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Caderno de Sucessões Professora Fernanda Pinheiro
45
1º BIMESTRE
PROVA DIA 24/4/17
6/3/2017	
SUCESSÃO A TÍTULO UNIVERSAL
A Sucessão a Título Universal se dará quando o sucessor for chamado a suceder, uma universalidade de bens, ou uma fração dessa universalidade de bens. Nesse caso o sucessor é tecnicamente chamado de herdeiro.
O herdeiro não sabe o que está recebendo, pode receber: carros, joias, frações, terrenos.
SUCESSÃO A TÍTULO SINGULAR
Quando a Sucessão é a Título Singular o sucessor é chamado a suceder uma coisa certa e determinada, dentro do espólio, ou seja um legado. Ele se chama nesse caso tecnicamente de legatário.
Só tem legatário em sucessão testamental.
O herdeiro legitimo, pode ser legatário e herdeiro.
Sucessão legítima só tem herdeiro.
Os herdeiros são: legítimos, necessários, legatário e testamental.
Exercício:
“A” viúvo faleceu, deixando 2 filhos (F1, F2), antes de morrer “A” deixou um testamento dizendo que deixava toda a disponível para o amigo “B”, antes de morrer também doou um apartamento no valor de R$ 150.000,00 para o filho F1, sendo que nunca doou nada para o F2. 
Calcula-se o total bruto da herança, e deduz-se as dívidas inclusive as despesas de funeral.
O valor total da herança R$ 800.000,00
Dívidas e despesas com funeral R$ 200.000,00
Líquido da Herança R$ 600.000,00
Disponível R$ 300.000,00
Disponível para “B” R$ 300.000,00
F1 recebe R$ 75.000,00 (colação dos adiantamentos de legítima, como doou apartamento para F1, desconta-se o valor);
F2 recebe R$ 225.000,00.
Poderia ter deixado toda a “disponível” para F1.
Sobre colação com o NCPC e Código Civil.
https://jota.info/artigos/reflexoes-sobre-o-novo-cpc-o-vai-e-vem-da-colacao-04082015
ABERTURA DA SUCESSÃO
Momento da morte, determinar o momento da abertura é essencial para determinar a sucessão. Horário da certidão de óbito, porém em alguns horários práticos são necessários para determinar o horário da sucessão.
Teorias
1ª - A pessoa estaria morta quando cessasse as atividades cardiorrespiratórias;
2ª – A pessoa estaria morta quando cessasse as atividades bioquímicas do corpo;
3ª – A pessoa estaria morta quando cessasse as atividades cerebrais.
Exemplo da sucessão da velhinha que estava no banco de trás, e que o único herdeiro era o sobrinho que estava dirigindo o carro e que também morreu.
Comoriência
Quando duas ou mais pessoas que são sucessoras entre si, falecem no mesmo instante, sem poder determinar quem morreu antes. Não há transmissão sucessória entre comorientes.
No exato momento da abertura da sucessão ocorre a “saisine” (1784), é a transmissão automática da posse e propriedade dos bens do “de cujus” para os seus herdeiros.
A legislação brasileira não permite patrimônio sem proprietário, por isso a transmissão é automática.
Só a transmissão com herdeiros, não com legatários.
Não confunda saisine com abertura da sucessão e com delação (delação: prazo que a sucessão fica à disposição dos herdeiros, para verificar se eles vão aceitar ou não, somente após a aceitação).
No Brasil não aceita DELAÇÃO.
7/3/2017
REQUISITOS PARA SUCEDER
Capacidade sucessória;
Prole eventual pode ser contemplada com a sucessão, desde que seja concebida até dois anos após a sucessão.
Estar a OVH ou testamento;
Legitimidade – todo mundo que tem capacidade tem legitimidade, o direito de requerer a sucessão.
Hipóteses de ilegitimidade – por lei 1.801, III e/ou por sentença (exclusão por indignidade ou processo de deserdação);
Por lei: 
Art. 1.801. Não podem ser nomeados herdeiros nem legatários:
I - a pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, nem o seu cônjuge ou companheiro, ou os seus ascendentes e irmãos;
II - as testemunhas do testamento;
III - o concubino do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de cinco anos;
IV - o tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou escrivão, perante quem se fizer, assim como o que fizer ou aprovar o testamento.
Ilegitimidade por sentença: 
Exceções:
3ª exceção – o testador pode deixar o patrimônio em testamento, para constituição de uma Pessoa Jurídica que ainda não exista, especificamente uma fundação. Caso Clodovil.
Valor da herança determina o valor para cálculo do ITCMD, portanto é calculado na hora da avaliação dos bens. Cincec.
LUGAR DA ABERTURA DAS SUCESSÕES
 É o último domicílio do de cujus. Se o cônjuge muda após o falecimento do companheiro e mora em outro local, os herdeiros podem abrir no lugar do de cujus primeiro, para aproveitar os atos processuais.
INDIVISIBILIDADE DE HERANÇA E SUA CONFIGURAÇÃO COMO BEM IMÓVEL
Até o momento da partilha o espólio será tratado como um único bem, indivisível e imóvel. Não importa se os bens são diviseis, até o momento da partilha tem regra de condomínio, os herdeiros são condôminos. Vênia conjugal é necessária para que o herdeiro venda suas cotas partes.
Vender um quadro do espólio precisa de escritura pública, tudo o que vende é tratado como bem imóvel.
ESCOLHA DO INVENTARIANTE
O inventariante é o responsável pelo espólio e tem a posse direta, o juiz decide o que é melhor par ao inventário. 
CC - Art. 1.797. Até o compromisso do inventariante, a administração da herança caberá, sucessivamente:
I - ao cônjuge ou companheiro, se com o outro convivia ao tempo da abertura da sucessão;
II - ao herdeiro que estiver na posse e administração dos bens, e, se houver mais de um nessas condições, ao mais velho;
III - ao testamenteiro;
IV - a pessoa de confiança do juiz, na falta ou escusa das indicadas nos incisos antecedentes, ou quando tiverem de ser afastadas por motivo grave levado ao conhecimento do juiz
NCPC - Art. 617. O juiz nomeará inventariante na seguinte ordem: (rol exemplificativo).
I - o cônjuge ou companheiro sobrevivente, desde que estivesse convivendo com o outro ao tempo da morte deste;
II - o herdeiro que se achar na posse e na administração do espólio, se não houver cônjuge ou companheiro sobrevivente ou se estes não puderem ser nomeados;
III - qualquer herdeiro, quando nenhum deles estiver na posse e na administração do espólio;
IV - o herdeiro menor, por seu representante legal;
V - o testamenteiro, se lhe tiver sido confiada a administração do espólio ou se toda a herança estiver distribuída em legados;
VI - o cessionário do herdeiro ou do legatário;
VII - o inventariante judicial, se houver;
VIII - pessoa estranha idônea, quando não houver inventariante judicial.
Parágrafo único. O inventariante, intimado da nomeação, prestará, dentro de 5 (cinco) dias, o compromisso de bem e fielmente desempenhar a função.
13/3/2017
ACEITAÇÃO DA HERANÇA
Ato pelo qual a pessoa manifesta o interesse na herança. A razão da aceitação se dava, devido na antiguidade ter a obrigação de optar por com ou sem reservas, pois se a pessoa tinha mais dúvidas do que patrimônio estaria herdando e poderia ser passivo somente, e vc poderia dizer que aceitaria somente se o ativo fosse maior que o passivo. 
Hoje o Código Civil determina que não as dívidas não passam da força da herança. Então é mera formalidade.
No caso do legado, a aceitação a título aquisitivo de propriedade.
Espécies de aceitação:
Forma: expressa, tácita e presumida.
Expressa: quando o sucessor, expressamente, aceita a herança por documento.
Tácita: quando o sucessor, apesar de não expressamente aceitar, pratica atos de sucessor aceitante. Os atos oficiosos não se configuram como aceitação tácita, tal como cuidar do velório e enterro do de cujus. Ou atos de manutenção e administração dos bens, pois é uma obrigação de possuidor. Exemplo: cessão onerosa de cotas hereditárias.
Presumida: aceitação por silêncio. O juiz ordena que em 30 dias se manifeste sobre a sucessão, ela não respondendo entende-se o silêncio como presumida a aceitação.
***não existe prazo final para aceitar, mas existe prazo final para renunciar, que é o momento da partilha.
Macete: Quem cala, presume-se, consente!Quem aceita: direta e indireta
Direta: é quando o próprio sucessor aceita a herança.
Indireta: é quando alguém aceita em nome do sucessor.
O direito a herança é personalíssimo, mas o ato de aceitar pode ser delegado. Exemplos de indireta:
Aceitação por mandatário ou gestor de negócios;
Aceitação pelos responsáveis legais;
Aceitação pelos credores do herdeiro devedor insolvente, em até 30 dias após o conhecimento da renúncia;
Aceitação pelos sucessores do sucessor falecido antes de ter se manifestado se aceitava a herança.
		A					A
F1		F2			F1		F2
N1		N2			N1		N2
Caso 1: herdeiros de “A” são F1 e F2, mesmo tendo falecido o F1, N1 e N2 representarão F1 somente.
Caso 2: A e F1 sucedeu com proeminência então N1 e N2 são os herdeiros junto com F2.
CARACTERÍSTICAS DA ACEITAÇÃO
A aceitação tem que ser total;
Pode deliberar um dos títulos, quando é legatário e herdeiro;
Aceitação não pode ter qualquer tipo de condição ou termo, o ato tem que ser puro e simples;
A aceitação é um ato não personalíssimo;
A aceitação é um ato unilateral, depende única e exclusivamente da vontade do sucessor;
A aceitação é um ato não receptício, ou seja, não depende da concordância dos outros para surtir efeitos.
A aceitação tem efeitos retroativos à data da abertura da sucessão;
A aceitação é irretratável e irrevogável, mas pode ser passível de nulidade ou anulação;
RENÚNCIA DA HERANÇA
É o ato solene pelo qual o sucessor manifesta-se expressamente, que não deseja suceder nos direitos de seu antecessor.
Tudo o que foi falado de aceitação, aplica-se para a renúncia, guardada as devidas distinções.
Requisitos para a Renúncia
Forma prescrita em lei.
Diferente da aceitação a renúncia só admite forma expressa, por escritura pública ou termo nos autos;
Capacidade para alienar, causo da + mais que capacidade, é capacidade para alienar, que é um plus. Uma pessoa solteira tem capacidade para alienar e ponto final, a capacidade civil basta. Mas no caso de renunciar a herança de um filho é necessário a capacidade civil e uma autorização judicial para alienar. No caso de pessoa casada (exceto separação total) depende da vênia conjugal.
Não se pode renunciar a herança de pessoa viva, pois no ordenamento brasileiro, não se admite pacto sucessório. Negociar herança de pessoa viva, art. 426 CC. NÃO SE FALA EM HERANÇA DE PESSOA VIVA.
A Renúncia não pode ter qualquer tipo de condição ou termo, ou seja, deve ser um ato puro e simples. RENÚNCIA ABDICATIVA.
Renúncia translativa não é admitida no ordenamento brasileira, que seria renunciar a herança em nome de alguém, pois é uma condição.
***a renúncia é sempre a favor do espólio, que segue a ordem de vocação hereditária.
****ou o juiz aproveita o ato para respeitar a vontade para fazer uma cessão gratuita de cotas hereditárias.
Não consegui digitar;
Não consegui digitar;
14/3/2017
Efeitos da Renúncia
Uma vez renunciado os efeitos retroagem a data da abertura da sucessão. Se for uma sucessão legitima e a pessoa renuncia os bens voltam e vão seguir a ordem de vocação hereditária.
Se for sucessão testamentária, no caso de renúncia, primeiro tem que se verificar se há substituição testamentária. Se não, se há direito de acrescer, e se não volta para a Sucessão legítima, conforme a ordem de vocação hereditária.
Seção da Herança / Seção de Cotas Hereditárias
Conceito: é a transferência onerosa ou gratuita, do acerto hereditário ou de parte dele, feito pelo sucessor a outra pessoa. Será onerosa quando existir comutatividade, ou seja, ônus e bônus para ambas as partes, e será gratuita quando só existir ônus para uma das partes.
Requisitos para Cessão de Herança
Para cessão de herança é exigido escritura pública ou termo nos autos, conforme art. 1793 do CC;
Art. 1.793. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública.
