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Assistência ao Parto Baseada em Evidências Melania Amorim IMIP – UFCG – ISEA – IPESQ Pesquisadora Associada da Biblioteca Cochrane melania.amorim@gmail.com “ Uso consciencioso, explícito e judicioso das melhores evidências científicas correntemente disponíveis para tomar decisões relativas ao cuidado de pacientes individuais ” SACKETT DL, ROSENBERG WM, GRAY JA, HAYNES RB, RICHARDSON WS. Evidence-based medicine: what it is and what it isn't. Br Med J. 1996; 312:71-72. Editorial Assistência ao Parto Baseada em Evidências MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIAS A prática da MBE consiste na integração de: com e Experiência clínica individual As melhores evidências clínicas disponíveis obtidas em pesquisas sistemáticas As características e expectativas dos pacientes MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIAS Assistência ao Parto Baseada em Evidências I. Experiência clínica individual Proficiência, habilidade e julgamento adquirido pelos médicos, individualmente, através da experiência e da prática clínica Essencial para determinar se as evidências ou as orientações se aplicam (e como) a determinado(s) paciente(s) Medicina Baseada em Evidências II. Evidências clínicas externas Evidências obtidas em pesquisas confiáveis com seres humanos Estudos ideais: ENSAIOS CLÍNICOS RANDOMIZADOS (“padrão-ouro”) Evidências recentes (últimos 10 anos) Substituem testes diagnósticos e tratamentos existentes por outros mais acurados, mais eficazes e mais inócuos Medicina Baseada em Evidências Séries de casos Caso controle Coorte ECR Revisão Sistemática Metanálise Opinião de especialistas Níveis de Evidências THE COCHRANE COLLABORATION THE COCHRANE LIBRARY http://www.cochrane.org Ia Metanálises de ensaios clínicos randomizados Ib Estudos clínicos randomizados IIa Ao menos um estudo clínico bem desenhado sem randomização IIb Ao menos um outro tipo de estudo bem desenhado III Estudos descritivos bem desenhados IV Relatos de comitês de experts e/ou experiência clínica de autoridades Níveis de Evidências Graus de Recomendação A Exige ao menos um ECR como parte de experiência clínica publicada de boa qualidade e dirigida à recomendação específica (níveis Ia, Ib) B Exige a disponibilidades de estudos controlados bem desenhados mas não randomizados relativos à recomendação (níveis IIa, IIb, III) C Exige evidências obtidas de relatos de comitê de experts ou opiniões e/ou experiência clínica de autoridades reconhecidas. Indica a ausência estudos clínicos de boa qualidade (nível IV) Medicina Baseada em Evidências III. Características e expectativas dos pacientes Sempre tiveram um papel central para determinar se um tratamento ou intervenção será realizado (e qual o tratamento ou intervenção) Tem havido uma progressiva melhora na atenção médica a estes valores e expectativas Medicina Baseada em Evidências TOMADA DE DECISÃO CLÍNICA Experiência clínicaEvidências Paciente Assistência ao Parto Baseada em Evidências “Éramos uns poetas loucos, místicos Éramos tudo o que não era são; Agora são com dados estatísticos Os cientistas que nos dão razão.” Lenine (‘’É fogo”) A ROSA DA HUMANIZAÇÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências “Vou desdizer aquilo tudo que eu disse antes.” Raul Seixas (‘’Metamorfose Ambulante”) BANCOS DE DADOS PubMed – Medline Lilacs – SciELO Embase Scopus Biblioteca Cochrane Diretrizes DESCRITORES (MESH) Específicos para cada assunto ESTRATÉGIAS DE BUSCA DAS EVIDÊNCIAS Assistência ao Parto Baseada em Evidências Diagnóstico acurado persiste um problema em Obstetrícia. Critérios habitualmente usados para diagnóstico nunca foram validados cientificamente. Diretriz Internacional: presença de contrações uterinas espontâneas, pelo menos duas em 15 minutos e pelo menos dois dos seguintes sinais: apagamento cervical, colo dilatado 3cm ou mais, ruptura espontânea das membranas http://www.guideline.gov/summary/summary.aspx?doc_id=10725&nb r=005587&string=labor+AND+management DIAGNÓSTICO DO TRABALHO DE PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências C Parto domiciliar Casas de Parto Centros de Parto Normal dentro ou próximo do complexo hospitalar Parto hospitalar em suítes de parto Parto hospitalar em ambiente cirúrgico LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Evidências Científicas para o Parto Domiciliar Assistência ao Parto Baseada em Evidências Olsen O, Clausen JA. Home versus hospital birth (Cochrane Review, 2012) Um ECR incluindo 11 mulheres Boa qualidade mas muito pequeno para extrair conclusões Não há evidências fortes para favorecer tanto o parto hospitalar planejado como o parto domiciliar planejado Evidências de estudos observacionais sugerem que o parto domiciliar associa-se a menor taxa de intervenções médicas, sem aumento da chance de efeitos maternos / neonatais adversos: necessária RS desses estudos LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B CRÍTICAS À METANÁLISE DE WAX Definição equivocada de morte perinatal Erros crassos de inclusão e exclusão: exclusão do estudo holandês (JONGE et al., 2009) da casuística de morte neonatal e do estudo canadense (JANSSEN et al., 2009) da casuística de morte perinatal Inclusão de artigos com PD não planejados (25%) Interpretação equivocada dos artigos incluídos Software provocando erros de análise estatística e subestimando os intervalos de confiança LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências C Assistência ao Parto Baseada em Evidências C Assistência ao Parto Baseada em Evidências http://www.bmj.com/highwire/filestream/545014/field_highwire_article_pdf/0.pdf B Assistência ao Parto Baseada em Evidências http://www.bmj.com/highwire/filestream/545014/field_highwire_article_pdf/0.pdf B Assistência ao Parto Baseada em Evidências http://www.bmj.com/highwire/filestream/545014/field_highwire_article_pdf/0.pdf B Assistência ao Parto Baseada em Evidências http://www.bmj.com/highwire/filestream/545014/field_highwire_article_pdf/0.pdf B Assistência ao Parto Baseada em Evidências http://www.bmj.com/highwire/filestream/545014/field_highwire_article_pdf/0.pdf B Assistência ao Parto Baseada em Evidências c B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidênciasc B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B c Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências Apgar score of 0 at 5 minutes and neonatal seizures or serious neurologic dysfunction in relation to birth setting Definição de morte (malformações? Morte anteparto?) Relação de morte com local de nascimento??? Inclusão de parteiras/CPN não regulamentados Conceitos de “Risco Relativo” e “Risco Absoluto” (morte neonatal nos PD com parteira de 1,6/1.000 !!) Modelo da “intenção de tratamento” não utilizado Qualidade da informação disponível no BD consultado Conclusões não compatíveis com tipo de estudo CRÍTICAS METODOLÓGICAS Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Hodnett ED, Downe S, Walsh D, Weston J. Alternative versus conventional institutional settings for birth (Cochrane Review, 2012) 10 ECR: 11.795 mulheres Parto vaginal espontâneo: RR = 1,03 (1,01 – 1,05) ↓ necessidade de analgesia: RR = 0,80 (0,74 – 0,87) ↓ necessidade de ocitocina: RR = 0,77 (0,67 – 0,88) ↓ episiotomia: RR = 0,83 (0,77 – 0,90) LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Hodnett ED, Downe S, Edwards N, Walsh D. Alternative versus conventional institutional settings for birth (Cochrane Review, 2012) ↑ amamentação com 6-8 semanas: RR = 1,04 (1,02 – 1,06) ↑ visão muito positiva da assistência: RR = 1,96 (1,78 – 2,15) Não houve associação com desfechos maternos e perinatais adversos (morbidade materna, HPP, escores de Apgar, admissão em UTI neonatal, mortalidade perinatal) LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Hodnett ED, Downe S, Edwards N, Walsh D. Alternative versus conventional institutional settings for birth (Cochrane Review, 2012) Locais de parto alternativos (CPN) de base hospitalar associam-se com aumento da chance de parto espontâneo, redução de intervenções médicas e aumento da satisfação materna. Tanto mulheres como gestores devem ser informados sobre os benefícios do parto nesses locais. LOCAL DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências McIntyre, 2012 MÉDICO OBSTETRA MÉDICO DA FAMÍLIA ENFERMEIRA OBSTETRA OBSTETRIZ (ENTRADA DIRETA) – MIDWIFE, SAGE- FEMME (EACH – USP / Brasil) PARTEIRA TRADICIONAL PARTOS SEM ASSISTÊNCIA QUEM PRESTA ASSISTÊNCIA AO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Hatem M, Sandall J, Devane D, Soltani H, Gates S. Midwife-led versus other models of care for