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A CULTURA DO ALFACE 
(Lactuca sativa) 
DEFINIÇÃO 
 A Alface é uma planta anual , é utilizada na alimentação 
humana desde cerca de 500 a.C, é mundialmente cultivada 
para consumo em saladas, com inúmeras variedades de 
folhas, cores, formas, tamanhos e texturas. 
ORIGEM 
 
 É originária de regiões da Ásia e do Leste do Mediterrâneo (Oriente 
Próximo); 
 
 Há registros de utilização dessa verdura pelos egípcios, gregos e 
romanos: era conhecida no Antigo Egito por volta do ano 4.500 a.C 
 
 Há referências desde uso pelos antigos persas: cultivada em jardins 
reais de reis persas (Irã) há mais de 2000 anos atrás. 
 
 Foi cultivada na China , no século V 
 
 Foi introduzida nas Américas após a colonização da América do 
Norte pela Inglaterra: Cristóvão Colombo e outros exploradores 
europeus trouxeram sementes de alface para o Novo Mundo. 
 
 No Brasil: trazida para o país pelos portugueses, no século. XVI 
 
PECULIARIDADES 
 
 A palavra “alface” é derivado da raiz da palavra latina 
“lac”, que significa “leite”, referindo-se ao suco leitoso 
encontrada em alface maduro (caules). 
 
 Constitui uma importante fonte de sais minerais; 
 
 Possui uma alta variabilidade; 
 
 Apresenta pouquíssimas calorias; 
 
 Tem suas variedades nomeadas com os mais distintos 
nomes. 
ASPECTOS ECONÔMICOS 
 Dentre o segmento de folhosas, a alface é a hortaliça 
mais consumida pelo brasileiro e representa 50% de toda 
a produção e comercialização nacional deste segmento. 
 
 3ª em maior volume de produção, perdendo apenas 
para melancia e tomate, 
 Movimento: 8 bilhões de reais 
 Produção: 1,5 milhões de ton/ano 
 
 Atualmente, as duas variedades de alface mais 
consumidas no país são a Crespa – mais de 50% – e a 
Americana 
 
ASPECTOS ECONÔMICOS 
 Nos últimos cinco anos, o mercado de alface tem 
registrado um crescimento médio de 4% ao ano. 
 
 O aumento se deve às novas exigências de mercado, 
principalmente por parte dos consumidores. 
 
 Requisitos/Demandas para atender novos hábitos do 
consumidor: 
 tipos de crocância; 
 novas texturas; 
 tamanhos 
 sabores. 
CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO 
COM O TIPO DE FOLHA 
 Repolhuda crespa ( Americana). 
 Solta Lisa 
 Solta crespa. 
 Mimosa 
 Romana. 
 
TIPOS DE ALFACES 
 Repolhuda crespa (americana): Possui folhas 
crespas e bem consistentes, com nervuras 
destacadas, formando uma cabeça 
compacta. 
TIPOS DE ALFACES 
 Solta lisa : Possui folhas macias, lisas e soltas, não 
havendo formação de cabeça. 
TIPOS DE ALFACES 
 Solta crespa: Possui folhas bem consistentes, 
crespas e soltas. 
TIPOS DE ALFACES 
 Mimosa: Possui folhas delicadas e com aspecto 
“arrepiado”. 
TIPOS DE ALFACES 
 Romana: Possui folhas alongadas e consistentes, 
com nervuras protuberantes. 
ASPECTOS BOTÂNICOS 
 Família : Asteraceae 
 
 Planta herbácea anual 
 
 CAULE: diminuto 
 
 FOLHAS: são a parte comestível da planta 
e podem ser lisas ou crespas, fechando-se 
ou não na forma de uma "cabeça“ 
 
 COR: das plantas pode variar do verde-
amarelado até o verde escuro e também 
pode ser roxa, dependendo da cultivar. 
 
