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Divisão celular 
Disciplina Genética e Citogenética Humana 
Professora Maristela Ruberti 
4ºSemestre – Biomedicina 
Instituto de Ciências da Saúde - UNIP 
 
 
A capacidade de crescer e se reproduzir é um atributo fundamental de todas as células. 
 
No caso das células eucariontes o processo de gênese de novas células obedece à um 
padrão cíclico que começa com o crescimento celular determinado pelo aumento 
quantitativo coordenado dos milhares de tipos diferentes de moléculas que as células 
possuem, inclusive seu material genético, e culmina com a partição do seu núcleo e 
citoplasma em duas células filhas. 
 
As células assim originadas repetem o ciclo e o número de células crescem 
exponencialmente. 
 
Este processo recebe o nome de Ciclo Celular. 
 
Esses ciclo de duplicação celular levam a formação de cerca de cem quintilhões de 
células no indivíduo adulto (1020 ). 
O ciclo celular 
As quatro fases do ciclo celular. Em 
G1 a célula pode continuar o ciclo ou 
entrar numa fase de repouso, chamada 
de fase 0. Desta fase 0, muitas células 
podem reentrar no ciclo ativo, porém 
algumas permanecem na fase zero por 
um tempo muito longo ou 
permanentemente. O ponto de 
restrição (R) pode impedir que a 
célula defeituosa entre na fase S e 
continuem o ciclo. Na mitose (M) se 
originam as duas células filhas. 
Fases do ciclo celular 
Fase do ciclo celular. A duração da fase G1 (pré-síntese) varia muito dependendo de 
diversos fatores, como a duração total do ciclo. No tecido ósseo em formação, G1 
dura 25 horas. A fase S (síntese de DNA) dura aproximadamente 8 horas e G2, cerca 
de 2,5 a 3 horas. 
Fases do ciclo celular 
Evolução do teor de DNA (C) no núcleo de uma célula, ao longo 
do ciclo celular. 
Fases da Mitose 
A – núcleo em intérfase observar a cromatina e os nucléolos. B – Prófase ausência de nucléolos, 
cromossomos condensados. 
C – Metáfase – os cromossomos estão muito condensados e formam uma placa no equador da 
célula. D – Anáfase (próximo a seu fim) os cromossomos se localizam nos pólos celulares, o 
que vai distribuir o DNA igualmente às células filhas. 
Células cultivadas com iodeto de propídio, foto do microscópio confocal de 
varredura a laser. A) Prófase; B) Metáfase; C) Anáfase; D) Telófase inicial; 
E) Telófase final; F) Interfáse. 
Micrografia eletrônica de 
uma célula em metáfase. A 
micrografia mostra os pares 
de centríolos nos pólos da 
célula, o fuso mitótico 
constituído por 
microtúbulos e os 
cromossomos no equador da 
célula. As setas indicam a 
inserção dos microtúbulos 
no centrômeros. 
Micrografia eletrônica de uma célula humana em metáfase. As setas indicam a inserção 
dos microtúbulos no centrômeros dos cromossomos. 
 
Corte de um tumor maligno mostrando das células epiteliais (epitelioma), mostrando aumento no 
número de mitoses e grande diversidade no tamanho e na estrutura dos núcleos celulares. H&E. 
Aumento médio. 
Fases da Meiose 
Diferentemente das células somáticas as células germinativas sofrem redução do 
número de cromossomos. Localizadas nas gônadas dos organismos, animais ou 
vegetais, que possuem reprodução sexuada, as células germinativas dão origem aos 
gametas por um processo conhecido como gametogênese. 
 
Este processo resulta na divisão de uma célula germinativa diplóide (2n) em células 
filhas haplóides (n), ou seja, células que recebem apenas um cromossomo de cada 
par de homológos. 
 
Este processo resulta na formação de 4 células diferentes geneticamente entre si e 
diferentes da célula mãe que lhes deu origem. Esse tipo especial de divisão que 
reduz o número de cromossomos pela metade recebeu o nome de Meiose do grego, 
meion = redução. 
Etapa reducional 
Etapa equacional 
Meiose I 
A meiose I é subdividida em quatro fases, 
denominadas: Prófase I, Metáfase I, 
Anáfase I, Telófase I. A meiose II é muito 
parecida com a mitose. 
PRÓFASE I 
A prófase I é de longa duração e muito complexa. Os cromossomos homólogos se associam 
formando pares, ocorrendo permuta (crossing-over) de material genético entre eles. Vários 
estágios são definidos durante esta fase: Leptóteno, Zigóteno, Paquíteno, Diplóteno e 
Diacinese. 
 