childbearing Women. Cochrane Review, 2013 13 ECR: 16.242 mulheres Menor risco de analgesia regional: 0,83 (0,76 – 0,90) Menor risco de episiotomia: 0,84 (0,76 – 0,92) Menor risco de parto instrumental: 0,88 (0, 81 – 0,96) Maior chance de parto espontâneo: 1,05 (1,03 – 1,08) Sem diferença na taxa de cesariana, indução do parto, HPP, períneo íntegro, escores de Apgar e morte perinatal A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Hatem M, Sandall J, Devane D, Soltani H, Gates S. Midwife-led versus other models of care for childbearing Women. Cochrane Review, 2013 Maior chance de ser atendida pelo mesmo provedor no parto: 7,83 (4,15 – 14,80) Menores taxas de episiotomia: 0,84 (0,76 – 0,92) e amniotomia: 0,80 (0,66 – 0,98) Menor risco de perda fetal < 24 semanas: 0,81 (0,66 – 0,99) A Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Admissão Nutrição Enteróclise Tricotomia APOIO contínuo Posição – deambulação Monitorização materna e fetal Alívio da dor Assistência ao Parto Baseada em Evidências ASSISTÊNCIA AO PRIMEIRO ESTÁGIO DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Internação somente na fase ATIVA do trabalho de parto Evita admissões prematuras e, assim, intervenções desnecessárias em mulheres com fase latente prolongada. Evita internações por falso trabalho de parto POLÍTICA DE ADMISSÃO TARDIA Assistência ao Parto Baseada em Evidências McNiven, 1998: ECR 209 nulíparas de baixo risco Admissão precoce x tardia Admissão tardia=> menor necessidade de ocitocina, peridural, menor duração do TP no hospital, menor duração do 2º estágio, sem efeitos sobre taxa de cesárea e prognóstico neonatal. POLÍTICA DE ADMISSÃO TARDIA A Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências ADMISSÃO PRECOCE X TARDIA B Lauzon l, Hodnett ED. Labour assessment programs to delay admission to labour wards (Cochrane Review, 2004) 1 ECR (excelente qualidade) = 209 mulheres Objetivo do programa: retardar a admissão hospitalar até o TP ativo ↓tempo no pré-parto (-5 horas) ↓ necessidade de ocitocina e de analgesia Assistência ao Parto Baseada em Evidências ADMISSÃO PRECOCE X TARDIA ORIENTAÇÃO CLÁSSICA Dieta zero durante todo o trabalho de parto => abstenção de líquidos e alimentos O objetivo é prevenir a aspiração do conteúdo gástrico na eventualidade de anestesia geral (Síndrome de Mendelson) Assistência ao Parto Baseada em Evidências NUTRIÇÃO DURANTE O TRABALHO DE PARTO QUESTIONAMENTOS Grávida = ESTÔMAGO CHEIO Restrição da ingestão de líquidos e alimentos durante o TP não garante menor conteúdo estomacal (McKAY & MAHAN, 1988) Risco de aspiração – relacionado ao risco de anestesia geral Esse risco é mínimo no parto de baixo-risco Efeitos deletérios do jejum para o binômio mãe-feto Assistência ao Parto Baseada em Evidências NUTRIÇÃO DURANTE O TRABALHO DE PARTO EFEITOS DELETÉRIOS DO JEJUM Desidratação e cetose Hipoglicemia materna Comprometimento do bem-estar fetal Freqüente tratamento com solução glicosada Problemas associados à infusão excessiva de soro glicosado Assistência ao Parto Baseada em Evidências NUTRIÇÃO DURANTE O TRABALHO DE PARTO PROBLEMAS COM O SORO GLICOSADO glicemia fetal –pH da artéria umbilical Hiperinsulinismo fetal => HIPOGLICEMIA NEONATAL e lactato Hiponatremia materna e neonatal Esses eventos são bem mais freqüentes que o risco teórico de aspiração do conteúdo gástrico na anestesia geral Assistência ao Parto Baseada em Evidências NUTRIÇÃO DURANTE O TRABALHO DE PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Singata M, Tranmer J, Gyte Gillian ML.Restricting oral fluid and food intake during labour (Cochrane Review, 2013) 5 ECR (3.130 mulheres de baixo risco para anestesia geral) Não houve diferença na taxa de cesárea, parto instrumental, Apgar baixo, duração do TP, náuseas, vômitos, cetose, analgesia, uso de ocitocina e admissão em UTI neonatal Nenhum caso de Síndrome de Mendelsson Nenhum estudo avaliou satisfação materna e hipoglicemia neonatal NÃO HÁ JUSTIFICATIVA PARA A RESTRIÇÃO ALIMENTAR DURANTE O TP EM MULHERES DE BAIXO RISCO Assistência ao Parto Baseada em Evidências NUTRIÇÃO DURANTE O TRABALHO DE PARTO A Em cirurgia geral: Jejum prolongado promove glicogenólise, neoglicogênese,aumento da resistência à insulina e aumento da reação inflamatória ao trauma: efeitos deletérios na resposta metabólica NÃO É MAIS RECOMENDADO! Permitida ingesta de líquidos claros até 2 horas antes da cirurgia (água, chás, sucos sem resíduo, energéticos) Jejum de sólidos: máximo de seis horas Assistência ao Parto Baseada em Evidências NUTRIÇÃO DURANTE O TRABALHO DE PARTO A Assistência ao Parto Baseada em Evidências ACERTO: 2a. edição (2011) 1a. reimpressão (2012) RECOMENDAÇÕES (OMS) Avaliar risco anestésico (há possibilidade de anestesia geral?) Avaliar necessidade de repor as fontes de energia para garantir o bem-estar materno e fetal Permitir ingesta à gestante de baixo-risco (líquidos claros, alimentos leves) Respeitar as concepções populares regionais Assistência ao Parto Baseada em Evidências NUTRIÇÃO DURANTE O TRABALHO DE PARTO B Assistência ao Parto Baseada em Evidências SUPOSTOS BENEFÍCIOS (JOHNSTON & SIDALL, 1922; KANTOR ET AL., 1965) Higiene Redução da infecção na cesárea e no parto normal Facilita a sutura perineal Assistência ao Parto Baseada em Evidências TRICOTOMIA Basevi V, Lavender T. Routine perineal shaving on admission in labour (Cochrane Review, 2008) 3 ECR = 939 mulheres Não houve diferença na morbidade febril materna (OR 1,16; IC 95% 0,70-1,90) Não houve diferença nas taxas de infecção e deiscência perineal no maior ECR No ensaio clínico menor, as mulheres que não foram tricotomizadas apresentaram menor colonização por bactérias gram negativas (OR 0,43; IC 95% 0,20-0,92) As evidências para que se recomende a tricotomia de rotina no pré-parto são insuficientes Assistência ao Parto Baseada em Evidências TRICOTOMIA A RESUMO DAS EVIDÊNCIAS ATUAIS Não existem evidências que recomendem sua utilização rotineira Em cirurgia já está comprovado o aumento do risco de infecção quando mais de uma hora transcorre entre a tricotomia e a incisão da pele O procedimento aumenta o risco de infecção por HIV e hepatite para a parturiente e para o pessoal de saúde Assistência ao Parto Baseada em Evidências TRICOTOMIA A RECOMENDAÇÕES (OMS) NÃO REALIZAR TRICOTOMIA DE ROTINA Evitar tricotomia para os partos normais, salvo se for solicitado pela parturiente (devem ser explicados os riscos e a falta de necessidade) Caso se verifique indicação de cesárea, realizar a tricotomia (aparar e não raspar!) DO LOCAL DA INCISÃO imediatamente antes do procedimento Assistência ao Parto Baseada em Evidências TRICOTOMIA A SUPOSTOS BENEFÍCIOS Estímulo das contrações uterinas O intestino vazio facilita a descida da cabeça Redução da contaminação no período expulsivo Redução do risco de infecção materna e neonatal Assistência ao Parto Baseada em Evidências ENEMA ROTINEIRO DESVANTAGENS Prática incômoda Considerada constrangedora por diversas mulheres Pequeno risco de lesão intestinal Risco de eliminação de fezes liquefeitas no período expulsivo Assistência ao Parto Baseada em Evidências ENEMA ROTINEIRO DESVANTAGENS Uso rotineiro já abandonado até mesmo em cirurgia geral quando são realizadas cirurgias de cólon. Projeto ACERTO: evitar enemas! ACERTANDO A RECUPERAÇÃO TOTAL PÓS- OPERATÓRIA Assistência ao Parto Baseada em Evidências ENEMA ROTINEIRO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Reveiz L, Gaitán Hg, Cuervo Lg. Enemas during labour (Cochrane Review, 2013) 4 ECR = 1917 mulheres Ausência de efeitos sobre infecção neonatal e puerperal Não previne a eliminação de fezes no 1o. e no 2o. estágio do TP Não afeta a duração do TP nem a dinâmica uterina Achados falam contra seu uso de rotina Assistência ao Parto Baseada em Evidências ENEMA ROTINEIRO A CONCLUSÕES (OMS, Cochrane) Não há vantagens na realização rotineira de enemas durante o trabalho de parto Muitas mulheres julgam a enteróclise constrangedora À luz das evidências atuais essa prática pode ser considerada DESNECESSÁRIA e deve ser DESENCORJADA nos procedimentos de assistência ao parto Assistência ao Parto Baseada em Evidências ENEMA ROTINEIRO A Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Hodnett ED, Gates S, Hofmeyr GJ, Sakala C, Weston J. Continuous support for women during childbirth (Cochrane Review, 2013) 22 ECR = 15.288 mulheres Reduz a duração do TP e a necessidade de analgesia Reduz a necessidade de parto instrumental e cesárea Maior grau de satisfação materna Menor risco de Apgar < 7 no 5º. minuto Maiores benefícios: APOIO contínuo por mulher que não faz parte do staff hospitalar nem da rede social da