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Quando for revisar, letra de lei, letra de lei e 20 exercício, letra de lei e 20 exercício
Poder constituinte
Professor:
Exercício
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil promove, perante o Supremo Tribunal Federal, ação direta de inconstitucionalidade em face de dispositivos de determinada lei estadual que, ao dispor sobre segurança pública e viária, estabelece, entre outras medidas, que as atividades de defesa civil incumbem ao corpo de bombeiros militar, subordinado ao Governador do Estado, e que as atividades de segurança viária de competência do Estado devem ser exercidas por agentes de trânsito, estruturados em carreira, na forma da referida lei.
Nessa hipótese, à luz da Constituição Federal,
a)falta legitimidade ao Conselho Federal da OAB para a propositura da ação.
b)a ação não poderia ter sido ajuizada perante o STF, uma vez que a inconstitucionalidade de lei estadual deve ser arguida perante o Tribunal de Justiça do Estado respectivo.
c)embora presentes requisitos de admissibilidade da ação, quanto à legitimidade para sua propositura e ao objeto, no mérito é improcedente, pois as medidas determinadas pela lei estadual são compatíveis com a Constituição.
d)estão presentes os requisitos de admissibilidade da ação, quanto à legitimidade para sua propositura e ao objeto, e no mérito é procedente apenas no que se refere às atividades de defesa civil, atribuídas pela Constituição aos Municípios.
e)estão presentes os requisitos de admissibilidade da ação, quanto à legitimidade para sua propositura e ao objeto, e no mérito é procedente apenas no que se refere aos aspectos de segurança viária, de competência legislativa privativa da União.
LETRA C
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: (ADIN , ADC)
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
Macete para os que podem propor :
Três mesas:
1. Mesa do Senado
2. Mesa da Câmara
3. Mesa de Assembléia Legislativa ou Câmara Legislativa do DF
Três pessoas/autoridades:
1. Presidente da República
2. Procurador Geral da República
3. Governador do Estado ou DF
Tres Intituições/Entidades
1. Partido Político com representação no CN
2. Conselho Federal da OAB
3.Confederação sindical ou entidade de classe no âmbito nacional.
Art. 144 CF § 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.
Art. 144 § 10. A segurança viária, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas:
I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de outras atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014)
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de
Apesar do excelente comentário do colega @Cassiano,
eu prefiro repartir e decorar os legimados a propor ADIN e ADC de outro modo:
Legitimados UNIVERSAIS (independentemente do tema, podem propor)
- Presidente da Rep.
- PGR
- Conselho Federal da OAB
- Partido c/ Repres. no CN
a perda da representação no Congresso Nacional (CN) não prejudicará a ação.
precisam de Advogados
- Mesa de qlqr CASA
mesa do CN ñ tem legitimidade.
Legitimados Temáticos (só podem propor as ações, caso tenham parte, ou se sintam prejudicados)
- Gov
- Confederação/Associação
há necessidade de representação Nacinal
precisam de Advogados
- Mesa de Ass Leg
mesa do DF inclusa
abraços e espero ter ajudado ;)
COMENTÁRIO QUE PEGUEI DE ALGUÉM MUITO FODA AQUI NO QC PRA INVENTAR UM MACETE DESSE KK
04 autoridades:
Presidente da República (não há que falar em Vice);
PGR;
Governador de Estado;
Governador de DF.
04 mesas:
Mesa do SF;
Mesa da CD;
Mesa da Assembleia legislativa;
Mesa da Câmara Legislativa.
04 instituições:
OAB;
Partido político do CN;
Confederação sindical;
Entidade de classe de âmbito nacional.
Legitimados para propor ações do controle concentrado: 3/4 MAE
São 3 colunas e 4 linhas ==> 4M = 4 Mesas; 4A = 4 Autoridades; 4E = 4 Entidades
Mesa da CD - P. República - Conselho Federal da OAB
Mesa do SF - PGR - Partido político com representação no CN
Mesa da ALEgislativa - Gov. Estado - Confederação sindical
Mesa da Câmara Legislativa do DF - Gov. DF - Entidade de classe de âmbito nacional
OBS: Universais/neutros = azul
Especiais/interessados = preto --> devem demonstrar pertinência temática
OBS 2: A legitimidade é aferida no momento da propositura da ação. Logo, se o partido político perder a representação, a ação prosseguirá em nome do interesse público.
OBS 3: Precisam de advogado = sublinhados (Partido político, confederação sindical e entidade de classe)
Espero ter ajudado :)
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Parte superior do formulário
Questão
Pedro Paulo, preso em flagrante pela suposta prática de crime de roubo, não é conduzido pelos agentes do Estado para comparecimento à audiência de custódia designada para acontecer no dia seguinte ao do flagrante. A prisão é convertida em preventiva, sendo indeferido o requerimento de remarcação da audiência de custódia formulado pelo Defensor Público incumbido do caso, sob o fundamento de estar o julgador convicto das razões para manutenção do decreto de prisão. Pretende o Defensor Público compelir o órgão judicial à realização da audiência de custódia, mediante adoção de medida a ser proposta perante o Supremo Tribunal Federal − STF por membro da Defensoria Pública.
Nessa hipótese, à luz da legislação pertinente e da jurisprudência do STF,
a)
é cabível arguição de descumprimento fundamental, perante o STF, por violação aos princípios do devido processo legal e da presunção de não culpabilidade.
b)
a despeito da ofensa à decisão proferida em sede de controle concentrado pelo STF, reconhecendo a obrigatoriedade de os órgãos judiciais realizarem audiência de custódia com o comparecimento do preso perante a autoridade judiciária no prazo máximo de 24 horas contado do momento da prisão, não é admissível reclamação ou outra medida diretamente perante o STF por não terem sido esgotadas as instâncias ordinárias.
c)
não há que se falar em ofensa à decisão do STF que determina a realização de audiência de custódia, com o comparecimento do preso perante a autoridade judiciária no prazo máximo de 24 horas contado do momento da prisão, uma vez que a conversão da prisão em flagrante em preventiva convalida o vício da não realização do ato processual.
d)
é cabível reclamação perante o STF, para garantia da autoridade de decisão por este proferida em sede de controle concentrado, que reconhece a obrigatoriedade de os órgãos judiciais realizarem audiência de custódia, viabilizando-se o comparecimento do preso perante a autoridade judiciária no prazo máximo de 24 horas, contado do momento da prisão.
e)
é cabível habeas corpus,perante o STF, diante da ilegalidade de conversão da prisão em flagrante em preventiva sem a prévia realização de audiência de custódia, por ato imputável ao Estado.
TENÇÃO: deve se distinguir acerca do cabimento ou não da reclamação no STF. Se houver descumprimento de decisão do STF proferida em sede de controle concentrado de constitucionalidade - como no caso da questão -, é cabível a reclamação no âmbito do Pretório Excelso. Agora, porém, quando houver descumprimento de decisão proferida em sede de recursos repetitivos, é nessário o esgotamento das vias ordinárias.
Nesse sentido, confira a lição de Márcio Cavalcante (Dizer o Direito):
Só cabe reclamação ao STF por violação de tese fixada em repercussão geral após terem se esgotado todos os recursos cabíveis nas instâncias antecedentes
O art. 988, § 5º, II, do CPC/2015 prevê que é possível reclamação dirigida ao Supremo Tribunal Federal contra decisão judicial que tenha descumprido tese fixada pelo STF em recurso extraordinário julgado sob o rito da repercussão geral. O CPC exige, no entanto, que, antes de a parte apresentar a reclamação, ela tenha esgotado todos os recursos cabíveis nas "instâncias ordinárias".
O STF afirmou que essa hipótese de cabimento prevista no art. 988, § 5º, II, do CPC deve ser interpretada restritivamente, sob pena de o STF assumir, pela via da reclamação, a competência de pelo menos três tribunais superiores (STJ, TST e TSE) para o julgamento de recursos contra decisões de tribunais de 2º grau de jurisdição.
Assim, segundo entendeu o STF, quando o CPC exige que se esgotem as instâncias ordinárias, significa que a parte só poderá apresentar reclamação ao STF depois de ter apresentado todos os recursos cabíveis não apenas nos Tribunais de 2º grau, mas também nos Tribunais Superiores (STJ, TST e TSE). Se ainda tiver algum recurso pendente no STJ ou no TSE, por exemplo, não caberá reclamação ao STF.
Em suma, nos casos em que se busca garantir a aplicação de decisão tomada em recurso extraordinário com repercussão geral, somente é cabível reclamação ao STF quando esgotados todos os recursos cabíveis nas instâncias antecedentes.
STF. 2ª Turma. Rcl 24686 ED-AgR/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 28/10/2016 (Info 845).
Justificativa da B
• Descumpriu decisão do STF proferida em ADI, ADC, ADPF: cabe reclamação mesmo que a decisão “rebelde” seja de 1ª instância. Não se exige o esgotamento de instâncias.
• Descumpriu decisão do STF proferida em recurso extraordinário sob a sistemática da repercussão geral: cabe reclamação, mas exige-se o esgotamento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5º, II, do CPC/2015).
O que é a RECLAMAÇÃO?
A Reclamação (RCL) é um instrumento jurídico com status constitucional que visa preservar a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) e garantir a autoridade de suas decisões. Originalmente, ela é fruto da construção jurisprudencial do STF que, com o decorrer do tempo, foi sendo incorporada ao texto constitucional (artigo 102, inciso I, alínea “i”, da Constituição Federal).
Regulamentado pelo artigo 13 da Lei 8.038/1990 e pelos artigos 156 e seguintes do Regimento Interno da Corte (RISTF), o instituto pertence à classe de processos originários do STF – ou seja, deve ser ajuizada diretamente no Tribunal, a quem cabe analisar se o ato questionado na ação invadiu competência da Corte ou se contrariou alguma de suas decisões.
QUANDO É CABÍVEL A RECLAMAÇÃO?
A Reclamação é cabível em três hipóteses. Uma delas é preservar a competência do STF – quando algum juiz ou tribunal, usurpando a competência estabelecida no artigo 102 da Constituição, processa ou julga ações ou recursos de competência do STF. Outra, é garantir a autoridade das decisões do STF, ou seja, quando decisões monocráticas ou colegiadas do STF são desrespeitadas ou descumpridas por autoridades judiciárias ou administrativas.
Também é possível ajuizar Reclamação para garantir a autoridade das súmulas vinculantes: depois de editada uma súmula vinculante pelo Plenário do STF, seu comando vincula ou subordina todas as autoridades judiciárias e administrativas do País. No caso de seu descumprimento, a parte pode ajuizar Reclamação diretamente ao STF. A medida não se aplica, porém, para as súmulas convencionais da jurisprudência dominante do STF.
Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=271852
Questão
Em voto proferido quando da concessão de medida cautelar em sede de arguição de descumprimento de preceito fundamental, o Ministro Relator, apoiando-se em técnica empregada por Corte Constitucional estrangeira, entendeu que estava comprovada, no caso, situação de violação generalizada de direitos fundamentais e incapacidade reiterada e persistente das autoridades públicas em modificar a situação, sendo que a superação das transgressões exigia a atuação não apenas de um órgão, e sim de uma pluralidade de autoridades. Mais adiante, afirmou o Relator que, em situações tais, ao Tribunal cabe retirar as autoridades públicas do estado de letargia, provocar a formulação de novas políticas públicas, aumentar a deliberação política e social sobre a matéria e monitorar o sucesso da implementação das providências escolhidas, assegurando, assim, a efetividade prática das soluções propostas.
Cuida-se, no caso, de técnica de
a) interpretação conforme a Constituição.
b) declaração de estado de coisas inconstitucional.
c) decisão manipulativa de efeitos aditivos.
d) decisão manipulativa de efeitos substitutivos.
e) declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade.
Olá Pessoal.
A questão transcreveu o voto condutor da polêmica MC ADPF 347(nascimento das audiências de custódia) julgada em 2015, do então relator Ministro Marco Aurélio, em que o objeto da ação era o reconhecimento da violação de direitos fundamentais da população carcerária e a determinação de providências no tratamento da questão prisional no país. O relator asseverou que: o papel do Supremo diante desse quadro é retirar as autoridades públicas do estado de letargia, provocar a formulação de novas políticas públicas, aumentar a deliberação política e social sobre a matéria e monitorar o sucesso da implementação das providências escolhidas, assegurando a efetividade prática das soluções propostas. “Ordens flexíveis sob monitoramento previnem a supremacia judicial e, ao mesmo tempo, promovem a integração institucional”, concluiu.
Quanto ao conceito do estado de coisas inconstitucional, pegamos emprestado da Corte Constitucional Colombiana, que assim o define:
A técnica da declaração do “estado de coisas inconstitucional” permite ao juiz constitucional impor aos Poderes Públicos a tomada de ações urgentes e necessárias ao afastamento das violações massivas de direitos fundamentais, assim como supervisionar a efetiva implementação. Considerado o grau de intervenção judicial no campo das políticas públicas, argumenta que a prática pode ser levada a efeito em casos excepcionais, quando presente transgressão grave e sistemática a direitos humanos e constatada a imprescindibilidade da atuação do Tribunal em razão de “bloqueios institucionais” nos outros Poderes. Afirma que essas condições estão presentes e são notórias no sistema prisional brasileiro, a legitimar a atividade do Supremo por meio desta arguição.
Portanto, gabarito B.
Bons Estudos.
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Letra B
a) A interpretação conforme a constituição (verfassungskonforme Auslegung) é uma criação jurisprudencial de origem alemã, destinada a compatibilizar uma determinada norma com o sistema constitucional, sem que seja declarada a nulidade da mesma.
Ex.: O recente entendimento do STF que conferiu a necessidade de interpretação conforme a Constituição ao art. 48, § 2º, do Código Florestal, para permitir compensação apenas entre áreas com identidade ecológica.
b) O “estado de coisas inconstitucional”, expressão originadada Corte Constitucional da Colômbia, significa o quadro de violação massiva e persistente de direitos fundamentais, decorrente de falhas estruturais e falência de políticas públicas e cuja modificação depende de medidas abrangentes de natureza normativa, administrativa e orçamentária. Cabe ao STFl, adotando o Ativismo Judicia, determinar as providências necessárias para que sejam sanadas as lesões a preceitos fundamentais da Constituição e isso poderá ser realizado por meio de uma sentença estrutural em sede de (ADPF), cuja ação é subsidiária, de forma que esta ação apenas será cabível, se não houver outro meio eficaz de sanar a lesividade.
Ex.: na ADPF nº 347, no dia 09/09/2015, reconheceu o estado de coisas inconstitucional do sistema carcerário brasileiro,
c) Decisão manipulativa de efeitos aditivos - Verifica-se quando o Tribunal declara inconstitucional certo dispositivo legal não pelo que expressa, mas pelo que omite, alargando o texto da lei ou seu âmbito de incidência.
Ex1: ADPF 54, Rel. Min. Marco Aurélio, julgada em 12/4/2012, na qual o STF julgou inconstitucional a criminalização dos abortos de fetos anencéfalos atuando de forma criativa ao acrescentar mais uma excludente de punibilidade – no caso de o feto padecer de anencefalia – ao crime de aborto.
d) Decisão manipulativa de efeitos substitutivos - a Corte Constitucional declara a inconstitucionalidade de parte de uma lei (ou outro ato normativo) e, além disso, substitui a regra inválida por outra, criada pelo próprio Tribunal, a fim de que se torne consentânea com a Constituição. Há, neste caso, uma forma de direito judicial, considerando que se trata de um direito criado pelo Tribunal.
Ex: a MP 2183-56 alterou o Decreto-lei nº 3.365/41 e estabeleceu que, no caso de imissão prévia na posse, na desapropriação por necessidade ou utilidade pública e interesse social, havendo divergência entre o preço ofertado em juízo e o valor do bem, fixado na sentença, deverá incidir juros compensatórios de até 6% ao ano. Ao julgar ADI contra esta MP, o STF afirmou que esse percentual de 6% era inconstitucional e determinou que este percentual deveria ser de 12% ao ano (ADI 2332, Rel. Min. Moreira Alves, julgado em 05/09/2001)
Questão
Servidores ocupantes de cargos efetivos de Técnico Administrativo nos quadros de apoio da Defensoria Pública de determinado Estado obtêm, em juízo, reconhecimento do direito a perceberem adicional por produtividade criado por lei para ocupantes de cargos efetivos de Técnico Administrativo no âmbito de Secretarias de Estado, sob o fundamento de que a lei em questão teria ofendido o princípio da isonomia, ao não conceder a verba a todos os servidores estaduais ocupantes de cargos com as mesmas atribuições. Sendo a decisão confirmada em segunda instância e mantida por seus próprios fundamentos, a parte vencida, tempestivamente, interpõe recurso extraordinário, visando à reforma do julgado.
Nessa hipótese, à luz da legislação pertinente e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - STF, o recurso extraordinário
a)
possui repercussão geral, por ter a decisão recorrida contrariado súmula vinculante do STF sobre a matéria.
b)
não é admissível, por inexistir ofensa direta a dispositivo da Constituição Federal, embora seja cabível, no caso, reclamação perante o STF, por contrariedade da decisão recorrida a súmula vinculante sobre a matéria.
c)
deverá ter seguimento negado, no Tribunal a quo, uma vez que a decisão recorrida foi proferida em conformidade com súmula vinculante do STF sobre a matéria.
d)
deverá ser admitido, no Tribunal a quo, por ter sido suscitada questão constitucional, no caso, mas não será conhecido, no STF, uma vez que a decisão recorrida foi proferida em conformidade com súmula vinculante do STF sobre a matéria.
e)
será admissível, desde que seja comprovada a existência de repercussão geral de questão constitucional referente à autonomia administrativa e financeira da Defensoria Pública.
Pessoal, a resposta a esta questão não parte da exigência de esgotamento das vias ordinárias, como ocorre no âmbito administrativo.
Consoante já mencionado por alguns colegas, no tocante à repercução geral, o inc. I do §3º do art. 1.035 do NCPC assim dispõe:
"Art. 1.035. O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso extraordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral, nos termos deste artigo.
(...)
§ 3o Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar acórdão que:
I - contrarie súmula ou jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal;
Logo, a altenativa A está correta, pois de fato há repercução geral uma vez que houve contrariedade à Súmula do STF, inclusive súmula vinculante, o que torna a contrariedade ainda mais reveladora.
Nada obstante, é preciso ter em mente que também é cabível o oferecimento de reclamação constitucional, no presente caso, para garantir a observância de SV nº. 37. Neste sentido, estabelece a parte final do art. 7º da lei 11.417 de 2006 (Lei da Súmula Vinculante):
Art. 7o Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação.
Nessa esteira, extrai-se da norma que o cabimento de reclamação nao impede a interposição do recurso extraordinário, sendo que a escolha, em regra, é facultativa à parte interessada ou ao Ministério Público.
Em arremedo de conclusão, registre-se que a alternativa B está incorreta tão somente por afirmar que o Rext é inadmissível na situação hipotética, o que, de fato, não está correto, pois, além de haver ofensa à Constitucional Federal (art. 103-A da CF), há repercussão geral, como já exposto. Já a continuidade da assertiva está correta não mererecendo, a meu aviso, nenhum tipo de reparo.
Fonte: Daniel Amorim Assumpção Neves, 8ª ed., 2016.
Bons estudos!
Súmula Vinculante 37: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.
NCPC, Art. 1.035. O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso extraordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral, nos termos deste artigo.
§ 3o Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar acórdão que:
I - contrarie súmula ou jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal;
Questão
No que se refere ao controle de constitucionalidade, julgue o item subsequente.
O Supremo Tribunal Federal possui competência para apreciar ação direta de inconstitucionalidade contra lei do DF fruto do exercício de competência legislativa municipal.
ERRADO
Súmula 642 STF: Não cabe ação direta de inconstitucionalidade de lei do Distrito Federal derivada da sua competência legislativa municipal.
- ADI - lei ou ato normativo FEDERAL ou ESTADUAL;
*não caberá sobre: prescrição e decadência, intervenção de 3º, assistência jurídica da parte, desistência, ação rescisória, recursos (salvo embargos de declaração e suspeição.
- ADC - lei ou ato normativo FEDERAL;
- ADPF (AJUIZAMENTO SUBSIDIÁRIO)- lei ou ato normativo FEDERAL ou MUNICIPAL.
*somente pelo ajuizamento da ADPF é possível o controle abstrato de constitucionalidade, ou seja, diretamente no STF, mediante um processo objetivo e não incidental (lei orgânica).
ERRADOOOO
A competêcia do STF para apreciar ação direta de inconstitucionalidade (ADI) de lei ou ato normativo FEDERAL ou ESTADUAL.
Se fosse caso de competência regional, equiparada a dos estados, aí sim poderia haver competência para o STF apreciar ADI.
Ainda temos Súmula 642 do STF:
"Não cabe ação direta de inconstitucionalidade de lei do Distrito Federal derivada da sua competência legislativa municipal."
Podemos notar que a súmula fala de competência MUNICIPAL
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Exercício
01 ao 4
Direitos sociais DO 06 AO 12
Artigo primeiro so.ci.di.va.plu.
Área professor
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 1º – A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, ( TERRITÓRIOS NÃO SE ENCAIXA AQUI) constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
O artigo terceiro da constituição federal apresenta os OBJETIVOS da RFB:
Art. 3º – Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
CON – GA – E – PRO
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional; pode te confundir. Aqui é objeto.
Está escrito independência nacional. Relações internacionais.
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
BS: memorize a palavra RISCO para lembrar Raça, Idade, Sexo, Cor e Origem)
PANICO
Prevalência dos direitos humanos
Auto-determinação dos povos
Não-intervenção
Independência nacional e Igualdade entre os Estados
COoperação entre o povos
SOCO
SOlução pacífica dos conflitos
COncessão de asilo político
REDE
REpúdio ao terrorismo
DEfesa da paz
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não-intervenção;
V – igualdade entre os Estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
Questão
No âmbito dos princípios fundamentais da Constituição Federal de 1988 consta o pertinente ao:
a) pluralismo político.
b) intervencionismo estatal.
c) comprometimento com a saúde.
d) projeto de defesa nacional.
e) desenvolvimento radical
CF/88
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
famoso SOCIDIVAPLU
SOCIDIVAPLU
I - a soberania;SO
II - a cidadania CI
III - a dignidade da pessoa humana;DI
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;VA
V - o pluralismo político.PLU
Acerca dos princípios, fundamentos e objetivos da Constituição Federal de 1988 (CF), julgue os itens a seguir.
A soberania, que consiste em um poder político supremo e independente, é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil.
Errado .
CF/88:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Questão
Acerca dos princípios, fundamentos e objetivos da Constituição Federal de 1988 (CF), julgue os itens a seguir.
Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais constituem objetivos da República Federativa do Brasil expressos na CF.
Conga e pro
Constituição Federal de 1988
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 3º, Constituição Federal. MACETE: CON GARRA ERRA POUCO
CON struir uma sociedade livre, justa e solidária.
GAR antir o desenvolvimento nacional
ERRA dicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.
P romover o bem de todos, sem qualquer tipo de preconceito ou discriminação.
Obs.: São caracterizados por verbos. Contudo, cuidado na hora da prova.
questão
À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue os itens a seguir, acerca dos princípios constitucionais e dos direitos fundamentais.
Conforme a CF, o poder emana do povo e é exercido por meio de representantes eleitos, não havendo previsão do exercício do poder diretamente pelo povo.
Existem instrumentos de Democracia Direta no Brasil, Plebiscito, Referendo e Júri Popular são exemplos.
Questão
Acerca dos princípios, fundamentos e objetivos da Constituição Federal de 1988 (CF), julgue os itens a seguir.
Conforme o princípio democrático, todo o poder emana do povo, que o exerce diretamente ou por meio de representantes eleitos.
Certo
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Questão
considerando a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, assinale a alternativa que NÃO representa um remédio constitucional.
a) Direito de petição.
b) Mandado de injunção.
c) Ação popular.
d) Princípio da dignidade da pessoa humana.
e) Direito à certidão.
Gabarito Letra D
Os remédios constitucionais, ou remédios jurídicos, são instrumentos previstos no ordenamento jurídico brasileiro que deveriam ser de conhecimento de todos os cidadãos do nosso país. Isso porque são mecanismos que garantem aos cidadãos os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal quando o Estado não cumpre seu dever, seja por despreparo, ilegalidade ou abuso de poder.
São remédios: habeas corpus; habeas data; mandado de segurança; mandado de injunção, ação popular; Direito de petição; Direito à certidão e ação civil pública.
Gabarito, D
Complementando:
O princípio da dignidade da pessoa humana é um valor moral e espiritual inerente à pessoa, ou seja, todo ser humano é dotado desse preceito, e tal constitui o princípio máximo do estado democrático de direito. Está elencado no rol de Principios Fundamentais da Constituição Brasileira de 1988, dentro dos FUNDAMENTOS da república do Brasil. É princípio tão importante que veio elencado logo no inicio da nossa carta constitucional:
Art. 1º, da CF. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valoressociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político.
Agora, trago o comentário da colaboradora Camila Moreira:
Remédios Constitucionais (ações, garantias, writs - não são direitos):
- Habeas Corpus: direito de locomoção.
- Habeas Data: direito de informação pessoal.
- Mandado de segurança: direito líquido e certo.
- Mandado de injunção: omissão legislativa.
- Ação Popular: ato lesivo.
O que tem H é gratuito, o que tem M não é gratuito. O que tem A é gratuito, salvo má-fé.
CF - Art. 5º, LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.
Questão
Acerca dos princípios fundamentais e dos direitos e deveres individuais e coletivos, julgue o item a seguir.
A garantia da dignidade da pessoa humana é um objetivo da República Federativa do Brasil e tem consolidado decisões judiciais para a efetivação de direitos
Fundamentais previstos na CF.
Errado
Cuidado a banca quis te pegar !!! com ga e pro
No ga: Seria garantir o desenvolvimento nacional, AQUI SERIA SOCIDIVAPLU.
Questão
Acerca da CF, julgue os itens seguintes.
Nos termos da CF, um ente federativo terá o direito de secessão, isto é, de desagregar-se da Federação, seja em caso de crise institucional, seja por decisão da população diretamente interessada, mediante plebiscito.
A CF veda a desagregação de qualquer ente da federação. Art. 1º A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. O que é permitido é fusão, criação ou desmembramento de município ou estado, mas sem que haja o desligamento da federação.
Julgue os itens que se seguem, a respeito dos princípios
Fundamentais.
A Constituição Federal de 1988 (CF) não prevê expressamente o princípio da concessão de asilo político.
Questão
De acordo com as noções gerais e os princípios fundamentais do direito constitucional positivo brasileiro, julgue os itens subsequentes. Nesse sentido, considere que as siglas CF e STF, sempre que utilizadas, se referem, respectivamente, à Constituição Federal de 1988 e ao Supremo Tribunal Federal.
Ocorre o fenômeno da não recepção de lei ordinária quando, a despeito da compatibilidade material, a nova ordem constitucional exige que a matéria por ela regulada seja disciplinada por lei complementar.
todas as normas presentes na CF, independentemente de seu conteúdo, possuem supremacia em relação à lei ordinária, por serem formalmente constitucionais.
CORRETA.
