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DICAS MNEMÔNICAS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEANDRO EUSTÁQUIO DE MATOS MONTEIRO IGOR DE MATOS MONTEIRO AGRADECIMENTOS Nota dos autores A palavra mnemônica provém do termo grego menmóne, que significa recordação. Pode se aplicar a qualquer técnica de memorização. Mesmo assim, é mais utilizada para designar técnicas baseadas em palavras, em especial os acrônimos e os versos. 1)SOCIDIVAPLU Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político Aplicação em concurso: FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa Soberania, cidadania e pluralismo político, de acordo com a Constituição Federal, constituem a) fundamentos da República Federativa do Brasil. b) princípios que regem a República Federativa do Brasil nas suas relações internacionais. c) objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. d) direitos políticos coletivos. e) garantias fundamentais. Resposta: letra a A Fundação Carlos Chagas adora os fundamentos da República Federativa do Brasil. Portanto, SOCIDIVAPLU sempre. APLICAÇÃO EM CONCURSO Prova: FCC - 2007 - TRE-SE - Técnico Judiciário - Área Administrativa De acordo com a Constituição Federal do Brasil de 1988, são fundamentos da República Federativa do Brasil a a) dignidade da pessoa humana, o pluralismo político, a defesa da paz, a independência nacional e a igualdade entre os Estados. b) soberania, a cidadania, a independência nacional, a dignidade da pessoa humana e a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. c) soberania, a independência nacional, o repúdio ao terrorismo e ao racismo, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e a defesa da paz. d) cidadania, a dignidade da pessoa humana, a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, a independência nacional e a defesa da paz. e) soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Resposta: Letra e. Veja que a resposta repete exatamente a DICA APLICAÇÃO EM CONCURSO FCC - 2007 - TRF-2R - Auxiliar Judiciário - Área Administrativa Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Princípios Fundamentais; NÃO é considerado um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, de acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988: a) garantir o desenvolvimento nacional. b) a soberania. c) os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. d) a cidadania. e) o pluralismo político. Resposta: Letra a. Não tem palavra com as iniciais GA (da palavra garantia) na DICA. Simples assim! APLICAÇÃO EM CONCURSO FCC - 2007 - TRT-23R - Analista Judiciário - Área Administrativa O pluralismo político é um dos a) princípios da administração pública direta e indireta. b) objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. c) fundamentos da República Federativa do Brasil. d) princípios norteadores da República Federativa do Brasil nas suas relações internacionais. e) direitos sociais assegurados pela Constituição Federal do Brasil. RESPOSTA: Letra C. Agora sim. SOCIDIVAPLU no examinador. Nunca mais você vai errar! APLICAÇÃO EM CONCURSO ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Tecnologia da Informação - Prova 2 Sobre Teoria Geral do Estado e princípios fundamentais na Constituição Federal de 1988, assinale a única opção correta. a) Não é elemento essencial do princípio federativo a existência de dois tipos de entidade - a União e as coletividades regionais autônomas. b) Rege a República Federativa do Brasil, em suas relações internacionais, o princípio da livre iniciativa. c) O pluralismo político, embora desdobramento do princípio do estado Democrático de Direito, não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. d) O princípio republicano tem como características essenciais: a eletividade, a temporariedade e a necessidade de prestação de contas pela administração pública. e) É um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, expresso no texto constitucional, a garantia do desenvolvimento nacional e a busca da auto-suficiência econômica. Resposta: Letra D. Veja que na letra c o examinador afirma que o Pluralismo Político não é um dos fundamentos da República. LEMBRE-SE SEMPRE SOCIDIVAPLU EJEF - 2007 - TJ-MG - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Constituem fundamentos da República Federativa do Brasil a) o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem- estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça, mediante a construção de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, nas ordens interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias. b) a soberania; a cidadania; a dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; o pluralismo político. c) construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. d) independência nacional; prevalência dos direitos humanos; igualdade entre os Estados; defesa da paz; solução pacífica dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo; cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. Resposta: Letra b. SOCIDIVAPLU Aplicação em concurso: (CESPE/TFCE/TCU/2007) O pluralismo político que fundamenta a República Federativa do Brasil é conceito relacionado exclusivamente ao pluralismo partidário. Resposta: errado O fundamento do pluralismo político relaciona-se com todas as manifestações políticas que ocorrem na sociedade. . 2) OBJETIVOS FUNDAMENTAIS: TODOS SÃO VERBOS Já dizia Celso Bastos: A Idéia de objetivos não pode ser confundida com a de fundamentos, muito embora, algumas vezes, isso possa ocorrer. Os fundamentos são inerentes ao Estado, fazem parte de sua estrutura. Quanto aos objetivos, estes consistem em algo exterior que deve ser perseguido” Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Preste atenção: o primeiro Titulo da Constituição trata dos Princípios Fundamentais, dos artigos 1º ao 4º. Tais princípios são chamados fundamentais pois formam a base da organização do Estado. O artigo 1º fala dos fundamentos: Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. O artigo 2º fala dos Poderes Por sua vez, o artigo 3º fala dos objetivos fundamentais. Já vimos que todos os objetivos fundamentais são verbos. Não custa repetir. Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Aplicação em concurso: (CESPE/ASSESSOR TÉCNICO DE CONTROLE E ADMINISTRAÇÃO/ TCE/ RN/ 2009) Entre os objetivos da República Federativa do Brasil, destaca-se a valorização social do trabalho e da livre iniciativa, pois, por meio do trabalho, o homem garante sua subsistência e o consequente crescimento do país. Resposta: errado. A valorização social do trabalho e da livre iniciativa é um dos fundamentos e não um objetivo fundamental. Como vimos acima, Os objetivos fundamentais estão expressos no art. 3° da CF/88 e visam todos eles começam com um verbo. Aplicação em concurso CESPE/AGENTE DE INTELIGÊNCIA/ABIN/2008) Constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação. Dessa forma, contraria a CF a exigência, contida em editais de concursos públicos, sem o devido amparo legal, de limite de idade mínima ou máxima para inscrição. Resposta: certo Promover o bem de todos sem preconceito é um desses objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. Segundo a jurisprudência, sem razoabilidade e amparo legal, não se pode determinar idades, mínima ou máxima. No entanto, Lembre-se da Súmula nº 683 do STF, nos termos seguintes: “O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.” Já o artigo 4º, que é o último do título que trata dos Princípios fundamentais, relata a regência da Repùblica Federativa do Brasil no âmbito internacional. Todos são substantivos, e não repetem nenhum dos fundamentos previstos no artigo 1º. Aplicação em concurso: (CESPE/AGU ADMINISTRATIVO/SUPERIOR/06/06/2010) Entre os princípios fundamentais do Estado brasileiro, incluem-se a dignidade da pessoa humana, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a concessão de asilo político. Além disso, a República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações CERTO OU ERRADO Resposta: certo. O examinador cobrou quais são os princípios fundamentais, ou seja, tudo que pudesse estar entre os artigos 1º ao 4º da CF. Todos os substantivos que estão na questão acima, estão arrolados, ora como fundamentos, ora como regência da República Federativa do Brasil no âmbito internacional Portanto, Não confunda princípios Fundamentais, que é o nome do Tìtulo, com fundamentos, nem com objetivos fundamentais, que são os capítulos que estão no Título I da Constituição. 3)Direitos e deveres PREVISTOS NO CAPUT DO ARTIGO 5º : Veja PSIL: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo- se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: OBVIO QUE ESSA LISTA É EXEMPLIFICATIVA. Existem outros inúmeros direitos consagrados, tanto para brasileiros como para estrangeiros. Aplicação em concurso (CESPE/AGENTE PENITENCIÁRIO/AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIO/SEJUS/ES/2009) O direito fundamental à vida é hierarquicamente superior a todos os demais direitos humanos, estejam eles previstos na CF ou na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Resposta: errado. Não há hierarquia entre os direitos consagrados no caput do artigo 5º. Aplicação em concurso (CESPE/PROCURADOR/MINISTÉRIO PÚBLICO – TO/2006) O direito constitucional à vida, no Brasil, abrange apenas sua forma extrauterina. Resposta: errado O direito à vida, no Brasil, protege, inclusive, sua forma intra-uterina. As pessoas jurídicas regularmente constituídas têm direito à vida (à existência autônoma), a partir do registro dos seus atos constitutivos no órgão competente (nas Juntas Comerciais ou no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas, conforme o caso). Aplicação em concurso (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/AM/2008) Embora o art. 5.º da CF disponha de forma minuciosa sobre os direitos e as garantias fundamentais, ele não é exaustivo e não exclui outros direitos. Resposta: certo . Os direitos e garantias fundamentais estão disciplinados no Título II (arts. 5º a 17), Nesse Título II, os direitos e garantias fundamentais foram divididos em cinco grupos, a saber: a) direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º); b) direitos sociais (arts. 6º a 11); c) direitos de nacionalidade (arts. 12 e 13); d) direitos políticos (arts. 14 a 16); e) direitos de existência dos partidos políticos (art. 17). Há, também, diversos direitos fundamentais presentes em outros dispositivos da nossa Constituição. O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, por exemplo, é um direito fundamental e está previsto no art. 225 da Constituição Federal. Nesse sentido, A Constituição (art. 5º, § 2º): “Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.” Aplicação em concurso: (CESPE/AUXILIAR DE TRÂNSITO/SEPLAG/DETRAN/DF/2008) O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado direito fundamental de terceira geração. Resposta: certo ADI 3540 MC / DF - DISTRITO FEDERAL MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Relator(a): Min. CELSO DE MELLO Julgamento: 01/09/2005 Órgão Julgador: Tribunal Pleno E M E N T A: MEIO AMBIENTE - DIREITO À PRESERVAÇÃO DE SUA INTEGRIDADE (CF, ART. 225) - PRERROGATIVA QUALIFICADA POR SEU CARÁTER DE METAINDIVIDUALIDADE - DIREITO DE TERCEIRA GERAÇÃO (OU DE NOVÍSSIMA DIMENSÃO) QUE CONSAGRA O POSTULADO DA SOLIDARIEDADE - NECESSIDADE DE IMPEDIR QUE A TRANSGRESSÃO A ESSE DIREITO FAÇA IRROMPER, NO SEIO DA COLETIVIDADE, CONFLITOS INTERGENERACIONAIS - ESPAÇOS TERRITORIAIS ESPECIALMENTE PROTEGIDOS (CF, ART. 225, § 1º, III) - ALTERAÇÃO E SUPRESSÃO DO REGIME JURÍDICO A ELES PERTINENTE - MEDIDAS SUJEITAS AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE LEI - SUPRESSÃO DE VEGETAÇÃO EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - POSSIBILIDADE DE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CUMPRIDAS AS EXIGÊNCIAS LEGAIS, AUTORIZAR, LICENCIAR OU PERMITIR OBRAS E/OU ATIVIDADES NOS ESPAÇOS TERRITORIAIS PROTEGIDOS, DESDE QUE RESPEITADA, QUANTO A ESTES, A INTEGRIDADE DOS ATRIBUTOS JUSTIFICADORES DO REGIME DE PROTEÇÃO ESPECIAL - RELAÇÕES ENTRE ECONOMIA (CF, ART. 3º, II, C/C O ART. 170,VI) E ECOLOGIA (CF, ART. 225) - COLISÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS - CRITÉRIOS DE SUPERAÇÃO DESSE ESTADO DE TENSÃO ENTRE VALORES CONSTITUCIONAIS RELEVANTES - OS DIREITOS BÁSICOS DA PESSOA HUMANA E AS SUCESSIVAS GERAÇÕES (FASES OU DIMENSÕES) DE DIREITOS (RTJ 164/158, 160-161) - A QUESTÃO DA PRECEDÊNCIA DO DIREITO À PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE: UMA LIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL EXPLÍCITA À ATIVIDADE ECONÔMICA (CF, ART. 170, VI) - DECISÃO NÃO REFERENDADA - CONSEQÜENTE INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR. A PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE: EXPRESSÃO CONSTITUCIONAL DE UM DIREITO FUNDAMENTAL QUE ASSISTE À GENERALIDADE DAS PESSOAS. - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Trata-se de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que assiste a todo o gênero humano (RTJ 158/205-206). Incumbe, ao Estado e à própria coletividade, a especial obrigação de defender e preservar, em benefício das presentes e futuras gerações, esse direito de titularidade coletiva e de caráter transindividual (RTJ 164/158-161). O adimplemento desse encargo, que é irrenunciável, representa a garantia de que não se instaurarão, no seio da coletividade, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade, que a todos se impõe, na proteção desse bem essencial de uso comum das pessoas em geral. Doutrina. A ATIVIDADE ECONÔMICA NÃO PODE SER EXERCIDA EM DESARMONIA COM OS PRINCÍPIOS DESTINADOS A TORNAR EFETIVA A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE. - A incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida por interesses empresariais nem ficar dependente de motivações de índole meramente econômica, ainda mais se se tiver presente que a atividade econômica, considerada a disciplina constitucional que a rege, está subordinada, dentre outros princípios gerais, àquele que privilegia a "defesa do meio ambiente" (CF, art. 170, VI), que traduz conceito amplo e abrangente das noções de meio ambiente natural, de meio ambiente cultural, de meio ambiente artificial (espaço urbano) e de meio ambiente laboral. Doutrina. Os instrumentos jurídicos de caráter legal e de natureza constitucional objetivam viabilizar a tutela efetiva do meio ambiente, para que não se alterem as propriedades e os atributos que lhe são inerentes, o que provocaria inaceitável comprometimento da saúde, segurança, cultura, trabalho e bem-estar da população, além de causar graves danos ecológicos ao patrimônio ambiental, considerado este em seu aspecto físico ou natural. A QUESTÃO DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL (CF, ART. 3º, II) E A NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE (CF, ART. 225): O PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO FATOR DE OBTENÇÃO DO JUSTO EQUILÍBRIO ENTRE AS EXIGÊNCIAS DA ECONOMIA E AS DA ECOLOGIA. - O princípio do desenvolvim ento sustentável, além de impregnado de caráter eminentemente constitucional, encontra suporte legitimador em compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro e representa fator de obtenção do justo equilíbrio entre as exigências da economia e as da ecologia, subordinada, no entanto, a invocação desse postulado, quando ocorrente situação de conflito entre valores constitucionais relevantes, a uma condição inafastável, cuja observância não comprometa nem esvazie o conteúdo essencial de um dos mais significativos direitos fundamentais: o direito à preservação do meio ambiente, que traduz bem de uso comum da generalidade das pessoas, a ser resguardado em favor das presentes e futuras gerações. O ART. 4º DO CÓDIGO FLORESTAL E A MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.166-67/2001: UM AVANÇO EXPRESSIVO NA TUTELA DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. - A Medida Provisória nº 2.166-67, de 24/08/2001, na parte em que introduziu significativas alterações no art. 4o do Código Florestal, longe de comprometer os valores constitucionais consagrados no art. 225 da Lei Fundamental, estabeleceu, ao contrário, mecanismos que permitem um real controle, pelo Estado, das atividades desenvolvidas no âmbito das áreas de preservação permanente, em ordem a impedir ações predatórias e lesivas ao patrimônio ambiental, cuja situação de maior vulnerabilidade reclama proteção mais intensa, agora propiciada, de modo adequado e compatível com o texto constitucional, pelo diploma normativo em questão. - Somente a alteração e a supressão do regime jurídico pertinente aos espaços territoriais especialmente protegidos qualificam-se, por efeito da cláusula inscrita no art. 225, § 1º, III, da Constituição, como matérias sujeitas ao princípio da reserva legal. - É lícito ao Poder Público - qualquer que seja a dimensão institucional em que se posicione na estrutura federativa (União, Estados-membros, Distrit o Federal e Municípios) - autorizar, licenciar ou permitir a execução de obras e/ou a realização de serviços no âmbito dos espaços territoriais especialmente protegidos, desde que, além de observadas as restrições, limitações e exigências abstratamente estabelecidas em lei, não resulte comprometida a integridade dos atributos que justificaram, quanto a tais territórios, a instituição de regime jurídico de proteção especial (CF, art. 225, § 1º, III). D Uma questão recorrente é aquela que cobra a noção da possibilidade do acesso a cargos, empregos e funções públicas, tanto para brasileiros, como para estrangeiros Aplicação em concurso: TJ-SC - 2009 - TJ-SC - Juiz Quanto à administração pública é correto dizer que a) É permitida a vinculação ou equiparação de espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. b) A administração fazendária e seus servidores terão precedência sobre os demais setores, na forma da lei. c) Adquire estabilidade, após dois anos de efetivo exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. d) Admite-se a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos. e) Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos legais e vedados aos estrangeiros. Resposta: letra b A letra e está errada pois os cargos, empregos e funções públicas não são vedadas aos estrangeiros Aplicação em concurso FCC - 2010 - DPE - SP - Agente de Defensoria - Comunicação Social De acordo com a Constituição Federal e sem prejuízo do disposto na legislação infraconstitucional pertinente, poderão ser servidores públicos os a) brasileiros aprovados em concurso público, vedada, em qualquer caso, a participação de estrangeiros. b) estrangeiros aprovados em concurso público de provas ou de títulos para preenchimento de, no máximo, um terço das vagas. c) estrangeiros, desde que naturalizados, ou brasileiros aprovados em concurso de provas ou de títulos. d) brasileiros aprovados em concurso de provas ou títulos, dispensado este requisito para o preenchimento de emprego público. e) brasileiros e estrangeiros aprovados em concurso de provas ou de provas e títulos, que preencham os requisitos estabelecidos em lei Resposta: Letra e Aplicação em concurso: (CESPE/DEFENSOR PÚBLICO/DPE-ES/2009) Considere que o estrangeiro Paul, estando de passagem pelo Brasil, tenha sido preso e pretenda ingressar com habeas corpus, visando questionar a legalidade da sua prisão. Nesse caso, conforme precedente do STF, mesmo sendo estrangeiro não residente no Brasil, Paul poderá valer-se dessa garantia constitucional. Resposta: certo Embora o caput do art. 5º da Constituição diga textualmente que os direitos e garantias fundamentais são garantidos aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país, O STF amplia essa possibilidade também aos estrangeiros nãoresidentes no país. O Informativo 502 do STF transcreveu decisão do Ministro Celso de Mello reconhecendo o direito de estrangeiro não-residente de impetrar habeas-corpus, afastando a interpretação literal do caput do artigo 5, da CF/88. Eis um pequeno trecho: "o fato de o paciente ostentar a condição jurídica de estrangeiro e de não possuir domicílio no Brasil não lhe inibe, só por si, o acesso aos instrumentos processuais de tutela da liberdade nem lhe subtrai, por tais razões, o direito de ver respeitadas, pelo Poder Público, as prerrogativas de ordem jurídica e as garantias de índole constitucional que o ordenamento positivo brasileiro confere e assegura a qualquer pessoa que sofra persecução penal instaurada pelo Estado" (STF, HC 94016 MC/SP, rel. Min. Celso de Mello, j. 7/4/2008). Aplicação em concurso. (CESPE/ANAC/2009) A CF assegura a validade e o gozo dos direitos fundamentais, dentro do território brasileiro, ao estrangeiro em trânsito, que possui, igualmente, acesso às ações, como o mandado de segurança e demais remédios constitucionais. Resposta: correta. Mas posteriormente o item foi anulado. Como vimos acima, os estrangeiros não residentes no pais, em transito, tem direito a Impetrar habeas corpus, Porém, a questão se referiu a todos os "demais remédios constitucionais". Ao empregar este termo, acabou incluindo o estrangeiro como titular do direito de impetrar ação popular, e isso está errado, já que somente o cidadão brasileiro é que poderá fazer uso de tal remédio. Segundo Constituição Federal/88, no inciso LXXIII do art.5º: Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. Instrumento de defesa de interesses difusos e coletivos, a ação popular está prevista em nossa legislação infraconstitucional na Lei nº. 4.717, de 1965. Somente a pessoa física portadora de título de eleitor tem legitimação para propor a ação popular. Nos termos da lei, cidadão é o eleitor, e o estrangeiro não pode ser eleitor. Nos termos do § 5º do art. 6º da Lei da Ação Popular, faculta-se a qualquer cidadão habilitar-se como litisconsorte ou assistente do cidadão autor da ação popular. O eleitor menor de 18 anos poderá, mediante representação, propor a ação popular. O STJ ratifica essa orientação. EDcl no REsp 538240 / MG EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL 2003/0091046-2 Relator(a) Ministra ELIANA CALMON (1114) Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 17/04/2007 Data da Publicação/Fonte DJ 30/04/2007 p. 300 Ementa PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – AÇÃO POPULAR – FALTA DE COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE CIDADÃO (CÓPIA DE TÍTULO DE ELEITOR) – ART. 1º, § 3º DA LEI 4.717/65 – EXTINÇÃO DO PROCESSO NO SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO – AUSÊNCIA DE CONDIÇÃO DA AÇÃO – ART. 13 DO CPC: INAPLICABILIDADE – ERRO MATERIAL QUE SE CORRIGE. 1. Indicação equivocada de que o julgamento teria ocorrido por maioria por considerar como voto vencido a manifestação do advogado de uma das partes. Erro material que se corrige para afastar-se a conclusão de que ocorreu cerceamento de defesa e desobediência ao art. 530 do CPC. 2. Tese em torno da aplicação dos arts. 13 e 284 do CPC analisadas expressamente pelo Tribunal a quo, o que afasta a negativa de vigência do art. 535 do CPC. 3. O art. 5º, LXIII da CF/88 e o art. 4.717/65 estabelecem que somente o cidadão tem legitimidade ativa para propor ação popular. 4. Considera-se cidadãos os brasileiros natos ou naturalizados e os portugueses equiparados no pleno exercício dos seus direitos políticos. 5. Tratando-se a legitimidade ativa de condição da ação e não representação processual, afasta-se a aplicação dos arts. 13 e 284 do CPC, não sendo possível permitir que a parte traga aos autos cópia do título eleitoral ou documento que a ele corresponda. Correta extinção do feito sem julgamento do mérito. 6. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para negar provimento ao recurso especial. Aplicação em concurso ESAF - 2002 - MRE - Assistente de Chancelaria Disciplina: Direito Constitucional | A respeito da ação popular é correto dizer que Somente o Ministério Público pode propor ação popular. Resposta: errado. Apenas o cidadão, no perfeito gozo dos seus direitos políticos, pode ajuizar a ação popular 4) ALGUNS CARGOS PRIVATIVOS DE BRASILEIROS NATOS – MP3.COM MINISTRO DO STF PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE PRESIDENTE DA CAMARA PRESIDENTE DO SENADO CARREIRA DIPLOMÁTICA OFICIAL DAS FORÇAS ARMADAS MINISTRO DA DEFESA Art. 12. São brasileiros: (...) § 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: I - de Presidente e Vice-Presidente da República; II - de Presidente da Câmara dos Deputados; III - de Presidente do Senado Federal; IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; V - da carreira diplomática; VI - de oficial das Forças Armadas. VII - de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999) Aplicação em concurso (CESPE/AJAA - TRT 5ª/2009) O cargo de ministro do TST exige a situação de brasileiro nato para seu provimento. Resposta: Errado. No Judiciário, somente o cargo de Ministro do STF é privativo de brasileiro nato, segundo a Constituição em seu art. 12, §3º. Aplicação em concurso (CESPE/Juiz Substituto - TJ-AC/2007) O presidente do Conselho Nacional de Justiça pode ser brasileiro naturalizado. Resposta: errado. No Judiciário, somente o cargo de Ministro do STF é privativo de brasileiro nato, certo? Ocorre o presidente do CNJ é o presidente do STF! Ou seja, deve ser obrigatoriamente um brasileiro nato. Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 61, de 2009) I - o Presidente do Supremo Tribunal Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 61, de 2009) II - um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, indicado pelo respectivo tribunal; III - um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, indicado pelo respectivo tribunal; IV - um desembargador de Tribunal de Justiça, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; V - um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; VI - um juiz de Tribunal Regional Federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; VII - um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; VIII - um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; IX - um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; X - um membro do Ministério Público da União, indicado pelo Procurador-Geral da República; XI um membro do Ministério Público estadual, escolhido pelo Procurador-Geral da República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição estadual; XII - dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; XIII - dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. § 1º O Conselho será presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal e, nas suas ausências e impedimentos, pelo Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 61, de 2009) § 2º Os demais membros do Conselho serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovadaa escolha pela maioria absoluta do Senado Federal . Aplicação em concurso: FCC - 2007 - TRF-2R - Técnico Judiciário - Área Administrativa Em caso de impedimento do Presidente e do Vice- Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente a) do Conselho da República, o da Câmara dos Deputados e o do Congresso Nacional. b) do Supremo Tribunal Federal, o do Congresso Nacional e o do Senado Federal. c) da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal. d) do Congresso Nacional, do Superior Tribunal de Justiça e o do Senado Federal. e) do Conselho de Defesa, o do Senado Federal e o do Conselho Nacional de Justiça. Resposta: Letra c. É fácil lembrar de alguns dos cargos privativos de Brasileiro Nato. São aqueles que estão na linha sucessória do Presidente da República: Vice-Presidente, Presidente da Câmara, Presidente do Senado e Presidente do STF. Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - DPF - Agente da Polícia Federal São privativos de brasileiro nato os cargos de ministro de Estado da Defesa, ministro de Estado da Fazenda e de oficial da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica. Certo Errado Resposta: errado. Os cargos de Ministro da Fazenda, oficial do Exército ou da Aeronáutica não são privativos de Brasileiro nato Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - TRE-MA - Técnico Judiciário - Área Administrativa Segundo a CF, não é privativo de brasileiro nato o cargo de a) ministro do STF. b) ministro de Estado da Defesa. c) carreira diplomática. d) oficial das Forças Armadas. e) senador da República. Resposta: Letra E. A Letra S (inicial da palavra Senador) não se encontra na nossa dica: MP3.COM Aplicação em concurso: CESPE - 2008 - MTE - Agente Administrativo Mesmo que cumpridos os demais requisitos legais, Antônio não poderia ocupar o cargo de ministro das Relações Exteriores, já que esse cargo é privativo de brasileiro nato. Certo Errado Resposta: errado. O Cargo de Ministro das Relações Exteriores não é privativo de Brasileiro Nato CUIDADO! Existem outros cargos que também são privativos de Brasileiros natos, como os 6 cidadãos que fazem parte do Conselho da República, que não se confunde com o Conselho de Defesa Nacional, embora tenham os 2 Conselhos atribuições comuns. Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam: I - o Vice-Presidente da República; II - o Presidente da Câmara dos Deputados; III - o Presidente do Senado Federal; IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados; V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal; VI - o Ministro da Justiça; VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução. A Propriedade de empresa jornalística também, dentre outros, só pode ser de propriedade privada de brasileiro nato. Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco - Diplomata - 1ª Etapa BRANCO O Conselho da República, previsto como órgão superior de consulta do Presidente da República, nos termos da Constituição Federal, cuida de relevantes assuntos da vida do Estado. Acerca da atuação desse Conselho, assinale a opção correta. a) O Ministro de Estado das Relações Exteriores dele participa como membro nato e, portanto, está dispensado de convocação para as reuniões. b) O Conselho da República decide, em última instância, sobre questões relevantes para a estabilidade e a continuidade das instituições democráticas. c) Algumas atribuições do Conselho da República são compartilhadas com o Conselho de Defesa Nacional, com o qual, no entanto, o primeiro não se confunde. d) O Conselho da República é composto por membros do Poder Executivo, do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e da sociedade civil. e) Havendo composição plena, o Conselho da República atua de forma conjunta com o Conselho Nacional de Justiça. Resposta: Letra c. A letra a está errada por 2 razões. Primeiro porque o cargo de Ministro das Relações Exteriores não é privativo de brasileiro nato. Segundo porque esse Ministro não participa do Conselho da Defesa. A letra B está errada pois as atribuições ali previstas não são do Conselho da República. A letra D está errada pois membros do Judiciário não fazem parte do Conselho da Republica. A letra E está errada pois não existe aquela previsão na CF Aplicação em concurso ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Tecnologia da Informação - Prova 2 Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Ordem Social – Seguridade Social; Sobre políticas públicas, assinale a única opção correta. a) A Constituição Federal veda de forma expressa aos Estados repasse de recursos públicos a entidades privadas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica. b) O casamento civil, cuja celebração, conforme definido no texto constitucional, é gratuita, pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano, nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos. c) A decisão pela não renovação da concessão ou permissão para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens dependerá de aprovação, no mínimo, da maioria absoluta dos membros de cada uma das Casas do Congresso Nacional, em votação secreta. d) O meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem de uso comum do povo, sendo exclusivo do Poder Público o dever de defendê-lo e preservá-lo para as futuras gerações. e) A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, sendo vedada a participação de pessoa jurídica no capital social da empresa. Resposta: letra b. A letra é está errada porque as Pessoas Jurídica constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País também podem ser proprietárias de empresas jornalísticas e de radiofusão sonora e de sons e imagens. Aplicação em concurso: CESPE - 2008 - STF - Analista Judiciário - Área Administrativa O cargo de ministro do STJ é privativo de brasileiro nato. Resposta: errado Aplicação em concurso FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área Judiciária É cargo privativo de brasileiro nato: a) Ministro do Tribunal Superior do Trabalho. b) Ministro do Superior Tribunal de Justiça. c) Procurador Geral da República. d) Ministro de Estado da Defesa. e) Governador de Estado, Território e do Distrito Federal. Resposta: Letra d 5) ENTES AUTONOMOS FEDERADOS MDEU – A Constituição de 1988 MDEU uma nova forma de organização da República Federativa do Brasil, nome do nosso Estado. O importante aqui é saber que os entes federados autônomos são os Municípios, os Estados- Federados, o Distrito Federal e a União. Cuidado: os territórios não são entes autônomos. art. 18. A organizaçãopolítico-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. § 1º Brasília é a Capital Federal. § 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. Aplicação em concurso: (CESPE/Promotor-MPE-RN/2009) Existia no Brasil um federalismo de segundo grau até a promulgação da CF, após a qual o país passou a ter um federalismo de terceiro grau. Resposta: certo. Até antes da CF/88, apenas os Estados e a União tinham autonomia consagrada na Constituição. Era de segundo Agora, temos um de 3º grau prevendo a autonomia dos Municípios. Aplicação em concurso: CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico - Administrativo Os estados-membros não possuem a soberania, entretanto gozam de autonomia ilimitada. Certo Errado Resposta: errado. Apenas a República Federativa do Brasil possui soberania. Os entes federados não. Eles têm autonomia, muito embora ela não seja ILIMITADA. É isso que faz a assertiva errada. Existem algumas situações em que a União pode intervir nos Estados e nos Municipios localizados em territórios Federais e em que os Estados podem intervir nos Municípios localizados no respectivo Estado. A hipótese, excepcional, de intervenção serve justamente para assegurar a autonomia, em situações como as de descontrole nos gastos orçamentários, no não pagamento de dívidas, entre outros. CESPE - 2007 - AGU - Procurador Federal Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Intervenção; A intervenção federal representa elemento de estabilização da ordem normativa prevista na CF, mas representa também a própria negação, ainda que transitória, da autonomia reconhecida aos estados-membros pela CF. Certo Errado Resposta: Letra c. Aplicação em concurso: ESAF - 2009 - Receita Federal - Auditor Fiscal da Receita Federal - Prova 3 Sobre a organização do Estado brasileiro, é correto afirmar que: a) administrativamente, os municípios se submetem aos estados, e estes, por sua vez, submetem-se à União. b) quando instituídas, as regiões metropolitanas podem gozar de prerrogativas políticas, administrativas e financeiras diferenciadas em relação aos demais municípios do estado. c) quando existentes, os territórios federais gozam da mesma autonomia político- administrativa que os estados e o Distrito Federal. d) o Distrito Federal é a capital federal. e) embora, por princípio, todos os entes federados sejam autônomos, em determinados casos, os estados podem intervir em seus municípios. Resposta: Letra e. Ser autônomo significar ser independente. É como o filho que deseja tanto fazer 18 anos, como por exemplo, para tirar a sua carteira de habilitação. Sendo assim, os entes não são dependentes um do outro, em princípio. A autonomia é a regra ente o MDEU. No entanto, em alguns casos, para garantir a própria autonomia, cabe a União intervir nos Estados e nos Municípios localizados em Territórios Federais. Cabe também aos Estados intervir nos Municípios localizados no respectivo Estado. OS TERRITÓRIOS NÃO SÃO ENTES AUTONÔMOS. CUIDADO! Veja que a letra D diz que o Distrito Federal é a capital, o que está errado. A capital é Brasília. Aplicação em concurso: FGV - 2010 - SEFAZ-RJ - Fiscal de Rendas - Prova 1 Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Organização do Estado - Da organização político- administrativa; Sistema Tributário Nacional; No que concerne à competência tributária dos entes federados, analise as afirmativas a seguir: I. a União não poderá, em nenhuma hipótese, instituir impostos que tenham fato gerador ou base de cálculo próprios de impostos de competência estadual. II. o Distrito Federal poderá instituir contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública. III. os Municípios, em nenhuma hipótese, poderão instituir taxas com base de cálculo própria de impostos. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa III estiver correta. c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. Resposta: Letra e. Ter autonomia significa ter auto-administração, podendo instituir os tributos, com as ressalvas constitucionais. APLICAÇÃO EM CONCURSO: FCC - 2010 - SEFIN-RO - Auditor Fiscal de Tributos Estaduais Disciplina: Direito Tributário | Assuntos: Princípios Constitucionais Tributários; A vedação constitucional conferida aos entes federados de cobrarem impostos sobre patrimônio, renda e serviços uns dos outros é denominada a) não incidência. b) anistia. c) isenção recíproca. d) imunidade recíproca. e) remissão específica. Letra d: Ter autonomia significa também o respeito a autonomia dos demais entes federados, garantindo a constituição, pela RECIPROCIDADE, a imunidade (proibição) da cobrança de impostos sobre patrimônio, renda e serviços uns dos outros. Ex: Município não pode cobrar IPTU de um imóvel da União localizado em território Municipal. Aplicação em concurso: CESGRANRIO - 2010 - BACEN - Técnico do Banco Central - Area 2 Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Defesa do Estado e as Instituições Democráticas; De acordo com o Art. 144 da Constituição Federal, a segurança pública é uma obrigação do Estado, porém direito e responsabilidade de todos. Ela deve ser exercida para a preservação da ordem pública, da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Dentre os diversos organismos de segurança pública, são responsáveis pela apuração das infrações penais de interesse da União e dos entes federados, respectivamente, a) Agência Brasileira de Inteligência e Polícias Civis. b) Polícias Civis e Polícias Militares. c) Polícias Civis e Força Nacional de Segurança. d) Departamento de Policia Federal e Agência Brasileira de Inteligência. e) Departamento de Polícia Federal e Polícias Civis. Resposta: Letra e: Ter autonomia é ter auto-administração. Cada ente autônomo (União e Estados) tem a sua Polícia Judiciária ... Aplicação em concurso: CESPE - 2007 - TCU - Analista de Controle Externo - Comum a todos Ao lado da repartição de competências, que consiste na atribuição, pela Constituição Federal, a cada ente federado, de uma matéria que lhe seja própria, há a repartição de rendas, cujo objetivo é assegurar a autonomia dos entes federados. Certo Errado Resposta: certo. Ter autonomia é sobretudo ter autonomia financeira. Pense no filho, que ao completar 18 anos, recebe de presente dos seus pais um carro com o tanque de gasolina cheio. Ele vai amar o presente e vai passear no carro até o tanque ficar vazio. Como, a maioria dos filhos nessa idade ainda não trabalha, ele vai voltar para os seus pais e solicitar mais dinheiro. Essa analogia serve para explicar A REPARTIÇÃO da Receita tributária entre os Entes federados, ratificando a autonomia financeira. União repassa para os Estados e para os Municipios e os Estados repassam, parcela de sua receita, aos Municípios. Aplicação em concurso: FCC - 2006 - TRT-4R - Técnico Judiciário - Área Administrativa Em relação ao Congresso Nacional, é correto afirmar que a) cada Estado, Território e o Distrito Federal elegerão dois Senadores, com mandato de seis anos. b) o Senado Federal compõe-se de representantesdos Estados, Territórios e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio proporcional. c) cada Território elegerá dois Deputados e um Senador. d) a Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. e) a representação de cada Estado, dos Territórios e do Distrito Federal no Senado Federal será renovada de cinco em cinco anos, alternadamente, por dois e um terço. Resposta: Letra d. Ter autonomia significa ter autonomia política, elegendo, cada ente federado, os seus próprios mandatários políticos. No caso do Poder Legislativo, especificamente a União, tem o sistema do bicameralismo: Senado e Câmara dos Deputados. Para o senado a representação é fixa, 3 senadores para cada Estado e para o Distrito Federal. Por sua vez, para a Camara dos Deputados, o critério da eleição é proporcional, ou seja, o número de deputados será maior no Estado mais Populoso, que hoje é São Paulo. CUIDADO: Embora os Territórios não existam atualmente, a Constituição prevê a possibilidade da criação deles. Nesse caso o critério da eleição dos DEPUTADOS DOS TERRITÓRIOS será majoritário e fixo. 4 deputados por cada território. Aplicação em concursos: FCC - 2007 - TRF-4R - Técnico Judiciário - Área Administrativa É INCORRETO afirmar: a) Cada Senador será eleito com dois suplentes. b) Cada Território elegerá quatro Deputados. c) Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos, renovada a representação de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. d) O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, eleitos segundo o princípio proporcional. e) Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros. Resposta: letra d. Vejam só. O critério para a Eleição ao Senado é a eleição majoritária e fixa. 3 senadores, com mandato de 8 anos, renovada a composição a Cada 4 anos. Exemplo: nesse ano de 2010 serão eleitos 2 senadores. Em 2014, um. E assim, a cada 4 anos. O eleição proporcional é para a CAMARA DOS DEPUTADOS, PARA AS ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS E PARA AS CAMARAS MUNICIPAIS. CADA SENADOR SERÁ ELEITO COM 2 SUPLENTES. Como dissemos no comentário da questão anterior, cada Território elegerá 4 deputados. Aplicação em concurso: FCC - 2006 - DPE - SP - Defensor Público Quanto ao federalismo é correto afirmar: a) Consiste na divisão de poder entre governo central e governos regionais na qual cada ente federativo, definido geograficamente, mantém sua soberania. b) É uma forma de Estado freqüente: há mais de duas vezes estados federais que unitários. c) Não permite diferentes formas de governo entre as unidades regionais ou locais componentes da federação e as unidades centrais. d) É costumeiro em países relativamente extensos ou aqueles de menor diversidade social e cultural. e) A autonomia federativa assenta-se na existência de órgãos governamentais próprios e com competências exclusivas. Resposta: Letra e. Ser autônomo é ter órgãos governamentais próprios (Ministérios, Secretárias, Prefeitura, Câmara) e também ter competências, algumas delas, exclusivas, como a competência para instituir os respectivos Impostos (IPTU-Municipio, IPVA-Estado) Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - PC - PB - Agente de Investigação e Agente de Polícia O Distrito Federal (DF) não é um estado nem um município, mas possui competências legislativas de tais. As características do DF não incluem a) a auto-organização. b) o autogoverno. c) as autonomias tributária e financeira. d) a possibilidade de subdividir-se em municípios. e) a autoadministração. Resposta: Letra D Ter autonomia, resumidamente, é ter OGA. Auto-organização, auto-governo e auto- administração. Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - SECONT-ES - Auditor do Estado – Tecnologia da Informação Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Por serem dotados de autonomia própria, os municípios apresentam capacidade de auto-organização, autogoverno, autoadministração e competências legislativas específicas, como a de legislar acerca da vocação sucessória dos cargos de prefeito e vice-prefeito, em caso de dupla vacância. Certo Errado Resposta: certo. Cada ente federativo tem OGA: auto-organização, auto-governo e auto- administratação. Portanto, cada um deles pode eleger os seus representantes próprios. Aplicação em concurso: Prova: CESPE - 2009 - TRF - 2ª REGIÃO - Juiz Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Organização do Estado – dos Municípios; Com base na doutrina e na jurisprudência do STF, assinale a opção correta quanto ao município no federalismo nacional. a) A sucessão do prefeito e do vice-prefeito inclui-se no domínio normativo da lei orgânica municipal e não se sujeita ao princípio da simetria constitucional. b) Os municípios são competentes para explorar e regulamentar a prestação de serviços de transporte coletivo intermunicipal de passageiros. c) A CF não atribui aos municípios competência suplementar, mas apenas aos estados-membros. d) O deferimento de pedido de intervenção estadual nos municípios por TJ possui natureza político-administrativa, o que, todavia, não obsta sua apreciação pelo STF em recurso extraordinário. e) Os municípios têm autonomia para regular o horário de funcionamento do comércio local, ainda que em contrariedade ao disposto em leis estaduais válidas, com base na competência que lhes foi atribuída pela CF para legislar acerca de assuntos de interesse local. Resposta: Letra A. Aplicação em concurso: CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico - Administrativo O DF possui autonomia sobre o Poder Judiciário do DF, o Ministério Público do DF e a Defensoria Pública do DF. Certo Errado Resposta: errado. O Distrito Federal tem lá suas peculiaridades. Quem organiza o Judiciário e o Ministério Público do DF é a União. Art. 21. Compete à União: (...) XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios; 6)RAMOS DO DIREITO QUE SÃO DE COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO CAPACE de PM Civil Agrário Penal Aeronáutico Comercial Eleitoral Trabalho Espacial de Processual Marítimo Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; Por previsão Constitucional, essas competências poderiam ser delegadas, por lei complementar, para os Estados Federados. É o que diz o parágrafo único do artigo 22. Art. 22 (...) Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. Aplicação em concurso: FCC - 2010 - TRE-AM - Técnico Judiciário - Área Administrativa Compete privativamente à União legislar sobre direito a) comercial. b) tributário. c) financeiro. d) penitenciário. e) urbanístico. Resposta: Letra a Aplicação em concurso CESPE - 2009 - TCU - Analista de Controle Externo - Tecnologia da Informação - Prova 1 Se a União delegar aos estados e ao DF competência para legislar sobre questões específicas de licitação e contratação de suasentidades autárquicas e fundacionais, a delegação será inconstitucional, pois essa competência é indelegável da União. Resposta: errado Art. 22 - É competência privativa da União: XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. 