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DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 1 PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL 1. (Delegado Polícia Civil/RJ/CEPERJ 2009) Ensina JORGE DE FIGUEIREDO DIAS que “o princípio do Estado de Direito conduz a que a proteção dos direitos, liberdade e garantias seja levada a cabo não apenas através do direito penal, mas também perante o direito penal” (DIAS, Jorge de Figueiredo. Direito penal: parte geral. tomo I. Coimbra: Coimbra Editora, 2004, p. 165). Assim, analise as proposições abaixo e, em seguida, assinale a opção correta. I- O conteúdo essencial do princípio da legalidade se traduz em que não pode haver crime, nem pena que não resultem de uma lei prévia, escrita, estrita e certa. II- O princípio da legalidade estrita não cobre, segundo a sua função e o seu sentido, toda a matéria penal, mas apenas a que se traduz em fixar, fundamentar ou agravar a responsabilidade do agente. III- Face ao fundamento, à função e ao sentido do princípio da legalidade, a proibição de analogia vale relativamente a todos os tipos penais, inclusive os permissivos. IV- A proibição de retroatividade da lei penal funciona apenas a favor do réu, não contra ele. V- O princípio da aplicação da lei mais favorável vale mesmo relativamente ao que na doutrina se chama de “leis intermediárias”; leis, isto é, que entraram em vigor posteriormente à prática do fato, mas já não vigoravam ao tempo da apreciação deste. a) Apenas uma proposição está errada. b) Estão corretas apenas as proposições I, IV e V. c) Estão corretas apenas as proposições I, II, III e IV. d) Todas as proposições estão corretas. e) Apenas três da proposições estão corretas. 2. (Delegado Polícia Civil/RJ/CEPERJ 2009) Costuma-se afirmar que o direito penal das sociedades contemporâneas é regido por princípios sobre crimes, penas e medidas de segurança, nos níveis de criminalização primária e de criminalização secundária, fundamentais para garantir o indivíduo em face do poder penal do Estado. Analise as proposições abaixo: I- O princípio da insignificância revela uma hipótese de atipicidade material da conduta. II- O princípio da lesividade (ou ofensividade) proíbe a incriminação de uma atitude interna. III- Por força do princípio da lesividade não se pode conceber a existência de qualquer crime sem ofensa ao bem jurídico protegido pela norma penal. IV- No direito penal democrático só se punem fatos. Ninguém pode ser punido pelo que é, mas apenas pelo que faz. V- O princípio da coculpabilidade reconhece que o Estado também é responsável pelo cometimento de determinados delitos, praticados por cidadãos que possuem menor âmbito de autodeterminação diante das circunstâncias do caso concreto, principalmente no que se refere às condições sociais e econômicas do agente. Pode-se afirmar que: a) todas as assertivas estão corretas. b) somente duas das assertivas estão corretas. c) somente duas das assertivas estão erradas. d) estão erradas as de número II e III. e) somente a de número I está errada. 3. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) A Constituição Federal expressamente previu no art. 5º, XLV, que “nenhuma pena passará da pessoa do condenado”, alçando a status constitucional o princípio do nullum crime sine culpa (não há crime sem culpa). Nessa perspectiva, afirma-se: I. Ao vedar toda forma de responsabilidade pessoal por fato de outrem, a Constituição expressou o princípio segundo o qual a aplicação da pena pressupõe a atribuibilidade psicológica de um fato delitivo à vontade contrária ao dever do indivíduo. II. A culpabilidade deve ser analisada sob três perspectivas, quais sejam, da responsabilidade pessoal, da responsabilidade subjetiva e da função de limitação e garantia do cidadão ao poder punitivo estatal. III. A teoria psicológica da culpabilidade pauta-se pela idéia de que a culpabilidade não passa de um mero vínculo de caráter psicológico, que une o autor ao fato por ele praticado, sendo que o dolo e a culpa são espécies dessa relação psicológica que tem, por pressuposto, a imputabilidade do agente. IV. Para a teoria finalista da culpabilidade, dolo e culpa são “corpos estranhos” na culpabilidade, que consistiria na reprovabilidade da conduta ilícita de quem tem capacidade genérica de entender e querer e podia, nas circunstâncias em que o fato ocorreu, conhecer a sua ilicitude, sendo-lhe inexigível comportamento que se ajuste ao direito. Assinale a alternativa CORRETA: a) Somente a alternativa II é verdadeira. b) Somente as alternativas II e IV são verdadeiras. c) Somente as alternativas I, II, III são verdadeiras. d) Somente as alternativas I e III são verdadeiras. 4. (Delegado Polícia Civil/MG/2003) Marque a alternativa que não pode ser considerada uma consequência do Princípio da Lesividade: a) Proibir a incriminação atitudes internas. b) Proibir a incriminação de comportamentos socialmente toleráveis. c) Proibir a incriminação de estados existenciais. d) Proibir a incriminação de condutas desviadas. e) Proibir a incriminação de comportamento que não exceda o âmbito do próprio autor. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 2 5. (Delegado Polícia Civil/MG/2003) Assinale o princípio que não deriva do Princípio da Legalidade a) Irretroatividade da lei penal. b) Subsidiariedade. c) Taxatividade. d) Culpabilidade. e) Fragmentariedade. 6. (Delegado de Polícia Civil/PI/ NUCEPE/ UESPI/2009) Com relação aos princípios penais, assinale a opção correta. a) O princípio da humanidade das penas proíbe, em qualquer hipótese, a pena de morte no ordenamento jurídico brasileiro. b) O princípio da especialidade consagra que a lei penal geral deve afastar a lei penal especial naquilo em que elas forem conflitantes. c) O princípio da legalidade permite a criação de tipos penais incriminadores através da edição de medidas provisórias. d) Segundo o princípio da intervenção mínima, o direito penal deve atuar como regra e não como exceção. e) Segundo o princípio da intranscendência, a pena não pode passar da pessoa do condenado. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Considerando os princípios constitucionais penais e o disposto no direito penal brasileiro, julgue os itens subsecutivos. 7. Quanto ao concurso de pessoas, o direito penal brasileiro acolhe a teoria monista, segundo a qual todos os indivíduos que colaboraram para a prática delitiva devem, como regra geral, responder pelo mesmo crime. Tal situação pode ser, todavia, afastada, por aplicação do princípio da intranscendência das penas, para a hipótese legal em que um dos colaboradores tenha desejado participar de delito menos grave, caso em que deverá ser aplicada a pena deste. 8. Segundo a jurisprudência do STF, é possível a aplicação do princípio da insignificância para crimes de descaminho, devendo-se considerar, como parâmetro, o valor consolidado igual ou inferior a R$ 7.500,00. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Acerca dos princípios constitucionais que norteiam o direito penal, da aplicação da lei penal e do concurso de pessoas, julgue os itens abaixo. 9. Prevê a Constituição Federal que nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação de perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido. Referido dispositivo constitucional traduz o princípio da intranscendência. 10. Considere que um indivíduo seja preso pela prática de determinado crime e, já na fase da execução penal,uma nova lei torne mais branda a pena para aquele delito. Nessa situação, o indivíduo cumprirá a pena imposta na legislação anterior, em face do princípio da irretroatividade da lei penal. 11. Na hipótese de o agente iniciar a prática de um crime permanente sob a vigência de uma lei, vindo o delito a se prolongar no tempo até a entrada em vigor de nova legislação, aplica-se a última lei, mesmo que seja a mais severa. 12. (Delegado de Polícia Civil/PA/2006/ CESPE Julgue os itens seguintes, com relação aos princípios constitucionais de direito penal. I A decisão acerca da regressão de regime deve ser calcada em procedimento no qual sejam obedecidos os princípios do contraditório e da ampla defesa, sendo, sempre que possível, indispensável a inquirição, em juízo, do sentenciado. II A vigente Constituição da República, obediente à tradição constitucional, reservou exclusivamente à lei anterior a definição dos crimes, das penas correspondentes e a conseqüente disciplina de sua individualização. III O princípio da presunção de inocência proíbe a aplicação de penas cruéis que agridam a dignidade da pessoa humana. IV Em virtude do princípio da irretroatividade in pejus, somente o condenado é que terá de se submeter à sanção que lhe foi aplicada pelo Estado. A quantidade de itens certos é igual a a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. 13. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) Cabe ao legislador, na sua propícia função, proteger os mais diferentes tipos de bens jurídicos, cominando as respectivas sanções, de acordo com a importância para a sociedade. Assim, haverá o ilícito administrativo, o civil, o penal etc. Este último é o que interessa ao direito penal, justamente por proteger os bens jurídicos mais importantes (vida, liberdade, patrimônio, liberdade sexual, administração pública etc.). O direito penal a) tem natureza fragmentária, ou seja, somente protege os bens jurídicos mais importantes, pois os demais são protegidos pelos outros ramos do direito. b) tem natureza minimalista, pois se ocupa, inclusive, dos bens jurídicos de valor irrisório. c) tem natureza burguesa, pois se volta, exclusivamente, para a proteção daqueles que gerenciam o poder produtivo e a economia estatal. d) é ramo do direito público e privado, pois protege bens que pertencem ao Estado, assim como aqueles de propriedade individualizada. e) admite a perquirição estatal por crimes não previstos estritamente em lei, assim como a retroação da lex gravior. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 3 14. (Delegado de Polícia Civil/MA/2006/FCC) Tem efeito retroativo a lei que a) elimina circunstância atenuante prevista na lei anterior. b) comina pena mais grave, mantendo a definição do crime da lei anterior. c) torna típico fato anteriormente não incriminado. d) não mais incrimina fato anteriormente considerado ilícito penal. e) acrescenta circunstância qualificadora não prevista na lei anterior. 15. (Delegado de Polícia/PB/IPAD/2006) No Direito Penal Brasileiro, segundo a doutrina majoritária, a aplicação da analogia: a) é o mesmo que interpretação analógica. b) é possível, quando baseada no princípio da eqüidade. c) não é possível devido ao princípio da legalidade. d) é possível e necessária para preencher as lacunas da lei. e) é impossível em toda e qualquer circunstância. 16. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) Sobre a teoria, interpretação e aplicação da norma penal, é CORRETO afirmar: a) a interpretação analógica é aquela que abarca os casos análogos, conforme uma fórmula casuística gravada no dispositivo legal, não sendo admitida em direito penal. b) as normas penais que definem o injusto culpável e estabelecem as suas conseqüências jurídicas são passíveis de aplicação analógica. c) normas penais em branco impróprias são aquelas em que o complemento se encontra contido em outra lei emanada de outra instância legislativa. d) o criminoso na realidade não viola a lei penal, e sim a proposição que lhe prescreve o modelo de sua conduta, que é um preceito não escrito. A LEI PENAL NO TEMPO 1. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Sobre a aplicação da lei penal no tempo e no espaço marque a opção verdadeira. a) Ninguém pode ser responsabilizado por crimes previstos em leis excepcionais ou temporárias após o decurso do lapso temporal destas, pois ocorre o que chamamos de abolitio criminis indireto. b) Em relação ao tempo do crime o direito penal brasileiro adotou a teoria do resultado, onde se considera consumado o crime no momento em que este é consumado. c) A lei brasileira pode ser aplicada em todos os crimes praticados contra o Presidente da República em qualquer lugar do mundo. Tal possibilidade é baseada na aplicação do princípio da Soberania do Estado. d) Um fato criminoso que ocorra em uma aeronave comercial brasileira que esteja sobrevoando o espaço aéreo correspondente ao alto-mar é alcançado pela legislação penal brasileira, caracterizando um dos casos de territorialidade. 2. (Delegado de Polícia Civil/MS/2006/FAPEC) O Delegado de Polícia Carlos lavra durante o plantão do 1º. Distrito Policial da Capital de 15/01/2005 um boletim de ocorrência referente a uma agressão a faca praticada por Cláudio contra Josias. O fato ocorre na festa de aniversário de Cláudio, cerca de vinte minutos antes deste completar a maioridade penal, em virtude de uma briga havida entre ambos, sendo verdade que Cláudio desfere oito facadas no tórax e abdômen de Josias. Cláudio foge do local e Josias é socorrido à Santa Casa local, aonde vem a óbito 5 horas após a internação. O Delegado de Polícia João da Silva deverá: (A Delegacia de Homicídios investiga crimes contra a vida e a Delegacia Especializada de atendimento à Infância e Juventude a conduta de menores) a) Registrar o fato como crime de lesão corporal seguida de morte e enviar o boletim de ocorrência para a Delegacia Especializada de atendimento à Infância e Juventude. b) Registrar o fato como ato infracional de homicídio e enviar o boletim de ocorrência para a Delegacia Especializada de atendimento à Infância e Juventude. c) Registrar o fato como ato infracional de homicídio e enviar o boletim de ocorrência para a Delegacia de Homicídios. d) Registrar o fato como crime de homicídio e enviar o boletim de ocorrência para a Delegacia Especializada de atendimento à Infância e Juventude. e) Registrar o fato como crime de homicídio e enviar o boletim de ocorrência para a Delegacia Especializada de Homicídios. 3. (Delegado de Polícia Civil/PI/NUCEPE/ UESPI/2009 Com relação à lei penal no tempo, assinale a alternativa correta. a) A lei penal mais benéfica é portadora da retroatividade, mas não da ultratividade. b) A lei penal mais benéfica é portadora da ultratividade, mas não da retroatividade. c) Uma lei penal em prejuízo do réu só poderá retroagir antes de iniciado o processo penal. d) A lei penal incriminadora é portadora da ultratividade. e) A lei penal descriminalizadora é portadora da extratividade. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 4 4. Delegado De Polícia Civil – MS – 2006 – FAPEC Em 15/12/2005, ocorre em toda região norte do país forte estiagem, ocasionando situação de calamidade pública pela falta de chuva. As reservas de água dos Estados afetados alcançam níveis baixos, faltando inclusive água potável para a população. Em virtude do período anormal, é editada lei que tipifica a conduta de uso desnecessário de água. Em 15/01/2006 a estiagem acaba, coma chegada de chuvas, normalizando por completo o abastecimento da água na região afetada, ocasionando a autorevogação da lei que tipificou a conduta de uso desnecessário de água. Em 18/12/2005, João da Silva é flagrado lavando seu carro e responsabilizado por tal conduta. Em 15/01/2006, o processo referente à conduta de João da Silva está em fase de instrução criminal. a) Por força dos efeitos da abolitio criminis o processo é arquivado imediatamente. b) O processo continua seu curso normal, mesmo com a revogação da lei. c) Por força dos efeitos da novatio legis in mellius e do abolito criminis simultaneamente o processo é arquivado imediatamente. d) Por força dos efeitos da novatio legis in mellius o processo é arquivado imediatamente. e) N. D. A. 5. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – A lei temporária não possui ultratividade. II – Retroatividade é a aplicação de uma lei penal benéfica, já revogada, a um fato ocorrido durante o período da sua vigência. III – De acordo com o STF, se o agente inicia a execução do crime permanente sob a vigência de uma lei e a consumação só ocorre quando já em vigor nova lei, mais rigorosa, esta deverá ser aplicada, ainda que prejudicial ao agente. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 6. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Analise as alternativas a seguir. Todas estão corretas, exceto a: a) O ordenamento penal brasileiro é aplicável, em regra, ao crime cometido no território nacional. O Brasil adotou o princípio da territorialidade temperada: aplica-se a lei brasileira ao crime cometido no Brasil, mas não de modo absoluto, pois ficaram ressalvadas as exceções constantes de convenções, tratados e regras de direito internacional. b) Quanto ao tempo do crime, o Código Penal brasileiro adotou a teoria da atividade, isto é, considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que seja outro o momento do resultado. c) A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr do dia em que o crime se consumou. d) A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado após a sua vigência. 7. (Delegado da Polícia Civil – RO – 2009 – FUNCAB) A respeito das regras que tratam da aplicação da lei penal, disciplinadas no Título I do Código Penal, é correto afirmar que: a) a pena cumprida no estrangeiro em nada interfere na aplicação da pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. b) pela teoria da ubiquidade, considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, bem como no momento em que se produziu o resultado. c) a lei excepcional ou temporária, uma vez findo o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, não poderá retroagir para atingir os fatos ocorridos durante a sua vigência. d) a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. e) a lei posterior favorável ao agente aplica-se aos fatos anteriores, exceto quando já decididos por sentença condenatória transitada em julgado. 8. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) Assinale a opção correta com relação à lei penal no tempo e no espaço, à interpretação da lei penal e à imputabilidade penal. a) Caso uma empresa do ramo de madeireiras, após cometer toda ordem de crimes ambientais, tenha IP aberto contra si, a perquirição estatal deverá voltar- se contra crimes ambientais em tese praticados por pessoa jurídica, não podendo alcançar qualquer sócio ou diretor, pois não há, na legislação pátria, suporte jurídico para a chamada teoria da dupla imputação. b) Considere a seguinte situação hipotética. Gilberto, atualmente processado por crime não violento contra a liberdade sexual praticado, em tese, antes da Lei n.º 11.106/2005, que revogou o inciso VII do art. 107 do CP (rol das causas extintivas da punibilidade), requereu que fosse reconhecida a causa extintiva, haja vista que casara com a dita vítima. Nessa situação, conforme o entendimento mais recente do STF, o juiz deverá indeferir o pedido de Gilberto, já que o aludido inciso só poderia ser aplicado se já não estivesse, atualmente, revogado pela Lei n.º 11.106/2005. c) Considere a seguinte situação hipotética. Bira, auxiliado por Giovane, sequestrou sua própria vizinha. Ocorreu que, em virtude de a família da vítima se negar a pagar o resgate, passaram-se mais de 15 dias desde o início do cativeiro. Nesse termo, DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 5 ou seja, durante o período em que a vítima esteve sob a custódia dos réus, foi publicada lei nova (com vigência e eficácia imediata), aumentando a pena do crime em questão. Nessa situação, de acordo com a posição sumulada do STF, não será aplicada a lei nova em virtude da obrigatória aplicação da lei mais benéfica. d) Caso um cidadão alemão, dentro de uma embarcação da Marinha Mercante Brasileira, ancorada em porto holandês (local onde, em tese, não se pune o aborto), contribua para que sua esposa, francesa, pratique o abortamento, o território brasileiro não será considerado local de ocorrência da conduta, pois o navio estava ancorado em águas estrangeiras. e) No sistema jurídico brasileiro, a lei é a expressão máxima do positivismo, não sendo possível outras formas de expressão do direito. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2006) Nos item a seguir é apresentada uma situação hipotética acerca das normas pertinentes à parte geral do Código Penal seguida de uma assertiva a ser julgada. 9. Manoel, com 22 anos de idade, efetuou um disparo contra um adolescente que completaria 14 anos no dia seguinte. Em razão das lesões provocadas pelo disparo, o adolescente faleceu, já tendo completado os 14 anos de idade. Sabe-se que, no crime de homicídio doloso, a pena é aumentada caso a vítima seja menor de 14 anos de idade, mas nessa situação, o aumento da pena não é aplicável, pois o homicídio só se consumou quando a vítima já havia completado 14 anos de idade. 10. (Delegado de Polícia Civil/MG/2007) Sobre a lei penal, é CORRETO afirmar que: a) São espécies de extra-atividade da lei penal a retroatividade in malam partem e a ultra- atividade. b) A lei temporária é exceção ao princípio da irretroatividade da lei penal, sendo ela ultra-ativa. c) A abolitio criminis equivale à extinção da punibilidade dos fatos praticados anteriormente à edição da nova lei e faz cessar todos os efeitos penais e civis da sentença condenatória transitada em julgado. d) Em matéria de prescrição, assim como para determinação do tempo do crime, a teoria adotada pelo Código Penal é a da atividade. 11. (Delegado da Polícia Civil/FUNIVERSA/DF/ 2009) Considerando a legislação penal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), assinale a alternativa incorreta acerca da aplicação da lei penal. a) Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna. b) A lei penal temporária é inaplicável a fatos ocorridos em sua vigência quando a lei posterior, também temporária, for mais benigna. c) O entendimento do STF a respeito da posse de drogas para consumo pessoal não implicou abolitio criminis; houve uma despenalização, entendida como exclusão, para o tipo, das penas privativas de liberdade. d) Segundo a teoria da atividade, se o autor de tiros formenor de 18 anos de idade à época dos tiros, ainda que a vítima morra depois de ele ter completado a maioridade penal, não poderá ele responder pelo delito. e) A lei penal mais benigna possui retroatividade e ultratividade. A LEI PENAL NO ESPAÇO 1. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) Relativamente ao tema da territorialidade e extraterritorialidade, analise as afirmativas a seguir. I. Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro os crimes contra a administração pública, por quem está a seu serviço. II. Ficam sujeitos à lei brasileira, os crimes praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro ainda que julgados no estrangeiro. III. Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro os crimes contra o patrimônio da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território ou de Município quando não sejam julgados no estrangeiro. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 2. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) Assinale a alternativa que apresente local que não é considerado como extensão do território nacional para os efeitos penais. a) aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro, desde que o crime figure entre aqueles que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir. b) as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. c) as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública, onde quer que se encontrem. d) aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil. e) as embarcações e aeronaves brasileiras, a serviço do governo brasileiro, onde quer que se encontrem. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 6 3. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza privada, onde quer que se encontrem. II – A extraterritorialidade incondicionada aplica- se aos crimes que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir. III – A sentença penal estrangeira pode ser homologada no Brasil para sujeitar o condenado ao cumprimento de pena. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 4. (Delegado de Polícia/PR/UFPR/2007) Diz o artigo 5º do Código Penal: "Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional". Sobre a lei penal no espaço, considere as seguintes afirmativas: 1. Como regra, são submetidos à lei brasileira os crimes cometidos dentro da área terrestre, do espaço aéreo e das águas fluviais e marítimas. 2. Consideram-se extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro, onde quer que se encontrem. 3. É aplicável a lei brasileira aos crimes praticados à bordo de embarcações estrangeiras de propriedade privada que se encontrem em alto-mar. 4. Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. 5. (Delegado Civil/FUNDEP/2008/MG) Com relação à lei penal no tempo e no espaço, assinale a afirmativa CORRETA. a) Apesar de pela a abolitio criminis se deixar de considerar determinado fato crime, inclusive alcançando o dispositivo fatos pretéritos objetivamente julgados, têm-se extintos apenas os efeitos penais das sentenças condenatórias, permanecendo, contudo, os efeitos civis. b) Não ficam sujeitos à lei brasileira os crimes cometidos no estrangeiro contra a administração pública, por quem está a seu serviço. c) Os crimes que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir, cometidos por brasileiros no estrangeiro, ficam sujeitos à lei brasileira sempre que for o fato punível também no país em que foi praticado, não podendo a pena cumprida no estrangeiro atenuar a pena imposta no Brasil. d) Para os crimes permanentes, vigoram as regras da ultra-atividade mesmo ante a superveniência de lei mais severa no decorrer da execução do delito. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DOS CRIMES 1. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Sobre o conceito de crime marque a opção verdadeira. a) A existência do resultado é essencial para a caracterização de todo e qualquer tipo de crime, especialmente considerando o disposto no Código Penal em que toda ação ou omissão é considerada causa do resultado tido como ilícito, devendo o resultado ser previsto, obrigatoriamente, no tipo penal em atendimento ao princípio da legalidade. b) A teoria finalista do crime possui os mesmos elementos de caracterização do fato típico da teoria causalista, já que em ambas o elemento subjetivo do tipo penal é remetido para o conceito da culpabilidade. c) A ocorrência de causa superveniente relativamente independente não isenta de responsabilidade criminal o agente, impondo a imputação dos fatos anteriores, desde que individualmente tidos como criminosos. d) A omissão só é relevante nos crimes omissivos impróprios, não possuindo qualquer importância nos crimes comissivos já que estes só admitem a sua prática pela ação, ou seja, por fato positivo. 