SISTEMA RADICULAR 
 Sistema radicular ramificado e superficial 
 
INFLORESCÊNCIA 
 
 São pequenas margaridas amarelas, reunidas 
em inflorescência do tipo panícula e que surgem ao final 
de um ciclo 
 
 Capítulo (arranjo de flores que abrigam pequenas flores) 
com 24 floretes 
 
 Autógama 
 
 Polinizações cruzadas podem se manifestar entre diversas 
variedades cultivadas ou entre alfaces cultivadas e silvestre 
 
Flor da Alface 
OBTENÇÃO DAS SEMENTES 
 Cada planta de alface forma em torno de 10 a 24 
capítulos (arranjo de flores); 
 
 Todos os florícolos na flor abrem no mesmo dia; 
 
 Sempre escolher os melhores exemplares para a recolhas 
de sementes; 
 
 Uma boa plantas de alface pode dar cerca de 60.000 
sementes; 
 
 A viabilidade destas semente é de 3 a 5 anos; 
 
 Para evitar cruzamentos, convém distanciar cerca de 30 
metros as diferentes variedades das alfaces. 
TEMPERATURA X GERMINAÇÃO 
 Temp. ótima: ±20°C 
 
 Maioria das cultivares não germina em temperaturas 
superiores a 30°C. 
 
 Termo-tolerância é regulado pela interação genótipo 
e temperatura durante o desenvolvimento das 
sementes (Nascimento & Cantliffe, 2002) 
 
 
Como Otimizar a Germinação 
das Sementes de Alface ? 
 Falhas na germinação das sementes : estações que 
apresentam temperaturas elevadas. 
 
 A condição climática desfavorável provoca dormência 
nas sementes e pode comprometer o desenvolvimento da 
planta. 
 
TÉCNICA : QUEBRAR A DORMÊNCIA DAS SEMENTES 
 PASSO 1: as sementes de alface devem ser colocadas em um 
pano umedecido, que é envolvido e protegido por um 
plástico. 
 
 PASSO 2: colocar em uma geladeira durante um período de 12 
horas. (Temp 5 e 7 ̊C ) . 
. 
SEMENTES PELETIZADAS 
Esta técnica facilita a distribuição e o manuseio das 
sementes muito pequenas, reduz o tempo gasto com 
o semeio, mas seu custo é maior ! 
CICLOS DE PRODUÇÃO 
 Crescimento vegetativo: da 
semeadura até o ponto de colheita 
(comercial) : 60-90 dias 
 
 Fase reprodutiva: elongação da 
haste floral, florescimento e 
produção de sementes: 60 – 90 dias 
 
 Fim da fase vegetativa –acúmulo 
de látex –gosto amargo 
 Estimulado por temperatura maior 
que 20 ̊C. 
 
CLIMA 
 Planta anual, florescendo sob dias longos e 
temperaturas elevadas 
 
 Dias curtos e temperaturas amenas ou baixas 
favorecem a etapa vegetativa 
 
 Resistentes a baixas temperaturas e geadas leves 
 
 Cultura típica de outono-inverno 
 
 Com o melhoramento: cultivares adaptadas a 
diversas condições de clima 
 
 
CULTIVARES 
 Existem cultivares para o plantio de verão, 
cultivo de inverno e aquelas que possuem uma 
adaptação para as duas estações e que 
podem ser cultivadas durante todo ano. 
 