7 – COMPETÊNCIA GIAN E GIOVANI COMPETÊNCIA COMUM (ART. 23 DA CF) É DIFERENTE DE COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCORRENTE (ART. 24 DA CF) ART. 23 - COMPETÊNCIA GIAN E GIOVANI. Lembra-se da famosa Música dessa dupla: Vamos dar as mãos: 1, 2, 3. Quem errar o passo perder a vez. A COMPETÊNCIA COMUM É DA UNIÃO, DOS ESTADOS (DO DF) E DOS MUNICÍPIOS. NO Caput do art. 23 aparecem todos esses entes federados. Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios; XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. (Nova redação dada pela EC nº 53, de 2006) Não confundam as competências do art. 23 com as do artigo 24. As competências do artigo 23 são competências ADMINISTRATIVAS, DE EXECUÇÃO. Por sua vez, as competências do art. 24 são LEGISLATIVAS, para criar um ato normativo. No caput do artigo 24 só aparecem a União, os Estados e o Distrito Federal. No entanto, os Municípios também tem competência legislativa concorrente, por interpretação sistemática, conjunta ao artigo 30, incisos I e II da CF. Então, tome muito cuidado com o que o examinador pede na questão. Ele pode pedir só os que estão no caput do art. 24 ou então perguntar quais são todos os que têm competência legislativa concorrente. Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II - orçamento; III - juntas comerciais; IV - custas dos serviços forenses; V - produção e consumo; VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; IX - educação, cultura, ensino e desporto; X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; XI - procedimentos em matéria processual; XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; XIII - assistência jurídica e Defensoria pública; XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; XV - proteção à infância e à juventude; XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. § 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. § 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. Art. 30. Compete aos Municípios: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; Aplicação em concurso: (Direito Petrobras Distribuidora 2008/CESGRANRIO/adaptada) Constituição Federal de 1988 dedicou um capítulo específico para a tutela ambiental, inserido no título "Da Ordem Social". Além dessa, há outras referências ao meio ambiente ao longo de todo o texto constitucional. O que determina a Constituição Federal a respeito da tutela do meio ambiente? Nos termos do artigo 24, inciso VI, da Constituição Federal, compete à União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição Resposta: errado. Vejam que o examinador fala do artigo 24. No caput do artigo 24 os Municípios não aparecem. Não que eles não tenham a competência legislativa concorrente. Ela apenas não decorre desse artigo. Aplicação em concurso 1. Procurador Judicial Pref. Recife-PE 2008/CESPE) O art. 2º, parágrafo único, do Código Florestal dispõe que as áreas de preservação permanente em zona urbana deverão observar "o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites" estabelecidos no próprio artigo. Em termos de competências legislativas atribuídas à União e aos Municípios, o dispositivo em questão tem interpretação polêmica porque a) a União tem competência exclusiva para legislar sobre proteção florestal, não cabendo aos Municípios estabelecer qualquer espécie de interferência nesse campo. b) a Constituição garante aos Municípios as competências para legislar sobre assuntos de interesse local e sobre ordenação territorial urbana, razão pela qual não caberia à União estabelecer qualquer espécie de interferência nesse campo, no âmbito do interesse local. c) as regras relativas à competência concorrente atribuem aos Estados, e não aos Municípios, o poder de suplementar as normas gerais estabelecidas pela lei federal. d) os Municípios apenas atuam, em matéria ambiental, no exercício de competência comum, em pé de igualdade com as outras esferas da Federação. e) o exercício da competência legislativa por parte da União exclui a possibilidade de os Municípios legislarem sobre a mesma matéria, motivo pelo qual a coexistênciade normas federais e municipais seria necessariamente inconstitucional. Resposta: Letra b. Cabe aos Municípios legislar, concorrentemente, no âmbito do interesse local. Art. 30, inciso I, CF. Vejam só. Todos os entes autônomos tem competência legislativa concorrente. MDEU (Municípios, Distrito Federal, Estados e a União). Sendo assim, a competência legislativa concorrente não é exclusiva. Por isso a letra a está errada. Segundo os parágrafos do artigo 24, cabe a União ditar as normas gerais e aos Estados e também ao DF suplementá-las. Lembre-se de Suplemento alimentar. Suplemento é uma coisa que reforça. Portanto, suplementar significa ampliar o rigor da norma geral. Na ausência da norma geral, cabe aos Estados legislar de forma plena, ou seja, estabelecer a norma geral. Se a norma geral for a do Estado (publicada no dia 9 de um mês qualquer) e a Norma da União, a quem compete em regra estabelecer a norma geral, for publicada nos dias seguintes ao dia 9, a norma estadual irá ter a sua eficácia SUSPENSA. Isso não é a mesma coisa que REVOGAÇÃO. Cuidado: uma norma só pode ser revogada por uma outra norma do mesmo ente federado. E não se esqueça que se não houver a Norma Geral (da Uniao, do Estado), cabe ao Município exercer a competência plena, legislando no âmbito do interesse local. Por isso a letra c está errada Os Municípios não atuam apenas no exercício da competência comum (art. 23). Eles também exercem a competência legislativa concorrente (art. 24 + art. 30, inciso II). Por isso as letras d e e estão erradas Aplicação em concurso FCC - 2009 - TJ-PI - Técnico Judiciário - Área Administrativa Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a) informática. b) desapropriação. c) produção e consumo. d) serviço postal. e) registros públicos. Resposta: Letra c Aplicação em concurso: CESPE - 2008 - STJ - Analista Judiciário - Área Administrativa Ver texto associado à questão Se, na ausência de lei federal dispondo sobre normas gerais, o governador de determinado estado promulgasse lei estadual criando algumas isenções ao pagamento de custas judiciais, nesse caso, essa lei seria constitucional, já que o referido estado teria competência legislativa para editar tal lei. Certo Errado Resposta: certo Aplicação em concurso FCC - 2009 - DPE - SP - Defensor Público ; Organização do Estado – Do DF e Territórios; Trata-se de matéria de competência legislativa concorrente da União, Estados e Distrito Federal: a) direito tributário, processual penal e penal. b) normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares. c) transporte local, seguridade social e registros públicos. d) procedimentos em matéria processual, assistência jurídica e Defensoria Pública, e direito penitenciário. e) populações indígenas, desapropriação, propaganda comercial. Resposta: Letra d CESPE - 2009 - PGE-AL - Procurador de Estado - Prova Objetiva Disciplina: Direito Ambiental | Assuntos: Direito Ambiental; Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA); Uma empresa, com o objetivo de explorar comercialmente material radioativo existente em município brasileiro, formulou pedido de licenciamento ambiental aos órgãos municipal, estadual e federal. A direção dessa empresa crê que um desses órgãos ou alguns deles deverão resolver as pendências administrativas e permitir a exploração do material radioativo. Nessa situação hipotética, considerando a competência dos entes federados, é correto afirmar que o empreendedor agiu a) corretamente, pois se trata de hipótese de competência concorrente ambiental. b) corretamente, pois se trata de hipótese de competência comum ambiental. c) corretamente, pois se trata de hipótese de competência legislativa estadual e administrativa municipal. d) incorretamente, pois se trata de hipótese de competência da União. e) incorretamente, pois se trata de hipótese de competência exclusiva do município. Aplicação em concurso: FCC - 2007 - TRE-SE - Analista Judiciário - Área Administrativa Compete à União, Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: a) direito tributário e financeiro. b) trânsito e transporte. c) telecomunicações. d) informática. e) serviço postal. Resposta: letra a Aplicação em concurso: FCC - 2007 - MPU - Analista Administrativo Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Contratos Administrativos; O ajuste celebrado entre entes federados, precedido de protocolo de intenções e aprovação legislativa, no qual delegam a gestão associada de serviços públicos e a realização de objetivos de interesse comuns, de conformidade com as normas legais, as cláusulas do protocolo e as do próprio contrato, inclusive as cláusulas que definem a sua personalidade jurídica, como associação pública de direito público ou como pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, é denominado. a) convênio público. b) contrato de gestão. c) contrato de gerenciamento. d) concessão de serviço, de obra pública ou de uso de bem público. e) consórcio público. Resposta: Letra e Aplicação em concurso: Prova: CESPE - 2009 - TCU - Analista de Controle Externo - Auditoria de Obras Públicas - Prova 1 No âmbito do federalismo cooperativo, os entes federados devem atuar de forma conjunta na prestação de serviços públicos. Para esse fim, a CF prevê os consórcios públicos e os convênios, inclusive autorizando a gestão associada desses serviços, com a transferência de encargos, serviços e até mesmo de pessoal e bens. Certo Errado Resposta: Letra c Aplicação em concurso: FGV - 2008 - TCM-RJ - Procurador Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Organização do Estado - Da organização político- administrativa; Assinale a alternativa que apresente corretamente o princípio básico para distribuição de competência pelas Unidades da Federação. a) Princípio da isonomia. b) Princípio da autonomia das unidades da federação. c) Princípio da autogestão. d) Princípio da reserva da lei. e) Princípio da predominância do interesse. Resposta: Letra e Aplicação em concurso: Prova: ESAF - 2004 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Auditoria e Fiscalização - Prova 3 Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária | Assuntos: Sistema Federativo; Nos últimos anos, tem-se assistido a freqüentes manifestações sobre a necessidade de um novo pacto federativo, que elimine a tensão que volta e meia se manifesta sob a forma de conflito nas relações intergovernamentais. Escolha a opção incorreta relacionada à globalização, regionalismo e federação. a) Em um novo pacto federativo, a autonomia deverá estar mais associada à flexibilidade no uso e à estabilidade dos recursos financeiros do que a liberdade para tributar. b) A harmonização da política tributária não afeta a autonomia dos entes federados, centrada na repartição das competências impositivas e no mecanismo de repartição de receitas constitucionalmente definidos. c) O período 1988-1998 sofreu influência de uma instável conjuntura econômica que afetou fortemente o campo fiscal e acabou por reverter parte significativa dos avanços alcançados no rumo da descentralização. d) A manutenção do federalismorequer a existência de instituições independentes em cada um dos níveis de governo. e) Quando as desigualdades regionais são grandes, o equilíbrio entre repartição de competências e a autonomia federativa depende de um eficiente sistema de transferências compensatórias. Resposta: Letra b Aplicação em concurso: Prova: CESPE - 2007 - TRT-9R - Técnico Judiciário - Área Administrativa No âmbito da legislação concorrente e diante da inexistência de normas gerais, a competência legislativa dos estados e do Distrito Federal é plena. Certo Errado Resposta: certo 8 -BUBA. Distrito Federal Houve uma novela nos anos 90 que trouxe a discussão sobre os hermafroditas. O nosso Distrito Federal tem competências legislativas hibridas, cumulativas, estaduais (como para instituir o IPVA) e municipais (como para instituir o IPTU). O Distrito Federal é uma unidade federativa de compostura singular, dado que: a) desfruta de competências que são próprias dos Estados e dos Municípios, cumulativamente (art. 32, § 1°, CF); b) algumas de suas instituições elementares são organizadas e mantidas pela União (art. 21, XIII e XIV, CF); c) os serviços públicos a cuja prestação está jungido são financiados, em parte, pela mesma pessoa federada central, que é a União (art. 21, XIV, parte final, CF). Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. § 1º - Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. § 2º - A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art. 77, e dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para mandato de igual duração. § 3º - Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art. 27. § 4º - Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar. Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - PC - PB - Agente de Investigação e Agente de Polícia O Distrito Federal (DF) não é um estado nem um município, mas possui competências legislativas de tais. As características do DF não incluem a) a auto-organização. b) o autogoverno. c) as autonomias tributária e financeira. d) a possibilidade de subdividir-se em municípios. e) a autoadministração. Resposta: Letra D Ter autonomia, resumidamente, é ter OGA. Auto-organização, auto-governo e auto- administração. Aplicação em concursos: MPE-GO - 2009 - MPE-GO - Promotor de Justiça ; Estado Federal é aquele composto por unidades que, embora dotadas de capacidade de autonomia (auto-organização e autogoverno), não são dotadas de soberania, submetendo-se a uma Constituição Federal. Sobre o tema, marque a resposta errada: a) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. b) A exemplo do Canadá e dos EUA, a CF/88 adotou a técnica da enumeração dos poderes dos Estados, com poderes remanescentes para os Municípios e o Distrito Federal. c) Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios, sendo vedada a sua divisão em municípios. d) Para a composição das Câmaras Municipais, será observado o limite máximo de 21 (vinte e um) vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes e de até 300.000 (trezentos mil) habitantes. Resposta: Letra b. Veja que a nossa dica reflete o que está expresso na letra c. Aplicação em concurso: CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico - Administrativo O DF possui autonomia sobre o Poder Judiciário do DF, o Ministério Público do DF e a Defensoria Pública do DF. Certo Errado Resposta: errado. O Distrito Federal tem lá suas peculiaridades. Quem organiza o Judiciário e o Ministério Público do DF é a União. Art. 21. Compete à União: (...) XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios; É muito importante mencionar julgado recente do STF, que chegou à conclusão de que embora o DF esteja submetido a regime constitucional diferenciado, o Distrito Federal está bem mais próximo da estruturação dos Estados-membros do que da arquitetura constitucional dos Municípios.. Toda essa discussão teve início pois a Câmara Legislativa Distrital pretendia gastar com despesas de pessoal sob o limite determinado para o Legislativo dos Municípios pela Lei de Responsabilidade Fiscal (6%). Ocorre que, para fins de Responsabilidade Fiscal, a Lei considerou que o Distrito Federal deveria ser tratado sob os limites dos Legislativos dos Estados (3%). O Supremo Tribunal Federal decidiu por ratificar a determinação da LRF, conforme julgado abaixo. ADI 3756 / DF - DISTRITO FEDERAL AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Relator(a): Min. CARLOS BRITTO Julgamento: 21/06/2007 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Ementa EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. IMPUGNAÇÃO DO INCISO II DO § 3º DO ART. 1º, BEM COMO DOS INCISOS II E III DO ART. 20 DA LEI COMPLEMENTAR Nº 101, DE 04 DE MAIO DE 2000. 