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DICAS MNEMÔNICAS NA CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL 
 
 
LEANDRO EUSTÁQUIO DE MATOS MONTEIRO 
IGOR DE MATOS MONTEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
Nota dos autores 
 
A palavra mnemônica provém do termo grego menmóne, 
que significa recordação. Pode se aplicar a qualquer 
técnica de memorização. Mesmo assim, é mais utilizada 
para designar técnicas baseadas em palavras, em especial 
os acrônimos e os versos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1)SOCIDIVAPLU 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do 
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político 
 
 
Aplicação em concurso: FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Soberania, cidadania e pluralismo político, de acordo com a Constituição Federal, 
constituem 
 a) fundamentos da República Federativa do Brasil. 
 b) princípios que regem a República Federativa do Brasil nas suas relações 
internacionais. 
 c) objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. 
 d) direitos políticos coletivos. 
 e) garantias fundamentais. 
Resposta: letra a 
A Fundação Carlos Chagas adora os fundamentos da República Federativa do Brasil. Portanto, 
SOCIDIVAPLU sempre. 
 
APLICAÇÃO EM CONCURSO Prova: FCC - 2007 - TRE-SE - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
De acordo com a Constituição Federal do Brasil de 1988, são fundamentos da 
República Federativa do Brasil a 
 a) dignidade da pessoa humana, o pluralismo político, a defesa da paz, a 
independência nacional e a igualdade entre os Estados. 
 b) soberania, a cidadania, a independência nacional, a dignidade da pessoa 
humana e a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. 
 c) soberania, a independência nacional, o repúdio ao terrorismo e ao 
racismo, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e a defesa da paz. 
 d) cidadania, a dignidade da pessoa humana, a cooperação entre os povos 
para o progresso da humanidade, a independência nacional e a defesa da paz. 
 e) soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais 
do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. 
 
Resposta: Letra e. Veja que a resposta repete exatamente a DICA 
 
APLICAÇÃO EM CONCURSO FCC - 2007 - TRF-2R - Auxiliar Judiciário - Área Administrativa 
Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Princípios Fundamentais; 
NÃO é considerado um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, de acordo 
com a Constituição Federal Brasileira de 1988: 
 a) garantir o desenvolvimento nacional. 
 
 b) a soberania. 
 c) os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
 d) a cidadania. 
 e) o pluralismo político. 
 
Resposta: Letra a. Não tem palavra com as iniciais GA (da palavra garantia) na DICA. Simples assim! 
 
 
 
APLICAÇÃO EM CONCURSO FCC - 2007 - TRT-23R - Analista Judiciário - Área Administrativa 
O pluralismo político é um dos 
 a) princípios da administração pública direta e indireta. 
 b) objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. 
 c) fundamentos da República Federativa do Brasil. 
 d) princípios norteadores da República Federativa do Brasil nas suas 
relações internacionais. 
 e) direitos sociais assegurados pela Constituição Federal do Brasil. 
 
 
RESPOSTA: Letra C. Agora sim. SOCIDIVAPLU no examinador. Nunca mais você vai errar! 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÃO EM CONCURSO ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Tecnologia da 
Informação - Prova 2 
Sobre Teoria Geral do Estado e princípios fundamentais na Constituição Federal de 
1988, assinale a única opção correta. 
 a) Não é elemento essencial do princípio federativo a existência de dois 
tipos de entidade - a União e as coletividades regionais autônomas. 
 b) Rege a República Federativa do Brasil, em suas relações internacionais, o 
princípio da livre iniciativa. 
 c) O pluralismo político, embora desdobramento do princípio do estado 
Democrático de Direito, não é um dos fundamentos da República Federativa do 
Brasil. 
 d) O princípio republicano tem como características essenciais: a 
eletividade, a temporariedade e a necessidade de prestação de contas pela 
administração pública. 
 e) É um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, 
expresso no texto constitucional, a garantia do desenvolvimento nacional e a 
busca da auto-suficiência econômica. 
 
Resposta: Letra D. Veja que na letra c o examinador afirma que o Pluralismo Político não é um 
dos fundamentos da República. LEMBRE-SE SEMPRE SOCIDIVAPLU 
EJEF - 2007 - TJ-MG - Analista Judiciário - Oficial de Justiça 
Constituem fundamentos da República Federativa do Brasil 
 a) o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-
estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça, mediante a construção de uma 
sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e 
comprometida, nas ordens interna e internacional, com a solução pacífica das 
controvérsias. 
 b) a soberania; a cidadania; a dignidade da pessoa humana; os valores sociais do 
trabalho e da livre iniciativa; o pluralismo político. 
 c) construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento 
nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e 
regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
 d) independência nacional; prevalência dos direitos humanos; igualdade entre os 
Estados; defesa da paz; solução pacífica dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao 
racismo; cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. 
 
Resposta: Letra b. SOCIDIVAPLU 
 
Aplicação em concurso: 
(CESPE/TFCE/TCU/2007) O pluralismo político que fundamenta a República Federativa 
do Brasil é conceito relacionado exclusivamente ao pluralismo partidário. 
 
Resposta: errado 
 
O fundamento do pluralismo político relaciona-se com todas as manifestações 
políticas que ocorrem na sociedade. 
. 
 
2) OBJETIVOS FUNDAMENTAIS: TODOS SÃO 
VERBOS 
Já dizia Celso Bastos: A Idéia de objetivos não pode ser confundida com a 
de fundamentos, muito embora, algumas vezes, isso possa ocorrer. Os 
fundamentos são inerentes ao Estado, fazem parte de sua estrutura. 
Quanto aos objetivos, estes consistem em algo exterior que deve ser 
perseguido” 
 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
 III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e 
regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e 
quaisquer outras formas de discriminação. 
Preste atenção: o primeiro Titulo da Constituição trata 
dos Princípios Fundamentais, dos artigos 1º ao 4º. Tais 
princípios são chamados fundamentais pois formam a base da organização do 
Estado. 
 
O artigo 1º fala dos fundamentos: 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem 
como fundamentos:I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de 
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
 
O artigo 2º fala dos Poderes 
Por sua vez, o artigo 3º fala dos objetivos fundamentais. 
Já vimos que todos os objetivos fundamentais são verbos. 
Não custa repetir. 
 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
 III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e 
regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e 
quaisquer outras formas de discriminação. 
Aplicação em concurso: 
(CESPE/ASSESSOR TÉCNICO DE CONTROLE E ADMINISTRAÇÃO/ TCE/ 
RN/ 2009) 
 
Entre os objetivos da República Federativa do Brasil, destaca-se a valorização social do 
trabalho e da livre iniciativa, pois, por meio do trabalho, o homem garante sua 
subsistência e o consequente crescimento do país. 
 
Resposta: errado. 
 
A valorização social do trabalho e da livre iniciativa é um dos fundamentos e não um 
objetivo fundamental. Como vimos acima, Os objetivos fundamentais estão expressos 
no art. 3° da CF/88 e visam todos eles começam com um verbo. 
 
Aplicação em concurso 
 
CESPE/AGENTE DE INTELIGÊNCIA/ABIN/2008) Constitui objetivo fundamental da 
República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem preconceitos de 
origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação. Dessa 
forma, contraria a CF a exigência, contida em editais de concursos públicos, sem o 
devido amparo legal, de limite de idade mínima ou máxima para inscrição. 
 
Resposta: certo 
 
Promover o bem de todos sem preconceito é um desses objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil. Segundo a jurisprudência, sem razoabilidade e amparo 
legal, não se pode determinar idades, mínima ou máxima. No entanto, Lembre-se da 
Súmula nº 683 do STF, nos termos seguintes: 
 
“O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 
7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do 
cargo a ser preenchido.” 
 
Já o artigo 4º, que é o último do título que trata dos 
Princípios fundamentais, relata a regência da Repùblica 
Federativa do Brasil no âmbito internacional. Todos são 
substantivos, e não repetem nenhum dos fundamentos 
previstos no artigo 1º. 
 
Aplicação em concurso: 
 
(CESPE/AGU ADMINISTRATIVO/SUPERIOR/06/06/2010) 
Entre os princípios fundamentais do Estado brasileiro, incluem-se a 
dignidade da pessoa humana, a construção de uma sociedade livre, justa e 
solidária e a concessão de asilo político. Além disso, a República 
Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e 
cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma 
comunidade latino-americana de nações 
CERTO OU ERRADO 
 
Resposta: certo. O examinador cobrou quais são os princípios 
fundamentais, ou seja, tudo que pudesse estar entre os artigos 1º ao 4º da 
CF. Todos os substantivos que estão na questão acima, estão arrolados, 
ora como fundamentos, ora como regência da República Federativa do 
Brasil no âmbito internacional 
Portanto, Não confunda princípios Fundamentais, que é o nome do Tìtulo, 
com fundamentos, nem com objetivos fundamentais, que são os capítulos 
que estão no Título I da Constituição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3)Direitos e deveres PREVISTOS NO CAPUT DO 
ARTIGO 5º : Veja PSIL: 
 
 
 
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-
se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
 
OBVIO QUE ESSA LISTA É EXEMPLIFICATIVA. Existem 
outros inúmeros direitos consagrados, tanto para 
brasileiros como para estrangeiros. 
Aplicação em concurso 
(CESPE/AGENTE PENITENCIÁRIO/AGENTE DE ESCOLTA E 
VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIO/SEJUS/ES/2009) O direito fundamental à vida é 
hierarquicamente superior a todos os demais direitos humanos, estejam eles previstos 
na CF ou na Declaração Universal dos Direitos Humanos. 
 
Resposta: errado. Não há hierarquia entre os direitos consagrados no caput do artigo 
5º. 
 
Aplicação em concurso 
 
(CESPE/PROCURADOR/MINISTÉRIO PÚBLICO – TO/2006) O direito constitucional à 
vida, no Brasil, abrange apenas sua forma extrauterina. 
 
 
Resposta: errado 
O direito à vida, no Brasil, protege, inclusive, sua forma intra-uterina. As pessoas 
jurídicas regularmente constituídas têm direito à vida (à existência autônoma), a partir 
do registro dos seus atos constitutivos no órgão competente (nas Juntas Comerciais ou 
no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas, conforme o caso). 
 
 
 
Aplicação em concurso 
 
(CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/AM/2008) Embora 
o art. 5.º da CF disponha de forma minuciosa sobre os direitos e as 
garantias fundamentais, ele não é exaustivo e não exclui outros direitos. 
 
Resposta: certo 
 
. 
Os direitos e garantias fundamentais estão disciplinados no Título II (arts. 
5º a 17), Nesse Título II, os direitos e garantias fundamentais foram divididos em cinco 
grupos, a saber: 
a) direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º); 
b) direitos sociais (arts. 6º a 11); 
c) direitos de nacionalidade (arts. 12 e 13); 
d) direitos políticos (arts. 14 a 16); 
e) direitos de existência dos partidos políticos (art. 17). 
 
Há, também, diversos direitos fundamentais presentes em outros dispositivos da nossa 
Constituição. O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, por exemplo, é 
um direito fundamental e está previsto no art. 225 da Constituição Federal. 
 
Nesse sentido, A Constituição (art. 5º, § 2º): 
 
“Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes 
do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a 
República Federativa do Brasil seja parte.” 
 
Aplicação em concurso: 
(CESPE/AUXILIAR DE TRÂNSITO/SEPLAG/DETRAN/DF/2008) O direito 
ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado direito fundamental de 
terceira geração. 
 
 
 
Resposta: certo 
 
ADI 3540 MC / DF - DISTRITO FEDERAL 
MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 
Relator(a): Min. CELSO DE MELLO 
Julgamento: 01/09/2005 Órgão Julgador: Tribunal Pleno 
 
 
E M E N T A: MEIO AMBIENTE - DIREITO À PRESERVAÇÃO DE SUA INTEGRIDADE (CF, 
ART. 225) - PRERROGATIVA QUALIFICADA POR SEU CARÁTER DE 
METAINDIVIDUALIDADE - DIREITO DE TERCEIRA GERAÇÃO (OU DE 
NOVÍSSIMA DIMENSÃO) QUE CONSAGRA O POSTULADO DA SOLIDARIEDADE - 
NECESSIDADE DE IMPEDIR QUE A TRANSGRESSÃO A ESSE DIREITO FAÇA IRROMPER, 
NO SEIO DA COLETIVIDADE, CONFLITOS INTERGENERACIONAIS - ESPAÇOS 
TERRITORIAIS ESPECIALMENTE PROTEGIDOS (CF, ART. 225, § 1º, III) - ALTERAÇÃO E 
SUPRESSÃO DO REGIME JURÍDICO A ELES PERTINENTE - MEDIDAS SUJEITAS AO 
PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE LEI - SUPRESSÃO DE VEGETAÇÃO EM 
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - POSSIBILIDADE DE A ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA, CUMPRIDAS AS EXIGÊNCIAS LEGAIS, AUTORIZAR, LICENCIAR OU PERMITIR 
OBRAS E/OU ATIVIDADES NOS ESPAÇOS TERRITORIAIS PROTEGIDOS, DESDE QUE 
RESPEITADA, QUANTO A ESTES, A INTEGRIDADE DOS ATRIBUTOS JUSTIFICADORES DO 
REGIME DE PROTEÇÃO ESPECIAL - RELAÇÕES ENTRE ECONOMIA (CF, ART. 3º, II, C/C O 
ART. 170,VI) E ECOLOGIA (CF, ART. 225) - COLISÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS - 
CRITÉRIOS DE SUPERAÇÃO DESSE ESTADO DE TENSÃO ENTRE VALORES 
CONSTITUCIONAIS RELEVANTES - OS DIREITOS BÁSICOS DA PESSOA HUMANA E AS 
SUCESSIVAS GERAÇÕES (FASES OU DIMENSÕES) DE DIREITOS (RTJ 164/158, 160-161) - 
A QUESTÃO DA PRECEDÊNCIA DO DIREITO À PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE: UMA 
LIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL EXPLÍCITA À ATIVIDADE ECONÔMICA (CF, ART. 170, VI) - 
DECISÃO NÃO REFERENDADA - CONSEQÜENTE INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE 
MEDIDA CAUTELAR. A PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE: 
EXPRESSÃO CONSTITUCIONAL DE UM DIREITO FUNDAMENTAL QUE ASSISTE À 
GENERALIDADE DAS PESSOAS. - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado. Trata-se de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima 
dimensão), que assiste a todo o gênero humano (RTJ 158/205-206). Incumbe, ao 
Estado e à própria coletividade, a especial obrigação de defender e preservar, em 
benefício das presentes e futuras gerações, esse direito de titularidade coletiva e de 
caráter transindividual (RTJ 164/158-161). O adimplemento desse encargo, que é 
irrenunciável, representa a garantia de que não se instaurarão, no seio da coletividade, 
os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de 
solidariedade, que a todos se impõe, na proteção desse bem essencial de uso comum 
das pessoas em geral. Doutrina. A ATIVIDADE ECONÔMICA NÃO PODE SER EXERCIDA 
EM DESARMONIA COM OS PRINCÍPIOS DESTINADOS A TORNAR EFETIVA A PROTEÇÃO 
AO MEIO AMBIENTE. - A incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida 
por interesses empresariais nem ficar dependente de motivações de índole 
meramente econômica, ainda mais se se tiver presente que a atividade econômica, 
considerada a disciplina constitucional que a rege, está subordinada, dentre outros 
princípios gerais, àquele que privilegia a "defesa do meio ambiente" (CF, art. 170, VI), 
que traduz conceito amplo e abrangente das noções de meio ambiente natural, de 
meio ambiente cultural, de meio ambiente artificial (espaço urbano) e de meio 
ambiente laboral. Doutrina. Os instrumentos jurídicos de caráter legal e de natureza 
constitucional objetivam viabilizar a tutela efetiva do meio ambiente, para que não se 
alterem as propriedades e os atributos que lhe são inerentes, o que provocaria 
inaceitável comprometimento da saúde, segurança, cultura, trabalho e bem-estar da 
população, além de causar graves danos ecológicos ao patrimônio ambiental, 
considerado este em seu aspecto físico ou natural. A QUESTÃO DO 
DESENVOLVIMENTO NACIONAL (CF, ART. 3º, II) E A NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO 
DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE (CF, ART. 225): O PRINCÍPIO DO 
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO FATOR DE OBTENÇÃO DO JUSTO 
EQUILÍBRIO ENTRE AS EXIGÊNCIAS DA ECONOMIA E AS DA ECOLOGIA. - O princípio do 
desenvolvim ento sustentável, além de impregnado de caráter eminentemente 
constitucional, encontra suporte legitimador em compromissos internacionais 
assumidos pelo Estado brasileiro e representa fator de obtenção do justo equilíbrio 
entre as exigências da economia e as da ecologia, subordinada, no entanto, a 
invocação desse postulado, quando ocorrente situação de conflito entre valores 
constitucionais relevantes, a uma condição inafastável, cuja observância não 
comprometa nem esvazie o conteúdo essencial de um dos mais significativos direitos 
fundamentais: o direito à preservação do meio ambiente, que traduz bem de uso 
comum da generalidade das pessoas, a ser resguardado em favor das presentes e 
futuras gerações. O ART. 4º DO CÓDIGO FLORESTAL E A MEDIDA PROVISÓRIA Nº 
2.166-67/2001: UM AVANÇO EXPRESSIVO NA TUTELA DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO 
PERMANENTE. - A Medida Provisória nº 2.166-67, de 24/08/2001, na parte em que 
introduziu significativas alterações no art. 4o do Código Florestal, longe de 
comprometer os valores constitucionais consagrados no art. 225 da Lei Fundamental, 
estabeleceu, ao contrário, mecanismos que permitem um real controle, pelo Estado, 
das atividades desenvolvidas no âmbito das áreas de preservação permanente, em 
ordem a impedir ações predatórias e lesivas ao patrimônio ambiental, cuja situação de 
maior vulnerabilidade reclama proteção mais intensa, agora propiciada, de modo 
adequado e compatível com o texto constitucional, pelo diploma normativo em 
questão. - Somente a alteração e a supressão do regime jurídico pertinente aos 
espaços territoriais especialmente protegidos qualificam-se, por efeito da cláusula 
inscrita no art. 225, § 1º, III, da Constituição, como matérias sujeitas ao princípio da 
reserva legal. - É lícito ao Poder Público - qualquer que seja a dimensão institucional 
em que se posicione na estrutura federativa (União, Estados-membros, Distrit o 
Federal e Municípios) - autorizar, licenciar ou permitir a execução de obras e/ou a 
realização de serviços no âmbito dos espaços territoriais especialmente protegidos, 
desde que, além de observadas as restrições, limitações e exigências abstratamente 
estabelecidas em lei, não resulte comprometida a integridade dos atributos que 
justificaram, quanto a tais territórios, a instituição de regime jurídico de proteção 
especial (CF, art. 225, § 1º, III). 
D 
 
