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Programa de Educação Continuada a Distância Curso de DNA Forense Aluno: EAD - Educação a Distância Parceria entre Portal Educação e Sites Associados 2 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Curso de DNA Forense MÓDULO I Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na bibliografia consultada. 3 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores SUMÁRIO Módulo I Introdução Breve histórico do DNA forense Fundamentos de biologia molecular Módulo II DNA genômico x DNA mitocondrial Marcadores de variação genética Análise do DNA forense: aspectos gerais Estudo da metodologia aplicada à identificação humana Exame pericial em local de crime Módulo III Coleta do material biológico Extração de DNA Quantificação de DNA Reação de amplificação pela polimerase - PCR Módulo IV Eletroforese e detecção dos fragmentos de DNA Gel de agarose Gel de poliacrilamida Eletroforese capilar 4 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Módulo V Interpretação dos resultados Análise de outros perfis genéticos Cromossomo Y DNA mitocondrial Controle de qualidade dos laboratórios Controle de qualidade externo: testes de proficiência em genética forense Considerações finais Glossário Referências bibliográficas 5 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO I Introdução A identificação humana pelo estudo do perfil genético é amplamente utilizada em casos de caracterização de vínculo genético familiar, seja em processos cíveis (ex.: exclusão ou não da paternidade), como também em processos criminais (ex.: cadáveres e materiais biológicos encontrados na cena do crime). Atualmente, a mídia tem contribuído de forma significativa para a divulgação e popularização dessa tecnologia, que vem evoluindo sobremaneira nas últimas duas décadas. No entanto, algumas considerações sobre essa tecnologia não passam de mito, pois não se pode concluir que “o DNA resolve tudo”, mas que a análise do perfil genético pode auxiliar na identificação humana fazendo parte das provas periciais de um determinado caso criminal ou civil. Segundo Butler (2005), os testes de DNA para identificação humana podem ser utilizados para: Casos forenses: análise do DNA do suspeito com aquele obtido da evidência biológica encontrada na cena do crime ou nas vítimas; Teste de paternidade ou caracterização de vínculo genético familiar: exclusão ou não de supostos pais, filhos, mães e outros membros da família; Desastres em massa: identificação dos fragmentos humanos e dos corpos encontrados em um desastre com inúmeras vítimas; Investigações históricas; Investigações de pessoas desaparecidas; 6 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Identificação de militares; Banco de DNA de criminosos ou de evidências biológicas. Para isso, é necessário que alguns conhecimentos sejam adquiridos para sua posterior realização laboratorial. Tais conhecimentos teóricos serão ensinados nesse curso, que englobará desde os fundamentos básicos da biologia molecular até a elaboração de protocolos para a realização do estudo do DNA forense. 7 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Breve Histórico do DNA Forense Antes da utilização do DNA para identificação humana, os genes e suas estruturas foram estudados para outras finalidades, sendo resumidamente descrito a seguir: 1856-1863: Gregor Mendel Figura 1: Gregor Mendel → Considerado o “pai da genética moderna” → Estabeleceu as regras da herança genética → Realizou experimentos com 21.000 plantas híbridas para estabelecer o conceito de herança genética (Figura 2). 8 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 2: Resumo dos experimentos realizados por Mendel, com diversos tipos de plantas e sua herança genética, com a presença de genes dominantes YY e recessivos yy. 1900-1933: Thomas Hunt Morgan (Figura 3) Figura 3: Thomas Hunt Morgan contribuiu para a genética moderna ao descobrir a herança cromossômica e a recombinação genética. 9 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores → Descobriu a herança cromossômica (Figura 4) e a recombinação genética, na qual os ocorre a troca de fragmentos cromossômicos antes da divisão celular (Figura 5). Figura 4: Representação esquemática dos resultados dos experimentos de Morgan: herança de genes ligados ao cromossomo X. Figura 5: Esquema ilustrativo do método de recombinação genética dos cromossomos. 10 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 1944: Avery, MacLeod e McCarty (Figura 6) → Atribuíram ao DNA a herança genética Figura 6: Fotografias dos pesquisadores que estudaram a herança genética do DNA. 11 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Grupos sanguíneos: Antes dos testes utilizando-se ácidos nucléicos, muitos tipos de exames sanguíneos eram utilizados para auxiliar na investigação de paternidade. Esses testes, baseados em diferentes sistemas de grupos sanguíneos ofereciam resultados de até 70 a 90%, se todos fossem analisados e combinados. Os grupos sanguíneos recomendados pela Associação Médica Americana eram os sistemas eritrocitários: ABO, Rh, MNs, Kell, Duffy, Kidd e o sistema sanguíneo leucocitário HLA (PAGE-BRIGHT, 1982). 1953: James Watson e Francis Crick (Figura 7). → Descoberta da estrutura do DNA (Figuras 8 e 9) Figura 7: Watson e Crick. 12 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 8: Fórmula química de uma cadeia simples de ácido nucléico e diagrama da molécula de DNA. Figura 9: Modelo original da molécula de DNA descrita por Watson e Crick em 1953.13 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 1985 – Alec Jeffreys (Figura 10): Figura 10: Alec Jefreys em seu laboratório – a origem da análise do perfil de DNA. → DNA fingerprint ou impressão digital de DNA (Figura 10 e 11) foi descrito pela primeira vez por Alec Jeffreys, em 1985, e revolucionou a análise do DNA visando a caracterização de vínculo genético. A identificação das regiões polimórficas é realizada empregando-se Polimorfismo de Comprimento de Fragmentos de Restrição (Restriction Fragment length polymorphism – RFLP), no qual o DNA é submetido à digestão utilizando-se enzimas de restrição específicas que cortam a dupla fita de DNA em regiões determinadas. Os fragmentos são separados eletroforeticamente, e posteriormente desnaturados, neutralizados e transferidos do gel de eletroforese para uma membrana de nylon, em um processo denominado Sourthen blotting. Mediante a presença de uma solução de hibridização com sondas específicas contendo fósforo radioativo, os fragmentos de DNA fita simples irão 14 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores hibridizar e aqueles não correspondentes serão removidos. Após a autorradiografia, os VNTRs poderão ser visualizados para análise (Figura 11 e 12) (COMMITTEE ON DNA TECHNOLOGY IN FORENSIC SCIENCE, 1992; JEFFREYS, 1985). Figura 11: Análise da impressão digital de DNA por Alec Jeffreys. 15 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 12: Representação esquemática da análise de Repetições Consecutivas de Número Variável ou VNTR. Desde então, algumas tecnologias foram desenvolvidas incluindo a análise de Repetições Consecutivas Curtas ou STRs (Edwards et al, 1991) por gel de poliacrilamida corados por prata (Nelleman et al, 1994) ou analisados por equipamentos semiautomáticos que utilizam gel de poliacrilamida e realizam a leitura por laser dos fragmentos amplificados pela PCR com iniciadores marcados com fluoróforos que emitem fluorescência (Kimpton et al, 1993; Gill et al, 1995). Atualmente, a eletroforese por capilar (Pearce et al, 1993) é amplamente utilizada e possui o mesmo princípio que a eletroforese em gel analisados por laser, com a 16 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores diferença de que possui capilares para a separação eletroforética dos fragmentos de DNA (Butler, 2005). Há também relatos da utilização de microchips de DNA para a análise de STRs (Radtkey et al, 2000; Huang et al, 2004; Divine e Allen, 2005; Bienvenue et al, 2005), podendo também ser um potencial para a análise futura dos STRs (Figura 13). Figura 13: Eventos históricos no mundo e no Brasil relacionados à análise de DNA forense. O Projeto Genoma concluído agora pode identificar pelo sequenciamento do DNA humano a localização de genes, revelando que há provavelmente cerca de 20.500 genes humanos. Tal fato revelou ao mundo informações detalhadas sobre a estrutura, organização e funcionamento do conjunto completo de genes humanos. O Consórcio 17 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Internacional para Sequenciamento do Genoma Humano publicou o primeiro rascunho do genoma humano na revista Nature, em fevereiro de 2001, com a sequência de todo o genoma de três milhões de pares de bases, cerca de 90% completo. A surpreendente conclusão desta primeira versão era de que o número de genes humanos pareceu ser significativamente menor do que estimativas anteriores, a qual variou de 50.000 genes a 140.000 (NATIONAL HUMAN GENOME RESEARCH INSTITUTE, 2008). A sequência completa foi concluída e publicada em abril de 2003. Após a publicação da maioria do genoma, em fevereiro de 2001, Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (National Human Genome Research Institute – NHGRI), observou que o genoma poderia ser pensado em termos de um livro com várias utilizações: “Trata-se de um livro de história, uma narrativa da viagem da nossa espécie através do tempo. É um trabalho manual, com um projeto para construção incrivelmente detalhado de cada célula humana. E é um livro-texto transformador da medicina, com informações que darão aos profissionais da saúde novos poderes para tratar, prevenir e curar as doenças” (NATIONAL HUMAN GENOME RESEARCH INSTITUTE, 2008). As ferramentas criadas através do Projeto Genoma também estão sendo utilizadas para caracterizar o genoma de outros organismos usados extensivamente em pesquisa biológica como ratos, moscas e frutas. Tal pesquisa é importante porque a maioria dos organismos tem genes muito semelhantes ou “homólogos”, possuindo funções similares. Estes objetivos são necessários e continuarão a exigir uma variedade de novas tecnologias que tornarão possível e relativamente rápido construir um primeiro esboço do genoma humano, assim como aperfeiçoar este projeto (NATIONAL HUMAN GENOME RESEARCH INSTITUTE, 2008). 18 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores As técnicas utilizadas no projeto genoma incluem: → Sequenciamento de DNA; → O emprego da técnica de análise de Fragmentos de Restrição dos Polimorfismos de Comprimento (RFLP); → Cromossomos artificiais em levedura (YAC); → Cromossomos artificiais em bactéria (TAS); → A reação em cadeia da polimerase (PCR); → Eletroforese. Fonte: An Overview of the Human Genome Project. Disponível em http://www.genome.gov/12011238 19 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fundamentos de Biologia Molecular O DNA (ácido desoxirribonucléico) armazena toda a informação genética, sendo encontrado nos cromossomos do núcleo e nas mitocôndrias, a maior parte localizada no primeiro (Figuras 14 e 15). Figura 14: A célula é a unidade básica de todos os indivíduos vivos. 20 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 15: DNA a molécula da vida: do cromossomo a cadeia dupla de DNA. 21 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores O DNA pode ser extraído de amostras de sangue, de esfregaços bucais, de saliva, de osso, de dente, de tecidos e órgãos, de fios de cabelos, de sêmen, entre outros materiais biológicos (Brettell et al, 2005) (Figura 16). Figura 16: Amostras biológicas para análise do DNA forense. 22 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores As moléculas de DNA caracterizam-sepor polímeros de alto peso molecular, compostos de unidades básicas de nucleotídeos contendo 2-desoxirribose ligados entre as posições 3’ e 5’ de carbonos por ligações fosfodiéster. A estrutura do DNA é uma dupla hélice de cadeias complementares opostas, na qual as duas moléculas são mantidas juntas por fracas pontes de hidrogênio (Figuras 17 e 18) (Watson & Crick, 1953). A) 23 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores B) Figura 17: A) Representação esquemática da dupla hélice da molécula de DNA segundo Watson & Crick, 1953; B). Estrutura química da molécula de DNA, com sua natureza antiparalela com o carbono 3’ com o carbono 5’. As bases C e G são ligadas por três pontes de hidrogênio e as A e T, por duas. 24 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 18: Representação esquemática da molécula de DNA. A base adenina liga-se com timina e citosina com a guanina através de duas ou três uniões de hidrogênio respectivamente. Essas bases nitrogenadas (adenina - A, timina - T, citosina - C e guanina – G ou g) (Figura 19), ao se ligarem com o açúcar, constituem o nucleosídeo; sendo que o último ligado com um grupamento fosfato, constitui o nucleotídeo, que é a unidade básica de repetição na fita de DNA (Watson & Crick, 1953) (Figura 20). 25 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 19: Estrutura química das bases nitrogenadas e suas respectivas pontes de hidrogênio. 26 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 20: O nucleotídeo e par de bases (“base pair” - bp) Determinados fragmentos de DNA especificam a síntese de RNA em um processo denominado transcrição. O ácido ribonucléico (RNA) é um polímero linear composto de cadeia de unidades de ribose ligadas pelas posições 3’ e 5’ por intermédio de grupamentos fosfodiéster, tendo como função a síntese protéica e também pode constituir o genoma de alguns vírus. O gene é uma unidade de transcrição que consiste de um segmento de DNA específico que se estende do início do sítio de transcrição ao sítio de término de transcrição. O RNA especifica a síntese de polinucleotídeos que formarão as proteínas, sendo tal processo denominado tradução, ocorrendo nos ribossomos, nas mitocôndrias e cloroplastos (Figuras 21, 22 e 23) (Beard & Armentrout, 1967; Srinivasan & Yathindra, 1977). 27 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 21: Fluxograma da transcrição e translação. 28 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 22: Mecanismo de produção de aminoácidos pelas células. 29 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 23: Ilustração da transcrição e translação. As regiões de um gene que codificam proteínas são denominadas éxons e aquelas que não a realizam, íntrons. Cada éxon codifica uma porção específica da proteína completa. Em algumas espécies, incluindo a humana, os éxons são separados por longas regiões de DNA denominadas íntrons ou DNA “lixo”, que aparentemente não estão associadas à codificação de DNA (National Human Genome Research Institute, 2008) (Figura 24 e 25). 30 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 24: Diferenças entre os éxons e íntrons. Observe a remoção da parte amarela, correspondente ao íntron. 31 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 25: Diferenças entre os éxons e íntrons. 32 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Os alelos constituem as variantes de um gene em uma região particular, ou lócus, em um cromossomo. Diferentes alelos produzem variações nas características individuais como, por exemplo, cor do cabelo ou tipo sanguíneo (National Human Genome Research Institute, 2008) (Figura 26). Figura 26: Alelos correspondentes à cor dos olhos, ligados ao cromossomo X. 33 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A duplicação celular ocorre através da mitose (Figura 27) e a formação de gametas masculinos e femininos ocorre através da meiose (Figura 28). Figura 27: A mitose é responsável pelo crescimento e desenvolvimento dos indivíduos, bem como a reposição de células injuriadas ou destruídas do corpo. 34 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 28: A meiose é um processo de divisão celular pelo qual uma célula diplóide (pares de cromossomos, sendo um materno e outro paterno) origina quatro células haplóides (um cromossomo), reduzindo à metade o número de cromossomos constante de uma espécie. 35 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A transferência das informações genéticas de uma geração a outra ocorre através da replicação do DNA, catalisada por enzimas denominadas DNA polimerases. Essas enzimas mediam a síntese da nova fita de DNA in vivo, utilizando como molde (template) a fita complementar da molécula existente. Inicialmente, a molécula de DNA tem as suas fitas separadas pelo rompimento das ligações de hidrogênio que mantêm a dupla hélice, em um processo denominado desnaturação, que ocorre in vivo em pH alcalino. Além da fita molde, é necessária a presença de um oligonucleotídeo iniciador ou primer, ou seja, um pequeno fragmento de DNA simples, complementar a fita molde, desoxinucleotídeos trifosfatados (dATP, dCTP, dGTC, dTTP), que serão incorporados à fita duplicada. A replicação do DNA ocorre em regiões específicas denominadas origem de replicação (Marmur & Doty, 1959). Sucintamente, a replicação ocorre com a adição de um nucleotídeo à fita de DNA pela ligação de seu grupo fosfórico, presente no carbono 5' da desoxirribose, com a hidroxila do carbono 3' da desoxirribose do último nucleotídeo presente na cadeia replicada. Por esse motivo, descreve-se que a síntese de DNA ocorre no sentido 5´-> 3´ (Figura 29) (Marmur & Doty, 1959;). Todo o processo descrito acima será a base do princípio da amplificação do DNA in vitro denominada reação em cadeia pela polimerase (PolymeraseChain Reaction – PCR), que será estudado nos tópicos adiante. 36 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 29: Posição 5´- 3´das fitas de DNA. ----------------FIM DO MÓDULO I--------------- Ate este mes desc nção: O ma e Programa smo. Os cré critos na Bib D aterial deste de Educaçã éditos do co bliografia Con Cu DNA M módulo está ão Continuad onteúdo aqu nsultada. urso A For ÓDU á disponível da. É proibid ui contido sã de rense ULO I apenas com da qualquer ão dados a e II mo parâmetro forma de co os seus res o de estudos omercializaçã spectivos au s para ão do utores 38 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO II DNA Genômico X DNA Mitocondrial O conjunto completo de sequências no material genético de um organismo é denominado genoma, incluindo todos os cromossomos mais qualquer DNA presente nas organelas. O genoma nuclear humano possui cerca de 3300 Mb, distribuídos em 22 cromossomos autossômicos e 2 sexuais (Figura 30 e 31), compostos de 30 a 35 mil genes, caracterizando por 1,5% a 2% de DNA codificante de proteínas, sendo que 46% do total constitui-se de sequências de DNA repetitivas (Wiemann, 2001; Szymasky, 2005). Figura 30: Cromossomos humanos. 39 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 31: Cariótipo de um humano do sexo masculino. A finalização do sequenciamento do DNA humano (Tabela 1) trouxe alguns dados que alteraram os valores esperados pela comunidade científica, como por exemplo, a quantidade de genes. Estimava-se que o genoma humano possuía mais de 80.000 genes, mas após o Projeto Genoma, estima-se que existam de 20.000 a 25.000 genes (Figura 32). 40 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela 1: Quantidade de nucleotídeos em cada cromossomo humano. 41 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 32: Resumo das características básicas do genoma humano. 42 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores O genoma mitocondrial possui particularidades que o diferenciam do genoma cromossômico, sendo sua herança materna. Sua estrutura circular de 16,5Kb lhe fornece maior resistência à digestão enzimática de uma única célula há a presença de milhares de mitocôndrias, cada qual com uma cópia de DNA mitocondrial, sendo que 93% do seu genoma é codificante, não possuindo íntrons e com poucas regiões repetitivas (Anderson et al, 1981). Dentro de uma única célula há inúmeras cópias do genoma mitocondrial, ao contrário do genoma nuclear, que possui uma cópia por célula (Budowle et al, 2003) (Figura 33, 34 e 35). Adaptado de http://www.fbi.gov/hq/lab/fsc/backissu/july1999/dnaf1.htm. Acessado em 28/09/2008 Figura 33: Diferenças básicas entre o DNA genômico ou nuclear e mitocondrial. 43 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 34: Representação esquemática do DNA genômico ou nuclear e do DNA mitocondrial (mtDNA). 44 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 35: Representação esquemática do DNA mitocondrial (mtDNA), de acordo com as suas regiões hipervariáveis. 45 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Marcadores de Variação Genética A variabilidade do DNA humano confere a diferença entre cada ser vivo, sendo que pode ser denominada por polimorfismo se a variação genética possuir frequência acima de 1% em determinada população e mutação abaixo desse valor (Beiguelman, 2006). Jeffreys et al. (1985) foi um dos primeiros a analisar as regiões de minissatélites do DNA humano, possibilitando a investigação de paternidade e a identificação em casos criminais. O polimorfismo dos minissatélites permite que ocorra a diferenciação dos indivíduos, aumentando a possibilidade de termos uma quantidade maior de alelos na população, desde que não sejam gêmeos idênticos, posto que terão o mesmo perfil genético. Para a análise do minissatélite, Jeffrey et al. desenvolveram o DNA fingerprint (impressão digital de DNA). Ao utilizar a tecnologia de Southern blot, obtiveram um padrão de bandas específico para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Os Single Sequence Length Polymorphism (SSLP) ou polimorfismo de comprimento de sequência única englobam os VNTR (Variable Number of Tandem Repeats) ou repetições consecutivas de número variável (Wyman e White, 1980; Jeffreys et al,1985; Wolff et al,1989) ou minissatélites descritos no parágrafo anterior, e também os STR (Short Tandem Repeats) ou repetições consecutivas curtas ou microssatélites (Edward et al, 1991; Edward et al, 1992) (Figuras 36, 37 e 38). A diferença entre eles é o tamanho da sequência que se repete, sendo que nos microssatélites essa estrutura é menor, pois possuem repetições constituídas de 2 a 9 pares de bases, e o minissatélite, de 10 a 64 pares de bases. Esse DNA satélite na maioria das vezes não é transcrito, consequentemente não está associado com a expressão da informação genética (Nelleman et al, 1994; Hamond et al, 1994; Gill et al, 1994; Urquart et al, 1994; Chakraborty et al, 1999). 46 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 36: Representação esquemática comparando as VNTRs das STRs, segundo sua unidade de repetição. Figura 37: Representação esquemática das repetições consecutivas do STR TPOX e seus respectivos alelos. 47 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Os Single Nucleotide Polymorphism (SNP) ou polimorfismo de nucleotídeo único é uma variação na sequência de DNA que ocorre quando um nucleotídeo é alterado por outro em sequências de DNA que podem ou não codificar genes (Delahunty, 1996; Sobrino et al, 2005; Butler, 2005) (Figuras 38 e 39). Figura 38: Representação esquemática comparando os polimorfismos de sequência com os de comprimento. 48 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 39: Representação esquemática de sequências de DNAde três indivíduos distintos com a presença de um SNP (polimorfismo de sequência) e um STR (polimorfismo de comprimento), mostrando suas diferenças. Atualmente, os STRs e SNPs são empregados amplamente para a identificação humana e possuem diferenças relevantes (Gill et al, 2004; Butler, 2005) (Quadro 1). 49 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Quadro 1: Comparação entre os STRs e SNPs (adaptado de Butler, 2005). STR SNP Variam de 2 a 9 nucleotídeos que se repetem consecutivamente Troca de bases A/T, A/G, A/C, C/T, C/G, T/G. Apresentam-se em diversos alelos, normalmente mais de 5 Normalmente 2 Detectado por separação eletroforética em gel ou capilar Análise por sequenciamento ou hibridização em microchip. O FBI preconiza 13 STRs Estima-se que mais de 50 SNPs seriam necessários para a análise (Gill et al, 2004) Vantagens: • Banco de dados populacionais realizado no mundo todo • A presença de vários alelos facilita a identificação de mutações e misturas de DNA. Vantagens: • Os produtos de PCR podem ser menores, resultado em maior chance de amplificação, principalmente em amostras biológicas degradadas. • Após devidamente otimizados e estudados, pode-se analisar mais de 1000 SNPs em um mesmo microchip, mas essa tecnologia ainda não é amplamente empregada. 50 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A análise dos SNPs também pode estar associada aos fenótipos individuais, havendo uma possibilidade futura de identificação de traços físicos como, por exemplo, a cor da íris (Frudakis et al, 2003). Sua grande aplicação na atualidade se dá nas pesquisas de farmacogenética e na indústria farmacêutica, na caracterização de doenças de origem genética e bioquímica (Wang et al, 1998). Jobim et al. (2006) relata que os melhores STRs utilizados na identificação humana são aqueles com maior polimorfismo (maior número de alelos), menor tamanho (100 a 200 pares de bases), elevado índice de discriminação e heterozigose, e baixa frequência de mutações. Para isso, há a necessidade dos laboratórios realizarem a frequência genética em pelo menos 100 indivíduos não relacionados. Análise do DNA Forense: Aspectos Gerais Para analisar uma amostra de material biológico visando caracterização de vínculo genético, seja familiar ou em casos criminais, qualquer contaminação de DNA estranho, ou mesmo a inadequação das metodologias aplicadas, pode resultar tanto na impossibilidade de estabelecer os perfis genéticos como na inutilização da amostra, posto que principalmente em casos forenses a amostra pode ser única. A primeira preocupação no estudo do perfil genético, visando à identificação humana, é avaliar o quanto as metodologias de detecção utilizadas pelos laboratórios são válidas, assim como seus princípios moleculares e genéticos. Tendo em vista assegurar uma geração de dados corretos e tecnologias adequadas, um apropriado programa de controle de qualidade é essencial para os laboratórios de análises clínicas que realizam identificação humana pelo DNA. Todas as metodologias de análise de DNA forense devem ser submetidas a um programa de validação visando assegurar a segurança, a reprodutibilidade e robustez da técnica (Klosterman, 2001). Resumidamente, a análise de DNA forense ocorre da seguinte maneira (Figura 40): 51 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 40: Esquema da sequência dos métodos a serem utilizados para o estudo do DNA forense, englobando os estudos da Biologia, da Tecnologia envolvida e da Genética aplicada. Desde 1989, a Sociedade Internacional de Hemogenética Forense (ISFG), que atualmente é denominada de Sociedade Internacional de Genética Forense (ISFG), publica recomendações envolvendo polimorfismos de DNA, demonstrando o interesse em avaliar a reprodutibilidade e exatidão das metodologias utilizadas. O FBI acrescenta alguns itens para o controle de qualidade dos laboratórios que trabalham com evidências de DNA forense, que inclui, além desses cuidados, a realização de periódicos testes de proficiência (a cada 180 dias) e auditorias anuais, para a manutenção da garantia de qualidade. O teste de proficiência é utilizado para monitorar o rendimento e identificar 52 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores tópicos que devem ser aperfeiçoados e a auditoria para averiguar a qualidade das atividades realizadas pelo laboratório (DNA Advisory Board, 2000). Os exercícios propostos para laboratórios que realizam caracterização de vínculo genético normalmente são constituídos de amostras biológicas de indivíduos mãe, filho e suposto pai, com o intuito de comparar as estratégias utilizadas, seus protocolos metodológicos, assim como os resultados obtidos entre os participantes (Bjerre et al, 1997; Hallengerb e Morling; 2001). No Brasil, tais testes de proficiência em identificação humana pelo DNA são realizados pelo Grupo Espanhol e Português da Sociedade Internacional de Genética Forense (Grupo Español Y Portugués - International Society for Forensic Genetics), não havendo um grupo específico que realize testes de proficiência no país. Esses testes consistem na análise de amostras de sangue e outro fluido biológico que simulam um caso forense para a manutenção da qualidade na análise do DNA de amostras (ISFG, 2000). As contaminações das amostras pelos investigadores e pessoas do laboratório podem resultar em uma incorreta interpretação do perfil genético. Dessa maneira, o desenvolvimento e cumprimento de normas de procedimentos e treinamentos específicos para o exame de DNA tornaram-se imprescindíveis (Neumayer, 1998; INTERPOL, 2001). Nos EUA o FBI implantou o CODIS - Combined DNA Index System, que tornou-se operacional em 1998, e combina a ciência forense com a tecnologia eletrônica, formando um banco de dados de perfis genéticos de DNA extraído de evidências biológicas coletadas na cena do crime e DNA de criminosos condenados por agressão sexual e outros tipos de violência física (Figura 41). Todos os estados americanos podem ter acesso a esse banco de DNA e, dessa maneira, há a possibilidade de comparar os perfis genéticos de um suspeito em um crime com os perfis contidos no CODIS, averiguando se o mesmo cometeu anteriormente outra infração (FBI, 2002). 53 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 41: Inspeção visual de evidência forense. O CODIS selecionou 13 STRs para a análise do perfil genético: CSF1PO, FGA, TH01, TPOX, vWA, D3S1358, D5S818, D7S820, D8S1179, D13S317, D16S539, D18S51, e D21S11 (Budowle & Moretti, 1999) (Figura 42 e Tabela 2). Esse conjunto de loci transformou-se uma referência para outros países do mundo, no que se refere à ciência forense (Sun et al, 2003). 54 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 42: STRs recomendados pelo Banco de DNA, vinculadoao FBI (CODIS), segundo a sua distribuição nos cromossomos humanos. Fonte: http://www.cstl.nist.gov/div831/strbase/fbicore.htm. 55 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela 2 – Informação dos 13 STRs recomendados pelo CODIS. Nome do Lócus Localização do cromossomo Unidade de repetição Acesso GenBank http://www.n cbi.nih.gov/ Genbank/in dex.html Variação dos alelos Número de alelos observados CSF1PO 5q33.1 c-fms pronto- oncogene, 6° intron TAGA X14720 6-16 15 FGA 4q31.3 α-fibrinogênio 3° intron CTTT M64982 15-51,2 69 TH01 11p15.5 Tirosina hidroxilase 1° intron TC|AT D00269 3-14 20 TPOX 2p25.3 Tiroide peroxidade 10° intron GAAT M68651 6-13 10 VWA 12p13.31 von Willebrand factor 40° intron [TCTG] [TCTA] M25858 10-24 28 D3S1358 3q21.31 [TCTG] [TCTA] NT_005997 9-20 20 D5S818 5q23.2 AGAT G08446 7-16 10 D7S820 7q21.11 GATA G08616 6-15 22 D8S1179 8q24.13 [TCTA] [TCTG] G08710 8-19 13 D13S317 13q31.1 TATC G09017 5-15 14 D16S539 16q24.1 GATA G07925 5-15 10 D18S51 18q21.33 AGAA L18333 7-27 43 D21S11 21q21.1 [TCTA] [TCTG] complexo AP000433 24-38 70 Adaptado de Butler et al, 2005 O DNA working group of the European Network of Forensic Science Institutes (ENFSI) e Scientific Working Group on DNA Analysis Methods (SWGDAM) (Gill et al, 2004) levantam a possibilidade futura da substituição do banco de dados de DNA atualmente contendo os 13 STRs indicados pelo CODIS do FBI por um banco de dados 56 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores de DNA contendo informações de SNPs. Entretanto, os autores citam que a curto e médio prazo não haverá a substituição dos bancos de dados, inclusive das tecnologias utilizadas, e sim a incorporação dos mesmos em estudos forenses visando à padronização do seu uso assim como de sua análise. Essa normatização possibilita maior facilidade em comparar tanto as frequências alélicas populacionais como os resultados dos perfis genéticos, mesmo que seja realizada em outros países. Visando futuramente implantar um banco de perfis genéticos de criminosos como o CODIS, o governo federal brasileiro já adotou os STRs sugeridos pelo CODIS como referência em perícias criminais em seu Manual de Padronização de Exames de DNA em Perícias Criminais (Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP, 2006), que está sendo utilizado como referência para os laboratórios que trabalham com identificação humana. 57 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Estudo da Metodologia Aplicada à Identificação Humana A análise do DNA em caracterização do vínculo genético engloba desde o domínio da metodologia de coleta do material biológico até a interpretação dos resultados obtidos (Butler, 2004) (Figura 43). Cada qual possui sua particularidade e cuidados inerentes à técnica que podem oferecer vantagens e desvantagens, de acordo com o objetivo almejado. Figura 43: Esquema de todos os procedimentos envolvidos em caracterização do vínculo genético. Este material de A ser empr TECHNO inclui: 1) c amostras; interpreta N eve ser utilizado a análise d regada e LOGY IN coleta de a ; 3) análi ção e anál o entanto, Re Elet apenas como parâ o DNA co do tipo d FORENS amostras; se dos lo lise compa para fins d Exam Col ação de a troforese e Inte C âmetro de estudo mpreende de amostr SIC SCIEN 2) extraçã oci; 4) vis arativa dos didáticos, o e pericial eta do ma Extraçã Quantific amplificaç e detecçã erpretação Controle d 58 deste Programa diversas ra que se NCE, 1992 o, purificaç sualização s resultados os tópicos em local aterial bio ão de DNA ação de D ão pela po o dos frag o dos resu de qualida . Os créditos dest etapas, in erá analisa 2; BONAC ção e quan dos frag s (INTERP serão divi de crime ológico A DNA olimerase gmentos d ultados ade te conteúdo são d dependent ada (COM CCORSO, ntificação d gmentos e POL, 2001) didos em: e ‐ PCR de DNA dados aos seus re te da meto MMITTEE 2005). O do DNA de e caracteri ). espectivos autores odologia a ON DNA processo e todas as ização; 5) s a A o s ) 59 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Exame Pericial no Local do Crime Em 2000, a Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos (EUA), mais conhecida como FBI (Federal Bureau of Investigation), elaborou um guia para a investigação da cena do crime (TWGCSI – Grupo de trabalho técnico da investigação da cena do crime, 2000). Esse manual visa à padronização das práticas adotadas para a investigação da cena do crime dos policiais e peritos americanos, tornando-se referência em investigação da cena do crime, seja para o exame de DNA forense ou não. Eles elaboraram esse manual dividindo em cinco sessões distintas: chegada à cena do crime, documentação preliminar, avaliação da cena, processando a cena, finalizando a investigação da cena do crime. 1) Chegada à cena do crime: Um dos cuidados mais importantes da perícia criminal é a manutenção das evidências físicas e a preservação da cena do crime, que deve ser realizada imediatamente após sua constatação, e é realizado normalmente pela polícia local (Figura 44). a) Anotar o local, a data, o tipo de ocorrência, casas, veículos, eventos ocorridos e elementos envolvidos; b) Não permitir que pessoas, veículos ou objetos saiam da cena do crime, identificando possíveis vítimas e suspeitos; c) Aproximar-se da cena cuidadosamente e verificar a possibilidade de outros crimes ao redor; d) Realizar observações iniciais (olhar, ouvir e cheirar) o ambiente e anotá-los; e) Observar a possibilidade de perigo de explosão e contaminação por materiais perigosos ou tóxicos e, se necessário, chamar policiais especializados para analisar a cena do crime; 60 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 44: Esquema de isolamento da cena do crime. f) Não permitir que pessoas, veículos ou animais se aproximem da cena do crime, evitando contaminações e perigos como explosões; g) Após controlar as situações de perigo e isolar a área, a próxima atenção é chamar socorro médico para dar assistência médica necessária aos feridos, minimizando ao máximo a contaminação da cena do crime; h) Anotar todas as etapas dos cuidados médicos, desde sua hora de chegada até os cuidados prestados; i) Assegurar que evidências como roupas, objetos e manchas encontradas no corpo sejam preservadas pela equipe médica; j) Documentar todos os comentários e testemunhos de pessoas envolvidas ou presentes no local do crime ou ao seu redor; 61 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdosão dados aos seus respectivos autores k) Um oficial da polícia deve sempre que possível acompanhar a vítima para o hospital para garantir a preservação das evidências ou mesmo documentar comentários feitos pelo paciente; l) Lacrar a cena do crime com faixas e adesivos; m) Controlar o fluxo de pessoas, inclusive peritos e outros policiais; n) Se possível, efetuar mensurações e tirar fotografias com escalas, para preservar as evidências – como pegadas, marcas de pneu no chão, etc –, presentes na cena do crime, caso chova, neve ou derreta (se for gelo); o) Não permitir que qualquer pessoa fume, masque chiclete, use o telefone ou banheiro, coma ou beba qualquer coisa, mexa nos vidros e janelas, mude os móveis de lugar, etc. Ou seja, não permitir que mexam em qualquer objeto presente na cena do crime ou ao seu redor; p) Toda a documentação e anotações feitas pelo policial devem ser entregues ao investigador de polícia para posterior estudo e análise. 2) Documentação preliminar e avaliação da cena: a) O investigador de polícia deverá documentar todas as informações recolhidas pelo policial, organizá-las e identificá-las com os dados da região do crime (delegacia, responsável, cidade, estado, etc); b) Continuar a manutenção da cena do crime descrita anteriormente, documentando todas as pessoas que estiverem participando da investigação; c) Definir estratégias para a análise fotográfica e recuperação dos vestígios encontrados na cena do crime. 3) Processando a cena: a) O investigador deverá avaliar e posteriormente solicitar a presença de peritos criminais, de acordo com a especialidade envolvida; b) O controle da contaminação deve ser extremamente rígido, evitando-se o contágio dos profissionais, das vítimas, da cena do crime, dos objetos, etc.; 62 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores c) Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas (obrigatório), gorros e protetores de sapato (se necessário); d) Todo material utilizado para coleta das evidências deve estar devidamente limpo ou até esterilizado, caso seja para coleta de material biológico, e deve ser corretamente acondicionado (Figura 45); Figura 45: Envelopes e sacos de papel para coleta de evidências e objetos encontrados na cena do crime como roupas, celulares, documentos, etc. e) Toda evidência deve ser corretamente documentada, citando-se a localização, identificação e condições que se encontravam, fotografada com escalas de referência e/ou filmadas antes de ser removida da cena do crime; f) Analisar e verificar a metodologia utilizada para a coleta da evidência. Por exemplo, cada método requer equipamentos e materiais diferenciados para a sua realização. Sendo assim, para fazer a análise de impressões digitais não se utiliza o mesmo equipamento para exame de marcas de mordidas, e assim por diante; 63 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores g) Documentar qualquer intercorrência ou dificuldade havida durante a coleta do material; h) Preservar adequadamente o material coletado com a finalidade de minimizar sua degradação: refrigerado, congelado, local seco, local úmido, etc.; i) Encaminhar para os respectivos laboratórios periciais. 