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UNIVERSIDADE POTIGUAR 
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO 
ESCOLA DE GESTÃO DE NEGOCIOS 
ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTABILIDADE GERENCIAL E DE CUSTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NATAL – RN 
2016 
COMPONENTES: 
ANA PAULA FERREIRA BEZERRA 
 ALINE KAROLINE SILVA 
 LAJLA CAMARGO SILVA DE MEDEIROS 
 MATHEUS DE OLIVEIRA COSTA 
 NATHALIA BARBOSA DE PAIVA 
 PABLO MARCIO DA SILVA ELEUTERIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO AVALIATIVO REFERENTE A “U2” 
PROFESSORA: SUZANA PAULO 
TURMA: 4NA RF 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NATAL – RN 
2016 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 Os métodos de custeio são ferramentas importantes para a geração de 
informações relevantes para a tomada de decisões. Esse fato evidencia a importância 
da utilização de métodos de custeio compatíveis com os objetivos e as características 
das organizações. 
 Os métodos de custeio mais utilizados (custeio variável, custeio baseado em 
atividades e custeio absorção versus variável) são aplicados nos mais diversos tipos 
de organizações, sejam comerciais, industriais, de serviços, ou, ainda, públicas ou 
privadas. Ressalta-se que nenhum dos métodos é perfeito e resolverá todos os 
problemas das organizações. Mesmo o custeio por absorção apresenta vantagens, 
como atender à legislação do imposto de renda, alocar tanto os custos diretos quanto 
os indiretos e ser menos custoso de implementar. Porém, a escolha do método mais 
adequado deve levar em consideração o tipo de organização e o tipo de informação 
que se busca obter. Além disso, são os gestores, de posse das informações geradas 
pelo método aplicado, seja tradicional, convencional ou híbrido, que decidem sobre as 
ações a serem tomadas. 
 Diante da importância de as organizações conhecerem seus custos, e de 
optarem por um método que os auxilie na tomada de decisões, além desta introdução, 
o trabalho se desenvolve em mais seis seções. A segunda apresenta a Origem, a 
terceira os objetivos, a quarta expõe as vantagens e as desvantagens, a quinta 
apresenta a aplicabilidade, a sexta o exemplo prático e por final a conclusão sobre 
todo o assunto abordado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ORIGEM DOS MÉTODOS DE CUSTEIO 
 Embora a origem sobre os estudos do método de custeio variável tenha sido 
iniciada entre 1905 e 1935, o primeiro artigo que divulgou, de forma sistemática, o 
Custeio Variável e suas vantagens foi de Jonatham N. Harris. Mas, somente a partir 
dos anos 50 é que esse método começou a receber atenção por parte de 
pesquisadores e empresas como instrumento útil e para tomada de decisão 
 Este método teve origem na Alemanha no início do século XX, e é conhecido 
também por diversas outras denominações, pode ser chamado de Método dos 
Centros de Custos, Método das Seções Homogêneas, Mapa de Localização de 
Custos e, Custeio Pleno. No Brasil o método é mais conhecido pela sigla RKW, que 
representa as iniciais de um antigo conselho governamental alemão para assuntos 
econômicos (Reichskuratorium für Wirtschaftlichtkeit). 
 Esse método foi derivado do sistema desenvolvido na Alemanha no início do 
século 20 conhecido por RKW (Reichskuratorium für Wirtschaftlichtkeit), em tradução 
para o português significa "Conselho Administrativo do Império para a Eficiência 
Econômica". Surgiu da necessidade de antecipação da informação de custos dos 
produtos, para puder se tomar uma decisão antecipada de viabilidade de negócios. 
 A concepção atual do ABC (Activity-Based Costing) surgiu nos Estados Unidos 
na década de 80, com o objetivo de melhorar a apropriação dos custos e despesas 
indiretos fixos aos produtos. A origem do método de Custeio ABC veio do significativo 
aumento dos chamados Custos Indiretos de Fabricação (overhead costs) na produção 
industrial das últimas décadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBJETIVOS 
 
