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Zoonoses 
Ed Wilson Santos 
Doutorado em Fisiopatologia e Toxicologia – USP (2017) 
Mestrado em Imunologia e Bioquímica – USP (2012) 
Pós graduação Lato Sensu em Análises Clínicas – USP (2009) 
Licenciatura em Ciências Biológicas – UnG (2005) 
Bacharel em Medicina Veterinária – UNISA (2000) 
Plano de aulas 
Zoonoses 
Qualquer doença 
ou infecção 
naturalmente 
transmissível de 
animais 
vertebrados para 
humanos (OMS) 
Mais de 75% das doenças humanas emergentes do último século 
são de origem animal. 
United States Agency for International Development 
 
• A lista de supera os 200 tipos, podendo ser provocadas por 
fungos, bactérias, vírus e parasitas. OMS 
Zoonoses 
• Os animais desempenham assim um papel essencial na manutenção das 
infecções zoonóticas na natureza. As zoonoses podem ser bacterianas, 
virais ou parasitárias, ou podem envolver agentes não convencionais. 
 
• Além de ser um problema de saúde pública, muitas das principais 
doenças zoonóticas impedem a produção eficiente de alimentos de 
origem animal e criam obstáculos ao comércio internacional de produtos 
de origem animal. 
Antroponose 
Doença exclusivamente humana. 
 
 Enzoose 
Doença exclusiva de animais. 
 
Euzoonose 
Doenças em que o ciclo biológico completo do agente etiológico necessita 
obrigatoriamente da passagem por seres humanos. Exemplo: Complexo Teniase-
Cisticercose 
 
Parazoonose 
Doença em que o homem é hospedeiro acidental. Aqui, o homem não é essencial 
para manter o ciclo biológico do agente 
Centro de Controle de Zoonoses - CCZ 
Órgão responsável pelo controle de agravos e doenças transmitidas 
por animais (zoonoses), através do controle de populações de 
animais domésticos (cães, gatos e animais de grande porte) e 
controle de populações de animais sinantrópicos (morcegos, 
pombos, ratos, mosquitos, abelhas entre outros). 
R. Santa Eulália, 86 - Santana, São Paulo - SP, 02031-020 
Animais sinantrópicos 
São aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeito da vontade deste. 
Diferem dos animais domésticos, os quais o homem cria e cuida com as finalidades de 
companhia (cães, gatos, pássaros, entre outros), produção de alimentos ou transporte 
(galinha, boi, cavalo, porcos, entre outros). 
Dentre os animais sinantrópicos, existem aqueles que podem transmitir doenças, 
causar agravos à saúde do homem ou de outros animais, e que estão presentes na 
nossa cidade. 
 
O que fazer? 
Surto 
É a ocorrência de dois ou mais casos epidemiologicamente relacionados. Alguns autores 
denominam surto epidêmico, ou surto, a ocorrência de uma doença ou fenômeno restrita a um 
espaço delimitado: colégio, quartel, creches, bairro etc. 
 
Endemia 
Ocorrência de uma doença presente de maneira permanente e persistente em uma determinada 
região, que não se espalha para outros lugares. Região essa que possuí condições que facilitam a 
persistência de certas fontes de infecção. O espaço em que essa doença ocorre é determinado de 
faixa endêmica. 
 
Epidemia 
O termo epidemia é utilizado para uma doença cujo aparecimento é súbito e se propaga por uma 
determinada zona geográfica afetando um número significativo de pessoas ou de animais. 
 
Pandemia 
A pandemia ocorre quando uma doença que estava em certa região (que era considerada uma 
epidemia) começa a se espalhar de maneira descontrolada pelos continentes ou até pelo mundo. 
Ou seja, ela é uma epidemia que se alastra descontroladamente, matando um grande número de 
pessoas. 
Notificação Compulsória 
Notificação compulsória consiste na comunicação da ocorrência de casos individuais, agregados 
de casos ou surtos, suspeitos ou confirmados, da lista de agravos relacionados na Portaria, que deve 
ser feita às autoridades sanitárias por profissionais de saúde ou qualquer cidadão, visando à adoção 
das medidas de controle pertinentes. É obrigatória a notificação de doenças, agravos e eventos de 
saúde pública constantes nas Portaria nº 204 e Portaria 205, de fevereiro de 2016, do Ministério da 
Saúde. 
 
Plano de Contigência 
Conjunto de procedimentos e decisões emergenciais que devem ser tomadas no caso de ocorrência 
inesperada ou da suspeita da ocorrência de um evento relacionado a falhas no programa de 
biossegurança de determinado sistema de produção. Seu objetivo maior é o de prover um rápido 
esclarecimento (diagnóstico) e contenção para o problema sanitário e deve ser direcionado 
especificamente ou genericamente a todas as enfermidades às quais o estabelecimento deve ser 
livre. 
Tríade epidemiológica 
Susceptível - Indivíduo acessível ou capaz de ser infectado por um patógeno. 
 
