
coroa não tinha nada a perder, e sempre incentivava e autorizava os que quisessem se aventu-
rar nessa empreitada. 
c) Descidas: Essas expedições vinham do Norte (Pará) até o Interior do país (Sertão) para captu-
rar índios e drogas do sertão para suas aldeias, nas missões da Amazônia. Geralmente, as des-
cidas eram comandadas pelos jesuítas que aproveitavam essas viagens para expandirem o cris-
tianismo no novo continente, através da catequização dos índios e lucrarem com a venda das 
ervas medicinais, que só existiam nos países tropicais como o Brasil. Essas ervas medicinais 
(chamadas de Drogas do Sertão) eram muito valorizadas na Europa. Os jesuítas também ti-
nham o costume de fazer mapas da região, onde eles passavam, e levando ao conhecimento da 
região. Esses mapas foram muito utilizados pelos bandeirantes. 
d) Monções: Qualquer tipo de expedição (Entrada, Bandeira ou Descida), desde que acompanhasse 
o curso dos rios, como caminho para o sertão (interior). 
 
 
 Goiás Antes da Mineração 
 
Desde o primeiro século de colonização do Brasil, a região de Goiás foi percorrida pelas 
Bandeiras e pelas Descidas; mas só no século XVIII, com a mineração, iniciou-se a ocupação efe-
tiva do território goiano pelos portugueses. 
A primeira Bandeira de que se tem notícia em terras goianas data de 1590-93, sob o co-
mando de Domingos Luis Grau e Antônio Macedo. Depois desta, várias outras estiveram em Goiás, 
como: 
 Sebastião Marinho- 1592; 
 Domingos Rodrigues- 1596-1600; 
 Nicolau Barreto- 1602-04; 
 Belchior Dias Carneiro- 1607; 
 Martins Rodrigues- 1608-13; 
 André Fernandes- 1613-15; 
 Lázaro da Costa- 1615-18; 
 Antônio Pedroso de Alvarenga- 1615-18; 
 Francisco Lopes Buenavides- 1665-66; 
 Antônio Pais- 1671; 
 Sebastião Pais de Barros e Bartolomeu Bueno da Silva(pai)- 1673; 
OBS.: muitas bandeiras não foram registradas. 
 
As Descidas 
A primeira foi coordenada pelo padre Cristóvão de Lisboa, em 1625. Depois, vieram: 
 *Pe. Luis Filgueira- 1636; 
 *Pe. Antonio Ribeiro e Pe. Antônio Vieira-1653; 
 *Pe. Tomé Ribeiro e Francisco Veloso-1655; 
 *Pe. Manuel Nunes- 1659; 
 *Pe. Gaspar Misch e Ir. João de Almeida- 1668; 
 *Pe. Gonçalo de Vera e Ir. Sebastião Teixeira- 1671; 
 *Pe. Raposo- 1674; 
 *Pe. Manuel da Mota e Pe. Jerônimo da Gama- 1721-22; 
OBS.: nem as bandeiras, nem as descidas, vinham para se fixar na terra. 
 
Os fatores que motivaram os bandeirantes virem para Goiás 
-Buscar um caminho por terra para chegar a Cuiabá (M.T.), pois Goiás localizava-se entre 
a região das Minas Gerais e a região das minas de Cuiabá; 
-Crenças populares de que em Goiás haveria ouro (Goiás fica entre as regiões minerado-
ras de M.T. e M.G.); 
-Momento político favorável(a coroa precisava de novas fontes de riquezas), pois Portugal 
estava passando por dificuldades econômicas. 
 
Descoberta do Ouro: 
-Em 1693 ,o bandeirante paulista Antônio Rodrigues Arzão, encontra ouro Sabará, M.G.; 
-Em 1718 , Pascoal Moreira Cabral descobriu ouro em Cuiabá, M.T.; 
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
 
 
- Em
va(pa
Tiete
Barto
Barto
Abreu
- 500
- Mul
- Um
marg
de ou
120 
anim
cruz(
Goiás
ção p
e Ort
Santa
ás pa
 
 
 R
 
suas 
a reg
ra, ru
Goias
plora
mais 
guês
sul. C
 1673 veio 
ai) e Sebast
, Paranaíba 
olomeu morr
Depois 
olomeu Buen
u(irmão de O
0 homens (b
as e cachorr
 padre e nen
Essa ex
gens do Rio V
uro, dando in
homens, o r
ais e índios
(A Cruz do A
s. 
Poucos 
para as mina
tiz com o de 
Entre 1
a Rita, Santa
assou a rece
Rotas e su
As grand
 placas e sin
giões marcad
umo a Camp
ses). 
Aberto em
r o ouro da 
 ambiciosos
. Era preciso
Com a abert
H
para Goiás 
tião Pais de 
e Tocantins
reu pobre e d
que várias B
no da Silva(f
Ortiz) condu
rancos,negr
ros; 
nhuma mulh
xpedição par
Vermelho(Ri
nício ao povo
restante mo
s, e longos 
Anhanguera) 
meses depo
as. Bartolom
 guarda-mor
722 e 1725
a Cruz, Meia
ber um gran
as História
es estradas 
ais. A cada 
das pelas his
pinas, percor
m 1725 por 
 região cent
: fazia parte
o proteger as
tura do Cam
História e
uma expediç
 Barros, ess
). Mas o our
desmoralizad
Bandeiras de
filho), o Anh
ziram uma e
os e índios,h
her (havia ín
rtiu no dia 3 
o das Camb
oamento de 
orrera no ca
períodos de
 marcando a
ois da volta 
eu Bueno vo
r. 
, foram des
a Ponte, Jara
nde fluxo mig
as 
 que rasgam
passo depar
stórias do Br
rre trechos d
 Bartolomeu 
ral do Brasi
e das estraté
s minas aurí
minho dos Go
e GeogrProfesso
 
ção chefiada
sa bandeira 
ro encontrad
do perante a
e caça ao ín
hangüera, (1
expedição pa
homens livre
dias que for
 de julho de
baúbas) próx
 Goiás.Quan
minho por v
 seca. Assim
a presença d
da bandeira
oltava, a Go
cobertas as 
aguá, Corum
gratório. 
m o Brasil esc
ramos com u
rasil. Quem 
do antigo Ca
 Bueno da S
l. Mas esse 
égias de inte
íferas e impe
oiases, prete
rafia de 
or PH 
a pelos band
saiu de S.P
do era de po
a sociedade 
dio e de min
1670-1740), 
ara procurar
es e escravos
am aprisiona
e 1722 e no 
ximo à Serra
ndo essa exp
vários motiv
m que desc
do homem br
, organizou-
iás, com o tí
 jazidas de 
mbá e Araxá.
condem mui
uma paisage
parte de São
minho para 
Silva, era usa
caminho tin
egração e do
edir o avanç
endia-se arti
Goiás 
deirantes Ba
P. percorrend
ouco valor(ou
mineradora 
neração perc
 João Leite d
r ouro na reg
s); 
adas no cam
 dia 26 de ju
a D’ourada, o
pedição cheg
vos como:fo
obriu ouro 
ranco e dado
-, em São Pa
ítulo de supe
Sant’Anna, 
.Com isso, a
ito mais ave
m diferente,
o Paulo e se
as Minas de 
ado pelos ba
ha sido traç
omínio territ
ço dos espan
icular estrad
 
artolomeu Bu
do vários ca
uro de tolo),
 brasileira. 
correram o 
da Silva Ort
gião, compos
minho). 
ulho de 1725
onde encont
gou a Goiás s
me,doenças
Bartolomeu 
o início a col
aulo, uma n
erintendente
Ouro Fino, B
a região aurí
enturas do q
, cada encru
gue pela via
 Goiás (ou C
 
andeirantes 
çado com ob
torial do gov
nhóis pelas f
das como o 
03
ueno da Sil-
aminhos(rios
, e com isso
solo goiano,
iz e João de
sta por: 
5 chegou as
rou um veio
só restavam
,ataques de
 fincou uma
lonização de
nova expedi-
e das minas,
Barra, Anta,
ífera de Goi-
ue mostram
uzilhada leva
a Anhangüe-
Caminho dos
que iam ex-
bjetivos bem
verno portu-
fronteiras do
Caminho do
 
-
s 
o 
, 
e 
s 
o 
m 
e 
a 
e 
-
, 
, 
-
m 
a 
-
s 
-
m 
-
o 
o 
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
 
04 
Viamão com
dessas estr
na capitani
Campinas, 
ões Sul e S
Há 
hoje seus t
Suas histór
 
 
 Povoa
 
Apó
tiveram vár
 A d
mes
 O d
 O d
 A ir
 Os 
 Falt
 Sec
 
** Cidade d
Em 
de Vila “Boa
São Paulo,e
e construída
tais termina
Nos
to o francês
ostentavam
sedas impo
século, já n
natas era p
 
Esse povoa
 Irreg
 Instá
 Sem 
 Rápid
 
Em
lomeu. Em 
cal(Praça d
Essa atitude
m a bacia hi
radas e ince
a de São Pa
Jundiaí e Mo
udeste ating
 outras est
rajetos são 
rias se diluem
amento de
ós a descobe
rios obstácul
istância dos
ses); 
desconhecim
despovoamen
rregularidade
índios hostis
ta de estrada
cas e falta de
de Goiás, séc
 1726, Barto
a” em 1739)
este foi o pri
a em solo ro
avam em có
s salões da o
s quanto por
m imagens ba
ortadas conv
não se const
pontuadas pe
amento foi m
ular; 
vel; 
 Planejamen
do. 
 
m 1727, foi 
 1743, sob 
o Jardim), h
e do ouvidor
Histó
drográfica d
entivar a agr
aulo, durant
oji-Mirim for
giram limites
tradas da é
percorridos 
m e se apaga
e Goiás 
erta do ouro
los, como: 
 grandes ce
ento da regi
nto e a situa
e dos rios(os
s que atacav
as para Goiá
e alimentos;
culo 19, em 
olomeu fund
) e depois ci
imeiro arraia
ochoso, a cid
rregos de ág
oligarquia, h
rtuguês, as 
arrocas pinta
vivia com a d
ruía mais do
elos gemidos
marcado por q
to; 
edificada a p
iniciativa do
houve a con
r-geral foi ju
ria e Ge
Prof
do rio Paraná
ricultura de 
te o governo
am fundada
s próximos a
época das 
em alta velo
am a cada c
o deu-se o in
ntros urbano
ião goiana(m
ação de isola
s rios goiano
vam as expe
ás; 
 
 desenho de
dou o Arraia
dade de Goi
al goiano e c
dade de Goiá
gua fresca ( 
erdeira da r
igrejas cons
adas a ouro,
desesperanç
o que uma c
s da febre, p
quatro carac
primeira cap
o ouvidor-ge
nstrução da 
ustificada pel
eografia
fessor PH
á, a fim de f
cana-de-açú
o de Morgad
s; os engen
aos de hoje. 
bandeiras:
ocidade, rev
urva, a cada
nício do pov
os do Sudes
muitas exped
amento da re
os não são n
dições paulis
e William Bur
al Nossa Sen
ás que estav
capital de Go
ás, tinha de 
 como rio Ve
iqueza criad
truídas por e
, obra do esc
ça de uma c
asa por ano
provocada pe
cterísticas bá
pela goiana: 
eral de Goiá
Igreja de Sa
lo crescimen
 de Goiá
H 
fundar povo
úcar. Essa p
do de Mateu
hos de açúc
 
 a Raposo T
velando apen
a morro. É p
voamento de
te(as vezes 
dições se per
egião; 
avegáveis); 
stas; 
rchell., 
nhora de Sa
va vinculado
oiás até 193
encanto os c
ermelho ). 
a pela explo
escravos (fin
cultor Veiga 
idade onde, 
, e nas noite
elos esgotos 
ásicas: 
 Capela de S
s, demoliu-s
ant’Anna, a 
nto da popula
ás 
oados, vilas 
política surti
us ( 1765-17
ar se multip
Tavares, a F
nas fragmen
arar e ver o 
e Goiás pelo
 as viagens d
rdiam pelo c
 
nt’Anna( ele
o politicamen
33. Encravad
casarios colo
oração do ou
nanciadas pe
 Valle. Mas o
 nas primeir
es de luar, o
 a céu abert
Sant’Anna, e
se a capela,
catedral da 
ação na regi
e cidades no
u grandes e
775 ). Vilas 
licaram e as
ernão Dias..
tos de paisa
 tempo corre
os paulistas, 
demoravam 
caminho); 
evada a cate
nte à Capitan
da nas mont
oniais, cujos 
uro, falava-se
elos minerad
o luxo dos liv
ras décadas 
o lirismo das 
to. 
erguida por B
, e no mesm
 cidade de G
ião. 
o eixo 
efeitos 
como 
s regi-
.. Mas 
agens. 
er. 
 estes 
 até 3 
 
egoria 
nia de 
anhas 
 quin-
e tan-
dores) 
vros e 
 deste 
 sere-
Barto-
mo lo-
Goiás. 
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
 
 
Zonas
 
claro 
tenta
autor
rante
que a
Camp
mava
xas, 
mede
de ca
(1750
anula
Foi n
pacifi
deve
relati
Nesse
Palac
 
 
 
s de povoame
1726 Sa
1729 Sa
1731 M
ve
1734 Cr
1737 Có
1746 Sa
1741 Pi
1774 Bo
1730 M
1732 Á
1734 N
1735 T
1736 C
1738 P
1740 A
1746 C
1749 C
 
Esse pov
 que este úl
ativas de dom
ridades decla
Contra os
es recebiam 
Primeiro fo
atacou os ca
pos Bicudo, 
a despovoar 
Mas, som
os caiapós r
es. Essa red
atequiza-los.
Durante 
0-1777), os 
ado. Com iss
omeado um 
A política
icamente os
ria ser usada
vamente fác
e contexto, 
cin), levando
Ocupação
Escraviza
Choques 
H
OBRA DE V
ento em Goiás
ant’Anna(V
anta Cruz 
eia Ponte(P
erno 
rixás 
órrego do J
anta Luzia(
ilar 
onfim 
Maranhão 
Águas Quen
Natividade 
Traíras e Sã
Cachoeira e 
Porto Real 
Arraias e Ca
Carmo 
Cocal 
voamento fo
timo sempre
minação, fos
araram a Gu
s caiapós for
terras ou ou
oi a bandeir
aiapós pela 
considerado
 aldeias inte
mente no fin
remanescent
uções eram 
 
a administra
 jesuítas for
so, a respon
 diretor dos 
a pombalina 
s grupos ind
a quando nã
cil encontra
a força da e
o a dizimação
o das terras 
ação dos ma
 intermitente
História e
VEIGA VALE 
s:(Arraiais) 
Vila Boa), h
Pirenópolis
Jaraguá 
(Luziânia) 
N
ntes 
ão José do T
 São Félix 
avalcante 
i marcado p
e saía perde
sse combate
uerra Justa, o
ram enviada
uro para exte
ra de Antôn
quantia de u
o um experi
iras. 
al do século
tes foram a
 aldeias cria
ação da Met
ram expulso
sabilidade p
 povoados in
 em relação 
ígenas paraão houvesse 
r argumento
espada acab
o do nativo d
 dos índios; 
is pacíficos; 
es com as tr
e Geogr
Professo
 
 
 
NA REGIÃO
oje cidade 
s)-Chegou a
NA REGIÃO 
Tocantins 
por um conf
endo. Como 
ndo os band
ou seja, a gu
as bandeiras 
erminar grup
io Pires de 
uma arroba 
ente explora
o XVIII, apó
ldeados nas
das pelos je
trópole pelo
os e o cham
elos assunto
ndígenas e a
 aos indígen
 explorar su
 outra altern
os para just
bou por imp
de várias for
 
 
ribos indomá
rafia de 
or PH 
CAPELA DE
O SUL 
 de Goiás 
a disputar c
 NORTE 
fronto entre 
 a maioria d
deirantes ou 
uerra de ext
 de Sertanis
pos indígena
Campos, co
 de ouro. Po
ador de ouro
s muita resi
 reduções d
esuítas para 
o Marquês d
ado Regime
os indígenas
s reduções f
as visava pe
ua mão-de-o
nativa. É clar
ificar as ma
or o domíni
rmas, como:
áveis; 
Goiás 
E SANT´ANN
com Vila Bo
 o Branco(“
as tribos mo
 evitando o 
termínio. 
mo de Contr
as resistente
om seus qui
ouco depois 
o e caçador 
istência à cu
de D. Maria 
 reunir os in
e Pombal, n
ento das Mis
 passou par
foram elevad
ersistir nas t
obra na lavo
ro que para a
atanças que 
o do branco
: 
 
NA DE 1743 
oa a sede d
colonizador”
ostrava-se r
assédio dos 
rato, em que
s ou quilomb
nhentos índ
 foi a vez de
 de índios e
usta de inco
I e São José
ndígenas com
no reinado d
ssões (ou Re
a a administ
das à condiç
tentativas de
oura. A guer
as autoridad
continuaram
o sobre o índ
05
do Go-
”) e índio, é
resistente às
 jesuítas, as
e os bandei-
bos. 
ios bororós,
e Manuel de
e que costu-
ontáveis bai-
é de Mossâ-
m o objetivo
de D. José I
eduções) foi
tração leiga.
ão de vilas. 
e conquistar
rra somente
des locais foi
m a ocorrer.
dio(segundo
 
é 
s 
s 
-
, 
e 
-
-
-
o 
I 
i 
 
 
r 
e 
i 
 
o 
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
 
06 
 Alde
cati
 Cru
 Sui
 Deg
 Doe
 Des
 
 
 Princip
 
*c
mento da c
meses pela
trando seus
rosa. Embo
Cruéis e rou
demais, vi
*araé, *ca
bates até m
adoravam c
indolente e
vizinhos, *
*carajaí, 
*macamecr
*tapaguá, *
Con
9.000 ªC. M
Unidos se m
trado no pr
bem mais a
A te
rias até ent
de 15 mil a
bem peque
esta limitaç
rência da fa
naturais. M
res, geralm
mas de fes
cavernas, p
ciam a ativi
No 
no Centro-o
grupos nôm
alimentos) 
O PRIMEIR
 Prime
eamento de 
iveiro; 
uzamentos ra
cídios coletiv
generação e 
enças trazida
struição do m
pais Tribos
caiapós – n
capitania. Er
as luas. Quan
s sentimento
ora numeros
ubadores, *g
vendo nas 
anoeiros – n
morrer. Além
carne de cav
 preguiçosa,
*xacriabá, 
*gradaí, *
ran, *noragu
*bororó e *x
ntudo, a arq
Mas, em 198
mobilizaram 
rojeto Serra 
antiga, coisa
ese, se comp
tão aceitas s
anos atrás. 
enos, com es
ção populaci
alta de tecn
esmo assim
mente nos pe
stejos. Tamb
para explora
idade da pes
Brasil, no p
oeste cerca d
mades (caça
e sedentário
RO ENCONTR
COM OS
iro Gado 
Histó
 pequenos g
aciais, sobre
vos (forma d
 extinção do
as pelos bra
meio onde el
s 
nação bravís
ram valentes
ndo morria a
os.Inimigos 
sos, andava
goyazes(de
vizinhanças
nação muito
m de arco e 
valo, que er
, que não pl
*acroá, *c
*tessemedu,
uajé, *afodig
xerente de q
queologia no
86, cientista
 para apoiar 
Geral, no lim
 de há 43 m
provada, ser
sobre o povo
As populaçõ
strutura fam
onal ( no m
ologia para 
, havia ocas
eríodos seco
bém era nos
r outros tipo
sca, caça e c
eríodo da ch
de 40 mil na
adores, colet
os (com cerâ
RO DOS BAN
S ÍNDIOS 
 nas Terras
ria e Ge
Prof
grupos, que d
etudo através
de resistênci
os índios; 
ncos; 
les viviam. 
ssima e mui
s e guerreiro
alguém da t
mortais dos
am dispersos
eu nome a G
s da Serra 
o cruel, guer
flecha, usav
ra seu mais 
lantava e só
carão, *cor
, *amadu,
ge, *otogé, 
quá.(35 tribo
os mostra q
s e instituiçõ
 ou contesta
mite de Goiá
mil anos. 
ria o suficien
oamento do 
ões pré-histó
miliar, que os
máximo duas
 a construçã
siões em que
os, quando s
s períodos s
os de ambie
coleta de fru
hegada dos 
ativos, já em
tores e usa
âmica, hortic
 
NDEIRANTES
s dos Goy
eografia
fessor PH
definhavam 
s dos índios 
a à escravid
to numerosa
os. Admitiam
tribo, faziam
s xavantes., 
s pelas mat
Goiás) – índio
Dourada, p
rreia, e que n
vam lanças c
saboroso ali
ó vivia da ca
roá-mirim, *
, *guaia-g
 *garahus-a
os). 
que a região
ões de pesq
ar a teoria se
s com a Bah
nte para no 
continente a
óricas do Pla
s cientistas c
s ou três fam
ão de aldeias
e esses band
se conclui qu
secos que es
ntes, como a
tos e raízes.
europeus, h
m Goiás havi
vam instrum
cultura, roça
S 
yazes 
 
 de Goiá
H 
 rapidamente
 cativos; 
dão); 
a que com s
m o divórcio
m danças e s
 *xavantes
tas, entre o
os que tinha
pacíficos(atu
não sabia fu
compridas, d
imento, *ap
aça, pesca e
*temembó, 
uassu, *x
ussu, *guan
o de Goiás j
uisa de reno
egundo a qu
hia, mostrari
mínimo, colo
americano e
analto Centr
chamam de 
mílias vivend
s, o que as 
dos se juntav
ue eles já e
sses indivídu
as margens 
. 
havia aproxim
a perto de 5
mentos lasca
dos e campo
O POUSO
ás 
e no regime 
seus ataque
o e a poligam
e tingiam de
s – nação ma
s rios Aragu
am a pele m
ualmente ex
ugir, resistind
dentadas na
pinagé, *ca
e roubos, qu
*tapiropé, 
xerente, *c
nayrissu, *g
já era habit
ome da Fran
al o sítio arq
ia sinais de a
ocar em xe
 que dão co
ral eram div
 “microband
do juntas ) c
obrigava a 
vam em agr
xperimentav
uos mais se
 dos grandes
madamente 
5 mil indivídu
ados para c
os de caça e
O NOS GARI
 de semi-
es dificultou 
mia; contava
e negro, dem
ais feroz e n
uaia e Toca
ais branca q
xtintos), *cr
do nos seus
as extremida
apepuxis – 
ue faziam de
*carajá, *j
carijó, *ari
uapindae, *
tada por vol
nça e dos Es
queológico e
atividade hu
que todas a
mo data pro
vididas em g
do”. Eles exp
como uma d
viver nos ab
rupamentos 
vam alguma
e distanciava
s rios, onde 
 200 mil índ
uos(índios). 
conseguirem
e coleta). 
MPOS 
 o au-
am os 
mons-
nume-
antins. 
que os 
rixás, 
 com-
ades e 
nação 
e seus 
javaé, 
ricobé, 
*coriti, 
lta de 
stados 
encon-
umana 
s teo-
ovável 
grupos 
plicam 
decor-
brigos 
maio-
as for-
am de 
 exer-
dios, e 
Havia 
m seus 
 
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
07 
Antônio Ferraz de Araújo, o precursor da pecuária goiana, foi o segundo filho do casal Ma-
noel Ferraz de Araújo (natural da cidade do Porto, Portugal) e Verônica Dias Leite. No ano de 1678, 
casou-se na Vila Sant’Ana do Parnahyba (SP) com Maria Pires Bueno, filha de Bartolomeu Bueno da 
Silva(pai) e Isabel Cardoso. Fez parte da histórica bandeira do cunhado Bartolomeu Bueno da Sil-
va(filho), o Anhangüera, que no dia 3 de julho de 1722 saiu de São Paulo e vagou pelos sertões 
dos goyazes sofrendo todo tipo de infortúnio durante três anos, três meses e dezoito dias. 
No mês de julho de 1726, Ferraz veio novamente acompanhando o cunhado Bartolomeu 
em sua segunda incursão às terras goianas. Porém, ele só chegaria à futura terra de Vila Boa, al-
guns dias depois da chegada da bandeira de Bueno, conduzindo porcos e vacas de leite, vendidos 
literalmente a peso de ouro(o valor de uma vaca era de duas libras, ou 919 gramas de ouro, e o 
porco valia286 gramas. Essa é a primeira informação histórica que temos a respeito da entrada de 
gado em solo goiano. 
Antônio Ferraz de Araújo foi nomeado, em 1728, por Bartolomeu Bueno, para administrar o 
Arraial de Sant’Ana, futura Cidade de Goiás. Provavelmente Ferraz, insatisfeito com a perda do 
título de superintendente das Minas de Goiás, que ostentava o cunhado Bueno, e o seu afastamen-
to da administração do Arraial de Sant’Ana, no ano de 1733, resolve empreender novas aventuras. 
Neste intento, funda, em 1734, as minas de Natividade, cidade hoje localizada no Tocantins. Por 
volta do ano de 1744, contratado pela administração das minas de Goiás, organiza ataque aos 
índios caiapós, que foram se refugiar na Capitania de Mato Grosso. O local e a data do seu faleci-
mento infelizmente não são conhecidos. 
A exploração do ouro goiano e seu reflexo no comportamento da pecuária, registrou três 
momentos distintos: o apogeu das minas, de 1725 a 1753, quando a pecuária era usada apenas 
para matar a fome; a crise na mineração, de 1753 a 1777, época em que a pecuária passou a ser 
um instrumento para diminuir as calamidades e a decadência do ciclo aurífero, de 1788 a 1822, 
fase na qual a pecuária finalmente descobriu seu poder econômico. 
No período do apogeu, a cultura da pecuária foi altamente controlada pelos representantes 
da coroa portuguesa, que interpretavam esse segmento econômico como forma de concorrência à 
exploração do ouro e certeza na diminuição dos dízimos. Além disso, os portugueses achavam que 
a pecuária fomentava o contrabando, principalmente pelas picadas que levavam aos currais da 
Bahia, instalados às margens do rio São Francisco(Rio dos Currais). Vários bandos ( os decretos 
eram assinados pelos capitães-generais da Capitania de São Paulo, pois somente a 8 de novembro 
de 1749, com a posse de Dom Marcos de Noronha, é criada a capitania de Goiás, desmembrando-a 
da jurisdição paulistana) foram enviadas aos superintendentes das minas de Goiás, proibindo e 
punindo com rigor a entrada em terras goianas de pessoas, gêneros alimentícios e gado por outros 
caminhos senão aquele que saía de São Paulo, controlado por vários registros. 
A pecuária nesses anos era mera coadjuvante da exploração do ouro. Somente acontecia 
na medida necessária para alimentar bocas, essas mais ávidas da fome pelo metal amarelo. Sem 
contar que havia por parte dos próprios mineradores, um arraigado preconceito por essa iniciativa, 
que a interpretavam como menos honrosa do que a exploração do ouro, entendendo-a como perda 
de status. as necessidades de ambos os lados moveram moinhos do preconceito. 
No contexto histórico do século XVIII destinava-se a Goiás o papel de região exportadora 
de ouro. A agricultura e a pecuária (regiões criadoras de gado: Rio Verde, Jataí, Morrinhos, Cata-
lão, Caiapônia e Luziânia) estavam em segundo plano, com veremos neste documento. 
 
DOCUMENTO 
BANDO: - Pedro Mathias Sigar, escrivão da superintendência d’estas minas dos Goyaz, 
etc. Certifico que em meu poder e cartório se acha um bando, que mandou lançar o superinten-
dente d’estas minas, prohibindo aos moradores d’ellas o terem canaviaes de assucar, fazerem 
aguardente, o qual é do theor seguinte “Bartolomeu Bueno da Silva superintendente e Guarda-
mór d’estas minas de Goyaz, n’ellas provedor das fazendas dos defuntos e ausentes, tudo na for-
ma das ordens de S.M.;etc. Porquanto tenho recebido carta do governador e capitão-general da 
capitania de S. Paulo e suas minas, Antônio da Silva Caldeira Pimentel, em qual me declara que 
S.M.”que Deus guarde, por repetidas ordens tem prohibido haver cannas deassucar, engenhocas 
e as suas destilações de aguas ardentes en minas, e com especialidade n’estas dos Goyaz, por 
principiarem de novo, e lhe constava que muitos moradores d’estas minas tinham em suas roças 
e fazendas, mandasse logo queimar e destruir adita planta de canna. Pelo que mando nenhuma 
pessoa de qualquer grão e condição que seja, não tenha em suas roças e fazendas a referida 
planta de canna, e os que tiverem, a destruirão e queimarão logo, para que lhes concedo o tempo 
de sessenta dias, com a comunicação de que não fazendo, denunciando-se que a tem, provando-
se, pagará a pessoa que comprehendida cem oitavas de ouro, que a aplicarão para as obras da 
matriz d’espezas da justiça, e outrossim será preso na cadeia, donde estará 30 dias. E para que 
ninguém possa allegar ignorância, etc., 13 de junho de 1732. Bartolomeu Bueno da Silva” . 
(“Entretanto seria inútil que os colonos plantassem milho, feijão e arroz em maior quanti-
dade do que a necessária para alimentar suas famílias, pois esses produtos não encontram com-
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
user
Line
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
08 
prador. É a criação de gado que constitui atualmente a fonte de renda mais segura dos fazendei-
ros de Santa Luzia (Luziânia), mas nem por isso são grandes os lucros obtidos, não só porque 
eles precisam dar sal aos animais se quiserem conservá-los, mas principalmente porque as fazen-
das ficam distantes demais dos mercadores que poderiam compra-los”... 
 
Adaptado de SAINT-HILAIRE, A.). 
 
Toda força de trabalho deveria ser destinada à mineração, única atividade valorizada e 
compensatória, motivando o deslocamento desses trabalhadores das regiões mais distantes do país 
para Goiás. 
No entanto, é justamente no período da decadência do ouro que a sociedade ruraliza-se 
em busca de duas vertentes econômicas: a pecuária e a agricultura. E estas atividades apareciam 
não mais objetivando apenas a subsistência, mas sim como ação econômica. Até hoje são uma 
fonte vital para o PIB goiano e Goiás é conhecido nacionalmente pela força de sua pecuária e agri-
cultura. 
A região norte da Capitania de Goiás antecedeu a exploração da pecuária em detrimento ao 
sul. Algumas premissas justificam tal acontecimento. As minas de ouro do norte, apesar de férteis, 
não conseguiam sobrepujar em qualidade as lavras do sul. As alternativas de subsistência que so-
bravam eram a pecuária e a agricultura. As terras não eram boas para o plantio, lembrando que na 
época não havia os atuais recursos de correção e revitalização do solo. Portanto, a opção final era 
a pecuária, ainda nos moldes de subsistência. Em contrapartida, a região sul goiana, dadas à qua-
lidade de suas terras, teve como opção principal a agricultura, trilhando o caminho inverso do nor-
te. 
 
 
 A mineração em Goiás 
 
A maior concentração aurífera em Goiás deu-se em torno das serras dos Pirineus e Doura-
da.O ouro era descoberto por acaso e no início apenas as camadas de superfície eram exploradas 
de várias formas, como: O ouro era encontrado em veios d’água(regatos), nos taboleiros(bancos 
de areia) e nas grupiaras(cascalho ralo). O período minerador teve por base trabalho escravo, e a 
Coroa portuguesa tomou medidas quanto às jazidas minerais, tentando evitar o ençambarcamen-
to(demarcação) dessas jazidas numa extensão superior à capacidade de exploração dos minerado-
res. 
Essa medida teve por objetivo “incentivar o maior número possível de mineradores, com 
vistas obviamente à extração de mais elevadas quantidades do metal precioso”. As principais jazi-
das foram descobertas em: Sant’Anna, Ouro Fino, Barra, Anta, Santa Rita, Santa Cruz, Meia Ponte, 
Jaraguá, Corumbá e Araxá. Alem de ouro, Goiás também apresentava grandes concentrações de 
xisto, quartzífero, xisto micácio(útil na produção do aço) e pedras preciosas. 
A produção de ouro em Goiás não foi uniforme e realizou-se numa curva que teve seu iní-
cio em 1725,seu apogeu em 1750, e sua decadência já em 1770. A região mineradora de Goiás foi 
a terceira em produção de ouro no Brasil(ficando atrás de M.G. e M.T.), e teve seu esgotamento 
rápido,causado por vários fatores como: 
 O esgotamentorápido das minas; 
 A carência de mão-de-obra; 
 A má administração da região; 
 Altos custos no transportes; 
 Estradas precárias; 
 Longas distâncias dos grandes centros; 
 Falta de alimentação; 
 As técnicas rudimentares (e precárias) empregadas na extração do ouro; 
 Contrabando de ouro; 
 Falta de investimentos(todo ouro produzido aqui era levado para a metrópole); 
 Excesso, e altas taxas, de impostos cobrados às populações das regiões auríferas. 
 
Os Impostos Cobrados Em Goiás 
O sistema de capitação, instituído em 1736,vigorou até 1751, na tentativa de evitar o con-
trabando. Esse sistema consistia no pagamento de uma quantia por cabeça de escravos possuídos; 
a quantia era fixada por escravo. A partir de 1751, voltou-se ao pagamento do quinto, que consis-
 
 
tia na
dição
Cava
carim
de ba
consu
até p
vigilâ
a arr
traba
escra
 EN
 DÍ
gr
 PA
 O
te
 SI
au
 FO
cada 
fiscai
cia(e
prava
marm
trans
tinha
pra d
que e
 
 
 A
 
gra.N
traba
dentr
descr
asiáti
a cobrança d
o de Vila Bo
lcante em 1
mbo da coroa
Para agra
anditismo em
umia perto d
porque essa 
ância das fro
recadação do
alho repressi
Além do 
avos), havia 
NTRADAS-s
ÍZIMOS-sob
ropecuária se
ASSAGENS-
FÍCIOS-sob
erras goianas
IZAS-sobre 
umento do c
ORO-impost
Apesar d
 de 1770, c
s. A crise n
stas já exist
a-se e vendi
Goiás im
melada, os c
sportes, pela
 os seus pro
dos morador
era “terra de
A Escravid
Em Goiá
Normalmente
alho. Além d
ro d’água), a
reveu Debre
ica, com par
H
da quinta pa
a(instalada 
796), pois t
a e uma guia
avar situação
m terras go
de 2/3 da de
pequena for
onteiras, o pa
os impostos
vo. Sem dúv
quinto(20%
 outros impo
sobre a circu
bre a décima
e desenvolve
-sobre o trân
bre lotação d
s); 
 o comércio 
ontrabando 
to pago pelo 
e tantos trib
com a decad
na mineraçã
tiam desde o
a-se o estrit
portava o sa
couros e o 
a falta de pro
oblemas, com
res e a econ
e ninguém”. 
dão 
s foi utilizad
e, a estimat
do mais, a m
as arbitrarie
et...”fazendo 
rte superior 
História e
arte de todo 
em 1751) e
todo ouro, p
a para expor
o, o governo
oianas. Com 
ebilitada rec
rça repressiv
atrulhament
. Com todas
vida, o contr
% da produçã
ostos como: 
ulação das m
a parte da p
esse muito e
nsito nos rio
de cargos pú
 de escravos
 de escravos
 uso dos ter
butos, a cris
dência da m
ão acabou p
o início da m
tamente nec
al, o ferro, a
gado. Se o 
odução agríc
mo a falta de
omia de sub
 
O DESE
do, na mine
iva de vida 
má alimentaç
dades e os c
 pouco exer
do corpo inc
e Geogr
Professo
 ouro extraíd
e São Félix(i
ara sair da C
rtação.Essas
o não possuí
 um pequen
ceita do Esta
va ainda tinh
to das regiõe
s essas funç
rabando e a 
ão de ouro) 
 
mercadorias(r
produção ag
em áreas mi
os( isso dificu
úblicos(a prá
s(esse impo
s); 
renos e casa
e de arrecad
mineração go
or levar o g
mineração), m
essário. 
a pólvora e 
 comércio e
cola e pela d
e moeda par
bsistência.Tu
MBARQUE D
 
eração, a m
útil de um e
ção, os mau
castigos era
rcícios, passa
clinada para 
rafia de 
or PH 
do , o qual d
instalada em
Capitania, d
 Casas de Fu
ía uma força
no Regiment
ado, era imp
ha outras fun
es diamantífe
ções, a situa
 violência era
e da capitaç
roupas, ferra
ropecuária(p
neradoras, f
ultava ainda 
tica de comp
sto era cobr
as(espécie d
dação era co
oiana e tamb
goiano à agr
mas as dificu
os tecidos, 
externo esta
diminuição d
ra troca de m
udo isso con
DOS ESCRAV
mão-de-obra 
escravo nas 
us tratos(as 
m a forma u
a a mulher q
 frente e apo
Goiás 
deveria ser le
m 1754,mais
everia ser fu
undição fora
a repressiva 
to dos Drag
possível mod
nções, como
eras, o trans
ação gerada
am a tônica 
ção(imposto
agens, sal e 
pois o gover
ficando semp
 mais o trân
prar cargos 
rado em tod
e IPTU). 
onstante, pri
bém pela pr
ricultura e a 
uldades eram
e exportava
va prejudica
o ouro, o co
mercadorias,
tribuía para 
VOS 
 escrava ind
 minas não 
vezes os es
usual de suj
quase o dia 
oiada nos rin
evado às Ca
s tarde tran
undido em b
m extintas e
capaz de co
ões, que m
dificar o clim
o a seguranç
sporte dos q
a acabava in
 da região. 
 cobrado po
 até alimento
rno não que
pre em segu
sito para Go
públicos era
do Brasil, iss
incipalmente
ratica da co
 pecuária de
m de toda o
a o algodão, 
ado pela dif
omércio inter
, o baixo po
 o isolament
 
dígena(no in
ultrapassava
scravos dorm
eição do esc
 inteiro sent
ns; da imobil
09
asas de Fun-
sferida para
barras, ter o
em 1807. 
onter o clima
esmo assim
ma existente,
ça interna, a
quintos e até
nviabilizando
or cabeça de
os); 
ria que a a-
undo plano);
oiás); 
a comum em
so levava ao
e após a dé-
rrupção dos
e subsistên-
rdem. Com-
 o açúcar, a
ficuldade de
rno também
der de com-
to de Goiás,
nício) e ne-
a 7 anos de
miam em pé
cravo, como
tada à moda
lidade dessa
 
-
a 
o 
a 
m 
, 
a 
é 
o 
e 
-
 
m 
o 
-
s 
-
-
a 
e 
m 
-
, 
-
e 
é 
o 
a 
a 
 
10 
posição res
que visível 
Com
nem recurs
miscigenaçã
gado,nova 
menos rigo
havia escra
vos(1736) e
rico e Artíst
 
 Goiás
 
No 
Paulo. As in
meira linha
descaso co
gumas revo
Em 
padre Luiz 
te (tal insu
pelos pouco
governo ce
cassado, co
mentos não
interesses. 
As 
deportação 
com os me
falasse em 
famílias rica
de que ela 
Apó
de 1748 re
Emboabas(
”Conde dos
ção, pela a
arrecadação
As 
zidas que e
de fundição
bando, tam
Os 
Manuel de 
sucesso, at
de Mossâm
outras ativi
sulta uma ad
principalmen
m o declínio 
sos para adq
ão, fugas, d
atividade e
oroso do tra
avos, para 
em Goiás é 
tico Naciona
s Dentro d
contexto his
nsatisfações
a contra os 
m os proble
oltas nesse p
 1821, ocor
Bartolomeu 
rreição foi r
os benefício
ntral no nor
ontinuou viv
o eram ricos
 
conspiraçõe
 para além 
esmos objeti
 ideal repub
as e influent
lhes oferece
ós vários cho
alizada por 
1708-09),te
s Arcos”, ex-
aplicação das
o dos impost
primeiras m
estavam em 
o construída
mbém expulso
sucessores 
Melo, pouco
tivar a naveg
edes, assum
idades na ca
Histó
diposidade q
nte nos torn
 da mineraçã
quirir novas
deslocament
conômica, p
balho escrav
serem liber
a pequena c
l em 1954. 
o Sistema
stórico, desd
s administrat
Capitães Ge
emas goiano
período. 
rreu no nort
 Márquez, qu
reprimida po
os recebidos 
rte do Estado
vo o ideal at
 em sentime
s foram den
de 50 légua
ivos – o pod
blicano. No e
tes de Goiás
sse a direçã
oques admin
D. João V (q
endo como 
-governador 
s leis e pelo
tos sob resp
edidas de M
decadência,
s em Vila B
ou os ourive
de D. Marco
o fizeram pa
gação dos r
miu o govern
apitania, tais
ria e Ge
Prof
ue se manif
ozelos...”. 
ão, os senho
s peças. Tal 
o para outra
por suas pró
vo. Portanto
rtos, em Go
cidade de Pi
 
a Colonial
de a descob
tivas existia
enerais, rep
os, principalm
e de Goiás 
ue estabelec
or D. Pedro I
 e também 
o. Apesar de
é a criação 
entos nacion
nunciadas e 
as da capita
der, entrara
entanto, a s
s e Meia Pon
o da futura 
nistrativos, G
que passou 
primeiro go
 de Pernamb
o comando d
ponsabilidade
arcos de No
 substituição
oa e São Fé
es de Vila Bo
os de Noronh
ara melhora
ios Araguaia
no em 1772 
s como a ag
eografia
fessor PH
festa pela in
ores de escr
 fato levou 
as regiões, 
óprias carac
o,quando foi 
oiás. Um do
lar de Goiás
l 
berta das mi
m, foram as
resentantes 
mente apóso primeiro 
ceu um gove
I ). Esse mo
 pela chegad
e o movimen
do Estado d
nalistas, era 
 seus princi
l de Goiás. 
m novamen
situação foi 
nte, sempre 
Província. 
Goiás conseg
a ser valida
vernador, e
buco. O Gov
do exército. 
e do Intende
oronha foram
o da capitaçã
élix. Além d
oa. 
ha, tanto Jos
ar a situação
a e Tocantin
 e preocupo
gricultura e a
 de Goiá
H 
chação exce
ravos não tin
ao abranda
e da compr
cterísticas le
 assinado a 
os maiores 
s, que foi tom
inas, Goiás 
s câmaras q
 diretos da 
 a decadênc
movimento 
erno provisó
ovimento foi
da de lídere
nto separatis
do Tocantins
do clero que
pais implica
Os grupos l
nte em choq
dominada p
coerentes co
guiu sua ind
 em 1749), 
enviado de S
ernador era 
 A justiça fic
ente. 
m: Restrição 
ão pelo quin
isso, como f
sé Xavier Bo
o da capitan
s. José de A
u-se em est
a pecuária. 
ás 
essiva das pa
nham mais c
mento da e
ra da liberda
evou também
 áurea, em 
redutos de
mbada pelo 
 
pertencia à 
que se mani
metrópole. 
cia da miner
separatista,
rio na provín
i fruto da in
es sulistas d
sta do norte
s, em 1988. 
e se sentiam
dos receber
ocais,com d
ue. Houve a
por conchav
om a ordem
dependência 
 influenciado
S.P., D. Ma
 responsáve
cava a carg
 para conter
to, cobrados
forma de co
otelho Távor
nia. Este últ
Almeida Vasc
timular o de
Mais tarde, 
artes inferio
como mantê
scravidão, v
ade. A criaç
m a um co
 1888, quas
e escravos f
Patrimônio 
Capitania d
ifestaram em
Também ha
ração, levou
 comandado
ncia de Cava
satisfação g
descontentes
e de Goiás te
 Mas esses 
m lesados em
ram como ca
diferentes idé
até mesmo 
os políticos 
 constituída
 no dia 9 de
o pela Guerr
arcos de No
l pela admin
o do Ouvido
r despesas d
s nas novas 
ombater o co
ra quanto Jo
timo tentou
concelos, o 
senvolvimen
governou Lu
res, o 
ê-los e 
via da 
ão de 
ntrole 
e não 
fugiti-
Histó-
e São 
m pri-
avia o 
 a al-
o pelo 
alcan-
erada 
s com 
er fra-
movi-
m seus 
astigo 
éias e 
quem 
 entre 
, des-
e maio 
ra dos 
ronha 
nistra-
or e a 
as ja-
 casas 
ontra-
oão de 
, sem 
barão 
nto de 
uís da 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
11 
Cunha Meneses, que conseguiu abrir a navegação do Araguaia, melhorando, ainda que pouco, a 
comunicação de Goiás com outras capitanias. 
A decadência da mineração refletiu-se no esvaziamento dos núcleos urbanos, dispersando 
a população, parte dela retornando paras as capitanias de origem, para o litoral, onde era mais 
fácil garantir os meios de sobrevivência. Os que ficavam tinham a alternativa de tentar a sorte em 
busca de novas jazidas ou em outras atividades, sendo que cresciam rapidamente em importância 
a agricultura e a pecuária, que também atraíam interessados de outras regiões. Com a pecuária, 
novos arraiais surgiram, entre eles Curralinho(atual Itaberaí), Campo Alegre(pouso de tropeiros – 
Os vendeiros de beira de estrada forneciam provisões e pouso para os tropeiros. Muitos arraiais se 
formavam em torno desses estabelecimentos. -- ), Ipameri, Catalão, Posse, Porto Real e outros. 
Até 1809, havia em Goiás apenas uma ouvidoria (OUVIDOR: no período colonial, o juiz 
posto pelos donatários ou antigo magistrado com as funções do atual juiz), ou seja, uma comarca. 
Somente desse ano em diante é que passaram a ser duas: uma para o norte e outra para sul. O 
provedor, importante funcionário real presente em todas as capitanias, em Goiás, acumulava tam-
bém a função de diretor geral dos índios, criada em 1774. 
Na passagem do século XVIII para o XIX, Goiás perdeu territórios para o Maranhão, Minas 
Gerais(as terras de Araxá e Desemboque, que hoje fazem parte do Triângulo Mineiro) e Mato Gros-
so, que pretendia receber as terras entre o Araguaia e o Rio das Mortes, além de áreas na região 
do Rio Pardo, de Coxim e de Santana do Paranaíba. 
 
A sociedade colonial goiana 
A população era muito variada, tanto etnicamente como em sua condição socioeconômica, 
ou seja, classe alta e classe baixa (... “Pode-se melhor constatar o luxo dos vestuários aos domin-
gos e dias santificados, quando todos exibem o que de mais poderoso têm. Nesses dias, vêem-se 
freios de cavalos e estribos de prata, sendo o animal coberto com uma manta de pele de onça. Os 
brancos aparecem usualmente com uniforme, distinção à qual quase todos têm direito por ocupa-
rem postos na Guarda Nacional. No modo de viver, tudo como antigamente. Em regra, a riqueza 
era acumulada por indivíduos isolados, que depois viviam regaladamente, mas para cada um des-
ses, podiam-se contar cinqüenta mendigos entre o povo”... Adaptado de POHL, J. E. ). Na falta de 
mulheres brancas, a união com as índias era costume predominante, geralmente não-oficializado. 
O número de escravos africanos era bastante superior ao número de homens livres. Estes, 
por sua vez, eram mestiços, mamelucos e mulatos( ...”Eles se vestem com tecidos grosseiros de 
algodão ou lã, fabricados em casa. Não há homem que não deseje ter um traje apropriado para os 
dias de festas, nem mulher que não queira ter um vestido de boa qualidade, um colar, um par de 
brincos, uma de lã, um chapéu de feltro. Tais mercadorias não são encontradas nas pouquíssimas 
e mal providas lojas que ainda existem em Santa Luzia, mas o pouco dinheiro que ainda circula é 
gasto em outras regiões. Alguns agricultores estão tão empobrecidos que passam meses comendo 
alimentos sem sal; quando o vigário aparece para confessar as mulheres de uma mesma família, 
vão se apresentando, uma por uma, usando o mesmo vestido”... Adaptado de SAINT-HILAIRE, A.). 
Proveniente de diversas regiões do Brasil, aventureiros atrás de minas, comerciantes ines-
crupulosos, procurando enriquecimento fácil (e eram os que mais o conseguiam), negociantes con-
trabandistas, tropeiros e até alguns portugueses vindos da Metrópole. 
Muitos criminosos procurados refugiavam-se nos arraiais goianos para fugir da Justi-
ça(“Goiás era terra de ninguém”), mais presente na área litorânea e nas vilas mineiras mais bem 
estruturadas.Tudo contribuía para o isolamento de Goiás. O transporte das tropas do Rio de Janeiro 
era oneroso, devido às distâncias, ao tempo gasto e à perda de produtos ao longo da viagem; ten-
tou-se a navegação para minimizar problema, mas de novo a distância era um grande problema, 
além dos ataques indígenas, do tempo gasto nas viagens causado pelo isolamento de Goiás e dos 
gastos com pessoal. Isso resultou no crescimento da violência e do sentimento de insegurança. 
Além da violência, que era uma constante na vida dos goianos, as doenças ceifavam milha-
res de vida de tempos em tempos. Eram comuns as epidemias de varíola e as febres que dificil-
mente poupavam algum dos que eram por elas acometidos. Nem mesmo o investimento de capital 
externo no final do século XIX, garantiu o êxito do comércio pelos rios Araguaia e Tocantins.Por 
tudo isso Goiás estava condenado ao isolamento. Várias foram as conseqüências para Goiás com a 
crise do setor mineratório, assim relatadas por Palacin: 
 Diminuição da importação e do comércio externo; 
 Menos rendimento dos impostos; 
 Diminuição da mão-de-obra escrava(pelo seu alto custo); 
 Estreitamento do comércio interno, determinando a subsistência; 
 Esvaziamento dos centros urbanos e ruralização; 
 Empobrecimento e isolamento cultural; 
 Transição da Economia Mineratória para a Agropecuária 
 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
12 
 É um período de transição, tanto do ponto de vista econômico - da mineração para a agrope-
cuária - quanto do ponto de vista político – passagem do sistema colonial para o sistema imperial. 
Contudo, mantêm-se as estruturas da sociedade goiana. Esse momentode transição, com todas as 
suas incertezas, relatadas pelos viajantes, deixa algumas impressões comuns sobre Goiás nas pri-
meiras décadas do século XIX, como: 
 Precárias condições das vias de comunicação e infra-estrutura para os viajantes; 
 Longas distâncias; 
 Crise no abastecimento de víveres; 
 Despovoamento da região, com um processo de ruralização; 
 Escassez de mão-de-obra; 
 Comércio de pequeno porte e estagnado; 
 Pecuária como principal atividade de exportação. 
 