Q378567 Prova: CESPE - 2014 - PM-CE - Oficial da Polícia Militar
Se houver incompatibilidade de caráter formal entre uma lei preexistente e uma nova norma constitucional, tal lei não poderá ser recepcionada, mesmo que seja materialmente compatível com o novo diploma constitucional.
ERRADA.
Questão
À luz dos princípios fundamentais de direito constitucional positivo brasileiro, julgue os itens a seguir.
Quando um estado da Federação deixa de invocar a proteção de Deus no preâmbulo de sua constituição, contraria a CF, pois tal invocação é norma central do direito constitucional positivo brasileiro.
ERRADO
O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que o preâmbulo da Constituição Federal de 1988 não constitui norma central, e que a invocação da proteção de Deus não se trata de norma de reprodução obrigatória na Constituição Estadual, porque não possui força normativa. Não possui o preâmbulo, portanto, relevância jurídica, não constitui norma central da Constituição, de reprodução obrigatória na Constituição do estado-membro.
Conclui-se que o PREÂMBULO da CF1988:
1-não se situa no âmbito do Direito Constitucional;
2-não tem força normativa;
3-não é norma de observância obrigatória dos estados-membros, Distrito Federal e Municípios;
4-não serve de parâmetro para declaração de inconstitucionalidade das leis;
5-não constitui limitação à atuação do poder constituinte derivado, ao modificar o texto constitucional;
Julgue os itens a seguir, a respeito da teoria dos direitos
fundamentais e dos princípios fundamentais na Constituição Federal
de 1988 (CF).
A dignidade da pessoa humana, princípio fundamental da
República Federativa do Brasil, promove o direito à vida digna
Em sociedade, em prol do bem comum, fazendo prevalecer o
Interesse coletivo em detrimento do direito individual.
Detrimento = Prejuízo, dano, perda
Traduzindo:
"fazendo prevalecer o interesse coletivo com a perda do direito individual."
Questão
A respeito dos princípios fundamentais da CF, julgue os itens
Seguintes.
A igualdade perante a lei, a periodicidade dos mandatos
Políticos e a responsabilidade dos mandatários são
Características do princípio republicano.
CERTO
O PRINCÍPIO REPUBLICANO é o modo pelo qual as autoridades públicas relacionam-se com os seus cidadãos, tendo as seguintes características
v Eletividade,
v Temporariedade e a
v Necessidade de prestação de contas pela administração pública.
Obs.: O princípio republicano impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu, no cargo, função ou mandato, cuja titularidade se qualifica como o único fator de legitimidade constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária do STF.
Correto.
a)Principio republicano: vem sendo consagrado entre nós desde a CF de 1891, instituidora da República e do Estado Federal em substituição à Monarquia e ao Estado Unitário adotados pela Constituição de 1824. A República, enquanto forma de governo associada às ideias de coisa pública e igualdade, tem como critérios distintos a temporariedade, a eletividade e a responsabilidade dos governantes.
a.1) a temporariedade (ou periodicidade) impõe a alternância no poder dentro de um período previamente estabelecido, de modo a impedir o seu monopólio por uma mesma pessoa ou grupo hegemônico por laços familiares.
a.2) a eletividade está ligada à possibilidade de investidura no poder e acesso aos cargos públicos em igualdade de condições para todos que atendam os requisitos preestabelecidos na Constituição e nas leis.
a.3) a responsabilidade do governante decorre de uma ideia central contida no principio republicano segundo a qual os agentes públicos são igualmente responsáveis perante a lei, porquanto em uma República não deve haver espaços para privilégios.
Fonte: Adriana Silva (QC)
Questão
Considerando os princípios fundamentais da CF, julgue os itens que se seguem.
A eleição periódica dos detentores do poder político e a responsabilidade política do chefe do Poder Executivo são características do princípio republicano.
Correto!
As características fundamentais da República são:
pluralidade das funções;
temporariedade;
eletividade;
responsabilidade
Pluralidade do Poder
Como visto, na República o poder pertence ao povo, não sendo concentrado em uma única pessoa.
Temporariedade
Ensina o mestre Dalmo de Abreu Dallari que na República o Chefe de Governo recebe um mandato, com prazo de duração predeterminado.
Eletividade
Relativamente ao princípio da reserva legal e ao princípio da legalidade, julgue os itens subsequentes.
Segundo o princípio da reserva legal, todas as pessoas, órgãos
e entidades sujeitam-se às diversas espécies legislativas descritas na CF.
ERRADO
Pelo Princípio da Reserva Legal, nenhum fato pode ser considerado crime se não existir uma lei que o enquadre no adjetivo Criminal.
A questão trata do princípio da legalidade e não da reserva legal.
QUAL A DIFERENCA ENTE OS DOIS PROFESSOR LUIS FLAVIO GOMES
Julgue os itens seguintes, acerca dos princípiosfundamentais da
Constituição Federal de 1988 (CF).
A separação de poderes é um dos seus princípios constitucionais fundamentais.
Terminar............trinta questões
CERTO
ARTIGO 5 DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
Área professor
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
Nível difícil
Questão
Com relação ao princípio da igualdade previsto no texto constitucional brasileiro, assinale a alternativa que apresenta informação incorreta.
Com relação ao princípio da igualdade previsto no texto constitucional brasileiro, assinale a alternativa que apresenta informação incorreta.
a) Acentuam o princípio da igualdade os chamados direitos de “primeira geração”.
b) De acordo com o STF, não ofende o princípio da igualdade a limitação de idade para a inscrição em concurso público, desde que se leve em conta a natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.
c) O princípio da isonomia reveste-se de autoaplicabilidade e não é suscetível de regulamentação ou complementação normativa.
d) Segundo o STF, não cabe ao Poder Judiciário aumentar vencimentos de servidores públicos, mesmo que sob o fundamento do princípio da igualdade
Letra A, pois os direitos de primeira geração refere-se a liberdade, e não igualdade como a questão afirma.
ª Geração - LIBERDADE
2ª Geração - IGUALDADE
3ª Geração - FRATERNIDADE/SOLIDARIEDADE
4ª Geração - DEMOCRÁCIA, INFORMAÇÃO
5ª Geração –
PAZ
O edital de um concurso público previu, para o teste de aptidão física, a impossibilidade de remarcação da prova em virtude de inaptidão temporária do candidato por problema de saúde, ainda que comprovada mediante atestado médico.
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).
a) Mesmo que não houvesse previsão expressa no edital, seria impossível a remarcação do teste de aptidão física.
b) A regulamentação da situação em apreço deveria ser feita por meio de lei e não por meio de edital.
c) A despeito da previsão contida no edital do referido concurso, o candidato teria direito à remarcação caso se submetesse a uma junta médica, para comprovação de sua inaptidão temporária.
d) A previsão editalícia em fere o princípio da isonomia, devendo haver o direito à remarcação da data da prova para o candidato que comprovar problema temporário de saúde.
e) Na hipótese em apreço, o edital está de acordo com as normas constitucionais que regem o concurso público, não se podendo alegar ofensa ao princípio da isonomia. .
Plenário do Supremo Tribunal Federal nega, em caráter vinculante, possibilidade de remarcação de prova física em concurso público em virtude de inaptidão temporária do candidato (períodos menstruais, entorses, etc.) mesmo comprovadas por atestados médicos, no entanto tal previsão tem que vir no edital.
Pareou na primeira página do artigo quinto da constituição.
Questão
Acerca dos princípios, fundamentos e objetivos da Constituição Federal de 1988 (CF), julgue os itens a seguir.
A concessão de asilo político é um ato de soberania estatal de competência dos governadores dos estados e aplica-se em virtude de perseguição a estrangeiro praticada por seu próprio país ou por terceiro.
Certo
Eu já parei de ler em "soberania estatal" (os estados da federação não têm soberania).Caso fosse citado Estatal(maiúscula) então estaria se referindo ao País.
Julgue os itens que se seguem, a respeito dos princípios
Fundamentais.
A Constituição Federal de 1988 (CF) não prevê expressamente o princípio da concessão de asilo político.
.
Faz parte dos princípios que regem as relações internacionais do BR:
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
(macete)
PANICO
Prevalência dos direitos humanos
Auto-determinação dos povos
Não-intervenção
Independência nacional e Igualdade entre os Estados
COoperação entre o povos
SOCO
SOlução pacífica dos conflitos
COncessão de asilo político
REDE
REpúdio ao terrorismo
DEfesa da paz
Questão
Com relação a direitos e garantias fundamentais previstos na CF, julgue os itens seguintes.
Toda reunião pacífica, sem armas, em locais abertos ao público, pode ser realizada independentemente de autorização, desde que não frustre outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local e que haja aviso prévio à autoridade competente.
..
Correto
CF/88
"XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;"
A respeito dos princípios fundamentais da CF, julgue os itens
Seguintes.
A igualdade perante a lei, a periodicidade dos mandatos
Políticos e a responsabilidade dos mandatários são
Características do princípio republicano.
..
O PRINCÍPIO REPUBLICANO é o modo pelo qual as autoridades públicas relacionam-se com os seus cidadãos, tendo as seguintes características
v Eletividade,
v Temporariedade e a
v Necessidade de prestação de contas pela administração pública.
Obs.: O princípio republicano impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu, no cargo, função ou mandato, cuja titularidade se qualifica como o único fator de legitimidade constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária do STF.
Relativamente ao princípio da reserva legal e ao princípio da legalidade, julgue os itens subsequentes.
Segundo o princípio da reserva legal, todas as pessoas, órgãos
E entidades sujeitam-se às diversas espécies legislativas descritas na CF
..
Pelo Princípio da Reserva Legal, nenhum fato pode ser considerado crime se não existir uma lei que o enquadre no adjetivo Criminal.
Com base no disposto na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue os itens a seguir, a respeito dos princípios fundamentais e dos direitos e garantias fundamentais.
A dignidade da pessoa humana, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a prevalência dos direitos humanos são princípios fundamentais da República Federativa do Brasil.
..
Gabarito Correto.
TÍTÚLO1
Dos princípios Fundamentais
A dignidade da pessoa humana, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a prevalência dos direitos humanos e mais outros princípios estão dentro dos Princípios Fundamentais. veja que a questão não subdividiu em: fundamentos, objetivos fundamentais e princípios que regem a República F. do Brasil em suas realções internacionais. Por isso questão correta
Considerando os princípios fundamentais da CF, julgue os itens que se seguem.
A eleição periódica dos detentores do poder político e a responsabilidade política do chefe do Poder Executivo são características do princípio republicano.
..
Correto!
As características fundamentais da República são:
pluralidade das funções;
temporariedade;
eletividade;
responsabilidade
Pluralidade do Poder
Como visto, na República opoder pertence ao povo, não sendo concentrado em uma única pessoa.
Temporariedade
Ensina o mestre Dalmo de Abreu Dallari que na República o Chefe de Governo recebe um mandato, com prazo de duração predeterminado.
Eletividade
Como preceituado na definição, na República o Chefe de Estado é um representante do povo ou de um determinado grupo, fazendo, por conseguinte, necessária a sua eleição.
Responsabilidade
Princípio Republicano → FORMA DE GOVERNO
(A República é FOGO)
Características
Coisa Pública
Eleição
Temporário
Responsabilidade
Igualdade Formal (O governo dever tratar todos da mesma forma)
Questão
A respeito de direitos e garantias fundamentais estabelecidos pela
Constituição Federal de 1988 (CF), julgue os itens seguintes.
A pena de morte é admitida pela CF, mas apenas no caso de guerra declarada.
..
XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
Embora a soberania popular seja um dos princípios fundamentais do Estado democrático de direito brasileiro, o exercício do poder pelo povo é feito apenas indiretamente no Brasil.
.
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
Dessa maneira são instrumentos de democracia direta o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular.
Com relação aos princípios do direito constitucional, julgue os itens a seguir.
Os princípios fundamentais da Constituição Federal de 1988 (CF) designam as características mais essenciais do Estado brasileiro.
.
Os princípios são a base, a matriz, a diretriz de todo o ordenamento jurídico.
É de tamanha importância que lhe é reservado o TÍTULO I da Constituição Federal, ou seja, nosso legislador o tratou em primeiro lugar.
Segundo Gomes Canotilho: "os princípios fundamentais visam essencialmente definir e caracterizar a coletividade política e o Estado e enumerar as principais opções político-constitucionais". Assim, "Princípios Fundamentais na CF" (que estão nos artigo 1,2, 3 e 4 da CF), é o termo referente a um conjunto de dispositivos contidos na Constituição brasileira de 1988 destinados a estabelecer as bases políticas, sociais, administrativas e jurídicas da República Federativa do Brasil. São as noções que dão a razão da existência e manutenção do Estado brasileiro.
Julgue os próximos itens, a respeito dos direitos e garantias fundamentais.
A CF estabelece direitos e garantias fundamentais de todas as pessoas, de tal modo que não deve haver quaisquer formas de discriminação, reconhecendo os direitos aos homossexuais e igual valoração jurídica nas relações homoafetivas.
..
A Constituição Federal diz que...
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes...
O Supremo Tribunal Federal, em julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.277, entende, por meio desta ementa, o seguinte:
Questão
Acerca dos direitos e garantias fundamentais, julgue os itens
consecutivos.
É franqueado o deslocamento no território nacional em tempo de paz, podendo brasileiros natos e naturalizados, estrangeiros e apátridas, nos termos da lei, nele penetrar, permanecer ou dele retirar-se com seus bens, restando, dessa forma, assegurados os direitos invioláveis à liberdade, à igualdade e à propriedade.
..
- é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens. Lembrando que franqueado = livre.
Questão
..
A liberdade como direito fundamental é tida como regra no nosso ordenamento. Já prisão é admitida em caráter de excepcionalidade, pois que não existem direitos fundamentais de caráter absoluto, portanto podendo sofrer limitações legais
Direitos sociais
Professor
Questão
São inúmeros os projetos pertinentes à mudança dos direitos sociais quer utilizando a lei ordinária ou valendo-se da emenda constitucional. Dentre os direitos sociais previstos na Constituição encontra-se o:
a) fundo de desemprego.
b) fundo de propagação social.
c) fundo de preservação social.
d) fundo de trabalhadores.
e) fundo de garantia do tempo de serviço.
F/88
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
(...)
III - fundo de garantia do tempo de serviço;
(FGTS)
Parte superior do formulário
30 exercício
Art. 6o >> Elenca o rol de direitos sociais:
>> educação;
>> saúde;
>> trabalho;
>> moradia;
>> lazer;
>> segurança;
>> PREVIDÊNCIA SOCIAL;
>> proteção à maternidade e à infância;
>> assistência social aos desamparados.
>> Art. 7o, São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
>> I – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, NOS TERMOS DE LEI COMPLEMENTAR, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
>> PROTEGIDA CONTRA DESPEDIDA >> LEI COMPLEMENTAR;
>> VI – irredutibilidade do salario, SALVO O DISPOSTO EM CONVENÇÃO OU ACORDO COLETIVO;
>> Esse inciso costuma aparecer >> Lembremo-nos que a convenção/acordo coletivo pode mitigar a garantia da irredutibilidade do salario;
>> IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
>> SISTEMATIZE: A lei 8.112/90 – no âmbito da União Federal – estabeleceu que:
Art. 75. O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento), computando-se cada hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos.
>> XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;
>> Atenção: quando esse inciso é perguntado, joga-se com o “excepcionalmente”, sugerindo que a PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS É QUE SERIA EXCEPCIONAL.
>> Portanto, vamos nos lembrar que o inciso garante, desde logo, a participação nos lucros/resultados e APENAS EXCEPCIONALMENTE PARTICIPAÇÃO NA GESTÃO DA EMPRESA;
>> Note também que essa participação nos lucros deve ser DESVINCULADA DA REMUENRAÇÃO;
>> XIII e XIV >> Jornada:
>> 8h/dia e 44h/semana;
>> Jornada de 6 (seis) horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, SALVO NEGOCIAÇÃO COLETIVA;
>> XVI – remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal;
>> XVIII – licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salario, com aduração de cento e vinte dias;
>> XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de 5 (cinco) anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de 2 (dois) anos após a extinção do contrato de trabalho;
>> XXXIII – proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos E DE QUALQUER TRABALHO a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;
>> Agora, vamos montar uma tabela que compare quais dos direitos trabalhistas são assegurados aos trabalhadores domésticos e aos servidores públicos.Trata-se de um tema bastante cobrado:
Direitos assegurados aos domésticos, bem como a sua integração a sua integração à previdência social:
Direitos assegurados aos servidores públicos:
Critérios:
O trabalho doméstico é considerado sem jornada. Por isso, os domésticos – já tolhidos da maioria dos direitos – não terão garantia da jornada ou de remuneração extraordinária/noturna superior;
Critérios:
Em primeiro lugar, o servidor não necessita daqueles direitos que protegem aquilo que o servidor já tem protegido mais intensamente.
Exemplo: o servidor não necessitará de nenhuma garantia que vise à proteção do empregado após a dispensa, afinal ele é estável. Exemplo: o servidor não necessita de FGTS, aviso-prévio ou o direito à aposentadoria do art. 7o – pois ele possui seu regime próprio;
Assim, as garantias ao servidor serão aquelas relativas ao salario, ao descanso e ao “filho “. Esses três eixos temáticos permitem que lembremos daqueles direitos também válidos para os servidores públicos:
1. Salário mínimo;
2. Irredutibilidade do salario;
3. Repouso semanal remunerado;
4. Décimo terceiro;
5. Férias anuais remuneradas;
6. Aviso prévio;
7. Aposentadoria;
8. Licença maternidade e licença paternidade;
1. Salário mínimo;
2. Garantia do salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;
3. Décimo terceiro;
4. Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
5. Salário-família;
6. Remuneração do serviço Extraordinário superior, no mínimo em 50%, à do normal;
7. Proibição de diferenças de salários, de exercício de funções e de critério de admissão, por motivos de sexo, idade, cor, estado civil;
8. Jornada não superior a 8h/dia e 44h/semana;
9. Repouso semanal remunerado;
10. Férias anuais remuneradas;
11. Licença à gestante (120 dias) e licença paternidade;
12. Redução dos riscos inerentes ao trabalho;
13. Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei;
>> Art. 8o É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
>> Base territorial:
>> Definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados;
>> Não pode ser inferior a área de um Município;
>> Sindicado >> Defesa dos direitos e interesses coletivos OU INDIVIDUAIS da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;
>> IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei;
>> Atenção: esse inciso trata da CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA, esta exigível apenas dos filiados ao Sindicato;
>> Como se vê, tal contribuição não guarda relação com aquela outra prevista em lei – CLT – que visa ao custeio do SINDICATO, exigível de todos os integrantes da categoria, independentemente de sua filiação ao sindicato;
>> VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, ATÉ UM ANO APÓS O FINAL DO MANDATO, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
>> Art. 11. Nas empresas DE MAIS DE DUZENTOS EMPREGADOS, é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores;
Questão
A Constituição Federal de 1988, foi redigida com objetivo, entre outros, de assegurar o livre exercício dos direitos sociais, razão pela qual estes encontram-se previstos como direito fundamental. Assim, são exemplos de direitos sociais, previstos no texto constitucional, exceto:
a) Transporte.
b) Proteção à maternidade e à infância.
c) Moradia.
d) Previdência privada. .
Questão
São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma da Constituição Federal. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, EXCETO:
A Seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário.
b) Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de sete dias, nos termos da lei. .
c) Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.
d) Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal.
Questão
São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, nos termos da Constituição Federal:
a) seguro-desemprego, em caso de desemprego voluntário.
b) repouso semanal remunerado, preferencialmente aos sábados.
c) assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas. .
d) proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de doze anos.
e) gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, metade a mais do que o salário normal.
a) seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário.
b) repouso semanal remunerado, preferencialmente aos sábados domingos.
c) assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas. (Correta - GABARITO)
d) proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de doze quatorze anos.
e) gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, metade um terço a mais do que o salário normal.
Questão
Entre os direitos sociais previstos pela Constituição Federal de 1988 (CF) inclui-se o direito à
a) amamentação aos filhos de presidiárias.
b) moradia.
.
c) propriedade.
d) gratuidade do registro civil de nascimento.
e) assistência jurídica e integral gratuita.
Questão
A respeito da ordem e dos direitos sociais previstos na CF, assinale
a opção correta. Questão muito boa !!!!
a)
É constitucional norma que obriga escolas privadas a oferecer atendimento adequado a pessoas com deficiência, vedado o repasse do custo financeiro da adaptação às mensalidades escolares. .
b)
Segundo o STF, a liberdade de expressão e informação asseguradas na CF é compatível com a criação, pelo Estado, de um conselho de regulação e fiscalização da profissão jornalística.
c)
Em virtude da proibição constitucional da comercialização de órgãos e tecidos humanos para fins de transplante, o STF entende ser inconstitucional lei estadual que concede meia-entrada aos doadores regulares de sangue.
d)
Em razão do princípio da reserva do possível, não cabe ao Poder Judiciário determinar a construção de creches e pré-escolas pelos municípios.
a) Correta. É o que diz a ADI5357, as escolas particulares devem cumprir as obrigações do Estatuto da Pessoa com Deficiência e promover a inserção de pessoas com deficiência no ensino regular e a adaptação necessária sem que o ônus seja repassado às mensalidades, anuidades e matrículas.
b) Errada. O exercício do poder de polícia do Estado através da criação de um conselho profissionalpara a fiscalização da atividade jornalística é vetado.
c) Errada. A referida lei foi julgada constitucional pelo STF e foi afastada a hipótese de que ela seria uma remuneração ao doador de sangue.
d) Errada. O STF considera legítima a intervenção do poder judiciário em caso de omissão estatal na implementação de políticas públicas previstas na constituição. No caso, o princípio da reserva do possível foi afastada pelo mínimo existencial, dignidade da pessoa humana e vedação do retrocesso social. (ARE 639337)
) Lei 13.146/15, Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar:
I - sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida;
§ 1º Às instituições privadas, de qualquer nível e modalidade de ensino, aplica-se obrigatoriamente o disposto nos incisos I, II, III, V, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII e XVIII do caput deste artigo, sendo vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas no cumprimento dessas determinações.
É certo que as escolas privadas cobrem de todos mensalidades de mesmo valor, seja qual for este valor, pois a mensalidade é a fonte de renda de uma escola privada, porque isso faz parte do mercado, lei da oferta e da procura etc. O que a questão aborda é cobrar um a mais daqueles alunos que precisam de um atendimento especial. Não pode a escola cobrar um adicional por conta do custo que terá para fazer adaptações estruturais no prédio ou porque precisará contratar profissionais capacitados a atender àquele aluno com necessidades especiais.
O STF julgou constitucional lei que obriga escolas privadas a oferecer atendimento adequado a pessoas com deficiência, vedado o repasse do custo financeiro da adaptação às mensalidades, anuidades e matrículas. (STF ADI 5357 MC-REF / DF)
b) O STF julgou inconstitucional norma que criou conselho profissional (autarquia) para a fiscalização do jornalismo, dada a impossibilidade do estabelecimento de controles estatais sobre a profissão jornalística. O exercício do poder de polícia do Estado é vedado nesse campo em que imperam as liberdades de expressão e de informação (STF RE 511961 )
c) O STF julgou constitucional lei estadual que concede meia-entrada aos doadores regulares de sangue. O tribunal entendeu que essa lei é uma tentativa de incentivar as pessoas a doar sangue e considerou constitucionais todos os seus dispositivos. Ele afastou o argumento apresentado pelo governador de que a concessão de meia entrada seria uma remuneração ao doador de sangue, o que é proibido pela Constituição Federal. (STF ADI 3512)
Além disso, um caso a ser citado é a isenção, total ou parcial, da taxa de inscrição em concursos públicos àqueles candidatos comprovadamente inscritos em cadastro de doadores regulares de sangue. Sei que há uma lei no estado de SP regulamentando isso, mas não sei quanto a outros estados ou mesmo se há norma federal acerca do tema.
) Correta. É o que diz a ADI5357, as escolas particulares devem cumprir as obrigações do Estatuto da Pessoa com Deficiência e promover a inserção de pessoas com deficiência no ensino regular e a adaptação necessária sem que o ônus seja repassado às mensalidades, anuidades e matrículas.
b) Errada. O exercício do poder de polícia do Estado através da criação de um conselho profissional para a fiscalização da atividade jornalística é vetado.
c) Errada. A referida lei foi julgada constitucional pelo STF e foi afastada a hipótese de que ela seria uma remuneração ao doador de sangue.
d) Errada. O STF considera legítima a intervenção do poder judiciário em caso de omissão estatal na implementação de políticas públicas previstas na constituição. No caso, o princípio da reserva do possível foi afastada pelo mínimo existencial, dignidade da pessoa humana e vedação do retrocesso social. (ARE 639337)
Questão
Felício é proprietário da empresa “ABC" Ltda. que possui, atualmente, 233 empregados em razão da fusão com a empresa
“DEF" Ltda. Preocupado com o aumento de empregados, uma vez que antes da fusão a empresa “ABC" Ltda. possuía 102 empregados,
Felício consultou sua advogada, Carolina, a respeito. Com relação à Constituição Federal, Carolina informou que no
Tocante aos direitos sociais,
O aumento do número de empregados não acarreta nenhuma consequência, uma vez que já era assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
Nas empresas com mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. .
O aumento do número de empregados não acarreta nenhuma consequência, uma vez que somente nas empresas com mais de trezentos empregados, é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
Nas empresas com mais de cento e oitenta empregados, é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
O aumento do número de empregados não acarreta nenhuma consequência, uma vez que somente nas empresas com mais de duzentos e cinquenta empregados, é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
Art. 11 da CF. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
Questão
Acerca dos direitos e das garantias fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item a seguir.
Entre os direitos sociais assegurados constitucionalmente aos militares incluem-se a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno e o gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal.
.
MILITARES NÃO RECEBEM ADICIONAL NOTURNO.
São direitos sociais, expressamente previstos na Constituição Federal, EXCETO:
a) Atividade física .
b) Saúde
c) Proteção à infância e à maternidade.
d) Assistência aos desamparados.
e) Lazer
Questão
São alguns direitos sociais previstos no artigo 6º da Constituição Federal de 1988:
a) segurança pública; saúde; religião; moradia; assistência social
b) atividade física; moradia; renda, tecnologia; auxílio à maternidade
c) saneamento básico; transporte; educação; água; proteção à infância
d) previdência social; lazer; alimentação; trabalho; assistência aos desamparados .
Questão
Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, a cobrança de taxa de matrícula em universidades públicas:
a) Viola a Constituição, na medida em que a mesma assegura a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. .
b) Não viola a Constituição, já que a gratuidade prevista no texto constitucional somente veda que sejam cobradas mensalidades dos cursos oferecidos pela instituição de ensino.
c) É permitida, desde que seja assegurada a gratuidade a aqueles que sejam comprovadamente hipossuficientes.
d) Viola a Constituição, pois a taxa é espécie tributária inadequada, já que não representa serviço público ou exercício de poder de polícia, devendo ser custeada por contribuição especial própria.
e) Somente é permitida quando expressamente autorizada por lei.
Súmula Vinculante 12
A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. 206, IV, da Constituição Federal.