4) Finalizando a investigação da cena do crime: a) Determinar quais evidências foram coletadas; b) Discutir com toda a equipe envolvida na cena do crime as intercorrências e evidências. ------------------FIM DO MÓDULO II----------------- Ate este mes desc nção: O ma e Programa smo. Os cré critos na Bib D aterial deste de Educaçã éditos do co bliografia Con Cu DNA MÓ módulo está ão Continuad onteúdo aqu nsultada. urso A For ÓDU á disponível da. É proibid ui contido sã de rense LO I apenas com da qualquer ão dados a e II mo parâmetro forma de co os seus res o de estudos omercializaçã spectivos au s para ão do utores 65 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO III Estudo da Metodologia Aplicada à Identificação Humana (Cont.) Coleta do Material Biológico As amostras de material biológico devem ser minuciosamente colhidas, seja quando dispostas na cena do crime ou quando forem de indivíduos devidamente identificados. É importante que todas as pessoas que manipulam as amostras tenham conhecimentos específicos baseados na literatura especializada, e ainda possuam treinamento em boas práticas de manipulação em laboratórios forenses, com rígida formação em controle de qualidade (INTERPOL, 2001). Amostras que não estiverem adequadamente identificadas e documentadas podem ser questionadas; aquelas que não forem corretamente coletadas são passíveis de não serem analisadas; outras, se não forem devidamente acondicionadas podem sofrer contaminação e se não forem criteriosamente preservadas pode ocorrer decomposição e deterioração (FBI, 2003). O FBI (1999, 2001) e a INTERPOL (2001) elaboraram normas para os laboratórios forenses que participam da formação dos bancos de DNA internacional, englobando principalmente a metodologia de coleta de evidências biológicas para análise do DNA, assim como aspectos importantes para o treinamento de pessoal que serão descritas adiante. O material biológico presente na cena do crime pode aparentar invisível a olho nu, dessa maneira, utiliza-se reagente como o luminol que não interfere na análise do DNA para detecção de amostras com vestígios de sangue, sendo que reage com o ferro presente na hemoglobina, exibindo uma quimioluminescência (GROSS et al, 1999). Outros kits de reagentes são empregados: aqueles que contém antígeno próstata- específico para sêmen (HOCHMEISTER et al, 1999) e para saliva, o teste de detecção de amilase por Phadebas® (WILLOTT & GRIFFITHIS, 1980) etc. Diversos cuidados devem ser tomados para a documentação das amostras coletadas na cena do crime: fotografar o local de remoção das evidências, realizar anotações da sua disposição e de características pertinentes (SÃO PAULO, 1999; INTERPOL, 2001 ; FBI, 2003; 66 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores BONACORSO, 2005). Amostras de sangue podem ser coletadas dos indivíduos, encontradas em corpos, objetos e superfícies (Figura 46). Qualquer que seja o material biológico a ser coletado, o manipulador deverá utilizar luvas ou pinças estéreis (Figura 46 e 47). A coleta de sangue em indivíduos hígidos deverá ser realizada em dois tubos de 5mL contendo EDTA como anticoagulante, devidamente identificado e a seguir refrigerado. Recomenda-se que os objetos, superfícies ou corpos que possuem as amostras de sangue sejam recolhidos se possível, além de realizar esfregaços nas formas líquidas ou, se secas, umidificar a região com água estéril, seguida de esfregaço. Em ambos os casos aconselha-se esperar secar os esfregaços (Figuras 48 e 49) para depois serem embalados em envelope de papel limpo (Figura 47), evitando que a umidade facilite o crescimento de bactérias e fungos. Amostras desêmen, de saliva e urina, ou de objetos que os contém, podem ser utilizadas e seguem a mesma metodologia descrita anteriormente. Tecidos, dentes, ossos e fios de cabelos também podem servir de fonte de células para análise de DNA (FBI, 2003). A estocagem do material deve ser em refrigerador a 4°C ou em freezer a -20°C, no entanto, para longos períodos, estocar a -70 a -80°C (BUTLER, 2005). 67 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 46: Amostras de sangue sendo coletadas de um objeto perfuro-cortante – faca – frequentemente utilizado em agressões físicas e homicídios. 68 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 47: manipulação de material contendo amostras biológicas com luvas. Figura 48: esfregaço bucal utilizado para a coleta de saliva e células descamadas da mucosa oral, para a extração de DNA. 69 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 49: Coletor estéril apropriado para coleta de materiais biológicos presentes na cena do crime. O armazenamento do material biológico úmido em sacos plásticos deve ser de no máximo 2 horas ou, quando possível, permitir que seque antes do acondicionamento final. Cada tipo de amostra de material biológico (sangue, saliva, osso, dente, etc.) deve ter sua coleta e disposição individualmente descrito (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo – SSP-SP, 1999; INTERPOL, 2001). A degradação do DNA de amostras biológicas, utilizadas em investigação criminal, pode ocorrer decorrente de um processo natural de exposição ao meio-ambiente. Luz, umidade, temperaturas elevadas, bem como contaminações bacterianas ou fúngicas levam à degradação química do DNA humano (SCHNEIDER et al, 2004). A comissão de DNA da Internacional Society For Forensic Haemogenetics – ISFH sugeriu algumas recomendações para a análise de DNA pela PCR, incluindo que essa contaminação pode ser evitada, atendendo a certos cuidados durante todo o processo de análise de DNA, que vão desde a coleta e armazenamento do material biológico do qual 70 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores será extraído o DNA, até o próprio local de preparação da PCR. As contaminações das amostras pelos investigadores e pessoas do laboratório podem resultar em uma incorreta interpretação do perfil genético. Dessa maneira, o desenvolvimento e cumprimento de normas de procedimentos e treinamentos específicos para o exame de DNA tornaram-se imprescindíveis (INTERPOL, 2001). Visando o estabelecimento de normas para coleta e exame de materiais biológicos para identificação humana, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) baixou a Resolução SSP-194, em 2 de junho de 1999 (São Paulo, 1999): “Considerando: a) a necessidade de normatizar os serviços periciais relativos à coleta de materiais biológicos para exames de identificação humana, tanto nos locais de crime quanto na pessoa humana, viva ou morta; b) que os procedimentos a serem seguidos pelos órgãos policiais e periciais oficiais devem estar em consonância com os ditames da legislação em vigor, e c) que é imprescindível a correta preservação das amostras para não haver contaminações ou outros prejuízos (p. 104)”. Continuando na mesma Resolução, em seu anexo cita os cuidados que devemos ter para a coleta, armazenamento e análise do material biológico para a extração de DNA. Os cuidados incluem utilização de luvas descartáveis; instrumentos de coleta, armazenamento e análise devem ser estéreis; a documentação completa do vestígio eleito para a coleta, incluindo-se fotografias da região, tipo de armazenamento, entre outros; o armazenamento do material biológico úmido em sacos plásticos deve ser de no máximo 2 horas ou, quando possível, permitir que seque antes do acondicionamento final. Cada tipo de amostra de material biológico (sangue, saliva, osso, dente, etc.) deve ter sua coleta e acondicionamento individualmente descrito. 71 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores EXTRAÇÃO DE DNA A quantidade, a pureza e a integridade do DNA dependem de vários fatores, podendo ser influenciados pelas metodologias aplicadas para a sua extração. Após a coleta do material biológico, o DNA da amostra deverá ser separado de outras substâncias celulares antes de ser examinado. Proteínas celulares, contaminações químicas e microbiológicas diminuem o poder discriminatório das análises utilizando o DNA (BUTLER, 2005; HOFF-OLSEN et al, 1999; JUNG et al, 1991). A escolha do uso de diferentes métodos de extração de DNA está relacionada ao tipo de material envolvido e influencia diretamente o sucesso da análise dos STRs. A maioria dos procedimentos de extração de DNA compreende a lise celular, seguida da remoção das proteínas celulares precipitadas e por fim a precipitação do DNA com sua final eluição. Existem diversos métodos para obtenção de DNA: a extração orgânica, que é a mais tradicional, empregando-se a proteinase K para lise celular e fenol clorofórmio Este material de para a pre por FTA Cada um 2005; BUT Figur eve ser utilizado a ecipitação (Figura 52 a delas po TLER, 200 ra 50: Esque apenas como parâ das prote 2); pela síl ossui suas 05; RAND ma da extraç âmetro de estudo eínas (Figu lica; por p s indicaçõ et al, 1991 ção de DNA 72 deste Programa ura 50); a e precipitação ões, vantag ; SALAZA pelo método . Os créditos dest extração p o salina; e gens e de AR et al, 19 o orgânico. te conteúdo são d pela resina e por tiocia esvantagen 998; HIRAT dados aos seus re Chelex (F anato de g ns (BONAC TA, 2002). espectivos autores Figura 51); guanidina. CCORSO, s 73 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores PROTOCOLO DE EXTRAÇÃO DE DNA DE SALIVA PELO MÉTODO ORGÂNICO (Anzai et al.; 2001). A amostra de saliva coletada e colocada em tubo estéril é submetida à centrifugação para a separação das células de sua parte aquosa, removendo- a. As pontas contendo o algodão dos swabs – que contém a saliva coletada sobre a pele – foram colocadas em um tubo estéril, sendo imediatamente iniciado o processo de extração, sem nenhum preparo prévio. Em seguida, adiciona-se 700μL do tampão de lise para saliva (10mM TRIS pH8,0; 10mM EDTA; 0,1 M NaCl; 2% SDS) e posteriormente 35μl de Proteinase K 20mg/mL. Após agitação, a tampa do tubo deve ser vedada com Parafilm® e incubada por uma noite a 56oC. A seguir, a Proteinase K é inativada a 95oC por 10 minutos, adicionando-se 700μL de fenol tamponado com pH 8,0 e homogeneizando-se com movimentos manuais leves por 5 minutos. Centrifuga-se e o sobrenadante é transferido para outro tubo, utilizando uma micropipeta com ponteira estéril. Acrescenta-se fenol/ clorofôrmio/ álcool isoamílico (25:24:1) na mesma quantidadedo sobrenadante removido, homogeneiza-se, centrifuga-se e remove-se o sobrenadante novamente para outro tubo. Adiciona-se ao sobrenadante cerca de 2 ou 3 vezes o volume recuperado, álcool 100% e 10% do volume em acetato de sódio 5M. Incuba-se durante uma noite a -20oC. No terceiro dia de extração, centrifuga-se a mistura. Dispensa-se o etanol, e ao precipitado adiciona-se 1mL de etanol 70%, homogeneizando-se cuidadosamente. Centrifuga-se e novamente é removido o álcool. Seca-se totalmente o "pellet". Ressuspende-se o "pellet" com 100μL de T.E. (Tris-base 100mM, pH 7,6; EDTA 10mM, pH 8,0). Este material de Figur eve ser utilizado a ra 51: Esque apenas como parâ ma da extraç âmetro de estudo ção de DNA 74 deste Programa pelo Chelex . Os créditos dest x 100®. te conteúdo são d dados aos seus reespectivos autoress Este material de Figur eve ser utilizado a ra 52: Esque apenas como parâ ma da extraç âmetro de estudo ção de DNA 75 deste Programa de amostra . Os créditos dest biológica de te conteúdo são d epositada em dados aos seus re m papel FTA® espectivos autores ®. s 76 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A técnica mais amplamente empregada envolve, em sua primeira fase, a lise celular, seguida de desnaturação ou inativação de proteínas. Com solventes orgânicos o DNA é posteriormente separado de macromoléculas, como as proteínas através de solubilização em água, e em seguida precipitado com etanol. Outras metodologias com o mesmo princípio, inclusive kits comerciais, podem ser utilizadas para cada tipo de amostra biológica. Há diferentes metodologias para a extração de DNA de sangue total (Salazar et al., 1998; Schneider, 1998), de esfregaços vaginais e de amostras de sêmen (Schneider, 1998), de saliva total e de materiais contendo saliva (Walsh D et al., 1992; Sweet et al., 1996; Hochmeister et al., 1998; Anzai et al., 2001, Anzai-Kanto, 2005); de dente humano (Oliveira, 2000), de osso (Hagelberg et al., 1991; Alves, 2000) (Figura 53); de material parafinado (Mesquita et al., 2001), tecidos removidos de cadáveres (Hochmeister, 1998) (Figura 51), entre outros. Figura 53: Cadáver em avançado estado de putrefação, submergido em mar por aproximadamente 1 mês. O material biológico coletado para a extração de DNA foi a cabeça do fêmur e tecido da parte interna do tórax, utilizando a porção interna da amostra para evitar a contaminação do DNA externo. 77 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A quantidade, a pureza e a integridade do DNA dependem de vários fatores como condições da amostra e da conservação, sendo necessário utilizar critérios para escolha da metodologia de extração para cada tipo de amostra (HAGELBERG et al., 1991; HOCHMEISTER, 1998; SALAZAR et al., 1998; SCHNEIDER, 1998; ALVES, 2000; ANZAI et al., 2001; MESQUITA et al, 2001; OLIVEIRA et al, 2002). O DNA pode ser obtido inclusive de células únicas, como as bucais. O isolamento de DNA micromanipulado de cada uma das 226 células utilizadas, a alteração da concentração de iniciadores, a utilização de AmpliTaqGold® e reação de PCR com 34 ciclos, possibilitou que Findlay et al. (1997) obtivessem sucesso ao amplificar o DNA de cada uma dessas células. AmpliTaqGold tem uma estabilidade à temperatura maior do que outras taqs, como a taq polimerase comum. Ao amplificarem individualmente o DNA de cada célula, obtiveram amplificação em 91% (206), sendo que em 50% (114) o perfil genético (7 loci) foi completo, em 64% (144) amplificou-se 4 a 6 loci. Os autores insistem no rigoroso controle da contaminação, posto que mesmo tomando esse cuidado em sua Extração de DNA Do Sangue (Salazar et al, 1998) As amostras de sangue foram submetidas à lise celular com 1000µL do tampão Tris-1 (Tris HCl 10mM pH 8,0, KCl 10mM, MgCl2 10mM EDTA 2mM pH 8,0) contendo Triton X-100 a 2.5%. Após a centrifugação, os núcleos celulares foram lisados com 220µL do tampão Tris-2 (Tris-HCl 10mM pH8,0, KCl 10 mM, Mg Cl2 10mM, EDTA 2mM pH 8,0, NaCl 0,4 M) contendo SDS a 1%. As proteínas foram removidas por precipitação salina com 100% seguindo de lavagem etanol 70%, por 3 vezes. Posteriormente o DNA foi ressuspendido em 100µL do tampão TE (Tris-HCl 10 mM e 1mM EDTA, pH 8,0) e mantidos a –20oC. 78 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores pesquisa obtiveram 28% com alelos adicionais aos verdadeiros alelos, e 11% somente com alelos adicionais. Quantificação de DNA A quantificação do DNA após a sua extração é importante para o aperfeiçoamento da qualidade do produto de DNA resultante da PCR (Internacional Society for Forensic Haemogenetics, 1992). O excesso de DNA em uma amostra de PCR poderá saturar a reação, fazendo com que apareça artefatos de técnica e amplificações inespecíficas que podem dificultar a sua análise. Já a sua falta poderá acarretar a perda de um dos alelos, quando o indivíduo é heterozigoto, ou mesmo na não amplificação dos mesmos (Butler, 2005). A qualidade e quantidade de DNA devem ser examinadas após a extração, além de verificar a possibilidade de degradação (JUNG et al, 1991; HOFF-OLSEN et al, 1999). O DNA pode ser quantificado por espectrofotometria em espectrofotômetro (Figura 54 e 55) a 260 nm, sua pureza pela relação 260/280 nm e a sua integridade pode ser avaliada em géis de agarose. No entanto, esses métodos avaliam a quantidade geral de DNA, seja ele humano ou de outro tipo. Quando se refere às amostras utilizadas em investigação criminal ou passíveis de degradação e contaminação, recomenda-se a utilização da quantificação de DNA de humano (INTERNACIONAL SOCIETY FOR FORENSIC HAEMOGENETICS - ISFH, 1992). 79 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 54: Espectrofotômetro utilizado para quantificação de ácidos nucléicos. Figura 55: Espectrofotômetro utilizado para quantificação de DNA que utiliza apenas 1μL de produto de extração de DNA. 80 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Essa quantificação pode ser realizada por hibridização de uma sonda utilizando- se um determinado lócus (D17Z1) em uma amostra de DNA imobilizada de uma membrana de náilon – dot blot (WALSH et al., 1992; ANDERSEN, 1998), e por kits comerciais como, por exemplo, o AluQuant™ human DNA quantitation system (WAYE et al, 1989; HOFF-OLSEN et al, 1999; MANDREKAR et al., 2001; SCHNEIDER et al, 2004; BUTLER, 2005). Apesar dessas técnicas serem mais complexas e caras que a espectrofotometria, elas quantificam somente o DNA humano, pois possuem sondas específicas para o mesmo. Tal característica pode ser imprescindível em casos forenses que haja a possibilidade de contaminação de DNA externo. No entanto, muitas vezes não é utilizada, pois há a necessidade de 5 a 10μL de produto de DNA, o que muitas vezes não é obtido. Uma metodologia que está substituindo as outras técnicas de quantificação por utilizar pouca quantidade de DNA, serespecífico para DNA e inclusive possibilitando verificar a presença de inibidores da enzima polimerase é a quantificação de DNA por PCR em tempo real. Principalmente em casos forenses que existe ínfima quantidade de DNA, está sendo altamente recomendada. Consiste no emprego de marcadores específicos marcados com fluorescência que são utilizados para a amplificação de regiões do genoma humano. No entanto, para fins didáticos, será explicado após a explicação da reação em cadeia pela polimerase (PCR), pois envolve a amplificação do DNA. A amostra biológica sendo preservada adequadamente e realizada em ótimas condições de extração e quantificação obtém-se quantidades maiores ou menores de DNA (Tabela 3). 81 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela 3: Quantidade de DNA extraído de diversos tipos de material biológico (Butler, 2005). Tipo de amostra Quantidade de DNA Sangue total 20000 ~ 40000 ng/mL Mancha de sangue 250 ~500 ng/cm3 Líquido seminal 150000 ~ 300000 ng/mL Esfregaço de material vaginal pós-coito 10 ~3000 ng/esfregaço Fio de cabelo com bulbo 1 ~750 ng/fio Pêlo com bulbo 1 ~10 ng/pêlo Saliva total 1000 ~10000 ng/mL Esfregaço bucal 100 ~1500 ng/esfregaço Urina 1 ~20 ng/mL Osso 3 ~10 ng/mg Tecido 50 ~500 ng/mg 82 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Reação de Amplificação pela Polimerase - PCR Uma tecnologia que revolucionou o campo da biologia molecular foi a PCR, tendo como seu inventor Kary Mullis (Figura 56), recebendo o Prêmio Nobel por essa descoberta (INTERPOL, 2001). A PCR consiste na amplificação seletiva de uma sequência-alvo de DNA específica a partir de uma coleção heterogênea de DNA, empregando-se um par de oligonucleotídeos iniciadores que são complementares a uma certa extensão em ambas as fitas do DNA a ser amplificado (Saiki et al, 1985). Várias sequências de iniciadores de diversas regiões do DNA humano já foram estabelecidas possibilitando a amplificação de seus respectivos STRs nas reações de PCR (Polymeropoulos et al., 1991; Polymeropoulos et al., 1992; Nishimura & Murray, 1992; Li et al., 1993; Moller et al., 1994; Urquhart et al., 1994; Urquhart et al., 1995; Jin et al., 1997). A sequência-alvo de DNA, cuja continuação é originalmente conhecida, é denominada DNA molde. Figura 56: Kary Mullis inventou a PCR, permitindo que sejam amplificados in vitro fragmentos de moléculas de DNA. 83 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A PCR envolve três etapas: desnaturação, hibridização e extensão. A desnaturação ocorre quando a molécula de DNA é aquecida acima da temperatura de 90°C, na qual as pontes de hidrogênio da dupla hélice se rompem, ocorrendo a separação das cadeias complementares. Os iniciadores se ligam especificamente às sequências de DNA complementares no processo de hibridização, mediante uma temperatura que pode variar de 45 a 72°C e deve ser previamente otimizada, estando relacionada à temperatura de melting (Tm), que é medida através de uma fórmula específica que envolve a quantidade de C e G em sua sequência. A prevalência de ligação dos iniciadores ocorre pela sua alta concentração no meio da reação. A enzima termoestável denominada DNA polimerase direciona o posicionamento dos precursores do DNA – dNTP – iniciando a síntese de novas fitas de DNA. Com um novo aumento de temperatura, a enzima DNA polimerase catalisa a reação, incorporando o nucleotídeo na posição terminal do iniciador, complementando as bases do DNA molde, promovendo a extensão da fita (Saiki, 1985, Sambrook et al, 2001) (Figura 57, 58 e 59). 