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OABENÇOADAS
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1 
 
DICAS MATADORAS @OABaivouEU! 
AS MELHORES DICAS DE PARA A RETA FINAL DA OAB XXXIX
 
ÉTICA 
DICA 01 
DIREITOS DO ADVOGADO (Art. 6 e 7-A, do 
Estatuto e 15 ao 17 do Regimento) 
 
Todos são exatamente IGUAIS! Não há 
hierarquia nem subordinação entre advogados, 
magistrados e membros do Ministério Público. 
devendo todos tratar-se com consideração e 
respeito recíprocos. 
FIQUE ATENTO A INOVAÇÃO LEGAL: Parágrafo 
único, Art. 6º. As autoridades e os servidores 
públicos dos Poderes da República, os 
serventuários da Justiça e os membros do 
Ministério Público devem dispensar ao 
advogado, no exercício da profissão, 
tratamento compatível com a dignidade da 
advocacia e condições adequadas a seu 
desempenho, preservando e resguardando, de 
ofício, a imagem, a reputação e a integridade do 
advogado nos termos desta Lei. (Redação 
dada pela Lei nº 14.365, de 2022) 
Sempre lembre-se: Deve haver sempre o 
cuidado com a DIGNIDADE, RESPEITO e o 
TRATAMENTO dispensados ao ADVOGADO, 
notadamente no exercício e desempenho de 
sua profissão. 
O local do trabalho do advogado ou seu 
escritório é INVIOLÁVEL. Seus instrumentos de 
trabalho e correspondências também (seja lá 
qual for o meio - correspondência escrita, 
eletrônica, telefônica e telemática, desde que 
relativas ao exercício da advocacia). 
ATENÇÃO: Essa inviolabilidade é relativa, ou 
seja, havendo decisão fundamenta do Juízo (e 
presentes indícios de autoria e materialidade da 
prática de crime), exatamente com o que for 
buscado ou apreendido, é possível a “violação”. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL: Art. 7º, § 6º-A. A 
medida judicial cautelar que importe na 
violação do escritório ou do local de trabalho do 
advogado será determinada em hipótese 
excepcional, desde que exista fundamento em 
indício, pelo órgão acusatório (Incluído pela Lei 
nº 14.365, de 2022) 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL: § 6º-B. É vedada 
a determinação da medida cautelar prevista no 
§ 6º-A deste artigo se fundada exclusivamente 
em elementos produzidos em declarações do 
colaborador sem confirmação por outros meios 
de prova. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL: O representante 
da OAB referido acima tem o direito a ser 
respeitado pelos agentes responsáveis pelo 
cumprimento do mandado de busca e 
apreensão, sob pena de abuso de autoridade, e 
o dever de zelar pelo fiel cumprimento do objeto 
da investigação, bem como de impedir que 
documentos, mídias e objetos não relacionados 
à investigação, especialmente de outros 
processos do mesmo cliente ou de outros 
clientes que não sejam pertinentes à persecução 
penal, sejam analisados, fotografados, filmados, 
retirados ou apreendidos do escritório de 
advocacia. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL - § 6º-D: No caso 
de inviabilidade técnica quanto à segregação 
(SEPARAÇÃO) da documentação, da mídia ou 
dos objetos não relacionados à investigação, em 
razão da sua natureza ou volume, no momento 
da execução da decisão judicial de apreensão 
ou de retirada do material, a cadeia de custódia 
preservará o sigilo do seu conteúdo, 
assegurada a presença do representante da 
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2 
 
OAB, nos termos dos §§ 6º-F e 6º-G deste 
artigo. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL: § 6º-E. Na 
hipótese de inobservância do § 6º-D deste 
artigo pelo agente público responsável pelo 
cumprimento do mandado de busca e 
apreensão, o representante da OAB fará o 
relatório do fato ocorrido, com a inclusão dos 
nomes dos servidores, dará conhecimento à 
autoridade judiciária e o encaminhará à OAB 
para a elaboração de notícia-crime. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL: §6º-F. É 
garantido o direito de acompanhamento por 
representante da OAB e pelo profissional 
investigado durante a análise dos documentos e 
dos dispositivos de armazenamento de 
informação pertencentes a advogado, 
apreendidos ou interceptados, em todos os 
atos. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL: § 6º-G. A 
autoridade responsável informará, com 
antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) 
horas, à seccional da OAB a data, o horário e o 
local em que serão analisados os documentos e 
os equipamentos apreendidos, garantido o 
direito de acompanhamento, em todos os atos, 
pelo representante da OAB e pelo profissional 
investigado. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL: § 6º-H. Em casos 
de urgência devidamente fundamentada pelo 
juiz, a análise dos documentos e dos 
equipamentos apreendidos poderá acontecer 
em prazo inferior a 24 (vinte e quatro) horas, 
garantido o direito de acompanhamento, em 
todos os atos, pelo representante da OAB e 
pelo profissional investigado. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL: § 6º-I. ATENÇÃO 
– DELAÇÃO PREMIADA DE ADVOGADO: É 
vedado ao advogado efetuar colaboração 
premiada contra quem seja ou tenha sido seu 
cliente, e a inobservância disso importará em 
processo disciplinar, que poderá culminar com a 
aplicação do disposto no inciso III do caput do 
art. 35 desta Lei (PENA DE EXCLUSÃO DOS 
QUADROS DA OAB), sem prejuízo das penas 
previstas no art. 154 do Decreto-Lei n° 2.848, 
de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal). 
O advogado é livre para exercer sua profissão 
em qualquer território do País, bem como, 
pode ingressar livremente em qualquer órgão 
público, sala de sessões dos tribunais, salas de 
audiência, delegacias, e, ainda, assembléia ou 
reunião de que participe ou possa participar o 
seu cliente, ou perante a qual este deva 
comparecer, desde que munido de poderes 
especiais. 
O advogado pode se comunicar com seus 
clientes de forma pessoal e reservadamente, 
mesmo sem procuração (atente-se!), quando 
estes se acharem presos, detidos ou 
recolhidos em estabelecimentos civis ou 
militares, ainda que considerados 
incomunicáveis. 
Sobre a temática acima falada, assim a OAB 
cobrou no ano de 2021 (XXXII Exame de 
Ordem): 
O advogado Júnior foi procurado pela família de 
João, preso em razão da decretação de prisão 
temporária em certo estabelecimento prisional. 
Dirigindo-se ao local, Júnior foi informado que 
João é considerado um preso de alta 
periculosidade pelo sistema prisional, tendo em 
vista o cometimento de diversos crimes 
violentos, inclusive contra um advogado, 
integração a organização criminosa e 
descobrimento de um plano de fuga a ser 
executado pelo mesmo grupo. 
Diante de tais circunstâncias, o diretor do 
estabelecimento conduziu Júnior a uma sala 
especial, onde poderia conversar com João na 
presença de um agente prisional destinado a 
garantir a segurança do próprio Júnior e dos 
demais. Além disso, foi exigida a apresentação 
de procuração pelo advogado antes de deixar o 
estabelecimento prisional. 
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3 
 
Considerando o caso narrado, assinale a 
afirmativa correta. 
A) É exigível a apresentação de procuração. 
Quanto às condições exigidas para a realização 
da entrevista, por serem devidamente 
justificadas, não indicam violação de direitos. 
B) Não é exigível a apresentação de procuração. 
Já as condições exigidas para a realização da 
entrevista violam direitos e implicam o 
cometimento de fato penalmente típico pelo 
diretor do estabelecimento. 
C) É exigível a apresentação de procuração. Já as 
condições exigidas para a realização da 
entrevista indicam violação de direitos, devendo 
ser combatidas por meio das medidas judiciais 
cabíveis, tais como a impetração de habeas 
corpus. 
D) Não é exigível a apresentação de procuração. 
Já as condições exigidas para a realização da 
entrevista indicam violação de direitos, devendo 
ser combatidas por meio das medidas judiciais 
cabíveis, tais como a impetração de habeas 
corpus, não se tratando de fato tipificado 
penalmente. 
R: LETRA B. 
Se o advogado for preso em flagrante, por 
motivo ligado aoArt. 15: Nas sociedades de advogados, a 
escolha do sócio-administrador poderá recair 
sobre advogado que atue como servidor da 
administração direta, indireta e fundacional, 
desde que não esteja sujeito ao regime de 
dedicação exclusiva, não lhe sendo aplicável o 
disposto no inciso X do caput do art. 117 da Lei 
nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, no que se 
refere à sociedade de advogados. (REFERIDO 
ARTIGO PROÍBE QUE O SERVIDOR PÚBLICO 
PARTICIPE DE GERÊNCIA OU ADMINISTRAÇÃO 
DE SOCIEDADE PRIVADA, PERSONIFICADA OU 
NÃO PERSONIFICADA, ALÉM DE EXERCER O 
COMÉRCIO) – OU SEJA, a escolha do sócio-
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administrador poderá recair sobre advogado 
que atue como servidor da administração 
direta, indireta e fundacional se este não estiver 
sujeito ao regime de dedicação exclusiva – 
Portanto, o servidor pode ser sócio 
administrador de sociedade de advocacia SE 
NÃO FOR SUBMETIDO AO REGIME DE 
DEDICAÇÃO EXCLUSIVA! 
§ 9º A sociedade de advogados e a sociedade 
unipessoal de advocacia deverão recolher seus 
tributos sobre a parcela da receita que 
EFETIVAMENTE lhes couber, com a exclusão da 
receita que for transferida a outros advogados 
ou a sociedades que atuem em forma de 
parceria para o atendimento do cliente – AQUI 
é bem simples de entender: EXCLUSÃO DO QUE 
É DOS OUTROS; TRIBUTO SOMENTE SOBRE O 
QUE REAL E EFETIVAMENTE CABE À SOCIEDADE! 
§ 10. Cabem ao Conselho Federal da OAB a 
fiscalização, o acompanhamento e a definição 
de parâmetros e de diretrizes da relação 
jurídica mantida entre advogados e sociedades 
de advogados ou entre escritório de advogados 
sócios e advogado associado, inclusive no que 
se refere ao cumprimento dos requisitos 
norteadores da associação sem vínculo 
empregatício autorizada expressamente neste 
artigo – TAMBÉM BEM SIMPLES: Cabe ao 
Conselho Federal fiscalizar, acompanhar e 
definir os parâmetros das relações mantidas 
entre a Sociedade e seus advogados. HÁ SIM A 
POSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO DE 
ADVOGADO SEM VÍNCULO DE EMPREGO 
(Popular advogado associado). 
§ 11. Não será admitida a averbação do 
contrato de associação que contenha, em 
conjunto, os elementos caracterizadores de 
relação de emprego previstos na Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo 
Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. 
§ 12. A sociedade de advogados e a sociedade 
unipessoal de advocacia podem ter como sede, 
filial ou local de trabalho espaço de uso 
individual ou compartilhado com outros 
escritórios de advocacia ou empresas 
(COWORKS, por exemplo), desde que 
respeitadas as hipóteses de SIGILO previstas 
nesta Lei e no Código de Ética e Disciplina. 
Art. 17-A. O advogado poderá associar-se a uma 
ou mais sociedades de advogados ou 
sociedades unipessoais de advocacia, sem que 
estejam presentes os requisitos legais de vínculo 
empregatício, para prestação de serviços e 
participação nos resultados, na forma do 
Regulamento Geral e de Provimentos do 
Conselho Federal da OAB. 
OBS – ART. 39, RGOAB: A sociedade de 
advogados pode associar-se com advogados, 
sem vínculo de emprego, para participação nos 
resultados. Os contratos referidos neste artigo 
são averbados no registro da sociedade de 
advogados. 
Art. 17-B. A associação de que trata o art. 17-A 
desta Lei dar-se-á por meio de pactuação de 
CONTRATO PRÓPRIO, que poderá ser de 
caráter geral ou restringir-se a determinada 
causa ou trabalho e que deverá ser registrado 
no Conselho Seccional da OAB em cuja base 
territorial tiver sede a sociedade de advogados 
que dele tomar parte. LEMBRE-SE: SÃO TRÊS 
REQUISITOS – 1) CONTRATO PRÓPRIO; 2) 
CARÁTER GERAL OU DETERMINADA CAUSA OU 
TRABALHO ESPECÍFICO; 2) REGISTRO NO 
CONSELHO SECCIONAL DA SEDE DA SOCIEDADE 
DE ADVOGADOS. 
Parágrafo único. No contrato de associação, o 
advogado sócio ou associado e a sociedade 
pactuarão as condições para o desempenho da 
atividade advocatícia e estipularão livremente 
os critérios para a partilha dos resultados dela 
decorrentes, devendo o contrato conter, no 
mínimo: 
I - qualificação das partes, com referência 
expressa à inscrição no Conselho Seccional da 
OAB competente; 
II - especificação e delimitação do serviço a ser 
prestado (O QUE É O SERVIÇO OU TRABALHO); 
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III - forma de repartição dos riscos e das receitas 
entre as partes, vedada a atribuição da 
totalidade dos riscos ou das receitas 
exclusivamente a uma delas; 
IV - responsabilidade pelo fornecimento de 
condições materiais e pelo custeio das 
despesas necessárias à execução dos serviços; 
V - prazo de duração do contrato. 
 
DICA 10 
INSCRIÇÃO (Art. 8º AO 14º, EAOAB) 
 
INSCRIÇÃO DO ADVOGADO: O Art. 8º, do 
EAOAB, enumera os requisitos necessários para 
a inscrição nos quadros de advogado. 
São eles: capacidade civil; diploma ou certidão 
de graduação em direito, obtido em instituição 
de ensino oficialmente autorizada e 
credenciada; título de eleitor e quitação do 
serviço militar, se brasileiro; aprovação em 
Exame de Ordem; não exercer atividade 
incompatível com a advocacia; idoneidade 
moral; e prestar compromisso perante o 
conselho. 
OBS: Não atende ao requisito de idoneidade 
moral aquele que tiver sido condenado por 
crime infamante, salvo reabilitação judicial. 
OBS: A inidoneidade moral PODE SER suscitada 
por qualquer pessoa, devendo ser declarada 
mediante decisão que obtenha no mínimo 
dois terços dos votos de todos os membros 
do conselho competente. 
OBS: O estrangeiro ou brasileiro, quando não 
graduado em direito no Brasil, deve fazer prova 
do título de graduação, obtido em instituição 
estrangeira, devidamente revalidado, além de 
atender aos demais requisitos acima citados. 
OBS: Quem regulamenta o EXAME DE ORDEM 
é o Conselho Federal da OAB. 
Existem TRÊS TIPOS DE INSCRIÇÃO PARA O 
ADVOGADO: Principal, suplementar e por 
transferência. 
A inscrição principal do advogado deve ser 
feita no Conselho Seccional em cujo território 
pretende estabelecer o seu domicílio 
profissional (Considera-se domicílio profissional 
a sede principal da atividade de advocacia, 
prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa 
física do advogado). 
A inscrição suplementar deverá ser promovida 
nos Conselhos Seccionais em cujos territórios 
passar a exercer habitualmente a profissão, 
considerando-se habitualidade a intervenção 
judicial que exceder de cinco causas por ano (SE 
O ADVOGADO TIVER MAIS DE CINCO CAUSAS 
EM OUTRO ESTADO, POR ANO, DEVE MANTER A 
INSCRIÇÃO SUPLEMENTAR). GALERA, FIQUEM 
LIGADOS: É MAIS DE CINCO, ou seja, o 
advogado poderá atuar em até 5 causas por 
ano em cada uma das demais seccionais 
existentes no país, sendo a sua inscrição 
apenas na seccional de origem. 
A inscrição por transferência ocorre em caso de 
mudança efetiva de domicílio profissional para 
outra unidade federativa (o advogado deve 
requerer a transferência de sua inscrição para o 
Conselho Seccional correspondente). 
COMO CAIU NA PROVA (XXIV EXAME DE 
ORDEM/2017): 
O advogado Gennaro exerce suas atividades em 
sociedade de prestação de serviços de 
advocacia, sediada na capital paulista. Todas as 
demandas patrocinadas por Gennaro tramitam 
perante juízos com competência em São Paulo. 
Todavia, recentemente, a esposa de Gennaro 
obteve trabalho no Rio de Janeiro. 
Após buscarem a melhor solução, o casal 
resolveu que fixaria sua residência, com ânimo 
definitivo, na capital fluminense, cabendo a 
Gennaro continuar exercendo as mesmas 
funções no escritório de São Paulo. Nos dias em 
que não tem atividades profissionais, o 
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advogado, valendo-se da ponte área, retorna ao 
domicílio do casal no Rio de Janeiro. 
Considerando o caso narrado, assinale a 
afirmativacorreta. 
Alternativas 
A) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que 
Gennaro requeira a transferência de sua 
inscrição principal como advogado para o 
Conselho Seccional do Rio de Janeiro. 
B) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que 
Gennaro requeira a inscrição suplementar como 
advogado junto ao Conselho Seccional do Rio de 
Janeiro. 
C) O Estatuto da Advocacia e da OAB impõe que 
Gennaro requeira a inscrição suplementar como 
advogado junto ao Conselho Federal da OAB. 
D) O Estatuto da Advocacia e da OAB não impõe 
que Gennaro requeira a transferência de sua 
inscrição principal ou requeira inscrição 
suplementar. 
R: LETRA D. 
INSCRIÇÃO DO ESTAGIÁRIO: O Art. 9º, do 
EAOAB, enumera os requisitos necessários para 
a inscrição nos quadros de estagiário. 
Os requisitos são os mesmos do advogado, COM 
EXCEÇÃO do diploma ou certidão de 
graduação em direito, obtido em instituição 
de ensino oficialmente autorizada e 
credenciada e da aprovação no exame de 
ordem. 
O estágio profissional de advocacia TEM 
DURAÇÃO DE DOIS ANOS e deve ser realizado 
nos últimos anos do curso jurídico, pode ser 
mantido pelas respectivas instituições de ensino 
superior, pelos Conselhos da OAB, ou por 
setores, órgãos jurídicos e escritórios de 
advocacia credenciados pela OAB, sendo 
obrigatório o estudo deste Estatuto e do 
Código de Ética e Disciplina. 
A inscrição do estagiário é feita no Conselho 
Seccional em cujo território se localize seu 
curso jurídico. 
O aluno de curso jurídico que exerça 
atividade incompatível com a advocacia 
(elencadas no artigo 28, do EAOAB) pode 
frequentar o estágio ministrado pela respectiva 
instituição de ensino superior, para fins de 
aprendizagem, vedada a inscrição na OAB. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL – Art. 9º, § 5º: 
Em caso de pandemia ou em outras situações 
excepcionais que impossibilitem as atividades 
presenciais, declaradas pelo poder público, o 
estágio profissional poderá ser realizado no 
regime de teletrabalho ou de trabalho a 
distância em sistema remoto ou não, por 
qualquer meio telemático, sem configurar 
vínculo de emprego a adoção de qualquer uma 
dessas modalidades. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL – Art. 9º, § 6º: 
Se houver concessão, pela parte contratante ou 
conveniada, de equipamentos, sistemas e 
materiais ou reembolso de despesas de 
infraestrutura ou instalação, todos destinados a 
viabilizar a realização da atividade de estágio 
prevista no § 5º deste artigo, essa informação 
deverá constar, expressamente, do convênio 
de estágio e do termo de estágio. 
ATENÇÃO: O documento de identidade 
profissional é de uso obrigatório no exercício 
da atividade de advogado ou de estagiário e 
constitui prova de identidade civil para todos os 
fins legais. 
Os atos de advocacia, previstos no art. 1º do 
Estatuto, podem ser subscritos por estagiário 
inscrito na OAB, em conjunto com o advogado 
ou o defensor público (Art. 3º, §2º, do 
Estatuto). 
Vejamos como a OAB cobrou o tema, no XXX 
Exame de Ordem: 
Júnior é bacharel em Direito. Formou-se no 
curso jurídico há seis meses e não prestou, 
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ainda, o Exame de Ordem para sua inscrição 
como advogado, embora pretenda fazê-lo em 
breve. Por ora, Júnior é inscrito junto à OAB 
como estagiário e exerce estágio profissional de 
advocacia em certo escritório credenciado pela 
OAB, há um ano. Nesse exercício, poucas 
semanas atrás, juntamente com o advogado 
José dos Santos, devidamente inscrito como tal, 
prestou consultoria jurídica sobre determinado 
tema, solicitada por um cliente do escritório. Os 
atos foram assinados por ambos. Todavia, o 
cliente sentiu-se lesado nessa consultoria, 
alegando culpa grave na sua elaboração. 
Considerando o caso hipotético, bem como a 
disciplina do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a opção correta. 
Alternativas 
A) Júnior não poderia atuar como estagiário e 
deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade 
pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é de José. 
B) Júnior não poderia atuar como estagiário e 
deverá responder em âmbito disciplinar por 
essa atuação indevida. Já a responsabilidade 
pelo conteúdo da atuação na atividade de 
consultoria praticada é solidária entre Júnior e 
José. 
C) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a 
responsabilidade pelo conteúdo da atuação na 
atividade de consultoria praticada é solidária 
entre Júnior e José. 
D) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a 
responsabilidade pelo conteúdo da atuação na 
atividade de consultoria praticada é de José. 
R: LETRA D. 
Os atos de advocacia, previstos no art. 1º do 
Estatuto (postulação à órgão do Poder Judiciário 
e aos juizados especiais e atividades de 
consultoria, assessoria e direção jurídicas), 
podem ser subscritos por estagiário inscrito na 
OAB, em conjunto com o advogado ou o 
defensor público e sob responsabilidade 
destes. 
O estagiário inscrito na OAB pode praticar 
isoladamente os seguintes atos, sob a 
responsabilidade do advogado: 
I – retirar e devolver autos em cartório, 
assinando a respectiva carga; 
II – obter junto aos escrivães e chefes de 
secretarias certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos; 
III – assinar petições de juntada de documentos 
a processos judiciais ou administrativos. 
Para ATOS EXTRAJUDICIAIS, o estagiário pode 
comparecer isoladamente, quando receber 
autorização ou substabelecimento do 
advogado. 
 
DICA 11 
CANCELAMENTO DE INSCRIÇÃO (Art. 11º, 
EAOAB) 
 
Cancela-se a inscrição do profissional que: 
I – assim o requerer; 
II – sofrer penalidade de exclusão; 
III – falecer; 
IV – passar a exercer, em caráter definitivo, 
atividade incompatível com a advocacia 
(LEMBRE-SE, AS ATIVIDADES INCOMPATÍVEIS 
ESTÃO ELENCADAS NO ART. 28); 
V – perder qualquer um dos requisitos 
necessários para inscrição. 
Obs: No caso das hipóteses dos incisos II, III e 
IV, o cancelamento deve ser promovido, de 
ofício, pelo Conselho competente ou em 
virtude de comunicação por qualquer pessoa. 
VEJA COMO CAIU NA OAB, no XXXIII Exame de 
Ordem, em 2021: 
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27 
 
Carlos é aluno do primeiro período do curso de 
Direito. Vinícius é bacharel em Direito, que ainda 
não realizou o Exame da Ordem. Fernanda é 
advogada inscrita na OAB. Todos eles são 
aprovados em concurso público realizado por 
Tribunal de Justiça para o preenchimento de 
vagas de Técnico Judiciário. 
Após a investidura de Carlos, Vinícius e Fernanda 
em tal cargo efetivo e, enquanto permanecerem 
em atividade, é correto afirmar que 
Alternativas 
A) Carlos não poderá frequentar o estágio 
ministrado pela instituição de ensino superior 
em que está matriculado. 
B) Vinícius preencherá os requisitos necessários 
para ser inscrito como advogado na OAB, caso 
venha a ser aprovado no Exame da Ordem. 
C) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB 
cancelada de ofício ou em virtude de 
comunicação que pode ser feita por qualquer 
pessoa. 
D) Fernanda deverá ter sua inscrição na OAB 
suspensa, restaurando-se o número em caso de 
novo pedido. 
R: LETRA C. 
Além disso, o tema foi novamente cobrado no 
38º Exame de Ordem, em 2023: 
Lucas, estagiário de Direito, descobre que 
Patrícia, advogada que o supervisiona, teve sua 
inscrição na OAB cancelada. Na intenção de 
auxiliar Patrícia a restabelecer o exercício da 
advocacia, Lucas passa a estudar a legislação 
que disciplina o tema. 
Sobre o cancelamento da inscrição, Lucas 
concluiu, corretamente, que 
(A) deve ter motivo justificado, caso seja 
solicitada pelo profissional. 
(B) a aplicação de penalidade de exclusão 
impossibilita um novo pedido de inscrição. 
(C) deve ser promovido, de ofício, pelo conselho 
competente, caso decorra do exercício de 
atividadeincompatível com a advocacia. 
(D) será restaurado o número cancelado, caso 
seja feito um novo pedido de inscrição. 
R: LETRA C. 
Na hipótese de novo pedido de inscrição – 
que não restaura o número de inscrição 
anterior – deve o interessado fazer prova dos 
requisitos dos incisos I, V, VI e VII do art. 8º, do 
EAOAB. 
Em se tratando de EXCLUSÃO, o novo pedido 
de inscrição também deve ser acompanhado 
de provas de reabilitação! 
ATENÇÃO: SE O ADVOGADO NÃO PAGAR AS 
ANUIDADES E DÉBITOS, O QUE ACONTECE? 
Isso é regulado pelo RGOAB, artigo 24, que diz 
que “O advogado, regularmente notificado, 
deve quitar seu débito relativo às anuidades, 
no prazo de 15 dias da notificação, sob pena de 
suspensão, aplicada em processo disciplinar”. 
Portanto, após a REGULAR NOTIFICAÇÃO DO 
DÉBITO, O ADVOGADO DEVE PROCEDER COM 
A QUITAÇÃO EM ATÉ QUINZE DIAS, SOB PENA 
DE PUNIÇÃO. AINDA, DE BOM ALVITRE 
REGISTRAR QUE CANCELA-SE A INSCRIÇÃO 
QUANDO OCORRER A TERCEIRA SUSPENSÃO, 
RELATIVA AO NÃO PAGAMENTO DE 
ANUIDADES DISTINTAS. 
MAS FIQUE ATENTO, O STF DECRETOU NO “RE” 
647.885 QUE: “É inconstitucional a suspensão 
realizada por conselho de fiscalização 
profissional do exercício laboral de seus 
inscritos por inadimplência de anuidades, pois 
a medida consiste em sanção política em 
matéria tributária.” 
Fique atento, portanto, a FORMA que a 
questão irá abordar o tema! 
 
DICA 12 
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28 
 
LICENCIAMENTO (Art. 12º, EAOAB) 
 
Art. 12. Licencia-se o profissional que: 
I – assim o requerer, por motivo justificado; 
II – passar a exercer, em caráter temporário, 
atividade incompatível com o exercício da 
advocacia; 
III – sofrer doença mental considerada curável. 
A licença é o afastamento temporário das 
atividades da advocacia. 
O advogado fica desobrigado de pagar as 
contribuições no período que estiver afastado. 
Confere aí como caiu na OAB, no XXX Exame de 
Ordem, em 2019: 
Jailton, advogado, após dez anos de exercício da 
advocacia, passou a apresentar 
comportamentos incomuns. Após avaliação 
médica, ele foi diagnosticado com uma doença 
mental curável, mediante medicação e 
tratamento bastante demorado. 
Segundo as disposições do Estatuto da 
Advocacia e da OAB, o caso do advogado Jailton 
incide em causa de 
Alternativas 
A) suspensão do exercício profissional. 
B) impedimento para o exercício profissional. 
C) cancelamento da inscrição profissional. 
D) licença do exercício profissional. 
R: LETRA D. 
Veja, inclusive, que o tema foi NOVAMENTE 
cobrado no 38º Exame de Ordem: 
O advogado Alex encontra-se licenciado junto à 
OAB. Assinale a opção que, corretamente, 
apresenta uma causa para o licenciamento de 
Alex. 
(A) O requerimento de licenciamento, 
independentemente de motivação, formulado 
por Alex. 
(B) O fato de Alex passar a sofrer de doença 
física incurável. 
(C) O exercício por Alex, de forma definitiva, de 
atividade incompatível com a advocacia. 
(D) O fato de Alex passar a sofrer de doença 
mental curável. 
R: LETRA D. 
 
DICA 13 
ÉTICA DO ADVOGADO (Art. 31º ao 33º, EAOAB) 
 
O advogado deve proceder de forma que o torne 
merecedor de respeito e que contribua para o 
prestígio da classe e da advocacia. 
O advogado é indispensável à administração da 
justiça. 
No seu ministério privado, o advogado presta 
serviço público e exerce função social. 
O advogado pode contribuir com o processo 
legislativo e com a elaboração de normas 
jurídicas, no âmbito dos Poderes da República. 
O advogado é responsável pelos atos que, no 
exercício profissional, praticar com dolo ou 
culpa. 
Obs: Em caso de lide temerária, o advogado 
será solidariamente responsável com seu 
cliente, desde que coligado com este para lesar 
a parte contrária, o que será apurado em ação 
própria. 
Veja que EXATAMENTE ASSIM foi cobrado no 
XXXIII Exame de ordem, em 2021: 
Antônio, residente no Município do Rio de 
Janeiro, ajuizou em tal foro, assistido pelo 
advogado Bernardo, ação ordinária em face do 
Banco Legal, com pedido de pagamento de 
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29 
 
indenização por danos morais supostamente 
sofridos por ter sido ofendido por segurança 
quando tentava ingressar em agência bancária 
localizada em Niterói. 
Ao despachar a petição inicial, o juiz verificou 
que Antônio ocultou a circunstância de que já 
havia proposto, perante um dos juizados 
especiais cíveis da comarca de Niterói, outra 
ação em face do Banco Legal em razão dos 
mesmos fatos, na qual o pedido indenizatório foi 
julgado improcedente, em decisão que já havia 
transitado em julgado quando ajuizada a ação 
no Rio de Janeiro. 
Em tal situação, caso se comprove que Bernardo 
agiu de forma coligada com Antônio para lesar o 
Banco Legal, Bernardo será responsabilizado 
Alternativas 
A) solidariamente com Antônio, conforme 
apurado em ação própria. 
B) solidariamente com Antônio, conforme 
apurado nos próprios autos. 
C) subsidiariamente com Antônio, conforme 
apurado em ação própria. 
D) subsidiariamente em relação a Antônio, 
conforme apurado nos próprios autos. 
R: LETRA A. 
O tema foi novamente abordado no 36º Exame 
e, claro, quem estuda pelo DICAS acertou com 
FACILIDADE: 
O advogado João ajuizou uma lide temerária em 
favor de seu cliente Flávio. Sobre a 
responsabilização de João, assinale a afirmativa 
correta. 
A) João será solidariamente responsável com 
Flávio apenas se provado conluio para lesar a 
parte contrária. 
B) João será solidariamente responsável com 
Flávio independentemente de prova de conluio 
para lesar a parte contrária. 
C) João será responsável subsidiariamente a 
Flávio apenas se provado conluio para lesar a 
parte contrária. 
D) Flávio será responsabilizado 
subsidiariamente a João independentemente de 
prova de conluio para lesar a parte contrária. 
R: LETRA A. 
De mais a mais, cumpre salientar que o 
advogado é indispensável à administração da 
Justiça, é defensor do Estado Democrático de 
Direito, dos direitos humanos e garantias 
fundamentais, da cidadania, da moralidade, da 
Justiça e da paz social, cumprindo-lhe exercer o 
seu ministério em consonância com a sua 
elevada função pública e com os valores que 
lhe são inerentes. 
São DEVERES do advogado (art. 2º, CED): 
I – preservar, em sua conduta, a honra, a 
nobreza e a dignidade da profissão, zelando pelo 
caráter de essencialidade e indispensabilidade 
da advocacia; 
II – atuar com destemor, independência, 
honestidade, decoro, veracidade, lealdade, 
dignidade e boa-fé; 
III – velar por sua reputação pessoal e 
profissional; 
IV – empenhar-se, permanentemente, no 
aperfeiçoamento pessoal e profissional; 
V – contribuir para o aprimoramento das 
instituições, do Direito e das leis; 
VI – estimular, a qualquer tempo, a conciliação 
e a mediação entre os litigantes, prevenindo, 
sempre que possível, a instauração de litígios; 
VII – desaconselhar lides temerárias, a partir de 
um juízo preliminar de viabilidade jurídica; 
VIII – abster-se de: 
a) utilizar de influência indevida, em seu 
benefício ou do cliente; 
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30 
 
b) vincular seu nome ou nome social a 
empreendimentos sabidamente escusos; (NR)2 
c) emprestar concurso aos que atentem contra 
a ética, a moral, a honestidade e a dignidade da 
pessoa humana; 
d) entender-se diretamente com a parte adversa 
que tenha patrono constituído, sem o 
assentimento deste; 
e) ingressar ou atuar em pleitos administrativos 
ou judiciais perante autoridades com as quais 
tenha vínculos negociais ou familiares; 
f) contratar honorários advocatícios em valores 
aviltantes. 
IX – pugnar pela solução dos problemas da 
cidadania e pela efetivação dos direitos 
individuais, coletivos e difusos; 
X – adotar conduta consentâneacom o papel de 
elemento indispensável à administração da 
Justiça; 
XI – cumprir os encargos assumidos no âmbito 
da Ordem dos Advogados do Brasil ou na 
representação da classe; 
XII – zelar pelos valores institucionais da OAB e 
da advocacia; 
XIII – ater-se, quando no exercício da função de 
defensor público, à defesa dos necessitados. 
O advogado, ainda que vinculado ao cliente ou 
constituinte, mediante relação empregatícia ou 
por contrato de prestação permanente de 
serviços, ou como integrante de departamento 
jurídico, ou de órgão de assessoria jurídica, 
público ou privado, deve zelar pela sua 
liberdade e independência. 
É legítima a recusa, pelo advogado, do 
patrocínio de causa e de manifestação, no 
âmbito consultivo, de pretensão concernente a 
direito que também lhe seja aplicável ou 
contrarie orientação que tenha manifestado 
anteriormente. 
O exercício da advocacia é incompatível com 
qualquer procedimento de mercantilização. 
É defeso (proibido) ao advogado expor os fatos 
em Juízo ou na via administrativa falseando 
deliberadamente a verdade e utilizando de má-
fé. 
É vedado o oferecimento de serviços 
profissionais que implique, direta ou 
indiretamente, angariar ou captar clientela. 
 