CF/1988: "Art. 206. O ensino será ministradocom base nos seguintes princípios: (...). IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais".
É/são direito(s) dos trabalhadores urbanos e rurais, previsto(s) expressamente na Constituição Federal:
a) salário mínimo, fixado em lei complementar, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes semestrais que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.
b) proteção em face da automação, na forma da lei. .
O direito fundamental da proteção em face da automação encontra supedâneo em extenso rol de direitos e garantias trabalhistas mínimos contidos no texto magno, quer seja por meio de direitos de roupagem individualista, quer seja pela implementação de direitos coletivos.
c) salário mínimo, fixado em norma infralegal, regionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes anuais que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.
d) licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e oitenta dias.
Durante o exercício da função, um agente penitenciário se depara com dois presos com exigências peculiares em relação à alimentação. O primeiro, por questões religiosas, não ingere proteína animal e o segundo, por prescrição médica, não pode consumir leite e derivados. Acerca dessa situação hipotética e tendo em vista as garantias à pessoa em privação de liberdade, assinale a alternativa correta.
Nenhuma das necessidades dos dois presos citados precisa ser observada pelo Estado, pois ambos, por estarem cumprindo pena, não têm direito a receber alimentação diferenciada. .
b) Apenas o preso que depende de alimentação específica por prescrição médica deve ter a sua necessidade observada.
c) O primeiro preso pode, em virtude de aplicação de medida disciplinar, ser compelido a ingerir proteína animal, dado que sua restrição decorre de uma mera opção religiosa, não avindo, desse tipo de alimentação, qualquer prejuízo à sua saúde.
d) Ambas as necessidades mencionadas no enunciado devem ser observadas pelo Estado durante o cumprimento das penas. .
GABARITO LETRA D).
.
CF/88 - art. 5º - VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
.
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;
Parte superior do formulário
Questão
Acerca do que dispõe a Declaração Universal dos Direitos Humanos, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Todo ser humano tem o direito à saída e ao regresso de qualquer país.
( ) Todo ser humano, vítima de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
( ) Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
Letra E
(F) Todo ser humano tem o direito à saída e ao regresso de qualquer país. ART.13,DUDH - > 1-Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado. 2-Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.
(F) Todo ser humano, vítima de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países. ART.14,DUDH -> Este direito NÃO pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos propósitos e princípios das Nações Unidas.
(V) Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado. ART.13,DUDH - > 1-Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado
Questão
Assinale a alternativa em que constam, nos termos da Constituição Federal de 1988, direitos sociais dos trabalhadores urbanos e rurais.
a) Repouso semanal não remunerado, preferencialmente aos domingos.
b)
Distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos.
c)
Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 10 (dez) por cento à do normal.
d) Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.
e) Diferença de salários por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.
Gabarito - Letra D
Literalidade da CF/88
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
(...)
IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; (LETRA D - GABARITO)
(...)
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; (LETRA A)
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; (LETRA C)
(...)
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; (LETRA E)
(...)
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos; (LETRA B)
bons estudos
Correta, D
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
A - Errada - XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos
B - Errada - XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos.
C - Errada - XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal.
E - Errada - XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.
Complementando:
comentário colega César TRT
DOMÉSTICO NÃO TEM DIREITO :
-PISO SALARIAL
-PART. NOS LUCROS E RESULTADOS
-JORNADA = 6 HORAS
-PROTEÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO DA MULHER
-ADC DE REMUNERAÇÃO( ATV PENOSAS,INSALUBRES E PERIGOSAS )
-PROTEÇÃO EM FACE DA AUTOMAÇÃO
-CRÉDITOS DAS RELAÇÕES DE TRABALHO
-IGUALDADE DE DIREITOS ( TRAB. AVULSO = TRAB. VINCULO EMPREGATÍCIO )
-PROIBIÇÃO DE DISTINÇÃO ( MANUAL , TÉCNICO E INTELECUTAL)
Questão
“Considere que Clécio, empregado de uma fábrica de automóveis, candidatou-se ao cargo de representante sindical de sua categoria profissional, vindo a ser eleito ao final do pleito.” No que se refere às garantias sociais constitucionais, é correto afirmar que Clécio
a)
pode ser dispensado até a divulgação oficial de sua eleição, adquirindo a estabilidade no emprego a partir daquela data, até um ano após o retorno ao trabalho.
b)
pode gozar da estabilidade sindical, instituto que se assemelha com a estabilidade dos servidores públicos, já que se adquire após três anos de efetivo exercício do cargo ou emprego.
c)
tem direito de não ser dispensado do emprego, desde o registro da candidatura até um ano após encerrado o mandato de representante sindical, a não ser que cometa falta grave.
d)
tem direito à estabilidade sindical porque trabalha em fábrica de automóveis, já que o direito restringe-se ao trabalho urbano e não abrange, por exemplo, a atividade junto a um sindicato de colônia de pescadores.
Letra C
Art. 8º CF/88 - É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir doregistro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
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É VEDADA a dispensa do EMPREGADO SINDICALIZADO a partir do registro da candidatura a cargo de DIREÇÃO ou REPRESENTAÇÃO SINDICAL e, se eleito, AINDA QUE SUPLENTE, até 1 ANO após o final do mandato, SALVO se cometer FALTA GRAVE nos termos da lei.
GABARITO -> [C]
Considere que Clécio, empregado de uma fábrica de automóveis, candidatou-se ao cargo de representante sindical de sua categoria profissional, vindo a ser eleito ao final do pleito.” No que se refere às garantias sociais constitucionais, é correto afirmar que Clécio
a) - pode ser dispensado até a divulgação oficial de sua eleição, adquirindo a estabilidade no emprego a partir daquela data, até um ano após o retorno ao trabalho.
Afirmativa INCORRETA, nos exatos termos do art. 8º, VIII, da CF.
b) - pode gozar da estabilidade sindical, instituto que se assemelha com a estabilidade dos servidores públicos, já que se adquire após três anos de efetivo exercício do cargo ou emprego.
Afirmativa INCORRETA, nos exatos termos do art. 8º, VIII, da CF.
c) - tem direito de não ser dispensado do emprego, desde o registro da candidatura até um ano após encerrado o mandato de representante sindical, a não ser que cometa falta grave.
Afirmativa CORRETA, nos exatos termos do art. 8º, VIII, da CF: "Art. 8º. - É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei".
d) - tem direito à estabilidade sindical porque trabalha em fábrica de automóveis, já que o direito restringe-se ao trabalho urbano e não abrange, por exemplo, a atividade junto a um sindicato de colônia de pescadores.
Questão
Nos termos do artigo 6º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, são direitos sociais:
a)
a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, o meio ambiente, a previdência social, a proteção a maternidade e à infância e a assistência aos desamparados.
b)
a educação, a saúde, o meio ambiente, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados.
c)
a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer e o meio ambiente e os direitos humanos.
d)
a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social e os direitos humanos.
e)
a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados.
Macete dos Diretos Sociais:
EDU MORA LÁ: Educação, moradia, lazer
SAÚ TRABALHA ALI: Saúde, trabalho, alimentação
ASSIS PRO SEG TRANS PRESO: Assistência aos desamparados, proteção à maternidade e à infância, segurança, transporte, previdência social.
abarito letra e).
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 6º (DIREITOS SOCIAIS GENÊRICOS): São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 90, de 2015)
* Mnemônico: "PS TTEMOS LAZER ALIMENTAÇÃO DEMAIS"
PS = PREVIDÊNCIA SOCIAL
T = TRANSPORTE (ACRESCENTADO PELA E.C. 90/2015)
T = TRABALHO
E = EDUCAÇÃO
MO = MORADIA
S = SAÚDE
LAZER
ALIMENTAÇÃO
DE = ASSISTÊNCIA AOS DESAMPARADOS
MA = MATERNIDADE
I = INFÂNCIA
S = SEGURANÇA (ÚNICO QUE ESTÁ EXPRESSO NO CAPUT DO ART. 5° E DO ART. 6°)
* RECOMENDO A RESOLUÇÃO DA Q23062 PARA APROFUNDAR OS CONHECIMENTOS SOBRE DIREITOS SOCIAIS.
COMPLEMENTO
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS)
* Mnemônico = "VLISP"
PS - Previdência Social
T - Trabalho/Transporte
E - Educação
M - Moradia
S - Saúde
A - Alimentação
L - Lazer
DE
M - Maternidade (PROTEÇÃO À)
A - Assistência aos desamparados
I - Infância (PROTEÇÃO À)
S - Segurança
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Questão
Lei ordinária federal que disponha sobre as condições para concessão de seguro-desemprego aos empregados domésticos, em caso de desemprego involuntário, será
a)
incompatível com a Constituição Federal, que não assegura aos empregados domésticos direito ao seguro-desemprego.
b)
incompatível com a Constituição Federal, por cuidar de matéria que não se insere dentre as competências legislativas privativas da União.
c) incompatível com a Constituição Federal, por versar sobre matéria reservada à lei complementar.
d)
incompatível com a Constituição Federal, por versar sobre direito que é assegurado aos empregados domésticos independentemente de regulamentação legal.
e) compatível com a Constituição Federal.
GABARITO: letra E
É, por exigência constitucional, de eficácia limitada o inciso que estende aos trabalhadores domésticos o seguro-desemprego.
CF - Art. 7 Parágrafo único. (...) e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social.
Agora, cuidado para não confundir!
CF - Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;
Ambos os direitos acima previstos são de eficácia limitada, no entanto, a CF não exige que a lei que disponha sobre seguro-desempregoseja lei complementar, mas se a lei for referente à despedida arbitrária ou sem justa causa é necessário.
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Nacionalidade
Teoria, puro e exercício. Quebrar a banca Trinta questões 30, 30, 30, 30, 30, 30.
Áreas professor
Le letra da lei, cai muito, cai muito. Letra de lei
Art. 12. São brasileiros:
I - natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007)
II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquirama nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição.
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa (Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.
§ 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.t
Diferenças entre brasileiros natos e naturalizados.
Brasileiros natos e naturalizados
Conforme mencionado, divide-se a nacionalidade em duas espécies: a originária e a derivada. A primeira não depende de manifestação de vontade do indivíduo solicitando a declaração de naturalização; a segunda, de prévia aceitação do país em questão. O Art. 12 da CF/88 trata de ambos os assuntos.
Existem alguns critérios para a definição da nacionalidade originária, tendo o Brasil optado pelo territorial, em regra. Isso está disposto no Art. 12 da Constituição Federal.
Os nascidos em terras brasileiras serão, essencialmente, considerados brasileiros natos. A única exceção é quando forem ambos os pais estrangeiros e, pelo menos um, estiver a serviço de seu país de origem.
Por sua vez, as pessoas nascidas em outros territórios também poderão ser natos. O primeiro caso é quando um dos pais for brasileiro e estiver no exterior a serviço da República Federativa do Brasil. É importante ressaltar a amplitude da expressão “a serviço do Brasil”. O entendimento atual é que também se aplica para serviços prestados a estados, Distrito Federal ou municípios.
Prosseguindo, outro caso de nascidos no exterior que terão nacionalidade brasileira depende de registro em repartição competente. Se os pais forem registrar o filho em repartição brasileira competente, como o Consulado.
Caso os pais não registrem o filho, este ainda tem a opção de, se vier a residir em território brasileiro e for maior de 18 (dezoito) anos, optar pela nacionalidade brasileira originária. Em síntese, quando o indíviduo vier residir no Brasil, sendo maior de idade, poderá optar por confirmar sua nacionalidade como brasileiro nato.
Por outro lado, existe outra nacionalidade brasileira, obtida de forma derivada. Existem duas hipóteses de naturalização previstas na Constituição Federal: a ordinária e a extraordinária.
O estrangeiro de qualquer país, residente há 15 anos ininterruptos e sem condenação penal, podem requerer a naturalização, vinculando o Poder Público a conceder a naturalização extraordinária. A ordinária, por sua vez, exige somente um ano de residência ininterrupta e idoneidade moral para quem for de países de língua portuguesa.
Diferenças entre brasileiros natos e naturalizados
Com efeito, as poucas distinções reservadas pela Constituição Federal podem ser divididas em 4 (quatro) grupos, quais sejam: i) cargo; ii) função; iii) extradição; iv) propriedade das empresas jornalísticas e de radiodifusão.
Inicialmente, para a proteção dos cargos, pretende-se proteger os maiores patamares do Poder Executivo de nossa nação, sendo exclusivo de brasileiros natos a possibilidade de exercer o cargo de Presidente da República Federativa do Brasil. Por isso, além dos eleitos para assumir a direção do país, todos aqueles na ordem de sucessão do Presidente não podem ser naturalizados.
Na mesma esteira, protege-se os exercentes da carreira diplomática, pois estes tem poder de representação nos respectivos países em que estejam alocados.
Além disso, o poder da segurança nacional em si deve estar nas mãos de brasileiros natos. Por isso, os Oficiais das Forças Armadas e o Ministro devem ser todos brasileiros natos. Em vistas à importância dada à questão da segurança pública é que restringem esses cargos.
O Art. 12, § 3 especifica quais são estes cargos, in litteris:
Art. 12: § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
I – de Presidente e Vice-Presidente da República;
II – de Presidente da Câmara dos Deputados; Ordem de sucessão da
III – de Presidente do Senado Federal; Presidência da República
IV – de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V – da carreira diplomática;
VI – de oficial das Forças Armadas. Segurança Nacional
VII – de Ministro de Estado da Defesa
O presidente do STF, seguindo a ordem de sucessão imposta pelos Artigos 79 e 80 da CF/88, também poderá chegar ao cargo de Presidente da República. Logo, a restrição para todos os Ministros do STF decorre da rotatividade inerente à escolha do Presidência do Supremo, ou seja, todos os membros terão a oportunidade de ser Presidente da Corte.
Prosseguindo, o ponto relativo à função também destaca o alto grau de influência na política nacional. Há um seleto grupo que fará parte do conselho do Presidente, previsto no Artigo 89 da CF/88, que prevê, em seu inciso VII, a privatividade de 6 (seis) vagas para cidadãos brasileiros natos.
São as pessoas em contato direto com as decisões da própria Presidência. Não significa, contudo, que o Conselho não pode ter brasileiros naturalizados em sua composição. Os incisos IV, V e VI daquele artigo fazem referência a cargos que também podem ser exercidos por brasileiros natos e naturalizados (os chefes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputado e no Senado e o Ministro da Justiça).
A terceira distinção, como mencionado, é no quesito extradição. Tal instituto, em síntese, é a entrega de pessoa (nacional ou estrangeiro) por solicitação de outro Estado. O brasileiro nato não pode, em hipótese alguma, ser extraditado.
O brasileiro naturalizado, por sua vez, poderá ser extraditado em duas hipóteses: quando praticar crime i) comum antes da naturalização ou ii) tráfico de entorpecentes (seja antes ou depois da naturalização). Destaca-se que ninguém será extraditado por crimes políticos ou de opinião, nem mesmo os estrangeiros.
Para maiores informações sobre extradição, remete-se o leitor aos textos anteriormente publicados no Direito Diário: Esclarecimentos sobre a Extradição <http://direitodiario.com.br/esclarecimentos-sobre-a-extradicao/> e Comentários sobre a Extradição <http://direitodiario.com.br/comentarios-sobre-a-extradicao/>.
Por fim, no que concerne à propriedade de empresas jornalísticas e de radiodifusão,há a previsão do Art. 222 de nossa Constituição: “a propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e
Exercício
Nacionalidade
Habeas Corpus
Habeas corpus é o remédio constitucional que tem a finalidade evitar ou fazer cessar a violência ou coação à liberdade de locomoção, decorrente de ilegalidade ou abuso de poder
1. INTRODUÇÃO
Habeas corpus é o remédio judicial que tem por finalidade evitar ou fazer cessar a violência ou coação à liberdade de locomoção, decorrente de ilegalidade ou abuso de poder. O intuito deste artigo é demonstrar as espécies, formas e natureza do habeas corpus, sua história e sua evolução constitucional e jurisprudencial
4. CONCEITO E FINALIDADE
A Constituição Federal de 1988 prevê em seu art. 5º, inciso LXVIII que conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
O sentido da palavra alguém no habeas corpus refere-se tão somente a pessoa física.
Ressalte-se que a Constituição Federal, expressamente, prevê a liberdade de locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa nos termos da lei, nele entrar permanecer ou dele sair com seus bens (CF, art. 5º, XV).
O habeas corpus não poderá ser utilizado para a correção inidônea que não implique coação a liberdade de ir, permanecer e vir. [2]
Na defesa da liberdade de locomoção, cabe ao Poder Judiciário considerar ato de constrangimento que não tenha sido apontado em petição inicial [3]. Da mesma forma, pode atuar no tocante à extensão da ordem, deferindo-a aquém ou além do que pleiteado.
5. NATUREZA JURÍDICA
O habeas corpus é uma ação constitucional de caráter penal e de procedimento especial, isenta de custas [4] e que visa evitar ou cessar violência ou ameaça na liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder. Não se trata, portanto de uma espécie de recurso, apesar de regulamentado no capítulo a eles destinado no Código de Processo Penal.
Convém lembrar que, não obstante o esforço teórico desprendido por esses autores e o fato de o habeas corpus servir às vezes, como sucedâneo de recurso, para atacar pronunciamento judicial, está hoje fora de qualquer dúvida a sua natureza jurídica de ação, ou seja, “atuação do interessado, ou alguém por ele, consistente no pedido de determinada providência, a órgão jurisdicional, contra ou em face de quem viola ou ameaça violar a sua liberdade de locomoção”. [5]
6. HIPÓTESES E ESPÉCIES
6.1 Habeas corpus preventivo (salvo-conduto)
Quando alguém se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder. Assim, bastará, pois a ameaça de coação à liberdade de locomoção, para a obtenção de um salvo conduto ao paciente, concedendo-lhe livre trânsito, de forma a impedir sua prisão ou detenção pelo mesmo motivo que ensejou o habeas corpus.
6.2. Habeas corpus liberatório ou repressivo
Quando alguém estiver sofrendo violência ou coação em sua liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder. Pretende fazer cessar o desrespeito à liberdade de locomoção.
6.3. Liminar em habeas corpus
Em ambas as espécies haverá possibilidade de concessão de medida de liminar, para se evitar possível constrangimento à liberdade de locomoção irreparável.
Júlio Fabbrini Mirabete lembra que:
“Embora desconhecida na legislação referente ao habeas corpus, foi introduzida nesse remédio jurídico, pela Jurisprudência, a figura da ‘liminar’, que visa atender casos em que a cassação da coação ilegal exige pronta intervenção do judiciário”
Concluindo que:
“Como medida cautelar excepcional, a liminar em habeas corpus, exige requisitos: o periculum in mora ou perigo na demora, quando há probabilidade de dano irreparável e o fumus boni iuris ou fumaça do bom direito, quando os elementos da impetração, indiquem a existência de ilegalidade” [6]
7. CABIMENTO DE HABEAS CORPUS
Dado o intuito pragmático do presente artigo, serão elencadas as ocorrências que autorizam a concessão da ordem:
Ameaça, sem justa causa, à liberdade de locomoção;
Prisão por tempo superior estabelecido em lei ou sentença;
Cárcere privado;
Prisão em flagrante sem a apresentação da nota de culpa;
Prisão sem ordem escrita de autoridade competente;
Prisão preventiva sem suporte legal;
Coação determinada por autoridade incompetente;
Negativa de fiança em crime afiançável;
Cessação do motivo determinante da coação;
Nulidade absoluta do processo;
Falta de comunicação da prisão em flagrante do Juiz competente para relaxá-la.
8. PESSOAS DO PROCESSO
Do processo de habeas corpus participam as seguintes pessoas:
O Impetrante – é aquele que requer ou impetra a ordem de habeas corpus a favor do paciente;
O Paciente – é o individuo que sofre a coação, a ameaça, ou a violência consumada;
O Coator – é quem pratica ou ordena a prática do ato coativo ou da violência;
O Detentor – é quem mantém o paciente sobre o seu poder, ou o aprisiona.
8.1. Impetrante
Primeiramente, é de se considerar a figura do impetrante, que é a pessoa legitimada a impetrar a ordem, uma vez que apropria natureza do habeas corpus indica que qualquer pessoa seja nacional ou estrangeiro, não importando sua profissão ou situação social, pode impetrá-lo a seu favor ou de outrem.
8.2. Coator
O coator, como já foi dito, é a pessoa que de qualquer modo, causa ou ameaça causar ao paciente um constrangimento ilegal.
Apesar de existir ainda certa divergência, é prevalente em doutrina e jurisprudência o entendimento de que a coação pode provir de ato de autoridade pública ou de particular. Normalmente é a autoridade, policial ou judiciária, a responsável pela coação, mas isto não exclui a possibilidade de o particular também exercê-la, cabendo habeas corpus para remediá-la. [7]
8.3. Paciente
Chama-se paciente a pessoa que está sofrendo a coação ilegal, ou está iminência de sofrê-la. Pode ela mesma impetrar a ordem, ou pode outra pessoa impetrá-la em seu favor. No primeiro caso o paciente e o impetrante se confundem na mesma pessoa.
Para uma fácil compreensão, enumeramos algumas situações especiais, na qual se pode encontrar o paciente.
8.3.1. Paciente incapaz
Se o paciente for incapaz, ser-lhe-á nomeado curador que poderá, ser inclusive, o próprio impetrante.
8.3.2. Vários pacientes
Se houver mais de um paciente, as condições para concessão da medida, deverão ser atendidas por todos, sendo que pode um paciente impetrar habeas corpus pelos demais.
8.3.3. Paciente de nome desconhecido
Mesmo que o nome do paciente seja desconhecido, no todo ou em parte, poderá o interessado impetrar o habeas corpus, indicando na petição, dados suficientes para individualizá-lo.
8.3.4. Paciente em local desconhecido
Não é necessário que se saiba onde se encontra o paciente que sofre o constrangimento ilegal, bastando que se indique qual é a autoridade coatora.
8.3.5. Paciente foragido
A circunstância de se encontrar o paciente foragido, não impede o conhecimento e julgamento de habeas corpus.
9. COMPETÊNCIA
Em regra, competirá conhecer o pedido de habeas corpus a autoridade judiciária imediatamente superior à que pratica ou está em vias de praticar o ato ilegal.
9.1. Juiz de Direito
Compete aos Juizes de Direito estaduais sempre que a coação for exercida por particulares ou pelas autoridades policiais estaduais.
9.2. Tribunais de Justiça ou de Alçada
Já os Tribunais de Justiça ou de Alçada serão competentes originariamente, sempre que a autoridade coatora for Juiz de Direito estadual ou secretário de estado (Código de Porcesso penal, art. 650, II).
9.3. Juiz Federal
Compete ao Juiz Federal, quando o crime atribuído ao paciente tiver sido praticado pela Polícia Federal. Caso seja o próprio Juiz Federal a autoridade coatora, competirá ao Tribunal Regional Federal a que estiver ele subordinado.
9.4. Superior Tribunal de JustiçaCompetirá ao Superior Tribunal de Justiça, quando o coator ou o paciente for Governador de estado ou do Destrito federal; órgão monocrático dos Tribunais Estaduais ou dos Tribunais Regionais Federais, membros dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Destrito Federal; dos Tribunais Regionais Eleitorais, dos Tribunais Regionais dos Trabalho; dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e do Ministério Público da União que oficiem perante Tribunais ou quando o Coator for Ministro de Estado.
9.5. Supremo Tribunal Federal
Será competente se o paciente for o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, os seus próprios Ministros, o Procurador-Geral da República, os Ministros de Estado, os Membros dos Tribunais Superiores, os dos Tribunais de Contas da União e os Chefes de Missão Diplomáticas.
10. CONCESSÃO DE OFÍCIO
Segundo preceitua o artigo 654, parágrafo 2º do Código de Processo Penal, “os Juizes e os Tribunais tem competência para expedir de oficio ordem de habeas corpus, quando no curso do processo verificarem que alguém sofre ou esta na iminência de sofrer coação ilegal”.
Na lição de Espínola Filho
“Para a concessão da ordem, na hipótese, não há necessidade de processo especial, a autoridade judiciária serve-se dos próprios elementos do processo, que corre sob sua jurisdição, eis que a prova nele colhida, a convença da efetividade, ou da ameaça real e iminente, de constrangimento ilegal de que seja paciente, o réu, o ofendido, o querelante, testemunha, advogado”.
11. EXECUÇÃO DA SENTENÇA
Provada a ilegalidade do constrangimento e concedida a ordem de habeas corpus, expedir-se-á alvará de soltura, lavrado pelo escrivão da Vara e assinado pelo juiz, a fim de que o paciente seja posto em liberdade.
Não poderá a autoridade coatora, deixar de acatar, imediatamente, a ordem concedida a não ser que a mesma emane de Juiz Incompetente para a sua concessão. O não cumprimento implica em desobediência, podendo o Juiz determinar a prisão do detentor, ou requisitar a força necessária para que a mesma seja cumprida.
12. CONCLUSÃO
O habeas corpus nada mais é do que um remédio constitucional, da qual nos ampara contra as ameaças arbitrárias de certos profissionais, ou situações que ponha a nossa liberdade em risco.
Tal como disse o grande filósofo existencialista Jean-Paul Sartre : “Estou condenado a ser livre”, pois todo homem têm direito a sua liberdade, uma vez que se o homem está condenado a ser livre, a humanidade, em geral, está condenada a fazer conviver essa liberdade.
O intuito deste artigo, foi não só informar aos interessados em obter um conhecimento acerca do tema abordado, mas sim também revelar, aquilo que muitos desconhecem, que a liberdade, acima de tudo é a nossa maior virtude, e sem ela, com certeza enlouqueceríamos; e por ela podemos lutar, visto que, o habeas corpus ao contrário de outros remédios constitucionais, pode ser impetrado pelo próprio ameaçado.
Área professor
Habeas Data
Área professor:
Refere-se ao remédio constitucional do habeas data, informa sua natureza jurídica, sua finalidade, seu cabimento, competência para processo e julgamento do habeas data, dentre outros aspectos interessantes.
.2. Previsão legal:
A Constituição Federal de 1988 prevê em seu art. 5º, LXXII, a possibilidade de impetrar habeas data:
para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.
1.3. Conceito:
Segundo José Afonso da Silva, o habeas data:
“É um remédio constitucional que tem por objeto proteger a esfera íntima dos indivíduos contra:
usos abusivos de registros de dados pessoais coletados por meios fraudulentos, desleais ou ilícitos;
introdução nesses registros de dados sensíveis (assim chamados os de origem racial, opinião política, filosófica ou religiosa, filiação partidária e sindical, orientação sexual, etc.);
conservação de dados falsos ou com fins diversos dos autorizados em lei”.
Para o autor Firmín Morales Prats “o habeas data, ou conjunto de direitos que garante o controle da identidade informática, implica o reconhecimento do direito de conhecer, do direito de correção, de subtração ou anulação, e de agregação sobre os dados depositados num fichário eletrônico. Esse elenco de faculdades, que derivam do princípio de acesso ao banco de dados, contitui a denominada ‘liberdade informática’ ou direito ao controle dos dados que respeitam ao próprio indivíduo (biológicos, sanitários, acadêmicos, familiares, sexuais, políticos, sindicais...)”.