 
Uma questão recorrente é aquela que cobra a noção da 
possibilidade do acesso a cargos, empregos e funções 
públicas, tanto para brasileiros, como para estrangeiros 
 
Aplicação em concurso: 
 
TJ-SC - 2009 - TJ-SC - Juiz 
Quanto à administração pública é correto dizer que 
a) É permitida a vinculação ou equiparação de espécies remuneratórias 
para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. 
b) A administração fazendária e seus servidores terão precedência sobre 
os demais setores, na forma da lei. 
c) Adquire estabilidade, após dois anos de efetivo exercício, o servidor 
nomeado para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso 
público. 
d) Admite-se a existência de mais de um regime próprio de previdência 
social para os servidores titulares de cargos efetivos. 
e) Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros 
que preencham os requisitos legais e vedados aos estrangeiros. 
 
Resposta: letra b 
A letra e está errada pois os cargos, empregos e funções públicas não são 
vedadas aos estrangeiros 
 
Aplicação em concurso 
FCC - 2010 - DPE - SP - Agente de Defensoria - Comunicação Social 
De acordo com a Constituição Federal e sem prejuízo do disposto na 
legislação infraconstitucional pertinente, poderão ser servidores públicos 
os 
a) brasileiros aprovados em concurso público, vedada, em qualquer caso, 
a participação de estrangeiros. 
b) estrangeiros aprovados em concurso público de provas ou de títulos 
para preenchimento de, no máximo, um terço das vagas. 
c) estrangeiros, desde que naturalizados, ou brasileiros aprovados em 
concurso de provas ou de títulos. 
d) brasileiros aprovados em concurso de provas ou títulos, dispensado 
este requisito para o preenchimento de emprego público. 
e) brasileiros e estrangeiros aprovados em concurso de provas ou de 
provas e títulos, que preencham os requisitos estabelecidos em lei 
 
Resposta: Letra e 
Aplicação em concurso: 
(CESPE/DEFENSOR PÚBLICO/DPE-ES/2009) Considere que o estrangeiro Paul, estando 
de passagem pelo Brasil, tenha sido preso e pretenda ingressar com habeas corpus, 
visando questionar a legalidade da sua prisão. Nesse caso, conforme precedente do 
STF, mesmo sendo estrangeiro não residente no Brasil, Paul poderá valer-se dessa 
garantia constitucional. 
 
Resposta: certo 
 
 
Embora o caput do art. 5º da Constituição diga textualmente que os direitos e 
garantias fundamentais são garantidos aos brasileiros e aos estrangeiros residentes 
no país, O STF amplia essa possibilidade também aos estrangeiros nãoresidentes no 
país. 
 
O Informativo 502 do STF transcreveu decisão do Ministro Celso de Mello reconhecendo o 
direito de estrangeiro não-residente de impetrar habeas-corpus, afastando a interpretação 
literal do caput do artigo 5, da CF/88. Eis um pequeno trecho: 
 
"o fato de o paciente ostentar a condição jurídica de estrangeiro e de não possuir domicílio no 
Brasil não lhe inibe, só por si, o acesso aos instrumentos processuais de tutela da liberdade 
nem lhe subtrai, por tais razões, o direito de ver respeitadas, pelo Poder Público, as 
prerrogativas de ordem jurídica e as garantias de índole constitucional que o ordenamento 
positivo brasileiro confere e assegura a qualquer pessoa que sofra persecução penal instaurada 
pelo Estado" (STF, HC 94016 MC/SP, rel. Min. Celso de Mello, j. 7/4/2008). 
 
Aplicação em concurso. 
(CESPE/ANAC/2009) A CF assegura a validade e o gozo dos direitos fundamentais, 
dentro do território brasileiro, ao estrangeiro em trânsito, que possui, igualmente, 
acesso às ações, como o mandado de segurança e demais remédios constitucionais. 
 
Resposta: correta. Mas posteriormente o item foi anulado. Como vimos acima, os 
estrangeiros não residentes no pais, em transito, tem direito a Impetrar habeas 
corpus, Porém, a questão se referiu a todos os "demais remédios constitucionais". Ao 
empregar este termo, acabou incluindo o estrangeiro como titular do direito de 
impetrar ação popular, e isso está errado, já que somente o cidadão brasileiro é que 
poderá fazer uso de tal remédio. 
 
Segundo Constituição Federal/88, no inciso LXXIII do art.5º: 
Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo 
ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, 
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. 
Instrumento de defesa de interesses difusos e coletivos, a ação popular está prevista 
em nossa legislação infraconstitucional na Lei nº. 4.717, de 1965. 
Somente a pessoa física portadora de título de eleitor tem legitimação para propor a 
ação popular. Nos termos da lei, cidadão é o eleitor, e o estrangeiro não pode ser 
eleitor. Nos termos do § 5º do art. 6º da Lei da Ação Popular, faculta-se a qualquer 
cidadão habilitar-se como litisconsorte ou assistente do cidadão autor da ação popular. 
O eleitor menor de 18 anos poderá, mediante representação, propor a ação popular. 
O STJ ratifica essa orientação. 
EDcl no REsp 538240 / MG 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL 
2003/0091046-2 Relator(a) Ministra ELIANA CALMON (1114) Órgão Julgador T2 - 
SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 17/04/2007 Data da Publicação/Fonte DJ 
30/04/2007 p. 300 Ementa 
 
PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – AÇÃO POPULAR – FALTA DE 
COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE CIDADÃO (CÓPIA DE TÍTULO DE ELEITOR) – ART. 1º, § 3º DA LEI 
4.717/65 – EXTINÇÃO DO PROCESSO NO SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO – AUSÊNCIA DE CONDIÇÃO DA 
AÇÃO – ART. 13 DO CPC: INAPLICABILIDADE – ERRO MATERIAL QUE SE CORRIGE. 
1. Indicação equivocada de que o julgamento teria ocorrido por maioria por considerar como voto 
vencido a manifestação do advogado de uma das partes. Erro material que se corrige para afastar-se a 
conclusão de que ocorreu cerceamento de defesa e desobediência ao art. 530 do CPC. 
2. Tese em torno da aplicação dos arts. 13 e 284 do CPC analisadas expressamente pelo Tribunal a quo, 
o que afasta a negativa de vigência do art. 535 do CPC. 
3. O art. 5º, LXIII da CF/88 e o art. 4.717/65 estabelecem que somente o cidadão tem legitimidade 
ativa para propor ação popular. 4. Considera-se cidadãos os brasileiros natos ou naturalizados e os 
portugueses equiparados no pleno exercício dos seus direitos políticos. 
5. Tratando-se a legitimidade ativa de condição da ação e não representação processual, afasta-se a 
aplicação dos arts. 13 e 284 do CPC, não sendo possível permitir que a parte traga aos autos 
cópia do título eleitoral ou documento que a ele corresponda. Correta extinção do feito sem julgamento 
do mérito. 
6. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para negar provimento ao recurso 
especial. 
 
 
Aplicação em concurso 
 
ESAF - 2002 - MRE - Assistente de Chancelaria Disciplina: Direito Constitucional | 
A respeito da ação popular é correto dizer que Somente o Ministério Público pode 
propor ação popular. 
 
Resposta: errado. Apenas o cidadão, no perfeito gozo dos seus direitos políticos, pode 
ajuizar a ação popular 
 
 
 
 
 
 
 
4) ALGUNS CARGOS PRIVATIVOS DE 
BRASILEIROS NATOS – MP3.COM 
 
MINISTRO DO STF 
PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE 
PRESIDENTE DA CAMARA 
PRESIDENTE DO SENADO 
CARREIRA DIPLOMÁTICA 
OFICIAL DAS FORÇAS ARMADAS 
MINISTRO DA DEFESA 
 
Art. 12. São brasileiros: (...) 
§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 
1999) 
Aplicação em concurso 
(CESPE/AJAA - TRT 5ª/2009) O cargo de ministro do TST exige a situação de brasileiro 
nato para seu provimento. 
 
Resposta: Errado. No Judiciário, somente o cargo de Ministro do STF é privativo de 
brasileiro nato, segundo a Constituição em seu art. 12, §3º. 
 
Aplicação em concurso 
(CESPE/Juiz Substituto - TJ-AC/2007) O presidente do Conselho Nacional de Justiça 
pode ser brasileiro naturalizado. 
 
Resposta: errado. No Judiciário, somente o cargo de Ministro do STF é privativo de 
brasileiro nato, certo? Ocorre o presidente do CNJ é o presidente do STF! Ou seja, 
deve ser obrigatoriamente um brasileiro nato. 
 
Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato 
de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo: (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 61, de 2009) 
I - o Presidente do Supremo Tribunal Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 61, de 2009) 
II - um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, indicado pelo respectivo tribunal; 
III - um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, indicado pelo respectivo tribunal; 
IV - um desembargador de Tribunal de Justiça, indicado pelo Supremo Tribunal 
Federal; 
V - um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; 
VI - um juiz de Tribunal Regional Federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; 
VII - um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; 
VIII - um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do 
Trabalho; 
IX - um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; 
X - um membro do Ministério Público da União, indicado pelo Procurador-Geral da 
República; 
XI um membro do Ministério Público estadual, escolhido pelo Procurador-Geral da 
República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição 
estadual; 
XII - dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil; 
XIII - dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela 
Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. 
§ 1º O Conselho será presidido pelo Presidente do Supremo 
Tribunal Federal e, nas suas ausências e impedimentos, pelo 
Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 61, de 2009) 
§ 2º Os demais membros do Conselho serão nomeados pelo Presidente da República, depois 
de aprovadaa escolha pela maioria absoluta do Senado Federal 
. 
 
 
Aplicação em concurso: 
 
FCC - 2007 - TRF-2R - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Em caso de impedimento do Presidente e do Vice- Presidente, ou vacância dos 
respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o 
Presidente 
 a) do Conselho da República, o da Câmara dos Deputados e o do Congresso 
Nacional. 
 b) do Supremo Tribunal Federal, o do Congresso Nacional e o do Senado Federal. 
 c) da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal 
Federal. 
 d) do Congresso Nacional, do Superior Tribunal de Justiça e o do Senado Federal. 
 e) do Conselho de Defesa, o do Senado Federal e o do Conselho Nacional de 
Justiça. 
 
Resposta: Letra c. É fácil lembrar de alguns dos cargos privativos de Brasileiro Nato. 
São aqueles que estão na linha sucessória do Presidente da República: Vice-Presidente, 
Presidente da Câmara, Presidente do Senado e Presidente do STF. 
 
Aplicação em concurso: 
 
CESPE - 2009 - DPF - Agente da Polícia Federal 
São privativos de brasileiro nato os cargos de ministro de Estado da Defesa, ministro 
de Estado da Fazenda e de oficial da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica. 
Certo Errado 
 
Resposta: errado. Os cargos de Ministro da Fazenda, oficial do Exército ou da 
Aeronáutica não são privativos de Brasileiro nato 
 
Aplicação em concurso: 
 
CESPE - 2009 - TRE-MA - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Segundo a CF, não é privativo de brasileiro nato o cargo de 
a) ministro do STF. 
b) ministro de Estado da Defesa. 
c) carreira diplomática. 
d) oficial das Forças Armadas. 
e) senador da República. 
 
Resposta: Letra E. A Letra S (inicial da palavra Senador) não se encontra na nossa dica: 
MP3.COM 
 
Aplicação em concurso: 
 
CESPE - 2008 - MTE - Agente Administrativo 
Mesmo que cumpridos os demais requisitos legais, Antônio não poderia ocupar o 
cargo de ministro das Relações Exteriores, já que esse cargo é privativo de brasileiro 
nato. 
Certo Errado 
 
Resposta: errado. O Cargo de Ministro das Relações Exteriores não é privativo de 
Brasileiro Nato 
 
CUIDADO! Existem outros cargos que também são 
privativos de Brasileiros natos, como os 6 cidadãos que 
fazem parte do Conselho da República, que não se 
confunde com o Conselho de Defesa Nacional, embora 
tenham os 2 Conselhos atribuições comuns. 
 
Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da 
República, e dele participam: 
I - o Vice-Presidente da República; 
II - o Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - o Presidente do Senado Federal; 
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados; 
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal; 
VI - o Ministro da Justiça; 
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo 
dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois 
eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a 
recondução. 
A Propriedade de empresa jornalística também, dentre outros, só pode ser de 
propriedade privada de brasileiro nato. 
Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e 
imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou 
de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. 
 
 
Aplicação em concurso: 
 
CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco - Diplomata - 1ª Etapa BRANCO 
O Conselho da República, previsto como órgão superior de consulta do Presidente da 
República, nos termos da Constituição Federal, cuida de relevantes assuntos da vida do 
Estado. Acerca da atuação desse Conselho, assinale a opção correta. 
 a) O Ministro de Estado das Relações Exteriores dele participa como membro nato 
e, portanto, está dispensado de convocação para as reuniões. 
 b) O Conselho da República decide, em última instância, sobre questões 
relevantes para a estabilidade e a continuidade das instituições democráticas. 
 c) Algumas atribuições do Conselho da República são compartilhadas com o 
Conselho de Defesa Nacional, com o qual, no entanto, o primeiro não se confunde. 
 d) O Conselho da República é composto por membros do Poder Executivo, do 
Poder Legislativo, do Poder Judiciário e da sociedade civil. 
 e) Havendo composição plena, o Conselho da República atua de forma conjunta 
com o Conselho Nacional de Justiça. 
Resposta: Letra c. 
A letra a está errada por 2 razões. Primeiro porque o cargo de Ministro das Relações 
Exteriores não é privativo de brasileiro nato. Segundo porque esse Ministro não 
participa do Conselho da Defesa. 
A letra B está errada pois as atribuições ali previstas não são do Conselho da República. 
A letra D está errada pois membros do Judiciário não fazem parte do Conselho da 
Republica. 
A letra E está errada pois não existe aquela previsão na CF 
Aplicação em concurso 
ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Tecnologia da Informação - Prova 2 
Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Ordem Social – Seguridade Social; 
Sobre políticas públicas, assinale a única opção correta. 
 a) A Constituição Federal veda de forma expressa aos Estados repasse de recursos 
públicos a entidades privadas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e 
tecnológica. 
 b) O casamento civil, cuja celebração, conforme definido no texto constitucional, 
é gratuita, pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de 
um ano, nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de 
dois anos. 
 c) A decisão pela não renovação da concessão ou permissão para o serviço de 
radiodifusão sonora e de sons e imagens dependerá de aprovação, no mínimo, da 
maioria absoluta dos membros de cada uma das Casas do Congresso Nacional, em 
votação secreta. 
 d) O meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem de uso comum do povo, 
sendo exclusivo do Poder Público o dever de defendê-lo e preservá-lo para as futuras 
gerações. 
 e) A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e 
imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, sendo 
vedada a participação de pessoa jurídica no capital social da empresa. 
 
