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1 
 
 
Departamento de Desenvolvimento Profissional 
 
 
 
 
CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA 
 
 
 
ProfªAdriana Valente 
 
 
e-mail: adrianatvalente@hotmail.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro, 1º semestre de 2017. 
13/03/2017 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2 
 
Rua 1º de Março, 33 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Cep: 20.010-000 
Telefone: (21) 2216-9544 e 2216-9545 cursos@crcrj.org.br – www.crc.org.br 
O presente material foi estruturado exclusivamente para aplicação da aula 
Contabilidade Tributária no Conselho Regional de Contabilidade (CRCRJ). 
 
A parte conceitual foi extraída, principalmente, da Constituição da 
República Federativa do Brasil, do Código Tributário Nacional, de Leis, 
Normas e de bibliografias consagradas sobre o Tema. 
 
A reprodução textual é apenas um resumo, cuja finalidade é auxiliar na 
fixação dos assuntos aqui abordados e na resolução dos exercícios 
propostos. 
 
Os exercícios foram extraídos de livros, periódicos e de bancas 
organizadoras de concurso público. 
 
Caso o aluno tenha interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre 
qualquer tema abordado neste material, recomenda-se a participação em 
cursos específicos oferecidos pelo CRC/RJ e/ou leitura complementar. 
 
Bom Estudo! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3 
 
 
1 ESTRUTURA DO CURSO 
 
1.1 Objetivos 
 
Transmitir aos participantes os conhecimentos básicos necessários para 
apuração dos seguintes impostos: Imposto de Renda Lucro Real, Lucro 
Presumido, Lucro Arbitrado, Retenção do Imposto de Renda na Fonte, 
ICMS, ISSQN, PIS e COFINS. 
 
1.2 Carga Horária 
 
12 Horas/aula. 
 
 
1.3 Metodologia 
 
Exposição teórica com aplicação de exercícios práticos. 
 
 
1.4 Programa 
 
1. Contabilidade Tributária 
2. Sistema Tributário Nacional 
3. Princípios Constitucionais Tributários 
4. Tributos, Impostos, Taxas e Contribuição de Melhoria 
5. Impostos de Competência dos Entes da Federação 
6. Apuração do Imposto de Renda pela Modalidade Lucro Real 
7. Apuração do Imposto de Renda pela Modalidade Lucro Presumido 
8. Apuração do Imposto de Renda pela Modalidade Lucro Arbitrado 
9. Apuração do Imposto de Renda Retido na Fonte 
10. Apuração do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias - ICMS 
11. Apuração do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – 
ISSQN 
12. PIS e COFINS 
 
 
 
 
 
 
 4 
 
1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA 
 
1.1 Introdução 
 
A Contabilidade Tributária possui como principais objetivos o estudo da 
teoria e aplicação prática dos princípios e normas da legislação tributária. 
 
É responsável pelo cumprimento das obrigações principais e acessórias 
determinadas pela legislação fiscal, buscando proteger, dessa forma, a 
empresa de sanções e penalidades determinadas pelo fisco. 
 
Algumas atribuições da Contabilidade Tributária: cálculo dos impostos, 
confecção da guia de recolhimento, escrituração dos livros fiscais, 
cumprimento das obrigações acessórias, dentre outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 5 
 
2. SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 
2.1 Introdução 
A Organização Política Administrativa da Republica Federativa do Brasil, 
conforme previsto no art. 18 da Constituição Federal do Brasil – CF/1988 
compreende: 
 a União; 
 os Estados; 
 o Distrito Federal; e 
 os Municípios. 
Os entes da federação são todos autônomos, nos termos da Constituição. 
No que concerne ao poder de tributar, o art. 145 da CF/88, dispõe que a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir 
os seguintes tributos: Impostos, Taxas e Contribuição de Melhoria. 
A Lei 5.172 de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional – CTN, 
dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de 
direito tributário aplicáveis à União, ao Distrito Federal, aos Estados e aos 
Municípios. 
Art. 6º do CTN - A atribuição constitucional de competência tributária 
compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações 
contidas na Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis 
Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto no 
CTN. 
Art. 2º - O Sistema Tributário Nacional é regido pelo disposto 
na Emenda Constitucional n. 18, de 1º de dezembro de 1965, em leis 
complementares, em resoluções do Senado Federal e, nos limites das 
 
 
 
 
 
 6 
 
respectivas competências, em leis federais, nas Constituições e em leis 
estaduais, e em leis municipais. 
Conforme Art. 96, do CTN - A expressão "legislação tributária" 
compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os 
decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em 
parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. 
Art. 7º do CTN - A competência tributária é indelegável, salvo 
atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar 
leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, 
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra. 
Conforme o art. 97, do CTN, somente a lei pode estabelecer: 
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; 
II - a majoração de tributos, ou sua redução. 
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal; 
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo; 
V - a cominação (fixação) de penalidades para as ações ou omissões 
contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; 
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos 
tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. 
Exclusão São causas ou fatos que inibem a ocorrência do crédito 
tributário, motivados por promulgação de lei que determina a sua não 
exigibilidade por parte do Estado (WIKIPÉDIA, 2009). Pode ocorrer antes 
ou após a ocorrência do crédito tributário ( TRETTIN, 2007). 
 
 
 
 
 
 
 7 
 
Modalidades previstas: isenção – art 176 CTN, é a dispensa do tributo; 
anistia- concedida por lei – exclui a infração; imunidade – proibição legal 
de tributar; remissão – exclui o tributo em caso de catastrofes. 
Suspensão É a ocorrência de normas tributária que paralisem 
temporariamente a exigibilidade da execução do crédito tributário, O 
crédito tributário continua a existir apenas sua cobrança não é realizado, 
este fato, não exime o contribuinte do seu dever e de suas obrigações 
(TRETTIN, 2007 p.63). 
 
Extinção É o ato ou fato jurídico que faça desaparecer a obrigação 
ou lançamento do crédito tributário, extingue a própria obrigação 
tributária. 
 
Imunidade e Isenção Tributária 
Imunidade é a vedação constitucional destinadas às entidades políticas 
que detêm a competência tributária, de tributar determinadas pessoas, 
seja pela natureza jurídica que possuem, pelo tipo de atividade que 
desempenham ou ainda ligadas a determinados fatos, bens ou situações. 
 Já a isenção, não é a vedação, mais sim a dispensa legal do pagamentodo tributo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 8 
 
3. PRINCIPIO CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS 
 
São exemplos de princípios constitucionais tributários, por Roberto 
Rodrigues de Morais: 
1) PRINCÍPIO DA LEGALIDADE, que veda expressamente à União 
Federal, aos Estados Membros – aqui inserido o Distrito Federal – e aos 
Municípios exigir ou aumentar tributos(e contribuições) sem lei que o 
estabeleça 
2) PRINCÍPIO DA ISONOMIA (ou igualdade), que proíbe tratamento 
desigual aos contribuintes que se encontram em situação equivalente, 
assim como qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou 
função por eles exercida, independente da denominação jurídica dos 
rendimentos, títulos ou direitos. Visa coibir discriminação entre os 
cidadãos, sendo sagrada a sua observação e cumprimento por todos os 
brasileiros. Inegociável na prática democrática (2). 
3) PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE – Por este princípio ficou 
vedado à cobrança de tributos em relação a fatos geradores ocorridos 
antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentados. 
4) PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – Tanto do exercício seguinte 
como da nonagesimalidade, garantia ofertada aos contribuintes o 
conhecimento das alterações tributárias ANTES de sua vigência. Veda a 
cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro (no caso brasileiro, 
mesmo ano) e antes de decorridos 90 (noventa) dias em que houver sido 
publicada a lei que instituiu ou aumento tributos e/ou contribuições. O 
exercício financeiro, no Brasil, corresponde ao ano civil, de 01 de janeiro a 
31 de dezembro. O principal objetivo deste princípio é não surpreender os 
contribuintes. 
 
 
 
 
 
 
 9 
 
5) PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA – Por este princípio 
os Impostos, sempre que possível, terão caráter pessoal e serão 
graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, sendo 
facultado à administração tributária, especialmente para conferir 
efetividade a esse princípio, identificar – respeitados os direitos individuais 
e nos estritos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades 
econômicas do contribuinte. Tem a finalidade de não tirar mais do que 
pouco possuir ou aufere rendimentos; Não usurpar o necessário à 
sobrevivência do cidadão. A progressividade de certos tributos é a forma 
de se cumprir este princípio. 
6) PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO CONFISCO – Este princípio 
constitucional prescreve que é vedado à utilização do tributo com efeito de 
confisco, ou seja, impedindo assim o Estado que, com o pretexto de 
cobrar tributo, se aposse indevidamente de bens (aqui leia-se também 
dinheiro) do contribuinte. Aqui se vale do princípio da razoabilidade (6). 
7) PRINCÍPIO DA LIBERADE DE TRÁFEGO – Pouco badalado e 
comentado, este princípio constitucional visa vedar ao Estado estabelecer 
limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos 
interestaduais ou intermunicipais, ressalvado a cobrança de pedágio pela 
utilização de vias conservadas pelo poder público. A norma tem como 
destinatário principal o legislador. É a liberdade de ir e vir em ação (7). 
8) PRINCÍPIO DA TRANSPARÊNCIA DOS IMPOSTOS – Essência da 
democracia, a transparência é dos impostos ficou assegurada por este 
princípio constitucional, que prevê que a lei determinará medidas para que 
os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam 
sobre mercadorias e serviços. No caso brasileiro nosso Congresso Nacional 
deixou os cidadãos órfãos da citada lei por 25 anos. 
9) PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA – Com o fito de 
promover a integralidade do território nacional, este princípio veda à 
União Federal instituir tributo que NÃO seja uniforme em todo o território 
 
 
 
 
 
 10 
 
nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao 
Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, admitida a 
concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do 
desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País. 
Iguala os estados, embora com diferentes dimensões econômicas ou 
territoriais, como SP = AP ou AM = SE (9). 
10) PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE – É o princípio de garante que a 
tributação deve ser maior ou menor dependendo da essencialidade do 
bem. Este princípio possui aplicação obrigatória quanto ao IPI e facultativa 
para o ICMS e o IPVA. Neste último o princípio é visível, a cada ano, 
quando da divulgação da tabela do IPVA vigente em cada exercício 
financeiro. 
11) PRINCÍPIO DA NÃO-DIFERENCIAÇÃO TRIBUTÁRIA – É o 
princípio que veda aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios 
estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer 
natureza, em razão de sua procedência ou destino. A guerra fiscal entre 
os Estados Membros da Federação fere, diretamente, este princípio. 
12) PRINCÍPIO DA NÃO-CUMULATIVIDADE – Um dos mais 
conhecidos princípios, quanto ao ICMS, ao IPI e aos Impostos Residuais 
da União Federal, deve-se compensar o que for devido em cada operação 
relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o 
montante cobrado nas operações anteriores pelo mesmo ou outro Estado 
Membro ou pelo Distrito Federal. É o mais popular dos princípios entre os 
gestores tributários. 
13) PRINCÍPIO DAS IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS – Este princípio 
veda à União Federal, aos Estados Membros, ao Distrito Federal e aos 
Municípios instituir impostos sobre: Patrimônio, renda ou serviços, uns dos 
outros, templos de qualquer culto, de partidos políticos, inclusive suas 
fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de 
 
 
 
 
 
 11 
 
educação e assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos 
da lei, livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. 
14) PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA – Segundo o ex-ministro do STF e 
Tributarista renomado Hugo de Brito Machado, a entidade tributária há de 
restringir sua atividade tributacional àquela matéria que lhe foi 
constitucionalmente destinada, ou seja, obediência irrestrita à 
Constituição Federal. 
OBS: Conforme a Emenda Constitucional nº 42/2003, o Imposto de 
Importação (II), Imposto de Exportação (IE) e Imposto sobre Operações 
Financeiras (IOF), não estão sujeitos ao princípio da anterioridade: 
 
Esses impostos, existentes em todos os países, têm a função de regular 
o comércio internacional, sempre sujeito às oscilações 
conjunturais. Por isso, acham-se livres do princípio da anterioridade 
tributária, a fim de propiciar ao governo da União flexibilidade no 
exercício do poder ordinatório, através desses impostos Nesse 
sentido, em sendo instituídos ou majorados ambos os impostos acima 
referidos, mesmo que através de Medida Provisória, sua eficácia será 
imediata desde sua edição, independentemente de ser convertida em lei, 
que de acordo com Eduardo Sabbag (2011, p. 122), “havendo uma 
medida provisória que altere, por exemplo, as alíquotas de um imposto de 
importação, a incidência da norma majoradora será de imediato, 
independentemente da conversão em lei” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 12 
 
4. TRIBUTOS 
Conforme art. 3º, do CTN, TRIBUTO é: toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela possa exprimir, que não 
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
 Prestação pecuniária compulsória: Decorre da lei. Trata-se de 
um dever de pagar o tributo, não depende da vontade. 
 
 Prestação que não constitua sanção de ato ilícito: o tributo é 
oriundode fatos lícitos. 
 
 Prestação instituída em lei: a obrigação existe apenas em virtude 
de lei. 
 
 Prestação cobrada mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada: independe da oportunidade e conveniência 
da administração pública. 
 
Os Tributos representam: os impostos, as taxas e as contribuições de 
melhorias. 
 
Imposto: É um tributo cuja exigência não tem qualquer vínculo com 
uma atividade específica do Estado. Esta é a característica que o 
diferencia dos demais tributos. Exemplos: ICMS, ISS. 
 
Taxa: Tem a característica de ser cobrada em razão do poder de polícia 
ou pela utilização, efetiva ou potencial de serviços públicos, prestados 
ao contribuinte ou postos à sua disposição. Exemplos: taxa de água, lixo, 
esgoto, etc. 
 
 
 
 
 
 
 13 
 
O poder de polícia limita ou disciplina atividade de interesse público, 
como os direitos individuais e coletivos, mercado, higiene, tranqüilidade 
pública. 
 
Contribuição de Melhoria: Será devida, no caso de valorização de 
imóveis de propriedade privada, em virtude de obras públicas que 
representa acréscimo do valor do imóvel localizado nas áreas 
beneficiadas direta ou indiretamente por essas obras. Exemplos: 
pavimentação, iluminação, construção e ampliação de parques, campos de 
desportos, pontes, túneis e viadutos, etc. 
 
Contribuições Especiais: Também chamadas de Contribuição 
Social ou Parafiscais, estão previstas nos artigos 149 e 149-A da 
Constituição Federal, sendo tributos cuja característica principal é a 
finalidade para a qual é destinada sua arrecadação. Podem ser: sociais, de 
intervenção no domínio econômico, de interesse de categorias econômicas 
ou profissionais e para custeio do serviço de iluminação pública (COSIP). 
As contribuições especiais possuem finalidade e destino certo, definidos na 
lei que institui cada contribuição. 
Elementos Fundamentais que representam a obrigação tributária é a lei, o 
objeto e o fato gerador. 
 
A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador 
da respectiva obrigação, sendo irrelevante para qualificá-la: 
 
I – a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II – a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
 
 
 
 
 
 
 14 
 
Sujeito Ativo (Art. 119. da Lei 5.172 de 25/10/1966): É a pessoa jurídica 
de direito público, titular da competência para exigir o seu 
cumprimento a União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 
Sujeito Passivo (Art. 121. da Lei 5.172 de 25/10/1966): É a pessoa 
obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária, 
podendo ser pessoa física e jurídica. 
 
Fato Gerador: É a concretização da hipótese de incidência tributária 
prevista em abstrato na lei, que gera (faz nascer) a obrigação tributária. 
Exemplos: 
Prestar serviços – ISS 
Fazer circular mercadorias – ICMS 
Receber renda – IR 
Propriedade de automóvel - IPVA 
 
O fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como 
necessária e suficiente à sua ocorrência. 
 
O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma 
da legislação aplicável, impõe à prática ou a abstenção de ato que não 
configure obrigação principal. 
Tributos Vinculados e não Vinculados 
 Vinculados: O tributo é pago vinculado a um serviço já prestado 
ou a prestar. Exemplos: taxas, contribuição de melhoria e 
contribuições sociais (INSS, PIS, COFINS e CSLL). 
. 
 Não vinculados: Os Impostos, pois independe de qualquer 
atividade estatal relacionada ao contribuinte. 
 
 
 
 
 
 15 
 
Os impostos são classificados em diretos e indiretos 
 
Diretos: São os impostos que os governos (federal, estadual e municipal) 
arrecadam sobre o patrimônio (bens) e renda (salários, aluguéis, 
rendimentos de aplicações financeiras) dos trabalhadores. São 
considerados impostos diretos, pois o governo arrecada diretamente dos 
cidadãos. 
Ex.: IR, IPTU, IPVA 
 
Indiretos: São os impostos que incidem sobre os produtos e serviços que 
as pessoas consomem. São cobrados de produtores e comerciantes, 
porém acabam atingindo indiretamente os consumidores, pois estes 
impostos são repassados para os preços destes produtos e serviços. 
EX.: ICMS, IPI, ISS. 
 
Impostos sobre a renda, patrimônio e consumo 
 
 Imposto sobre a renda: São os considerados sobre o produto do 
capital, do trabalho e da combinação de ambos. Exemplos: 
Contribuição social sobre o lucro, imposto de renda. 
 
 Imposto sobre o patrimônio: Cobrado sobre o Patrimônio das 
pessoas físicas e jurídicas. Exemplo: IPTU, IPVA, ITBI. 
 
 Imposto sobre o consumo: São considerados os que incidem sobre 
a cadeia produtiva. Exemplos: IPI, ICMS, ISS, PIS, COFINS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 16 
 
Elisão e Evasão Fiscal são duas formas de evitar o pagamento 
de tributos. 
A evasão fiscal é o uso de meios ilícitos para evitar o pagamento 
de taxas, impostos e outros tributos. Entre os métodos usados para evadir 
tributos estão a omissão de informações, as falsas declarações e a 
produção de documentos que contenham informações falsas ou 
distorcidas, como a contratação de notas fiscais, faturas, duplicatas etc. 
A elisão fiscal configura-se num planejamento que utiliza métodos legais 
para diminuir o peso da carga tributária num determinado orçamento. 
Respeitando o ordenamento jurídico, o administrador faz escolhas prévias 
(antes dos eventos que sofrerão agravo fiscal) que permitem minorar o 
impacto tributário nos gastos do ente administrado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 17 
 
5. IMPOSTOS DE COMPETÊNCIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO 
 
Compete à União instituir impostos sobre (Art. 153) 
I - importação de produtos estrangeiros; II 
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; 
IE 
III - renda e proventos de qualquer natureza; 
IV - produtos industrializados; IPI 
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou 
valores mobiliários; IOF 
VI - propriedade territorial rural; ITR 
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. IGF 
 
 
Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre 
(Art. 155) 
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; 
ITCMD 
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre 
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e 
de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no 
exterior; ICMS 
III - propriedade de veículos automotores. IPVA 
 
 
 
 
 
 18 
 
Compete aos Municípios instituir impostos sobre (Art. 156) 
I - propriedade predial e territorial urbana; IPTU 
II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens 
imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, 
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; ITBI 
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, da 
CRFB, definidos em lei complementar. ISSQN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 19 
 
Exercícios Sobre Competência para Instituir Impostos 
 
1. Considere os seguintes impostos: 
 
I - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI 
II - Imposto sobre importação de produtos estrangeiros - II 
III - Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana - IPTUIV - Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e 
sobre prestações de serviços de transporte interestadual, internacional e 
de comunicação - ICMS. 
V - Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguros, ou relativo a 
títulos ou valores mobiliários – IOF. 
 
