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UNIVERSIDADE POTIGUAR PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE GESTÃO DE NEGOCIOS ADMINISTRAÇÃO CONTABILIDADE GERENCIAL E DE CUSTO NATAL – RN 2016 COMPONENTES: ANA PAULA FERREIRA BEZERRA ALINE KAROLINE SILVA LAJLA CAMARGO SILVA DE MEDEIROS MATHEUS DE OLIVEIRA COSTA NATHALIA BARBOSA DE PAIVA PABLO MARCIO DA SILVA ELEUTERIO TRABALHO AVALIATIVO REFERENTE A “U2” PROFESSORA: SUZANA PAULO TURMA: 4NA RF NATAL – RN 2016 INTRODUÇÃO Os métodos de custeio são ferramentas importantes para a geração de informações relevantes para a tomada de decisões. Esse fato evidencia a importância da utilização de métodos de custeio compatíveis com os objetivos e as características das organizações. Os métodos de custeio mais utilizados (custeio variável, custeio baseado em atividades e custeio absorção versus variável) são aplicados nos mais diversos tipos de organizações, sejam comerciais, industriais, de serviços, ou, ainda, públicas ou privadas. Ressalta-se que nenhum dos métodos é perfeito e resolverá todos os problemas das organizações. Mesmo o custeio por absorção apresenta vantagens, como atender à legislação do imposto de renda, alocar tanto os custos diretos quanto os indiretos e ser menos custoso de implementar. Porém, a escolha do método mais adequado deve levar em consideração o tipo de organização e o tipo de informação que se busca obter. Além disso, são os gestores, de posse das informações geradas pelo método aplicado, seja tradicional, convencional ou híbrido, que decidem sobre as ações a serem tomadas. Diante da importância de as organizações conhecerem seus custos, e de optarem por um método que os auxilie na tomada de decisões, além desta introdução, o trabalho se desenvolve em mais seis seções. A segunda apresenta a Origem, a terceira os objetivos, a quarta expõe as vantagens e as desvantagens, a quinta apresenta a aplicabilidade, a sexta o exemplo prático e por final a conclusão sobre todo o assunto abordado. ORIGEM DOS MÉTODOS DE CUSTEIO Embora a origem sobre os estudos do método de custeio variável tenha sido iniciada entre 1905 e 1935, o primeiro artigo que divulgou, de forma sistemática, o Custeio Variável e suas vantagens foi de Jonatham N. Harris. Mas, somente a partir dos anos 50 é que esse método começou a receber atenção por parte de pesquisadores e empresas como instrumento útil e para tomada de decisão Este método teve origem na Alemanha no início do século XX, e é conhecido também por diversas outras denominações, pode ser chamado de Método dos Centros de Custos, Método das Seções Homogêneas, Mapa de Localização de Custos e, Custeio Pleno. No Brasil o método é mais conhecido pela sigla RKW, que representa as iniciais de um antigo conselho governamental alemão para assuntos econômicos (Reichskuratorium für Wirtschaftlichtkeit). Esse método foi derivado do sistema desenvolvido na Alemanha no início do século 20 conhecido por RKW (Reichskuratorium für Wirtschaftlichtkeit), em tradução para o português significa "Conselho Administrativo do Império para a Eficiência Econômica". Surgiu da necessidade de antecipação da informação de custos dos produtos, para puder se tomar uma decisão antecipada de viabilidade de negócios. A concepção atual do ABC (Activity-Based Costing) surgiu nos Estados Unidos na década de 80, com o objetivo de melhorar a apropriação dos custos e despesas indiretos fixos aos produtos. A origem do método de Custeio ABC veio do significativo aumento dos chamados Custos Indiretos de Fabricação (overhead costs) na produção industrial das últimas décadas. OBJETIVOS O sistema de custeio variável fundamenta-se na separação dos gastos em gastos variáveis e fixos. É o custo que tem como objetivo eliminar qualquer erro na apuração dos custos que utiliza os rateios, pois os custos fixos são tratados com despesas. É um método de custeio usado para alocação apenas dos custos variáveis ao produto. Segundo Leoni "o sistema de custeio variável ou direto é um método que considera apenas os custos variáveis de apropriação