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THIAGO PRATA- UFS- 2017.1 CAPÍTULO 19- REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE 1.0- INTRODUÇÃO • A hipersensibilidade é um conjunto de distúrbios que o sistema imune pode eliciar contra o corpo. Pode-se citar a lesão de tecidos próprios e destruição de microrganismo comensais. 2.0- CAUSAS DA HIPERSENSIBILIDADE • Uma das causas de hipersensibilidade é a autoimunidade, ou seja, a reação contra antígenos próprios. As doenças autoimunes são crônicas e debilitantes. • Reações contra microrganismos. A infecção de um microrganismo provocará dano, caso as reações sejam excessivas ou anormalmente persistentes. A resposta excessiva de células T pode provocar inflamação grave, podendo formar granulomas. Respostas com células B (produtoras de anticorpos) podem formar imunocomplexos que, ao se depositarem nos tecidos do hospedeiro, desencadeiam inflamação. Pode ocorrer também reação cruzada na resposta celular e humoral. • Reações contra antígenos ambientais. São antígenos comuns no meio ambiente, como o gluten. O paciente pode apresentar doença alérgica mediada por anticorpos IgE. Alguns pacientes também possuem sensibilidade de contato produzida por células T. OBS: Como a sistema imune tende a ter várias alças de feedback positivo, a reação de hipersensibilidade tende a ser crônica e progressiva. Isso se deve a presença quase que constante do antígeno e a resposta imune exagerada. 3.0- MECANISMOS E CLASSIFICAÇÃO DAS REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE • A classificação da hipersensibilidade leva em conta o tipo de resposta imune e o mecanismo efetor responsável pela lesão tecidual e celular. 1- Hipersensibilidade do tipo I (hipersensibilidade imediata). É causada por anticorpos IgE específico para antígeno AMBIENTAIS. Células Th2>>> IL-4, IL-5 e IL-13>>> troca por IgE na célula B e inflamação. Resulta em: ativação de mastócitos, eosinófilos e seus mediadores (aminas vasoativas, mediadores lipídicos e citocinas). 2- Hipersensibilidade do tipo II. É um grupo de doenças causadas por anticorpos IgM e IgG contra antígenos da superfície de células e da matriz extracelular. Estes ativarão o sistema complemento, causando inflamação e mudança de função celular. Resulta em: Opsonização e fagocitose, Recrutamento e ativação de leucócitos (neutrófilos e macrófagos) pelo receptor Fc e pelo complemento; anormalidades nas funções celulares. 3- Hipersensibilidade do tipo III. É um grupo de doenças causadas por imunocomplexos (feitos de IgG ou IgM. Há ativação de leucócitos pelo complemento ou mediado pelos receptores Fc. 4- Hipersensibilidade do tipo IV. Ela é feita por linfócitos T CD4+ (Th1 e Th17) principalmente. Eles induzirão a inflamação e a ativação de leucócitos, principalmente neutrófilos e macrófagos. Podem ainda induzir a produção de anticorpos que lesarão o tecido. A células T CD8+ também podem participar. • As doenças de hipersensibilidade podem ser agrupadas como “doenças inflamatórias imunomediadas”. 4.0- DOENÇAS CAUSADA POR ANTICORPOS • Tipos de doenças mediadas por anticorpos. A, Os anticorpos podem se ligar especificamente a antígenos teciduais e os leucócitos recrutados causam lesão tecidual. B, Complexos de antígenos e anticorpos podem se formar na circulação e se depositar nos vasos sanguíneos e em outros locais. Esses imunocomplexos induzem inflamação vascular e subsequente dano isquêmico aos tecidos. Os anticorpos contra proteínas celulares também podem provocar depleção de células e anormalidades funcionais (não mostrado). THIAGO PRATA- UFS- 2017.1 THIAGO PRATA- UFS- 2017.1 4.1- Doenças causadas por anticorpos contra células fixas e antígenos de tecido • Os anticorpos contra antígenos da membrana celular ou da matriz extracelular geralmente não fazem doença sistêmica, mas sim localizada nos órgãos em que os antígenos se encontram. • Mecanismos (ver