Assinale, na tabela abaixo, a opção que apresenta corretamente a 
relação entre cada imposto e a esfera governamental responsável por sua 
cobrança: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL 
(A) I IV e V II e III 
(B) III I e II IV e V 
(C) I e V III e IV II 
(D) II e V I e III IV 
(E) I, II e V IV III 
 
 
 
 
 
 20 
 
A seguir são listadas as principais alterações na legislação tributária 
para 2017, que podem impactar no dia a dia da sua empresa: 
IPI: Nova TIPI 2017 – Decreto nº 8.950 de 29/12/2016. O Governo Federal 
aprovou a nova Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados 
(TIPI), com validade a partir de 2017. 
ECD: Novas regras para substituição do arquivo – Com a publicação 
da Instrução Normativa RFB nº 1679, de 27/12//2016, de acordo com as novas 
regras da , depois de autenticados somente poderão ser substituídos os livros 
que contenham erros que não possam ser corrigidos por meio de lançamentos 
extemporâneos, nos termos das Normas Brasileiras de Contabilidade. 
ISS: Alteração de regras e lista de serviços – Lei Complementar nº 157 de 
29/12/2016. Essa Lei Complementar estabeleceu alíquota mínima de 2% para o 
ISS, manteve cobrança do imposto para as operações de franquia e incluiu vários 
serviços na lista da Lei Complementar nº 116 de 31/07/2003. 
DIFAL: Emenda Constitucional nº 87, de 16/04/2015, altera o § 2º do Art. 
155 da Constituição Federal e inclui o Art. 99 no Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias – Alteração da partilha entre as unidades da 
Federação. 
Ganho de Capital: Alíquota será maior para empresas optantes pelo Simples 
Nacional, conforme regulamentado pela Lei nº 13.259 de 16/03/2016. 
ECD: Será exigida das empresas Optantes pelo Simples Nacional - Resolução 
CGSN nº 131 de 06/12/2016 - A pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional 
na condição de Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) que 
receber aporte de capital deverá manter Escrituração Contábil Digital (ECD). 
DIRF 2017: Prazo de entrega 15/02/2017 - Regulamentado pela Instrução 
Normativa RFB nº 1671 de 22/11/2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 21 
 
Inativas e Empresas do Simples Nacional devem apresentar a 
DCTF: Devido à publicação da Instrução Normativa RFB nº 1646, de 
30/05/2016, a partir do ano-calendário de 2017, todas as informações relativas 
à inatividade deverão ser informadas apenas na Declaração de Débitos e Créditos 
Tributários Federais (DCTF). 
Bloco K: Alterado o calendário de início da obrigatoriedade - Ajuste SINIEF 25, 
09/12/2016, que dispõe sobre a Escrituração Fiscal Digital (EFD). 
CEST: Obrigatório a partir de 1º de julho de 2017 - Regulamentado 
pelo Convênio ICMS 90 de 12/09/2016. 
Mostruário e treinamento: Operação ganhou CFOP específico - Ajuste SINIEF 
18, de 09/12/2016, estendeu a utilização de CFOPs, até então utilizados apenas 
nas operações de remessa e retorno de mercadorias ou bens em demonstração, 
para as operações de mostruário e treinamento. 
NF-e– CT-e: Emissor gratuito será fornecido pelo SEBRAE - A Secretaria da 
Fazenda do Estado de São Paulo firmou parceria com o Serviço Brasileiro de 
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) para atender uma parcela de 
contribuintes que ainda utiliza os emissores gratuitos de Nota Fiscal Eletrônica 
(NF-e) e do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e). 
A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP) transferirá 
ao SEBRAE a solução gratuita e, a partir de julho de 2017, a instituição passará a 
disponibilizar e atualizar as versões do aplicativo para as empresas. Até essa 
data a SEFAZ-SP manterá o aplicativo em funcionamento. 
Débitos Federais de pessoas físicas e jurídicas poderão ser liquidados 
por meio do PRT: Com a publicação da Medida Provisória nº 766, de 
04/01/2017, poderão ser quitados os débitos de natureza tributária ou não 
tributária vencidos até 30/11//2016, de pessoas físicas e jurídicas, inclusive 
objeto de parcelamentos anteriores rescindidos ou ativos, em discussão 
administrativa ou judicial, ou ainda provenientes de lançamento de ofício 
efetuados após a publicação da Medida Provisória, desde que o requerimento se 
dê no prazo estabelecido nesta norma. 
 
 
 
 
 
 
 22 
 
SEFAZ-SP 
ICMS: Governo do Estado de São Paulo regulamenta pacote de medidas de 
incentivo aos contribuintes -Decreto nº 62.312, Decreto nº 62.313, Decreto 
nº 62.314 e Decreto nº 62.315, esses de 16/12/2016. 
Os referidos decretos têm o objetivo de viabilizar e de facilitar a utilização de 
saldo credor do ICMS passível de apropriação nos termos do Artigo 71 do 
Regulamento do ICMS (RICMS/2000) e do Crédito Acumulado doICMS já 
apropriado nos termos da legislação de regência, quando destinados à realização 
de investimento para modernização, ampliação de planta industrial ou 
construção de novas fábricas, desenvolvimento de novos produtos ou ampliação 
dos negócios neste Estado. 
SEFAZ-SP: Alteradas as regras para redução da carga tributária de produtos 
listados no Artigo 34 do Anexo II do RICMS/2000. O governo do Estado, por 
meio do Decreto nº 62.386, de 27/12/2016 alterou as regras de redução da base 
de cálculo do ICMS nas saídas internas de perfumes, cosméticos e produtos de 
higiene pessoal realizadas por fabricante e atacadista. 
ICMS-ST: Procedimentos para ressarcimento a partir de 2017 em São Paulo - A 
partir de 2017 os contribuintes paulistas substituídos tributários devem solicitar 
ressarcimento de ICMS Substituição Tributária (ICMS-ST) mediante os 
procedimentos estabelecidos na Portaria CAT 158 de 28/12//2015. 
Fique atento às alterações de regras; alíquota do ICMS e Fundo de Erradicação e 
Combate à Pobreza junto aos estados. No que tange aos documentos eletrônicos 
(NF-e, NFC-e e CT-e) acompanhe as novas regras e versões de validação. 
Fonte: Siga o Fisco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 23 
 
6. IMPOSTO SOBRE A RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS - IRPJ 
 
Conforme a CFRB/88, o Imposto sobre a renda possui as seguintes 
características: 
Generalidade: Toda e qualquer forma de renda ou provento 
Universalidade: Todos que auferirem renda 
Progressividade: Cobra-se mais de quem tem mais e vice- versa 
 
A pessoa jurídica é tributada de acordo com as seguintes 
modalidades: 
 Lucro Real, Lucro Presumido, Lucro Arbitrado e Simples Nacional 
 
Período de apuração: 
 Lucro Real – Trimestral ou Mensal (Estimado) 
 Lucro Presumido - Trimestral 
 Lucro Arbitrado - Trimestral 
 Simples Nacional – Mensal 
 
O que é ECD? 
A Escrituração Contábil Digital (ECD) é parte integrante do projeto SPED e tem por 
objetivo a substituição da escrituração em papel pela escrituração transmitida via 
arquivo, ou seja, corresponde à obrigação de transmitir, em versão digital, os seguintes 
livros: 
I - Livro Diário e seus auxiliares, se houver; 
II - Livro Razão e seus auxiliares, se houver; 
III - Livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos 
assentamentos neles transcritos (Sped). 
 
“A exigência da ECD para a ME e EPP é mais um avanço na complexidade das 
obrigações acessórias, que promete contribuir para distanciar o Simples Nacional 
do seu propósito inicial”.24 
 
6.1 Lucro Real – Apuração Trimestral 
 
Conceito 
O Lucro Real é o resultado (Lucro ou Prejuízo) do período de apuração 
(antes de computar a provisão para o imposto de renda), ajustado pelas 
adições, exclusões e compensações prescritas ou autorizadas pela 
legislação do imposto sobre a renda. 
 
Verifica-se de imediato que, como ponto de partida para determinação 
do lucro real é o resultado líquido apurado na escrituração 
comercial. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real são 
obrigadas a mantê-la em boa ordem e guarda, com a estrita observância 
das leis comerciais e fiscais e dos princípios contábeis geralmente aceitos. 
 
Estão obrigadas à tributação com base no Lucro Real, as pessoas 
jurídicas: 
 
 Até 31/12/2013 – R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões). A 
partir de 01/01/2014 - Receita bruta igual ou superior a R$ 
78.000.000 (setenta e oito milhões), e proporcional de R$ 
6.500.000 (seis milhões e quinhentos mil reais); 
 Cujas atividades sejam bancos comerciais, bancos de investimentos, 
bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de 
créditos, financiamentos e investimentos, sociedades de crédito 
imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e 
câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de 
arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de 
seguros privados e de capitalização e entidades de previdência 
privada aberta; 
 
 
 
 
 
 25 
 
 Que tiverem lucros, rendimentos e ganhos de capital oriundos do 
exterior; 
 
Notas: 
Não confundir rendimentos ou ganhos de capital oriundos do 
exterior com receitas de exportação. As exportadoras podem optar 
pelo Lucro Presumido, desde que não estejam nas hipóteses de 
vedação. A restrição deste item alcança aquelas empresas que 
tenham lucros gerados no exterior (como empresas Offshore, filiais 
controladas e coligadas no exterior, etc.). 
 
A prestação direta de serviços no exterior (sem a utilização de filiais, 
sucursais, agências, representações, coligadas, controladas e outras 
unidades descentralizadas da pessoa jurídica que lhes sejam 
assemelhadas) não obriga á tributação do lucro real. 
 
 Que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de 
benefícios fiscais relativos à isenção ou redução de impostos; 
Nota: como exemplo de benefícios fiscais: o 
programa BEFIEX (isenção do lucro de exportação), redução do IR 
pelo Programa de Alimentação do Trabalhador, projetos incentivados 
pela SUDENE e SUDAM, etc. 
 
 Que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado 
pagamentos mensal por estimativa ou tenham reduzido ou 
suspendido o pagamento mensal por estimativa, mediante 
levantamento do balanço ou balancete específico para esse fim; 
 
Nota: o regime de estimativa é a opção de pagamento mensal, 
estimado, do Imposto de Renda, para fins de apuração do Lucro Real 
 
 
 
 
 
 26 
 
em Balanço Anual. 
 
 Que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de 
serviços de assessoria de crédito, seleção e riscos, 
administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos 
creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação 
de serviços (factoring). 
 
Notas: 
1ª As pessoas jurídicas que não se enquadrarem nas hipóteses acima 
poderão optar, por ocasião do pagamento do imposto correspondente 
ao 1º trimestre do ano-calendário em vigor, pela tributação com base 
no lucro presumido. 
2ª considera-se receita bruta total, para fins de determinação do limite 
referido, o somatório: 
a) receita bruta total; 
b) demais receitas e ganhos de capital; 
c) ganhos líquidos obtidos em operações realizadas nos mercados 
de renda variável; 
d) rendimentos nominais produzidos por aplicações financeiras de 
renda fixa; 
e) parcela das receitas auferidas nas exportações às pessoas 
vinculadas ou aos países com tributação favorecida que exceder 
ao valor já apropriado na escrituração da empresa, na forma da 
Instrução Normativa SRF nº 38, e 30/04/1997. 
 
 
 
 
 
 27 
 
3ª os agentes autônomos de seguros (corretores de seguros) não são 
considerados instituições financeiras e, portanto, não são obrigados à 
tributação com base no Lucro Real. 
 
4ª a pessoa jurídica que auferir receita de exportação de mercadorias 
e/ou prestação direta de serviços ao exterior não está enquadrada na 
hipótese já mencionada, ou seja, lucros, rendimentos e ganhos de capital 
oriundos do exterior. 
 
 
Lucro Contábil e Lucro Fiscal/Real 
Lucro Contábil – É o lucro líquido do exercício apurado de acordo com 
Práticas Contábeis Brasileiras. 
Lucro Fiscal/Real – É o lucro apurado após adições, exclusões e 
compensações permitidas pela legislação tributária. Constitui-se base de 
cálculo para o pagamento do imposto de renda com base no lucro real. 
Condições de Dedutibilidade dos Custos e Despesas 
Para que um custo ou uma despesa possa ser considerado dedutível, é 
necessário o atendimento das seguintes condições (art. 299 – RIR 99): 
*Ser necessário para a atividade da empresa e a manutenção da 
respectiva fonte produtora de receitas. 
 
 
 
 
 
 28 
 
* Ser normal e usual. 
* Estar documentado e devidamente contabilizado. 
* Não constituir inversão de capital. (aquisição de bens de capital - 
Ex. imobilizado) 
OBS.: A despesa é dedutível no regime de competência, ou seja, no 
momento em que é considerada incorrida – quando ocorre o fato gerador 
– independe de pagamento. 
 
Apuração do Lucro Fiscal/Real 
Exemplo: 
Lucro antes do Imposto de Renda (LAIR) 
(+) Adições ao Lucro Líquido 
(-) Exclusões ao Lucro Líquido 
(=) Lucro antes da Compensação do Prejuízo Fiscal 
(-) Compensação do Prejuízo Fiscal 
(=) Lucro Real ou Lucro Tributável 
Adições – são despesas realizadas (contabilizadas) pelas empresas, mas 
não consideradas como dedutíveis para apuração da base de cálculo 
para pagamento do Imposto de Renda. Exemplo: multa de trânsito. 
Exclusões – são as receitas auferidas (contabilizadas) pelas empresas, 
mas que não são tributadas pela legislação. Exemplo: dividendos 
recebidos pela participação societária em outras empresas avaliadas pelo 
Método do Custo. 
Compensações – A legislação admite que, prejuízos fiscais apurados 
anteriormente possam ser compensados com lucros futuros. Essa 
compensação está limitada a 30% (trinta) do lucro fiscal apurado no 
período base. 
 
 
 
 
 
 29 
 
Notas: 
I. O Prejuízo Fiscal não poderá ser compensado se, entre a data da 
apuração e da compensação do prejuízo fiscal, ocorrer, cumulativamente, 
modificação do controle societário e modificação do ramo de atividade. 
II. Não há prazo para prescrição do Prejuízo Fiscal. 
 
Parte B – controla as diferenças temporárias, ou seja, todos os 
lançamentos que podem afetar a base fiscal de períodos posteriores. 
Assim, todas as despesas que representem adições temporárias devem 
ser registradas na parte B, pois em algum período seguinte, esta 
despesa será dedutível para fins fiscais e, com o adequado controle na 
parte B , a exclusão pode ser feita sem nenhuma preocupação. 
 
Exemplos de resultados passivos de controle na parte B: Prejuízos a 
Compensar, Depreciação Acelerada Incentivada. 
Adições e Exclusões Temporárias – são consideradas, na pratica como 
despesas dedutíveis e receitas tributadas, mas apenas nos próximos 
períodos. 
 
Alguns exemplos de Adições definitivas e temporárias, para 
apuração do Lucro Real: 
 
Adições Definitivas - Uma despesa que não é aceitaagora, nem será 
num período futuro. Representam despesas não necessárias às 
operações, tais como: multas fiscais não compensatórias, multa de 
trânsito, despesas particulares de diretores, resultado de equivalência 
patrimonial (despesas), despesas com brindes. 
 
OBS.: As multas por infrações fiscais, como regra geral, não são 
dedutíveis como custo ou despesa operacional. Entretanto, poderão ser 
 
 
 
 
 
 30 
 
dedutíveis as multas de natureza compensatória e as impostas por 
infrações de que não resultem falta ou insuficiência de pagamento de 
tributo (RIR/1999, art. 344, §5 o ). 
A multa de natureza compensatória destina-se a compensar o sujeito 
ativo da obrigação tributária pelo prejuízo suportado em virtude do atraso 
no pagamento que lhe era devido. É penalidade de caráter civil, posto que 
comparável à indenização prevista no direito civil. Em decorrência disso, 
nem a própria denúncia espontânea é capaz de excluir a responsabilidade 
por esses acréscimos, usualmente chamados moratórios. 
Porém, nem todos os acréscimos moratórios previstos na legislação 
tributária podem ser considerados compensatórios. A multa moratória 
somente terá natureza compensatória quando, cumulativamente, 
preencher as seguintes condições: 
 
Adições Temporárias - Uma despesa que não é aceita pelo fisco num 
período, por não reencher determinados requisitos, que será preenchido 
em outro período. Representa provisões (contingências trabalhistas e 
outras), exceto provisões para férias, 13º salário e técnicas, 
 
Exclusão Definitiva - Uma receita que não é tributada agora nem será 
tributada em períodos futuros. Exemplos: Receita auferida pela 
Equivalência Patrimonial, Receita de dividendos recebidos pela 
avaliação do investimento pelo método de custo. 
 
Exclusão Temporária - Uma despesa que o fisco aceita como dedução 
fiscal antes do seu reconhecimento contábil, representará uma 
dedução antecipada do IR devido, gerando um ajuste extracontábil no 
LALUR, para reduzir o lucro tributável. Quando ocorrer o efetivo 
registro na contabilidade, esta despesa não poderá ser aceita pelo fisco, 
 
 
 
 
 
 31 
 
uma vez que já foi considerada dedutível no período anterior. Exemplo: 
Despesa com a exploração do petróleo cru, mesmo antes de 
registrar a despesa. 
 
Alíquotas Aplicáveis para o cálculo do Imposto de Renda (IR) e 
Adicional de Imposto de Renda. 
 
IR – 15% 
Adicional – 10% 
 
Adicional do Imposto de Renda 
Representa a parcela da base de cálculo que exceder o limite de R$ 
60.000,00 (sessenta mil reais), no trimestral e R$ 240.000,00 para 
apuração anual. No caso de início de atividades, o limite trimestral será 
proporcional ao número de meses, ou seja, R$ 20.000,00 (vinte mil 
reais). 
Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL 
A contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL ou CSSL) foi instituída 
pela Lei 7.689/1988. 
Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento 
estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas, mantidas a 
base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação em vigor (Lei 8.981, 
de 1995, artigo 57). 
A pessoa jurídica optante pelo Lucro Real, Presumido ou Arbitrado deverá 
recolher a Contribuição Social sobre o Lucro pela modalidade escolhida de 
tributação. 
Não é possível, por exemplo, a empresa optar por recolher o IRPJ 
pelo Lucro Real e a CSLL pelo Lucro Presumido. 
 
 
 
 
 
 32 
 
Alíquota - 9% 
Base de Cálculo: É o lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e 
compensações previstas na legislação. 
 
O mesmo procedimento, aplicado para apuração da base de cálculo do IR, 
será aplicado para o cálculo da CSLL. Assim, quando do cálculo desse 
imposto, haverá também adições e exclusões, compensações que serão 
controladas. 
 
Caso haja em algum período base de cálculo negativa da CSLL, está 
poderá ser compensada em períodos futuros, limitada ao máximo de 
30% do lucro líquido ajustado. Não existe prazo de prescrição para a 
compensação. 
 