Resposta: letra b. A letra é está errada porque as Pessoas Jurídica constituídas sob as 
leis brasileiras e que tenham sede no País também podem ser proprietárias de empresas 
jornalísticas e de radiofusão sonora e de sons e imagens. 
 
 
Aplicação em concurso: 
CESPE - 2008 - STF - Analista Judiciário - Área Administrativa 
O cargo de ministro do STJ é privativo de brasileiro nato. 
Resposta: errado 
 
Aplicação em concurso 
FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área Judiciária 
É cargo privativo de brasileiro nato: 
a) Ministro do Tribunal Superior do Trabalho. 
b) Ministro do Superior Tribunal de Justiça. 
c) Procurador Geral da República. 
d) Ministro de Estado da Defesa. 
e) Governador de Estado, Território e do Distrito Federal. 
 
Resposta: Letra d 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5) ENTES AUTONOMOS FEDERADOS 
 
 
MDEU – A Constituição de 1988 MDEU uma nova forma 
de organização da República Federativa do Brasil, nome 
do nosso Estado. O importante aqui é saber que os entes 
federados autônomos são os Municípios, os Estados-
Federados, o Distrito Federal e a União. 
Cuidado: os territórios não são entes autônomos. 
 
art. 18. A organizaçãopolítico-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. 
§ 1º Brasília é a Capital Federal. 
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração 
ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. 
 
Aplicação em concurso: 
 
(CESPE/Promotor-MPE-RN/2009) Existia no Brasil um federalismo de segundo grau até 
a promulgação da CF, após a qual o país passou a ter um federalismo de terceiro grau. 
 
Resposta: certo. Até antes da CF/88, apenas os Estados e a União tinham autonomia 
consagrada na Constituição. Era de segundo Agora, temos um de 3º grau prevendo a 
autonomia dos Municípios. 
 
Aplicação em concurso: 
CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico - Administrativo 
 
Os estados-membros não possuem a soberania, entretanto gozam de autonomia 
ilimitada. 
 Certo Errado 
 
Resposta: errado. Apenas a República Federativa do Brasil possui soberania. Os entes 
federados não. Eles têm autonomia, muito embora ela não seja ILIMITADA. É isso que faz a 
assertiva errada. Existem algumas situações em que a União pode intervir nos Estados e nos 
Municipios localizados em territórios Federais e em que os Estados podem intervir nos 
Municípios localizados no respectivo Estado. A hipótese, excepcional, de intervenção serve 
justamente para assegurar a autonomia, em situações como as de descontrole nos gastos 
orçamentários, no não pagamento de dívidas, entre outros. 
 
CESPE - 2007 - AGU - Procurador Federal 
Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Intervenção; 
A intervenção federal representa elemento de estabilização da ordem normativa 
prevista na CF, mas representa também a própria negação, ainda que transitória, da 
autonomia reconhecida aos estados-membros pela CF. 
 Certo Errado 
 
Resposta: Letra c. 
 
Aplicação em concurso: ESAF - 2009 - Receita Federal - Auditor Fiscal da Receita Federal - Prova 3 
Sobre a organização do Estado brasileiro, é correto afirmar que: 
 a) administrativamente, os municípios se submetem aos estados, e estes, por sua 
vez, submetem-se à União. 
 b) quando instituídas, as regiões metropolitanas podem gozar de prerrogativas 
políticas, administrativas e financeiras diferenciadas em relação aos demais municípios 
do estado. 
 c) quando existentes, os territórios federais gozam da mesma autonomia político-
administrativa que os estados e o Distrito Federal. 
 d) o Distrito Federal é a capital federal. 
 e) embora, por princípio, todos os entes federados sejam autônomos, em 
determinados casos, os estados podem intervir em seus municípios. 
 
Resposta: Letra e. 
 
Ser autônomo significar ser independente. É como o filho que deseja tanto fazer 18 anos, 
como por exemplo, para tirar a sua carteira de habilitação. Sendo assim, os entes não são 
dependentes um do outro, em princípio. 
A autonomia é a regra ente o MDEU. No entanto, em alguns casos, para garantir a própria 
autonomia, cabe a União intervir nos Estados e nos Municípios localizados em Territórios 
Federais. Cabe também aos Estados intervir nos Municípios localizados no respectivo Estado. 
OS TERRITÓRIOS NÃO SÃO ENTES AUTONÔMOS. CUIDADO! 
Veja que a letra D diz que o Distrito Federal é a capital, o que está errado. A capital é Brasília. 
 
 
 
Aplicação em concurso: FGV - 2010 - SEFAZ-RJ - Fiscal de Rendas - Prova 1 
Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Organização do Estado - Da organização político-
administrativa; Sistema Tributário Nacional; 
No que concerne à competência tributária dos entes federados, analise as afirmativas a 
seguir: 
 
I. a União não poderá, em nenhuma hipótese, instituir impostos que tenham fato 
gerador ou base de cálculo próprios de impostos de competência estadual. 
II. o Distrito Federal poderá instituir contribuição para o custeio do serviço de 
iluminação pública. 
III. os Municípios, em nenhuma hipótese, poderão instituir taxas com base de cálculo 
própria de impostos. 
 
Assinale: 
 a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
 b) se somente a afirmativa III estiver correta. 
 c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
 d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
 e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
 
Resposta: Letra e. Ter autonomia significa ter auto-administração, podendo instituir os 
tributos, com as ressalvas constitucionais. 
 
APLICAÇÃO EM CONCURSO: FCC - 2010 - SEFIN-RO - Auditor Fiscal de Tributos Estaduais 
Disciplina: Direito Tributário | Assuntos: Princípios Constitucionais Tributários; 
A vedação constitucional conferida aos entes federados de cobrarem impostos sobre 
patrimônio, renda e serviços uns dos outros é denominada 
 a) não incidência. 
 b) anistia. 
 c) isenção recíproca. 
 d) imunidade recíproca. 
 e) remissão específica. 
 
Letra d: Ter autonomia significa também o respeito a autonomia dos demais entes federados, 
garantindo a constituição, pela RECIPROCIDADE, a imunidade (proibição) da cobrança de 
impostos sobre patrimônio, renda e serviços uns dos outros. Ex: Município não pode cobrar 
IPTU de um imóvel da União localizado em território Municipal. 
 
Aplicação em concurso: CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central - Area 2 
Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Defesa do Estado e as Instituições Democráticas; 
De acordo com o Art. 144 da Constituição Federal, a segurança pública é uma 
obrigação do Estado, porém direito e responsabilidade de todos. Ela deve ser exercida 
para a preservação da ordem pública, da incolumidade das pessoas e do patrimônio. 
Dentre os diversos organismos de segurança pública, são responsáveis pela apuração 
das infrações penais de interesse da União e dos entes federados, respectivamente, 
 a) Agência Brasileira de Inteligência e Polícias Civis. 
 b) Polícias Civis e Polícias Militares. 
 c) Polícias Civis e Força Nacional de Segurança. 
 d) Departamento de Policia Federal e Agência Brasileira de Inteligência. 
 e) Departamento de Polícia Federal e Polícias Civis. 
 
Resposta: Letra e: Ter autonomia é ter auto-administração. Cada ente autônomo (União e 
Estados) tem a sua Polícia Judiciária ... 
 
Aplicação em concurso: CESPE - 2007 - TCU - Analista de Controle Externo - Comum a todos 
Ao lado da repartição de competências, que consiste na atribuição, pela Constituição 
Federal, a cada ente federado, de uma matéria que lhe seja própria, há a repartição de 
rendas, cujo objetivo é assegurar a autonomia dos entes federados. 
 Certo Errado 
 
Resposta: certo. Ter autonomia é sobretudo ter autonomia financeira. Pense no filho, que ao 
completar 18 anos, recebe de presente dos seus pais um carro com o tanque de gasolina 
cheio. Ele vai amar o presente e vai passear no carro até o tanque ficar vazio. Como, a maioria 
dos filhos nessa idade ainda não trabalha, ele vai voltar para os seus pais e solicitar mais 
dinheiro. Essa analogia serve para explicar A REPARTIÇÃO da Receita tributária entre os Entes 
federados, ratificando a autonomia financeira. União repassa para os Estados e para os 
Municipios e os Estados repassam, parcela de sua receita, aos Municípios. 
 
Aplicação em concurso: FCC - 2006 - TRT-4R - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Em relação ao Congresso Nacional, é correto afirmar que 
 a) cada Estado, Território e o Distrito Federal elegerão dois Senadores, com 
mandato de seis anos. 
 b) o Senado Federal compõe-se de representantesdos Estados, Territórios e do 
Distrito Federal, eleitos segundo o princípio proporcional. 
 c) cada Território elegerá dois Deputados e um Senador. 
 d) a Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo 
sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. 
 e) a representação de cada Estado, dos Territórios e do Distrito Federal no Senado 
Federal será renovada de cinco em cinco anos, alternadamente, por dois e um terço. 
 
Resposta: Letra d. Ter autonomia significa ter autonomia política, elegendo, cada ente 
federado, os seus próprios mandatários políticos. No caso do Poder Legislativo, 
especificamente a União, tem o sistema do bicameralismo: Senado e Câmara dos Deputados. 
Para o senado a representação é fixa, 3 senadores para cada Estado e para o Distrito Federal. 
Por sua vez, para a Camara dos Deputados, o critério da eleição é proporcional, ou seja, o 
número de deputados será maior no Estado mais Populoso, que hoje é São Paulo. 
CUIDADO: Embora os Territórios não existam atualmente, a Constituição prevê a possibilidade 
da criação deles. Nesse caso o critério da eleição dos DEPUTADOS DOS TERRITÓRIOS será 
majoritário e fixo. 4 deputados por cada território. 
 
Aplicação em concursos: FCC - 2007 - TRF-4R - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
É INCORRETO afirmar: 
 a) Cada Senador será eleito com dois suplentes. 
 b) Cada Território elegerá quatro Deputados. 
 c) Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito 
anos, renovada a representação de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e 
dois terços. 
 d) O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Territórios, eleitos segundo o princípio proporcional. 
 e) Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de 
suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de 
seus membros. 
 
Resposta: letra d. Vejam só. O critério para a Eleição ao Senado é a eleição majoritária e fixa. 3 
senadores, com mandato de 8 anos, renovada a composição a Cada 4 anos. Exemplo: nesse 
ano de 2010 serão eleitos 2 senadores. Em 2014, um. E assim, a cada 4 anos. 
O eleição proporcional é para a CAMARA DOS DEPUTADOS, PARA AS ASSEMBLÉIAS 
LEGISLATIVAS E PARA AS CAMARAS MUNICIPAIS. 
CADA SENADOR SERÁ ELEITO COM 2 SUPLENTES. 
Como dissemos no comentário da questão anterior, cada Território elegerá 4 deputados. 
 
Aplicação em concurso: FCC - 2006 - DPE - SP - Defensor Público 
Quanto ao federalismo é correto afirmar: 
 a) Consiste na divisão de poder entre governo central e governos regionais na qual 
cada ente federativo, definido geograficamente, mantém sua soberania. 
 b) É uma forma de Estado freqüente: há mais de duas vezes estados federais que 
unitários. 
 c) Não permite diferentes formas de governo entre as unidades regionais ou locais 
componentes da federação e as unidades centrais. 
 d) É costumeiro em países relativamente extensos ou aqueles de menor 
diversidade social e cultural. 
 e) A autonomia federativa assenta-se na existência de órgãos governamentais 
próprios e com competências exclusivas. 
 
Resposta: Letra e. Ser autônomo é ter órgãos governamentais próprios (Ministérios, 
Secretárias, Prefeitura, Câmara) e também ter competências, algumas delas, exclusivas, como 
a competência para instituir os respectivos Impostos (IPTU-Municipio, IPVA-Estado) 
 
Aplicação em concurso: 
CESPE - 2009 - PC - PB - Agente de Investigação e Agente de Polícia 
O Distrito Federal (DF) não é um estado nem um município, mas possui competências 
legislativas de tais. As características do DF não incluem 
 a) a auto-organização. 
 b) o autogoverno. 
 c) as autonomias tributária e financeira. 
 d) a possibilidade de subdividir-se em municípios. 
 e) a autoadministração. 
 
Resposta: Letra D 
Ter autonomia, resumidamente, é ter OGA. Auto-organização, auto-governo e auto-
administração. 
 
Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - SECONT-ES - Auditor do Estado – Tecnologia da Informação 
Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: 
Por serem dotados de autonomia própria, os municípios apresentam capacidade de 
auto-organização, autogoverno, autoadministração e competências legislativas 
específicas, como a de legislar acerca da vocação sucessória dos cargos de prefeito e 
vice-prefeito, em caso de dupla vacância. 
 Certo Errado 
 
Resposta: certo. Cada ente federativo tem OGA: auto-organização, auto-governo e auto-
administratação. Portanto, cada um deles pode eleger os seus representantes próprios. 
 
Aplicação em concurso: Prova: CESPE - 2009 - TRF - 2ª REGIÃO - Juiz 
Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Organização do Estado – dos Municípios; 
Com base na doutrina e na jurisprudência do STF, assinale a opção correta quanto ao 
município no federalismo nacional. 
 a) A sucessão do prefeito e do vice-prefeito inclui-se no domínio normativo da lei 
orgânica municipal e não se sujeita ao princípio da simetria constitucional. 
 b) Os municípios são competentes para explorar e regulamentar a prestação de 
serviços de transporte coletivo intermunicipal de passageiros. 
 c) A CF não atribui aos municípios competência suplementar, mas apenas aos 
estados-membros. 
 d) O deferimento de pedido de intervenção estadual nos municípios por TJ possui 
natureza político-administrativa, o que, todavia, não obsta sua apreciação pelo STF em 
recurso extraordinário. 
 e) Os municípios têm autonomia para regular o horário de funcionamento do 
comércio local, ainda que em contrariedade ao disposto em leis estaduais válidas, com 
base na competência que lhes foi atribuída pela CF para legislar acerca de assuntos de 
interesse local. 
Resposta: Letra A. 
 
 
Aplicação em concurso: CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico - Administrativo 
O DF possui autonomia sobre o Poder Judiciário do DF, o Ministério Público do DF e a 
Defensoria Pública do DF. 
 Certo Errado 
Resposta: errado. O Distrito Federal tem lá suas peculiaridades. Quem organiza o Judiciário e o 
Ministério Público do DF é a União. 
Art. 21. Compete à União: 
(...) 
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito 
Federal e dos Territórios; 
 
 
 
6)RAMOS DO DIREITO QUE SÃO DE 
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO 
 
CAPACE de PM 
 
Civil 
Agrário 
Penal 
Aeronáutico 
Comercial 
Eleitoral 
Trabalho 
Espacial 
 
de 
 
Processual 
Marítimo 
 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, 
espacial e do trabalho; 
Por previsão Constitucional, essas competências poderiam ser delegadas, por lei 
complementar, para os Estados Federados. É o que diz o parágrafo único do artigo 22. 
Art. 22 (...) 
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões 
específicas das matérias relacionadas neste artigo. 
 
Aplicação em concurso: 
FCC - 2010 - TRE-AM - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Compete privativamente à União legislar sobre direito 
 a) comercial. 
 b) tributário. 
 c) financeiro. 
 d) penitenciário. 
 e) urbanístico. 
 
Resposta: Letra a 
 
Aplicação em concurso 
CESPE - 2009 - TCU - Analista de Controle Externo - Tecnologia da Informação - Prova 1 
Se a União delegar aos estados e ao DF competência para legislar sobre questões 
específicas de licitação e contratação de suasentidades autárquicas e fundacionais, a 
delegação será inconstitucional, pois essa competência é indelegável da União. 
Resposta: errado 
Art. 22 - É competência privativa da União: 
XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as 
administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas 
e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre 
questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. 
 