A ) Leptóteno: os cromossomos tornam-se visíveis como delgados fios que começam a se 
condensar, mas ainda formam um denso emaranhado. Nesta fase inicial , as duas 
cromátides-irmãs de cada cromossomo estão alinhadas tão intimamente que não são 
indistinguíveis. 
Lepto = fio fino 
B) Zigóteno: os cromossomos homólogos começam a combinar-se estreitamente ao 
longo de toda a sua extensão. O processo de pareamento ou sinapse é muito preciso. 
Representação tridimentsional de um complexo sinaptotênico, com seus dois elementos 
laterais e o elemento central. Nele se vê também um nódulo de recombinação. Cada massa 
de cromatina que fica ligada de cada lado dos elementos laterais consiste em duas 
cromátides. 
Paquíteno: os cromossomos tornam-se bem mais espiralados. O pareamento é completo e 
cada par de homólogos aparece como um bivalente ( às vezes denominados tétrade porque 
contém quatro cromátides). Neste estágio ocorre o crossing-over, ou permutação, duas 
cromátides não irmãs de um par de cromossomos homólogos podem sofrer uma ruptura 
na mesma altura e os dois segmentos podem trocar de lugar . 
Cromátides –irmãs: as que se 
originam de um mesmo 
cromossomo 
 
Cromátides-homólogas: as que se 
originam de cromossomos 
homólogos 
D) Diplóteno: ocorre o afastamento dos cromossomos homólogos que constituem os 
bivalentes. Embora os cromossomos homólogos se separem, seus centrômeros 
permanecem intactos, de modo que cada conjunto de cromátides-irmãs continua ligado 
inicialmente. Os dois homólogos de cada bivalente mantêm-se unidos apenas pelos pontos 
onde ocorreu crossing-over ou quiasma (cruzes), do grego chi = X. O número de quiasmas é 
igual ao número de permutações ocorridas. 
Apesar das permutações 
ocorrerem no paquíteno 
os quiasmas são visíveis 
apenas a partir do 
Diplóteno (diplo=duplo). 
E) Diacinese: neste estágio os cromossomos atingem a condensação máxima. Dia = 
através; cinese = movimento. Os quiasmas escorregam para as pontas, fenômeno 
denominado terminalização dos quiasmas. 
F = Metáfase I: os cromossomos duplicados estão emparelhados no equador da 
células, máxima condensação. 
G = Anáfase I: deslocamento dos cromossomos para os polos. 
H= Telófase I: com a chegada das díades aos polos se encerra a Anáfase I e tem 
início a telófase I, que é semelhante a da mitose, ocorre a citocinese. 
Nas fases da meiose II ocorre a separação das cromátides que formam as 
díades, como na mitose, dando origem a quatro células haplóides. 
Micrografia eletrônica de um espermatócito humano primário em meiose, 
mostrando os 22 complexos cromossômicos autossômicos e o par XY (seta). 
Espermatogênese 
Os espermatozóides são formados nos túbulos 
seminíferos dos testículos após a maturação sexual 
ser atingida. 
As espermatogônias dão origem ao 
espermatócito primário por mitose e este sofre 
meiose I e dá origem aos espermatócitos 
secundários estes rapidamente sofrem meiose II e 
dão origem as espermátides que se diferenciam 
nos espermatozóides. 
 
São produzidos aproximadamente 1012 durante 
toda a vida de um indivíduo, 200 milhoes por 
ejaculação. 
 
 
Ovocitogênese 
Inicia-se no desenvolvimento pré-natal. Os ovócitos 
se desenvolvem a partir das ovogônias (células do 
córtex ovariano) que se originaram de células 
germinativas primordiais. 
 
Os ovócitos primários,completam a prófase I e 
permanecem nessa fase até o nascimento os que 
não se degeneram serão liberados ao longo da vida 
após a maturidade sexual da mulher, cerca de 400. 
 
Após a maturidade sexual os ovócitos amadurecem, 
e a cada ovulação os ovócitos primários terminam a 
meiose I, dando origem a um ovócito secundário 
(óvulo) que é liberado este termina a meiose II 
dando origem a um corpúsculo polar, a meiose II só 
se encerra após a fertilização dando origem ao 
segundo corpúsculo polar. 
Embora, o crossing-over seja o único evento chave da meiose que resulta em variabilidade 
genética existe um segundo fator ainda mais importante que este: 
 
 Segregação independente dos cromossomos homólogos, que ocorre na Anáfase I. 
 
 Os cromossomos homólogos podem migrar para qualquer um dos pólos da célula 
independente de sua origem materna ou paterna. 
Esse fato faz surgir muitas possibilidades de combinações cromossômicas possíveis nos 
gametas. 
 
O número possível de gametas diferentes que podem ser formados a partir de 
uma célula mãe é sempre igual a 2n , onde n é o número haplóide de 
cromossomos da espécie, ou o número de pares de cromossomos por núcleo. 
Assim, temos que 2n = 3 
23 = 8 tipos diferentes de gametas, na nossa espécie, aproximadamente, 8 x 106 
(223 = 8388608) gametas geneticamente únicos poderiam ser formados a partir 
de uma única célula. Entretanto, em função das recombinações genéticas esse 
número é ainda maior. 
Estrutura da molécula de DNA 
Os ácidos nucléicos são polímeros de nucleotídeos 
Estrutura da molécula de DNA e RNA 
O RNA contém uma Uracila no lugar da Timina 
Estrutura da molécula de DNA 
3,4nm 
Estrutura da molécula de DNA 
Exercícios 
 
1) Por que as células se dividem? 
 
2) Quais as etapas da divisão nas células somáticas? 
 
3) Como as células germinativas dão origem aos gametas? 
 
4) Qual a principal causa de anormalidades cromossômicas 
numéricas em humanos? 
 
5) A existência da variabilidade genética é um dos requisitos 
fundamentais para que ocorra evolução, isto posto, defina 
qual tipo de reprodução e quais mecanismos são usado para 
manter a variabilidade genética na população humana? 
 
6) Dada a sequência de DNA: 
 AAATCCGGCTTAGGCTACTGGTACTT, dê a seqüência de 
DNA complementar e a seqüência de RNA mensageiro.

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