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Crônica Ah, minha infância! Tempos bons aqueles! Tempos que a preocupação não existia, onde tudo era sonho e encanto! Onde o sofrimento não invadia meu canto e o pranto era apenas por um simples doce. Na minha infância saudades não sentia, a família estava completa e a dor da perda ainda não conhecia. Na minha infância tudo era festa. As crianças podiam ser felizes com simples brincadeiras como amarelinha, pique-esconde, pula corda e tantas outras mais. Nesse tempo a internet, redes sociais, i-phone, não existia, e qualquer brinquedo servia. Não tinha amigos virtuais, tudo era real, simples e verdadeiros. Todo fim de tarde, na volta da escola, era sempre a mesma coisa, o dia se findava com as reuniõezinhas, jogos e bate-papo. Hoje os encontros são na internet e os papinhos no MSN, Facebook, ou qualquer outra rede de relacionamentos. Que saudades eu tenho da minha infância querida, até mesmo das broncas da minha mãe, mandando eu entrar para fazer as tarefas da escola, das briguinhas com as amigas pelo melhor brinquedo ou quem era a mais bonita... Quantas saudades sinto da minha família, da época em que nem cogitávamos na distância, por lazer ou por necessidade de buscar uma vida melhor; Na época em que não pensava que tinha que construir a minha própria vida e que para isso, tinha que partir. Crônica: Brincadeiras de minha infância Por Paulo César Carrinho de rolimã foi um dos brinquedos de minha infância Atualmente as crianças brincam muito pouco. Na minha singela opinião, a modernidade tirou das crianças uma infinidade de brinquedos e brincadeiras saudáveis. Ultimamente tenho observado a ausência dos grupos de meninos e meninas que antes eram comuns em cada rua, em cada bairro. O que existe são alguns poucos que ainda resistem com a brincadeira de bola e gol mirim. Em meu tempo de criança, a maioria das brincadeiras faziam as crianças praticar exercícios físicos sem perceber. Muitos objetos serviam para brincar e fabricar brinquedos. Lata de óleo ou leite, pneus velhos, tábuas e até meias serviram para alegrar a garotada. Sem brinquedo algum, corríamos para chegar em determinados destinos. O mais rápido ganhava a aposta que em muitas vezes eram coisas da natureza como frutas da época que estavam a disposição da criançada na maioria dos quintais das casas. Algumas escolas ainda conservam algumas brincadeiras e cantigas de roda e os contadores de histórias. Quem lembra dos famosos carinhos de rolimã? Não era preciso ter dinheiro. Bastava procurar ou negociar com algum amigo para obter os rolamentos de ferro em alguma oficina mecânica da cidade. Após possuir as rodas de ferro, era a vez de ir em busca de madeira nas serralherias. Os mais experientes ajudavam os novatos na montagem do brinquedo sempre utilizando as ferramentas dos pais ou de algum conhecido. Depois de pronto, era hora de sair percorrendo as ruas sobre as rodinhas de ferro. Era uma das melhores brincadeiras daquela época. Posso até afirmar aquele arcaico brinquedo era um precursor do famoso skate. Os inúmeros campos de futebol foram mitigados. Atualmente há uma certa quantidade de quadras poliesportivas espalhadas pelos bairros e comunidades em que para se jogar, faz-se necessário possuir ordens privadas, de escolas ou de clubes organizados. Nos prédios escolares, poucos são os espaços destinados ao lazer das crianças. Seja através da televisão, do computador ou do celular, o que se sabe é que os eletrônicos dominam a vida das pessoas. Um avanço significativo em alguns aspectos, mas prejudicial em outros. Você conhece alguma criança de hoje que brincou ou sabe brincar de “a gol mande” num campinho feito no chão com rabiscos de giz com jogadores formados por tampinha de remédios, de talco ou de tampa de refrigerante em que haviam figuras coladas com imagens dos seus jogadores favoritos? Que recordação, meu Deus! Roladeira era feita com lata de leite vazia, areia, arame e cordão. Elas simulavam caminhões e até tratores. Tudo dependia da criatividade da criança. Alguém é capaz de ver por aqui alguma criança jogando caipira, onde as apostas eram feitas com notas de carteira de cigarro? Ah, cada marca de cigarro possuía um valor diferenciado em relação às notas. Quanto mais antiga a nota, mais alto era seu valor. Ainda esta vivo em minha mente o jogo de castanha, onde haviam as barrocas e o castelo. Bons jogadores ganhavam quilos da amêndoa do caju naquelas apostas. Conheci também excelentes jogadores de pião em nossa cidade. Caboclo de dona Raimunda Capitulina, Rogério de Miguel de Panta e meu irmão Nonato (in memóriam) faziam malabarismos e evoluções com os piões. Em épocas de inverno, quando o tempo se preparava para chover era certo a falta de energia elétrica, principalmente no período da noite. A meninada atenta já preparava a lata de leite vazia, fazia alguns furos no fundo e fazia a alça com cordão ou arame e acendia uma vela dentro daquele protótipo. Estava pronta a lanterna. Os meninos saiam em procissão pelas ruas clareando os rostos de quem aparecia na frente da turma. Construíamos também com a lata de leite as famosas roladeiras. Eu cheguei a possuir uma com 15 latas. Na dianteira usávamos também a lata de carne de conserva para simular o que seria um trator. A imaginação da criançada ia longe. Tudo tinha sua época, cada brinquedo e brincadeiras em seu tempo. Pião e Fura-chão. Vixe, fui longe agora! Jogo de castanha e jogo de bila aconteciam sempre em época de inverno. Já disse várias vezes aos meus filhos que eles não têm infância. Eles me perguntam por que eu digo isso. Logo respondo que eles não conhecem nenhum lugar onde andei e brinquei com minha turma e fomos felizes quando crianças e adolescentes. Atualmente nos deparamos com uma infância e juventude sem identidade, em que a tecnologia torna esses segmentos acomodados e sedentários. Gostaria de ver a criançada de hoje brincando e se divertindo de modo saudável em que as interações e relações interpessoais existiam desde os primeiros anos de vida. Ao mesmo tempo aproveito para mais uma vez afirmar, sem medo de buy viagra 100mg errar que me diverti muito, mas muito mesmo. Nessa mesma oportunidade eu pergunto: e você, se divertiu em sua infância? Reflita e compartilhe conosco sobre seus brinquedos e suas brincadeiras. Crônica - Ah! Que saudades de minha infância! Peguei-me pensando outro dia, o quanto maravilhosa foi minha infância e adolescência. No quanto eu aprontei e me diverti, nesse período mágico e curto da minha vida. Nas brincadeiras nas ruas até tarde. Das arminhas de ficha (será que alguém sabe o que é isso?), das cabanas na beira do riacho e das risadas na calçada de Dona Maria, chupando groselha verde. Ê saudade. O vídeo game já existia, mas era coisa para poucos, coisa para ricos. Quando podíamos sempre íamos à casa dos amigos mais riquinhos jogar. Era divertido, mas nada que não deixássemos de fazer, para jogar bola na rua, com traves feitas com tijolos quebrados e pedras, ou até mesmo nossas sandálias. Pensei também que já não se fazem mais crianças como antigamente (como seu eu fosse um velho). Hoje elas não brincam mais nas ruas, talvez culpa da violência, do controle exacerbado dos pais, ou até da própria tecnologia, que cada vez mais assustadoramente cresce e encanta os pequenos. Leia-se: a tão perigosa e útil INTERNET. Hoje não se tem mais apelidos, existe Nick Names. Cabeções, orelhudos e dentuços, ficaram no passado. Brincadeiras com os amigos na rua é coisa antiquada, bom mesmo é ficar jogando On Line. Será que essa geração ainda sabe usar o peão, o furão, jogar bolinhas de gude (tinha uma lata das grandes de Neston cheia delas) ou empinar pipas? Creio que não. E o malfadado e perigoso “Cerol”, será que alguém se lembra como se faz? DÚVIDO! Até o iô-iô sumiu. Times de botão? Pra que? Hoje existe vídeo games de futebol, mais realistas com certeza, mas quem jogou botão sabe a fantasia e a glória de fazer um gol de “palhetada”. Penso realmente que minha geração foi a última querealmente teve uma infância decente. Onde ríamos, brincávamos e se ferrávamos de vez em quando. Afinal era se ferrando que se aprendia, e aí está a diferença. Hoje precisa de psicólogo, analistas e uma diversidade de profissionais para ajudar esses jovens. No nosso tempo, aprendíamos sozinhos a lidar com os percalços da vida. Como dizem, é vivendo que se aprende, e certamente essa geração não vive tão bem quanto vivíamos, por que estão On Line demais.