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AUDIÇÃO Natália Bonfá OUVIDO EXTERNO - Tem o formato ideal para amplificar o som - Vai da olheira propriamente dita, passa pelo canal auditivo (faz haver uma reflexão do com) e atinge o tímpano, fazendo ele vibrar proporcional à frequência (agudo e grave). - Ela captura a energia sonora e focaliza na membrana do tímpano - Ela é capaz de amplificar o som de 30 a 100x nas frequências de 3hz - Obs: as ondas sonoras se propagam empurrando o ar - Função de TRANSFERÊNCIA: é a relação da estrutura anatômica da orelha com o som que está chegando. Ela modifica as amplitudes desse som com seu formato. O canal auditivo e a pina (pavilhão) amplificam muito a acústica em conjunto. - O som muito alto prolongadamente provoca a morte de células sensoriais. Isso pode ser revertido com um implante que faz a função das células sensoriais de transmitir o impulso para as células nervosas (ela faz a mecanoeletrotransdução - transforma o som em impulso nervoso) - A CONCHA (parte do pavilhão) é o ressonador, ela faz com que o som 'dure' um pouco mais - No fundo do canal está o TÍMPANO OUVIDO MÉDIO - Começa com o tímpano/membrana timpânica e termina na janela oval - Contém os ossículos da audição. Possui ar no seu meio. - Se tiver fluido (como pus devido a uma otite) a audição vai estar prejudicada - O tímpano se conecta com o martelo, passando sua vibração para ele. O martelo passa a vibração para a bigorna, que passa para o estribo - Existem músculos (músculo tensor do tímpano e músculo estapédio) que ao se contraírem, modificam a posição dos ossículos a fim de tentar proteger o ouvido de sons muito altos ou agudos atenuando a chegada de sons que poderiam danificar a estrutura interna. Essa proteção não funciona muito bem em ruídos repentinos, pois os músculos não conseguem se contrair a tempo - O estribo tem que transmitir o movimento para a cóclea, que esta imersa em substância fluida. Para isso é preciso amplificar o sinal: a área de absorção do martelo é grande, mas a área de contato do estribo com a cóclea é pequena, o que aumenta a pressão exercida sobre a cóclea (menor a área de contato com a mesma, maior a pressão) - A tuba de eustáquio comunica ouvido com a nasofaringe (dai da otite média em vasos de infecção da mucosa da nasofaringe) - O estalo que se ouve quando está no avião é o deslocamento do tímpano para igualar as pressões (professor disse). O estalo é resultado da abertura da tuba de eustáquio (bear) OUVIDO INTERNO - Composto pela cóclea e labirinto (está relacionado com o sistema vestibular, de equilíbrio) → CÓCLEA: - Possui formato de caracol, uma vez que o som gosta de viajar por superfícies arredondadas (o som se perde pouco quando se propaga em uma superfície arredondada) - O som entra pela janela redonda e sai pela janela oval na cóclea - A cóclea é um tubo oco formado por osso, se envolvendo em um pilar central chamado modíolo - A janela redonda é estimulada pelo estribo, provocando uma vibração no líquido que passa dentro da cóclea, a PERILINFA. Essa vibração passa pelas 'voltas' da cóclea pela ESCALA VESTIBULAR, atinge o meio da cóclea, e retorna pela ESCALA TIMPÂNICA, que termina na janela oval. Daí, pode-se concluir que um movimento na janela oval é seguido por um movimento complementar à janela redonda. - Existe ainda a ESCALA MÉDIA, que está entre as duas outras escalas é preenchida por ENDOLINFA. Outras estruturas: - Membrana de Reissner (no esquema, é a membrana vestibular): separa escala vestibular e média - Membrana Basilar: separa escala timpânica e escala média - Órgão de Corti: está apoiado sobre a membrana basilar, e contém os neurônios receptores auditivos (na imagem abaixo, é a região celular apontada como células pilares e células externas de pêlos). O órgão de corti é delimitado em sua BASE pela membrana BASILAR, seu teto, pela TECTORICA. - Membrana Tectórica: Está suspensa sobre o Órgão de Corti. Ela se prende aos estereocílios - Células ciliadas: são os receptores auditivos, que possuem estereocílios em sua ponta. Ficam aderidas na membrana basilar. Quando esta se move, promove estímulos nas células ciliadas. (Ciliadas Externas: amplificam o estímulo sobre a membrana basilar) Obs: → Perilinfa: Composição semelhante ao líquido cefalorraquidiano → Endolinfa: Preenche a escala média, e possui concentrações iônicas semelhantes ao meio intracelular Obs: essa diferença iônica é fundamental, pois gera uma diferença de potencial entre os dois líquidos essencial para o aumento da transdução auditiva - Quando a perilinfa se desloca dentro da escala vestibular, a membrana de Reissner também se desloca, causando um movimento na escala média, que acaba movendo também o órgão de corti e as células ciliares, cujos estereocílios também se movem. - As células ciliadas (externas e internas) realizam sinapses com os neurônios do gânglio espiral, composto por neurônios bipolares, cujos axônios entram no nervo vestíbulo-coclear, o qual se projeta para os núcleos cocleares do bulbo. - Cada região da cóclea captura um som diferente, com diferença frequências (TONOTOPIA) - Possui um epitélio sensorial internamente, preso a uma membrana basilar (ela vai se espessando com o passar da cóclea, em suas regiões mais espiralizadas). - A frequência é capitada pela cóclea (TONOTOPIA: diferentes frequências são captadas em diferentes superfícies internas da cóclea) FUNCIONAMENTO DAS CÉLULAS CILIADAS - Cada estereocílio possui ligamentos de topo. Dependendo do lado para onde esses cílios se curvam (eles se curvam devido à alterações no potencial de receptor), os canais de K+ e Ca+ se abrem ou se fecham, causando polarização e/ou despolarização. - A entrada de K+ causa despolarização, que ativa canais de Ca+ dependentes de voltagem - A entrada de Ca+ provoca a liberação de uma neurotransmissor (geralmente glutamato), que ativa as fibras do gânglio espiral. Daí a via auditiva segue da seguinte forma: