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Ética Profissional
Aula 1 – OAB e sua estrutura 
1. Natureza jurídica da OAB
1.1. O que é a OAB?
Jurisprudência antiga: autarquia federal especial
Jurisprudência recente (ADI 3026 – STF): serviço público independente, sem vinculação com o Poder Público federal (Adm. Pública) 
1.2. Concurso público para os “servidores” da OAB? 
- ADI 3026/06 – STF: regime celetista “comum”.
1.3. Características da OAB
* Autonomia
* Independência
* Não é entidade meramente corporativa, mas tem fins institucionais
* Goza de imunidade tributária (renda, bens e serv.)
* As suas contas não se submetem a TC
1.4. Foro para dirimir questões que envolvam a OAB
* Jurisprudência antiga: Justiça Federal (já caiu como correto na OAB!)
* Jurisprudência atual (STJ e STF): Justiça Comum
2. Principais órgãos da OAB
2.1. Conselho Federal
	* Órgão federal da OAB
2.1.1. Local 
	* Situado em Brasília/DF, sendo o órgão supremo da OAB. 
	* Possui personalidade jurídica própria.
2.1.2. Principais competências do Conselho Federal (art. 54, EAOAB) 
II – representar, em juízo ou fora dele, os interesses coletivos ou individuais dos advogados; 
V – editar e alterar o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina, e os Provimentos que julgar necessários;
VII – intervir nos Conselhos Seccionais, onde e quando constatar grave violação desta Lei ou do Regulamento Geral;
XIV – ajuizar ação direta de inconstitucionalidade de normas legais e atos normativos, ação civil pública, mandado de segurança coletivo, mandado de injunção e demais ações cuja legitimação lhe seja outorgada por lei;
2.2. Conselhos Seccionais = órgãos estaduais (27 ao todo!)
2.2.1. Local = são situados nas Capitais do Estados e no DF, possuindo personalidade jurídica própria.
2.2.2. Competência = vem definida no art. 58 do EAOAB, com destaque para:
II – criar as Subseções e a Caixa de Assistência dos Advogados;
V – fixar a tabela de honorários, válida para todo o território estadual;
VI – realizar o Exame de Ordem;
VII – decidir os pedidos de inscrição nos quadros de advogados e estagiários;
IX – fixar, alterar e receber contribuições obrigatórias, preços de serviços e multas (ANUIDADE!);
XI – determinar, com exclusividade, critérios para o traje dos advogados, no exercício profissional;
XV – intervir nas Subseções e na Caixa de Assistência dos Advogados (não confundir com o Conselho Federal, com competência para intervir nos Conselhos Seccionais!)
2.3. Subseções = órgãos “municipais”, não tendo personalidade jurídica própria.
2.3.1. Criação = as subseções são criadas pelos Conselhos Seccionais.
2.3.2. Extensão territorial = as subseções poderão abranger um ou mais municípios, ou parte de um município.
2.3.3. Nº de advogados: pelo menos 15. 
2.3.4. Competência das subseções 
	* Vem definida no art. 61 do EAOAB, com destaque:
III – representar a OAB perante os poderes constituídos; 
Par. único, “c” - instaurar e instruir processos disciplinares, para julgamento pelo Tribunal de Ética e Disciplina (desde que a Subseção tenha Conselho – mais de cem advs. inscritos); 
2.4. Caixas de Assistência = são dotadas de personalidade jurídica própria
2.4.1. Criação = Conselhos Seccionais, desde que contem com mais de 1500 inscritos. 
2.4.2. Finalidade = prestar assistência aos advogados nos estados (ex.: descontos em livros)
2.4.3. Receita = ½ da receita líquida das anuidades 
Assinale a alternativa correta:
A) Para a criação de uma subseção, cujo território pode abranger apenas um município, bastam 15 advogados domiciliados na localidade
B) A subseção, cujo território pode abranger o de um ou mais municípios, ou parte de um município, somente será criada por determinação do Conselho Federal;
C) A subseção não é dotada de personalidade jurídica própria
D) A subseção tem personalidade jurídica própria
Gabarito:
C) A subseção não é dotada de personalidade jurídica própria
Aula 2 – Diplomas normativos que regem a disciplina; Atividades privativas de advocacia; Estágio Profissional. 
1. Quais são os diplomas normativos que regem a Ética Profissional?
1.1. Estatuto da OAB (EAOAB) – Lei 8.906/94
1.2. Código de Ética e Disciplina (CED) – criado pelo Conselho Federal da OAB
1.3. Regulamento Geral – criado pelo Conselho Federal da OAB 
2. Atividades privativas de advocacia (art. 1º, EAOAB):
2.1. Postulação perante qualquer órgão do Judiciário, inclusive Juizados Especiais 
Trata-se da típica atividade da advocacia, qual seja, a de postular em juízo.
Porém, não é verdade que SOMENTE o advogado tenha “acesso” ao Poder Judiciário. Há exceções! 
2.1.1. Exceções à postulação em juízo (ADI 1.127-8, STF):
- juizados especiais cíveis (JEC´s), nas causas de até 20 s.m., em 1ª instância (JECRIM não! – ADI 3.168, STF); JEF (em 1ª instância) 
 - Habeas corpus e Revisão Criminal; 
 - Justiça do Trabalho (art. 791, CLT; Súm. 425, TST); 
 - Justiça de Paz;
- Propositura de ação de alimentos (L. 5478/68) 
2.1.2. Inventários, separações e divórcios extrajudiciais: Lei 11.441/07
2.2. Assessoria, Consultoria e Direção jurídicas
Empresas públicas ou privadas – exige-se a qualidade de advogado!
Exercício ilegal da profissão (art. 47, LCP) – bacharéis e outros profissionais estranhos à advocacia
 Estagiário pode prestar Consultoria Jurídica? 
2.3. Visar atos constitutivos de pessoas jurídicas
Contratos sociais/estatutos sociais de quaisquer pessoas jurídicas exigem o “visto” do advogado, sob pena de nulidade
Exceção: 
 microempresas;
 empresas de pequeno porte
 E a EIRELI? 
3. Quem pode ser estagiário?
Estudante de direito;
A partir de um dos dois últimos anos do curso;
Demonstração de vínculo da Faculdade com a OAB, ou de escritórios credenciados, ou, ainda, setores e órgãos jurídicos;
3.1. Requisitos para a inscrição = capacidade civil; título de eleitor e quitação do serviço militar; não exercer atividade incompatível; idoneidade moral; prestar compromisso perante o conselho
3.2. Local de inscrição
 
