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01. Se f é periódica, f ´ (a derivada de f) também o é. DEM. Se f é periódica de período T, f(z+T) = f(z). Assim, temos que provar que f ´(z+T = f ´(z). )´( )()()()()()( )´( limlimlim 000 zf z zfzzf z TzfTzzf z TzfzTzf Tzf zzz . 02. Analisar a analiticidade de (a) f(z) = cos(Re(z)) Se z = x+iy, f(z) = cos x e, portanto, u(x,y) = cosx e v(x,y) = 0 Verificando Cauchy-Riemann temos que 0 senx , o que acontece se x = k , para k inteiro. Assim, a derivada de f(z) só existe para os números complexos cuja parte real é k e cuja parte imaginária é y real (qualquer). Isto é, a derivada de f só existe nos pontos que estão sobre as retas verticais que formam um feixe (as distâncias entre essas retas é sempre ). Mas f(z) não será analítica em nenhum ponto de nenhuma dessas retas, pois toda vizinhança centrada nesses pontos conterá pontos fora dessas retas, nos quais f não tem derivada. Portanto, a derivada de f existe para uma infinidade de pontos, mas em nenhum deles f é analítica. (b) f(z) = ize )(cos)( isenxxeeeee yixyyixiyxiiz . Disso, temos que u(x,y) = xe y cos e v(x,y) = senxe y . Fazendo as derivadas parciais de u e v em relação a x e y e verificando se elas satisfazem Cauchy-Riemann, veremos que não há nenhum z para o qual isso acontece. Portanto, ize não é derivável (e, portanto, não é analítica) em nenhum ponto do plano complexo. 03. Se f(z) é uma função inteira cuja parte real é constante, mostre que f(z) é constante. DEM. f(z) = u(x,y) + iv(x,y), mas pelo enunciado, sabemos que u(x,y) é constante. Assim, f(z) = K + iv(x,y). Como f(z) é inteira, Cauchy-Riemann é satisfeito para todos os pontos do plano complexo. Assim, y v x u 0 e , portanto, como 0 y v , temos que v é constante em relação à variável y Verificando a outra igualdade das condições de Cauchy-Riemann, temos que x v y u 0 , ou seja, 0 x v e, portanto, v é constante também em relação à variável x. Assim, v(x,y) = K1, constante e, portanto, f(z) = K + K1i, que é uma constante complexa. Assim, f(z) é uma função constante. 04. Considerando ln),( u (a) U é harmônica pois 0 2 2 2 2 y u x u (basta derivar e comparar as derivadas de segunda ordem em relação à x e à y). (b) 2 2 2 2 y u x u se e somente se 2222 xyyx (para x e y diferentes de zero, pois para x = y = 0 as derivadas parciais não existem). Assim, resolvendo a equação, temos que x = y ou x = -y, ou seja, as duas retas que dividem os quadrantes em duas partes iguais (as bissetrizes dos quadrantes), à exceção da origem. 05. (a) Se 1)( izzf , determinar a parte imaginária de )( if iiiLnii eeiif 2 3 )1( )()1(1)()( (Lembrando que o módulo de -i é 1 e seu argumento é 2 3 . Assim, iiiLn 2 3 2 3 1ln)( ) Continuando: iii ee 232323)1( (que, aplicando a definição de exponencial, gera 2 3 2 3 ) 2 3 2 3 (cos ieisene e, portanto, a parte imaginária de 1 ii é 23 e . A parte real é zero. 05. (b) Determinar, se existir(em) a(s) raíz(es) de f(z) = Lnz Supondo )(cos isenz , temos que iLnz ln que deve ser igual a zero para encontrarmos as raízes de Lnz. Assim, 00ln0ln eseeiLnz , portanto, 01 e e 1)00(cos1 isenz é a única raiz de Lnz