 
 
 
 
 
 
7 – COMPETÊNCIA GIAN E GIOVANI 
COMPETÊNCIA COMUM (ART. 23 DA CF) É 
DIFERENTE DE COMPETÊNCIA LEGISLATIVA 
CONCORRENTE (ART. 24 DA CF) 
 
ART. 23 - COMPETÊNCIA GIAN E GIOVANI. Lembra-se da famosa Música 
dessa dupla: Vamos dar as mãos: 1, 2, 3. Quem errar o passo perder a vez. 
A COMPETÊNCIA COMUM É DA UNIÃO, DOS ESTADOS (DO DF) E DOS 
MUNICÍPIOS. NO Caput do art. 23 aparecem todos esses entes federados. 
 
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: 
 
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio 
público; 
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; 
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os 
monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; 
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor 
histórico, artístico ou cultural; 
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; 
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; 
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; 
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; 
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de 
saneamento básico; 
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos 
setores desfavorecidos; 
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos 
hídricos e minerais em seus territórios; 
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. 
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em 
âmbito nacional. (Nova redação dada pela EC nº 53, de 2006) 
 
 
 
Não confundam as competências do art. 23 com as do artigo 24. As 
competências do artigo 23 são competências ADMINISTRATIVAS, DE 
EXECUÇÃO. Por sua vez, as competências do art. 24 são LEGISLATIVAS, 
para criar um ato normativo. 
No caput do artigo 24 só aparecem a União, os Estados e o Distrito 
Federal. No entanto, os Municípios também tem competência legislativa 
concorrente, por interpretação sistemática, conjunta ao artigo 30, incisos I 
e II da CF. Então, tome muito cuidado com o que o examinador pede na 
questão. Ele pode pedir só os que estão no caput do art. 24 ou então 
perguntar quais são todos os que têm competência legislativa 
concorrente. 
 
 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; 
II - orçamento; 
III - juntas comerciais; 
IV - custas dos serviços forenses; 
V - produção e consumo; 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, 
proteção do meio ambiente e controle da poluição; 
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; 
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, 
estético, histórico, turístico e paisagístico; 
IX - educação, cultura, ensino e desporto; 
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; 
XI - procedimentos em matéria processual; 
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; 
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública; 
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; 
XV - proteção à infância e à juventude; 
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. 
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas 
gerais. 
§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar 
dos Estados. 
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, 
para atender a suas peculiaridades. 
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe 
for contrário. 
 
Art. 30. Compete aos Municípios: 
I - legislar sobre assuntos de interesse local; 
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; 
 
Aplicação em concurso: 
(Direito Petrobras Distribuidora 2008/CESGRANRIO/adaptada) 
Constituição Federal de 1988 dedicou um capítulo específico para a 
tutela ambiental, inserido no título "Da Ordem Social". Além dessa, 
há outras referências ao meio ambiente ao longo de todo o texto 
constitucional. O que determina a Constituição Federal a respeito 
da tutela do meio ambiente? 
 
Nos termos do artigo 24, inciso VI, da Constituição Federal, compete à 
União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da 
natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio 
ambiente e controle da poluição 
 
Resposta: errado. Vejam que o examinador fala do artigo 24. No caput do 
artigo 24 os Municípios não aparecem. Não que eles não tenham a 
competência legislativa concorrente. Ela apenas não decorre desse artigo. 
 
Aplicação em concurso 
 
1. Procurador Judicial Pref. Recife-PE 2008/CESPE) O art. 2º, parágrafo 
único, do Código Florestal dispõe que as áreas de preservação 
permanente em zona urbana deverão observar "o disposto nos 
respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os 
princípios e limites" estabelecidos no próprio artigo. Em termos de 
competências legislativas atribuídas à União e aos Municípios, o 
dispositivo em questão tem interpretação polêmica porque 
a) a União tem competência exclusiva para legislar sobre proteção 
florestal, não cabendo aos Municípios estabelecer qualquer espécie de 
interferência nesse campo. 
b) a Constituição garante aos Municípios as competências para legislar 
sobre assuntos de interesse local e sobre ordenação territorial urbana, 
razão pela qual não caberia à União estabelecer qualquer espécie de 
interferência nesse campo, no âmbito do interesse local. 
c) as regras relativas à competência concorrente atribuem aos Estados, e 
não aos Municípios, o poder de suplementar as normas gerais 
estabelecidas pela lei federal. 
d) os Municípios apenas atuam, em matéria ambiental, no exercício de 
competência comum, em pé de igualdade com as outras esferas da 
Federação. 
e) o exercício da competência legislativa por parte da União exclui a 
possibilidade de os Municípios legislarem sobre a mesma matéria, 
motivo pelo qual a coexistênciade normas federais e municipais seria 
necessariamente inconstitucional. 
 
Resposta: Letra b. Cabe aos Municípios legislar, concorrentemente, no 
âmbito do interesse local. Art. 30, inciso I, CF. 
 
Vejam só. Todos os entes autônomos tem competência legislativa 
concorrente. MDEU (Municípios, Distrito Federal, Estados e a União). 
Sendo assim, a competência legislativa concorrente não é exclusiva. Por 
isso a letra a está errada. 
Segundo os parágrafos do artigo 24, cabe a União ditar as normas gerais e 
aos Estados e também ao DF suplementá-las. Lembre-se de Suplemento 
alimentar. Suplemento é uma coisa que reforça. Portanto, suplementar 
significa ampliar o rigor da norma geral. 
Na ausência da norma geral, cabe aos Estados legislar de forma plena, ou 
seja, estabelecer a norma geral. 
Se a norma geral for a do Estado (publicada no dia 9 de um mês qualquer) 
e a Norma da União, a quem compete em regra estabelecer a norma 
geral, for publicada nos dias seguintes ao dia 9, a norma estadual irá ter a 
sua eficácia SUSPENSA. Isso não é a mesma coisa que REVOGAÇÃO. 
Cuidado: uma norma só pode ser revogada por uma outra norma do 
mesmo ente federado. 
E não se esqueça que se não houver a Norma Geral (da Uniao, do Estado), 
cabe ao Município exercer a competência plena, legislando no âmbito do 
interesse local. Por isso a letra c está errada 
 
Os Municípios não atuam apenas no exercício da competência comum 
(art. 23). Eles também exercem a competência legislativa concorrente (art. 
24 + art. 30, inciso II). Por isso as letras d e e estão erradas 
 
 
 
Aplicação em concurso 
FCC - 2009 - TJ-PI - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre 
 a) informática. 
 b) desapropriação. 
 c) produção e consumo. 
 d) serviço postal. 
 e) registros públicos. 
 
Resposta: Letra c 
 
Aplicação em concurso: 
CESPE - 2008 - STJ - Analista Judiciário - Área Administrativa 
Ver texto associado à questão 
Se, na ausência de lei federal dispondo sobre normas gerais, o governador de 
determinado estado promulgasse lei estadual criando algumas isenções ao pagamento 
de custas judiciais, nesse caso, essa lei seria constitucional, já que o referido estado 
teria competência legislativa para editar tal lei. 
 Certo Errado 
Resposta: certo 
 
Aplicação em concurso FCC - 2009 - DPE - SP - Defensor Público 
; Organização do Estado – Do DF e Territórios; 
Trata-se de matéria de competência legislativa concorrente da União, Estados e 
Distrito Federal: 
 a) direito tributário, processual penal e penal. 
 b) normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação 
e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares. 
 c) transporte local, seguridade social e registros públicos. 
 d) procedimentos em matéria processual, assistência jurídica e Defensoria Pública, 
e direito penitenciário. 
 e) populações indígenas, desapropriação, propaganda comercial. 
Resposta: Letra d 
 
CESPE - 2009 - PGE-AL - Procurador de Estado - Prova Objetiva 
Disciplina: Direito Ambiental | Assuntos: Direito Ambiental; Conselho Nacional do Meio Ambiente 
(CONAMA); 
Uma empresa, com o objetivo de explorar comercialmente material radioativo 
existente em município brasileiro, formulou pedido de licenciamento ambiental aos 
órgãos municipal, estadual e federal. A direção dessa empresa crê que um desses 
órgãos ou alguns deles deverão resolver as pendências administrativas e permitir a 
exploração do material radioativo. 
 
Nessa situação hipotética, considerando a competência dos entes federados, é correto 
afirmar que o empreendedor agiu 
 a) corretamente, pois se trata de hipótese de competência concorrente 
ambiental. 
 b) corretamente, pois se trata de hipótese de competência comum ambiental. 
 c) corretamente, pois se trata de hipótese de competência legislativa estadual e 
administrativa municipal. 
 d) incorretamente, pois se trata de hipótese de competência da União. 
 e) incorretamente, pois se trata de hipótese de competência exclusiva do 
município. 
 
Aplicação em concurso: 
 
FCC - 2007 - TRE-SE - Analista Judiciário - Área Administrativa 
Compete à União, Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
 a) direito tributário e financeiro. 
 b) trânsito e transporte. 
 c) telecomunicações. 
 d) informática. 
 e) serviço postal. 
 
Resposta: letra a 
 
 
Aplicação em concurso: 
 
FCC - 2007 - MPU - Analista Administrativo 
Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Contratos Administrativos; 
O ajuste celebrado entre entes federados, precedido de protocolo de intenções e 
aprovação legislativa, no qual delegam a gestão associada de serviços públicos e a 
realização de objetivos de interesse comuns, de conformidade com as normas legais, 
as cláusulas do protocolo e as do próprio contrato, inclusive as cláusulas que definem a 
sua personalidade jurídica, como associação pública de direito público ou como pessoa 
jurídica de direito privado, sem fins econômicos, é denominado. 
 a) convênio público. 
 b) contrato de gestão. 
 c) contrato de gerenciamento. 
 d) concessão de serviço, de obra pública ou de uso de bem público. 
 e) consórcio público. 
Resposta: Letra e 
 
Aplicação em concurso: Prova: CESPE - 2009 - TCU - Analista de Controle Externo - Auditoria de Obras 
Públicas - Prova 1 
No âmbito do federalismo cooperativo, os entes federados devem atuar de forma 
conjunta na prestação de serviços públicos. Para esse fim, a CF prevê os consórcios 
públicos e os convênios, inclusive autorizando a gestão associada desses serviços, com 
a transferência de encargos, serviços e até mesmo de pessoal e bens. 
 Certo Errado 
 
Resposta: Letra c 
 
Aplicação em concurso: FGV - 2008 - TCM-RJ - Procurador 
Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Organização do Estado - Da organização político-
administrativa; 
Assinale a alternativa que apresente corretamente o princípio básico para distribuição 
de competência pelas Unidades da Federação. 
 a) Princípio da isonomia. 
 b) Princípio da autonomia das unidades da federação. 
 c) Princípio da autogestão. 
 d) Princípio da reserva da lei. 
 e) Princípio da predominância do interesse. 
Resposta: Letra e 
 
 
 
Aplicação em concurso: Prova: ESAF - 2004 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Auditoria e 
Fiscalização - Prova 3 
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária | Assuntos: Sistema Federativo; 
Nos últimos anos, tem-se assistido a freqüentes manifestações sobre a necessidade de 
um novo pacto federativo, que elimine a tensão que volta e meia se manifesta sob a 
forma de conflito nas relações intergovernamentais. Escolha a opção incorreta 
relacionada à globalização, regionalismo e federação. 
 a) Em um novo pacto federativo, a autonomia deverá estar mais associada à 
flexibilidade no uso e à estabilidade dos recursos financeiros do que a liberdade para 
tributar. 
 b) A harmonização da política tributária não afeta a autonomia dos entes 
federados, centrada na repartição das competências impositivas e no mecanismo de 
repartição de receitas constitucionalmente definidos. 
 c) O período 1988-1998 sofreu influência de uma instável conjuntura econômica 
que afetou fortemente o campo fiscal e acabou por reverter parte significativa dos 
avanços alcançados no rumo da descentralização. 
 d) A manutenção do federalismorequer a existência de instituições 
independentes em cada um dos níveis de governo. 
 e) Quando as desigualdades regionais são grandes, o equilíbrio entre repartição 
de competências e a autonomia federativa depende de um eficiente sistema de 
transferências compensatórias. 
 
Resposta: Letra b 
 
Aplicação em concurso: 
 
Prova: CESPE - 2007 - TRT-9R - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
No âmbito da legislação concorrente e diante da inexistência de normas gerais, a competência 
legislativa dos estados e do Distrito Federal é plena. 
Certo Errado 
 
Resposta: certo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 -BUBA. Distrito Federal 
Houve uma novela nos anos 90 que trouxe a discussão sobre os 
hermafroditas. O nosso Distrito Federal tem competências 
legislativas hibridas, cumulativas, estaduais (como para instituir o 
IPVA) e municipais (como para instituir o IPTU). 
O Distrito Federal é uma unidade federativa de compostura singular, dado que: a) 
desfruta de competências que são próprias dos Estados e dos Municípios, 
cumulativamente (art. 32, § 1°, CF); b) algumas de suas instituições elementares são 
organizadas e mantidas pela União (art. 21, XIII e XIV, CF); c) os serviços públicos a cuja 
prestação está jungido são financiados, em parte, pela mesma pessoa federada 
central, que é a União (art. 21, XIV, parte final, CF). 
 
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada em 
dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a 
promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. 
§ 1º - Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e 
Municípios. 
§ 2º - A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art. 77, e dos Deputados 
Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para mandato de igual duração. 
§ 3º - Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art. 27. 
§ 4º - Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das polícias civil e militar e 
do corpo de bombeiros militar. 
 
 
Aplicação em concurso: 
CESPE - 2009 - PC - PB - Agente de Investigação e Agente de Polícia 
O Distrito Federal (DF) não é um estado nem um município, mas possui competências 
legislativas de tais. As características do DF não incluem 
 a) a auto-organização. 
 b) o autogoverno. 
 c) as autonomias tributária e financeira. 
 d) a possibilidade de subdividir-se em municípios. 
 e) a autoadministração. 
 
Resposta: Letra D 
Ter autonomia, resumidamente, é ter OGA. Auto-organização, auto-governo e auto-
administração. 
 
 
 
Aplicação em concursos: MPE-GO - 2009 - MPE-GO - Promotor de Justiça 
; 
Estado Federal é aquele composto por unidades que, embora dotadas de capacidade 
de autonomia (auto-organização e autogoverno), não são dotadas de soberania, 
submetendo-se a uma Constituição Federal. Sobre o tema, marque a resposta errada: 
 a) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar 
distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 
 b) A exemplo do Canadá e dos EUA, a CF/88 adotou a técnica da enumeração dos 
poderes dos Estados, com poderes remanescentes para os Municípios e o Distrito 
Federal. 
 c) Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos 
Estados e Municípios, sendo vedada a sua divisão em municípios. 
 d) Para a composição das Câmaras Municipais, será observado o limite máximo de 
21 (vinte e um) vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 (cento e sessenta mil) 
habitantes e de até 300.000 (trezentos mil) habitantes. 
 
Resposta: Letra b. Veja que a nossa dica reflete o que está expresso na letra c. 
 