84 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 57: Esquema da reação de PCR, com visualização dos fragmentos. 85 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 58: Representação esquemática da PCR com detalhamentos dos reagentes que a envolvem. 86 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 59: Esquema representativo de exemplo de ciclagem para uma PCR convencional. A PCR é realizada em equipamentos denominados termocicladores que controlam e variam a temperatura automaticamente para cada programa pré-estabelecido pelo pesquisador (Figura 60). 87 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 60: Exemplo de termociclador utilizado para a PCR. A reação de PCR é preparada utilizando-se diversos reagentes que devem possuir concentrações específicas para cada tipo de análise. Atualmente, existem diversos kits de PCR contendo todos os reagentes pré-padronizados que facilitam a utilização da PCR em laboratórios forenses. No entanto, é de grande importância que o pesquisador entenda todo o processo de amplificação e seus reagentes. O reagente que vai direcionar a otimização de cada reação será o primer ou iniciador, que flanqueará a região do DNA a ser copiada, sendo um oligonucleotídeo sintetizado quimicamente e é adicionado à reação em altas concentrações (Butler, 2005). 88 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela 4: reagentes utilizados em uma PCR com a respectiva concentração ótima. Reagente Concentração ótima Tris-HCl, pH 8,3 (25°C) 10 a 50 mM Cloreto de Magnésio 1,2 a 2,5 mM Cloreto de Potássio 50 mM Desoxirribonucleotídeos trifosfatados (dNTPs) 200 μM de cada nucleotídeo(dATP, dTTP, dCTP, dGTP) DNA polimerase termoestável 0,5 a 5 U Soro de Albumina Bovina (BSA)* 100 μg/mL Primers ou Iniciadores 0,1 a 1,0 μM DNA 1 a 10 ng de DNA * Não é utilizado em todas as reações As ciclagens da PCR variam de acordo com os reagentes empregados, principalmente com a enzima polimerase, que altera a temperatura de extensão, os primers, que muda a temperatura de hibridização; e com a amostra de DNA, pois apresenta-se em pouca quantidade, podendo aumentar o número de ciclos. Só para ter uma idéia da variação das condições de ciclagem para kits diferentes utilizados em DNA forense foram colocados na tabela 5 exemplos de parâmetros de duas empresas distintas. 89 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela 5: Parâmetros utilizados para a ciclagem da PCR em kits de PCR multiplex comercialmente disponíveis no mercado, e que são os mais utilizados mundialmente. Passo do protocolo AmpFlSTR® kits (Applied Biosystems) GenePrint® STR Kits (Promega Corporation) Desnaturação inicial 95°C / 11 minutos 95°C / 11 minutos Quantidade de ciclos 28 ciclos 30 ciclos Desnaturação 94°C / 1 minuto94°C / 30 segundos (ciclo 1 a 10) 90°C / 30 segundos (ciclo 11 a 30) Hibridização 59°C / 1 minuto 60°C / 1 minuto Extensão 72°C / 1 minuto 70°C / 1 minuto Extensão final 60°C / 60 minutos 60°C / 30 minutos Final 10°C até sua remoção do equipamento 4°C até sua remoção do equipamento As vantagens da utilização da PCR na ciência forense são a sua sensibilidade, pois é capaz de amplificar sequências a partir de quantidades ínfimas da sequência-alvo de DNA e até mesmo do DNA de uma única célula; e sua robustez, permitindo a amplificação de sequências específicas a partir de material biológico degradado (ISFH, 1992, INTERPOL, 2001; Sambrook, 2001). No entanto, tal eficiência e sensibilidade implicam também na atenção aos cuidados para evitar-se a contaminação de DNA externo, que pode ocorrer durante todo o processo de análise do DNA (Internacional Society For Forensic Haemogenetics – ISFH, 1992). Kwok & Higuchi (1989) elucidaram vários cuidados pertinentes à preparação do material para a PCR, objetivando evitar a contaminação das amostras: 90 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A preservação do DNA forense para a amplificação pela PCR também envolve o controle da temperatura, da umidade, o valor do pH, a presença de ácido húmico e fúlvico e microorganismos. A temperatura baixa pode preservar o DNA, seja ele datado de milhares de anos, ou de amostras forenses, assim como o DNA pode ser mais bem preservado em ambientes secos e com o mínimo crescimento de microorganismos (Figura 61). A presença de ácido fúlvico e húmico pode comprometer a amplificação pela PCR pelo fato de inibir os efeitos da enzima polimerase utilizada na reação. O pH neutro ou levemente alcalino na amostra também ajuda na preservação do DNA. Os 9 o isolamento físico da área de preparação da PCR e de seus produtos utilizados; 9 não levar para a sala de PCR qualquer tipo de material biológico ou produto de DNA. 9 autoclavar a água deionizada e outras soluções, com exceção dos iniciadores, dNTPs (desoxirribonucleotídeos trifosfatos), tampão comercial e Taq DNA polimerase; 9 aliquotar reagentes; 9 utilização de luvas descartáveis que devem ser constantemente trocadas; 9 ter cuidado ao abrir os tubos pois parte do produto da PCR pode estar na sua tampa, possibilitando o seu desperdício; 9 misturar os reagentes da PCR em um único tubo, aliquotá-los em tubos individuais e por último adicionar o DNA individualmente em cada tubo; 9 e finalmente a escolha correta de controles negativos e positivos, que podem auxiliar na detecção de contaminantes. Kwok & Higuchi (1989) 91 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores microorganismos podem metabolizar o DNA por completo, se em grande quantidade (Burger et al., 1999). Figura 61: Esqueletos encontrados em uma vala e que foram utilizados na Herzegovina para a identificação humana de indivíduos mortos durante a 2° Guerra Mundial. Regiões específicas de amplificação são escolhidas de acordo com o objetivo da análise. Atualmente, as regiões mais utilizadas são as STRs para a identificação humana. Edwards et al (1991) relata que as melhores STRs empregadas na identificação humana são aquelas com maior polimorfismo (maior número de alelos), menor tamanho (100 a 200 pares de bases), elevado índice de discriminação e heterozigose e baixa frequência de mutações. Esses dados são levantados por estudos populacionais de regiões distintas, que serão descritos posteriormente. A PCR permite que mais de uma região possa ser copiada simultaneamente se adicionado mais de um iniciador sense e antissense em uma única reação. A amplificação 92 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores simultânea de duas ou mais regiões de DNA é conhecida por PCR multiplex (Figura 62). Para essa reação a temperatura de hibridização dos iniciadores deve ser compatível e a complementaridade excessiva das regiões deve ser criteriosamente analisada, para prevenir a formação de dímeros de iniciadores que não hibridização com o DNA (EDWARDS & GIBBS, 1994). Figura 62: Kit Multiplex de duas empresas distintas comercialmente disponíveis para a realização de PCR em uma única reação. Há diversas vantagens da PCR multiplex para DNA forense: 1) diminui o tempo de preparo e a quantidade de reagentes utilizados; 2) diversos loci podem ser amplificados em uma única reação, empregando-se pouca quantidade de DNA, 93 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores aumentando a chance de sua amplificação. Atualmente há diversos conjuntos multiplex disponíveis no comércio, facilitando a padronização e comparação dos resultados entre os laboratórios forenses (LEVEDAKOU et al., 2002; WALLIN et al., 2002; KRENKE et al, 2002; COLLINS et al, 2004) (Quadro 1). Quadro 1 - Os loci mais utilizados no FBI e INTERPOL distribuídos segundo os kits comerciais multiplex: Fornecedor Applied Biosystems http://home.appliedbiosystems.com Promega http://www.promega.com PRODUTO AmpFLSTR® Power- Plex® Power-Plex® 16 SGM Plus Profiler Profiler Plus Cofiler Identifier D21S11 (1)(2) X X X X FGA (1)(2) X X X X X VWA (1)(2) X X X X X X THO1 (1)(2) X X X X X X D3S1358 (1)(2) X X X X X X D8S1179 (1)(2) X X X X D18S51 (1)(2) X X X X D16S539 (2) X X X X X TPOX (2) X X X X X CSF1P0 (2) X X X X X D13S317 (2) X X X X X D7S820 (2) X X X X X X D5S818 (2) X X X X X D19S433 (3) X X D2S1338 (3) X X Penta D (3) X Penta E (3) X Amelogenina (1) X X X X X X X (1) ISSOL – Conjunto Padrão de Loci da INTERPOL, idêntico Conjunto Padrão Europeu - ESS, com uma exceção: para o ISSOL a amelogenina é opcional (2) Os 13 lócus do Sintema de índice de Combinação de DNA - CODIS do FBI (3) Lócus que fazem parte do grupo dos mais utilizados mundialmente segundo a INTERPOL Fonte: <http://www.interpol.int/public/Forensic/DNA/loci.asp>. Acesso em: 22 Maio 2006. 94 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Outra técnica que deve ser comentada seria a utilização da PCR em tempo real, que, no momento, está sendo aproveitada em ciência forense para determinar a quantidade de DNA humano viável para a amplificação. A PCR em tempo real amplia regiões específicas de DNA. Diferencia-se da PCR tradicional, pois possui sondas marcadas com fluoróforos proporcionando detecção em tempo real dos fragmentos amplificados, sendo simultaneamente quantificados (Figura 63). Dessa maneira, não há necessidade da utilização de géis e análise por Southern Blot como nas outras técnicas quantitativas descritas anteriormente (ANDREASON, 2003). Entretanto, para a realização da PCR em tempo real é necessário equipamento específico e sondas adequadas. O DNA humano pode ser especificamente quantificado para posterior análise do perfil genético pelas STRs, assim como verificar a presença ou não de inibidores da enzima polimerase(APPLIED BIOSYSTEMS, 2006). Figura 63: Esquema representativo da PCR em tempo real, na qual sondas com fluorescências são utilizadas para a amplificação de uma região específica de DNA. Após a hibridização da sonda com a molécula de DNA, a enzima taq polimerase atua amplificando a região alvo, liberando um fluoróforo que será analisado em tempo real pelo equipamento termociclador, sendo conectado a um computador que através de programas específicos realiza a interpretação dos dados. -------------FIM DO MÓDULO III------------- Ate este mes desc nção: O ma e Programa smo. Os cré critos na Ref D aterial deste de Educaçã éditos do co ferência Con Cu DNA MÓ módulo está ão Continuad onteúdo aqu nsultada. urso A For ÓDU á disponível da. É proibid ui contido sã de rense LO IV apenas com da qualquer ão dados a e V mo parâmetro forma de co os seus res o de estudos omercializaçã spectivos au s para ão do utores 96 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO IV Estudo da metodologia aplicada à identificação humana (cont.) Eletroforese e detecção dos fragmentos de DNA Os fragmentos de DNA amplificados por PCR são identificados após a eletroforese em gel de poliacrilamida, seguido da coloracão com prata, ou pela detecção de sinal fluorescente, na qual os iniciadores utilizados no PCR são marcados com fluorocromos, possibilitando a análise por sequenciador automático (Gill, 1992; Sullivan et al, 1992; Frégeau e Fourney, 1993). A eletroforese é uma metodologia amplamente empregada para a separação, isolamento, análise e manipulação dos ácidos nucléicos. Os ácidos nucléicos possuem uma carga geral total negativa, devido aos seus grupamentos fosfato do arcabouço, consequentemente, quando aplicados em um gel de agarose ou poliacrilamida, eles migrarão em direção ao ânodo em um campo elétrico (Aaji e Borst, 1972; Southern, 1979). Em condições apropriadas de tampão, voltagem e miliamperagem, os fragmentos pequenos migrarão mais facilmente do que os maiores (Figura 64 e 65). 97 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 64: Fragmentos de DNA carregados negativamente migram ao pólo positivo mediante a presença de um campo elétrico específico. 98 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 65: Esquema da corrida de eletroforese com visualização dos fragmentos de DNA e das partículas de gel e dos poros, seguida de imagem dos fragmentos de DNA corados com brometo de etídeo exposto a luz ultravioleta. A variação do tipo e concentração do gel propicia diferentes características de separação, permitindo distintas resoluções e análises. Em caracterização de vínculo genético utiliza-se eletroforese em gel de poliacrilamida ou eletroforese capilar para a análise das imagens. Em inclusão ou exclusão de paternidade, compara-se os alelos presentes no filho com o do suposto pai, sendo que um seria o alelo obrigatório materno e o outro paterno (Figura 66). O mesmo acontece em inclusão de suspeitos de um crime, no qual compara-se o DNA encontrado na vítima, como ocorre com marcas de mordida ou presença de sêmen, ou na cena de um crime. Pode ocorrer uma mistura de amostras biológicas contendo DNA da vítima e do agressor. Dessa maneira, confronta-se o DNA da vítima com o dos suspeitos e, sucessivamente, com o DNA das amostras presentes na cena do crime (Figura 67). Tais análises são realizadas em pelo menos 13 STRs distintos 99 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores (Jobim et al, 2006; Budowle & Moretti, 1999; INTERPOL, 2001; Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP, 2006). Figura 66: Esquema representativo da análise de uma eletroforese em gel de poliacrilamida corado com prata contendo DNA de amostras biológicas da mãe, do filho e do suposto pai, de um STR amplificado pela PCR analisados juntamente com marcadores alélicos. Figura 67: Esquema representativo da análise de uma eletroforese em gel de poliacrilamida corado com prata contendo DNA de amostras biológicas da vítima, do material biológico coletado de uma marca de mordida, e de três suspeitos distintos de um STR amplificado pela PCR, analisados juntamente com marcadores alélicos. 100 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Diversos tipos de equipamentos podem ser utilizados para a sua realização, podendo ser horizontais e verticais, grande e pequenos, sendo sua indicação própria para cada tipo de procedimento que queira realizar. Generaliza-se da seguinte maneira: - Cubas horizontais: gel de agarose - Cubas verticais: gel de poliacrilamida Géis de agarose e poliacrilamida podem ser feitos de uma variedade de formas, tamanhos e porosidades e podem ser corridos em um número diferente de configurações. As escolhas desses parâmetros dependem primeiramente no tamanho dos fragmentos a ser separados. Géis de poliacrilamida são mais eficientes em separações de pequenos fragmentos de DNA (5-500pb), que é o caso da análise do DNA forense. O poder de resolução é extremamente alto, e fragmentos de DNA que diferem em tamanho por pouco tão pouco quanto 1pb (par de base) em comprimento ou 0,1% de sua massa podem ser separados uns dos outros. Apesar de serem corridos rapidamente e acomodarem comparativamente grandes quantidades de DNA, géis de poliacrilamida possuem a desvantagem de serem mais difíceis de preparar e manusear do que eletroforese capilar. Géis de poliacrilamida são corridos em uma configuração vertical de uma corrente elétrica constante (Sambrook et al, 2001). Gel de Agarose Géis de agarose possuem menor poder de resolução do que géis de poliacrilamida, mas possuem maior alcance de separação. DNAs de 50pb até alguns megabases em extensão podem ser separados em géis de agarose de diferentes concentrações e configurações. Pequenos fragmentos de DNA (50-20000pb) são melhores resolvidos em géis de agarose corridos em conformação horizontal em um campo elétrico de força e direção constantes. Os fragmentos de DNA são comparados com marcadores de tamanho ou ladders ou padrões (Figura 68) (Sambrook, 2001). 101 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 68: Diferentes marcadores de tamanho molecular ou Ladders utilizados em eletroforese em gel de agarose ou até mesmo de poliacrilamida. No entanto, atualmente, os géis de agarose só são utilizados em DNA forense para a checagem do produto amplificado antes da sua eletroforese por capilar (Figura 69). 102 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 69: Gel de agarosea 2% corado por Brometo de Etídeo, fotografado durante exposição à luz ultravioleta, contendo um marcador de 100 pares de bases (primeira coluna: cada banda equivale ao peso molecular de 100 em 100 pares de bases). Os produtos de PCR de aproximadamente 220 pares de bases são visualizados em todas as outras colunas. Na quarta coluna, verifica-se que não existe banda, caracterizado pela não-amplificação do controle negativo da PCR (que não possui DNA). De forma generalizada, cubas horizontais são utilizadas em gel de agarose e as verticais em gel de poliacrilamida. Sistemas para eletroforese em gel horizontal (Figura 70) consistem de uma caixa que é dividida em dois compartimentos e contém uma plataforma no meio, que servirá de suporte para o gel, que ficará totalmente submergido em tampão. Os eletrodos presentes em cada compartimento fornecerão os campos elétricos. A corrente resultante atravessará o gel e o tampão que circunda o gel. Com isso, a espessura do gel e a quantidade de tampão a ser colocada deverá ser controlada para a obtenção de resultados reprodutíveis. O resfriamento é promovido pelo tampão que circunda o gel, que fica recirculando para prevenir o desenvolvimento de gradiente de pH e também mantém a temperatura controlada e uniforme (Sambrook et al, 2001). 103 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 70: Cubas de eletroforese horizontal de diferentes tamanhos. Para cada sistema de cubas e plataformas há diferentes tipos de pentes para a formação de poços no gel de agarose com capacidade volumétrica diferenciada para a deposição das amostras. De acordo com a quantidade de agarose colocada na plataforma, altera-se a sua altura, possibilitando uma maior capacidade de volume do poço (tabela 6). 104 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela 6: Capacidade de amostragem para Cuba Horizon 58 relativa à espessura do gel (Biometra. Instruction Manual - Horizon ® 58 Horizontal Gel Electrophoresis) Os cuidados para o preparo do gel de agarose estão dispostos a seguir: Protocolo de preparo do gel de agarose em cuba Horizon ® 58 (Biometra. Instruction Manual - Horizon ® 58 Horizontal Gel Electrophoresis) 1) Montar as peças do equipamento de acordo com a figura abaixo: Disposição dos componentes da cuba de eletroforese horizontal (Biometra. Instruction Manual -Horizon ® 58 Horizontal Gel Electrophoresis Apparatus) 105 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 2) Preparar o gel de agarose: a) Escolha a porcentagem do gel de agarose, a quantidade de solução que colocará na plataforma (Tabela ABAIXO); b) O gel de agarose 1% equivale a 1g de agarose para cada 100mL. Calcular a quantidade de agarose a ser pesada e volume total de tampão a ser utilizado. Coloque a agarose e o tampão 1x ou 0,5x em um Erlenmeyer; c) Pese o frasco contendo a solução e anote o valor; d) Dissolva a agarose em TBE por aquecimento em forno microondas ou banho de água quente, misturando ocasionalmente. Os cristais de agarose devem estar totalmente dissolvidos; e) Pesar o frasco novamente e acrescentar água deionizada para compensar a evaporação; f) Pipetar ou verter a quantidade desejada de solução na plataforma; g) Assegure que agarose foi distribuída por toda superfície e, se necessário, remova as bolhas; h) Espere que a solução esfrie até sua total solidificação. 