parturiente TODAS AS MULHERES DEVEM TER APOIO CONTÍNUO INTRAPARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências APOIO CONTÍNUO INTRAPARTO A Hodnett ED et al., 2013. Continuous support for women during childbirth - In: The Cochrane Library Assistência ao Parto Baseada em Evidências APOIO CONTÍNUO INTRAPARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências POSIÇÃO MATERNA DURANTE O TP A Lawrence A, Lewis L, Hofmeyr GJ, Dowswell T, Styles C. Maternal positions and mobility during first stage labour (Cochrane Review, 2013) 25 ECR = 5218 mulheres TP mais curto em mulheres que adotaram posições verticalizadas/deambulação vs. decúbito (mais de 1 hora): - 1h 22min(-2,22 – -0,51) Menor necessidade de analgesia peridural: RR= 0,81 (0,66 – 0,99) Assistência ao Parto Baseada em Evidências POSIÇÃO MATERNA DURANTE O TP A Lawrence A, Lewis L, Hofmeyr GJ, Dowswell T, Styles C. Maternal positions and mobility during first stage labour (Cochrane Review, 2013) Menor taxa de cesariana: RR=0,71 (0,54 – 0,94) Menor taxa de admissão em UTI neonatal: 0,20 (0,04- 0,89) Não houve efeitos negativos para o binômio mãebebê Mulheres devem ser encorajadas a escolher a posição em que se sentem mais confortáveis durante o TP Assistência ao Parto Baseada em Evidências POSIÇÃO MATERNA DURANTE O TP A POSIÇÃO MATERNA DURANTE O TP A Assistência ao Parto Baseada em Evidências POSIÇÃO MATERNA DURANTE O TP A Assistência ao Parto Baseada em Evidências POSIÇÃO MATERNA DURANTE O TP A Assistência ao Parto Baseada em Evidências POSIÇÃO MATERNA DURANTE O TP A Assistência ao Parto Baseada em Evidências POSIÇÃO MATERNA DURANTE O TP A Assistência ao Parto Baseada em Evidências AVALIAÇÃO SINAIS VITAIS BEM-ESTAR DIURESE DINÂMICA UTERINA EXAME VAGINAL (TOQUE): RESTRINGIR! Assistência ao Parto Baseada em Evidências MONITORIZAÇÃO MATERNA Assistência ao Parto Baseada em Evidências TOQUE VAGINAL INTRAPARTO PARA MELHORAR DESFECHOS MATERNOS E PERINATAIS Downe S, Gyte GML, Dahlen HG, Singata M. Routine vaginal examinations for assessing progress of labour to improve outcomes for women and babies at term Cochrane Review, 2013 2 ECR: 457 mulheres 1 ECR toque retal vs. vaginal (307 mulheres) 1 ECR toque vaginal 2/2 vs. 4/4 horas (150 mulheres) Assistência ao Parto Baseada em Evidências TOQUE VAGINAL A TOQUE VAGINAL INTRAPARTO PARA MELHORARDESFECHOS MATERNOS E PERINATAIS Downe S, Gyte GML, Dahlen HG, Singata M. Routine vaginal examinations for assessing progress of labour to improve outcomes for women and babies at term Cochrane Review, 2013 Toque retal não previne infecção; toque retal mais desconfortável Toque 2/2 vs. 4/4h: sem efeitos na duração do TP e outros desfechos Assistência ao Parto Baseada em Evidências TOQUE VAGINAL A Assistência ao Parto Baseada em Evidências A AUSCULTA INTERMITENTE Estetoscópio de Pinard Sonar A cada 15-30 minutos (1º estágio do TP) Após cada contração (2º estágio do TP) Simples, fácil utilização e garante liberdade na movimentação Assistência ao Parto Baseada em Evidências MONITORIZAÇÃO FETAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências CARDIOTOCOGRAFIA CONTÍNUA Assistência ao Parto Baseada em Evidências MONITORIZAÇÃO FETAL CARDIOTOCOGRAFIA CONTÍNUA Assistência ao Parto Baseada em Evidências MONITORIZAÇÃO FETAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências MONITORIZAÇÃO FETAL A CARDIOTOCOGRAFIA vs AUSCULTA INTERMITENTE Alfirevic Z, Devane D, Gyte GMl. Continuous cardiotocography (CTG) as a form of electronic fetal monitoring (EFM) for fetal assessment during labour. Cochrane Review, 2013 13 ECR = > mais de 37.000 mulheres Não houve diferença na mortalidade perinatal e PC Redução de 50% nas crises epilépticas neonatais Aumento da taxa de cesárea (RR 1,63; IC 95%1,29-2,0,7) Aumento dos partos instrumentais (RR 1,15; IC95%1,01-1,33) Assistência ao Parto Baseada em Evidências MONITORIZAÇÃO FETAL A RECOMENDAÇÕES DA OMS: BAIXO RISCO Ausculta fetal intermitente a intervalos 30 minutos: fase ATIVA 15 minutos: período EXPULSIVO Não há evidências de que a monitorização fetal eletrônica melhore os resultados perinatais Assistência ao Parto Baseada em Evidências MONITORIZAÇÃO FETAL A Assistência ao Parto Baseada em Evidências MONITORIZAÇÃO FETAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências AMNIOTOMIA PARA ENCURTAR O TP Assistência ao Parto Baseada em Evidências AMNIOTOMIA PARA ENCURTAR O TP ESPONTÃNEO Smyth RMD, Markham C, Dowswell T. Amniotomy for shortening spontaneous labor. Cochrane Review, 2013 15 ECR = > 5583 mulheres Não houve diferença significativa na duração do TP (- 20,4 minutos – -95,9 – 55,06), cesariana (RR=1,27; 0,99 – 1,63), satisfação materna e escores de Apgar < 7 no 5º. minuto (RR=0,53; 0,28 – 1,00) AMNIOTOMIA Assistência ao Parto Baseada em Evidências AMNIOTOMIA PARA ENCURTAR O TP ESPONTÃNEO Smyth RMD, Markham C, Dowswell T. Amniotomy for shortening spontaneous labor. Cochrane Review, 2013 Não se pode recomendar amniotomia como rotina na assistência ao parto. Mulheres a quem se oferece amniotomia devem ser esclarecidas sobre os resultados desta RS AMNIOTOMIA Acompanhar a evolução do TP Documentar o TP Diagnosticar alterações no TP Indicar a tomada de condutas apropriadas para correção destes desvios Evitar intervenções desnecessárias Uso não foi validado para partos domiciliares Assistência ao Parto Baseada em Evidências PARTOGRAMA MONITORAMENTO DO PROGRESSO DO TP: PARTOGRAMA Assistência ao Parto Baseada em Evidências PARTOGRAMA Assistência ao Parto Baseada em Evidências PARTOGRAMA B TP prolongado (6,4% para 3,4%) necessidade de ocitocina (20,7% para 9,1%) cesariana de emergência (9,9% para 8,3%) óbito fetal intraparto (0,5% para 0,3%) Entre gestações únicas sem fatores de risco a queda de cesariana foi maior (6,2% para 4,5%) Assistência ao Parto Baseada em Evidências PARTOGRAMA: RESULTADOS DO ESTUDO DA OMS Assistência ao Parto Baseada em Evidências PARTOGRAMA Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Lavender T, Hart A, Smyth RMD Effect of partogram use on outcomes for women in spontaneous labour at term (Cochrane Review, 2013) 6 ECR: 7706 mulheres (somente 2 ECR partograma ou não) Não houve diferença na incidência de cesárea, parto instrumental ou baixos escores de Apgar Linha de ação com 3 horas x 4 horas: maiores taxas de cesárea e uso de ocitocina Partograma sem fase latente: menores taxas de cesárea Uso do partograma resultou em redução do risco de cesárea em países de baixa renda (1 ECR) PARTOGRAMA A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Lavender T, Hart A, Smyth RMD Effect of partogram use on outcomes for women in spontaneous labour at term (Cochrane Review, 2012) Conclusões dos autores Com base nos achados desta revisão, nós não podemos recomendar o uso rotineiro do partograma como parte do manejo padrão do TP. Tendo em vista que o partograma tem atualmente uso disseminado e é geralmente aceito, parece razoável que, até que mais forte evidência esteja disponível, o uso do partograma seja localmente determinado. Novos ECR são necessários para estabelecer a eficácia do uso do partograma. PARTOGRAMA A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Os dados de Friedman (1954) são antigos, têm casuística escassa e não refletem necessariamente o padrão “normal” de evolução do TP Cerca de 50% das mulheres não dilatam 1cm/hora até alcançarem 5-6cm Estudos recentes (ZHANG et al., 2010) demonstram padrão de evolução diferente que pode ser usado para definir fase ativa PARTOGRAMA: CRÍTICAS Assistência ao Parto Baseada em Evidências O uso do partograma não foi validado com base nas mais recentes evidências científicas No entanto, recomendamos a sua utilização para: Documentar o trabalho de parto Identificar e corrigir possíveis distocias Ter parâmetros objetivos para transferência Proteção profissional PARTOGRAMA: REFLEXÕES Percentil 95 da duração cumulativa do TP da admissão ao parto vaginal em primíparas com início espontâneo do TP, parto vaginal e desfechos neonatais normais. Zhang J, Landy H, Ware Branch D, et al. Contemporary patterns of spontaneous labor with normal neonatal outcomes. Obstet Gynecol 2010; 116:1281 Ph materno Estímulo ventilatório PO2 70mmHg Dor Medo Tensão Consumo de O2 materno PCO2 materno Hiperventilação Hipóxia Fetal Contratilidade uterina Catecolaminas Cortisol Brouwridge, 1997 Read, 1972 Gavensky, 1973MANEJO DA DOR INTRAPARTO MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS Acupuntura Hipnose TENS Audioanalgesia Aromaterapia Musicoterapia Massagens Hidroterapia APOIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS Smith CA, Collins CT, Cyna AM, Crowther CA. Complementary and alternative therapies for pain management in labour (Cochrane Review, 2006) Acupuntura e hipnose podem ser benéficos no manejo da dor do trabalho de parto Poucas das terapias alternativas foram avaliadas com estudos adequados e em um número suficiente de mulheres Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Assistência ao Parto Baseada em Evidências ACUPUNTURA Uso de analgesia farmacológica 30% menor Smith CA, et al. Cochrane, 2006 Assistência ao Parto Baseada em Evidências HIPNOSE Uso de peridural 70% menor Smith CA, et al. Cochrane, 2006 Acupuntura Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Acupressão Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOSAcupuntura ou acupressão Smith CA, Collins CT, Crowther CA, Levett KM. Acupuncture or acupressure for pain management in labour. Cochrane Review, 2011. 