O mesmo autor emprega a expressão habeas data ao lado de habeas scriptum e habeas mentem, sendo este último como expressão jurídica da intimidade e os dois primeiros como sinônimos no sentido de direito ao controle da circulação de dados pessoais.
Vale lembrar que o direito de impetrar habeas data é personalíssimo do titular dos dados, seja ele brasileiro ou estrangeiro, pessoa física ou jurídica. No entanto, uma decisão do ainda Tribunal Federal de Recursos (agora, STJ) admitiu que os herdeiros legítimos do morto ou seu cônjuge poderão pleitear este direito (HD n.001-DF, DJU, 2.5.89, Seção I, p. 6.774).
1.4. Natureza jurídica:
Segundo Hely Lopes Meirelles, “o habeas data é uma ação constitucional, de caráter civil, conteúdo e rito sumário, que tem por objeto a proteção do direito líquido e certo do impetrante em conhecer todas as informações e registros relativos à sua pessoa e constantes de repartições públicas ou particulares acessíveis ao público, para eventual retificação de seus dados pessoais”.
Trata-se, pois, de uma ação que deverá desenvolver-se em duas fases, a menos que o impetrante já conheça o teor dos registros a serem retificados ou complementados, quando, e então, pedirá à Justiça que os retifique, mediante as provas que exibir ou vier a produzir, conforme afirma Hely Lopes Meirelles.
1.5. Finalidade:
Com o remédio constitucional habeas data objetiva-se que todas as pessoas possam ter acesso às informações que o Poder Público ou entidades de caráter público (Serviço de Proteção ao Crédito, por exemplo) possuam a seu respeito.
Acentuando o caráter democrático Michel Temer relembra que o habeas data:
“é fruto de uma experiência constitucional anterior em que o governo arquivava, a seu critério e sigilosamente, dados referentes a convicção filosófica, política, religiosa e de conduta pessoal dos indivíduos”.
Canotilho e Vital Moreira ensinam que:
“no âmbito normativo do direito à identidade pessoal inclui-se o direito de acesso à informação sobre a identificação civil a fim de o titular do direito tomar conhecimento dos dados de identificação e poder exigir a sua retificação ou atualização – através de informação escrita, certidão, fotocópia, microfilme, registro informático, consulta do processo individual, acesso direto ao ficheiro central”.
José da Silva Pacheco ressalta que várias decisões judiciais pré-Constituição de 1988 já admitiam a utilização do mandado de segurança, com a finalidade hoje estabelecida para o habeas data.
1.6. Cabimento:
Segundo Alexandre Moraes, a jurisprudência do STJ (Súmula 2) firmou-se no sentido da necessidade de negativa da via administrativa para justificar o ajuizamento do habeas data, de maneira que inexistirá interesse de agir a essa ação constitucional se não houver relutância do detentor das informações em fornece-las ao interessado. Tendo o hábeas data natureza jurídica de ação constitucional, submetem-se às condições da ação, entre as quais o interesse de agir, que nessa hipótese configura-se, processualmente, pela resistência oferecida pela entidade governamental ou de caráter público, detentora das informaçõespleiteadas (STJ – 3ª Seção; HD nº 0025-5-DF – Rel. Min. Anselmo Santiago; j. 1º-12-1994; v. u; STJ – HD nº 02-DF, Rel. Min. Pedro Acioli, RSTJ 3/901). Faltará, portanto, essa condição da ação se não houver solicitação administrativa, e conseqüentemente negativa no referido fornecimento (STJ – Habeas Data nº 4/DF – Rel. Min. Vicente Cernicchiaro, RSTJ 2/463; STF – Pleno - Recurso em Habeas Data nº 22/DF – Rel. Min. Celso de Mello – RTJ 162/807).
Nesse mesmo sentido decidiu o Plenário do STF, entendendo que:
“o acesso ao habeas data pressupõe, dentre outras condições de admissibilidade a existência do interesse de agir. Ausente o interesse legitimador da ação, torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais, ou da omissão em atendê-lo, constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no habeas data. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida, há carência da ação constitucional do habeas data”.
1.7. Competência:
Segundo Hely Lopes Meirelles “os juízos competentes para o processo e julgamento do habeas data estão indicados da Constituição, assim distribuídos: compete ao STF processar e julgar em recurso ordinário habeas data decidido em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão (CF, art. 102, II, “a”). Originariamente, cabe ao STF processar e julgar o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal (CF, art. 102, I, “d”); compete ao STJ julgar o habeas datacontra atos de Ministro de Estado ou do próprio Tribunal (CF, art. 105,I, “b”); compete aos TRFs processar e julgar originariamente o habeas data contra ato do próprio Tribunal ou de juiz federal (CF, art. 108, I, “c”); compete aos juízes federais processar e julgar o habeas data contra ato de autoridade federal, excetuados os casos de competência dos Tribunais Federais (CF, art. 109, VIII); compete ao TSE julgar, em recurso, em recurso ordinário, o habeas data denegado pelos TREs (CF, art. 121, Parágrafo 4º, V).
Quanto à Justiça Estadual, caberá à Constituição do Estado estabelecer a competência de seus tribunais e juízes, complementada pela lei de organização judiciária de cada unidade da Federação (CF, art. 125, Parágrafo 1º).
As competências para julgamento de habeas data, originariamente ou em grau de recurso, estão disciplinadas detalhadamente nos três incisos do art. 20 da Lei n. 9.507/97.
1.8. Legitimação e procedimento:
Segundo Hely Lopes Meirelles, “o legitimado para requerer habeas data é unicamente a pessoa física ou jurídica diretamente interessada nos registros mencionados no inc. LXXII, “a” e “b”, do art. 5º da CF.
O procedimento do habeas data não foi regulamentado imediatamente com a promulgação da Constituição Federal. Assim, a doutrina e a jurisprudência passaram a aplicar-lhe o mesmo procedimento do mandado de segurança. Somente em 12-11-1997 foi editada a Lei nº 9.507, que regulamenta o instituto do habeas data.
REFERÊNCIAS
Intervenção federal
Área professor:
O art. 18 da Constituição Federal estabelece que a organização político-administrativa da República é formada por entes federativos autônomos. No entanto, a Constituição também prevê a supressão temporária dessa autonomia em casos excepcionais, por meio da intervenção, instituto típico do Estado federal por meio do qual a atuação autônoma dos entes federativos é temporariamente afastada em nome da proteção da própria Federação.
São duas as modalidades de intervenção. Na intervenção federal, a União intervém nos Estados e no Distrito Federal, ou ainda em Municípios localizados em Territórios federais. Na intervenção estadual, os Estados intervêm em seus Municípios.
Hipóteses de intervenção federal
Supressão: ação ou resultado de cancelar ou extinguir; eliminação, extinção, cancelamento.
Hipóteses de intervenção federal
As hipóteses de intervenção da União nos Estados e no Distrito Federal estão relacionadas no art. 34 da Constituição, reproduzido abaixo. Por se tratar de situação excepcional, essas hipóteses, assim como as demais, são numerus clausus (taxativas), devendo ser interpretadas restritivamente.
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
I – manter a integridade nacional; A intervenção federal será espontânea
II – repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; A intervenção federal será espontânea
III – pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; A intervenção federal será espontânea
IV – garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;
V – reorganizar as finanças da unidade da Federação que: A intervenção federal será espontânea
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei;
VI – prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII – assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
Tipos de intervenção federal
A intervenção federal será espontânea quando o Presidente da República age de ofício. As hipóteses em que fará isso estão nos incisos I, II, III e V do art. 34.
A intervenção federal também poderá ser provocada por solicitação. É a hipótese do inciso IV do art. 34. Nesse tipo de intervenção, ocorre uma coação ou impedimento sobre o poder legislativa ou executivo, impedindo o seu livre exercício na unidade da federação.
Neste caso, a decretação da intervenção federal pelo Presidente da República depende da solicitação do poder coacto ou impedido, conforme art. 36, I, primeira parte. O Presidente, no entanto, não está obrigado a proceder com a intervenção, ou seja, ele possui discricionariedade para decidir conforme a conveniência e oportunidade do ato.
Outro tipo de intervenção federal é a provocada por requisição. Ela pode ocorrer quando houver coação sofrida pelo poder judiciário ou por desobediência de ordem ou decisão judicial. No primeiro caso (coação), a intervenção federal dependerá de requisição do Supremo Tribunal Federal. Na segunda hipótese (desobediência), a requisição poderá ser do STF, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral.
Interessante a jurisprudência do STF quanto ao não pagamento de precatórios. Embora constitua desobediência a uma ordem judicial, para ensejar a intervenção, segundo a Corte, deve primeiramente haver recursos disponíveis para o pagamento e, além disso, o não pagamento deve ocorrer de forma voluntária e intencional.
No caso da intervenção provocada por requisição, ao contrário da por solicitação, o Presidente da República não tem discricionariedade, estando vinculado ao pedido. Logo, deve decretar a intervenção federal sob pena de crime de responsabilidade.
O último tipo de intervenção federal é a provocada dependente de provimento de representação. Ela ocorrerá na hipótese do art. 34, VII, ou seja, quando houver ofensa aos princípios constitucionais sensíveis relacionados em suas alíneas.
A intervenção federal, neste caso, dependerá de provimento, pelo STF, de representação do Procurador-Geral da República, denominada representação interventiva. O objeto da representação será tanto a lei ou ato normativo que viole esses princípios constitucionais,como também a omissão ou incapacidade de autoridades locais para assegurar seu cumprimento.
Decretação e execução da intervenção federal
A decretação e execução da intervenção federal, seja ela espontânea ou provocada, é de competência privativa do Presidente da República, conforme art. 84, X, da Constituição.
Previamente, deverão ser ouvidos o Conselho da República e oConselho de Defesa Nacional, órgãos consultivos que emitirão perecer sobre o ato, porém sem valor vinculativo.
A intervenção é formalizada pelo decreto presidencial de intervenção, que especificará sua amplitude, prazo, condições de execução e, quando couber, o interventor nomeado.
Em caso de nomeação de um interventor, as autoridades envolvidas serão afastadas. Quando cessados os motivos da intervenção, elas voltarão a seus cargos, salvo impedimento legal. É o que determina o art. 36, §4º.
Intervenção estadual
Quanto à intervenção estadual nos Municípios, as hipóteses estão relacionadas no art. 35 da Constituição, reproduzido a seguir. Lembrando que são elas as mesmas hipóteses de intervenção federal da União nos Municípios localizados em Territórios federais.
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:
I – deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;
II – não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde;
IV – o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
A decretação da intervenção estadual é de competência privativa do Governador do Estado, que o fará por meio de um decreto de intervenção especificando, assim como no decreto interventivo federal, a amplitude, o prazo, as condições e, quando couber, o interventor.
Da mesma forma, nomeado o interventor, as autoridade envolvidas serão afastadas até que os motivos da intervenção se cessem, quando retornam ao seus cargos, salvo impedimento legal.
Na intervenção estadual, também há controle político do ato, realizado pelo poder legislativo. Dessa forma, o decreto do Governador é submetido à apreciação da Assembleia Legislativa em 24 horas, que, se em recesso, será convocada extraordinariamente no mesmo prazo.
Esse controle estará dispensado quando o decreto se limitar a suspender a execução do ato impugnado, e se esta medida bastar para o restabelecimento da normalidade.
Finalmente, ressalta-se que o STF, por meio da Súmula 637, determinou que não cabe Recurso Extraordinário à Corte contra acórdão do Tribunal de Justiça que deferir pedido de intervenção estadual em Município.
Questão (FESMIP/BA – MPE/BA – Promotor de Justiça): Quanto à intervenção federal
a) A União não tem legitimidade para intervir em Município situado em Estado-membro.
b) A União não tem legitimidade para intervir em Estado-membro.
c) A União possui legitimidade para intervir em qualquer Município.
d) Para intervir em um Município, a União tem que intervir no Estado-membro.
e) Para intervir em um Município, a União depende de prévia autorização do Supremo Tribunal Federal.
Resposta: Letra A.
Comentário: A União tem legitimidade para intervir em qualquer Estado e em qualquer Município localizado em Território federal. Porém, não tem legitimidade para intervir nos demais Municípios, localizados em Estados-membros.
Questão (IBFC – TJ/PR – Titular de Serviços de Notas e de Registros): Sobre a intervenção é correto afirmar
a) A União poderá intervir nos Estados e no Distrito Federal para assegurar a observância dos direitos da pessoa humana
b) Os Estados e o Distrito Federal podem intervir na União para pôr termo a grave comprometimento da ordem pública
c) O Estado intervirá nos seus Municípios quando forem prestadas as contas na forma da lei
d) Cessada a intervenção, em nenhum caso as autoridades afastadas retornarão aos seus cargos
Resposta: Letra A.
Comentário: Conforme art. 34, VII, “b”. Não existe hipótese de intervenção dos Estados na União, logo a letra B é incorreta. O Estado intervirá nos seus Municípios quando NÃO forem prestadas as contas na forma da lei, logo errada a C. Finalmente, conforme art. 36, § 4º, cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas só não retornação a seus cargos se houver impedimento legal, logo errada a letra D.
Questão (FCC – DPE/MT – Defensor Público): De acordo com as normas da Constituição Federal sobre intervenção federal,
a) nas hipóteses constitucionais em que a medida se limitar a suspender a execução de ato normativo, fica dispensada sua apreciação pelo Congresso Nacional.
b) não cabe intervenção da União em Municípios.
c) a medida não pode ser decretada sem a requisição do Tribunal competente.
d) a medida não pode determinar o afastamento de autoridades estaduais de suas funções.
e) a medida pode ser decretada por prazo indeterminado.
Resposta: Letra A.
Comentário: Conforme art. 36, § 3º, da Constituição. Cabe intervenção da União em Municípios situados em Territórios federais (errada a B). Somente é exigida a requisição do Tribunal competente na hipótese de desobediência a ordem ou decisão judiciária, conforme art. 36, II (errada a letra C). O art. 36, § 4º, prevê a volta das autoridades afastadas a seus cargos, logo é possível o afastamento dessas autoridades (errada letra D). Conforme art. 36, § 1º, o decreto de intervenção deve especificar o prazo da intervenção, não podendo ser este indeterminado (errada letra E).
Questão (CAIP/IMES – Câmara Municipal de Atibaia/SP – Advogado): Sobre a intervenção é correto asseverar que:
a) instituto típico da estrutura do Estado Federal, a intervenção é regra de exceção que suprime temporariamente e, nos termos da lei constitucional, a autonomia dos entes federados.
b) a União possui discricionariedade para convencer-se da conveniência e oportunidade para intervir a qualquer tempo nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios.
c) intervenção federal: duas modalidades são previstas pela legislação e pela doutrina: a) espontânea, e, nesse modelo o Presidente da República age de ofício e b) provocada por solicitação e, nessa modalidade há coação ou impedimento que recaem sobre da a atuação livre dos poderes Legislativo ou do Executivo nas unidades federadas.
d) a intervenção é regra de anormalidade. Consubstanciada em um rol exemplificativo suas normas devem ser interpretadas restritivamente.
Resposta: Letra A.
Comentário: Definição precisa do instituto da intervenção. A União somente tem discricionariedade para decretar a intervenção nas hipóteses de intervenção espontânea e intervenção provocada por solicitação, estando vinculada em caso de intervenção provocada por requisição e dependente de representação, o que faz a afirmação da letra B errada. A letra C está incorreta porque além das modalidades descritas, há também as intervenções provocada por requisição e dependente de provimento de representação. Finalmente, a letra D está errada pois o rol de hipóteses de intervenção é taxativo, não exemplificativo.
Questão (FCC – TRT-9 – Analista Judiciário): O decreto de intervenção em Município é de competência do
a) Presidente da República e do Governador do Estado em cujo território esteja localizado, dependendo da hipótese.
b) Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Justiça do Estado em cujo território esteja localizado, dependendo da hipótese.
c) Tribunal de Justiça do Estado.
d) Presidente da Assembleia Legislativa, após aprovação da proposta por dois terços dos votos dos parlamentares.
e) Governador do Estado.
Resposta: Letra E.
Comentário: O decreto de intervenção em Municípios é ato do poder executivo estadual e deve ser assinado pelo Governador do Estado em que se ele se encontra.Questão (CESPE – AL/ES – Procurador): No que concerne à intervenção federal e à intervenção dos estados nos municípios, assinale a opção correta.
a) Quando a intervenção do estado-membro no município tiver por fundamento a não aplicação do mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde, é dispensada a apreciação do decreto pela assembleia legislativa.
b) O STF pode exercer o controle de constitucionalidade do decreto de intervenção editado pelo governador do estado no âmbito de recurso extraordinário, por ser o recurso extraordinário instrumento cabível quando há o deferimento pelo tribunal de justiça do pedido de intervenção estadual em município.
c) O presidente da República pode decretar de ofício a intervenção federal, nas hipóteses previstas na CF em rol exemplificativo.
d) Quando o STF julga procedente a ação direta de inconstitucionalidade interventiva, o presidente da República tem a obrigação de decretar a intervenção no ente federado, não lhe restando margem de discricionariedade.
e) Considerando a natureza política do ato, o decreto de intervenção editado pelo presidente da República não pode ser objeto de controle de constitucionalidade.
Resposta: Letra D.
Comentário: A hipótese da questão constitui intervenção dependente de provimento de representação, na qual o Presidente se encontra vinculado a este provimento, ou seja, caso julgado constitucional, tem a obrigação de decretar a intervenção. A letra A está errada pois, conforme art. 36, § 3º, a apreciação é dispensada somente em caso de provimento de representação pelo Tribunal de Justiça nas hipóteses do art. 35, IV, e somente se o decreto se limitar a suspender o ato impugnado e a medida bastar para restabelecimento da normalidade. A letra B está incorreta porque, conforme Súmula 637/STF, “Não cabe recurso extraordinário contra acórdão de tribunal de justiça que defere pedido de intervenção estadual em município”. A letra C está errada pois o rol constitucional com as hipóteses de intervenção é taxativo, não exemplificativo. A letra E está errada pois o decreto, embora ato político, também se submete a controle constitucional se, por exemplo, decretar intervenção fora das hipóteses da Constituição, ofendendo diretamente o princípio federativo.
Questão (IESES – TJ/MS – Titular de Serviços de Notas e de Registros): No que se refere ao decreto de intervenção, é INCORRETO afirmar:
a) A decretação da intervenção dependerá no caso de desobediência à ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral.
b) Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal.
c) O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia Legislativa do Estado, no prazo de cento e vinte dias.
d) Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembleia Legislativa, far-se-á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.
Resposta: Letra C.
Comentário: O prazo para apreciação do decreto é de 24 horas, conforme art. 36, § 1º, da Constituição. Demais alternativas corretas conforme art. 34, IV c/c art. 36, I (letra A), art. 36, § 4º (letra B) e art. 36, § 2º (letra D).
Questã0 (TJ/PR – Assessor Jurídico): Acerca da intervenção, assinale a alternativa correta.
a) Quando o Presidente da República faz intervenção de ofício, há intervenção provocada.
b) Há intervenção espontânea pelo Poder Legislativo quando houver situação de ofensa ao livre exercício dos poderes.
c) Cabe ao Procurador Geral de Justiça dos Estados-Membros solicitar ao STF a intervenção para proteção dos princípios constitucionais sensíveis.
d) Na solicitação pelo Poder Legislativo, o Presidente da República não estará obrigado a intervir, possuindo discricionariedade.
Resposta: Letra D.
Comentário: A letra D refere-se à intervenção provocada por solicitação, em que o Presidente da República possui discricionariedade para proceder com a intervenção conforme conveniência e oportunidade. A letra A está errada pois a intervenção de ofício, ou espontânea, ocorrer sem provocação. A letra B está errada porque a ofensa ao livre exercício de poderes é hipótese de intervenção provocada, não espontânea. Por fim, errada a letra C pois, na hipótese, a competência para representação no STF é do Procurador-Geral da República, conforme art. 36, III, da Constituição.
Questão (EJEF – TJ/MG – Juiz): Constitui hipótese para a intervenção da União nos Estados:
a) a prevenção de invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra.
b) o não-pagamento injustificado, por dois anos, da dívida fundada.
c) o provimento, pelo Tribunal de Justiça, de representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Federal.
d) a retenção, além do prazo legal, de receitas tributárias constitucionalmente destinadas aos Municípios.
Resposta: Letra D.
Comentário: Conforme art. 34, V, “b”. Quanto à letra A, esta está errada porque a hipótese do art. 34, I, é REPELIR, não prevenir invasão estrangeira. Também errada a B pois a hipótese do art. 34, V, “a”, estipula o não pagamento (ou suspensão) da dívida fundada por MAIS de 2 anos. Finalmente, a letra C está incorreta pois a referida hipótese é de intervenção estadual, não federal.
Questão (FCC – PGM de Teresina/PI – Procurador Municipal): A intervenção do Estado nos seus Municípios poderá ocorrer
a) para assegurar a observância dos princípios constitucionais de direitos da pessoa humana.
b) com o fim de manter a integridade nacional.
c) quando o Tribunal de Justiça der provimento à representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para promover a execução de lei, de ordem ou da decisão judicial.
d) para pôr termo a grave comprometimento da ordem pública.
e) para garantir a autonomia Municipal.
Resposta: Letra C.
Comentário: Conforme art. 35, inciso IV, da Constituição. As demais hipóteses são de intervenção federal, conforme art. 34, VII, “a” (letra A), I (letra B), III (letra D) e VII, “c” (letra E)
Questão
A respeito do Poder Executivo, julgue o seguinte item.
Nos termos da Constituição Federal de 1988, cabe ao Conselho da República, órgão superior de consulta do presidente da República, pronunciar-se sobre intervenção federal, estado de sítio e estado de defesa, bem como sobre questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
Certo Errado
CERTO
CR:
Do Conselho da República 3P,2L E SEIS CIDADÃOS
Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;
VI - o Ministro da Justiça;
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
Art. 90. Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
§ 1º - O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério.
§ 2º - A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.
Conselhoda República: Conselho de Defesa Nacional:
PRONUNCIA OPINA
intervenção federal; intervenção federal;
estado de defesa; estado de defesa;
estado de sítio estado de sítio.
CONSELHO DA REPUBLICA: 3P.2L.M E SESI CIDADÃOS.
QUESTÃO
Tendo em vista a organização do Estado e o fato de que o texto constitucional prevê a possibilidade de determinados órgãos do Poder Judiciário requisitarem ao presidente da República intervenção federal no caso de desobediência à ordem ou à decisão judiciária, julgue o item seguinte.
Nos casos de requisição de intervenção federal, o presidente da República estará obrigado a editar o decreto de intervenção, não lhe cabendo, a despeito da sua condição de chefe do Poder Executivo, exercer juízo de conveniência ou de oportunidade da providência requerida.
Gabarito: Certo
A intervenção federal pode ser de dois tipos: espontânea, quando o Presidente da República age de ofício, ou provocada, quando age por solicitação ou requisição de outro órgão.
Na intervenção provocada por solicitação, a decretação da intervenção é ato discricionário, cabendo ao Presidente decidir acerca da conveniência e oportunidade de atender ao pedido.
Já na intervenção provocada por requisição, o chefe do Poder Executivo está obrigado a editar o decreto de intervenção, ou seja, trata-se de ato vinculado. É o que acontece na hipótese de desobediência a ordem ou a decisão judiciária.
CERTO
CF: Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:
I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário;
Na intervenção por requisição, o chefe do Poder Executivo é obrigado a editar o decreto de intervenção por tratar-se de ato vinculado. É a hipótese de desobediência a ordem ou a decisão judiciária.
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
(...)
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;
Se o Poder Executivo ou Legislativo estadual que estiver sendo coagido/impedido, deverá solicitar (“pedir”) ao Presidente da República que intervenha no Estado. Se o Poder Judiciário estiver sendo coagido/impedido, deve solicitar providências ao STF. Se o STF concordar com o pedido, irá requisitar do Presidente da República a intervenção (a requisição é vinculante).
O Decreto de intervenção também será submetido à apreciação do CN, no prazo de 24 horas.
DIZER O DIREITO
QUESTÃO
Tendo em vista a organização do Estado e o fato de que o texto constitucional prevê a possibilidade de determinados órgãos do Poder Judiciário requisitarem ao presidente da República intervenção federal no caso de desobediência à ordem ou à decisão judiciária, julgue o item seguinte.
De acordo com a vigente Constituição, cabe ao Superior Tribunal Militar requisitar intervenção da União quando outra unidade federativa criar óbice ao cumprimento de decisão de qualquer órgão da justiça milita
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:
(...) II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral;
Art. 36, II, da CF. Define-se a competência pela matéria, cumprindo ao STF o julgamento quando o ato inobservado lastreia-se na CF; ao STJ quando envolvida matéria legal e ao TSE em se tratando de matéria de índole eleitoral.
[IF 2.792, rel. min. Marco Aurélio, j. 4-6-2003, P, DJ de 1º-8-2003.]
Cabe exclusivamente ao STF requisição de intervenção para assegurar a execução de decisões da Justiça do Trabalho ou da Justiça Militar, ainda quando fundadas em direito infraconstitucional: fundamentação. O pedido de requisição de intervenção dirigida pelo presidente do Tribunal de execução ao STF há de ter motivação quanto à procedência e também com a necessidade de intervenção.
Nesse caso, quando houver descumprimento de decisão da Justiça Militar, a requisição cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF), e não ao Superior Tribunal Militar.
Caberá ao STF a REQUISIÇÃO da Intervenção Federal, quando a coação for contra o Poder Judiciário (art 36, II, CF)
QUESTÃO
Caso o Estado X decida intervir no Município Y, segundo os ditames da Constituição Federal, é correto afirmar que a intervenção poderá ocorrer se
a)
o município Y deixar de pagar, sem motivo de força maior, por 1 ano consecutivo, a dívida fundada.
b)
for necessário que o Estado X ponha fim a grave comprometimento da ordem pública.
c)
o município Y não tiver aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do desporto e cultura.
d)
o município Y não tiver aplicado receita mínima na consecução e desenvolvimento de políticas urbanas e agrárias.
e)
o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
Art. 35, da CF/88. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; (Letra A - ERRADA)
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Letra C e D - ERRADAS)
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. (Letra E - CORRETA)
Art. 34, da CF/88. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; (Letra B - ERRADA - aqui é a intervenção da União no Estado ou DF, enquanto que a questão trata da intervenção do Estado no Município).
Acredito que a resposta será alterada para a letra "e".
QUESTÃO
Na hipótese de o Município não cumprir uma ordem judicial transitada em julgado, a Constituição Federal prevê, expressamente, como possível consequência,
a) a intervenção Federal, a ser decretada pelo Supremo Tribunal Federal.
b) a suspensão dos direitos políticos do Prefeito Municipal.
c) a intervenção do Estado a ser determinada pelo Tribunal de Justiça por deferimento de representação.
d) a suspensão de repasses de recursos federais ao Município até que seja cumprida a ordem judicial.
e) a intervenção estadual, em decorrência de reclamação constitucional, a ser determinada pelo Superior Tribunal de Justiça.