Se a pessoa for casada, salvo no regime de separação de bens, para fazer a cessão de cotas hereditárias, depende da vênia conjugal;
Uma das discussões que se tinha é se tinha que dar direito de preferência aos cossucessores antes de um terceiro;
Se pode se ceder cotas hereditárias sobre bens especificados singularmente, Exemplo: restaurante japonês. Não, art. 1793 §2º, no espólio enquanto perdurar a indivisibilidade. 
§ 2o É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente.
É ineficaz a disposição de bens pertencentes ao espólio sem a autorização do juiz enquanto perdurar a indivisibilidade.
§ 3o Ineficaz é a disposição, sem prévia autorização do juiz da sucessão, por qualquer herdeiro, de bem componente do acervo hereditário, pendente a indivisibilidade.
EXCLUSÃO POR INDIGNIDADE
Conceito: é a privação ao direito à herança, a quem cometeu atos previstos na lei, ofensivos a pessoa ou ao interesse do hereditando (autor da herança, de cujus). ATOS DE DESAMOR. Perde a legitimidade sucessória.
Hipóteses de Exclusão por Indignidade: (a doutrina discute se é incapacidade ou se seria hipótese de penalidade civil que geraria ilegitimidade)
Praticar crime de homicídio doloso, tentado ou consumado em face do autor da herança, seus descendentes, ascendentes, cônjuge ou companheiro; (qualquer uma das figuras, autor, mentor, coautor, partícipe, etc. Não precisa de condenação, basta comprovar a materialidade e a autoria, por exemplo, o crime prescreveu, logo não será condenado a pena, mas cometeu o ato. Suzane Vonrichtofen)
Acusar caluniosamente em juízo o autor da herança, ou praticar os crimes contra a honra em face do autor, cônjuge ou companheiro; 1.814, II.
Praticar atos mediante violência ou fraude que impeçam, o autor da herança de manifestar livremente a sua vontade. 1.814, III.
Captação de vontade é o artificio para obter a benevolência de alguém, para si ou para terceiros. Se for pura e simples, não pode ensejar exclusão, mas se for dolosa se configura como fraude. Exemplo puro e simples: aluno que adula o professor para pedir algo em momento de necessidade. Exemplo doloso: cuidando de moribundo que tem muito dinheiro, com a esperança que ele faça um testamente que a beneficie, e você impede que os irmãos o visitem, e maldizer dos irmãos que não vêm visitá-lo.
Exemplo doutrina: na época a cônjuge não era herdeira necessária e o cônjuge fez testamento, ele morreu e o testamento sumiu, e só ela e ele tinham acesso ao cofre. Ela foi excluída da herança e ficou tudo com os irmãos.
Art. 1.814. São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários:
I - que houverem sido autores, coautores ou partícipes de homicídio doloso, ou tentativa deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente;
II - que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem em crime contra a sua honra, ou de seu cônjuge ou companheiro;
III - que, por violência ou meios fraudulentos, inibirem ou obstarem o autor da herança de dispor livremente de seus bens por ato de última vontade.
Art. 1.815. A exclusão do herdeiro ou legatário, em qualquer desses casos de indignidade, será declarada por sentença.
Parágrafo único. O direito de demandar a exclusão do herdeiro ou legatário extingue-se em quatro anos, contados da abertura da sucessão.
Art. 1.816. São pessoais os efeitos da exclusão; os descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão.
Parágrafo único. O excluído da sucessão não terá direito ao usufruto ou à administração dos bens que a seus sucessores couberem na herança, nem à sucessão eventual desses bens.
Art. 1.817. São válidas as alienações onerosas de bens hereditários a terceiros de boa-fé, e os atos de administração legalmente praticados pelo herdeiro, antes da sentença de exclusão; mas aos herdeiros subsiste, quando prejudicados, o direito de demandar-lhe perdas e danos.
Parágrafo único. O excluído da sucessão é obrigado a restituir os frutos e rendimentos que dos bens da herançahouver percebido, m	as tem direito a ser indenizado das despesas com a conservação deles.
Art. 1.818. Aquele que incorreu em atos que determinem a exclusão da herança será admitido a suceder, se o ofendido o tiver expressamente reabilitado em testamento, ou em outro ato autêntico.
Parágrafo único. Não havendo reabilitação expressa, o indigno, contemplado em testamento do ofendido, quando o testador, ao testar, já conhecia a causa da indignidade, pode suceder no limite da disposição testamentária.
Efeitos da exclusão por indignidade:
Uma vez sentenciada a exclusão os efeitos retroagem a data da abertura da sucessão, isso traz consequência para o segundo efeito. A princípio todos os negócios praticados pelo indigno com bens do espólio, devem ser declarados nulos. *exceção: teoria da aparência, 1º terceiro de boa fé, 2º negocio oneroso e 3º que o negócio seja anterior a sentença de exclusão.
Os frutos produzidos que por ventura estivessem com o indigno deverão ser inteiramente devolvidos. O indigno tem direito a indenização pelas benfeitorias úteis e necessárias. Se é indigno, mas é credor do de cujus, vai receber antes mesmo dos irmãos. 
O indigno é comparado a pré-morto, para possibilitar que seus descentes exerçam direito de representação. Ou seja, os herdeiros do indigno podem receber aquilo que o indigno teria direito.
REABILITAÇÃO
O indigno pode ser perdoado pelo autor da herança, a lei diz que o perdão deve ser expresso, em testamento ou outro ato autêntico.
Art. 1.818. Aquele que incorreu em atos que determinem a exclusão da herança será admitido a suceder, se o ofendido o tiver expressamente reabilitado em testamento, ou em outro ato autêntico.
Parágrafo único. Não havendo reabilitação expressa, o indigno, contemplado em testamento do ofendido, quando o testador, ao testar, já conhecia a causa da indignidade, pode suceder no limite da disposição testamentária. Exemplo: Alguém foi considerado indigno, mas o testador deixou um bem específico para o indigno, sem expressamente informar o perdão, desta forma não recebe o restante da herança, porém o que foi expressamente declarado deve ser entregue ao indigno.
AÇÃO DE EXCLUSÃO
Ação de rito ordinário, com prazo decadencial de 4 anos, ou seja, se os legitimados ativos (sucessores interessados), não entrarem com a ação não podem excluir, ainda que o sujeito tenha praticado ato de indignidade. 
SUCESSÃO LEGÍTIMA
Sucessão decorre da lei, a lei diz quem são os sucessores e o que cabe a cada um.
Se dá pela ordem de vocação hereditária, art. 1.829:
1 – descendentes;
2 – ascendentes;
3 – cônjuge;
4 – colaterais até 4º grau;
Classe mais próxima exclui a mais distante, salvo direito de concorrência.
Grau mais próximo exclui grau mais distante, salvo as hipóteses de direito de representação.
CÔNJUGE – Sucessão do cônjuge sobrevivente.
Presunção da vontade do de cujus.
O cônjuge está na 3ª classe da ordem de vocação hereditária, receberá a totalidade da herança da ausência de descendentes e ascendentes sucessíveis.
2002 – o cônjuge é considerado herdeiro necessário, antes de 2002 não era herdeiro necessário. 
O cônjuge quando está na 3º classe, herdará independente do regime que era casado. Exemplo: velho de 70 anos casa com moça de 30 anos, se ele morrer e não tiver outros herdeiros, os irmãos dele não receberão nada, irá tudo para o cônjuge.
O cônjuge para suceder sozinho (ou em concorrência), ele tem que preencher a regra do art. 1830.
Art. 1.830. Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há mais de dois anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente.
Dos direitos dos cônjuges no caso da existência de classes anteriores.
Exemplo: A tinha patrimônio de 300 mil, casou comunhão parcial de bens com B, durante o casamento aumentou o patrimônio em 1.600 milhão.
Exemplo:
	1916
	2002
	Eram assegurados 2 direitos: direito de usufruto vidual e direito real de habitação.
Vidual: se extingue com a morte e constituição de nova família, união estável, casamento, concubinato.
Vidual – era assegurado a todos os regimes salvo comunhão universal de bens.
Descendentes: ¼ usufruto do patrimônio.
Ascendentes: ½ usufruto dos bens.
	Também são assegurados dois direitos ao cônjuge, o Direito real de habitação e o direito de concorrência sucessória:
Direito Real de habitação: é o direito que o cônjuge tem de permanecer no imóvel destinado a moradia da família se esse for o único dessa espécie, a ser inventariado. Art. 1831 (todos os regimes de bens, só se extingue com a morte)
Direito de concorrência sucessória: ser herdeiro junto com os descendentes (depende do regime de bens) e ascendentes (concorre sempre, independente do regime).
SUCESSÃO DOS COLATERAIS ATÉ O 4º GRAU
São a 4ª classe, só serão chamados a suceder na ausência de descentes, ascendentes e cônjuge sucessível.
Não são herdeiros necessários.
	Parentes colaterais
(ligação por ancestral comum)
	Grau
	Ordem Sucessória
	Irmãos
	2º
	1º
	Sobrinhos
	3º
	2º apenas na falta de sobrinhos chama-se os tios, art. 1.843.
	Tios
	3º
	3º
	Tio avô
	4º
	4º não se distingue os parentes de 4º grau
	Sobrinho neto
	4º
	4º todos em conjunto.
	Primos
	4º
	4º
Regras
Ordem sucessória (art. 1843). Art. 1.843. Na falta de irmãos, herdarão os filhos destes e, não os havendo, os tios.
Irmãos unilaterais (genitores diferentes) e bilaterais/germano (genitores em comum). O irmão bilateral tem direito ao dobro do irmão unilateral. Art. 1.841. Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais, cada um destes herdará metade do que cada um daqueles herdar.
Exemplo: professora Fernanda abre sucessão e tem patrimônio de 1 milhão, e deixa só os irmãos sem testamento.
Be (unilateral) – 1 cota – $ 200 mil 
	Ri (unilateral) – 1 cota – $ 200 mil
	Ro (unilateral) – 1 cota – $ 200 mil
	Fa (bilateral) – 2 cotas - $ 400 mil
Aplica-se a mesma regra aos sobrinhos, sobrinhos unilaterais e bilaterais.
Exceção a regra de parente mais próximo exclui parente mais remoto, que é o direito de representação, entre irmãos dos de cujus concorrendo c/sobrinhos do decujus.
Macete: para calcular grau, sobe até o ancestral comum, por exemplo tio: subo para minha mãe, subo para o meu avô, e depois desço para o meu tio.
Descobrir sobrinha neta, Giulia.
					Vô
				Zenaide		Tia Bela
			Eu
Sobrinha neta Giulia
Sucessão de descendentes
Os descentes são a primeira classe de vocação hereditária, abrindo a sucessão eles terão direito;
São considerados herdeiros necessários (colação);
Direito próprio também conhecido como sucessão por cabeça; (se dá quando todos os descendentes se encontram no mesmo grau hereditário, neste caso a herança será dividida por partes iguais);
Sucessão por direito de representação, também conhecida como sucessão por extirpe.
27/3/2017
A renúncia não gera direito de representação mas gera direito próprio.
Na representação a lei chama os herdeiros de pessoa falecida, para suceder aquilo que ela teria direito, se viva fosse. Na classe de descentes a representação vai até o infinito. => o indigno é comparado ou pré-morto.
A renúncia não gera direito de representação, mas não impede que os descendentes sejam chamados por direito próprio.
Margarido faleceu e deixou um patrimônio de 800 mil, deixou 3 filhos, 4 netos e 2 bisnetos;
F1 é pré-morto - indigno;
F2 renunciou a herança; (a renúncia é em favor do espólio).
F3 também renunciou a herança; chamou os netos pq são o próximo grau de sucessão e divide-se por cabeça.
O neto 1 assassinou o avô. 
O direito de representação na linha descendente, infinitamente.
	1º exemplo
	2º exemplo
	3º exemplo
	4º exemplo
	5º exemplo
	F1 – 266.666
	F2 266.666
	F3 – 400.000
	N1 – 200.000
	BN1 – 100.000
	F2 – 266.666
	F3 266.666
	N1 – 200.000
	N2 – 200.000
	BN2 – 100.000
	F3 –266.666
	N1 133.333
	N2 – 200.000
	N3 – 200.000
	N2 – 200.000
	
	N2 133.333
	
	N4 – 200.000
	N3 – 200.000
	
	
	
	
	N4 – 200.000
SUCESSÃO DESCENDENTE EM CONCORRÊNCIA COM O CÔNJUGE
	NÃO CONCORRE
	CONCORRE
	C.U.B
	C.P.B (com bens particulares, ex.: herança)
	S.O.B
	P.F.A.
	
	S.B. (pactual)
A concorrência é a regra! Só tenho que lembrar os regimes não concorrem, CUB/SOB não concorrem.
Art. 1829, I – quando vai existir a concorrência;
Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte:
I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares;
II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge;
III - ao cônjuge sobrevivente;
IV - aos colaterais
.
Art. 1832 – a cônjuge será uma cabeça a mais. 
Regra – cota igual (por cabeça);
Exceção – ¼ ;
	+ de 3 descendentes por cabeça
	Se a cônjuge for ascendente de TODOS os descendentes que está concorrendo.
Art. 1.832. Em concorrência com os descendentes (art. 1.829, inciso I) caberá ao cônjuge quinhão igual ao dos que sucederem por cabeça, não podendo a sua quota ser inferior à quarta parte da herança, se for ascendente dos herdeiros com que concorrer.
Adalberto faleceu era casado com Separação de Bens (pactual), deixou 600 mil de herança.
Como fica a sucessão;
Tinha 4 filhos com a cônjuge;
Tinha 4 filhos com a primeira esposa;
Tinha 2 filhos com a primeira esposa e 2 com a esposa
	A
	B
	C
	D
	F1 = 200
	F1 = 112.5
	F1 = 120
	F1 = 120
	F2 = 200
	F2 = 112.5
	F2 = 120
	F2 = 120
	B = 200
	F3 = 112.5
	F3 = 120
	F3 = 120
	
	F4 = 112.5
	F4 = 120
	F4 = 120
	
	B = 150 (1/4)
	B = 120
	B = 120
Adalberto casou com B no regime de CPB, tinha 300 mil e durante o casamento adquiriu 800 mil reais, tinha um filho antes do casamento e um filho no casamento.
B = meação 400 mil
Patrimônio = 300 + 400 = 700
Herdeiro A = F1, F2, B
	1ª Teoria
	2ª Teoria
	3ª Teoria
	Totalidade
	Bens particulares (seguida no PR)
	Bens comuns
	Patrimônio R$ 700 mil
	300 + 400
	300 + 400
	F1 266.666
	F1 100 F1 200 
	F1 150 F1 133.333 
	F2 266.666
	F2 100 F2 200
	F2 150 F2 133.333
	B 266.666
	B 100
	
*uso do caso acima.
28/3/2017
SUCESSÃO DE DESCENDENTES EM CONCORRÊNCIA COM O COMPANHEIRO
A maioria absoluta considera o art. 1.790 inconstitucional, tem várias declarações de inconstitucionalidade.
Companheiro concorre sempre, porém só no que foi adquirido onerosamente após a união estável.
Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes:
I - se concorrer com filhos (descendentes) comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho;
II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles;
III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança;
IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à totalidade da herança.
200 A - - - 600- - - - C
 F1 e F2
I - se concorrer com filhos (descendentes) comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho;
C = 300 mil (meação)
Patrimônio de A = 200 mil 
F1 = 100 mil
F2 = 100 mil
Patrimônio comum = 300 mil
F1 100 mil
F2 100 mil
C 100 mil
II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles;
O companheiro fica com a metade do que os herdeiros ficarem, ou seja, os herdeiros ficam com o dobro do companheiro.
C = 300 mil (meação)
Patrimônio de A = 200 mil
F1 = 100 mil
F2 = 100 mil
Patrimônio comum = 300 mil
F1 120 mil
F2 120 mil
C 60 mil
Quando há descendência híbrida, o artigo não fez qualquer previsão, existem duas teorias mais usadas. 
C = 300 mil (meação)
Patrimônio de A = 200 mil 
F1 = 66.666 mil
F2 = 66.666 mil
F3 = 66.666 mil
Patrimônio comum = 300 mil
F1 75 mil
F2 75 mil
F3 75 mil
C 75 mil
2ª Teoria de Zeno Veloso, aplica a regra do inciso II.
C = 300 mil (meação)
Patrimônio de A = 200 mil
F1 = 66.666 mil
F2 = 66.666 mil
F3 = 66.666 mil
Patrimônio comum = 300 mil 
F1 2 cotas = 85,71
F2 2 cotas = 85,71
F3 2 cotas = 85,71
C 1 cota = 42.85
SUCESSÃO DE ASCENDENTES
Os ascendentes são a segunda classe de ordem hereditária e só serão chamados na ausência de descendentes sucessivos;
Herdeiros necessário;
Os ascendentes sucedem por linhas, metade para a linha materna e outra metade para linha paterna;
O mais próximo exclui o mais remoto sem exceção, ou seja, não há direito de representação;
A faleceu e deixou patrimônio de 600 mil sem deixar descentes, deixou pai e mãe vivos, avós maternos e paternos;
A faleceu e deixou patrimônio de 600 mil sem deixar descentes, deixou a mãe viva, avós maternos e paternos;
A faleceu e deixou patrimônio de 600 mil sem deixar descentes, deixou avós maternos e paternos;
A faleceu e deixou patrimônio de 600 mil sem deixar descentes, deixou o avô materno e avós paternos;
A faleceu e deixou patrimônio de 600 mil sem deixar descentes, deixou os avós paternos;
	1º exemplo
	2º exemplo
	3º exemplo
	4º exemplo
	5º exemplo
	P = 300
	M = 600
	Áp = 150
	Âm = 300
	Áp = 300
	M = 300
	
	Âp = 150
	Áp = 150
	Âp = 300
	
	
	Ám = 150
	Âp = 150
	
	
	
	Âm = 150
	
	
SUCESSÃO DE ASCENDENTES EM CONCORRÊNCIA COM O CÔNJUGE
Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte:
II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge;
Art. 1.837. Concorrendo com ascendente em primeiro grau, ao cônjuge tocará um terço da herança; caber-lhe-á a metade desta se houver um só ascendente, ou se maior for aquele grau.
Ascendente em 1º grau = 1/3 da herança (pai e mãe);
Ou ½ para ascendentes de 2º grau em diante.
A faleceu deixou patrimônio de R$ 1,6 mi, deixou conjunge e pai e mae;
A faleceu deixou patrimônio de R$ 1,6 mi, deixou conjunge e mãe;
A faleceu deixou patrimônio de R$ 1,6 mi, deixou conjunge e avós paternos e avó materna.
	1º exemplo
	2º exemplo
	3º exemplo
	P = 266.666
	M = 400
	Áp = 100
	M = 266.666
	B = 400
	Âp = 100
	B = 
	
	Ám = 200
	
	
	B = 400
3/4/2017
SUCESSÃO DE ASCENDENTE EM CONCORRÊNCIA COM COMPANHEIRO
Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes:
Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes:
I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho;
II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles;
III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança;
IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à totalidade da herança.
A em união estável com C tinha patrimônio de 200 mil, durante a união adquiriu um patrimônio de 300.
Patrimônio A = 200 + 300 = 500
Patrimônio 200	Patrimônio 300 (pós união)
Pai: 100 mil		Pai = 100 mil
Mãe: 100 mil		Mãe: 200 mil
			Companheiro = 100 mil
Se o pai tivesse falecido.
Patrimônio 200	Patrimônio 300 (pós união)
Mãe: 200 mil		Mãe: 200 mil
			Companheiro = 100 mil (1/3)
SUCESSÃO DO COMPANHEIRO SOBREVIVENTE
União estável foi reconhecida em art. 226, § 3º.
Antes do Código Civil de 2002, era aplicada a Lei 8971/94 e Lei 9278/96, estabeleceu que, a herança iria inteira para os descendentes, ascendentes, companheiro, colaterais até 4º grau.(usufruto vidual e direito real de habitação).
1º ascendente em concorrência com companheiro I e II;
2º ascendente em concorrência com companheiro III; (parentes sucessórios 1/3)
3º colaterais de 4º grau em concorrência com companheiro III;
Se tivesse um primo que nem conversava há tempos.
Patrimônio 200	Patrimônio 300 (pós união)
Primo: 200 mil	Primo: 200 mil
			Companheiro = 100 mil (1/3)
4º Companheiro (IV). Adquiridos onerosamente, ou seja, o que não foi adquirido onerosamente iria para o munícipio (equivocado). Tem que ler conjugado com o art. 1.844
Art. 1.844. Não sobrevivendo cônjuge, ou companheiro, nem parente algum sucessível, ou tendo eles renunciado a herança, esta se devolve ao Município ou ao Distrito Federal, se localizada nas respectivas circunscrições, ou à União, quando situada em território federal. 
Direito de habitação do companheiro:
Companheiro é família nos mesmos moldes de cônjuge, fazer uma interpretação constitucional e aplicar o artigo 1.831, ou pela continuidade alegando o artigo 7º da Lei 9.278.
Art. 1.831. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar.
SUCESSÃO DO PODER PÚBLICO
O Estado (entes federados) não pode ser considerado herdeiro, só sucede porque não existem herdeiros. Indo então para o munícipio, Distrito Federal ou União se os bens se encontrarem em território nacional.
HERANÇA JACENTE
É uma herança aparentemente sem herdeiros, quando o juiz declara jacente a herança, determina de ofício a expedição de editais (3 com intervalo de 30 dias) de chamamento de herdeiros, também podem ser publicados em jornais de grande circulação. O juiz também nomeia curador especial que será responsável pela administração e arrolamentos dos bens, até a finalização.
Transcorrido um ano da publicação do 1º edital, sem que tenham aparecido sucessores, ou aparecendo, as habilitações tenham sido julgadas improcedentes, o juiz deverá por sentença declarar vacante a herança.
Se alguma habilitação for julgada procedente o juiz manda determinar a conversão do processo em inventário.
Pode ser declarado diretamente vacante sem edital? Sim, se todos os sucessões forem conhecidos mas não sejam sucessíveis, declara vacante.
4/4/2017
HERANÇA VACANTE
É a herança vaga, herança de ninguém.
Efeitos da sentença de vacância.
Com a sentença de vacância os colaterais até 4º grau que não tenham se habilitado na jacência não poderão mais reclamar seus direitos sucessórios
O curador perde a sua função e os bens passam para o munícipio, pode entrar como mero depositário ou como proprietário definitivo, vai depender se já transcorreu ou não o período de vacância. (5 anos a contar da abertura da sucessão). Requisitos: findo o prazo e 
Ação de petição de herança, quando reclama a posição de herdeiro, pede que o juiz declara sua condição de herdeiro. 
DIREITO DE REPRESENTAÇÃO/por estirpe
É uma exceção a regra de que o mais próximo exclui o mais remoto. 
Os herdeiros de pessoa falecida para suceder em todos os direitos que ela sucederia se viva fosse. Só tem direito de represetanççao em sucessão legitima não existe sucessão de representação de sucessão testamentária.
Linhas descendentes.
Art. 1.851. Dá-se o direito de representação, quando a lei chama certos parentes do falecido a suceder em todos os direitos, em que ele sucederia, se vivo fosse.
Art. 1.852. O direito de representação dá-se na linha reta descendente, mas nunca na ascendente.
Art. 1.853. Na linha transversal, somente se dá o direito de representação em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste concorrerem.
Art. 1.854. Os representantes só podem herdar, como tais, o que herdaria o representado, se vivo fosse.
Art. 1.855. O quinhão do representado partir-se-á por igual entre os representantes.
Art. 1.856. O renunciante à herança de uma pessoa poderá representá-la na sucessão de outra.
Requisitos para representação
Não sobrevivência do representado em face do autor da herança, ou a sua exclusão por indignidade.
Legitimidade do representante.
Teorias sobre o direito de representação
1º trata como uma ficção jurídica, porque seria um contrato de representação entre o representado e o representante. A legitimidade do representante vai ser medida em face do representado.
2º trata como um instituto típico de sucessões e expressão real da vontade do de cujus ou da verdade, a legitimidade do representante vai ser medida em face do autor da herança.
Situações que cabem representação
Na linha descendente a representação é permitida até o infinito.
Na classe de ascendentes a representação é probida, art. 1.852.
Na classe de cônjuge não representa e não é representado.
Na classe de colaterais a representação é permitida em uma única hipótese que é irmãos do de cujus, concorrendo com sobrinhos do de cujus.
Efeitos da representação
1º o representante herda como se estivesse no grau do representado.
2º o representante herda o que herdaria o representado se vivo fosse ou não tivesse sido excluído.
3º se vários forem os representantes eles dividem entre si de forma igualitária a cota do representado.
4º a cota do representante responde pelos débitos do autor da herança, mas não do representado.
5º os representantes devem trazer a conferência, ou colação, os adiantamentos de legítima recebidos pelo representado, do autor da herança.
6º os renunciantes podem ser representantes. Porém, a renúncia do representado não gera direito de representação, mas também não impede que os descendentes sejam chamados por direito próprio.
Explicação: se n1 e n2 renunciarem a herança de F1 eles podem aceitar a herança de A? Sim, pois são sucessões distantes.
Se F1 renuncia a herança, N1 e N2 não tem direito, porém eles podem ser chamados se F1 e F2 renunciarem, pois serão os herdeiros da vez.
7º Deserdação – após o código civil de 2002, compara o indigno a pré-morto, os legalistas defendem a representação é uma exceção e só vale nas hipóteses taxativas, portanto não cabe representação. A teoria adotada em maioria, estabelece que pelo princípio constitucional que a pena não deve passar da pessoa do apenado, segundo fundamente como a ideia da deserdação é a mesma da indignidade que é exclui herdeiros, aplica-se por analogia a hipótese de indigno a pré-morto e deserdado a pre-morto, assim os herdeiros poderiam exercer representação.
=========================FIM DO 1º BIMESTRE====================
2º BIMESTRE
Faltei a primeira aula...
25/4/2017
Agente capaz
Quem pode testar, todos, salvo quem a lei disser que não!
Pode ser testador
Toda pessoa que tenha 16 anos de idade e pleno juízo e discernimento do ato praticado.
Não podem testar: 
Os menores de 16 anos, ainda que emancipados. Exemplo: pessoa grávida com 15 anos, pode casar, ela se torna plenamente capaz após o casamento, mesmo assim não pode testar.
Pessoas que não tenham pleno juízo e discernimento no momento do ato.
Pessoa jurídica, pode ser sucessora, mas não pode testar.
A incapacidade superveniente, não invalida testamento feito por capaz. Da mesma forma que a capacidade superveniente, não vai validar testamento feito por incapaz.
OBJETO LÍCITO
Regras interpretativas
São inúmeras, estão nos arts. 1.897 e seguintes, “se o testador nomear duas pessoas ou mais para a mesma herança ou legado, sem estabelecer a parte de cada um, a sucessão deverá ser dividida em partes iguais”. 
Sempre se deve ler o testamento para atender a vontade do testador.
Se algum sucessor forem nomeados singularmente e outros em dupla ou conjunto, a herança deverá ser dividida, não pelo número de sucessores, mas sim pelo número de disposições. Semelhante a uma sucessão por estirpe.
Exemplo: se fosse 300 mil de herança, ficaria 100 mil para cada “grupo”.
Deixo minha herança para A – 100 mil.
Deixo minha herança paraB. -100 mil.
Deixo minha também para C e D. – 100 mil.
Se for utilizado o termo filhos, abarca tanto filhos homens, quanto mulheres. Se for utilizado termo feminino beneficia só as filhas mulheres. Se usar o termo “prole” abarca somente os filhos, não os demais descendentes.
Se o testamento tiver disposições em sentido contrário, elas se anulam. Exemplo: deixo minha herança única exclusivamente para fulana, deixo minha herança única e exclusivamente para beltrana. Eles se anulam. Porém testamento posterior revoga o anterior.
Se a disposição tiver duplo sentido, mas apenas em um puder ser aproveitado, você deve aproveitar nesse sentido que der para aproveitar.
Sempre que fizer uma disposição de universalidade genérico, vai abarcar todos os bens que já existam, como também os que serão adquiridos. Exemplo: Deixo todas as minhas joias para fulana. Abarca todas as joias, desde que se delimite.
2/5/17
Regras proibitivas no testamento
Não se pode nomear herdeiro a termo, salvo fideicomisso, mas para legatário pode;
Não se pode estabelecer disposições que nomeie sucessores incertos e indeterminados;
Não se pode fazer disposição que deixe ao arbítrio de terceiros a escolha de seus sucessores (porque é personalíssimo);
Não se pode fazer disposição que deixe ao arbítrio de terceiros, a escolha de suas cotas sucessórias, exemplo: deixo minha herança para a Aline e Bruna, sendo que a Angélica estabelece a parte de cada uma. 2. Deixo para a fulana, curso de francês completo, sendo responsável por estipular o valor necessário a agência de viagens Xtur;
Regras permissivas
É possível nomear legatário a termo;
É possível fazer disposições mediante disposição e/ou encargos;
É possível nomear sucessor por certa causa;
Prazos:
Para declarar disposição nula, 1.909, § ú, 4 anos a contar no conhecimento do vício.
1.859, que estabelece o prazo de 5 anos a contar do registro do testamento, para pedir a sua invalidade ou de alguma disposição.
Classificação das disposições testamentárias
Disposição pura ou simples: é aquela cuja eficácia não está submetida a qualquer evento futuro ou incerto, ou a um encargo.
Disposições condicionais: 
Ver matéria, fui entregar livro
Dicas para monografia:
Carta magna – se refere a constituição outorgada, a do Brasil foi promulgada, portanto não pode ser carta magna.
Jurisprudência não tem plural de forma alguma, mesmo dizendo, os entendimentos JURISPRUDENCIAL.
Cumprimentar a banca ao iniciar.
Quando o encargo for superior a vantagem recebida pela liberalidade, o encargo deve ser tido como não inscrito e a disposição interpretada como pura e simples;
Toda vez que for imposto um encargo ou condição juridicamente impossível a disposição inteira será nula.
Se a disposição for fisicamente impossível, só o encargo será tido como não escrito, mas a disposição será interpretada como pura e simples, exemplo: receberá a herança se roubar os anéis de saturno;
Posso ceder as cotas antes de implementar os termos da condição ou encargo? Cede a expectativa de direito (cotas hereditárias), a não ser que seja personalíssimo.
Cláusulas restritivas de propriedade (quanto a parte disponível):
Impenhorabilidade;
Inalienabilidade;
Incomunicabilidade;
Pode colocar as cláusulas acima, porém mediante justificativa. Exemplo: filho pródigo ou toxicômano, com impedimento de venda. Após o CC de 2002.
Art. 1.911 – cláusula de inalienabilidade, o bem fica não comunicável e não penhorável.
Não é permitido conversão dos bens da legítima, após 2002.
FORMAS DE TESTAMENTO
São divididos em dois grupos, testamentos ordinários e testamentos especiais.
Testamento não pode ter borrões, espaços.
www.sensec.com.br (certidão negativa de testamentos)
Ordinários ou comuns (podem ser feitos por qualquer pessoa capaz)
Público – não é dada publicidade, 
Feito em tabelionato de títulos e documentos, o testador dita as disposições testamentárias ou ele entrega uma minuta com essas disposições. 
*No código civil de 2016 só era admitido oralmente, e 5 testemunhas, língua nacional.
Será lavrado no livro de notas pelo tabelião.
Exige duas testemunhas.
O tabelião faz a leitura oficial das disposições testamentárias e assinam o ato (testador e testemunhas).
Cegos e analfabetos só podem fazer testamento público, devem ser feitas duas leituras, pelo oficial e outra por alguém designado pelo testador.
O surdo mudo, pode fazer o público, o oficial lê o testamento e passa para o testador ler o conteúdo.
Todos os atos feitos por serventia pública devem estar em língua nacional.
Cerrado – o testador vai fazer própria minuta e vai entregar pronta para o oficial e pede a aprovação e o cerramento do testamento.
O Oficial está afirmando que ele compareceu e que a cédula foi entregue. A partir da ultima linha do testamento, se não tem linha na frente ou no verso, ou no envelope, deverá constar o termo de aprovação do testamento.
O oficial vai ler na presença da testemunha e do testador, e todos assinam.
Então se faz o cerramento do testamento, lacrar, colar e costurar.
Surdo mudo pode fazer o testamento cerrado, mas tem que colocar a cédula no envelope e escrever no envelope, pedir para aprovar o testamento cerrado.
Particular – tem que ser feito pelo próprio testador de próprio punho, após a feitura do testsamento, o testador tem que ler o testamento para 3 testemunhas (CC 16 eram 6), coloca assinatura e lacra e guarda.
As testemunhas que avisam sobre o testamento para a família. Pode ser feito em língua estrangeira, desde que as testemunhas entendam a língua.
O testamento particular é aprovado após a morte.
Tem que ter pelo menos uma testemunha viva na abertura.
Quando a pessoa morre a primeira coisa que tem que fazer é pedir para registrar o testamento, pois a partir do registro abre prazo para anular, deserdar, etc.
Quando tem testamento não pode fazer inventário pela via extrajudicial.
***Testamento particular sem testemunhas OAB
Poderá ser admitido no caso de circunstâncias especiais, que deverão ser transcritas, na cédula de próprio punho pelo testador, e depois o juiz a seu critério poderá aceitar ou não o testamento.
Especiais
Não são opção da parte, a ideia é que a pessoa está numa circunstância especial (estar morrendo), e vc precisa dar publicidade para que a existência dele seja conhecida.
O avião está caindo, e vc quer fazer um testamento, o comandante pode escrever no diário de bordo.
Se a pessoa não morre, e acaba chegando ao destino, o testamento tem prazo de caducidade de 90 dias. Cerrado ou particular.
Marítimo - 
Aeronáutico - 
Militar – pode ser feito por militar e por civil, quando está sem o estado democrático de direito, não tem como fazer nas via ordinária, e precisa fazer um testamento pois está morrendo. 
Pode ser público, cerrado ou nuncupativo.
Vai ser registrado em livro militar, perante comandante responsável ou oficial de saúde.
Se o testador for analfabeto e tem que ter 3 testemunhas.
Qualquer ato nuncupativo, é o ato que faz agora ou nunca mais.
O testador deve ditar oralmente suas disposições testamentárias para duas testemunhas e depois as duas testemunhas terão que repetir essas mesmas disposições perante o comando oficial de saúde.
FORMAS DE TESTAMENTO Ordinários/Comuns Especiais/Excepcionais
Feitos por qualquer pessoa;
Não tem prazo de caducidade;
1. PÚBLICO:
É o que da mais garantia a parte;
Não é uma opção da parte;
A pessoa esta na situação especial e não é possível fazer pela via ordinária e você quer dar publicidade ao testamento;
41
Feito em cartório;
O testador vai ditar as disposições testamentárias ou entregar uma minuta por escrito;
Presença de no mínimo 2 pessoas;
O oficial deverá fazer a leitura oficial do testamento;
Feita a leitura, o testamento deve ser datado e assinado;
Ninguém tem acesso a ele antes da morte, apenas o testador;
Só pode ser feito em língua nacional;
CASOS ESPECIAIS **pessoas que não possam ler ou cegas só podem fazer testamento público – e devem ser feitas 2 leituras (oficial + alguémdesignado pelo testador)
**no caso do surdo, ele que faz a 2ª leitura
2. CERRADO:
Escrito pelo próprio testador, mecanicamente ou de próprio punho;
Leva ao cartório a cédula testamentária já preenchida e requer a aprovação e cerração do seu testamento;
Deve ser feito na presença de pelo menos 2 testemunhas (No CC/16 eram 5);
O que é transcrito no livro de notas é apenas a aprovação – o teor não é transcrito;
O termo de aprovação é “no dia tal, pessoa tal, compareceu nesse cartório, requerendo a aprovação do testamento cerrado, eu cartorário aprovo as formalidades do testamento”.
O oficial lê o termo de aprovação e todos os presentes assinam;
O cerramento deve ser colado, costurado e lacrado;
O testamento fica com o testador ou no cartório (depositário de documentos) – se perder – acabou-se, ele não terá eficácia;
**super inseguro
**se for encontrado aberto = ele perde sua eficácia, pois entende-se que foi revogado pelo testador;
Provado que não foi aberto pelo testador ele pode produzir efeitos.
Ex: caso de pessoas que não são advogados e acham o doc e abrem;
CASOS ESPECIAIS
**surdo/mudo – da mesma forma que o público, o requisito a mais é que ele deverá entregar por envelope escrito “este é meu testamento e peço aprovação”.
Prazo de caducidade de 90 dias – se não morreu, há opção de ratificar o testamento e transformá-lo em ordinário, se não ratifica ele caduca;
O nuncupativo só tem razão se a pessoa mrorer.
1. AERONÁUTICO
Feito em auto ar;
A ideia é que a pessoa esta morrendo – não há como se locomover para o cartório;
Pode optar pela forma pública ou cerrada;
É registrado no diário de bordo;
Feito perante o comandante ou alguém designado por este;
2. MARÍTIMO
Feito em auto mar;
A ideia é que a pessoa esta morrendo – não há como se locomover para o cartório;
Pode optar pela forma pública ou cerrada;
É registrado no diário de bordo;
Feito perante o comandante ou alguém designado por este;
3. MILITAR
Não se esta num estado democrático de direito – acampamento militar, guerra, etc;
Não é possível ir a um cartório;
É possível fazer o público, cerrado ou nuncupativo;
- Público e cerrado: deve ser registrado em livro militar e feito perante o comandante ou oficial de saúde; Se a pessoa for analfabeta são necessárias 3 testemunhas;
- Nuncupativo: pessoas empenhadas ou feridas em combate; Ditado o testamento para 2
42
3. PARTICULAR:
Tem que ser escrito pelo próprio testador, mecanicamente ou de próprio punho;
O testamento deve ser lido pelo próprio testador na presença de no mínimo 3 testemunhas (CC/16 – eram 6);
Feita a leitura, é datado e assinado por todos;
Pode ser feito em língua estrangeira, desde que as testemunhas entendam a língua;
Depois deverá ser traduzido por tradutor juramentado;
Aprovado depois da morte
- Tem que ser encontrado pelo menos 1 das testemunhas que confirme o ato (CC/16 – 3 testemunhas);
- Se não achar nenhuma das testemunhas – ele não terá efeitos.
**mais inseguro que o cerrado;
**não tem cópia autenticada (HAHAHAH)
4. PARTICULAR SEM TESTEMUNHAS:
Poderá ser admitido um testamento particular sem testemunhas se houverem circunstâncias especiais que deverão ser descritas na cédula, de próprio punho pelo testador;
O juiz que aceitará ou não;
testemunhas e depois é passado ao oficial de saúde;
Só tem razão se a pessoa morrer.
**Site que você pega certidão sobre testamentos - www.semsec.org.com.br
**O testamento posterior revoga o anterior naquilo que lhe é contrário. Não precisa ser a mesma forma;
***TODA PESSOA QUE DEIXA TESTAMENTO
1ª – Ação de aprovação e registro do testamento;
CODICILOS – art. 1881 a 1885, CC
É o ato de última vontade pelo qual o disponente traça diretrizes sobre assuntos de pouca importância, dádivas e despesas de pequenos valores. IMÓVEL NUNCA PODE SER DEIXADO EM CODICILO. É um micro testamento;
Não precisa de testemunhas;
Deve ser escrito de próprio punho ou de forma mecânica pelo disponente;
Pode ser em língua nacional ou estrangeira;
43
** se por algum motivo o testamento for declarado nulo por alguma invalidade, desde que não seja a apropria vontade (anulação) – nulidade e versar sobre coisas de pequeno valor pode aproveitar como codicilo, desde que datado e assinado;
** um codicilo jamais vai revogar um testamento, mas um testamento revoga um codicilo;
** um codicilo revoga outra codicilo
PEQUENO VALOR – para o homem médio, pequeno valor em comparação com a fortuna do de cujus e deve ser analisado o patrimônio do beneficiado;
Art. 1.881. Toda pessoa capaz de testar poderá, mediante escrito particular seu, datado e assinado, fazer disposições especiais sobre o seu enterro, sobre esmolas de pouca monta a certas e determinadas pessoas, ou, indeterminadamente, aos pobres de certo lugar, assim como legar móveis, roupas ou jóias, de pouco valor, de seu uso pessoal.
Art. 1.882. Os atos a que se refere o artigo antecedente, salvo direito de terceiro, valerão como codicilos, deixe ou não testamento o autor.
Art. 1.883. Pelo modo estabelecido no art. 1.881, poder-se-ão nomear ou substituir testamenteiros.
Art. 1.884. Os atos previstos nos artigos antecedentes revogam-se por atos iguais, e consideram-se revogados, se, havendo testamento posterior, de qualquer natureza, este os não confirmar ou modificar.
Art. 1.885. Se estiver fechado o codicilo, abrir-se-á do mesmo modo que o testamento cerrado.
Aula 23 – 20/10/2015 Faltei – Aula Vane
TESTEMUNHAS TESTAMENTÁRIAS
Previsão legal:
Testemunhas em sentido lato
Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas:
I - os menores de dezesseis anos;
II - aqueles que, por enfermidade ou retardamento mental, não tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil;
III - os cegos e surdos, quando a ciência do fato que se quer provar dependa dos sentidos que lhes faltam;
IV - o interessado no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes;
V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das partes, por consangüinidade, ou afinidade.
Parágrafo único. Para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o depoimento das pessoas a que se refere este artigo.
Art. 1.801. Não podem ser nomeados herdeiros nem legatários:
I - a pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, nem o seu cônjuge ou companheiro, ou os seus ascendentes e irmãos;
II - as testemunhas do testamento;
III - o concubino do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de cinco anos;
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IV - o tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou escrivão, perante quem se fizer, assim como o que fizer ou aprovar o testamento.
Quem não pode ser testemunha testamentária:
o Menores de 16 anos;
o Quem não tenha o completo desenvolvimento mental;
** não pode ser naquilo que sua deficiência atrapalhar o ato.
o Pessoa cega e o surdo e mudo;
o O próprio beneficiário, nem seus descendentes, ascendentes, cônjuge, companheiro, colaterais até o 3 grau de qualquer natureza;
** o filho pode ser testemunha se ele não for beneficiário
Se precisa de 2 testemunhas (testamento público), tinham 3, mas uma era incapaz – vai ser válido porque preencheu a forma (2 testemunhas)
LEGADOS
CONCEITO:
É a deixa testamentaria a título singular;
PARTES DO LEGADO:
Legante: testador
Legatário: beneficiado
Onerado: quem deve cumprir o legado
OBJETO DO LEGADO:
Coisa certa e determinada, dentro disso está a ideia de cifra em dinheiro
Ex.: Deixo as joias da família para a Vanessa; Deixo R$ 300 mil reais para a Raissa
MODALIDADES DE LEGADO
1) Puro e simples
Quando não tem encargo, termo ou condição
2) Legado a termo
3) Legado condicional
4) Legado modal
Quando tem encargo
ESPÉCIES DE LEGADO
1) LEGADO DE COISA PRÓPRIA;
Ninguém pode legar coisa de algo alheio, o legado é nulo;
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Exceções:
a) Aquisição posterior: deixo o terreno da rua X, numero tal para a X, só que não tenho esse terreno hoje, porém antes de morrer eu vou e adquiro aquele terreno.
b) Legado de coisa genérica:deixo 10 sacas de milho para a Cecilia. Vai ser interpretado como um encargo para os herdeiros, pois eles terão que comprar as 10 sacas (não pode exigir as 10 melhores, mas também não pode dar as 10 piores)
c) Ordem para suceder: o testador pode legar algo que pertença ao sucessor como forma de encargo para suceder.
Ex.: deixo minha herança disponível para a Juliana com a obrigação dela deixar o carro dela para o Mozart;
Se ela aceitar a herança terá que deixar o carro; se ela não aceitar não terá que doar o carro.
REGRAS QUE APLICA-SE AO LEGADO DE COISA PRÓPRIA E AOS LEGADOS EM GERAL:
i. se apenas em parte pertencer a coisa legada ao testador, apenas nessa parte terá eficácia o legado;
ex.: casado em comunhão universal de bens e a casa de praia pertence ao casal e deixo a casa para a Raissa, terá apenas metade;
ii. se a coisa que foi legada estiver singularizada ela só terá eficácia se assim for encontrada;
Deixo meu TL azul para o Pedro, só que antes de morrer pinto ele de rosa, aberta a sucessão tem um TL mas não tem o azul - o legado será ineficaz.
iii. Se a coisa legada existir, porém em quantidade inferior a que havia sido legada, o legado terá eficácia na quantidade que ainda existir;
Diferente aqui de legado de coisa genérica:
Deixo as minhas 20 ações da vale para a Raissa – quando da morte só tem 10 ações – compro outras 10 ou entrega apenas as 10? Entrega apenas as 10 porque deixou “minhas”.
Deixo 20 ações da vale para a Raissa – legado de coisa genérica. Quando da morte tinha 15 ações, os herdeiros terão que comprar as outras 5.
iv. se após a feitura do testamento o testador transferir gratuitamente o bem ao legatário, o legado se torna ineficaz;
***** deixo meu apartamento da praia para o Jorge, demora para morrer, e antes de morrer doa gratuitamente o apartamento para ele – passa um tempo morre.
***** O legado não é invalido, ele apenas é ineficaz;
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2) LEGADO DE COISA A SER RETIRADA DE DETERMINADO LUGAR
Só tem eficácia se lá for encontrada e na quantidade em que for encontrada;
Ex.: Deixo as ações que estão dentro do cofre da praia, se não estiver lá e no cofre do banco não terá eficácia
Para ser ineficaz tem que comprovar que a remoção se deu de forma permanente, se deu de forma temporária (se esta reformando a casa de praia, por exemplo), ele ainda pode ser eficaz;
3) LEGADO DE CRÉDITO
I. LEGADO DE CRÉDITO PROPRIAMENTE DITO
Juliana me deve 10 mil reais, e deixo o crédito que tenho em relação a Juliana para a Sophia.
Como se cumpre? Cumpre-se simplesmente com a entrega do título representativo do crédito, ou seja, os herdeiros não se responsabilizam pela solvibilidade do crédito, salvo disposição em contrário do testador;
Se o crédito já foi pago em vida? Ineficaz será o legado
Se o crédito já foi pago parcialmente? Eficácia somente na parte que ainda existe.
Os juros produzidos antes da abertura da sucessão pertencem a quem? Ao legatário ou aos herdeiros?
Existem dois posicionamentos:
a) juros é acessório, e o acessório segue o principal (professora é adepta dessa entende assim).
b) o juros pertenceriam aos herdeiros porque o legado só tem direito após a morte; o legado só tem tudo que se vença antes.
II. LEGADO DE QUITAÇÃO
É uma remissão de dívida, é um perdão de dívida.
A juliana me deve 10 mil, e quero que deem a quitação da dívida para a Juliana, já pagou em vida (bem feito), se pagou só parte terá eficácia na parte que ainda existir
Não é possível fazer compensação automática, só se for por determinação do testador
Ex.: a Juliana me deve 10 mil, e faço um legado de 10 mil para ela. Ela não pode pedir a compensação, salvo se o testador dispuser.
iii. Legado de dívida fictícia
É uma dívida que não existe.
Testador deixou um valor para o pagamento de uma dívida que nunca existiu;
Se tivesse um título representativo pouco importaria a disposição teria que pagar
Isso não é interpretado como confissão de dívida, porque está morta e não tem como saber se tinha a dívida ou não.
Só terá eficácia se após cumprida todas as disposições sobrar dinheiro para cumpri-la.
4) LEGADO DE ALIMENTOS
É da parte disponível, pode estabelecer in natura, em dinheiro, pagar a escola, pagar plano de saúde;
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Quando o testador não estabelece o alcance do legado de alimentos o juiz que deverá fazê-lo com base no artigo 1.920 do CC:
Art. 1.920. O legado de alimentos abrange o sustento, a cura, o vestuário e a casa, enquanto o legatário viver, além da educação, se ele for menor.
O binômio basilar do legado de alimentos é: vontade do testador + forças da herança;
Aqui não tem a ideia de necessidade X possibilidade
Se o testador não estabeleceu o valor o juiz vai usar os demais binômios como parâmetro no momento de fixar o valor.
É passível de revisão;
Quando se fala em legado de alimentos vale a regra que é impenhorável, porém se configurar como renda genérica é passível de penhora;
Ex.: ganha 40 mil reais por mês e ganha 100 reais de legado de alimentos (renda genérica) é penhorável.
Faltei semana passada duas aulas 15 e 16
22/5/17
Modificação da coisa legada
Se a coisa for modificada a tal ponto que não seja reconhecida, o legado caduca Exemplo: deixo duas baixelas de ouro para fulano, porém derrete as baixelas e transforma em correntes, fica caducado o legado. Cabe: perdas e danos.
Se for modificado por caso fortuito ou força maior? Em regra geral não, mas se comprovar que os herdeiros estavam em mora, a não ser que provem que teria modificado mesmo que tivesse sido entregue dentro do prazo.
Alienação da coisa legada
Se após a feitura do testamento o testador alienar o objeto legado, o legado estará caduco.
Se a alienação for declarada inválida, o bem vai retornar ao patrimônio. Neste caso o legado estará caduco? Sim, ainda que o negócio seja declarado inválido. Salvo se a anulação disser respeito a própria vontade de alienar.
Exemplo: se a própria vontade de alienar não caduca.
Se houve alienação e antes de morrer o testador readquiri a coisa, caduca? Sim, por que o que vale é a última manifestação de vontade.
Perecimento e evicção da coisa legada
Se o objeto que legou pereceu, caducou. Se pereceu por culpa de terceiros, caberá perdas e danos, mas o legado estará caduco do mesmo jeito.
Se pereceu por que houve demora dos herdeiros.
Hipótese de legado subjetivo: premoriência e premoniência do herdeiro, o legado estará caduco.
Se o legatário for declarado indigno ou deserdado, caduco estará o legado.
LEGADO ABARCADO
Deixo todas as minhas joias (as que existem e as que viessem ser adquiridas), porém não se aplica a bens imóveis, os que vierem a ser adquiridos não será abarcados.
SUBSTITUIÇÃO TESTAMENTÁRIA
Não existe representação em sucessão testamentária, então se ele não quiser que o patrimônio volte para sucessão legítima, ele terá que fazer jus a isso.
Exemplo: deixo meu patrimônio para fulana, mas se ela não estiver disponível ou não queira e não possa, deixo para ciclana.
Espécies de substituição testamentária
Vulgar ou Ordinária: é aquela disposição testamentária, em que o testador institui uma pessoa para receber a herança ou legado no caso do sucessor principal não poder ou não querer receber a herança ou legado. É o herdeiro reserva, você nomeia o herdeiro principal, mas garante que caso ele não queira tenha um reserva, É subsidiária (por que só irá produzir efeitos se a disposição principal não produzir) e condicional (por que só vai produzir efeitos caso o sucessor principal não queira ou não possa suceder). “Não poder”: incapacidade e ilegitimidade.
Singular: quando o testador nomeia um único substituto para o substituído ou substituídos. A => B => C => D ... é singular.
Plural: quando o testador nomeia dois ou mais substitutos para o substituído ou substituídos.
Exemplo: deixo minha herança para fulano, caso ele não queira/não possa deixo para ciclana e beltrano.
Recíproca: vai se dar quando o testador nomeia dois ou mais sucessores principais, e já os institui reciprocamente uns os outros. Não necessariamentea cota dos substitutos serão iguais, pois elas serão proporcionais a cota principal, salvo se for incluído um terceiro em conjunto quando então será dividida em cotas iguais. Exemplo: deixo 30% para Aline, 30% Fernanda, 40% Alan, e os instituo reciprocamente. Se Aline renuncia, os 30% dela serão divididos proporcionalmente. Porém se deixa um terceiro que não tinha cota principal, é dividido em cotas iguais, ou seja, 10% para cada.
Efeitos:
1 - substituto vai tomar o lugar do substituído em todas as vantagens e em todos os encargos;
2 – uma hipótese de substituição vulgar não exclui a outra;
3 – como regra não se pode nomear substituto vulgar para herdeiro necessário na parte da legítima; Por que a legítima não pode ser objeto de testamento, mas tem uma exceção, poderia ser nomeado substituto para herdeiro necessário na parte legitima no caso de descendente sem descendência. (A professora não concorda por que pode ter herdeiros necessários). É possível caducidade da substituição.
Fideicomissária/fideicomisso: na substituição fideicomissária o testador institui determinada pessoa como seu beneficiário, impondo a este a obrigação de quando da sua morte ou a certo tempo, ou com implemento de uma condição transmite esses mesmos bens a um segundo beneficiário.
Só posso estabelecer fideicomisso para beneficiar prole eventual.
Se quando da abertura da sucessão os fideicomissários já existirem, a sucessão será direta, e ficará para o fiduciário somente o usufruto sobre os bens pelo período que o juiz determinar. (caduca o fideicomisso)
Exemplo: Deixo minha herança para Bruna e quando ela tiver filhos vá para sua prole eventual. (poderes: dispor, fruir, gozar...)
Fiduciário: 1º beneficiário (funcionário, macete) (tem propriedade, usar gozar, fruir e dispor).
- Morte (vitalício)
- Termo (tempo)
- Condição (regra)
Fideicomissário: 2º beneficiário (empresário, macete)
Fideicomitente: Testador (gerente, macete)
Espécie de fideicomisso:
Universal – quando deixa a herança.
Particular – quando deixa o legado
Natureza jurídica – mista sob a ótica de quem analisa, propriedade resolúvel da ótica do fiduciário. Na ótica do fideicomissário tem o direito eventual.
O fiduciário vai ter que fazer um documento em que vai arrolar os bens fideicomtidos e prestar caução de garantia de entrega desses bens, se não der a caução o juiz não libera os bens.
Tanto o fiduciário quanto o fideicomissário são herdeiros do fideicomitente.
Bens imóveis – se o fideicomisso foi averbado no registro imobiliário, o terceiro que está adquirindo sabe que terá que devolver o bem, pois a propriedade era resolúvel.
Se o fideicomisso não estiver averbado e o estiver de boa fé o negócio será válido, cabendo ao fideicomissário terá direito a perdas e danos.
O testador deve estabelecer o fideicomisso com cláusula de inalienabilidade.
É obrigação do fiduciário manter e fazer a administração dos bens, quando for entregar não tem direito a benfeitorias úteis e necessárias.
Em casos de força maior, quando o dano ao bem for muito grande pode pedir ao fideicomissário.
Requisitos para o fideicomisso:
Capacidade do fiduciário quando da abertura da sucessão e do fideicomissário quando do implemento da condição geral.
Tem que existir sucessividade na titularidade patrimonial (do fideicomitente para o fiduciário para o fideicomissário).
***não pode se estabelecer fideicomisso para herdeiro necessário na parte da legítima.
****não se pode nomear fideicomisso sucessivo (será nulo).
Extinção do fideicomisso
Natural – pela transmissão patrimonial do fiduciário para o fideicomissário após implementada a condição geral. Não entra na comunhão universal de bens os bens fideicomitidos.
Caducidade
Premoriencia, comoriencia, renúncia ou exclusão por indignidade (deserdação), do fiduciário.
Não nascimento, premoriencia, renúncia, ou exclusão por indignidade do fideicomissário. Nesse caso os bens ficam com o fiduciário.
Se perece o bem caduca o fideicomisso.
Comoriencia entre fiduciário e fideicomissário.
Se a condição não se implementar dentro do prazo estabelecido pelo testador ou prazo legal, caduca o fideicomisso também, os bens devem ir para o fideicomissário.
Se as alienações foram feitas para pagar as despesas do inventário, elas são definitivas.
 
Compendiosa: quando o testador nomeia substitutos vulgares para as figuras do fideicomisso. Exemplo: Eu A deixo minha herança para C e caso não queira ou não possa suceder, passe para a prole de B e caso não tenha prole eventual vai para prole eventual de D.
Pupilar: era quando o testador deixava para seu filho a herança e ele estava na puberdade (16 anos), caso ele morra na pupilaridade vai para ciclano.
Exemplar/Quase Pupilar: deixo minha herança legitima para meu filho maior de 16 incapaz, minha herança vai para ciclano.
Princípios que regem a substituição testamentária
O substituto terá que ter capacidade no momento da substituição. (*estar vivo).
Não se admite substituição para mais de um grau. (Não se admite substituições sucessivas, porém é possível a nomeação sucessiva de substitutos vulgares).
Regra para substituição
Para que a substituição testamentaria ocorra, ela tem que estar prevista em testamento válido, é possível substituição em testamentos distintos.
Exemplo: sei que fulana pode morrer antes de mim, faço outro testamento dizendo que se fulana morrer, fica ciclana substituindo.
Direito de acrescer
Conceito: Segundo Carlos Maximiliano verifica-se o direito de acrescer quando favorecidos com uma só liberalidade, vários herdeiros ou legatários, à cota de um desses beneficiados que não quer ou não pode receber aumenta a dos outros. Pode-se também definir como sendo direito que tem o sucessor de reter a totalidade de um espólio, ou de parte deste, ou de um objeto se os coerdeiros ou colegatários não recebem como ele.
Instituto típico de sucessão testamentária.
Só vale nas hipóteses elencadas em lei. Se o testador não colocar expressamente que não vigora o direito e acrescer, vale a lei.
Para ter o direito de acrescer eu preciso de conjunção e/ou indivisibilidade do objeto, nem toda conjunção gera direito de acrescer.
Exemplo: deixo minha herança para Aline e Fernanda, Aline renuncia, a cota dela vai acrescer a cota da Fernanda.
A substituição sempre prevalece ao direito de acrescer.
Exemplo: deixo minha herança para Aline e Fernanda caso elas renunciem vai para Tiago, Aline renuncia, a cota dela vai para Tiago.
Teorias que fundamentam o direito de acrescer
O direito de acrescer é uma hipótese de substituição tácita; (furada)
O direito de acrescer é uma espécie de propriedade coletiva, mais especificadamente uma comunhão; (
O direito de acrescer (dispositiva) seria uma disposição do testador, que ao optar por fazer uma conjunção para evitar que a sucessão volte para a sucessão legítima.
Tipos de Conjunções
Mista = “ret ete verbis” (real e verbal)
Vai se dar quando o testador nomeia dois ou mais sucessores para a mesma herança ou legado, sem estabelecer a parte de cada um. Unidos pelo verbo e pela coisa, não está definido o que é de cada um. Desta forma sempre há direito de acrescer tanto para herança quanto para legado.
A – deixo minha herança disponível para A e B.
Real = “re tantum”
Vai se dar quando o testador por meio de disposições testamentárias distintas, nomeia dois ou mais sucessores para a mesma herança ou legado, sem estabelecer a parte de cada um. Unidos pela coisa, por isso conjunção real. É possível direito de acrescer, porém apenas para legado.
Deixo as joias da família para A. (legado pois especificou o objeto, portanto pode acrescer em caso de A renunciar).
Deixo as joias da família para B.
Deixo as joias da família para C.
Verbal “verbis tantum”
Vai se dar quando o testador por meio de uma mesma disposição testamentária, nomeia dois ou mais sucessores para a mesma herança ou legado porém estabelecendo a parte de cada um. Unidos pela mesma herança, porém cada um tem sua parte ideal, foram nomeadospela mesma disposição. Não há direito de acrescer, * salvo indivisibilidade do objeto.
Deixo a herança disponível para A e B, sendo 40% para A e 60% para B.
Casa de praia para A e B, sendo 40% para A e 60% para B. (nesse caso se alguém renunciar acrescenta para o outro, pois a casa é indivisível).
Requisitos:
Para que exista é necessário conjunção mista de herança ou legado, conjunção real de legado, ou indivisibilidade do objeto.
Art. 1943, para haver o direito de acrescer tem que renunciar ser morto ou pre-morto, ou ter sido excluído por indignidade.
Exemplo: deixo as ações da Vale para Aline. Deixo também para a Fernanda, desde que ela mate o Tiago. Não vai acrescer para a Aline, pois é condição nulo.
Não tenha substituto nomeado.
Consequências do direito de acrescer:
1 – o co-sucessor remanescente se beneficia com a exclusão do outro;
2 – como regra o co-sucessor não pode renunciar separadamente o acréscimo, ainda que este comporte encargos, salvo se for encargo especial quando nesse caso o acréscimo será revertido em favor de quem o encargo pretendia, ou seja para o cumprimento do encargo;
Exemplo: deixo minha herança para a Rafaela e Aline. Se a Rafaela aceitou e na sequência a Aline renunciou.
Deixo minha herança para Rafaela e para Aline, com a obrigação da Aline cuidar do meu cachorro. A Aline renunciou e a Rafaela já tinha aceitado, portanto vai aceitar o acréscimo e o encargo.
3 – o direito de acrescer não se configura numa nova transmissão.
29/5/2017
Prova dia 13/6/17
4 –É possível direito de acrescer em legado de usufruto, porém em conformidade com o art. 1.946 se só foi legado parte do usufruto ainda que haja conjunção não vai haver o direito de acrescer e a cota dos excluídos vai acrescer a do nuproprietário.
Exemplo: deixo usufruto da casa de praia para a Aline e Fernanda, porém, pode ser deixo a minha parte do usufruto da casa de praia para Aline e Fernanda. 
Art. 1.946. Legado um só usufruto conjuntamente a duas ou mais pessoas, a parte da que faltar acresce aos co-legatários.
Parágrafo único. Se não houver conjunção entre os co-legatários, ou se, apesar de conjuntos, só lhes foi legada certa parte do usufruto, consolidar-se-ão na propriedade as quotas dos que faltarem, à medida que eles forem faltando.
5 – é possível direito de acrescer em testamentos distintos no caso de conjunção real de legado e ou indivisibilidade do objeto.
A
1 T
Deixo minha herança para A;
2 T
Deixo minha herança para B; (o segundo testamento revoga o anterior)
B
1 T
Deixo minha herança para A;
2 T
Deixo minha herança também para B; (o segundo testamento também é eficaz e há conjunção real, estão unidos por disposições diferentes pela mesma coisa, não há direito de acrescer pois é herança)
C
1 T
Deixo as ações da Vale para A;
2T
Deixo as ações da Vale também para B; (não revoga, há conjunção real e há direito de acrescer pois é legado)
D
1T
Deixo a metade da minha herança para A;
2T
Deixo a outra metade da minha herança para B; (não revoga, não há conjunção pois foi estabelecida a parte de cada um e não tem conjunção, não há direito de acrescer pois é herança).
E
1T
Deixo a metade do meu aparamento para A;
2T
Deixo a outra metade do meu apartamento para B; (não revoga, não há conjunção, pois foi estabelecida a parte de cada um em testamentos distintos, há direito de acrescer devido a indivisibilidade do objeto)
 DESERDAÇÃO
Conceito: é o ato pelo qual alguém afasta da sua sucessão o herdeiro necessário que a ela seria chamado.
O código só traz a ideia de deserdação de herdeiro necessário, pois se o herdeiro não é necessário eu simplesmente nomeio terceiro.
Requisitos
1 – Testamento válido;
2 – Indicação de uma das hipóteses taxativamente elencadas em lei arts. 1.962 e 1.963 do CC. Cônjuge não pode ser deserdado.
3 – Prazo decadencial de 4 anos a contar (abertura) do registro do testamento. Ação tramita pelo rito comum, tem amplo contraditório, e são legitimados os herdeiros e o testamenteiro.
A doutrina defende que o próprio deserdado pode entrar com a ação.
Hipóteses
1 - As mesmas hipóteses que geram exclusão, geram deserdação, vistos anteriormente art. 1.814.
2 – Ofensa física contra o descendente ou ascendente;
3 – Injúria grave;
4 – Manter relação ilícita com o cônjuge ou companheiro do descendente/ascendente (manter o afeto). Exemplo: pegar a mãe com o meu marido.
5 – Abandonar o descendente/ascendente com grave enfermidade ou doença mental.
Para o testamenteiro é interessante que seja finalizado o processo, para que ele possa receber.
O negócio pode ser declarado válido:
1 – Boa fé
2 – Oneroso
3 – Ter se dado antes da sentença de deserdação.
REDUÇÃO DE DISPOSIÇÃO TESTAMENTÁRIA
Sempre que houver excesso das disposições, ultrapassar o limite da disponível, o testamento terá que sofrer reduções. Teremos que verificar quais serão as deduções conforme a lei.
A soma das disposições ultrapassar a disponível, o testamento deverá sofrer reduções.
Apesar da lei trazer as regras de deduções, sempre valerá a vontade do testador.
Não confundir redução de disposição testamentaria com redução de doação oficiosa nem com equiparação com legítima.
Leva em consideração o patrimônio após a morte.
Só vai ser reduzido adiantamento de legítima se aquilo que o herdeiro recebeu for superior ao que tem de direito na legítima somado a disponível. (???)
Se só tiver uma espécie de sucessor a redução será proporcional em cada uma das disposições. (Tipos de sucessores: herdeiros e legatários)
Exemplo: 
Se tiver os dois tipos de sucessores primeiro serão reduzidas as disposições dos herdeiros proporcionalmente, apenas na falta dos legatários.
Se tiver que reduzir bem indivisível ou de difícil divisão, se a redução for de até 25% do valor do bem o legatário fica com o direito ao bem, mas terá que pagar a diferença para o espólio.
Se a redução for mais de 25% do valor do bem, o legatário perde o direito ao bem mas fica com direito a diferença em dinheiro ou outros bens.
Exemplo: 
Não entendi...
30/6/17
Ineficácia de testamento
4 formas – inteiro ou em partes
1ª – Inválido – Nulidade (vício de forma) ou anulação (vício de consentimento)
Caso ele seja considerado inválido e mulo
2ª - Caducidade – É válido mas devido algumas circunstancias supervenientes ele não pode produzir efeitos. Art. 1.939.
3ª – Revogação – O testamento revogado se torna ineficaz, pode ser total ou parcial conteúdo, ou quanto a forma, expressa ou tácita.
4ª – Rompimento de testamento – dá-se o rompimento do testamento quando ocorre circunstância de tal modo relevante que é capaz de alterar a manifestação anterior de vontade via testamento. Art. 1.973 a 1.975.
É a lei presumindo que o sujeito não faria o testamento.
***Para ter rompimento o sujeito não pode ter descente, pois se tiver não haverá rompimento.
Hipóteses:
Surgimento de um descendente que não existia;
Aparecimento de um descendente que desconhecia;
Aparecimento de um descendente que era tido como morto.
Exemplos: homem de 60 anos, faz testamento e vai para a Shed e conhece uma mulher e tem um filho, o testamento é totalmente revogado.
Homem de 60 anos, faz testamento e para casa assistir Netflix, bate alguém na porta dizendo que era sua filha.
Dicas:
Codicilo não pode revogar testamento, mas testamento revoga codicilo.
Para revogar um testamento não preciso de testamento da mesma forma.
Testamento cerrado para revogá-lo basta abri-lo em vida.
Tatiany Campanha Dal’Apria31 de julho de 2017

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