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A CULTURA DO ALFACE (Lactuca sativa) DEFINIÇÃO A Alface é uma planta anual , é utilizada na alimentação humana desde cerca de 500 a.C, é mundialmente cultivada para consumo em saladas, com inúmeras variedades de folhas, cores, formas, tamanhos e texturas. ORIGEM É originária de regiões da Ásia e do Leste do Mediterrâneo (Oriente Próximo); Há registros de utilização dessa verdura pelos egípcios, gregos e romanos: era conhecida no Antigo Egito por volta do ano 4.500 a.C Há referências desde uso pelos antigos persas: cultivada em jardins reais de reis persas (Irã) há mais de 2000 anos atrás. Foi cultivada na China , no século V Foi introduzida nas Américas após a colonização da América do Norte pela Inglaterra: Cristóvão Colombo e outros exploradores europeus trouxeram sementes de alface para o Novo Mundo. No Brasil: trazida para o país pelos portugueses, no século. XVI PECULIARIDADES A palavra “alface” é derivado da raiz da palavra latina “lac”, que significa “leite”, referindo-se ao suco leitoso encontrada em alface maduro (caules). Constitui uma importante fonte de sais minerais; Possui uma alta variabilidade; Apresenta pouquíssimas calorias; Tem suas variedades nomeadas com os mais distintos nomes. ASPECTOS ECONÔMICOS Dentre o segmento de folhosas, a alface é a hortaliça mais consumida pelo brasileiro e representa 50% de toda a produção e comercialização nacional deste segmento. 3ª em maior volume de produção, perdendo apenas para melancia e tomate, Movimento: 8 bilhões de reais Produção: 1,5 milhões de ton/ano Atualmente, as duas variedades de alface mais consumidas no país são a Crespa – mais de 50% – e a Americana ASPECTOS ECONÔMICOS Nos últimos cinco anos, o mercado de alface tem registrado um crescimento médio de 4% ao ano. O aumento se deve às novas exigências de mercado, principalmente por parte dos consumidores. Requisitos/Demandas para atender novos hábitos do consumidor: tipos de crocância; novas texturas; tamanhos sabores. CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O TIPO DE FOLHA Repolhuda crespa ( Americana). Solta Lisa Solta crespa. Mimosa Romana. TIPOS DE ALFACES Repolhuda crespa (americana): Possui folhas crespas e bem consistentes, com nervuras destacadas, formando uma cabeça compacta. TIPOS DE ALFACES Solta lisa : Possui folhas macias, lisas e soltas, não havendo formação de cabeça. TIPOS DE ALFACES Solta crespa: Possui folhas bem consistentes, crespas e soltas. TIPOS DE ALFACES Mimosa: Possui folhas delicadas e com aspecto “arrepiado”. TIPOS DE ALFACES Romana: Possui folhas alongadas e consistentes, com nervuras protuberantes. ASPECTOS BOTÂNICOS Família : Asteraceae Planta herbácea anual CAULE: diminuto FOLHAS: são a parte comestível da planta e podem ser lisas ou crespas, fechando-se ou não na forma de uma "cabeça“ COR: das plantas pode variar do verde- amarelado até o verde escuro e também pode ser roxa, dependendo da cultivar. SISTEMA RADICULAR Sistema radicular ramificado e superficial INFLORESCÊNCIA São pequenas margaridas amarelas, reunidas em inflorescência do tipo panícula e que surgem ao final de um ciclo Capítulo (arranjo de flores que abrigam pequenas flores) com 24 floretes Autógama Polinizações cruzadas podem se manifestar entre diversas variedades cultivadas ou entre alfaces cultivadas e silvestre Flor da Alface OBTENÇÃO DAS SEMENTES Cada planta de alface forma em torno de 10 a 24 capítulos (arranjo de flores); Todos os florícolos na flor abrem no mesmo dia; Sempre escolher os melhores exemplares para a recolhas de sementes; Uma boa plantas de alface pode dar cerca de 60.000 sementes; A viabilidade destas semente é de 3 a 5 anos; Para evitar cruzamentos, convém distanciar cerca de 30 metros as diferentes variedades das alfaces. TEMPERATURA X GERMINAÇÃO Temp. ótima: ±20°C Maioria das cultivares não germina em temperaturas superiores a 30°C. Termo-tolerância é regulado pela interação genótipo e temperatura durante o desenvolvimento das sementes (Nascimento & Cantliffe, 2002) Como