 É importante que, antes de comprar as 
sementes, o produtor saiba qual a melhor 
cultivar para o plantio na época pretendida. 
TEMPERATURA X PRODUÇÃO 
 15 ̊C (ideal para todas) 
 Sensível a temperaturas altas, pode ocorrer 
indução ao florescimento precoce. 
 > 20 ̊C (plantas não adaptadas): 
 Redução do ciclo vegetativo 
 Não produzem cabeças de qualidade 
 Fase reprodutiva 
 Produção de látex 
 
 
FORMAS DE CONSUMO 
in natura 
 Saladas 
Cozidas 
 sopas 
 
 
 
 
 
 Diurético 
 Trato digestivo 
 Sistema circulatório 
 Sedativo 
 Trato respiratório 
 
FORMAS DE CONSUMO 
Varia de Acordo com a região: 
ASPECTOS NUTRICIONAIS 
 As Alfaces contêm muito poucas calorias; 
 
 Possui cerca de 90 a 96% de seu peso composto por água; 
 
 É rica em vitaminas, sais minerais e fibras; 
 
 Contêm uma boa fonte de fibras; 
 
 As suas quantidades variam de acordo com a cultivar 
 
PROPRIEDADES MEDICINAIS 
 Ajuda a evitar anemia; 
 Auxilia na coagulação sanguínea; 
 Possui ação descongestionador intestinal; 
 Fornece boas quantidades de minerais como: 
 Potássio 
 Magnésio 
 Selênio 
 É um sedativo natural. 
 
PLANTIO DA ALFACE 
PASSO 1 : MODALIDADE DE CULTIVO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Plantio convencional a campo aberto em canteiros com o 
uso do sistema de irrigação por aspersão 
PLANTIO DAALFACE 
PASSO 1 : MODALIDADE DE CULTIVO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Plantio a campo aberto em canteiros com utilização 
de cobertura de plástico (“mulching”) com o uso do 
sistema de irrigação por Irrigação ou gotejamento 
COBERTURA MORTA 
 Aumenta a produtividade 
 Melhora a qualidade 
 Reduz a evaporação da água do solo 
 Diminui a oscilação de temperaturas do solo 
 Permite o controle de ervas daninhas 
 Maior precocidade da colheita 
 Maior infiltração da água 
 Reduz impactos da erosão 
 Menor lixiviação de nutrientes e compactação 
do solo 
 
COBERTURA MORTA 
Tipos: 
 Cobertura plástica 
 Restos vegetais: palha de café, de arroz, 
serragem, etc 
 
Cuidados: 
 Relação C/N 
 Não incorporar 
 Material isento de sementes de plantas daninhas 
 Materiais disponíveis na região 
 Avaliar benefícios e custos 
 
COBERTURA MORTA 
RESTOS VEGETAIS COBERTURA PLÁSTICA 
PLANTIO DA ALFACE 
PASSO 1 : MODALIDADE DE CULTIVO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Plantio em túnel baixo com irrigação por 
gotejamento - proteção contra excesso de chuva 
PLANTIO DA ALFACE 
PASSO 1 : MODALIDADE DE CULTIVO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cultivo protegido em estufa com irrigação por 
gotejamento 
PLANTIO DA ALFACE 
 
PASSO 2 : ANÁLISE, PREPARO, CORREÇÃO 
E ADUBAÇÃO DO SOLO 
 
 Análise: Deve-se fazer a análise do solo a cada dois anos 
 
 Preparo e Correção do Solo: limpeza da área, a aração, 
gradagem, calagem e levantamento dos canteiros. 
 Canteiros construídos em curvas de nível 
 pH 6,0-6,8 
 Preferencialmente: Solo Areno-argiloso 
 
 Calagem: 3 meses antes do plantio (análise do solo) 
 
 Adubação: de acordo com a análise do solo 
 
 
 
 
 
 
PLANTIO DA ALFACE 
PASSO 3 : ESCOLHA DO GRUPO/CULTIVAR 
 
Na escolha da cultivar deve-se levar em consideração: 
 preferência do mercado; 
 época de plantio; 
 coloração e formato das folhas; 
 início de colheita; 
 resistência a doenças e pragas. 
 
 Para o período chuvoso (temperaturas e pluviosidade 
elevadas) : cultivares com resistência a doenças foliares e 
ao pendoamento precoce. 
 