 
Aplicação em concurso: CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico - Administrativo 
O DF possui autonomia sobre o Poder Judiciário do DF, o Ministério Público do DF e a 
Defensoria Pública do DF. 
 Certo Errado 
Resposta: errado. O Distrito Federal tem lá suas peculiaridades. Quem organiza o Judiciário e o 
Ministério Público do DF é a União. 
Art. 21. Compete à União: 
(...) 
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito 
Federal e dos Territórios; 
 
É muito importante mencionar julgado recente do STF, que chegou à conclusão de que 
embora o DF esteja submetido a regime constitucional diferenciado, o Distrito 
Federal está bem mais próximo da estruturação dos Estados-membros do que da 
arquitetura constitucional dos Municípios.. Toda essa discussão teve início pois a Câmara 
Legislativa Distrital pretendia gastar com despesas de pessoal sob o limite determinado para o 
Legislativo dos Municípios pela Lei de Responsabilidade Fiscal (6%). Ocorre que, para fins de 
Responsabilidade Fiscal, a Lei considerou que o Distrito Federal deveria ser tratado sob os 
limites dos Legislativos dos Estados (3%). 
O Supremo Tribunal Federal decidiu por ratificar a determinação da LRF, conforme julgado 
abaixo. 
ADI 3756 / DF - DISTRITO FEDERAL 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 
Relator(a): Min. CARLOS BRITTO 
Julgamento: 21/06/2007 Órgão Julgador: Tribunal Pleno 
Ementa 
 
EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. IMPUGNAÇÃO DO INCISO II DO § 3º DO ART. 1º, 
BEM COMO DOS INCISOS II E III DO ART. 20 DA LEI COMPLEMENTAR Nº 
101, DE 04 DE MAIO DE 2000. 1. É de se reconhecer a legitimidade ativa ad causam 
da Câmara Legislativa do Distrito Federal, dado que a presente impugnação tem por 
alvo dispositivos da LC 101/00. Dispositivos que versam, justamente, sobre a aplicação 
dos limites globais das despesas com pessoal do Poder Legislativo distrital. 2. O 
Distrito Federal é uma unidade federativa de compostura singular, dado que: a) 
desfruta de competências que são próprias dos Estados e dos Municípios, 
cumulativamente (art. 32, § 1°, CF); b) algumas de suas instituições elementares 
são organizadas e mantidas pela União (art. 21, XIII e XIV, CF); c) os serviços 
públicos a cuja prestação está jungido são financiados, em parte, pela mesma 
pessoa federada central, que é a União (art. 21, XIV, parte final, CF). 3. 
Conquanto submetido a regime constitucional diferenciado, o Distrito 
Federal está bem mais próximo da estruturação dos Estados-membros do 
que da arquitetura constitucional dos Municípios. Isto porque: a) ao tratar 
da competência concorrente, a Lei Maior colocou o Distrito Federal em pé de 
igualdade com os Estados e a União (art. 24); b) ao versar o tema da intervenção, a 
Constituição dispôs que a "União não intervirá nos Estados nem no Distrito 
Federal" (art. 34), reservando para os Municípios um artigo em apartado (art. 35); 
c) o Distrito Federal tem, em plenitude, os três orgânicos Poderes estatais, ao passo 
que os Municípios somente dois (inciso I do art. 29); d) a Constituição tratou de 
maneira uniforme os Estados-membros e o Distrito Federal quanto ao número de 
deputados distritais, à duração dos respe ctivos mandatos, aos subsídios dos 
parlamentares, etc. (§ 3º do art. 32); e) no tocante à legitimação para propositura 
de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF, a Magna Carta dispensou à 
Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal o mesmo tratamento dado às 
Assembléias Legislativas estaduais (inciso IV do art. 103); f) no modelo 
constitucional brasileiro, o Distrito Federal se coloca ao lado dos Estados-membros 
para compor a pessoa jurídica daUnião; g) tanto os Estados-membros como o 
Distrito Federal participam da formação da vontade legislativa da União (arts. 45 e 
46). 4. A LC 101/00 conferiu ao Distrito Federal um tratamento rimado com a sua 
peculiar e favorecida situação tributário-financeira, porquanto desfruta de fontes 
cumulativas de receitas tributárias, na medida em que adiciona às arrecadações próprias 
dos Estados aquelas que timbram o perfil constitucional dos Municípios. 5. Razoável é 
o critério de que se valeram os dispositivos legais agora questionados. Se 
irrazoabilidade houvesse, ela estaria em igualar o Distrito Federal aos Municípios, visto 
que o primeiro é, superlativamente, aquinhoado com receitas tributárias. Ademais, goza 
do favor constitucional de não custear seus órgãos judiciário e ministerial público, tanto 
quanto a sua Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar e ainda seu Corpo de 
Bombeiros Militar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 - LIMPE – legalidade, Impessoalidade, moralidade, 
publicidade e Eficiência. 
 
Esses são alguns princípios EXPRESSOS, EXPLICÍTOS, da 
Administração Pública na Constituição de 1988. 
É muito importante saber que essa lista não é TAXATIVA, 
ou seja, que existem outros princípios IMPLÍCITOS na 
ordem constitucional. A própria legislação 
infraconstitucional trata de enumerar outros princípios, 
mesmo assim, não de forma taxativa. 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) 
 
Aplicação em concurso: CESPE - 2008 - PGE-PB - Procurador de Estado 
O princípio da eficiência, introduzido expressamente na Constituição Federal (CF) na 
denominada Reforma Administrativa, traduz a idéia de uma administração 
 a) descentralizada. 
 b) informatizada. 
 c) moderna. 
 d) legalizada. 
 e) gerencial. 
 
Em 1998 foi promulgada a Emenda Constitucional n. 19, que dentre outras alterações, acrescentou, DE 
FORMA EXPRESSA O PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NO CAPUT DO artigo 37. A idéia, implementada pelo 
então Ministério Bresser Pereira, era introduzir uma Administração Pública GERENCIAL, baseada 
sobretudo nos resultados, na cidadania participativa, na implementação do Estado Democrático de 
Direito. 
 
 
 
Aplicação em concurso: 
CESPE - 2008 - STF - Analista Judiciário - Área Administrativa 
Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade estão previstos de forma 
expressa na CF. 
 Certo Errado 
 
Resposta: errado. Para alguns doutrinadores, esses princípios decorrem do princípio do devido 
processo legal. 
 
FCC - 2008 - DPE - SP - Oficial de Defensoria Pública 
A Administração Pública está subordinada ao atendimento, dentre outros, dos 
princípios abaixo indicados, expressamente elencados na Constituição Federal: 
 a) publicidade e informação. 
 b) legalidade e pessoalidade. 
 c) moralidade e transparência. 
 d) legalidade e eficiência. 
 e) moralidade e informação. 
 
Resposta: Letra d. Embora tenha sido essa a alternativa considerada a correta pela banca 
examinadora, Chamamos a atenção para a letra b. O princípio da informação não está 
expresso no artigo 37, mas está expresso no artigo 5º, incisos XXXIII e XXXIV da Constituição 
de 1988. Portanto, essa também seria uma alternativa correta. 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros 
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à 
segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
(...) 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de 
poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de 
situações de interesse pessoal; 
 
Aplicação em concurso: FCC - 2008 - TRT-2R - Analista Judiciário - Área Judiciária 
Sobre os princípios básicos da Administração, considere: 
 
I. Exigência de que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição e 
rendimento funcional. 
II. A atuação da Administração Pública deve sempre ser dirigida a todos os 
administrados em geral, sem discriminação de qualquer natureza. Essas afirmações 
referem-se, respectivamente, aos princípios da 
 a) moralidade e eficiência. 
 b) impessoalidade e legalidade. 
 c) eficiência e impessoalidade. 
 d) legalidade e impessoalidade. 
 e) eficiência e legalidade. 
 
Resposta: Letra C 
 
Aplicação em concurso: 
FCC - 2007 - TRE-SE - Analista Judiciário - Especialidade - Análise de Sistemas - Desenvolvimento 
A exigência de que o serviço público seja eficaz e que atenda plenamente a 
necessidade para a qual foi criado e a exigência de que os atos administrativos, para 
que tenham eficácia, devam ter divulgação oficial, referem-se, respectivamente, aos 
princípios da 
 a) eficiência e impessoalidade. 
 b) publicidade e eficiência. 
 c) moralidade e publicidade. 
 d) eficiência e publicidade. 
 e) impessoalidade e publicidade. 
 
Resposta: Letra d 
 
Vejam o artigo 2º da Lei 9.784, do Processo Administrativo Federal. Ela estabelece, não de 
forma taxativa, uma outra série de princípios 
SERA FACIL PRO MOMO 
Segurança jurídica 
Eficiência 
Razoabilidade 
 
Finalidade 
Ampla Defesa 
Contraditório 
Interesse Público 
Legalidade 
 
Proporcionalidade 
Motivação 
Moralidade 
 
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, 
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, 
contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência 
 
Aplicação em concurso 
(ESAF/Analista/ANEEL/2006) Assinale a opção que elenque dois princípios norteadores da 
Administração Pública que se encontram implícitos na Constituição da República Federativa do 
Brasil e explícitos na Lei nº 9.784/99. 
a) Legalidade / moralidade. 
b) Motivação / razoabilidade. 
c) Eficiência / ampla defesa. 
d) Contraditório / segurança jurídica. 
e) Finalidade / eficiência. 
 
Resposta: letra b. 
2 princípios têm que estar implícitos na Constituição e ao mesmo tempo explícitos na Lei 
9.784. 
Comecemos pela Constituição, que no artigo 37 nos traz o LIMPE. Esses estão explícitos. Então 
já podemos eliminar a letra a (legalidade está explicito na Constituicao), a letra c (eficiência 
está explícita na Constituição), a letra d (contraditório está explicíto na Constituição, no artigo 
5º) e a letra e (pelo mesmo motivo que eliminamos a letra c). 
 
 
 
Aplicação em concurso 
CESPE/ANEEL/2010/ANALISTA ADMINISTRATIVO 
O princípio da moralidade administrativa tem existência autônoma no ordenamento jurídico 
nacional e deve ser observado não somente pelo administrador público, como também pelo 
particular que se relaciona com a administração pública. 
Resposta: certa 
 
Aplicação em concurso 
CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco - Diplomata - 1ª Etapa BRANCO 
Disciplina:Direito Constitucional | Assuntos: Organização do Estado - Da organização político-
administrativa; Administração Pública – Disposições Gerais e Servidores Públicos; 
Destinatária de minucioso artigo na Constituição Federal, a administração pública 
brasileira é regida por princípios que fundamentam a atuação dos agentes do Estado. 
Nesse sentido, com base nos princípios 
 a) da moralidade e da eficiência, é vedada a acumulação de cargos em qualquer 
hipótese. 
 b) da impessoalidade e da nacionalidade, é vedada a investidura, em cargo 
público, de estrangeiros, salvo os naturalizados. 
 c) da impessoalidade e da nacionalidade, é vedada, em qualquer hipótese, a 
investidura, em cargo público, de estrangeiros. 
 d) da discricionariedade e da soberania, apenas brasileiros natos ou naturalizados 
podem ser admitidos na carreira diplomática, mediante concurso público de provas ou 
de provas e títulos. 
 e) da isonomia e das liberdades fundamentais, é facultada a sindicalização e o 
exercício de greve, nos termos da lei. 
 
Resposta: letra e 
 
FCC - 2006 - TRT-24R - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
NÃO constitui um dos princípios da administração pública direta e indireta 
expressamente previstos no artigo 37, da Constituição Federal de 1988, a 
 a) publicidade. 
 b) eficiência. 
 c) impessoalidade. 
 d) moralidade. 
 e) proporcionalidade. 
 
Resposta: Letra e 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 – Função de confiança x Cargo de Comissão 
CONF + EFE 
A pergunta é bem simples: Confiança escreve com efe (letra) ou com ge (letra). 
Confiança escreve com EFE. As funções de confiança são, exclusivas dos cargos de 
provimento efetivo. 
COCA 
E aquele refrigente de cor preta? Lembra dele? Quem não lembra, NE? A 
COCA. Os cargos em comissão são para os servidores de Carreira. 
 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) 
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e 
os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e 
percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e 
assessoramento; (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) 
 
 
PROIBIÇÃO DO NEPOTISMO – CCPA3 
 
EM 2009 foi editada a Súmula Vinculante Súmula 13 
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o 
terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido 
em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança 
ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações 
recíprocas, viola a Constituição Federal. 
 
 
 
Aplicação em concurso: 
 
CESPE/AGU/ADVOGADO/2009 
Com base no princípio da eficiência e em outros fundamentos constitucionais, o STF entende que viola a 
Constituição a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, 
até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica 
investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de 
confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos 
poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante 
designações recíprocas. 
 
Resposta: certo 
 
 
 
 
11 – A autarquia é pessoa jurídica de Direito Público 
LEI CRIA AUTARQUIA 
 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) 
 
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa 
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último 
caso, definir as áreas de sua atuação; (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) 
 
Temos 2 objetivos aqui. O primeiro deles é separar a Administração Direta da Indireta. A 
administração Pública se divide, estruturalmente, em Administração Direta e Administração 
Indireta, podendo existir para todos os entes federados 
 
Administração Direta Administração indireta 
Ministérios, Secretarias Empresa Pública, autarquia, sociedade de 
economia mista 
 
 
O nosso segundo objetivo é esclarecer a personalidade jurídica de cada um dos que compõem 
a Administração, seja ela direta ou indireta. 
Olhe para o seu corpo. Ele tem sistemas (digestivo, respiratório), que por sua vez, cada um dos 
sistemas, é composto pelos órgãos. Os órgãos sozinhos, coração, pulmão, intestino, não 
sobreviveriam, dizemos, somente cada um funcionando, o corpo padeceria. Sendo assim, 
fazendo analogia, os órgãos não tem personalidade. Quem tem personalidade jurídica é o ser 
humano, o corpo por completo. 
LEMBRE-SE: ÓRGÃO NÃO TEM PERSONALIDADE JURÍDICA. Ministérios, Secretarias, uma 
reitoria de uma universidade. Nenhum deles têm personalidade jurídica. 
Por sua vez, as Empresas Públicas, as autarquias, as Sociedades de Economia mista têm 
personalidade jurídica. Dito isso, precisamos saber qual a natureza jurídica (se é de Direito 
Público ou de Direito Privado) de cada uma delas. 
Vamos rimar. Lei crIA a autarquIA. São exemplos dessa pessoa jurídica o INSS, o IBAMA, entre 
outros. Se é a lei que cria, a autarquia é uma pessoa jurídica de Direito Público. Portanto, todas 
as demais são de direito privado. Sendo assim, cuidado com a EMPRESA PÚBLICA (como a 
Caixa Economica Federal), que embora tenha a palavra pública, tem personalidade jurídica de 
direito privado. É muito simples isso. Veja o texto da Constituição. 
CUIDADO com as Fundações. Elas podem ter natureza jurídica de Direito Privado ou de Direito 
Público. 
 
Aplicação em concurso CESPE - 2009 - TRE-MA - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Acerca da organização administrativa, assinale a opção correta. 
 a) Do ponto de vista orgânico, a administração pública compreende as diversas 
unidades administrativas (órgãos e entidades) que visam cumprir os fins do Estado. 
 b) No processo de descentralização administrativa, há distribuição de 
competências materiais entre unidades administrativas desprovidas de personalidade 
jurídica. 
 c) A criação de determinado órgão prescinde de autorização legislativa do chefe 
do Poder Executivo. 
 d) Os órgãos possuem personalidade jurídica própria, motivo pelo qual é 
amplamente aceita pelos tribunais a sua capacidade processual para estar em juízo. 
 e) Ocorre desconcentração administrativa quando determinada entidade 
federativa cria autarquia mediante lei específica. 
 
Resposta: Letra a. Descentralizar significa atribuir competências a uma outra pessoa jurídica, 
ou seja, que tem personalidade jurídica. 
O fenômeno da descentralização implica na Criação de pessoas jurídicas pela Administração 
Direta. Essas criaturas farão parte da Administração Indireta. 
Descentralização é diferente de desconcentração.Descentralização Desconcentração 
Criação de novas pessoas jurídicas 
Administração Direta cria novas pessoas 
jurídicas 
Não há criação de novas pessoas jurídicas. 
 
 
Aplicação em concurso: FCC - 2007 - TRF-4R - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de 
Mandados 
Considerando-se a Administração Pública como o conjunto de órgãos instituídos para 
consecução dos objetivos do Estado visando à satisfação das necessidades coletivas, 
são entes que a compõem, no âmbito Federal: 
 a) a Presidência da República; os Ministérios; as autarquias; as empresas públicas; 
as sociedades de economia mista e as fundações públicas. 
 b) somente a Presidência da República, os Ministérios, os Territórios e o Distrito 
Federal. 
 c) a Presidência da República; os Estados-membros e os consórcios públicos. 
 d) os Estados; Municípios; Territórios; as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista. 
 e) os Ministérios; as autarquias; as empresas públicas; as ONGs e as OSCIPs. 
 
Resposta: Letra a 
 
Aplicação em concurso: FCC - 2009 - TRT - 7ª Região (CE) - Analista Judiciário - Área Judiciária 
Pessoa jurídica de direito público, criada por lei, com capacidade de auto-
administração, para o desempenho de serviço público descentralizado, mediante 
controle administrativo, é conceito de 
 a) autarquia. 
 b) fundação pública. 
 c) consórcio público. 
 d) sociedade de economia mista. 
 e) empresa pública. 
 
Resposta: Letra a. Lei crIA autarquIA. 
Aplicação em concurso: FCC - 2009 - TJ-SE - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Sobre a Administração Pública Indireta, considere: 
 
I. Pessoa jurídica de direito público, criada por lei, com capacidade de 
autodeterminação, para o desempenho de serviço público descentralizado, mediante 
controle administrativo exercido nos limites da lei. 
II. Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração Pública Indireta, 
instituída pelo Poder Público, mediante autorização de lei específica, sob a forma de 
sociedade anônima. 
III. Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração Pública Indireta, 
instituída pelo Poder Público, mediante autorização de lei específica, sob qualquer 
forma jurídica. 
 
Os conceitos em I, II, e III referem-se, respectivamente, a 
 a) fundação pública, empresa pública e sociedade de economia mista. 
 b) fundação pública, autarquia e empresa pública. 
 c) autarquia, sociedade de economia mista e empresa pública. 
 d) sociedade de economia mista, autarquia e fundação pública. 
 e) empresa pública, sociedade de economia mista e autarquia. 
 