Otimizar a Germinação das Sementes de Alface ? Falhas na germinação das sementes : estações que apresentam temperaturas elevadas. A condição climática desfavorável provoca dormência nas sementes e pode comprometer o desenvolvimento da planta. TÉCNICA : QUEBRAR A DORMÊNCIA DAS SEMENTES PASSO 1: as sementes de alface devem ser colocadas em um pano umedecido, que é envolvido e protegido por um plástico. PASSO 2: colocar em uma geladeira durante um período de 12 horas. (Temp 5 e 7 ̊C ) . . SEMENTES PELETIZADAS Esta técnica facilita a distribuição e o manuseio das sementes muito pequenas, reduz o tempo gasto com o semeio, mas seu custo é maior ! CICLOS DE PRODUÇÃO Crescimento vegetativo: da semeadura até o ponto de colheita (comercial) : 60-90 dias Fase reprodutiva: elongação da haste floral, florescimento e produção de sementes: 60 – 90 dias Fim da fase vegetativa –acúmulo de látex –gosto amargo Estimulado por temperatura maior que 20 ̊C. CLIMA Planta anual, florescendo sob dias longos e temperaturas elevadas Dias curtos e temperaturas amenas ou baixas favorecem a etapa vegetativa Resistentes a baixas temperaturas e geadas leves Cultura típica de outono-inverno Com o melhoramento: cultivares adaptadas a diversas condições de clima CULTIVARES Existem cultivares para o plantio de verão, cultivo de inverno e aquelas que possuem uma adaptação para as duas estações e que podem ser cultivadas durante todo ano. É importante que, antes de comprar as sementes, o produtor saiba qual a melhor cultivar para o plantio na época pretendida. TEMPERATURA X PRODUÇÃO 15 ̊C (ideal para todas) Sensível a temperaturas altas, pode ocorrer indução ao florescimento precoce. > 20 ̊C (plantas não adaptadas): Redução do ciclo vegetativo Não produzem cabeças de qualidade Fase reprodutiva Produção de látex FORMAS DE CONSUMO in natura Saladas Cozidas sopas Diurético Trato digestivo Sistema circulatório Sedativo Trato respiratório FORMAS DE CONSUMO Varia de Acordo com a região: ASPECTOS NUTRICIONAIS As Alfaces contêm muito poucas calorias; Possui cerca de 90 a 96% de seu peso composto por água; É rica em vitaminas, sais minerais e fibras; Contêm uma boa fonte de fibras; As suas quantidades variam de acordo com a cultivar PROPRIEDADES MEDICINAIS Ajuda a evitar anemia; Auxilia na coagulação sanguínea; Possui ação descongestionador intestinal; Fornece boas quantidades de minerais como: Potássio Magnésio Selênio É um sedativo natural. PLANTIO DA ALFACE PASSO 1 : MODALIDADE DE CULTIVO Plantio convencional a campo aberto em canteiros com o uso do sistema de irrigação por aspersão PLANTIO DAALFACE PASSO 1 : MODALIDADE DE CULTIVO Plantio a campo aberto em canteiros com utilização de cobertura de plástico (“mulching”) com o uso do sistema de irrigação por Irrigação ou gotejamento COBERTURA MORTA Aumenta a produtividade Melhora a qualidade Reduz a evaporação da água do solo Diminui a oscilação de temperaturas do solo Permite o controle de ervas daninhas Maior precocidade da colheita Maior infiltração da água Reduz impactos da erosão Menor lixiviação de nutrientes e compactação do solo COBERTURA MORTA Tipos: Cobertura plástica Restos vegetais: palha de café, de arroz, serragem, etc Cuidados: Relação C/N Não incorporar Material isento de sementes de plantas daninhas Materiais disponíveis na região Avaliar benefícios e custos COBERTURA MORTA RESTOS VEGETAIS COBERTURA PLÁSTICA PLANTIO DA ALFACE PASSO 1 : MODALIDADE DE CULTIVO Plantio em túnel baixo com irrigação por gotejamento - proteção contra excesso de chuva PLANTIO DA ALFACE PASSO 1 : MODALIDADE DE CULTIVO Cultivo protegido em estufa com irrigação por gotejamento PLANTIO DA ALFACE PASSO 2 : ANÁLISE, PREPARO, CORREÇÃO E ADUBAÇÃO DO SOLO Análise: Deve-se fazer a análise do solo a cada dois anos Preparo e Correção do Solo: limpeza da área, a aração, gradagem, calagem e levantamento dos canteiros. Canteiros construídos em curvas de nível pH 6,0-6,8 Preferencialmente: Solo Areno-argiloso Calagem: 3 meses antes do plantio (análise do solo) Adubação: de acordo com a análise