13 ECR = 1396 mulheres Menor dor: -1,00 (-1,33 – -0,67) Maior satisfação com o alívio da dor: RR=2,38 (1,78 – 3,19) ↓ uso de analgesia: RR= 0,72 (0,58 – 3,19) ↓ parto instrumental: RR = 0,67 (0,46 – 0,98) Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Assistência ao Parto Baseada em Evidências 7 ECR: 1213 mulheres Resultados promissores, porém ECR pequenos Massagem Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Massagem Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS Massagem Smith CA, Levett KM, Collins CT, Jones L. Massage, reflexology and other manual methods for pain management in labour. Cochrane Review, 2012. 6 ECR (só massagem) (5 ECR com dados) = 326 mulheres Menor dor durante o TP: massagem vs. cuidados usuais (-DM = 0,82; -1,17 – -0,47) e massagem vs. música (RR=0,40; IC 95%=0,18 – 0,89) Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS Massagem Smith CA, Levett KM, Collins CT, Jones L. Massage, reflexology and other manual methods for pain management in labour. Cochrane Review, 2012. Redução da ansiedade durante o TP (DM=-16,27; -27,03 – -5,51) Massagem pode ter um papel para reduzir a dor e melhorar a experiência emocional da mulher durante o TP. Novas pesquisas são necessárias Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS Relaxamento Smith CA, Levett KT, Collins CT, Crowther CA. Relaxation techniques for pain management in labour. Cochrane Review, 2011. 11 ECR = 1374 mulheres Relaxamento a dor durante a fase latent e tardia do TP satisfação com o alívio da dor risco de parto instrumental Yoga dor e duração do TP e satisfação com o TP Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS Aromaterapia Smith CA, Collins CT, Crowther CA. Relaxation techniques for pain management in labour. Cochrane Review, 2011. 2 ECR = 235 mulheres Não houve diferença na intensidade da dor, parto instrumental, cesárea e outros desfechos perinatais Mais pesquisas são necessárias Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS Biofeedback Loayz IMB, Solà I, Prat CJ. Biofeedback for pain management during labour. Cochrane Review, 2011. 4 ECR = 186 mulheres (alto risco de bias) Não houve diferença na intensidade da dor, parto instrumental, uso de ocitocina, analgesia, cesárea e outros desfechos perinatais Mais pesquisas são necessárias Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A TENS Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR TENS Dowswell T, Bedwell C, Lavender T, Neilson JP. Transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) for pain relief in labour. Cochrane Review, 2011. 19 ECR = 1671 mulheres Não houve diferença significativa na intensidade da dor ↓risco de dor grave (TENS nos pontos de acupuntura): RR= 0,41 (0,32 – 0,55) A maioria das mulheres referiu que usaria o TENS novamente Evidências limitadas Mulheres deveriam ter a chance de usar o TENS Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A TENS Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Cluett E R, Burns EE. Immersion in water in pregnancy, labour and birth (Cochrane Review, 2011) 12 ECR = 3243 mulheres Imersão em água durante o primeiro estágio do parto reduz efetivamente a dor e a necessidade de analgesia ↓duração do 1o. estágio do parto (média de -32,4 minutos) Não há diferença em relação a cesariana, parto instrumental, uso de ocitocina, infecção materna, trauma perineal e resultados neonatais Aumento da satisfação com a experiência do nascimento Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Assistência ao Parto Baseada em Evidências IMERSÃO EM ÁGUA DURANTE O TP Cluet ER, et al. Cochrane, 2011 Uso de analgesia 10% menor Assistência ao Parto Baseada em Evidências IMERSÃO EM ÁGUA DURANTE O TP Cluet ER, et al. Cochrane, 2011 Redução da duração do 1º. estãgio do parto Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências APOIO (APOIO CONTÍNUO INTRAPARTO) MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR DOULAS APOIO (APOIO CONTÍNUO INTRAPARTO) Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR DOULAS Assistência ao Parto Baseada em Evidências APOIO (APOIO CONTÍNUO INTRAPARTO) MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR DOULAS MÉTODOS FARMACOLÓGICOS Anim-Somuah M, Smyth R, Howell C. Epidural versus non- epidural or no analgesia in labour (Cochrane Review, 2011) 38 ECR: 9658 mulheres (somente 5 ECR sem opioides) Heterogeneidade importante de vários desfechos Analgesia peridural foi efetiva em aliviar a dor do parto ↓ risco de acidose neonatal e uso de naloxone ↑ risco de bloqueio motor (31x) Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A MÉTODOS FARMACOLÓGICOS Anim-Somuah M, Smyth R, Howell C. Epidural versus non- epidural or no analgesia in labour (Cochrane Review, 2011) ↑ necessidade de ocitocina, ↑ febre materna, ↑ hipotensão materna, ↑ retenção urinária, ↑duração do 2o. estágio do TP (14min) ↑ cesariana por sofrimento fetal (RR=1,43; 1,03 – 1,97) ↑ parto instrumental (RR=1,42; 1,28-1,57) Sem diferença em relação a cesárea, escores de Apgar e satisfação materna Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Simmons SW, Cyna AM, Dennis AT, Hughes D. Combined spinal-epidural versus epidural analgesia in labour (Cochrane Review, 2012) 27 ECR = 3274 mulheres: analgesia combinada x peridural Início de ação mais rápido Menos retenção urinária, menor necessidade de dose de resgate, mais prurido, menor risco de parto instrumental Não houve diferença: mobilidade materna, uso de ocitocina, cesárea, cefaleia, escores de Apgar e pH arterial CSE vs. peridural baixa dose: início de ação mais rápido e mais prurido; satisfação materna semelhante Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Simmons SW, Cyna AM, Dennis AT, Hughes D. Combined spinal-epidural versus epidural analgesia in labour (Cochrane Review, 2012) Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em EvidênciasAssistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Klomp T, van Poppel M, Jones L, Lazer J, Di Nisio M, Lagro- Janssen ALM. Inhaled analgesia for pain management in Labour (Cochrane Review, 2012) 26 ECR = 2959 mulheres: óxido nitroso vs. placebo ou não tratamento; derivados do flurano vs. óxido nitroso. Óxido nitroso oferece alívio da dor comparado com placebo ou não tratamento, porém resulta em maior frequência de náuseas, vômitos, tonturas e sonolência. Ausência de dados sobre satisfação materna, desfechos perinatais, amamentação e sensação de controle. Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Klomp T, van Poppel M, Jones L, Lazer J, Di Nisio M, Lagro- Janssen ALM. Inhaled analgesia for pain management in Labour (Cochrane Review, 2012) Derivados do flurano se associam com melhor analgesia durante o primeiro estágio e com melhor alívio da dor em relação ao óxido nitroso. Óxido nitroso associa-se com maior frequência de náuseas e derivados do flurano com maior sonolência. Dados insuficientes para comparar satisfação materna e desfechos perinatais. Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Klomp T, van Poppel M, Jones L, Lazer J, Di Nisio M, Lagro- Janssen ALM. Inhaled analgesia for pain management in Labour (Cochrane Review, 2012) Todas as mulheres em TP devem ter a oportunidade de escolher algum método não invasivo de analgesia quando elas desejam recebê-la. Os métodos inalatórios são fáceis de administrar, podem ser rapidamente iniciados e são efetivos dentro de um minuto. As mulheres devem ser informadas sobre os seus efeitos e esses métodos devem estar disponíveis para aquelas que desejarem recebê-los durante o TP. Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR A Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR Assistência ao Parto Baseada em Evidências MÉTODOS DE ALÍVIO DA DOR OMS, 1996, 2003: devem ser privilegiados na assistência ao parto métodos não- farmacológicos e não-invasivos Ministério da Saúde – Brasil, 2000: rotinas da OMS Elaboração do plano de parto Discussão com a gestante MÉTODOS PARA ALÍVIO DA DOR Assistência ao Parto Baseada em Evidências B POSIÇÃO NO PARTO PUXOS ORIENTAÇÕES – COMANDOS EPISIOTOMIA PROTEÇÃO PERINEAL DURAÇÃO DO PERÍODO EXPULSIVO PRESSÃO FÚNDICA ASSISTÊNCIA NEONATAL ASSISTÊNCIA AO SEGUNDO ESTÁGIO DO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências POSIÇÃO HORIZONTAL (TALHA LITOTÔMICA) POSIÇÃO LATERAL (SIMS) PARTO VERTICAL Sentada Semi-sentada Cócoras Ajoelhada QUATRO APOIOS POSIÇÃO NO PARTO Assistência ao Parto Baseada em Evidências TALHA LITOTÔMICA (Laborie-Duncan) Assistência ao Parto Baseada em Evidências VANTAGENS DO PARTO VERTICAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Parto mais rápido (auxiliado pela gravidade); Melhor oxigenação fetal (não ocorre a compressão da veia cava)=> menor freqüência de FCF alterada Menor necessidade de episiotomia; Redução da dor no período expulsivo; A mulher se sente mais no controle da situação; O companheiro tem uma participação mais ativa ao prover o suporte da posição. Assistência ao Parto Baseada em Evidências PARTO VERTICAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Gupta JK, Hofmeyr GJ, Smyth R. Position in the second stage of labour for women without epidural anaesthesia (Cochrane Review, 2012) 22 ECR (heterogêneos): 7280 mulheres Benefícios das posições verticais/laterais Desvantagem da posição vertical: maior perda sanguínea **, sem necessidade de transfusão Mulheres devem ser encorajadas a parir na posição mais confortável A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências HUMANIZAR: tornar humano; tornar benévolo; civilizar. Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências PARTO VERTICAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Kemp E, Kingswood CJ, Kibuka M, Thornton JG Position in the second stage of labour for women with epidural anaesthesia (Cochrane Review, 2013) 5 ECR (heterogêneos): 879 mulheres Evidências insuficientes para fazer recomendações Mulheres com analgesia peridural devem ser encorajadas a parir na posição que preferirem ou acharem mais confortável Novos ECR necessários (um grande ECR em andamento) A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Karina, VBAC de Nilo = 4405g Puxos Involuntários Não prolongados Força – Força – Força Força comprida Trinque os dentes e faça força Força de cocô Seu bebê não pode ficar parado aí PUXOS E COMANDOS ESFORÇOS EXPULSIVOS MATERNOS PRECOCES X TARDIOS ORIENTADOS X NÃO ORIENTADOS MANOBRA DE VALSALVA X OUTRAS MANOBRAS Duração do período expulsivo Bem estar materno Desfechos perinatais Parto instrumental / Cesariana Desfechos perineais PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências REVISÕES SISTEMÁTICAS ROBERTS ET AL., 2004 (BJOG) MENEZ-ORIEUX ET AL., 2005 (J Gynecol Obstet Biol Reprod) BRANCATO ET AL., 2008 (J Obstet Gynecol Neonatal Nurs ) BOSOMWORTH & BETTANY-SALTIKOV (MIDIRS 2006) PRINS ET AL., 2011 (BJOG) TUULI ET AL., 2012 (Green Journal – Obstet Gynecol) LEMOS ET AL., 2011 (COCHRANE PROTOCOL) PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Roberts et al. Delayed versus early pushing in women with epidural analgesia: a systematic review and meta-analysis. BJOG 2004; 111: 1333 – 1340 9 ECR, 2953 mulheres: Duração do 2º período: 58 minutos a mais Parto Operatório:RR: 0,92 (0,84 – 1,02) Fórceps Médio: RR: 0,69 (0,55 – 0,87) Cesariana: RR: 0,77 (0,55 – 1,08) Apgar, laceração perineal, admissão UTI neonatal, satisfação materna: NS PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Roberts et al. Delayed versus early pushing in women with epidural analgesia: a systematic review and meta-analysis. BJOG 2004; 111: 1333 - 1340 A MENEZ-ORIEUX et al. Poussée retardée versus poussée immédiate lors de la seconde phase du travail chez les nullipares sous anesthésie péridurale: Une méta-analyse des essais randomisés. Journal de Gynecologie Obstetrique et Biologie de la Reproduction 2005; 34: 440-7. 8 ECR, 4732 mulheres Maior chance de parto espontâneo com puxos tardios: 1,1 (1,02 – 1,18) Maior duração do período expulsivo (a partir da dilatação completa), porém menor duração da fase ativa (p<0,01) Risco inalteradode lacerações perineais Desfechos perinatais não foram avaliados PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Assistência ao Parto Baseada em Evidências MENEZ-ORIEUX et al., 2005. Spontaneous delivery versus instrumental delivery or cesarean section in case of delayed pushing. A BRANCATO et al. A meta-analysis of passive descent versus immediate pushing in nulliparous women with epidural analgesia in the second stage of labor. J Obstet Gynecol Neonatal Nurs 2008;37:4-12. 7 ECR, 2827 mulheres Descida passiva: ↑ chance de parto vaginal espontâneo: RR = 1,08 (1,01 – 1,15) ↓ duração dos puxos: -0,19h (-0,27 – -0,12) ↓risco de parto instrumental: RR = 0,77 (0,77 – 0,85) Sem diferença na taxa de cesariana, episiotomia e lacerações PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Midwifery Digest, 2006; 16: 157-166. A PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Assistência ao Parto Baseada em Evidências A PRINS et al. Effect of spontaneous pushing versus Valsalva pushing in the second stage of labour on mother and fetus: a systematic review of randomised trials. BJOG 2011;118: 662-670 3 ECR (excluindo partos com peridural) Sem diferença no % de parto instrumental, reparo perineal, HPP Duração do período expulsivo menor com manobra de Valsalva (-18,59 minutos; IC 95%= -0,46 – -36,73 minutos) Fatores urodinâmicos negativamente afetados pela manobra de Valsalva Mulheres devem ser encorajadas a escolher o seu próprio método de fazer força; apoio aos esforços espontâneos PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A PUXOS Assistência ao Parto Baseada em Evidências A A Assistência ao Parto Baseada em Evidências A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA Assistência ao Parto Baseada em Evidências VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA Entre as frases mais ouvidas: “Não chora que, no ano que vem, você está aqui de novo” (15%); “Na hora de fazer não chorou nem chamou a mamãe, por que está fazendo [isso] agora?” (14%); “Se gritar, eu paro agora o que estou fazendo, não vou te atender” (6%); “Se gritar vai fazer mal para o seu neném, seu neném vai nascer surdo” (5%). Assistência ao Parto Baseada em Evidências PROCEDIMENTOS DE ROTINA E VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA Procedimentos frequentemente desnecessários ou prejudiciais: Impor repouso no leito Soro com ocitocina Toques repetidos Amniotomia de rotina Amarrar pernas e braços da parturiente EPISIOTOMIA Manobra de Kristeller Procedimentos desnecessários com os RN Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA: MÚSCULOS SECCIONADOS Transverso superficial do períneo Bulbocavernoso Feixes puborretais do músculo elevador do ânus Fibras do esfíncter estriado do ânus Transverso profundo do períneo PARTOS SEM EPISIOTOMIA Assistência ao Parto Baseada em Evidências PARTOS SEM EPISIOTOMIA Assistência ao Parto Baseada em Evidências Perda de sangue menor Menor quantidade de fios de sutura Episiotomia NÃO é mais fácil de reparar do que lacerações espontâneas Episiotomia JÁ é uma laceração de 2º. Grau Episiotomia NÃO previne distopias Episiotomia NÃO encurta o 2º. estágio do parto Episiotomia NÃO melhora os escores de Apgar Dor local, edema e dispareunia mais freqüentes EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências Carroli G, Mignini L. Episiotomy for vaginal birth (Cochrane Review, 2009) 8 ECR, 5541 mulheres: episiotomia de rotina vs. restritiva Taxa de episiotomia: 75,2% vs. 28,4% Menor risco de trauma posterior – Maior risco de trauma anterior Menor necessidade de sutura perineal Menor risco de infecção, dor perineal e complicações da sutura Menor risco de trauma perineal grave Sem diferença na incidência de IUE e dor tardia EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências A EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA SELETIVA vs. ROTINEIRA Assistência ao Parto Baseada em Evidências OMS indica taxas de no máximo 10% de episiotomias Marsden Wagner, 1999: MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA Não há evidências clínicas corroborando qualquer indicação de episiotomia: “ameaça de ruptura perineal grave”, distocia de ombros, sofrimento fetal, parto prematuro, parto pélvico QUANDO A EPISIOTOMIA É NECESSÁRIA? Assistência ao Parto Baseada em Evidências A ACOG, 2006: os médicos devem ser encorajados a usar seu raciocínio clínico para decidir