imagem): o Opsonização e fagocitose: Pode ocorrer por opsonização e fagocitose direta ou com o auxílio do complemento (C3b). Ex.: anemia hemolítica autoimune e púrpura trombocitopênica autoimune. o Inflamação mediada pelo receptor do complemento e de Fc. Ex.: Glomerulonefrite. o Respostas fisiológicas anormais sem lesão celular/tecidual. Os anticorpos específicos para receptores de hormônios ou de neurotransmissores da superfície celular podem estimular a atividade desses receptores mesmo na ausência do hormônio, como se observa na doença de Graves (hipertireoidismo) ou podem inibir a ligação do neurotransmissor ao seu receptor, como ocorre na miastenia grave. o Os anticorpos que causam doenças específicas de células ou de tecido geralmente são autoanticorpos produzidos como parte de uma reação autoimune, mas, algumas vezes, esses anticorpos são específicos para microrganismos (reação cruzada com autoantígenos). Estes últimos podem ser observados na pós-infecção estreptocócica, produzindo febre reumática pela deposição de anticorpos no coração. 4.2- Doenças mediadas por imunocomplexos • Os imunocomplexos que causam doença podem ser compostos por anticorpos ligados a autoantígenos ou a antígenos estranhos. A caraterística patológica da doença dependerá do local de deposição do imunocomplexo não da fonte do antígeno. Por isso, as doenças tendem a ser sistêmicas. • A doença do soro é causada pela reação com proteínas séricas do soro dos animais originalmente expostos ao antígeno. Quando em contato com nosso sistema imune, essas proteínas podem formar imunocomplexos. 4.2-1. Patogenia das doenças mediadas por imunocomplexos • A quantidade de deposição e imunocomplexos nos tecidos é determinada pela natureza dos complexos e pelas características dos vasos sanguíneos. THIAGO PRATA- UFS- 2017.1 • Complexos pequenos (porque são pouco fagocitados), produzidos em grande quantidade e ineficientemente eliminados se depositam nos tecidos. • A grande preferência pela deposição dos imunocomplexos no rim e nas articulações sinoviais se deve a grande filtração que há nos capilares desses locais para formar urina e a sinóvia, respectivamente. • Imunocomplexos ativam leucócitos e mastócitos, que secretam mediadores inflamatórios e vasoativos. Esses mediadores aumento a permeabilidade vascular e a inflamação, promovento mais deposição de imunocomplexos. 5.0- DOENÇAS CAUSADAS POR LINFÓCITOS T • Os linfócitos T podem eliciar resposta através de: o Inflamação: células T CD4+, especialmente as com perfil Th1 e Th17, liberam citocinas e ativam leucócitos. o Morte de células: através de CTLs CD8+. • As células T que lesão os tecidos podem ser autorreativas ou específicas para antígenos microbianos. Os patógenos persistentes, especialmente aqueles intracelulares que se escondem do SFM e dos anticorpos, conseguem iniciar fortes respostas imunes protetoras. 5.1- Doenças causadas por inflamação mediada por citocinas • Na inflamação imunomediada, as células Th1 e Th17 secretam citocinas que recrutam e ativam leucócitos. o Célula Th17>>> IL-17>>> recrutamento de neutrófilos. o Células Th1>>>IFN-γ>>> ativação de macrófagos. o Linfócitos T e outras células>>> TNF e quimiocinas>>> recrutamento e ativação de leucócitos. o No início da inflamação cutânea crônica, as células T γδ>>> IL-17. • Os neutrófilos e macrófagos recrutados e ativados destroem os tecidos através de liberação de enzimas lisossomais, espécies reativasde oxigênio, NO e citocinas pró-inflamatórias. • • Células endoteliais produzem um número maior de proteínas de superfície, tais como MHC da classe II e moléculas de adesão. THIAGO PRATA- UFS- 2017.1 • Reação inflatória crônica corriqueiramente produz fibrose, como resultado da secreção de citocinas e fatores de crescimento de macrófagos e células T. • Muitas doenças autoimunes específicas de órgãos são causadas pela interação de células T autorreativas com