* Conselho Seccional onde se localiza o curso jurídico
3.3. Estágio profissional e estudantes que exerçam atividades incompatíveis
* Caberá à Faculdade providenciar o estágio para fins de aprendizagem prático-profissional 
3.4. Atividades que podem ser exercidas pelo estagiário
Atuação conjunta com adv. = TUDO
Atuação isolada:
	a) Elaborar e assinar petições de juntada; 
	b) Fazer cargas e descargas (devolução) de processos; 
	c) Obter certidões cartorárias referentes a processos em trâmite ou findos. 
3.5. Atividades que extrapolam as “atribuições” do estagiário
Nulidade processual (ex.: atos postulatórios praticados exclusivamente pelo estagiário)
Infração ético-disciplinar (art. 34, XXIX, EAOAB)
Exercício ilegal da profissão (art. 47, LCP)
 Pode o estagiário tomar ciência? 
Antonio, mecânico, impetrou habeas corpus em favor de Ernesto, preso em flagrante delito. À luz do EAOAB, assinale a alternativa correta:
O habeas corpus não poderá ser conhecido, pois Ernesto não tem capacidade postulatória
Sem a outorga de procuração por Ernesto a Antonio, este não detém legitimidade ativa para impetrar o habeas corpus
A impetração de habeas corpus é perfeitamente possível no caso narrado, independentemente de interveniência de advogado
Apenas o mandado de segurança pode ser impetrado sem a interveniência de advogado
Gabarito:
C) A impetração de habeas corpus é perfeitamente possível no caso narrado, independentemente de interveniência de advogado
Aula 3 – Inscrição na OAB; Mandato Judicial 
Requisitos para a inscrição na OAB como advogado (art. 8º, EAOAB)
I - capacidade civil; 
II - diploma ou certidão de graduação em direito; 
III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; 
IV - aprovação em Exame de Ordem; 
V - não exercer atividade incompatível com a advocacia; 
VI - idoneidade moral; 
VII - prestar compromisso perante o conselho. 
Da inscrição do advogado
* Inscriçãoprincipal: Conselho Seccional em cujo território pretende estabelecer seu domicílio profissional. Na dúvida, prevalece o domicílio da pessoa física. É possível a transferência da inscrição principal a outro Conselho Seccional.
* Inscrição suplementar: exercício habitual (mais de cinco causas por ano!) da advocacia perante outros Conselhos Seccionais (leia-se: outros Estados).
Cancelamento da inscrição (art. 11, EAOAB)
a. a requerimento;
b. penalidade de exclusão;
c. falecimento;
d. exercício, em caráter definitivo, de atividade incompatível com a advocacia;
e. perda de qualquer dos requisitos exigidos para a inscrição (v. art. 8o do EAOAB);
f) 3 suspensões por inadimplência com anuidades distintas (art. 22, par. único, Reg. Geral) 
3.1. Consequência do cancelamento: perda do número original em caso de retorno.
Licenciamento da inscrição (art. 12, EAOAB)
a. requerimento (motivo justificado);
b. exercício, em caráter temporário, de atividade incompatível com a advocacia;
c. doença mental curável (e se incurável?)
 
4.1. Consequência do licenciamento: no retorno à OAB haverá o resgate do número original.
O que é mandato?
Trata-se de uma espécie de contrato pelo qual o cliente (mandante) outorga poderes ao contratado (mandatário) para que este o represente em algum ato ou negócio.
O que é mandato judicial?
 
O mandato judicial nada mais é do que um contrato cujo objeto é a representação JUDICIAL do cliente pelo advogado/estagiário.
Atuação em juízo sem procuração
* Regra: não é possível. O advogado só procura (leia-se: postula) em juízo fazendo prova do mandato (procuração)
* Exceção: em caso de URGÊNCIA, assim afirmada pelo advogado, poderá postular em juízo sem procuração, devendo juntá-la, contudo, no prazo de 15 dias, prorrogável por igual período.
	OBS: A prorrogação não é automática! 
5.3. Forma de constituição do mandato judicial
	O mandato judicial se constitui pela simples outorga de procuração pelo CLIENTE ao ADVOGADO.
5.4. Formas de extinção do mandato judicial
*tácita: extinção e arquivamento dos autos;
*expressa: renúncia, revogação e substabelecimento sem reserva de poderes. 
5.5. Renúncia:
* Ato unilateral do advogado;
* Implica na omissão do motivo (art. 13, CED);
* Dever de dupla comunicação (ao cliente, por carta com AR, de preferência, e ao juízo);
* Dever de prosseguir representando o cliente por mais 10 dias (subsequentes à notificação ao cliente)
5.6. Revogação
* Ato unilateral do cliente;
* Não desobriga o cliente de pagar os honorários convencionados, nem impede o recebimento de honorários de sucumbência, ainda que proporcionalmente;
5.7. Renúncia x Revogação = CUIDADO!
5.8. Substabelecimento sem reserva de poderes
* Ato do advogado de transferir o mandato a outro advogado (no caso, de forma TOTAL);
* Ao cliente devem ser garantidos o PRÉVIO e INEQUÍVOCO conhecimento, sob pena de abandono da causa.
Cesar, advogado, substabeleceu a João, também advogado, sem reserva de poderes, o mandato que lhe foi outorgado por Manuel, sem que este tivesse conhecimento do fato. Assinale a alternativa correta:
A) Cesar agiu corretamente, pois o substabelecimento sem reserva de poderes é um direito pessoal do advogado
B) Cesar agiu incorretamente, devendo ser punido disciplinarmente
C) Cesar jamais poderia substabelecer sem reserva de poderes a João, visto que o mandato é intransferível
D) Apenas o substabelecimento com reserva de poderes exige o prévio e inequívoco conhecimento do cliente
Gabarito:
B) Cesar agiu incorretamente, devendo ser punido disciplinarmente
Aula 4 – Prerrogativas dos advogados - I 
O que são prerrogativas?
* São os DIREITOS conferidos ao ADVOGADO em virtude da FUNÇÃO que exerce.
* Não são, portanto, “privilégios pessoais”, mas uma garantia de que o advogado possa desempenhar seu papel de forma adequada e sem subserviência.
2. Há hierarquia entre juízes, promotores e o advogado?
O advogado é INDISPENSÁVEL à administração da justiça (art. 133, CF).
O EAOAB (art. 6º) assegura não existir HIERARQUIA ou SUBORDINAÇÃO entre juízes, membros do MP e advogados.
3. Prerrogativas do advogado (art. 7º, EAOAB)
- Rol exemplificativo!
3.1. Liberdade no exercício profissional
 