do solo PLANTIO DA ALFACE PASSO 3 : ESCOLHA DO GRUPO/CULTIVAR Na escolha da cultivar deve-se levar em consideração: preferência do mercado; época de plantio; coloração e formato das folhas; início de colheita; resistência a doenças e pragas. Para o período chuvoso (temperaturas e pluviosidade elevadas) : cultivares com resistência a doenças foliares e ao pendoamento precoce. Para o período seco (temperatura amena e baixa pluviosidade), deve-se escolher cultivares de alface resistentes ao vírus LMV (Lettuce mosaic virus ) PLANTIO DO ALFACE PLANTIO DO ALFACE PLANTIO DO ALFACE PLANTIO DO ALFACE PLANTIO DO ALFACE Alface Crespa SAKATA Cultivares Isabela; Isadora; Milena; Thaís; Valentina; Vanda; Vera; Carmim Alface Crespa-Vanda Alface crespa – Vanda CARACTERÍSTICAS Plantas de porte grande, com folhas compridas e talo grosso Sistema radicular vigoroso Ciclo médio total: 55 dias (precoce) Alto nível de resistência ao LMV-II VANTAGENS Alta produtividade Menor custo com manutenção das plantas no campo em função do ciclo precoce Alface Crespa – Valentina Alface Crespa – Valentina CARACTERÍSTICAS Plantas de porte grande, com folhas largas e compridas e coloração verde brilhante Alto nível de resistência à queima de bordos (deficiência de Cálcio) Ciclo médio total: 55 dias (precoce) VANTAGENS Menor custo com manutenção das plantas no campo em função do ciclo precoce Facilidade de comercialização pela qualidade visual (plantas grandes, de coloração verde brilhante) Alface Crespa Roxa –Carmim Alface Crespa Roxa –Carmim CARACTERÍSTICAS Folhas largas com alta crespicidade Ciclo médio total de 60 dias (precoce) Alto nível de resistência a Bl (Bremia lactucae) raças 1 a 16, 21 e 23 (míldio) Resistência ao LMV-II (Lettuce mosaic virus II) Moderado nível de resistência a Septoriose (murcha do alface) VANTAGENS Menor custo com manutenção das plantas no campo em função do ciclo precoce Segurança de plantio pela adaptação às condições tropicais de cultivo Alface Americana Verão Amélia Tainá Angelina Dora Serena Inverno Silvana SAKATA Cultivares Alface Americana de Verão – Dora Alface Americana de Verão – Dora CARACTERÍSTICAS Plantas vigorosas Folhas de coloração verde intensa e brilhante Ciclo médio total: 65 dias (precoce) Moderado nível de resistência a bacterioses VANTAGENS Menor custo com manutenção das plantas no campo em função do ciclo precoce Segurança de plantio pela adaptação às condições tropicais de cultivo Alface Americana de Verão - Serena Alface Americana de Verão -Serena CARACTERÍSTICAS Folhas de coloração verde intensa e brilhante Cabeças bem formadas e fechadas Ciclo médio total: 65 dias (precoce) Moderado nível de resistência a bacterioses VANTAGENS Menor custo com manutenção das plantas no campo em função do ciclo precoce Segurança de plantio pela adaptação às condições tropicais de cultivo Alface Lisa SAKATA Cultivares Elisa Larissa Inês Regiane Alface Lisa – Elisa Alface Lisa – Elisa CARACTERÍSTICAS Plantas grandes de coloração verde-clara e formato cúbico Ciclo médio total: 58 dias Alto nível de resistência ao LMV-II Moderado nível de resistência ao fungo Pythium (Podridão das raizes) VANTAGENS Segurança de plantio pela adaptação às condições tropicais de cultivo Alto rendimento por apresentar plantas grandes Alface Lisa – Larissa Alface Lisa- Larissa CARACTERÍSTICAS Plantas grandes, de coloração verde brilhante e formato cúbico Peso médio: 450g Número médio de folhas: 40 Ciclo médio total: 58 dias Plantas semelhantes à Elisa, com excelente formação de ombro, e coloração mais brilhante Moderado nível de resistência ao Pythium VANTAGENS Facilidade de comercialização pela qualidade visual (ótimo acabamento) Alface Mimosa SAKATA Cultivares Mimosa Angélica Lavínia Maíra (Roxa) Mila Alface Mimosa –Angélica Alface Mimosa –Angélica CARACTERÍSTICAS Plantas grandes com coloração verde clara brilhante Boa resistência à queima de bordos (deficiência de Cálcio) Resistência ao pendomento precoce Adaptabilidade para campo aberto e hidroponia Ciclo media total: 56 DAS VANTAGENS Ótima