2. (Delegado Polícia Civil/BA/2006/ Consulplan) Carlos capaz e imputável, dirigindo seu veículo com velocidade incompatível para a localidade, termina por atropelar um transeunte que imprudentemente atravessa a rua. Marque a alternativa correta: a) Carlos responderá por crime doloso. b) Carlos responderá por crime culposo. c) Carlos responderá por crime preterdoloso. d) Carlos não responderá por crime, pois a vítima deu causa ao acidente. e) N.R.A DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 7 3. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Em relação à classificação doutrinária dos crimes, marque V ou F, conforme as afirmações a seguir sejam verdadeiras ou falsas. ( ) Nos chamados “delitos de resultado” o tipo penal prevê um resultado típico, natural ou material vinculado à conduta pelo nexo causal. ( ) “Delitos vagos” são aqueles que têm por sujeito passivo entidades sem personalidade jurídica, como a família, o público ou a sociedade. ( ) O “crime falho” é também denominado “quase- crime”. ( ) “Crime multitudinário” é o praticado por uma multidão em tumulto, espontaneamente organizada no sentido de um comportamento comum contra pessoas ou coisas. ( ) “Crime transeunte” é o que deixa vestígios;“crime não transeunte” é o que não deixa vestígios. A seqüência correta, de cima parabaixo, é: a) V - F - V - V - V b) V - V - F - V - F c) F - V - V - F - V d) F - F - V - V - F 4. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Um exemplo de crime complexo em sentido estrito é o de: a) corrupção ativa. b) homicídio simples. c) denunciação caluniosa. d) extorsão mediante seqüestro. 5. (Delegado da Polícia Civil/FUNIVERSA/DF/ 2009) Segundo a concepção material, crime é tudo aquilo que a sociedade entende que pode e deve ser proibido, mediante aplicação de sanção penal. Para a concepção formal, crime é a conduta proibida por lei, sob ameaça de aplicação de pena, ou seja, o fenômeno é tratado por uma visão legislativa. No seu conceito analítico, prevalece o entendimento de que crime é uma conduta típica, antijurídica e culpável. Acerca dos desdobramentos desta última teoria, assinale a alternativa correta. a) Pela teoria bipartida, o autor de um fato típico e antijurídico que tenha sido levado à sua prática por erro escusável de proibição, sem ter a menor ideia de que o que pratica é ilícito, não é considerado um criminoso. b) O finalismo, de Hans Welzel, nem sempre considerou o crime como fato típico, antijurídico e culpável. c) Para a teoria causalista, o dolo e a culpa estão situados na culpabilidade. Então, logicamente, para quem adota essa teoria, impossível se torna acolher o conceito bipartido de crime. d) Da concepção analítica de crime, é possível inferir que o Direito Penal não estabeleceu distinção entre crime e contravenção penal. Tanto no crime quanto na contravenção não é cabível a fixação da multa de maneira isolada. e) É correto afirmar que a estrutura analítica do crime se liga, necessariamente, à adoção da concepção finalista, causalista ou social da ação delituosa. FATO TÍPICO 1. (Delegado Polícia Civil/MG/2003) marque a alternativa errada a) A tipicidade conglobante verifica se a conduta inicialmente típica está violando a norma. b) A tipicidade conglobante verifica se a conduta inicialmente típica está afetando o bem jurídico. c) Há atipicidade conglobante nos casos em que uma norma ordena o que outra parece proibir. d) Há atipicidade conglobante nos casos em que uma norma parece proibir o que outra fomenta. e) A tipicidade conglobante inclui as causas de justificação no próprio tipo. 2. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Ainda sobre o crime, marque a opção verdadeira. a) O crime doloso somente é aquele no qual o agente pratica uma conduta positiva ou negativa, desejando produzir determinado resultado, possuindo, portanto a intenção de realizar determinado dano. b) A diferença essencial do dolo eventual e da culpa consciente é que nesta existe a previsibilidade do resultado, enquanto naquele, não. c) O dolo indireto ou eventual pode gerar a responsabilização criminal do agente, sendo caracterizado quando o agente pratica a conduta sem um elemento volitivo específico, mas assumindo o risco de produzir o resultado danoso previsível. d) A culpa no conceito penal é caracterizada pela existência apenas de imprudência e negligência, sendo a primeira caracterizada quando o agente fica aquém dos cuidados que deveria ter, e a segunda quando o agente vai além de onde deveria estar. 3. (Delegado Civil/FUNDEP/2008/MG) Com relação aos elementos subjetivos do tipo penal, assinale a alternativa INCORRETA. a) A culpa imprópria se refere à hipótese de ocorrência da discriminante putativa do erro evitável pelas circunstâncias. b) A distinção entre dolo eventual e culpa consciente reside na aceitação do resultado que, embora previsto subjetivamente em ambos os casos, somente ocorre na hipótese dolosa. c) É conhecido como dolo direto de primeiro grau aquele relacionado aos fins propostos e aos meios escolhidos pelo agente para a prática de delito. d) No crime culposo, a conduta ativa ou omissiva manifestada pelo sujeito ativo é penalmente irrelevante sempre se dirigindo a fins lícitos e somente faz surgir responsabilidade criminal quando dá causa a resultado lesivo desejado por inobservância de dever objetivo de cuidado. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 8 4. Delegado de Polícia/PB/IPAD/2006 Com relação a culpa inconsciente, assinale a alternativa correta. a) O agente prevê o resultado, mas espera sinceramente que o mesmo não venha a ocorrer. b) O agente não prevê o resultado, apesar de ser o mesmo previsível. c) O agente não prevê o resultado, pois o mesmo era imprevisível. d) O agente prevê o resultado e assume o risco de o mesmo ocorrer. e) O agente prevê e deseja o resultado. 5. (Delegado Polícia/PB/IPAD/2006) Conceitua-se: a) culpa inconsciente pela previsão do resultado. b) culpa consciente pela previsibilidade aliada a previsão do resultado. c) dolo eventual pela previsibilidade aliada do resultado aliada a uma ação dirigida a um fim. d) dolo direto pela previsibilidade do resultado aliada a assunção do risco da sua ocorrência. e) dolo alternativo pela previsão do resultado aliada a sua vontade livre e dirigida a um fim. 6. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) Sobre o dolo, é CORRETO afirmar: a) o dolo direto de segundo grau compreende os meios de ação escolhidos para realizar o fim, incluindo os efeitos secundários representados como certos ou necessários, independentemente de serem esses efeitos ou resultados desejados ou indesejados pelo autor. b) age com culpa consciente aquele químico que manipula fórmulas para produção de alimentos sem as devidas cautelas relativas à contaminação; no entanto, sabedor do perigo, continua a atuar e acaba, desse modo, causando lesão à saúde dos consumidores. c) no dolo de primeiro grau, o agente busca indiretamente a realização do tipo legal. d) o Código Penal pátrio, no artigo 18, inciso I, adotou somente a teoria da vontade. 7. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) “Alpha”, com intenção de matar, põe veneno na comida de “Beta”, seu desafeto. Este, quando já está tomando a refeição envenenada, vem a falecer exclusivamente em conseqüência de um desabamento do teto. No exemplo dado, é correto afirmar que “Alpha” responderá tão-somente por tentativa de homicídio, porquanto: a) o desabamento é causa concomitante relativamente independente da conduta de “Alpha”, que exclui o nexo causal entre esta e o resultado “morte”. b) o desabamento é causa superveniente relativamente independente da conduta de “Alpha”, que exclui o nexo causal entre esta e o resultado “morte”. c) o desabamento do teto é causa superveniente absolutamente independente da conduta de “Alpha”, que exclui o nexo causal entre esta e o resultado “morte”. d) o desabamento é causa concomitante absolutamente independente da conduta de “Alpha”, que exclui o nexo causal entre esta e o resultado “morte”. 8. (Delegado da Polícia Civil/BA/IFBA/2008) Rapaz, capaz e imputável, dirigindo seu veículo com velocidade compatível para a localidade, termina por atropelar um transeunte que, imprudentemente, atravessa a rua. Com base nesse relato, o rapaz a) responderá por crime doloso. b) responderá por crime culposo. c) responderá por crime preterdoloso. d) não será responsabilizado pelo crime, pois a vítima deu causa ao acidente. e) responderá pelo crime por dolo eventual. 9. Delegado De Polícia Civil – MA – 2006 – FCC Quem, embora prevendo o resultado, não o aceita como possível, esperando sinceramente que não ocorrerá, age com a) dolo eventual. b) culpa consciente. c) dolo indireto. d) culpa inconsciente. e) dolo específico. 10. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – Em relação ao nexo causal, o CódigoPenal brasileiro adotou a teoria da causalidade adequada, que não distingue entre causa, condição e ocasião. II – A causa antecedente relativamente independente exclui a imputação penal. III – Responde por homicídio o delegado de polícia que, em serviço, podendo agir para evitar o resultado, não impede que o delinqüente mate terceiro na sua presença. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 11. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente. II – Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado dolosamente. III – A diferença entre a culpa consciente e o dolo eventual é que, neste último, ao contrário da primeira, o agente tem a previsão do resultado. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 9 CRIME IMPOSSÍVEL. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA. ARREPENDIMENTO EFICAZ. ARREPENDIMENTO POSTERIOR. TENTATIVA 1. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Considere as seguintes afirmativas: I. A tentativa de crime é admitida em qualquer espécie de crime, bastando que os fatos que descrevem a conduta criminosa não sejam reunidos no caso concreto. II. Praticado o crime de roubo, havendo a devolução integral da coisa subtraída, ainda em sede de inquérito policial e feita diretamente ao Delegado de Polícia, ocorre o arrependimento posterior, passando-se a considerar extinta a punibilidade do citado ilícito. III. O arrependimento eficaz e a desistência voluntária podem ocorrer nos crimes nos quais exista violência ou grave ameaça, desde que o resultado inicialmente pretendido não venha a ocorrer, respondendo o agente pelos fatos efetivamente ocorridos, admitindo-se, portanto a validade da mudança do animus do agente. IV. O crime impossível só pode ser caracterizado quando a impossibilidade de ocorrência do ilícito é de ordem absoluta, não se admitindo a relativa, ocorrendo neste caso a tentativa de crime. São corretas, apenas: a) II e III b) I e II c) I e IV d) III e IV 2. (Delegado De Polícia Civil/MS/2006/ FAPEC) Carlos pretende matar seu desafeto João. Para tanto, passa a percorrer as fases do crime, inicialmente cogitando essa idéia. Avançando nas fases, passa a se preparar, adquirindo uma arma de fogo sem documentação para esse fim. Passa também a seguir João dissimuladamente por vários dias, para conhecer seu caminho, para verificar o melhor local para executar seu nefasto plano. Escolhe o melhor local, uma estrada vicinal escura por onde Carlos caminha todas as noites de retorno para casa. Na data em que resolve matar o inimigo, pega a arma, vai até o local ermo e fica escondido atrás de uma árvore. Vê quando Carlos surge na esquina, caminhando tranqüilamente. Ocorre que antes de sacar a arma, Carlos é abordado por um policial que por ali passava e estranha sua atitude, e a arma é encontrada. A conduta de Carlos: a) Amolda-se ao tipo penal descrito no art. 121 CP – homicídio doloso -, qualificado pelo modo de execução – emboscada c/c art. 14 inciso II – crime tentado. b) Amolda-se ao tipo penal descrito no art. 121 CP – homicídio doloso -, qualificado pelo modo de execução – emboscada. c) É conduta atípica. d) Amolda-se ao tipo penal descrito no art. 14 da Lei 10.826/03 – Estatuto do desarmamento. e) Amolda-se ao tipo penal descrito no art. 12 da Lei 10.826/03 – Estatuto do desarmamento. 3. (Delegado de Polícia – PB – IPAD – 2006) A desistência voluntária só ocorre: a) na tentativa imperfeita. b) nos crimes falhos. c) na tentativa perfeita. d) nos crimes formais. e) nos crimes materiais. 4. (Delegado de Polícia – PB – IPAD – 2006) Quanto à tentativa, assinale a alternativa correta: a) sua caracterização só se perfaz após a conclusão do iter criminis. b) só pode ocorrer durante os atos preparatórios. c) não há tentativa nos crimes de consumação antecipada. d) a interrupção dos atos executórios antes da consumação do resultado caracteriza a desistência voluntária. e) só há tentativa em crimes materiais. 5. (Delegado de Polícia – PB – IPAD – 2006) Joca, desgostoso com José, dirige-se até a residência deste. Lá chegando, Joca descarrega todos os projéteis de sua arma de fogo nas costas de José, que estava deitado de bruços. Ocorre que José já estava morto há horas, por força de morte natural – infarto fulminante. Joca incorreu em crime de: a) vilipêndio de cadáver. b) crime impossível, pois Joca já estava morto. c) homicídio, pois o que conta é o dolo. d) tentativa de homicídio. e) lesão corporal gravíssima. 6. (Delegado de Polícia/PB/IPAD/2006) Com relação ao instituto da tentativa, que crimes admitem sua forma tentada? a) Os crimes culposos. b) Os crimes cometidos com o obrigatório concurso de pessoas. c) Os crimes materiais. d) Os crimes qualificados pelo resultado. e) Os crimes unissubsistentes. 7. (Delegado Polícia Civil/BA/2006/ – Consulplan) Oscar pretendendo matar Carlos, apodera-se de um revólver e aciona o gatilho reiteradas vezes. No entanto, não obteve êxito na sua pretensão, visto que a arma (revólver) estava descarregada. Marque a alternativa correta: a) Oscar responderá por tentativa de homicídio, pois sua intenção era matar Carlos. b) Por ineficácia absoluta do meio empregado, Oscar não responderá por tentativa de homicídio. c) Por absoluta impropriedade do objeto, Oscar não responderá por tentativa de homicídio. d) Oscar responderá por disparo de arma de fogo (art.28- Lei de Contravenções Penais). e) N.R.A DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 10 8. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) Sobre a reparação do dano no direito penal, é CORRETO afirmar: a) o arrependimento posterior, previsto no art. 16 do Código Penal, somente tem aplicação aos delitos patrimoniais dolosos. b) nos delitos tributários, o parcelamento do débito, após o oferecimento da denúncia, não acarreta conseqüências na seara punitiva. c) tratando-se de peculato culposo, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade, se lhe é posterior, não produz qualquer efeito. d) a reparação do dano realizada após o recebimento da denúncia ou queixa e antes do julgamento traz reflexos no campo punitivo, vez tratar-se de uma circunstância atenuante genérica. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Considere a seguinte situação hipotética. 9. Márcio, funcionário público, concorreu culposamente para o crime de peculato praticado por outrem. Processado criminalmente, foi condenado a cumprir pena de seis meses de detenção. Todavia, após a sentença condenatória de primeiro grau, no curso da apelação, reparou o dano causado. Nessa situação, não se opera a extinção da punibilidade, pois a reparação do dano por Márcio ocorreu após a sentença condenatória. 10. Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até a prolação da sentença, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços. II – O flagrante provocado ou preparado e o flagranteesperado não são puníveis de acordo com Súmula do STF. III – Para o reconhecimento do crime impossível, imprescindível que o meio seja absolutamente ineficaz ou que o objeto seja absolutamente impróprio. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 11. (Delegado da Polícia Civil/BA/IFBA/2008) Por iter criminis compreende-se o conjunto de a) atos de execução do delito. b) atos preparatórios antecedentes ao delito. c) atos de consumação do delito. d) fases pelas quais passa o delito. e) atos de cogitação. 12. (Delegado da Polícia Civil/BA/IFBA/2008) Um homem atira visando matar outro, que já estava morto, em razão de ataque cardíaco. Essa situação a) configura crime impossível ou de tentativa inidônea. b) diz respeito a crime de homicídio tentado. c) configura o que se denomina de "crime de ensaio". d) é a chamada "tentativa branca". e) configura homicídio consumado. 13. (Delegado Polícia Civil/BA/IFBA/2008) Um funcionário público concorre culposamente para a apropriação de dinheiro proveniente dos cofres públicos, mas o restitui antes da sentença penal irrecorrível. Diante de tal fato, esse funcionário terá a) extinta a punibilidade. b) praticado crime de corrupção, sem diminuição de pena. c) reduzida a pena de um a dois terços. d) reduzida a pena de metade. e) mantida a pena prevista para atos dessa natureza. 14. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2006) Sebastião, com 55 anos de idade, pretendendo matar sua esposa Maria, comprou um revólver e postou-se frente a frente com a esposa, apontando-lhe a arma municiada. Todavia, após fazer pontaria para atirar na cabeça de Maria, desistiu do intento de matá-la. Guardou a arma e retirou-se do local. Nessa situação, Sebastião responderá por tentativa de homicídio, vez que deu início à execução do delito. 15. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2006) Considere-se que Mariana, supondo estar grávida, realizou, em si própria, manobras abortivas, sem que na realidade trouxesse dentro de si uma nova vida em formação; Jorge ao ver Cláudio, seu desafeto, caído em via pública, aproveitou a situação para atropelá-lo dolosamente. Verificou- se, posteriormente, que Cláudio já estava morto por parada cardiorrespiratória ocorrida minutos antes de ter sido atropelado. Em ambas as hipóteses apresentadas acima, o crime é impossível em razão da absoluta impropriedade dos objetos sobre os quais incidiram as condutas de Mariana e de Jorge. 16. Delegado de Polícia Civil/MA/2006/FCC) Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços. A redução de pena decorrente da tentativa deve resultar a) do iter criminis percorrido pelo agente em direção à consumação do delito. b) da prevalência das circunstâncias atenuantes sobre as circunstâncias agravantes. c) da maior ou menor periculosidade do agente, tendo em conta os dados constantes do processo. d) da valoração dos antecedentes do agente, especialmente da primariedade e da reincidência. e) da intensidade do dolo, do grau da culpa, e dos motivos determinantes da conduta delituosa. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 11 17. Delegado de Polícia Civil/MA/2006/FCC) José, com a intenção de subtrair jóias, ingressa por uma porta aberta no interior da residência da vítima. Já no interior da moradia, apodera-se de um objeto, mas resolve ir embora do local sem nada levar. Nesse caso, José a) responderá por tentativa de furto. b) responderá por invasão de domicílio. c) responderá por furto consumado. d) não responderá por nenhum crime, pois houve desistência voluntária. e) não responderá por nenhum crime, pois houve arrependimento eficaz. 18. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – O agente aponta a arma para a vítima, desfere dois tiros e, imaginando-a morta, afasta-se do local do crime. A vítima sobrevive: hipótese de tentativa perfeita. II – O agente desfere duas facadas na vítima. Quando vai desferir a facada mortal, atende pedido de terceiro e vai embora. A vítima sobrevive: hipótese de desistência voluntária. III – O agente dispara três tiros contra a vítima. A vítima começa a gritar e o agente, assustado com a aproximação de pessoas, sai correndo. A vítima sobrevive: hipótese de tentativa imperfeita. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. ILICITUDE E SUAS EXCLUDENTES 1. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Considerando as excludentes de antijuridicidade marque a opção FALSA. a) Não se pode admitir argüição de legítima defesa real contra legítima defesa real, já que esta pressupõe necessariamente uma agressão injusta. b) É possível reconhecer estado de necessidade contra legítima defesa dita putativa, uma vez que aquele pressupõe situação de perigo não causada pelo agente. c) Durante operação policial, determinado agente mata potencial criminoso. Este deverá ser absolvido pela ocorrência do estrito cumprimento de dever legal e não pela legítima defesa, já que estava cumprindo com seu dever funcional. d) A legítima defesa pode ser caracterizada mesmo quando o agente que a invoca não estava sob risco pessoal direto, atuando na proteção e defesa de terceiro. 2. (Delegado Civil / Fundep / 2008 / MG) Considerando o conceito e a evolução dogmática da teoria do crime, é CORRETO afirmar a) que, exercendo a tipicidade, conforme a teoria da ratio essendi, função incidiária da ilicitude, pode-se falar em causas justificantes legais, mas não em causas supralegais, por ferirem estas o princípio da legalidade. b) que, para a teoria diferenciadora, adotada por nosso Código Penal, o estado de necessidade é justificante, afastando a ilicitude do fato típico praticado pelo agente. c) que, para a teoria social da ação, a ação é concebida como o exercício de uma atividade final dirigida concretamente a fato juridicamente relevante. d) que são elementos da culpabilidade normativa pura a imputabilidade, a consciência potencial da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa. 3. (Delegado de Polícia Civil/PI/NUCEPE/ UESPI – 2009) Analise as afirmações seguintes relativas à parte geral do Direito Penal. 1) A tipicidade formal é a adequação da conduta ao fato descrito na lei como infração penal. 2) O direito brasileiro admite dois tipos de infração: o crime, que é a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de detenção, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa; e a contravenção, que é a infração penal a que a lei comina, isoladamente, pena de detenção ou de multa, ou ambas alternativa ou cumulativamente. 3) Com relação à imputabilidade penal, o Código Penal brasileiro adotou o sistema biopsicológico ou misto para justificar a inimputabilidade penal nos casos de doença mental e de embriaguez involuntária e o sistema psicológico no caso dos menores de 18 anos. 4) Quando uma pessoa reage a um ataque espontâneo de uma cão pit bull, para não ser gravemente lesionada, está reagindo em estado de necessidade. 5) O estado de necessidade putativo é uma excludente da ilicitude. Estão corretas apenas: a) 1 e 3 b) 1 e 4 c) 1, 2 e 4 d) 3, 4 e 5 e) 1, 2 e 5. 4. (Delegado Polícia Civil/MG/2003) O autor que, dominado pelo medo, excede os limites da Legítima Defesa:a) Responde por crime culposo, desde que prevista em lei a modalidade culposa. b) Não responde por crime nenhum, porque é inexigível comportamento diverso. c) Não responde por crime nenhum, porque incorreu em erro de proibição indireto. d) Não responde por crime nenhum, porque trata-se de caso fortuito. e) Responde por crime doloso. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 12 5. (Delegado de Polícia – PR – UFPR – 2007)- As causas de exclusão de ilicitude, previstas no artigo 23 do Código Penal, devem ser entendidas como cláusulas de garantia social e individual. Sobre as excludentes, considere as seguintes afirmativas: 1. Atua em legítima defesa quem repele ataque de pessoa inimputável ou de animal descontrolado. 2. Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. 3. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato mediante a existência de perigo atual, involuntário e inevitável. 4. O estrito cumprimento do dever legal pressupõe que o agente atue em conformidade com as disposições jurídico-normativas e não simplesmente morais, religiosas ou sociais. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 6. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – A denúncia à autoridade da ocorrência de um crime, feita por um médico, no exercício profissional, é exemplo de exercício regular de direito. II – A intervenção cirúrgica, sem o consentimento do paciente, quando este estiver correndo risco de vida, é exemplo de estrito cumprimento do dever legal. III – A reação contra ataque de animal que se encontra na rua, sem que seja incitado por ninguém, constitui legítima defesa. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 7. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) Assinale a opção correta no que concerne às descriminantes. a) O agente que, em legítima defesa, disparar contra seu agressor, mas, por erro, alvejar um terceiro inocente, não responderá por qualquer consequência penal ou civil. b) A atuação em estado de necessidade só é possível se ocorrer na defesa de direito próprio, não se admitindo tamanha excludente se a atuação destinar-se a proteger direito alheio. c) Na legítima defesa, toda vez que o agente se utilizar de um meio desnecessário, este será também imoderado. d) Não é possível a legítima defesa contra estado de necessidade. e) Não é possível legítima defesa real contra quem está em legítima defesa putativa. 8. (Delegado da Polícia Civil/SC/2006/ACAFE) A prática de fato definido como crime por obediência à ordem ilegal de superior hierárquico: a) exclui a ilicitude, por estrito cumprimento do dever legal. b) não exclui a culpabilidade, já que a ordem é ilegal. c) exclui a culpabilidade, se não manifestamente ilegal à ordem. d) exclui o dolo, porque não há potencial conhecimento da ilicitude do fato. 9. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Considerando as excludentes de antijuridicidade marque a opção FALSA. a) Não se pode admitir argüição de legítima defesa real contra legítima defesa real, já que esta pressupõe necessariamente uma agressão injusta. b) É possível reconhecer estado de necessidade contra legítima defesa dita putativa, uma vez que aquele pressupõe situação de perigo não causada pelo agente. c) Durante operação policial, determinado agente mata potencial criminoso. Este deverá ser absolvido pela ocorrência do estrito cumprimento de dever legal e não pela legítima defesa, já que estava cumprindo com seu dever funcional. d) A legítima defesa pode ser caracterizada mesmo quando o agente que a invoca não estava sob risco pessoal direto, atuando na proteção e defesa de terceiro. 10. (Delegado Civil/Fundep/2008/MG) Considerando o conceito e a evolução dogmática da teoria do crime, é CORRETO afirmar a) que, exercendo a tipicidade, conforme a teoria da ratio essendi, função incidiária da ilicitude, pode-se falar em causas justificantes legais, mas não em causas supralegais, por ferirem estas o princípio da legalidade. b) que, para a teoria diferenciadora, adotada por nosso Código Penal, o estado de necessidade é justificante, afastando a ilicitude do fato típico praticado pelo agente. c) que, para a teoria social da ação, a ação é concebida como o exercício de uma atividade final dirigida concretamente a fato juridicamente relevante. d) que são elementos da culpabilidade normativa pura a imputabilidade, a consciência potencial da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 13 11. (Delegado de Polícia Civil/PI/NUCEPE/ UESPI – 2009 Analise as afirmações seguintes relativas à parte geral do Direito Penal. 1) A tipicidade formal é a adequação da conduta ao fato descrito na lei como infração penal. 2) O direito brasileiro admite dois tipos de infração: o crime, que é a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de detenção, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa; e a contravenção, que é a infração penal a que a lei comina, isoladamente, pena de detenção ou de multa, ou ambas alternativa ou cumulativamente. 3) Com relação à imputabilidade penal, o Código Penal brasileiro adotou o sistema biopsicológico ou misto para justificar a inimputabilidade penal nos casos de doença mental e de embriaguez involuntária e o sistema psicológico no caso dos menores de 18 anos. 4) Quando uma pessoa reage a um ataque espontâneo de uma cão pit bull, para não ser gravemente lesionada, está reagindo em estado de necessidade. 5) O estado de necessidade putativo é uma excludente da ilicitude. Estão corretas apenas: a) 1 e 3 b) 1 e 4 c) 1, 2 e 4 d) 3, 4 e 5 e) 1, 2 e 5. 12. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Analise as alternativas a seguir e assinale a correta. a) São requisitos da legítima defesa: a) existência de um perigo atual, b) perigo que ameace direito próprio ou alheio, c) conhecimento da situação justificante e d) não provocação voluntária da situação de perigo pelo agente. b) O Código Penal adotou a teoria diferenciadora para definir a excludente de ilicitude do “estado de necessidade”. Assim sendo, se alguém pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio de valor superior que o sacrificado exclui-se a ilicitude. Entretanto, se os bens em conflito forem equivalentes, ou se o bem preservado for de valor inferior ao sacrificado, não incidirá a excludente. c) São elementos da culpabilidade, segundo a Teoria Finalista da Ação: a) imputabilidade, b) potencial consciência da ilicitude e c) exigibilidade de conduta diversa. d) O oficial de justiça que executa uma ordem judicial de despejo age no exercício regular de um direito. 13. (Delegado da Polícia Civil/BA/IFBA/2008) Um funcionário saiu em perseguição a um estudante que acabara de cometer um furto. Durante a perseguição, o estudante saca de um revólver e começa a atirar no funcionário que responde à agressão sofrida, vindo a ferir mortalmenteo seu agressor. Sobre esse fato, é correto afirmar que o funcionário a) se encontrava em pleno exercício regular do direito. b) se encontrava no estrito cumprimento do dever legal. c) se encontrava agasalhado pelo instituto da legítima defesa. d) não se encontrava em nenhuma causa de exclusão de ilicitude. e) se encontrava em estado de necessidade. 14. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2006) A lei não permite o emprego da violência física como meio para repelir injúrias ou palavras caluniosas, visto que não existe legítima defesa da honra. Somente a vida ou a integridade física são abrangidas pelo instituto da legítima defesa. 15. (Delegado de Polícia Civil/MG/2007 Quanto às causas de justificação é CORRETO afirmar que: a) Na administração da justiça por parte dos agentes estatais é meio legitimo o uso de armas com o intuito de matar individuo que tenta evadir-se de cadeia pública. b) O policial ao efetuar prisão em flagrante tem sua conduta justificada pela excludente do exercício regular de direito. c) Pode ser causa de exclusão da ilicitude o consentimento do ofendido nos delitos em que ele é o único titular do bem juridicamente protegido e pode dele dispor livremente. d) A obrigação hierárquica é causa de justificação que exclui a ilicitude da conduta de agente público. 16. (Delegado de Polícia Civil/MG/2007) Com relação às causas excludentes de ilicitude, é CORRETO afirmar que: a) Não existem causas supralegais de exclusão da ilicitude, uma vez que o art. 23 do Código Penal pode ser entendido como numerus clausus. b) Não se reconhece como hipótese de legítima defesa a circunstância de dois inimigos que, supondo que um vai agredir o outro, sacam suas armas e atiram pensando que estão se defendendo. c) São requisitos para configuração do estado de necessidade a existência de situação de perigo atual que ameace direito próprio ou alheio, causado ou não voluntariamente pelo agente que não tem dever legal de afastá-lo. d) Trata-se de estrito cumprimento de dever legal a realização, pelo agente, de fato típico por força do desempenho de obrigação imposta por lei. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 14 (Delegado Polícia Civil/Funiversa/DF/2009) Em cada uma das alternativas a seguir, há uma situação hipotética seguida de uma afirmação que deve ser julgada. Assinale a alternativa em que a afirmação está correta. a) Pedro cercou sua casa de fios elétricos sem nenhuma indicação visível. Antônio, tarde da noite, tentou entrar na casa de Pedro e acabou falecendo em virtude da descarga elétrica sofrida. Nessa situação hipotética, por constituir o referido ofendículo uma situação de legítima defesa, Pedro não poderá sofrer nenhuma reprimenda por parte do Direito Penal. b) João flagrou sua esposa, Maria, com um amante chamado José, na frente da casa em que moravam, em um condomínio fechado do Distrito Federal. Diante desse fato, reagiu dando tiros em José, que veio a falecer em decorrência disso. Nessa situação hipotética, não se admite a legítima defesa da honra, pois o Código Penal faz distinção expressa entre os direitos passíveis de proteção pelo instituto da legítima defesa. c) Marcos contratou Bruno como segurança particular de sua filha Camila. Em uma tarde de sábado, em uma rua movimentada da cidade, Camila foi alvo de uma tentativa de sequestro. Marcos, que estava no local do ocorrido, não reagiu porque temeu por sua própria vida. Nessa situação hipotética, é possível inferir que Bruno não tinha o dever legal de enfrentar o sequestrador, pois a abnegação em face do perigo só é exigível quando corresponde a um especial dever jurídico, advindo de lei, jamais de um contrato de trabalho. d) Lúcia estava furtando em um supermercado quando foi flagrada pelo segurança do estabelecimento. Na tentativa de segurá-la até a chegada da polícia, o referido segurança agrediu Lúcia, que, imediatamente, revidou com socos e pontapés. Nessa situação hipotética, é perfeitamente possível o entendimento de que houve legítima defesa sucessiva. e) Maria foi obrigada pelo seu marido a manter com ele conjunção carnal. Nessa situação hipotética, é correto entender que o marido de Maria não cometeu nenhum crime, posto que há a configuração do exercício regular de direito. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Nos próximos item, é apresentada uma situação hipotética a respeito da aplicação do direito penal, seguida de uma assertiva a ser julgada. Nesse sentido, considere que a sigla STJ se refere ao Superior Tribunal de Justiça. 17. Plínio, imediatamente após a comemoração de seu aniversário de dezessete anos de idade, ingeriu considerável quantidade de bebida alcoólica e, sem autorização, ou sequer ciência de seus pais, conduziu, em velocidade correspondente a mais de três vezes a velocidade da via, veículo automotor. Após perder o controle do veículo, Plínio colidiu frontalmente com um poste de iluminação pública, e esse incidente resultou na morte de sua namorada, Cida, de dezenove anos de idade, que estava sentada no banco de passageiros. Nessa situação, segundo a atual jurisprudência do STJ, caso Plínio fosse maior de dezoito anos, Plínio seria imputável e até mesmo punível, em tese, a título de homicídio por dolo eventual. CULPABILIDADE 1. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Marque a opção verdadeira. a) O resultado que torna mais grave a pena só pode ser imputado a quem praticou a conduta dolosamente, já que o direito penal brasileiro fez a opção pela teoria do resultado. b) Pelo entendimento doutrinário dominante, ao tratar a inimputabilidade penal, o direito penal brasileiro adotou o critério biopsicológico. c) Ocorre uma descriminante putativa sempre e quando o indivíduo imagina estar praticando um crime menos grave e na verdade pratica um mais grave, sendo imputado o crime com menor pena. d) O erro de proibição não é admitido no direito penal brasileiro, uma vez que a ninguém é dado o direito de argüir o desconhecimento de lei, sob nenhuma condição e em nenhum caso. 2. Delegado De Polícia Civil – PI – NUCEPE – UESPI – 2009 Com relação às excludentes da tipicidade, da ilicitude e da culpabilidade, marque, à luz da legislação penal, a opção correta. a) O estrito cumprimento do dever legal e a obediência hierárquica são excludentes da ilicitude. b) A coação moral irresistível e a legítima defesa são excludentes da culpabilidade. c) A embriaguez voluntária e a menoridade penal são excludentes da imputabilidade. d) A coação moral irresistível e o erro de proibição são excludentes da culpabilidade. e) O princípio da insignificância exclui a ilicitude. 3. Delegado Polícia/PB/IPAD/2006 O Código Penal adotou que teoria para basear a culpabilidade? a) Teoria normativa pura da culpabilidade. b) Teoria extremada da culpabilidade. c) Teoria da graduabilidade da culpabilidade. d) Teoria limitada da culpabilidade. e) Teoria psicológico-normativa da culpabilidade. 4. (Delegado Polícia Civil/MG/2003) O conceito de co-culpabilidade a) Sustenta atenuação de pena, em face das condicionantes sociais. b) Deve ser aplicado quando o sujeito demonstrar plena capacidade de autodeterminação. c) Deve ser aplicado quando o sujeito não possuir capacidade de autodeterminação. d) Fere o princípio da igualdade de tratamento perante a lei. e) Somente tem aplicação na teoria psicológica da culpabilidade. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 15 5. (Delegado Civil/Fundep/2008/MG) Quanto à imputabilidade penal, assinale a afirmativaCORRETA. a) A embriaguez preordenada só agravará a pena quando completa, revelando maior censurabilidade da conduta já que o agente coloca o estado de embriaguez como primeiro momento da execução do crime. b) A emoção e a paixão, mesmo quando causarem completa privação dos sentidos e da inteligência, não excluem a culpabilidade, exceto se forem estados emocionais patológicos. c) Em todos os casos de inimputabilidade, se aplica a medida de segurança de d) internação, podendo, entretanto, ser apenas reduzida a pena ou aplicada medida de segurança de tratamento ambulatorial aos casos de semi- imputabilidade. e) O critério normativo é exceção no sistema brasileiro que, em regra, trabalha com o critério biológico para aferição da imputabilidade penal. 6. (DELEGADO DE POLÍCIA – PR – UFPR – 2007)- Sobre a imputabilidade penal, considere as seguintes afirmativas: 1. Não excluem a imputabilidade penal a emoção ou a paixão, a embriaguez voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos. 2. São relativamente inimputáveis os menores com idade compreendida entre 18 e 21 anos, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. 3. É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, age amparado na "actio libera in causa". 4. É isento de pena o agente que, por desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. 7. (Delegado Polícia Civil – SC – 2006 – ACAFE) Com referência aos elementos constitutivos do crime, tipicidade, ilicitude e culpabilidade, analise as afirmações a seguir. I A previsibilidade objetiva do resultado da conduta é elemento da tipicidade culposa, ao passo que a previsibilidade subjetiva é elemento da culpabilidade. II O potencial conhecimento da ilicitude do fato, para a teoria normativa, integra a culpabilidade. III Na culpa consciente, o agente tem a previsão do resultado. IV Não há concorrência de culpas no direito penal. V O erro de proibição exclui a ilicitude da conduta. Todas as afirmações corretas estão na alternativa: a) II - III b) I - II - III c) II - III - IV d) III – V 8. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – SC – 2006 – ACAFE) A Teoria Limitada da Culpabilidade preconiza que: a) tal como na Teoria Extrema da Culpabilidade, nas discriminantes putativas sempre subsiste o dolo e a absolvição decorre de sua inevitabilidade. b) o erro de tipo essencial sempre é causa excludente da tipicidade. c) mesmo que o dolo seja afastado, sempre remanescerá a culpa do agente, quando a discriminante putativa surge em face do erro sobre a ilicitude do fato. d) o erro de tipo essencial vencível (ou evitável) é sempre causa excludente do dolo da conduta do agente, podendo remanescer, entretanto, a culpa. 9. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – BA – IFBA – 2008) Um jovem pretende roubar transeuntes no centro da cidade, mas não tem coragem suficiente para isso, razão pela qual se embriaga dolosamente, com o intuito de praticar os pretendidos atos criminosos. Diante dessa situação, a doutrina penal reconhece que a) ele não responderá pelos crimes cometidos, ante sua semi-imputabilidade. b) a ele se aplica a teoria da actio libera in causa. c) a sua embriaguez voluntária dolosa é causa de diminuição de pena. d) a sua consciência se viu abalada pela embriaguez, respondendo ele parcialmente por seus atos. e) ele é inimputável. 10. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – MG – 2007 Considerando as teorias acerca da culpabilidade, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: a) Para a teoria normativa, a culpabilidade é constituída pela imputabilidade, exigibilidade de conduta diversa, dolo e culpa. b) A teoria social da ação, ao pretender que a ação seja entendida como conduta socialmente relevante, deslocou o dolo e a culpa do tipo para a culpabilidade. c) São elementos da culpabilidade para a concepção finalista a imputabilidade, a potencial consciência sobre a ilicitude do fato e a exigibilidade de conduta diversa. d) São elementos da culpabilidade para a teoria normativa pura a imputabilidade, a consciência potencial da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 16 11. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – MG – 2007 Em relação aos inimputáveis e às medidas de seguranças é correto afirmar que a) Sendo adequado às circunstancias pessoais em que se encontre o sentenciado, a qualquer tempo, pode a pena do mesmo ser substituída pela aplicação de medida de segurança. b) As medidas de segurança destinam-se exclusivamente aos inimputáveis. Aos semiimputáveis somente há previsão de redução de pena e, necessitando eles de especial tratamento curativo, não há que se falar em substituição da pena por medida de segurança consoante o princípio da reserva legal. c) O réu considerado inimputável será absolvido e conseqüentemente será aplicada a ele uma medida de segurança que não possui limite de tempo mínimo nem máximo. d) A desinternação é sempre condicional, devendo ser restabelecida a situação anterior se o agente, antes do decurso de cinco anos, pratica fato indicativo de periculosidade. 12. DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – FUNIVERSA – DF – 2009 A respeito da tipicidade penal, assinale a alternativa incorreta. a) O erro de tipo, se escusável, exclui o dolo e a culpa. b) No crime de omissão de socorro, somente se torna relevante para o Direito Penal caso o agente tenha o dever de agir. c) A real consciência do injusto penal é pressuposto elementar da culpabilidade; por conseguinte, o desconhecimento da norma penal, quando inevitável, exclui a culpabilidade. d) No dolo eventual, o sujeito representa o resultado como de produção provável e, embora não queira produzi-lo, continua agindo e admitindo a sua eventual produção. e) Caracteriza o erro de proibição a conduta do agente que se apossa de coisa alheia móvel, supondo, nas circunstâncias, ter sido abandonada pelo proprietário. 13. Delegado Da Polícia Civil – FUNIVERSA – DF – 2009 Acerca da culpabilidade e da ilicitude, assinale a alternativa correta. a) Segundo a teoria finalista, a imputabilidade, a consciência acerca da ilicitude do fato e da exigibilidade de conduta diversa são elementos normativos da culpabilidade. b) A coação irresistível e a obediência hierárquica são causas de exclusão da ilicitude. c) Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para repelir injusta agressão, atual ou iminente. d) Não há excludentes de ilicitude previstas na Parte Especial do Código Penal. e) A legítima defesa é causa excludente da culpabilidade. ERRO DE TIPO 1. Delegado de Polícia – PB – IPAD – 2006 Antônio, pensando que José é funcionário público de secretaria de vara judicial, pede para que o mesmo “corra” com seu processo, e para tanto promete em troca vantagem indevida. Ocorre que José não é funcionário público. Assinale a alternativa correta: a) Antônio cometeu crime de concussão b) Antônio cometeu crime de prevaricação c) Antônio cometeu crime de corrupção passiva d) Antônio cometeu crime de corrupção ativa e) O erro de tipo excluiu o crime de corrupção ativa 2. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Sobre o errode tipo essencial, que recai sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime, é correto afirmar que: a) exclui o dolo somente quando for evitável. b) permite a redução da pena, se for inevitável. c) sempre exclui o dolo, seja evitável, seja inevitável, mas permite a punição por crime culposo, se houver previsão legal dessa modalidade. d) sempre exclui o dolo e a culpa quer seja inevitável ou evitável. 3. (DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – MS – 2006 – FAPEC) João e Paulo sobrevoam uma lavoura com um pequeno avião utilizado na pulverização de veneno. Em dado momento o avião apresenta pane mecânica, e põe-se a cair. Existem dois para-quedas a bordo. João, imaginando, por erro inevitável, haver apenas um para-quedas, e supondo-se em estado de necessidade, joga Paulo para fora da aeronave. João agiu em: a) Descriminante putativa por erro de proibição. b) Erro incidente sobre circunstância de tipo incriminador. c) Estado de necessidade real. d) Erro essencial vencível. e) Descriminante putativa por erro de tipo. 4. (Delegado Polícia Civil/MG/2003) O Direito Brasileiro admite a punição por culpa a) No erro de proibição direto vencível. b) No erro mandamental vencível. c) No erro vencível que recai sobre os limites de uma causa de justificação. d) No erro vencível que recai sobre os pressupostos de uma causa de justificação. e) No erro vencível que recai sobre a existência de uma causa de justificação. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 17 5. (Delegado Polícia Civil/MG/2003) Ocorre ABERRACTIO ICTUS quando a) X atira em Y, acreditando que Y era Z . b) X atira em Y, acreditando que Y era um ladrão que invadira sua casa para furtar. c) X atira em Y, depois de ser induzido em erro por Z, que afirmou que a arma estava descarregada . d) X arromba uma porta e acerta, sem intenção, Y que nela se apoiava. e) X pretendendo atirar em Y, acerta Z, depois de se desequilibrar no momento em que puxava o gatilho. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Acerca das disposições constitucionais e legais aplicáveis ao processo penal, julgue os itens a seguir. 6. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) 68 O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; e, se evitável, poderá diminuí-la, de um sexto a um terço. Tal modalidade de erro, segundo a doutrina penal brasileira, pode ser classificada adequadamente como erro de tipo e pode, em circunstâncias excepcionais, excluir a culpabilidade pela prática da conduta. 7. Delegado Polícia Civil/SC/2006/ACAFE Raul, com a intenção de matar João, desfere-lhe um tiro; porém, erra o tiro e causa lesão corporal em Maria, que estava ao lado de João. Nesse caso, responderá por: a) lesão corporal contra Maria, como se tivesse atingido João. b) tentativa de homicídio contra João, como se tivesse atingido Maria. c) tentativa de homicídio contra Maria, como se tivesse atingido João. d) lesão corporal contra João, como se tivesse atingido Maria. 8. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) A legítima defesa putativa exclui a a) punibilidade em abstrato. b) ilicitude. c) culpabilidade. d) tipicidade. e) punibilidade em concreto. ERRO DE PROIBIÇÃO 1. (Delegado Polícia Civil/RJ/CEPERJ 2009) Sobre a Teoria do Erro, analise as proposições abaixo e, em seguida, assinale a opção correta. I- Em situação de erro determinado por terceiro, somente responderá pelo crime este terceiro. II- Em situação de erro provocado por terceiro, não se pune o provocador que agiu com negligência. III- Incorre em erro de proibição quem, fundada e concretamente, julga atuar conforme o direito, por supor juridicamente permitida sua atuação. IV- O cidadão holandês que, em sua primeira visita ao Brasil, desembarca com pequena quantidade de droga ilícita para consumo pessoal, imaginando que tal fosse permitido entre nós, como em seu país de origem, incide em erro de proibição. V- Erro de tipo consiste na ausência ou na falsa representação da realidade, razão pela qual o agente responderá por crime culposo, se culpa existir (erro evitável) e desde que o tipo penal de que se trate preveja a forma culposa. a) Somente uma das proposições está errada. b) Somente duas das proposições estão erradas. c) Somente as proposições IV e V estão corretas. d) Todas as proposições estão corretas. e) Somente as proposições I e IV estão erradas. 2. (Delegado Polícia Civil/MG/2003) Caracteriza o Erro de Proibição Escusável a) O erro de compreensão culturalmente condicionado. b) O erro de subsunção. c) O erro de eficácia. d) O erro de vigência. e) O erro de punibilidade. 3. (Delegado de Polícia Civil/PI/NUCEPE/ UESPI/2009) Juan, 19 anos, argentino residente em Córdoba/Argentina, recebeu um convite de seu amigo Pedro, brasileiro, residente em Teresina, para passar as férias no Delta do Parnaíba. Juan, entusiasmado com a possibilidade de conhecer o Brasil, aceitou o convite. Porém, Pedro, quando convidou o amigo, solicitou que trouxesse consigo 10 vidros de lançaperfume (cloreto de etila), e Juan, tendo total desconhecimento de que esta substância fosse proibida no Brasil, pois na Argentina tal substância circula livremente, prontamente atendeu ao pedido. Sendo Juan, em tese, apreendido com tal mercadoria, que excludente é possível alegar ao seu favor? a) A excludente é o erro de tipo inevitável, que afasta o dolo e a culpa. b) A excludente é o erro de tipo evitável, que afasta o dolo, mas permite a punição por culpa. c) A excludente é o erro de proibição, que afasta a ilicitude do fato. d) A excludente é o erro de proibição, que afasta o potencial conhecimento da ilicitude do fato. e) A excludente é o erro na execução, que também é chamado de aberratius ictus. 4. Delegado Polícia Civil – MG – 2007 Quanto ao erro em matéria penal todas as alternativas estão corretas, EXCETO: a) A finalidade precípua do erro de tipo essencial é a de afastar o dolo da conduta do agente. b) Para a teoria extremada ou estrita da culpabilidade o erro que recai sobre uma situação de fato é erro de tipo, enquanto o erro que recai sobre os limites de uma causa de justificação é erro de proibição. c) O erro de tipo acidental incide sobre dados irrelevantes da figura típica e não impede a apreciação do caráter criminoso do fato. d) O erro mandamental é aquele que recai sobre o mandamento contido nos crimes omissivos próprios ou impróprios. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 18 5. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – A descriminante putativa isenta de pena, mas não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. II – O erro sobre a pessoa não isenta de pena e, nesse caso, considera-se praticado o crime contra a vítima pretendida e não contra a vítima efetiva. III – O erro de proibição, se escusável, isenta de pena; se inescusável, poderá diminuí-la, de um sexto a um terço. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. CONCURSO DE PESSOAS 1. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Marque a opção verdadeira. a) Em nenhum caso o estado de embriaguez pode isentar de pena o agente, uma vez que o direito penal brasileiro pugna necessariamente pela imposição integral de responsabilidade criminal ao indivíduo. b) Em relação ao concurso de pessoas o Código Penal Brasileiro fez opção clarapela teoria monista, quer no que diz respeito aos co-autores, quer aos partícipes. Admite-se, no entanto, exceções nas quais podemos visualizar a utilização da teoria dualista. c) O crime passional torna lícita a conduta do agente uma vez que a ocorrência da violenta emoção caracteriza o estado de necessidade, especialmente considerando o sacrifício de um valor para resguardar outro. d) Considerando o inegável aspecto subjetivo e individual presente no direito penal não se pode admitir a comunicabilidade de características pessoais entre os agentes reunidos em concurso de pessoas. 