DICA 14 
INFRAÇÃO ÉTICA OU DISCIPLINAR (Art. 34º ao 
43º, EAOAB) 
 
As Infrações Disciplinares são devidamente 
elencadas no estatuto (art. 34), sendo aplicáveis 
apenas aos inscritos nos quadros da OAB 
(advogados e estagiários). 
As infrações são puníveis com censura, 
suspensão ou exclusão dos quadros da OAB, 
além de multa (Art. 35). 
A censura tem natureza é uma infração do tipo 
leve, sendo cabível nos casos das infrações 
definidas nos incisos I a XVI e XXIX do art. 34; 
violação a preceito do Código de Ética e 
Disciplina; violação a preceito do ESTATUTO, 
quando para a infração não se tenha 
estabelecido sanção mais grave. 
ATENÇÃO: A censura pode ser convertida em 
advertência, em ofício reservado, sem registro 
nos assentamentos do inscrito, quando 
presente circunstância atenuante. 
ATENÇÃO: Nos casos de infração ético-
disciplinar punível com censura, será 
admissível a celebração de termo de 
ajustamento de conduta, se o fato apurado não 
tiver gerado repercussão negativa à advocacia. 
Veja que o entendimento acima foi COBRADO 
no XXXIV Exame de Ordem, em 2022: 
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31 
 
O advogado Pedro praticou infração disciplinar 
punível com censura, a qual gerou repercussão 
bastante negativa à advocacia, uma vez que 
ganhou grande destaque na mídia nacional. Por 
sua vez, o advogado Hélio praticou infração 
disciplinar punível com suspensão, a qual não 
gerou maiores repercussões públicas, uma vez 
que não houve divulgação do caso para além dos 
atores processuais envolvidos. 
Considerando a situação hipotética narrada, 
assinale a afirmativa correta. 
Alternativas 
A) É admissível a celebração de termo de 
ajustamento de conduta tanto por Pedro como 
por Hélio. 
B) Não é admissível a celebração de termo de 
ajustamento de conduta por Pedro nem por 
Hélio. 
C) É admissível a celebração de termo de 
ajustamento de conduta por Pedro, mas não é 
admissível a celebração de termo de 
ajustamento de conduta por Hélio. 
D) É admissível a celebração de termo de 
ajustamento de conduta por Hélio, mas não é 
admissível a celebração de termo de 
ajustamento de conduta por Pedro. 
R: LETRA B. 
EM RESUMO, O TAC (TERMO DE AJUSTE DE 
CONDUTA) SÓ É CABÍVEL QUANDO A 
INFRAÇÃO ÉTICO-DISCIPLINAR FOR PUNIDA 
COM CENSURA E SEM REPERCUSSÃO 
NEGATIVA À ADVOCACIA (Art. 58-A, CEDOAB). 
A suspensão é aplicável nos casos de: 
I - infrações definidas nos incisos XVII a XXV e 
XXX do caput do art. 34 desta Lei, QUAIS SEJAM: 
1) prestar concurso a clientes ou a terceiros 
para realização de ato contrário à lei ou 
destinado a fraudá-la, 2) solicitar ou receber de 
constituinte qualquer importância para 
aplicação ilícita ou desonesta, 3) receber 
valores, da parte contrária ou de terceiro, 
relacionados com o objeto do mandato, sem 
expressa autorização do constituinte, 4) 
locupletar-se, por qualquer forma, à custa do 
cliente ou da parte adversa, por si ou interposta 
pessoa, 5) recusar-se, injustificadamente, a 
prestar contas ao cliente de quantias recebidas 
dele ou de terceiros por conta dele, 6) reter, 
abusivamente, ou extraviar autos recebidos 
com vista ou em confiança, 7) deixar de pagar 
as contribuições, multas e preços de serviços 
devidos à OAB, depois de regularmente 
notificado a fazê-lo, 8) incidir em erros 
reiterados que evidenciem inépcia profissional, 
9) manter conduta incompatível com a 
advocacia e 10) praticar assédio moral, assédio 
sexual ou discriminação. 
II - reincidência em infração disciplinar. 
Assim, correta a letra B. 
MACETINHO PRA DECORAR CASOS DE 
SUSPENSÃO: 
F → Fraudar a lei → SUSPENSÃO 
R → Reter autos/REINCIDÊNCIA EM INFRAÇÃO 
→ SUSPENSÃO 
I → Inépcia profissional → SUSPENSÃO 
C → Conduta incompa vel → SUSPENSÃO 
A → Assédio moral, sexual e discriminação → 
SUSPENSÃO 
+ Tudo que envolve GRANA → SUSPENSÃO 
 
A suspensão acarreta ao infrator a interdição 
do exercício profissional, em todo o território 
nacional, pelo prazo de trinta dias a doze 
meses. 
VEJA QUE NO EXAME XXXIV, EM 2022, A OAB 
VEIO COM UMA “CASCA DE BANANA” EM UMA 
QUESTÃO: 
Aline, advogada inscrita na OAB, poderá praticar 
validamente, durante o período em que estiver 
cumprindo sanção disciplinar de suspensão, o 
seguinte ato: 
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32 
 
Alternativas 
A) impetrar habeas corpus perante o Superior 
Tribunal de Justiça. 
B) visar ato constitutivo de cooperativa, para 
que seja levado a registro. 
C) complementar parecer que elaborara em 
resposta à consulta jurídica. 
D) interpor recurso com pedido de reforma de 
sentença que lhe foi desfavorável em processo 
no qual atuava em causa própria. 
R: LETRA A. Veja que a OAB queria, através do 
enunciado, notadamente da pena de 
SUPENSÃO, onde o advogado infrator fica 
interditado de exercer o seu mister, confundir o 
Oabeiro. Contudo, conforme já estudamos, de 
acordo com o art. 1º, § 1º, do Estatuto da OAB, 
NÃO se inclui na atividade privativa de 
advocacia a impetração de habeas corpus em 
qualquer instância ou tribunal. Portanto, ainda 
que suspenso, o advogado PODERÁ impetrar o 
HABEAS CORPUS. 
OBS: Nas hipóteses dos incisos XXI (recusar-se, 
injustificadamente, a prestar contas ao cliente 
de quantias recebidas dele ou de terceiros por 
conta dele) e XXIII (deixar de pagar as 
contribuições, multas e preços de serviços 
devidos à OAB, depois de regularmente 
notificado a fazê-lo) do art. 34, a suspensão 
perdura até que satisfaça integralmente a 
dívida, inclusive com a correção monetária. 
Na hipótese do inciso XXIV (incidir em erros 
reiterados que evidenciem inépcia profissional) 
do art. 34, a suspensão perdura até que preste 
novas provas de habilitação. 
A exclusão é a mais grave das penalidades e é 
aplicável nos casos de aplicação, por três vezes, 
de suspensão e das infrações definidas nos 
incisos XXVI a XXVIII do art. 34, do estatuto. 
Vejamos como foi cobrado na prova da OAB, 
Exame XXVIII: 
Gabriel, advogado, teve aplicada contra si 
penalidade de suspensão, em razão da prática 
das seguintes condutas: atuar junto a cliente 
para a realização de ato destinado a fraudar a 
lei; recusar-se a prestar contas ao cliente de 
quantias recebidas dele e incidir em erros 
reiterados que evidenciaram inépcia 
profissional. 
Antes de decorrido o prazo para que pudesse 
requerer a reabilitação quanto à aplicação 
dessas sanções e após o trânsito em julgado das 
decisões administrativas, instaurou-se contra 
ele, em razão dessas punições prévias, novo 
processo disciplinar. 
Com base no caso narrado, assinale a opção que 
indica a penalidade disciplinar a ser aplicada. 
Alternativas 
A)De exclusão, para a qual é necessária a 
manifestação da maioria absoluta dos membros 
do Conselho Seccional competente. 
B) De suspensão, que o impedirá de exercer o 
mandato e implicará o cancelamento de sua 
inscrição na OAB. 
C) De exclusão, ficando o pedido de nova 
inscrição na OAB condicionado à prova de 
reabilitação. 
D) De suspensão, que o impedirá de exercer o 
mandato e o impedirá de exercer a advocacia 
em todo o território nacional, pelo prazo de 
doze a trinta meses. 
R: LETRA C: 
Art. 38 - A EXCLUSÃO É APLICÁVEL nos casos de: 
I - aplicação, por três vezes, de suspensão; 
II - infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII 
do art. 34, quais sejam: 1) fazer falsa prova de 
qualquer dos requisitos para inscrição na OAB 
2) tornar-se moralmente inidôneo para o 
exercício da advocacia 3) praticar crime 
infamante 4) Colaboração premiada contra seu 
cliente pode gerar pena de exclusão também 
(artigo 7º, § 6º-I c/c art. 35, III): 
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33 
 
F - Falsa prova de requisito para inscrição OAB. 
I - Inidoneidade moral. 
C - Crime infamante. 
C - Colaboração premiada contra seu cliente. 
Para a aplicação de exclusão é necessária a 
manifestação favorável de dois terços dos 
membros do Conselho Seccional competente. 
Com a exclusão o advogado tem a inscrição 
cancelada. 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Fica impedido de 
exercer o mandato o profissional a quem 
forem aplicadas as sanções disciplinares de 
suspensão ou exclusão. 
A multa é aplicável cumulativamente com a 
censura ou suspensão, em havendo 
circunstâncias agravantes. 
O valor da multa é variável entre o mínimo 
correspondente ao valor de uma anuidade e 
o máximo de seu décuplo. 
ATENÇÃO: É permitido ao que tenha sofrido 
qualquer sanção disciplinar requerer, um ano 
após seu cumprimento, a reabilitação, em face 
de provas efetivas de bom comportamento. 
ATENÇÃO: Quando a sanção disciplinar 
resultar da prática de crime, o pedido de 
reabilitação depende também da 
correspondente reabilitação criminal. 
COMO CAIU NA OAB, EXAME XXVI, 2018: 
Júlio Silva sofreu sanção de censura por infração 
disciplinar não resultante da prática de crime; 
Tatiana sofreu sanção de suspensão por infração 
disciplinar não resultante da prática de crime; e 
Rodrigo sofreu sanção de suspensão por 
infração disciplinar resultante da prática de 
crime ao qual foi condenado. Transcorrido um 
ano após a aplicação e o cumprimento das 
sanções, os três pretendem obter a reabilitação, 
mediante provas efetivas de seu bom 
comportamento. 
De acordo com o EOAB, assinale a afirmativa 
correta. 
Alternativas 
A) Júlio e Tatiana fazem jus à reabilitação, que 
pode ser concedida após um ano mediante 
provas efetivas de bom comportamento, nos 
casos de qualquer sanção disciplinar. O pedido 
de Rodrigo, porém, depende também da 
reabilitação criminal. 
B) Apenas Júlio faz jus à reabilitação, que pode 
ser concedida após um ano mediante provas 
efetivas de bom comportamento, somente nos 
casos de sanção disciplinar de censura. 
C) Todos fazem jus à reabilitação, que pode ser 
concedida após um ano mediante provas 
efetivas de bom comportamento, nos casos de 
qualquer sanção disciplinar, 
independentemente se resultantes da prática 
de crime, tendo em vista que são esferas 
distintas de responsabilidade. 
D) Ninguém faz jus à reabilitação, que só pode 
ser concedida após dois anos mediante provas 
efetivas de bom comportamento, nos casos de 
sanção disciplinar de censura, e após três anos 
nos casos de sanção disciplinar de suspensão. 
R: LETRA A. 
PRESCRIÇÃO: A pretensão à punibilidade das 
infrações disciplinares prescreve em cinco 
anos, contados da data da constatação oficial 
do fato. 
PRESCRIÇAO INTERCORRENTE: Aplica-se a 
prescrição a todo processo disciplinar 
paralisado por mais de três anos, pendente 
de despacho ou julgamento, devendo ser 
arquivado de ofício, ou a requerimento da parte 
interessada. 
ATENUAÇÃO DAS SANÇÕES: Na aplicação das 
sanções disciplinares, são consideradas, para 
fins de atenuação, as seguintes circunstâncias, 
entre outras: 
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34 
 
I - falta cometida na defesa de prerrogativa 
profissional; 
II - ausência de punição disciplinar anterior; 
III - exercício assíduo e proficiente de mandato 
ou cargo em qualquer órgão da OAB; 
IV - prestação de relevantes serviços à advocacia 
ou à causa pública. 
Parágrafo único. Os antecedentes profissionais 
do inscrito, as atenuantes, o grau de culpa por 
ele revelada, as circunstâncias e as 
conseqüências da infração são considerados 
para o fim de decidir: 
a) sobre a conveniência da aplicação cumulativa 
da multa e de outra sanção disciplinar; 
b) sobre o tempo de suspensão e o valor da 
multa aplicáveis. 
 
DICA 15 
DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (Art. 
44º ao 62º, EAOAB) 
 
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB,) serviço 
público, dotada de personalidade jurídica e 
forma federativa, tem finalidade institucional e 
corporativa, devendo: defender a Constituição, 
a ordem jurídica do Estado democrático de 
direito, os direitos humanos, a justiça social, e 
pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida 
administração da justiça e pelo 
aperfeiçoamento da cultura e das instituições 
jurídicas e promover, com exclusividade, a 
representação, a defesa, a seleção e a 
disciplina dos advogados em toda a República 
Federativa do Brasil. 
A OAB não tem vínculo funcional ou hierárquico 
com a administração pública. 
A OAB goza de imunidade tributária total em 
relação a seus bens, rendas e serviços, POIS 
CONSTITUI SERVIÇO PÚBLICO. 
Compete à OAB fixar e cobrar, de seus 
inscritos, contribuições, preços de serviços e 
multas. 
São órgãos da OAB: Conselho federal, conselhos 
seccionais, subseções e caixa de assistência dos 
advogados. 
O patrimônio do Conselho Federal, do 
Conselho Seccional, da Caixa de Assistência 
dos Advogados e da Subseção é constituído de 
bens móveis e imóveis e outros bens e valores 
que tenham adquirido ou venham a adquirir. 
A alienação ou oneração de bens imóveis 
depende de aprovação do Conselho Federal ou 
do Conselho Seccional, competindo à Diretoria 
do órgão decidir pela aquisição de qualquer 
bem e dispor sobre os bens móveis. 
A alienação ou oneração de bens imóveis 
depende de aprovação do Conselho Federal ou 
do Conselho Seccional, competindo à Diretoria 
do órgão decidir pela aquisição de qualquer 
bem e dispor sobre os bens móveis. 
 PORTANTO, TEMOS QUE PARA A 
COMPRA BASTA A DECISÃO DA 
DIRETORIA. 
 PARA A VENDA 
(ALIENAÇÃO/ONERAÇÃO), O 
PROCEDIMENTO É MAIS 
BUROCRÁTICO, EIS QUE PRECISA 
DE APROVAÇÃO DO CONSELHO 
FEDERAL OU DO CONSELHO 
SECCIONAL. 
Compete à Diretoria dos Conselhos Federal e 
Seccionais, da Subseção ou da Caixa de 
Assistência declarar extinto o mandato, 
ocorrendo uma das hipóteses previstas no art. 
66 do Estatuto, encaminhando ofício ao 
Presidente do Conselho Seccional. 
A Diretoria, antes de declarar extinto o 
mandato, SALVO NO CASO DE MORTE OU 
RENÚNCIA, ouve o interessado no prazo de 
quinze dias, notificando-o mediante ofício com 
aviso de recebimento. 
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35 
 
 
 
DICA 16 
DO CONSELHO FEDERAL 
 
O conselho federal é dotado de personalidade 
jurídica própria, tem sede na capital da 
República, e é o órgão supremo da OAB. 
É composto por: conselheiros federais 
(integrantes das delegações de cada unidade 
federativa) e de seus ex-presidentes, na 
qualidade de membros honorários vitalícios. 
ATENÇÃO: Cada delegação é formada por três 
conselheiros federais, totalizando 81 
Conselheiros Federais. 
ATENÇÃO: Os ex-presidentes têm direito 
apenas a voz nas sessões. 
A diretoria do Conselho Federal é compostade um Presidente, de um Vice-Presidente, de 
um Secretário-Geral, de um Secretário-Geral 
Adjunto e de um Tesoureiro. 
Obs: O Presidente, nas deliberações do 
Conselho, tem apenas o voto de qualidade 
(voto de desempate) – pode embargar as 
decisões, se não houver unanimidade. 
O Presidente exerce a representação nacional e 
internacional da OAB, competindo-lhe convocar 
o Conselho Federal, presidi-lo, representá-lo 
ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, 
promover-lhe a administração patrimonial e dar 
execução às suas decisões. 
As competências do conselho federal estão 
elencadas no artigo 54, do estatuto. 
FIQUE ATENTO AS NOVAS COMPETÊNCIAS DO 
CONSELHO FEDERAL, QUE FORAM 
ADICIONADAS PELA LEI 14.365/22: 
XIX - fiscalizar, acompanhar e definir parâmetros 
e diretrizes da relação jurídica mantida entre 
advogados e sociedades de advogados ou entre 
escritório de advogados sócios e advogado 
associado, inclusive no que se refere ao 
cumprimento dos requisitos norteadores da 
associação sem vínculo empregatício; 
XX - promover, por intermédio da Câmara de 
Mediação e Arbitragem, a solução sobre 
questões atinentes à relação entre advogados 
sócios ou associados e homologar, caso 
necessário, quitações de honorários entre 
advogados e sociedades de advogados, 
observado o disposto no inciso XXXV do caput 
do art. 5º da Constituição Federal. 
Ocorrendo vaga de cargo de diretoria do 
Conselho Federal ou do Conselho Seccional, 
inclusive do Presidente, em virtude de perda do 
mandato (art. 66 do Estatuto), morte ou 
renúncia, o substituto é eleito pelo Conselho a 
que se vincule, dentre os seus membros. 
 
DICA 17 
DO CONSELHO SECCIONAL 
 
O conselho seccional é dotado de personalidade 
jurídica, têm jurisdição sobre os respectivos 
territórios dos Estados-membros, do Distrito 
Federal e dos Territórios. 
O conselho seccional é composto por 
conselheiros eleitos em número proporcional 
ao de seus inscritos. 
ATENÇÃO: abaixo de 3.000 inscritos, até 30 
membros serão eleitos e a partir de 3.000 
inscritos, mais um membro por grupo completo 
de 3.000, até o número LIMITE de 80. 
As Subseções são partes autônomas do 
Conselho Seccional. 
Ex-presidentes do conselho são membros 
honorários vitalícios e nas sessões possuem 
apenas direito à voz. 
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36 
 
O Presidente do Instituto dos Advogados local 
é membro honorário, somente com direito a 
voz nas sessões do Conselho. 
As competências do conselho seccional estão 
elencadas no artigo 58, do estatuto. 
FIQUE ATENTO AS NOVAS COMPETÊNCIAS DO 
CONSELHO SECCIONAL, QUE FORAM 
ADICIONADAS PELA LEI 14.365/22: 
XVII - fiscalizar, por designação expressa do 
Conselho Federal da OAB, a relação jurídica 
mantida entre advogados e sociedades de 
advogados e o advogado associado em atividade 
na circunscrição territorial de cada seccional, 
inclusive no que se refere ao cumprimento dos 
requisitos norteadores da associação sem 
vínculo empregatício: 
XVIII - promover, por intermédio da Câmara de 
Mediação e Arbitragem, por designação do 
Conselho Federal da OAB, a solução sobre 
questões atinentes à relação entre advogados 
sócios ou associados e os escritórios de 
advocacia sediados na base da seccional e 
homologar, caso necessário, quitações de 
honorários entre advogados e sociedades de 
advogados, observado o disposto no inciso XXXV 
do caput do art. 5º da Constituição Federal. 
Os novos Conselhos Seccionais serão criados 
mediante Resolução do Conselho Federal. 
Ocorrendo vaga de cargo de diretoria do 
Conselho Federal ou do Conselho Seccional, 
inclusive do Presidente, em virtude de perda do 
mandato (art. 66 do Estatuto), morte ou 
renúncia, o substituto é eleito pelo Conselho a 
que se vincule, dentre os seus membros. 
 
DICA 18 
DA SUBSEÇÃO 
 
As Subseções são partes autônomas do 
Conselho Seccional e podem ser por estes 
criadas ou extintas. 
NÃO POSSUI personalidade jurídica própria. 
A área territorial da Subseção pode abranger 
um ou mais municípios, ou parte de 
município, inclusive da capital do Estado, 
contando com um mínimo de quinze advogados, 
nela profissionalmente domiciliados. 
A Subseção é administrada por uma diretoria, 
com atribuições e composição equivalentes às 
da diretoria do Conselho Seccional. 
Havendo mais de cem advogados, a Subseção 
pode ser integrada, também, por um Conselho 
em número de membros fixado pelo Conselho 
Seccional. 
O Conselho Seccional, mediante o voto de dois 
terços de seus membros, pode intervir nas 
Subseções, onde constatar grave violação desta 
Lei ou do Regimento Interno daquele. 
As competências do conselho seccional estão 
elencadas no artigo 61, do estatuto. 
 
DICA 19 
DA CAIXA DE ASSISTÊNCIAS DO ADVOGADO 
 
A Caixa de Assistência dos Advogados, com 
personalidade jurídica própria, destina-se a 
prestar assistência aos inscritos no Conselho 
Seccional a que se vincule. 
As Caixas de Assistência dos Advogados são 
criadas pelos Conselhos Seccionais, quando 
estes contarem com mais de mil e 
quinhentos inscritos. 
Adquire personalidade jurídica com a 
aprovação e registro de seu Estatuto pelo 
respectivo Conselho Seccional da OAB. 
A caixa pode promover a seguridade 
complementar, quando em benefício dos 
advogados. 
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37 
 
A diretoria da Caixa é composta de cinco 
membros, com atribuições definidas no seu 
Regimento Interno. 
Em caso de extinção ou desativação da Caixa, 
seu patrimônio se incorpora ao do Conselho 
Seccional respectivo. 
O Conselho Seccional, mediante voto de dois 
terços de seus membros, pode intervir na Caixa 
de Assistência dos Advogados, no caso de 
descumprimento de suas finalidades, 
designando diretoria provisória, enquanto 
durar a intervenção. 
 
DICA 20 
DAS ELEIÇÕES E DOS MANDATOS (Art. 63 ao 67, 
do EAOAB) 
 
A eleição dos membros de todos os órgãos da 
OAB será realizada na segunda quinzena do mês 
de novembro, do último ano do mandato, 
mediante cédula única e votação direta dos 
advogados regularmente inscritos. 
A eleição SEMPRE ocorrerá de TRÊS EM TRÊS 
ANOS! 
E preste ATENÇÃO, o comparecimento é 
obrigatório para todos os advogados inscritos 
na OAB!!! 
REQUISITOS OBRIGATÓRIOS PARA 
CANDIDATURA: Comprovar situação regular 
perante a OAB, não ocupar cargo exonerável ad 
nutum (algo que é revogável pela vontade de 
um só parte), não ter sido condenado por 
infração disciplinar, salvo reabilitação, e exercer 
efetivamente a profissão há mais de 3 (três) 
anos, nas eleições para os cargos de 
Conselheiro Seccional e das Subseções, quando 
houver, e há mais de 5 (cinco) anos, nas eleições 
para os demais cargos. 
É ELEITO QUEM OBTIVER A MAIORIA DOS 
VOTOS VÁLIDOS. 
O mandato em qualquer órgão da OAB é de três 
anos, iniciando-se em primeiro de janeiro do 
ano seguinte ao da eleição, salvo o Conselho 
Federal. 
ATENÇÃO: O DE CONSELHEIRO FEDERAL 
COMEÇA EM PRIMEIRO DE FEVEREIRO DO ANO 
SEGUINTE AO DA ELEIÇÃO. 
SÃO CAUSAS DE EXTINÇÃO AUTOMÁTICA DO 
MANDATO ANTES DO TÉRMINO: 1) qualquer 
hipótese de cancelamento de inscrição ou de 
licenciamento do profissional 2) titular sofrer 
condenação disciplinar 3) titular faltar, sem 
motivo justificado, a três reuniões ordinárias 
consecutivas de cada órgão deliberativo do 
Conselho ou da diretoria da Subseção ou da 
Caixa de Assistência dos Advogados, não 
podendo ser reconduzido no mesmo período de 
mandato. 
ATENÇÃO: em caso de extinção precoce do 
mandato, cabe ao Conselho Seccional escolher 
o substituto, caso não haja suplente. 
 
DICA 21 
DAS ELEIÇÕES DO CONSELHO FEDERAL (Art. 67, 
do EAOAB) 
 
A eleição da Diretoria do Conselho Federal 
sempre obedecerá às seguintes regras: 
I – será admitido registro, junto ao Conselho 
Federal, decandidatura à presidência, desde 
seis meses até um mês antes da eleição; 
II – o requerimento de registro deverá vir 
acompanhado do apoiamento de, no mínimo, 
seis Conselhos Seccionais; 
III – até um mês antes das eleições, deverá ser 
requerido o registro da chapa completa, sob 
pena de cancelamento da candidatura 
respectiva; 
IV – no dia 31 de janeiro do ano seguinte ao 
da eleição, o Conselho Federal elegerá, em 
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38 
 
reunião presidida pelo conselheiro mais antigo, 
por voto secreto e para mandato de 3 (três) 
anos, sua diretoria, que tomará posse no dia 
seguinte (TOMA POSSE EM FEVEREIRO); 
V – será considerada eleita a chapa que obtiver 
maioria simples dos votos dos Conselheiros 
Federais, presente a metade mais 1 (um) de 
seus membros (LEMBRAR M1M1 = MAIORIA 
SIMPLES E METADE+1). 
FIQUE ATENTO: Com exceção do candidato a 
Presidente, os demais integrantes da chapa 
deverão ser conselheiros federais eleitos. 
 
DICA 22 
DAS CHAPAS PARA ELEIÇÕES – CONSELHO 
SECCIONAL E SUBSEÇÃO (Art. 64, do EAOAB) 
 
A chapa para o Conselho Seccional deve ser 
composta dos candidatos ao Conselho e à 
sua Diretoria e, ainda, à delegação ao 
Conselho Federal e à Diretoria da Caixa de 
Assistência dos Advogados para eleição 
conjunta. 
A chapa para Subseção deve ser composta com 
os candidatos à diretoria, e de seu Conselho 
quando houver. 
 
DICA 23 
PROCESSO NA OAB (Art. 68 ao 74, do EAOAB) 
 
ORDINARIAMENTE se aplica o processo 
disciplinar, SUBSIDIRIAMENTE aplica-se as 
regras da legislação processual penal comum e, 
aos demais processos, as regras gerais do 
procedimento administrativo comum e da 
legislação processual civil, nessa ordem. 
PRAZO DE DEFESA E RECURSOS: Todos os prazos 
necessários à manifestação de advogados, 
estagiários e terceiros, nos processos em geral 
da OAB, são de quinze dias, inclusive para 
interposição de recursos. 
Atenção: O prazo para defesa prévia pode ser 
prorrogado por motivo relevante, a juízo do 
relator. 
Atenção: Se, após a defesa prévia, o relator 
se manifestar pelo indeferimento liminar da 
representação, este deve ser decidido pelo 
Presidente do Conselho Seccional, para 
determinar seu arquivamento. 
Oferecida a defesa prévia, que deve ser 
acompanhada dos documentos que possam 
instruí-la e do rol de testemunhas, até o limite 
de 5 (cinco), designada, se for o caso, audiência 
para oitiva do representante, do representado 
e das testemunhas. O relator pode indeferir a 
produção de provas se estas forem tidas como 
desnecessárias ou protelatórias, impertinentes 
ou ilícitas. Deverá haver FUNDAMENTAÇÃO. 
Em casos de revelia ou quando o representado 
não for encontrado, o Presidente do Conselho 
ou da Subseção deve designar-lhe defensor 
dativo. 
CONTAGEM DE PRAZO: 
1) Nos casos de comunicação por 
ofício reservado ou de notificação 
pessoal, considera-se dia do 
começo do prazo o primeiro dia útil 
imediato ao da juntada aos autos 
do respectivo aviso de recebimento 
(INOVAÇÃO LEGAL – LEI 14.365/22). 
2) No caso de atos, notificações e 
decisões divulgados por meio do 
Diário Eletrônico da Ordem dos 
Advogados do Brasil, o prazo terá 
início no primeiro dia útil 
seguinte à publicação. 
Fique ligado: EM CASO DE NOTIFICAÇÃO INICIAL 
PARA APRESENTAÇÃO DA DEFESA PRÉVIA ou 
manifestação em PAD (Processo administrativo) 
que corre na OAB, esta notificação deve ser 
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39 
 
realizada através de CORRESPONDÊNCIA 
ACOMPANHADA DE AR (AVISO DE 
RECEBIMENTO), além de ser enviada para o 
endereço profissional ou residencial constante 
do cadastro do Conselho Seccional. Frustrada a 
entrega da notificação esta se dará por EDITAL. 
Incumbe ao advogado manter sempre 
atualizado o seu endereço residencial e 
profissional no cadastro do Conselho Seccional, 
presumindo-se recebida a correspondência 
enviada para o endereço nele constante. 
O poder de punir disciplinarmente os inscritos 
na OAB compete exclusivamente ao Conselho 
Seccional em CUJA BASE TERRITORIAL TENHA 
OCORRIDO A INFRAÇÃO (PRESTE ATENÇÃO: 
NÃO É O CONSELHO SECCIONAL DE ORIGEM DO 
ADVOGADO, MAS SIM O DO LOCAL ONDE 
OCORREU O FATO), salvo se a falta for 
cometida perante o Conselho Federal e 
representação contra membros do Conselho 
Federal e Presidentes de Conselhos Seccionais. 
O julgamento será realizado pelo Tribunal de 
Ética e Disciplina, do Conselho Seccional 
competente. 
Quando da decisão condenatória irrecorrível 
deve ser imediatamente comunicada ao 
Conselho Seccional onde o representado 
tenha inscrição principal, para constar dos 
respectivos assentamentos. 
Quando da instauração do processo, o Tribunal 
de Ética e Disciplina do Conselho onde o 
acusado tenha inscrição principal pode 
suspendê-lo preventivamente. 
Quando isso pode ser feito? 
Em caso de repercussão prejudicial à 
dignidade da advocacia. 
ATENÇÃO: É NECESSÁRIO OUVIR O 
REPRESENTADO EM SESSÃO ESPECIAL, PARA A 
QUAL ESTE DEVE SER NOTIFICADO PARA 
COMPARECER. 
Neste caso, o processo disciplinar deve ser 
concluído no prazo máximo de noventa dias. 
ATENÇÃO: Não se pode decidir, em grau algum 
de julgamento, com base em fundamento a 
respeito do qual não se tenha dado às partes 
oportunidade de se manifestar anteriormente, 
ainda que se trate de matéria sobre a qual se 
deva decidir de ofício, salvo quanto às medidas 
de urgência previstas no Estatuto. 
INCÍCIO DO PROCESSO: O processo disciplinar 
instaura-se de ofício ou mediante 
representação de qualquer autoridade ou 
pessoa interessada. 
A instauração, de ofício, do processo disciplinar 
dar-se-á em função do conhecimento do fato, 
quando obtido por meio de fonte idônea ou em 
virtude de comunicação da autoridade 
competente (DENÚNCIA ANÔNIMA NÃO É 
FONTE IDÔNEA)! 
Quando se der mediante representação esta 
será formulada ao Presidente do Conselho 
Seccional ou ao Presidente da Subseção, por 
escrito ou verbalmente (esta deve ser reduzida 
a termo). 
ATENÇÃO: A representação contra membros do 
Conselho Federal e Presidentes de Conselhos 
Seccionais é processada e julgada pelo 
Conselho Federal. Já a representação contra 
dirigente de Subseção é processada e julgada 
pelo Conselho Seccional. 
Parágrafo único. Nas Seccionais cujos 
Regimentos Internos atribuírem competência 
ao Tribunal de Ética e Disciplina para instaurar 
o processo ético disciplinar, a representação 
poderá ser dirigida ao seu Presidente ou será a 
este encaminhada por qualquer dos dirigentes 
referidos no caput deste artigo que a houver 
recebido. 
O relator, emitirá parecer propondo a 
instauração de processo disciplinar ou o 
arquivamento liminar da representação, no 
prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de 
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40 
 
redistribuição do feito pelo Presidente do 
Conselho Seccional ou da Subseção para outro 
relator, observando-se o mesmo prazo. 
Nos casos de infração ético-disciplinar PUNÍVEL 
COM CENSURA, será admissível a celebração de 
termo de ajustamento de conduta 
(regulamentado em provimento do Conselho 
Federal da OAB), se o fato apurado não tiver 
gerado repercussão negativa à advocacia. 
ATENÇÃO: O processo disciplinar tramita em 
sigilo, até o seu término, só tendo acesso às 
suas informações as PARTES, SEUS DEFENSORES 
E A AUTORIDADE JUDICIÁRIA COMPETENTE! 
O prazo para razões finais segue a regra de 
quinze dias. 
REVISÃO DO PAD: É permitida a revisão do 
processo disciplinar QUANDO OCORRER: 1) por 
erro de julgamento 2) por condenação baseada 
em falsa prova. 
ATENÇÃO: O pedido de revisão terá autuação 
própria, devendo os autos respectivos ser 
apensados aos do processo disciplinar a que se 
refira. 
MUITA ATENÇÃO: O pedido de revisão não 
suspendeos efeitos da decisão condenatória, 
salvo quando o relator, ante a relevância dos 
fundamentos e o risco de consequências 
irreparáveis para o requerente, conceder tutela 
cautelar para que se suspenda a execução. 
 
DICA 24 
RECURSOS (Art. 75 ao 77, do EAOAB) 
RECURSO AO CONSELHO FEDERAL: decisões 
definitivas proferidas pelo Conselho Seccional, 
quando não tenham sido unânimes ou, sendo 
unânimes, contrariem esta Lei, decisão do 
Conselho Federal ou de outro Conselho 
Seccional e, ainda, o Regulamento Geral, o 
Código de Ética e Disciplina e os Provimentos. 
RECURSO AO CONSELHO SECCIONAL: decisões 
proferidas por seu Presidente, pelo Tribunal de 
Ética e Disciplina, ou pela diretoria da Subseção 
ou da Caixa de Assistência dos Advogados. 
VEJA QUE A FGV ASSIM COBROU NO 36º 
EXAME, FICANDO FÁCIL DEMAIS DE ACERTAR 
PARA QUEM ESTUDOU PELO DICAS: 
A diretoria de certa subseção da OAB emitiu 
decisão no âmbito de suas atribuições. 
Irresignados, os interessados desejavam 
manejar recurso em face de tal decisão. 
Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta. 
A) A competência privativa para julgar, em grau 
de recurso, questão decidida pela diretoria da 
subseção é do Conselho Federal da OAB. 
B) A competência privativa para julgar, em grau 
de recurso, questão decidida pela diretoria da 
subseção é do Presidente do Conselho Seccional 
respectivo da OAB. 
C) A competência privativa para julgar, em grau 
de recurso, questão decidida pela diretoria da 
subseção é do Conselho Seccional respectivo da 
OAB. 
D) A decisão proferida pela diretoria da 
subseção é irrecorrível. 
RESPOSTA: LETRA C. 
Todos os recursos têm efeito suspensivo, 
exceto QUANDO tratarem de eleições (art.63 e 
seguintes), de suspensão preventiva decidida 
pelo Tribunal de Ética e Disciplina, e de 
cancelamento da inscrição obtida com falsa 
prova (art. 77, EAOAB). 
MACETE DECOREBA: “ESC” 
E - ELEIÇÕES 
S - SUSPENSÃO 
C - CANCELAMENTO 
CABIMENTO DO RECURSO: Cabe recurso ao 
Conselho Federal de todas as decisões 
definitivas proferidas pelo Conselho Seccional, 
quando não tenham sido unânimes ou, sendo 
unânimes, contrariem esta Lei, decisão do 
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41 
 
Conselho Federal ou de outro Conselho 
Seccional e, ainda, o Regulamento Geral, o 
Código de Ética e Disciplina e os Provimentos. 
Portanto, temos que: 
Cabe recurso ao CONSELHO FEDERAL de todas 
as decisões definitivas proferidas pela 
SECCIONAL, quando: 
1) Não tenham sido unânimes 
2) Sendo unânimes, contrariem esta lei, decisão 
do Conselho Federal ou outro Conselho 
Seccional, o CED ou o RGOAB. 
O advogado que tenha sofrido sanção disciplinar 
poderá requerer reabilitação no prazo de um 
ano após seu cumprimento, em face de provas 
efetivas de bom comportamento. 
ATENÇÃO: Quando a sanção disciplinar resultar 
da prática de crime, o pedido de reabilitação 
depende também da correspondente 
reabilitação criminal. 
A competência para processar e julgar o pedido 
de reabilitação é do Conselho Seccional em que 
tenha sido aplicada a sanção disciplinar. Nos 
casos de competência originária do Conselho 
Federal, perante este próprio se tramitará o 
pedido de reabilitação. 
O pedido de reabilitação terá autuação própria, 
devendo os autos respectivos ser apensados 
aos do processo disciplinar a que se refira. 
 
DICA 25 
DESAGRAVO (Art. 18 ao 19, do EAOAB) 
 
DESAGRAVO: Quando ofendido no exercício da 
profissão ou em razão dela o advogado tem 
direito a ser publicamente desagravado. 
ATENÇÃO: Ainda sobre o desagravo, no caso de 
ofensa a inscrito na OAB, no exercício da 
profissão ou de cargo ou função de órgão da 
OAB, o conselho competente deve promover o 
desagravo público do ofendido, sem prejuízo 
da responsabilidade criminal em que incorrer o 
infrator. 
Portanto, como visto acima, não se trata de 
faculdade do conselho, mas sim de DEVER 
LEGAL! 
O desagravo público nada mais é do que uma 
ferramenta de defesa que possui a finalidade de 
coibir ofensas, arbitrariedades e demais tipos de 
violações cometidas contra os advogados e às 
suas prerrogativas. 
O inscrito na OAB, quando ofendido 
comprovadamente em razão do exercício 
profissional ou de cargo ou função da OAB, 
tem direito ao desagravo público promovido 
pelo Conselho competente, de ofício, a seu 
pedido ou de qualquer pessoa. 
Portanto, além do Conselho, que deve fazer de 
Ofício, o desagravo pode ser solicitado por 
pedido do ofendido ou QUALQUER PESSOA. 
Quando se tratar de pedido do ofendido ou de 
qualquer pessoa, este será submetido à 
Diretoria do Conselho competente, que poderá, 
nos casos de urgência e notoriedade, conceder 
imediatamente o desagravo, ad referendum do 
órgão competente do Conselho, conforme 
definido em regimento interno. 
Nos demais casos (quando ausentes a urgência 
e notoriedade), a Diretoria remeterá o pedido 
de desagravo ao órgão competente para 
instrução e decisão, podendo o relator, 
convencendo-se da existência de prova ou 
indício de ofensa relacionada ao exercício da 
profissão ou de cargo da OAB, solicitar 
informações da pessoa ou autoridade 
ofensora, no prazo de 15 (quinze) dias (ele 
pode ou não fazer a solicitação). 
Vejamos como o tema foi abordado no XXX 
Exame de Ordem: 
Em certa situação, uma advogada, inscrita na 
OAB, foi ofendida em razão do exercício 
profissional durante a realização de uma 
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42 
 
audiência judicial. O ocorrido foi amplamente 
divulgado na mídia, assumindo grande 
notoriedade e revelando, de modo urgente, a 
necessidade de desagravo público. 
Considerando que o desagravo será promovido 
pelo Conselho competente, seja pelo órgão com 
atribuição ou pela Diretoria ad referendum, 
assinale a afirmativa correta. 
Alternativas 
A) A atuação se dará apenas mediante 
provocação, a pedido da ofendida ou de 
qualquer outra pessoa. É condição para 
concessão do desagravo a solicitação de 
informações à pessoa ou autoridade apontada 
como ofensora. 
B) A atuação se dará de ofício ou mediante 
pedido, o qual deverá ser formulado pela 
ofendida, seu representante legal ou advogado 
inscrito na OAB. É condição para concessão do 
desagravo a solicitação de informações à pessoa 
ou autoridade apontada como ofensora. 
C) A atuação se dará de ofício ou mediante 
provocação, seja da ofendida ou de qualquer 
outra pessoa. Não é condição para concessão do 
desagravo a solicitação de informações à pessoa 
ou autoridade apontada como ofensora. 
D) A atuação se dará de ofício ou mediante 
pedido, o qual deverá ser formulado pela 
ofendida, seu representante legal ou advogado 
inscrito na OAB. Não é condição para concessão 
do desagravo a solicitação de informações à 
pessoa ou autoridade apontada como ofensora. 
R: LETRA C. 
Acaso se trate de OFENSA PESSOAL, não ligada 
ao exercício da profissional ou as prerrogativas 
(ou ainda críticas de caráter doutrinário, 
político ou religioso), o relator pode propor o 
arquivamento do pedido. 
PRAZO PARA O DESAGRAVO: Deverão ser 
decididos no prazo máximo de 60 (sessenta) 
dias. 
INDEPENDE DE CONCORDÂNCIA DO 
OFENDIDO: O desagravo público, como 
instrumento de defesa dos direitos e 
prerrogativas da advocacia, não depende de 
concordância do ofendido, que não pode 
dispensá-lo, devendo ser promovido a critério 
do Conselho. 
Quando se tratar de Conselheiro Federal ou de 
Presidente de Conselho Seccional, ou, ainda, 
em situações que a ofensa a advogado se 
revestir de relevância e grave violação às 
prerrogativas profissionais, com repercussão 
nacional, o desagravo deve ser promovido pelo 
Conselho Federal. Nesse caso, o desagravo 
deve se dar na sede do Conselho Seccional, 
salvo no caso de ofensa a Conselheiro Federal. 
Nos demais casos o desagravo deve ser 
promovido na sede do no Conselho Seccional 
onde ocorreu a ofensa.Veja que isso caiu no XXVII Exame, em 2018: 
O advogado Mário dos Santos, presidente do 
Conselho Seccional Y da OAB, foi gravemente 
ofendido em razão do seu cargo, gerando 
violação a prerrogativas profissionais. O fato 
obteve grande repercussão no país. 
Considerando o caso narrado, de acordo com o 
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e 
da OAB, assinale a afirmativa correta. 
A) Compete ao Conselho Seccional Y da OAB 
promover o desagravo público, ocorrendo a 
sessão na sede do Conselho Seccional Y. 
B) Compete ao Conselho Federal da OAB 
promover o desagravo público, ocorrendo a 
sessão na sede do Conselho Federal. 
C) Compete ao Conselho Seccional Y da OAB 
promover o desagravo público, ocorrendo a 
sessão na sede da subseção do território em que 
ocorreu a violação a prerrogativas profissionais. 
D) Compete ao Conselho Federal da OAB 
promover o desagravo público, ocorrendo a 
sessão na sede do Conselho Seccional Y. 
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43 
 
R: LETRA D. 
 
DICA 26 
DO SIGILO PROFISSIONAL (Art. 35 ao 38, do 
EAOAB) 
 
O advogado tem o dever de guardar sigilo dos 
fatos de que tome conhecimento no exercício 
da profissão. 
É exatamente a literalidade do artigo 35, do 
Código de ética: Art. 35. O advogado tem o 
dever de guardar sigilo dos fatos de que tome 
conhecimento no exercício da profissão. 
O sigilo profissional é de ordem pública e o 
cliente NÃO PRECISA solicitar! 
Mas fique ligado: O sigilo profissional abrange 
os fatos de que o advogado tenha tido 
conhecimento em virtude de funções 
desempenhadas na Ordem dos Advogados do 
Brasil. 
São confidenciais as comunicações de qualquer 
natureza entre advogado e cliente. 
ATENÇÃO: O SIGILO NÃO É ABSOLUTO E cederá 
em face de circunstâncias excepcionais que 
configurem justa causa, como nos casos de 
grave ameaça ao direito à vida e à honra ou que 
envolvam defesa própria. 
Veja o que diz o Art. 37. O sigilo profissional 
cederá em face de circunstâncias excepcionais 
que configurem justa causa, como nos casos de 
grave ameaça ao direito à vida e à honra ou que 
envolvam defesa própria. 
O advogado não é obrigado a depor, em 
processo ou procedimento judicial, 
administrativo ou arbitral, sobre fatos a cujo 
respeito deva guardar sigilo profissional. 
O artigo 7º, XIX, do EAOAB, leciona que é 
DIREITO DO ADVOGADO recusar-se a depor 
como testemunha em processo no qual 
funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato 
relacionado com pessoa de quem seja ou foi 
advogado, mesmo quando autorizado ou 
solicitado pelo constituinte, bem como sobre 
fato que constitua sigilo profissional. 
Vale destacar, ainda, que a teor do que dispõe 
o artigo 34, VII, do EAOAB, constitui infração 
disciplinar de CENSURA, a violação, sem justa 
causa, de sigilo profissional. 
 