3) Eletroforese do gel de agarose: a) Adicione de 100 a 150 mL de tampão na cuba sobre o gel polimerizado; b) Remova cuidadosamente o pente e o vedador; c) Remova as bolhas que eventualmente estejam entre o tampão e o gel; d) Pipete as amostras cuidadosamente na parede do casulo. As amostras devem conter quantidade suficiente de glicerol ou sucrose para serem mais densos que o tampão; e) Feche a tampa da cuba de eletroforese; f) Conecte a cuba em uma fonte para eletroforese; g) Ligue a fonte e selecione a voltagem desejada. Pequenas bolhas formarão perto dos eletrodos quando a cuba está corretamente conectada; h) A voltagem e o tempo requeridos de acordo com o tampão utilizados estão dispostos na tabela abaixo. A corrente e o tempo de eletroforese variam de acordo com o volume de tampão, espessura do gel e voltagem aplicada. Para voltagens acima de 175V ocorre suficiente aquecimento do gel levando a desnaturar o gel de agarose. É necessário o resfriamento a 4°C da unidade durante a eletroforese. Géis contendo menos que 0,5 de agarose também devem ser resfriados durante a eletroforese por serem muito fracos. 106 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela: Tempo de eletroforese para géis de agarose 1% a voltagem constante. As mensurações foram realizadas com gel submergido de 1 a 2 mm e com corrente variando de 5 a 125mA. O tempo requerido para um tampão de corrida migrar 6,5cm da origem. Para o gel de 1%, o tampão utilizado pelo fabricante migra concomitantemente com fragmentos de DNA de aproximadamente 200bp em TBE 1X e 400bp em TAE 1X. 4) Pós-eletroforese: a) Após desconectar os cabos da fonte de eletroforese, desconecte os cabos da cuba, aba a tampa e retire a plataforma contendo gel do tampão; b) Remova o gel com cuidado para a coloração; c) Remova o tampão da cuba e descarte-o apropriadamente, não reutilizando. Enxágue com água destilada; d) Remova qualquer tipo de resíduo de agarose das peças utilizadas e enxágue com água destilada. 5) Coloração do gel de agarose: brometo de étídeo (Vide a seguir). Voltagem (V) Tampão (1x) Tempo de eletroforese (a) 25 TBE 5h TAE 5h 50 TBE 2,25h TAE 2,25h 75 TBE 1,5h TAE 1,4h 100 TBE 1h TAE 56min 125 TBE 45min TAE 42min 150 TBE 36min TAE 34min 175 TBE 29min TAE 27min 200 TBE 24min TAE 22min 107 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Ácidos nucléicos submetidos à eletroforese através de géis de agarose podem ser visualizados por coloração e com luz UV a 300nm. Dois métodos são utilizados para essa finalidade: a coloração por brometo de etídio e por SYBR gold: O brometo de etídio é preparado como uma solução estoque de 10mg/ml em H2O e estocado à temperatura ambiente em frascos âmbar ou enrolados em papel alumínio. O corante é geralmente incorporado ao gel de agarose e tampões eletroforéticos em concentrações de 0,5μg/ml. A vantagem de se acrescentar o brometo de etídio na preparação do gel é que pode-se examinar os fragmentos de DNA durante a corrida ou ao final dela. A desvantagem é a redução da mobilidade eletroforética em ~15%, além da maior contaminação do equipamento pelo brometo. Quando efetua-se a corrida na ausência do corante, DNAs com formas de platôs finos são conseguidos (Sharp et al. 1973; Sambrook et al, 2001). O brometo de etídio (Figura 71) contém grupos planares tricíclicos que intercalam entre as bases do DNA, com pequena ou nenhuma preferência sequencial. Em soluções saturadas de alta força iônica, aproximadamente uma molécula de etídio intercala a cada 2.5pb (Waring 1965). Após inserção na hélice, o corantefica perpendicular ao eixo helicoidal e faz ligações de Van der Waals com as bases acima e abaixo (Figura 72) (Lepecq, 1966). A UV é absorvida pelo DNA em 254nm e transmitida para o corante; radiação a 302nm e 366nm é absorvida pela própria ligação ao corante. Em ambos os casos, a energia é retransmitida a 590nm. O brometo de etídio pode ser usado para detecção de RNA e DNA, mas a afinidade é maior para o DNA (Sambrook et al, 2001). Figura 71: Estrutura molecular do brometo de etídeo com seu respectivo número de registro - RN. 108 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 72: Estrutura molecular do DNA após intercalação do brometo de etídeo. O brometo de etídeo é um potente mutagênico, pode ser absorvido pela pele, irritante para os olhos, boca e trato respiratório superior. Deve ser estocado longe de agentes oxidantes em um local resfriado, seco e em recipiente indestrutível e fechado. Inúmeras precauções para manuseio e descarte devem ser realizadas para reduzir a contaminação tanto do pesquisador como ambiental: 109 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Cuidados para a manipulação e descarte do Brometo de Etídeo Equipamentos de Proteção Individual Luvas: Utilizar luvas de nitrila para prevenir contaminação das mãos. Luvas descartáveis (como 4, 6 ou 8 mil azul luvas de nitrila) usadas em operações de laboratório suprem apenas uma barreira de contato e devem ser descartadas imediatamente quando há suspeitas de contaminação. Luvas descartáveis não podem ser usadas para proteção de materiais químicos perigosos sem utilização de duas luvas devido ao potencial de formar buracos mínimos. Luvas de látex descartáveis são passíveis de apresentar defeitos e buracos mínimos e não são recomendadas. Óculos: Utilize óculos de proteção aos químicos com escudo lateral. Trajes de laboratório: Sempre use calças compridas, sapatos fechados e aventais quando manusear materiais perigosos. Procedimentos de Emergência e Primeiros Socorros: Providencie ajuda de primeiros socorros até que auxílio apropriado chegue ao local. Ingestão: Se a pessoa estiver consciente, lave a boca com água. Não induza vômito. Mantenha a pessoa afetada aquecida e descansada até que auxílio médico chegue. Inalação: Remova a vítima do local de exposição a um local arejado imediatamente. Se a respiração cessar, tenha uma pessoa qualificada que possa fazer respiração artificial. Mantenha a pessoa afetada aquecida e descansada até que auxílio médico chegue. Contato com a pele: Remova roupas contaminadas (incluindo os sapatos) imediatamente. Lave o local afetado com sabão e detergente suave com grande quantidade de água até que nenhuma evidência de químico esteja presente (pelo menos 10 a 20 minutos). Chame um médico se você notar irritação nos olhos ou no trato respiratório. Contato com os olhos: Lave os olhos imediatamente com grande quantidade de água ocasionalmente levantando as pálpebras inferiores e superiores até que não haja evidências de remanescentes químicos (no mínimo 15 a 20 minutos). Remova lentes de contato. Chame um médico imediatamente. Se você notar irritação de uma exposição excessiva, vá imediatamente à avaliação de um oftalmologista. 110 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Descontaminação de substâncias tóxicas: brometo de etídio A prática de processos referentes à biossegurança é essencial para a manutenção da saúde das pessoas que lidam diretamente com organismos vivos e substâncias tóxicas para o ser humano. No caso dos microorganismos é fundamental o uso de fluxos laminares ou outras técnicas de contenção (como o do bico de Bunsen) que impeçam a sua dispersão durante a manipulação. Outra prática muito importante é que todos os materiais derivados de cultivos de microorganismos devem ser submetidos à esterilização (por exemplo, autoclavagem) antes de serem descartados. Por outro lado, é também importante eliminar ou minimizar os riscos de contaminação do ambiente, soluções, bancadas, equipamentos, utensílios (pinças, espátulas, etc.) ou vidrarias por substâncias tóxicas para o organismo humano. O processamento de substâncias com alto potencial tóxico ou mutagênico, como o Brometo de Etídio (EtBr), tem sido um dos grandes problemas da maioria dos laboratórios. O Brometo de Etídio (EtBr) é comumente utilizado nos laboratórios para corar ácidos nucléicos submetidos à eletroforese em gel de agarose ou a gradiente de Cloreto de césio. A ação do EtBr como corante se deve a sua capacidade de intercalar entre as bases dos ácidos nucléicos e fluorescer sob luz ultravioleta. Este caráter intercalante do EtBr também é responsável pelo seu alto potencial mutagênico, pois pode gerar alterações na estrutura do DNA as quais poderão ser permutadas durante o processo de duplicação. Dessa forma, a leitura errada das sequências de bases do DNA pode resultar em mutação. 111 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tratamento de soluções concentradas de EtBr (até 10mg/ml) Existem várias técnicas para o tratamento de descontaminação do EtBr. A mais simples e fácil de ser aplicada na rotina é baseada no tratamento de soluções de EtBr com Permanganato de Potássio em condições de acidez. Durante esse tratamento haverá oxidação do EtBr pelo Permanganato resultando na formação de um precipitado marrom escuro. Posteriormente, esta mistura é neutralizada com NaOH e descartada (Sambrook et al., 1989). O protocolo, como descrito em Sambrook et al. (1989) é o seguinte: adicionar, se necessário, água na solução concentrada até diluir a concentração de EtBr para 0,5mg/ml. Em seguida adicionar KMnO4 0,5M equivalente a 1 volume da solução que será descontaminada. Misturar cuidadosamente e, em seguida, adicionar 1 volume de HCl 2,5M. Misturar com atenção e deixar descansando por várias horas à temperatura ambiente. Para finalizar, neutralizar essa mistura adicionando 1 volume de NaOH 2,5N. Novamente misturar e a solução poderá ser descartada na pia sob água corrente. Este método de descontaminação de soluções concentradas de EtBr (10mg/ml) é capaz de reduzir a atividade mutagênica em até 3.000 vezes como foi descrito por Quillardet & Hofnung (1988). Obs.: No caso da água utilizada no descoramento de géis, onde existe uma baixa concentração de EtBr, utilizar Hipoclorito de sódio (água sanitária comercial) na proporção de 1:2, antes de descartar na pia. Os resíduos sólidos (géis e papéis) são secos à temperatura ambiente e posteriormente incinerados em forno de alta temperatura. Referências Bibliográficas: QUILLARDET, P.; HOFNUNG, M. Ethidium bromide and safety – readers suggest alternative solutions. Letter to editors. Trends in Genetics, Amsterdam, v.4, p.89, 1988. SAMBROOK, J.; FRITSCH, E.F.; MANIATIS, T. Molecular Cloning: a laboratory manual. New York: Cold Spring Harbor, 1989. 3v. 112 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Atualmente, existem outros tipos de alternativas que estão sendo incorporadas ao mercado, como o SYBR gold, que é o nomecomercial para um corante ultrassensível com alta afinidade pelo DNA e uma grande ligação fluorescente com o ácido nucléico. Esta ligação fluorescente é >1000 vezes maior do que para o complexo do DNA com o Brometo de Etídio (figura 73). Assim, <20pg de DNA de dupla hélice pode ser detectada no gel de agarose e a coloração de géis de poliacrilamida com este corante pode captar 100pg de DNA de fita única ou 300pg de RNA. SYBR gold apresenta máximo de excitação em 495nm e possui um pico secundário em 300nm. A emissão fluorescente ocorre em 537nm (Tuma et al, 1999). Géis corados com SYBR gold não deixam background na hora da revelação e podem ser fotografados diretamente sem descoloração prévia. O SYBR gold não pode ser acrescido ao gel antes da eletroforese, pois sua presença no gel endurecido pode causar distorção das bandas de DNA e RNA (Sambrook et al, 2001). Figura 73: A sensibilidade do SYBR® Gold é maior do que a do brometo de etídeo, sendo que a ligação fluorescente é >1000 vezes maior do que para o complexo do DNA com o Brometo de Etídio. 113 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Gel de Poliacrilamida Os géis de poliacrilamida foram muito utilizados para a análise de regiões polimórficas do DNA para o exame do perfil genético em identificação humana. No entanto, atualmente os laboratórios utilizam a eletroforese capilar, como será depois apresentado e estudado. Mas para que haja melhor compreensão da eletroforese capilar existe a necessidade de estudarmos a eletroforese em gel de poliacrilamida, pois foi primordial para a sua realização em equipamentos contendo capilares. Géis de poliacrilamida são mais eficientes em separações de pequenos fragmentos de DNA (5-500pb). O poder de resolução é extremamente alto e fragmentos de DNA que diferem em tamanho por tão pouco quanto 1pb em comprimento ou 0,1% de sua massa podem ser separados uns dos outros (por exemplo, 1pb em 1000pb). Comparado com o gel de agarose (Figura 68), a separação dos fragmentos menores, como de 100 em 100 pares de bases, é maior (Figura 74), melhorando a análise do fragmento, principalmente se possuem variação de poucas bases. Outras vantagens em relação aos géis de agarose é que eles aceitam maiores quantidades de amostra sem que haja perda na resolução e o DNA recuperado dos géis de poliacrilamida são extremamente puros e podem ser utilizados para muitas finalidades. Géis de poliacrilamida possuem a desvantagem de serem mais difíceis de preparar e manusear do que géis de agarose (Sambrook et al, 2001). 114 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 74: Gel de poliacrilamida a 8% corado com prata contendo produto de PCR, cujo tamanho varia de 270 a 280 pares de bases. Monômeros de acrilamida são polimerizados em longas cadeias de uma reação iniciada por radicais livres (Raymond et al, 1959). Na presença de N-N’- metilenobisacrilamida, essas cadeias formam ligações cruzadas (figura 75). A porosidade do gel resultante é determinado pelo tamanho das cadeias e graus de ligações cruzadas que ocorrem durante a reação de polimerização. A porcentagem de monômeros de acrilamida utilizados na preparação do gel são determinadas pelo tamanho dos fragmentos de DNA a serem analisados (Chramback e Rodbard, 1971; Luney et al, 1971; Holmes et al, 1991; Sambrook et al, 2001). Este material de Figur cadeias cru N,N,N',N'-te A definida p (Stellwage poliacrilam Geralmen como se Diminuind de ligaçõe eve ser utilizado a ra 75: Polim uzadas em u etramethylethy porcenta por T% e en, 1997). mida. A re nte o valor dá em u do o valor d es cruzada apenas como parâ merização do uma reação ylenediamine gem da c porcentage . O aumen elação do mínimo do um gel co de C há u as (Tabela âmetro de estudo os monômer iniciada por (TEMED). Fo concentraç em de liga nto do val valor de o tamanho om porcen m aumento 7). 115 deste Programa ros de acrila r radicais liv onte: http://nat ção total d ações cruz or de T d C com o do poro o ntagens de o da estru . Os créditos dest amida e N-N res pelo per tionaldiagnost de acrilam zadas dev diminui o ta o tamanho corre quan e 19:1 de tura do po te conteúdo são d N’-metilenob rsulfato de a tics.com/articl mida mais idas a bis amanho d o do poro ndo C é ap e acrilamid oro porque dados aos seus re isacrilamida, amônia, na p le_info.php/ar a bis-acr -acrilamida dos poros o é mais proximadam da e bis-a ocorre a d espectivos autores , em longas presença de rticles_id/6 rilamida é a, por C% do gel de complexa. mente 5%, acrilamida. diminuição s s e é % e . o 116 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela 7: Utilização do gel de poliacrilamida de acordo com a sua porcentagem de monômeros de acrilamida e da razão acrilamida e bis-acrilamida (modificado de http://nationaldiagnostics.com/article_info.php/articles_id/6). Há diferentes tipos de gel de poliacrilamida e cada um com suas indicações. Géis de poliacrilamida desnaturantes são utilizados para separação e purificação de fragmentos de DNA de fita única. São polimerizados na presença de um agente (formamida ou uréia) que suprime o pareamento de bases em ácidos nucléicos, saturando as pontes de hidrogênio. DNAs desnaturados migram através desses géis em uma razão que é praticamente independente da composição de bases e sequência. Entre os usos da poliacrilamida desnaturante estão o isolamento e análise de cada fita de DNA, análise de produtos de digestão por nuclease S1 e análise de produtos de reações de sequenciamento de DNA (Sambrook et al, 2001). Géis de poliacrilamida não desnaturantes são utilizados na separação e purificação de fragmentos de DNA de dupla-fita, não sendo utilizados, atualmente, para a análise do perfil genético. Entretanto, a mobilidade eletroforética também é afetada pela composição de bases e sequência, de modo que os dúplices de DNA de mesmo tamanho podem diferir na mobilidade em mais do que 10%. Os géis de poliacrilamida não desnaturantes são usados frequentemente para preparar fragmentos de DNA altamente purificados e para detecção de complexos de proteína-DNA (Sambrook et al, 2001). Razão Acrilamida: Bis Gel % DNA / RNA nativo (bp) DNA / RNA desnaturado (bp) Proteína (kd) 19: 1 4 100-1500 70-500 100-200 6 60-600 40-400 40-150 8 40-500 20-200 20-100 10 30-300 15-150 15-70 12 20-150 10-100 8-60 20:1 5 200-2000 70-800 >150 6 80-800 50-500 50-200 8 60-400 30-300 30-125 10 50-300 20-200 20-100 12 40-200 15-125 10-70 20 < 40 < 40 <30 117 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores São utilizados os mesmos tampões descritos para o gel de agarose. A porcentagem de monômero de acrilamida a ser escolhida para utilização estará relacionada com a faixa de separação dos ácidos nucléicos a serem analisados. (Tabela 8). Tabela 8: Faixaefetiva de separação da eletroforese em gel de poliacrilamida e o valor em bp correspondente à migração da coloração xileno cianol e azul de bromofenol (Sambrook et al, 2001). O equipamento utilizado para a eletroforese em gel de poliacrilamida é composto por duas placas de vidro separadas por espaçadores de até 2 mm, devidamente montadas em um sistema composto de uma caixa para tampão que entrará em contato com a parte inferior, e outra parte com a superior. A única conexão entre o tampão da caixa superior e inferior é o gel (Figura 76 e 77). Quanto mais alta a voltagem para a eletroforese, a menor espessura do gel e/ou maior porcentagem de poliacrilamida, há um aumento da resistência do gel, aumento demasiadamente a temperatura. Com isso, recomenda-se a utilização de placas com sistema de resfriamento ou aquecimento em eletroforese desnaturante em poliacrilamida, contendo uma placa de metal para dissipar o calor ou para seu aquecimento (Wartell et al, 1990; Sambrook et al, 2001). Concentração de monômero de acrilamida (%) Faixa efetiva de separação (bp) Xyleno cianol FF Azul de Bromofenol 3.5 1000-2000 460 100 5.0 80-500 260 65 8.0 60-400 160 45 12.0 40-200 70 20 15.0 25-150 60 15 20.0 6-100 45 12 118 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 76: Equipamento para eletroforese em gel vertical. Permite voltagens acima de 1500V. Fonte: http://nationaldiagnostics.com/article_info.php/articles_id/13 119 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 77: Equipamento para eletroforese em gel vertical para voltagens até 250V e 50mA. (Biometra. Instruction Manual - Model V-16 and V-16-2 Vertical Gel Electrophoresis Apparatus). Fonte: http://www.biometra.de/electrophoresis-native.0.html Existem diferentes tipos de tampões de corrida, como aqueles que contêm Tris- acetato e EDTA (pH8,0; TAE), Tris-borato (TBE) ou Tris-fosfato (TPE) em concentrações de ~50mM (pH7.5-7.8). Segundo Sambrook et al (2001), TAE possui a menor capacidade tamponante e TBE e TPE são mais caros do que o TAE, mas possuem maior capacidade tamponante. Para fragmentos de baixo peso molecular, entretanto, a resolução é melhor nos tampões TBE ou TPE (tabela 9). Tabela 9: Tampões para eletroforese (Sambrook et al, 2001) Tampão Solução de trabalho Solução estoque/litro 1X 50X 40mM Tris-acetato 242gTris-base 1mM EDTA 57,1ml ácido acético glacial 100ml EDTA 0,5M (pH8.0) 1X 10X 90mM Tris-fosfato 108g Tris-base 2mM EDTA 15,5ml ácido fosfórico (85%, 1,679g/ml) 40ml de EDTA 0,5M (pH8.0) 0,5X 5X 45mM Tris-borato 54g Tris-base 1mM EDTA 27,5g ácido-bórico 20ml de EDTA 0,5M (pH8.0) TAE TPE TBE 120 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Os tampões de corrida ou “loading buffers” (Tabela 10) possuem 3 finalidades: 9 aumentar a densidade das amostras, assegurando que ela afunde no pocinho; 9 colorir as amostras, facilitando sua visualização; 9 contém corantes que movem para o ânodo em um campo elétrico em taxas previsíveis. Azul de Bromofenol migra através do gel de agarose ~2.2 vezes mais rápido do que o Xileno Cianol e, corridos em tampão TBE 0,5X, cruza aproximadamente na mesma velocidade de DNA de dupla-fita de 300pb em comprimento, enquanto o xileno cianol percorre aproximadamente na mesma velocidade do DNA de dupla-fita de 4kb em extensão. Esta relação não muda muito para géis de agarose de porcentagem entre 0.5% a 1.4% (Sambrook et al, 2001). Tabela 10: Tipos de tampão de corrida para eletroforese (Sambrook et al, 2001) A eletroforese capilar é amplamente utilizada em análise de DNA forense, por permitir que grandes quantidades de amostras sejam analisadas de maneira automatizada, além de necessitar de poucas quantidades de amostra para o processo de injeção e podem ser facilmente reinjetadas, se necessário. Separação eletroforética em capilar é realizada em menos de 1 hora, se comparado com as muitas horas necessárias para àquela realizada em géis de poliacrilamida para identificação humana. Além do Tipo do Tampão Tampão 6X Temperatura de Estocagem 0,25% azul de bromofenol 0,25% xileno cianol FF 40%(p/v) sucrose em água 0,25% azul de bromofenol 0,25% xileno cianol FF 15% Ficoll (tipo 400; Pharmacia) em água 0,25% azul de bromofenol 0,25% xileno cianol FF 30% glicerol em água 0,25% azul de bromofenol 40%(p/v) sucrose em águaIV 4° C temperatura ambiente 4°C 4° C I II III 121 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores tempo, a quantidade de passos para a elaboração do gel de acrilamida fazem com que possa haver uma chance maior de erro durante a manipulação. A desvantagem é o custo inicial para a compra dos equipamentos, sendo bem mais alta do que aqueles empregados na eletroforese em gel de poliacrilamida. No entanto, a eletroforese capilar é a mais empregada nos laboratórios de DNA forense (Butler, 2005) (Figura 78 e 79). Figura 78: Esquema representativo de eletroforese capilar: o capilar é um tubo de fibra de vidro com aproximadamente 50 μm em diâmetro e é completado com uma solução de polímero viscoso específico para tal finalidade, que funciona como o gel das eletroforeses descritas anteriormente. As amostras são colocadas em uma bandeja e injetadas para o capilar aplicando-se uma voltagem de cerca de 15000 volts, que separará o DNA em poucos minutos. Os fragmentos de PCR com fluoróforos são analisados assim que passam pela janela de detecção e são excitados por um laser específico. Os dados são automaticamente computadorizados e permitem um armazenamento e rápida análise. 122 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 79: Manipulação do sequenciador automático, que possui o sistema de eletroforese capilar. -----------FIM DO MÓDULO IV----------- Curso de DNA Forense MÓDULO V Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Referência Consultada. MÓDULO V Interpretação dos Resultados Após a visualização, dá-se a análise dos resultados comparando os fragmentos de DNA amplificados das amostras do pai, mãe e filho em caso de paternidade; ou das amostras encontradas na cena do crime, em corpos ou vítimas com as de suspeitos (INTERPOL, 2001; BUTLER, 2005). No entanto, durante a PCR, um grande número de artefatos pode ocorrer e interferir na interpretação e genotipagem dos alelos presentes na amostra de DNA, sendo visualizadas somente após a eletroforese. Entre esses artefatos (Figura 80) incluem: → os produtos stutters (WALSH et al, 1996) → adição de nucleotídeos não pertencentes ao DNA alvo, denominados picos “N” – N peaks – ou adenilação(CLARCK, 1988; Clayton et al, 1998). Figura 80: Artefatos de técnica que podem prejudicar a análise dos alelos após a eletroforese: stutters e picos N. 124 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores → Produtos de stutters (Figura 81): Definição: Picos que se caracterizam pela perda de uma repetição consecutiva em relação ao alelo verdadeiro, resultante de um “deslizamento” da sequência durante a síntese de DNA, isto é, durante a amplificação. A enzima polimerase não amplifica uma sequência, aparentando um deslizamento. Os picos de stutters dificultam a análise de misturas de DNA. → Adição de nucleotídeos que não fazem parte da sequência de DNA - Picos N ou adenilação (Figura 82): Definição: A enzima Taq polimerase frequentemente adiciona um nucleotídeo extra no final do produto de PCR, sendo o mais frequente a Adenina (A), denominando-se ADENILAÇÃO. Excesso de amostra de DNA na PCR pode resultar em uma incompleta adenilação. Figura 81: Definição de stutter e seus dois tipos. Verifique o “deslizamento” de uma sequência repetitiva. 125 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 82: Adição de nucleotídeos que não fazem parte da sequência de DNA: durante uma PCR, a enzima taq polimerase pode acrescentar uma adenina (A) na porção 5´ da dupla fita de DNA que está em excesso na reação. Esse artefato resulta na adenilação, que aparece no eletroferograma como dois picos bem próximos um do outro sendo um A- e outro A+, que correspondem às fitas da sequência de DNA. O eletroferograma em azul mostra a diferença no resultado quando se utiliza uma grande quantidade de DNA para a sua amplificação, resultando após a eletroforese em adenilação (para os STRs DES1358 e VWA) e picos fora da escala - off-scale (para o STR FGA). Outros fatores podem estar presentes na análise da STR e devem ser criteriosamente analisados, para serem diferenciados de artefatos. Segundo Butler (2005), são eles: microvariações alélicas (Figura 83 e 84) 126 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 83: Microvariação alélica: variações da sequência repetitiva que não fazem parte dos alelos incorporados no marcador alélico (allelic ladder), sendo que eles podem ou não estar descritos na literatura. A eletroforese do fragmento correspondente a um STR denominado DYS635, é comparado pelo programa automaticamente com o marcador ou padrão alélico acima, que possui diversos alelos para o mesmo STR. Verifique que o alelo da amostra 1 não está exatamente abaixo do alelo 22, que corresponde a 258 pares de bases e sim a 257, que significa que existe uma base a menos na sequência, que poderá ser analisada no encadeamento. Após o sequenciamento do DNA (caixa amarela), observa-se a falta de uma timina (T) na sequência total (vide abaixo da figura a sequência completa, sendo que [TCTA]4 é igual a TCTA TCTA TCTA TCTA; e assim por diante). 127 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 84: Quantidade de microvariações alélicas descritas para cada STR, sendo que existem, no total, 476 variantes descritas em todos os STRs dispostos no quadro. Entre parênteses encontra-se a quantidade de microvariações alélicas de cada STR. Exemplo: CSF1PO(19) – para o STR denominado CSF1PO tem-se 19 microvariações alélicas descritas mundialmente. Dados atualizados pelo site até 06 de outubro de 2008. padrão tri-alélico (Figura 85 e 86) Figura 85: Característica do trialelo das STRs D18S51 (alelos 14, 15 e 22), TPOX (alelos 8, 10 e 11) e D21S11(alelos 29, 30 e 31). 128 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 86: Quantidade de TRIALELOS descritos para cada STR, sendo que existem, no total, 177 padrões trialélicos diferentes descritos em todos os STRs dispostos no quadro. Entre parênteses encontra-se a quantidade de trialelos de cada STR. Exemplo: CSF1PO(7) – para o STR denominado CSF1PO tem-se 7 trialelos diferentes descritos mundialmente. Dados atualizados pelo site até 23 de outubro de 2008 pelo site STRBase. 129 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores perda de um alelo (Figura 87 e 88): Figura 87: Perda de alelo caracterizado pela pouca quantidade de amostra de DNA na reação de PCR. 130 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 88: Perda do alelo decorrente da presença de mutação na sequência do DNA, que estão localizadas em regiões que hibridizam com os primers durante a PCR. 131 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores mutações (Figura 89): Ocorre aproximadamente 1 em 1000 meioses; Incide mais frequentemente com o alelo paterno do que materno; VWA, FGA eD18S51 possuem altas taxas; TH01, TPOX e D16S539 possuem menores taxas. Figura 89: Mutação observada em um trio (mãe, pai e filho): observe a ausência do alelo paterno obrigatório do caso à direita, na qual não há o alelo 14 ou 18 e sim um alelo diferente 13. 132 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 89: Lista de STRs e taxa de mutação. A mutação dos STRs utilizados em identificação humana é baixa. No entanto, deverá ser analisada, principalmente se ocorrer em testes de paternidade, devendo ser incorporada ao laudo pericial a taxa de mutação. 133 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Havendo uma correlação entre as amostras, verifica-se a significância do resultado. A importância da evidência de DNA é dada por meio da probabilidade de que a casualidade tenha ocorrido. Para isso, tem-se antecipadamente a frequência dos perfis genéticos de uma população (Figura 90). Caso o perfil genético seja extremamente raro em uma dada população, pode-se dizer que a evidência é extremamente forte, caso contrário, pode consistir em uma mera casualidade. A constância de um perfil genético em uma determinada população é calculada com base na multiplicação das frequências do genótipo de cada locus (EVETT & WEIR, 1998). 134 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 90: Quadrado de Punnett mostrando a frequencia de dois alelos “A” e “a”, para “p” frequência do alelo “A” e q, de “a”. Lembrando que a soma de p e q deve ser sempre 1. A frequência de cada combinação alélica será calculada pela fórmula 2pq para heterozigotos ep2, para homozigotos. A constância do perfil genético de cada indivíduo foi calculada com base na razão de verossimilhança ou Likelihood Ratio (LR) (Evett & Weir 1998) (Figura 91). A seguir foram colocados exemplos de cálculos de perfil genético para treino e fixação. É conveniente lembrar que no exemplo inserimos somente 3 loci e não os 13 recomendados pelo FBI; somente para servir de exemplo, facilitar o entendimento e compreensão acerca da importância de se estabelecer a frequência alélica populacional. 135 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 136 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores LR = 1/P P é frequência do perfil genético de um indivíduo, calculada a partir da multiplicação das constâncias alélicas de N locus: P= P1.P2.P3.PN, A frequência para cada locus PN, sendo “i” e “j” alelos de um genótipo cujas constâncias alélicas “q” que são determinadas previamente, é calculada: PN = qi2, para i=j PN = 2qiqj, para i≠j Figura 91: Demonstração do cálculo da frequência do perfil genético EXEMPLOS DE CÁLCULOS DE PERFIL DE DNA UTILIZANDO-SE COMO EXEMPLO DUAS POPULAÇÕES DISTINTAS BASEADO NA FREQUENCIA ALÉLICA DE CAUCASIANOS AMERICANOS Perfil de DNA Frequência alélica do banco de dados Fórmula Frequência Locus Alelos Vezes que o alelo foi observado Tamanho do banco de dados Frequência D13S317 11 14 205 29 604 p = 0,34 q = 0,05 2pq 0,03 TH01 6 6 140 604 p = 0,23 p2 0,05 D18S51 14 16 83 84 604 p = 0,14 q = 0,14 2pq 0,04 Frequência do perfil para a população caucasiana = razão de verossimilhança (LR) = 1/P P é a multiplicação de todas as frequências alélicas = 0,03 x 0,05 x 0,04 = 0,00006 OU LR = 1/0,00006 = 1 em 16666 Pode-se dizer que o perfil genético em questão pode ser encontrado em 1 em 16666 pessoas dentro da população de caucasianos americanos BASEADO NA FREQUENCIA ALÉLICA DE HISPÂNICOS AMERICANOS Perfil de DNA Frequência alélica do banco de dados Fórmula Frequência Locus Alelos Vezes que o alelo foi observado Tamanho do banco de dados Frequência D13S317 11 14 66 13 280 p = 0,24 q = 0,05 2pq 0,02 TH01 6 6 60 280 p = 0,21 p2 0,04 D18S51 14 16 39 38 280 p = 0,14 q = 0,14 2pq 0,04 Frequência do perfil para a população caucasiana = razão de verossimilhança (LR) = 1/P P é a multiplicação de todas as frequências alélicas = 0,02 x 0,04 x 0,04 = 0,000032 OU LR = 1/0,000032= 1 em 31250 Pode-se dizer que o perfil genético em questão pode ser encontrado em 1 em 31250 pessoas dentro da população de hispânicos americanos 137 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 138 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Variações nos alelos dos loci mais utilizados na identificação humana já foram descritas nas diversas populações (RUITBERG et al, 2001; BUTLER, 2005). Entretanto, a determinação da frequência genética em um grupo étnico pode estar sujeita a divergências, principalmente na população brasileira, que é fruto de uma grande miscigenação (MOURA-NETO & BUDOWLE et al, 1997; SOARES-VIEIRA et al. 2000,2001 ). Whittle et al (2004) analisou a frequência alélica de 19 STRs distintas utilizando o perfil genético de 13.000 indivíduos brasileiros. Constatou que a frequência da presença de perda de alelos e da taxa de mutação observada podem contribuir significativamente para a discriminação genética dessa população. Pimenta et al (2006) avaliaram 12 STRs de 752 indivíduos de São Paulo que foram divididos em categorias de cor de pele e analisando os dados não houve diferenciação genética significativa entre os três grupos. Esse resultado alerta o perigo em classificar a população brasileira pela cor de pele com seu ancestral geográfico (PENA, 2005). Análise de Outros Perfis Genéticos Dependendo do tipo e finalidade de análise do perfil genético de um indivíduo, além dos STRs descritos anteriormente, alguns outros marcadores são utilizados para a investigação do DNA forense (Figura 92): → DNA do cromossomo Y: linhagem paterna → DNA mitocondrial: linhagem materna → SNPs (Polimorfismos de base única): são necessários pelo menos 50 SNPs diferentes para a análise do perfil genético de uma pessoa. Figura 92: Diferença entre os STRs (por exemplo, aqueles recomendados pelo CODIS-FBI), que são autossômicos; os STRs do cromossomo Y, que são herdados somente para os filhos do sexo masculino; e do DNA mitocondrial, que são herdados pela mãe e repassados aos filhos, sendo idênticos entre parentes da linhagem materna. Cromossomo Y Segundo Butler (2005), os STRs do cromossomo Y são utilizados: → Verificação da linhagem paterna, para analisar migrações populacionais, pois são transmitidos de pai para filho sem alteração, a não ser em casos específicos de mutação; → Pesquisa histórica e genealógica da linhagem paterna; → Análise do perfil genético em testes de paternidade, aumentando o poder de discriminação, principalmente quando o DNA do pai biológico não é obtido; → Em casos de estupro, no qual existe vestígio biológico masculino para a análise de DNA em um corpo do sexo feminino; 139 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores → Verificação de contaminação da amostra biológica por DNA do sexo masculino. No entanto, existem algumas considerações na sua utilização: → Uma combinação entre o perfil genético da evidência e do suspeito significará que qualquer parente do sexo masculino da linhagem paterna, como tios, primos, avôs, irmãos, etc possam ter contribuído com a amostra biológica; → A presença de parentes do sexo masculino em acidentes em massa pode ser facilmente analisada pelo cromossomo Y (Figura 93). Figura 93: O DNA do cromossomo Y poderá auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas que possuem parentesco de linhagem paterna. 140 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Diversos STRs do cromossomo Y já foram estudados, conforme demonstra a figura 94 e tabela 11. Tais STRs do Y já foram incorporados em dois kits comerciais: PowerPlex Y (Figura 95) e Y-filer (Figura 96). Figura 94: Diversos STRs, segundo sua localização no cromossomo Y. 141 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 142 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela 11: STRs do cromossomo Y, segundo seu acesso no GenBank , a sequência de repetição, seus alelos e o tamanho do fragmento de PCR. Fonte: Butler (2005). Nome do marcador Acesso ao GenBank Repetição Alelos Tamanho do produto de PCR DYS19 X77751 TAGA 8-16 178-210 bp DYS385 Z93950 GAAA10-22 252-300 bp DYS388 G09695 ATT 12-17 128-143 bp DYS389 I DYS389 II G09600 G09600 (TCTG) (TCTA) (TCTG) (TCTA) I: 7-13 II:23-31 239-263 bp 353-385 bp DYS390 G09611 (TCTA) (TCTG) 18-27 191-227 bp DYS391 G09613 TCTA 8-13 275-295 bp DYS392 G09867 TAT 7-16 236-263 bp DYS393 G09601 AGAT 9-15 108-132 bp YCAIII AC006370 CA 19-25 192-204 bp DYS434 AC002992 ATCT 8-11 110-122 bp DYS435 AC002992 TGGA 9-13 210-228 bp DYS436 AC005820 GTT 10-15 128-143 bp DYS437 AC002992 TCTA 8-11 186-202 bp DYS438 AC002531 TTTTC 6-12 203-233 bp DYS439 AC002992 AGAT 9-14 238-258 bp Y-GATA-A4 G42670 AGAT 11-14 242-254 bp Y-GATA-A7.1 G42675 ATAG 7-12 161-181 bp Y-GATA-A7.2 G42671 TAGA 8-12 174-190 bp Y-GATA-A8 G42672 TCTA 8-14 219-244 bp Y-GATA-A10 G42674 TATC 11-14 160-172 bp Y-GATA-C4 G42673 TATC 11-16 251-271 bp Y-GATA-H4 G42676 TAGA 10-13 362-370 bp Figura 95: STRs do cromossomo Y contidos no kit multiplex PowerPlex Y®, da Promega Corporation, segundo sua região de amplificação e cor de fluorescência. 143 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 96: STRs do cromossomo Y contidos no kit multiplex AmpFlSTR® Y-Filer™ da Applied Biosystems, segundo sua região de amplificação e cor de fluorescência. No Brasil, frequências alélicas dos STRs do cromossomo Y foram realizados para o cálculo do perfil genético. Góis et al (2007) analisou 12 STRs do cromossomo Y incluídos no sistema PowerPlex® Y (Promega). A diversidade genética dessas STRs foi de 0,6746 e a diversidade haplotípica 0,9996. A comparação entre os resultados obtidos demonstrou que a variação dentro de cada grupo é maior que a variação entre os grupos. 144 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 145 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores DNA Mitocondrial O DNA mitocondrial teve suas características descritas no módulo 2 desse curso, mas será exposta a metodologia de análise da sua sequência. O DNA mitocondrial é utilizado para (Butler, 2005): → Verificação da linhagem materna, para analisar migrações populacionais, pois são transmitidos pela mãe a todos os filhos; → Pesquisa histórica e genealógica da linhagem materna; → Análise do perfil genético em testes de caracterização de vínculo genético, aumentando o poder de discriminação, principalmente quando o DNA do pai biológico não é obtido, e sim de parentes da linhagem materna; → Análise de materiais degradados e em ínfima quantidade, como múmias, ossadas e material arqueológico, pois o DNA mitocondrial, por ser circular, conserva-se melhor do que o DNA genômico. O mtDNA foi sequenciado pela primeira vez por Anderson et al (1981), que tornou-se a referência durante muito tempo, sendo denominada sequência de Anderson ou de Cambridge (Figura 97). Atualmente, utiliza-se a fita leve do mtDNA, que possui menor peso molecular ao ser comparado com a fita pesada, da sequência de Anderson ou Cambridge. A fita pesada ainda possui uma quantidade maior de guanina (Butler, 2005). Figura 97: Sequencia de referência das regiões HV1 e HV2 do mtDNA. O mtDNA possui polimorfismos de base única ou SNPs que variam de indivíduo para outro, sendo necessário o sequenciamento de toda a região a ser analisada. Para a reação de sequenciamento é necessário: 146 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Com isso, iremos abranger um pouco mais sobre a análise da sequência de mtDNA, após a realização da PCR. A próxima etapa é a purificação do produto de PCR, para a remoção de nucleotídeos não incorporados, primers, enzima polimerase, tampão e outros reagentes presentes na PCR que possam interferir na reação de sequenciamento. Usualmente, realizam-se purificações a base de etanol e álcool isopropílico, permitindo que todo produto de PCR seja precipitado e totalmente utilizado na reação de sequenciamento (Butler, 2005). A reação de sequenciamento é uma reação de amplificação de fragmentos de DNA que correspondem à fita sense ou antissense separadamente, ao contrário da PCR. Para tal finalidade, além dos dNTPs utilizados na PCR, utilizam-se didesoxirribonucleotídeos (ddNTPs) que não permitem a incorporação de outros nucleotídeos, como demonstra a figura 98: 147 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 98: processo de seqüenciamento do DNA com ddNTPs marcados com fluoróforos. As sequências posteriormente são alinhadas e analisadas em programas específicos, como BioEdit (http://www.mbio.ncsu.edu/BioEdit/BioEdit.html), comparando- as com a sequência referência de Anderson (Figura 99). Pode também ocorrer heteroplasmias que é a presença de mais de um tipo de mtDNA em um único indivíduo (Figura 100). Duas ou mais populações de mtDNA podem estar presentes em um único indivíduo, seja em diferentes tecidos, regiões do corpo e idades. Com isso, é necessário ter cautela ao analisar uma sequência de mtDNA encontrada em amostra referência e evidências forenses. 148 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 99: Alinhamento de duas sequências de mtDNA de pessoas distintas (A e B) comparadas com a sequência referência, demonstrando a posição da variação e sua nomenclatura. Figura 100: Heteroplasmia encontrada na posição 16093 contendo o nucleotídeo T (vermelho) e C(azul), que é representado pela letra “Y” no eletroferograma. 149 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 150 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Controle de Qualidade dos Laboratórios O FBI acrescenta alguns itens para o controle de qualidade dos laboratórios que trabalham com evidências de DNA forense, que inclui além desses cuidados a realização de periódicos testes de proficiência (a cada 180 dias) e auditorias anuais, para a manutenção da garantia de qualidade. O teste de proficiência é utilizado para monitorar o rendimento e para identificar tópicos que devem ser aperfeiçoados, e a auditoria para averiguar a qualidade das atividades realizadas pelo laboratório (DNA Advisory Board, 2000). O grupo espanhol e português da Sociedade Internacional de Genética Forense (Grupo Español Y Portugués - International Society for Forensic Genetics), objetivando a padronização das metodologias aplicadas e o controle de qualidade, realiza testes anuais de controle e de proficiência inclusive para laboratórios brasileiros credenciados. Esses testes consistem na análise de amostras de sangue e outro fluido biológico que simulam um caso forense para a manutenção da qualidade na análise do DNA de amostras (ISFG, 2000). No teste de vínculo genético familiar, a quantidade de amostra coletada normalmente é previsível e constante, não havendomuitos problemas com sua quantidade e qualidade. Entretanto, há materiais biológicos utilizados nestes testes que são coletados post-mortem oriundos de corpos exumados ou putrefeitos. Nesse caso, o material predominante está degradado da mesma maneira que as evidências de material biológico encontrado na cena do crime. O produto obtido de provas forenses é único e muitas vezes a garantia de sua qualidade só é adquirida através de alguma forma de controle independente e indireto (FBI, 2001, INTERPOL, 2001). Controles de qualidade internos e externos servem para esse propósito. Os laboratórios forenses podem utilizar como controle interno, padrões reconhecidos e devidamente testados para tal finalidade. Controles externos devem ser introduzidos por programas administrados por organizações certificadas, que, inicialmente, preparam padrões de espécimes conhecidas, como sangue, e envia para todos os laboratórios credenciados. A metodologia utilizada e os respectivos resultados devem ser informados 151 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores para o comitê, que analisará os dados e avaliará as alterações entre os laboratórios (THOMPSON, 1974; KLOOSTERMAN, 2001; BLICK & PASSEY, 2003). Controle de Qualidade Interno Ao analisar uma amostra biológica destinada à caracterização de vínculo genético, seja familiar ou em casos forenses, quaisquer contaminações com DNA estranho ou metodologias inadequadamente aplicadas podem resultar na impossibilidade de obter o DNA para amplificação, o não estabelecimento dos perfis genéticos e na inutilização da amostra. A primeira preocupação no estudo do perfil genético para a identificação humana é avaliar o quanto as metodologias de detecção utilizadas pelos laboratórios são válidas, assim como seus princípios. Para assegurar resultados, um programa de controle de qualidade é fundamental para os laboratórios que realizam identificação humana pelo DNA. Todas as metodologias de análise de DNA forense devem ser submetidas à validação para assegurar a reprodutibilidade e a robustez da técnica (KLOSTERMAN, 2001). Procedimentos inadequados que levem à contaminação de amostras pelos investigadores e os profissionais do laboratório podem resultar em uma incorreta interpretação do perfil genético. Dessa maneira, o desenvolvimento e cumprimento de normas e procedimentos de boas práticas de laboratórios são imprescindíveis, assim como treinamentos específicos para o exame de DNA tornaram-se obrigatórios (NEUMAYER, 1998; INTERPOL, 2001). Desde 1992, a ISFH faz recomendações para a análise de DNA pela PCR. A contaminação pode ser evitada atendendo a certos cuidados durante todo o processo de análise de DNA. Eles vão desde a coleta e armazenamento do material biológico do qual será extraído o DNA até o próprio local de preparação da PCR (ISFG, 1992). A preservação do DNA para a amplificação pela PCR também envolve o controle da temperatura, da umidade, o valor do pH (BENDER, 2004), a presença de ácido húmico e fúlvico e microorganismos. A temperatura baixa pode preservar o DNA, seja ele datado de milhares de anos, ou de amostras forenses, assim como o DNA pode ser mais bem preservado em ambientes secos e com o mínimo crescimento de microorganismos. A 152 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores presença de ácido fúlvico e húmico inibe a enzima Taq DNA polimerase. O pH neutro ou levemente alcalino na amostra também ajuda na preservação do DNA. Os microorganismos em grande quantidade podem degradar o DNA por completo (BURGER et al., 1999). O FBI e a INTERPOL estabeleceram normas para os laboratórios forenses que participam da construção dos bancos de DNA internacional. Relacionam-se, principalmente, com procedimentos de coleta de amostras biológicas para análise do DNA que podem ser consideradas evidências, assim como vários aspectos importantes para o treinamento técnico. No Brasil, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e a Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP elaboraram documentos na tentativa de padronizar métodos e cuidados de coleta e manutenção das amostras pelos peritos criminais. Sucintamente, a coleta do material deve ser realizada em condições assépticas e o indivíduo responsável pela coleta estar devidamente paramentado para se evitar contaminação em ambos os sentidos, como, por exemplo, utilização de hastes com algodão, tubos, frascos e envelopes plásticos ou de papel. Para a coleta de amostras biológicas umedecidas é aconselhável a posterior secagem em ambiente estéril para o seu acondicionamento. No entanto, se isso não for possível, transporta-se imediatamente para o laboratório e congela-se a -20°C, no mínimo (SÃO PAULO, 1999; FBI, 1999 e 2001; INTERPOL, 2001; SENASP, 2006). Não se deve descongelar e congelar as amostras repetidamente, pois causaria a degradação do DNA. A escolha de métodos de extração de DNA está relacionada ao tipo de material e é importante para que se obtenha sucesso no estudo das STRs. Dessa maneira, cada laboratório deve realizar testes e otimizações de técnicas específicas para cada tipo de amostra forense (FBI, 2001; INTERPOL 2001; BUTLER, 2005; BONACCORSO, 2005). Em 1996, a maioria dos laboratórios entrevistados por uma filial da Sociedade Internacional de Genética Forense (53%) realiza a purificação do DNA pelo método orgânico (67%) seguido por não orgânico (33%). Hoff-Olsen et al (1999) avaliaram cinco métodos de extração de DNA de tecidos humanos em estado de decomposição, que normalmente encontram-se altamente degradados, para análise das STRs. Os métodos empregados foram: extração orgânica 153 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores com fenol-clorofórmio, sílica, filtro de fibra de vidro, Insta Gene Matrix™ e Chelex. O método da sílica, além de ser mais econômico, obteve melhores resultados ao comparar com método fenol-clorofórmio e resultou em um perfil genético completo em 90% dos casos contra 60%. Isso torna a sílica o método mais indicado pelos autores para a extração de DNA de amostras degradadas. O método de Chelex não foi satisfatório para dentes, demonstrando que ele deve ser indicado principalmente para saliva, como descreveu Sweet et al. Em casos como esse, emprega-se controle positivo constituído de amostra conhecida, para verificar se o método foi eficaz (FBI, 2001; INTERPOL, 2001). Kwok & Higuchi (1989) e Neumaier (1998) descreveram várias recomendações para assegurar a qualidade dos métodos de biologia molecular em diagnósticos clínicos referentes às fases pré-analíticas e analíticas, principalmente para a realização da PCR. Objetivando evitar a contaminação das amostras, recomenda-se o isolamento físico da área de preparação da PCR, de seus reagentes e todos os materiais descartáveis utilizados na reação que devem ser previamente esterilizados. Outros cuidados são fundamentais: os reagentes devem ser aliquotados; a utilização de luvas descartáveis é obrigatória e devem ser constantemente trocadas; deve-se ter cuidado ao abrir os tubos, pois parte do produto da PCR pode estar na sua tampa, possibilitando o seu desperdício; a mistura dos reagentes da PCR deve ser feita em um único tubo para posteriormente aliquotá-los em tubos individuais; deve-se adicionar o DNA individualmente em cada tubo e, finalmente, a inclusãoobrigatória de controles negativos e positivos que auxiliam na detecção de contaminantes. Atualmente utiliza-se a linhagem de célula comercial K562 como controle positivo (BJERRE et al, 1997; FBI, 2001; INTERPOL, 2001) ou uma amostra de DNA previamente validada pelo próprio laboratório ou externamente, como ocorre em kits de identificação humana (LAFOUNTAIN et al, 2001; KRENKE et al, 2002; LEVEDAKOU et al, 2002; SCHLENK et al, 2004). Com o intuito de unificar os loci a serem utilizados em identificação humana para a incorporação de perfis genéticos de criminosos em seu banco de dados (CODIS), o FBI indicou a utilização de 13 loci para a sua análise; a saber, CSF1PO, FGA, TH01, TPOX, vWA, D3S1358, D5S818, D7S820, D8S1179, D13S317, D16S539, D18S51, e D21S11 (BUDOWLE & MORETTI, 1999) (Tabela 12). 154 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela 12 – Informação das 13 STRs recomendadas pelo CODIS. Nome do Locus Localização no cromossomo Unidade de repetição Acesso de GenBank Variação dos alelos Número de alelos observados CSF1PO 5q33.1 c-fms pronto- oncogene, 6° intron TAGA X14720 6-16 15 FGA 4q31.3 fibrinogênio 3° intron CTTT M64982 15-51,2 69 TH01 11p15.5 Tirosina hidroxilase 1° intron TC|AT D00269 3-14 20 TPOX 2p25.3 Tiróide peroxidase 10° intron GAAT M68651 6-13 10 VWA 12p13.31 von Willebrand factor 40° intron [TCTG] [TCTA] M25858 10-24 28 D3S1358 3q21.31 [TCTG] [TCTA] NT_00599 7 9-20 20 D5S818 5q23.2 AGAT G08446 7-16 10 D7S820 7q21.11 GATA G08616 6-15 22 D8S1179 8q24.13 [TCTA] [TCTG] G08710 8-19 13 D13S317 13q31.1 TATC G09017 5-15 14 D16S539 16q24.1 GATA G07925 5-15 10 D18S51 18q21.33 AGAA L18333 7-27 43 D21S11 21q21.1 [TCTA] [TCTG] complexo AP000433 24-38 70 Adaptado de Butler, 2005 155 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Esse conjunto de loci tornou-se referência para todos os países no que se refere à ciência forense (SUN et al, 2003). Essa normatização permitiu estudos de frequências alélicas populacionais comparativas mais adequadas, possibilitando a universalização dos dados genéticos com critérios homogêneos. Com o objetivo futuro de implantar um banco de perfis genéticos de criminosos como o CODIS, o governo federal brasileiro já adotou as STRs sugeridas pelo CODIS como referência em seu Manual de Padronização de Exames de DNA em Perícias Criminais (SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - SENASP, 2005). Esses loci contêm repetições bem caracterizadas que podem ser facilmente determinados com uso de uma referência de tamanho de fragmento de DNA. As vantagens da utilização de marcadores de tamanho em análise de DNA têm sido observadas desde o início das análises de VNTRs (WYMAN & WHITE, 1980). A reprodutibilidade do método de detecção é confirmada observando a intensidade dos fragmentos do marcador podendo fornecer informações relativas à possível variação linha a linha na migração eletroforética de um mesmo material. O marcador é aplicado em linhas dispostas em regiões distintas, destinado a abranger uma maior região do gel. A separação eletroforética depende não somente do tamanho dos fragmentos, mas também da sequência do nucleotídeo (FRANK & KOSTER, 1979). Dessa maneira, os marcadores de tamanho só garantem a eficácia da leitura do comprimento do DNA quando o marcador e o fragmento de DNA desconhecido têm a mesma continuação e o mesmo tamanho. Se as sequências do marcador e dos fragmentos das amostras não são os mesmos, a migração das amostras em relação os fragmentos do marcador podem ser diferentes. Isso se deve a parâmetros ambientais como porcentagem de agarose ou poliacrilamida, a quantidade de sais no tampão de corrida, a voltagem da eletroforese (BUDOWLE et al, 1995; MISCICKA-SLIWKA, 1997; SULLIVAN, 1992) ou mesmo a detecção da emissão de fluorescência presente no fragmento amplificado, como ocorre na utilização de iniciadores marcados com fluorescência (GRIFFITHS et al; 1998; WATSON et al, 2001). Inúmeros marcadores de tamanho de fragmentos de DNA para eletroforese são disponibilizados comercialmente: 10, 50, 100 bp e 1Kb (INVITROGEN, 2007), ILS600 CXR presente no PowerPlex®16 (PROMEGA, 2007) e GS500 LIZ, no AmpFlSTRS® Identifilier™ (APPLIED BIOSYSTEMS, 2005); marcadores de peso molecular, como o Low DNA Mass Ladder (INVITROGEN, 2005-2); marcadores ou padrões alélicos que possuem os diversos alelos de um determinado locus (PUERS et al, 1993; SULLIVAN et al, 1992). O marcador alélico é uma mistura artificial de alelos presentes em uma população de uma determinada STR (SAJANTILLA et al, 1992, SULLIVAN et al, 1992). Esses marcadores alélicos servem como padrão de migração para cada STR. Eles devem ser ajustados para os diferentes tamanhos de mensuração presente em instrumentos e condições de cada laboratório (BUTLER, 2005) (Figura 101). Figura 101: Marcador alélico presente no Kit AmpSlTR® Identifiler™, da Applied Biosystems. Verifique a presença de diversos alelos em uma mesma amostra e a sua separação eletrofóretica. Os marcadores são utilizados para a comparação com os produtos de amplificação. 156 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 157 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Liu et al (1997) sugeriu a importância da análise do polimorfismo populacional que encontraram após o estudo da frequência alélica na população japonesa e chinesa e a construção do respectivo marcador alélico para a STR ACTBP2. Além de observarem alelos raros dentro de cada população, analisaram dois alelos que só foram encontrados na população japonesa, enquanto outros dois, somente na chinesa. Esse fato demonstra a variação dos polimorfismos em populações diferentes. Os autores encontraram também algumas microvariações alélicas raras. Todas essas variações foram incorporadas no marcador alélico construído pelos autores, possibilitando uma maior discriminação alélica. Uma mistura de diversos marcadores alélicos foi desenvolvida para a sua utilização em sistemas multiplex, e possuíam as seguintes STRs: HUMTH01, D21S11, D18S51, D8S1179, HUMVWA, HUMFIBRA/FGA e amelogenina. Os produtos da PCR possuindo os alelos amplificados foram sequenciados e posteriormente agrupados para a sua análise em um sistema automático (GRIFFITHS et al; 1998; WATSON et al, 2001). Outro marcador alélico multiplex foi desenvolvido por Fujii et al (2000) para as STRs HUMTH01, D9S304 e D3S1744, e também homogeneizaram os produtos da PCR. Outro fator que pode interferir na caracterização dos alelos é a quantidade de DNA utilizada na PCR, podendo ser um fator crucial para sua amplificação correta. Kobayashi et al (2004) ao analisar os produtos de DNA obtidos pela PCR da STR TH01 de amostras de DNA de diferentes concentrações constataram a perda de um alelo com quantidades de DNA muito baixas. De 100pg a 10ng, o DNA foi corretamente amplificado, mas quando analisou utilizou 10pg ou 1pg de DNA houve a perda de um dos alelos ou não foi possível detectá-los, sendo que o indivíduo era heterozigoto. Esse dado nos fornece justificativas para analisar cuidadosamente a quantidade de DNAa ser colocada para PCR, evitando a amplificação errônea dos fragmentos. Controle de Qualidade Externo: Testes de Proficiência em Genética Forense Atualmente são realizados diversos testes de proficiência: o Serviço Cooperativo de Testes (Collaborative Testing Services), o Colégio Americano de Patologistas (College of American Pathologists), o Instituto de Pesquisas Sorológicas (Serological Research Institute), Grupo de Diagnóstico Cellmark (Cellmark Diagnostic´s Internacional Quality 158 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Assurance Survey) a Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB), a Sociedade Americana de Diretores de Laboratórios Criminais (ASCLD/LAB), o Grupo Europeu de Perfil de DNA (EDNAP) e o Grupo Espanhol e Português da Sociedade Internacional de Genética Forense (GEP-ISFG) (PETERSON et al, 2003). O primeiro teste de proficiência em análises clínicas relatado foi realizado em 1946 quando Belk e Sunderman distribuíram espécies anônimas para laboratórios de hospitais para avaliar o desempenho e padronizar os resultados, que variaram entre os laboratórios, avaliando-se a causa das discrepâncias dos resultados e a qualidade do trabalho realizado (BELK, SUNDERMAN, 1988). Em 1974, a Fundação de Ciência Forense (Forensic Science Foundation) conduziu um estudo que trouxe diversos problemas na análise e interpretação dos resultados. Uma combinação de grandes esforços dos laboratórios resultou no aperfeiçoamento na educação e nas oportunidades de treinamento, implementação de programas de certificação e creditação, bem como a realização de testes de proficiência e implementação de programas de controle de qualidade (PETERSON & MARKHAM, 1995 a e b). A AABB publicou, em 1991, um conjunto de controle de qualidade em teste de DNA utilizando-se RFLP. O Grupo de Trabalho Técnico em Métodos Baseados em Análise de DNA (TWGDAM) foi criado nos Estados Unidos em 1988 e realizou sua primeira publicação de 1991 (PETERSON et al, 2003). Estabeleceu-se, nos EUA, um conjunto de padrões em controle de qualidade