2. (Delegado Civil/Fundep/2008/MG) Considerando o concurso de pessoas, assinale a afirmativa incorreta. a) A participação está condicionada à eficácia causal e à consciência de participação em ação comum e, por ser acessória, só é punível se o crime chega a ser ao menos tentado, ressalvadas as disposições expressas em contrário. b) Conforme a regra geral, as condições e circunstâncias de caráter pessoal do agente, subjetivas, não se comunicam entre co-autores e partícipes, respondendo cada um individualmente, de acordo com elas. c) No desvio subjetivo de conduta há verdadeira quebra da teoria monista respondendo os partícipes conforme a intensidade volitiva e atuação no crime praticado pelo autor. d) O Código Penal brasileiro prevê expressamente a possibilidade da autoria mediata nos casos de ocorrência de erro determinado por terceiro, coação moral irresistível e obediência hierárquica. 3. (Delegado de Polícia – PB – IPAD – 2006) Sobre concurso de pessoas, é correto afirmar: a) Os partícipes responderão por crimes diferentes dos crimes dos autores, de acordo com a teoria monista adotada pelo nosso Código Penal. b) Para a configuração do concurso, é indispensável o nexo de continuidade delitiva. c) O Direito Penal Brasileiro adotou a teoria monista na íntegra para basear seu concurso de agentes. d) Ocorre o concurso de agentes tanto nos delitos culposos quanto nos dolosos. e) Jorge – autor intelectual de crime executado por Mago – responde enquanto partícipe (pena menor do que a do autor). Só Mago responde enquanto autor do delito. 4. (Delegado de Polícia Civil/PI/Nucepe/ UESPI/ 2009 Com relação ao tema concurso de pessoas, analise as seguintes afirmações. 1) O Código Penal, no art. 29, adotou a Teoria Monista extremada com relação ao concurso de pessoas. 2) No concurso de pessoas, autores e partícipes respondem pelo mesmo crime e, consequentemente pela mesma pena em abstrato, porém, no momento da fixação da pena, o partícipe recebe uma causa de diminuição de pena por ter sua culpabilidade diminuída. 3) São requisitos do concurso de pessoas nos crimes dolosos: a pluralidade de condutas e participantes, a relevância causal de cada conduta, o vínculo subjetivo entre os participantes e a identidade de infração penal. 4) Mesmo que o autor não realize atos de execução, é possível punir o partícipe. 5) Na autoria colateral, existe concurso de pessoas devendo todos os autores responder conjuntamente pelo resultado delituoso. Estão corretas apenas: a) 1, 2 e 4 b) 3, 4 e 5 c) 2 e 3 d) 2, 3 e 4 e) 1 e 5 5. (Delegado da Polícia Civil/BA/IFBA/2008) Empregada doméstica, na ausência de seus patrões, recebe seu namorado que se aproveitando do “vacilo” dela, furta uma cópia da chave do apartamento onde ela trabalha. Dias depois, ele, se aproveitando da ausência de pessoas no apartamento, nele adentra usando a cópia da chave e furta várias jóias dos patrões da namorada. Com base nesse caso, a empregada doméstica a) deve ser responsável pelo furto como partícipe. b) é co-autora no furto. c) é a única pessoa responsável pelo furto. d) é autora intelectual do furto. e) não será responsável pelo furto. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 19 6. (Delegado Polícia/PR/UFPR/2007) Sobre o concurso de pessoas, considere as seguintes afirmativas: 1. Quem, de qualquer modo, concorre para o crime, incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída. 2. O concurso de pessoas pode dar-se por ajuste, instigação, cumplicidade, auxílio material ou moral em qualquer etapa do iter criminis. 3. Ocorre a hipótese de autoria bilateral ou transversa quando o sujeito ativo obtém a realização do crime por meio de outra pessoa, que pratica o fato sem culpabilidade. 4. Nada impede o concurso de pessoas nos crimes e contravenções de mão própria ou de mera conduta por instigação ou auxílio. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. 7. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Quem, de forma consciente e deliberada, se serve de pessoa inimputável para a prática de uma conduta ilícita é responsável pelo resultado na condição de autor mediato. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Considere a seguinte situação hipotética. 8. Luiz, imputável, aderiu deliberadamente à conduta de Pedro, auxiliando-o no arrombamento de uma porta para a prática de um furto, vindo a adentrar na residência, onde se limitou, apenas, a observar Pedro, durante a subtração dos objetos, mais tarde repartidos entre ambos. Nessa situação, Luiz responderá apenas como partícipe do delito pois atuou em atos diversos dos executórios praticados por Pedro, autor direto. 9. (Delegado da Polícia Civil/BA/IFBA/2008) Um ladrão comenta com um amigo que vai assaltar o Banco "Y" na manhã de segunda-feira, pedindo que ele guarde segredo. No dia do roubo, ele é preso e diz à polícia que o amigo sabia de tudo. Diante do narrado, é correto afirmar que o a) ladrão responde pelo crime de roubo e o amigo terá a pena diminuída de um a dois terços por participação de menor importância. b) amigo é partícipe do roubo, pois tinha ciência do crime a ser praticado. c) ladrão é o único autor do crime de roubo. d) ladrão é autor e o amigo é co-autor. e) amigo é autor intelectual do roubo. 10. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2006) Antônio, com 43 anos de idade, idealizou e planejou a subtração de jóias de uma grande joalheria, traçando as coordenadas da ação com Marcos e Alexandre, para os quais forneceu um veículo e as ferramentas a serem utilizadas na empreitada criminosa. Na data combinada, Marcos e Alexandre executaram com êxito o furto, logrando subtrair um grande número de jóias de elevado valor comercial, as quais foram devidamente repartidas entre os três indivíduos. Após intensa investigação, a polícia identificou a autoria do crime, indiciando Antônio, Marcos e Alexandre em sede de Inquérito Policial. Nessa situação, é correto afirmar que houve concurso de pessoas para a realização da figura típica, devendo Antônio responder como partícipe e Marcos e Alexandre como co-autores do delito. 11. Delegado Polícia Civil – MA – 2006 – FCC Pedro (funcionário público) convidou Paulo (comerciante) para subtraírem um computador de uma repartição pública. Paulo concordou, ignorando que Pedro é funcionário público. Ambos ingressaram na referida repartição pública e subtraíram o computador. Nesse caso, a) Pedro responde por peculato doloso e Paulo por furto. b) Pedro responde por furto e Paulo por peculato doloso. c) Ambos respondem por peculato doloso. d) Ambos respondem por furto. e) Pedro responde por peculato doloso e Paulo por peculato culposo. CONCURSO DE CRIMES1. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) Relativamente ao concurso de crimes, assinale a afirmativa incorreta: a) O concurso material ocorre quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. b) Na presença de um concurso formal, aplica-se ao agente a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade, salvo se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos (hipótese em que as penas aplicam-se cumulativamente). c) Quando se tratar de crime continuado, aplica-se ao agente a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços. d) Quando se tratar de crime continuado em que os crimes sejam dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, o juiz poderá, observados os artigos 70, 71 e 74 do Código Penal, aumentar a pena mais grave até o triplo. e) No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas de acordo com as regras aplicáveis às penas privativas de liberdade. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 20 2. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) Relativamente ao concurso de crimes, analise as afirmativas a seguir. I. A pena será ainda agravada em relação ao agente que promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes. II. A pena será ainda agravada em relação ao agente que coage ou induz outrem à execução material do crime. III. A pena será ainda agravada em relação ao agente que instiga a cometer o crime alguém não- punível em virtude de condição. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 3. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Considere a seguinte situação hipotética. Francisco, imputável, acercou-se de uma mulher e a constrangeu, mediante violência, à prática de conjunção carnal, deflorando-a. Em razão do emprego da violência, a mulher experimentou, ainda, lesões leves, devidamente constatadas em laudo pericial. Nessa situação, Francisco irá responder pelo crime de estupro em concurso formal com o delito de lesões corporais. 4. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Considere que um indivíduo penalmente responsável pratique três homicídios dolosos em concurso material. Nesse caso, a materialização de mais de um resultado típico implicará punição por todos os delitos, somando-se as penas previamente individualizadas. 5. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – MG – 2007 Com relação ao concurso de crimes é CORRETO afirmar que: a) Se, da aplicação da regra do concurso formal, a pena tornar-se superior à que resultaria do cúmulo material, deve-se seguir o critério do concurso material. b) Na hipótese da aberratio ictus com unidade complexa aplica-se a regra do concurso material, pois é este sempre mais benéfico. c) O Código Penal adota para o crime continuado a teoria da unidade real, pela qual, os vários delitos constituem um único crime. d) No concurso material, quando ao agente tiver sido aplicada a pena privativa de liberdade, não suspensa, por um dos crimes, para os demais será cabível a substituição de que trata o art. 44 do Código Penal. CONCURSO APARENTE DE NORMAS 1. Constitui um dos princípios empregados no concurso aparente de normas: a) o da reserva legal. b) o da especialidade. c) o da irretroatividade maléfica. d) o da presunção da inocência. 2. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Ocorre conflito aparente de normas penais quando ao mesmo fato parecem ser aplicáveis duas ou mais normas (ou tipos). A solução do conflito aparente de normas dá-se pelo emprego de alguns princípios (ou critérios), os quais, ao tempo em que afastam a incidência de certas normas, indicam aquela que deverá regulamentar o caso concreto. Os princípios que solucionam o conflito aparente de normas, segundo a doutrina penal são: o da especialidade, o da subsidiariedade, o da consunção e o da alternatividade. Acerca do princípio da especialidade, todas as alternativas estão corretas, exceto a: a) O princípio da especialidade determina que o tipo penal especial prevalece sobre o tipo penal de caráter geral afastando, desta forma, o bis in idem, pois a conduta do agente só é enquadrada na norma incriminadora especial, embora também estivesse descrita na geral. b) Para se saber qual norma é geral e qual é especial é preciso analisar o fato concreto praticado, não bastando que se comparem abstratamente as descrições contidas nos tipos penais. c) A comparação entre as leis não se faz da mais grave para a menos grave, nem da mais completa para a menos completa. A norma especial pode descrever tanto um crime mais leve quanto um mais grave. d) O princípio da especialidade é o único previsto expressamente no Código Penal. DAS PENAS EM ESPÉCIE 1. Sobre as penas privativas de liberdade, assinale a alternativa INCORRETA: a) a pena de detenção deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto, fixado pelo juiz no momento da prolação da sentença. b) a execução da pena em regime semi-aberto será feita em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar. c) o condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento de pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado. d) o trabalho externo é admissível, no regime fechado, em serviços ou obras públicas. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 21 2. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) Levando em conta as disposições do CP e a interpretação do STF, assinale a opção correta. a) Mostra-se pacífico nos tribunais, sobretudo no STF, que é possível, no roubo, a aplicação da causa de aumento de pena do emprego de arma, quando esta não for apreendida nem periciada. b) É possível a substituição de pena de réu reincidente (reincidência genérica) que for condenado por crime não violento com pena igual ou inferior a quatro anos, desde que a aludida reincidência não seja oriunda da prática do mesmo crime e a medida seja socialmente recomendável. c) Na hipótese chamada de roubo frustrado em que o agente subtraia coisa da vítima, mas seja, logo após, perseguido e preso em flagrante por terceira pessoa, com integral recuperação da res, ocorre crime na modalidade tentada. d) Nos crimes contra a administração pública, o CP não prevê nenhum requisito para a progressão de regime vinculado à reparação do dano ou à devolução do produto do ilícito praticado. e) Apenas bens públicos são objeto material do crime de peculato, não sendo possível, jamais, que esse crime atinja bens particulares. 3. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Perante o Código Penal vigente, são três as espécies de penas: privativas da liberdade, restritivas de direitos e multa. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2006) Ainda em relação a normas pertinentes à parte geral do Código Penal, julgue o item seguinte. 4. O ordenamento jurídico em vigor veda a conversão da pena de multa em detenção. A multa é considerada dívida, e seu valor deve ser inscrito na dívida ativa se não for paga pelo condenado solvente. DA APLICAÇÃO DA PENA 1. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Sobreas penas, marque a opção verdadeira. a) A substituição de pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos pode acontecer em todos os casos onde a pena aplicada seja inferior a 4 (quatro) anos e o condenado possua bom comportamento carcerário. b) A fixação da pena é obtida seguindo o chamado sistema trifásico, ou seja, primeiro é fixada a pena base, depois as agravantes e atenuantes e depois o regime de pena a cumprir, isto é, fechado, semi- aberto ou aberto, sendo estas as três fases características. c) Uma vez realizada a substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de direitos, esta é irreversível e não havendo o seu cumprimento deverá ser feito a execução do eventual prejuízo cível, excluindo-se a utilização da execução penal, uma vez que tal alteração modifica sensivelmente a natureza da sanção imposta. d) A pena privativa de liberdade caracteriza a chamada prisão penal ou definitiva, de natureza sancionatória, devendo ser cumprida em estabelecimento adequado, observando-se o sistema progressivo, devendo ser cumprida em penitenciária, colônia agrícola ou industrial e casa do albergado. 2. (Delegado Civil – Fundep – 2008 – MG) Com relação às penas, assinale a afirmativa CORRETA. a) A perda de cargo, função pública ou mandato eletivo, quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, é efeito específico da condenação penal destinado exclusivamente aos crimes funcionais. b) A prestação pecuniária não pode ser fixada em valor inferior a um salário mínimo somente se destinando à vitima ou seus dependentes nos casos de comprovado dano material e pode ter o valor pago deduzido do montante de eventual condenação em ação de reparação cível. c) A suspensão condicional da pena pode ser concedida ao reincidente em crime doloso apenado com pena de multa isolada ou em substituição à pena privativa de liberdade. d) Pode ser substituída a pena privativa de liberdade pela pena restritiva de direito ao crime culposo independentemente do quantum de pena aplicado, exceto no concurso com outros crimes culposos e em sendo o agente reincidente. 3. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – A gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada. II – A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. III – Para o STJ é possível a adoção do regime prisional semi-aberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. EFEITOS DA CONDENAÇÃO E EXECUÇÃO PENAL 1. “Apesar de não constar da sentença, as armas não devem ser restituídas aos réus, por constituir o confisco delas um dos efeitos da condenação” (TJSC – Ac. – Rel. Des. Rid Silva – RT 568/338). A ementa do acórdão acima, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, diz respeito a: a) Efeito específico da condenação; b) Sanção substitutiva; c) Pena alternativa; d) Efeito automático da condenação. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 22 (Delegado Polícia Civil/AC/CESPE 2008) A respeito de suspensão condicional da pena e livramento condicional, julgue os itens seguintes. 2. No chamado sursis etário, há a suspensão condicional da execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, pelo período de quatro a seis anos, para o condenado que tenha mais de setenta anos de idade. 3. Haverá revogação obrigatória do livramento condicional se o liberado for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, qualquer que seja a pena cominada. Em cada um dos próximos itens, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada, acerca do tratamento do erro no direito penal. 4. Plínio, com a intenção de cometer crime de dano, atirou uma pedra em direção à janela de vidro da casa de Roberta. No entanto, por erro de pontaria, acertou Gilda, que sofreu lesões corporais leves. Nessa situação, Plínio responderá por lesão corporal leve, na modalidade culposa, cuja ação penal, por ser pública condicionada, dependerá de representação da ofendida Gilda. 5. Leandro, com a intenção de matar Getúlio, ministrou veneno a este. Presumindo que a vítima já falecera, Leandro a enterrou no quintal de sua casa, vindo posteriormente a ser apurado que a quantidade de veneno ministrada à vítima não fora suficiente para a sua morte, de forma que ela morreu em face da asfixia, após ser enterrada. Nessa situação, ocorreu erro sobre o nexo causal, de modo que Leandro responderá apenas por tentativa de homicídio. 6. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Um cidadão condenado a pena de reclusão de 15 anos pela prática de um homicídio deve, obrigatoriamente, iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, podendo, no entanto, trabalhar fora do estabelecimento prisional, em serviços de natureza privada, durante o período diurno, desde que mediante prévia autorização judicial. 7. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – É inimputável o agente que, por perturbação de saúde mental, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. II – As condições de caráter pessoal não se comunicam quando elementares do crime. III – A pena de detenção pode ser cumprida em regime inicial fechado se o condenado é reincidente em crime doloso. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 8. Delegado Polícia Civil/Funiversa/DF/2009 A lei de execução penal prevê que haverá excesso ou desvio de execução sempre que algum ato for praticado além dos limites fixados na sentença, em normas legais ou regulamentares. Segundo essa lei, não pode suscitar o incidente de excesso ou desvio de execução o(a) a) Ministério Público. b) Superintendência de Organização Penitenciária. c) Conselho Penitenciário. d) sentenciado. e) Patronato. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 1. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) Relativamente à extinção da punibilidade, analise as afirmativas a seguir: I. Extingue-se a punibilidade, dentre outros motivos, pela morte do agente; pela anistia, graça ou indulto; pela prescrição, decadência ou perempção; e pelo casamento do agente com a vítima, nos crimes contra os costumes, definidos nos capítulos I, II e III, do Título IV do Código Penal. II. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. III. A renúncia do direito de queixa, ou o oferecimento de perdão pelo querelante, nos crimes de ação privada, acarreta a extinção da punibilidade. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se nenhuma afirmativa estiver correta. 2. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Considere as seguintes afirmativas: I. O concurso formal difere do concurso material uma vez que naquele temos uma unidade na prática da conduta, enquanto neste existe pluralidade de ação ou omissão, aplicando-se sempre a mesma lógica na aplicação da pena,ou seja, a soma das sanções, independente da natureza dos desígnios ou vontades. II. O agente que pretende atingir o indivíduo A e acaba por acertar o indivíduo B não pode ser responsabilizado criminalmente, considerando o dolo específico, bem como a absoluta ausência de tipicidade da conduta. III. A prescrição é sempre considerada de forma abstrata, já que após a declaração definitiva de responsabilidade criminal do indivíduo o Estado já exerceu seu direito de punir, não podendo mais ser declarada a extinção de punibilidade. IV. A extinção de punibilidade pela decadência, perempção, pela renúncia do direito de queixa e pela anistia só ocorrem nos crimes de ação penal DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 23 privada, considerando a natureza própria deste e a previsão expressa da lei penal. São corretas: a) I, II, III e IV b) apenas I e II c) apenas II e III d) apenas I, II e IV 3. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) Em relação ao concurso de crimes e à extinção de punibilidade, julgue os itens subsequentes. I Ocorre o concurso material quando o agente, mediante mais de uma conduta, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, situação em que as penas são cumuladas. II A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento, determinada pelo CP, não é considerada para a concessão de outros benefícios, como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução. III Havendo um concurso formal de crimes, quanto à pena de multa, aplica-se o sistema de cumulação material, ou seja, são elas impostas distinta e integralmente, sem que se fale no sistema da exasperação, que é voltado apenas para as penas privativas de liberdade. IV Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. V No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. VI No concurso de infrações, executar-se-á primeiramente a pena mais grave. Porém, no que se refere à prescrição, as penas mais leves prescrevem com as mais graves. A quantidade de itens certos é igual a a) 2. b) 3. c) 4. d) 5. e) 6. 4. (Delegado Polícia Civil/RO/2009 – FUNCAB) Considerando as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta. a) A reincidência é causa que interrompe a prescrição, e produz efeitos relativamente a todos os autores do crime. b) A prescrição da pena de multa, quando esta for a única cominada ou aplicada, é regulada conforme o prazo estabelecido para a prescrição da pena privativa de liberdade. c) A prescrição, antes do trânsito em julgado da sentença penal para a acusação, é regulada pela pena aplicada. d) A pronúncia é causa de suspensão do prazo prescricional. e) O recebimento da denúncia ou queixa interrompe o curso da prescrição. 5. (DELEGADO DE POLÍCIA – PR – UFPR – 2007) Sobre a prescrição, considere as seguintes afirmativas: 1. No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é regulada pelo total da pena aplicada na sentença condenatória. 2. Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. 3. A prescrição da ação penal regula-se pela pena concretizada na sentença, quando não há recurso da acusação. 4. São exemplos de causas interruptivas da prescrição: a decisão confirmatória da pronúncia, o início ou continuação do cumprimento da pena e a reincidência. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. 6. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – Os crimes omissivos próprios não admitem concurso formal. II – No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. III – O cumprimento de pena no estrangeiro pelo agente é causa suspensiva da prescrição. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 7. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – MG – 2007 É correto afirmar sobre a prescrição no direito penal, EXCETO: a) A publicação da sentença de pronuncia, o tempo em que o agente cumpre pena no estrangeiro e o prazo de suspensão condicional do processo são causas suspensivas ou impeditivas da prescrição. b) A prescrição superveniente ou intercorrente ocorre após o trânsito em julgado para a acusação ou após o improvimento de seu recurso, regulando-se pela pena aplicada. c) É termo inicial da prescrição da pretensão executória a data do trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação. d) Nos crimes conexos, que sejam objetos do mesmo processo, a interrupução relativa a qualquer deles estende-se aos demais. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Nos próximos item, é apresentada uma situação hipotética a respeito da aplicação do direito penal, seguida de uma assertiva a ser julgada. Nesse sentido, considere que a sigla STJ se refere ao Superior Tribunal de Justiça. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 24 8. Lúcio, cidadão não reincidente em crime doloso, foi condenado a nove meses de prisão pela prática do crime de ameaça, em razão de conduta ocorrida em 1.º de janeiro de 2010, durante as festividades de ano-novo, na cidade do Rio de Janeiro. Nessa situação, considerando as normas penais aplicáveis, a prescrição da pretensão executória será de dois anos e não poderá, sob hipótese alguma, ter por termo inicial data anterior à da denúncia. DIVERSOS 1. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Analise as alternativas e assinale a correta. a) Os prazos de natureza penal são improrrogáveis e insuscetíveis de interrupção ou suspensão. b) Os prazos do Código Penal são computados incluindo-se o dia do começo. Esta regra, entretanto, não se aplica aos prazos prescricionais ou decadenciais. Estes, por terem natureza processual, são contados conforme o Código de Processo Penal, isto é, excluindo-se o dia do começo. c) Na contagem dos prazos de natureza penal deve ser utilizado o calendário comum. O mês é contado de determinado dia à véspera do mesmo dia do mês seguinte. O ano é contado de certo dia até a véspera de dia de idêntico número do mesmo mês do ano seguinte, não importando seja bissexto qualquer deles. d) Não são desprezadas, nas penas privativas de liberdade, nem nas restritivas de direito, as frações de dia. 2. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – MA – 2006 – FCC Carlos foi recolhido ao cárcere para cumprir pena de 4 meses de reclusão, às 22:00 horas do dia 20 de julho de 2006. Considerando que julho tem 31 dias, agosto tem 31 dias, setembro tem 30 dias e outubro tem 31 dias, a referida pena privativa de liberdade findará no dia a) 16 de novembro de 2006. b) 17 de novembro de 2006. c) 18 de novembro de 2006. d) 19 de novembro de 2006. e) 20 de novembro de 2006. 3. (Delegado da Polícia Civil/SC/2006 – ACAFE) A contagem do prazo da reincidência inicia-se: a) com o trânsito em julgado da sentença condenatória do crime anterior e termina cinco anos depois de cumprida ou extinta a pena do crime anterior. b) na data do cometimento do crime anterior e termina cinco anos apóso trânsito em julgado da sentença condenatória do crime anterior. c) na data do cometimento do crime anterior e termina com o trânsito em julgado da sentença condenatória do crime anterior. d) na data do cometimento do crime anterior e termina cinco anos depois de cumprida ou extinta a pena do crime anterior. PARTE ESPECIAL 1. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) Relativamente aos crimes contra o patrimônio, analise as afirmativas a seguir: I. No crime de furto, se o criminoso é primário, e a coisa furtada é de pequeno valor, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção. II. Considera-se qualificado o dano praticado com violência à pessoa ou grave ameaça, com emprego de substância inflamável ou explosiva (se o fato não constitui crime mais grave), contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista ou ainda por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima. III. É isento de pena quem comete qualquer dos crimes contra o patrimônio em prejuízo do cônjuge, na constância da sociedade conjugal, desde que não haja emprego de grave ameaça ou violência à pessoa ou que a vítima não seja idosa nos termos da Lei 10.741/2003. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 2. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) João e Marcos decidem furtar uma residência. Vigiam o local até que os proprietários deixem a casa. Tentam forçar as janelas e verificam que todas estão bem fechadas, com exceção de uma janela no terceiro andar da casa. Usando sua habilidade, João escala a parede e entra na casa, pedindo a Marcos que fique vigiando e avise se alguém aparecer. Enquanto está pegando os objetos de valor, João escuta um barulho e percebe que a empregada tinha ficado na casa e estava na cozinha bebendo água. João vai até a empregada (uma moça de 35 anos) e decide constrangê-la, mediante grave ameaça, a ter conjunção carnal com ele. Logo após consumar a conjunção carnal, com a empregada e deixá-la amarrada e amordaçada (mas sem sofrer qualquer outro tipo de lesão corporal), João termina de pegar os objetos de valor e vai ao encontro de Marcos. Ao contar o que fez a Marcos, este o chama de tarado e diz que nunca teria concordado com o que João fizera, mas que agora uma outra realidade se impunha e era preciso silenciar a testemunha. Marcos retorna à casa e mesmo diante dos apelos de João que tenta segurá-lo, utiliza uma pedra de mármore para quebrar o crânio da empregada. Ambos decidem ali mesmo repartir os bens que pegaram na casa e seguir em direções opostas. Horas depois, ambos são presos com os objetos. Assinale a alternativa que identifica os crimes que cada um deles praticou. a) João: furto qualificado e estupro. Marcos: furto qualificado e homicídio qualificado. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 25 b) João: furto qualificado, estupro e homicídio simples. Marcos: furto qualificado, estupro e homicídio qualificado. c) João: furto simples e estupro. Marcos: furto simples e homicídio qualificado. d) João: furto simples, estupro e homicídio qualificado. Marcos: furto qualificado, estupro e homicídio simples. e) João: furto qualificado e estupro. Marcos: furto simples e homicídio qualificado. 3. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) Carlos Cristiano trabalha como salva-vidas no clube municipal de Tartarugalzinho. O clube abre diariamente às 8hs, e a piscina do clube funciona de terça a domingo, de 9 às 17 horas, com um intervalo de uma hora para o almoço do salva-vidas, sempre entre 12 e 13 horas. Carlos Cristiano é o único salva- vidas do clube e sabe a responsabilidade de seu trabalho, pois várias crianças utilizam a piscina diariamente e muitas dependem da sua atenção para não morrerem afogadas. Normalmente, Carlos Cristiano trabalha com atenção e dedicação, mas naquele dia 2 de janeiro estava particularmente cansado, pois dormira muito tarde após as comemorações do reveillon. Assim, ao invés de voltar do almoço na hora, decidiu tirar um cochilo. Acordou às 15 horas, com os gritos dos sócios do clube que tentavam reanimar uma criança que entrara na piscina e fora parar na parte funda. Infelizmente, não foi possível reanimar a criança. Embora houvesse outras pessoas na piscina, ninguém percebera que a criança estava se afogando. Assinale a alternativa que indique o crime praticado por Carlos Cristiano. a) Homicídio culposo. b) Nenhum crime. c) Omissão de socorro. d) Homicídio doloso, na modalidade de ação comissiva por omissão. e) Homicídio doloso, na modalidade de ação omissiva. 4. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Considerando os crimes contra a pessoa, previstos no Código Penal Brasileiro, marque a opção verdadeira. a) O homicídio híbrido ocorre sempre que reunimos em um mesmo fato uma pluralidade de vítimas e de circunstâncias qualificadoras de natureza subjetiva. b) O chamado pacto de morte, ou seja, quando duas ou mais pessoas reúnem-se para praticar o suicídio jamais pode gerar a responsabilidade criminal de alguém, mesmo que haja sobreviventes e um deles tenha praticado os atos executórios. c) O aborto praticado em feto que não tinha viabilidade de vida é plenamente permitido pela legislação penal brasileira, configurando uma das hipóteses supralegais de estado de necessidade e é conhecido como aborto eugênico ou eugenésico. d) O emprego de veneno nem sempre poderá ser considerado como qualificadora, pois isso dependerá de ele ser utilizado por meio insidioso ou cruel. 5. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Considere as seguintes afirmativas: I. A lesão corporal dolosa sempre apresenta ação penal pública, independente da natureza da mesma, uma vez que o objeto jurídico tutelado é indisponível. II. Sempre que a lesão corporal é praticada sob influência de violenta emoção, após provocação da vítima, temos uma hipótese de causa de diminuição de pena, existindo o que chamamos de circunstancia privilegiadora. III. Quanto ao elemento subjetivo a lesão corporal seguida de morte difere essencialmente da tentativa de homicídio, pois, enquanto este é caracterizado pelo animus necandi, aquele o é pelo animus laedendi. IV. O perdão judicial é uma das forças de extinção da punibilidade, onde o Estado perdoa o indivíduo voluntariamente, anulando todos os efeitos da condenação criminal. São corretas, apenas: a) II, III e IV b) I, II e IV c) I, III e IV d) I, II e III 6. (Delegado Polícia Civil/CE/2006) Marque a opção verdadeira. a) Segundo a jurisprudência do STJ, o uso de arma de brinquedo é equiparado ao uso de arma de fogo, qualificando o crime de roubo. b) A extorsão mediante seqüestro é crime de natureza permanente e sendo crime contra o patrimônio tem sua consumação quando o valor do resgate é efetivamente pago, pois é nesse momento que ocorre o concreto dano ao patrimônio. c) A ação penal nos crimes contra o patrimônio é sempre pública, já que o objeto jurídico tutelado é o valor coletivo e não os bens particulares. A ação penal neste caso poderá ser incondicionada ou condicionada à representação. d) De acordo com a doutrina pátria, para a caracterização do crime de apropriação indébita o agente deve agir inicialmente com boa-fé sobre a coisa, passando a deter o animus de inverter a condição de propriedade sobre a coisa após detê-la em seu poder, passando a praticar atos típicos de proprietário.DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 26 7. DELEGADO CIVIL – FUNDEP – 2008 – MG Com relação aos crimes contra a administração Pública, assinale a afirmativa INCORRETA. a) Configura a concussão a exigência feita por funcionário público para si, de vantagem indevida, não importando que esteja ele afastado da função pública que exerça, desde que dela se valha. b) Funcionário público que, mantendo vítima em erro, apropria-se de quantia de dinheiro que lhe foi entregue no exercício de sua função, comete o crime de peculato mediante erro de outrem, inserido no art. 313 do Código Penal. c) No crime de peculato culposo, a reparação do dano precedente à sentença irrecorrível é causa de extinção da punibilidade. d) Para a configuração do crime de corrupção passiva, não é imprescindível a concomitante ocorrência do delito de corrupção ativa, não sendo o crime necessariamente bilateral. 8. DELEGADO CIVIL – FUNDEP – 2008 – MG Quanto aos crimes contra as pessoas, as seguintes alternativas estão corretas, EXCETO a) a mãe que, em estado puerperal, logo após o parto, na enfermaria do hospital, mata filho de outra pessoa pensando ser o próprio, responde por infanticídio e não por homicídio. b) o agente que provoca várias lesões corporais, de natureza grave e gravíssima, contra a mesma vítima em um mesmo contexto fático responde por crime continuado. c) para a ocorrência do crime de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, será indispensável que a vítima seja determinada e tenha capacidade de discernimento. d) todas as pessoas, mulheres ou homens, que se enquadram às situações emanadas do tipo, podem ser vítimas dos crimes de violência doméstica, podendo as penas ser aumentadas de 1/3 se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. 9. Delegado Civil/Fundep/2008/MG Com relação aos crimes contra o patrimônio, assinale a alternativa incorreta. a) No estelionato mediante emissão de cheque sem fundo, o pagamento do título antes do recebimento da denúncia, segundo orientação do Supremo Tribunal Federal, extingue a punibilidade. b) Para que se consume o crime de abuso de incapazes, é necessário apenas que o sujeito passivo pratique ato suscetível de produzir efeito jurídico, em prejuízo próprio ou de terceiro, sendo irrelevante a consumação da lesão efetiva. c) Responde o agente por um único latrocínio ainda que de seu roubo resulte a morte de mais de uma vítima, sendo a pluralidade de vítimas circunstância avaliada apenas na dosimetria da pena. d) Responde por receptação dolosa o agente que encomenda o furto de determinada obra de arte, pois adquire em proveito próprio coisa que sabe ser produto de crime.. 10. Delegado de Polícia Civil/MS/2006/FAPEC José está desempregado, doente e sua família passa por necessidades financeiras agudas. É casado com uma belíssima mulher, de nome Ana, que o ama muito. João, o vizinho, interessado em manter relacionamento amoroso com Ana, e percebendo que ela ama muito José, passa a induzir José ao suicídio, fazendo nascer em sua mente a idéia de suicidar-se. Para tanto João invoca a péssima situação financeira de José. Após fazer nascer em José a idéia do suicídio, João passa a instigá-lo ao suicídio, incentivando a idéia mórbida pré-existente. Por fim, e passando do auxílio moral para o auxílio material, João empresta uma corda para que José ceife a própria vida. José dirige-se a um bosque, amarra a corda em um galho alto, sobe em um banquinho e passa a movimentar-se, visando derrubar o banquinho. Ocorre que pelo declive do terreno o banquinho não cai. João, que estava à espreita observando a ação de José, apanha um galho e empurra um dos pés do banquinho, fazendo com que este tombe. José morre asfixiado. Estabelecida essa verdade no inquérito policial, caberá ao Delegado de Polícia indiciar João: a) Por infração ao art. 122 do CP, na modalidade auxiliar ao suicídio, com aumento de pena pelo motivo egoístico. b) Por infração ao art. 122 do CP, na modalidade instigar ao suicídio, com aumento de pena pelo motivo egoístico. c) Por infração ao art. 122 do CP, na modalidade induzir ao suicídio, com aumento de pena pelo motivo egoístico. d) Por infração ao art. 121 § 2º I do CP, homicídio doloso qualificado pelo motivo torpe. e) Por infração ao art. 122 do CP, por três crimes, nas modalidades induzir, instigar e auxiliar ao suicídio, com aumento de pena pelo motivo egoístico. 11. Delegado de Polícia – PB – IPAD – 2006 Sobre os crimes contra a vida, assinale a alternativa correta. a) Genitora que mata seu filho em estado puerperal comete crime de infanticídio. b) João atropela seu filho por encontrar-se dirigindo em excesso de velocidade. Devido às lesões, a criança falece. João incidiu em homicídio privilegiado. c) Só gestantes podem ser autoras do crime de aborto. d) Suicídio é crime hediondo. e) Homicídio privilegiado não pode receber qualificadora objetiva. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 27 12. Delegado de Polícia – PB – IPAD – 2006 Alice segura seu bebê de 2 meses em seu colo. Pelas suas costas e sem que Alice perceba, Carlos se aproxima e dá um susto nela, que, em movimento de ato reflexo, grita e levanta os braços, deixando seu bebê cair, e conseqüentemente falecer. Aplicando o raciocínio que Carlos nunca soube da gravidez de Alice, ou seja, havia ausência absoluta de possibilidade de previsão da gravidez de Alice por parte de Carlos, e que não viu que a mesma carregava uma criança – ou seja, também havia ausência absoluta de possibilidade de visão de que Alice carregava uma criança. Assinale a alternativa correta. a) Carlos responderá por homicídio doloso e Alice por homicídio culposo. b) Carlos responderá por homicídio doloso na sua forma direta, enquanto Alice responderá por homicídio doloso na sua forma eventual. c) somente Carlos responderá, e será por homicídio doloso. d) ambos serão absolvidos. Alice, porque terá sua ação excluída pelo ato reflexo, e Carlos, pela total ausência de previsibilidade que excluirá o elemento subjetivo do tipo (neste caso - culpa), que excluirá o próprio tipo. e) somente Carlos responderá, e será por homicídio culposo. 13. Delegado de Polícia – PB – IPAD – 2006 Com relação aos crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral, assinale a alternativa correta. a) O peculato-apropriação e o peculato-desvio são crimes de mão-própria porque só podem ser praticados por funcionários públicos. b) O peculato-estelionato é o peculato mediante erro de outrem e se caracteriza pela fraude. c) A concussão ocorre quando o funcionário público, apenas no exercício da função, exige vantagem indevida de particular. d) A condescendência criminosa ocorre quando o funcionário público facilita a fuga de preso. e) Uma das formas de prevaricação ocorre quando o funcionário público deixa de punir erro de seu subordinado. 14. (Delegado Polícia Civil/RJ/CEPERJ 2009) Considerando os delitos contra a pessoa, julgue os itens abaixo. I- No homicídio preterintencional, o agente responderá por culpa com relação ao resultado morte. II- Mário e Bruno, pretendendo matar Nilo, mediante o uso de arma de fogo, postaram-se de emboscada, ignorando cada um o comportamento do outro. Ambos atiraram na vítima, que veio a falecer em virtude dos ferimentos ocasionados pelos projéteis disparados pela arma de Bruno. Nessa situação, é correto afirmar que Mário e Bruno são coautores do homicídio perpetrado. III- O agente que, paralivrar um doente, sem possibilidade de cura, de graves sofrimentos físicos e morais, pratica a eutanásia com o consentimento da vítima, deve, em tese, responder por homicídio privilegiado, já que agiu por relevante valor moral, que compreende também os interesses individuais do agente, entre eles a piedade e a compaixão. IV- Caio e Tício, sob juramento, decidiram morrer na mesma ocasião. Para isso, ambos trancaram-se em um quarto hermeticamente fechado e Caio abriu a torneira de um botijão de gás; todavia, apenas Tício morreu. Nessa situação, Caio deverá responder por participação em suicídio. V- Um indivíduo, a título de correção, amarrou sua esposa ao pé da cama, deixando-a em um quarto escuro e fétido. Nesse caso, o indivíduo responderá pelo crime de maus-tratos. Estão certos apenas os itens a) I e III b) I, III e V c) I, II e V d) II e IV e) IV e V 15. (Delegado Polícia Civil/RJ/CEPERJ 2009) 1º caso: Abreu, atualmente com 20 anos, conheceu Aline na festa do dia de seu aniversário de 12 anos e, desde então, é seu namorado. Hoje, Aline tem 13 anos, mas se prostitui desde os seus 10 anos de idade sem o conhecimento do seu namorado. Após muita persuasão, no último final de semana, Aline resolveu “ceder” aos encantos de Abreu e fez sexo com ele. 2º caso: Leomar resolve ir a uma boate gay, onde conhece Priscila, um transformista, com quem pretende fazer sexo. Para tanto, Leomar decide colocar uma substância na bebida de Priscila, que desmaia e é levada por ele para o quarto de um cortiço a 200 metros do local. Lá Leomar realiza seu intento e fez sexo anal com Priscila, que, no dia seguinte, ao acordar, decide ir à Delegacia e registrar o fato. Pergunta-se: em cada caso, considerando a descrição típica, algum crime foi cometido? Sendo a resposta positiva, qual delito foi praticado e qual o tipo de ação penal prevista para cada um deles? a) 1º caso: Sim, Estupro. Ação Penal Pública Incondicionada; 2º caso: Sim, Posse Sexual Mediante Fraude. Ação Penal Pública Incondicionada. b) 1º caso: Não, trata-se de fato atípico; 2º caso: Sim, Estupro. Ação Penal Privada. c) 1º caso: Sim, Estupro de Vulnerável. Ação Penal Pública Incondicionada; 2º caso: Sim, Violação Sexual Mediante Fraude. Ação Penal Pública Incondicionada. d) 1º caso: Não, trata-se de fato atípico; 2º caso: Sim, Violação Sexual Mediante Fraude. Ação Penal Pública Condicionada à Representação. e) 1º caso: Sim, Estupro de Vulnerável. Ação Penal Pública Incondicionada; 2º caso: Sim, Estupro de Vulnerável. Ação Penal Pública Incondicionada. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 28 16. (Delegado Polícia Civil/BA/2006/ Consulplan) Segundo o artigo 129 do CPB, a incapacidade para as atividades habituais por mais de 30 dias, deformidade permanente e o perigo de vida, caracterizam, respectivamente, lesão corporal de natureza: a) Grave, gravíssima, gravíssima. b) Grave, grave, leve. c) Grave, gravíssima, leve. d) Grave, gravíssima, grave. e) Leve, levíssima, grave. 17. (Delegado de Polícia Civil – BA – 2006 – CONSULPLAN) Maria, empregada doméstica, inadvertidamente, deixa a porta aberta da casa onde trabalha. Seu namorado, aproveitando-se do “vacilo” de Maria, entre na casa e furta várias jóias. Marque a alternativa correta: a) Maria ao deixar a porta aberta, deve ser responsável pelo furto como partícipe. b) Maria é co-autora no furto. c) Maria é a única pessoa responsável pelo furto. d) Maria é autora intelectual do furto. e) N.R.A 18. (Delegado Polícia Civil/BA – 2006 – Consulplan) Pedro encontra João, seu desafeto, que antes lhe aplicara uma surra. Com o intuito de vingança, desfere tiros em João, matando-o. Depois, resolve subtrair o relógio do morto. Marque a alternativa correta: a) Pedro responderá por latrocínio. b) Pedro responderá por homicídio simples. c) Pedro responderá por homicídio, em concurso com roubo. d) Pedro responderá por homicídio qualificado. e) Pedro responderá por homicídio qualificado, em concurso com furto. 19. (Delegado Polícia Civil/BA – 2006 – Consulplan) Qual modalidade de embriaguez exclui a imputabilidade? Marque a alternativa correta: a) A embriaguez não acidental completa. b) A embriaguez não acidental incompleta. c) A embriaguez incompleta proveniente de caso fortuito ou força maior. d) A embriaguez preordenada. e) N.R.A 20. (Delegado de Polícia Civil – BA – 2006 – CONSULPLAN) Um agente policial sai em perseguição a um indivíduo que acabara de cometer um assalto com uso de um revólver. Depois de prender o indivíduo, este reage com violência à prisão, atirando contra o agente, que por sua vez reage, atirando contra o assaltante, ferindo-o de morte. Marque a alternativa correta: a) O agente agiu em estado de necessidade. b) O agente agiu no exercício regular do direito. c) O agente agiu com abuso de autoridade. d) O agente cometeu o crime de homicídio. e) N.R.A 21. (Delegado Polícia Civil/BA/2006/Consulplan) Pedro seqüestra Maria. Depois de tê-la no cativeiro por mais de 24 horas, passa a negociar o preço do resgate. Ocorre que durante a negociação, Pedro é preso. Marque a alternativa correta: a) Pedro responderá por tentativa de Extorsão Mediante Seqüestro. b) Pedro responderá por Extorsão Mediante Seqüestro Simples. c) Pedro responderá pelo crime de Extorsão Mediante Seqüestro Qualificado. d) Pedro responderá pelo crime de Extorsão Qualificada. e) N.R.A 22. (Delegado Polícia Civil/BA/2006/Consulplan) Carlos portando uma arma de fogo, às 2 horas da manhã, entra em uma casa sem nenhum obstáculo, onde os moradores estão dormindo, e ali furta vários objetos de valor econômico. Marque a alternativa correta: a) Carlos responderá por furto qualificado pelo emprego de arma. b) Carlos responderá por furto simples. c) Carlos responderá por furto qualificado pela escalada. d) Carlos responderá por furto privilegiado. e) N.R.A 23. Delegado De Polícia Civil – Ba – 2006 – Consulplan Paulo instiga Mauro, que se encontra em estado de depressão, a suicidar-se, vindo Mauro a morrer. Marque a alternativa correta: a) Paulo é co-autor do crime previsto no artigo 122 do Código Penal que dispõe: “Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxilio para que o faça”. b) Paulo ao atuar sobre a vontade de Mauro, responderá como partícipe no crime do artigo 122 do Código Penal. c) Paulo responderá como autor no crime do artigo 122 do Código Penal. d) A conduta de Paulo é atípica. e) N.R.A 24. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) Sobre o crime de homicídio, é CORRETO afirmar: a) a natureza jurídica da sentença concessiva do perdão judicial, no homicídio culposo, segundo orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, é condenatória, não subsistindo efeitos secundários. b) existe a possibilidade da coexistência entre o homicídio praticado por motivo de relevante valor moral e o homicídio praticado com emprego de veneno. c) a conexão teleológica que qualifica o homicídio ocorre quando é praticado para ocultar a prática de outro delito ou para assegurar a impunidade dele. d) a futilidade para qualificar o homicídio deve ser apreciada subjetivamente, ou seja, pela opinião do sujeito ativo. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 29 25. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) [A] vai ao encontro de [B], seu amigo de infância, e expõe a ele sua intenção de praticar um delito de furto de vários aparelhos eletrodomésticos em conhecida loja da capital. Durante a conversa, [A] confessa a [B] que somentenão levará adiante sua intenção criminosa em razão de não possuir um local adequado para deixar os bens objeto da subtração. Nesse momento, [B], com a finalidade de ajudar o amigo de infância, oferece-lhe um barracão, cujo espaço físico seria ideal para a guarda dos bens furtados. Após essa promessa, [A] sente-se seguro e confiante para seguir com seu intento e, efetivamente, subtrai os aparelhos eletrodomésticos e os acomoda, até serem vendidos a terceiros, no barracão oferecido por [B]. Qual o crime praticado por [B]? a) Furto. b) Receptação. c) Favorecimento real. d) Favorecimento pessoal. 26. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) Sobre os crimes contra o patrimônio, é CORRETO afirmar: a) as escusas absolutórias previstas nos delitos contra o patrimônio constituem causas de isenção de pena e se comunicam no concurso de agentes. b) não se admite a figura da delação premiada nos crimes contra o patrimônio. c) o furto de uso, que se caracteriza pela subtração da coisa fungível apenas para usufruí-la momentaneamente, é fato atípico, havendo a necessidade que o agente efetue a devolução da coisa. d) o possuidor da coisa não pode ser sujeito ativo do crime de furto, uma vez que se encontra na posse da coisa ou exerce algum direito inerente à propriedade. 27. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) [A], funcionário público, e [B], pessoa dele conhecida, caixa em um famoso banco privado, resolveram subtrair um notebook e uma impressora da companhia de abastecimento de água na qual [A] exerce suas funções. [B] sabe que [A] assumiu as funções recentemente na empresa pública. [A], em um feriado, valendo-se da facilidade que o seu cargo lhe proporciona, identifica-se na recepção e diz ao porteiro que havia esquecido sua carteira de motorista, e que ali voltara para buscá-la, pois iria viajar para o interior do estado para aproveitar a folga do feriado, tendo, assim, o seu acesso liberado naquele prédio público. Rapidamente, dirige-se para o local onde o computador portátil e a impressora se encontravam guardados e, abrindo uma janela que dava acesso para a rua, o entrega a [B], que ansiosamente aguardava do lado de fora do mencionado prédio. [A] despede-se do porteiro e vai ao encontro de [B], para que, juntos, transportassem os bens subtraídos. Qual o crime praticado por [A] e por [B]? a) [A] e [B] respondem por peculato-furto. b) [A] e [B] respondem por furto mediante fraude. c) [A] e [B] respondem por furto qualificado por abuso de confiança. d) [A] responde por apropriação indébita e [B], por furto qualificado por abuso de confiança. 28. (Delegado Polícia Civil/MG/2003) O autor que impede o Oficial de Justiça de cumprir a reintegração de posse do imóvel, empenhando arma de fogo, incide em a) Desobediência. b) Resistência. c) Usurpação de função pública. d) Exercício arbitrário das próprias razões . e) Desacato. 29. Delegado De Polícia Civil – Pi – Nucepe – UESPI – 2009 De acordo com os crimes contra a pessoa, marque a alternativa correta. a) É possível, em algumas hipóteses, que o crime de homicídio seja qualificado e privilegiado ao mesmo tempo, e, nessa situação, o homicídio, para a doutrina e jurisprudência majoritárias, será crime hediondo. b) João induz e auxilia Maria a suicidar-se, porém esta, ao tentar tirar a própria vida, sofre apenas lesões leves. Nesse caso, João deverá responder por tentativa do crime de induzimento, instigação ou auxilio ao suicídio estabelecido no art. 122 do Código Penal. c) No Código Penal brasileiro, o aborto só é punido na modalidade dolosa, não sendo possível, em nenhuma hipótese, punir penalmente o aborto culposo. d) João, intencionalmente, lesionou o seu próprio pai, que ficou por vinte e cinco dias impossibilitado de realizar suas ocupações habituais. Nesta situação, João responderá pelo crime de lesão corporal leve, crime de menor potencial ofensivo, tipificado no art. 129, caput, do Código Penal. e) O crime de ameaça, segundo a Lei 9.099/95, é de menor potencial ofensivo, pois a sua pena máxima é de 6 (seis) meses, e a ação penal é pública incondicionada. 