 Para o período seco (temperatura amena e baixa 
pluviosidade), deve-se escolher cultivares de alface 
resistentes ao vírus LMV (Lettuce mosaic virus ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLANTIO DO ALFACE 
PLANTIO DO ALFACE 
PLANTIO DO ALFACE 
PLANTIO DO ALFACE 
PLANTIO DO ALFACE 
Alface Crespa 
SAKATA 
Cultivares 
 Isabela; 
 Isadora; 
 Milena; 
 Thaís; 
 Valentina; 
 Vanda; 
 Vera; 
 Carmim 
 
 
Alface Crespa-Vanda 
Alface crespa – Vanda 
CARACTERÍSTICAS 
 Plantas de porte grande, com folhas compridas e 
talo grosso 
 Sistema radicular vigoroso 
 Ciclo médio total: 55 dias (precoce) 
 Alto nível de resistência ao LMV-II 
 
VANTAGENS 
 Alta produtividade 
 Menor custo com manutenção das plantas no 
campo em função do ciclo precoce 
Alface Crespa – Valentina 
Alface Crespa – Valentina 
CARACTERÍSTICAS 
 Plantas de porte grande, com folhas largas e 
compridas e coloração verde brilhante 
 Alto nível de resistência à queima de bordos 
(deficiência de Cálcio) 
 Ciclo médio total: 55 dias (precoce) 
 
VANTAGENS 
 Menor custo com manutenção das plantas no 
campo em função do ciclo precoce 
 Facilidade de comercialização pela qualidade 
visual (plantas grandes, de coloração verde 
brilhante) 
Alface Crespa Roxa –Carmim 
Alface Crespa Roxa –Carmim 
CARACTERÍSTICAS 
 Folhas largas com alta crespicidade 
 Ciclo médio total de 60 dias (precoce) 
 Alto nível de resistência a Bl (Bremia lactucae) raças 1 
a 16, 21 e 23 (míldio) 
 Resistência ao LMV-II (Lettuce mosaic virus II) 
 Moderado nível de resistência a Septoriose (murcha 
do alface) 
 
VANTAGENS 
 Menor custo com manutenção das plantas no 
campo em função do ciclo precoce 
 Segurança de plantio pela adaptação às condições 
tropicais de cultivo 
Alface Americana 
Verão 
 Amélia 
 Tainá 
 Angelina 
 Dora 
 Serena 
Inverno 
 Silvana 
SAKATA 
Cultivares 
Alface Americana de Verão – Dora 
Alface Americana de Verão – Dora 
CARACTERÍSTICAS 
 Plantas vigorosas 
 Folhas de coloração verde intensa e brilhante 
 Ciclo médio total: 65 dias (precoce) 
 Moderado nível de resistência a bacterioses 
 
VANTAGENS 
 Menor custo com manutenção das plantas no 
campo em função do ciclo precoce 
 Segurança de plantio pela adaptação às 
condições tropicais de cultivo 
Alface Americana de Verão - Serena 
Alface Americana de Verão -Serena 
CARACTERÍSTICAS 
 Folhas de coloração verde intensa e brilhante 
 Cabeças bem formadas e fechadas 
 Ciclo médio total: 65 dias (precoce) 
 Moderado nível de resistência a bacterioses 
 
VANTAGENS 
 Menor custo com manutenção das plantas no 
campo em função do ciclo precoce 
 Segurança de plantio pela adaptação às condições 
tropicais de cultivo 
Alface Lisa 
SAKATA 
Cultivares 
 Elisa 
 Larissa 
 Inês 
 Regiane 
 
 
Alface Lisa – Elisa 
Alface Lisa – Elisa 
CARACTERÍSTICAS 
 Plantas grandes de coloração verde-clara e 
formato cúbico 
 Ciclo médio total: 58 dias 
 Alto nível de resistência ao LMV-II 
 Moderado nível de resistência ao fungo Pythium 
(Podridão das raizes) 
 