Retrata o art. 5o, XIII, da CF, que prevê a liberdade para o exercício de ofícios ou profissões, mas desde que estabelecidas as qualificações que a lei exigir. 
* Inscrição principal e suplementar! 
3.2. Inviolabilidade do escritório de advocacia
- Não se admite o ingresso em escritório de advocacia sem o consentimento do advogado (garantia de manutenção do sigilo profissional e liberdade de exercício profissional).
Por ORDEM JUDICIAL admite-se, contudo, a “quebra” da inviolabilidade, desde que preenchidos os seguintes requisitos:
a. indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado; 
b. autoridade judiciária competente; 
c. decisão motivada, expedindo mandado de busca e apreensão; 
d. que o referido mandado seja específico e pormenorizado; 
e. presença de representante da OAB; (STF!!!) 
f. vedada a utilização dos documentos, das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. 
3.3. Comunicação reservada com o cliente
Ainda que clientes estejam presos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, mesmo sem procuração, o advogado tem o direito de entrevistar-se reservadamente com eles. 
Trata-se não apenas de uma prerrogativa, mas da materialização do direito constitucional de ampla defesa.
3.4. Prisão em flagrante do advogado
Por crime praticado no exercício da profissão, desde que inafiançável, o advogado poderá ser preso em flagrante delito;
Durante a lavratura do auto será necessária a presença de um representante da OAB, que deverá ser avisada pela autoridade policial, sob pena de relaxamento (STF!!!) 
3.5. Prisão cautelar do advogado 
Antes de transitar em julgado a sentença penal condenatória, é direito do advogado ser mantido recolhido em SALA DE ESTADO MAIOR ou, à sua falta, PRISÃO DOMICILIAR;
De acordo com o EAOAB, aludida SALA seria “controlada/fiscalizada” pela OAB, o que foi declarado inconstitucional pelo STF (ADI 1.127)
3.6. Liberdade de acesso do adv. a determinados locais
a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos magistrados; 
b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares; 
3.7. Liberdade de acesso do adv. a determinados locais
c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado; 
d) em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou perante a qual este deva comparecer, desde que munido de poderes especiais. 
Cesar, advogado, substabeleceu a João, também advogado, sem reserva de poderes, o mandato que lhe foi outorgado por Manuel, sem que este tivesse conhecimento do fato. Assinale a alternativa correta:
A) Cesar agiu corretamente, pois o substabelecimento sem reserva de poderes é um direito pessoal do advogado
B) Cesar agiu incorretamente, devendo ser punido disciplinarmente
C) Cesar jamais poderia substabelecer sem reserva de poderes a João, visto que o mandato é intransferível
D) Apenas o substabelecimento com reserva de poderes exige o prévio e inequívoco conhecimento do cliente
3.7. Liberdade de acesso do adv. a determinados locais
e) o de permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicadosanteriormente, independentemente de licença;
f) o de dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada.
Aula 5 – Prerrogativas dos Advogados - II 
3.8. Sustentação oral do advogado
Por força da ADIn 1127-8, o STF declarou inconstitucional o dispositivo do EAOAB que garantia ao advogado fazer sustentação oral, perante os tribunais, APÓS o voto do Relator. 
Assim, o advogado deve fazer a sustentação oral conforme os regimentos internos dos tribunais (geralmente ANTES do voto do relator)
3.9. Uso da expressão “pela ordem”
Para o esclarecimento de circunstâncias fáticas, ou para o esclarecimento de dúvidas, poderá fazer uso da palavra, “pela ordem”, de maneira rápida e objetiva (intervenção sumária), em qualquer juízo ou tribunal. 
Também poderá fazê-lo quando sofrer acusações ou for indevidamente censurado.
3.10. Reclamação verbal ou escrita
É direito do advogado reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento.
3.11. Análise de autos perante órgãos do Judiciário, Legislativo, Adm. Pública e repartições policiais 
É direito do advogado examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos;
Também é direito do advogado examinar, em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos.
Súmula vinculante nº 14, STF 
Ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cartório ou na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais.
Por fim, é direito do advogado retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de dez dias.
3.12. Desagravo público
 
 Fato gerador: ofensa ao advogado em razão de suas atividades profissionais ou cargo que exerça na OAB
Competência para o desagravo: Conselho Seccional competente (salvo se a vítima for Conselheiro Fed. ou Pres. de Conselho Seccional, ou se o ato for muito grave)
Quem pode provocar o desagravo: o adv. ofendido, qualquer pessoa ou a própria OAB, de ofício;
Sessão pública solene, que independe de aceitação do advogado-vítima
3.13. Uso de símbolos privativos
 
Só os advogados podem utilizar os símbolos privativos da profissão (ex: balança da justiça). 
 Os símbolos do Conselho Federal (brasão da república) e dos Conselhos Seccionais são privativos desses órgãos, não podendo sequer os advogados utilizá-los.
3.14. Recusa em depor como testemunha 
Direto/dever;
 Objetivo: garantir o sigilo profissional;
 Local em que deve ser exercido o direito: somente em juízo;
 Dever permanece mesmo que autorizado pelo cliente; 
 Excepcionalmente, o sigilo profissional poderá ser quebrado:
 
grave risco à vida; 
grave risco à honra; 
c. afronta do advogado pelo cliente 
3.15. Direito de retirada 
Prazo de ausência do magistrado: 30 min. (na JT é de apenas 15 minutos – art. 815, p.ú., CLT);
Comunicação formal da retirada por petição escrita
 Retirada e atraso de pauta: pode o adv. exercer a prerrogativa?
3.16. Imunidade profissional (penal)
 
 De acordo com o EAOAB, há uma tríplice imunidade penal: INJÚRIA, DIFAMAÇÃO e DESACATO
 STF – ADI 1127-8: inconstitucionalidade da imunidade referente ao desacato
PEGADINHA: Desacato e Calúnia! CUIDADO!
3.17. Salas especiais para advogados 
- O Judiciário e o Executivo devem instalar nos juizados, fóruns, tribunais, delegacias de polícia e presídios SALAS ESPECIAIS para advogados. 
- O “controle” das salas, embora assim seja garantido pelo EAOAB, não será exercido pela OAB, cf. ADI 1.127-8.
O advogado Celso compareceu ao Fórum da Comarca X com dez minutos de antecedência ao horário designado para audiência de oitiva de testemunhas. Chegado o horário, a ausência do magistrado perdurou por 40 minutos além do horário designado. Considerando o que dispõe o Estatuto da OAB, assinale a alternativa correta:
Celso poderá retirar-se do fórum, desde que comunique verbalmente o escrevente de sala
Celso deverá aguardar que o atraso atinja 1 hora
Celso poderá retirar-se, visto que já ultrapassados os 30 minutos de que tratam o Estatuto, desde que o faça após protocolizar petição, comunicando sua retirada
Celso deverá permanecer no fórum até a chegada do juiz
Gabarito:
C) Celso poderá retirar-se, visto que já ultrapassados os 30 minutos de que tratam o Estatuto, desde que o faça após protocolizar petição, comunicando sua retirada 
Aula 6 – Sociedade de Advogados
1. Natureza jurídica da Soc. de Advs. (arts. 15 a 17, EAOAB; Provimento 112/2006)
De acordo com o EAOAB, trata-se de SOCIEDADE CIVIL. À luz do Código Civil, deve-se entender por sociedade civil a atual SOCIEDADE SIMPLES.
Número mínimo de advogados 
 DOIS. 
Não se pode admitir a redução da sociedade à unipessoalidade. Em caso de morte de 1 dos sócios, em 180 dias deve-se providenciar um novo sócio, sob pena de dissolução da sociedade.
2. Aquisição de personalidade jurídica
A aquisição de personalidade jurídica dá-se com o 
registro dos atos constitutivos no Conselho Seccional em que se quiser estabelecer a sede.
Não é possível registrar a SOC. DE ADVS. em Cartório de Reg. Civil de Pessoas Jurídicas ou Junta Comercial!!!
Razão social das sociedades de advogados
Deve conter o nome de pelo menos UM dos sócios, completo ou abreviado.
É vedada a adoção de nome fantasia (mercantilização)
Admite-se a permanência de nome de sócio falecido, desde que o ato constitutivo admita.
Pode utilizar o “&” (Prov. 112/2006)
4. Vedações às sociedades de advogados
a. forma ou características mercantis;
b. adoção de nome fantasia;
c. realização de atividades estranhas à advocacia;
d. inclusão de sócio não inscrito como advogado;
e. inclusão de sócio totalmente proibido de advogar
5. Procuração e sociedade de advogados
As procurações devem ser outorgadas INDIVIDUALMENTE aos sócios da sociedade (e não à sociedade!!!).
Na procuração devem constar o nome do sócio, da sociedade e o nº de inscrição desta.
 Se sobrevier conflito de interesses entre os clientes, os sócios da sociedade não poderão prosseguir no patrocínio simultâneo da(s) causa(s).
6. Sócios integrando mais de uma sociedade
-Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, com sede ou filial NA MESMA ÁREA TERRITORIAL do respectivo Conselho Seccional (art. 15, par. 4o, do EAOAB).
- Em suma: um advogado somente pode integrar DUAS OU MAIS SOCIEDADES se estas forem localizadas em Conselhos Seccionais (Estados) distintos.
7. Abertura de filial
É perfeitamente possível que a sociedade-sede tenha uma filial. Porém, esta JAMAIS poderá ser instalada na mesma base territorial (leia-se: no mesmo Conselho Seccional/Estado).
A sociedade poderá contar, portanto, no máximo, com 1 sede e 26 filiais.
Os sócios da filial deverão providenciar inscr. supl.
 Averbação no CSeccional da sede + arquivamento no CSeccional em que for instalada
8. Responsabilidade civil
- Independentemente da sociedade, os sócios respondem subsidiariamente (quando a própria sociedade não puder arcar com a responsabilidade).
 