e testes de proficiência para aplicação em laboratórios forenses. Em 1994, criou-se o Conselho de DNA (DAB) cujos membros reportam-se diretamente ao diretor do FBI (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, 1994). Desde 1989, a Sociedade Internacional de Hemogenética Forense (ISHF), que atualmente é denominada de Sociedade Internacional de Genética Forense (ISFG), publica recomendações sobre análise de polimorfismos de DNA descrevendo e discutindo procedimentos para melhoria na reprodutibilidade e exatidão das metodologias utilizadas. O FBI recomenda outros detalhes sobre o controle de qualidade dos laboratórios que trabalham com evidências de DNA forense, que inclui além desses cuidados, a realização de testes periódicos de proficiência (a cada 180 dias) e auditorias anuais, para a manutenção da garantia de qualidade. O teste de proficiência é utilizado para monitorar o 159 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores rendimento e para identificar tópicos que devem ser aperfeiçoados, e a auditoria para averiguar a qualidade das atividades realizadas pelo laboratório (DNA ADVISORY BOARD, 2000). O Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia (NIST) desenvolve e certifica padrões físicos e químicos para comercialização, manufatura e utilização em pesquisas, incluindo os utilizados em análise de ácidos nucléicos. Entre eles, aqueles utilizados em diagnóstico molecular de doenças infecciosas, genéticas, câncer e, também, vínculo genético. O NIST também conduz um abrangente teste de validação interlaboratorial para análises forenses e identificação genética humana (BARKER, 2002). A conduta de avaliação proposta para laboratórios que realizam vínculo genético normalmente são constituídos de amostras biológicas de indivíduos mãe, filho e suposto pai, com o intuito de comparar as estratégias utilizadas, seus protocolos metodológicos, assim como os resultados obtidos entre os participantes (BJERRE et al, 1997; HALLENGERG & MORLING; 2001). A avaliação do DNA degradado por diversas condições foi realizada por vários laboratórios europeus. Inicialmente, células foram degradadas em condições específicas (BENDER, 2004) e encaminhadas para 50 laboratórios europeus, com o objetivo de melhorar o entendimento sobre os diferentes parâmetros que influenciam a tipagem pelas STRs de DNA degradado. Abrange ainda a tentativa de otimização para minimizar problemas. Após a análise dos resultados de 38 laboratórios participantes concluíram que para superar os efeitos da degradação do DNA, protocolos da PCR devem ser otimizados para todos os parâmetros. Protocolos flexíveis para a interpretação dos perfis alélicos devem ser desenvolvidos e, se necessário, elaborados softwares para auxiliar na análise (SCHNEIDER et al, 2004). Em 2004, O NIST (KLINE et al, 2005) realizou estudo de quantificação de DNA entre 80 laboratórios que participaram do 14° Simpósio Internacional de Identificação Humana que foi realizado em Phoenix, AZ, EUA. Oito amostras de DNA extraídas foram liofilizadas e entregues aos laboratórios objetivando: examinar os resultados avaliando a performance dos laboratórios quando se utiliza concentrações baixas de DNA, fato frequente em casos forenses, e examinar a consistência das diversas metodologias utilizadas entre os laboratórios. Ao final do estudo houve uma variabilidade de 20% nos 160 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores resultados utilizando-se 19 metodologias. Desses, 65% derivaram de técnicas abrangendo hibridização Slot Blot e 21% da PCR em tempo real. Comparando-se os resultados de todos os laboratórios houve uma variação de 20% com emprego de técnicas diferentes. Com isso, estabeleceu-se que o controle positivo externo que foi gerado deveria ter os seus resultados comparados dentro de cada metodologia utilizada, quando o material fosse aproveitado em testes de proficiência. Um exercício colaborativo foi realizado em 1989 por 12 laboratórios Europeus utilizando-se VNTR pYNH24. Os resultados demonstraram que a correlação entre os perfis genéticos adquiridos podem ser alcançados tanto intra como entre os laboratórios, sob condições mínimas de padronização (SCHNEIDER et al, 1991). Um dos primeiros estudos em controle de qualidade das STRs foi realizado entre laboratórios participantes de um encontro do TWGDAM em 1995. Empregou-se, inicialmente, um triplex que amplificava as STRs CSF1PO, TPOX, TH01 e posteriormente foi acrescentado vWA, tornando-se um quadruplex. Mesmo utilizando-se protocolos idênticos, inúmeros fatores contribuíram para a variabilidade de tamanho dos alelos identificados que chegaram a uma diferença de acima de 4bp. Entre todos os fatores discutidos, a instabilidade eletroforética dos equipamentos pode ser considerado como primordial (MICKA et al, 1999). A análise das STRs não substituiu de imediato os VNTRs. Em 1995 e 1996, um grupo filiado à Sociedade Internacional de Genética Forense (BJERRE, 1997) observou que as VNTRs eram analisadas por RFLP e seus fragmentos identificados utilizando-se sistema de câmera de detecção (57%) e 14% ainda empregavam réguas para mensuração. Um estudo semelhante foi realizado em 1997, 1998 e 1999 pelo mesmo grupo, no qual houve uma diminuição na análise de VNTR por de sondas de locus eRFLP de 83% em 1997 a 66% em 1999, enquanto mais de 90% dos laboratórios já utilizavam sistemas baseados na PCR. O coeficiente de variação foi de 1,3% na análise de VNTRs e de menos de 0,3% na análise das STRs. Segundo os autores, esse baixo valor se deu pela incorporação de conjuntos comerciais para análise de STR, melhorando a qualidade da mesma (HALLENBERG & MORLING 2001). No Brasil, os exercícios de controle de qualidade em identificação humana pelo DNA são realizados pelo GEP-ISFG e pela SLAGF, não havendo um grupo brasileiro 161 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores específico que realize testes de proficiência. Desde 1992, o GEP-ISFG realiza um programa de controle de qualidade, sendo relatados como membros: 324 geneticistas forenses de 118 laboratórios de 19 países. Espanha, Portugal, Brasil, Argentina e Colômbia são os países mais representativos do grupo. A maioria dos laboratórios está relacionada com testes de paternidade, sendo 58% envolvidos com casos criminais (GOMÉZ et al, 2004). As amostras incluídas nos testes de proficiência realizados pelo GEP-ISFG de 2002 a 2005 (GARCIA-HIRSCHFELD et al, 2005; GÓMEZ et al, 2004), variaram de cinco a seis amostras diversificando entre: 100µL de sangue, incluindo casos de teste de paternidade; um fio de cabelo de 2 cm, realizado desde 2000; e amostras forenses incluindo saliva, em 1997; amostras mistas, em 1998, 2000, 2003, 2004 e 2005; sêmen, em 2002 e não humanas em 2001. O número total de erros variou de 0,6% a 2,3% em diferentes anos, sendo que esse valor está concentrado principalmente em laboratórios que utilizaram sistemas manuais de eletroforese e marcadores alélicos construídos internamente. A SLSGF observou que a porcentagem dos laboratórios participantes que estão obtendo resultados de análise corretos vem crescendo progressivamente, variando de 48% em 1998 até 84% em 2004-2005 (PENACINO et al, 2005). Isso demonstra uma crescente melhoria da análise e de formação de recursos humanos mais adequados. Também já foram realizados testes de proficiência para a análise de DNA mitocondrial (SCHNEIDER et al, 1999) e DNA do cromossomo Y (CARRACEDO et al, 1998; CARRACEDO et al, 2001), observando-se a importância e a crescente incorporação de programas de controle de qualidade e testes de proficiência em identificação humana pelo DNA pelos laboratórios. Considerações Finais Os exames de DNA para caracterização de vínculo genético familiar ou análise de evidências forenses têm evoluído de forma rápida e constante nos últimos 10 anos. No entanto, apesar da incorporação de tecnologias para a análise de SNPs com microchips (Figura 102), por exemplo, a análise do perfil genético dos STRs após eletroforese capilar é a mais utilizada no mundo inteiro. Figura 102: Microchip para análise de SNPs, que pode ser utilizado para DNA forense. Pode-se dizer que, mesmo com o desenvolvimento da tecnologia, os princípios básicos da análise de DNA serão os mesmos, com a diferença que o equipamento, os reagentes ou os métodos podem diferenciar no nome ou no modelo. Por exemplo, podemos citar a extração de DNA que possui sempre a mesma “regra” básica: lise celular, precipitação de proteínas e isolamento do DNA. A lise celular sempre existirá, mas poderá ser feita com diversos reagentes e diversos métodos, que vão depender do tipo de amostra a ser analisada, de suas condições físico-químicas ou biológicas e do recurso tecnológico que possuir no laboratório. 162 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 163 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores O investimento para construir um laboratório de DNA forense é bastante alto, impossibilitando a troca imediata da tecnologia de análise de STRs, mtDNA, Y STRs, SNPs e miniSTRs. Para se ter uma idéia, somente o equipamento de eletroforese capilar novo – que realiza a análise de fragmentos de STR e de sequências – custa cerca de R$ 400.000,00 sem contar os reagentes, os kits e todos os outros equipamentos básicos para a sua realização, podendo chegar a quase R$ 1.000.000,00 de investimento (informações baseadas no ano de 2008). -----------FIM DO MÓDULO V----------- 164 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores GLOSSÁRIO ABI 310 Genetic Analyzer Instrumento de eletroforese capilar produzido pela Applied Biosystems, introduzido na comunidade científica em 1995. Muitos laboratórios adotam, atualmente, o ABI 3100 ou ABI3130 ou ABI3130XL. ABI 3100 Genetic Analyzer Instrumento de eletroforese capilar produzido pela Applied Biosystems, que possui todo o sistema computadorizado, inclusive de injeção de polímero. ABI (Applied Biosystems Incorporation) Companhia que produz e comercializa instrumentos e reagentes utilizados em Biologia Molecular, localizado em Foster City, Califórnia. Ácido desoxirribonucléico (DNA) Material genético de organismos, usualmente dupla fita, fazendo parte da classe de ácidos nucléicos identificados pela presença de desoxirribose, um açúcar e quatro nucleobases. Alelo (frequência) A proporção quantitativa de um determinado alelo entre os cromossomos dos indivíduos de uma mesma população. Alelo Uma forma alternativa de um gene ou de uma parte do DNA localizado em uma determinada região genética (locus). Os marcadores de STRs frequentemente possuem múltiplos alelos. 165 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Amelogenina Um marcador utilizado para tipagem sexual, cujo gene codifica o esmalte dentário, ocorre em ambos os cromossomos X e Y. Amostra de referência Uma amostra (normalmente sangue ou saliva) obtida de uma pessoa conhecida que é utilizada para comparação com a evidência. Amplicon O produto de amplificação do DNA pela Reação em Cadeia pela Polimerase (PCR). Amplificação Um aumento no número de cópias de um fragmento específico de DNA, podendo ser in vitro ou in vivo. Artefato Qualquer produto não relacionado ao alelo que pode ocorrer durante o processo de amplificação do DNA. EX: stutters e adenilação Autossômico Um cromossomo não envolvido em determinação do sexo, como os 23 pares de cromossomos que possuímos, sendo que os outros dois cromossomos X e Y são sexuais. Ciência forense A aplicação de conhecimento científico para questões civis e criminais, tipicamente através da apresentação de resultados de evidências. CODIS Abreviação de Combined DNA Index System ou Sistema de Indexação de DNA Combinado, que é um banco nacional de dados de perfis genéticos dirigido pelo FBI, Estados Unidos. Cromossomo A estrutura no qual a informação hereditária é fisicamente transmitida de uma geração a outra. 166 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Cromossomos sexuais Cromossomos que são diferentes nos dois sexos e estão envolvidos na determinação do sexo: cromossomo X e Y. Degradação A fragmentação,ou a quebra da molécula de DNA, devido a agentes químicos ou físicos. DNA mitocondrial (mtDNA) Molécula de DNA pequena, circular, de herança materna, localizada na mitocôndria e contém aproximadamente 16.500 nucleotídeos. A abundância das mitocôndrias em uma única célula facilita a sua amplificação pela PCR, mesmo em amostras degradadas ou limitadas. Eletroforese capilar Uma técnica de eletroforese para separação de moléculas de DNA pelo seu tamanho e baseia-se na migração através de um tubo capilar preenchido com um polímero viscoso. Eletroforese É uma técnica na qual as moléculas são separadas pela sua velocidade em um campo elétrico. Eucarioto Organismo cujas células contêm núcleo. Evidência biológica Amostra biológica coletada na cena do crime, de pessoas ou de objetos associados ao crime. Exclusão O teste de DNA indica que um indivíduo é excluído (não ocorre combinação de alelos em determinados loci), como a fonte da evidência de DNA. Em casos criminais, “exclusão” não equivale a “inocente”, pois existem outras provas que são analisadas. 167 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fluorescência A emissão de luz de uma molécula consequente da sua excitação por uma fonte de energia de luz. Na análise de DNA, marcadores fluorescentes permitem a detecção simultânea de tamanhos similares de produtos de PCR através da emissão fluorescente em diferentes cores. Gene Unidade básica de hereditariedade, uma sequência de DNA em um cromossomo. Genoma Todo material genético em um cromossomo de um organismo particular. Genótipo Constituição genética de um organismo, que é caracterizado por particularidades físicas ou fenótipo. Hereditariedade A transmissão de características de uma geração para outra. Heterozigoto Indivíduo que possui diferentes alelos em um locus, em cromossomos homólogos. Homozigoto Indivíduo que possui alelos maternos e paternos idênticos em um locus em cromossomos homólogos. Identifiler Um kit de PCR multiplex da Applied Biosystems que amplifica simultaneamente 15 STRs, incluindo os 13 STRs recomendados pelo CODIS e o marcador sexual amelogenina. In vitro Procedimento realizado fora de organismo. In vivo Procedimento realizado dentro de organismo. 168 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Inconclusivo Situação na qual nenhuma conclusão poderá ser dada em um teste sendo resultante de uma entre muitas razões: resultados não foram obtidos, resultados não-interpretáveis ou falta de amostra de referência para confronto. Loci de CODIS Um conjunto de 13 STRs recomendados para a inclusão de um perfil de DNA no banco de dados do CODIS/FBI. Esse conjunto tornou-se referência mundial para a análise de perfil genético de seres humanos visando a identificação humana, sendo que os laboratórios utilizam no mínimo essas 13 STRs. Loci Plural de Locus (vide Locus). Locus Localização física específica de um gene em um cromossomo. Marcador Um gene ou sequência específica de DNA de uma região conhecida em um cromossomo utilizado como um ponto de referência em um mapeamento de outro loci. Mutação Qualquer mudança não hereditária na sequência do DNA. Uma alteração ou troca de um alelo em um locus genético resultando em uma inconsistência entre o familiar biológico ou evidências. Pode ser considerada também qualquer alteração genética com frequência menor que 1% em uma população humana. Mas nesse curso adotamos o primeiro conceito. Núcleo Organela celular em eucariotos que contém o material genético. 169 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Nucleotídeo Uma unidade de acido nucléico composto por fostato, ribose ou desoxirribose e uma base purina ou piridina. Par de base Dois nucleotídeos complementares ligados por ponte de hidrogênio. Ex: adenina-timina; citosina-guanina. PCR multiplex Co-amplificação de múltiplas regiões do genoma com mais de um conjunto de primers (ou iniciadores) em uma única PCR, diminuindo a quantidade de DNA e reagentes a ser empregado em uma PCR singular (que possui somente um par de primers para amplificar somente um locus. Perfil genético A análise completa de no mínimo 13 loci de um único indivíduo pode determinar o perfil genético. No entanto, esse perfil poderá estar incompleto, principalmente em amostras degradadas. Poder de discriminação O potencial de um marcador genético ou conjunto de marcadores em diferenciar duas pessoas escolhidas por acaso. Polimorfismo Diferença na sequência de DNA entre indivíduos. Variação genética que ocorre em mais de 1% da população pode ser considerada polimorfismo na análise de ligação. População Um grupo de indivíduos que residem em uma mesma área em um mesmo período. Power Plex 16 Kit multiplex da Promega Corporation que co-amplifica 15 STRs, sendo que 13 recomendados pelo CODIS-FBI, e mais o marcador sexual amelogenina. 170 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Primer (ou iniciador) Uma cadeia polinucleotídica curta sintetizada artificialmente que possui normalmente de 18 a 30 bases, que se hibridiza em uma região específica do DNA e permite que a enzima DNA polimerase inicie a síntese da fita complementar. Probabilidade de exclusão (PE) Uma porcentagem da população que pode ser excluída como potencial contribuidor em um resultado de mistura de DNA. Reação em Cadeia pela Polimerase (ou da Polimerase) – PCR Processo in vitro que permite a amplificação de milhões de cópias de um DNA específico através de repetidos ciclos envolvendo a enzima DNA polimerase. Sequências complementares As sequências de ácidos nucléicos formam uma estrutura de dupla fita por pareamento de bases, como adenina-timina, citosina-guanina. Por exemplo, a sequência complementar de GTACCG é CATGGC. SNP Polimorfismo de base única. Qualquer variação polimórfica de um nucleotídeo. A maioria dos SNPs apresenta-se bialélicos com a frequência do menor alelo a menos de 1%. STR Repetições Consecutivas Curtas. Sequência de DNA arranjada em sucessão direta ou consecutivas na qual a unidade de repetição varia de 2 a 6 pares de bases. Os STRs normalmente ocorrem em regiões não-codificadoras e o número de unidades repetitivas pode variar de indivíduo para indivíduo. Teste de proficiência Medidas que visam assegurar a qualidade utilizada para monitorar a performance de um analista e identificar áreas nos quais melhorias são necessárias. Pode ser interno (produzidos pelo próprio laboratório) ou externo (produzidos por outros grupos). 171 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Zigoto Célula formada quando um DNA nuclear do espermatozóide combina com o DNA nuclear do óvulo, resultando em uma célula diplóide. 172 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores BIBLIOGRAFIA CONSULTADAAAIJ C., BORST P. The gel electrophoresis of DNA. Biochim Biophys Acta. 1972. pp. 192- 200. ALVES H. B. Avaliação de três métodos de extração de DNA de tecido ósseo para identificação humana post mortem através da análise de marcadores do DNA. São Paulo, 2000. Dissertação. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. ANDERSEN J. Quantification of DNA by slot-blot analysis. In: Lincoln PJ, Thompson J. 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Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores NATIONAL HUMAN GENOME RESEARCH INSTITUTE. Talking Glossary of Genetic Terms. Disponível em: <http://www.genome.gov/glossary.cfm>. Acesso em: 28 Setembro 2008. NATIONAL HUMAN GENOME RESEARCH INSTITUTE. An Overview of the Human Genome Project. Disponível em: <http://www.genome.gov/12011238>. Acesso em: 20 Outubro 2008. GOJANOVIĆ, M. D.; SUTLOVIĆ, D. Skeletal Remains from World War II Mass Grave: from Discovery to Identification. Croat. Med. J.: 2007. v. 48, f. 4, pp. 520-7. -----------FIM DO CURSO----------- Módulo 1 Módulo 2 Módulo 3 Módulo 4 Módulo 5