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Ameba A Ameba é pertencente ao Sub-reino Protozoa, Filo Sarcomastigophora e de gênero Entamoeba (Tem o Iodamoeba e o Endolimax, porém não será cobrado). A doença é conhecida como Amebíase que se mostra com a presença da Entamoeba histolytica (histo= tecido/ lytica= lise celular) no humano, que pode (diarreia) ou não apresentar manifestação clínica. Pode ser transmitido via alimento. Atualmente 50 milhões de pessoas contraem a doença (110mil mortes/ano (3º lugar). Causa problema intestinal apresentando lesões inflamatórias e ulcerativas e incapacitação funcional. Causa também problemas extraintestinal, apresentando necrose hepática (2-10%). Se apresenta com maior incidência nas regiões do México, Ámerica Central, Peru, Colômbia, Equador e Brasil (AM,PA,BA,PB,RS). Geralmente locais com muita pobreza, sem agua potável e higienização adequada, estado nutricional deficiente etc...Na África o povo faz adubagem com matéria orgânica (cocô para falar a verdade) para adubar as plantações, ocorrendo a transmissão (cisto das amebas) para os vizinhos. A Entamoebahistolytica é a mais grave das protozooses que atingem o intestino humano. A Amebíase envolve 2 espécies morfologicamente distintas: E.histolytica – quadros mais graves E.dipar- quadros de diarreia, formas mais leves e assintomáticas. Apresenta como formas: Cisto, Metacísto, Trofozoíto, Pré-cística. Cisto = (encontrado nas fezes formadas) - Forma resistente, esféricos ou ovais. Forma inativa (não causa dano na célula), secreta parede cística, núcleos pouco visíveis – Da origem ao metacísto. Metacisto = (emerge do cisto no intestino delgado) - forma tetranucleada, sofre divisões originando 8 trofozoítos mononucleados – Da origem ao trofozoíto. Trofozoíto = ectoplasma (região do citoplasma mais clara – menos densa) /endoplasma (região mais densa do citoplasma) – forma ativa (se reproduz, alimenta, locomove), pleomórfico (se organiza em várias formas), alongado, com pseudópodes. Pré-cística = trofozoito quando reduz sua atividade, fase intermediária entre trofozoito e cisto, amebas pré-cistica segregam um envoltório resistente, núcleo se divide para formar novos cistos. Biologia Celular – Apresenta Glicocálice (camada de açúcar), Ceraminaaminoetilfosfanato(lipídeo de membrana, resistente a hidrólise), Actina, Mitossomos (como se fosse um tipo de mitocôndria – não confudir), Glicogênio, lisossomo (diferentes, com enzimas associadas a membrana). Não possui – Mitocôndria, centríolos, microtúbulos, citoesqueleto estruturados golgi e retículos átipicos. Em um artigo da Nature (2014), mostra que a ameba não engloba toda a célula, através do pseudópodes ela faz uma trogocitose (fagocita apenas um pedaço da célula (aumenta o cálcio intracelular), porém a célula continua viável durante um tempo – mas não evita a morte celular, a ameba vai comendo os pedaços, até ganhar partes mais profundas do tecido, podendo se espalhar para outras partes do corpo, causando manifestações mais sérias. ). Quadros clínicos em resumo Classificação da OMS (antiga, mas válida) Assintomáticas (90% dos casos) Sintomáticas: 2.1 - Amebíase intestinal: – Colite disentérica: agudodiarréia (10 ou + /dia) c/ evacuação mucossanguinolenta, cólicas intestinais; febre (moderada). – Colite não disentérica: 2-4 evacuações, diarréicas ou não, dia, com fezes moles ou pastosas, possível muco e sangue. Desconforto abdominal ou cólicas. –Apendicite / Ameboma (raramente). 2.2 - Amebíase extra- intestinal: -Hepática: Via porta. Dor referida no hipocôndrio direito; febre (moderada a alta); Hepatomegalia (extremamente dolorosa) – achado mais importante; Icterícia é rara; necrose e sepse. -Pulmonar -Cutânea -Outras localizações (cérebro, por exemplo). Patologia da Amebíase Comensal – Luz do intestino – assintomáticas – Amebíase Intestinal Não-Invasina; Virulentas ou patogênicas responsáveis por quadros clínicos da doença – Amebíase Intestinal Invasiva. Manifestações Clínicas - Amebíase Intestinal •FORMA ASSINTOMÁTICA(no máximo, problema comensal). •FORMAS SINTOMÁTICA •Colites não disentéricas – mais freqüente - evacuação diarréica ou não, às vezes contendo muco ou sangue; - cólicas, raramente febre; - períodos alternados de funcionamento normal do intestino (o que dificulta o diagnóstico). •Colites disentérica (10% indivíduos) – cólicas intensas e diarréia - colites amebianas. - cólicas intestinais e diarréia, com evacuações com muco e sangue, - febre moderada, acompanhadas de cólicas intensas e tremores de frio. •AMEBÍASE EXTRA-INTESTINAL: - Abscessos hepáticos (fígado) - Dor abdominal, febre intermitente com calafrio, anorexia, perda de peso e hepatomegaliadolorosa. -Abscessos no fígado e lesão única lobo direito. - Abscessos pulmonares – raros – somente ruptura abscesso hepático - há febre, dor torácica no lado direito, tosse e expectoração de material. -Metade dos pacientes tem fígado aumentado - Infecções cerebrais: - Podem simular um abscesso piogênico (pus) ou serem completamente inespecíficos -Todos os pacientes apresentam lesões hepáticas – rápida e fatal. Invasão: - Lesão mais precoce – pequenas elevações nodulares em cabeça de alfinete (endoscopia); - Invasão de trofozoítas na submucosa – úlceras (forma de botão de camisa). Transmissão Trofosoítos se alimentas de Debris, bactérias e etc.. Pode penetrar a corrente sanguínea e penetrar os órgãos. Infecção secundária é foco para invasão de outros microorganismos. Disenteria: Tipo, ta com a doença e ela é sintomática Pode levar a morte por falência do órgão (Fígado). DIAGNÓSTICO •EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES (EPF); •Expulsão dos parasitas nas fezes é intermitente, irregular; •Exigência de vários exames em dias alternados; •Fezes líquidas – formas trofozoíticas – com hemáceas - raros os cistos; •Fezes formadas – formas císticas; PROFILAXIA - educação sanitária e saneamento básico; - combate aos insetos frequentadores de lixos, dejetos humanos e alimentos. TRATAMENTO •Metronidazol, tinidazol, ornidazol, nimorazol– Tratamento de amebíase sintomática. •Nitazoxanida– amplo espectro – inibe enzimas indispensáveis a vida do parasita – Annita (comercial) Diagnóstico Imunológico • A partir de material : Fezes/sangue É usado para diagnosticar amebíase intestinal e extra-intestinal. –Os métodos são: ELISA, imunofluorescência indireta, hemaglutinação indireta, contra-imunoeletrofores. –Estes métodos consistem na obtenção de antígenos mais puros, sensíveis. –Detectam anticorpos contra Lectinas especificas de E. histolytica - A partir de material: fezes - Pesquisa de coproantígenos -- Métodos moleculares – ( PCR com oligonucleotídeos que amplificam genes específicos). Tratamento - Medicamentos utilizados no tratamento da amebíase: Metronidazol - Amebicidas que atuam diretamente na luz intestinal (aderidos na parede e na luz); - Amebicidas tissulares ( parede do intestino e fígado); - Amebicidas que atuam tanto na luz intestinal quanto nos tecidos. Prevenção •Princípios rudimentares de higiene pessoal •Não ingerir água e alimentos suspeitos •Não utilizar excrementos (fertilizantes) •Dar um destino adequado aos dejetos humanos •Manter os alimentos longe de insetos •Lavar as mãos antes das refeições e após evacuações •Manter sanitários limpos •Tratar os portadores assintomáticos Tricomoníase Trichomonasvaginalis Classe: Trichomonadae (Zoomastigophorea) Família: Trichomonadidae Gênero: Trichomonas Espécies: T. vaginalis - vagina e uretra (doença sexualmente transmissível); T. tenax - cavidade bucal. Mecanismos de transmissão: Sexual. Água, banho, roupas Patologia –Tricomoníase: A infecção é facilitada por alterações na flora bacteriana, pH, descamação excessiva, etc. Forma assintomática - comum homens- subclínica e benigna Forma sintomática - + comum mulheres Pessoas infectadas - risco maior de adquirir HIV! Adesão - 4antígenos de superfície Efeito citopático : enzimas hidrolíticas - cisteíno-proteases e fatores de descolamento de células. Processo inflamatório das células epiteliais - secreção branca e sem sangue (leucorréia) - descamação do epitélio que pode levar à ulceração. Forte coceira. Diagnóstico: - Exame direto Mulher: secreção vaginal Homem: sedimento urinário - Cultura - PCR Epidemiologia: Cosmopolita: 170 milhões de casos/ano (20-40% mulheres)(10-15 homens?? (Casos não diagnosticados)). Doença venérea Controle: educação sanitária, diagnóstico e tratamento precoce (inclusive de parceiros!) Vacinas? Cisteína-proteinase protege camundongos (Int J Parasitol 2005, 35:1333). Tratamento: Metranidozol (mais frequente) Inibe a síntestre de DNA