Prazo Para Pagamento 
O Imposto de Renda devido e a Contribuição Social, apurados 
trimestralmente, serão pagos em quota única, até o último dia útil do mês 
subseqüente ao do encerramento do período de apuração. 
À opção da pessoa jurídica, o imposto devido poderá ser pago em até três 
quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três 
meses subseqüentes ao do encerramento do período de apuração a que 
corresponder, observado o seguinte: 
a) nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e o 
imposto de valor inferior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) será pago em 
quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento 
do período de apuração; 
 
 
 
 
 
 33 
 
b) as quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa 
Selic, acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do segundo mês 
subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia 
do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do 
pagamento. 
RESUMO 
O lucro real será determinado a partir do lucro líquido do período de 
apuração, obtido na escrituração comercial (antes da provisão para o 
imposto de renda) e demonstrado no Lalur, observando-se que: 
 
1) serão adicionados ao lucro líquido: 
a) os custos, despesas, encargos, perdas, provisões, participações e 
quaisquer outros valores deduzidos na apuração do lucro líquido 
que, de acordo com a legislação tributária, não sejam dedutíveis na 
determinação do lucro real (exemplos: resultados negativos de 
equivalência patrimonial; custos e despesas não dedutíveis); 
b) os resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores 
não incluídos na apuração do lucro líquido que, de acordo com a 
legislação tributária, devam ser computados na determinação do 
lucro real (exemplos: ajustes decorrentes da aplicação dos métodos 
dos preços de transferência; lucros auferidos por controladas e 
coligadas domiciliadas no exterior); 
 
2) poderão ser excluídos do lucro líquido: 
 
a) os valores cuja dedução seja autorizada pela legislação tributária 
e que não tenham sido computados na apuração do lucro líquido do 
período de apuração (exemplo: depreciação acelerada incentivada); 
b) os resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores 
incluídos na apuração do lucro líquido que, de acordo com a 
 
 
 
 
 
 34 
 
legislação tributária, não sejam computados na determinação do 
lucro real (exemplos: resultados positivos de equivalência 
patrimonial; dividendos); 
 
3) poderão ser compensados, total ou parcialmente, à opção do 
contribuinte, os prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores, 
desde que observado o limite máximo de trinta por cento do lucro líquido 
ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação tributária. O 
prejuízo compensável é o apurado na demonstração do lucro real de 
períodos anteriores e registrado no Lalur (Parte B). 
 
Como são apurados, controlados e compensados os prejuízos 
fiscais não operacionais? 
 
Os prejuízos não-operacionais apurados somente poderão ser 
compensados nos períodos subsequentes ao da sua apuração (trimestral 
ou anual) com lucros da mesma natureza, observado o limite de 30% 
(trinta por cento) do referido lucro. 
 
Conforme a IN SRF nº 11, de 1996, art. 36, os resultados não 
operacionais de todas as alienações de bens do ativo permanente 
ocorridas durante o período de apuração deverão ser apurados 
englobadamente entre si. 
 
No período deapuração de ocorrência de alienação de bens do ativo 
permanente, os resultados não operacionais, positivos ou negativos, 
integrarão o lucro real. 
 
A separação em prejuízos não operacionais e em prejuízos das demais 
atividades somente será exigida se, no período, forem verificados, 
 
 
 
 
 
 35 
 
cumulativamente, resultados não operacionais negativos e lucro real 
negativo (prejuízo fiscal). 
 
Verificada esta hipótese, a pessoa jurídica deverá comparar o prejuízo não 
operacional com o prejuízo fiscal apurado na demonstração do lucro real, 
observado o seguinte: 
 
a) se o prejuízo fiscal for maior, todo o resultado não operacional negativo 
será considerado prejuízo fiscal não operacional e a parcela excedente 
será considerada, prejuízo fiscal das demais atividades; 
 
b) se todo o resultado não operacional negativo for maior ou igual ao 
prejuízo fiscal, todo o prejuízo fiscal será considerado não operacional. Os 
prejuízos não operacionais e os decorrentes das atividades operacionais 
da pessoa jurídica deverão ser controlados em folhas específicas, 
individualizadas por espécie, na parte B do Lalur, para compensação, com 
lucros da mesma natureza apurados nos períodos subsequentes. 
 
O valor do prejuízo fiscal não operacional a ser compensado em cada 
período-base subsequente não poderá exceder o total dos resultados não 
operacionais positivos apurados no período de compensação. 
 
A soma dos prejuízos fiscais não operacionais com os prejuízos 
decorrentes de outras atividades da pessoa jurídica, a ser compensada, 
não poderá exceder o limite de 30% (trinta por cento) do lucro líquido do 
período-base da compensação, ajustado pelas adições e exclusões 
previstas ou autorizadas pela legislação do imposto de renda. 
 
No período-base em que for apurado resultado não operacional positivo, 
todo o seu valor poderá ser utilizado para compensar os prejuízos fiscais 
não operacionais de períodos anteriores, ainda que a parcela do lucro real 
 
 
 
 
 
 36 
 
admitida para compensação não seja suficiente ou que tenha sido apurado 
prejuízo fiscal. 
 
Neste caso, a parcela dos prejuízos fiscais não operacionais compensados 
com os lucros não operacionais que não puder ser compensada com o 
lucro real, seja em virtude do limite de 30% (trinta por cento) ou de ter 
ocorrido prejuízo fiscal no período, passará a ser considerada prejuízo das 
demais atividades, devendo ser promovidos os devidos ajustes na parte B 
do Lalur; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 37 
 
Exercícios - Apuração do Imposto de Renda Lucro Real 
 
1. O Imposto de Renda é um imposto: 
 
a) de competência residual; 
b) indireto; 
c) de competência comum; 
d) direto. 
 
2. Em face da Constituição Federal, o imposto sobre a renda e 
proventos de qualquer natureza tem as seguintes características: 
 
a) universalidade e progressividade; 
b) generalidade e seletividade; 
c) comutatividade e essencialidade; 
d) não-cumulatividade e seletividade; 
e) progressividade e seletividade. 
 
3. As alíquotas aplicáveis sobre a base de cálculo apurada na 
forma do lucro real, presumido ou arbitrado, para determinar o 
imposto de renda e a contribuição social devido pela pessoa 
jurídica em cada período-base, a partir do ano-calendário de 1996 
é: 
 
(A) 27,5% e 8% (B) 19,0% e 12% (C) 1,2%; e 15% 
(D) 15,0% e 9% (E) 4,8%. e 12% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 38 
 
4. Com base nas informações abaixo, calcule e contabilize e IR e 
a CSLL na modalidade de Lucro Real trimestral. 
 
PARTE A DO LALUR 
Trimestres Jan a mar Abr a Jun Jul a Set Out a 
Dez 
LAIR (lucro contábil) 1.000 1.000 1.000 1.000 
(+) Adições 200 100 400 1.000 
(-) Exclusões (400) (1.500) (200) (600) 
(=) Resultado antes da 
compensação do prejuízo 
fiscal 
800 (400) 1.200 1.400 
 
(-) Compensação do 
prejuízo Fiscal 
- - 
Resultado Real/Fiscal 
IR 15% 
Adicional de IR 10% 
Despesa com IR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 39 
 
 
Controle do Prejuízo Fiscal = PARTE B DO 
LALUR 
Valores 
 
 
 
 
 
 
 
Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trimestres 
 
Jan a mar 
 
Abr a Jun 
 
Jul a Set 
 
Out a Dez 
LAIR 1.000 1.000 1.000 1.000 
(+) Adições 200 100 400 1.000 
(-) Exclusões (400) (1.500) (200) (600) 
(=) Resultado antes da 
compensação 
800 (400) 1.200 1.400 
(-) Compensação da Base de 
Cálculo Negativa 
 
(=) Base de Cálculo 
CSLL 
 
 
 
 
 
 40 
 
Controle da Base de Cálculo Negativa da CSLL Valores 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. (Fundação Cesgranrio/Liquigas/2-2012/Q.49) Uma sociedade 
anônima que iniciou suas atividades em março de 2014, sujeita à 
tributação pelo lucro real e optante pela tributação em bases trimestrais, 
informou um lucro, no primeiro trimestre/2014, apurado na parte “A” do 
LALUR, de R$ 300.000,00. 
Considerando exclusivamente as informações recebidas e as 
determinações da legislação tributária vigente, o imposto de renda devido 
por essa sociedade, em reais, é 
 
(A) 45.000,00 (B) 69.000 (C) 71.000,00 (D) 73.000,00 (E) 75.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 41 
 
6. (Fundação Cesgranrio/com adaptações) Uma empresa tributada 
pelo lucro real fez a opção do pagamento trimestral para o ano de 2012. 
Obteve lucro tributável de R$ 300.000,00 no primeiro trimestre, de R$ 
150.000,00 no segundo trimestre, apresentou prejuízo fiscal no terceiro 
trimestre de R$ 100.000,00 e resultado positivo no quarto trimestre de R$ 
200.000,00. Assim, terminou o ano com um resultado fiscal de R$ 
550.000,00. 
Considerando as informações acima, o total de Imposto de Renda a ser 
pago pela empresa, referente ao ano de 2012, em reais, será: 
 
(A) 119.500,00 (B) 129.500,00 (C) 137.000,00 
(D) 141.500,00 (E) 147.500,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 42 
 
RESOLUÇÃO 
 
Trimestres Jan a mar Abr a Jun Jul a Set Out a Dez 
LAIR (lucro contábil) 
(+) Adições 
(-) Exclusões 
Resultado antes da 
Compensação do PF 
 
Compensação do PF 
 
Base de Cálculo do IR 
Alíquota – 15% 
Adicional do IR 
 
 
 
Despesa com IR 
 
7. (Fundação Cesgranrio/Liquigas/Q.44) Os contribuintes sujeitos à 
Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) são as pessoas jurídicas 
domiciliadas no Brasil, bem como aquelas que a elas são equiparadas pela 
legislação fiscal do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (RIR/1999). 
O fato gerador da CSLL, nos termos da Constituição Federal/1988, é o(a) 
 
(A) lucro (B) receita bruta (C) receita líquida (D) venda de mercadorias 
(E) venda de mercadorias e serviços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 43 
 
8. (Fundação Cesgranrio/Liquigas/Q. 45) O Imposto de Renda de 
uma pessoa jurídica, com mais de dez anos de atividades ininterruptas, 
tributada pelo lucro real, optante pelo lucro real trimestral, será 
determinado pela aplicação da alíquota de 15% sobre o lucro 
 
(A) antes do imposto de renda, apurado na demonstração do resultado, 
acrescido de R$ 240.000,00. 
(B) líquido contábil ajustado por adições e subtrações,deduzido da 
compensação de prejuízos fiscais, mais 10% sobre o imposto excedente a 
R$ 20.000,00. 
(C) real, apurado no LALUR, menos 10% aplicados sobre R$ 240.000,00. 
(D) real, apurado no LALUR, mais 10% aplicados sobre o lucro que 
exceder a R$ 60.000,00. 
(E) real, apurado no LALUR, mais 10% sobre o lucro excedente a R$ 
240.000,00. 
 
9. Analise as afirmações a seguir em relação às formas de 
tributação sobre o lucro. 
 
I - Uma empresa com receita total no valor de 50 milhões de reais, em 
2004, sendo 5% oriunda de resultado positivo, com participação em 
controladas (MEP), será obrigada a utilizar, em 2005, o lucro real como 
forma de tributação sobre o lucro, estando impedida de utilizar o lucro 
presumido em 2005, mesmo que a receita total fique abaixo de 48 
milhões de reais nesse ano. 
 
II - No lucro real, o prejuízo fiscal apurado poderá ser compensado nos 
anos seguintes, mas com limitação de 30% da soma algébrica de receitas 
e despesas apuradas na contabilidade, sem qualquer ajuste de adições ou 
exclusões. 
 
 
 
 
 
 
 44 
 
III - A empresa que vender seus produtos ao exterior, ainda que através 
de empresa comercial exportadora, estará, automaticamente, obrigada ao 
lucro real, qualquer que seja sua receita total no ano anterior. 
 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmação(ões): 
(A) I 
(B) II 
(C) I e II 
(D) I e III 
(E) II e III 
 
10. Determinada empresa comercial iniciou suas atividades em 
janeiro de 2013, sendo tributada pelo lucro real trimestral. No 
primeiro trimestre, apresentou prejuízo contábil de R$ 15.000,00, 
com despesas não dedutíveis no valor de R$ 1.000,00 incluídas no 
resultado. No 2o trimestre, obteve lucro contábil de R$ 90.000,00, 
incluindo receitas não tributáveis de R$ 10.000,00. Considerando 
as alíquotas vigentes no país (alíquota básica de 15% e adicional 
de 10% sobre a parcela que ultrapassar R$ 240.000,00/ano ou R$ 
20.000,00/mês), o imposto de renda devido pela empresa 
referente ao 2o trimestre, em reais, é: 
 
(A) 9.600,00 (B) 9.900,00 (C) 10.000,00 (D) 10.500,00 
(E) 15.500,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 45 
 
 1º TRIM 2º TRIM 
RESULTADO CONTABIL (15.000) 90.000 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 46 
 
Lucro Real Anual - Base Estimativa – Apuração Mensal 
 
A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real, 
alternativamente à sistemática de sua apuração trimestral, poderá optar 
pelo pagamento mensal do imposto por estimativa e determinar o lucro 
real apenas em 31 de dezembro do ano calendário. 
 
Nota: A opção pelo pagamento por estimativa ou trimestral será 
irretratável para todo o ano calendário e será manifestada com o 
pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou no primeiro 
trimestre. 
 
Para cálculo do IR mensal, na modalidade de lucro estimado, será apurado 
de acordo com o percentual definido pela legislação tributária para cada 
atividade, conforme tabela abaixo: 
 
Atividade Base para o 
IR 
Base para a 
CSLL 
Revenda de Combustíveis 1,6% 12% 
Serviços hospitalares / transporte de cargas 8,0% 12% 
Serviços com faturamento anual de até $ 120.000 16,0% 32% 
Demais Serviços 32,0% 32% 
Intermediação de negócios, administração de 
imóvel, locação de administração de bens 
móveis. 
32,0% 32% 
Comércio e Indústria 8,0% 12% 
 
OBS.: Empresas com mais de uma atividade aplica-se o % correspondente a 
cada atividade. 
 
 
 
 
 
 
 47 
 
Como a empresa somente apurará o imposto de renda no final do ano 
calendário, a diferença entre o imposto devido e o somatório das 
importâncias pagas por estimativa será: 
 
a) se positivo, pago em quota única até o último dia do mês de março do 
ano subseqüente, acrescido de juros equivalentes (juros Selic mais 
1%) 
 
b) se negativo, compensado com o imposto devido a partir do mês de 
janeiro do ano-calendário subseqüente, assegurada a alternativa de 
requerer a restituição do montante pago a maior. 
 
Suspensão ou Redução do Imposto de Renda Apurado por 
Estimativa 
A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto 
mensal por estimativa, caso demonstre que os valores já pagos, 
correspondentes a meses anteriores, excedem o valor do imposto, 
inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso, 
através da elaboração de balanços ou balancetes levantados para tal fim. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 48 
 
Considere a seguinte situação hipotética: 
Mês Base Mês de 
Recolhimento 
Imposto 
Mensal – R$ 
Valor 
Acumulado - R$ 
Valor a 
Recolher – R$ 
Janeiro Fevereiro 3.500,00 3.500,00 3.500,00 
Fevereiro Março 2.500,00 6.000,00 2.500,00 
Março Abril 4.000,00 10.000,00 ? 
 
Se a pessoa jurídica levantar balanço ou balancete em 31 de março 
(01/01 A 31/03) e apurar imposto devido, por exemplo, de R$ 5.000,00, 
ela não precisará efetuar em abril o recolhimento por estimativa de R$ 
4.000,00, relativo ao mês de março (suspensão), pois já pagou até março 
a importância de R$ 6.000,00, superior ao devido com base no balanço ou 
balancete. 
 
Redução do Imposto 
Caso o valor do imposto devido, apurado no balancete ou balanço, tivesse 
sido de, por exemplo, R$ 7.500,00, a pessoa jurídica poderia recolher 
apenas R$ 1.500,00 em abril (redução), em vez dos R$ 4.000,00 
calculados por estimativa, pois já recolheu R$ 6.000,00 até março e 
bastaria complementar a diferença em relação ao imposto devido, ou seja, 
(R$ 7.500,00 – R$ 6.000,00 = R$ 1.500,00). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 49 
 
Exercícios - Cálculo do Imposto de Renda Estimado 
 
1. Considere a seguinte situação: 
A empresa Indústria, Comércio e Assistência Técnica de Aparelhos 
Náuticos Ltda. (Icatan) está obrigada à tributação pelo lucro real, tendo 
escolhido a opção da apuração de lucro real anual. Mensalmente, apura e 
recolhe o Imposto de Renda com base em estimativa sobre suas receitas. 
Com base nas informações abaixo, apure e contabilize o Imposto de 
Renda a recolher, com base no lucro estimado de outubro de 2014, 
considerando que as vendas de mercadorias sofrem tributação de 8% e os 
serviços prestados são tributados em 32%. 
 
 Indústria 
Comércio 
Serviços 
 
Receitas brutas (as vendas de mercadorias 
incluem o IPI) 
600.000,00 40.000,00 
Deduções das receitas brutas 
Imposto sobre produtos industrializados - 30.000,00 
Imposto sobre circulação de mercadorias 102.600,00 
Imposto sobre serviços 2.000,00 
Vendas canceladas e devoluções 10.000,00 
Descontos incondicionais 4.000,00 
Total das deduções 146.600,00 2.000,00 
Receita Liquida 453.400,00 38.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 50 
 
 
Memória de cálculo do Imposto 
de Renda 
Lucro Real Anual 
Vendas de 
Mercadorias 
Prestação de 
Serviços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 51 
 
Memória de cálculo para csll 
Lucro Real Anual 
Vendas de 
Mercadorias 
Prestação de 
Serviços52 
 
Considere as informações abaixo para responder às questões de 
nºs 2 e 3. 
A Zelote S/A apresentou as seguintes informações parciais, em reais, 
referentes ao mês de janeiro de 2006: 
Itens Valores (R$) 
Receita de vendas 1.800.000,00 
Receita de aplicações financeiras 50.000,00 
IR na Fonte s/aplicações financeiras 10.000,00 
Ganho de equivalência patrimonial 120.000,00 
Ganhos de capital 80.000,00 
 
2. Considerando-se as informações parciais recebidas da Cia. 
Zelote e a legislação tributária do Imposto de Renda, aplicável à 
apuração do Imposto de Renda por estimativa (antecipações 
mensais em bases estimadas), o valor do Imposto de Renda, 
apurado por estimativa, em janeiro, em reais, é 
 
(A) 21.600,00 (B) 46.000,00 (C) 47.100,00 (D) 54.000,00 
(E) 58.500,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 53 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Considerando-se as informações parciais recebidas da Cia. 
Zelote e a legislação tributária do Imposto de Renda, aplicável à 
apuração da contribuição social sobre o Lucro Líquido por 
estimativa (antecipações mensais em bases estimadas), o valor da 
Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), apurado por 
estimativa, no mês de janeiro, em reais, é 
 
(A) 13.940,00 (B) 19.440,00 (C) 21.140,00 (D) 30.240,00 
(E) 31.140,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 54 
 
4.(Fundação Cesgranrio/FINEP/ Q. 34 e 35) Considere os dados a 
seguir para responder às questões de nos 4 e 5. 
 
A Companhia Comercial H. S/A é tributada pelo Lucro Real anual, com 
antecipações mensais em bases estimadas. 
 