 O sistema de custeio variável fundamenta-se na separação dos gastos em 
gastos variáveis e fixos. É o custo que tem como objetivo eliminar qualquer erro na 
apuração dos custos que utiliza os rateios, pois os custos fixos são tratados com 
despesas. É um método de custeio usado para alocação apenas dos custos variáveis 
ao produto. 
Segundo Leoni "o sistema de custeio variável ou direto é um 
método que considera apenas os custos variáveis de 
apropriação direta como custo do produto ou serviço". O 
custeio variável, são tratados como custos do período, indo 
diretamente para o resultado igualmente as despesas". 
A diminuição da necessidade de rateio deve-se ao fato de que no sistema de custeio 
variável, são alocados aos produtos e/ou serviços, somente os custos variáveis e, 
como na maioria dos casos, os custos variáveis também são diretos, não alocando os 
rateios dos custos indiretos. 
 O método de custeio por absorção junta as despesas diretas e indiretas, fixos e 
variáveis e são divido através de rateios. Tem como objetivo distribuir os gatos para o 
produto final. O procedimento é fazer com que cada produto ou produção ou serviço 
absorva parcela dos custos diretos e indiretos, relacionados à fabricação. 
 O método de custeamento Padrão tem como objetivo indica um “custo ideal” que 
deverá ser utilizado, servindo de base para a eficiência da produção e conhecer as 
variações de custo. São custos predeterminados, porém, diferentemente dos custos 
estimados, são calculados com base em parâmetros operacionais, e utilizados em 
operações repetitivas de produção, onde não compensaria calcular o custo individual 
de cada repetição. 
 O método de custeamento RKW junta todas as despesas da empresa, incluindo 
a financeira. Um processo de fixação de preço do produto com base na alocação dos 
custos fixos e variáveis, somados a eles também as despesas que a empresa 
apresenta. 
 O método de custeamento ABC junta atividades baseadas no uso dos recursos e 
nas atividades relacionadas aos custos indiretos. Visa melhora o gerenciamento da 
lucratividade. 
Segundo Nakagawa (1994, p.63), “o custeio ABC permite a 
evidenciação de custos de forma mais apurada, tornando-se 
eficaz para a gestão econômica das empresas, uma vez que 
podem antecipar as ações dos gestores com o objetivo de 
minimizar e/ou eliminar os erros de decisões e contribuir para a 
otimização do lucro da empresa”. 
 Nessa análise também é possível identificar as atividades que não agregam valor 
ao produto e elimina-las. 
VANTAGENS E DESVANTAGENS 
 