DICA 27 
DA PUBLICIDADE NA ADVOCACIA (Art. 39 ao 
47-A, do EAOAB + PROVIMENTO 205/2021) 
 
Inicialmente, quero que você Leia o provimento 
acima destacado, pois é extremamente 
importante! 
Como você já deve saber, a publicidade 
profissional do advogado tem caráter 
meramente informativo e deve primar pela 
discrição e sobriedade, não podendo, JAMAIS, 
configurar captação de clientela ou 
mercantilização da profissão. 
ATENÇÃO - IMPORTANTE: a veiculação da 
publicidade por meio de rádio, cinema e 
televisão; uso de outdoors, painéis luminosos ou 
formas assemelhadas de publicidade; as 
inscrições em muros, paredes, veículos, 
elevadores ou em qualquer espaço público; a 
divulgação de serviços de advocacia juntamente 
com a de outras atividades ou a indicação de 
vínculos entre uns e outras; o fornecimento de 
dados de contato, como endereço e telefone, 
em colunas ou artigos literários, culturais, 
acadêmicos ou jurídicos, publicados na 
imprensa, bem assim quando de eventual 
participação em programas de rádio ou 
televisão, ou em veiculação de matérias pela 
internet, sendo permitida a referência a e-mail; 
a utilização de mala direta, a distribuição de 
panfletos ou formas assemelhadas de 
publicidade, com o intuito de captação de 
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44 
 
clientela, de acordo com o artigo 40, do 
CEDOAB, são EXPRESSAMENTE VEDADOS. 
ATENÇÃO: para fins de identificação dos 
escritórios de advocacia (localização), é 
permitida a utilização de placas, painéis 
luminosos e inscrições em suas fachadas, desde 
que respeitadas as diretrizes previstas acima. 
É VEDADO AO ADVOGADO: 
I – responder com habitualidade a consulta 
sobre matéria jurídica, nos meios de 
comunicação social; 
II – debater, em qualquer meio de comunicação, 
causa sob o patrocínio de outro advogado; 
III – abordar tema de modo a comprometer a 
dignidade da profissão e da instituição que o 
congrega; 
IV – divulgar ou deixar que sejam divulgadas 
listas de clientes e demandas; 
V – insinuar-se para reportagens e declarações 
públicas. 
Tudo que se afigure como “captação de 
clientela” é VEDADO! 
O advogado que eventualmente participar de 
programa de televisão ou de rádio, de entrevista 
na imprensa, de reportagem televisionada ou 
veiculada por qualquer outro meio, para 
manifestação profissional, deve visar a 
objetivos exclusivamente ilustrativos, 
educacionais e instrutivos, sem propósito de 
promoção pessoal ou profissional, vedados 
pronunciamentos sobre métodos de trabalho 
usados por seus colegas de profissão. Quando 
convidado para manifestação pública, por 
qualquer modo e forma, visando ao 
esclarecimento de tema jurídico de interesse 
geral, deve o advogado evitar insinuações com 
o sentido de promoção pessoal ou profissional, 
bem como o debate de caráter sensacionalista. 
A telefonia e a internet podem ser usados 
como veículo de publicidade, para o envio de 
mensagens a destinatários certos, desde que 
estas não impliquem o oferecimento de serviços 
ou representem forma de captação de clientela. 
Em cartões de advogado e eventual outro tipo 
de publicidade, o advogado fará constar seu 
nome, nome social ou o da sociedade de 
advogados, o número ou os números de 
inscrição na OAB. 
Acaso queira, pode constar os títulos 
acadêmicos e as distinções honoríficas 
relacionadas à vida profissional, bem como as 
instituições jurídicas de que faça parte, e as 
especialidades a que se dedicar, o endereço, e-
mail, site, página eletrônica, QR code, logotipo 
e a fotografia do escritório, o horário de 
atendimento e os idiomas em que o cliente 
poderá ser atendido. 
É proibido o uso de fotografias pessoais ou 
de terceiros nos cartões de visitas do 
advogado, bem como menção a qualquer 
emprego, cargo ou função ocupado, atual ou 
pretérito, em qualquer órgão ou instituição, 
SALVO O DE PROFESSOR UNIVERSITÁRIO. 
COMO CAIU NA OAB – EXAME XXVIII, 2019: 
A advogada Leia Santos confeccionou cartões de 
visita para sua apresentação e de seu escritório. 
Nos cartões, constava seu nome, número de 
inscrição na OAB, bem como o site do escritório 
na Internet e um QR code para que o cliente 
possa obter informações sobre o escritório. Já o 
advogado Lucas Souza elaborou cartões de visita 
que, além do seu nome e número de inscrição 
na OAB, apresentam um logotipo discreto e a 
fotografia do escritório. 
Considerando as situações descritas e o disposto 
no Código de Ética e Disciplina da OAB, assinale 
a afirmativa correta. 
Alternativas 
A) Leia e Lucas cometeram infrações éticas, pois 
inseriram elementos vedados pelo Código de 
Ética e Disciplina da OAB nos cartões de 
apresentação. 
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45 
 
B) Nenhum dos advogados cometeu infração 
ética, pois os elementos inseridos por ambos 
nos cartões de apresentação são autorizados. 
C) Apenas Leia cometeu infração ética, pois 
inseriu elementos vedados pelo Código de Ética 
e Disciplina da OAB nos cartões de 
apresentação. Os elementosempregados por 
Lucas são autorizados. 
D) Apenas Lucas cometeu infração ética, pois 
inseriu elementos vedados pelo Código de Ética 
e Disciplina da OAB nos cartões de 
apresentação. Os elementos empregados por 
Leia são autorizados. 
R: LETRA B. 
São admissíveis como formas de publicidade o 
patrocínio de eventos ou publicações de caráter 
científico ou cultural, assim como a divulgação 
de boletins, por meio físico ou eletrônico, 
sobre matéria cultural de interesse dos 
advogados, DESDE QUE SUA CIRCULAÇÃO 
FIQUE ADSTRITA A CLIENTES E A 
INTERESSADOS DO MEIO JURÍDICO. 
VEJA COMO O TEMA FOI COBRADO NO 38º 
EXAME DE ORDEM: 
Uma sociedade de advogados decidiu patrocinar 
a realização de um evento, sob o formato de um 
congresso, em certo hotel de lazer do tipo 
“resort”, que conta com área de conferências, 
com o explícito fim de publicidade de suas 
atividades profissionais. 
Considerando a forma de publicidade escolhida, 
assinale a afirmativa correta. 
(A) Não é autorizada, independetemente de 
quem seja o público convidado para o evento, 
tendo em vista o local escolhido. Todavia, se o 
congresso fosse realizado em local diverso do 
hotel selecionado, seria admitido o seu 
patrocínio como meio de publicidade. 
(B) É admitida, desde que os participantes sejam 
apenas integrantes da sociedade de advogados, 
funcionários ou clientes. 
(C) É autorizada, sendo admitida a participação 
de clientes da sociedade de advogados e de 
interessados do meio jurídico. 
(D) não é autorizada, independetemente de 
quem seja o público convidado para o evento, 
ou do local onde realizado. 
R: LETRA C. 
Será admitida a celebração de termo de 
ajustamento de conduta (TAC) no âmbito dos 
Conselhos Seccionais e do Conselho Federal 
para fazer cessar a publicidade irregular 
praticada por advogados e estagiários. 
SOBRE O TEMA ACIMA ABORDADO A FGV 
ASSIM COBROU NO 36º EXAME: 
A advogada Carolina e a estagiária de Direito 
Beatriz, que com ela atua, com o intuito de 
promover sua atuação profissional, valeram-se, 
ambas, de meios de publicidade vedados no 
Código de Ética e Disciplina da OAB. 
Após a verificação da irregularidade, indagaram 
sobre a possibilidadede celebração de termo de 
ajustamento de conduta tendo, como objeto, a 
adequação da publicidade. 
Considerando o caso narrado, assinale a 
afirmativa correta. 
A) É admitida a celebração do termo de 
ajustamento de conduta apenas no âmbito do 
Conselho Federal da OAB, para fazer cessar a 
publicidade praticada pela advogada Carolina e 
pela estagiária Beatriz. 
B) É admitida a celebração do termo de 
ajustamento de conduta, no âmbito do 
Conselho Federal da OAB ou dos Conselhos 
Seccionais, para fazer cessar a publicidade 
praticada pela advogada Carolina, mas é vedado 
que o termo de ajustamento de conduta abranja 
a estagiária Beatriz. 
C) É vedada pelo Código de Ética e Disciplina da 
OAB a possibilidade de celebração de termo de 
ajustamento de conduta no caso narrado, uma 
vez que se trata de infração ética. 
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46 
 
D) É admitida a celebração do termo de 
ajustamento de conduta no âmbito do Conselho 
Federal da OAB ou dos Conselhos Seccionais, 
para fazer cessar a publicidade praticada pela 
advogada Carolina e também pela estagiária 
Beatriz. 
RESPOSTA: LETRA D. 
É permitido o marketing jurídico, desde que 
exercido de forma compatível com os preceitos 
éticos e respeitadas as limitações impostas pelo 
Estatuto da Advocacia, Regulamento Geral, 
Código de Ética e Disciplina e por este 
Provimento (Provimento 205/2021 – leia 
integralmente). 
Uma das inovações mais marcantes pelo 
provimento foi a autorização do 
impulsionamento de conteúdos, que consiste no 
pagamento para que uma publicação seja vista 
por um público mais amplo, atingindo mesmo 
aqueles que não curtem ou seguem a página. 
Nesse sentido é o artigo 4, do provimento 
acima citado: 
No marketing de conteúdos jurídicos poderá ser 
utilizada a publicidade ativa ou passiva, desde 
que não esteja incutida a mercantilização, a 
captação de clientela ou o emprego excessivo de 
recursos financeiros, sendo admitida a utilização 
de anúncios, pagos ou não. 
No mesmo sentido, o artigo 5: 
A publicidade profissional permite a utilização 
de anúncios, pagos ou não, nos meios de 
comunicação não vedados pelo art. 40 do 
Código de Ética e Disciplina. 
Vale saber a diferença entre publicidade ativa e 
passiva: 
VI - Publicidade ativa: divulgação capaz de 
atingir número indeterminado de pessoas, 
mesmo que elas não tenham buscado 
informações acerca do anunciante ou dos temas 
Anunciados; (Fica vedada, na publicidade ativa, 
qualquer informação relativa às dimensões, 
qualidades ou estrutura física do escritório, 
assim como a menção à promessa de resultados 
ou a utilização de casos concretos para oferta de 
atuação profissional). 
VII - Publicidade passiva: divulgação capaz de 
atingir somente público certo que tenha 
buscado informações acerca do anunciante ou 
dos temas anunciados, bem como por aqueles 
que concordem previamente com o 
recebimento do anúncio. (Fica vedada em 
qualquer publicidade a ostentação de bens 
relativos ao exercício ou não da profissão, como 
uso de veículos, viagens, hospedagens e bens de 
consumo, bem como a menção à promessa de 
resultados ou a utilização de casos concretos 
para oferta de atuação profissional). 
Ficou permitida a participação do advogado ou 
da advogada em vídeos ao vivo ou gravados, na 
internet ou nas redes sociais, assim como em 
debates e palestras virtuais, desde que 
observadas as regras dos arts. 42 e 43 do CED, 
sendo vedada a utilização de casos concretos ou 
apresentação de resultados. 
Restou vedado o pagamento, patrocínio ou 
efetivação de qualquer outra despesa para 
viabilizar aparição em rankings, prêmios ou 
qualquer tipo de recebimento de honrarias em 
eventos ou publicações, em qualquer mídia, 
que vise destacar ou eleger profissionais como 
detentores de destaque. 
É permitida a utilização de logomarca e 
imagens, inclusive fotos dos(as) advogados(as) e 
do escritório, assim como a identidade visual 
nos meios de comunicação profissional, contudo 
é vedada a utilização de logomarca e símbolos 
oficiais da Ordem dos Advogados do Brasil. 
Não é permitido vincular os serviços 
advocatícios com outras atividades ou 
divulgação conjunta de tais atividades, salvo a 
de magistério, ainda que complementares ou 
afins. 
Pra fechar o tema, você precisa entender e se 
ligar que: seja qual foi o tipo de publicidade, 
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47 
 
esta JAMAIS, configurar captação de clientela 
ou mercantilização da profissão. 
PERGUNTAS E REPOSTAS RÁPIDAS E 
COTIDIANAS SOBRE PUBLICIDADE NA 
ADVOCACIA COM BASE NAS POSTAGENS DO 
CFOAB: 
1) É permitido a advogados e advogadas fazer 
vídeos ou selfies em seus escritórios, desde que 
não mostrem as dimensões, qualidades ou 
estrutura física do escritório. 
2) A autopromoção (se engrandecer, se 
comparar) pode caracterizar captação de 
clientes e mercantilização, que é vedado pelo 
Provimento nº 205 de 2021, que regula a 
publicidade na advocacia. Assim, fica proibida a 
utilização de orações ou expressões 
persuasivas de auto engrandecimento ou de 
comparação. 
3) Advogados e advogadas podem registrar em 
fotos suas sustentações orais e atuações em 
tribunais, desde que não exponham os 
envolvidos no processo e seus resultados. 
4) O provimento 205 de 2021, que versa sobre 
publicidade na advocacia, proíbe ao advogado e 
à advogada divulgar decisões judiciais e 
resultados de casos que estejam em atuação. A 
confidencialidade do cliente deve ser 
preservada, assim como o resultado das 
sentenças. Divulgar sentenças nas redes sociais, 
por exemplo, não pode. 
5) É permitido ao advogado ou à advogada fazer 
selfie ou vídeo divulgando sua atuação nas 
dependências dos tribunais,exercício da advocacia, para 
lavratura do auto respectivo é necessária a 
presença de representante da OAB, sob pena 
de NULIDADE. 
OBS: O advogado somente poderá ser preso em 
flagrante, por motivo de exercício da profissão, 
em caso de crime inafiançável. 
Se a prisão não for por motivo ligado à 
advocacia não é preciso o representante da 
OAB, contudo, é preciso haver comunicação 
EXPRESSA à Seccional da OAB. 
PORTANTO, TEMOS QUE: 
MOTIVO LIGADO À ADVOCACIA: PRECISA DE 
REPRESENTANTE DA OAB. 
MOTIVO NÃO LIGADO À ADVOCACIA: NÃO 
PRECISA DO REPRESENTANTE – PRECISA DE 
COMUNICAÇÃO EXPRESSA À SECCIONAL DA 
OAB. 
 
Vejamos como a OAB cobrou o tema no ano de 
2019, no XXIX Exame de Ordem: 
O advogado X foi preso em flagrante enquanto 
furtava garrafas de vinho, de valor bastante 
expressivo, em determinado supermercado. 
Conduzido à delegacia, foi lavrado o auto de 
prisão em flagrante, sem a presença de 
representante da OAB. 
Com base no disposto no Estatuto da Advocacia 
e da OAB, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas 
A) A lavratura do auto de prisão em flagrante foi 
eivada de nulidade, em razão da ausência de 
representante da OAB, devendo a prisão ser 
relaxada. 
B) A lavratura do auto de prisão em flagrante 
não é viciada, desde que haja comunicação 
expressa à seccional da OAB respectiva. 
C) A lavratura do auto de prisão em flagrante foi 
eivada de nulidade, em razão da ausência de 
representante da OAB, devendo ser concedida 
liberdade provisória não cumulada com 
aplicação de medidas cautelares diversas da 
prisão. 
D) A lavratura do auto de prisão em flagrante 
não é viciada e independe de comunicação à 
seccional da OAB respectiva. 
R: LETRA B. 
O advogado pode permanecer sentado ou em 
pé e retirar-se de salas de sessões dos tribunais, 
salas e dependências de audiências, secretarias, 
cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e 
de registro, delegacias, edifício ou recinto em 
que funcione repartição judicial, assembléia ou 
reunião de que participe ou possa participar o 
seu cliente, independentemente de licença 
O advogado tem direito à cela especial (sala de 
estado maior) até o trânsito em julgado da 
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4 
 
decisão, com instalações e comodidades 
condignas (não existindo deve ficar em PRISÃO 
DOMICILIAR). 
O advogado pode examinar, em qualquer órgão 
dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da 
Administração Pública em geral, autos de 
processos findos ou em andamento, mesmo 
sem procuração, quando não estiverem 
sujeitos a sigilo ou segredo de justiça. 
Pode retirar autos de processos findos, mesmo 
sem procuração, pelo prazo de dez dias. OBS: Se 
os autos correram sob segredo de justiça não 
pode retirar! 
Se o processo não está encerrado, precisa de 
procuração para retirada. 
Se o advogado for ofendido no exercício da 
profissão ou em razão dela TEM DIREITO ao 
desagravo público. 
Assistir a seus clientes investigados durante 
a apuração de infrações, sob pena de 
nulidade absoluta do respectivo interrogatório 
ou depoimento (e de todos os atos que dele 
decorram). 
O advogado, antes da Lei 14.365/22, tinha 
imunidade profissional, ou seja, NÃO 
CONSTITUIA INJÚRIA OU DIFAMAÇÃO atos 
praticados no exercício de sua atividade, em 
juízo ou fora dele. 
ATENÇÃO: DESACATO era punível! 
Ocorre que com o advento da referida Lei, o 
§2º, do art. 7º do Estatuto foi REVOGADO, 
portanto, não há mais a referida imunidade 
para casos de injúria, difamação e desacato. 
LIVRE ACESSO AOS MAGISTRADOS: O advogado 
tem direito de dirigir-se diretamente aos 
magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, 
independentemente de horário previamente 
marcado ou outra condição. 
USO DO TERMO PELA ORDEM – Art. 7º, X, 
Estatuto da OAB: Sempre que for necessário o 
esclarecimento de eventual equívoco ou 
dúvida surgida em relação a fatos, 
documentos ou afirmações que influam no 
julgamento, bem como para replicar acusação 
ou censura que lhe forem feitas, o advogado 
PODE FAZER USO DA PALAVRA PELA ORDEM e 
esclarecer o que for preciso em qualquer 
tribunal judicial ou administrativo, órgão de 
deliberação coletiva da administração pública 
ou comissão parlamentar de inquérito. 
FALAR EM PÉ OU SENTADO: É direito do 
advogado permanecer sentado ou em pé e 
retirar-se das salas de sessões dos tribunais, 
de audiências repartição judicial ou 
assembleia, independentemente de licença. 
Ademais, falar, sentado ou em pé, em juízo, 
tribunal ou órgão de deliberação coletiva da 
Administração Pública ou do Poder Legislativo. 
SUSTENTAÇÃO ORAL – Art. 7º, § 2º-B: O 
advogado pode realizar a sustentação oral no 
recurso interposto contra a decisão 
monocrática de relator que julgar o mérito ou 
não conhecer dos seguintes recursos ou ações: 
Apelação, recurso ordinário, recurso especial, 
recurso extraordinário, embargos de 
divergência, ação rescisória, mandado de 
segurança, reclamação, habeas corpus e outras 
ações de competência originária. 
DEPOR COMO TESTEMUNHA: O advogado 
pode se recusar a depor como testemunha em 
processo no qual funcionou ou deva funcionar, 
ou sobre fato relacionado com pessoa de quem 
seja ou foi advogado, mesmo quando 
autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem 
como sobre fato que constitua sigilo 
profissional. 
DESAGRAVO: Quando ofendido no exercício 
da profissão ou em razão dela o advogado tem 
direito a ser publicamente desagravado. 
ATENÇÃO: Ainda sobre o desagravo, no caso de 
ofensa a inscrito na OAB, no exercício da 
profissão ou de cargo ou função de órgão da 
OAB, o conselho competente deve promover o 
desagravo público do ofendido, sem prejuízo 
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5 
 
da responsabilidade criminal em que incorrer o 
infrator. 
Portanto, como visto acima, não se trata de 
faculdade do conselho, mas sim de DEVER 
LEGAL! 
ATENÇÃO - Art. 7º-B (ESTATUTO): Constitui 
crime violar direito ou prerrogativa de 
advogado previstos nos incisos II, III, IV e V do 
caput do art. 7º do estatuto: 
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e 
multa. INOVAÇÃO LEGAL - Art. 7º-B. 
ESTES SÃO OS DIREITOS E PRERROGATIVAS 
CUJA VIOLAÇÃO CONSTITUI CRIME: 
1- a inviolabilidade de seu escritório 
ou local de trabalho, bem como de 
seus instrumentos de trabalho, de 
sua correspondência escrita, 
eletrônica, telefônica e 
telemática, desde que relativas ao 
exercício da advocacia 
2- comunicar-se com seus clientes, 
pessoal e reservadamente, 
mesmo sem procuração, quando 
estes se acharem presos, detidos 
ou recolhidos em 
estabelecimentos civis ou 
militares, ainda que considerados 
incomunicáveis 
3- ter a presença de representante da 
OAB, quando preso em flagrante, 
por motivo ligado ao exercício da 
advocacia, para lavratura do auto 
respectivo, sob pena de nulidade 
e, nos demais casos, a comunicação 
expressa à seccional da OAB 
4- não ser recolhido preso, antes de 
sentença transitada em julgado, 
senão em sala de Estado-Maior, 
com instalações e comodidades 
condignas, e na falta em prisão 
domiciliar. 
 
OBSERVAÇÕES FINAIS SOBRE A LEI 14.365 NO 
QUE TRATA DE DIREITOS E GARANTIAS DO 
ADVOGADO: 
A Nova lei assegura à OAB a fiscalização do 
exercício profissional e de honorários. 
§ 14. Cabe, privativamente, ao Conselho 
Federal da OAB, em processo disciplinar 
próprio, dispor, analisar e decidir sobre a 
prestação efetiva do serviço jurídico realizado 
pelo advogado. 
§ 15. Cabe ao Conselho Federal da OAB dispor, 
analisar e decidir sobre os honorários 
advocatícios dos serviços jurídicos realizados 
pelo advogado, resguardado o sigilo, nos 
termos do Capítulo VI desta Lei, e observado o 
disposto no inciso XXXV do caput do art. 5° da 
Constituição Federal. 
§ 16. É nulo, em qualquer esfera de 
responsabilização,desde que não 
exponha as partes envolvidas no processo nem 
divulgue o resultado da demanda. 
PRINCIPAIS PONTOS DO PROVIMENTO 
205/2021: 
1) Em se tratando de MARKETING JURÍDICO, as 
informações veiculadas deverão ser objetivas e 
verdadeiras e são de exclusiva 
responsabilidade das pessoas físicas 
identificadas e, quando envolver pessoa 
jurídica, dos sócios administradores da 
sociedade de advocacia que responderão pelos 
excessos perante a Ordem dos Advogados do 
Brasil, sem excluir a participação de outros 
inscritos que para ela tenham concorrido. 
2) Sempre que solicitado pelos órgãos 
competentes para a fiscalização da Ordem dos 
Advogados do Brasil, as pessoas indicadas no 
parágrafo anterior deverão comprovar a 
veracidade das informações veiculadas, sob 
pena de incidir na infração disciplinar prevista 
no art. 34, inciso XVI, do Estatuto da Advocacia 
e da OAB 
3) A publicidade profissional deve ter caráter 
meramente informativo e primar pela discrição 
e sobriedade, não podendo configurar captação 
de clientela ou mercantilização da profissão, 
sendo vedadas as seguintes condutas: 
I - referência, direta ou indireta, a valores de 
honorários, forma de pagamento, gratuidade ou 
descontos e reduções de preços como forma de 
captação de clientes; 
II - divulgação de informações que possam 
induzir a erro ou causar dano a clientes, a 
outros(as) advogados(as) ou à sociedade; 
III - anúncio de especialidades para as quais não 
possua título certificado ou notória 
especialização; 
IV - utilização de orações ou expressões 
persuasivas, de autoengrandecimento ou de 
comparação; 
V - distribuição de brindes, cartões de visita, 
material impresso e digital, apresentações dos 
serviços ou afins de maneira indiscriminada em 
locais públicos, presenciais ou virtuais, SALVO 
EM EVENTOS DE INTERESSE JURÍDICO. 
4) No marketing de conteúdos jurídicos poderá 
ser utilizada a publicidade ativa ou passiva, 
desde que não esteja incutida a mercantilização, 
a captação de clientela ou o emprego excessivo 
de recursos financeiros, sendo admitida a 
utilização de anúncios, pagos ou não, nos meios 
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de comunicação, com exceto nos meios 
vedados pelo art. 40 do Código de Ética e 
Disciplina (exemplos: publicidade por meio de 
rádio, cinema e televisão; uso de outdoors, 
painéis luminosos ou formas assemelhadas de 
publicidade; inscrições em muros, paredes, 
veículos, elevadores ou em qualquer espaço 
público; utilização de mala direta, a 
distribuição de panfletos ou formas 
assemelhadas de publicidade, com o intuito de 
captação de clientela e divulgação de serviços 
de advocacia juntamente com a de outras 
atividades ou a indicação de vínculos entre uns 
e outras). 
OBS 1: NÃO DEVEM os meios empregados 
influenciar, de forma fraudulenta no seu 
impulsionamento ou alcance. 
OBS 2: A publicidade profissional permite a 
utilização de anúncios, pagos ou não nos meios 
de comunicação não vedados pelo art. 40 do 
Código de Ética e Disciplina, que são os 
descritos no item 4, vistos ao lado. 
OBS 3: É permitida a utilização de logomarca e 
imagens, inclusive fotos dos(as) advogados(as) 
e do escritório, assim como a identidade visual 
nos meios de comunicação profissional, sendo 
vedada a utilização de logomarca e símbolos 
oficiais da Ordem dos Advogados do Brasil. 
MAS ATENÇÃO: Como já sabemos, 
exclusivamente para fins de identificação dos 
escritórios de advocacia, é permitida a 
utilização de placas, painéis luminosos e 
inscrições em suas fachadas, com caráter 
meramente informativo e devendo primar pela 
discrição e sobriedade! 
5) Na publicidade de conteúdos jurídicos, a 
identificação profissional com qualificação e 
títulos, desde que verdadeiros e comprováveis. 
6) Na divulgação de imagem, vídeo ou áudio 
contendo atuação profissional, inclusive em 
audiências e sustentações orais, em processos 
judiciais ou administrativos (PODE SER QUE 
AQUI NA PROVA CONSTE UMA PEGADINHA, 
FALANDO, POR EXEMPLO, APENAS EM 
PROCESSOS JUDICIAIS), não alcançados por 
segredo de justiça, serão respeitados o sigilo e 
a dignidade profissional e vedada a referência 
ou menção a decisões judiciais e resultados de 
qualquer natureza obtidos em procedimentos 
que patrocina ou participa de alguma forma, 
ressalvada a hipótese de manifestação 
espontânea em caso coberto pela mídia. 
7) Equiparam-se ao e-mail, todos os dados de 
contato e meios de comunicação do escritório 
ou advogado(a), inclusive os endereços dos 
sites, das redes sociais e os aplicativos de 
mensagens instantâneas, podendo também 
constar o logotipo, desde que em caráter 
informativo, respeitados os critérios de 
sobriedade e discrição. 
8) Lembre-se que na publicidade ativa, qualquer 
informação relativa às dimensões, qualidades 
ou estrutura física do escritório, assim como a 
menção à promessa de resultados ou a 
utilização de casos concretos para oferta de 
atuação profissional. 
Mas em qualquer publicidade é 
VEEMENTEMENTE VEDADO a ostentação de 
bens relativos ao exercício ou não da profissão, 
como uso de veículos, viagens, hospedagens e 
bens de consumo, bem como a menção à 
promessa de resultados ou a utilização de casos 
concretos para oferta de atuação profissional. 
9) Não é permitido vincular os serviços 
advocatícios com outras atividades ou 
divulgação conjunta de tais atividades, salvo a 
de magistério, ainda que complementares ou 
afins. 
 
DICA 28 
INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS (Art. 
85, do EAOAB) 
 
O Instituto dos Advogados Brasileiros, a 
Federação Nacional dos Institutos dos 
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49 
 
Advogados do Brasil e as instituições a eles 
filiadas têm qualidade para promover perante 
a OAB o que julgarem do interesse dos 
advogados em geral ou de qualquer de seus 
membros. 
 
DICA 29 
ADVOCACIA PRO BONO (Art. 30, do CEDOAB) 
 
Art. 30, CEDOAB. No exercício da advocacia pro 
bono, e ao atuar como defensor nomeado, 
conveniado ou dativo, o advogado empregará o 
zelo e a dedicação habituais, de forma que a 
parte por ele assistida se sinta amparada e 
confie no seu patrocínio. 
§ 1º Considera-se advocacia pro bono a 
prestação gratuita, eventual e voluntária de 
serviços jurídicos em favor de instituições 
sociais sem fins econômicos e aos seus 
assistidos, sempre que os beneficiários não 
dispuserem de recursos para a contratação de 
profissional. 
§ 2º A advocacia pro bono pode ser exercida em 
favor de pessoas naturais que, igualmente, não 
dispuserem de recursos para, sem prejuízo do 
próprio sustento, contratar advogado. 
§ 3º A advocacia pro bono não pode ser 
utilizada para fins político-partidários ou 
eleitorais, nem beneficiar instituições que 
visem a tais objetivos, ou como instrumento de 
publicidade para captação de clientela. 
Sobre o entendimento acima visto, vejamos 
como o tema foi cobrado no 38º Exame da OAB: 
O advogado Luís Santos, regularmente inscrito 
na OAB, está em início de carreira. Luís presta 
serviços jurídicos a determinada instituição 
social sem fins econômicos, consistentes em 
patrocinar seus interesses em demanda judicial 
em curso. 
Sobre a atuação de Luís, assinale a afirmativa 
correta. 
(A) Não poderá ser considerada advocacia pro 
bono a atuação gratuita de Luís como advogado 
das pessoas naturais, hipossuficientes 
econômicas, beneficiárias da instituição social. 
(B) É ilícito que Luís preste gratuitamente tais 
serviços jurídicos, se o objetivo é valer-se de sua 
atuação como instrumento de publicidade da 
sua atividade profissional. 
(C) A atuação gratuita de Luís, ainda que não seja 
eventual, na defesa em Juízo da mencionada 
instituição social, pode ser considerada 
advocacia pro bono. 
(D) É admitida a prestação por Luís, sob a forma 
de advocacia pro bono voluntária, de serviços 
jurídicos para uma instituição social cobrando 
preços simbólicos, haja vistaa ausência de fins 
econômicos. 
R: LETRA B. 
 
DICA 30 
RELAÇÃO COM O CLIENTE (Art. 9º ao 26º, do 
CEDOAB) 
 
O advogado deve informar o cliente, de modo 
claro e inequívoco, quanto a eventuais riscos da 
sua pretensão, e das consequências que 
poderão advir da demanda. Deve, igualmente, 
denunciar, desde logo, a quem lhe solicite 
parecer ou patrocínio, qualquer circunstância 
que possa influir na resolução de submeter-lhe 
a consulta ou confiar-lhe a causa. 
As relações entre advogado e cliente baseiam-
se na confiança recíproca. Sentindo o advogado 
que essa confiança lhe falta, é recomendável 
que externe ao cliente sua impressão e, não se 
dissipando as dúvidas existentes, promova, em 
seguida, o substabelecimento do mandato ou a 
ele renuncie. 
O advogado, no exercício do mandato, atua 
como patrono da parte, cumprindo-lhe, por 
isso, imprimir à causa orientação que lhe 
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50 
 
pareça mais adequada, sem se subordinar a 
intenções contrárias do cliente, mas, antes, 
procurando esclarecê-lo quanto à estratégia 
traçada. 
A conclusão ou desistência da causa, tenha 
havido, ou não, extinção do mandato, obriga o 
advogado a devolver ao cliente bens, valores e 
documentos que lhe hajam sido confiados e 
ainda estejam em seu poder, bem como a 
prestar-lhe contas, pormenorizadamente, sem 
prejuízo de esclarecimentos complementares 
que se mostrem pertinentes e necessários. 
Vale ressaltar, contudo, que a parcela dos 
honorários paga pelos serviços até então 
prestados não se inclui entre os valores a ser 
devolvidos. 
Concluída a causa ou arquivado o processo, 
presume-se cumprido e extinto o mandato. 
O advogado não deve aceitar procuração de 
quem já tenha patrono constituído, sem prévio 
conhecimento deste, SALVO POR MOTIVO 
PLENAMENTE JUSTIFICÁVEL OU PARA ADOÇÃO 
DE MEDIDAS JUDICIAIS URGENTES E 
INADIÁVEIS. 
A renúncia ao patrocínio deve ser feita SEM 
MENÇÃO DO MOTIVO que a determinou, 
fazendo cessar a responsabilidade profissional 
pelo acompanhamento da causa, uma vez 
decorrido o prazo previsto em lei (EAOAB, Art. 
5º, § 3º) – DEZ DIAS. 
A renúncia ao mandato não exclui 
responsabilidade por danos eventualmente 
causados ao cliente ou a terceiros. 
O advogado não será responsabilizado por 
omissão do cliente quanto a documento ou 
informação que lhe devesse fornecer para a 
prática oportuna de ato processual do seu 
interesse. 
A revogação do mandato judicial por vontade do 
cliente não o desobriga do pagamento das 
verbas honorárias contratadas, assim como 
não retira o direito do advogado de receber o 
quanto lhe seja devido em eventual verba 
honorária de sucumbência, calculada 
proporcionalmente em face do serviço 
efetivamente prestado. 
O mandato judicial ou extrajudicial não se 
extingue pelo decurso de tempo, SALVO SE O 
CONTRÁRIO FOR CONSIGNADO NO RESPECTIVO 
INSTRUMENTO. 
Os advogados integrantes da mesma sociedade 
profissional, ou reunidos em caráter 
permanente para cooperação recíproca, não 
podem representar, em juízo ou fora dele, 
CLIENTES COM INTERESSES OPOSTOS. 
Sobrevindo conflito de interesses entre seus 
constituintes e não conseguindo o advogado 
harmonizá-los, caber-lhe-á optar, com 
prudência e discrição, por um dos mandatos, 
renunciando aos demais, RESGUARDADO 
SEMPRE O SIGILO PROFISSIONAL. 
O advogado, ao postular em nome de terceiros, 
contra ex-cliente ou ex-empregador, judicial e 
extrajudicialmente, deve resguardar o SIGILO 
PROFISSIONAL. 
O advogado deve abster-se de patrocinar causa 
contrária à validade ou legitimidade de ato 
jurídico em cuja formação haja colaborado ou 
intervindo de qualquer maneira; da mesma 
forma, deve declinar seu impedimento ou o da 
sociedade que integre quando houver conflito 
de interesses motivado por intervenção 
anterior no trato de assunto que se prenda ao 
patrocínio solicitado. 
O advogado não se sujeita à imposição do 
cliente que pretenda ver com ele atuando 
outros advogados, nem fica na contingência de 
aceitar a indicação de outro profissional para 
com ele trabalhar no processo. 
É proibido ao advogado atuar no mesmo 
processo, simultaneamente, como patrono e 
preposto do empregador ou cliente. 
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51 
 
O substabelecimento do mandato, COM 
RESERVA DE PODERES, É ATO PESSOAL DO 
ADVOGADO DA CAUSA. 
O substabelecimento do mandato SEM 
RESERVA DE PODERES EXIGE O PRÉVIO E 
INEQUÍVOCO CONHECIMENTO DO CLIENTE. 
O substabelecido com reserva de poderes deve 
ajustar antecipadamente seus honorários com o 
substabelecente. 
 
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
DICA 01 
SUJEITOS PROTEGIDOS 
A criança e o adolescente são os sujeitos 
protegidos pelo ECA. O estatuto da criança e do 
adolescente considera CRIANÇA a pessoa que 
possua 12 anos de idade INCOMPLETOS. Por 
sua vez, o ADOLESCENTE está compreendido 
entre os maiores de 12 anos e os menores de 18 
anos. 
CUIDADO: A CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS 
DA CRIANÇA consideram criança todo menor de 
18 anos, ou seja, para questões relacionadas a 
Direitos Humanos e seu âmbito Internacional, o 
qual não se confunde com o ECA (que é aplicado 
no nosso âmbito interno), deverá ser 
considerado criança toda pessoa menor de 18 
anos. 
CUIDADO: O ECA se aplica apenas aos menos de 
18 anos? NÃO. Excepcionalmente, em casos 
expressos em lei, o ECA poderá ser aplicado aos 
menores de 21 anos. 
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos 
desta Lei, a pessoa até doze anos de idade 
incompletos, e adolescente aquela entre doze e 
dezoito anos de idade. 
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, 
aplica-se excepcionalmente este Estatuto às 
pessoas entre dezoito e vinte e um anos de 
idade. 
 
DICA 02 
PROTEÇÃO INTEGRAL 
O princípio da proteção integral da criança e do 
adolescente encontra-se expresso no era.4º da 
Lei 8069/1990: 
Art. 3º A criança e ao adolescente gozam de 
todos os direitos fundamentais inerentes à 
pessoa humana, sem prejuízo da proteção 
integral de que trata esta Lei, assegurando-se 
lhes, por lei ou por outros meios, todas as 
oportunidades e facilidades, a fim de lhes 
facultar o desenvolvimento físico, mental, 
moral, espiritual e social, em condições de 
liberdade e de dignidade. 
Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta 
Lei aplicam-se a todas as crianças e 
adolescentes, sem discriminação de 
nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, 
etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, 
condição pessoal de desenvolvimento e 
aprendizagem, condição econômica, ambiente 
social, região e local de moradia ou outra 
condição que diferencie as pessoas, as famílias 
ou a comunidade em que vivem. 
E quem são os responsáveis por proteger 
integralmente as crianças e os adolescentes? 
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da 
sociedade em geral e do poder público 
assegurar, com absoluta prioridade, a 
efetivação dos direitos referentes à vida, à 
saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, 
ao lazer, à profissionalização, à cultura, à 
dignidade, ao respeito, à liberdade e à 
convivência familiar e comunitária. 
 
DICA 03 
DIREITO Á VIDA 
 Art. 7º A criança e ao adolescente têm direito a 
proteção à vida e à saúde, mediante a 
efetivação de políticas sociais públicas que 
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52 
 
permitam o nascimento e o desenvolvimento 
sadio e harmonioso, em condições dignas de 
existência. 
Art. 8 o É assegurado a todas as mulheres o 
acesso aos programas e às políticas de saúde da 
mulher e de planejamento reprodutivo e, às 
gestantes, nutrição adequada, atenção 
humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério 
e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal 
integral no âmbito do Sistema Único de Saúde. 
§ 1 o atendimento pré-natal será realizado por 
profissionais da atenção primária 
§ 2 o Os profissionais de saúde de referência da 
gestantegarantirão sua vinculação, no último 
trimestre da gestação, ao estabelecimento em 
que será realizado o parto, garantido o direito 
de opção da mulher. 
§ 4 o Incumbe ao poder público proporcionar 
assistência psicológica à gestante e à mãe, no 
período pré e pós-natal, inclusive como forma 
de prevenir ou minorar as consequências do 
estado puerperal (aqui não menciona em 
assistência psicológica no período perinatal, 
mas apenas no PRÉ e PÓS-NATAL) 
§ 6 o A gestante e a parturiente têm direito a 1 
(um) acompanhante de sua preferência 
durante o período do pré-natal, do trabalho de 
parto e do pós-parto imediato. 
O marco Civil da primeira infância incluiu um 
parágrafo no art.8º do ECA, determinando uma 
ação positiva do Estado em situações de 
abandono pela gestante as suas consultas de 
pré-natal como de pós-natal, assim como a 
quelas que sequer iniciaram seu 
acompanhamento. 
§ 9 o A atenção primária à saúde fará a busca 
ativa da gestante que não iniciar ou que 
abandonar as consultas de pré-natal, bem como 
da puérpera que não comparecer às consultas 
pós-parto. 
 
DICA 04 
SEMANA NACIONAL DE PREVENÇÃO A 
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA 
Art. 8º-A. Fica instituída a Semana Nacional de 
Prevenção da Gravidez na Adolescência, a ser 
realizada anualmente na semana que incluir o 
dia 1º de fevereiro, com o objetivo de 
disseminar informações sobre medidas 
preventivas e educativas que contribuam para 
a redução da incidência da gravidez na 
adolescência. 
Parágrafo único. As ações destinadas a efetivar 
o disposto no caput deste artigo ficarão a cargo 
do poder público, em conjunto com 
organizações da sociedade civil, e serão dirigidas 
prioritariamente ao público adolescente. 
 
