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FACULDADE MAURICIO DE NASSAU PROFª SUZANE ACADEMICOS(A): ADRIANA MARQUES DOS SANTOS JESSILEA LIMA FREIRE KEILINE LIMA DE NORMANDIA MARIA ALICE DE CARVALHO COSTA MARIA DILURDES FERNANDES BARROZO MYRIAN DOS REIS RAMOS NELIA MARIA OLIVEIRA DE AQUINO THAIS RODRIGUES FERREIRA REJANE DO NASCIMENTO SANTOS WALDISLEIA XAVIER DONASCIMENTO CASTRO ENFERMAGEM – BLOCO VI – 2016 SISTEMA CARDIACO FACULDADE MAURICIO DE NASSAU PROFª SUZANE CUIDADO INT. AO PACIENTE CIRUGICO II ACADEMICOS(A): ADRIANA MARQUES ALINE CIELLE JESSILEA LIMA FREIRE KEILINE LIMA DE NORMANDIA MARIA DILURDES FERNANDES BARROZO MYRIAN DOS REIS RAMOS NELIA MARIA OLIVEIRA DE AQUINO THAIS RODRIGUES FERREIRA REJANE DO NASCIMENTO SANTOS WALDISLEIA XAVIER DONASCIMENTO CASTRO ENFERMAGEM – BLOCO VI – 2016 REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCARDIO CONCEITO: Significa levar uma quantidade adequada de sangue à porção distal de artérias coronárias que se encontram com lesões obstrutivas, que causem diminuição do aporte sanguíneo ao músculo cardíaco que delas depende. TIPOS DE CIRURGIAS Cirurgia sem o suporte da circulação extra corpórea; Circulação extra corpórea (a mais utilizada); Minimamente invasiva, vídeo assistida e robótica (sem a necessidade da externotomia). INDICAÇÕES PARA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCARDIO Controla a angina; Evita infarto do miocárdio; Melhora a função ventricular. COMPLICAÇÕES DECORRENTE DA REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCARDICA Alterações neurológicas; Sangramento no pós operatório IAM trans e pós-operatório; Baixo debito; Tamponamento cardíaco. CIRURGIAS DE VALVULAS São uma das principais parte do coração, elas podem ser trocadas ou reparadas caso não estejam funcionando corretamente, estão entre elas a mitral, aórtica, tricúspide e pulmonar. Poderá ser substituída por uma válvula artificial ou prótese valvar que podem ser de material biológico, como os de tecido animal ou fabricados a partir da liga de metais, essa substituição só poderá ocorrer se o cirurgião não conseguir conserta-la. As indicações para a substituição valvar dependem dos sintomas do cliente e da valva afetada. Estenose da Valva Mitral A área da valva mitral normal varia de 4 a 6 cm², quando esse valor estiver menor que 1,5 cm² indicará estenose mitral grave e a cirurgia será recomendada. A técnica cirúrgica consiste em promover novamente a mobilidade dos folhetos valvares prejudicados por meio de cortes e suturas na região atingida. Esse procedimento é denominado valvoplastia. Quando esta não é possível realiza-se a troca valvar ou seja é colocada uma prótese artificial no local da valva natural. Estenose da valva aórtica A estenose aórtica se desenvolve como consequência da febre reumática, da calcificação da valva bicúspide congênita, da calcificação degenerativa ou envelhecimento. O processo patológico promove fusão das comissuras e contratura fibrosas das cúspides, obstruindo um fluxo de saída ventricular esquerdo. A técnica cirúrgica consiste na exposição da valva aórtica e secção das comissuras até o ânulo ou troca valvar. ESTENOSE DA VALVA TRICÚSPIDE A estenose da valva tricúspide se desenvolve como consequência da febre reumática ou proveniente de um defeito congênito. O processo patológico pode causar estenose pela fusão das comissuras A estenose tricúspide raramente é uma lesão isolada, ocorrendo em processo simultâneo a doença aórtica ou mitral. Apesar dessa duplicidade comum, a maioria das valvas acometidas por estenose pode ser reparada com as técnicas cirúrgicas de comissurotomia e anuloplastia ou troca valvar. Estenose da Valva Pulmonar A estenose da valva pulmonar geralmente é um defeito congênito raro nos adultos. O processo patológico o estreitamento da abertura dessa valva, que causa aumento da resistência ao fluxo sanguíneo proveniente do ventrículo direito para as artérias pulmonares. A estenose pulmonar pode causar cansaço fácil, dispneia ao esforço ou cianose sob esforço ou em repouso Considera-se que um gradiente de 80 mmHg ou mais ou uma pressão do ventrículo direito acima de 100 mmHg seja indicação para cirurgia. A técnica cirúrgica empregada é a valvuloplastia percutânea por balão nos casos de estenose pulmonar moderada na criança ou no adulto COMPLICAÇÕES As hemorragias podem ser causadas por vasos abertos, tratamento anticoagulante, para substituição por prótese mecânica ou coagulopatia devida ao bypass cardiopulmonar durante a cirurgia. Acidente vascular cerebrais AVC podem resultar da formação de trombos devidos ao fluxo sanguíneo turbulento pela prótese valvar ou da perfusão cerebral prejudicada durante o bypass cardiopulmonar Alguns dias, ou meses depois da implantação pode desenvolver-se endocardite bacteriana. VALVA PULMONAR: O resultado da estenosa valvar pulmonar não tratada, é insuficiência ventricular direita. VALVA TRICÚSPIDE: 0s clientes com estenose da valva tricúspide pode desenvolver insuficiência cardíaca direita. TRANSPLANTE DE CORAÇÃO O