Entre si, os sócios respondem ilimitadamente, sem prejuízo da infração disciplinar em que possam incorrer (má gestão da sociedade).
É necessário litisconsórcio em caso de ação de reparação de danos?
9. Advogados associados 
A sociedade de advogados pode associar-se com advogados, sem vínculo de emprego, para a participação destes nos resultados das ações em que atuarem.
O contrato de associação deverá ser averbado perante o registro da sociedade.
O adv. associado não é sócio, nemempregado, da sociedade. 
“A” e “B”, advogados, pretendem constituir a Sociedade “Law & Order – Sociedade de advogados”, com sede na cidade de Campinas-SP. Porém, como “A” reside em Minas Gerais, irá levar o ato constitutivo, por facilidade, ao Conselho Seccional daquele Estado. Assinale a alternativa correta:
A) A sociedade poderá ser registrada com nome fantasia
B) A sociedade sequer poderá ser levada a registro
C) A sociedade pode ser registrada em SP ou MG
D) A sociedade deverá ser registrada na Junta Comercial mineira
Gabarito:
B) A sociedade sequer poderá ser levada a registro 
Aula 7 – Advogado Empregado 
1. Espécies de advogado
a) Advogado - profissional liberal;
b) Advogado Público - AGU, PFN, PGF, da Consultoria-Geral da União; Procuradoria-Geral do Banco Central do Brasil; DPU e DPE e DF; PGE; Procuradores autárquicos; Procuradorias e Consultorias Jurídicas junto aos órgãos legislativos federais, estaduais, distrital e municipais; 
c) Advogado - empregado
2. Advogado empregado
Conceito: empregado (CLT) - trabalhador que presta serviços a alguém, com habitualidade, pessoalmente, de maneira subordinada e onerosa (mediante recebimento de salário).
O advogado empregado é subordinado ao empregador?
	R: Sim, porém a subordinação é mitigada (isenção técnica e independência profissional)
3. Salário do advogado empregado
-Instrumentos de fixação salarial:
A) contrato individual de trabalho;
B) salário-mínimo da profissão (piso salarial) - acordo ou convenção coletiva, ou por sentença normativa proferida em dissídio coletivo perante a Justiça do Trabalho, conforme art. 19 do EAOAB.
 
- Representação dos advogados empregados: Sindicato ou, à falta deste, à Federação ou Confederação de advogados. Não é a OAB, portanto, que representa os advogados empregados!
4. Jornada de trabalho
 Regra: 4hs diárias contínuas e até 20hs semanais
Exceção:
	a) acordo ou convenção coletiva
 
	b) dedicação exclusiva (prevista expressamente no contrato de trabalho). 
- Jornada noturna: das 20hs às 5hs do dia seguinte Adicional noturno (25%) 
5. Advogado empregado e preposto
Por expressa disposição do Regulamento Geral (art. 3º), é proibido ao advogado funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou cliente.
* Preposto = representa o empregador
* Patrono = advogado que representa judicialmente a parte 
6. Obrigações do advogado empregado
- Cumprir o contrato de trabalho
-Garantias: isenção técnica e independência profissional
- Não pode o advogado empregado ser compelido a realizar tarefas estranhas ao contrato de trabalho
7. Hora-extra
- Diferentemente da regra geral (50% da hora normal), a hora-extra do advogado empregado é remunerada em patamar não inferior a 100% da hora normal.
João, advogado empregado da Sociedade de Advogados Silva Santos, foi admitido para exercer a jornada de trabalho diária de 10hs contínuas, sem cláusula de dedicação exclusiva, iniciando às 11:00 e findando sua jornada às 21:00. À luz do Estatuto da OAB, João fará jus:
Apenas ao salário profissional fixado em convenção coletiva, que prevalece sobre o contrato individual de trabalho
Fará jus apenas ao salário estipulado no contrato de trabalho, desde que o valor seja superior ao salário profissional, sem acréscimo de horas-extras
Fará jus ao salário estipulado no contrato de trabalho, acrescido de hora-extra diária e adicional noturno de 25%
Fará jus ao salário e hora-extra, sem o cômputo de adicional noturno, que não pode ser concedido simultaneamente
Gabarito:
C) Fará jus ao salário estipulado no contrato de trabalho, acrescido de hora-extra diária e adicional noturno de 25%
Aula 8 – Honorários advocatícios 
1. Natureza jurídica dos honorários
Os honorários correspondem à remuneração dos serviços advocatícios prestados pelo profissional.
Devem ser fixados com moderação, observados os critérios previstos no CED e tabelas estabelecidas pelos Conselhos Seccionais.
1.1. Princípio da moderação (art. 36, CED)
  
2. Critérios para a fixação dos honorários
I – a relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade das questões versadas; 
II – o trabalho e o tempo necessários; 
III – a possibilidade de ficar o advogado impedido de intervir em outros casos, ou de se desavir com outros clientes ou terceiros; 
IV – o valor da causa, a condição econômica do cliente e o proveito para ele resultante do serviço profissional; 
V – o caráter da intervenção, conforme se trate de serviço a cliente avulso, habitual ou permanente; 
VI – o lugar da prestação dos serviços, fora ou não do domicílio do advogado; 
VII – a competência e o renome do profissional; 
VIII – a praxe do foro sobre trabalhos análogos 
  
3. Espécies de honorários advocatícios
I- Contratuais, convencionais, convencionados ou pactuados
II- Arbitrados judicialmente ou por arbitramento
III- Sucumbenciais ou de sucumbência
IV- Quota litis (ou honorários com cláusula quota litis) 
  
3.1. Honorários contratuais
* Livre avença entre cliente e advogado (princípio da moderação)
* Estipulação preferencialmente por escrito
* Valor não inferior ao fixado nas Tabelas dos Conselhos Seccionais
* Eficácia executiva do contrato escrito
* Possibilidade de recebimento, em juízo, mediante juntada do contrato aos autos
  
3.2. Honorários arbitrados judicialmente
* São fixados em sentença judicial
* Decorrem da falta de fixação por escrito (ex.: contrato verbal)
* Valor não inferior ao fixado nas Tabelas dos Conselhos Seccionais + art. 36, CED
* Desvantagem: ação de conhecimento
  
3.3. Honorários sucumbenciais 
* São fixados em sentença condenatória 
* São devidos pela parte vencida ao ADV. da parte vencedora
* Podem ser executados nos próprios autos em que foram fixados
* O art. 26 do EAOAB permite ao advogado substabelecido, com reserva, a cobrança dos honorários, mas desde que com a intervenção do substabelecente.
  
