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Prof. Dr. Leopoldo Uberto Ribeiro Junior HIDROLOGIA 1 DEFINIÇÃO Ciência que estuda a ocorrência, distribuição e movimentação da água no planeta 2 CICLO HIDROLÓGICO 3 4 Representação esquemática do ciclo hidrológico. 5 O Ciclo Hidrológico é o movimento geral da água, ascendente por evaporação e descendente por precipitação, para posteriormente gerar escoamento superficial, infiltração e escoamento subterrâneo P = E = 423 x 1012 m3/ano 6 Exemplo 7 Dezembro 2015 registrou 259,4 mm de chuva e a média histórica para o mês é de 219,4 mm. O montante de chuva acumulada em Janeiro de 2016 é de 248,4 mm, o equivalente a 94,4% do esperado para todo o mês 8 9 Efeitos Antrópicos • Alterações produzidas pelo homem sobre o ecossistema pode alterar parte do ciclo hidrológico quanto a quantidade e qualidade da água. • A nível global: Emissões de gases para a atmosfera produz aumento no efeito estufa, alterando as condições das emissões da radiação térmica, poluição aérea, etc; • A nível local: aumento populacional, construção de obras hidráulicas, desmatamento, urbanização também podem produzir alterações localizadas nos processos do ciclo hidrológico terrestre, contaminação das águas, etc. Principais efeitos • Aumento das vazões médias de cheia (em até 7 vezes), devido ao aumento da capacidade de escoamento através de condutos e canais e impermeabilização das superfícies; • Aumento da produção de sedimentos devido a desproteção das superfícies e a produção de resíduos sólidos; • Deterioração da qualidade da água superficial e subterrânea, devido à lavagem das ruas, ao transporte de material sólido, às ligações clandestinas de esgoto cloacal e pluvial, e a contaminação direta de aqüíferos; • Pela forma desorganizada como a infra-estrutura urbana é implantada, como: a) pontes e taludes de estradas que obstruem o escoamento; b) redução de seção do escoamento com aterros; c) deposição e obstrução de rios, canais e condutos, com lixos e sedimentos; d) projeto e execução inadequados de obras de drenagem. 10 11 BACIAS HIDROGRÁFICAS 12 Bacias Hidrográficas Brasileiras A distribuição da água no Brasil não é uniforme e as regiões mais populosas e industrializadas apresentam menor disponibilidade de recursos hídricos. Esse é um dos fatores que obriga o país a adotar um sistema nacional de recursos hídricos, com gestão integrada, tendo a BACIA HIDROGRÁFICA como unidade de gerenciamento. Amazônica Paraná Paraguai Atlântico Sul Uruguai Tocantins Araguaia Atlântico Leste Atlântico Sudeste São Francisco Atlântico NE Ocidental Parnaíba Atlântico NE Oriental LEGENDA 14 15 Bacia Hidrográfica ou Bacia de drenagem de um curso de água é o conjunto de terras que fazem a drenagem da água das precipitações para esse curso de água. É uma área e, como tal, mede-se em km². A formação da bacia hidrográfica dá-se através dos desníveis dos terrenos que orientam os cursos da água, sempre das áreas mais altas para as mais baixas. Essa área é limitada por um divisor de águas que a separa das bacias adjacentes e que pode ser determinado nas cartas topográficas. As águas superficiais, originárias de qualquer ponto da área delimitada pelo divisor, saem da bacia passando pela seção definida e a água que precipita fora da área da bacia não contribui para o escoamento na seção considerada. Bacia Hidrográfica – Divisores de Água 17 Área de captação natural das precipitações, que faz convergir os escoamentos para um único ponto de saída: o exutório. Exemplo 18 19 20 Bacia hidrográfica A A - seção principal Delimitação da bacia Sistema fluvial •Drena toda a água que escoa superficialmente por gravidade para a seção principal; 1 3 2 4 Sub4 Sub3 Sub2 Sub1 saída Discretização em Sub-bacias vários níveis de subdivisão da bacia Bacia e Rede Hidrográfica Bifurcação - divisão de um rio em dois braços distintos. Confluência - nome que se aplica à junção de dois rios formando um único canal. Montante - refere-se ao trecho de um rio em direção à sua nascente. Jusante - refere-se ao trecho de um rio em direção à sua foz. 23 Caracterização • Área de drenagem de uma bacia (A) : pode ser determinada por planímetro ou por técnicas de geoprocessamento; • Comprimento do rio principal (L): para cada bacia existe um rio principal. Define-se o rio principal de uma bacia hidrográfica como aquele que drena a maior área no interior da bacia. A medição do comprimento do rio pode ser realizada por curvímetro ou por geoprocessamento; • O perfil longitudinal : Linha que une vários pontos do fundo do leito de um rio (cotas), partindo da nascente e indo até a foz. • Declividade média do rio (Sm) : L, )L,(H)L,(H Sm 750 100850 24 Características da declividade dos rios Trecho médio Trecho inferior Trecho superior Distância a partir da cabeceira nível 25 26 Ordem Definção por Strahler: Designam-se todos os afluentes que não se ramificam (podendo desembocar no rio principal ou em seus ramos) como sendo de primeira ordem. Os cursos d’ água que somente recebem afluentes que não se subdividem são de segunda ordem. Os de terceira ordem são formados pela reunião de dois cursos d’ água de segunda ordem, e assim por diante.” 27 Coeficiente de Compacidade ( kc ) É a relação entre os perímetros (P) da bacia (medido em Km) e de um círculo de área (A, expresso em Km2 ) igual a da bacia: 𝐾𝑐 = 0,28 × 𝑃 𝐴 Um coeficiente mínimo igual a 1 corresponderia à bacia circular. De modo que este índice não será menor que 1. Com isso, quanto maior o Kc menos propensa à enchente é a bacia. Quanto mais próximo de 1, mais circular e a bacia e maior e a sua tendência a gerar enchentes rápidas e acentuadas Em qual situação da engenharia este conceito é valido ? 28 É a relação entre a largura média da bacia ( L ) e o comprimento axial do cursa da água (L). O comprimento “L ” é medido seguindo-se o curso d’água mais longo desde a cabeceira mais distante da bacia até a desembocadura. A largura média ( L ) é obtida pela divisão da área da bacia pelo comprimento do curso d´água. Fator de forma ( Kf) O fator de forma pode assumir os seguintes valores: 1,00 – 0,75.: sujeito a enchentes 0,75 – 0,50.: tendência mediana < 0,50.: menor tendência a enchentes Tempo necessário para que a água precipitada no ponto mais distante da bacia escoe até o ponto de controle, exutório ou local de medição. Relação com: Comprimento da bacia (área da bacia) Forma da bacia Declividade da bacia Alterações antrópicas Tempo de concentração Tempo de concentração 30 Fórmulas empíricas para tempo de concentração tc em minutos L em km h em m • Kirpich 0,385 3 Δh L 57tc • Picking • Ven Te Chow 𝑡𝑐 = 51,7 × 𝐿2 𝐼 1 3 tc em minutos L em km I em m/km tc = 52,64 × 𝐿 𝐼 0,64 tc em minutos L em km I em m/Km