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Estudo dirigido Instrumentação laboratorial Quais são as vidrarias utilizadas em laboratório são e que não são de precisão. Quais são os tipos de pipetas e como são utilizadas? Qual a forma correta de acertar o meninsco? Qual a função das capelas no laboratório? Descreva a forma correta da pesagem de substâncias em balança analítica e semi-analitica. Descreva passo a passo como se manuseia a pêra. Quais são os materiais utilizados em associação com o bico de bunsen para o aquecimento de soluções? Quais são as partes de um microscópio e qual a função de cada uma? Quais os tipos de microscópios e qual o principio e partes de cada um deles (tipo de luz)? RESPOSTAS: 1- Vidrarias de precisão: possuem graduação (permite a medida do volume interno de líquido), capacidade e temperatura de aferição (quando fabricada, sua capacidade volumétrica é medida a exatos 20°C, o que permite a confiabilidade volumétrica quando manipulada à esta mesma temperatura). Exs.: proveta graduada, pipeta volumétrica, pipeta graduada, bureta, pipeta de Sahli etc. - Vidrarias de semi-precisão: apresentam somente o volume aproximado, indicando sua margem de erro que pode ser de 10% ou 5%. Ex.: becker, balão volumétrico. - Vidrarias de não-precisão: não apresentam escala nem margem de erro. Exs.: balão de fundo chato e de fundo redondo, vidro de relógio. As vidrarias de precisão nunca devem ser aquecidas, pois perdem sua precisão em virtude da dilatação sofrida pelo vidro durante o processo de aquecimento. 2-Pipetas Manuais: são o tipo mais comum de pipeta, e estão disponíveis em maior quantidade de modelos. Pipeta de Pasteur: a mais comum, possui apenas abertura inferior e conta com um balão que expulsa o ar quando pressionado. São mais baratas, fabricadas em plástico e descartáveis; Pipeta volumétrica: são perfeitas para medição e transferência de líquidos. Não podem ser aquecidas em hipótese alguma, pois isto alteraria a precisão Pipeta graduada: apresenta diversas graduações em sua extensão, o que permite a sucção de distintos níveis de líquidos. A pipeta graduada pode ser graduada de escoamento parcial (com duas marcas de calibração e duas linhas coloridas no topo) ou pipeta graduada de escoamento total (graduada até a ponta inferior e com uma linha colorida no topo). Pipetas Eletrônicas : Possibilita uma medição muito mais precisa do que os modelos manuais, porém são instrumentos laboratoriais com preço mais elevado. As pipetas eletrônicas estão mais presentes em laboratórios que realizam exames médicos ou pesquisas. Um ponto interessante das pipetas eletrônicas é que as pontas são normalmente descartáveis, o que evita contaminação. São classificadas entre: Micropipeta digital tipo monocanal: eficaz para dispensa tanto de volume fixo, como também de volume variável; Micropipeta digital tipo multicanal: permite somente dispensa de volume variável; Micropipeta eletrônica padrão e multicanal: no primeiro caso (padrão) é uma micropipeta eletrônica do tipo dispensa de volume fixo ou variável. Já o modelo multicanal é somente para volume variável. 3 - O ajuste correto do menisco é um pré-requisito para uma medição volumétrica exata.Para ajustar o menisco sem erro, o instrumento volumétrico deve ser mantido na posição vertical e os olhos do observador devem estar na mesma altura do menisco. Nesta posição a marca anelar é visualizada como uma linha. O menisco aparece escuro e com visualização mais fácil em frente a um fundo claro e com um pedaço de papel escuro mantido imediatamente abaixo da marca anelar de graduação.O ponto mais baixo do menisco deve tangenciar a borda superior da marca de volume. Não ajustar atrás da marca ou abaixo. 4 - A Capela de exaustão é um equipamento de proteção coletiva essencial em todos os laboratórios que tenham algum tipo de trabalho com manipulação de produtos químicos tóxicos, vapores agressivos, partículas ou líquidos em quantidades e concentrações perigosas prejudiciais à saúde. Por isso a sua importância no laboratório e a obrigatoriedade de toda manipulação que possa ocasionar uma reação perigosa ser feita dentro da capela. A principal função de uma capela de exaustão é exaurir vapores, gases e fumos, mas serve também como uma barreira física entre as reações químicas eo ambiente do laboratório, oferecendo assim uma proteção aos usuários e ao ambiente contra a exposição de gases nocivos, tóxicos, derramamento