Resposta: letra c. lei crIA autarquIA. A sociedade de economia mista TEM QUE SER SEMPRE 
UMA SOCIEDADE ANÔNIMA. Lembra da Petrobrás? Petrobras S/A. E o Banco do Brasil? Banco 
do Brasil S/A. Já a empresa pública pode ter qualquer forma jurídica. Pode ser uma S/A uma 
LTDA. 
 
Aplicação em concurso: CESPE/DPU/NÍVEL SUPERIOR/CARGO 01/30-05-2010) 
Acerca da administração indireta na organização administrativa brasileira, assinale a opção 
correta. 
A As autarquias estão sujeitas a controle administrativo exercido pela administração direta, 
nos limites da lei. 
B A empresa pública é pessoa jurídica de direito privado organizada exclusivamente sob a 
forma de sociedade anônima. 
C A autarquia é pessoa jurídica de direito público dotada de capacidade política. 
D A fundação instituída pelo Poder Público detém capacidade de autoadministração, razão 
pela qual não se sujeita ao controle por parte da administração direta. 
E A sociedade de economia mista pode ser organizada sob quaisquer das formas admitidas em 
direito. 
 
Resposta: Letra a. Embora tenham personalidade jurídica, as entidades da Administração 
indireta estão vinculadas, e portanto são sujeitas ao controle administrativo exercido pela 
Administração Direta. 
Ter personalidade jurídica não significa ter capacidade política. Apenas os entes federados 
(MDEU), que são pessoas jurídicas, tem capacidade política. 
 
Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - DPE - AL - Defensor Público 
Ver texto associado à questão 
A autarquia é pessoa jurídica de direito público destituída de capacidade política. 
 Certo Errado 
 
Resposta: certo 
 
Aplicação em concurso: FCC - 2007 - MPU - Analista Judiciário - Área Judiciária 
Entre outros aspectos, a administração pública brasileira está organizada de forma que 
 a) as pessoas físicas ou jurídicas que integram a administração indireta da União 
são criadas por decreto, possuem personalidade jurídica vinculada ao órgão tutelar e 
patrimônio compartilhado, com responsabilidade solidária. 
 b) a administração pública indireta é a constituída dos serviços atribuídos a 
pessoas jurídicas diversas da União, pública (autarquias) ou privadas (empresas 
públicas e sociedades de economia mista), vinculadas a um Ministério, mas 
administrativa e financeiramente autônomas. 
 c) a descentralização administrativa significa repartição de funções entre vários 
órgãos de uma mesma administração, sem quebra de hierarquia, sendo direta e 
imediata a execução das suas atividades ou a prestação de seus serviços. 
 d) a delegação de competência de funções e atividades administrativas no âmbito 
da desconcentração dos poderes públicos, por apresentar caráter obrigatório e 
definitivo, independe de norma que expressamente a autorize, bastando a vontade do 
superior. 
 e) a execução indireta de serviços públicos por pessoa administrativa física ou 
jurídica somente pode ser realizada mediante regime de concessão ou permissão, 
vedada a celebração de convênios ou consórcios. 
 
Resposta: b. Ter personalidade jurídica significa ter autonomia administrativa, autonomia 
financeira, mas ainda assim, vinculadas à administração Direta, no caso ao Ministério. É o caso 
do INSS (autarquia), vinculado ao Ministério da Previdência. 
 
 
Aplicação em concurso: FCC - 2009 - TCE-GO - Técnico de Controle Externo - Área Administrativa 
Determinados entes da administração indireta serão, obrigatoriamente, submetidos ao 
regime jurídico de direito privado se exercerem atividade econômica de produção ou 
comercialização de bens ou de prestação de serviços. São eles: 
 a) as sociedades de economia mista, apenas. 
 b) as empresas públicas e as empresas concessionárias de serviços públicos, 
apenas. 
 c) as empresas públicas e as sociedades de economia mista, apenas. 
 d) as empresas públicas, as sociedades de economia mista, as autarquias e as 
fundações. 
 e) as empresas públicas, apenas. 
 
Resposta: letra c. Mais uma vez cuidado com a Empresa Pùblica. Embora pareça, porque tem a 
palavra pública em sua denominação, ela tem natureza jurídica de Direito Privado. Lei CrIA 
AutarqUIA e autoriza a criação das Empresas Pùblicas e das Sociedades de Economia Mista. 
Isso signfica que, depois da autorização dada pela lei, é que poderão ser criadas as EPs e as 
SEMs. Não é automático. Pode ser que a autorização seja dada, e que elas não sejam criadas, 
não pelo menos simultaneamente à autorização legislativa. 
 
Aplicação em concurso:FCC - 2009 - PGE-RJ - Técnico Superior Administrador 
A respeito da organização da Administração Federal, é correto afirmar: 
 a) É traço comum às empresas públicas e sociedades de economia mista a 
composição de seu capital. 
 b) Pessoas jurídicas de direito privado não integram a Administração Pública 
direta. 
 c) Nas autarquias não há gestão administrativa descentralizada. 
 d) As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito público. 
 e) As fundações públicas podem ter finslucrativos. 
 
Resposta: Letra b. Na Administração PÚBLICA direta não há pessoas jurídicas de Direito 
Privado. Apenas na Administração Pública Indireta 
12 – MODALIDADES DE LICITAÇÃO 
 
Art. 37 (...) 
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações 
serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de 
condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, 
mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as 
exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das 
obrigações. (Regulamento) 
 
São 6 as modalidades de licitação. COM/TO/LE/COM/COM/PREGÃO 
CONcorrência 
Tomada de Preços 
LEIlão 
CONvite 
CONcurso 
Professor: você não dá aula, você só dá dica. Você é um Pregão. Essa é a sexta modalidade, o 
PREGÃO 
 
Lei 8.666/93 
 
Art. 22. São modalidades de licitação: 
I - concorrência; 
II - tomada de preços; 
III - convite; 
IV - concurso; 
V - leilão. 
Art. 22. São modalidades de licitação: 
I - concorrência; 
II - tomada de preços; 
III - convite; 
IV - concurso; 
V - leilão. 
§ 1
o
 Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de 
habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para 
execução de seu objeto. 
§ 2
o
 Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados 
ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data 
do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. 
§ 3
o
 Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, 
cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade 
administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá 
aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com 
antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. 
§ 4
o
 Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho 
técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, 
conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 
(quarenta e cinco) dias. 
§ 5
o
 Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis 
inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a 
alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor 
da avaliação. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
 
 
Lei 10.520/02 
Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de 
pregão, que será regida por esta Lei. 
Parágrafo único. Consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos deste artigo, 
aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por 
meio de especificações usuais no mercado. 
Art. 2º (VETADO) 
§ 1º Poderá ser realizado o pregão por meio da utilização de recursos de tecnologia da 
informação, nos termos de regulamentação específica. 
§ 2º Será facultado, nos termos de regulamentos próprios da União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios, a participação de bolsas de mercadorias no apoio técnico e operacional aos órgãos e 
entidades promotores da modalidade de pregão, utilizando-se de recursos de tecnologia da informação. 
§ 3º As bolsas a que se referem o § 2o deverão estar organizadas sob a forma de sociedades civis 
sem fins lucrativos e com a participação plural de corretoras que operem sistemas eletrônicos unificados 
de pregões. 
Art. 3º A fase preparatória do pregão observará o seguinte: 
I - a autoridade competente justificará a necessidade de contratação e definirá o objeto do 
certame, as exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as sanções por 
inadimplemento e as cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento; 
II - a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por 
excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição; 
III - dos autos do procedimento constarão a justificativa das definições referidas no inciso I deste 
artigo e os indispensáveis elementos técnicos sobre os quais estiverem apoiados, bem como o 
orçamento, elaborado pelo órgão ou entidade promotora da licitação, dos bens ou serviços a serem 
licitados; e 
IV - a autoridade competente designará, dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da 
licitação, o pregoeiro e respectiva equipe de apoio, cuja atribuição inclui, dentre outras, o recebimento 
das propostas e lances, a análise de sua aceitabilidade e sua classificação, bem como a habilitação e a 
adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor. 
§ 1º A equipe de apoio deverá ser integrada em sua maioria por servidores ocupantes de cargo 
efetivo ou emprego da administração, preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão 
ou entidade promotora do evento. 
§ 2º No âmbito do Ministério da Defesa, as funções de pregoeiro e de membro da equipe de apoio 
poderão ser desempenhadas por militares 
Art. 4º A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as 
seguintes regras: 
I - a convocação dos interessados será efetuada por meio de publicação de aviso em diário oficial 
do respectivo ente federado ou, não existindo, em jornal de circulação local, e facultativamente, por 
meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em jornal de grande circulação, nos termos do 
regulamento de que trata o art. 2º; 
II - do aviso constarão a definição do objeto da licitação, a indicação do local, dias e horários em 
que poderá ser lida ou obtida a íntegra do edital; 
III - do edital constarão todos os elementos definidos na forma do inciso I do art. 3º, as normas que 
disciplinarem o procedimento e a minuta do contrato, quando for o caso; 
IV - cópias do edital e do respectivo aviso serão colocadas à disposição de qualquer pessoa para 
consulta e divulgadas na forma da Lei no 9.755, de 16 de dezembro de 1998; 
V - o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não 
será inferior a 8 (oito) dias úteis; 
VI - no dia, hora e local designados, será realizada sessão pública para recebimento das propostas, 
devendo o interessado, ou seu representante, identificar-se e, se for o caso, comprovar a existência dos 
necessários poderes para formulação de propostas e para a prática de todos os demais atos inerentes 
ao certame; 
VII - aberta a sessão, os interessados ou seus representantes, apresentarão declaração dando 
ciência de que cumprem plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os envelopes contendo a 
indicação do objeto e do preço oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à verificação da 
conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório; 
VIII - no curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10% 
(dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação 
do vencedor; 
IX - não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições definidas no inciso anterior, poderão 
os autores das melhores propostas, até o máximo de 3 (três), oferecer novoslances verbais e sucessivos, 
quaisquer que sejam os preços oferecidos; 
X - para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço, 
observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos de 
desempenho e qualidade definidos no edital; 
XI - examinada a proposta classificada em primeiro lugar, quanto ao objeto e valor, caberá ao 
pregoeiro decidir motivadamente a respeito da sua aceitabilidade; 
XII - encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura do 
invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta, para 
verificação do atendimento das condições fixadas no edital; 
XIII - a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a 
Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, e as Fazendas 
Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigências do edital 
quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira; 
XIV - os licitantes poderão deixar de apresentar os documentos de habilitação que já constem do 
Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – Sicaf e sistemas semelhantes mantidos por 
Estados, Distrito Federal ou Municípios, assegurado aos demais licitantes o direito de acesso aos dados 
nele constantes; 
XV - verificado o atendimento das exigências fixadas no edital, o licitante será declarado vencedor; 
XVI - se a oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias, o 
pregoeiro examinará as ofertas subseqüentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de classificação, e 
assim sucessivamente, até a apuração de uma que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante 
declarado vencedor; 
XVII - nas situações previstas nos incisos XI e XVI, o pregoeiro poderá negociar diretamente com o 
proponente para que seja obtido preço melhor; 
XVIII - declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a 
intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões 
do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar contra-razões em igual 
número de dias, que começarão a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada 
vista imediata dos autos; 
XIX - o acolhimento de recurso importará a invalidação apenas dos atos insuscetíveis de 
aproveitamento; 
XX - a falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará a decadência do direito de 
recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor; 
XXI - decididos os recursos, a autoridade competente fará a adjudicação do objeto da licitação ao 
licitante vencedor; 
XXII - homologada a licitação pela autoridade competente, o adjudicatário será convocado para 
assinar o contrato no prazo definido em edital; e 
XXIII - se o licitante vencedor, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não 
celebrar o contrato, aplicar-se-á o disposto no inciso XVI. 
Art. 5º É vedada a exigência de: 
I - garantia de proposta; 
II - aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame; e 
III - pagamento de taxas e emolumentos, salvo os referentes a fornecimento do edital, que não 
serão superiores ao custo de sua reprodução gráfica, e aos custos de utilização de recursos de 
tecnologia da informação, quando for o caso. 
Art. 6º O prazo de validade das propostas será de 60 (sessenta) dias, se outro não estiver fixado 
no edital. 
Art. 7º Quem, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato, 
deixar de entregar ou apresentar documentação falsa exigida para o certame, ensejar o retardamento 
da execução de seu objeto, não mantiver a proposta, falhar ou fraudar na execução do contrato, 
comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude fiscal, ficará impedido de licitar e contratar com a 
União, Estados, Distrito Federal ou Municípios e, será descredenciado no Sicaf, ou nos sistemas de 
cadastramento de fornecedores a que se refere o inciso XIV do art. 4o desta Lei, pelo prazo de até 5 
(cinco) anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais. 
Art. 8º Os atos essenciais do pregão, inclusive os decorrentes de meios eletrônicos, serão 
documentados no processo respectivo, com vistas à aferição de sua regularidade pelos agentes de 
controle, nos termos do regulamento previsto no art. 2º. 
Art. 9º Aplicam-se subsidiariamente, para a modalidade de pregão, as normas da Lei nº 8.666, de 
21 de junho de 1993. 
Art. 10. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória nº 2.182-18, de 23 
de agosto de 2001. 
Art. 11. As compras e contratações de bens e serviços comuns, no âmbito da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro de preços previsto no 
art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, poderão adotar a modalidade de pregão, conforme 
regulamento específico. 
Art. 12. A Lei nº 10.191, de 14 de fevereiro de 2001, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo: 
“Art. 2-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar, nas licitações de 
registro de preços destinadas à aquisição de bens e serviços comuns da área da saúde, a modalidade do 
pregão, inclusive por meio eletrônico, observando-se o seguinte: 
I - são considerados bens e serviços comuns da área da saúde, aqueles necessários ao atendimento dos 
órgãos que integram o Sistema Único de Saúde, cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser 
objetivamente definidos no edital, por meio de especificações usuais do mercado. 
II - quando o quantitativo total estimado para a contratação ou fornecimento não puder ser atendido 
pelo licitante vencedor, admitir-se-á a convocação de tantos licitantes quantos forem necessários para o 
atingimento da totalidade do quantitativo, respeitada a ordem de classificação, desde que os referidos 
licitantes aceitem praticar o mesmo preço da proposta vencedora. 
III - na impossibilidade do atendimento ao disposto no inciso II, excepcionalmente, poderão ser 
registrados outros preços diferentes da proposta vencedora, desde que se trate de objetos de qualidade 
ou desempenho superior, devidamente justificada e comprovada a vantagem, e que as ofertas sejam 
em valor inferior ao limite máximo admitido.” 
Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
 
Aplicação em concurso: ESAF - 2009 - SEFAZ-SP - Analista de Finanças e Controle - Prova 1 
Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Licitações; 
Acerca do Pregão, assinale o item correto. 
 a) Corresponde à modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços 
especiais e diferenciados. 
 b) É vedada a exigência de garantia de proposta. 
 c) A utilização do Pregão, preferencialmente, deve ser feita por meio de 
participação direta dos interessados, com lances verbais. 
 d) Tem como limite máximo estimado para realização da contratação o valor de 
R$ 8.000,00 (oito mil reais). 
 e) Aplica-se, unicamente, no âmbito da União. 
 
Resposta: letra b 
 
Aplicação em concurso: 
 
CESGRANRIO - 2006 - DNPM - Técnico Administrativo - Especialidade - Informática 
Disciplina: Conhecimentos Gerais | Assuntos: Noções de Direito Administrativo; 
Em relação às modalidades de licitação previstas na Lei 8.666/93, assinale a afirmativa 
INCORRETA. 
 a) Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para 
provimento em cargos públicos na administração pública. 
 b)Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na 
fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de 
qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. 
 c) Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de 
bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos 
ou penhorados, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da 
avaliação. 
 d) Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao 
seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 
(três) pela unidade administrativa. 
 e) Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente 
cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até 
o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária 
qualificação. 
 
Resposta: Letra a 
Apesar de ter o nome idêntico, a modalidade de licitação concurso não é a mesma coisa que o Concurso 
para provimento de Cargos da Administração Pública. Enquanto modalidade de Licitação, o Concurso 
visa a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou 
remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com 
antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. 
 