CF, Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
abarito Letra C
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, excetoquando:IV - o Tribunal de Justiça der provimento à representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial
QUESTÃO
Ao disciplinar a organização político-administrativa da República brasileira, a Constituição Federal estabelece que a União
a) não intervirá, jamais, nos Estados, já que adota o princípio da não intervenção.
b)
não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto, dentre outras hipóteses expressamente previstas, para reorganizar as finanças da unidade da Federação que suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior.
c)
intervirá nos Estados sempre que entender necessária sua intervenção, o que se fará por meio de decreto do Presidente da República, que somente poderá ser editado mediante prévia autorização do Senado Federal e referendo do Supremo Tribunal Federal.
d)
intervirá nos Estados e no Distrito Federal para garantir o livre exercício dos Poderes Executivo e Legislativo, sendo proibida, contudo, sua intervenção no Poder Judiciário, já que a este é atribuída a função de administração da Justiça na sociedade.
e)
está autorizada a intervir nos Municípios dos Estados e do Distrito Federal quando deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por um ano, a dívida fundada.
Letra (b)
CF.88
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei;
É um dos casos de intervenção espontânea (de ofício) nas hipóteses em que a constituição autoriza que a medida seja efetivada diretamente pelo Chefe do Executivo, e por sua própria iniciativa. O chefe do Executivo, dentro do seu juízo de discricionariedade, decide pela intervenção e, de ofício, a executa, independentemente de provocação de outros órgãos.
São hipóteses de intervenção federal espontânea:
a) para a defesa da unidade nacional -> CF.88, Art. 34, I e II;
b) para a defesa da ordem pública -> CF.88, Art. 34, III; e
c) para a defesa das finanças públicas -> CF.88, Art. 34, V
CAI LETRA DE LEI...
QUESTÃO
À luz da CF, do entendimento consolidado pelo STF e pela doutrina pertinente, a intervenção federal será decretada quando
a) houver ameaça de perturbação da ordem pública.
b) o estado-membro, em qualquer hipótese, desrespeitar lei federal.
c)o estado-membro, ainda que não intencionalmente, deixar de pagar precatórios expedidos contra a fazenda pública.
d)o estado-membro, sem motivo de força maior, deixar de pagar sua dívida fundada por mais de dois anos consecutivos.
e) ocorrer invasão estrangeira, desde que o estado-membro invadido tenho sido conivente com o ato.
Gabarito D
A) houver ameaça de perturbação da ordem pública. ERRADO
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;
B) o estado-membro, em qualquer hipótese, desrespeitar lei federal.
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
C) o estado-membro, ainda que não intencionalmente, deixar de pagar precatórios expedidos contra a fazenda pública.
"O descumprimento voluntário e intencional de decisão transitada em julgado configura pressuposto indispensável ao acolhimento do pedido de intervenção federal. A ausência de voluntariedade em não pagar precatórios, consubstanciada na insuficiência de recursos para satisfazer os créditos contra a Fazenda Estadual no prazo previsto no § 1º do art. 100 da Constituição da República, não legitima a subtração temporária da autonomia estatal, mormente quando o ente público, apesar da exaustão do erário, vem sendo zeloso, na medida do possível, com suas obrigações derivadas de provimentos judiciais".
[IF 1.917 AgR, rel. min. Maurício Corrêa, j. 17-3-2004, P, DJ de 3-8-2007.]
D) CERTO
V, a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;
E) ocorrer invasão estrangeira, desde que o estado-membro invadido tenho sido conivente com o ato. ERRADO
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;
REQUISITOS DA INTERVENÇÃO (pressupostos materiais)
a) manter a integridade nacional;
b) repelir invasão estrangeira ou uma unidade da Federação a outra;
c) pôr termo a grave comprometmento da ordem pública;
d) garantir o funcionamento de qualquer dos Poderes da Federação;
e) reorganizar as finanças da unidade da Federação;
f) prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
g) assegurar a observância dos princípios constitucionais elencados no art. 34º, VII;
Poder judiciário
Área professor
Dicas questão poder judiciário
PODER JUDICIÁRIO: art. 92 e seguintes
Número de Ministros dos Tribunais Superiores:
S.T.F. (Supremo Tribunal Federal) – Somos Time de Futebol – time de futebol tem qtos jogadores? 11 ministros!
S.T.J (Superior Tribunal de Justiça) – Somos Todos de Jesus – com qtos anos jesus morreu? ae 33 ministros!
T.S.T (Tribunal Superior do Trabalho) – Trinta Sem Tres – esse é matemática, trinta sem 3 é? 27 ministros
T.S.E. (Tribunal Superior Eleitoral) – pega o T e poe depois do E! faz o que? SET isso mesmo, 7 ministros.
S.T.M (Superior Tribunal Militar) – Somos Todas Moças – com quantos anos as meninas viram moçinhas? 15!
1 – FUNÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS:
a Função Típica: Exercício de jurisdição e solução de litígios.
Função Atípica: Elaboração de regimentos internos, organização de Secretaria e Serviços Auxiliares, provimentos de cargos e concessão de licenças e outros afastamentos.
2 – O Poder Judiciário é uno e indivisível,não atua somente no âmbito Federal ou Estadual, é considerado como Nacional, pois atua por meio de diversos órgãos sendo eles Federais ou Estaduais.
3 – Órgãos do Poder judiciário estão previstos no artigo 92 da Constituição Federal.
São Eles:
a) Supremo Tribunal Federal
b) Conselho Nacional de Justiça
c) Superior Tribunal de Justiça
d) Superior Tribunal Militar
e) Tribunal Superior do Trabalho
f) Tribunal Superior Eleitoral
g) Tribunais Regionais Federais e juízes federais
h) Tribunais e juízes do Trabalho
i) Tribunais e juízes eleitorais
j) Tribunais e juízes militares
k) Tribunais e juízes dos estados, do Distrito Federal e dos territórios.
O Conselho Nacional de Justiça foi incluído pela EC 45/2004 tem a função de manter o bom funcionamento da Justiça brasileira e, para isso, o órgão desenvolve ferramentas eletrônicas e promove parcerias para garantir agilidade e transparência nas atividades. Todas as ações promovidas pelo Conselho são destinadas a instruir o cidadão, para que ele conheça seus direitos perante a Justiça e possa fiscalizar o cumprimento deles, por meio e controlar a atuação administrativa e financeira dos demais órgãos daquele poder, bem como desupervisionar o cumprimento dos deveres funcionais dos juízes.
4 – AUTONOMIAS DO PODER JUDICIÁRIO:
a Autonomia Orgânico – Administrativa: Diz respeito a sua estrutura e funcionamento.
bAutonomia Financeira: Possibilidade de elaboração e execução de seu funcionamento .
5 – GARANTIAS DOS MAGISTRADOS:
VITALICIEDADE: Perda do cargo somente pode ocorrer por sentença judicial transitada em julgado, a vitaliciedade somente poderá ser adquirida após dois anos de efetivo exercício, durante este período a perda do cargo depende de deliberação do Tribunal a que o Juiz estiver vinculado. Em se tratandode Ministro do STF, a perda do cargo poderá ocorrer somente por sentença judicial transitada em julgado, julgado pelo Senado Federal em casos de Crime de Responsabilidade. A vitaliciedade também é assegurada aos membros do Ministério Público, Ministros do Tribunal de Contas da União, Oficiais das Forças Armadas e Militares dos Estados, Distrito Federal e Territórios.
INAMOVIBILIDADE: Impede a remoção do Magistrado contra a sua própria vontade, salvo se houver interesse público, é decidida por meio dos votos da maioria absoluta dos membros do Tribunal assegurada a ampla defesa. A remoção pode ser determinada pelo próprio Tribunal ou pelo Conselho Nacional de Justiça.
c IRREDUTIBILIDADE DE SUBSÍDIOS.Somente há exceções de expressas em Lei, não é garantia exclusiva dos Magistrados como também pode ser dos Membros do Ministério Público, Ministros do Tribunal de Contas da União, Oficiais das Forças Armadas, Militares dos Estados, Distrito Federal e Territórios, Servidores Públicos e Empregados Urbanos e Rurais.
6 – TEMPO DE ATIVIDADE JURÍDICA PARA O INGRESSO NA MAGISTRATURA.
Bacharel em Direito com tempo mínimo de 3 anos de atividade jurídica.( Resolução CNJ 75/2009 art 59).
A exigência de três anos de atividade jurídica tem como marco inicial a obtenção do grau de bacharel em Direito e deverá ser atendida no ato da inscrição definitiva, para contagem deste tempo não são contados os anos de atividades realizadas antes da colação de grau como estágios por exemplo.
As Garantias do Poder Judiciário:
Conceito: Para que se cumpra a função jurisdicional é preciso revestir o Poder Judiciário de fortes garantias constitucionais indispensáveis à sua atuação livre, autônoma e independente. Essas garantias são classificadas como:
A) Funcionais: Asseguram a independência e a imparcialidade dos membros do Poder Judiciário no exercício da função jurisdicional.
B) Institucionais: Assistem o Poder Judiciário como instituição política fundamental no Estado Democrático de Direito, e que compreendem as garantias de autonomia orgânico-administrativa e financeira.
Quinto Constitucional
Conceito: Consiste na reserva de 1/5 das vagas dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do DF e Territórios aos membros do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados com notório saber jurídico, indicados em lista sêxtupla pelo órgãos de representação das respectivas classes.
Regime Constitucional dos Precatórios
Conceito: Precatório Judicial é uma ordem de pagamento do Poder Judiciário. Essa ordem é dirigida às Fazendas Públicas Federais, Estaduais, Distritais e Municipais, em virtude de sentença condenatória transitada em julgado que impôs a entidade uma obrigação de pagar.
Motivo do uso de Precatórios: Os Bens Públicos são impenhoráveis, devendo a execução da obrigação de pagar imposta às fazendas públicas seguir o Art. 100 da CF. Assim após o Transito em Julgado da Sentença, deve o Presidente do tribunal competente requisitar o pagamento, que será feito com a inclusão do valor correspondente no orçamento da Fazenda Pública devedora para liberação até o final do exercício financeiro.
Atenção: Não se aplica o regime de precatórios aos pagamentos de obrigações definidas de pequeno valor que as Fazendas Públicas devam fazer em virtude de sentença judicial transitada em Julgado. Nesse caso é expedido um documento chamado RPV (Requisição de Pequeno Valor).
OBS:
A Justiça Eleitoral é um órgão de jurisdição especializada que integra o Poder Judiciário e cuida da organização do processo eleitoral (alistamento eleitoral, votação, apuração dos votos, diplomação dos eleitos, etc.). Logo, trabalha para garantir o respeito à soberania popular e à cidadania.
Para que esses fundamentos constitucionais – previstos no art. 1º da CF/1988 – sejam devidamente assegurados, são distribuídas competências e funções entre os órgãos que formam a Justiça Eleitoral. Aliás, são eles: o Tribunal Superior Eleitoral, os tribunais regionais eleitorais, os juízes eleitorais e as juntas eleitorais.
O Tribunal Superior Eleitoral é composto de, no mínimo, sete membros, sendo eles: três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ); e dois ministros dentre advogados indicados pelo STF e nomeados pelo presidente da República (art. 119 da CF/1988).
Algumas de suas principais competências são: (i) processar e julgar originariamente o registro e a cassação de registro de partidos políticos, dos seus diretórios nacionais e de candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República; (ii) julgar recurso especial e recurso ordinário interpostos contra decisões dos tribunais regionais; (iii) aprovar a divisão dos estados em zonas eleitorais ou a criação de novas zonas; (iv) requisitar a força federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das decisões dos tribunais regionais que a solicitarem, e para garantir a votação e a apuração; e (v) tomar quaisquer outras providências que julgar convenientes à execução da legislação eleitoral.
Já os tribunais regionais eleitorais estão distribuídos nas capitais de cada estado e no Distrito Federal (ex.: TRE-GO, TRE-AL, TRE-DF, etc.) e são compostos, cada um, de sete juízes: dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) do respectivo estado; dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo TJ; um juiz do Tribunal Regional Federal (TRF) com sede na capital, ou, não havendo, de um juiz federal; e dois juízes nomeados pelo presidente da República dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça (art. 120 da CF/1988).
Suas competências compreendem ações como: (i) processar e julgar originariamente o registro e o cancelamento do registro dos diretórios estaduais e municipais de partidos políticos, bem como de candidatos a governador, vice-governadores e membro do Congresso Nacional e das assembleias legislativas; (ii) julgar recursos interpostos contra atos e decisões proferidas pelos juízes e juntas eleitorais; (iii) constituir as juntas eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição; e (iv) requisitar a força necessária ao cumprimento de suas decisões e solicitar ao Tribunal Superior a requisição de força federal.
Os juízes eleitorais, por sua vez, são os juízes de Direito de primeiro grau de jurisdição integrantes da Justiça Estadual e do Distrito Federal (art. 32 do Código Eleitoral), sendo algumas de suas atribuições: (i) processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns, exceto o que for da competência originária do Tribunal Superior Eleitoral e dos tribunais regionais eleitorais; (ii) expedir títulos eleitorais e conceder transferência de eleitor; e (iii) tomar todas as providências ao seu alcance para evitar os atos ilícitos das eleições.
Finalmente, as juntas eleitorais são compostas de um juiz de Direito – que será o presidente da junta eleitoral – e de dois ou quatro cidadãos de notória idoneidade (art. 36 do Código Eleitoral; e art. 11, § 2º, da LC nº 35/1979), aos quais compete, por exemplo, resolver as impugnações e demais incidentes verificados durante os trabalhos da contagem e da apuração, bem como expedir diploma aos candidatos eleitos para cargos municipais.
Descritas as composições e as competências dos órgãos da Justiça Eleitoral, nota-se que esta funciona em uma dinâmica diferenciada de modo a permitir, por exemplo, que, em sua esfera, atuem magistrados de outros tribunais, tais como do STF, do STJ e da Justiça Comum Estadual, evidenciando, assim, a ausência de uma magistratura própria, organizada em carreira.
Além disso, outras peculiaridades dessa justiça especializada podem ser observadas quando se descrevem algumas de suas funções. Aliás, a Justiça Eleitoral desempenha outros papéis nos limites de sua atuação – afora as funções administrativa e jurisdicional – a saber, funções normativa e consultiva.
Primeiramente, ainda a respeito da função administrativa, o juiz eleitoraladministra todo o processo eleitoral, independentemente de que um conflito de interesses lhe seja submetido para solução, mesmo porque está investido do poder de polícia, que é a “atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente [...]”, por exemplo, à segurança, à ordem, aos costumes, à tranquilidade pública (art. 78 do Código Tributário).
Alguns exemplos do exercício da função administrativa são: alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral e medidas para impedir a prática de propaganda eleitoral irregular.
De outra parte, ao exercer a função jurisdicional, atuará na solução de conflitos sempre que provocada judicialmente para aplicar o Direito. Isso acontecerá em situações tais como ajuizamento de ação de investigação judicial eleitoral ação de impugnação de mandato eletivo (AIME), ação de impugnação de registro de candidatura (AIRC) e nas representações por propaganda eleitoral irregular.
Outra função atribuída à Justiça Eleitoral – e que lhe confere um caráter peculiar – é a normativa, descrita no art. 1º, parágrafo único e art. 23, IX, ambos do Código Eleitoral e que lhe permite – por meio de resoluções – expedir instruções para a execução das leis eleitorais, entre elas o Código Eleitoral. O conteúdo inserido nessas normas tem o propósito de regulamentar as matérias de competência do órgão colegiado que as instituiu, criando situações gerais e abstratas.
Podemos citar, como exemplo, instruções criadas para auxiliar a execução de leis no ano das eleições, tal como a Res.-TSE nº 23.376/2012, que dispõe sobre a arrecadação e os gastos de recursos por partidos políticos, candidatos e comitês financeiros e, ainda, sobre a prestação de contas nas eleições de 2012.
Finalmente, a função consultiva permite o pronunciamento dessa Justiça especializada – sem caráter de decisão judicial – a respeito de questões que lhe são apresentadas em tese, ou seja, de situações abstratas e impessoais. Pode-se dizer que também é uma função de caráter particular da Justiça Eleitoral, haja vista que o Poder Judiciário não é, por natureza, órgão de consulta.
Conclui-se que a Justiça Eleitoral tem ampla atuação descrita em lei, o que permite, de fato, sejam preservadas a ordem e a lisura do processo eleitoral, e, assim, assegurados os fundamentos constitucionais da soberania popular e da cidadania.
Poder judiciário
A omissão da lei processual trabalhista e a compatibilidade da legislação processual comum com os princípios que informam o processo do trabalho;
A simples omissão da legislação processual trabalhista, porquanto o juiz não poderá se eximir de sentenciar ou despachar alegando ausência de lei;
A simples omissão ontológica ou axiológica da legislação trabalhista, e não apenas a omissão normativa, segundo a Consolidação das Leis do Trabalho.
O pedido do interessado e a conveniência e a oportunidade de cada caso concreto, a serem avaliadas pelo juiz do trabalho;
B) ERRADA. As requisições não têm o mesmo prazo do precatório. O precatório deve ser incluido no orçamento do exercício seguinte se apresentado ate 1 de julho. Já as requisições de pequeno valor não passam pelo presidente do tribunal, elas vão direto do juiz sentenciante até a entidade devedora, que tem 60 dias para pagar.
C)ERADA. Dois erros. A administração tem que incluir no orçamento do exercício seguinte ao precatorio apresentado ate 1 de julho, e não pagar nesse exercicío conforme disse a assertiva. O outro erro é que qualquer precatorio vencido autoriza o sequestro, e não só os alimentares.
D)ERRADA. De fato é possível fracionar o valor do precatorio/RPV para enquadramento (é a unica exceção, em regra o fracionamento é proibido) na faixa prevista no art 100, § 2. No entanto o pagamento não é feito exclusivamente na ordem cronologica para maiores de 60, portadores de doenças graves e deficientes. Essas pessoas recebem antes, elas formam uma fila especial e portanto são uma exceção à ordem cronologica. O que ocorre é que existe uma ordem cronologica separada para essas pessoas.
E)ERRADA. Se a execução do crédito contra a Fazenda estiver suspensa ela não pode compensar e abater do precatório, por razões obvias. Se a execução do debito esta suspensa, está indefinida a situação do crédito, então a Fazenda não pode de forma autoexecutoria abater isso do precatorio.
Gabarito, letra A.
Constituição Federal
Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
(...)
§ 3º O disposto no caput deste artigo relativamente à expedição de precatórios não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em leis como de pequeno valor que as Fazendas referidas devam fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado.
Condenações de pequeno valor serão definidas pela lei de cada ente federado, mas, na ausência dessa lei, segue o disposto no artigo 87, do ADCT:
Art. 87. Para efeito do que dispõem o § 3º do art. 100 da Constituição Federal e o art. 78 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias serão considerados de pequeno valor, até que se dê a publicação oficial das respectivas leis definidoras pelos entes da Federação, observado o disposto no § 4º do art. 100 da Constituição Federal, os débitos ou obrigações consignados em precatório judiciário, que tenham valor igual ou inferior a:
I - quarenta salários-mínimos, perante a Fazenda dos Estados e do Distrito Federal;
II - trinta salários-mínimos, perante a Fazenda dos Municípios.
Parágrafo único. Se o valor da execução ultrapassar o estabelecido neste artigo, o pagamento far-se-á, sempre, por meio de precatório, sendo facultada à parte exequente a renúncia ao crédito do valor excedente, para que possa optar pelo pagamento do saldo sem o precatório, da forma prevista no § 3º do art. 100.
Questão
No tocante ao Poder Judiciário, à luz da Constituição Federal,
a)todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, sendo vedado à lei limitar a presença, em determinados atos, às partes e a seus advogados.
b)o Poder Executivo não poderá reduzir unilateralmente, na fase de consolidação do projeto de Lei Orçamentária Anual, o orçamento proposto pelo Poder Judiciário, desde que esse tenha sido elaborado e enviado com observância de limites, forma e prazo estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c)ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa, jurisdicional e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes.
d)a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedadas férias coletivas em quaisquer juízos e tribunais, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente.
e)ao Supremo Tribunal Federal compete homologar sentenças estrangeiras e conceder exequatur às cartas rogatórias.
A - Art. 93 IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou SOMENTE A ESTES, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação;
B - Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.
§ 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderesna lei de diretrizes orçamentárias.
C - Art. 103-B § 4º Compete ao Conselhoo controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:
(CNJ não tem jurisdição , pois Corno Nunca Julga)
D - Art. 93 XII a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de SEGUNDO GRAU, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente; (Observe-se que essa vedação não alcança o STF, tampouco os demais tribunais superiores")
E -
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias;
RESUMINDO:
ERROS
A) CLARO QUE Ñ SÃO TODOS OS JULGAMENTOS, EXISTEM AS HIPÓTESES DE SIGILO
B) GA-BA-RI-TO
C) CNJ Ñ TEM JURISIDIÇÃO (ISSO MORRE DE CAIR)
D) VEDADO FÉRIAS COLETIVAS ATÉ O 2ª GRAU (CÊ ACHA QUE OS MALAS DOS MINISTROS IAM PERMITIR TIRAR AS F.COLETIVAS DELES)
E) COMPETÊNCIA DO STJ
FONTE: KELSEN,HANS.
GABARITO LETRA B
Questão
No tocante ao Poder Judiciário, à luz da Constituição Federal,
a)
todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, sendo vedado à lei limitar a presença, em determinados atos, às partes e a seus advogados.
b)
o Poder Executivo não poderá reduzir unilateralmente, na fase de consolidação do projeto de Lei Orçamentária Anual, o orçamento proposto pelo Poder Judiciário, desde que esse tenha sido elaborado e enviado com observância de limites, forma e prazo estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c)
ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa, jurisdicional e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes.
d)
a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedadas férias coletivas em quaisquer juízos e tribunais, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente.
e)
ao Supremo Tribunal Federal compete homologar sentenças estrangeiras e conceder exequatur às cartas rogatórias.
LETRA B
A - Art. 93 IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou SOMENTE A ESTES, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação;
B - Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.
§ 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderesna lei de diretrizes orçamentárias.
C - Art. 103-B § 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:
(CNJ não tem jurisdição , pois Corno Nunca Julga)
D - Art. 93 XII a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de SEGUNDO GRAU, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente; (Observe-se que essa vedação não alcança o STF, tampouco os demais tribunais superiores")
E -
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias;
ESUMINDO:
ERROS
A) CLARO QUE Ñ SÃO TODOS OS JULGAMENTOS, EXISTEM AS HIPÓTESES DE SIGILO
B) GA-BA-RI-TO
C) CNJ Ñ TEM JURISIDIÇÃO (ISSO MORRE DE CAIR)
D) VEDADO FÉRIAS COLETIVAS ATÉ O 2ª GRAU (CÊ ACHA QUE OS MALAS DOS MINISTROS IAM PERMITIR TIRAR AS F.COLETIVAS DELES)
E) COMPETÊNCIA DO STJ
FONTE: KELSEN,HANS.
GABARITO LETRA B
Questão
A fim de assegurar os princípios da celeridade processual e do acesso à prestação jurisdicional, a Constituição Federal estabelece que
a)a distribuição de processos aos juízes será imediata, ressalvadas as hipóteses previstas em lei.
b) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão.
c) os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos decisórios, salvo aqueles que põem fim ao processo.
d) é vedado ao Tribunal autorizar o juiz titular a residir fora da respectiva comarca.
e) o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e ao respectivo número de eleitores.
CF/88
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
a) XV - a distribuição dos processos será imediata, em todos os graus de jurisdição; ERRADA
b) II, "e" - não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão; CORRETA
c) XIV - os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório; ERRADA
d) VII - o juiz titular residirá na respectiva comarca, salvo autorização do tribunal; ERRADA
e) XIII - o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população; ERRADA
item correto letra b)
a) a distribuição de processos aos juízes será imediata, ressalvadas as hipóteses previstas em lei. - qualquer grau de jurisdição
b) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão. - Correto literalidade
c) os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos decisórios, salvo aqueles que põem fim ao processo. sem caráter decisório, somente o juiz poderá praticar essa espécie de ato.
d) é vedado ao Tribunal autorizar o juiz titular a residir fora da respectiva comarca. - o tribunal poderá autorizar sim, apesar de a regra ser o juiz residir na mesma comarca.
e) o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e ao respectivo número de eleitores. Nada a ver com número de eleitores e sim com a população. Só a título de informação, o número de vereadores nos municípios também será de acordo com a população e não de eleitores, as bancas gostam desse trocadilho.
Parte superior do formulário
Constituição Federal do Brasil de 1988
.........................................................................................................................................................................................
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre
o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
1 . XV – a distribuição de processos será imediata, em todos os graus de jurisdição.
(Incluído pela EC n. 45/2004)
2. e NÃO SERÁ PROMOVIDO o JUIZ que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além
do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão;
(Incluída pela EC n. 45/2004) Assertiva : CERTA
3. XIV - os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório;
4. VII - o juiz titular residir'a na respectiva comarca, salvo autorização do tribunal;
5. XIII - o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população;
Questão
A fim de assegurar os princípios da celeridade processual e do acesso à prestação jurisdicional,a Constituição Federal estabelece que
a)a distribuição de processos aos juízes será imediata, ressalvadas as hipóteses previstas em lei.
b)não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão.
c)os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos decisórios, salvo aqueles que põem fim ao processo.
d)é vedado ao Tribunal autorizar o juiz titular a residir fora da respectiva comarca.
e) o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e ao respectivo número de eleitores.
CF/88
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
a) XV - a distribuição dos processos será imediata, em todos os graus de jurisdição; ERRADA
b) II, "e" - não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão; CORRETA
c) XIV - os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório; ERRADA
d) VII - o juiz titular residirá na respectiva comarca, salvo autorização do tribunal; ERRADA
e) XIII - o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população; ERRADA
Questão
No curso do processo de separação judicial de um casal, o cônjuge “A” alegou que foi vítima de atos de infidelidade conjugal durante o casamento, motivo pelo qual, segundo ele, o cônjuge “B” não teria idoneidade moral para obter a guarda dos filhos do casal. “B”, por sua vez, alegou que “A” teria sido acometido por doença psiquiátrica que o impedia de zelar pelos filhos menores de idade e, portanto, de obter a guarda das crianças. Antes de realizar a audiência em que seriam ouvidas testemunhas indicadas pelas partes, o juiz impediu que os genitores de ambos os cônjuges ingressassem na sala em que seria praticado o ato, tendo restringido a entrada no recinto às partes e aos seus advogados, dizendo assim ter decidido com fundamento na lei processual. Considerando as garantias constitucionais do processo, a decisão judicial mostra-se
a)incompatível com a Constituição Federal, por violar o direito ao devido processo legal.
b)incompatível com a Constituição Federal, por violar o direito de ingresso em locais abertos ao público.
c)incompatível com a Constituição Federal, por violar o direito de acesso à informação e a liberdade de reunião.
d)incompatível com a Constituição Federal, por violar a norma segundo a qual todos os julgamentos do Poder Judiciário serão públicos.
e) compatível com a Constituição Federal.
CF/88
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
IX - todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
LETRA E)
Letra (e)
Princípio da Publicidade e a publicidade como princípio
CF.88
Art. 5º, CF: “LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem”.