3.4. Honorários com cláusula quota litis 
* Devem ser fixados por escrito;
* Devem ser fixados em pecúnia (leia-se: dinheiro);
* Vedado, regra, o pagamento dos honorários com a entrega de bens particulares do cliente, o que será tolerado em caráter excepcional;
* Os ganhos do advogado não podem superar, incluídos os eventuais honorários de sucumbência, os ganhos do cliente;
* O advogado arcará com todas as custas e despesas processuais.
  
4. Principais características dos honorários 
* Os honorários fixados judicialmente e o contrato de honorários configuram título executivo. 
* Constituem crédito privilegiado em concurso de credores, falência, recuperação judicial, concurso de credores, insolvência civil e liquidação extrajudicial;
* Execução dos honorários pode ser promovida nos mesmos autos;
* Na hipótese de falecimento ou incapacidade civil do advogado, os honorários de sucumbência, proporcionais ao trabalho realizado, são recebidos por seus sucessores ou representantes legais (art. 24, §2º, do EAOAB).
  
5. Livre estipulação da sucumbência 
* Regra: a sucumbência pertence ao advogado da parte vencedora, seja esta uma sociedade de advogados, seja o empregador ou o advogado profissional liberal;
* Havendo acordo em sentido contrário, a sucumbência poderá ser partilhada ou, até mesmo, o advogado poderá não recebê-la (ADI 1.194 – STF)
 
* Os honorários de sucumbência não excluem os contratualmente pactuados. 
  
6. Prazo prescricional 
 CINCO ANOS contados:
a) vencimento do contrato, se houver estipulação;
b) trânsito em julgado da decisão que houver fixado os honorários (honorários de sucumbência e honorários por arbitramento);
c) em se tratando de atos extrajudiciais elaborados pelo advogado, a partir da ultimação (leia-se: finalização) deles;
d) a partir da desistência, transação, renúncia ou revogação do mandato judicial.
- Ação de prestação de contas??? R: 5 anos!
  
7. Pagamento de honorários mediante saque de títulos de crédito
De acordo com o art. 42 do CED (Código de Ética e Disciplina), o crédito porhonorários advocatícios, seja do advogado autônomo, seja de sociedade de advogados, não autoriza o saque de duplicatas ou qualquer outro título de crédito de natureza mercantil, exceto a emissão de fatura, desde que constitua exigência do constituinte ou assistido, decorrente de contrato escrito, vedada a tiragem de protesto.
  
João, advogado, teve em seu favor arbitrados honorários sucumbenciais, em 2006, em ação indenizatória que patrocinou em nome de seu cliente Jeferson. Assinale a alternativa correta:
A) João deverá executar a verba sucumbencial em autos apartados, utilizando-se, para tanto, de carta de sentença
B) João poderá executar a sucumbência nos próprios autos, desde que o faça no prazo máximo de 3 anos
C) João poderá executar a sucumbência nos próprios autos, desde que o faça no prazo máximo de 5 anos, contados do ajuizamento da ação
D) João poderá executar a sucumbência no prazo máximo de 5 anos, contados do trânsito em julgado da sentença que a houver fixado
  
Gabarito:
D) João poderá executar a sucumbência no prazo máximo de 5 anos, contados do trânsito em julgado da sentença que a houver fixado
Aula 9 – Incompatibilidades 
1. Exercício da advocacia concomitantemente a outras funções
  
Por vezes, por contrariedades existentes, não se permite o exercício da advocacia e de outras atividades simultaneamente.
 
Cuidou o EAOAB de disciplinar duas situações distintas:
a) incompatibilidades; e
b) impedimentos
2. Efeito das atividades incompatíveis com a advocacia
  
As INCOMPATIBILIDADES geram a PROIBIÇÃO TOTAL para o exercício da advocacia. 
Elas podem ser TRANSITÓRIAS/TEMPORÁRIAS, gerando o LICENCIAMENTO da inscrição (art. 12 do EAOAB), ou PERMANENTES, gerando o CANCELAMENTO da inscrição (art. 11 do EAOAB).
3. Atividades incompatíveis (art. 28, EAOAB)
  
I- Chefes do Poder Executivo e membros de mesas do Poder Legislativo (e seus substitutos legais). 
 Presidente da República (e vice), 
 Governadores dos Estados e DF (e vices)
 Prefeitos Municipais (e vices)
 Presidente da Câmara dos Deputados/Senado Federal/Assembleias Legislativas/Vereadores e seus Vices + Secretários
3. Atividades incompatíveis (art. 28, EAOAB)
  
II- Membros do Poder Judiciário, Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas, juizados especiais, justiça de paz, juízes classistas, bem como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta. 
O STF, no julgamento da ADIn 1127-8, reconheceu que os juízes eleitorais e seus suplentes podem advogar desde que não sejam remunerados;
3. Atividades incompatíveis (art. 28, EAOAB)
  
III- Ocupantes de cargos ou funções de direção em órgãos da Administração Pública direta ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviços públicos. 
Aqui, ficam excluídos os que não tenham poder de decisão relevante sobre interesses de terceiro, a juízo do Conselho competente da OAB, bem como a administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico – art. 28, §2o, do EAOAB;
3. Atividades incompatíveis (art. 28, EAOAB)
  
IV- Ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente ao Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro. 
São exemplos: 
-Oficiais de Justiça; 
-Escreventes
-Técnicos Judiciários, Analistas Judiciários; 
-Tabeliães, Oficiais de Registro de Imóveis etc;
- Assessores de Desembargadores/Ministros
3. Atividades incompatíveis (art. 28, EAOAB)
  
V- Ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza.
São exemplos os Delegados de Polícia, Escrivães, Investigadores, Agentes Policiais, Bombeiros, Guardas Municipais;
VI - Militares na ativa;  
VII- Ocupantes de cargos ou funções com competência para lançamento, arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais. 
Estamos falando de servidores públicos diretamente ligados ao Fisco. É o caso dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, Fiscais de Rendas dos Estados e Municípios, Agentes Tributários, Fiscais do INSS etc;
IX- Ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras públicas ou privadas. 
Estamos falando, por exemplo, dos Gerentes ou Diretores de Bancos, sejam eles públicos ou privados, assim como as Financeiras. 
4. Consequências do descumprimento das incompatibilidades
  
 Nulidade dos atos processuais (art. 4º, par. único, EAOAB)
 A incompatibilidade permanece ainda que a pessoa esteja licenciada do cargo/atividade. 
Aula 10 – Impedimentos 
1. Atividades geradoras de impedimentos 
 
Os IMPEDIMENTOS, diversamente do que ocorre com as INCOMPATIBILIDADES, geram a proibição PARCIAL para o exercício da advocacia.
2. Efeitos dos impedimentos
O advogado continua inscrito na OAB, mas sofre
limitação no exercício da advocacia, devendo 
informar ao seu Conselho Seccional sobre a função 
3. Hipóteses de impedimento (art. 30, EAOAB) 
 
I - servidores da administração pública direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora. 
Não se incluem aqui os docentes de cursos jurídicos (art. 30, par. único, do EAOAB); 
II - membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, CONTRA OU A FAVOR das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. 
Parlamentares municipais, estaduais, federais ou distritais não podem advogar CONTRA OU A FAVOR do Poder Público em geral!
 