DICA 05 
DAS OBRIGAÇÕES DOS HOSPITAIS E 
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE 
Art. 10. Os hospitais e demais estabelecimentos 
de atenção à saúde de gestantes, públicos e 
particulares, são obrigados a: 
I - Manter registro das atividades desenvolvidas, 
através de prontuários individuais, pelo prazo 
de dezoito anos; 
II - Proceder a exames visando ao diagnóstico e 
terapêutica de anormalidades no metabolismo 
do recém-nascido, bem como prestar 
orientação aos pais; 
NOVIDADELEGISLATIVA 
§ 1º Os testes para o rastreamento de doenças 
no recém-nascido serão disponibilizados pelo 
Sistema Único de Saúde, no âmbito do 
Programa Nacional de Triagem Neonatal 
(PNTN), na forma da regulamentação elaborada 
pelo Ministério da Saúde, com implementação 
de forma escalonada, de acordo com a seguinte 
ordem de progressão: 
I – Etapa 1: 
a) fenilcetonúria e outras hiperfenilalaninemias 
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53 
 
b) hipotireoidismo congênito; 
c) doença falciforme e outras 
hemoglobinopatias 
d) fibrose cística 
e) hiperplasia adrenal congênita 
f) deficiência de biotinidase; 
g) toxoplasmose congênita; 
II – Etapa 2: 
a) galactosemias 
b) aminoacidopatias; 
c) distúrbios do ciclo da ureia; 
d) distúrbios da betaoxidação dos ácidos 
graxos; 
III – etapa 3: doenças lisossômicas 
IV – Etapa 4: imunodeficiências primárias; 
V – Etapa 5: atrofia muscular espinhal 
§ 2º A delimitação de doenças a serem 
rastreadas pelo teste do pezinho, no âmbito do 
PNTN, será revisada periodicamente, com base 
em evidências científicas, considerados os 
benefícios do rastreamento, do diagnóstico e do 
tratamento precoce, priorizando as doenças 
com maior prevalência no País, com protocolo 
de tratamento aprovado e com tratamento 
incorporado no Sistema Único de Saúde. 
§ 3º O rol de doenças constante do § 1º deste 
artigo poderá ser expandido pelo poder público 
com base nos critérios estabelecidos no § 2º 
deste artigo. 
§ 4º Durante os atendimentos de pré-natal e de 
puerpério imediato, os profissionais de saúde 
devem informar a gestante e os acompanhantes 
sobre a importância do teste do pezinho e 
sobre as eventuais diferenças existentes entre 
as modalidades oferecidas no Sistema Único de 
Saúde e na rede privada de saúde. 
Art. 12. Os estabelecimentos de atendimento à 
saúde, inclusive as unidades neonatais, de 
terapia intensiva e de cuidados intermediários, 
deverão proporcionar condições para a 
permanência em tempo integral de um dos pais 
ou responsável, nos casos de internação de 
criança ou adolescente. 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de 
castigo físico, de tratamento cruel ou 
degradante e de maus-tratos contra criança ou 
adolescente serão obrigatoriamente 
comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva 
localidade, sem prejuízo de outras providências 
legais 
#linkmental 
Obs: Link mental é um hastag que utilizo 
quando quero que você faça um link na sua 
mente sobre um assunto que estais estudando 
e outra matéria ou a mesma matéria 
disciplinada em artigos diferentes. 
(Para passar na OAB é necessário um estudo 
interdisciplinar!) 
Código Penal 
Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de 
pessoa sob sua autoridade, guarda ou 
vigilância, para fim de educação, ensino, 
tratamento ou custódia, quer privando-a de 
alimentação ou cuidados indispensáveis, quer 
sujeitando-a a trabalho excessivo ou 
inadequado, quer abusando de meios de 
correção ou disciplina: 
Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou 
multa. 
§ 1º - Se do fato resulta lesão corporal de 
natureza grave: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos. 
§ 2º - Se resulta a morte: 
Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
§ 3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o crime 
é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) 
anos (incluído pela Lei nº 8.069, de 1990) 
Estatuto da Criança e do Adolescente 
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54 
 
Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será 
objeto de qualquer forma de negligência, 
discriminação, exploração, violência, crueldade 
e opressão, punido na forma da lei qualquer 
atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos 
fundamentais. 
Art. 130. Verificada a hipótese de maus-tratos, 
opressão ou abuso sexual impostos pelos pais 
ou responsável, a autoridade judiciária poderá 
determinar, como medida cautelar, o 
afastamento do agressor da moradia comum. 
Parágrafo único. Da medida cautelar constará, 
ainda, a fixação provisória dos alimentos de que 
necessitem a criança ou o adolescente 
dependente do agressor. 
 
DICA 06 
DIREITO A LIBERDADE, AO RESPEITO E Á 
DIGNIDIDADE 
Toda criança e adolescente tem direito de ir e 
vir, de brincar, se divertir, ter ocupação 
esportiva... 
 Art. 16. O direito à liberdade compreende os 
seguintes aspectos: 
I - Ir, vir e estar nos logradouros públicos e 
espaços comunitários, ressalvadas as restrições 
legais; 
II - Opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - Brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - Participar da vida familiar e comunitária, sem 
discriminação; 
VI - Participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
 Art. 17. O direito ao respeito consiste na 
inviolabilidade da integridade física, psíquica e 
moral da criança e do adolescente, abrangendo 
a preservação da imagem, da identidade, da 
autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos 
espaços e objetos pessoais. 
Art. 18-A. A criança e ao adolescente têm o 
direito de ser educados e cuidados sem o uso de 
castigo físico ou de tratamento cruel ou 
degradante, como formas de correção, 
disciplina, educação ou qualquer outro 
pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família 
ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes 
públicos executores de medidas socioeducativas 
ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar 
deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. 
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, 
considera-se: 
I - Castigo físico: ação de natureza disciplinar ou 
punitiva aplicada com o uso da força física sobre 
a criança ou o adolescente que resulte em 
a) sofrimento físico; ou 
b) lesão;II - Tratamento cruel ou degradante: conduta 
ou forma cruel de tratamento em relação à 
criança ou ao adolescente que: 
a) humilhe; 
b) ameace gravemente; 
c) ridicularize. 
PRESTA ATENÇÃO: 
Castigo físico: COM O USO DA FORÇA FÍSICA 
Tratamento cruel ou degradante: SEM O USO 
DA FORÇA FÍSICA. 
Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família 
ampliada, os responsáveis, os agentes públicos 
executores de medidas socioeducativas ou 
qualquer pessoa encarregada de cuidar de 
crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los 
ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou 
tratamento cruel ou degradante como formas 
de correção, disciplina, educação ou qualquer 
outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de 
outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, 
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55 
 
que serão aplicadas de acordo com a gravidade 
do caso: 
I - Encaminhamento a programa oficial ou 
comunitário de proteção à família; 
II - Encaminhamento a tratamento psicológico 
ou psiquiátrico; 
III - encaminhamento a cursos ou programas de 
orientação; 
IV - Obrigação de encaminhar a criança a 
tratamento especializado; 
V - Advertência. 
VI - Garantia de tratamento de saúde 
especializado à vítima. (NOVIDADE 
LEGISLATIVA) 
Parágrafo único. As medidas previstas neste 
artigo serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, 
sem prejuízo de outras providências legais. 
 
DICA 07 
DO DIREITO A CONVIVÊNCIA FAMILIAR E 
COMUNITÁRIA 
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser 
criado e educado no seio de sua família e, 
excepcionalmente, em família substituta, 
assegurada a convivência familiar e comunitária, 
em ambiente que garanta seu desenvolvimento 
integral. 
§ 1 o Toda criança ou adolescente que estiver 
inserido em programa de acolhimento familiar 
ou institucional terá sua situação reavaliada, no 
máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a 
autoridade judiciária competente, com base em 
relatório elaborado por equipe interprofissional 
ou multidisciplinar, decidir de forma 
fundamentada pela possibilidade de 
reintegração familiar ou pela colocação em 
família substituta, em quaisquer das 
modalidades previstas no art. 28 desta Lei. 
§ 2 o A permanência da criança e do 
adolescente em programa de acolhimento 
institucional não se prolongará por mais de 18 
(dezoito meses), salvo comprovada necessidade 
que atenda ao seu superior interesse, 
devidamente fundamentada pela autoridade 
judiciária. 
 3 o A manutenção ou a reintegração de criança 
ou adolescente à sua família terá preferência 
em relação a qualquer outra providência, caso 
em que será está incluída em serviços e 
programas de proteção, apoio e promoção, nos 
termos do § 1 o do art. 23, dos incisos I e IV 
do caput do art. 101 e dos incisos I a IV 
do caput do art. 129 desta Lei. 
§ 4 o Será garantida a convivência da criança e 
do adolescente com a mãe ou o pai privado de 
liberdade, por meio de visitas periódicas 
promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses 
de acolhimento institucional, pela entidade 
responsável, independentemente de 
autorização judicial. 
§ 5 o Será garantida a convivência integral da 
criança com a mãe adolescente que estiver em 
acolhimento institucional. 
§ 6 o A mãe adolescente será assistida por 
equipe especializada multidisciplinar. 
PRESTE ATENÇÃO: A SITUAÇÃO DA CRIANÇA E 
DO ADOLESCENTE SERÁ REAVILIADA NO 
MÁXIMO A CADA 3 MESES, OU SEJA, PODERÁ 
SER REAVALIADA EM 1, 2....ATÉ 3 MESES; A SUA 
PERMANÊNCIA NÃO PODERÁ EXCEDER O 
PRAZO DE 18 MESES. 
 
DICA 08 
PODER FAMILIAR 
O poder familiar será exercido, em igualdade de 
condições, pelo pai e pela mãe, na forma do que 
dispuser a legislação civil, assegurado a 
qualquer deles o direito de, em caso de 
discordância, recorrer à autoridade judiciária 
competente para a solução da divergência. 
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56 
 
 Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda 
e educação dos filhos menores, cabendo-lhes 
ainda, no interesse destes, a obrigação de 
cumprir e fazer cumprir as determinações 
judiciais. 
A mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos 
iguais e deveres e responsabilidades 
compartilhados no cuidado e na educação da 
criança, devendo ser resguardado o direito de 
transmissão familiar de suas crenças e culturas, 
assegurados os direitos da criança e do 
adolescente. 
A falta ou a carência de recursos materiais não 
constitui motivo suficiente para a perda ou a 
suspensão do poder familiar. 
 
DICA 09 
DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR 
A condenação criminal do pai ou da mãe, EM 
REGRA GERAL, não implicará a destituição do 
poder familiar 
PRESTA ATENÇÃO: ESTAMOS FALANDO DE 
CONDENAÇÃO E NÃO DE PROCESSSO/PRISÃO 
TA? 
Contudo, caso o pai ou a mão da criança e do 
adolescente venha a ser condenado (NÃO É 
PROCESSADO) por crime doloso sujeito à pena 
de reclusão contra outrem igualmente titular do 
mesmo poder familiar ou contra filho, filha ou 
outro descendente. 
DICA 10 
SUSPENSÃO E PERDA DO PODER FAMILIAR 
 A perda e a suspensão do poder familiar serão 
decretadas judicialmente, em procedimento 
contraditório, nos casos previstos na legislação 
civil, bem como na hipótese de descumprimento 
injustificado dos deveres de sustento, guarda e 
educação dos filhos. 
Art. 1.637do CC. Se o pai, ou a mãe, abusar de 
sua autoridade, faltando aos deveres a eles 
inerentes ou arruinando os bens dos filhos, 
cabe ao juiz, requerendo algum parente, ou o 
Ministério Público, adotar à medida que lhe 
pareça reclamada pela segurança do menor e 
seus haveres, até suspendendo o poder 
familiar, quando convenha. 
Parágrafo único. Suspende-se igualmente o 
exercício do poder familiar ao pai ou à mãe 
condenados por sentença irrecorrível, em 
virtude de crime cuja pena exceda a dois anos 
de prisão. 
Nas causas de suspensão do poder familiar a 
criança e o adolescente podem voltar a residir 
novamente com os pais quando cessado o 
motivo que levou a suspensão. 
Por sua vez, a perda do poder familiar é uma das 
situações mais graves no âmbito familiar, a qual 
gera a extinção do mesmo. 
Art. 1.638. Perderá por ato judicial o poder 
familiar o pai ou a mãe que: 
I - Castigar imoderadamente o filho; 
II - Deixar o filho em abandono; 
III - praticar atos contrários à moral e aos bons 
costumes; 
IV - Incidir, reiteradamente, nas faltas previstas 
no artigo antecedente. 
V - Entregar de forma irregular o filho a terceiros 
para fins de adoção. 
Art. 1.635 do CC- Extingue-se o poder familiar: 
I - Pela morte dos pais ou do filho; 
II - Pela emancipação, 
III - pela maioridade; 
IV - Pela adoção; 
V - Por decisão judicial, na forma do artigo 1.638 
- o qual trata das causas de perda do poder 
familiar. 
NÃO CONFUNDA AS CAUSAS DE SUSPENSÃO, 
PERDA E EXTINÇÃO DO PODER FAMILIAR. 
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57 
 
NOTE QUE QUALQUER CONDENAÇÃO 
IRRECORRÍVEL ACIMA DE 2 ANOS É CAUSA DE 
SUSPENSÃO DO PODER FAMILIAR.TODAVIA, A 
SENTENÇA CONDENATÓRIA (NÃO PRECISA SER 
IRRECORRÍVEL) POR CRIME DOLOSO SUJEITO A 
PENA DE RECLUSÃO contra outrem igualmente 
titular do mesmo poder familiar ou contra filho, 
filha ou outro descendente É CAUSA DE 
DESTITUIÇÃO. 
 
Art. 155. O procedimento para a perda ou a 
suspensão do poder familiar terá início por 
provocação do Ministério Público ou de quem 
tenha legítimo interesse. 
Art. 157. Havendo motivo grave, poderá a 
autoridade judiciária, ouvido o Ministério 
Público, decretar a suspensão do poder 
familiar , liminar ou incidentalmente, até o 
julgamento definitivo da causa, ficando a criança 
ou adolescente confiado a pessoa idônea, 
mediante termo de responsabilidade. 
A concessão da liminar será, preferencialmente, 
precedida de entrevista da criança ou do 
adolescente perante equipe multidisciplinar e 
de oitiva da outra parte, nos termos da Lei nº 
13.431, de 4 de abrilde 2017. (Incluído pela 
Lei nº 14.340, de 2022) 
 Se houver indícios de ato de violação de direitos 
de criança ou de adolescente, o juiz comunicará 
o fato ao Ministério Público e encaminhará os 
documentos pertinentes. 
 
DICA 12 
FAMÍLIA NATURAL E FAMÍLIA EXTENSA 
Conforme expresso pelo estatuto da criança e 
do adolescente existe 3 definições de família: a 
natural, a extensa e a substituta. 
Família natural- Entende-se por família natural 
a comunidade formada pelos pais ou qualquer 
deles e seus descendentes 
Família extensa- Entende-se por família extensa 
ou ampliada aquela que se estende para além da 
unidade pais e filhos ou da unidade do casal, 
formada por parentes próximos com os quais a 
criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade 
E a substituta? É a originada por meio dos 
institutos jurídicos da Guarda, tutela e adoção. 
A colocação da criança ou adolescente em 
família substituta será precedida de sua 
preparação gradativa e acompanhamento 
posterior, realizados pela equipe 
interprofissional a serviço da Justiça da Infância 
e da Juventude, preferencialmente com o apoio 
dos técnicos responsáveis pela execução da 
política municipal de garantia do direito à 
convivência familiar. 
Em se tratando de criança ou adolescente 
indígena ou proveniente de comunidade 
remanescente de quilombo, é ainda 
obrigatório: 
I - Que sejam consideradas e respeitadas sua 
identidade social e cultural, os seus costumes e 
tradições, bem como suas instituições, desde 
que não sejam incompatíveis com os direitos 
fundamentais reconhecidos por esta Lei e pela 
Constituição Federal; 
II - Que a colocação familiar ocorra 
prioritariamente no seio de sua comunidade ou 
junto a membros da mesma etnia; 
III - a intervenção e oitiva de representantes do 
órgão federal responsável pela política 
indigenista, no caso de crianças e adolescentes 
indígenas, e de antropólogos, perante a equipe 
interprofissional ou multidisciplinar que irá 
acompanhar o caso. 
Sempre que possível, a criança ou o adolescente 
será previamente ouvido por equipe 
interprofissional, respeitado seu estágio de 
desenvolvimento e grau de compreensão sobre 
as implicações da medida, e terá sua opinião 
devidamente considerada. 
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58 
 
Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de 
idade, será necessário seu consentimento, 
colhido em audiência. 
Art. 29. Não se deferirá colocação em família 
substituta a pessoa que revele, por qualquer 
modo, incompatibilidade com a natureza da 
medida ou não ofereça ambiente familiar 
adequado. 
 Art. 30. A colocação em família substituta não 
admitirá transferência da criança ou 
adolescente a terceiros ou a entidades 
governamentais ou não-governamentais, sem 
autorização judicial. 
 Art. 31. A colocação em família substituta 
estrangeira constitui medida excepcional, 
somente admissível na modalidade de adoção. 
DICA 13 
GUARDA 
A guarda de fato é aquela que reflete a 
condição vivenciada pelos genitores e pela 
criança, ou seja, a forma de exercício 
da guarda antes mesmo de uma definição 
judicial acerca da guarda. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de 
assistência material, moral e educacional à 
criança ou adolescente, conferindo a seu 
detentor o direito de opor-se a terceiros, 
inclusive aos pais. 
§ 1º A guarda destina-se a regularizar a posse 
de fato, podendo ser deferida, liminar ou 
incidentalmente, nos procedimentos de tutela e 
adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. 
§ 2º Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, 
fora dos casos de tutela e adoção, para atender 
a situações peculiares ou suprir a falta eventual 
dos pais ou responsável, podendo ser deferido o 
direito de representação para a prática de atos 
determinados. 
§ 3º A guarda confere à criança ou adolescente 
a condição de dependente, para todos os fins e 
efeitos de direito, inclusive previdenciários. 
§4 o Salvo expressa e fundamentada 
determinação em contrário, da autoridade 
judiciária competente, ou quando a medida for 
aplicada em preparação para adoção, o 
deferimento da guarda de criança ou 
adolescente a terceiros não impede o exercício 
do direito de visitas pelos pais, assim como o 
dever de prestar alimentos, que serão objeto de 
regulamentação específica, a pedido do 
interessado ou do Ministério Público. 
 
DICA 14 
GUARDA UNILATERAL X GUARDA 
COMPARTILHADA 
A guarda será unilateral ou compartilhada. 
§ 1o Compreende-se por guarda unilateral a 
atribuída a um só dos genitores ou a alguém que 
o substitua (art. 1.584, § 5o) e, por guarda 
compartilhada a responsabilização conjunta e o 
exercício de direitos e deveres do pai e da mãe 
que não vivam sob o mesmo teto, concernentes 
ao poder familiar dos filhos comuns. 
§ 2o A guarda unilateral será atribuída ao 
genitor que revele melhores condições para 
exercê-la e, objetivamente, mais aptidão para 
propiciar aos filhos os seguintes fatores: 
I – Afeto nas relações com o genitor e com o 
grupo familiar; 
II – saúde e segurança; 
III – educação. 
§ 3o A guarda unilateral obriga o pai ou a mãe 
que não a detenha a supervisionar os 
interesses dos filhos. 
Art. 1.584. A guarda, unilateral ou 
compartilhada, poderá ser: 
I – Requerida, por consenso, pelo pai e pela 
mãe, ou por qualquer deles, em ação autônoma 
de separação, de divórcio, de dissolução de 
união estável ou em medida cautelar; 
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59 
 
II – Decretada pelo juiz, em atenção a 
necessidades específicas do filho, ou em razão 
da distribuição de tempo necessário ao convívio 
deste com o pai e com a mãe. 
§ 2o Quando não houver acordo entre a mãe e 
o pai quanto à guarda do filho, será aplicada, 
sempre que possível, a guarda compartilhada. 
A guarda poderá ser revogada a qualquer 
tempo, mediante ato judicial fundamentado, 
ouvido o Ministério Público 
 
DICA 15 
TUTELA 
 
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei 
civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos 
incompletos. 
Parágrafo único. O deferimento da tutela 
pressupõe a prévia decretação da perda ou 
suspensão do pátrio poder, poder familiar e 
implica necessariamente o dever de guarda. 
SEMPRE CAI 
 
DICA 17 
ADOÇÃO 
A adoção é medida excepcional e irrevogável, à 
qual se deve recorrer apenas quando esgotados 
os recursos de manutenção da criança ou 
adolescente na família natural ou extensa, na 
forma do parágrafo único do art. 25 desta Lei. 
 
É vedada a adoção por procuração 
 
Em caso de conflito entre direitos e interesses 
do adotando e de outras pessoas, inclusive seus 
pais biológicos, devem prevalecer os direitos e 
os interesses do adotando. 
 
 Art. 40. O adotando deve contar com, no 
máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo 
se já estiver sob a guarda ou tutela dos 
adotantes. 
 
 Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao 
adotado, com os mesmos direitos e deveres, 
inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer 
vínculo com pais e parentes, salvo os 
impedimentos matrimoniais. 
§ 1º Se um dos cônjuges ou concubinos adota o 
filho do outro, mantêm-se os vínculos de filiação 
entre o adotado e o cônjuge ou concubino do 
adotante e os respectivos parentes. 
§ 2º É recíproco o direito sucessório entre o 
adotado, seus descendentes, o adotante, seus 
ascendentes, descendentes e colaterais até o 
4º grau, observada a ordem de vocação 
hereditária. 
 
 Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 
(dezoito) anos, independentemente do estado 
civil. 
§ 1º Não podem adotar os ascendentes e os 
irmãos do adotando. 
§ 2 o Para adoção conjunta, é indispensável que 
os adotantes sejam casados civilmente ou 
mantenham união estável, comprovada a 
estabilidade da família. 
 
§ 3º O adotante há de ser, pelo menos, 
dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
 
§ 4 o Os divorciados, os judicialmente 
separados e os ex-companheiros podemadotar 
conjuntamente, contanto que acordem sobre a 
guarda e o regime de visitas e desde que o 
estágio de convivência tenha sido iniciado na 
constância do período de convivência e que 
seja comprovada a existência de vínculos de 
afinidade e afetividade com aquele não 
detentor da guarda, que justifiquem a 
excepcionalidade da concessão. 
§ 5 o Nos casos do § 4 o deste artigo, desde que 
demonstrado efetivo benefício ao adotando, 
será assegurada a guarda compartilhada, 
conforme previsto no art. 1.584 da Lei 
n o 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código 
Civil . 
§ 6 o A adoção poderá ser deferida ao adotante 
que, após inequívoca manifestação de vontade, 
vier a falecer no curso do procedimento, antes 
de prolatada a sentença. 
 
 Art. 44. Enquanto não der conta de sua 
administração e saldar o seu alcance, não pode 
o tutor ou o curador adotar o pupilo ou o 
curatelado. 
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60 
 
 
 Art. 45. A adoção depende do consentimento 
dos pais ou do representante legal do adotando. 
§ 1º. O consentimento será dispensado em 
relação à criança ou adolescente cujos pais 
sejam desconhecidos ou tenham sido 
destituídos do pátrio poder familiar . 
§ 2º. Em se tratando de adotando maior de doze 
anos de idade, será também necessário o seu 
consentimento. 
 Art. 46. A adoção será precedida de estágio de 
convivência com a criança ou adolescente, pelo 
prazo máximo de 90 (noventa) dias, observadas 
a idade da criança ou adolescente e as 
peculiaridades do caso. 
§ 1 o estágio de convivência poderá ser 
dispensado se o adotando já estiver sob a 
tutela ou guarda legal do adotante durante 
tempo suficiente para que seja possível avaliar a 
conveniência da constituição do vínculo. 
 
§ 2 o A simples guarda de fato não autoriza, por 
si só, a dispensa da realização do estágio de 
convivência. SEMPRE CAI 
 
§ 2 o -A. O prazo máximo estabelecido 
no caput deste artigo pode ser prorrogado por 
até igual período, mediante decisão 
fundamentada da autoridade judiciária. 
 
§ 3 o Em caso de adoção por pessoa ou casal 
residente ou domiciliado fora do País, o estágio 
de convivência será de, no mínimo, 30 (trinta) 
dias e, no máximo, 45 (quarenta e cinco) dias, 
prorrogável por até igual período, uma única 
vez, mediante decisão fundamentada da 
autoridade judiciária. 
 
§ 3 o -A. Ao final do prazo previsto no § 3 o deste 
artigo, deverá ser apresentado laudo 
fundamentado pela equipe mencionada no § 
4 o deste artigo, que recomendará ou não o 
deferimento da adoção à autoridade judiciária 
 
§ 5 o O estágio de convivência será cumprido no 
território nacional, preferencialmente na 
comarca de residência da criança ou 
adolescente, ou, a critério do juiz, em cidade 
limítrofe, respeitada, em qualquer hipótese, a 
competência do juízo da comarca de residência 
da criança. 
 Art. 47. O vínculo da adoção constitui-se por 
sentença judicial, que será inscrita no registro 
civil mediante mandado do qual não se 
fornecerá certidão. 
§ 1º A inscrição consignará o nome dos 
adotantes como pais, bem como o nome de seus 
ascendentes. 
§ 2º O mandado judicial, que será arquivado, 
cancelará o registro original do adotado. 
 3 o A pedido do adotante, o novo registro 
poderá ser lavrado no Cartório do Registro Civil 
do Município de sua residência 
 
 7 o A adoção produz seus efeitos a partir do 
trânsito em julgado da sentença constitutiva, 
exceto na hipótese prevista no § 6 o do art. 42 
desta Lei, caso em que terá força retroativa à 
data do óbito. 
§ 10. O prazo máximo para conclusão da ação 
de adoção será de 120 (cento e vinte) dias, 
prorrogável uma única vez por igual período, 
mediante decisão fundamentada da autoridade 
judiciária. 
 
A gestante ou mãe que manifeste interesse em 
entregar seu filho para adoção, antes ou logo 
após o nascimento, será encaminhada à Justiça 
da Infância e da Juventude. 
§ 1 o A gestante ou mãe será ouvida pela equipe 
interprofissional da Justiça da Infância e da 
Juventude, que apresentará relatório à 
autoridade judiciária, considerando inclusive os 
eventuais efeitos do estado gestacional e 
puerperal. 
§ 2 o De posse do relatório, a autoridade 
judiciária poderá determinar o 
encaminhamento da gestante ou mãe, 
mediante sua expressa concordância, à rede 
pública de saúde e assistência social para 
atendimento especializado. 
§ 3 o A busca à família extensa, conforme 
definida nos termos do parágrafo único do art. 
25 desta Lei, respeitará o prazo máximo de 90 
(noventa) dias, prorrogável por igual período. 
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61 
 
§ 4 o Na hipótese de não haver a indicação do 
genitor e de não existir outro representante da 
família extensa apto a receber a guarda, a 
autoridade judiciária competente deverá 
decretar a extinção do poder familiar e 
determinar a colocação da criança sob a guarda 
provisória de quem estiver habilitado a adotá-
la ou de entidade que desenvolva programa de 
acolhimento familiar ou institucional. 
§ 5 o Após o nascimento da criança, a vontade 
da mãe ou de ambos os genitores, se houver pai 
registral ou pai indicado, deve ser manifestada 
na audiência a que se refere o § 1 o do art. 166 
desta Lei, garantido o sigilo sobre a entrega. 
§ 6º Na hipótese de não comparecerem à 
audiência nem o genitor nem representante da 
família extensa para confirmar a intenção de 
exercer o poder familiar ou a guarda, a 
autoridade judiciária suspenderá o poder 
familiar da mãe, e a criança será colocada sob a 
guarda provisória de quem esteja habilitado a 
adotá-la. 
 
PRESTA ATENÇÃO: Vamos imaginar que a mãe 
gestante queira colocar o filho que irá nascer ou 
assim que ele nascer para adoção, CERTO? E 
que neste caso a mãe não indicou quem era o 
pai e que a criança não possua ninguém para 
que fique responsável por sua guarda. O que 
acontece? Nesta situação o juiz irá EXTINGUIR o 
poder familiar da mãe e colocará a criança em 
algum programa de acolhimento ou irá 
determinar a guarda provisória da criança para 
alguém que seja capaz de adotá-la. 
Agora, vamos imaginar que a criança já nasceu 
e que ambos os pais queiram entrega-la para a 
adoção ou que a mãe queira entrega-la para 
adoção, porém a criança possui pai registral ou 
que a mãe saiba quem é o pai e indicou. O que 
acontece? Neste caso será marcado uma 
audiência para que os genitores expressem a sua 
vontade de entregar a criança para a adoção. Na 
hipótese de não comparecerem à audiência 
nem o genitor nem representante da família 
extensa para confirmar a intenção de exercer o 
poder familiar ou a guarda, a autoridade 
judiciária SUSPENDERÁ o poder familiar da mãe, 
e a criança será colocada sob a guarda provisória 
de quem esteja habilitado a adotá-la. 
NÃO CONFUNDA. EM UMA SITUAÇÃO A 
GENITORA TEM O SEU PODER FAMILIAR 
EXTINTO E NA OUJTRA ELA TEM SUSPENSO. 
 § 7 o Os detentores da guarda possuem o prazo 
de 15 (quinze) dias para propor a ação de 
adoção, contado do dia seguinte à data do 
término do estágio de convivência. 
§ 8 o Na hipótese de desistência pelos genitores 
- manifestada em audiência ou perante a 
equipe interprofissional - da entrega da criança 
após o nascimento, a criança será mantida com 
os genitores, e será determinado pela Justiça da 
Infância e da Juventude o acompanhamento 
familiar pelo prazo de 180 (cento e oitenta) 
dias. 
§ 9 o É garantido à mãe o direito ao sigilo sobre 
o nascimento, respeitado o disposto no art. 48 
desta Lei. 
§ 10. Serão cadastrados para adoção recém-
nascidos e crianças acolhidas não procuradas 
por suas famílias no prazo de 30 (trinta) dias, 
contado a partir do dia do acolhimento. 
Art. 48. O adotado tem direito de conhecer sua 
origem biológica, bem como de obter acesso 
irrestrito ao processo no qual a medida foi 
aplicada e seus eventuais incidentes, após 
completar 18 (dezoito) anos. 
Parágrafo único. O acesso ao processode 
adoção poderá ser também deferido ao 
adotado menor de 18 (dezoito) anos, a seu 
pedido, assegurada orientação e assistência 
jurídica e psicológica. 
 Art. 49. A morte dos adotantes não restabelece 
o pátrio poder familiar dos pais naturais. 
 
Obs. A mãe pode adotar a sua filha biológica 
que havia sido adotada quando criança por um 
casal? 
 Caso adaptado: Viviane teve uma filha (Laura). 
Nessa época, Viviane enfrentava inúmeras 
dificuldades pessoais e financeiras e, em razão 
disso, ela entregou a criança para adoção. Laura, 
com 2 anos de idade, foi adotada por João e 
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Regina. Mesmo depois da adoção ter sido 
concretizada, Viviane visitava frequentemente 
Laura, mantendo também uma boa relação com 
os pais adotivos da criança. Com o passar do 
tempo, Viviane e Laura foram se aproximando 
cada vez mais e surgiu a vontade recíproca de se 
tornarem mãe e filha novamente. João e Regina 
concordaram com isso. Diante desse cenário, 
Viviane ajuizou ação pedindo a adoção de sua 
filha biológica Laura que, na época já estava com 
18 anos de idade. Juiz, contudo, negou o pedido 
argumentado que ele afrontaria a lei. O STJ não 
concordou com o magistrado. A lei não traz 
expressamente a impossibilidade de se adotar 
pessoa anteriormente adotada. Em outras 
palavras, a lei não proíbe que uma pessoa que 
já foi adotada anteriormente, seja novamente 
adotada. Assim, o pedido de nova adoção 
formulado pela mãe biológica, em relação à filha 
adotada por outrem, anteriormente, na 
infância, não se afigura juridicamente 
impossível, sob o argumento de ser irrevogável 
a primeira adoção, porque o escopo da norma 
do art. 39, § 1º, do ECA é proteger os interesses 
do menor adotado, vedando que os adotantes 
se arrependam da adoção efetivada. 
Na ação não se postula a nulidade ou revogação 
da adoção anterior, mas o deferimento de outra 
adoção. 
STJ. 4ª Turma. REsp 1293137/BA, Rel. Min. Raul 
Araújo, julgado em 11/10/2022 (Info 754). 
 
Obs. Caso adaptado: Elisandra deu à luz Luan. 
Como ela já tinha outros cinco filhos, resolveu 
entregar Luan, com dias de vida, aos cuidados de 
Carla e Francisco. Vale ressaltar que Elisandra é 
filha da irmã da cunhada de Francisco. 
Importante ainda mencionar que o pai biológico 
de Luan é desconhecido. Diante desse cenário, 
poucos dias depois de receberem a criança, 
Carla e Francisco ajuizaram ação de adoção 
cumulada com pedido de destituição do poder 
familiar, por meio da qual pretendem 
regularizar a situação vivenciada e serem 
formalmente considerados pais de Luan. 
Elisandra também assinou o pedido 
concordando com a destituição e com a adoção. 
O juiz negou o pedido afirmando que haveria 
burla ao cadastro de adotantes e que não 
existiria parentesco entre o casal adotante e a 
criança, razão pela qual não seria possível 
excepcionar o cadastro de adoção.O STJ não 
concordou. Principais argumentos: 
• a CF/88 rompeu com os paradigmas clássicos 
de família. O conceito de “família” adotado pelo 
ECA é amplo, abarcando tanto a família natural 
como a extensa/ampliada, sendo a affectio 
familiae o alicerce jurídico imaterial que 
pontifica o relacionamento entre os seus 
membros, essa constituída pelo afeto e 
afinidade que, por serem elementos basilares do 
Direito das Famílias hodierno, devem ser 
evocados na interpretação jurídica voltada à 
proteção e melhor interesse das crianças e 
adolescentes. 
• o art. 50, § 13, II, do ECA, ao afirmar que 
podem adotar os parentes que possuem 
afinidade/afetividade para com a criança, não 
promoveu qualquer limitação, a denotar, por 
esse aspecto, que a adoção por parente 
(consanguíneo, colateral ou por afinidade) é 
amplamente admitida quando demonstrado o 
laço afetivo. 
• em hipóteses como a tratada no caso, critérios 
absolutamente rígidos previstos na lei não 
podem preponderar, notadamente quando em 
foco o interesse pela prevalência do bem estar, 
da vida com dignidade do menor. 
• a ordem cronológica de preferência das 
pessoas previamente cadastradas para adoção 
não tem um caráter absoluto, devendo ceder ao 
princípio do melhor interesse da criança e do 
adolescente. 
STJ. 4ª Turma. REsp 1911099-SP, Rel. Min. 
Marco Buzzi, julgado em 29/06/2021 (Info 703). 
 
DICA18 
ADOÇÃO INTERNACIONAL 
 
Considera-se adoção internacional aquela na 
qual o pretendente possui residência habitual 
em país-parte da Convenção de Haia, e deseja 
adotar criança em outro país-parte da 
Convenção. 
 
PRESTA ATENÇÃO: ADOÇÃO INTERNACIONAL 
ESTÁ RELACIONADA COM A RESIDÊNCIA DA 
PESSOA QUE PRETENDE ADOTAR E NÃO COM A 
SUA NACIONALIDADE.EX: Um brasileiro que 
mora nos EUA e que pretende adotar uma 
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63 
 
criança brasileira é exemplo de uma adoção 
internacional. 
 
 
DICA 19 
 
DA PREVENÇÃO 
 
Art. 70. É dever de todos prevenir a ocorrência 
de ameaça ou violação dos direitos da criança e 
do adolescente. 
Art. 70-A. A União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios deverão atuar de forma 
articulada na elaboração de políticas públicas e 
na execução de ações destinadas a coibir o uso 
de castigo físico ou de tratamento cruel ou 
degradante e difundir formas não violentas de 
educação de crianças e de adolescentes, tendo 
como principais ações: 
I - a promoção de campanhas educativas 
permanentes para a divulgação do direito da 
criança e do adolescente de serem educados e 
cuidados sem o uso de castigo físico ou de 
tratamento cruel ou degradante e dos 
instrumentos de proteção aos direitos 
humanos; 
II - a integração com os órgãos do Poder 
Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria 
Pública, com o Conselho Tutelar, com os 
Conselhos de Direitos da Criança e do 
Adolescente e com as entidades não 
governamentais que atuam na promoção, 
proteção e defesa dos direitos da criança e do 
adolescente; 
III - a formação continuada e a capacitação dos 
profissionais de saúde, educação e assistência 
social e dos demais agentes que atuam na 
promoção, proteção e defesa dos direitos da 
criança e do adolescente para o 
desenvolvimento das competências necessárias 
à prevenção, à identificação de evidências, ao 
diagnóstico e ao enfrentamento de todas as 
formas de violência contra a criança e o 
adolescente; 
IV - o apoio e o incentivo às práticas de resolução 
pacífica de conflitos que envolvam violência 
contra a criança e o adolescente; 
V - a inclusão, nas políticas públicas, de ações 
que visem a garantir os direitos da criança e do 
adolescente, desde a atenção pré-natal, e de 
atividades junto aos pais e responsáveis com o 
objetivo de promover a informação, a reflexão, 
o debate e a orientação sobre alternativas ao 
uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou 
degradante no processo educativo; 
VI - a promoção de espaços intersetoriais locais 
para a articulação de ações e a elaboração de 
planos de atuação conjunta focados nas famílias 
em situação de violência, com participação de 
profissionais de saúde, de assistência social e de 
educação e de órgãos de promoção, proteção e 
defesa dos direitos da criança e do adolescente. 
VII - a promoção de estudos e pesquisas, de 
estatísticas e de outras informações relevantes 
às consequências e à frequência das formas de 
violência contra a criança e o adolescente para 
a sistematização de dados nacionalmente 
unificados e a avaliação periódica dos 
resultados das medidas adotadas; (Incluído 
pela Lei nº 14.344, de 2022) 
VIII - o respeito aos valores da dignidade da 
pessoa humana, de forma a coibir a violência, o 
tratamento cruel ou degradante e as formas 
violentas de educação, correção ou 
disciplina; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022) 
IX - a promoção e a realização de campanhas 
educativas direcionadas ao público escolar e à 
sociedade em geral e a difusão desta Lei e dos 
instrumentos de proteção aos direitos humanosdas crianças e dos adolescentes, incluídos os 
canais de denúncia existentes; (Incluído pela 
Lei nº 14.344, de 2022) 
X - a celebração de convênios, de protocolos, de 
ajustes, de termos e de outros instrumentos de 
promoção de parceria entre órgãos 
governamentais ou entre estes e entidades não 
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governamentais, com o objetivo de 
implementar programas de erradicação da 
violência, de tratamento cruel ou degradante e 
de formas violentas de educação, correção ou 
disciplina; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022) 
XI - a capacitação permanente das Polícias Civil 
e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de 
Bombeiros, dos profissionais nas escolas, dos 
Conselhos Tutelares e dos profissionais 
pertencentes aos órgãos e às áreas referidos no 
inciso II deste caput, para que identifiquem 
situações em que crianças e adolescentes 
vivenciam violência e agressões no âmbito 
familiar ou institucional; (Incluído pela Lei nº 
14.344, de 2022) 
XII - a promoção de programas educacionais que 
disseminem valores éticos de irrestrito respeito 
à dignidade da pessoa humana, bem como de 
programas de fortalecimento da parentalidade 
positiva, da educação sem castigos físicos e de 
ações de prevenção e enfrentamento da 
violência doméstica e familiar contra a criança e 
o adolescente; (Incluído pela Lei nº 14.344, 
de 2022) 
XIII - o destaque, nos currículos escolares de 
todos os níveis de ensino, dos conteúdos 
relativos à prevenção, à identificação e à 
resposta à violência doméstica e 
familiar. (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022) 
Parágrafo único. As famílias com crianças e 
adolescentes com deficiência terão prioridade 
de atendimento nas ações e políticas públicas de 
prevenção e proteção. 
Art. 70-B. As entidades, públicas e privadas, que 
atuem nas áreas da saúde e da educação, além 
daquelas às quais se refere o art. 71 desta Lei, 
entre outras, devem contar, em seus quadros, 
com pessoas capacitadas a reconhecer e a 
comunicar ao Conselho Tutelar suspeitas ou 
casos de crimes praticados contra a criança e o 
adolescente. (Redação dada pela Lei nº 
14.344, de 2022) 
 
DICA 20 
 
PRODUTOS E SERVIÇOS PROIBIDOS 
 
Art. 81. É proibida a venda à criança ou ao 
adolescente de: 
I - Armas, munições e explosivos; 
II - Bebidas alcoólicas; 
III - produtos cujos componentes possam causar 
dependência física ou psíquica ainda que por 
utilização indevida; 
IV - Fogos de estampido e de artifício, exceto 
aqueles que pelo seu reduzido potencial sejam 
incapazes de provocar qualquer dano físico em 
caso de utilização indevida; 
V - Revistas e publicações a que alude o art. 78; 
VI - Bilhetes lotéricos e equivalentes. 
 
 Art. 82. É proibida a hospedagem de criança ou 
adolescente em hotel, motel, pensão ou 
estabelecimento congênere, salvo se 
autorizado ou acompanhado pelos pais ou 
responsável. 
 
 
DICA 21 
AUTORIZAÇÃO PARA VIAJAR 
 
Art. 83. Nenhuma criança ou adolescente 
menor de 16 (dezesseis) anos poderá viajar para 
fora da comarca onde reside desacompanhado 
dos pais ou dos responsáveis sem expressa 
autorização judicial. 
§ 1º A autorização não será exigida quando: 
 tratar-se de comarca contígua à da residência 
da criança ou do adolescente menor de 16 
(dezesseis) anos, se na mesma unidade da 
Federação, ou incluída na mesma região 
metropolitana; 
b) a criança ou o adolescente menor de 16 
(dezesseis) anos estiver acompanhado: 
1) de ascendente ou colateral maior, até o 
terceiro grau, comprovado documentalmente o 
parentesco; 
2) de pessoa maior, expressamente autorizada 
pelo pai, mãe ou responsável. 
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65 
 
§ 2º A autoridade judiciária poderá, a pedido 
dos pais ou responsável, conceder autorização 
válida por dois anos. 
 
Viagem internacional 
 Art. 84. Quando se tratar de viagem ao exterior, 
a autorização é dispensável, se a criança ou 
adolescente: 
I - Estiver acompanhado de ambos os pais ou 
responsável; 
II - Viajar na companhia de um dos pais, 
autorizado expressamente pelo outro através 
de documento com firma reconhecida. 
 Art. 85. Sem prévia e expressa autorização 
judicial, nenhuma criança ou adolescente 
nascido em território nacional poderá sair do 
País em companhia de estrangeiro residente ou 
domiciliado no exterior. 
 
 
Infração administrativa prevista no ECA: 
Art. 251. Transportar criança ou adolescente, 
por qualquer meio, com inobservância do 
disposto nos arts. 83, 84 e 85 desta Lei: 
Pena - multa de três a vinte salários de 
referência, aplicando-se o dobro em caso de 
reincidência. 
 
 
DICA 22 
ENTIDADES DE ATENDIMENTO 
 
Art. 90. As entidades de atendimento são 
responsáveis pela manutenção das próprias 
unidades, assim como pelo planejamento e 
execução de programas de proteção e sócio-
educativos destinados a crianças e 
adolescentes, em regime de: 
I - Orientação e apoio sociofamiliar; 
II - Apoio socioeducativo em meio aberto; 
III - colocação familiar; 
IV - Acolhimento institucional; 
V - Prestação de serviços à comunidade; 
VI - Liberdade assistida 
VII - semiliberdade; e 
VIII – internação 
As entidades governamentais e não 
governamentais deverão proceder à inscrição 
de seus programas, especificando os regimes 
de atendimento, na forma definida neste artigo, 
no Conselho Municipal dos Direitos da Criança 
e do Adolescente, o qual manterá registro das 
inscrições e de suas alterações, do que fará 
comunicação ao Conselho Tutelar e à 
autoridade judiciária. 
 
§ 3 o Os programas em execução serão 
reavaliados pelo Conselho Municipal dos 
Direitos da Criança e do Adolescente, no 
máximo, a cada 2 (dois) anos, constituindo-se 
critérios para renovação da autorização de 
funcionamento: 
I - o efetivo respeito às regras e princípios desta 
Lei, bem como às resoluções relativas à 
modalidade de atendimento prestado 
expedidas pelos Conselhos de Direitos da 
Criança e do Adolescente, em todos os níveis; 
II - a qualidade e eficiência do trabalho 
desenvolvido, atestadas pelo Conselho Tutelar, 
pelo Ministério Público e pela Justiça da Infância 
e da Juventude; 
III - em se tratando de programas de 
acolhimento institucional ou familiar, serão 
considerados os índices de sucesso na 
reintegração familiar ou de adaptação à família 
substituta, conforme o caso 
 
 Art. 91. As entidades não-governamentais 
somente poderão funcionar depois de 
registradas no Conselho Municipal dos Direitos 
da Criança e do Adolescente, o qual comunicará 
o registro ao Conselho Tutelar e à autoridade 
judiciária da respectiva localidade. 
 
O registro terá validade máxima de 4 (quatro) 
anos, cabendo ao Conselho Municipal dos 
Direitos da Criança e do Adolescente, 
periodicamente, reavaliar o cabimento de sua 
renovação, observado o disposto no § 1 o deste 
artigo. 
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66 
 
DICA 23 
ENTIDADES DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL 
E FAMILIAR 
 As entidades que desenvolvam programas de 
acolhimento familiar ou institucional deverão 
adotar os seguintes princípios: 
I - Preservação dos vínculos familiares e 
promoção da reintegração familiar; 
II - Integração em família substituta, quando 
esgotados os recursos de manutenção na família 
de origem; 
III - atendimento personalizado e em pequenos 
grupos; 
IV - Desenvolvimento de atividades em regime 
de coeducação; 
V - Não desmembramento de grupos de irmãos; 
VI - Evitar, sempre que possível, a transferência 
para outras entidades de crianças e 
adolescentes abrigados; 
VII - participação na vida da comunidade local; 
VIII - preparação gradativa para o 
desligamento; 
IX - Participação de pessoas da comunidade no 
processo educativo. 
 
§ 1 o O dirigente de entidade que desenvolve 
programa de acolhimento institucional é 
equiparado ao guardião, paratodos os efeitos 
de direito. 
§ 2 o Os dirigentes de entidades que 
desenvolvem programas de acolhimento 
familiar ou institucional remeterão à 
autoridade judiciária, no máximo a cada 6 (seis) 
meses, relatório circunstanciado acerca da 
situação de cada criança ou adolescente 
acolhido e sua família, para fins da reavaliação 
prevista no § 1 o do art. 19 desta Lei. 
 
NÃO CONFUNDA: Toda criança ou adolescente 
que estiver inserido em programa de 
acolhimento familiar ou institucional terá sua 
situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) 
meses, devendo a autoridade judiciária 
competente, com base em relatório elaborado 
por equipe interprofissional ou multidisciplinar, 
decidir de forma fundamentada pela 
possibilidade de reintegração familiar ou pela 
colocação em família substituta 
PRESTA ATENÇÃO: O RELATÓRIO REFERENTE A 
SITUAÇÃO DE CADA CRIANÇA OU ADOLESCENTE 
DEVERÁ SER ELABORADO, NO MÁXIMO A CADA 
6 MESES, POR SUA VEZ, A REAVALIAÇÃO DE 
CADA CRIANÇA OU ADOLESCENTE (ESSE 
MOMENTO OCORRE APÓS A ELABORAÇÃO DO 
PRIMEIRO RELATÓRIO TA?) DEVERÁ SER FEITA, 
NO MÁXIMO A CADA 3 MESES. 
§ 3 o Os entes federados, por intermédio dos 
Poderes Executivo e Judiciário, promoverão 
conjuntamente a permanente qualificação dos 
profissionais que atuam direta ou indiretamente 
em programas de acolhimento institucional e 
destinados à colocação familiar de crianças e 
adolescentes, incluindo membros do Poder 
Judiciário, Ministério Público e Conselho 
Tutelar. 
§ 5 o As entidades que desenvolvem programas 
de acolhimento familiar ou institucional 
somente poderão receber recursos públicos se 
comprovado o atendimento dos princípios, 
exigências e finalidades desta Lei. 
§ 6 o O descumprimento das disposições desta 
Lei pelo dirigente de entidade que desenvolva 
programas de acolhimento familiar ou 
institucional é causa de sua destituição, sem 
prejuízo da apuração de sua responsabilidade 
administrativa, civil e criminal. 
§ 7 o Quando se tratar de criança de 0 (zero) a 3 
(três) anos em acolhimento institucional, dar-
se-á especial atenção à atuação de educadores 
de referência estáveis e qualitativamente 
significativos, às rotinas específicas e ao 
atendimento das necessidades básicas, 
incluindo as de afeto como prioritárias. 
OBS. A permanência da criança e do adolescente 
em programa de acolhimento institucional não 
se prolongará por mais de 18 (dezoito meses), 
salvo comprovada necessidade que atenda ao 
seu superior interesse, devidamente 
fundamentada pela autoridade judiciária 
 Art. 93. As entidades que mantenham 
programa de acolhimento institucional poderão, 
em caráter excepcional e de urgência, acolher 
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67 
 
crianças e adolescentes sem prévia 
determinação da autoridade competente, 
fazendo comunicação do fato em até 24 (vinte e 
quatro) horas ao Juiz da Infância e da Juventude, 
sob pena de responsabilidade. 
Parágrafo único. Recebida a comunicação, a 
autoridade judiciária, ouvido o Ministério 
Público e se necessário com o apoio do 
Conselho Tutelar local, tomará as medidas 
necessárias para promover a imediata 
reintegração familiar da criança ou do 
adolescente ou, se por qualquer razão não for 
isso possível ou recomendável, para seu 
encaminhamento a programa de acolhimento 
familiar, institucional ou a família substituta, 
observado o disposto no § 2 o do art. 101 desta 
Lei. 
 
DICA 24 
FISCALIZAÇÃO DAS ENTIDADES 
 
 Art. 95. As entidades governamentais e não-
governamentais referidas no art. 90 serão 
fiscalizadas pelo Judiciário, pelo Ministério 
Público e pelos Conselhos Tutelares. 
 Art. 97. São medidas aplicáveis às entidades 
de atendimento que descumprirem obrigação 
constante do art. 94, sem prejuízo da 
responsabilidade civil e criminal de seus 
dirigentes ou prepostos: 
I - Às entidades governamentais: 
a) advertência; 
b) afastamento provisório de seus dirigentes; 
c) afastamento definitivo de seus dirigentes; 
d) fechamento de unidade ou interdição de 
programa. 
II - Às entidades não-governamentais: 
a) advertência; 
b) suspensão total ou parcial do repasse de 
verbas públicas; 
c) interdição de unidades ou suspensão de 
programa; 
d) cassação do registro 
 
DICA 25 
APADRINHAMENTO 
 
Art. 19-B. A criança e o adolescente em 
programa de acolhimento institucional ou 
familiar poderão participar de programa de 
apadrinhamento. 
§ 1 o O apadrinhamento consiste em 
estabelecer e proporcionar à criança e ao 
adolescente vínculos externos à instituição 
para fins de convivência familiar e comunitária 
e colaboração com o seu desenvolvimento nos 
aspectos social, moral, físico, cognitivo, 
educacional e financeiro. 
§ 2º Podem ser padrinhos ou madrinhas 
pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não 
inscritas nos cadastros de adoção, desde que 
cumpram os requisitos exigidos pelo programa 
de apadrinhamento de que fazem parte. ( 
§ 3 o Pessoas jurídicas pode apadrinhar criança ou 
adolescente a fim de colaborar para o seu 
desenvolvimento. 
§ 4 o O perfil da criança ou do adolescente a ser 
apadrinhado será definido no âmbito de cada 
programa de apadrinhamento, com prioridade 
para crianças ou adolescentes com remota 
possibilidade de reinserção familiar ou 
colocação em família adotiva. 
§ 5 o Os programas ou serviços de 
apadrinhamento apoiados pela Justiça da 
Infância e da Juventude poderão ser executados 
por órgãos públicos ou por organizações da 
sociedade civil. 
§ 6 o Se ocorrer violação das regras de 
apadrinhamento, os responsáveis pelo 
programa e pelos serviços de acolhimento 
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68 
 
deverão imediatamente notificar a autoridade 
judiciária competente 
 
 
DICA 26 
ATO INFRACIONAL 
 
Considera-se ato infracional a conduta descrita 
como crime ou contravenção penal. 
 Art. 104. São penalmente inimputáveis os 
menores de dezoito anos, sujeitos às medidas 
previstas nesta Lei. 
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, deve 
ser considerada a idade do adolescente à data 
do fato. 
Art. 106. Nenhum adolescente será privado de 
sua liberdade senão em flagrante de ato 
infracional ou por ordem escrita e 
fundamentada da autoridade judiciária 
competente. 
Parágrafo único. O adolescente tem direito à 
identificação dos responsáveis pela sua 
apreensão, devendo ser informado acerca de 
seus direitos. 
 Art. 107. A apreensão de qualquer adolescente 
e o local onde se encontra recolhido serão 
incontinenti comunicados à autoridade 
judiciária competente e à família do apreendido 
ou à pessoa por ele indicada. 
Parágrafo único. Examinar-se-á, desde logo e 
sob pena de responsabilidade, a possibilidade 
de liberação imediata. 
 Art. 108. A internação, antes da sentença, pode 
ser determinada pelo prazo máximo de 
quarenta e cinco dias. 
Parágrafo único. A decisão deverá ser 
fundamentada e basear-se em indícios 
suficientes de autoria e materialidade, 
demonstrada a necessidade imperiosa da 
medida. 
Obs: A internação antes da sentença é baseada 
em INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA E NÃO 
PROVAS. 
 Art. 109. O adolescente civilmente identificado 
não será submetido a identificação compulsória 
pelos órgãos policiais, de proteção e judiciais, 
salvo para efeito de confrontação, havendo 
dúvida fundada 
O direito ao interrogatório é o último ato da 
instrução. 
O direito de falar por último, de ser interrogado 
após as testemunhas, deve ser observado no 
procedimento para apuração de ato infracional. 
STF. HC 212.693, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, decisão monocrática, julgado em 
05/04/2022 
 
 
DICA 27 
MEDIDAS DE PROTEÇÃO 
As medidas de proteção à criança e ao 
adolescente são aplicáveis sempre que os 
direitos reconhecidos no ECA forem ameaçados 
por: ação ou omissão da sociedade ou do 
Estado; por falta, omissão ou abuso dos pais ou 
responsável ou em razão de sua conduta. 
 
DICA 28 
MEDIDAS ESPECÍFICAS DE PROTEÇÃOSempre que os direitos reconhecidos no ECA 
forem ameaçados, mediante as ações ou 
omissões, relatadas na dica 26, a autoridade 
competente poderá determinar, dentre outras, 
as seguintes medidas: 
I - Encaminhamento aos pais ou responsável, 
mediante termo de responsabilidade; 
II - Orientação, apoio e acompanhamento 
temporários; 
III - matrícula e frequência obrigatórias em 
estabelecimento oficial de ensino fundamental; 
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69 
 
IV - Inclusão em serviços e programas oficiais ou 
comunitários de proteção, apoio e promoção da 
família, da criança e do adolescente; 
V - Requisição de tratamento médico, 
psicológico ou psiquiátrico, em regime 
hospitalar ou ambulatorial; 
VI - Inclusão em programa oficial ou comunitário 
de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras 
e toxicômanos; 
VII - acolhimento institucional; 
VIII - inclusão em programa de acolhimento 
familiar; 
IX - Colocação em família substituta 
Acolhimento institucional e o acolhimento 
familiar: são medidas provisórias e 
excepcionais, utilizáveis como forma de 
transição para reintegração familiar ou, não 
sendo esta possível, para colocação em família 
substituta, não implicando privação de 
liberdade. 
 Sem prejuízo da tomada de medidas 
emergenciais para proteção de vítimas de 
violência ou abuso sexual e das providências a 
que alude o art. 130 desta Lei, o afastamento da 
criança ou adolescente do convívio familiar é 
de competência exclusiva da autoridade 
judiciária e importará na deflagração, a pedido 
do Ministério Público ou de quem tenha 
legítimo interesse, de procedimento judicial 
contencioso, no qual se garanta aos pais ou ao 
responsável legal o exercício do contraditório e 
da ampla defesa. 
Crianças e adolescentes somente poderão ser 
encaminhados às instituições que executam 
programas de acolhimento institucional, 
governamentais ou não, por meio de uma Guia 
de Acolhimento, expedida pela autoridade 
judiciária, na qual obrigatoriamente constará, 
dentre outros: 
I - Sua identificação e a qualificação completa de 
seus pais ou de seu responsável, se conhecidos; 
II - o endereço de residência dos pais ou do 
responsável, com pontos de referência; 
III - os nomes de parentes ou de terceiros 
interessados em tê-los sob sua guarda; 
IV - Os motivos da retirada ou da não 
reintegração ao convívio familiar 
 Imediatamente após o acolhimento da criança 
ou do adolescente, a entidade responsável pelo 
programa de acolhimento institucional ou 
familiar elaborará um plano individual de 
atendimento, visando à reintegração familiar, 
ressalvada a existência de ordem escrita e 
fundamentada em contrário de autoridade 
judiciária competente, caso em que também 
deverá contemplar sua colocação em família 
substituta 
§ 5 o O plano individual será elaborado sob a 
responsabilidade da equipe técnica do 
respectivo programa de atendimento e levará 
em consideração a opinião da criança ou do 
adolescente e a oitiva dos pais ou do 
responsável. 
 O acolhimento familiar ou institucional ocorrerá 
no local mais próximo à residência dos pais ou 
do responsável e, como parte do processo de 
reintegração familiar, sempre que identificada a 
necessidade, a família de origem será incluída 
em programas oficiais de orientação, de apoio e 
de promoção social, sendo facilitado e 
estimulado o contato com a criança ou com o 
adolescente acolhido. 
Verificada a possibilidade de reintegração 
familiar, o responsável pelo programa de 
acolhimento familiar ou institucional fará 
imediata comunicação à autoridade judiciária, 
que dará vista ao Ministério Público, pelo prazo 
de 5 (cinco) dias, decidindo em igual prazo. 
 Em sendo constatada a impossibilidade de 
reintegração da criança ou do adolescente à 
família de origem, após seu encaminhamento a 
programas oficiais ou comunitários de 
orientação, apoio e promoção social, será 
enviado relatório fundamentado ao Ministério 
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70 
 
Público, no qual conste a descrição 
pormenorizada das providências tomadas e a 
expressa recomendação, subscrita pelos 
técnicos da entidade ou responsáveis pela 
execução da política municipal de garantia do 
direito à convivência familiar, para a destituição 
do poder familiar, ou destituição de tutela ou 
guarda 
Recebido o relatório, o Ministério Público terá o 
prazo de 15 (quinze) dias para o ingresso com a 
ação de destituição do poder familiar, salvo se 
entender necessária a realização de estudos 
complementares ou de outras providências 
indispensáveis ao ajuizamento da demanda. 
 
DICA 29 
GARANTIAS PROCESSUAIS 
 
Art. 111. São asseguradas ao adolescente, entre 
outras, as seguintes garantias: 
I - Pleno e formal conhecimento da atribuição de 
ato infracional, mediante citação ou meio 
equivalente; 
II - Igualdade na relação processual, podendo 
confrontar-se com vítimas e testemunhas e 
produzir todas as provas necessárias à sua 
defesa; 
III - defesa técnica por advogado; 
IV - Assistência judiciária gratuita e integral aos 
necessitados, na forma da lei; 
V - Direito de ser ouvido pessoalmente pela 
autoridade competente; 
VI - Direito de solicitar a presença de seus pais 
ou responsável em qualquer fase do 
procedimento. 
 
DICA 30 
MEDIDA SOCIOEDUCATIVA 
 
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, 
a autoridade competente poderá aplicar ao 
adolescente (NÃO É CRIANÇA E ADOLESCENTE, 
OU SEJA, APENAS AO ADOLESCENTE PODERÁ 
SER APLICADO AS MEDIDAS SÓCIO-
EDUCATIVAS) as seguintes medidas: 
I - Advertência; 
II - Obrigação de reparar o dano; 
III - prestação de serviços à comunidade; 
IV - Liberdade assistida; 
V - Inserção em regime de semiliberdade; 
VI - Internação em estabelecimento 
educacional; 
OBS: Ao adolescente que prática ato infracional 
poderá ser aplicado tanto medidas 
socioeducativas, quanto as medidas de 
proteção, com exceção do acolhimento 
institucional, inclusão em programa de 
acolhimento família e família substituta. 
OBS. AS CRIANÇAS QUE PRATICAM ATO 
INFRACIONAL SÓ PODEM SER APLICADO AS 
MEDIDAS DE PROTEÇÃO. 
OBS. MEDIDAS DE PROTEÇÃO ≠ MEDIDAS 
SOCIOEDUCATIVAS 
§ 1º A medida aplicada ao adolescente levará 
em conta a sua capacidade de cumpri-la, as 
circunstâncias e a gravidade da infração. 
§ 2º Em hipótese alguma e sob pretexto algum, 
será admitida a prestação de trabalho forçado. 
§ 3º Os adolescentes portadores de doença ou 
deficiência mental receberão tratamento 
individual e especializado, em local adequado às 
suas condições. 
A advertência poderá ser aplicada sempre que 
houver prova da materialidade e indícios 
suficientes da autoria. 
PRESTA ATENÇÃO: PARA SER APLICADA 
QUALQUER MEDIDA DE PROTEÇÃO AO 
ADOLESCENTE FAZ-SE NECESSÁRIO A 
COMPROVAÇÃO DE PROVA DA 
MATERIALIDADE E AUTORIA, COM EXCEÇÃO 
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71 
 
DA ADVERTÊNCIA, POIS SÓ É NECESSÁRIO A 
PROVA DE INDÍCIOS DE AUTORIA. 
 
DICA 31 
ADVERTÊNCIA 
A advertência consistirá em admoestação 
verbal, que será reduzida a termo e assinada. 
 
DICA 32 
REPARAÇÃO DO DANO 
Art. 116. Em se tratando de ato infracional com 
reflexos patrimoniais, a autoridade poderá 
determinar, se for o caso, que o adolescente 
restitua a coisa, promova o ressarcimento do 
dano, ou, por outra forma, compense o prejuízo 
da vítima. 
Parágrafo único. Havendo manifesta 
impossibilidade, a medida poderá ser 
substituída por outra adequada 
Na execução de medida socioeducativa, o 
período de tratamento médico deve ser 
contabilizado no prazo de 3 anos para a 
duração máxima da medida de internação, nos 
termos do art. 121, § 3º, do ECA. 
O art. 121, § 3º do ECA afirma que “em nenhuma 
hipótese o período máximo de internação 
excederá a três anos”. 
Se o adolescente está cumprindo medida 
socioeducativa de internação e sobrevém 
transtornoo ato praticado com 
violação da competência privativa do Conselho 
Federal da OAB prevista no § 14 deste artigo. 
 
ATENÇÃO – RGOAB: 
Art. 15, REGIMENTO: Compete ao Presidente do 
Conselho Federal, do Conselho Seccional ou da 
Subseção, ao tomar conhecimento de fato que 
possa causar, ou que já causou, violação de 
direitos ou prerrogativas da profissão, adotar as 
providências judiciais e extrajudiciais cabíveis 
para prevenir ou restaurar o império do 
Estatuto, em sua plenitude, inclusive mediante 
representação administrativa. 
Parágrafo único. O Presidente pode designar 
advogado, investido de poderes bastantes, 
para as finalidades deste artigo. 
Art. 16. Sem prejuízo da atuação de seu 
defensor, contará o advogado com a assistência 
de representante da OAB nos inquéritos 
policiais ou nas ações penais em que figurar 
como indiciado, acusado ou ofendido, sempre 
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6 
 
que o fato a ele imputado decorrer do exercício 
da profissão ou a este vincular-se. 
Art. 17. Compete ao Presidente do Conselho ou 
da Subseção representar contra o responsável 
por abuso de autoridade, quando configurada 
hipótese de atentado à garantia legal de 
exercício profissional. 
 
DICA 02 
ADVOGADA GESTANTE (Art. 7º-A, do EAOAB) 
 
São direitos da advogada gestante: 
1) entrada em tribunais sem ser 
submetida a detectores de metais e 
aparelhos de raios X. 
2) A reserva de vaga em garagens dos 
fóruns dos tribunais. 
3) Preferência na ordem das sustentações 
orais e das audiências a serem 
realizadas a cada dia, mediante 
comprovação de sua condição. 
 
São direitos da advogada lactante, adotante ou 
que der à luz: 
1) acesso a creche, onde houver, ou a 
local adequado ao atendimento das 
necessidades do bebê. 
 
Direitos da advogada z, lactante, adotante ou 
que der à luz: 
1) preferência na ordem das sustentações 
orais e das audiências a serem 
realizadas a cada dia, mediante 
comprovação de sua condição (CAIU 
NO XXXII Exame de Ordem). 
Direitos da advogada adotante ou que der à luz: 
1) suspensão de prazos processuais 
quando for a única patrona da causa, 
desde que haja notificação por escrito 
ao cliente (por 30 dias). 
Os direitos previstos à advogada gestante ou 
lactante aplicam-se enquanto durar estado 
gravídico ou o período de amamentação. 
Os direitos previstos à adotiva duram 120 dias. 
Veja como o tema foi cobrado no 38º Exame de 
ordem: 
Maria, advogada regularmente inscrita na OAB, 
encontra-se gestante. Em razão de sua 
condição, Maria tem direitos específicos 
previstos no Estatuto da Advocacia e da OAB. 
Assinale a opção que apresenta, corretamente 
um desses direitos. 
(A) Durante a gravidez, ela terá direito a uma 
vaga garantida nas garagens dos fóruns de todos 
os tribunais. 
(B) Durante a gravidez ela terá preferência na 
realização das audiências a serem realizadas no 
dia, independentemente de comprovação de 
sua condição. 
(C) Após dar à luz, ela terá direito à suspensão 
dos prazos processuais por 60 (sessenta) dias, 
contados a partir da data do parto, se for a única 
patrona da causa. 
(D) Após dar à luz, ela terá preferência na ordem 
das sustentações orais, mediante comprovação 
de sua condição, pelo período de 90 (noventa) 
dias, contados a partir da data do parto. 
R: LETRA A. 
 
DICA 03 
ATIVIDADE DA ADVOCACIA (Art. 1º ao 5º, do 
EAOAB) 
 
São atividades privativas de advogado: 
1) Postulação a órgão do Poder Judiciário 
e aos juizados especiais (atos judiciais) 
2) atividades de consultoria, assessoria e 
direção jurídicas (atos extrajudiciais) 
 
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7 
 
ATENÇÃO: Habeas Corpus NÃO é ato privativo 
de advogado. 
Art. 5º, RGOAB. Considera-se efetivo exercício 
da atividade de advocacia a participação anual 
mínima em CINCO ATOS PRIVATIVOS 
PREVISTOS NO ARTIGO 1º DO ESTATUTO, em 
causas ou questões distintas. 
Parágrafo único. A comprovação do efetivo 
exercício faz-se mediante: 
a) certidão expedida por cartórios ou secretarias 
judiciais; 
b) cópia autenticada de atos privativos; 
c) certidão expedida pelo órgão público no qual 
o advogado exerça função privativa do seu 
ofício, indicando os atos praticados. 
ATENÇÃO: Os atos e contratos constitutivos de 
pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só 
podem ser admitidos a registro, nos órgãos 
competentes, quando visados por advogados 
(EXCEÇÃO: Microempresas e empresas de 
pequeno porte (EPP) Lei 9841/99, art. 6º, PU). 
O entendimento acima já foi cobrado na prova 
da OAB, no ano de 2015, no XVII Exame de 
Ordem: 
Os atos e contratos constitutivos de pessoas 
jurídicas, para sua admissão em registro, em não 
se tratando de empresas de pequeno porte e de 
microempresas, consoante o Estatuto da 
Advocacia, devem 
Alternativas 
A) Apresentar os dados do contador 
responsável. 
B) permitir a participação de outros profissionais 
liberais. 
C) conter o visto do advogado. 
D) indicar o advogado que representará a 
sociedade. 
R: LETRA C. 
ATENÇÃO: É vedada a divulgação de advocacia 
em conjunto com outra atividade. 
Observação: os atos privativos de advogado 
praticados por pessoa não inscrita na OAB SÃO 
NULOS. São também nulos os atos praticados 
por advogado impedido, suspenso, licenciado 
ou que passar a exercer atividade incompatível 
com a advocacia. 
ATENÇÃO: A prática de atos privativos de 
advocacia, por profissionais e sociedades não 
inscritos na OAB, constitui exercício ilegal da 
profissão. 
ATENÇÃO: O advogado não pode funcionar no 
mesmo processo, ao mesmo tempo, como 
patrono e preposto do empregador ou cliente. 
Veja que isso foi cobrado no XXI Exame de 
Ordem: 
Pedro é advogado empregado da sociedade 
empresária FJ. Em reclamação trabalhista 
proposta por Tiago em face da FJ, é designada 
audiência para data na qual os demais 
empregados da empresa estarão em outro 
Estado, participando de um congresso. 
Assim, no dia da audiência designada, Pedro se 
apresenta como preposto da reclamada, na 
condição de empregado da empresa, e 
advogado com procuração para patrocinar a 
causa. 
Nesse contexto: 
A) Pedro pode funcionar no mesmo processo, 
simultaneamente, como patrono e preposto do 
empregador, em qualquer hipótese. 
B) Pedro pode funcionar no mesmo processo, 
simultaneamente, como patrono e preposto do 
empregador, pois não há outro empregado 
disponível na data da audiência. 
C) Pedro pode funcionar no mesmo processo, 
simultaneamente, como patrono e preposto do 
empregador, em qualquer hipótese, desde que 
essa circunstância seja previamente 
comunicada ao juízo e ao reclamante. 
D) Pedro não pode funcionar no mesmo 
processo, simultaneamente, como patrono e 
preposto do empregador ou cliente. 
R: LETRA D. 
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8 
 
Se liga no artigo 3º-A: 
Art. 3º-A. Os serviços profissionais de advogado 
são, por sua natureza, técnicos e singulares, 
quando comprovada sua notória 
especialização, nos termos da lei. 
Parágrafo único. Considera-se notória 
especialização o profissional ou a sociedade de 
advogados cujo conceito no campo de sua 
especialidade, decorrente de desempenho 
anterior, estudos, experiências, publicações, 
organização, aparelhamento, equipe técnica ou 
de outros requisitos relacionados com suas 
atividades, permita inferir que o seu trabalho é 
essencial e indiscutivelmente o mais adequado 
à plena satisfação do objeto do contrato. 
Agora, confere como o tema foi cobrado no 
XXXIV Exame de Ordem: 
Determinada sociedade de advogados sustenta 
que os serviços por ela prestados são 
considerados de notória especialização, para 
fins de contratação com a Administração 
Pública. 
Sobre tal conceito, nos termos do Estatuto da 
Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa 
correta. 
Alternativas 
A) Todas as atividades privativas da advocacia 
sãomental, ele será submetido a 
tratamento médico. O período de tratamento 
deverá ser somado ao tempo em que ele ficou 
cumprindo a medida de internação, não 
podendo ultrapassar 3 anos, nos termos do art. 
121, § 3º do ECA. 
A medida de segurança imposta ao apenado 
adulto que desenvolve transtorno mental no 
curso da execução, com espeque no art. 183 da 
LEP, tem sua duração limitada ao tempo 
remanescente da pena privativa de liberdade. 
Esse mesmo raciocínio deve ser aplicado aos 
adolescentes, por força do art. 35, I, da Lei nº 
12.594/2012. 
Se a contagem do prazo trienal previsto no art. 
121, § 3º, do ECA fosse suspensa durante o 
tratamento médico referido no art. 64 da Lei 
12.594/2012 e até a alta hospitalar, a restrição 
da liberdade do jovem seria potencialmente 
perpétua, hipótese inadmissível em nosso 
sistema processual. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1956497-PR, Rel. Min. 
Ribeiro Dantas, julgado em 05/04/2022 (Info 
732 
DICA 33 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DA COMUNIDADE 
Art. 117. A prestação de serviços comunitários 
consiste na realização de tarefas gratuitas de 
interesse geral, por período não excedente a 
seis meses, junto a entidades assistenciais, 
hospitais, escolas e outros estabelecimentos 
congêneres, bem como em programas 
comunitários ou governamentais. 
Parágrafo único. As tarefas serão atribuídas 
conforme as aptidões do adolescente, devendo 
ser cumpridas durante jornada máxima de oito 
horas semanais, aos sábados, domingos e 
feriados ou em dias úteis, de modo a não 
prejudicar a frequência à escola ou à jornada 
normal de trabalho. 
 
DICA 34 
LIBERDADE ASSISTIDA 
Art. 118. A liberdade assistida será adotada 
sempre que se afigurar a medida mais adequada 
para o fim de acompanhar, auxiliar e orientar o 
adolescente. 
§ 1º A autoridade designará pessoa capacitada 
para acompanhar o caso, a qual poderá ser 
recomendada por entidade ou programa de 
atendimento. 
§ 2º A liberdade assistida será fixada pelo prazo 
mínimo de seis meses, podendo a qualquer 
tempo ser prorrogada, revogada ou substituída 
por outra medida, ouvido o orientador, o 
Ministério Público e o defensor. 
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72 
 
 PRESTAÇÃO DE SERVIÇO A COMUNIDADE 
PRAZO MÍNIMO DE 6 MESES 
LIBERDADE ASSISTIDA 
PRAZO MÁXIMO DE 6 MESES 
DICA 35 
SEMI-LIBERDADE 
Art. 120. O regime de semiliberdade pode ser 
determinado desde o início, ou como forma de 
transição para o meio aberto, possibilitada a 
realização de atividades externas, 
independentemente de autorização judicial. 
§ 1º São obrigatórias a escolarização e a 
profissionalização, devendo, sempre que 
possível, ser utilizados os recursos existentes na 
comunidade. 
§ 2º A medida não comporta prazo 
determinado aplicando-se, no que couber, as 
disposições relativas à internação. 
DICA 36 
DA INTERNAÇÃO 
 
Art. 121. A internação constitui medida privativa 
da liberdade, sujeita aos princípios de 
brevidade, excepcionalidade e respeito à 
condição peculiar de pessoa em 
desenvolvimento. 
§ 1º Será permitida a realização de atividades 
externas, a critério da equipe técnica da 
entidade, salvo expressa determinação judicial 
em contrário. (É DIFERENTE DA SEMI-
LIBERDADE/AQUI A REALIZAÇÃO DE 
ATIVIDADES É PERMITIDA PELA EQUIPE 
TÉCNICA, SALVO QUANDO EXPRESSA 
DETERMINAÇÃO JUDICIAL EM CONTRÁRIO E 
NO SEMI-LIBERDADE É INDEPENDENTE DE 
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL) 
§ 2º A medida não comporta prazo 
determinado, devendo sua manutenção ser 
reavaliada, mediante decisão fundamentada, no 
máximo a cada seis meses. 
§ 3º Em nenhuma hipótese o período máximo 
de internação excederá a três anos. 
 Atingido o limite DE 3 ANOS o que acontece 
com o adolescente? o adolescente deverá ser 
liberado, colocado em regime de semiliberdade 
ou de liberdade assistida. 
A liberação será compulsória aos vinte e um 
anos de idade. 
 Em qualquer hipótese a desinternação será 
precedida de autorização judicial, ouvido o 
Ministério Público. 
A determinação judicial mencionada no § 
1 o poderá ser revista a qualquer tempo pela 
autoridade 
judiciária. #NOVIDADELEGISLATIVA 
 Art. 122. A medida de internação só poderá ser 
aplicada quando: 
I - Tratar-se de ato infracional cometido 
mediante grave ameaça ou violência a pessoa; 
OBS: Cabe tráfico de drogas para internação? 
NÃO. NÃO É UM ATO INFRACIONAL COMETIDO 
COM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA. 
II - Por reiteração no cometimento de outras 
infrações graves; 
III - por descumprimento reiterado e 
injustificável da medida anteriormente 
imposta. 
§ 1 o O prazo de internação na hipótese do inciso 
III deste artigo não poderá ser superior a 3 (três) 
meses, devendo ser decretada judicialmente 
após o devido processo 
legal. #NOVIDADELEGISLATIVA 
§ 2º. Em nenhuma hipótese será aplicada a 
internação, havendo outra medida adequada. 
 Art. 123. A internação deverá ser cumprida em 
entidade exclusiva para adolescentes, em local 
distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida 
rigorosa separação por critérios de idade, 
compleição física e gravidade da infração. 
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73 
 
Parágrafo único. Durante o período de 
internação, inclusive provisória, serão 
obrigatórias atividades pedagógicas. 
SEMPRECAI 
 Art. 124. São direitos do adolescente privado de 
liberdade, entre outros, os seguintes: 
I - Entrevistar-se pessoalmente com o 
representante do Ministério Público; 
II - Peticionar diretamente a qualquer 
autoridade; 
III - avistar-se reservadamente com seu 
defensor; 
IV - Ser informado de sua situação processual, 
sempre que solicitada; 
V - Ser tratado com respeito e dignidade; 
VI - Permanecer internado na mesma 
localidade ou naquela mais próxima ao 
domicílio de seus pais ou responsável; 
VII - receber visitas, ao menos, semanalmente; 
VIII - corresponder-se com seus familiares e 
amigos; 
IX - Ter acesso aos objetos necessários à higiene 
e asseio pessoal; 
X - Habitar alojamento em condições adequadas 
de higiene e salubridade; 
XI - receber escolarização e profissionalização; 
XII - realizar atividades culturais, esportivas e de 
lazer: 
XIII - ter acesso aos meios de comunicação 
social; 
XIV - receber assistência religiosa, segundo a sua 
crença, e desde que assim o deseje; 
XV - Manter a posse de seus objetos pessoais e 
dispor de local seguro para guardá-los, 
recebendo comprovante daqueles porventura 
depositados em poder da entidade; 
XVI - receber, quando de sua desinternação, os 
documentos pessoais indispensáveis à vida em 
sociedade. 
§ 1º Em nenhum caso haverá 
incomunicabilidade. 
§ 2º A autoridade judiciária poderá suspender 
temporariamente a visita, inclusive de pais ou 
responsável, se existirem motivos sérios e 
fundados de sua prejudicialidade aos interesses 
do adolescente. 
Obs. Não é o dirigente do local, mas a 
AUTORIDADE JUDICIÁRIA 
 Art. 125. É dever do Estado zelar pela 
integridade física e mental dos internos, 
cabendo-lhe adotar as medidas adequadas de 
contenção e segurança 
Obs. Caso concreto: o adolescente cumpria 
medida de internação. A equipe técnica deu 
parecer indicando que a medida imposta já 
havia cumprido a sua finalidade. A despeito 
disso, o magistrado e o TJ mantiveram a 
internação por entenderem que o período pelo 
qual se encontra acautelado o adolescente não 
foi suficiente para que ele refletisse sobre os 
graves atos que cometeu. Ocorre que esse 
argumento não possui amparo legal. Além disso, 
a alegada insuficiência do período em que 
acautelado não está ancorada em qualquer 
critério legal aferível, controlável. 
Desse modo, como esse fundamento invocado 
não tem previsão legal, torna-se arbitrária a 
manutenção da medida de internação. 
Considerando os postulados da brevidade e da 
excepcionalidade, que na execução da medida 
socioeducativa restringem a intervenção do 
Estado ao necessário para atingimento da 
finalidade da medida, inviável manter a 
execução apenas pela mençãogenérica à 
insuficiência do tempo, a despeito, ainda, da 
menção ao histórico infracional do menor. 
STJ. 6ª Turma. HC 789465/MG, Rel. Min. 
Sebastião Reis Júnior, julgado em 7/2/2023 (Info 
763). 
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74 
 
 
 
DICA 37 
REMISSÃO 
Art. 126. Antes de iniciado o procedimento 
judicial para apuração de ato infracional, o 
representante do Ministério Público poderá 
conceder a remissão, como forma de exclusão 
do processo, atendendo às circunstâncias e 
consequências do fato, ao contexto social, bem 
como à personalidade do adolescente e sua 
maior ou menor participação no ato infracional. 
Parágrafo único. Iniciado o procedimento, a 
concessão da remissão pela autoridade 
judiciária importará na suspensão ou extinção 
do processo. 
REMISSÃO ANTES DE INICIADA O PROCESSO= 
Será concedida pelo MP como forma de 
Exclusão do processo. 
 
REMISSÃO DEPOIS DE INICIADO O PROCESSO= 
Concedida pela autoridade judiciária como 
forma de SUSPENSÃO do processo. 
 Art. 127. A remissão não implica 
necessariamente o reconhecimento ou 
comprovação da responsabilidade, nem 
prevalece para efeito de antecedentes, 
podendo incluir eventualmente a aplicação de 
qualquer das medidas previstas em lei, exceto a 
colocação em regime de semiliberdade e a 
internação. 
DICA 38 
DOS CRIMES COMETIDOS CONTRA A CRIANÇA 
E AO ADOLESCENTE 
 Aos crimes cometidos contra a criança e o 
adolescente, independentemente da pena 
prevista, não se aplica a Lei nº 9.099, de 26 de 
setembro de 1995. (Incluído pela Lei nº 
14.344, de 2022) 
Nos casos de violência doméstica e familiar 
contra a criança e o adolescente, é vedada a 
aplicação de penas de cesta básica ou de outras 
de prestação pecuniária, bem como a 
substituição de pena que implique o 
pagamento isolado de multa. (Incluído pela 
Lei nº 14.344, de 2022) 
 Os crimes definidos no Estatuto da criança e do 
adolescente são de ação pública incondicionada. 
Exemplo de alguns crimes: 
Art. 228. Deixar o encarregado de serviço ou o 
dirigente de estabelecimento de atenção à 
saúde de gestante de manter registro das 
atividades desenvolvidas, na forma e prazo 
referidos no art. 10 desta Lei, bem como de 
fornecer à parturiente ou a seu responsável, por 
ocasião da alta médica, declaração de 
nascimento, onde constem as intercorrências do 
parto e do desenvolvimento do neonato: 
Pena - detenção de seis meses a dois anos. 
Parágrafo único. Se o crime é culposo: 
Pena - detenção de dois a seis meses, ou multa. 
Art. 229. Deixar o médico, enfermeiro ou 
dirigente de estabelecimento de atenção à 
saúde de gestante de identificar corretamente o 
neonato e a parturiente, por ocasião do parto, 
bem como deixar de proceder aos exames 
referidos no art. 10 desta Lei: 
Pena - detenção de seis meses a dois anos. 
Parágrafo único. Se o crime é culposo: 
Pena - detenção de dois a seis meses, ou multa. 
Art. 238. Prometer ou efetivar a entrega de filho 
ou pupilo a terceiro, mediante paga ou 
recompensa: 
Pena - reclusão de um a quatro anos, e multa. 
Parágrafo único. Incide nas mesmas penas 
quem oferece ou efetiva a paga ou 
recompensa. 
Presta atenção: Para configurar este delito faz-
se necessário que a entrega ou promessa seja 
feita por meio de paga ou recompensa, caso a 
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75 
 
entrega não envolva isso, seja gratuita, por 
exemplo, não configura esse delito. 
 
DICA 39 
CONSELHO TUTELAR 
Art. 131. O Conselho Tutelar é órgão 
permanente e autônomo, não jurisdicional, 
encarregado pela sociedade de zelar pelo 
cumprimento dos direitos da criança e do 
adolescente. 
Art. 132. Em cada Município e em cada Região 
Administrativa do Distrito Federal haverá, no 
mínimo, 1 (um) Conselho Tutelar como órgão 
integrante da administração pública local, 
composto de 5 (cinco) membros, escolhidos 
pela população local para mandato de 4 
(quatro) anos, permitida recondução por novos 
processos de escolha. 
 Art. 133. Para a candidatura a membro do 
Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes 
requisitos: 
I - Reconhecida idoneidade moral; 
II - Idade superior a vinte e um anos (NÃO É 21 
ANOS E SIM SUPERIOR A 21 ANOS) 
III - residir no município. 
Art. 134. Lei municipal ou distrital disporá sobre 
o local, dia e horário de funcionamento do 
Conselho Tutelar, inclusive quanto à 
remuneração dos respectivos membros, aos 
quais é assegurado o direito a: 
I - Cobertura previdenciária; 
II - Gozo de férias anuais remuneradas, 
acrescidas de 1/3 (um terço) do valor da 
remuneração mensal; 
III - licença-maternidade; 
IV - licença-paternidade; 
V - Gratificação natalina. 
Parágrafo único. Constará da lei orçamentária 
municipal previsão dos recursos necessários ao 
funcionamento do Conselho Tutelar. 
Parágrafo único. Constará da lei orçamentária 
municipal e da do Distrito Federal previsão dos 
recursos necessários ao funcionamento do 
Conselho Tutelar e à remuneração e formação 
continuada dos conselheiros tutelares. 
Art. 136. São atribuições do Conselho Tutelar: 
I - Atender as crianças e adolescentes nas 
hipóteses previstas nos arts. 98 e 105, aplicando 
as medidas previstas no art. 101, I a VII; 
II - Atender e aconselhar os pais ou responsável, 
aplicando as medidas previstas no art. 129, I a 
VII; PRESTE ATENÇÃO, POIS NÃO SÃO TODAS 
MEDIDAS PROTETIVAS QUE PODEM SER 
APLICADAS PELO CONSELHO TUTELAR 
III - promover a execução de suas decisões, 
podendo para tanto: 
a) requisitar serviços públicos nas áreas de 
saúde, educação, serviço social, previdência, 
trabalho e segurança; 
b) representar junto à autoridade judiciária nos 
casos de descumprimento injustificado de suas 
deliberações. 
IV - Encaminhar ao Ministério Público notícia de 
fato que constitua infração administrativa ou 
penal contra os direitos da criança ou 
adolescente; 
V - Encaminhar à autoridade judiciária os casos 
de sua competência; 
VI - Providenciar a medida estabelecida pela 
autoridade judiciária, dentre as previstas no art. 
101, de I a VI, para o adolescente autor de ato 
infracional; 
VII - expedir notificações; 
VIII - requisitar certidões de nascimento e de 
óbito de criança ou adolescente quando 
necessário; 
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IX - Assessorar o Poder Executivo local na 
elaboração da proposta orçamentária para 
planos e programas de atendimento dos direitos 
da criança e do adolescente; 
X - representar, em nome da pessoa e da família, 
contra a violação dos direitos previstos no art. 
220, § 3º, inciso II, da Constituição Federal ; 
XI - representar ao Ministério Público para 
efeito das ações de perda ou suspensão do 
poder familiar, após esgotadas as 
possibilidades de manutenção da criança ou do 
adolescente junto à família natural. 
XII - promover e incentivar, na comunidade e 
nos grupos profissionais, ações de divulgação e 
treinamento para o reconhecimento de 
sintomas de maus-tratos em crianças e 
adolescentes. 
XIII - adotar, na esfera de sua competência, 
ações articuladas e efetivas direcionadas à 
identificação da agressão, à agilidade no 
atendimento da criança e do adolescente vítima 
de violência doméstica e familiar e à 
responsabilização do agressor; (Incluído pela 
Lei nº 14.344, de 2022) 
XIV - atender à criança e ao adolescente vítima 
ou testemunha de violência doméstica e 
familiar, ou submetido a tratamento cruel ou 
degradante ou a formas violentas de educação, 
correção ou disciplina, a seus familiares e a 
testemunhas, de forma a prover orientação e 
aconselhamento acerca de seus direitos e dos 
encaminhamentos necessários; (Incluído pela 
Lei nº 14.344, de 2022) 
XV - representar à autoridade judicial ou 
policial para requerer o afastamento do 
agressor do lar, do domicílio ou do local de 
convivência com a vítimanos casos de violência 
doméstica e familiar contra a criança e o 
adolescente; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022) 
XVI - representar à autoridade judicial para 
requerer a concessão de medida protetiva de 
urgência à criança ou ao adolescente vítima ou 
testemunha de violência doméstica e familiar, 
bem como a revisão daquelas já 
concedidas; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022) PRESTE ATENÇÃO: QUE O CONSELHO 
TUTELAR REPRESENTA À AUTORIDADE 
JUDICIAL OU POLICIAL QUANDO FOR PARA 
REQUERER O AFASTAMENTO DO AGRESSOR 
DO LAR, POR SUA VEZ REPRESENTA APENAS 
PARA AUTORIDADE JUDICIÁRIA QUANDO FOR 
REQUERER A CONCESSÃO DE MEDIDA 
PROTETIVA DE URGÊNCIA. 
XVII - representar ao Ministério Público para 
requerer a propositura de ação cautelar de 
antecipação de produção de prova nas causas 
que envolvam violência contra a criança e o 
adolescente; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022) PRESTA ATENÇÃO: Quando for MEDIDA 
de URGÊNCIA a representação é a 
AUTORIDADE JUDICIÁRIA, por sua vez, quando 
for MEDIDA CAUTELAR DE PRODUÇÃO DE 
PROVAS a representação é ao MP. 
XVIII - tomar as providências cabíveis, na esfera 
de sua competência, ao receber comunicação da 
ocorrência de ação ou omissão, praticada em 
local público ou privado, que constitua violência 
doméstica e familiar contra a criança e o 
adolescente; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022) 
XIX - receber e encaminhar, quando for o caso, 
as informações reveladas por noticiantes ou 
denunciantes relativas à prática de violência, ao 
uso de tratamento cruel ou degradante ou de 
formas violentas de educação, correção ou 
disciplina contra a criança e o 
adolescente; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022) 
XX - Representar à autoridade judicial ou ao 
Ministério Público para requerer a concessão 
de medidas cautelares direta ou indiretamente 
relacionada à eficácia da proteção de 
noticiante ou denunciante de informações de 
crimes que envolvam violência doméstica e 
familiar contra a criança e o 
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adolescente. (Incluído pela Lei nº 14.344, de 
2022) 
Parágrafo único. Se, no exercício de suas 
atribuições, o Conselho Tutelar entender 
necessário o afastamento do convívio familiar, 
comunicará incontinenti o fato ao Ministério 
Público, prestando-lhe informações sobre os 
motivos de tal entendimento e as providências 
tomadas para a orientação, o apoio e a 
promoção social da família. 
DECORA: 
ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO TUTELAR 
REPRESENTAR À: 
AUTORIDADE 
POLICIAL 
MINISTÉRIO 
PÚBLICO 
AUTORIDADE 
JUDICIÁRIA 
Para requerer 
o afastamento 
do agressor do 
lar. 
 Para requerer o 
afastamento do 
agressor do lar. 
 Para requerer 
a concessão 
de medida 
protetiva de 
urgência 
 Para requerer 
a propositura 
de ação 
cautelar de 
antecipação 
de produção 
de prova 
 
 Para requerer 
a concessão 
de medidas 
cautelares 
direta ou 
indiretamente 
relacionada à 
eficácia da 
proteção de 
noticiante ou 
denunciante 
Para requerer 
a concessão 
de medidas 
cautelares 
direta ou 
indiretamente 
relacionada à 
eficácia da 
proteção de 
noticiante ou 
denunciante 
 
 Art. 137. As decisões do Conselho Tutelar 
somente poderão ser revistas pela autoridade 
judiciária a pedido de quem tenha legítimo 
interesse. 
Art. 140. São impedidos de servir no mesmo 
Conselho marido e mulher, ascendentes e 
descendentes, sogro e genro ou nora, irmãos, 
cunhados, durante o cunhadio, tio e sobrinho, 
padrasto ou madrasta e enteado. 
Parágrafo único. Estende-se o impedimento do 
conselheiro, na forma deste artigo, em relação à 
autoridade judiciária e ao representante do 
Ministério Público com atuação na Justiça da 
Infância e da Juventude, em exercício na 
comarca, foro regional ou distrital. 
 
DICA 40 
Da Apuração de Ato Infracional Atribuído a 
Adolescente 
Art. 171. O adolescente apreendido por força de 
ordem judicial será, desde logo, encaminhado à 
autoridade judiciária. 
 Art. 172. O adolescente apreendido em 
flagrante de ato infracional será, desde logo, 
encaminhado à autoridade policial 
competente. 
Repare que se o adolescente for apreendido por 
ORDEM JUDICIAL ele será encaminhando á 
AUTORIDADE JUDICIAL, contudo, se ele for 
apreendido em FLAGRANTE será encaminhado 
á AUTORIDADE POLICIAL. 
 Art. 173. Em caso de flagrante de ato infracional 
cometido mediante violência ou grave ameaça 
a pessoa, a autoridade policial, DEVERÁ: 
I - Lavrar auto de apreensão, ouvidos as 
testemunhas e o adolescente; 
II - Apreender o produto e os instrumentos da 
infração; 
III - requisitar os exames ou perícias necessárias 
à comprovação da materialidade e autoria da 
infração. 
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78 
 
Parágrafo único. Nas demais hipóteses de 
flagrante, a lavratura do auto poderá ser 
substituída por boletim de ocorrência 
circunstanciada. 
 Art. 174. Comparecendo qualquer dos pais ou 
responsável, o adolescente será prontamente 
liberado pela autoridade policial, sob termo de 
compromisso e responsabilidade de sua 
apresentação ao representante do Ministério 
Público, no mesmo dia ou, sendo impossível, no 
primeiro dia útil imediato, exceto quando, pela 
gravidade do ato infracional e sua repercussão 
social, deva o adolescente permanecer sob 
internação para garantia de sua segurança 
pessoal ou manutenção da ordem pública. 
 Art. 175. Em caso de não liberação, a 
autoridade policial encaminhará, desde logo, o 
adolescente ao representante do Ministério 
Público, juntamente com cópia do auto de 
apreensão ou boletim de ocorrência. 
§ 1º Sendo impossível a apresentação imediata, 
a autoridade policial encaminhará o 
adolescente à entidade de atendimento, que 
fará a apresentação ao representante do 
Ministério Público no prazo de vinte e quatro 
horas. 
§ 2º Nas localidades onde não houver entidade 
de atendimento, a apresentação far-se-á pela 
autoridade policial. À falta de repartição policial 
especializada, o adolescente aguardará a 
apresentação em dependência separada da 
destinada a maiores, não podendo, em 
qualquer hipótese, exceder o prazo referido no 
parágrafo anterior. 
 Art. 178. O adolescente a quem se atribua 
autoria de ato infracional não poderá ser 
conduzido ou transportado em compartimento 
fechado de veículo policial, em condições 
atentatórias à sua dignidade, ou que impliquem 
risco à sua integridade física ou mental, sob 
pena de responsabilidade. 
 Art. 179. Apresentado o adolescente, o 
representante do Ministério Público, no mesmo 
dia e à vista do auto de apreensão, boletim de 
ocorrência ou relatório policial, devidamente 
autuados pelo cartório judicial e com 
informação sobre os antecedentes do 
adolescente, procederá imediata e 
informalmente à sua oitiva e, em sendo 
possível, de seus pais ou responsável, vítima e 
testemunhas. 
Parágrafo único. Em caso de não apresentação, 
o representante do Ministério Público notificará 
os pais ou responsável para apresentação do 
adolescente, podendo requisitar o concurso das 
polícias civil e militar. 
 Art. 180. Adotadas as providências a que alude 
o artigo anterior, o representante do Ministério 
Público poderá: 
I - Promover o arquivamento dos autos; 
II - Conceder a remissão; 
III - representar à autoridade judiciária para 
aplicação de medida socioeducativa. 
 Art. 181. Promovido o arquivamento dos autos 
ou concedida a remissão pelo representante do 
Ministério Público, mediante termo 
fundamentado, que conterá o resumo dos fatos, 
os autos serão conclusos à autoridade 
judiciária para homologação. 
§ 1º Homologado o arquivamento ou a 
remissão, a autoridade judiciária determinará, 
conforme o caso, o cumprimento da medida. 
§ 2º Discordando, a autoridade judiciária fará 
remessa dos autos ao Procurador-Geral de 
Justiça, mediante despacho fundamentado, e 
este oferecerá representação, designará outro 
membro do MinistérioPúblico para apresentá-
la, ou ratificará o arquivamento ou a remissão, 
que só então estará a autoridade judiciária 
obrigada a homologar. 
 Art. 182. Se, por qualquer razão, o 
representante do Ministério Público não 
promover o arquivamento ou conceder a 
remissão, oferecerá representação à autoridade 
judiciária, propondo a instauração de 
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79 
 
procedimento para aplicação da medida 
socioeducativa que se afigurar a mais adequada. 
§ 1º A representação será oferecida por petição, 
que conterá o breve resumo dos fatos e a 
classificação do ato infracional e, quando 
necessário, o rol de testemunhas, podendo ser 
deduzida oralmente, em sessão diária instalada 
pela autoridade judiciária. 
§ 2º A representação independe de prova pré-
constituída da autoria e materialidade. 
 Art. 183. O prazo máximo e improrrogável para 
a conclusão do procedimento, estando o 
adolescente internado provisoriamente, será 
de quarenta e cinco dias. 
 Art. 185. A internação, decretada ou mantida 
pela autoridade judiciária, não poderá ser 
cumprida em estabelecimento prisional. 
Se a autoridade judiciária entender adequada a 
remissão, ouvirá o representante do Ministério 
Público, proferindo decisão. 
Sendo o fato grave, passível de aplicação de 
medida de internação ou colocação em regime 
de semiliberdade, a autoridade judiciária, 
verificando que o adolescente não possui 
advogado constituído, nomeará defensor, 
designando, desde logo, audiência em 
continuação, podendo determinar a realização 
de diligências e estudo do caso. 
O advogado constituído ou o defensor 
nomeado, no prazo de três dias contado da 
audiência de apresentação, oferecerá defesa 
prévia e rol de testemunhas. 
 Art. 187. Se o adolescente, devidamente 
notificado, não comparecer, injustificadamente 
à audiência de apresentação, a autoridade 
judiciária designará nova data, determinando 
sua condução coercitiva. 
 Art. 188. A remissão, como forma de extinção 
ou suspensão do processo, poderá ser aplicada 
em qualquer fase do procedimento, antes da 
sentença. 
 Art. 190. A intimação da sentença que aplicar 
medida de internação ou regime de semi-
liberdade será feita: 
I - Ao adolescente e ao seu defensor; 
II - Quando não for encontrado o adolescente, a 
seus pais ou responsável, sem prejuízo do 
defensor. 
§ 1º Sendo outra a medida aplicada, a 
intimação far-se-á unicamente na pessoa do 
defensor. 
§ 2º Recaindo a intimação na pessoa do 
adolescente, deverá este manifestar se deseja 
ou não recorrer da sentença. 
Obs. O art. 400 do CPP afirma que o 
interrogatório será realizado ao final da 
instrução criminal. O art. 184 do ECA, 
diferentemente do CPP, prevê que a oitiva do 
adolescente infrator e de seus pais é o primeiro 
ato. Existe, portanto, uma antinomia aparente 
de segundo grau. Neste caso, em regra, deveria 
prevalecer o critério da especialidade. Logo, 
seria aplicada a regra do ECA (oitiva em primeiro 
lugar). Contudo, o STF tem aplicado a orientação 
firmada no HC 127.900/AM (interrogatório 
como último ato da instrução) ao procedimento 
de apuração de ato infracional, sob o 
fundamento de que o art. 400 do CPP possibilita 
ao representado exercer de modo mais eficaz a 
sua defesa. Logo, por essa razão, em uma 
aplicação sistemática do direito, tal dispositivo 
legal deve suplantar o estatuído no art. 184 do 
ECA. Diante disso, a oitiva do representado 
deve ser o último ato da instrução também no 
procedimento de apuração de ato infracional. 
DICA 41 
DA PROTEÇÃO JUDICIAL DOS INTERESSES 
INDIVIDUAIS, DIFUSOS E COLETIVOS 
Regem-se pelas disposições do ECA (lei nº 
8.069/1990) as ações de responsabilidade por 
ofensa aos direitos assegurados à criança e ao 
adolescente, referentes ao não oferecimento 
ou oferta irregular: 
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80 
 
I - Do ensino obrigatório; 
II - De atendimento educacional especializado 
aos portadores de deficiência; 
III – de atendimento em creche e pré-escola às 
crianças de zero a cinco anos de idade; 
IV - De ensino noturno regular, adequado às 
condições do educando; 
V - De programas suplementares de oferta de 
material didático-escolar, transporte e 
assistência à saúde do educando do ensino 
fundamental; 
VI - De serviço de assistência social visando à 
proteção à família, à maternidade, à infância e à 
adolescência, bem como ao amparo às crianças 
e adolescentes que dele necessitem; 
VII - de acesso às ações e serviços de saúde; 
VIII - de escolarização e profissionalização dos 
adolescentes privados de liberdade. 
IX - De ações, serviços e programas de 
orientação, apoio e promoção social de famílias 
e destinados ao pleno exercício do direito à 
convivência familiar por crianças e 
adolescentes. 
X - De programas de atendimento para a 
execução das medidas socioeducativas e 
aplicação de medidas de proteção. 
XI - de políticas e programas integrados de 
atendimento à criança e ao adolescente vítima 
ou testemunha de violência. 
Parágrafo único. As hipóteses previstas neste 
artigo não excluem da proteção judicial outros 
interesses individuais, difusos ou coletivos, 
próprios da infância e da adolescência, 
protegidos pela Constituição e pela lei. 
§ 1 o As hipóteses previstas neste artigo não 
excluem da proteção judicial outros interesses 
individuais, difusos ou coletivos, próprios da 
infância e da adolescência, protegidos pela 
Constituição e pela Lei. 
§ 2 o A investigação do desaparecimento de 
crianças ou adolescentes será realizada 
imediatamente após notificação aos órgãos 
competentes, que deverão comunicar o fato aos 
portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e 
companhias de transporte interestaduais e 
internacionais, fornecendo-lhes todos os dados 
necessários à identificação do desaparecido. 
§ 3º A notificação a que se refere o § 2º deste 
artigo será imediatamente comunicada ao 
Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas e 
ao Cadastro Nacional de Crianças e 
Adolescentes Desaparecidos, que deverão ser 
prontamente atualizados a cada nova 
informação. (Incluído pela Lei nº 14.548, de 
2023) 
As ações com relação a proteção dos direitos 
acima mencionados serão propostas no foro do 
local onde ocorreu ou deva ocorrer a ação ou 
omissão, cujo juízo terá competência absoluta 
para processar a causa, ressalvadas a 
competência da Justiça Federal e a competência 
originária dos tribunais superiores. 
 
DIREITO DO CONSUMIDOR 
DICA 01 
CONCEITOS (Art. 2º e ss., do CDC) 
 
Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que 
adquire ou utiliza produto ou serviço como 
destinatário final. 
Portanto, consumidor pode ser PF ou PJ, desde 
que adquira o produto como DESTINATÁRIO 
FINAL. 
Consumidor por equiparação: Equipara-se a 
consumidor a coletividade de pessoas, ainda 
que indetermináveis, que haja intervindo nas 
relações de consumo. Também é aquele 
previsto no art. 17, do CDC (CONSUMIDOR 
BYSTANDER = aquele que não participa 
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81 
 
diretamente da relação, mas sofre os efeitos do 
evento danoso - vítima). 
Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, 
pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que 
desenvolvem atividade de produção, 
montagem, criação, construção, 
transformação, importação, exportação, 
distribuição ou comercialização de produtos ou 
prestação de serviços. 
Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, 
material ou imaterial. 
Serviço é qualquer atividade fornecida no 
mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, 
de crédito e securitária, salvo as decorrentes 
das relações de caráter trabalhista. 
Obs. É possível o reconhecimento da figura do 
consumidor por equiparação na hipótese de 
danos individuais decorrentes do exercício de 
atividade de exploração de potencialhidro 
energético causadora de impacto ambiental, 
em virtude da caracterização do acidente de 
consumo 
Caso adaptado: a Usina Hidrelétrica de Pedra do 
Cavalo, localizada na Bahia e operada pelo 
Grupo Votorantim, causou impactos 
ambientais significativos na região, afetando as 
atividades de pesca e mariscagem locais. Os 
pescadores do local ajuizaram ação de 
indenização contra as empresas integrantes do 
Grupo. Na hipótese de danos individuais 
decorrentes do exercício de atividade de 
exploração de potencial hidro energético 
causadora de impacto ambiental, é possível, em 
virtude da caracterização do acidente de 
consumo, o reconhecimento da figura do 
consumidor por equiparação, o que atrai a 
incidência das disposições do Código de Defesa 
do Consumidor. Assim, os pescadores autores 
podem ser considerados como consumidores 
por equiparação (bystander), nos termos do art. 
17 do CDC.STJ. julgado em 10/5/2023 (Info 774). 
O CDC não é aplicado em casos de contratos de 
locação e também nas relações entre 
condomínio e condôminos. 
Na relação entre advogados e clientes também 
não se aplica o CDC. 
Art. 4º A Política Nacional das Relações de 
Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à 
sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua 
qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relações de consumo, atendidos 
os seguintes princípios: 
IX - Fomento de ações direcionadas à educação 
financeira e ambiental dos consumidores 
X- Prevenção e tratamento do 
superendividamento como forma de evitar a 
exclusão social do consumidor. 
Art. 5° Para a execução da Política Nacional das 
Relações de Consumo, contará o poder público 
com os seguintes instrumentos, entre outros: 
I - Manutenção de assistência jurídica, integral e 
gratuita para o consumidor carente; 
I - Instituição de Promotorias de Justiça de 
Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério 
Público; 
III - criação de delegacias de polícia 
especializadas no atendimento de 
consumidores vítimas de infrações penais de 
consumo; 
IV - Criação de Juizados Especiais de Pequenas 
Causas e Varas Especializadas para a solução de 
litígios de consumo; 
V - Concessão de estímulos à criação e 
desenvolvimento das Associações de Defesa do 
Consumidor. 
VI - Instituição de mecanismos de prevenção e 
tratamento extrajudicial e judicial do 
superendividamento e de proteção do 
consumidor pessoa natural. 
VII - instituição de núcleos de conciliação e 
mediação de conflitos oriundos de 
superendividamento. 
 
DICA 02 
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82 
 
DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR (Art. 6 e 
ss., do CDC) 
 
Os direitos básicos de proteção ao consumidor 
estão previstos no artigo 6, do CDC. 
Dentre eles, ressaltamos como principais: 
proteção da vida, saúde e segurança contra os 
riscos dos produtos e serviços; informação 
adequada e clara sobre os diferentes produtos e 
serviços; proteção contra a publicidade 
enganosa e abusiva; prevenção e reparação de 
danos patrimoniais e morais, individuais, 
coletivos e difusos; a facilitação da defesa de 
seus direitos, inclusive com a inversão do ônus 
da prova, a seu favor. 
ATENÇÃO: Tendo mais de um autor a ofensa, 
todos responderão solidariamente pela 
reparação dos danos previstos nas normas de 
consumo (Responsabilidade solidária). 
EXCLUSÃO À RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA: 
Art. 19, §2º: O fornecedor imediato será 
responsável quando fizer a pesagem ou a 
medição e o instrumento utilizado não estiver 
aferido segundo os padrões oficiais. 
São direitos básicos do consumidor, entre 
outros: 
XI - a garantia de práticas de crédito 
responsável, de educação financeira e de 
prevenção e tratamento de situações de 
superendividamento, preservado o mínimo 
existencial, nos termos da regulamentação, por 
meio da revisão e da repactuação da dívida, 
entre outras medidas; 
 
XII - a preservação do mínimo existencial, nos 
termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito; 
 
XIII - a informação acerca dos preços dos 
produtos por unidade de medida, tal como por 
quilo, por litro, por metro ou por outra 
unidade, conforme o caso. #CAIMUITO 
 
Obs. Se o plano de saúde negasse tratamento 
multidisciplinar para o paciente com autismo, 
obrigando que ele buscasse a sua realização, 
por conta própria, fora da rede credenciada, 
esse usuário teria direito de obter o reembolso 
integral das despesas? 
Em 01/07/2022, a ANS publicou a Resolução 
Normativa 539/2022, que tornou obrigatória a 
cobertura para qualquer método ou técnica 
indicado pelo médico assistente para o 
tratamento do paciente com Transtorno do 
Espectro Autista (TEA). Assim, a partir dessa 
data, ficou assentado que todas as operadoras 
de planos de saúde deveriam assegurar a 
cobertura das técnicas/métodos/abordagens 
indicados pelo médico assistente, tal como a 
ABA. 
Antes dessa data, se o plano de saúde negasse 
tratamento multidisciplinar para o paciente com 
autismo, obrigando que ele buscasse a sua 
realização, por conta própria, fora da rede 
credenciada, esse usuário teria direito de obter 
judicialmente o reembolso integral das 
despesas? 
Em regra, não. Em regra, o valor do reembolso 
deveria ficar limitado ao preço e às tabelas do 
plano contratado. Existem, contudo, duas 
exceções: 
1ª exceção: se ficou caracterizada a 
inobservância de prestação assumida no 
contrato, causadora de danos materiais ao 
beneficiário. 
2ª exceção: se a operadora do plano de saúde 
descumpriu ordem judicial que a obrigava a 
fornecer o tratamento. 
Nessas duas hipóteses excepcionais, haverá o 
direito ao reembolso integral das despesas 
realizadas pelo usuário do plano. 
Em suma: até 1/7/2022, data da vigência da 
Resolução Normativa nº 539/2022 da ANS, é 
devido o reembolso integral de tratamento 
multidisciplinar para beneficiário portador de 
transtorno do espectro autista realizado fora da 
rede credenciada, inclusive às sessões de 
musicoterapia, na hipótese de inobservância de 
prestação assumida no contrato ou se ficar 
demonstrado o descumprimento de ordem 
judicial. STJ,julgado em 21/3/2023 (Info 769). 
 
OBS. O shopping center e a empresa 
administradora do estacionamento são 
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83 
 
responsáveis por indenizar o consumidor 
vítima de roubo à mão armada ocorrido na 
cancela para ingresso no estacionamento, 
ainda em via pública 
Situação adaptada: João, dirigindo seu veículo, 
parou na cancela de entrada do estacionamento 
do shopping center para apertar no botão e 
pegar o ticket de pagamento. Neste momento, 
foi assaltado por um indivíduo que, portando 
arma de fogo, ordenou que a vítima abaixasse o 
vidro e exigiu o relógio, o celular e a carteira de 
João. Incide o regramento consumerista no 
percurso relacionado com a prestação do 
serviço e, notadamente, quando o fornecedor 
dele se vale no interesse de atrair o consumidor. 
Assim, na hipótese de se exigir do consumidor 
determinada conduta para que usufrua do 
serviço prestado pela fornecedora, colocando-o 
em vulnerabilidade não só jurídica, mas 
sobretudo fática, ainda que 
momentaneamente, se houver falha na 
prestação do serviço, será o fornecedor 
obrigado a indenizá-lo. 
Nessa linha de raciocínio, quando o consumidor, 
com a finalidade de ingressar no 
estacionamento de shopping center, tem de 
reduzir a velocidade ou até mesmo parar seu 
veículo e se submeter à cancela - barreira física 
imposta pelo fornecedor e em seu benefício - 
incide a proteção consumerista, ainda que o 
consumidor não tenha ultrapassado referido 
obstáculo e mesmo que este esteja localizado na 
via pública. Nessa hipótese, o consumidor se 
encontra, de fato, na área de prestação do 
serviço oferecido pelo estabelecimento 
comercial. Por conseguinte, também nessa área 
incidem os deveres inerentesàs relações 
consumeristas e ao fornecimento de segurança 
indispensável que se espera dos 
estacionamentos de shoppings centers. 
STJ,julgado em 14/3/2023 (Info 767). 
DICA 03 
PROTEÇÃO À SAÚDE E SEGURANÇA (Art. 8 e ss., 
do CDC) 
Os produtos e serviços colocados no mercado de 
consumo não acarretarão riscos à saúde ou 
segurança dos consumidores, exceto os 
considerados normais e previsíveis em 
decorrência de sua natureza e fruição, 
obrigando-se os fornecedores, em qualquer 
hipótese, a dar as informações necessárias e 
adequadas a seu respeito. 
O fornecedor não poderá colocar no mercado 
de consumo produto ou serviço que sabe ou 
deveria saber apresentar alto grau de 
nocividade ou periculosidade à saúde ou 
segurança. 
 
DICA 04 
RESPONSABILIDADE PELO FATO DO PRODUTO E 
SERVIÇO (Art. 12 e ss., do CDC) 
 
O FATO (DEFEITO) DO PRODUTO OU SERVIÇO 
nada mais é do que acidente ou defeito de 
consumo, que atente contra a integridade físico 
e psíquica do consumidor, expondo este à riscos 
indevidos ou causando dano. 
O fabricante, o produtor, o construtor, nacional 
ou estrangeiro, e o importador respondem, 
independentemente da existência de culpa, 
pela reparação dos danos causados aos 
consumidores por defeitos decorrentes de 
projeto, fabricação, construção, montagem, 
fórmulas, manipulação, apresentação ou 
acondicionamento de seus produtos. 
Portanto, temos que a responsabilidade é 
OBJETIVA! 
O produto não é considerado defeituoso pelo 
fato de outro de melhor qualidade ter sido 
colocado no mercado. 
Excludentes de responsabilidade do fabricante, 
o construtor, o produtor ou importador: 1) 
Quando se provar que não colocou o produto 
no mercado 2) que, embora haja colocado o 
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produto no mercado, o defeito inexiste 3) a 
culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. 
O comerciante é igualmente responsável 
quando: 1) o fabricante, o construtor, o 
produtor ou o importador não puderem ser 
identificados; 2) o produto for fornecido sem 
identificação clara do seu fabricante, produtor, 
construtor ou importador; e 3) não conservar 
adequadamente os produtos perecíveis. 
O fornecedor de serviços responde, 
independentemente da existência de culpa, 
pela reparação dos danos causados aos 
consumidores por defeitos relativos à prestação 
dos serviços, bem como por informações 
insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição 
e riscos. 
O serviço é defeituoso quando não fornece a 
segurança que o consumidor dele pode esperar. 
O serviço não é considerado defeituoso pela 
adoção de novas técnicas. 
O fornecedor de serviços só não será 
responsabilizado quando provar: 1) Que, tendo 
prestado o serviço, o defeito inexiste e 2) a culpa 
exclusiva do consumidor ou de terceiro. 
A responsabilidade pessoal dos profissionais 
liberais será apurada mediante a verificação de 
culpa. 
Há exceção: SIM -> Profissional Liberal. Para este 
a responsabilidade é subjetiva, ou seja, se 
procede mediante a verificação da CULPA. 
§ 4° (art. 14) - A responsabilidade pessoal dos 
profissionais liberais será apurada mediante a 
verificação de culpa. 
OBS: ACASO A OBRIGAÇÃO DO PROFISSIONAL 
LIBERAL SEJA DE RESULTADO, COMO POR 
EXEMPLO PROCEDIMENTOS PLÁSTICOS, 
ODONTOLÓGICOS E OUTROS, A 
RESPONSABILIDADE CONTINUA SUBJETIVA, 
CONTUDO, HÁ INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA, 
SENDO CERTO QUE DEVE O PROFISSIONAL 
LIBERAL PROVAR QUE NÃO TEVE CULPA. 
Portanto, a responsabilização dos liberais se 
pauta pela responsabilidade SUBJETIVA. 
OBS: ACASO A OBRIGAÇÃO DO PROFISSIONAL 
LIBERAL SEJA DE RESULTADO, COMO POR 
EXEMPLO PROCEDIMENTOS PLÁSTICOS, 
ODONTOLÓGICOS E OUTROS, A 
RESPONSABILIDADE CONTINUA SUBJETIVA, 
CONTUDO, HÁ INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA, 
SENDO CERTO QUE DEVE O PROFISSIONAL 
LIBERAL PROVAR QUE NÃO TEVE CULPA. 
OBS. O hospital responde, objetivamente, 
pelos danos decorrentes da prestação 
defeituosa dos serviços relacionados ao 
exercício da sua própria atividade 
Caso adaptado: Regina, grávida, sentiu dores 
intensas e desconforto pélvico. Foi levada por 
até um hospital particular. Ficou constado que 
estava em trabalho de parto avançado. A 
indicação médica era a realização imediata da 
cesárea, mas não havia sala de cirurgia 
disponível. Somente depois de um longo tempo, 
foi disponibilizada uma sala de cirurgia. Em 
razão da demora para a realização do parto, 
houve sofrimento fetal agudo e o bebê já foi 
retirado sem vida. O estabelecimento hospitalar 
responde objetivamente pelos danos causados 
aos pacientes toda vez que o fato gerador for o 
defeito do seu serviço (art. 14, caput, do CDC). 
Ex: estadia do paciente (internação e 
alimentação), instalações, equipamentos, 
serviços auxiliares (enfermagem, exames, 
radiologia) etc. Se o defeito estiver relacionado 
com um desses serviços do hospital, a 
responsabilidade é objetiva, como foi no caso 
concreto. STJ, julgado em 6/3/2023 (Info 768). 
 
DICA 05 
RESPONSABILIDADE PELO VÍCIO DO PRODUTO 
E SERVIÇO (Art. 18 e ss., do CDC) 
 
O VÍCIO DO PRODUTO OU SERVIÇO tem relação 
com a qualidade/quantidade que torne o 
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85 
 
produto ou serviço impróprio para o consumo a 
que se destina ou que lhe diminua o valor. 
OBS: NÃO EXPÕE RISCO AO CONSUMIDOR. 
Os fornecedores de produtos de consumo 
duráveis ou não duráveis respondem 
solidariamente pelos vícios de qualidade ou 
quantidade que os tornem impróprios ou 
inadequados ao consumo a que se destinam ou 
lhes diminuam o valor, assim como por aqueles 
decorrentes da disparidade, com a indicações 
constantes do recipiente, da embalagem, 
rotulagem ou mensagem publicitária, 
respeitadas as variações decorrentes de sua 
natureza, podendo o consumidor exigir a 
substituição das partes viciadas. 
O prazo para sanar o vício é de 30 (trinta) dias 
(as partes convencionar a redução ou ampliação 
do prazo, não podendo este, entretanto, ser 
inferior a sete nem superior a cento e oitenta 
dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de 
prazo deverá ser convencionada em separado, 
por meio de manifestação expressa do 
consumidor). 
Não sanado o vício no prazo legal, pode o 
consumidor exigir, alternativamente e à sua 
escolha: 1) Substituição do produto por outro 
da mesma espécie, em perfeitas condições de 
uso 2) restituição imediata da quantia paga, 
monetariamente atualizada, sem prejuízo de 
eventuais perdas e danos (pode entrar ainda 
com ação de reparação) 3) abatimento 
proporcional do preço. 
São impróprios ao uso e consumo: 
I - Os produtos cujos prazos de validade estejam 
vencidos; 
II - Os produtos deteriorados, alterados, 
adulterados, avariados, falsificados, 
corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à 
saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em 
desacordo com as normas regulamentares de 
fabricação, distribuição ou apresentação; 
III - os produtos que, por qualquer motivo, se 
revelem inadequados ao fim a que se destinam. 
O fornecedor de serviços responde pelos vícios 
de qualidade que os tornem impróprios ao 
consumo ou lhes diminuam o valor, assim como 
por aqueles decorrentes da disparidade com as 
indicações constantes da oferta ou mensagem 
publicitária, podendo o consumidor exigir, 
alternativamente e à sua escolha: 
I - a reexecução dos serviços, sem custo 
adicional e quando cabível; 
II - a restituição imediata da quantia paga, 
monetariamente atualizada, sem prejuízo de 
eventuais perdas e danos; 
III - o abatimento proporcional do preço. 
A reexecução dos serviços poderá ser confiada 
a terceiros devidamente capacitados, por conta 
e risco do fornecedor. 
São impróprios os serviços que se mostrem 
inadequados para os fins que razoavelmente 
deles se esperam, bem como aqueles que não 
atendam as normas regulamentares de 
prestabilidade. 
Sendo o dano causado por componente ou peça 
incorporada ao produto ou serviço, são 
responsáveis solidários seu fabricante, 
construtor ou importadore o que realizou a 
incorporação. 
Obs. A ingestão de medicamentos tem potencial 
para ensejar reações adversas, que, todavia, 
não configuram, por si só, defeito do produto, 
desde que a potencialidade e a frequência 
desses efeitos nocivos estejam descritas na 
bula, em cumprimento ao dever de informação 
do fabricante. A bula da novalgina contém 
advertência sobre a possibilidade de o princípio 
ativo do medicamento (dipirona), em casos 
isolados, causar a Síndrome de Stevens-johnson, 
que acometeu a autora da ação, ou a Síndrome 
de Lyell, circunstância que demonstra o 
cumprimento do dever de informação pelo 
fabricante do remédio.Sendo incontestável a 
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86 
 
eficiência da dipirona para os fins a que se 
destina (analgésico e antitérmico), associada ao 
fato de que a reação alérgica que acometeu a 
parte autora da ação, a despeito de gravíssima, 
está descrita na bula, não decorre propriamente 
de defeito do fármaco, mas de imprevisível 
característica do sistema imunológico do 
paciente, não há que se falar em defeito do 
produto, pressuposto básico para a obrigação 
de indenizar do fornecedor. 
STJ, julgado em 11/4/2023 (Info 771 
DICA 06 
DA DECADÊNCIA E DA PRESCRIÇÃO (Art. 26 e 
ss., do CDC) 
 
O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou 
de fácil constatação caduca em (PRAZO 
DECADENCIAL): 
I - Trinta dias, tratando-se de fornecimento de 
serviço e de produtos não duráveis; 
II - Noventa dias, tratando-se de fornecimento 
de serviço e de produtos duráveis. 
O início do prazo começa a partir da entrega 
efetiva do produto ou do término da execução 
dos serviços. 
A reclamação comprovadamente formulada 
pelo consumidor perante o fornecedor de 
produtos e serviços até a resposta negativa 
correspondente, que deve ser transmitida de 
forma inequívoca e a instauração de inquérito 
civil, até seu encerramento OBSTAM A 
DECADÊNCIA! 
Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial 
inicia-se no momento em que ficar evidenciado 
o defeito. 
Prescreve em cinco anos a pretensão à 
reparação pelos danos causados por fato do 
produto ou do serviço, iniciando-se a contagem 
do prazo a partir do conhecimento do dano e de 
sua autoria. 
 
DICA 07 
DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE 
JURÍDICA (Art. 28, do CDC) 
 
Ocorre quando, em prejuízo do consumidor, 
houver abuso de direito, excesso de poder, 
infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação 
dos estatutos ou contrato social. 
A desconsideração também será efetivada 
quando houver falência, estado de insolvência, 
encerramento ou inatividade da pessoa jurídica 
provocados por má administração. 
Sociedades integrantes dos grupos societários e 
as sociedades controladas, são 
subsidiariamente responsáveis. 
Sociedades consorciadas são solidariamente 
responsáveis. 
Sociedades coligadas só responderão por 
culpa. 
SOBRE O ENTENDIMENTO ACIMA, VEJAMOS 
COMO A OAB COBROU NO 36º EXAME: 
A sociedade empresária Cimento Montanha 
Ltda. integra, com outras cinco sociedades 
empresárias, um consórcio que atua na 
realização de obras de construção civil. 
Estruturas e Fundações Pinheiro Ltda., uma das 
sociedades consorciadas, foi responsabilizada 
em ação de responsabilidade civil por danos 
causados aos consumidores em razão de falhas 
estruturais em imóveis construídos no âmbito 
das atividades do consórcio, que apresentaram 
rachaduras, um dos quais desabou. 
Considerando as normas sobre a 
responsabilidade de sociedades integrantes de 
grupo econômico perante o consumidor, 
segundo o Código de Defesa do Consumidor, 
assinale a afirmativa correta. 
A) Apenas a sociedade Estruturas e Fundações 
Pinheiro Ltda. Poderá ser responsabilizada pelos 
danos aos consumidores, pois as demais 
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87 
 
consorciadas somente se obrigam nas condições 
previstas no respectivo contrato, respondendo 
cada uma por suas obrigações, sem 
solidariedade entre si. 
B) As sociedades integrantes do consórcio são 
solidariamente responsáveis pelas obrigações 
da sociedade Estruturas e Fundações Pinheiro 
Ltda., porém a responsabilidade delas perante o 
consumidor é sempre em caráter subsidiário. 
C) As sociedades integrantes do consórcio são 
solidariamente responsáveis, sem benefício de 
ordem entre elas, pelas obrigações da sociedade 
Estruturas e Fundações Pinheiro Ltda. perante 
os consumidores prejudicados, haja ou não 
previsão diversa no contrato respectivo. 
D) Apenas a sociedade Estruturas e Fundações 
Pinheiro Ltda. Poderá ser responsabilizada pelos 
danos aos consumidores, pois as demais 
consorciadas só responderão solidariamente 
com a primeira se ficar comprovado a culpa de 
cada uma delas. 
REPOSTA: LETRA C. 
 
DICA 08 
DA OFERTA (Art. 30 e ss., do CDC) 
 
Toda informação ou publicidade, 
suficientemente precisa, veiculada por qualquer 
forma ou meio de comunicação com relação a 
produtos e serviços oferecidos ou apresentados, 
obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela 
se utilizar e integra o contrato que vier a ser 
celebrado. 
A oferta VINCULA o fornecedor. 
As ofertas devem possuir informações corretas, 
claras, precisas, ser em língua portuguesa e 
apresentar as características, qualidades, 
quantidade, composição, preço, garantia, 
prazos de validade e origem, entre outros dados 
que garantam a saúde do consumidor. 
Fabricantes e importadores deverão assegurar a 
oferta de componentes e peças de reposição 
enquanto não cessar a fabricação ou 
importação do produto (Cessadas a produção 
ou importação, a oferta deverá ser mantida por 
período razoável de tempo). 
O fornecedor do produto ou serviço é 
solidariamente responsável pelos atos de seus 
prepostos ou representantes autônomos. 
Se o fornecedor de produtos ou serviços 
recusar cumprimento à oferta, apresentação 
ou publicidade, o consumidor poderá, 
alternativamente e à sua livre escolha: 
I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, 
nos termos da oferta, apresentação ou 
publicidade; 
II - aceitar outro produto ou prestação de 
serviço equivalente; 
III - rescindir o contrato, com direito à restituição 
de quantia eventualmente antecipada, 
monetariamente atualizada, e a perdas e danos 
 
DICA 09 
PUBLICIDADE (Art. 36 e ss., do CDC) 
 
É proibida toda publicidade enganosa ou 
abusiva. 
É enganosa qualquer modalidade de 
informação ou comunicação de caráter 
publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, 
por qualquer outro modo, mesmo por omissão, 
capaz de induzir em erro o consumidor a 
respeito da natureza, características, qualidade, 
quantidade, propriedades, origem, preço e 
quaisquer outros dados sobre produtos e 
serviços. 
A publicidade é enganosa por omissão quando 
deixar de informar sobre dado essencial do 
produto ou serviço. 
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88 
 
Perceba: NÃO É QUALQUER DADO, MAS DADO 
ESSENCIAL! 
O ônus da prova da veracidade e correção da 
informação ou comunicação publicitária cabe a 
quem as patrocina. 
Obs. O Madero, conhecido restaurante 
nacional especializado em hambúrgueres, 
utiliza em suas propagandas a frase “The Best 
Burger in the World”, traduzida em português 
por “O melhor hambúrguer do mundo”. O 
concorrente Burger King com ação de 
obrigação de não fazer contra o Madero, 
requerendo que o réu se abstivesse de usar a 
expressão em seu material publicitário e 
fachadas de restaurantes, sob pena de multa 
diária e pagamento de indenização por 
concorrência desleal. O Madero contestou 
alegando não haver ilegalidade em sua 
publicidade, pois se trata de uma técnica 
publicitária conhecida como “puffing”, que usa 
exageros na publicidade e não configura 
propaganda enganosa. O juiz proferiu decisão 
interlocutória dizendo que o caso se enquadra 
no art. 38 do Código de Defesa do Consumidor e 
que, portanto, por força de lei, o Madero 
deveria provarque o seu hambúrguer é o 
melhor do mundo. 
O STJ não concordou com a decisão do 
magistrado. A aplicação da norma prevista no 
art. 38 do CDC às relações concorrenciais, além 
de não se mostrar necessária, diante da 
previsão do art. 373, § 1º, do CPC, poderia - 
paradoxalmente - ser utilizada, em 
determinadas circunstâncias, justamente como 
instrumento anticoncorrencial. Isso porque a 
parte autora poderia propor ações temerárias e 
sem fundamento, obrigando a parte ré a fazer 
prova do contrário. Esse abuso do direito de 
ação é uma das formas possíveis de se praticar 
infração à ordem econômica. Assim, a inversão 
automática do ônus da prova prevista pelo art. 
38 do CDC poderia facilitar o abuso do direito de 
ação, incentivando esse tipo de estratégia 
anticoncorrencial, uma vez que, a partir do 
ajuizamento de demanda frívola, o ônus da 
prova estaria direta e automaticamente imposto 
ao concorrente com menor porte econômico. 
STJ, julgado em 21/3/2023 (Info 768). 
 
DICA 10 
PRÁTICAS ABUSIVAS (Art. 39 e ss., do CDC) 
 
As práticas abusivas estão condicionadas junto 
ao artigo 39 do código consumerista. 
Dentre as principais destacamos: condicionar o 
fornecimento de produto ou de serviço ao 
fornecimento de outro produto ou serviço, 
enviar ou entregar ao consumidor, sem 
solicitação prévia, qualquer produto, ou 
fornecer qualquer serviço, exigir do consumidor 
vantagem manifestamente excessiva, executar 
serviços sem a prévia elaboração de orçamento 
e autorização expressa do consumidor, 
ressalvadas as decorrentes de práticas 
anteriores entre as partes, elevar sem justa 
causa o preço de produtos ou serviços. 
O fornecedor de serviço será obrigado a 
entregar ao consumidor orçamento prévio 
discriminando o valor da mão-de-obra, dos 
materiais e equipamentos a serem empregados, 
as condições de pagamento, bem como as datas 
de início e término dos serviços. 
O valor orçado terá validade pelo prazo de dez 
dias, contado de seu recebimento pelo 
consumidor, salvo se estipulado o contrário 
pelas partes. 
 
DICA 11 
COBRANÇAS DE DÍVIDAS (Art. 42 e ss., do CDC) 
 
O consumidor inadimplente JAMAIS será 
exposto a ridículo, nem será submetido a 
qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. 
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89 
 
Consumidor cobrado em quantia indevida tem 
direito à repetição do indébito, por valor igual ao 
dobro do que pagou em excesso, acrescido de 
correção monetária e juros legais, salvo 
hipótese de engano justificável. 
 
DICA 12 
BANCO DE DADOS E CADASTRO (Art. 43 e ss., 
do CDC) 
 
O consumidor terá acesso às informações 
existentes em cadastros, fichas, registros e 
dados pessoais e de consumo arquivados sobre 
ele, bem como sobre as suas respectivas fontes. 
O consumidor, sempre que encontrar 
inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá 
exigir sua imediata correção, devendo o 
arquivista, no prazo de cinco dias úteis, 
comunicar a alteração aos eventuais 
destinatários das informações incorretas. 
Consumada a prescrição relativa à cobrança de 
débitos do consumidor, não serão fornecidas, 
pelos respectivos Sistemas de Proteção ao 
Crédito, quaisquer informações que possam 
impedir ou dificultar novo acesso ao crédito 
junto aos fornecedores. 
 
DICA 13 
PROTEÇÃO CONTRATUAL (Art. 46 e ss., do CDC) 
 
As cláusulas contratuais serão interpretadas de 
maneira mais favorável ao consumidor. 
O consumidor pode desistir do contrato, no 
prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do 
ato de recebimento do produto ou serviço, 
sempre que a contratação de fornecimento de 
produtos e serviços ocorrer fora do 
estabelecimento comercial, especialmente por 
telefone, online (internet) ou a domicílio 
(DIREITO DE ARREPENDIMENTO – É DIREITO 
POTESTATIVO, ou seja, não precisa de 
motivação e não admite contestação). 
O entendimento acima foi cobrado no 36º 
Exame da seguinte forma: 
Bernardo adquiriu, mediante uso de cartão de 
crédito, equipamento de som conhecido como 
home theater. A compra, por meio do aplicativo 
do Magazin Novas Colinas S/A, conhecido como 
“loja virtual do Colinas”, foi realizada na sexta-
feira e o produto entregue na terça-feira da 
semana seguinte. 
Na quarta-feira, dia seguinte ao do recebimento, 
Bernardo entrou em contato com o serviço de 
atendimento ao cliente para exercer seu direito 
de arrependimento. A atendente lhe comunicou 
que deveria ser apresentada uma justificativa 
para o arrependimento dentre aquelas 
elaboradas pelo fornecedor. Essa foi a condição 
imposta ao consumidor para a devolução do 
valor referente à 1ª parcela do preço, já lançado 
na fatura do seu cartão de crédito. Com base 
nesta narrativa, em conformidade com a 
legislação consumerista, assinale a afirmativa 
correta. 
A) O direito de arrependimento precisa ser 
motivado diante da comunicação de 
cancelamento da compra feita pelo consumidor 
ao fornecedor após o decurso de 48 (quarenta e 
oito) horas da realização da transação pelo 
aplicativo. 
B) Embora o direito de arrependimento não 
precise de motivação por ser potestativo, o 
fornecedor pode exigir do consumidor que lhe 
apresente uma justificativa, como condição para 
a realização da devolução do valor faturado. 
C) Em observância ao princípio da boa-fé 
objetiva, aplicável tanto ao fornecedor quanto 
ao consumidor, aquele não pode se opor ao 
direito de arrependimento, mas, em 
contrapartida, pode exigir do consumidor a 
motivação para tal ato. 
D) O direito de arrependimento não precisa ser 
motivado e foi exercido tempestivamente, 
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90 
 
devendo o fornecedor providenciar o 
cancelamento da compra e comunicar à 
administradora do cartão de crédito para que 
seja efetivado o estorno do valor. 
RESPOSTA: LETRA D. 
Art. 50. A garantia contratual é complementar 
à legal e será conferida mediante termo escrito. 
MELHOR EXPLICANDO: Existem DOIS TIPOS de 
garantia, a contratual (Art. 50, CDC) e a legal 
(artigo 26, CDC). 
A garantia contratual é complementar à legal e 
será conferida mediante termo escrito. 
A contratual é dada pelo próprio 
fabricante/distribuidor/comerciante e não é 
obrigatória e seu prazo pode ser estipulado por 
quem à confere, contudo, acaso ofertada, 
torna-se vinculante. Vale dizer ainda que de 
acordo com o artigo 74, do CDC, a não entrega 
do termo de garantia contratual devidamente 
preenchido constitui crime e a pena prevista é 
de 1 a 6 meses de detenção, ou multa. 
Já a garantia legal independe de termo escrito 
e decorre da própria lei, além de ter prazos 
próprios, que são previstos no artigo 26, do 
CDC. 
ATENÇÃO MÁXIMA: Na contagem, primeiro 
será contada a garantia CONTRATUAL, após o 
seu decurso, tem início a garantia LEGAL. 
PORTANTO, AS GARANTIAS SE SOMAM! 
Obs. Aplica-se o Código de Defesa do 
Consumidor em detrimento das Convenções de 
Varsóvia e Montreal nos casos em que se 
discute a responsabilidade das empresas de 
transporte aéreo internacional por dano moral 
resultante de atraso ou cancelamento de voo e 
de extravio de bagagem. 
Tese fixada pelo STF: 
“Não se aplicam as Convenções de Varsóvia e 
Montreal às hipóteses de danos 
extrapatrimoniais decorrentes de contrato de 
transporte aéreo internacional.”. 
STF. Plenário, julgado em 15/12/2022 
(Repercussão Geral – Tema 1.240) (Info 1080) 
 
DICA 14 
CLÁUSULAS ABUSIVAS (Art. 51 e ss., do CDC) 
 
As cláusulas consideradas abusivas são NULAS 
de pleno direito. 
Elas estão previstas no artigo 51, do CDC. 
#NOVIDADELEGISLATIVA 
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, 
as cláusulas contratuais relativas ao 
fornecimento de produtos e serviços que: 
XVII - condicionem ou limitem de qualquer 
forma o acesso aos órgãos do Poder Judiciário 
XVIII - estabeleçam prazos de carência em caso 
de impontualidade das prestações mensais ou 
impeçam o restabelecimento integral dos 
direitos do consumidor e de seus meiosde 
pagamento a partir da purgação da mora ou do 
acordo com os credores; 
Súmula n. 638 - STJ. É 
abusiva a cláusula contratual que restringe 
a responsabilidade de instituição 
financeira pelos danos decorrentes de roubo, 
furto ou extravio de bem entregue em garantia 
no âmbito de contrato de penhor civil. 
Obs. É ilícita a conduta da operadora de plano 
de saúde que nega a inscrição de recém-
nascido no plano de saúde de titularidade de 
avô, sendo a genitora dependente/beneficiária 
desse plano 
Caso hipotético: Tiago, filho de Mariana (17 
anos), nasceu prematuro e com peso abaixo do 
indicado, e necessitou de cuidados de urgência 
e emergência, razão pela qual foi internado na 
UTI Neonatal. Mariana é beneficiária 
dependente do plano de saúde XX, contratado 
por seu pai Mariano. A operadora se recusou a 
incluir Tiago, o recém-nascido, no plano de 
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91 
 
saúde, sob o argumento de que o titular do 
plano era Mariano, avô de Tiago, e, por isso, o 
bebê não faria jus à qualificação de dependente. 
Não agiu corretamente o plano de saúde. 
É ilícita a conduta da operadora de plano de 
saúde que nega a inscrição de recém-nascido no 
plano de saúde de titularidade de avô, sendo a 
genitora dependente/beneficiária desse plano. 
Vimos que Tiago tem direito de se inscrever no 
plano de saúde. Vamos imaginar, contudo, que 
ele não tivesse direito. Neste caso, o plano de 
saúde poderia interromper o tratamento após 
esgotado o prazo de 30 dias, mesmo que Tiago 
ainda não tivesse recebido alta? 
NÃO. Se a criança ainda não se recuperou, o 
esgotamento do prazo de 30 (trinta) dias após o 
parto não pode provocar a descontinuidade do 
tratamento médico-hospitalar, devendo haver a 
extensão do trintídio legal até a alta médica do 
recém-nascido. 
É abusiva a atitude da operadora que tenta 
descontinuar o custeio de internação do 
neonato que seja filho de dependente e neto 
do titular ultrapassado o prazo de 30 (trinta) 
dias de seu nascimento. STJ, julgado em 
25/4/2023 (Info 773). 
 
DICA 15 
PREVENÇÃO E DO TRATAMENTO DO 
SUPERENDIVIDAMENTO (Art. 54-A e ss. e 104-A 
e ss., do CDC) 
 
Superendividamento é a impossibilidade 
manifesta de o consumidor pessoa natural, de 
boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de 
consumo, exigíveis e vincendas, sem 
comprometer seu mínimo existencial 
(necessário para sua subsistência digna). 
É vedado ao fornecedor de produto ou serviço 
que envolva crédito, entre outras condutas: 
I- Realizar ou proceder à cobrança ou ao débito 
em conta de qualquer quantia que houver sido 
contestada pelo consumidor em compra 
realizada com cartão de crédito ou similar, 
enquanto não for adequadamente solucionada 
a controvérsia, desde que o consumidor haja 
notificado a administradora do cartão com 
antecedência de pelo menos 10 (dez) dias 
contados da data de vencimento da fatura. 
II- Recusar ou não entregar ao consumidor, ao 
garante e aos outros coobrigados cópia da 
minuta do contrato principal de consumo ou do 
contrato de crédito, em papel ou outro suporte 
duradouro, disponível e acessível, e, após a 
conclusão, cópia do contrato. 
III- impedir ou dificultar, em caso de utilização 
fraudulenta do cartão de crédito ou similar, que 
o consumidor peça e obtenha, quando aplicável, 
a anulação ou o imediato bloqueio do 
pagamento, ou ainda a restituição dos valores 
indevidamente recebidos. 
A requerimento do consumidor 
superendividado pessoa natural, o juiz poderá 
instaurar processo de repactuação de dívidas, 
com vistas à realização de audiência 
conciliatória, presidida por ele ou por 
conciliador credenciado no juízo, com a 
presença de todos os credores de dívidas 
previstas no art. 54-A deste Código, na qual o 
consumidor apresentará proposta de plano de 
pagamento com prazo máximo de 5 (cinco) 
anos. 
O não comparecimento injustificado de 
qualquer credor, ou de seu procurador com 
poderes especiais e plenos para transigir, à 
audiência de conciliação acarretará a 
suspensão da exigibilidade do débito e a 
interrupção dos encargos da mora, bem como 
a sujeição compulsória ao plano de pagamento 
da dívida se o montante devido ao credor 
ausente for certo e conhecido pelo consumidor, 
devendo o pagamento a esse credor ser 
estipulado para ocorrer apenas após o 
pagamento aos credores presentes à audiência 
conciliatória. 
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92 
 
No caso de conciliação, com qualquer credor, a 
sentença judicial que homologar o acordo 
descreverá o plano de pagamento da dívida e 
terá eficácia de título executivo e força de coisa 
julgada. 
DICA 16 
DA CONCILIAÇÃO DO SUPERENDIVIDAMENTO 
Art. 104-A. A requerimento do consumidor 
superendividado pessoa natural, o juiz poderá 
instaurar processo de repactuação de dívidas, 
com vistas à realização de audiência 
conciliatória, presidida por ele ou por 
conciliador credenciado no juízo, com a 
presença de todos os credores de dívidas 
previstas no art. 54-A deste Código, na qual o 
consumidor apresentará proposta de plano de 
pagamento com prazo máximo de 5 (cinco) 
anos, preservados o mínimo existencial, nos 
termos da regulamentação, e as garantias e as 
formas de pagamento originalmente pactuadas 
§ 1º Excluem-se do processo de repactuação as 
dívidas, ainda que decorrentes de relações de 
consumo, oriundas de contratos celebrados 
dolosamente sem o propósito de realizar 
pagamento, bem como as dívidas provenientes 
de contratos de crédito com garantia real, de 
financiamentos imobiliários e de crédito 
rural. 
§ 2º O não comparecimento injustificado de 
qualquer credor, ou de seu procurador com 
poderes especiais e plenos para transigir, à 
audiência de conciliação de que trata 
o caput deste artigo acarretará a suspensão da 
exigibilidade do débito e a interrupção dos 
encargos da mora, bem como a sujeição 
compulsória ao plano de pagamento da dívida se 
o montante devido ao credor ausente for certo 
e conhecido pelo consumidor, devendo o 
pagamento a esse credor ser estipulado para 
ocorrer apenas após o pagamento aos credores 
presentes à audiência conciliatória. 
§ 3º No caso de conciliação, com qualquer 
credor, a sentença judicial que homologar o 
acordo descreverá o plano de pagamento da 
dívida e terá eficácia de título executivo e força 
de coisa julgada. 
Art. 104-B. Se não houver êxito na conciliação 
em relação a quaisquer credores, o juiz, a 
pedido do consumidor, instaurará processo por 
superendividamento para revisão e integração 
dos contratos e repactuação das dívidas 
remanescentes mediante plano judicial 
compulsório e procederá à citação de todos os 
credores cujos créditos não tenham integrado o 
acordo porventura celebrado. 
Art. 104-C. Compete concorrente e 
facultativamente aos órgãos públicos 
integrantes do Sistema Nacional de Defesa do 
Consumidor a fase conciliatória e preventiva do 
processo de repactuação de dívidas, nos moldes 
do art. 104-A deste Código, no que couber, com 
possibilidade de o processo ser regulado por 
convênios específicos celebrados entre os 
referidos órgãos e as instituições credoras ou 
suas associações. 
§ 1º Em caso de conciliação administrativa para 
prevenir o superendividamento do consumidor 
pessoa natural, os órgãos públicos poderão 
promover, nas reclamações individuais, 
audiência global de conciliação com todos os 
credores e, em todos os casos, facilitar a 
elaboração de plano de pagamento, preservado 
o mínimo existencial, nos termos da 
regulamentação, sob a supervisão desses 
órgãos, sem prejuízo das demais atividades de 
reeducação financeira cabíveis 
§ 2º O acordo firmado perante os órgãos 
públicos de defesa do consumidor, em caso de 
superendividamento do consumidor pessoa 
natural, incluirá a data a partir da qual será 
providenciada a exclusão do consumidor de 
bancos de dados e de cadastros de 
inadimplentes, bemcomo o condicionamento 
de seus efeitos à abstenção, pelo consumidor, 
de condutas que importem no agravamento de 
sua situação de superendividamento, 
especialmente a de contrair novas dívidas. 
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93 
 
 
DICA 17 
DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO (Art. 81 e 
ss., do CDC) 
 
A defesa dos interesses e direitos dos 
consumidores e das vítimas poderá ser exercida 
em juízo individualmente, ou a título coletivo. 
São legitimados concorrentemente para 
defender o consumidor em Juízo nas hipóteses 
de interesse difuso, coletivo, e individuais 
homogêneos: MP, União, os Estados, os 
Municípios e o Distrito Federal, entidades e 
órgãos da Administração Pública, direta ou 
indireta, ainda que sem personalidade jurídica 
e as associações legalmente constituídas há 
pelo menos um ano e que incluam entre seus 
fins institucionais a defesa dos interesses e 
direitos protegidos pelo CDC. 
É proibida a DENUNCIAÇÃO À LIDE nas ações 
indenizatórias decorrentes de relação de 
consumo. 
O direito de regresso deve ser feito em ação 
autônoma. 
Nesse sentido: Art. 88, CDC: Na hipótese do art. 
13, parágrafo único deste código, a ação de 
regresso poderá ser ajuizada em processo 
autônomo, facultada a possibilidade de 
prosseguir-se nos mesmos autos, vedada a 
denunciação da lide. 
JÁ O CHAMAMENTO AO PROCESSO É 
PERMITIDO NA HIPÓTESE DO ARTIGO 101, II, 
DO CDC. 
Nesse sentido: 
TJ-RJ - APELAÇÃO APL 01939547720128190004 
(TJ-RJ) 
Jurisprudência•Data de publicação: 27/08/2019 
APELAÇÃO. JULGAMENTO PREMATURO. 
DENUNCIAÇÃO DA LIDE. DESCABIMENTO. 
RELAÇÃO DE CONSUMO. CHAMAMENTO AO 
PROCESSO. POSSIBILIDADE. FUNGIBILIDADE. 
ANULAÇÃO DA SENTENÇA. Como cediço, 
mostra-se incabível a denunciação da lide nas 
ações que versem sobre relação de consumo, 
nos termos do art. 88 , do CDC . Por outro lado, 
é admissível o chamamento ao processo da 
seguradora pelo fornecedor de serviços, na 
forma do art. 101 , II , do diploma consumerista. 
 
DICA 18 
 DECRETO Nº 11.034, DE 5 DE ABRIL DE 2022 
Art. 1º Este Decreto regulamenta a Lei nº 8.078, 
de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa 
do Consumidor, para estabelecer diretrizes e 
normas sobre o Serviço de Atendimento ao 
Consumidor - SAC, no âmbito dos fornecedores 
dos serviços regulados pelo Poder Executivo 
federal, com vistas a garantir o direito do 
consumidor: 
I - à obtenção de informação adequada sobre os 
serviços contratados; e 
II - Ao tratamento de suas demandas. 
Parágrafo único. Para fins do disposto neste 
Decreto, os órgãos ou as entidades reguladoras 
considerarão o porte do fornecedor do serviço 
regulado. 
Art. 2º Para fins do disposto neste Decreto, 
considera-se Serviço de Atendimento ao 
Consumidor - SAC o serviço de atendimento 
realizado por diversos canais integrados dos 
fornecedores de serviços regulados com a 
finalidade de dar tratamento às demandas dos 
consumidores, tais como informação, dúvida, 
reclamação, contestação, suspensão ou 
cancelamento de contratos e de serviços. 
Parágrafo único. O disposto neste Decreto não 
se aplica à oferta e à contratação de produtos e 
serviços. 
 
DICA 19 
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94 
 
DO ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR 
Art. 3º O acesso ao SAC será gratuito e o 
atendimento das demandas não acarretará ônus 
para o consumidor. 
Art. 4º O acesso ao SAC estará disponível, 
ininterruptamente, durante vinte e quatro horas 
por dia, sete dias por semana. 
§ 1º O acesso de que trata o caput será 
garantido por meio de, no mínimo, um dos 
canais de atendimento integrados, cujo 
funcionamento será amplamente divulgado. 
§ 2º O acesso ao SAC prestado por atendimento 
telefônico será obrigatório, nos termos do 
disposto no art. 5º. 
§ 3º Na hipótese de o serviço ofertado não estar 
disponível para fruição ou contratação nos 
termos do disposto no caput, o acesso ao SAC 
poderá ser interrompido, observada a 
regulamentação dos órgãos ou das entidades 
reguladoras competentes. 
§ 4º O acesso inicial ao atendente não será 
condicionado ao fornecimento prévio de dados 
pelo consumidor. 
§ 5º É vedada a veiculação de mensagens 
publicitárias durante o tempo de espera para o 
atendimento, exceto se houver consentimento 
prévio do consumidor. 
§ 6º Sem prejuízo do disposto no § 5º, é 
admitida a veiculação de mensagens de caráter 
informativo durante o tempo de espera, desde 
que tratem dos direitos e deveres dos 
consumidores ou dos outros canais de 
atendimento disponíveis. 
Art. 5º Os órgãos ou as entidades reguladoras 
competentes observarão as seguintes condições 
mínimas para o atendimento telefônico do 
consumidor: 
I - Horário de atendimento não inferior a oito 
horas diárias, com disponibilização de 
atendimento por humano; 
II - Opções mínimas constantes do primeiro 
menu, incluídas, obrigatoriamente, as opções de 
reclamação e de cancelamento de contratos e 
serviços; e 
III - tempo máximo de espera para: 
a) o contato direto com o atendente, quando 
essa opção for selecionada; e 
b) a transferência ao setor competente para 
atendimento definitivo da demanda, quando o 
primeiro atendente não tiver essa atribuição. 
Parágrafo único. Os órgãos ou as entidades 
reguladoras competentes poderão estabelecer, 
para o setor regulado, horário de atendimento 
telefônico por humano superior ao previsto no 
inciso I do caput. 
Art. 6º É obrigatória a acessibilidade em canais 
do SAC mantidos pelos fornecedores de que 
trata este Decreto, para uso da pessoa com 
deficiência, garantido o acesso pleno para 
atendimento de suas demandas. 
Parágrafo único. Ato da Secretaria Nacional do 
Consumidor do Ministério da Justiça e 
Segurança Pública disporá sobre a acessibilidade 
de canais de SAC, consideradas as 
especificidades das deficiências. 
Art. 7º As opções de acesso ao SAC constarão de 
maneira clara: 
I - Em todos os documentos e materiais 
impressos entregues ao consumidor na 
contratação do serviço e durante o seu 
fornecimento; e 
II - Nos canais eletrônicos do fornecedor. 
 
 
Licensed to Marina Tavolaro Meirelles - marinatavolaro2402@gmail.com - 02406731405consideradas como serviços de notória 
especialização, tratando-se de atributo da 
atuação técnica do advogado, não extensível à 
sociedade de advogados. 
B) Todas as atividades privativas da advocacia 
são consideradas como serviços de notória 
especialização, conceito que se estende à 
atuação profissional do advogado ou da 
sociedade de advogados. 
C) Apenas exercem serviços de notória 
especialização o advogado ou a sociedade de 
advogados cujo trabalho seja possível inferir ser 
essencial e, indiscutivelmente, o mais adequado 
à plena satisfação do objeto do contrato. 
D) Apenas exercem serviços de notória 
especialização o advogado cujo trabalho seja 
possível inferir ser essencial e, 
indiscutivelmente, o mais adequado à plena 
satisfação do objeto do contrato, tratando-se de 
atributo da atuação técnica do advogado, não 
extensível à sociedade de advogados. 
R: LETRA C. 
PURA LETRA DE LEI, HEIN? 
 
FIQUE ATENTO AS MUDANÇAS TRAZIDAS PELA 
LEI 14.365/2022: 
Art. 2º O advogado é indispensável à 
administração da justiça. 
§ 1º No seu ministério privado, o advogado 
presta serviço público e exerce função social (O 
Advocado presta serviço PÚBLICO e tem 
FUNÇÃO SOCIAL). 
§ 2º No processo judicial, o advogado contribui, 
na postulação de decisão favorável ao seu 
constituinte, ao convencimento do julgador, e 
seus atos constituem múnus público. 
INOVAÇÃO LEGAL: § 2º-A. No processo 
administrativo, o advogado contribui com a 
postulação de decisão favorável ao seu 
constituinte, e os seus atos constituem múnus 
público (Ou seja, tem um fim social, atendem a 
sociedade). 
§ 3º No exercício da profissão, o advogado é 
inviolável por seus atos e manifestações, nos 
limites desta lei. 
INOVAÇÃO LEGAL: Art. 2º-A. O advogado pode 
contribuir com o processo legislativo e com a 
elaboração de normas jurídicas, no âmbito dos 
Poderes da República. 
VEJA QUE A INOVAÇÃO ACIMA JÁ FOI 
COBRADA NO 36º EXAME: 
O advogado Francisco Campos, acadêmico 
respeitado no universo jurídico, por solicitação 
do Presidente da Comissão de Constituição e 
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9 
 
Justiça da Câmara de Deputados, realizou 
estudos e sugestões para a alteração de 
determinado diploma legal. 
Sobre a atividade realizada por Francisco 
Campos, assinale a afirmativa correta. 
A) A contribuição de Francisco dá-se como a de 
qualquer cidadão, não se configurando 
atividade da advocacia, dentre as elencadas no 
Estatuto da Advocacia e da OAB. 
B) É vedada ao advogado a atividade 
mencionada junto ao Poder Legislativo. 
C) A referida contribuição de Francisco é 
autorizada apenas se Francisco for titular de 
mandato eletivo, hipótese em que, no que se 
refere ao exercício da advocacia, ele estará 
impedido. 
D) Enquanto advogado, é legítimo a Francisco 
contribuir com a elaboração de normas 
jurídicas, no âmbito dos Poderes da República. 
RESPOSTA: LETRA D. 
 
ATENÇÃO: DO EXERCÍCIO DE CARGOS E 
FUNÇÕES NA OAB E NA REPRESENTAÇÃO 
DA CLASSE 
O advogado, no exercício de cargos ou funções 
em órgãos da Ordem dos Advogados do Brasil ou 
na representação da classe junto a quaisquer 
instituições, órgãos ou comissões, públicos ou 
privados, manterá conduta consentânea com as 
disposições deste Código e que revele plena 
lealdade aos interesses, direitos e prerrogativas 
da classe dos advogados que representa. 
Não poderá o advogado, enquanto exercer 
cargos ou funções em órgãos da OAB ou 
representar a classe junto a quaisquer 
instituições, órgãos ou comissões, públicos ou 
privados, firmar contrato oneroso de prestação 
de serviços ou fornecimento de produtos com 
tais entidades nem adquirir bens imóveis ou 
móveis infungíveis de quaisquer órgãos da 
OAB, ou a estes aliená-los. 
Não há impedimento ao exercício remunerado 
de atividade de magistério na Escola Nacional 
de Advocacia – ENA, nas Escolas de Advocacia 
– ESAs e nas Bancas do Exame de Ordem, 
observados os princípios da moralidade e da 
modicidade dos valores estabelecidos a título de 
remuneração. 
Salvo em causa própria, não poderá o 
advogado, enquanto exercer cargos ou funções 
em órgãos da OAB ou tiver assento, em 
qualquer condição, nos seus Conselhos, atuar 
em PROCESSOS QUE TRAMITEM PERANTE A 
ENTIDADE NEM OFERECER PARECERES 
DESTINADOS A INSTRUÍ-LOS. 
 
DICA 04 
EXERCÍCIO DA ADVOCACIA (Art. 3º, do EAOAB) 
 
O exercício da atividade de advocacia no 
território brasileiro e a denominação de 
advogado são privativos dos inscritos na 
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 
Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se 
ao regime desta Lei, além do regime próprio 
a que se subordinem, os integrantes da 
Advocacia-Geral da União, da Procuradoria da 
Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e 
das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e 
das respectivas entidades de administração 
indireta e fundacional. 
 
DICA 05 
POSTULAÇÃO (Art. 5º, do EAOAB) 
 
O advogado postula, em juízo ou fora dele, 
fazendo prova do mandato. 
Art. 14, CEDOAB. O advogado não deve aceitar 
procuração de quem já tenha patrono 
constituído, sem prévio conhecimento deste, 
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10 
 
salvo por motivo plenamente justificável ou 
para adoção de medidas judiciais urgentes e 
inadiáveis. 
Em caso de URGÊNCIA, pode atuar SEM 
PROCURAÇÃO, desde que a apresente no prazo 
de QUINZE DIAS (prorrogável pelo mesmo 
período). 
PODERES: A procuração para o foro em geral 
habilita o advogado a praticar todos os atos 
judiciais, em qualquer juízo ou instância, salvo 
os que exijam poderes especiais. 
São poderes especiais: Receber citação, 
confessar, reconhecer a procedência do pedido, 
transigir, desistir, renunciar ao direito sobre o 
qual se funda a ação, receber, dar quitação, 
firmar compromisso e assinar declaração de 
hipossuficiência econômica. 
O advogado que renunciar ao mandato 
continuará, durante os dez dias seguintes à 
notificação da renúncia, a representar o 
mandante, salvo se for substituído antes do 
término desse prazo. 
OBSERVAÇÃO: A notificação ao cliente é 
OBRIGATÓRIA. 
INOVAÇÃO LEGAL - Art. 5º, §54: As atividades 
de consultoria e assessoria jurídicas podem ser 
exercidas de modo verbal ou por escrito, a 
critério do advogado e do cliente, e independem 
de outorga de mandato (PROCURAÇÃO) ou de 
formalização por contrato de honorários. 
ATENÇÃO (Art. 16, CEDOAB): A renúncia ao 
patrocínio deve ser feita sem menção do 
motivo que a determinou, fazendo cessar a 
responsabilidade profissional pelo 
acompanhamento da causa, uma vez decorrido 
o prazo previsto em lei (10 dias, art. 5º, §3º, 
EAOAB). 
ATENÇÃO: A renúncia ao mandato não exclui 
responsabilidade por danos eventualmente 
causados ao cliente ou a terceiros (não será 
responsabilizado por omissão do cliente quanto 
a documento ou informação que lhe devesse 
fornecer para a prática oportuna de ato 
processual do seu interesse.). 
ATENÇÃO: A revogação do mandato judicial 
por vontade do cliente não o desobriga do 
pagamento das verbas honorárias 
contratadas, assim como não retira o direito 
do advogado de receber o quanto lhe seja 
devido em eventual verba honorária de 
sucumbência, calculada proporcionalmente em 
face do serviço efetivamente prestado (Art. 17, 
CEDOAB). 
E quanto ao substabelecimento, vale ler o artigo 
26, do CEDOAB, o qual já fora estudado por nós: 
ATENÇÃO: O substabelecimento do mandato, 
com reserva de poderes, é ato pessoal do 
advogado da causa. 
§ 1º O substabelecimento do mandato sem 
reserva de poderes exige o prévio e inequívoco 
conhecimento do cliente. 
§ 2º O substabelecido com reserva de poderes 
deve ajustar antecipadamente seus honorários 
com o substabelecente. 
Mas o visto acima se dá por uma razão lógica, 
consubstanciada na diferençaentre os dois tipos 
de substabelecimento. 
Substabelecimento: Ato forma pelo qual o 
advogado substabelecido pelo cliente confere a 
outro advogado os poderes que lhes foram 
outorgados. 
Substabelecimento com reserva: Tipo de 
substabelecimento no qual o substabelecente 
continua com poderes para atuar na causa. 
Substabelecimento sem reserva: Tipo de 
substabelecimento no qual o substabelecente 
se desvincula completamente da causa, ficando 
sem nenhum tipo de poder. Portanto, para tal 
modalidade, se exige o PRÉVIO conhecimento 
do cliente! 
 