Art 93, CF: “IX - todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação”.
Questão
A Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado Gama reconheceu, incidentalmente, pela unanimidade dos seus membros, a inconstitucionalidade da Lei Federal X, e deixou de aplicá-la no julgamento do recurso de apelação submetido à sua apreciação.
À luz da sistemática constitucional e considerando ter sido esse o primeiro acórdão proferido pelo Poder Judiciário brasileiro reconhecendo a inconstitucionalidade da Lei Federal X, o procedimento adotado pela Câmara está:
a) certo, pois a inconstitucionalidade ainda não tinha sido reconhecida por nenhum órgão do Poder Judiciário;
b) certo, pois a inconstitucionalidade foi reconhecida pela unanimidade dos desembargadores que a integram;
c) errado, pois os órgãos do Tribunal de Justiça somente podem reconhecer a inconstitucionalidade de leis estaduais ou municipais;
d) errado, pois a inconstitucionalidade deve ser reconhecida pela maioria absoluta dos membros do Tribunal ou do respectivo Órgão Especial;
e) errado, pois o processo deveria ter sido suspenso até que o Supremo Tribunal Federal se pronunciasse sobre a inconstitucionalidade.
GABARITO LETRA D
SV 10: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.
Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.
Ressalte-se que o Código de Processo Civil previu uma mitigação da cláusula de reserva de plenário (art. 949, parágrafo único):
Art. 949. Parágrafo único. Os órgãos fracionários dos tribunais NÃO submeterão ao plenário ou ao órgão especial a arguição de inconstitucionalidade quando já houver pronunciamento destes ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão.
Súmula Vinculante 10: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de Tribunal que embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.
Questão
No que se refere à composição de Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunal Superior do Trabalho, a regra segundo a qual um quinto dos juízes será escolhido dentre advogados e membros do Ministério Público aplica-se
a) a todos.
b) ao Superior Tribunal de Justiça e ao Tribunal Superior do Trabalho, apenas.
c) ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça, apenas.
d) ao Superior Tribunal de Justiça, apenas.
e) ao Tribunal Superior do Trabalho, apenas.
LETRA E
Resumo :
Fazem parte do quinto constitucional : TRF, TJ, TST, TRT
Terço -> STJ
1/3 juízes do TRF
1/3 desembargadores do TJ
1/3 ADV. e MP
Macete : STJ - Somos Todos de Jesus: Jesus morreu com quantos anos? 33, então 33 ministros, mas ele ressuscitou e agora vive eternamente! Então pode ser mais de 33. (33 MÍNIMO) . Se envolve Jesus , envolve “religião” .. logo devemos lembrar de rezar o TERÇO.
Lembrando: TST é o único Tribunal Superior que observa a regra do Quinto Constitucional.
Não se aplica o Quinto Constitucional:
- Ao STF
- Ao STJ
- Ao STM
- Ao TSE
- Ao TRE
Questão
É permitido ao magistrado
a) receber contribuições de entidades privadas a título gratuito.
b) exercer qualquer outro cargo, caso tenha disponibilidade durante o exercício da magistratura.
c) receber participação em processo no qual tenha atuado em substituição a juiz que se encontrava no gozo de férias.
d) advogar perante juízo do qual tenha sido afastado por exoneração, desde que decorridos três anos do afastamento.
e) envolver-se em atividades político-partidárias, desde quecomunique à presidência do respectivo tribunal.
GABARITO: D
A questão cobra o conhecimento do parágrafo único do art. 95 da Constituição
A) receber contribuições de entidades privadas a título gratuito.
Errado: Art. 95, Parágrafo único. Aos juízes é vedado:
IV receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
B) exercer qualquer outro cargo, caso tenha disponibilidade durante o exercício da magistratura.
Errado: I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério;
C) receber participação em processo no qual tenha atuado em substituição a juiz que se encontrava no gozo de férias.
Errado: II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo;
D) advogar perante juízo do qual tenha sido afastado por exoneração, desde que decorridos três anos do afastamento.
Correto: V exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
E) envolver-se em atividades político-partidárias, desde que comunique à presidência do respectivo tribunal.
Errado: III - dedicar-se à atividade político-partidária.
art. 95, parágrafo único. Aos Juízes é vedado:
exercer , ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério;
receber a qualquer título ou pretexto, custa ou patrticipaões em processos;
dedicar-se a atividade politíco partidária;
receber , a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contibuições de pessoas físisicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei;
exercer advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorrido três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.
Parte superior do formulário
Memorizo da seguinte forma:
ADV no juízo ou tribunal do qual se afastou por aposentadoria ou exoneração. ("3 letras" - "3 anos")
Questão
Sobre o tratamento que a Constituição da República Federativa do Brasil dá aos Tribunais Regionais Eleitorais – TRE, analise as afirmativas a seguir.
I. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral, apenas, na Capital de cada Estado.
II. Cada TRE terá em sua composição dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça, mediante eleição pelo voto aberto.
III. O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente – dentre os desembargadores.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
a) I.
b) III.
c) I e II.
d) II e III.
Gabarito letra b).
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Item "I") Art. 120. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal.
Item "II") Art. 120, § 1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão: (NÃO HÁ O "NO MÍNIMO")
DICA: TRE = "2, 2, 1, 2"
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça;
b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça;
II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal, ou, não havendo, de juiz federal, escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo;
III - por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça.
Item "III") Art. 120, § 2º - O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os desembargadores.
COMPLEMENTO
Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos:
DICA: TSE = "3, 2, 2"
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;
II - por nomeação do Presidente da República, dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.
Art. 119, Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça.
* Informação para complementar o estudo sobre os Tribunais Eleitorais:
NÃO HÁ O QUINTO CONSTITUCIONAL NOS TRIBUNAIS ELEITORAIS E NÃO HÁ MEMBRO DO MP NOS TRIBUNAIS ELEITORAIS.
** DICA: RESOLVER A Q778093 E A Q834951.
I. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral, apenas, na Capital de cada Estado. ERRADA, 1 TRE EM CADA ESTADO E NO DF
II. Cada TRE terá em sua composição dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça, mediante eleição pelo voto aberto. ERRADA, COMPOSIÇÃO DO TRE: 2 JUIZES DENTRE DESEMBARGADORES TJ POR ELEIÇÃO E VOTO SECRETO
III. O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente – dentre os desembargadores. CORRETA, PRESIDENTE E VICE ELEITOS DENTRE DESEMBARGADORES
Questão
A respeito do Poder Judiciário e das funções essenciais à justiça, julgue o item que se segue.
Os juízes adquirem vitaliciedade após dois anos de exercício; esse direito não depende de participação em curso oficial ou em curso reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados.
Complementando:
Constituição Federal:
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
IV - previsão de cursos oficiais de preparação, aperfeiçoamento e promoção de magistrados, constituindo etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação em curso oficial ou reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados.
No tocante ao Poder Judiciário, à luz da Constituição Federal,
a)
todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, sendo vedado à lei limitar a presença, em determinados atos, às partes e a seus advogados.
b)
o Poder Executivo não poderá reduzir unilateralmente, na fase de consolidação do projeto de Lei Orçamentária Anual, o orçamento proposto pelo Poder Judiciário, desde que esse tenha sido elaborado e enviado com observância de limites, forma e prazo estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c)
ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa, jurisdicional e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes.
d)
a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedadas férias coletivas em quaisquer juízos e tribunais, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente.
e)
ao Supremo Tribunal Federal compete homologar sentenças estrangeiras e conceder exequatur às cartas rogatórias.
LETRA B
A - Art. 93 IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou SOMENTE A ESTES, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação;
B - Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.
§ 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderesna lei de diretrizes orçamentárias.
C - Art. 103-B § 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuiçõesque lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:
(CNJ não tem jurisdição , pois Corno Nunca Julga)
D - Art. 93 XII a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de SEGUNDO GRAU, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente; (Observe-se que essa vedação não alcança o STF, tampouco os demais tribunais superiores")
E -
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias;
omplementando...
CNJ é FODA!
Fiscaliza
Orienta
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Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura.
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Questão
A fim de assegurar os princípios da celeridade processual e do acesso à prestação jurisdicional, a Constituição Federal estabelece que
a)
a distribuição de processos aos juízes será imediata, ressalvadas as hipóteses previstas em lei.
b)
não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão.
c)
os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos decisórios, salvo aqueles que põem fim ao processo.
d)
é vedado ao Tribunal autorizar o juiz titular a residir fora da respectiva comarca.
e)
o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e ao respectivo número de eleitores.
CF/88
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
a) XV - a distribuição dos processos será imediata, em todos os graus de jurisdição; ERRADA
b) II, "e" - não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão; CORRETA
c) XIV - os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório; ERRADA
d) VII - o juiz titular residirá na respectiva comarca, salvo autorização do tribunal; ERRADA
e) XIII - o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população; ERRADA
item correto letra b)
a) a distribuição de processos aos juízes será imediata, ressalvadas as hipóteses previstas em lei. - qualquer grau de jurisdição
b) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão. - Correto literalidade
c) os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos decisórios, salvo aqueles que põem fim ao processo. sem caráter decisório, somente o juiz poderá praticar essa espécie de ato.
d) é vedado ao Tribunal autorizar o juiz titular a residir fora da respectiva comarca. - o tribunal poderá autorizar sim, apesar de a regra ser o juiz residir na mesma comarca.
e) o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e ao respectivo número de eleitores. Nada a ver com número de eleitores e sim com a população. Só a título de informação, o número de vereadores nos municípios também será de acordo com a população e não de eleitores, as bancas gostam desse trocadilho.
Questão
No tocante ao Poder Judiciário, à luz da Constituição Federal,
a)
todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, sendo vedado à lei limitar a presença, em determinados atos, às partes e a seus advogados.
b)
o Poder Executivo não poderá reduzir unilateralmente, na fase de consolidação do projeto de Lei Orçamentária Anual, o orçamento proposto pelo Poder Judiciário, desde que esse tenha sido elaborado e enviado com observância de limites, forma e prazo estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c)
ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa, jurisdicional e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes.
d)
a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedadas férias coletivas em quaisquer juízos e tribunais, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente.
e)
ao Supremo Tribunal Federal compete homologar sentenças estrangeiras e conceder exequatur às cartas rogatórias.
LETRA B
A - Art. 93 IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou SOMENTE A ESTES, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação;
B - Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.
§ 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderesna lei de diretrizes orçamentárias.
C - Art. 103-B § 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:
(CNJ não tem jurisdição , pois Corno Nunca Julga)
D - Art. 93 XII a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de SEGUNDO GRAU, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente; (Observe-se que essa vedação não alcança o STF, tampouco os demais tribunais superiores")
E -
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias;
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RESUMINDO:
ERROS
A) CLARO QUE Ñ SÃO TODOS OS JULGAMENTOS, EXISTEM AS HIPÓTESES DE SIGILO
B) GA-BA-RI-TO
C) CNJ Ñ TEM JURISIDIÇÃO (ISSO MORRE DE CAIR)
D) VEDADO FÉRIAS COLETIVAS ATÉ O 2ª GRAU (CÊ ACHA QUE OS MALAS DOS MINISTROS IAM PERMITIR TIRAR AS F.COLETIVAS DELES)
E) COMPETÊNCIA DO STJ
FONTE: KELSEN,HANS.
GABARITO LETRA B
Tendo-se em vista que várias pessoas assinalaram a alternativa C, fica aqui algumas dicas sobre o CNJ:
-não tem atribuições funcionais que lhe permitam fiscalizar, reexaminar e suspender os efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional emanados de magistrados e tribunais em geral (MS 28.611-MC-AgR, Rel. Min. Celso de Mello)
- as decisões do Conselho Nacional de Justiça não têm qualidade de coisa julgada material (7 NERY. Ana Luiza Barreto de Andrade Fernandes. Observações iniciais sobre o Conselho Nacional de Justiça. Revista de Processo 134. São Paulo: RT, Abril /2006. p. 125).
-Os atos do CNJ estão sujeitos ao controle jurisdicional do STF
-Pelo crime de responsabilidade seus membros são julgados pelo Senado Federal. Pelo crime comum não dispõem, pelo exercício dessa função, de foro especial.
-competência privativa do STF para processar e julgar, originariamente, as ações contra o CNJ e contra o CNMP (competência essa para julgar os atos do CNJ e do CNMP e não os crimes de seus membros).
Questão
Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública Municipal de Marília, em virtude de decisão judicial, far-se-ão, segundo a Constituição Federal,
a)
no regime ordinário de pagamento, exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dosprecatórios e à conta dos créditos respectivos, ou por meio de requisições de pagamentos de obrigações definidas em lei municipal como de pequeno valor.
b)
mediante inclusão, no orçamento municipal, de verba necessária ao pagamento dos débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios ou requisições de pagamentos de obrigações de pequeno valor, apresentados até 1° de julho do exercício anterior.
c)
à vista de ofício requisitório expedido pela Presidência do Tribunal que proferir a decisão exequenda, a quem compete autorizar, a requerimento do credor e exclusivamente nos casos de débitos de natureza alimentícia, o sequestro da quantia respectiva caso o precatório não seja quitado até o final do exercício seguinte àquele em que transitada em julgado a decisão.
d)
exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e das requisições de pagamentos de obrigações de pequeno valor, observada a possibilidade de repartição do valor da execução para fins de enquadramento de parcela do total no limite legal de pequeno valor, em benefício do mesmo credor, se maior de 60 (sessenta) anos de idade, portador de doença grave ou pessoa com deficiência.
e)
mediante abatimento, a título de compensação, dos valores correspondentes aos débitos líquidos e certos, inscritos ou não em dívida ativa e constituídos contra o credor original pela Fazenda Pública Municipal de Marília, excluídas parcelas vincendas de parcelamentos, independentemente de sua execução encontrar-se suspensa.
B) ERRADA. As requisições não têm o mesmo prazo do precatório. O precatório deve ser incluido no orçamento do exercício seguinte se apresentado ate 1 de julho. Já as requisições de pequeno valor não passam pelo presidente do tribunal, elas vão direto do juiz sentenciante até a entidade devedora, que tem 60 dias para pagar.
C)ERADA. Dois erros. A administração tem que incluir no orçamento do exercício seguinte ao precatorio apresentado ate 1 de julho, e não pagar nesse exercicío conforme disse a assertiva. O outro erro é que qualquer precatorio vencido autoriza o sequestro, e não só os alimentares.
D)ERRADA. De fato é possível fracionar o valor do precatorio/RPV para enquadramento (é a unica exceção, em regra o fracionamento é proibido) na faixa prevista no art 100, § 2. No entanto o pagamento não é feito exclusivamente na ordem cronologica para maiores de 60, portadores de doenças graves e deficientes. Essas pessoas recebem antes, elas formam uma fila especial e portanto são uma exceção à ordem cronologica. O que ocorre é que existe uma ordem cronologica separada para essas pessoas.
E)ERRADA. Se a execução do crédito contra a Fazenda estiver suspensa ela não pode compensar e abater do precatório, por razões obvias. Se a execução do debito esta suspensa, está indefinida a situação do crédito, então a Fazenda não pode de forma autoexecutoria abater isso do precatorio.
Gabarito, letra A.
Constituição Federal
Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
(...)
§ 3º O disposto no caput deste artigo relativamente à expedição de precatórios não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em leis como de pequeno valor que as Fazendas referidas devam fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado.
Condenações de pequeno valor serão definidas pela lei de cada ente federado, mas, na ausência dessa lei, segue o disposto no artigo 87, do ADCT:
Art. 87. Para efeito do que dispõem o § 3º do art. 100 da Constituição Federal e o art. 78 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias serão considerados de pequeno valor, até que se dê a publicação oficial das respectivas leis definidoras pelos entes da Federação, observado o disposto no § 4º do art. 100 da Constituição Federal, os débitos ou obrigações consignados em precatório judiciário, que tenham valor igual ou inferior a:
I - quarenta salários-mínimos, perante a Fazenda dos Estados e do Distrito Federal;
II - trinta salários-mínimos, perante a Fazenda dos Municípios.
Parágrafo único. Se o valor da execução ultrapassar o estabelecido neste artigo, o pagamento far-se-á, sempre, por meio de precatório, sendo facultada à parte exequente a renúncia ao crédito do valor excedente, para que possa optar pelo pagamento do saldo sem o precatório, da forma prevista no § 3º do art. 100.
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Questão
Sobre o tratamento que a Constituição da República Federativa do Brasil dá aos Tribunais Regionais Eleitorais – TRE, analise as afirmativas a seguir.
I. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral, apenas, na Capital de cada Estado.
II. Cada TRE terá em sua composição dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça, mediante eleição pelo voto aberto.
III. O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente – dentre os desembargadores.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
a) I.
b) III.
c) I e II.
d) II e III.
barito letra b).
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Item "I") Art. 120. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal.
Item "II") Art. 120, § 1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão: (NÃO HÁ O "NO MÍNIMO")
DICA: TRE = "2, 2, 1, 2"
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça;
b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça;
II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal, ou, não havendo, de juiz federal, escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo;
III - por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça.
Item "III") Art. 120, § 2º - O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os desembargadores.
COMPLEMENTO
Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos:
DICA: TSE = "3, 2, 2"
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;
II - por nomeação do Presidente da República, dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.
Art. 119, Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça.
* Informação para complementar o estudo sobre os Tribunais Eleitorais:
NÃO HÁ O QUINTO CONSTITUCIONAL NOS TRIBUNAIS ELEITORAIS E NÃO HÁ MEMBRO DO MP NOS TRIBUNAIS ELEITORAIS.
** DICA: RESOLVER A Q778093 E A Q834951.
Questão
A respeito do Poder Judiciário e das funções essenciais à justiça, julgue o item que se segue.
Os juízes adquirem vitaliciedade após dois anos de exercício; esse direito não depende de participação em curso oficial ou em curso reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados.
Complementando:
Constituição Federal:
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
IV - previsão de cursos oficiais de preparação, aperfeiçoamento e promoção de magistrados, constituindo etapa obrigatória do processo de vitaliciamentoa participação em curso oficial ou reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados.
Comentários:
No primeiro grau, a vitaliciedade é adquirida após 2 anos de efetivo exercício. Segundo o art. 93, IV, CF/88, é etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação em curso oficial ou reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados.
Questão errada.
Fonte: Ricardo Vale- Estratégia Concursos.
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Poder constituintes
Área professor:
Exercício
Foi apresentada proposta de emenda constitucional subscrita por um terço dos Deputados Federais. A proposta almeja criar um imposto e contém disposição expressa determinando a sua cobrança em relação a fatos geradores ocorridos no mesmo exercício financeiro, excepcionando, com isso, a vedação contida no Art. 150, III, b, da Constituição da República de 1988.
À luz da sistemática constitucional a respeito dos limites materiais e formais ao exercício do poder reformador, a proposta:
a)
não afronta os limites materiais, pois somente os direitos e garantias individuais previstos no Título II da Constituição não podem ser alterados via emenda;
b)
afronta os limites formais, pois a proposta de emenda deveria ser apresentada, conjuntamente, por um terço dos Deputados Federais e um terço dos Senadores;
c)
não afronta os limites materiais, pois a vedação à cobrança de imposto em relação a fatos geradores ocorridos no mesmo exercício financeiro não configura direito individual;
d)
afronta os limites materiais, pois quaisquer direitos e garantias individuais previstos na Constituição, mesmo fora do Título II, devem ser respeitados pelo poder reformador;
e)
afronta os limites formais, pois somente o Presidente da República pode apresentar propostas de emenda que criem tributos.
Gabarito letra d).
CF, Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.
* Logo, não há violação quanto a um limite formal. Ademais, não é somente o Presidente da República que pode apresentar propostas de emenda que criem tributos. Portanto, eliminam-se as alternativas "b" e "e".
CF, Art. 60, § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
** A alternativa "a" está errada, pois não são somente os direitos e garantias individuais previstos no Título II da Constituição que não podem ser alterados via emenda. Há outros direitos que não podem ser alterados, conforme o dispositivo acima. Além disso, pode haver alteração dos direitos e garantias individuais visando melhorá-los, por exemplo. O que não pode é alterá-los com a pretensão de aboli-los ou reduzi-los.
"O Supremo Tribunal Federal, por meio da ADIN 939, já declarou que o princípio da anterioridade tributária é cláusula pétrea, pois consiste em garantia individual do contribuinte, confirmando, a Corte Maior, a existência de direitos e garantias de caráter individual dispersos no texto constitucional."
Fonte: https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2821/O-Principio-da-Anterioridade-Tributaria
*** Portanto, houve uma afronta a um limite material do Poder Constituinte Derivado Reformador, já que o princípio da anterioridade tributária é considerado uma cláusula pétrea em nosso ordenamento jurídico. Por isso, a alternativa "c" está errada e a alternativa "d" é o gabarito em tela.
Galera, comecei a publicar, em meu Instagram, as questões comentadas por mim aqui, no Qconcursos. Lá, estarão as minhas principais questões e os meus principais comentários. As fotos estarão separadas por disciplina e assunto. Estarei sempre postando novas questões e novos comentários lá, conforme eu for comentando novas questões. Além disso, postarei lá algumas redações que eu fiz e estarei colocando dicas para a elaboração das redações. Quem tiver interesse é só acessar lá. O link do meu perfil do Instagram está em meu perfil aqui do Qconcursos, mas deixo-o aqui: https://www.instagram.com/questoes_e_dicas_para_concurso/
Principio da anterioridade tributária (Art 150, III, b) - É CLÁUSULA PÉTREA, mesmo estando no art.150, pois é uma garantia individual do cidadão contribuinte. Os direitos e garantias individuais, apesar de serem sistematicamente elencados no art.5º não se restringem a ele, encontram-se espalhados por todo o texto constitucional.
pós regular tramitação, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram Proposta de Emenda à Constituição, tendo o Presidente do Congresso Nacional a encaminhado ao Chefe do Poder Executivo, que a sancionou em parte e, nessa parte, promulgou-a.
Por considerar que o processo legislativo adotado destoara daquele previsto na Constituição da República de 1988, o Partido Político X solicitou que o Supremo Tribunal Federal reconhecesse a existência de vício formal na Emenda Constitucional.
À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, o Partido Político X:
a)
não tem razão, já que o processo legislativo que culminou com a promulgação da Emenda X foi plenamente regular, não apresentando vício formal;
b)
tem razão, já que somente o Senado Federal possui competência para discutir e votar as propostas de emenda constitucional;
c)
tem razão, já que a atuação do Presidente da República deveria ter-se limitado à sanção, competindo a promulgação ao Presidente do Senado Federal;
d)
tem razão, já que a atuação do Presidente da República deveria ter-se limitado à promulgação, não havendo espaço para sanção ou veto;
e)
tem razão, já que a Emenda X deveria ter sido promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado Federal, sem qualquer participação do Presidente da República.
Subseção II
Da Emenda à Constituição
Art. 60, da CF/88. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.
§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
Resposta: Letra E
O presidente da repúlbica tem prerrogativa para propor a emenda, não para promulga-la !
"E"
Presidente pode apenas propor EC (Emenda Constitucional)
Cabe às mesas do congresso ( Câmara e Senado) promulgar EC
Questão
A Constituição Federal é a norma maior do Estado e exigirá procedimentos mais rigorosos para que possam ser alteradas algumas de suas regras. Neste sentido, poderá a Constituição ser emendada mediante proposta de, no mínimo, 1/3 dos membros da Câmara ou do Senado Federal. A respeitodo processo de emenda constitucional, pode-se afirmar que:
a) A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
b)
A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
c)
A forma federativa de Estado poderá ser objeto de emenda Constitucional desde que aprovada por três quintos dos membros de cada casa legislativa.
d)
A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, dois quintos dos votos dos respectivos membros.
CORRETA – LETRA “A”
A – CORRETA – Artigo 60, §3° da CR/88:
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
(...)
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
B – ERRADA – Não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. Art. 60, §5° da CR/88:
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
(...)
§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
C – ERRADA – A forma federativa de Estado não poderá ser objeto de emenda constitucional. Art. 60, §4°, I, da CR/88:
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
(...)
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
D – ERRADA – Errada porque não são dois quintos, mas sim três quintos. Art. 60, §2° da CR/88:
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
(...)
§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
Gabarito "A"
Realmente é o que dispõe a CF em seu artigo 60
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem .
"B"
Art. 60, §5° da CR/88: não pode ser objeto de deliberação na mesma sessão legislativa
"C"
Forma federativa é cláusula pétra, logo não é possível ser objeto de EC tendente a albolir tal forma
"D"
No caso para as emendas serem aprovadas é preciso obter 3/5 dos votos dos membros de cada uma das casa, em dois turnos
Questão
O poder constituinte compreende o poder responsável pela criação, modificação ou mesmo extinção de normas constitucionais. O poder constituinte se divide em duas espécies. A respeito das espécies de poder constituinte, assinale a alternativa correta.
a) A ordem jurídica começa com o poder constituinte originário.
b) O poder constituinte remanescente é ilimitado e incondicionado.
c)
O poder constituinte decorrente é responsável pela modificação das normas da Constituição Federal.
d)
O poder constituinte secundário reformador é responsável pela elaboração das Constituições Estaduais.
Letra "A") "O poder constituinte é denominado originário quando rompe completamente com a ordem jurídica anterior, instaurando outra completamente nova. O poder constituinte originário também é chamado de inaugural, inicial, genuíno ou ainda poder constituinte de primeiro grau." Fonte: http://direitoconstitucional.blog.br/poder-constituinte-originario-e-a-ruptura-com-a-ordem-juridica/
Letra "B") "O poder constituinte derivado também é denominado de poder constituinte instituído, constituído, secundário, remanescente ou ainda poder constituinte de segundo grau. (...) É também um poder condicionado e limitado, obedecendo tanto a limites expressos na Constituição como limites implícitos." Fonte: http://direitoconstitucional.blog.br/poder-constituinte-derivado-e-seus-limites-instituidos/
Letra "C") "A terceira e última modalidade de poder constituinte derivado definido pela doutrina é o poder constituinte derivado decorrente. Assim como os demais, ele é um poder jurídico, derivado do poder constituinte originário, devendo seguir as regras estabelecidas por este.
A função desse poder é a elaboração e alteração das Constituições dos Estados-membros da Federação". Fonte: http://direitoconstitucional.blog.br/poder-constituinte-derivado-e-seus-limites-instituidos/
Letra "D") Conforme explicação acima, o poder constituinte secundário reformador é capaz de alterar a Constituição Federal.
Gaba: A
a) CORRETA: O poder originário cria o ordenamento jurídico, é o poder de fato, anterior ao direito, portanto, não há que se falar em lei antes do poder originário, uma vez que ele a cria. O poder originário, logo é político.
b) ERRADA: O poder derivado, embora não seja muito usual, também é conhecido como remanescente, algo último, derradeiro, portanto, não originário. Ele é limitado ou subordinado, jurídico e condicionado, exatamente o oposto do originário.
c) ERRADA: O poder constituinte decorrente, juntamente com o reformador, formam um subgrupo do poder constituinte derivado. Compete ao reformador, a possibilidade de modificar ( reformar) a constituição e ao decorrente, confere aos estados, o poder de criar suas proprias constituições( dentro dos limites)
d) ERRADA: Vide item C.