4. Exemplos de impedimentos 
 
Analista do INSS – não poderá advogar CONTRA o INSS (“entidade empregadora”) e União (Fazenda Pública a que se vincula o INSS);
Escriturário do Banco do Brasil – não poderá advogar contra o BB (“entidade empregadora”) e União (Fazenda Pública a que vincula o BB)
Empregado público de uma empresa pública municipal – não poderá advogar contra a empresa e município 
Deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro – não poderá advogar nem contra, nem a favor, não apenas do Estado do Rio de Janeiro, mas de qualquer ente da adm. Pública direta ou indireta, em qualquer esfera (estadual, federal, distrital e municipal) 
Vereador do Município de São Paulo – não poderá advogar contra ou a favor do Município, ou de qualquer ente da adm. Pública direta ou indireta, em qualquer esfera (federal, estadual, municipal e distrital)
 
5. Exercício vinculado da advocacia 
 
Art. 29. Os Procuradores Gerais, Advogados Gerais, Defensores Gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da Administração Pública direta, indireta e fundacional são exclusivamente legitimados para o exercício da advocacia vinculada à função que exerçam, durante o período da investidura. 
- Não são incompatíveis nem impedidos! 
Jorge é Promotor de Justiça no Acre e Josué é seu assistente, admitido em concurso público. Assinale a opção correta de acordo com o EAOAB:
Jorge é impedido de exercer a advocacia apenas contra o Estado do Acre, ao passo que Josué é totalmente proibido de advogar
Apenas Josué é incompatível com a advocacia
Apenas Jorge é incompatível com a advocacia
Jorge e Josué são incompatíveis com o exercício da advocacia, sendo totalmente proibidos de exercê-la
Gabarito:
D) Jorge e Josué são incompatíveis com o exercício da advocacia, sendo totalmente proibidos de exercê-la
Sérgio é o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, enquanto que Celso é Deputado Estadual no Pará. Assinale a opção correta à luz do EAOAB:
Sérgio e Celso exercem atividade incompatível com a advocacia
Apenas Sérgio é incompatível com a advocacia
Apenas Celso é incompatível com a advocacia
Celso, por ser parlamentar estadual, somente será impedido de exercer a advocacia contra o Estado do Pará
Gabarito:
B) Apenas Sérgio é incompatível com a advocacia
Aula 11 – Publicidade na advocacia1. Publicidade (arts. 28 a 34, CED; Provimento 94/2000 – CFOAB) 
 
O art. 28 do CED dispõe que o anúncio pode ser feito pelo advogado desde que:
 
a) com discrição e moderação 
b) com finalidade exclusivamente informativa 
 
É vedada a divulgação em conjunto com outra atividade (ex.: imobiliária e advocacia).
2. Veículos de publicidade do advogado
a) anúncios
b) placa de identificação do escritório
c) papéis de petição
d) envelopes
e) Pastas
f) mala direta (clientes e amigos) = informar alterações de endereço ou dados de comunicação
g) cartões de visita
h) placa indicativa de escritório
i) anuários profissionais
 j) meios de comunicação escrita e eletrônica
 
3. Dados que devem constar nos anúncios
O art. 28 do CED determina que nos anúncios é obrigatório constar o nome do advogado e seu número de inscrição na OAB, podendo fazer referências a:
 a) títulos
b) qualificações profissionais
c) especialização técnico-científica
d) associações culturais e científicas
e) endereços
f) horário de expediente
g) meios de comunicação (ex.: telefone, celular, email...)
 
Vedações de anúncios em certos meios de comunicação
 
Rádio
b) Televisão
c) Outdoor
- São meios de comunicação de MASSA (imoderação)
 
5. Outras vedações em meios de comunicação
a) responder habitualmente a consultas sobre matéria jurídica, com o intuito de promover-se profissionalmente
b) debater causas sob seu patrocínio ou de colega
c) abordar temas comprometedores à dignidade da profissão
d) divulgar listas de clientes e demandas, ou permitir que o sejam
e) insinuar-se para reportagens e declarações públicas
 
6. Aparição do advogado em rádio e TV
- A participação do advogado em RÁDIO e TELEVISÃO é possível, não para ANÚNCIOS DE SEUS SERVIÇOS, mas, nos termos do art. 32 e 33 do CED, poderá:
 
ser eventual
b) visar objetivos ilustrativos, educacionais e instrutivos
- A finalidade do advogado ao participar de entrevistas em rádio e TV é a de prestar esclarecimentos DIDÁTICOS e INFORMATIVOS.
 
O advogado Rogério foi contratado como empregado de uma emissora de televisão, tendo como tarefa diária responder, ao vivo, em programa com elevado IBOPE, consultas de casos concretos de clientes lesados por lojas e concessionárias de automóveis. Assinale a opção correta:
A) Rogério pode exercer livremente sua atividade de consultoria jurídica na emissora de TV
B) A habitualidade nas aparições em TV é vedada, exceto, em caráter eventual, para fins didáticos e informativos
C) Rogério somente pode responder às indagações dos clientes via e-mail
D) Rogério, como advogado, jamais poderia aparecer em emissora de TV
 
Gabarito:
B) A habitualidade nas aparições em TV é vedada, exceto, em caráter eventual, para fins didáticos e informativos
Aula 12 – Sanções e Infrações Disciplinares - I 
1. Sanções Disciplinares 
 
São quatro as sanções previstas para as infrações disciplinares descritas no art. 34 do EAOAB. São elas:
 
Censura
b) Suspensão 
c) Exclusão 
d) Multa.
1.1. Censura 
 
É a mais leve das sanções, sendo cabível sua aplicação nos seguintes casos:
infrações definidas nos incisos I a XVI e XXIX, do art. 34 do EAOAB;
b) violação ao CED;
c) violação ao EAOAB, quando para a infração não existir pena mais grave.
 
* Infrações puníveis com censura (art. 34, I a XVI e XXIX, EAOAB):
I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos;
II - manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta lei; 
III - valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos honorários a receber; 
IV - angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de terceiros; 
V - assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para fim extrajudicial que não tenha feito, ou em que não tenha     colaborado; 
VI - advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-fé quando fundamentado na inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou em pronunciamento judicial anterior; 
VII - violar, sem justa causa, sigilo profissional; 
VIII - estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência do advogado contrário; 
IX - prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu patrocínio; 
X - acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a nulidade do processo em que funcione; 
XI - abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da renúncia; 
XII - recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica, quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública; 
XIII - fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente, alegações forenses ou relativas a causas pendentes; 
XIV - deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou de julgado, bem como de depoimentos, documentos e alegações da parte contrária, para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa; 
XV - fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita deste, imputação a terceiro de fato definido como crime; 
XVI - deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou de autoridade da Ordem, em matéria da competência desta, depois de regularmente notificado; 
XXIX - praticar, o estagiário, ato excedente de sua habilitação.
1.2. Conversão da Censura em Advertência 
 
Poderá a censura ser convertida em mera advertência quando existirem circunstâncias atenuantes, sem registro nos assentamentos. Consideram-se circunstâncias atenuantes, consoante dispõe o art. 40 do EAOAB:
I - falta cometida na defesa de prerrogativa profissional; 
II - ausência de punição disciplinar anterior; 
III - exercício assíduo e proficiente de mandato ou cargo em qualquer órgão da OAB; 
IV - prestação de relevantes serviços à advocacia ou à causa pública. 
1.3. Suspensão de aplicação da Censura ou Advertência 
 