1. É de se reconhecer a legitimidade ativa ad causam da Câmara Legislativa do Distrito Federal, dado que a presente impugnação tem por alvo dispositivos da LC 101/00. Dispositivos que versam, justamente, sobre a aplicação dos limites globais das despesas com pessoal do Poder Legislativo distrital. 2. O Distrito Federal é uma unidade federativa de compostura singular, dado que: a) desfruta de competências que são próprias dos Estados e dos Municípios, cumulativamente (art. 32, § 1°, CF); b) algumas de suas instituições elementares são organizadas e mantidas pela União (art. 21, XIII e XIV, CF); c) os serviços públicos a cuja prestação está jungido são financiados, em parte, pela mesma pessoa federada central, que é a União (art. 21, XIV, parte final, CF). 3. Conquanto submetido a regime constitucional diferenciado, o Distrito Federal está bem mais próximo da estruturação dos Estados-membros do que da arquitetura constitucional dos Municípios. Isto porque: a) ao tratar da competência concorrente, a Lei Maior colocou o Distrito Federal em pé de igualdade com os Estados e a União (art. 24); b) ao versar o tema da intervenção, a Constituição dispôs que a "União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal" (art. 34), reservando para os Municípios um artigo em apartado (art. 35); c) o Distrito Federal tem, em plenitude, os três orgânicos Poderes estatais, ao passo que os Municípios somente dois (inciso I do art. 29); d) a Constituição tratou de maneira uniforme os Estados-membros e o Distrito Federal quanto ao número de deputados distritais, à duração dos respe ctivos mandatos, aos subsídios dos parlamentares, etc. (§ 3º do art. 32); e) no tocante à legitimação para propositura de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF, a Magna Carta dispensou à Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal o mesmo tratamento dado às Assembléias Legislativas estaduais (inciso IV do art. 103); f) no modelo constitucional brasileiro, o Distrito Federal se coloca ao lado dos Estados-membros para compor a pessoa jurídica daUnião; g) tanto os Estados-membros como o Distrito Federal participam da formação da vontade legislativa da União (arts. 45 e 46). 4. A LC 101/00 conferiu ao Distrito Federal um tratamento rimado com a sua peculiar e favorecida situação tributário-financeira, porquanto desfruta de fontes cumulativas de receitas tributárias, na medida em que adiciona às arrecadações próprias dos Estados aquelas que timbram o perfil constitucional dos Municípios. 5. Razoável é o critério de que se valeram os dispositivos legais agora questionados. Se irrazoabilidade houvesse, ela estaria em igualar o Distrito Federal aos Municípios, visto que o primeiro é, superlativamente, aquinhoado com receitas tributárias. Ademais, goza do favor constitucional de não custear seus órgãos judiciário e ministerial público, tanto quanto a sua Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar e ainda seu Corpo de Bombeiros Militar. 9 - LIMPE – legalidade, Impessoalidade, moralidade, publicidade e Eficiência. Esses são alguns princípios EXPRESSOS, EXPLICÍTOS, da Administração Pública na Constituição de 1988. É muito importante saber que essa lista não é TAXATIVA, ou seja, que existem outros princípios IMPLÍCITOS na ordem constitucional. A própria legislação infraconstitucional trata de enumerar outros princípios, mesmo assim, não de forma taxativa. Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) Aplicação em concurso: CESPE - 2008 - PGE-PB - Procurador de Estado O princípio da eficiência, introduzido expressamente na Constituição Federal (CF) na denominada Reforma Administrativa, traduz a idéia de uma administração a) descentralizada. b) informatizada. c) moderna. d) legalizada. e) gerencial. Em 1998 foi promulgada a Emenda Constitucional n. 19, que dentre outras alterações, acrescentou, DE FORMA EXPRESSA O PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NO CAPUT DO artigo 37. A idéia, implementada pelo então Ministério Bresser Pereira, era introduzir uma Administração Pública GERENCIAL, baseada sobretudo nos resultados, na cidadania participativa, na implementação do Estado Democrático de Direito. Aplicação em concurso: CESPE - 2008 - STF - Analista Judiciário - Área Administrativa Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade estão previstos de forma expressa na CF. Certo Errado Resposta: errado. Para alguns doutrinadores, esses princípios decorrem do princípio do devido processo legal. FCC - 2008 - DPE - SP - Oficial de Defensoria Pública A Administração Pública está subordinada ao atendimento, dentre outros, dos princípios abaixo indicados, expressamente elencados na Constituição Federal: a) publicidade e informação. b) legalidade e pessoalidade. c) moralidade e transparência. d) legalidade e eficiência. e) moralidade e informação. Resposta: Letra d. Embora tenha sido essa a alternativa considerada a correta pela banca examinadora, Chamamos a atenção para a letra b. O princípio da informação não está expresso no artigo 37, mas está expresso no artigo 5º, incisos XXXIII e XXXIV da Constituição de 1988. Portanto, essa também seria uma alternativa correta. Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; Aplicação em concurso: FCC - 2008 - TRT-2R - Analista Judiciário - Área Judiciária Sobre os princípios básicos da Administração, considere: I. Exigência de que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional. II. A atuação da Administração Pública deve sempre ser dirigida a todos os administrados em geral, sem discriminação de qualquer natureza. Essas afirmações referem-se, respectivamente, aos princípios da a) moralidade e eficiência. b) impessoalidade e legalidade. c) eficiência e impessoalidade. d) legalidade e impessoalidade. e) eficiência e legalidade. Resposta: Letra C Aplicação em concurso: FCC - 2007 - TRE-SE - Analista Judiciário - Especialidade - Análise de Sistemas - Desenvolvimento A exigência de que o serviço público seja eficaz e que atenda plenamente a necessidade para a qual foi criado e a exigência de que os atos administrativos, para que tenham eficácia, devam ter divulgação oficial, referem-se, respectivamente, aos princípios da a) eficiência e impessoalidade. b) publicidade e eficiência. c) moralidade e publicidade. d) eficiência e publicidade. e) impessoalidade e publicidade. Resposta: Letra d Vejam o artigo 2º da Lei 9.784, do Processo Administrativo Federal. Ela estabelece, não de forma taxativa, uma outra série de princípios SERA FACIL PRO MOMO Segurança jurídica Eficiência Razoabilidade Finalidade Ampla Defesa Contraditório Interesse Público Legalidade Proporcionalidade Motivação Moralidade Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência Aplicação em concurso (ESAF/Analista/ANEEL/2006) Assinale a opção que elenque dois princípios norteadores da Administração Pública que se encontram implícitos na Constituição da República Federativa do Brasil e explícitos na Lei nº 9.784/99. a) Legalidade / moralidade. b) Motivação / razoabilidade. c) Eficiência / ampla defesa. d) Contraditório / segurança jurídica. e) Finalidade / eficiência. Resposta: letra b. 2 princípios têm que estar implícitos na Constituição e ao mesmo tempo explícitos na Lei 9.784. Comecemos pela Constituição, que no artigo 37 nos traz o LIMPE. Esses estão explícitos. Então já podemos eliminar a letra a (legalidade está explicito na Constituicao), a letra c (eficiência está explícita na Constituição), a letra d (contraditório está explicíto na Constituição, no artigo 5º) e a letra e (pelo mesmo motivo que eliminamos a letra c). Aplicação em concurso CESPE/ANEEL/2010/ANALISTA ADMINISTRATIVO O princípio da moralidade administrativa tem existência autônoma no ordenamento jurídico nacional e deve ser observado não somente pelo administrador público, como também pelo particular que se relaciona com a administração pública. Resposta: certa Aplicação em concurso CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco - Diplomata - 1ª Etapa BRANCO Disciplina:Direito Constitucional | Assuntos: Organização do Estado - Da organização político- administrativa; Administração Pública – Disposições Gerais e Servidores Públicos; Destinatária de minucioso artigo na Constituição Federal, a administração pública brasileira é regida por princípios que fundamentam a atuação dos agentes do Estado. Nesse sentido, com base nos princípios a) da moralidade e da eficiência, é vedada a acumulação de cargos em qualquer hipótese. b) da impessoalidade e da nacionalidade, é vedada a investidura, em cargo público, de estrangeiros, salvo os naturalizados. c) da impessoalidade e da nacionalidade, é vedada, em qualquer hipótese, a investidura, em cargo público, de estrangeiros. d) da discricionariedade e da soberania, apenas brasileiros natos ou naturalizados podem ser admitidos na carreira diplomática, mediante concurso público de provas ou de provas e títulos. e) da isonomia e das liberdades fundamentais, é facultada a sindicalização e o exercício de greve, nos termos da lei. Resposta: letra e FCC - 2006 - TRT-24R - Técnico Judiciário - Área Administrativa NÃO constitui um dos princípios da administração pública direta e indireta expressamente previstos no artigo 37, da Constituição Federal de 1988, a a) publicidade. b) eficiência. c) impessoalidade. d) moralidade. e) proporcionalidade. Resposta: Letra e 10 – Função de confiança x Cargo de Comissão CONF + EFE A pergunta é bem simples: Confiança escreve com efe (letra) ou com ge (letra). Confiança escreve com EFE. As funções de confiança são, exclusivas dos cargos de provimento efetivo. COCA E aquele refrigente de cor preta? Lembra dele? Quem não lembra, NE? A COCA. Os cargos em comissão são para os servidores de Carreira. Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) PROIBIÇÃO DO NEPOTISMO – CCPA3 EM 2009 foi editada a Súmula Vinculante Súmula 13 A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. Aplicação em concurso: CESPE/AGU/ADVOGADO/2009 Com base no princípio da eficiência e em outros fundamentos constitucionais, o STF entende que viola a Constituição a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas. Resposta: certo 11 – A autarquia é pessoa jurídica de Direito Público LEI CRIA AUTARQUIA Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (Nova redação dada pela EC nº 19, de 1998) Temos 2 objetivos aqui. O primeiro deles é separar a Administração Direta da Indireta. A administração Pública se divide, estruturalmente, em Administração Direta e Administração Indireta, podendo existir para todos os entes federados Administração Direta Administração indireta Ministérios, Secretarias Empresa Pública, autarquia, sociedade de economia mista O nosso segundo objetivo é esclarecer a personalidade jurídica de cada um dos que compõem a Administração, seja ela direta ou indireta. Olhe para o seu corpo. Ele tem sistemas (digestivo, respiratório), que por sua vez, cada um dos sistemas, é composto pelos órgãos. Os órgãos sozinhos, coração, pulmão, intestino, não sobreviveriam, dizemos, somente cada um funcionando, o corpo padeceria. Sendo assim, fazendo analogia, os órgãos não tem personalidade. Quem tem personalidade jurídica é o ser humano, o corpo por completo. LEMBRE-SE: ÓRGÃO NÃO TEM PERSONALIDADE JURÍDICA. Ministérios, Secretarias, uma reitoria de uma universidade. Nenhum deles têm personalidade jurídica. Por sua vez, as Empresas Públicas, as autarquias, as Sociedades de Economia mista têm personalidade jurídica. Dito isso, precisamos saber qual a natureza jurídica (se é de Direito Público ou de Direito Privado) de cada uma delas. Vamos rimar. Lei crIA a autarquIA. São exemplos dessa pessoa jurídica o INSS, o IBAMA, entre outros. Se é a lei que cria, a autarquia é uma pessoa jurídica de Direito Público. Portanto, todas as demais são de direito privado. Sendo assim, cuidado com a EMPRESA PÚBLICA (como a Caixa Economica Federal), que embora tenha a palavra pública, tem personalidade jurídica de direito privado. É muito simples isso. Veja o texto da Constituição. CUIDADO com as Fundações. Elas podem ter natureza jurídica de Direito Privado ou de Direito Público. Aplicação em concurso CESPE - 2009 - TRE-MA - Técnico Judiciário - Área Administrativa Acerca da organização administrativa, assinale a opção correta. a) Do ponto de vista orgânico, a administração pública compreende as diversas unidades administrativas (órgãos e entidades) que visam cumprir os fins do Estado. b) No processo de descentralização administrativa, há distribuição de competências materiais entre unidades administrativas desprovidas de personalidade jurídica. c) A criação de determinado órgão prescinde de autorização legislativa do chefe do Poder Executivo. d) Os órgãos possuem personalidade jurídica própria, motivo pelo qual é amplamente aceita pelos tribunais a sua capacidade processual para estar em juízo. e) Ocorre desconcentração administrativa quando determinada entidade federativa cria autarquia mediante lei específica. Resposta: Letra a. Descentralizar significa atribuir competências a uma outra pessoa jurídica, ou seja, que tem personalidade jurídica. O fenômeno da descentralização implica na Criação de pessoas jurídicas pela Administração Direta. Essas criaturas farão parte da Administração Indireta. Descentralização é diferente de desconcentração.Descentralização Desconcentração Criação de novas pessoas jurídicas Administração Direta cria novas pessoas jurídicas Não há criação de novas pessoas jurídicas. Aplicação em concurso: FCC - 2007 - TRF-4R - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Considerando-se a Administração Pública como o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do Estado visando à satisfação das necessidades coletivas, são entes que a compõem, no âmbito Federal: a) a Presidência da República; os Ministérios; as autarquias; as empresas públicas; as sociedades de economia mista e as fundações públicas. b) somente a Presidência da República, os Ministérios, os Territórios e o Distrito Federal. c) a Presidência da República; os Estados-membros e os consórcios públicos. d) os Estados; Municípios; Territórios; as empresas públicas e as sociedades de economia mista. e) os Ministérios; as autarquias; as empresas públicas; as ONGs e as OSCIPs. Resposta: Letra a Aplicação em concurso: FCC - 2009 - TRT - 7ª Região (CE) - Analista Judiciário - Área Judiciária Pessoa jurídica de direito público, criada por lei, com capacidade de auto- administração, para o desempenho de serviço público descentralizado, mediante controle administrativo, é conceito de a) autarquia. b) fundação pública. c) consórcio público. d) sociedade de economia mista. e) empresa pública. Resposta: Letra a. Lei crIA autarquIA. Aplicação em concurso: FCC - 2009 - TJ-SE - Técnico Judiciário - Área Administrativa Sobre a Administração Pública Indireta, considere: I. Pessoa jurídica de direito público, criada por lei, com capacidade de autodeterminação, para o desempenho de serviço público descentralizado, mediante controle administrativo exercido nos limites da lei. II. Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração Pública Indireta, instituída pelo Poder Público, mediante autorização de lei específica, sob a forma de sociedade anônima. III. Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração Pública Indireta, instituída pelo Poder Público, mediante autorização de lei específica, sob qualquer forma jurídica. Os conceitos em I, II, e III referem-se, respectivamente, a a) fundação pública, empresa pública e sociedade de economia mista. b) fundação pública, autarquia e empresa pública. c) autarquia, sociedade de economia mista e empresa pública. d) sociedade de economia mista, autarquia e fundação pública. e) empresa pública, sociedade de economia mista e autarquia. Resposta: letra c. lei crIA autarquIA. A sociedade de economia mista TEM QUE SER SEMPRE UMA SOCIEDADE ANÔNIMA. Lembra da Petrobrás? Petrobras S/A. E o Banco do Brasil? Banco do Brasil S/A. Já a empresa pública pode ter qualquer forma jurídica. Pode ser uma S/A uma LTDA. Aplicação em concurso: CESPE/DPU/NÍVEL SUPERIOR/CARGO 01/30-05-2010) Acerca da administração indireta na organização administrativa brasileira, assinale a opção correta. A As autarquias estão sujeitas a controle administrativo exercido pela administração direta, nos limites da lei. B A empresa pública é pessoa jurídica de direito privado organizada exclusivamente sob a forma de sociedade anônima. C A autarquia é pessoa jurídica de direito público dotada de capacidade política. D A fundação instituída pelo Poder Público detém capacidade de autoadministração, razão pela qual não se sujeita ao controle por parte da administração direta. E A sociedade de economia mista pode ser organizada sob quaisquer das formas admitidas em direito. Resposta: Letra a. Embora tenham personalidade jurídica, as entidades da Administração indireta estão vinculadas, e portanto são sujeitas ao controle administrativo exercido pela Administração Direta. Ter personalidade jurídica não significa ter capacidade política. Apenas os entes federados (MDEU), que são pessoas jurídicas, tem capacidade política. Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - DPE - AL - Defensor Público Ver texto associado à questão A autarquia é pessoa jurídica de direito público destituída de capacidade política. Certo Errado Resposta: certo Aplicação em concurso: FCC - 2007 - MPU - Analista Judiciário - Área Judiciária Entre outros aspectos, a administração pública brasileira está organizada de forma que a) as pessoas físicas ou jurídicas que integram a administração indireta da União são criadas por decreto, possuem personalidade jurídica vinculada ao órgão tutelar e patrimônio compartilhado, com responsabilidade solidária. b) a administração pública indireta é a constituída dos serviços atribuídos a pessoas jurídicas diversas da União, pública (autarquias) ou privadas (empresas públicas e sociedades de economia mista), vinculadas a um Ministério, mas administrativa e financeiramente autônomas. c) a descentralização administrativa significa repartição de funções entre vários órgãos de uma mesma administração, sem quebra de hierarquia, sendo direta e imediata a execução das suas atividades ou a prestação de seus serviços. d) a delegação de competência de funções e atividades administrativas no âmbito da desconcentração dos poderes públicos, por apresentar caráter obrigatório e definitivo, independe de norma que expressamente a autorize, bastando a vontade do superior. e) a execução indireta de serviços públicos por pessoa administrativa física ou jurídica somente pode ser realizada mediante regime de concessão ou permissão, vedada a celebração de convênios ou consórcios. Resposta: b. Ter personalidade jurídica significa ter autonomia administrativa, autonomia financeira, mas ainda assim, vinculadas à administração Direta, no caso ao Ministério. É o caso do INSS (autarquia), vinculado ao Ministério da Previdência. Aplicação em concurso: FCC - 2009 - TCE-GO - Técnico de Controle Externo - Área Administrativa Determinados entes da administração indireta serão, obrigatoriamente, submetidos ao regime jurídico de direito privado se exercerem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços. São eles: a) as sociedades de economia mista, apenas. b) as empresas públicas e as empresas concessionárias de serviços públicos, apenas. c) as empresas públicas e as sociedades de economia mista, apenas. d) as empresas públicas, as sociedades de economia mista, as autarquias e as fundações. e) as empresas públicas, apenas. Resposta: letra c. Mais uma vez cuidado com a Empresa Pùblica. Embora pareça, porque tem a palavra pública em sua denominação, ela tem natureza jurídica de Direito Privado. Lei CrIA AutarqUIA e autoriza a criação das Empresas Pùblicas e das Sociedades de Economia Mista. Isso signfica que, depois da autorização dada pela lei, é que poderão ser criadas as EPs e as SEMs. Não é automático. Pode ser que a autorização seja dada, e que elas não sejam criadas, não pelo menos simultaneamente à autorização legislativa. Aplicação em concurso:FCC - 2009 - PGE-RJ - Técnico Superior Administrador A respeito da organização da Administração Federal, é correto afirmar: a) É traço comum às empresas públicas e sociedades de economia mista a composição de seu capital. b) Pessoas jurídicas de direito privado não integram a Administração Pública direta. c) Nas autarquias não há gestão administrativa descentralizada. d) As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito público. e) As fundações públicas podem ter finslucrativos. Resposta: Letra b. Na Administração PÚBLICA direta não há pessoas jurídicas de Direito Privado. Apenas na Administração Pública Indireta 12 – MODALIDADES DE LICITAÇÃO Art. 37 (...) XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. (Regulamento) São 6 as modalidades de licitação. COM/TO/LE/COM/COM/PREGÃO CONcorrência Tomada de Preços LEIlão CONvite CONcurso Professor: você não dá aula, você só dá dica. Você é um Pregão. Essa é a sexta modalidade, o PREGÃO Lei 8.666/93 Art. 22. São modalidades de licitação: I - concorrência; II - tomada de preços; III - convite; IV - concurso; V - leilão. Art. 22. São modalidades de licitação: I - concorrência; II - tomada de preços; III - convite; IV - concurso; V - leilão. § 1 o Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. § 2 o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. § 3 o Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. § 4 o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. § 5 o Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) Lei 10.520/02 Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão, que será regida por esta Lei. Parágrafo único. Consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado. Art. 2º (VETADO) § 1º Poderá ser realizado o pregão por meio da utilização de recursos de tecnologia da informação, nos termos de regulamentação específica. § 2º Será facultado, nos termos de regulamentos próprios da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a participação de bolsas de mercadorias no apoio técnico e operacional aos órgãos e entidades promotores da modalidade de pregão, utilizando-se de recursos de tecnologia da informação. § 3º As bolsas a que se referem o § 2o deverão estar organizadas sob a forma de sociedades civis sem fins lucrativos e com a participação plural de corretoras que operem sistemas eletrônicos unificados de pregões. Art. 3º A fase preparatória do pregão observará o seguinte: I - a autoridade competente justificará a necessidade de contratação e definirá o objeto do certame, as exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento; II - a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição; III - dos autos do procedimento constarão a justificativa das definições referidas no inciso I deste artigo e os indispensáveis elementos técnicos sobre os quais estiverem apoiados, bem como o orçamento, elaborado pelo órgão ou entidade promotora da licitação, dos bens ou serviços a serem licitados; e IV - a autoridade competente designará, dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação, o pregoeiro e respectiva equipe de apoio, cuja atribuição inclui, dentre outras, o recebimento das propostas e lances, a análise de sua aceitabilidade e sua classificação, bem como a habilitação e a adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor. § 1º A equipe de apoio deverá ser integrada em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da administração, preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do evento. § 2º No âmbito do Ministério da Defesa, as funções de pregoeiro e de membro da equipe de apoio poderão ser desempenhadas por militares Art. 4º A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as seguintes regras: I - a convocação dos interessados será efetuada por meio de publicação de aviso em diário oficial do respectivo ente federado ou, não existindo, em jornal de circulação local, e facultativamente, por meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em jornal de grande circulação, nos termos do regulamento de que trata o art. 2º; II - do aviso constarão a definição do objeto da licitação, a indicação do local, dias e horários em que poderá ser lida ou obtida a íntegra do edital; III - do edital constarão todos os elementos definidos na forma do inciso I do art. 3º, as normas que disciplinarem o procedimento e a minuta do contrato, quando for o caso; IV - cópias do edital e do respectivo aviso serão colocadas à disposição de qualquer pessoa para consulta e divulgadas na forma da Lei no 9.755, de 16 de dezembro de 1998; V - o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não será inferior a 8 (oito) dias úteis; VI - no dia, hora e local designados, será realizada sessão pública para recebimento das propostas, devendo o interessado, ou seu representante, identificar-se e, se for o caso, comprovar a existência dos necessários poderes para formulação de propostas e para a prática de todos os demais atos inerentes ao certame; VII - aberta a sessão, os interessados ou seus representantes, apresentarão declaração dando ciência de que cumprem plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os envelopes contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à verificação da conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório; VIII - no curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor; IX - não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições definidas no inciso anterior, poderão os autores das melhores propostas, até o máximo de 3 (três), oferecer novoslances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços oferecidos; X - para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital; XI - examinada a proposta classificada em primeiro lugar, quanto ao objeto e valor, caberá ao pregoeiro decidir motivadamente a respeito da sua aceitabilidade; XII - encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura do invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta, para verificação do atendimento das condições fixadas no edital; XIII - a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira; XIV - os licitantes poderão deixar de apresentar os documentos de habilitação que já constem do Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – Sicaf e sistemas semelhantes mantidos por Estados, Distrito Federal ou Municípios, assegurado aos demais licitantes o direito de acesso aos dados nele constantes; XV - verificado o atendimento das exigências fixadas no edital, o licitante será declarado vencedor; XVI - se a oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias, o pregoeiro examinará as ofertas subseqüentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de uma que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante declarado vencedor; XVII - nas situações previstas nos incisos XI e XVI, o pregoeiro poderá negociar diretamente com o proponente para que seja obtido preço melhor; XVIII - declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar contra-razões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos; XIX - o acolhimento de recurso importará a invalidação apenas dos atos insuscetíveis de aproveitamento; XX - a falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará a decadência do direito de recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor; XXI - decididos os recursos, a autoridade competente fará a adjudicação do objeto da licitação ao licitante vencedor; XXII - homologada a licitação pela autoridade competente, o adjudicatário será convocado para assinar o contrato no prazo definido em edital; e XXIII - se o licitante vencedor, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato, aplicar-se-á o disposto no inciso XVI. Art. 5º É vedada a exigência de: I - garantia de proposta; II - aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame; e III - pagamento de taxas e emolumentos, salvo os referentes a fornecimento do edital, que não serão superiores ao custo de sua reprodução gráfica, e aos custos de utilização de recursos de tecnologia da informação, quando for o caso. Art. 6º O prazo de validade das propostas será de 60 (sessenta) dias, se outro não estiver fixado no edital. Art. 7º Quem, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato, deixar de entregar ou apresentar documentação falsa exigida para o certame, ensejar o retardamento da execução de seu objeto, não mantiver a proposta, falhar ou fraudar na execução do contrato, comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude fiscal, ficará impedido de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios e, será descredenciado no Sicaf, ou nos sistemas de cadastramento de fornecedores a que se refere o inciso XIV do art. 4o desta Lei, pelo prazo de até 5 (cinco) anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais. Art. 8º Os atos essenciais do pregão, inclusive os decorrentes de meios eletrônicos, serão documentados no processo respectivo, com vistas à aferição de sua regularidade pelos agentes de controle, nos termos do regulamento previsto no art. 2º. Art. 9º Aplicam-se subsidiariamente, para a modalidade de pregão, as normas da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Art. 10. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória nº 2.182-18, de 23 de agosto de 2001. Art. 11. As compras e contratações de bens e serviços comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro de preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, poderão adotar a modalidade de pregão, conforme regulamento específico. Art. 12. A Lei nº 10.191, de 14 de fevereiro de 2001, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo: “Art. 2-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar, nas licitações de registro de preços destinadas à aquisição de bens e serviços comuns da área da saúde, a modalidade do pregão, inclusive por meio eletrônico, observando-se o seguinte: I - são considerados bens e serviços comuns da área da saúde, aqueles necessários ao atendimento dos órgãos que integram o Sistema Único de Saúde, cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos no edital, por meio de especificações usuais do mercado. II - quando o quantitativo total estimado para a contratação ou fornecimento não puder ser atendido pelo licitante vencedor, admitir-se-á a convocação de tantos licitantes quantos forem necessários para o atingimento da totalidade do quantitativo, respeitada a ordem de classificação, desde que os referidos licitantes aceitem praticar o mesmo preço da proposta vencedora. III - na impossibilidade do atendimento ao disposto no inciso II, excepcionalmente, poderão ser registrados outros preços diferentes da proposta vencedora, desde que se trate de objetos de qualidade ou desempenho superior, devidamente justificada e comprovada a vantagem, e que as ofertas sejam em valor inferior ao limite máximo admitido.” Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Aplicação em concurso: ESAF - 2009 - SEFAZ-SP - Analista de Finanças e Controle - Prova 1 Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Licitações; Acerca do Pregão, assinale o item correto. a) Corresponde à modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços especiais e diferenciados. b) É vedada a exigência de garantia de proposta. c) A utilização do Pregão, preferencialmente, deve ser feita por meio de participação direta dos interessados, com lances verbais. d) Tem como limite máximo estimado para realização da contratação o valor de R$ 8.000,00 (oito mil reais). e) Aplica-se, unicamente, no âmbito da União. Resposta: letra b Aplicação em concurso: CESGRANRIO - 2006 - DNPM - Técnico Administrativo - Especialidade - Informática Disciplina: Conhecimentos Gerais | Assuntos: Noções de Direito Administrativo; Em relação às modalidades de licitação previstas na Lei 8.666/93, assinale a afirmativa INCORRETA. a) Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para provimento em cargos públicos na administração pública. b)Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. c) Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. d) Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa. e) Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. Resposta: Letra a Apesar de ter o nome idêntico, a modalidade de licitação concurso não é a mesma coisa que o Concurso para provimento de Cargos da Administração Pública. Enquanto modalidade de Licitação, o Concurso visa a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. Aplicação em concurso: FCC - 2007 - TRE-SE - Analista Judiciário - Área Administrativa Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Licitações; A modalidade de licitação adequada para eleição de um trabalho científico, por meio de instituição de prêmio ou remuneração ao vencedor, é a) tomada de preços. b) concorrência. c) convite. d) concurso. e) leilão. Resposta: Letra D Aplicação em concurso: FCC - 2006 - TRT-4R - Técnico Judiciário - Área Administrativa Para a escolha de trabalho científico, técnico ou artístico, e nas concessões de direito real de uso, a Administração Pública deverá observar, respectivamente, as modalidades de licitação denominadas a) convite e concorrência. b) tomada de preços e leilão. c) concurso e concorrência. d) concurso e tomada de preços. e) leilão e convite. Resposta: Letra C. 13 – MP + PR Medida Provisória É de competência do Presidente da República Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62 No entanto, decorrente da alteração sofrida em 1995, pela leitura do art. 25, parágrafo 2º, da CF, chegou-se a interpretação que os Estados-Membros também poderiam editar Medidas Provisórias, eis que teria vetado o legislador constituinte apenas a possibilidade dos Estados editarem Medida Provisória para tratar de gás canalizado. Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. § 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. § 2º - Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5, de 1995) Aplicação em concurso CESPE - 2007 - TRT-9R - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados Compete aos estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. Resposta: certo Aplicação em concurso: (ESAF/GESTOR FAZENDÁRIO/MG/2005) O Estado-membro não pode prever na sua Constituição a possibilidade de o Governador do Estado editar medidas provisórias. Resposta: ERRADO. Embora inexista autorização expressa na Constituição Federal, o STF firmou entendimento de que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem adotar, nas suas normas de organização (Constituição e Lei Orgânica) a espécie normativa medida provisória, desde que haja previsão nas respectivas Constituição e Lei Orgânica. ADI 2391 / SC - SANTA CATARINA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Relator(a): Min. ELLEN GRACIE Julgamento: 16/08/2006 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Ementa AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 51 E PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ADOÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA POR ESTADO-MEMBRO. POSSIBILIDADE. ARTIGOS 62 E 84, XXVI DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMENDA CONSTITUCIONAL 32, DE 11.09.01, QUE ALTEROU SUBSTANCIALMENTE A REDAÇÃO DO ART. 62. REVOGAÇÃO PARCIAL DO PRECEITO IMPUGNADO POR INCOMPATIBILIDADE COM O NOVO TEXTO CONSTITUCIONAL. SUBSISTÊNCIA DO NÚCLEO ESSENCIAL DO COMANDO EXAMINADO, PRESENTE EM SEU CAPUT. APLICABILIDADE, NOS ESTADOS-MEMBROS, DO PROCESSO LEGISLATIVO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE VEDAÇÃO EXPRESSA QUANTO ÀS MEDIDAS PROVISÓRIAS. NECESSIDADE DE PREVISÃO NO TEXTO DA CARTA ESTADUAL E DA ESTRITA OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS E LIMITAÇÕES IMPOSTAS PELO MODELO FEDERAL. 1. Não obstante a permanência, após o superveniente advento da Emenda Constitucional 32/01, do comando que confere ao Chefe do Executivo Federal o poder de adotar medidas provisórias com força de lei, tornou-se impossível o cotejo de todo o referido dispositivo da Carta catarinense com o teor da nova redação do art. 62, parâmetro inafastável de aferição da inconstitucionalidade argüida. Ação direta prejudicada em parte. 2. No julgamento da ADI 425, rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19.12.03, o Plenário desta Corte já havia reconhecido, por ampla maioria, a constitucionalidade da instituição de medida provisória estadual, desde que, primeiro, esse instrumento esteja expressamente previsto na Constituição do Estado e, segundo, sejam observados os princípios e as limitações impostas pelo modelo adotado pela Constituição Federal, tendo em vista a necessidade da observância simétrica do processo legislativo federal. Outros precedentes: ADI 691, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19.06.92 e ADI 812-MC, rel. Min. Moreira Alves, DJ 14.05.93 . 3. Entendimento reforçado pela significativa indicação na Constituição Federal, quanto a essa possibilidade, no capítulo referente à organização e à regência dos Estados, da competência desses entes da Federação para "explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação" (art. 25, § 2º). 4. Ação direta cujo pedido formulado se julga improcedente. 12 – ALGUNS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO. ÓRGÃO NÃO TEM PERSONALIDADE JURÍDICA. Lembre-se de qualquer órgão do corpo do ser humano. Nenhum órgão sozinho, isolado dos demais, sobrevive. Apenas o corpo todo. Sendo assim, o ser humano, a pessoa natural, a pessoa jurídica, tem personalidade jurídica. O órgão não tem. STF – Somos um time de Futebol (11 Ministros) STJ – Somos Todos de Jesus. Idade em que Jesus Morreu (33 Ministros, no mínimo) TST – Trinta subtrai três (27 ministros) TSE – muda o t de lugar – SET (7 membros, no mínimo) STM – Somos Todos Mocinhas – idade em que a mulherdebuta (15 membros) Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada. Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros. Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos: Art. 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal, sendo três dentre oficiais-generais da Marinha, quatro dentre oficiais-generais do Exército, três dentre oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco dentre civis. Aplicação em concurso: CESPE - 2005 - TRT - 16ª REGIÃO (MA) - Auxiliar Judiciário - Serviços Gerais O Tribunal Superior do Trabalho (TST) é composto por 27 ministros, escolhidos entre brasileiros com mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, nomeados pelo presidente da República, após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal. Certo Errado Resposta: certo Aplicação em concurso: CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Área Administrativa O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será composto, no mínimo, por sete membros, escolhidos mediante eleição pelo voto secreto de três juízes entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dois juízes entre os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, por nomeação do presidente da República, de dois juízes entre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo STF. Certo Errado Resposta: certo Aplicação em concurso: 13 – PROMOÇÃO DOS MEMBROS DA MAGISTRATURA – ANTIGUIDADE e MERECIMENTO AME o seu time de futebol. As formas de promoção são por Antiguidade e por MErecimento Há requisitos para a promoção por merecimento! A TAÇA DE CAMPEÃO BRASILEIRO FICA EM DEFINITIVO COM O TIME QUE GANHARO CAMPEONATO 3 VEZES CONSECUTIVAS OU 5 VEZES ALTERNADAS. (é o caso do São Paulo, do Flamengo, que já foram campeões, alternadamente, 5 vezes. Os times de Minas Gerais, CRUZEIRO E ATLÉTICO, ESTÃO LONGE .... mas todos eles têm merecimento. Em Minas Gerais, torcer para algum desses dois times é meio que obrigatório A PROMOÇÃO POR MERECIMENTO É OBRIGATÓRIA QUANDO O MEMBRO FIGURE NA LISTA 3 VEZES CONSECUTIVAS OU 5 ALTERNADAS. COITADO DO AMÉRICA, que é o outro time da capital do Estado de Minas Gerais. ESSE AINDA ESTÁ NA DIVISÃO 2, MAS TAMBÉM TEM MERECIMENTO A promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância. Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: II - promoção de entrância para entrância, alternadamente, por antigüidade e merecimento, atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento; b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antigüidade desta, salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago; c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) d) na apuração de antigüidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros, conforme procedimento próprio, e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) e) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Essa dica também vale para os membros do Ministério Público Art. 129 (...) § 4º Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no art. 93 Aplicação em concurso: Prova: FGV - 2009 - TJ-PA - Juiz A respeito dos princípios constitucionais aplicáveis à carreira da magistratura, analise as afirmativas a seguir: I. Constitui requisito para a promoção por merecimento que o juiz figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento, votada pelo respectivo tribunal em escrutínio secreto. II. Na promoção por antiguidade, poderá ser recusada a promoção do juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços do órgão responsável pela votação, assegurada a ampla defesa. III. Constitui etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação do juiz em curso oficial ou reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados. IV. Adquirida a vitaliciedade, o juiz só poderá perder o cargo pelo voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada a ampla defesa. Assinale: a) se somente a afirmativa III estiver correta. b) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. c) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. Resposta: Letra b A letra a está errada. A constituição nada prevê quanto a escrutínio secreto. A letra D está errada. Uma vez adquirida a vitaliciedade, só haveria a perda por sentença judicial transitada em julgado. Aplicação em concurso: FCC - 2007 - MPU - Técnico Administrativo A respeito da carreira da magistratura, é correto afirmar que a) o tribunal, na promoção por antigüidade, somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado da metade de seus membros. b) o cargo inicial, provido mediante concurso público, será o de juiz de primeira instância. c) a promoção de entrância, para entrância, será feita uma vez por antigüidade e duas por merecimento e assim sucessivamente. d) é obrigatória a promoção de juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento. e) a promoção por merecimento pressupõe, dentre outros requisitos, pelo menos três anos de exercício na respectiva entrância. Resposta: Letra d. Aplicação em concurso: FCC - 2003 - TRT - 21ª Região (RN) - Técnico Judiciário - Área Administrativa É obrigatória a promoção do Juiz que figure, em lista de merecimento, a) duas vezes, consecutivas ou alternadas. b) duas vezes consecutivas ou três alternadas. c) três vezes, consecutivas ou alternadas. d) três vezes consecutivas ou cinco alternadas. e) cinco vezes, consecutivas ou alternadas. Resposta: Letra d Aplicação em concurso: CESPE - 2008 - STJ - Técnico Judiciário - Área Administrativa Mesmo que umjuiz de direito tenha figurado por três vezes alternadas na lista de promoção por merecimento para o tribunal de justiça e seja também o mais antigo da carreira, a sua promoção pode ser rejeitada pelo voto fundamentado de dois terços dos desembargadores, desde que observados outros requisitos. Certo Errado Resposta: certo. Apesar de ser obrigatória, o próprio texto constitucional faz algumas ressalvas, acrescentadas na Constituição pela Emenda Constitucional n. 45. A aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Na apuração de antigüidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros, conforme procedimento próprio, e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 14 – ATO ADMINISTRATIVO. REVOGAÇÃO X ANULAÇÃO E SEUS EFEITOS Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Vide Lei nº 11.417, de 2006). § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso." A expressão ato administrativo só aparece 2 vezes na Constituição de 1988. No entanto, cabe uma dica sobre a diferença entre revogação e anulação. A ANULAÇÃO TEM EFEITOS RETROATIVOS – EX TUNC A REVOGAÇÃO NÃO TEM EFEITOS RETROATIVOS – EX NUNC Se você ainda não entendeu, explico de outra maneira. Uso expressões corporais! ANULAÇÃO – TEM EFEITOS RETROATIVOS – EX TUNC -BATE NA TESTA (quando você bate com a sua mão na sua testa, o efeito é você voltar com a cabeça para trás, retroagindo) REVOGAÇÃO – NÃO tem efeitos retroativos– EX NUNC – BATE NA NUCA (Quando você bate em sua nuca, o efeito é você caminhar para frente, não retroagindo) Aplicação em concurso: FCC - 2007 - TRF-2R - Analista Judiciário - Área Judiciária Em relação ao controle do ato administrativo, é correto afirmar que a) a revogação do ato administrativo legal e eficaz compete apenas à Administração Pública e produzirá efeito ex-nunc. b) a anulação do ato administrativo legal e eficaz compete apenas à Administração Pública e produzirá efeito ex-tunc. c) a revogação pode ser declarada tanto pela Administração Pública quanto pelo Poder Judiciário, quando provocado. d) a existência de ilegalidade sempre é pressuposto da revogação do ato administrativo. Resposta: Letra a A Letra b está errada pois a anulação envolve a ilegalidade de um ato administrativo A letra c está errada pois o Judiciário não pode revogar um ato administrativo, em regra. Depois explico melhor. A letra d está errada pois na revogação não se discute a ilegalidade do ato administrativo. Na revogação, discute-se o mérito do ato, a conveniência e oportunidade Aplicação em concurso CESPE - 2008 - TRT - 5ª Região (BA) - Analista Judiciário - Área Judiciária A revogação do ato administrativo ocorre por motivo de conveniência e oportunidade e opera efeitos ex nunc. Certo Errado Resposta: certo. Revogação. Não retroage. Ex Nunc. Bate na Nuca. 15-PIUI – Princípios institucionais do Ministério Público Promotor natural (doutrina e jurisprudência). Indivisibilidade Unidade Independência Funcional Princípio Explicação Promotor Natural Além de ser julgado por um órgão do Judiciário independente e pré-constituído, o acusado também tem o direito constitucional de ser acusado por um órgão pré- constituído, vedando-se, por conseqüência, a nomeação de promotores ad hoc Indivisibilidade o Ministerio Publico consiste em “um todo organico, nao estando sujeito a rupturas ou fracionamento” os membros do Ministerio Publico podem ser substituidos uns pelos outros sem que haja alteracao subjetiva na relacao jurídica processual Unidade Entende-se o Ministerio Publico como “um todo organico, sob a mesma direcao, os mesmos fundamentos e a as mesmas finalidades” Os membros do Ministerio Publico integram um so orgao, todos seus membros agindo individualmente visando ao atendimento das finalidades do Ministerio Publico como um todo. No entanto, nao contraria o principio da unidade, o fato de o Ministerio Publico dividir-se em varios ramos Independência Funcional Nao ha hierarquia funcional entre os membros do Ministerio Publico Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. § 1º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. Aplicação em concurso: Prova: ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Correição - Prova 3 São princípios institucionais do Ministério Público, previstos no texto constitucional, a unidade, a indivisibilidade, a autonomia