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RESINAS COMPOSTAS Desenvolvidas no final da década de 50, por estudos de BOWEN. Em 1962, juntou a resina epóxica com a resina acrílica, obtendo uma resina com matriz de Bis-GMA (bisfenol glicidil metacrilato). As resinas compostas contendo Bis-GMA, quimicamente ativadas, foram comercializadas em 1964. As resinas de macropartículas fotopolimerizadas pela Luz Halógena surgiram em 1977. As microparticuladas em 1978 e as híbridas em 1979. Na década de 90, foi a vez das resinas microhíbridas. Em 2005, surgiram as resinas nanoparticuladas. MACRO MICRO HÍBRIDA NANO Tamanho x Volume Classificação da Resina Composta quanto ao grau de viscosidade Regular ou Convencional – carga inorgânica e viscosidade menores que a condensável; Fluida (tipo “Flow”) – grande escoamento, baixa viscosidade e pequena quantidade de carga inorgânica; Condensável ou Compactável – grande quantidade de carga inorgânica e alta viscosidade. Classificação da Resina Composta quanto as propriedades ópticas Translúcidas Opacas Classificação da Resina Composta pelo sistema de ativação RC quimicamente ativada RC fotoativada Propriedades da Resina Composta Resistência ao desgaste (desvantagem da RC); Lisura superficial (relacionada ao tamanho da partícula); Contração de polimerização (1 a 3%, contrae em direção a parede aderida); Infiltração marginal (diminuída com a evolução dos Adesivos); Expansão Higroscópica (absorve água e expande); Estabilidade de cor (variação da cor entre 2 a 5 anos); Radiopacidade (característica necessária para diferenciar interface dente-restauração). Reação de Polimerização O iniciador, a cânforoquinona, absorve energia num espectro de luz visível azul, entre 400 a 500nm, sendo 468nm o ideal, dando início a conversão dos monômeros em polímeros. Quanto maior a intensidade da luz maior o grau de conversão da RC, ou seja, maior a quantidade de cadeias poliméricas formadas, favorecendo assim as propriedades físico-mecânicas da RC. Contração de Polimerização É o resultado da aproximação dos monômeros entre si, durante a formação da cadeia polimérica. Quanto > o grau de conversão > a contração de polimerização. É um dos fatores que contribui para o insucesso da RC. Ocorre em todas as resinas compostas. Contraem 1 a 3% do volume em direção as paredes aderidas, e não, em direção a luz como acreditavam até pouco tempo. Fator de configuração cavitária Fator C É a proporção entre o número das superfícies aderidas com as superfícies livres. Para reduzir o efeito do Fator C, utilizar a Técnica Incremental Processo de Polimerização Ponto Gel Fase Pré-Gel Fase Pós-Gel São inúmeros passos, a princípio são formadas cadeias poliméricas lineares, as quais vão se ramificando para formar cadeias cruzadas. Ponto Gel É o momento em que a resina passa do estado fluido para o estado viscoso. A partir desse ponto a resina sofre um stress que é transferido para a interface dente-restauração. Nessa fase as moléculas podem deslizar e adquirir novas posições, compensando o stress da contração de polimerização. O stress gerado pela contração não é transferido para a interface de união, por isso que essa fase deve ser prolongada. Fase Pré-Gel Fase Pós-Gel Nessa fase a capacidade de escoamento da resina fica restrita. Toda a força do stress de contração gerado, a partir desse ponto, será transferido para a interface de união. Técnicas de Fotopolimerização Convencional – intensidade constante da luz do aparelho, potência máxima, 20 a 40 segundos, não estende a fase pré-gel gerando assim um maior stress na interface adesiva. Step – inicia a polimerização com uma potência mais baixa do aparelho e depois coloca na mais alta, com isso, estende a fase pré-gel levando a diminuição do stress na interface adesiva. Ramp – a luz é aplicada a uma intensidade baixa e vai aumentando gradativamente, estendendo assim a fase pré-gel e gerando um menor stress na interface adesiva. Pulso Tardio – cada incremento é fotopolimerizado por 5 segundos em potência baixa, e ao final fotopolimeriza por 1 minuto cada face em potência máxima. Técnica que gera o menor stress de contração de polimerização e a melhor adaptação marginal. Fontes de Energia Luz Halógena (produz calor considerável); Arco de Plasma de Xenônio (produz mais calor que a Halógena e de alto custo); Laser de Argônio (produz menos calor que a Halógena e que o Xenônio, mas é de alto custo); Light Emitting Diode (LED) (produz menos calor que todos acima e de custo um pouco mais alto que a Halógena). Apenas polimeriza resinas a base de canforoquinona.