Considerada a natureza da infração ética cometida, o Tribunal pode suspender temporariamente a aplicação das penas de advertência e censura impostas, desde que o infrator primário, dentro do prazo de 120 dias, passe a freqüentar e conclua, comprovadamente, curso, simpósio, seminário ou atividade equivalente, sobre Ética Profissional do Advogado, realizado por entidade de notória idoneidade (art. 59 do CED).
Aula 13 – Sanções e Infrações Disciplinares - II 
2. Suspensão 
 
- A SUSPENSÃO é sanção que impede o exercício da advocacia.
-Pode ser por prazo determinado (de 30 dias a 12 meses) ou indeterminado (neste caso, dependendo da infração ética).
-Regra: prazo determinado.
2.1. Infrações éticas punidas com Suspensão (art. 34, XVII a XXV, EAOAB + reincidência) 
 
XVII - prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la; 
XVIII - solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para aplicação ilícita ou desonesta; 
XIX - receber valores, da parte contrária ou de terceiro, relacionados com o objeto do mandato, sem expressa autorização do constituinte; 
2.1. Infrações éticas punidas com Suspensão (art. 34, XVII a XXV, EAOAB) 
 
XX - locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte adversa, por si ou interposta pessoa; 
XXI - recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele; 
XXII - retiver, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança; 
XXIII - deixar de pagar as contribuições, multas e preços de serviços devidos à OAB, depois de regularmente notificado a fazê-lo; 
XXIV - incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional; 
XXV - mantiver conduta incompatível com a advocacia. 
2.2. O que é conduta incompatível?
Considera-se conduta incompatível, para fins do disposto no inciso XXV, do art. 34, do EAOAB, o quanto previsto no parágrafo único do mesmo artigo:
a) prática reiterada de jogo de azar, não autorizado por lei;
b) incontinência pública eescandalosa;
c) embriaguez ou toxicomania habituais.
2.3. Prazo indeterminado de suspensão
a) recusa injustificada do advogado a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele (inciso XXI, art. 34, EAOAB) – a suspensão durará até que o advogado preste as contas, satisfazendo integralmente a dívida, acrescida de correção monetária (art. 37, §2º, do EAOAB);
b) inadimplência com as contribuições, multas e preços de serviços devidos à OAB, depois de regularmente notificado a fazê-lo (inciso XXIII, art. 34, EAOAB) – a suspensão durará até que o advogado quite sua dívida, acrescida de correção monetária (art. 37, §2º, do EAOAB);
c) incidir em erros reiterados que evidenciam inépcia profissional (inciso XXIV, art. 34, EAOAB) – neste caso, a suspensão somente cessará após o advogado prestar novas provas de habilitação (leia-se: novo Exame de Ordem!).
3. Exclusão
- A EXCLUSÃO é a sanção que implica, como o próprio nome diz, a exclusão do advogado dos quadros da OAB. Por ser grave, somente será aplicada por votos favoráveis à sua incidência de 2/3 dos membros do Conselho Seccional competente.
- Será aplicada nas hipóteses previstas no art. 34, XXVI a XVIII, do EAOAB.
3.1. Infrações éticas punidas com Exclusão (art. 34, XXVI a XXVIII, EAOAB + reincidência tripla em Suspensão)
XXVI - fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na OAB; 
XXVII - tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia; 
XXVIII - praticar crime infamante.
OBS: O retorno à OAB depende de REABILITAÇÃO!
4. Multa
- A MULTA é sanção acessória, fixada cumulativamente com as de censura ou suspensão. 
Somente será aplicada quando existirem circunstâncias agravantes (ex.: reincidência em infrações disciplinares). 
 Varia de 1 (uma) a 10 (dez) anuidades. 
 O valor é revertido ao Conselho Seccional.
O advogado José sofre, perante o Conselho Seccional de São Paulo, processo disciplinar em que se lhe imputa a inépcia profissional, haja vista a recorrente falha jurídica em petições judiciais. À luz do EAOAB, assinale a opção correta:
José deverá ser censurado
José deverá ser suspenso pelo prazo de 12 meses, quando, então, retornará aos quadros da OAB
José deverá ser suspenso pelo prazo de 30 dias, quando, então, retornará aos quadros da OAB
José deverá ser suspenso pelo prazo de 30 dias a 12 meses, cabendo prorrogação até que seja aprovado em novo Exame de Ordem
Gabarito:
D) José deverá ser suspenso pelo prazo de 30 dias a 12 meses, cabendo prorrogação até que seja aprovado em novo Exame de Ordem
Aula 14 – Processo Disciplinar - I 
1. Fontes normativas do Processo Disciplinar 
  
- Ao processo disciplinar, regido pelo Estatuto da OAB, Regulamento Geral, CED e Regimentos internos das Seccionais, aplicam-se subsidiariamente as regras da legislação processual penal comum.
 
- Já aos demais processos perante a OAB, que não de cunho disciplinar, aplicam-se as regras do processo administrativo e da legislação processual civil, nesta ordem.
1.2. Prazos gerais e contagem   
- Os prazos nos processos em geral perante a OAB para manifestações são de 15 (quinze) dias, inclusive para recursos.
 
- O início de contagem dos prazos é o primeiro dia útil seguinte:
a) ao do recebimento de ofício;
b) ao do recebimento da notificação pessoal;
c) ao da publicação pela imprensa oficial.
1.3. Competência 
  
- O poder de punir pertence ao CONSELHO SECCIONAL em cuja base territorial for praticada a infração (e não o do local de inscrição do advogado!).
 
- Será do CONSELHO FEDERAL o poder punir quando a falta for cometida perante esse mesmo órgão, ou em caso de foro “privilegiado” de certas pessoas (membros do Conselho Federal e Presidentes dos Conselhos Seccionais).
   
- O julgamento do processo disciplinar, já devidamente instruído pelas Subseções ou por relatores do próprio Conselho Seccional, compete ao TRIBUNAL DE ÉTICA E DISCIPLINA com “jurisdição” perante o Conselho Seccional competente .
 
- Após o trânsito em julgado , o Conselho Seccional informará a decisão ao Conselho em que mantiver o infrator sua inscrição principal, para que conste dos respectivos assentamentos.
1.4. Suspensão preventiva 
  
Se o fato praticado pelo advogado for de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia, em situações de notória gravidade perante a opinião pública, poderá ser SUSPENSO PREVENTIVAMENTE, nos termos do art. 70, §3º, do EAOAB. Prazo: 90 dias no máx.! 
 Decretação da medida: TED (Tribunal de Ética e Disciplina) do local de inscrição do advogado, devendo haver a prévia oitiva do representado.
 
1.5. Sigilo no processo disciplinar 
  
 durante o trâmite do processo disciplinar: acesso apenas pelas partes, seus procuradores e a autoridade judiciária competente;
 
 após o trânsito em julgado: em caso de aplicação de censura, o sigilo permanecerá perante terceiros, o que não ocorrerá em caso de aplicação de suspensão e exclusão. Nestes casos, haverá publicidade da imposição da sanção.
Em caso de instauração de processo disciplinar contra advogado, em caso de omissão das regras de regência, caberá a aplicação subsidiária:
Das regras de direito processual civil e processual penal
Das regras de direito processual penal e processo administrativo
Das regras de direito penal
Das regras de direito processual penal comum
Gabarito:
D) Das regras de direito processual penal comum
A competência para punir o advogado infrator é:
Da subseção em que for inscrito
Do Conselho Seccional em que for inscrito
Do Conselho Seccional do local da infração
Do Tribunal de Ética e Disciplina do local da infração
Gabarito:
C) Do Conselho Seccional do local da infração
Aula 15 – Processo Disciplinar - II 
1.6. Fases do Processo Disciplinar
Instauração
Instrução
Julgamento 
1.6.1. Instauração
 Formas: 
	a) de ofício
	b) mediante representação de qualquer autoridade ou pessoa interessada
- Vedação: “denúncia anônima” (ou representação apócrifa) 
1.6.2. Instrução
- Designação de um relator, que terá por incumbência presidir a instrução processual, vale dizer, a colheita das provas.
 
 Possibilidade de arquivamento liminar, pelo Presidente do Conselho Seccional ou Subseção (representação desprovida dos pressupostos mínimos de admissibilidade - indicação do infrator, identificação do representante, descrição da infração ética).
Determinação de notificação do acusado para apresentação de defesa prévia (prazo de 15 dias, ou mais, a juízo do relator). Podem ser arroladas até 5 testemunhas. 
Revelia em caso de não apresentação de defesa prévia (OBS: efeitos da revelia?). Relator indicará defensor dativo.
Despacho saneador. 
Relator pode, em parecer, opinar pelo indeferimento liminar da representação, o que competirá ao Presidente do Conselho Seccional ou Subseção.
 Colheita de prova oral caso tenham sido arroladas testemunhas, que serão ouvidas em audiência. 
 Apresentação de razões finais (prazo sucessivo de 15 (quinze) dias.
- Emissão de parecer preliminar e encaminhamento ao TED
1.6.3. Julgamento
- Presidente do TED designa um relator.
- Colocação do processo em pauta de julgamento, na primeira sessão seguinte, após o prazo de 20 (vinte) dias de seu recebimento pela Secretaria do Tribunal. 
-Notificação do representado pela Secretaria do TED, o que deverá ser realizado com antecedência mínima de 15 (quinze) dias da sessão da julgamento.
- Possibilidade de sustentação oral, na sessão de julgamento, pelo prazo de 15 (quinze) minutos, após ser lido o voto do relator.
- Encerrado o julgamento, os autos seguirão para a lavratura do acórdão, cuja ementa será levada a publicação no órgão oficial do Conselho Seccional competente. 
2. Recursos no processo disciplinar
Os recursos serão dirigidos:
- Ao Conselho Seccional –decisões proferidas pelo seu Presidente, pelo TED, ou pela diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência dos Advogados;
 
- Ao Conselho Federal –decisões definitivas proferidas pelo ConselhoSeccional, quando não tenham sido unânimes, ou, sendo unânimes, contrariarem o EAOAB, CED, Provimentos e decisões do Conselho Federal ou de outros Conselhos Seccionais.
 
2.1. Efeitos dos Recursos
Regra: duplo efeito (DEVOLUTIVO e SUSPENSIVO)
 Exceção: efeito meramente devolutivo (sem efeito suspensivo)
	a) matéria relativa a eleições;
	
	b) suspensão preventiva decidida pelo TED;
	
	c) cancelamento de inscrição quando obtida com falsa prova.
3. Revisão dos processos disciplinares findos 
  
Será cabível a revisão do processo disciplinar já transitado em julgado, nos termos do art. 73, §5o, do EAOAB, nos seguintes casos:
	a) erro de julgamento
	b) condenação baseada em falsas provas
 
- Não se admite revisão para a mera reapreciação das provas. Outrossim, à semelhança da revisão criminal do processo penal, a revisão de processo ético-disciplinar não tem prazo para ser requerida.
4. 4. Reabilitação 
 
- Requisito: aplicação definitiva de sanção (censura, suspensão ou exclusão) 
- Prazo: UM ANO após o cumprimento da sanção, devendo, para tanto, fazer provas de bom comportamento.
- Exclusão pela prática de crime: o pedido de reabilitação perante a OAB deverá ser acompanhado da prévia sentença concessiva de reabilitação criminal.
A prática de grave ato pelo advogado, com repercussão prejudicial à dignidade da advocacia junto à opinião pública, ensejará:
A exclusão do advogado dos quadros da OAB
A suspensão do advogado dos quadros da OAB pelo prazo de 12 meses
A suspensão preventiva do advogado, decretada pelo Conselho Seccional do local de sua inscrição
A suspensão preventiva do advogado, decretada pelo Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho Seccional em que for inscrito, pelo prazo máximo de 90 dias
Gabarito 
D) A suspensão preventiva do advogado, decretada pelo Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho Seccional em que for inscrito, pelo prazo máximo de 90 dias
Aula 16 – Sigilo Profissional 
Sigilo profissional (arts. 25 a 27, CED)
- O sigilo profissional corresponde ao dever do advogado de resguardar as informações de seu 
cliente recebidas no exercício de sua função. 
 Em outras palavras, os segredos/confidências não podem ser revelados pelo profissional a terceiros. 
2. Exceções ao dever de manutenção do sigilo profissional
O sigilo profissional poderá ser “rompido” pelo advogado nos seguintes casos:
	a) grave ameaça à vida
	b) grave ameaça à honra
	c) afronta pelo cliente
OBS: violação do sigilo = censura (art. 34, VII, do EAOAB).
3. Sigilo profissional e testemunho do advogado
- Nos termos do art. 26 do CED, se o advogado for chamado a prestar depoimento judicial (ampliando-se a depoimentos perante autoridades administrativas e policiais), poderá (e deverá) recusar-se a depor, em prol da manutenção do sigilo profissional, mesmo que autorizado pelo cliente.
- Dever de comparecer às audiências?
4. Revelação de segredos pelo advogado
O art. 27 do CED permite que o advogado revele segredos/confidências a ele feitas pelo cliente, desde que utilizados nos limites da defesa e contando com autorização do constituinte.
Requisitos:
	a) autorização do cliente
	b) revelação feita no interesse do cliente e nos limites da defesa
5. Prazo de duração do sigilo profissional
- O sigilo profissional é eterno, vale dizer, exceto nas situações já estudadas, não poderá ser rompido pelo advogado, sob pena de responder disciplinarmente pela falta (CENSURA).
6. A abstenção bienal
- Não é dado ao advogado demandar contra seu ex-cliente ou ex-empregador, mesmo com o término da relação contratual, pelo prazo de dois anos, o que se denomina de abstenção bienal.
- Contudo, mesmo esgotado o biênio, o advogado jamais poderá se utilizar de informações obtidas durante a relação com a outra parte em virtude do mandato ou contrato. Lembre-se: o sigilo é eterno! 
Em audiência criminal, o advogado do réu José foi por este “acusado” de ser coautor do crime que lhe foi imputado pelo Ministério Público, tratando-se de imputação mentirosa, cujo objetivo foi o de afastar a responsabilidade criminal. Assinale a alternativa correta:
José, em virtude do dever de sigilo profissional, jamais poderia revelar a conduta criminosa de seu cliente, devendo permanecer inerte frente à acusação
José, tendo em vista ter sido afrontado indevidamente pelo cliente, poderá revelar ao magistrado, até mesmo em sua defesa, a ação criminosa
José deverá resguardar o sigilo, mas renunciar ao mandato
José deverá resguardar o sigilo, mas substabelecer sem reserva de poderes. 
Gabarito
B) José, tendo em vista ter sido afrontado indevidamente pelo cliente, poderá revelar ao magistrado, até mesmo em sua defesa, a ação criminosa

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