autoantígenos, o que leva à liberação de citocinas e inflamação. É o mecanismo de base da artrite reumatoide, esclerose múltipla, diabetes melito tipo I, da psoríase e outras doenças autoimunes. • Reações de células T específicas para microrganismos e outros antígenos estranhos também podem levar a inflamação e lesão dos tecidos. Bactérias intracelulares, tais como Mycobacterium tuberculosis, induzem fortes respostas de células T e de macrófagos que resultam em inflamação granulomatosa e fibrose; a inflamação e a fibrose podem causar destruição extensa do tecido e incapacidade funcional, caracteristicamente nos pulmões. o Uma variedade de doenças cutâneas resulta na exposição tópicas a produtos químicos e antígenos ambientais, chamada de sensibilidade de contato. Ela resulta no desenvolvimento de neoantígenos (ligação de produtos químicos e proteínas próprias). As células T CD4+ e T CD8+ podem secretar citocinas nas reações de sensibilidade de contato. Quando essa reação de contato se tronam crônicas, são chamas clinicamente de eczema. 5.1-1. Hipersensibilidade do tipo tardio • A hipersensibilidade do tipo tardio (DTH) é uma reação inflamatória prejudicial mediada por citocinas resultantes da ativação de células T, particularmente das células T CD4+. • A infecção, imunização (vacinação) ou contato com antígenos ambientais sensibiliza um indivíduo, e o desafio subsequente com um antígeno do agente infeccioso elicita uma reação de DTH. A reação é manifestada pelo endurecimento com eritema e inchaço no local do desafio, com pico em aproximadamente 24/48 horas. (Imagem da página anterior) o Exemplo: a DTH é utilizada na clínica na PPD, com a reação de tuberculina com o objetivo de evidenciar infecção por M. tuberculosis prévia ou ativa. • Desenvolvimento de DTH: o Cerca de 4 horas: acúmulo de neutrófilos na região perivenuar das vênulas pós-capilares do local da injeção. o Cerca de 12 horas: o local da injeção é infiltrado por linfócitos e monócitos sanguíneos. Isso se deve à tumefação do endotélio vascular. Há também liberação de fibrinogênio que se torna fibrina no tecido (aspecto endurecido). O edema mostra o outro sinal clínico, o inchaço. o Cerca de 24-48h: o DTH é visível. • DTH com antígenos que são sempre encontrados no corpo (p.ex, antígenos de cândida), mas que não respondem indicam deficiência na função de células T, uma condição conhecida como anergia (uma perda da capacidade imune GERAL!!! Não a anergia de linfócitos T, um mecanismo de tolerância). • DTH se desenvolvem em infecções com microrganismos mediadas por células Th1 (a mais normal) e Th17. Em infecções com helmintos, há ativação de células Th2. • As reações crônicas de DTH podem se desenvolver se uma resposta Th1 a uma infecção ativar os macrófagos, mas não conseguir eliminar os microrganismos fagocitados. Se os microrganismos estiverem localizados em uma área pequena, a reação produzirá nódulos de tecido inflamatório chamados de granulomas. A inflamação é, posteriormente, substituída por tecido conjuntivo (fibrose). THIAGO PRATA- UFS- 2017.1 o Os macrófagos ativados podem ficar com o aspecto de células epiteliais e se fundir uns com os outros, formando células multinucleadas. o Os granulomas são tentativas do organismo de conter a infecção, mas acaba lesando o tecido e o prejudicando funcionalmente. Ex.: Em infecção pelo M. tubercolosis, o microrganismo pouco causa dano ao pulmão. O que o faz é a reação granulomatosa. 5.2- Doenças causadas por linfócitos T citotóxicos • As respostas de CTLs à infecção viral podem levar à lesão tecidual em decorrência da morte das células infectadas, mesmo se o vírus por si só não tiver efeitos citopáticos. o Alguns vírus lesionam diretamente as células infectadas e são referidos como sendo citopáticos, ao passo que outros não o são. • Os CTLs podem contribuir para a lesão de tecidos em doenças autoimunes. No diabetes melito tipo 1, onde as células β produtoras de insulina nas ilhotas pancreáticas são destruídas. 