Megliorini (2012), barbosa et al. (2011) e leone (1997) mencionam, entre outras, as 
seguintes vantagens da utilização do custeio variável: 
a) os custos fixos, que existem, independentemente, da produção ou não de 
determinado bem ou serviço ou do aumento ou redução (dentro de determinada 
capacidade instalada) da quantidade produzida, são considerados custos do período 
e, portanto, não são alocados aos bens ou serviços; 
b) não ocorre a prática do rateio; 
c) identifica os bens ou serviços mais rentáveis; 
d) identifica a quantidade de bens ou serviços que a organização necessita produzir e 
comercializar para pagar seus custos fixos, despesas fixas e gerar lucro; 
e) os dados necessários para a análise das relações custo/volume/lucro são 
rapidamente obtidos do sistema de informação contábil. 
Em relação aos rateios, gnisci (2010) reforça que, como a maioria dos custos 
variáveis são diretos, não necessitam de rateios. Quanto às desvantagens, os 
referidos autores citam as seguintes: 
a) não éaceito pela auditoria externa das entidades que tem capital aberto e nem 
pela legislação do imposto de renda, bem como por uma parcela significativa de 
contadores. A razão disso é porque o custeio variável fere os princípios fundamentais 
de contabilidade, em especial, os princípios de realização da receita, da confrontação 
e da competência; 
b) crescimento da proporção dos custos fixos na estrutura de custos das 
organizações, devido aos contínuos investimentos em capacitação tecnológica e 
produtiva; 
c) na prática, a separação de custos fixos e variáveis não é tão clara como parece, 
pois, existem custos sem variáveis e semifixos, podendo no custeamento direto 
incorrerem problemas de continuidade para a empresa. 
Os procedimentos do método dos centros de custos (RkW), segundo bornia (2010), 
podem ser sintetizados em cinco etapas: 
a) separação dos custos em itens; 
b) divisão da empresa em centros de custos; 
c) identificação dos custos com os centros (distribuição primária); 
d) distribuição dos custos dos centros indiretos até os diretos (distribuição 
secundária); e) distribuição dos custos dos centros diretos aos bens ou serviços 
(distribuição final). Entretanto, esse método apresenta algumas vantagens e 
desvantagens. As principais vantagens são: considera todos os custos incorridos em 
uma organização sem exceções; possui informações completas e conservadoras; 
enfatiza a recuperação de todos os custos e tende a introduzir certo grau de 
estabilidade de preços; pratica a formação de preços com base no pior custo; justifica 
os preços e chega ao custo de produzir e vender (incluindo administrar e financiar). 
Quanto às desvantagens, o método das seções homogêneas pode levar a decisões 
equivocadas por não distinguir custos fixos dos custos variáveis. Além disso, existe 
arbitrariedade dos critérios de rateio dos gastos indiretos, apesar de sugerir o 
rastreamento de maneira mais realista possível esse método ainda apresenta 
algumas dificuldades de aplicação, como no momento de encontrar o custo do 
produto no cotidiano e de encontrar as despesas operacionais diárias unitárias. Por 
fim, o método das seções homogêneas não é aceito pela legislação 
Barbosa et al. (2011) citam as seguintes vantagens da utilização do método por 
absorção: 
a) segue os princípios contábeis, sendo o método formalmente aceito, como requerido 
pela legislação do imposto de renda para propósitos de lucro; 
 b) agrega todos os custos, tanto os diretos quanto os indiretos; 
c) pode ser menos custoso de implementar, desde que não requeira a separação dos 
custos em fixos e variáveis. 
 Os autores citam também as seguintes desvantagens: 
a) os custos, por não se relacionarem com este ou aquele bem ou serviço, são quase 
sempre distribuídos com base em critérios de rateio com grande grau de 
arbitrariedade; 
 b) o custo fixo por unidade depende ainda do volume de produção, e o custo de um 
produto pode variar em função da alteração de volume de outro produto; 
c) os custos fixos existem, independente, da fabricação ou não desta ou daquela 
unidade e acabam. 
O abc incorre em mudanças das bases de alocação de custos, pela identificação que 
faz dos custos por atividades da maneira como aloca os custos aos bens e serviços a 
partir do maior número de bases (NaKagaWa, 1994). souza e carvalho (2012), ao 
referirem-se a esse método, ressaltam que se mostra relevante nas situações em que 
é necessário analisar certos processos para incorrer em reestruturações e 
aperfeiçoamentos. 
Como desvantagem, Megliorini (2012) ressalta a semelhança desse método com o 
custeio por absorção ao não separar os custos fixos, mas, sim, apropriá-los aos bens 
ou serviços. Já Kaplan e anderson (2007) citam os seguintes problemas decorrentes 
da implementação do custeio baseado em atividades: 
a) os processos de entrevistas e levantamentos de dados são demorados e 
dispendiosos; 
b) os dados utilizados no método são subjetivos e de difícil validação; 
c) o armazenamento, o processamento e a apresentação dos dados são 
dispendiosos; 
d) foca, geralmente, processos específicos e não fornece uma visão integrada das 
oportunidades de lucro em todo o âmbito da empresa; 
e) não é atualizável ou adaptável facilmente às novas circunstâncias; 
f) incorre em erro teórico, ao ignorar a possibilidade de capacidade ociosa. 
 
Conforme LEONE (1997), " o objetivo principal do custo-padrão 
é estabelecer uma medida planejada que será usada para 
compará-los com os custos reais ou históricos(aqueles que 
aconteceram e foram registrados pela Contabilidade) com a 
finalidade de revelar desvios que serão analisados e corrigidos, 
mantendo, assim, o desempenho operacional dentro dos rumos 
previamente estabelecidos". 
As vantagens mais importantes do custo padrão são: remover e medir a eficiência do 
sistema produtivo; controlar e reduzir os custos; simplificar os processos de custo; 
avaliar inventários e desempenho; e fixar preços de venda. Os responsáveis pela 
implementação de padrões na empresa são os próprios donos, mas para funcionar e 
usa-los são todos funcionários e seu sucesso irá depender do grau de seriedade que 
a empresa der à localização e saneamento das diferenças encontradas entre o 
padrão e o real, por ocasião de suas comparações. 
Os pontos positivos, se o padrão for fixado considerando-se metas difíceis, mas não 
impossíveis de serem alcançados, acabará por funcionar como alvos e desafio 
realmente de todo pessoal, com mais ênfase ainda, se tiver sido firmado com a 
participação dos responsáveis pela produção. Haverá uma preocupação por parte dos 
altos administradores em analisar as comparações e eliminação das divergências 
Quanto aos pontos negativos, se o padrão for fixado com base num conceito ideal, 
cada funcionário já saberá de antemão que o valor é inatingível, que todo e qualquer 
esforço jamais culminará na satisfação máxima de objetivo alcançado, e poderá haver 
a criação de um espírito psicológico individual e coletivo amplamente desfavorável. 
Há tendência dos administradores se acostumarem aos relatórios (considerará 
utópico para a realidade) e não se preocuparem com as informações nele contidas. 
 
 
APLICABILIDADE 
Custeio por Absorção e Custeio variável 
EX: A Cia Omega produziu 30.000 unidades do produto X no ano calendário em que 
iniciou suas atividades. Durante o período, foram vendidas 24.000 unidades ao preço 
de R$ 45,00 cada uma. Os custos e despesas da companhia, no referido exercício, 
foram: 
 
Custos e despesas variáveis, por unidade de X: 
Matéria prima R$ 6,00 
Materiais indiretos R$ 10,00 
CIF variáveis R$ 8,00 
Despesas variáveis 20% do preço de venda 
Custos e despesas fixos totais do mês: 
Mão de obra da fábrica R$ 80.000,00 
Depreciação dos equipamentos industriais R$ 36.000,00 
Outros gastos de fabricação R$ 100.000,00 
Salário do pessoal da administração R$ 60.000,00 
Demais despesas da administração R$ 40.000,00 
 
O resultado do exercício, utilizando-se o custeio por absorção, é: 
3. superior em R$ 43.200,00 ao obtido utilizando-se o custeio variável 
4. negativo 
5. de igual valor ao obtido utilizando-se o custeio variável 
6. igual a R$ 68.000,00 
7. inferior em R$ 17.800,00 ao obtido, utilizando-se o custeio variável 
 
 
custo variável unitário = 6 + 10 + 8 = 24 
custo fixo unitário = 80.000 + 36.000 + 100.000/30.000 unidades = 7,2 
 
 
 
 
 
Custeio por Absorção: 
 
Receita total 24.000 X 45 = 1.080.000 
(-) CPV = (748.800) 
Custo variável = 24.000X 24 = 576.000 
Custo fixo = 24.000 X 7,2 = 172.800 
= lucro bruto = 331.200 
(-) Despesasvariáveis 20% X 1.080.000 = (216.000) 
(-) despesas fixas (100.000) 
= lucro 15.200 
 
Custeio variável: 
 
Receita total 24.000 X 45 = 1.080.000 
(-) CPV = (576.000) 
Custo variável = 24.000X 24 = 576.000 
= lucro bruto 504.000 
(-) Despesas variáveis 20% X 1.080.000 = (216.000) 
(-) despesas fixas (100.000) 
(-) custo fixo (216.000) 
= prejuízo 28.000 
A diferença está na apropriação do custo fixo no resultado do custeio por absorção: 
7,2 X 6.000 unidades = 43.200 
15.200 – (-28000) = 43.200 
 
Custeio padrão 
Em uma empresa fabril que trabalha com custo padrão, a variação do tempo mao de 
obra direta, em certo período, foi de 100 horas acima do numero previsto, que foi de 
1.000 horas. No mesmo período, a variação do custo de mao de obra direta por 
unidade de tempo foi de R$0,10 abaixo do valor orçado, que foi de R$1,00 por hora. 
O valor da variação total entre o custo padrão e o custo real é calculado da seguinte 
forma: 
 
CUSTO PADRAO CUSTO REAL 
1.000 1.100 
x R$ 1,00 x R$ 0,90 
1.000 990 
O custo real da mão de obra direta foi inferior ao padrão em R$10,00. Como a 
indústria conseguiu gastar menos do que o padrão estabelecido, a diferença foi 
favorável. Apesar de a variação no numero de horas ter sido desfavorável, ela foi 
compensada pela variação favorável do custo por hora de mao de obra direta. 
 
 
ANALISE DAS VARIAÇÕES 
Na comparação entre o custo real e o custo padrão, a analise das variações é 
aplicado para fins gerenciais, sendo importante instrumento de controle. Permite, por 
exemplo, identificar quais setores ou departamentos menos eficientes. 
Exemplo: Em relação ao consumo de determinada matéria prima no setor de 
produção de uma indústria , estão disponíveis os seguintes dados: 
Custo padrão: 
1.000 un. 
x R$ 1,00 
1.000 
 
Custo Real: 
1050 un. 
x R$1,10 
1.155 
Variação da quantidade: O raciocínio aplicado é este: caso o preço real fosse igual ao 
padrão, qual seria a variação ocorrida exclusivamente na quantidade? 
1.000 x 1,00 = 1.000 
1.050 x 1,00 = 1.050 
Variação de quantidade = 50 - desfavorável (padrão < real) 
Variação do preço: Neste caso, considera-se a hipótese de a quantidade real ter sido 
igual a padrão, como se não houvesse erro na quantidade, ou seja, apura-se a 
variação decorrente apenas da diferença entre os preços: 
1.000 x 1,00 = 1.000 
1.000 x 1,10 = 1.100 
Variação do preço = 100,000 desfavorável (padrão <real) 
Desconsiderando a variação mista: 
Variação da quantidade = diferença de quantidade x preço padrão 
50 um x 1,00 = 50,00 desfavorável 
Variação do preço = diferença de preço x quantidade real 
0,10 x 1050 unid = 105 desfavorável 
Variação total = variação de quantidade+ variação do preço 
50,00 + 105 = 155 desfavorável. 
 
 
Custeio ABC 
Consideremos que uma indústria fabrique 1.000 unidades do produto alfa e 1.000 
unidades do produto beta. Seus custos indiretos totais são de R$ 10.000,00. 
Custos Indiretos 
 
R$ 
Aluguel 
 
5.000,00 
Manutenção 
 
3.000,00 
Material de Consumo 
 
2.000,00 
Total 10.000,00 
 
- Informações complementares: 
 Departamentos envolvidos 
De produção De apoio 
Acabamento Almoxarifado 
Fabricação 
 Almoxarifado Setor Fab. Setor Acab. Total 
Area m2 300 7.900 1.800 10.000 
h/mecânica 9 49 22 80 
Material 
consumido/unid. 
11 231 78 320 
 
Tempo gasto na fabricação por produto 
Produto Setor Fab. Setor Acab. Total 
Alfa 915h 97h 1.012h 
Beta 787h 135h 922h 
Total 1.702h 232h 1.934h 
 
Direcionamento dos Custos Indiretos 
 Almoxarifado Fabricação Acabamento Totais 
Aluguel 150,00 3.950,00 900,00 5.000,00 
Manutenção 337,50 1.837,50 825,00 3.000,00 
Mat Consumo 68,75 1.443,75 487,50 2.000,00 
Subtotal 1 556,25 7.231,25 2.212,50 10.000,00 
Rateio do 
Almoxarifado 
(556,25) 425,93 130,32 0,00 
Total depar. 
Produção 
0,00 7.657,18 2.342,82 10.000,00 
N. h/produção 1.702h 232h 
Custo p/hora 4, 4989 R$/h 10, 0984 R$/h 
 
 
Custo de produto por departamento 
Produto Fabricação Acabamento Total 
Alfa 4.116,49 979,54 5.096,03 
Beta 3.540,69 1.363,28 4.903,97 
Total 7.657,18 2.342,82 10.000,00 
 
O Método de Custeio Baseado em Atividades procura direcionar os custos indiretos 
aos produtos de acordo com a identificação de atividades dentro do sistema 
produtivo, dirimindo assim, as distorções provocadas pelos rateios. 
 
 
 
 
Custeio RKW 
Aplicação do método RKW em uma cooperativa agrícola. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXEMPLO PRATICO 
Método do Custeio Variável 
Será apresentado a seguir um exemplo prático com a elaboração da Demonstração 
do Resultado do Exercício (DRE) pelo Método do Custeio Variável 
Utilizando uma empresa fictícia que produz chocolates. Vamos imaginar que em um 
determinado mês esta empresa está planejando vender 10.000 unidades de trufas e 
10.000 unidades de bombons, a R$ 3 e R$ 2 cada unidade respectivamente. Este 
volume de vendas gerará então para a empresa um faturamento de R$ 50.000, 
conforme imagem abaixo: 
 
Todavia, para produzir as trufas e bombons, a empresa precisará adquirir as 
matérias-primas e insumos (chocolate, recheios, etc.) utilizados na produção dos itens 
vendidos. Independente do quanto de matéria-prima a empresa comprar, o que 
importa para o cálculo do Custo Variável é a quantidade realmente utilizada na 
produção dos itens vendidos. 
Sendo assim, é de extrema importância conhecermos a quantidade de cada matéria-
prima utilizada para produzir 1 unidade de trufa e também para a produção de 1 
unidade de bombom. Assim, fazendo um cálculo simples podemos chegar ao Custo 
Variável Unitário de cada produto (quantidade de matéria-prima necessária 
multiplicada pelo preço de compra da matéria-prima). E por fim, multiplicando o custo 
unitário pela quantidade total do item vendida, temos o Custo Variável Total ou CPV 
(Custo dos Produtos Vendidos). 
 
 
 
Método do Custeio por Absorção 
Vamos entender na prática como aplicar o Custo por Absorção. Para isto, vamos 
imaginar que nossa pequena fábrica de chocolate tenha R$ 18.500 de Custos Fixos, 
conforme imagem abaixo: 
 
Veja que estamos falando de Custos Fixos, mas todos ainda são relacionados à 
produção. Não há nenhuma Despesa Administrativa listada na imagem. Estes Custos, 
como o próprio nome diz, são fixos. Acontecendo ou não a venda dos produtos, eles 
continuarão a existir. 
O que precisamos agora é achar uma forma de cada um dos produtos vendidos pagar 
um pedacinho destes Custos Fixos. Para isto, precisamos de um “driver de custeio”. 
Este “driver”, em tradução literal, é exatamente um direcionador dos Custos Fixos 
para cada produto vendido. O driver de custeio mais comumente utilizado é o tempo 
de produção de cada item. 
 
