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Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 1 AULA DEMONSTRATIVA: Apresentação do Professor e do Curso, Cronograma de Aulas, Requisitos do Auditor e Questões Comentadas. SUMÁRIO PÁGINA Apresentação 01 O Curso 02 Requisitos do Auditor 07 Resumão 17 Questões 17 Gabarito 27 Questões comentadas 27 Referências bibliográficas 44 Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Galera!!! Grupos de rateio e pirataria são ilegais e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize nosso trabalho e adquira nossos cursos apenas pelo site do 3D CONCURSOS! Olá, Pessoal! Primeiramente, gostaria de agradecer o interesse nesta aula demonstrativa. Após me apresentar brevemente a vocês, falaremos sobre a dinâmica deste curso que fará com que você gabarite a prova de Auditoria para a RFB. Rodrigo Fontenelle Auditor Federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU), lotado em Brasília/DF e atualmente cedido ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, exercendo o cargo de Assessor Especial de Controle Interno do Ministro daquela Pasta. Professor de Auditoria Privada, Governamental e Técnicas de Controle em cursos presenciais preparatórios para concursos públicos em SP, MG, PE, RJ, BA, RS e DF. Coordenador e Professor do 3D Concursos. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 2 Economista, formado pela UFMG, com pós-graduação em Finanças pelo IBMEC, especialista em Auditoria Financeira pela UnB/TCU e mestre em Contabilidade, pela UnB. Autor dos livros Auditoria - Mais de 200 questões comentadas (Ed. Elsevier) e Auditoria Privada e Governamental – Teoria objetiva e mais de 500 questões comentadas (Ed. Impetus, 3ª edição). Além da CGU, aprovado em diversos outros concursos no país, entre eles Consultor Legislativo da Assembleia de Minas Gerais, EPPGG do Estado do Espírito Santo e 1º lugar no concurso da Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais. Três certificações internacionais: Certified Government Auditing Professional – CGAP, Certification in Control Self- Assessment – CCSA e Certification in Risk Management Assurance – CRMA, todas emitidas pelo The Institute of Internal Auditors (IIA). Por que comprar este curso? Teoria de forma objetiva, focando naquilo que realmente precisa saber para acertar as questões. PDF completo + Videoaulas completas. Você escolhe como quer estudar. Curso totalmente atualizado com todas as alterações ocorridas nas normas de auditoria em 2016. Mais de 600 questões comentadas. Atualização até a prova! Um tema por PDF, permitindo a você uma melhor programação. Fórum de dúvidas com respostas em até 48 horas, pelo próprio professor. Professor com três certificações internacionais na área de Auditoria. O Curso Quem me conhece sabe que eu acredito muito na fixação de conhecimento a partir de exercícios, por isso comentarei mais de 600 questões acerca dos temas abordados Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 3 Para aqueles que já foram meus alunos em PDF em outros sites, tenho uma grande novidade! Ao invés de juntar vários temas em uma mesma aula, disponibilizarei a vocês apenas um tema por PDF. É claro que dessa forma terão mais PDFs para baixarem, mas eles serão menores e isso possibilitará aproveitarem cada tempo que tiverem para ler sobre determinado assunto, já que na página inicial de cada PDF constará o número de páginas de teoria e o número de questões disponíveis. Imagine que você em determinado momento tenha apenas 20 minutos para estudar auditoria. Você poderá selecionar um tema pequeno, sem ter que começar uma aula e parar. Modelo que constará no início de cada PDF: Questões Obviamente, a preferência será por questões da ESAF, mas como vocês sabem, em determinados assuntos não há muitas questões da banca. Dessa forma, em cada tema estudado, veremos primeiro as questões da ESAF e, em seguida, exercícios das principais bancas do país. Esta aula contem: XX páginas Páginas de teoria Páginas de questões comentadas Questões FCC Questões ESAF Questões CESPE Questões FGV Questões VUNESP Questões DIVERSAS Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 4 Para um melhor aproveitamento do curso, sugiro que primeiro leiam a parte teórica atentamente. Depois disso, resolvam as questões, que estão ao final da aula, em forma de simulado. Caso tenham dúvidas, voltem nas questões comentadas no decorrer da aula. Considerando as mudanças ocorridas nas normas de auditoria, destacarei, em cada questão que tenha sido elaborada a partir da legislação revogada, as diferenças em relação às normas atuais, destacando os principais pontos que vocês deverão ficar atentos a partir da implementação da nova legislação. Cuidado com cursos antigos! Houve mudanças recentes nas normas (2014, 2015 e principalmente 2016). Como sempre falo antes das aulas, meu objetivo aqui não é ensinar auditoria, mas fazer com que vocês aprendam a resolver questões de auditoria. Para quem ainda não tem uma familiaridade muito grande com a disciplina, verão que as questões se repetem ao longo dos anos. Dessa forma, focando nos principais temas que sempre estão presentes nas provas, conseguirão, de forma objetiva, interpretar e resolver as questões. Assim, procurarei focar nos temas mais cobrados nas provas. Por isso, não se assustem se determinados tópicos tiverem poucas páginas teóricas e questões e outros apresentarem mais conteúdo e exercícios. Isso será proposital e baseado na análise acerca da probabilidade de cobrança de cada tema, a partir de provas anteriores. Cronograma O curso será dividido didaticamente em 09 aulas, da seguinte forma: AULA PDFs referentes aos seguintes temas DATA DA PUBLICAÇÃO DA AULA Aula Demo Apresentação do Professor e do Curso, Cronograma de Aulas, Requisitos do Auditor e Questões Comentadas. Conceitos da Auditoria e da Pessoa do Auditor. Responsabilidade Legal. Objetivos gerais do auditor independente. Independência. 02/01/17 Aula 01 Principais normas vigentes de Auditoria Interna. Auditoria Interna versus Auditoria Externa. Controle de qualidade da auditoria de Demonstrações Contábeis. 12/01/17 Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo FontenelleWWW.3DCONCURSOS.COM.BR 5 Aula 02 Desenvolvimento do Plano de Auditoria. Materialidade e Relevância no planejamento e na execução dos trabalhos de auditoria. Concordância com os termos do trabalho de auditoria independente. 22/01/17 Aula 03 Fraudes e a Responsabilidade do Auditor. Risco de Auditoria. Controle Interno. 02/02/17 Aula 04 Avaliação das distorções Identificadas. Execução dos trabalhos de auditoria. Testes e procedimentos de auditoria. Evidenciação. 12/02/17 Aula 05 Amostragem. Documentação de Auditoria. 22/02/17 Aula 06 Utilização de trabalhos da auditoria interna. Uso de trabalhos de especialistas. Eventos Subsequentes. Estimativas Contábeis. 02/03/17 Aula 07 Relatórios de Auditoria Independente. 12/03/17 Aula 08 Auditoria no setor público federal; finalidades e objetivos da auditoria governamental; abrangência de atuação; formas e tipos; normas relativas à execução dos trabalhos. 22/03/17 Para finalizar, não se esqueçam do tripé Planejamento, Disciplina e Material. Em relação ao último, me comprometo a fornecer uma aula de excelente qualidade. Já os dois primeiros são com vocês! Qualquer dúvida em relação à matéria, dinâmica do curso ou comentário, estou à disposição no fórum do 3D CONCURSOS. Planejamento Material Disciplina Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 6 Indico também que assistam meu vídeo resumo de 1 hora, que tenho no YouTube. Ele é indicado para uma revisão ao final do curso, mas também para quem nunca viu a matéria, para que se tenha uma ideia da “lógica” de uma auditoria: https://www.youtube.com/watch?v=xwEi2yOv0b4 Por fim, tenho um grupo de estudos no facebook, onde posto dicas diárias, além de tirar dúvidas de alunos, divulgar atualizações, sorteios, etc. Espero vocês lá! https://www.facebook.com/groups/1683743225226609/?ref=bookma rks Feitos os devidos esclarecimentos, vamos à matéria. Sejam bem- vindos! Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 7 Sumário Item Página Requisitos do Auditor 02 Resumão 11 Questões 12 Gabarito 21 Questões Comentadas 22 Esta aula contem: 38 páginas Páginas de teoria 10 Páginas de questões comentadas 17 Questões FCC 17 Questões ESAF 04 Questões CESPE 01 Questões FGV 06 Questões VUNESP 01 Questões DIVERSAS 01 Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 8 1. Requisitos do Auditor Primeiramente, deve-se ressaltar que, para exercer a atividade de auditor independente o profissional deve ser bacharel em Ciências Contábeis, registrado no CRC. Caso a empresa auditada seja companhia aberta, deverá também ter registro na Comissão de Valores Mobiliários – CVM. Além disso, veremos a partir de agora outros requisitos profissionais. 1.1 Ética Profissional De acordo com o dicionário online Michaelis, ética é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão. Ou seja, não estamos falando em conceitos técnicos, nem do cumprimento de leis e normas, mas de princípios morais. Dessa forma, determinada atitude profissional pode até cumprir todos os requisitos legais, mas não ser aceitável, do ponto de vista ético (moral). Para entendermos um pouco mais esse conceito, vamos voltar um pouco no tempo. No início dos anos 2000, foram descobertas manipulações contábeis em uma das empresas mais importantes dos Estados Unidos, a operadora de commodities de gás natural ENRON. De acordo com Borgerth (2007), sob a investigação da SEC (Securities and Exchange Comission), a empresa admitiu ter inflado seus lucros em aproximadamente US$ 600 milhões em quatro anos (naquela época). Não vou me aprofundar no mecanismo utilizado para a manipulação, mas o que importa e que ficou evidenciado que o comportamento dos advogados, dos analistas de mercado e dos auditores independentes da empresa também se caracterizaram pela falta de ética. Para vocês terem uma ideia do estrago, na época, a indicação de “compra” de ações da empresa era quase unânime. Com o escândalo, Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Galera!!! Grupos de rateio e pirataria são ilegais e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize nosso trabalho e adquira nossos cursos apenas pelo site do 3D CONCURSOS! Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 9 ocorreu o desequilíbrio do mercado, com os acionistas buscando vender as ações o mais rápido possível, os preços caindo, e o desespero se instalando. A empresa de auditoria independente – Arthur Andersen, uma das big five na época – não se recuperou mais. No Brasil, por exemplo, era a segunda em volume de negócios. Hoje em dia, consideramos apenas as chamadas big four (PWC, Deloitte, KPMG e Ernst & Young). E os escândalos não pararam na ENRON. Foram descobertas outras manipulações na Worldcom, Xerox, Parmalat (Itália), dentre outras. Grande parte das alterações promovidas para “mascarar” as demonstrações contábeis foram realizadas dentro dos princípios legais, por meio de brechas na legislação. Ações em conformidade com a lei, mas eticamente criticáveis. Viram como a falta de ética pode prejudicar um grande número de empresas e investidores? Nesse ponto, cabe destacar que tanto faz o objetivo da realização de uma ação contrária à ética: não importa se em proveito pessoal ou da empresa (a chamada “boa intenção”). A ética deve ser seguida de forma inflexível, e deve permear todas as relações internas e externas. É uma postura essencial. Como já disse, nem sempre a atitude do gestor é ilegal, mas pode ser pouco ética, o que vai prejudicar a imagem da Companhia frente ao Mercado. A Resolução CFC nº 803/96 aprovou o Código de Ética Profissional do Contador – CEPC – que tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os Profissionais da Contabilidade, quando no exercício profissional e nos assuntos relacionados à profissão e à classe. De acordo com o referido Código, são deveres do Profissional da Contabilidade, e consequentemente do auditor independente, dentre outros: Exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, observada toda a legislação vigente, em especial aos Princípios de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade,e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores, sem prejuízo da dignidade e independência profissionais. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 10 Guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito, inclusive no âmbito do serviço público, ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes, entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade. Inteirar-se de todas as circunstâncias, antes de emitir opinião sobre qualquer caso. Renunciar às funções que exerce, logo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou empregador, a quem deverá notificar com trinta dias de antecedência, zelando, contudo, para que os interesse dos mesmos não sejam prejudicados, evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia. Cumprir os Programas Obrigatórios de Educação Continuada estabelecidos pelo CFC. Segundo o Código de Ética, o Contador na função de perito, assistente técnico, auditor ou árbitro, deverá: Recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em face da especialização requerida. Abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto de perícia, mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração do respectivo laudo. Abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua convicção pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas, ou da justiça da causa em que estiver servindo, mantendo seu laudo no âmbito técnico e limitado aos quesitos propostos. Considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo submetido à sua apreciação. Mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em condições de exercer efeito sobre peças contábeis objeto de seu trabalho. Abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente informado e munido de documentos. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 11 Assinalar equívocos ou divergências que encontrar no que concerne à aplicação dos Princípios de Contabilidade e NBC editadas pelo CFC. Considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos sobre peças contábeis, observando as restrições das NBC editadas pelo CFC. Atender à Fiscalização dos Conselhos Regionais de Contabilidade e Conselho Federal de Contabilidade no sentido de colocar à disposição desses, sempre que solicitado, papéis de trabalho, relatórios e outros documentos que deram origem e orientaram a execução do seu trabalho. Segundo a NBC TA 200 os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. Esses princípios estão em linha com os princípios do Código de Ética do IFAC, cujo cumprimento é exigido dos auditores. Esses princípios são: Integridade Para começo de conversa, as bancas gostam de atrelar esse princípio à honestidade. De acordo com Attie (2010), o auditor deve ser íntegro em todos os seus compromissos, que envolvam: A empresa auditada quanto às suas exposições e opiniões, exercício de seu trabalho e os serviços e honorários profissionais. Integridade Competência e Zelo Profissional Objetividade Confidencialidade Comportamento (Conduta) Profissional Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 12 O público em geral e pessoas interessadas na opinião emitida pelo auditor independente, transmitindo validade e certificando a veracidade das informações contidas nas demonstrações contábeis ou de exposições quando não refletidas a realidade em tais demonstrações. A entidade de classe à qual pertença, sendo leal quanto à concorrência dos serviços junto a terceiros, não concessão de benefícios financeiros ou aviltando honorários, colocando em risco os objetivos do trabalho. A integridade constitui o valor central da ética do auditor, obrigado a cumprir normas elevadas de conduta de honestidade e imparcialidade durante seu trabalho e em suas relações com o pessoal das entidades auditadas. A percepção da integridade dos auditores é que faz com que a confiança da sociedade seja preservada. Pode ser medida em função do que é correto e justo, e exige que os auditores se ajustem tanto à forma quanto ao espírito das normas de auditoria e de ética. Exige também que os auditores se ajustem aos princípios de objetividade (ou imparcialidade) e independência, mantenham normas acertadas de conduta profissional, tomem decisões de acordo com o Interesse Público, e apliquem um critério de honestidade absoluta na realização de seu trabalho. A integridade constitui o valor central da ética do auditor, e pode ser medida em função do que é correto e justo, exigindo que os auditores se ajustem tanto à forma quanto ao espírito das normas de auditoria e de ética. A percepção da integridade dos auditores é que faz com que a confiança da sociedade em seu trabalho seja preservada. Confidencialidade (Sigilo) Este item sofreu uma modificação em 25 de março de 2014, quando a NBC PG 100 revogou a NBC P1 – IT 02 e NBC P 1.6, normas que tratavam do sigilo da profissão de auditor. Essa nova norma é geral, aplicada não apenas a contadores que exercem a função de auditor, e seus principais pontos são abordados a seguir. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 13 O princípio do sigilo profissional impõe a todos os profissionais da contabilidade a obrigação de abster-se de: (a) divulgar fora da firma ou da organização empregadora informações sigilosas obtidas em decorrência de relacionamentos profissionais e comerciais, sem estar prévia e especificamente autorizado pelo cliente, por escrito, a menos que haja um direito ou dever legal ou profissional de divulgação; e (b) usar, para si ou para outrem, informações obtidas em decorrência de relacionamentos profissionais e comerciais para obtenção de vantagem pessoal. O profissional da contabilidade deve manter sigilo das informações divulgadas por cliente potencial ou empregador. Deve também manter sigilo das informações dentro da firma ou organização empregadora. O profissional da contabilidade deve tomar as providências adequadas para assegurar que o pessoal da sua equipe de trabalho, assim como as pessoas das quais são obtidas assessoria e assistência, também, respeitem o dever de sigilo do profissional da contabilidade. Segundo essa norma, a necessidade de cumprir o princípio do sigilo profissional permanece mesmo após o término das relações entre o profissional da contabilidade e seucliente ou empregador. Quando o profissional da contabilidade mudar de emprego ou obtiver novo cliente, ele pode usar sua experiência anterior. Contudo, ele não deve usar ou divulgar nenhuma informação confidencial obtida ou recebida em decorrência de relacionamento profissional ou comercial. A seguir, são apresentadas circunstâncias nas quais os profissionais da contabilidade são ou podem ser solicitados a divulgar informações confidenciais ou nas quais essa divulgação pode ser apropriada: (a) a divulgação é permitida por lei e autorizada pelo cliente ou empregador, por escrito; (b) a divulgação é exigida por lei; (c) há dever ou direito profissional de divulgação, quando não proibido por lei. O auditor independente, quando solicitado, por escrito e fundamentadamente, pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabilidade, deve exibir as informações Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 14 obtidas durante o seu trabalho, incluindo a fase de pré-contratação dos serviços, a documentação, os papéis de trabalho e os relatórios. Ao decidir sobre a divulgação de informações sigilosas, os fatores pertinentes a serem considerados incluem: (a) se os interesses de terceiros, incluindo partes cujos interesses podem ser afetados, podem ser prejudicados se o cliente ou empregador consentir com a divulgação das informações pelo profissional da contabilidade; (b) se todas as informações relevantes são conhecidas e comprovadas, na medida praticável. Quando a situação envolver fatos não comprovados, informações incompletas ou conclusões não comprovadas, deve ser usado o julgamento profissional para avaliar o tipo de divulgação que deve ser feita, caso seja feita; (c) o tipo de comunicação que é esperado e para quem deve ser dirigida; e (d) se as partes para quem a comunicação é dirigida são as pessoas apropriadas para recebê-la. Resumindo... Como regra, o auditor não pode divulgar as informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada, a não ser que: Tenha autorização expressa da entidade auditada. Haja obrigações legais ou normativas que o obriguem a fazê- lo. 1.2 Ceticismo Profissional Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria. O auditor deve planejar e executar a auditoria com ceticismo profissional, reconhecendo que podem existir circunstâncias que causam distorção relevante nas demonstrações contábeis. O ceticismo profissional inclui estar alerta, por exemplo, a: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 15 Evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas. Informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria. Condições que possam indicar possível fraude. Circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos pelas NBC TA. A manutenção do ceticismo profissional ao longo de toda a auditoria é necessária, por exemplo, para que o auditor reduza os riscos de: Ignorar circunstâncias não usuais. Generalização excessiva ao tirar conclusões das observações de auditoria. Uso inadequado de premissas ao determinar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria e ao avaliar os resultados destes. 1.3 Julgamento Profissional Julgamento profissional é a aplicação do treinamento, conhecimento e experiência relevantes, dentro do contexto fornecido pelas normas de auditoria, contábeis e éticas, na tomada de decisões informadas a respeito dos cursos de ação apropriados nas circunstâncias do trabalho de auditoria. O auditor deve exercer julgamento profissional ao planejar e executar a auditoria de demonstrações contábeis. O julgamento profissional é necessário, em particular, nas decisões sobre: Materialidade e risco de auditoria. A natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria. Avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TA e, com isso, os objetivos gerais do auditor. Avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade. Extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas, por exemplo, pela avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela administração na elaboração das demonstrações contábeis. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 16 1.4 Evidência de auditoria apropriada e suficiente e risco de auditoria Para obter segurança razoável, o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável e, com isso, possibilitar a ele obter conclusões razoáveis e nelas basear a sua opinião. 1.5 Condução da auditoria em conformidade com as NBC TA Normas guiam o auditor na condução dos trabalhos. O auditor deve cumprir com exigências legais e regulatórias, além das NBC TA. Conformidade com as NBC TA relevantes + procedimentos adicionais. Em circunstâncias excepcionais, o auditor pode julgar necessário não considerar uma exigência relevante em uma NBC TA. Em tais circunstâncias, o auditor deve executar procedimentos de auditoria alternativos para cumprir o objetivo dessa exigência. 1.6 Limitações inerentes à auditoria O auditor não é obrigado e não pode reduzir o risco de auditoria a zero, e, portanto, não pode obter segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante devido a fraude ou erro. Isso porque uma auditoria tem limitações inerentes, e, como resultado, a maior parte das evidências de auditoria que propiciam ao auditor obter suas conclusões e nas quais baseia a sua opinião são persuasivas ao invés de conclusivas. Segundo a NBC TA 200, as limitações inerentes de uma auditoria originam-se da: • natureza das informações contábeis; • natureza dos procedimentos de auditoria; e • necessidade de que a auditoria seja conduzida dentro de um período de tempo razoável e a um custo razoável. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 17 RESUMÃO O auditor independente deve ser bacharel em Ciências Contábeis, registrado no CRC. Para auditoria em companhias abertas, além disso, deve ter o registro na CVM. São requisitos do auditor: ética; ceticismo; julgamento profissional; evidência de auditoria apropriada e suficiente; e condução de auditoria em conformidade com as NBC TA. Princípios Fundamentais de Ética: integridade; objetividade; competência e zelo profissional; confidencialidade e comportamento profissional. QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / RFB / 2012) - Pode-se afirmar que, para a aceitação do risco de um trabalho de auditoria externa, deve o auditor avaliar: I. se os sócios e equipe são, ou podem razoavelmente tornar-se, suficientemente competentes para assumir o trabalho. II. qual a atitude dos colaboradores e dos grupos de colaboradores em relação ao ambiente de controle interno e seus pontos de vista sobre interpretações agressivas ou inadequadas de normas contábeis. III. se terá acesso aos especialistas necessários para a realização do trabalho. a) Todas estão corretas. b) Apenas I e II estão corretas. c) Apenas II e III estão erradas. d) Somente a III está correta. e) Todas estão erradas Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 18 2 - (ESAF / CVM / 2010) - Assinale a opção que indica uma exceção aos princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor na condução de trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis. a) Independência técnica. b) Confidencialidade. c) Competência e zelo profissional. d) Comportamento e conduta profissional. e) Objetividade. 3 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - O auditor da empresa Negócios S.A. estabeleceu três procedimentos obrigatórios para emissão do parecer. O primeiro, que a empresa renovasse o contrato de auditoria para o próximo ano, o segundo, que a empresa emitisse a carta de responsabilidade da administração e o terceiro, que o parecer seria assinado por sócio do escritório de contabilidade, cuja única formação é administração de empresas. Pode-se afirmar, com relação aos procedimentos, respectivamente, que: a) é ético, não é procedimento de auditoria e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. b) não é ético, não é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. c) é ético, não deve ser considerado para emissão do parecer e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. d) é ético, considera-se apenas em alguns casos para emissão do parecer e não atende as normas de auditoria e pessoa do auditor. e) não é ético, é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. 4 - (ESAF/Pref. Natal/AFTM/2008) - A firma de auditoria Verificações Ltda. foi convidada, pela empresa Múltiplos S.A., para elaborar proposta de auditoria para suas demonstrações contábeis relativas ao ano de 2007. O auditor, nesse período, já havia efetuado a revisão das declarações de imposto de renda da empresa e consultoria, elaborando a avaliação dos ativos de uma empresa coligada, para que a mesma fosse incorporada pela empresa Múltiplos S.A. Deve o auditor, nessa situação, A) recusar o convite de auditoria por conflito nos trabalhos já executados e os a serem desempenhados. B) participar do processo elaborando proposta que evidencie os trabalhos já executados e os honorários cobrados. C) omitir os serviços de consultoria prestados, deixando que o cliente analise sua independência ou não para realização do trabalho. D) exigir os trabalhos como complemento das atividades já desempenhadas na empresa. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 19 E) aceitar o convite, com limitação de escopo, restringindo os trabalhos somente aos processos dos quais não tenha participado como consultor. QUESTÕES FCC 1 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Durante os trabalhos de auditoria, o auditor deve reduzir os riscos de ignorar circunstâncias não usuais e extrair conclusões baseadas nas evidências de auditoria. Esses objetivos podem ser alcançados, respectivamente, por meio: A) do quadro de investigação atualizado e ferramenta de feedback. B) do planejamento de auditoria e agrupamento de achados de auditoria. C) da análise de relevância e análise lógica das evidências de auditoria. D) dos riscos de auditoria e riscos de detecção. E) do ceticismo profissional e julgamento profissional. 2 - (FCC/TCE-GO/2014) - Com relação aos requisitos éticos relacionados à auditoria de demonstrações contábeis, no caso de trabalho de auditoria ser de interesse público e, portanto, exigido pelo Código de Ética Profissional do Contabilista e pelas normas profissionais do CFC, nos termos da NBC TA 200, requer-se que o: (A) auditor seja independente da entidade sujeita à auditoria. (B) trabalho de auditoria seja realizado por perito com experiência comprovada de no mínimo 5 anos e nomeado por autoridade judicial. (C) auditor seja profissional competente para executar o trabalho com experiência comprovada de no mínimo 2 anos. (D) trabalho de auditoria seja realizado pela auditoria interna com a supervisão de auditor independente com experiência comprovada de no mínimo 5 anos. (E) auditor seja independente e não tenha realizado trabalho de auditoria na entidade nos últimos 10 anos. 3 - (FCC/TCE-RS/2014) - O objetivo de uma auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro. Esta declaração identifica a auditoria: (A) operacional, em conformidade com as NAT TCE. (B) governamental, em conformidade com as NAT TCE. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 20 (C) governamental, em conformidade com as NAG TCU. (D) independente, em conformidade com as NBC TA. (E) de regularidade, em conformidade com as NAG TCU. 4 - (FCC/TCE-RS/2014) - O auditor está sujeito às exigências éticas e deve sempre estar alerta, por exemplo, à condição que possa indicar fraude, como informações que coloquem em dúvida a confiabilidade de documentos e respostas. Esse estado é denominado (A) alerta constante por parte do auditor. (B) perfil investigativo do auditor. (C) capacidade de percepção do auditor. (D) ceticismo profissional do auditor. (E) ética profissional do auditor. 5 - (FCC/TCE-RS/2014) - Nenhuma auditoria pode garantir segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção. Uma das fontes de limitação inerentes a uma auditoria é a: (A) capacidade técnica do auditor. (B) idade média dos registros contábeis. (C) cumplicidade do auditado com a auditoria. (D) necessidade de que seja realizada num período de tempo razoável. (E) finalidade social da instituição auditada. 6 - (FCC/TCE-RS/2014) - As NBC TAs − Normas Brasileiras de Contabilidade TAs são escritas no contexto da auditoria de demonstraçõescontábeis executada por um auditor. Se, durante os trabalhos de auditoria, o auditor concluir que determinado procedimento estabelecido por uma NBC TA será ineficaz no cumprimento do objetivo dessa exigência, deverá (A) alterar o escopo da auditoria. (B) executar procedimento alternativo. (C) comunicar o fato ao Conselho Federal de Contabilidade. (D) interromper imediatamente a auditoria. (E) executar o procedimento, uma vez que é obrigatório. 7 - (FCC/ASLEPE/2014) - De acordo com as Normas Brasileiras de Auditoria, entre os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis, figura a: (A) integridade. (B) publicidade. (C) fidedignidade. (D) legalidade. (E) oportunidade. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 21 8 - (FCC/TCE-AM/2013) - Um auditor detectou indício de irregularidade fora do escopo da auditoria, fato que foi devidamente informado ao seu superior hierárquico para a adoção das providências cabíveis. Essa medida foi tomada pelo auditor em atendimento: (A) ao sigilo profissional. (B) ao zelo profissional. (C) à competência técnica. (D) à independência profissional. (E) à ética profissional. 9 - (FCC / TRT 6ª Região / 2012) – De acordo com as normas de auditoria externa, quando o auditor desenvolve seus trabalhos com uma postura que inclui questionamento e avaliação crítica e detalhada, e desempenhe os trabalhos com alerta para condições que possam indicar possível distorção, devido a erro ou fraude nas demonstrações financeiras, o auditor está aplicando: (A) julgamento profissional. (B) ceticismo profissional. (C) equidade profissional. (D) diligência profissional. (E) neutralidade profissional. 10 - (FCC / TRE-CE / 2012) – Um auditor externo ao proceder a auditoria da empresa Grãos e Cia, constata no ano de 2010, na fase pré-operacional da unidade construída em Palmas, o custo de R$ 18.000.000,00 relativos à terraplanagem do terreno da fábrica. Foram feitos os testes, que evidenciaram que o contrato de serviços de terraplanagem foi realizado com empresa devidamente constituída juridicamente e em atividade normal. O pagamento do serviço contratado foi efetuado à empresa de terraplanagem e comprovado por pagamento eletrônico constante do extrato bancário. O auditor em procedimento complementar e diante da expressividade dos valores foi até a unidade verificar os serviços. Ao indagar alguns funcionários foi informado que o serviço de terraplanagem havia sido feito pela prefeitura da cidade, a qual também doou o terreno a empresa Grãos e Cia. Os funcionários também informaram que nunca esteve na empresa Grãos e Cia qualquer funcionário da empresa de terraplanagem contratada. O procedimento do auditor mostra uma postura de: (A) falta de ética profissional por desconfiar da administração. (B) investigação, atitude não pertinente às atividades do auditor. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 22 (C) julgamento profissional avaliando a licitude dos atos da equipe de auditores. (D) representante da Governança no processo de identificação de todas as fraudes. (E) ceticismo profissional adequada às normas de auditoria. 11 - (FCC / MPE PE / 2012) – NÃO representa um requisito necessário para que o auditor possa conduzir adequadamente os trabalhos de asseguração das demonstrações contábeis: (A) ceticismo profissional. (B) acesso irrestrito a todas as informações necessárias para fundamentar seu parecer. (C) julgamento profissional. (D) corresponsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis da entidade auditada. (E) obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente. 12 - (FCC / TRT-20ª Região / 2011) - Dentre outros, são princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o Auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis: (A) formalismo e confiabilidade. (B) integridade e pessoalidade. (C) confidencialidade e motivação. (D) formalismo e objetividade. (E) integridade e objetividade. 13 - (FCC / INFRAERO / 2011) – De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria Independente, é princípio fundamental de ética profissional a: (A) interação com o auditado. (B) objetividade. (C) parcialidade. (D) integralidade. (E) subjetividade. 14 - (FCC / TRF – 1ª Região / 2011) – É prática ética do auditor: (A) guardar sigilo das informações que obteve para realização da auditoria das demonstrações contábeis, dando divulgações dessas informações somente nas situações em que a lei ou as normas de auditoria permitam. (B) auditar empresa na qual sua prima de segundo grau é diretora financeira e administrativa, desde que declare no relatório de auditoria a existência dessa parte relacionada. (C) realizar auditoria de demonstrações contábeis de companhia aberta, desde que tenha no mínimo o registro no CRC, como contador. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 23 (D) conduzir os trabalhos de auditoria de forma a não repetir os procedimentos aplicados no ano anterior, para contas nas quais não foram encontradas irregularidades, reduzindo assim o número de contas a serem auditadas. (E) aviltar honorários com a justificativa de manutenção do cliente, do quadro de funcionários da firma e da sua estrutura administrativa. 15 - (FCC / TRT-4ª Região / 2011) - Não corresponde a um princípio fundamental da conduta ética do auditor a: a) integridade dos trabalhos executados. b) competência técnica nas análises e avaliações. c) postura mental independente. d) subjetividade na aplicação dos procedimentos. e) confidencialidade das informações. 16 - (FCC/SEFAZ – AFRE – ADM. TRIBUTARIA/2016) - As demonstrações contábeis do exercício de 2015 da Companhia de Fornecimento de Energia Solar do Estado serão auditadas pela firma Absolutos Auditores. Os princípios fundamentais da ética profissional a serem observados pelos auditores na realização da auditoria de demonstrações contábeis incluem: I. Moralidade e Independência Técnica. II. Probidade e Afinidade Profissional. III. Integridade e Comportamento Profissional. IV. Objetividade e Confidencialidade. V. Competência Profissional e Devido Zelo. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I, III e IV. (B) III, IV e V. (C) I, II, III. (D) I, IV e V. (E) II, III e V. 17 - (FCC/TRF-3/2016) - Nos termos da NBC TA 200, na condução de auditoria de demonstrações contábeis, são exigidos integridade, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade e comportamento profissional. Esses aspectos são expressamente denominados (A) regras de conduta e comportamento do auditor. (B) regras de conduta profissional. (C) normas de auditoria relacionadas ao auditor. (D) princípios fundamentais de ética profissional. (E) princípios de conduta profissional do auditor. Curso de Auditoriapara RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 24 QUESTÕES CESPE 1 - (CESPE/TCE-PA/2016) - São princípios inerentes ao trabalho de asseguração do auditor a integridade, a objetividade, o sigilo e o comportamento profissional. QUESTÕES FGV 1 - (FGV/TCM-SP/2015) - Ao elaborar um contrato com uma empresa de auditoria independente, a entidade que seria auditada pela primeira vez incluiu no contrato uma cláusula acerca do trabalho a ser feito. A cláusula mencionava que, após o trabalho, o parecer deveria assegurar de forma incontestável que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante devido a fraude ou erro. Essa cláusula é considerada inadequada em decorrência do(a): (A) limitação do escopo da auditoria; (B) limitação inerente à auditoria; (C) risco de distorção relevante; (D) risco de controle; (E) risco inerente. 2 - (FGV/ISS-Cuiabá/2014) - De acordo com o Código de Ética Profissional do Contabilista e da NBC PA 01, assinale a opção que indica princípios fundamentais de ética profissional quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis. (A) Integridade, objetividade e comportamento profissional. (B) Competência, confidencialidade e ceticismo profissional. (C) Integridade, conduta profissional e julgamento profissional. (D) Conhecimento, zelo profissional e objetividade. (E) Ceticismo profissional, julgamento profissional e confidencialidade. 