DICA 06 
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11 
 
ADVOGADO EMPREGADO (Art. 18º, EAOAB) 
 
O advogado empregado é aquele que possui 
vínculo empregatício, preenchendo os 
requisitos do artigo 2 e 3, da CLT. 
Apesar do vínculo de emprego, há isenção 
técnica e a independência do advogado. 
O advogado empregado não está obrigado à 
prestação de serviços profissionais de interesse 
pessoal dos empregadores, fora da relação de 
emprego. 
O salário mínimo do advogado deve ser fixado 
em sentença normativa, salvo se ajustado em 
acordo ou convenção coletiva de trabalho. 
As atividades do advogado empregado poderão 
ser realizadas, A CRITÉRIO DO EMPREGADOR, 
em qualquer um dos seguintes regimes: 
I - exclusivamente presencial: modalidade na 
qual o advogado empregado, desde o início da 
contratação (preste atenção aqui: DESDE O 
INÍCIO DA CONTRATAÇÃO), realizará o trabalho 
nas dependências ou locais indicados pelo 
empregador; 
II - não presencial, teletrabalho ou trabalho a 
distância: modalidade na qual, desde o início da 
contratação, o trabalho será 
preponderantemente realizado fora das 
dependências do empregador, observado que o 
comparecimento nas dependências de forma 
não permanente, variável ou para participação 
em reuniões ou em eventos presenciais (NÃO 
PODE HAVER HABITUALIDADE) não 
descaracterizará o regime não presencial; 
III - misto: modalidade na qual as atividades do 
advogado poderão ser presenciais, no 
estabelecimento do contratante ou onde este 
indicar, ou não presenciais, conforme as 
condições definidas pelo empregador em seu 
regulamento empresarial, independentemente 
de preponderância ou não. 
MODIFICAÇÃO DO REGIME DE TRABALHO: as 
partes poderão pactuar, por acordo individual 
simples, a alteração de um regime para outro. 
A jornada de trabalho do advogado empregado, 
quando prestar serviço para empresas, não 
poderá exceder a duração diária de 8 (oito) 
horas contínuas e a de 40 (quarenta) horas 
semanais. 
O QUE DEVE SER INCLUÍDO NA JORNADA: 
Considera-se como período de trabalho o tempo 
em que o advogado estiver à disposição do 
empregador, aguardando ou executando 
ordens, no seu escritório ou em atividades 
externas, sendo-lhe reembolsadas as despesas 
feitas com transporte, hospedagem e 
alimentação. 
As horas trabalhadas que excederem a jornada 
normal são remuneradas por um adicional não 
inferior a cem por cento sobre o valor da hora 
normal, mesmo havendo contrato escrito. 
As horas trabalhadas no período das vinte horas 
de um dia até as cinco horas do dia seguinte são 
remuneradas como noturnas, acrescidas do 
adicional de 25%. 
Nas causas em que for parte o empregador, ou 
pessoa por este representada, os honorários de 
sucumbência são devidos aos advogados 
empregados. 
ATENÇÃO: Se o advogado trabalhar em 
escritório (sociedade de advogados) são 
partilhados entre ele e a empregadora, na forma 
estabelecida em acordo. 
Entendimento acima abordado também foi 
cobrado no 36º Exame e quem estudou pelo 
DICAS acertou com facilidade: 
Hildegardo dos Santos, advogado, é contratado 
em regime de dedicação exclusiva como 
empregado da sociedade XPTO Advogados 
Associados. Em tal condição, Hildegardo atuou 
no patrocínio dos interesses de cliente da 
sociedade de advogados que se sagrou 
vencedor em demanda judicial. 
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12 
 
Hildegardo, diante dessa situação, tem dúvidas 
a respeito do destino dos honorários de 
sucumbência que perceberá, a serem pagos pela 
parte vencida na demanda judicial. 
Ao consultar a legislação aplicável, ele ficou 
sabendo que os honorários 
A) serão devidos à sociedade empregadora. 
B) constituem direito pessoal do advogado 
empregado. 
C) serão devidos à sociedade empregadora, 
podendo ser partilhados 
com o advogado empregado, caso estabelecido 
em acordo coletivo ou convenção coletiva. 
D) serão partilhados entre o advogado 
empregado e a sociedade empregadora, na 
forma estabelecida em acordo. 
RESPOSTA: LETRA D. 
ATENÇÃO: Os honorários de sucumbência, por 
decorrerem precipuamente do exercício da 
advocacia não integram o salário ou a 
remuneração, não podendo, assim, ser 
considerados para efeitos trabalhistas ou 
previdenciários (Art. 14, RGOAB). 
 
DICA 07 
DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (Art. 22º, 
EAOAB) 
 
Conforme depreende-se do artigo 22, do 
EAOAB, existem três tipos de honorários: 
honorários convencionados, aos fixados por 
arbitramento judicial e aos de sucumbência. 
Os honorários convencionados são os 
pactuados entre o advogado e o seu 
cliente/contratante. Consideram-se também 
honorários convencionados aqueles 
decorrentes da indicação de cliente entre 
advogados ou sociedade de advogados. 
Os honorários por arbitramento são estipulados 
na falta de acordo ou pactuação, sendo 
estipulados pelo Juiz e devendo ser observado o 
trabalho realizado e o valor econômico da causa. 
ATENÇÃO: não podem ser estabelecidos em % 
inferior ao estipulado na tabela da OAB. 
Os honorários de sucumbência são aqueles 
devidos pela parte vencida ao advogado. Como 
anteriormente já adiantado, não integram o 
salário do advogado empregado para fins 
trabalhistas e previdenciários. 
Fique atento, ainda: OS HONORÁRIOS 
SUCUMBENCIAIS NÃO EXCLUEM OS 
CONVENCIONAIS! 
Corroborando com o acima ressaltado, temos os 
seguintes dispositivos: 
CPC: Art. 85. A sentença condenará o vencido a 
pagar honorários ao advogado do vencedor. 
OAB Art. 22. A prestação de serviço profissional 
assegura aos inscritos na OAB o direito aos 
honorários convencionados, aos fixados por 
arbitramento judicial e aos de sucumbência. 
§6º: O disposto neste artigo aplica-se aos 
honorários assistenciais, compreendidos como 
os fixados em ações coletivas propostas por 
entidades de classe em substituição processual, 
sem prejuízo aos honorários convencionais. 
Vejamos como a OAB cobrou tal tema, no ano 
de 2021, no XXXIII Exame de Ordem: 
A entidade de classe X, atuando em substituição 
processual, obteve, no âmbito de certo processo 
coletivo, decisão favorável aos membros da 
categoria. A advogada Cleide patrocinou a 
demanda, tendo convencionado com a 
entidade, previamente, certo valor em 
honorários. Ao final do feito, foram fixados 
honorários sucumbenciais pelo juiz. 
Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa 
correta. 
Alternativas 
A) Cleide deverá optar entre os honorários 
convencionais e os sucumbenciais. 
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13 
 
B) Cleide terá direito aos honorários 
sucumbenciais, sem prejuízo dos honorários 
convencionais. 
C) Cleide só terá direito aos honorários 
convencionais e não aos sucumbenciais, que 
competirão à entidade de classe. 
D) Cleide terá apenas direito aos honorários 
convencionais e não aos sucumbenciais, que 
reverterão ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. 
R: LETRA B! 
ATENÇÃO: De acordo com o artigo 24, §3º, do 
EAOAB, é nula qualquer disposição, cláusula, 
regulamento ou convenção individual ou 
coletiva que retire do advogado o direito ao 
recebimento dos honorários de sucumbência - 
No entanto, o STF, no julgamento da ADIN 
1.194, declarou a inconstitucionalidade desse 
dispositivo, permitindo, assim, que as partes 
façam acordos em sentido contrário sobre a 
destinação da verba sucumbencial.Portanto, o 
direito aos honorários de sucumbência é 
considerado um direito disponível do 
advogado, o que permite que ele faça acordos 
ou renúncias relacionadas a essa verba. 
O prazo para COBRANÇA de honorários 
PRESCREVE em CINCO ANOS (art. 25, EAOAB) e 
inicia-se: 
- do vencimento do contrato, se houver. 
- do trânsito em julgado da decisão que os fixar. 
- da ultimação do serviço extrajudicial. 
- da desistência ou transação. 
- da renúncia ou revogação do mandato. 
Sobre a PRESCRIÇÃO, assim a banca 
examinadora fez cobrança no XXXI Exame, no 
ano de 2020: 
O advogado Fernando foi contratado por Flávio 
para defendê-lo, extrajudicialmente, tendo em 
vista a pendência de inquérito civil em face do 
cliente. O contrato celebrado por ambos foi 
assinado em 10/03/15, não prevista data de 
vencimento. 
Em 10/03/17, foi concluída a atuação de 
Fernando, tendo sido homologado o 
arquivamento do inquérito civil junto ao 
Conselho Superior do Ministério Público. Em 
10/03/18, Fernando notificou 
extrajudicialmente Flávio, pois este ainda não 
havia adimplido os valores relativos aos 
honorários contratuais acordados. 
A ação de cobrança de honorários a ser proposta 
por Fernando prescreve em 
Alternativas 
A) três anos, contados de 10/03/15. 
B) cinco anos, contados de 10/03/17. 
C) três anos, contados de 10/03/18. 
D) cinco anos, contados de 10/03/15. 
R: LETRA B. 
Prescreve em cinco anos a ação de prestação de 
contas pelas quantias recebidas pelo advogado 
de seu cliente, ou de terceiros por conta dele. 
A decisão judicial que fixar ou arbitrar 
honorários e o contrato escrito que o estipular 
são títulos executivos e constituem crédito 
privilegiado na falência, concordata, concurso 
de credores, insolvência civil e liquidação 
extrajudicial. 
A execução dos honorários pode ser promovida 
nos mesmos autos da ação em que tenha 
atuado o advogado. Os honorários incluídos na 
condenação, por arbitramento ou sucumbência, 
pertencem ao advogado, tendo este direito 
autônomo para executar a sentença nesta 
parte. 
Se o advogado fizer juntar aos autos o seu 
contrato de honorários antes de expedir-se o 
mandado de levantamento ou precatório, o juiz 
deve determinar que lhe sejam pagos 
diretamente, por dedução da quantia a ser 
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14 
 
recebida pelo constituinte, salvo se este provar 
que já os pagou. 
ACORDO PACTUADO: O acordo feito pelo 
cliente do advogado e a parte contrária, salvo 
aquiescência do profissional, não lhe prejudica 
os honorários, quer os convencionados, quer os 
concedidos por sentença. 
DISTRATO/RESCISÃO DE CONTRATO: ATENÇÃO 
– INOVAÇAO LEGAL: O distrato e a rescisão do 
contrato de prestação de serviços advocatícios, 
mesmo que formalmente celebrados, não 
configuram renúncia expressa aos honorários 
pactuados. 
ATENÇÃO: O advogado substabelecido, com 
reserva de poderes, não pode cobrar 
honorários sem a intervenção daquele que lhe 
conferiu o substabelecimento. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL: Na hipótese de 
o advogado substabelecido, com reservas de 
poderes, possuir contrato celebrado com o 
cliente, PODE COBRAR OS HONORÁRIOS 
ADVOCATÍCIOS! 
Na hipótese de falecimento ou incapacidade 
civil do advogado, os honorários de 
sucumbência, proporcionais ao trabalho 
realizado, são recebidos por seus sucessores 
ou representantes legais. 
Salvo estipulação contratual em sentido 
diverso, o pagamento dos honorários deve 
assim ser realizado: 1/3 devido no início do 
serviço, 1/3 até a decisão de primeira instância 
e o restante no final. 
SOBRE A FORMA DE COBRANÇA, ASSIM EXIGIU 
A OAB NO XXVIII Exame, no ano de 2019: 
Eduardo contrata o advogado Marcelo para 
propor ação condenatória de obrigação de fazer 
em face de João. São convencionados 
honorários contratuais, porém o contrato de 
honorários advocatícios é omisso quanto à 
forma de pagamento. Proposta a ação, Marcelo 
cobra de Eduardo o pagamento de metade dos 
honorários acordados. 
De acordo com o Estatuto da OAB, assinale a 
afirmativa correta. 
Alternativas 
A) Marcelo pode cobrar de Eduardo metade dos 
honorários, pois na ausência de estipulação 
sobre a forma de pagamento, metade dos 
honorários é devida no início do serviço e 
metade é devida no final. 
B) Marcelo pode cobrar de Eduardo metade dos 
honorários, pois na ausência de estipulação 
sobre a forma de pagamento, os honorários são 
devidos integralmente desde o início do serviço. 
C) Marcelo não pode cobrar de Eduardo metade 
dos honorários, pois na ausência de estipulação 
sobre a forma de pagamento, os honorários 
somente são devidos após a decisão de primeira 
instância. 
D) Marcelo não pode cobrar de Eduardo metade 
dos honorários, pois na ausência de estipulação 
sobre a forma de pagamento, apenas um terço 
é devido no início do serviço. 
R: LETRA D. 
O advogado, quando indicado para patrocinar 
causa de juridicamente necessitado, no caso de 
impossibilidade da Defensoria Pública no local 
da prestação de serviço, tem direito aos 
honorários fixados pelo juiz, segundo tabela 
organizada pelo Conselho Seccional da OAB, e 
pagos pelo Estado. 
HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA NÃO 
INTEGRAM O SALÁRIO OU REMUNERAÇÃO: Os 
honorários de sucumbência, por decorrerem 
precipuamente do exercício da advocacia e só 
acidentalmente da relação de emprego, não 
integram o salário ou a remuneração, não 
podendo, assim, ser considerados para efeitos 
trabalhistas ou previdenciários. 
Parágrafo único. Os honorários de sucumbência 
dos advogados empregados constituem fundo 
comum, cuja destinação é decidida pelos 
profissionais integrantes do serviço jurídico da 
empresa ou por seus representantes. 
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15 
 
A prestação de serviços profissionais por 
advogado, individualmente ou integrado em 
sociedades, será contratada, preferentemente, 
por escrito (VEJA QUE NÃO HÁ OBRIGAÇÃO DA 
FORMA ESCRITA). 
O contrato de prestação de serviços de 
advocacia não exige forma especial, devendo 
estabelecer, porém, com clareza e precisão, 
o seu objeto, os honorários ajustados, a forma 
de pagamento, a extensão do patrocínio, 
esclarecendo se este abrangerá todos os atos 
do processo ou limitar-se-á a determinado grau 
de jurisdição, além de dispor sobre a hipótese de 
a causa encerrar-se mediante transação ou 
acordo. LEMBRE-SE DISSO: NÃO EXIGENCIA DE 
FORMA ESPECIAL! 
COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS E HONORÁRIOS: 
A compensação de créditos, pelo advogado, de 
importâncias devidas ao cliente, somente será 
admissível quando o contrato de prestação de 
serviços a autorizar ou quando houver 
autorização especial do cliente para esse fim, 
por este firmada. 
Sobre a COMPENSAÇÃO, assim a OAB cobrou 
no ano de 2022, no XXXIV Exame: 
O advogado César foi procurado pelo cliente 
Vinícius, que pretendia sua atuação 
defendendo-o em processo judicial. Ambos, 
então, ajustaram certo valor em honorários, por 
meio de contrato escrito. Na fase de execução 
do processo, César recebeu pagamentos de 
importâncias devidas a Vinícius e pretende 
realizar a compensação com os créditos de que 
é titular. 
Com base no caso narrado, assinale a afirmativa 
correta. 
Alternativas 
A) É admissível a compensação de créditos 
apenas na hipótese de o contrato de prestação 
de serviços a autorizar; se for silente o contrato, 
é vedada, mesmo diante de autorização 
posterior pelo cliente. 
B) É admissível a compensação de créditos 
somente se o contrato de prestação de serviços 
a autorizar; caso silente o contrato, é possível a 
compensação, se houver autorização especial 
firmada pelo cliente para esse fim. 
C) A compensação pretendida apenas será 
cabível se houver autorização especial firmada 
pelo cliente para esse fim; no contrato de 
prestação de serviços não é admitida a inclusão 
prévia de cláusula autorizativa de compensaçãode créditos. 
D) A compensação de créditos é vedada, não 
sendo admitida a inclusão prévia de cláusula 
autorizativa no contrato de prestação de 
serviços; tampouco, autoriza-se tal 
compensação, ainda que diante de autorização 
especial firmada pelo cliente para esse fim. 
R: LETRA B. 
REDUÇÃO DE HONORÁRIOS: É vedada, em 
qualquer hipótese, a diminuição dos 
honorários contratados em decorrência da 
solução do litígio por qualquer mecanismo 
adequado de solução extrajudicial. 
AVILTAMENTO DE HONORÁRIOS: O advogado 
SEMPRE deve observar o valor mínimo da Tabela 
de Honorários instituída pelo respectivo 
Conselho Seccional onde for realizado o 
serviço, inclusive aquele referente às 
diligências, sob pena de aviltamento (SALVO 
MOTIVO PLENAMENTE JUSTIFICÁVEL)! 
Sobre isso, ainda, vale registrar que os 
honorários profissionais devem ser fixados com 
moderação, atendidos os elementos seguintes: 
I – a relevância, o vulto, a complexidade e a 
dificuldade das questões versadas; 
II – o trabalho e o tempo a ser empregados; 
III – a possibilidade de ficar o advogado 
impedido de intervir em outros casos, ou de se 
desavir com outros clientes ou terceiros; 
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16 
 
IV – o valor da causa, a condição econômica do 
cliente e o proveito para este resultante do 
serviço profissional; 
V – o caráter da intervenção, conforme se trate 
de serviço a cliente eventual, frequente ou 
constante; 
VI – o lugar da prestação dos serviços, conforme 
se trate do domicílio do advogado ou de outro; 
VII – a competência do profissional; 
VIII – a praxe do foro sobre trabalhos análogos. 
CLÁUSULA QUOTA LITIS: Na hipótese da 
adoção de cláusula quota litis (Quando os 
honorários serão fixados com base na 
vantagem financeira obtida pelo cliente em um 
processo judicial), os honorários devem ser 
necessariamente representados por pecúnia e, 
quando acrescidos dos honorários da 
sucumbência, não podem ser superiores às 
vantagens advindas a favor do cliente. 
Quando o objeto do serviço jurídico versar 
sobre prestações vencidas e vincendas, os 
honorários advocatícios poderão incidir sobre o 
valor de umas e outras, atendidos os requisitos 
da moderação e da razoabilidade. 
QUEM ESTUDA PELO DICAS NÃO ERRA. 
VEJAMOS COMO FOI COBRADO ACERCA DO 
TEMA NO 36º EXAME: 
Celso, advogado, foi contratado por Maria, 
servidora pública, para ajuizar ação com pedido 
de pagamento de determinada gratificação. O 
contrato celebrado entre eles prevê que Celso 
somente receberá honorários caso a demanda 
seja exitosa, em percentual do proveito 
econômico obtido por Maria. 
Em tal caso, é correto afirmar que 
A) os honorários contratuais não poderão incidir 
sobre o valor das parcelas vincendas da 
gratificação. 
B) os honorários foram pactuados de forma 
correta, já que, nessa hipótese, deveriam ser 
necessariamente representados por pecúnia. 
C) os honorários não podem ser superiores às 
vantagens advindas a favor de Maria, exceto se 
acrescidos aos honorários de sucumbência. 
D) os honorários contratuais não poderão incidir 
sobre o valor das parcelas vencidas da 
gratificação. 
REPOSTA: LETRA B! 
MAS FIQUE ATENTO: A participação do 
advogado em bens particulares do cliente só é 
admitida em caráter excepcional, quando esse, 
comprovadamente, não tiver condições 
pecuniárias de satisfazer o débito de 
honorários e ajustar com o seu patrono, em 
instrumento contratual, tal forma de 
pagamento. 
Os honorários da sucumbência e os honorários 
contratuais, pertencendo ao advogado que 
houver atuado na causa, poderão ser por ele 
executados, assistindo-lhe direito autônomo 
para promover a execução do capítulo da 
sentença que os estabelecer ou para postular, 
quando for o caso, a expedição de precatório ou 
requisição de pequeno valor em seu favor. 
No caso de substabelecimento, a verba 
correspondente aos honorários da 
sucumbência será repartida entre o 
substabelecente e o substabelecido, 
proporcionalmente à atuação de cada um no 
processo ou conforme haja sido entre eles 
ajustado. Mas lembre-se que, como visto, o 
advogado substabelecido, com reserva de 
poderes, não pode cobrar honorários sem a 
intervenção daquele que lhe conferiu o 
substabelecimento. 
CARTÃO DE CRÉDITO PARA HONORÁRIOS: É 
lícito ao advogado ou à sociedade de 
advogados empregar, para o recebimento de 
honorários, sistema de cartão de crédito, 
mediante credenciamento junto a empresa 
operadora do ramo. 
ATENÇÃO: Havendo necessidade de promover 
arbitramento ou cobrança judicial de 
honorários, deve o advogado renunciar 
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17 
 
previamente ao mandato que recebera do 
cliente em débito. 
ATENÇÃO – INOVAÇÃO LEGAL – HONORÁRIOS 
E BLOQUEIO DE BENS DO CLIENTE: No caso de 
bloqueio universal do patrimônio do cliente por 
decisão judicial, garantir-se-á ao advogado a 
liberação de até 20% (vinte por cento) dos bens 
bloqueados para fins de recebimento de 
honorários e reembolso de gastos com a 
defesa, ressalvadas as causas relacionadas aos 
crimes previstos na Lei nº 11.343, de 23 de 
agosto de 2006 (Lei de Drogas), e observado o 
disposto no parágrafo único do art. 243 da 
Constituição Federal. 
Veja como o tema foi cobrado no 38º Exame de 
ordem: 
Teresa Silva, advogada atuante na área criminal, 
tem como clientes Luiz, acusado de tráfico ilícito 
de drogas, e Roberto, acusado de crimes contra 
o sistema financeiro nacional. 
Após serem proferidas decisões judiciais que 
determinam o bloqueio universal dos 
patrimônios de Luiz e Roberto, Teresa se indaga 
a respeito dos meios disponíveis para obter os 
valores necessários ao reembolso de gastos com 
a defesa e ao recebimento de honorários desses 
clientes. 
Sobre esse assunto, é correto concluir que 
(A) garantir-se-á a Teresa a liberação de 20% 
(vinte por cento) dos bens bloqueados de Luiz 
para o fim de reembolso de gastos com a defesa, 
vedado o recebimento de honorários. 
(B) garantir-se-á a Teresa a liberação de 20% 
(vinte por cento) dos bens bloqueados de 
Roberto para o fim de reembolso de gastos com 
a defesa e o recebimento de honorários. 
(C) Teresa poderá optar pela venda de bens de 
Luiz em hasta pública para o reembolso de 
gastos com a defesa. 
(D) Teresa não poderá realizar a adjudicação de 
bens de Roberto para a satisfação dos 
honorários devidos. 
R: LETRA B. 
O pedido de desbloqueio de bens será feito em 
autos apartados, que permanecerão em sigilo, 
mediante a apresentação do respectivo 
contrato. 
Quando o bloqueio se tratar de dinheiro em 
espécie, de depósito ou de aplicação em 
instituição financeira, os valores serão 
transferidos diretamente para a conta do 
advogado ou do escritório de advocacia 
responsável pela defesa. Nos demais casos, o 
advogado poderá optar pela adjudicação do 
próprio bem ou por sua venda em hasta pública 
para satisfação dos honorários devidos. O valor 
excedente deverá ser depositado em conta 
vinculada ao processo judicial. 
A LEI 14.365/22 INCLUIU: 
Art. 22-A. Fica permitida a dedução de 
honorários advocatícios contratuais dos valores 
acrescidos, a título de juros de mora, ao 
montante repassado aos Estados e aos 
Municípios na forma de precatórios, como 
complementação de fundos constitucionais. 
Parágrafo único. A dedução a que se refere o 
caput deste artigo não será permitida aos 
advogados nas causas que decorram da 
execução de título judicial constituído em ação 
civil pública ajuizada pelo Ministério Público 
Federal. 
Por fim, ressaltamos os seguintes dispositivos do 
CED: 
Art. 17. A revogação do mandato judicial por 
vontade do cliente não o desobriga do 
pagamento das verbas honorárias contratadas, 
assim como não retira o direito do advogado de 
receber o quanto lhe seja devido em eventual 
verba honorária de sucumbência,calculada 
proporcionalmente em face do serviço 
efetivamente prestado. 
Art. 71. Compete aos Tribunais de Ética e 
Disciplina: 
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18 
 
VI - atuar como órgão mediador ou conciliador 
nas questões que envolvam: 
b) partilha de honorários contratados em 
conjunto ou decorrentes de 
substabelecimento, bem como os que resultem 
de sucumbência, nas mesmas hipóteses. 
 
DICA 08 
INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS (Art. 
27º AO 30º, EAOAB) 
 
Incompatibilidade e impedimento são 
DIVERSOS. Enquanto a incompatibilidade diz 
respeito à PROIBIÇÃO TOTAL, o impedimento diz 
respeito a proibição parcial do exercício da 
advocacia. 
As causas de incompatibilidade (são 
incompatíveis mesmo em CAUSA PRÓPRIA) 
encontram-se situadas junto ao artigo 28, do 
EAOAB. 
A incompatibilidade permanece mesmo que o 
ocupante do cargo ou função deixe de exercê-
lo temporariamente (licença ou férias, por ex.). 
Não caracteriza a incompatibilidade os que não 
detenham poder de decisão relevante sobre 
interesses de terceiro, a juízo do conselho 
competente da OAB, bem como, a 
administração acadêmica diretamente 
relacionada ao magistério jurídico, bem como 
Advogados exercentes de mandado temporário 
de juiz eleitoral não estarão incompatíveis com 
a advocacia. 
As causas de impedimento encontram-se 
situadas junto ao artigo 30, do EAOAB. 
Em causas de impedimento, o profissional 
exerce a advocacia COM RESTRIÇÕES. 
Ex: Os servidores da administração direta, 
indireta ou fundacional NÃO PODEM ADVOGAR 
contra a Fazenda Pública que os remunere ou à 
qual seja vinculada a entidade empregadora 
(CUIDADO: docentes dos cursos jurídicos 
PODEM ADVOGAR contra a Fazenda Pública que 
os remuneram). 
Os membros do Poder Legislativo, em seus 
diferentes níveis, NÃO PODEM ADVOGAR 
contra ou a favor das pessoas jurídicas de 
direito público, empresas públicas, sociedades 
de economia mista, fundações públicas, 
entidades paraestatais ou empresas 
concessionárias ou permissionárias de serviço 
público. 
ATENÇÃO: Os Procuradores-Gerais, 
Advogados-Gerais, Defensores-Gerais e 
dirigentes de órgãos jurídicos da Administração 
Pública direta, indireta e fundacional são 
exclusivamente legitimados para o exercício 
da advocacia vinculada à função que exerçam, 
durante o período da investidura. Ou seja, 
podem exercer a advocacia apenas em favor do 
órgão ao qual se vinculam. 
ATENÇÃO MÁXIMA: INOVAÇÃO LEGAL 
DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO STF – 
ADVOCACIA EM CAUSA PRÓPRIA - ARTIGO 28, 
§ 3º, DO ESTATUTO: As causas de 
incompatibilidade previstas nas hipóteses dos 
incisos V e VI (ocupantes de cargos ou funções 
vinculados direta ou indiretamente a atividade 
policial de qualquer natureza e militares de 
qualquer natureza, na ativa) do caput deste 
artigo não se aplicavam ao exercício da 
advocacia em causa própria, estritamente para 
fins de defesa e tutela de direitos pessoais, 
desde que mediante inscrição especial na OAB, 
vedada a participação em sociedade de 
advogados. 
Portanto, tínhamos que os policiais e militares 
na ativa podem advogar em CAUSA PRÓPRIA, 
DESDE QUE ESTA SEJA ESTRITAMENTE PARA 
FINS DE DEFESA E TUTELA DE DIREITOS 
PESSOAIS, E QUE ELES TENHAM INSCRIÇÃO 
ESPECIAL NA OAB!!!!!!! 
A inscrição especial acima falada deveria 
constar do documento profissional de registro 
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19 
 
na OAB e não isenta o profissional do 
pagamento da contribuição anual, de multas e 
de preços de serviços devidos à OAB, na forma 
por ela estabelecida!! 
CONTUDO, EM JULGAMENTO REALIZADO NA 
DATA DE 17/03/2023, Por unanimidade, o 
Supremo Tribunal Federal (STF) declarou 
inconstitucionais as alterações no Estatuto da 
Advocacia que autorizavam policiais e militares 
da ativa a exercer a advocacia em causa própria 
(§§3º e 4º do artigo 28). 
Segundo o entendimento da Corte, não é 
possível conciliar as atividades de policiais e 
militares da ativa com o exercício da advocacia, 
ainda que na atuação em causa própria, sem 
que ocorram conflitos de interesses e 
derrogação dos regimes jurídicos de cada 
carreira. 
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 
7.227 foi ajuizada pelo Conselho Federal da 
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra 
dispositivos incluídos ao texto original do 
Estatuto, de 1994, pela Lei 14.365/2022. 
ATENÇÃO: É vedada cobrança em valor 
superior ao exigido para os demais membros 
inscritos. 
OBS: NÃO PODEM PARTICIPAR DE SOCIEDADE 
DE ADVOCACIA!! 
 
DICA 09 
SOCIEDADE DE ADVOGADOS (Art. 15º AO 17º, 
EAOAB) 
 
O artigo 15, do Estatuto, diz que os advogados 
podem reunir-se em sociedade simples de 
prestação de serviços de advocacia ou 
constituir sociedade unipessoal de advocacia. 
Já o art. 37, do RGOAB, diz que os advogados 
podem constituir sociedade simples, unipessoal 
ou pluripessoal, de prestação de serviços de 
advocacia, a qual deve ser regularmente 
registrada no Conselho Seccional da OAB em 
cuja base territorial tiver sede. 
§1º As atividades profissionais privativas dos 
advogados são exercidas individualmente, 
ainda que revertam à sociedade os honorários 
respectivos. 
Art. 42, RGOAB: Podem ser praticados pela 
sociedade de advogados, com uso da razão 
social, os atos indispensáveis às suas 
finalidades, que não sejam privativos de 
advogado. 
As sociedades de advogados são sempre 
SOCIEDADES SIMPLES, esteja constituída por 
dois ou mais advogados ou por um único 
advogado. 
Classificam-se como: 
I) pluripessoal: dois ou mais advogados; 
II) unipessoal (individual): um único advogado. 
O início da PERSONALIDADE JURÍDICA começa 
com o registro aprovado dos seus atos 
constitutivos no Conselho Seccional da OAB em 
cuja base territorial tiver sede. 
As procurações devem ser outorgadas 
individualmente aos advogados e indicar a 
sociedade de que façam parte. 
Nenhum advogado pode integrar mais de uma 
sociedade de advogados, constituir mais de uma 
sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, 
simultaneamente, uma sociedade de advogados 
e uma sociedade unipessoal de advocacia, 
com sede ou filial na mesma área territorial 
do respectivo Conselho Seccional. 
O ato de constituição de filial deve ser 
averbado no registro da sociedade e arquivado 
no Conselho Seccional onde se instalar, ficando 
os sócios, inclusive o titular da sociedade 
unipessoal de advocacia, obrigados à inscrição 
suplementar. 
Confere aí como o entendimento foi cobrado 
no XXXII Exame, o exame do CAOS: 
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20 
 
A sociedade de advogados “A e B Advogados” 
está sediada no Rio de Janeiro. Entretanto, em 
razão das circunstâncias de mercado dos seus 
clientes, verificou que seria necessário ao bom 
desempenho das suas atividades profissionais 
constituir uma filial em São Paulo. 
No que se refere ao ato de constituição da filial 
e a atuação dos sócios, assinale a afirmativa 
correta. 
Alternativas 
A) O ato de constituição da filial deve ser 
averbado no registro da sociedade e arquivado 
no Conselho Seccional de São Paulo, ficando 
todos seus sócios obrigados à inscrição 
suplementar junto ao Conselho Seccional de São 
Paulo. 
B) O ato de constituição da filial deve ser 
averbado no registro da sociedade e arquivado 
no Conselho Seccional de São Paulo, ficando 
obrigados à inscrição suplementar junto ao 
Conselho Seccional de São Paulo apenas aqueles 
sócios que habitualmente exercerem a profissão 
naquela localidade, considerando-se 
habitualidade a intervenção judicial que exceder 
cinco causas por ano. 
C) O ato de constituição da filial deve ser 
averbado no registro da sociedade e arquivado 
no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, ficando 
obrigados à inscrição suplementar junto ao 
Conselho Seccional de São Paulo apenas aqueles 
sóciosque habitualmente exercerem a profissão 
naquela localidade, considerando-se 
habitualidade a intervenção judicial que exceder 
cinco causas por ano. 
D) O ato de constituição da filial deve ser 
averbado no registro da sociedade e arquivado 
no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, ficando 
todos seus sócios obrigados à inscrição 
suplementar junto ao Conselho Seccional de São 
Paulo. 
R: LETRA A. 
Os advogados sócios de uma mesma sociedade 
profissional não podem representar em juízo 
clientes de interesses opostos. 
SOBRE O ACIMA VISTO, VEJAMOS COMO A 
OAB COBROU NO 36º EXAME: 
Recém formadas e inscritas na OAB, as amigas 
Fernanda e Júlia desejam ingressar no mercado 
de trabalho. Para tanto, avaliam se devem 
constituir sociedade unipessoal de advocacia ou 
atuar em sociedade simples de prestação de 
serviços de advocacia. 
Constituída a sociedade, Fernanda e Júlia 
deverão observar que 
A) a sociedade unipessoal de advocacia adquire 
personalidade jurídica com o registro aprovado 
dos seus atos constitutivos no cartório de 
registro civil de pessoas jurídicas, sujeito a 
homologação da OAB. 
B) as procurações devem ser outorgadas à 
sociedade de advocacia e indicar 
individualmente os advogados que dela façam 
parte. 
C) poderão integrar simultaneamente uma 
sociedade de advogados e uma sociedade 
unipessoal de advocacia com sede na mesma 
área territorial do respectivo Conselho 
Seccional. 
D) os advogados integrantes da sociedade não 
poderão representar em juízo clientes de 
interesses opostos. 
RESPOSTA: LETRA D. 
A razão social da sociedade deve ter, 
obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, 
um advogado responsável pela sociedade, 
podendo permanecer o de sócio falecido, desde 
que prevista tal possibilidade no ato 
constitutivo. 
A denominação da sociedade unipessoal de 
advocacia deve ser obrigatoriamente formada 
pelo nome do seu titular, completo ou 
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21 
 
parcial, com a expressão “Sociedade 
Individual de Advocacia”. 
A das quotas de uma sociedade de advogados, 
independentemente das razões que motivaram 
tal concentração. 
Confere como o tema foi abordado no XXXI 
Exame de Ordem: 
Os sócios Antônio, Daniel e Marcos constituíram 
a sociedade Antônio, Daniel & Marcos 
Advogados Associados, com sede em São Paulo 
e filial em Brasília. 
Após desentendimentos entre eles, Antônio 
constitui sociedade unipessoal de advocacia, 
com sede no Rio de Janeiro. Marcos, por sua vez, 
retira-se da sociedade Antônio, Daniel & Marcos 
Advogados Associados. 
Sobre a situação apresentada, assinale a 
afirmativa correta. 
Alternativas 
A) Daniel não está obrigado a manter inscrição 
suplementar em Brasília, já que a sociedade 
Antônio, Daniel & Marcos Advogados 
Associados tem sede em São Paulo. 
B) Antônio deverá retirar-se da Antônio, Daniel 
& Marcos Advogados Associados, já que não 
pode integrar, simultaneamente, uma 
sociedade de advogados e uma sociedade 
unipessoal de advocacia. 
C) Mesmo após Marcos se retirar da sociedade 
Antônio, Daniel & Marcos Advogados 
Associados permanece o impedimento para que 
ele e Antônio representem em juízo clientes 
com interesses opostos. 
D) Caso Antônio também se retire da Antônio, 
Daniel & Marcos Advogados Associados, a 
sociedade deverá passar a ser denominada 
Daniel Sociedade Individual de Advocacia. 
R: LETRA D. 
A razão social da sociedade deve ter, 
obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, 
um advogado responsável pela sociedade, 
podendo permanecer o de sócio falecido, desde 
que prevista tal possibilidade no ato 
constitutivo. 
Não podem ser registradas e nem podem 
funcionar as espécies de sociedades de 
advogados que apresentem forma ou 
características de sociedade empresária, que 
adotem nome fantasia, que realizem atividades 
estranhas à advocacia, que incluam como sócio 
ou titular de sociedade unipessoal de advocacia 
pessoa não inscrita como advogado ou 
totalmente proibida de advogar. 
Ainda, é proibido o registro, nos cartórios de 
registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas 
comerciais, de sociedade que inclua, entre 
outras finalidades, a atividade de advocacia. 
O tema foi abordado no XXXIV Exame de 
Ordem: 
A sociedade empresária Y presta, com estrutura 
organizacional, atividades de consultoria 
jurídica e de orientação de marketing para 
pequenos empreendedores. 
Considerando as atividades exercidas pela 
sociedade hipotética, assinale a afirmativa 
correta. 
Alternativas 
A) A sociedade Y deve ter seus atos constitutivos 
registrados apenas na Junta Comercial. 
B) A sociedade Y deve ter seus atos constitutivos 
registrados apenas no Conselho Seccional da 
OAB em cuja base territorial tem sede. 
C) É vedado o registro dos atos constitutivos da 
sociedade Y nos Conselhos Seccionais da OAB e 
também é vedado seu registro na Junta 
Comercial. 
D) Os atos constitutivos da sociedade Y devem 
ser registrados na Junta Comercial e no 
Conselho Seccional da OAB em cuja base 
territorial tem sede. 
R: LETRA C. 
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22 
 
Além da sociedade, o sócio e o titular da 
sociedade individual de advocacia respondem 
subsidiária e ilimitadamente pelos danos 
causados aos clientes por ação ou omissão 
no exercício da advocacia, sem prejuízo da 
responsabilidade disciplinar em que possam 
incorrer. 
Vê aí como a OAB fez a cobrança do tema no 
XXXIV Exame de Ordem: 
Anderson, titular de sociedade individual de 
advocacia, é contratado pela sociedade 
empresária Polvilho Confeitaria Ltda. para atuar 
em sua defesa em ação judicial ajuizada por 
Pedro, consumidor insatisfeito. 
No curso da demanda, a impugnação ao 
cumprimento de sentença não foi conhecida por 
ter sido injustificadamente protocolizada por 
Anderson após o prazo previsto em lei, o que faz 
com que Pedro receba valor maior do que teria 
direito e, consequentemente, a sociedade 
empresária Polvilho Confeitaria Ltda. sofra 
danos materiais. 
Diante dessa situação, Anderson, sem prejuízo 
da responsabilidade disciplinar em que possa 
incorrer, poderá responder com seu patrimônio 
pessoal pelos danos materiais causados à 
sociedade empresária Polvilho Confeitaria Ltda. 
Alternativas 
A) Solidariamente, com a sociedade individual 
de advocacia e de forma ilimitada. 
B) Subsidiariamente, em relação à sociedade 
individual de advocacia e de forma ilimitada. 
C) Solidariamente, com a sociedade individual 
de advocacia e de forma limitada. 
D) Subsidiariamente, em relação à sociedade 
individual de advocacia e de forma limitada. 
R: LETRA B. 
ATENÇÃO: EM SE TRATANDO DE SOCIEDADE 
UNIPESSOAL (INDIVIDUAL), EM CASO DE 
FALECIMENTO DO TITULAR, EXCLUSÃO DOS 
QUADROS DA OAB OU INCOMPATIBILIDADE 
DEFINITIVA, A SOCIDADE SERÁ EXTINTA. 
ATENÇÃO: Em se tratando de sociedade 
pluripessoal, não havendo previsão no ato 
constitutivo, a Sociedade de Advogados não se 
dissolve, nem se extingue, com a morte de 
qualquer um dos sócios, cujas quotas devem 
ser liquidadas para pagamento dos herdeiros, 
legítimos e testamentários, com redução ou 
não do capital social. 
ATENÇÃO: O impedimento ou a 
incompatibilidade em caráter temporário do 
advogado não o exclui da sociedade de 
advogados à qual pertença e deve ser averbado 
no registro da sociedade, observado o disposto 
nos arts. 27, 28, 29 e 30 desta Lei e proibida, em 
qualquer hipótese, a exploração de seu nome e 
de sua imagem em favor da sociedade. 
ATENÇÃO: Em se tratando de sociedade 
pluripessoal, não havendo previsão no ato 
constitutivo, a Sociedade de Advogados não se 
dissolve, nem se extingue, com a morte de 
qualquer um dos sócios, cujas quotas devem 
ser liquidadas para pagamento dos herdeiros, 
legítimos e testamentários, com redução ou 
não do capital social. 
 
ATENÇÃO ÀS INOVAÇÕES TRAZIDAS PELA LEI 
14.365/2022: 
§ 8º,

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