VANTAGENS 
 Segurança de plantio pela adaptação às 
condições tropicais de cultivo 
 Alto rendimento por apresentar plantas grandes 
Alface Lisa – Larissa 
Alface Lisa- Larissa 
CARACTERÍSTICAS 
 Plantas grandes, de coloração verde brilhante e 
formato cúbico 
 Peso médio: 450g 
 Número médio de folhas: 40 
 Ciclo médio total: 58 dias 
 Plantas semelhantes à Elisa, com excelente formação 
de ombro, e coloração mais brilhante 
 Moderado nível de resistência ao Pythium 
 
VANTAGENS 
 Facilidade de comercialização pela qualidade visual 
(ótimo acabamento) 
Alface Mimosa 
SAKATA 
Cultivares 
 Mimosa 
 Angélica 
 Lavínia 
 Maíra (Roxa) 
 Mila 
 
Alface Mimosa –Angélica 
Alface Mimosa –Angélica 
CARACTERÍSTICAS 
 Plantas grandes com coloração verde clara brilhante 
 Boa resistência à queima de bordos (deficiência de 
Cálcio) 
 Resistência ao pendomento precoce 
 Adaptabilidade para campo aberto e hidroponia 
 Ciclo media total: 56 DAS 
 
VANTAGENS 
 Ótima opção para agregar valor na comercialização 
PLANTIO DA ALFACE 
PASSO 4 : FORMAÇÃO DAS MUDAS 
 
 Sementeiras; 
 Bandejas de polietileno: baixo custo, praticidade e qualidade 
 Uso de bandejas com 288 ou 400 células ou orifícios, os quais 
devem ser preenchidas com substrato. 
 Semeadas manualmente ou com o auxílio de semeadores 
encontrados no mercado. 
 
SEMEADURA: 
 PASSO 1 : Semear no centro da célula, na profundidade de 0,5 
cm 2-3 sementes. 
 PASSO 2: Cobrir as sementes com uma fina camada de 
vermiculita ou o próprio substrato. 
 PASSO 3: Irrigar as bandejas 
 
 
 
 
PLANTIO DA ALFACE 
PASSO 4 : FORMAÇÃO DAS MUDAS 
 
BANDEJAS 
 
 A irrigação das bandejas deve ser feita de duas a três 
vezes ao dia, dependendo da condição climática, 
evitando-se o excesso de água, o que favorece o 
aparecimento de pragas e a lixiviação (perda) de 
nutrientes 
 
 Deve-se irrigar as bandejas até começar a pingar água 
das células. 
PLANTIO DA ALFACEPASSO 5 : IMPLANTAÇÃO DA CULTURA 
 
Época de plantio 
 
 Pode ser plantado o ano todo, de acordo com as exigências climáticas de 
cada cultivar. 
 
 Ideal : março – maio (temperaturas amenas) 
 
 Transplantio : mudas com 20 a 25 dias após a semeadura, ou entre quatro a 
cinco folhas definitivas. ( horas mais frias do dia, com solo úmido) 
 
Espaçamento: 
 
 COMERCIAL : 0,30 m x 0,30 m, de acordo com as características botânicas de 
cada cultivar. 
 
 PRODUÇÃO DE SEMENTES: 1,0 m entre linhas x 0,20 m entre plantas 
 
IRRIGAÇÃO 
 Aspersão ou localizada (GOTEJAMENTO) 
 
 Na maioria das cidades brasileiras ainda falta 
tratamento de esgotos e isto tem feito com que 
o uso da água dos rios para a lavação de 
hortaliças seja causa da transmissão de bactérias 
e vermes patogênicos, que causam problemas 
de saúde pública. 
 