Apresentou as seguintes informações, referentes às receitas auferidas no 
mês de fevereiro/2011: 
 
Venda de mercadorias R$ 250.000,00 
Serviços prestados a terceiros R$ 75.000,00 
 
Considerando-se as informações recebidas da Companhia Comercial H. 
S/A e as determinações da legislação fiscal do Imposto de Renda, para as 
empresas tributadas pelo Lucro Real com antecipação mensal em bases 
estimadas, o valor do Imposto de Renda a recolher, referente ao mês de 
fevereiro, em reais, é 
 
(A) 4.500,00 (B) 6.600,00 (C) 9.000,00 (D) 15.600,00 
(E) 24.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 55 
 
Memória de cálculo do Imposto de Renda 
Lucro Real Anual 
Vendas de 
Mercadorias 
Prestação de 
Serviços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. (Fundação Cesgranrio/FINEP/Q.35) Considerando-se as 
informações recebidas da Companhia H. S/A e as determinações da 
legislação fiscal do Imposto de Renda, para as empresas tributadas pelo 
Lucro Real com antecipação mensal em bases estimadas, o valor da 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) a recolher, referente ao 
mês de fevereiro, em reais, é 
 
(A) 3.510,00 (B) 4.860,00 (C) 5.400,00 (D) 22.500,00 (E) 28.800,00 
 
Memória de cálculo Da CSLL Vendas de 
Mercadorias 
Prestação de 
Serviços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 56 
 
6. Levando em consideração que o regime de tributação 
adotado pelo contribuinte é o Lucro Real Anual com levantamento 
mensal de balanços ou balancetes, para fins de suspensão ou 
redução do imposto de renda, os lançamentos no LALUR devem ser 
feitos: 
 
(A) anualmente apenas, em caso de lucro; 
(B) mensalmente apenas, em caso de lucro; 
(C) anualmente apenas, em caso de prejuízo; 
(D) mensalmente em caso de lucro ou prejuízo; 
(E) anualmente em caso de lucro ou prejuízo. 
 
7. A Companhia Comercial Sulca S/A, enquadrada na tributação 
pelo lucro real, ao final de um determinado exercício social, 
apresentou as seguintes informações: 
 
Custo das Vendas 300.000,00 
Despesa de Depreciação 25.000,00 
Perdas com Créditos 10.000,00 
Despesas Comerciais 100.000,00 
Despesas Financeiras Líquidas 80.000,00 
Dividendo recebido, Investimento Avaliado pelo Custo 8.000,00 
Ganho na Venda de Imobilizado 15.000,00 
Perda pelo Método da Equivalência Patrimonial 20.000,00 
Vendas Líquidas 800.000,00 
 
Considerando as determinações de apuração do lucro real, quais foram os 
valores apurados, em reais, referentes ao lucro contábil (LAIR) e ao lucro 
FISCAL/ real, respectivamente? 
 
 
 
 
 
 
 57 
 
(A) 288.000,00 e 300.000,00 
(B) 280.000,00 e 290.000,00 
(C) 288.000,00 e 310.000,00 
(D) 288.000,00 e 318.000,00 
(E) 300.000,00 e 298.000,00 
 
RESOLUÇÃO 
CONTAS LUCRO 
CONTÁBIL 
LUCRO 
FISCAL/REAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 58 
 
8. A parcela do lucro que exceder o valor resultante da 
multiplicação de vinte mil reais pelo número de meses do 
respectivo período de apuração, se sujeita à incidência de 
adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento. Esta 
regra é usada sobre a(s) seguinte(s) forma(s) de tributação: 
 
(A) lucro real, presumido e arbitrado; 
(B) lucro real e presumido, apenas; 
(C) lucro presumido e arbitrado; 
(D) lucro real e arbitrado; 
(E) lucro real. 
 
 
9. Julgue os itens abaixo em certos ou errados: 
 
a) exercício social é determinado espaço de tempo no final do qual os 
contribuintes pessoas jurídicas são obrigados a apurar seus resultados e 
preparar as demonstrações contábeis, para efeitos comerciais, tributários 
e societários. O exercício social deve ter a duração de um trimestre, com 
exceção do primeiro ano de existência da empresa; 
 
b) a data do término do exercício social deve ser fixada no estatuto ou 
contrato social da pessoa jurídica; 
 
c) ano-calendário é o período de 12 meses consecutivos, compreendido do 
dia 1º de janeiro a 31 de dezembro, sendo que a legislação do Imposto de 
Renda utiliza tal expressão para identificar o ano de ocorrência do fato 
gerador da obrigação tributária; 
 
d) período-base é a expressão que designa o período de incidência do 
Imposto de Renda das pessoas jurídicas, ou seja, o período de apuração 
 
 
 
 
 
 59 
 
da base de cálculo. O período-base de apuração definitiva do Imposto de 
Renda das pessoas jurídicas pode ser: 
 
a) trimestral, com base no lucro real, presumido ou arbitrado; 
 
b) anual, com base no lucro real, no caso de opção pelos 
pagamentos mensais por estimativas. 
 
e) o montante do prejuízo fiscal que pode ser objeto de compensação com 
o lucro real é aquele apurado e controlado no Livro de Apuração do Lucro 
Real (LALUR); 
 
f) no caso de apuração do Imposto de Renda e contribuição social pelo 
lucro real trimestral, cada trimestre é considerado um período de 
apuração distinto, sendo que o lucro tributável apurado num trimestre 
pode ser compensado com prejuízos fiscais ou bases negativas de 
contribuição social sobre o lucro de trimestres subsequentes; 
 
g) a compensação do prejuízo fiscal está limitada ao máximo de 25% do 
lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas em lei; 
 
h) Não existe prazo de prescrição para a compensação do prejuízo fiscal. 
 
i) as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real podem optar pela 
apuração do lucro real anual, alternativamente pela apuração em cada 
trimestre. No entanto, os recolhimentos dos tributos devem ser efetuados 
uma vez por trimestre;60 
 
j) na opção pelo lucro real anual, as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro 
real devem efetuar os recolhimentos mensais com base em estimativas. 
A partir dessa opção, a empresa está obrigada à apuração do lucro real 
anual, não podendo mudar a base de tributação pelo lucro presumido; 
 
l) o Imposto de Renda pago mensalmente pelo critério de estimativa deve 
ser calculado sobre a receita bruta do contribuinte, que é o somatório dos 
montantes das vendas de mercadorias ou produtos e dos serviços 
prestados, não devendo ser acrescidos os ganhos de capital, demais 
receitas e resultados positivos. 
 
m) se a opção for pela apuração do lucro real trimestral, este deve ser 
determinado em períodos de apuração encerrados em 31 de março, 30 de 
junho, 30 de setembro e 31 de dezembro, com base no resultado líquido 
de cada trimestre; 
 
n) o Imposto de Renda trimestral será calculado mediante a aplicação da 
alíquota normal de 15% (quinze por cento) sobre a totalidade da base de 
cálculo, ou seja, 15% do lucro real e mais uma alíquota adicional de 10% 
sobre a parcela da base de cálculo que exceder o limite de R$ 60.000,00 
no trimestral; 
 
o) no caso de início de atividades, o limite trimestral não será proporcional 
ao número de meses. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 61 
 
10. Assinale a alternativa incorreta, com relação ao conceito de 
lucro real: 
 
a) a palavra real é usada pelo Código Tributário Nacional em oposição aos 
termos presumido e arbitrado, com o principal objetivo de exprimir o que 
existe de fato, verdadeiro, ou seja, o que não é presumido ou arbitrado; 
 
b) contabilmente falando, pode-se concluir que o lucro real é aquele 
realmente apurado pela contabilidade, com base na completa escrituração 
contábil fiscal, com a estrita e rigorosa observância dos princípios de 
contabilidade e demais normas fiscais e comerciais; 
 
c) a legislação, ao introduzir a figura do lucro real, que é uma alternativa 
de tributação opcional para algumas pessoas jurídicas, visou facilitar as 
rotinas burocráticas e administrativas de algumas organizações, 
geralmente algumas empresas de menor porte e menor nível de 
estrutura; 
 
d) a apuração do lucro real envolve maior complexidade na execução das 
rotinas contábeis e tributárias, para a completa escrituração das 
atividades e posterior apuração do lucro real, que é a base para cálculo 
dos tributos com o Imposto de Renda e contribuição social sobre o lucro 
das empresas que não podem optar pelo lucro presumido. 
 
e) o lucro real é apurado com base na escrituração mercantil das 
organizações, o que compreende a adoção de um conjunto de 
procedimentos corriqueiros no ambiente profissional do contabilista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 62 
 
11. Assinale a alternativa correspondente ao conceito de lucro 
real: 
 
a) É uma forma simplificada de apuração da base de cálculo dos tributos 
com o Imposto de Renda e da contribuição social, restritas aos 
contribuintes que não estão obrigados ao regime de apuração de 
tributação com base no estimado; 
 
b) É um recurso utilizado pelas autoridades fiscais, quase sempre como 
última alternativa, que se deve ser aplicado quando houver ausência 
absoluta de confiança na escrituração contábil do contribuinte; 
 
c) É uma opção do contribuinte, quando há falta ou insuficiência de 
elementos concretos que permitam a identificação ou verificação da base 
de cálculo utilizada na tributação pelo lucro presumido; 
 
d) É o lucro líquido do período apurado na escrituração comercial, 
denominado lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e 
compensações autorizadas pela legislação do Imposto de Renda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 63 
 
Multa punitiva é aquela que é fundamentada no interesse público de punir 
o inadimplente. É a multa proposta por ocasião do lançamento; aquela 
cuja aplicação é excluída pela denúncia espontânea a que se refere o art. 
138 do Código Tributário Nacional, onde o arrependimento da infração, 
oportuno e formal, faz cessar o motivo de punir. 
A multa de natureza compensatória, por sua vez, destina-se não a afligir o 
infrator, mas a compensar o sujeito ativo pelo prejuízo suportado em 
virtude do atraso no pagamento que lhe era devido. É uma penalidade de 
caráter civil, posto que comparável à indenização prevista no direito civil. 
Em decorrência disso, nem a própria denúncia espontânea é capaz de 
excluir a responsabilidade por esses acréscimos, que são chamados de 
moratórios. 
 
12. Demonstração do resultado do exercício (em reais) 
Resultado operacional 750.000,00 
(-) Despesas de brindes (20.000,00) 
(-) Despesas com vendas (200.000,00) 
(-) Despesas Administrativas (220.000,00) 
(-) Multas ambientais (10.000,00) = não é dedutível 
(-) Multas por atraso no pagamento de impostos (5.000,00) é dedutível 
(-) Lucro antes do Imposto de Renda 295.000,00 
 
Considerando-se as informações recebidas e as determinações da 
legislação fiscal, o Imposto de Renda devido pela companhia M, no 1o 
trimestre/2013, em reais, é 
 
(A) 48.750,00 
(B) 49.500,00 
(C) 72.750,00 
(D) 75.250,00 
(E) 76.500,00 
 
 
 
 
 
 64 
 
13. (Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.51) Uma companhia tributada 
pelo lucro real apresentou as seguintes informações referentes ao 2o 
trimestre de 2014: 
I. Lucro apurado no 2o trimestre/2014 (abr./mai./jun.) = R$ 30.000,00 
II. Valores inclusos no valor do lucro apurado no 2o trimestre/2014 (item 
I.) 
• Multa de INSS, por insuficiência de recolhimento = R$ 2.500,00.Punitiva 
• Multa pelo recolhimento espontâneo do Imposto de Renda, em atraso = 
R$ 3.500,00. Compensatória 
Considerando exclusivamente as informações da companhia e as normas 
tributárias vigentes, o valor da base de cálculo do imposto de renda, em 
reais, é 
 
(A) 29.000,00 
(B) 30.000,00 
(C) 32.500,00 
(D) 33.500,00 
(E) 36.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 65 
 
7 APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA LUCRO PRESUMIDO 
 
É uma modalidade optativa de apurar o lucro e, consequentemente, o 
Imposto de Renda das pessoas jurídicas e a Contribuição Social sobre o 
Lucro das empresas que não estiverem obrigadas à apuração do lucro 
real. 
 
A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base 
no lucro presumido deverá manter escrituração contábil nos termos da 
legislação comercial. No entanto, poderá ficar dispensada da 
escrituração contábil a pessoa jurídica que, no decorrer do ano-
calendário, mantiver Livro Caixa, no qual deverá ser escriturada toda 
a movimentação financeira, inclusive bancária. É preciso esclarecer, 
entretanto, que essa dispensa de escrituração é apenas para fins de 
legislação do imposto de renda, sendo que nada impede que, por 
exemplo, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) exija 
escrituração contábil com o objetivo de apurar a contribuição patronal 
devida à previdência social. 
 
Em qualquer caso a pessoa jurídica deverá: 
 
a) Caso se dedique a atividades industriais ou comerciais, escriturar o 
Livro de Registro de Inventário, no qual deverão constar os estoques 
existentes de cada produto no término do ano-calendário. 
 
b) Manter em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo 
decadencial e não prescritas eventuais ações que lhe sejam pertinentes, 
todos os livros obrigatórios por legislação específica, bem como todos 
os documentos e demais papéis que serviram de base para a 
escrituração comerciale fiscal. 
 
 
 
 
 
 66 
 
Apuração do Imposto 
 
O lucro presumido será o montante determinado pela soma das 
seguintes parcelas: 
 
a) o valor resultante da aplicação de percentuais, variáveis 
conforme o ramo de atividade da pessoa jurídica, sobre a receita bruta 
auferida nos trimestre civis de cada ano-calendário; 
 
b) os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos auferidos 
em aplicações financeiras e todos os resultados positivos decorrentes 
de receitas de atividades acessórias da pessoa jurídica. 
 
Atividade Alíquota 
IR 
Alíquota 
CSLL 
Revenda de Combustíveis 1,6% 12% 
Serviços hospitalares / transporte de cargas 8% 12% 
Serviços com faturamento anual de até $ 120.000 16% 32% 
Demais Serviços 32% 32% 
Intermediação de negócios, administração de imóvel, 
locação de administração de bens móveis. 
32% 32% 
Comércio e Indústria 8% 12% 
 
Nota: Empresa com mais de uma atividade: aplica-se o % correspondente a cada 
atividade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 67 
 
OBS.: 
1 Na opção pelo lucro presumido não há compensação de prejuízo fiscal 
apurado pelo lucro real em períodos anteriores. A compensação poderá 
ocorrer quando a empresa retornar ao lucro real. 
 
2 O imposto de renda pago como antecipação poderá ser compensado 
do valor do imposto apurado. 
 
Da receita bruta deverá ser deduzido: 
 Vendas canceladas, devolvidas ou anuladas. 
 Descontos incondicionais 
 IPI, quando registrado como receita de vendas. 
 ICMS substituição tributária 
 
Resultados que serão adicionados à base de cálculo: 
 Ganho na venda dos ativos investimentos, imobilizado e intangível; 
 Rendimentos e ganhos auferidos em aplicação financeira de renda 
fixa e variável; 
 Receita de Juros sobre o capital próprio; 
 Receita de locação de imóvel, quando este não for o objeto da 
empresa; 
 Rendimentos e ganhos contratos de mútuo; 
 Juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de 
Liquidação e Custódia – Selic, para os títulos federais que serão 
restituídos compensados; 
 Outros, conforme legislação em vigor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 68 
 
Prazo Para Pagamento 
O Imposto de Renda devido e a Contribuição Social, apurados 
trimestralmente, serão pagos em quota única, até o último dia útil do mês 
subseqüente ao do encerramento do período de apuração. 
À opção da pessoa jurídica, o imposto devido poderá ser pago em até três 
quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três 
meses subseqüentes ao do encerramento do período de apuração a que 
corresponder, observado o seguinte: 
a) nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e o 
imposto de valor inferior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) será pago em 
quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento 
do período de apuração; 
b) as quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa 
Selic, acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do segundo mês 
subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia 
do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do 
pagamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 69 
 
Exercícios - Apuração do IR modalidade Lucro Presumido 
 
1. Com base nas informações abaixo, calcule e contabilize o IR e a CSLL na 
modalidade Lucro Presumido. 
 
IR Comércio e 
Indústria 
Serviços Posto de 
Gasolina 
Receita Bruta 800.000 800.000 800.000 
% da atividade 8% 32% 1,6% 
Lucro Presumido por 
Atividade 
 
Ganho na venda de 
Imobilizado 
6.000 6.000 6.000 
Rendimentos Financeiros 13.000 13.000 13.000 
Lucro Tributável 83.000 275.000 31.800 
Alíquota IR 15% 
Adicional 
Despesa com IR 
IRRF – Antecipação 
(pagamento de IR 
antecipado) 
 
IR a Pagar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 70 
 
 
CSLL Comércio e 
Indústria 
Serviços Posto de 
Gasolina 
Receita Bruta 800.000 800.000 800.000 
% da atividade 12% 32% 12% 
Lucro Presumido 
Ganho na venda de Imobilizado 6.000 6.000 6.000 
Rendimentos Financeiros 13.000 13.000 13.000 
Resultado Tributável 
CSLL - Alíquota 9% 
 
CSLL a pagar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 71 
 
2. (Fundação Cesgranrio/Transpetro/2-2012/ Q. 22 e 23) 
Considere as seguintes informações para responder às questões 
de nos 2 e 3. 
 
Admita que a empresa comercial PP optou pela tributação pelo lucro 
presumido, por estar enquadrada nas determinações da legislação fiscal, e 
apresentando a seguinte Demonstração do Resultado, em reais, apurado 
no quarto trimestre de 2011: 
 
Receita Operacional de Bruta 2.400.000,00 
Venda de mercadorias 2.000.000,00 
Prestação de serviços 400.000,00 
(−) Deduções (380.000,00) 
ICMS (360.000,00) 
ISS (20.000,00) 
(=) Receita Operacional Líquida 2.020.000,00 
(−) Custo das vendas e serviços (920.000,00) 
(=) Lucro operacional bruto 1.100.000,00 
(−) Despesas operacionais (520.000,00) 
Comerciais (180.000,00) 
Administrativas (390.000,00) 
Receitas financeiras 50.000,00 
(+) Equivalência patrimonial 20.000,00 
(=) Lucro antes IRPJ e CSLL 600.000,00 
 
Considerando-se as informações recebidas e as determinações da 
legislação fiscal quanto à apuração do Imposto de Renda com base no 
Lucro Presumido, o Imposto de Renda (IR) devido pela comercial PP, no 
4o trimestre de 2011, em reais, é de 
 
 
 
 
 
 
 72 
 
(A) 42.000,00 (B) 66.000,00 (C) 78.500,00 (D) 84.500,00 
(E) 90.000,00 
 
Considerando-se as informações recebidas e as determinações da 
legislação fiscal quanto à apuração da Contribuição Social sobre o Lucro 
Líquido (CSLL) com base no Lucro Presumido, a CSLL devida pela 
comercial PP, no 4o trimestre de 2011, em reais, é de 
 
(A) 33.120,00 (B) 37.620,00 (C) 54.000,00 (D) 69.120,00 
(E) 73.620,00 
 
 
IR COMERCIO SERVIÇOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 73 
 
CSLL COMERCIO SERVIÇOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Julgue os itens abaixo em certos ou errados: 
 
a) a empresa optante pela tributação pelo lucro presumido pode estar 
recolhendo desnecessariamente mais tributos, visto que, se fosse 
efetuada a escrituração contábil, esta poderia demonstrar uma situação 
de prejuízo real, ou seja, não haveria lucro real para servir como fato 
gerador dos tributos; 
 
b) optando pelo lucro presumido, a base de cálculo do Imposto de Renda 
e contribuição social é o faturamento da pessoa jurídica, o que facilita a 
apuração dos tributos e representa, sempre, a opção mais vantajosa para 
o contribuinte; 
 
c) a introdução pelo fisco do conceito de lucro presumido visou facilitar a 
apuração da base de cálculo, para algumas empresas, para apuração e 
recolhimento dos tributos do Imposto de Renda e contribuição social; 
 
 
 
 
 
 
 74 
 
d) as pessoas jurídicas que podem se utilizar dessa opção para a 
tributação estariam dispensadas, para efeitos somente de apuração do 
valor do Imposto de Renda e contribuição social, da obrigatoriedade da 
escrituração contábil e levantamento periódico das demonstrações 
contábeis. 
 