transplante de coração, também chamado de transplante cardíaco, é uma cirurgia cardíaca, caracterizado pela substituição do coração por outro, vindo de um indivíduo que esteja em morte cerebral e, que seja compatível com o do paciente que tem um problema cardíaco potencialmente fatal. Desta forma, a cirurgia só é feita em casos de doenças cardíacas graves e, que ponham em risco a vida do paciente. INDICAÇÕES PARA O TRANSPLANTE DE CORAÇÃO Há indicação para um transplante de coração em caso de doenças cardíacas graves em estágios avançados, que não podem ser solucionadas com a ingestão de medicamentos nem com outras cirurgias, e que põem em causa a vida do individuo, como: Doença coronária grave; Miocardiopatia; Doença cardíaca congênita Válvulas cardíacas com alterações graves. O transplante pode afetar indivíduos de todas as idades, desde recém-nascidos a idosos, contudo, a indicação para o transplante cardíaco também irá depender do estado dos outros órgãos, como cérebro, fígado e rins, pois se eles estiverem gravemente comprometidos, o indivíduo poderá não se beneficiar do transplante. Contra indicações para o transplante de coração Pacientes com AIDS, hetatite B ou C Incompatibilidade sanguínea entre receptor e doador Diabetes isulino- dependente ou diabetes Mellitus de dificil controle,obesidade Morbida Insuficiência hepática ou renal irreversivel Doença psiquiatrica grave Doença pulmonar grave Infecção ativa Úlcera péptica em atividades Embolia pulmonar com menos de três semanas Câncer Amiloidose, sarcoideose ou hemocromatose Idade maior do que 70 anos. COMPLICAÇÕES Os riscos do transplante de coração envolvem: Infecção; Rejeição ao órgão transplantado, principalmente durante os primeiros 5 anos; Desenvolvimento de aterosclerose, que é o entupimento das artérias cardíacas; Aumento do risco de desenvolver um câncer. Apesar destes riscos, a sobrevida dos indivíduos transplantados é grande e a maioria vive mais de 10 anos depois do transplante. ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO PRE-OPERATORIO Preparar o paciente para os acontecimentos no período pré-operatório; Estimular paciente a interromper o fumo; Avaliar o estado emocional do paciente e tentar diminuir as ansiedades; Obter estudos laboratoriais; Avaliar o estado nutricional; Administrar antibióticos conforme prescrito. EXAMES SOLICITADOS NO PRÉ-OPERATÓRIO Hemograma completo com contagem de plaquetas TP e TTPA Tiragem sanguínea ABO + Rh Sorologias para chagas, HIV, hepatite B e C; Função renal, glicemia; ECG,RX tórax PA e perfil Ultrassom Dopple Carótidase Vertebras Avaliação odontológica(no caso de cirurgias de válvulas). ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO TRANS-OPERATORIO Antes do termino do procedimento preparar o leito de UTI; Manter sondas e drenos fechados no período do transporte Da mesa cirúrgica para maca em seguida abertos durante o transporte para UTI; Durante a transferência monitorizar PAM(Pressão Arterial Média),frequência cardíaca, oximétria de pulso e troca do eletrocardiográfico. CUIDADOS NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO Realizar o exame físico(estado de consciência, perfusão periférica, incisões cirúrgicas, presenças de sondas, drenos etc. Controlar SSVV, balanço hídrico, paramentos ventilatórios e avaliação neurológica; Manter paciente sobe monitorização continua; Garantir de suporte ventilatório adequado; Manter bombas de infusão funcionastes não interrompendo a infusão dos medicamentos prescritos durante o transporte; A transferência a deve ser realizada por um enfermeiro anestesiologista e o cirurgião. CUIDADOS NO PÓS-OPERATÓRIO Monitore cuidadosamente o estado hemodinâmico para detectar sinais de disfunção. Fique atento a principalmente a hipotensão grave, redução do débito cardíaco e choque. Verifique e registre os sinais vitais do cliente a cada 15 minutos, até que sua condição esteja estabilizada. Avalie frequentemente as bulhas cardíacas; comunique ao médico se a bulha cardíaca estiverem abafadas ou aparecerem sopros novos, que podem indicar disfunção da válvula valvar. Monitore o ECG para detectar distúrbios na frequência e no ritmo cardíaco, como, por exemplo, bradicardia, taquicardia ventricular e bloqueio cardíaco. Arritmia miocárdica também podem ser devido a irritabilidade ou isquemia miocárdica, há distúrbios hidroeletrolíticos, a hipoximia e hipotermia. Mantenha a drenagem do dreno torácico sob pressão negativa prescrita (em geral, -10 a -40cm H²O para adultos). Avalie os dreno torácico de hora em hora para detectar sinais de hemorragia, drenagem excessiva (mais do que 200 ml/hora) e redução ou interrupção súbita da drenagem. De acordo com a prescrição, administre analgésicos, anticoagulantes, antibióticos, antiarritmiticos, agentes inotrópicos e vasopressores além de líquidos IV e hemocomponentes. Monitore a ingestão e as perdas e verifique se há distúrbios eletrolíticos principalmente hipopotassemia. Quando o tratamento anticoagulante dor iniciado avalie a eficácia monitorando diariamente o TP.