6.0- ABORDAGENS TARAPÊUTICAS PARA DOENÇAS IMUNOLÓGICAS • Os agentes anti-inflamatórios (principalmente corticosteroides) foram os mais usados durante muitos anos. Eles inibem a secreção de citocinas e de outros mediadores da inflamação. • A depleção de células B por anticorpos anti-CD20 também pode reduzir as respostas patológicas de células T. Ela se dá pela extrema importância das células B na manutenção de células B de memória. • Um grande número de citocinas e seus receptores envolvidos na inflamação têm sido alvos de antagonistas específicos para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas mediadas por célula T. • Agentes que inibem a interação célula-célula e a migração de leucócitos: agentes que bloqueiam B7 (CTLA4-Ig); anticorpos contra integrinas; anticorpos anti-CD40 (evitar ativação de células B). • IgG intravenosa pode ser utilizada. Os mecanismos de ação ainda não estão claros. • Recentemente, tem havido grande interesse em explorar nosso conhecimento das células T reguladoras (Tregs) para tratar doenças inflamatórias. Diversos ensaios clínicos estão em andamento para purificar Tregs de pacientes, expandi-las e ativá-las em cultura e, então, transferi-las de volta para os pacientes. Outra abordagem é tratar os pacientes com doses baixas de IL-2 na expectativa de ativar e manter as Tregs mais do que as células efetoras. 7.0- DOENÇAS IMUNOLÓGICAS SELECIONADAS: PATOGENIA E ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS. 7.1- Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES): o protótipo de doença mediada por imunocomplexo THIAGO PRATA- UFS- 2017.1 • O LES é uma doença crônica, recidivante e remitente, autoimune multissistêmica. • As principais manifestações clínicas incluem erupções cutâneas, artrite e glomerulonefrite, mas anemia hemolítica, trombocitopenia e envolvimento do SNC também são comuns. • São desenvolvidos anticorpos antinuclares, particularmente anti-DNA. Os imunocomplexos formados a partir de autoanticorpos e autoantígenos são responsáveis pela glomerulonefrite, artrite e vasculite. A anemia hemolítica e a trombocitopenia são causadas pelas anticorpos anti-antígenos de eritrócitos e plaquetas, respectivamente. • O teste diagnóstico mais confiável é o achado de autoanticorpos antinucleares. • Patogenia (imagem): o Gatilhos externos induzem a apoptose e liberam os antígenos necessários para a estimulação de APCs e células B. o O polimorfismo gênico das células B e T levam as células B e T a ter um mecanismo defeituoso na produção de autotolerância. o Ver o resto no esquema. • Novas terapias para o LES: há ensaios clínicos que testam a eficácia do anticorpo anti-IFN-α (um interferon do tipo I) e tentar inibir os sinais de TLR. Depleção de células B através de anticorpos anti-CD20 e do anticorpo anti fator de crescimento de célula B (BAFF). 7.2- Esclerose múltipla • A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune do SNC, na qual as células T CD4+ das subpopulações TH1 e TH17 reagem contra os antígenos próprios de mielina, resultando em inflamação no SNC com ativação de macrófagos ao redor dos nervos do cérebro e da medula espinhal, destruiçãoda mielina, anormalidades na condução nervosa e déficits neurológicos. No exame patológico, há inflamação na substância branca do SNC com desmielinização secundária. A EM é caracterizada clinicamente por fraqueza, paralisia e sintomas oculares com exacerbações e remissões; os exames de imagem do SNC sugerem que, em pacientes com doença ativa, não há formação frequente de nova lesão. • Patogenia: mais provavelmente uma infecção viral, possa ativar as células T reativas à mielina própria pelo fenômeno de mimetismo molecular. A autotolerância pode falhar por causa da herança de genes de suscetibilidade. Uma vez que as células específicas de mielina T são ativadas, elas migram para