quando o procedimento é necessário SCOTT, 2005: “Não faça nada, sente-se!” Consentimento pós-informação QUANDO A EPISIOTOMIA É NECESSÁRIA? Assistência ao Parto Baseada em Evidências C Episiotomia na Obstetrícia Moderna Episiotomia na Obstetrícia Moderna Episiotomia na Obstetrícia Moderna Soroka University Medical Center, Israel: 168.077 partos EPISIOTOMIA E VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA E VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA “Olha o porque eu odeio a episio!! vc não terá isso em um parto sem episio!!!” EPISIOTOMIA E VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA Assistência ao Parto Baseada em Evidências EPISIOTOMIA: ASPECTOS ÉTICOS CAUSANDO DANO – AUTONOMIA Quando não há evidência de benefícios E há evidência de prejuízo, se continuamos realizando o procedimento, estamos causando DANO. Primum non nocere!!! (não maleficência) RESPEITO À AUTONOMIA PROFISSIONAIS QUE NÃO ACREDITAM EM EPISIOTOMIA 0% de episiotomia em mais de 12 anos Nunca fiz! Melania Amorim, GO Maíra LIbertad, EO RESULTADOS DE UM PROTOCOLO DE NÃO- REALIZAÇÃO DE EPISIOTOMIA Assistência ao Parto Baseada em Evidências B AMORIM et al., 2014. Análise de 450 partos sem episiotomia. Assistência ao Parto Baseada em Evidências B AMORIM et al., 2014. Análise de 450 partos sem episiotomia. Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Duas revisões sistemáticas da Biblioteca Cochrane Kettle C, Johanson RB. Absorbable synthetic versus catgut suture material for perineal repair (Cochrane Review, 2010). Kettle C, Johanson RB. Continuous versus interrupted sutures for perineal repair (Cochrane Review, 2012). Reparo contínuo preferível em TODOS os planos(associado a menor dor) RR= 0,65 (0,60 – 0,71) Uso de ácido poliglicóico e poliglactina de absorção rápida é preferível (menor dor em relação ao catgut) SUTURAS PARA EPISIOTOMIA OU LACERAÇÕES Assistência ao Parto Baseada em Evidências A BeckmannMM, Garrett AJ. Antenatal perineal massage for preventing perineal trauma (Cochrane Review, 2013) 4 ECR = 2.497 mulheres: massagem digital ↑34 semanas Redução de lacerações requerendo sutura (RR=0,91; IC 95%=0,86-0,96) NNT=15 Redução de episiotomia (RR=0,84; IC 95%=0,74-0,95) NNT=21 Redução de dor pós-parto (3m) em multíparas (RR=0,45; IC 95%=0,24-0,87) NNT=13 PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências ESTUDO PILOTO (2004): 48 primigestas ECR multicêntrico (2009): 276 primigestas em 4 centros Aumento da incidência de períneo íntegro (37,4% vs. 25,7%, p=0,05) Tendência a menor taxa de episiotomia (41,9% vs. 50,5%, p=0,11) PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Aasheim V, Nilsen ABV, Lukasse M, Reinar LM. Perineal techniques during the second stage of labour for reducing perineal trauma (Cochrane Review, 2011) ECR comparando estratégias de proteção perineal: Massagem perineal intraparto Técnica de flexão Manobra de Ritgen Gel obstétrico Compressas mornas “Hands on” ou “Hands-off” PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Aasheim V, Nilsen ABV, Lukasse M, Reinar LM. Perineal techniques during the second stage of labour for reducing perineal trauma (Cochrane Review, 2011) 8 ECR = 11.651 mulheres Compressas quentes reduziram o risco de lacerações perineais de 3o. e 4o. graus (RR=0,48; IC 95%=0,28 – 0,84) Massagem perineal reduziu o risco de lacerações perineais de 3o. e 4o. graus (RR=0,52; IC 95%=0,29 – 0,94) Hands-off vs. Hands-on: sem efeito no risco de lacerações, porém redução da taxa de episiotomia com “hands- off”(RR=0,69; IC 95%=0,50 – 0,96) PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Estratégias adotadas no Projeto de Humanização do Parto em Campina Grande Evitar parto em decúbito dorsal Evitar puxos dirigidos Evitar manobra de Valsalva Evitar manobra de Kristeller Evitar episiotomia Restrição do parto instrumental Proteção com compressas mornas Massagem perineal, se tolerada pela parturiente PRÁTICAS PARA REDUZIR O TRAUMA PERINEAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Assistência ao Parto Baseada em Evidências DEFINIÇÕES DO ACOG (2000) Mais de 3 horas em primípara com analgesia Mais de 2 horas em primípara sem analgesia Mais de 2 horas em multípara com analgesia Mais de 1 hora em multípara sem analgesia PROBLEMAS Pontos de corte não validados em estudos bem conduzidos Definição de período expulsivo: dilatação completa x puxos DURAÇÃO DO PERÍODO EXPULSIVO Assistência ao Parto Baseada em Evidências B Percentil 95 da duração cumulativa do TP da admissão ao parto vaginal em primíparas com início espontâneo do TP, parto vaginal e desfechos neonatais normais. Zhang J, Landy H, Ware Branch D, et al. Contemporary patterns of spontaneous labor with normal neonatal outcomes. Obstet Gynecol 2010; 116:1281 Verheijen E, Raven JH, Hofmeyer J. Fundal pressure during second stage of labour (Cochrane Review, 2009) 3 ECR analisados (um com cinto inflável) 2 ECR de pressão manual excluídos por razões metodológicas Não há evidências de boa qualidade sobre os efeitos da pressão fúndica manual Há vários relatos de caso de efeitos deletérios da manobra O cinto inflável não reduz a duração do período expulsivo Necessários ECR de boa qualidade MANOBRA DE KRISTELLER (PRESSÃO FÚNDICA) Assistência ao Parto Baseada em Evidências A PROCEDIMENTOS DE ROTINA E VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA Casos denunciados em Caicó (RN) Assistência ao Parto Baseada em Evidências PARTO INSTRUMENTAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Indicações persistem na Obstetrícia moderna 1 – 20% dos partos em países desenvolvidos Parte das estratégias para redução das taxas de cesariana Instrumentos (fórceps) – originalmente concebidos para assistência a partos obstruídos com elevado risco de complicações e morte materna, com o objetivo de salvar as parturientes. Hoje estão disponíveis outras alternativas PARTO INSTRUMENTAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Alternativas para o parto operatório: conduta expectante (período expulsivo prolongado), uso de ocitocina, cesariana Alta taxa de sucesso na atualidade: 99% (seleção adequada de parturientes para seu uso) Indicação adequada e técnica correta=> BONS RESULTADOS MATERNOS E PERINATAIS Não realização se indicações presentes => PIORA DO PROGNÓSTICO PERINATAL PARTO INSTRUMENTAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Declínio nos EUA (3,5%) – aumento de vácuo A seleção de um ou outro procedimento (vácuo ou fórceps) varia de acordo com os serviços e os países (EUA=> FÓRCEPS 1% - VÁCUO 4%) Necessidade de treinamento e habilidade dos obstetras – simulação necessária! Programas de Residência Médica Cursos de ALSO e similares PARTO INSTRUMENTAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Indicações atuais de parto operatório Abreviação do período expulsivo (independente de sua duração) Exaustão materna Emergências: prolapso de cordão, DPPNI, outras Padrões de FCF não tranquilizadora Condições médicas: eclâmpsia, cardiopatias, condições neurológicas Assistência ao Parto Baseada em Evidências Estratégias que reduzem Parto Operatório Parto fora do centro cirúrgico/hospital Parto assistido por EO/obstetrizes Posição materna durante o parto Suporte contínuo intraparto Uso judicioso do partograma (ZHANG) e definição correta de p.expulsivo prolongado Assistência ao Parto Baseada em Evidências Tipos de fórceps Fórceps Fórceps Fórceps Vácuo-Extração Sistema MITYVAC Kiwi Omnicup (Vacca, 2001) Sistema MITY-ONE Vácuo-Extração Vácuo-Extração Vácuo-Extração Vácuo-Extração Vácuo-Extração Vácuo-Extração Vácuo x Fórceps 32 ECR = 6597 mulheres Vácuo x Fórceps Vácuo x Fórceps Vácuo x Fórceps Vácuo x Fórceps Conclusões Fórceps tem menor chance de falha (RR=0,65; IC 95%=0,45 – 0,95) Fórceps aumenta o risco de laceração perineal grave, trauma vaginal, uso de anestesia e incontinência de flatos Vácuo-Extraçãoreduz o trauma materno e a necessidade de analgesia Vácuo x Fórceps Conclusões Lesão da face fetal mais frequente com fórceps, cefalematoma maior com vácuo. Vácuo de metal mais efetivo, porém acarreta maior risco de escoriação do couro cabeludo e cefalematoma. Há um reconhecido papel para fórceps e todos os tipos de ventosa na prática clínica. Vácuo x Fórceps Conclusões Falha menor: FÓRCEPS – VENTOSA METÁLICA – VENTOSA FLEXÍVEL – KIWI A seleção do instrumento deve considerar o percentual de falha, o balanço entre riscos e benefícios maternos e neonatais e a experiência do operador TREINAMENTO = FUNDAMENTAL Dr. Vacca e dois nascidos de vácuo-extração: eu e Elias Melo! Parto Vaginal Operatório Dispositivo de Odón: futuro? Parto Vaginal Operatório Dispositivo de