 
4. Lucro Presumido é uma modalidade optativade apurar o 
lucro que: Julgar em certo ou errado. 
 
(A) estima o pagamento mensal do IRPJ apurando a base de cálculo em 
31 de dezembro do ano-calendário ou na data de encerramento de 
atividades e efetua o ajuste entre os dois valores na declaração de 
rendimentos correspondentes. 
 
(B) estima o lucro a ser tributado a partir de valores globais da receita, 
dispensando a escrituração contábil, exceto a do livro registro de 
inventário e do livro caixa, observados determinados limites e condições. 
 
(C) considera o resultado líquido do período de apuração, sem o imposto 
de renda, ajustado por adições, exclusões e compensações determinadas 
pela legislação tributária. 
 
(D) serve de base para cálculo de benefícios fiscais de isenção ou redução 
do IRPJ. 
 
(E) corresponde ao produto da diferença com perdas de ativos ou com 
constituição de obrigações cujo fato gerador contábil já tenha ocorrido, 
não podendo ser medidas com exatidão, tendo, portanto, caráter 
estimativo. 
 
 
 
 
 
 
 75 
 
8. APURAÇÃO DO IR PELA MODALIDADE LUCRO ARBITRADO 
 
O arbitramento do lucro é uma forma de apuração da base de cálculo do 
Imposto de Renda utilizada pela autoridade tributária ou pelo contribuinte, 
se conhecida à receita bruta. 
 
Hipóteses de Arbitramento 
A pessoa jurídica, inclusive a empresa individual equiparada, terá o seu 
lucro arbitrado, quando ocorrerem às situações examinadas a seguir: 
 
a) Falta de Escrituração 
A pessoa jurídica tributada com base no lucro real é obrigada a 
manter escrituração contábil completa, de acordo com as leis 
comerciais e fiscais. 
 
b) Escrituração com falhas 
Quando a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar 
evidentes indícios de fraude ou contiver vícios, erros ou deficiências 
que a tornem imprestável para identificar a efetiva movimentação 
financeira, inclusive bancária, ou determinar o lucro real. 
 
c) Recusa da Apresentação de Livros ou Documentos 
Quando a pessoa jurídica tributada pelo lucro presumido deixar de 
apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da 
escrituração comercial e fiscal, ou o livro Caixa, nos quais deverá 
ser escriturada toda a movimentação financeira, inclusive a 
bancária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 76 
 
d) Opção Indevida pelo Lucro Presumido 
O contribuinte que optar indevidamente pelo lucro presumido estará 
sujeito a ter o seu lucro arbitrado. 
 
e) Livro Razão 
As empresas tributadas pelo lucro real estão obrigadas a manter, 
em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas, livro 
razão ou fichas utilizadas para resumir e totalizar, por conta e 
subconta, os lançamentos efetuados no Diário. Caso não atendam a 
esse requisito, poderão ter o seu lucro arbitrado. 
 
 
Aplicação do Arbitramento 
 
Regra geral, a iniciativa do arbitramento do lucro compete à 
autoridade fiscal. No entanto, o contribuinte poderá antecipar-se à 
ação do Fisco, procedendo ao auto-arbitramento do lucro, desde que 
a receita bruta seja conhecida e esteja enquadrada em quaisquer das 
hipóteses citadas no item anterior. 
 
Período de Apuração 
 
O imposto de renda com base no lucro arbitrado abrangerá todo o 
ano-calendário, sendo devido trimestralmente, em períodos de 
apuração encerrados em 31/03, 30/06, 30/09 e 31/12, assegurada, ainda, 
a tributação com base no lucro real ou presumido relativa ao trimestre 
não submetidos ao arbitramento, se a empresa: 
 
a) dispuser de escrituração comercial que demonstre o lucro real dos 
períodos não abrangidos pelo arbitramento; ou 
 
 
 
 
 
 
 77 
 
b) puder optar pelo lucro presumido. 
 
No caso do lucro real, a pessoa jurídica poderá apurar o lucro 
trimestralmente, ou anualmente com pagamentos mensais por estimativa, 
sem considerar os períodos em que se sujeitou ao lucro arbitrado. 
 
O IRPJ e a CSLL pagos sob a forma de arbitramento será definitivo, não 
podendo o contribuinte, em qualquer hipótese, compensá-los com 
recolhimentos futuros. 
 
Determinação do Lucro Arbitrado 
Ocorrida qualquer das hipóteses que ensejam o arbitramento, o lucro 
arbitrado será determinado, em cada trimestre, por uma das formas 
examinadas a seguir: 
 
 Receita Bruta Conhecida 
Inicialmente, deverá ser determinada a parcela resultante da aplicação do 
percentual correspondente sobre a receita bruta da atividade da empresa 
auferida no trimestre. 
 
Percentuais Aplicáveis para o IR 
9,6% 
 
Revenda de mercadorias, venda de produtos de fabricação própria, prestação de 
serviços hospitalares, transporte de carga, representação comercial por conta 
própria, atividade imobiliária, atividade rural, industrialização por encomenda, 
venda através de agentes ou representantes de empresa estrangeira. 
38,4 Prestação de serviços em geral, inclusive profissão legalmente regulamentada, 
intermediação de negócios, administração, locação ou cessão de bens móveis e 
imóveis, administração de consórcios de bens duráveis, cessão de direitos de 
qualquer natureza, factoring, construção por administração ou por empreitada 
unicamente de mão-de-obra. 
1,92 Revenda para consumo de combustível, derivado de petróleo, álcool etílico 
carburante e gás natural. 
1,92 Demais serviços de transporte. 
 
 
 
 
 
 78 
 
As empresas exclusivamente prestadoras de serviços em geral, cuja 
receita bruta anual seja de até R$ 120.000,00, poderão utilizar, para 
determinação do lucro arbitrado trimestral, o percentual de 19,2%. Essa 
redução não se aplica as prestadoras de serviços de profissão legalmente 
regulamentada. 
 
 Receita Bruta não Reconhecida 
Quando a receita bruta da pessoa jurídica for desconhecida, a autoridade 
lançadora, poderá de acordo com a natureza do negócio arbitrar o lucro 
mediante a utilização de uma das seguintes alternativas de cálculo. 
 
1,5 Do lucro real referente ao último período em que a pessoa 
jurídica manteve escrituração de acordo com as leis 
comerciais e fiscais. 
0,12 Do ativo total existente no último balanço 
0,21 Do valor do capital 
0,15 Do patrimônio líquido constante do último balanço 
0,4 Das compras das mercadorias efetuadas no último trimestre 
0,4 Da soma, em cada trimestre, dos valores da folha de 
pagamento dos empregados e das compras de matérias-
primas, produtos intermediários e materiais de embalagens. 
0,8 Da soma dos valores devidos no trimestre a empregados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 79 
 
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO 
No caso de arbitramento, aplica-se à contribuição social sobre o lucro 
líquido as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas 
para pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Presumido. 
Observe-se que a alíquota da CSLL é a normal, ou seja, não existe o 
majoramento como no Imposto de Renda. 
Atividade Alíquota 
CSLL 
Revenda de Combustíveis 12% 
Serviços hospitalares / transporte de cargas 12% 
Serviços com faturamento anual de até $ 120.000 32% 
Demais Serviços 32% 
Intermediação de negócios, administração de imóvel, 
locação de administração de bens móveis. 
32% 
Comércio e Indústria 12% 
Compensação de Prejuízos 
O regime de tributação com base no lucro arbitrado não prevê a hipótese 
de compensar prejuízos fiscais apurados em períodos de apuração 
anteriores nos quais a pessoa jurídica tenha sido tributada com base no 
lucro real. 
Entretanto, tendo em vista que não existe mais prazo para a 
compensação de prejuízos fiscais, caso a pessoa jurídica retorne ao 
sistema de tributaçãocom base no lucro real poderá nesse período 
compensar, desde que mantenha o controle desses valores no Lalur, Parte 
B, os prejuízos fiscais anteriores, obedecidas as regras vigentes no 
período de compensação. 
 
 
 
 
 
 
 80 
 
Exercícios - Lucro Arbitrado 
 
1. 
(I) Quando o contribuinte não mantiver escrituração na forma das leis 
comerciais e fiscais, a que estiver obrigado, e deixar de elaborar as 
demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal, será ele 
tributado obrigatoriamente pelo lucro _arbitrado__________. 
 
(II) Quando conhecida a receita bruta o _fisco ou o próprio contribuinte _ 
poderá calcular o imposto com base naquela modalidade. 
 
As lacunas acima são corretamente preenchidas, respectivamente, com as 
seguintes expressões: 
 
a) real - o fisco; 
b) arbitrado - o fisco ou o próprio contribuinte; 
c) presumido - o próprio contribuinte; 
d) apurado - o fisco; 
e) real - o próprio contribuinte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 81 
 
2. Assinale a alternativa incorreta, com relação ao lucro arbitrado: 
 
a) o arbitramento do lucro é, via de regra, uma prerrogativa das 
autoridades fiscais. O arbitramento do lucro representa, quase sempre, 
maior carga tributária para a pessoa jurídica; 
 
b) o fisco não pode se valer da alternativa do arbitramento do lucro 
quando o contribuinte obrigado à apuração do lucro real optar 
indevidamente pela tributação pelo lucro presumido; 
 
c) o fisco pode desconsiderar a escrituração contábil se houver indícios de 
utilização de documentos comprobatórios falsos e manipuláveis no 
faturamento; 
 
d) o fisco pode-se valer da alternativa do arbitramento do lucro quando o 
contribuinte recusar-se a apresentar os livros e documentos contábeis e 
fiscais; 
 
e) o fisco pode-se valer da alternativa do arbitramento do lucro quando o 
contribuinte não mantém um sistema de custos integrado e coordenado 
com a contabilidade, são apuradas significativas fraquezas nos controles 
de estoques, nos bens do imobilizado, falta de escrituração do LALUR do 
registro de inventário físico ou mesmo o atraso na escrituração contábil e 
fiscal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 82 
 
9. RETENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA NA NOTA FISCAL 
 
Conforme a natureza do serviço prestado, os rendimentos pagos a pessoa 
jurídica sofrerão retenção na nota fiscal, de acordo com o determinado no 
Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99) e abaixo especificado: 
 
Alíquota de 1,5% 
Serviços constantes da lista de serviços - art. 647 do RIR/99. Exemplos: 
advocacia; análises técnicas; consultoria; desenho técnico; elaboração de 
projetos; engenharia (exceto construção de estradas, pontes, prédios e 
obras assemelhadas); geologia; administração de bens ou negócios em 
geral. 
 
Alíquota de 1,0% 
Prestação de serviços de limpeza, conservação, segurança, vigilância e por 
locação de mão-de-obra, art. 649 do RIR/99. 
 
Outros serviços a alíquota de 1,5% 
Mediação de negócios, propaganda e publicidade art. 651 do RIR/99. 
Pagamentos a cooperativas de trabalho e associações profissionais ou 
assemelhadas, art. 652 do RIR/99. 
 
Por meio da Lei 10.833 de 29/12/2003, as pessoas jurídicas que 
efetuarem pagamentos a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela 
prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança, 
vigilância transporte de valores e locação de mão-de–obra, pela prestação 
de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, 
seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como 
pela remuneração de serviços de profissão legalmente regulamentada, 
 
 
 
 
 
 83 
 
estão sujeitas a retenção na fonte da Contribuição Social (1%), da 
COFINS (3%) e da Contribuição para o PIS/PASEP (0,65%). 
 
Exemplo de registro contábil quando dessas retenções: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRESTADORA DO SERVIÇO 
DÉBITO CRÉDITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTA FISCAL 
 
Total dos serviços prestados R$ 100.000,00 
 
Retenções 
IRRF – 1,50% = R$ 1.500,00 
CSLL – 1,0% = R$ 1.000,00 
PIS – 0,65% = R$ 650,00 
COFINS – 3,0% = R$ 3.000,00 
 
Total da Nota Fiscal R$ 100.000,00 
 
Líquido a pagar R$ 93.850,00 
 
 
 
 
 
 84 
 
TOMADOR DO SERVIÇO 
DEBITO CREDITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. (Fundação Cesgranrio/PTB/01/20111/Q.44) A Comercial Roer 
contratou duas outras empresas para a realização dos serviços 
profissionais listados na tabela abaixo. 
 
Serviço Valor (em R$) 
Administração de bens 40.000,00 
Vigilância 50.000,00 
 
Considerando exclusivamente a retenção do Imposto de Renda na Fonte, 
nos termos da legislação fiscal em vigor, o valor líquido total a ser pago 
pela Comercial Roer a estas empresas prestadoras dos serviços, em reais, 
é 
(A) 90.000,00 (B) 89.100,00 (C) 88.900,00 (D) 88.850,00 (E) 88.650,00 
 
 Alíquota Retenção 
Administração Bens 
Vigilância 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 85 
 
 Retenção Líquido NF 
Administração de Bens 
Vigilância 
 
 
2. (Fundação Cesgranrio/FINEP /Q36) Em 20 fev. 2011, a 
Companhia N. S/A registrou a nota fiscal de serviços, emitida pela C. 
Ltda., referente ao contrato de prestação de serviços de consultoria 
contábil e fiscal, no valor de R$ 20.000,00, com vencimento para o dia 28 
fev. 2011. 
Considerando-se as determinações societárias e fiscais (Imposto de 
Renda), o registro contábil feito no dia 20 fev. 2011, pela Companhia N. 
S/A, em reais, foi 
 
(A) D: Despesa Administrativa 20.000,00 
C: Contas a Pagar 20.000,00 
 
(B) D: Despesa Financeira 20.000,00 
C: Contas a Pagar 20.000,00 
 
(C) D: Despesa Administrativa 20.000,00 
C: Contas a Pagar 19.800,00 
C: IRRF a Recolher 200,00 
 
(D) D: Despesa Administrativa 20.000,00 
C: Contas a Pagar 19.700,00 
C: IRRF a Recolher 300,00 
 
(E) D: Despesa Administrativa 20.000,00 
C: Contas a Pagar 17.000,00 
C: IRRF a Recolher 3.000,00 
 
 
 
 
 
 
 86 
 
3. Sempre que se manifestar a necessidade do contratante, pessoa 
jurídica, proceder à retenção do Imposto de Renda na Fonte 
(IRRF), quando da prestação de serviços por outra pessoa jurídica, 
o fato gerador da retenção se manifesta no 
 
(A) início do trabalho em decorrência da assinatura do contrato. 
(B) pagamento efetivo em dinheiro do serviço contratado, somente. 
(C) crédito ou pagamento dos serviços, dos dois o que ocorrer primeiro. 
(D) encerramento do trabalho, quando o contratante aceitar o trabalho 
realizado. 
(E) momento da realização do crédito determinado pelo encerramento do 
trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 87 
 
10. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E 
SERVIÇOS – ICMS 
 
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de 
Serviços) é um tributo de competência dos Estados e do Distrito 
Federal. 
 
O ICMS 
 será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada 
operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de 
serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou 
outro Estado ou pelo Distrito Federal; 
 poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias 
e dos serviços; por meio de resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente 
da República ou de um terço dos Senadores, aprovada pela maioria 
absoluta de seus membros estabelecerá as alíquotas aplicáveis às 
operações e prestações, interestaduais e de exportação. 
É facultado ao Senado Federal: 
a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante 
resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta 
de seus membros; 
b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver 
conflito específico que envolva interesse de Estados, mediante 
resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços 
de seus membros; 
 
 
 
 
 
 88 
 
O imposto incide sobre a circulação de mercadorias, serviços de 
transporte interestadual e intermunicipal, de comunicações, de 
energia elétrica, de entrada de mercadorias importadas e aqueles 
serviços prestados no exterior. 
 
O ICMS é regulamentado pela Lei Complementar 87/1996, a chamada 
"Lei Kandir". Cada Estado possui autonomia para estabelecer suas 
próprias regras de cobrança do imposto, respeitando as regras previstas 
na lei. 
 
O ICMS é um imposto não-cumulativo, ele incide sobre cada etapa da 
circulação de mercadorias separadamente. Em cada uma dessas etapas, 
deve haver a emissão de nota ou cupom fiscal. Isso é necessário 
devido ao fato de que esses documentos serão escriturados e serão 
através deles que o imposto será calculado e arrecadado pelo governo. 
 
Na maioria dos casos, as empresas repassam esse imposto ao 
consumidor, embutindo-o nos preços dos produtos. As mercadorias são 
tributadas de acordo com sua essencialidade. Assim, para produtos 
básicos, como o arroz e o feijão, o ICMS cobrado é menor do que no caso 
de produtos supérfluos, como cigarros e perfumes, por exemplo. 
 
 
Do fato gerador 
 
O ICMS tem como fato gerador a operação relativa à circulação de 
mercadoria e à prestação de serviço de transporte interestadual e 
intermunicipal e de comunicação, ainda que a operação ou a prestação se 
inicie no exterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 89 
 
Direito ao Crédito 
O direito de crédito, para efeito de compensação com débito do imposto, 
reconhecido ao estabelecimento que tenha recebido as mercadorias ou 
para o qual tenham sido prestados os serviços, está condicionado à 
idoneidade da documentação e, se for o caso, à escrituração nos prazos e 
condições estabelecidos na legislação. 
A legislação tributária estadual disporá sobre o período de apuração do 
imposto. As obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o 
período de apuração e são liquidadas por compensação ou mediante 
pagamento em dinheiro. 
Vedação de Crédito 
Não dão direito a crédito as entradas de mercadorias ou utilização de 
serviços resultantes de operações ou prestações isentas ou não 
tributadas, ou que se refiram a mercadorias ou serviços alheios à 
atividade do estabelecimento. 
É vedado o crédito relativo à mercadoria entrada no estabelecimento ou a 
prestação de serviços a ele feita: 
I – para integração ou consumo em processo de industrialização ou 
produção rural, quando a saída do produto resultante não for tributada ou 
estiver isenta do imposto, exceto se tratar-se de saída para o exterior; 
II – para comercialização ou prestação de serviço, quando a saída ou a 
prestação subseqüente não forem tributadas ou estiverem isentas do 
imposto, exceto as destinadas ao exterior. 
 
 
 
 
 
 90 
 
Prescrição do Crédito 
O direito de utilizar o crédito extingue-se depois de decorridos cinco anos 
contados da data de emissão do documento (parágrafo único do art. 23 da 
LC 87/96). 
As alíquotas aplicadas internamente 
A alíquota interna é determinada individualmente em cada Estado pela 
legislação estadual. Regra geral é de 17%, porém alguns Estados utilizam 
a alíquota de 18%. 
Exemplos de Alíquotas Aplicadas no Estado do Rio de Janeiro 
Regra Geral: 19%, sendo que 1% destinado ao adicional do Fundo da Lei 
estadual nº 4.056/2002. 
7% - Cesta básica 
26% - Bebida alcoólica, exceto cerveja, chope e aguardente de cana e de 
melaço, sendo que 1% será destinado ao adicional do Fundo da Lei 
estadual nº 4.056/2002. 
12% - Fornecimento de alimentação, incluídos os serviços prestados, 
promovido por restaurante, lanchonete, bar, café e similares. 
Convênios do ICMS 
Nos termos do artigo 100, inciso IV, do Código Tributário Nacional (CTN), 
os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal 
e os Municípios, são normas complementares das leis, dos tratados e das 
convenções internacionais e dos decretos. 
 