Parte superior do formulário
poder constituinte derivado (do texto originário) - instituído e constituído (pelo poder originário),
secundário, remanescente - de 2º grau.
- condicionado e limitado, obedecendo a limites expressos na Constituição e implícitos.
LIMITAÇÕES MATERIAIS IMPLÍCITAS NA CF, QUANTO A SUA REFORMA:
1- TITULARIDADE DO PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO E DERIVADO E
2- O PROCEDIMENTO FORMAL DE REFORMA E REVISÃO – VEDADA A DUPLA REVISÃO QUE JÁ OCORREU 5 ANOS APÓS 1988 – NÃO HAVERÁ OUTRA REVISÃO DA CONSTITUIÇÃO
Poder Constituinte Derivado Reformador: é o criado pelo Poder Constituinte Originário para modificar as normas constitucionais já estabelecidas. Tal modificação é operada através das Emendas Constitucionais. Ao mesmo tempo, ao se elaborar uma nova ordem jurídica, o constituinte imediatamente elabora um Poder Derivado Reformador de modo a garantir a reforma da Carta após um determinado período onde haja tal necessidade.
Poder Constituinte Derivado Decorrente: também obra do Poder Constituinte Originário.
É o poder investidos aos Estados Membros para elaborar sua própria constituição, sendo assim possível a estes estabelecer sua auto-organização.
Poder Constituinte Derivado Revisor: conhecido também como poder anômalo de revisão ou revisão constitucional anômala ou ainda competência de revisão. Destina-se a adaptar a Constituição à realidade que a sociedade aponta como necessária. Exemplo desta variedade de Poder Derivado é o artigo 3º dos ADCT (Atos das Disposições Constitucionais Transitórias), estabelecendo uma revisão à Constituição de 1988 a ser realizada após 5 anos de promulgação da mesma, por voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional em sessão unicameral.
SESSÃO UNICAMERAL – CONTAGEM DOS VOTOS JUNTOS – ADCT – REVISÃO CF – 5 ANOS APÓS 88
– NÃO HÁ MAIS PREVISÃO DE OUTRA REVISÃO EM SESSÃO UNICAMENRAL
MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL:
PROCEDIMENTO INFORMAL – OBRA DO PODER CONSTITUINTE DIFUSO
E DERIVADO – TRATA-SE DE UMA ADAPTAÇÃO ÀS EXIGÊNCIAS SOCIAIS NO ÂMBITO ADMISTRATIVO E JUDICIAL,
PODENDO OCORRER TAMBÉM EM VIRTUDE DA ATUAÇÃO DO LEGISLADOR, VIA MODIFIFICAÇÃO DOS COSTUMES SOCIAIS
NÃO SE CONFUNDE COM O PODER DE REFORMA QUE É FORMAL
PEC PODE AMPLIAR O CATÁLAGO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS, MAS NÃO PODE CRIAR CLÁUSULA PÉTREA
Questão
As Emendas Constitucionais nº 19 (Reforma do Estado) e nº 20 (Reforma da Previdência) foram ambas editadas no ano de 1998, podendo se evidenciar uma interação entre elas. Nesse sentido, é correto afirmar que:
a)
Ambas as emendas acrescentaramo dever de sigilo relativo ao gasto público pessoal e previdenciário.
b)
Tanto a EC nº 19/98 quanto a EC nº 20/98 extinguiram o regime jurídico único dos servidores públicos.
c)
Ambas as reformas pregam a substituição dos princípios burocráticos de CF/88 pelo princípio da eficiência.
d)
Tanto a Reforma do Estado quanto a Reforma da Previdência têm como escopo a redução dos gastos públicos.
Gabarito E .
EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 19, DE 04 DE JUNHO DE 1998
Modifica o regime e dispõe sobre princípios e normas da Administração Pública, servidores e agentes políticos, controle de despesas e finanças públicas e custeio de atividades a cargo do Distrito Federal, e dá outras providências.
EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998
Modifica o sistema de previdência social, estabelece normas de transição e dá outras providências.
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"Quem te enviou ao trabalho na Terra está observando o teu esforço."
GAB D
EMENDA 19/1998 Controle de despesas e finanças públicas e custeio de atividades a cargo do Distrito Federal, e dá outras providências.
EMENDA 20/1998 Modifica o sistema de previdência social, estabelece normas de transição e dá outras providências.
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/quadro_emc.htm
Parte superior do formulário
Questão
Acerca do Poder Constituinte, de acordo com a doutrina e a jurisprudência, é correto afirmar que:
a)
A doutrina tradicional enfatiza que o poder constituinte originário é ilimitado, no sentido de não estar sujeito a limites impostos por qualquer outra lei. Atualmente, entretanto, é assente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que os tratados internacionais de direitos humanos impõem limites ao poder constituinte originário, uma vez que dizem respeito a direitos com conteúdo típicos de direito natural, que existem a priori, portanto. Seria impensável, por exemplo, com fulcro nesse entendimento, admitir que eventual poder constituinte originário permitisse a segregação racial ou a tortura.
b)
O abade Sieyès foi o primeiro a sistematizar a doutrina do poder constituinte, em sua obra “O que é o Terceiro Estado?”, que influenciou fortemente a Revolução Francesa. Nessa obra, a titularidade do poder constituinte passou a ser atribuída ao povo - ou à nação, como preferia o padre Sieyès - abandonando-se, desse modo, as visões que atribuíam ao monarca ou a Deus a titularidade do poder.
c)
O poder constituinte derivado reformador diz respeito àquele atribuído aos Estados-membros para se auto organizarem por meio de suas respectivas constituições estaduais, estando, no entanto, tal poder limitado pelas balizas traçadas pela Carta Magna, devendo respeitar os princípios nela consignados.
d)
A mutação constitucional consiste em espécie de poder constituinte difuso, em que a alteração do sentido de norma constitucional se revela como um poder de fato que culmina em uma modificação formal do texto constitucional. O Supremo Tribunal Federal já se valeu do expediente da mutação constitucional em diversos julgamentos, como, por exemplo, naquele em que se reconheceu a união homoafetiva como entidade familiar.
e)
As emendas constitucionais podem ser propostas pelo Presidente da República, por um terço no mínimo dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal e por mais da metade das Assembleias Legislativas. O projeto será discutido e votado em dois turnos, em cada casa do Congresso Nacional, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, dois terços dos votos dos respectivos membros.
Gabarito B
A) Não há essa orientação na Jurisprudência;
C) o item trata do poder constituinte derivado decorrente;
D) a mutação constitucional consiste em uma modificação informal do texto constitucional;
E) aprovação por 3/5 dos votos.
Questão
O poder constituinte originário
a) é fático e soberano, incondicional e preexistente à ordem jurídica.
b) é reformador, podendo emendar e reformular.
c)
é decorrente e normativo, subordinado e condicionado aos limites da própria Constituição.
d)
é atuante junto ao Poder Legislativo comum, com critérios específicos e de forma contínua.
e) é derivado e de segundo grau, culminando em atividade diferida.
Gabarito: letra A.
O Poder Constituinte é o poder de elaborar e modificar normas constitucionais. Portanto, é o poder de estabelecer uma nova Constituição de um Estado ou de modificar uma já existente. Se divide em duas as espécies de poder constituinte: originário e derivado.
O poder constituinte originário (ou de 1º grau) é o poder de elaborar uma nova ordem constitucional, ou seja, de criar uma Constituição, quando o Estado é novo (poder constituinte originário histórico), ou de substituí-la por outra, quando o Estado já existe (poder constituinte originário revolucionário). Portanto, é um poder inicial, ilimitado, autônomo e incondicionado.
Por sua vez, o poder constituinte derivado, instituído pelo poder constituinte originário, é subordinado e condicionado. Subdivide-se em reformador, decorrente e revisor. O reformador modifica as normas constitucionais por meio das emendas, respeitando as limitações impostas pelo poder constituinte originário (artigo 60 da CF). O decorrente é o poder investido aos estados-membros para elaborar as suas próprias Constituições. Por fim, o revisor adéqua a Constituição à realidade da sociedade, conforme artigo 3º dos ADCT.
Segundo Pedro Lenza (2017), o poder constituinte originário é inicial, autônomo, ilimitado juridicamente, incondicionado, soberano na tomada de suas decisões, um poder de fato e político, permanente.
Gabarito A
Espécies de Poder Constituinte?
PC Originário/ 1° GRAU – criar uma constituição
PC Derivado/ 2° GRAU – reformador e decorrente (Estados))
PC Difuso – Mutação interpretativa constitucional
PC Supranacional – Uma constituição para uma pluralidade de países.
PC ORIGINÁRIO – é o poder de CRIAR uma Constituição.
a. Possui duas modalidades:
i. Histórico – Poder de criar a primeira Constituição de um país (Assembléia Nacional Constituinte).
ii. Revolucionário – Poder de criar uma nova Constituição.
b. Características:
i. Inicial – antecede o ordenamento jurídico (Poder de fato e não de direito (não existe lei regulamentando isso));
ii. Incondicionado – pode ser exercido de qualquer maneira;
iii. Latente ou Permanente – não se esgota com o uso. (O Poder constituinte originário não acaba com a criação da CF, fica esperando a próxima manifestação)
iv. Ilimitado?
1. Posição tradicionalista (positivista): é ilimitado, pois não possui limites em nenhuma outra lei, tendo em vista que será imposta uma nova ordem constitucional (posicionamento adotado pelo CESPE).
2. Posição moderna (pós-positivista) – há limites extralegais ao Poder originário – Princípio da proibição do retrocesso (não se pode retroceder na tutela dos direitos fundamentais).
Questão
Sobre as Emendas Constitucionais e o seu processo de elaboração é CORRETO afirmarmos que
a)
emenda constitucional não pode modificar a organização de poderes constante da constituição, ainda que o faça sem abolir ou sem ser tendente a abolir a separação dos poderes.
b)
a proposta de emenda constitucional, ainda em tramitação parlamentar, poderá ser impugnada por meio de mandado de segurança sob o argumento de vulneração às cláusulas pétreas.
c)
emenda constitucional pode autorizar a criação de cargos, empregos e funções pelos órgãos dos poderes constitucionalmente organizados.
d)
emenda constitucional pode modificar a forma federativade Estado e os princípios regentes da República.
emenda constitucional pode, excepcionalmente, abolir o direito de propriedade.
A - Emenda constitucional não pode modificar a organização de poderes constante da constituição, ainda que o faça sem abolir ou sem ser tendente a abolir a separação dos poderes. ERRADA!
O §4º do art. 60 da CF fala que não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a separação dos Poderes. Então não sendo tendente a abolir, a EC está ok!
B - A proposta de emenda constitucional, ainda em tramitação parlamentar, poderá ser impugnada por meio de mandado de segurança sob o argumento de vulneração às cláusulas pétreas. CORRETA!
A regra é que o controle de constitucionalidade judiciário seja repressivo (com a lei/ato normativo já em vigor), e não preventivo (durante seu processo de elaboração). Excepcionalmente, o parlamentar pode impetrar mandado de segurança preventivo em dois casos: (1) proposta de emenda constitucional que viole cláusula pétrea e (2) inobservância das disposições constitucionais que disciplinam o processo legislativo (e aí vale tanto pra projeto de lei quanto PEC).
Não foi objeto da questão, mas vale lembrar que:
- A legitimidade é só do parlamentar, e não do partido político.
- Se o impetrante perder o mandato, o MS será extinto por ausência superveniente de legitimidade ativa ad causam.
- Se o processo legislativo se encerrar antes de julgado, o MS perde seu objeto.
C - Emenda constitucional pode autorizar a criação de cargos, empregos e funções pelos órgãos dos poderes constitucionalmente organizados. ERRADA!
"Art. 61. §1º. São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: II - disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração".
Entendi da seguinte forma: a criação de novos cargos se dando por meio de uma emenda constitucional. Não pode acontecer, porque segundo o artigo acima deve ser por lei de iniciativa do Presidente.
D - Emenda constitucional pode modificar a forma federativa de Estado e os princípios regentes da República. ERRADA! Art. 60, §4º, I.
E - Emenda constitucional pode, excepcionalmente, abolir o direito de propriedade. ERRADA! Art. 60, §4º, IV. O direito de propriedade é garantido no art. 5º, estando inserido, portanto, nos direitos e garantias individuais.
"Art. 60. §4º. Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais."
drielly frazão Sim!
Corrigindo a alternativa A, o enunciado ficaria o seguinte:
a) emenda constitucional pode modificar a organização de poderes constante da constituição, desde que o faça sem abolir ou sem ser tendente a abolir a separação dos poderes.
Nesse sentido, comentário do colega Wendell Ribeiro:
“Da expressão ‘tendente a abolir’ infere-se com segurança que nem sempre a aprovação de uma emenda à Constituição tratando de uma das matérias arroladas nos incisos do §4º do art. 60 afrontará cláusula pétrea, caso a emenda não ‘tenda’ a suprimir uma das matérias ali arroladas. O simples fato de uma daquelas matérias ser objetos de emenda não constitui necessariamente, ofensa a cláusula pétrea [...] Essa expressão funciona, assim, como um divisor de águas, para o fim de se verificar se determinada emenda desrespeita, ou não, cláusula pétrea.”(p.612)*
Bons estudos!
Questão
“Só o povo entendido como um sujeito constituído por pessoas - mulheres e homens - pode 'decidir' ou deliberar sobre a conformação da sua ordem político-social. Poder constituinte significa, assim, poder constituinte do povo. Como já atrás foi referido, o povo, nas democracias atuais, concebe-se como uma 'grandeza pluralística' (P. Häberle), ou seja, como uma pluralidade de forças culturais, sociais e políticas, tais como partidos, igrejas, associações, personalidades, decisivamente influenciadoras na formação de 'opiniões', 'vontades', 'correntes' ou 'sensibilidades' políticas nos momentos preconstituintes e nos procedimentos constituintes”
(CANOTILHO, J. J. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 7. ed. Coimbra: EdiçõesAlmedinas, 2003. p. 75).
Sobre a titularidade do poder constituinte no constitucionalismo brasileiro, é correto afirmar que é conferida ao:
a)
Estado, que a exerce por meio do Supremo Tribunal Federal, pois resta superada a lição que apregoava pertencerão povo.
b)
povo, que a exerce sempre indiretamente.
c)
Estado, que a exerce por meio da Assembleia Constituinte, pois resta superada a lição que apregoava pertencerão povo.
d)
povo, que a exerce sempre diretamente.
e)
povo, que a exerce ora diretamente, ora indiretamente.
Alternativa correta: (B).
Existem duas formas de expressão do poder constituinte:
Outorga: O povo não exerce o poder nem ao menos indiretamente. Há declaração unilateral do "agente revolucionário".
Assembleia nacional constituinte ou convenção: nasce da deliberação da representação popular. A elaboração de uma nova ordem constitucional dá-se através dos representantes do povo. Sempre indiretamente, portanto: não há participação direta do povo na elaboração da nova constituição.
CUIDADO! Não confundir com a maneira que o povo exerce o poder:
"A democracia participativa ou semidireta assimilada pela CF (...) caracteriza-se portanto, como a base para que se possa, na atualidade, falar em participação popular no poder por intermédio de um processo, no caso, o exercício da soberania que se instrumentaliza por meio do plebiscito, referendo, iniciativa popular, bem como ajuizamento da ação popular" Pedro Lenza - Dir. Constitucional Esquematizado - 2012.
Nesta toada, a Constituição Brasileira adota o sistema híbrido, ou seja: a democracia é representativa (indireta) + direta (plebiscito e referendo) = DEMOCRACIA SEMIDIRETA (PARTICIPATIVA).
Nos casos de plebiscito e referendo o povo atua diretamente.
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A questão quer saber o modo de exercício, pelo povo, do PODER CONSTITUINTE, que se dá sempre indiretamente (pelos legisladores eleitos).
A questão NÃO pergunta o modo de exercício do Poder, genericamente falando (que se dá direta e indiretamente).
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Questão
A relação entre a Constituição e as normas jurídicas (constitucionais ou infraconstitucionais) anteriores não pode ser reduzida a um único fenômeno, além de implicar diferenciados efeitos. Há de se levar em conta o fato de se tratar tanto de uma nova ordem constitucional quanto de uma reforma constitucional que venha a se manifestar em relação ao direito constitucional originário ou mesmo em relação à legislação infraconstitucional.
Ingo Sarlet, et al. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2012, p. 187 (com adaptações).
Entre as situações que podem ocorrer no contexto descrito pelo texto, o Supremo Tribunal Federal (STF) admite a
a) recepção de lei anterior, desde que materialmente compatível com a nova Constituição.
b)
constitucionalidade superveniente de lei ordinária originalmente inconstitucional, por meio de emenda constitucional posterior.
c)
manutenção de status constitucional de norma constitucional anterior, ainda que a nova Constituição seja omissa sobre o assunto.
d)
inconstitucionalidade superveniente de lei anterior em relação a Constituição posterior, para fins de ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade.
e)
desconstitucionalização de norma constitucional anterior, ainda que não haja previsão expressa sobre o assunto na nova Constituição.
a. Correta. O direito ordinário pré-constitucional em vigor no momento da promulgação da nova Constituição que com ela se mostrar compatível será recepcionado, isto é, seráaproveitado, ganhará nova vida no regime constitucional que se inicia.
b. Incorreta. No Brasil não há constitucionalidade superveniente. Não há possibilidade de uma norma nascer inconstitucional e se tornar constitucional supervenientemente.
c. Incorreta. Conforme indicado na alternativa "E": A Constituição pretérita será integralmente revogada pela nova Constituição, independentemente da compatibilidade entre os seus dispositivos.
d. Incorreta. No Brasil não há inconstitucionalidade superveniente, isto é, não há a possibilidade de uma norma nascer constitucional (em face da Constituição de sua época) e se tornar inconstitucional em um momento posterior (em razão da promulgação de futura Constituição, com a qual a lei seja incompatível).
e. Incorreta. A Constituição pretérita será integralmente revogada pela nova Constituição, independentemente da compatibilidade entre os seus dispositivos. Alguns autores defendem a tese da desconstitucionalização, segundo a qual os artigos da Constituição pretérita que não forem incompatíveis com a nova Constituição são recepcionados por esta, como se fossem leis (isto é, com força de lei). No Brasil, porém, não adotamos essa tese. EM UM DOS LIVROS QUE POSSUO É FEITA TAL AFIRMAÇÃO.* Acredito que tal afirmação indica que na Constituição de 1988 não temos a expressa menção da possibilidade de DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO em relação às normas da Constituição de 1969.
Para sanar qualquer dúvida: "A desconstitucionalização ocorre quando normas da Constituição anterior permanecem válidas na vigência da nova Constituição, porém com o status de normas infraconstitucionais. Esse fenômeno possibilita a sobrevivência de dispositivos constitucionais que, em regra, perdem a validade automaticamente com a nova Constituição.
No Brasil, não se admite o fenômeno da desconstitucionalização. Porém, pode ocorrer se determinado expressamente pelo poder constituinte originário, que é juridicamente ilimitado. É possível inclusive que este poder preveja a desconstitucionalização como regra, fato que não ocorreu na Constituição de 1988." Fonte: http://direitoconstitucional.blog.br/repristinacao-recepcao-e-desconstitucionalizacao-de-normas/
.
Adendo:
Para que o direito pré-constitucional seja recepcionado, é necessário que esse direito cumpra três requisitos:
a. esteja em vigor no momento da promulgação da nova Constituição;
b. mostre-se compatível com a nova Constituição; e
c. tenha sido validamente elaborado em face da Constituição de sua época.
*Aulas de Direito Constitucional, Alexandrino, Vicente Paulo e Frederico Dias, 2011, páginas 87 - 90.
Inicialmente, observem os colegas concurseiros que a questão pede: "Entre as situações que podem ocorrer no contexto descrito pelo texto, o Supremo Tribunal Federal (STF) admite a". Aos dispositivos:
Alternativa A - CORRETA - Recepção é o fenômeno jurídico que se dá com o ingresso de norma pré-constitucional no novo ordenamento jurídico constitucional, por conta de sua compatibilidade material, sendo a incompatibilidade formal irrelevante (ver caso do CTN). É a forma de garantir a continuidade de um sistema jurídico apesar de um novo texto constitucional. É largamente aceita pelo STF, aparecendo em diversos julgados.
Alternativa B - incorreta - O STF não admite constitucionalidade superveniente. Ou seja, não se admite, no Brasil, que lei originalmente inconstitucional venha a se tornar constitucional por EC superveniente. Veja-se este exemplo: DIREITO TRIBUTÁRIO. (...) ALEGAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE. IMPOSSIBILIDADE. (...) 3. O advento da Emenda Constitucional nº 87/2015 não tornou constitucional o Protocolo Confaz nº 21/2011. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o fenômeno da constitucionalidade superveniente. Por essa razão, o referido ato normativo, que nasceu inconstitucional, deve ser considerado nulo perante a norma constitucional que vigorava à época de sua edição. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 683849 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 09/09/2016)
Alternativa C - incorreta - Veja-se que o instituto da "manutenção temporária de dispositivo constitucional anterior" até existe em nosso ordenamento jurídico. Está no art. 34 do ADCT, in verbis: Art. 34. O sistema tributário nacional entrará em vigor a partir do primeiro dia do quinto mês seguinte ao da promulgação da Constituição, mantido, até então, o da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda nº 1, de 1969, e pelas posteriores. Ou seja, o sistema anterior foi mantido, mas apenas temporariamente, e com previsão expressa no ADCT. A regra, portanto, é a inteira revogação da constituição anterior.
Alternativa D - incorreta - Sabe-se que a ADI não pode ter como objeto normas pré-constitucionais. Veja-se exemplo: RE 353508 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Segunda Turma, julgado em 15/05/2007. Neste caso não há inconstitucionalidade (tecnicamente), mas sim revogação pura e simples, pela não recepção do texto anterior, em face de sua contrariedade material com o novo texto constitucional.
Alternativa E - incorreta - A advento da desconstitucionalização (ou seja, recepção, pelo novo ordenamento jurídico constitucional, do texto constitucional anterior, mas com rebaixamento para o patamar de legislação infraconstitucional) não possui ocorrência no direito brasileiro. Há um caso (ver ADI 2.110/DF-MC) em que o Min. Néri da Silveira mencionou que houve desconstitucionalização (sic) de regras da aposentadoria pela EC n.º 20/98, relegando matéria antes constitucional para tratamento pelo legislador infra.
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Parou na pagina dois, queconcurso
Direitos políticos
Área professor
Exercício
Acerca dos direitos políticos, julgue o item que se segue.
A condenação pela prática de ato de improbidade administrativa é hipótese de que resulta perda dos direitos políticos.
GABARITO ERRADO
CF/88
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; (perda)
II - incapacidade civil absoluta; (suspensão)
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos (suspensão)
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; (Para o CESPE é perda)
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º. (suspensão)
Hipóteses de PERDA dos direitos políticos:
- Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
- Recusa de cumprir obrigação a todos imposta e prestação alternativa, fixada em lei (escusa/objeção de consciência e crença).
.
Hipóteses de SUSPENSÃO dos direitos políticos:
- Incapacidade civil absoluta;
- Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
- IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
Gabarito Errado.
Macete: Quem cometer improbidade administrativa, vai levar uma surra de RIPAS:
Ressarcimento ao erário
Indisponibilidade dos bens
Perda da função pública
Ação penal cabível
Suspensão dos direitos políticos
CF/88, Art. 37, § 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
Para quem não sabe o que são ripas: https://www.rissomadeiras.com.br/ripas kkkkkkkkkk
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"Um homem treinado é capaz de tudo."
Gabarito: errado.
* Os atos de improbidade administrativa importarão em: PARIS
P erda da função pública
A ção penal cabível
R essarcimento ao erário
I ndisponibilidade dos bens
S uspensão dos direitos políticos
Questão
Acerca dos direitos políticos, julgue o item que se segue.
Referendo é uma consultaao povo quanto a assunto já transformado em lei, enquanto plebiscito é uma consulta prévia aos eleitores sobre assuntos políticos ou institucionais.
ABARITO CERTO
REFERENDO --> convocado posteriormente, cabendo ao povo ratificar ou rejeitar a proposta.
PLEBISCITO --> convocado previamente à criação do ato legislativo ou administrativo que trate do assunto em pauta.
Só para facilitar Plebiscito --> Previamente
ABARITO CERTO
REFERENDO --> convocado posteriormente, cabendo ao povo ratificar ou rejeitar a proposta.
PLEBISCITO --> convocado previamente à criação do ato legislativo ou administrativo que trate do assunto em pauta.
Só para facilitar Plebiscito --> Previamente
Questão
As Constituições ditas democráticas têm que munir sua população de instrumentos que possam fazer representar a sua vontade nas discussões políticas do país. Isso aproxima o povo do centro do Poder e assegura que a condução das ações do Estado seja, de fato, conforme deseja a população. Considerando isso, aponte a alternativa que faz menção aos indivíduos a quem segundo o texto constitucional, NÃO se permite ao indivíduo a condição de exercer sua cidadania e manifestação política através do voto.
a)
Os portadores de deficiência visual, em razão da impossibilidade de os mesmos enxergarem, no todo ou em parte, a urna eletrônica.
b)
Os analfabetos, já que, por não saberem ler e escrever, ficam impossibilitados de escolher os seus representantes políticos.
c) Os menores de 18 e maiores de 16 anos, em virtude de não possuírem capacidade civil plena.
d)
Os conscritos, durante o serviço militar obrigatório, sendo uma das justificativas para tal, a necessidade de ter pessoas disponíveis para defender a soberania nacional e a ordem democrática, quando uma situação excepcional e a lei assim determinar.
e)
Os maiores de 70 anos, em razão da dificuldade que os mesmos possam ter em acessar a urna eletrônica.
CAPÍTULO IV
DOS DIREITOS POLÍTICOS
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.
GABARITO : LETRA D
--------------
- A MAIOR REVOLTA DE UM POBRE É ESTUDAR !
CAPÍTULO IV
DOS DIREITOS POLÍTICOS
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.
GABARITO : LETRA D
--------------
- A MAIOR REVOLTA DE UM POBRE É ESTUDAR !
Questão
À luz da CF, julgue o item que se segue acerca dos direitos e dos partidos políticos.
A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular
PERFEITO!
Questão correta!
A questão aborda justamente a literalidade do Artigo 14 - caput da CF/88 (CAPÍTULO IV DOS DIREITOS POLÍTICOS)
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes. Coríntios 16:13
Sua aprovação está próxima!
Certo
Complementando os demais comentários:
A República Federativa do Brasil adotou o sistema da democracia semi-direta, em que a regra é a manifestação da vontade dos cidadãos através de representantes (sistema representativo – democracia indireta), havendo, contudo, a possibilidade de participação direta, que é veiculada essencialmente através de três institutos jurídicos: referendo, plebiscito e iniciativa popular.
É o que nos traz o Artigo 14 da nossa atual Consituição Federal:
CF - Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito > plebiscito é uma forma de consulta popular em que os cidadãos são consultados antes de uma lei ser constituída. O teor da lei a ser aprovada é definido pelo povo.