o SNC, onde encontram as proteínas da mielina e liberam citocinas, que recrutam e ativam macrófagos e mais células T, levando à destruição da mielina. Estudos de EAE sugerem que a doença é propagada por meio de um processo conhecido como espalhamento de epítopos. A ruptura do tecido resulta na liberação de novos antígenos proteicos e expressão de novos epítopos, previamente sequestrados, que ativam mais células T autorreativas. • Tratamento: anticorpo contra a integrina VLA-4, que bloqueia a migração de leucócitos para o SNC e se mostrou benéfíca em pacientes. Outro fármaco, chamada fingolimod (FTY720), bloqueia a via mediada pela esfingosina 1-fosfato da célula T egressa de tecidos linfoides. Em um grande subgrupo de pacientes, a depleção de células B com anticorpo anti-CD20 é benéfica. Como a proteína básica de mielina (MBP) é conhecida por ser um importante autoantígeno que é o alvo da resposta imune em EM, tem havido uma grande esperança de que a administração de peptídios de MBP poderá induzir tolerância antígeno-específica ou gerar células T reguladoras específicas para o antígeno relevante. THIAGO PRATA- UFS- 2017.1 7.3- Diabetes melito tipo I • O diabetes melito tipo 1, anteriormente chamado diabetes melito insulino-dependente, é uma doença metabólica multissistêmica resultante da produção prejudicada de insulina. A doença é caracterizada por hiperglicemia e cetoacidose. As complicações crônicas do diabetes tipo 1 incluem aterosclerose progressiva das artérias, o que pode levar à necrose isquêmica dos membros e órgãos internos, e obstrução microvascular causando danos na retina, nos glomérulos renais e nos nervos periféricos. É necessário proceder a uma terapia de reposição hormonal contínua. A doença é caracterizada pela destruição das células β pancreáticas. A evolução da doença é lenta porque é necessário destruir 90% das células β para a doença aparecer. • Patogenia: Vários mecanismos podem contribuir para destruição das células β, incluindo inflamação mediada por células TH1 CD4+ reativas com antígenos das ilhotas (incluindo insulina), lise de células das ilhotas mediada por CTL, produção local de citocinas (TNF e IL-1) que danificam células das ilhotas e autoanticorpos contra as células das ilhotas. Nos poucos casos em que as lesões pancreáticas foram examinadas nas fases ativas precoces da doença, as ilhotas exibem necrose celular e infiltração linfocitária consistindo em células T CD4+ e CD8+. Essa lesão é denominada insulite. • Terapia: As novas estratégias terapêuticas mais interessantes para diabetes tipo 1 concentram-se na indução de tolerância com peptídios diabetogênicos de antígenos das ilhotas (como a insulina) ou gerando ou administrando células T reguladoras para os pacientes. 7.4- Doença inflamatória intestinal • A doença intestinal inflamatória é constituída por dois distúrbios, a doença de Crohn e a colite ulcerosa, nas quais a inflamação mediada por células T provoca lesão intestinal. A doença de Crohn é caracterizada pela inflamação crônica e destruição da parede intestinal, com formação frequente de fístulas. Na colite ulcerosa, as lesões são essencialmente limitadas à mucosa e consistem em úlceras com focos subjacentes de inflamação. As novas terapias para essas doenças incluem anticorpos contra TNF e a cadeia p40 de IL-12 e IL-23. 7.5- Artrite reumatoide Terapia: A principal entre essas novas terapias são os antagonistas de TNF. O bloqueio de outras citocinas além do TNF vem mostrando-se eficaz, incluindo um anticorpo que bloqueia o receptor de IL-6, um antagonista de IL-1 e uma pequena molécula que inibe a sinalização de JAK (um importante mediador de sinalização intracelular de uma variedade de receptores de citocinas). A inibição da ativação de células T tem sido realizada por meio do bloqueio da coestimulação de B7:CD28 com CTLA-4-Ig. Também é utilizado o anticorpo anti-CD20>> Depleção de células B.