 
 
 
 
 91 
 
Uma vez firmado um Convênio entre dois ou mais Estados ou DF, o 
mesmo deverá ser, ratificado (ou não) pelas respectivas Assembléias 
Estaduais. 
Só após aprovados legislativamente, os convênios passam a ter eficácia, 
pois é o Poder Legislativo de cada Estado e do Distrito Federal que, 
ratificando o Convênio, o estabelecem como válido naquele Estado ou DF. 
 
CONFAZ 
É de responsabilidade do CONFAZ - Conselho Nacional de Política 
Fazendária - promover a celebração de convênios, para efeito de 
concessão ou revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais do 
imposto. 
O Conselho é constituído por representante de cada Estado e Distrito 
Federal e um representante do Governo Federal. 
 
Base de Cálculo 
 
Na apuração da base de cálculo de Operações com Mercadorias, deverá 
ser considerado: 
 inclusão de frete, seguro e de mais importâncias pagas; e 
 exclusão das vendas canceladas e dos descontos incondicionais. 
 
Base de Cálculo do ICMS quando houver Imposto sobre Produtos 
Industrializados - IPI 
 
 Quando ocorrer venda da indústria para contribuinte do ICMS, o 
IPI não integra a Base de Cálculo do ICMS. 
 
 
 
 
 
 
 92 
 
 Quando da venda de indústria para consumidor final/consumo 
final, o IPI deve ser incluído na base de cálculo do ICMS, inclusive 
quando na compra de imobilizado. 
 
IPI - será seletivo, em função da essencialidade do produto; será não 
cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o 
montante cobrado nas anteriores. 
Nota: Na base de cálculo do IPI considera o ICMS, frete e o seguro, mas 
não se deduz os descontos incondicionais. (Decreto 4.544/2002, art.131) 
 
 
Aprovada nova Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – 
TIPI, válida a partir de 2017. 
 
O governo federal, por meio do Decreto nº 8.950/2016 (DOU de 30/12/2016) aprovou a 
nova Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI, válida a 
partir de 2017. 
 
A TIPI é a matriz de alíquotas referenciais para incidência do IPI sobre produtos 
industrializados no mercado interno ou importados. Ela é organizada de acordo com a 
Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e precisou ser atualizada em razão da edição 
da Resolução Camex nº 125, de 15 de dezembro de 2016, que altera a NCM para 
adaptação às modificações do Sistema Harmonizado 2017 (SH-2017), desenvolvido e 
atualizado pela Organização Mundial de Aduanas (OMA). 
 
A Tabela é composta de 96 capítulos em que estão organizados todos os códigos de 
classificação de mercadorias, suas descrições e alíquotas próprias do IPI. A atualização 
de tal instrumento resultou na consolidação de 21 Decretos que tratavam do tema, e é 
de suma importância para todos os setores produtivos, na medida em que, tanto 
operações em território nacional quanto as operações de comércio internacional estão 
sujeitas à incidência do IPI. 
 
De acordo com a Receita Federal,com a publicação da nova TIPI, o País se adianta no 
sentido de facilitar e simplificar a atividade dos operadores de comércio internacional e 
da indústria nacional, bem como de alinhar o paradigma de incidência do IPI à nova 
codificação adotada mundialmente. 
 
O Decreto nº 8.950/2016 revogou a TIPI instituída pelo Decreto nº 7.660/2011. 
 
 
 
 
 
 93 
 
ICMS - REGIME NORMAL DE TRIBUTAÇÃO 
Adriana Valente 130
X 
18%=180ICMS
X 
18% =234,00
X 
18%=270,00
RECOLHERECOLHE 180,00 180,00 
54,0054,00
(234 -180)
1.000,00 1.000,00 1.300,001.300,00 1.500,001.500,00Vende porVende por
Fabricante Atacadista Varejista
Consumidor 
Final
No regime normal de tributação
em cada uma destas etapas HÁ incidência normal do ICMS
36,0036,00
(270-234)
Total recebido pelo Estado = 270,00 (180 + 54 + 36)(180 + 54 + 36)
ICMS
Não-cumulatividadeNãoNão--cumulatividadecumulatividade
130
AUTOR: Heraldo da Costa Belo
Valor Agregado
1.000+300+200 = 1.500
1.500 x 18% = 270,00
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 94 
 
ALÍQUOTAS INTERESTADUAL 
 
Adriana Valente 125

REGIÃO NORTE:REGIÃO NORTE:
AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO
NORDESTENORDESTE
AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, 
RN, SE E ES
CENTROCENTRO--OESTE:OESTE:
DF, GO, MS, MT
7%
12%12%
12%
• Interestadual para não contribuinte = % Interna
• Interestadual para contribuintes = % por região
Resolução do Senado
Federal 22/89
ICMS Alíquotas Interestaduais
REGIÃO 
SUDESTE:
SP, RJ, MG
REGIÃO SUL:
PR, SC, RS
7%
125
AUTOR: Heraldo da Costa Belo
 
Na operação interestadual será aplicada a alíquota interna quando a 
operação for para não contribuintes e será aplicada a alíquota 
interestadual quando a operação for para contribuintes. 
 
Diferencial de Alíquota 
Haverá complementação do imposto na estrada do estabelecimento do 
contribuinte de mercadoria recebida de outro estado e que for destinada a 
consumo ou ativo imobilizado. O imposto a pagar será o valor resultante 
da aplicação do percentual equivalente à diferença entre a alíquota interna 
e a interestadual sobre o valor da operação. (§2º da LC 87/96). 
 
Exemplo: 
Venda de mercadoria para uso e consumo do RJ (vendedor) para SP 
(comprador), no valor de R$ 1.000,00. 
 
 
 
 
 
 
 95 
 
ICMS destacado na NF do RJ = R$ 1.000,00 x 12% = R$ 120,00. 
 
A empresa compradora da mercadoria, sediada em SP, é contribuinte do 
ICMS, cuja alíquota é de 18%, assim, a empresa teria um ICMS de R$ 
1.000,00 x 18% = R$ 180,00. 
 
O diferencial de alíquota representa a diferença entre a alíquota interna e 
a alíquota interestadual. Assim SP complementaria o imposto, referente 
ao diferencial de alíquota, no montante de R$ 60,00, que representa R$ 
1.000,00 x 6% (18% - 12%). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 96 
 
 
A partir de 1º de janeiro de 2017 muda o percentual de partilha do DIFAL instituído 
pela EC 87/2015 entre os Estados e o Distrito Federal. 
 
O Estado de origem ficará com 40% do DIFAL e o destino 60%. 
 
Para emissão correta dos documentos fiscais e a GNRE altere os parâmetros fiscais da 
operação interestadual destinada a pessoa não contribuinte do ICMS. 
 
DIFAL - origem 
Em 2015, através da Emenda Constitucional 87/2015 e Convênio ICMS 93/2015 o 
governo federal criou a figura do DIFAL, ICMS devido sobre as operações interestaduais 
destinadas a não contribuinte. 
 
O novo Diferencial de Alíquotas - DIFAL, em vigor desde 1º de janeiro de 2016, é devido 
nas operações interestaduais destinadas a pessoa não contribuinte do ICMS e o valor 
do imposto cabe a unidade federada de destino da mercadoria ou serviço. 
 
Para os Estados e o Distrito Federal se adaptarem à nova regra, foi criado um período 
de transição, com início em 2016 e término em 2018. Neste período, o valor do DIFAL 
será partilhado entre a unidade federada de origem e destino (EC 87/2015 e Convênio 
ICMS 93/2015), conforme demonstra tabela: 
 
Ano UF Origem UF destino 
2016 60% 40% 
2017 40% 60% 
2018 20% 80% 
A partir de 2019 - 100% 
Contribuinte optante pelo Simples Nacional x DIFAL EC 87/2015 
Em razão da suspensão pelo Supremo Tribunal Federal - STF da Cláusula 9ª do 
Convênio ICMS 93/2015, o DIFAL instituído pela EC 87/2015 não aplica aos 
contribuintes do ICMS optantes pelo Simples Nacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 97 
 
Exercícios - ICMS 
 
1. Os impostos seletivos e não-cumulativos: 
a) o ICMS e o IPVA; 
b) o IPTU e o IPTR; 
c) o IRPJ e o IPI; 
d) o IPI e o ICMS; 
e) o ICMS e o ISS. 
 
2.(Fundação Cesgranrio/Casa da Moeda/Q.20) Bens foram 
adquiridos de uma empresa industrial, cujo valor total da nota fiscal é de 
R$ 12.000,00, incluindo 20% de IPI (calculado sobre o valor da 
mercadoria) e 12% de ICMS (embutido no preço). 
Tais bens devem ser contabilizados em uma empresa tipicamente 
comercial (que utilizará tais bens para revenda), para efeito de 
lançamento no estoque, como custo da mercadoria, no valor em reais, de 
 
(A) 8.560,00 (B) 8.800,00 (C) 10.000,00 (D) 10.800,00 (E) 12.000,00 
 
3. (Fundação Cesgranrio/Transpetro/2/2012/Q.26) A comercial MO 
comprou a prazo um lote de produtos para seu próprio consumo, fora da 
atividade operacional, no decorrer do próximo semestre, como segue: 
 
Informações dos produtos 
Valor dos produtos 20.000,00 
IPI destacado na nota fiscal 2.000,00 
(=) Total da Nota Fiscal 22.000,00 
Outras informações 
• Frete dos produtos cobrado diretamente pelo vendedor: 3.000,00 
• ICMS (alíquota incidente na operação): 18% 
 
 
 
 
 
 98 
 
Considerando-se as informações recebidas e as determinações fiscais para 
o cálculo do ICMS, o valor do mesmo, a ser destacado nessa nota fiscal, 
em reais, é de 
 
(A) 3.600,00 (B) 3.780,00 (C) 3.960,00 (D) 4.140,00 (E) 4.500,00 
 
4.(Fundação Cesgranrio/PTB/01/2011/Q.45) A Comercial Alegria, 
do Espírito Santo, comprou mercadorias a prazo da Comercial Festa, do 
Rio de Janeiro, por R$ 200.000,00 conforme Nota Fiscal da operação 
realizada. Nenhuma das empresas está enquadrada no SIMPLES e as 
alíquotas internas de ICMS são: Espírito Santo 17% e Rio de Janeiro 19%. 
Considerando as determinações constitucionais referentes ao ICMS, o 
valor do estoque registrado pela Comercial Alegria, relativo a esta 
operação exclusivamente, em reais, é 
 
(A) 200.000,00 (B) 186.000,00 (C) 176.000,00 (D) 166.000,00 
(E) 162.000,00 
 
5. (Fundação Cesgranrio/FINEP/Q.38) Uma empresa comercial 
localizada no Rio de Janeiro/RJ adquiriu mercadorias de um fornecedor, 
localizado em São Paulo/SP, nas seguintes condições: 
Valor das mercadorias compradas R$ 180.000,00 
Desconto incondicional auferido R$ 30.000,00 
ICMS destacado na nota fiscal R$ 27.000,00 
Considerando-se única e exclusivamente as informações acima, a alíquota 
real de ICMS nessa operação é 
 
(A) 12,00% (B) 15,00% (C) 17,64% (D) 18,00% (E) 21,95% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 99 
 
6. (Fundação Cesgranrio/BR Distribuidora/Q.34) A Companhia 
Comercial Ontem, localizada no Espírito Santo, comprou a prazo da 
Comercial Hoje, instalada no Rio de Janeiro, mercadorias no valor de R$ 
10.000,00, conforme nota fiscal. 
Posteriormente, a Comercial Ontem vendeu essas mesmas mercadorias 
para um consumidor final, não contribuinte do ICMS, localizado na Bahia, 
por R$ 15.000,00 à vista, conforme nota fiscal. 
 
Alíquotas internas de ICMS incidentessobre tais mercadorias: Espírito 
Santo 17%; Rio de Janeiro 19% e Bahia 18%. 
Levando em consideração exclusivamente 
• os aspectos técnico-conceituais vigentes atualmente no Brasil, com 
relação ao ICMS, inclusive no que se refere às operações interestaduais; 
• as operações realizadas pela Comercial Ontem; 
• a inexistência na Comercial Ontem, de quaisquer saldos anteriores de 
ICMS, o valor de ICMS a ser pago pela comercial Ontem, ao final das 
operações, em reais, é de 
 
(A) 600,00 (B) 650,00 (C) 850,00 (D) 1.100,00 (E) 1.850,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 100 
 
7. A Companhia Industrial Alpha adquiriu matérias-primas para serem 
utilizadas na produção. A nota fiscal do fornecedor continha os seguintes 
dados: 
 
- valor das matérias-primas $ 1.000 - IPI $ 200 
- valor total da nota fiscal $ 1.200 - ICMS destacado na nota fiscal $ 170 
 
Sabendo que o IPI e o ICMS são impostos recuperáveis para a empresa, 
assinale a alternativa que contém o valor a que pode· ser computado no 
custo das matérias-primas: 
 
a) $ 630; b) $ 830; c) $ 1.030; d) $ 1.170; e) $ 1.200. 
 
8. Uma empresa comercial adquiriu em abril mercadorias para 
comercialização, como segue: 
valor das mercadorias, incluindo o ICMS: $ 2.000.000 
fretes pagos ao fornecedor: $ 20.000 
IPI = 10% 
ICMS destacado na nota: 18% 
 
No mês de abril, a empresa revendeu 40% dessas mercadorias. 
Com base nessas informações, assinale a alternativa correspondente ao 
saldo em 30 de abril dos estoques de mercadorias para comercialização 
supondo que não havia saldo anterior em estoques: 
 
a) $ 1.200.000; b) $ 742.560; c) $ 993.840; d) $ 1.115.040; 
e) $ 1.856.400. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 101 
 
RESOLUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 102 
 
9. Considere as informações a seguir, relacionadas com as atividades do 
mês de outubro, de uma empresa comercial. 
 
 $ 
Compras de 3.600 unidades de mercadorias para revendas, 
diretamente do fabricante, incluindo 18% de ICMS 
360.000 
IPI de 15% destacado na nota fiscal do fornecedor 54.000 
Total da nota fiscal do fornecedor, paga à vista 414.000 
Vendas de 4.000 unidades, a $ 150 cada, incluindo ICMS, sendo 
que 30% foram recebidas à vista e o restante a prazo 
600.000 
 
ICMS de 18% sobre as vendas 108.000 
 
Em 30 de setembro havia um estoque de 800 unidades de mercadorias 
para revendas, corretamente contabilizadas e valorizadas a $ 92,00 a 
unidade. 
Com base nessas informações: 
a) contabilize as compras; 
b) contabilize as vendas no mês, destacando o ICMS incidente; 
c) utilizando a metodologia do custo médio para valorização dos estoques, 
calcule o custo médio após a contabilização das compras, utilizando três 
casas decimais; 
d) demonstre o saldo em 31 de outubro dos estoques, em reais; 
e) supondo que em 30 de setembro havia saldo a recuperar de ICMS ($ 
10.000), demonstre os saldos a recolher ou a recuperar do ICMS em 31 
de outubro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 103 
 
10. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). Pode haver mais de uma: 
 
a) nas empresas industriais, os tributos indiretos IPI e ICMS pagos pela 
empresa compradora em decorrência da aquisição de matérias-primas, 
materiais de embalagem e demais mercadorias utilizadas na produção 
representam, de acordo com a legislação pertinente, créditos da empresa 
compradora junto ao governo; 
 
b) os valores dos impostos recuperáveis pagos na aquisição das matérias-
primas e demais materiais utilizados na produção devem compor o custo 
de aquisição que serão incorporados aos estoques desses materiais; 
 
c) uma empresa industrial adquiriu 3.000 quilos de matérias-primas para 
uso na industrialização, pagando ao fornecedor o total de $ 201.219,51, 
incluindo 18% de ICMS e $ 18.292,68 de IPI. Com base nessas 
informações, o estoque de matérias-primas deve registrar como custo 
unitário de compras o valor de $ 50,00; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 104 
 
11. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - ISSQN 
A Lei Complementar nº 116 de 31/07/2003, dispõe sobre o Imposto Sobre 
Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), de competência dos Municípios e 
do Distrito Federal. 
O Imposto tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da 
lista anexa, da citada Lei, ainda que esses não se constituam como 
atividade preponderante do prestador. O imposto incide também sobre o 
serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado 
no exterior do País. 
A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço 
prestado. 
Conforme o Art. 3º, o serviço considera-se prestado, e o imposto, devido, 
no local do estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no 
local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos incisos 
I a XXV, da LC 116/2003, com alteração dada pela LC 157/2016, quando 
o imposto será devido no local. 
Art. 4º, Considera-se estabelecimento prestador o local onde o 
contribuinte desenvolva a atividade de prestar serviços, de modo 
permanente ou temporário, e que configure unidade econômica ou 
profissional, sendo irrelevantes para caracterizá-lo as denominações de 
sede, filial, agência, posto de atendimento, sucursal, escritório de 
representação ou contato ou quaisquer outras que venham a ser 
utilizadas. 
Art. 5º - Contribuinte é o prestador do serviço. 
Art. 6º - Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir 
de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira 
 
 
 
 
 
 105 
 
pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a 
responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter 
supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação, inclusive 
no que se refere à multa e aos acréscimos legais. - 
Art. 7º - A base de cálculo do imposto é o preço do serviço. 
As alíquotas mínimas e máximas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer 
Natureza são as seguintes: 
Mínima: Emenda Constitucional 37/2002 2% 
Não será objeto de concessão de isenções, incentivos e benefícios 
fiscais, que resulte, direta ou indiretamente, na redução da alíquota 
mínima estabelecida no inciso I, da EC 37/2002. 
Máxima: Lei complementar 116/2003 5%. 
Governo federal sancionou Lei que altera regras do Imposto Sobre Serviços – ISS 
 
Trata-se da Lei Complementar nº 157/2016 (DOU de 30/12), que alterou a Lei 
Complementar nº 116/2003 que dispõe sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer 
Natureza, de competência dos Municípios e do Distrito Federal, e dá outras 
providências. 
Com esta medida a alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza 
foi fixada em 2% (dois por cento), art. 8A. 
A Lei Complementar nº 157/2016 é resultado do Projeto de Lei nº 386/2012 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 106 
 
Exercícios - ISSQN 
 
1. (Fundação Cesgranrio/PTB/01/2011/Q.53) O Imposto sobre 
Serviços de Qualquer Natureza (ISS) é da competência dos Municípios nos 
termos das determinações da Constituição Federal/88, em vigor. 
 
Entretanto, apesar dessa atribuição constitucional de competência, o ISS 
é regido, a partir de 2003, pela Lei Complementar no 116/2003, sendo 
dela, também, a determinação da alíquota máxima permitida para a 
cobrança desse imposto, que a fixoupara jogos e diversão pública, no 
percentual de 
 
(A) 2% 
(B) 3% 
(C) 4% 
(D) 5% 
(E) 10% 
 
 
2. (Fundação Cesgranrio/Transpetro/02/2012/Q.35) Por 
prestação de serviços pode-se entender a transferência onerosa de um 
bem imaterial, estando tal transferência sujeita à incidência do imposto 
sobre serviços de qualquer natureza – ISS. 
Com relação ao assunto, são contribuintes do ISS os prestadores de 
serviços, somente, pessoas 
 
(A) físicas 
(B) jurídicas 
(C) jurídicas exclusivamente com fins lucrativos 
(D) físicas e pessoas jurídicas com estabelecimentos fixos 
(E) físicas e pessoas jurídicas com ou sem estabelecimento fixo 
 
 
 
 
 
 107 
 
3. Analise as seguintes afirmações em relação ao Imposto Sobre Serviços 
de Qualquer Natureza – ISSQN: 
 
I – a alíquota máxima do ISSQN definida na Lei Complementar n° 
116/2003 é de 5% para os serviços em geral; 
 
II – a base de cálculo do ISSQN é o preço do serviço prestado, sendo que 
no município do Rio de Janeiro, a base pode ser por um valor fixo, no caso 
das sociedades uniprofissionais, conforme previsto na legislação 
municipal; 
 
III – O ISS será sempre devido no município onde o contribuinte estiver 
domiciliado. 
 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmação(ões): 
 
(A) I (B) II (C) I e II (D) I e III (E) II e III 
 
 
4. Uma empresa negocia o recebimento de R$ 3.800,00, líquido de ISS 
(alíquota de 5%), pela prestação de serviços, sendo 50% na emissão da 
nota e o restante, 15 dias depois. O valor total do imposto devido nesta 
operação, em reais, será de: 
 
(A) 95,00 (B) 100,00 (C) 190,00 (D) 195,00 (E) 200,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 108 
 
5.(Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.49) O Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza (ISS) é devido na prestação de serviços, constantes na 
lista anexa à Lei Complementar no 116/2003, realizados por pessoas 
físicas, sem vínculo empregatício, ou por pessoas jurídicas, e sua 
incidência se manifesta na ocorrência do fato gerador. 
Nos serviços realizados por pessoas jurídicas, atuando exclusivamente 
como prestadoras de serviços, o ISS é devido quando o trabalho for 
(A) contratado 
(B) encomendado 
(C) fornecido 
(D) recebido 
(E) vistoriado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 109 
 
12. PIS E COFINS 
 
PIS/PASEP: PIS (Programa de Integração Social) e PASEP 
(Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público). A 
contribuição para o PIS/PASEP passa a financiar o seguro-desemprego, o 
programa de desenvolvimento econômico (através do BNDES) e o 
benefício do abono anual para empregados de baixa renda. 
 
COFINS: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. 
A pessoa jurídica poderá estar sujeita ao Regime Cumulativo ou Não 
Cumulativo para apuração do PIS/PASEP e da COFINS, em função do 
regime de tributação adotado para pagamento do IR e da CSLL, da 
atividade exercida ou das espécies de receitas auferidas. 
Da atividade 
As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas 
jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu 
faturamento. 
O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita 
bruta da pessoa jurídica. 
Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se 
refere o parágrafo anterior, excluem-se da receita bruta: 
I - as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o IPI e 
o ICMS na substituição tributária; 
II - as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como 
perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado 
positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e 
 
 
 
 
 
 110 
 
os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 
aquisição, que tenham sido computados como receita; 
IV - a receita decorrente da venda de bens do ativo permanente; 
V - a receita decorrente da transferência onerosa a outros contribuintes do 
ICMS de créditos de ICMS originados de operações de exportação, 
conforme o disposto no inciso II do § 1 o do art. 25 da Lei Complementar 
n o 87, de 13 de setembro de 1996. 
Na hipótese das pessoas jurídicas referidas no § 1º do art. 22 da Lei nº 
8.212, de 24 de julho de 1991, serão admitidas, para fins da COFINS, as 
mesmas exclusões e deduções facultadas para fins de determinação da 
base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP. 
 
Alíquotas 
As alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, no regime de 
incidência cumulativa, são, respectivamente, de sessenta e cinco 
centésimos por cento (0,65%) e de três por cento (3%). 
Apuração e Pagamento 
A apuração e o pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins 
serão efetuados mensalmente, de forma centralizada, pelo 
estabelecimento matriz da pessoa jurídica. 
O pagamento deverá ser efetuado até o último dia útil do 2º (segundo) 
decêndio subseqüente ao mês de ocorrência dos fatos geradores. 
 
Regime Não Cumulativo 
 
 
 
 
 
 111 
 
As pessoas jurídicas tributadas com base no Lucro Real, salvo as exceções 
do art. 10 da Lei 10.833/2003, estão obrigadas à apuração do PIS e 
COFINS pelo método não cumulativo. 
Base de cálculo 
A base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, com a 
incidência não-cumulativa, é o valor do faturamento mensal, assim 
entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, 
independentemente de sua denominação ou classificação contábil (Lei nº 
10.637, de 2002, art 1º, §§ 1º e 2º e Lei nº 10.833, de 2003, art. 1º, §§ 
1º e 2º). 
Os créditos do PIS e COFINS, escriturados por pessoa jurídica que tenha 
auferido receitas submetidas ao regime de tributação não cumulativa 
dessa contribuição (Lei 10.637/2002 e Lei 10.833/2003), poderão ser 
utilizados na dedução, na escrita contábil da pessoa jurídica, dos débitos 
da contribuição decorrentes de suas receitas tributadas. 
Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência Não Cumulativa 
do PIS e da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o 
crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e 
encargos vinculados a essas receitas. 
Em relação aos custos e despesas comuns às duas receitas, o crédito será 
determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: 
I – apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de 
sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a 
escrituração; ou 
II – rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos 
comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à 
incidência não-cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. 
 
 
 
 
 
 112 
 
O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito será 
aplicado consistentemente por todo o ano-calendário. 
Exclusões ou Deduções da Base de Cálculo 
Para fins de determinação da base de cálculo, podem ser excluídos do 
faturamento, quando o tenham integrado, os valores: (Lei nº 10.637, de 
2002, art 1º, §3º e Lei nº 10.833, de 2003, art. 1º, § 3º; IN SRF nº 247, 
de 2002, art. 24): 
 das receitas isentas ou não alcançadas pela incidência da 
contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero); 
 das vendas canceladas; 
 dos descontos incondicionais concedidos; 
 do IPI; 
 do ICMS, quando destacado em nota fiscal e cobrado pelo vendedor 
dos bens ou prestador dos serviços na condição de substitutotributário; 
 
Não integra a base de cálculo: 
 das reversões de provisões e das recuperações de créditos baixados 
como perdas, que não representem ingresso de novas receitas; 
 dos resultados positivos da avaliação de investimentos pelo valor do 
patrimônio líquido; 
 dos lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo 
custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; e 
 das receitas não-operacionais, decorrentes da venda de bens do 
ativo permanente; 
 das receitas de revenda de bens em que a contribuição já foi 
recolhida pelo substituto tributário; 
 das receitas excluídas do regime de incidência não-cumulativa, 
constantes do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003. 
 
 
 
 
 
 113 
 
Alíquotas 
As alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, com a 
incidência não cumulativa, são, respectivamente, de um inteiro e sessenta 
e cinco centésimos por cento (1,65%) e de sete inteiros e seis décimos 
por cento (7,6%). 
Desconto de créditos 
Dos valores de Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS apurados, a 
pessoa jurídica submetida à incidência não cumulativa poderá descontar 
créditos, calculados mediante a aplicação das alíquotas de 7,6% (COFINS) 
e 1,65% (Contribuição para o PIS/PASEP), sobre os valores: 
a. das aquisições de bens para revenda efetuadas no mês; 
 
b. das aquisições, efetuadas no mês, de bens e serviços utilizados 
como insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou na 
prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes; 
 
c. dos bens recebidos em devolução, no mês, cuja receita de venda 
tenha integrado o faturamento do mês ou de mês anterior, e tenha 
sido tributada no regime de incidência não-cumulativa; 
 
d. das despesas e custos incorridos no mês, relativos: 
 
 à energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa 
jurídica; 
 a aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, utilizados 
nas atividades da empresa; 
 
OBS: É vedado o crédito relativo a aluguel de bens que já tenham 
integrado o patrimônio da pessoa jurídica. 
 
 
 
 
 
 114 
 
 
 a contraprestação de operações de arrendamento mercantil 
pagas a pessoa jurídica, exceto quando esta for optante pelo 
Simples; 
 
OBS: É vedado o crédito relativo contraprestação de arrendamento 
mercantil de bens que já tenham integrado o patrimônio da pessoa 
jurídica. 
 
 armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos 
casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo 
vendedor; 
 dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, 
relativos a máquinas, equipamentos e outros bens incorporados 
ao ativo imobilizado adquiridos a partir de maio de 2004, para 
utilização na produção de bens destinados à venda, ou na 
prestação de serviços (Ver IN SRF nº 457, de 2004); 
 dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, 
relativos a edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de 
terceiros, adquiridas ou realizadas a partir de maio de 2004, 
utilizados nas atividades da empresa. 
Observações: 
 O crédito não aproveitado em determinado mês pode ser utilizado nos 
meses subsequentes. 
 O valor dos créditos apurados não constitui receita bruta da pessoa 
jurídica, servindo somente para dedução do valor devido da 
contribuição. 
 
 
 
 
 
 
 
 115 
 
A PARTIR DE 01.07.2015 
 
A partir de 01.07.2015, as alíquotas do PIS e COFINS sobre receitas 
financeiras, inclusive decorrentes de operações realizadas para fins de 
hedge, auferidas pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração 
não-cumulativa das referidas contribuições, serão de 0,65% e 4%, 
respectivamente. 
 
AS RF FORMAM A BC DE PIS (0.65%) E COFINS (4%) PELO METODO NÃO 
CUMULATIVO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 116 
 
Exercícios - PIS e COFINS 
 
1. (Fundação Cesgranrio/BR Distribuidora/Q.31) A contribuição 
para o PIS/PASEP será apurada mensalmente pelas pessoas jurídicas de 
direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto 
de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia 
mista e suas subsidiárias; pessoas jurídicas de direito público interno; 
entidades sem fins lucrativos discriminadas no art. 13 da Medida 
Provisória no 2.037. 
 
Para pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido, a alíquota do 
PIS/Pasep incidente sobre o seu faturamento mensal é 
 
(A) 0,165% (B) 0,650% (C) 1,000% (D) 1,650% (E) 3,000% 
 
 
2. (Fundação Cesgranrio/EPE/Q.29) A legislação fiscal vigente 
estabelece que a Cofins pode ser calculada pelo método cumulativo ou 
pelo método não cumulativo, dependendo da forma de tributação das 
empresas. 
 
Estão sujeitas à Cofins calculada pelo método não cumulativo as empresas 
tributadas pelo lucro 
 
(A) real 
(B) presumido 
(C) real e presumido 
(D) presumido, somente quando empresa de grande porte 
(E) real, somente quando sociedades anônimas e empresa de grande 
porte 
 
 
 
 
 
 117 
 
3. (Fundação Cesgranrio/Transpetro/2-2012/Q.31) O PIS/Pasep 
tornou-se um tributo não cumulativo a partir de 2002, mas, com a 
permissão de empresas continuarem no método (sistema) antigo, hoje 
estão em plena vigência os dois métodos; o cumulativo e o não 
cumulativo. 
 
O sistema não cumulativo, além da elevação da alíquota do PIS/Pasep, de 
0,65% para 1,65% trouxe, paralelamente, um aumento significativo na 
complexidade de sua aplicabilidade prática, notadamente no que se refere 
às receitas que podem ser excluídas da sua base de cálculo. 
 
Considere os tipos de receitas a seguir quanto à exclusão da base de 
cálculo do PIS/Pasep pelo método não cumulativo. 
I – Ganho na venda de bens pertencentes ao ativo permanente 
II - Lucros e dividendos de investimentos avaliados pelo custo 
III - Juros ativos e descontos financeiros obtidos 
IV - Reversão da provisão de perdas em processos cíveis, trabalhistas e 
fiscais 
 
Excluem-se as seguintes receitas: 
(A) I e II, apenas. 
(B) III e IV, apenas. 
(C) I, II e III, apenas. 
(D) II, III e IV, apenas. 
(E) I, II, III e IV. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 118 
 
(Fundação Cesgranrio/PTB/01/2011/Q.48 e 49) Utilize as 
informações a seguir para responder às questões de nos 4 e 5. 
Operações com mercadorias realizadas pela Comercial X, em 30 maio 
2015. 
► Compra a prazo na Indústria Y, conforme detalhamento na Nota Fiscal: 
Custo IPI Total 
2.000,00 200,00 2.200,00 
 
 
► Venda à vista das mesmas mercadorias para a Transportadora Z por R$ 
3.000,00 
 
Informações complementares sobre as três empresas: 
• são tributadas pelo lucro real 
• estão submetidas ao método não cumulativo do PIS e COFINS 
• não têm créditos tributários anteriores de nenhum imposto ou taxa 
• estão localizadas no mesmo estado 
• só operam no território nacional 
• submetem-se às alíquotas da tabela abaixo. 
 
ICMS IPI PIS COFINS 
18% 10% 1,65% 7,6% 
 
4. Considerando somente as operações apresentadas, as informações 
recebidas e as determinações tributárias em vigor, a COFINS a ser paga 
pela Comercial X, em reais, é 
(A) 228,00 
(B) 79,04 
(C) 76,00 
(D) 62,32 
(E) 60,80 
 
 
 
 
 
 
 119 
 
5. Considerando somente as operações apresentadas, as informações 
recebidas e as determinações tributárias em vigor, o PIS a ser pago pela 
Comercial X, em reais, é 
 
(A) 10,23 (B) 13,20 (C) 13,53 (D) 16,50 (E) 49,506. (Fundação Cesgranrio/BR Distribuidora/Q.32) Uma empresa 
sujeita à COFINS pelo regime de incidência cumulativa apresentou as 
seguintes informações referentes a um determinado mês: 
• Vendas 225.000,00 
• Devolução de vendas 15.000,00 
• Compras 80.000,00 
• Descontos incondicionais concedidos 10.000,00 
 
Considerando as informações recebidas e os procedimentos técnicos 
referentes à COFINS cumulativa, o valor devido dessa empresa, ao final 
do mês das operações apresentadas, em reais, é 
(A) 3.900,0 
(B) 0 
(B) 4.350,00 
(C) 6.000,00 
(D) 9.880,00 
(E) 15.200,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 120 
 
7. Uma empresa mista, que tem em seu estatuto social previsão de 
atividades comerciais e de prestação de serviços, é tributada pelo lucro 
presumido. Ao final do 1o trimestre de 2015, apresenta as seguintes 
contas de resultado, em reais: 
• Receita Bruta de Vendas 100.000,00 
• Receita de Prestação de Serviços 50.000,00 
• Receitas Financeiras 2.000,00 
• Despesas Dedutíveis 120.000,00 
 
Considerando apenas as informações apresentadas e sabendo que a 
alíquota utilizada no método cumulativo é de 3%, enquanto a alíquota 
utilizada no método não cumulativo é de 7,6%, a Cofins devida pela 
empresa, em reais, é: 
 
(A) 4.500,00 
(B) 4.560,00 
(C) 5.320,00 
(D) 5.472,00 
(E) 11.552,00 
 
8. O Supermercado Capixaba é uma empresa que fez a opção, em 2005, 
pelo lucro presumido. Em janeiro, adquiriu R$ 200.000,00 em 
mercadorias, além de ter R$ 100.000,00 de estoque inicial. A receita de 
revenda de mercadorias montou R$ 400.000,00 no mês, com o 
supermercado obtendo, ainda, receitas financeiras, no valor de R$ 
10.000,00. Sabendo-se que a alíquota da COFINS é de 7,6% para o 
método não cumulativo e de 3% para o método cumulativo, a COFINS 
devida pelo Supermercado Capixaba, em reais, referente ao mês de 
janeiro de 2016, será: 
 
 
 
 
 
 
 
 121 
 
(A) 7.600,00 (B) 8.360,00 (C) 12.000,00 (D) 12.300,00 
(E) 14.950,00 
 
9. Uma empresa tributada pelo lucro presumido apresentou os 
seguintes dados, ao final do mês de janeiro de 2014: 
Receita Bruta de Vendas R$ 1.200.000,00 
Descontos Incondicionais Concedidos (N.Fiscal) R$ 60.000,00 
Devolução de Vendas R$ 20.000,00 
Perda na Venda de Bens do Ativo Imobilizado R$ 10.000,00 
 
Considerando apenas as informações apresentadas e sabendo que a 
alíquota do PIS/PASEP é de 0,65% para as empresas tributadas pelo lucro 
presumido, o valor da contribuição, devido em janeiro de 2007, em reais, 
monta a: 
 
(A) 7.215,00 (B) 7.280,00 (C) 7.345,00 (D) 7.670,00 (E) 7.800,00 
 
10. Uma empresa comercial tributada pelo lucro real apresentou as 
seguintes informações no mês de outubro de 2016: 
Em reais 
 Estoque Inicial 20.000,00 
 Compras de Mercadorias 100.000,00 
 Estoque Final 30.000,00 
 Vendas de Mercadorias 200.000,00 
 Despesas com Energia Elétrica 20.000,00 
 Receitas Financeiras 2.000,00 
 Despesas Financeiras 3.000,00 
 
Sabe-se que a alíquota da Cofins para as empresas que estão no método 
cumulativo é de 3% e de 7,6% para as empresas obrigadas a utilizar o 
método não cumulativo. 
 
 
 
 
 
 122 
 
 
Com base apenas nas informações apresentadas e na legislação tributária 
vigente, a Cofins devida pela empresa referente ao mês de outubro de 
2016 será, em reais: 
 
(A) 6.060,00 
(B) 6.080,00 
(C) 6.840,00 
(D) 6.992,00 
(E) 6.160,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 123 
 
13. Substituição Tributária 
 
Conforme o art. 6º, da Lei Complementar nº 87 de 13/09/1996, conhecida 
como Lei Kandir, a Lei estadual poderá atribuir a contribuinte do imposto 
ou a depositário a qualquer título a responsabilidade pelo seu pagamento, 
hipótese em que assumirá a condição de substituto tributário. 
 
A Substituição Tributária (ST) é o regime pelo qual a responsabilidade 
pelo ICMS (Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) devido 
em relação às operações ou prestações de serviços é atribuída a outro 
contribuinte. 
Assim temos na legislação duas modalidades de contribuintes: 
1) Contribuinte Substituto: é aquele eleito para efetuar a retenção e/ou 
recolhimento do ICMS; 
2) Contribuinte Substituído: é aquele que, nas operações ou prestações 
antecedentes ou concomitantes é beneficiado pelo diferimento do imposto 
e nas operações ou prestações subsequentes sofre a retenção. 
As operações ou prestações podem ocorrer da seguinte forma: 
 Antecedentes 
 Concomitantes 
 Subsequentes 
A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente 
sobre uma ou mais operações ou prestações, sejam antecedentes, 
concomitantes ou subsequentes, inclusive ao valor decorrente da 
diferença entre alíquotas interna e interestadual nas operações e 
 
 
 
 
 
 124 
 
prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em 
outro Estado, que seja contribuinte do imposto. 
A atribuição de responsabilidade dar-se-á em relação a mercadorias, bens 
ou serviços previstos em lei de cada Estado. 
O ICMS ST é cobrado na nota fiscal de clientes que comercializam 
produtos de difícil fiscalização, tais como: cigarros, discos, peças, bebidas, 
combustíveis, derivados de petróleo, carnes, etc. 
 
A base de cálculo poderá ser por meio: 
 Imposto sobre o Valor Agregado – IVA – que representa a margem 
média de lucro, estabelecida pelo fisco, em percentuais, de 
determinados seguimentos de negócios; ou. 
 O preço final a consumidor sugerido pelo fabricante ou importador. 
Base de cálculo praticada em relação ao tipo de operação e prestação: 
 em relação às operações ou prestações antecedentes ou 
concomitantes, o valor da operação ou prestação praticado pelo 
contribuinte substituído; e 
 em relação às operações ou prestações subsequentes, obtida pelo 
somatório das parcelas seguintes: 
a) o valor da operação ou prestação própria realizada pelo 
substituto tributário ou pelo substituído intermediário; 
b) o montante dos valores de seguro, de frete e de outros 
encargos cobrados ou transferíveis aos adquirentes ou 
tomadores de serviço; 
 
 
 
 
 
 125 
 
c) a margem de valor agregado, inclusive lucro, relativa às 
operações ou prestações subseqüentes. 
 