opção para agregar valor na comercialização PLANTIO DA ALFACE PASSO 4 : FORMAÇÃO DAS MUDAS Sementeiras; Bandejas de polietileno: baixo custo, praticidade e qualidade Uso de bandejas com 288 ou 400 células ou orifícios, os quais devem ser preenchidas com substrato. Semeadas manualmente ou com o auxílio de semeadores encontrados no mercado. SEMEADURA: PASSO 1 : Semear no centro da célula, na profundidade de 0,5 cm 2-3 sementes. PASSO 2: Cobrir as sementes com uma fina camada de vermiculita ou o próprio substrato. PASSO 3: Irrigar as bandejas PLANTIO DA ALFACE PASSO 4 : FORMAÇÃO DAS MUDAS BANDEJAS A irrigação das bandejas deve ser feita de duas a três vezes ao dia, dependendo da condição climática, evitando-se o excesso de água, o que favorece o aparecimento de pragas e a lixiviação (perda) de nutrientes Deve-se irrigar as bandejas até começar a pingar água das células. PLANTIO DA ALFACEPASSO 5 : IMPLANTAÇÃO DA CULTURA Época de plantio Pode ser plantado o ano todo, de acordo com as exigências climáticas de cada cultivar. Ideal : março – maio (temperaturas amenas) Transplantio : mudas com 20 a 25 dias após a semeadura, ou entre quatro a cinco folhas definitivas. ( horas mais frias do dia, com solo úmido) Espaçamento: COMERCIAL : 0,30 m x 0,30 m, de acordo com as características botânicas de cada cultivar. PRODUÇÃO DE SEMENTES: 1,0 m entre linhas x 0,20 m entre plantas IRRIGAÇÃO Aspersão ou localizada (GOTEJAMENTO) Na maioria das cidades brasileiras ainda falta tratamento de esgotos e isto tem feito com que o uso da água dos rios para a lavação de hortaliças seja causa da transmissão de bactérias e vermes patogênicos, que causam problemas de saúde pública. COLHEITA – PONTO COMERCIAL Desenvolvimento vegetativo mínimo Início do pendoamento: já se percebe sabor amargo Na alface repolhuda, a cabeça não deve ficar excessivamente firme, pois esta entra em senescência rapidamente As folhas externas doentes ou muito machucadas devem ser removidas COLHEITA -PONTO COMERCIAL A colheita é feita com uma faca periodicamente enxaguada em água Desinfestação em uma solução de água sanitária Entre 50 e 70 dias após a semeadura A colheita é manual, cortando-se as plantas logo abaixo das folhas basais(saia) PRODUTIVIDADE 80.000 a 120.000 plantas/ha em campo Rotação: repolho, cenoura, couve-flor, beterraba e feijão- vagem. Evitar cultivos sucessivos de alface, a fim de reduzir a ocorrência de DOENÇAS (míldio, bacterioses e nematoides) COMERCIALIZAÇÃO in natura Acondicionada em engradados O mercado mais exigente: necessitando de formas de comercialização mais convenientes aos consumidores: agilizem o processo produtivo facilitem o manuseio e mantenham a qualidade final COMERCIALIZAÇÃO Preferencialmente, a comercialização da alface deve ser efetuada em gôndolas refrigeradas. COMERCIALIZAÇÃO A alface exposta com as folhas para cima perde água mais rapidamente. Sensível ao murchamento: Colocar as cabeças com a parte cortada para cima Nebulizar frequentemente (manter o frescor) ARMAZENAMENTO A velocidade de deterioração da alface aumenta rapidamente acima de 0°C. A vida útil da alface a 3°C é apenas 50% da vida útil a 0°C . No armazenamento a temperatura não deve ficar menor que -0,5°C, pois neste caso ocorre o congelamento e a deterioração do produto No transporte e na comercialização a alface não deve ser colocada próxima de frutos climatéricos e outras fontes de etileno, porque este gás causa o desenvolvimento de manchas escuras a partir das nervuras. PROCESSAMENTO Consumidores dispostos a pagar mais por uma alface diferenciada: Características visuais e de sabor. Agregação de qualidade, higiene e comodidade. Mais procurados: Produtos embalados Pré-processados, inclusive com atmosfera modificada EMBALAGENS CUIDADOS ESPECIAIS Antes da colheita: Exigências nutricionais Controles fitossanitários Manejo racional da água e solo Após a colheita: Reações químicas e físicas influenciam na qualidade Ação de microorganismos, menor vida útil do produto Resfriamento rápido, em câmara fria, para diminuir o