direta como custo do produto ou serviço". O custeio variável, são tratados como custos do período, indo diretamente para o resultado igualmente as despesas". A diminuição da necessidade de rateio deve-se ao fato de que no sistema de custeio variável, são alocados aos produtos e/ou serviços, somente os custos variáveis e, como na maioria dos casos, os custos variáveis também são diretos, não alocando os rateios dos custos indiretos. O método de custeio por absorção junta as despesas diretas e indiretas, fixos e variáveis e são divido através de rateios. Tem como objetivo distribuir os gatos para o produto final. O procedimento é fazer com que cada produto ou produção ou serviço absorva parcela dos custos diretos e indiretos, relacionados à fabricação. O método de custeamento Padrão tem como objetivo indica um “custo ideal” que deverá ser utilizado, servindo de base para a eficiência da produção e conhecer as variações de custo. São custos predeterminados, porém, diferentemente dos custos estimados, são calculados com base em parâmetros operacionais, e utilizados em operações repetitivas de produção, onde não compensaria calcular o custo individual de cada repetição. O método de custeamento RKW junta todas as despesas da empresa, incluindo a financeira. Um processo de fixação de preço do produto com base na alocação dos custos fixos e variáveis, somados a eles também as despesas que a empresa apresenta. O método de custeamento ABC junta atividades baseadas no uso dos recursos e nas atividades relacionadas aos custos indiretos. Visa melhora o gerenciamento da lucratividade. Segundo Nakagawa (1994, p.63), “o custeio ABC permite a evidenciação de custos de forma mais apurada, tornando-se eficaz para a gestão econômica das empresas, uma vez que podem antecipar as ações dos gestores com o objetivo de minimizar e/ou eliminar os erros de decisões e contribuir para a otimização do lucro da empresa”. Nessa análise também é possível identificar as atividades que não agregam valor ao produto e elimina-las. VANTAGENS E DESVANTAGENS Megliorini (2012), barbosa et al. (2011) e leone (1997) mencionam, entre outras, as seguintes vantagens da utilização do custeio variável: a) os custos fixos, que existem, independentemente, da produção ou não de determinado bem ou serviço ou do aumento ou redução (dentro de determinada capacidade instalada) da quantidade produzida, são considerados custos do período e, portanto, não são alocados aos bens ou serviços; b) não ocorre a prática do rateio; c) identifica os bens ou serviços mais rentáveis; d) identifica a quantidade de bens ou serviços que a organização necessita produzir e comercializar para pagar seus custos fixos, despesas fixas e gerar lucro; e) os dados necessários para a análise das relações custo/volume/lucro são rapidamente obtidos do sistema de informação contábil. Em relação aos rateios, gnisci (2010) reforça que, como a maioria dos custos variáveis são diretos, não necessitam de rateios. Quanto às desvantagens, os referidos autores citam as seguintes: a) não éaceito pela auditoria externa das entidades que tem capital aberto e nem pela legislação do imposto de renda, bem como por uma parcela significativa de contadores. A razão disso é porque o custeio variável fere os princípios fundamentais de contabilidade, em especial, os princípios de realização da receita, da confrontação e da competência; b) crescimento da proporção dos custos fixos na estrutura de custos das organizações, devido aos contínuos investimentos em capacitação tecnológica e produtiva; c) na prática, a separação de custos fixos e variáveis não é tão clara como parece, pois, existem custos sem variáveis e semifixos, podendo no custeamento direto incorrerem problemas de continuidade para a empresa. Os procedimentos do método dos centros de custos (RkW), segundo bornia (2010), podem ser sintetizados em cinco etapas: a) separação dos custos em itens; b) divisão da empresa em centros de custos; c) identificação dos custos com os centros (distribuição primária); d) distribuição dos custos dos centros indiretos até os diretos (distribuição secundária); e) distribuição dos custos dos centros diretos aos bens ou serviços (distribuição final). Entretanto, esse método apresenta algumas vantagens e desvantagens. As principais vantagens são: considera todos os custos incorridos em uma organização sem exceções; possui informações completas e conservadoras; enfatiza a recuperação de todos os custos e tende a introduzir certo grau de estabilidade de preços; pratica a formação de preços com base no pior custo; justifica os preços e chega ao custo de produzir e vender (incluindo administrar e financiar). Quanto às desvantagens, o método das seções homogêneas pode levar a decisões equivocadas por não distinguir custos fixos dos custos variáveis. Além disso, existe arbitrariedade dos critérios de rateio dos gastos indiretos, apesar de sugerir o rastreamento de maneira mais realista possível esse método ainda apresenta algumas dificuldades de aplicação, como no momento de encontrar o custo do produto no cotidiano e de encontrar as despesas operacionais diárias unitárias. Por fim, o método das seções homogêneas não é aceito pela legislação Barbosa et al. (2011) citam as seguintes vantagens da utilização do método por absorção: a) segue os princípios contábeis, sendo o método formalmente aceito, como requerido pela legislação do imposto de renda para propósitos de lucro; b) agrega todos os custos, tanto os diretos quanto os indiretos; c) pode ser menos custoso de implementar, desde que não requeira a separação dos custos em fixos e variáveis. Os autores citam também as seguintes desvantagens: a) os custos, por não se relacionarem com este ou aquele bem ou serviço, são quase sempre distribuídos com base em critérios de rateio com grande grau de arbitrariedade; b) o custo fixo por unidade depende ainda do volume de produção, e o custo de um produto pode variar em função da alteração de volume de outro produto; c) os custos fixos existem, independente, da fabricação ou não desta ou daquela unidade e acabam. O abc incorre em mudanças das bases de alocação de custos, pela identificação que faz dos custos por atividades da maneira como aloca os custos aos bens e serviços a partir do maior número de bases (NaKagaWa, 1994). souza e carvalho (2012), ao referirem-se a esse método, ressaltam que se mostra relevante nas situações em que é necessário analisar certos processos para incorrer em reestruturações e aperfeiçoamentos. Como desvantagem, Megliorini (2012) ressalta a semelhança desse método com o custeio por absorção ao não separar os custos fixos, mas, sim, apropriá-los aos bens ou serviços. Já Kaplan e anderson (2007) citam os seguintes problemas decorrentes da implementação do custeio baseado em atividades: a) os processos de entrevistas e levantamentos de dados são demorados e dispendiosos; b) os dados utilizados no método são subjetivos e de difícil validação; c) o armazenamento, o processamento e a apresentação dos dados são dispendiosos; d) foca, geralmente, processos específicos e não fornece uma visão integrada das oportunidades de lucro em todo o âmbito da empresa; e) não é atualizável ou adaptável facilmente às novas circunstâncias; f) incorre em erro teórico, ao ignorar a possibilidade de capacidade ociosa. Conforme LEONE (1997), " o objetivo principal do custo-padrão é estabelecer uma medida planejada que será usada para compará-los com os custos reais ou históricos(aqueles que aconteceram e foram registrados pela Contabilidade) com a finalidade de revelar desvios que serão analisados e corrigidos, mantendo, assim, o desempenho operacional dentro dos rumos previamente estabelecidos". As vantagens mais importantes do custo padrão são: remover e medir a eficiência do sistema produtivo; controlar e reduzir os custos; simplificar os processos de custo; avaliar inventários e desempenho; e fixar preços de venda. Os responsáveis pela implementação de padrões na empresa são os próprios donos, mas para funcionar e usa-los são todos funcionários e seu sucesso irá depender do grau de seriedade que a empresa der à localização e saneamento das diferenças encontradas entre o padrão e o real, por ocasião de suas comparações. Os pontos positivos, se o padrão for fixado considerando-se metas difíceis, mas não impossíveis de serem alcançados, acabará por funcionar como alvos e desafio realmente de todo pessoal, com mais ênfase ainda, se tiver sido firmado com a participação dos responsáveis pela produção. Haverá uma preocupação por parte dos altos administradores em analisar as comparações e eliminação das divergências Quanto aos pontos negativos, se o padrão for fixado com base num conceito ideal, cada funcionário já saberá de antemão que o valor é inatingível, que todo e qualquer esforço jamais culminará na satisfação máxima de objetivo alcançado, e poderá haver a criação de um espírito psicológico individual e coletivo amplamente desfavorável. Há tendência dos administradores se acostumarem aos relatórios (considerará utópico para a realidade) e não se preocuparem com as informações nele contidas. APLICABILIDADE Custeio por Absorção e Custeio variável EX: A Cia Omega produziu 30.000 unidades do produto X no ano calendário em que iniciou suas atividades. Durante o período, foram vendidas 24.000 unidades ao preço de R$ 45,00 cada uma. Os custos e despesas da companhia, no referido exercício, foram: Custos e despesas variáveis, por unidade de X: Matéria prima R$ 6,00 Materiais indiretos R$ 10,00 CIF variáveis R$ 8,00 Despesas variáveis 20% do preço de venda Custos e despesas fixos totais do mês: Mão de obra da fábrica R$ 80.000,00 Depreciação dos equipamentos industriais R$ 36.000,00 Outros gastos de fabricação R$ 100.000,00 Salário do pessoal da administração R$ 60.000,00 Demais despesas da administração R$ 40.000,00 O resultado do exercício, utilizando-se o custeio por absorção, é: 3. superior em R$ 43.200,00 ao obtido utilizando-se o custeio variável 4. negativo 5. de igual valor ao obtido utilizando-se o custeio variável 6. igual a R$ 68.000,00 7. inferior em R$ 17.800,00 ao obtido, utilizando-se o custeio variável custo variável unitário = 6 + 10 + 8 = 24 custo fixo unitário = 80.000 + 36.000 + 100.000/30.000 unidades = 7,2 Custeio por Absorção: Receita total 24.000 X 45 = 1.080.000 (-) CPV = (748.800) Custo variável = 24.000X 24 = 576.000 Custo fixo = 24.000 X 7,2 = 172.800 = lucro bruto = 331.200 (-) Despesasvariáveis 20% X 1.080.000 = (216.000) (-) despesas fixas (100.000) = lucro 15.200 Custeio variável: Receita total 24.000 X 45 = 1.080.000 (-) CPV = (576.000) Custo variável = 24.000X 24 = 576.000 = lucro bruto 504.000 (-) Despesas variáveis 20% X 1.080.000 = (216.000) (-) despesas fixas (100.000) (-) custo fixo (216.000) = prejuízo 28.000 A diferença está na apropriação do custo fixo no resultado do custeio por absorção: 7,2 X 6.000 unidades = 43.200 15.200 – (-28000) = 43.200 Custeio padrão Em uma empresa fabril que trabalha com custo padrão, a variação do tempo mao de obra direta, em certo período, foi de 100 horas acima do numero previsto, que foi de 1.000 horas. No mesmo período, a variação do custo de mao de obra direta por unidade de tempo foi de R$0,10 abaixo do valor orçado, que foi de R$1,00 por hora. O valor da variação total entre o custo padrão e o custo real é calculado da seguinte forma: CUSTO PADRAO CUSTO REAL 1.000 1.100 x R$ 1,00 x R$ 0,90 1.000 990 O custo real da mão de obra direta foi inferior ao padrão em R$10,00. Como a indústria conseguiu gastar menos do que o padrão estabelecido, a diferença foi favorável. Apesar de a variação no numero de horas ter sido desfavorável, ela foi compensada pela variação favorável do custo por hora de mao de obra direta. ANALISE DAS VARIAÇÕES Na comparação entre o custo real e o custo padrão, a analise das variações é aplicado para fins gerenciais, sendo importante instrumento de controle. Permite, por exemplo, identificar quais setores ou departamentos menos eficientes. Exemplo: Em relação ao consumo de determinada matéria prima no setor de produção de uma indústria , estão disponíveis os seguintes dados: Custo padrão: 1.000 un. x R$ 1,00 1.000 Custo Real: 1050 un. x R$1,10 1.155 Variação da quantidade: O raciocínio aplicado é este: caso o preço real fosse igual ao padrão, qual seria a variação ocorrida exclusivamente na quantidade? 1.000 x 1,00 = 1.000 1.050 x 1,00 = 1.050 Variação de quantidade = 50 - desfavorável (padrão < real) Variação do preço: Neste caso, considera-se a hipótese de a quantidade real ter sido igual a padrão, como se não houvesse erro na quantidade, ou seja, apura-se a variação decorrente apenas da diferença entre os preços: 1.000 x 1,00 = 1.000 1.000 x 1,10 = 1.100 Variação do preço = 100,000 desfavorável (padrão <real) Desconsiderando a variação mista: Variação da quantidade = diferença de quantidade x preço padrão 50 um x 1,00 = 50,00 desfavorável Variação do preço = diferença de preço x quantidade real 0,10 x 1050 unid = 105 desfavorável Variação total = variação de quantidade+ variação do preço 50,00 + 105 = 155 desfavorável. Custeio ABC Consideremos que uma indústria fabrique 1.000 unidades do produto alfa e 1.000 unidades do produto beta. Seus custos indiretos totais são de R$ 10.000,00. Custos Indiretos R$ Aluguel 5.000,00 Manutenção 3.000,00 Material de Consumo 2.000,00 Total 10.000,00 - Informações complementares: Departamentos envolvidos De produção De apoio Acabamento Almoxarifado Fabricação Almoxarifado Setor Fab. Setor Acab. Total Area m2 300 7.900 1.800 10.000 h/mecânica 9 49 22 80 Material consumido/unid. 11 231 78 320 Tempo gasto na fabricação por produto Produto Setor Fab. Setor Acab. Total Alfa 915h 97h 1.012h Beta 787h 135h 922h Total 1.702h 232h 1.934h Direcionamento dos Custos Indiretos Almoxarifado Fabricação Acabamento Totais Aluguel 150,00 3.950,00 900,00 5.000,00 Manutenção 337,50 1.837,50 825,00 3.000,00 Mat Consumo 68,75 1.443,75 487,50 2.000,00 Subtotal 1 556,25 7.231,25 2.212,50 10.000,00 Rateio do Almoxarifado (556,25) 425,93 130,32 0,00 Total depar. Produção 0,00 7.657,18 2.342,82 10.000,00 N. h/produção 1.702h 232h Custo p/hora 4, 4989 R$/h 10, 0984 R$/h Custo de produto por departamento Produto Fabricação Acabamento Total Alfa 4.116,49 979,54 5.096,03 Beta 3.540,69 1.363,28 4.903,97 Total 7.657,18 2.342,82 10.000,00 O Método de Custeio Baseado em Atividades procura direcionar os custos indiretos aos produtos de acordo com a identificação de atividades dentro do sistema produtivo, dirimindo assim, as distorções provocadas pelos rateios. Custeio RKW Aplicação do método RKW em uma cooperativa agrícola. EXEMPLO PRATICO Método do Custeio Variável Será apresentado a seguir um exemplo prático com a elaboração da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) pelo Método do Custeio Variável Utilizando uma empresa fictícia que produz chocolates. Vamos imaginar que em um determinado mês esta empresa está planejando vender 10.000 unidades de trufas e 10.000 unidades de bombons, a R$ 3 e R$ 2 cada unidade respectivamente. Este volume de vendas gerará então para a empresa um faturamento de R$ 50.000, conforme imagem abaixo: Todavia, para produzir as trufas e bombons, a empresa precisará adquirir as matérias-primas e insumos (chocolate, recheios, etc.) utilizados na produção dos itens vendidos. Independente do quanto de matéria-prima a empresa comprar, o que importa para o cálculo do Custo Variável é a quantidade realmente utilizada na produção dos itens vendidos. Sendo assim, é de extrema importância conhecermos a quantidade de cada matéria- prima utilizada para produzir 1 unidade de trufa e também para a produção de 1 unidade de bombom. Assim, fazendo um cálculo simples podemos chegar ao Custo Variável Unitário de cada produto (quantidade de matéria-prima necessária multiplicada pelo preço de compra da matéria-prima). E por fim, multiplicando o custo unitário pela quantidade total do item vendida, temos o Custo Variável Total ou CPV (Custo dos Produtos Vendidos). Método do Custeio por Absorção Vamos entender na prática como aplicar o Custo por Absorção. Para isto, vamos imaginar que nossa pequena fábrica de chocolate tenha R$ 18.500 de Custos Fixos, conforme imagem abaixo: Veja que estamos falando de Custos Fixos, mas todos ainda são relacionados à produção. Não há nenhuma Despesa Administrativa listada na imagem. Estes Custos, como o próprio nome diz, são fixos. Acontecendo ou não a venda dos produtos, eles continuarão a existir. O que precisamos agora é achar uma forma de cada um dos produtos vendidos pagar um pedacinho destes Custos Fixos. Para isto, precisamos de um “driver de custeio”. Este “driver”, em tradução literal, é exatamente um direcionador dos Custos Fixos para cada produto vendido. O driver de custeio mais comumente utilizado é o tempo de produção de cada item. Neste sentido, vamos imaginar que cada trufa leve 5 minutos para ser produzida, enquanto cada bombom precisa de 3 minutos. Quando multiplicamos este tempo pelo volume total de trufas e bombons produzidos no mês, chegamos a conclusão que vamos precisar de 80.000 minutos para confeccionar as 10.000 trufas e os 10.000bombons. Agora ficou fácil. Temos o tempo necessário para cada trufa e cada bombom, o tempo total de produção dos 20.000 itens e também os Custos Fixos. Basta fazer uma regra de três e encontrar o quanto cada unidade deve absorver dos Custos Fixos. Veja na imagem abaixo como ficaria nosso exemplo: Método do Custeio Padrão Em sentido estrito, o custo padrão é o custo ideal de produção de um determinado produto. Para alcança-lo, é necessário que a indústria tenha equipamentos, matérias- primas, mao de obra etc. da melhor qualidade, que opere sem desperdícios e com 100% da sua capacidade instalada. Em nosso exemplo, uma empresa fabril que trabalha com custo padrão, a variação do tempo mao de obra direta, em certo período, foi de 100 horas acima do numero previsto, que foi de 1.000 horas. No mesmo período, a variação do custo de mao de obra direta por unidade de tempo foi de R$0,10 abaixo do valor orçado, que foi de R$1,00 por hora. O valor da variação total entre o custo padrão e o custo real é calculado da seguinte forma: CUSTO PADRAO CUSTO REAL 1.000 1.100 x R$ 1,00 x R$ 0,90 1.000 990 O custo real da mão de obra direta foi inferior ao padrão em R$10,00. Como a indústria conseguiu gastar menos do que o padrão estabelecido, a diferença foi favorável. Apesar de a variação no número de horas ter sido desfavorável, ela foi compensada pela variação favorável do custo por hora de mao de obra direta. Método do Custeio ABC Custeio baseado em atividades ou custeio ABC (Activity Based Costing) é um método de custeio que está baseado nas atividades que a empresa efetua no processo de fabricação de seus produtos. A empresa RKAB S.A. possui apenas um departamento produtivo. São utilizadas duas matérias-primas (M1 e M2) e fabricados três produtos (P1, P2 e P3). Os produtos P1 e P3 empregam 1 unidade de matéria-prima M1, ao passo que o produto P2 usa 1 unidade de matéria-prima M2. Todas as matérias-primas custam $ 10,00 por unidade. As matérias-primas M1 e M2 foram recebidas em lotes de 200 e 20unidades, respectivamente, o que totalizou 51 e 10 lotes. A produção de P1 dá-se em lotes de 200 unidades, emquanto P2 e P3 são fabricados em conjuntos de 20 unidades. A tabela 7.1 apresenta mais dados relacionados a um periodo genérico, com informações típicas do método dos centros de custos. Exemplo fictício sobre a produção e custos da empresa RKAB S.A. Observe que os produtos são idênticos no que se refere aos custos diretos (MP e MOD), diferindo apenas na quantidade produzida. Método Tradicional No método tradicional, os custos atribuídos ao departamento produtivo são alocados aos produtos por meio de uma base de distribuição. Como custos de operação do equipamento são mais importantes do que a MOD, vamos usar horas-máquina com base. Assim, os custos fixos atribuídos aos produtos ficariam: Taxa = 223.400/5.200 = $ 42,96/hmáq. P1 = P2 = P3 = 0,5 x 42,96 = $21,48 + MOD + MP = $37,48 10,00 + 6,00 Os custos dos três produtos seriam $37,48. Os custos são semelhantes porque os produtos utilizam a estrutura produtiva na mesma proporção, em termos de MOD e horas máquina. Método – Custeio Baseado em Atividades O ABC exige um detalhamento dos CIF e o levantamento de algumas informações relacionadas aos direcionadores, o que é feito na Tabela a seguir: Detalhamento dos CIF e outras informações: Os custos das atividades são distribuídas aos produtos por meio de direcionadores de custos. As bases utilizadas serão: Nº de lotes de MP recebida para recebimento de materiais; Nº de lotes processados na produção para movimentação de materiais e preparação de maquinas; Nº de ordens de produção para PCP; Horas-máquina para a operação do equipamento . O custo de transação de cada uma das atividades é: RECEBIMENTO = 54.900/61 = $ 900,00 por lote recebido MOVIMENTAÇÃO = 17.500/70 = $ 250,00 por lote processado PREPARAÇÃO MAQ. = 7.000/70 = $ 100,00 por lote processado PCP = 40.000/70 = $ 2.000,00 por ordem de produção OPERAÇÃO = 104.000/5.200 = $ 20,00 por hora-máquina Os CIF alocados aos produtos são: CIFP1 = (50x900+50x250+50x100+16x2.000)/10.000+0,5x20 = $ 19,45 CIFP2 = (10x900+10x250+10x100+2x2.000)/200+0,5x20 = $ 92,50 CIFP3 = (1x900+10x250+10x100+2x2.000)/200+0,5x20 = $ 52,00 Comparação dos Resultados CONCLUSÃO É possível perceber, que os métodos de custeio são divididos em métodos tradicionais e métodos convencionais. Nos métodos tradicionais, o custeio por absorção, o método das seções homogêneas e o custeio variável. Já como métodos convencionais, apresenta o custeio baseado em atividades e o método da unidade de esforço de produção. A principal vantagem do método de custeio baseado em atividades consiste na identificação e cálculo das atividades, estas que são as responsáveis por gerar valor para o cliente. Assim, atividades que não geram valor devem ser eliminadas do processo, visto que apenas aumentam o custo dos bens e serviços. Ao contrário do custeio por absorção, o método de custeio baseado em atividades utiliza um maior número de bases de rateio, para obter o custo das diversas atividades e, após, o custo dos bens e serviços. Já o custeio variável é defendido como o método que não tem o objetivo de ser atender a legislação do imposto de renda, visto que fere alguns princípios contábeis geralmente aceitos. Seu objetivo é o de atender às necessidades gerenciais das organizações. O método das seções homogêneas, muitas vezes confundido com o método do custeio por absorção com a departamentalização, aloca tanto os custos quanto as despesas, permitindo, assim, uma informação mais completa. Entretanto, como o custeio por absorção, incorre em bases de rateio muitas vezes arbitrárias. Além disso, não distingue os custos fixos dos custos variáveis, o que pode levar a decisões equivocadas. Já o método da unidade de esforço de produção, quanto na realidade das organizações, também possui seus méritos, como a simplicidade decorrente de sua operacionalização. Os resultados apresentam os métodos de custeio aplicados nos mais diversos tipos de organizações, sejam elas comerciais, industriais, de serviços, ou, ainda, públicas ou privadas. Ressaltasse que nenhum dos métodos é perfeito e resolverá todos os problemas das organizações. Mesmo o custeio por absorção apresenta vantagens, como atender à legislação do imposto de renda, alocar tanto os custos diretos quanto os indiretos e ser menos custoso de implementar. Porém, a escolha do método mais adequado deve levar em consideração o tipo de organização e o tipo de informação que Se busca obter. Além disso, são os gestores que, de posse das informações geradas pelo método aplicado, seja este tradicional, convencional ou híbrido, são quem decidem sobre as ações a serem tomadas. REFERÊNCIAS http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/metodosdecusteio.htm https://pt.wikipedia.org/wiki/Custo https://www.gestaoesociedade.org/gestaoesociedade/article/download/564/547 Revista Eletrônica Gestão e Sociedade Edição 2 de 2007-01-12 https://www.treasy.com.br http://estudantecienciascontabeis.blogspot.com.br/ http://estudantecienciascontabeis.blogspot.com.br/ https://www.aprovaconcursos.com.br/ http://www.adventista.edu.br/ http://www.custoseagronegocioonline.com.br/