COLHEITA – PONTO COMERCIAL 
 Desenvolvimento vegetativo mínimo 
 
 Início do pendoamento: já se percebe sabor amargo 
 
 Na alface repolhuda, a cabeça não deve ficar 
excessivamente firme, pois esta entra em senescência 
rapidamente 
 
 As folhas externas doentes ou muito machucadas devem 
ser removidas 
COLHEITA -PONTO COMERCIAL 
A colheita é feita com uma faca 
periodicamente enxaguada em água 
 
 Desinfestação em uma solução de 
água sanitária 
 
 Entre 50 e 70 dias após a semeadura 
 
 A colheita é manual, cortando-se as 
plantas logo abaixo das folhas 
basais(saia) 
PRODUTIVIDADE 
 80.000 a 120.000 plantas/ha em campo 
 
Rotação: 
 repolho, cenoura, couve-flor, beterraba e feijão-
vagem. 
 Evitar cultivos sucessivos de alface, a fim de 
reduzir a ocorrência de DOENÇAS (míldio, 
bacterioses e nematoides) 
 
COMERCIALIZAÇÃO 
in natura 
 Acondicionada em engradados 
 
O mercado mais exigente: 
 necessitando de formas de comercialização mais 
convenientes aos consumidores: 
 agilizem o processo produtivo 
 facilitem o manuseio e mantenham a qualidade final 
COMERCIALIZAÇÃO 
 Preferencialmente, a comercialização da 
alface deve ser efetuada em gôndolas 
refrigeradas. 
 
COMERCIALIZAÇÃO 
 A alface exposta com as folhas para cima 
perde água mais rapidamente. 
 
Sensível ao murchamento: 
 Colocar as cabeças com a parte cortada para 
cima 
 Nebulizar frequentemente (manter o frescor) 
ARMAZENAMENTO 
 
 A velocidade de deterioração da alface 
aumenta rapidamente acima de 0°C. 
 
 A vida útil da alface a 3°C é apenas 50% da vida 
útil a 0°C . 
 
 No armazenamento a temperatura não deve 
ficar menor que -0,5°C, pois neste caso ocorre o 
congelamento e a deterioração do produto 
 
 No transporte e na comercialização a alface 
não deve ser colocada próxima de frutos 
climatéricos e outras fontes de etileno, porque 
este gás causa o desenvolvimento de manchas 
escuras a partir das nervuras. 
 
PROCESSAMENTO 
 Consumidores dispostos a pagar mais por uma alface 
diferenciada: 
 Características visuais e de sabor. 
 Agregação de qualidade, higiene e comodidade. 
 
Mais procurados: 
 
 Produtos embalados 
 Pré-processados, inclusive com atmosfera 
modificada 
 
EMBALAGENS 
CUIDADOS ESPECIAIS 
Antes da colheita: 
 Exigências nutricionais 
 Controles fitossanitários 
 Manejo racional da água e solo 
 
Após a colheita: 
 Reações químicas e físicas influenciam na qualidade 
 Ação de microorganismos, menor vida útil do 
produto 
 Resfriamento rápido, em câmara fria, para diminuir o 
metabolismo e reduzir sua taxa respiratória 
 Aumenta a vida útil em 4 dias 
 
DOENÇAS –FUNGICAS 
Mancha de Cercospora 
Inóculo : abundante em 
condições de temp. entre 20 
e 30 ̊C e UR superior a 90% 
Os sintomas são vistos primeiramente nas folhas 
mais velhas, sendo estes, pequenas manchas 
marrons, as vezes com um alo amarelado e com o 
ponto central mais claro acinzentado. 
Controle 
 Terrenos bem drenados. 
 Espaçamento que permita boa aeração entre 
as plantas. 
 Utilizar sementes ou mudas sadias. 
 Plantar cultivares adaptadas. 
 Evitar o excesso de nitrogênio. 
 Efetuar rotação por pelo menos um ano com 
culturas de família diferente da alface. 
 Eliminar os restos culturais. 
 Pulverizações as plantas jovens ou após o 
surgimento dos primeiros sintomas com 
fungicidas protetores ou sistêmicos. 
 
