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Universidade Estácio de Sá
Curso de Especialização em Enfermagem Intensiva de Alta Complexidade
EXTRICAÇÃO
 
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 EXTRICAÇÃO
 	É um termo muito utilizado em resgate, salvamento e no pré-hospitalar em geral. Extricar significa: “retirar uma vítima de um local do qual ela não pode, ou não deve sair por seus próprios meios”. Rolar uma vítima para a prancha longa, instalar um KED ou um colar cervical são manobras de extricação. Em muitas situações, especialmente no caso de acidentes automobilísticos, a extricação da vítima pode ser um processo delicado e complexo. Um típico exemplo é o da vítima presa às ferragens. Nesta circunstância utiliza-se desencarceramento que é um tipo de extricação “não se retira a vítima das ferragens, retira-se as ferragens de entorno à vítima”. 
ENCARCERAMENTO
 	É quando a vitima se encontra presa através de obstáculos físicos que podem ocorrer em situações de colisões ou desabamentos 
INDICAÇÕES DE EXTRICAÇÃO
Obstáculos físicos;
Inconsciência;
Risco de lesões secundárias pelo uso dos próprios músculos;
Combinação destes fatores.
 Para um procedimento de extricação técnico e seguro, além dos cuidados básicos como avaliação da cena, é fundamental a existência de equipamentos e profissionais específicos. É importante que o profissional antes de mobilizar a vítima, efetue o exame primário, dando especial importância à motricidade e sensibilidade da vítima.
TÉCNICAS DE EXTRICAÇÃO
 Existem duas técnicas de extricação a nossa escolha e será feita de acordo com as condições do local e a gravidade do paciente. 
 
1-Padrão 
 Serve para cenas seguras e vítimas estáveis, ela emprega equipamentos de imobilização e deve ser a técnica preferida. 
Rolamento a 90º
 Utilizado para vítimas encontradas em decúbito dorsal (barriga para cima), o líder da equipe estabiliza a cabeça do paciente por trás enquanto outro socorrista aplica o colar cervical. A prancha é posicionada paralela a vítima, do lado oposto ao rolamento (geralmente a prancha longa é colocada ao lado da lesão do paciente), dois auxiliares se ajoelham lado a lado ao nível do ombro e joelhos da vítima e a mesma é rolada em bloco sempre ao comando do líder, que está posicionado na cabeça do paciente, deixando o paciente em decúbito lateral. Em seguida a prancha longa é deslizada até encostar-se ao corpo do paciente. 
. 
 Rolamento a 180º
 Utilizado para vítimas encontradas em decúbito ventral (barriga para baixo), o líder fica atrás da cabeça da vítima e dá início a estabilização manual da mesma, a prancha longa é posicionada do lado oposto ao que o paciente será rolado, ou seja, lado oposto ao que o paciente estiver “olhando”. Os dois auxiliares se posicionam de joelhos ao nível do ombro e joelhos da vítima, porém, em cima da prancha. Após o comando do líder a vítima é girada a 90º ficando assim em decúbito lateral, os auxiliares saem da prancha e após novo comando a vítima é colocada em cima da prancha com nova manobra de rolamento de 90º. O colar cervical é colocado logo após a manobra, ou seja, com a vítima já na prancha. 
Elevação a cavaleiro
 Utilizado para vítimas com suspeita de fratura de pelve, nas quais o rolamento é contra-indicado. Indicada em vítimas encontradas em decúbito dorsal. 
 O líder posiciona-se a cavaleiro ao nível do ombro da vítima, estabilizando manualmente sua cabeça e seu ombro
 A segunda pessoa posiciona-se a cavaleiro ao nível do quadril da vítima
 A terceira pessoa posiciona-se a cavaleiro ao nível das pernas da vítima
 A prancha é colocada próxima aos pés da vítima no sentindo de orientação do seu corpo
 Após comando verbal o líder, a vítima é elevada cerca de um palmo, outra pessoa próxima dos pés da vítima desliza a prancha por baixo do seu corpo.
 
 Retirada de capacete
 As vitimas por acidentes de motocicleta, devem ter o capacete retirado antes da chegada da ambulância somente se houver inconsciência. 
 São necessárias duas pessoas para realizar a técnica com segurança
1ª pessoa estabiliza a cabeça e o pescoço da vítima manualmente por trás
2ª pessoa solta a jugular do capacete,
1ª pessoa puxa para trás o capacete
2ª pessoa estabiliza e suporta a cabeça e o pescoço da vítima
2ª pessoa mantém estabilidade da cabeça enquanto 
1ª pessoa retira o capacete. 
2ª pessoa transfere a estabilização da cabeça para 1ª pessoa
1ª pessoa mantém a cabeça estabilizada manualmente até a colocação do colar cervical.
 
 2- Rápida 
 Quando o paciente está instável ou quando há risco no local utilizando pouco ou nenhum equipamento. 
 