de produtos químicos e fogo. A Capela de exaustão é considerada um equipamento de segurança que por si só não garante a proteção se o operador não estiver familiarizado com as técnicas corretas de uso. 5- A Balança Analítica é um dos equipamentos de laboratório utilizados quando o usuário necessita de precisão no processo de análise. As balanças analíticas são indicadas para se obter massas com maior exatidão, já a balanças semi-analíticas são recomendadas quando a necessidade de resultados confiáveis não é crítica. A precisão e a segurança com o uso da balança analítica estão relacionadas também com o local da pesagem, considerando alguns aspectos como o ambiente possuir janelas, mas deve-se evitar a luz solar direta e corrente de ar, tomar os devidos cuidados com relação a choques e vibrações, entre outros cuidados para garantir ainda mais a precisão dos resultados. 6-Também chamadas de pipetadores por três vias, as pêras de sucção são utilizadas para auxiliar na sucção de líquidos em pipetas. Elas têm a mesma função que um pipetador em plástico desmontável.São fabricadas em borracha e possuem três válvulas com esferas de vidro ou aço inox. As pêras de sucção são usadas em procedimentos laboratoriais para evitar que o usuário tenha contato direto com os líquidos manuseados. A pêra de sucção serve justamente para proteger as pessoas durante o manuseio de líquidos perigosos. O instrumento é composto de pipeta graduada (cilíndrica ou volumétrica) e pipetador (pêra de sucção). Por gerar uma pressão diferente da atmosférica, a pêra de sucção facilita a subida do líquido. Porém, para que ele seja escoado, o sistema precisa estar aberto. O funcionamento de uma pêra de sucção se dá por meio de válvulas que possibilitam a retirada de ar de seu interior. Para utilizá-la, é necessário acoplar a pêra de sucção na extremidade superior da pipeta: esvazie a pêra, apertando tanto a válvula A quanto seu corpo. Para o líquido subir pela pipeta, aperte a válvula S. Para liberá-lo, aperte a válvula E, localizada na lateral, que permite descartar o líquido. Todas estas válvulas são identificadas. Ao manusear uma pêra de sucção, recomenda-se a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), tais como óculos de segurança, avental, luvas e calçados fechados. Após o uso, retire a pipeta e a mantenha cheia de ar, guardando-a em local protegido. 7 Bico de Bunsen: Aquecedor a gás com chama de temperatura variável, de acordo com a regulagem. Tripé de ferro: Usado como apoio para tela de amianto e outros objetos a serem aquecidos. Tela de amianto: suporte para as peças a serem aquecidas. A função do amianto é distribuir uniformemente o calor recebido pela chama do bico de Bunsen. Pinça é muito empregada para segurar objetos aquecidos. 8 O tipo de microscópio mais utilizado atualmente é o óptico que funciona com um conjunto de lentes que ampliam a imagem a imagem transpassada por um feixe de luz. Conheça as partes principais desse mecanismo: Sistema de oculares: contêm duas lentes oculares, que ampliam a imgem formada pelas objetivas, ajustando possíveis deficiências ópticas. Sua capacidade de aumento gira em torno de 10x a 15x. Lentes objetivas: conjunto de lentes que se sobrepõem, ampliando a imagem do objeto observado. Geralmente, um microscópio tem três ou quatro lentes objetivas, proporcionando poderes de aumento que variam de 4x, 10x, 40x e 100x. Revólver: utensílio giratório que acopla as lentes objetivas, modificando o aumento de acordo com o giro. Platina: plataforma plana que tem como função suportar o material ou lâmina que está em observação.Possui uma passagem de vidro por onde os raios de luz atravessam. Diafragma: controla tamanho e intensidade do cone de luz que é projetado sobre o objeto. Condensador: controla o foco e posicionamento da luz sobre a amostra analisada. Botão macrométrico: permite a movimentação da platina para cima e para baixo, favorecendo o melhor ajuste de foco. Lente ocular é constituída por duas lentes que ampliam a imagem formada pelas objetivas e ajusta possíveis deficiências ópticas. Tubo ou canhão serve de suporte para as lentes oculares. Revólver ou Óptico utensílio giratório que tem como função portar as lentes objetivas. Objetivas são um sistema de lentes com diferentes aumentos e seu número varia de acordo com o microscópio. Braço ou coluna está fixado à base e serve de estruturação para o restante do aparelho de microscopia. Platina