Neste sentido, vamos imaginar que cada trufa leve 5 minutos para ser produzida, 
enquanto cada bombom precisa de 3 minutos. Quando multiplicamos este tempo pelo 
volume total de trufas e bombons produzidos no mês, chegamos a conclusão que 
vamos precisar de 80.000 minutos para confeccionar as 10.000 trufas e os 10.000bombons. 
Agora ficou fácil. Temos o tempo necessário para cada trufa e cada bombom, o tempo 
total de produção dos 20.000 itens e também os Custos Fixos. Basta fazer uma regra 
de três e encontrar o quanto cada unidade deve absorver dos Custos Fixos. Veja na 
imagem abaixo como ficaria nosso exemplo: 
 
 
Método do Custeio Padrão 
Em sentido estrito, o custo padrão é o custo ideal de produção de um determinado 
produto. Para alcança-lo, é necessário que a indústria tenha equipamentos, matérias-
primas, mao de obra etc. da melhor qualidade, que opere sem desperdícios e com 
100% da sua capacidade instalada. 
Em nosso exemplo, uma empresa fabril que trabalha com custo padrão, a variação do 
tempo mao de obra direta, em certo período, foi de 100 horas acima do numero 
previsto, que foi de 1.000 horas. No mesmo período, a variação do custo de mao de 
obra direta por unidade de tempo foi de R$0,10 abaixo do valor orçado, que foi de 
R$1,00 por hora. 
 
 
O valor da variação total entre o custo padrão e o custo real é calculado da seguinte 
forma: 
CUSTO 
PADRAO 
CUSTO 
REAL 
1.000 1.100 
x R$ 1,00 x R$ 0,90 
1.000 990 
 
O custo real da mão de obra direta foi inferior ao padrão em R$10,00. Como a 
indústria conseguiu gastar menos do que o padrão estabelecido, a diferença foi 
favorável. Apesar de a variação no número de horas ter sido desfavorável, ela foi 
compensada pela variação favorável do custo por hora de mao de obra direta. 
 
Método do Custeio ABC 
Custeio baseado em atividades ou custeio ABC (Activity Based Costing) é um 
método de custeio que está baseado nas atividades que a empresa efetua no 
processo de fabricação de seus produtos. 
A empresa RKAB S.A. possui apenas um departamento produtivo. São utilizadas 
duas matérias-primas (M1 e M2) e fabricados três produtos (P1, P2 e P3). Os 
produtos P1 e P3 empregam 1 unidade de matéria-prima M1, ao passo que o produto 
P2 usa 1 unidade de matéria-prima M2. Todas as matérias-primas custam $ 10,00 por 
unidade. As matérias-primas M1 e M2 foram recebidas em lotes de 200 e 20unidades, 
respectivamente, o que totalizou 51 e 10 lotes. A produção de P1 dá-se em lotes de 
200 unidades, emquanto P2 e P3 são fabricados em conjuntos de 20 unidades. A 
tabela 7.1 apresenta mais dados relacionados a um periodo genérico, com 
informações típicas do método dos centros de custos. 
Exemplo fictício sobre a produção e custos da empresa RKAB S.A.
 
Observe que os produtos são idênticos no que se refere aos 
custos diretos (MP e MOD), diferindo apenas na quantidade 
produzida. 
 
Método Tradicional 
No método tradicional, os custos atribuídos ao departamento produtivo são alocados 
aos produtos por meio de uma base de distribuição. Como custos de operação do 
equipamento são mais importantes do que a MOD, vamos usar horas-máquina com 
base. Assim, os custos fixos atribuídos aos produtos ficariam: 
Taxa = 223.400/5.200 = $ 42,96/hmáq. 
P1 = P2 = P3 = 0,5 x 42,96 = $21,48 + MOD + MP = $37,48 
 10,00 + 6,00 
 
Os custos dos três produtos seriam $37,48. Os custos são semelhantes porque 
os produtos utilizam a estrutura produtiva na mesma proporção, em termos de 
MOD e horas máquina. 
 