Exemplo prático de operação subsequente: 
 
IVA – Imposto sobre o valor agregado = 50% 
A indústria vende para o atacado uma mercadoria por: R$ 1.000,00 
O atacado vendo para o varejo a mesma mercadoria por: R$ 1.300,00 
O varejo vende para o consumidor final a mercadoria por: R$ 1.500,00 
 
Cálculo do ICMS substituição Tributária: 
Indústria = R$ 1.000,00 x 18% = R$ 180,00 
IVA = R$ 500,00 x 18% = R$ 90,00 
ICMS na NF = R$ 180,00 + R$ 90,00 = R$ 270,00, que representa: 
 R$ 180,00 = Débito da indústria para como fisco 
 R$ 90,00 = Débito do atacado e do varejo para com a indústria, que 
repassou para o fisco. 
 
Notas: 
 O atacado tem que pagar a indústria o valor de R$ 54,00, destacado na 
NF quando da compra da mercadoria, que representa 18% sobre R$ 
300,00 (valor agregado). 
 
 O varejo tem que pagar ao atacado o valor de R$ 36,00, destacado na 
nota fiscal, que representa 18% sobre R$ 200,00 (valor agregado). 
 
 
 
 
 
 
 126 
 
 A indústria repassa para o fisco o valor de R$ 180,00+ R$ 90,00 
(atacado + varejo). 
 
Exercício - Substituição Tributária 
 
1. A Cia São Caetano é uma indústria de biscoito localizada na cidade 
do Rio de Janeiro e vende seus produtos para a Cia. Diadema, que é uma 
empresa comercial varejista, localizada no mesmo estado. A Cia São 
Caetano vendeu sorvetes para a Cia Diadema por R$ 2.000,00 mais um 
frete de R$ 200,00, com um desconto incondicional de R$ 50,00, além da 
inclusão do ICMS substituição tributária. Sabe-se que a alíquota do ICMS 
substituição tributária, no Estado do Rio de Janeiro, é de 20% e que a 
margem de lucro definida em lei, para fins de substituição tributária, é de 
30%. O ICMS substituição tributária que será recolhido pela Cia. São 
Caetano, referente à venda para a Cia Diadema, reais será: 
 
a) 117,00 b) 120,00 c) 129,00 d) 132,00 e) 142,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 127 
 
2.(Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.44) Um atacadista, trabalhando 
com produtos sujeitos à incidência do ICMS substituição tributária (ICMS 
ST), apresentou, em reais, as seguintes informações de uma venda 
realizada, em tal modalidade de ICMS: 
• Valor dos produtos 4.200,00 
• Margem de lucro (prevista em lei: pauta mínima) 
4.200,00 x 25% 1.050,00 
Total 5.250,00 
 
Cálculos do ICMS, realizados pelo atacadista: 
 ICMS sobre a operação = 5.250,00 x 18% = 945,00 
 ICMS sobre o produto = 4.200,00 x 18% = 756,00 
 ICMS ST = 945,00 - 756,00 = 189,00 
 
Considerando exclusivamente as informações recebidas, as determinações 
fiscais e as normas contábeis inerentes ao assunto, o registro contábil 
realizado pelo atacadista, em reais, no dia da operação, é 
(A) Débito: Clientes 4.200,00 
Crédito: Vendas 4.200,00 
(B) Débito: Clientes 4.200,00 
Débito: ICMS ST a Recuperar 189,00 
Crédito: Vendas 4.389,00 
(C) Débito: Clientes 4.389,00 
Crédito: Vendas 4.389,00 
(D) Débito: Clientes 4.389,00 
Crédito: Vendas 4.200,00 
Crédito: ICMS ST a Recolher 189,00 
(E) Débito: Clientes 5.439,00 
Crédito: Vendas 5.250,00 
Crédito: ICMS ST a Recolher 189,00 
 
 
 
 
 
 
 128 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 766, DE 4 DE JANEIRO DE 2017. 
 
 
 
 
 
 129 
 
Exposição de motivos 
Institui o Programa de Regularização 
Tributária junto à Secretaria da 
Receita Federal do Brasil e à 
Procuradoria-Geral da Fazenda 
Nacional. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe 
confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com 
força de lei: 
Art. 1º Fica instituído o Programa de Regularização Tributária - PRT 
junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da 
Fazenda Nacional, cuja implementação obedecerá ao disposto nesta 
Medida Provisória. 
§ 1º Poderão ser quitados, na forma do PRT, os débitos de natureza 
tributária ou não tributária, vencidos até 30 de novembro de 2016, de 
pessoas físicas e jurídicas, inclusive objeto de parcelamentos anteriores 
rescindidos ou ativos, em discussão administrativa ou judicial, ou ainda 
provenientes de lançamento de ofício efetuados após a publicação desta 
Medida Provisória, desde que o requerimento se dê no prazo de que trata 
o § 2º. 
§ 2º A adesão ao PRT ocorrerá por meio de requerimento a ser 
efetuado no prazo de até cento e vinte dias, contado a partir da 
regulamentação estabelecida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil 
e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, e abrangerá os débitos em 
discussão administrativa ou judicial indicados para compor o PRT e a 
totalidade dos débitos exigíveis em nome do sujeito passivo, na condição 
de contribuinte ou responsável. 
§ 3º A adesão ao PRT implica: 
I - a confissão irrevogável e irretratável dos débitos em nome do 
sujeito passivo na condição de contribuinte ou responsável e por ele 
indicados para compor PRT, nos termos dos art. 389 e art. 395 da Lei 
nº 13.105, de 16 de março de 2015 - Código de Processo Civil, e 
condiciona o sujeito passivo à aceitação plena e irretratável de todas as 
condições estabelecidas nesta Medida Provisória; 
II - o dever de pagar regularmente as parcelas dos débitos 
consolidados no PRT e os débitos vencidos após 30 de novembro de 2016, 
inscritos ou não em Dívida Ativa da União; 
III - a vedação da inclusão dos débitos que compõem o PRT em 
qualquer outra forma de parcelamento posterior, ressalvado o 
reparcelamento de que trata o art. 14-A da Lei nº 10.522, de 19 de julho 
de 2002; e 
 
 
 
 
 
 130 
 
IV - o cumprimento regular das obrigações com o Fundo de Garantia 
do Tempo de Serviço - FGTS. 
Art. 2º No âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil, o 
sujeito passivo que aderir ao PRT poderá liquidar os débitos de que trata o 
art. 1º mediante a opção por uma das seguintes modalidades: 
I - pagamento à vista e em espécie de, no mínimo, vinte por cento do 
valor da dívida consolidada e liquidação do restante com a utilização de 
créditos de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da Contribuição 
Social sobre o Lucro Líquido - CSLL ou com outros créditos próprios 
relativos aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do 
Brasil; 
II - pagamento em espécie de, no mínimo, vinte e quatro por cento 
da dívida consolidada em vinte e quatro prestações mensais e sucessivas 
e liquidação do restante com a utilização de créditos de prejuízo fiscal e 
base de cálculo negativa da CSLL ou com outros créditos próprios relativos 
aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil; 
III - pagamento à vista e em espécie de vinte por cento do valor da 
dívida consolidada e parcelamento do restante em até noventa e seis 
prestações mensais e sucessivas; e 
IV - pagamento da dívida consolidada em até cento e vinte prestações 
mensais e sucessivas, calculadas de modo a observar os seguintes 
percentuais mínimos, aplicados sobre o valor da dívida consolidada: 
a) da primeira à décima segunda prestação - 0,5% (cinco décimos por 
cento); 
b) da décima terceira à vigésima quarta prestação - 0,6% (seis 
décimos por cento); 
c) da vigésima quinta à trigésima sexta prestação - 0,7% (sete 
décimos por cento); e 
d) da trigésima sétima prestação em diante - percentual 
correspondente ao saldo remanescente, em até oitenta e quatro 
prestações mensais e sucessivas. 
§ 1º Nas hipóteses previstas nos incisos I e II do caput, se houver 
saldo remanescente após a amortização com créditos, este poderá ser 
parcelado em até sessenta prestações adicionais, vencíveis a partir do 
mês seguinte ao pagamento à vista ou do mês seguinte ao do pagamento 
da vigésima quarta prestação, no valor mínimo de 1/60 (um sessenta 
avos) do referido saldo. 
§ 2º Na liquidação dos débitos na forma prevista nos incisos I e II 
do caput, poderão ser utilizados créditos de prejuízos fiscais e de base de 
cálculo negativa da CSLL apurados até 31 de dezembro de 2015 e 
declarados até 29 de julho de 2016, próprios ou do responsável tributário 
 
 
 
 
 
 131 
 
ou corresponsável pelo débito, e de empresas controladora e controlada, 
de forma direta ou indireta, ou de empresas que sejam controladas direta 
ou indiretamente por uma mesma empresa, em 31 de dezembro de 2015, 
domiciliadas no País, desde que se mantenham nesta condição até a data 
da opção pela quitação. 
§ 3º Para fins do disposto no § 2º, inclui-se também como controlada 
a sociedade na qual a participação da controladora seja igual ou inferior a 
cinquentapor cento, desde que existente acordo de acionistas que 
assegure de modo permanente a preponderância individual ou comum nas 
deliberações sociais, e o poder individual ou comum de eleger a maioria 
dos administradores. 
§ 4º Na hipótese de utilização dos créditos de que tratam o § 2º e o 
§ 3º, os créditos próprios deverão ser utilizados primeiramente. 
§ 5º O valor do crédito decorrente de prejuízo fiscal e de base de 
cálculo negativa da CSLL será determinado por meio da aplicação das 
seguintes alíquotas: 
I - vinte e cinco por cento sobre o montante do prejuízo fiscal; 
II - vinte por cento sobre a base de cálculo negativa da CSLL, no caso 
das pessoas jurídicas de seguros privados, das pessoas jurídicas de 
capitalização e das pessoas jurídicas referidas nos incisos I a VII e X do § 
1º do art. 1º da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001; 
III - dezessete por cento, no caso das pessoas jurídicas referidas 
no inciso IX do § 1º do art. 1º da Lei Complementar nº 105, de 2001; e 
IV - nove por cento sobre a base de cálculo negativa da CSLL, no caso 
das demais pessoas jurídicas. 
§ 6º Na hipótese de indeferimento dos créditos a que se refere 
o caput, no todo ou em parte, será concedido o prazo de trinta dias para 
que o sujeito passivo efetue o pagamento em espécie dos débitos 
amortizados indevidamente com créditos não reconhecidos pela Secretaria 
da Receita Federal do Brasil, inclusive aqueles decorrentes de prejuízo 
fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL. 
§ 7º A falta do pagamento de que trata o § 6º implicará a exclusão 
do devedor do PRT e o restabelecimento da cobrança dos débitos 
remanescentes. 
§ 8º A quitação na forma disciplinada no caput extingue o débito sob 
condição resolutória de sua ulterior homologação. 
§ 9º A Secretaria da Receita Federal do Brasil dispõe do prazo de 
cinco anos para a análise da quitação na forma prevista no caput. 
Art. 3º No âmbito da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o 
sujeito passivo que aderir ao PRT poderá liquidar os débitos de que trata o 
art. 1º, inscritos em Dívida Ativa da União, da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 132 
 
I - pagamento à vista de vinte por cento do valor da dívida 
consolidada e parcelamento do restante em até noventa e seis parcelas 
mensais e sucessivas; ou 
II - pagamento da dívida consolidada em até cento e vinte parcelas 
mensais e sucessivas, calculadas de modo a observar os seguintes 
percentuais mínimos, aplicados sobre o valor consolidado: 
a) da primeira à décima segunda prestação - 0,5% (cinco décimos por 
cento); 
b) da décima terceira à vigésima quarta prestação - 0,6% (seis 
décimos por cento); 
c) da vigésima quinta à trigésima sexta prestação - 0,7% (sete 
décimos por cento); e 
d) da trigésima sétima prestação em diante - percentual 
correspondente ao saldo remanescente em até oitenta e quatro 
prestações mensais e sucessivas. 
§ 1º O parcelamento de débitos na forma prevista no caput cujo 
valor consolidado seja inferior a R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de 
reais) não depende de apresentação de garantia. 
§ 2º O parcelamento de débitos cujo valor consolidado seja igual ou 
superior a R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais) depende da 
apresentação de carta de fiança ou seguro garantia judicial, observados os 
requisitos definidos em ato do Procurador-Geral da Fazenda Nacional. 
Art. 4º O valor mínimo de cada prestação mensal dos parcelamentos 
previstos nos art. 2º e art. 3º será de: 
I - R$ 200,00 (duzentos reais), quando o devedor for pessoa física; e 
II - R$ 1.000,00 (mil reais), quando o devedor for pessoa jurídica. 
Art. 5º Para incluir no PRT débitos que se encontrem em discussão 
administrativa ou judicial, o sujeito passivo deverá desistir previamente 
das impugnações ou dos recursos administrativos e das ações judiciais 
que tenham por objeto os débitos que serão quitados, e renunciar a 
quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundem as referidas 
impugnações e recursos ou ações judiciais, e protocolar, no caso de ações 
judicias, requerimento de extinção do processo com resolução do mérito, 
nos termos da alínea “c” do inciso III do caput do art. 487 da Lei 
nº 13.105, de 2015 - Código de Processo Civil. 
§ 1º Somente será considerada a desistência parcial de impugnação 
e de recurso administrativo interposto ou de ação judicial proposta se o 
débito objeto de desistência for passível de distinção dos demais débitos 
discutidos no processo administrativo ou na ação judicial. 
 
 
 
 
 
 133 
 
§ 2º A comprovação do pedido de desistência e da renúncia de ações 
judiciais deverá ser apresentada na unidade de atendimento integrado do 
domicílio fiscal do sujeito passivo até o último dia do prazo para a adesão 
ao PRT. 
§ 3º A desistência e a renúncia de que trata o caput não exime o 
autor da ação do pagamento dos honorários, nos termos do art. 90 da Lei 
nº 13.105, de 2015 - Código de Processo Civil. 
Art. 6º Os depósitos vinculados aos débitos a serem pagos ou 
parcelados serão automaticamente transformados em pagamento 
definitivo ou convertidos em renda da União. 
§ 1º Depois da alocação do valor depositado à dívida incluída no PRT, 
se restarem débitos não liquidados pelo depósito, o saldo devedor poderá 
ser quitado na forma prevista nos art. 2º ou art.3º. 
§ 2º Depois da conversão em renda ou da transformação em 
pagamento definitivo, o sujeito passivo poderá requerer o levantamento 
do saldo remanescente, se houver, desde que não haja outro débito 
exigível. 
§ 3º Na hipótese prevista no § 2º, o saldo remanescente de débitos 
junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil somente poderá ser 
levantado pelo sujeito passivo após a confirmação, se for o caso, dos 
montantes de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL ou de 
outros créditos de tributos utilizados para quitação da dívida. 
§ 4º Na hipótese de depósito judicial, o disposto no caput somente 
se aplica aos casos em que tenha ocorrido desistência da ação ou do 
recurso e renúncia a qualquer alegação de direito sobre o qual se funda a 
ação. 
Art. 7º Os créditos indicados para quitação na forma do PRT deverão 
quitar primeiro os débitos não garantidos pelos depósitos judiciais que 
serão convertidos em renda da União. 
Art. 8º Os valores oriundos de constrição judicial depositados na 
conta única do Tesouro Nacional até a data de publicação desta Medida 
Provisória poderão ser utilizados para o pagamento à vista de que trata o 
inciso I docaput do art. 3º. 
Art. 9º A dívida objeto do parcelamento será consolidada na data do 
requerimento de adesão ao PRT e será dividida pelo número de prestações 
indicadas. 
§ 1º Enquanto a dívida não for consolidada, o sujeito passivo deverá 
calcular e recolher o valor à vista ou o valor equivalente ao montante dos 
débitos objeto do parcelamento dividido pelo número de prestações 
pretendidas, observado o disposto nos art. 2º e art. 3º. 
 
 
 
 
 
 134 
 
§ 2º O deferimento do pedido de adesão ao PRT fica condicionado ao 
pagamento do valor à vista ou da primeira prestação, que deverá ocorrer 
até o último dia útil do mês do requerimento. 
§ 3º O valor de cada prestação mensal, por ocasião do pagamento, 
será acrescido de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema 
Especial de Liquidação e de Custódia - Selic para títulos federais, 
acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subsequente ao da 
consolidação até o mês anterior ao do pagamento, e de um por cento 
relativamente ao mês em que o pagamento for efetuado. 
Art. 10. Implicará exclusão do devedor do PRT e a exigibilidade 
imediata da totalidade do débitoconfessado e ainda não pago e 
automática execução da garantia prestada: 
I - a falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou seis 
alternadas; 
II - a falta de pagamento de uma parcela, se todas as demais 
estiverem pagas; 
III - a constatação, pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ou 
pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, de qualquer ato tendente ao 
esvaziamento patrimonial do sujeito passivo como forma de fraudar o 
cumprimento do parcelamento; 
IV - a decretação de falência ou extinção, pela liquidação, da pessoa 
jurídica optante; 
V - a concessão de medida cautelar fiscal, nos termos da Lei 
nº 8.397, de 6 de janeiro de 1992; 
VI - a declaração de inaptidão da inscrição no Cadastro Nacional da 
Pessoa Jurídica - CNPJ, nos termos dos art. 80 e art. 81 da Lei nº 9.430, 
de 1996; ou 
VII - a inobservância do disposto nos incisos II e IV do § 3º do art. 
1º. 
Parágrafo único. Na hipótese de exclusão do devedor do PRT, os 
valores liquidados com os créditos de que trata o art. 2º serão 
restabelecidos em cobrança e: 
I - será efetuada a apuração do valor original do débito, com a 
incidência dos acréscimos legais, até a data da rescisão; e 
II - serão deduzidas do valor referido no inciso I do parágrafo único 
as parcelas pagas em espécie, com acréscimos legais até a data da 
rescisão. 
Art. 11. A opção pelo PRT implica manutenção automática dos 
gravames decorrentes de arrolamento de bens de medida cautelar fiscal e 
 
 
 
 
 
 135 
 
das garantias prestadas nas ações de execução fiscal ou qualquer outra 
ação judicial. 
Art. 12. Aplicam-se aos parcelamentos o disposto no art. 
11, caput e § 2º e § 3º, no art. 12 e no art. 14, caput, inciso IX, da Lei 
nº 10.522, de 2002. 
Parágrafo único. Aos parcelamentos não se aplicam o disposto: 
I - no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.964, de 10 de abril de 2000; 
II - no § 10 do art. 1º da Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003; e 
III - no art. 15 da Lei nº 9.311, de 24 de outubro de 1996. 
Art. 13. A Secretaria da Receita Federal do Brasil e a Procuradoria-
Geral da Fazenda Nacional, no âmbito de suas competências, editarão os 
atos necessários à execução dos procedimentos previstos no prazo de até 
trinta dias, contado da data de publicação desta Medida Provisória. 
Art. 14. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua 
publicação. 
Art. 15. Fica revogado o art. 38 da Lei nº 13.043, de 13 de novembro 
de 2014. 
Brasília, 4 de janeiro de 2017; 196º da Independência e 129º da 
República. 
MICHEL TEMER 
Henrique Meirelles 
Este texto não substitui o publicado no DOU de 5.1.2017 e retificado em 
2.2.2017 
*

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