3 - (FGV/ISS-Cuiabá/2014) - No caso de o trabalho de auditoria ser de interesse público e, portanto, exigido pelo Código de Ética Profissional do Contabilista e pelas normas profissionais do CFC, exige-se que o auditor seja independente da entidade sujeita à auditoria. Segundo a NBC TA 200, Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria, a independência aprimora a capacidade do auditor de atuar com (A) confiabilidade. (B) confiança. (C) capacidade. (D) integridade. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 25 (E) imparcialidade. 4 - (FGV/ACI-Recife/2014) - De acordo com a NBC TA 200, o julgamento profissional é necessário para a tomada de decisões nos assuntos a seguir, à exceção de um. Assinale-o. (A) A subjetividade e as evidências de auditoria para cumprimento das metas de resultados operacionais e financeiros da empresa. (B) A natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria. (C) As evidências de auditoria obtidas são suficientes e apropriadas ou se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs. (D) A avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade. (E) A extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas, por exemplo, pela avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela administração na elaboração das demonstrações contábeis. 5 - (FGV/ISS-Recife/2014) - O reconhecimento pelo auditor de que existem circunstâncias que podem causar distorção relevante nas demonstrações contábeis revela o requisito ético relacionado à auditoria de demonstrações contábeis, denominado: (A) julgamento profissional. (B) evidência funcional. (C) ceticismo profissional. (D) condução apropriada. (E) conformidade legal. 6 - (FGV/CGE-MA/2014) - As alternativas a seguir apresentam princípios fundamentais do Código de Ética Profissional do Contabilista, quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis, à exceção de uma. Assinale-a. (A) Integridade. (B) Objetividade. (C) Competência e zelo profissional. (D) Confidencialidade. (E) Compromisso comportamental. QUESTÕES VUNESP 1 - (VUNESP / SPTrans / 2012) - A pessoa do auditor deve ser ade alguém com profundo equilíbrio e probidade, uma vez que Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 26 sua opinião influenciará outras pessoas, principalmente em relação a interesses financeiros e comerciais que eventuais acionistas, proprietário se outros interessados possam ter. Nesse contexto, afigura do auditor seguirá alguns princípios básicos da profissão, entre eles: (A) integridade, objetividade, ceticismo, conformismo, tempestividade e comportamento profissional. (B) objetividade, ceticismo, profissionalismo, coerência e educação. (C) cumplicidade, coerência, confidencialidade, uniformidade de conclusões e conduta. (D) integridade, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade e comportamento (ou conduta) profissional. (E) comportamento pessoal, regularidade, tempestividade, julgamento e uniformidade de conclusões. QUESTÕES DIVERSAS 1 - (FUNDATEC/SEFAZ-RS/2014) – De acordo com a NBC TA 200, o _______________ é a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção, devido a erro ou fraude, e uma avaliação crítica das evidências de auditoria. A alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima é: A) plano de trabalho B) ceticismo profissional C) relacionamento com o cliente D) auditor interno E) trabalho conjunto Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 27 Gabarito - ESAF 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A A E A Gabarito - FCC 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E A D D D B A B B E 11 12 13 14 15 16 17 D E B A D B D Gabarito - CESPE 1 C Gabarito - FGV 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 B A D A C E Gabarito - VUNESP 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 D Gabarito - DIVERSAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 B QUESTÕES COMENTADAS QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / RFB / 2012) - Pode-se afirmar que, para a aceitação do risco de um trabalho de auditoria externa, deve o auditor avaliar: I. se os sócios e equipe são, ou podem razoavelmente tornar-se, suficientemente competentes para assumir o trabalho. II. qual a atitude dos colaboradores e dos grupos de colaboradores em relação ao ambiente de controle interno e seus pontos de vista sobre interpretações agressivas ou inadequadas de normas contábeis. III. se terá acesso aos especialistas necessários para a realização do trabalho. a) Todas estão corretas. b) Apenas I e II estão corretas. c) Apenas II e III estão erradas. d) Somente a III está correta. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR28 e) Todas estão erradas Comentários: Embora esta questão tenha sido controversa, o item I pode ser considerado correto a partir dos requisitos básicos para aceitação do trabalho do auditor. Ele deverá avaliar essa competência dos sócios e equipe para assumir o trabalho. Da mesma forma, deverá avaliar o ambiente de controle da empresa (item II) e se poderá contar com o uso de especialistas, conforme orienta a NBC TA 620 (item III). Portanto, todos os itens estão corretos. Resposta: A 2 - (ESAF / CVM / 2010) - Assinale a opção que indica uma exceção aos princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor na condução de trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis. a) Independência técnica. b) Confidencialidade. c) Competência e zelo profissional. d) Comportamento e conduta profissional. e) Objetividade. Comentários: O Código de Ética Profissional do Contador (Resolução nº 803/1996), a NBC TA 200 e a NBC PA 01, que trata do controle de qualidade para firmas de auditoria, estabelecem como princípios fundamentais de ética profissional: integridade; objetividade; competência profissional e devido zelo; confidencialidade e comportamento profissional. Dessa forma, para responder esta questão, bastava ficar atento para a letra “a”, que não corresponde a um desses princípios fundamentais da ética profissional. A ESAF tentou confundir o candidato, trocando “integridade” por “independência técnica”. Resposta: A 3 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - O auditor da empresa Negócios S.A. estabeleceu três procedimentos obrigatórios para emissão do parecer. O primeiro, que a empresa renovasse o contrato de auditoria para o próximo ano, o segundo, que a empresa emitisse a carta de responsabilidade da administração e o terceiro, que o parecer seria assinado por sócio do escritório de contabilidade, cuja única formação é administração de empresas. Pode-se afirmar, com relação aos procedimentos, respectivamente, que: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 29 a) é ético, não é procedimento de auditoria e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. b) não é ético, não é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. c) é ético, não deve ser considerado para emissão do parecer e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. d) é ético, considera-se apenas em alguns casos para emissão do parecer e não atende as normas de auditoria e pessoa do auditor. e) não é ético, é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. Comentários: O primeiro procedimento (... que a empresa renovasse o contrato de auditoria para o próximo ano) não é ético, uma vez que o Código de Ética proíbe que o auditor relacione a emissão de sua opinião ao tipo de cliente ou vantagem que venha a ser obtida deste. O segundo procedimento (... que a empresa emitisse a carta de responsabilidade da administração) é uma obrigação do auditor, conforme determina a NBC TA 580, que estabelece que as representações formais são informações necessárias que o auditor exige relativamente à auditoria das demonstrações contábeis da entidade. Nesse ponto, deve-se ressaltar que a nova norma chama de “Representações Formais” o que a revogada NBC T 11 denominava de “Carta de Responsabilidade da Administração”. Ressalta-se que há outras representações formais além dessa Carta de Responsabilidade. Por fim, o terceiro procedimento (... o parecer seria assinado por sócio do escritório de contabilidade, cuja única formação é administração de empresas) vai de encontro à legislação que estabelece que apenas Contadores podem assinar um Relatório acerca das demonstrações contábeis de uma empresa. Resposta: E 4 - (ESAF/Pref. Natal/AFTM/2008) - A firma de auditoria Verificações Ltda. foi convidada, pela empresa Múltiplos S.A., para elaborar proposta de auditoria para suas demonstrações contábeis relativas ao ano de 2007. O auditor, nesse período, já havia efetuado a revisão das declarações de imposto de renda da empresa e consultoria, elaborando a avaliação dos ativos de uma empresa coligada, para que a mesma fosse incorporada pela empresa Múltiplos S.A. Deve o auditor, nessa situação, A) recusar o convite de auditoria por conflito nos trabalhos já executados e os a serem desempenhados. B) participar do processo elaborando proposta que evidencie os trabalhos já executados e os honorários cobrados. C) omitir os serviços de consultoria prestados, deixando que o cliente analise sua independência ou não para realização do trabalho. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 30 D) exigir os trabalhos como complemento das atividades já desempenhadas na empresa. E) aceitar o convite, com limitação de escopo, restringindo os trabalhos somente aos processos dos quais não tenha participado como consultor. Comentários: A prestação de outros serviços pode criar ameaças à independência da entidade de auditoria ou de membros da equipe de auditoria. No caso em tela, o serviço prestado pela firma de auditoria é de avaliação de ativos, o que é considerado passível dessa perda. Assim, o auditor deve recusar o convite de auditoria por conflito nos trabalhos de auditoria a serem realizados com o de avaliação de ativos, já concluído. Resposta: A QUESTÕES FCC 1 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Durante os trabalhos de auditoria, o auditor deve reduzir os riscos de ignorar circunstâncias não usuais e extrair conclusões baseadas nas evidências de auditoria. Esses objetivos podem ser alcançados, respectivamente, por meio: A) do quadro de investigação atualizado e ferramenta de feedback. B) do planejamento de auditoria e agrupamento de achados de auditoria. C) da análise de relevância e análise lógica das evidências de auditoria. D) dos riscos de auditoria e riscos de detecção. E) do ceticismo profissional e julgamento profissional. Comentários: Ao aplicar o ceticismo profissional o auditor reduz o risco de ignorar circunstâncias não usuais no objeto auditado e seu julgamento profissional o auxiliará a coletar as melhores evidências de auditoria para basear sua opinião. Resposta: E 2 - (FCC/TCE-GO/2014) - Com relação aos requisitos éticos relacionados à auditoria de demonstrações contábeis, no caso de trabalho de auditoria ser de interesse público e, portanto, exigido pelo Código de Ética Profissional do Contabilista e pelas normas profissionais do CFC, nos termos da NBC TA 200, requer-se que o: (A) auditor seja independente da entidade sujeita à auditoria. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 31 (B) trabalho de auditoria seja realizado por perito com experiência comprovada de no mínimo 5 anos e nomeado por autoridade judicial. (C) auditor seja profissional competente para executar o trabalho com experiência comprovada de no mínimo 2 anos. (D)trabalho de auditoria seja realizado pela auditoria interna com a supervisão de auditor independente com experiência comprovada de no mínimo 5 anos. (E) auditor seja independente e não tenha realizado trabalho de auditoria na entidade nos últimos 10 anos. Comentários: Vamos aos erros: B – não precisa ser perito, nem ter experiência de no mínimo 5 anos, nem mesmo deverá o auditor ser nomeado por autoridade judicial. O auditor deve ser bacharel em ciências contábeis com registro no CRC e, no caso de auditar companhias abertas, também deverá ter registro na CVM. C – a NBC TA 200 não apresenta exigência de experiência mínima. D – a auditoria das demonstrações contábeis é realizada pelo auditor independente, que pode ou não utilizar do apoio do auditor interno da entidade auditada. E – não há essa exigência de não ter realizado trabalho na entidade auditada anteriormente. Resposta: A 3 - (FCC/TCE-RS/2014) - O objetivo de uma auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro. Esta declaração identifica a auditoria: (A) operacional, em conformidade com as NAT TCE. (B) governamental, em conformidade com as NAT TCE. (C) governamental, em conformidade com as NAG TCU. (D) independente, em conformidade com as NBC TA. (E) de regularidade, em conformidade com as NAG TCU. Comentários: Segundo a NBC TA 200, norma técnica de auditoria independente, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 32 relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Resposta: D 4 - (FCC/TCE-RS/2014) - O auditor está sujeito às exigências éticas e deve sempre estar alerta, por exemplo, à condição que possa indicar fraude, como informações que coloquem em dúvida a confiabilidade de documentos e respostas. Esse estado é denominado (A) alerta constante por parte do auditor. (B) perfil investigativo do auditor. (C) capacidade de percepção do auditor. (D) ceticismo profissional do auditor. (E) ética profissional do auditor. Comentários: Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria. Resposta: D 5 - (FCC/TCE-RS/2014) - Nenhuma auditoria pode garantir segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção. Uma das fontes de limitação inerentes a uma auditoria é a: (A) capacidade técnica do auditor. (B) idade média dos registros contábeis. (C) cumplicidade do auditado com a auditoria. (D) necessidade de que seja realizada num período de tempo razoável. (E) finalidade social da instituição auditada. Comentários: Segundo o item A45 da NBC TA 200, as limitações inerentes de uma auditoria originam-se da: • natureza das informações contábeis; • natureza dos procedimentos de auditoria; e • necessidade de que a auditoria seja conduzida dentro de um período de tempo razoável e a um custo razoável. Resposta: D 6 - (FCC/TCE-RS/2014) - As NBC TAs − Normas Brasileiras de Contabilidade TAs são escritas no contexto da auditoria de demonstrações contábeis executada por um auditor. Se, durante os trabalhos de auditoria, o auditor concluir que Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 33 determinado procedimento estabelecido por uma NBC TA será ineficaz no cumprimento do objetivo dessa exigência, deverá (A) alterar o escopo da auditoria. (B) executar procedimento alternativo. (C) comunicar o fato ao Conselho Federal de Contabilidade. (D) interromper imediatamente a auditoria. (E) executar o procedimento, uma vez que é obrigatório. Comentários: Segundo item 23 da NBC TA 200, em circunstâncias excepcionais, o auditor pode julgar necessário não considerar uma exigência relevante em uma NBC TA. Em tais circunstâncias, o auditor deve executar procedimentos de auditoria alternativos para cumprir o objetivo dessa exigência. Resposta: B 7 - (FCC/ASLEPE/2014) - De acordo com as Normas Brasileiras de Auditoria, entre os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis, figura a: (A) integridade. (B) publicidade. (C) fidedignidade. (D) legalidade. (E) oportunidade. Comentários: Forma típica de cobrança desse assunto. Dos apresentados na questão, apenas Integridade se refere a um dos cinco princípios fundamentais de ética profissional relevantes. Resposta: A 8 - (FCC/TCE-AM/2013) - Um auditor detectou indício de irregularidade fora do escopo da auditoria, fato que foi devidamente informado ao seu superior hierárquico para a adoção das providências cabíveis. Essa medida foi tomada pelo auditor em atendimento: (A) ao sigilo profissional. (B) ao zelo profissional. (C) à competência técnica. (D) à independência profissional. (E) à ética profissional. Comentários: Em uma situação como essa o auditor demonstrou zelo profissional. Embora o fato não estivesse no escopo da auditoria que Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 34 ele estava realizando, não “deixou passar” o indício que por ventura detectou, informando ao seu chefe para que este tomasse as providências necessárias (por exemplo, planejasse outra auditoria para verificação do fato informado). O zelo profissional é um princípio fundamental ético que deve ser seguido pelo auditor. As outras alternativas também são requisitos que devem ser cumpridos pelo auditor, mas não se referem ao fato enunciado na questão. Geralmente há muita dúvida em relação à letra E. Em questões desse tipo, opte pela alternativa mais específica, já que zelo está dentro de ética, mas ética não abrange apenas zelo. Resposta: B 9 - (FCC / TRT 6ª Região / 2012) – De acordo com as normas de auditoria externa, quando o auditor desenvolve seus trabalhos com uma postura que inclui questionamento e avaliação crítica e detalhada, e desempenhe os trabalhos com alerta para condições que possam indicar possível distorção, devido a erro ou fraude nas demonstrações financeiras, o auditor está aplicando: (A) julgamento profissional. (B) ceticismo profissional. (C) equidade profissional. (D) diligência profissional. (E) neutralidade profissional. Comentários: Embora as outras características sejam observadas na postura e no exercício da profissão do auditor independente,quando se trata de característica questionadora, detalhista e crítica, estamos nos referindo ao ceticismo profissional do auditor. Resposta: B 10 - (FCC / TRE-CE / 2012) – Um auditor externo ao proceder a auditoria da empresa Grãos e Cia, constata no ano de 2010, na fase pré-operacional da unidade construída em Palmas, o custo de R$ 18.000.000,00 relativos à terraplanagem do terreno da fábrica. Foram feitos os testes, que evidenciaram que o contrato de serviços de terraplanagem foi realizado com empresa devidamente constituída juridicamente e em atividade normal. O pagamento do serviço contratado foi efetuado à empresa de terraplanagem e comprovado por pagamento eletrônico constante do extrato bancário. O auditor em procedimento complementar e diante da expressividade dos valores foi até a unidade verificar os serviços. Ao indagar alguns funcionários foi informado que o serviço de Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 35 terraplanagem havia sido feito pela prefeitura da cidade, a qual também doou o terreno a empresa Grãos e Cia. Os funcionários também informaram que nunca esteve na empresa Grãos e Cia qualquer funcionário da empresa de terraplanagem contratada. O procedimento do auditor mostra uma postura de: (A) falta de ética profissional por desconfiar da administração. (B) investigação, atitude não pertinente às atividades do auditor. (C) julgamento profissional avaliando a licitude dos atos da equipe de auditores. (D) representante da Governança no processo de identificação de todas as fraudes. (E) ceticismo profissional adequada às normas de auditoria. Comentários: De forma resumida, observa-se pelo caput da questão que o auditor havia aplicado diversos testes para verificação da idoneidade do pagamento à empresa que teria prestado serviços de terraplanagem, mas, mesmo assim, entendeu ser necessária a verificação in loco para comprovação daqueles serviços. Essa postura questionadora é uma característica do ceticismo profissional exigido pelas normas de auditoria. Não se trata de falta de ética (letra A). É uma investigação, mas essa atitude é pertinente às atividades do auditor (letra B). Com essa postura o auditor não está avaliando a equipe de auditores, mas sim o objeto auditado (letra C). O auditor independente não está preocupado com todas as fraudes, apenas aquelas que poderão causar uma distorção relevante (letra D). Resposta: E 11 - (FCC / MPE PE / 2012) – NÃO representa um requisito necessário para que o auditor possa conduzir adequadamente os trabalhos de asseguração das demonstrações contábeis: (A) ceticismo profissional. (B) acesso irrestrito a todas as informações necessárias para fundamentar seu parecer. (C) julgamento profissional. (D) corresponsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis da entidade auditada. (E) obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente. Comentários: Não há corresponsabilidade do auditor em relação às demonstrações contábeis. Essas são de responsabilidade da administração da entidade auditada. O auditor, em seu trabalho de asseguração (auditoria ou revisão), é contratado para emitir uma Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 36 opinião acerca dessas demonstrações (ou parte delas, no caso de asseguração limitada). As alternativas A e C já foram amplamente explicadas até o momento. Já a letra B está correta, pois é uma prerrogativa do auditor ter acesso a todas as informações necessárias para conseguir dar uma opinião acerca das demonstrações contábeis. Por fim, ele tem que se embasar em obtenção de evidência apropriada e suficiente para emitir essa opinião (letra E). Resposta: D 12 - (FCC / TRT-20ª Região / 2011) - Dentre outros, são princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o Auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis: (A) formalismo e confiabilidade. (B) integridade e pessoalidade. (C) confidencialidade e motivação. (D) formalismo e objetividade. (E) integridade e objetividade. Comentários: Questão bastante literal. Os cinco princípios fundamentais de ética profissional, constantes na NBC TA 200 são: integridade; objetividade; competência e zelo profissional; confidencialidade e comportamento (conduta) profissional. Resposta: E 13 - (FCC / INFRAERO / 2011) – De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria Independente, é princípio fundamental de ética profissional a: (A) interação com o auditado. (B) objetividade. (C) parcialidade. (D) integralidade. (E) subjetividade. Comentários: Em relação à Ética, as bancas exploram bastante este tipo de questão, e tendem a ser literais. As explicações estão na questão anterior. Apenas cuidado com armadilhas como a letra D. O princípio é integridade e não integralidade. Resposta: B 14 - (FCC / TRF – 1ª Região / 2011) – É prática ética do auditor: (A) guardar sigilo das informações que obteve para realização da auditoria das demonstrações contábeis, dando divulgações dessas Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 37 informações somente nas situações em que a lei ou as normas de auditoria permitam. (B) auditar empresa na qual sua prima de segundo grau é diretora financeira e administrativa, desde que declare no relatório de auditoria a existência dessa parte relacionada. (C) realizar auditoria de demonstrações contábeis de companhia aberta, desde que tenha no mínimo o registro no CRC, como contador. (D) conduzir os trabalhos de auditoria de forma a não repetir os procedimentos aplicados no ano anterior, para contas nas quais não foram encontradas irregularidades, reduzindo assim o número de contas a serem auditadas. (E) aviltar honorários com a justificativa de manutenção do cliente, do quadro de funcionários da firma e da sua estrutura administrativa. Comentários: Mais uma questão que ainda cobrou a questão de grau de parentesco, quando relacionado à independência do auditor. Conforme visto em exercício anterior, a letra B está incorreta. Para realizar auditoria independente em companhia aberta, além de registro no CRC, o contador tem que ser registrado também na CVM. Portanto, a alternativa C está errada. A letra D não faz sentido, uma vez que não é porque não se encontrou distorções relevantes em uma conta no exercício anterior que o auditor não poderá encontrar no atual. Por fim, o auditor tem que estabelecer seus honorários de acordo com a complexidade da empresa auditada, número de horas que precisará para terminar o trabalho, etc. Não poderá diminuir seus honorários apenas porque deseja manter seu cliente. Dessa forma, a letra E está incorreta. Resposta: A 15 - (FCC / TRT-4ª Região / 2011) - Não corresponde a um princípio fundamental da conduta ética do auditor a: a) integridade dos trabalhos executados. b) competência técnica nas análises e avaliações. c) postura mental independente. d) subjetividadena aplicação dos procedimentos. e) confidencialidade das informações. Comentários: O auditor deve ter objetividade na aplicação dos procedimentos de auditoria e não subjetividade. Portanto, a letra D é o gabarito da questão. Confidencialidade (letra E), independência de pensamento (letra C), competência profissional (letra B) e integridade (letra A) são princípios exigidos do auditor. Resposta: D Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 38 16 - (FCC/SEFAZ – AFRE – ADM. TRIBUTARIA/2016) - As demonstrações contábeis do exercício de 2015 da Companhia de Fornecimento de Energia Solar do Estado serão auditadas pela firma Absolutos Auditores. Os princípios fundamentais da ética profissional a serem observados pelos auditores na realização da auditoria de demonstrações contábeis incluem: I. Moralidade e Independência Técnica. II. Probidade e Afinidade Profissional. III. Integridade e Comportamento Profissional. IV. Objetividade e Confidencialidade. V. Competência Profissional e Devido Zelo. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I, III e IV. (B) III, IV e V. (C) I, II, III. (D) I, IV e V. (E) II, III e V. Comentários: Essa não dá para errar. Segundo a NBC TA 200, são princípios fundamentais de ética: integridade, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade e conduta profissional. Resposta: B 17 - (FCC/TRF-3/2016) - Nos termos da NBC TA 200, na condução de auditoria de demonstrações contábeis, são exigidos integridade, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade e comportamento profissional. Esses aspectos são expressamente denominados (A) regras de conduta e comportamento do auditor. (B) regras de conduta profissional. (C) normas de auditoria relacionadas ao auditor. (D) princípios fundamentais de ética profissional. (E) princípios de conduta profissional do auditor. Comentários: Segundo a NBC TA 200, os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. Esses princípios estão em linha com os princípios do Código de Ética do IFAC, cujo cumprimento é exigido dos auditores. Esses princípios são: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 39 (a) Integridade; (b) Objetividade; (c) Competência e zelo profissional; (d) Confidencialidade; e (e) Comportamento (ou conduta) profissional. Resposta: D QUESTÕES CESPE 1 - (CESPE/TCE-PA/2016) - São princípios inerentes ao trabalho de asseguração do auditor a integridade, a objetividade, o sigilo e o comportamento profissional. Comentários: Todos esses, juntamente com competência e zelo profissional, são princípios fundamentais de ética que devem ser seguidos pelo profissional auditor. Resposta: Certo QUESTÕES FGV 1 - (FGV/TCM-SP/2015) - Ao elaborar um contrato com uma empresa de auditoria independente, a entidade que seria auditada pela primeira vez incluiu no contrato uma cláusula acerca do trabalho a ser feito. A cláusula mencionava que, após o trabalho, o parecer deveria assegurar de forma incontestável que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante devido a fraude ou erro. Essa cláusula é considerada inadequada em decorrência do(a): (A) limitação do escopo da auditoria; (B) limitação inerente à auditoria; (C) risco de distorção relevante; (D) risco de controle; (E) risco inerente. Comentários: Embora de uma forma não usual, a questão cobra apenas o conhecimento do risco de auditoria que, como sabemos, sempre existirá. Isso porque, em qualquer auditoria, há limitações inerentes a essa atividade, já que é desempenhada por pessoas, geralmente por amostragem, etc. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 40 Portanto, nunca haverá a possibilidade de o auditor assegurar “de forma incontestável” que as demonstrações estão livres de distorção relevante. Auditoria é asseguração RAZOÁVEL. Resposta: B 2 - (FGV/ISS-Cuiabá/2014) - De acordo com o Código de Ética Profissional do Contabilista e da NBC PA 01, assinale a opção que indica princípios fundamentais de ética profissional quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis. (A) Integridade, objetividade e comportamento profissional. (B) Competência, confidencialidade e ceticismo profissional. (C) Integridade, conduta profissional e julgamento profissional. (D) Conhecimento, zelo profissional e objetividade. (E) Ceticismo profissional, julgamento profissional e confidencialidade. Comentários: Questão literal retirada da NBC PA 01. Ainda faltaram, para completar os princípios fundamentais de ética, confidencialidade e competência e zelo profissional. Resposta: A 3 - (FGV/ISS-Cuiabá/2014) - No caso de o trabalho de auditoria ser de interesse público e, portanto, exigido pelo Código de Ética Profissional do Contabilista e pelas normas profissionais do CFC, exige-se que o auditor seja independente da entidade sujeita à auditoria. Segundo a NBC TA 200, Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria, a independência aprimora a capacidade do auditor de atuar com (A) confiabilidade. (B) confiança. (C) capacidade. (D) integridade. (E) imparcialidade. Comentários: Segundo a NBC TA 200, o Código de Ética Profissional do Contabilista e as normas profissionais descrevem a independência como abrangendo postura mental independente e independência na aparência. A independência do auditor frente à entidade salvaguarda a capacidade do auditor de formar opinião de auditoria sem ser afetado por influências que poderiam comprometer essa opinião. A independência aprimora a capacidade do auditor de atuar com integridade, ser objetivo e manter postura de ceticismo profissional. Resposta: D Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 41 4 - (FGV/ACI-Recife/2014) - De acordo com a NBC TA 200, o julgamento profissional é necessário para a tomada de decisões nos assuntos a seguir, à exceção de um. Assinale-o. (A) A subjetividade e as evidências de auditoria para cumprimento das metas de resultados operacionais e financeiros da empresa. (B) A natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria. (C) As evidências de auditoria obtidas são suficientes e apropriadas ou se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos dasNBC TAs. (D) A avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade. (E) A extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas, por exemplo, pela avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela administração na elaboração das demonstrações contábeis. Comentários: Segundo a NBC TA 200, o julgamento profissional é necessário, em particular, nas decisões sobre: • materialidade e risco de auditoria; • a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria; • avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TA e, com isso, os objetivos gerais do auditor; • avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade; • extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas, por exemplo, pela avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela administração na elaboração das demonstrações contábeis. Dessa forma, a letra A está errada, pois o auditor leva em conta a materialidade e não a subjetividade. Resposta: A 5 - (FGV/ISS-Recife/2014) - O reconhecimento pelo auditor de que existem circunstâncias que podem causar distorção relevante nas demonstrações contábeis revela o requisito ético relacionado à auditoria de demonstrações contábeis, denominado: (A) julgamento profissional. (B) evidência funcional. (C) ceticismo profissional. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 42 (D) condução apropriada. (E) conformidade legal. Comentários: Segundo a NBC TA 200, Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria. Resposta: C 6 - (FGV/CGE-MA/2014) - As alternativas a seguir apresentam princípios fundamentais do Código de Ética Profissional do Contabilista, quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis, à exceção de uma. Assinale-a. (A) Integridade. (B) Objetividade. (C) Competência e zelo profissional. (D) Confidencialidade. (E) Compromisso comportamental. Comentários: Compromisso comportamental (letra E) não se refere a um princípio fundamental do Código de Ética. Cuidado para não confundir, pois o princípio que está faltando é Comportamento Profissional. Resposta: E QUESTÕES VUNESP 1 - (VUNESP / SPTrans / 2012) - A pessoa do auditor deve ser ade alguém com profundo equilíbrio e probidade, uma vez que sua opinião influenciará outras pessoas, principalmente em relação a interesses financeiros e comerciais que eventuais acionistas, proprietário se outros interessados possam ter. Nesse contexto, afigura do auditor seguirá alguns princípios básicos da profissão, entre eles: (A) integridade, objetividade, ceticismo, conformismo, tempestividade e comportamento profissional. (B) objetividade, ceticismo, profissionalismo, coerência e educação. (C) cumplicidade, coerência, confidencialidade, uniformidade de conclusões e conduta. (D) integridade, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade e comportamento (ou conduta) profissional. (E) comportamento pessoal, regularidade, tempestividade, julgamento e uniformidade de conclusões. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 43 Comentários: Integridade, objetividade, competência e zelo profissional, confidencialidade e comportamento (ou conduta) profissional são os princípios fundamentais explícitos na NBC TA 200 que devem ser seguidos pelo auditor. Resposta: D QUESTÕES DIVERSAS 1 - (FUNDATEC/SEFAZ-RS/2014) – De acordo com a NBC TA 200, o _______________ é a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção, devido a erro ou fraude, e uma avaliação crítica das evidências de auditoria. A alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima é: A) plano de trabalho B) ceticismo profissional C) relacionamento com o cliente D) auditor interno E) trabalho conjunto Comentários: Questão praticamente literal. Segundo o item A20 da NBC TA 200, o ceticismo profissional é necessário para a avaliação crítica das evidências de auditoria. Isso inclui questionar evidências de auditoria contraditórias e a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações e outras informações obtidas junto à administração e aos responsáveis pela governança. Resposta: B Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula Demo Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 44 Referências utilizadas na elaboração do curso ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2012. ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. ________. Auditoria Interna. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. BRITO, Claudenir; FONTENELLE, Rodrigo. Auditoria privada e governamental: Teoria de forma objetiva e mais de 500 questões comentadas. Niterói: Impetus. 3. ed. 2015. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas Brasileiras de Contabilidade. CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2012. FONTENELLE, Rodrigo. Auditoria: mais de 219 questões de concursos com gabarito comentado. Rio de Janeiro: Elsevier. 1. ed. 2012. FRANCO, Hilário e MARRA, Ernesto. Auditoria contábil. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2011. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 1 Sumário Item Página Introdução 02 Conceitos da Auditoria 03 Funções da Auditoria Independente 05 Normas 09 Resumão 13 Questões 14 Gabarito 21 Questões Comentadas 22 Esta aula contem: 33 páginas Páginas de teoria 12 Páginas de questões comentadas 13 Questões FCC 11 Questões ESAF 02 Questões CESPE 02 Questões FGV 01 Questões VUNESP - Questões DIVERSAS 01 Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 2 Introdução No final da década passada foi discutida a necessidade de alteração das normas de contabilidade, em virtude da necessidade de adaptação da contabilidade brasileira aos padrões internacionais definidos pela IFAC – International Federation of Accounting (Federação Internacional de Contadores). Mas a quem interessava essa adaptação?Para responder a essa pergunta, vamos imaginar o seguinte: você é um mega investidor estrangeiro, e, ao procurar uma empresa brasileira para investir seus valiosos recursos, ficava sabendo que as demonstrações contábeis dessa empresa brasileira haviam sido elaboradas “de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil”. Bom, investidores (assim como concurseiros) não tem tempo a perder e, ao invés de ficar tentando descobrir que práticas contábeis eram essas, acabavam optando por investir seu dinheiro em outro país, do qual ele conhecia as tais das práticas contábeis adotadas. Ou seja, uma padronização internacional seria benéfica a todas as empresas brasileiras, em última análise. Além disso, tanto o Conselho Federal de Contabilidade - CFC como o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – IBRACON – são membros associados da IFAC e, dessa forma, entenderam como indispensável o processo de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrões internacionais. Dessa forma, em 27 de novembro de 2009, o CFC publicou a Resolução nº. 1.203/09, que aprovou a NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria –, revogando a NBC T-11 e outras suas Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Galera!!! Grupos de rateio e pirataria são ilegais e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize nosso trabalho e adquira nossos cursos apenas pelo site do 3D CONCURSOS! Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 3 subdivisões. Essa nova norma é considerada a “mãe” de todas as outras normas técnicas de auditoria. Entendo que não cabe mais às bancas a cobrança das normas antigas, embora em alguns editais ainda se faça referência à nomenclatura desatualizada. Dessa forma, veremos as novas normas, e citarei as antigas, sempre que necessário. Na resolução das questões, quando pertinente, explicarei como era na norma vigente à época da elaboração da questão e como é agora, com a nova legislação. Conceito de Auditoria Escolher um conceito universal para Auditoria não é uma tarefa simples. A maioria dos autores escreve sobre uma das diversas especializações da matéria, e, no momento da definição, acaba privilegiando a Auditoria Interna ou a Auditoria Externa (não se preocupe com essa diferença, falarei dela adiante). Crepaldi (2010) afirma que se pode definir Auditoria, de forma bastante simples, como o “levantamento, estudo e avaliação sistemática das transações, procedimentos, operações, rotinas e das demonstrações financeiras de uma entidade”. Aprofundando a definição, podemos dizer que se trata de testar a eficiência e a eficácia do controle patrimonial, sem nos limitarmos aos aspectos contábeis do conceito. Por ser uma atividade crítica, em sua essência, traduz-se na emissão de uma opinião sobre as atividades verificadas. Auditar é testar a eficiência e a eficácia do controle patrimonial, não se limitando aos aspectos contábeis. Por ser uma atividade crítica, traduz-se na emissão de uma opinião sobre as atividades verificadas. Franco e Marra (2011) definem auditoria da seguinte forma: A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros, inspeções e obtenção de informações e confirmações, internas e externas, relacionadas com o Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 4 controle do patrimônio, objetivando mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes. (Grifei) Quanto ao termo auditor, a doutrina se divide em citar sua origem latina – audire, audição, ouvinte – e a expressão inglesa to audit – examinar, certificar. Em aulas presenciais, gosto de explicar que auditar é ouvir o administrador – aquele que detém a responsabilidade pela administração do patrimônio alheio – para saber como é que ele está agindo na condução de suas atividades, e se essa conduta está alinhada com o que o proprietário espera dele. Em linhas gerais, remeto mais uma vez à obra de Franco e Marra (2011) para definir o objeto da auditoria: Conjunto de todos os elementos de controle do patrimônio administrado, os quais compreendem registros contábeis, papéis, documentos, fichas, arquivos e anotações que comprovem a veracidade dos registros e a legitimidade dos atos da administração, bem como sua sinceridade na defesa dos interesses patrimoniais. (Grifei) Neste ponto, vamos dividir a Auditoria em dois grandes grupos, e a partir daqui, centrar nosso foco no que será cobrado no nosso concurso. De acordo com o ambiente em que será aplicada, a Auditoria poderá ser Governamental ou Privada. A Auditoria Governamental – ou Pública, do Setor Público – é, conforme disposto na Instrução Normativa 01/2001, da Secretaria Federal de Controle Interno (da Controladoria-Geral da União - CGU), o conjunto de técnicas que visa avaliar a gestão pública, pelos processos e resultados gerenciais, e a aplicação de recursos públicos por entidades de direito público e privado, mediante a confrontação entre uma situação encontrada com um determinado critério técnico, operacional ou legal. Tem por objetivo primordial garantir resultados operacionais na gerência da coisa pública. A Auditoria Governamental engloba todas as esferas de governo – federal, distrital, estadual e municipal – e níveis de poder - Executivo, Legislativo e Judiciário -, e, claro, alcança as pessoas jurídicas de direito privado, caso se utilizem de recursos públicos. A Auditoria Privada – ou Independente, Externa, Empresarial, das Demonstrações Contábeis, das Demonstrações Financeiras – é uma técnica contábil, constituída por um conjunto de procedimentos técnicos sistematizados, para obtenção e avaliação de evidências Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 5 sobre as informações contidas nas demonstrações contábeis de uma empresa. Relembrando... Para atingir suas finalidades, a Contabilidade utiliza-se das seguintes técnicas contábeis: - Escrituração (registro dos fenômenos patrimoniais); - Demonstrações (balanços e outras demonstrações); - Auditoria; e - Análise de balanços. Assim, podemos concluir que a Auditoria tem a natureza de técnica contábil utilizada pela Contabilidade para atingir seus objetivos, sendo a Auditoria Contábil a técnica contábil cujo objetivo é emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis (também denominadas financeiras). Portanto, qual o objetivo de uma Auditoria Independente? Segundo a NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável1. Funções da Auditoria Externa (Independente) Definições importantespara o tema: 1 É a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração e, quando apropriado, pelos responsáveis pela governança na elaboração das demonstrações contábeis, que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 6 Estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração e, quando apropriado, pelos responsáveis pela governança na elaboração das demonstrações contábeis, que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento. Distorção é a diferença entre o valor divulgado, classificação, apresentação ou divulgação de um item nas demonstrações contábeis e o valor, classificação, apresentação ou divulgação que é requerido para que o item esteja de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Distorção pode ser decorrente de erro ou fraude. Uma distorção é relevante quando pode vir a modificar a opinião do usuário. Podemos resumir a finalidade da Auditoria Externa (também chamada de independente ou privada) com a afirmação de que busca conferir credibilidade às demonstrações contábeis2, visto que, para os interessados nessas informações, não basta uma opinião interna, sendo indispensável a opinião independente da Auditoria Externa. Não é atribuição do auditor independente garantir a viabilidade futura da entidade ou fornecer qualquer tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. De acordo a NBC TA 200, ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, os objetivos gerais do auditor são: (a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro, possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável; e (b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se como exigido pelas NBC TAs, em conformidade com as constatações do auditor. (Grifei) Ou seja: Obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorções relevantes. 2 Segundo o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil - IBRACON, a expressão "demonstrações financeiras" tem exatamente o sentido da expressão "demonstrações contábeis", e vice-versa. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 7 Expressar sua opinião sobre se as demonstrações foram elaboradas conforme a estrutura de relatório financeiro aplicável. Apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis. Em todos os casos em que não for possível obter segurança razoável e a opinião com ressalva no relatório do auditor for insuficiente nas circunstâncias para atender aos usuários previstos das demonstrações contábeis, as NBC TAs requerem que o auditor se abstenha de emitir sua opinião ou renuncie ao trabalho, quando a renúncia for possível de acordo com lei ou regulamentação aplicável. Apesar da importância dessas definições, as bancas geralmente preferem explorar os conceitos apresentados pelas normas de auditoria. Dessa forma, segundo a NBC TA 200, que trata dos objetivos gerais do auditor independente e a condução da auditoria em conformidade com normas de auditoria, o objetivo da Auditoria das Demonstrações Contábeis – Externa é: Aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. (Grifei). Como podemos observar, a emissão de uma opinião independente é o principal objetivo da auditoria, passando pelo exame do objeto a ser auditado, particularmente as demonstrações contábeis. As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade, elaboradas pela sua administração, com supervisão geral dos responsáveis pela governança. As NBC TAs não impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e não se sobrepõe às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. A finalidade da emissão da opinião é dar a maior credibilidade possível às demonstrações contábeis elaboradas pelo setor de contabilidade e divulgadas ao conhecimento dos interessados no conhecimento da “saúde financeira” da Companhia. Assim, uma auditoria independente envolve a aplicação de técnicas e procedimentos especializados, em busca de evidências que digam respeito aos valores divulgados nas demonstrações contábeis, incluindo a avaliação das práticas contábeis utilizadas e da Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 8 razoabilidade das estimativas apresentadas pela administração (mensuração de itens que não podem ser definidos com precisão). O objetivo principal da auditoria independente á a emissão de uma opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis à estrutura de Relatório Financeiro Aplicável. De acordo com Franco e Marra (2011), essa fiscalização dá maior consistência e veracidade aos registros e demonstrações contábeis, pelas seguintes razões, dentre outras: O profissional que executa os registros contábeis o faz com maior atenção e rigor, pelo simples fato de saber que seu trabalho será examinado e seus erros apontados. Empregados e administradores temem erros e fraudes, na certeza de que estes poderão ser apontados aos poderes superiores. Os titulares do patrimônio, por sua vez, prestam contas, através da auditoria, a seus credores e ao fisco. Complementarmente, ainda segundo os autores, a auditoria independente apresenta as seguintes vantagens aos usuários das demonstrações contábeis: Contribui para maior exatidão das demonstrações contábeis. Possibilita melhores informações sobre a real situação econômica, patrimonial e financeira das empresas. Assegura maior exatidão dos resultados apurados. Entretanto, a auditoria independente, como qualquer outra atividade, apresenta algumas limitações que devem ser conhecidas pelo auditor, a fim de que possa reduzi-las a um nível coerente com o cumprimento de seus objetivos. Essas limitações dizem respeito, principalmente, ao fato de que a auditoria não pode ser interpretada como substituta da administração no cumprimento de seus objetivos de gestão. A administração conta com uma Auditoria Interna para executar um trabalho de assessoramento, auxiliando no cumprimento dos objetivos operacionais da empresa. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR9 A auditoria independente, por sua vez, não dispõe de meios suficientes (pessoal, tempo, recursos) para uma análise aprofundada de todos os aspectos das demonstrações financeiras, limitando-se aos mais relevantes (aqueles que têm possibilidade de influenciar a opinião do usuário quanto às demonstrações). Além disso, o auditor trabalha por amostragem e, dessa forma, irregularidades podem passar despercebidas por ele, o que não quer dizer que seu trabalho não tenha sido bem feito. O profissional responsável pelo trabalho de auditoria é denominado auditor independente, normalmente integrante de uma firma de auditoria contratada pela empresa a ser auditada para a emissão da opinião sobre as demonstrações contábeis. Se o objetivo principal do auditor independente é a emissão de sua opinião, qual seria um dos objetivos secundários mais importantes? Coloquem-se na condição de um profissional que deva emitir uma opinião, e que, para isso, é contratado anualmente. Imaginem ainda que há uma concorrência entre as firmas de auditoria, e que sua opinião servirá de base para centenas, até milhares de pessoas decidirem os rumos de seus investimentos para o próximo ano. Qual seria o atributo essencial a ser perseguido pelo auditor, no intuito de se manter no mercado? Acertou quem pensou em credibilidade. O auditor que não tem credibilidade é incapaz de emitir um relatório que cumpra o papel de atestar as condições da situação econômico-financeira de uma empresa, apresentada nas demonstrações contábeis. E provavelmente não seria novamente contratado para novos trabalhos. Para que a opinião emitida pelo auditor possua credibilidade, além da qualidade indispensável a qualquer trabalho profissional, ainda mais com a responsabilidade inerente à auditoria, faz-se necessária uma padronização das técnicas e procedimentos utilizados, assim como da elaboração de relatórios. Para tanto, são elaboradas as Normas de Auditoria. Atualmente, no Brasil, as mais importantes são as Normas Brasileiras de Contabilidade – Técnicas de Auditoria (NBC TA) e Normas Brasileiras de Contabilidade – Profissionais de Auditoria (NBC PA). O auditor também pode ter outras responsabilidades de comunicação e de relatório, perante os usuários, a administração, os responsáveis pela governança ou partes fora da entidade, a respeito dos assuntos decorrentes da auditoria, como, por exemplo, de comunicação com os Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 10 responsáveis pela Governança, responsabilidades em relação a fraudes, dentre outras, desde que estabelecidas por lei, regulamento ou normas do CFC. Normas de Auditoria Normas de auditoria são as regras estabelecidas pelos órgãos reguladores da profissão contábil, em todos os países, com o objetivo de regulação e apresentação de diretrizes a serem seguidas por esses profissionais no exercício de suas funções. Elas estabelecem os conceitos básicos sobre as exigências em relação à pessoa do auditor, à execução de seu trabalho e ao parecer que deverá por ele ser emitido (Franco e Marra, 2011). Embora, na maioria das vezes, tenham um caráter de guia profissional, acabam fixando limites nítidos de responsabilidades, além de orientar o comportamento do auditor em relação a sua capacitação e controle de qualidade dos trabalhos realizados. No Brasil, desde 1972 temos normas de auditoria relacionadas a esses objetivos, sendo que, atualmente, estão em vigor normas elaboradas pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC – em conjunto com o Instituto de Auditores Independentes do Brasil – IBRACON –, além da Comissão de Valores Mobiliários – CVM –, do Banco Central do Brasil – BACEN – e da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP. Vou apresentar algumas características das normas do CFC, por serem as mais exigidas nos concursos. Até o ano de 2009, não havia dúvida sobre quais normas estudar, em relação à auditoria independente, pois estava em vigor a NBC T-11 (Resolução 820/97, Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis) e suas derivadas. Entretanto, no final daquele ano houve a convergência dessas normas brasileiras aos padrões internacionais de auditoria definidos pela IFAC – International Federation of Accounting (Federação Internacional de Contadores). O IFAC é uma organização global da profissão contábil, que possui a missão, segundo consta em sua página na internet, de contribuir para o desenvolvimento, adoção e aplicação de normas internacionais de alta qualidade e orientação; além de contribuir para o desenvolvimento de organizações e profissionais de contabilidade e para a utilização de Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 11 práticas de alta qualidade por contadores profissionais, dentre outras (www.ifac.org – tradução livre). As Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC – editadas pelo CFC devem seguir os padrões internacionais e compreendem as normas propriamente ditas, as Interpretações Técnicas e os Comunicados Técnicos. Elas entraram em vigor nos exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2010. As normas de auditoria independente são aprovadas pelo CFC por meio de Resoluções, e classificadas em normas profissionais (NBC PA) e normas técnicas (NBC TA). Enquanto as NBC PA estabelecem regras e procedimentos de conduta a serem observados como requisitos para o exercício profissional contábil, as NBC TA descrevem conceitos doutrinários, princípios e procedimentos a serem aplicados quando da realização dos trabalhos. A Resolução CFC nº 1.328/11, de 18/03/11, que dispõe sobre a Estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade, estabelece que as Normas Brasileiras de Contabilidade se estruturam conforme se segue (só trouxe para a aula as que se referem à nossa matéria): Normas Profissionais: [...] II – Do Auditor Independente – NBC PA – aplicadas, especificamente, aos contadores que atuam como auditores independentes. III – Do Auditor Interno – NBC PI – aplicadas especificamente aos contadores que atuam como auditores internos. IV – Do Perito – NBC PP – aplicadas especificamente aos contadores que atuam como peritos contábeis. Normas Técnicas: [...] III – De Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica – NBC TA – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria Independente emitidas pelo IFAC. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 12 [...] VII – De Auditoria Interna – NBC TI – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis aos trabalhos de Auditoria Interna. VIII – De Perícia – NBC TP – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis aos trabalhos de Perícia. [...] Para tentar ilustrar melhor, apresento a seguir um quadro-resumo das normas. Não se preocupem com outras que não sejam as que nomeei anteriormente. Fonte: IBRACON Mas surge a seguinte dúvida: a adoção dessas normas é obrigatória? Sim. De acordo com a própria Resolução CFC nº 1.328/11, a inobservância às NBC constituiinfração disciplinar sujeita às penalidades previstas no Decreto-Lei n.º 9.295/46, alterado pela Lei n.º 12.249/10, e ao Código de Ética Profissional do Contador. De forma simplificada, podemos dizer que as Normas Brasileiras de Contabilidade são classificadas em Normas Técnicas e Profissionais, e compreendem: As Normas Brasileiras de Contabilidade compreendem: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 13 - Código de Ética Profissional do Contabilista; - Normas de Contabilidade, de Auditoria Independente e de Asseguração, de Auditoria Interna e de Perícia. No final de 2009, o CFC publicou a Resolução nº. 1.203/09, que aprovou a NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria. Essa NBC TA é chamada de “mãe” de todas as outras normas. Por isso, para aqueles que têm tempo e querem dar uma lida nessas normas, sugiro começar por ela. As principais normas podem ser obtidas na íntegra no site do CFC, no seguinte link: <http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/Default.aspx> No decorrer das aulas, conforme nos aprofundamos nos assuntos constantes do edital, vou tratando das normas relacionadas. Práticas contábeis brasileiras compreendem a legislação societária brasileira, as Normas Brasileiras de Contabilidade, emitidas pelo CFC, os pronunciamentos, as interpretações e as orientações emitidos pelo CPC e homologados pelos órgãos reguladores, e práticas adotadas pelas entidades em assuntos não regulados, desde que atendam à NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL e, por conseguinte, em consonância com as normas contábeis internacionais, enquanto que a expressão “normas internacionais de relatório financeiro (IFRS)” refere-se às “normas internacionais de contabilidade” e significa as normas emitidas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB). RESUMÃO As novas normas de auditoria, seguindo a convergência internacional, entraram em vigor em 01/01/2010. A adoção das normas é obrigatória e sua inobservância constitui infração disciplinar. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 14 O objetivo da Auditoria Independente é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / CVM / 2010) - A respeito da elaboração e divulgação das demonstrações financeiras, com base em padrões contábeis internacionais, é correto afirmar: a) a adoção de padrões internacionais de contabilidade na elaboração e divulgação das demonstrações financeiras é obrigatória para as Companhias Abertas cujo capital social seja de propriedade de companhias com sede no exterior. b) a adoção de padrões contábeis internacionais por parte das Companhias Abertas é opcional para o exercício findo em 2010 e obrigatório a partir do exercício findo em 2011. c) somente as Companhias Abertas com ações em bolsa deverão, a partir do exercício findo em 2010, apresentar as demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os padrões contábeis internacionais. d) é opcional às Companhias Abertas a adoção dos padrões internacionais de contabilidade, desde que cumpram com as normas da legislação societária. e) a partir do exercício findo em 2010, as Companhias Abertas deverão apresentar suas demonstrações financeiras consolidadas adotando o padrão contábil internacional. 2 - (ESAF/SEFAZ-SP/2009) - Sobre a auditoria independente, é correto afirmar que tem por objetivo: A) auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. B) apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles internos. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 15 C) emitir parecer sobre a adequação das demonstrações contábeis. D) levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução do litígio. E) recomendar soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. QUESTÕES FCC 1 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, o Auditor Interno deve obter segurança de que essas demonstrações, como um todo, estão livres de distorção relevante, possibilitando que expresse sua opinião, principalmente se as demonstrações foram elaboradas em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Para esse tipo de problema, a NBC TA 200 orienta que o auditor busque, inicialmente, uma segurança A) total. B) razoável. C) mínima. D) máxima. E) média. 2 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Após a conferência dos cálculos referentes às demonstrações contábeis, o Auditor de Controle Interno verificou diferença tanto nos valores como nas classificações de uma demonstração contábil relatada se comparada com a exigida. Essa diferença é denominada: A) grau de erro. B) risco de auditoria. C) distorção. D) margem de erro. E) erro de relevância. 3 - (FCC/CNMP/2015) - A empresa Plantio de Árvores do Norte S/A, contratou a firma de auditoria Aspectos & Consultoria, para examinar as demonstrações contábeis do exercício de 2014. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a: (A) expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 16 (B) natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria realizados pelo auditor, alinhados com o objetivo da auditoria. (C) obtenção, pelo auditor, de segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraudes ou erros de conhecimento ou não dos responsáveis pela governança. (D) realização, pelo auditor, de exames nas áreas, atividades, produtos e processos, de forma a alcançar evidências adequadas e suficientes para elaboração do relatório de auditoria. (E) elaboração dos programas de trabalho de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. 4 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - Contratado para realizar auditoria nas demonstrações contábeis da empresa Queijos Coalho S/A, o auditor para obter segurança razoável e reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável e possibilitar alcançar conclusões razoáveis e nelas basear a sua opinião deve: (A) elaborar os papeis de trabalho de acordo com os procedimentos de auditoria. (B) obter evidência de auditoria apropriada e suficiente.(C) planejar os trabalhos de auditoria tomando por base o resultado de auditorias anteriores. (D) realizar a auditoria de acordo com os procedimentos definidos. (E) avaliar o controle interno. 5 - (FCC/TCE-RS/2014) - Os manuais, de uma maneira geral, definem auditoria como um exame analítico e pericial das operações contábeis, desde o início até o balanço. Nos termos da NBC TA 200, o objetivo da auditoria é: (A) levantar informações suficientes e adequadas que permitam comparar as metas fixadas com os resultados alcançados. (B) controlar os procedimentos contábeis para evitar que informações de interesse da instituição auditada sejam divulgados. (C) aumentar o grau de confiança das demonstrações contábeis por parte dos usuários. (D) estabelecer metodologia para ação integrada de todos os setores da instituição auditada. (E) apurar e consolidar irregularidades contábeis em relatório para subsidiar eventual investigação de ilícitos administrativos e penais. 6 - (FCC / TRF 2ª Região / 2012) – O auditor independente ou externo: A) tem como objetivo principal a prevenção e a detecção de falhas no sistema de controle interno da entidade. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 17 B) deve produzir relatórios que visam atender, em linhas gerais, a alta administração da entidade ou diretorias e gerências. C) tem que fazer análise com alto nível de detalhes, independentemente da relação custo-benefício, para minimizar o risco de detecção. D) deve produzir um relatório ou parecer sobre as demonstrações contábeis da entidade auditada. E) tem menor grau de independência em relação à entidade auditada do que o auditor interno. 7 - (FCC / TRT 6ª Região / 2012) – A empresa Jaú S.A. de capital aberto, por problemas administrativos e financeiros, não efetuou a auditoria externa de suas demonstrações financeiras nos anos de 2009, 2010 e 2011. Em 2012, por determinação da CVM foi solicitada a apresentar as auditorias de todo o período, senão teria seu registro cancelado. A empresa precisando manter essa forma de captação de recursos, contratou auditoria para emitir: (A) parecer de auditoria para o ano de 2009 e relatório de auditoria para os anos de 2010 e 2011, mediante aplicação das normas de auditoria vigentes a partir de 2010. (B) parecer de auditoria para os anos de 2009, 2010 e 2011, mediante a aplicação das normas de auditoria vigentes a partir de 2010. (C) parecer de auditoria para o ano de 2009, aplicando as normas de auditoria vigentes para o período até 2009, e relatório de auditoria para os anos de 2010 e 2011, mediante aplicação das normas de auditoria vigentes a partir de 2010. (D) relatório de auditoria para os anos de 2009, 2010 e 2011, mediante a aplicação das normas de auditoria vigentes até 2009. (E) relatório de auditoria para o ano de 2009, aplicando as normas de auditoria vigentes para o período até 2009 e parecer de auditoria, para os anos de 2010 e 2011, mediante a aplicação das normas de auditoria vigentes a partir de 2010. 8 - (FCC/TRT-24/2011) - Ao conduzir uma auditoria de demonstrações contábeis, são objetivos gerais do auditor obter segurança: A) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. B) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção irrelevante, devido a erros, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 18 elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de parecer financeiro. C) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção relevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. D) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção irrelevante, devido à fraude, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. E) razoável de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção irrelevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos considerados, em conformidade com a estrutura de parecer financeiro consolidado do auditor independente. 9 - (FCC / SEFAZ/SP - APOFP / 2010) - As normas brasileiras que estabelecem os preceitos de conduta para o exercício profissional, especificamente para aqueles que atuam como auditores independentes, são estruturadas como: a) NBC TI. b) NBC PI. c) NBC TA. d) NBC PA. e) NBC TP. 10 - (FCC/TRF-3/2016) - A NBC TA 200 dita que o auditor deve emitir opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes. Todavia, a forma que essa opinião será emitida depende (A) das evidências de auditoria encontradas. (B) da estrutura de relatório financeiro e de lei ou regulamento aplicáveis. (C) do organograma da entidade auditada. (D) da experiência do auditor. (E) do contrato de trabalho celebrado entre o auditor independente e a entidade auditada. 11 - (FCC/TRT-MT/2016) - Nos termos da NBC TA 200, um dos objetivos gerais do auditor ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis é obter segurança razoável de que essas demonstrações (A) estão livres de distorções relevantes, como um todo. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 19 (B) estão corrigidas monetariamente. (C) atendem a estrutura orgânica da entidade. (D) passaram por processo de revisão. (E) foram examinadas por órgãos de controle externo. QUESTÕES CESPE 1 - (CESPE/DPF/2013) - No Brasil, a convergência das normas brasileiras de auditoria aos padrões internacionais ocorre por meio da tradução e adequação das normas emanadas pela Federação Internacional de Contadores (IFAC), do CFC e do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON). Julgue Certo ou Errado. 2 - (CESPE/TCE-PR /2016) - As normas brasileiras de auditoria definem e descrevem elementos, objetivos e outros aspectos dos trabalhos de asseguração. A respeito desse assunto, assinale a opção correta. (A) Ao conduzir os trabalhos de auditoria, o auditor deve procurar obter asseguração razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorções relevantes e em conformidade com a estrutura do relatório financeiro, bem como deve apresentar o relatório de auditoria em conformidade com as suas constatações. (B) As normas brasileiras de auditoria estabelecem dois tipos de trabalhos de asseguração: razoável e limitado. O objetivo do primeiro tipo éreduzir o risco de trabalho de asseguração a um nível aceitável e o do segundo tipo é reduzir o risco do trabalho de asseguração a um nível aceitavelmente baixo. (C) No planejamento da auditoria, devem-se considerar aspectos como: procedimentos analíticos a serem aplicados, como, por exemplo, os de avaliação de risco; entendimento global da estrutura jurídica e do ambiente regulatório da entidade e como ela cumpre com os requerimentos dessa estrutura; a determinação da materialidade, independentemente da relevância, bem como o envolvimento de especialistas e a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco. (D) A estrutura conceitual estabelece normas próprias e exigências relativas a procedimentos para a execução de trabalhos de asseguração. (E) A documentação de auditoria deve fornecer evidências do cumprimento dos objetivos específicos para os quais a auditoria foi contratada. Entre esses objetivos inclui-se evitar fraudes nas informações contábeis decorrentes da gestão. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 20 QUESTÕES FGV 1 - (FGV/ISS-Recife/2014) - O auditor, ao expressar opinião de que as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável, produz o seguinte efeito: (A) revela as distorções do planejamento da auditoria das demonstrações contábeis. (B) reduz os riscos de auditoria das demonstrações contábeis o que gera segurança para os usuários. (C) proporciona o aumento de evidências de auditoria das demonstrações contábeis. (D) aumenta o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. (E) assegura que os objetivos operacionais desejados pela administração foram alcançados. (FGV/TJ-PI ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) - A auditoria consiste no levantamento, exame e avaliação de procedimentos, operações, rotinas e demonstrações contábeis de uma entidade. A partir da compreensão conceitual, é correto dizer que o objeto do trabalho de auditoria se circunscreve: (A) a fatos não registrados documentalmente; (B) ao conjunto de elementos de controle do patrimônio administrado; (C) aos papéis de trabalho; (D) aos registros contábeis; (E) ao relatório com a opinião de auditor. QUESTÕES DIVERSAS 1 - (CESGRANRIO/LIQUIGÁS-Auditor/2012) - São objetivos gerais do auditor, ao conduzir a auditoria das demonstrações contábeis, A) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante, causada por fraude ou erro, permitindo que o auditor expresse sua opinião sobre a elaboração dessas demonstrações consoante a estrutura de relatório financeiro aplicável. B) rastrear fraudes e identificar se a aplicação dos recursos financeiros da empresa está de acordo com as normas impostas pelos órgãos de fiscalização e regulamentação. C) apresentar relatório sobre a administração e comunicar-se conforme exigido pelas Normas Brasileiras de Contabilidade. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 21 D) identificar se a empresa apresenta informações nas demonstrações contábeis de acordo com as normas impostas pelo Ministério Público. E) comprovar se os ativos e passivos sofreram variações conforme estipulado no planejamento estratégico da empresa. Gabarito - ESAF 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E C Gabarito - FCC 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 B C A B C D C A D B 11 A Gabarito - Cespe 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C A Gabarito - FGV 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 D Gabarito - Diversas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A QUESTÕES COMENTADAS Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 22 QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / CVM / 2010) - A respeito da elaboração e divulgação das demonstrações financeiras, com base em padrões contábeis internacionais, é correto afirmar: a) a adoção de padrões internacionais de contabilidade na elaboração e divulgação das demonstrações financeiras é obrigatória para as Companhias Abertas cujo capital social seja de propriedade de companhias com sede no exterior. b) a adoção de padrões contábeis internacionais por parte das Companhias Abertas é opcional para o exercício findo em 2010 e obrigatório a partir do exercício findo em 2011. c) somente as Companhias Abertas com ações em bolsa deverão, a partir do exercício findo em 2010, apresentar as demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os padrões contábeis internacionais. d) é opcional às Companhias Abertas a adoção dos padrões internacionais de contabilidade, desde que cumpram com as normas da legislação societária. e) a partir do exercício findo em 2010, as Companhias Abertas deverão apresentar suas demonstrações financeiras consolidadas adotando o padrão contábil internacional. Comentários: Primeiramente, ressalta-se que, por ser uma Prova da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foi cobrado do candidato o conhecimento das resoluções daquela Autarquia. Dessa forma, o art. 1º da Instrução CVM 457/2007 determina que “as companhias abertas deverão, a partir do exercício findo em 2010, apresentar as suas demonstrações financeiras consolidadas adotando o padrão contábil internacional, de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB.” Cabe observar que as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Auditoria Independente (NBC PA e NBC TA) são aplicadas para os exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2010. Resposta: E 2 - (ESAF/SEFAZ-SP/2009) - Sobre a auditoria independente, é correto afirmar que tem por objetivo: A) auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. B) apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles internos. C) emitir parecer sobre a adequação das demonstrações contábeis. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 23 D) levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução do litígio. E) recomendar soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. Comentários: Questão bastante comum em provas de auditoria. Para respondê-la, basta saber o objetivo de uma auditoria independente, que é, segundo a NBC TA 200, “aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável”. (Grifei) Deve-se ressaltar que a questão ainda traz a opinião do auditor independente com a nomenclatura antiga (“Parecer”), pois foi elaborada antes da nova normatização. A partir da edição da NBC TA 700, o produto do auditor independente, por meio do qual ele manifesta sua opinião, passou a chamar Relatório do Auditor Independente.As letras A, B, D, e E são características e/ou objetivos da Auditoria Interna. Resposta: C QUESTÕES FCC 1 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, o Auditor Interno deve obter segurança de que essas demonstrações, como um todo, estão livres de distorção relevante, possibilitando que expresse sua opinião, principalmente se as demonstrações foram elaboradas em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Para esse tipo de problema, a NBC TA 200 orienta que o auditor busque, inicialmente, uma segurança A) total. B) razoável. C) mínima. D) máxima. E) média. Comentários: Segundo a NBC TA 200, o auditor consegue ter apenas uma segurança RAZOÁVEL para opinar sobre as demonstrações contábeis. Nunca total. Questão literal. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 24 Resposta: B 2 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Após a conferência dos cálculos referentes às demonstrações contábeis, o Auditor de Controle Interno verificou diferença tanto nos valores como nas classificações de uma demonstração contábil relatada se comparada com a exigida. Essa diferença é denominada: A) grau de erro. B) risco de auditoria. C) distorção. D) margem de erro. E) erro de relevância. Comentários: Segundo a NBC TA 200, a diferença entre o valor, a classificação, a apresentação ou a divulgação de uma demonstração contábil relatada e o valor, a classificação, a apresentação ou a divulgação que é exigida para que o item esteja de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável é chamada de DISTORÇÃO. Resposta: C 3 - (FCC/CNMP/2015) - A empresa Plantio de Árvores do Norte S/A, contratou a firma de auditoria Aspectos & Consultoria, para examinar as demonstrações contábeis do exercício de 2014. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a: (A) expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. (B) natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria realizados pelo auditor, alinhados com o objetivo da auditoria. (C) obtenção, pelo auditor, de segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraudes ou erros de conhecimento ou não dos responsáveis pela governança. (D) realização, pelo auditor, de exames nas áreas, atividades, produtos e processos, de forma a alcançar evidências adequadas e suficientes para elaboração do relatório de auditoria. (E) elaboração dos programas de trabalho de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. Comentários: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 25 Segundo o item 3 da NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Resposta: A 4 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - Contratado para realizar auditoria nas demonstrações contábeis da empresa Queijos Coalho S/A, o auditor para obter segurança razoável e reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável e possibilitar alcançar conclusões razoáveis e nelas basear a sua opinião deve: (A) elaborar os papeis de trabalho de acordo com os procedimentos de auditoria. (B) obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. (C) planejar os trabalhos de auditoria tomando por base o resultado de auditorias anteriores. (D) realizar a auditoria de acordo com os procedimentos definidos. (E) avaliar o controle interno. Comentários: Segundo a NBC TA 200, para obter segurança razoável, o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável e, com isso, possibilitar a ele obter conclusões razoáveis e nelas basear a sua opinião. Resposta: B 5 - (FCC/TCE-RS/2014) - Os manuais, de uma maneira geral, definem auditoria como um exame analítico e pericial das operações contábeis, desde o início até o balanço. Nos termos da NBC TA 200, o objetivo da auditoria é: (A) levantar informações suficientes e adequadas que permitam comparar as metas fixadas com os resultados alcançados. (B) controlar os procedimentos contábeis para evitar que informações de interesse da instituição auditada sejam divulgados. (C) aumentar o grau de confiança das demonstrações contábeis por parte dos usuários. (D) estabelecer metodologia para ação integrada de todos os setores da instituição auditada. (E) apurar e consolidar irregularidades contábeis em relatório para subsidiar eventual investigação de ilícitos administrativos e penais. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 26 Comentários: Segundo o item 3 da NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Resposta: C 6 - (FCC / TRF 2ª Região / 2012) – O auditor independente ou externo: A) tem como objetivo principal a prevenção e a detecção de falhas no sistema de controle interno da entidade. B) deve produzir relatórios que visam atender, em linhas gerais, a alta administração da entidade ou diretorias e gerências. C) tem que fazer análise com alto nível de detalhes, independentemente da relação custo-benefício, para minimizar o risco de detecção. D) deve produzir um relatório ou parecer sobre as demonstrações contábeis da entidade auditada. E) tem menor grau de independência em relação à entidade auditada do que o auditor interno. Comentários: A letra A está errada, pois o objetivo principal do auditor independente é emitir uma opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Em relação à alternativa B, trata-se de auditoria interna e não externa. A letra C também está incorreta, pois o custo-benefício deve ser levado em conta em qualquer tipo de auditoria. Por fim, foi visto que quem tem menor grau de independência é a auditoria interna e não a externa. Portanto, a alternativa E está errada. Resposta: D 7 - (FCC / TRT 6ª Região / 2012) – A empresa Jaú S.A. de capital aberto, por problemas administrativos e financeiros, não efetuou a auditoria externa de suas demonstrações financeiras nos anos de 2009, 2010 e 2011. Em 2012, por determinação da CVM foi solicitada a apresentar as auditorias de todoo período, senão teria seu registro cancelado. A empresa precisando manter essa forma de captação de recursos, contratou auditoria para emitir: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 27 (A) parecer de auditoria para o ano de 2009 e relatório de auditoria para os anos de 2010 e 2011, mediante aplicação das normas de auditoria vigentes a partir de 2010. (B) parecer de auditoria para os anos de 2009, 2010 e 2011, mediante a aplicação das normas de auditoria vigentes a partir de 2010. (C) parecer de auditoria para o ano de 2009, aplicando as normas de auditoria vigentes para o período até 2009, e relatório de auditoria para os anos de 2010 e 2011, mediante aplicação das normas de auditoria vigentes a partir de 2010. (D) relatório de auditoria para os anos de 2009, 2010 e 2011, mediante a aplicação das normas de auditoria vigentes até 2009. (E) relatório de auditoria para o ano de 2009, aplicando as normas de auditoria vigentes para o período até 2009 e parecer de auditoria, para os anos de 2010 e 2011, mediante a aplicação das normas de auditoria vigentes a partir de 2010. Comentários: Questão que cobrou o entendimento de dois aspectos da aplicação das novas normas de auditoria: A partir de quando elas entraram em vigor e qual a nova denominação do produto entregue pelo auditor independente. Dessa forma, o candidato deveria saber que as normas atualmente vigentes devem ser aplicadas para exercícios iniciados em 01/01/2010, e que, por essas normas, o produto final do auditor independente chama-se Relatório. Dessa forma, o auditor contratado deveria aplicar a legislação vigente em 2009 ao auditar aquele período, e emitir um Parecer de Auditoria. A partir de 2010, deveria utilizar as novas normas e emitir um Relatório de Auditoria. Mas atenção! Mesmo em 2012 há questões utilizando a nomenclatura Parecer para se referir ao Relatório de Auditor Independente. Resposta: C 8 - (FCC/TRT-24/2011) - Ao conduzir uma auditoria de demonstrações contábeis, são objetivos gerais do auditor obter segurança: A) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. B) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção irrelevante, devido a erros, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de parecer financeiro. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 28 C) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção relevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. D) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção irrelevante, devido à fraude, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. E) razoável de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção irrelevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos considerados, em conformidade com a estrutura de parecer financeiro consolidado do auditor independente. Comentários: De acordo a NBC TA 200, ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, um dos objetivos gerais do auditor é: [...] obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro, possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Assim, a única alternativa que atende ao pedido é a de letra A. As alternativas C e D falam de segurança total, que não se aplica. As letras B e E falam de distorção irrelevante, quando o correto seria relevante. Resposta: A 9 - (FCC / SEFAZ/SP - APOFP / 2010) - As normas brasileiras que estabelecem os preceitos de conduta para o exercício profissional, especificamente para aqueles que atuam como auditores independentes, são estruturadas como: a) NBC TI. b) NBC PI. c) NBC TA. d) NBC PA. e) NBC TP. Comentários: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 29 Temos certeza que não acharam que seria possível que o tema fosse cobrado dessa forma, acertamos? Infelizmente, como dizia um professor nosso: a vida de concurseiro não é fácil... Segundo a Resolução CFC nº 1.328/2011, que dispõe sobre a Estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade, as NBC PA são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas, especificamente, aos contadores que atuam como auditores independentes. Essa mesma Resolução define, ainda: NBC TI são as normas técnicas aplicáveis aos trabalhos de Auditoria Interna; NBC PI são as normas profissionais aplicadas especificamente aos contadores que atuam como auditores internos; NBC TA são as normas técnicas aplicadas à Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria Independente emitidas pela IFAC (Federação Internacional de Contadores); e NBC TP são as normas técnicas aplicáveis aos trabalhos de Perícia. As palavras-chave para identificar que a questão tratava da NBC PA eram: profissional e auditor independente. Resposta: D 10 - (FCC/TRF-3/2016) - A NBC TA 200 dita que o auditor deve emitir opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes. Todavia, a forma que essa opinião será emitida depende (A) das evidências de auditoria encontradas. (B) da estrutura de relatório financeiro e de lei ou regulamento aplicáveis. (C) do organograma da entidade auditada. (D) da experiência do auditor. (E) do contrato de trabalho celebrado entre o auditor independente e a entidade auditada. Comentários: Segundo o item A12 da NBC TA 200, a opinião expressa pelo auditor é se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. A forma da opinião do auditor, porém, depende da estrutura de relatório financeiro aplicável e de lei ou regulamento, que sejam aplicáveis. Resposta: B 11 - (FCC/TRT-MT/2016) - Nos termos da NBC TA 200, um dos objetivos gerais do auditor ao conduzir a auditoria de Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 30demonstrações contábeis é obter segurança razoável de que essas demonstrações (A) estão livres de distorções relevantes, como um todo. (B) estão corrigidas monetariamente. (C) atendem a estrutura orgânica da entidade. (D) passaram por processo de revisão. (E) foram examinadas por órgãos de controle externo. Comentários: De acordo a NBC TA 200, ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, um dos objetivos gerais do auditor é obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro, possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Resposta: A QUESTÕES CESPE 1 - (CESPE/DPF/2013) - No Brasil, a convergência das normas brasileiras de auditoria aos padrões internacionais ocorre por meio da tradução e adequação das normas emanadas pela Federação Internacional de Contadores (IFAC), do CFC e do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON). Julgue Certo ou Errado. Comentários: Exatamente. As normas brasileiras são traduções das chamadas ISAs (International Standards on Auditing), normas internacionais de auditoria independente emitidas pelo IFAC. Resposta: C 2 - (CESPE/TCE-PR /2016) - As normas brasileiras de auditoria definem e descrevem elementos, objetivos e outros aspectos dos trabalhos de asseguração. A respeito desse assunto, assinale a opção correta. (A) Ao conduzir os trabalhos de auditoria, o auditor deve procurar obter asseguração razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorções relevantes e em conformidade com a estrutura do relatório financeiro, bem como deve apresentar o relatório de auditoria em conformidade com as suas constatações. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 31 (B) As normas brasileiras de auditoria estabelecem dois tipos de trabalhos de asseguração: razoável e limitado. O objetivo do primeiro tipo é reduzir o risco de trabalho de asseguração a um nível aceitável e o do segundo tipo é reduzir o risco do trabalho de asseguração a um nível aceitavelmente baixo. (C) No planejamento da auditoria, devem-se considerar aspectos como: procedimentos analíticos a serem aplicados, como, por exemplo, os de avaliação de risco; entendimento global da estrutura jurídica e do ambiente regulatório da entidade e como ela cumpre com os requerimentos dessa estrutura; a determinação da materialidade, independentemente da relevância, bem como o envolvimento de especialistas e a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco. (D) A estrutura conceitual estabelece normas próprias e exigências relativas a procedimentos para a execução de trabalhos de asseguração. (E) A documentação de auditoria deve fornecer evidências do cumprimento dos objetivos específicos para os quais a auditoria foi contratada. Entre esses objetivos inclui-se evitar fraudes nas informações contábeis decorrentes da gestão. Comentários: Questão praticamente literal. Segundo a NBC TA 200, Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, os objetivos gerais do auditor são: (a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro, possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável; e (b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se como exigido pelas NBC TAs, em conformidade com as constatações do auditor. Resposta: A QUESTÕES FGV 1 - (FGV/ISS-Recife/2014) - O auditor, ao expressar opinião de que as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável, produz o seguinte efeito: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 32 (A) revela as distorções do planejamento da auditoria das demonstrações contábeis. (B) reduz os riscos de auditoria das demonstrações contábeis o que gera segurança para os usuários. (C) proporciona o aumento de evidências de auditoria das demonstrações contábeis. (D) aumenta o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. (E) assegura que os objetivos operacionais desejados pela administração foram alcançados. Comentários: Segundo a NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Resposta: D (FGV/TJ-PI ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) - A auditoria consiste no levantamento, exame e avaliação de procedimentos, operações, rotinas e demonstrações contábeis de uma entidade. A partir da compreensão conceitual, é correto dizer que o objeto do trabalho de auditoria se circunscreve: (A) a fatos não registrados documentalmente; (B) ao conjunto de elementos de controle do patrimônio administrado; (C) aos papéis de trabalho; (D) aos registros contábeis; (E) ao relatório com a opinião de auditor. Comentários: Todo o trabalho de auditoria independente se circunscreve às demonstrações contábeis, ao contrário de outros tipos de auditoria. Dessa forma, a única alternativa que corretamente se relaciona ao objeto auditado pelo auditor independente é a letra B. Resposta: B QUESTÕES DIVERSAS 1 - (CESGRANRIO/LIQUIGÁS-Auditor/2012) - São objetivos gerais do auditor, ao conduzir a auditoria das demonstrações contábeis, A) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante, causada por fraude ou erro, permitindo que o auditor expresse sua opinião sobre a elaboração dessas demonstrações consoante a estrutura de relatório financeiro aplicável. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 33 B) rastrear fraudes e identificar se a aplicação dos recursos financeiros da empresa está de acordo com as normas impostas pelos órgãos de fiscalização e regulamentação. C) apresentar relatório sobre a administração e comunicar-se conforme exigido pelas Normas Brasileiras de Contabilidade. D) identificar se a empresa apresenta informações nas demonstrações contábeis de acordo com as normas impostas pelo Ministério Público. E) comprovar se os ativos e passivos sofreram variações conforme estipulado no planejamento estratégico da empresa. Comentários: Questão praticamente literal, em que a opção correta é a letra A. Não é um objetivo geral do auditor independente rastrear fraudes, nem apresentar relatório sobre a administração. Além disso, não é o Ministério Público que impõe normas acerca das demonstrações contábeis, mas sim leis, normas emitidas pelo CFC, CVM, etc. Por fim, não é objetivo do auditor independente verificar variações no planejamento estratégico da empresa. Resposta: A Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentadosProf. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 1 Sumário Item Página Independência 02 Resumão 08 Questões 09 Gabarito 13 Questões Comentadas 13 Esta aula contem: 20 páginas Páginas de teoria 07 Páginas de questões comentadas 08 Questões FCC 02 Questões ESAF 05 Questões CESPE - Questões FGV 01 Questões VUNESP - Questões DIVERSAS 01 Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 2 Independência A Resolução CFC nº 1.311/10 aprovou a NBC PA 290, que trata da Independência, estabelecendo condições e procedimentos para cumprimento dos requisitos de independência profissional nos trabalhos de auditoria. Em maio de 2014 o CFC alterou essa norma, sendo a atualmente vigente denominada NBC PA 290 (R1). Segundo a referida norma, os conceitos sobre a independência devem ser aplicados por auditores para: Quando o auditor avalia que salvaguardas apropriadas não estão disponíveis ou não podem ser aplicadas para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável, o auditor deve eliminar a circunstância ou relacionamento que cria as ameaças, declinar ou descontinuar o trabalho de auditoria. O auditor deve usar julgamento profissional ao aplicar estes conceitos sobre a independência. Aplicar salvaguardas, quando necessário, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável Avaliar a importância das ameaças identificadas Identificar ameaças à independência Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Galera!!! Grupos de rateio e pirataria são ilegais e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize nosso trabalho e adquira nossos cursos apenas pelo site do 3D CONCURSOS! Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 3 Em suma, Independência é a capacidade que a entidade de auditoria tem de julgar e atuar com integridade e objetividade, permitindo a emissão de relatórios imparciais em relação à entidade auditada, aos acionistas, aos sócios, aos quotistas, aos cooperados e a todas as demais partes que possam estar relacionadas com o seu trabalho. Um aspecto interessante quanto à independência, que é tratado na norma, é que não basta ser independente, sendo necessário parecer ser independente, já que a independência compreende: a) independência de pensamento - Postura que permite a apresentação de conclusão que não sofra efeitos de influências que comprometam o julgamento profissional, permitindo que a pessoa atue com integridade, objetividade e ceticismo profissional. b) aparência de independência - evitar fatos e circunstâncias significativos a ponto de um terceiro bem informado, tendo conhecimento de todas as informações pertinentes, incluindo as salvaguardas aplicadas, concluir dentro do razoável que a integridade, a objetividade ou o ceticismo profissional da entidade de auditoria ou de membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos. Se lembram da estória da mulher de César, que não bastava ser honesta, também deveria parecer honesta? Então, para o auditor não basta ser independente, é necessário parecer ser independente, já que a independência exige: a) independência de pensamento; e b) aparência de independência. Das diversas situações que podem caracterizar a perda de independência da entidade de auditoria em relação à entidade auditada, chamo atenção para duas, que são mais exploradas pelas bancas: Vínculos empregatícios ou similares por administradores, executivos ou empregados da entidade auditada, mantidos Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 4 anteriormente com a entidade de auditoria. Nesse ponto, a NBC PA 290 (R1) estabelece que “a independência em relação ao cliente de auditoria é requerida durante o período de contratação e o período coberto pelas demonstrações contábeis. O período de contratação começa quando a equipe de auditoria começa a executar serviços de auditoria. O período de contratação termina quando o relatório de auditoria é emitido”. Membros da entidade de auditoria que, anteriormente, eram administradores, executivos ou empregados da entidade auditada. Nesse ponto, a NBC PA 290 (R1) estabelece que: Durante o período coberto pelo relatório de auditoria, se um membro da equipe de auditoria desempenhou a função de conselheiro ou diretor do cliente de auditoria, ou foi empregado em cargo que exerce influência significativa sobre a elaboração dos registros contábeis do cliente ou das demonstrações contábeis sobre as quais a firma emitirá relatório de auditoria, a ameaça criada seria tão significativa que nenhuma salvaguarda poderia reduzir a ameaça a um nível aceitável. (grifei) A NBC PA 290 (R1) considera as seguintes categorias que podem gerar ameaça à independência: • É a ameaça de que interesse financeiro ou outro interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o comportamento do auditor. Ameaça de interesse próprio • É a ameaça de que o auditor não avaliará apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente por ele nos quais o auditor confiará para formar um julgamento como parte da prestação do serviço atual. Ameaça de autorrevisão • É a ameaça de que o auditor promoverá ou defenderá a posição de seu cliente a ponto em que a sua objetividade fique comprometida. Ameaça de defesa de interesse do cliente • É a ameaça de que, devido ao relacionamento longo ou próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele ou aceitará seu trabalho sem muito questionamento. Ameaça de familiaridade • É a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir objetivamente em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer influência indevida sobre o auditor. Ameaça de intimidação Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 5 São criadas ameaças à independência quando um familiar imediato de membro da equipe de auditoria é empregado em cargo que exerce influência significativa sobre a posição financeira, o desempenho e os fluxos de caixa do cliente. A importância das ameaças depende de fatores como: Cargo do familiar imediato. Cargo do profissional na equipe de auditoria. A importância da ameaça deve ser avaliada e salvaguardas aplicadas quando necessário para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Exemplos dessas salvaguardas incluem: Retirada da pessoa da equipe de auditoria. Definição das responsabilidades da equipe de auditoria de modo que o profissional não trate de assuntos que sejam responsabilidade do familiar imediato. Quando sãoidentificadas ameaças, exceto aquelas, claramente, insignificantes, devem ser definidas e aplicadas salvaguardas adequadas para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Essa decisão deve ser documentada. A natureza das salvaguardas a aplicar varia conforme as circunstâncias. Já o Código de Ética do Contabilista prescreve que, no desempenho de suas funções, é vedado ao Profissional da Contabilidade renunciar à liberdade profissional, devendo evitar quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficácia e correção de seu trabalho. A NBC PA 01, que trata do Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes determina a necessidade de implementação e a manutenção de políticas e procedimentos de supervisão e controle interno de qualidade que forneçam segurança razoável do cumprimento das normas profissionais, regulatórias e legais, particularmente, nesse caso, quanto à necessária independência do auditor, exigindo uma declaração individual dos profissionais da entidade de auditoria da existência, ou não, das seguintes questões relacionadas a entidades auditadas: Interesses financeiros; Operações de créditos e garantias; Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 6 Relacionamentos comerciais relevantes estreitos com a entidade auditada; Relacionamentos familiares e pessoais; e Membros da entidade de auditoria que já foram administradores, executivos ou empregados da entidade auditada. Assim, podemos concluir que a independência do auditor está intimamente ligada não apenas à ética profissional, mas também à qualidade das auditorias realizadas. Por fim, cabe ressaltar que a independência do auditor frente à entidade salvaguarda a capacidade do auditor de formar opinião de auditoria sem ser afetado por influências que poderiam comprometer essa opinião. A independência aprimora a capacidade do auditor de atuar com integridade, ser objetivo e manter postura de ceticismo profissional. Rotação dos Responsáveis Técnicos Segundo a NBC PA 290 (R1), de forma geral, objetivando impedir o risco de perda da objetividade (imparcialidade) e do ceticismo do auditor, é necessária a aplicação das seguintes ações, no caso de entidade de interesse do público1: (a) Rotação do sócio encarregado do trabalho e do revisor de controle de qualidade a intervalos menores ou iguais a cinco anos consecutivos; e (b) Intervalo mínimo de dois anos para o retorno desses responsáveis técnicos à equipe de auditoria. Durante esse período de dois anos, a pessoa não deve participar da auditoria da entidade, efetuar controle de qualidade para o trabalho, consultar a equipe de trabalho ou o cliente sobre assuntos técnicos ou específicos do setor, transações ou eventos ou de outra forma influenciar diretamente o resultado do trabalho. 1 Para fins da NBC PA 290, entidades de interesse do público são: (a) todas as companhias de capital aberto. (b) qualquer entidade que (a) seja definida por regulamento ou legislação como entidade de interesse do público, ou (b) para a qual o regulamento ou a legislação requer auditoria e que seja conduzida de acordo com os mesmos requerimentos de independência que se aplicam à auditoria de companhias abertas, sendo no caso de Brasil as entidades de grande porte como definidas na Lei nº 11.638/07. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 7 Rotação da Firma de Auditoria De acordo com o Art. 31 da Instrução CVM nº 308/99, que dispõe sobre o registro e o exercício da atividade de auditoria independente no âmbito do mercado de valores mobiliários, o Auditor Independente - Pessoa Física ou Jurídica -, não podem prestar serviços para um mesmo cliente por prazo superior a cinco anos consecutivos, contados a partir da data da Instrução, exigindo-se um intervalo mínimo de três anos para a sua recontratação. Mas ATENÇÃO! Segundo a Instrução CVM nº 509/2011, a nova redação desse artigo passou a ser: “O prazo estabelecido no art. 31 desta Instrução é de até 10 (dez) anos consecutivos caso: I - a companhia auditada possua Comitê de Auditoria Estatutário - CAE em funcionamento permanente; e II - o auditor seja pessoa jurídica. § 1º Para a utilização da prerrogativa prevista no caput, o CAE deverá estar instalado no exercício social anterior à contratação do auditor independente. § 2º Adotada a prerrogativa prevista no caput, o auditor independente deve proceder à rotação do responsável técnico, diretor, gerente e de qualquer outro integrante da equipe de auditoria com função de gerência, em período não superior a 5 (cinco) anos consecutivos, com intervalo mínimo de 3 (três) anos para seu retorno." (Grifei) Portanto, não se deve confundir a rotação do responsável técnico com a rotação da empresa de auditoria. Resumindo, em regra (há exceções, conforme NBC PA 290 (R1)), temos o seguinte: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 8 RESUMÃO Para o auditor não basta ter independência de pensamento. Também deve aparentar independência. Independência é a capacidade que o auditor tem de julgar e atuar com integridade e objetividade. Categorias que podem gerar ameaça à independência: interesse próprio; autorrevisão; defesa de interesse do cliente; familiaridade e intimidação. Quando são identificadas ameaças significantes devem ser definidas e aplicadas salvaguardas adequadas para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Apesar de existirem exceções, a rotação do sócio encarregado do trabalho e do revisor do controle de qualidade não deve ser superior a 5 anos, podendo retornar à equipe de auditoria após 2 anos. Rotação do responsável técnico pela Auditoria • Rotação em intervalos menores ou iguais a 5 anos consecutivos. • Dois anos para retornar à empresa auditada. Rotação da Firma de Auditoria • Empresa auditada tem CAE e auditor é PJ, pode ficar até 10 anos consecutivos na mesma empresa auditada. • De qualquer forma, na situação anterior, os responsáveis técnicos não podem ficar mais que 5 anos, podendo retornar depois de 3 anos. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 9 QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / RFB / 2012) - A empresa Betume S.A. é uma empresa de interesse público que vem sendo auditada pela empresa Justos Auditores Independentes, pelo mesmo sócio- principal há sete anos. Considerando a NBC PA 290, deve a firma de auditoria externa: a) ser substituída por outra, não podendo retornar a fazer a auditoria da empresa no prazo de dez anos. b) fazer a substituição desse sócio-principal, podendo o mesmo retornar a fazer trabalhos de auditoria nessa companhia somente após cinco anos. c) substituir toda a equipe de auditoria, podendo retornar aos trabalhos nessa companhia,decorridos no mínimo três anos. d) trocar o sócio-principal e demais sócios-chave do trabalho, podendo retornar a fazer auditoria após decorrido o prazo de dois anos. e) comunicar ao cliente a manutenção do sócio-principal, ficando a cargo do órgão regulador a determinação ou não da substituição. 2 - (ESAF / CVM / 2010) - Assinale a opção que indica uma ação capaz de eliminar a perda de independência da entidade de auditoria por interesse financeiro direto. a) Fazer constar nos relatórios produzidos o tipo de interesse financeiro, a extensão desse interesse. b) Encerrar o trabalho de auditoria ou transferi-lo a outra entidade. c) Alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar- se membro da equipe de auditoria. d) Alienar o interesse financeiro ou transferi-lo temporariamente até a conclusão dos trabalhos. e) Comunicar às entidades de supervisão e controle a existência desse interesse e aguardar pronunciamento. 3 - (ESAF / CVM / 2010) - Visando manter a qualidade e a credibilidade do seu trabalho, ao identificar ameaças que Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 10 possam comprometer a sua independência, o auditor deve tomar a seguinte providência: a) comunicar a direção da entidade auditada, para que sejam tomadas as providências necessárias à sua eliminação. b) aplicar as salvaguardas adequadas, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável, documentando-as. c) propor aos responsáveis pela entidade de auditoria a supressão das ameaças mediante acordo entre as entidades. d) documentar as ameaças e comunicá-las aos órgãos de supervisão e controle do setor em que atua a entidade auditada. e) eliminar as ameaças mediante comunicação aos responsáveis pela governança da entidade auditada e fazer constar tais providências no seu parecer. 4 - (ESAF / CGU-Correição / 2006) - Em uma Auditoria Independente, a perda de independência pode-se dar pela ocorrência dos seguintes fatos, exceto: a) operações de créditos e garantias com a entidade auditada. b) relacionamentos comerciais com a entidade auditada. c) relacionamentos familiares e pessoais com a entidade auditada. d) atuação como administrador ou diretor de entidade auditada. e) recebimento dos honorários devidos pelos serviços de auditoria prestados à entidade auditada. 5 - (ESAF / SEFAZ-CE / 2006) - É fator determinante para a recusa de um trabalho de auditoria externa: a) o auditor ser importante acionista da empresa auditada. b) o auditor ter conhecimento suficiente sobre o negócio da empresa. c) a possibilidade de o profissional contratado poder realizar o trabalho com imparcialidade. d) a necessidade de uso de especialistas para avaliação de áreas específicas. e) a existência de fraude ou erro nas demonstrações auditadas. QUESTÕES FCC 1 - (FCC / ISS-SP / 2012) – A independência do auditor externo da empresa Aquisição S.A. é comprometida pelas situações: I. A empresa Aquisição S.A. comprou a empresa Ágile S.A.. A firma de auditoria da adquirente é a mesma que realizou os trabalhos de due dilligence da empresa Aquisição S.A. e de consultoria tributária no ano da aquisição para a empresa Ágile. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 11 II. O diretor financeiro da empresa Ágile S.A é primo em segundo grau do diretor presidente da empresa Aquisição S.A. III. A firma de auditoria indica escritórios de advocacia para a empresa Aquisição S.A. em suas contingências tributárias. Afeta a independência do auditor externo o que consta em: (A) III, apenas. (B) II, apenas. (C) I, II e III. (D) I, apenas. (E) II e III, apenas. 2 - (FCC / TRF – 1ª Região / 2011) – Considere as assertivas a seguir: I. A auditoria é uma investigação oficial de suposto delito. Portanto, o auditor não recebe poderes legais específicos, tais como o poder de busca, que podem ser necessários para tal investigação. II. Desde que o auditor assine declaração de independência, não é mais necessário que decline de trabalhos nos quais existam, na administração da empresa auditada, parentes em nível de segundo grau. III. Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas, embora a auditoria seja adequadamente planejada e executada em conformidade com as normas legais de auditoria. Está correto o que se afirma SOMENTE em: (A) II e III. (B) I e II. (C) I. (D) II. (E) III. QUESTÕES FGV 1 - (FGV/TCM-SP/2015) - Uma determinada firma de auditoria iniciou os trabalhos em uma entidade, a partir de um contrato que prevê execução de auditoria por cinco anos. Um dos auditores, ao executar o trabalho de auditoria inicial nessa entidade, atestou argumentos apresentados pela empresa auditada de tal forma a indicar comprometimento da objetividade do seu trabalho. O posicionamento do auditor constitui ameaça à independência em decorrência de: (A) autorrevisão do trabalho; Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 12 (B) defesa de interesse do cliente; (C) familiaridade; (D) intimidação profissional; (E) interesse próprio. QUESTÕES DIVERSAS 1 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – De acordo com a NBC PA 290 – Independência – Trabalhos de Auditoria e Revisão, as ameaças à independência do auditor se enquadram nas categorias a seguir, exceto: a) Interesse próprio – ocorre quando o interesse financeiro ou outro interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o comportamento do auditor. b) Autorrevisão – ameaça que o auditor não avaliará apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente por ele ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para formar um julgamento como parte da prestação do serviço atual. c) Defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor promoverá ou defenderá a posição de seu cliente, a ponto em que a sua objetividade fique comprometida. d) Familiaridade é a ameaça de que, devido ao relacionamento longo ou próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele ou aceitará seu trabalho sem muito questionamento. e) Integridade é a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir com honestidade em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer influência indevida sobre o auditor. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 13 Gabarito - ESAF 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 D C B E A Gabarito - FCC 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 D E Gabarito - FGV 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 B Gabarito - DIVERSAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E QUESTÕES COMENTADAS QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / RFB / 2012) - A empresa Betume S.A. é uma empresa de interessepúblico que vem sendo auditada pela empresa Justos Auditores Independentes, pelo mesmo sócio- principal há sete anos. Considerando a NBC PA 290, deve a firma de auditoria externa: a) ser substituída por outra, não podendo retornar a fazer a auditoria da empresa no prazo de dez anos. b) fazer a substituição desse sócio-principal, podendo o mesmo retornar a fazer trabalhos de auditoria nessa companhia somente após cinco anos. c) substituir toda a equipe de auditoria, podendo retornar aos trabalhos nessa companhia, decorridos no mínimo três anos. d) trocar o sócio-principal e demais sócios-chave do trabalho, podendo retornar a fazer auditoria após decorrido o prazo de dois anos. e) comunicar ao cliente a manutenção do sócio-principal, ficando a cargo do órgão regulador a determinação ou não da substituição. Comentários: Atenção! A questão deixa claro que a norma a ser utilizada é a NBC PA 290, ou seja, trata de rotação dos responsáveis técnicos e não da firma de auditoria. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 14 Embora a NBC PA 290, que trata do tema, estabeleça em seu texto algumas situações em que o rodízio do sócio-principal pudesse ser exigido em prazo diferente, a regra é que essa alternância ocorra em cinco anos. Da mesma forma, em regra, o prazo para o retorno desse sócio e dos sócios-chave para o trabalho é de dois anos. Nesse contexto, como o caput da questão deixa claro que já se passaram até mais de cinco anos, a única alternativa é a expressa na opção D. Resposta: D 2 - (ESAF / CVM / 2010) - Assinale a opção que indica uma ação capaz de eliminar a perda de independência da entidade de auditoria por interesse financeiro direto. a) Fazer constar nos relatórios produzidos o tipo de interesse financeiro, a extensão desse interesse. b) Encerrar o trabalho de auditoria ou transferi-lo a outra entidade. c) Alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar- se membro da equipe de auditoria. d) Alienar o interesse financeiro ou transferi-lo temporariamente até a conclusão dos trabalhos. e) Comunicar às entidades de supervisão e controle a existência desse interesse e aguardar pronunciamento. Comentários: Segundo a NBC PA 02, vigente à época e que tratava da independência do auditor, interesses financeiros são a propriedade de títulos ou qualquer outro tipo de investimento adquirido ou mantido pela entidade de auditoria, seus sócios, membros da equipe de auditoria ou membros imediatos da família destas pessoas, relativamente à entidade auditada, suas controladas ou integrantes de um mesmo grupo econômico. A mesma norma estabelece que as únicas ações disponíveis para eliminar a perda de independência são: Alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar-se membro da equipe de auditoria; Alienar o interesse financeiro indireto relevante em sua totalidade ou alienar uma quantidade suficiente dele para que o interesse remanescente deixe de ser relevante antes de a pessoa tornar-se membro da equipe de auditoria; ou Afastar o membro da equipe de auditoria do trabalho da entidade auditada. Dessa forma, a única alternativa que se enquadra nos itens previstos pela norma é a letra “c”. A nova norma que trata do assunto – NBC PA 290 (R1) - estabelece que “a importância de qualquer ameaça deve ser avaliada Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 15 e salvaguardas devem ser aplicadas quando necessário para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Exemplos dessas salvaguardas incluem a retirada do membro da equipe de auditoria que tem o interesse financeiro e a revisão, por outro auditor, do trabalho do membro da equipe de auditoria. ” Resposta: C 3 - (ESAF / CVM / 2010) - Visando manter a qualidade e a credibilidade do seu trabalho, ao identificar ameaças que possam comprometer a sua independência, o auditor deve tomar a seguinte providência: a) comunicar a direção da entidade auditada, para que sejam tomadas as providências necessárias à sua eliminação. b) aplicar as salvaguardas adequadas, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável, documentando-as. c) propor aos responsáveis pela entidade de auditoria a supressão das ameaças mediante acordo entre as entidades. d) documentar as ameaças e comunicá-las aos órgãos de supervisão e controle do setor em que atua a entidade auditada. e) eliminar as ameaças mediante comunicação aos responsáveis pela governança da entidade auditada e fazer constar tais providências no seu parecer. Comentários: Segundo a NBC PA 02, vigente à época, a independência do auditor pode ser afetada por ameaças de interesse próprio, autorrevisão, defesa de interesses da entidade auditada, familiaridade e intimidação. A mesma norma determina que “quando são identificadas ameaças, exceto aquelas, claramente, insignificantes, devem ser definidas e aplicadas salvaguardas adequadas para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Essa decisão deve ser documentada”. Dessa forma, a letra “b” é a resposta correta. As outras opções estão erradas porque o auditor não deve comunicar à entidade auditada nem a órgãos de supervisão e controle do setor em que esta atua acerca de uma ameaça de independência, já que quem deve aplicar as salvaguardas adequadas é o próprio auditor. Além disso, não há que se falar em acordo entre as entidades de auditoria e auditada para supressão das ameaças. O mesmo entendimento vale para as novas normas de auditoria. Resposta: B 4 - (ESAF / CGU-Correição / 2006) - Em uma Auditoria Independente, a perda de independência pode-se dar pela ocorrência dos seguintes fatos, exceto: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 16 a) operações de créditos e garantias com a entidade auditada. b) relacionamentos comerciais com a entidade auditada. c) relacionamentos familiares e pessoais com a entidade auditada. d) atuação como administrador ou diretor de entidade auditada. e) recebimento dos honorários devidos pelos serviços de auditoria prestados à entidade auditada. Comentários: Apesar de a questão ter sido elaborada antes da edição da NBC PA 290 (R1), que trata de independência, vamos resolvê-la a partir do que determina essa norma, para trazermos conhecimento atualizado sobre o assunto. Segundo a norma vigente atualmente, as ameaças à independência se enquadram em uma ou mais categorias a seguir: a) ameaça de interesse próprio é a ameaça de que interesse financeiro ou outro interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o comportamento do auditor; b) ameaça de autorrevisão é a ameaça de que o auditor não avaliará apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente por ele, ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para formar um julgamento como parte da prestação do serviço atual; c) ameaça de defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor promoverá ou defenderá a posição de seu cliente a ponto em que a sua objetividade fique comprometida; d) ameaça de familiaridade é a ameaça de que, devidoao relacionamento longo ou próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele ou aceitará seu trabalho sem muito questionamento; e) ameaça de intimidação é a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir objetivamente em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer influência indevida sobre o auditor. Das situações verificadas na questão, podemos enquadrar as letras “a” e “b” como ameaças de interesse próprio, a alternativa “c” como ameaça de familiaridade e a letra “d” como ameaça de autorrevisão. Entretanto, mesmo que não soubéssemos nada do que foi falado até agora, a alternativa “e” nunca poderia ser considerada como uma situação em que há perda de independência, uma vez que, se a empresa de auditoria prestou os serviços pelos quais foi contratada, obviamente deverá receber os honorários acordados. Resposta: E Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 17 5 - (ESAF / SEFAZ-CE / 2006) - É fator determinante para a recusa de um trabalho de auditoria externa: a) o auditor ser importante acionista da empresa auditada. b) o auditor ter conhecimento suficiente sobre o negócio da empresa. c) a possibilidade de o profissional contratado poder realizar o trabalho com imparcialidade. d) a necessidade de uso de especialistas para avaliação de áreas específicas. e) a existência de fraude ou erro nas demonstrações auditadas. Comentários: Questão bastante simples, cuja leitura atenta nos indica claramente a alternativa correta – letra “a”. Conforme determina a NBC PA 290 (R1), que trata de independência do auditor, essa situação acarretaria em um interesse financeiro direto do auditor na entidade auditada, o que faz com que ele deva recusar o trabalho. As alternativas “b”, “c” e “d” descrevem situações favoráveis ao trabalho do auditor, e não importariam em recusa ao serviço. A existência de erros ou fraudes nas demonstrações contábeis, letra “e”, não seria motivo para a recusa pelo auditor, pois a detecção dessas distorções faz parte de seu trabalho. Resposta: A QUESTÕES FCC 1 - (FCC / ISS-SP / 2012) – A independência do auditor externo da empresa Aquisição S.A. é comprometida pelas situações: I. A empresa Aquisição S.A. comprou a empresa Ágile S.A.. A firma de auditoria da adquirente é a mesma que realizou os trabalhos de due dilligence da empresa Aquisição S.A. e de consultoria tributária no ano da aquisição para a empresa Ágile. II. O diretor financeiro da empresa Ágile S.A é primo em segundo grau do diretor presidente da empresa Aquisição S.A. III. A firma de auditoria indica escritórios de advocacia para a empresa Aquisição S.A. em suas contingências tributárias. Afeta a independência do auditor externo o que consta em: (A) III, apenas. (B) II, apenas. (C) I, II e III. (D) I, apenas. (E) II e III, apenas. Comentários: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 18 Em relação ao item I, conforme determina a NBC PA 290 (R1), serviços complementares, fiscais (consultoria tributária) ou judiciais (due diligence), não necessariamente causariam perda de independência. Depende da forma como esses serviços afetariam as demonstrações contábeis e sua materialidade, dentre outros fatores. De qualquer forma, a questão não deu essas informações e considerou que, em regra, há perda de independência no cenário demonstrado. No item II não há a figura do auditor. Repare que estamos falando das duas empresas (adquirente e adquirida). Portanto, não há que se falar em perda de independência do auditor. Por fim, apenas uma indicação, conforme item III, nao afeta a Independência. Resposta: D 2 - (FCC / TRF – 1ª Região / 2011) – Considere as assertivas a seguir: I. A auditoria é uma investigação oficial de suposto delito. Portanto, o auditor não recebe poderes legais específicos, tais como o poder de busca, que podem ser necessários para tal investigação. II. Desde que o auditor assine declaração de independência, não é mais necessário que decline de trabalhos nos quais existam, na administração da empresa auditada, parentes em nível de segundo grau. III. Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas, embora a auditoria seja adequadamente planejada e executada em conformidade com as normas legais de auditoria. Está correto o que se afirma SOMENTE em: (A) II e III. (B) I e II. (C) I. (D) II. (E) III. Comentários: Para o item I ficar correto, basta inserir a palavra não após “A auditoria”. Sabemos que a Auditoria não é uma investigação de suposto delito, e por isso mesmo o auditor não tem poder de busca. Embora a nova legislação (NBC PA 290) não fale mais em grau de parentesco para questões de independência, as provas ainda continuam cobrando esse conhecimento. A NBC P 1 (revogada) determinava que estava impedido de aceitar o trabalho o auditor que tivesse vínculo conjugal ou de parentesco consanguíneo em linha reta, Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 19 sem limites de grau, em linha colateral até o 3º grau e por afinidade até o 2º grau, com administradores, acionistas, sócios ou com empregados que tenham ingerência na sua administração ou nos negócios ou sejam responsáveis por sua contabilidade. Portanto, o item II está incorreto. Atualmente, o auditor tem que verificar a posição do familiar imediato ou próximo na empresa auditada (se é conselheiro, diretor, etc.), assim como relacionamento próximo com essas pessoas, independentemente de parentesco e também o papel do próprio auditor naquela firma de auditoria (sócio encarregado do trabalho, etc.). O item III está correto, já que não há como reduzir o risco de auditoria à zero. Resposta: E QUESTÕES FGV 1 - (FGV/TCM-SP/2015) - Uma determinada firma de auditoria iniciou os trabalhos em uma entidade, a partir de um contrato que prevê execução de auditoria por cinco anos. Um dos auditores, ao executar o trabalho de auditoria inicial nessa entidade, atestou argumentos apresentados pela empresa auditada de tal forma a indicar comprometimento da objetividade do seu trabalho. O posicionamento do auditor constitui ameaça à independência em decorrência de: (A) autorrevisão do trabalho; (B) defesa de interesse do cliente; (C) familiaridade; (D) intimidação profissional; (E) interesse próprio. Comentários: Segundo a NBC PA 290 (R1), ameaça de defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor promoverá ou defenderá a posição de seu cliente a ponto em que a sua objetividade fique comprometida. Resposta: B QUESTÕES DIVERSAS Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 20 1 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – De acordo com a NBC PA 290 – Independência – Trabalhos de Auditoria e Revisão, as ameaças à independênciado auditor se enquadram nas categorias a seguir, exceto: a) Interesse próprio – ocorre quando o interesse financeiro ou outro interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o comportamento do auditor. b) Autorrevisão – ameaça que o auditor não avaliará apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente por ele ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para formar um julgamento como parte da prestação do serviço atual. c) Defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor promoverá ou defenderá a posição de seu cliente, a ponto em que a sua objetividade fique comprometida. d) Familiaridade é a ameaça de que, devido ao relacionamento longo ou próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele ou aceitará seu trabalho sem muito questionamento. e) Integridade é a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir com honestidade em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer influência indevida sobre o auditor. Comentários: A letra E trocou ameaça de INTIMIDAÇÃO por INTEGRIDADE, tornando-a incorreta. O resto está literal da NBC PA 290 (R1), que trata de independência. Resposta: E Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 1 Sumário Item Página Responsabilidade do Auditor e da Administração 02 Resumão 05 Questões 06 Gabarito 08 Questões Comentadas 08 Esta aula contem: 13 páginas Páginas de teoria 03 Páginas de questões comentadas 06 Questões FCC - Questões ESAF 02 Questões CESPE 03 Questões FGV 01 Questões VUNESP - Questões DIVERSAS 03 Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 2 1. Responsabilidades do Auditor e da Administração A responsabilidade pelos controles internos, pela elaboração das demonstrações contábeis, bem como pela prevenção e detecção de fraudes e erros é da Administração. Não é do Auditor. A responsabilidade do trabalho do auditor para com a sociedade em geral (auditor externo) e com dirigentes da empresa (auditor interno e externo) é indiscutível, e, no desempenho de suas funções, pode ser responsabilizado por danos eventualmente causados a terceiros. Podemos dividir a responsabilidade do auditor da seguinte forma: 1.1 Responsabilidade Profissional No Brasil não existe a profissão do Auditor com tal denominação e regulamentação, mas apenas a de Contador. Ao Contador, bacharel em Ciências Contábeis com registro no CRC, é que se atribui o direito de realizar as tarefas de auditoria. A profissão de auditor é considerada como técnica ou aplicação conhecimento contábil. Assim, não existe definição clara em nossa legislação de suas responsabilidades legais. Encontramos em nossa legislação civil, penal, comercial e profissional, apenas referências esparsas sobre o assunto. Perante a lei ele é responsável pelo seu parecer sobre as demonstrações, sendo aplicadas as sanções disciplinares pelo CFC, Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Galera!!! Grupos de rateio e pirataria são ilegais e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize nosso trabalho e adquira nossos cursos apenas pelo site do 3D CONCURSOS! Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 3 enquanto as sanções civis são próprias do Estado, podendo mesmo haver cumulação de sanções. Assim, podemos concluir que a melhor proteção para o auditor é a execução cuidadosa de seu trabalho, juntamente com a aplicação das normas profissionais geralmente aceitas, pois se o parecer foi elaborado de acordo com as normas contábeis, não poderá ser responsabilizado. A lei não atinge diretamente o profissional auditor, mas indiretamente. Portanto, na execução do trabalho do auditor, a responsabilidade, a ética e o elevado padrão técnico são atributos implícitos. A Infração a qualquer um desses princípios o sujeita a denúncia ao órgão fiscalizador da profissão, o CRC, para aplicação da penalidade cabível (de advertência até suspensão do exercício profissional). As outras responsabilidades (civil, comercial e penal) estão previstas nos códigos próprios da legislação brasileira e são de caráter geral. O exercício da função auditoria necessita de uma fiscalização profissional rigorosa, considerada a sua importância para o mercado de capitais. Para finalizar este ponto é importante ressaltar que, segundo as normas vigentes, as atividades de auditoria independente são privativas de contadores. Dessa forma, cuidado, pois não é permitido aos técnicos em contabilidade o exercício de auditoria. 1.2 Responsabilidade Civil A responsabilidade civil do contador na função de auditor independente existe pelo fato de que esse profissional é um cidadão inserido no Estado de Direito com profissão regulamentada, sujeito a Direitos e Deveres. Deve-se atentar que, se referindo a responsabilidade civil, o auditor e qualquer profissional de contabilidade estão condicionados a obrigação de meios e não de resultados, ou seja, se o profissional trabalhar de acordo com as normas técnicas e éticas contábeis não responderá civilmente pelos atos que praticou, uma vez que inexiste prejuízo a apurar, dada a inexistência da responsabilidade pelos resultados, caso contrário por culpa estrita e literal em que se comprove imprudência e negligência por dolo ou não, fica o profissional responsável por sua obra. Salientamos que somente por erro inescusável, que é aquele ocorrido por ignorância patente e profunda, é que poderá levar-se o Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 4 contabilista e auditor às barras dos tribunais para responsabilizá-lo por eventuais danos aos clientes ou terceiros. 1.3 Responsabilidade com clientes O trabalho de auditoria deve ser baseado em um entendimento entre o auditor e seu cliente. Na realização de seu trabalho, o auditor deve agir de acordo com os termos de seu contrato, uma vez que, caso deixe de aplicar o devido cuidado ou deixe de guardar sigilo das informações a que teve acesso, pode tomar-se legalmente responsável perante o cliente. A Responsabilidade Profissional está regulada no Decreto-lei nº. 9.295/46, que trata da formação dos conselhos de contabilidade, e por extensão pode ser fiscalizada por eles. O auditor precisa, efetivamente, reunir maior dose de conhecimentos técnicos e gerais da mais variada natureza como: Contabilidade, Auditoria, Administração Geral, Finanças, Direito, Economia, Matemática, Psicologia, Engenharia, Estatística, Tecnologia da Informação, Relações Humanas, dente outros. Esta soma de capacidades é realmente exigida e transforma, portanto, a função do auditor em prática altamente especializada, requerendograndes esforços. Diante disso, a tarefa de auditoria pode ser prestada por: - Profissional Liberal, individualmente; - Sociedade de Profissionais Liberais; - Associações de Classes de Contadores; - Dois ou mais profissionais liberais consorciados. A modalidade mais difundida e frequente é a prestação de serviços de auditoria por sociedades de profissionais constituídas para tal fim. A prática de Auditoria Contábil, seja ela interna (exceto para áreas operacionais onde não estejam em análise as contas contábeis), seja externa, é de exercício exclusivo do Contador. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 5 O sócio encarregado do trabalho (auditor) é o sócio ou outra pessoa na firma, responsável pelo trabalho e sua execução e pelo relatório de auditoria ou outros relatórios emitidos em nome da firma, e quem, quando necessário, tem a autoridade apropriada de um órgão profissional, legal ou regulador. Assume a responsabilidade exclusiva pela condução e resultado dos trabalhos. Entretanto, são a Administração e os Responsáveis pela Governança da empresa auditada os responsáveis pela: i) elaboração das demonstrações contábeis; ii) implementação dos controles internos na empresa; iii) prevenção e detecção primária de fraudes e erros. RESUMÃO Independentemente da utilização de equipe de auditores, a responsabilidade sobre a opinião emitida no relatório de auditoria é do sócio encarregado do trabalho (auditor que assina o relatório). A Administração e os Responsáveis pela Governança da empresa auditada são os responsáveis pela: i) elaboração das demonstrações contábeis; ii) implementação dos controles internos na empresa; iii) prevenção e detecção primária de fraudes e erros. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 6 QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A responsabilidade primária na prevenção e detecção de fraudes e erros é: a) da administração. b) da auditoria interna. c) do conselho de administração. d) da auditoria externa. e) do comitê de auditoria. 2 - (ESAF/Pref. Natal/AFTM/2008) - Na execução dos trabalhos de auditoria externa, normalmente são utilizadas equipes técnicas para o desempenho do trabalho. Pode-se afirmar que a responsabilidade técnica do trabalho é: A) de toda a equipe técnica, desde que supervisionada pelo auditor. B) dos gerentes do projeto e do sócio-auditor, por possuírem formação pertinente. C) da firma de auditoria, que assume os riscos mediante contrato. D) do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. E) de todos os sócios da firma de auditoria, por responderem solidariamente e ilimitadamente. QUESTÕES CESPE 1 - (CESPE/CGE-PI/2015) - Uma auditoria independente é feita com base na premissa de que a administração da entidade auditada é responsável pela elaboração das demonstrações contábeis segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável. Julgue Certo ou Errado. 2 - (CESPE/FUB-DF/2013) - A função precípua da auditoria é a detecção de fraudes com base nos registros contábeis e na documentação existente na entidade. A obtenção de Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 7 informações de terceiros e o caráter preventivo das ações realizadas pela auditoria são o efeito residual e aleatório de sua atuação. Julgue Certo ou Errado. 3 - (CESPE/INMETRO/2009) - A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é do auditor contratado pela entidade, que deve comunicá-los imediatamente à administração. Julgue Certo ou Errado. QUESTÕES FGV 1 - (FGV/TJ-PI ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) - O objetivo da auditoria ao examinar as demonstrações financeiras é expressar uma opinião sobre suas propriedades e assegurar que elas representem adequadamente a posição patrimonial e financeira. Nesse contexto, a responsabilidade pela elaboração das demonstrações financeiras é da: (A) administração da entidade; (B) auditoria independente; (C) auditoria interna; (D) contabilidade; (E) gerência financeira. QUESTÕES DIVERSAS 1 - (FEPESE/ISS-FLORIANÓPOLIS/2014) - Analise as afirmativas abaixo a respeito da responsabilidade da administração da entidade em relação às demonstrações contábeis que estão sendo auditadas. 1. A administração reconhece que a elaboração das demonstrações contábeis de forma adequada é de sua responsabilidade. 2. A administração entende que não se exime da sua responsabilidade quando as demonstrações contábeis são auditadas de acordo com as normas de auditoria aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 3. A administração da entidade deve dar amplo e irrestrito acesso aos auditores que estão auditando as demonstrações contábeis, exceto os relativos à auditoria corrente. 4. A administração é responsável pelo sistema de controle interno, que é base para o processo de auditoria. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. A) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 8 B) São corretas apenas as afirmativas 2 e 4. C) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4. D) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4. E) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4. 2 - (FUNDATEC/SEFAZ-RS/2014) – A elaboração e a adequada apresentação das demonstrações contábeis, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e com os controles internos que foram determinados como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, é responsabilidade: A) Dos auditores independentes. B) Dos órgãos reguladores. C) Do conselho fiscal. D) Da assembleia dos acionistas. E) Da administração da Companhia. 3 - (CESGRANRIO/BNDES/2013) - Uma companhia, na elaboração das suas demonstrações contábeis financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, face às dúvidas existentes de classificação e apuração de algumas receitas, teve a participação da auditoria externa na apuração de tais valores, na classificação das contas e na elaboração de parte das demonstrações contábeis. Nesse contexto, a responsabilidade pela elaboração de tais demonstrações contábeis é do (a): (A) Auditor Externo (B) Auditor Externo e do Contador (C) Administrador e do Auditor Externo (D) Empresa e do Auditor Externo (E) Empresa Gabarito - ESAF 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A D Gabarito - Cespe 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C E E Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 9 Gabarito - FGV 1 A Gabarito- Diversas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C E E QUESTÕES COMENTADAS QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A responsabilidade primária na prevenção e detecção de fraudes e erros é: a) da administração. b) da auditoria interna. c) do conselho de administração. d) da auditoria externa. e) do comitê de auditoria. Comentários: Segundo a NBC T 11, norma vigente quando da aplicação dessa prova, a responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é da administração da entidade, através da implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno. Entretanto, o auditor deve planejar seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. Embora essa norma tenha sido revogada, o item 4 da NBC TA 240 (vigente) estabelece que “a principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração”. Por fim, conforme verificamos na NBC TI 01, a Auditoria Interna “deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho.” (Grifei) Resposta: A Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 10 2 - (ESAF/Pref. Natal/AFTM/2008) - Na execução dos trabalhos de auditoria externa, normalmente são utilizadas equipes técnicas para o desempenho do trabalho. Pode-se afirmar que a responsabilidade técnica do trabalho é: A) de toda a equipe técnica, desde que supervisionada pelo auditor. B) dos gerentes do projeto e do sócio-auditor, por possuírem formação pertinente. C) da firma de auditoria, que assume os riscos mediante contrato. D) do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. E) de todos os sócios da firma de auditoria, por responderem solidariamente e ilimitadamente. Comentários: De acordo com a NBC TA 220, sócio encarregado do trabalho (auditor) é o sócio ou outra pessoa na firma, responsável pelo trabalho, sua execução e pelo relatório de auditoria ou outros relatórios emitidos em nome da firma, e quem, quando necessário, tem a autoridade apropriada de um órgão profissional, legal ou regulador. Assume a responsabilidade exclusiva pela condução e resultado dos trabalhos. Resposta: D QUESTÕES CESPE 1 - (CESPE/CGE-PI/2015) - Uma auditoria independente é feita com base na premissa de que a administração da entidade auditada é responsável pela elaboração das demonstrações contábeis segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável. Julgue Certo ou Errado. Comentários: Não podemos errar esse tipo de questão. Realmente a responsabilidade pela elaboração das demonstrações é da própria empresa, e o auditor irá verificar se ela realizou isso de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Resposta: C 2 - (CESPE/FUB-DF/2013) - A função precípua da auditoria é a detecção de fraudes com base nos registros contábeis e na documentação existente na entidade. A obtenção de informações de terceiros e o caráter preventivo das ações realizadas pela auditoria são o efeito residual e aleatório de sua atuação. Julgue Certo ou Errado. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 11 Comentários: A responsabilidade primária pela detecção de fraudes não é do auditor, mas sim da administração e dos responsáveis pela governança. Resposta: E 3 - (CESPE/INMETRO/2009) - A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é do auditor contratado pela entidade, que deve comunicá-los imediatamente à administração. Julgue Certo ou Errado. Comentários: O responsável primário pela identificação e prevenção de fraudes e erros é a própria administração. Cabe lembrar também que a Auditoria Interna deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. Resposta: E QUESTÕES FGV 1 - (FGV/TJ-PI ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) - O objetivo da auditoria ao examinar as demonstrações financeiras é expressar uma opinião sobre suas propriedades e assegurar que elas representem adequadamente a posição patrimonial e financeira. Nesse contexto, a responsabilidade pela elaboração das demonstrações financeiras é da: (A) administração da entidade; (B) auditoria independente; (C) auditoria interna; (D) contabilidade; (E) gerência financeira. Comentários: Essa não dá para errar. Quem elabora as demonstrações contábeis é a própria empresa, ou seja, a administração da entidade. Resposta: A QUESTÕES DIVERSAS Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 12 1 - (FEPESE/ISS-FLORIANÓPOLIS/2014) - Analise as afirmativas abaixo a respeito da responsabilidade da administração da entidade em relação às demonstrações contábeis que estão sendo auditadas. 1. A administração reconhece que a elaboração das demonstrações contábeis de forma adequada é de sua responsabilidade. 2. A administração entende que não se exime da sua responsabilidade quando as demonstrações contábeis são auditadas de acordo com as normas de auditoria aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 3. A administração da entidade deve dar amplo e irrestrito acesso aos auditores que estão auditando as demonstrações contábeis, exceto os relativos à auditoria corrente. 4. A administração é responsável pelo sistema de controle interno, que é base para o processo de auditoria. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. A) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2. B) São corretas apenas as afirmativas 2 e 4. C) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4. D) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4. E) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4. Comentários: A afirmativa III está errada, pois a administração da entidade deve dar amplo e irrestrito acesso aos auditores que estão auditando as demonstrações contábeis, inclusive os relativos à auditoria corrente. Resposta: C 2 - (FUNDATEC/SEFAZ-RS/2014) – A elaboração e a adequada apresentação das demonstrações contábeis, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e com os controles internos que foram determinados como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, é responsabilidade: A) Dos auditores independentes. B) Dos órgãos reguladores. C) Do conselho fiscal. D) Da assembleia dos acionistas. E) Da administração da Companhia. Comentários: Questão bastante batida, mas que sempre aparece nas provas. A NBC TA 200, dentre outras normas, estabelece que a responsabilidade pela elaboração e apresentação adequada das Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícioscomentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 00 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 13 demonstrações contábeis é da administração e, quando apropriado, dos responsáveis pela governança. Resposta: E 3 - (CESGRANRIO/BNDES/2013) - Uma companhia, na elaboração das suas demonstrações contábeis financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, face às dúvidas existentes de classificação e apuração de algumas receitas, teve a participação da auditoria externa na apuração de tais valores, na classificação das contas e na elaboração de parte das demonstrações contábeis. Nesse contexto, a responsabilidade pela elaboração de tais demonstrações contábeis é do (a): (A) Auditor Externo (B) Auditor Externo e do Contador (C) Administrador e do Auditor Externo (D) Empresa e do Auditor Externo (E) Empresa Comentários: Questão que não dá para errar. A responsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis é só da Empresa. Questões trazem como sinônimo, também, Administração. NUNCA essa responsabilidade será dividida com o auditor externo. Resposta: E Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 1 Sumário Item Página Auditoria Interna 02 Resumão 13 Questões 15 Gabarito 44 Questões Comentadas 45 Esta aula contem: 99 páginas Páginas de teoria 14 Páginas de questões comentadas 55 Questões FCC 38 Questões ESAF 05 Questões CESPE 25 Questões FGV 14 Questões VUNESP 06 Questões DIVERSAS 09 Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 2 1. Auditoria Interna 1.1 Conceitos Podemos definir Auditoria Interna como uma atividade de avaliação independente dentro da empresa, para verificar as operações e emitir uma opinião sobre elas, sendo considerada como um serviço prestado à administração. De acordo com Crepaldi (2012), é executada por profissional ligado à empresa, ou por uma seção própria para esse fim, sempre em linha de dependência da direção empresarial. Vamos ver um exemplo de organograma simplificado de uma empresa. Observem que a Auditoria Interna está ligada ao Conselho de Administração, não estando subordinada a nenhuma Diretoria específica e conforme determina as boas práticas nesse caso. Organograma Simplificado Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Galera!!! Grupos de rateio e pirataria são ilegais e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize nosso trabalho e adquira nossos cursos apenas pelo site do 3D CONCURSOS! Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 3 Em relação ao organograma, e antes de continuarmos a falar da Auditoria Interna, cabe lembrar que Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Conselho de Administração são os principais Responsáveis pela Governança1 da empresa. Essa ligação com a Alta Administração da empresa é que dá a necessária autonomia aos trabalhos da Auditoria Interna, pois não é dependente de qualquer setor da entidade. Nesse ponto, o aluno poderia ter alguma dúvida quanto ao fato de afirmarmos ser uma opinião independente. Como uma opinião independente seria emitida por alguém que está em linha de dependência da direção? Bom, vamos entender o seguinte: se a Auditoria Interna presta um serviço à própria administração, com que objetivo o auditor iria “alterar” um resultado, modificar uma opinião para encobrir um fato? Nenhum, ou vocês imaginam que o administrador pediria para ser enganado pela Auditoria Interna? O fato é que a Auditoria Interna tem como objetivo auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. A Auditoria Interna não tem por objetivo principal a identificação de fraudes e erros, tampouco a punição de gestores que cometam as impropriedades ou irregularidades. Ou seja, se a Auditoria Interna não puder emitir uma opinião independente, autônoma, não cumprirá seu papel na estrutura organizacional. E essa ideia é muito importante para a prova de vocês. Se a banca fizer uma comparação entre a independência da auditoria interna e da auditoria externa, é claro que nós vamos dizer que a auditoria externa é mais independente que a interna. Vamos tratar agora de uma norma muito importante quando o assunto é a Auditoria Interna: a NBC TI 01 – Da Auditoria Interna – 1 Responsáveis pela governança são as pessoas ou organizações com responsabilidade pela supervisão geral da direção estratégica da entidade e das obrigações relacionadas à responsabilidade da entidade. Isso inclui a supervisão geral do processo de relatórios contábeis. (NBC TA 260) Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 4 aprovada pela Resolução nº 986/03, do Conselho Federal de Contabilidade, e alterada pela Resolução CFC n.º 1.329/11. Com relação ao conceito de Auditoria Interna, a norma estabelece: A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. (Grifei). Como se vê, o CFC deixa claro que a Auditoria Interna deve avaliar processos, sistemas e controle, a fim de auxiliar a administração no cumprimento dos objetivos da entidade. E essa definição é muito importante! Quanto à Auditoria Externa, é realizada por auditores que não fazem parte da estrutura da empresa. É executada por profissional independente, sem ligação com os quadros da empresa, tendo sua atuação regulada por contrato de serviços. Seu objetivo é dar credibilidade às demonstrações contábeis, examinadas dentro dos parâmetros de normas de auditoria e princípios contábeis. Podemos concluir também que tem como clientes o público externo à empresa, usuário final dessa informação. Para ficar bastante claro, vamos nos colocar na situação do interessado nessa informação produzida pela Auditoria. Os investidores se contentariam em receber dados gerenciais da própria empresa, ainda que da Auditoria Interna, sabendo que seus integrantes fazem parte da folha de pagamentos da auditada? Lembrem-se do que disse... se for para comparar, sempre devemos dizer que a Auditoria Interna é menos independente que a Auditoria Externa. Assim, a Auditoria Externa cumpre esse objetivo de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis, a fim de permitir a diversos interessados uma tomada de decisão mais racionalsobre os investimentos feitos na organização. Pelas normas antigas as demonstrações contábeis deveriam ser elaboradas conforme os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que for pertinente, a legislação específica. Pelas novas normas (NBC TA 200), conforme uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 5 Para esclarecer, de acordo com a NBC TA 200, estrutura de relatório financeiro aplicável é aquela que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento. Explicando melhor... É a “regra do jogo” a ser aplicada para aquela empresa que está elaborando as demonstrações. 1.2 Semelhanças e diferenças entre a Auditoria Interna e Externa A principal semelhança entre a Auditoria Interna e a Externa está relacionada aos métodos de trabalho, que, via de regra, são bastante parecidos, tanto quanto às características desejáveis à pessoa do auditor quanto aos aspectos de planejamento, execução e emissão de relatórios. Quanto às diferenças, vamos observar o quadro abaixo, retirado da obra de Crepaldi (2012), sendo que muitas já foram comentadas nesta aula. Diferenças entre Auditoria Interna e Externa Elementos Auditoria Interna Auditoria Externa Sujeito Funcionário da empresa Profissional independente Ação e objetivo Exame dos controles operacionais Exame das demonstrações financeiras Finalidade Promover melhorias nos controles operacionais Opinar sobre as demonstrações financeiras Relatório principal Contém Recomendações Relatório Grau de independência Menos amplo Mais amplo Interessados no trabalho Empresa Empresa e público em geral Responsabilidade Trabalhista Profissional, civil e criminal Continuidade do trabalho Contínuo Periódico (pontual) Fonte: Auditoria Contábil – teoria e prática – Crepaldi (2012) - Adaptado Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 6 Entendendo esse quadro vocês acertarão boa parte das questões relacionadas ao tema. Cabe explicar, em relação ao elemento Relatório Principal, que o auditor interno emite recomendações à empresa auditada (da qual, como vimos, faz parte). Já o auditor externo dá um parecer (no sentido de um juízo técnico). O documento por meio do qual o auditor interno emite suas recomendações, bem como o auditor independente exprime sua opinião é chamado, atualmente, de Relatório. Além disso, deve-se ressaltar que tanto o auditor interno quanto o externo avaliam os controles internos da empresa. Entretanto, o auditor externo apenas avalia aqueles controles relacionados com as demonstrações contábeis, e não para fins de emitir uma opinião sobre esses controles, mas para melhor auxiliá-lo na definição dos testes a serem aplicados por ele. 1.3 Funções da Auditoria Interna Como vimos, o papel da Auditoria Interna é auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. Para tanto, tem exercido a importante função de identificar oportunidades e estratégias para minimizar os riscos inerentes à atividade da organização a qual faz parte. É elemento chave na avaliação e na sugestão de melhorias nos processos, sendo eficiente suporte na gestão empresarial. Outro ponto de destaque na NBC TI 01 é que a norma afirma que “A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado”. Dessa forma, deixa claro que não se limita a discutir conceitos exclusivos do setor privado, incluindo as pessoas jurídicas de direito público (Ex.: auditoria interna do Banco Central). Sobre a finalidade da Auditoria Interna, a NBC TI 01 a coloca da seguinte forma: “agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não conformidades apontadas nos relatórios”. Papel da Auditoria Interna: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 7 Outro ponto que merece destaque quanto às funções da Auditoria Interna é o relacionado à prevenção de fraudes e erros. De acordo com a norma, é atribuição da Auditoria Interna assessorar a administração da entidade nesse sentido, informando- a, sempre por escrito e de maneira reservada, quaisquer indícios de irregularidades detectadas no decorrer do trabalho. A diferença entre fraude e erro é bastante simples: enquanto a fraude resulta de um ato intencional, o erro é consequência de um ato não intencional (o famoso “foi sem querer”). O que mais nos interessa nesse assunto é saber que a prevenção de fraudes e erros não é atribuição principal, finalidade precípua, objetivo maior, e outras afirmações desse tipo, da Auditoria Interna. Se a questão “falar” que é, podemos considerar ERRADO sem medo, pois a responsabilidade primária por essa detecção é a própria administração da entidade. De qualquer forma, para assessorar a administração, a prevenção de fraudes ou erros acabará fazendo parte dos objetivos da auditoria interna, não sendo, entretanto, o principal, precípuo, maior, etc. Devemos ressaltar a cooperação que deve existir entre o auditor interno e o independente. O auditor interno, quando previamente estabelecido com a administração da entidade em que atua, e no âmbito de planejamento conjunto do trabalho a realizar, deve apresentar os seus papéis de trabalho ao auditor independente e entregar-lhe cópias, quando este entender necessário. 1.4 Planejamento da Auditoria Interna O planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. AGREGAR VALOR APERFEIÇOAMENTO PROCESSOS GESTÃO CONTROLES INTERNOS Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 8 Já na definição temos a principal diferença entre o planejamento do auditor interno e do externo. O auditor interno, por ser um funcionário da empresa, deve seguir as diretrizes estabelecidas pela administração, sempre tentando resguardar sua autonomia profissional. A NBC TI 01, norma que trata de auditoria interna, não divide as etapas do planejamento do auditor interno como a NBC TA 300 divide para o auditor independente. Dessa forma, embora exista diversas semelhanças, o documento Estratégia Global se refere apenas à auditoria externa. O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes: a) O conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. b) O conhecimento detalhado das atividades operacionais edos sistemas contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade. c) A natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade. d) A existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos trabalhos da Auditoria Interna. e) O uso do trabalho de especialistas. f) Os riscos de auditoria, quer pelo volume ou pela complexidade das transações e operações. g) O conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados. h) As orientações e as expectativas externadas pela administração aos auditores internos. i) O conhecimento da missão e objetivos estratégicos da entidade. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 9 O planejamento deve ser documentado e os programas de trabalho formalmente preparados, detalhando-se o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade, extensão, equipe técnica e uso de especialistas. Segundo a NBC TI 01 os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. A partir dessa definição podemos dizer que o termo Programa de Trabalho engloba, inclusive, os Programas de Auditoria que vimos em item anterior. Por fim, devemos ressaltar que a análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos. Esses riscos estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os seguintes aspectos: a) A verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das transações e das operações. b) A extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. Pelas normas de auditoria interna temos a previsão de apenas um documento de planejamento, chamado de Programa de Trabalho, enquanto na auditoria externa temos a Estratégia Global e o Plano de Auditoria. 1.5 Procedimentos (Testes) de Auditoria Interna Tendo em vista limitações diversas, o trabalho de auditoria é desenvolvido, em regra, por meio da realização de testes de auditoria, já que não é possível verificar a totalidade dos objetos possíveis. Por meio dos testes, o auditor é capaz de obter as evidências indispensáveis à formação de sua opinião. A aplicação dos procedimentos, como sabemos, precisa estar atrelada ao objetivo que se quer atingir. Devem, na medida do possível, ser detalhados em tarefas descritas de forma clara, de modo a não gerar dúvidas ao executor e esclarecendo os aspectos a serem abordados, bem como expressando as técnicas a serem utilizadas. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 10 Os testes (procedimentos) da Auditoria Interna constituem exames e investigações, incluindo testes de observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à administração da entidade. Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. Sempre que a questão falar que o objetivo do auditor é avaliar o controle interno, necessariamente o teste que ele está aplicando é o de observância. Na sua aplicação, devem ser considerados os seguintes procedimentos: a) Inspeção – verificação de registros, documentos e ativos tangíveis. Exemplo: inspeção de registros em busca de evidência de autorização de uma transação. b) Observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. Exemplo: observação pelo auditor da contagem do estoque pelos empregados da entidade ou da execução de atividades de controle. c) Investigação e confirmação – obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações, dentro ou fora da entidade. Exemplo: solicitação, a um Banco no qual a empresa tem conta corrente, de confirmação acerca de saldo em determinada data. Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 11 Por fim, as informações que fundamentam os resultados da Auditoria Interna são denominadas de “evidências”, que devem ser suficientes, fidedignas, relevantes e úteis, de modo a fornecer base sólida para as conclusões e recomendações à administração da entidade. 1.6 Evidências na norma de Auditoria Interna (NBC TI 01) Cabe mencionar, ainda, a parte da norma de Auditoria Interna que trata de evidências de auditoria, uma vez que a definição dos atributos difere um pouco do que vimos na NBC TA 500. Segundo a NBC TI 01 o processo de obtenção e avaliação das informações compreende a obtenção de informações sobre os assuntos relacionados aos objetivos e ao alcance da Auditoria Interna, devendo ser observado que: a) A informação suficiente é aquela que é factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno. b) A informação adequada é aquela que, sendo confiável, propicia a melhor evidência alcançável, por meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna. c) A informação relevante é a que dá suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria Interna. d) A informação útil é a que auxilia a entidade a atingir suas metas. 1.7 Papéis de trabalho na norma de auditoria interna Segundo a NBC TI 01, os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações e provas, obtido no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações. O auditor interno deve documentar seu trabalho por meio de papéis de trabalho, elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional. Eles devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciarem a compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão dos procedimentos de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 12 1.8 Relatório de Auditoria Interna Em relação à forma de opinião do auditor interno, orelatório da Auditoria Interna deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a quem este autorizar, devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo. O relatório é o documento pelo qual a Auditoria Interna apresenta o resultado dos seus trabalhos, devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade, de forma a expressar, claramente, suas conclusões, recomendações e providências a serem tomadas pela administração da entidade. Deve abordar, no mínimo, os seguintes aspectos: a) o objetivo e a extensão dos trabalhos; b) a metodologia adotada; c) os principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão; d) eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria; e) a descrição dos fatos constatados e as evidências encontradas; f) os riscos associados aos fatos constatados; e g) as conclusões e as recomendações resultantes dos fatos constatados. Além disso, a Auditoria Interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial, na hipótese de constatar impropriedades / irregularidades / ilegalidades que necessitem providências imediatas da administração da entidade, e que não possam aguardar o final dos exames. Nesse aspecto cabe lembrar que o auditor independente não emite relatório parcial. Para finalizar, vamos tratar de um tema polêmico. Vimos que o auditor independente deve ser bacharel em ciências contábeis com registro no Conselho Regional de Contabilidade - CRC. Mas e o auditor interno? Segundo a Resolução CFC nº 560/83, ainda vigente, auditoria interna também é uma atribuição privativa de contadores. Entretanto, a norma que trata de auditoria interna (NBC TI 01) passou por uma alteração em sua redação, deixando claro que deve ser utilizada apenas para auditoria interna contábil. Isso porque, como já Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 13 devem imaginar, o auditor interno pode executar diversos outros tipos de auditoria, como: operacional, de TI, ambiental, etc. Dessa forma, vamos entender o seguinte: A princípio, apenas quando o auditor interno estiver realizando auditoria contábil será exigida a formação em ciências contábeis e consequente registro no CRC, ok? RESUMÃO O objetivo da Auditoria Independente é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. A auditoria interna deve estar ligada à alta administração (de preferência ao Conselho de Administração, quando existir) para que tenha a autonomia necessária na realização dos seus trabalhos. A Auditoria Interna tem como objetivo auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. A Auditoria Interna não tem por objetivo principal a identificação de fraudes e erros, tampouco a punição de gestores que cometam as impropriedades ou irregularidades. A principal semelhança entre a Auditoria Interna e a Externa está relacionada aos métodos de trabalho, que, via de regra, são bastante parecidos. O documento principal do auditor interno é chamado de Relatório de Auditoria Interna. Deve ser imparcial e objetivo e contém recomendações à empresa auditada. O relatório da Auditoria Interna deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a quem este autorizar, devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo. A auditoria interna pode emitir relatório parcial, caso constate impropriedade / irregularidade / ilegalidade que necessite de providência imediata. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 14 A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado. A finalidade da Auditoria Interna é agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não conformidades apontadas nos relatórios. É atribuição da Auditoria Interna assessorar a administração da entidade nesse sentido, informando-a, sempre por escrito e de maneira reservada, quaisquer indícios de irregularidades detectadas no decorrer do trabalho. A prevenção de fraudes e erros não é atribuição principal, finalidade precípua, objetivo maior, e outras afirmações desse tipo, da Auditoria Interna. É da administração da empresa. O planejamento de auditoria interna deve seguir as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. O documento de planejamento do auditor interno é chamado de Programa de Trabalho e deve conter a natureza, oportunidade, extensão, equipe técnica e necessidade do uso de especialistas. Os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. A análise de riscos da auditoria interna é feita na fase de planejamento, quando devem ser consideradas eventuais limitaçoes da auditoria a ser realizada e também a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso de especialistas. Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade. Para a norma de auditoria interna, os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações e provas, obtido no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 15 A princípio, apenas quando o auditor interno estiver realizando auditoria contábil será exigida a formação em ciências contábeis e consequente registro no CRC. As normas de auditoria interna preveem, para os testes de observância, apenas as seguintes técnicas: Inspeção – verificação de registros, documentos e ativos tangíveis. Observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. Investigação e confirmação – obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações, dentro ou fora da entidade. QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / ISS-RJ / 2010) - A respeito dos objetivos da auditoria interna e da auditoria independente, é correto afirmar que: A) o objetivo da auditoria interna é apoiar a administração da entidade no cumprimento dos seus objetivos, enquanto o da auditoria independente é a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. B) a auditoriainterna se preocupa em avaliar os métodos e as técnicas utilizadas pela contabilidade, enquanto a auditoria externa cuida de revisar os lançamentos e demonstrações contábeis. C) a atuação de ambas não difere na essência uma vez que os objetivos da avaliação é sempre a contabilidade. D) a auditoria interna cuida em verificar os aspectos financeiros da entidade, enquanto a auditoria externa se preocupa com os pareceres a respeito das demonstrações contábeis. E) o objetivo da auditoria interna é produzir relatórios demonstrando as falhas e deficiências dos processos administrativos e os da auditoria externa é emitir parecer sobre a execução contábil e financeira da entidade. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 16 2 - (ESAF / SUSEP / 2010) - O auditor interno, ao realizar seus testes, efetuou o acompanhamento dos inventários físicos, confrontou as notas fiscais do período com os registros e realizou a circularização dos advogados internos e externos. Esses procedimentos correspondem respectivamente a: A) investigação, inspeção e observação. B) inspeção, observação e investigação. C) confirmação, investigação e observação. D) circularização, observação e inspeção. E) observação, Inspeção e investigação. 3 - (ESAF / PMRJ / 2010) - Para a obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade, o procedimento de auditoria a ser aplicado é: A) inspeção. B) observação. C) revisão analítica. D) confirmação. E) solicitação de informações. 4 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - Com relação aos relatórios de auditoria interna, pode-se afirmar que: A) podem considerar posições de interesse da administração e dos gestores, sendo conduzidos aos interesses desses. B) devem estar disponíveis a qualquer administrador da empresa, sem restrição. C) podem relatar parcialmente os riscos associados aos possíveis pontos a serem levantados pela auditoria externa. D) somente devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, quando houver irregularidades que requeiram ações imediatas. E) não devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, por não possuírem informações completas. 5 - (ESAF / ANA / 2009) - Entre as Normas Brasileiras de Contabilidade, a NBC-T-12 trata da atividade e dos procedimentos da Auditoria Interna. Nesse contexto, é correto afirmar: A) o relatório do auditor interno deve ser redigido com objetividade e imparcialidade. B) o termo ‘erro’ aplica-se a atos voluntários de omissão e manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios e demonstrações contábeis. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 17 C) para dar suporte aos resultados de seu trabalho, o auditor interno deve se valer, unicamente, da análise e interpretação das informações contábeis. D) o termo ‘fraude’ aplica-se a atos involuntários de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. E) o uso de técnicas de amostragem estatística é vedado na auditoria interna. QUESTÕES FCC 1 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Durante os trabalhos de auditoria, um Auditor de Controle Interno necessitou fazer testes de observância para garantir a razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. Os testes foram realizados para os seguintes casos: I. Verificação de registros. II. Acompanhamento de procedimentos quando da sua execução. III. Verificação de ativos tangíveis. Os testes realizados para esses casos são denominados, respectivamente, A) inspeção, observação e investigação. B) inspeção, observação e inspeção. C) observação, observação e investigação. D) investigação, inspeção e investigação. E) observação, inspeção e inspeção. 2 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Um Auditor de Controle Interno foi incumbido de realizar o exame das contratações realizadas num determinado período. Para tanto, recebeu a orientação de que registrasse as informações coletadas com abrangência e grau de detalhes suficientes para proporcionar a compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão dos procedimentos aplicados de Auditoria Interna. Para o atendimento a essa orientação, as informações coletadas devem ser registradas em documentos denominados: A) planilhas de controle. B) demonstrativos de achados de auditoria. C) papéis de trabalho. D) bloco de anotações de auditoria. E) registros de evidências. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 18 3 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Ainda no planejamento de uma Auditoria, um Auditor de Controle Interno se deparou com a possibilidade de não atingir, de forma satisfatória, os objetivos dos trabalhos, podendo emitir uma opinião inadequada, tendo por base a verificação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das transações e das operações. Esse aspecto, nos termos da NBC TI 01, é conceituado como: A) falha de auditoria. B) falha do auditor. C) eventos alheios à vontade do auditor. D) riscos de auditoria. E) falha de amostragem. 4 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Considere os fatores abaixo. I. Conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. II. Existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos trabalhos de Auditoria Interna. III. O conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes e relacionados. Esses fatores são relevantes na execução dos trabalhos de auditoria, especificamente para a fase de: A) planejamento. B) comunicação de resultados. C) testes de auditoria. D) especificação de resultados. E) detalhamento de achados de auditoria. 5 - (FCC/CNMP/2015) - O Auditor Interno da empresa CDA Distribuidora de Uvas do Brasil S/A pretende realizar auditoria interna no departamento de compras e vendas da empresa. A possibilidade de NÃO se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos, nos termos da NBC TI 01, estão relacionados: (A) aos papeis de trabalhos elaborados inadequadamente. (B) às avaliações inadequadas do sistema de controle interno e dos processos operacionais. (C) aos achados de auditoria não suficientes para conclusão dos trabalhos. (D) às evidências inadequadas e insuficientes para formar a opinião sobre a auditoria. (E) aos riscos de auditoria. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 19 6 - (FCC/TCE-CE/2015) - Em determinada empresa pública estadual, está planejado para o mês de agosto de 2015 a realização de auditoria interna nas contas do ativo imobilizado da empresa. Assim, para alcançar os objetivos da auditoria serão aplicados testes de auditoria. Segundo a NBC TI 01, visam à obtenção deevidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade os testes de auditoria denominados de: (A) controles. (B) verificações. (C) substantivos. (D) confirmações. (E) observância. 7 - (FCC/TCE-GO/2014) - Nos termos da NBC TI 01, os riscos de auditoria interna estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Assim, a análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos, considerando, entre outros, o seguinte aspecto: (A) a adequação e eficiência dos controles internos. (B) a determinação e extensão dos testes de auditoria. (C) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialista. (D) a avaliação dos processos e dos sistemas de informações. (E) o resultado de auditorias anteriores. 8 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - Na realização dos trabalhos de auditoria na empresa Vende Bem do Brasil S/A, o auditor interno, com o objetivo de obter razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, procedeu a verificação de registros, documentos e ativos tangíveis. Neste caso, o auditor aplicou o procedimento de auditoria denominado: (A) inspeção. (B) observação. (C) testes substantivos. (D) investigação. (E) confirmação. 9 - (FCC/TRT-13ªRegião/2014) - O auditor interno pode realizar testes que permitam obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à Administração. O procedimento que consiste no Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 20 acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução é a: (A) Confirmação. (B) Investigação. (C) Observação. (D) Inspeção. (E) Evidenciação. 10 - (FCC / ICMS-RJ / 2014) - A auditoria interna na empresa Mel Doce do Brasil S. A., para obter razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade, aplicará procedimentos de auditoria relativamente a: A) técnicas de amostragem. B) testes do fluxo de transações. C) testes de observância. D) técnicas de avaliação. E) testes substantivos. 11 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - A empresa BDA do Brasil S/A admitiu, em seu quadro de pessoal, um auditor interno, para preparação e planejamento das auditorias a serem realizadas na empresa. Entre outros, são considerados fatores relevantes no planejamento dos trabalhos de auditoria interna: I. o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. II. o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados. III. o conhecimento detalhado das transações efetuadas pela empresa em exercícios anteriores. IV. o levantamento dos ativos e passivos da empresa relativo ao exercício anterior. V. o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade. Está correto o que consta APENAS em: (A) II e IV. (B) I, II e V. (C) II, III e V. (D) I, IV e V. (E) I e IV. 12 - (FCC/METRÔ-SP/2014) - A auditoria interna pode ser exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 21 externo, e de direito privado, incluindo, dessa forma, o Metrô, e compreende, dentre outros, o gerenciamento de riscos. A avaliação dos riscos de auditoria, seja pelo volume ou complexidade das transações e operações, deve ser feita: A) na fase de planejamento dos trabalhos. B) na consolidação dos achados de auditoria. C) no relatório parcial de irregularidades. D) na fase de implantação da auditoria eletrônica de dados. E) na consolidação dos papéis de trabalho. 13 - (FCC / TRT-19ª Região / 2014) - Os riscos de auditoria interna estão relacionados à possibilidade do auditor não atingir, de forma satisfatória, os objetivos dos trabalhos. A avaliação desses riscos deve ser feita na fase de planejamento e considerar a: A) atividade finalística da entidade a ser auditada. B) época em que os trabalhos vão ser realizados. C) estrutura hierárquica da entidade a ser auditada. D) formação e escolaridade dos responsáveis pela entidade auditada. E) extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. 14 - (FCC / TRF-3ª Região / 2014) - O planejamento da auditoria interna compreende os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. O que deve ser estruturado de forma a servir como guia e meio de controle de execução de trabalho, devendo ser revisado e atualizado sempre que as circunstâncias exigirem, é o: A) programa de trabalho. B) relatório de auditoria. C) demonstrativo de riscos de auditoria. D) papel de trabalho. E) quadro de testes de auditoria. 15 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - Na auditoria interna realizada na tesouraria de determinada empresa de produtos alimentícios, referente à movimentação financeira do mês de agosto de 2014, o auditor constatou que a empresa pagou três duplicatas sem a devida comprovação de compra ou recebimento do material. A fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações, as informações e provas obtidas no curso da auditoria serão registrados: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 22 (A) no relatório de auditoria. (B) no programa de auditoria. (C) na ata de conclusão da auditoria. (D) nos papeis de trabalho. (E) no certificado de auditoria. 16 - (FCC/TCE-RS/2014) - Nos termos da Resolução CFC 986/2003, as informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são denominadas: (A) evidências. (B) fontes de auditoria. (C) amostras positivadas. (D) dados relevantes. (E) achados de auditoria 17 - (FCC/METRÔ-SP/2014) - Os trabalhos de auditoria interna devem ter por objetivo a obtenção de informação que: I. seja factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno. II. sendo confiável, propicie a melhor evidência alcançável, por meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna. III. de suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria Interna. IV. auxilie a entidade a atingir suas metas. Essas informações são denominadas, respectivamente, A) suficiente, útil, adequada e relevante. B) útil, adequada, suficiente e relevante. C) relevante, suficiente, útil e adequada. D) suficiente, adequada, relevante e útil. E) relevante, suficiente, adequada e útil. 18 - (FCC/TCE-GO/2014) - O relatório é o documento pelo qual a Auditoria Interna apresenta o resultado dos seus trabalhos. Nos termos da NBC TI 01, entre os itens que devem ser abordados no relatório,estão: I. os principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão. II. os responsáveis por eventuais prejuízos causados à entidade. III. a capacidade financeira da entidade para honrar seus compromissos. IV. o objetivo e a extensão dos trabalhos. V. os riscos associados aos fatos constatados. Está correto o que consta APENAS em: (A) I, III e IV. (B) I, IV e V. (C) IV e V. (D) I, III e V. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 23 (E) III e IV. 19 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - Agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não conformidades apontadas nos relatórios, é finalidade, decorrente da atividade: (A) do conselho fiscal. (B) da auditoria externa. (C) do conselho de administração. (D) do controle interno. (E) da auditoria interna 20 - (FCC/TCE-RS/2014) - A atividade que compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos, forma o conceito de auditoria: (A) ambiental. (B) interna. (C) contábil. (D) de gestão. (E) de programa. 21 - (FCC/TRT-13ªRegião/2014) - O relatório é o documento pelo qual a auditoria interna apresenta o resultado dos seus trabalhos. É norma atinente ao relatório que: (A) seja apresentado somente àquele que solicitou. (B) seja confidencial quanto à autoria, mas não em relação ao conteúdo. (C) seja minucioso e imparcial. (D) contenha eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria. (E) contenha apenas a conclusão, devendo as recomendações serem feitas em separado. 22 - (FCC/TCE-PI/2014) - A auditoria interna: A) é exercida por profissional independente. B) é realizada de forma periódica. C) emite Parecer. D) opina sobre as demonstrações Contábeis. E) emite recomendações a entidade auditada. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 24 23 - (FCC / TRF-3ª Região / 2014) - Nos termos da Resolução CFC 986/03, a auditoria interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno e externo, e de direito privado. É regra atinente à auditoria interna que: A) devem ser obtidas e avaliadas informações consideradas adequadas, que são aquelas convincentes e factuais, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno. B) o relatório é o documento pelo qual a auditoria interna apresenta o resultado dos seus trabalhos, não podendo ser parcial. C) deve assessorar a administração da entidade no trabalho da prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, ainda que verbalmente e de maneira reservada, sobre quaisquer indicações de irregularidades. D) a obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações, dentro e fora da entidade, é denominada investigação e confirmação. E) a verificação de registros, documentos e atos tangíveis é procedimento denominado observação. 24 - (FCC / TRF-3ª Região / 2014) - Os procedimentos de auditoria interna constituem exames e investigações que permitem ao auditor interno obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à administração da entidade. Para tanto, pode aplicar testes que visam tanto a obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, como a obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema de informação da entidade. Esses testes são denominados, respectivamente, A) substantivo e de observância. B) de observância e vistoria. C) vistoria e substantivo. D) substantivo e vistoria. E) de observância e substantivo. 25 - (FCC/TRT 12ª/2013) - Nos termos da Resolução CFC no 986/03, que trata das normas brasileiras de contabilidade relacionadas à auditoria interna, A) a análise dos riscos de auditoria interna deve ser feita após a emissão do relatório final e serve como retorno de informações para inspeções futuras. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 25 B) as análises que visam à obtenção de evidências quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da entidade são chamadas de testes de observância. C) o relatório de auditoria interna deve abordar, dentre outros pontos, a metodologia adotada e as limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria. D) em razão dos princípios do sigilo, ética e zelo profissional, não cabe a emissão de relatório parcial de auditoria. E) a auditoria de processamento eletrônico de dados é feita independentemente de existir na equipe de auditoria interna profissional com conhecimentos relativos à tecnologia da informação. 26 - (FCC/METRÔ-SP/2014) - Dois analistas de desenvolvimento de gestão foram incumbidos de fazer exames de auditoria interna nos registros realizados pelo setor de contabilidade do Metrô, em 2013. Em razão do volume de informações, utilizaram técnica de auditoria para a seleção de itens que deverão ser testados, representando o todo a ser auditado. Essa técnica utilizada é denominada: A) dimensionamento do trabalho de auditoria. B) direcionamento do trabalho de auditoria. C) amostragem. D) testes de parcialidade. E) seleção de suficiência de informações. 27 - (FCC/TCE-RS/2014) - A amostragem é uma técnica que tem por finalidade determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados. Nos termos da Resolução CFC 986/2003, a amostra selecionada deve proporcionar uma informação de auditoria: (A) suficiente e apropriada. (B) efetiva e padronizada. (C) realística e relevante. (D) material e útil. (E) formal e mensurável. 28 - (FCC / TRT-19ª Região / 2014) - Um auditor, ao final dos seus trabalhos, reviu as informações consignadas nos papéis de trabalho e concluiu que as informações coletadas eram confiáveis e proporcionaram a melhor evidência alcançável por meio das técnicas que utilizou. Essas informações são classificadas como: A) concretas. B) suficientes. C) adequadas. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 26 D) relevantes. E) úteis. 29 – (FCC/DPE SP/2013) - A auditoria interna deve estar vinculada aos mais altos níveis hierárquicos de uma entidade com vistas a: A) atuar estritamente como órgão fiscalizador. B) emitir parecer sobre as demonstrações contábeis para os usuários externos. C) garantir autonomia e independência. D) punir os responsáveis por erros nas demonstraçõescontábeis. E) apurar fraudes e punir os subordinados com maior isenção. 30 - (FCC / ISS-SP / 2012) - NÃO é uma atividade da função da auditoria interna: A) a avaliação do processo de governança. B) a gestão de risco. C) o monitoramento do controle interno. D) o exame das informações contábeis e operacionais. E) a aprovação do relatório de auditoria externa. 31 - (FCC / TCE-SP / 2012) – Em relação às diferenças entre a auditoria interna e externa das demonstrações contábeis, é correto afirmar: A) A auditoria externa é de competência exclusiva de contador registrado no Conselho Federal de Contabilidade, enquanto a auditoria interna pode ser realizada por um funcionário qualificado que receba treinamento adequado para tal fim. B) O grau de autonomia do auditor interno é maior que o do auditor externo independente, em virtude de se reportar diretamente à controladoria da entidade. C) O auditor externo executa as auditorias operacional e contábil e o auditor interno, apenas a contábil. D) O auditor externo é responsável pelo exame e avaliação do controle interno da entidade, cabendo ao auditor interno apenas implementar as modificações julgadas necessárias pelo auditor externo para o seu correto funcionamento. E) Regra geral, os relatórios do auditor interno são de uso exclusivo da administração da entidade, enquanto os elaborados pelo auditor independente são destinados também aos usuários externos da informação contábil. 32 - (FCC / TRE-CE / 2012) – É correto afirmar com relação aos objetivos da auditoria interna que: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 27 A) os objetivos não variam e independente do tamanho da empresa ou do quadro funcional devem cobrir totalmente as atividades. B) é totalmente responsável pela gestão de riscos, garantindo à gestão e governança da empresa a mitigação ou eliminação dos mesmos. C) está subordinada aos órgãos de governança da empresa, sendo limitada sobre a possibilidade de avaliar as questões de ordem ética, valores e cumprimento de suas funções. D) ela pode ser responsável por revisar a economia, eficiência e eficácia das atividades operacionais, incluindo as atividades não financeiras de uma entidade. E) suas atribuições com relação ao cumprimento de leis e normas limitam-se a aquelas pertinentes à área contábil e financeira, ficando as demais normas e leis sob responsabilidade das áreas específicas. 33 - (FCC/TRF-3/2016) - Acerca dos termos regulados pela Resolução CFC no 986/2003 (NBC TI 01), considere: I. A análise deve ser executada no curso da auditoria. II. Estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. III. Deve ser levado em conta a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. IV. Deve ser considerada a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria interna. É regra atinente aos riscos de auditoria o que consta em (A) I, II e IV, apenas. (B) I, II, III e IV. (C) I, III e IV, apenas. (D) II e III, apenas. (E) II, III e IV, apenas. 34 - (FCC/TRF-3/2016) - A Resolução CFC no 986/2003 (NBC TI 01), no que se refere aos papéis de trabalho, estabelece que (A) a boa prática dos trabalhos não recomenda que sejam anexados a outros tipos de documentos. (B) são ferramentas destinadas apenas ao registro em meio físico, que devem ser organizadas e arquivadas de forma sistemática e racional. (C) são documentos e registros dos fatos, informações e provas obtidos no curso da auditoria para dar suporte à opinião do auditor. (D) devem ter abrangência superficial, uma vez que se trata de ferramenta de suporte. (E) não é ferramenta adequada para proporcionar a compreensão da extensão dos procedimentos de auditoria aplicados. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 28 35 - (FCC/TRF-3/2016) - Um auditor interno, em um primeiro momento, verificou a necessidade de fazer testes para verificação de registros, documentos e ativos tangíveis. Depois, também constatou a necessidade de acompanhar a execução de procedimentos específicos. Nos termos regulados pela Resolução CFC no 986/2003 (NBC TI 01), para a consecução desses dois objetivos deverá realizar, respectivamente, (A) testes de observância, na modalidade inspeção e testes de observância, na modalidade observação. (B) testes de observância, na modalidade inspeção e testes substantivos, na modalidade inspeção. (C) testes substantivos, na modalidade confirmação e testes de observância, na modalidade investigação. (D) testes substantivos, na modalidade confirmação e testes de observância, na modalidade inspeção. (E) testes de observância, na modalidade investigação e testes de observância, na modalidade inspeção. 36 - (FCC/TRF-3/2016) - Um auditor interno precisou determinar a extensão de um teste de auditoria para proporcionar evidência suficiente e apropriada. Nos termos regulados pela Resolução CFC no 986/2003 (NBC TI 01), essa determinação pode ser alcançada por meio do uso da técnica de (A) projeção. (B) amostragem. (C) normatização. (D) dimensionamento. (E) ajustamento. 37 - (FCC/TRT-MT/2016) - Nos termos da NBC TI 01, a auditoria interna contábil (A) em hipótese alguma se vale das informações do controle interno da entidade auditada. (B) é exercida apenas nas pessoas jurídicas de direito privado. (C) é exercida tanto nas pessoas jurídicas de direito público interno como externo. (D) difere da consultoria por não ter como objetivo assistir a entidade no cumprimento dos seus objetivos. (E) levanta as falhas, mas não recomenda soluções. 38 - (FCC/TRT-MT/2016) - Considere: I. A amplitude do trabalho e responsabilidade estão limitadas à área de atuação. II. Prestar assessoria ao Conselho Fiscal da entidade ou órgão equivalente, se solicitado. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 29 III. Dever de manter sigilo mesmo depois de terminado seu vínculo empregatício ou contratual. Nos termos da NBC PI 01, aplica-se ao auditor interno o que consta em (A) II e III, apenas. (B) I e III, apenas. (C) I e II, apenas. (D) I, II e III. (E) II, apenas. QUESTÕES CESPE 1 - (CESPE/TCDF/2014) - O planejamento dos trabalhos da auditoria interna deve contemplar, entre outros fatores, o concurso de especialistas, para quem as responsabilidades são inteiramente transferidas. 2 - (CESPE/FUB-DF/2013) - No planejamento dos trabalhos da auditoria interna, cabe ao próprio setor definir a extensão e profundidade dos exames, mas é a administração que determina a época da realização de cada trabalho. 3 - (CESPE/FUB-DF/2013) - Na execução do trabalho da auditoria, o auditor interno deve analisar e documentar informação: necessária — o mínimo para dar certeza sobre a suspeita; apropriada — obtida sem o concurso dos responsáveis pelas operações; material — contendo a maior parte dos valores; e consistente — que é recorrente. Em relação à natureza, campo de atuação e noções básicas de auditoria interna e externa, julgue os itens subsequentes.4 - (CESPE / ANP / 2013) - O escopo dos trabalhos do auditor interno deve ser fixado pela gerência, contudo o trabalho do auditor externo é predefinido no contrato. Em relação à natureza, campo de atuação e noções básicas de auditoria interna e externa, julgue os itens subsequentes. 5 - (CESPE / ANP / 2013) - Quanto à natureza dos procedimentos realizados durante a auditoria, o auditor é limitado em sua investigação pela possibilidade de distorção nas informações fornecidas pela administração da auditada. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 30 De acordo com as Normas Brasileiras para o Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução CFC n.º 986/2003, julgue os itens que se seguem. 6 - (CESPE/FUB-DF/2013) - Os auditores internos, apesar de sua subordinação à administração da empresa e do âmbito de seu trabalho, devem adotar, entre seus procedimentos, a investigação e a confirmação, que envolvem pessoas físicas ou jurídicas de dentro ou de fora da entidade. 7 - (CESPE/FUB-DF/2013) - No caso de a auditoria interna detectar indícios de irregularidades no decorrer de seus trabalhos e avaliar que a administração da entidade deve adotar providências imediatas, a auditoria deve fazer a comunicação por escrito, em caráter reservado. De acordo com as Normas Brasileiras para o Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução CFC n.º 1.229/2009, julgue os itens seguintes. 8 - (CESPE/FUB-DF/2013) - A auditoria interna, além de suas funções convencionais, pode ser incumbida de avaliar o processo de governança, no que diz respeito à realização de seus objetivos de ética e valores, assim como atuar na identificação e avaliação das vulnerabilidades relevantes a riscos. 9 - (CESPE/AFT/2013) - Um dos requisitos para assegurar a necessária independência técnica aos auditores internos é a garantia de que, no planejamento de seu trabalho, eles não serão influenciados pelas orientações emanadas da administração da entidade e, eventualmente, por suas expectativas. Julgue Certo ou Errado. 10 - (CESPE/TCU/2013) - As atribuições dos auditores internos e externos diferem, pois, no primeiro caso, estão fixadas no contrato de trabalho, como empregado da empresa, e, no segundo, no contrato de prestação de serviços com o profissional ou empresa. O auditor interno tem responsabilidade essencialmente trabalhista; o externo, responsabilidade profissional, civil e criminal. Julgue Certo ou Errado. 11 - (CESPE/BACEN/2013) - Ao suspeitar da ocorrência de fraude na entidade sob seu controle, o auditor interno deve Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 31 levar o fato ao conhecimento da administração da entidade, realizando essa comunicação em conversa reservada. Julgue Certo ou Errado. 