II - referendo > o referendo é realizado após o projeto de lei em questão ter sido elaborado e aprovado no Congresso. Assim, o teor exato da matéria já foi definido pelos parlamentares. Tudo que a população pode fazer é aprovar ou rejeitar tal projeto.
III - iniciativa popular > representa uma das formas de deflagração do processo legislativo via reunião das assinaturas pelo eleitorado brasileiro para que seja possível apresentar, na Câmara, um Projeto de Lei. Sendo assim, podemos imaginar que ocorre aqui uma espécie de "grande abaixo-assinado"
DOS DIREITOS POLÍTICOS
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
Questão
À luz da CF, julgue o item que se segue acerca dos direitos e dos partidos políticos.
Considere-se que João tenha dezoito anos de idade completos, Carlos seja analfabeto e Maria tenha dezessete anos de idade. Dessa forma, é correto afirmar que o voto seja obrigatório para João, proibido para Carlos e facultativo para Maria.
ERRADO
Art. 14. § 1º O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; (JOÃO)
II - facultativos para:
a) os analfabetos; (CARLOS)
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. (MARIA)
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.
Analfabetos tem FACULTADO o Direito ao Voto e são INELEGÍVEIS
Muito cuidado com os ANALFABETOS.
Gab.: Errado
Questão
Princípios
Área professor
PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL
Neste artigo iremos abordar os Princípios de Interpretação Constitucional: Princípio da Unidade da Constituição, Princípio do Efeito Integrador, Princípio da Harmonização, Princípio da Máxima Efetividade, Princípio da Força Normativa, Princípio da Justeza, Interpretação conforme a Constituição e Princípio da Proporcionalidade
Princípio da Unidade da Constituição
A ideia desse princípio é evitar contradições (devem ser eliminadas as antinomias). Nesse sentido, as normas constitucionais devem ser consideradas em um sistema unitário de regras e princípios. Por ele podemos entender que todas as normas constitucionais possuem a mesma hierarquia.
Princípio do Efeito Integrador
Por esse princípio devemos resolver os problemas jurídico-constitucionais, através da primazia aos critérios que favoreçam a integração política e social e o reforço da unidade política.
Princípio da Harmonização
Também chamado de princípio da concordância prática, no qual os bens constitucionalmente protegidos, em caso de conflito ou concorrência, devem ser tratados de maneira que a afirmação de um não impliqueo sacrifício do outro, o que só se alcança na aplicação ou na prática do texto. Prega-se, assim, a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais.
Importante notar que tanto o Princípio do Efeito Integrador quanto o Princípio da Harmonização decorrem do Princípio da Unidade:
A CESPE (Inspetor – TCE – 2015) considerou a seguinte assertiva errada, por entender que houve afronta a esses princípios (unidade, efeito integrador e harmonização):
Em regra, as normas que consubstanciam os direitos e as garantias fundamentais são de eficácia e aplicabilidade imediatas. Em razão disso, havendo conflito entre um direito fundamental e outro direito constitucionalmente previsto, o primeiro deverá prevalecer.
Princípio da Máxima Efetividade
Esse princípio também é chamado de princípio da eficácia ou da interpretação efetiva, pois tem suas origens ligadas à eficácia das normas programáticas. Como o nome propõe, o intérprete deve atribuir à norma o sentido que lhe traga maior efetividade do ponto de vista social e, consequentemente, maior eficácia. Em caso de dúvida de qual norma deverá prevalecer, reconhece-se aquela que esteja apta a obter maior eficácia.
Princípio da Força Normativa
Como o próprio nome anuncia, segundo esse princípio o intérprete deve extrair da norma máxima aplicabilidade. Esse princípio foi idealizado por Konrad Hesse.
Pessoal, vejam que esses dois últimos princípios (máxima efetividade e força normativa) são parecidos e podem confundir o candidato na hora da prova. Portanto, tenha atenção! Enquanto o Princípio da Máxima efetividade busca maior eficácia, o Princípio da força normativa, busca máxima aplicabilidade.
Princípio da Justeza
Esse princípio também pode ser chamado de correção/conformidade ou exatidão funcional, por isso, atenção! De acordo com esse princípio, o STF, como intérprete da constituição não pode agir como legislador positivo, pois deve observar a separação dos poderes e respeitar as funções constitucionalmente estabelecidas. Em síntese, pode-se dizer que esse princípio limita o intérprete.
Interpretação conforme a Constituição
Esse princípio aparece, por vezes, em questões que cobram o controle de constitucionalidade. De fácil entendimento, esse princípio preleciona que em caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação) deve-se interpretar do modo mais compatível com a constituição e seus preceitos, ou seja, conforme a constituição.
Princípio da Proporcionalidade ou da Razoabilidade
Esse princípio ganhou força com o controle de legalidade dos atos administrativos discricionários. Registre-se que há possibilidade de análise do mérito dos atos administrativos ficando, restrito, nesses casos, à aferição dos princípios da razoabilidade, da moralidade e da eficiência. E é, por isso, que a CESPE (2015 – FUB) já considerou certa a seguinte assertiva: por meio da aplicação do princípio da proporcionalidade, coíbem-se excessos que afrontem os direitos fundamentais e exigem-se mecanismos que os efetivem.
Questão
Considere os seguintes excertos extraídos de votos proferidos em acórdãos de lavra do Supremo Tribunal Federal, acerca de princípios de hermenêutica constitucional:
I. Em consequência desse princípio, o Estado, após haver reconhecido os direitos prestacionais, assume o dever não só de torná-los efetivos, mas, também, se obriga, sob pena de transgressão ao texto constitucional, a preservá-los, abstendo-se de frustrar – mediante supressão total ou parcial – os direitos sociais já concretizados.
II. É preciso (...) buscar uma harmonização entre princípios em tensão, de modo a evitar o sacrifício de um em relação ao outro.
III. Essa tese − a de que há hierarquia entre normas constitucionais originárias dando azo à declaração de inconstitucionalidade de umas em face de outras – se me afigura incompossível com o sistema de Constituição rígida (...). Na atual Carta Magna ‘compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição’ (artigo 102, ‘caput’), o que implica dizer que essa jurisdição lhe é atribuída para impedir que se desrespeite a Constituição como um todo, e não para, com relação a ela, exercer o papel de fiscal do Poder Constituinte originário, a fim de verificar se este teria, ou não, violado os princípios de direito suprapositivo que ele próprio havia incluído no texto da mesma Constituição.
Os excertos acima transcritos referem-se, respectivamente, aos princípios da
a) concordância prática; máxima efetividade; unidade da Constituição.
b) proibição do retrocesso; concordância prática; unidade da Constituição.
c) unidade da Constituição; concordância prática; máxima efetividade.
d) proibição do retrocesso; unidade da Constituição; concordância prática.
e) concordância prática; unidade da Constituição; proibição do retrocesso.
Princípio da proibição de retrocesso
A Constituição Federal de 1988 é inegavelmente uma Constituição Dirigente, tendo o constituinte traçado programas de transformação da realidade social por meio de normas constitucionais de eficácia limitada de princípio programático. Estas normas (em sua maioria direitos sociais dado seu conteúdo prestacional) demandam complementação legislativa infraconstitucional para serem concretizados. Uma vez editadas estas normas, elas passam a integrar o próprio direito fundamental social, passando a fazer parte do bloco de constitucionalidade O princípio da proibição de retrocesso tem por finalidade proteger a conquista da sociedade, evitando que o legislador retromarche, ou seja, desfaça a efetivação outrora realizada, retornando ao estado anterior de sua inexistência. É pensando neste movimento que a doutrina costuma denominar o princípio de efeito cliquet, em alusão à escalada dos alpinistas, que não podem retroceder mas apenas seguir em frente.
Princípio da concordância prática
Este princípio de interpretação da constituição é muito útil na solução do conflito de direitos fundamentais, permitindo uma coexistência entre eles. Recomenda-se a compressão dos conteúdos das normas para elas se ajustarem conforme a importância conferida a cada um no caso concreto.
Princípio da unidade
Busca a coerência do ordenamento jurídico constitucional, impedindo que uma norma constitucional seja interpretada de forma isolada e fora do contexto de todo o sistema constitucional.
Letra B
Princípio da proibição do retrocesso
Segundo Joaquim José Gomes Canotilho, o princípio da proibição do retrocesso social impõe que o núcleo essencial dos direitos sociais já realizado e efetivado deve ser considerado como constitucionalmente garantido, sendo inconstitucionais quaisquer medidas que, sem a criação de outros esquemas alternativos ou compensatórios, o anulem ou o aniquilem.
http://justificando.cartacapital.com.br/2015/07/28/o-principio-da-proibicao-do-retrocesso-social-e-aplicavel-a-jurisprudencia/
Principio da concordância prática ou da harmonização
O princípio da harmonização constitucional, também conhecido por princípio da concordância prática, é utilizado para estabelecer o alcance e os limites dos bens protegidos pelo Texto Maior, para que todos tenham a sua porção correta de eficácia, sem a prevalência de um interesse sobre o outro de modo a evitar o aniquilamento de algum deles (ponderação de bens). Este princípio está diretamente relacionado ao princípio da unidade da Constituição.
O objetivo da aplicação desse princípio será proporcionar ao intérprete que este faça uma análise dos bens, interesses ou valores que estão em conflito e estabelece os limites e a abrangência de cada um deles, de maneira coordenada e consentânea com o texto constitucional, sem que nenhum seja sacrificado em proveito de outro. Vale dizer, o intérprete fará uma harmonização dessesinteresses.
https://www.passeidireto.com/pergunta/1757620/o-que-consiste-o-principio-da-concordancia-pratica-ou-harmonizacao
Princípio da unidade
Por meio desse princípio, entende-se que a Constituição deve ser interpretada como sendo um sistema unitário de normas, ou seja, de regras e princípios, sem que haja qualquer hierarquia entre elas.
No mesmo sentido é o magistério da doutrina. Notem:
“Segundo essa regra de interpretação, as normas constitucionais devem ser vistas não como normas isoladas, mas como preceitos integrados num sistema unitário de regras e princípios, que é instituída na e pela própria Constituição. Em consequência, a Constituição só pode ser compreendida e interpretada corretamente se nós a entendermos como unidade...”
http://ambitojuridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=16949
MENDES, Gilmar Ferreira. COELHO, Inocêncio Mártires. BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional, 3ª Edição, Ed. Saraiva, p. 114.
Gabarito: Letra B
Justificativa: I- Princípio da proibição do retrocesso: é o princípio garantidor do progresso adquirido pela sociedade durante os períodos de mudanças e transformações.
II- Princípio da concordância prática: aqui os bens constitucionalmente protegidos, em caso de conflito ou concorrência, devem ser tratados de maneira que a afirmação de um não implique o sacrifício do outro, o que só se alcança na aplicação ou na prática do texto. Prega-se, assim, a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais.
III- Princípio da Unidade da Constituição: A ideia desse princípio é evitar contradições (devem ser eliminadas as antinomias). Nesse sentido, as normas constitucionais devem ser consideradas em um sistema unitário de regras e princípios. Por ele podemos entender que todas as normas constitucionais possuem a mesma hierarquia.
Fonte:https://www.esquematizarconcursos.com.br/artigo/principios-de-interpretacao-constitucional
Questão
Segundo a doutrina de Luís Roberto Barroso, no seu livro “Curso de Direito Constitucional Contemporâneo: os conceitos fundamentais e a construção do novo modelo”, os princípios constitucionais gerais são especificações dos princípios fundamentais e, por seu menor grau de abstração, prestam-se mais facilmente à tutela direta e imediata das situações jurídicas que contemplam. Considerando esse contexto, assinale a alternativa que NÃO representa um desses princípios constitucionais gerais, segundo o citado autor.
a) Isonomia.
b) Devido processo legal.
c) Segurança jurídica.
d) Princípio republicano.
e) Princípio da razoabilidade.
GABARITO D.
Essa questão cobrava a classificação doutrinária de Luis Roberto Barroso quanto aos principios constitucionais. Para o autor os prinicpios constitucionais dividem-se em: principios fundamentais, principios gerais e principios setoriais.
Os principios fundamentais são aqueles elencados nos art. 1o ao 4o da CF. Os principios gerais são desdobramentos dos principios fundamentais e equivalem as garantias constitucionais, a principios voltados para a tutela de direitos fundamentais, por exemplo:principio da legalidade, da liberdade, isonomia, dentre outros.
Assim, a única alternativa que contempla um principio que não é considerado como principio geral é a alternativa D, pois contempla um principio fundamental.
FONTE-http://blog.alfaconcursos.com.br/gabarito-extraoficial-pc-rs/
GABARITO D.
Essa questão cobrava a classificação doutrinária de Luis Roberto Barroso quanto aos principios constitucionais. Para o autor os prinicpios constitucionais dividem-se em: principios fundamentais, principios gerais e principios setoriais.
Os principios fundamentais são aqueles elencados nos art. 1o ao 4o da CF. Os principios gerais são desdobramentos dos principios fundamentais e equivalem as garantias constitucionais, a principios voltados para a tutela de direitos fundamentais, por exemplo:principio da legalidade, da liberdade, isonomia, dentre outros.
Assim, a única alternativa que contempla um principio que não é considerado como principio geral é a alternativa D, pois contempla um principio fundamental.
FONTE-http://blog.alfaconcursos.com.br/gabarito-extraoficial-pc-rs/
Questão
A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre-iniciativa, tem por fim assegurar a todos
existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios, EXCETO:
a) Defesa do consumidor.
b)
Defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação.
c) Autodeterminação dos povos.
d) Soberania nacional.
e) Função social da propriedade.
GABARITO C, os princípios da ordem econômica estão elencados no art. 170 da CF, sendo que a única alternativa que não se refere a esses principios é a letra C, pois autodeterminação dos povos é um principio que rege a Republica Federativa do Brasil nas suas relações internacionais (art. 4, III)
Veja os principios gerais da ordem econômica:
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:
I – soberania nacional;
II – propriedade privada;
III – função social da propriedade;
IV – livre concorrência;
V – defesa do consumidor;
VI – defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
VII – redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII – busca do pleno emprego;
IX – tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 6, de 1995)
FONTE-http://blog.alfaconcursos.com.br/gabarito-extraoficial-pc-rs/
Gabarito C
Essa aqui também da pra resolver por lógica
a) Defesa do consumidor. Econômico, as relações de venda impactam na economia
b) Defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação. Econômico, o meio ambiente impacta na economia, fica ainda mais fácil de perceber quando fala em "tratamento diferenciado"
c) Autodeterminação dos povos. Não tem a ver com economia, trata-se de como o Brasil enxerga os outros países. (art. 4º III)
d) Soberania nacional. Tudo a ver com a economia, o Brasil é soberano, logo negocia acordos internacionais e todas essas coisas que impactam na economia.
e) Função social da propriedade. Tudo a ver com economia, inclusive nós desapropriamos terras improdutivas pra melhorar a economia.
SoProLiDeReBuTra
Se refere aos princípios gerais da atividade econômica, constados no artigo 170 da Constituição:
So: Soberania nacional
Pro: Propriedade privada
Li: Livre concorrência
De: Defesa do consumidor e do meio ambiente
Re: Redução das desigualdades regionais e sociais
Bu: Busca do pleno emprego
Tra: Tratamento favorecido para empresas de pequeno porte
LETRA C CORRETA
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
In PANICO SÓ DECORE
INdependência nacional
Prevalência dos direitos humanos
Autodeterminação dos povos
Não-Intervenção
COoperação entre os povos para o progresso da humanidade
SOlução pacífica dos conflitos
DEfesa da paz
COncessão de asilo político
REpúdio ao terrorismo e ao racism
Questão
tocante à interpretação constitucional,Luís Roberto Barroso afirma haver um princípio que se destina “à preservação da validade de determinadas normas, suspeitas de inconstitucionalidade, assim como à atribuição de sentido às normas infraconstitucionais, da forma que melhor realizem os mandamentos constitucionais”. Tal princípio “abriga, simultaneamente, uma técnica de interpretação e um mecanismo de controle de constitucionalidade.”
Assinale a alternativa que apresenta o princípio referido por Barroso.
a) Princípio da efetividade.
b) Princípio da interpretação conforme a Constituição.
c)
Princípio da presunção de constitucionalidade das leis e atos do Poder Público.
d) Princípio da supremacia da Constituição.
e) Princípio da unidade da Constituição.
Gabarito Letra B
A) Princípio da máxima efetividade, da eficiência ou da interpretação efetiva: o interprete deve atribuir a norma o sentido que lhe de maior efetividade social
B) CERTO: Interpretação conforme a Constituição: É um princípio que interpreta as leis, ele se baseia de que existe uma presunção de constitucionalidade das leis, que elas estão seguindo a constituição.
- Aplicam-se às normas polissêmicas = normas que possuem mais de uma interpretação possível. (Nesse caso o intérprete deverá optar pela interpretação compatível com a constituição).
- Não se aplica a normas com sentido unívoco = normas com sentido único.
- Possui como limite o princípio da razoabilidade = não se pode deturpar o sentido da norma constitucional.
C) Pelo princípio da presunção da constitucionalidade das leis e atos do Poder Público, todo ato normativo – oriundo, em geral, do Poder Legislativo - presume-se constitucional até prova em contrário. Uma vez promulgada e sancionada uma lei, passa ela a desfrutar de presunção relativa (ou iuris tantum) de constitucionalidade
D) Princípio da Supremacia Constitucional: A Constituição está no ápice do ordenamento jurídico constitucional e nenhuma norma jurídica pode contrariá-la material ou formalmente, sob pena de inconstitucionalidade
E) Princípio da unidade da constituição: a constituição deve ser interpretada como um todo, evitando-se antinomias, logo: 1) Não há conflitos reais entre as normas constitucionais; 2) Não há conflitos reais entre os princípios constitucionais e; 3) Não há hierarquia entre normas constitucionais
bons estudos
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Mario Porto Usuário premium
14 de Fevereiro de 2018, às 16h58
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Sobre o tema:
Ø Interpretação conforme a Constituição: diante de normas plurissignificativas ou polissêmicas, deve-se preferir a exegese que mais se aproxime da Constituição e, portanto, que não seja contrária ao texto. A interpretação conforme a Constituição estabelece ao aplicador de determinado texto legal que, quando se encontrar frente a normas de caráter polissêmico ou plurissignificativo, deve priorizar a interpretação que possua um sentido em conformidade com a Constituição. Assim, existindo duas ou mais interpretações possíveis de uma norma, deve-se sempre adotar aquela interpretação que esteja em conformidade com o texto constitucional. Assim, se uma lei possuir duas interpretações, uma em conformidade com a Constituição e outra desconforme, não poderá ela ser declarada nula quando puder ser interpretada em consonância com o texto constitucional.
A Inconstitucionalidade conforme à Constituição ou simplesmente INTERPRETAÇÃO CONFORME é uma técnica de interpretação constitucional usada quando ocorre um conflito entre algum ou alguns dos sentidos que uma norma pode assumir e a Constituição. Ou seja, se uma norma admite várias interpretações possíveis, sendo que uma ou mais destas interpretações possíveis for contrária à Constituição, deve, o juiz ou tribunal, não declarar a inconstitucionalidade da norma, mas sim impedir que se aplique a norma no sentido inconstitucional. Copiando o que é visto em interpretação constitucional, temos as seguintes decorrências deste princípio:
• Não se declara inconstitucional uma norma a qual possa ser atribuída uma interpretação constitucional (princípio da conservação das normas);
• A constituição sempre deve prevalecer - Sempre se interpretam as leis conforme à Constituição, nunca se interpreta a Constituição conforme as leis (Princípio da prevalência da Constituição).
• Somente é aplicável a normas que admitirem interpretações diversas, não pode ser aplicável a normas que contenham sentido unívoco, já que o intérprete deve analisar a finalidade do legislador, não podendo dar à lei uma interpretação que subverta o seu sentido (Princípio da vedação da interpretação conforme a Constituição mas contra legem).
Questão
Acerca da doutrina e da jurisprudência do STF a respeito das técnicas de interpretação constitucional, julgue os itens a seguir.
I A técnica da interpretação conforme pode ser utilizada tanto no controle de constitucionalidade difuso quanto no abstrato.
II Como técnica de exegese, a interpretação conforme impõe a decretação da inconstitucionalidade da norma, atendendo à vontade do legislador.
III A interpretação constitucional segue os mesmos cânones hermenêuticos da interpretação das demais normas jurídicas.
IV A declaração de nulidade sem redução de texto gera o vício de inconstitucionalidade da norma e o seu afastamento do mundo jurídico.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
Gabarito: letra B.
II - Errada. A interpretação conforme (a Constituição) não impõe a decretação de inconstitucionalidade da norma, na verdade, é exatamente o contrário, o intérprete deve se esforçar para garantir sua continuidade, garantindo, assim a "conservação das normas".
IV - Errada. A declaração de inconstitucionalidade sem redução de texto não afasta a norma do mundo jurídico, a declaração de inconstitucionalidade, neste caso, "reside em determinada aplicação da lei, ou em dado sentido interpretativo" (Lenza).
Assertiva III: ao resolver a questão, foi a primeira que excluí.
Por isso resolvi pesquisar.
Pelo que me parece, é a posição de Uadi Lammêgo Bulos:
“inexistem diferenças entre a interpretação jurídica em geral e a interpretação dos preceptivos constitucionais” (...) “a interpretação constitucional não difere da interpretação das demais normas jurídicas. Ambas seguem os mesmos cânones hermenêuticos, apontados pela ciência jurídica” (Manual de interpretação constitucional, São Paulo: Saraiva, 1997, p.14).
Encontrei em um Trabalho Científico do autor Alexandre Issa Kimura, denominado "Hermenêutica e Interpretação Constitucional". Ele, inclusive, diverge ao mencionar que "a interpretação da Constituição Federal ostenta peculiaridades próprias que a diferencia da interpretação das demais normas jurídicas. No entanto, não se afasta dos métodos e princípios interpretativos clássicos".
Fonte: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/bibliotecaDigital/499_arquivo.pdf
Achei interessante
Um dos temas centrais da Teoria do Controle de Constitucionalidade é o das “técnicas de decisão”, muito utilizadas ultimamente pelo STF na fiscalização, tanto abstrata como concreta, de constitucionalidade das leis ou atos estatais.
Permitam-me, neste breve texto, destacar as técnicas, de origem germânica, da “interpretação conforme a Constituição” e da “declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto”, que vêm ganhando importância no Brasil especialmente a partir da Lei nº 9.868/99 (Lei da ADI, ADO e ADC), que as acolheu no parágrafo único do art. 28.
Ambas as técnicas compartilham do mesmo objetivo que é a preservação de uma norma, aparentemente inconstitucional, no sistema jurídico. Mas distinguem-se quanto ao modo de correção dos vícios de inconstitucionalidades.
Com base na técnica da “interpretação conforme a Constituição”, que somente se aplica em face de normas polissêmicas ou plurissignificativas (normas que ensejam diferentes possibilidadesde interpretação), o órgão de controle elimina a inconstitucionalidade excluindo determinadas “hipóteses de interpretação” (exclui um ou mais sentidos inconstitucionais) da norma, para lhe emprestar aquela interpretação (sentido) que a compatibilize com o texto constitucional. Essa técnica foi empregada, por exemplo, no julgamento da ADI 4.277, na qual o STF reconheceu as uniões homoafetivas como entidades familiares, quando atribuiu ao art. 1.723 do Código Civilinterpretação conforme a Constituição para dele “excluir qualquer significado que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar”.
Já a técnica da “declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto” tem sido utilizada para afastar determinadas “hipóteses de aplicação ou incidência” da norma, que aparentemente seriam factíveis, mas que a levaria a uma inconstitucionalidade, porém sem proceder a qualquer alteração do seu texto normativo. Aqui já não se está afastando meros sentidos interpretativos da norma, mas subtraindo da norma determinada situação, à qual ela em tese se aplicaria. Essa técnica da declaração de inconstitucionalidade sem redução de texto foi aplicada no julgamento da ADI 1.946, na qual o STF declarou a inconstitucionalidade parcial sem redução de texto do art. 14 da EC 20/98 (que instituiu o teto para os benefícios previdenciários do RGPS), para excluir sua aplicação ao benefício do salário maternidade (licença gestante), que deve ser pago sem sujeição a teto e sem prejuízo do emprego e do salário, conforme o art. 7º, XVIII, da CF.
Grande abraço e fiquem com Deus.
Dirley da Cunha Júnior
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Eficácia das normas
EFICÁCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS: EFICÁCIA PLENA, CONTIDA E LIMITADA
Neste artigo abordaremos a eficácia das normas constitucionais: eficácia plena, contida e limitada
O Professor José Afonso da Silva classifica as normas constitucionais em três grupos, a saber, normas de eficácia plena, normas de eficácia contida e normas de eficácia limitada. Assim, temos o seguinte esquema:
As normas constitucionais de eficácia plena são as mais fáceis de identificar nas questões de concurso. São aquelas normas que desde a entrada em vigor da Constituição já estão aptas a produzir eficácia. Por isso, são definidas como de aplicabilidade direta, imediata e integral.
Em relação às duas últimas classificações não se pode dizer o mesmo. Aqui o candidato se confunde e com razão, pois a matéria se torna mais complexa.
As normas constitucionais de eficácia contida são dotadas de aplicabilidade direta, imediata, mas não integral (o legislador pode restringir a sua eficácia). Já as normasconstitucionais de eficácia limitada têm a sua aplicabilidade indireta, mediata e diferida (postergada, pois somente a partir de uma norma posterior poderão produzir eficácia).
Assim, é preciso dizer que a diferença principal entre as normas constitucionais de eficácia contida e as de eficácia limitada é que a primeira produz efeitos desde logo (direta e imediatamente), podendo, entretanto, ser restringidas. A segunda (eficácia limitada), só pode produzir efeitos a partir da interferência do legislador ordinário, ou seja, necessitam ser “regulamentadas”.
Veja dicas para diferenciar as “contidas” das “limitadas”:
1) Em regra, sempre que houver expressões como “salvo disposição em lei” será norma de eficácia contida.
2) Em regra, sempre que tiver expressões como “a lei disporá” será norma de eficácia limitada.
3) Enquanto não houver lei a disciplinar norma de eficácia contida, esta poderá ocorrer de forma plena. Na norma de eficácia limitada ocorre o contrário, pois é impossível o seu exercício enquanto não houver a sua regulamentação, observe:
As normas de eficácia limitada podem, ainda, ser divididas em dois grupos, quais sejam, normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático
As normas de eficácia limitada de princípio institutivo (ou organizativo) são aquelas em que o legislador traça em linhas gerais o seu conteúdo normativo e refere que a lei irá estabelecer posteriormente as regras para que ocorra a sua aplicabilidade. São exemplos os seguintes artigos do texto constitucional:
Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios.
Art. 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública.
Por sua vez, as normas de eficácia limitada de princípio programático são as que traçam programas (diretrizes) que devem ser buscados e alcançados pelo poder público. São exemplos a realização da justiça social, valorização do trabalho, amparo à família, combate ao analfabetismo, etc.
Veja como já apareceu em prova: