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Quem pode requerer a guarda 
unilateral?
A guarda unilateral pode ser requerida por qualquer um dos genitores, ou seja, tanto a mãe quanto o pai 
podem solicitar ao juiz que seja a pessoa a ter a guarda exclusiva do filho. Este pedido geralmente 
ocorre durante o processo de divórcio ou separação, mas também pode ser solicitado em qualquer 
momento posterior, caso as circunstâncias familiares se alterem significativamente.
O processo de solicitação da guarda unilateral envolve várias etapas importantes. Primeiramente, é 
necessário reunir documentação que comprove a capacidade do requerente em cuidar do menor, 
incluindo comprovante de renda, residência fixa e condições adequadas para o desenvolvimento da 
criança. Além disso, podem ser necessários laudos médicos, psicológicos ou social que atestem a 
aptidão do requerente para exercer a guarda.
Vale ressaltar que a guarda unilateral não é necessariamente um pedido de exclusão do outro genitor da 
vida do filho. O genitor que não detém a guarda continua com os seus direitos, como o direito de visita e 
a obrigação de pagar a pensão alimentícia, conforme definido pelo juiz. É fundamental manter uma 
comunicação saudável entre os genitores, visando sempre o bem-estar do menor.
Em alguns casos, a guarda unilateral também pode ser requerida por outros parentes do menor, como 
avós, tios ou irmãos, desde que estejam em condições de exercer a guarda e tenham comprovado a 
necessidade do menor para tal. No entanto, é necessário que a guarda seja requerida com base em um 
interesse superior do menor e que haja comprovada necessidade de proteção. Estas situações são mais 
comuns em casos de falecimento dos pais, abandono ou quando ambos os genitores são considerados 
inaptos para exercer a guarda.
A solicitação de guarda unilateral deve ser formalizada por meio de uma ação judicial, que deverá ser 
apresentada ao juiz com base em argumentos e provas que demonstrem a necessidade e a capacidade 
do requerente para exercer a guarda. O juiz, após analisar os argumentos e as provas, decidirá a quem a 
guarda será atribuída. Durante este processo, o magistrado pode solicitar estudos sociais, avaliações 
psicológicas e até mesmo determinar um período de adaptação para observar como a criança se 
comporta com cada um dos possíveis guardiões.
É importante destacar que, mesmo após a concessão da guarda unilateral, esta decisão não é definitiva 
e pode ser revista caso haja mudanças significativas na situação familiar ou caso seja comprovado que 
a atual situação não está atendendo ao melhor interesse da criança. O juiz pode, inclusive, determinar a 
mudança para guarda compartilhada se entender que esta é a melhor opção para o desenvolvimento do 
menor.

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