12 - (CESPE/BACEN/2013) - Os auditores internos de determinada entidade desobrigam-se de prestar ajuda ou assessoramento a equipe de auditoria independente contratada para examinar as demonstrações contábeis da referida entidade. Julgue Certo ou Errado. 13 - (CESPE/TCDF/2012) - Acerca de auditoria interna, julgue o item seguinte: os serviços de auditoria interna, estabelecidos dentro dos órgãos e instituições governamentais, são, na maior medida possível, no âmbito de sua respectiva estrutura, independentes nos aspectos funcionais e de organização. 14 - (CESPE/FUB-DF/2013) - A política e os objetivos estratégicos da entidade não devem influenciar o planejamento dos trabalhos da auditoria interna, que deve manter sua independência e objetividade. 15 - (CESPE / ANP / 2013) - Em relação à natureza, campo de atuação e noções básicas de auditoria interna e externa, julgue os itens subsequentes. O escopo dos trabalhos do auditor interno deve ser fixado pela gerência, contudo o trabalho do auditor externo é predefinido no contrato. 16 - (CESPE / TCE/TO / 2009) - A auditoria interna é exercida nas pessoas jurídicas em geral, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras. Vários aspectos são peculiares e relevantes no planejamento dos trabalhos, como: A) a impossibilidade de contar com outros especialistas. B) a necessidade de documentar o planejamento e explicar em detalhes os procedimentos a serem aplicados. C) a possibilidade de desconhecimento das políticas e estratégias da entidade. D) a necessidade de neutralizar as expectativas da administração. E) a conveniência de não modificar os programas de trabalho. 17 - (CESPE / TRT / 2009) - O exercício de auditoria interna deve pautar-se pela independência, entendida como o estado em face do qual as obrigações ou interesses do auditor ou da entidade de auditoria estão suficientemente isentos dos interesses das entidades auditadas, para permitir que os Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 32 serviços sejam prestados com objetividade. Julgue Certo ou Errado. 18 - (CESPE / TCE-AC / 2009) - Em relação aos procedimentos de auditoria interna, assinale a opção correta. A) Para que seja considerada evidência, é preciso que a informação seja relevante. B) Os testes substantivos visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. C) Para se obterem evidências quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da entidade, devem ser feitos testes de observância. D) A exigência da carta de responsabilidade da administração faz parte do processo de obtenção e avaliação das informações. E) Os procedimentos de investigação não devem envolver pessoas físicas ou jurídicas alheias à entidade. 19 - (CESPE / STF / 2009) - A amplitude do trabalho do auditor interno e sua responsabilidade não estão limitadas à sua área de atuação, pois compete à auditoria interna avaliar o grau de confiabilidade dos controles internos. Julgue Certo ou Errado. 20 - (CESPE / INMETRO / 2009) - Na aplicação dos testes de observância em uma auditoria interna, o auditor deve verificar a existência, a efetividade e a continuidade dos controles externos. Julgue Certo ou Errado. 21 - (CESPE / INMETRO / 2009) - Na auditoria interna, os testes substantivos visam a obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. Julgue Certo ou Errado. 22 - (CESPE/INMETRO/2009) - A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é do auditor contratado pela entidade, que deve comunicá-los imediatamente à administração. Julgue Certo ou Errado. 23 - (CESPE / TCE-TO / 2009) - De acordo com a relação do auditor com a entidade auditada, distinguem-se as auditorias interna e externa. Acerca desse assunto, assinale a opção correta. A) O vínculo de emprego do auditor interno lhe retira a independência profissional desejável para atuar nos termos das normas vigentes. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR33 B) As empresas, de um modo geral, independentemente de seu porte e da relação custo-benefício, devem dispor de auditoria interna permanente. C) A auditoria interna não tem como objetivo precípuo a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis, sendo executada mais para fins administrativos internos do que para prestação de contas a terceiros. D) A auditoria externa deve prescindir do concurso da auditoria interna, sob pena de ser induzida em seus exames e perder a desejável independência. E) A auditoria externa deve atuar permanentemente e continuamente, exercendo um controle prévio, concomitante e consequente. 24 - (CESPE/TCU/2007) - É responsabilidade da auditoria interna fazer periodicamente uma avaliação dos controles internos. Nesse sentido, é correto afirmar que a auditoria interna representa um controle interno. Julgue Certo ou Errado. 25 - (CESPE/TCE-SC/2016) - Embora as técnicas de trabalho das auditorias interna e externa não apresentem diferenças fundamentais, a auditoria interna goza de maior credibilidade perante os usuários do campo externo da empresa, por conhecer melhor a situação desta e por dispor de informações mais detalhadas. Em compensação, a auditoria externa está mais habilitada a perceber as ineficiências de ordem administrativa e operacional. QUESTÕES FGV 1 - (FGV/ISS-Cuiabá/2014) - Sobre a auditoria interna, de acordo com a NBC TI 01 – da Auditoria Interna, assinale a afirmativa incorreta. (A) Deve ser documentada por meio de papéis de trabalho elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional. (B) Deve incluir testes de observância e testes substantivos, que permitam ao auditor interno obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações para a administração da entidade. (C) Deve empregar recursos tecnológicos de processamento de informações, o que requer profissionais com conhecimentos suficientes para implementar os procedimentos, ou orientar, supervisionar e revisar os trabalhos de especialistas. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 34 (D) Deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial, na hipótese de constatar impropriedades, irregularidades ou ilegalidades que exijam providências imediatas da administração da entidade e que não possam aguardar o final dos exames. (E) Deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a divulgar para os funcionários da empresa, por meio eletrônico, quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. 2 - (FGV/DPE-RJ/2014) - Ao receber a denúncia de um funcionário de que um gerente de vendas estava cobrando uma comissão para antecipar envio de mercadorias para alguns clientes e, consequentemente, atrasando o de outros, a Auditoria Interna fez um exame de inspeção, verificando notas fiscais, pedidos de compra e recibo de pagamento. A Auditoria Interna não identificou nenhuma distorção. Considerando esses fatos, o teste mais adequado para a identificação da suposta fraude é: A) nenhum, o teste já realizado permite concluir que a empresa não sofreu prejuízos. B) nenhum, a auditoria interna deve utilizar a denúncia como evidência e solicitar o desligamento das pessoas envolvidas. C) testes substantivos. D) teste de materialidade, considerando só as transações com valores mais relevantes. E) testes de investigação e confirmação. 3 - (FGV/SUDENE/2013) - Quanto à auditoria, analise as afirmativas a seguir. I. A auditoria interna apresenta, como um de seus objetivos, avaliar a necessidade de novas normas internas ou de modificação das já existentes. II. O controle interno não apresenta limitações ou restrições para a execução de suas atividades por fazer parte do corpo funcional do próprio órgão controlado. III. Mesmo que a entidade tenha um excelente controle interno, o auditor independente deve executar procedimentos mínimos de auditoria. Assinale: A) se somente a afirmativa I estiver correta. B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 35 4 - (FGV / TCE-BA / 2013) - A finalidade de comunicar o risco e o controle para as áreas apropriadas da organização à alta administração, examinando, avaliando e monitorando a adequação e efetividade do controle interno de forma contínua e com maior volume de testes, é competência da: (A) Auditoria Independente. (B) Auditoria Interna. (C) Auditoria Operacional. (D) Auditoria Contábil. (E) Auditoria de Gestão. 5 - (FGV / INEA-RJ / 2013) - Assinale a alternativa que indica uma característica da auditoria interna de uma organização. (A) Mostra maior grau de independência funcional sobre as atividades operacionais. (B) Emite um parecer ou opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. (C) Atende exclusivamente às normas de contabilidade em vigor. (D) Realiza maior volume de testes sobre os trabalhos de auditorias operacional e contábil. (E) Procura apenas erros substanciais nas demonstrações contábeis. 6 - (FGV / MPE-MS / 2013) - O auditor, ao verificar se as normas internas estão sendo corretamente seguidas pelos colaboradores da empresa, está realizando um dos objetivos da auditoria: (A) interna. (B) externa. (C) operacional. (D) independente. (E) de gestão. 7 - (FGV / SEAD-AP / 2011) - Segundo a Resolução CFC 986/03, a obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade é finalidade do teste: (A) de observância. (B) substantivo. (C) de investigação. (D) analítico. (E) de verificação. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 36 8 - (FGV / SEAD-AP / 2011) - Na aplicação dos testes de observância de auditoria, a verificação dos registros, documentos e ativos tangíveis compreende: (A) a investigação. (B) a inspeção. (C) a observação. (D) a confirmação. (E) a confrontação. 9 - (FGV / SEAD-AP / 2011) - O auditor, ao obter informações de pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações dentro e fora da empresa, está: (A) executando uma inspeção para verificação dos registros e documentos e ativos tangíveis. (B) efetuando o procedimento denominado observação que visa ao acompanhamento de processo ou procedimento durante a sua execução. (C) aplicando teste de observância denominado investigação e confirmação. (D) obtendo evidência quanto à suficiência, exatidão e validade das informações produzidas pelos sistemas de informação da entidade. (E) realizando teste de observância do tipo revisão analítica com vistas à conferência da exatidão de cálculos e registros contábeis. 10 - (FGV / SEAD-AP / 2011) - A norma brasileirade contabilidade relativa à auditoria interna (NBC T 12) estabelece que a atividade da Auditoria Interna deve estar estruturada em procedimentos técnicos, objetivos, sistemáticos e disciplinados, com a finalidade de: (A) avaliar a fidelidade funcional de todos quantos tenham sob sua responsabilidade a guarda e gerenciamento de bens, créditos e valores da empresa, seguindo as orientações dos órgãos governamentais responsáveis pela fiscalização de operações financeiras. (B) agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não- conformidades apontadas nos relatórios. (C) verificar as conformidades das operações da empresa em relação aos manuais de procedimentos externos das agências públicas reguladoras das atividades empresariais. (D) avaliar a gestão administrativa sob os aspectos da qualidade das ações da empresa em relação ao mercado para confirmar a efetividade das práticas adotadas. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 37 (E) resguardar a administração quanto às práticas lesivas adotadas pelas empresas concorrentes e denunciar os abusos verificados nos processos da gestão. 11 - (FGV / SEFAZ/RJ – Fiscal de Rendas / 2010) – De acordo com a Resolução CFC n.º 1229/09, as atividades inerentes a auditoria interna estão relacionadas nas alternativas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a. A) Revisão da conformidade com leis e regulamentos. B) Monitoramento da auditoria externa. C) Exame das informações contábeis e operacionais. D) Revisão das atividades operacionais. E) Gestão de risco. 12 - (FGV / SEFAZ/RJ – Fiscal de Rendas / 2010) – Com relação à Resolução 986/03, que estabelece os procedimentos relacionados à Auditoria Interna, analise as afirmativas a seguir. I. Tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. II. Deve ser documentada por meio de papéis de trabalho, elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional. III. Deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. Assinale: A) se somente a afirmativa II estiver correta. B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. E) se todas as afirmativas estiverem corretas. 13 - (FGV / SEFAZ/RJ – Fiscal de Rendas / 2009) - De acordo com a Resolução CFC n.º 986/03, com relação à auditoria interna, assinale a afirmativa incorreta. A) Compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 38 B) Está estruturada em procedimentos, com enfoque técnico, objetivo, sistemático e disciplinado, e tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização. C) Compreende, para fins de planejamento, os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos que definem a amplitude e a época do trabalho a ser realizado. D) Realiza exames e investigações, incluindo testes de observância e testes substantivos, que permitem obter subsídios suficientes para fundamentar as conclusões e recomendações à administração da entidade. E) É fundamentada por informações denominadas de “referências”, que devem ser suficientes, fidedignas, relevantes e úteis, de modo a fornecer base sólida para as conclusões e recomendações à administração da entidade. 14 - (FGV / ICMS-RJ / 2009) - Avalie as seguintes situações: I. O auditor deve obter informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade. II. O auditor verifica o comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. Os procedimentos técnicos aplicáveis a essas situações são, respectivamente: (A) inspeção e investigação / inspeção dedutiva. (B) revisão e análise / confirmação analítica. (C) cálculo e observação / revisão confirmativa. (D) investigação e confirmação / revisão analítica. (E) revisão e observação / análise quantitativa. QUESTÕES VUNESP 1 - (VUNESP / SPTrans / 2012) - A atividade da Auditoria Interna está estruturada em procedimentos, com enfoque ___________, e tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as ________________ apontadas nos relatórios. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. A) substantivo e material … sugestões B) superficial, gerencial e estatístico … fraquezas C) técnico, objetivo, sistemático e disciplinado … não conformidades D) técnico, gerencial, de riscos e capturador … conformidades Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 39 E) subjetivo, gerencial, estruturado e disciplinado … não conformidades 2 - (VUNESP / SPTrans / 2012) - A Auditoria Interna deve ser documentada por meio de papéis de trabalho, elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional. Os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações e provas, obtidos no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações. Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhes suficientes para: A) certificarem o entendimento da natureza, da oportunidade e do extensivo dos procedimentos de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas, para o parecer. B) propiciarem a compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão dos procedimentos de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. C) confirmarem a compreensão do planejamento, da profundidade, da oportunidade, do risco e da extensão dos procedimentos de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. D) confirmarem a compreensão do planejamento, a execução e finalização da aplicação dos procedimentos de Auditoria Interna, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. E) propiciarem a compreensão do planejamento, a execução e finalização da aplicaçãodos procedimentos de Auditoria Interna, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. 3 - (VUNESP / SPTrans / 2012) - Sabe-se que para o atingimento os objetivos estabelecidos pelo auditor interno, são aplicados testes no processo de auditoria, denominados testes de observância e substantivos. Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. Na sua aplicação, devem ser considerados apenas os seguintes procedimentos: A) inspeção, acompanhamento e indagação. B) inspeção, observação e investigação. C) documentação, observação e investigação. D) inspeção, documentação e indagação. E) inspeção, acompanhamento e investigação. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 40 4 - (VUNESP / ISS-São José dos Campos / 2012) - O procedimento de auditoria é o conjunto de verificações e averiguações previstas em uma programação de auditoria. O fundamental é descrever o que se deve fazer, ou seja, como deve ser o exame. Esse exame abrange testes de observância e testes substantivos, portanto, visa: A) à obtenção de evidências quanto à suficiência, exatidão e validação dos dados produzidos pelos sistemas contábil e administrativo da entidade (Testes de observância). B) a testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analítica (Testes de observância). C) à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela Administração estão em funcionamento e cumprimento (Testes substantivos). D) à obtenção de evidências quanto à suficiência, exatidão e validação dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade (Testes substantivos). E) à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela Administração estão em funcionamento e cumprimento (Testes de observância). 5 - (VUNESP / SPTrans / 2012) - A análise dos riscos da Auditoria Interna que estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos deve ser feita na fase de: A) aplicação dos procedimentos da auditoria. B) finalização dos trabalhos. C) preparação do relatório. D) planejamento dos trabalhos. E) discussão com a alta administração do relatório da Auditoria Interna. 6 - (VUNESP / SPTrans / 2012) - Dentre as atividades da Auditoria Interna, deve-se incluir a prevenção de fraudes e erros, que o auditor interno obriga-se a informar, sempre por escrito, sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. Nesse sentido, ao identificar qualquer indício de fraude relevante, cabe ao auditor interno: A) informar às autoridades competentes, uma vez que o fraudador se apropriou de recursos que não foram oferecidos à tributação. B) apenas anotar nos papéis de trabalho para posteriormente verificar a veracidade e discutir com seu supervisor. C) informar ao órgão de classe do fraudador. D) informar ao superior direto do fraudador. E) informar à alta administração da empresa. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 41 QUESTÕES DIVERSAS 1 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – Com relação às funções de auditor interno e auditor externo, analise as alternativas abaixo e marque a opção correta: A) O auditor interno emite relatório para a alta administração e para terceiros interessados, enquanto o auditor externo emite relatório para a alta administração da empresa auditada. B) Tanto o auditor interno quanto o auditor externo são subordinados à alta administração da empresa auditada. C) Tanto o auditor interno quanto o auditor externo devem avaliar os controles internos e a possibilidade de ocorrência de fraudes e erros que afetem as demonstrações contábeis. D) A responsabilidade primária na detecção de fraudes e erros é do auditor externo, já que seu relatório pode ser direcionado não só para a alta administração, mas também para terceiros interessados. E) O auditor externo pode ser terceiro ou funcionário da empresa, enquanto o auditor interno necessariamente precisa ser empregado. 2 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – Segundo a Resolução CFC n 986 de 2003, que aprovou a NBC TI 01 – Auditoria Interna, os objetivos da auditoria interna compreendem: I - Apresentar subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos da entidade auditada. II - Apontar as não conformidades diagnosticadas e fornecer recomendações de soluções para essas não conformidades. III - Emitir opinião sobre a fidedignidade das demonstrações contábeis. Quais estão corretas? A) Apenas I. B) Apenas II. C) Apenas I e II. D) Apenas I e III. E) I, II e III. 3 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – De acordo com a NBC TG 200 – Objetivos gerais do auditor independente e a Condução de uma auditoria em conformidade com as normas de auditoria, são responsabilidades do auditor independente: I - Elaborar as demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável, incluindo, quando relevante, sua adequada apresentação. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 42 II - Emitir uma opinião sobre se as demonstrações contábeis em análise foram ou não elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Para tanto, deve obter segurança razoável de que estas demonstrações contábeis estão livres de distorções relevantes, quer sejam por fraude ou por erro. III - Manter o sistema de controle interno necessário para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorções relevantes, independente se causadas por fraude ou erro. Quais estão corretas? A) Apenas I B) Apenas II C) Apenas I e II D) Apenas I e III E) I, II e III 4 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – Acerca do que disciplina a NBC TI 01 – Auditoria Interna, analise as afirmativas abaixo, assinalando V para verdadeiro e F para falso. ( ) A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno e externo, e de direito privado. ( ) A Auditoria Interna deve ser documentada por meio de papéis de trabalho, elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional. ( ) Visto que a auditoria interna é aplicada de forma permanente na entidade, não existe exigência para a documentação de um planejamento de auditoria. ( ) Auditoria Interna deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informa-la, sempre por escrito, sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. ( ) A análise das limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria, bem como a extensão da responsabilidade do auditor no uso dos trabalhos de especialistas, é um aspecto a ser considerado na análise de riscos dos trabalhos do auditor externo, não sendo aplicáveis em um trabalho deauditoria interna. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: A) V – F – V – V – F B) V – V – F – F – V C) F – F – V – V – V D) V – V – F – V – F E) F – V – V – F – F Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 43 5 - (FUNRIO / CNTEA - Auditor / 2012) - Quanto à auditoria interna, é correto afirmar que: A) é sua finalidade opinar sobre as demonstrações financeiras. B) possui amplo grau de independência com execução periódica dos trabalhos. C) busca promover melhorias nos controles operacionais da organização. D) é realizada por profissionais que não integram o quadro funcional da organização. E) produz um parecer como relatório principal, com poucas áreas de cobertura durante o exame. 6 - (CESGRANRIO / TRANSPETRO / 2011) – Os procedimentos da Auditoria Interna constituem exames e investigações, incluindo testes de observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à administração da entidade. Na aplicação dos testes de observância, devem ser considerados os seguintes procedimentos: A) exame, vistoria, indagação e certificação B) exame, inspeção, vistoria e certificação C) investigação, arbitramento, mensuração e avaliação D) inspeção, observação, investigação e confirmação E) observação, vistoria, indagação e confirmação 7 - (CESGRANRIO / PETROBRÁS / 2011) - Com a crescente expansão dos negócios, as administrações das empresas instituíram o órgão de auditoria interna, que, em muitos ramos, tornou-se um setor obrigatório por força de lei. A auditoria interna auxilia a organização a alcançar seus objetivos, adotando uma abordagem sistemática para a: A) avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, de controle e governança corporativa. B) avaliação dos índices de liquidez e financeiros a fim de assegurar a boa saúde financeira da empresa. C) elaboração do mapeamento organizacional por meio de entrevistas com todos os funcionários. D) emissão do parecer sobre as demonstrações contábeis e publicação em jornal de grande circulação. E) revisão das contas contábeis para elaboração do balanço. 8 - (CESGRANRIO / PETROBRÁS / 2011) - O gerenciamento de riscos dentro da empresa é uma atividade fundamental que servirá de apoio para diversas outras atividades, como Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 44 planejamento estratégico, auditoria interna, etc. Nesse contexto, durante uma auditoria, o auditor interno deve: A) preparar toda a estrutura da gestão de riscos, realizando o mapeamento de todas as atividades chaves relacionadas ao processo auditado. B) justificar à alta administração da empresa os pontos levantados em consequência de falhas na gestão de riscos dos processos auditados. C) identificar o tipo de risco associado aos processos auditados, verificando se estão classificados adequadamente quanto à sua natureza, evitando a ocorrência de duplicidade nos testes de auditoria. D) avaliar a aplicação de ferramentas de alta tecnologia que são eficazes para a realização da gestão dos riscos associados aos processos auditados. E) avaliar e monitorar os riscos dos processos auditados, verificando as consequências quando os objetivos não são atingidos e se os controles associados mitigam os riscos existentes. 9 - (CESGRANRIO / PETROBRÁS / 2010) - De acordo com a NBC TI 01, que trata da auditoria interna, aprovada pela Resolução do CFC no 986/2003 com nova numeração dada pela Resolução CFC no 1.329/2011, a aplicação do procedimento da inspeção consiste em: (A) acompanhar processos ou procedimentos quando de sua execução. (B) conseguir informações com pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das operações dentro e fora da entidade. (C) obter razoável segurança de que os controles externos estão em efetivo funcionamento. (D) verificar os registros, documentos e ativos tangíveis. (E) visar à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema de informação da entidade. Gabarito - ESAF 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A E D D A Gabarito - FCC 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 B C D A E C C A C C 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B A E A D A D B E B 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 45 D E D E C C A C C E 31 32 33 34 35 36 37 38 E D E C A B C D Gabarito - CESPE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E E E E C C C C E C 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 E C C E E B E A E E 21 22 23 24 25 E E C C E Gabarito - FGV 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E E C B D A A B C B 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B E E D Gabarito - VUNESP 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C B B E D E Gabarito - DIVERSAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C C B D C D A E D QUESTÕES COMENTADAS QUESTÕES ESAF 1 - (ESAF / ISS-RJ / 2010) - A respeito dos objetivos da auditoria interna e da auditoria independente, é correto afirmar que: A) o objetivo da auditoria interna é apoiar a administração da entidade no cumprimento dos seus objetivos, enquanto o da auditoria independente é a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. B) a auditoria interna se preocupa em avaliar os métodos e as técnicas utilizadas pela contabilidade, enquanto a auditoria externa cuida de revisar os lançamentos e demonstrações contábeis. C) a atuação de ambas não difere na essência uma vez que os objetivos da avaliação é sempre a contabilidade. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 46 D) a auditoria interna cuida em verificar os aspectos financeiros da entidade, enquanto a auditoria externa se preocupa com os pareceres a respeito das demonstrações contábeis. E) o objetivo da auditoria interna é produzir relatórios demonstrando as falhas e deficiências dos processos administrativos e os da auditoria externa é emitir parecer sobre a execução contábil e financeira da entidade. Comentários: Pessoal, essa é uma típica questão de prova, quando o assunto é a diferenciação entre auditoria interna e externa. Para respondê-la não era necessário um conhecimento mais profundo das principais diferenças entre esses dois tipos de auditoria, mas apenas o entendimento dos seus objetivos. Segundo a NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Já a auditoria interna (NBC TI 01) compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações ede controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. Portanto, pessoal, a partir de agora não dá para errar! Dessa forma, a única alternativa que demonstra da forma correta e completa os principais objetivos dessas duas auditorias é a letra “a”, ressalvando, apenas, que o produto final do auditor independente agora é chamado de Relatório e não mais de Parecer. A alternativa “b” está errada, pois a auditoria externa não revisa os lançamentos das demonstrações contábeis, apenas emite uma opinião e a auditoria interna tem uma função muito mais ampla do que avaliar as técnicas utilizadas pela contabilidade. • Assessora a administraçãoAuditoria Interna • Opina sobre as demonstrações contábeis Auditoria Externa Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 47 A letra “c” está incorreta, pois os objetivos desses dois tipos de auditoria são bem distintos. A auditoria interna não cuida apenas dos aspectos financeiros da entidade, conforme verificamos a partir de sua definição. Portanto, a letra “d” também está errada. Por fim, a letra “e” está incorreta, pois o responsável primário pela prevenção e detecção de erros, falhas e fraudes é a própria administração e não a auditoria interna. Dessa forma, seu objetivo não é emitir um relatório apontando as falhas e deficiências e sim emitir um relatório avaliando os processos administrativos e operacionais da empresa, que podem ou não apresentar erros. Resposta: A 2 - (ESAF / SUSEP / 2010) - O auditor interno, ao realizar seus testes, efetuou o acompanhamento dos inventários físicos, confrontou as notas fiscais do período com os registros e realizou a circularização dos advogados internos e externos. Esses procedimentos correspondem respectivamente a: A) investigação, inspeção e observação. B) inspeção, observação e investigação. C) confirmação, investigação e observação. D) circularização, observação e inspeção. E) observação, Inspeção e investigação. Comentários: Para responder à questão, vamos separar os procedimentos adotados pelo auditor. 1. Acompanhamento de inventário físico: O acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução é uma característica da técnica (procedimento) de Observação. Não se deve confundir o termo inventário físico, nesta questão, com o exame de ativos tangíveis, que seria o procedimento de Inspeção. Observe que a banca fala de acompanhamento. Quem realizou o inventário físico foi a própria administração e não o auditor. 2. Confronte de notas fiscais do período com os registros: Ao realizar essa comparação, o auditor efetuou uma análise de registros e documentos. Nesse caso, o procedimento, conforme exaustivamente definido na aula, é o da Inspeção. 3. Circularização dos advogados internos e externos: Conforme estabelece a NBC TA 505, Confirmação externa (também chamada de circularização e investigação) é a evidência de auditoria obtida como resposta por escrito direta para o auditor de um terceiro (na questão, os advogados), em papel, no formato eletrônico ou outro meio. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 48 Dessa forma, a única resposta correta é a letra “e”. Resposta: E 3 - (ESAF / PMRJ / 2010) - Para a obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade, o procedimento de auditoria a ser aplicado é: A) inspeção. B) observação. C) revisão analítica. D) confirmação. E) solicitação de informações. Comentários: Segundo a NBC TI 01, a técnica de investigação e confirmação, consiste na “obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações, dentro ou fora da entidade”. Nessa questão a ESAF trouxe apenas o nome Confirmação, o que não deixa a questão errada. Resposta: D 4 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - Com relação aos relatórios de auditoria interna, pode-se afirmar que: A) podem considerar posições de interesse da administração e dos gestores, sendo conduzidos aos interesses desses. B) devem estar disponíveis a qualquer administrador da empresa, sem restrição. C) podem relatar parcialmente os riscos associados aos possíveis pontos a serem levantados pela auditoria externa. D) somente devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, quando houver irregularidades que requeiram ações imediatas. E) não devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, por não possuírem informações completas. Comentários: Segundo o item 12.3 da NBC TI 01, o relatório é “o documento pelo qual a Auditoria Interna apresenta o resultado dos seus trabalhos, devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade, de forma a expressar, claramente, suas conclusões, recomendações e providências a serem tomadas pela administração da entidade.” (Grifei). Dessa forma, a alternativa “a” está errada, pois o auditor interno deve ser imparcial em seu trabalho. A mesma norma determina que “o relatório da Auditoria Interna deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a quem Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 49 este autorizar, devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo”, devendo, portanto, a letra “b” ser considerada incorreta. Por fim, a norma supracitada indica que “a Auditoria Interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial, na hipótese de constatar impropriedades/irregularidades/ ilegalidades que necessitem providências imediatas da administração da entidade, e que não possam aguardar o final dos exames.” Deste modo, a alternativa “c” e “e” estão erradas e a letra “d” corresponde exatamente à oportunidade em que deve ser emitido o relatório parcial. Resposta: D 5 - (ESAF / ANA / 2009) - Entre as Normas Brasileiras de Contabilidade, a NBC-T-12 trata da atividade e dos procedimentos da Auditoria Interna. Nesse contexto, é correto afirmar: A) o relatório do auditor interno deve ser redigido com objetividade e imparcialidade. B) o termo ‘erro’ aplica-se a atos voluntários de omissão e manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios e demonstrações contábeis. C) para dar suporte aos resultados de seu trabalho, o auditor interno deve se valer, unicamente, da análise e interpretação das informações contábeis. D) o termo ‘fraude’ aplica-se a atos involuntários de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. E) o uso de técnicas de amostragem estatística é vedado na auditoria interna. Comentários: O relatório é o documento pelo qual a Auditoria Interna apresenta o resultado dos seus trabalhos, devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade, de forma a expressar, claramente, suas conclusões, recomendações e providências a serem tomadas pela administração da entidade. Portanto, o gabarito da questão é a letra “a”. A letra “b” e “d” apresentaram as definições de erro e fraude de forma inversa. Assim, para torná-las corretas basta substituira palavra erro por fraude na letra “b” e fraude por erro na letra “d”. A letra “c” está incorreta, pois o foco do auditor interno não é a análise das demonstrações contábeis, mas a avaliação do controle interno, processos, sistemas, etc. da entidade. Portanto, irá se valer de toda a documentação utilizada para analisar esses itens para dar suporte aos resultados do seu trabalho. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 50 Por fim, a letra “e” está completamente errada, pois, assim como o auditor externo, o auditor interno pode utilizar tanto a amostragem estatística quanto a não estatística. Resposta: A QUESTÕES FCC 1 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Durante os trabalhos de auditoria, um Auditor de Controle Interno necessitou fazer testes de observância para garantir a razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. Os testes foram realizados para os seguintes casos: I. Verificação de registros. II. Acompanhamento de procedimentos quando da sua execução. III. Verificação de ativos tangíveis. Os testes realizados para esses casos são denominados, respectivamente, A) inspeção, observação e investigação. B) inspeção, observação e inspeção. C) observação, observação e investigação. D) investigação, inspeção e investigação. E) observação, inspeção e inspeção. Comentários: Segundo a NBC TI 01, o auditor aplica a técnica de inspeção quando verifica registros ou ativos tangíveis (I e III). Já quando acompanha algum procedimento executado pelo próprio funcionário do setor auditado, está aplicando a técnica da observação (II). Resposta: B 2 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Um Auditor de Controle Interno foi incumbido de realizar o exame das contratações realizadas num determinado período. Para tanto, recebeu a orientação de que registrasse as informações coletadas com abrangência e grau de detalhes suficientes para proporcionar a compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão dos procedimentos aplicados de Auditoria Interna. Para o atendimento a essa orientação, as informações coletadas devem ser registradas em documentos denominados: A) planilhas de controle. B) demonstrativos de achados de auditoria. C) papéis de trabalho. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 51 D) bloco de anotações de auditoria. E) registros de evidências. Comentários: Segundo a NBC TI 01, os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciarem a compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão dos procedimentos de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. Resposta: C 3 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Ainda no planejamento de uma Auditoria, um Auditor de Controle Interno se deparou com a possibilidade de não atingir, de forma satisfatória, os objetivos dos trabalhos, podendo emitir uma opinião inadequada, tendo por base a verificação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das transações e das operações. Esse aspecto, nos termos da NBC TI 01, é conceituado como: A) falha de auditoria. B) falha do auditor. C) eventos alheios à vontade do auditor. D) riscos de auditoria. E) falha de amostragem. Comentários: Segundo a NBC TI 01, riscos de auditoria estão relacionados à possibilidade de o auditor não atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos seus trabalhos. Resposta: D 4 - (FCC/CGM-São Luís/2015) - Considere os fatores abaixo. I. Conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. II. Existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos trabalhos de Auditoria Interna. III. O conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes e relacionados. Esses fatores são relevantes na execução dos trabalhos de auditoria, especificamente para a fase de: A) planejamento. B) comunicação de resultados. C) testes de auditoria. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 52 D) especificação de resultados. E) detalhamento de achados de auditoria. Comentários: Mais uma questão literal da NBC TI 01. Todos esses fatores são verificados no planejamento da auditoria interna. Resposta: A 5 - (FCC/CNMP/2015) - O Auditor Interno da empresa CDA Distribuidora de Uvas do Brasil S/A pretende realizar auditoria interna no departamento de compras e vendas da empresa. A possibilidade de NÃO se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos, nos termos da NBC TI 01, estão relacionados: (A) aos papeis de trabalhos elaborados inadequadamente. (B) às avaliações inadequadas do sistema de controle interno e dos processos operacionais. (C) aos achados de auditoria não suficientes para conclusão dos trabalhos. (D) às evidências inadequadas e insuficientes para formar a opinião sobre a auditoria. (E) aos riscos de auditoria. Comentários: Segundo a NBC TI 01, a análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos e está relacionada à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Dessa forma, questão literal da norma de auditoria interna. Resposta: E 6 - (FCC/TCE-CE/2015) - Em determinada empresa pública estadual, está planejado para o mês de agosto de 2015 a realização de auditoria interna nas contas do ativo imobilizado da empresa. Assim, para alcançar os objetivos da auditoria serão aplicados testes de auditoria. Segundo a NBC TI 01, visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade os testes de auditoria denominados de: (A) controles. (B) verificações. (C) substantivos. (D) confirmações. (E) observância. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 53 Comentários: Segundo a NBC TI 01, os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade. Resposta: C 7 - (FCC/TCE-GO/2014) - Nos termos da NBC TI 01, os riscos de auditoria interna estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Assim, a análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos, considerando, entre outros, o seguinte aspecto: (A) a adequação e eficiência dos controles internos. (B) a determinação e extensão dos testes de auditoria. (C) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialista. (D) a avaliação dos processos e dos sistemas de informações. (E) o resultado de auditorias anteriores.Comentários: Segundo a NBC TI 01 a análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos e devem ser considerados, principalmente, os seguintes aspectos: a) A verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das transações e das operações. b) A extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. Resposta: C 8 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - Na realização dos trabalhos de auditoria na empresa Vende Bem do Brasil S/A, o auditor interno, com o objetivo de obter razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, procedeu a verificação de registros, documentos e ativos tangíveis. Neste caso, o auditor aplicou o procedimento de auditoria denominado: (A) inspeção. (B) observação. (C) testes substantivos. (D) investigação. (E) confirmação. Comentários: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 54 Segundo a NBC TI 01, a Inspeção envolve a verificação de registros, documentos e ativos tangíveis. Questão literal da norma de Auditoria Interna. Resposta: A 9 - (FCC/TRT-13ªRegião/2014) - O auditor interno pode realizar testes que permitam obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à Administração. O procedimento que consiste no acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução é a: (A) Confirmação. (B) Investigação. (C) Observação. (D) Inspeção. (E) Evidenciação. Comentários: Quando o teste dá a ideia de acompanhamento, ou seja, o auditor não executa nada, só observa, temos a técnica da Observação. Resposta: C 10 - (FCC / ICMS-RJ / 2014) - A auditoria interna na empresa Mel Doce do Brasil S. A., para obter razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade, aplicará procedimentos de auditoria relativamente a: A) técnicas de amostragem. B) testes do fluxo de transações. C) testes de observância. D) técnicas de avaliação. E) testes substantivos. Comentários: Mais uma questão tranquila. Se o teste tem como objetivo avaliar os controles internos, estamos falando dos testes de observância, que para a norma de auditoria independente (que não é o caso) chama testes de controle. Resposta: C 11 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - A empresa BDA do Brasil S/A admitiu, em seu quadro de pessoal, um auditor interno, para preparação e planejamento das auditorias a serem realizadas Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 55 na empresa. Entre outros, são considerados fatores relevantes no planejamento dos trabalhos de auditoria interna: I. o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. II. o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados. III. o conhecimento detalhado das transações efetuadas pela empresa em exercícios anteriores. IV. o levantamento dos ativos e passivos da empresa relativo ao exercício anterior. V. o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade. Está correto o que consta APENAS em: (A) II e IV. (B) I, II e V. (C) II, III e V. (D) I, IV e V. (E) I e IV. Comentários: Vamos aos erros: III – O correto seria o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados, e não das transações efetuadas pela empresa no ano anterior. IV – Ativos e passivos do ano anterior não são relevantes para o planejamento dos trabalhos a serem realizados pela auditoria. Os itens I, II e V estão literais da NBC TI 01. Resposta: B 12 - (FCC/METRÔ-SP/2014) - A auditoria interna pode ser exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado, incluindo, dessa forma, o Metrô, e compreende, dentre outros, o gerenciamento de riscos. A avaliação dos riscos de auditoria, seja pelo volume ou complexidade das transações e operações, deve ser feita: A) na fase de planejamento dos trabalhos. B) na consolidação dos achados de auditoria. C) no relatório parcial de irregularidades. D) na fase de implantação da auditoria eletrônica de dados. E) na consolidação dos papéis de trabalho. Comentários: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 56 Segundo a NBC TI 01, a análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos e está relacionada à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Resposta: A 13 - (FCC / TRT-19ª Região / 2014) - Os riscos de auditoria interna estão relacionados à possibilidade do auditor não atingir, de forma satisfatória, os objetivos dos trabalhos. A avaliação desses riscos deve ser feita na fase de planejamento e considerar a: A) atividade finalística da entidade a ser auditada. B) época em que os trabalhos vão ser realizados. C) estrutura hierárquica da entidade a ser auditada. D) formação e escolaridade dos responsáveis pela entidade auditada. E) extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. Comentários: Segundo a NBC TI 01, norma que trata de Auditoria Interna, a análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos e estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os seguintes aspectos: A verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das transações e das operações. A extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. Portanto, questão literal. Resposta: E 14 - (FCC / TRF-3ª Região / 2014) - O planejamento da auditoria interna compreende os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. O que deve ser estruturado de forma a servir como guia e meio de controle de execução de trabalho, devendo ser revisado e atualizado sempre que as circunstâncias exigirem, é o: A) programa de trabalho. B) relatório de auditoria. C) demonstrativo de riscos de auditoria. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 57 D) papel de trabalho. E) quadro de testes de auditoria. Comentários: Segundo o item 12.2.1.4 da NBC TI 01, os programas detrabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. Portanto, o gabarito é a letra A. Resposta: A 15 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - Na auditoria interna realizada na tesouraria de determinada empresa de produtos alimentícios, referente à movimentação financeira do mês de agosto de 2014, o auditor constatou que a empresa pagou três duplicatas sem a devida comprovação de compra ou recebimento do material. A fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações, as informações e provas obtidas no curso da auditoria serão registrados: (A) no relatório de auditoria. (B) no programa de auditoria. (C) na ata de conclusão da auditoria. (D) nos papeis de trabalho. (E) no certificado de auditoria. Comentários: Questão literal da NBC TI 01. Segundo essa norma, os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações e provas, obtido no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações. Resposta: D 16 - (FCC/TCE-RS/2014) - Nos termos da Resolução CFC 986/2003, as informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são denominadas: (A) evidências. (B) fontes de auditoria. (C) amostras positivadas. (D) dados relevantes. (E) achados de auditoria Comentários: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 58 Segundo a NBC TI 01, em seu item 12.2.3.4, as informações que fundamentam os resultados da Auditoria Interna são denominadas de “evidências”, que devem ser suficientes, fidedignas, relevantes e úteis, de modo a fornecer base sólida para as conclusões e recomendações à administração da entidade. Resposta: A 17 - (FCC/METRÔ-SP/2014) - Os trabalhos de auditoria interna devem ter por objetivo a obtenção de informação que: I. seja factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno. II. sendo confiável, propicie a melhor evidência alcançável, por meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna. III. de suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria Interna. IV. auxilie a entidade a atingir suas metas. Essas informações são denominadas, respectivamente, A) suficiente, útil, adequada e relevante. B) útil, adequada, suficiente e relevante. C) relevante, suficiente, útil e adequada. D) suficiente, adequada, relevante e útil. E) relevante, suficiente, adequada e útil. Comentários: Questão retirada de forma literal da NBC TI 01. Segundo essa norma, o processo de obtenção e avaliação das informações compreende a obtenção de informações sobre os assuntos relacionados aos objetivos e ao alcance da Auditoria Interna, devendo ser observado que: a) A informação suficiente é aquela que é factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê- la da mesma forma que o auditor interno. b) A informação adequada é aquela que, sendo confiável, propicia a melhor evidência alcançável, por meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna. c) A informação relevante é a que dá suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria Interna. d) A informação útil é a que auxilia a entidade a atingir suas metas. Resposta: D 18 - (FCC/TCE-GO/2014) - O relatório é o documento pelo qual a Auditoria Interna apresenta o resultado dos seus trabalhos. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 59 Nos termos da NBC TI 01, entre os itens que devem ser abordados no relatório, estão: I. os principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão. II. os responsáveis por eventuais prejuízos causados à entidade. III. a capacidade financeira da entidade para honrar seus compromissos. IV. o objetivo e a extensão dos trabalhos. V. os riscos associados aos fatos constatados. Está correto o que consta APENAS em: (A) I, III e IV. (B) I, IV e V. (C) IV e V. (D) I, III e V. (E) III e IV. Comentários: Segundo a NBC TI 01, no relatório de auditoria interna deve constar, no mínimo, os seguintes aspectos (grifei): a) o objetivo e a extensão dos trabalhos; b) a metodologia adotada; c) os principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão; d) eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria; e) a descrição dos fatos constatados e as evidências encontradas; f) os riscos associados aos fatos constatados; e g) as conclusões e as recomendações resultantes dos fatos constatados. Portanto, questão literal. Resposta: B 19 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - Agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não conformidades apontadas nos relatórios, é finalidade, decorrente da atividade: (A) do conselho fiscal. (B) da auditoria externa. (C) do conselho de administração. (D) do controle interno. (E) da auditoria interna Comentários: A questão cobrou o conhecimento da definição de Auditoria Interna. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 60 Segundo a NBC TI 01, a atividade da Auditoria Interna “está estruturada em procedimentos, com enfoque técnico, objetivo, sistemático e disciplinado, e tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios”. Resposta: E 20 - (FCC/TCE-RS/2014) - A atividade que compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos, forma o conceito de auditoria: (A) ambiental. (B) interna. (C) contábil. (D) de gestão. (E) de programa. Comentários: Segundo o item 12.1.1.3 da NBC TI 01, a Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. Resposta: B 21 - (FCC/TRT-13ªRegião/2014) - O relatório é o documento pelo qual a auditoria interna apresenta o resultado dos seus trabalhos. É norma atinente ao relatório que: (A) seja apresentado somente àquele que solicitou. (B) seja confidencial quanto à autoria, mas não em relação ao conteúdo. (C) seja minucioso e imparcial. (D) contenha eventuais limitaçõesao alcance dos procedimentos de auditoria. (E) contenha apenas a conclusão, devendo as recomendações serem feitas em separado. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 61 Comentários: O relatório é o documento pelo qual a Auditoria Interna apresenta o resultado dos seus trabalhos, devendo ser redigido com objetividade (erro da letra C) e imparcialidade, de forma a expressar, claramente, suas conclusões, recomendações e providências (erro da letra E) a serem tomadas pela administração da entidade. Além disso, o relatório da Auditoria Interna deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a quem este autorizar (erro da letra A), devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo (erro da letra B). Resposta: D 22 - (FCC/TCE-PI/2014) - A auditoria interna: A) é exercida por profissional independente. B) é realizada de forma periódica. C) emite Parecer. D) opina sobre as demonstrações Contábeis. E) emite recomendações a entidade auditada. Comentários: As letras A, B e D tratam de atributos da auditoria independente. A letra C também está errada, já que o documento emitido pelo Auditor Interno chama Relatório (não é Parecer). De qualquer forma, o gabarito é mesmo a letra E, já que recomendações à entidade auditada no relatório de auditoria é uma característica do auditor interno. Resposta: E 23 - (FCC / TRF-3ª Região / 2014) - Nos termos da Resolução CFC 986/03, a auditoria interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno e externo, e de direito privado. É regra atinente à auditoria interna que: A) devem ser obtidas e avaliadas informações consideradas adequadas, que são aquelas convincentes e factuais, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno. B) o relatório é o documento pelo qual a auditoria interna apresenta o resultado dos seus trabalhos, não podendo ser parcial. C) deve assessorar a administração da entidade no trabalho da prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, ainda que verbalmente e de maneira reservada, sobre quaisquer indicações de irregularidades. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 62 D) a obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações, dentro e fora da entidade, é denominada investigação e confirmação. E) a verificação de registros, documentos e atos tangíveis é procedimento denominado observação. Comentários: Vamos aos erros. A - A informação adequada é aquela que, sendo confiável, propicia a melhor evidência alcançável, por meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna. A definição constante nessa letra é de informação suficiente. B - A Auditoria Interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial, na hipótese de constatar impropriedades/irregularidades/ ilegalidades que necessitem providências imediatas da administração da entidade, e que não possam aguardar o final dos exames. C - A Auditoria Interna deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. D – Gabarito da questão, retirado de forma literal do item 12.2.3.2 da norma. E – Essa definição é de Inspeção. Observação é o acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. Resposta: D 24 - (FCC / TRF-3ª Região / 2014) - Os procedimentos de auditoria interna constituem exames e investigações que permitem ao auditor interno obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à administração da entidade. Para tanto, pode aplicar testes que visam tanto a obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, como a obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema de informação da entidade. Esses testes são denominados, respectivamente, A) substantivo e de observância. B) de observância e vistoria. C) vistoria e substantivo. D) substantivo e vistoria. E) de observância e substantivo. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 63 Comentários: Segundo a NBC TI 01, os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. Já os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade. Resposta: E 25 - (FCC/TRT 12ª/2013) - Nos termos da Resolução CFC no 986/03, que trata das normas brasileiras de contabilidade relacionadas à auditoria interna, A) a análise dos riscos de auditoria interna deve ser feita após a emissão do relatório final e serve como retorno de informações para inspeções futuras. B) as análises que visam à obtenção de evidências quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da entidade são chamadas de testes de observância. C) o relatório de auditoria interna deve abordar, dentre outros pontos, a metodologia adotada e as limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria. D) em razão dos princípios do sigilo, ética e zelo profissional, não cabe a emissão de relatório parcial de auditoria. E) a auditoria de processamento eletrônico de dados é feita independentemente de existir na equipe de auditoria interna profissional com conhecimentos relativos à tecnologia da informação. Comentários: A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos e esses riscos estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Dessa forma, a letra A está errada. Já a letra B está incorreta, pois a definição apresentada se refere aos testes substantivos e não de observância. A letra C é o gabarito da questão, já que esses são alguns pontos que devem ser abordados no relatório final de auditoria interna. A letra D também está errada, pois uma das características da auditoria interna é a possibilidade de se emitir um relatório parcial quando constatar impropriedades/irregularidades/ ilegalidades que necessitem providências imediatas da administração da entidade, e que não possam aguardar o final dos exames Por fim, a letra E está incorreta, pois se o auditor não tem conhecimentos em TI não tem como ele realizar uma auditoria desse Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 64 tipo, já que um dos princípios éticos é a necessidade de competência profissional. Resposta: C 26 - (FCC/METRÔ-SP/2014) - Dois analistas de desenvolvimentode gestão foram incumbidos de fazer exames de auditoria interna nos registros realizados pelo setor de contabilidade do Metrô, em 2013. Em razão do volume de informações, utilizaram técnica de auditoria para a seleção de itens que deverão ser testados, representando o todo a ser auditado. Essa técnica utilizada é denominada: A) dimensionamento do trabalho de auditoria. B) direcionamento do trabalho de auditoria. C) amostragem. D) testes de parcialidade. E) seleção de suficiência de informações. Comentários: Quando o auditor se utiliza de parte da população para representar o todo a ser auditado ele está aplicando a técnica de amostragem, que pode ser estatística ou não estatística. Resposta: C 27 - (FCC/TCE-RS/2014) - A amostragem é uma técnica que tem por finalidade determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados. Nos termos da Resolução CFC 986/2003, a amostra selecionada deve proporcionar uma informação de auditoria: (A) suficiente e apropriada. (B) efetiva e padronizada. (C) realística e relevante. (D) material e útil. (E) formal e mensurável. Comentários: Segundo o item 12.2.4.2 da NBC TI 01, ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e selecionada uma amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. Resposta: A 28 - (FCC / TRT-19ª Região / 2014) - Um auditor, ao final dos seus trabalhos, reviu as informações consignadas nos papéis de trabalho e concluiu que as informações coletadas eram confiáveis e proporcionaram a melhor evidência alcançável por Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 65 meio das técnicas que utilizou. Essas informações são classificadas como: A) concretas. B) suficientes. C) adequadas. D) relevantes. E) úteis. Comentários: Segundo a NBC TI 01, “o processo de obtenção e avaliação das informações compreende: I – a obtenção de informações sobre os assuntos relacionados aos objetivos e ao alcance da Auditoria Interna, devendo ser observado que: a) A informação suficiente é aquela que é factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno. b) A informação adequada é aquela que, sendo confiável, propicia a melhor evidência alcançável, por meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna. c) A informação relevante é a que dá suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria Interna. d) A informação útil é a que auxilia a entidade a atingir suas metas.” (Grifei) Dessa forma, questão praticamente literal. Resposta: C 29 – (FCC/DPE SP/2013) - A auditoria interna deve estar vinculada aos mais altos níveis hierárquicos de uma entidade com vistas a: A) atuar estritamente como órgão fiscalizador. B) emitir parecer sobre as demonstrações contábeis para os usuários externos. C) garantir autonomia e independência. D) punir os responsáveis por erros nas demonstrações contábeis. E) apurar fraudes e punir os subordinados com maior isenção. Comentários: O principal objetivo dessa vinculação (geralmente ao Conselho de Administração) é garantir a autonomia e independência necessárias para realização dos trabalhos de auditoria interna. A auditoria interna não tem apenas função fiscalizadora, mas também de assessoramento (letra A). Além disso, não emite parecer Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 66 sobre as demonstrações contábeis (letra B). Por fim, não tem função punitiva (letras D e E). Resposta: C 30 - (FCC / ISS-SP / 2012) - NÃO é uma atividade da função da auditoria interna: A) a avaliação do processo de governança. B) a gestão de risco. C) o monitoramento do controle interno. D) o exame das informações contábeis e operacionais. E) a aprovação do relatório de auditoria externa. Comentários: A letra E, gabarito da questão, não faz sentido. Vejamos. Se a auditoria externa é contratada para emitir uma opinião independente acerca das demonstrações contábeis, não faria sentido em ter que passar por alguma aprovação da empresa auditada, seja da auditoria interna, seja de qualquer setor da administração. As outras quatro alternativas se encaixam perfeitamente no que foi visto como funções de auditoria interna, na parte teórica desta aula, e foram retiradas de forma literal da NBC TA 610. Resposta: E 31 - (FCC / TCE-SP / 2012) – Em relação às diferenças entre a auditoria interna e externa das demonstrações contábeis, é correto afirmar: A) A auditoria externa é de competência exclusiva de contador registrado no Conselho Federal de Contabilidade, enquanto a auditoria interna pode ser realizada por um funcionário qualificado que receba treinamento adequado para tal fim. B) O grau de autonomia do auditor interno é maior que o do auditor externo independente, em virtude de se reportar diretamente à controladoria da entidade. C) O auditor externo executa as auditorias operacional e contábil e o auditor interno, apenas a contábil. D) O auditor externo é responsável pelo exame e avaliação do controle interno da entidade, cabendo ao auditor interno apenas implementar as modificações julgadas necessárias pelo auditor externo para o seu correto funcionamento. E) Regra geral, os relatórios do auditor interno são de uso exclusivo da administração da entidade, enquanto os elaborados pelo auditor independente são destinados também aos usuários externos da informação contábil. Comentários: Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 67 A letra A está incorreta, pois o registro do contador é no Conselho REGIONAL de Contabilidade e não no FEDERAL. Cuidado com essas pegadinhas. Caso não tivesse esse erro, a segunda parte da questão dá margem para questionamentos, já que, a princípio, o auditor interno só precisa ser contador se estiver realizando auditoria contábil. A alternativa B também está errada, pois o grau de autonomia do auditor interno é menor do que a do auditor externo. Além disso, a auditoria interna deve estar ligada à alta administração e não à controladoria. Conforme visto no quadro comparativo, o auditor externo executa auditoria contábil e o auditor interno, contábil e operacional, dentre outras. Embora o auditor externo faça avaliação do controle interno para definir o volume de seus procedimentos substantivos, é o auditor interno que tem essa responsabilidade. Além disso, quem implementa as recomendações feitas pelo auditor interno é a própria empresa. Resposta: E 32 - (FCC / TRE-CE / 2012) – É correto afirmar com relação aos objetivos da auditoria interna que: A) os objetivos não variam e independente do tamanho da empresa ou do quadro funcional devem cobrir totalmente as atividades. B) é totalmente responsável pela gestão de riscos, garantindo à gestão e governança da empresa a mitigação ou eliminação dos mesmos. C) está subordinada aos órgãos de governança da empresa, sendo limitada sobre a possibilidade de avaliar as questões de ordem ética, valores e cumprimento de suas funções. D) elapode ser responsável por revisar a economia, eficiência e eficácia das atividades operacionais, incluindo as atividades não financeiras de uma entidade. E) suas atribuições com relação ao cumprimento de leis e normas limitam-se a aquelas pertinentes à área contábil e financeira, ficando as demais normas e leis sob responsabilidade das áreas específicas. Comentários: A capacidade operacional de trabalho da auditoria interna irá depender do seu quadro funcional, portanto, a letra A está incorreta. O responsável primário pela gestão de riscos é o próprio gestor. Cabe ao auditor interno avaliar essa gestão. Por isso a alternativa B está errada. A letra C está incorreta, pois o auditor interno pode avaliar as questões de ordem ética, valores e cumprimento de suas funções, independentemente de estar ligado à alta administração. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 68 Por fim, a letra E também está errada, pois vimos que, além de auditoria contábil o auditor interno também realiza auditorias operacionais, dentre outras. Resposta: D 33 - (FCC/TRF-3/2016) - Acerca dos termos regulados pela Resolução CFC no 986/2003 (NBC TI 01), considere: I. A análise deve ser executada no curso da auditoria. II. Estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. III. Deve ser levado em conta a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. IV. Deve ser considerada a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria interna. É regra atinente aos riscos de auditoria o que consta em (A) I, II e IV, apenas. (B) I, II, III e IV. (C) I, III e IV, apenas. (D) II e III, apenas. (E) II, III e IV, apenas. Comentários: Segundo a NBC TI 01, a análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os seguintes aspectos: c) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das transações e das operações; d) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. Dessa forma, não é no curso da auditoria, sendo o único item errado o item I. Resposta: E 34 - (FCC/TRF-3/2016) - A Resolução CFC no 986/2003 (NBC TI 01), no que se refere aos papéis de trabalho, estabelece que (A) a boa prática dos trabalhos não recomenda que sejam anexados a outros tipos de documentos. (B) são ferramentas destinadas apenas ao registro em meio físico, que devem ser organizadas e arquivadas de forma sistemática e racional. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 69 (C) são documentos e registros dos fatos, informações e provas obtidos no curso da auditoria para dar suporte à opinião do auditor. (D) devem ter abrangência superficial, uma vez que se trata de ferramenta de suporte. (E) não é ferramenta adequada para proporcionar a compreensão da extensão dos procedimentos de auditoria aplicados. Comentários: Segundo a NBC TI 01, os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações e provas, obtido no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações. Resposta: C 35 - (FCC/TRF-3/2016) - Um auditor interno, em um primeiro momento, verificou a necessidade de fazer testes para verificação de registros, documentos e ativos tangíveis. Depois, também constatou a necessidade de acompanhar a execução de procedimentos específicos. Nos termos regulados pela Resolução CFC no 986/2003 (NBC TI 01), para a consecução desses dois objetivos deverá realizar, respectivamente, (A) testes de observância, na modalidade inspeção e testes de observância, na modalidade observação. (B) testes de observância, na modalidade inspeção e testes substantivos, na modalidade inspeção. (C) testes substantivos, na modalidade confirmação e testes de observância, na modalidade investigação. (D) testes substantivos, na modalidade confirmação e testes de observância, na modalidade inspeção. (E) testes de observância, na modalidade investigação e testes de observância, na modalidade inspeção. Comentários: Segundo a NBC TI 01, os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. Na sua aplicação, devem ser considerados os seguintes procedimentos: a) inspeção – verificação de registros, documentos e ativos tangíveis; b) observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução; e c) investigação e confirmação – obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações, dentro ou fora da entidade. Resposta: A Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 70 36 - (FCC/TRF-3/2016) - Um auditor interno precisou determinar a extensão de um teste de auditoria para proporcionar evidência suficiente e apropriada. Nos termos regulados pela Resolução CFC no 986/2003 (NBC TI 01), essa determinação pode ser alcançada por meio do uso da técnica de (A) projeção. (B) amostragem. (C) normatização. (D) dimensionamento. (E) ajustamento. Comentários: Segundo a NBC TI 01, ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a serem testados, podem ser empregadas técnicas de amostragem. Resposta: B 37 - (FCC/TRT-MT/2016) - Nos termos da NBC TI 01, a auditoria interna contábil (A) em hipótese alguma se vale das informações do controle interno da entidade auditada. (B) é exercida apenas nas pessoas jurídicas de direito privado. (C) é exercida tanto nas pessoas jurídicas de direito público interno como externo. (D) difere da consultoria por não ter como objetivo assistir a entidade no cumprimento dos seus objetivos. (E) levanta as falhas, mas não recomenda soluções. Comentários: Segundo a NBC TI 01, a Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado. Vamos aos erros das outras: A – Se utiliza das informações do controle interno. D – É sua função assistir a entidade no cumprimento dos seus objetivos. E – Recomenda soluções. Resposta: C 38 - (FCC/TRT-MT/2016) - Considere: I. A amplitude do trabalho e responsabilidade estão limitadas à área de atuação. II. Prestar assessoria ao Conselho Fiscal da entidade ou órgão equivalente, se solicitado. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 71 III. Dever de manter sigilo mesmo depois de terminadoseu vínculo empregatício ou contratual. Nos termos da NBC PI 01, aplica-se ao auditor interno o que consta em (A) II e III, apenas. (B) I e III, apenas. (C) I e II, apenas. (D) I, II e III. (E) II, apenas. Comentários: A NBC PI 01 tratava de perícia, não de auditoria interna. Entretanto, se abstrairmos isso, todas as alternativas estão corretas no que se refere à auditoria interna. Resposta: D QUESTÕES CESPE 1 - (CESPE/TCDF/2014) - O planejamento dos trabalhos da auditoria interna deve contemplar, entre outros fatores, o concurso de especialistas, para quem as responsabilidades são inteiramente transferidas. Comentários: Segundo o item 12.2.1.2 da NBC TI 01, norma que trata de auditoria interna, “o planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes: [...] (e) o uso do trabalho de especialista.” Entretanto, na análise dos riscos de auditoria interna devem ser considerados, dentre outros, a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas. Dessa forma, a responsabilidade não é transferida ao especialista, fazendo com que a questão esteja errada. Resposta: E 2 - (CESPE/FUB-DF/2013) - No planejamento dos trabalhos da auditoria interna, cabe ao próprio setor definir a extensão e profundidade dos exames, mas é a administração que determina a época da realização de cada trabalho. Comentários: Não apenas a extensão e profundidade, mas também a época da realização dos trabalhos é definida pelo próprio auditor, mesmo em relação à auditoria interna. Resposta: E Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 72 3 - (CESPE/FUB-DF/2013) - Na execução do trabalho da auditoria, o auditor interno deve analisar e documentar informação: necessária — o mínimo para dar certeza sobre a suspeita; apropriada — obtida sem o concurso dos responsáveis pelas operações; material — contendo a maior parte dos valores; e consistente — que é recorrente. Comentários: São características das informações que devem ser coletadas e avaliadas pelo auditor interno: a) A informação suficiente é aquela que é factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno. b) A informação adequada é aquela que, sendo confiável, propicia a melhor evidência alcançável, por meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna. c) A informação relevante é a que dá suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria Interna. d) A informação útil é a que auxilia a entidade a atingir suas metas. Resposta: E Em relação à natureza, campo de atuação e noções básicas de auditoria interna e externa, julgue os itens subsequentes. 4 - (CESPE / ANP / 2013) - O escopo dos trabalhos do auditor interno deve ser fixado pela gerência, contudo o trabalho do auditor externo é predefinido no contrato. Comentários: O escopo do trabalho do auditor é definido pela própria auditoria interna, seguindo as diretrizes emanadas pela administração da entidade. Se a gerência (que é a parte auditada) definisse o escopo a independência necessária ao trabalho de auditoria seria afetada. Resposta: E Em relação à natureza, campo de atuação e noções básicas de auditoria interna e externa, julgue os itens subsequentes. 5 - (CESPE / ANP / 2013) - Quanto à natureza dos procedimentos realizados durante a auditoria, o auditor é limitado em sua investigação pela possibilidade de distorção nas informações fornecidas pela administração da auditada. Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 73 Comentários: Sempre poderá haver distorções nas informações fornecidas pela administração da empresa é essa é uma limitação do trabalho de auditoria. É claro que o auditor deverá diminuir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo, mas este nunca será nulo, razão pela qual a questão foi considerada correta. Resposta: C De acordo com as Normas Brasileiras para o Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução CFC n.º 986/2003, julgue os itens que se seguem. 6 - (CESPE/FUB-DF/2013) - Os auditores internos, apesar de sua subordinação à administração da empresa e do âmbito de seu trabalho, devem adotar, entre seus procedimentos, a investigação e a confirmação, que envolvem pessoas físicas ou jurídicas de dentro ou de fora da entidade. Comentários: O auditor interno, dentre as técnicas que utiliza para coletar evidências de auditoria, estão a investigação e confirmação que, conforme definição da norma de auditoria interna, pode envolver pessoa física ou jurídica de dentro ou fora da entidade. Isso pode acontecer independente dessa subordinação existente entre o auditor interno e a alta administração. Resposta: C 7 - (CESPE/FUB-DF/2013) - No caso de a auditoria interna detectar indícios de irregularidades no decorrer de seus trabalhos e avaliar que a administração da entidade deve adotar providências imediatas, a auditoria deve fazer a comunicação por escrito, em caráter reservado. Comentários: Questão correta. Essa comunicação deve ser feita por escrito, em caráter reservado, exatamente como está descrito na questão. Resposta: C De acordo com as Normas Brasileiras para o Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução CFC n.º 1.229/2009, julgue os itens seguintes. 8 - (CESPE/FUB-DF/2013) - A auditoria interna, além de suas funções convencionais, pode ser incumbida de avaliar o Curso de Auditoria para RFB 2017 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 01 Prof. Rodrigo Fontenelle WWW.3DCONCURSOS.COM.BR 74 processo de governança, no que diz respeito à realização de seus objetivos de ética e valores, assim como atuar na identificação e avaliação das vulnerabilidades relevantes a riscos. Comentários: Segundo a NBC TA 610, aprovada pela resolução que consta no caput da questão, a função de auditoria interna pode avaliar o processo de governança quanto à realização de seus objetivos de ética e valores, administração de desempenho e prestação de contas, comunicando informações sobre risco e controle para as áreas apropriadas da organização, e da eficácia da comunicação entre as pessoas responsáveis pela governança, os auditores internos e independentes e a administração. Portanto, questão praticamente literal. Resposta: C 9 - (CESPE/AFT/2013) - Um dos requisitos para assegurar a necessária independência técnica aos auditores internos é a garantia de que, no planejamento de seu trabalho, eles não serão influenciados pelas orientações emanadas da administração da entidade e, eventualmente, por suas expectativas. Julgue Certo ou Errado. Comentários: Segundo a NBC TI 01, “o planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade”. (Grifei) Resposta: E 10 - (CESPE/TCU/2013) - As atribuições dos auditores internos e externos diferem, pois, no primeiro caso, estão fixadas no contrato de trabalho,