 
DOENÇAS –FUNGICAS 
Septoriose –manchas-das-folhas 
Sintomas : são observados nas folhas baixeiras, onde as lesões produzem grande 
quantidade de esporos que consequentemente infectam as folhas mais novas. 
Estas lesões, apresentam coloração marrom-clara, de bordas pouco definidas e 
podem causar lesões maiores que destroem a folha. 
Controle manchas-das-folhas: 
 Utilização de sementes sadias, 
 rotação de cultura por três ou mais anos, 
 evitar molhamento das folhas, e 
 pulverização com fungicidas. 
 
Cercospora x Septoriose 
 A Cercospora se diferencia da Septoriose, por 
apresentar manchas com bordas mais definidas e 
individualizadas. 
DOENÇAS- FUNGICAS 
 Míldio 
Sintomas: manchas verde-claras ou amareladas, de tamanho variado e são 
delimitadas pelas nervuras. Na parte inferior da folha é mais fácil perceber a 
incidência do fungo e quando o ataque é muito severo, podemos observar 
descoloração nos tecidos internos do caule. 
DOENÇAS FUNGICAS 
Talo oco –podridão mole 
Sintomas: Os sintomas típicos da doença são a murcha da planta e o 
apodrecimento da base. 
- As folhas externas são as primeiras a mostrar os sintomas de murcha, a qual 
avança rapidamente até colapsarem. 
- A medula apodrece, tomando um aspecto gelatinoso. Com frequência, toda 
a cabeça da alface é apodrecida, ficando completamente gelatinosa. 
Controle Talo oco –podridão mole 
 
 Espaçamento que permita boa aeração entre as plantas. 
 Evitar o excesso de nitrogênio e irrigação. 
 Efetuar rotação por pelo menos dois anos com gramíneas 
 Fazer lavagem das plantas em solução de vinagre, logo 
após a colheita, retirando-se as folhas injuriadas. 
 
DOENÇAS –BACTERIANA 
A bactéria penetra em aberturas naturais e provocam, inicialmente, 
pequenas manchas angulares, que possuem aspecto encharcado e 
estão nas folhas baixeiras. Quando se expandem, elas ficam mais 
escuras e são delimitadas pelas nervuras, adotam forma de “V”. Em 
alguns casos, a bactéria ataca também o caule da planta, 
causando podridão e consequentemente a morte das plantas 
PRAGAS 
NEMATOIDE-DAS-GALHAS (Meloidogyne spp.) 
Sintomas na parte aérea das plantas incluem nanismo, murcha, 
clorose e outros de deficiência nutricional e baixo rendimento 
da cultura. 
Controle Nematoides 
PRAGAS 
São animais que podem transmitir a doença virótica TOPOVÍRUS e 
também o MOSAICO DO ALFACE. Além de sugar seiva das folhas, 
abrindo espaço pro desenvolvimento de doenças. 
DOENÇAS -VIRÓTICAS 
O principal sintoma é o mosaico, juntamente com a deformação 
foliar. Quando ataca as cultivares do tipo americana, prejudica a 
formação da cabeça, tornando-as impróprias para o consumo. 
É transmitida pelos Trips e ocorre em todas as regiões do país. 
Primeiramente são observados sintomas no pecíolo e no limbo 
das folhas internas, mais novas, que apresentam forma marrom-
claras inicialmente e que vão escurecendo. Se não tratada pode 
causar necrose e morte das plantas. 
SINTOMAS DE VIRUS GRANDES VEIAS 
DO ALFACE -LBVV 
Atuam alimentando-se sobre as plantas, nas folhas e em alguns 
casos nasraízes. Eles sulgam a seiva e liberam toxinas, causando 
o desenvolvimento da fumagina. Podem atuar também como 
vetores de viroses. 
PRAGAS 
As larvas abrem minas no interior do parênquima foliar e se 
alimentam dos tecidos, destroem parcialmente ou totalmente a 
folha, provocando seu secamento. 
PRAGAS

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