Isto posto, podemos concluir que “... Goiás, na primeira metade do século XIX, é terra em 
que vivem populações abandonadas, isoladas e iletradas, mantidas à margem da civilização capita-
lista”. A crise do ouro fez com que Goiás regredisse a uma economia de subsistência, com a agri-
cultura e a pecuária. A estrutura social goiana dessa época apresentava-se bem definida: a elite, 
formada por grandes fazendeiros, altos funcionários da Coroa e alguns ricos comerciantes; os ho-
mens livres, como pequenos proprietários e pequenos comerciantes, vaqueiros, sapateiros, entre 
outros; e os pobres – mulatos, negros livres, aventureiros, fugitivos, mendigos –, estes sim, a 
maioria da população. 
O número de escravos era muito maior do que o número de pobres, porém eles eram con-
siderados mercadorias, e não como pessoa(na época da Lei Áurea, em 1888, a quantidade de es-
cravos era muito pequena e ela quase não afetou a sociedade goiana). Nessa sociedade, segundo 
documentos da época, as pessoas que tinham algum estudo eram uma minoria insignificante(mas 
as que eram estudadas tinham um certo privilégio e eram chamadas de “doutores”). A situação era 
tão crítica que em 1810, por exemplo, existiam apenas 14 professores em toda a Capitania de Goi-
ás, sendo que três em Vila Boa, dois em Meia Ponte e os demais dispersos pelas vilas goianas. 
Havia uma única livraria em toda a Capitania, instalada em Meia Ponte. 
E o papel das mulheres nessa sociedade, era de ser sempre dominadas pelos homens. Vi-
viam praticamente confinadas às suas casas e durante o dia só se viam homens nas ruas. Como as 
mulheres não recebiam educação, sua conversa era desprovida de encanto. Eram inibidas e estúpi-
das, e se achavam praticamente reduzidas ao papel de fêmeas para os homens. 
Geralmente os casamentos eram arranjados, e as mulheres eram sempre mais jovens do 
que os homens, ou seja, ainda crianças. Era freqüente que, além da própria esposa, os homens da 
época tivessem amantes e filhos com elas. Estes filhos eram os “bastardos”, e ficavam à margem 
da sociedade, e quase sempre, não eram reconhecidos pelos pais. 
 
 
 Tentativas governamentais de melhorar a economia de Goiás 
 
Como medidas salvadoras, o Príncipe Regente – D. João, tendo em vista seus objetivos 
mercantilistas, passou a incentivar a agricultura, a pecuária, o comércio e a navegação dos rios. 
a) Foi concebida isenção dos dízimos por espaço de tempo de dez anos aos lavradores que, nas 
margens dos rios Tocantins, Araguaia e Maranhão fundassem estabelecimentos agrícolas; 
b) Deu-se especial ênfase a catequese e civilização do gentio com interesse em aproveitar a 
mão-de-obra dos índios na agricultura; 
c) Criação dos presídios às margens dos rios com os seguintes objetivos: proteger o comércio, 
auxiliar a navegação e aproveitar o trabalho dos nativos para cultivar a terra; 
d) Incrementou-se a navegação do Araguaia e Tocantins; 
e) Revogou-se o alvará de 5 de Janeiro de 1785 que proibia e extinguia fábricas e manufaturas 
em toda a colônia. Esta revolução foi seguida de estímulos a agricultura do algodão e à criação 
de fábricas de tecer. 
Ainda na primeira metade do século XIX, os caminhos para os sertões de Goiás também 
eram enfrentados com grandes riscos e dificuldades pelos comerciantes mineiros de gado. As rotas 
e as áreas de criação de gado em Minas Gerais haviam se modificado no século XIX. Por volta da 
década de 1820, segundo informações da presidência da província, novos pecuaristas haviam se 
estabelecido em Uberaba e no Prata, na região do Triângulo mineiro. Posteriormente, esses muni-
cípios viriam a se tornar os principais centros criatórios de Minas, além de compradores de animais 
do sertão mineiro, do Mato Grosso e de Goiás. 
O comercio de gado procedente de Goiás se desenvolveu a partir de meados do século XIX, 
alcançando um grande volume para o período. Esse gado era exportado, o destino principal eram 
os mercados fluminenses e os abatedouros do Rio de Janeiro, para o abastecimento dessa cidade e 
outras regiões do Sudeste. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
13 
O presidente da câmara da vila de Oliveira, Vigilato José Bernades, que fora um dos mais 
importantes marchantes mineiros, narrou como uma aventura a sua primeira tentativa de comerci-
alizar o gado daquelas províncias vizinhas no ano de 1847. A sua tropa teve de enfrentar péssimos 
caminhos e abrir picadas(roçados no meio do mato) em regiões inóspitas, temendo a ameaça dos 
índios da tribo dos coroados(índios que usavam coroas de plumas), a peste bovina e a falta de 
víveres ao longo do trajeto(entre Minas e Goiás). 
A região Centro-Oeste(na época formada pelas províncias de Goiás e Mato Grosso), em 
1872, mostrava-se ainda pouco povoada, comportando apenas 2,2% da população brasileira, com 
um contingente escasso de escravos, correspondente a 7,8% dos seus habitantes(Goiás era menos 
da metade desses dados). Após o declínio das atividades mineradoras em fins do século XVIII, a 
reconexão dessa área(sudeste goiano) à economia do Sudeste do Brasil se fez por meio da agricul-
tura de alimentos e a pecuária, que se assentaram principalmente no trabalho livre não assalaria-
do(parceiros e meeiros). A pequena lavoura de caráter camponês, cultivada com o trabalho famili-
ar, conviveu com a agropecuária, que empregava agregados e camaradas – trabalhadores que 
recebiam como remuneração a cessão de lotes de terras para retirarem sua auto-subsistência – 
bem como a pecuária, baseada no “sistema de quarta”, o qual remunerava o vaqueiro com a quar-
ta parte das crias do rebanho de houvesse cuidado. 
O avanço da pecuária extensiva, voltada para o mercado do Sudeste, contribuiu para a rá-
pida ocupação do sul de Goiás, que passou a concentrar mais da metade da população da província 
em 1872. A montagem dessa pecuária mercantil goiana, foi promovida pelo deslocamento de capi-
tais(oriundos do café) e famílias de Minas e São Paulo, desde o início do século XIX, com a ocupa-
ção territorial por grandes unidades pecuaristas(coronéis). 
As condições sócio-econômicas do Brasil não possibilitaram uma ação administrativa satis-
fatória em Goiás, durante os séculos XVIII e XIX. A política goiana, por outra parte, era dirigida por 
Presidentes impostos pelo poder central(Capital). Somente no fim do Segundo Reinado(séc. XIX ), 
é que a administração de Goiás passou a ser comandada por políticos(famílias de coronéis) lo-
cais:Rodrigues, Jardins, Fleury, Bulhões e Caiados. 
 
 
 Panorama Cultural 
 
A educação formal(desligada da igreja), no século XIX em Goiás inexistia. Em 1830 é cria-
do o primeiro jornal goiano, “A MATUTINA MEIAPONTENSE”. Em 1846 cria-se o Liceu de Goiás, 
onde o ensino secundário deu seus primeiros passos. As famílias mais ricas faziam seus estudos 
em Minas Gerais ou São Paulo. 
 
 
 A República em Goiás 
 
Goiás acompanhou os movimentos liberais, no Brasil durante e século XIX, a abolição da 
escravidão não afetou a vida econômica da Província. Pois o número de escravos era muito peque-
no em comparação a outras regiões do Brasil. Após a decadência da mineração goiana a escravidão 
foi sendo substituída, gradativamente, pela prática do trabalho de parceiros e meeiros, diminuindo 
progressivamente o cativo goiano. 
A fidelidade partidária e a firmeza de convicção de Guimarães Natal eram, realmenteex-
cepcionais para a época, pois, na política partidária de Goiás a figura usual era o camaleão, ou 
seja, adaptar-se ao governo central. Guimarães fez renascer o Jornal Bocayuva fundado por Manu-
el Alves de Castro através do qual batalhou pela divulgação de seus ideais, na época denominados 
subversivos, contrários aos ideais republicanos. Em 1887 fundou o Brazil Federal com os mesmos 
objetivos. Tinha como lema: “Quanto pior melhor”. Em Goiás as idéias republicanas não encontra-
ram muito apoio. Na capital existam apenas 20 republicanos, no interior só existia um Clube Repu-
blicano em Formosa, originado de rixas no seio do Partido Conservador em 1888. 
A notícia da proclamação só chegou aqui a 28 de novembro, confirmada pelo Correio Oficial 
a 1o de dezembro. Era presidente do nosso Estado o Dr. Eduardo Augusto Montadon. Guimarães 
Natal foi aclamado Presidente do Estado na Praça Pública. Nessa ocasião ele mesmo sugeriu uma 
junta, que assim se compunha: Joaquim Xavier Guimarães Natal, José Joaquim de Souza e Major 
Eugênio Augusto de Melo. Em conseqüência surgiram questões administrativas e políticas. O povo 
continuava esquecido e usado por hábeis políticos. É bom lembrar que Guimarães Natal é cunhado 
dos Bulhões e logicamente continuava tudo na mesma. 
Após a Proclamação da República, Goiás teve duas Constituições: a dos Bulhões e a dos 
Fleury. Após renúncia de Deodoro prevaleceu a Constituição de 1o de julho de 1891, que era a 
Constituição dos Bulhões, apoiados por Floriano Peixoto. A transformação do regime monárquico 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
14 
em republicano ocorreu sem grandes dificuldades,mas a administração foi substituída pelo poder 
local(coroneis). Os Bulhões, dirigentes do partido liberal após o 15 de novembro, apoiados pelos 
republicanos, tornaram-se os donos do poder em Goiás. 
 
 Felix de Bulhões, o Castro Alves Goiano 
 
As sociedades abolicionistas de Goiás tornaram maior impulso na última década de 70 
(século XIX).A Lei Áurea não encontrou nenhum negro cativo na cidade de Goiás. A notícia da 
abolição chegou no dia 31 de maio. Não causou surpresa porque a muito era esperada. A Lei 
libertou em toda a Província goiana aproximadamente 4.000 escravos, segundo o historiador Luis 
Palacin. Número insignificante para uma população que já alcançava a cifra superior a 200.000 
habitates. Pelo exposto, vimos que a abolição em Goiás não deve ter afetado a economia 
agropastoril. 
 
 Transição do Regime de Governo em Goiás 
 
Os efeitos do 15 de novembro em Goiás prenderam-se às questões administrativas e polí-
ticas. Os fatores sócio-econômicos e culturais não sofreram abalos: o liberto continuou flutuante 
caminhando para o marginalismo social; as elites dominantes continuaram as mesmas; não ocor-
reu a imigração européia; os latifúndios continuaram improdutivos, áreas imensas ainda por povo-
ar e explorar; ocorria a decadência econômica, sem se pensar em modificar a estrutura de produ-
ção; a pecuária e a agricultura eram deficitárias;a educação estava em estado embrionário; o povo 
esquecido em suas necessidades, mas usado pelos hábeis políticos, que baixavam vários decretos 
em seu nome. 
 
 
 Crises Políticas e Elites Dominantes – Bulhões e Jardim Caiado 
 
Os Bulhões continuaram donos do poder como na fase na qual ascendiam os liberais na 
área nacional. Agora, com maior margem de mando, graças á autonomia do Estado oferecida pelo 
novo regime — Federação. Com o Marechal de Ferro (Floriano Peixoto) no poder central, os 
Bulhões consolidaram seu domínio na política de Goiás. O grande líder desta oligarquia foi José 
Leopoldo. 
No entanto, em 1908, em decorrência da sucessão senatorial, Goiás viveu clima de 
intranqüilidade política, desaguando numa revolução(1909).Nesta luta saíram vitoriosos, mais uma 
vez, os Bulhões, a esta altura apoiados por Eugênio Jardim e Antônio Ramos Caiado, que 
posteriormente, se tornaram fortes como políticos não só na área regional como na nacional. 
Foram desentendimentos entre o grupo bulhônico e os Jardim Caiado e o apoio da política 
de Hermes da Fonseca a estes, que levaram a oligarquia dos Bulhões à derrocada. A partir de 
1912, a elite dominante na política goiana, vai ser a dos Jardim Caiado, popularmente conhecido 
por Caiadismo. No seu início os documentos registram “política Eugenista”. A política de Hermes da 
Fonseca denominou-se: “Política de Salvação”, consistia em depor os grupos dominantes em vários 
estados, revestindo de poderes políticos elementos de farda(CORONEIS). 
Em Goiás, na disputa do poder político o Coronel reformado Eugênio Jardim, que, por ser 
cunhado dos Caiados, dividiu com eles o mandonismo estadual. Após sua morte, Antônio Ramos 
Caiado (Totó Caiado) tornou-se o verdadeiro chefe político de Goiás até 1917, depois ele foi 
substituído por Eugênio Caiado, que governou até 1930 .Seus contemporâneos afirmam que dirigiu 
Goiás como se fora uma grande fazenda de sua propriedade. Somente foi afastado do poder 
quando o movimento renovador de 1930 tornou-se vitorioso. Em Goiás, seu grande opositor foi o 
médico Pedro Ludovico Teixeira. 
 
 Goiás Antes da Revolução de 30 e Estrada de Ferro 
 
As três primeiras décadas do século XX não modificam substancialmente a situação a que 
Goiás regredira como conseqüência de decadência da mineração no fim do século XVIII. 
Continuava sendo um Estado isolado, pouco povoado, quase integralmente rural. 
Com o propósito de dotar o estado de Goiás de reais condições de transporte ferroviário, 
visando integrá-lo ao resto do Brasil, surge em 1873 um decreto do governo Imperial para que tal 
situação fosse concretizada. Dessa maneira, o então presidente da província goiana Antero Cícero 
de Assis foi autorizado a contratar a construção de uma estrada de ferro para ligar a cidade de 
Goiás, ora capital de Goiás, à margem do rio Vermelho, partindo da estrada de ferro Mogiana, em 
Minas Gerais. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
15 
A construção da Estra de Ferro foi o primeiro passo na urbanização e na expansão do 
capitalismo em Goiás no início do século XX. Em 1886 a Estrada de Ferro Mogiana chegou até 
Araguari (MG). Os trabalhos da construção da da Estrada de Ferro de Goiás tiveram início no 
começo do século XX. Já em 1912 chegavam à cidade goiana de Goiandira (onde foi inaugurada 
em 1913). 
Até o ano de 1952, a ferrovia percorria com seus trilhos, aproximadamente, 480 
quilômetros, chegando ao seu ponto mais distante em Goiânia. No total, 30 estações à estrada, 
onde se destacavam as de: Araguari, Amanhece, Ararapira, Anhanguera, Goiandira (ponto de 
ligação com a rede mineira), Ipameri, Roncador, Pires do Rio, Engenho Balduíno, Vianópolis, 
Leopoldo de Bulhões e Goiânia. 
Atualmente, o território goiano é servido por 685 Km de trilhos, pertencentes à Ferrvia 
Centro-Atlantica, subsidiária da Cvrd e sucessora da antiga Estrada de Ferro de Goiás e da RFF. 
Essa empresa ferroviária percorre com seus trilhos a região sudeste do Estado, passando por 
Catalão, Ipameri, Leopoldo de Bulhões, chegando até Anápolis (Porto Seco), Senador Canedo e 
indo até a Capital Federal. A Centro-Atlantica promove o escoamento de boa parte da produção 
goiana (soja, álcool, acúcar e açucar). 
 
 
 Regime Propriedade: Classes Sociais 
 
Inexistia uma classe de pequenos proprietários dedicados à lavoura ou à pecuária. Em todo 
o estado encontramos as propriedades em mãos de poucas famílias aparentadas entre si. Dentro 
dessa grande propriedade, trabalhavam e viviam seus dependentes; sitiantes, vaqueiros, meeiros, 
camaradas, jagunços, etc., num sistema patriarcal, herdado do período colonial. A diferença mais 
profunda encontrava-se no prestígio e no poder. Não existindo uma economia monetária 
regulamentada pelo poder central. Trabalhar para alguém não significava simplesmente umcontrato de serviço prestado e salário recebido, era principalmente o estabelecimento de um laço 
pessoal, de confiança mútua e de dependência pessoal. 
O empregado tomava-se assim “homem do patrão”, num sentido real, embora sem o 
formalismo e sem a ideologia do antigo feudalismo. Quase poderíamos dizer que o governo só 
exercia sua jurisdição na capital; os coronéis, o vigário e o juiz (este último mais dependente do 
governo) eram mantenedores da ordem social. As distâncias, a pobreza de meios econômicos, a 
carência de um corpo de funcionários adequado, são as causas principais deste enfraquecimento do 
poder central do Estado. 
 
 A Revolução de 30 e a Construção de Goiânia 
 
A Revolução de 30 embora sem raízes próprias em Goiás, teve uma significação profunda 
para o Estado. É o marco de uma nova etapa histórica para o Estado. Esta transformação não se 
operou, imediatamente, no campo social, mas abalou o campo político drasticamente (fim do caia-
dismo e início do ludoviquismo). Não foi popular nem sequer uma revolução de minorias com obje-
tivos sociais. A consciência social não havia atingido tal ponto e faltava organização de classe. Foi 
feita por grupos heterogêneas da classe dominante descontente (MG e RS), de militares (grupo 
tenentista) e das classes médias, sem uma ideologia determinada e coerente, aglutinados por sua 
repulsa à ordem política estabelecida na República Oligárquica. 
A Revolução não provocou nenhuma mudança social. Mas sem dúvida trouxe uma renova-
ção política, com transformações profundas e decisivas no estilo de governo. O governo passou a 
propor como objetivo primordial o desenvolvimento do Estado de Goiás, que foi marcado pela 
construção de Goiânia. 
O principal objetivo do governo provisório de Getúlio Vargas (1930-34) foi o esfacelamento 
do poder local dos coronéis e o fortalecimento do Estado Nacional. A construção de Goiânia, pelas 
energias que mobilizou, pela abertura de vias de comunicação que a acompanharam o 
crescimento, e pela divulgação do Estado no país. E isso foi o ponto de partida dessa nova etapa 
histórica. 
A participação efetiva de Goiás na Revolução limitou-se à ação pessoal do Dr. Pedro 
Ludovico Teixeira. Pedro L. Teixeira nasceu na cidade de Goiás(encravada nas encostas da Serra 
Dourada e dos morros São Francisco, Lajes e Cantagalo, a Cidade de Goiás, antiga Vila boa, resiste 
à memória do tempo, mostrando aos olhos de hoje suas bicentenárias calçadas de pedras e casas 
coloniais de parede-meia, naquela solidariedade que se estende aos fundos dos pomares, sempre 
alimentados por becos ancestrais), então capital do estado de Goiás, em 23 de outubro de 1891, 
filho do médico João Teixeira Álvares e de Josefina Ludovico de Almeida. Cursou o 2 grau no Liceu 
de Goiás. Transferiu-se para o Rio de Janeiro e bacharelou-se em Medicina. 
Ped
nia
má
 
16 
Ret
clinicar. Em
xeira, que 
Júnior, Pau
Sertão, ma
nelismo em
tendo-se em
outubro de 
estava send
da Revoluçã
Apó
outubro de 
e Emílio Fra
1930 Pedro
 
 
 Gover
 
dro Ludovico
), operários
ás instalaçõe
 
 
 Muda
 
A m
o Oeste”, q
imigrantes,
nacional (a
Sudeste do 
Hav
diminuir as
Vargas prec
como interv
tornou a Go
m 1917 mudo
era filha do 
lo, Antônio e
is tarde den
m Rio Verde.
m contato c
 1930). Des
do conduzido
ão de 1930. 
ós a Revoluç
 1930, quan
ancisco Póvo
o Ludovico Te
rno de Pe
o, no cerrad
s trabalhand
s) e a const
ança da C
mudança da 
que visava 
 a valorizaç
através do 
 país, diminu
via também
s diferenças 
cisava de um
ventor de Go
Histó
iás em març
ou-se para R
 senador Ma
e Goianio Bo
nominado O 
. Ao articula
com os centr
smantelado o
o para Goiás
 
ção de 30, G
do assumiu 
oa(de 30 de 
eixeira foi in
edro Ludov
o goiano (o
do na constr
rução 
Capital 
 capital de G
entre outro
ção das terra
nacionalism
uir e elimina
m, o desejo 
 econômicas
ma base de a
oiás, já que 
ria e Ge
Prof
ço de 1916,
Rio Verde(GO
artins Borge
orges Teixeir
 Sudoeste. D
ar-se o movi
ros revolucio
o moviment
s, juntament
Goiás foi gove
 uma Junta 
 outubro a 2
ndicado, por 
vico Teixe
onde hoje é 
rução de Go
Goiás estava 
os aspectos:
as através d
o), expandi
ar a oposição
ampliar e i
s entre as 
apoio polític
ele era inim
eografia
fessor PH
, fixando res
O) e no ano
es. Tiveram 
ra. Pedro Lud
Durante sete
imento revo
onários de M
o, Pedro Lud
te com os d
ernado por C
Provisória fo
23 de novem
Getúlio Varg
eira (1930-
 
o centro de
oiânia (repa
 inserida no 
 A ocupaçã
de sua distri
r o capitali
o das oligarq
ncentivar a 
regiões Sud
ca goiana, fo
igo político d
 de Goiá
H 
sidência em 
 seguinte ca
seis filhos: 
dovico foi um
e anos tinha
olucionário, e
Minas (como
dovico foi pr
emais preso
Carlos Pinhe
ormada por 
mbro de 1930
gas, como In
-45) 
e Goiâ-
re nas 
 plano de Ge
ão do interio
ibuição à po
ismo que e
quias locais(c
 economia a
deste e Cent
oi quando ind
dos Caiados.
ás 
 Bela Vista, 
asou com Ge
Mauro, Lívia
m dos funda
a lutado na o
ele entrou n
o na Coluna 
reso por 14 
os, chegou a
eiros Chagas
Mário Caiado
0 ). E em 23
nterventor d
 
etulio Varga
or do Brasi
osseiros, def
estava centr
coronéis). 
agro-exporta
tro-Oeste. P
dicou Pedro 
. 
 onde come
ercina Borge
a, Pedro Lud
adores do jor
oposição ao 
no esquema 
Mineira de 
 dias. Quand
 noticia da v
 entre 27 e 
o, Pedro Lud
3 de novemb
e Goiás. 
 
s, a “Marcha
l com a açã
fender o ter
rado somen
adora de Go
Para isso, G
Ludovico Te
eçou a 
es Tei-
dovico 
rnal O 
 coro-
 man-
27 de 
do ele 
vitória 
30 de 
dovíco 
bro de 
 
a para 
ão de 
ritório 
te no 
oiás e 
Getulio 
eixeira 
 
 
foi a 
Caiad
rurais
com 
 
 
 
 E
 
tivo d
para 
possí
Para gov
 transferênc
dos, que con
s particular. 
o apoio polít
 
Pedro Ludov
Etapas da
O Brasil v
Trechos d
de convence
 outra região
De: Pedro
Para: Getú
Rede de e
“A cidade 
ível, porque 
H
vernar de ac
cia da capita
ntrolava a re
 Contudo ve
tico econômi
vico e Getúlio
 Construç
vê Goiânia N
de um relató
er o presiden
o. Neste rela
o Ludovico 
úlio Vargas
esgotos 
de Goiás se
 exige o em
História e
cordo com os
al, para um
egião da cida
eio a idéia da
ico e militar 
o Vargas(no
ção de Go
Nascer 193
ório que Ped
nte da impo
atório Pedro 
s 
e assenta tod
mprego de d
e Geogr
Professo
Av. Goi
 
s propósitos
m local dista
ade de Goiás
a mudança d
 do governo 
 início da co
em 1934. 
oiânia (Fe
33...1942 
dro Ludovico
ortância de m
 Ludovico mo
da ela em te
inamite. Em
rafia de 
or PH 
iás 
s de Vargas, 
nte dos ma
s, desde 191
da capital go
 federal. 
nstrução de 
ita Por Pe
 envia a Get
mudar a cap
ostra os prob
erreno rocho
m muitos pon
Goiás 
 Pedro só te
andos e des
12, como um
oiana. Essa 
 Goiânia) e a
dro L. Teix
túlio Vargas,
pital do Esta
blemas da a
oso, de perfu
ntos urbano
eve uma alte
smandos da 
ma de suas p
mudança só
 
a Av. Goiás 
xeira) 
, em 1933, 
ado da cidad
ntiga capital
uração difíci
s, mesmo n
17
ernativa que
 família dos
propriedades
ó foi possível
com o obje-
de de Goiás
l de Goiás. 
l, quase im-
nos centrais,
 
e 
s 
s 
l 
-
s 
-
, 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
sobrepondo-se ao nível das ruas, se vêem pedras enormes que não podem ser removidas nem 
rebentadas. Não são susceptíveis de remoção porque nenhuma força dominada pelo homem as 
removeria. E não podem ser rebentadas porque as cargas de dinamite que seriam necessárias es-
tenderiamos efeitos danificadores de suas explosões às habitações vizinhas. São saliências visíveis 
do colossal rochedo calcário em que foi plantada a velha cidade do Anhanguera. A perfuração de 
cisternas é tarefa a um tempo temerária e penosa, porque a coesão da rocha só capitula mediante 
a intervenção estilhaçadora da dinamite. (...) 
De onde se conclui quanto difícil é, sobretudo, quanto dispendiosa seria a construção de re-
de de esgotos nesta capital. E como pode uma cidade ser limpa, higiênica, habitável sem possuir 
um sistema de galerias subterrâneas para o esgotamento dos detritos, águas servidas e matérias 
fecais? E mais: se realizasse a captação e a canalização de água em volume suficiente para aten-
der às necessidades da população da cidade de Goiás como se poderia construir, com os poucos 
recursos da municipalidade, ainda que auxiliada pelo Estado, a obra complementar, no caso a rede 
de esgotos, que, a ser traçada e realizada como a exigem as condições do centro urbano, imporia 
um dispêndio talvez superior a 2.000 contos? Houve um técnico que orçou, em tempos, os serviços 
de água e esgotos da capital em 3.000 contos, soma absurda se atentarmos para a circunstância 
de que a população da capital, toda centralizada numa pequena área, compõe-se apenas de 8.256 
habitantes. 
 
Falta de água  
O problema do abastecimento de água permanece insolúvel, tal como em 1890, tal como 
sempre. Toda a água potável, consumida pela população da Capital, é transportada na cabeça em 
potes é fornecida pelas duas únicas e pobres fontes existentes, que ainda são as mesmas manda-
das levantar, a 60 anos, pelo capitão e general d. José de Almeida Vasconcelos – a histórica Fonte 
da Carioca, antigamente chamada Cambaúba, construída em 1772, no primeiro ano, e não menos 
histórico Chafariz do Largo da Cadeia, construído em 1778, no ultimo ano de governo daquele capi-
tão(...) . É muito comum, em todas as cidades que não têm água canalizada, o expediente primiti-
vo de recorrer a população à abertura de cisternas para se prover de água potável. 
Nesta capital, nem desse recurso se pode valer a população, ainda que a maioria das casas 
tenha cisterna. È que aqui a água de poço é absolutamente impotável, devido à abundancia de 
carbonato de cálcio que lhe adicionam as rochas calcárias que formam o subsolo da cidade. Rara é 
a cisterna que não tenha aberto na pedra viva, a dinamite. Em alguns pontos centrais do perímetro 
urbano, as águas dos poços não são utilizados nem para banhos, porque, além do carbonato de 
cálcio, contêm outras substâncias que as tornam viscosas, neutralizam a ação química do sabão e 
provocam sensação desagradável na epiderme.(...) 
A contingência secular de necessitar a população de um exército de baldeadores de água, 
deu lugar a que surgisse uma estranha instituição nitidamente local – o bobo. Caracteriza-se esta 
instituição pela tendência comum, verificável em muitas das famílias goianas, de manter cada uma 
delas um bobo – mentecapto, idiota, imbecil – para o serviço de transportes domésticos, especial-
mente o de água. Há numerosas famílias que se beneficiam dos serviços desses deserdados da 
sorte, transformando-os em escravos irremissíveis, a troco dos restos de comida e de um canto 
para dormir, não raro entre os animais domésticos. Contam-se às dezenas, nesta capital, os infeli-
zes classificáveis no extenso grupo patológico dos débeis mentais, desde os imbecis natos até os 
cretinizados pela miséria física ou adquiridas, os quais, como verdadeiras máquinas, se esbofam 
nos trabalhos caseiros das famílias que os acolhem. 
Entre os elementos mais indispensáveis à fundação e desenvolvimento de um centro urba-
no figura a água. Sem tal elemento ao alcance dos habitantes de uma cidade, a qualquer hora do 
dia ou da noite, nos mais elevados pavimentos dos prédios, ela deixa de realizar um dos principais 
requisitos estabelecidos pela vida moderna. O consumo d’água tem crescido nos últimos anos nas 
aglomerações humanas civilizadas. É que as cidades tendem a ser cada vez mais limpas. Além do 
aumento do seu consumo no interior das habitações, verifica-se também um maior gasto nos lo-
gradouros públicos nos jardins e parques.(...) 
Não alimentamos sentimentos contrários à velha capital. Nascido aqui, criado aqui, educa-
do no Liceu de Goiás, preso portanto à cidade pelos laços afetivos que se estabelecem geralmente 
entre o homem e a sua terra natal, se considerações de ordem sentimental pudessem influir em 
nosso ânimo, relativamente ao caso da mudança, é claro que a nossa opinião seria contrária à 
mesma, tanto mais pelo motivo de que ela fere profundamente os interesses de muitos membros 
de nossa família, assim como os de numerosos amigos. 
 
O local escolhido 
O local que se destina à fundação da nova capital foi escolhido por comissão composta dos 
senhores d. Emanuel Gomes de Oliveira, revmo. Arcebispo de Goiás, cel. Pirineus de Sousa, con-
ceituadíssimo oficial no Exército, comandante do 6o Batalhão de Caçadores, de Ipameri, dr. Laude-
lino Gomes, médico, diretor-geral do Serviço Sanitário do Estado, sr. Antonio Augusto de Santana, 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
19 
comerciante estabelecido nesta capital, e dr. Colemar Natal e Silva, advogado, o qual funcionou 
como secretário da comissão. (...) 
 
Clima  
Tratemos agora do clima, o qual se pode classificar de excelente, a julgar pelo que observei 
e se me informou a respeito. O clima é determinado principalmente pelos seguintes elementos: 
latitude, altitude, direção dos ventos, condições topográficas, geológicas e hidrográficas do terreno. 
Se a latitude é baixa em Campinas, influindo tal circunstância para as temperaturas altas, em 
compensação a altitude é nos lugares de cota inferior superior a 700 metros, o que influi sobremo-
do para que a coluna termométrica indique, nos dias mais quentes, graus perfeitamente suportá-
veis.(...) 
 
Condições topográficas  
Com relação às condições topográficas, nada, de fato, pude observar contra a escolha feita. 
Os terrenos se estendem em torno da velha e pequena cidade de Campinas, apresentando até 
pontos bem afastados, as mais suaves ondulações. Os acidentes topográficos nenhuma dificuldade 
oferecem que se oponha ao traçado moderno. As avenidas e ruas podem ser orientadas do modo 
mais favorável sem que isso dê lugar a dispendiosas obras de terraplanagem. (...) 
 
A vitalidade da idéia  
Há outros fatores responsáveis pelo atraso de Goiás. Negá-los, para atirar toda a carga à 
velha capital goiana, seria atitude unilateral e vesga, que jamais perfilharíamos. Mas o fator fla-
grante, o que se apresenta em primeiro plano, o imediato é, inquestionavelmente, a incapacidade 
da capital atual para impulsionar o progresso do Estado. E como o poderá fazer uma cidade que, 
com duzentos e tantos anos de existência, apoiada na situação ímpar de capital, ainda hoje não 
existe paralelo, já não dizemos com as outras capitais, porque isso pareceria gracejo, mas com 
qualquer cidadezinha obscura, que possua 10.000 habitantes, água canalizada, rede de esgotos e 
casas de diversões? Como poderia dirigir e acionar o desenvolvimento do colossal território goiano 
uma cidade como Goiás, isolada, trancada pela tradição e pelas próprias condições topográficas ao 
progresso, e que em meio século não dá um passo para a frente, não se mexe, não se remoça, não 
resolve um só dos seus problemas? (...) Eis porque, arrostando trabalhosa mas resolutamente as 
mil dificuldades previstas e imprevistas, nos encontramos tête à tête com o problema da mudança 
da capital, disposto a resolvê-lo e convencido de que o resolveremos, tanto nos encorajam as suas 
justas esperanças. 
A cidade de Goiás foi sede política da Capitania, da Província e do Estado de Goiás, desde 
1749 até 1930, quando ocorreu a transferência para Goiânia.Mas Pedro Ludovico não foi oprimeiro 
governante a pensar na mudança da capital; em 1754, quando o Brasil ainda era colônia de Portu-
gal, o governador Conde dos Arcos(D. Marcos de Noronha), responsável pela primeira administra-
ção de Goiás naquela época, escreveu ao governo português falando que seria melhor transferir a 
capital, já na categoria de Vila Boa desde 1736, para o Arraial de Meia Ponte(Pirenópolis). O Conde 
achava que a Vila tinha problemas climáticos e de comunicação. Mas o governo português não quis 
saber disso, pois para que ocorresse a transferência era preciso bastante investimento. 
Em 1830, Miguel Lino de Morais, que foi o segundo presidente da Província de Goiás no pe-
ríodo do Império, expressou seu desejo de fazer a mudança da capital para Água Quente, porque , 
de acordo com ele, esse era o local mais promissor, uma região mais povoada e seu comércio era 
mais intenso. Ao contrário da capital que, segundo ele, tinha uma estrutura sanitária ruim e um 
sistema de transporte deficiente. Contudo, em 1890, Rodolfo Gustavo da Paixão, presidente do 
Estado, criticava a cidade de Goiás e sua falta de infra-estrutura.Portanto, em 1891, surgiu um 
anteprojeto que indicava que a cidade de Goiás continuaria como capital até que a Assembléia 
encontrasse meios de deliberar sua transferência. Mas o que importa é que Pedro Ludovico foi pri-
meiro e o desejar e conseguir concretizar a mudança da capital para onde hoje é Goiânia. 
O interventor, na seqüência natural das diversas fases da iniciativa, continuava a tomar 
providências a respeito da edificação da cidade. Em 20 de dezembro de 1932, foi assinado o Decre-
to nº 2737, nomeando uma comissão que, sob a presidência de de Dom Emanuel Gomes de Olivei-
ra, então bispo de Goiás, escolhesse o local onde seria edificada a nova Capital do Estado. O pare-
cer foi favorável a campinas, nas proximidades de Serrinha. O relatório da Comissão, depois de 
submetido ao parecer dos engenheiros Armando Augusto de Godói, Benedito Neto de Velasco e 
Américo de Carvalho Ramos, foi encaminhado ao Chefe do Governo Estadual, apesar da forte cam-
panha antimudancista. 
O Decreto nº 3359, de 18 de maio de 1933, determinou que a região, às margens do cór-
rego Botafogo, compreendida pelas fazendas denominadas “Criméia”, “Vaca Brava” e “Botafogo”, 
no então Municipio de Campinas, fosse escolhida para ser edificada a Nova Capital. Entre outras 
medidas, enumerava o ato que a transferência se operasse no prazo máximo de dois anos. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
20 
Dessa forma, nas proximidades de Anápolis, onde logo chegariam os trilhos da estrada de 
ferro, teve início a construção daquela que viria a ser a cidade de Goiânia. Designado o dia 27 de 
maio de 1933, para início dos trabalhos de prearo do terreno, e com o lançamento da pedra fun-
damental em 24 de outubro de 1933 e foi inaugurada em 1942. 
A 06 de julho de 1933 baixou um decreto encarregando o urbanista Atílio Correia Lima, re-
presentante da firma carioca P. Antunes Ribeiro e Cia, da elaboração do projeto para a construção 
da nova capital de Goiás, mediante o pagamento de Cr$ 55.000,00. Situado em região de topogra-
fia quase plana, o território surge como degrau de acesso às terras mais elevadas do Brasil Cen-
tral. O rio Meia Ponte e seus afluentes, entre os quais se destaca o ribeirão João Leite, constituem 
a rede hidrográfica de Goiânia. Clima mesotérmico e úmido. Temperatura média anual de 21,9 
graus, devido a influência de altitude. 
 Formado na Suíça e na França, de onde acabara de voltar, o urbanista Armando de Godoi 
assina em 1935 o plano diretor da nova capital, um projeto estilo monumental, baseado nos 
mesmos princípios adotados em Versailles, Kalrsruhe e Washington. O plano tinha como referencia 
o projeto original da cidade, idealizado em 1933, por outro urbanista, Atílio Corrêia Lima, também 
autor do projeto de prédios importantes, como o Palácio das Esmeraldas. Foi um grande falatório: 
desvario dos modernistas planejar uma cidade para 15 mil habitantes, quando a antiga capital, 
dois séculos depois de fundada, contava com apenas 9 mil moradores.Topografia, zoneamento e 
sistema de tráfego são os aspecto que norteiam o arrojado projeto. Destaque para a Praça Cívica, 
sede do Centro Administrativo, de onde se irradiam as grandes avenidas( Av Goiás, Araguaia e 
Tocantins) 
A 24 de outubro de 1933 — como homenagem à Revolução de 30 — teve lugar o 
lançamento da pedra fundamental. A partir deste momento. a construção de Goiânia progrediu 
rapidamente. 
A 7 de novembro de 1935 realizou-se a “mudança provisória”: o governador - Pedro 
Ludovíco -deixou Goiás, para fixar sua residência em Goiânia. Nesta data, em 1935, foi criado o 
município de Goiânia, que teve seu primeiro prefeito, nomeado pelo governador Pedro Ludovico, 
Venerando de Freitas Borges. 
Em Goiás ficaram ainda a Câmara e o Judiciário. A mudança definitiva, teve lugar em 23 
de março de 1937, pelo Dereto nº 1816, quando os principais edifícios públicos já estavam 
concluídos, embora a cidade, do ponto de vista urbanístico, ainda se encontrasse em seus 
começos. 
O Baismo Cultural só ocorreu a 5 de julho de 1942, em solenidade realizada no recinto do 
Cine-Teatro Goiânia, com a presença de representantes do governo federal, dos estados e de todos 
os municípios goianos. 
Planejada para 50 mil habitantes, Goiânia tem hoje uma população 1.083.396 habitantes, 
de acordo com os dados do IBGE, com base no Censo realizado em 2000. Pedro Ludovico, a partir 
de 1935, exerceu constitucionalmente o cargo de governador até o golpe do Estado Novo, quando 
voltou a ser interventor federal até a queda de Getúlio Vargas. Pedro governara Goiás novamente 
de 1951/54, dessa vez eleito pelo povo através do voto direto. 
 
 
 Dados Gerais 
 
Goiânia, capital do Estado de Goiás, foi fundada em 24 de outubro de 1933, por Pedro Lu-
dovico Teixeira. São feriados municipais os dias 24 de outubro (aniversário da cidade) e 24 de 
maio (padroeira de Goiânia - Nossa Senhora Auxiliadora). A tensão elétrica local é 220 Volts, a 
frequência é 60 Hertz, e o CEP é 74000-000, diferenciando-se por regiões, bairros e setores da 
cidade. 
Situado na Mesorregião centro goiano e na Microrregião de Goiânia, o município de Goiânia 
é limitado ao norte pelos municípios de Goianira, Nerópolis e Goianápolis; ao sul, pelo de Aparecida 
de Goiânia; a leste, pelo de Bela Vista de Goiás; e a oeste, pelos de Goianira e Trindade. O Centro 
Administrativo Municipal está localizado na Avenida do Cerrado, nº. 999, Parque Lozandes, CEP: 
74884-092, na região sudeste da cidade. 
Situado em uma região de topografia quase plana, o território surge como um degrau de 
acesso às terras mais elevadas do Brasil Central. O Rio Meia Ponte e seus afluentes, entre os quais 
se destaca o Ribeirão João Leite, constituem a rede hidrográfica de Goiânia. 
O clima mesotérmico é úmido. A temperatura média anual é de 21,9°C, devido à influência 
da altitude. As temperaturas mais baixas ocorrem de maio a agosto, 18,8°C a 21,0°C. A mínima 
absoluta mais baixa registrada foi de 1,2°C em julho, mês mais frio. A primavera é a estação mais 
quente, com média das máximas entre 29°C e 32°C. A precipitação pluviométrica é de 1487,2mm. 
 
 
dista
nar-s
bem 
e aco
Bande
dispo
brasã
com 
civiliz
xa es
Goiân
Na fa
 P
 
Vener
Situada n
nte de todos
se por ela. N
iluminadas, 
olhedora faze
eira de Goiân
Retângul
ostas duas a 
ão: escudo d
oito torres, 
zada, a aleg
streita e ond
nia. De um l
aixa maior, a
Prefeitos d
rando de Freit
H
no coração d
s os outros 
Nove meses 
 com um do
em o visitan
ia 
o verde, div
 duas, no se
do 1º estilo 
sendo cinco 
ria e a abun
dulada, de fr
ado, o band
a frase: "PEL
de Goiânia
tas Borges 
História e
do Brasil, Go
estados brade sol por a
s melhores s
te se sentir 
vidido por o
entido horizo
introduzido 
 visíveis. A c
ndância. A flo
rente, simbo
eirante lemb
LA GRANDEZ
a 
e Geogr
Professo
oiânia fica p
sileiros. É fá
no, centena
sistemas de 
em casa. 
ito faixas br
ontal e vertic
em Portugal
cor verde do
or de lís, no 
oliza o córreg
bra o Anhang
ZA DA PÁTRI
rafia de 
or PH 
róxima da C
ácil chegar a
s de praças 
 transporte c
rancas carre
cal. No centr
l trazido par
o escudo sim
 centro do e
go Botafogo
guera; do ou
IA" O Brasão
Goiás 
 
Capital Feder
a Goiânia e 
 floridas, rua
coletivo do p
 
egadas de so
ro, em retân
ra o Brasil. N
mboliza a vitó
escudo, é o s
, às margen
utro, o garim
o representa 
 
ral e pratica
mais fácil ai
as arborizad
país e uma g
obre-faíscas
ngulo branco
No escudo: c
ória, a honra
símbolo do p
ns do qual fo
mpeiro. 
 o Governo M
21
mente equi-
nda apaixo-
as, limpas e
gente bonita
 vermelhas,
o, aplicado o
coroa mural,
a, a cortesia
poder. A fai-
oi construída
Municipal. 
 
-
-
e 
a 
, 
o 
, 
a 
-
a 
 
22 
Estudos: C
Profissão:
Nasciment
Residência
Filiação: Jo
Cônjuge: M
Filhos: Ecla
 
Vida Polític
a) Primeir
cargo a
b) Secretá
imbra 
c) Prefeit
d) Deputa
e) Deputa
f) Consel
Legisla
 
Outras Info
a) Colabo
Chefe 
b) Um do
c) Diretor
d) Contad
e) Superi
f) Membr
 
Publicação
“Dobras do 
“Samburá”.
 
Falecimen
1º ‐ Veneran
Nom
ficou mais t
da Capital t
1942, seria
em superar
Em 
Pedro Ludo
mudança d
primeiro pr
disse Pedro
tenho uma 
Contabilidade
 Contador, P
to: 22 de ju
a: Goiânia. 
oão de Freita
Maria José d
air, Carlos, N
ca e Parlame
ro prefeito d
até 05.11.19
ário da Faze
Bueno toma
o, eleito, de 
ado Estadua
ado Estadua
heiro do Tri
atura. 
rmações: 
orou com os 
do “O Comé
s fundadore
r dos Diários
dor do Estad
ntendente d
ro da Academ
o: 
 Tempo”. 
. 
to: 16 de ja
ndo de Freitas
meado pelo 
tempo no co
triplicar cinco
am 52 mil. E
r a falta de e
 1935, quan
ovico, isso po
a capital, el
refeito de G
o. Só que o 
 condição: n
Histó
e, Escolas Pr
Professor e J
lho de 1907
as e Custódi
e Araújo. 
Nize, Hírcio, 
entar 
de Goiânia, 
945. 
enda, nas In
 posse. 
 Goiânia, PS
l, PSD, 3.ª L
l, PSD, 4.ª L
bunal de Co
 jornais ‘Cor
rcio”, jornal 
s da Associa
s Associados
o de Goiás. 
a Federação
mia Goiana d
aneiro de 199
s Borges. 
Interventor 
omando da c
o anos depo
Empenhou-s
energia elétr
ndo o jovem 
or causa dos
e perguntou
oiânia. "Sim
futuro prefe
ão aceito qu
ria e Ge
Prof
rofissionais S
Jornalista. 
, Anápolis, G
a Carolina B
 Dila e Luis R
nomeado po
nterventorias
SD, 1951-19
Legislatura, 
Legislatura, 
ontas do Esta
reio Official’ 
 que circulou
ação Goiana 
 de Goiás. 
o das Indústr
de Letras e d
94, em Goiâ
 Pedro Ludov
cidade — 14 
ois da criação
e em oferec
rica e asfalto
 jornalista V
s seus artig
u ao interve
m, a de que 
eito também
ue me botem
eografia
fessor PH
Salesianas, S
GO. 
Borges. 
Roberto. 
or Pedro Lu
s, de feverei
55. 
1955-1959. 
1959-1963. 
ado de Goiá
 e ‘Voz do Po
u na antiga C
 de Imprensa
rias do Estad
do Instituto 
nia. 
vico Teixeira
 anos (20/1
o, em 1940(
cer infra-est
o. 
Venerando de
os publicado
ntor se hav
 não se rou
m impôs a su
m cabresto”. 
 de Goiá
H 
São Paulo, 1
dovico em 0
iro de 1946 
 
 
s, nomeado
ovo’, sob ps
Capital em 1
a. 
do de Goiás 
Histórico e G
a, aos 28 an
11/1935 a 
(48.166 habi
rutura à nov
e Freitas Bo
os no jornal 
ia alguma c
ube na prefe
ua: "Pois bem
 
ás 
1926. 
07.11.1935,
 a abril de 1
 em 1963, a
eudônimo. D
1934. 
 – FIEG. 
Geográfico d
 
nos, viria a s
05/11/45)
itantes), seg
va cidade e 
rges foi leva
 Correio Ofic
ondição par
eitura. Não g
m, doutor P
 mantendo-
1947, quand
ao término d
Diretor e Red
de Goiás. 
 
ser o prefeit
). Viu a popu
gundo o IBG
 teve dificul
ado à presen
cial em defe
a que ele fo
gosto de lad
edro, eu tam
-se no 
do Co-
da 4.ª 
dator-
to que 
ulação 
E. Em 
dades 
nça de 
esa da 
osse o 
drão", 
mbém 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
23 
 
2º ‐ Ismerindo Soares de Carvalho 09‐11‐1945 a 17‐02‐1946. 
Assumiu por apenas três meses, nomeado pelo interventor Eládio de Amorim, e voltaria à 
prefeitura mais tarde, ficando também por menos de um ano. 
3º - Orivaldo Borges Leão 18-02-1946 a 25-03-1947. 
Nomeado pelo interventor Filipe Antônio Xavier de Barros, ficou menos de um ano à frente da ad-
ministração municipal. 
4º - Ismerindo Soares de Carvalho 26-03-1947 a 06-11-1947. 
Nomeado pelo interventor Jerônimo Coimbra Bueno, ficou pouco temo no poder. 
5º - Eurico Viana 06-11-1947 a 30-01-1951. 
Primeiro prefeito eleito pelo voto universal e direto. Trabalhara como engenheiro em Rio Verde e 
na Cidade de Goiás. Trabalhou ainda nas obras de construção de Goiânia e investiu na infra-
estrutura. 
6º - Venerando de Freitas Borges 31-01-1951 a 31-01-1955. 
Pelo voto, volta à prefeitura, pelo PSD, e continua sua administração visando ao desenvolvimento. 
7º - Messias de Souza Costa 02-02-1955 a 05-03-1955. 
Presidente da Câmara na terceira legislatura, assumiu interinamente por menos de um mês, pelo 
PSD. 
8º - João de Paula Teixeira Filho 05-03-1955 a 31-01-1959. 
Conhecido como Parateca, foi eleito pelo PTB. Profissional de fotografia, chegou a Goiânia em 
1939, para documentar imagens dos primeiros tempos da cidade. Foi vereador por quatro manda-
tos. Atendeu a zona rural do município, construindo estradas e açudes e fundou novas escolas no 
campo. Preocupou-se com o que iria se tornar depois a Grande Goiânia, implantou novo sistema de 
arborização, pavimentou ruas de Campinas, instituiu o sistema de tributação sobre imóveis e ra-
cionalizou a arrecadação. 
9º - Jaime Câmara 31-01-1959 a 31-01-1961. 
Pioneiro na comunicação em Goiânia, tornou-se candidato natural do partido situacionista, o PSD, à 
prefeitura, pois havia passado pela Secretaria de Viação e Obras Públicas (Sevop), que tinha en-
volvimento grande com a cidade. Muito entrosado com o governador José Feliciano, conduziu-se na 
administração municipal contando sempre com o apoio da esfera estadual e pôde cuidar bem dos 
serviços essenciais durante o mandato-tampão de dois anos. 
10º - Hélio Seixo de Britto 31-01-1961 a 31-01-1966. 
Eleito pela UDN, médico e político de grande senso ético e profunda integridade, militante nas anti-
gas oposições. Foi o responsável pela conquista da autonomia da prefeitura. Desde a criação, a 
esfera estadual assumiu a maior parte das responsabilidades em relação à cidade. Levantou essa 
bandeira como sua maior prioridade. Promoveu ampla reestruturação administrativa. No final de 
1961, um decreto do governador Mauro Borges transferia à competência da prefeitura os assuntos 
de urbanismo, conservação da cidade e cadastro imobiliário. Hélio reequipou a prefeitura, renovan-
do a frota e o maquinário e criou as secretarias municipais. 
11º - Íris Rezende Machado 31-01-1966 a 20-10-1969. 
Eleito pelo MDB, carismático e populista, implantou o sistema de mutirão para a realização de mui-
tas obras, inclusive a nova sede da prefeitura na Praça Cívica. Sem problemas maiores no relacio-
namento com a Câmara, pois tinha sido vereador por duas vezes, e desfrutando agora das prerro-
gativas da autonomia obtida na gestão de Hélio, Íris teve saldo de realizações apreciável. Foram 
abertas e pavimentadas novas avenidas, construídas praças e o Parque Mutirama, ampliou-se a 
rede municipal de ensino. Decisão da junta militar que governava o País suspendeu os direitospolíticos e cassou seu mandato em 1969. 
12º - Leonino Di Ramos Caiado 22-10-1969 a 30-06-1970. 
Indicado pelo regime militar (governador Otávio Lage de Siqueira pela ARENA). Até 1985, os pre-
feitos das capitais, por imposição do regime, passariam a ser indicados de forma indireta. Saiu 
para assumir o governo de Goiás – indicado pelo general Emílio Médici. 
13º - Manoel dos Reis e Silva 02-07-1970 a 14-04-1974. 
Médico, foi presidente do BEG em 1965, até ser nomeado, pelo governador Otávio Lage de Siqueira 
pela ARENA, para a prefeitura de Goiânia. Demonstrou muito fôlego com programas de obras dis-
seminados por toda a cidade. A antiga tendência de privilegiar o Centro e os bairros chamados 
nobres foi substituída pela descentralização dos benefícios, como obras de pavimentação e ilumina-
ção pública. Foi o idealizador do programa “Prefeitura nos Bairros”. 
14º - Rubens Vieira Guerra 27-05-1974 a 21-03-1975. 
Engenheiro, que estava no comando da Secretaria de Planejamento do Estado, depois de ter sido 
presidente da Saneago. Formado em Engenharia Civil pela UFG, destacou-se como profissional na 
área. Havia sido chefe da Sevop, em 1958. Foi diretor técnico da Suplan. Foi nomeado pelo gover-
nador Leonino Di Ramos Caiado, ela ARENA, prefeitura de Goiânia. 
15º - Francisco de Freitas Castro 21-03-1975 a 17-05-1978. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
24 
Atuou com destaque no ramo de supermercados. Em 1974, foi eleito deputado estadual, e um ano 
depois, nomeado pelo governador Irapuan Costa Júnior ela ARENA, para prefeito. Encontrou a pre-
feitura de Goiânia com problemas orçamentários e financeiros e promoveu, para superá-los, um 
exercício de intensificação fiscal, levantando a receita e enxugando a máquina. Em sua administra-
ção, destacam-se o asfaltamento de grande parte das linhas de ônibus e a reforma da Avenida 
Goiás, com construção do calçadão. 
16º - Hélio Mauro Umbelino Lobo 17-05-1978 a 10-04-1979. 
Nomeado pelo governador Irauan Costa Júnior, pela ARENA. Era deputado federal e havia sido, no 
governo Leonino Caiado, secretário de Educação. Foi o primeiro goianiense a chegar ao cargo de 
prefeito. Se preocupou com a questão ambiental, restaurar pontos e equipamentos urbanísticos 
originais, refazer áreas verdes que haviam sido reduzidas. O coreto original da Praça Cívica reto-
mou a originalidade em sua gestão, infundiu mais qualidade ao serviço de limpeza urbana e à cole-
ta do lixo e melhorou a iluminação pública. Acrescentou cerca de 200 mil metros quadrados de 
asfalto. Promoveu ainda ampla reforma do Lago das Rosas. 
17º - Daniel Antônio de Oliveira 10-04-1979 a 30-06-1979. 
O governador Ary Valadão indicou o nome de Rogério Gouthier Fiúza para o cargo, mas havia re-
sistência na Assembléia Legislativa – que deveria aprovar a indicação. Na condição de presidente 
da Câmara, o vereador Daniel Antônio teve de assumir interinamente a função por dois meses, 
pelo MDB. 
18º - Índio do Brasil Artiaga Lima 30-06-1979 a 14-05-1982. 
Fez Direito na UFG, ocupou a presidência da Caixego e do BEG, quando foi nomeado por Ary Vala-
dão a prefeitura de Goiânia, pela ARENA. Fez uma administração planejada. Iniciou a regulamenta-
da revisão do Código de Posturas Urbanas e do Código de Edificações e Obras. Implantou a Área 
Azul; planejou e instalou os grandes eixos de transporte coletivo, com faixas exclusivas para ôni-
bus (como os eixos Norte-Sul e Anhanguera). Formulou e fez aprovar a Lei de Habitação Popular, 
criando condições para loteamento de áreas destinadas à população de baixa renda. Antecipou-se 
a alguns problemas do crescimento da cidade. Deixou o cargo para se submeter à cirurgia nos EU-
A. 
19º - Goianésio Ferreira Lucas 17-05-1982 a 14-03-1983. 
Médico, nomeado pelo governador Ary Valadão pela ARENA, foi designado para completar a gestão 
de Índio, que deixou o cargo para se submeter a uma cirurgia. 
20º - Daniel Borges Campos 15-03-1983 a 18-03-1983. 
Assumiu por apenas três dias a prefeitura. 
21º - Nion Albernaz 18-03-1983 a 31-12-1985. 
Indicado pelo governador Íris Rezende pelo PMDB, de quem havia sido secretário quando este pas-
sou pela prefeitura. Na história político-administrativa de Goiânia, apenas Venerando exerceu o 
cargo por mais tempo que Nion, que esteve no comando por 11 anos. Teve como prioridade no 
primeiro mandato pavimentação de praças, avenidas e ruas, assim como um serviço público decor-
rente e a iluminação. 
22º - Daniel Antônio de Oliveira 01-01-1986 a 26-03-1987. 
Primeiro prefeito e Goiânia eleito diretamente após o Golpe de 1964, pelo PMDB. Envolveu-se com 
política estudantil e acadêmica no Colégio Estadual Professor Pedro Gomes e na Faculdade de Di-
reito da UCG, onde presidiu o Centro Acadêmico Clóvis Bevilácqua. Problemas de relacionamento 
com diversas áreas o envolveram em uma crise que acabou por afastá-lo. O governador Henrique 
Santillo promoveu intervenção estadual na administração no dia 2 de março de 1987. O interventor 
foi Joaquim Roriz, então deputado federal. Ele ficou no cargo de 3 de março de 1987 até 19 de 
outubro de 1988. Daniel reassumiu em 19 de outubro de 1988 para no dia 1º de janeiro de 1989 
passar o cargo a Nion. 
23º - Joaquim Domingos Roriz 03- 03 – 1987 a 19 – 10 – 1988. 
Interventor nomeado pelo governador Henrique Santillo. 
- Daniel Antônio de Oliveira 19- 10- 1988 a 31- 12- 1988. 
Reassumiu o cargo e passou à Nion 
24º - Nion Albernaz 01-01-1989 a 31-12-1992. 
Eleito pelo PMDB, preocupou-se com a limpeza da cidade, com o ajardinamento, com as flores, e 
enfatizou a qualificação dos serviços, a começar pela educação. Considera importante a questão do 
visual da cidade porque levanta a auto-estima coletiva e estimula civilidade. Também iniciou a 
construção da Marginal Botafogo. 
25º - Darci Accorsi 01-01-1993 a 31-12-1996. 
Eleito pelo PT, após vários mandatos do PMDB, inseriu uma ruptura no Irismo na prefeitura de 
Goiânia. Deixou a prefeitura com 94% de aprovação popular. Destacou-se na área ambiental, com 
a construção do Parque Vaca Brava e preocupação com desenvolvimento sustentável. Goiânia foi 
considerada à época a 2ª cidade ecologicamente correta do País. 
26º - Nion Albernaz 01-01-1997 a 31-12-2000. 
Eleito pelo PSDB, sua prioridade foi a qualificação dos serviços, especialmente os da saúde pública. 
27º - Pedro Wilson 01-01-2001 a 31-12-2004. 
 
 
Eleito
Centr
Abert
à noi
28º Í
Eleito
educa
feitur
 
 
 
 G
 
O GOV
Goiân
direto
goian
camp
Após 
BRAS
Plana
setem
Plana
rio de
Niem
norde
zando
de no
conte
mant
origin
O GOV
na am
Ludov
própr
Vilela
o pelo PT, la
ro, cuja prim
to, construíd
te, aos dom
Íris Rezend
o pelo PMDB
ação e saúd
ra e foi reele
Governad
VERNO DE JE
Coimbra 
nia, foi o pr
o em Goiás
no, graças à
pos de aviaçã
Coimbra 
 o seu gover
 
SÍLIA, a no
Idealizad
alto Central f
mbro, divulg
alto Central)
e Goiás, ond
meyer. 
A constru
estinos, os c
o um sacrifíc
o curto perío
emporânea. 
Terminad
ter sua sobre
nando as cid
 
VERNO DE JU
Ex-secre
mpliação da
vico consegu
rio governo 
a) que inclus
H
ançou a Age
meira iniciati
do na Avenid
ingos e feria
de Machado
B, deu priorid
e do municí
eito para um
dores 
RONYMO CO
 Bueno, en
imeiro gove
s.No seu go
 importação
ão. 
 Bueno luto
rno Pedro Lu
ova capital f
a desde a fu
ficou definid
ada em todo
. Após estud
de, em 1960,
ução da capi
chamados “c
cio sobre-hu
odo de um m
A construçã
das as obras
evivência, se
ades-satélit
UCA LUDOVICO
etário da Faz
 rede energ
uiu recursos
 iniciou a c
sive forneceu
História e
enda 21 loc
va foi levar 
da Paranaíba
ados. 
o 01- 01- 20
dade ao prog
pio, e na co
 mandato de
L
IMBRA BUEN
genheiro qu
rnador goia
verno houv
o de tourinho
ou ainda pel
udovico volta
federal 
undação do Ia na Constit
os os jornais
dos feitos so
, foi inaugur
tal federal tr
andangos”, 
mano para g
mandato pres
o de Brasília
, esses traba
endo que bo
es. 
O (1955‐59) 
zenda de Pe
gética em G
s para a con
construção d
u energia ini
e Geogr
Professo
cal e o Orça
 ambulantes
a, dotado de
005 a 31- 1
grama de as
nstrução de 
e 01- 01- 20
LICEU DE GO
O (1947/50)
ue dirigiu a
no a ser ele
e uma impo
os indianos 
a transferên
a ao cargo d
Império no B
tuição de 194
s. Nela ficou 
bre a região
rada a cidade
rouxe um no
que empenh
garantir ao c
sidencial. Bra
a marcou par
alhadores pa
a parte dele
edro Ludovic
oiás. Quand
strução da 
da Usina da
cialmente pa
rafia de 
or PH 
amento Parti
s das avenid
e estrutura e
12- 2008. 
sfaltamento 
 parques em
009 a 31- 12
OIANIA 
a execução 
eito pelo vot
ortante mel
pelo Estado
ncia da capi
e governado
Brasil, a tran
46 (A Consti
 definida a tr
o, foi finalme
e de Brasília
ovo fluxo mig
haram sua m
chefe da naç
asília é a ma
ra sempre o 
assaram a te
es acabou po
co, José Lud
do secretário
Usina do Ro
 Cachoeira 
ara a constru
Goiás 
icipativo. In
as Goiás e A
e equipado p
dos Bairros 
m Goiânia. S
2- 2012. 
faz obras c
to universal 
horia genét
. Estimulou,
tal federal p
or, desta vez
nsferência da
ituição de 19
ransferência
ente indicado
, planejada 
gratório, pre
mão-de-obra 
ção o privilég
aior obra de 
 governo Jus
er dificuldad
or fixar-se na
ovico de Alm
o da fazenda
ochedo, no R
Dourada (p
ução de Bras
iciou a revit
Anhanguera 
para ser espa
 de Goiânia.
anou as div
 
civis na con
 (masculino 
tica do reba
,também, a 
para o plana
z, eleito pelo
a sede feder
946 foi prom
a da sede fed
o o perímetro
por Lúcio Co
edominantem
 de forma br
gio de inaug
 engenharia 
scelino Kubit
es ainda ma
a periferia de
meida foi um
a do Govern
Rio Meia Pon
privatizada p
sília. 
25
talização do
 ao Mercado
aço de lazer
 Investiu na
idas da pre-
nstrução de
 e feminino)
anho bovino
abertura de
alto central.
o povo. 
ral para o 
mulgada em 
deral para o 
o do territó-
osta e Oscar
mente de 
rutal, reali-
urar a cida-
 da época 
tschek. 
aiores para 
e Brasília, 
m investidor
no de Pedro
nte e no seu
por Maguito
 
o 
o 
r 
a 
-
e 
) 
o 
e 
 
 
r 
r 
o 
u 
o 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
26 
Juca Ludovico lutou ferrenhamente pela transferência da capital federal, agilizando, 
inclusive, a desapropriação das terras do atual Distrito Federal. Deu atenção à educação 
construindo várias escolas, ampliou a telefonia, construiu o Hospital das Clínicas e o Aeroporto 
Santa Genoveva 
 
O GOVERNO DE JOSE FELICIANO FERREIRA (1959‐61) 
José Feliciano ofereceu apoio logístico à construção de Brasília, ampliou a malha rodoviária 
e de redes de energia, dobrou o número de professores nas escolas estaduais e iniciou a 
pavimentação dos trechos Goiânia — Trindade / Goiânia — lnhumas. 
 
O GOVERNO MAURO BORGES (1961‐64) 
 A década de 1960 teve início sob um clima de grande expectativa de progresso em todo o 
Brasil. Afinal, o período do governo de JK chegou a ser considerado o período dos “anos dourados”. 
Em Goiás, foi eleito para o governo do estado o filho de Pedro Ludovico Teixeira, o militar Mauro 
Borges Teixeira. Era um político que representava, de certa forma, a idéia de continuidade do 
desenvolvimentismo. Entre seus planos incluía-se a elaboração de um pioneiro projeto de 
desenvolvimento para Goiás, que seria sustentado pela mineração, cujo potencial viria a ser 
explorado pela empresa Metais de Goiás S.A.(METAGO). 
 Além das atividades da mineração, estava previsto o incremento da produtividade 
agropecuária, porém o mandato de Mauro Borges acabou encerrando-se de forma prematura. 
O Governo de Mauro Borges foi o primeiro em Goiás planejado tecnicamente, com base em 
estudos sobre o potencial do estado e de suas carências, com base em estudos da Fundação 
Getúlio Vargas com “O Plano MB”. 
No seu governo foram criadas várias empresas estatais para suprir carência de 
investimento da iniciativa privada nesses setores: 
*Cotelgo (Telefones), hoje Telegoiás; 
* Metago (Minérios, Metais de Goiás); 
* lquego (Medicamentos,- Industria Química do Estado de Goiás); 
* Casego (Armazenamento agrícola, -Comp. de Armazéns e Silos do Estado de Goiás); 
* Crisa (Rodovias e estradas); 
* Osego (Organização de Saúde do Estado de Goiás); 
* Caixego (Finanças,- Caixa Econômica do Estado de Goiás); 
 * Cosego (Seguros); 
* Saneago (Saneamento básicos); 
 * ldago (política agrária) 
 * Ciago(Companhia de Abastecimento do Estado de Goiás); 
 * Suplan(Superintendência do Plano de Obras); 
* Cepaigo( Centro Penitenciário Agrícola e Industrial do Estado de Goiás); 
O ldago (Instituto de Desenvolvimento Agrário de Goiás) foi responsável pela implantação 
em Goiás dos combinados agrourbanos inspirados no modelo de colonização agrícola de Israel, os 
Kibutz. 
A liderança de Mauro Borges, segundo destaca o jornalista Hélio Rocha no livro “Os 
Inquilinos da Casa Verde – Governos de Goiás de Pedro Ludovico a Maguito Vilela”, fortaleceu-se a 
partir de 1961, quando ele aliou-se ao governador do Rio Grande do Sul a favor da legalidade, isso 
fez com que os militares o derrubasse. Em 01/04/64, um movimento golpista militar é vitorioso e 
uma junta militar assume o poder, depondo João Goulart, que assumira com a renúncia de Jânio 
Quadros. A princípio, Mauro Borges foi a favor do movimento militar. O apoio durou pouco. 
Enfrentou resistência interna de políticos opositores, que apoiavam o golpe. Esses adversários 
municiavam os militares com acusações contra Mauro Borges até outubro de 1964, quando o 
confronto parecia inevitável. O rompimento final foi em 26 de novembro de 1964, quando o Palácio 
das Esmeraldas foi cercado e Mauro Borges deposto. Segue-se o período dos interventores até a 
nova eleição, marcada para 1965. Após a queda de Mauro, e por dois meses, assume Carlos de 
Meira Mattos. De janeiro de 65 a janeiro de 66, comanda o Estado o oficial do Exército Emílio 
Rodrigues Ribas Júnior. 
 
O GOVERNO RIBAS JUNIOR (1965‐66) 
O General Emilio Rodrigues Ribas Jr., amigo pessoal do Mal. Castello Branco, exerceu em 
Goiás um mandato-tampão até a realização das eleições de 1965. O governo do general não se 
preocupou em criar um novo programa, apenas deu continuidade às obras iniciadas e paralisadas 
com o brusco afastamento de Mauro Borges. 
 
O GOVERNO OTAVIO LAGE (1966‐71) 
Em 31 de janeiro de 1966 toma posse o novo governador eleito: Otávio Lage de Siqueira, 
que governou Goiás até março de 1971,quando o país já vive sob os anos de chumbo da ditadura. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
27 
Nesta época, o País já vivia sob o jugo do AI-5, que fechou o Congresso, suspendeu as eleições 
diretas para governador e prefeitos de capitais. 
Otávio Lage enfrentou várias crises políticas (a assembléia tinha maioria 
oposicionista),mas do ponto de vista administrativo conseguiu realizar várias obras, 
como:pavimentação de rodovias, postos de saúde no interior, iniciou a construção do Hospital 
Materno-infantil e concluiu a 2 etapa de Cachoeira Dourada, além de construir dezenas de 
escolas.Leonino Caiado é eleito pelo voto indireto pela Assembléia Legislativa. Depois dele, 
também foram indicados para governar o Estado, Irapuã Costa Júnior e Ary Valadão. 
 
O GOVERNO LEONINO CAIADO (1971 ‐75) 
Leonino Di Ramos Caiado assumiu a prefeitura de Goiânia em 1968, quando o então 
prefeito iris Rezende, teve os direitos políticos cassados, pela ditadura.Em 1971 assumiu o governo 
do estado em eleição indireta realizadapela Assembléia Legislativa. 
Suas principais realizações administrativas foram a construção do Estádio Serra Dourada e 
do Autódromo Internacional de Goiânia, que acabaram por projetar positivamente a capital. Deu 
atenção ao campo criando o Goiás rural e expandindo a fronteira agrícola em Goiás. 
 
O GOVERNO IRAPUà(1975‐79) 
Irapuã Costa Júnior iniciou sua carreira como prefeito indicado de Anápolis, considerado 
pelos militares como município de segurança nacional, por causa da base aérea. 
Assumiu o governo do estado em 1975 sob protesto da bancada o MDB (oposição) que 
discordava das eleições indiretas.Deu atenção ao norte do estado (hoje Tocantins), e dentre outras 
obras construiu a ponte sobre o Rio Tocantins, em Porto Nacional. Construiu o Ginásio Rio 
Vermelho e iniciou a implantação do DAIA (Distrito Agroindustrial de Anápolis). 
 
O GOVERNO ARY VALADAO (1979‐83)   
Apadrinhado pelo poderoso General Golbery do Couto e Silva, eminência parda e regime 
militar, Ary Ribeiro Valadão assume o poder eleito indiretamente pela Assembléia Legislativa. 
Devido à anistia decretada por Figueiredo, enfrentou forte oposição ao seu governo, pois 
várias lideranças que estavam com direitos políticos cassados voltaram à atividade. Deu especial 
atenção ao norte do estado, hoje Tocantins, inclusive, devido a esse respaldo político, chegou a 
exercer um mandato de Deputado Federal naquela recém-criada unidade da federação.Sua maior 
realização administrativa foi o Projeto Rio Formoso, de agricultura irrigada. 
 
 
 O Irismo – 1983-98 
 
O GOVERNO IRIS REZENDE (1983‐86) 
As pressões pelo fim da ditadura e da crise econômica causaram muitas manifestações 
populares e de setores da sociedade, destacando-se as greves dos metalúrgicos de ABC Paulista e 
as ações promovidas por outras organizações, como a OAB, a CNBB, CIMI etc. O processo de 
abertura política teve um início “lento, seguro e gradual” a partir do governo do Presidente Geisel, 
mas concretizou-se no mandato de seu sucessor, o General João Baptista de Oliveira Figueiredo. 
Com a recuperação dos seus direitos políticos, em 1982, e com o apoio de uma “frente” de 
oposição ao oficialismo, Íris Rezende consegue se eleger governador de Goiás, o primeiro eleito 
pelo povo(voto direto) após o regime militar. Em Goiás, o governo de Íris transcorreu em 
sincronismo com as medidas de transição política para a redemocratização do País. 
Íris adotou um governo de estilo populista “Governador dos Mutirões”, dando ênfase à 
construção de moradias em sistema de mutirão mobilizando estado/prefeitura/povo.Ainda nesse 
primeiro mandato como governador íris aumentaria 2,5 vezes a quantidade de rodovias 
pavimentadas e faria 14.000 kms de redes de energia, investindo pesado em infra-estrutura. A 
grande critica que se faz a esse seu governo seria a de que o social teria ficado relegado a um 
segundo plano. 
Administrativamente, o governo baixa o chamado “Decretão”, tentendo coibir os abusos 
empreguistas do governo anterior. Foi uma medida extrema. Com maior critério, o Estado voltou a 
absorver os funcionários, reforçando a função do “Estado de Obras”, numa estrutura social que era 
incapaz de absorção da mão-de-obra por outras vias. Seu governo cria o Estatuto do Magistério, 
antiga solicitação dos professores. 
De maneira geral foi um governo de caráter reformista que tentou recolocar o Estado nas 
vias de crescimento econômico. 
A partir desse momento lris Rezende vai se tornar uma das principais lideranças políticas 
de Goiás e vai projetar-se nacionalmente, assumindo inclusive o Ministério da Agricultura e depois 
da Justiça. Dará, dessa forma, inicio a um ciclo político conhecido por lrismo. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
28 
O governador íris Rezende Machado foi nomeado Ministro da Agricultura do governo José 
Sarney e seu mandato foi completado pelo vice-governador Onofre Quinan (1986/87), que deu 
grande ênfase ao setor de transportes, pavimentando estradas escoadoras da produção rural. 
 
O GOVERNO HENRIQUE SANTILLO (1987‐91) 
Henrique Antônio Santillo foi um dos governadores eleitos pelo PMDB na esteira de 
sucessão do Plano Cruzado, que depois foi taxado de estelionato eleitoral. Possuía um ousado 
programa desenvolvimentista, mas acabou dando prioridade as áreas de saúde e saneamento. 
 Seu governo enfrentou uma catástrofe de proporções mundiais, o acidente com o Césio 
137, logo no sexto mês, o que demandou vultosa soma de recursos e projetou negativamente a 
imagem não só de Goiânia como do estado. 
 
 
 Criação do Estado do Tocantins 
 
Outro acontecimento importante e marcante dessa época foi a criação do estado do To-
cantins, previsto no capítulo sobre Ato das Disposições Constitucionais, promulgada em outubro de 
1988. A nova unidade federativa nascia com um território de 277.322 quilômetros quadrados, área 
que foi desmembrada da região norte de Goiás e passava a integrar a Região Norte do País. 
O movimento separatista é desejo antigo(desde de 1821), embora naquela ocasião o 
movimento tivesse sido reprimido por D. Pedro, a questão continuou a provocar debates 
acalorados durante as sessões do Legislativo Imperial e do Legislativo federal da República, 
gerando focos de rivalidade política entre as oligarquias goianas, que se dividiam em “favoráveis” 
e “francamente contrárias” ao desmembramento do território. No Período Republicano, com maior 
autonomia para os Legislativos Estaduais, sempre o grupo que defendia a manutenção da 
integridade territorial do estado obitinha vitória na Assembléia Legislativa Estadual. 
 
 
 Césio - A tragédia da desinformação 
 
Em 1.987. Dois sucateiros, Roberto Alves e Wagner Mota Pereira, percorrem o centro de 
Goiânia catando material para vender no ferro velho. No local conhecido como o buraco da Santa 
Casa (demolida alguns anos antes), eles penetram nos escombros do que fora o instituto Goiano 
de Radioterapia. E encontram o que lhes parece ser a coisa de valor. Um objeto todo coberto de 
chumbo, que carregam, quebram e desmontam. No ferro-velho dos irmãos Devair e Ivo Alves Fer-
reira maravilham-se com uma espécie de pedra do tamanho de um ovo, guardada dentro de uma 
cápsula de chumbo. Aquilo tem uma estranha luz nunca vista antes, será uma pedra preciosa? 
Uma mistura de curiosidade, cobiça, gestos de delicadeza e desinformação faz com que o objeto 
passe de mão em mão. 
Tão lindo que a menina Leide não resiste e lambe. Tão raro, que um homem tira um peda-
ço para presentear a mulher. Outro esconde um pedacinho no bolso. Pode valer muito, ele pensa 
em vender. Horas depois de manusearem aquele objeto luminoso, as pessoas começam a sentir 
tonturas, vômitos, diarréias que não cessam com remédios caseiros. Eles se medicam como de 
costume, nas farmácias. Sem melhoras, alguns procuram hospitais e são tratados como portadores 
de doenças infecto-contagiosa. Também sem melhoras. Desconfiada, a mulher de Devair leva o 
que resta do objeto para a Vigilância Sanitária. Um médico suspeita que os sintomas apresentados 
sejam síndrome de radiação. 
Consultado, o físico Walter Mendes Ferreira confirmou. E deu o alarme. O objeto coberto de 
chumbo era uma bomba de césio-137. Da discriminação à solidariedade. Enquanto o Governador 
Henrique Santillo providenciava as primeiras medidas de socorro às vítimas e o isolamento dos 
locais supostos de contaminação, o pânico se espalhava em Goiânia. E em consequência da desin-
formação, também pelo país todo, viajantes de Goiás não conseguiam confirmar reservas em ho-
téis de outros estados brasileiros. Os negócios com produtos goianos foram suspensos internacio-
nalmente. 
Henrique Santillo, fez então, uma série de viagens pelo país, para divulgar as reais dimen-
sões do acidente. O esforço fez efeito, especialmente porque contou com o apoio generoso de ar-
tistas como Beth Faria, LucéliaSantos, Elizeth Cardoso, Stepan Nercessian, Alceu Valença, Fagner, 
Chico Buarque e muitos outros. Beth Faria deixou-se fotografar no Rio, ao lado de uma das vítimas 
hospitalizadas, demonstrando que não mais havia perigo de convívio social. 
A tragédia que ocorreu em Goiânia poderia ter acontecido em qualquer outra cidade brasi-
leira, tendo em vista o descaso das autoridades responsáveis pelo controle e fiscalização de mate-
rial radioativo. Morte e sofrimento não foram em vão: A constituição de 88 atualizou a legislação 
sobre uso e controle de material radioativo, definiu que cada Estado da federação é responsável 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
29 
pela guarda do lixo radioativo que produzir. E, ainda que incipiente, já existe no Brasil uma nova 
consciência sobre os riscos da contaminação nuclear. 
 
O  Grande acidente radioativo de Goiânia 
Setembro de 1987; comoção, medo, angústia e soluções rápidas encontradas, lições de vida, lições 
de relacionamento, nós goianos, aprendemos muito depois do trágico acidente com o Césio-137. 
Em setembro de 1987 inadivertidamente, dois indivíduos removeram do extinto Instituto de Radio-
terapia de Goiânia uma cápsula contendo 50.9 TBq (1375 Ci ) de material radioativo Césio-137. 
Levaram a peça para suas casas e tentaram desmantelá-la. Iniciava-se, assim o maior acidente 
radioativo do Ocidente, até a presente data, que chamou a atenção de toda a comunidade científica 
internacional. 
 Por ignorarem a periculosidade do conteúdo da peça, os envolvidos no acidente 
distribuíram suas partes e porções do pó radioativo(que brilhava muito) entre várias pessoas e 
locais da cidade, abrangendo área superior a 2.000 metros quadrados, localizada no centro de 
Goiânia, contaminando 118 pessoas das quais 04 foram a óbito logo após o acidente. Esse fato, e 
a falta de conhecimento, contribuiu para dificultar operação de socorro às vítimas e à população 
em geral. 
Devido a falta de conhecimento em medicina das radiações por parte da equipe local, foi 
necessário a ajuda de organismos Nacionais e Internacionais especializados em radiações, bem 
como a participação efetiva dos profissionais médicos. Formou-se, então, a “Operação Césio-
137”, com vários profissionais encarregados de enfrentar um inimigo comum: O Césio-137. Hoje 
existe a Fundação Leide das Neves Ferreira(FunLeide) que presta assistência social, odontológica, 
psicológica e médica e da apoio a todos os radioacidentados de Goiânia. 
O acidente com o Césio-137 aqui ocorrido, veio servir de alerta à toda a nação, 
despertando a sociedade para uma reflexão maior à cerca da utilização e os cuidados que se 
devem ter no manejo com a energia nuclear. Além dessa reflexão, torna-se necessário que todos 
tomem consciência do avanço desse processo tecnológico, o qual tem se utilizado deste tipo de 
energia, atendo-se para seus benefícios e riscos. 
Os produtos goianos passaram a ser boicotados ou rejeitados fora do estado, influindo 
negativamente na economia. Some-se a isso uma divida de US$ 2 bilhões e inchaço da máquina 
administrativa, extremamente onerosa e está pintado o quadro do seu governo.Sua principal 
realização administrativa foi a construção do HUGO — Hospital de Urgências de Goiânia. Quando 
deixou o governo o funcionalismo público estava com o salário atrasado em mais de cem dias, em 
sua grande maioria. Durante o seu governo houve ainda a liquidação da Caixego. 
 
 
 O Segundo Governo de Íris Rezende (1991-94) 
 
lris assume o segundo mandato encontrando o estado completamente sucateado. São 
suas essas palavras:”Recebo um governo literalmente arrasado. O funcionalismo público 
desmotivado e desmobilizado porque não recebe seus vencimentos a cinco meses. Hospitais e 
postos de saúde funcionando precariamente por falta de equipamentos, remédios e condições 
mínimas de trabalho. Rodovias intransitáveis. Calendário escolar comprometido. Instituições 
financeiras falidas. E a receita com níveis baixíssimos.” 
Houve uma intensificação maciça na fiscalização dos impostos e um esforço concentrado 
de arrecadação. A receita elevou-se 18% já nos primeiros meses. Com isso o pagamento do 
funcionalismo foi normalizado. O governo voltou a investir novamente em pavimentação e iniciou a 
quarta etapa de Cachoeira Dourada. Expandiram-se os distritos agroindustriais através do 
programa FOMENTAR. Mais uma vez o social foi relegado a um segundo plano. O endividamento do 
estado cresceu de maneira preocupante. 
Íris e o seu vice, Maguito , desincompatibilizaram-se seis meses antes do término do 
mandato para concorrerem, respectivamente aos cargos de senador e governador. Assume o poder 
dessa forma, o Presidente da Assembléia Legislativa, Agenor Rezende, que vai exercer um 
mandato-tampão até a posse do próximo governador. 
 
 
 O Governo Maguito Vilela (1995-98) 
 
Luis Alberto Vilela, mais conhecido como Maguíto Vilela realizou um governo pautado na 
atenção às classes menos favorecidas. Criou a Secretaria de Solidariedade Humana que, segundo 
seu governo era um compromisso de resgate da cidadania, contra a forma e a miséria. 250 mil 
famílias passaram a desfrutar isenção do pagamento de taxas de água e luz e oitocentas mil 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
30 
pessoas foram beneficiadas com o acesso a cestas básicas distribuídas pelo governo. Lotes foram 
distribuídos á população mais pobre. Seus programas sociais o colocaram no topo das pesquisas de 
opinião pública como o governador mais popular do Brasil e recebeu elogios do sociólogo Betinho e 
do Unicef. Houve avanço nas áreas de saneamento básico e na educação. Algumas rodovias foram 
pavimentadas e outras duplicadas. 
Mas, todo esse investimento esgotou a capacidade de endividamento do estado e 
transformou Goiás num pólo de atração de miseráveis do Brasil inteiro superlotando a periferia de 
Goiânia e o entorno do DF, que se transformou numa das regiões mais violentas do Brasil. Goiás é 
hoje percentualmente o estado mais endividado do Brasil. No governo Maguito a usina de 
Cachoeira Dourada foi privatizada. 
Maguito era o candidato natural à reeleição em Goiás, mas Íris Rezende temendo ver o seu 
brilho político ofuscado pela meteórica ascensão do seu apadrinhado político, convenceu-o a 
disputar o senado e candidatou-se pela terceira vez a governador do Estado, Os institutos de 
pesquisa indicavam que Iris tinha mais de 70% da preferência do eleitorado enquanto que, o 
segundo colocado Marconi Perillo, tinha menos de 7%. 
 
 
 Gov. de Marconi Perillo (1998 e Reeleito em 2002-06) “Um Tempo Novo” 
 
Nos anos de 1990, Goiás experimentou uma maior diversificação econômica, com os 
governos estaduais incentivando a instalação de indústrias. Em 1997, surgiu o projeto de 
instalação de uma unidade das indústrias da Perdigão, um dos maiores frigoríficos do País, além da 
instalação de duas montadoras de veículos, a Honda e Mitsubishi. O setor farmacêutico também 
tem recebido investimentos importantes. Alguns municípios goianos já despontam como pólos 
agroindustriais, atraindo investimentos em razão da infra-estrutura já instalada e da oferta de 
matérias-primas. 
Um dos mais graves problemas sociais com que se depara o governador Marconi Perillo 
(eleito em 1998 e reeleito em 2002) é a questão fundiária, que tem gerado, ao longo dos anos, 
sérios conflitos pela posse de terras. 
Marconi Perilo faz uma administração pautada no incentivo fiscal para as empresas que 
queiram se instalar em Goiás, desagradando os interesses dos estados centrais(estados mais 
ricos), como São Paulo, tendo procurado também solucionar esta problemática política. 
Com isso, o Estado se industrializou com a chamada “guerra fiscal”. Marconi fez, em seu 
governo, várias viagens com a finalidade de abrir os mercados nacionais e internacionais aos 
produtos goianos. 
 Características: Foi o primeiro governador reeleito na história de Goiás; 
 Melhorou a administração pública de Goiás(governo planejado); 
 Criou e ampliou UEG; 
 Desenvolveu a agroindustria(Perdigão – 2000); 
 Melhorou a infraestrutura de Goiás. 
Apesar das dificuldades existentes, que são comuns a outros estados brasileiros, Goiás 
segue crescendo, melhorando a cada dia as condições de vida de sua população. Os goianos 
conseguem superar, com grande esforço, suas dificuldades econômicas e mantêm aceso o 
esplendor de sua cultura, representada por seus artistas plásticos, seus literatos, poetas, músicos e 
artesãos de talento indiscutível. 
 
 
 Alcides Rodrigues (31/03/2006-01/01/2007 a 31/12/2010) 
 
 Alcides Rodrigues foi um dos organizadores do Partido Democrático Cristão (PDC) no estado 
de Goiás, que originaria o atual Partido Progressista (PP), em 1990 foi eleito deputado, e em 1992 
p prefeito de Sta Helena (1993-96). No ano de 1999 assume como vice 
de Marconi e em 2003 foi nomeado interventor de Anápolis, normalizando em 100 dias, a grave 
situação político-institucional da cidade. 
 Em 2006 Alcides é escolhido, com o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Ademir Menezes, 
pelos partidos coligados para disputar as eleições. Vence a disputa no primeiro turno e confirma a 
vitória no segundo turno com 57,14% dos votos. 
Realizações: 
a) Desenvolveu vários projetos de infraestrutura na região do Vale do Araguaia; 
b) Firmou parcerias com o DF para a região do Entorno; 
c) Fez várias viagens de negócios ao exterior (Ucrânia, França, China e Russia) e fechou 
acordos de comércio, indústria e agropecuária para o Estado; 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
31 
d) Aumentou o programa Renda Cidadão e ampliou o CRER e a UEG; 
e) Construiu escolas estaduais de tempo integral. 
 
MARCONI PERILO(01/01/2011) Atualidade 
 
 
 Caminho do Ouro 
 
O Caminho do Ouro é roteiro turístico e histórico cultural localizado na região central do 
Estado de Goiás e que compreende à região explorada, no século XVIII, por bandeirantes a procura 
de ouro e pedras preciosas, o que originou a fundação das cidades históricas do Estado de Goiás. 
Corumbá de Goiás e Pirenópolis localizadas no entorno da Serra dos Pirineus e a Cidade de Goiás, 
Patrimônio Histórico da Humanidade, localizada nas proximidades da Serra Dourada e banhada 
pelo Rio Vermelho, são as cidades localizadas nos extremos deste caminho turístico. Mas o Cami-
nho do Ouro apresenta surpresas, como as cidades de Jaraguá, Itaberaí, Olhos d’Água e Pilar de 
Goiás. 
 
ANÁPOLIS 
Anápolis nasceu durante o desbravamento de terras goianas pelos viajantes e comerciantes que 
percorriam o Vale do Araguaia. 
Localizada a 54 Km de Goiânia e 140 Km de Brasília. Hoje, é um grande pólo industrial, com o 
DAIA (Distrito Agroindustrial de Anápolis), localizado no Centro-oeste goiano, junto ao entorno de 
Brasília, representando um total de 68 indústrias e 8 empresas de apoio. Trata-se da região mais 
desenvolvida do Centro-oeste e com um dos mais expressivos potenciais de crescimento sócio-
econômico de Goiás. 
 
BRASÍLIA 
Sede do poder material, onde se decide os destinos político e econômico do país, a capital federal, 
é uma cidade realmente diferente. Nela se falam todas as línguas ao abrigar mais de 150 embaixa-
das. 
É um lugar ideal para se trabalhar, viver e sonhar; isso explica porque em Brasília vem crescendo o 
número de congressos, seminários e feiras. No futuro, o magnetismo da cidade será ainda maior. 
Além de novos shoppings centers e centros comerciais, a capacidade hoteleira encontra-se em 
franca expansão. 
Brasília tornou-se um destino de viagem obrigatório. Ao lado do charme que, naturalmente inspira 
o poder e do seu significado histórico e arquitetônico, existe uma exuberante beleza natural. 
Essa cidade foi a obra mais arrojada de arquitetura e urbanismo, em âmbito mundial, do século 
XX, e tornou o Brasil reconhecido dentro do próprio país e no interior. 
 
GOIÂNIA 
No coração do Brasil, uma capital cheia de exuberância que encanta a todos. Goiânia(209 Km de 
Brasília) é cheia de charme. Nela a natureza brilha e brinca distribuindo seus verdes e a beleza das 
pessoas. Vento, brisa e sol alternam, potencializados, um clima que é a cara do seu povo, tropical, 
agradável, arrematado pelo céu sempre azul e por horizontes sempre visíveis. 
Apontada entre as sete cidades brasileiras com melhor qualidade de vida, Goiânia se orgulha de 
encantar seus moradores e visitantes com sua beleza. Quase 30% de sua área urbana é arboriza-
da, proporcionando ao turista ótimas condições para sua estada. Possui uma completa rede hote-
leira, pousadas tradicionais e áreas de camping, possibilitando a recepção de diversos segmentos 
do turismo. 
Um dos maiores pólos de turismo de eventos, negócios, compras e hospitalar do país, Goiânia se-
dia todo ano centenas de eventos nacionais e internacionais. 
Contudo, não deixe de conhecer o Memorial do Cerrado, praças e parques urbanos e os milhares 
de agradáveis barzinhos, restaurantes e casas noturnas. 
 
CIDADE DE GOIÁS 
A Cidade de Goiás, localizada a 136Km de Goiânia e 320Km de Brasília, é notadamente uma das 
mais belas cidades turísticas do Estado. Incrustada ao pé da Serra Dourada, em um vale cercado 
de morros verdes e cortada por vários rios balneáveis. A cidade mostra, em suas construções, ruas 
inclinadas e tortas e calçadas de pedra, a história da primeira Capital do Estado que, inspirada no 
estilo colonial, leva-nos de volta ao passado. A cada esquina, a cada pequena rua ou beco, há mui-
to para se descobrir e admirar em meio às construções de largas paredes, nobres casarios. 
 
32 
A Serra Do
portal para 
pedras, tran
Encontra-se
da coloniza
a história e 
A culinária 
cristalizado
Patrimônio 
a Procissão
dos municíp
de Cinema 
A cidade de
igrejas e m
de dos Arco
Couto, os s
Municipal, a
 
PIRENÓPOLI
A Serra do
onde nasce
dentado, no
Ao pé da se
traz em su
mantendo s
 
Com seus s
cidade é um
Existe aind
região do C
um local de
plantas, na
altitude, se
trilhas, aca
 
RIO VERD
“Pólo gerad
país”. 
ourada, com 
 se conhece
nsformando-
e em Goiás 
ção do Esta
 a natureza 
tem muito 
s feitos arte
 Histórico da
 do Fogaréu
pios turístico
e Vídeo Amb
e Goiás poss
onumentos 
os, o Chafari
sucos de fru
as cachoeira
S 
s Pirineus (
e o Rio das A
os presenteia
erra, Pirenóp
ua conservad
sempre viva
sólidos casa
m cartão pos
a na região 
Cerrado do e
e pesquisas 
scentes, rios
ndo o segun
mpamentos 
E Gigante ag
dor de empr
Histó
 suas areias
er o cerrado 
-as em ouro
riquíssima a
do, e os rec
sejam viven
para oferece
sanalmente 
a Humanidad
u realizada d
os brasileiro
biental. 
sui vários po
históricos( M
iz de Cauda,
utos do cerra
s e rios crist
onde está lo
Almas(um d
a com lindas
polis, Patrim
da arquitetu
s suas festas
rões secular
stal da Histór
 o Parque E
entorno das 
 sobre a fau
s e cachoeir
ndo ponto cu
 e muita ave
grícola 
regos e rend
ria e Ge
Prof
s coloridas, 
 em sua for
, lembrando
arte sacra na
cursos d’águ
nciados. 
er, como o a
 com os frut
de, a cidade 
urante a sem
s ao criar, n
ontos turístic
Museu Casa 
, os muros e
ado, pastéis
talinos e a m
ocalizado o 
os afluentes
s e cristalina
ônio Históric
ura do sécul
s tradicionai
CAVALHADA
res e ruas c
ria do Brasil
Estadual da 
 cidades de 
una e flora t
ras. No PESP
ulminante da
entura. 
da, Rio Verd
eografia
fessor PH
vegetação i
ma mais pri
o a origem do
as seculares 
a que banha
arroz com p
os da terra. 
 atrai milhar
mana santa.
no final dos 
cos como, as
de Cora Cor
e ruas de pe
, o empadã
monumental 
PESP) é um
s do Rio Tocas cachoeiras
co Nacional, 
lo XVIII, tra
s. 
A DE PIRINÓ
calçadas com
, e referênci
Serra dos P
 Pirenópolis,
ípicas do ce
P está localiz
a região Cen
de é destaqu
 de Goiá
H 
nstigante e 
imitiva. Ao a
o seu nome.
 igrejas e m
am a cidade 
pequi, o emp
 
res de turist
. Goiás entro
anos 90, o 
s obras sacr
ralina, de Art
dra as pintu
o e bolos de
Serra Doura
ma das regiõ
cantins) que
s. 
 é uma pequ
aços de uma
ÓPOLIS 
m pedras, o 
a em criação
Pirineus(PESP
 Corumbá d
errado goian
zado o Pico d
ntro Oeste o
ue entre os 
ás 
o afloramen
amanhecer a
. 
museus, que 
 e o entorno
padão goiano
tas para sua
ou definitiva
FICA – Fest
ras de Veia V
te Sacra da 
uras em areia
e arroz vend
ada. 
ões mais an
, percorrend
uena e acolh
a colonizaçã
 
fascínio do 
o de santuár
P), que ocu
de Goiás e C
o, repleto d
dos Pirineus
nde realizam
municípios 
nto rochoso 
a luz invade
registram o 
o, fazem com
o, licores e 
 tradicional 
mente no ce
tival Interna
Valle, os mu
Boa Morte e
a de Goiand
didos no Me
ntigas do pla
do seu relev
hedora cidad
ão bandeiran
Rio das Alm
rios silvestre
pa represen
Cocalzinho. E
e animais, f
s com 1385 
m-se caminh
mais próspe
 é um 
e suas 
 início 
m que 
doces 
festa, 
enário 
cional 
useus, 
e Con-
ira do 
ercado 
aneta, 
vo aci-
de que 
ntista, 
mas, a 
es. 
tativa 
Este é 
flores, 
m. de 
hadas, 
ero do 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
33 
AGRONEGÓCIO 61,8% 
Um dos principais projetos de investimento realizados pela iniciativa privada em Goiás, 
cerca de 61,8% concentram-se em Rio Verde. O número tem efeitos positivos diretos em geração 
de emprego e renda e em arrecadação no município, que ocupa o segundo lugar no ranking eco-
nômico de Goiás – perdendo apenas para Goiânia. 
A maioria dos investimentos feitos em Rio Verde tem relação direta com o setor de agro-
negócio, principal responsável pelo crescimento econômico da cidade. 
No segundo semestre de 2004, a cidade passou a processar, diariamente, 6.500 tonela-
das de soja, divididas em 3.500 t/dia da Comigo, 500 t/dia da Cereal Ouro e 2.500 t/dia da Cargill. 
Além de produzir milho, sorgo e algodão, há destaque para o setor da pecuária. Rio Verde 
é responsável por 1% da produção de grãos no Brasil, com uma produção de, aproximadamente, 
1,2 toneladas por ano. Desse total gerado, a produção de soja do município ficou, no ano passado, 
em torno de 795 mil toneladas, o equivalente a 5% de aumento sobre a safra anterior. 
Tamanha vocação tem atraído novas indústrias e empresas ligadas ao agronegócio. Rio 
Verde é dono de um comércio forte e competitivo, suficiente para atender a demanda local e regio-
nal. Para tanto, o município conta com uma extensa estrutura de agências bancárias, supermerca-
dos, farmácias, lojas de vestuário e calçados, móveis, revenda de automóveis, caminhões, máqui-
nas e implementos, produtos veterinários e agrícolas e um dos maiores parques industriais do Cen-
tro-Oeste. São cinco distritos industriais na cidade, prontos para receber novas indústrias. 
O conjunto, apoiado pelas iniciativas da administração municipal, gera empregos diretos e 
indiretos junto com as indústrias instaladas e em instalação. Para estimular as micro e pequenas 
empresas, a prefeitura implantou, no ano de 2004, o 5o Distrito Industrial. 
 
GIGANTE EM PRODUÇÃO DE ALIMENTOS 
A Perdigão, o maior complexo de produção de aves e suínos da América Latina, opera no município 
desde de junho de 2000. O Complexo Agroindustrial de Rio Verde ocupa dois milhões de metros 
quadrados e reúne dois frigoríficos – um para aves e outro para suínos --, fábrica de rações, incu-
batório, uma unidade para industrialização de alimentos e uma fábrica de massas. 
Na área da agropecuária estão as granjas de matrizes, central de inseminação artificial e mais de 
900 módulos para criação de aves e suínos. Possui mais de sete mil empregados com carteira assi-
nada só na unidade Rio Verde, número que já superou em 50% as estimativas iniciais da compa-
nhia. A Perdigão abate hoje cerca de 370 mil frangos por dia e mais de três mil suínos. A partir de 
janeiro de 2006 serão abatidos cerca de 600 mil frangos e seis mil suínos por dia. 
O complexo agroindustrial ocupa dois milhões de metros quadrados. A área industrial construída 
soma 156,9 mil metros quadrados, enquanto o conjunto agopecuário abrange 171,6 mil metros 
quadrados da própria empresa e mais 1,672 milhão de metros quadrados, em que estão instalados 
247 produtores integrados. 
A empresa produz cerca de 250 mil toneladas por ano, o que corresponde a 25% da capacidade 
instalada da Perdigão. De Rio Verde saem produtos para países do Oriente Médio e Europa, além 
de Rússia, Japão, Hong Kong, China e Cingapura. 
PRODUÇÃO – A Plataforma Tecnológica Agroindustrial de Rio Verde é a primeira no seguimento de 
aves, grãos e suínos a ser implantada no Brasil. A realização e implantação são uma parceira entre 
as esferas municipal, estadual e federal. Estão sendo investidos(em 2005) cerca de R$ 8 milhões 
em pesquisas nas áreas de criação de aves e suínos e na produção de milho e soja. O projeto en-
volve, além do setor público, os setores empresarial e educacional. O gerenciamento da Plataforma 
é de responsabilidade dos representantes de cada um desses setores, que juntos foram o Comitê 
Executivo. 
Lançada em 2001, a Plataforma Tecnológica deu início a uma nova filosofia de desenvolvimento na 
região e determinou quais cadeias produtivas são prioritárias e quais deveriam ser trabalhadas 
para receber suportes técnicos e logísticos em prol do desenvolvimento agroindustrial e do consu-
midor final. 
 
 Problemas de Goiás 
 
Nosso Estado passa por problemas de todas as ordens, Goiás tem dificuldades como: 
 crescimento desordenado do entorno da grande Goiânia e de Brasília; 
 falta de infraestrutura(saneamento básico, violência, falta de vagas nas escolas públicas e 
leitos hospitalares e moradia para as classes baixas); 
 Águas Lindas e Luziânia são as cidades mais violentas; 
 o transporte público goiano também é muito deficiente; 
 a malha ferroviária de Goiás, que é uma das menores do Brasil; 
 
 
34 
 O Potê
 
 a 
 no
No
 em
 te
 na
in
 no
Mé
 
REGIÕES E SU
Atu
mesorregiö
Grosso e M
ministrativo
assim em to
ficas, que s
mesorregiö
ros. 
 
Os sinais d
 Pó
mate indust
 No Centro
um pólo de
número um
localização 
ainda este 
há ainda as
Plataforma 
destacam-s
 
êncial de
base econôm
o turismo se
ovas e a bel
m Minaçu tem
emos o DAIA
a cidade de 
dústria alim
os exportam
édio; 
UAS POTENCI
almente o 
es e 18 mic
ato Grosso 
os municipai
odos os esta
säo, por sua 
es e 558 m
de prosperi
lo principal d
trial, Piracan
o-Goiano, G
 confecções 
m no ranking
 privilegiada
ano, inaugu
s ferrovias C
 Logística M
se os setores
Histó
 Goiás 
mica de Goiá
 destaca o g
íssima Chap
m o um dos 
A onde localiz
 Rio Verde t
entícia da Am
mos para: Ja
 
IALIDADES 
Estado de
crorregiöes g
do Sul, da R
is, o que fac
ados do Bras
 vez, subdivi
icrorregiöes,
idade são e
do agronegó
njuba també
Goiânia tem u
 forte. E, ag
g dos munic
, abriga o m
ura a fábrica
Centro-Atlânt
Multimodal d
s de confecç
ria e Ge
Prof
ás, hoje, é a
grande Aragu
ada dos Vea
 maiores pól
za-se as indú
temos várias
mérica Latin
apão, Cinga
e Goiás e 
geográficas,
Regiäo Cent
cilita o traba
sil. Os estado
idas em mic
, formadas a
evidentes e
ócio, o Sudo
ém com o lei
uma econom
ora, busca s
cípios com o
maior pólo f
 de veículos
tica e Norte
e Goiás alé
ões, açúcar 
eografia
fessor PHagroindústr
uaia, as lind
adeiros; 
los produtor
ústrias quím
s empresas:
na a Perdigão
apura, Hong
regionalizad
 fazendo pa
tro Oeste. A
alho com os 
os brasileiro
rorregiöes g
a partir da a
m todas as
oeste goian
te, milho e s
mia baseada 
se tornar ref
 maior dese
farmacêutico
s da marca H
-Sul , a UEG
m do DAIA
e álcool e R
 de Goiá
H 
ria; 
as cidades d
es de Amian
micas e farma
: Cargil, Cer
o; 
g Kong, Eur
do,segundo 
rte, juntame
s regiöes do
 dados e ind
s säo dividid
eográficas. 
agregacäo d
s regiões de
o é um exem
nomia
Jataí, 
Helena
dústria
Cargill
silata, 
da reg
vas do
um pó
triais p
ca e 
por em
ultrafé
ria da
Camec
outro 
tidores
serem
Parque
guas q
Itajá, 
princip
do Est
negóci
Suzuk
ção de
tuba 
Novas 
com fo
soja. 
 nos setores
ferência na á
envolvimento
o de medica
Hyundai, so
G e o Porto S
. Os municí
ubiataba o s
ás 
de Goiás, Pir
nto do mund
acêuticas; 
real Ouro, C
ropa, Índia, 
critérios d
ente com os
o IBGE segue
dicadores so
dos em meso
Em todo o B
os 5.507 m
e Goáis. 
mplo do cre
 goiana (Ch
Mineiros, Qu
a de Goiás e
as como a P
, Orsa Pape
 Cereal Our
gião uma da
o País. O S
ólo de três 
pesadas – m
metalurgia 
mpresas co
értil, MMC M
a Mitsubish
co. O turis
ponto que d
s, sobretudo
 formados 
e Nacional d
quentes de 
e em Jataí. 
 No Sul, 
pais municíp
tado: Itumb
io e a mon
i Motors (in
e sua fábrica
com agro
 com Tur
orte produç
s de serviços
área tecnoló
o econômico
amentos gen
b o camand
Seco Centro
ípios de Jara
setor Movele
renópolis e C
o; 
Comigo e a 
 China e O
do IBGE, e
s estados de 
em os limite
ocioeconômic
orregiöes ge
Brasil existem
unicipios bra
scimento da
hapadão do 
uirinópolis, S
e Rio Verde
Perdigão, Co
l e Celulose,
o e outras f
s mais comp
udeste se to
atividades i
mineração, q
– represen
omo a Cope
Motores (sub
i), John D
smo ecológ
esperta os i
o com os la
pelas usina
das Emas, 
Lagoa Santa
 
estão dois
pios exporta
iara com o 
ntadora japo
niciou a con
a em 2011), 
negócio, C
rismo, Morr
ão de leite 
s e comércio
gica. Anápol
o do Estado.
néricos do P
o do grupo 
o-Oeste e a f
aguá e Goia
eiro. 
Caldas 
maior 
riente 
em 5 
 Mato 
es ad-
cos. É 
eográ-
m 137 
asilei-
a eco-
 Céu, 
Santa 
). In-
migo, 
, Bra-
fazem 
petiti-
ornou 
ndus-
quími-
tadas 
ebrás, 
bsidiá-
Deere/ 
ico é 
nves-
gos a 
as, o 
as á-
a, em 
s dos 
dores 
agro-
onesa 
nstru-
 Goia-
Caldas 
rinhos 
e to-
o, com 
lis é o 
. Com 
País e, 
Caoa, 
futura 
anésia 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
35 
 
 Ferrovia note-sul 
 
Obras da Ferrovia Norte‐Sul avançam em Goiás 
 Com a assinatura de ordens de serviço pelo governador Alcides Rodrigues Filho e pelo presi-
dente da Valec, José Francisco das Neves, as obras da Ferrovia Norte-Sul ganham impulso em Goi-
ás, no trecho que vai de Anápolis até a divisa com o Estado do Tocantins, totalizando de 506 qui-
lômetros. O trajeto foi dividido em nove lotes, alguns com obras mais avançadas e outros ainda em 
fase inicial pelas empreiteiras contratadas. 
 A visita às obras e assinatura de ordens de serviço reuniu autoridades políticas e empresari-
ais, parlamentares, empreendedores e a população em geral. A iniciativa, que recebeu o nome de 
Caravana do Progresso, foi coordenada pela Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento. Na 
primeira etapa dos trabalhos, realizada em Jaraguá, foi assinada ordem de serviço no valor de R$ 
20 milhões, para obras de infra-estrutura e superestrutura em 52 quilômetros da via, no trecho 
que liga Ouro Verde a Jaraguá. Já em Rianápolis, a segunda etapa dos trabalhos da caravana, foi 
assinada ordem de serviço também no valor inicial de R$ 20 milhões para execução de 71 quilôme-
tros entre Jaraguá e Rianápolis. No Jardim Paulista, a comitiva assinou ordem de serviço para exe-
cução do trecho Rianápolis-Distrito de Jardim Paulista, em Nova Glória, no total de 56 quilômetros, 
também com valor inicial de R$ 20 milhões. Todos esses trechos serão executados pela empreiteira 
Andrade Gutierrez. Em São Luís do Norte foi assinada ordem de serviço para construção do trecho 
de 105 quilômetros, que vai do Jardim Paulista a São Luís do Norte, com valor de R$ 160 milhões, 
a ser executada pela empreiteira Constran. 
 Em seus pronunciamentos em várias localidades, o governador Alcides Rodrigues Filho des-
tacou a importância da ferrovia, ressaltando que Goiás entra agora em novo ciclo de desenvolvi-
mento tal como ocorreu após a construção de Goiânia e, posteriormente, de Brasília. Ele aprovei-
tou para agradecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem dispensado atenção especial a 
Goiás. “Após 20 anos de idealização da Ferrovia Norte-Sul foi necessário que o País tivesse um 
presidente como Lula para que a obra saísse do papel”, observou o governador. Ele lembrou tam-
bém que a via férrea vai garantir a geração de milhares de empregos, tanto diretos como indiretos. 
 José Francisco das Neves, presidente da Valec, empresa do Ministério dos Transportes res-
ponsável pela construção da obra, observou que a ferrovia agora é realidade porque os recursos já 
estão assegurados. Ele enfatizou também que, somente no trecho goiano serão gerados 17,5 mil 
empregos diretos e que as empresas responsáveis pelas obras estão orientadas a contratar mão-
de-obra da própria região. Juquinha das Neves assegurou ainda que todo o trecho entre Anápolis e 
o porto de Itaqui, no Maranhão, estará concluído em dezembro de 2009 e a inauguração, com a 
presença do presidente Lula, está prevista para maio de 2010. 
 
Novo ciclo  
 O secretário do Planejamento, Oton Nascimento Júnior, destacou a importância econômica da 
obra que, na sua opinião, será um divisor de águas na economia goiana e do Centro-Oeste. Ele 
ressaltou que o governo de Goiás, juntamente com a Valec, tem desenvolvido esforços com o obje-
tivo de promover o adensamento econômico da região de influência da ferrovia, para garantir mai-
or volume de cargas. “A grande vantagem é que as cargas de Goiás e do Centro-Oeste chegarão 
aos mercados consumidores e aos portos para exportação com muito mais rapidez e custo de frete 
muito menor, portanto, muito mais competitivos”, disse. 
 O deputado federal Rubens Otoni enalteceu a coragem do presidente Lula em resgatar um 
sonho que já dura 20 anos, concretizando a construção da ferrovia. Ele observou que a obra é re-
sultado da união de esforços do governo federal, do governo estadual, dos municípios e dos agen-
tes econômicos. E conclamou os políticos, os empresários e o governo a permanecerem unidos, 
para que mais benefícios possam chegar ao Estado. “Essa obra é importante não apenas para Goi-
ás e para o Centro-Oeste, mas é fundamental para o Brasil porque será a espinha dorsal da malha 
ferroviária no País”, afirmou. 
Municípios localizados trajeto Ferrovia Norte-Sul -GO 
 
. Anápolis . Goianésia 
. Campo Limpo de Goiás . São Luís do Norte 
. Ouro Verde de Goiás . Uruaçu 
. Petrolina de Goiás . Campinorte 
. Jesúpolis . Mara Rosa 
. São Francisco de Goiás . Estrela de Norte 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
36 
.Jaraguá . Formoso 
. Rianápolis . Santa Teresa de Goiás 
. Santa Isabel . Porangatu 
 
Principais municípios (população e desenvolvimento) econômico na área de influência da 
Ferrovia Norte-Sul 
 
Município Acesso rodoviário Destaques econômicos 
Anápolis Pátio de transbordo Indústria, com. e serviços 
Jaraguá Pátio de transbordo Confecções 
Itapuranga GO-320 Biocombustível 
Uruana GO-230 Pólo frutícola 
Carmo do Rio Verde GO-460 Biocombustível 
Ceres/RialmaGO-480 Comércio e serviços 
Rubiataba GO-434 e GO-483 Biocombustível 
Goianésia/Santa Isabel Pátio de transbordo Biocombustível e atomatados 
Itapaci GO-336 Biocombustível 
Barro Alto BR-080 Mineração 
Uruaçu Pátio de transbordo Comércio e serviços 
Niquelândia GO-237 Mineração 
Alto Horizonte GO-347 e GO-556 Mineração 
Minaçu GO-241 Mineração 
Porangatu Pátio de transbordo Comércio e serviços 
São Miguel do Araguaia GO-244 Carne, grãos, biodiesel 
 
A Região Norte também é outro importante pólo mineral como a Sama em Mina-
çu(amianto), a Codemin e a Companhia Níquel Tocantins em Niquelândia(Níquel e Calcário), onde 
os grupos Votarantim, Anglo American e outros projetam investimentos superiores a US$ 1 bilhão. 
Além da pecuária, nos municípios de Porangatu, Novo Planalto e São Miguel do Araguaia, estão 
previstos ainda investimentos no setor de energia elétrica. 
 A Região Oeste se destaca na pecuária leiteira, no setor de curtumes e destilarias de ál-
cool. 
O Entorno do DF tem atraído indústrias de alimentação, com suas áreas irrigáveis. 
 
Região Metropolitana de Goiânia 
Criada pela Lei Complementar nº 27 de 30 de dezembro de 1999, composta por 11 municí-
pios (atualmente são 13 municípios), com a Cidade sede – Goiânia. A Região Metropolitana de Goi-
ânia-RMG, conhecida popularmente como Grande Goiânia, é uma conurbação de cidades ao redor 
de Goiânia. Alem desses, segundo a mesma lei, existe a Região de Desenvolvimento Integrado de 
Goiânia-RDIG (exemplos: Brazabrantes, Bonfinópolis, Caldazinha, Caturaí, Inhumas, Nova Veneza, 
Terezópolis), com mais 9 municípios podendo ser considerada como “colar metropolitano”. O espa-
ço metropolitano institucionalizado originalmente, ou seja, RMG+RDIG é constituído por 20 municí-
pios. 
De acordo com o IBGE, A Lei Complementar Estadual de número 78, aprovada em 25 de 
março de 2010, incluiu na Região Metropolitana de Goiânia os municípios de Bonfinópolis, 
Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Inhumas, Nova Veneza e Teresópolis de Goiás. 
 
 
toma
evide
nia, N
ções 
tem a
analis
enqu
volto
lado, 
nez, 
que o
 
Quali
possu
de vi
 
Religi
pouco
áreas
estad
Goiân
pente
ate em Goia
encia na pec
Nerópolis e H
Com o re
 Unidas para
a maior conc
sadas. De a
anto o ideal 
A Região 
u a registrar
 a concentra
diretora do 
os município
dade de vida 
Dados di
uía um (IDH
da. 
ão 
A Região 
o mais de 6
s do estado 
do de maior 
De acord
nia é a cap
ecostais, um
H
nápolis e a 
cuária nacion
Hidrolândia s
elatório Esta
a os Assenta
centração de
cordo com o
 é 0,4. 
 Metropolita
r altos índice
ação de rend
 escritório re
s são tratad
vulgados em
) de 0,812, 
 Metropolita
0% de sua p
 a taxa de c
ascensão do
do com o est
ital brasileir
m quarto dos 
História e
jabuticaba e
nal. Todavia,
se destacam
do Mundial 
amentos Hu
e renda da A
o relatório, 
na de Goiân
es de concen
da caiu nos 
egional para
os pela adm
m 2007 pelo
 o que fazia 
na de Goiân
população d
católicos var
o protestanti
tudo Econom
ra com o m
 goianienses
e Geogr
Professo
em Hidrolân
, Trindade p
m na avicultu
das Cidades
umanos (ON
América Lati
a região da 
nia segue um
ntração a pa
últimos cinc
a América La
ministração p
o IBGE most
 dela a segu
nia é a área 
eclarando-se
ria de 65% a
smo. 
mia das Reli
maior número
s declaram-s
rafia de 
or PH 
ndia. Como u
possui o mai
ra. 
s 2008/2009
U-Habitat), 
na dentre as
 Grande Goi
ma tendência
artir de 2004
co anos no B
atina e Carib
ública como
travam que 
nda região m
menos catól
e seguidora 
a 85%. É, p
giões, realiz
o de evang
se protestant
Goiás 
de doi
vivem 
tana (R
décima
sa do 
do. 
 
vos pr
ganiza
a exec
cas de
municí
Concei
cas co
polam 
municí
interes
ou ma
pressiv
quando
racterí
sua ca
popula
de seu
% de s
sitários
60% d
 
Região
ânia n
elevad
Porém,
cípios 
termin
ta-se o
um todo, a 
or rebanho 
9, divulgado 
a Região M
s 19 áreas d
ânia aprese
a estadual, já
4, de acordo
Brasil. De ac
be da ONU-H
o se estivesse
 a Região M
metropolitan
lica de todo 
 desta religiã
por outro lad
zado pela Fu
élicos. Dent
tes. 
 Com um 
is milhões 
nessa região
RMG), o que
a primeira m
país e a 21
 A RMG tem
rincipais "int
ção, o plan
cução de fun
e interesse 
ípios" que a
tuam-se fun
mo aquelas
 o âmbito de
ípio, passan
sse simultân
is. É a regiã
va do Estad
o se enume
sticas, com
pital, cerca 
ção estadua
s eleitores, 
seus estuda
s e aproxi
e seu PIB. 
 Em seu c
o Metropolita
não é uma
os níveis 
, alguns de 
destacam-s
ados produ
o alho em N
Grande Goi
bovino da re
 pelo progra
etropolitana
de médio e g
nta índice g
á que o esta
o com o IBG
cordo com C
Habitat, isso
em "ilhados"
etropolitana
na do país em
 o estado de
ão, enquanto
do, uma das
undação Get
tre pentecos
37
pouco mais
de pessoas
o metropoli-
e faz dela a
mais populo-
0ª do mun-
m por objeti-
tegrar a or-
nejamento e
nções públi-
comum dos
a integram.
nções públi-
s que extra-
e apenas um
ndo ser do
neo de dois
ão mais ex-
do de Goiás
era suas ca-
mo: conter
de 35 % da
al, um terço
cerca de 80
ntes univer-
imadamente
conjunto, a
ana de Goi-
 região de
agrícolas.
 seus muni-
se em de-
tos. Salien-
Nerópolis, o
ânia não se
egião. Goiâ-
ama das Na-
a de Goiânia
grande porte
gini de 0,65,
ado de Goiás
E. Por outro
Cecília Marti-
o ocorre por
". 
a de Goiânia
m qualidade
e Goiás, com
o em outras
s regiões do
túlio Vargas,
stais e não-
 
s 
s 
-
a 
-
-
-
-
e 
-
s 
 
-
-
m 
o 
s 
-
s 
-
r 
a 
o 
0 
-
e 
a 
-
e 
 
-
-
-
o 
e 
-
-
a 
e 
, 
s 
o 
-
r 
a 
e 
m 
s 
o 
, 
-
 
38 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Municípios
 
1 A
2 A
3 A
4 B
5 B
6 B
7 C
8 C
9 G
10
s da RMG 
Munic
Abadia de G
Aparecida de
Aragoiânia 
Bela Vista de
Bonfinópolis 
Brazabrante
Caldazinha 
Caturaí 
Goiânia 
0 Goianápolis
Histó
cípio 
oiás 
e Goiânia 
e Goiás 
 
s 
s 
ria e Ge
Prof
Área 
(km²)
 
146,45
288,46
219,75
1280,9
122,25
123,54
311,68
207 
739,49
162,38
eografia
fessor PH
 
) Popula
58 6 698 
65 442 978
55 8 300 
9 23 981 
57 7 536 
48 3 134 
87 3 280 
4 618 
92 1 256 5
80 10 562 
 de Goiá
H 
ação 
PIB e
(IBG
35 1
8 3 873
41 4
 255 
31 6
31 2
27 1
34 5
514 19 45
 52 8
ás 
em reais 
E/2008) 
169 mil 
3 756 mil 
412 mil 
 210 mil 
666 mil 
240 mil 
181 mil 
557 mil 
7 328 mil 
e
833 mil 
IDH 
(PNUD/ 
2010) 
0,742 
médio 
0,764 
médio 
0,759 
médio 
0,744 
médio 
0,723 
médio 
0,749 
médio 
0,742 
médio 
0,728 
médio 
0,832 
elevado 
0,689 
médio 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
39 
11 Goianira 200,402 33 556 44 502 mil 
0,740 
médio 
12 Guapó 517,005 13 841 70 277 mil 
0,729 
médio 
13 Hidrolândia 944,238 17 251 158 324 mil 
0,736 
médio 
14 Inhumas 613,349 47 572 396 812 mil 
0,765 
médio 
15 Nerópolis 204,216 24 032 275 789 mil 
0,785 
médio 
16 Nova Veneza 123,376 8 130 58 654 mil 
0,732 
médio 
17Santo Antônio de Goiás 132,803 4 639 33 463 mil 
0,749 
médio 
18 Senador Canedo 244,745 82 712 2 304 014 mil 
0,729 
médio 
19Terezópolis de Goiás 105,976 6 558 40 768 mil 
0,707 
médio 
20 Trindade 713,280 98 159 644 772 mil 
0,759 
médio 
Total 7 401,3322 100 771 27 867 727 mil 
0,745 
médio 
 
Região Metropolitana de Goiânia 
Abadia de Goiás 
Abadia de Goiás foi elevado à categoria de município com a denominação de Abadia de 
Goiás, pela Lei Estadual nº 12799, de 27/12/1995, desmembrado de Aragoiânia, Goiânia, Guapó e 
Trindade. Sede no Distrito de Abadia de Goiás, Constituído do Distrito Sede. Instalado em 
01/01/1997. Sua população é de 6182 habitantes com PIB per capita de R$ 3.632. 
Abadia tem uma ligação com Goiânia na prestação de Serviço, com indústrias de alimentos 
e metálicas. A aproximadamente 1km da região habitada da cidade, encontra-se o lixo radioativo 
proveniente do Acidente de Goiânia, com o isótopo de metal alcalico Césio-137, armazenado em 
dois depósitos subterrâneos. 
 
Aparecida de Goiânia 
A cidade de Aparecida de Goiânia foi inicialmente uma doação de terras feita por um grupo 
de fazendeiros da região à Igreja Católica e pertencia ao Município de Pouso Alto (atual Piracanju-
ba), logo depois em 1958 passou a integrar-se ao Município de Grimpas (atual Hidrolândia), tor-
nando-se distrito. Em seguida, no ano de 1963, o Distrito de Aparecida de Goiás emancipou-se de 
Hidrolândia, passando a se chamar Aparecida de Goiânia. Aparecida de Goiânia passou então a ser 
o alvo de inúmeros assentamentos promovidos principalmente pelo governo do estado, o que a 
impulsionou na classificação de um dos maiores índices de crescimento populacional do Brasil. 
O Município de Aparecida de Goiânia se chamou, ainda como povoado, Aparecida, nome 
derivado da padroeira do lugar, Nossa Senhora Aparecida. Em 1958, a Lei Municipal n. 1295 alte-
rou-lhe o nome para Vila Aparecida de Goiás, e restaurou a condição de Distrito, sendo a derivação 
implícita. Ainda em 1958, a Lei Municipal n. 1.406, de 26 de dezembro, fixou-lhe o nome de Goia-
lândia, formado de Goia de Goiânia e Lândia de Hidrolândia, o que indica Vila situada entre os mu-
nicípios de Goiânia e Hidrolândia. O nome "Goialândia", porém não foi aceito por parte dos seus 
moradores, permanecendo o anterior. 
A Lei Estadual n. 4.927, de 14/11/1963 eleva à categoria de Município o Distrito, modifi-
cando-lhe o nome para Aparecida de Goiânia, já com foros de cidade, que pode ser dada como 
cidade que nasceu de Goiânia. Os primórdios da evolução social do pequenino povoado repousam 
na capelinha Nossa Senhora Aparecida. Local onde os moradores de então praticavam o culto reli-
gioso àquela que seria mais tarde consagrada a padroeira do lugar. 
Habitavam naquelas paragens os fazendeiros José Cândido de Queirós, Abrão Lourenço de 
Carvalho, Antônio Barbosa Sandoval, João Batista de Toledo e Aristides Frutuoso suas mulheres e 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
40 
filhos que, juntando-se a mais outros, formavam o núcleo populacional que marcou o início da sua 
história. 
As freqüentes desobrigas levadas a efeito pelos padres sediados em Campinas acabaram 
por incutir nos primeiros habitantes o sentimento religioso da Igreja Católica Apostólica Romana. 
Os sacerdotes se transportavam para o pequeno lugarejo em animais a fim de cumprirem missão 
de fé, acentuando indelevelmente a agregação religiosa, incrementando, conseqüentemente, a 
afluência de residentes em função do culto. 
Nos seus aspectos geográficos, Aparecida de Goiânia integra a Microrregião de Goiânia, es-
tando situada a 18 quilômetros do centro da Capital do Estado pela BR 153 e 15 minutos de per-
curso. Sua altitude é de 804 metros, com uma área de 289,08 quilômetros quadrados. Suas terras 
são do tipo sílico argilosa com pedreiras. A temp. média oscila entre 26 e 27 graus centígrados. 
Aparecida de Goiânia possui um clima tropical semi-úmido sendo quente a maior parte do 
ano. Apesar disso, no inverno as temperaturas mínimas podem despencar para até 9°C. Porém, as 
máximas podem ser superiores a 31°C. (Temperaturas típicas de um dia de inverno: mín. 
11°C/máx.28°C). Na primavera, são registradas as maiores temperaturas. Há casos em que as 
temperaturas máximas podem alcançar ou ultrapassar os 38°C. (Temperaturas típicas de um dia 
de primavera: mín. 21°C/máx.35°C). No verão as temperaturas ficam mais amenas: entre 19°C e 
29°C. (Temperaturas típicas de um dia de verão: mín. 20°C/máx.29°C). No outono, as temperatu-
ras ficam mais amenas variando entre 14°C e 28°C. (Temperaturas típicas de um dia de outono: 
mín. 15°C/máx.27°C). 
A sua hidrografia é formada pelo rio Meia Ponte que banha o município em pequena exten-
são, servindo de limite com outros municípios. Os ribeirões das Lages, Santo Antônio e o córrego 
da Serra banham o seu território. O serviço de eletrificação do município, com energia fornecida 
pela hidrelétrica de Cachoeira Dourada, foi inaugurado em 11 de maio de 1960 pelas Centrais Elé-
tricas de Goiás (CELG). 
No aspecto demográfico, a população residente no município após a sua emancipação que 
não atingia 2.000 pessoas, de acordo com a sinopse preliminar do censo demográfico, sua popula-
ção em 1980, foi proporcionalmente a de maior crescimento no Brasil, estando assim distribuída: 
urbana 20.724, rural 21.941 com um total de 42.665 habitantes, ficando a densidade demográfica 
em 11,40 hab/km². 
Em seus aspectos econômicos, a pecuária, com a criação de gado bovino com a finalidade 
de corte e leite é uma das atividades na sua pequena extensão rural. No município onde predomina 
a indústria extrativa de areia para construções, pedras, barro comum para fabricação de tijolos, a 
agricultura não é expressiva, tendo-se em vista que são atividades conflitantes, dentro de uma 
pequena área territorial rural, visto que 70% do seu território encontra-se hoje ocupado por gran-
de proliferação imobiliária, cujos lotes e áreas diversas estão ocupadas por moradias e setores 
industriais. 
O intercâmbio comercial, em maior escala, é realizado com o município de Goiânia e com 
outros estados, tendo como principal meio de acesso a rodovia BR-153. Por seu turno, Goiânia é o 
principal centro consumidor de seus produtos extrativos e industrializados. Supermercados, arma-
zéns, mercearias e semelhantes realizam o abastecimento interno. 
Aparecida de Goiânia possui agências dos Correios e Telégrafos, milhares de telefones ins-
talados, ônibus de percurso entre a Capital e a maioria das regiões do município, bastante asfalto e 
muitos bens e serviços públicos, existindo agências bancárias como o Banco do Brasil, Bradesco, 
CEF, Itaú e outros. 
A população de Aparecida de Goiânia é formada por 99.75% de sua população urbana e 
0.25% de sua população rural, isso gera problemas de transporte, violência, falta de moradia e 
grandes espaços de especulação imobiliária. 
 
Aragoiânia 
Na região de Aragoiânia havia uma parada de gado – local de descanso e ruminação dos 
animais – devido a este fato, a primeira denominação do município foi Malhadouro passou por Ro-
sália, uma homenagem ao pioneiro José Cândido Rosa. Aragoiânia foi a última denominação, mas a 
cidade até hoje carrega o pseudônimo de Biscoito Duro. Apelido peculiar, devido ao local que era 
parada de lanche entre Goiânia e Rio Verde. 
No dia 27 de abril de 1940, foi celebrada a primeira missa do povoado. Nesta época havia 
apenas meia dúzia de casas no local. Ainda neste referido ano surgiu a idéia da construção de uma 
capela, cujo terreno fora doado por José Cândido Rosa. Em 1946, este templo foi ampliado pelo 
sírio-libanês João Nasser, primo de Alfredo Nasser. Com o passar dos anos, a comunidade ajudou 
em diversas reformas, até o atual formato que a Igreja de Santa Luzia se encontra hoje. A igreja 
nunca mudou de local, sempre esteve na praça que também tem o seu nome. 
O nome Aragoiânia foi uma escolha do pioneiro José Cândido Rosa, significa cidade entre 
Goiânia e o Rio Araguaia. Por muito tempo a rodovia que corta o município foi o caminho entre a 
capital e o referido rio. 
Bela Vista de GoiásHistória e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
41 
O município de Bela Vista de Goiás surgiu com a doação de terras de José Bernardo Pereira 
e sua mulher, Inocência Maria de Jesus. Essas terras foram doadas em função da formação do 
patrimônio da Igreja Católica. Com isso, muitas pessoas passaram a fixar residência na redondeza, 
o que levou a formar o Arraial Sussuapara no século XIX. 
O arraial foi crescendo e desenvolvendo gradativamente, e foi elevado à categoria de fre-
guesia pela Resolução da Assembléia Provincial, sob nº 612, de 30 de março de 1880. Luiz José de 
Siqueira, natural de São João Del Rei, Minas Gerais, foi quem começou a dar os primeiros passos 
pelo desenvolvimento da povoação, tendo mandado construir por conta própria um chafariz na 
Praça Senador Silva Canedo, ao lado direito da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, padroeira da 
Freguesia. Pela Lei nº 100, de cinco de junho de 1896, o Distrito de Bela Vista, pertencente ao 
município de Bonfim – atual Silvânia –, foi elevado à categoria de município, com a denominação 
de Bela Vista de Goiás. Houve um período em que a cidade produzia fumo de boa qualidade, e 
exportava para outros estados brasileiros. Está a 45 quilômetros da capital do estado, Goiânia. 
Bela Vista de Goiás faz parte da Região Metropolitana de Goiânia, onde habitam mais de dois mi-
lhões e meio de pessoas. 
O município de Bela Vista é atravessado pelos seguintes rios e córregos: Rio Meia Ponte, 
Caldas, Piracanjuba, Boa Vista, Arapuca, Sozinha, São José, Aborrecido, Nuelo, Barro Amarelo, São 
Bento, Furado, Sucuri e Boa Vistinha. Sua área é de 1.277 km², com uma população em 2007: 
20.615. 
Durante o período entre 1930 e 1950, Bela Vista foi famosa pela sua produção de fumo e 
chegou a ser reconhecida como a "Capital do Fumo Brasileiro". Os preços do mercado internacional 
em baixa causaram o abandono gradual das plantações e hoje a economia é dividida entre o culti-
vo de frutas, o laticínio e a indústria granjeira. 
Há um grande rebanho de gado - 113.970 cabeças em 2007, sendo 21.810 de vacas leitei-
ras. É um dos maiores produtores de leite do estado e tem dois laticínios no município. São apro-
ximadamente oito mil produtores de leite, dos quais 70% estão em pequenas fazendas. A produção 
de leite chegou aos 30 milhões de litros ao ano. 
 
Goianápolis 
Sua população estimada em 2005 era de 12.825 habitantes. Goianápolis é a capital brasi-
leira do tomate e também é conhecida por ser a cidade onde nasceram Leandro e Leonardo canto-
res. 
O município de Goianápolis e grande produtor de hortifrute e tem uma ligação com Goiâ-
nia, pela distribuição no grande mercado consumidor. 
 
Goianira 
Carinhosamente conhecida como a Capital das Flores ou como Pequena Goiânia, é uma ci-
dade industrial com a população urbana (22.727hab.). Situada apenas a 22 km de Goiânia, a cida-
de de Goianira está se tornando um grande Parque Agro-industrial. 
O município foi beneficiado pela concretização do Distrito Agroindustrial de Goianira, com 
as obras do Pólo Calçadista. Destaca-se também na produção de postes e placas rodoviárias, fios, 
calçados, assim como na produção de avestruzes e peixes ornamentais. 
Mesmo com o rápido crescimento da população, Goianira conseguiu manter o padrão de 
qualidade de vida do povo. Terra de gente trabalhadora e ordeira, tornou-se a Capital dos Calçados 
de Goiás. A área total de Goianira atinge apenas 200 km². A densidade demográfica é de 105 habi-
tantes por quilómetro quadrado. Esta taxa supera em muito a média do Estado de Goiás que é de 
apenas 14 habitantes por quilometro quadrado. 
A história de Goianira começa em Trindade, onde havia um vigário com o nome de Padre 
Pelágio Sauter. De seis em seis meses ele montava em seu burrico e visitava vária s fazendas da 
redondeza como a Pinguela Preta, São Domingos, Boa Vista e Meia Ponte. Foi desses encontros de 
Padre Pelário com os fazendeiros que surgiu a idéia de montar um povoado. As terras foram doa-
das e construiu-se uma capela em louvor a São Geraldo. Em torno dessa capela surgiu o Povoado 
de São Geraldo, futuramente a cidade de Goianira. A comissão para formar o povoado foi organi-
zada por Padre Pelágio, Philadelphio Peres de Souza, João de Assis Pereira, José Antônio Gabriel e 
Joaquim Bento da Costa. 
O primeiro terreno escolhido, próximo a um cemitério, ficava nas terras do Senhor Phila-
delphio. Como nesse local a existência de água era precária, a construção da capela foi tranferido 
para as terras de João Augusto Gonçalves, proprietário da Fazenda Boa Vista. A primeira capela foi 
feita de Pau-a-pique e sapê. No dia 25 de março de 1922, foi realizado a primeira missa, procissão 
e distribuição de santinhos de São Geraldo Magela. No verso da imagem estava escrito "lembrança 
do levantamento do cruzeiro no largo de São Geraldo, 25 de março de 1922". A igreja ficou pronta 
em 16 de outubro de 1930. Em 1935 foi criado o distrito de São Geraldo. 
A partir de 1940, São Geraldo passou a ser uma das bases de apoio para a construção de 
Goiânia. Uma serraria foi montada na Fazenda Boca da Mata, servindo para a fabricação de tacos e 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
42 
forro paulista usado na construção do Grande Hotel, Teatro Goiânia e outras obras. Aos poucos, a 
região também foi se especializando na produção de produtos alimenticios como banha de porco, 
fubá e outros utensilios que eram transportados de carro de boi para Goiânia, No mesmo ano, o 
distrito teve seu nome alterado para Latim, depois para Itaitê (em tupi quer dizere Pedra Feia) e 
posteriormente para Itaim (em tupi significa Pedra Grande). Nenhum desses nomes deu certo, e os 
padroeiros do local pediram a volta do nome São Geraldo. A construção da matriz de São Geraldo 
teve início em 1949. 
Dez anos depois o município foi criado pela lei estadual nº 2.363. A instalação se deu a 4 
de janeiro de 1959. O nome foi novamente alterado de São Geraldo para Goianira, em homenagem 
a filha da primeira professora da Escola Estadual São Geraldo. 
Goiás é grande produtor de couro bovino, pois conta com o terceiro maior rebanho do País, 
totalizando cerca de 20 milhões de cabeças. Com as fábricas e calçados em Goianira, o Estado de 
Goiás deu um salto de qualidade na cadeia produtiva do couro bovino. O Pólo calçadista de Goiani-
ra possui 15 galpões que variam de 570 a 1360 m². Cada um possui tratamento de esgoto indivi-
dualizado com sistema de fossa séptica sumidouro. Desse modo, o Distrito Agroindustrial de Goia-
nira encontra-se com infra-estrutura preparada para o recebimento de qualquer grande industria 
de calçados do Brasil. 
Goiás possui cerca de 300 indústrias de calçados, bolsas, chinelos, cintos e outros acessó-
rios. Ao todo, o setor produz mais de 400 mil pares por mês, dos quais 20% abastecem o mercado 
interno e o restante é comercializado para outros estados brasileiros. O destaque fica com os cal-
çados femininos, no estilo modinha, seguidos de bolsa, pastas, carteiras e cintos. As botinhas e 
chinelos são vendidos principalmente nas regiões norte e nordeste do país. De 1985 a 1989, 51 
empresas se instalaram em Goianira. 
De 1990 a 1994, foram mais de 126 empresas e de 1995 até 2001, foram mais de 330 
empresas. Outras atividades, no setor agropecuário tem destaque e intensificam o nome do muni-
cípio de Goianira em ambito nacional, uma delas e a criação de avestruz e da tilápia vermelha co-
nhecida como Saint Peter, que vem chamando atenção de outras regiões. Goianira emplacou a 
idéia e está produzindo alevinos e importando matrizes de Israel, com mais de oito tanques é o 
maior produtor de alevinos de tilápia Saint Peter do Estado e um dos poucos do Brasil. 
 
Guapó 
Guapó localiza-se na Microrregião de Goiânia, com uma população de 15.586 hab, com-
pondo-se a região 10 do Estado de Goiás. Sua sede está situada aproximadamentea 200Km de 
Brasília e 27Km da Capital do Estado. Localiza-se em terras marginais do Ribeirão dos Pereiras, 
que mais adiante divide este município com o de Trindade. 
O município possui boa densidade hidrográfica. É banhado pelo Rio dos Bois que é o princi-
pal e faz parte da bacia do Paranaíba. Pode-se incluí-los no tipo de "regime tropical" típico de luga-
res que se caracteriza por apresentar o período das enchentes durante o verão e das vazantes 
durante o inverno, com uma inflexão máxima das águas em janeiro/fevereiro e mínima em agos-
to/setembro. 
O clima de Guapó é tropical, semi-úmido, com duas estações bem definidas. O período do 
ano mais quente e setembro/outubro, com média em torno de 24°C. (dado de 1989). A estação 
chuvosa corresponde ao semestre outubro/março e a concentração das chuvas ocorre nos meses 
de dezembro e janeiro. 
O município não possui grandes elevações de terra. As elevações mais destacadas são as 
serras: Feia, do Mato Grande e dos Teixeiras (Serrinha), sobressaindo essa última pelo fato de 
possuir em seu cume a conhecida Pedra Grande, formada por dois blocos de rocha superpostos, 
sendo o primeiro de quatro metros e o segundo de cinco metros. A amplitude altimétrica varia en-
tre 250 a 1750 metros. Dentre as formações vegetais caracterizadas na região, destacam-se os 
campos e o cerrado. 
As terras que formam o município de Guapó, pertenceram ao município de Trindade. A 
causa principal do povoamento da sede do município foi a edificação da Capela de São Sebastião 
do Ribeirão. A doação do terreno para a formação do patrimônio foi feita por Manuel Pereira de 
Ávila. Inaugurada a capela em 1905, a povoação aumentou em conseqüência da suas possibilida-
des econômicas e de seus recursos naturais. 
Devido ao rápido desenvolvimento, é elevado a distrito, por força da Lei nº 3, de 14 de 
março de 1914, pertencendo ao município de Trindade e com o nome de São Sebastião do Ribei-
rão. 
Com a transferência da Capital do Estado para Goiânia, o distrito de São Sebastião do Ri-
beirão foi desanexado do município de Trindade e incorporado ao município goianiense, pelo decre-
to-lei n.º 327, de 2 de agosto de 1935. 
Em 30 de março de 1938, pelo decreto-lei n.º 557, quando a fixação do quadro territorial 
do estado, o distrito de São Sebastião do Ribeirão passou à denominação de Ribeirão. Em 31 de 
dezembro de 1943 pelo ato estadual, n.º 8305, este distrito passou a denominar-se Guapó, tor-
nando-se município pela lei n.º 171, de 8 de outubro de 1948, sendo criada a Comarca pela lei n.º 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
43 
711, de 14 de novembro de 1952 e instalada em 1º de maio de 1954, tendo sido seu primeiro juiz 
o Bacharel Eurico Velasco de Azevedo e o seu primeiro prefeito, Raimundo Emerenciano de Araújo. 
 
Hidrolândia 
No município de Hidrolândia existem atividades voltadas a criação de rãs e pecuária leitei-
ra. Com relação ao turismo local, os principais atrativos são os recantos (ao todo dezesseis fazen-
das), aonde os turistas podem fazer trilhas e andar a cavalos. 
Hidrolândia possui hoje aproximadamente 15 mil habitantes, numa área de 108.400 km². 
 
Nerópolis 
Sua população estimada em 2006 era de 22.710 habitantes IBGE/2006. A cidade já foi 
considerada a "capital do alho do estado". Hoje se destaca na produção de doces artesanais e na 
expansão da área industrial alimentícia. Nerópolis está localizado no coração de Goiás, próximo às 
principais cidades do estado (Goiânia e Anápolis), e é cortado pela rodovia GO-080, com ligação ao 
norte pela BR-153 no sentido norte-nordeste brasileiro. 
 
Santo Antônio de Goiás 
Sua população estimada em 2006 era de 3.932 habitantes. 
 
Senador Canedo 
A origem de Senador Canedo está relacionada com a estrada de ferro da Rede Ferroviária 
Federal S/A. O crescimento da cidade ocorreu na trilha aberta na construção da ferrovia, e as pri-
meiras famílias trabalhadoras eram oriundas do estado de Minas Gerais e Bahia. 
O nome da cidade é uma homenagem ao senador Antônio Amaro da Silva Canedo, primeiro 
representante do estado de Goiás em cenário nacional. Em 1953, o povoado foi elevado à condição 
de distrito de Goiânia e em 1988, a Assembléia Legislativa de Goiás aprovou a emancipação do 
município, cuja sua principal atividade econômica era a agropecuária. 
Destaca-se também, atualmente, o pólo petroquímico, frigorífico, curtumes e com outras 
diversas empresas do setor situadas na proximidade da cidade, entre outras está a Petrobrás. 
Sua população estimada pelo IBGE em 2007 era de 70.559 habitantes. Atualmente é um 
dos municípios que mais crescem no estado. 
Senador Canedo possui um clima tropical semi-úmido sendo quente na primavera e verão e 
ameno no outono e inverno. No inverno as temperaturas mínimas podem despencar para até 10°C. 
Porém, as máximas podem ser superiores a 27°C. (Temperaturas típicas de um dia de inverno: 
mín. 11°C/máx.28°C). Na primavera, são registradas as maiores temperaturas. Há casos em que 
as temperaturas máximas podem alcançar ou ultrapassar os 37°C. (Temperaturas típicas de um 
dia de primavera: mín. 20°C/máx.35°C). No verão as temperaturas ficam mais amenas: entre 
19°C e 29°C. (Temperaturas típicas de um dia de verão: mín. 20°C/máx.28°C). No outono, as 
temperaturas ficam mais amenas variando entre 13°C e 27°C. (Temperaturas típicas de um dia de 
outono: mín. 14°C/máx.27°C). Senador Canedo é servida pelas rodovias estaduais: GO-020, GO-
403 e GO-010. 
A principal atividade econômica da cidade é o complexo petroquímico da Petrobras e indús-
trias relacionadas. Além do pólo petroquímico, destaca-se ainda o setor comercial em ampla ascen-
são, bem como a expansão dos empreendimentos imobiliários. 
 
Trindade (Goiás) 
Trindade é um município com 719,75 km² e população estimada em 2008 de 102.870 ha-
bitantes. A cidade surgiu da romaria a imagem do Divino Pai Eterno e continua seguindo sua voca-
ção religiosa até hoje. Atualmente faz parte da região Metropolitana de Goiânia. 
Em Trindade - denominada nesta época de Barro Preto - por volta de 1840 foi encontrada 
uma pequena imagem de barro, em formato de medalha, representando a Virgem Maria sendo 
coroada pela Santíssima Trindade em uma olaria de propriedade de Constantino Xavier Maria. Essa 
medalha foi considerada miraculosa e deu início a uma romaria até o local onde foi construído uma 
igreja para abrigar tal artefato. Ao longo dos anos diversas pessoas se juntaram próximo a essa 
igreja formando um vilarejo onde a economia dependia dos fiéis. 
Dom Eduardo Silva, Bispo de Goiás, esteve no Distrito de Barro Preto em 1891 e nomeou 
como administrador do Santuário o Pe. Francisco Inácio de Sousa para que novenas fossem condu-
zidas por sacerdotes e acabar com a exploração indevida dos fiéis até que pudesse instalar no po-
voado uma Congregação religiosa para conduzir a romaria ao Divino Pai Eterno. As novenas no 
vilarejo passaram a ser conduzida por sacerdotes. 
Aconteceu em 1897 um conflito entre fazendeiros e redentoristas, a revolta foi encabeçada 
pelo fazendeiro Cel. Anacleto Gonçalves. Os conflitos seguiram nos anos seguintes, quando Dom 
Eduardo fez uma portaria estabelecendo regras para a romaria. Os líderes da subversão da ordem 
não se conformaram com essas normas. Mas depois os moradores viram as dificuldades da romaria 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
44 
continuar sem os padres e os revoltosos pediram perdão ao Bispo e a romaria de 1904 já foi feita 
novamente com a presença dos redentoristas em Trindade. 
Campinas é levada a categoria de Município em 1907 tendo os arraiais de Barro Preto e 
São Sebastião do Ribeirão (atual Guápo) incorporados a ele. Dois anos após a criação do município 
de Campinas é criado o distrito de Barro Preto e alterado seu nome para Trindade. Cinco anos mais 
tarde é a vez de Ribeirão se tornardistrito. 
Em 1911 e 1912 foi construído o atual Santuário “velho” (Igreja Matriz). Trindade foi leva-
da a categoria de Vila Velha em 16 de julho de 1920, cuja instalação se deu em 31 de agosto de 
1920, tendo seu território desmembrado de Campinas e ficando a ele anexado o distrito de Ribei-
rão. Sete anos depois sua sede é elevada à categoria de Cidade. 
Trindade faz parte da Microrregião de Goiânia e localiza-se a uma latitude 16º38’58” Sul e 
a uma longitude 49º29’20” Oeste, estando a uma altitude de 756 metros. Possui os distritos de 
Santa Maria e Cedro. 
O sistema hidrográfico regional apresenta uma malha de drenagem com escoamento geral 
de norte para sul integrando-se a bacia do Rio Paranaíba, principal curso d’água de toda a bacia. A 
região em questão é drenada por contribuintes que escoam para a margem esquerda do Rio dos 
Bois principal manancial de influência no município. Os Principais córregos e ribeirões são: Barro 
Preto, Barro Branco, Arroizal, Fazendinha, Santa Maria e Pereiras. 
O padrão climático da região é do tipo tropical, caracterizado por apresentar duas estações 
bem definidas - uma chuvosa, de outubro a março (primavera / verão), e outra seca, de abril a 
setembro (outono / inverno). Em janeiro e fevereiro, que são os meses de maior precipitação, po-
dem ocorrer períodos de interrupção total caracterizando o “veranico”, como é conhecido, que se 
faz acompanhar de desastres na agricultura. O total pluviométrico anual para a região de gira em 
torno de 1.600mm, a temperatura média anual é de 23,2°C, a insolação é de 2588,1 horas/ano, a 
velocidade média dos ventos é de 3,7 km/h e a umidade relativa em torno de 66%. 
O município de Trindade acha-se a 780m de altitude. A região possui topografia classificada 
como suave ondulado, tendo uma superfície topográfica pouco movimentada, com predominância 
de declives de 3,9 %, no sentido S-N e uma diferença máxima de cotas de 24 m. As elevações 
mais destacadas são as serras da Taboca, de Trindade e da Jibóia. 
A área do município está inserida no bioma Cerrado, que é entendido como um complexo 
de formações vegetativas que vão desde o campo limpo, até o cerradão, além da formação deno-
minada campo aberto, representada por gramas nativas, árvores e palmeiras de pequeno porte. O 
Cerrado constitui-se no segundo maior bioma do Brasil e da América do Sul, englobando a terça 
parte de todos os organismos vivos do Brasil e 5% dos animais e das plantas que ocorrem no 
mundo. 
Alguns dos principais símbolos e atrações turísticas da cidade são: Desfile de Carro-de-Bois, San-
tuário Velho do Divino Pai Eterno, Basílica do Divino Pai Eterno e a Festa do Divino Pai Eterno. 
É considerada a capital católica do estado. As novenas têm início nove dias antes do pri-
meiro domingo do mês de julho. Nesta ocasião, ocorre uma romaria com afluência de centenas de 
milhares de turistas e devotos do Divino Pai Eterno. 
 
Saiba mais sobre a Região Metropolitana de Goiânia 
Institucionalização e configuração do espaço metropolitano 
A Região Metropolitana de Goiânia é constituída oficialmente pelo que determina a Lei 
Complementar N. 027 de dezembro de 1999, ou seja, é formada por 11 municípios os quais consti-
tui o que a lei denomina de “Grande Goiânia”. Além desses, segundo a mesma lei, existe a Região 
de Desenvolvimento Integrado de Goiânia – RDIG, com mais 9 municípios podendo ser considerada 
como “colar metropolitano”. O espaço metropolitano institucionalizado originalmente, ou seja, 
RMG+RDIG é constituído por 20 municípios. 
Do ponto de vista institucional, a Assembléia Legislativa do Estado de Goiás tem promovido 
alterações na composição desse espaço, cujos critérios não são explicitados para a sociedade. A 
partir de dezembro de 1999 até final de 2004, a Assembléia Legislativa do Estado de Goiás produ-
ziu alterações na composição da Região Metropolitana e na Região de Desenvolvimento Integrado. 
Portanto, a composição atual da Região Metropolitana de Goiânia é a que determina o Art. 1º da 
Lei Complementar N. 049 de 09 de dezembro de 2004 (Redação dada pela Lei Complementar nº 
48, de 09 de dezembro de 2004), onde se lê: “Fica criada a Região Metropolitana de Goiânia - 
GRANDE GOIÂNIA, na forma prevista no art. 4º, inciso I, alínea "a", e nos arts. 90 e 91 da Consti-
tuição do Estado de Goiás, compreendida pelos Municípios de Goiânia, Abadia de Goiás, Aparecida 
de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Goianápolis, Goianira, Hidrolândia, Nerópolis, Santo 
Antônio de Goiás, Senador Canedo e Trindade” e No § 2o do mesmo artigo: “Fica instituída a Regi-
ão de Desenvolvimento Integrado de Goiânia, com as atribuições, organização e funcionamento a 
serem definidas em lei, composta pelos seguintes municípios: Aragoiânia, Bela Vista, Bonfinópolis, 
Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Goianápolis, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas, Nova Ve-
neza, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade”. – “Redação dada 
pela Lei Complementar nº 43 de 07-11-2003”. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
45 
Cabe esclarecer, entretanto que as análises temáticas considerarão a RMG constituída pe-
los 11 municípios. Isto significa que para efeito deste relatório, o espaço metropolitano a ser anali-
sado neste trabalho considera o que determina a Lei Complementar N. 027 de dezembro de 1999 
mais a inclusão dos municípios de Caldazinha e de Guapó, significando que não serão levadas em 
considerações as alterações ocorridas posteriormente mencionadas anteriormente. 
Por que não considerar a composição atual? As justificativas mais plausíveis referem-se a 
duas questões: primeiro este trabalho está inserido num projeto nacional que utiliza uma mesma 
metodologia visando assegurar as condições para produzir análises comparativas com as demais 
RM brasileiras envolvidas neste estudo e, segundo, utiliza como base de dados comum, os Censos 
Demográficos do IBGE. Sendo assim, as alterações processadas no âmbito da RMG são de caráter 
estritamente local, ou seja, ocorreram após a realização do último Censo, não cabendo, portanto, 
quaisquer alterações na base de dados. 
Isto permite tirar três conclusões: a população metropolitana cresce em função do poder 
de atração que a capital do Estado exerce, devido às ofertas de serviços e possibilidades de traba-
lho, tanto no setor formal quanto no setor informal da economia; novos contingentes populacionais 
são atraídos pela dinâmica urbana de Goiânia, porém, a maioria vai localizar-se nos municípios do 
entorno da capital; e, finalmente, a manutenção da taxa de crescimento da população metropolita-
na durante a década de 90 atesta a existência de uma grande mobilidade interna, ou seja, a trans-
ferência de pessoas de um município para o outro tem sido uma constante durante esse período. 
Vale mencionar que o contingente populacional que vive no espaço metropolitano sobrevive 
com pouco mais de dois salários mínimos em média, expressando a existência de um mercado 
interno extremamente debilitado. Dada a polarização exercida pela Capital, a conseqüência mais 
imediata é que muitos dos problemas sociais de Goiânia são gerados nos municípios vizinhos, fato 
esse que exige dos gestores urbanos desse imenso espaço territorial, ações conjuntas na perspec-
tiva de se alcançar resultados positivos com as políticas públicas de inclusão social. 
 
 Concentratração populacional 
 
Essa concentração populacional gera efeitos perversos. De um lado desertifica populacio-
nalmente os demais municípios do Estado e por outro concentra grande parte dos fluxos de riqueza 
nesse espaço. Isso permite concluir que Goiânia, como cidade pólo do processo de metropolização, 
continua atraindo para si todas as benesses das riquezas acumuladas pelo conjunto da população 
do Estado e da Região Centro-Oeste. 
Segundo estudos produzidos pelo Observatório das Metrópoles,no âmbito da RMG e RDIG, 
só Goiânia concentra 87,0% das agências bancárias; 94,9% das operações financeiras via bancos; 
81,2% da massa de rendimento mensal circulam na economia da cidade pólo; 76,5% dos empre-
gos formais em 
atividades de ponta e, obviamente, a totalidade do fluxo de passageiros no único aeroporto de 
grande porte do Estado. Ressalte-se, entretanto, que das 500 maiores empresas brasileiras, ape-
nas cinco têm sede em Goiânia. 
 
Diagnostico sociourbano 
A análise dos dados considera 02 (dois) recortes espaciais: informações dos municípios e 
Área de Expansão de Ponderação (AEDs) da RMG, recorte este produzido pelo IBGE com o fim de 
disponibilizar informações do Censo 2000 relativas aos dados da amostra. As informações dos mu-
nicípios estão desagregadas entre os 11 municípios da RMG (dados de 2000). 
No tocante às AEDs – Área de Ponderação - da RMG, apenas três municípios tiveram seu território 
recortado por AEDs, ou seja, 15 AEDs em Aparecida de Goiânia; 39 AEDs em Goiânia; 4 AEDs em 
Trindade e 1 AED nos demais municípios. 
Vale lembrar que os critérios utilizados pelo IBGE1, foram os seguintes: consistência esta-
tística, ou seja, cada AEDs deveria reunir uma amostra em torno de 400 domicílios para que ofere-
cesse a consistência estatística necessária, a formação de cada AEDs deveria obedecer ao critério 
da contigüidade. Destaca-se que estes critérios não asseguram a homogeneidade das AEDs, o que 
infelizmente, não impede que os dados se contaminem, o que exige atenção do analista quando 
este estiver desenvolvendo analises intraurbanas. 
Outro aspecto a ser considerado quando se faz análise intra-metropolitana é que todos os 
mapas com base nas AEDs foram confeccionados considerando apenas os municípios de Aparecida 
de Goiânia, Goiânia e Trindade. Isto pelas seguintes razões: os três municípios citados reúnem 
aproximadamente 1.5 milhões da população urbana o que representa em torno de 93% da popula-
ção urbana da RMG; os demais oito municípios, por não apresentarem a consistência estatística 
que o IBGE exige, considerou cada município na sua totalidade uma AEDs. 
 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
46 
 População ativa 
 
A fim de traçar um panorama do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Goiânia 
serão considerados na análise que se segue três indicadores que permitirão levantar questiona-
mentos e hipóteses acerca de sua dinâmica, inclusive referente ao seu rebatimento na divisão soci-
al do espaço metropolitano. 
O primeiro indicador a ser considerado é a taxa de desocupados. Quase a totalidade do 
município de Trindade, cujo perfil sócio-espacial é do tipo operário e popular periférico, em parte 
significativa de Aparecida, onde é caracterizada pelo perfil popular operário, e em parte das regiões 
noroeste e leste de Goiânia, onde o perfil sócio-espacial apresenta-se do tipo popular operário, a 
taxa de desocupados atinge os maiores índices, acima dos 15%, chegando em alguns casos a ficar 
em torno de 20%. Isso configura que a situação do emprego é mais precária para as áreas mais 
situadas nas franjas da metrópole, evidenciando uma relativa hierarquização da taxa de desocupa-
dos em relação à posição social no território urbano. 
Quando a análise privilegia a relação de gênero, observa-se que em todos os municípios, 
sem exceção, a taxa de desocupados entre as mulheres é 
sempre maior que entre os homens, o que contribui para que elas, no conjunto da metrópole, re-
gistrem 15,4% de desocupados enquanto eles 10,3%. 
 As maiores diferenças da taxa de desocupados femininos e masculinos são verificadas nos 
municípios de Goianápolis, Abadia de Goiás e Santo Antônio de Goiás. Por outro lado, constata-se 
que as menores diferenças ocorrem exatamente nos municípios que possuem maior nível de inte-
gração em relação ao pólo, incluindo este, que são: Goiânia, Goianira, Senador Canedo e Apareci-
da. 
Esta consideração sugere que por se tratar de atividades de trabalho mais “urbanas”, liga-
dos ao setor de serviços, principalmente, homens e mulheres tendem a não se diferenciar no mer-
cado de trabalho o que se constata nos municípios que estão mais integrados ao pólo. 
Ao considerar a estrutura etária, verifica-se que para todos os municípios da Região Metro-
politana os mais jovens sofrem mais as conseqüências do desemprego. A análise do mercado de 
trabalho vista a partir da população ocupada possibilita aprofundar as considerações anteriores ao 
compreender melhor sua estrutura organizada no território urbano. 
Embora a Região Metropolitana de Goiânia localiza-se num estado de tradição econômica 
assentado na agropecuária, sua estrutura sócio-ocupacional parece ser explicada em grande medi-
da por atividades ligadas ao setor de serviços e pela indústria, pois juntas possuem uma participa-
ção de 61,5% (somatório de trabalhadores do secundário, trabalhadores do terciário especializados 
e não-especializados). 
A predominância diferenciada de categorias sócio-ocupacionais em cada 
uma das tipologias sócio-espacial corrobora a hipótese de que a explicação da organização social 
do espaço metropolitano se dá em função da hierarquia de classe, como fora observado anterior-
mente. Entretanto, essa verificação é melhor reforçada quando se considera os níveis de renda. 
Porém, neste caso, privilegiou a renda familiar por ela representar melhor a estrutura do mercado 
de trabalho da atualidade, tendo em vista uma relativa homogeneidade da participação feminina e 
masculina. 
A estrutura da distribuição de renda na Região Metropolitana de Goiânia apresenta-se mui-
to desigual, ao verificar a comparação entre seus municípios. Goiânia é o único município que na 
faixa de renda per capita de até ½ salário mínimo registra um índice de 12,2%, ao passo que todos 
os demais se situam acima dos 20%, com destaque para Goianápolis que apresenta 35,6%, o que 
indica uma concentração de famílias com níveis de rendimento muito baixo. Quando a análise favo-
rece os espaços intra-urbanos, é possível observar que a média usada para Goiânia não se verifica 
de modo homogêneo. 
Mas qualquer inferência sobre a estrutura populacional da Região Metropolitana precisa 
considerar o comportamento do seu município pólo. Embora Goiânia tenha crescido pouco acima da 
média nacional e muito inferior à média do conjunto da metrópole, a uma taxa de 1,9% ao ano, foi 
neste município onde houve a maior incorporação de pessoas em termos absolutos. Um aumento 
de 170.785 habitantes, próximo apenas ao verificado em Aparecida, que foi de 157.909. 
A partir disso é possível sugerir que o crescimento da Região Metropolitana de Goiânia tem 
ocorrido de modo mais intenso, principalmente, no município pólo e naqueles que possuem algum 
tipo de conurbação com a capital. E essa constatação leva a considerar que este crescimento está 
se dando a partir do que se verifica no pólo. Ou seja, na medida que mesmo as áreas mais periféri-
cas de Goiânia vai tornando-se difícil de ser ocupadas, as áreas de outros municípios que possuem 
proximidade com a capital passam a ser mais demandadas, como forma de viabilizar a condição de 
moradia e mobilidade das pessoas em direção do trabalho e estudos, como pode ser verificado na 
análise referente à mobilidade e transporte. 
 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
47 
 Urbanização 
 
Todos os municípios tiveram elevadas suas taxas de urbanização, situando-se na média de 
98,4% em 2004, apesar de Abadia Goiás, Aragoiânia e Hidrolândia ter registrado um índice inferior 
a 70%. Esse comportamento pode ser explicado, em parte, pela redução da população relativa e 
absoluta do meio rural, que se deu a uma taxa anual de 5,9% negativo, o suficiente para reduzir 
42,3% da população. 
 E em parte, é necessário recorrer a análise do fluxo migratório. Quase a metade (45,5%) 
do incremento populacionalverificado na Região Metropolitana de Goiânia se deu através de imi-
gração de outros estados e municípios fora da metrópole, o que representa mais de dois terços 
(69,8%) do total de imigração para os municípios da Região Metropolitana. Isso se constata quan-
do se analisam os dados de imigração. 
Goiânia apresentou-se como destino para metade das pessoas que participara do fluxo mi-
gratório e foi acompanhado por Aparecida ao participar com 33% desse fluxo. 
 
 Educação 
 
A metrópole goianiense, ou seja, o pólo metropolitano assume liderança em quase todos os 
indicadores relativos à variável educação. No que se refere à taxa de analfabetismo da população 
de 15 anos e mais, enquanto nos municípios de Goiânia e de Aparecida de Goiânia encontram-se 
as menores taxas (4,8% e 8,5% respectivamente). 
O fato de quase ¼ dos provedores das famílias terem instrução escolar precária, traz como 
conseqüências imediatas e futuras, maiores dificuldades para os responsáveis de famílias se man-
terem inseridos num mercado de trabalho cada vez mais exigente em termos de qualificação pro-
fissional. Trata-se de um segmento social importante para o desenvolvimento do país, porém, a 
inadequação escolar os torna vulneráveis na medida em que a escolaridade é um fator importante 
para os jovens se inserirem socialmente. Os percentuais de freqüência da população infanto-juvenil 
matriculados na série adequada, quando se olha para cada município, estão longe do ideal. 
Para concluir, percebe-se que Aragoiânia é o município com o segundo mais baixo nível de 
escolaridade e carência de pessoas com instrução acima de 11 anos, porém, está, em relação aos 
outros municípios da RM, inclusive Goiânia, entre os melhores, no tocante a freqüência escolar de 
adolescentes e jovens. 
Destacam-se de maneira positiva os municípios de Aparecida de Goiânia e Santo Antonio 
de Goiás. Em relação aos outros municípios, exceto Goiânia, Aparecida de Goiânia tem proporcio-
nalmente poucos habitantes sem ou com baixa instrução e aparece sempre com os índices acima 
da média. Santo Antônio é o município onde mais adolescentes e jovens freqüentam a série ade-
quada e onde há, relativo a toda RMG, mais crianças na escola. 
 
 Infraestrutura Urbana 
 
Com relação ao acesso a serviços públicos, a coleta de lixo é aquele com melhor aprovei-
tamento em toda a Região Metropolitana de Goiânia, com uma média de 97,7% dos domicílios 
atendidos. No que se refere ao abastecimento de água os números indicam 74,3% de atendimento, 
índice superior ao esgotamento sanitário que aparece com 61,8% em toda RMG. 
Aparecida de Goiânia, aparece com 92,6% de domicílios atendidos com coleta de lixo, 
19,8% dos domicílios atendidos com serviço de escoamento sanitário, bem abaixo da média geral 
da RMG, bem como 39,2% dos domicílios atendidos com abastecimento de água adequado. 
Com relação às carências infraestruturais, 0,6% dos domicílios de toda a RMG não recebem 
adequadamente água tratada, em 0,2% dos domicílios falta a iluminação, e em 1,7% dos domicí-
lios inexistem instalações sanitárias. Não há destinação de lixo urbano em 2,7% dos domicílios e 
0,8% não possuem banheiros. Em Aparecida de Goiânia, 1,6% dos domicílios possuem carência 
com relação ao abastecimento de água, 0,4% dos domicílios possuem carência de iluminação, 
2,8% carência de instalação sanitária e 7,4% dos domicílios apresentam carência com relação a 
destinação do lixo urbano. 
 
Mobilidade e transporte 
Movimento pendular é o movimento de pessoas de 15 anos e mais de idade que estudam 
ou trabalham em outro município, e indica um forte movimento pendular em direção à Goiânia. O 
movimento de pessoas que estudam ou trabalham fora de seu município de residência é denomi-
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
48 
nado de pendular. O cálculo do percentual de pessoas que se dirigem ao pólo, relativo ao "total 
região metropolitana", exclui os dados do município pólo. 
Esse movimento permanente diz respeito a 74,4% da população total da RMG em 2004, 
que por motivos ligados à educação e ao mercado de trabalho, se deslocam entre os municípios 
que compõem a RMG. Em termos absoluto isso perfaz o total de 846.241 pessoas. Desse total, 
13,2% trabalham ou estudam em outro município, ou seja, construíram uma vida de relações (tra-
balho, estudo, lazer, consumo, vínculos familiares, etc) em outros municípios. 
As relações sociais (de produção, políticas, afetivas, etc), dessa forma, são construídas no 
deslocamento, na mudança de lugar, característica própria da sociedade moderna, uma vez que a 
vida cotidiana tem ficado cada vez mais complexa, exigindo que os indivíduos acionem um número 
maior de territórios no seu cotidiano. A pouca expressividade dos dados de Goiânia é compreensí-
vel, por sua característica de cidade receptora do deslocamento diário. Um dado que merece ser 
destacado é a pouca integração lateral, ou seja, a integração entre os municípios periféricos. 
No processo de constituição das cidades brasileiras, tradicionalmente, a população mais 
pobre foi empurrada para bairros distantes ou mesmo para outros municípios, aumentando, dessa 
forma, a distancia espacial entre local de residência e os locais de trabalho-estudo, que, no caso de 
RMG pode variar de 16 km a 42 km. A distancia converte-se em barreira para a população mais 
carente, seja porque gasta mais tempo para se deslocar, com implicações na sua qualidade de 
vida, ou mesmo porque o preço para esse deslocamento também é maior. 
Esse deslocamento pode ocorrer de várias maneiras. O mais comum é o ônibus. A utiliza-
ção de meios como a bicicleta também é freqüente. Não são poucos aqueles que residem em Se-
nador Canedo e Aparecida de Goiânia e se deslocam por esse meio de transporte para Goiânia. Não 
se trata, como bem sabemos, de uma opção aeróbica, mas de uma forma encontrada para minimi-
zar os custos do transporte coletivo. Uma forma encontrada para perpetuar cotidianamente os 
vínculos entre os territórios e, porque não dizer, para continuar a reprodução de uma relação social 
de exploração que se expressa na própria mobilidade. Em tempos de globalização, a estratificação 
social ocorre e é reproduzida no próprio movimento. 
 
 Violência 
 
É possível então concluir que na região apenas os municípios de Goiânia, Aparecida de Goi-
ânia, Senador Canedo e Trindade configurem um quadro mais expressivo de violência na região. O 
Estudo Segurança do Cedeplar mostra que o Estado de Goiás registrou taxas de homicídio por 
100.000 habitantes na faixa etária de 17-29 anos acima de 40,0 inferior à taxa nacional de 64,7. 
Ainda assim, é a faixa etária de maior incidência de homicídios no Estado de Goiás e, provavelmen-
te, na RM-Goiânia. 
 
 Condições institucionais de cooperação entre os municípios 
 
Quadro Institucional da Gestão 
A RMG foi criada tendo em vista o grande desenvolvimento do processo de urbanização de 
Goiânia e dos municípios vizinhos, que no decorrer da década de 1990 passaram a experimentar o 
fenômeno da conurbação. Isto impeliu as prefeituras e o governo do Estado a discutirem a situa-
ção, haja vista a manifestação de determinados conflitos de interesses em função de demarcação 
de territórios, de sobreusos de equipamentos públicos, carências de infra-estrutura urbana etc. 
Assim, tornou-se necessário a criação de um mecanismo legal que normatizasse os espaços públi-
cos em disputa e/ou geradores de conflitos entre os municípios. 
De acordo com a legislação, a RMG possui caráter permanente e deve observar os seguin-
tes princípios: o da autonomia municipal e o da cogestão entre setores públicos e sociedade civil, 
considerando-se a necessidade de ações intergovernamentais (art. 3º). Para garantir que os obje-
tivos da lei sejam cumpridos, inclusive resguardando os princípios supracitados, foi previsto e cria-
do o Conselho de Desenvolvimentoda Região Metropolitana de Goiânia – CODEMETRO, destacan-
do-se dentre suas funções públicas as seguintes: o planejamento, a política de habitação e meio-
ambiente, o desenvolvimento econômico, a promoção social e a modernização institucional (art. 
4º). 
O CODEMETRO é composto por representantes do governo do Estado, pelos prefeitos mu-
nicipais, pelos secretários de planejamento dos municípios de Goiânia e de Aparecida de Goiânia e 
por representantes do legislativo goiano. Para subsidiar os trabalhos do CODEMETRO, além da cria-
ção de sua secretaria executiva, este órgão ficou de certo modo conectado às ações da Gerência 
Executiva da Região Metropolitana, da Secretaria de Estado do Planejamento e Desenvolvimento. A 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
49 
partir de 2004 este órgão ganhou o amparo de uma secretaria específica para discutir a questão 
das cidades diante do Estatuto das Cidades, que é a Secretaria de Estado das Cidades. 
Além deste órgão de articulação intermunicipal e intergovernamental envolvendo os muni-
cípios da RMG, outros dois também foram criados. Um previsto nesta mesma lei que instituiu a 
RMG, que é o responsável pela normatização do sistema de transporte coletivo, denominado Câ-
mara Deliberativa de Transporte Coletivo, com competência soberana para “estabelecer a política 
pública de regência da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos” (art. 6º, § 5º). O outro con-
siste no Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Ribeirão Meia Ponte, que possui a finali-
dade de fazer a recuperação e conservação do manancial do ribeirão e a fiscalização de ações que 
incidam sobre o mesmo, responsável peloabastecimento de água de vários municípios do Estado. 
Estes dois órgãos envolvem mais municípios do que aqueles que compõem a RMG. 
Apesar da importância das ações consorciadas e de co-gestão, que visam uma distribuição 
equilibrada de recursos para o desenvolvimento urbano e regional, os municípios da RMG se limi-
tam a apenas estes três instrumentos. Setores importantes e que sofrem fortes pressões da socie-
dade, como a saúde, a educação e a pavimentação asfáltica, por exemplo, não contam com este 
dispositivo. Não obstante, é importante ressaltar as dificuldades políticas que esporadicamente 
travam os trabalhos dos dispositivos já existentes. Isto em certa medida se explica pela cultura 
política regional, marcada pelo conservadorismo de ações que objetivam a permanência de grupos 
no poder político e a manutenção de um quadro de paternalismo, assistencialismo e dependência 
dos eleitores. Soma-se a estes fatores o elemento da vaidade política, que inibe discussões e arti-
culações para a resolução de problemas comuns entre os municípios em função da disputa legen-
dária. 
 
Representação em Conselhos 
Com relação aos instrumentos de gestão urbana, além da ausência de cogestão e ações 
consorciadas percebe-se ainda um nível significativamente baixo de aplicação dos instrumentos de 
gestão. Salvo o caso específico de Goiânia, em que os indicadores apresentam os melhores índices, 
nos demais casos predominam os piores, sendo que em Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e 
Trindade os índices são ligeiramente melhores em relação aos demais municípios. A discrepância 
entre a realidade de Goiânia e dos demais municípios denuncia não só a ausência de articulação 
institucional para a satisfação de necessidades comuns como também a fragilidade da condição 
democrática. Um bom exemplo para isto é o fato de que nestes municípios os conselhos gestores 
que se encontram ativos são aqueles em que a eles há vinculação direta da liberação de recursos 
federais e estaduais para o setor, tal como educação e saúde. 
Como estes conselhos são exigidos por legislações federais, não se percebe uma movimen-
tação local no sentido de se instituir conselhos por demanda política e/ou social, tais como os con-
selhos de desenvolvimento municipal, do idoso, dos portadores de necessidades especiais, da mu-
lher, da juventude etc. Isto é o que revela não só o levantamento do IBGE “Perfil dos Municípios 
Brasileiros – Gestão Pública”, no item que se refere à descentralização e desconcentração das polí-
ticas públicas, como também a pesquisa Caracterização dos Conselhos Gestores e Perfil dos Conse-
lheiros Municipais da RMG, realizada entre os anos de 2003 e 2004. 
Apesar de ter sido completa apenas no Município de Goiânia, esta pesquisa colheu as in-
formações pertinentes aos conselhos existentes, a quantidade de conselheiros de cada um e a re-
presentação social nos conselhos de todos os municípios da RMG, o que é suficiente para fazermos 
este tipo de afirmação. Com relação ao planejamento municipal, as diretrizes políticas – planeja-
mento estratégico e plano de governo – são elementos desconsiderados e/ou preteridos pelo ex-
clusivo planejamento orçamentário. 
Verifica-se que a participação do município pólo no PIB da Região Metropolitana é muito 
superior em relação aos demais. Em 1999, Goiânia participava com 77,2% (mais de ¾) e em 2002 
com 72,7%. Apesar de ter perdido peso na participação nesse período, houve uma variação, em 
valores reais, de 2,4%. Os municípios que têm se destacado são Aparecida de Goiânia e Senador 
Canedo. Ambos têm aumentado sua participação no PIB global da Região e tido variação significa-
tiva em seu crescimento. Aparecida registrou variação, no período de 1999 a 2002, de 12% e Se-
nador Canedo de 19,5%. Os demais municípios também têm apresentado desempenho favorável 
em relação à variação do PIB, porém ainda são pouco significativos na participação do mesmo. 
Em relação ao PIB per capita, observa-se que os piores desempenhos são do município de 
Goianira e de Trindade, que apresentaram variação real média negativa no período de 1999 a 
2002. Vale ressaltar que estes municípios apresentaram variação do crescimento do PIB abaixo de 
1%. Todos os demais municípios tiveram variação positiva, com destaque para Senador Canedo, 
que registrou crescimento de quase 13% e passou a ter o PIB mais alto da Região Metropolitana. 
Em 2002, Goiânia ocupou a 4ª posição no ranking do PIB per capita, atrás ainda de Hidrolândia e 
Nerópolis. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
50 
Neste sentido, os municípios da Região Metropolitana de Goiânia, mesmo que dependendo, 
em parte, de receitas transferidas de outras esferas de governo (e algumas vinculadas) apresen-
tam, no geral, uma situação favorável à realização de ações cooperativas. 
 
 Geografia de Goiás 
 
Localização: 
 Goiás é uma das 27 unidades federativas da Rep. Fed. Situa-se a leste da Região Centro-
Oeste, no Planalto Central brasileiro. 
Área, população, etc: 
 O seu território é de 340.086 km², sendo delimitado pelos estados 
de Tocantins (norte), Bahia (nordeste), Mato Grosso (oeste), Mato Grosso do Sul (sudoeste), Minas 
Gerais (leste e sul) e pelo Distrito Federal. 
 A capital e maior cidade de Goiás é Goiânia(município mais populoso), sede da Região Me-
tropolitana de Goiânia (RMG). Outras cidades importantes quanto a aspectos econômicos, fora 
daregião metropolitana de Goiânia, são: Anápolis, Rio Verde, Luziânia, Formosa, Itumbiara, Jataí, 
Porangatu, Catalão, Caldas Novas, Goianésia, Mineiros e Cristalina, que também são as maiores 
cidades em população do interior do estado, além das cidades que compõem o Entornam de Brasí-
lia. Ao todo são 246 municípios. 
 Com uma população de 6 004 045 habitantes é o estado mais populoso do Centro-Oeste e 
o sétimo mais rico do país. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, em junho de 2011 re-
gistram-se em Goiás 4.061.613 eleitores. 
 Área total do estado é de 340 086 km², sendo o 7º maior do país representando 3,99% do 
território nacional, com extensão comparável a países como a Finlândia. O município com a maior 
área é Niquelândia, localizadona Mesorregião do Norte Goiano e Microrregião de Porangatu, com 9 
843,17 km² de extensão. O menor é Anhanguera, com 44 km², localizado na Mesorregião do Sul 
Goiano, e na Microrregião de Catalão. As maiores cidades são respectivamente: Goiânia, Ap. de 
Goiânia, Anápolis, Luziânia, Rio Verde e Itumbiara. 
 
Economia: 
 A composição da economia do estado de Goiás está baseada na produção agrícola, na pecuá-
ria, no comércio e nas indústrias de mineração, alimentícia, de confecções, mobiliária, metalurgia e 
madeireira. Agropecuária é a atividade mais explorada no estado e umas das principais responsá-
veis pelo rápido processo de agro - industrialização que Goiás vem experimentando. 
 Atualmente, o estado de Goiás enfrenta um grande desafio: tentar conciliar a expansão 
da agroindústria e da pecuária com a preservação do cerrado, considerada uma das regiões mais 
ricas do planeta em biodiversidade. O rápido crescimento na agroindústria teve início no decorrer 
dos anos 1990 graças à adoção de uma dinâmica política de incentivos fiscais. A recente instalação 
de empresas alimentícias transformou Goiás em um dos principais pólos de produção de tomate. 
 
Relevo: 
 O estado de Goiás está localizado no Planalto central brasileiro, entre chapadas, planaltos, 
depressões e vales. Há bastante variação de relevo no território goiano, onde ocorrem terrenos 
cristalinos sedimentares antigos, áreas de planaltos bastante trabalhadas pela erosão, bem como 
chapadas, apresentando características físicas de contrastes marcantes e beleza singular. 
 As maiores altitudes localizam-se a leste e a norte, na Chapada dos Veadeiros (1.784 me-
tros), na Serra dos Cristais (1.250 metros) e na Serra dos Pireneus (1.395 metros). As altitudes 
mais baixas ocorrem especialmente no oeste do estado(Vale do Araguaia). 
 
Clima: 
 O clima é tropical semi úmido. Basicamente, há duas estações bem definidas: a chuvosa, 
que vai de outubro a abril, e a seca, que vai de maio a setembro. A média térmica é de 23 °C, e 
tende a subir nas regiões oeste e norte, e a diminuir nas regiões sudoeste, sul e leste. As tempera-
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
51 
turas mais altas são registradas entre setembro e outubro, e as máximas podem chegar a até 
39 °C. As temperaturas mais baixas, por sua vez, são registradas do entre maio e julho, quando as 
mínimas, dependendo da região, podem chegar a até 4 °C. 
 
Vegetação: 
 Com exceção da região do Mato Grosso Goiano, onde domina uma pequena área de floresta 
tropical onde existem árvores de grande porte, onde a indústria aproveita como 
o mogno, jequitibá e peroba, o território goiano apresenta a típica vegetação do Cerrado. Arbustos 
altos e árvores de galhos retorcidos de folha e casca grossas com raízes profundas formam boa 
parte da vegetação. Municípios como Goiânia, Anápolis, bem como diversos outros localizados no 
sul do estado possuem estreitas faixas de floresta Atlântica, as quais, na maioria das vezes, cobre 
margens de rios e grandes serras. 
 Ao contrário das áreas de caatinga do Nordeste brasileiro, o subsolo do cerrado apresenta 
água em abundância, embora o solo seja ácido, com alto teor de alumínio, e pouco fértil. Por esse 
motivo, na estação seca, parte das árvores perde as folhas para que suas raízes possam buscar a 
água presente no subsolo. 
 
Hidrografia: 
 Goiás é banhado por três bacias hidrográficas: a Bacia do rio Paraná, a Bacia do Tocantins e 
a Bacia do Araguaia. 
 
Meio ambiente: 
 A expansão da agropecuária tem causado graves prejuízos ao cerrado goiano. As matas 
ciliares estão sendo destruídas e as reservas permanentes sendo desmatadas, para ceder espaço 
para o gado bovino e as plantações. Na região de nascentes do Rio Araguaia, a implantação de 
pastagens fez surgir inúmeros focos de erosão provocados pelo desmatamento, causando as voço-
rocas (valetas profundas causadas pela erosão), praticamente incontroláveis, que atingem o lençol 
freático. Algumas dessas valas chegam a medir 1,5 km de extensão, por 100 m de largura e 30 m 
de profundidade. Esse quadro desolador, aliado ao assoreamento dos rios, tem feito com que Goiás 
enfrente sérios problemas de abastecimento de água nas grandes cidades, uma situação que se 
torna grave nos períodos de estiagem prolongada. 
 
 Considerações finais 
 
O que está sendo concluído neste momento é apenas uma síntese de um estudo mais a-
brangente que se resume em três aspectos: a) oferecer uma visão ampla da Região Metropolitana 
de Goiânia a partir de alguns indicadores sócioespaociais; b) mostrar o processo de formação do 
espaço metropolitano e; c) disponibilizar ainda que em caráter preliminar o resultado da organiza-
ção e um banco de dados sobre a Região Metropolitana a partir dos dados do IBGE. 
Esses objetivos foram alcançados. No que se refere aos primeiros aspectos, procurou-se 
dar uma visão ampla da problemática urbana e seus aspectos metropolitanos marcada por taxas 
elevadas de crescimento da população urbana, o quadro da violência urbana com destaques para 
os jovens, assim como a segregação sócio-territorial vem se manifestando, tanto em Goiânia quan-
to nos demais municípios. 
A apreciação das informações relativas à RMG, levam ao entendimento de que o cresci-
mento intenso da cidade pólo, que é Goiânia que teve o seu auge na década 1960/70, encontra-se 
em fase de muito menor intensidade. Entretanto é também perceptível, o grande crescimento de 
algumas das cidades que compõem a Região Metropolitana. Essa não é uma situação exclusiva da 
RMG, embora cada uma das Regiões Metropolitanas brasileiras apresente suas peculiaridades. Em 
comum com as demais, temos o fato de que o acesso à terra urbana e da própria moradia torna-se 
cada vez mais difícil nas proximidades do “centro”. Isso implica que a população mais pobre tende 
a se localizar nas áreas e municípios onde os preços dos terrenos são mais acessíveis mantendo a 
tendência crescimento horizontal da periferia da maioria das cidades da RMG. 
O que se pode ter como especificidade, no caso da RMG, é que no município de Goiânia es-
se crescimento foi, em princípio, dirigido de forma planejada, em direção da região sul/sudoeste, 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
52 
pelas razões explicitadas pelo Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (PDIG) que foi apro-
vado pela Câmara de vereadores em 1971 e pelos demais que se seguiram. As diretrizes esboça-
das nos planos diretores do município de Goiânia, uma vez concretizadas pelas políticas públicas 
municipais, contribuíram sensivelmente para que a cidade transbordasse de forma muito mais in-
tensa, até o ano 2000, para os municípios que se localizam naquelas regiões. 
Só muito mais recentemente (década de 90) esse espraiamento generalizou-se em todas 
as direções, mas continuando a ser importante para aquelas cidades (Aparecida de Goiânia e Trin-
dade). Só que as mesmas, em razão de primeiro serem atingidas pelo processo, hoje são as que 
apresentam maior intensidade de integração com Goiânia. Isso se entende melhor se considerar-
mos que entre Goiânia e Aparecida não há descontinuidade da ocupação, o que caracteriza uma 
conurbação perfeita. Trindade ainda não alcançou o mesmo patamar de continuidade, mas está 
caminhando nessa direção, assim como Goianira e Aragoiânia. 
Tamanha integração dificulta algumas análises, como por exemplo, aquela que se refere ao 
emprego, não só porque muitas das pessoas que moram em Aparecida, Trindade e outros da RMG, 
trabalham em Goiânia. A questão fiscal leva para municípios vizinhos atividades que estão voltadas 
para Goiânia, notadamente no ramo dos serviços e lá empregam pessoas que vivem na cidade 
pólo. A informalidade que ocupa as ruas de Goiânia em muito é proveniente de municípios da RMG,não só no que se refere aos empreendedores propriamente, como à produção comercializada. 
 
EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO 
 
 “Não há montanha intransponível, crer é ver a vitória”. 
 
01) UFG-83: A ocupação do território goiano com a mineração do ouro, o índio, sob todos os as-
pectos, ficou à margem da sociedade que se instalou em Goiás, por que: 
a) não havia legislação que defendesse os índios; 
b) o regime de D. Marcos de Noronha submeteu os índios a um rigoroso regime militar; 
c) não havia pessoa especializada para cuidar das aldeias indígenas; 
d) não eram os índios, e sim as minas de ouro, nas terras dos índios, que interessavam ao go-
verno; 
e) a política de aldeamento dos índios opunha-se às guerras de extermínio. 
 
02)UFG-85: A decadência da mineração do ouro afetou a sociedade goiana no século XVIII provo-
cando: 
a) a sensível urbanização; 
b) aumento da população; 
c) acelerado êxodo rural; 
d) rápido enriquecimento; 
e) crescimento da população rural. 
 
03) UFG-86: Com a decadência da mineração, a pecuária tornou-se o setor mais dinâmico da eco-
nomia goiana. Isto se deve à (ao): 
a) decadência de mão-de-obra escrava; 
b) falta de campos de pastagens; 
c) facilidade de exportação; 
d) carência de capitais para investimento; 
e) colapso administrativo. 
 
04) AEE-89: A época do ouro em Goiás foi intensa e breve. Mas, na segunda metade do século 
XVIII verificou-se a rápida decadência da mineração, provocando: 
a) a substituição do ouro pela agropecuária já muito desenvolvida na região; 
b) o declínio da vida urbana e a regressão a uma economia de subsistência; 
c) a ascensão social do fazendeiro, profissão muito conceituada mesmo na época do ouro; 
d) a ocupação do território por missões jesuítas; 
e) o total despovoamento da região, que só voltou a ser ocupada no século XX. 
 
05) AEE-90: O descobrimento de Goiás é tradicionalmente atribuído a um célebre bandeirante, que 
descobriu ouro nas cabeceiras do Rio Vermelho, na região atual cidade de Goiás. Trata-se de: 
a) Fernão Dias Paes; 
b) Manuel Preto; 
c) Antonio Dias; 
d) Francisco Pires Ribeiro; 
e) Bartolomeu Bueno da Silva. 
 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
53 
06) AEE-91: Nas alternativas abaixo, identifique a que considerar correta sobre a História de Goiás 
no final do século XVIII: 
a) período áureo, grande circulação de riqueza, intenso povoamento, apogeu da mineração; 
b) crescimento do comércio com outras regiões da colônia, desenvolvimento urbano; 
c) declínio da mineração e empobrecimento da capitania que se volta para as atividades agrope-
cuárias de subsistência; 
d) aumento da arrecadação fiscal e da imigração para esta região; 
e) desenvolvimento da indústria como alternativa para o declínio da agropecuária. 
 
07)UFG-83: A política goiana, durante o século XIX, era dirigida por Presidentes impostos pelo 
poder central por que: 
a) a constituição do Império era liberal; 
b) a carta política do Império instituiu a monarquia Constitucional; 
c) a primeira constituição brasileira foi outorgada; 
d) a administração do Império era altamente centralizada; 
e) a província de Goiás era pobre, portanto, sem força política. 
 
08) UFG-84: Em 1821, o Norte de Goiás, julgando-se injustiçado, proclamou sua separação do Sul 
do Estado por que: 
a) o regresso de D. João VI a Portugal provocou medidas fiscais que prejudicariam os comercian-
tes daquela região; 
b) a revolução do Porto (1820) prejudicou o progresso do Norte de Goiás; 
c) os grandes proprietários daquela região afirmavam que, apesar de pagarem os impostos, os 
benefícios do governo lá não chegavam; 
d) em Cavalcante, o povo não vivia em completa miséria; 
e) a violência entre posseiros e fazendeiros, naquela região, gerou esta atitude separatista. 
 
09) UFG-85: Com relação aos efeitos da abolição da escravatura em Goiás, podemos afirmar que: 
a) a abolição não afetou a vida econômica da Província, uma vez que o número de libertos era 
insignificante para o total da população; 
b) a abolição afetou profundamente a vida econômica da Província, uma vez que não se esperava 
a libertação da mão-de-obra básica; 
c) a abolição não afetou a vida política da província, mas causou sérios problemas para a econo-
mia, uma vez que o escravo era maioria da população; 
d) a abolição afetou seriamente a vida econômica da Província porque a escravidão era o susten-
táculo da exploração aurífera em Goiás; 
e) a abolição não afetou a vida econômica da Província porque já havia em Goiás um grande 
número de imigrantes para substituir a mão-de-obra escrava. 
 
10) AEE-89: O processo da Independência do Brasil, em Goiás foi gradual, gerando, inclusive, 
disputas pelo poder, entre grupos locais. Em decorrência disto, ocorreu: 
a) o movimento separatista do norte de Goiás, provocado pela falta de assistência governamen-
tal; 
b) a imigração estrangeira, responsável pelo desenvolvimento da pecuária; 
c) sérios atritos com o governo central, culminando na vitória do separatismo sulista; 
d) a redução da população indígena, que perdeu o apoio do clero; 
e) a recuperação total da economia mineradora. 
 
11) UFG-85: Dentro do processo de expansão capitalista em Goiás, no começo deste século(séc. 
XX), um dos fatores de maior dinamização deste processo foi: 
a) a industrialização; 
b) a estrada de ferro; 
c) a construção de Brasília; 
d) a Belém-Brasilia; 
e) a navegação fluvial. 
 
12) AEE-90: A política das “Salvações”, adotada pelo Presidente Hermes da Fonseca, trouxe como 
consequência para o governo de Goiás: 
a) o fim do coronelismo e do voto de cabresto; 
b) o rápido povoamento e desenvolvimento de uma sociedade urbana; 
c) a ascensão de Antônio de Ramos Caiado, representante do mandonismo local; 
d) a substituição de uma economia de subsistência pela produção voltada para a exportação; 
e) não afetou a política Goiás. 
 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
54 
13) AEE-90: O “Caiadismo”, domínio político dos Jardim-Caiado na política de Goiás, teve inicio 
com: 
a) Getúlio Vargas e a Revolução de 30; 
b) a nomeação do interventor Pedro Ludovico Teixeira; 
c) a Política das Salvações do Mal.Hermes Fonseca em 1912; 
d) a ascensão da oligarquia Bulhões ao poder local; 
e) a transferência da capital para Goiânia, fato que fortaleceu este grupo ligárquico. 
 
14) UFG-83: A Revolução de 1930, em Goiás, teve como ponto de apoio: 
a) as classes médias, já com uma atuação expressiva; 
b) parte de classe dominante descontente; 
c) militares goianos discordantes do regime vigente; 
d) o operariado já com certa representação; 
e) os industriais goianos interessados em reformas básicas. 
 
15) UFG-84: A mudança da Capital para Goiânia não se processou em termos normais, mas em 
tempo de alteração política, por que: 
a) a oposição à mudança da Capital era inexpressiva; 
b) as transformações ocorridas com a Revolução de 30 a impediram; 
c) a cidade de Anápolis era o centro do poder da oligarquia estadual; 
d) o ideal mudancista enfraqueceu com a Revolução de 30; 
e) a Revolução de 30 criou condições para a mudança. 
 
16) UFG-84: Com o estabelecimento do Estado Novo, em 1937, os Estados da Federação perde-
ram sua autonomia político-administrativo, passando a ser governados por interventores. O inter-
ventor em Goiás foi: 
a) José Leopoldo de Bulhões; 
b) Antônio de Ramos Caiado; 
c) Venerando de Freitas Borges; 
d) Pedro Ludovico Teixeira; 
e) César da Cunha Bastos. 
 
17) AEE-90: Dentre as conseqüências que a revolução de 1930 trouxe para Goiás apontamos: 
a) profundas mudanças na composição social; 
b) a prisão do Dr. Pedro Ludovico que fazia forte oposição a Getúlio Vargas; 
c) a manutenção do mesmo estilo de governo sem nenhuma renovação política; 
d) a ênfase ao desenvolvimento do Estado e o apoio do governofederal à construção de Goiânia; 
e) a oposição do governo Vargas à mudança da capital por implicar em gastos públicos. 
 
18) AEE-93: A construção da nova capital de Goiás recebeu todo o apoio do governo revolucionário 
implantado em 1930. Sobre o tema podemos dizer: 
I) a antiga capital de Goiás era mal localizada para servir de centro administrativo, além de pos-
suir clima insalubre; 
II) apesar das condições desfavoráveis à saúde e às atividades comerciais, parte da população 
opunha-se à mudança por motivos sentimentais e por temer a desvalorização de seus bens e imó-
veis; 
III) a transferência da capital contou com o apoio unânime da população e do governo local, já que 
os gastos seriam reduzidos e o Estado era rico. 
Assinale: 
a) se I, II e III forem corretas; 
b) e apenas I e II forem corretas; 
c) se apenas I for correta; 
d) se todas forem corretas; 
e) se I e III corretas. 
 
19)UFG-83: Entre os empreendimentos importantes que nasceram no governo Mauro Borges, um 
deles foi a tentativa de reforma agrária, através de uma experiência piloto. Estamos no referido à 
(ao): 
a) Combinado Agro-Urbano de Arraias(Kibutz); 
b) Colônia Agrícola de Ceres; 
c) Colônia de Uvá; 
d) Colônia de Santa Cruz; 
e) Colônia de Italianos de Nova Veneza. 
 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
55 
20) AEE-91: As cidades planejadas de Goiânia e Brasília tiveram sua construção ligada aos seguin-
tes governos respectivamente: 
a) Castelo Branco e Costa e Silva; 
b) Getúlio Vargas e Juscelino Kubistchek; 
c) Eurico Gaspar Dutra e Getúlio Vargas; 
d) Washington Luiz e Jânio Quadros; 
e) Prudente de Morais e João Goulart. 
 
21) UEG-2001: “E a conta menor que tiraste em Vida 
É a parte que te cabe neste latifúndio 
É a terra que querias ver dividida”. 
MELLO, João Cabral de. Morte e Vida Severina 
“ Funeral de um lavrador” é parte da peça teatral Morte e Vida Severina, relacionada com os pro-
blemas enfrentados pelos camponeses. Por causa da má distribuição de terras. Em Goiás, ocorre-
ram vários movimentos que demonstram a difícil situação em que se encontra o campesinato. So-
bre esse tema, leia atentamente as proposições abaixo e depois marque a opção CORRETA. 
I – O movimento messiânico liderado por Santa Dica, ocorrido no inicio do século XX, defendia o 
coletivismo no uso da terra, no trabalho e na distribuição, o que causou o receio e a oposição dos 
coronéis. 
II – O movimento social camponês conhecido como a Revolta de Formoso e Trombas, iniciado em 
1959, caracterizou o confronto entre posseiros e grileiros, contando com a participação do partido 
comunista. 
III – A tensão no campo em Goiás levou a Igreja Católica a apresentar um projeto de Reforma 
Agrária sob a liderança de D. Fernando Gomes dos Santos, arcebispo de Goiânia. 
IV – Sendo Goiás um Estado agrário, o modelo econômico do período da ditadura caracterizou-se 
por um novo padrão de acumulação de renda, baseado na modernização conservadora da grande 
propriedade. 
V – Os problemas relacionados com a ocupação de terras em Goiás são uma herança dos primór-
dios da colonização da província que favoreceu a concentração da propriedade e a formação de 
oligarquias. 
a) I, II e III b) I, IV e V 
c) I, II, III, IV e V d) II, III e IV 
e) I, II e IV 
 
22) “...Uma cápsula de césio de um aparelho de raio x. vendido para o ferro-velho de Devair Fer-
reira, o material passou a ser tratado como objeto de diversão (o azul da Prúsia, brilhante no escu-
ro). Oito pessoas morreram na época e cerca de 700 pessoas foram contaminadas.” 
Sobre esse episódio recente na história de Goiânia, pode se afirmar que: 
01 ( ) Goiânia passou a ser chamada de a “Chernobil do Brasil” e ficou conhecida no mundo todo: 
o povo e os produtos goianos passaram a ser estigmatizados. 
02 ( ) O Comitê de Defesa de Goiânia reuniu pessoas interessadas em apurar responsabilidades, 
exigindo um programa de ações para o ampara das vitimas e da cidade. A fundação Leide das Ne-
ves foi criada para dar assistência às vitimas. 
03 ( ) A CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), a União e os médicos IGR saíram ilesos do 
episodio: a prontidão na localização e solução do problema provocou o preparo do sistema brasilei-
ro de gestão de metais radioativos. 
04 ( ) Na época, Goiânia sediou uma competição internacional que desviou a atenção da popula-
ção e atrasou o diagnostico e o tratamento do problema. 
 
23) (ALFA 2004) A respeito da economia goiana, assinale as proposições com C (certo) ou E (erra-
do): 
A – ( ) O Estado de Goiás tem se destacado no cenário econômico do país com um crescimento da 
produção e da geração de empregos, acima da média nacional. 
B – ( ) A chamada economia mineral goiana é pouco expressiva, pois Goiás não possui grandes 
reservas minerais as quase poderia dar uma maior dimensão a esse setor. 
C – ( ) O agronegócio tem um significativo destaque na economia, exemplo disso é a grande pro-
dução de grãos local e a presença na cidade de Rio Verde de empresas como a Comigo e a Perdi-
gão. 
D – ( ) A produção de leite em Goiás é pequena, dada à inexpressiva dimensão do nosso rebanho 
bovino e do baixo índice tecnológico dessa atividade na região. 
 
24) (ALFA 2004) Em relação aos meios de transporte em Goiás, assinale com C (certo) ou E (erra-
do): 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
56 
A – ( ) Em 1907 constitui-se a Companhia Estrada de Ferro Goiás, que deveria construir a Li-
nha Araguari – rio Araguaia. No entanto, até 1931 o avanço dos trilhos havia sido muito lento, 
chegando apenas até Leopoldo de Bulhões. 
B – ( ) Mesmo com todo esforço por parte do governo de Goiás, da União e da iniciativa priva-
da, a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro em solo goiano, no início do século XX, em nada 
alterou a economia local. 
C – ( ) No século XIX e nos primeiros anos do século XX, o principal meio de transporte era o 
carro de boi em estradas de rodagem, geralmente mal construídas e pior conservadas. 
D – ( ) Desde o governo do presidente Sarney, entre 1985 e 1990, a ferrovia Norte-Sul vem 
sendo discutida, da qual uma parte de seu trajeto em território maranhense já está em funciona-
mento. Para Goiás, para o seu processo de desenvolvimento, esta estrada não terá nenhum signifi-
cado. 
 
25) (ALFA 2004) A respeito da pecuária e da agricultura em Goiás, assinale as proposições com 
C(certo) ou E(errado): 
A – ( ) A criação de gado bovino em Goiás é uma atividade recente, pois na maior parte dos 
anos a economia local sempre esteve identificada com a mineração do ouro e o cultivo do arroz. 
B -- ( ) A agropecuária em Goiás, no século XVIII, era pouco desenvolvida, pois todos os esfor-
ços de capital e de mão-de-obra deveriam se destinar à exploração do ouro. 
C – ( ) No século XVIII, ser mineiro era a profissão mais honrosa, significava o mais alto status 
social. Todos queriam ser mineiros e ninguém queria ser chamado de roceiro, ou seja, a agropecu-
ária era desprezada. 
D – ( ) Durante o século XIX, a soja e o milho constituíam os principais produtos de exportação 
de Goiás, por serem produtos de fácil transporte e de grande aceitação no mercado europeu. 
 
26) (UFG 2004) A integração de Goiás nos quadros da economia nacional encontrou na construção 
de Brasília um momento de inflexão: Goiânia transformou-se em ponto de apoio fundamental para 
a construção da nova capital. 
 Acerca da integração econômica de Goiás entre as décadas de 1950 e 1970, marque a alterna-
tiva CORRETA: 
a) Houve uma enorme resistência da elite política goiana em ceder imensa quantidade de terras 
para a formação do Distrito Federal, uma vez que a atividade pecuarista era desenvolvida intensi-
vamente nas terras onde a nova capital seria construída. 
b) A construção de Brasília recebeu apoio inconteste de todos os partidospolíticos, pois a interio-
rização da capital já estava prevista na primeira constituição republicana. O sonho de se construir 
uma nova capital ultrapassou as divisões ideológicas. 
c) O golpe de 1964 paralisou os investimentos na modernização da agricultura brasileira. O mo-
delo econômico adotado reservava à agricultura papel secundário, concentrando os investimentos 
no desenvolvimento industrial. 
d) A modernização da agricultura goiana foi uma decorrência da transferência da capital, pois o 
estado de Goiás tornou-se responsável pelo abastecimento de Brasília, o que permitiu uma profun-
da alteração na agricultura goiana, com o crescimento da pequena propriedade. 
e) A integração da economia goiana nos fluxos de investimentos nacionais iniciou-se no final da 
década de 1920 com a chegada dos trilhos, mas só ganhou impulso decisivo com o desenvolvimen-
to da agricultura moderna, com o cultivo da soja. 
 
27) UEG-PM-2005 O brilho e a escassez do metal precioso são marcas de nascença do mundo goi-
ano entre os séculos XVIII e XIX que, lentamente, foram apagadas pelos rastros das boiadas e 
pelos trilhos do trem. Nesse longo processo de formação, destaca-se o seguinte fator: 
a) A herança do período minerador permitiu a acumulação de capital suficiente para a formação 
de um grande rebanho bovino que permitiu a Goiás, no século XIX, transformar-se no principal 
criador de bovinos do Brasil. 
b) A pecuária desenvolveu-se de forma extensiva e ganhou projeção graças à capacidade de 
deslocamento dos animais para os mercados consumidores. 
c) O transporte ferroviário ingressou no território goiano no final dos anos de 1920, propiciando 
forte modernização da economia por meio da agroindústria. 
d) Vila Boa acompanhou os distintos ritmos do desenvolvimento econômico de Goiás: da extra-
ção do ouro à implantação das ferrovias, a cidade manteve-se como pólo de desenvolvimento eco-
nômico até o final de 1930. 
 
28) UEG-PM-2005 Em Goiás, as cidades originaram-se em função de fatores como mineração, 
atividade agropecuária, implantação de rede viária, patrimônio religioso, colônias agrícolas, entre 
outros. 
Sobre a origem das cidades goianas, julgue as proposições abaixo e marque V ou F. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
57 
( ) Com a atividade mineradora surgiram Vila Boa(Goiás) e Meia Ponte(Pirenópolis), considerados, 
na atualidade, os mais ricos patrimônios históricos e arquitetônicos do Estado. 
( ) As cidades de Anápolis e Damolândia formaram-se em terras doadas à Igreja pelos fazendei-
ros, como forma de devoção religiosa. 
( ) Pires do Rio teve sua origem ligada à estrada de ferro, enquanto Mara Rosa surge em função 
da rodovia Belém-Brasília. 
( ) Dentro do movimento da “Marcha para o Oeste”, Itumbiara é o exemplo mais representativo 
da implantação de colônias agrícolas. 
 Marque a alternativa que apresenta a seqüência CORRETA, de cima para baixo: 
a) V-F-F-V 
b) F-V-V-F 
c) V-V-V-F 
d) F-F-F-V 
 
29) UEG-PM-2005 A mudança da capital mobilizou todas as atenções do Estado, pois se tratava de 
mudar a geografia política, alterando o lugar de encontro das atividades econômicas, administrati-
vas e culturais. Entre os anos de 1933 e 1937, estruturou-se, ainda que timidamente, a nova capi-
tal de Goiás, cuja construção foi uma decorrência. 
a. da reorientação política ocorrida em Goiás após 1930. O interventor Pedro Ludovico, desejoso 
de restringir o poder das elites políticas fixadas na tradicional cidade de Goiás, comprometeu-se 
com a mudança da capital como chave para o seu governo. 
b. do desejo explícito do presidente Getúlio Vargas de ocupar produtivamente as regiões interio-
ranas, abandonadas pelas elites locais. 
c. da crise econômica de 1929 que, regionalmente, afetou a cidade de Goiás: o número de falên-
cias e a desorganização da atividade pecuarista alimentaram o desejo de mudança da capital. 
d. do desejo da população de reconstruir uma nova capital longe do clima insalubre que trans-
formava a cidade em fator de risco para a saúde dos moradores. 
 
30) UEG-PM-2005 Sobre a modernização agrícola de Goiás, pode-se afirmar que: 
I - Gera emprego especializado, ao mesmo tempo em que contribui para o aumento do desempre-
go entre os trabalhadores com pouca qualificação. 
II - Prioriza o plantio de produtos destinados à exportação, como a soja, em detrimento da produ-
ção de alimento para o mercado interno, como o feijão. 
III - Investe em pequenas propriedades, pois seu objetivo é a melhor distribuição de terras e de 
renda. 
IV - Impede o êxodo rural na medida em que aumenta a produção e a produtividade agrícola. 
Marque a alternativa CORRETA: 
a)Somente as proposições I e IV são verdadeiras 
b)Somente as proposições I e II são verdadeiras 
c)Somente as proposições II e III são verdadeiras. 
d)Somente as proposições III e IV são verdadeiras. 
 
31) UEG-PM-2005 Goiânia, cidade planejada para 50 mil habitantes, encontra-se hoje com uma 
população acima de 1 milhão de habitantes e não pára de crescer. Vários fatores atuam na expan-
são da área urbana. 
 Com base em seus conhecimentos sobre o crescimento urbano de Goiânia, julgue as proposições 
abaixo: 
I. Grandes áreas urbanas da cidade pertencem a especuladores imobiliários que aguardam a valo-
rização dos lotes para colocá-los à venda. 
II. A população de baixa renda participa do mercado imobiliário através da compra de lotes 
baratos na periferia, que podem ser oriundos de loteamentos legalizados ou clandestinos. 
III. A competição entre proprietários de terras, corretoras e incorporadores imobiliários contri-
bui para o barateamento e a regularização do uso do solo urbano. 
IV. A expansão desordenada da cidade é motivada pela aprovação de novos loteamentos pelo 
poder público, bem como pela incapacidade de coibir a ocupação clandestina de áreas. 
Marque a alternativa CORRETA: 
a) Somente as proposições I e III são verdadeiras. 
b) Somente as proposições II e IV são verdadeiras. 
c) Somente as proposições I, II e IV são verdadeiras. 
d) Todas as proposições são verdadeiras. 
 