Método – Custeio Baseado em Atividades 
 
O ABC exige um detalhamento dos CIF e o levantamento de algumas informações 
relacionadas aos direcionadores, o que é feito na Tabela a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
Detalhamento dos CIF e outras informações: 
 
 
 
Os custos das atividades são distribuídas aos produtos por meio de direcionadores de 
custos. As bases utilizadas serão: 
 Nº de lotes de MP recebida para recebimento de materiais; 
 Nº de lotes processados na produção para movimentação de materiais e 
preparação de maquinas; 
 Nº de ordens de produção para PCP; 
 Horas-máquina para a operação do equipamento 
. 
O custo de transação de cada uma das atividades é: 
 
RECEBIMENTO = 54.900/61 = $ 900,00 por lote recebido 
MOVIMENTAÇÃO = 17.500/70 = $ 250,00 por lote processado 
PREPARAÇÃO MAQ. = 7.000/70 = $ 100,00 por lote processado 
PCP = 40.000/70 = $ 2.000,00 por ordem de produção 
OPERAÇÃO = 104.000/5.200 = $ 20,00 por hora-máquina 
Os CIF alocados aos produtos são: 
CIFP1 = (50x900+50x250+50x100+16x2.000)/10.000+0,5x20 = $ 19,45 
CIFP2 = (10x900+10x250+10x100+2x2.000)/200+0,5x20 = $ 92,50 
CIFP3 = (1x900+10x250+10x100+2x2.000)/200+0,5x20 = $ 52,00 
 
 
Comparação dos Resultados 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
É possível perceber, que os métodos de custeio são divididos em métodos 
tradicionais e métodos convencionais. Nos métodos tradicionais, o custeio por 
absorção, o método das seções homogêneas e o custeio variável. Já como métodos 
convencionais, apresenta o custeio baseado em atividades e o método da unidade de 
esforço de produção. A principal vantagem do método de custeio baseado em 
atividades consiste na identificação e cálculo das atividades, estas que são as 
responsáveis por gerar valor para o cliente. Assim, atividades que não geram valor 
devem ser eliminadas do processo, visto que apenas aumentam o custo dos bens e 
serviços. Ao contrário do custeio por absorção, o método de custeio baseado em 
atividades utiliza um maior número de bases de rateio, para obter o custo das 
diversas atividades e, após, o custo dos bens e serviços. 
Já o custeio variável é defendido como o método que não tem o objetivo de ser 
atender a legislação do imposto de renda, visto que fere alguns princípios contábeis 
geralmente aceitos. Seu objetivo é o de atender às necessidades gerenciais das 
organizações. O método das seções homogêneas, muitas vezes confundido com o 
método do custeio por absorção com a departamentalização, aloca tanto os custos 
quanto as despesas, permitindo, assim, uma informação mais completa. Entretanto, 
como o custeio por absorção, incorre em bases de rateio muitas vezes arbitrárias. 
Além disso, não distingue os custos fixos dos custos variáveis, o que pode levar a 
decisões equivocadas. Já o método da unidade de esforço de produção, quanto na 
realidade das organizações, também possui seus méritos, como a simplicidade 
decorrente de sua operacionalização. Os resultados apresentam os métodos de 
custeio aplicados nos mais diversos tipos de organizações, sejam elas comerciais, 
industriais, de serviços, ou, ainda, públicas ou privadas. Ressaltasse que nenhum dos 
métodos é perfeito e resolverá todos os problemas das organizações. Mesmo o 
custeio por absorção apresenta vantagens, como atender à legislação do imposto de 
renda, alocar tanto os custos diretos quanto os indiretos e ser menos custoso de 
implementar. Porém, a escolha do método mais adequado deve levar em 
consideração o tipo de organização e o tipo de informação que 
Se busca obter. Além disso, são os gestores que, de posse das informações geradas 
pelo método aplicado, seja este tradicional, convencional ou híbrido, são quem 
decidem sobre as ações a serem tomadas. 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/metodosdecusteio.htm 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Custo 
https://www.gestaoesociedade.org/gestaoesociedade/article/download/564/547 
Revista Eletrônica Gestão e Sociedade Edição 2 de 2007-01-12 
https://www.treasy.com.br 
http://estudantecienciascontabeis.blogspot.com.br/ 
http://estudantecienciascontabeis.blogspot.com.br/ 
https://www.aprovaconcursos.com.br/ 
http://www.adventista.edu.br/ 
http://www.custoseagronegocioonline.com.br/

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