Odón: futuro? CUIDADOS IMEDIATOS COM O RECÉM-NASCIDO CONTATO PELE A PELE AMAMENTAÇÃO NA PRIMEIRA MEIA HORA DE VIDA CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO ASSISTÊNCIA NEONATAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências ASSISTÊNCIA NEONATAL PORTARIA MS N° 1.067, 4 DE JULHO DE 2005 “ Todo recém-nascido tem direito à assistência neonatal de forma humanizada e segura” Assistência ao Parto Baseada em Evidências Em mais de 90% dos nascimentos a adaptação do RN do ambiente intra para o extra-uterino ocorre em um período rápido, de maneira fisiológica, atingindo a estabilização Em torno de 10% podem necessitar de cuidados especiais Esse percentual é bem menor em RN a termo de parturientes de baixo risco A necessidade de manobras de reanimação em partos de baixo risco fica em torno de 1-3% (HERMANSEN & HERMANSEN, 2005) ASSISTÊNCIA NEONATAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências “ Com os RN normais, nada mais deve ser realizado além de enxugá-los, aquecê-los, avaliar as suas condições e entregá- los às suas mães para estabelecer um contato precoce e íntimo. As manobras de reanimação devem ser realizadas apenas em situações necessárias, sendo desaconselhável empregar estes procedimentos de forma rotineira. ” Ministério da Saúde, 2005 ASSISTÊNCIA NEONATAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências American Family Physician, 2001 Passos para o atendimento ao bebê saudável ENTREGAR O BEBÊ À MÃE!!! Colocar imediatamente após o nascimento sobre o peito ou o abdome materno Enxugar e cobrir o bebê Permitir que o bebê busque o seio e mame RECEPÇÃO DO RECÉM-NASCIDO NORMAL A Assistência ao Parto Baseada em Evidências RECEPÇÃO DO RECÉM-NASCIDO NORMAL Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências 1.Gestação a termo 2.Sem mecônio 3.Respirando ou chorando 4.Tônus bom CUIDADOS Recepcionar em campo aquecido Posicionar RN no tórax ou no abdome materno e cobrir com um segundo campo aquecido Desprezar o primeiro campo Clampeamento tardio do cordão Assistência ao Parto Baseada em Evidências Moore ER, Anderson GC, Bergman N. Early skin-to-skin contact for mothers and their healthy newborn infants. (Cochrane Review, 2012) 24 ECR, 2177 participantes Melhores resultados neonatais: menor choro, maior estabilidade cardiorrespiratória Glicemia mais elevada: 10,56ml (8,42 – 12,72) Aumento da amamentação (1-4 meses): 1,27 (1,06 – 1,53) Maior duração da amamentação: 42,55 dias (1,69 – 86,79) Sem efeitos negativos em curto ou longo prazo CONTATO PELE A PELE Assistência ao Parto Baseada em Evidências A CONTATO PELE A PELE Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Hutton e Hassan. Late vs early clamping of the umbilical cord in full-term neonates: systematic review and metanalysis of controlled trials. JAMA, 2007 Retardar o corte do cordão umbilical está associado com benefícios para o RN que se estendem durante a infância: Melhora do hematócrito Melhora da concentração de ferritina Redução do risco de anemia CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Adiar o clampeamento do cordão 30 a 120 segundos após o nascimento, promove uma transferencia adicional de 30-150 mL de sangue da placenta para o RN, que ocorre principalmente durante o primeiro minuto de vida. Clampeamento imediato do cordão pode privar o RN de até 25% do volume de sangue circulante, ESPECIALMENTE se respiração espontânea não tiver iniciado CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências CLAMPEAMENTO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências CLAMPEAMENTO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências CLAMPEAMENTO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências CLAMPEAMENTO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências A McDonald Susan J, Middleton Philippa. Effect of timing of umbilical cord clamping of term infants on maternal and neonatal outcomes (Cochrane Review, 2013) 15 ECR: 3911 mulheres e bebês, ligadura tardia x precoce Risco inalterado de hemorragia materna Discreto aumento do peso RN (ligadura tardia) 101g (45-157g) Aumento dos níveis de hemoglobina (1,5g: 1,8-1,2) e de ferritina do RN Aumento da ferritina persistiu por seis meses EFEITOS DO TEMPO DE CLAMPEAMENTO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A McDonald Susan J, Middleton Philippa. Effect of timing of umbilical cord clamping of term infants on maternal and neonatal outcomes (Cochrane Review, 2013) Aumento de fototerapia ligadura tardia (risco 38% menor ligadura precoce) Sem aumento do risco de admissão em UTI neonatal ou unidade de cuidados especiais Aumento do risco de anemia com 6 meses: 2,65 (1,04 – 6,73) Desejável política mais liberal de ligadura tardia do cordão EFEITOS DO TEMPO DE CLAMPEAMENTO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Rabe H, Diaz-Rossello JL, Duley L, Dowswell T. Effect of timing of umbilical cord clamping and other strategies to influence placental transfusion at preterm birth on maternal and infant outcomes (Cochrane Review, 2012) 15 ECR = 738 bebês EFEITOS BENÉFICOS ADICIONAIS NO PREMATURO: Melhor estabilidade cardiorrespiratória Menor risco de transfusão por anemia Menor risco de HPIV Menor risco de ECN EFEITOS DO TEMPO DE CLAMPEAMENTO DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A ERGOTAMÍNICOS OCITOCINA PROSTAGLANDINAS MASSAGEM UTERINA TRAÇÃO CONTROLADA DO CORDÃO LIGADURA IMEDIATA DO CORDÃO MANEJO ATIVO DO TERCEIRO ESTÁGIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências REVISÕES SISTEMÁTICAS DA BIBLIOTECA COCHRANE Prendiville WJ, Elbourne D, McDonald S. Active versus expectant management in the third stage of labour (2000). RETIRADA McDonald S, Abbott JM, Higgins SP. Prophylactic ergometrine-oxytocin versus oxytocin for the third stage of labour (2009) Cotter A, Ness A, Tolosa J. Prophylactic oxytocin for the third stage of labour (2010) LiabsuetrakulT, Choobun T, Peeyananjarassri K, Islam QM. Prophylactic use of ergot alkaloids in the third stage of labour (2011) Begley CM, Gyte GML, Devane D, McGuire W, Weeks A. Active versus expectant management for women in the third stage of labour (2011) Su LL, Chong YS, Samuel M. Carbetocin for preventing postpartum haemorrhage (2012) MANEJO ATIVO DO TERCEIRO ESTÁGIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A REVISÕES SISTEMÁTICAS DA BIBLIOTECA COCHRANE Soltani Hora, Hutchon David R, Poulose Thomas A. Timing of prophylactic uterotonics for the third stage of labour after vaginal birth (2010) Novikova Natalia, Hofmeyr G Justus. Tranexamic acid for preventing postpartum haemorrhage (2011) Oladapo Olufemi T, Okusanya Babasola O, Abalos Edgardo. Intramuscular versus intravenous prophylactic oxytocin for the third stage of labour (2012) Oladapo Olufemi T, Fawole Bukola, Blum Jennifer, Abalos Edgardo. Advance misoprostol distribution for preventing and treating postpartum haemorrhage (2012) Mori Rintaro, Nardin Juan Manuel, Yamamoto Naoko, Carroli Guillermo, Weeks Andrew. Umbilical vein injection for the routine management of third stage of labour (2012) MANEJO ATIVO DO TERCEIRO ESTÁGIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A REVISÕES SISTEMÁTICAS DA COCHRANE Redução da perda sanguínea no parto Redução de hemorragia pós-parto: 0.38 (0,32 – 0,46 Redução do terceiro estágio prolongado: -9,7 minutos (10.00 to -9.53) Aumento do risco de náuseas maternas: 1,83 (1.51 to 2.23), vômitos e elevação da PA (ergometrina) Manejo de rotina para o parto hospitalar MANEJO ATIVO DO TERCEIRO ESTÁGIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A REVISÕES SISTEMÁTICAS DA COCHRANE Ocitocina x nenhum uterotônico: redução da HPP > 500 ml (RR = 0,50; 043 – 0,59) e >1000ml (RR= 0.61; 0.44, 0.87) Ocitocina-ergometrina x ocitocina: redução de HPP > 500ml (RR = 0,82; 0,71 – 0,95), sem efeitos sobre perdas > 1000ml; maior incidência de náuseas, vômitos e elevação da PA Ergometrina isolada: redução de HPP> 500ml (RR = 0,49; 0,26 – 0,90), porém aumento de náuseas, vômitos (RR= 11.81; 1.78 – 78.28) , elevação da PA (2,6) e dor (2,53) MANEJO ATIVO DO TERCEIRO ESTÁGIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Gülmezoglu AM, Forna F, Villar J, Hofmeyr GJ. Prostaglandins for preventing postpartum haemorrhage (Cochrane Review, 2007) 37 ECR com misoprostol, 9 com prostaglandina IM (42.621 mulheres) Misoprostol oral ou sublingual x placebo: redução de HPP (RR=0,66; 0.45 to 0.98) e transfusão de sangue (RR=0,31; 0.10, 0.94) Misoprostol oral x Ocitocina: maior risco de HPP grave e uso de outros uterotônicos, porém menor risco de transfusão Ocitocina mais barata e mais efetiva PROSTAGLANDINAS PARA PREVENIR HPP Assistência ao Parto Baseada em Evidências A MANEJO ATIVO DO TERCEIRO ESTÁGIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências REVISÕES SISTEMÁTICAS DA BIBLIOTECA COCHRANE Begley CM, Gyte GML, Devane D, McGuire W, Weeks A(2011). 