Aplicação em concurso: 
 
FCC - 2007 - TRE-SE - Analista Judiciário - Área Administrativa 
Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Licitações; 
A modalidade de licitação adequada para eleição de um trabalho científico, por meio 
de instituição de prêmio ou remuneração ao vencedor, é 
 a) tomada de preços. 
 b) concorrência. 
 c) convite. 
 d) concurso. 
 e) leilão. 
 
Resposta: Letra D 
 
 
Aplicação em concurso: 
FCC - 2006 - TRT-4R - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Para a escolha de trabalho científico, técnico ou artístico, e nas concessões de direito 
real de uso, a Administração Pública deverá observar, respectivamente, as 
modalidades de licitação denominadas 
 a) convite e concorrência. 
 b) tomada de preços e leilão. 
 c) concurso e concorrência. 
 d) concurso e tomada de preços. 
 e) leilão e convite. 
 
Resposta: Letra C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 – MP + PR 
Medida Provisória É de competência do 
Presidente da República 
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas 
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: 
(...) 
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62 
No entanto, decorrente da alteração sofrida em 1995, pela leitura do art. 25, parágrafo 
2º, da CF, chegou-se a interpretação que os Estados-Membros também poderiam editar 
Medidas Provisórias, eis que teria vetado o legislador constituinte apenas a 
possibilidade dos Estados editarem Medida Provisória para tratar de gás canalizado. 
 
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, 
observados os princípios desta Constituição. 
§ 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta 
Constituição. 
§ 2º - Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais 
de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua 
regulamentação.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5, de 1995) 
 
Aplicação em concurso 
CESPE - 2007 - TRT-9R - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados 
Compete aos estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de 
gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua 
regulamentação. 
Resposta: certo 
 
 
Aplicação em concurso: 
 
(ESAF/GESTOR FAZENDÁRIO/MG/2005) O Estado-membro não pode prever na sua 
Constituição a possibilidade de o Governador do Estado editar medidas provisórias. 
 
 
Resposta: ERRADO. 
 
Embora inexista autorização expressa na Constituição Federal, o STF firmou 
entendimento de que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem adotar, nas 
suas normas de organização (Constituição e Lei Orgânica) a espécie normativa medida 
provisória, desde que haja previsão nas respectivas Constituição e Lei Orgânica. 
 
ADI 2391 / SC - SANTA CATARINA 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 
Relator(a): Min. ELLEN GRACIE 
Julgamento: 16/08/2006 Órgão Julgador: Tribunal Pleno 
Ementa 
 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 51 E PARÁGRAFOS DA 
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ADOÇÃO DE MEDIDA 
PROVISÓRIA POR ESTADO-MEMBRO. POSSIBILIDADE. ARTIGOS 62 E 84, XXVI 
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMENDA CONSTITUCIONAL 32, DE 11.09.01, QUE 
ALTEROU SUBSTANCIALMENTE A REDAÇÃO DO ART. 62. REVOGAÇÃO PARCIAL DO 
PRECEITO IMPUGNADO POR INCOMPATIBILIDADE COM O NOVO TEXTO 
CONSTITUCIONAL. SUBSISTÊNCIA DO NÚCLEO ESSENCIAL DO COMANDO EXAMINADO, 
PRESENTE EM SEU CAPUT. APLICABILIDADE, NOS ESTADOS-MEMBROS, DO PROCESSO 
LEGISLATIVO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE VEDAÇÃO 
EXPRESSA QUANTO ÀS MEDIDAS PROVISÓRIAS. NECESSIDADE DE PREVISÃO NO TEXTO 
DA CARTA ESTADUAL E DA ESTRITA OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS E LIMITAÇÕES 
IMPOSTAS PELO MODELO FEDERAL. 1. Não obstante a permanência, após o 
superveniente advento da Emenda Constitucional 32/01, do comando que confere ao 
Chefe do Executivo Federal o poder de adotar medidas provisórias com força de lei, 
tornou-se impossível o cotejo de todo o referido dispositivo da Carta catarinense com 
o teor da nova redação do art. 62, parâmetro inafastável de aferição da 
inconstitucionalidade argüida. Ação direta prejudicada em parte. 2. No julgamento da 
ADI 425, rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19.12.03, o Plenário desta Corte já havia 
reconhecido, por ampla maioria, a constitucionalidade da instituição de medida 
provisória estadual, desde que, primeiro, esse instrumento esteja expressamente 
previsto na Constituição do Estado e, segundo, sejam observados os princípios e as 
limitações impostas pelo modelo adotado pela Constituição Federal, tendo em vista a 
necessidade da observância simétrica do processo legislativo federal. Outros 
precedentes: ADI 691, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19.06.92 e ADI 812-MC, rel. 
Min. Moreira Alves, DJ 14.05.93 . 3. Entendimento reforçado pela significativa 
indicação na Constituição Federal, quanto a essa possibilidade, no capítulo referente à 
organização e à regência dos Estados, da competência desses entes da Federação para 
"explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na 
forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação" (art. 
25, § 2º). 4. Ação direta cujo pedido formulado se julga improcedente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 – ALGUNS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO. 
 
ÓRGÃO NÃO TEM PERSONALIDADE JURÍDICA. Lembre-se de qualquer órgão do corpo do ser 
humano. Nenhum órgão sozinho, isolado dos demais, sobrevive. Apenas o corpo todo. Sendo 
assim, o ser humano, a pessoa natural, a pessoa jurídica, tem personalidade jurídica. O órgão 
não tem. 
 
 
STF – Somos um time de Futebol (11 Ministros) 
STJ – Somos Todos de Jesus. Idade em que Jesus 
Morreu (33 Ministros, no mínimo) 
TST – Trinta subtrai três (27 ministros) 
TSE – muda o t de lugar – SET (7 membros, no 
mínimo) 
STM – Somos Todos Mocinhas – idade em que a 
mulherdebuta (15 membros) 
 
 
Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre 
cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável 
saber jurídico e reputação ilibada. 
Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três 
Ministros. 
Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, 
escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco 
anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta 
do Senado Federal, sendo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos: 
Art. 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros vitalícios, nomeados 
pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal, sendo três 
dentre oficiais-generais da Marinha, quatro dentre oficiais-generais do Exército, três dentre 
oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco 
dentre civis. 
 
Aplicação em concurso: 
 
CESPE - 2005 - TRT - 16ª REGIÃO (MA) - Auxiliar Judiciário - Serviços Gerais 
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) é composto por 27 ministros, escolhidos entre 
brasileiros com mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, nomeados pelo presidente da 
República, após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal. 
Certo Errado 
 
Resposta: certo 
 
Aplicação em concurso: 
CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Área Administrativa 
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será composto, no mínimo, por sete membros, escolhidos 
mediante eleição pelo voto secreto de três juízes entre os ministros do Supremo Tribunal 
Federal (STF), dois juízes entre os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, por 
nomeação do presidente da República, de dois juízes entre seis advogados de notável saber 
jurídico e idoneidade moral, indicados pelo STF. 
Certo Errado 
 
Resposta: certo 
 
Aplicação em concurso: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 – PROMOÇÃO DOS MEMBROS DA 
MAGISTRATURA – ANTIGUIDADE e 
MERECIMENTO 
 
AME o seu time de futebol. As formas de 
promoção são por Antiguidade e por 
MErecimento 
 
Há requisitos para a promoção por 
merecimento! 
 
A TAÇA DE CAMPEÃO BRASILEIRO FICA EM DEFINITIVO COM O TIME QUE 
GANHARO CAMPEONATO 3 VEZES CONSECUTIVAS OU 5 VEZES 
ALTERNADAS. (é o caso do São Paulo, do Flamengo, que já foram 
campeões, alternadamente, 5 vezes. 
Os times de Minas Gerais, CRUZEIRO E ATLÉTICO, ESTÃO LONGE .... mas 
todos eles têm merecimento. Em Minas Gerais, 
torcer para algum desses dois times é meio que 
obrigatório 
 
A PROMOÇÃO POR MERECIMENTO É OBRIGATÓRIA 
QUANDO O MEMBRO FIGURE NA LISTA 3 VEZES 
CONSECUTIVAS OU 5 ALTERNADAS. 
 
 
COITADO DO AMÉRICA, que é o outro time da capital do Estado de Minas 
Gerais. ESSE AINDA ESTÁ NA DIVISÃO 2, MAS TAMBÉM TEM 
MERECIMENTO 
A promoção por merecimento pressupõe dois 
anos de exercício na respectiva entrância. 
 
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o 
Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: 
II - promoção de entrância para entrância, alternadamente, por antigüidade e 
merecimento, atendidas as seguintes normas: 
a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou 
cinco alternadas em lista de merecimento; 
b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de 
exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte 
da lista de antigüidade desta, salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o 
lugar vago; 
c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de 
produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento 
em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 
d) na apuração de antigüidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo 
pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros, conforme procedimento 
próprio, e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
e) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além 
do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou 
decisão; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
 
Essa dica também vale para os membros do 
Ministério Público 
 
Art. 129 (...) § 4º Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no art. 93 
 
Aplicação em concurso: 
Prova: FGV - 2009 - TJ-PA - Juiz 
A respeito dos princípios constitucionais aplicáveis à carreira da magistratura, analise 
as afirmativas a seguir: 
 
I. Constitui requisito para a promoção por merecimento que o juiz figure por três vezes 
consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento, votada pelo respectivo 
tribunal em escrutínio secreto. 
 
II. Na promoção por antiguidade, poderá ser recusada a promoção do juiz mais antigo 
pelo voto fundamentado de dois terços do órgão responsável pela votação, 
assegurada a ampla defesa. 
 
III. Constitui etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação do juiz em 
curso oficial ou reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de 
magistrados. 
 
IV. Adquirida a vitaliciedade, o juiz só poderá perder o cargo pelo voto da maioria 
absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada a 
ampla defesa. 
 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa III estiver correta. 
b) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
Resposta: Letra b 
A letra a está errada. A constituição nada prevê quanto a escrutínio secreto. A letra D 
está errada. Uma vez adquirida a vitaliciedade, só haveria a perda por sentença judicial 
transitada em julgado. 
 
Aplicação em concurso: 
FCC - 2007 - MPU - Técnico Administrativo 
A respeito da carreira da magistratura, é correto afirmar que 
 a) o tribunal, na promoção por antigüidade, somente poderá recusar o juiz mais 
antigo pelo voto fundamentado da metade de seus membros. 
 b) o cargo inicial, provido mediante concurso público, será o de juiz de primeira 
instância. 
 c) a promoção de entrância, para entrância, será feita uma vez por antigüidade e 
duas por merecimento e assim sucessivamente. 
 d) é obrigatória a promoção de juiz que figure por três vezes consecutivas ou 
cinco alternadas em lista de merecimento. 
 e) a promoção por merecimento pressupõe, dentre outros requisitos, pelo menos 
três anos de exercício na respectiva entrância. 
 
Resposta: Letra d. 
Aplicação em concurso: 
FCC - 2003 - TRT - 21ª Região (RN) - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
É obrigatória a promoção do Juiz que figure, em lista de merecimento, 
 a) duas vezes, consecutivas ou alternadas. 
 b) duas vezes consecutivas ou três alternadas. 
 c) três vezes, consecutivas ou alternadas. 
 d) três vezes consecutivas ou cinco alternadas. 
 e) cinco vezes, consecutivas ou alternadas. 
 
Resposta: Letra d 
 
Aplicação em concurso: 
CESPE - 2008 - STJ - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Mesmo que umjuiz de direito tenha figurado por três vezes alternadas na lista de 
promoção por merecimento para o tribunal de justiça e seja também o mais antigo da 
carreira, a sua promoção pode ser rejeitada pelo voto fundamentado de dois terços 
dos desembargadores, desde que observados outros requisitos. 
 Certo Errado 
 
Resposta: certo. Apesar de ser obrigatória, o próprio texto constitucional faz algumas 
ressalvas, acrescentadas na Constituição pela Emenda Constitucional n. 45. 
 
A aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de 
produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento 
em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 
Na apuração de antigüidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo 
voto fundamentado de dois terços de seus membros, conforme procedimento próprio, 
e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação; (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
Não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo 
legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão; (Incluída pela 
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
 
 
 
14 – ATO ADMINISTRATIVO. REVOGAÇÃO X 
ANULAÇÃO E SEUS EFEITOS 
 
Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante 
decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria 
constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá 
efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração 
pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder 
à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) (Vide Lei nº 11.417, de 2006). 
§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que 
indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, 
julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial 
reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, 
conforme o caso." 
A expressão ato administrativo só aparece 2 
vezes na Constituição de 1988. No entanto, 
cabe uma dica sobre a diferença entre 
revogação e anulação. 
 
A ANULAÇÃO TEM EFEITOS RETROATIVOS – EX 
TUNC 
A REVOGAÇÃO NÃO TEM EFEITOS 
RETROATIVOS – EX NUNC 
Se você ainda não entendeu, explico de outra 
maneira. Uso expressões corporais! 
 
ANULAÇÃO – TEM EFEITOS RETROATIVOS – EX 
TUNC -BATE NA TESTA (quando você bate com 
a sua mão na sua testa, o efeito é você voltar 
com a cabeça para trás, retroagindo) 
 
REVOGAÇÃO – NÃO tem efeitos retroativos– 
EX NUNC – BATE NA NUCA (Quando você bate 
em sua nuca, o efeito é você caminhar para 
frente, não retroagindo) 
Aplicação em concurso: 
FCC - 2007 - TRF-2R - Analista Judiciário - Área Judiciária 
Em relação ao controle do ato administrativo, é correto afirmar que 
a) a revogação do ato administrativo legal e eficaz compete apenas à 
Administração Pública e produzirá efeito ex-nunc. 
b) a anulação do ato administrativo legal e eficaz compete apenas à 
Administração Pública e produzirá efeito ex-tunc. 
c) a revogação pode ser declarada tanto pela Administração Pública 
quanto pelo Poder Judiciário, quando provocado. 
d) a existência de ilegalidade sempre é pressuposto da revogação do ato 
administrativo. 
 
Resposta: Letra a 
A Letra b está errada pois a anulação envolve a ilegalidade de um ato 
administrativo 
A letra c está errada pois o Judiciário não pode revogar um ato 
administrativo, em regra. Depois explico melhor. 
A letra d está errada pois na revogação não se discute a ilegalidade do ato 
administrativo. Na revogação, discute-se o mérito do ato, a conveniência e 
oportunidade 
 
Aplicação em concurso 
CESPE - 2008 - TRT - 5ª Região (BA) - Analista Judiciário - Área Judiciária 
A revogação do ato administrativo ocorre por motivo de conveniência e 
oportunidade e opera efeitos ex nunc. 
Certo Errado 
 
Resposta: certo. Revogação. Não retroage. Ex Nunc. Bate na Nuca. 
 
 
 
 
 
 
15-PIUI – Princípios institucionais do Ministério 
Público 
 
Promotor natural (doutrina e jurisprudência). 
 
Indivisibilidade 
Unidade 
Independência Funcional 
 
Princípio Explicação 
Promotor 
Natural 
Além de ser julgado por um órgão do Judiciário 
independente e pré-constituído, o acusado também tem o 
direito constitucional de ser acusado por um órgão pré-
constituído, vedando-se, por conseqüência, a nomeação de 
promotores ad hoc 
Indivisibilidade o Ministerio Publico consiste em “um todo organico, nao 
estando sujeito a rupturas ou fracionamento” 
 
os membros do Ministerio Publico podem ser substituidos 
uns pelos outros sem que haja alteracao subjetiva na 
relacao jurídica processual 
Unidade Entende-se o Ministerio Publico como “um todo 
organico, sob a mesma direcao, os mesmos 
fundamentos e a as mesmas finalidades” 

Os membros do Ministerio Publico integram 
um so orgao, todos seus membros agindo 
individualmente visando ao atendimento das 
finalidades do Ministerio Publico como um 
todo. 
No entanto, nao contraria o principio da 
unidade, o fato de o Ministerio Publico 
dividir-se em varios ramos 
Independência 
Funcional 
Nao ha hierarquia funcional entre os 
membros do Ministerio Publico 
 
 
Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional 
do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos 
interesses sociais e individuais indisponíveis. 
§ 1º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e 
a independência funcional. 
 