 Chave de Rauteck: Manobra desenvolvida para retirar, sem equipamento rapidamente a vitima de um acidente automobilístico, não encarcerada, e movimentando o mínimo possível a sua coluna. É indicado quando existe risco iminente de vida para a vítima:
Posicionar-se com rosto voltado para frente do veículo
Introduzir seu braço direito entre o banco do veículo e dorso da vítima
Passar o braço direito sob a axila da vítima
Pressionar a face da vítima contra sua própria face com a mão direita
Estabilizar com esta manobra a cabeça e o pescoço da vítima, impedindo movimentos de extensão, flexão e rotação
Segurar a vítima pelo cinto com a mão esquerda
Girar o corpo da vítima 90º, apoiando-o sobre seu tórax
Trazer a vítima para fora do veículo
Arrastar a vítima até um local seguro.
 
3 – Vítimas em pé 
 Pacientes deambulando no local do acidente podem ter lesões graves de coluna e devem ser extricados. 
 Aplicação da prancha à vítima de pé
 Utilizado para pacientes que estejam deambulando (andando) no local do acidente, um socorrista aborda o paciente pela frente estabilizando sua cabeça, o colar cervical é colocado no paciente ainda em pé por outro socorrista. A prancha longa é colocada atrás da vítima e os dois se colocam na posição lateral ao paciente estabilizando sua cabeça e segurando a prancha longa simultaneamente. Ao segurar a prancha os braços dos socorristas entram por baixo das axilas do paciente, em seguida o paciente é colocado ao solo.
EXTRICAÇÃO E TRANSPORTE DO POLITRAUMATIZADO
 Como socorrer vitímas presas no veículo. Seqüência da extricação:
 
1. Reconheça a cena; 
2. Obtenha acesso ao paciente; 
3. Realize exame primário e ABC da vida; 
4. Imobilize o paciente dando prioridade a coluna cervical; 
5. Afaste os obstáculos físicos; 
6. Remova a vítima; 
7. Reimobilize o paciente caso necessário; 
8. Transporte à vítima. 
 
RESGATE E TRANSPORTE
 Se possível não transporte à vítima e aguarde o socorro:
 Em situações de risco iminente para o socorrista ou para a vítima transporte-a rapidamente para lugar seguro. 
 Os métodos de transporte são precários e podem agravar lesões existentes. 
 A presença de riscos no local, números de pessoas disponíveis, diagnóstico do paciente e o local do acidente influenciam o tipo de transporte. 
 A vítima deve ser estabilizada e imobilizada antes do transporte, preferivelmente por equipe especializada para não provocar lesões adicionais ao paciente. 
 Os movimentos devem ser sempre em conjunto com o outro socorrista. 
 
Transporte rapidamente quando: 
 Houver perigo de incêndio, explosão ou desabamento, presença de ameaça ambiental ou materiais perigosos. 
 Não há possibilidade de proteger a cena do acidente, bem como obter acesso ao paciente que necessita de cuidados de emergência. 
 
TRANSPORTE DE EMERGÊNCIA
1 - Técnicas com um socorrista: 
 Pacientes capazes de andar 
Apoio Lateral Simples 
 Pacientes que não podem andar 
Arrastamento pela Roupa
Arrastamento por Cobertor 
Transportetipo Bombeiro 
 
2 - Técnicas com 2 ou mais socorristas: 
 Vítima que pode andar 
Apoio Lateral Simples 
 Vítima que não pode andar, porém consciente 
Transporte pelas Extremidades
Transporte em cadeirinha 
 Vítimas inconscientes 
Elevação em braço 
Elevação Manual Direta 
EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE
Prancha Longa: É o equipamento indicado para remover pacientes politraumatizados. 
IMPROVISAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
Improvisação de prancha longa: porta, prancha de surf, ou uma tábua longa e resistente. 
Improvisação de maca ou padiola: cabos de vassoura, cobertores, paletós, camisas, cordas, lonas, sacos de pano. 
 
SELEÇÃO DO MÉTODO APROPRIADO PARA TRANSPORTE
 
 Transporte por equipe especializada sempre que possível em ambulância. Nos casos especiais em que não houver ambulância disponível: utilizar veículos grandes como caminhonetes, ônibus ou caminhões para que se possa deitar a vítima. Dirija com segurança para evitar acidentes. 
 
POSIÇÃO DO PACIENTE DURANTE O TRANSPORTE
 
 Pacientes Não Traumáticos 
Choque com falta de ar: Semi-sentados. 
Choque: Decúbito dorsal com as extremidades inferiores elevadas. 
Inconsciente: Decúbito lateral esquerdo para prevenir a aspiração. 
Gestantes: Decúbito lateral esquerdo em posição de permitir assistência ao parto.
 Pacientes traumatizados 
Decúbito dorsal sobre a prancha longa. 
Referências Bibliográficas:
CANETTI, M. Dominguez. Et al. Manual básico de socorro de emergência para técnicos em emergências médicas e socorristas. 2ª ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2007.
NAEMT (National Association of Emergency Medical Technician). Atendimento pré- hospitalar ao traumatizado. 6ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
Site Consultado:
Disponível em< www.cbmerj.rj.gov.br>. Acesso em: agosto/2008.
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