7 ECR: 8247 mulheres Manejo ativo reduz HPP > 500ml e > 1.000ml (RR=0,34; IC 95%=0,14 – 0,87), Hb< 9g/dL depois do parto (RR=0,50; IC 95%=0,30-0,83), anemia, hemotransfusão e uso de uterotônicos em mulheres com risco variável Efeitos adversos foram identificados: ↑ PA, vômitos, uso de analgésicos, dor pós-parto, retorno com sangramento ao hospital, redução do peso do RN MANEJO ATIVO DO TERCEIRO ESTÁGIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências REVISÕES SISTEMÁTICAS DA BIBLIOTECA COCHRANE Begley CM, Gyte GML, Devane D, McGuire W, Weeks A(2011). Em mulheres de baixo risco, não houve diferença no risco de HPP > 1.000ml e Hb<9g/dL Necessidade de se investigar cada componente do manejo ativo em separado e em diferentes momentos Avaliar se mulheres de baixo risco realmente precisam de profilaxia MANEJO ATIVO DO TERCEIRO ESTÁGIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências REVISÕES SISTEMÁTICAS DA BIBLIOTECA COCHRANE Begley CM, Gyte GML, Devane D, McGuire W, Weeks A(2011). Momento ótimo de administrar ocitocina quando se faz ligadura tardia do cordão Avaliação de efetividade e segurança em outros lugares e regiões (por exemplo, parto domiciliar em países desenvolvidos e partos em países de baixa renda) Mulheres devem ser informadas sobre riscos e benefícios da intervenção para poderem fazer escolhas informadas MANEJO ATIVO DO TERCEIRO ESTÁGIO Assistência ao Parto Baseada em Evidências PROFILAXIA DE HPP Assistência ao Parto Baseada em Evidências http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK131942/ RECOMENDAÇÕES DA OMS (2006, 2012) Manejo ativo reduz HPP de 13% para 5% Reduz HPP grave de 3% para 1% Ocitocina é a droga de escolha Aplicar imediatamente após a saída do ombro posterior (embora o tempo ideal ainda permaneça por ser determinado) Misoprostol pode ser alternativa em locais ermos PROFILAXIA DE HPP Assistência ao Parto Baseada em Evidências RECOMENDAÇÕES DA OMS (2006, 2012) Ocitocina 10 UI (2 ampolas) IM após desprendimento do ombro posterior pós-parto normal Ocitocina 20 UI (4 ampolas) IV após desprendimento do concepto na cesárea Massagem uterina Tração controlada do cordão (precauções) RETIRADA Cuidados com a estocagem da ocitocina (termoestabilidade afetada em ambientes com temperatura elevada) PROFILAXIA DE HPP Assistência ao Parto Baseada em Evidências PROFILAXIA DE HPP Assistência ao Parto Baseada em Evidências PROFILAXIA DE HPP Findings Between June 1, 2009, and Oct 30, 2010, 12 227 women were randomly assigned to the simplified package group and 12 163 to the full package group. After exclusion of women who had emergency c-sections, 11 861 were in the simplified package group and 11 820 were in the full package group. The primary outcome of blood loss of 1000 mL or more had a risk ratio of 1·09 (95% CI 0·91—1·31). One case of uterine inversion occurred in the full package group. Other adverse events were haemorrhage-related. Interpretation Although the hypothesis of non-inferiority was not met, omission of controlled cord traction has very little effect on the risk of severe haemorrhage. Scaling up of haemorrhage prevention programmes for non-hospital settings can safely focus on use of oxytocin. Assistência ao Parto Baseada em Evidências PROFILAXIA DE HPP Assistência ao Parto Baseada em Evidências O manejo ativo do terceiro período, bem como o uso isolado de ocitocina, NÃO foi validado para partos de baixo risco / PD em modelo de atenção 1: 1. Ocitocina pode NÃO ser realizada em parturientes de baixo risco para HPP, vigiando-se a contração uterina (globo de segurança de Pinard) e o sangramento pós- parto. EXPLICAR RISCOS E BENEFÍCIOS. Administrar 2 ampolas (10UI) em situações de risco. Partos em modelos de atenção não 1: 1 já são situações de risco!!! PROFILAXIA DE HPP: REFLEXÕES C Assistência ao Parto Baseada em Evidências História prévia de HPP e extração placentária Multiparidade Sobredistensão uterina: gestação gemelar, polidrâmnio, macrossomia Óbito fetal Placenta prévia Pré-eclâmpsia Distúrbio hematológico preexistente SITUAÇÕES DE RISCO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Trabalho de parto prolongado Uso de ocitocina durante o trabalho de parto Parto instrumental Parto excessivamente rápido Corioamnionite Distocia de ombro Versão interna e grande extração Coagulopatia secundária (HELLP, CIVD) SITUAÇÕES DE RISCO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Soltani H, Dickinson F, Symonds I. Placental cord drainage after spontaneousvaginal delivery as part of the management of the third stage of labour (Cochrane Review, 2011) 3 ECR, 1257 mulheres Redução do terceiro estágio: -2,85 minutos (-4,04 a -1,66) Redução da perda sanguínea: -77ml (-113,73 a -40,27) Significado clínico sujeito a debate: mais estudos são necessários DRENAGEM ESPONTÂNEA DO CORDÃO Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Assistência ao Parto Baseada em Evidências A Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências Defesa de dissertação de mestrado Fernanda Barros – 12/08/2013 ASSISTÊNCIA AO TERCEIRO PERÍODO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Third Stage of Labor: Hands Off and Have Patience! Christy Fiscer N 100: 14 C MANEJO ALTERNATIVO DO TERCEIRO PERÍODO Assistência ao Parto Baseada em Evidências Monitorizar: Sinais vitais Amamentação Sinais de sangramento DRENAGEM PLACENTÁRIA OU LIGADURA DO CORDÃO SOMENTE DEPOIS DO DELIVRAMENTO Contração uterina (globo de segurança de Pinard) OCITOCINA PROFILÁTICA (indicações) PERÍODO DE GREENBERG OMS, 1996, 2003: Não há necessidade de revisão manual da cavidade uterina . Não há necessidade de revisão instrumental do trajeto. Realizar revisão de intróito vaginal e períneo. Para afastar restos placentários ou de membranas, realizar revisão DA PLACENTA. ASSISTÊNCIA AO QUARTO PERÍODO C Assistência ao Parto Baseada em Evidências REVISÃO DA PLACENTA E DAS MEMBRANAS Assistência ao Parto Baseada em Evidências PERÍODO DE GREENBERG OMS, 1996, 2003: Revisão manual da cavidade uterina e revisão instrumental do trajeto somente nos casos de HPP não atônica. Avaliar contração uterina (globo de segurança de Pinard). Monitorar sangramento. ASSISTÊNCIA AO QUARTO PERÍODO Assistência ao Parto Baseada em Evidências C ALÉM DAS EVIDÊNCIAS: “O parto é um evento que envolve múltiplas dimensões, biopsicossociais, culturais e espiritual, e negar à mulher o direito de escolha do local e do tipo de parto fere um dos princípios essenciais da Bioética: o respeito à autonomia. Escolher como e onde será o seu parto é um direito reprodutivo básico.” Melania Amorim, 2012 Assistência ao Parto Baseada em Evidências O PARTO como experiência espiritual e transformadora Assistência ao Parto Baseada em Evidências Elas pariram... Ela também pariu! LNS, 20 anos, Gesta II Para I, apendicectomia na 26a. semana de gravidez. Apendicite perfurada e coleção intracavitária. Choque séptico. SARA. Uso de múltiplos antibióticos. Intubação e VMA prolongada. Traqueostomizada. Broncopneumonia aspirativa. Evisceração. Colocação de tela abdominal. Parto vaginal com 30 semanas, peso RN = 870gramas. Pariu sem parede abdominal, dentro de uma UTI geral. "...E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica, vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida; mesmo quando é assim pequena a explosão, como a ocorrida; mesmo quando é uma explosão como a de há pouco, franzina; mesmo quando é a explosão de uma vida severina.“ João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina) Duas histórias de luta e superação!!! Assistência ao Parto Baseada em Evidências Assistência ao Parto Baseada em Evidências VALEU A PENA!!! “Sim, é preciso tão pouco! Nada de orçamentos caros, recursos eletrônicos, orgulhos de tecnologia, brinquedos de crianças crescidas, tão furiosamente na moda. Nada disso. Apenas paciência e modéstia. Silêncio. Uma atenção leve mas sem falhas. Um pouco de inteligência, de preocupação com o outro. Esquecimento de si mesmo. Ah! Já ia deixando passar... É preciso muito amor. Sem amor, vocês não passarão de bem intencionados...” Frederick Leboyer YES, WE CAN!!!! melania.amorim@gmail.com Homenagem ao meu Pai, Joaquim Amorim Neto, Decano da Faculdade de Medicina da UFCG Professor de inúmeras gerações Precursor da Humanização do parto em Campina Grande SAUDADE ETERNA * 30.03.1934 † 31.10.2007 “Não morre quem nos vivos vive”. (Waldemar Berardinelli)