Aplicação em concurso: 
Prova: ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Correição - Prova 3 
São princípios institucionais do Ministério Público, previstos no texto constitucional, a 
unidade, a indivisibilidade, a autonomia decisória e a independência funcional 
 
Resposta: errada 
PIUI. Autonomia decisória não é princípio institucional do Ministério Público 
 
Aplicação em Concurso 
CESGRANRIO - 2008 - TJ-RO - Oficial de Justiça 
Em relação ao Ministério Público estadual, é correto afirmar que além dos princípios 
da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional, assegurados 
expressamente pela Constituição Federal, o STF consagrou, através de sua 
jurisprudência, o princípio do Promotor Natural como um princípio institucional do 
Ministério Público. 
Resposta: certo 
Embora haja divergência na doutrina, cada vez mais o Princípio do Promotor Natural (P 
da dica PIUI) vem sendo reconhecido pela jurisprudência do STF. 
 
Aplicação em concurso 
MP AM 2001 
Em razão do princípio constitucional da unidade, é juridicamente válido que um 
promotor de justiça do MP do Amazonas ofereça denúncia a um juiz de direito do 
Amapá, por exemplo, se este for o competente para julgar a ação penal, caso em que o 
processo dever[á ser acompanhado, doravante, pelo MP amapense. 
Resposta: errado. O Princípio da unidade não permite que os Ministérios Públicos de 
cada Estado exerçam a titularidade da ação penal, oferecendo denúncia, fora das 
comarcas do respectivo Estado 
 
Aplicação em concurso 
PGT - 2009 - PGT - Procurador do Trabalho 
Assinale a alternativa CORRETA: 
a) O Ministério PúblicoEleitoral é uma instituição dotada de autonomia administrativa, 
financeira e orçamentária. 
b) O principio da indivisibilidade não é inerente a todos os Ministérios Públicos que o 
sistema jurídico brasileiro instituiu. 
c) Existe unidade entre o Ministério Público Federal e os Ministérios Públicos 
Estaduais. 
d) O Ministério Público exerce suas funções por meio de órgãos próprios conforme os 
princípios de unidade, indivisibilidade e independência funcional. 
e) Não respondida. 
 
Resposta: Letra d 
 
Aplicação em concurso 
FCC - 2004 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área Administrativa 
A respeito do Ministério Público, é correto afirmar que a unidade e a indivisibilidade 
não são princípios institucionais do Ministério Público, pois suas funções são divididas 
entre Promotores e Procuradores de Justiça. 
Resposta: errado. O fato do Ministério Público ser dividido em carreiras não significa a 
inexistência dos princípios da Unidade e da indivisibilidade 
 
Aplicação em concurso 
CESPE - 2009 - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário - Área Administrativa 
O Ministério Público brasileiro é composto pelo Ministério Público Federal e pelo 
Ministério Público dos Estados e do Distrito Federal. O Ministério Público do Trabalho 
é um dos ramos do Ministério Público Federal. 
Resposta: Errado. O Ministério Público do Trabalho é um dos ramos do Ministério 
Público da União. O fato do Ministério Público ser dividido em ramos não significa 
inexistência do Princípio da Unidade 
Art. 128. O Ministério Público abrange: 
I - o Ministério Público da União, que compreende: 
a) o Ministério Público Federal; 
b) o Ministério Público do Trabalho; 
c) o Ministério Público Militar; 
d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios; 
II - os Ministérios Públicos dos Estados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16-AS LEIS ORÇAMENTÁRIAS SÃO DE INICIATIVA 
EXCLUSIVA DO CHEFE DO EXECUTIVO 
PPA – DOM 
LDO - MP 
 
PPA – DOM 
LDO – MP 
 
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: 
I - o plano plurianual; 
II - as diretrizes orçamentárias; 
III - os orçamentos anuais. 
§ 1º - A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as 
diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de 
capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração 
continuada. 
§ 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da 
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício 
financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá 
sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das 
agências financeiras oficiais de fomento. 
 
Aplicação em concurso: 
 
Prova: CESPE - 2004 - TRE-AL - Técnico Judiciário - Área Administrativa 
A iniciativa do projeto de lei orçamentária anual cabe ao Poder Legislativo. 
Certo Errado 
 
Resposta: errado. A iniciativa é exclusiva do Executivo 
 
Aplicação em concurso: 
CESPE - 2007 - Petrobrás - Advogado 
É de competência exclusiva do Poder Legislativo iniciar o processo legislativo das 
matérias pertinentes ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias e aos 
orçamentos anuais. 
Certo ou errado 
 
Resposta: errado. A competência para iniciar o processo legislativo orçamentário é de 
exclusividade do executivo. 
 
Aplicação em concurso 
FCC - 2009 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista Judiciário - Área Administrativa 
O Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual são 
leis de iniciativa 
a) do Poder Legislativo. 
b) do Poder Judiciário. 
c) do Poder Executivo. 
d) do Poder Executivo em conjunto com o Legislativo. 
e) dos três Poderes em conjunto. 
 
Resposta: letra C. As leis orçamentárias são leis de iniciativa Exclusiva do Poder 
Executivo 
 
 
 
Aplicação em concurso 
 
FCC - 2009 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista Judiciário - Área Judiciária 
As iniciativas das leis orçamentárias (Lei do Plano Plurianual - PPA, Lei de Diretrizes 
Orçamentárias - LDO e Lei do Orçamento Anual - LOA), cujos projetos deverão ser 
apresentados ao Legislativo, privativamente pelo Chefe do Executivo, nos prazos 
estabelecidos pela Constituição Federal, denominam-se 
a) suplementares. 
b) parlamentares. 
c) gerais. 
d) discricionárias. 
e) vinculadas. 
 
Resposta: Letra e. Se a competência é exclusiva do Poder Executivo, isso significa que é 
vinculada, não cabendo a Esse Poder decidir entre iniciar ou não o Processo Legislativo 
orçamentário. 
 
 
 
Aplicação em concurso: 
FCC - 2008 - TRT - 18ª Região (GO) - Analista Judiciário - 
A Constituição Federal, no capítulo das Finanças Públicas e na seção dos orçamentos, 
prevê que leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão 
 
I. o plano plurianual; 
 
II. as diretrizes orçamentárias; 
 
III. os orçamentos anuais. 
 
É correto o que consta em 
a) II e III, apenas. 
b) I e III, apenas. 
c) I, II e III. 
d) I e II, apenas. 
e) III, apenas. 
 
Resposta: Letra c. O PPA, a LDO e a LOA são de iniciativa do Poder Executivo. 
 
Aplicação em concurso: 
 
CESPE - 2009 - ANAC - Técnico Administrativo 
O plano plurianual contém as metas e as prioridades da administração pública federal, 
incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, e orienta a 
elaboração da lei orçamentária anual, entre outras atribuições. 
Certo ou errado 
 
Resposta: errado 
PPA – DOM (Diretrizes, objetivos e Metas) 
LDO – MP (Metas e Prioridades) 
O examinador inverteu as ordens. Por isso, a alternativa está errada. 
 
Aplicação em concurso 
 
FCC - 2005 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista Judiciário - Contabilidade 
A lei que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e metas da 
administração pública federal para as despesas de capital e outras dela decorrentes é a 
a) de diretrizes orçamentárias. 
b) do orçamento anual. 
c) do plano plurianual. 
d) dos planos e programas nacionais. 
e) do plano diretor. 
 
Resposta: letra C 
PPA – DOM (Diretrizes, objetivos e metas) 
 
Aplicação em concurso: 
 
FCC - 2007 - TRE-PB - Analista Judiciário - Área Administrativa 
 
Nos termos da Constituição Federal, compõe a lei de diretrizes orçamentárias: 
a) metas e prioridades para os 4 (quatro) anos do mandato e orientações para 
elaboração do orçamento anual. 
b) orçamento fiscal; orçamento de investimento das estatais; orçamento da 
seguridade social. 
c) metas e prioridades para o exercício subseqüente; alterações na legislação 
tributária; política de aplicação das agências oficiais de fomento. 
d) programas de duração continuada; diretrizes e objetivos para as despesas de 
capital; critérios para limitação de empenho. 
e) todos os investimentos cuja execução ultrapasse um exercício financeiro. 
 
Resposta: Letra C 
LDO – MP (Metas e Prioridades). O PPA é a única das leis orçamentárias que têm 
vigência de 4anos. Por isso, a letra a está errada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 - MP LDO (É A MESMA DICA MNEMÔNICA ACIMA) 
 
Cabe ao Ministério Público elaborar a sua proposta orçamentária dentro dos limites 
estabelecidos na LDO 
 
Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional 
do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos 
interesses sociais e individuais indisponíveis.§ 3º - O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites 
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 
§ 4º Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária 
dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo 
considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores 
aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados 
na forma do § 3º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
VALE PARA O JUDICIÁRIO TAMBÉM! 
 
Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. 
§ 1º - Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites 
estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. 
§ 2º - O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, 
compete: 
I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais 
Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais; 
II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos Presidentes dos 
Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais. 
§ 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas 
orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder 
Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os 
valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites 
estipulados na forma do § 1º deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, 
de 2004) 
 
 
Aplicação em concurso 
 
ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Tecnologia da Informação - Prova 2 
Sobre o Ministério Público da União, assinale verdadeiro ou falso. 
Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do prazo 
estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias (LDO), o Poder Executivo considerará, para fi ns 
de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária 
vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na LDO 
Resposta: certo. 
Não confunda proposta orçamentária como iniciativa exclusiva da Lei orçamentária. 
Cabe ao MP elaborar a sua proposta orçamentária nos limites da LDO. 
 
 
 
17) CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO – URGENTES 
MEDIDA PROVISÓRIA – URGÊNCIA 
 
A Única das Leis orçamentárias que pode ser editada por Medida 
Provisória é o Crédito Extraordinário. E ambos têm como um de seus 
requisitos a URGÊNCIA. Todas as demais NÃO podem (PPA, LDO, LOA, créditos 
adicionais, ou seja os créditos especiais e os suplementares) por vedação Constitucional. 
 
Art. 167.: (...) 
§ 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a 
despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna 
ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62. 
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar 
medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso 
Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001) 
I - relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
(...) 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e 
suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001) 
 
Aplicação em concurso 
 
ESAF - 2004 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Comum a todos - Prova 2 
Na questão abaixo, relativa às finanças públicas, marque a única opção correta. 
 a) Segundo a CF/88, as disponibilidades de caixa dos municípios poderão ser 
depositadas em instituições financeiras oficiais ou privadas, a critério do município. 
 b) Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao 
orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelo Congresso Nacional, 
em sessão conjunta, unicameral. 
 c) Segundo a CF/88, é possível o uso de Medida Provisória com a finalidade de 
abertura de crédito extraordinário para atender a despesas decorrentes de comoção 
interna. 
 d) A CF/88 autoriza, em caráter excepcional, a concessão de empréstimos, pelo 
Governo Federal, a municípios, inclusive por antecipação de receita, para pagamento 
de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista. 
 e) A vedação de vinculação de receita de impostos a despesas, prevista na CF/88, 
impede a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos municipais para a 
prestação de garantia à União. 
 
Resposta: Letra c 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 – PATRIMÔNIO NACIONAL NÃO É A 
MESMA COISA QUE BEM PÚBLICO DE 
DOMÌNIO DA UNIÃO 
 
SÃO PATRIMONIO NACIONAL: FA/MA/PM/ZC/SM 
 
FA 
MA 
PM 
ZC 
SM 
 
Nós Queríamos ter muita FAMA. Moravamos com nosso Pai e com nossa Mãe. Como somos 
mineiros, gostaríamos muito de morar na praia, ou seja, na Zona Costeira ou na Serra do Mar. 
 
 
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo 
e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-
lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. 
§ 4º - A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-
Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro 
de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos 
naturais. 
 
 
Aplicação em concurso CESPE/OAB/1º EXAME/2009 
Tendo em vista as normas sobre meio ambiente constantes da CF, assinale a opção correta. 
A Em face do princípio constitucional da livre iniciativa, os recursos minerais podem ser 
explorados independentemente de autorização ou de concessão do poder público, mas o 
explorador deve promover a recuperação do meio ambiente degradado de 
acordo com as normas técnicas exigidas pela administração. 
B O meio ambiente é bem de uso especial, sob domínio do Estado, e sua utilização se dá por 
interesse da administração. 
C Compete à União, aos estados e ao DF legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, 
conservação da natureza, proteção do meio ambiente e controle da poluição. Aos municípios 
cabe suplementar a legislação federal e a estadual, no que couber. 
D A floresta amazônica brasileira, a mata atlântica e o pantanal mato-grossense são 
considerados patrimônio nacional. Assim também o são a Serra do Mar, a zona costeira, o 
cerrado e a caatinga, devendo a utilização de qualquer dessas áreas dar-se na forma 
da lei. 
 
 
Resposta: Letra c. Veja a letra d. Ela coloca 2 biomas importantíssimos, mas que não foram 
escolhidos pelo Legislador Constituinte como patrimônio Nacional. Portanto muito Cuidado. 
Segundo a Constituição Cerrado e Caatinga não são patrimônio nacional 
 
 
Aplicação em concurso: (OAB CESPE Nacional Exame 2009.3) O § 4.º do 
art. 225 da CF estabelece que “a Floresta Amazônica brasileira, a Mata 
Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona 
Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma 
da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio 
ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais”. Em face 
desse dispositivo, assinale a opção correta. 
a) Tal preceito constitucional converteu em bens públicos os imóveis 
particulares abrangidospelas florestas e pelas matas nele referidas. 
b) A mata atlântica, que integra o patrimônio nacional, é considerada bem 
da União. 
c) O poder público está impedido de promover a desapropriação de 
imóveis rurais para fins de reforma agrária nas áreas referidas no 
preceito constitucional em apreço. 
d) Os proprietários dos imóveis particulares inseridos nas florestas e matas 
referidas nesse dispositivo constitucional podem utilizar os recursos 
naturais existentes nessas áreas, desde que observadas as prescrições 
legais e respeitadas as condições necessárias à preservação ambiental. 
 
Resposta: Letra d. O fato de ser patrimônio nacional não significa que a 
Constituição desapropriou todos os bens particulares existentes na 
Floresta Amazônica, na Mata Atlântica, no Pantanal, Na Zona Costeira ou 
na Serra do Mar. A Constituição apenas deu uma importância maior para 
esses biomas. Por essa razão, a letra a está errada. 
Patrimônio nacional não é a mesma coisa que bem de domínio da União, o 
que não impede-a de desapropriar os bens privados existentes nas áreas 
denominadas patrimônio nacional. Por isso, a letra c está errada. 
Os bens que são de domínio da União estão previstos no artigo 20 da CF 
 
Art. 20. São bens da União: 
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; 
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e 
construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, 
definidas em lei; 
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que 
banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a 
território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias 
fluviais; 
IV - as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias 
marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as áreas referidas no art. 
26, II; 
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias 
marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a 
sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade 
ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;(Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 46, de 2005) 
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; 
VI - o mar territorial; 
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos; 
VIII - os potenciais de energia hidráulica; 
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo; 
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; 
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A competência da União, do art. 22 da CRFB, para legislar privativamente: 
CAPACETE de PM 
 
Comercial 
Agrário 
Penal 
Aeronáutico 
Civil 
Eleitoral 
Trabalho 
Espacial 
 
Processual 
Marítimo 
 
PODER JUDICIÁRIO: art. 92 e seguintes 
 
Número de Ministros dos Tribunais Superiores: 
 
S.T.F. (Supremo Tribunal Federal) - Somos Time de Futebol - 
time de futebol tem qtos jogadores? 11 ministros! 
 
S.T.J (Superior Tribunal de Justiça) - Somos Todos de Jesus - 
com qtos anos jesus morreu? 33 ministros! 
 
T.S.T (Tribunal Superior do Trabalho) - 
Trinta Sem Tres - esse é matemática. 27 ministros! 
 
T.S.E. (Tribunal Superior Eleitoral) - pega o T e põe depois do E! faz o que? SET isso mesmo, 7 
ministros!. 
 
S.T.M (Superior Tribunal Militar) - Somos Todas Moças - com qts anos as meninas viram 
moçinhas? 15 ministros!!! 
 
 
 
7. Este macete é muito interessante. Auxilia na memorização de todos os cargos exclusivos 
de brasileiros natos previstos pela constituição federal. 
 
Para lembrar de tais cargos, lembre de MP3.COM 
 
Vejamos: 
 
Ministro do STF 
Presidente e Vice Presidente da República 
Presidente do Senado Federal 
Presidente da Câmara dos Deputados 
. 
Carreira Diplomática 
Oficial das Forças Armadas 
Ministro de Estado de Defesa 
 
8. Este macete irá lhe auxiliar na memorização de todos os ramos do direito em que a 
competência para legislar é concorrente entre a união, estados e DF. 
 
Lembre-se de PUTO-FE: 
 
Penitenciário 
Urbanístico 
Tributário 
Orçamentário 
 
Financeiro 
Econômico

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