metabolismo e reduzir sua taxa respiratória Aumenta a vida útil em 4 dias DOENÇAS –FUNGICAS Mancha de Cercospora Inóculo : abundante em condições de temp. entre 20 e 30 ̊C e UR superior a 90% Os sintomas são vistos primeiramente nas folhas mais velhas, sendo estes, pequenas manchas marrons, as vezes com um alo amarelado e com o ponto central mais claro acinzentado. Controle Terrenos bem drenados. Espaçamento que permita boa aeração entre as plantas. Utilizar sementes ou mudas sadias. Plantar cultivares adaptadas. Evitar o excesso de nitrogênio. Efetuar rotação por pelo menos um ano com culturas de família diferente da alface. Eliminar os restos culturais. Pulverizações as plantas jovens ou após o surgimento dos primeiros sintomas com fungicidas protetores ou sistêmicos. DOENÇAS –FUNGICAS Septoriose –manchas-das-folhas Sintomas : são observados nas folhas baixeiras, onde as lesões produzem grande quantidade de esporos que consequentemente infectam as folhas mais novas. Estas lesões, apresentam coloração marrom-clara, de bordas pouco definidas e podem causar lesões maiores que destroem a folha. Controle manchas-das-folhas: Utilização de sementes sadias, rotação de cultura por três ou mais anos, evitar molhamento das folhas, e pulverização com fungicidas. Cercospora x Septoriose A Cercospora se diferencia da Septoriose, por apresentar manchas com bordas mais definidas e individualizadas. DOENÇAS- FUNGICAS Míldio Sintomas: manchas verde-claras ou amareladas, de tamanho variado e são delimitadas pelas nervuras. Na parte inferior da folha é mais fácil perceber a incidência do fungo e quando o ataque é muito severo, podemos observar descoloração nos tecidos internos do caule. DOENÇAS FUNGICAS Talo oco –podridão mole Sintomas: Os sintomas típicos da doença são a murcha da planta e o apodrecimento da base. - As folhas externas são as primeiras a mostrar os sintomas de murcha, a qual avança rapidamente até colapsarem. - A medula apodrece, tomando um aspecto gelatinoso. Com frequência, toda a cabeça da alface é apodrecida, ficando completamente gelatinosa. Controle Talo oco –podridão mole Espaçamento que permita boa aeração entre as plantas. Evitar o excesso de nitrogênio e irrigação. Efetuar rotação por pelo menos dois anos com gramíneas Fazer lavagem das plantas em solução de vinagre, logo após a colheita, retirando-se as folhas injuriadas. DOENÇAS –BACTERIANA A bactéria penetra em aberturas naturais e provocam, inicialmente, pequenas manchas angulares, que possuem aspecto encharcado e estão nas folhas baixeiras. Quando se expandem, elas ficam mais escuras e são delimitadas pelas nervuras, adotam forma de “V”. Em alguns casos, a bactéria ataca também o caule da planta, causando podridão e consequentemente a morte das plantas PRAGAS NEMATOIDE-DAS-GALHAS (Meloidogyne spp.) Sintomas na parte aérea das plantas incluem nanismo, murcha, clorose e outros de deficiência nutricional e baixo rendimento da cultura. Controle Nematoides PRAGAS São animais que podem transmitir a doença virótica TOPOVÍRUS e também o MOSAICO DO ALFACE. Além de sugar seiva das folhas, abrindo espaço pro desenvolvimento de doenças. DOENÇAS -VIRÓTICAS O principal sintoma é o mosaico, juntamente com a deformação foliar. Quando ataca as cultivares do tipo americana, prejudica a formação da cabeça, tornando-as impróprias para o consumo. É transmitida pelos Trips e ocorre em todas as regiões do país. Primeiramente são observados sintomas no pecíolo e no limbo das folhas internas, mais novas, que apresentam forma marrom- claras inicialmente e que vão escurecendo. Se não tratada pode causar necrose e morte das plantas. SINTOMAS DE VIRUS GRANDES VEIAS DO ALFACE -LBVV Atuam alimentando-se sobre as plantas, nas folhas e em alguns casos nasraízes. Eles sulgam a seiva e liberam toxinas, causando o desenvolvimento da fumagina. Podem atuar também como vetores de viroses. PRAGAS As larvas abrem minas no interior do parênquima foliar e se alimentam dos tecidos, destroem parcialmente ou totalmente a folha, provocando seu secamento. PRAGAS