32) UEG-PM-2005 A industrialização de Goiás é um processo recente e sua implantação acabou 
contribuindo para o aumento das diferenças regionais. 
 Em relação à industrialização goiana, marque a alternativa INCORRETA: 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
58 
a) O (DAIA)Distrito Agroindustrial de Anápolis ganha maior dinamismo com a incorporação de 
novos ramos industriais, como o farmacêutico. 
b) A região nordeste do estado abriga várias etapas da cadeia produtiva das mais poderosas a-
groindústrias do país ligadas ao setor de alimentação. 
c) A indústria automobilística, antes concentrada nas regiões metropolitanas, chega a Goi-
ás(Catalão) atraída por incentivos governamentais, entre outros fatores. 
d) Em Minaçu, a exploração do amianto não foi acompanhada da instalação de indústrias de be-
neficiamento de grande porte daquele minério. 
 
33) UEG-PM-2005 Falta de justiça social no campo e na cidade, e a violência praticada pelo lati-
fúndio e pelos especuladores imobiliários tem como pano de fundo o modelo de desenvolvimento 
seguido pelo Brasil... 
 De acordo com o texto acima e seus conhecimentos, marque a resposta INCORRETA. 
a) O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra(MST) tem presença marcante em vários municí-
pios goianos, com ações concretas de invasão de terras. 
b) A luta pela moradia vem agregando um número cada vez maior de pessoas que ocupam áreas 
públicas e privadas, principalmente na capital do Estado. 
c) O modelo econômico seguido pelo Brasil tem como características a aceitação das regras defi-
nidas pelo FMI, que define o pagamento dívida externa como prioridade. 
d) A Constituição de 1988, ao definir o significado social da propriedade da terra, criou o instru-
mento legal que deu estabilidade política ao campo.34) UEG-PM-2005 A vida política em Goiás foi marcada pela presença de lideranças que assumi-
ram o papel de condutores do processo de modernização e integração da economia goiana no cir-
cuito nacional. Acerca desse processo, julgue os itens e responda: 
I - Pedro Ludovico foi responsável pela grande transformação operada nos anos 30 com a passa-
gem da economia agrícola para a industrial. 
II - A percepção do planejamento como instância fundamental da administração pública foi a gran-
de novidade do governo de Mauro Borges(1960-64). 
III - A expansão do setor agroindustrial e da indústria são conquistas que remontam ao final dos 
anos 70, mas que ganharam impulso decisivo no governo de Marconi Perillo. 
Marque a alternativa CORRETA: 
a) Apenas as proposições I e II estão corretas. 
b) Apenas as proposições I e III estão corretas. 
c) Apenas as proposições II e III estão corretas. 
d) Todas as proposições estão corretas. 
 
35) UCG 2005/1 
Metrópole do Oeste 
Os dias passam lentos, lerdos, lerdos, 
até que enfim surge a triunfal manhã de outubro, 
molhada de chuva, 
lavada de sol. 
Claros clarins no ar rabiscam 
O canto da vitória! 
Aliança Liberal. 
Getúlio Vargas, Pedro Ludovico! 
De novo se abre a boca de cenário 
E no palco aparece 
Goiânia. 
 (ROCHA, B. Revista Oeste, 1944) 
O trecho do poema acima, publicado na Revista Oeste, em 1944, fala sobre Goiânia e o panorama 
da mudança da capital. Sobre o contexto histórico a que se refere, as representações do ideal mu-
dancista e a construção de uma nova cidade. Julgue C ou E. 
01 ( ) A menção do mês de Outubro no poema refere-se a 1930, ocasião em que, motiva-
do por uma conjuntura socioeconômica em transição, houve a deposição de Washington Luís e o 
estabelecimento do governo federal provisório, chefiado por Getúlio Vargas. 
02 ( ) “Aliança Liberal, Getúlio Vargas”. O trecho inspira-se na composição do grupo de 
oposição à candidatura oficial à presidência, lançada por Washington Luís, formado por Minas Ge-
rais, Rio Grande do Sul e Paraíba. A Aliança Liberal indicou Getúlio Vargas à presidência da Repú-
blica com o apoio dos tenentistas, com o objetivo de romper com a política do “café com leite”. 
03 ( ) A “Revolução de trinta”, encarada como golpe por muitos autores, teve como resul-
tado o deslocamento da tradicional oligarquia mineira do centro de poder. Ocorreram rupturas de 
ordem constitucional, uma revolução, de fato. Houve ampla participação popular e verdadeiras 
mudanças sócio-econômicas no Brasil, após este período. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
59 
04 ( ) O poema exalta Getúlio Vargas como símbolo de um novo tempo, e o interventor 
designado para administrar a nova capital, Pedro Ludovico. Carismático, Pedro Ludovico foi peça 
importante na política de interiorização e construção de uma nova capital, Goiânia. Este ato deslo-
caria o centro de poder, retirando-o das oligarquias regionais ligadas à Cidade de Goiás e seria 
encarado como o marco de modernidade e desenvolvimento. 
05 ( ) Além da mudança das elites políticas e oligarquias goianas, Goiânia também será 
considerada um resultado das novas tendências da economia, antes fundamentadas na mineração 
do ouro e, depois, desenvolvimento da pecuária e da agricultura. Nessa condição, vai suceder a 
Cidade de Goiás, fundada em 1727 pelo bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva Filho e capital 
desde então. 
06 ( ) Fundada em 24 de outubro de 1933, Goiânia vai, portanto, representar os novos 
paradigmas regionais e nacionais, os que afirmavam paulatinamente os valores capitalistas. Assim, 
será uma cidade de traçado urbano planejado e arquitetura fundamentada na arte déco e nas idéi-
as européias modernas de cidade-jardim. 
 
36) G.M. – 2005 Marcado pela visita do paulista Bartolomeu Bueno da Silva, surgiu um dos princi-
pais monumentos construídos em Goiânia e que retrata a essência da História da cidade, denomi-
nados de: 
a) Museu de Artes 
b) Parque Mutirama 
c) Praça do Cruzeiro 
d) Palácio das Esmeraldas 
e) Monumentos às Três Raças. 
 
37) G.M. – 2005 A idéia da mudança da capital do Estado de Goiás surgiu da necessidade de loca-
lizá-la num lugar de acordo com os novos interesses econômicos, pois a cidade de Goiás já não 
suportava mais a estrutura da capital. Daí a necessidade da construção de Goiânia, com a seguinte 
localização: 
a) as margens do Córrego Botafogo, nas terras pertencentes ao município de Campinas; 
b) nas proximidade do Rio Vermelho, na região de origem do Arraial de Sant’Anna; 
c) nas proximidades do Rio Capivary e do Córrego Cururu, em terras férteis 
d) às margens do Rio Tocantins, região de grande produção de ouro; 
e) na fronteira do município de Vila Boa, atual Pirenópolis. 
 
38) G.M. – 2005 Em 1960, Goiânia já contava com 150 mil habitantes. Um conjunto de fatos mar-
cou a arrancada definitiva de Goiânia em busca de seus espaço entre as maiores e mais belas me-
trópoles brasileiras. Dos fatos abaixo, aquele que não pode ser considerado um dos responsáveis 
por esse desenvolvimento foi: 
a) chegada da ferrovia 
b) início da construção de Brasília 
c) inauguração da usina do Rochedo 
d) política de interiorização de Vargas 
e) desapropriação das terras para a Reforma Agrária. 
 
39) G.M. – 2005 A Região Metropolitana de Goiânia engloba onze municípios, incluindo Goiânia. A 
alternativa em que todos os municípios citados fazem parte dessa Região Metropolitana é: 
a) Abadia de Goiás, Aragoiânia, Luziânia e Senador Canedo; 
b) Abadia de Goiás, Aragoiânia, Goianápolis e Trindade; 
c) Goianira, Luziânia, Trindade e Senador Canedo; 
d) Anápolis, Hidrolândia, Piracanjuba e Nerópolis; 
e) Anápolis, Goianira, Hidrolândia e Nerópolis. 
 
40) 
PIB A PREÇOS CORRENTES E POPULAÇÃO DE MUNICÍPIOS GOIANOS SELE-
CIONADOS – 2003 
 
MUNICÍPIO 
PIB POPULAÇÀO 
 
PIB PER CAPI-
TA (R$) 
 
R$ mil 
% em 
relação 
ao Es-
tado 
 
Habitan-
tes 
% em 
relação 
ao Es-
tado 
Goiânia 7.670.594 20,82 1.161.986 21,53 6.601 
Anápolis 2.143.809 5,82 302.568 5,61 7.085 
Rio Verde 1.731.187 4,7 127.205 2,36 13.609 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
60 
Catalão 1.425.600 3,87 68.350 1,27 20.857 
Aparecida de 
Goiânia 
 
1.365.023 
 
3,71 
 
399.581 
 
7,40 
 
3.416 
São Simão 867.470 2,36 14.535 0,27 59.681 
 
FONTE: SEPLAN-GO/SEPIN/Gerência de Contas Regionais –2005. 
 
Levando em consideração seu conhecimento sobre a geoeconomia goiana e os dados do quadro, é 
CORRETO afirmar: 
a) O elevado valor do PIB (per capita) de São Simão guarda relação com sua reduzida população 
total e o expressivo peso no setor de geração de energia elétrica. 
b) O baixo valor do PIB (per capita) de Goiânia é um indicador do seu reduzido peso no cenário 
econômico goiano. 
c) O menor PIB (per capita) de Aparecida de Goiânia tem relação com o fato de o município ser o 
mais populoso, entre os citados. 
d) Os dados da tabela indicam o quanto a economia goiana encontra-se desconcentrada, com 
destacada participação dos municípios do sul e leste goiano. 
 
41) Sobre o povoamento do território goiano no século XX é INCORRETO afirmar: 
a) A estrada de ferro exerceu significativa influência nas primeiras décadas do século XX, favore-
cendo a ligação entre o sul goiano e o Centro –Sul do Brasil, via triângulo mineiro. 
b) A edificação de Brasília, durante a década de 1950, provocou um intenso fluxo migratório para 
as regiões que circundavam a nova capital. 
c) A modernização da agricultura na região norte de Goiás, especialmente a partir da década de 
1960, estimulou a migração de envolvidos no cultivo da soja. 
d) A construção da Belém-Brasília favoreceu o surgimento de inúmeras cidades no norte de Goiás 
e no Tocantins. 
 
42) A queda do rendimento nas minas goianas prolongou-se de forma vagarosa, mas constante. A 
partirde 1778 a baixa na produção foi alarmante, embora a diminuição do rendimento-homem já 
se insinuasse desde décadas anteriores. 
ESTEVAM, Luiz. O tempo da transformação: estrutura e dinâmica da formação econômica de Goiás. 2 
ed. Goiânia: Ed. da UCG. 2004, p. 39. 
Com base no texto acima, assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE o contexto do perí-
odo de transição de mineração para a agropecuária: 
a) No quadro de declínio da produção aurífera, em Goiás, o governo incentivou as atividades 
comerciais, suspendendo medidas que proibiam a navegação fluvial e revogando o alvará que não 
permitia a instalação de manufaturas no Estado. Assim ocorreu a expansão do comércio nos pri-
meiros anos do século XIX. 
b) A transição entre as atividades mineratórias e a agropecuária em Goiás, na passagem do sé-
culo XVIII para o XIX pode ser percebida pelo aumento do número de estabelecimentos rurais na 
região, sendo que no norte, em função de as jazidas auríferas serem menos expressiva, o declínio 
dera-se mais rapidamente e a pecuária extensiva fora precocemente fomentada.. 
c) A transumância interna da população de Goiás no período não foi relevante, sendo que, com a 
ruína da mineração, os moradores continuaram nos “núcleos urbanos”, embora a atividade da a-
gropecuária adquirisse proeminência em relação ao comércio, de forma que o processo de ruraliza-
ção das atividades econômicas não significou mudança efetiva na vida social da população. 
d) Depois de esgotada a febre de extração aurífera em Goiás, o alvorecer do século XIX eviden-
ciou o resultado de um longo período colonial para a região. Uma das heranças mais significativas 
foi que a estrutura fundiária se conformou através de contratos de compra e venda, sendo a posse 
um mecanismo pouco utilizado para a ocupação das terras. 
 
43) O sistema tributário representou, ao longo de todo o período colonial, o principal instrumento 
através do qual a metrópole drenava as riquezas produzidas na colônia. Sobre a tributação das 
minas em Goiás, julgue a validade das proposições que se seguem. 
I - O imposto típico da mineração era o Quinto, com o qual o rei concedia o direito a que particula-
res desenvolvessem a lavra das minas, reservando para si a quinta parte de toda riqueza extraída. 
II - As entradas, cobradas sobre todas as mercadorias que ingressavam na Capitania, representa-
vam uma importante fonte de receita para os cofres públicos; ao mesmo tempo, esse imposto ge-
rava a carestia nas regiões das minas. 
II - O dízimo, consistente na décima parte dos ganhos da produção agrícola, era cobrado direta-
mente pela coroa através de seus funcionários, diferentemente do Quinto, que era cobrado por 
contratadores. 
Assinale a alternativa CORRETA: 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
61 
a) Apenas as proposições I e II são verdadeiras. 
b) Apenas as proposições I e III são verdadeiras. 
c) Apenas as proposições II e III são verdadeiras. 
d) Todas as proposições são verdadeiras. 
 
44) No período republicano, a causa separatista do Norte de Goiás voltou a se manifestar. O cres-
cimento econômico das regiões Sul e Sudoeste, intensificado a partir da chegada dos trilhos no 
Estado, refletiu-se no aumento das diferenças regionais. ASSIS, Wilson Rocha. Estudo de história 
de Goiás. Goiânia: Editora Vieira, 2005, p. 139. Com base no texto acima, analise as proposições 
que se seguem: 
I - O movimento pela “Proclamação autonomista de Porto Nacional” remonta a 1956, representan-
do os anseios da região a favor da criação do Estado do Tocantins. 
II - O movimento emancipacionista que pregava a ruptura com o sul, ganhou força em razão de 
que dos 32 deputados estaduais de Goiás à épooca a metade era originária da região norte do es-
tado. 
III - O movimento pela criação do Estado do Tocantins alcançou êxito na Constituição de 1988, em 
uma campanha de caráter suprapartidário liderada por Siqueira Campos. 
Assinale a alternativa CORRETA: 
a)Apenas as proposições I e II são verdadeiras. 
b)Apenas as proposições I e III são verdadeiras. 
c)Apenas as proposições II e III são verdadeiras. 
d)Todas as proposições são verdadeiras. 
 
45) Em 1964, um golpe militar depunha o presidente João Goulart, iniciando a ditadura militar que 
perduraria até 1985. escolha a alternativa que faz uma análise CORRETA dos reflexos do golpe 
militar em Goiás. 
a) O Governador de Goiás, Mauro Borges Teixeira, era coronel do Exército, o que explica ausên-
cia de conflitos entre seu governo e o regime militar. 
b) O bom relacionamento de Mauro Borges Teixeira com nomes da esquerda, tais como Miguel 
Arraes e Leonel Brizola, e a sua postura independente explicam os seus atritos com os governantes 
militar, que culminaram com a sua deposição em novembro de 1964. 
c) As divergências entre Mauro Borges Teixeira e João Goulart remontavam a 1961, quando o 
governador de Goiás apoiou os grupos que tentavam impedir a posse do então vice-presidente. 
d) Ancorado pelo apoio popular e pela polícia militar de Goiás, Mauro Borges Teixeira organizou o 
movimento de resistência à intervenção militar federal, que ficou conhecido como Movimento da 
Legalidade. 
 
46) “Em menos de trinta anos desmatou-se indiscriminadamente a cobertura vegetal original do 
cerrado para a monocultura da soja. A paisagem retorcida das espécies do cerrado deu lugar às 
formas geométricas homogêneas, a exemplo dos belts norte-americanos, comprometendo as nas-
centes do Araguaia, um dos mais importantes rios do território goiano, como se vê nas proximida-
des do Parque Nacional das Emas, no município de Mineiros, Sudoeste Goiano”. ARRAIS, T. A. Ge-
ografia contemporânea de Goiás. Goiânia, Editora Vieira, 2004. p. 20. Em referência ao cerrado 
goiano e à agricultura, leia atentamente as questões abaixo e assinale a alternativa INCORRETA: 
a) A modernização da agricultura nos cerrados goianos foi favorecida pelos seguintes fatores: 
disponibilidade de terras com implicação direta na concentração fundiária; relevo pouco acidentado 
que favoreceu a mecanização; programas de governo para a capitalização da agricultura empresa-
rial; disponibilidade no mercado de insumos agrícolas, entre outros fatores. 
b) A partir da década de 1980, progressivamente, as culturas tradicionais como o arroz e o feijão 
perderam espaço para o cultivo da soja. Atualmente, a soja é um dos produtos de maior peso na 
pauta de exportação goiana. 
c) A expressão “síndrome de ilha” é utilizada para caracterizar o Parque Nacional das Emas. A 
argumentação, entre outros motivos, decorre do fator preocupante de o parque encontrar-se isola-
do pelo cultivo da soja que, entre outros impactos, polui os recursos hídricos e acelera o processo 
de erosão na região. 
d) O desmatamento dos cerrados ocorreu primeiramente no sul goiano, nas regiões de chapa-
da,onde havia uma fertilidade natural dos solos, o que favoreceu a expansão do cultivo da soja. 
 
47) Hugo de Carvalho Ramos abriu caminho para uma geração de escritores que pensaram Goiás 
como região, Nessa direção, a literatura elabora os elementos da cultura e da identidade goiana. 
Analise as assertivas abaixo e responda: 
I - Hugo de Carvalho Ramos, em seus contos, apresenta como elemento fundamental de sua obra 
as transformações sociais ocorridas em Goiás com o avanço da urbanização decorrente da presen-
ça dos tropeiros. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
62 
II - Bernardo Elis enfatiza a presença da violência e da exploração sobre o trabalhador rural no 
romance o tronco. 
III - Cora Coralina, em sua poesia, evoca o passado como libertação, focalizando a vida que se 
desenvolvia livre dos preconceitos e do moralismo próprios da cidade grande. 
a) São corretas apenas as assertivas I e II 
b) São corretas apenas as assertivas II e III. 
c) São corretas apenas as assertivas I e III. 
d) Apenas a assertivas II está correta. 
 
48) Acidade de Pirenópolis tem na Festa do Divino uma das suas principais atrações. Na relação 
entre festa e cultura pirenopolina, destaca-se: 
a) a preservação de uma tradição cultural recriada nos festejos que atraem turistas de todas as 
partes do Brasil. 
b) o culto de tradições culturais seculares imunes às influências do comércio e do turismo. 
c) a ruptura com a tradição cultural marcada pela contínua invenção de novos rituais voltados 
para o mercado turístico. 
d) a espontaneidade dos festejos que são recriados livremente pela população sem apelo ao seu 
suposto sentido original. 
 
49) Na década de 1960, o intenso clima de disputa ideológica resultou no golpe que derrubou o 
governo de João Goulart, impondo um novo modelo político ao país, Analise as assertivas abaixo e 
responda. 
I - O compromisso do governo Goulart com as reformas de base, principalmente a agrária, motivou 
a mobilização militar para a derrubada do governo. 
II - O movimento que derrubou o presidente Goulart pode ser caracterizado como golpe militar, 
uma vez que não contava com apoio algum da sociedade civil. 
III - O governador Mauro Borges foi cassado por exigência dos setores conservadores que identifi-
cavam no planejamento econômico e no projeto de reforma agrária (combinado agrourbano de 
Arraias) influências "esquerdistas". 
a) São corretas as assertivas I e II. 
b) São corretas as assertivas II e III. 
c) São corretas as assertivas I e III; 
d) Todas as assertivas são corretas. 
 
50) Historicamente, a urbanização induziu o progressivo processo de concentração de pessoas nos 
centros urbanos. Essa concentração causou a densificação e a diversificação do uso do solo urbano. 
Considerando a ocorrência desse processo na Região Metropolitana de Goiânia, é CORRETO afir-
mar: 
a) As regiões mais verticalizados de Aparecida de Goiânia estão ligadas, sobretudo, ao uso de 
moradia em apartamentos. 
b) Os municípios mais verticalizados da Região Metropolitana de Goiânia são Goiânia e Senador 
Canedo. 
c) O modelo de expansão urbana de Goiânia induziu o seu crescimento, principalmente, para as 
regiões norte e leste, justamente onde o município encontra-se conturbado com Trindade e Apare-
cida de Goiânia. 
d) Em se tratando do município de Goiânia, a horizontalização é mais presente nas regiões cen-
tral e oeste. 
 
51) Do ponto de vista da hidrografia, o estado de Goiás é privilegiado, uma vez que no território 
goiano nascem rios pertencentes às principais bacias hidrográficas brasileiras. Sobre esse assunto, 
é CORRETO afirmar: 
a) O rio Corumbá faz parte da bacia do rio Tocantins. 
b) O rio Meia Ponte faz parte da bacia do rio Paranaíba. 
c) O rio Vermelho faz parte da bacia do rio São Francisco. 
d) Os rios Araguaia e Tocantins fazem parte da bacia do rio Paraná. 
 
52) O avanço das ferrovias está associado à modernização. Em algumas regiões de Goiás, desde o 
início do século XX, já se escutava o apito da maria-fumaça, avisando a chegada de novidades que, 
entre os anos de 1920 e 1950, transformaram o ritmo da vida social local ao: 
a) inverter a antiga vocação agrária da região em prol de uma política industrial anunciada pelo 
desenvolvimento de novos setores na região. 
b) modernizar a agricultura e a pecuária do norte/nordeste goiano, a partir do transporte do re-
banho para novos mercados consumidores. 
c) promover um novo padrão de urbanização capaz de atender aos segmentos industriais que se 
deslocam para o sudeste goiano. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
63 
d) aproximar a economia do sul/sudeste goiano de São Paulo por meio do aprofundamento dos 
vínculos econômicos com o triângulo mineiro, região já articulada com a economia paulista. 
 
53) O golpe de 1964 redefiniu a economia nacional a partir de um processo de centralização auto-
ritária que: 
a) abrandou a presença do Estado na economia, aderindo aos princípios liberais, como forma de 
obter apoio dos capitais internacionais. 
b) investiu maciçamente na produção agrícola no Centro-Oeste, incentivando a formação de coo-
perativas para o plantio de soja. 
c) redefiniu os investimentos agrícolas, priorizando o apoio aos pequenos proprietários e à pro-
dução de alimentos para o mercado interno. 
d) defendeu a realização de uma reforma agrária por meio da expropriação das terras improduti-
vas. 
 
54) O lento processo de ocupação de Goiás foi acompanhado pela introdução de mão-de-obra des-
tinada ao duro trabalho da extração de ouro e às demais atividades econômicas. Acerca desse pro-
cesso, julgue a validade das seguintes afirmações. 
I - O escravo representou a mão-de-obra fundamental no período da mineração, constituindo qua-
se metade da população. 
II - Os indígenas também foram fartamente utilizados na extração do ouro, substituindo os escra-
vos africanos devido ao alto preço dos negros a partir da lei de 1831. 
III - No período republicano, a atividade pecuarista se utilizou da mão-de-obra livre. Entretanto, 
não predominou o trabalho assalariado, mas formas pré-capitalistas, como as meiações e parceri-
as. 
IV - O governo Vargas implementou medidas efetivas que garantiram o cumprimento de uma legis-
lação trabalhista tanto na cidade como no campo. 
Assinale a alternativa CORRETA. 
a)Apenas as afirmações I e II são verdadeiras. 
b)Apenas as afirmações II e III são verdadeiras. 
c)Apenas as afirmações I e III são verdadeiras. 
d) Apenas as afirmações III e IV são verdadeiras. 
 
55) Goiás é filho do ouro que produziu, além de novos territórios, um deslocamento de migrantes 
que saíam do todos os cantos em busca do reluzente metal. Sobre as mudanças na economia e na 
sociedade colonial, resultantes da mineração, é CORRETO afirmar: 
a) A criação da Capitania de Goiás foi acompanhada pela criação de uma estrutura administrativa 
autônoma e descentralizada, seguindo as diretrizes do sistema colonial português. 
b) Em Goiás, a procura de ouro se estendeu sobre todo território, reduzindo as demais atividades 
a um nível secundário, acarretando carências profundas no abastecimento de alimentos para a 
região. 
c) O grande deslocamento de migrantes para Goiás permitiu que o trabalho nas minas fosse rea-
lizado por homens livres pobres que se submetiam ao penoso trabalho, enquanto em outras regi-
ões fora reservado aos escravos. 
d) À época da descoberta das jazidas auríferas, o domínio político da região das minas era de São 
Paulo, mas a violenta disputa entre os mineradores e os paulistas resultou na decisão da Corte 
portuguesa de criar uma nova Capitania: Goiás. 
 
56) O Estado de Goiás ocupa uma área total no centro do Brasil de 340.086,698 km2, fazendo 
fronteira (limite) com cinco unidades da Federação, além do Distrito Federal. Sobre esse assunto, é 
INCORRETO afirmar: 
a) O Estado de Goiás limita-se ao leste com o Mato Grosso. 
b) O Estado de Goiás limita-se a leste com a Bahia e Minas Gerais. 
c) O Estado de Goiás limita-se ao norte com o Estado do Tocantins. 
d) O Estado de Goiás limita-se ao sul com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. 
 
 
57) A realização de obras e investimentos em infra-estrutura foi marca dos políticos que passaram 
pelo governo de Goiás durante a ditadura militar. Sobre as principais realizações desses governa-
dores, é INCORRETO afirmar: 
a) No governo Otávio Lage (1966-1970), foi criada a empresa de economia mista denominada 
Saneamento de Goiás S/A (Saneago). 
b) A obra mais importante do governo Irapuam Costa Júnior (1975-1979) foi a construção do 
Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
64 
c) As obras marcantes do governo Leonino Caiado (1971-1975) foram o Estádio Serra Dourada e 
o Autódromo Internacional de Goiânia. 
d) O governo Ary Valadão (1979-1983) implantou o Projeto Alto Paraíso, no nordeste goiano. 
 
58) O golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart, ecoou também emGoiás. Qual 
governador goiano foi deposto pelo regime militar? 
a) Pedro Ludovico Teixeira 
b) Otávio Lage 
c) Mauro Borges Teixeira 
d) Jerônimo Coimbra Bueno 
 
59) O monumento do Bandeirante foi um presente dos acadêmicos de direito de São Paulo à cida-
de de Goiânia. Hoje, ele é um dos símbolos da cidade. Qual a importância do bandeirante retratado 
no monumento para a história de Goiás? 
a) Ele foi o primeiro branco a pisar no território goiano. 
b) Ele é considerado o marco do povoamento branco de Goiás. 
c) Ele foi um grande protetor dos direitos indígenas. 
d) Ele foi o construtor de Goiânia. 
 
60) Nos últimos anos, Goiânia vem passando por um processo de intensificação do uso do solo de 
algumas de suas regiões. Sobre esse processo, é INCORRETO afirmar: 
a) Os investimentos públicos, como o Centro Cultural Oscar Niemeyer e o Paço Municipal, valori-
zaram a região sul. 
b) Na região mendanha e na região oeste está localizada a maior parte dos condomínios horizon-
tais do município que são destinados aos consumidores de alta renda. 
c) Proporcionalmente, a região de Campinas concentra a maior parte dos estabelecimentos de 
comércio e de indústria do município. 
d) O Jardim Goiás, localizado na região sul, vem passando por um intenso processo de verticali-
zação. 
 
61) Modernização como processo se vincula ao domínio tecnológico e se associa ao crescimento 
das cidades, redefinindo as relações sociais e culturais com o campo. Acerca desse processo em 
Goiás, é INCORRETO afirmar: 
a) Em Pirenópolis e em Goiás, a cultura local foi transformada em atração turística. As festas tradi-
cionais reinventaram as tradições em novo contexto. 
b) A modernização da economia goiana está associada ao desenvolvimento da agroindústria, cujo 
impacto reduziu o número de trabalhadores no campo. 
c) Ao assumir funções de uma metrópole, concentrando serviços na área de saúde e educação, a 
sociedade goianiense rompeu com a identidade rural que definia a cidade. 
d) A modernização da agricultura redefiniu o espaço urbano: o alargamento das periferias sinaliza 
os limites do modelo fundado na exclusão do trabalhador rural. 
 
62) UEG – 2007 / 1 Vestibular: 
Goiás, minha cidade... 
Eu sou aquela amorosa de tuas ruas estreitas, 
curtas, indecisas, entrando, saindo uma das outras 
Eu sou aquela menina feia da Ponte da Lapa, 
Eu sou Aninha. 
CORALINA, Cora. Minha Cidade. In: TELES, José Mendonça. No santuário de Cora Coralina. Goiânia: 
Kelps, 2003. p.41. 
A Cidade de Goiás, nos seus quase trezentos anos de existência, foi objeto de avaliação ambivalen-
tes, sendo considerada, às vezes, motivo de orgulho, outras vezes, de vergonha. Acerca das repre-
sentações construídas sobre a cidade, é INCORRETO afirmar: 
I. Em 1739, foi transformada em vila, recebendo o nome de “Vila Boa de Goiás” , toponímia re-
sultante do aportuguesamento de “Bueno”, sobrenome do descobridor oficial das minas de Goiás. 
II. Em 1819, foi elevada à condição de cidade, recebendo o nome de “Cidade de Goiás”, quando, 
em virtude da intensa exploração do ouro e do rápido crescimento demográfico, experimentou 
fortes alterações urbanísticas, com a construção de novas igrejas e prédios públicos. 
III. Em 1937, depois de perder o posto de capital, passa a ser conhecida como “Goiás Velho”, 
expressão que representava o atraso e a decadência do estado, que se pretendiam eliminar com a 
transferência da capital para Goiânia. 
IV. Em 2001, a Cidade de Goiás é reconhecida pela UNESCO como “Patrimônio da Humanidade”, 
em virtude dos seus monumentos arquitetônicos, representativos da arquitetura colonial brasileira. 
 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
65 
63) Dentro do processo de expansão capitalista em Goiás, na década de 1950, um dos fatores de 
maior dinamização deste processo foi: 
a) a industrialização; 
b) a estrada de ferro; 
c) a construção de Brasília; 
d) a navegação fluvial. 
 
64) Dentro do processo de expansão capitalista em Goiás, no final dos anos de 1970, um dos fato-
res de maior dinamização deste processo foi: 
a) a industrialização; 
b) a estrada de ferro; 
c) a construção de Brasília; 
d) a navegação fluvial. 
 
65) Nas alternativas abaixo, identifique a que considerar correta sobre a História de Goiás no início 
do século XVIII: 
a) desenvolvimento da indústria como alternativa para o declínio da agropecuária; 
b) desenvolvimento do cultivo da soja e cana; 
c) melhoria da navegação fluvial; 
d) declínio da mineração e empobrecimento da capitania que se volta para as atividades agropecu-
árias de subsistência; 
e) período áureo, intenso povoamento, crescimento do comércio com outras regiões da colônia, 
desenvolvimento urbano. 
 
66) A decadência da mineração do ouro afetou a economia goiana no final do século XVIII, provo-
cando: 
a) a sensível urbanização; 
b) aumento da população; 
c) acelerado êxodo rural; 
d) empobrecimento da capitania; 
e) diminuição da população rural. 
 
67) A construção de Goiânia está inserida dentro de um período de alterações na política nacional. 
Com base no contexto histórico da época, indique a alternativa que representa esta alteração polí-
tica da época. 
a) o movimento tenentista; 
b) a eleição de JK; 
c) a Revolução de 1930; 
d) a construção da Belém-Brasilia; 
e) a Primeira Guerra Mundial. 
 
68) UEG – 2006 Sobre o povoamento do território goiano no século XX, é INCORRETO afirmar: 
a) O processo de ocupação do Mato Grosso Goiano foi estimulado pela descoberta de veios aurí-
feros na cidade de Bela Vista de Goiás. 
b) A estrada de ferro exerceu significativa influência nas primeiras décadas do século XX, especi-
almente no sul de Goiás. 
c) A edificação de Brasília, durante a década de 1950, provocou um intenso fluxo migratório para 
as regiões que circundavam a Capital Federal. 
d) A construção da Belém-Brasília favoreceu o surgimento de inúmeras cidades no norte de Goi-
ás. 
 
69) UEG – 2006 No início dos anos 1930, a comissão organizada para analisar um local adequado 
para ser construída a nova capital de Goiás, escolheu o município de Campinas. Todos os fatores a 
seguir foram relevantes para a escolha, EXCETO: 
a) Abundância de recursos hídricos; 
b) Topografia pouco acidentada; 
c) Proximidade do traçado previsto da estrada de ferro; 
d) Concentração demográfica elevada. 
 
70) UEG – 2006 A Região Metropolitana de Goiana foi criada pela Lei Complementar n. 27, de 30 
de dezembro de 1999. Entre seus objetivos estão aqueles de pensar políticas governamentais para 
os municípios que se encontram integrados social e economicamente a Goiânia. Sobre a Região 
Metropolitana de Goiânia, é INCORRETO afirmar: 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
66 
a) O município de Aparecida de Goiânia é aquele que se encontra mais integrado ao município de 
Goiânia, uma vez que as fronteiras dos dois municípios chegam a se confundir, especialmente no 
limite sul de Goiânia. 
b) Os municípios de Senador Canedo e Trindade encontram-se integrados ao sistema de transporte 
coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, o que facilita o deslocamento de pessoas que moram 
nesses municípios e trabalham e/ou estudam em Goiânia. 
c) O terminal Padre Pelágio, no extremo oeste da avenida Anhanguera, integra Goiânia ao municí-
pio de Trindade, via transporte coletivo. 
d) As políticas de uso e regulação do solo urbano na Região Metropolitana de Goiânia são definidas 
e executadas em comum acordo com todos os municípios. 
 
71) UEG – 2006 No ano de 2001, Cidade de Goiás foi reconhecida pele Unesco como Patrimônio da 
Humanidade. Todas as alternativas a seguir foram importantes para escolha do título, EXCETO: 
a) O fato de o centro histórico ser um dos poucos exemplos conservados da arquitetura colonial 
brasileira no centro do país. 
b) A mobilização da população da cidade em prol do reconhecimento de suastradições, destacan-
do-se o Movimento Pró-Cidade de Goiás. 
c) A imponência e o luxo de sua arquitetura colonial, idêntica à das cidades históricas mineiras, 
como Ouro Preto e Vila Rica. 
d) Os altos investimentos do poder público federal e estadual na recuperação e manutenção dos 
monumentos do centro histórico. 
 
72) (UEG – 2006) A partir dos anos 1980, incorpora-se cada vez mais na sociedade goiana a cons-
ciência da importância da proteção ambiental e do resgate das tradições históricas. Qual das alter-
nativas abaixo NÃO está relacionada a essa mudança de mentalidade? 
a) A proliferação de hotéis-fazenda no entorno de Goiânia, uma mistura do moderno (hotel) com o 
tradicional (fazenda). 
b) A proliferação dos shoping centers, uma forma de avaliar comércio, lazer e conforto, desvincula-
da do consumismo capitalista. 
c) O surgimento do Festival de Cinema e Vídeo Ambiental na Cidade de Goiás (Fica), aliando tradi-
ção histórica com ecologia. 
d) A expansão dos condomínios horizontais fechados em Goiânia, demonstrando a preocupação das 
classes altas em aliar segurança com qualidade de vida. 
 
73) (PH – 2006) Ele foi o precursor da pecuária Goiana, casou-se com Maria Pires Bueno, na vila 
de Sant’Ana do Parnahyba, que era filha de Bartolomeu Bueno(pai) e Isabel Cardoso. O texto refe-
re-se a : 
a) Miguel Lino de Moraes; 
b) Leopoldo de Bulhões; 
c) Martim Afonso de Souza; 
d) Antônio Ferraz de Araújo. 
 
74) PH – 2006 A diversidade de cultural de um povo é explicada por sua historicidade, pelas rela-
ções de trabalho e por sua religiosidade. Marque a alternativa que representa a cultura negra em 
Goiás. 
a) Cavalhadas de Pirenópolis; 
b) Congadas de Catalão; 
c) A festa do Divino em Trindade; 
d) a Procissão do Fogaréu na Cidade de Goiás. 
 
75) PH – 2006 Uma cápsula de Césio de um aparelho de raio x vendido para o ferro velho de De-
vair Ferreira, provocou o acidente Radiológico do Césio 137, em Goiânia, no ano de 1987. Com 
isso, Goiânia passou a ser chamada de “Chernobil do Brasil” e ficou conhecida no mundo todo, o 
povo e os produtos goianos passaram a ser estigmatizados. Qual o município da região Metropoli-
tana de Goiânia que está depositado o lixo Radioativo desse acidente? 
a) Aparecida de Goiânia; 
b) Goianira; 
c) Aragoiânia; 
d) Abadia de Goiás; 
e) Senador Canedo. 
 
76) PH – 2006 A diversidade de cultural de um povo é explicada por sua historicidade, pelas rela-
ções de trabalho e por sua religiosidade.Marque a alternativa que representa a religiosidade em 
Goiás. 
a) Cavalhadas de Pirenópolis; 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
67 
b) Congadas de Catalão; 
c) A festa do Muquem no município de Niquelândia; 
d) O FICA na Cidade de Goiás. 
 
77) PH – 2006 A diversidade de cultural de um povo é explicada por sua historicidade, pelas rela-
ções de trabalho e por sua religiosidade.Marque a alternativa que representa as tradições folclóri-
cas em Goiás. 
a) Cavalhadas de Pirenópolis; 
b) O FICA na Cidade de Goiás; 
c) A festa do Divino em Trindade; 
d) A festa do Muquem no município de Niquelândia. 
 
78) PH – 2006 Entre os empreendimentos importantes no governo de Pedro Ludovico Teixeira, um 
deles foi a tentativa de melhorar a agricultura goiana. Estamos nos referindo à (ao): 
a) Combinado Agro-Urbano de Arraias; 
b) Colônia Agrícola de Uva; 
c) Colônia de Santa Cruz; 
d) Colônia de Italianos de Nova Veneza; 
e) Colônia Agrícola de Ceres, no Vale do São Patrício. 
 
79) UFG – Em setembro de 1987, ocorreu o que ficou conhecido como “acidente radioativo de 
Goiânia”. Wagner Mota, desempregado, dirigiu-se aos escombros do Instituto Goiano de Radiotera-
pia (IGR), apoderando-se de uma quantidade considerável de chumbo (98Kg) que protegia, sem 
que ele soubesse, uma cápsula de Césio de um aparelho de raio X. Vendido para o ferro-velho de 
Devair Ferreira, o material passou a ser tratado como objeto de diversão (o azul da Prússia, bri-
lhante no escuro). Quatro pessoas morreram na época e quatro outras, mais tarde. Cerca de 700 
pessoas foram contaminadas. Sobre esse episódio da história goiana, julgue os itens. 
( ) Goiânia passou a ser chamada de a “Chernobil do Brasil” e ficou conhecida no mundo todo, o 
povo e os produtos goianos foram boicotados; 
( ) o Comitê de Defesa de Goiânia reuniu pessoas interessadas em apurar responsabilidades, 
exigindo um programa de ações para o amparo das vítimas e da cidade. A Fundação Leide das 
Neves foi criada para dar assistência às vítimas; 
( ) na época, Goiânia sediou uma competição internacional que desviou a atenção e atrasou o 
diagnóstico e tratamento do problema; 
( ) a CNEN, a União e os médicos do IGR saíram ilesos do episódio: a prontidão na localização e 
solução do problema provou o preparo do sistema brasileiro na gestão de materiais radioativos. 
 
80) PH – 2006 O primeiro jornal de Goiás foi fundado em 5 de março de 1830, em Pirenópolis, e 
durou até 24 de maio de 1834. Trata-se: 
a) O popular; 
b) O social; 
c) Gazeta Mercantil; 
d) Matutina Meiapontense; 
e) Mestre Carreiro. 
 
81) PH – 2006 Ele foi um dos mais prósperos fazendeiros do Arraial de Meia Ponte(Pirenópolis), 
nasceu em Pilar em 1770 e morreu em 1851, e fundou o primeiro jornal de Goiás. Trata-se: 
a) Miguel Lino de Moraes; 
b) Bartolomeu Bueno da Silva; 
c) Marques de Pombal; 
d) Comendador Joaquim Alves de Oliveira; 
e) Pedro Ludovíco Teixeira. 
 
82) PH – 2006 Com a decadência da mineração, a pecuária tornou-se o setor mais dinâmico da 
economia, pela facilidade de exportação. Marque a alternativa que representa o governador que 
deu início a exportação de gado goiano. 
a) Bartolomeu Bueno da Silva; 
b) Fernão Dias Paes; 
c) Miguel Lino de Moraes; 
d) Leopoldo de Bulhões; 
e) Xavier de Almeida. 
 
83) PH – 2006 A realização de obras e investimentos em infra-estrutura foi marca dos políticos 
que passaram pelo governo de Goiás durante a ditadura militar. Ele foi o único governador goiano 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
68 
eleito pelo voto direto no período militar, nasceu em Buriti Alegre em 1924 e faleceu em 2006, 
criou a empresa de economia mista Saneago, fundou o Materno Infantil, construiu a 2a etapa de 
Cachoeira Dourada, ampliou o Parque Agropecuário de Goiânia e ajudou a fundar várias cooperati-
vas em Goiás(Goiás Carne em Senador Canedo). Trata-se: 
a) Mauro Borges; 
b) Íris Rezende Machado; 
c) Irapuam Costa Junior; 
d) Ary Valadão; 
e) Otávio Lage de Siqueira. 
 
84) PH – 2006 O Golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart, ecoou também em 
terras goianas. Qual prefeito de Goiânia foi deposto pelo regime militar? 
a) Pedro Ludovico Teixeira; 
b) Venerando de Freitas Borges; 
c) Íris Rezende Machado; 
d) Mauro Borges; 
e) Pedro Wilsom. 
 
85) UFG – 2007 De acordo com os dados do quadro sobre as microrregiões goianas selecionadas, 
assinale a alternativa INCORRETA: 
 
Goiás: Microrregiões selecionadas 
Microrregiões Pop.total-2000 
Densidade demo-
gráfica-2000 
Porangatu 226.510 6,41 
Chapada dos veadei-
ros 
56.011 2,60 
Anápolis 465.169 55,46 
Goiânia 1.693.650 247,32 
 Fonte: IBGE (2001) 
a) a Microrregião de Goiânia, entre as citadas é a mais povoada 
b) a Microrregião da Chapada dos Veadeiros, entre as citadas é a menos povoada 
c) a Microrregião de Porangatu, entre as citadas é a menos povoada 
d) a Microrregião de Anápolis entre as citadas é a segunda mais povoada. 
 
86) UEG – 2007 A região Centro-Oeste, com destaque para o Estado de Goiás, passou pôr pro-
fundas transformações em sua dinâmica socioeconômica a partir de 1970, principalmente no que 
se refere à introdução da agricultura moderna, tendo a soja como principal produto agrícola culti-
vado na região. Porém, no início do século XXI, em função de fatores de ordem interna e externa, 
vem se intensificandoo plantio da cana-de-açúcar, voltado principalmente para a produção de açú-
car, álcool e outros derivados. Sobre esse assunto, é INCORRETO afirmar: 
a) A cana-de-açúcar apresenta uma estreita ligação com o setor agroindustrial, principalmente 
com as usinas de álcool e açúcar, contribuindo para o crescimento de instalações ligadas ao setor 
no Estado de Goiás. 
b) O cultivo da soja, bem como o da cana-de-açúcar, vem contribuindo significativamente para a 
melhoria das condições de alimentação da população brasileira, sobretudo da parcela mais carente, 
tendo em vista o elevado valor protéico que apresentam e a destinação de maior parte da produ-
ção ao mercado interno. 
c) Em Goiás, a expansão sucroalcooleira contribui para que haja uma supervalorização do preço 
da terra e um aumento considerável nos preços de locação e venda de equipamentos agrícolas. 
d) O incremento na produção de cana-de-açúcar vem ganhando destaque em virtude da elevação 
dos preços das commodities de açúcar e álcool no mercado internacional, combinado com a cres-
cente produção de automóveis bicombustíveis. 
 
87) Observe a imagem a seguir: 
 
 
As ca
a) p
b) p
c) r
d) p
e) r
 
 
88) (
afirm
a) M
b) B
c) D
d) A
 
89) 
predo
a pop
rápid
a) A
b) A 
c) A
d) O
 
90) (
De u
terno
cana-
maçã
a) O
b) O
c) A
d) A
 
91) (
a nav
a) V
b) V
dos b
c) V
d) F
 
92) 
de Sa
a) O
princ
b) A
nas, 
aracterísticas
profundos e 
profundos e 
rasos, ácidos
profundos, á
rasos e ricos
(PM – TO) S
mar que o pri
Manuel Cam
Bartolomeu 
Domingos R
Antônio Pedr
(MPU – UFG
ominanteme
pulação urba
o processo d
A concentraç
mudança na
A concentraç
O surgiment
(MPU – UFG
ma econom
o, passou-se
-de-açúcar d
ão destaca-s
O aumento d
O aumento d
A ampliação
A permanên
(MPU – UFG
vegação dos 
Visava impe
Visava prote
bandeirantes
Visava impe
Foi responsá
(MPU – UFG
anta Dica e P
O prestígio 
ipal festa ca
Apesar de se
chegando a 
H
s da paisage
 de elevada 
 ricos em ma
s e pobres e
ácidos e de b
s em minera
Sobre o movi
meiro a des
mpos da Silva
Bueno da Si
odrigues. 
roso Alvaren
) Segundo d
ente rural pa
ana que era
de urbanizaç
ção fundiária
a estrutura e
ção da popu
to da região 
) A partir da
ia agrícola c
e para uma 
despontam c
e: 
da biodivers
da arrecadaç
 da utilizaçã
cia da popul
) Durante o 
 rios Aragua
dir o contrab
eger os alde
s paulistas. 
dir o acesso
ável direto p
G) Dentre as
Padre Pelági
de Padre Pe
tólica de Go
eu prestígio 
 ser combati
História e
em represent
fertilidade n
atéria orgân
em minerais 
baixa fertilid
is básicos 
imento dos 
cobrir ouro n
a. 
ilva – O Anh
nga. 
dados do IBG
assando a se
a de 18%, n
ção do estad
a e a formaç
econômica do
lação em pe
 metropolita
a década de 
com significa
agricultura 
como os pri
idade. 
ção tributári
o de mão-de
lação no cam
 início da im
aia e Tocanti
bando de ou
eamentos in
 dos emboab
ela estagnaç
s principais p
o. Sobre ela
elágio contri
oiás. 
 entre a pop
das pelas fo
e Geogr
Professo
tada na imag
natural 
ica 
 
ade natural 
bandeirante
nos sertões 
angüera. 
GE, entre 19
er predomina
na década d
do de Goiás t
ção de latifún
o estado, qu
equenas cida
na de Goiân
 1970, o per
ativa produç
destinada à 
ncipais prod
a estatal. 
e-obra em v
mpo. 
plantação da
ns. Pode-se 
uro produzido
dígenas loca
bas às mina
ção econômi
personalidad
as, é INCORR
buiu para a 
pulação, San
orças armada
rafia de 
or PH 
gem indicam
 
s que ocorre
do antigo No
940 e 2000 a
antemente u
de 1940, alc
teve como u
ndios. 
ue passou de
ades. 
ia. 
rfil da econom
ção de arroz
 exportação
dutos. Dentre
virtude da me
a colonizaçã
 afirmar COR
o em Goiás. 
alizados às 
s auríferas d
ica de Goiás 
des religiosa
RETO afirma
 consolidaçã
nta Dica enfr
as. 
Goiás 
 
m a existênci
eu durante o
orte de Goiá
a população 
urbana. No c
cançou 88%
ma de suas 
e agrícola a i
mia goiana s
z e milho de
, na qual a 
e as conseq
ecanização a
o portugues
RRETAMENTE
 
margens de
de Goiás. 
 no século X
s de Goiás, 
r: 
ão da Roma
rentou a res
 
a de solos 
o século XVI
s foi: 
 brasileira de
caso do esta
 no ano de 
 consequênc
industrial. 
sofreu fortes
estinada ao 
 soja e os d
quências des
agrícola. 
a em Goiás,
E que esta m
esses rios da
XIX. 
 destacam-s
ria de Trind
sistência das
69
II, é correto
eixou de ser
do de Goiás
 2000. Esse
cias: 
s alterações.
mercado in-
derivados da
ssa transfor-
, foi proibida
medida: 
as incursões
se as figuras
ade como a
s elites goia-
 
o 
r 
s 
e 
 
-
a 
-
a 
s 
s 
a 
-
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
70 
c) A veneração de ambas as personalidades demonstra o quanto a religião é um fator de peso 
nos movimentos sociais camponeses de Goiás das primeiras décadas do século XX. 
d) Santa Dica, em reconhecimento do seu esforço na divulgação da fé católica, foi a primeira 
mulher canonizada no Brasil. 
 
93) (UEG/Delegado/2008) – Sobre a atual regionalização estabelecida elo IBGE, para o Estado de 
Goiás, é CORRETO afirmar: 
a) correspondem a recortes espaciais definidos a partir de critérios (naturais, econômicos, soci-
ais, entre outros) que permitem agrupar, numa região, locais com características semelhantes, 
separando-os dos demais. 
b) baseia-se na área de abrangência dos elementos (naturais, econômicos, demográficos) utiliza-
dos como referencias para seu estabelecimento, desconsiderando, portanto, os limites das unida-
des administrativas. 
c) representa as particularidades do estado de Goiás em relação ao contexto nacional, uma vez 
que utiliza critérios diferentes daqueles utilizados em outras regiões brasileiras. 
d) apresenta especificações quanto à organização do espaço, uniformidade de atributos, auto-
suficiência e unicidade em relação umas às outras. 
 
94) (UEG/Delegado/2008) – O relevo goiano é caracterizado por: 
a) bacias sedimentares localizadas especialmente nas regiões centrais e norte do estado. 
b) chapadas formadas em períodos geológicos recentes (Pré-cambriano) e sob condições climáti-
cas similares às atuais. 
c) planícies aluviais localizadas nas regiões leste e nordeste do estado em áreas próximas aos 
cursos d’água mais importantes, como Tocantins e o Araguaia. 
d) planaltos antigos intensamente erodidos em decorrência do processo de intemperismo físico-
químico. 
 
95) Marque a alternativa que indica o Governador de Goiás, que tentou transferir a capital de Goi-
ás pela primeira vez. 
a) Miguel Lino de Moraes; 
b) Bartolomeu Bueno da Silva; 
c) Conde dos Arcos; 
d) Comendador Joaquim Alves de Oliveira; 
e) Pedro Ludovíco Teixeira. 
 
96) – UFG - Na segunda metade do século XIX, surgiram no Brasil as ferrovias no processo de 
modernização dos meios de transportes com o apoio de capitais estrangeiros, em sua maioria in-
gleses. Assim, construíram-se troncos ferroviários na região Sudeste para atender aos interesses 
dos produtores de café no escoamento da produção para os portos do Rio de Janeiro e Santos. Já 
no início do século XX, implantou-se a Companhia de Estrada de Ferro de Goiás com investimentos 
de capitais franceses. Sobre a construção das ferrovias, julgue os itens abaixo: 
1- ( ) A instalação da rede ferroviária na região de Anápolis levou ao crescimento de Goiânia e 
um aumento do poder dos Caiados. 
2- ( ) A construção da estrada de ferro em Goiás visava à inserção da economia do estado nos 
mercados capitalistas da região Sudeste, muito interessados na compra do milho, das carnes bovi-
na e suína e arroz. 
3- () A Estrada de Ferro de Goiás e a implantação das charqueadas nas cidades ao longo dos 
trilhos possibilitaram um crescimento substancial da pecuária, pois a carne, em parte industrializa-
da e em parte como gado gordo para o abate, era exportada para os mercados paulistas com cus-
tos mais baixos. Isso influenciou na escolha do local para a construção da nova capital. 
4- ( ) A chegada da ferrovia em Goiânia levou ao surgimento de várias indústrias na região 
norte da nova capital do estado. 
5- ( ) A escolha do Município de Campinas(que completou 200 anos neste ano de 2010) para 
construção da nova capital do estado, entre outros motivos, foram: a proximidade da ferrovia de 
Anápolis e a topografia plana da região. 
6– ( ) O Decreto 3.359, de 18 maio de 1933, definia a região exata, para a construção da nova 
capital do Estado de Goiás, em terras doadas pelo fazendeiro progressista, Andrelino de Moraes e 
sua mulher Bárbara de Souza Moraes, doadas no dia 27 de abril de 1933. 
 
97) – Sobre os prefeitos de Goiânia e seus conhecimenos, julgue os itens. 
1- ( ) Um exemplo típico do poder local dos “coronéis do sertão” localizou-se no interior da re-
gião Centro-Oeste, em torno do rio Vermelho, onde eles exerceram seu poder, até a Revolução de 
1930. 
2- ( ) A construção de Goiânia representou a concretização da revolução de 1930 o fim do coro-
nelismo e o início do ludoviquismo. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
71 
3– ( ) No período militar houve a paralisação dos investimentos em Goiânia e em Goiás, pelo 
poder público. 
4– ( ) Todos os prefeitos de Goiânia foram indicados pelo poder central, no período militar. 
5– ( ) O primeiro prefeito eleito de Goiânia foi Daniel Antônio. 
6– ( ) O topônimo Goiânia seria oficializado quando foi baixado o decreto de criação do municí-
pio – o Decreto 237, de 2 de agosto de 1935, quando a cidade já estava em condições de receber a 
capital. O nome foi sugerido pelo professor Alfredo de Castro “Caramuru Silva do Brasil”. 
7– ( ) O primeiro prefeito de Goiânia foi Venerando de Freitas Borges – 1933/1945, indicado por 
Pedro Ludovico. 
8– ( ) O primeiro prefeito eleito de Goiânia, após a Ditadura, Nion Albernaz de 1983/85. 
9– ( ) No dia 30 de dezembro de 1999, foi criado a RMG. Com isso Goiânia passa a figurar entre 
as mais belas metrópoles do Brasil, com uma grande importância no cenário econômico do país, 
sendo uma metrópole nacional. 
 
98) – UFG - A modernização da agricultura no planalto Central se dá por meio da relação entre 
mecanização e apropriação do relevo em áreas de cerrado e a migração. Sobre o cerrado julgue os 
itens. 
( ) A destruição do cerrado é destinado às atividades de policultura. 
( ) Houve o desenvolvimento da monocultura em vastas áreas de topografia plana de Planaltos 
com terras férteis. 
( ) O solo do cerrado é rico em minerais e em matéria orgânica, bom para as atividades de pecu-
ária. 
( ) A mecanização do campo levou ao processo de urbanização e os movimentos intra-regionais 
urbanos. 
( ) O cerrado é ácido, profundo e rico em minerais. 
( ) A posição geográfica privilegiada de Goiás, pela centralidade no território brasileiro, promoveu 
o povoamento do cerrado desde o período colonial. 
( ) O relevo de planície com grande potencial hidrográfico, facilitou a construção de Goiânia, no 
município de Campinas. 
( ) A área central e as edificações pioneiras foram concebidas por Attílio Corrêa Lima, e Godoy 
projetou as soluções para as regiões Sul de Goiânia. 
 
99) – UFG - Leia o trecho a seguir: 
Na segunda metade do século XX a construção de diversas infra-estruturas de circulação contribuiu 
para ligar as diversas regiões [do Brasil] entre si com a região concentrada. É assim que a expan-
são da rede rodoviária brasileira passa de 302.147 km em 1952 para 1657.769 km em 1995, sen-
do seu maior crescimento na década de 1970. SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: 
território e sociedade no início do século XXI. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 65. [Adapta-
do]. A construção da infra-estrutura, indispensável para a integração do mercado interno, na déca-
da de 1970 à década de 1990. 
( ) provocou o crescimento superior da região metropolitana de São Paulo, comparativamente ao 
do território nacional. 
( ) proporcionou a criação de programas estatais, como a Marcha para o Oeste, com o intuito de 
ocupar o interior do Brasil. 
( ) configurou uma nova hierarquia urbana nacional com a ligação de centros urbanos regionais 
ao centro econômico do país. 
( ) possibilitou o crescimento da agricultura familiar, impulsionada pelos investimentos estatais, 
mediante pressão dos movimentos sociais organizados. 
( ) acirrou a competição entre os estados e os municípios pela instalação de novas empresas, por 
meio da guerra fiscal. 
( ) levou ao crescimento populacional de Goiânia e da região RMG. 
( ) a região Centro Oeste passou a ter um maior numero de imigrantes. 
 
100) – UFG - Observe a manchete e a foto a seguir: 
RECORDE DE CHUVA LEVA CAOS A RUAS E RODOVIAS 
 
72 
A imagem 
nas grande
RMG. 
( ) no clim
contribui pa
( ) na form
água pluvia
( ) na dec
cessos eros
( ) nas ob
ção da socie
( ) no solo
lita os movi
( ) na falta
( ) no rele
água pluvia
 
101) – UF
segunda me
paisagem u
das ativida
itens sobre 
( ) Há a i
dades e pró
( ) Houve 
cidade pólo
( ) Houve 
expansão d
( ) Houve 
mo, para su
( ) Houve 
namental, d
( ) Houve 
do acesso a
 
102) UFG -
da do merc
instalação d
RMG. 
( ) Pastag
Bela Vista e
( ) Em Ne
( ) Em Tri
Eterno o ma
expressa um
es cidades, i
a tropical, c
ara o aumen
ma arredond
al e a ocupaç
clividade ace
sivos de Goiâ
bras de enge
edade no am
o argiloso qu
imentos de m
a de um pla
evo predomi
al. 
FG - A urba
etade do séc
urbana das 
des agrícola
 a RMG. 
instalação d
óximas às fo
 uma grand
o, Goiânia. 
 aglomeraçã
do capital fin
 a inovação 
uprirem as n
a implement
de deslocam
 uma maior 
ao emprego 
- Um fator d
cado por pro
de unidades 
ens para cri
e Hidrolândia
rópolis há u
ndade há um
aior turismo
Histó
ma situação 
nclusive em
com altos índ
nto de água n
dada da bac
ção urbana. 
entuada da v
ânia. 
nharia, ocup
mbiente urba
ue, por apre
massa. 
nejamento n
nantemente 
nização dos
culo XX. As c
metrópoles,
as, conjugad
e indústrias 
ontes de mat
e migração 
 
ão humana e
anceiro na e
 tecnológica 
necessidades
tação de par
mentos popul
 migração p
e pelo custo
determinante
dutos agrop
 agroindustr
iação de gad
a. 
ma grande p
m grande po
o religioso do
ria e Ge
Prof
O POP
 que eviden
m Goiânia. Ju
dices de prec
na rede de d
cia hidrográf
vertente, qu
pação desord
ano, afligem 
sentar baixa
no início da c
 baseado em
s países sub
característic
, são decorr
das à concen
 de bens de
téria-prima q
para RMG e
e o aumento
economia, co
 e o aument
s da vida urb
rque industr
acionais par
ara os muni
o de vida ma
e do process
ecuários e s
riais na Regi
do destinado
produção ag
otencial na i
o país. 
eografia
fessor PH
PULAR, Goiâ
ncia a ocorrê
ulgue os iten
cipitação, qu
drenagem. 
fica, que pro
e favorece a
denada e no
 a população
a porosidade
construção d
m depressão 
bdesenvolvid
as desse fen
rentes da in
ntração de 
e produção n
que abastece
e as pessoa
o do poder a
om poucos p
to da produt
bana. 
rial e da regu
ra as cidades
icípios de pe
ais baixo. Iss
so de uso e o
seus derivado
ão Metropol
o à produção
roindustrial.
ndustria de 
 de Goiá
H 
ânia, 29 mar.
ência de um
ns sobre ess
ue, independ
oporciona ma
a concentraç
os desmatam
o goianiense
e, dificulta a 
deGoiânia e 
 relativa que
dos constitui
nômeno, na 
ndustrializaçã
pessoas nas
nos arredore
e a RMG. 
s se direcio
aquisitivo da
problemas so
tividade das 
ulação, por m
s. 
equeno e mé
so gerou pro
ocupação do
os. Atualme
itana de Go
o de leite e 
 
 confecções 
ás 
. 2005, p.1. C
m impacto am
se impacto, 
dentemente 
aior área pa
ção da água
mentos que, 
e. 
 infiltração d
 em toda su
e gera um gr
 um fenôm
América Lat
ão tardia e 
s grandes ci
es das peque
naram princ
a população,
ociais. 
 indústrias d
meio do plan
édio porte d
blemas socia
o território g
nte, verifica
iânia. Julgue
derivados, s
e tem na Fe
 
Capa. [Adapt
mbiental neg
 em Goiânia
 da ação hum
ara a captaç
 pluvial e os
oriundos da 
da água e po
a história. 
rande acumu
eno marcan
tina, express
da moderni
idades. Julg
enas e médi
cipalmente p
, favorecidos
de bens de c
nejamento g
a RMG, em 
ais. 
oiano é a de
-se o aumen
e os itens so
são potencia
esta do Divin
tado]. 
gativo 
a e na 
mana, 
ção da 
s pro-
 atua-
ossibi-
ulo de 
nte da 
sas na 
zação 
ue os 
ias ci-
para a 
s pela 
consu-
gover-
razão 
eman-
nto da 
obre a 
ais em 
no Pai 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
73 
( ) Pastagens para criação de gado destinado à produção de carne e derivados são potenciais em 
Goiânia e Aparecida de Goiânia. 
( ) Goianira é o maior pólo industrial de derivados de couro da RMG. 
( ) Na RMG, o município de Aparecida de Goiânia passa por muitos problemas, especialmente no 
que se refere aos bairros irregulares, muito distantes das áreas de infraestutura urbana, e com 
inúmeros espaços vazios que tornam sua ocupação extremamente desarmoniosa. 
 
103) – PH - Marcado pela visita do paulista Bartolomeu Bueno da Silva, filho, surgiu um dos prin-
cipais monumentos construídos em Goiânia e que retrata a essência da História da cidade. Julgue 
os itens sobre os monumentos em Goiânia. 
( ) Museu de Artes, representa a construção de Goiânia; 
( ) Parque Mutirama, representa o governo de Íris na prefeitura, no Período Militar; 
( ) Praça do Cruzeiro, representa as estrelas; 
( ) Praça do Bandeirante, representa “O Anhanguera”, a estátua do bandeirante foi inaugura em 9 
de novembro de 1941 e esculpida pelo artista plástico Luís Morrone; 
( ) Monumentos das Três Raças, representa a construção de Goiânia; 
 
104) UCG/2006 Julgue os itens a seguir: 
I - ( ) O Cerrado, muito parecido com a Savana africana, é constituído por uma vegetação caduci-
fólia. Predominantemente arbustiva, de raízes profundas, galhos retorcidos e casca grossa (que 
retém mais água), é uma formação plenamente adaptada ao clima tropical típico. 
II - ( ) Até a década de 70 do século XX, o Cerrado tinha pouca importância no cenário nacional. 
A partir do desenvolvimento de pesquisas, esse bioma tornou-se uma grande fronteira agrícola, 
produzindo diversos gêneros e se tornando, finalmente, um grande exportador de soja para o mer-
cado externo. Só no Cerrado há mais de 50 milhões de hectares desmatados que podem ser recu-
perados para o plantio. Mais da metade do Bioma do Cerrado vem se perdendo para se manter 
como um grande celeiro agrícola, privatizando os lucros nas mãos de poucos grandes empresários 
do campo e socializando o prejuízo ao meio ambiente e a centenas de pessoas que são expulsas do 
campo. 
III - ( ) “O Cerrado é a cara do Brasil. Cidades inchadas, favelas, campos arrasados pelas máqui-
nas e povoados por bois, soja, cercas. Idealizado como celeiro que aliviaria a nossa penúria, o cer-
rado se converteu em grande exportador de víveres. Na mesma proporção em que cresce a produ-
ção, aumenta também a degradação, do ambiente e das condições de vida.” 
IV - ( ) A ocupação da região do cerrado brasileiro fez se na década de 20, do século passado, em 
função da Marcha para o Oeste, instituída por Vargas para popularizar o seu governo. Além da 
integração territorial, tal movimento previa a industrialização do interior, com o processo de urba-
nização. Para isso, foram construídas capitais no sertão, Goiânia e Brasília. Munidos do ideal de 
brasilidade e apoiados em discursos de importantes intelectuais da época, os empreendedores des-
sas construções receberam apoio das elites e camadas populares. Pedro Ludovico, o construtor de 
Goiânia, obteve a aprovação das antigas oligarquias de Goiás. Kubitschek, por construir Brasília, foi 
louvado por segmentos da corrente musical “Bossa Nova”. 
V - ( ) Na RMG, a devastação do cerrado pelas queimadas, para a limpeza de lotes, provocam 
desequilíbrios no ecossistema natural, levando à extinção de espécies animais e vegetais, empo-
brecimento do solo, assoreamento dos rios, menor índice pluviométrico etc. Assim, impactos locali-
zados, ao se somarem, acabam tendo um efeito também em escala maior atingindo vários municí-
pios da RMG e sua população. 
VI – ( ) O processo de escolha do local para construção da nova capital fundamentou-se, confor-
me o relatório, em dois fatores: 1) o sitio urbano regular e dotado de uma boa drenagem, próprio 
para a edificações de uma capital planejada; 2) a posição centralizada em relação à zona de de-
senvolvimento do estado e da região da estrada de ferro 
VII - ( ) O Cerrado é caracterizado pelo clima tropical , composto de subsistemas que variam 
desde as formações abertas, com árvores retorcidas, até a presença de matas galerias. No Planalto 
Central o relevo é caracterizado por chapadas e chapadões. Os solos que predominam neste domí-
nio são pobres e ácidos. 
 
105) -UFG-85: Dentro do processo de expansão urbana de Goiânia, na década de 1950, um dos 
fatores de maior dinamização deste processo foi: 
a) a industrialização; 
b) a estrada de ferro; 
c) a construção de Brasília; 
d) a Belém-Brasilia; 
 
106) -UFG-83: Sobre a construção de Goiânia, julgue os itens. 
( ) As classes médias, já com uma atuação expressiva, apoiaram a construção de Goiania; 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
74 
( ) A classe dominante da Cidade Goiás e sua população foram contra a construção da nova 
capital; 
( ) A Igreja goiana discordante do regime vigente, deu apoio a construção de Goiânia; 
( ) As cidades de Anápolis e Campinas apoiaram a construção de Goiânia; 
( ) Os industriais goianos interessados em reformas básicas, apoiaram a construção; 
( ) A transferência definitiva da nova capital ocorreu em 23 de março de 1937, pelo decreto 
1.816; 
( ) No dia 24 de maio de 1935, quando a igreja católica comemora a data de Nossa Senhora 
Auxiliadora, foi lançada a pedra fundamental da futura Catedral Metropolitana de Goiânia. 
( ) A comissão para escolher o local para a nova capital de Goiás, foi formada no dia 20 de de-
zembro de 1932, pelo decreto 2.737. 
 
107) AEE-93: A construção da nova capital de Goiás recebeu todo o apoio do governo revolucioná-
rio implantado em 1930. Sobre o tema podemos dizer: 
I) a antiga capital de Goiás era mal localizada para servir de centro administrativo, além de possuir 
clima insalubre; 
II) apesar das condições desfavoráveis à saúde e às atividades comerciais, parte da população 
opunha-se à mudança por motivos sentimentais e por temer a desvalorização de seus bens e imó-
veis; 
III) a transferência da capital contou com o apoio unânime da população e do governo local, já que 
os gastos seriam reduzidos e o Estado era rico. 
IV) a nova capital foi construída numa região plana de cerrado, desabitada, com abundância de 
água e clima tropical árido. 
Assinale: 
a) se I, II e III forem corretas; 
b) se apenas I e II forem corretas; 
c) se apenas I for correta; 
d) se todas forem corretas; 
e) se I e III corretas. 
 
108) (ALFA 2004) O Méxicotem interesse em vários produtos do Brasil, alguns produzidos em 
Goiás e em Goiânia . Um deles é um produto bem brasileiro, a cachaça. A indústria de móveis, a 
confecção, especialmente o jeans, são outras áreas de interesse comercial dos mexicanos com o 
Brasil que a comitiva de 40 empresários goianos, chefiada pelo governador Marconi Perillo, conhe-
ceu ontem na Cidade do México. (O Popular. Goiânia. 30 de abril de 2004. p. 14) 
 A respeito da economia goiana, assinale as proposições com C (certo) ou E (errado): 
I – ( ) A Região Metropolitana de Goiânia tem se destacado no cenário econômico do país com um 
crescimento da produção e da geração de empregos, acima da média nacional. 
II – ( ) A chamada economia mineral goiana é pouco expressiva, pois Goiás não possui grandes 
reservas minerais as quase poderia dar uma maior dimensão a esse setor. 
III – ( ) A agroindústria tem um significativo destaque na economia da RMG, exemplo disso é a 
grande produção de alimentos nas cidades de Nerópolis, Aparecida de Goiânia e em Goiânia. 
IV – ( ) A produção de leite e produtos lácteos na RMG é pequena, dada à inexpressiva dimensão 
do nosso rebanho bovino e do baixo índice tecnológico dessa atividade na região. 
V – ( ) A RMG tem grande peso no cenário econômico do Estado, com uma grande produção de 
alimentos industrializados, confecções, hortifruti, automóveis e um grande mercado consumidor. 
VI – ( ) Goiânia transformou-se em uma metrópole e como tal apresenta problemas relacionados 
ao transporte coletivo, ao déficit de moradia, ao desemprego, à poluição dos recursos hídricos, 
além da violência urbana. 
 
109) UEG – 2006 A Região Metropolitana de Goiana foi criada pela Lei Complementar n. 27, de 30 
de dezembro de 1999 com onze municípios, incluindo Goiânia. Entre seus objetivos estão aqueles 
de pensar políticas governamentais para os municípios que se encontram integrados social e eco-
nomicamente a Goiânia. Sobre a Região Metropolitana de Goiânia, julgue os itens: 
1 - ( ) O município de Aparecida de Goiânia é aquele que se encontra mais integrado ao município 
de Goiânia, uma vez que as fronteiras dos dois municípios chegam a se confundir, especialmente 
no limite norte de Aparecida de Goiânia. 
2 - ( ) Os municípios de Senador Canedo e Trindade encontram-se integrados ao sistema de 
transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, o que facilita o deslocamento de pessoas 
que moram nesses municípios e trabalham e/ou estudam em Goiânia. 
3 - ( ) O terminal Padre Pelágio, no extremo leste da Avenida Anhanguera, integra Goiânia ao 
município de Trindade, via transporte coletivo. 
4 - ( ) As políticas de uso e regulação do solo urbano na Região Metropolitana de Goiânia são 
definidas e executadas em comum acordo com todos os municípios. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
75 
5 - ( ) O baixo valor do PIB (per capita) de Goiânia é um indicador do seu reduzido peso no cená-
rio econômico goiano. 
6 - ( ) As regiões mais verticalizadas de Aparecida de Goiânia estão ligadas, sobretudo, ao uso 
de moradia em apartamentos. 
7 - ( ) Os municípios mais verticalizados da Região Metropolitana de Goiânia são Goiânia e Apa-
recida de Goiânia. 
8 - ( ) O modelo de expansão urbana de Goiânia induziu o seu crescimento, principalmente, para 
as regiões sul e oeste, justamente onde o município encontra-se conturbado com Aparecida de 
Goiânia e Trindade. 
9 - ( ) Em se tratando do município de Goiânia, a horizontalização é mais presente na região 
leste. 
10 - ( ) O município de Trindade é o menos povoado da RMG. 
11 - ( ) A densidade demográfica é definida pela relação entre o total da população urbana e o 
total da população rural. 
12 - ( ) O município de Nerópolis é o mais populoso da RMG. 
13 - ( ) A modernização da agroindústria foi acompanhada de uma política que evitou a prolife-
ração de problemas ambientais na RMG. 
14 - ( ) Os investimentos públicos, como o Centro Cultural Oscar Niemeyer e o Paço Municipal, 
valorizaram a região leste da capital. 
15 - ( ) Na região mendanha e na região oeste está localizada a maior parte dos condomínios 
horizontais do município que são destinados aos consumidores de alta renda. 
16 - ( ) Proporcionalmente, a região de Campinas concentra a maior parte dos estabelecimentos 
de comércio e de indústria do município. 
17 - ( ) O Jardim Goiás e Alto da Glória, localizados na região sul, vem passando por um intenso 
processo de verticalização. 
18 - ( ) Ao assumir funções de uma metrópole, concentrando serviços na área de saúde e educa-
ção, a sociedade goianiense rompeu com a identidade rural que definia a cidade. 
19 - ( ) Em 1937, depois de perder o posto de capital, a antiga capital passa a ser conhecida co-
mo “Goiás Velho”, expressão que representava o atraso e a decadência do estado, que se preten-
diam eliminar com a transferência da capital para Goiânia. 
20 - ( ) O fato de Goiânia ser plural, capital moderna e planejada, construída dentro do interior 
(Campinas), mesclando elementos urbanos e rurais, vários imigrantes e migrantes, povos e raças 
distintos, fez que ela se tornasse uma capital heterogênea, onde um único rótulo não a expressa 
histórica e culturalmente. 
21 – ( ) A microrregião de Goiânia destaca-se, entre outros motivos, pela elevada produção de 
alimentos industrializados. 
22 – ( ) A proliferação de hotéis-fazenda no entorno de Goiânia, uma mistura do moderno (ho-
tel) com o tradicional (fazenda). 
23 – ( ) Entre os produtos ofertados pela microrregião de Goiânia , podem ser destacados: Fo-
lhas, quiabo,abobrinha ovos e Bela vista de Goiás , Guapo e Inhumas, além de outros produtos. 
24 – ( ) O consumo de Hortifrutigranjeiros é maior nos ambientes metropolitanos, fato que 
justifica a destacada participação ma microrregião de Goiânia na oferta desses produtos no CEASA. 
25 – ( ) O IBGE mostrou que, em 2004, Aparecida de Goiânia, Trindade e Senador Canedo tive-
ram um crescimento populacional (proporcional) respectivamente de 13,1%, 8,3%, 5,25%, en-
quanto Goiânia teve um crescimento de 4,8%. Isso mostra que a imigração, atual, é maior para os 
grandes centros urbanos. 
 
110) – Marque a alternativa em que todos os municípios citados fazem parte da Região Metropoli-
tana. 
a) Abadia de Goiás, Aragoiânia, Guapó, St° Antonio de Goiás,Teresópolis, Senador Canedo e Aná-
polis; 
b) Abadia de Goiás, Abadiânia, Aragoiânia, Goianápolis, Goiânia, Trindade, Goianira e Hidrolândia; 
c) Goianira, Nova Veneza, Aparecida de Goiânia, Trindade, Goiânia, Luziânia e Senador Canedo; 
d) Sen. Canedo, Hidrolândia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás, Aparecida de Goiânia e Goiânia; 
e) Bela Vista, Santa Barbara, Goianira, Hidrolândia, Goiânia e Santo Antônio de Goiás e Nerópolis. 
 
111) Do ponto de vista da hidrografia, o estado de Goiás é privilegiado, uma vez que no território 
goiano nascem rios pertencentes às principais bacias hidrográficas brasileiras. Julgue os itens a 
seguir: 
( ) O rio Corumbá faz parte da bacia do rio Tocantins. 
( ) O rio Meia Ponte faz parte da bacia do rio Paranaíba. 
( ) O rio Vermelho faz parte da bacia do rio Araguaia. 
( ) Os rios Araguaia e Tocantins fazem parte da bacia do rio Amazonas. 
( ) A bacia do Meia Ponte é a principal bacia de Goiânia e da RMG. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
76 
 
112) UFG – 2007 As migrações internas no território brasileiro tiveram papel de destaque, com 
movimentos variáveis no tempo e no espaço. Os fluxos migratórios internos, durante a década de 
1990, direcionaram-se predominantemente para 
a) o Sudeste por causa da expansão da atividade industrial. 
b) as grandes metrópoles em conseqüência dos deslocamentos da população rural em direção às 
cidades. 
c) o Centro-Oeste em decorrência da Marcha para o Oeste. 
d) oSul, estimulados pelas políticas desenvolvidas pelo governo federal. 
e) os municípios de pequeno e médio porte, em razão do acesso ao emprego e pelo custo de vida 
mais barato. 
 
113) - (UEG) A trajetória de desconcentração econômica, os novos padrões de localização das 
atividades produtivas e a ampliação da rede urbana são fatores explicativos do processo de urbani-
zação no Brasil e em Goiás, no final do século XX. Sobre as conseqüências desse processo, consi-
dere as proposições que seguem: 
I - Favorece o surgimento do fenômeno de conurbação e o adensamento excessivo de áreas des-
providas de infra-estrutura e equipamentos sociais. 
II - Aumenta a produção de vazios urbanos infra-estruturados com retenção especulativa de solo 
urbano. 
III - Agrava a situação de informalidade da ocupação do solo urbano, com o aumento da faveliza-
ção e das invasões de áreas públicas e particulares. 
IV - Aumenta as distorções e ineficiências dos sistemas de transporte e circulação urbanos, bem 
como a poluição e a agressão ao meio ambiente, com severo comprometimento dos recursos natu-
rais. 
V - A indústria goianiense apresenta um dos maiores índices de crescimento do país graças ao in-
cremento da produção e das exportações das agroindústrias instaladas na RMG. 
VI - A abundância de mão-de-obra, os incentivos fiscais para a instalação de novas empresas e a 
expansão das indústrias já instaladas estão entre os principais fatores de estímulo ao desenvolvi-
mento da RMG. 
VII - Devido aos recursos naturais, o turismo vem-se firmando em algumas regiões, como uma 
alternativa econômica para vários municípios da RMG. 
VIII - A expansão da agroindústria, sobretudo na RMG, tem contribuído para minimizar a devasta-
ção do Cerrado e atenuar os conflitos pela moradia. 
 
114) - Marque a alternativa incorreta sobre a mudança da capital para Goiânia. 
a) A Vila de Campinas foi escolhida para a nova capital devido à topografia plana, bom clima, a-
bundancia de água e proximidade à estrada de ferro. 
c) As primeiras casas construídas para abrigar os funcionários públicos e a sede provisória do go-
verno eram localizadas na Rua 20 (centro). 
d) O lançamento da pedra fundamental ocorreu no dia 24 de agosto de 1933, data que marca o 
aniversário de Goiânia. 
e) Em 1942, ano do batismo cultural de Goiânia, a cidade já contava com mais 50.000 habitantes. 
 
115) – Julgue os itens abaixo. 
( ) Em setembro de 1987 marca cronologicamente o maior acidente radioativa do Brasil, aconte-
cido em Goiânia, o Césio 137. 
( ) O município de Goiânia limita-se ao norte com Goianira, Nerópolis e Goianápolis, ao sul com 
Aragoiânia e Aparecida de Goiás, ao leste com Bonfinópolis e Senador Canedo e ao oeste com Trin-
dade, Abadia de Goiás e Guapó. 
( ) A antiga Vila de Campinas, popularmente chamada de Campininha, foi escolhida para ser a 
nova capital, passando a chamar Goiânia. 
( ) As causas da mudança da capital para Goiânia são: a situação geográfica da Cidade de Goiás, 
entre serras, insalubridade do clima e falta de estradas. 
 
116) - O plano urbanístico de Goiânia, de maneira geral, foi influenciado pelas condições topográ-
ficas do sítio urbano. Sobre o traçado da cidade e seu zoneamento, é correto afirmar que: 
a) As ruas e avenidas dispostas no sentido leste-oeste foram projetadas e construídas contrariando 
a topografia do terreno. 
b) O centro comercial foi previsto originalmente para a parte sul da cidade, justamente onde estão 
localizados os setores Sul e Marista. 
c) A zona industrial foi planejada para a parte mais baixa da cidade, onde mais tarde chegariam os 
trilhos da estrada de ferro. 
d) O fato de não terem sido previstas áreas de infiltração nos logradouros públicos, somado ao 
reduzido espaço para áreas verdes, demonstra pouca preocupação ambiental. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
77 
 
117) Bombeiro/2010 Sobre a população negra no processo de colonização de Goiás, é CORRETO 
afirmar que: 
a) remanescentes de quilombos em Goiás, como o dos Kalungas, significaram a resistência do ne-
gro à escravidão. 
b) o trabalho escravo não foi utilizado na mineração, porque os proprietários temiam o roubo do 
ouro garimpado. 
c) a única manifestação cultural genuinamente negra em Goiás é o espetáculo das cavalhadas em 
Pirenópolis. 
d) em Goiás, a escravidão negra não teve grande importância, uma vez que o índio adaptava-se 
melhor ao trabalho. 
e) com o passar da mineração para a criação de gado, como forma econômica preponderante, o 
escravo torna-se a principal mão de obra da atividade. 
 
118) Bombeiro/2010 Os historiadores aproximam a história de Benedicta Cypriano Gomes (1905-
1970) com a de Antonio Conselheiro, líder de Canudos. Tida como santa pelos moradores de Lago-
lândia, distrito de Pirenópolis, Santa Dica, como passou à história, tornou-se uma figura lendária 
de força política e de fé sincrética, conquistou seguidores de diferentes regiões em torno de si, nos 
primeiros anos da década de 1920, e logo passou a ser vista como uma ameaça pelo governo e 
pela Igreja. Esse movimento pode ser caracterizado como: 
a) um movimento causado pelo intenso processo de urbanização ocorrido em Goiás no início do 
século XX. 
b) um movimento de amplo apoio da Igreja Católica, que reconheceu seus milagres e iniciou seu 
processo de canonização junto ao Vaticano. 
c) um movimento de cunho meramente político, apoiado pelos grandes proprietários de terra como 
forma de controlar a população do campo. 
d) um movimento de apoio à Coluna Prestes e seus ideais, resultando na oposição ao poder das 
oligarquias da região e do Estado. 
e) um movimento messiânico que expressa a religiosidade do homem do campo, entrando em con-
tradição com as práticas ortodoxas pregadas pela Igreja Católica. 
 
119) Bombeiro /2010 Envolvendo-se na política regional, o governo do presidente Hermes da 
Fonseca (1910-1914) interveio o quanto pôde nos Estados, mudando os governos e alterando a 
composição de forças. Essas intervenções, referendadas pelo Congresso, receberam oficialmente o 
nome de re-saneamento político, mas a opinião pública, sarcasticamente, as chamou de "políticas 
de salvação". Para o governo de Goiás, essa política teve como consequência 
a) o fim do coronelismo na política goiana. 
b) o domínio político do grupo Caiado que passa a ser hegemônico no Estado, a partir de então. 
c) o rápido povoamento, o desenvolvimento industrial e a formação da sociedade urbana. 
d) a substituição de uma economia de subsistência pela produção voltada para a exportação. 
e) a implantação da pequena propriedade e o desaparecimento do grande proprietário. 
 
120) Bombeiro/2010 A “Marcha para o Oeste” representava, na visão oficial, um mundo em pers-
pectiva, uma realidade geográfica a incorporar-se no quadro da civilização moderna. No período 
entre 1930 e 1945, Goiás conheceu um ativo expansionismo dirigido pelo Estado que incrementou 
o avanço da fronteira agrícola e ampliou a inserção da economia no mercado, tendo como principal 
suporte: 
I. o apoio dos grandes proprietários de terra às medidas defendidas pelo governo, que tinham co-
mo objetivo a alteração da estrutura fundiária do Estado, bem como sua expansão. 
II. a fundação da Colônia Agrícola Nacional de Goiás (CANG), implantada no vale do São Patrício, 
no início dos anos 40, com o objetivo de promover a ocupação da fronteira do Estado. 
III. a transferência da capital para o centro mais dinâmico da economia regional em atendimento 
aos interesses das novas forças políticas e econômicas emergentes. 
IV. o expansionismo preconizado pelos governos federal e estadual, centrado na ideia de industria-
lização do Estado, como forma de expandir as fronteiras. 
Estão CORRETOS apenas os itens: 
a) I e II. 
b) III e IV. 
c) I e III. 
d) II e III. 
e) II e IV. 
 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
121) Bombeiro/2010O desenvolvimento econômico em Goiás, nas últimas décadas, tem atraído 
um grande fluxo migratório para as diversas regiões do Estado. Analise se as afirmações a seguir 
estão certas (C) ou erradas (E): 
( ) Nos últimos anos, destacou-se em Goiás um considerável fluxo migratório de sulistas, especial-
mente os gaúchos, em busca de terras para produção de grãos nobres, provocando mudança tec-
nológica e de relação de trabalho no campo. 
( ) O fluxo migratório para Goiás dá-se também por parte da população mais carente que se insta-
la em Goiânia, nas cidades circunvizinhas e no Entorno de Brasília. 
( ) O processo migratório em Goiás foi anterior ao século XX. Ainda nos séculos XV e XVI, havia 
migração de paulistas e, especialmente, paranaenses para as regiões sul e sudeste do Estado, com 
a finalidade de produção de grãos. 
( ) O fluxo migratório se concentra estrategicamente em regiões pouco povoadas, como vale do 
Araguaia. 
Indique a sequência CORRETA. 
a) C, E, C, E 
b) E, C, C, E 
c) C, C, E, E 
d) E, C, E, C 
e) C, C, C, E 
 
122) Bombeiro/2010 Com a decadência da mineração, nas últimas décadas do século XVIII e prin-
cípio do século XIX, a economia goiana entra em profunda crise. Nesse período, a pecuária torna-
se, lentamente, o setor mais dinâmico da economia, tendo como característica essencial 
a) a forma extensiva e a capacidade de deslocamento dos animais para os mercados consumido-
res. 
b) a forma intensiva possibilitando a formação de um grande rebanho, que logo de início transfor-
mou Goiás no principal criador do Brasil. 
c) o grande estímulo e investimento oferecidos pela administração da Província na época. 
d) a grande importância social do fazendeiro, muito conceituado mesmo na época do ouro. 
e) a produção voltada para o mercado consumidor interno, capaz de absorver a produção devido 
ao enriquecimento alcançado no período da mineração. 
 
123) Bombeiro/2010 Foi no contexto da política federal da “Marcha para Oeste” que se deu a 
construção de Goiânia, considerada marco fundamental do ciclo de expansão de Goiás, sob novos 
moldes. Entre os anos de 1933 e 1937, estrutura-se a transferência da capital, que ocorre em de-
corrência: 
a) da crise econômica mundial de 1929 que provocou na cidade de Goiás um elevado número de 
falências e desorganização da atividade pecuarista, alimentando, assim, o desejo da elite local na 
mudança da capital. 
b) da vontade da população de construir uma nova capital longe do clima insalubre, que transfor-
mava a cidade em fator de risco para a saúde dos moradores. 
c) do desejo explícito do governo federal de ocupar produtivamente as regiões do interior abando-
nadas pelas elites locais. 
d) da reorientação política ocorrida em Goiás após 1930, com o interventor Pedro Ludovico, dese-
joso de restringir o poder das elites políticas fixadas na tradicional cidade de Goiás, comprometen-
do-se com a mudança da capital como chave para o seu governo. 
e) do interesse da população e do governo local, já que o Estado era economicamente capaz de 
financiar a construção da nova sede. 
 
124) Bombeiro/2010 A Festa do Divino Espírito Santo é a maior manifestação popular da cidade de 
Pirenópolis, mescla variadas manifestações religiosas e profanas de diversas origens e significados. 
Sobre essa festa, pode-se afirmar: 
a) É meramente a invenção de novos rituais, voltados exclusivamente para o mercado turístico, 
rompendo a tradição cultural. 
b) Trata-se de uma manifestação que preserva uma tradição cultural recriada nos festejos, atrain-
do turistas de todas as partes do Brasil e do exterior. 
c) Devido à espontaneidade dos festejos, que são recriados livremente pela população, perde-se o 
sentido original da tradição. 
d) Não tem nenhuma importância cultural, seu único objetivo é fomentar a religiosidade do povo. 
e) Trata-se de uma festa sem qualquer vínculo com as tradições culturais seculares, apenas repre-
senta interesses econômicos ligados ao turismo na região. 
 
125) PM/2010 No período da globalização, a velocidade com que os pedaços do território são valo-
rizados e desvalorizados, determinando mudanças de usos, é temerária. As novas políticas das 
montadoras, no Brasil, parecem ser um exemplo paradigmático. Para produzir modernamente, 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
79 
essas indústrias convocam outros atores a participar de suas ações hegemônicas, levados, desse 
modo, a agir segundo uma lógica subordinada à da firma global. Dentro dessa lógica, a instalação 
da Mitsubishi Motors em Catalão, sudeste de Goiás, passou a representar: 
A) atração de diversos investimentos externos. 
B) modificação na composição do PIB goiano. 
C) liderança do processo econômico da região. 
D) abertura de frentes de trabalho pelo interior. 
E) reestruturação espacial da economia goiana. 
 
126) PM/2010 Cinco capitais brasileiras – Goiânia, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília e Curitiba – 
estão entre as 20 mais desiguais, entre 141 cidades de países em desenvolvimento pesquisadas 
pelo Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU Habitat). A desigualdade se reflete 
na alocação dos terrenos e dos serviços urbanos como transportes, principalmente. A deficiência 
retratada nos sistemas de transportes em uma cidade como Goiânia pode ser observada de forma 
correta em: 
A) congestionamentos provocados pela ausência de corredores expressos. 
B) percurso dos ônibus urbanos feitos de forma a atender interesses privados. 
C) falta de integração viária e a criação de modelos alternativos de deslocamento. 
D) favorecimento ao transporte individual como a construção de vias expressas. 
E) sistema viário incapaz de suportar o tráfego de veículos de transporte coletivo. 
 
127) PM/2010 O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, criado em 1961, protege uma área 
de 65.514ha do Cerrado de altitude. São diversas formações vegetais, centenas de nascentes e 
cursos d'água, rochas com mais de um bilhão de anos, além de paisagens de rara beleza, com 
feições que se alteram ao longo do ano. A transformação do Parque em Patrimônio Natural, tam-
bém pode ser vista como uma maneira de: 
A) preservar o quadro natural goiano da especulação imobiliária. 
B) tentar preservar áreas que possam representar reservas naturais. 
C) colocar o ecoturismo como alternativa econômica à agropecuária. 
D) impedir que a produção de soja chegue nas suas imediações. 
E) reservar o norte do estado para projetos de colonização agrícola. 
 
128) PM/2010 A Secretaria de Estado do Planejamento e Desenvolvimento de Goiás, através da 
Superintendência de Estatística, Pesquisa e Informação, pretende promover o crescimento da agro-
indústria, integração entre agricultura e indústria, possibilitando a diversificação na estrutura pro-
dutiva estadual, o que irá acarretar importantes avanços da indústria de transformação estadual e 
atividades relacionadas, proporcionando ganhos de participação em relação ao Produto Interno 
Bruto brasileiro. Um obstáculo para esse objetivo ser atingido está apontado corretamente em: 
A) salário pago abaixo da média nacional desestimula os interessados. 
B) geração insuficiente de energia para atender a todo o parque industrial. 
C) arrecadações insuficientes para poder conceder incentivos financeiros. 
D) precariedade nas formas de escoamento dos bens que são produzidos. 
E) impossibilidade de conciliar empresas do mesmo ramo em empreitadas. 
 
129) PM/2010 Localizado a 54 km da capital do estado (Goiânia), o Distrito Agroindustrial deAná-
polis (Daia) tem se destacado no setor industrial de Goiás por abrigar grandes indústrias, por atrair 
novos investimentos e por oferecer total infraestrutura. O Daia conta com quase 100 empresas de 
médio e grande porte em pleno funcionamento, gera mais de 8000 empregos diretos e apresenta 
perspectivas de novas instalações nos próximos anos. O fator que permitiu a atração de muitasempresas para esse Distrito Industrial foi: 
A) concessão de benefícios fiscais para empresas que se instalassem na região. 
B) promessa de política cambial privilegiada para favorecer as exportações. 
C) inexistência de entraves burocráticos que prejudicam o setor industrial. 
D) oferecer mão de obra capacitada para exercer atividades diversificadas. 
E) terreno para implantação de indústria mais barato que o de outras regiões. 
 
130) PM/2010 A ocupação do Centro-Oeste passou por duas grandes fases: a primeira ainda no 
período colonial, no fim do século XVII, e a segunda, nas décadas de 1940 e 1970. Os fatos históri-
cos relativos a esses períodos e que podem ser associados corretamente a essas etapas estão assi-
nalados em: 
A) ciclo do pau-brasil / construção de rodovias de penetração. 
B) ciclo do café / transferência do Distrito Federal para Brasília. 
C) ciclo da exploração do ouro / expansão da fronteira agrícola. 
D) ciclo da cana-de-açúcar / avanço do processo de urbanização. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
80 
E) ciclo da borracha / implantação da indústria automobilística. 
 
131) PM/2010 Cora Coralina, em um trecho do seu poema “Minha cidade”, faz a seguinte referên-
cia a Goiás. 
“Goiás, minha cidade... 
eu sou aquela amorosa 
de tuas ruas estreitas 
curtas, 
indecisas, 
entrando, 
saindo uma das outras.” 
Muitos consideram Cora Coralina como a escritora que melhor descreveu os “becos de Goiás” e o 
modo de viver do povo goiano. Em sua homenagem, a cidade histórica de Goiás Velho foi tombada 
pela UNESCO porque se trata, do ponto de vista arquitetônico, de um conjunto urbano que reflete: 
A) forte influência da dominação francesa. 
B) traços arquitetônicos doAleijadinho. 
C) estilo copiado de cidades europeias. 
D) forma paulista de ocupação do espaço. 
E) características da economia mineradora. 
 
132) PM/2010 A terra é o meio de produção fundamental na economia rural.A concentração da 
propriedade da terra é um dos traços marcantes da economia rural brasileira e, em Goiás, esse 
processo foi muito acentuado a partir dos anos 1970 quando a soja e o arroz tornaram-se respon-
sáveis pelo desenvolvimento agrícola do estado. Uma consequência desse processo de utilização da 
terra foi: 
A) estimular movimentos migratórios em direção às cidades. 
B) tornar o estado grande importador de máquinas agrícolas. 
C) constatar que parte da área agrícola já está desertificada. 
D) recuperar áreas consideradas perdidas para a agricultura. 
E) dar para Goiás o título de maior produtor nacional de grãos. 
 
133) PM/2010 O Centro-Oeste é a penúltima região brasileira quanto às densidades demográficas, 
com cerca de 6 hab/km². Na verdade, esse valor esconde as diferenças de povoamento, que são 
imensas, encontradas no interior da região. O estado de Goiás apresenta as densidades mais ele-
vadas da região com 17,4 hab/km² com fortes adensamentos populacionais em Goiânia e Brasília. 
Uma justificativa para a concentração demográfica nestes pontos pode ser constatada por: 
A) terras ociosas e disponíveis para ocupação. 
B) instalação de novos polos agroexportadores. 
C) chance de obter emprego no setor de serviços. 
D) uma maior proximidade com a região Sudeste. 
E) abertura de várias fábricas nos eixos rodoviários. 
 
134) PM/2010 A economia goiana está baseada na agroindústria. O estado destaca-se na produ-
ção de milho e tomate, é o maior produtor nacional de sorgo e o terceiro de soja. A produção de 
carne e grãos impulsiona as exportações. Paradoxalmente, o setor de serviços compõe 62% do 
PIB. A melhor alternativa que pode explicar essa contradição está apontada em: 
A) facilidade de colocação da mão de obra que abrange o setor de serviços. 
B) inchaço das cidades do estado que não absorve a mão de obra disponível. 
C) cidades médias como Goiânia lideram a abertura de postos de trabalho nesse setor. 
D) indústrias usam tecnologias que dispensam o uso contínuo do trabalho manual . 
E) apoio ao desenvolvimento da economia informal pelas autoridades estaduais. 
 
135) PM/2010 O setor industrial de Goiás sempre esteve vinculado à agropecuária. A partir de 
1997 este quadro começou a ser modificado com a chegada da Mitsubishi que instalou uma unida-
de produtiva em Catalão, no sudeste do estado. A chegada dessa montadora de automóveis pas-
sou a representar para o estado: 
A) abandono da agropecuária como atividade econômica. 
B) liderança na região na produção de bens de alta tecnologia. 
C) possibilidade de investir no potencial industrial goiano. 
D) chance de usar a mão de obra disponível e qualificada. 
E) inclusão do território goiano na economia mundializada. 
 
136) PM/2010 O solo do território goiano sempre foi considerado inadequado à agricultura porque 
possuía uma elevada concentração de alumínio, elemento tóxico para muitas espécies agrícolas. O 
processo adotado para a sua recuperação foi a: 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
81 
A) utilização de sistema agrícola semelhante ao praticado no sul do país. 
B) adoção de rodízio de cultivo da soja com a cana-de-açúcar e o café. 
C) prática da técnica da calagem que reduz a acidez do solo do cerrado. 
D) substituição das florestas que ocupavam a área pelo plantio da soja. 
E) implantação de sistemas de irrigação permanente do solo inadequado. 
 
137) PM/2010 A formação territorial de Goiás faz parte de um processo de expansão iniciado por 
aqueles que invadiram os domínios espanhóis delimitados pelo Tratado de Tordesilhas, caminhando 
por rios e atravessando florestas superando obstáculos.A iniciativa paulista tinha como objetivo: 
A) expandir seus domínios agrícolas. 
B) cativar índios e buscar ouro. 
C) fugir da dominação portuguesa. 
D) expandir as fronteiras da colônia. 
E) explorar o extrativismo vegetal. 
 
138) PM/2010 Um policial militar que estiver de serviço nas ruas da capital ao ser abordado por 
um turista interessado em conhecer cidades goianas que possam mostrar os aspectos históricos e 
culturais de Goiás, deverá orientá-lo para conhecer as cidades de: 
A) Anápolis e Itumbiara. 
B) Caldas Novas e Luziânia. 
C) Catalão e Aragarças. 
D) Pirenópolis e Goiás Velho. 
E) Goianésia e Cavalcante. 
 
139) PM/2010 A formação do estado de Goiás está associada a duas atividades econômicas que 
atraíram portugueses e brasileiros de vários pontos para o interior. Por volta do final do século 
XVIII, essas atividades, destacadas em uma das opções abaixo, eram a base da economia da anti-
ga Vila Boa, mais tarde Goiás. Estamos fazendo referência: 
A) mineração e pecuária. 
B) drogas do sertão e pau-brasil. 
C) café e borracha. 
D) cana-de-açúcar e cacau. 
E) algodão e pimenta do reino. 
 
140) PM/2010 Em 1988, Goiás foi dividido e sua porção norte passou a constituir o estado do To-
cantins. A divisão atendeu a um antigo desejo das autoridades do norte goiano que argumentavam 
o desejo de separação. Isso está assinalado corretamente em: 
A) tendências separatistas da população daquela área. 
B) superar os problemas relacionados à luta pela terra. 
C) recuperar o atraso econômico em relação à parte sul. 
D) criar pólos produtores de matérias-primas da região. 
E) atrair capital estrangeiro para exploração do subsolo. 
 
141) PM/2010 Conciliar a expansão da agroindústria e da pecuária com a preservação do cerrado, 
uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, é um dos principais desafios de Goiás. O 
estado convive com graves danos ambientais provocados pela ocupação predatória do território 
como: 
A) matas ciliares são destruídas e as reservas permanentes, desmatadas, cedendo lugar às plan-
tações de pinus e eucaliptos. 
B) próximo das nascentes dos rios goianos há focos de erosão provocados pelo desmatamento para 
a implantação de pastagens. 
C) queimadas destroem os horizontes do solo e boa parte da área agrícola disponíveljá dá sinais 
de desertificação. 
D) desenvolvimento de cultivos nas encostas tem acelerado o processo de deslizamentos quando 
chegam as chuvas de verão. 
E) rios assoreados comprometem o abastecimento de água e a situação se agrava nos períodos 
de estiagem prolongada. 
 
142) PM/2010 A ocupação do território goiano foi intensificada a partir dos anos 1940 e, em perío-
dos mais recentes, migrantes de vários pontos do país têm procurado o estado. Essa leva de pes-
soas que chega a Goiás tem se concentrado em pontos como: 
A) cidades do entorno do Distrito Federal e Goiânia. 
B) proximidades de Anápolis e o futuro distrito industrial. 
C) chapadas onde possa ser desenvolvido o ecoturismo. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
82 
D) cidades-satélites criadas pelas autoridades estaduais. 
E) reservas extrativistas que empregam muita mão de obra. 
 
143) PM/2010 Em 2008, o estado de Goiás apresentava uma população urbana de 89,8%. Se o 
estado foi ocupado por meio da expansão da fronteira agrícola, que opção abaixo apresenta corre-
tamente uma justificativa para um índice tão elevado de urbanização: 
A) Projeção social garantida aos moradores dos centros urbanos. 
B) Preço da terra desestimula o investimento na agropecuária. 
C) Obras do governo federal criaram empregos em várias áreas. 
D) Agricultura mecanizada que gera poucos postos de trabalho. 
E) Acesso à moradia garantido pelas prefeituras aos migrantes. 
 
144) PM/2010 Atualmente, a soja representa 27% das exportações e os resíduos da extração de 
óleo de soja compõem 12%. Dentre os vários fatores econômicos que promoveram a rápida ex-
pansão da cultura deste produto no estado, o que mais se destaca é: 
A) presença do governo estadual e de várias prefeituras que se associaram aos produtores de soja. 
B) baixo valor das terras em Goiás, comparativamente menor que os das regiões Sul e Sudeste. 
C) salários pagos em valores menores aos trabalhadores que fossem contratados pelos agriculto-
res. 
D) isenções fiscais e montagem da infraestrutura necessária, além de garantir o escoamento da 
produção. 
E) reforma agrária que concedeu vários lotes de terras aos interessados em se tornar produtor da 
leguminosa. 
 