Hospedeiro 
Trata-se de um ser vivo de qualquer espécie que ofereça, em condições naturais, 
subsistência ou alojamento a um agente infeccioso. 
 
O hospedeiro pode ser de três tipos: 
-Hospedeiro definitivo: é aquele no qual o parasita atinge a maturidade ou passa a sua 
fase de reprodução sexuada; 
 
-Hospedeiro intermediário: é aquele no qual o parasita se encontra em fase larvária ou 
assexuada; 
 
- Hospedeiro paratênico ou de transporte: trata-se de um hospedeiro intermediário no 
qual o parasita não se desenvolve ou se reproduz; este hospedeiro apenas mantém o 
parasita viável até que ele encontre outro hospedeiro definitivo. 
 
 Reservatório - qualquer animal ou 
 humano onde vive e multiplica-se um 
 agente etiológico e do qual é capaz de 
 atingir outros hospedeiros. Geralmente 
 não desenvolve sintomas. 
São animais invertebrados, geralmente artrópodes, que transmitem o agente 
infeccioso ao hospedeiro susceptível. 
 
Vetor 
Vetor biológico - É o vetor no qual o agente etiológico se multiplica ou se 
desenvolve 
 
Vetor mecânico - É o vetor que serve apenas de transporte ao agente 
etiológico. Não é um local de desenvolvimento ou multiplicação 
Tipos de vetor 
Não confunda com Fômite - Utensílios que podem 
veicular o agente etiológico de um hospedeiro a outro. 
Período de incubação - É o período decorrente entre a penetração do agente etiológico e o 
aparecimento dos primeiros sintomas clínicos. 
 
Período prodrômico 
Sucede o período de incubação e apresenta sinais e sintomas inespecíficos, o que dificulta o 
diagnóstico nesse período (exemplo de tosse, febre, mal estar). Tem curta duração, geralmente alguns 
dias, e alta transmissibilidade. Praticamente ausência de sinais patognomonicos. 
 
Período pré-patente - Período pré-patente é o período decorrido entre a invasão (penetração) do 
agente etiológico no organismo até o aparecimento das primeiras formas detectáveis do agente (formas 
jovens iniciais como ovos, larvas, oocistos, etc). Este é seguido pelo período patente. 
 
Período de Latência - Período no qual os sintomas de uma doença desaparecem, apesar do 
hospedeiro estar infectado, e ser capaz de transmitir a doença. 
 
Período de transmissibilidade - É o intervalo de tempo em que há eliminação do agente etiológico, 
pelo humano infectado ou pelo animal infectado, para o ambiente ou por meio de um vetor hematófago. 
Deste modo, outro homem ou animal poderá ser infectado pelo agente. Pode ser determinado por 
critérios clínicos ou por exames laboratoriais, sendo que o animal ou homem infectado pode ou não ter 
sintomas. 
 
O pulso ainda pulsa 
O pulso ainda pulsa, O pulso ainda pulsa 
Pesta bubonica, cancer, pneumonia, 
Raiva, rubeola, tuberculose, anemia 
Rancor, cisticercose, caxumba, difteria 
Encefalite, faringite, gripe, leucemia 
 
O pulso ainda pulsa, O pulso ainda pulsa 
Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia 
Toxoplasmose, sarampo, esquizofrenia 
Ulcera, trombose, coqueluche, hipocondriaSifilis, ciumes, asma, cleptomania 
 
O corpo ainda e pouco, O corpo ainda e pouco 
Reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia 
Hernia, pediculose, tetano, hipocrisia 
Brucelose, febre tifoide, artereosclerose, miopia 
Catapora, culpa, carie, caimbra, lepra, afasia 
 
O pulso ainda pulsa, O corpo ainda e pouco 
O pulso ainda pulsa, O pulso ainda pulsa 
Pesta bubonica, cancer, pneumonia, 
Raiva, rubeola, tuberculose, anemia 
Rancor, cisticercose, caxumba, difteria 
Encefalite, faringite, gripe, leucemia 
 
O pulso ainda pulsa, O pulso ainda pulsa 
Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia 
Toxoplasmose, sarampo, esquizofrenia 
Ulcera, trombose, coqueluche, hipocondria 
Sifilis, ciumes, asma, cleptomania 
 
O corpo ainda e pouco, O corpo ainda e pouco 
Reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia 
Hernia, pediculose, tetano, hipocrisia 
Brucelose, febre tifoide, artereosclerose, miopia 
Catapora, culpa, carie, caimbra, lepra, afasia 
 
O pulso ainda pulsa, O corpo ainda e pouco 
O pulso ainda pulsa 
FIM

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