ou mesa serve como apoio para o material a ser observado, possui uma passagem de vidro por onde os raios de luz atravessam e também é dotada de parafusos dentados permitindo o deslocamento do material pela mesma. Condensador e diafragma são responsáveis pela uniformidade da iluminação e redução ou ampliação da região a ser iluminada. Lâmpada embutida é a fonte de luz do sistema. Pé ou base trata-se do apoio e do ponto de fixação do microscópio. Parafuso macrométrico é um objeto passível de rotação e permite a movimentação vertical da mesa. Parafuso micrométrico por sua vez é responsável pelos movimentos verticais e sutis da mesa, permitindo aperfeiçoar a focagem. Charriot é responsável pela movimentação lateral da lâmina em observação, sendo possível analisá-la de forma totalitária 9 Microscópio Composto Um dos miscroscópios mais comuns, o microscópio composto usa duas lentes para ampliar uma estrutura: a lente objetiva e a lente ocular. Microscópio Óptico É também um tipo comum de microscópio. Usa a luz para iluminar estruturas para o observador por meio de lentes de refração e oculares de vidro. Microscópios fluorescentes funcionam pelo mesmo princípio, mas usam um comprimento de onda diferente de luz. Microscópio Digital Um microscópio digital é composto por um microscópio, uma câmera de vídeo e uma tela de visualização. Oculares não entram no jogo, já que a imagem pode ser colocada em uma tela de vídeo. Microscópio Eletrônico Ao invés de luz, microscópios eletrônicos usam elétrons para fazer a estrutura visível por meio de lentes eletrostáticas e eletromagnéticas. Está entre os mais poderosos tipos de microscópios, com microscópios eletrônicos de varredura produzindo imagens 3D e microscópios de transmissão eletrônica que produzem imagens 2D. Microscópio Estéreo Também conhecido como microscópio de dissecção, tem duas objetivas para capturar luz e criar efeito tridimensional para o observador. Microscopia de luz Também chamada de microscopia óptica, a microscopia de luz combina métodos tradicionais de formação de imagem com princípios de aumento de resolução, permitindo a observação de detalhes de até 200 nanômetros. Os microscópios ópticos são, geralmente, utilizados em laboratórios de análises e se dividem em: 1. Microscópio ultravioleta Neste tipo, utiliza-se a radiação ultravioleta, que tem um comprimento de onda para a luz visível, melhorando o limite de resolução. 2. Microscópio de fluorescência A observação dos espécimes é feita através da fixação de substâncias fluorescentes (fluoro e cromos), que, ao receberem luz, podem ser observados através do brilho gerado. 3. Microscópio de contraste de fase Transforma diferentes fases dos raios de luz em diferenças luminosas, permitindo a observação dos espécimes através do contraste gerado. 4. Microscópio de polarização Constituído por dois prismas – um polarizador e outro analisador – este tipo de microscópio é utilizado na observação de materiais birrefringentes (estruturas anisotrópicas, com índices diferentes de refração como os ossos, músculos, fibras, cabelos, etc.). Microscopia eletrônica Os microscópios eletrônicos utilizam, em vez da luz, um feixe de elétrons, para iluminar a amostra, combinado a lentes eletrostáticas e eletromagnéticas. Sua capacidade de ampliação é superior a dos microscópios de luz, atingindo um nível de resolução de 0,2 nanômetros. Os tipos principais são: 1. Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) Capazes de produzir imagens em alta resolução, estes microscópios ampliam em até 100 mil vezes objeto e permitem obter imagens tridimensionais, sendo bastante utilizados para a observação da estrutura superficial da amostra. 2. Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET) Este tipo permite examinar detalhes ínfimos, ampliando o objeto em até um milhão de vezes. Seu funcionamento consiste na emissão de um feixe de elétrons que interage com a amostra enquanto a atravessa, formando uma imagem aumentada. Para a observação neste tipo de microscópio é necessário que o material seja cortado em camadas bem finas. Ao contrário da microscopia óptica, este tipo não utiliza lentes de vidro, mas sim ponteiras de vidro com alta sensibilidade à superfície da amostra, permitindo a formação de uma imagem com informações tridimensionais. Além da grande resolução, os microscópios que utilizam essa tecnologia podem medir características como dureza e elasticidade do material.