145) AGEHAB/2010 A imagem do bandeirante percorre os espaços goianos, ela está representada 
em monumentos, praças, escolas, ruas e avenidas e até na bandeira moderna da cidade de Goiânia 
e na primeira estrofe do Hino do Estado. A figura do bandeirante foi colocada na História goiana 
como fundadora da sociedade. Tradicionalmente, o início da História de Goiás está ligado a um 
célebre bandeirante, que descobriu ouro nas cabeceiras do Rio Vermelho, na atual cidade de Goiás, 
trata-se de: 
a) Manuel Preto. 
b) Francisco Pires Ribeiro. 
c) Fernão Dias Paes. 
d) Bartolomeu Bueno da Silva. 
e) Antonio Dias. 
 
146) AGEHAB/2010 A sociedade colonial não se fundou no princípio da igualdade de seus mem-
bros. Tendo por base o processo de ocupação do território goiano, com a mineração do ouro, anali-
se as alternativas abaixo sobre a situação do índio nessa sociedade: 
I. Durante a época da mineração as relações entre índios e mineiros foram exclusivamente guerrei-
ras e de mútuo extermínio. 
II. Não havia qualquer tipo de legislação que defendesse os índios. 
III. Com o aldeamento, sempre houve pessoas especializadas, para cuidar e proteger os indígenas. 
IV. Aldear os índios consistia em reuni-los em povoações fixas, chamadas aldeias, onde, sob su-
pervisão da autoridade leiga ou religiosa, deviam cultivar o solo e aprender a religião cristã. 
V. Não eram os índios, e sim as minas de ouro, nas terras dos índios, que interessavam ao gover-
no. 
Está CORRETO o que se afirma apenas em: 
a) II, IV e V 
b) I, II e III. 
c) I, IV e V. 
d) II, III e V 
e) I, III e IV 
 
147) AGEHAB/2010 O processo de expansão capitalista em Goiás, no começo do século XX, foi 
impulsionado fortemente. Um dos fatores que pode ser apontado como o de maior dinamização 
para esse processo foi: 
a) O início acelerado do processo de industrialização. 
b) A cidade de Brasília. 
c) A construção da rodovia Belém Brasília. 
d) O desenvolvimento da navegação fluvial. 
e) A Estrada de Ferro Goiás. 
 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
83 
148) AGEHAB/2010 A ideia de mudança da Capital do Estado surgiu à luz de interesses econômi-
cos e sociais. Essa mudança não se processou em termos normais, mas em tempo de alteração de 
política. Sobre esse contexto, é CORRETO afirmar que: 
a) o ideal mudancista de muitos foi duramente enfraquecido pela Revolução de 1930. 
b) a forte participação das oligarquias dominantes processou esta mudança, como meio de fortale-
cimento político. 
c) as transformações políticas ocorridas com a Revolução de 1930 soaram como um forte entrave a 
esta mudança. 
d) a Revolução de 1930 consolidaria a idéia da mudança da capital. 
e) o governo federal não tinha nenhum interesse nessa mudança. 
 
149) AGEHAB/201 O processo de consolidação e modernização do setor agrícola do Estado de 
Goiás, no final do século passado e início deste, pode ser diretamente relacionado com: 
a) a necessidade de mão de obra especializada, o que contribui para o desemprego de trabalhado-
res com pouca qualificação. 
b) o aumento da produtividade agrícola e a diminuição do êxodo rural. 
c) o desenvolvimento agrícola destinado ao abastecimento do mercado interno. 
d) a melhoria da distribuição de renda e a fixação do homem no campo. 
e) a liberação de investimentos para os pequenos proprietários e desenvolvimento da agricultura 
familiar. 
 
150) AGEHAB/2010 A ONU declarou 2010 o ano internacional da biodiversidade, com a preocupa-
ção de preservar ambientes ameaçados, como o cerrado. Esse bioma, um dos principais do país, 
ocupa 22% do território nacional e 80% da sua biodiversidade já sofreram alterações e ameaças de 
extinção. Analise se as afirmações a seguir sobre esse bioma em Goiás estão certas (C) ou erradas 
(E): 
( ) A partir de 1970, a intensa mecanização e modernização do campo e a introdução de culturas 
destinadas à exportação provocaram uma modificação no espaço geográfico goiano. 
( ) Para a preservação e manutenção do bioma é necessário repensar o modelo de desenvolvimen-
to e criar políticas econômicas que conciliem prosperidade, crescimento financeiro e preservação, 
ou seja, é necessário um planejamento sustentável. 
( ) Apesar da devastação ambiental no cerrado, ainda não existe riscos de recomposição irreversí-
vel. 
( ) Devido à grande ação dos órgãos de controle ambiental, a ocupação econômica do cerrado tem 
ocorrido com planejamento e com uso de técnicas modernas de controle e preservação. 
( ) O bioma do cerrado é também considerado um divisor de águas, possui uma grande quantidade 
de água de superfície e subterrânea. 
 
Indique a sequência CORRETA: 
a) C, C, C, E, E. 
b) C, C, E, E, C. 
c) C, E, E, C, E. 
d) E, C, C, C, E. 
e) E, E, C, C, C. 
 
151) AGEHAB/2010 O século XVII representou a etapa de investigação das possibilidades econô-
micas das regiões goianas, durante a qual o seu território tornou-se conhecido. No século seguinte, 
em função da expansão da marcha do ouro, ele foi devassado em todos os sentidos, estabelecen-
do-se a sua efetiva ocupação através da mineração. Nesse sentido, pode-se afirmar que a econo-
mia goiana no final do século XVIII se caracteriza: 
a) Pelo aumento da arrecadação fiscal e da imigração para a região. 
b) Como um período de desenvolvimento através do processo de industrialização urbana. 
c) Pelo declínio da mineração e empobrecimento da capitania que se volta para as atividades agro-
pecuárias. 
d) Como o período áureo, grande circulação de riqueza, intenso povoamento, apogeu da minera-
ção. 
e) Pelo crescimento comercial e desenvolvimento urbano. 
 
152) AGEHAB/2010 Com o processo de Independência do Brasil em 1822, a estruturapolítica não 
sofre mudanças marcantes em Goiás. Essas mudanças ocorrem de maneira gradual e com disputas 
internas pelo poder entre os grupos locais. Nesse contexto destaca-se: 
a) o atrito dos grandes proprietários de terra com o governo central, pois eles eram totalmente 
contra a separação de Portugal. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
b) o movimento separatista do norte de Goiás, provocado por interesses econômicos e políticos dos 
grandes proprietários de terra descontentes com a falta de benefícios do governo. 
c) o elevado índice de imigrantes estrangeiros, que se tornaram responsáveis pelo desenvolvimen-
to da pecuária no Estado. 
d) a recuperação da economia mineradora com a descoberta de novas jazidas na região norte do 
Estado. 
e) a consolidação da separação do norte, aprovada em 1823 pelo governo imperial. 
 
153) AGEHAB/2010 Entre 1920-1929, o gado vivo significou quase a metade de todas as exporta-
ções e 27,69% da arrecadação total do Estado. Entre 1889 e 1932, Goiás exportou 3.690.372 ca-
beças de gado; em 1928, ano de maior exportação, 154.229. (PALACIN, Luís. MORAES, Maria Au-
gusta de Sant’Anna. História de Goiás. Goiânia: Editora da UCG, 1989, p.94.) Identifique o fator 
que define a economia goiana nesse período histórico: 
a) Desenvolvimento de grandes polos industriais e urbanos graças ao acúmulo de capitais gerado 
pela pecuária. 
b) Aumento significativo da produtividade com a adoção da pecuária intensiva por parte dos fazen-
deiros. 
c) Aumento da produção e das exportações da carne bovina ampliado com a construção e pavi-
mentação das rodovias na década de 20, pelo governo do Estado. 
d) Consolidação econômica dos pequenos proprietários de terra que tiveram oportunidade de am-
pliar seus negócios. 
e) Adoção da pecuária extensiva, baseada nas relações de trabalho arcaicas no campo e predomí-
nio do clientelismo. 
 
154) AGEHAB/2010 A Revolução de 1930 deu início a uma fase na História do Brasil marcada pela 
liderança de Getúlio Vargas, período que se estende até 1945. Em Goiás, é considerada uma revo-
lução importada cujo ponto de apoio foi: 
a) a classe média responsável pela expansão dos centros urbanos goianos. 
b) a parte da classe dominante descontente com o domínio político das oligarquias da capital. 
c) o descontentamento dos militares goianos com o regime vigente. 
d) a grande representatividade do operariado nos centros urbanos. 
e) o interesse dos industriais em reformas visando a ampliação dos investimentos no setor. 
 
155) AGEHAB/2010 Eleito Governador do Estado de Goiás para o período de 1961-1964, através 
da coligação PSD/PTB, Mauro Borges foi considerado o primeiro governador a ter um planejamento 
global para o Estado. Neste planejamento, promove uma experiência piloto, visando minimizar os 
problemas da ocupação da terra com a expansão do capitalismo, uma tentativa de reforma agrária 
no Estado, que recebeu como denominação: 
a) Colônia Agrícola de Uvá. 
b) Projeto da Colônia Agrícola de Ceres. 
c) Combinado Agro-Urbano de Arraias. 
d) Colônia de Santa Cruz. 
e) Colônia de Italianos de Nova Veneza. 
 
156) SEMARH/2010 A descoberta do ouro, no Brasil, no século XVII, ativou a cobiça das autorida-
des que identificavam a riqueza com a posse dos metais preciosos. Por ordem real, na época, todos 
os braços disponíveis deveriam ser empregados na extração do ouro, o que explica: 
A) os baixos impostos cobrados para a produção de produtos agrícolas. 
B) os inúmeros tipos de jazidas que foram exploradas em consequência da abundância do ouro. 
C) o grande número de entradas e bandeiras vindas de todo o país para Goiás. 
D) a grande riqueza da cidade de Goiás ocasionada pela grande produção de ouro. 
E) o pouco desenvolvimento da lavoura e da pecuária em Goiás. 
 
157) SEMARH/2010 O estado de Goiás é o mais populoso da região centro-oeste, apresentando as 
seguintes peculiaridades: 
I. Faz parte do grupo de estados maiores produtores de medicamentos genéricos do país. 
II. Goiás era uma terra teoricamente pertencente à capitania de São Paulo. 
III. Nele está localizado o parque nacional das Emas. 
IV. Em seu território encontram-se distribuídos 256 municípios. 
Analise as afirmativas, marcando a alternativa correta. 
A) I e II apenas. 
B) I, II e IV apenas. 
C) I, II e III apenas. 
D) IV apenas. 
E) II e III apenas. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
85 
 
158) SEMARH/2010 Arede hidrográfica goiana divide-se em duas bacias: 
A) a primeira é formada pelo rio São Francisco e seus afluentes, a segunda pelos afluentes do rio 
Paranaíba. 
B) a primeira é formada pelo rio Corumbá e a segunda pelo rio Paranaíba e seus afluentes. 
C) uma delas é formada pela bacia dos rios Paraguai e seus afluentes e a outra pelos rios que cor-
rem para o rio das Mortes compondo a sua bacia. 
D) a bacia formada pelos rios tributários da bacia Amazônica e a bacia formada pelos rios formado-
res da bacia do Tocantins. 
E) uma delas e formada pelos rios que deságuam no rio Paraná e a outra pelos rios que correm 
para desaguar no rio Tocantins ou no Araguaia. 
 
159) SEMARH/2010 Principal estado da região Centro-Oeste, Goiás limita-se: 
A) ao norte com Mato Grosso; a leste com a Bahia; ao sul com Mato Grosso do Sul; a oeste com 
Minas Gerais. 
B) ao norte com o estado de Tocantins; a leste com a Bahia e Minas Gerais; ao sul com Mato Gros-
so do Sul e Minas Gerais; a oeste com Mato Grosso. 
C) ao norte com Mato Grosso; a leste com Mato Grosso do Sul; a oeste com a Bahia; ao sul com 
Minas Gerais. 
D) ao norte com o estado da Bahia, ao sul com Tocantins; a leste com Minas Gerais; a oeste com 
Mato Grosso do Sul. 
E) ao norte com Mato Grosso; ao sul com Minas Gerais; a leste com Mato Grosso do Sul e Tocan-
tins; a oeste com o estado de Tocantins. 
 
160) Polícia Técnica /2010 - A revolução agropecuária, que modernizou Goiás, ainda está incom-
pleta. Deixou pequenos e médios produtores fora do processo, relegou culturas domésticas tradi-
cionais e não atingiu grande parte do território. Luís Estevam, professor de administração e eco-
nomia na UCG. Internet: <www.jornalopcao.com.br>. Com relação às características gerais do 
setor agrícola de Goiás, assinale a alternativa correta. 
(A) O estado de Goiás, por apresentar clima tropical, caracterizado por duas estações — inverno 
seco e verão chuvoso — com médias de temperaturas elevadas por todo o ano, não se mostra a-
propriado para o cultivo de produtos agrícolas como trigo e uva, típicos de regiões temperadas. 
(B) Santa Helena de Goiás destaca-se como um dos municípios de maior produção de cana-de-
açúcar do estado. 
(C) Ocupando posição proeminente no cenário agrícola estadual, o município de Uruana é respon-
sável pela quase totalidade da produção de girassol e soja de Goiás. 
(D) A produção agrícola do norte goiano mostra-se mais produtiva e modernizada que a desenvol-
vida nas áreas do sul/sudeste do estado, mesmo estando estas mais próximas de grandes centros 
consumidores, como São Paulo. 
(E) Uma das consequências da modernização agrícola vivida pelo estado nas últimas décadas, refe-
rida no texto, foi uma drástica redução na concentração fundiária. 
 
161) Polícia Técnica /2010 - Acordo para fábrica de tratores 
O governador Alcides Rodrigues assinou ontem com o presidente da Bielo-Rússia, Alexander Luka-
shenko, no Rio de Janeiro, protocolo de intenções para instalar, em Goiás, uma unidade da maior 
montadora de tratores do mundo, a MTZ. Também deve ser instalada em território goiano uma 
fábrica de caminhões pesados, utilizados em mineração. 
In: O Popular, 23/3/2010, p. 12. 
Com base no assunto mencionado no texto acima e em temas correlatos, assinale a alternativa 
incorreta. 
(A) Um aspecto econômico que une os interesses de Goiás e da Bielo-Rússia é a possibilidade de 
exportação de soja para o país europeu. 
(B) Os incentivos fiscais oferecidospelo governo de Goiás poderão facilitar as negociações não só 
com a Bielo-Rússia, mas também entre o estado e outros investidores nacionais e estrangeiros. 
(C) Para os bielo-russos, a parceria com o estado de Goiás relaciona-se à possibilidade de incre-
mentar os negócios na América Latina. 
(D) Um produto que o estado de Goiás exporta em grande quantidade e que poderá ser ofertado à 
Bielo-Rússia é o potássio, de larga utilização na moderna agricultura. 
(E) Os laços comerciais de Goiás com a Bielo-Rússia tornam-se importantes uma vez que podem 
contribuir para facilitar a entrada de produtos goianos no leste da Europa. 
 
162) SES/2010 – Com relação ao período da mineração do século XVIII no estado de Goiás, é 
correto afirmar que: 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
86 
A) a mineração foi um fracasso, pois não conseguiu competir com as jazidas auríferas do Rio de 
Janeiro. 
B) a mineração foi muito lucrativa durante todo o século XVIII. 
C) até 1750 a mineração foi lucrativa, já de 1751 a 1770 se tornou arriscada e após 1770 ruinosa. 
D) a mineração não se desenvolveu devido à escassez de mão de obra qualificada. 
E) jagunços e coronéis entravaram a mineração do estado de Goiás. 
 
163) SES/2010 – Marque a alternativa correta. 
A) A construção da cidade de Goiânia não teve muito impacto no crescimento de Goiás. Seu desen-
volvimento só se estabeleceu com a construção de Brasília, em meados da década de 60. 
B) Podemos afirmar que a construção de Brasília não teve tanta importância, pois o estado de Goi-
ás já se desenvolvera com a construção de Goiânia. Este sim foi o grande marco do centro-oeste 
brasileiro. 
C) O grande marco do centro-oeste brasileiro foi a construção de Brasília no final da década de 60, 
trazendo desenvolvimento e progresso para o interior do país. 
D) O estado de Goiás cresce rapidamente a partir de 1940 com a construção de Goiânia, a campa-
nha nacional da “Marcha para o Oeste”, culminando com a construção de Brasília na década de 50, 
imprimindo um progresso acelerado ao estado. 
E) As construções de Brasília e Goiânia foram importantes, porém o estado de Goiás já tinha seu 
progresso estabelecido desde o período da mineração. 
 
164) CAM. AP/2011 – Sobre o município de Aparecida de Goiânia, é incorreto afirmar: 
A) a proximidade com a capital do Estado tem atraído para o município importantes indústrias que 
estão no Distrito Agro Industrial de Aparecida de Goiânia-DAIAG. 
B) a vegetação predominante é o cerrado. 
C) o alto grau de ocupação populacional faz com que o município tenha uma grande expressão na 
agricultura extensiva. 
D) seus recursos minerais se limitam à extração de cascalho, pedra e areia. 
 
165) CAM.AP/2011 – Sobre o município de Aparecida de Goiânia, é incorreto afirmar: 
a) suas terras são do tipo sílico argilosa com pedreiras; 
b) o clima é tropical semi úmido sendo quente a maior parte do ano; 
c) o intercâmbio comercial, em maior escala, é realizado com município de Goiânia e com outros 
estados, tendo como principal meio de acesso a rodovia BR-153; 
d) a sua hidrografia é formada pelo rio Meia Ponte e o João Leite que banha o município em pe-
quena extensão. 
 
166) CAM.AP/2011 – Após analisar os itens abaixo escolha a alternativa correta sobre o censo de 
Goiás de 2010: 
I. A população é de aproximadamente 6.003.788 habitantes; 
II. Houve registro da queda da mortalidade infantil e o aumento da longevidade; 
III. Houve registro da queda da fecundidade; 
IV. Teve ganhos na área de educação, a população continua cada vez mais alfabetizada. 
 
I. Todos corretos; 
II. Apenas I, III, IV corretos; 
III. Apenas I, II, IV corretos; 
IV. Apenas I, II corretos. 
 
167) CAM.AP/2011 – Sobre Goiás, é incorreto afirmar: 
A) Na atividade agrícola, o estado destaca-se na produção de arroz, algodão, feijão, milho, soja, 
sorgo, trigo, cana-de-açúcar, alho e de tomate. 
B) A agropecuária é a atividade mais explorada no estado e umas das principais responsáveis pelo 
rápido processo de agro-industrialização que Goiás vem experimentando. 
C) Atualmente, o estado enfrenta um grande desafio: tentar conciliar a expansão da agroindústria 
e da pecuária com a preservação do cerrado, considerada uma das regiões mais ricas do planeta 
em biodiversidade. 
D) É o segundo estado mais populoso do Centro-Oeste brasileiro. 
 
168) O topônimo Goiás tem origem na denominação de uma comunidade indígena do Planalto 
Central Brasileiro e significa “indivíduos iguais” ou pessoa da mesma origem, pelo fato de aqueles 
índios: 
A) habitarem a mesma região. 
B) não terem contato com outras nações indígenas. 
C) se oporem aos portugueses, no período colonial. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
87 
D) se identificarem como povos da mesma cultura. 
E) não conhecerem povos difentes. 
 
169) A primeira forma de povoamento e ocupação permanente em Goiás que resultou na fundação 
do Arraial da Barra e Sant’anna foi: 
A) a caça ao índio por bandeirantes no século XVII. 
B) a expansão das ferrovias no século XIX. 
C) a extração vegetal no século XVII. 
D) migração de pecuaristas gaúchos no século XVII. 
E) mineração do ouro no século XVIII. 
 
170) Ação que teve como objetivo dinamizar o desenvolvimento da parte norte do estado de Goi-
ás, a fim de reduzir suas carências sociais, aumentar o povoamento e minimizar os conflitos fundi-
ários: 
A) em 1988, o Estado de Goiás foi dividido para a formação do Estado de Tocantins. 
B) em 1889, a República recém-proclamada criou o Estado de Goiás. 
C) em 1744 foi criada a Capitania Geral de Goiás. 
D) foi reconhecida de Goiás para realizar a reforma agrária. 
E) em 1988, o Estado de Goiás foi separado do de Tocantins. 
 
171) O estado de Goiás, no Planalto Central brasileiro, integra a Região Centro-Oeste e se caracte-
riza por: 
A) um território de pouco relevo alto. 
B) temperaturas altas no Sul e no Sudeste e mais baixas no Norte e no Nordeste. 
C) relevo variado, mais alto na Chapada dos Veadeiros(1.784 m), mais baixo no Oeste do Estado. 
D) paisagem uniforme, de topografia regular. 
E) relevo uniforme, plano, completamente constituído pela planícies do cerrados. 
 
172) Professor/UFG – Dentre todas as bacias hidrográficas existentes em Goiás, a do rio Paranaí-
ba, no sul do estado, é a que apresenta o maior número de grandes lagos de represas, que modifi-
caram significativamente as paisagens da região. A origem desses represamentos está associada, 
primordialmente, à 
a) captação de água para abastecimento das indústrias, o que contornou o problema de escassez 
de chuvas na região. 
b) implantação do turismo, que promoveu a criação dos lagos para o uso de balneários e instâncias 
de pesca amadora. 
c) formação de espelhos d’água, o que permitiu regular os índices de temperatura na região, crian-
do um ambiente mais ameno. 
d) instalação de usinas hidrelétricas, que aproveitaram as características propícias do relevo, com 
forte gradiente do curso do rio. 
 
173) Professor/UFG – Em Goiás, a técnica do planejamento estatal seguiu as influências das políti-
cas econômicas nacionais. Como governo responsável pela primeira experiência de planejamento 
na escala estatal sistematizada no território goiano, pode-se citar 
a) Pedro Ludovico Teixeira. 
b) Mauro Borges Teixeira. 
c) Irapuan Costa Júnior. 
d) Iris Rezende Machado. 
 
174) PC/2010 – Leia o quadro a seguir. 
 
Ano: 1753 2005 
Produção anual(kg) 3.060 9.449 
Palacin, L; Moraes, M. A. Historia de Goiás. 
 
Os dados do quadro permitem comparar a produção aurífera goiana do século XVIII e a produção 
contemporânea. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar: 
a) O peso proporcional da produção aurífera do ano de 2005 na arrecadação tributária total de 
Goiás é três vezes maior do que o da produção aurífera do ano de 1753. 
b) A disparidade entre a produção aurífera de 2005 e a de 1753precisa ser relativizada, pois a 
evasão fiscal do minério era muito maior do que no século XVIII do que no século XIX. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
88 
c) A maior produção aurífera de 2005 pode ser explicada pela utilização de recursos tecnológicos 
que permitem a exploração de jazidas profundas, enquanto, em 1753, explorava basicamente o 
chamado ouro de aluvião. 
d) Apesar da produção menor, o ouro goiano possuía um peso maior na economia portuguesa, no 
século XVIII, do que possui atualmente na economia brasileira, em virtude da política mercantilista 
de acumulação de capitais (ouro e prata), naquela época. 
 
175) PC/2010 – Nas eleições municipais de 2008, o Superior Tribunal Eleitoral proibiu que os elei-
tores portassem celulares nas cabines de votação a fim de evitar que tais aparelhos, por meio de 
filmagem ou fotografia, servissem de instrumento de coação sobre a liberdade de escolha do elei-
tor. Na história de Goiás, a privacidade do voto não era garantida pelo Estado em qual situação? 
a) Durante o período escravista, quando os escravos eram obrigados a votar sob orientação polí-
tica de seus senhores. 
b) Durante a República Velha, quando o voto descoberto servia para perpetuação do poder dos 
grupos oligárquicos. 
c) Durante o Estado Novo, quando a privacidade do voto foi cerceada pelo interventor Pedro Lu-
dovico. 
d) Durante a Ditadura Militar, quando os militares impediram a livre expressão dos eleitores. 
 
176) PC/2010 – A historiografia goiana considera que na década de 1970 houve uma moderniza-
ção das atividades agrícolas em Goiás. Como decorrência dessa modernização, constata-se uma 
crescente mecanização e utilização de insumos agrícolas, significando a expansão e consolidação 
do capitalismo no meio rural. É CORRETO identificar como consequência desse processo: 
a) O desenvolvimento do populismo nos anos 70 como forma de conciliação de interesses con-
traditórios no quadro político e econômico de Goiás. 
b) A implantação de um programa de reforma agrária, como a Colônia Agrícola de Ceres, para 
atender aos trabalhadores imigrantes. 
c) Modificação na estrutura fundiária de Goiás, com consolidação da pequena propriedade rural, 
no estado. 
d) O aumento da repressão autoritária por parte do Estado aos movimentos sociais que lutavam 
por terra. 
 
177) PC/2010 – A história política do Brasil, nas décadas de 1950 e 1960, foi marcada pelo emba-
te vigoroso entre o PSD (Partido Social Democrata) e a UDN (União Democrática Nacional). Em 
Goiás, o PSD venceu quase todas eleições, sendo que a única vitória da UDN na disputa pelo exe-
cutivo estadual foi a vitória de 
a) Otávio Lage de Siqueira sobre José Peixoto da Siveira, nas eleições de 1965. 
b) Pedro Ludovico Teixeira sobre Altamiro de Moura Pacheco, nas eleições de 1950. 
c) Mauro Borges Teixeira sobre José (Juca) Ludovico de Almeida, eleições de 1960. 
d) Jerônimo Coimbra Bueno sobre José (Juca) Ludovico de Almeida, nas eleições de 1947. 
 
178) PC/2008 – A Revolução de 1930 pode ser analisada pela visão modernizadora que apresen-
tava, em termos da Administração Pública no Brasil, críticas ao poder oligárquico, até então vigen-
te. Em Goiás, a revolução teve seus representantes, que assumiram o comando do Estado em no-
me de tal modernização. Desde então, vários acontecimentos promoveram mudanças na adminis-
tração política de Goiás, de 1930 até os dias atuais. Pode-se assim identificar, respectivamente, os 
seguintes grupos políticos, no comando do governo do Estado nesse período: 
a) militarismo, ludoviquismo, marconismo e irismo. 
b) militarismo, ludoviquismo, irismo e marconismo. 
c) ludoviquismo, militarismo, irismo e marconismo. 
d) ludoviquismo, irismo, militarismo e marconismo. 
 
179) UEG Sobre a hidrografia goiana, é INCORRETO afirmar: 
a) O rio Araguaia tem suas nascentes no Parque Nacional das Emas (Mineiros) e corta o estado de 
Goiás no sentido sul-norte, desaguando no rio Tocantins, no Bico do Papagaio. 
b) O rio Paranaíba, localizado na fronteira sul do estado de Goiás, tem papel de destaque no trans-
porte hidroviário, a partir da ligação com a hidrovia Tietê-Paraná. 
c) A usina de Corumbá 4, recentemente inaugurada, foi construída com o propósito de garantir o 
abastecimento de energia elétrica para as cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia. 
d) O rio Meia Ponte corta a região mais povoada do território goiano. 
 
180) AMT/UFG/2009 – Fundada em 1727, a Cidade de Goiás, antiga Vila Boa, foi capital de Goiás 
até 1933. Durante os primeiros anos da década de 1930, o debate sobre a necessidade de se 
transferir a capital para outro local não ocorreu sem tensões, especialmente entre os grupos políti-
cos. Dentre os motivos que levaram à mudança da capital para região de Campinas, destaca-se a 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
89 
a) opção por uma localização mais estratégica, próxima à ferrovia e no centro da zona mais prós-
pera e habitada do estado, além da boa topografia. 
b) escolha de uma área mais montanhosa que a do sítio urbano da Cidade de Goiás, o que favore-
ceria o ambiente urbano em termos climáticos. 
c) escolha de uma área com menor densidade hidrográfica, já que a antiga capital apresentava 
problemas com enchentes. 
d) opção por uma localização mais ao norte, para favorecer as relações com a então capital do 
país, Salvador, na Bahia. 
 
181) CN Proc. Jurídico/2012 – A composição da economia do Estado de Goiás baseia-se na produ-
ção agrícola e na pecuária, no comércio e nas indústrias. Nas agricultura destaca-se a produção 
de: 
a) arroz, algodão, feijão, milho, soja, sorgo, trigo, mineração, cana-de-açúcar e tomate. 
b) amianto, arroz, café, algodão, feijão, milho, soja, sorgo, trigo, cana-de-açúcar e tomate. 
c) arroz, café, algodão, feijão, milho, soja, sorgo, trigo, confecção e tomate. 
d) arroz, café, algodão, milho, soja, sorgo, trigo, cana-de-açúcar e tomate. 
 
182) CN Proc. Jurídico/2012 – Não é considerado pontos turísticos e cultural de Caldas Novas: 
a) Serra de Pirapitinga. 
b) Serra de Caldas. 
c) Parque Estadual da Serra de Caldas. 
d) Paróquia de Nossa Senhora das Dores. 
 
183) CN Proc. Jurídico/2012 – Após analisar os itens sobre o estado de Goiás, marque a alternati-
va correta: 
I – tem enfrentado, por conta do desenvolvimento da agropecuária, os prejuízos ambientais resul-
tantes da destruição de matas e reservas permanentes, utilizadas para as plantações e criação de 
aves. 
II – o desmatamento do cerrado, região rica em biodiversidade, para agricultura, provoca grandes 
erosões, que chegam a atingir o lençol freático. 
III – as praias que surgem em decorrência da queda do nível das águas do Rio Araguaia, no perío-
do de estiagem, se transformam numa das principais atrações turísticas do Estado. 
a) apenas I e II estão corretos. 
b) apenas I e III estão corretos. 
c) apenas II e III estão corretos. 
d) todos estão corretos. 
 
184) CN Proc. Jurídico/2012 – Marque a alternativa incorreta em relação ao que pertence ao Esta-
do de Goiás: 
a) Parque Nacional das Emas recebe inúmeras visitantes, atraídos pela beleza e diversidade da 
fauna e da flora. 
b) Distrito Espeleológico de São Domingos, onde estão os maiores conjuntos de cavernas da Amé-
rica do Sul. 
c) Goiás Velho é antiga capital goiana, e bonita pela arquitetura Barroca de sobrados e igrejas. 
d) Parque Nacional da Chapada da Diamantina, com cânions, saltos e cachoeiras. 
 
185) CN Proc. Jurídico/2012 – Após analisar os itens, escolha a alternativa correta em relação ao 
Estado de Goiás: 
I – possui clima predominante tropical semi-úmido, suas características se apresentam em duas 
estações distintas, uma de seca e outra chuvosa. 
II – possui a maior concentração populacional do Centro-Oeste. 
III – a vegetação que caracteriza o estado é o cerrado. 
IV – possui um imenso potencial hídrico, existe uma imensa quantidadede córregos e rios. 
V – é banhado por três importantes bacias hidrográficas, são elas: Bacia do Parnaíba, Bacia Ara-
guaia-Tocantins e Bacia do São Francisco. 
a) todos corretos 
b) apenas I, II, III e IV estão corretos. 
c) apenas II, III e IV estão corretos. 
d) apenas I, III e V estão corretos. 
 
186) Ag. Seg./UEG/2012 – Pelo exame dos séculos XVI e XVII, é possível identificar a tendência 
do processo de ocupação do território brasileiro. Essa tendência é CORRETAMENTE descrita como: 
a) Ocupação do interior do território, derivada da alta lucratividade da atividade mineratória de-
senvolvida nas regiões de MG, MT e GO. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
90 
b) Ocupação litorânea, em virtude da posição estratégica dos portos brasileiros para realizar a liga-
ção entre Europa e Oriente. 
c) Ocupação do interior do território, causada pelo interesse da Coroa portuguesa em colonizar a 
região e expandir seus domínios. 
d) Ocupação litorânea, influenciada pelo estabelecimento da economia açucareira, principalmente 
na região Nordeste. 
 
187) Ag. Seg/UEG/2012 – A localização latitudinal de Goiás confere ao estado características de 
temperatura e umidade compatíveis com o clima: 
a) Tropical 
b) temperado 
c) Equatorial 
d) Subtropical 
 
188) Ag. Seg./UEG/2012 – A modernização da economia rural, a partir da década de 1980 trouxe 
uma série de consequências para a sociedade goiana, como, por exemplo: 
a) A desvalorização monetária da terra como resultado da aplicação de técnicas agrícolas moder-
nas. 
b) A produção em grande escala visando atender às demandas colocadas pelo mercado exterior. 
c) A formação de extensas áreas com predomínio de minifúndios em decorrência da concentração 
fundiária. 
d) O aumento do número de empregos no campo, especialmente em atividades menos qualifica-
das. 
 
189) Ag. Seg./UEG/2012 – A produção agroindustrial goiana exige um sistema de redes de trans-
porte e comunicação para integrar as diversas regiões produtoras aos mercados consumidores. 
Dentre os eixos de transportes mais importantes do estado de Goiás, é CORRETO citar: 
a) A Hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná, por onde é escoada parte significativa da produção de grãos 
do sudoeste do estado. 
b) A BR-153, que corta o estado no sentido Leste-Oeste, por onde é escoada a produção de miné-
rios. 
c) A ferrovia Norte-Sul, responsável pelo transporte da produção agrícola da região norte do estado 
até o porto de Paranaguá, no Paraná. 
d) A BR-070 por onde é transportada a produção de grãos da região sudoeste de Goiás. 
 
190) Ag. Seg./UEG/2012 
Capital de Goiás foi eleita 
Desde o berço em que um dia nasceu 
Pela gente goiana foi feita 
Com um povo adotado cresceu. 
O trecho do poema acima faz referência ao intenso processo de crescimento demográfico ocorrido 
em Goiás com a mudança da capital e a inauguração de Goiânia. Outro fator que fomentou o cres-
cimento demográfico de Goiás no século XX foi a: 
a) descoberta de ouro por Bartolomeu Bueno da Silva. 
b) fundação do Distrito Agroindustrial de Anápolis(DAIA). 
c) construção de Brasília. 
d) Revolução de 1930, comandada por Pedro Ludovico. 
 
191) Ag. Seg/UEG/2012 – O período entre o final da ditadura de G. Vargas(1945) e o início da 
ditadura militar(1964) é maçado por forte instabilidade sociopolítica. São acontecimentos relacio-
nados a esse período, em Goiás: 
a) “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, ocorrida em Goiânia em abril de 1964. 
b) O “Queremismo”, movimento reivindicatório da permanência do governo de Mauro Borges no 
poder. 
c) A passagem da Coluna Prestes por Goiás, em sua fuga para Bolívia. 
d) A revolta camponesa de Trombas e Formoso, na década de 1950. 
 
192) Ag. Prisional/Saúde/2012 – Analisando a relação político-administrativa entre o poder central 
imperial e as diferentes províncias brasileiras durante o império. Em Goiás, a relação entre o poder 
central e o local foi denominada de “oficialismo político”, indicando uma situação em que a admi-
nistração da província era 
a) exercida por meio de eleições indiretas, nas quais a Assembleia Provincial elegia o presidente de 
província. 
b) controlada diretamente pelos representantes das oligarquias regionais formadas pelos grandes 
proprietários de terras pecuaristas. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
91 
c) outorgada aos oficiais militares da guarda nacional que controlavam a administração provincial 
por meio do Conselho de Estado. 
d) centralizada pelo Estado Imperial, que escolhia como presidentes de província políticos desvin-
culados dos interesses regionais. 
 
193) Ag. Prisional/Saúde/2012 – A vitória dos Aliados na Segunda Grande Guerra fez crescer no 
Brasil as manifestações pela democratização do país. Pressionado pela oposição, Vargas inicia a 
transição democrática, permitindo a reorganização dos partidos políticos e convocando eleições. 
ASSIS, Wilson Rocha. Estudos de história de Goiás. Goiânia: Vieira, 2005. P. 118. 
Entre 1930 e 1945, Goiás foi governado por Pedro Ludovico Teixeira. Com a queda do Estado Novo 
varguista, Pedro Ludovico deixa o poder e, em 1947, são realizadas eleições para a escolha do 
representante do executivo estadual. Nestas eleições, foi eleito 
a) Mauro Borges Teixeira, mantendo o poder nas mãos da “família Ludovico”. 
b) José Ludovico de Almeida, que venceu as eleições graças ao apoio do PSD. 
c) Pedro Ludovico Teixeira, que retornou o poder por meio do voto democrático. 
d) Jerônimo Coimbra Bueno, representante da UDN, que venceu as forças ludoviquistas. 
 
194) UEG/2012 – No século XVIII, um dos instrumentos utilizados para a extração de ouro em 
Goiás foi a bateia: um prato na forma de cone, com o qual os mineradores executavam um movi-
mento circular, separando o solo proveniente do leito dos rios e o ouro. A utilização desse instru-
mento na atividade mineradora 
(A) demonstrava o interesse pelo desenvolvimento técnico da mineração, com inserção de meca-
nismos de retardamento do processo de decantação. 
(B) demandava mão de obra especializada, capaz de estabelecer critérios de contraste entre trans-
lucidez aurífera e opacidade da bateia. 
(C) isentava a obrigatoriedade régia da fundição do ouro, ao facilitar a extração do minério, quan-
do exposto ao sol, por meio da refração. 
(D) dispensava a utilização de outros instrumentos de trabalho, tendo em vista a eficiência do pro-
cesso de decantação aplicado ao sistema de extração. 
(E) tornava o trabalho nas minas desgastante, pois havia a exigência constante em produzir um 
processo de centrifugação na bateia. 
 
195) UEG/2012 - Leia os fragmentos de textos apresentados a seguir. 
[…] espreguiçando-se às margens do rio Vermelho, mas curtindo uma verdadeira sêde de Tântalo, 
visto como a água viscosa dêste ribeiro, despejo e lavadouro da população, não é e nem pode ser 
convenientemente distribuída às casas, porque a fornecida pelo único chafariz existente e parcas 
fontes, carece das condições de abundância e potabilidade; desprovida de bons sistemas de esgo-
tos, capaz de evitar o uso prejudicialíssimo das latrinas […] a decadente Vila Boa, hospeda em seu 
seio poderosos agentes de destruição, que há de em breve, transformá-la em vasta necrópole […]. 
LIMA, A. Correia. Goiânia, a nova capital de Goiaz. Resumo de um estudo. [s.d.]. p. 91. In: CHAUL, 
Nasr F. A construção de Goiânia e a transferência da capital. Goiânia: Cegraf, 1988. p. 66. 
De 1890 até 1914, Goiaz não chegou a construir, em média, uma casa por ano. E de 1914 a 1932, 
apesar do advento do automóvel e da lenta mas registrável melhoria operada na situação econômi-
ca do Estado por influência da Grande Guerra, a média de construções na cidade de Goiaz não 
passou de uma e meia casas por ano […] Basta acrescentar que até na população tem havido de-
créscimo sensível. Em 1890, a população da cidade de Goiaz atingiu 10 mil almas.Em 1932 […], a 
sede deste município tinha apenas 8. 256 habitantes. Relatório de Pedro Ludovico Teixeira (1930-
1933) p. 11-22. In: CHAUL, Nasr F. Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites 
da modernidade. 2. ed. Goiânia: Editora da UFG, 2001. p. 211. 
Considerando-se o contexto e a época, o que esses relatórios têm em comum é o fato de visarem 
(A) subsidiar políticas de planejamento urbano e regional com o propósito de integrar o estado de 
Goiás ao território nacional. 
(B) destacar o isolamento geográfico de modo a sensibilizar o governo federal a estender a malha 
viária até o interior do país. 
(C) informar sobre a baixa densidade demográfica do estado com o objetivo de subsidiar com in-
formações o censo demográfico nacional. 
(D) ressaltar a incipiente urbanização de Goiás com o objetivo de justificar a necessidade de indus-
trialização do estado. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
92 
(E) enfatizar a situação de decadência com vistas a justificar a necessidade da transferência da 
capital no estado de Goiás. 
 
196) UEG/2012 - Leia os documentos apresentados a seguir. 
Senhores, só depois de reconhecida a utilidade que pode resultar da criação de novas aulas, é que 
deferirei favoravelmente os pedidos, pois estou certo de que essa medida é de interesse do profes-
sor e não dos alunos. […] Sim, todos nós sabemos que por via de regra, os pais tiram os filhos das 
aulas apenas eles leem, escrevem alguma coisa, e fazem praticamente as quatro operações princi-
pais da aritmética. Relatório da província de Goiás. 1842. p. 5. Disponível em: 
<http://brazil.crl.edu/bsd/bsd/290/000005.html>. Acesso em: 7 mar. 2011. [Adaptado]. Não é 
totalmente desanimador o progresso, ainda que lento, dos alunos do Liceu: o que se observa, po-
rém, é a falta de gosto e a aplicação aos estudos que ainda não está bem desenvolvida entre os 
moços, que parecem não compreender sua necessidade para qualquer estado ou profissão que 
para o futuro terão de abraçar. Relatório da província de Goiás. 1874. Disponível em: 
<http://brazil. crl.edu/bsd/bsd/324/000058.html>. Acesso em: 7 mar. 2011. [Adaptado]. Compa-
rando-se os documentos, conclui-se que a relação entre educação e sociedade, em Goiás, no sécu-
lo XIX, foi marcada por uma permanência, associada 
(A) ao questionamento dos valores tradicionais pelo sistema escolar implantado. 
(B) ao pessimismo da comunidade quanto à importância da instrução pública para a vida cotidiana. 
(C) a um projeto de universalização da instrução pública sob a responsabilidade do Estado. 
(D) às reivindicações, por parte dos setores organizados, pela expansão da instrução. 
(E) à difusão da instrução pública como mecanismo formador da elite provincial. 
 
197) UEG/2012 - No estado de Goiás, bem como em outros estados brasileiros, o ano de 2010 foi 
marcado por alto índice de queimadas. Elas ocorreram não apenas em áreas particulares, mas 
também em áreas públicas de preservação ambiental como, por exemplo, no Parque Estadual das 
Emas, Parque Estadual da Serra dos Pirineus, Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e Parque 
Ecológico Altamiro de Moura Pacheco. Uma consequência socioambiental, a curto prazo, desse tipo 
de impacto é 
(A) a destruição da camada de ozônio, com aumento da incidência de raios ultravioleta e de câncer 
de pele. 
(B) a redução da umidade relativa do ar, elevando a incidência de doenças das vias respiratórias. 
(C) o controle de espécies vegetais invasoras de pastagens, reduzindo gastos no manejo agrope-
cuário. 
(D) o acúmulo de matéria orgânica no solo, melhorando sua fertilidade. 
(E) a transferência de água subterrânea para alimentar rios temporários, aumentando a fauna a-
quática local. 
 
198) UEG/2012 - A doença de Chagas era uma das moléstias que assolava o Brasil do século XVIII 
e, em especial, a Capitania de Goiás. No decorrer da colonização dessa região, essa doença, consi-
derada endêmica, tornou-se uma ameaça para a vida humana, visto que 
(A) a ocupação do sertão provocou a modificação do hábitat natural do inseto transmissor, direcio-
nando-o para o ambiente domiciliar. 
(B) a desnutrição, comum à população goiana, provocava altos índices de contaminação e, conse-
quentemente, de mortalidade. 
(C) a precariedade das condições de trabalho, nos locais de extração do ouro, e o esgotamento 
físico impossibilitavam a erradicação da doença. 
(D) a lentidão do ciclo reprodutivo do inseto impedia a realização de um diagnóstico rápido, dificul-
tando a adoção de tratamentos terapêuticos. 
(E) o desabastecimento, comum às regiões de mineração, associado aos longos períodos de estia-
gem, intensificava os riscos de infecção. 
 
199) UFG/2012 - Para compreender a ocupação do Cerrado, a partir da década de 1970, é neces-
sário analisar os meios físicos, as variáveis socioeconômicas e as mudanças culturais. No que diz 
respeito à cultura, o processo de ocupação ocasionou 
(A) alteração do modo de vida das populações tradicionais pela modernização do território. 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
(B) extinção dos saberes dos camponeses por causa do aumento da oferta de conhecimentos esco-
lares. 
(C) segregação dos povos indígenas nos espaços urbanos. 
(D) valorização dos símbolos locais em razão da influência da mídia. 
(E) alteração da identidade camponesa em razão da frágil organização política desses produtores. 
 
200) UFG/2012 – Leia o texto a seguir. 
[…] se me representou que, pelas notícias que tinham adquirido com as entradas que haviam feito 
pelos sertões dessa América, se lhes fazia certo haver neles minas de ouro e prata, e pedras pre-
ciosas, cujo descobrimento senão havia intentado pela distância em que ficaram as tais terras, 
aspereza dos caminhos, e povoações de índios bárbaros que nelas se achavam aldeados; […] e 
porque deste descobrimento de minas podiam resultar grandes interesses à minha fazenda, se 
ofereciam a me irem fazer esse serviço tão particular, à sua custa, não só conquistando com guer-
ra aos gentios bárbaros que se lhes opuserem mas também procurando descobrir os haveres que 
nas ditas terras esperavam achar, […] e que fazendo o serviço que se ofereciam esperavam ser-
lhes remunerado com as honras e prêmios. RESPOSTA DE D. JOÃO V ao pedido de licença dos 
bandeirantes, 14 de fevereiro de 1721. In: PALACÍN, Luís; GARCIA, Ledonias; AMADO, Janaí- na. 
História de Goiás em documentos. Goiânia: Editora da UFG, 1995. p. 22. (Adaptado). O documento 
remete às relações entre o Rei e os súditos, no período colonial no Brasil, estabelecendo que 
(A) a exploração aurífera seria feita com base nos investimentos da Coroa nas expedições. 
(B) os gentios seriam protegidos por meio da proibição de sua escravização. 
(C) o conhecimento da fauna e da flora do sertão seria prioritário para os interesses da Coroa. 
(D) a recompensa dos bandeirantes estaria assegurada em caso de sucesso da expedição. 
(E) as expedições em áreas distantes e infestadas de gentios seriam excluídas do patrocínio real. 
GABARITO 
01 – D 
02 – E 
03 – C 
04 – B 
05 – E 
06 – C 
07 – D 
08 – C 
09 – A 
10 – A 
11 – B 
12 – C 
13 – C 
14 – B 
15 – E 
16 – D 
17 – D 
18 – B 
19 – A 
20 – B 
21 – C 
22 – V V V F 
23 – C E C E 
24 – C E C E 
25 – E C C E 
26 – B 
27 – B 
28 – C 
29 – A 
30 – B 
31 – C 
32 – B 
33 – B 
34 – C 
35 – C C E C C C 
36 – D 
37 – A 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
38 – E 
39 – B 
40 – A 
41 – C 
42 – B 
43 – A 
44 – B 
45 – B 
46 – D 
47 – A 
48 – A 
49 – C 
50 – A 
51 – B 
52 – D 
53 – B 
54 – C 
55 – B 
56 – A 
57 – B 
58 – C 
59 – B 
60 – B 
61 – C 
62 – B 
63 – C 
64 – A 
65 – E 
66 – D 
67 – C 
68 – A 
69 – D 
70 – D 
71 – C 
72 – B 
73 – D 
74 – B 
75 – D 
76 – C 
77 – A 
78 – E 
79 – V V F F 
80 – D 
81 – D 
82 – C 
83 – E 
84 – C 
85 – C86 – B 
87 – D 
88 – B 
89 – D 
90 – B 
91 – A 
92 – D 
93 – A 
94 – D 
95 – C 
96 – E C C C C C 
97 – C C E E E C C E E 
98 – E E E C C E C C 
99 – E E E C E E E 
100 – E E C E C C C 
101 – C E E C C C 
102 – E E E C E E E 
103 – E C E C C 
104 – C C C E C C C 
105 – C 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
 
 
106 – E C C C E C C C 
107 – B 
108 – C E C E E C 
109 – C C E E E C C C C E E E E E E C C E C C C C C C E 
110 – D 
111 – E C C C C 
112 – E 
113 – C C C C C C C E 
114 – D 
115 – C C E C 
116 – C 
117 – A 
118 – E 
119 – B 
120 – D 
121 – C 
122 – A 
123 – D 
124 – B 
125 – E 
126 – C 
127 – B 
128 – D 
129 – A 
130 – C 
131 – E 
132 – A 
133 – C 
134 – B 
135 – E 
136 – C 
137 – B 
138 – D 
139 – A 
140 – C 
141 – E 
142 – A 
143 – D 
144 – B 
145 – D 
146 – C 
147 – E 
148 – D 
149 – A 
150 – B 
151 – C 
152 – B 
153 – E 
154 – B 
155 – C 
156 – E 
157 – C 
158 – E 
159 – B 
160 – B 
161 – D 
162 – C 
163 – D 
164 – C 
165 – D 
166 – A 
167 – D 
168 – A 
169 – E 
170 – A 
171 – C 
172 – D 
173 – B 
História e Geografia de Goiás 
Professor PH 
 
174 – A 
175 – B 
176 – D 
177 – A 
178 – C 
179 – C 
180 – A 
181 – D 
182 – A 
183 – C 
184 – D 
185 – B 
186 – D 
187 – A 
188 – B 
189 – A 
190 – C 
191 – D 
192 – D 
193 – D 
194 – E 
195 – E 
196 – B 
197 – B 
198 – A 
199 – A 
200 – D 
BIBLIOGRAFIA 
SOUZA, Cibeli de. Paisagens e História de Goiás. 2a ed. Coleção Paisagens e História. Harbra, 2002. 
BERCITO, Sonia de Deus Rodrigues. Nos Tempos de Getúlio. 18a ed. Coleção História em Movimentos. 
Atual, 1990. 
CARNEIRO, Maria Esperança F. Retrospectiva Histórica de Goiás. 2a ed. Livraria Cultura Goiana, 1996. 
COUTO, Ronaldo Costa. Brasília Kubitschek de Oliveira. 1a ed. Coleção Metrópoles. Record, 2002. 
POLONIAL, Juscelino. Terra do Anhangüera. 2a ed. Coleção História de Goiás. Kelps, 2001. 
LOCONTE, Wanderley. Bandeirantes. 2a ed. Coleção Por dentro da História. Saraiva, 2004. 
MIGLIACCI, Paulo. Os Descobrimentos. 3a ed. Coleção História em Aberto. Scipione,1997. 
LIBBY, Douglas Cole. A economia do império brasileiro. 4a ed. Coleção Discutindo a História do Brasil. 
Atual, 2004. 
MARTINS, Ana Luiza. Império do Café. 15a ed. Coleção História em Documentos. Atual,1990. 
BERNARDES, Carmo. Santa Rita. 2a ed. UFG, 1997. 
GALDINO, Luiz. Conjuração Mineira. 1a ed. Coleção por dentro da história. Saraiva, 2004. 
ÉLIS, Bernardo. Seleta. 3a ed. Editora José Olympio, 1991. 
LIBBY, Douglas Cole. A escravidão no Brasil. 1a ed. Coleção Polêmica. Moderna, 2000. 
OLIC, Nelson Bacic. Rumo ao Centro-Oeste. 4a ed. Coleção Polêmica. Moderna, 1996. 
BUENO, Eduardo. Brasil: Terra à Vista!. 1a ed. L&PM Pocket, 2003. 
LOPEZ, Luiz Roberto. A Aventura dos Descobrimentos. 1a ed. Novo Século, 1999. 
MENEZES, Valdemes. A invasão de Brasil. 3a ed. Kelps, 1996. 
SANADA, Yuri. Histórias e Lendas do Descobrimentos. 2a ed. Ediouro, 1999. 
PALACÍN, Luís; MORAES, Maria Augusta de Sant’anna. História de Goiás. 6a ed. UFG, 2001.

Mais conteúdos dessa disciplina