30. Delegado De Polícia Civil – Pi – Nucepe – UESPI – 2009 Com relação aos crimes contra a honra, assinale a opção correta. a) Segundo o Código Penal, é possível o instituto da exceção da verdade no crime de calúnia e no crime de injúria. b) O crime de injúria, segundo o Código Penal, não admite os institutos da retratação e do perdão judicial. c) Quando a injúria consiste na utilização de elementos referentes à raça e à cor deve ser afastado o Código Penal e aplicada a lei específica que trata do crime de racismo. d) Segundo o Código Penal, quando da injúria real (ou qualificada) resulta lesão corporal, a ação penal passa a ser pública incondicionada. e) Não constitui calúnia, difamação ou injúria a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 30 31. Delegado De Polícia Civil – Pi – Nucepe – UESPI – 2009 Com relação aos crimes contra o patrimônio, indique a alternativa correta. a) Para doutrina majoritária, no crime de furto, a causa de aumento de pena do repouso noturno (art. 155 § 1°) não pode ser aplicada nas hipóteses de furto qualificado (art. 155 § 4°). b) Na hipótese do empregado subtrair um objeto do seu empregador, restará sempre configurado o furto qualificado pelo abuso de confiança. c) No crime de roubo impróprio, o sujeito ativo primeiro ameaça a vítima para depois efetuar a subtração. d) Para o supremo tribunal federal, é possível falar em tentativa de latrocínio quando a vítima morre, e o sujeito ativo não consegue subtrair os seus bens. e) O crime de roubo e o crime de extorsão são crimes materiais; portanto a consumação só ocorre com a produção do resultado. 32. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – PI – NUCEPE – UESPI – 2009 João, 19 anos de idade, manteve conjunção carnal com Maria, 13 anos de idade. Em nenhum momento, João empregou violência ou grave ameaça contra Maria, porém fez uso de fraude para persuadi-la a praticar conjunção carnal. Diante desse fato e de acordo com o Código Penal, marque a alternativa correta. a) João praticou o crime de estupro presumido, pois praticou relação sexual com menor de 14 anos, não sendo este crime considerado hediondo. b) João praticou o crime de estupro presumido, pois praticou relação sexual com menor de 14 anos, sendo este crime considerado hediondo. c) João praticou o crime de violação sexual mediante fraude, pois o crime foi praticado sem violência ou grave ameaça à pessoa. d) João praticou o crime de estupro de vulnerável, que apresenta pena mais grave do que o crime de estupro na sua forma tradicional, e é considerado crime hediondo. e) João praticou o crime de estupro de vulnerável, que apresenta a mesma pena do crime estupro na sua forma tradicional, e é considerado crime hediondo. 33. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Em relação ao crime de homicídio, marque V ou F, conforme as afirmações a seguir sejam verdadeiras ou falsas. ( ) O “outro crime" de que fala a qualificadora do homicídio sob o inciso V do § 2º do artigo 121 (conexão teleológica) do Código Penal somente pode ser executado pelo agente do homicídio. ( ) Na “emboscada” o sujeito ativo aguarda ocultamente a passagem ou chegada da vítima, que se encontra desprevenida, para o fim de atacá-la. É inerente a esse recurso a premeditação. ( ) A multiplicidade de golpes de arma branca contra a vítima não qualifica, por si só, o crime de homicídio pelo emprego de meio cruel. ( ) A causa privilegiadorado “relevante valor moral” é incompatível com o homicídio cometido com o emprego de veneno. ( ) O homicídio é crime comum. A seqüência correta, de cima para baixo, é: a) F - V - V - F - V b) V - V - V - F - V c) F - F - V - V - F d) V - F - F - F - V 34. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – O agente induz a vítima a pular em um lago, com a intenção de que esta morra. A vítima sobrevive milagrosamente e sai ilesa da água. O agente responde por tentativa de induzimento a suicídio. II – As lesões corporais culposas admitem o perdão judicial. III – Os crimes de calúnia, difamação e injúria têm as penas aumentadas de um terço quando praticados contra funcionário público, em razão de suas funções. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 35. Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – De acordo com o STF e o STJ, para o reconhecimento da causa de aumento do repouso noturno, não tem qualquer importância o fato de a casa, onde ocorreu o furto, estar habitada e seu morador dormindo. II – Para o STF, há crime de latrocínio consumado quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima. III – O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não obsta ao prosseguimento da ação penal, consoante o STF. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 31 36. (DELEGADO DE POLÍCIA – PR – UFPR – 2007) Sobre os crimes contra o patrimônio, considere as seguintes afirmativas: 1. Para a configuração do crime de furto é imprescindível a presença do elemento subjetivo diverso do dolo "para si ou para outrem". Nossa lei penal comum não tipifica o furto de uso. 2. O crime de extorsão é crime material, que se consuma com a obtenção da vantagem indevida. 3. Há crime de latrocínio tentado quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima. 4. É isento de pena quem comete apropriação indébita em prejuízo do cônjuge na constância da sociedade conjugal. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. 37. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Analise as alternativas e assinale a correta. a) No crime de estelionato dois podem ser os sujeitos passivos: a pessoa induzida ou mantida em erro e terceira pessoa que sofre a lesão patrimonial. b) Quem mata o dono da coisa, sem poder consumar a subtração patrimonial que almejava, responde, segundo orientação predominante da jurisprudência, por homicídio simples consumado, em concurso com tentativa de roubo. c) Sendo o agente primário e de pequeno valor a coisa roubada, poderá o juiz substituir a pena de reclusão aplicável por detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou sujeitar o condenado somente à pena pecuniária. d) O crime de furto de coisa comum é de ação penal pública incondicionada. 38. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) “Ariel”, com 21 anos de idade, arromba a joalheria de seu pai, “Benoir”, com 60 anos de idade, de madrugada, levando bens avaliados em R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Preso, após o fato, “Ariel” responderá por: a) crime de furto de coisa comum. b) crime de furto qualificado pelo rompimento de obstáculo à subtração da coisa. c) crime de apropriação indébita. d) nenhum crime, pois é isento de pena (imunidade penal absoluta). 39. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Analise as alternativas a seguir. Todas estão corretas, exceto a: a) Na tentativa perfeita ou acabada de homicídio o agente esgota o processo de execução desse crime, fazendo tudo o que podia para matar, exaurindo sua capacidade de vulneração da vítima. b) O homicídio é delito formal. c) O homicídio privilegiado não é considerado crime hediondo. d) No homicídio, a vingança por si só não leva necessariamente ao reconhecimento da qualificadora da torpeza. 40. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Analise as alternativas e assinale a correta. a) Tentativa cruenta de homicídio é aquela que causa sofrimento desnecessário à vítima ou revela uma brutalidade incomum, em contraste com o mais elementar sentimento de piedade humana. b) O latrocínio (roubo qualificado com resultado morte) é uma modalidade especial de homicídio. c) O crime de homicídio não pode ser causado por omissão. d) As circunstâncias legais contidas na figura típica do homicídio privilegiado são de natureza subjetiva. 41. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) Considere a descrição típica contida no artigo 316, “caput”, do Código Penal: “Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.” Sobre o exposto, todas as alternativas estão corretas, exceto a: a) É pacífico na doutrina que o objeto material do crime de concussão é a vantagem (presente ou futura), não necessariamente de caráter patrimonial. b) No crime de concussão o Estado é o sujeito passivo principal e o particular é o sujeito passivo secundário. c) Reputa-se consumado o crime de concussão com a mera exigência da vantagem indevida, independentemente da sua obtenção. d) No delito de concussão o particular é constrangido a entregar a vantagem indevida, diferente do que ocorre no delito de corrupção ativa, no qual se pressupõe que o particular livremente ofereça ou prometa a vantagem. 42. (Delegado Polícia Civil/SC/ACAFE/2008) O objeto material do crime de peculato apropriação pode ser: a) dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, de natureza pública ou privada, de que tem o funcionário público a posse em razão do cargo. b) dinheiro, valor ou qualquer outro bem imóvel ou móvel, de natureza pública ou privada, de que tem o funcionário público a posse em razão do cargo. c) dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, sempre de natureza pública, de que tem o funcionário público a posse em razão do cargo. d) dinheiro, valor ou qualquer outro bem imóvel ou móvel, sempre de natureza pública, de que tem o funcionário público a posse em razão do cargo. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 32 No que tange à parte especial do Código Penal, julgue os itens a seguir. 43. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Considere a seguinte situação hipotética. João entregou a Manoel certa quantia em dinheiro para que, em prazo determinado, a entregasse a uma terceira pessoa. Ao fim do prazo, Manoel se apossou do montante, tendo se utilizado do dinheiro para gastos pessoais. Nessa situação, a conduta de Manoel caracteriza o crime de apropriação indébita. 44. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) O roubo nada mais é do que um furto associado a outras figuras típicas, como as originárias do emprego de violência ou grave ameaça. 45. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) O Código Penal brasileiro permite três formas de abortamento legal: o denominadoaborto terapêutico, empregado para salvar a vida da gestante; o aborto eugênico, permitido para impedir a continuação da gravidez de fetos ou embriões com graves anomalias; e o aborto humanitário, empregado no caso de estupro. No que tange a habeas corpus, jurisdição e competência, julgue os itens a seguir. 46. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Considere a seguinte situação hipotética. Francisco, imputável, realizou uma compra de produtos alimentícios em um supermercado e, desprovido de fundos suficientes no momento da compra, efetuou o pagamento com um cheque de sua titularidade para apresentação futura, quando imaginou poder cobrir o deficit. Apresentado o título ao banco na data acordada, não houve compensação por insuficiente provisão de fundos. Nessa situação, o entendimento doutrinário e a jurisprudência dominantes é no sentido de que, não tendo havido fraude do emitente, não se configura o crime de emissão de cheques sem fundos (estelionato). 47. (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Considere a seguinte situação hipotética. Manoel, penalmente responsável, instigou Joaquim à prática de suicídio, emprestando-lhe, ainda, um revólver municiado, com o qual Joaquim disparou contra o próprio peito. Por circunstâncias alheias à vontade de ambos, o armamento apresentou falhas e a munição não foi deflagrada, não tendo resultado qualquer dano à integridade física de Joaquim. Nessa situação, a conduta de Joaquim, por si só, não constitui ilícito penal, mas Manoel responderá por tentativa de participação em suicídio. 48. Delegado Polícia Civil/Pi/Nucepe/UESPI/2009 Sobre os crimes contra a administração da Justiça, assinale a opção correta. a) O crime de denunciação caluniosa consiste em imputar a alguém, que se sabe inocente, a prática de crime, pois se a imputação for de prática de contravenção penal restará configurado apenas um crime contra a honra. b) O crime de autoacusação falsa constitui-se na conduta de acusar-se perante a autoridade de crime ou contravenção inexistente ou praticado por outrem. c) A pessoa que ameaça testemunha, para que esta omita informação no curso de inquérito policial, não pode responder por coação no curso do processo, mas deverá responder por crime de ameaça. d) O crime de favorecimento real constitui prestar a criminoso auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime. Este crime é comum, pois, em tese, pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente do grau de parentesco. e) Exigir dinheiro a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público, no exercício da função, constitui o crime de exploração de prestígio. 49. Delegado Polícia Civil/BA/IFBA/2008 Constitui crime de advocacia administrativa o fato de um a) agente público empregar de violência ou grave ameaça para obter vantagem para si ou para outro. b) agente público solicitar ou receber vantagem para praticar ato irregular. c) funcionário público patrocinar interesse privado, advogando, defendendo, apadrinhando ou pleiteando favorecer um interesse particular alheio perante a administração pública e valendo-se de sua condição de funcionário. d) indivíduo retardar ou deixar de praticar ato de ofício para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. e) agente público exigir vantagem para praticar ato irregular. 50. Delegado da Polícia Civil – BA – IFBA – 2008 O crime de peculato é praticado quando o a) funcionário público exige, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda em que fora da função, vantagem indevida. b) funcionário público se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio. c) funcionário público se apropria de dinheiro ou de qualquer outro bem móvel do particular de que tinha a posse, sem razão do cargo. d) indivíduo oferece ou promete vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício. e) funcionário público dá às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 33 51. Delegado Polícia Civil/BA/IFBA/2008 No crime de resistência, é necessário que haja, na oposição do ato legal, a) violência e grave ameaça. b) violência ou ameaça. c) grave ameaça. d) constrangimento ilegal. e) violência e ameaça. 52. Delegado Polícia Civil – BA – IFBA – 2008 Em relação ao crime de prevaricação, pode-se afirmar: a) Não há, para configuração do delito, a necessidade de satisfazer interesse ou sentimento pessoal. b) Exige a lei, para configuração do delito, o dolo específico em satisfazer interesse ou sentimento pessoal. c) Basta que o funcionário público retarde ou deixe de praticar indevidamente ato de ofício, ou praticá- lo contra disposição expressa de lei. d) Basta que o funcionário público satisfaça interesse alheio. e) Basta que o funcionário público exija para si ou para outrem vantagem indevida. 53. Delegado Polícia Civil/Funiversa/DF/2009 Acerca dos crimes contra a honra, assinale a alternativa correta. a) Nos crimes de calúnia e difamação, não se admite a retratação. b) A exceção da verdade, no crime de calúnia, é admitida se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. c) É impunível a calúnia contra os mortos. d) No delito de injúria, o juiz poderá deixar de aplicar a pena se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria. e) Caso um advogado, na discussão da causa durante uma audiência, acuse o juiz de prevaricação, o crime de calúnia estará amparado pela imunidade judiciária. 54. DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – FUNIVERSA – DF – 2009 A respeito dos crimes contra o patrimônio, assinale a alternativa correta. a) Pratica apropriação indébita, e não furto, quem preenche e desconta cheques que lhe tenham sido confiados para pagamento a terceiros, apropriando- se das quantias correspondentes. b) O crime de extorsão mediante restrição da liberdade da vítima possui o mesmo elemento subjetivo do crime de extorsão mediante sequestro. c) O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não obsta o prosseguimento da ação penal. d) Aquele que exige ou recebe, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro, comete o crime de extorsão. e) Há estelionato, e não furto mediante fraude, na conduta do agente que subtrai veículo posto à venda, mediante solicitação ardil de teste experimental ou mediante artifício que leve a vítima a descer do carro. 55. Delegado Polícia Civil – SC – 2006 – ACAFE Analise as afirmações a seguir. l Quem induz um alienado mental, desprovido de discernimento, a se suicidar não comete o crime de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, mas o crime de homicídio. ll No crime de homicídio, será torpe o motivo se for daqueles insignificantes, sem importância, totalmente desproporcional em relação ao crime. lll No crime de perigo para a vida ou para a saúde de outrem, o perigo deverá ser concreto. lV Só responderá pelo crime de omissão de socorro o agente que, antes da conduta omissiva, haja assumido o dever legal de impedir o resultado. Todas as afirmações corretas estão na alternativa: a) I - IV b) I - III c) II - Ill d) III – IV 56. Delegado Da Polícia Civil – SC – 2006 – ACAFE O funcionário público que, como perito oficial, mediante suborno, elabora laudoideologicamente falso, pratica: a) corrupção passiva. b) prevaricação. c) falsidade ideológica. d) falsa perícia. 57. Delegado Polícia Civil/SC/2006/ACAFE João pede a Raul, seu amigo de longa data, que guarde em sua casa um aparelho de som de sua propriedade até que volte de viagem. Dias após ter recebido o aparelho de boa-fé, quando João já estava viajando, como se fosse seu, Raul vende o aparelho de som para terceira pessoa. A conduta de Raul se adequa à prática do crime de: a) furto. b) receptação. c) apropriação indébita. d) estelionato. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 34 58. Delegado Polícia Civil/RO/2009/Funcab Márcio, pretendendo haver para si o computador portátil de Suzana, aproxima-se desta e, apontando arma de fogo devidamente municiada, exige a entrega do objeto, sob pena de feri-la. Suzana, sentindo-se ameaçada, entrega o bem e Márcio consegue fugir de posse do objeto almejado. A conduta descrita pode ser tipificada da seguinte forma: a) Márcio cometeu o crime de roubo circunstanciado, com aplicação da causa de aumento de pena pelo emprego da arma de fogo. b) Márcio cometeu o crime de roubo simples em concurso material com o crime de porte de arma de fogo. c) Márcio cometeu o crime de roubo, com a agravante do emprego de arma, em concurso formal próprio com o crime de porte de arma de fogo. d) Márcio cometeu o crime de roubo simples, já que não houve disparo da arma de fogo que portava. e) Márcio cometeu o crime de roubo qualificado pela causa de aumento de pena do emprego de arma de fogo, em concurso material com o crime de tentativa de disparo de arma de fogo. 59. DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – RO – 2009 – FUNCAB Imagine a seguinte hipótese: Caio, com a intenção de apenas atingir fatalmente Lúcia, efetua vários disparos de arma de fogo e acaba atingindo o ombro da vítima e também toda a lataria do carro desta. Assinale a alternativa que tipifica a situação descrita. a) Caio responderá pelo crime de lesão corporal. b) Caio responderá por tentativa de homicídio em concurso material com o crime de dano. c) Caio responderá por tentativa de homicídio em concurso formal com o crime de dano. d) Caio responderá pelo crime de lesão corporal em concurso formal com o crime de dano. e) Caio responderá pela tentativa de homicídio. 60. Delegado Da Polícia Civil – RO – 2009 – Funcab A conduta de solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, configura o crime de: a) corrupção passiva. b) prevaricação. c) peculato. d) concussão. e) corrupção ativa. 61. DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – BA – IFBA – 2008 A alternativa em que são apontados crimes contra a Administração Pública, praticados por funcionário público, é a a) Corrupção ativa, contrabando ou descaminho e tráfico de influência. b) Concussão, peculato e prevaricação. c) Facilitação de contrabando e descaminho, violência arbitrária e usurpação de função pública. d) Corrupção passiva, violação de sigilo funcional e desacato. e) Estelionato, roubo e peculato. 62. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – MG – 2007 Com relação aos crimes contra o patrimônio, indique a alternativa CORRETA: a) O crime de extorsão não admite tentativa já que, além de ser crime formal, não exige para sua consumação a obtenção do resultado pretendido pelo agente. b) O emitente de um cheque que para não cumprir com seu pagamento subtrai o título do credor e o destrói pratica o crime de supressão de documento. c) Agente que falsifica assinatura em cheque alheio, descontado por descuido do banco, comete o delito de estelionato, restando absorvida por este a falsidade. d) É crime de estelionato, na modalidade de fraude no pagamento, a conduta do agente de dar cheque em pagamento a dívida de jogo ou a atividade de prostituição. 63. Delegado Polícia Civil/Funiversa – DF – 2009 Se Marcos exigiu de Maria o pagamento de um tributo que ele sabia ser indevido, ele cometeu o crime de a) concussão. b) peculato mediante erro de outrem. c) excesso de exação. d) violência arbitrária. e) prevaricação. 64. DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – FUNIVERSA – DF – 2009 Em cada uma das alternativas a seguir, há uma situação hipotética seguida de uma afirmação que deve ser julgada. Assinale a alternativa em que a afirmação está correta. a) João e José, matadores profissionais, colocam-se combinadamente em um desfiladeiro, cada qual de um lado, esperando Pedro passar para eliminá-lo. Quando Pedro se aproxima, os dois disparam, matando-o. Nessa situação hipotética, caso seja impossível verificar quem foi o responsável pelo disparo que o matou, ambos responderão em autoria colateral por homicídio tentado. b) Caio colocou-se no quintal de uma casa para vigiar a rua enquanto seus comparsas invadiam o lugar para subtrair bens. Dentro da casa, um dos invasores surpreendeu a todos ao sacar uma arma e matar o proprietário. Nessa situação hipotética, todos os envolvidos responderão pelo latrocínio, mas não haverá aumento de pena para Caio. c) Dora resolveu matar seu filho recém-nascido logo após o parto. Para tanto, recebeu ajuda de Carmem, enfermeira do hospital. Nessa situação hipotética, segundo a doutrina majoritária, por ser o estado puerperal uma circunstância incomunicável, Dora responderá por infanticídio enquanto Carmem responderá por homicídio doloso. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 35 d) Henrique, desejando matar seu pai, equivocou-se e matou seu irmão. Nessa situação hipotética, é correto afirmar que Henrique responderá por fratricídio. e) Paulo pretendia matar seu desafeto André, que estava em um show acompanhado da esposa, Marta. Ciente de que poderia acertar Marta, Paulo disparou contra André acertando-o letalmente e ferindo Marta levemente. Nessa situação hipotética, considerando que Paulo disparou uma única vez, é correto afirmar que ele responderá pelos delitos de homicídio e lesão corporal leve em concurso formal imperfeito. 65. .(DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – RO – 2009 – FUNCAB) Acerca dos crimes contra a pessoa, previstos no Título I, da Parte Especial, do Código Penal, assinale a alternativa correta. a) A internação da vítima em casa de saúde ou hospital é considerada causa de aumento de pena no crime de sequestro. b) O crime de ameaça somente se procede mediante queixa. c) No crime de homicídio, o emprego de veneno é considerado causa que sempre aumenta a pena. d) No crime de injúria, a retorsão imediata, consistente em outra injúria, é causa que sempre diminui a pena. e) A ação penal no crime de difamação praticado contra funcionário público, em razão de suas funções, somente se procede mediante representação do ofendido. 66. (Delegado de Polícia – PR – UFPR – 2007)- Sobre os crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral, considere as seguintes afirmativas: 1. Por se tratar de delito de mera atividade, a concussão se consuma com a simples exigência da vantagem indevida. A obtenção dessa vantagem constitui exaurimento do crime. 2. O peculato é crime próprio no tocante ao sujeito ativo; indispensável a qualificação de funcionário público. É inadmissível o concurso de pessoas estranhas ao serviço público. 3. O tipo descrito no artigo 318 do Código Penal (facilitação de contrabando ou descaminho) admite tentativa quando se tratar de conduta comissiva.4. Incide no crime previsto no artigo 321 do Código Penal (Advocacia administrativa) o agente que patrocina, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração púbica, valendo-se da qualidade de funcionário. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras . b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras . d) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras . e) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras . 67. (Delegado Polícia Civil – Pi – Nucepe – UESPI – 2009) Analise as afirmativas abaixo, relativas aos crimes contra a paz pública, a fé pública e a administração pública. 1) O crime de formação de quadrilha para prática de crimes hediondos e equiparados não é crime hediondo, segundo a Lei 8.072/90 (Lei dos crimes hediondos). 2) Falsificar, em parte, testamento particular constitui a prática de crime de falsidade de documento particular, que é uma espécie de falsidade material. 3) A pessoa que altera fotocópia de carteira de identidade, não autenticada, pratica o crime de falsidade de documento particular. 4) O agente público que deixa de cumprir o seu dever legal de vedar ao preso o acesso ao aparelho celular comete um crime funcional. 5) O particular que solicita, sem prometer ou oferecer qualquer vantagem, ao funcionário, que deixe de realizar o seu dever de oficio, não pratica nenhuma conduta típica. Estão corretas apenas: a) 1, 2 e 3 b) 1, 2 e 4 c) 1, 4 e 5 d) 3, 4 e 5 e) 2, 4 e 5 68. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – O crime de quadrilha ou bando, previsto no art. 288 do CP, exige o número mínimo de três pessoas. II – A utilização de papel-moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de estelionato e não de falsificação de moeda. III – A diferença básica entre a falsidade ideológica e a falsidade material é que naquela altera-se a forma do documento, construindo um novo ou alterando o que era verdadeiro e nesta altera-se o conteúdo, que pode ser total ou parcial. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa II. 69. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – Comete prevaricação o policial que se apropria de valores de preso, cuja guarda lhe foi confiada. II – Pratica concussão o funcionário público que solicita para si, diretamente, em razão da função, vantagem indevida. III – A consumação do crime de abandono de função exige que o tempo de abandono seja relevante, mas dispensa a probabilidade de dano para a administração pública. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 36 70. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – O auto-aborto é crime próprio, instantâneo, de forma livre, comissivo, material, de dano, unissubjetivo, doloso, e plurissubsistente. II – A extorsão mediante seqüestro é crime comum, complexo, doloso, formal, permanente, unissubjetivo e plurissubsistente. III – O peculato é crime próprio, material, de forma livre, instantâneo, unissubjetivo e plurissubsistente. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 71. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) Assinale a opção correta com relação à interpretação da lei penal, dos crimes contra a pessoa e a paz pública. a) Na legislação brasileira, não se mostra possível a existência de um homicídio qualificado- privilegiado, uma vez que as causas qualificadoras, por serem de caráter subjetivo, tornam-se incompatíveis com o privilégio. Além disso, a própria posição topográfica da circunstância privilegiadora parece indicar que ela não se aplicaria aos homicídios qualificados. b) Considere a seguinte situação hipotética. Diego e Márcio, adultos, resolveram testar suas respectivas sortes, instigando, um ao outro, a participar de roleta russa. Em hora e local combinados, diante de um revólver municiado com apenas um projétil, cada qual começou a puxar o gatilho contra sua própria cabeça, até que Márcio findou por se suicidar. Nessa situação, Diego não responderá por nada, pois não se pune a autoeliminação da vida. c) A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, simultaneamente, como circunstância judicial. d) A reincidência, prevista no CP como agravante genérica, influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. e) O crime de quadrilha ou bando é formal e autônomo, mas sua consumação depende da realização dos crimes ulteriores visados. 72. Delegado Polícia Civil/MG/2007 Considerando as alternativas abaixo, é ERRADO afirmar que: a) É admissível a receptação de receptação, exceto se adquirida de terceiro de boa-fé. b) O crime de extorsão mediante seqüestro consuma- se no momento em que a privação da liberdade da vítima se completa. c) O agente que, para roubar o caixa, invade mercearia matando seu proprietário e mais dois empregados, fugindo em seguida com res furtiva, responde por um único latrocínio, sendo a pluralidade de vítimas circunstância avaliada na dosimetria da pena. d) A apropriação indébita de coisa furtada não é possível ainda que desconheça o agente sua origem. 73. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Em crimes de moeda falsa, a jurisprudência predominante do STF é no sentido de reconhecer como bem penal tutelado não somente o valor correspondente à expressão monetária contida nas cédulas ou moedas falsas, mas a fé pública, a qual pode ser definida como bem intangível, que corresponde, exatamente, à confiança que a população deposita em sua moeda. LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR 1. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) De acordo com a Lei 8.072/90, assinale a alternativa que não apresenta um crime considerado hediondo. a) latrocínio (art. 157, § 3o, in fine); extorsão qualificada pela morte (art. 158, § 2o) e envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal (art. 270). b) epidemia com resultado morte (art. 267, § 1o); homicídio qualificado (art. 121, § 2o, I, II, III, IV e V) e extorsão qualificada pela morte (art. 158, § 2o). c) latrocínio (art. 157, § 3o, in fine); epidemia com resultado morte (art. 267, § 1o); e homicídio qualificado (art. 121, § 2o,I, II, III, IV e V). d) latrocínio (art. 157, § 3o, in fine); falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e § 1o, § 1o-A e § 1o-B; e homicídio qualificado (art. 121, § 2o, I, II, III, IV e V). e) latrocínio (art. 157, § 3o, in fine); epidemia com resultado morte (art. 267, § 1o); falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e § 1o, § 1o-A e § 1o-B e homicídio qualificado (art. 121, § 2o, I, II, III, IV e V). 2. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) O oferecimento da substância entorpecente Cannabis sativa L. (popularmente conhecida como maconha) a outrem sem objetivo de lucro e para consumo conjunto constitui o seguinte crime: a) posse de drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar para consumo pessoal (art. 28, da Lei 11.343/2006), punido com penas de advertência,prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. b) conduta equiparada ao crime de tráfico de drogas (art. 33, §3º, da Lei 11.343/2006) punido com pena de detenção seis meses a um ano, pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias- multa, sem prejuízo das penas de advertência, prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 37 c) cultivo de plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica para uso pessoal (art. 28, §1º, da Lei 11.343/2006) punido com penas de advertência, prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. d) tráfico de drogas (art. 33, da Lei 11.343/2006), punido com pena de reclusão de cinco a quinze anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa. e) posse de drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar para consumo pessoal (art. 28, da Lei 11.343/2006), punido com penas de detenção de seis meses a dois anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa. 3. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) José da Silva dirigia seu automóvel em velocidade acima da permitida e de forma imprudente. Ao passar por um cruzamento, José não percebe que o sinal estava vermelho e atropela Maria de Souza, que vem a sofrer uma fratura exposta na perna direita e fica mais de 30 dias impossibilitada de desenvolver suas ocupações habituais. A fim de socorrer a vítima, José da Silva para o carro, sai do veículo e retira Maria do meio da via. Contudo, ao ver um grupo de pessoas vociferando e gritando “assassino!”, “pega!” e “lincha!”, José retorna para seu veículo e se evade do local, sendo parado alguns metros adiante por uma patrulha de policiais militares que o levam preso em flagrante à Delegacia de Polícia. Com base no relato acima, analise as afirmativas a seguir: I. Segundo a lei 9.503/97 (Código Nacional de Trânsito), José não poderia ser preso em flagrante porque prestou socorro à vítima e só não permaneceu no local porque corria risco pessoal. II. José praticou o crime de lesão corporal culposa grave na direção de veículo automotor. III. José praticou o crime do art. 305, da Lei 9.503/97 (Afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída). Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 4. (Delegado Polícia Civil/AM/ FGV 2010) Relativamente à Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), analise as afirmativas a seguir: I. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos na Lei de Drogas, é permitida a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação, mediante autorização do Ministério Público. II. O crime de tráfico de drogas (art. 33, da Lei 11.343/2006) é inafiançável, insuscetível de graça, indulto, anistia, liberdade provisória e livramento condicional. III. Uma vez encerrado o prazo do inquérito, e não havendo diligências necessárias pendentes de realização, a autoridade de polícia judiciária relatará sumariamente as circunstâncias do fato, justificando as razões que a levaram à classificação do delito, indicando a quantidade e natureza da substância ou do produto apreendido, o local e as condições em que se desenvolveu a ação criminosa, as circunstâncias da prisão, a conduta, a qualificação e os antecedentes do agente. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se todas as afirmativas estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 5. Delegado de Polícia Civil – MS – 2006 – FAPEC João da Silva, proprietário de uma rede de postos de gasolina, pretende suprimir o pagamento de tributos, e para tanto deixa de lançar operações comerciais de venda de derivados de petróleo que realizou em livro fiscal obrigatório. O Delegado Cláudio recebe a notitia criminis dessa conduta de João, e instaura o competente inquérito policial para cabal apuração dos fatos. A conduta de João resta provada, inclusive com perícias fiscais e contábeis, não restando dúvida da atividade criminosa de João. O Delegado Cláudio deverá indiciar João pela prática de crime: a) Previsto no art. 1º da Lei 8137/90, que constitui crime contra a ordem tributária. b) Previsto no art. 2º da Lei 8176/1991, que define crime contra o patrimônio, na modalidade de usurpação, produzir bens ou explorar matérias primas pertencentes à União. c) Previsto no art. 1º da Lei 8176/1991, que define crime contra a ordem econômica e cria o Sistema de Estoque de Combustíveis. d) Previsto no art. 7º da Lei 8137/90, que constitui crime contra as relações de consumo. e) Previsto no art. 4º da Lei 8137/90, que constitui crime contra a ordem econômica. 6. Delegado Polícia/PB/IPAD – 2006 Com relação à Lei de Tortura (lei 9455/97), assinale a alternativa correta: a) O condenado a pena de detenção cumprirá sua pena em regime integralmente fechado, por ser lei equiparada a crime hediondo. b) Como lei equiparada a crime hediondo que é, recebe todas as suas conseqüências. c) O regime prisional do condenado será o inicialmente fechado. d) O crime de tortura só pode ser cometido por funcionário público no exercício da função, logo é crime formal. e) Não é considerado tortura, constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental em razão de discriminação racial ou religiosa. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 38 7. (Delegado Polícia Civil/RJ/CEPERJ 2009) Acerca dos crimes contra a ordem tributária e econômica, economia popular, relações de consumo e o meio ambiente, assinale opção incorreta. a) Nos crimes previstos na Lei n.º 8.137/1990, cometidos em quadrilha ou coautoria, o coautor ou partícipe, que através de confissão espontânea, revelar à autoridade policial ou judicial toda trama delituosa, terá sua pena reduzida de um a dois terços. b) Não constitui crime, mas mera infração administrativa, a conduta de introduzir espécime animal no País, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente. c) constitui crime contra a economia popular celebrar ajuste para impor determinado preço de revenda ou exigir do comprador que não compre de outro vendedor. d) A execução de serviço de alto grau de periculosidade, que contraria determinação de autoridade competente, constitui crime contra as relações de consumo e não mera infração administrativa. e) a conduta de pichar e grafitar edificação ou monumento urbano configura crime previsto na Lei nº 9.605/98. 8. (Delegado Polícia Civil/RJ/CEPERJ 2009) Relativamente à legislação penal extravagante, assinale a afirmativa incorreta. a) Considera-se autoridade, para os efeitos da Lei nº 4898/65, o serventuário da justiça. b) Constitui crime de tortura constranger alguém com emprego de grave ameaça, causando-lhe sofrimento mental, em razão de discriminação religiosa. c) Constitui crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente submeter à tortura criança ou adolescente sob suaautoridade, guarda ou vigilância. d) De acordo com a doutrina, os sistemas de definição dos crimes hediondos são o legal, o misto e o judicial, sendo certo que o ordenamento jurídico brasileiro adotou o sistema legal. e) A pena do crime de tortura é aumentada se o crime é cometido mediante sequestro. (Delegado Polícia Civil/AC/CESPE 2008) Acerca das leis penais especiais, julgue os itens a seguir. 9. Em crimes ambientais, em se tratando de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, poderá haver a responsabilização penal da pessoa jurídica, desde que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal, no interesse da sua entidade. 10. Em caso de crime hediondo, a prisão temporária será cabível, mediante representação da autoridade policial, pelo prazo de 30 dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. 11. (Delegado Polícia Civil/BA – 2006 – Consulplan) João e Carla foram presos por estarem fumando maconha. Ao chegar na Delegacia, João confirma que a droga era dele, e que quem deu o cigarro para Carla foi ele. Por qual crime ambos respondem? Marque a alternativa correta: a) Ambos respondem por uso de entorpecentes. b) Ambos respondem por tráfico ilícito de entorpecentes. c) João responde por tráfico ilícito de entorpecentes e Carla por uso de entorpecentes. d) João responde por uso de entorpecentes. e) N.R.A 12. Delegado Polícia Civil/BA/2006/Consulplan Otávio, Delegado de Polícia, deixa o Plantão para jantar. De volta à Delegacia, tomou conhecimento que alguns policiais, com emprego de violência causaram em um preso, tido como perigoso, sofrimento físico como forma de castigo, resultando em lesão corporal de natureza grave. Ocorre que o Delegado se omitiu em apurar as condutas dos policiais. Marque a alternativa correta: a) O Delegado, juntamente, com os policiais, responderá por crime de lesão corporal. b) O Delegado responderá, isoladamente, por crime de lesão corporal. c) O Delegado responderá por crime de tortura. d) O Delegado só responderá por falta disciplinar. e) N.R.A 13. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – BA – 2006 – CONSULPLAN O autor do crime de Abuso de autoridade estará sujeito: a) Somente à sanção administrativa. b) Somente à sanção civil. c) Somente à sanção penal. d) À sanção administrativa, civil e penal. e) N.R.A 14. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) A Lei n. 11.343/2006, nova Lei de Drogas, inovou, em alguns aspectos, no tratamento penal do traficante e no do usuário, sendo CORRETO afirmar: a) é vedada expressamente a todos os delitos tipificados na Lei n. 11.343 a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. b) a recusa injustificada do agente em submeter-se ao cumprimento das medidas educativas previstas no art. 28 da Lei n. 11.343, ensejará, de pronto, a aplicação da pena de multa. c) a previsão na Lei n. 11.343 da causa de diminuição da pena para o traficante primário, de bons antecedentes e sem ligações criminosas, não exclui a aplicação das restrições contidas na Lei de Crimes Hediondos. d) segundo decisão do Supremo Tribunal Federal, as sanções do art. 28 da Lei n. 11.343 (posse para consumo pessoal) não são consideradas de natureza penal propriamente dita, inserindo-se no chamado direito penal sancionador. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 39 15. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) Agente fiscal que solicita de contribuinte vantagem para deixar de lançar contribuição social devida comete a) crime de corrupção passiva. b) crime contra a ordem tributária. c) crime de excesso de exação. d) crime de prevaricação. 16. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) [B] é parado em uma blitz policial quando é flagrado transportando no porta-malas de seu veículo uma espingarda desmontada, acondicionada em um saco plástico. A conduta de [B] configura: a) crime impossível por impropriedade absoluta do objeto. b) crime impossível por inidoneidade absoluta do meio. c) crime de porte de arma de fogo, previsto no art. 14 do Estatuto do Desarmamento (Lei n. 10.826, de 22 de dezembro de 2003). d) crime de posse de arma de fogo, previsto no art. 12 do Estatuto do Desarmamento (Lei n. 10.826, de 22 de dezembro de 2003). 17. (Delegado Polícia Civil/GO/UEG 2008) Sobre a responsabilidade penal ambiental, da pessoa jurídica, é CORRETO afirmar: a) o prazo máximo previsto em caso de aplicação à pessoa jurídica da pena restritiva de direito consistente na proibição de contratar com o Poder Público e dele obter subsídios, subvenções ou doações é de 5 (cinco) anos. b) segundo a orientação do Superior Tribunal de Justiça pode haver a responsabilização isolada do ente coletivo, sendo desnecessária a demonstração da atuação dos administradores em proveito da pessoa jurídica. c) a suspensão de atividades da pessoa jurídica será aplicada quando estas não estiverem obedecendo às disposições legais ou regulamentares, relativas à proteção ao meio ambiente. d) a lei brasileira exclui de responsabilidade penal as pessoas jurídicas de direito público. 18. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante a venda de mercadoria por preço inferior ao oficialmente tabelado. II – É circunstância agravante específica dos crimes tipificados no Código do Consumidor, ter o agente cometido à infração para facilitar a execução de outro crime. III – O Código de Defesa do Consumidor permite a cumulação das penas privativas de liberdade e de multa com a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 19. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação, para dirigir veículo automotor, tem a duração de seis meses a cinco anos. II – A lesão corporal culposa praticada na direção de veículo automotor tem a pena aumentada de até dois terços, se o agente não possuir carteira de habilitação. III – Como o Código de Trânsito impôs pena distinta ao homicídio culposo em relação ao homicídio culposo do Código Penal, sendo o primeiro lei posterior, a pena aplicável a todos os homicídios culposos passa a ser a dele. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 20. .(Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – As penas restritivas de direitos previstas na Lei de Crimes Contra o Meio Ambiente (Lei n.º 9.605/98) são a prestação de serviços à comunidade, a interdição temporária de direitos, a suspensão parcial ou total de atividades, a prestação pecuniária e o recolhimento domiciliar. II – O baixo grau de instrução ou escolaridade do agente é circunstância que atenua as penas previstas na Lei n.º 9.605/98. III – Ter o agente cometido a infração facilitada por funcionário público no exercício de suas funções é circunstância agravante prevista na Lei n.º 9.605/98. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está corretaapenas a alternativa III. 21. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – É crime de “lavagem” (Lei n.º 9.613/98) ocultar a propriedade de bens provenientes diretamente de crime de roubo. II – A Lei n.º 9.613/98 prevê a delação premiada, permitindo que o juiz reduza a pena, estabeleça o regime aberto, conceda o perdão judicial ou substitua a sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos para o autor que colabore espontaneamente com as autoridades. III – É crime punido com reclusão, de acordo com o Estatuto do Idoso (Lei n.º 10.741/2003), negar a alguém, por motivo de idade, emprego ou trabalho. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 40 22. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2006) Considere a seguinte situação hipotética. Justino, policial militar em serviço, realizou a prisão de um indivíduo, mantendo-o encarcerado por 2 dias, sem atender às formalidades legais pertinentes, ou seja, não havia ordem judicial de prisão nem situação flagrancial que justificassem a medida contra a pessoa detida. Nessa situação, Justino incorreu em crime de abuso de autoridade, sendo a Justiça Militar competente para processá-lo e julgá-lo. 23. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2006) O delito de tráfico ilícito de entorpecentes refere-se a norma penal em branco estando seu complemento contido em norma de outra instância legislativa. Nos crimes tipificados na lei antitóxicos, a complementação está expressa em Portaria do Ministério da Saúde. 24. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2006) Lei especial define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, prescrevendo-se para todas as figuras típicas penas de reclusão ou de reclusão e multa. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Julgue os itens seguintes, referentes aos dispositivos aplicáveis ao tráfico ilícito e ao uso indevido de substâncias entorpecentes. 25. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Considere a seguinte situação hipotética. Cláudio, penalmente responsável, foi flagrado fazendo uso de um cigarro artesanal de maconha, sendo que em seu poder ainda foi encontrada quantidade significativa da mesma droga, acondicionada em pequenas trouxinhas, com preços distintos afixados em cada uma delas, bem como constatou-se que Cláudio, mesmo desempregado, trazia consigo anotações e valores que o ligavam, indubitavelmente, ao tráfico de drogas. Nessa situação hipotética, Cláudio responderá pelo crime de tráfico de entorpecentes e, mesmo que remanescente o crime de uso indevido de drogas, estarão excluídos os benefícios da lei atinente aos juizados especiais). 26. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Considere a seguinte situação hipotética. O comerciante Ronaldo mantém em estoque e frequentemente vende para menores em situação de risco (meninos de rua) produto industrial conhecido como cola de sapateiro. Flagrado pela polícia ao vender uma lata do produto para um adolescente, o comerciante foi apresentado à autoridade policial competente. Nessa situação hipotética, caberá ao delegado de polícia a autuação em flagrante de Ronaldo, por conduta definida como tráfico de substância entorpecente. 27. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) A conduta de porte de drogas para consumo pessoal possui a natureza de infração sui generis, porquanto o fato deixou de ser rotulado como crime tanto do ponto de vista formal quanto material. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Em relação à legislação que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, julgue os itens subsequentes. 28. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) É admissível a denominação de crime de trânsito para a conduta de dano cometida com dolo, a exemplo daquele que, intencionalmente, utiliza o seu veículo para a prática de um crime. 29. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Os crimes de entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada e de falta de habilitação se aperfeiçoam com a simples conduta, sem que se exija prova da efetiva probabilidade de dano. 30. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Considere a seguinte situação hipotética. Cláudia, penalmente responsável, ao dirigir veículo automotor sem habilitação, em via pública, atropelou e matou um pedestre. Nessa situação hipotética, Cláudia responderá por homicídio culposo em concurso material com o delito de falta de habilitação. 31. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Considere a seguinte situação hipotética. Lúcio, penalmente responsável, ao dirigir veículo automotor sob a influência de álcool, deu ensejo ao capotamento do veículo e à morte de um dos passageiros. Logo após o acidente, Lúcio foi conduzido à delegacia de polícia, onde se recusou a submeter-se ao teste do bafômetro. Nessa situação hipotética, Lúcio será punido pela figura do homicídio culposo em sua forma simples, sem a figura cumulativa da embriaguez ao volante. 32. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) No caso de réu reincidente em crime de trânsito, é obrigatório que o magistrado, ao julgar a nova infração, fixe a pena prevista no tipo, associada à suspensão da permissão ou habilitação de dirigir veículo automotor. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Com relação às legislações pertinentes aos crimes de abuso de autoridade, lavagem de capitais e tortura, bem como à lei que disciplina os procedimentos relativos às infrações de menor potencial ofensivo, julgue os itens . DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 41 33. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Considere a seguinte situação hipotética. As enfermeiras Alda e Alice foram apontadas como autoras de uma omissão de socorro na forma prevista na parte especial do Código Penal. Ao receber o termo circunstanciado, o promotor de justiça ofereceu propostas de transação penal para cada uma das profissionais. Apenas Alda aceitou a proposta e cumpriu as obrigações impostas. Alice alegou que era inocente e não aceitou a transação penal. Oferecida a denúncia e proposta a suspensão condicional do processo, sob o mesmo argumento, Alice não aceitou o benefício. Concluída a instrução criminal em relação a esta, colheram-se provas suficientes da culpabilidade das duas enfermeiras em relação ao crime de omissão de socorro. Nessa situação hipotética, somente caberá a condenação a Alice, sendo que em relação Alda, que concordou com a transação penal, não se imporá qualquer sanção. 34. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Considere a seguinte situação hipotética. Rui, que é policial militar, mediante violência e grave ameaça, infligiu intenso sofrimento físico e mental a um civil, utilizando para isso as instalações do quartel de sua corporação. A intenção do policial era obter a confissão da vítima em relação a um suposto caso extraconjugal havido com sua esposa. Nessa situação hipotética, a conduta de Rui, independentemente de sua condição de militar e de o fato ter ocorrido em área militar, caracteriza o crime de tortura na forma tipificada em lei específica. 35. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Considere que um agente policial, acompanhado de um amigo estranho aos quadros da administração pública, mas com pleno conhecimento da condição funcional do primeiro, efetuem a prisão ilegal de um cidadão. Nesse caso, ambos responderão pelo crime de abuso de autoridade, independentemente da condição de particular do coautor.36. (Delegado Polícia Civil/ES/CESPE 2011) Considere a seguinte situação hipotética. Lucas, penalmente responsável, comanda uma intensa e lucrativa rede de receptação e venda de veículos roubados. Visando ocultar valores provenientes da atividade ilícita, ele forjou pagamentos a um suposto prestador de serviços de advocacia e, após, os mesmos montantes foram simuladamente emprestados a empresas de sua titularidade. Nessa situação hipotética, Lucas responderá pelo crime de lavagem de dinheiro. 37. Delegado Polícia Civil/SC/2006/Acafe Analise as afirmações a seguir, relativas ao registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição. I Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá, além de declarar a efetiva necessidade, comprovar a idoneidade, capacidade técnica e aptidão psicológica, e apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e residência certa. II A empresa que comercializa armas de fogo, acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias, ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. III Com a Lei no 10.826/2003, a posse irregular de arma de fogo de uso permitido passou a ser tipificada em um tipo penal distinto daquele que incrimina o porte. Diante dessas afirmações, está correta a alternativa: a) Todas as afirmações são falsas. b) Todas as afirmações são verdadeiras. c) Somente uma afirmação é verdadeira. d) Somente uma afirmação é falsa. 38. Delegado Polícia Civil – Sc – 2006 – Acafe As pessoas jurídicas serão responsabilizadas, penalmente, nos casos em que: a) a personalidade jurídica representar um obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente. b) excluir, previamente, a responsabilidade penal das pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato. c) a infração penal seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade. d) houver gravidade do fato típico, tendo em vista os motivos da infração e suas conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente. 39. Delegado Da Polícia Civil – SC – 2006 – Acafe Na Lei da Tortura, Lei n0 9.455/97, o “sofrimento” físico ou mental ao qual foi submetido a vítima: a) sempre é exigível que seja “intenso”. b) nem sempre é exigível que seja “intenso”. c) é exigível que seja “intenso” apenas quando o agente for funcionário público. d) é exigível que seja “intenso” apenas quando o agente for ascendente ou descendente da vítima. 40. Delegado Polícia Civil/RO/2009/Funcab Sobre a Lei nº 4.898/1965, que regula o processo de responsabilidade administrativa, civil e penal, nos casos de abuso de autoridade, é correto afirmar que: a) considera-se autoridade, para os efeitos dessa lei, quem exerce cargo, emprego ou função pública de modo definitivo e mediante remuneração. b) o processo administrativo disciplinado na referida lei será sempre sobrestado para o fim de aguardar a decisão da ação penal ou civil. c) a ação penal nos crimes tratados por essa lei é pública incondicionada. d) a ação penal depende de representação do ofendido, que será exercida por meio de petição dirigida à autoridade policial. e) o crime de abuso de autoridade consistente no atentado à liberdade de locomoção admite tentativa. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 42 41. Delegado Da Polícia Civil – RO – 2009 – Funcab A respeito da disciplina normativa prevista na Lei nº 11.343/2006, também conhecida como Lei Antidrogas, é correto afirmar que: a) a infiltração de agentes de polícia é expressamente vedada na investigação dos crimes previstos nessa lei. b) nos crimes tratados por essa lei, o inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias se o indiciado estiver preso, e de 60 (sessenta) dias, quando solto. c) a conduta daquele que traz consigo droga sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar para uso próprio, submete-se ao procedimento estabelecido na Lei n° 9.099/95. d) no crime de tráfico ilícito de entorpecentes, a denúncia poderá ser oferecida sem o laudo prévio, desde que, no momento da sentença, já exista laudo definitivo confirmando a natureza da substância. e) na defesa prévia, somente poderão ser arroladas testemunhas e requeridas diligências. 42. Delegado Polícia Civil/RO/2009/Funcab Caio, Delegado de Polícia, percebe que, na sala ao lado, Antônio, agente policial lotado em sua Delegacia, submete Tício, preso em flagrante, a sofrimento físico mediante violência, como forma de aplicar- lhe castigo pessoal. Caio nada fez para impedir tal conduta. Pode-se afirmar que Caio e Antônio cometeram as seguintes condutas, respectivamente: a) Caio será punido por sua omissão na forma da Lei nº 9.455/1997 e Antônio responderá pelo crime de tortura. b) Caio será punido por sua omissão na forma da Lei nº 9.455/1997 e Antônio não responderá por crime algum, por ser seu subordinado. c) Caio não praticou crime algum e Antônio cometeu o crime de tortura. d) Caio responderá pelo crime de constrangimento ilegal em concurso de agentes com Antônio. e) Caio não praticou crime algum e Antônio responderá pelo crime de abuso de autoridade. 43. (Delegado Polícia/PR/UFPR/2007) A Lei 9.605/98 dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Sobre o tema, considere as seguintes afirmativas: 1. Nos termos da lei, as pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa e civilmente, não sendo possível sua responsabilização penal, pois a pessoa jurídica não tem capacidade de culpabilidade. 2. Os antecedentes e a situação econômica do réu são critérios para a orientação da autoridade competente para a aplicação da sanção. 3. A lei objetiva a proteção do meio ambiente em sua dimensão global, abrangendo o meio ambiente natural (solo, água, ar), cultural (patrimônio artístico, turístico, paisagístico) e artificial (espaço urbano construído). 4. Não é crime o abate de animal quando realizado para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras . b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras . d) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras . e) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras . 44. (Delegado Polícia – PR – UFPR – 2007)- Em relação à Lei 4.898/65 (Abuso de Autoridade), considere as seguintes afirmativas: 1. Considera-se autoridade, para os efeitos da lei, quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil ou militar, ainda que transitoriamente e sem remuneração. 2. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. 3. Qualquer outro crime praticado conjuntamente com o abuso de autoridade será por ele absorvido, não sendo aplicável o concurso formal ou material. 4. O abuso de autoridade poderá acarretar a suspensão do cargo, função ou posto e a conseqüente perda de vencimentos e vantagens nesse período. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras . b) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras . c) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras . d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras . e) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras . 45. (Delegado de Polícia – PR – UFPR – 2007)- Sobre o Código de Trânsito Brasileiro(Lei 9.503/97), considere as seguintes afirmativas: 1. Constitui circunstância agravante ter o condutor do veículo cometido a infração quando sua profissão ou atividade exigir cuidados especiais com o transporte de passageiros ou de carga. 2. O artigo 309 do Código de Trânsito Brasileiro, que exige que decorra do fato delituoso perigo de dano, derrogou o artigo 32 da Lei de Contravenções Penais no tocante à direção sem habilitação em vias terrestres. 3. A prática de homicídio culposo na direção de veículo automotor tem a pena majorada se o agente estiver sob a influência de álcool ou substância tóxica. 4. A prática de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor são crimes de ação penal pública incondicionada. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras . b) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras . c) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras . d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras . e) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras . DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 43 46. Delegado Polícia Civil/Funiversa/DF/2009 Um empresário não-inscrito no cadastro fiscal comercializa, há mais de 2 anos, mercadorias sujeitas à incidência do ICMS sem emitir notas fiscais e sem recolher o tributo no prazo estabelecido em lei. A respeito dessa situação hipotética, é correto afirmar, acerca do crime contra a ordem tributária previsto na Lei n.º 8.137/1990, que a) o dolo exigido na prática do crime é o dolo específico e não o genérico. b) o fato enquadra-se na tentativa do crime tributário, uma vez que o empresário não era inscrito no cadastro fiscal. c) o crime tributário pode ser praticado inclusive na modalidade culposa. d) o fato subsumi-se ao tipo previsto na lei de referência como consumado, uma vez que se trata de crime material e ocorreu o resultado quando o empresário deixou de recolher o tributo no prazo estabelecido em lei. e) o crime é de mera conduta e, portanto, seu resultado ocorreu desde a data da não-inscrição do empresário como contribuinte no cadastro fiscal. 47. Delegado Da Polícia Civil – Funiversa – DF – 2009 Em relação ao meio ambiente e ao dever de preservá-lo pelo poder público e pela coletividade, julgue os itens a seguir. I O desenvolvimento sustentável tem por conteúdo a manutenção das bases vitais da produção e reprodução do homem e de suas atividades, garantindo igualmente uma relação satisfatória entre os homens e destes com seu ambiente, para que as futuras gerações também tenham oportunidade de desfrutar os mesmos recursos que se tem hoje à disposição. II Qualquer pessoa que constate a infração ambiental poderá dirigir representação à autoridade competente, que, ao tomar conhecimento dela, é obrigada a promover apuração imediata ― mediante processo administrativo, assegurado o direito à ampla defesa ― sob pena de co- responsabilidade. III O estudo prévio de impacto ambiental não encontra proteção na esfera administrativa. IV As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão só os infratores, pessoas físicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. V Incumbe ao poder público preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do país e fiscalizar as entidades dedicadas a pesquisa e manipulação de material genético. A quantidade de itens certos é igual a a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. e) 5. 48. Delegado Da Polícia Civil – FuniversA – DF – 2009 Acerca dos crimes contra a fauna e a flora, assinale a alternativa incorreta. a) Pune-se criminalmente a pesca praticada em período no qual seja esta proibida ou praticada em lugares interditados por órgão competente. b) Para o exercício da caça, é obrigatória a devida licença ou autorização, expedida pela autoridade competente, além do que, quando efetuada com arma de fogo, necessário se faz o porte de arma emitido pela Polícia Federal. c) Proíbem-se as práticas que impedem a procriação da fauna sem licença. d) Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente em formação não infringe norma de proteção contra a flora. e) Configura crime contra o meio ambiente introduzir espécie animal no país sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente. 49. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) Acerca do direito de representação e do processo de responsabilidade administrativa civil e penal, nos casos de abuso de autoridade, assinale a opção incorreta. a) O direito de representação será dirigido ao MP competente para dar início à ação penal contra a autoridade apontada como culpada, não podendo ser dirigido ao juiz ou à polícia. b) A representação será encaminhada à autoridade superior àquela acusada de ter cometido o abuso, com competência legal para aplicar a sanção necessária, se for o caso. c) Caso um policial e outra pessoa, não pertencente aos quadros da administração pública e com conhecimento da condição de autoridade do policial, efetuem, juntos, uma prisão ilegal, responderão ambos por abuso de autoridade. d) É admissível a participação, ou seja, o auxílio de terceiro para o cometimento do delito de abuso de autoridade, sem que o terceiro pratique, diretamente, a figura típica. e) O autor do abuso de autoridade está sujeito a responder pelo ato nas esferas administrativa, civil e penal. A sanção civil depende do ajuizamento da ação correspondente a ser proposta pela vítima. 50. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a opção correta. a) O instituto da prescrição não é compatível com a natureza não penal das medidas socioeducativas. b) Considere que um indivíduo tenha divulgado e publicado, pela Internet, fotografias pornográficas envolvendo crianças e que essa ação tenha ocorrido em cidade brasileira, mas o acesso ao material tenha-se dado além das fronteiras nacionais. Nesse caso, a justiça competente para o processo e o julgamento do feito será a estadual, pois o delito não se consumou no exterior. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 44 c) Em se tratando de menor inimputável, inexiste pretensão punitiva estatal propriamente, mas apenas pretensão educativa, que é dever não só do Estado, mas da família, da comunidade e da sociedade em geral, conforme disposto expressamente na legislação de regência e na CF. d) A internação provisória do menor não pode extrapolar o prazo de 60 dias estabelecido pelo ECA. e) O magistrado, no momento da reavaliação da medida socioeducativa imposta, está vinculado a pareceres e relatórios técnicos, e não pode, com base na livre apreciação de outros elementos de convicção, dirimir a controvérsia. 51. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) Em 17/2/2005, Vitor foi surpreendido, em atitude suspeita, dentro de um veículo estacionado na via pública, por policiais militares, que lograram êxito em encontrar em poder do mesmo duas armas de fogo, sem autorização e em desacordo com determinação legal, as quais eram de sua propriedade, sendo um revólver Taurus, calibre 38, com numeração de série raspada, e uma garrucha, marca Rossi, calibre 22. De acordo com a situação hipotética acima, com o Estatuto do Desarmamento e com a jurisprudência do STF, assinale a opção correta. a) Vitor praticou a conduta de portar arma de fogo com numeração suprimida. b) A conduta de ser proprietário de arma de fogo não foi abolida,temporariamente, pelo Estatuto do Desarmamento. c) A posse pressupõe que a arma de fogo esteja fora da residência ou local de trabalho. d) Vitor praticou a conduta de possuir arma de fogo. e) A conduta de portar arma de fogo foi abolida, temporariamente, pelo Estatuto do Desarmamento. 52. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) Considerando que um indivíduo, primário, tenha sido preso em flagrante pela prática do delito de tráfico de drogas, assinale a opção correta de acordo com a legislação pertinente à matéria e com a jurisprudência do STF. a) Em caso de condenação, o citado indivíduo terá a sua pena diminuída se, em razão da dependência, ou sob o efeito de droga, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. b) Na hipótese de indeferimento do pedido de liberdade provisória do referido indivíduo, que venha a ser formulado por seu advogado, haverá, segundo o STF, violação ao princípio da não- culpabilidade. c) Em caso de condenação por tráfico de drogas, o juiz, na fixação da pena, considerará a personalidade e a conduta social do preso, sendo, porém, indiferente a quantidade da substância entorpecente apreendida. d) O crime de tráfico de drogas é inafiançável, mas admite o sursis. e) O STF tem adotado orientação segundo a qual há proibição legal para a concessão da liberdade provisória em favor dos sujeitos ativos do crime de tráfico ilícito de drogas. 53. (Delegado Polícia Civil/RN/CESPE 2008) A prática do crime de lavagem de dinheiro é atribuída ao agente que dissimula a natureza e a origem de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de determinados crimes. Esses crimes não abrangem a) o terrorismo. b) a extorsão mediante sequestro. c) o crime contra a administração pública, incluindo a exigência direta ou indireta, para si ou para outrem, de qualquer vantagem, como condição ou preço para a prática ou a omissão de atos administrativos. d) os crimes contra a ordem tributária. e) o tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins. 54. (Delegado Polícia Civil – MS – 2006 – FAPEC) José compra, em uma feira livre e sem qualquer documentação, um revólver calibre 22 e cinco munições, e passa a portar esse armamento oculto às vestes, pois teve um desentendimento com João, perigoso traficante morador da região. José é garçom, e trabalha até de madrugada, costumando chegar em casa ao alvorecer, portanto adquire a arma para se defender de João. Todavia, José resolve raspar a numeração da arma de fogo, dificultando o rastreamento de sua origem, pois teme que a arma seja produto de algum furto ou roubo, e assim procede. José é flagrado portando essa arma de pequeno calibre, com a numeração raspada, e apresentado ao Delegado de Polícia plantonista. Deverá a Autoridade Policial: a) Com escora no art. 16 da Lei 10826/03, autuar José em flagrante por crime assemelhado a porte de arma de fogo de calibre proibido ou restrito, e mandá-lo ao cárcere por ser crime inafiançável. b) Com escora no art. 14 da Lei 10826/03, autuar José em flagrante por porte de arma de fogo de calibre permitido, e mandá-lo ao cárcere por ser crime inafiançável. c) Com escora no art. 12 da Lei 10826/03, autuar José em flagrante por posse de arma de fogo de calibre permitido, e arbitrar fiança por ser crime afiançável. d) Com escora no art. 14 da Lei 10826/03, autuar José em flagrante por porte de arma de fogo de calibre permitido, e arbitrar fiança por ser crime afiançável. e) Com escora no art. 12 da Lei 10826/03, autuar José em flagrante por posse de arma de fogo de calibre permitido, e mandá-lo ao cárcere por ser crime inafiançável. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 45 (Delegado Polícia Civil/TO/CESPE 2008) Acerca das disposições expressas na legislação ambiental, julgue os itens a seguir. 55. A pessoa jurídica poderá ser alcançada administrativa, civil e penalmente nos casos em que a conduta ou atividade lesiva ao meio ambiente seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade. 56. Considere que um fazendeiro, nos limites de sua propriedade rural, abata espécime da fauna silvestre brasileira sem autorização do órgão competente, visando proteger seu rebanho da ação predatória do animal. Nessa situação, o fato é atípico, pois a legislação ambiental expressamente prevê essa excludente. 57. Em regra, a competência para processar e julgar os crimes contra a fauna é da justiça federal, uma vez que a proteção ao meio ambiente, conforme disposição da Constituição Federal, é dever da União. 58. Constitui crime cuja pena é de seis meses a um ano e multa matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, em desacordo com as prescrições legais pertinentes. Assim, diante de uma ocorrência policial dessa natureza e não havendo causas de aumento de pena, a autoridade policial competente deverá lavrar termo circunstanciado, em face da incidência de delito de menor potencial ofensivo. 59. A ação penal para todos os delitos previstos na lei que dispõe acerca das sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente é, exclusivamente, pública incondicionada. 60. (Delegado Polícia Civil/AM/UNIFAP 2006) I – Caracteriza abuso de autoridade levar à prisão ou nela deter quem se proponha a prestar fiança, permitida em lei. II – As penas de multa, de detenção e de perda do cargo podem ser aplicadas cumulativamente, de acordo com a Lei n.º 4.898/65. III – Para os efeitos da Lei n.º 4.898/65, considera- se autoridade quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil, ou militar, ainda que transitoriamente e sem remuneração. a) Estão corretas todas as alternativas. b) Estão erradas todas as alternativas. c) Estão corretas apenas as alternativas II e III. d) Está correta apenas a alternativa I. e) Está correta apenas a alternativa III. 61. (Delegado Polícia Civil/PA/2006/CESPE) Julgue os itens subseqüentes, relativos à Lei n.º 4.898/1965, que regula o direito de representação e o processo de responsabilidade administrativa, civil e penal nos casos de abuso de autoridade. I Constitui abuso de autoridade qualquer atentado à incolumidade física do indivíduo. II Constitui abuso de autoridade deixar de comunicar, imediatamente, ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa. III A ação penal pelo crime de abuso de autoridade é pública condicionada à representação. IV Poderá ser promovida pela vítima do abuso de autoridade a responsabilidade civil ou penal, ou ambas, da autoridade culpada. A quantidade de itens certos é igual a a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. 62. (Delegado Polícia Civil – SC – 2006 – ACAFE) Com relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente, a alternativa correta é: a) São penalmente imputáveis os menores de 18 (dezoito) anos, sujeitos às medidas do Estatuto da Criança e do Adolescente. b) A internação antes da sentença pode ser determinada pelo prazo máximo de 81 (oitenta e um) dias. c) Em cada comarca haverá no mínimo um Conselho Tutelar composto de 3 (três) membros escolhidos pela comunidade local, para mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondução. d) Nenhum adolescente será privado de sua liberdade senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. 63.Delegado Polícia Civil/Funiversa/DF/2009 Com a finalidade de impulsionar as vendas e atrair consumidores, a empresa Construlegal fez publicar, em jornal de grande circulação, anúncio de venda promocional de cimento com entrega imediata do produto. João, atraído pelo anúncio, efetuou a compra de 100 sacos do produto. Contudo, somente após a concretização do negócio, ele tomou conhecimento de que o comerciante não detinha o produto para entrega imediata. Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar a) que o comerciante cometeu delito de afirmação falsa ou enganosa contra as relações de consumo, ocorrendo, no presente caso, a consumação da infração penal com a publicação enganosa. b) que a conduta do comerciante configura propaganda enganosa, prática comercial não tipificada como criminal, sendo passível apenas de multa. c) que, após a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconhece a impossibilidade de prisão civil, o crime praticado pelo comerciante é passível tão- somente da pena de multa. d) que, tratando-se de infração penal, só poderão ser considerados sujeitos passivos do delito, os consumidores que, acreditando no anúncio, efetuaram a compra. e) que a conduta adotada pela empresa Construlegal configura mero inadimplemento civil, não estando, portanto, enquadrada nas infrações penais cometidas contra o consumidor. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 46 RESPOSTAS 1. PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL 01 - A 02 – A 03 - C 04 - B 05 - D 06 - E 07 - Certo 08 - Errado 09 - Certo 10 - Errado 11 - Certo 12 - B 13 -A 14 - D 15 - B 16 - D 2. A LEI PENAL NO TEMPO 01 - D 02 - B 03 - E 04 - B 05 - E 06 - D 07 - D 08 - D 09 – Errado 10 - B 11 - B 3. A LEI PENAL NO ESPAÇO 01 - A 02 - A 03 – B 04 - B 05 – A 4. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DOS CRIMES 01 - C 02 - B 03 - B 04 - D 05 - C 5. FATO TÍPICO 01 - E 02 - C 03 - D 04 - B 05 - B 06 - A 07 - C 08 - D 09 - B 10 - E 11 - D 6. CRIME IMPOSSÍVEL. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA. ARREPENDIMENTO EFICAZ. ARREPENDIMENTO POSTERIOR. TENTATIVA 01 - D 02 - D 03 - A 04 - C 05 - B 06 - C 07 - B 08 - D 09 - Errado 10 - E 11 - D 12 - A 13 - A 14 - Errado 15 - Certo 16 - A 17 - B 18 – A 7. ILICITUDE E SUAS EXCLUDENTES 01 - C 02 - D 03 - B 04 - B 05 - B 06 - B 07 - D 08 - C 09 - C 10 - D 11 - B 12 - C 13 - C 14 - Errado 15 - C 16 - D 17 - D 18 - Certo 8. CULPABILIDADE 01 - B 02 - D 03 - A 04 - A 05 - B 06 - E 07 - B 08 - D 09 - B 10 - B 11 - A 12 - E 13 - A 9. ERRO DE TIPO 01 - E 02 - C 08 - E 04 - D 05 - E 06 - Errado 07 - C 08 - C 10. ERRO DE PROIBIÇÃO 01 - B 02 - A 03 - D 04 - B 05 - A 11. CONCURSO DE PESSOAS 01 - B 02 - C 03 - D 04 - C 05 - E 06 - C 07 - Certo 08 - Errado 09 - C 10 – Certo 11 - A 12. CONCURSO DE CRIMES 01 - E 02 - E 03 - Errado 04 - Certo 05 - A 13. CONCURSO APARENTE DE NORMAS 01 - B 02 - B 14. DAS PENAS EM ESPÉCIE 01 - A 02 - B 03 - Certo 04 - Certo 15. DA APLICAÇÃO DA PENA 01 - D 02 - C 03 - A 16 EFEITOS DA CONDENAÇÃO E EXECUÇÃO PENAL 1 - D 02 - Certo 03 - Errado 04 - Certo 05 - Errado 06 - Errado 07 - B 08 - B DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL-MG Curso de Exercícios Direito Penal www.prolabore.com.br 47 17. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 01 - E 02 - A 03 - E 04 - E 05 - A 06 - C 07 - A 08 - Errado 18. DIVERSOS 01 - C 02 - D 03 - A 19. PARTE ESPECIAL 01 - E 02 - A 3 - B 4 - D 5 - C 6 - D 7 - B 8 - B 9 - D 10 - D 11 - A 12 - D 13 - B 14 - A 15 - E 16 - D 17 - E 18 - E 19 - E 20 - E 21 - C 22 - E 23 - C 24 - B 25 - A 26 - D 27 - A 28 - B 29 - C 30 - D 31 - A 32 - D 33 - A 34 - C 35 – A 36 - D 37 - A 38 - B 39 – B 40 - D 41 - A 42 - A 43 - Certo 44 - Certo 45 - Errado 46 - Certo 47 - Errado 48 - D 49 - C 50 - B 51 - B 52 - B 53 - D 54 - C 55 - B 56 - D 57 - C 58 - A 59 - E 60 - A 61 - B 62 - C 63 - C 64 - E 65 - E 66 - D 67 - C 68 - E 69 - B 70 - A 71 - C 72 - D 73 - Certo 20. LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR 1 - A 8 - C 15 - B 22 - Errado 29 - Errado 36 - Errado 43. A 50 - C 57 - Errado 2 - B 9 - Certo 16 - C 23 - Certo 30 - Errado 37 - B 44 - E 51 - A 58 - Certo 3 - A 10 - Certo 17 - C 24 - Certo 31 - Certo 38 - C 45 - B 52 - E 59 - Certo 4 - C 11 - C 18 - E 25 - Certo 32 - Certo 39 - B 46 - D 53 - D 60 - A 5 - A 12 - C 19 - B 26 - Errado 33 - Certo 40 - C 47 - C 54 - A 61 - C 6 - C 13 - D 20 - A 27 - Errado 34 - Certo 41 - C 48 - D 55 - Certo 62 - D 7 - B 14 - C 21 - C 28 - Errado 35 - Certo 42 - A 49 - A 56 - Errado 63 – A