decisória e a independência funcional Resposta: errada PIUI. Autonomia decisória não é princípio institucional do Ministério Público Aplicação em Concurso CESGRANRIO - 2008 - TJ-RO - Oficial de Justiça Em relação ao Ministério Público estadual, é correto afirmar que além dos princípios da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional, assegurados expressamente pela Constituição Federal, o STF consagrou, através de sua jurisprudência, o princípio do Promotor Natural como um princípio institucional do Ministério Público. Resposta: certo Embora haja divergência na doutrina, cada vez mais o Princípio do Promotor Natural (P da dica PIUI) vem sendo reconhecido pela jurisprudência do STF. Aplicação em concurso MP AM 2001 Em razão do princípio constitucional da unidade, é juridicamente válido que um promotor de justiça do MP do Amazonas ofereça denúncia a um juiz de direito do Amapá, por exemplo, se este for o competente para julgar a ação penal, caso em que o processo dever[á ser acompanhado, doravante, pelo MP amapense. Resposta: errado. O Princípio da unidade não permite que os Ministérios Públicos de cada Estado exerçam a titularidade da ação penal, oferecendo denúncia, fora das comarcas do respectivo Estado Aplicação em concurso PGT - 2009 - PGT - Procurador do Trabalho Assinale a alternativa CORRETA: a) O Ministério PúblicoEleitoral é uma instituição dotada de autonomia administrativa, financeira e orçamentária. b) O principio da indivisibilidade não é inerente a todos os Ministérios Públicos que o sistema jurídico brasileiro instituiu. c) Existe unidade entre o Ministério Público Federal e os Ministérios Públicos Estaduais. d) O Ministério Público exerce suas funções por meio de órgãos próprios conforme os princípios de unidade, indivisibilidade e independência funcional. e) Não respondida. Resposta: Letra d Aplicação em concurso FCC - 2004 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área Administrativa A respeito do Ministério Público, é correto afirmar que a unidade e a indivisibilidade não são princípios institucionais do Ministério Público, pois suas funções são divididas entre Promotores e Procuradores de Justiça. Resposta: errado. O fato do Ministério Público ser dividido em carreiras não significa a inexistência dos princípios da Unidade e da indivisibilidade Aplicação em concurso CESPE - 2009 - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário - Área Administrativa O Ministério Público brasileiro é composto pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público dos Estados e do Distrito Federal. O Ministério Público do Trabalho é um dos ramos do Ministério Público Federal. Resposta: Errado. O Ministério Público do Trabalho é um dos ramos do Ministério Público da União. O fato do Ministério Público ser dividido em ramos não significa inexistência do Princípio da Unidade Art. 128. O Ministério Público abrange: I - o Ministério Público da União, que compreende: a) o Ministério Público Federal; b) o Ministério Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios; II - os Ministérios Públicos dos Estados 16-AS LEIS ORÇAMENTÁRIAS SÃO DE INICIATIVA EXCLUSIVA DO CHEFE DO EXECUTIVO PPA – DOM LDO - MP PPA – DOM LDO – MP Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I - o plano plurianual; II - as diretrizes orçamentárias; III - os orçamentos anuais. § 1º - A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. § 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Aplicação em concurso: Prova: CESPE - 2004 - TRE-AL - Técnico Judiciário - Área Administrativa A iniciativa do projeto de lei orçamentária anual cabe ao Poder Legislativo. Certo Errado Resposta: errado. A iniciativa é exclusiva do Executivo Aplicação em concurso: CESPE - 2007 - Petrobrás - Advogado É de competência exclusiva do Poder Legislativo iniciar o processo legislativo das matérias pertinentes ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias e aos orçamentos anuais. Certo ou errado Resposta: errado. A competência para iniciar o processo legislativo orçamentário é de exclusividade do executivo. Aplicação em concurso FCC - 2009 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista Judiciário - Área Administrativa O Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual são leis de iniciativa a) do Poder Legislativo. b) do Poder Judiciário. c) do Poder Executivo. d) do Poder Executivo em conjunto com o Legislativo. e) dos três Poderes em conjunto. Resposta: letra C. As leis orçamentárias são leis de iniciativa Exclusiva do Poder Executivo Aplicação em concurso FCC - 2009 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista Judiciário - Área Judiciária As iniciativas das leis orçamentárias (Lei do Plano Plurianual - PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e Lei do Orçamento Anual - LOA), cujos projetos deverão ser apresentados ao Legislativo, privativamente pelo Chefe do Executivo, nos prazos estabelecidos pela Constituição Federal, denominam-se a) suplementares. b) parlamentares. c) gerais. d) discricionárias. e) vinculadas. Resposta: Letra e. Se a competência é exclusiva do Poder Executivo, isso significa que é vinculada, não cabendo a Esse Poder decidir entre iniciar ou não o Processo Legislativo orçamentário. Aplicação em concurso: FCC - 2008 - TRT - 18ª Região (GO) - Analista Judiciário - A Constituição Federal, no capítulo das Finanças Públicas e na seção dos orçamentos, prevê que leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão I. o plano plurianual; II. as diretrizes orçamentárias; III. os orçamentos anuais. É correto o que consta em a) II e III, apenas. b) I e III, apenas. c) I, II e III. d) I e II, apenas. e) III, apenas. Resposta: Letra c. O PPA, a LDO e a LOA são de iniciativa do Poder Executivo. Aplicação em concurso: CESPE - 2009 - ANAC - Técnico Administrativo O plano plurianual contém as metas e as prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, e orienta a elaboração da lei orçamentária anual, entre outras atribuições. Certo ou errado Resposta: errado PPA – DOM (Diretrizes, objetivos e Metas) LDO – MP (Metas e Prioridades) O examinador inverteu as ordens. Por isso, a alternativa está errada. Aplicação em concurso FCC - 2005 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista Judiciário - Contabilidade A lei que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras dela decorrentes é a a) de diretrizes orçamentárias. b) do orçamento anual. c) do plano plurianual. d) dos planos e programas nacionais. e) do plano diretor. Resposta: letra C PPA – DOM (Diretrizes, objetivos e metas) Aplicação em concurso: FCC - 2007 - TRE-PB - Analista Judiciário - Área Administrativa Nos termos da Constituição Federal, compõe a lei de diretrizes orçamentárias: a) metas e prioridades para os 4 (quatro) anos do mandato e orientações para elaboração do orçamento anual. b) orçamento fiscal; orçamento de investimento das estatais; orçamento da seguridade social. c) metas e prioridades para o exercício subseqüente; alterações na legislação tributária; política de aplicação das agências oficiais de fomento. d) programas de duração continuada; diretrizes e objetivos para as despesas de capital; critérios para limitação de empenho. e) todos os investimentos cuja execução ultrapasse um exercício financeiro. Resposta: Letra C LDO – MP (Metas e Prioridades). O PPA é a única das leis orçamentárias que têm vigência de 4anos. Por isso, a letra a está errada. 16 - MP LDO (É A MESMA DICA MNEMÔNICA ACIMA) Cabe ao Ministério Público elaborar a sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na LDO Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.§ 3º - O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. § 4º Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 3º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VALE PARA O JUDICIÁRIO TAMBÉM! Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. § 1º - Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. § 2º - O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete: I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais; II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos Presidentes dos Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais. § 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Aplicação em concurso ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Tecnologia da Informação - Prova 2 Sobre o Ministério Público da União, assinale verdadeiro ou falso. Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias (LDO), o Poder Executivo considerará, para fi ns de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na LDO Resposta: certo. Não confunda proposta orçamentária como iniciativa exclusiva da Lei orçamentária. Cabe ao MP elaborar a sua proposta orçamentária nos limites da LDO. 17) CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO – URGENTES MEDIDA PROVISÓRIA – URGÊNCIA A Única das Leis orçamentárias que pode ser editada por Medida Provisória é o Crédito Extraordinário. E ambos têm como um de seus requisitos a URGÊNCIA. Todas as demais NÃO podem (PPA, LDO, LOA, créditos adicionais, ou seja os créditos especiais e os suplementares) por vedação Constitucional. Art. 167.: (...) § 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62. Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) I - relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) (...) d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) Aplicação em concurso ESAF - 2004 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Comum a todos - Prova 2 Na questão abaixo, relativa às finanças públicas, marque a única opção correta. a) Segundo a CF/88, as disponibilidades de caixa dos municípios poderão ser depositadas em instituições financeiras oficiais ou privadas, a critério do município. b) Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelo Congresso Nacional, em sessão conjunta, unicameral. c) Segundo a CF/88, é possível o uso de Medida Provisória com a finalidade de abertura de crédito extraordinário para atender a despesas decorrentes de comoção interna. d) A CF/88 autoriza, em caráter excepcional, a concessão de empréstimos, pelo Governo Federal, a municípios, inclusive por antecipação de receita, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista. e) A vedação de vinculação de receita de impostos a despesas, prevista na CF/88, impede a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos municipais para a prestação de garantia à União. Resposta: Letra c 18 – PATRIMÔNIO NACIONAL NÃO É A MESMA COISA QUE BEM PÚBLICO DE DOMÌNIO DA UNIÃO SÃO PATRIMONIO NACIONAL: FA/MA/PM/ZC/SM FA MA PM ZC SM Nós Queríamos ter muita FAMA. Moravamos com nosso Pai e com nossa Mãe. Como somos mineiros, gostaríamos muito de morar na praia, ou seja, na Zona Costeira ou na Serra do Mar. Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê- lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. § 4º - A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato- Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. Aplicação em concurso CESPE/OAB/1º EXAME/2009 Tendo em vista as normas sobre meio ambiente constantes da CF, assinale a opção correta. A Em face do princípio constitucional da livre iniciativa, os recursos minerais podem ser explorados independentemente de autorização ou de concessão do poder público, mas o explorador deve promover a recuperação do meio ambiente degradado de acordo com as normas técnicas exigidas pela administração. B O meio ambiente é bem de uso especial, sob domínio do Estado, e sua utilização se dá por interesse da administração. C Compete à União, aos estados e ao DF legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, proteção do meio ambiente e controle da poluição. Aos municípios cabe suplementar a legislação federal e a estadual, no que couber. D A floresta amazônica brasileira, a mata atlântica e o pantanal mato-grossense são considerados patrimônio nacional. Assim também o são a Serra do Mar, a zona costeira, o cerrado e a caatinga, devendo a utilização de qualquer dessas áreas dar-se na forma da lei. Resposta: Letra c. Veja a letra d. Ela coloca 2 biomas importantíssimos, mas que não foram escolhidos pelo Legislador Constituinte como patrimônio Nacional. Portanto muito Cuidado. Segundo a Constituição Cerrado e Caatinga não são patrimônio nacional Aplicação em concurso: (OAB CESPE Nacional Exame 2009.3) O § 4.º do art. 225 da CF estabelece que “a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais”. Em face desse dispositivo, assinale a opção correta. a) Tal preceito constitucional converteu em bens públicos os imóveis particulares abrangidospelas florestas e pelas matas nele referidas. b) A mata atlântica, que integra o patrimônio nacional, é considerada bem da União. c) O poder público está impedido de promover a desapropriação de imóveis rurais para fins de reforma agrária nas áreas referidas no preceito constitucional em apreço. d) Os proprietários dos imóveis particulares inseridos nas florestas e matas referidas nesse dispositivo constitucional podem utilizar os recursos naturais existentes nessas áreas, desde que observadas as prescrições legais e respeitadas as condições necessárias à preservação ambiental. Resposta: Letra d. O fato de ser patrimônio nacional não significa que a Constituição desapropriou todos os bens particulares existentes na Floresta Amazônica, na Mata Atlântica, no Pantanal, Na Zona Costeira ou na Serra do Mar. A Constituição apenas deu uma importância maior para esses biomas. Por essa razão, a letra a está errada. Patrimônio nacional não é a mesma coisa que bem de domínio da União, o que não impede-a de desapropriar os bens privados existentes nas áreas denominadas patrimônio nacional. Por isso, a letra c está errada. Os bens que são de domínio da União estão previstos no artigo 20 da CF Art. 20. São bens da União: I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei; III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; IV - as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as áreas referidas no art. 26, II; IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 46, de 2005) V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; VI - o mar territorial; VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos; VIII - os potenciais de energia hidráulica; IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo; X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. A competência da União, do art. 22 da CRFB, para legislar privativamente: CAPACETE de PM Comercial Agrário Penal Aeronáutico Civil Eleitoral Trabalho Espacial Processual Marítimo PODER JUDICIÁRIO: art. 92 e seguintes Número de Ministros dos Tribunais Superiores: S.T.F. (Supremo Tribunal Federal) - Somos Time de Futebol - time de futebol tem qtos jogadores? 11 ministros! S.T.J (Superior Tribunal de Justiça) - Somos Todos de Jesus - com qtos anos jesus morreu? 33 ministros! T.S.T (Tribunal Superior do Trabalho) - Trinta Sem Tres - esse é matemática. 27 ministros! T.S.E. (Tribunal Superior Eleitoral) - pega o T e põe depois do E! faz o que? SET isso mesmo, 7 ministros!. S.T.M (Superior Tribunal Militar) - Somos Todas Moças - com qts anos as meninas viram moçinhas? 15 ministros!!! 7. Este macete é muito interessante. Auxilia na memorização de todos os cargos exclusivos de brasileiros natos previstos pela constituição federal. Para lembrar de tais cargos, lembre de MP3.COM Vejamos: Ministro do STF Presidente e Vice Presidente da República Presidente do Senado Federal Presidente da Câmara dos Deputados . Carreira Diplomática Oficial das Forças Armadas Ministro de Estado de Defesa 8. Este macete irá lhe auxiliar na memorização de todos os ramos do direito em que a competência para legislar é concorrente entre a união, estados e DF. Lembre-se de PUTO-FE: Penitenciário Urbanístico Tributário Orçamentário Financeiro Econômico